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EDITORA AUTA DE SOUZA

p.” (Emmanuel. uma vez que não tem mais seu corpo material? Ela tem ainda um fluido que lhe é próprio.A MORTE EXISTE? Texto Doutrinário “Deixa aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos. se não a conservasse? Como a alma constata a sua individualidade. o sentimento inato do futuro. ed..150-150 a).” (Allan Kardec. O livro dos espíritos. ed. ed.. a maior parte dos que nele crêem apresentam-se-nos possuídos de grande amor às coisas terrenas e temerosos da morte! ”(Allan Kardec.147).” (Allan Kardec. ed. que havia deixado momentaneamente. seja qual for a escala de sua posição social. “Em que se torna a alma no instante da morte? Volta a ser Espírito. O consolador.II.20). “Desencarnar é mudar de plano. 125). retorna ao mundo dos Espíritos. aí no mundo. cap. O céu e o inferno . quanto a ti. Como se haverá.A MORTE EXISTE? REUNIÃO PÚBLICA TEMA: MORTE PALESTRA 1 . quer dizer. ed. 149). perg. haurido na atmosfera de seu planeta e que representa a aparência de sua última encarnação: seu perispírito. diz-lhe a intuição que a morte não é a última fase da existência e que aqueles cuja perda lamentamos não estão irremissivelmente perdidos. mas serve para esclarecer que a morte não é um salto dentro da Natureza.” (Lucas. comemorativa. Imaginai um homem que passa de sua aldeia para uma metrópole moderna. O problema do ser.. comemorativa. p. sem que o fato lhe altere as enfermidades ou as virtudes com a simples modificação dos aspectos exteriores. O QUE É A MORTE? “A morte é uma simples mudança de estado. “Após a morte. desde selvagem tem. 9:60). Que seria ela. A alma prosseguirá na sua carreira evolutiva. 24.a alma conserva sua individualidade? Sim. A crença da imortalidade é intuitiva e muito mais generalizada do que a do nada. vai anunciar o reino de Deus. perg. 8. jamais a perde. perg. do destino e da dor. na hipótese de não se encontrar devidamente preparado em face dos imperativos da sua nova vida? A comparação é pobre. item I. 3 . O livro dos espíritos. 53. a destruição de uma forma frágil que já não proporciona à vida as condições necessárias ao seu funcionamento e à sua evolução. Entretanto. como alguém que se transferisse de uma cidade para outra. sem milagres prodigiosos.” (Léon Denis. O TEMOR DA MORTE A idéia da imortalidade da alma “O homem.

ed. como se não fossem encontrar maiores gozos no além túmulo. onde se tornam de alguma sorte estranhas aos vivos. sem esse freio. 53. dizem-lhes eternos adeuses como se jamais devessem revê-los.[. A vida futura deixa ser uma hipótese para ser realidade. se estão entre os eleitos vivem completamente absortas em contemplativa beatitude. p. ed. Tudo isso interpõe entre mortos e vivos uma distância tal que faz supor eterna a separação. Se descrevem a morte.” (Allan Kardec.II. o céu e o inferno. O céu e o inferno . declarando rotas todas as relações e impossível qualquer comunicação. item 8. nos levaria a deixar prematuramente a vida e a negligenciar o trabalho terreno que deve servir ao nosso próprio adiantamento.. II . como se imensa desgraça atingira os que partem. de não perder um só fruto do seu trabalho. cap II . p. mostrando-o hediondo e descarnado. depois dela tudo pelo futuro sem desprezo do presente. nos povos primitivos. A certeza de reencontrar seus amigos depois da morte. A solidariedade entre vivos e mortos faz-lhe compreender a que deve existir na Terra. porém o resultado 4 EDITORA AUTA DE SOUZA . ter penetrado pelo pensamento no mundo espiritual.” (Allan Kardec. cap. A certeza da vida futura dá-lhe outro curso às idéias. p. cap II. outro fito ao trabalho. item 3. Se as almas estão no inferno.20). item 4. p. ed. o que denota da parte do Espírito encarnado um tal ou qual desenvolvimento e aptidão para desprender-se da matéria. isto é. antes que vê-los partir. item I.. Sentimento de separação eterna “Demais. 53. 53. 53. O céu e o inferno. resignada e serenamente. mais próprias a infundirem terror do que provocarem a esperança. sua mãe ou seus amigos?” (Allan Kardec. A partida para esse mundo mais feliz só se faz acompanhar do lamento dos sobreviventes. nenhum simboliza a alma desembaraçando-se radiosa dos grilhões terrestres.21). como contrapeso à tendência que. Noções imprecisas e insuficientes da vida espiritual “Para libertar-se do temor da morte é mister poder encará-la sob o seu verdadeiro ponto de vista.Causas do temor da morte O instinto de conservação “Este temor é um efeito da sabedoria da Providência e uma conseqüência do instinto de conservação comum a todos os viventes.24). embora sofrendo. seu pai. ed. é sempre com o aspecto repelente e nunca como sono de transição. uma vez esclarecida a sua missão terrena. e é por isso que muitos preferem ter junto de si. A morte é rodeada de cerimônias lúgubres. fazendo dele uma idéia tão exata quanto possível. todos os seus emblemas lembram a destruição do corpo..]..”(Allan Kardec. onde a fraternidade e a caridade têm desde então um fim e uma razão de ser. Esse temor decresce. 21). antes dela nada que se não prenda ao presente.. ed. por exemplo.. O céu e o inferno. de engrandecer-se incessantemente em inteligência. O céu e o inferno. ainda mesmo para o céu. cap. Lastima-se por eles a perda dos gozos mundanos. Cerimônias lúgubres – lamentações – desespero “Acrescentemos ainda a circunstância de tudo nas usanças concorrer para lamentar a perda da vida terrestre e temer a passagem da Terra ao céu. uma certeza apenas atenuada por secreto apego à vida corporal. aguarda-lhe o fim calma. os entes caros.. p. finalmente. de reatar as relações que tivera na Terra. O estado das almas depois da morte não é mais um sistema. Falta de compreensão da vida futura “À proporção que o homem compreende melhor a vida futura. Assim é que.25). porque sabe que aquele depende da boa ou da má direção deste. à proporção que a certeza aumenta. dá-lhe paciência para esperar e coragem para suportar as fadigas transitórias da vida terrestre. perdida é toda a esperança de as rever. a própria Igreja põe entre umas e outras uma barreira insuperável. item 9. perfeição.” ( Allan Kardec. mais tarde tornada simples esperança e. 53. Por que não temer a morte? “A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. a crença vulgar coloca as almas em regiões apenas acessíveis ao pensamento. Ele é necessário enquanto não se está suficientemente esclarecido sobre as condições da vida futura. arder eternamente seu filho. o temor da morte diminui. a menos que lá se vá ter também. E a alma que estiver no céu será realmente feliz vendo. e desaparece quando esta é completa. no presente como no futuro. cap. o futuro é uma vaga intuição.II.

perg. estão ao redor de nós. p. a pior emoção do suicida é a de acompanhar. Para os espíritas. são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação. o que muito é para fixar as idéias sobre a sua individualidade. aptidões e percepções. Além disso. mas a certeza que os conforta.. em tais circunstâncias. talvez. essas surpresas tristes não se verificam para as almas. Não se nos apresentam mais como chamas fugitivas que nada falam ao pensamento. nesse particular. indefinidamente.. Suicidas há que continuam experimentando os padecimentos físicos da última hora terrestre. aí os vemos em todos os graus da escala espiritual. Suicídio “A primeira decepção que os aguarda é a realidade da vida que não se extingue com as transições da morte do corpo físico. não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa.” (Emmanuel. o mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática. ed. assistindo. em que o coração e o raciocínio se tocam das luzes das meditações sadias.154). cuja justiça nunca se fez sentir. perg. sentem as impressões terríveis do tóxico que os aniquilou as energias. Não mais permissível sendo a dúvida sobre o futuro. a que resulta do esgotamento dos órgãos em conseqüência da idade. Ergueu-se o véu. 25-26). porém sob uma forma concreta que antes no-los mostra como seres viventes. 53. junto dos homens. 152).” (Emmanuel. Já não é só a esperança. ela tem um corpo etéreo que a define ao pensamento. TIPOS DE DESENCARNAÇÃO Natural: velhice “Na morte natural. 26. como quem aguarda a libertação pela porta da vida e não do nada”. Quase sempre.. sabem que a vida futura é a continuação da vida terrena em melhores condições e aguardam-na com a mesma confiança com que aguardariam o despontar do Sol após uma noite de tempestade. O consolador. em seu corpo somático. o peso das rodas pesadas sob as quais se atiraram na ânsia de desertar da vida. Os motivos dessa confiança decorrem. com a justiça e bondade de Deus. a alma não é uma abstração.” (Allan Kardec. Eis aí por que os espíritas encaram a morte calmamente e se revestem de serenidade nos seus últimos momentos sobre a terra. o homem deixa a vida sem o perceber: é uma lâmpada que se apaga por falta de combustível. em vez de perdidos nas profundezas do Espaço. ed. item 10. A lembrança dos que nos são caros repousa sobre alguma coisa de real. sendo justo considerarmos a utilidade e a necessidade das dores físicas. o processo da decomposição do corpo abandonado no seio da terra. O consolador. (Allan Kardec. em vista da situação de surpresa ante os acontecimentos supremos e irremediáveis. correspondendo às intimas aspirações da Humanidade. o mundo corporal e o mundo espiritual identificam-se em perpétuas relações. dos fatos testemunhados e da concordância desse fatos com a lógica. vida essa agravada por tormentos pavorosos. verminado e apodrecido. assistindo-se mutuamente. a criatura não se encontra devidamente preparada e o imprevisto da situação lhe traz emoções amargas e terríveis. observando as ilusões e os prejuízos do excessivo apego à Terra. outrossim. em virtude de sua decisão tocada de suprema rebeldia. 5 .152). no caso das enfermidades dolorosas e prolongadas. 26. De todos os desvios da vida humana o suicídio é. 26. p. ed. a passagem das águas silenciosas e tristes sobre os seus despojos. sem a luz da misericórdia. encara-se a sua aproximação a sangue-frio. ed. o maior deles pela sua característica de falso heroísmo. a perfuração do cérebro pelo corpo estranho partido da arma usada no gesto supremo. minuto a minuto. Anos a fio. comumente.” (Emmanuel. perg. desaparece o temor da morte. O livro dos espíritos.. em todas as fases da felicidade e da desgraça. a todas as peripécias da vida além-túmulo. ed. Acidental e morte violenta “A desencarnação por acidente. os casos fulminantes de desprendimento proporcionam sensações muito dolorosas à alma desencarnada. O consolador.da observação. de negação absoluta da lei do amor e de suprema rebeldia à vontade de Deus. enfim. porquanto somente com o seu concurso precioso pode o homem alijar o fardo de suas impressões nocivas do mundo. comemorativa. onde procuraram o olvido criminoso de suas tarefas no mundo e. Enfermidade “Entretanto. cap II. O céu e o inferno. para penetrar tranqüilamente os umbrais da vida do Infinito. 154).

A VIDA NO MUNDO ESPIRITUAL Espíritos errantes “A alma reencarna imediatamente após a separação do corpo? Algumas vezes reencarna imediatamente. Daí a necessidade de encararmos todas as nossas atividades no mundo como a tarefa de preparação para a vida espiritual. perg. sim. 148). 224).” (Allan Kardec. 224 b). Cedo ou tarde. Quem tem medo da morte? 4.” (Emmanuel. de grêmios. nas esferas mais próximas da Terra. tal qual se verifica nas sociedades do vosso mundo. ed. “Essa duração está subordinada à vontade do Espírito. “Qual pode ser a duração desses intervalos? Desde algumas horas até alguns milhares de séculos. que aspira a novo destino.” (Allan Kardec. Diferentes ordens ou graus de Espíritos “Pode-se dizer que são errantes todos os Espíritos que não estão encarnados? Os que devam reencarnar. desmoronamentos. diariamente. ed. os sacerdotes objetivando cada grupo a defesa dos seus interesses próprios? O homem desencarnado procura ansiosamente. ‘Por quê?’ – questionam. O consolador. comemorativa. ed. perg. mas. 146). angustiados os familiares. os políticos. no Espaço. mas os Espíritos puros. o Espírito. ed. O livro dos espíritos. 223). Nos mundos superiores. as aglomerações afins com o seu pensamento. ed. O livro dos espíritos.” (Allan Kardec. perg.. mas na maioria das vezes só depois de intervalos mais ou menos longos. Propriamente falando. afogamentos. obsessões que se tornam o seu martírio moral de cada hora. envolvidas em circunstancias trágicas: incêndios. não se abraçam os agiotas. As vossas cidades não se encontram repletas de associações. Outros pedem que ela se prolongue. 48). p.Desencarne coletivo “Multidões regressam à Espiritualidade. perg. que tenhamos um coração sempre puro. Os Espíritos sabem perfeitamente o que fazem. perg. O consolador. 224 a). acidentes aéreos e automobilísticos. comemorativa. o Espírito terá que volver a uma existência apropriada a purificá-lo das máculas de suas existências precedentes. Seu estado normal é o dos vossos sonâmbulos lúcidos. a sua mente reencontrará as obsessões de materialidade. tratando-se de criaturas apaixonadas e viciosas.” (Richard Simonetti. 26. obedecendo aos laços afins. Não raro representam o resgate de dividas cármicas contraídas com o exercício da violência no pretérito. os comerciantes. comemorativa. a reencarnação é quase sempre imediata. terremotos. etc. para alguns. que pode prolongar-se muitíssimo.. de modo a continuar o mesmo gênero de vida abandonado na Terra. A Doutrina Espírita demonstra que tais ocorrências estão associadas a experiências evolutivas.” (Allan Kardec. comemorativa.. conjugando idênticos interesses de vários indivíduos? Aí. “Que se torna a alma no intervalo das encarnações? Espírito errante. que espera. ed. 6 EDITORA AUTA DE SOUZA .. sendo indispensável à nossa felicidade além do sepulcro. quais as do dinheiro. não são errantes: seu estado é definitivo. mas que nunca é perpétuo. 26. os que atingiram a perfeição. a fim de continuarem estudos que só podem ser efetuados com proveito na condição de Espírito livre.. não há extremo limite estabelecido para o estado de erraticidade.” (Emmanuel. é também uma punição imposta por Deus. perg. O livro dos espíritos. O livro dos espíritos. de classes inteiras que se reúnem e se sindicalizam para determinados fins. encarnado goza de quase todas as suas faculdades de Espírito. todos os casos de desencarnação são determinados previamente pelas forças espirituais que orientam a atividade do homem sobre a Terra. ou lhe pode ser imposta como expiação? É uma conseqüência do livre-arbítrio. do álcool.. mas. O QUE ACONTECE APÓS A MORTE? “A alma desencarnada procura naturalmente as atividades que lhe eram prediletas nos círculos da vida material. ed. “Com exceção do suicídio. Sendo aí menos grosseira a matéria corporal.

O livro dos espíritos. tais como o homem os imagina? São simples alegorias: por toda parte há Espíritos felizes e infelizes. de acordo com os méritos? [. Pergunta de Allan Kardec e resposta do Espírito Pai Crépin: “À vossa entrada no mundo dos Espíritos havia alguém que vos veio receber? 7 . “Que se deve entender por purgatório? Dores físicas e morais: o tempo da expiação. A localização absoluta das regiões de penas e recompensas só existe na imaginação do homem. É uma graça concedida aos bons Espíritos quando os seres que os amam vêm ao seu encontro.” (Allan Kardec. os Espíritos são de diferentes ordens.” (Allan Kardec. 289). bem como os que se encontram encarnados. perfeitos. os Espíritos de uma mesma ordem se reúnem por simpatia. O que o homem chama purgatório é igualmente uma alegoria. Paraíso. algumas vezes. ed.(Destaques nossos). ed. pela qual se deve entender não um local determinado. por haver escapado aos perigos da estrada.Explicações de Allan Kardec a essa questão: No tocante às qualidades íntimas. comemorativa. Operando-se essa purificação por meio das diversas encarnações. Quase sempre eles o vêm receber na sua volta ao mundo dos Espíritos e o ajudam a libertar-se das faixas da matéria. o inferno e o paraíso não existem. ed.] As penas e os gozos são inerentes ao grau de perfeição do Espírito. perg. comemorativa. Entretanto. ou graus. encontrar-se conosco quando deixamos a Terra? Sim. comemorativa. p. não precisando mais de encarnação. O REENCONTRO COM OS FAMILIARES “O Espírito encontra imediatamente aqueles que conheceu na Terra e que morreram antes dele? Sim. Revista espírita: jornal de estudos psicológicos. 226). Quanto aos Espíritos encarnados. ed. 3. não existe nenhum lugar circunscrito ou fechado especialmente destinado a uns ou a outros. e os vai visitar. pelos quais vão passando sucessivamente.” (Allan Kardec. E como eles estão por toda parte. 1013). perg. 331).” (Allan Kardec. É uma punição. que os elevará à categoria dos Espíritos bem-aventurados. O livro dos espíritos. Vê os que estão na erraticidade. cuja essência infinita é incapaz de compreender. isto é. o purgatório consiste nas provas da vida corporal. 1012-1012 a). De acordo com isso. 160). quando são perfeitos. Encontrase também com muitos dos que conheceu e perdeu de vista durante sua vida na Terra. perg. isto é.” (Allan Kardec. É quase sempre na Terra que fazeis o vosso purgatório e que Deus voz faz expiar vossas faltas. ligados a um corpo. como se regressasse de uma viagem. comemorativa. Felecitam-na. O livro dos espíritos. comemorativa. mas o estado dos Espíritos imperfeitos que estão em expiação até alcançarem a purificação completa. ao passo que aquele que se acha maculado permanece no isolamento ou só tem a rodeá-lo os que lhe são semelhantes. “Nossos parentes e amigos vêm. Provém da sua tendência a materializar e a circunscrever as coisas. – Freqüentemente estou com ela.. sem corpo material e aguardando nova encarnação para se melhorarem. ed.. Cada um tira de si mesmo o princípio de sua felicidade ou de sua desventura. podem reunir-se onde queiram. inferno e purgatório “Haverá no Universo lugares circunscritos para as penas e gozos dos Espíritos. conforme a afeição que tinha por eles e o afeto que eles lhe consagravam. perg.. esses são mais ou menos felizes ou infelizes. podem ser: Encarnados. e ajudam-na a desprender-se dos laços corporais. conforme seja mais ou menos adiantado o mundo em que habitam. Com relação ao estado em que se acham. O livro dos espíritos. Errantes. Depoimentos Pergunta de Allan Kardec e resposta do Espírito Sra. à medida que se purificam. os Espíritos vão ao encontro da alma a que se afeiçoaram. O livro dos espíritos. mas. conforme também já dissemos. e Espíritos puros. perg.” (Allan Kardec. Schwabenhaus: “Desde que estais morta já revistes vossa filha? Resp. ed. isto é. 1858.

um sentimento de gratidão e de afeto por aquele que lhe deu essa prova de afeição ou de piedade. 665). 8 EDITORA AUTA DE SOUZA .” (Allan Kardec. a intenção é tudo. quatro meninas desencarnaram: Ana Paula (9 anos).. constitui para este uma prova de que não o esquecestes e que não deixa de contribuir para aliviar os seus sofrimentos e consolá-lo. filhas do casal Detzi e Luzia.” (Allan Kardec.. e Márcia (13 anos). perg.” (Allan Kardec.. comemorativa. estimulado pela prece. um andar do prédio em construção caiu sobre a casa nº 78. Ah! se eu tivesse fé!” (Viúva de Malabar. “Que pensar da opinião dos que rejeitam a prece em favor dos mortos. A prece é agradável a Deus quando dita com fé. 1858. lei divina que deve conduzir à unidade. pela prece. p. sem. – Sim. O livro dos espíritos. Consequentemente. a menos que signifique. se. jamais ignora que uma alma simpática se ocupou com ele. ed. e a prece do coração é preferível àquela que podes ler. pois agora compreendo que somente a prece é capaz de fazer-nos suportar corajosamente as provações que nos são enviadas. porque é uma prova do interesse que lhe é dado e também porque o infeliz é sempre consolado quando encontra almas caridosas que se compadecem de suas dores. 1859. “Será útil orar pelos mortos e pelos Espíritos sofredores? Nesse caso. pois. 221). Revista espírita: jornal de estudos psicológicos. desse modo. de sua parte. obedeceram à lei de amor e de união de todos os seres. A PRECE PELOS MORTOS “A prece é agradável a Deus? A prece é sempre agradável a Deus. quando ditada pelo coração. 3. contudo. um ato de sincero arrependimento e de verdadeira humildade. despertando-lhe a doce crença de que a intercessão dessa alma lhe foi útil. Jesus orava pelas ovelhas desgarradas. perg. e só então. minha mãe. Esta recomendação compreende todos os meios possíveis de o homem testemunhar afeição pelos outros homens.” (Allan Kardec. provoca-se o arrependimento e o desejo de fazer o que é necessário para ser feliz. em virtude de não estar prescrita no Evangelho? O Cristo disse aos homens: Amai-vos uns aos outros. também não é menos certo que a prece que dirigis a Deus em favor daquele que vos inspira afeição. Mas. Desde que ele manifeste o mais leve arrependimento. consolar e dar-lhes esperanças. Se é verdade que nada pode desviar o Criador de aplicar a justiça – da qual é a personificação por excelência – a todas as ações do Espírito. É neste sentido que se pode abreviar o sofrimento do Espírito. p. por sua parte. que vos tornareis culpados se nada fizerdes por aqueles que mais necessitam de preces. ele contribui com a sua boa vontade. sobrinha do casal. mas a alma por quem se ora experimenta alívio. comemorativa. atrai para junto do Espírito sofredor Espíritos melhores.. pois. 3. orgulhoso e egoísta. ambos. 517) . não creais que o sensibilize a prece do homem vão. Pergunta de Allan Kardec e resposta do Espírito Jardin: “Revistes imediatamente vossa esposa no momento da morte? Resp.ed. p. ed. que o vêm esclarecer. de sua parte. comemorativa.ed. Em 1974. como as nossas preces podem proporcionar-lhes alívio e abreviar seus sofrimentos? Têm o poder de abrandar a justiça de Deus? A prece não pode ter por efeito mudar os desígnios de Deus.Resp. o amor que o Cristo recomendava aos homens só vai aumentar entre eles. O desejo de melhorarse. 658). Depoimentos dos próprios Espíritos sobre os efeitos da prece “Proporcionar-me-íeis grande prazer se orásseis por mim. 1860. entrar em minúcias quanto à maneira de atingir esse objetivo. – Foi ela quem veio receber-me e esclarecer-me. Daí resulta.. O livro dos espíritos. Revista espírita: jornal de estudos psicológicos. Jussara (20 anos) e Tereza Cristina (22 anos). é socorrido. CASO: A FONTE QUE NOS LAVA O CORAÇÃO Livro: Enxugando lágrimas Médium: Francisco Cândido Xavier Situação: Mensagem de Tereza Cristina. perg. por isso. 3. 664).” (Allan Kardec. que é o objetivo e a finalidade do Espírito. ed. por mais bela que seja. 415). necessariamente. O livro dos espíritos. ed. se for lida mais com os lábios do que com o pensamento. mostrando-vos. para Ele. Revista espírita: jornal de estudos psicológicos. Por outro lado. com fervor e sinceridade. em Juiz de Fora.

mas pode acreditar que espiritualmente não nos separaremos. em Uberaba. querida Mamãe. através de Chico Xavier. De outras vezes separados pelas impressões. Outra senhora de nome Ernestina. 9 . um torpor que não sei descrever. nós nos reencontraremos de novo.]. tudo vai ser feito pelo melhor. suportar as nossas provas e abençoar todas elas. Até a nossa própria dor pode ser traduzida por música. querida mamãe. Identificação: Flávia: Acompanhou os pais na viagem para Uberaba BUSCAR JESUS “Em verdade. Um senhor de nome Histórico estava com eles e nos amparava. Com papai e todos os nossos.].. (p. Todas as nuvens da memória traumatizada estão desaparecendo. agora “ uma cartinha-bilhete”.. Não chorem mais. Estou num momento difícil.].” Jesus (João. Compreendo hoje. essa que fica em nós parecendo moléstia escondida. O médium desconhecia qualquer dados sobre o acidente. Ernestina Milagres. 36 -39).PRIMEIRA MENSAGEM “Querida Mamãe . que vocês não morreram”. [. O pranto é semelhante à fonte que nos lava o coração por dentro. [. Identificação: Tereza Cristina.. Vim com vocês na viagem.[. e rogo a Deus nos proteja a todos. peço receber. Mãezinha. me acalmava. Unidos na mesma luz de confiança na prece. mas entendo nesse aspecto. Deram-nos passes e oraram. Tudo recebemos do Céu como sendo o melhor que nos sucede. peço para que me abençoem.” (p. Evitemos. por vê-la mais tranqüila e trabalhando na seara do Bem. É verdade que temos estado juntos. além daquela que lhes trouxe. diz ele.]. Um dia.45).. a tristeza destrutiva. mamãe. Agora. meu avô Izaltino me encoraja a escrever. rogo à senhora para que as lágrimas não sejam tão doloridas. E a permissão solicitada por ele veio até nós. querido papai. querido papai. Um choque como se uma dinamite rebentasse sobre nós. recebem todo o coração da filha sempre reconhecida que. querida Mãezinha.BILHETE DO CORAÇAO “Querida Mamãe.. Fomos removidas e tratadas. Jussara Maria. Deus nos abençoe. em que aprendemos reajuste e serenidade. jamais morrerá. Depois de algum tempo. e estamos por enquanto no Hospital-Escola. dando-se a conhecer. a filha mais velha manda mensagem para seus pais. A música da caridade. “É preciso que sua mãe saiba de tudo.. Querido papai e querida Mãezinha.. Ainda não posso escrever-lhes carta mais longa. É preciso lutar. que igualmente não sei calcular. CARTINHA .. e depois do choque com anseio inútil de me levantar. em verdade vos digo: Aquele que guardar a minha palavra. Uma cartinha-bilhete para reafirmar o nosso carinho. Ana Paula e Márcia estão melhorando. porém.. Avô Izaltino: Desencarnado em 1957 Avô Militão :Desencarnado em 1972 Histórico: Era membro da Casa Espírita – desencarnou em Juiz de Fora Ernestina Milagres: Trabalhadora ativa em diversos Centros Espíritas. Papai. no dia 17 de julho de 1976. A inconformação é que taxa com sofrimento maior as ocorrências difíceis do mundo. Meu avô Izaltino e meu avô Militão se mostraram para mim. SEGUNDA MENSAGEM Os pais tiveram a grata alegria de receber nova mensagem da filha. creio que Milagres. Estou muito feliz. pede a Jesus por nossa felicidade. É preciso aceitar a vontade do Senhor que é bondade constante para conosco. muitos beijos de sua filha reconhecida. 8:51). [. Agradeço a companhia de Flávia. as lágrimas são benditas. chegaram pessoas. mais uma vez.].[..

9:60 O que é a morte? O temor da morte Tipos de desencarnação O que acontece após a morte? A vida no Mundo Espiritual O reencontro com os familiares A prece pelos mortos Caso: “A fonte que nos lava o coração” Encerrar a palestra com reflexão: João. Acompanha o encaminhamento do público para o passe. Faz a prece final e convida o público para conhecer a livraria e a biblioteca do Centro Espírita. R E C U R S O S / PROVIDÊNCIAS: Transparências e ou cartazes. poderá ir a outras fontes bibliográficas. ou Projetor multimídia.. 8:51 Exposição oral. Após a prece. no meio ou no final da preleção. A critério do expositor espírita no enriquecimento de sua palestra. o expositor introduz o tema com perguntas reflexivas dirigidas ao público. sendo que o caso (ou história interessante) poderá ser narrado no início. OBJETIVOS COMPLEMENTARES: (a critério do expositor) II – SUMÁRIO PARTES DA CONTEÚDOS PALESTRA ATIVIDADES/ PROCEDIMENTOS.pelos mortos. 10 EDITORA AUTA DE SOUZA . Proporcionar o consolo do reencontro com os familiares e entender a importância da prece. INTRODUÇÃO TEMPO: 5´ Quem tem medo da morte? O que é morrer? Existe vida após a morte? DESENVOLVIMENTO TEMPO: 30´ Lucas. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: Obs. Zela pela harmonia da sala. Os avisos gerais serão dados antes da prece. além das oferecidas no texto doutrinário. CONCLUSÃO TEMPO: 5´ Após a conclusão da palestra o expositor faz a prece de preparação para o passe.PALESTRA 1: A MORTE EXISTE? EXPOSITOR: PLANO DE PALESTRA TEMA: MORTE I – INFORMAÇÕES GERAIS DATA_____/______/____HORÁRIO: INSTITUIÇÃO: OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Compreender o significado da morte e as razões do temor da morte. Retroprojetor. que será feita às 20h.

A MORTE EXISTE? 11 .

” (Lucas. vai anunciar o reino de Deus. quanto a ti.TEMA: MORTE TEMA: MORTE Reunião Pública 01 01 A MORTE EXISTE? “Deixa aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos. 9:60). • QUEM TEM MEDO DA MORTE? • O QUE É DESENCARNAR? • EXISTE VIDA APÓS A MORTE? 1/10 .

quer dizer. como alguém que se transferisse de uma cidade para outra. O livro dos espíritos.” (Allan Kardec . comemorativa.O QUE É DESENCARNAR? TEMA: MORTE “Desencarnar é mudar de plano. perg . 147) EM QUE SE TORNA A ALMA NO INSTANTE DA MORTE? “Volta a ser Espírito. O 01 01 consolador. sem que o fato lhe altere as enfermidades ou as virtudes com a simples modificação dos aspectos exteriores. que deixou momentaneamente.”(Emmanuel.ed. perg . retorna ao mundo dos Espíritos. ed. aí no mundo. 20. 149) 2/10 .

cap. cap. p. p. O céu e o inferno. 20) A crença da imortalidade é intuitiva e muito mais generalizada do que a do nada..O TEMORMORTE TEMA: DA MORTE ’’ 01 01 26. II. O céu e o inferno. II. item I.ed. 20 3/10 . CAUSAS DO TEMOR DA MORTE O instinto de conservação Falta de compreensão da vida futura Sentimento de separação eterna Cerimônias lúgubres – lamentações – desespero. item I. a maior parte dos que nele crêem apresentam-se-nos de grande amor às coisas terrenas e temerosos da morte!’’ (Allan Kardec. (Allan Kardec . Entretanto.. 26.ed.

26.].. O céu e o inferno. 25). Ergueu-se o véu. são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação.” (Allan Kardec. 4/10 . o mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática. item 10. ed. [.POR QUE NÃO TEMER A MORTE? TEMA: MORTE 01 01 “A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro.. não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa.. p. A vida futura deixa ser uma hipótese para ser realidade. cap II.

TIPOS DE DESENCARNAÇÃO TEMA: MORTE 1. DESENCARNE COLETIVO 5/10 . NATURAL: VELHICE 2. ACIDENTAL E MORTE VIOLENTA 01 01 3. ENFERMIDADE 4. SUICÍDIO 5.

ed. 224). INFERNO. perg. que espera. O livro dos espíritos. ed. PURGATÓRIO “A localização absoluta dos lugares de penas e recompensas não existe senão na imaginação do homem” (Allan Kardec. 1012 -1012-a) 6/10 .” 01 01 (Allan Kardec. comemorativa. PARAÍSO. comemorativa. O livro dos espíritos. perg . que aspira a novo destino.A VIDA NO MUNDO ESPIRITUAL TEMA: MORTE ESPÍRITOS ERRANTES “Que se torna a alma no intervalo das encarnações? Espírito errante.

ed. Quase sempre eles o vêm receber na sua volta ao mundo dos Espíritos e o ajudam a libertar-se das faixas da matéria. Revista espírita: jornal de estudos psicológicos. – Foi ela quem veio receber-me e esclarecer-me. perg. ed.O REENCONTRO COM OS FAMILIARES TEMA: MORTE 01 01 “O Espírito encontra imediatamente aqueles que conheceu na Terra e que morreram antes dele? Sim.. comemorativa.” (Allan Kardec. 3. conforme a afeição que tinha por eles e o afeto que eles lhe consagravam. 160). 221).” (Allan Kardec. Pergunta de Allan Kardec e resposta do Espírito Jardin: “Revistes imediatamente vossa esposa no momento da morte? Resp. p. O livro dos espíritos. 1860 . 7/10 .

664). comemorativa. O livro dos espíritos. como as nossas preces podem proporcionar-lhes alívio e abreviar seus sofrimentos? Têm o poder de abrandar a justiça de Deus? A prece não pode ter por efeito mudar os desígnios de Deus. ed.” (Allan Kardec. perg.A PRECE PELOS MORTOS TEMA: MORTE “Será útil orar pelos mortos e pelos Espíritos sofredores? Nesse caso. mas a alma por quem se ora experimenta alívio. porque é uma prova do interesse que lhe é dado e também porque o infeliz é sempre consolado quando encontra almas caridosas que se compadecem de suas dores. 01 01 8/10 .

p.” (Espíritos Diversos. a tristeza destrutiva.. 36 -39) 9/10 . Fomos removidas e tratadas. em que aprendemos reajuste e serenidade.[.. Enxugando lágrimas.. mamãe.MENSAGEM TEMA: MORTE 01 01 “Evitemos.].] É preciso lutar. e estamos por enquanto no Hospital-Escola.. querida mamãe.[. essa que fica em nós parecendo moléstia escondida. suportar nossas provas e abençoar todas elas.

em verdade vos digo: Aquele que guardar a minha palavra. jamais morrerá.” Jesus (João. 8:51) 10/10 .BUSCAR JESUS TEMA: MORTE 01 01 “Em verdade.

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