Ma n u a l d e

Co m u n i c a ç ã o
S o c i a l E s p í r i t a
Fu n d a m en t os filos óficos e t écn i cos
Ma n u a l d e
Co m u n i c a ç ã o
S o c i a l E s p í r i t a
Fu n d a m en t os filos óficos e t écn i cos
Con s elh o Fed er a t ivo Na cion a l
Fed er a çã o Es p ír it a Br a s ileir a
Brasília - 2011
Aprcscntacåo
T
ão importante quanto criar ideias para a divulgação e a difusão da
Doutrina Espírita é executá-las, dando-lhes formas perceptíveis ao
público a quem a mensagem se destina.
Em função disso, o Conselho Federativo Nacional decidiu lançar o
presente Manual com o propósito de sugerir soluções de “Como fazer”,
diante dos recursos atuais que a tecnologia nos coloca à disposição.
Entretanto, no primeiro momento, importa destacar os conceitos
ético evangélicos que envolvem o ato comunicativo e que estão reunidos
no documento “Princípios e Diretrizes da Comunicação Social Espírita”
aprovado pelo próprio Conselho Federativo Nacional, em 1993, e que re-
flete o pensamento das 27 Entidades Federativas Estaduais. É um resgate
oportuno, que se justifica por sua consistência doutrinária, consubstan-
ciada nos conceitos morais do Evangelho de J esus e, em plena sintonia
com as Obras da Codificação Espírita.
O conteúdo central corresponde às pontuações do item VII- “Di-
vulgação da Doutrina Espírita”, do livro “Orientação ao Centro Espíri-
ta”, com acréscimo de outros itens, em conexão com Diretrizes e Ações
constantes do “Plano de Trabalho para o Movimento Espírita Brasileiro
(2007-2012)”.
Em Leitura Complementar e em “Anexos, constam esclarecimentos
pertinentes ao universo da Comunicação Social Espírita, envolvendo lite-
ratura técnica e relacionada à legislação em vigor.
Tendo em vista a celeridade com que a área de Comunicação avança
na descoberta de novos veículos, este Manual não pretende contemplar
todos os itens, assim como também, não pretende esgotar o assunto. É
propósito, pois, que ele receba, com regular periodicidade, acréscimos,
que irão constar do Site da Federação Espírita Brasileira.
Esperamos que o presente Manual torne-se um instrumento facili-
tador aos trabalhadores da Área de Comunicação Social Espírita, tanto
dos centros espíritas, como das federações espíritas estaduais, na tarefa
de agir e interagir, com os vários públicos e segmentos de público, com os
quais as instituições espíritas se relacionem.
Sejamos persistentes na ação de comunicar o bem pelo próprio
bem.
Brasília, janeiro de 2011.
Área de Comunicação Social Espírita das Comissões Regionais do
Conselho Federativo Nacional da FEB.
Com i s s ã o d e Pla n ej a m en t o
Coordenação e organização: Merhy Seba (FEB-CFN)
Redação: Maria Helena Marcon (Federação Espírita do Paraná-FEP) e
Merhy Seba
Suporte de conteúdos: Ivana Leal Rayski (Federação Espírita do Estado
de Goiás-FEEGO)
J osé Ricardo Canto Lírio (Federação Espírita do Estado do Espírito San-
to-FEEMS)
Limiro Besnosik (Federação Espírita do Estado da Bahia-FEEB)
Editoração eletrônica: Caroline Vasquez e Paulo Márcio Moreira
$UHÁRl O
Mensagem: “Divulgação Espírita” ...................................................13
Princípios e Diretrizes da Comunicação Social Espírita ................. 17
Desenvolvimento das Atividades de Comunicação .... 25
Alto-falante ..................................................................................... 25
Biblioteca ........................................................................................ 26
Brindes funcionais.......................................................................... 28
Boletim informativo ....................................................................... 29
Cartaz .............................................................................................. 30
Catálogo .......................................................................................... 33
Cinema ............................................................................................ 34
Cine-debate .................................................................................... 36
Display de solo e de balcão............................................................. 37
Eventos ........................................................................................... 38
Folheto e Folder ............................................................................ 54
Indoor ............................................................................................ 54
Indoor televisivo ............................................................................ 55
Internet ........................................................................................... 56
J ornal: interno e externo ............................................................... 60
J ornal leigo .................................................................................... 63
Livro ............................................................................................... 67
Mala-direta .................................................................................... 70
Marketing Direto ............................................................................ 72
Merchandising no Ponto-de-Venda .............................................. 73
Merchandising na TV .................................................................... 73
Merchandising no Teatro .............................................................. 74
Mensagem impressa ...................................................................... 74
Mídia Exterior ................................................................................ 75
Mural interno/ Quadro mural ....................................................... 80
Outdoor .......................................................................................... 81
Rádio ............................................................................................... 83
Rádio Web ..................................................................................... 84
Revista ........................................................................................... 86
Telefonia móvel ............................................................................. 88
Televisão ........................................................................................ 88
Volante/ Panfleto ........................................................................... 94
Videoteca ....................................................................................... 95
Vídeo ................................................................................................ 95
Glossário de termos técnicos ............................................... 61
Anexos ........................................................................ 97
Modelo de Regimento Interno ..................................................... 109
Flexibilidade da adaptação a um Centro Espírita e uma
Federativa Estadural .......................................................................111
Implantação da Área de CSE no Órgão Federativo ...................... 115
Perfil do Trabalhador .................................................................... 118
Benefícios do Trabalho em Equipe ............................................... 119
Leitura Complementar .............................................. 121
Cine-debate: A utilização do filme ................................................ 121
Sugestões de filmes para utilização no Cine-debate .....................122
Diferenças entre Eventos ..............................................................125
Para se obter boa fotografia .......................................................... 127
A arte de falar na Televisão .......................................................... 128
Recomendações de entrevistas na Mídia ..................................... 130
Dicas para Coletiva com a Imprensa ............................................ 131
Banco de dados ..............................................................................132
Legislação em Vigor ......................................................................133
Material Impresso: Como obter bons resultados ......................... 141
Campanhas permanentes da FEB-CFN ........................................147
Bibliografia ................................................................................... 149
' 0i vul ¤acåoU£spírita'
Bezerra de Menezes
Filhos, o Senhor nos abençoe.
Efetivamente, as nossas responsabilidades no plano terrestre vos
concitam ao trabalho árduo no que se refere à implantação das ideias li-
bertadoras da Doutrina Espírita, que fomos trazidos a servir. Em verda-
de, nós outros, os amigos desencarnados, até certo ponto, nos erigimos
em companheiros da inspiração, mas as realidades objetivas são vossas,
enquanto desfrutardes as prerrogativas da encarnação.
Compreendamos, assim, que a vossa tarefa na divulgação do Espiri-
tismo é ação gigantesca, de que vos não será lícito retirar a atenção.
Nesse aspecto do assunto, urge considerarmos o impositivo da distri-
buição equitativa e plena dos valores espirituais, tanto quanto possível, a
benefício de todos.
Devotemo-nos à cúpula, de vez que, em qualquer edificação é de ser-
ventia ou deve servir à vivência de quantos integram no lar a composição
doméstica. Em Doutrina Espírita, encontramos a Terra toda por lar de
nossas realizações comunitárias e, por isso mesmo, a cúpula das ideias
é conclamada a exercer a posição de cobertura generosa e benéfica em
auxílio da coletividade.
Não vos isoleis em qualquer ponto de vistas, sejam eles quais forem.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
14
Estudai todos os temas da humanidade e ajustai-vos ao
progresso, cujo carro prossegue em marcha irreversível.
Observai tudo e selecionai os ingredientes que vos pareçam necessá-
rios ao bem geral. Nem segregação na cultura acadêmica, nem reclusão
nas afirmativas do sentimento.
Vivemos um grande minuto na existência planetária, no qual a civi-
lização, para sobreviver, há de alçar o coração ao nível do cérebro e con-
trolar o cérebro, de tal modo que o coração não seja sufocado pelas aven-
turas da inteligência.
Equilíbrio e justiça, harmonia e compreensão.
Nesse sentido, saibamos orientar a palavra espírita no rumo do en-
tendimento fraternal.
Todos necessitamos de sua luz renovadora.
Imperioso, desse modo, saber conduzi-la, através das tempestades
que sacodem o mundo de hoje, em todos os distritos da opinião.
Congreguemos todos os companheiros na mesma formação de traba-
lho, conquanto se faça imprescindível a sustentação de cada um no encar-
go que lhe compete.
Nenhuma inclinação à desordem, a pretexto de manter coesão, e ne-
nhum endosso à violência sob a desculpa de progresso.
Todos precisamos penetrar no conhecimento da responsabilidade de
viver e sentir, pensar e fazer.
Os melhores necessitam do Espiritismo para não perderem o seu
próprio gabarito nos domínios da elevação; os companheiros da reta-
guarda evolutiva necessitam dele para se altearem de condição. Os felizes
reclamam-lhe o amparo, a fim de não se desmandarem nas facilidades
que transitoriamente lhes enfeitam as horas, e os menos felizes pedem-
lhe o socorro, a fim de se apoiarem na certeza do futuro melhor; os mais
jovens solicitam-lhe os avisos para se organizarem perante a experiência
que lhes acena ao porvir e os companheiros amadurecidos na idade física,
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
15
esperam-lhe o auxílio para suportar com denodo e proveito as lições que
o mundo lhes reserva na hora crepuscular.
Assim sendo, tendes convosco todo um mundo de realizações a men-
talizar, preparar, levantar, construir.
Não nos iludamos, hoje dispondes da ação no corpo que envergais;
amanhã seremos nós os amigos desencarnados, que vos substituiremos
na arena de serviço.
A nossa interdependência é total.
E, ante a nossa própria imortalidade, estejamos convencidos de que
voltaremos sempre à retaguarda para corrigirmos, retificando os erros
que tenhamos, acaso, perpetrado. Mantenhamo-nos, por isso, vigilantes.
J esus na Revelação e Kardec no esclarecimento resumem para nós
códigos numerosos de orientação e conduta.
Estamos ainda muito longe de qualquer superação, à frente de um e
outro, porque, realmente, os objetivos essenciais do Evangelho e da Co-
dificação exigem ainda muito esforço de nossa parte para serem, por fim,
atingidos.
Finalizando, reflitamos que sem comunicação não teremos caminho.
Examinemos e estudemos todos os ensinos da verdade, aprendendo
a criar estradas espirituais de uns para os outros, estradas que se pavi-
mentem na compreensão de nossas indagações e questões sejam solucio-
nadas com eficiência e segurança.
Sem intercâmbio, não evoluiremos; sem debate, a lição mora estan-
que no poço da inexperiência, até que o tempo lhe imponha a renovação.
Trabalhemos servindo e sirvamos estudando e aprendendo, e guardemos
a convicção de que, na bênção do Senhor estamos e estaremos todos reu-
nidos uns com os outros, hoje quanto amanhã, agora como sempre.
(Mensagem psicografada, em 6 de dezembro de 1969,
pelo médium Francisco Cândido Xavier – Reformador, abril de 1977).
Pri ncí pi osUcU0i rctri zcsU
daUComuni cacåoU$oci alU
£spí ri ta
1. Ul NTRO0UCÀO
Os primeiros passos em direção à Comunicação Social Espírita foram da-
dos na França, em 1857, no momento em que Allan Kardec lançou O Li-
vro dos Espíritos e, mais tarde, em 1858, o primeiro número da Revista
Espírita – dois meios clássicos de comunicação coletiva.
No Brasil, o jornal Eco d’Álém Túmulo lançado por Luís Olímpio Teles de
Menezes, em 1869, registrou a primeira incursão do meio espírita brasi-
leiro, no campo da comunicação social; dessa data aos dias atuais, sur-
giram inúmeras iniciativas que permitiram ao comunicador espírita se
familiarizar com os novos canais de comunicação, gerados pela moderna
tecnologia.
Embora seja uma atividade centenária em nosso meio, a comunicação so-
cial por ser multidisciplinar, apresenta-se complexa em certas situações,
exigindo para a sua aplicação uma análise mais aprofundada.
A partir do momento em que uma instituição espírita, independente de
seu nível e porte, passa a se comunicar com o público, seja interno ou
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
18
externo com relação ao movimento espírita, ela passa também a assumir
a responsabilidade pelo conteúdo da mensagem e, automaticamente, por
toda ordem de consequências que esse ato pode gerar.
Isto porque, comunicar implica em responsabilidade, não apenas doutri-
nária, mas também legal e ética. Por esta razão, toda entidade que lança
mão desse expediente, necessita conhecer os princípios, diretrizes, nor-
mas e leis que norteiam esses procedimentos, tanto no que se refere ao
conteúdo, como quanto à forma.
Em função dessa necessidade, preparou-se o presente documento, reu-
nindo princípios e diretrizes evangélico-doutrinárias, legais e éticas, bem
como de organização, com vistas a colocar ao alcance dos trabalhadores
da área de Comunicação Social Espírita orientações que assegurem o
bom andamento dessa atividade.
1. 1. UOb] cti vos
I) Considerando que o Espiritismo é o Consolador prometido,
que veio, no devido tempo, recordar e complementar o que
J esus ensinou, restabelecendo todas as coisas no seu verda-
deiro sentido, trazendo, assim à Humanidade as bases reais de
sua espiritualização;
1
Se me amais, guardai os meus ensinamentos; e eu
rogarei a meu Pai e ele vos enviará outro Consola-
dor, a fim de que fique eternamente convosco: — O
Espírito de Verdade, que o mundo não pode rece-
ber, porque o não vê e absolutamente o não conhe-
ce. Mas quanto a vós, conhecê-lo-eis, porque ficará
convosco e estará em vós.
J ESUS (João 14:15 a 17).
1
A adequação do Centro para o melhor atendimento de suas finalidades – CFN – Out/ 77
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
19
II) Considerando que na fase de transição por que passa a Hu-
manidade, a Doutrina Espírita desempenha um importante
papel, oferecendo, com lógica e segurança, a consolação, o es-
clarecimento e a orientação de que os homens hoje necessi-
tam;
2
Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coi-
sas anunciadas para a transformação da Huma-
nidade. Ditosos serão os que houverem trabalhado
no campo do Senhor, com desinteresse e sem outro
móvel, senão a caridade! Seus dias de trabalho se-
rão pagos pelo cêntuplo do que tiverem esperado.
ALLAN KARDEC (O Espírito de Verdade – Os Obreiros
do Senhor – O Evangelho Segundo o Espiritismo)
A Comunicação Social tem por finalidade propiciar condições
para o diálogo fraterno entre aquele que emite a mensagem
(emissor) e o interlocutor (receptor), tornar comuns as notí-
cias e dados de interesse do movimento espírita às pessoas,
às instituições e ao público de modo geral; e, paralelamente,
facilitar, pela interação, o conhecimento doutrinário espírita
a esses mesmos públicos, de tal forma que a mensagem escla-
recedora e consoladora do Espiritismo esteja ao alcance e a
serviço de todos no campo moral e espiritual.
Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda
criatura.
J ESUS (Marcos 16:15).
Ninguém acende uma candeia para pô-la debaixo
do alqueire; põe-na, ao contrário, sobre o cande-
eiro, a fim de que ilumine a todos os que estão na
casa.
J ESUS (Mateus 5:15).
2
Diretrizes da dinamização das atividades espíritas – CFN – Nov/ 83
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
20
1. 2)UÁrcasUdcUAcåo. Ul ntcrnasUcU£xtcrnas
A Comunicação Social Espírita destina-se:
I) Ao público interno do Movimento Espírita (pessoas e institui-
ções) tendo por objetivos:
A) Servir de canal de informações sobre dados e fatos rela-
cionados com as atividades das instituições espíritas que
tenham por fim o estudo, a prática e a difusão da Doutrina
Espírita;
B) Criar condições ideais ao exercício do diálogo entre os par-
ticipantes das sociedades espíritas, de tal forma que concei-
tos e ações sejam compartilhados por todos os segmentos
de públicos;
a) Nesta tarefa, a informação e o diálogo passam a ser
também, meios de promover a união dos espíritas
e de suas instituições, dinamizar o trabalho de uni-
ficação e favorecer o crescimento do movimento
espírita.
Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se amar-
des uns aos outros.
J ESUS (João 13:35).
A estes doze enviou Jesus, dando-lhes estas instru-
ções, dizendo: Não ireis a caminhos dos gentios,
nem entreis nas cidades dos samaritanos; mas ide,
antes às ovelhas perdidas da Casa de Israel. E pon-
do-vos a caminho, pregai dizendo que está próximo
o Reino dos Céus.
(Mateus 10:5 a 7).
II) Ao público em geral, com o objetivo de:
A) Criar campo favorável para que a ação comunicativa com o
público externo (pessoas e instituições não-espíritas) seja
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
21
desenvolvida de maneira completa (identificando-se com
o processo social básico: a interação), facilitando assim, a
compreensão dos conceitos espíritas de modo fraterno e
espontâneo, através dos recursos e meios adequados e dis-
poníveis.
B) Nesta tarefa, não há o propósito de converter. Há o propósi-
to de dialogar, informar e esclarecer. Divulga-se a Doutrina
Espírita porque ela representa uma verdade consoladora,
que é válida, útil e necessária aos homens e que concorre
para a melhoria da Humanidade.
Sua aceitação, todavia, será sempre voluntária e conscien-
te. Sua imagem estará sempre associada à liberdade com
responsabilidade.
Onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade.
PAULO (II Coríntios 3:17)
1. 2UPri ncí pi osUcU0i rctri zcsU£van¤él i codoutri nari as
I) Toda comunicação social espírita, independente de sua forma
de expressão e do público a que se destina, deve refletir o amor
e a verdade que estão contidos na Doutrina Espírita;
Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento;
instruí-vos, este o segundo. No Cristianismo se en-
contram todas as verdades; são de origem humana
os erros que nele se enraizaram.
ALLAN KARDEC (O Espírito de Verdade –
Evangelho Segundo o Espiritismo).
II) Em todas as situações, a mensagem deve ser dirigida no rumo
do entendimento fraternal, visando dialogar, informar e orien-
tar, mas também projetar uma imagem favorável e positiva do
Espiritismo;
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
22
Se o Espiritismo, conforme foi anunciado, tem que
determinar a transformação da Humanidade, claro
que esse efeito ele só poderá produzir, melhorando
as massas, o que se verificará gradualmente, pouco
a pouco, em consequência do aperfeiçoamento dos
indivíduos.
ALLAN KARDEC (O Livro dos Médiuns –
cap. XXIX item 350).
III) Independente do grau de informação e persuasão que a men-
sagem apresente, ela deve se revestir de equilíbrio e harmonia,
visando contribuir, efetivamente, para esclarecer, consolar e
orientar;
Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe,
mas só a que for boa para promover a edificação,
para que dê graça aos que a ouvem.
PAULO (Efésios, 4:29).
IV) A comunicação social espírita deve sempre refletir uma pos-
tura dialógica e expositiva e nunca impositiva, respeitando-se
tanto o princípio de liberdade que a Doutrina Espírita preco-
niza como também o público a que se destina que tem faixas
de interesse e motivação que não podem ser violentadas;
Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mes-
mo, tome a sua cruz e siga-me.
J ESUS (Marcos 8:34).
V) Toda comunicação social espírita deve caracterizar-se pelo
propósito prioritário de promover a Doutrina Espírita, sua
mensagem, seus princípios e seus benefícios, sem a preocupa-
ção de destaque para a pessoa que a promove;
É necessário que Ele cresça e que eu diminua.
J OÃO BATISTA (João 3:30).
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
23
VI) A seleção de veículos, bem como a forma de utilizá-los, deve
observar os aspectos éticos e técnicos para refletir em quali-
dade e natureza, o mesmo nível elevado dos objetivos colima-
dos.
Se porventura, houver necessidade de eventual patrocínio
para sustentação econômica da atividade, esse apoio não de-
verá, em hipótese alguma, gerar qualquer subordinação à ins-
tituição promotora ou à atividade em si;
Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me
convêm.
PAULO (I Coríntios 6:12).
VII) A forma de apresentação da mensagem deve primar pela
simplicidade, isentando-se de qualquer conotação sensacio-
nalista, não obstante deva ser atualizada e dinâmica;
Linguagem sadia e irrepreensível, para que o ad-
versário seja envergonhado, não tendo indignidade
nenhuma que dizer a nosso respeito.
PAULO (Epístola a Tito 2:8).
VIII) Diante de uma proposta de trabalho de comunicação social
espírita, analisar a oportunidade de sua realização, pois, a des-
peito do valor que apresente, muitas vezes, o momento pode
não ser o mais adequado à sua concretização ou se mostrar in-
compatível com os interesses gerais da tarefa que se pretende
realizar.
Fazendo-lhe então veemente advertência, logo o
despediu, e lhe disse: Olha, não digas nada a nin-
guém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e oferece
pela tua purificação o que Moisés determinou para
servir de testemunho ao povo.
J ESUS (Marcos 1:43 – 44).
0cscnvolvimcntoUdasU
AtividadcsUdcUComunicacåo
(Item 4.1 do livro “Orientação ao Centro Espírita”)
O
ato de comunicar, visando relacionar-se com o público interno
da casa espírita e de divulgar o Espiritismo, em âmbito externo,
poderá ser realizado utilizando-se vários meios, entre eles, pode-
mos citar os mais importantes:
1. UA|TO· ºA|ANT£
Utilizado em pequenas cidades do interior do país, os serviços de alto-
falante (chamado de Boca de ferro, na Região Norte do Brasil) têm a fi-
nalidade de entreter pessoas que frequentam jardins e praças públicas.
Muito utilizado para veicular informações sobre acontecimentos locais,
acompanhadas de sucessos musicais do momento.
1. 1) UComoUfazcr
I) Contratar os serviços, considerando: o tempo/ duração da
mensagem, o número de vezes que a mensagem será veicu-
lada durante o dia/ mês/ ano;
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
26
II) Elaborar a mensagem ou a notícia, de maneira clara e ob-
jetiva, observando-se aspectos doutrinários, éticos e gra-
maticais;
III) Calcular o custo final, somando as despesas de produção/ lo-
cução/ musicalidade com os custos de veiculação, no período
contratado.
IV) Obter a aprovação do serviço mediante autorização da Dire-
toria da instituição.
1. 2) UAspcctosUtécni cosUaUobscrvar
I) O setor de comunicação da instituição deve se responsabi-
lizar pela produção final do material a ser veiculado: texto,
musicalidade e efeitos sonoros.
II) Atentar para aspectos legais sobre o uso da música para
não incorrer em infrações da Lei de Direitos Autorais. Veja
Leitura Complementar.
III) Verificar o número de inserções dia/ mês, em confronto
com o plano aprovado;
IV) Introduzir mensagens que abordem temas genéricos (paz
universal, amor, harmonia familiar e outros, evitando te-
mas polêmicos e depreciativos a outras ideologias).
2. U8l 8|l OT£CAU
A Biblioteca, na instituição espírita, deve primar por obras de conteúdo
espírita e essa atividade tem desdobramentos com livros, CDs, DVDs, re-
vistas, jornais, álbuns e outros meios afins.
2. 1) UComoUfazcr
I) O acervo deve ser registrado em Livro Tombo (livro tipo ata
ou caderno) ou ainda, em sistema informatizado, por tipo
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
27
de material: livros, periódicos (revistas e jornais), DVDs,
CDs, Blue Rays e outros.
O registro deve conter: número de registro da obra (sequen-
cial), título, autor, autor espiritual, editora, edição, ano de
publicação da obra, data de registro e tipo de material.
II) Todo o material deve conter um carimbo da Biblioteca
constando o nome da Biblioteca ou da instituição espírita,
o número de registro e a data em que foi registrado, que
deve ser colocado em local de fácil visualização. Este pro-
cedimento confirma a posse do acervo.
III) É recomendável criar algumas categorias para facilitar a
busca dos diferentes itens, como por exemplo:
Biografia: que falam a respeito da vida de uma determinada
pessoa;
Científico: que fazem um estudo mais aprofundado do Es-
piritismo;
Filosófico: filosofia espírita;
Histórico: História do Espiritismo ou de determinada ins-
tituição espírita;
Mediunidade: mediunidade; Conto ou Crônica; Poesia;
Romance; Vida no Além; Mensagem; Mensagem de Fami-
liares; Esperanto; Evangélico; Kardec; Infantil; Diversos:
outras áreas, que não relacionadas ao Espiritismo, mas que
existem no acervo da Biblioteca, como por exemplo: dicio-
nário de português, enciclopédias e outros.
Para cada categoria, cria-se um código, por exemplo, as três
primeiras letras: BIO (biografias); MED (Mediunidade), etc
e, para cada código, um número sequencial.
Para cada título será utilizado sempre o mesmo número re-
ferente ao código, não importando se existe na Biblioteca
um mesmo título com várias edições diferentes e diversos
exemplares de uma mesma edição.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
28
IV) Deve-se fazer uma etiqueta (datilografada, digitada ou à
mão) para colocar na lombada da obra, com o código cor-
respondente. As obras são armazenadas nas estantes por
ordem de categoria e, em seguida, por ordem sequencial de
números dentro de cada código.
V) Montar uma planilha no Excel, indicando os principais da-
dos da obra, permitindo consulta por autor, por título, por
autor espiritual, por editora.
No caso de não possuir computador, elaborar fichas indivi-
duais com respectivos desdobramentos.
VI) Para periódicos (revistas e jornais), a armazenagem pode
ser feita por ordem alfabética de título de periódico e, de-
pois pela ordem crescente de periodicidade: diária, quinze-
nal, mensal e anual.
Por conterem assuntos variados, pode-se criar uma plani-
lha no Excel, onde a primeira coluna seria de assuntos e,
na sequência, o título do periódico, o mês, o ano, a página
inicial e final do artigo anotado.
VII) Para empréstimo do acervo, cada Biblioteca estabelecerá
normas e prazos, criando seu próprio Regulamento.
3. U8Rl N0£$UºUNCl ONAl $
Chamam-se brindes funcionais as peças vendidas ou distribuídas gratui-
tamente, em eventos comemorativos com a finalidade de marcar uma
atividade relevante.
São denominadas funcionais porque apresentam uma utilidade. Enqua-
dram-se nessa categoria: chaveiros, canetas, bonés, viseiras, camisetas,
lápis, porta-lápis, mochilas, marcadores de páginas de livros, agendas, ca-
lendários de bolso e de mesa, bloquinhos de anotações, risque-rabisque,
réguas,, cartões magnéticos de telefones, magnetos de geladeira, sacolas,
adesivos etc.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
29
Trata-se de uma divulgação alternativa que se caracteriza pela utilização
de meios não convencionais que não são de grande alcance, como a Tele-
visão, o Rádio, o J ornal, o Cinema, a Internet etc., mas nem por isso são
menos eficazes. Essa modalidade não substitui a divulgação, por meio
da Mídia de Massa, mas se apresenta como uma opção a maior parte das
instituições espíritas para ampliar a visibilidade das atividades comemo-
rativas.
Um brinde funcional, dependendo da como foi concebido, pode ter longa
duração e passar de geração a geração. Nesse sentido, a criatividade é um
fator relevante.
No momento atual, em que a Opinião Pública mundial se volta para a
defesa dos recursos naturais do Planeta, é prudente que o material do
brinde seja ecologicamente correto, a exemplo de sacolas feitas de tecidos
de garrafa Pet e outros tipos encontrados no mercado.
4. U8O|£Tl HUl NºORHATl ¥OU
Esse meio pode ser impresso e eletrônico.
É um canal de comunicação que permite manter os frequentadores in-
formados sobre as atividades da instituição espírita, bem como veicular
notícias externas, artigos doutrinários e notas referentes ao movimento
espírita.
O Boletim é um veículo institucional, de circulação entre os trabalhadores
e simpatizantes de uma instituição; quando eletrônico, pela Internet, tem
abrangência mundial, motivo pelo qual é recomendável apresentar o conteú-
do ( ou parte dele), em outros idiomas.
Além de abordar notícias sobre as atividades gerais da instituição, um
boletim dinâmico deve trazer no editorial, uma opinião sobre um acon-
tecimento da atualidade ou temas doutrinários em evidência; manter se-
ções destinadas todas às várias faixas etárias, e, na medida do possível,
inserir encartes que motivem as novas gerações no processo de integra-
ção social. A interatividade é a grande aliada do diálogo entre editores
(quem faz) e leitores (quem lê).Os artigos opinativos se circunscrevem
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
30
ao editorial, enquanto os artigos doutrinários podem ser dirigidos a pú-
blicos específicos da instituição (gestantes, pais, jovens, frequentadores
de cursos etc.).
Quanto à sustentação econômica, pode-se recorrer a recursos próprios
e/ ou a patrocínio de casas comerciais locais. Veja Item VI – Princípios e
Diretrizes Evangélicodoutrinárias.
4. 1) UComoUfazcr
I) Reunir os interessados e formar uma equipe (Comissão e/
ou Conselho de Redação) que se responsabilize pela ela-
boração do boletim, respondendo pela redação e coleta de
matérias; definir os responsáveis pela diagramação, revisão
gramatical e doutrinária;
II) Convidar um jornalista espírita credenciado (com registro
no Ministério do Trabalho, identificado pela sigla: Mtb)
para responder oficialmente pelo boletim;
III) Escolher um título ou nome que se associe à proposta do
boletim;
IV) Definir: periodicidade, formato, número de páginas, nú-
mero de cores, quantidade (tiragem), data de fechamento
do boletim, circulação/ distribuição e administrar as des-
pesas.
V) Quando impresso, adotar critérios bem definidos para a
distribuição, que valorizem o boletim. Veja o item – Mate-
rial Impresso, em Leitura Complementar.
5. UCARTAZU
O cartaz é um dos mais importantes meios de divulgação de um evento;
pode ser exposto tanto no interior das instituições, como em ambientes
externos adequados; por isso, ele deve ser bem apresentado, em forma
e conteúdo. Deve ser atraente para chamar a atenção das pessoas que
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
31
sempre passam apressadas. A função primordial é memorizar as informa-
ções básicas: o que vai acontecer, qual o programa, quando, onde, nomes
dos participantes, instituições responsáveis e outras informações perti-
nentes.
5. 1) UComoUfazcr
Quanto à elaboração, pode-se chegar a um bom resultado,
observando-se a regra clássica denominada “AI DA”, isto é, o
cartaz deve chamar a Atenção, despertar I nteresse, provocar
o Desejo e, finalmente levar à Ação. O uso de cores, imagens
(fotos ou ilustrações) e a seleção de tipos de letras para títulos
são fundamentais para se fazer do cartaz um veículo atraente
e eficiente.
I) Um bom cartaz, geralmente, possui um título, pouco texto e
uma imagem significativa, para ser notado e compreendido
rapidamente;
II) Informações que não se devem esquecer: nome do evento,
tema, coordenação, programação (datas, horários), esses
com maior destaque. Não esquecer também de mencionar
local, endereço, cidade, entidade que está promovendo e
contato para mais informações. Sempre que o evento for
aberto ao público, recomenda-se colocar em destaque a ex-
pressão ENTRADA FRANCA;
III) Evite o excesso de fontes. O ideal é usar uma fonte diferen-
te para destacar o título, mas as demais informações podem
ser com a mesma fonte;
IV) O ideal é cartaz em formato A3 ou um cartazete A4 que se
destaquem em um mural; veja detalhes em Leitura Com-
plementar – item Material Impresso.
V) Para o título, tamanho ideal é no mínimo 36pts e para as
informações adicionais sugere-se utilizar a fonte e tamanho
14 ou 12 pts.;
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
32
VI) As letras da família Verdana, Arial, Switzerland e Univers
são letras simples e legíveis tanto de perto, quanto de lon-
ge;
VI) Use letras na cor preta ou em cores escuras que não can-
sam e não confundem ao ler. Por outro lado, pode-se obter
grande impacto visual, quando se usa letras brancas sobre
fundos escuros, ou seja, o título e parte do texto em “nega-
tivo”.
VIII) O cartaz pode ser concebido com corte sangrado, isto
é, sem margens, como também se pode usar bordas bran-
cas para um acabamento mais leve. Deve-se tomar cuidado
com alinhamentos de textos e imagens;
IX) Acrescente a logomarca correspondente, quando for uma
promoção ou iniciativa da instituição responsável pelo
evento, bem como as identidades visuais como logomarcas
e logotipos dos apoiadores; veja diferença entre logomarca
e logotipo no Glossário de Termos Técnicos.
X) Se forem utilizadas imagens, distribua o texto em locais
neutros e não em cima dos detalhes das imagens. Não se
esqueça de fazer um contraste entre o fundo e o texto para
que ele fique legível. Importante que a imagem seja autoex-
plicativa e que se associe mensagem. Use imagens com alta
resolução ou no mínimo com 300 dpis, para a impressão.
Imagens com baixa resolução, principalmente fotos de pes-
soas comprometem a qualidade de impressão;
XI) Cuidado com imagens da Internet, geralmente a resolu-
ção é baixíssima e possuem direitos autorais. Procure usar
imagens sem controle de “Royalties” – as chamadas ima-
gens “free”;
XII). É melhor não “poluir” o cartaz com muitas informações,
principalmente se elas puderem estar em outros meios ou
peças de comunicação. A distribuição dos elementos deve
ser harmônica e guardar equilíbrio visual, por isso não é
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
33
recomendável colocar tudo num canto ou no meio da área
do papel. Num layout equilibrado, as áreas brancas tam-
bém compõem e dão harmonia ao cartaz;
XIII) Não se esqueça de fazer a revisão gramatical e de infor-
mações, antes de imprimi-lo. Geralmente, as gráficas forne-
cem provas, antes da impressão. Se puder, peça para uma
pessoa que domine a parte gramatical para fazer a revisão,
segundo a nova ortografia.
5. UCATÁ|OCO
O catálogo se caracteriza por conter informações, fotografias ou ilustra-
ções sobre determinado assunto (livros, peças, serviços, etc.). Fisicamen-
te, pode apresentar-se com várias páginas e uma capa impressa em papel
de gramatura maior que o papel do miolo e acabamento simples ou es-
pecial, com aplicação de verniz e outros efeitos visuais, formando uma
brochura com dois grampos.
5. 1) UComoUfazcrº
I) Dimensionar a área para expor todo o conteúdo: textos, fo-
tos e ilustrações;
II) Elaborar um layout (rascunho) para ter a visualização do
trabalho;
III) Providenciar as imagens e tirar as provas para eventuais
correções;
IV) Solicitar orçamentos.
V) Encaminhar o arquivo para a gráfica e solicitar as provas
finais, antes da impressão. Veja detalhes em Leitura Com-
plementar – Item Material Impresso.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
34
7. UCl N£HA
Atualmente, o cinema retomou o vigor de décadas passadas e, como meio
de entretenimento, passou a ser frequentado todas as classes sociais e
faixas etárias. Em passado recente, sofreu forte concorrência da televisão,
principalmente, no horário nobre (das 19 horas às 22 horas), mas graças à
qualidade das produções cinematográficas (temas, roteiros e efeitos espe-
ciais), bem como de sua proliferação nos shoppings, esses fatores repre-
sentaram fortes atrativos ao grande público.
7. 1) UComoUfazcrU U
A utilização do cinema para a divulgação dos princípios espí-
ritas pode ser feito de várias maneiras:
I) Veiculação de campanhas publicitárias; as veiculações
ocorrem, antes do início da projeção do filme, em dias e
horários programados;
II) Veiculação de reportagens e/ ou entrevistas e documen-
tários, também, antes da projeção do filme.
III) Projeção de filmes em seções normais; ocorre quando
o filme está em cartaz em um cinema ou em uma rede de
cinemas.
IV) Cine-debate — atividade interativa. Veja na sequên-
cia..
7. 2) UCampanhasUpubl i ci tari as
I) Levantar custos de veiculação do filme, durante o período
estabelecido no plano de mídia, levando-se em conta a qua-
lificação da audiência e a cobertura geográfica do veiculo;
II) É necessário fazer um contrato com a emissora, baseado no
número de inserções e horários autorizados à veiculação;
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
35
III) Após a campanha, checar as veiculações, confrontando
com o mapa de programação aprovado.
Nota: O filme veiculado na TV pode ser também veiculado
no cinema; e a trilha sonora do filme, pode ainda, ser uti-
lizada no rádio; essa prática reduz os custos de produção e
mantém a unidade temática na mídia eletrônica.
O produto final deve apresentar um padrão de qualidade
elevado. Em cidades do interior do país, é possível produzir
filmes em pequenas produtoras e emissoras de televisão,
mas é preciso verificar se dispõem de um padrão mínimo
de qualidade para não comprometer a imagem da institui-
ção e eficácia da mensagem.
7. 3) URcporta¤cnsUcUcntrcvi stas
Uma reportagem e/ ou uma entrevista surgem em função de
um fato importante. Veja detalhes em Leitura Complementar
– Item Recomendações para Entrevista na TV.
Para ambos os casos é importante estar seguro do bom conte-
údo a ser veiculado na TV e da qualidade do material.
A exemplo do filme publicitário, a produção do material pode
ser feita por uma produtora que atua no mercado ou por uma
emissora de televisão. Assim sendo, os passos são os mesmos
para se chegar ao produto final.
7. 4) UPro] ccåoUdcUfi l mcsUcmUsccöcsUnormai s
Podemos nos defrontar com duas situações: independente da
ação do movimento espírita, tal cinema colocou em cartaz um
ou mais filmes de fundo espírita ou espiritualista; em função
disso, as instituições espíritas poderão se movimentar para fa-
cilitar o acesso a maior número de espíritas e simpatizantes,
por meio de acordos com os cinemas; a outra situação: que o
movimento espírita articule com a distribuidora de filmes e,
em conexão com os cinemas locais, consiga a exibição de um
ou mais filmes, franqueada ao grande público.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
36
8. UCl N£· 0£8AT£U
Consiste em fazer a exibição de filmes de fundo espírita e/ ou espiritualis-
ta nos centros espíritas e também em salas de cinema, com a finalidade
de analisar, discutir e avaliar as produções cinematográficas em relação
aos princípios espíritas.
8. 1) UComoUfazcr
I) Levantar a relação de filmes disponíveis nas distribuidoras
ou locadoras e selecionar os títulos mais indicados;
II) Contatar a empresa de cinema local e verificar em que dias,
horas e condições a sala de exibição poderá ser utilizada.
III) Formar uma equipe que irá organizar a atividade, bem
como selecionar o grupo que irá constituir o painel de de-
batedores.
IV) Como se trata de uma atividade franqueada a diversos pú-
blicos, é recomendável se precaver, durante o debate, em
relação a atitudes inconvenientes por parte de pessoas mal
intencionadas.
V) Vale destacar que a base doutrinária de referência é o con-
junto das obras da Codificação Espírita, cujos conceitos de-
vem prevalecer sobre os de outras fontes.
VI) A organização deve estar ciente da existência, no local, dos
equipamentos eletrônicos pertinentes a essa atividade, com
atenção especial aos microfones sem fio, em número sufi-
ciente para atender às solicitações da platéia.
VII) Os presentes devem ser informados sobre a mecânica da
atividade, sobretudo, quanto à interação entre debatedores
e platéia, bem como horário de encerramento da sessão.
VIII) É recomendável que além do título dos filmes, datas, ho-
rários e local, os nomes dos debatedores sejam menciona-
dos na Mídia e nos materiais impressos.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
37
IX) É prudente verificar na prefeitura local as exigências legais
para funcionamento dessa atividade, não obstante tenha
caráter cultural, sem fins lucrativos. A entrada de menores
de 18 anos também deve ser objeto de verificação da orga-
nização do evento, em função da temática a ser exibida.
X) Recomenda-se verificar também, com antecedência, as
condições de comercialização de somente lanches e refri-
gerantes no local.
9. U0l $P|AY. U¥£RTl CA|U£U0£U8A|CÀO
O display é geralmente utilizado em inúmeros lugares, entre eles, no hall
de entrada auditórios, de salões, livrarias, bazares chamar a atenção do
publico para lançamentos de livros, ofertas promocionais ou uma infor-
mação inusitada.
Existem dois tipos de displays: o vertical e o de balcão.
I) O vertical é colocado junto à entrada de um estabelecimento
e, geralmente, seu recorte se assemelha à figura humana,
no tamanho natural, em atitude de recepção à pessoa que
está chegando.
II) O de balcão, também chamado de display americano, é
colocado sobre o balcão, apoiado em um suporte de cartão;
pode vir ou não com uma pequena bolsa (canguru) conten-
do folhetos e amostras de produtos.
9. 1) UComoUfazcr
Inicialmente, é necessário em ambos os casos, ter o layout da
peça, definir o tamanho, número de cores, após o quê será ela-
borada arte final para impressão sobre papel; posteriormente,
será recortado e montado sobre uma base de cartão tríplex,
“duo design” de alta gramatura ou papelão ondulado.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
38
Para fins de orçamento, segue o mesmo raciocínio aplicado a
materiais impressos (vide em Leitura Complementar – Item:
Materiais Impressos).
Seu custo é relativamente alto, porém o tempo de duração é
longo, quando protegido da umidade e chuvas
10. U£¥£NTO$
Em seu sentido mais amplo, evento se define como toda e qualquer inicia-
tiva que tenha a finalidade reunir pessoas, em um mesmo ambiente, com
foco em objetivos ou fins comum.
10. 1) UCl assi fi cacåoU
I) Quanto à modalidade
Congressos, simpósios, encontros, workshops, seminários,
conferências, palestras públicas, painel, fórum, mesa-redon-
da, feiras, e outras (Veja diferenças entre os eventos, em Lei-
tura Complementar).
II) Quanto à natureza
Dou t r in á r ios : são constituídos de palestras, conferências
públicas, exposições doutrinárias, congressos, seminários,
mesas redondas, workshops etc.;
Pr om ocion a is : enquadram-se nessa categoria, as feiras do
livro espírita, feiras de artesanato, bazares, lançamentos de
campanhas, palestras seguidas de autógrafos etc.;
I n s t it u cion a is : são eventos comemorativos com ênfase em
efemérides de personalidades e de instituições espíritas;
Cu lt u r a is : apresentam atividades de caráter cultural associa-
das a teatro, sessão líteromusical e outras formas de promover
a cultura, concomitantes a eventos confraternativos;
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
39
Mis t os : reúnem, ao mesmo tempo, num só lugar, várias mo-
dalidades, p.ex., a apresentação de cine-debate ou uma sessão
de cinema, simultaneamente com stand ou banca de livros e
espaço para autógrafos dos autores.
Na Seara Espírita, é muito comum a realização de eventos
de natureza doutrinária, cujo objetivo é difundir o Espiritis-
mo, ampliar o conhecimento, gerar clima favorável ao estrei-
tamento de laços de amizade entre os espíritas e, ao mesmo
tempo, propiciar condições ideais à confraternização entre as
instituições.
10. 2) UPal cstrasUPúbl i cas
A palestra pública é a porta pela qual, espíritas e não-espíritas
adentram o ambiente espírita espontaneamente. Os primeiros
com a finalidade de aprofundar o conhecimento doutrinário,
e, ao mesmo tempo, compartilhar com os companheiros de
ideal, momentos de confraternização; os segundos buscam
conhecer o Espiritismo, atraídos pela curiosidade ou movidos
por necessidades morais e/ ou espirituais.
Independente do público presente a uma palestra pública, o
planejamento se faz necessário, tendo em vista a responsabili-
dade que a casa espírita assume ao transmitir conhecimentos
que irão influenciar a vida de milhares de famílias.
10. 3) UAspcctosU¤crai sUaUconsi dcrar
I) Um dos primeiros cuidados que a instituição espírita deve ter
é em relação à qualificação intelecto-moral do orador ou ex-
positor.
São considerados requisitos imprescindíveis para o desempe-
nho da tarefa: conduta moral compatível com a moral cristã,
conhecimento doutrinário, habilidade de comunicar-se em
público, por meio de palavras e gestos, pontualidade e, sobre-
tudo simplicidade no trato com a platéia.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
40
II) O expositor espírita deve habituar-se a dedicar parte de seu
tempo, diariamente, se possível, para a leitura de boas obras,
meditações, elaborações mentais, conclusões, etc. Além do
que, deve recorrer à prece e procurar conservar-se em bom
estado espiritual, pelo cultivo dos bons pensamentos e boas
ações, objetivando alcançar a sintonia com os benfeitores do
Plano Espiritual Superior. A sintonia não é uma atividade má-
gica ou mecânica, mas conquista do Espírito, que demanda
auto-educação sistemática e profunda.
Em qualquer tempo a sintonia com a Esfera Superior é im-
prescindível. Segundo Emmanuel (“O Consolador”, psicogra-
fia de FCX, FEB, Questão 22) “. . . o ca m p o d o es t u d o p er -
s ever a n t e, com o es for ço s in cer o e a m ed it a çã o s a d ia ,
é o gr a n d e veícu lo d e a m p lit u d e d a in t u içã o em t od os
os s eu s a s p ect os ”. Para estabelecer sintonia mental com a
Espiritualidade o expositor deve estudar sempre, orar muito,
meditar bastante, dedicar-se às tarefas de auxilio aos necessi-
tados, manter a reunião do “Evangelho no Lar e no Coração”,
disciplinar o pensamento e a conversa em assuntos edificantes
e, enfim, buscar a vivência do Evangelho de J esus em todos os
instantes.
Sintonia não é obra de instantes, mas conquista paulatina. O
expositor que exemplifica recebe a confiança natural da Es-
piritualidade a qual, então, conceder-lhe-á mais recursos de
trabalho, por acréscimo de misericórdia.
“O campo do estudo perseverante, com o esforço
sincero e a meditação sadia, é o grande veículo de
amplitude da intuição, em todos os aspectos”
EMMANUEL (O Consolador, questão n
º
122).
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
41
10. 4) UTécni caUdcUcxposi cåoUoral
A exposição espírita pertence ao campo da comunicação, as-
sim como o discurso, a conferência, a aula, o canto, a conver-
sação. É um instrumento importante para expor um pensa-
mento, uma idéia. Para efeito didático, podemos dividir uma
palestra em seia fases, a saber, considerando uma palestra de
60 minutos.
10. 5) UPrcparacåoUcUdcscnvol vi mcnto
I) Escolher o tema, ou seja, do que se vai falar, desta-
cando a idéia central ou idéia-mãe.
II) Consultar a bibliografia adequada. Consulta aos
livros da Codificação Espírita e as obras subsidiá-
rias de autores reconhecidamente espíritas e não-
espiritas sintonizados com a linha de pensamento
de Allan Kardec.
III) Selecionar os tópicos principais e ordenação lógi-
ca dos mesmos.
IV) Adequar o vocabulário ao perfil do público espe-
rado.
V) Dimensionar a extensão do texto selecionado, em
função do tempo disponível para a exposição.
A) U$audacåoUaosUprcscntcs
Du r a çã o: 1 a 2 m in u t os
Esse é o momento em que o expositor está sendo alvo
de todas as atenções, por isso, sua postura deve pas-
sar segurança e otimismo.
Recomendações ao expositor:
a) Cumprimentar os presentes, a começar pelos diri-
gentes da mesa, com leve sorriso.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
42
b) Em seguida, informar sobre que tema irá falar
c) Caso seja de costume da instituição, reforce a in-
formação de que, no final da exposição, haverá a
oportunidade para responder a perguntas que
eventualmente a platéia possa fazer sobre o tema.
8) UAqucci mcnto
Du r a çã o: d e 4 a 6 m in u t os
É a oportunidade que o expositor tem para identificar
a platéia, familiarizando-se com as fisionomias pre-
sentes e se adaptando psicológica e fisicamente ao seu
espaço ( posição na mesa, altura do microfone, dis-
tância entre ele e as pessoas sentadas na última fileira
de cadeiras – para que ele calcule a altura da voz, caso
não haja microfone).
Ao iniciar, pode ir diretamente ao assunto, como tam-
bém, recorrer a alguns expedientes sugestivos:
a) Fazer referência a obras ou artigos relacionados ao
tema
b) Citar um fato recente, veiculado nos meios de co-
municação social, que abalou a opinião pública e
que tenha relação com o tema
c) Expor pensamentos de autores de renome, reco-
nhecidos pela idoneidade moral e elevação espiri-
tual
d) Associar o tema a tópicos de obras espíritas, em
especial, com as Obras da Codificação Espírita e
subsidiárias.
Valorizar o conhecimento sobre o tema, em função de
sua aplicação na vida de relação.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
43
C) UAr¤umcntacåo
Du r a çã o: 30 a 40 m in u t os
Exposição da idéia central
Ideia central e/ ou idéia-mãe têm o mesmo significa-
do. Expressam a proposta principal a ser transmiti-
da.
Nesta fase, é importante a ordenação das idéias e o
raciocínio lógico na apresentação.
É o momento de expor argumentos convincentes,
colocados com segurança doutrinária, extraídos de
fontes confiáveis.
Argumentar é mais do que expor ou explicar; significa
fazer a defesa de uma idéia, de uma opinião ou de um
princípio que o defensor nele acredite e vivencie ou
tenha plena convicção e se esforce para vivenciar.
Recomenda-se, nesta fase:
a) Selecionar uma ou duas idéias centrais, no máxi-
mo, considerando que o público é heterogêneo, em
nível intelectual e em vivência doutrinária espírita.
Pode ocorrer a presença de pessoas que estão indo
pela primeira vez à casa espírita
b) Expor para reflexão do público um ou dois pontos,
no máximo, para que a fixação da proposta seja
efetivada
c) Citar argumentos dos Espíritos da Codificação Es-
pírita, de Allan Kardec e de autores encarnados
e desencarnados sintonizados com a obra karde-
quiana que tratem do tema. Em todos os casos, ci-
tar as fontes.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
44
0) UConcl usåo
Du r a çã o: 5 a 10 m in u t os
Praticamente, a exposição está chegando ao fim. Nes-
sa fase, apresenta-se a oportunidade ao expositor,
de:
a) Reforçar a idéia central ou idéia-mãe;
b) Recapitular os pontos-chaves que sustentaram a
argumentação;
c) Destacar a aplicação do conhecimento do assunto
exposto a várias situações da vida em seus inúme-
ros aspectos: individual, familiar, profissional e no
âmbito da sociedade humana como um todo;
d) Valorizar o conhecimento espírita e sua aplicação,
na construção de um futuro melhor para o Plane-
ta.
£) U£nccrramcnto
Du r a çã o: 1 a 2 m in u t os
É oportunidade ao expositor para:
a) Responder às perguntas que eventualmente serão
formuladas pelos presentes. Neste caso, a duração
desta fase, fica a critério da instituição (duração
ideal: 10 minutos);
b) Agradecer o convite e manifestar a sua satisfação
de visitar pela primeira vez a instituição ou poder
retornar ao convívio dos companheiros de ideal es-
pírita;
c) Agradecer o amparo dos Espíritos Benfeitores.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
45
º) URccomcndacöcsUútci s, UquantoUaUpostura
Qu em va i p r ofer ir a p a les t r a é você. Pr ep a r e-
a com cr it ér io e es t u d e, d e m od o a t er p len o
d om ín io s obr e o con t eú d o qu e va i fa la r . Fa ça
a s u a p a r t e qu e os Es p ír it os ben feit or es d a r ã o
a cober t u r a n eces s á r ia .
a) Apresente-se com fisionomia otimista, expressão
tranquila e bem disposto (a); sinta-se feliz por es-
tar no ambiente;
b) Não se desculpe pelo leve atraso, pela falta de um
material que não pode trazer ou pelo pouco tempo
que teve para preparar a palestra;
c) Quando na mesa, antes da palestra, evite cumpri-
mentar repetidamente, pessoas da platéia, com
aceno de mãos, cabeça e outros gestos; deixe os
cumprimentos para depois;
d) Evite limpar os óculos em público, como também
coçar a cabeça, o nariz, orelhas e outras atitudes -
denotam insegurança;
e) Evite ficar segurando objetos desnecessários à
apresentação, tais como lápis, apagador, caneta e
até livros; segure somente o necessário; o ideal é
não ter nada nas mãos para não desviar a atenção
de quem assiste à palestra;
f) Coloque as mãos no lugar correto: deixe um dos
braços cair naturalmente e o outro dobrado na al-
tura da cintura; faça a troca das posições de vez em
quando, naturalmente;
g) O corpo fala. Utilize a linguagem dos gestos para
expressar sentimentos e ação, acompanhados da
entonação da voz;
h) Seja comedido ao citar exemplos pessoais e citar
nomes de pessoas de seu relacionamento; citar
como testemunho, só em casos extremos.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
46
i) No caso de ocorrer “um branco” e se esquecer de
parte do conteúdo, não se inquiete. Experiências
comprovam que se lembrando do final, o expositor
acaba se lembrando do início e do meio. É só in-
verter as pontuações e retomar o raciocínio. Caso
tenha feito anotações (tipo lembrete), mantenha-
as ao seu alcance, no bolso ou sobre a mesa e use-
as,discretamente.
j) Por fim: Você foi convidado a falar sobre a Doutri-
na Espírita, portanto, não emita conceitos pessoais
como sendo princípios doutrinários. A fidelidade
à Doutrina Espírita é a primeira condição para ter
autoridade para falar sobre ela.
10. 5) URccursosUAudi ovi suai s
Um requisito importante no processo da comunicação é a
utilização dos chamados Recursos Audiovisuais.
Para saber se um recurso visual é necessário é preciso veri-
ficar se ele serve como um reforço à mensagem e ressalte as
informações mais importantes, além de esclarecer e com-
plementar as partes mais significativas da apresentação.
São particularmente úteis para ajudar a visualização e no
esclarecimento de cifras, dados estatísticos, informações
técnicas ou científicas e na simplificação de mensagens
complexas. A projeção de imagens não excluem explicações
verbais.
Indicação de alguns recursos audiovisuais:
a) UQuadroUdcU¤i zU
É um recurso existente na maior parte dos centros es-
píritas. Embora de tamanho não muito grande, ofere-
ce a possibilidade de se grafar nomes, datas e outros
registros, como também desenhos e esboços perti-
nentes ao tema em si.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
47
b) U8anncrU
É produzido em plástico (vinil) com impressão digi-
tal, em cores, o que proporciona a apresentação de
gráficos e imagens de excelente qualidade gráfica e
grande visibilidade, podendo ser utilizado em outras
apresentações.
c) UCartazU
Fácil de ser confeccionado a partir de folhas de carto-
lina, papelão ou outro material semelhante, em que
se montam os visuais, tais como frases, esquemas e
gráficos. É um recurso durável, econômico e fácil de
ser transportado. Seu uso é limitado a pequenos au-
ditórios.
d) Uºl i p· ChartU
Constituído de um bloco de folhas preso na extremi-
dade superior, apoiado sobre a estrutura de um cava-
lete. É um recurso econômico e prático que permite
espontaneidade e movimentação do expositor e pode
ser usado em várias apresentações com o mesmo vi-
sual. Seu uso é limitado a pequenos auditórios devido
às suas reduzidas dimensões.
c) UHul ti mí di aU
O equipamento Multimídia ou Data Show permite
utilizar arquivos produzidos em computador e, atu-
almente, constitui em uma das mais eficazes ferra-
mentas utilizadas em reuniões de estudos, palestras
e conferências públicas. Ao se optar por esse tipo de
recurso didático, é conveniente testar com antecedên-
cia se o programa (Power point) é compatível com a
configuração do computador.
O Data Show também exige a colocação de uma tela
no recinto ou a existência uma parede de superfície
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
48
lisa e visível a todos; é conveniente colocar à disposi-
ção do expositor uma ponteira laser e, dependendo do
tamanho do recinto, um microfone.
Observação: Os recursos mencionados têm a função
de apenas auxiliar o expositor na explanação de de-
terminados assuntos, especialmente, o retroprojetor
e o multimídia A título de prudência e segurança,
convém que o equipamento seja testado com o arqui-
vo do expositor (CD, DVD, Blue Ray ou Pen Drive),
algumas horas antes do início da palestra e , caso o ex-
positor não tenha familiaridade com o equipamento,
seja designado alguém para auxiliá-lo, em momento
de necessidade.
10. 7) UComoUfazcr
O primeiro passo é adquirir o equipamento Data show
adequado às necessidades do ambiente, sempre contan-
do com a colaboração de alguém ou um profissional que
possa orientar na ocasião da compra e que também auxilie,
posteriormente, no uso do aparelho. Entretanto, não basta
ter o aparelho Data show. É preciso saber trabalhar com o
programa específico para isso, chamado Power point, que
necessariamente, precisa ser instalado no computador.
Obs. Na mudança dos quadros projetados na tela, o ope-
rador deve permanecer próximo ao computador ou note
book para dar fluxo contínuo às projeções; caso a institui-
ção possa adquirir um controle remoto, facilitará em muito
essa operação; com esse recurso, o expositor poderá ficar à
distancia do aparelho e livre para se movimentar no palco
ou no espaço que lhe foi designado.
a) URctropro] ctorU
É um aparelho utilizado como recurso didático para
aulas e palestras em pequenos ambientes, com proje-
ção de imagens e textos em preto e branco e em cores.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
49
Pode ser utilizado com sala na penumbra e também
iluminada, facilita interação do expositor com o pú-
blico; e permite o uso de técnicas como a revelação e
sobreposição de imagens. A utilização desse recurso
exige e necessidade de uma tela, colocada em um es-
paço visível a todos ou, a existência de uma parede
lisa de cor clara.
b) U¥í dco
É um recurso largamente utilizado como recurso didá-
tico para aulas, seminários e exposições de assuntos,
em virtude do custo relativamente baixo e a riqueza
de imagens e efeitos. Veja detalhes na p. 95 — Item
Vídeo.
10. 8) UPal cstrasUPúbl i cas
As palestras públicas nas instituições espíritas devem se
pautar pela simplicidade; o local deve ser amplo, bem ilu-
minado, ventilado, as cadeiras devem ser confortáveis, a
recepção sempre solícita para atender, conduzir e acomo-
dar as pessoas, em especial, gestantes, idosos e cadeirantes
bem como, parte do público que, pela primeira vez, visita a
instituição espírita.
Pode-se introduzir suave música, antes do início, para pre-
paração do ambiente, até que chegue o momento de iniciar
o evento.
Em seguida, fazer a prece inicial de abertura da reunião com
a apresentação do palestrante, sugerindo que o próprio pa-
lestrante diga o assunto que irá abordar e, no final, após a
palestra, agradecer o expositor e solicitar que alguém faça a
prece para o encerramento da reunião.
Após a prece final, podem ocorrer ofertas de livros aos pre-
sentes, bem como feitos avisos sobre assuntos de interesse
do público presente.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
50
Tudo deve transcorrer com simplicidade e de certa forma,
com objetividade, considerando que o público deve retor-
nar a seus lares.
10. 9) UConfcrcnci asUPúbl i cas
Essas atividades visam atingir o grande público, composto
de espíritas e não-espíritas; geralmente são realizados fora
da instituição espírita, em centros de convenções, clubes
sociais, auditórios de escolas, universidades e outros am-
bientes que ofereçam infraestrutura completa.
a) UComoUadmi ni strar
An t es d o Even t o
1) Definir com a diretoria da instituição o Plano de
Atividades, que envolve conteúdo doutrinário, ob-
jetivos e metas a atingir, acompanhado do plane-
jamento financeiro geral e particularizado a cada
evento;
2) Formar equipes para atender aos serviços de re-
cepção, traansporte, filmagem, fotografia, assis-
tência médica, segurança, arte, suporte técnico a
equipamentos eletrônicos, espaço para autógrafo
do conferencista, bem como exposição de livros e
materiais de divulgação compatíveis com a nature-
za do evento.
3) Realizar reuniões periódicas com as equipes de tra-
balho para acompanhamento das ações e eventu-
ais ajustes;
4) Escolher o tema, sempre de acordo com as obras
da Codificação Espírita, constituída pelos cinco li-
vros de Allan Kardec, a saber: O Livro dos Espíri-
tos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o
Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese;
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
51
5) Escolher a data mais condizente, que não conflite
com a agenda do movimento espírita local ou re-
gional;
6) Divulgar o evento, utilizando os meios de comuni-
cação disponíveis, de modo criterioso;
7) Convidar o expositor/ palestrante/ orador/ confe-
rencista com certa antecedência e providenciar
transporte, hospedagem, alimentação e todo apoio
para o seu bem estar;
8) Consultar/ informar previamente o convidado
acerca de tarefas diferentes da especificada, quan-
do houver entrevistas à mídia ou visitas a outras
instituições locais;
9) Indagar do convidado sobre a viabilidade da gra-
vação/ filmagem, atendendo ainda às questões de
eventual venda posterior de livros ou outros ma-
teriais;
10) Locar se necessário, a aparelhagem de som, a fim
de atender às ações programadas;
11) Fazer o levantamento de despesas gerais e subme-
ter o orçamento à aprovação do setor competente.
Du r a n t e o even t o
1) Zelar pelo transporte do convidado, nos horários
estipulados, preservando-lhe o descanso e a tran-
quilidade que a tarefa exige, como também, respei-
tando os horários de refeições e lanches;
2) Providenciar hospedagem adequada para o convi-
dado, em local que melhor lhe convenha;
3) Compor a mesa com simplicidade, evitando convi-
dar pessoas em excesso;
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
52
4) Após a prece, apresentar o convidado, de forma ob-
jetiva, contudo correta e com afetuosidade;
5) Zelar para que elementos estranhos ao Movimento
Espírita não tentem criar embaraços ao bom anda-
mento do evento, com venda de objetos estranhos
e outras ações incompatíveis com os princípios da
boa educação..
Des en volvim en t o d a r eu n iã o
O dirigente ou coordenador da reunião deve ter pleno
conhecimento acerca das pessoas que irão compor a
mesa; caso haja autoridades presentes no ambiente, é
de bom tom convidá-las para integrar a mesa ou men-
cionar a presença no recinto;
É oportuno que o dirigente da reunião conheça, com
antecedência, alguns traços biográficos do expositor/
conferencista para facilitar a apresentação dos mes-
mos ao público presente;
A título de harmonizar o ambiente, o dirigente da reu-
nião, poderá lançar mão da leitura de uma página de
um livro espírita (previamente escolhida) ou indicar
alguém para fazê-lo; em ambiente não-espírita, a lei-
tura é dispensável; em ambos os casos, a música-am-
biente (suave) constitui recurso adequado para criar
a referida harmonização, evitando-se conversas em
tom elevado, além de gerar nível de silêncio desejável
ao recolhimento.
Após a leitura, o dirigente da reunião ou quem ele
indicar, fará a prece inicial, com simplicidade e, em
seguida, retornará a palavra ao dirigente para apre-
sentação do expositor e/ ou conferencista;
Os temas devem ser previamente definidos e seus
conteúdos devem ser coerentes com as obras da Co-
dificação Espírita (O Livro dos Espíritos, O Livro dos
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
53
Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu
e o Inferno e A Gênese;
Após a exposição, o dirigente da reunião deve agrade-
cer à participação do expositor e/ ou conferencista, a
presença de todos e, a partir daí, encaminhar para a
prece final que, tanto ele poderá proferir como poderá
solicitar a alguém que o faça;
A prece final deve ser simples e concisa, de agrade-
cimento a Deus pela oportunidade do aprendizado,
pelo amparo espiritual e à convivência fraterna.
É recomendável que a duração da palestra não ultra-
passe sessenta minutos, incluindo a parte protocolar
e números de arte.
É comum, no ambiente espírita, a casa destinar um
espaço no final das palestras, para perguntas ao expo-
sitor; nesse caso, o dirigente deve fixar um tempo para
tal atividade e tomar ciência do teor das questões pro-
postas pela platéia, secioná-las, procurando perceber
a relação existente entre si e, na medida do possível,
umas às outras e somente encaminhar ao expositor
questões que sejam pertinentes ao tema da palestra.
Ap ós o even t o
1) Atender ao convidado inclusive, indagando por
eventuais despesas adicionais que, no seu desloca-
mento, tenha necessitado como táxi, lanche, esta-
cionamento etc.;
2) Agradecer ao convidado, verbalmente ou por escri-
to, bem como aos patrocinadores e aos trabalhado-
res em geral;
3) Fazer a avaliação do evento;
4) Realizar à vistoria do local, antes de devolvê-lo,
primando pela limpeza e respeitando os itens con-
tratuais previamente estabelecidos;
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
54
5) Proceder ao pagamento dos compromissos;
Observações: Para eventos que envolvam a criança
(pessoa até 12 anos) e adolescente (pessoa entre 12 a
18 anos), deve-se exigir que sejam acompanhadas dos
pais ou responsáveis ou tenha autorização escrita e
formalizada, para atender o que estabelece o Estatuto
da Criança e do Adolescente – ECA.
Veja em leitura Complementar o texto da Lei 8069.
11. UºO|M£TOU£UºO|0£R
Dá-se o nome de folheto/ folder aos materiais impressos em papel com
uma ou mais cores de um lado ou impressão frente-verso; pode ser dobra-
do e dispensa grampo e colagem.
Folder é uma palavra de origem inglesa (verbo to fold que quer dizer do-
brar). Assim, na acepção da palavra, folder é todo material impresso que
apresente várias dobras ou vincos.
11. 1) UComoUfazcrº
As orientações para produção desse material são semelhantes
às sugeridas para a produção de catálogos. Veja também, de-
talhes, em Leitura Complementar, Item Material Impresso.
12. Ul N0OOR
A palavra Indoor é de origem inglesa e significa “da porta para dentro” e
se aplica a todos os materiais impressos, eletrônicos (luminosos) ou de
outra forma expostos no interior de ambientes. Enquadram-se nessa ca-
tegoria, o cartaz, o cartazete, a faixa, o banner, o letreiro em néon, o móbi-
le em acrílico, o isopor, o metal e a madeira trabalhados e recortados com
desenhos de letras e imagens.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
55
12. 1) UComoUfazcr
Identifique o item no índice e siga as instruções de cada ma-
terial.
13. Ul N0OORUT£|£¥l $l ¥O
Esses veículos integram a categoria de meios digitais, pertencentes ao seg-
mento “ou t of h om e”, traduzindo: “f or a d o la r ”. Transmitem mensa-
gens dirigidas a audiências cativas e que se encontram fora de suas casas,
mais especificamente, em pontos-de-venda (veja adiante) ou ambientes
que exijam algum tipo de espera forçada. Monitores instalados em re-
des de supermercados, shoppings, livrarias, bares, confeitarias, padarias,
restaurantes, aeroportos, rodoviárias ou em elevadores, ônibus, metrôs,
trens, consultórios e em salas de espera de hospitais e maternidades.
13. 1) UComoUfazcr
Geralmente, o material utilizado é em forma de DVD e Blue
Ray com a gravação da matéria que se deseja veicular.
As formas de mensagens variam; são documentários, suges-
tões de livros, informações sobre a realização de eventos, ofer-
tas de serviços e outras informações de interesse público.
É importante atentar para a qualidade de gravação da matéria
a ser veiculada para agregar valor visual à mensagem.
Um roteiro simples pode-se apoiar em gravação com fotos ou
ilustrações, intercalados com textos. A locução também agrega
valor ao trabalho, ao lado da sonorização com melodias de fundo,
adequadas a cada tema e a cada situação.
Os contratos têm duração variável, podendo ser renovados pe-
riodicamente e a programação oferece flexibilidade de mudança
das mensagens, a critério do anunciante, bastando substituir o
material que está sendo veiculado pelo novo.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
56
As orientações para planejamento de conteúdo e produção são
semelhantes às recomendadas para TV Bus Vídeo.
14. Ul NT£RN£T
A Internet é uma rede mundial de computadores interligados e que pos-
sibilita a transmissão de dados, em forma de textos, imagens e sons que
podem ser consultados, copiados e interativados.
A cada ano, a Internet aumenta as suas relações com as instituições espí-
ritas e o grande público como canal de intercâmbio de ideias, informações
e, sobretudo, como meio de comunicação de eventos, matéria jornalística
e publicitária.
Esse canal de comunicação está contribuindo para a aproximação de pes-
soas, povos, configurando-se, assim, como nova e dinâmica forma de in-
teração no mundo contemporâneo. Isso possibilita vislumbrar uma nova
ordem mundial nas relações humanas.
As instituições espíritas podem utilizar a Internet de várias formas. Para
efeito de melhor visualização dessas possibilidades, são citadas as prin-
cipais:
I) Divulgar mensagens doutrinárias;
II) Colocar “sites” das instituições: contendo dados sobre a fun-
dação, programas de atividades, tipos de serviços que pres-
tam, além de horários das atividades, nomes dos responsáveis
pelas ações etc.;
III) Divulgar eventos, por meio de e-mails, mensagens sonoras
ou visuais;
IV) Expor e comercializar livros e outros produtos pertinentes ao
universo espírita;
V) Implantar e manter um banco de dados de produção literária,
dados institucionais e outros;
VI) Emitir e receber correspondências;
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
57
VII) Ampliar o “mailing-list” ou cadastro de instituições e pes-
soas;
VIII) Trocar ideias à distância, estimular debates particulariza-
dos e ministrar cursos online;
IX) Pesquisar sobre os mais variados assuntos de interesse dou-
trinário;
X) Estabelecer uma rede interna de comunicação, na casa espíri-
ta, (Intranet), utilizada apenas por seus participantes que te-
rão acesso aos conteúdos;
XI) Interagir com a Rede Mundial de Computadores (Web), que
permite se relacionar com instituições espíritas e não-espíritas
para diversos fins;
XII) Ampliar a gama de possibilidades de assistir a eventos na-
cionais e internacionais, em tempo real.
14. 1) UComoUfazcr
O primeiro passo é ter um provedor (a instituição autori-
zada a dar acesso à Internet aos usuários, pessoas físicas e
jurídicas) mediante pagamento mensal das horas utilizadas
ou pelo pacote de serviços agregados; Observações
Por tratar-se de um meio altamente veloz a matéria inserida
em um Site (Home page ou Página), por exemplo, requer
constante atualização, pois a consulta é feita diariamente
por centenas ou milhares de internautas, não podendo per-
manecer com o mesmo conteúdo por mais de dois a três
dias.
A criação de um Site exige a participação de profissionais
especializados que dominem programas de computação,
sejam editores de textos, passando por editores de imagens,
até programas de HTML, indispensáveis para a concepção
de um site com variados recursos. É desaconselhável o
lançamento de um site improvisado, pobre ou desprovido
de recursos gráfico-visuais, com falhas no d es i gn em sua
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
58
estrutura. É recomendável que os conteúdos sejam atuali-
zados de preferência diariamente.
14. 2) U£· mai l /Corrci oU£l ctrôni co
É a forma mais simples de se utilizar a Internet como meio
de estabelecer correspondência e divulgar informações so-
bre fatos espíritas inclusive, anexando imagens, apresenta-
ções em Power point e vídeos; o e-mail também favorece a
realização de pesquisa à distância, o quê evita deslocamen-
to físico de pessoas para esse fim, tornando a tarefa econo-
micamente viável;
14. 3) UPortal
Abriga grande número de sites. Dependendo do portal, essa
hospedagem pode ser paga ou gratuita. É uma modalidade
que se presta para a oferta de serviços doutrinários, infor-
mações sobre eventos, oferta de livros e produtos similares.
14. 4) U$i tc
Lugar onde está abrigada uma Home page e demais pá-
ginas de uma instituição. É uma ferramenta que exige a
participação de pessoas especializadas em sua elaboração
e manutenção. Favorece a divulgação da instituição, bem
como de seu programa de atividades, com apresentação de
imagens coloridas, textos em movimento e trilhas sonoras
personalizadas.
14. 5) UChat
Essa modalidade equivale à uma sala que a instituição es-
pírita pode ter para fazer reuniões com várias pessoas à
distância. É uma sala de bate papo, na qual ocorrem estu-
dos e discussões sobre vários assuntos previamente esta-
belecidos.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
59
14. 5) U|o] aU¥i rtual
A loja virtual como o próprio nome indica, não existe fisi-
camente. Seu funcionamento se dá através de acesso à In-
ternet. Destina-se à instituição que tem algo a vender ou
promover; com esse recurso, pode fazer oferta de livros,
jornais, revistas CDs e DVDs e outros produtos. É comum
esta modalidade estar integrada a um Site, cujo formato fa-
cilite a sua identificação e acesso pelos internautas. A exem-
plo do que foi comentado em relação ao Site, a Loja Virtual
(on-line) também requer a elaboração, manutenção e coor-
denação por pessoas especializadas, uma vez que equivale
a uma vitrine de produtos e serviços constantemente visí-
vel aos olhos do público, daí a necessidade de estar sempre
atualizada e ter agilidade nas respostas.
14. 7) U8l o¤
Originalmente a sua denominação foi weblog, um diário
virtual, um canal para jovens se relacionarem com outros
jovens internautas interessados em expor seus pensamen-
tos, seu cotidiano. O tempo passou e, hoje, o blog é uma
ferramenta para a divulgação de idéias pessoais, serviços e
também para a divulgação de notícias, de textos sobre cul-
tura, política, negócios, debates, publicidade, pesquisas e
outros assuntos.
O blog permite também a exposição de fotos e, em alguns
casos, até de vídeos. Os blogs podem ser individuais ou co-
munitários.
14. 8) U£· ¤roups
Através de solicitação à empresa provedora, é possível for-
mar grupos de e-mails, denominados por e-groups que
permitem a troca coletiva de mensagens, simultaneamen-
te. É uma forma de socializar informações de interesse de
inúmeras pessoas, cujos endereços foram cadastrados.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
60
15. UIORNA|Ul NT£RNOU£U£XT£RNO
J ornalismo é uma atividade profissional que tem por objetivo a apura-
ção, o processamento e a transmissão periódica de informações atuali-
zadas para o grande público ou um segmento desse público, utilizando
veículos de difusão coletiva, como jornal, revista, rádio, televisão, cine-
ma e Internet.
15. 1) UCcncros
a) UIornal i smoUl nformati voU
É o responsável pelas matérias centradas nos fatos
correntes: caracteriza-se pela notícia que se baseia na
informação direta e, imparcial e impessoal; detém-se
na narração dos fatos.
b) UIornal i smoUi ntcrprctati vo
Representado pelas matérias em que a objetividade
do jornalismo informativo dá lugar à interpretação
dos fatos, ou seja, ainda que a informação de fatos – a
notícia – continue sendo o ingrediente básico, o acon-
tecimento vem sempre acompanhado da situação que
o cerca, permitindo que o leitor perceba melhor o que
acontece a sua volta.
c) UIornal i smoUopi nati voU
Representado pelas matérias que expressam um pon-
to de vista a respeito do assunto noticiado.
d) UIornal i smoUcntrctcni mcntoU
Representado pelas matérias destinadas ao lazer do
leitor.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
61
c) UIornal Ui mprcsso
Também denominado diário, hebdomadário ou men-
sário, é um meio de comunicação que se alimenta de
fatos, acontecimentos que interessam à comunidade
em que circula. Caracteriza por ser um conjunto de
folhas soltas, nem coladas, nem grampeadas, mas do-
bradas e reunidas em cadernos numerados.
Os formatos variam de acordo com a conveniência,
entretanto, o formato padrão segue as medidas: 38
cm de largura por 58 cm de altura e o tablóide: 28 cm
de largura por 38 cm de altura.
15. 2) UPro] ctoUparaUcl aboracåoUdcUumUi nformati vo
Defin içã o d e objet ivos
Uma publicação periódica envolve compromisso, com o movi-
mento espírita com o leitor e custos de cobertura decorrentes
de produção e distribuição do veículo, motivo pelos quais é
necessário planejar e administrar a atividade e ter o retorno
desejado.
Pon t os a d efin ir
a) UPro] ctoU£di tori al
1) Perguntas que podem facilitar o desenvolvimento
do trabalho:
2) Qual o objetivo da publicação?
3) Qual será o seu título da publicação (geralmente
reflete o espírito da proposta)?
4) Qual o perfil do público leitor (idade, sexo, grau de
instrução, poder aquisitivo, hábito, etc.)?
5) Qual será a tiragem, o tamanho, o número de pági-
nas e a periodicidade?
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
62
6) Como será composto o quadro de colaboradores
(articulistas, repórteres, fotógrafos, ilustradores
editores e diagramadores, etc.)?
7) Quais os custos decorrentes das operações (layout,
diagramação, fechamento de arquivo, provas, revi-
são, impressão e distribuição)?
b) UPro] ctoUCrafi co
O projeto gráfico é uma das partes mais delicadas,
quando se idealiza um jornal. Ele nasce da plasma-
gem de seu idealizador e se configura com o trabalho
da equipe. Após a definição do projeto editorial é pre-
ciso cuidar da aparência física da publicação que ne-
cessariamente, está relacionada à sua personalidade
desenhada no projeto editorial.
Tanto o projeto pode ser idealizado por um partici-
pante do setor de comunicação social da instituição
espírita, como é viável recorrer a estúdios especiali-
zados no mercado editorial.
A exemplo de outras modalidades de mídia, no plane-
jamento é necessário atentar para os pontos básicos,
independentemente de se tratar de boletim, jornal,
revista, impressos ou eletrônicos, a saber:
1) Tip ologia s são os tipos (fontes) de letras disponí-
veis no mercado. Devem ser padrão para t od a s as
edições, por uma questão de identidade da publi-
cação. Deve-se optar por no máximo duas fontes
para cada elemento da publicação: títulos, subtí-
tulos, olhos linha de apoio, textos, créditos, etc.,
limitando-se o uso de vários tipos para evitar po-
luição visual;
2) Cr éd it os d a ed içã o que exigem o número da
edição, ano e data, geralmente colocados junto ao
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
63
logotipo da publicação, na capa e, em cada uma das
páginas, no cabeçalho ou no rodapé de página;
3) Cr éd it os d e a u t or pedem o nome do autor de
textos, artigos, reportagens, entrevistas, colocadas
geralmente entre o título da matéria e o texto ou
no final do texto. J á o crédito de fotos e ilustrações
aparece ao lado do item, na vertical em relação à
posição normal de leitura;
4) Lea d : são textos que vêm logo abaixo dos títulos
das matérias, com a finalidade de detalhar aspectos
sobre que a matéria, estimulando ou não o leitor a
prosseguir a leitura;
5) Legen d a s : são textos explicativos colocados abai-
xo das fotos ou ilustrações;
6) Com o fa zer As orientações encontram-se no item
“O J ornal na instituição espírita”, em Leitura Com-
plementar.
15. UIORNA|U|£l CO. UOCUPACÀOU0£U£$PACOU
É fundamental que a instituição espírita tenha bom e estreito relaciona-
mento com os veículos de comunicação de massa, do seu município e/ ou
região.
Essa aproximação se concretiza, com o contato pessoal com os profissio-
nais do veículo, convidando-os para eventos promocionais e doutrinários,
a fim de que conheçam as obras e as atividades que são realizadas no uni-
verso espírita local, regional e nacional. É primeiro passo para que ambas
as partes se identifiquem e, a partir daí, resulte em um relacionamento
tranquilo e duradouro.
Entretanto, antes de enviar uma notícia ou solicitar uma reportagem, é
oportuno avaliar alguns aspectos expostos nas perguntas que seguem:
I) A notícia é realmente necessária?
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
64
II) O fato é de importância?
III) Há interesse jornalístico?
IV) Não é o caso de fazer um simples comunicado?
V) Não estamos superestimando a instituição?
VI) Não estamos abusando da boa vontade do profissional de im-
prensa?
Esse tipo de avaliação, não só é prudente fazer para preservar a institui-
ção de noticiar matéria sem consistência, como evita possíveis desgastes
nas relações com os profissionais da área..
15. 1)URccomcndacöcsUnoUrcl aci onamcntoUcomUaUl mprcnsa
I) Mantenha com os jornalistas relações amistosas e transpa-
rentes;
II) Pratique uma política de “portas abertas” com todos os jor-
nalistas;
III) Convoque a imprensa em casos importantes, mas não
abuse;
IV) Redija em estilo conciso, sem pretender que suas notas
sejam publicadas como foram enviadas;
V) Passe aos jornalistas as notícias por escrito e, em casos de
urgência, por telefone, mas confirme a posterior, por e-
mail;
VI) Identifique os comunicados, com títulos, datas, códigos
etc.;
VII) Esteja sempre à disposição para perguntas;
VIII) Reúna toda a documentação necessária à autenticação
das notas e envie diretamente aos jornalistas;
IX) Não peça recortes e fotos;
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
65
X) Não pergunte se a nota será publicada;
XI) Não mande comunicados de última hora;
XII) Não espere favores especiais mesmo que a instituição
anuncie no jornal;
XIII) Não envie notas mal escritas; elas serão reescritas e po-
dem sofrer distorções graves.
15. 2) UComoUfazcrUumU] ornal UdaUi nsti tui cåoUcspí ri ta
São válidas as mesmas recomendações citadas para a elabora-
ção de um Boletim.
a) UComoUcdi tar
Perguntas que facilitam o planejamento:
1) Qual a proposta?
2) Qual o perfil do público leitor, isto é: a quem se des-
tina?
3) Qual será o corpo diretivo e de colaboradores?
4) Como será a sua periodicidade? Quinzenal, mensal,
bimestral?
5) Qual o seu formato?
6) Onde e como será distribuído?
7) Qual o custo e a fonte para a sua sustentação econô-
mica?*
(*) A sustentação econômica envolve: custos de produção (diagramação, ilustração ou fotos e
impressão) e distribuição (postagem pelo correio/ aéreo ou entrega em domicílio).
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
66
b)UComoUocuparUcspacoUnoU] ornal Ul ci ¤oº
1) O primeiro passo é conquistar espaço no veículo e
definir tamanho e periodicidade da publicação;
2) Em seguida definir a pauta dos assuntos de modo
sequencial e elaborar a matéria, de modo a ter ma-
térias antecipadas e disponíveis para, no mínimo,
três edições futuras;
3) A pauta deve apresentar temas da atualidade e, ne-
cessariamente, com a interpretação espírita e, se
possível, com indicação de obras que tratem do as-
sunto;
4) A matéria destinada a um jornal deve apresentar
assuntos que chamem a atenção do leitor, com
abordagem simples e que o estimule a pensar. A
apresentação da matéria pode ser em forma de
crônicas, artigos (abordagem de maior profundi-
dade, inclusive com dados de pesquisas, fotos, de-
poimentos, etc.), poesias, efemérides e, ao mesmo
tempo, combinando-se os gêneros entre si (artigo
e poesia podem vir juntos), dependendo da conve-
niência;
Há casos em que o espaço é oferecido pelo veículo
gratuitamente; em outros, o espaço é comercializado
e, neste caso, a instituição pode lançar mão de patro-
cinadores para sustentação econômica. Ver critério
em Princípios e Diretrizes da Comunicação Social Es-
pírita, item VI.
Tecnicamente, é recomendável o uso de seis pergun-
tas sequenciais para elaborar o texto sobre a notícia:
O qu e a con t eceu ? Qu a n d o a con t eceu ? Com o
a con t eceu ? On d e a con t eceu ? Qu em p a r t ici-
p ou d o fa t o? e Por qu e a con t eceu ? Respondidas
a essas perguntas, presume-se que a notícia reúna as
informações necessárias à compreensão dos fatos.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
67
17. U|l ¥RO
O livro difere dos demais meios de comunicação de massa por não ter
uma publicação periódica e por não oferecer espaço para a inserção regu-
lar de anúncios, em suas páginas.
Como obra literária, artística ou científica, desempenha seu papel de ve-
ículo de cultura de massa, a partir do momento em que veicula ideias e
conceitos doutrinários – com desdobramentos para o teatro, o cinema, a
TV, a Internet, a revista e o jornal (respectivamente, em suas representa-
ções cênicas e gráfico-audiovisuais, ou através de fotos e/ ou Histórias em
Quadrinhos.
Através da comercialização e distribuição adotada para o livro, como fei-
ras, bancas, clubes, livrarias, bibliotecas e participação em eventos de
grande repercussão social (p.ex. bienais do livro) – tudo isso tornou o
livro espírita um veículo valioso para a difusão e a propagação dos princí-
pios doutrinários, como proporcionou grande visibilidade do movimento
espírita, em nosso país e no Exterior.
17.1)UComoUmontarUaUl i vrari aUnoUCcntroU£spí ri ta
A finalidade de uma livraria em um Centro Espírita é atender
ao público que o frequenta e facilitar os trabalhadores em suas
necessidades, quanto à obtenção de obras espíritas para leitu-
ra e estudos.
17. 2) URccomcndacöcs
I) Definir a localização, espaço disponível e mobiliário para a
livraria;
II) Determinar os títulos da obras a serem comercializadas,
priorizando as obras da Codificação Espírita e as obras sub-
sidiárias;
III) Estabelecer bom relacionamento comercial com as em-
presas distribuidoras e editoras;
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
68
IV) Designar pessoas ou equipes para atender ao público;
V) Determinar horários de atendimento, compatíveis com as
atividades públicas da instituição espírita ou ao longo do
período comercial, quando aberta ao público externo;
VI) Apresentar a quem de direito um relatório diário sobre o
movimento de caixa;
VII) Em ocasiões oportunas, fazer promoções de um ou mais
títulos de livros, CDs e DVDs, Blue Rays, visando favorecer
os segmentos de pessoas menos favorecidas economica-
mente.
17. 3)UComoUi nstal arUumaUbancaUdoUl i vroUcmUpracaUpúbl i ca
I) Verificar junto à Prefeitura Municipal os locais liberados
para tal fim;
II) Levantar no mercado os tipos de bancas disponíveis;
III) Providenciar a documentação exigida por lei, para funcio-
namento;
IV) Adquirir obras em quantidade tal que permita opções de
escolha ao público, priorizando as obras básicas do Espiri-
tismo e as subsidiárias;
V) Administrar a atividade sob a orientação da Diretoria da
instituição espírita;
VI) Formar equipes, realizando escala de horários para aten-
dimento ao público.
17. 4) UComoUi ni ci arUcUmantcrUcl ubcUdoUl i vroUcspí ri ta
I) Elaborar um cadastro de nomes de pessoas que manifestem
interesse em se tornar sócias do clube;
II) Divulgar a existência do clube, destacando os benefícios
que ele oferece aos associados;
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
69
III) Fazer uma listagem de títulos de obras mais indicadas
para o público do clube;
IV) Adquirir os livros diretamente das editoras, a fim de que o
custo final seja acessível ao associado;
V) Selecionar as obras com muito critério, tendo em vista sem-
pre o conteúdo doutrinário e não o lucro material;
VI) Estabelecer a forma mais viável e menos onerosa de entre-
gar a obra ao associado.
17. 5) UComoUmontarUumaUfci raUdoUl i vroUcspí ri ta
I) Fazer um levantamento junto à Prefeitura Municipal dos lo-
cais disponíveis para tal fim, como praças públicas, prédios
públicos e compará-los (em termos de locação, adequação
ambiental, etc.) com os espaços disponibilizados no inte-
rior dos shoppings, galerias e eventualmente, estações ro-
doviárias, aeroportos e outros locais pertinentes. Priorizar
local de fácil acesso e grande movimentação, de preferência
próximo ao centro da cidade;
II) Verificar a possibilidade de realizar o evento, através do
órgão de unificação municipal, inter-regional ou regional,
de forma compartilhada com os centros espíritas;
III) Preparar a equipe de trabalhadores, qualificando-os
quanto ao atendimento ao público e ao suporte técnico que
possam dar ao evento, prevendo-se escala horária, a fim
de não sobrecarregar os trabalhadores e assegurar o bom
atendimento;
IV) Buscar apoio em entidades da localidade, para dar maior
divulgação à feira, como prefeituras (secretaria de cultura),
associações comerciais, empresas, imprensa e outros pon-
tos de apoio;
V) Estabelecer um programa, no qual estejam previstos a ins-
talação e abertura da feira, manutenção durante o período
de funcionamento e encerramento da atividade;
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
70
VI) Elaborar lista de convidados para sessão de abertura, in-
clusive, autoridades locais ou regionais e pessoas do meio
espírita;
VII) Divulgar a feira de forma ampla, utilizando a mídia de
grande alcance e materiais promocionais. Para melhor
identificação da equipe de trabalhadores é oportuna a con-
fecção de camisetas com mensagens alusivas ao livro e a
identificação da instituição promotora;
VIII) Selecionar as obras espíritas em um número que refli-
ta os três aspectos do Espiritismo (filosófico, científico e
religioso), conforme o pensamento do Codificador, Allan
Kardec, adquiridas preferencialmente de distribuidoras da
federativa, quando haja no estado, quando não de distri-
buidoras e editoras espíritas;
IX) Organizar em setores a distribuição dos produtos, por
exemplo, por autores, assunto (romances, infantis, mediu-
nidade, administração da casa espírita, tarefa de unifica-
ção, etc.), dando destaque a lançamentos recentes;
X) Introduzir em momentos específicos momentos de arte
(música, teatro, declamação) e contadores de histórias que
geralmente atraem a faixa etária infantil e, consequente-
mente, o público constituído de pais.
18. UHA|A· 0l R£TA
Chama-se Mala-direta o veículo impresso (geralmente em papel ou car-
tão), personalizado ou não, cuja distribuição pode ser feita de várias ma-
neiras: pelo correio, porta-a-porta, isto é, entregue diretamente em domicí-
lio, por uma empresa especializada; ou encartada em um jornal ou revista
distribuída nas bancas de jornal e/ ou pelo correio, de modo separado ou si-
multâneo.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
71
18.1)URccomcndacöcs
I) Há necessidade de a instituição ter de um cadastro de no-
mes de pessoas às quais se pretende enviar a mensagem;
quando essa atividade se torna frequente, é oportuno a ins-
tituição ter seu próprio banco de dados (mailing-list), a fim
de evitar despesas de locação dos nomes que são comercia-
lizados por empresas especializadas;
II) O tipo de papel e a qualidade de impressão variam de acor-
do com a natureza da mensagem; por vezes, exigem um pa-
pel de qualidade superior, ilustrações (desenhos ou fotos)
e um acabamento diferenciado, como cortes especiais, apli-
cação de verniz especial etc.; em outras ocasiões, poderá ser
impressa em um tipo de papel mais simples, sem necessi-
dade de qualquer sofisticação;
III) A redação deve ser clara e fácil de ser interpretada por
quem a recebe; devem ser evitados termos de gíria e frases
rebuscadas;
IV) O material empregado deve ser o mais leve possível, prin-
cipalmente se for enviado pelo correio, pois o peso gera
custos significativos;
V) Há casos de se anexarr de objetos sonoros ou brindes – esse
tipo de ação demanda custos maiores e exige cobertura de
seguro, tornando a modalidade, às vezes proibitiva.
18.2)UComoUfazcr
I) Definir os objetivos desta ação e desenvolver o conteúdo
de comunicação, respondendo às perguntas básicas: O que
comunicar, A quem? Como? Quando? Onde? E Por quan-
to?
II) O formato do papel e a posição dos textos externos devem
atender às exigências do correio; daí a conveniência de se
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
72
consultar os agentes dos Correios sobre esses detalhes, antes
de imprimir o material;
III) Ao se fazer o orçamento do trabalho deve ser levado em
conta também, os custos de postagem; e avaliar se real-
mente é uma estratégia compensadora.
19.UHARK£Tl NCU0l R£TOU
O marketing direto é um meio de comunicação largamente utilizado por
instituições comerciais, governamentais e filantrópicas. Às vezes é con-
fundido com Mala-direta porque a Mala-direta é o seu principal veículo
de comunicação. A mala-direta utilizada pelo Marketing Direto sempre é
personalizada, o que o torna uma modalidade altamente interativa.
19. 1) U0i fcrcncasUcntrcUHarkcti n¤U0i rctoUcUHal a· 0i rcta
I) A mala-direta não se preocupa com o retorno imediato; ge-
ralmente, o objetivo é passar um conceito, uma informação
e aguarda-se a decisão a médio e a longo prazo; enquanto
que a mala-direta, com ênfase no marketing direto pede
uma resposta imediata, com prazo determinado;
II) A mala-direta não apresenta uma oferta (produtos/ servi-
ços), age mais na linha de conceitos e informações gerais,
ao passo que o marketing direto estabelece uma ou mais
ofertas atraentes, por tempo determinado. O nível de exi-
gência em criatividade do marketing direto é muitas vezes
superior ao da mala-direta;
III) O marketing direto utiliza todas as mídias; independente-
mente da mala postal, ele pode utilizar a televisão, o rádio,
o jornal, Internet e outros meios isolados, como o telemar-
keting ou simultaneamente.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
73
19. 2) UObscrvacöcs
Ao usar todas as mídias, deve-se ter o cuidado de guardar a
unidade temática, respeitando-se a linguagem de cada veículo
e suas especificidades.
Ao utilizar a mala-direta personalizada, com tecnologia de Da-
dos Variáveis, o Marketing Direto, necessariamente, precisa
lançar mão de um Banco de Dados, através do qual obtém o
cadastro de nomes e perfil de cada destinatário.
20. UH£RCMAN0l $l NCUNOUPONTO· 0£· ¥£N0AU
Esse recurso de relacionamento direto com o público se aplica as várias
situações, onde o fluxo de pessoas é relativamente grande e se objetiva
dar destaque a um fato novo.
É comum em vários segmentos de lojas do comércio a exposição de ban-
deirolas, faixas, pôsteres, bexigas coloridas, com o objetivo de chamar a
atenção do público.
No caso particularizado de atividades espíritas, aplicam-se em livrarias,
feiras e bienais do livro, nos espaços e momentos adequados
20. 1) UComoUfazcrU
Ver detalhamento em Leitura Complementar, no item Mate-
rial Impresso.
21.UH£RCMAN0l $l NCUNAUT¥
O merchandising na TV consiste em fazer com que um produto ou servi-
ço (um livro, um cartaz ou uma cena ou uma menção sobre algum con-
ceito doutrinário) apareça em cena: em uma novela, em um programa
de auditório, em uma reportagem, em um programa de entrevista ou
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
74
humorístico ou, em um noticiário televisivo. Tanto pode ser uma inser-
ção gratuita, como paga.
21.1)UComoUfazcr
I) Selecionar a emissora, o programa e a audiência;
II) Escolher o assunto;
III) Solicitar o orçamento relativo ao serviço;
IV) Definir os recursos de sustentação econômica;
V) Avaliar os resultados em função dos objetivos.
22.UH£RCMAN0l $l NCUNOUT£ATROU
O teatro é um excelente canal para a difusão de ideias e conceitos.
O contato direto com o público, caracterizado pela fala direta dos atores à
platéia, aproxima e cria um clima de intimidade entre as partes, transmi-
tindo credibilidade à mensagem.
22.1)UComoUfazcr
Não é uma tarefa fácil de ser executada. Depende do autor da
peça em admitir a inserção de uma fala, uma imagem ou um
gesto, no script ou ainda, permitir que certo objeto apareça
em público na mão de um dos atores. Entretanto, quando não
há resistência, pode-se adequar várias falas e dar visibilidade
a certos itens doutrinários, sem prejuízo do conteúdo.
23. UH£N$AC£HUl HPR£$$A
A mensagem doutrinária ou simplesmente “mensagem” como é conhe-
cida nos meios espíritas é fartamente distribuída no início de palestras,
reuniões e em outras atividades. É uma forma econômica e eficaz, não só
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
75
pelo tamanho da mensagem, como pelo seu conteúdo moral, Podem tan-
to serem distribuídas em mãos, aos frequentadores, como inseridas nos
livros adquiridos nas livrarias do centro espírita.
23.1)UComoUfazcr
Vide detalhamento em Leitura Complementar, item Material
Impresso.
24.UHí 0l AU£XT£Rl OR
Mídia exterior é a denominação genérica dos meios de comunicação que
expõem propaganda ao ar livre. Assim como a mídia impressa incluem
meios, como revista e jornal; a mídia eletrônica, rádio e televisão, cinema
e internet, a mídia exterior engloba diversas formas de veicular mensa-
gens publicitárias. Vejamos as principais.
24. 1) U8ackUl i ¤ht
Painel translúcido que conta com lâmpadas internas que ilu-
minam a mensagem. Podem ser de vários tamanhos.
24. 2) U8al åo
Meio aéreo, impresso, próprio para veicular mensagens re-
ferentes a atividades e mensagens institucionais dirigidas ao
grande público.
24. 3) U8l i mp
Meio aéreo, impresso, porém preso ao chão por uma corda, na
área de realização do evento, com o fim de indicar a localiza-
ção de um stand ou local e atendimento.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
76
24. 4) U8usdoor
É um veículo urbano, ideal para a divulgação de eventos locais.
Trata-se de um cartaz auto-adesivo colado no vidro traseiro de
ônibus – daí a denominação Busdoor (bus = abreviatura de
ônibus em inglês e door = porta em inglês, significando: uso
fora da porta, portanto de uso externo). É um meio que circula
seguindo o trajeto estabelecido pela linha de ônibus, podendo
atingir toda a cidade ou somente determinados bairros.
a) UComoUfazcr
I) Contratar o serviço de impressão de cartazes com
gráficas especializadas e a veiculação com empre-
sas credenciadas pela prefeitura local;
II) Contratar os serviços de elaboração/ criação (ge-
ralmente feitos pela própria empresa exibidora);
III) Orientar a criação da mensagem, observando-se o
mínimo ideal de palavras e cores, para tornar a in-
formação compreensível e evitar possível poluição
visual. A chamada principal não deve ter mais que
cinco palavras e formar uma frase curta, de fácil
memorização;
IV) Aprovar a produção e exibição, confrontando com
o roteiro contratado;
O busdoor, embora seja um veículo de massa, é
possível selecionar algumas linhas de ônibus que
circulem em bairros, cujo perfil da população seja
de interesse da instituição; isto reduz custos e ele-
va o índice de eficácia da campanha.
24. 4) U£mpcna
Painel geralmente de grandes proporções que se adapta às
paredes laterais de prédios localizados em pontos bastante
visíveis.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
77
24. 5) UºrontUl i ¤ht
Painel de dimensão variável, que a exemplo do back light,
conta com lâmpadas (Spotlight) que iluminam a mensagem,
mas frontalmente.
24. 7) U|ctrci ro
Produzido em néon, normalmente traz o nome da empresa ou
seu logotipo. Pode fazer parte da fachada ou estar em paredes
e topos de prédios altos, favorecendo a visibilidade a grande
distância.
24. 8) UHc¤aUl i ¤htU
Guarda as mesmas características do back light e front light,
com a diferença de suas dimensões que geralmente são bem
maiores.
24. 9) UPai ncl U0i ¤i tal
É praticamente um televisor gigante instalado em cruzamen-
tos de grandes avenidas; o painel digital transmite uma sequ-
ência de animações controladas por computador, motivo pelo
qual, atrai a atenção do publico que trafega pelo local, pela
diversificação de mensagens elaboradas com animações que
prendem a atenção.
24. 10) UPai ncl URodovi ari o
Placas de grandes dimensões variáveis, instaladas próximas
às rodovias em locais de grande visibilidade de quem trafega
em veículos motorizados nas estradas.
24. 11) UPl acaUdcUcsqui na
Com tamanhão determinado, segundo o que determina a
licitação municipal, é um espaço que aproveita a utilidade
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
78
pública da identificação de ruas, indicando localização de lo-
jas ou simplesmente expondo marcas.
24. 12) URcl ó¤i o/Tcrmômctro
Instalados em canteiros de avenidas ou calçadões, disponibi-
liza espaço para mensagens publicitárias, acima de um placar
digital que indica hora certa e temperatura ambiente.
24. 13) UTaxi
Mensagens publicitárias expostas em espaços disponíveis na
parte superior de taxis, com suporte afixado em seu teto.
24. 14) UTotcm
Normalmente traz o logotipo de uma empresa ou instituição,
em uma estrutura elevada que facilite a leitura à pequena dis-
tância. Quase sempre é iluminada interna ou externamente
para ter visibilidade durante o período noturno.
24. 15) UTri cdro
De dimensão variável, é um equipamento que dispõem de vá-
rios triedros em linha. Eles rodam ao mesmo tempo, permi-
tindo a visualização de três mensagens em sequência.
a) UComoUfazcr
1) Back light, Front light, mega light, painel digital,
painel rodoviário e triedro.
2) Geralmente, os contratos com as empresas exibi-
doras são de, no mínimo dois anos e existe legisla-
ção específica que regulamenta a utilização desses
meios, pois envolvem o tráfego urbano e o rodovi-
ário, em âmbito local, regional e nacional.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
79
3) O custo é relativamente alto por exigir estruturas
metálicas e instalação de circuitos elétricos e de se-
gurança. Uma consulta a empresas especializadas
poderá esclarecer os aspectos principais sobre a
utilização dos veículos.
24. 15) UT¥U8usU¥í dco
A TV Bus Vídeo funciona dentro metrôs e de ônibus (linha ur-
bana, interurbana e interestadual), como forma de entreteni-
mento aos usuários.
a) UComoUfazcr
1) Essa modalidade de divulgação é simples, quando
já existe familiarização com a produção de DVD e
Blue Ray. Quanto ao conteúdo, há necessidade de
se elaborar um roteiro sobre o tema que se deseja
comunicar.
2) Um roteiro simples pode-se apoiar em gravação
de fotos ou em ilustrações, intercalado com textos
variados. A locução também agrega valor ao traba-
lho, ao lado da sonorização com melodias de fun-
do, adequadas a cada tema e a cada situação.
3) Os contratos têm a duração variável, podendo ser
renovados e a programação oferece flexibilidade
de mudança periódica das mensagens, a critério
do anunciante, bastando substituir o material que
está sendo veiculado.
24. 17) UHí di aU£xtcri or. Ucui dadosUquantoUaUcscol ha
A utilização indiscriminada de peças e equipamentos rela-
tivos à mídia exterior pode causar sérios prejuízos ambien-
tais entre eles encontra-se o La m be-La m be – cartaz de
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
80
papel colado repetidamente em muros, tapumes, paredes e
postes. Eles se descolam com relativa facilidade e acabam
causando poluição visual e/ ou entupimento de bueiros;
Fa ixa s d e p a n o ou d e vin il amarradas em postes po-
dem atrapalhar a sinalização do transito. Elas caem natu-
ralmente pela ação do vento ou das chuvas e podem causar
acidentes.
25.UHURA|Ul NT£RNO/QUA0ROUHURA|
Dentre os meios de comunicação mais acessíveis ao centro espírita, está o
Mural ou Quadro mural. Ocupa pequeno espaço da parede da casa e, por
isso mesmo, está ao alcance de todas as instituições espíritas.
25. 1) UComoUfazcr
I) Destacar uma pessoa responsável pela sua manutenção.
De preferência que tenha contato frequente com a direção
da casa para estar atualizada quanto às últimas decisões e
acontecimentos;
II) Localização: em ponto de fácil acesso e visibilidade e mo-
vimentação de pessoas. Caso o número de pessoas na casa
seja grande, pode-se instalar mais de um mural em suas
dependências de modo a favorecer a leitura;
III) Material e cor de fundo: o material a ser empregado é bas-
tante variável; pode ser de madeira, com fundo de cortiça
ou madeira, com uma moldura de alumínio, e, por vezes,
com uma proteção de vidro, para maior segurança e contro-
le sobre o que deva ser afixado;
IV) Tempo de exposição das mensagens: os avisos, cartazes e
demais mensagens devem ser retiradas e substituídas na
medida em que estejam vencidas; mensagens e avisos per-
manentes, como programas de atividades semanais e ou-
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
81
tros de ordem de caráter institucional, como campanhas
podem permanecer por maior tempo;
V) Forma de fixação de cartazes e outros materiais: com ta-
chinha sobre a base de cortiça e forrada de feltro e/ ou fita
adesiva, se o fundo for de fórmica ou madeira lisa;
VI) Critério para exposição de assuntos: a parte central do
mural e o lado direito são espaços considerados espaços
nobres, por causa de sua maior visibilidade; é recomendá-
vel ocupar esses espaços para eventos e avisos de maior im-
portância;
VII) Artigos publicados pela imprensa: é saudável a exposição
de cópia de artigos de interesse geral, publicados na im-
prensa espírita e/ ou leiga, como forma de ampliar o conhe-
cimento dos frequentadores da casa;
VIII) Coleta de material a ser exposto: a autorização sempre
deve partir da direção da instituição espírita, após a análi-
se de conteúdo e verificada a conveniência de divulgação.
A retirada das matérias ficará a cargo do responsável pelo
mural que dará o fim desejável aos materiais retirados.
25. UOUT0OOR
Em vários países do mundo, o termo outdoor designa todo e qualquer
tipo de propaganda exposta ao ar livre. Mas, nem toda propaganda ao
livre é outdoor. No Brasil, convencionou-se chamar de outdoor apenas o
meio específico com características próprias que o diferenciam dos veícu-
los pertencentes à Mídia Exterior.
Todo cartaz de outdoor é formado por folhas de papel coladas em estrutu-
ras de madeira e metálicas modulares de 9 metros de comprimento por 3
metros de altura (27 m2.). Esses quadros são instalados a uma altura mí-
nima do chão ou sobre muros, em terrenos alugados, em vias públicas de
grande visibilidade e de significativo fluxo de pessoas. Após a impressão
em pequenos formatos, os 32 pedaços de papeis impressos são colados,
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
82
manualmente, um a um sobre a superfície do quadro, formando a ima-
gem total.
25. 1) UComoUfazcrUumaUcxi bi cåoUdcUoutdoor
I) Solicitar à empresa exibidora a relação de locais disponíveis
em locais estratégicos, isto é, de grande movimento de pessoas
e veículos;
II) Solicitar orçamentos de um número que possa dar cobertu-
ra na área desejada, incluindo incluir produção e exibição (o
ideal é pedir orçamentos a duas ou a três empresas para com-
paração);
III) Determinar o período de exposição (geralmente, o contrato é
feito por quinzena, podendo ser estendido);
IV) Autorizar a campanha e supervisionar a exposição, confron-
tando com os locais previamente contratados;
V) Solicitar à empresa exibidora os comprovantes de exibição,
geralmente, na forma de fotos dos locais, com a indicação dos
endereços.
25. 2) UObscrvacöcs
I) O numero ideal de tabuletas está em função da área que se
pretende cobrir. Geralmente, em uma cidade com 500 mil
habitantes, 20 a 30 unidades são suficientes, enquanto que
em uma capital, com população acima de dois milhões de
habitantes é necessário um número três vezes maior;
II) A mensagem deve ser de fácil leitura e o uso de cores deve
ser moderado para evitar poluição visual e dificultar a assi-
milação da mensagem principal;
III) A concepção do outdoor com aplicação de cores e imagens
agrega valor à comunicação e favorece a memorização do
que se deseja comunicar;
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
83
IV) O número ideal de palavras não deve ser superior a oito,
considerando que as pessoas estão em movimento nas ruas
e num relance, devem ler e interpretar a mensagem;
V) Deve-se dar preferência às tabuletas colocadas na posição
paralela à via pública e de fácil visibilidade;
VI) Evitar a aprovação de tabuletas de outdoor, bem como ma-
terial de Mídia Exterior como luminosos, placas, painéis
e derivados, colocados debaixo de árvores ou próximas a
prédios e casas em construção. Além de não serem visíveis,
estão sujeitas à sujeira da própria construção e a danos pro-
vocados pela queda de galhos de árvores;
VII) Evitar também a exibição nas estações sujeitas a chuvas.
Além de danificar o papel colado, as chuvas impedem a lei-
tura de tabuletas e paineis.
27.URÁ0l O
O Rádio se destaca dos demais meios de comunicação de massa, por três
características básicas: alto índice de cobertura geográfica, popularidade
(alcança todas as faixas sociais da população) e caráter intimista, com
o qual o apresentador e o ouvinte interagem, via telefone fixo e celular,
além de Internet.
27. 1) UComoUfazcrUpro¤ramaUdcUradi o
I) Identificar o perfil do ouvinte da emissora, na faixa horária
do programa (idade, nível cultural, sexo, profissão, hábitos,
poder aquisitivo, etc.);
II) Dar o nome ao programa, em conformidade com a proposta;
definir horário, duração e custos, além de outros fatores que
possam ser considerados, como forma de sustentação econô-
mica;
III) Definir a equipe que irá conduzir e produzir o programa;
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
84
IV) Determinar o número de quadros e atribuir a cada colabo-
rador uma função;
V) Selecionar as músicas que irão ser adotadas na abertura e
encerramento do programa, intervalos e caracterização dos
quadros;
VI) Produzir, com antecedência, no mínimo dois a três pro-
gramas completos, deixando apenas espaços para a inser-
ção das notícias recentes;
VII) Manter um arquivo dos programas produzidos e veicu-
lados, como forma de documentação para efeitos legais e
preservação da memória da atividade;
VIII) Proceder a cada mês a avaliação dos programas, com a
finalidade de aperfeiçoar o desempenho e a qualidade do
programa.
28.UH£8URA0l O
A transmissão de programas radiofônicos pela Internet vem alcançando
grande aceitação, em função de oferecer relativa facilidade em sua insta-
lação e baixo custo. Tecnicamente, essa possibilidade foi facilitada pela
interação entre o Rádio e a Internet pelo fenômeno da convergência de
mídias que estimula a fusão entre vários meios.
Como qualquer outra modalidade de comunicação, a implantação de uma
emissora desta natureza exige um planejamento adequado, tanto no que
se refere a equipamentos, como à programação em si, sendo recomendá-
vel recorrer a um especialista da área.
28. 1) UComoUfazcr
Para colocar “no ar” uma emissora de radio na Internet, é pre-
ciso ter um computador, o aluguel de um servidor de “stream-
ing” ou a criação de um próprio e programas de “players”.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
85
Várias empresas oferecem serviços de “streaming” e muitas
oferecem, no pacote de serviços, a hospedagem e a criação de
páginas na Internet, dentro dos planos adquiridos; os valores
são calculados a partir do número de ouvintes conectados si-
multaneamente. Os servidores de “streaming” oferecem duas
formas de serviços:
I) O que é gerado do computador do cliente. Nesse caso, os ar-
quivos de áudio e as entradas “ao vivo” partem desse com-
putador, que deverá estar ligado, enquanto a rádio estiver
no ar. O áudio é enviado ao servidor de “streaming” de onde
os ouvintes acessam. Ou seja, os ouvintes acessam o servi-
dor de “streaming” e não o computador que está gerando a
programação;
Esse tipo de conexão permite, por exemplo, a transmissão
de eventos ao vivo: como palestras e seminários.
II) Outro serviço é o que as empresas chamam de “DJ ”. Nes-
se caso, os arquivos de áudio que pretendemos colocar “no
ar”, devem ser enviados ao servidor. Não há necessidade de
o computador estar ligado. “A programação é gerada pelo
servidor, a partir daquilo que foi encaminhado.
28. 2) UObscrvacöcsU
I) Há a possibilidade de se ter os dois serviços. A rádio é ge-
rada 24 horas, a partir dos estúdios; mas se mantém em
“stand by” uma programação no servidor que poderá ser
ativada sempre que ocorrer algum problema com o prove-
dor de Internet local;
II) Entre os vários programas de players para emissoras de
rádio no mercado, aconselha-se o uso do Zara Rádio que
tem uma versão em português e é livre de taxas;
III) Montar um estúdio mínimo, hoje, também não exige mui-
to. Um computador (um notebook também se for fazer
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
86
transmissão ao vivo), com uma placa de som, uma mesa de
som/ Mixer com a possibilidade de acoplagem de microfo-
nes, os microfones e pronto. J á estamos pronto para trans-
mitir. Para gravar é possível utilizar o programa Audacity
que também tem custo e versão em português.
29. UR£¥l $TA
Esse meio de comunicação oferece, no mínimo, duas possibilidades de
uso; tanto a instituição espírita pode utilizar o espaço em uma revista
leiga que circule no município ou na região, como pode ter uma revista
própria. De uma maneira ou de outra, essas possibilidades requerem cui-
dados e critérios para que a atividade possa assegurar a sua subsistência
e gerar os efeitos desejados. Veja Leitura Complementar – Item Material
Impresso.
29. 1) URcvi staUl ci ¤a. UocupacåoUdcUcspaco
O procedimento é semelhante a de jornal, mas a revista, pela
sua própria natureza, apresenta algumas diferenças básicas,
em relação ao jornal: enquanto o jornal tem uma vida de 24
horas, a revista pode durar mais de 30 dias e, com isso, um
assunto atemporal (sem o condicionamento de datas) é bem
aceito meses depois.
a) UComoUfazcr
1) Definida a proposta da comunicação, o perfil do lei-
tor, a periodicidade e o tamanho do espaço dispo-
nível, já se pode pensar na pauta dos assuntos, isto
é, o quê escrever, como abordar o assunto e o que
será publicado na primeira edição e nas seguintes;
2) A elaboração de um artigo para revista exige que
tratemos o assunto, conforme a linguagem do lei-
tor; por isso, é importante saber o perfil do leitor,
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
87
considerando idade, sexo, grau de escolaridade,
cultura, poder aquisitivo, hábitos e outros aspec-
tos sobre a sua personalidade, como estilo de vida
e tendências;
3) Como se trata de um veículo de circulação mensal,
os artigos podem ter maior profundidade e trazer
informações mais detalhadas, de preferência, com
várias fotos e/ ou ilustrações relacionadas ao tema.
Não é recomendável diagramar artigos sequen-
ciais, aqueles que no seu final trazem uma obser-
vação: “continua no próximo número”, em virtude
da distância entre as edições.
29. 2) URcvi staUprópri a. UcomoUcdi tar
O procedimento é semelhante ao aplicado à edição de um jor-
nal e à revista leiga. Diferenças existem, mas de modo geral,
elas se assemelham. Patrocinadores podem participar com
anúncios em vários formatos, desde uma página inteira a um
simples rodapé, mas mesmo assim, a tiragem deve ser bem
planejada para não onerar a instituição. As vendas podem ser
por assinatura e/ ou venda em banca; de uma forma ou de ou-
tra, esses passos exigem planejamento e participação de pes-
soas especializadas, no segmento de jornalismo, publicitário
e gráfico.
A responsabilidade em se editar uma revista é algo muito sério
que não pode ser encarada como simples modismo ou aventu-
ra “vamos ver no que dá”, pois está em jogo a credibilidade da
instituição e quaisquer desacertos, sempre acabam recaindo
na instituição e respingando, indiretamente em todo o movi-
mento espírita.
As orientações sob o ponto de vista técnico,estão no item Ma-
terial Impresso em “Anexos”.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
88
30.UT£|£ºONl AUHÓ¥£|
Em virtude da convergência e a mobilidade dos meios de comunicação de
massa, a telefonia móvel, caracterizada pelo celular, está sendo alvo de
grandes transformações tecnológicas. Atualmente, um aparelho celular
incorpora várias funções, além de um “telefone”; por meio dele, o usuário
pode falar/ ouvir, acessar programas de rádio, televisão, Internet, arqui-
var e ouvir músicas, enviar torpedos, acessar jogos, etc.. A cada momento,
novas funções são agregadas a esse meio, em função da convergência das
mídias e da portabilidade que vêm agregando inúmeros valores a telefo-
nia móvel.
30. 1) UComoUfazcr
Cada caso deve ser analisado de per si, em função das carac-
terísticas de cada aparelho e operadora. Os contratos são re-
alizados com as operadoras que atuam no mercado e, através
de uma consulta prévia, é possível conhecer os procedimentos
técnicos, recursos disponíveis e custos.
31.UT£|£¥l $ÀOU
Dentre os meios de comunicação de massa de maior eficácia, está a televi-
são. Ela reúne vários recursos, como a imagem, a cor, o som, o movimento,
o que a torna um meio completo. Com o advento da TV digital, esse meio
promete, em médio prazo, tornar-se mais poderoso, ainda, graças à por-
tabilidade e à convergência com outras mídias, como o rádio, a Internet
e o celular. Importante ressaltar que a TV digital tem uma característica
diferente da analógica, que é a portabilidade. Isso significa o surgimento
de nova audiência, isto é, um novo telespectador que passará a assistir
televisão no ônibus ou na fila do banco, por meio de um celular.
A utilização da televisão para fins doutrinários apresenta várias formas:
I) Programa doutrinário;
II) Campanha publicitária;
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
89
III) Entrevista;
IV) Reportagem;
V) Chamadas nos intervalos (breaks) entre programas;
VI) Merchandising na Televisão (Veja item 20).
31. 1) UPro¤ramaUdoutri nari o
Recom en d a ções
I) Definir o horário, a duração, o nome ou título do programa
e identificar o perfil do público telespectador;
II) Definir o formato do programa, isto é, dar a ele uma per-
sonalidade;
III) Determinar a proposta do programa, obtida pela resposta
à pergunta: A que veio o programa?
IV) Elaborar o roteiro, isto é, demonstrar como será o progra-
ma sequencialmente, considerando a apresentação, o nú-
mero de intervalos, o número de blocos e o encerramento;
V) A abertura do programa é feita pelo apresentador que se
identifica como “âncora” — é ele quem conduz o programa,
anuncia os blocos e intervalos que constam do roteiro.
31. 2) UTi posUdcUbl ocosUdcUumUpro¤ramaUdcUT¥
Mensagem escrita ou falada com fundo musical; crônica; en-
trevista; debate; notícia; reportagem; palestra; comentário so-
bre livros; perguntas e respostas sobre um assunto relevante e
de interesse da comunidade; etc.
Esses blocos podem ser combinados entre si, em um número
que preencha o tempo do programa, somados à apresentação
e aos intervalos.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
90
31. 3) UAspcctosUtécni cos
Um programa de TV exige a apresentação de um cenário, cujo
visual deverá ser compatível com a proposta do programa.
Pode ser uma produção da própria emissora de TV ou por ter-
ceiros; o cenário pode ser composto por fundo, mobiliário e
objetos/ adereços que complementem a decoração.
Geralmente, as emissoras fornecem microfones de lapela que
permitem melhor locução, flexibilidade e movimentação aos
participantes, principalmente, quando participam dois ou três
convidados.
31. 4) UCampanhaUPubl i ci tari a
Uma campanha publicitária na televisão, tanto pode promo-
ver a divulgação de produtos, serviços, como também a ima-
gem de instituições. No primeiro caso (produtos e serviços) é
chamada campanha promocional e, no segundo, denomina-
se institucional – quando o objetivo é promover a imagem da
instituição.
A utilização do tempo na TV, em se tratando de publicidade é
feita, considerando inserções de 15, 30 e 60 segundos.
a) URccomcndacöcs
1) Elaborar um plano de mídia, do qual constem: o
período da campanha, o número de inserções, a
localização das inserções na grade da emissora e
os respectivos preços de veiculação, consideran-
do individualmente, a faixa horária de exibição da
mensagem;
2) Os contratos com as emissoras variam de acordo
com a programação e necessidade do anunciante;
3) Os preços correspondem ao índice de audiência
dos programas, geralmente apresentados pelas
pesquisas de audiência;
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
91
4) Quanto ao planejamento da campanha, recomen-
da-se fazer uso de sete perguntas, cujas respostas
facilitam o planejamento e a elaboração da men-
sagem.
b) UOUqucUdi zcrºUAUqucmUdi zcrºUPorUqucUdi zcrºU
ComoUdi zcrºUQuandoUdi zcrºUOndcUdi zcrºU£UUPorU
quantoºU
Obs er va ções
O material produzido para televisão deve ser com-
patível com o sistema utilizado pela emissora; como
os sistemas variam de emissora para emissora, é ne-
cessário informar a produtora de filmes o material
adequado à emissora contratada, para que as cópias
sejam compatíveis com o equipamento da emissora
de televisão.
Importante observar que custo de inserção de um
“comercial” de 15 segundos não equivale à metade do
custo de um comercial de 30; geralmente equivale a
60 ou 70% do valor de 30 segundos.
A veiculação em 15 segundos só é válida, no período
de sustentação da campanha, uma vez que a sua fun-
ção é lembrar a fase anterior. Com 15 segundos é pos-
sível aumentar a intensidade de inserções na semana
e no mês.
31. 5) U£ntrcvi sta
A entrevista é um eficiente gênero para compor um progra-
ma de televisão. Um bom tema, um bom entrevistador e um
bom entrevistado podem gerar excelentes audiências na TV.
Entretanto, não se pode descuidar do perfil da audiência, isto
é, da qualificação do público que assiste ao programa, para
adequação da linguagem e abordagem dos assuntos.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
92
a) URccomcndacöcs
1) Divulgar com antecedência o referido bloco;
2) Saber antecipadamente, as respostas que o entre-
vistado vai dar;
3) Evitar o uso de telefonemas para perguntas à dis-
tância e anunciar que as eventuais respostas serão
enviadas por escrito (carta ou e-mail);
4) Usar de pontualidade, tanto para início como para
término da entrevista; para tanto, é necessário o
entendimento com o entrevistado para dimensio-
nar o tempo para resposta. Veja em Anexos, o item
Entrevista na Televisão.
31. 7) URcporta¤cm
Esse gênero de comunicação pelo seu dinamismo e atuali-
dade, também tem seu lugar de destaque na composição da
grade de televisão e é responsável, em muitos casos, por altos
índices de audiência; dependendo do assunto e da maneira
como é a sua apresentação, pode chamar a atenção e se tornar
um sucesso ou, simplesmente, ser relegada a uma audiência
insignificante.
Uma reportagem sempre deve trazer em seu bojo,um entre-
vistado de renome, um assunto interessante e surpreendente.
Antes de qualquer coisa, o que será colocado “no ar”, deverá
ser verdadeiro, real. Por isso, é importante levar em conta o
que preceitua o Código de Ética do jornalismo televisivo que a
própria emissora pode oferecer para consulta prévia. A inter-
pretação será do telespectador e não do apresentador ou do
repórter.
a)URccomcndacöcs
1) Selecionar o assunto;
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
93
2) Definir com cautela o foco da reportagem, o entre-
vistado, o ambiente e o tempo de exposição na tela;
nesse item, é preciso adequar os trajes, aparências
pessoais e adereços;
3) Editar a matéria de modo a evidenciar os pontos
importantes da notícia, pela visão do telespecta-
dor; evitar a visibilidade de cenas impróprias à
faixa etária da audiência, bem como imagens ve-
dadas pelo Código de Ética dos meios televisivos
(ABERT);
4) Colher testemunhos que comprovem a veracida-
de dos fatos, não se esquecendo de identificá-los,
mostrando ao telespectador, por legendas, na par-
te inferior do vídeo;
5) Em se tratando de fatos ou eventos espíritas, é
recomendável não atribuir a eles qualquer qualifi-
cativo ou adjetivo, mas simplesmente, expô-los de
maneira objetiva. Em hipótese alguma, fazer com-
parações com outras obras, pessoas e fatos relati-
vos a outras ideologias;
6) Para maior segurança da direção do programa,
pode-se submeter a reportagem gravada ao entre-
vistado, antes de colocá-la “no ar” e, a partir daí,
mantê-la como está ou realizar algumas adequa-
ções, no momento de reeditar a matéria.
31. 8) UChamadasUnosUi ntcrval osU| brcaks) UqucUantcccdcmU
aosUpro¤ramas
Este tipo de inserção é largamente utilizado pelos veículos
para divulgação de notícias de utilidade pública e, geralmente
o tempo é de no máximo cinco segundos e o seu custo é re-
lativamente baixo ou dependendo das relações da instituição
espírita com a emissora, pode não ter custo.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
94
Para se conseguir este intento é necessário fazer com que a
notícia seja de interesse público e agregue valor à emissora.
É uma tarefa que exige bom relacionamento com o veículo,
através de seus profissionais (editores-chefes de reportagem e
pessoal de bastidores, influentes na condução do setor jorna-
lístico da emissora).
32.U¥O|ANT£/PANº|£TO
Volante ou panfleto é um material impresso em papel e se presta para
divulgar informações sobre produtos, serviços, atividades e eventos ou
difundir idéias de interesse comunitário. Geralmente, é distribuído em
locais, onde o tráfego de pessoas é intenso e frequente.
A legislação municipal regulamenta a distribuição desse material na via
pública, sendo importante a consulta aos órgãos competentes.
32. 1) UComoUfazcrU
Veja em Leitura Complementar – item Material Impresso
33. U¥l 0£OT£CA
A existência de uma videoteca é de grande valia para uma instituição espí-
rita, uma vez que ela tem a função de reunir todo material produzido seja
pela própria instituição e/ ou por terceiros, como vídeos , filmes, DVDs,
tec.
33. 1) UComoUfazcr
As recomendações constantes do item Biblioteca se aplicam
à Videoteca, pois ambos têm a mesma finalidade, qual seja a
de concentrar o conhecimento, em forma de livros, vídeos e
outros meios impressos e/ ou elet r ôn icos .
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
95
34. U¥l 0£O
Com ele, é possível ilustrar palestras, assistir a filmes, documentários,
permitindo ao frequentador da casa espírita tomar conhecimento de vá-
rios temas gravados por oradores de renome nacional e internacional
34. 1) UComoUfazcrU
Existem várias maneiras de se utilizar o vídeo como recurso
didático; dentre elas, citamos as mais comuns, conforme as
necessidades de uma entidade espírita:
I) A gravação de cenas pela própria entidade, com o fim de
preservar a memória da entidade, como também gravação
de palestras, solenidades, comemorações, atividades artís-
ticas e outros;
II) a exibição de material já gravado, adquirido para estudo ou
simples informação, como filmes de locadoras ou material es-
pecífico sobre conferências e/ ou palestras espíritas;
III) a utilização DVDs ou filmes na atividade denominada Cine-
debate, espaço que favorece a apresentação reservada ou pú-
blica de temas doutrinários, em voga na televisão e nos cine-
mas. Veja detalhes no item Cine-debate, à página 21.
Cl ossari oUdcUTcrmosU
Técni cos
Termos comuns empregados na área de Comunicação Social
A
ABERT (legislação) — Associação Brasileira das Empresas de Rádio e Televisão
All-t yp e (propaganda) — Anúncio destinado aos meios de comunicação impres-
sos, apenas com frases escritas, sem fotos e ilustrações.
An ú n cio in s t it u cion a l (propaganda) — Anúncio que promove a imagem da
instituição, não faz referência aos seus serviços e produtos.
An ú n cio coop er a t ivo ou coop er a d o (propaganda) – Anúncio do qual parti-
cipa uma ou mais organizações, em regime de cooperação, arcando com os cus-
tos correspondentes.
An ú n cio m a r gin a d o (propaganda) — Anúncio que apresenta bordas em suas
extremidades.
An ú n cio s a n gr a d o (propaganda) —Anúncio cujo fundo ( geralmente de cor) é
cortado/ sangrado em sua extremidades.
An ú n cio t ea s er (propaganda) — Anúncio integrante de uma campanha pu-
blicitária com a finalidade de despertar a curiosidade, sem revelar o nome do
anunciante e do produto/ serviço.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
98
An ú n cio d e la n ça m en t o (propaganda) — Anúncio com o objetivo de dar visi-
bilidade a uma mensagem, lançamento de produto ou serviço.
An ú n cio d e s u s t en t a çã o (propaganda) — Anúncio que mantém a campanha,
durante o período programado.
An ú n cio es p elh a d o (propaganda) — Anúncio, cuja colocação na mídia im-
pressa se apresenta ao lado do outro.
An ú n cio d e p á gin a d u p la cen t r a l (propaganda.) — Anúncio inserido no
miolo de páginas de jornal ou revista, ocupando as duas páginas centrais.
Ar t igo (jornal) — Matéria elaborada que versa sobre os mais variados assuntos
e que se destina aos meios de comunicação. É assinado pelo autor que expõe seu
modo de pensar sobre determinado tema.
Au d iên cia (propaganda) — Pessoas atingidas pelos veículos de comunicação de
massa. Termo aplicado tanto para definir as pessoas que ouvem rádio ou vêem
televisão, como as que lêem jornais ou revistas.
Au d iên cia ca t iva (propaganda) — Termo utilizado para designar pessoas que
se mantêm condicionadas a determinado tempo diante de um veículo, sem es-
tímulo para se ausentar, durante a projeção de comerciais; casos mais comuns
em cinema e teatro.
8
Bon eco (jornal/ revista) — Esboço preliminar ou definitivo que permite a vi-
sualização das peças impressas, antes da execução final. É imprescindível para
obtenção de custos, antecipando-se à finalização do projeto.
Box (jornal) — Termo que designa um espaço que se pode abrir na tela sobre
uma imagem ou um fundo de cor, em um desenho ou em uma ilustração para
destacar algo relevante. Traduzindo: caixa.
Br ea k (televisão) — Intervalo comercial no rádio e na televisão.
Br oa d s id e (propaganda) — Material em forma de folheto ou folder dirigido
a públicos internos da instituição e intermediários para explicar as diretrizes e
passos de uma atividade doutrinária ou promocional.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
99
BG (radio) — Abreviatura de background (= fundo), termo usado para dizer que
a música deve ser abaixada para se ouvir o que o pessoal ou o locutor do filme ou
do spot de rádio vai falar.
Ba ckligh t (propaganda) — Peça da mídia exterior retroiluminada, geralmen-
te instalada em avenidas e ruas de grande tráfego, apresentando mensagem ou
simplesmente imagem.
C
Ca d er n o (jornal) — Cada uma das partes de uma revista ou jornal. Geralmente
impressas em uma única folha e posteriormente dobradas, formando páginas.
Ca ixa a lt a ( CA) (jornal) — Texto escrito em letras maiúsculas; Ex: BRASIL.
Ca ixa ba ixa cb (jornal) — Texto escrito em letras minúsculas. Ex.: país.
Ca ixa a lt a e ba ixa ( Ca ) (jornal) – Texto escrito em letras maiúsculas e minús-
culas. Ex.: Brasil.
Ca lh a u (jornal) — Anúncio ou matéria destinada a preencher um espaço que
iria ficar em branco no jornal ou na revista. Geralmente os veículos colocam suas
próprias mensagens, peças comunitárias ou de utilidade pública.
Ch a t (Internet) – Parte do site para conversas entre internautas
Cen t im et r a gem (jornal) — Tamanho de um anúncio de jornal, definindo quan-
tos centímetros/ coluna ele ocupa e a partir daí, pode-se calcular-se o preço da
publicação. Ex.; 3 colunas vezes a altura é igual a centimetragem que multiplica-
da pelo preço do centímetro/ coluna, dará o preço final da publicação.
Ch eckin g (administração) — Serviço de conferência da efetividade da veicula-
ção das mensagens autorizadas.
Ch ecklis t (organização) – Lista detalhada de itens a serem trabalhados num
evento
Cir cu la çã o (jornal/ rev.) — Total de exemplares de jornal ou revista efetiva-
mente distribuídos e comprados pelos leitores.
Cir cu la çã o p a ga (jornal) — Total de circulação paga pelos leitores por assina-
tura ou compra em bancas.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
100
Clip p in g (mídia) — Serviço que consiste em reunir recortes de matéria veicu-
lada nos meios de comunicação de massa a respeito de determinados assuntos,
com indicação de datas sequenciais.
Clos e (cinema) — Abreviação de Close up, termo inglês que, aplicado à fotogra-
fia e ao cinema, significa tomada de foto ou cena em proporções grandes, abran-
gendo a maior área da foto ou da tela.
Com er cia l (rádio/ TV) —Peça publicitária para rádio, cinema, Internet e tele-
visão.
Compen sa çã o (mídia) — Veiculação adicional de comercial ou anúncio para
compensar o que fora autorizado pelo anunciante e não foi cumprido pelo veículo.
Cop yr igh t (legislação) — Direito legal de propriedade de um texto, frase, livro,
obra de arte, música ou qualquer outra forma de expressão.
Cor po (redação) — O tamanho da letra que é utilizada na composição dos textos.
0
Dis p la y (promoção) — Peça promocional que visa promover, apresentar, expor,
demonstrar e ajudar a vender um produto ou serviço. Pode ser colocada no solo,
vitrine, balcão e/ ou gôndola.
£
E-m a il (Internet) – Correio eletrônico para transmissão de mensagens pela In-
ternet;.
En ca r t e (jornal/ revista) — Peça publicitária gráfica encartada em jornal e re-
vista, geralmente produzida no formato do veículo, acompanhando o formato de
papel, mas que poderá também ter formato variável para atrair mais a atenção
do leitor.
En t r elin h a s (redação) — Em artes gráficas é o espaço entre as linhas de um
título ou um texto.
Es ca la d e cor es (produção) — Referência de cores padronizadas para a im-
pressão de cores nas gráficas e que serve de orientação aos diretores de arte na
concepção de material gráfico que levam cores.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
101
Es p a ço (mídia) — Designa todo e qualquer espaço na mídia impressa ou tempo
nos meios eletrônicos.
Es t a n d e (promoção) — Forma aportuguesada de “stand” – construção ou bal-
cão armado em feiras ou em locais públicos e serve de base a promotores e di-
vulgadores de uma empresa ou instituição para exposição de produtos/ serviços,
recepção de clientes, prospectos e o público em geral.
Exibiçã o (mídia) — Veiculação da mensagem publicitária pelo veículo.
Ext er n a (rádio/ cinema/ televisão) – Filmagem, gravação de cenas ou som fora
do estúdio, ao ar livre.
º
Fa ca (gráfica) — Instrumento de metal montado em madeira para recortar im-
pressos em formatos especiais, em linhas curvas e retas e recortes com janelas
circulares, conforme as indicações na arte.
Fee (administração) — Remuneração efetuada mês-a-mês ou por um período
fechado a um profissional especializado na área de comunicação.
Fech a m en t o (mídia) – Prazo limite para aceitação de matéria ou anúncios pe-
los veículos.
Feed ba ck (comunicação = realimentação) – Todo e qualquer retorno do públi-
co à comunicação feita, seja através de pesquisa ou de mecanismo de resposta
(cupom, telefone, internet e outros).
Fin a liza çã o (produção) – Indica a última fase pela qual os materiais que estão
sendo produzidos s encontram, sejam destinados à mídia impressa, eletrônica
ou a gráficas e fornecedores especiais.
Fon ogr a m a (produção) – Peça publicitária sonora para veiculação em rádio,
televisão ou cinema. (jingle, spot e trilha sonora).
Fon t e (artes gráficas) — Nome e formato de uma família de tipos.
For m a t os (produção gráfica) – Tamanhos padronizados de folhas de pa-
pel, de acordo com o critério da ABIGRAF – Associação Brasileira da Indús-
tria Gráfica. São vários: Formato AO – 84 x 1.189 mm, A1- 594 x 841 mm.,
A2 – 420x594mm., A3 – 297x420mm., A4 – 210x297mm., Formato BO
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
102
660x960mm., B1 – 480x660mm., B2 330x480mm., B3- 240x330mm., B4 –
165x240mm.
Fr ee (propaganda) — termo inglês que traduzido significa livre, sem custo.
Fr equ ên cia (mídia) – Quantidade de vezes que uma pessoa é atingida por uma
determinada mensagem, veiculada em um ou mais veículo, em certo período.
Fr on t ligh t (propaganda) – Painel publicitário, com iluminação frontal, por
meio de Spotlight.
C
Gr ifo (redação) – O mesmo que itálico; p.ex.: (Brasil).
Gr a va çã o (produção) – Ação de gravar uma cena em videoteipe para produção
de comerciais destinados à televisão, ao rádio ou ao cinema.
GRP (mídia) – Abreviatura de “Gross Rating Point”, expressão inglesa que
significa a soma da audiência obtida por uma campanha ou programação.
M
Hom e ( I n t er n et ) – Página principal de um site.
Hou s e or ga n (jornal) – Qualquer publicação periódica de uma empresa ou ins-
tituição, destinada a seus colaboradores internos e externos. Traduzindo: jornal
de casa.
l
I lh a d e ed içã o (televisão, rádio e cinema) – Espaço que reúne os comandos e
equipamentos especializados para a edição de material destinado à mídia ele-
trônica.
I n for m e p u b licit á r io (mídia) – Todo e qualquer matéria paga enviada para
os meios de comunicação, identificada na mídia impressa por um filete que cir-
cunda toda a matéria ( geralmente texto) e na mídia eletrônica pelo que deve
aparecer no vídeo, com a expressão “Informe Publicitário”, o que indica que a
matéria não é do veículo. É uma exigência da Lei de Imprensa.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
103
I n s er t (mídia) — O mesmo que inserção ou inclusão de um texto, vinheta, ou
ilustração em algum espaço ou tempo da mídia.
I VC (mídia) - Instituto Verificador de Circulação – entidade mantida por anun-
ciante, agências de propaganda e veículos para auditar, de forma independente,
a tiragem e circulação de jornais e revistas.
I
J a n ela (produção) – 1. Espaço em branco deixado em um anúncio para pos-
terior encaixe de mensagem específica, muito usada na campanha cooperada
entre indústria e varejo; 2. Tempo de alguns segundos deixados em mensagens
de rádio ou de televisão para a mesma finalidade apontada.
J in gle (rádio) – Mensagem publicitária destinada ao rádio na forma de música
específica, em cuja composição são mencionados os nomes (marca) do produto
e benefícios.
|
La you t (mídia) – Peça que traduz a criação original e mostra a ideia visual de
um anúncio, folheto ou catálogo; mediante o layout ou esboço é possível colocar
a ideia para aprovação e solicitar orçamentos, antes da produção do material.
La you t Ma n – (administração) – Profissional que cria o layout em agências de
propaganda ou em estúdios de criação.
Lea d (jornal) – Termo que designa o texto que vem abaixo do título da matéria
de um jornal ou de uma revista e que, de forma resumida, passa ao leitor o que
o artigo vai tratar, orientando-o a prosseguir ou não.
Lin k (Internet) – Elemento utilizado para ligar uma home page a uma sub-
página ou a um outro site. Geralmente, vem identificado por um texto subli-
nhado.
Locu çã o em off (mídia) – Texto interpretado por um locutor ou narrador que
não se vê em cena. Traduzindo off: fora.
Logo (criação) – Abreviatura de logotipo ou logomarca.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
104
Logom a r ca (criação) – Símbolo gráfico que identifica uma empresa, institui-
ção ou uma marca. Ex.: as três letras FEB sobre o fundo azul, circunscrito por
uma forma.
Logot ip o (criação) – A maneira de escrever o nome de uma empresa, institui-
ção ou marca de um produto. As letras são especialmente desenhadas para esse
fim. Ex.: a maneira de se escrever Federação Espírita Brasileira, independente
da logomarca; ou ainda: a revista Reformador é identificada por um logotipo e
não por uma logomarca.
H
Ma ilin g Lis t (mala-direta) – Lista de correio, em inglês. Indica a relação de
nomes ou cadastro, utilizada nas ações de Mala-direta e Marketing direto.
Ma n ch a (criação) – Ilustração em layout, feita para dar ideia inicial de como
ficará a peça gráfica, antes de ser finalizada. Nessa fase, a peça está sujeita a
possíveis mudanças e aperfeiçoamentos, sem comprometer o andamento do tra-
balho.
Ma p a d e p r ogr a m a çã o (mídia) – Quadro utilizado no planejamento e exe-
cução de mídia e demais peças que compõem uma campanha. A visualização
facilita o acompanhamento de cada ação.
Míd ia bá s ica (planejamento) – Termo que em planejamento de Mídia se refere
a veículos imprescindíveis para as campanhas publicitárias.
Míd ia d e Ap oio (planejamento) Designa no planejamento, os veículos que são
programados como apoio, ocasionalmente.
Míd ia I m p r es s a (mídia) — Indica o universo de meios de comunicação que
utilizam os veículos impressos; nessa categoria fazem parte: o jornal, a revista, o
outdoor e a mala-direta.
Míd ia Elet r ôn ica (mídia) – Reúne os veículos que utilizam a comunicação ele-
trônica: o rádio, a televisão, a internet, o cinema, o alto-falante, o néon, o painel
eletrônico (tipo placar) e outros.
Miolo (gráfica) — Parte interna de uma revista, jornal, folheto, catálogo ou livro.
Móbile (promoção) – Peça promocional aérea sustentada por fios.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
105
N
Negr it o (redação) – Letra mais grossa que a normal usada para fazer destaque
no texto ou como recuo gráfico.
Net (mídia) – Sigla que define que um comercial ou uma transmissão é exibido
em rede nacional de televisão, geralmente, por satélite.
Net wor k (mídia) – Rede nacional de televisão
News let t er (jornal) – Peça gráfica, na forma de um pequeno jornal, com estilo
editorial, usada como veículo de comunicação publicitária e de relações públicas.
O
Over la y (produção) – película transparente superposta a uma ilustração ou tex-
to com indicações de procedimentos.
P
Pa u s e (produção de TV e Cinema) – congelamento de imagem
Pop u p (Internet) – páginas que aparecem espontaneamente quando se acessa
um site. Geralmente contêm publicidade e chamam a atenção do internauta para
algum produto, serviço ou uma informação relevante.
Pr es s -Kit (relações públicas) – Conjunto de informações, textos, ilustrações,
fotos e até amostras de produto entregue nas ações de relações públicas e asses-
soria de imprensa aos representantes da imprensa.
Pôs t er (propaganda) – O mesmo que cartaz.
Q
Qu a d r icom ia (gráfica) – Impressão realizada através de quatro cores básica:
amarelo, azul (cyan), vermelho (magenta) e preto.
R
Reca ll (pesquisa) – Índice de lembrança sobre determinado assunto pesquisa-
do. Traduzindo do inglês: lembrança.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
106
Recla m e — Antigo nome que se dava para o anúncio e a propaganda. Atual-
mente é usado somente no sentido pejorativo.
Regis t r o (gráfica) – Sinal gráfico que indica a correta sobreposição de cada uma
das quatro cores sobre o papel.
Relea s e (relações públicas) – forma condensada e muito empregada de press-
release – matéria elaborada pela área de Relações Públicas de uma empresa ou
instituição e enviada à imprensa para publicação gratuita.
Rep r in t (gráfica) – Reprodução em papel especial do anúncio publicado em
jornal ou revista para usos diversos.
Rod a p é (mídia) – Tipo de anúncio colocado no pé das páginas de um jornal ou
revista, cujo comprimento toma toda extensão da largura da página.
Rou ba p á gin a (mídia) – Anúncio que toma todas as colunas do jornal, menos
uma e menos 10 cm acima dele. Custa menos, mas a sensação que passa ao leitor
é de uma página inteira.
$
Sit e ou Hom e Pa ge ( I n t er n et ) – Conjunto de páginas que identifica uma
pessoa, instituição ou empresa na Internet.
Sloga n (criação) – Frase-tema de uma campanha publicitária ou marca que
procura resumir e definir seu posicionamento perante o público que se quer
atingir. Ex.: “Aperte mais esse laço”da campanha O melhor é viver em família.
Slow m ot ion (produção) — Efeito visual em câmera lenta (cenas de televisão
e cinema).
Sp la s h (gráfica) – Forma gráfica para destacar algo em um material impresso
ou televisivo ( nesse último caso, pode vir acompanhada de som).
Sp ot (rádio) – Mensagem publicitária de rádio feita somente com locução sim-
ples ou mista (com duas vozes), com ou sem efeitos sonoros e uma música de
fundo, geralmente conhecida do público. Diferente do jingle, que exige música
especial, associada ao que se está comunicando.
Sp ot ligh t (promoção) – Peça de iluminação de alta potência, equipada com re-
fletores especiais, utilizada em ambientes livres (teatro, front light e back light).
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
107
St op p er (promoção) – Elemento gráfico visual que se sobressai nas prateleiras
e gôndolas nos pontos-de-venda.
St a n d by (produção) – Termo em inglês que significa “manter reservado”, não
descartável.
St or y boa r d (cinema/ TV) – Roteiro ilustrado de uma comercial que define al-
gumas de suas cenas principais, de modo a facilitar a aprovação e a produção do
filme.
Su s t en t a çã o (propaganda) – Etapa seguinte ao lançamento de uma campanha
publicitária.
T
Tea s er (propaganda) – Mensagem curta que antecede a campanha de lança-
mento, com a finalidade de despertar a curiosidade do público, sem revelar deta-
lhes. Tem duração inferior a uma semana, após o que surge a revelação, por meio
da fase seguinte de lançamento.
Telep on t o (TV) – Equipamento que favorece a leitura de texto no estúdio de
televisão.
Tes t eir a (promoção) – Estrutura que se coloca no alto do estande para identifi-
cação da instituição, produto, etc.
Tot em (promoção) – Peça sinalizadora colocada em pontos estratégicos para
identificação.
Tr ilh a (cinema/ TV) – Forma abreviada e usualmente empregada de trilha so-
nora.
U
Ult r a violet a (gráfica) – Termo que designa o verniz UV aplicado sobre a super-
fície impressa para obter brilho total ou com reserva sobre a imagem.
¥
Vin h et a (gráfica/ TV) – Pequena ilustração inserida em anúncios impressos, ra-
diofônicos e televisivos com animação ou não.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
108
Vola n t e (propaganda) – Material impresso em uma única lâmina de papel de
baixa gramatura e distribuído em larga escala.
H
WWW (Internet) – World Wide Web – Setor da Internet que permite a utiliza-
ção de imagens, sons e textos.
Z
Za p p in g (tv) – Recurso facilitado pelo controle remoto para mudança de canal
de televisão.
Zoom (cinema e tv) – Movimento de aproximação da câmera (zoom out) ou
afastamento (zoom in) de um objeto, pessoa ou cena que está sendo gravada.
AN£XO$
Hodcl oUdcUrc¤i mcntoU
i ntcrno
ºl cxi bi l i dadcUdcUadaptacåoUaUumUCcntroU£spí ri taUcU
aUumaUºcdcrati vaU£stadual
Dep a r t a m en t o d e Com u n ica çã o Socia l Es p ír it a ( DECOM)
CAPl TU|OUl
0A$Uºl NA|l 0A0£$
Art. 1
o
– O Departamento de Comunicação Social (DECOM) tem a finalidade de:
I- Promover a divulgação da doutrina espírita no seu tríplice aspecto –
filosófico, científico e religioso;
II- Assessorar a Diretoria da instituição nos assuntos de divulgação,
com intuito de planejar, organizar e executar projetos e/ ou progra-
mas;
III- Promover a comunicação interna e externa da Instituição;
IV- Assessorar e divulgar os eventos de todos os departamentos da Ins-
tituição;
V- Promover e divulgar os meios de comunicação utilizados pela Ins-
tituição;
AN£XOU1
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
112
VI- Enviar matéria de interesse do movimento espírita a todas as mí-
dias possíveis.
Art. 2
o
– Para atingir suas finalidades, o DECOM deverá:
I - Realizar o trabalho de divulgação da Doutrina Espírita por meio de
todos os veículos de comunicação social compatíveis com os princí-
pios espíritas;
II – Elaborar projetos e formar grupos de trabalho para cada meio uti-
lizado para a difusão doutrinária;
III - Primar pela qualidade e não pela quantidade;
IV - Incentivar o aprimoramento dos colaboradores no meio de comu-
nicação que atue;
V - Manter critérios doutrinários e morais na admissão do colabora-
dor;
VI - Buscar espaço em jornais para a manutenção periódica de coluna
espírita;
VII - Buscar espaço nas rádios e televisões para veiculação de programa
espírita por meio radiofônico e televisivo;
VIII - Utilizar os meios de comunicação tão-somente para a divulgação
do Espiritismo, com ênfase na abordagem esclarecedora e consola-
dora de interesse do grande público;
IX - Cuidar para que o material destinado à publicação seja escrito de
forma simples e objetiva, aliando fidelidade doutrinária e clareza da
forma, a fim de que possa atingir a todos;
X - Promover campanhas de assinaturas somente em favor dos órgãos
da imprensa espírita que sustentem, acima de tudo, a dignidade do
ideal espírita, que não apelem para o sensacionalismo e que mante-
nham integralmente a pureza doutrinária;
XI - Selecionar, para fins de divulgação da doutrina nos meios não espí-
ritas, mensagens que, além do consolo e da orientação que veiculem,
esclareçam sobre os princípios básicos do espiritismo;
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
113
XII – Manter atualizado o Mural e em circulação mensal o informativo
da Instituição espírita;
XIII - Manter permanente contato com o órgão de unificação local
(União Municipal) e/ ou regional (Conselho Regional), a fim de esta-
belecer uma rede de informações ágil e fidedigna na administração
dos interesses do departamento e do movimento espírita municipal
e/ ou estadual.
UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU
CAPl TU|OUl l
0AUA0Hl Nl $TRACÀO
Art. 3
o
- O DECOM será administrado pelo seguinte quadro diretivo, nomeado
pela Diretoria Executiva da Instituição:
I – Diretor,
II – Secretário,
III – Colaboradores.
Art. 4
o
– Cabe ao Diretor:
I – Coordenar e dirigir as reuniões e atividades do departamento, sem
qualquer outro privilégio ou preponderância sobre seus demais pa-
res;
II – Submeter à Diretoria Executiva para prévia aprovação, projetos,
programas, eventos e atividades e os respectivos orçamentos;
III – Encaminhar à Tesouraria da Instituição toda e qualquer impor-
tância recebida e prestar contas, mensalmente, do numerário movi-
mentado, inclusive das verbas que lhe foram confiadas para atender
ao pagamento de pequenas despesas;
IV – Manter estreito relacionamento com os demais departamentos,
propiciando mútua colaboração;
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
114
V – Participar das reuniões da Diretoria Executiva, quando convoca-
do;
VII – Participar das reuniões do órgão unificador local (União Muni-
cipal) e/ ou Comissão Regional do CFN da FEB ( representante da
Federativa Estadual ), nos campos de competência do seu departa-
mento, se convocado;
VIII – J untamente com a sua Equipe (diretoria e Colaboradores) acom-
panhar e avaliar os eventos realizados pelo departamento e os pla-
nos futuros, com perspectiva de implantação.
Art. 5
o
– Compete ao Secretário:
I – Auxiliar o Diretor na administração do departamento;
II – Elaborar o relatório mensal de atividades;
III – Manter o fluxo de informações relacionadas com o departamen-
to;
IV – Substituir o Diretor nos seus impedimentos.
Art. 6
o
– Aos Colaboradores, prestar serviços ao departamento, de acordo com as
demandas e necessidades e suas aptidões.
Art. 7º - O DECOM realizará/ participará das seguintes reuniões:
I - De sua Diretoria, mensalmente, objetivando:
A) Discutir à luz dos postulados da Doutrina Espírita, os proce-
dimentos, atividades e serviços exitosos, bem como os pontos
falhos em cada projeto, a fim de corrigi-los, elevando permanen-
temente o padrão de qualidade em todos os níveis;
B) Promover a integração entre todos os membros do grupo;
C) Planejar as atividades a serem realizadas;
D) Informar os acontecimentos de interesse comum às equipes.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
115
II – Das reuniões específicas da área de comunicação social, convoca-
das pelo órgão local, regional e/ ou nacional.
l HP|ANTACÀOU0AUÁR£AU0£UCOHUNl CACÀOU
$OCl A|UNOUÓRCÀOUº£0£RATl ¥O
A – O trabalho de Comunicação Social Espírita realizado, através da
estrutura de unificação do movimento espírita, será coordenado
pelo Setor de Comunicação das Comissões Regionais do Conselho
Federativo Nacional, que funcionará com a participação dos setores
de Comunicação das Entidades Federativas que compõem segundo
as diretrizes definidas no Regimento Interno das citadas Comissões
Regionais.
B – Propõe às Entidades Estaduais que, caso não tenham, estruturem
o seu Setor de Comunicação, como Departamento, Diretoria, Divi-
são, Área, etc., com o objetivo de:
B.1 - Reunir e preparar recursos humanos e materiais que per-
mitam a implantação e a manutenção das atividades de Co-
municação Social Espírita;
B.2 – Coordenar e acompanhar o trabalho de Comunicação
Social Espírita desenvolvido em seu Estado: por ela própria
e demais instituições espíritas;
B.3 – Representar a Entidade junto ao setor de Comunicação
Social da Comissão Regional, participando de suas ativida-
des.
C – No trabalho desenvolvido pelo setor de comunicação das Comis-
sões Regionais e das Entidades Federativas Estaduais deverá ser ob-
servado, principalmente com relação ao assunto em questão, o que
consta dos documentos:
C.1 “Orientação ao Centro Espírita” (2006) e “Orientação aos Ór-
gãos de Unificação” (2010) – CFN-FEB.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
116
1. UORCANl ZACÀO
No tocante à estrutura administrativa, em “Anexos”, consta um modelo a título
de sugestão.
No que se refere à parte operacional, a área de CSE pode ser estruturada de
várias formas, de acordo com a conveniência de cada região e para isso, pode
também contar com vários setores, como: Assessoria de Imprensa e Relações
Públicas, Publicidade e Propaganda e Promoções de Eventos, cujas funções são
pontuadas, a seguir.
Asscssori aUdcUl mprcnsaUcURcl acöcsUPúbl i cas
Fu n ções :
1. Elaborar e enviar matérias (press-releases), destinados aos veículos
de comunicação, geralmente, sem custos;
2. Divulgar a realização de eventos e informações gerais, através de
quadros murais, mantidos no interior da casa;
3. Organizar e manter sob seu controle o arquivo de reportagens e no-
tas de imprensa alusivas à casa e ao movimento espírita em geral;-
elaborar e manter sob a sua guarda um “mailing-list”, isto é um
cadastro de nomes de pessoas e instituições particulares e governa-
mentais (três esferas) de interesse da casa;
4. Colaborar em projetos de promoção institucional, como eventos dou-
trinários e de fundo filantrópico que envolva o nome da instituição
espírita.
Publ i ci dadcUcUPropa¤anda
Fu n ções :
1. Planejar, executar e administrar campanhas de Publicidade e
Propaganda, de interesse do movimento espírita (ex: estímu-
lo ao estudo do Evangelho no Lar; Feira, Clube e Banca do
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
117
Livro Espírita; apoio promocional à Livraria do centro espírita;
campanha em favor da sede própria ou de ampliação física da casa
e outras);
2- Dar suporte logístico e distribuir materiais de campanhas de âmbi-
to estadual e nacional, elaboradas pelo órgão federativo, bem como
pela Federação Espírita Brasileira;
3- Levantar custos de produção e veiculação junto a fornecedores de
materiais impressos, fotográficos, sonoros, televisivos e outros, para
aprovação das áreas competentes;
4- Elaborar planos de mídia relativa às campanhas aprovadas e admi-
nistrar prazos de pagamento das inserções;
5- Organizar um “clipping”, isto é, colecionar os anúncios, matérias e
outras referências publicadas e alusivas às campanhas em vigor.
PromocöcsUdcU£vcntos
Fu n ções :
1- Planejar e executar eventos promocionais e institucionais, tais como
na área do livro espírita: feiras, bancas fixas e móveis, clube do livro
e outros compatíveis com o espírito doutrinário;
2- Coordenar as providências referentes à exposição de cartazes e dis-
tribuição de folhetos, faixas e banner;
3- Administrar o espaço reservado para o mural, conservando-o sem-
pre atualizado e atraente.
Fin a lid a d es
1. Atender as solicitações da diretoria da casa em suas necessidades de
comunicar-se com os diversos públicos; para isso, cabe ao setor, a
instalação e a manutenção de um quadro de informações, em lu-
gar adequado; a elaboração de cartazes, folhetos, boletins, jornais,
bem como dar suporte técnico aos demais departamentos, como
orientação técnica a grupos de expositores da doutrina e outros que,
porventura possam se beneficiar da área de comunicação social.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
118
2. Planejar, criar, produzir e administrar campanhas de propaganda
doutrinária, bem como programas veiculados nos meios de comuni-
cação de grande audiência (rádio, televisão, jornais, revistas, Inter-
net e outros), sob a responsabilidade da;
3. Dar apoio às solicitações da entidade federativa e do órgão de unifi-
cação regional, quanto à recepção de materiais e a sua distribuição;
4. Programar cursos e programas de formação e aprimoramento sobre
temas atuais de comunicação social, bem como conhecer as novas
tecnologias aplicáveis ao campo das comunicações sociais;
5. Desenvolver pesquisas tanto no meio espírita, como junto ao gran-
de público, visando obter dados que favoreçam o planejamento de
campanhas e informações sobre a opinião pública a respeito de de-
terminados assuntos de interesse da casa e do movimento espírita.
P£Rºl |U0OUTRA8A|MA0OR
1. Ter bons conhecimentos doutrinários;
2. Ter afinidade com a área de comunicação social;
3. Ter capacidade administrativa e organização;
4. Ter habilidade para trabalhar em equipe;
5. Ter habilidade para relacionar-se com pessoas;
6. Ter noções básicas dos recursos tecnológicos do setor;
7. Ter visão geral do Movimento Espírita;
8. Ter noções sobre administração da casa espírita;
9. Estar apto para representar a instituição espírita nos eventos espíri-
tas e perante os meios de comunicação social;
10. Ter habilidade para se comunicar em ambientes adversos.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
119
8£N£ºí Cl O$U0OUTRA8A|MOU£HU£QUl P£
1. Consistência doutrinária;
2. Impessoalidade (desestimula o personalismo);
3. Agilidade no planejamento e na execução das tarefas;
4. Integração do trabalhador na equipe de trabalho da casa;
5. Elevação da autoestima dos trabalhadores;
6. Eficiência no direcionamento do trabalho;
7. Responsabilidade coletiva;
8. Eficácia na estruturação e na veiculação da mensagem;
9. Continuidade das tarefas por se tratar de um trabalho compartilhado.
|ci turaUCompl cmcntar
Ci nc· dcbatc. UAUuti l i zacåoUdoUfi l mc
Ao se utilizar usar cenas de filmes conhecidos como material instrucional para
estudo, principalmente em casas espíritas, alguns cuidados devem ser tomados,
até adequar a idéia e transformá-la em algo prático e de fácil aplicação.
Questões a resolver, quando são utilizadas cenas de filmes como recursos ins-
trucionais:
a) Que filme inclui uma cena apropriada sobre o tema que se quer abor-
dar?
b) Em que ponto exato a cena se acha?
c) Em que ponto específico é preciso iniciar e interromper a projeção?
Quando deve usar o pause (congelamento de imagem) e do controle
remoto? E o slow motion (câmera lenta)?
d) Quais exercícios devem ser aplicados juntamente com a projeção da
cena? Sobre quais aspectos-chave? Antes ou depois da projeção?
e) Quais questões-chave devem ser abordadas com os participantes ao
debater com eles o conteúdo da cena?
AN£XOU2
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
122
CUl AUPARAUO8$£R¥ACÀOU0l Rl Cl 0AU0£Uºl |H£$
O guia para observação dirigida de filmes é um roteiro que irá ajudar a explo-
rar uma ou mais cenas de um dado filme, durante um curso ou estudo; é um
roteiro minucioso, que dará as informações de como agir. O roteiro analisa
o tema, a cena e a duração, onde começar a projeção, onde interrompê-la, o
que debater, que exercício fazer etc. O roteiro deverá ser elaborado a partir da
observação de filmes que poderão ser encontrados, com temas que estejam re-
lacionados aos conteúdos que se queira abordar no estudo (veja item D Leitura
Complementar).
É importante não tentar copiar as cenas indicadas. Fazer isso é ilegal. As ce-
nas apresentadas apenas durante as sessões de estudo têm amparo legal (Artigo
49, inciso I, letra “a”, e inciso IV da Lei n.5988, de 14/ 12/ 73), que regulamenta
os Direitos Autorais no Brasil, e o dirigente do estudo necessita estar atento ao
cumprimento da legislação tuteladora das produções cinematográficas, adotan-
do, principalmente, os seguintes cuidados:
1) Utilizar os guias exclusivamente para fins didáticos, sem intuito de
lucro direto ou indireto;
2) Utilizar somente fitas devidamente legalizadas.
$UC£$TÕ£$U0£Uºl|H£$UPARAUUTl|lZACÀOUNOUClN£·0£8AT£
Além da Vida
Alucinações do passado
Almas gêmeas
Anjos rebeldes
Antigas profecias
Antigas profecias II
Antigas profecias III
Arquivo X - Assassino imortal
Arquivo X - O sequestro
Arquivo X - A colônia
Arquivo X- A autopsia
A árvore da maldição
Asas do desejo
Asas da liberdade
Aventuras de um anjo, As
Casa assombrada, A
Casa das almas perdidas, A
Casa dos Espíritos, A
Céu pode esperar, O
Céu de Lisboa, O
Céu se enganou, O
Cidade dos anjos
Cidade do além
Colecionador de Almas, O
Corvo, O
Dádiva de amor
Destino em dose dupla
Distante para sempre
Dois mundos de J enny Logan, Os
Duas vidas de Audrey Rose, As
Dupla vida de Veronique, A
Em algum lugar do passado
Em busca dos anjos
Em nome do amor
Espírito de Natal
E a luz se fez
E a vida continua
Espírito baixou em mim, Um
Entre o céu e a terra
Esconderijo, O
Espírito do silêncio, O
Fantasma apaixonado, O
Fanny e Alexander
Felicidade não se compra, A
Feito no céu
Filha da luz, A
Fogo no céu
Força do mal, A
Fúria dos anjos, A
Guerreiro do tempo, O
Ghost
Ilusões perigosas
Ilusões satânicas
Investigação, A
Iluminado, O
Inimigo meu
Inocentes, Os
Lembranças de outra vida
Linha mortal
Manika
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
124
Maxie
Médico dos Pobres, O
Menino que queria ser anjo, O
Milagre na rua 34
Minhas vidas
Mistério de Candyman, O
Mistério de Peter, O
Mistérios do Triângulo das Bermudas
Morrendo e aprendendo
Morrer para aprender
Mistérios da vida
Nosso Lar
Num dia claro de verão
Num passado distante
Olhar na escuridão, Um
Outra volta do parafuso, A
Os outros
Paixão eterna
Pássaro azul, O
Premonição
Quase um anjo
Quarto homem, O
Reencarnação de Peter Pround, A
Reencarnação- III Milênio
Retrato de Dorian Gray, O
Revelação
Stigmata
Salvo pela luz
Segredo do fantasma
Sétimo selo, O
Sexto sentido, O
Switch, trocaram meu sexo
Silêncio do amor, O
Tão longe, tão perto
Toque de esperança, Um
Tempo de despertar
Troca, A
Três desejos
Visto para o céu, Um
Viagem astral
Vida após morte
Visões noturnas
Voltar a morrer
Voltar a viver
Valsas da vida
Volte Annie, volte.
Vida além da vida
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
125
0lº£R£NCA$U£NTR£U£¥£NTO$
São vários os eventos dos quais o movimento espírita pode utilizar, tendo em
vista os objetivos de reunir pessoas e instituições visando a unificação do movi-
mento espírita e dar difusão aos princípios espíritas.
São eles:
Ci nc· dcbatc
Evento que pode ocorrer no ambiente da instituição espírita ou fora dele, com a
finalidade de debater sobre filmes de fundo espírita ou espiritualista, cuja análise
e interpretação se baseiam nos postulados espíritas.
Confcrcnci a
Exposição oral, perante um auditório, de um tema da especialidade do orador,
com tempo previamente estabelecido de duração. Os apartes não são permitidos
e nem sempre rxiste o debate ao final da exposição.
Con¤rcsso
Discussão de um mesmo tema, abrangendo todos os aspectos, dada, por vários
expositores. O debate é aberto ao público. Chega-se a conclusões, registradas em
documento final, com as resoluções.
Convcncöcs
Instrumento utilizado por instituições para transmitir ao seu público interno
informações que o estimulem a direcionar esforços para um objetivo comum.
Geralmente, as orientações são acatadas passivamente pelos colaboradores e o
evento termina com uma atividade festiva.
0cbatc
Discussão entre duas ou mais pessoas de opiniões divergentes sobre determina-
dos aspectos de um mesmo assunto ou tema. Exige a presença de um mediador,
que estabelece regras, como o tempo de exposição de cada orador. O público
pode ou não participar.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
126
£xposi cåoUdcUcstudo
Prática adotada nas instituições espíritas com o fim de desenvolver estudos regu-
lares sobre obras e temas doutrinários. Nessas reuniões, podem ser empregadas
várias estratégias pedagógicas visando a motivar os participantes, como dinâmica
de grupo, oficina de trabalho e outras.
ºórum
Um tema mestre é abordado em uma reunião menos formal, onde há livre mani-
festação de idéias e interação entre palestrantes e público.
Pal cstra
Apresentação de tema ou assunto, previamente elaborado, por um expositor. O
tempo de duração é antecipadamente determinado e a participação da platéia
pode ocorrer, por meio de perguntas formuladas ao expositor no final do evento,
em sendo uma prática instituída pela instituição.
Pai ncl
Apresentação por diversos especialistas de diferentes pontos de vista a respeito
de um mesmo tema debatido em plenário. O tempo de cada expositor costuma
ser estabelecido previamente.
$cmi nari o
Reunião de estudos sobre determinado assunto, com técnica da deque se empre-
ga em congresso, conferências, especialmente caracterizada por debates sobre
matéria constante de texto escrito.
Horkshop
Tem o caráter de treinamento. Seu objetivo consiste em aprofundar a discussão
sobre temas específicos e, para isso, apresenta casos práticos. O público partici-
pa intensamente.
HcsaURcdonda
Exposição de um mesmo tema, em plenário, sob vários ângulos, por especialis-
tas, O tempo de cada expositor é determinado previamente.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
127
PARAU$£UO8T£RU8OAUºOTOCRAºlA
1. Evite tirar fotos quando o ambiente está escuro ou com pouca lumi-
nosidade. Se o evento for durar parte do dia e estender-se pela noi-
te, realize preferencialmente as fotos durante o dia, pois a lumino-
sidade natural favorece a composição do cenário. Fotos com fundo
escuro deixam a página do jornal mais “pesada” e feia.
2. As fotos podem ter melhores resultados se o flash for utilizado ade-
quadamente. Use flash próximo ao expositor/ conferencista (não
mais que 2,5 metros). Os flashs que acompanham as câmeras não
têm potência para iluminar o fundo da foto, mas garantem que pelo
menos o expositor esteja bem iluminado.
3. Evite ao máximo o zoom ótico e nunca utilize o zoom digital. O zoom
ótico, além de diminuir a luminosidade que entra pela lente, tor-
nando as fotos mais escuras, dá a ilusão de que você está perto da
pessoa, mas o flash não agirá adequadamente, conforme a dica 2. O
zoom digital diminui radicalmente a nitidez das fotos. O fotógrafo
deve aproximar-se o máximo do expositor, do público (quando qui-
ser foto mais fechada) ou do objeto da foto. Uma boa distância é em
torno de 1,5 a 2 metros.
4. Com câmera digital programe a máxima resolução para as fotos. Isto
garante bom tamanho e nitidez das fotos.
5. Lembre-se de utilizar a opção de “redução de olhos vermelhos” para
o flash. Ainda com relação ao flash, evite tirar fotos das pessoas
próximas às paredes, pois o flash cria uma sombra ao fundo.
6. As fotos sem flash podem ser boas opções em ambientes
bem iluminados, pois mantêm as cores e a luminosidade natural.
Frequentemente, no entanto, faz-se necessário utilizá-lo para que
não fiquem partes escuras na face do expositor, como sob os olhos e
embaixo do queixo. Sempre caberá ao bom senso do fotógrafo ava-
liar o que é melhor. Na dúvida, tire fotos com e sem flash.
7. Analise atentamente se o ângulo do qual pretende tirar a foto favo-
rece o expositor. Cuidado com os microfones na frente. Neste caso,
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
128
prefira uma foto levemente de perfil, em 60 graus do expositor. Cui-
dado com fotos em ângulo baixo, que fazem o expositor parecer num
pedestal, ou ângulo alto. Preferencialmente, para tirar a foto, situe-
se ao mesmo nível do expositor.
8. Quanto ao enquadramento, cuidado para não deixar muito “teto”
sob a cabeça do expositor. Nas fotos do público em ambientes escu-
ros, faça um enquadramento maior nas primeiras fileiras, já que as
últimas não aparecerão na foto, mas cuidando para não “cortar” ca-
beças. Em ambientes claros, cuidado para não deixar muito teto ou
espaços vazios na foto.
9. Procure também realizar fotos descontraídas que captem o “espíri-
to” do evento, as pessoas nos ambientes, expressões do público e do
palestrante, etc. Evite realizar fotos em que as pessoas não apareçam
bem, como por exemplo, durante a realização de preces, momento
em que as pessoas estão de olhos fechados ou em outro momento (o
que dará a ideia de que a pessoa estava dormindo) ou alguma posi-
ção não muito adequada ou embaraçosa.
10.Avalie as suas próprias fotos e observe o que pode melhorar. As
imagens veiculadas no jornal também são responsáveis por atrair a
atenção do leitor para a matéria.
AUART£U0£UºA|ARUNAUT¥
A câmera, as luzes e o microfone causam certa inibição ao entrevistado e caso
não esteja previamente preparado, pode até causar certos embaraços em seu ra-
ciocínio. Portanto, é prudente se familiarizar com essas situações, para ter um
desempenho ideal na televisão.
$u¤cstöcsUdcUati tudcsU
1.Use palavras simples, adaptando o vocabulário à linguagem da TV;
2. Use a linguagem coloquial, com em uma conversa com alguém;
3. Fale com clareza (sem cortar ou comer palavras);
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
129
4. Ser objetivo, conciso e sintético, isto é, não ficar dando voltas para
expor o pensamento;
5. Usar sempre a ordem direta ao construir as frases;
6. Concluir o pensamento;
7. Fale com empatia, isto é, colocando-se no lugar do telespectador;
8. Fale daquilo que você sabe e evite arriscar conceitos, citações e no-
mes de pessoas das quais não tenha pleno conhecimento;
9. Ao mencionar termos doutrinários, não deixe de utilizar sinônimos
ou exemplos que esclareçam do que você está falando;
10. Evite frases extensas; as frases curtas facilitam o entendimento do
grande público;
11. Procure sempre olhar para a câmera (geralmente para luzinha ver-
melha) e não para o microfone; uma vez ou outra olhar para o repór-
ter e volte os olhos para a câmera;
12. Se tiver mais que uma câmera, olhe um pouco para cada uma, ob-
servando o movimento do operador;
13. Terminar a fala e permaneça olhando para a câmera por mais al-
guns segundos;
14. Fale com entusiasmo e convicção, mantendo uma postura tranquila
e firme;
15. Fique sempre atento à pergunta do repórter, sem apreensão;
16. Use um tom de voz adequado (não falar para dentro);
17. Não se esqueça de agradecer ao repórter e ao público pela oportu-
nidade;
18. Dê preferência a trajes de tonalidades claras (bege ou palha, verde,
azul) e simples, de acordo com a natureza do programa;
19. Evite o uso de óculos de lentes escuras e se tirar os óculos é reco-
mendável fazê-lo antes do início da entrevista;
20. Ao término da entrevista e despedidas, mantenha-se normalmente
diante das câmeras, sem fazer gestos, até o sinal de deixar o local.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
130
R£COH£N0ACÕ£$UPARAU£NTR£¥l$TA$UNAUHl0lA
£ntrcvi staUnaUtcl cvi såo
1. Numa entrevista para televisão, o repórter (aquele que reporta um
fato presenciado) tem a opção da matéria completa, nota coberta e
nota ou nota seca;
2. Na matéria completa deve constar;
3. Cabeça da matéria (fala do locutor);
4. Off (texto do repórter coberto com imagens do dia ou de arquivo);
5. Passagem (parte do VT em que o repórter aparece);
6. Sonora (fala do entrevistado);
7. Nota de rodapé (informação complementar que tenha ficado de
fora);
8. Na nota coberta apenas observamos a fala do locutor ou outro, com
fundo de imagens referentes ao assunto;
9. Na nota ou nota seca, o locutor apenas lê um texto sem imagens.
ObscrvacåoU U
Alguns entrevistadores de TV já estão usando regras dos recentes âncoras ame-
ricanas, no sentido de pedir que o entrevistado, ao responder as perguntas, per-
maneça olhando para o repórter. No entanto, a regra geral ainda é receber a
pergunta do repórter e respondê-la olhando para a câmera em atividade (com a
luz vermelha próxima da lente, acesa).
£ntrcvi staUnoUIornal
As entrevistas para jornal devem seguir o mesmo clima cordial que as demais,
como se fosse um bate papo descontraído, seguindo as etapas normais de uma
entrevista coletiva.
Numa matéria de jornal, além das fotos com suas legendas e créditos, devem
constar:
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
131
1- Lead — após o título é o primeiro parágrafo, onde devem estar pre-
sentes as informações mais importantes sobre o assunto abordado,
abrindo espaço (chamando a atenção) para o próximo parágrafo,
chamado sub-lead;
2. Sub-lead – segundo parágrafo onde ainda se encontram informações
importantes sobre o tema abordado;
3. Corpo da matéria – onde se encontram todas as outras informações
sobre o assunto em pauta;
4. Nariz de cera – local da matéria onde se podem encontrar outras
informações adicionais descartáveis ou não, sobre o tema.
5. Box – Tem como tradução caixa, e no jornalismo é usado para se dar
destaque a um texto, em especial (opcional).
0lCA$UPARAUCO|£Tl¥AUCOHUAUlHPR£N$A
1. Certifique-se que o fato é de extrema importância para a instituição
e a comunidade;
2. Prepare, com antecedência, um ambiente e um programa de recep-
ção aos jornalistas à altura do fato;
3. Comunique o necessário, com convicção, ordem, transparência e
simpatia;
4. Distribua um “press-kit”, previamente preparado com nomes de pes-
soas e de instituições envolvidas, anexando fotos, documentações e
outros detalhes que julgar esclarecedores; não se esquecer de agra-
decer antes e depois a participação dos jornalistas presentes;
5. Tenha o hábito de colecionar as matérias (fazer clipping) publicadas
para efeito de registro documental.
£ntrcvi staUnoURadi o
Nas entrevistas para rádio, um dos cuidados mais importantes, é ocupar a maior
parte do tempo possível com nossa fala, respondendo aquilo que desejamos, de
acordo com as questões propostas, de maneira que o entrevistador fique comple-
mentando a entrevista, constantemente.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
132
A entrevista para rádiodeve caracterizar-se por uma conversa normal com os
ouvintes, daí o uso de vocabulário acessível ao público alvo a atingir (todas as
classes, particularmente as mais socialmente carentes).
ObscrvacåoU U
A responsabilidade da reportagem não recai apenas sobre uma pessoa, pois mui-
tos profissionais trabalham nela. Normalmente nas matérias de jornal, quando
elas não vêm assinadas ou creditadas (com o nome do autor), é da responsabili-
dade do editor daquela área específica. A assinatura e o crédito são os meios de o
editor depositar a responsabilidade das reportagens e fotos em seus autores.
8ANCOU0£U0A0O$
Na atualidade, um Banco de Dados representa um instrumento importante para
a utilização dos meios de comunicação direta com o público, através dos Cor-
reios, como a Mala Direta e o Marketing Direto.
Todo o cuidado é pouco, quando se deseja adquirir um cadastro ou construir um
banco de dados. Os dados devem ser rigorosamente atualizados, para não com-
prometer a eficiência e eficácia da atividade.
Basicamente, um banco de dados vai mais além de um simples cadastro de no-
mes de pessoas. Ele deve reunir também informações sobre os hábitos das pes-
soas cadastradas, composição familiar, renda familiar e outros dados que pos-
sam auxiliar campanhas promocionais pelo correio postal.
ComoUfazcr
Uma forma de obter esses dados é comprar os nomes de empresas especializadas;
geralmente são editoras que distribuem revista pelo correio e acabam vendendo
parte de sua listagem para terceiros. É, portanto, uma maneira dispendiosa que
nem sempre as instituições espíritas podem arcar.
A outra maneira é obter esses dados, através da livraria instalada na própria
instituição ou nas feiras e bancas de livros: Toda vez que uma pessoa adquire
um livro,é de extrema importância pedir a ela que preencha uma ficha ou um
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
133
cupom, no qual responde às perguntas nele contidas. No decorrer de um perío-
do, a instituição terá uma listagem dos clientes, com os quais poderá se relacio-
nar. Essa mesma estratégia se aplica em eventos, como em uma palestra pública,
distribuir a referida ficha na entrada e solicitar que devolva preenchida na saída.
Obviamente, a instituição promotora deverá se preparar para atender a esse ex-
pediente, preparando equipes específicas para atuar nesse campo.
0adosUparaUoUcupom.U
Nome da pessoa, endereço, telefones, e-mail, sexo, idade, grau de instrução, pro-
fissão, composição da família, renda familiar, hábitos e vínculos institucionais.
|£Cl$|ACÀOU£HU¥lCORU
Lei d e I m p r en s a
( N
o
5. 250 , d e Fever eir o d e 1967, a t u a liza d a em J a n eir o d e 2. 0 0 0 )
£UoportunoUsabcr
CAPÍTULO II - DO REGISTRO
Art. 8
o
Estão sujeitos a registro no cartório competente do Registro Civil das
Pessoas J urídicas:
I - os jornais e demais publicações periódicas;
II - as oficinas impressoras de quaisquer naturezas, pertencentes a pes-
soas naturais ou jurídicas;
III - as empresas da radiodifusão que mantenham serviços de notícias,
reportagens, comentários, debates e entrevistas;
IV - as empresas que tenham por objeto o agenciamento de notícias.
Art. 9
o
O pedido de registro conterá as informações e será instruído com os do-
cumentos seguintes:
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
134
I – no caso de jornais ou outras publicações periódicas:
a) título do jornal ou periódico, sede da redação, administração e
oficinas impressoras, esclarecendo, quanto a estas, se são pró-
prias ou de terceiros, e indicando, neste caso, os respectivos pro-
prietários;
b) nome, idade, residência e prova de nacionalidade do diretor ou
redator-chefe;
c) nome, idade, residência e prova de nacionalidade do proprietá-
rio;
d) se propriedade de pessoa jurídica, exemplar do respectivo es-
tatuto ou contrato social e nome, idade, residência e prova da
nacionalidade dos diretores, gerentes e sócios da pessoa jurídica
proprietária;
II – no caso de oficinas impressoras:
a) nome, nacionalidade, idade e residência do gerente e do proprie-
tário, se pessoa natural;
b) sede da administração, lugar, rua e número onde funcionam as
oficinas e denominação destas;
c) exemplar do contrato ou estatuto social, se pertencentes a pessoa
jurídica;
III – no caso de empresas de radiodifusão:
a) designação da emissora, sede da sua administração e local das
instalações do estúdio;
b) nome, idade, residência e prova de nacionalidade do diretor ou
redator-chefe responsável pelos serviços de notícias, reporta-
gens, comentários, debates e entrevistas;
IV – no caso de empresas noticiosas:
a) nome, nacionalidade, idade e residência do gerente e do proprie-
tário, se pessoa natural;
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
135
b) sede da administração;
c) exemplar do contrato ou estatuto social, se pessoa jurídica.
Parágrafo único. As alterações em qualquer dessas declara-
ções ou documentos deverão ser averbadas no registro no
prazo de oito dias.
Art. 10. A falta de registro das declarações exigidas no artigo anterior, ou de
averbação da alteração, será punida com multa que terá o valor de meio a dois
salários mínimos da região.
§ 1
o
A sentença que impuser a multa fixará prazo, não inferior a
vinte dias, para registro ou alteração das declarações.
§ 2
o
A multa será liminarmente aplicada pela autoridade judiciária,
cobrada por processo executivo, mediante ação do Ministério
Público, depois que, marcado pelo juiz, não for cumprido
o despacho.
§ 3
o
Se o registro ou alteração não for efetivado no prazo referido no
§ 1
o
deste artigo, o juiz poderá impor nova multa, agravando-a de
cinquenta por cento toda vez que seja ultrapassado de dez dias o
prazo assinalado na sentença.
Art. 11. Considera-se clandestino o jornal ou outra publicação periódica não re-
gistrada nos termos do art. 9
o
, ou de cujo registro não conste o nome e qualifica-
ção do diretor ou redator e do proprietário.
|£lU0O$U0lR£lTO$UAUTORAl$
(N
o
9.610, de 19 de Fevereiro de 1998)
£UoportunoUsabcr
O qu e é Dir eit o Au t or a l?
É um conjunto de prerrogativas conferidas por lei à pessoa física ou ju-
rídica criadora da obra intelectual, para que ela possa gozar dos bene-
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
136
fícios morais e intelectuais resultantes da exploração de suas criações.
O Direito Autoral está regulamentado por um conjunto de normas jurídicas que
visa proteger as relações entre o criador e a utilização de obras artísticas, literá-
rias ou científicas, tais como textos, livros, pinturas, esculturas, músicas, ilus-
trações, projetos de arquitetura, gravuras, fotografias e etc. Os direitos autorais
são divididos, para efeitos legais, em direitos morais e patrimoniais.
Os direitos morais são os laços permanentes que unem o autor à sua criação
intelectual, permitindo a defesa de sua própria personalidade.
Por sua vez, os direitos patrimoniais são aqueles que se referem principalmen-
te à utilização econômica de obra intelectual, por qualquer processo técnico já
existente ou ainda a ser inventado, caracterizando-se como o direito exclusivo
do autor de utilizar, fruir e dispor de sua obra criativa, da maneira que quiser,
bem como permitir que terceiros a utilizem, total ou parcialmente, caracteri-
zando-se como verdadeiro direito de propriedade garantido em nossa Consti-
tuição Federal.
Ao contrário dos direitos morais, que são intransferíveis, imprescritíveis, ina-
lienáveis e irrenunciáveis, os direitos patrimoniais podem ser transferidos ou
cedidos a outras pessoas, às quais o autor concede direito de representação ou
mesmo de utilização de suas criações. Sem autorização, portanto, a obra inte-
lectual não poderá ser utilizada sob qualquer forma, e se o for, a pessoa respon-
sável pela utilização desautorizada estará violando normas de direito autoral,
conduta passível de medidas judiciais na esfera cível sem prejuízo das medidas
criminais.
Os direitos autorais compreendem os direitos de autor e os direitos que lhes são
conexos, sendo disciplinados em nível nacional e internacional.
£UoportunoUsabcr
CAPÍTULO I – Das Obras Protegidas
Art. 7
o
São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por
qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido
ou que se invente no futuro, tais como:
I – os textos de obras literárias, artísticas ou científicas;
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
137
II – as conferências, alocuções, sermões e outras obras da mesma na-
tureza;
III– as obras dramáticas e dramático-musicais;
IV – as obras coreográficas e pantomímicas, cuja execução cênica se
fixe por escrito ou por outra qualquer forma;
V – as composições musicais tenham ou não letra;
VI – as obras audiovisuais, sonorizadas ou não, inclusive as cinemato-
gráficas;
VII – as obras fotográficas e as produzidas por qualquer processo aná-
logo ao da fotografia;
VIII – as obras de desenho, pintura, gravura, escultura, litografia e arte
cinética;
IX – as ilustrações, cartas geográficas e outras obras da mesma natu-
reza;
X – os projetos, esboços e obras plásticas concernentes à geografia, en-
genharia, topografia, arquitetura, paisagismo, cenografia e ciência;
XI – as adaptações, traduções e outras transformações de obras origi-
nais, apresentadas como criação intelectual nova;
XII – os programas de computador;
XIII – as coletâneas ou compilações, antologias, enciclopédias, dicio-
nários, bases de dados e outras obras, que, por sua seleção, orga-
nização ou disposição de seu conteúdo, constituam uma criação
intelectual.
§ 1
o
Os programas de computador são objeto de legislação específica,
observadas as disposições desta Lei que lhes sejam aplicáveis.
§ 2
o
A proteção concedida no inciso XIII não abarca os dados ou
materiais em si mesmos e se entende sem prejuízo de quaisquer
direitos autorais que subsistam a respeito dos dados ou materiais
contidos nas obras.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
138
§ 3
o
No domínio das ciências, a proteção recairá sobre a forma lite-
rária ou artística, não abrangendo o seu conteúdo científico ou
técnico, sem prejuízo dos direitos que protegem os demais
campos da propriedade imaterial.
Art. 8
o
Não são objeto de proteção como direitos autorais de
que trata esta Lei:
I – as idéias, procedimentos normativos, sistemas, métodos, projetos
ou conceitos matemáticos como tais;
II – os esquemas, planos ou regras para realizar atos mentais, jogos
ou negócios;
III – os formulários em branco para serem preenchidos por qualquer
tipo de informação, científica ou não, e suas instruções;
IV – os textos de tratados ou convenções, leis, decretos, regulamentos,
decisões judiciais e demais atos oficiais;
V – as informações de uso comum tais como calendários, agendas, ca-
dastros ou legendas;
VI – os nomes e títulos isolados;
VII – o aproveitamento industrial ou comercial das idéias contidas nas
obras.
Art. 9
o
À cópia de obra de arte plástica feita pelo próprio autor é
assegurada a mesma proteção de que goza o original.
Art. 10
o
A proteção à obra intelectual abrange o seu título, se ori-
ginal e inconfundível com o de obra do mesmo gênero, divulgada
anteriormente por outro autor.
Parágrafo único. O título de publicações periódicas, inclusi-
ve jornais, é protegido até um ano após a saída do seu últi-
mo número, salvo se forem anuais, caso em que esse prazo
se elevará a dois anos.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
139
lN$TlTUlCÕ£$U£$PlRlTA$U£U
AU|£lU0£U0lR£lTA$UAUTORAl$
É oportuno comentar sobre a Lei 9.61O que se refere a Direitos Autorais e que
garante ao autor os direitos morais e patrimoniais sobre a obra que criou.
Importante que o setor editorial espírita, como também as instituições espíritas
de modo geral, atentem para o que diz a referida Lei, especialmente, se houver
planos de lançar livros, periódicos ou material didático, que contenham trans-
crições (textos e imagens) de obras literárias, que, ainda não estão sob domínio
público.
Segundo o Art.41
o
, os direitos patrimoniais do autor perduram por setenta anos;
a partir daí, ficam liberadas quaisquer reproduções.
A existência dessa Lei representa uma grande conquista na regulamentação dos
direitos que cabem aos autores, em sua definição do que é permitido e proibido,
em termos de reprodução e, paralelamente, quais as sanções civis aplicáveis aos
infratores, de acordo com cada situação.
Observar as leis vigentes do País, além de ser um dever cívico é, sobretudo um
dever moral que se impõe a todos os cidadãos e instituições.
A questão dos direitos autorais assume maior dimensão em nosso meio espírita,
quando se detecta crescente número de publicações de livros, revistas, jornais,
apostilas e sites na Internet com imagens ( músicas, fotos, ilustrações e vinhe-
tas) e trechos reproduzidos de outras obras,que, ainda não caíram no domínio
público, sem menção da autorização para tal e da fonte ou crédito (no caso de
fotografias e desenhos) correspondentes. Isto é desrespeito ao direito alheio.
Reproduzir é copiar; e contrafação é o nome que se dá à reprodução da cópia não
autorizada; e a cópia sem autorização do autor ou fora das estipulações legais
configura uma contrafação – um ato ilícito civil e criminal. Saiba mais: www.
abpdea.org.br e abpdea@abpdea.org.br
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
140
CONAR
OUqucUéUcUoUqucUfaz
O Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária - Conar é uma orga-
nização da sociedade civil fundada em São Paulo, Brasil, em 1980.
Atendendo às demandas da sociedade e para acompanhar a evolução da comu-
nicação, o Código foi atualizado vários vezes.
A atividade desenvolvida pelo Conar visa a evitar a veiculação de anúncios e
campanhas de conteúdo enganoso, ofensivo, abusivo ou que desrespeitam, en-
tre outros, o direito concorrencial. A entidade não tem “poder de polícia”; não
pode mandar prender, não multa, naõ pode mandar devolver dinheiro ao con-
sumidor ou mandar trocar mercadorias. O foco é a ética na publicidade e, neste
campo, ela pode evitar excessos e corrigir desvios e deficiências constatadas nos
anúncios.
£$TATUTOU0AUCRlANCAU£U0OUA0O|£$C£NT£
CAPÍTULO II – Da Prevenção especial: Seção I
Da informação, cultura, lazer, esporte e espetáculo
Art. 75. Toda criança ou adolescente terá acesso às diversões e
espetáculos públicos classificados como adequados à sua faixa
etária.
Parágrafo único. As crianças menores de dez anos somente pode-
rão ingressar e permanecer nos locais de apresentação ou exibi-
ção quando acompanhadas dos pais ou responsável.
Dos produtos e Serviços: Seção II
Art. 82. É proibida a hospedagem de criança ou adolescente em
hotel, motel, pensão ou estabelecimento congênere, salvo se au-
torizado ou acompanhado pelos pais ou responsável.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
141
HAT£RlA|UlHPR£$$O
ComoUobtcrUbonsUrcsul tados
As capacidades humanas de criar ideias e os avanços da tecnologia da informáti-
ca e de impressão representam dois fatores importantes para o desenvolvimento
e a modernização do segmento gráfico. Entretanto, para se obter bons resultados
nesse campo, são necessárias várias precauções que antecedem a finalização do
trabalho. Esses cuidados têm início na fase de criação das peças desejadas, passa
pelo fechamento de arquivos e culmina com a solicitação de orçamentos.
Levando-se em conta a diversidade de peças apresentadas pelo setor gráfico,
foram selecionadas as mais frequentes no mercado – o que possibilitará uma
abordagem objetiva e abrangente, em função do que esses materiais têm em co-
mum.
Relação de Materiais Impressos: Adesivo, Agenda, Bandeirola, Bloco de anota-
ções, Boletim, Calendário, Capas para CD, DVD e Blue Ray, Cartaz/ Pôster, Cra-
chá, Convite, Display, Encarte, Envelope, Folheto, Folder, Perfil da Instituição,
Livro, Mala-Direta, Marcador de página, Revista, Tablóide e Brindes funcionais
em papel, cartão e derivados.
ComoUcncami nharUoUtrabal hoUaUumaU¤rafi ca
Informações básicas que devem ser observadas pelo responsável do setor
1. Dimensões da peça (altura x largura);
2. Tipo de papel;
3. Número de páginas;
4. Número de cores (frente e verso);
5. Quantidade de exemplares/ unidades;
6. Cortes e vincos/ acabamentos: colagem, grampos, lombadas;
7. Efeitos especiais: cores, aplicação de vernizes e plastificação;
8. Condições de pagamento;
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
142
9. Prazo de entrega;
10. Local de entrega.
$i stcmasUdcUi mprcssåoU¤rafi ca
A indústria gráfica nacional opera com diversos sistemas de impressão, graças à
expansão do setor, nessas últimas décadas e às exigências do mercado.
Sistemas de impressão mais comuns:
Flexogr a fia (para impressão de embalagem e cartazes de eventos); como tra-
balha com clichê de borracha, a qualidade é relativamente inferior e o resultado
final é em cores chapadas sem variações de tons.
Tip ogr a fia (em fase de declínio, mas, ainda utilizado para imprimir pequenas
quantidades de impressos em formatos pequenos);
Offs et (sistema predominante no mercado e trabalha com papel em formato;
destinado à impressão de folhetos, cartazes, revistas, convites, displays e apre-
senta boa qualidade gráfica); classifica-se em offset plana e rotativa – este último
é indicado para grandes tiragens de tablóides de supermercados, suplementos
culturais e revistas de grande circulação;
Rot ogr a vu r a empregado para a impressão de embalagens/ envoltórios (alumí-
nio, celofane) flexíveis de produtos de consumo; adequado a grandes tiragens e
trabalha com papel em bobinas;
Silks cr een sistema empregado na impressão de camisetas, flâmulas, brindes
de plástico e/ ou tecidos/ madeira; não permite sobreposição de cores por traba-
lhar com tintas não transparentes.
0i casUparaUobtcrUbonsUrcsul tadosUcomUi mprcssos
1. UPapcl . Uti pos, UformatoUcU¤ramaturaU
Existem diversos tipos de papéis recomendados à produção de folhe-
tos, catálogos, livros, revistas jornais e outros impressos. Os tipos mais
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
143
comuns são o “offset”, o “couchê”, o monolúcido (brilhante só em uma
face), o papel bíblia (muito fino, reduz o volume), usado principalmen-
te para a impressão de Bíblias e dicionários, o papel jornal, destinado
a jornais de grande circulação, periódicos, listas telefônicas e papéis
especiais para apresentações mais sofisticadas e de arte.
At en çã o: Ao planejar o seu projeto gráfico, seja um folheto ou uma
revista, procure optar por formatos padronizados disponíveis no mer-
cado; além de mais econômicos, são mais fáceis de serem encontrados.
Veja anexa a Tabela de Aproveitamento de Papel (formato 66x96 cm).
Além dos papéis apresentados em formatos (resmas), existem papéis
que se apresentam em bobinas destinados ao sistema de impressão
offset rotativo; são próprios para impressos de alta tiragem, como re-
vistas, tablóides de supermercado, jornais diários e outros. Os papéis
aditivados constituem um tipo à parte; têm aplicação específica e são
encontrados em formatos e em bobinas.
Atentar também para a gramatura do papel. Gramatura é o peso do pa-
pel, que é expresso em g/ cm
2
(gramas por centímetro quadrado) (75g/
cm
2
, 102g/ cm
2
etc.). A qualidade desejada e o preço do trabalho são
elementos decisórios quanto à gramatura adequada. Por ex.: O papel
com gramatura leve pode ser mais econômico, mas se o trabalho tiver
imagens em cores ou áreas grandes coloridas e chapadas, inevitavel-
mente haverá transparência no verso do papel, afetando a aparência
do impresso, bem como a leitura.
2. UProvas
As provas são imprescindíveis para verificar se não há erros ou falhas e
que estes sejam apontados e corrigidos, antes da impressão final.
3. U0i a¤ramacåo
Quando se tratar de publicações com periodicidade regular, procure de-
finir as suas próprias normas de diagramação, considerando: emprego
de tipos, número e tamanho de colunas, identificação de páginas, ca-
racterísticas dos originais para reprodução. Evite a dobra sobre tex-
tos; procure compor o texto, separando-o por palavras inteiras. Em se
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
144
tratando de fotos, evite a dobra sobre partes da foto, evitando defor-
mação da imagem (ex.: dobra sobre os olhos, nariz, meio da boca e ou-
tros).
4. UCorcs
O sistema de impressão utiliza quatro cores básicas, representadas
pela sigla: CMYK (C = Cian = azul, M = magenta (equivale ao verme-
lho puro, próxima ao carmim), Y=Yellow/ Amarelo e K=Black/ Preto).
Da mistura dessas cores resultam as cores secundárias: Verde (Y e C),
Laranja (M e Y), Violeta (M e C); Marrom (K +CYM); o preto também
tem a função de escurecer as três cores citadas e destacar os detalhes
do texto e imagens, com efeito de sombra e profundidade.
Importante: Quando você concebe uma peça com a cor laranja, enten-
da que será impressa em duas cores. Se desejar laranja e violeta em
uma imagem impressa, quer dizer que serão orçadas quatro cores.
A economia é mais evidente, quando usarmos somente o preto, com o
qual poder-se-á obter tons de cinza, dando a sensação de mais cores.
Quando optamos por uma só cor, Azul, Amarelo ou Magenta, o custo
pode aumentar em 30% em relação ao Preto. Isto porque o Preto é a
cor (tinta) padrão que está na impressora.
5. Uºi braUdoUpapcl
O papel é formado de fibras que correm no sentido longitudinal da
tela, no momento de sua fabricação. O sentido da fibra é importante
no momento que se deseja fazer uma dobrar no papel. No caso de re-
vistas, as fibras do papel precisam correr no sentido da lombada para
evitar a quebra do papel - o que dá má aparência ao produto final. Em
embalagens, toda a atenção é pouca, na verificação do sentido das fi-
bras para facilitar o fechamento e evitar o abaulamento do cartão.
5. UAcabamcnto
Diversos acabamentos podem ser aplicados após a impressão para
agregar valor ao produto final, como também resistência à abrasão e
proteção do material impresso.
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
145
Pla s t ifica çã o: obtém-se esse efeito pela aplicação de película plásti-
ca (polietileno) sobre a superfície do papel impresso. Confere brilho
e proteção ao impresso especialmente em capas de livros, revistas e
catálogos. Pode ser feita nos dois lados do impresso, porém deve evitar
plastificar papéis com gramaturas muito leves, bem como de gramatu-
ras muito pesadas.
Ver n iz: existem vários tipos de vernizes que são aplicados após a im-
pressão: alto brilho (“high gloss”), brilho discreto (UV), total (em toda
a área) ou com reserva (localizado sobre uma imagem, letra ou pala-
vra), bem como texturizado (efeitos que imitam couro, terra, superfície
rochosa e outros. Outra opção é a aplicação do “Glitter” (= brilho) que
consiste de uma cobertura chapada e texturizada de pigmentos que po-
dem ser nas cores amarelo ouro (novo e velho), verde, azul, vermelho
e suas variações cromáticas. É um efeito aplicado somente em áreas to-
tais ou reservadas num só sentido, não viável, quando se quer localizar
sobre uma foto, texto ou ilustração.
“Hot s t a m p in g” ou gravação a quente: permite gravar imagens cha-
padas e textos (geralmente com tipos largos) através de fitas de celofa-
ne metalizada nas cores ouro, prata ou pigmentadas (vermelho, verde,
azul escuro e claro, etc.). O resultado é o efeito de metal brilhante muito
utilizado para realçar um nome, logomarca ou detalhes de imagens e
ilustrações.
Relevo: este efeito é bastante utilizado para destacar detalhes de um
título, texto ou ilustração de pequenas proporções. O uso adequado dá
ao impresso um toque de elegância, enquanto o uso excessivo dá uma
conotação de vulgaridade. O ideal é aplicar o relevo sobre papel de
gramatura média para evitar o rompimento do papel, em virtude da
contrapressão dos clichês. O r elevo a m er ica n o é outro efeito com o
qual se pode obter um toque de elegância e harmonia, quando aplicado
corretamente.
Hologr a fia : o efeito holográfico vem alcançando grande aceitação no
mercado, graças à aparência de tridimensionalidade visual, geralmen-
te aplicado em capas de catálogos, relatório. Existem diversos “dese-
nhos” a escolha do interessado (quadros, estrelas, estilhaços de espe-
lhos, círculos concêntricos, etc.). Esse tipo de acabamento não permite
COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
146
a reserva de área, sendo assim, é aplicado em toda a área de impressão
do papel.
Cor es es p ecia is : ao lado das cores que seguem o padrão CYMK, men-
cionado anteriormente, o mercado também dispõe de cores especiais
tais como: ouro, prata, cores transparentes e outras subcategorias que
resultam em alto grau de sofisticação.
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8i bl i o¤rafi a
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COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
150

Manual de Comunicação Social Espírita
Fundamentos filosóficos e técnicos

Conselho Federativo Nacional Federação Espírita Brasileira Brasília - 2011

         

T

ão importante quanto criar ideias para a divulgação e a difusão da Doutrina Espírita é executá-las, dando-lhes formas perceptíveis ao público a quem a mensagem se destina.

Em função disso, o Conselho Federativo Nacional decidiu lançar o presente Manual com o propósito de sugerir soluções de “Como fazer”, diante dos recursos atuais que a tecnologia nos coloca à disposição. Entretanto, no primeiro momento, importa destacar os conceitos ético evangélicos que envolvem o ato comunicativo e que estão reunidos no documento “Princípios e Diretrizes da Comunicação Social Espírita” aprovado pelo próprio Conselho Federativo Nacional, em 1993, e que reflete o pensamento das 27 Entidades Federativas Estaduais. É um resgate oportuno, que se justifica por sua consistência doutrinária, consubstanciada nos conceitos morais do Evangelho de Jesus e, em plena sintonia com as Obras da Codificação Espírita. O conteúdo central corresponde às pontuações do item VII- “Divulgação da Doutrina Espírita”, do livro “Orientação ao Centro Espírita”, com acréscimo de outros itens, em conexão com Diretrizes e Ações constantes do “Plano de Trabalho para o Movimento Espírita Brasileiro (2007-2012)”.

janeiro de 2011. na tarefa de agir e interagir. com regular periodicidade. . como das federações espíritas estaduais. este Manual não pretende contemplar todos os itens. com os quais as instituições espíritas se relacionem. É propósito. acréscimos. que irão constar do Site da Federação Espírita Brasileira. pois. Tendo em vista a celeridade com que a área de Comunicação avança na descoberta de novos veículos. Esperamos que o presente Manual torne-se um instrumento facilitador aos trabalhadores da Área de Comunicação Social Espírita. tanto dos centros espíritas. com os vários públicos e segmentos de público. Área de Comunicação Social Espírita das Comissões Regionais do Conselho Federativo Nacional da FEB. que ele receba. envolvendo literatura técnica e relacionada à legislação em vigor. não pretende esgotar o assunto. assim como também. Sejamos persistentes na ação de comunicar o bem pelo próprio bem.Em Leitura Complementar e em “Anexos. constam esclarecimentos pertinentes ao universo da Comunicação Social Espírita. Brasília.

Comissão de Planejamento Coordenação e organização: Merhy Seba (FEB-CFN) Redação: Maria Helena Marcon (Federação Espírita do Paraná-FEP) e Merhy Seba Suporte de conteúdos: Ivana Leal Rayski (Federação Espírita do Estado de Goiás-FEEGO) José Ricardo Canto Lírio (Federação Espírita do Estado do Espírito Santo-FEEMS) Limiro Besnosik (Federação Espírita do Estado da Bahia-FEEB) Editoração eletrônica: Caroline Vasquez e Paulo Márcio Moreira .

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............................. 37 Eventos ......................................................................................13 Princípios e Diretrizes da Comunicação Social Espírita .......................................................   Mensagem: “Divulgação Espírita” .....................................................................................................................17 Desenvolvimento das Atividades de Comunicação ............................................................................................. 54 Indoor ............................................................................................................ 30 Catálogo .................................................................................... 38 Folheto e Folder ................................................ 55 ..................................................................... 33 Cinema........................................................................................................ 29 Cartaz .......... 36 Display de solo e de balcão.................................... 54 Indoor televisivo ........................................ 34 Cine-debate ...................... 26 Brindes funcionais....................................................... 25 Alto-falante ................................. 28 Boletim informativo ........................................ 25 Biblioteca ......................................................................................................................

............................................................................................ 88 Volante/Panfleto .................................................................................................................................................................................................... 95 Glossário de termos técnicos ................................................................................ 61 Anexos ....................................................... 95 Vídeo .................................................................................................... 97 Modelo de Regimento Interno ................. 56 Jornal: interno e externo .................................................................................................................. 83 Rádio Web ............................................................................. 60 Jornal leigo ...................................................................... 86 Telefonia móvel ...... 73 Merchandising no Teatro .............................. 72 Merchandising no Ponto-de-Venda ....................................................................................................................................................................................Internet .....................111 .............................................. 73 Merchandising na TV .................................................................................................................... 75 Mural interno/Quadro mural .............................................. 63 Livro ............................................................................ 84 Revista ......... 74 Mídia Exterior ............................................................. 74 Mensagem impressa .............................. 70 Marketing Direto ....................................................................................................................................................................................................................................................................................... 81 Rádio . 94 Videoteca ................................. 88 Televisão .............. 67 Mala-direta ................................................................................................................................... 109 Flexibilidade da adaptação a um Centro Espírita e uma Federativa Estadural .... 80 Outdoor ..................

................................................................................... 128 Recomendações de entrevistas na Mídia ............................................................Implantação da Área de CSE no Órgão Federativo ...............................................132 Legislação em Vigor .............. 130 Dicas para Coletiva com a Imprensa ...........................................................................................................................................125 Para se obter boa fotografia ........................... 119 Leitura Complementar ..............147 Bibliografia .... 131 Banco de dados ................... 115 Perfil do Trabalhador .............133 Material Impresso: Como obter bons resultados ...................................127 A arte de falar na Televisão ...............................................................122 Diferenças entre Eventos .......................................................................................................................................... 121 Sugestões de filmes para utilização no Cine-debate ...................................... 141 Campanhas permanentes da FEB-CFN ......................................118 Benefícios do Trabalho em Equipe ......................................................... 121 Cine-debate: A utilização do filme ............... 149 ....

mas as realidades objetivas são vossas. Não vos isoleis em qualquer ponto de vistas. encontramos a Terra toda por lar de nossas realizações comunitárias e. tanto quanto possível. as nossas responsabilidades no plano terrestre vos concitam ao trabalho árduo no que se refere à implantação das ideias libertadoras da Doutrina Espírita. por isso mesmo. sejam eles quais forem. enquanto desfrutardes as prerrogativas da encarnação. Em Doutrina Espírita. de vez que. que a vossa tarefa na divulgação do Espiritismo é ação gigantesca. até certo ponto. os amigos desencarnados. assim. Nesse aspecto do assunto.         Bezerra de Menezes Filhos. a benefício de todos. urge considerarmos o impositivo da distribuição equitativa e plena dos valores espirituais. de que vos não será lícito retirar a atenção. o Senhor nos abençoe. a cúpula das ideias é conclamada a exercer a posição de cobertura generosa e benéfica em auxílio da coletividade. . Em verdade. Devotemo-nos à cúpula. nos erigimos em companheiros da inspiração. Compreendamos. que fomos trazidos a servir. nós outros. em qualquer edificação é de serventia ou deve servir à vivência de quantos integram no lar a composição doméstica. Efetivamente.

Nesse sentido. 14 . a fim de se apoiarem na certeza do futuro melhor. nem reclusão nas afirmativas do sentimento. a pretexto de manter coesão. Congreguemos todos os companheiros na mesma formação de trabalho. Imperioso. cujo carro prossegue em marcha irreversível. Os melhores necessitam do Espiritismo para não perderem o seu próprio gabarito nos domínios da elevação. e os menos felizes pedemlhe o socorro. saibamos orientar a palavra espírita no rumo do entendimento fraternal. os mais jovens solicitam-lhe os avisos para se organizarem perante a experiência que lhes acena ao porvir e os companheiros amadurecidos na idade física. em todos os distritos da opinião. Equilíbrio e justiça. para sobreviver. saber conduzi-la. a fim de não se desmandarem nas facilidades que transitoriamente lhes enfeitam as horas. Os felizes reclamam-lhe o amparo. os companheiros da retaguarda evolutiva necessitam dele para se altearem de condição. Vivemos um grande minuto na existência planetária. Todos necessitamos de sua luz renovadora. no qual a civilização. Nenhuma inclinação à desordem. Observai tudo e selecionai os ingredientes que vos pareçam necessários ao bem geral. desse modo. há de alçar o coração ao nível do cérebro e controlar o cérebro.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA Estudai todos os temas da humanidade e ajustai-vos ao progresso. de tal modo que o coração não seja sufocado pelas aventuras da inteligência. pensar e fazer. Nem segregação na cultura acadêmica. através das tempestades que sacodem o mundo de hoje. conquanto se faça imprescindível a sustentação de cada um no encargo que lhe compete. harmonia e compreensão. e nenhum endosso à violência sob a desculpa de progresso. Todos precisamos penetrar no conhecimento da responsabilidade de viver e sentir.

Finalizando. na bênção do Senhor estamos e estaremos todos reunidos uns com os outros. hoje dispondes da ação no corpo que envergais. pelo médium Francisco Cândido Xavier – Reformador. preparar. que vos substituiremos na arena de serviço. Jesus na Revelação e Kardec no esclarecimento resumem para nós códigos numerosos de orientação e conduta.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA esperam-lhe o auxílio para suportar com denodo e proveito as lições que o mundo lhes reserva na hora crepuscular. porque. e guardemos a convicção de que. realmente. Sem intercâmbio. em 6 de dezembro de 1969. agora como sempre. (Mensagem psicografada. à frente de um e outro. os objetivos essenciais do Evangelho e da Codificação exigem ainda muito esforço de nossa parte para serem. retificando os erros que tenhamos. Estamos ainda muito longe de qualquer superação. Assim sendo. A nossa interdependência é total. construir. Não nos iludamos. 15 . levantar. E. tendes convosco todo um mundo de realizações a mentalizar. Examinemos e estudemos todos os ensinos da verdade. amanhã seremos nós os amigos desencarnados. atingidos. estradas que se pavimentem na compreensão de nossas indagações e questões sejam solucionadas com eficiência e segurança. até que o tempo lhe imponha a renovação. por isso. não evoluiremos. por fim. acaso. ante a nossa própria imortalidade. estejamos convencidos de que voltaremos sempre à retaguarda para corrigirmos. abril de 1977). a lição mora estanque no poço da inexperiência. perpetrado. sem debate. aprendendo a criar estradas espirituais de uns para os outros. Trabalhemos servindo e sirvamos estudando e aprendendo. reflitamos que sem comunicação não teremos caminho. vigilantes. hoje quanto amanhã. Mantenhamo-nos.

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no campo da comunicação social. em 1857. no momento em que Allan Kardec lançou O Livro dos Espíritos e. em 1869. independente de seu nível e porte. exigindo para a sua aplicação uma análise mais aprofundada. passa a se comunicar com o público. gerados pela moderna tecnologia. registrou a primeira incursão do meio espírita brasileiro. o jornal Eco d’Álém Túmulo lançado por Luís Olímpio Teles de Menezes. em 1858. surgiram inúmeras iniciativas que permitiram ao comunicador espírita se familiarizar com os novos canais de comunicação. A partir do momento em que uma instituição espírita.                             Os primeiros passos em direção à Comunicação Social Espírita foram dados na França. mais tarde. No Brasil. seja interno ou . dessa data aos dias atuais. Embora seja uma atividade centenária em nosso meio. o primeiro número da Revista Espírita – dois meios clássicos de comunicação coletiva. a comunicação social por ser multidisciplinar. apresenta-se complexa em certas situações.

como quanto à forma.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA externo com relação ao movimento espírita. guardai os meus ensinamentos. restabelecendo todas as coisas no seu verdadeiro sentido.         I) Considerando que o Espiritismo é o Consolador prometido. ela passa também a assumir a responsabilidade pelo conteúdo da mensagem e. 1 A adequação do Centro para o melhor atendimento de suas finalidades – CFN – Out/77 18 . por toda ordem de consequências que esse ato pode gerar. recordar e complementar o que Jesus ensinou. JESUS (João 14:15 a 17). assim à Humanidade as bases reais de sua espiritualização. não apenas doutrinária. Isto porque. legais e éticas. porque ficará convosco e estará em vós. normas e leis que norteiam esses procedimentos. trazendo. com vistas a colocar ao alcance dos trabalhadores da área de Comunicação Social Espírita orientações que assegurem o bom andamento dessa atividade. porque o não vê e absolutamente o não conhece. e eu rogarei a meu Pai e ele vos enviará outro Consolador. Mas quanto a vós. no devido tempo. comunicar implica em responsabilidade. reunindo princípios e diretrizes evangélico-doutrinárias. tanto no que se refere ao conteúdo. bem como de organização. mas também legal e ética. que veio. necessita conhecer os princípios. a fim de que fique eternamente convosco: — O Espírito de Verdade. automaticamente. Em função dessa necessidade. preparou-se o presente documento. Por esta razão. toda entidade que lança mão desse expediente. 1 Se me amais. que o mundo não pode receber. conhecê-lo-eis. diretrizes.

tornar comuns as notícias e dados de interesse do movimento espírita às pessoas. facilitar. 2 Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da Humanidade. Ninguém acende uma candeia para pô-la debaixo do alqueire. sobre o candeeiro. Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. JESUS (Marcos 16:15). o conhecimento doutrinário espírita a esses mesmos públicos. a consolação.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA II) Considerando que na fase de transição por que passa a Humanidade. põe-na. às instituições e ao público de modo geral. a Doutrina Espírita desempenha um importante papel. e. senão a caridade! Seus dias de trabalho serão pagos pelo cêntuplo do que tiverem esperado. JESUS (Mateus 5:15). com lógica e segurança. pela interação. com desinteresse e sem outro móvel. ao contrário. ALLAN KARDEC (O Espírito de Verdade – Os Obreiros do Senhor – O Evangelho Segundo o Espiritismo) A Comunicação Social tem por finalidade propiciar condições para o diálogo fraterno entre aquele que emite a mensagem (emissor) e o interlocutor (receptor). o esclarecimento e a orientação de que os homens hoje necessitam. a fim de que ilumine a todos os que estão na casa. 2 Diretrizes da dinamização das atividades espíritas – CFN – Nov/83 19 . oferecendo. de tal forma que a mensagem esclarecedora e consoladora do Espiritismo esteja ao alcance e a serviço de todos no campo moral e espiritual. paralelamente. Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor.

dinamizar o trabalho de unificação e favorecer o crescimento do movimento espírita. (Mateus 10:5 a 7). de tal forma que conceitos e ações sejam compartilhados por todos os segmentos de públicos. a informação e o diálogo passam a ser também. pregai dizendo que está próximo o Reino dos Céus. meios de promover a união dos espíritas e de suas instituições. II) Ao público em geral. antes às ovelhas perdidas da Casa de Israel. mas ide. se amardes uns aos outros. a prática e a difusão da Doutrina Espírita. Nisto conhecerão que sois meus discípulos. dando-lhes estas instruções.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA        A Comunicação Social Espírita destina-se: I) Ao público interno do Movimento Espírita (pessoas e instituições) tendo por objetivos: A) Servir de canal de informações sobre dados e fatos relacionados com as atividades das instituições espíritas que tenham por fim o estudo. JESUS (João 13:35). nem entreis nas cidades dos samaritanos. com o objetivo de: A) Criar campo favorável para que a ação comunicativa com o público externo (pessoas e instituições não-espíritas) seja 20 . B) Criar condições ideais ao exercício do diálogo entre os participantes das sociedades espíritas. E pondo-vos a caminho. a) Nesta tarefa. dizendo: Não ireis a caminhos dos gentios. A estes doze enviou Jesus.

este o segundo. B) Nesta tarefa. II) Em todas as situações. Há o propósito de dialogar. 21 . a compreensão dos conceitos espíritas de modo fraterno e espontâneo. No Cristianismo se encontram todas as verdades. não há o propósito de converter. deve refletir o amor e a verdade que estão contidos na Doutrina Espírita. Sua aceitação. útil e necessária aos homens e que concorre para a melhoria da Humanidade. facilitando assim. instruí-vos.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA desenvolvida de maneira completa (identificando-se com o processo social básico: a interação). PAULO (II Coríntios 3:17)                     I) Toda comunicação social espírita. Sua imagem estará sempre associada à liberdade com responsabilidade. Espíritas! Amai-vos. através dos recursos e meios adequados e disponíveis. são de origem humana os erros que nele se enraizaram. será sempre voluntária e consciente. que é válida. informar e orientar. a mensagem deve ser dirigida no rumo do entendimento fraternal. mas também projetar uma imagem favorável e positiva do Espiritismo. Onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade. ALLAN KARDEC (O Espírito de Verdade – Evangelho Segundo o Espiritismo). este o primeiro ensinamento. todavia. visando dialogar. informar e esclarecer. Divulga-se a Doutrina Espírita porque ela representa uma verdade consoladora. independente de sua forma de expressão e do público a que se destina.

tem que determinar a transformação da Humanidade. respeitando-se tanto o princípio de liberdade que a Doutrina Espírita preconiza como também o público a que se destina que tem faixas de interesse e motivação que não podem ser violentadas. visando contribuir. para esclarecer. consolar e orientar. JESUS (Marcos 8:34). seus princípios e seus benefícios. tome a sua cruz e siga-me. ALLAN KARDEC (O Livro dos Médiuns – cap. mas só a que for boa para promover a edificação. pouco a pouco. III) Independente do grau de informação e persuasão que a mensagem apresente. V) Toda comunicação social espírita deve caracterizar-se pelo propósito prioritário de promover a Doutrina Espírita. conforme foi anunciado. É necessário que Ele cresça e que eu diminua. para que dê graça aos que a ouvem. XXIX item 350). o que se verificará gradualmente. melhorando as massas. Se alguém quiser vir após mim. JOÃO BATISTA (João 3:30). IV) A comunicação social espírita deve sempre refletir uma postura dialógica e expositiva e nunca impositiva. efetivamente. em consequência do aperfeiçoamento dos indivíduos. ela deve se revestir de equilíbrio e harmonia. 22 . sua mensagem. claro que esse efeito ele só poderá produzir.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA Se o Espiritismo. sem a preocupação de destaque para a pessoa que a promove. PAULO (Efésios. negue-se a si mesmo. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe. 4:29).

e lhe disse: Olha. o mesmo nível elevado dos objetivos colimados. pois. o momento pode não ser o mais adequado à sua concretização ou se mostrar incompatível com os interesses gerais da tarefa que se pretende realizar. logo o despediu. Linguagem sadia e irrepreensível. esse apoio não deverá. deve observar os aspectos éticos e técnicos para refletir em qualidade e natureza. Fazendo-lhe então veemente advertência. muitas vezes. PAULO (I Coríntios 6:12).COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA VI) A seleção de veículos. não digas nada a ninguém. não obstante deva ser atualizada e dinâmica. Todas as coisas me são lícitas. JESUS (Marcos 1:43 – 44). 23 . VIII) Diante de uma proposta de trabalho de comunicação social espírita. PAULO (Epístola a Tito 2:8). a despeito do valor que apresente. mas nem todas me convêm. isentando-se de qualquer conotação sensacionalista. para que o adversário seja envergonhado. em hipótese alguma. mas vai. houver necessidade de eventual patrocínio para sustentação econômica da atividade. Se porventura. não tendo indignidade nenhuma que dizer a nosso respeito. mostra-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou para servir de testemunho ao povo. VII) A forma de apresentação da mensagem deve primar pela simplicidade. analisar a oportunidade de sua realização. gerar qualquer subordinação à instituição promotora ou à atividade em si. bem como a forma de utilizá-los.

entre eles.1 do livro “Orientação ao Centro Espírita”) O ato de comunicar. considerando: o tempo/duração da mensagem. podemos citar os mais importantes:   Utilizado em pequenas cidades do interior do país.     (Item 4. poderá ser realizado utilizando-se vários meios. os serviços de altofalante (chamado de Boca de ferro. o número de vezes que a mensagem será veiculada durante o dia/mês/ano.       I) Contratar os serviços. visando relacionar-se com o público interno da casa espírita e de divulgar o Espiritismo. acompanhadas de sucessos musicais do momento. na Região Norte do Brasil) têm a finalidade de entreter pessoas que frequentam jardins e praças públicas. . em âmbito externo. Muito utilizado para veicular informações sobre acontecimentos locais.

musicalidade e efeitos sonoros. CDs. amor. somando as despesas de produção/locução/musicalidade com os custos de veiculação. jornais. de maneira clara e objetiva. no período contratado. Veja Leitura Complementar. em confronto com o plano aprovado. IV) Introduzir mensagens que abordem temas genéricos (paz universal. em sistema informatizado.               I) O setor de comunicação da instituição deve se responsabilizar pela produção final do material a ser veiculado: texto. deve primar por obras de conteúdo espírita e essa atividade tem desdobramentos com livros. na instituição espírita. por tipo 26 . harmonia familiar e outros. evitando temas polêmicos e depreciativos a outras ideologias). álbuns e outros meios afins.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA II) Elaborar a mensagem ou a notícia.       I) O acervo deve ser registrado em Livro Tombo (livro tipo ata ou caderno) ou ainda. IV) Obter a aprovação do serviço mediante autorização da Diretoria da instituição. II) Atentar para aspectos legais sobre o uso da música para não incorrer em infrações da Lei de Direitos Autorais. III) Verificar o número de inserções dia/mês.   A Biblioteca. éticos e gramaticais. observando-se aspectos doutrinários. III) Calcular o custo final. revistas. DVDs.

Para cada categoria. Blue Rays e outros. Histórico: História do Espiritismo ou de determinada instituição espírita. para cada código.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA de material: livros. o número de registro e a data em que foi registrado. CDs. Diversos: outras áreas. que não relacionadas ao Espiritismo. MED (Mediunidade). autor. Científico: que fazem um estudo mais aprofundado do Espiritismo. periódicos (revistas e jornais). II) Todo o material deve conter um carimbo da Biblioteca constando o nome da Biblioteca ou da instituição espírita. mas que existem no acervo da Biblioteca. as três primeiras letras: BIO (biografias). edição. Kardec. Mensagem de Familiares. cria-se um código. Conto ou Crônica. editora. Vida no Além. não importando se existe na Biblioteca um mesmo título com várias edições diferentes e diversos exemplares de uma mesma edição. como por exemplo: Biografia: que falam a respeito da vida de uma determinada pessoa. autor espiritual. etc e. ano de publicação da obra. Este procedimento confirma a posse do acervo. III) É recomendável criar algumas categorias para facilitar a busca dos diferentes itens. DVDs. O registro deve conter: número de registro da obra (sequencial). que deve ser colocado em local de fácil visualização. Mediunidade: mediunidade. como por exemplo: dicionário de português. um número sequencial. Romance. Evangélico. Poesia. 27 . por exemplo. Infantil. Esperanto. Para cada título será utilizado sempre o mesmo número referente ao código. Filosófico: filosofia espírita. data de registro e tipo de material. título. Mensagem. enciclopédias e outros.

pode-se criar uma planilha no Excel. onde a primeira coluna seria de assuntos e. calendários de bolso e de mesa. viseiras. VII) Para empréstimo do acervo. agendas. As obras são armazenadas nas estantes por ordem de categoria e. 28 . risque-rabisque. permitindo consulta por autor. V) Montar uma planilha no Excel. São denominadas funcionais porque apresentam uma utilidade. cartões magnéticos de telefones. réguas. lápis. canetas. em seguida. a armazenagem pode ser feita por ordem alfabética de título de periódico e. o título do periódico. elaborar fichas individuais com respectivos desdobramentos. marcadores de páginas de livros. Enquadram-se nessa categoria: chaveiros. o ano. depois pela ordem crescente de periodicidade: diária. bonés. bloquinhos de anotações. VI) Para periódicos (revistas e jornais). adesivos etc.. porta-lápis. camisetas. digitada ou à mão) para colocar na lombada da obra. a página inicial e final do artigo anotado.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA IV) Deve-se fazer uma etiqueta (datilografada. em eventos comemorativos com a finalidade de marcar uma atividade relevante. sacolas. o mês. cada Biblioteca estabelecerá normas e prazos. criando seu próprio Regulamento. na sequência. Por conterem assuntos variados. mensal e anual. por editora. por ordem sequencial de números dentro de cada código. com o código correspondente. por título. por autor espiritual.    Chamam-se brindes funcionais as peças vendidas ou distribuídas gratuitamente. quinzenal. mochilas. indicando os principais dados da obra. magnetos de geladeira. No caso de não possuir computador.

a Internet etc. Além de abordar notícias sobre as atividades gerais da instituição.. a exemplo de sacolas feitas de tecidos de garrafa Pet e outros tipos encontrados no mercado. é prudente que o material do brinde seja ecologicamente correto. bem como veicular notícias externas. uma opinião sobre um acontecimento da atualidade ou temas doutrinários em evidência. quando eletrônico. em outros idiomas. na medida do possível. artigos doutrinários e notas referentes ao movimento espírita. dependendo da como foi concebido. mas se apresenta como uma opção a maior parte das instituições espíritas para ampliar a visibilidade das atividades comemorativas. mas nem por isso são menos eficazes. pela Internet. e. o Cinema. O Boletim é um veículo institucional. manter seções destinadas todas às várias faixas etárias.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA Trata-se de uma divulgação alternativa que se caracteriza pela utilização de meios não convencionais que não são de grande alcance. de circulação entre os trabalhadores e simpatizantes de uma instituição.Os artigos opinativos se circunscrevem 29 . em que a Opinião Pública mundial se volta para a defesa dos recursos naturais do Planeta.    Esse meio pode ser impresso e eletrônico. por meio da Mídia de Massa. Um brinde funcional. o Rádio. como a Televisão. tem abrangência mundial. pode ter longa duração e passar de geração a geração. um boletim dinâmico deve trazer no editorial. Nesse sentido. motivo pelo qual é recomendável apresentar o conteúdo ( ou parte dele). No momento atual. É um canal de comunicação que permite manter os frequentadores informados sobre as atividades da instituição espírita. Essa modalidade não substitui a divulgação. inserir encartes que motivem as novas gerações no processo de integração social. o Jornal. A interatividade é a grande aliada do diálogo entre editores (quem faz) e leitores (quem lê). a criatividade é um fator relevante.

Veja o item – Material Impresso.). adotar critérios bem definidos para a distribuição. definir os responsáveis pela diagramação. circulação/ distribuição e administrar as despesas. quantidade (tiragem). Quanto à sustentação econômica. II) Convidar um jornalista espírita credenciado (com registro no Ministério do Trabalho. V) Quando impresso. pode ser exposto tanto no interior das instituições. Veja Item VI – Princípios e Diretrizes Evangélicodoutrinárias. data de fechamento do boletim. pais. III) Escolher um título ou nome que se associe à proposta do boletim. respondendo pela redação e coleta de matérias. formato. IV) Definir: periodicidade. revisão gramatical e doutrinária. Deve ser atraente para chamar a atenção das pessoas que 30 . ele deve ser bem apresentado. identificado pela sigla: Mtb) para responder oficialmente pelo boletim.       I) Reunir os interessados e formar uma equipe (Comissão e/ ou Conselho de Redação) que se responsabilize pela elaboração do boletim. enquanto os artigos doutrinários podem ser dirigidos a públicos específicos da instituição (gestantes. jovens. em forma e conteúdo. por isso. número de páginas. número de cores. em Leitura Complementar. frequentadores de cursos etc.   O cartaz é um dos mais importantes meios de divulgação de um evento. pode-se recorrer a recursos próprios e/ou a patrocínio de casas comerciais locais. como em ambientes externos adequados.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA ao editorial. que valorizem o boletim.

isto é. finalmente levar à Ação. III) Evite o excesso de fontes. quando. 31 . geralmente. cidade. para ser notado e compreendido rapidamente. onde. II) Informações que não se devem esquecer: nome do evento. entidade que está promovendo e contato para mais informações. Não esquecer também de mencionar local. possui um título. IV) O ideal é cartaz em formato A3 ou um cartazete A4 que se destaquem em um mural. esses com maior destaque. o cartaz deve chamar a Atenção. despertar Interesse. recomenda-se colocar em destaque a expressão ENTRADA FRANCA. pode-se chegar a um bom resultado. horários). programação (datas. coordenação.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA sempre passam apressadas. observando-se a regra clássica denominada “AIDA”. A função primordial é memorizar as informações básicas: o que vai acontecer. tema. imagens (fotos ou ilustrações) e a seleção de tipos de letras para títulos são fundamentais para se fazer do cartaz um veículo atraente e eficiente.. O uso de cores. instituições responsáveis e outras informações pertinentes. I) Um bom cartaz. V) Para o título. qual o programa. provocar o Desejo e. endereço. mas as demais informações podem ser com a mesma fonte. veja detalhes em Leitura Complementar – item Material Impresso. O ideal é usar uma fonte diferente para destacar o título.       Quanto à elaboração. pouco texto e uma imagem significativa. Sempre que o evento for aberto ao público. nomes dos participantes. tamanho ideal é no mínimo 36pts e para as informações adicionais sugere-se utilizar a fonte e tamanho 14 ou 12 pts.

Importante que a imagem seja autoexplicativa e que se associe mensagem.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA VI) As letras da família Verdana. Switzerland e Univers são letras simples e legíveis tanto de perto. Use imagens com alta resolução ou no mínimo com 300 dpis. Procure usar imagens sem controle de “Royalties” – as chamadas imagens “free”. Por outro lado. como também se pode usar bordas brancas para um acabamento mais leve. principalmente fotos de pessoas comprometem a qualidade de impressão. distribua o texto em locais neutros e não em cima dos detalhes das imagens. XII). geralmente a resolução é baixíssima e possuem direitos autorais. ou seja. veja diferença entre logomarca e logotipo no Glossário de Termos Técnicos. principalmente se elas puderem estar em outros meios ou peças de comunicação. XI) Cuidado com imagens da Internet. IX) Acrescente a logomarca correspondente. bem como as identidades visuais como logomarcas e logotipos dos apoiadores. por isso não é 32 . Não se esqueça de fazer um contraste entre o fundo e o texto para que ele fique legível. A distribuição dos elementos deve ser harmônica e guardar equilíbrio visual. É melhor não “poluir” o cartaz com muitas informações. VI) Use letras na cor preta ou em cores escuras que não cansam e não confundem ao ler. pode-se obter grande impacto visual. quando se usa letras brancas sobre fundos escuros. X) Se forem utilizadas imagens. o título e parte do texto em “negativo”. sem margens. Imagens com baixa resolução. isto é. Arial. quando for uma promoção ou iniciativa da instituição responsável pelo evento. Deve-se tomar cuidado com alinhamentos de textos e imagens. VIII) O cartaz pode ser concebido com corte sangrado. quanto de longe. para a impressão.

IV) Solicitar orçamentos. peça para uma pessoa que domine a parte gramatical para fazer a revisão. antes de imprimi-lo. V) Encaminhar o arquivo para a gráfica e solicitar as provas finais. XIII) Não se esqueça de fazer a revisão gramatical e de informações. III) Providenciar as imagens e tirar as provas para eventuais correções. as áreas brancas também compõem e dão harmonia ao cartaz. serviços.   O catálogo se caracteriza por conter informações. com aplicação de verniz e outros efeitos visuais. Veja detalhes em Leitura Complementar – Item Material Impresso. Se puder.        I) Dimensionar a área para expor todo o conteúdo: textos. pode apresentar-se com várias páginas e uma capa impressa em papel de gramatura maior que o papel do miolo e acabamento simples ou especial. as gráficas fornecem provas.). etc. antes da impressão.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA recomendável colocar tudo num canto ou no meio da área do papel. formando uma brochura com dois grampos. Fisicamente. 33 . II) Elaborar um layout (rascunho) para ter a visualização do trabalho. fotos e ilustrações. segundo a nova ortografia. peças. Num layout equilibrado. Geralmente. fotografias ou ilustrações sobre determinado assunto (livros. antes da impressão.

II) É necessário fazer um contrato com a emissora. IV) Cine-debate — atividade interativa. II) Veiculação de reportagens e/ou entrevistas e documentários. ocorre quando o filme está em cartaz em um cinema ou em uma rede de cinemas. passou a ser frequentado todas as classes sociais e faixas etárias.       A utilização do cinema para a divulgação dos princípios espíritas pode ser feito de várias maneiras: I) Veiculação de campanhas publicitárias. antes da projeção do filme. mas graças à qualidade das produções cinematográficas (temas. o cinema retomou o vigor de décadas passadas e.. baseado no número de inserções e horários autorizados à veiculação. sofreu forte concorrência da televisão. III) Projeção de filmes em seções normais. principalmente.                I) Levantar custos de veiculação do filme. em dias e horários programados. antes do início da projeção do filme. também. Veja na sequência. durante o período estabelecido no plano de mídia. 34 . Em passado recente. no horário nobre (das 19 horas às 22 horas). roteiros e efeitos especiais).COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA   Atualmente. bem como de sua proliferação nos shoppings. as veiculações ocorrem. como meio de entretenimento. esses fatores representaram fortes atrativos ao grande público. levando-se em conta a qualificação da audiência e a cobertura geográfica do veiculo.

franqueada ao grande público. os passos são os mesmos para se chegar ao produto final. em conexão com os cinemas locais. O produto final deve apresentar um padrão de qualidade elevado.              Uma reportagem e/ou uma entrevista surgem em função de um fato importante. a produção do material pode ser feita por uma produtora que atua no mercado ou por uma emissora de televisão. 35 . a outra situação: que o movimento espírita articule com a distribuidora de filmes e. ser utilizada no rádio. A exemplo do filme publicitário. Em cidades do interior do país.               Podemos nos defrontar com duas situações: independente da ação do movimento espírita. confrontando com o mapa de programação aprovado. Assim sendo. consiga a exibição de um ou mais filmes. essa prática reduz os custos de produção e mantém a unidade temática na mídia eletrônica. e a trilha sonora do filme. por meio de acordos com os cinemas. tal cinema colocou em cartaz um ou mais filmes de fundo espírita ou espiritualista. é possível produzir filmes em pequenas produtoras e emissoras de televisão. Veja detalhes em Leitura Complementar – Item Recomendações para Entrevista na TV. mas é preciso verificar se dispõem de um padrão mínimo de qualidade para não comprometer a imagem da instituição e eficácia da mensagem. checar as veiculações. Para ambos os casos é importante estar seguro do bom conteúdo a ser veiculado na TV e da qualidade do material. em função disso. Nota: O filme veiculado na TV pode ser também veiculado no cinema. pode ainda.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA III) Após a campanha. as instituições espíritas poderão se movimentar para facilitar o acesso a maior número de espíritas e simpatizantes.

COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA   Consiste em fazer a exibição de filmes de fundo espírita e/ou espiritualista nos centros espíritas e também em salas de cinema. no local. dos equipamentos eletrônicos pertinentes a essa atividade. cujos conceitos devem prevalecer sobre os de outras fontes. sobretudo. discutir e avaliar as produções cinematográficas em relação aos princípios espíritas. com atenção especial aos microfones sem fio. IV) Como se trata de uma atividade franqueada a diversos públicos. III) Formar uma equipe que irá organizar a atividade. II) Contatar a empresa de cinema local e verificar em que dias. em número suficiente para atender às solicitações da platéia. VIII) É recomendável que além do título dos filmes. os nomes dos debatedores sejam mencionados na Mídia e nos materiais impressos. durante o debate. bem como selecionar o grupo que irá constituir o painel de debatedores. bem como horário de encerramento da sessão.       I) Levantar a relação de filmes disponíveis nas distribuidoras ou locadoras e selecionar os títulos mais indicados. horas e condições a sala de exibição poderá ser utilizada. é recomendável se precaver. datas. VII) Os presentes devem ser informados sobre a mecânica da atividade. com a finalidade de analisar. quanto à interação entre debatedores e platéia. em relação a atitudes inconvenientes por parte de pessoas mal intencionadas. V) Vale destacar que a base doutrinária de referência é o conjunto das obras da Codificação Espírita. horários e local. 36 . VI) A organização deve estar ciente da existência.

entre eles. X) Recomenda-se verificar também. de salões. após o quê será elaborada arte final para impressão sobre papel. é colocado sobre o balcão. definir o tamanho. é necessário em ambos os casos. no hall de entrada auditórios. Existem dois tipos de displays: o vertical e o de balcão. bazares chamar a atenção do publico para lançamentos de livros. no tamanho natural. A entrada de menores de 18 anos também deve ser objeto de verificação da organização do evento. geralmente. posteriormente.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA IX) É prudente verificar na prefeitura local as exigências legais para funcionamento dessa atividade. número de cores. ter o layout da peça. II) O de balcão. seu recorte se assemelha à figura humana. I) O vertical é colocado junto à entrada de um estabelecimento e.       O display é geralmente utilizado em inúmeros lugares.       Inicialmente. em função da temática a ser exibida. livrarias. será recortado e montado sobre uma base de cartão tríplex. em atitude de recepção à pessoa que está chegando. com antecedência. ofertas promocionais ou uma informação inusitada. não obstante tenha caráter cultural. pode vir ou não com uma pequena bolsa (canguru) contendo folhetos e amostras de produtos. “duo design” de alta gramatura ou papelão ondulado. também chamado de display americano. sem fins lucrativos. apoiado em um suporte de cartão. 37 . as condições de comercialização de somente lanches e refrigerantes no local.

Culturais: apresentam atividades de caráter cultural associadas a teatro. mesa-redonda. lançamentos de campanhas. as feiras do livro espírita. Institucionais: são eventos comemorativos com ênfase em efemérides de personalidades e de instituições espíritas. Seu custo é relativamente alto. fórum. concomitantes a eventos confraternativos. 38 . sessão líteromusical e outras formas de promover a cultura. conferências. exposições doutrinárias. bazares.. II) Quanto à natureza Doutrinários: são constituídos de palestras. simpósios. congressos. seminários. palestras seguidas de autógrafos etc. segue o mesmo raciocínio aplicado a materiais impressos (vide em Leitura Complementar – Item: Materiais Impressos). encontros. feiras. conferências públicas. seminários.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA Para fins de orçamento. em um mesmo ambiente. palestras públicas.      I) Quanto à modalidade Congressos. com foco em objetivos ou fins comum. e outras (Veja diferenças entre os eventos. Promocionais: enquadram-se nessa categoria. workshops. em Leitura Complementar). feiras de artesanato. workshops etc. quando protegido da umidade e chuvas   Em seu sentido mais amplo. mesas redondas.. evento se define como toda e qualquer iniciativa que tenha a finalidade reunir pessoas. porém o tempo de duração é longo. painel.

ao mesmo tempo. ao mesmo tempo. Os primeiros com a finalidade de aprofundar o conhecimento doutrinário. simultaneamente com stand ou banca de livros e espaço para autógrafos dos autores. propiciar condições ideais à confraternização entre as instituições. ao mesmo tempo.. por meio de palavras e gestos. num só lugar. atraídos pela curiosidade ou movidos por necessidades morais e/ou espirituais. Independente do público presente a uma palestra pública.              A palestra pública é a porta pela qual. os segundos buscam conhecer o Espiritismo. a apresentação de cine-debate ou uma sessão de cinema. várias modalidades. São considerados requisitos imprescindíveis para o desempenho da tarefa: conduta moral compatível com a moral cristã.                  I) Um dos primeiros cuidados que a instituição espírita deve ter é em relação à qualificação intelecto-moral do orador ou expositor. é muito comum a realização de eventos de natureza doutrinária. e. cujo objetivo é difundir o Espiritismo. habilidade de comunicar-se em público. espíritas e não-espíritas adentram o ambiente espírita espontaneamente.ex. tendo em vista a responsabilidade que a casa espírita assume ao transmitir conhecimentos que irão influenciar a vida de milhares de famílias.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA Mistos: reúnem. p. o planejamento se faz necessário. compartilhar com os companheiros de ideal. gerar clima favorável ao estreitamento de laços de amizade entre os espíritas e. Na Seara Espírita. pontualidade e. momentos de confraternização. conhecimento doutrinário. sobretudo simplicidade no trato com a platéia. ampliar o conhecimento. 39 .

objetivando alcançar a sintonia com os benfeitores do Plano Espiritual Superior.. é o grande veículo de amplitude da intuição em todos os seus aspectos”. conceder-lhe-á mais recursos de trabalho.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA II) O expositor espírita deve habituar-se a dedicar parte de seu tempo. o campo do estudo perseverante. A sintonia não é uma atividade mágica ou mecânica. é o grande veículo de amplitude da intuição. questão nº 122). mas conquista do Espírito. enfim. conclusões. deve recorrer à prece e procurar conservar-se em bom estado espiritual. psicografia de FCX. se possível. meditar bastante. “O campo do estudo perseverante. com o esforço sincero e a meditação sadia. orar muito. 40 . em todos os aspectos” EMMANUEL (O Consolador. Para estabelecer sintonia mental com a Espiritualidade o expositor deve estudar sempre. então. FEB. mas conquista paulatina. Em qualquer tempo a sintonia com a Esfera Superior é imprescindível. meditações. elaborações mentais. O expositor que exemplifica recebe a confiança natural da Espiritualidade a qual. Segundo Emmanuel (“O Consolador”. diariamente. Sintonia não é obra de instantes. com o esforço sincero e a meditação sadia. que demanda auto-educação sistemática e profunda.. etc. Além do que. buscar a vivência do Evangelho de Jesus em todos os instantes. por acréscimo de misericórdia. disciplinar o pensamento e a conversa em assuntos edificantes e. manter a reunião do “Evangelho no Lar e no Coração”. pelo cultivo dos bons pensamentos e boas ações. dedicar-se às tarefas de auxilio aos necessitados. para a leitura de boas obras. Questão 22) “.

Consulta aos livros da Codificação Espírita e as obras subsidiárias de autores reconhecidamente espíritas e nãoespiritas sintonizados com a linha de pensamento de Allan Kardec. o canto. III) Selecionar os tópicos principais e ordenação lógica dos mesmos. em função do tempo disponível para a exposição. destacando a idéia central ou idéia-mãe. Recomendações ao expositor: a) Cumprimentar os presentes. podemos dividir uma palestra em seia fases.            Duração: 1 a 2 minutos Esse é o momento em que o expositor está sendo alvo de todas as atenções. V) Dimensionar a extensão do texto selecionado. a começar pelos dirigentes da mesa. Para efeito didático. 41 . com leve sorriso.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA              A exposição espírita pertence ao campo da comunicação. a saber. ou seja.             I) Escolher o tema. a conversação. sua postura deve passar segurança e otimismo. do que se vai falar. II) Consultar a bibliografia adequada. considerando uma palestra de 60 minutos. por isso. É um instrumento importante para expor um pensamento. assim como o discurso. a conferência. a aula. IV) Adequar o vocabulário ao perfil do público esperado. uma idéia.

     Duração: de 4 a 6 minutos É a oportunidade que o expositor tem para identificar a platéia. no final da exposição. distância entre ele e as pessoas sentadas na última fileira de cadeiras – para que ele calcule a altura da voz. 42 . haverá a oportunidade para responder a perguntas que eventualmente a platéia possa fazer sobre o tema. Valorizar o conhecimento sobre o tema. reforce a informação de que. veiculado nos meios de comunicação social. em especial. altura do microfone. que abalou a opinião pública e que tenha relação com o tema c) Expor pensamentos de autores de renome. familiarizando-se com as fisionomias presentes e se adaptando psicológica e fisicamente ao seu espaço ( posição na mesa.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA b) Em seguida. informar sobre que tema irá falar c) Caso seja de costume da instituição. recorrer a alguns expedientes sugestivos: a) Fazer referência a obras ou artigos relacionados ao tema b) Citar um fato recente. como também. caso não haja microfone). Ao iniciar. em função de sua aplicação na vida de relação. pode ir diretamente ao assunto. com as Obras da Codificação Espírita e subsidiárias. reconhecidos pela idoneidade moral e elevação espiritual d) Associar o tema a tópicos de obras espíritas.

Nesta fase. colocados com segurança doutrinária. Em todos os casos. citar as fontes. de Allan Kardec e de autores encarnados e desencarnados sintonizados com a obra kardequiana que tratem do tema. É o momento de expor argumentos convincentes. de uma opinião ou de um princípio que o defensor nele acredite e vivencie ou tenha plena convicção e se esforce para vivenciar. em nível intelectual e em vivência doutrinária espírita. considerando que o público é heterogêneo. Expressam a proposta principal a ser transmitida. nesta fase: a) Selecionar uma ou duas idéias centrais. Pode ocorrer a presença de pessoas que estão indo pela primeira vez à casa espírita b) Expor para reflexão do público um ou dois pontos. 43 . no máximo. Recomenda-se. extraídos de fontes confiáveis. é importante a ordenação das idéias e o raciocínio lógico na apresentação. significa fazer a defesa de uma idéia. no máximo. para que a fixação da proposta seja efetivada c) Citar argumentos dos Espíritos da Codificação Espírita.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA    Duração: 30 a 40 minutos Exposição da idéia central Ideia central e/ou idéia-mãe têm o mesmo significado. Argumentar é mais do que expor ou explicar.

d) Valorizar o conhecimento espírita e sua aplicação. apresenta-se a oportunidade ao expositor. b) Recapitular os pontos-chaves que sustentaram a argumentação.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA     Duração: 5 a 10 minutos Praticamente. na construção de um futuro melhor para o Planeta. b) Agradecer o convite e manifestar a sua satisfação de visitar pela primeira vez a instituição ou poder retornar ao convívio dos companheiros de ideal espírita. familiar. c) Agradecer o amparo dos Espíritos Benfeitores. a exposição está chegando ao fim. Neste caso. 44 . profissional e no âmbito da sociedade humana como um todo. c) Destacar a aplicação do conhecimento do assunto exposto a várias situações da vida em seus inúmeros aspectos: individual. de: a) Reforçar a idéia central ou idéia-mãe. fica a critério da instituição (duração ideal: 10 minutos). Nessa fase. a duração desta fase.      Duração: 1 a 2 minutos É oportunidade ao expositor para: a) Responder às perguntas que eventualmente serão formuladas pelos presentes.

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                   

Quem vai proferir a palestra é você. Preparea com critério e estude, de modo a ter pleno domínio sobre o conteúdo que vai falar. Faça a sua parte que os Espíritos benfeitores darão a cobertura necessária. a) Apresente-se com fisionomia otimista, expressão tranquila e bem disposto (a); sinta-se feliz por estar no ambiente; b) Não se desculpe pelo leve atraso, pela falta de um material que não pode trazer ou pelo pouco tempo que teve para preparar a palestra; c) Quando na mesa, antes da palestra, evite cumprimentar repetidamente, pessoas da platéia, com aceno de mãos, cabeça e outros gestos; deixe os cumprimentos para depois; d) Evite limpar os óculos em público, como também coçar a cabeça, o nariz, orelhas e outras atitudes denotam insegurança; e) Evite ficar segurando objetos desnecessários à apresentação, tais como lápis, apagador, caneta e até livros; segure somente o necessário; o ideal é não ter nada nas mãos para não desviar a atenção de quem assiste à palestra; f) Coloque as mãos no lugar correto: deixe um dos braços cair naturalmente e o outro dobrado na altura da cintura; faça a troca das posições de vez em quando, naturalmente; g) O corpo fala. Utilize a linguagem dos gestos para expressar sentimentos e ação, acompanhados da entonação da voz; h) Seja comedido ao citar exemplos pessoais e citar nomes de pessoas de seu relacionamento; citar como testemunho, só em casos extremos.

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i) No caso de ocorrer “um branco” e se esquecer de parte do conteúdo, não se inquiete. Experiências comprovam que se lembrando do final, o expositor acaba se lembrando do início e do meio. É só inverter as pontuações e retomar o raciocínio. Caso tenha feito anotações (tipo lembrete), mantenhaas ao seu alcance, no bolso ou sobre a mesa e useas,discretamente. j) Por fim: Você foi convidado a falar sobre a Doutrina Espírita, portanto, não emita conceitos pessoais como sendo princípios doutrinários. A fidelidade à Doutrina Espírita é a primeira condição para ter autoridade para falar sobre ela.

            
Um requisito importante no processo da comunicação é a utilização dos chamados Recursos Audiovisuais. Para saber se um recurso visual é necessário é preciso verificar se ele serve como um reforço à mensagem e ressalte as informações mais importantes, além de esclarecer e complementar as partes mais significativas da apresentação. São particularmente úteis para ajudar a visualização e no esclarecimento de cifras, dados estatísticos, informações técnicas ou científicas e na simplificação de mensagens complexas. A projeção de imagens não excluem explicações verbais. Indicação de alguns recursos audiovisuais:
       

É um recurso existente na maior parte dos centros espíritas. Embora de tamanho não muito grande, oferece a possibilidade de se grafar nomes, datas e outros registros, como também desenhos e esboços pertinentes ao tema em si.

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   

É produzido em plástico (vinil) com impressão digital, em cores, o que proporciona a apresentação de gráficos e imagens de excelente qualidade gráfica e grande visibilidade, podendo ser utilizado em outras apresentações.
  

Fácil de ser confeccionado a partir de folhas de cartolina, papelão ou outro material semelhante, em que se montam os visuais, tais como frases, esquemas e gráficos. É um recurso durável, econômico e fácil de ser transportado. Seu uso é limitado a pequenos auditórios.
 

Constituído de um bloco de folhas preso na extremidade superior, apoiado sobre a estrutura de um cavalete. É um recurso econômico e prático que permite espontaneidade e movimentação do expositor e pode ser usado em várias apresentações com o mesmo visual. Seu uso é limitado a pequenos auditórios devido às suas reduzidas dimensões.
   

O equipamento Multimídia ou Data Show permite utilizar arquivos produzidos em computador e, atualmente, constitui em uma das mais eficazes ferramentas utilizadas em reuniões de estudos, palestras e conferências públicas. Ao se optar por esse tipo de recurso didático, é conveniente testar com antecedência se o programa (Power point) é compatível com a configuração do computador. O Data Show também exige a colocação de uma tela no recinto ou a existência uma parede de superfície

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dependendo do tamanho do recinto. Na mudança dos quadros projetados na tela. Entretanto. caso a instituição possa adquirir um controle remoto. caso o expositor não tenha familiaridade com o equipamento. o operador deve permanecer próximo ao computador ou note book para dar fluxo contínuo às projeções. facilitará em muito essa operação. com esse recurso. DVD. chamado Power point. um microfone. que necessariamente. em momento de necessidade. precisa ser instalado no computador. o retroprojetor e o multimídia A título de prudência e segurança. é conveniente colocar à disposição do expositor uma ponteira laser e.           É um aparelho utilizado como recurso didático para aulas e palestras em pequenos ambientes. Observação: Os recursos mencionados têm a função de apenas auxiliar o expositor na explanação de determinados assuntos.        O primeiro passo é adquirir o equipamento Data show adequado às necessidades do ambiente. o expositor poderá ficar à distancia do aparelho e livre para se movimentar no palco ou no espaço que lhe foi designado. não basta ter o aparelho Data show. sempre contando com a colaboração de alguém ou um profissional que possa orientar na ocasião da compra e que também auxilie.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA lisa e visível a todos. É preciso saber trabalhar com o programa específico para isso. 48 . especialmente. seja designado alguém para auxiliá-lo. posteriormente. algumas horas antes do início da palestra e . Obs. Blue Ray ou Pen Drive). com projeção de imagens e textos em preto e branco e em cores. convém que o equipamento seja testado com o arquivo do expositor (CD. no uso do aparelho.

95 — Item Vídeo.              As palestras públicas nas instituições espíritas devem se pautar pela simplicidade. bem iluminado. Em seguida. para preparação do ambiente. a existência de uma parede lisa de cor clara. até que chegue o momento de iniciar o evento. Pode-se introduzir suave música. no final. sugerindo que o próprio palestrante diga o assunto que irá abordar e. gestantes. Veja detalhes na p. em virtude do custo relativamente baixo e a riqueza de imagens e efeitos. parte do público que. a recepção sempre solícita para atender. pela primeira vez. A utilização desse recurso exige e necessidade de uma tela. as cadeiras devem ser confortáveis. ventilado. Após a prece final. idosos e cadeirantes bem como. conduzir e acomodar as pessoas. facilita interação do expositor com o público.     É um recurso largamente utilizado como recurso didático para aulas. agradecer o expositor e solicitar que alguém faça a prece para o encerramento da reunião. colocada em um espaço visível a todos ou. bem como feitos avisos sobre assuntos de interesse do público presente.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA Pode ser utilizado com sala na penumbra e também iluminada. visita a instituição espírita. podem ocorrer ofertas de livros aos presentes. seminários e exposições de assuntos. antes do início. após a palestra. e permite o uso de técnicas como a revelação e sobreposição de imagens. o local deve ser amplo. fazer a prece inicial de abertura da reunião com a apresentação do palestrante. 49 . em especial.

traansporte. acompanhado do planejamento financeiro geral e particularizado a cada evento. O Evangelho segundo o Espiritismo. assistência médica. a saber: O Livro dos Espíritos.           Antes do Evento 1) Definir com a diretoria da instituição o Plano de Atividades.               Essas atividades visam atingir o grande público. objetivos e metas a atingir. considerando que o público deve retornar a seus lares. constituída pelos cinco livros de Allan Kardec. bem como exposição de livros e materiais de divulgação compatíveis com a natureza do evento. filmagem. O Livro dos Médiuns. 2) Formar equipes para atender aos serviços de recepção. suporte técnico a equipamentos eletrônicos. 50 . em centros de convenções. auditórios de escolas. com objetividade. espaço para autógrafo do conferencista. fotografia. que envolve conteúdo doutrinário. universidades e outros ambientes que ofereçam infraestrutura completa. sempre de acordo com as obras da Codificação Espírita. clubes sociais. 4) Escolher o tema. geralmente são realizados fora da instituição espírita. segurança.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA Tudo deve transcorrer com simplicidade e de certa forma. arte. composto de espíritas e não-espíritas. O Céu e o Inferno e A Gênese. 3) Realizar reuniões periódicas com as equipes de trabalho para acompanhamento das ações e eventuais ajustes.

a aparelhagem de som. atendendo ainda às questões de eventual venda posterior de livros ou outros materiais. 6) Divulgar o evento. 9) Indagar do convidado sobre a viabilidade da gravação/filmagem.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA 5) Escolher a data mais condizente. respeitando os horários de refeições e lanches. utilizando os meios de comunicação disponíveis. quando houver entrevistas à mídia ou visitas a outras instituições locais. preservando-lhe o descanso e a tranquilidade que a tarefa exige. de modo criterioso. 3) Compor a mesa com simplicidade. a fim de atender às ações programadas. hospedagem. evitando convidar pessoas em excesso. 10) Locar se necessário. que não conflite com a agenda do movimento espírita local ou regional. 11) Fazer o levantamento de despesas gerais e submeter o orçamento à aprovação do setor competente. Durante o evento 1) Zelar pelo transporte do convidado. alimentação e todo apoio para o seu bem estar. nos horários estipulados. 2) Providenciar hospedagem adequada para o convidado. em local que melhor lhe convenha. 51 . como também. 8) Consultar/informar previamente o convidado acerca de tarefas diferentes da especificada. 7) Convidar o expositor/palestrante/orador/conferencista com certa antecedência e providenciar transporte.

o dirigente da reunião ou quem ele indicar. 5) Zelar para que elementos estranhos ao Movimento Espírita não tentem criar embaraços ao bom andamento do evento. O Livro dos 52 .COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA 4) Após a prece. com simplicidade e. É oportuno que o dirigente da reunião conheça. poderá lançar mão da leitura de uma página de um livro espírita (previamente escolhida) ou indicar alguém para fazê-lo. com antecedência. contudo correta e com afetuosidade. em seguida. é de bom tom convidá-las para integrar a mesa ou mencionar a presença no recinto. de forma objetiva. retornará a palavra ao dirigente para apresentação do expositor e/ou conferencista. com venda de objetos estranhos e outras ações incompatíveis com os princípios da boa educação. Os temas devem ser previamente definidos e seus conteúdos devem ser coerentes com as obras da Codificação Espírita (O Livro dos Espíritos. a leitura é dispensável. evitando-se conversas em tom elevado. a música-ambiente (suave) constitui recurso adequado para criar a referida harmonização. em ambiente não-espírita. em ambos os casos. além de gerar nível de silêncio desejável ao recolhimento. o dirigente da reunião. fará a prece inicial. caso haja autoridades presentes no ambiente.. Após a leitura. Desenvolvimento da reunião O dirigente ou coordenador da reunião deve ter pleno conhecimento acerca das pessoas que irão compor a mesa. apresentar o convidado. A título de harmonizar o ambiente. alguns traços biográficos do expositor/ conferencista para facilitar a apresentação dos mesmos ao público presente.

secioná-las. a presença de todos e. É recomendável que a duração da palestra não ultrapasse sessenta minutos. pelo amparo espiritual e à convivência fraterna. Após o evento 1) Atender ao convidado inclusive. no ambiente espírita. a casa destinar um espaço no final das palestras. encaminhar para a prece final que. primando pela limpeza e respeitando os itens contratuais previamente estabelecidos. para perguntas ao expositor. verbalmente ou por escrito. na medida do possível. incluindo a parte protocolar e números de arte. antes de devolvê-lo. no seu deslocamento. O Céu e o Inferno e A Gênese. lanche.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA Médiuns. a partir daí. 2) Agradecer ao convidado. indagando por eventuais despesas adicionais que. O Evangelho Segundo o Espiritismo. procurando perceber a relação existente entre si e. estacionamento etc. 4) Realizar à vistoria do local. 3) Fazer a avaliação do evento. tanto ele poderá proferir como poderá solicitar a alguém que o faça. nesse caso. Após a exposição. o dirigente da reunião deve agradecer à participação do expositor e/ou conferencista. A prece final deve ser simples e concisa. umas às outras e somente encaminhar ao expositor questões que sejam pertinentes ao tema da palestra. 53 .. de agradecimento a Deus pela oportunidade do aprendizado. o dirigente deve fixar um tempo para tal atividade e tomar ciência do teor das questões propostas pela platéia. tenha necessitado como táxi. É comum. bem como aos patrocinadores e aos trabalhadores em geral.

o banner. eletrônicos (luminosos) ou de outra forma expostos no interior de ambientes.   A palavra Indoor é de origem inglesa e significa “da porta para dentro” e se aplica a todos os materiais impressos. o cartazete. Item Material Impresso.     Dá-se o nome de folheto/folder aos materiais impressos em papel com uma ou mais cores de um lado ou impressão frente-verso. o letreiro em néon. o metal e a madeira trabalhados e recortados com desenhos de letras e imagens. para atender o que estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA. Folder é uma palavra de origem inglesa (verbo to fold que quer dizer dobrar). Enquadram-se nessa categoria. Veja em leitura Complementar o texto da Lei 8069. Observações: Para eventos que envolvam a criança (pessoa até 12 anos) e adolescente (pessoa entre 12 a 18 anos).         As orientações para produção desse material são semelhantes às sugeridas para a produção de catálogos. folder é todo material impresso que apresente várias dobras ou vincos. o móbile em acrílico. o cartaz. deve-se exigir que sejam acompanhadas dos pais ou responsáveis ou tenha autorização escrita e formalizada. a faixa.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA 5) Proceder ao pagamento dos compromissos. 54 . Assim. pode ser dobrado e dispensa grampo e colagem. o isopor. em Leitura Complementar. Veja também. detalhes. na acepção da palavra.

As formas de mensagens variam. bastando substituir o material que está sendo veiculado pelo novo. pertencentes ao segmento “out of home”. sugestões de livros. metrôs. Um roteiro simples pode-se apoiar em gravação com fotos ou ilustrações. consultórios e em salas de espera de hospitais e maternidades. o material utilizado é em forma de DVD e Blue Ray com a gravação da matéria que se deseja veicular. trens. rodoviárias ou em elevadores.        Geralmente. traduzindo: “fora do lar”.    Esses veículos integram a categoria de meios digitais. podendo ser renovados periodicamente e a programação oferece flexibilidade de mudança das mensagens. confeitarias. bares. A locução também agrega valor ao trabalho. são documentários. ao lado da sonorização com melodias de fundo. livrarias. ofertas de serviços e outras informações de interesse público. padarias. É importante atentar para a qualidade de gravação da matéria a ser veiculada para agregar valor visual à mensagem. aeroportos. informações sobre a realização de eventos. Monitores instalados em redes de supermercados. a critério do anunciante.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA        Identifique o item no índice e siga as instruções de cada material. adequadas a cada tema e a cada situação. 55 . intercalados com textos. shoppings. em pontos-de-venda (veja adiante) ou ambientes que exijam algum tipo de espera forçada. restaurantes. Transmitem mensagens dirigidas a audiências cativas e que se encontram fora de suas casas. Os contratos têm duração variável. ônibus. mais especificamente.

a Internet aumenta as suas relações com as instituições espíritas e o grande público como canal de intercâmbio de ideias. IV) Expor e comercializar livros e outros produtos pertinentes ao universo espírita.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA As orientações para planejamento de conteúdo e produção são semelhantes às recomendadas para TV Bus Vídeo. copiados e interativados. nomes dos responsáveis pelas ações etc. Esse canal de comunicação está contribuindo para a aproximação de pessoas. As instituições espíritas podem utilizar a Internet de várias formas. 56 . povos.   A Internet é uma rede mundial de computadores interligados e que possibilita a transmissão de dados. como nova e dinâmica forma de interação no mundo contemporâneo. Isso possibilita vislumbrar uma nova ordem mundial nas relações humanas. mensagens sonoras ou visuais. II) Colocar “sites” das instituições: contendo dados sobre a fundação. A cada ano. como meio de comunicação de eventos. por meio de e-mails. sobretudo. assim. em forma de textos. III) Divulgar eventos. são citadas as principais: I) Divulgar mensagens doutrinárias. matéria jornalística e publicitária. V) Implantar e manter um banco de dados de produção literária. além de horários das atividades. Para efeito de melhor visualização dessas possibilidades. tipos de serviços que prestam.. imagens e sons que podem ser consultados. VI) Emitir e receber correspondências. programas de atividades. configurando-se. dados institucionais e outros. informações e.

X) Estabelecer uma rede interna de comunicação. (Intranet). que permite se relacionar com instituições espíritas e não-espíritas para diversos fins.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA VII) Ampliar o “mailing-list” ou cadastro de instituições e pessoas. pois a consulta é feita diariamente por centenas ou milhares de internautas. por exemplo. sejam editores de textos. estimular debates particularizados e ministrar cursos online. pessoas físicas e jurídicas) mediante pagamento mensal das horas utilizadas ou pelo pacote de serviços agregados. requer constante atualização. IX) Pesquisar sobre os mais variados assuntos de interesse doutrinário. não podendo permanecer com o mesmo conteúdo por mais de dois a três dias. XII) Ampliar a gama de possibilidades de assistir a eventos nacionais e internacionais. indispensáveis para a concepção de um site com variados recursos. com falhas no design em sua 57 . VIII) Trocar ideias à distância. Observações Por tratar-se de um meio altamente veloz a matéria inserida em um Site (Home page ou Página). XI) Interagir com a Rede Mundial de Computadores (Web). É desaconselhável o lançamento de um site improvisado. em tempo real. A criação de um Site exige a participação de profissionais especializados que dominem programas de computação. na casa espírita. utilizada apenas por seus participantes que terão acesso aos conteúdos. até programas de HTML.        O primeiro passo é ter um provedor (a instituição autorizada a dar acesso à Internet aos usuários. pobre ou desprovido de recursos gráfico-visuais. passando por editores de imagens.

É uma ferramenta que exige a participação de pessoas especializadas em sua elaboração e manutenção. apresentações em Power point e vídeos. Favorece a divulgação da instituição. o e-mail também favorece a realização de pesquisa à distância. textos em movimento e trilhas sonoras personalizadas.        Abriga grande número de sites. na qual ocorrem estudos e discussões sobre vários assuntos previamente estabelecidos.      Essa modalidade equivale à uma sala que a instituição espírita pode ter para fazer reuniões com várias pessoas à distância. informações sobre eventos. anexando imagens.        Lugar onde está abrigada uma Home page e demais páginas de uma instituição. 58 . com apresentação de imagens coloridas. Dependendo do portal. essa hospedagem pode ser paga ou gratuita. É recomendável que os conteúdos sejam atualizados de preferência diariamente. É uma modalidade que se presta para a oferta de serviços doutrinários. tornando a tarefa economicamente viável. É uma sala de bate papo.              É a forma mais simples de se utilizar a Internet como meio de estabelecer correspondência e divulgar informações sobre fatos espíritas inclusive. o quê evita deslocamento físico de pessoas para esse fim.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA estrutura. oferta de livros e produtos similares. bem como de seu programa de atividades.

manutenção e coordenação por pessoas especializadas. é possível formar grupos de e-mails. uma vez que equivale a uma vitrine de produtos e serviços constantemente visível aos olhos do público.      Originalmente a sua denominação foi weblog. um diário virtual. 59 . cujo formato facilite a sua identificação e acesso pelos internautas. revistas CDs e DVDs e outros produtos. É comum esta modalidade estar integrada a um Site. seu cotidiano. com esse recurso. pesquisas e outros assuntos. até de vídeos. A exemplo do que foi comentado em relação ao Site. hoje. cujos endereços foram cadastrados. Os blogs podem ser individuais ou comunitários. negócios. O blog permite também a exposição de fotos e. Seu funcionamento se dá através de acesso à Internet. debates. publicidade. não existe fisicamente. serviços e também para a divulgação de notícias. daí a necessidade de estar sempre atualizada e ter agilidade nas respostas. de textos sobre cultura. É uma forma de socializar informações de interesse de inúmeras pessoas. um canal para jovens se relacionarem com outros jovens internautas interessados em expor seus pensamentos. O tempo passou e. simultaneamente.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA           A loja virtual como o próprio nome indica. a Loja Virtual (on-line) também requer a elaboração. política. jornais. pode fazer oferta de livros. denominados por e-groups que permitem a troca coletiva de mensagens. em alguns casos. o blog é uma ferramenta para a divulgação de idéias pessoais.      Através de solicitação à empresa provedora. Destina-se à instituição que tem algo a vender ou promover.

                  É o responsável pelas matérias centradas nos fatos correntes: caracteriza-se pela notícia que se baseia na informação direta e. rádio. como jornal. o processamento e a transmissão periódica de informações atualizadas para o grande público ou um segmento desse público. imparcial e impessoal.            Representado pelas matérias que expressam um ponto de vista a respeito do assunto noticiado.           Representado pelas matérias destinadas ao lazer do leitor.              Representado pelas matérias em que a objetividade do jornalismo informativo dá lugar à interpretação dos fatos.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA      Jornalismo é uma atividade profissional que tem por objetivo a apuração. revista. detém-se na narração dos fatos. ou seja. cinema e Internet. utilizando veículos de difusão coletiva. permitindo que o leitor perceba melhor o que acontece a sua volta. ainda que a informação de fatos – a notícia – continue sendo o ingrediente básico. 60 . o acontecimento vem sempre acompanhado da situação que o cerca. televisão.

Os formatos variam de acordo com a conveniência. acontecimentos que interessam à comunidade em que circula. Caracteriza por ser um conjunto de folhas soltas. com o movimento espírita com o leitor e custos de cobertura decorrentes de produção e distribuição do veículo.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA           Também denominado diário. hebdomadário ou mensário. Pontos a definir            1) Perguntas que podem facilitar o desenvolvimento do trabalho: 2) Qual o objetivo da publicação? 3) Qual será o seu título da publicação (geralmente reflete o espírito da proposta)? 4) Qual o perfil do público leitor (idade. nem grampeadas.)? 5) Qual será a tiragem. grau de instrução. sexo. o número de páginas e a periodicidade? 61 . etc. motivo pelos quais é necessário planejar e administrar a atividade e ter o retorno desejado. o formato padrão segue as medidas: 38 cm de largura por 58 cm de altura e o tablóide: 28 cm de largura por 38 cm de altura.                         Definição de objetivos Uma publicação periódica envolve compromisso. nem coladas. mas dobradas e reunidas em cadernos numerados. poder aquisitivo. entretanto. o tamanho. hábito. é um meio de comunicação que se alimenta de fatos.

Tanto o projeto pode ser idealizado por um participante do setor de comunicação social da instituição espírita. etc. 2) Créditos da edição que exigem o número da edição. Após a definição do projeto editorial é preciso cuidar da aparência física da publicação que necessariamente. geralmente colocados junto ao 62 . Ele nasce da plasmagem de seu idealizador e se configura com o trabalho da equipe.)? 7) Quais os custos decorrentes das operações (layout. impressos ou eletrônicos. Deve-se optar por no máximo duas fontes para cada elemento da publicação: títulos. a saber: 1) Tipologias são os tipos (fontes) de letras disponíveis no mercado. fechamento de arquivo.. olhos linha de apoio. independentemente de se tratar de boletim. ano e data. revista. A exemplo de outras modalidades de mídia.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA 6) Como será composto o quadro de colaboradores (articulistas. Devem ser padrão para todas as edições. provas. jornal. subtítulos. etc. textos. diagramação. revisão. créditos. impressão e distribuição)?           O projeto gráfico é uma das partes mais delicadas. por uma questão de identidade da publicação. como é viável recorrer a estúdios especializados no mercado editorial. no planejamento é necessário atentar para os pontos básicos. quando se idealiza um jornal. está relacionada à sua personalidade desenhada no projeto editorial. ilustradores editores e diagramadores. repórteres. limitando-se o uso de vários tipos para evitar poluição visual. fotógrafos.

na vertical em relação à posição normal de leitura. antes de enviar uma notícia ou solicitar uma reportagem. 3) Créditos de autor pedem o nome do autor de textos.       É fundamental que a instituição espírita tenha bom e estreito relacionamento com os veículos de comunicação de massa. Essa aproximação se concretiza.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA logotipo da publicação. em Leitura Complementar. com a finalidade de detalhar aspectos sobre que a matéria. É primeiro passo para que ambas as partes se identifiquem e. com o contato pessoal com os profissionais do veículo. reportagens. 4) Lead: são textos que vêm logo abaixo dos títulos das matérias. em cada uma das páginas. do seu município e/ou região. 5) Legendas: são textos explicativos colocados abaixo das fotos ou ilustrações. regional e nacional. a partir daí. colocadas geralmente entre o título da matéria e o texto ou no final do texto. 6) Como fazer As orientações encontram-se no item “O Jornal na instituição espírita”. na capa e. a fim de que conheçam as obras e as atividades que são realizadas no universo espírita local. no cabeçalho ou no rodapé de página. resulte em um relacionamento tranquilo e duradouro. é oportuno avaliar alguns aspectos expostos nas perguntas que seguem: I) A notícia é realmente necessária? 63 . convidando-os para eventos promocionais e doutrinários. Entretanto. artigos. estimulando ou não o leitor a prosseguir a leitura. Já o crédito de fotos e ilustrações aparece ao lado do item. entrevistas.

VI) Identifique os comunicados. em casos de urgência. IV) Redija em estilo conciso. mas não abuse. 64 . VIII) Reúna toda a documentação necessária à autenticação das notas e envie diretamente aos jornalistas. IX) Não peça recortes e fotos. VII) Esteja sempre à disposição para perguntas. datas. mas confirme a posterior. por email. sem pretender que suas notas sejam publicadas como foram enviadas. III) Convoque a imprensa em casos importantes. II) Pratique uma política de “portas abertas” com todos os jornalistas. como evita possíveis desgastes nas relações com os profissionais da área. V) Passe aos jornalistas as notícias por escrito e. por telefone.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA II) O fato é de importância? III) Há interesse jornalístico? IV) Não é o caso de fazer um simples comunicado? V) Não estamos superestimando a instituição? VI) Não estamos abusando da boa vontade do profissional de imprensa? Esse tipo de avaliação.. não só é prudente fazer para preservar a instituição de noticiar matéria sem consistência..        I) Mantenha com os jornalistas relações amistosas e transparentes. códigos etc. com títulos.

COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA X) Não pergunte se a nota será publicada. bimestral? 5) Qual o seu formato? 6) Onde e como será distribuído? 7) Qual o custo e a fonte para a sua sustentação econômica?* (*) A sustentação econômica envolve: custos de produção (diagramação. ilustração ou fotos e impressão) e distribuição (postagem pelo correio/aéreo ou entrega em domicílio). XI) Não mande comunicados de última hora. XIII) Não envie notas mal escritas. XII) Não espere favores especiais mesmo que a instituição anuncie no jornal. isto é: a quem se destina? 3) Qual será o corpo diretivo e de colaboradores? 4) Como será a sua periodicidade? Quinzenal. 65 .                    São válidas as mesmas recomendações citadas para a elaboração de um Boletim.        Perguntas que facilitam o planejamento: 1) Qual a proposta? 2) Qual o perfil do público leitor. elas serão reescritas e podem sofrer distorções graves. mensal.

2) Em seguida definir a pauta dos assuntos de modo sequencial e elaborar a matéria. o espaço é comercializado e. dependendo da conveniência. 4) A matéria destinada a um jornal deve apresentar assuntos que chamem a atenção do leitor. três edições futuras. presume-se que a notícia reúna as informações necessárias à compreensão dos fatos. de modo a ter matérias antecipadas e disponíveis para. ao mesmo tempo. artigos (abordagem de maior profundidade. se possível. com a interpretação espírita e. com indicação de obras que tratem do assunto.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA                     1) O primeiro passo é conquistar espaço no veículo e definir tamanho e periodicidade da publicação. Tecnicamente. com abordagem simples e que o estimule a pensar. efemérides e. fotos. neste caso.). a instituição pode lançar mão de patrocinadores para sustentação econômica. depoimentos. etc. A apresentação da matéria pode ser em forma de crônicas. é recomendável o uso de seis perguntas sequenciais para elaborar o texto sobre a notícia: O que aconteceu? Quando aconteceu? Como aconteceu? Onde aconteceu? Quem participou do fato? e Por que aconteceu? Respondidas a essas perguntas. inclusive com dados de pesquisas. combinando-se os gêneros entre si (artigo e poesia podem vir juntos). em outros. 3) A pauta deve apresentar temas da atualidade e. Há casos em que o espaço é oferecido pelo veículo gratuitamente. necessariamente. 66 . Ver critério em Princípios e Diretrizes da Comunicação Social Espírita. item VI. no mínimo. poesias.

ou através de fotos e/ou Histórias em Quadrinhos. Como obra literária. como proporcionou grande visibilidade do movimento espírita. bienais do livro) – tudo isso tornou o livro espírita um veículo valioso para a difusão e a propagação dos princípios doutrinários. 67 . clubes.       I) Definir a localização.ex. priorizando as obras da Codificação Espírita e as obras subsidiárias. como feiras. desempenha seu papel de veículo de cultura de massa. em nosso país e no Exterior. a Internet. quanto à obtenção de obras espíritas para leitura e estudos. espaço disponível e mobiliário para a livraria.                 A finalidade de uma livraria em um Centro Espírita é atender ao público que o frequenta e facilitar os trabalhadores em suas necessidades. em suas representações cênicas e gráfico-audiovisuais. bancas.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA   O livro difere dos demais meios de comunicação de massa por não ter uma publicação periódica e por não oferecer espaço para a inserção regular de anúncios. a TV. Através da comercialização e distribuição adotada para o livro. III) Estabelecer bom relacionamento comercial com as empresas distribuidoras e editoras. a revista e o jornal (respectivamente. livrarias. a partir do momento em que veicula ideias e conceitos doutrinários – com desdobramentos para o teatro. o cinema. bibliotecas e participação em eventos de grande repercussão social (p. II) Determinar os títulos da obras a serem comercializadas. artística ou científica. em suas páginas.

compatíveis com as atividades públicas da instituição espírita ou ao longo do período comercial. VI) Apresentar a quem de direito um relatório diário sobre o movimento de caixa. IV) Adquirir obras em quantidade tal que permita opções de escolha ao público. 68 . quando aberta ao público externo. para funcionamento. V) Administrar a atividade sob a orientação da Diretoria da instituição espírita. priorizando as obras básicas do Espiritismo e as subsidiárias. VI) Formar equipes. visando favorecer os segmentos de pessoas menos favorecidas economicamente.           I) Verificar junto à Prefeitura Municipal os locais liberados para tal fim. II) Levantar no mercado os tipos de bancas disponíveis. VII) Em ocasiões oportunas.                     I) Elaborar um cadastro de nomes de pessoas que manifestem interesse em se tornar sócias do clube. II) Divulgar a existência do clube. destacando os benefícios que ele oferece aos associados. fazer promoções de um ou mais títulos de livros.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA IV) Designar pessoas ou equipes para atender ao público. CDs e DVDs. realizando escala de horários para atendimento ao público. V) Determinar horários de atendimento. III) Providenciar a documentação exigida por lei. Blue Rays.

inter-regional ou regional. manutenção durante o período de funcionamento e encerramento da atividade. etc. IV) Buscar apoio em entidades da localidade. III) Preparar a equipe de trabalhadores. 69 . para dar maior divulgação à feira. a fim de que o custo final seja acessível ao associado. de forma compartilhada com os centros espíritas. V) Estabelecer um programa. como praças públicas. imprensa e outros pontos de apoio. adequação ambiental. qualificando-os quanto ao atendimento ao público e ao suporte técnico que possam dar ao evento. como prefeituras (secretaria de cultura). II) Verificar a possibilidade de realizar o evento.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA III) Fazer uma listagem de títulos de obras mais indicadas para o público do clube. tendo em vista sempre o conteúdo doutrinário e não o lucro material. aeroportos e outros locais pertinentes. V) Selecionar as obras com muito critério. associações comerciais. VI) Estabelecer a forma mais viável e menos onerosa de entregar a obra ao associado. empresas. através do órgão de unificação municipal.                    I) Fazer um levantamento junto à Prefeitura Municipal dos locais disponíveis para tal fim. de preferência próximo ao centro da cidade. estações rodoviárias. IV) Adquirir os livros diretamente das editoras. prédios públicos e compará-los (em termos de locação.) com os espaços disponibilizados no interior dos shoppings. no qual estejam previstos a instalação e abertura da feira. Priorizar local de fácil acesso e grande movimentação. galerias e eventualmente. a fim de não sobrecarregar os trabalhadores e assegurar o bom atendimento. prevendo-se escala horária.

entregue diretamente em domicílio. VIII) Selecionar as obras espíritas em um número que reflita os três aspectos do Espiritismo (filosófico. ou encartada em um jornal ou revista distribuída nas bancas de jornal e/ou pelo correio. mediunidade. adquiridas preferencialmente de distribuidoras da federativa. o público constituído de pais. por autores. Para melhor identificação da equipe de trabalhadores é oportuna a confecção de camisetas com mensagens alusivas ao livro e a identificação da instituição promotora. declamação) e contadores de histórias que geralmente atraem a faixa etária infantil e. personalizado ou não. porta-a-porta. etc. científico e religioso). por uma empresa especializada. cuja distribuição pode ser feita de várias maneiras: pelo correio. inclusive. VII) Divulgar a feira de forma ampla.   Chama-se Mala-direta o veículo impresso (geralmente em papel ou cartão). 70 .). isto é. quando haja no estado. administração da casa espírita. teatro. de modo separado ou simultâneo. IX) Organizar em setores a distribuição dos produtos. por exemplo.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA VI) Elaborar lista de convidados para sessão de abertura. quando não de distribuidoras e editoras espíritas. utilizando a mídia de grande alcance e materiais promocionais. X) Introduzir em momentos específicos momentos de arte (música. Allan Kardec. infantis. autoridades locais ou regionais e pessoas do meio espírita. tarefa de unificação. consequentemente. dando destaque a lançamentos recentes. conforme o pensamento do Codificador. assunto (romances.

aplicação de verniz especial etc. V) Há casos de se anexarr de objetos sonoros ou brindes – esse tipo de ação demanda custos maiores e exige cobertura de seguro. A quem? Como? Quando? Onde? E Por quanto? II) O formato do papel e a posição dos textos externos devem atender às exigências do correio. é oportuno a instituição ter seu próprio banco de dados (mailing-list). às vezes proibitiva. como cortes especiais. exigem um papel de qualidade superior. respondendo às perguntas básicas: O que comunicar. III) A redação deve ser clara e fácil de ser interpretada por quem a recebe. sem necessidade de qualquer sofisticação. principalmente se for enviado pelo correio. II) O tipo de papel e a qualidade de impressão variam de acordo com a natureza da mensagem. ilustrações (desenhos ou fotos) e um acabamento diferenciado.     I) Definir os objetivos desta ação e desenvolver o conteúdo de comunicação.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA    I) Há necessidade de a instituição ter de um cadastro de nomes de pessoas às quais se pretende enviar a mensagem. quando essa atividade se torna frequente. daí a conveniência de se 71 . IV) O material empregado deve ser o mais leve possível. devem ser evitados termos de gíria e frases rebuscadas. em outras ocasiões. por vezes. a fim de evitar despesas de locação dos nomes que são comercializados por empresas especializadas. pois o peso gera custos significativos. tornando a modalidade.. poderá ser impressa em um tipo de papel mais simples.

o rádio. uma informação e aguarda-se a decisão a médio e a longo prazo. age mais na linha de conceitos e informações gerais. III) O marketing direto utiliza todas as mídias. governamentais e filantrópicas. com ênfase no marketing direto pede uma resposta imediata. o que o torna uma modalidade altamente interativa. o jornal. antes de imprimir o material. Internet e outros meios isolados. como o telemarketing ou simultaneamente. ele pode utilizar a televisão. II) A mala-direta não apresenta uma oferta (produtos/serviços). enquanto que a mala-direta. III) Ao se fazer o orçamento do trabalho deve ser levado em conta também. ao passo que o marketing direto estabelece uma ou mais ofertas atraentes. os custos de postagem. independentemente da mala postal. por tempo determinado. e avaliar se realmente é uma estratégia compensadora. O nível de exigência em criatividade do marketing direto é muitas vezes superior ao da mala-direta. geralmente.    O marketing direto é um meio de comunicação largamente utilizado por instituições comerciais. com prazo determinado.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA consultar os agentes dos Correios sobre esses detalhes.                     I) A mala-direta não se preocupa com o retorno imediato. o objetivo é passar um conceito. A mala-direta utilizada pelo Marketing Direto sempre é personalizada. Às vezes é confundido com Mala-direta porque a Mala-direta é o seu principal veículo de comunicação. 72 .

respeitando-se a linguagem de cada veículo e suas especificidades. com o objetivo de chamar a atenção do público. em um programa de entrevista ou 73 . faixas. No caso particularizado de atividades espíritas. com tecnologia de Dados Variáveis. nos espaços e momentos adequados        Ver detalhamento em Leitura Complementar. necessariamente. precisa lançar mão de um Banco de Dados.     Esse recurso de relacionamento direto com o público se aplica as várias situações. um cartaz ou uma cena ou uma menção sobre algum conceito doutrinário) apareça em cena: em uma novela. no item Material Impresso. através do qual obtém o cadastro de nomes e perfil de cada destinatário. Ao utilizar a mala-direta personalizada. É comum em vários segmentos de lojas do comércio a exposição de bandeirolas.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA          Ao usar todas as mídias. onde o fluxo de pessoas é relativamente grande e se objetiva dar destaque a um fato novo. aplicam-se em livrarias. o Marketing Direto.     O merchandising na TV consiste em fazer com que um produto ou serviço (um livro. deve-se ter o cuidado de guardar a unidade temática. em uma reportagem. em um programa de auditório. pôsteres. bexigas coloridas. feiras e bienais do livro.

Entretanto. reuniões e em outras atividades.     O teatro é um excelente canal para a difusão de ideias e conceitos. Tanto pode ser uma inserção gratuita. Depende do autor da peça em admitir a inserção de uma fala. não só 74 . III) Solicitar o orçamento relativo ao serviço. como paga.     Não é uma tarefa fácil de ser executada. II) Escolher o assunto. o programa e a audiência.     I) Selecionar a emissora. quando não há resistência. aproxima e cria um clima de intimidade entre as partes. O contato direto com o público. caracterizado pela fala direta dos atores à platéia.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA humorístico ou. sem prejuízo do conteúdo.    A mensagem doutrinária ou simplesmente “mensagem” como é conhecida nos meios espíritas é fartamente distribuída no início de palestras. IV) Definir os recursos de sustentação econômica. É uma forma econômica e eficaz. em um noticiário televisivo. transmitindo credibilidade à mensagem. V) Avaliar os resultados em função dos objetivos. no script ou ainda. permitir que certo objeto apareça em público na mão de um dos atores. pode-se adequar várias falas e dar visibilidade a certos itens doutrinários. uma imagem ou um gesto.

próprio para veicular mensagens referentes a atividades e mensagens institucionais dirigidas ao grande público. aos frequentadores.       Meio aéreo.       Painel translúcido que conta com lâmpadas internas que iluminam a mensagem.      Meio aéreo. como pelo seu conteúdo moral. item Material Impresso. impresso.    Mídia exterior é a denominação genérica dos meios de comunicação que expõem propaganda ao ar livre. Podem ser de vários tamanhos.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA pelo tamanho da mensagem. cinema e internet.     Vide detalhamento em Leitura Complementar. a mídia exterior engloba diversas formas de veicular mensagens publicitárias. Assim como a mídia impressa incluem meios. Vejamos as principais. como inseridas nos livros adquiridos nas livrarias do centro espírita. com o fim de indicar a localização de um stand ou local e atendimento. como revista e jornal. Podem tanto serem distribuídas em mãos. impresso. a mídia eletrônica. 75 . porém preso ao chão por uma corda. rádio e televisão. na área de realização do evento.

podendo atingir toda a cidade ou somente determinados bairros.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA      É um veículo urbano. cujo perfil da população seja de interesse da instituição. A chamada principal não deve ter mais que cinco palavras e formar uma frase curta. significando: uso fora da porta. O busdoor. portanto de uso externo). confrontando com o roteiro contratado.        Painel geralmente de grandes proporções que se adapta às paredes laterais de prédios localizados em pontos bastante visíveis. Trata-se de um cartaz auto-adesivo colado no vidro traseiro de ônibus – daí a denominação Busdoor (bus = abreviatura de ônibus em inglês e door = porta em inglês. embora seja um veículo de massa. isto reduz custos e eleva o índice de eficácia da campanha. É um meio que circula seguindo o trajeto estabelecido pela linha de ônibus. III) Orientar a criação da mensagem. IV) Aprovar a produção e exibição. é possível selecionar algumas linhas de ônibus que circulem em bairros. 76 . de fácil memorização. ideal para a divulgação de eventos locais. II) Contratar os serviços de elaboração/criação (geralmente feitos pela própria empresa exibidora).         I) Contratar o serviço de impressão de cartazes com gráficas especializadas e a veiculação com empresas credenciadas pela prefeitura local. observando-se o mínimo ideal de palavras e cores. para tornar a informação compreensível e evitar possível poluição visual.

         É praticamente um televisor gigante instalado em cruzamentos de grandes avenidas. conta com lâmpadas (Spotlight) que iluminam a mensagem.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA       Painel de dimensão variável. mas frontalmente. que a exemplo do back light. motivo pelo qual. pela diversificação de mensagens elaboradas com animações que prendem a atenção. é um espaço que aproveita a utilidade 77 . atrai a atenção do publico que trafega pelo local.            Placas de grandes dimensões variáveis. Pode fazer parte da fachada ou estar em paredes e topos de prédios altos.          Produzido em néon. segundo o que determina a licitação municipal. favorecendo a visibilidade a grande distância.         Guarda as mesmas características do back light e front light.            Com tamanhão determinado. normalmente traz o nome da empresa ou seu logotipo. com a diferença de suas dimensões que geralmente são bem maiores. o painel digital transmite uma sequência de animações controladas por computador. instaladas próximas às rodovias em locais de grande visibilidade de quem trafega em veículos motorizados nas estradas.

Eles rodam ao mesmo tempo. em âmbito local.        Mensagens publicitárias expostas em espaços disponíveis na parte superior de taxis. 2) Geralmente. permitindo a visualização de três mensagens em sequência. pois envolvem o tráfego urbano e o rodoviário. é um equipamento que dispõem de vários triedros em linha.         1) Back light.          De dimensão variável. os contratos com as empresas exibidoras são de. disponibiliza espaço para mensagens publicitárias. Front light. painel digital.         Instalados em canteiros de avenidas ou calçadões.        Normalmente traz o logotipo de uma empresa ou instituição. em uma estrutura elevada que facilite a leitura à pequena distância. mega light. painel rodoviário e triedro. acima de um placar digital que indica hora certa e temperatura ambiente. Quase sempre é iluminada interna ou externamente para ter visibilidade durante o período noturno. no mínimo dois anos e existe legislação específica que regulamenta a utilização desses meios.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA pública da identificação de ruas. 78 . indicando localização de lojas ou simplesmente expondo marcas. regional e nacional. com suporte afixado em seu teto.

ao lado da sonorização com melodias de fundo. a critério do anunciante. adequadas a cada tema e a cada situação.                         A utilização indiscriminada de peças e equipamentos relativos à mídia exterior pode causar sérios prejuízos ambientais entre eles encontra-se o Lambe-Lambe – cartaz de 79 . Quanto ao conteúdo. quando já existe familiarização com a produção de DVD e Blue Ray. bastando substituir o material que está sendo veiculado. interurbana e interestadual). há necessidade de se elaborar um roteiro sobre o tema que se deseja comunicar. intercalado com textos variados. como forma de entretenimento aos usuários.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA 3) O custo é relativamente alto por exigir estruturas metálicas e instalação de circuitos elétricos e de segurança. 2) Um roteiro simples pode-se apoiar em gravação de fotos ou em ilustrações. A locução também agrega valor ao trabalho. Uma consulta a empresas especializadas poderá esclarecer os aspectos principais sobre a utilização dos veículos. 3) Os contratos têm a duração variável.         1) Essa modalidade de divulgação é simples.           A TV Bus Vídeo funciona dentro metrôs e de ônibus (linha urbana. podendo ser renovados e a programação oferece flexibilidade de mudança periódica das mensagens.

mensagens e avisos permanentes.        I) Destacar uma pessoa responsável pela sua manutenção. II) Localização: em ponto de fácil acesso e visibilidade e movimentação de pessoas. tapumes. De preferência que tenha contato frequente com a direção da casa para estar atualizada quanto às últimas decisões e acontecimentos.     Dentre os meios de comunicação mais acessíveis ao centro espírita. por vezes. Faixas de pano ou de vinil amarradas em postes podem atrapalhar a sinalização do transito. está ao alcance de todas as instituições espíritas. com fundo de cortiça ou madeira. IV) Tempo de exposição das mensagens: os avisos. cartazes e demais mensagens devem ser retiradas e substituídas na medida em que estejam vencidas. pode-se instalar mais de um mural em suas dependências de modo a favorecer a leitura. está o Mural ou Quadro mural. III) Material e cor de fundo: o material a ser empregado é bastante variável. Elas caem naturalmente pela ação do vento ou das chuvas e podem causar acidentes. paredes e postes. como programas de atividades semanais e ou- 80 . e. pode ser de madeira. para maior segurança e controle sobre o que deva ser afixado.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA papel colado repetidamente em muros. por isso mesmo. com uma proteção de vidro. Eles se descolam com relativa facilidade e acabam causando poluição visual e/ou entupimento de bueiros. Ocupa pequeno espaço da parede da casa e. com uma moldura de alumínio. Caso o número de pessoas na casa seja grande.

  Em vários países do mundo. após a análise de conteúdo e verificada a conveniência de divulgação. o termo outdoor designa todo e qualquer tipo de propaganda exposta ao ar livre. A retirada das matérias ficará a cargo do responsável pelo mural que dará o fim desejável aos materiais retirados. se o fundo for de fórmica ou madeira lisa. publicados na imprensa espírita e/ou leiga. VI) Critério para exposição de assuntos: a parte central do mural e o lado direito são espaços considerados espaços nobres.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA tros de ordem de caráter institucional. Mas. 81 . é recomendável ocupar esses espaços para eventos e avisos de maior importância. No Brasil. em vias públicas de grande visibilidade e de significativo fluxo de pessoas. Todo cartaz de outdoor é formado por folhas de papel coladas em estruturas de madeira e metálicas modulares de 9 metros de comprimento por 3 metros de altura (27 m2. nem toda propaganda ao livre é outdoor. os 32 pedaços de papeis impressos são colados.). em terrenos alugados. Após a impressão em pequenos formatos. convencionou-se chamar de outdoor apenas o meio específico com características próprias que o diferenciam dos veículos pertencentes à Mídia Exterior. VII) Artigos publicados pela imprensa: é saudável a exposição de cópia de artigos de interesse geral. como forma de ampliar o conhecimento dos frequentadores da casa. VIII) Coleta de material a ser exposto: a autorização sempre deve partir da direção da instituição espírita. Esses quadros são instalados a uma altura mínima do chão ou sobre muros. por causa de sua maior visibilidade. como campanhas podem permanecer por maior tempo. V) Forma de fixação de cartazes e outros materiais: com tachinha sobre a base de cortiça e forrada de feltro e/ou fita adesiva.

na forma de fotos dos locais.                I) Solicitar à empresa exibidora a relação de locais disponíveis em locais estratégicos. com a indicação dos endereços. de grande movimento de pessoas e veículos. podendo ser estendido). III) A concepção do outdoor com aplicação de cores e imagens agrega valor à comunicação e favorece a memorização do que se deseja comunicar.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA manualmente. formando a imagem total. IV) Autorizar a campanha e supervisionar a exposição. geralmente. o contrato é feito por quinzena. com população acima de dois milhões de habitantes é necessário um número três vezes maior. 20 a 30 unidades são suficientes. V) Solicitar à empresa exibidora os comprovantes de exibição. um a um sobre a superfície do quadro. Geralmente. enquanto que em uma capital. II) Solicitar orçamentos de um número que possa dar cobertura na área desejada. confrontando com os locais previamente contratados. III) Determinar o período de exposição (geralmente. II) A mensagem deve ser de fácil leitura e o uso de cores deve ser moderado para evitar poluição visual e dificultar a assimilação da mensagem principal. isto é. 82 .          I) O numero ideal de tabuletas está em função da área que se pretende cobrir. incluindo incluir produção e exibição (o ideal é pedir orçamentos a duas ou a três empresas para comparação). em uma cidade com 500 mil habitantes.

etc. V) Deve-se dar preferência às tabuletas colocadas na posição paralela à via pública e de fácil visibilidade. com o qual o apresentador e o ouvinte interagem. as chuvas impedem a leitura de tabuletas e paineis. Além de danificar o papel colado. nível cultural. poder aquisitivo. na faixa horária do programa (idade. definir horário. considerando que as pessoas estão em movimento nas ruas e num relance. hábitos. painéis e derivados. colocados debaixo de árvores ou próximas a prédios e casas em construção. VI) Evitar a aprovação de tabuletas de outdoor. via telefone fixo e celular.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA IV) O número ideal de palavras não deve ser superior a oito. por três características básicas: alto índice de cobertura geográfica. além de Internet. além de outros fatores que possam ser considerados. estão sujeitas à sujeira da própria construção e a danos provocados pela queda de galhos de árvores.             I) Identificar o perfil do ouvinte da emissora. popularidade (alcança todas as faixas sociais da população) e caráter intimista. placas. bem como material de Mídia Exterior como luminosos. sexo. II) Dar o nome ao programa. como forma de sustentação econômica. III) Definir a equipe que irá conduzir e produzir o programa. devem ler e interpretar a mensagem. em conformidade com a proposta.   O Rádio se destaca dos demais meios de comunicação de massa.). profissão. 83 . duração e custos. VII) Evitar também a exibição nas estações sujeitas a chuvas. Além de não serem visíveis.

como forma de documentação para efeitos legais e preservação da memória da atividade. como à programação em si. intervalos e caracterização dos quadros.    A transmissão de programas radiofônicos pela Internet vem alcançando grande aceitação. VIII) Proceder a cada mês a avaliação dos programas. 84 . Como qualquer outra modalidade de comunicação. no mínimo dois a três programas completos. VI) Produzir. V) Selecionar as músicas que irão ser adotadas na abertura e encerramento do programa. deixando apenas espaços para a inserção das notícias recentes. essa possibilidade foi facilitada pela interação entre o Rádio e a Internet pelo fenômeno da convergência de mídias que estimula a fusão entre vários meios.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA IV) Determinar o número de quadros e atribuir a cada colaborador uma função. em função de oferecer relativa facilidade em sua instalação e baixo custo. com antecedência. com a finalidade de aperfeiçoar o desempenho e a qualidade do programa. VII) Manter um arquivo dos programas produzidos e veiculados. sendo recomendável recorrer a um especialista da área. tanto no que se refere a equipamentos. Tecnicamente. o aluguel de um servidor de “streaming” ou a criação de um próprio e programas de “players”. é preciso ter um computador.        Para colocar “no ar” uma emissora de radio na Internet. a implantação de uma emissora desta natureza exige um planejamento adequado.

hoje. Esse tipo de conexão permite. O áudio é enviado ao servidor de “streaming” de onde os ouvintes acessam.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA Várias empresas oferecem serviços de “streaming” e muitas oferecem. a hospedagem e a criação de páginas na Internet. mas se mantém em “stand by” uma programação no servidor que poderá ser ativada sempre que ocorrer algum problema com o provedor de Internet local. que deverá estar ligado. Não há necessidade de o computador estar ligado. A rádio é gerada 24 horas.          I) Há a possibilidade de se ter os dois serviços. os ouvintes acessam o servidor de “streaming” e não o computador que está gerando a programação. Ou seja. III) Montar um estúdio mínimo. devem ser enviados ao servidor. Um computador (um notebook também se for fazer 85 . a partir daquilo que foi encaminhado. os arquivos de áudio e as entradas “ao vivo” partem desse computador. Nesse caso. enquanto a rádio estiver no ar. também não exige muito. II) Outro serviço é o que as empresas chamam de “DJ”. “A programação é gerada pelo servidor. Os servidores de “streaming” oferecem duas formas de serviços: I) O que é gerado do computador do cliente. aconselha-se o uso do Zara Rádio que tem uma versão em português e é livre de taxas. dentro dos planos adquiridos. por exemplo. no pacote de serviços. Nesse caso. os valores são calculados a partir do número de ouvintes conectados simultaneamente. os arquivos de áudio que pretendemos colocar “no ar”. a transmissão de eventos ao vivo: como palestras e seminários. a partir dos estúdios. II) Entre os vários programas de players para emissoras de rádio no mercado.

Já estamos pronto para transmitir. no mínimo. o quê escrever. essas possibilidades requerem cuidados e critérios para que a atividade possa assegurar a sua subsistência e gerar os efeitos desejados. os microfones e pronto. pela sua própria natureza. mas a revista. em relação ao jornal: enquanto o jornal tem uma vida de 24 horas. Para gravar é possível utilizar o programa Audacity que também tem custo e versão em português.                  O procedimento é semelhante a de jornal. com isso.   Esse meio de comunicação oferece. com uma placa de som. 86 .COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA transmissão ao vivo). Veja Leitura Complementar – Item Material Impresso. duas possibilidades de uso. conforme a linguagem do leitor. 2) A elaboração de um artigo para revista exige que tratemos o assunto.        1) Definida a proposta da comunicação. por isso. uma mesa de som/Mixer com a possibilidade de acoplagem de microfones. tanto a instituição espírita pode utilizar o espaço em uma revista leiga que circule no município ou na região. como abordar o assunto e o que será publicado na primeira edição e nas seguintes. já se pode pensar na pauta dos assuntos. isto é. apresenta algumas diferenças básicas. um assunto atemporal (sem o condicionamento de datas) é bem aceito meses depois. como pode ter uma revista própria. é importante saber o perfil do leitor. o perfil do leitor. a revista pode durar mais de 30 dias e. De uma maneira ou de outra. a periodicidade e o tamanho do espaço disponível.

As orientações sob o ponto de vista técnico. mas mesmo assim. aqueles que no seu final trazem uma observação: “continua no próximo número”. indiretamente em todo o movimento espírita. mas de modo geral. cultura.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA considerando idade. As vendas podem ser por assinatura e/ou venda em banca. hábitos e outros aspectos sobre a sua personalidade. com várias fotos e/ou ilustrações relacionadas ao tema. os artigos podem ter maior profundidade e trazer informações mais detalhadas. Não é recomendável diagramar artigos sequenciais. Patrocinadores podem participar com anúncios em vários formatos.estão no item Material Impresso em “Anexos”. em virtude da distância entre as edições. poder aquisitivo. no segmento de jornalismo. Diferenças existem. de preferência. sempre acabam recaindo na instituição e respingando. pois está em jogo a credibilidade da instituição e quaisquer desacertos. grau de escolaridade. A responsabilidade em se editar uma revista é algo muito sério que não pode ser encarada como simples modismo ou aventura “vamos ver no que dá”. elas se assemelham.                   O procedimento é semelhante ao aplicado à edição de um jornal e à revista leiga. como estilo de vida e tendências. esses passos exigem planejamento e participação de pessoas especializadas. a tiragem deve ser bem planejada para não onerar a instituição. publicitário e gráfico. de uma forma ou de outra. desde uma página inteira a um simples rodapé. sexo. 3) Como se trata de um veículo de circulação mensal. 87 .

um aparelho celular incorpora várias funções. tornar-se mais poderoso. televisão. acessar programas de rádio. isto é. Atualmente. etc. está sendo alvo de grandes transformações tecnológicas. em médio prazo. 88 . caracterizada pelo celular. esse meio promete.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA    Em virtude da convergência e a mobilidade dos meios de comunicação de massa. Isso significa o surgimento de nova audiência. através de uma consulta prévia. novas funções são agregadas a esse meio. arquivar e ouvir músicas. Os contratos são realizados com as operadoras que atuam no mercado e.   Dentre os meios de comunicação de massa de maior eficácia. por meio dele. A utilização da televisão para fins doutrinários apresenta várias formas: I) Programa doutrinário. o som. como a imagem. Com o advento da TV digital. é possível conhecer os procedimentos técnicos. a telefonia móvel. o que a torna um meio completo. enviar torpedos. por meio de um celular. está a televisão. a cor. Importante ressaltar que a TV digital tem uma característica diferente da analógica.        Cada caso deve ser analisado de per si. A cada momento. recursos disponíveis e custos. Ela reúne vários recursos. o usuário pode falar/ouvir. como o rádio. acessar jogos. um novo telespectador que passará a assistir televisão no ônibus ou na fila do banco. ainda. Internet. além de um “telefone”. que é a portabilidade. o movimento. em função das características de cada aparelho e operadora. a Internet e o celular.. II) Campanha publicitária. graças à portabilidade e à convergência com outras mídias. em função da convergência das mídias e da portabilidade que vêm agregando inúmeros valores a telefonia móvel.

o número de intervalos. V) Chamadas nos intervalos (breaks) entre programas. notícia. entrevista. demonstrar como será o programa sequencialmente. em um número que preencha o tempo do programa. obtida pela resposta à pergunta: A que veio o programa? IV) Elaborar o roteiro.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA III) Entrevista. o nome ou título do programa e identificar o perfil do público telespectador. isto é. Esses blocos podem ser combinados entre si.              Recomendações I) Definir o horário. a duração. dar a ele uma personalidade. debate. comentário sobre livros.                  Mensagem escrita ou falada com fundo musical. IV) Reportagem. II) Definir o formato do programa. III) Determinar a proposta do programa. crônica. o número de blocos e o encerramento. isto é. etc. perguntas e respostas sobre um assunto relevante e de interesse da comunidade. reportagem. 89 . VI) Merchandising na Televisão (Veja item 20). somados à apresentação e aos intervalos. considerando a apresentação. palestra. V) A abertura do programa é feita pelo apresentador que se identifica como “âncora” — é ele quem conduz o programa. anuncia os blocos e intervalos que constam do roteiro.

do qual constem: o período da campanha. 2) Os contratos com as emissoras variam de acordo com a programação e necessidade do anunciante. A utilização do tempo na TV. 3) Os preços correspondem ao índice de audiência dos programas. a localização das inserções na grade da emissora e os respectivos preços de veiculação. o número de inserções. principalmente. Geralmente.        1) Elaborar um plano de mídia. No primeiro caso (produtos e serviços) é chamada campanha promocional e. considerando individualmente. mobiliário e objetos/adereços que complementem a decoração. Pode ser uma produção da própria emissora de TV ou por terceiros. a faixa horária de exibição da mensagem. 30 e 60 segundos.               Uma campanha publicitária na televisão. quando participam dois ou três convidados. o cenário pode ser composto por fundo. em se tratando de publicidade é feita. como também a imagem de instituições. 90 . as emissoras fornecem microfones de lapela que permitem melhor locução. serviços. geralmente apresentados pelas pesquisas de audiência. considerando inserções de 15.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA              Um programa de TV exige a apresentação de um cenário. tanto pode promover a divulgação de produtos. no segundo. cujo visual deverá ser compatível com a proposta do programa. denominase institucional – quando o objetivo é promover a imagem da instituição. flexibilidade e movimentação aos participantes.

uma vez que a sua função é lembrar a fase anterior. como os sistemas variam de emissora para emissora. para adequação da linguagem e abordagem dos assuntos. no período de sustentação da campanha. isto é. Importante observar que custo de inserção de um “comercial” de 15 segundos não equivale à metade do custo de um comercial de 30. recomenda-se fazer uso de sete perguntas. cujas respostas facilitam o planejamento e a elaboração da mensagem. 91 .COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA 4) Quanto ao planejamento da campanha.                                                       Observações O material produzido para televisão deve ser compatível com o sistema utilizado pela emissora. Entretanto. da qualificação do público que assiste ao programa.           A entrevista é um eficiente gênero para compor um programa de televisão. é necessário informar a produtora de filmes o material adequado à emissora contratada. Com 15 segundos é possível aumentar a intensidade de inserções na semana e no mês. Um bom tema. A veiculação em 15 segundos só é válida. não se pode descuidar do perfil da audiência. geralmente equivale a 60 ou 70% do valor de 30 segundos. um bom entrevistador e um bom entrevistado podem gerar excelentes audiências na TV. para que as cópias sejam compatíveis com o equipamento da emissora de televisão.

2) Saber antecipadamente. pode chamar a atenção e se tornar um sucesso ou. Uma reportagem sempre deve trazer em seu bojo. deverá ser verdadeiro. é necessário o entendimento com o entrevistado para dimensionar o tempo para resposta. por altos índices de audiência.          Esse gênero de comunicação pelo seu dinamismo e atualidade. A interpretação será do telespectador e não do apresentador ou do repórter. também tem seu lugar de destaque na composição da grade de televisão e é responsável. o item Entrevista na Televisão. é importante levar em conta o que preceitua o Código de Ética do jornalismo televisivo que a própria emissora pode oferecer para consulta prévia. Por isso.um entrevistado de renome. real. tanto para início como para término da entrevista. 4) Usar de pontualidade. para tanto.        1) Selecionar o assunto. o que será colocado “no ar”. em muitos casos. simplesmente. ser relegada a uma audiência insignificante. 92 . 3) Evitar o uso de telefonemas para perguntas à distância e anunciar que as eventuais respostas serão enviadas por escrito (carta ou e-mail). um assunto interessante e surpreendente. Veja em Anexos. dependendo do assunto e da maneira como é a sua apresentação.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA        1) Divulgar com antecedência o referido bloco. Antes de qualquer coisa. as respostas que o entrevistado vai dar.

6) Para maior segurança da direção do programa. antes de colocá-la “no ar” e. 93 . mantê-la como está ou realizar algumas adequações.                           Este tipo de inserção é largamente utilizado pelos veículos para divulgação de notícias de utilidade pública e. o entrevistado. nesse item. Em hipótese alguma. 4) Colher testemunhos que comprovem a veracidade dos fatos. o ambiente e o tempo de exposição na tela. pessoas e fatos relativos a outras ideologias. mas simplesmente. a partir daí. aparências pessoais e adereços. por legendas. não se esquecendo de identificá-los. é recomendável não atribuir a eles qualquer qualificativo ou adjetivo. expô-los de maneira objetiva. na parte inferior do vídeo. bem como imagens vedadas pelo Código de Ética dos meios televisivos (ABERT). 3) Editar a matéria de modo a evidenciar os pontos importantes da notícia.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA 2) Definir com cautela o foco da reportagem. geralmente o tempo é de no máximo cinco segundos e o seu custo é relativamente baixo ou dependendo das relações da instituição espírita com a emissora. pode não ter custo. mostrando ao telespectador. é preciso adequar os trajes. fazer comparações com outras obras. no momento de reeditar a matéria. pode-se submeter a reportagem gravada ao entrevistado. 5) Em se tratando de fatos ou eventos espíritas. pela visão do telespectador. evitar a visibilidade de cenas impróprias à faixa etária da audiência.

filmes. como vídeos . tec.   Volante ou panfleto é um material impresso em papel e se presta para divulgar informações sobre produtos. DVDs. onde o tráfego de pessoas é intenso e frequente. vídeos e outros meios impressos e/ou eletrônicos. atividades e eventos ou difundir idéias de interesse comunitário. Geralmente. é distribuído em locais.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA Para se conseguir este intento é necessário fazer com que a notícia seja de interesse público e agregue valor à emissora.        As recomendações constantes do item Biblioteca se aplicam à Videoteca. A legislação municipal regulamenta a distribuição desse material na via pública.        Veja em Leitura Complementar – item Material Impresso   A existência de uma videoteca é de grande valia para uma instituição espírita. 94 . através de seus profissionais (editores-chefes de reportagem e pessoal de bastidores. uma vez que ela tem a função de reunir todo material produzido seja pela própria instituição e/ou por terceiros. pois ambos têm a mesma finalidade. qual seja a de concentrar o conhecimento. É uma tarefa que exige bom relacionamento com o veículo. em forma de livros. serviços. sendo importante a consulta aos órgãos competentes. influentes na condução do setor jornalístico da emissora).

atividades artísticas e outros. assistir a filmes. adquirido para estudo ou simples informação. permitindo ao frequentador da casa espírita tomar conhecimento de vários temas gravados por oradores de renome nacional e internacional        Existem várias maneiras de se utilizar o vídeo como recurso didático. com o fim de preservar a memória da entidade. como filmes de locadoras ou material específico sobre conferências e/ou palestras espíritas. Veja detalhes no item Cine-debate. dentre elas. II) a exibição de material já gravado. em voga na televisão e nos cinemas. III) a utilização DVDs ou filmes na atividade denominada Cinedebate. 95 . solenidades. como também gravação de palestras.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA   Com ele. conforme as necessidades de uma entidade espírita: I) A gravação de cenas pela própria entidade. é possível ilustrar palestras. à página 21. espaço que favorece a apresentação reservada ou pública de temas doutrinários. comemorações. citamos as mais comuns. documentários.

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Anúncio institucional (propaganda) — Anúncio que promove a imagem da instituição. Anúncio cooperativo ou cooperado (propaganda) – Anúncio do qual participa uma ou mais organizações. em regime de cooperação. Anúncio teaser (propaganda) — Anúncio integrante de uma campanha publicitária com a finalidade de despertar a curiosidade. . Anúncio marginado (propaganda) — Anúncio que apresenta bordas em suas extremidades. arcando com os custos correspondentes.            Termos comuns empregados na área de Comunicação Social  ABERT (legislação) — Associação Brasileira das Empresas de Rádio e Televisão All-type (propaganda) — Anúncio destinado aos meios de comunicação impressos. não faz referência aos seus serviços e produtos. sem revelar o nome do anunciante e do produto/serviço. sem fotos e ilustrações. apenas com frases escritas. Anúncio sangrado (propaganda) —Anúncio cujo fundo ( geralmente de cor) é cortado/sangrado em sua extremidades.

antecipando-se à finalização do projeto. Anúncio de página dupla central (propaganda. Box (jornal) — Termo que designa um espaço que se pode abrir na tela sobre uma imagem ou um fundo de cor. Artigo (jornal) — Matéria elaborada que versa sobre os mais variados assuntos e que se destina aos meios de comunicação. em um desenho ou em uma ilustração para destacar algo relevante. Termo aplicado tanto para definir as pessoas que ouvem rádio ou vêem televisão.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA Anúncio de lançamento (propaganda) — Anúncio com o objetivo de dar visibilidade a uma mensagem. Anúncio espelhado (propaganda) — Anúncio. durante a projeção de comerciais. Audiência (propaganda) — Pessoas atingidas pelos veículos de comunicação de massa. Broadside (propaganda) — Material em forma de folheto ou folder dirigido a públicos internos da instituição e intermediários para explicar as diretrizes e passos de uma atividade doutrinária ou promocional. Audiência cativa (propaganda) — Termo utilizado para designar pessoas que se mantêm condicionadas a determinado tempo diante de um veículo. cuja colocação na mídia impressa se apresenta ao lado do outro. ocupando as duas páginas centrais. sem estímulo para se ausentar. lançamento de produto ou serviço. antes da execução final. É imprescindível para obtenção de custos. durante o período programado. casos mais comuns em cinema e teatro. Anúncio de sustentação (propaganda) — Anúncio que mantém a campanha. como as que lêem jornais ou revistas.) — Anúncio inserido no miolo de páginas de jornal ou revista. É assinado pelo autor que expõe seu modo de pensar sobre determinado tema. 98 . Break (televisão) — Intervalo comercial no rádio e na televisão. Traduzindo: caixa.  Boneco (jornal/revista) — Esboço preliminar ou definitivo que permite a visualização das peças impressas.

Checklist (organização) – Lista detalhada de itens a serem trabalhados num evento Circulação (jornal/rev. Ex. 99 . Geralmente impressas em uma única folha e posteriormente dobradas. Caixa alta e baixa (Ca) (jornal) – Texto escrito em letras maiúsculas e minúsculas.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA BG (radio) — Abreviatura de background (= fundo).) — Total de exemplares de jornal ou revista efetivamente distribuídos e comprados pelos leitores. 3 colunas vezes a altura é igual a centimetragem que multiplicada pelo preço do centímetro/coluna. Checking (administração) — Serviço de conferência da efetividade da veiculação das mensagens autorizadas. Chat (Internet) – Parte do site para conversas entre internautas Centimetragem (jornal) — Tamanho de um anúncio de jornal. Caixa baixa cb (jornal) — Texto escrito em letras minúsculas.. termo usado para dizer que a música deve ser abaixada para se ouvir o que o pessoal ou o locutor do filme ou do spot de rádio vai falar.: Brasil. Calhau (jornal) — Anúncio ou matéria destinada a preencher um espaço que iria ficar em branco no jornal ou na revista. formando páginas. pode-se calcular-se o preço da publicação. Ex. Backlight (propaganda) — Peça da mídia exterior retroiluminada. dará o preço final da publicação. apresentando mensagem ou simplesmente imagem. Geralmente os veículos colocam suas próprias mensagens.  Caderno (jornal) — Cada uma das partes de uma revista ou jornal. peças comunitárias ou de utilidade pública.: país. Ex: BRASIL. Caixa alta (CA) (jornal) — Texto escrito em letras maiúsculas. definindo quantos centímetros/coluna ele ocupa e a partir daí. geralmente instalada em avenidas e ruas de grande tráfego. Ex. Circulação paga (jornal) — Total de circulação paga pelos leitores por assinatura ou compra em bancas.

Internet e televisão. livro. Entrelinhas (redação) — Em artes gráficas é o espaço entre as linhas de um título ou um texto. cinema. vitrine.  Display (promoção) — Peça promocional que visa promover.  E-mail (Internet) – Correio eletrônico para transmissão de mensagens pela Internet. Pode ser colocada no solo. geralmente produzida no formato do veículo. música ou qualquer outra forma de expressão. Copyright (legislação) — Direito legal de propriedade de um texto. expor. obra de arte. aplicado à fotografia e ao cinema. Encarte (jornal/revista) — Peça publicitária gráfica encartada em jornal e revista. Compensação (mídia) — Veiculação adicional de comercial ou anúncio para compensar o que fora autorizado pelo anunciante e não foi cumprido pelo veículo. acompanhando o formato de papel..COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA Clipping (mídia) — Serviço que consiste em reunir recortes de matéria veiculada nos meios de comunicação de massa a respeito de determinados assuntos. Escala de cores (produção) — Referência de cores padronizadas para a impressão de cores nas gráficas e que serve de orientação aos diretores de arte na concepção de material gráfico que levam cores. frase. significa tomada de foto ou cena em proporções grandes. Corpo (redação) — O tamanho da letra que é utilizada na composição dos textos. balcão e/ou gôndola. 100 . Comercial (rádio/TV) —Peça publicitária para rádio. demonstrar e ajudar a vender um produto ou serviço. com indicação de datas sequenciais. termo inglês que. abrangendo a maior área da foto ou da tela. mas que poderá também ter formato variável para atrair mais a atenção do leitor. Close (cinema) — Abreviação de Close up. apresentar.

A3 – 297x420mm.. seja através de pesquisa ou de mecanismo de resposta (cupom. internet e outros). Feedback (comunicação = realimentação) – Todo e qualquer retorno do público à comunicação feita. Fonograma (produção) – Peça publicitária sonora para veiculação em rádio. A2 – 420x594mm. Formatos (produção gráfica) – Tamanhos padronizados de folhas de papel..594 x 841 mm. Externa (rádio/cinema/televisão) – Filmagem. Fonte (artes gráficas) — Nome e formato de uma família de tipos. gravação de cenas ou som fora do estúdio. Fechamento (mídia) – Prazo limite para aceitação de matéria ou anúncios pelos veículos. em linhas curvas e retas e recortes com janelas circulares.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA Espaço (mídia) — Designa todo e qualquer espaço na mídia impressa ou tempo nos meios eletrônicos. de acordo com o critério da ABIGRAF – Associação Brasileira da Indústria Gráfica.  Faca (gráfica) — Instrumento de metal montado em madeira para recortar impressos em formatos especiais. prospectos e o público em geral. recepção de clientes. Formato BO 101 . Estande (promoção) — Forma aportuguesada de “stand” – construção ou balcão armado em feiras ou em locais públicos e serve de base a promotores e divulgadores de uma empresa ou instituição para exposição de produtos/serviços. A1. eletrônica ou a gráficas e fornecedores especiais. (jingle. Finalização (produção) – Indica a última fase pela qual os materiais que estão sendo produzidos s encontram.. sejam destinados à mídia impressa. Exibição (mídia) — Veiculação da mensagem publicitária pelo veículo. ao ar livre. São vários: Formato AO – 84 x 1. telefone. A4 – 210x297mm.189 mm. Fee (administração) — Remuneração efetuada mês-a-mês ou por um período fechado a um profissional especializado na área de comunicação. spot e trilha sonora). conforme as indicações na arte. televisão ou cinema..

sem custo. B4 – 165x240mm. B1 – 480x660mm. Informe publicitário (mídia) – Todo e qualquer matéria paga enviada para os meios de comunicação. veiculada em um ou mais veículo. por meio de Spotlight. Traduzindo: jornal de casa.  Grifo (redação) – O mesmo que itálico.ex.240x330mm. Front light (propaganda) – Painel publicitário. com iluminação frontal. com a expressão “Informe Publicitário”. ao rádio ou ao cinema.... É uma exigência da Lei de Imprensa. House organ (jornal) – Qualquer publicação periódica de uma empresa ou instituição. expressão inglesa que significa a soma da audiência obtida por uma campanha ou programação.: (Brasil). B3. destinada a seus colaboradores internos e externos. Gravação (produção) – Ação de gravar uma cena em videoteipe para produção de comerciais destinados à televisão. B2 330x480mm..COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA 660x960mm.  Ilha de edição (televisão. Frequência (mídia) – Quantidade de vezes que uma pessoa é atingida por uma determinada mensagem. identificada na mídia impressa por um filete que circunda toda a matéria ( geralmente texto) e na mídia eletrônica pelo que deve aparecer no vídeo. Free (propaganda) — termo inglês que traduzido significa livre. GRP (mídia) – Abreviatura de “Gross Rating Point”. em certo período. 102 .  Home (Internet) – Página principal de um site. o que indica que a matéria não é do veículo. p. rádio e cinema) – Espaço que reúne os comandos e equipamentos especializados para a edição de material destinado à mídia eletrônica.

mediante o layout ou esboço é possível colocar a ideia para aprovação e solicitar orçamentos. vem identificado por um texto sublinhado. passa ao leitor o que o artigo vai tratar. antes da produção do material. agências de propaganda e veículos para auditar. Geralmente. Espaço em branco deixado em um anúncio para posterior encaixe de mensagem específica.  Layout (mídia) – Peça que traduz a criação original e mostra a ideia visual de um anúncio. vinheta. de forma resumida. muito usada na campanha cooperada entre indústria e varejo. orientando-o a prosseguir ou não. ou ilustração em algum espaço ou tempo da mídia. Locução em off (mídia) – Texto interpretado por um locutor ou narrador que não se vê em cena. a tiragem e circulação de jornais e revistas. Jingle (rádio) – Mensagem publicitária destinada ao rádio na forma de música específica. Lead (jornal) – Termo que designa o texto que vem abaixo do título da matéria de um jornal ou de uma revista e que. IVC (mídia) . Tempo de alguns segundos deixados em mensagens de rádio ou de televisão para a mesma finalidade apontada.Instituto Verificador de Circulação – entidade mantida por anunciante. de forma independente. 2. folheto ou catálogo. Traduzindo off: fora.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA Insert (mídia) — O mesmo que inserção ou inclusão de um texto.  Janela (produção) – 1. 103 . em cuja composição são mencionados os nomes (marca) do produto e benefícios. Logo (criação) – Abreviatura de logotipo ou logomarca. Link (Internet) – Elemento utilizado para ligar uma home page a uma subpágina ou a um outro site. Layout Man – (administração) – Profissional que cria o layout em agências de propaganda ou em estúdios de criação.

o painel eletrônico (tipo placar) e outros. 104 . jornal. Ex. a revista. Mancha (criação) – Ilustração em layout. em inglês. utilizada nas ações de Mala-direta e Marketing direto.: as três letras FEB sobre o fundo azul. A visualização facilita o acompanhamento de cada ação. os veículos que são programados como apoio. antes de ser finalizada. o outdoor e a mala-direta. feita para dar ideia inicial de como ficará a peça gráfica. instituição ou uma marca. Mapa de programação (mídia) – Quadro utilizado no planejamento e execução de mídia e demais peças que compõem uma campanha. o néon. instituição ou marca de um produto. folheto. o alto-falante. circunscrito por uma forma. a internet. o cinema. Ex. nessa categoria fazem parte: o jornal. independente da logomarca. Indica a relação de nomes ou cadastro. As letras são especialmente desenhadas para esse fim. Mídia Impressa (mídia) — Indica o universo de meios de comunicação que utilizam os veículos impressos. Miolo (gráfica) — Parte interna de uma revista. Mídia de Apoio (planejamento) Designa no planejamento.: a maneira de se escrever Federação Espírita Brasileira. ou ainda: a revista Reformador é identificada por um logotipo e não por uma logomarca. Nessa fase.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA Logomarca (criação) – Símbolo gráfico que identifica uma empresa. sem comprometer o andamento do trabalho. Mídia básica (planejamento) – Termo que em planejamento de Mídia se refere a veículos imprescindíveis para as campanhas publicitárias. Móbile (promoção) – Peça promocional aérea sustentada por fios.  Mailing List (mala-direta) – Lista de correio. Logotipo (criação) – A maneira de escrever o nome de uma empresa. Mídia Eletrônica (mídia) – Reúne os veículos que utilizam a comunicação eletrônica: o rádio. catálogo ou livro. a televisão. ocasionalmente. a peça está sujeita a possíveis mudanças e aperfeiçoamentos.

ilustrações. textos. com estilo editorial. geralmente. na forma de um pequeno jornal. Pôster (propaganda) – O mesmo que cartaz. por satélite. Geralmente contêm publicidade e chamam a atenção do internauta para algum produto. Traduzindo do inglês: lembrança. fotos e até amostras de produto entregue nas ações de relações públicas e assessoria de imprensa aos representantes da imprensa. Net (mídia) – Sigla que define que um comercial ou uma transmissão é exibido em rede nacional de televisão.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA  Negrito (redação) – Letra mais grossa que a normal usada para fazer destaque no texto ou como recuo gráfico. usada como veículo de comunicação publicitária e de relações públicas.  Pause (produção de TV e Cinema) – congelamento de imagem Pop up (Internet) – páginas que aparecem espontaneamente quando se acessa um site.  Quadricomia (gráfica) – Impressão realizada através de quatro cores básica: amarelo. vermelho (magenta) e preto. Network (mídia) – Rede nacional de televisão Newsletter (jornal) – Peça gráfica. 105 .  Overlay (produção) – película transparente superposta a uma ilustração ou texto com indicações de procedimentos. azul (cyan). serviço ou uma informação relevante.  Recall (pesquisa) – Índice de lembrança sobre determinado assunto pesquisado. Press-Kit (relações públicas) – Conjunto de informações.

: “Aperte mais esse laço” da campanha O melhor é viver em família. Ex. Slogan (criação) – Frase-tema de uma campanha publicitária ou marca que procura resumir e definir seu posicionamento perante o público que se quer atingir. front light e back light). Diferente do jingle. Release (relações públicas) – forma condensada e muito empregada de pressrelease – matéria elaborada pela área de Relações Públicas de uma empresa ou instituição e enviada à imprensa para publicação gratuita. Atualmente é usado somente no sentido pejorativo. Slow motion (produção) — Efeito visual em câmera lenta (cenas de televisão e cinema). 106 .COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA Reclame — Antigo nome que se dava para o anúncio e a propaganda. Registro (gráfica) – Sinal gráfico que indica a correta sobreposição de cada uma das quatro cores sobre o papel. menos uma e menos 10 cm acima dele. geralmente conhecida do público. pode vir acompanhada de som). equipada com refletores especiais. Rodapé (mídia) – Tipo de anúncio colocado no pé das páginas de um jornal ou revista. cujo comprimento toma toda extensão da largura da página. Custa menos. Rouba página (mídia) – Anúncio que toma todas as colunas do jornal. utilizada em ambientes livres (teatro. Splash (gráfica) – Forma gráfica para destacar algo em um material impresso ou televisivo ( nesse último caso. instituição ou empresa na Internet. Reprint (gráfica) – Reprodução em papel especial do anúncio publicado em jornal ou revista para usos diversos. Spot (rádio) – Mensagem publicitária de rádio feita somente com locução simples ou mista (com duas vozes). com ou sem efeitos sonoros e uma música de fundo.  Site ou Home Page (Internet) – Conjunto de páginas que identifica uma pessoa. mas a sensação que passa ao leitor é de uma página inteira. Spotlight (promoção) – Peça de iluminação de alta potência. associada ao que se está comunicando. que exige música especial.

Testeira (promoção) – Estrutura que se coloca no alto do estande para identificação da instituição. Stand by (produção) – Termo em inglês que significa “manter reservado”. sem revelar detalhes. 107 . após o que surge a revelação. por meio da fase seguinte de lançamento. Sustentação (propaganda) – Etapa seguinte ao lançamento de uma campanha publicitária. com a finalidade de despertar a curiosidade do público. Trilha (cinema/TV) – Forma abreviada e usualmente empregada de trilha sonora. radiofônicos e televisivos com animação ou não. produto. Story board (cinema/TV) – Roteiro ilustrado de uma comercial que define algumas de suas cenas principais. Tem duração inferior a uma semana. de modo a facilitar a aprovação e a produção do filme. Totem (promoção) – Peça sinalizadora colocada em pontos estratégicos para identificação.  Ultravioleta (gráfica) – Termo que designa o verniz UV aplicado sobre a superfície impressa para obter brilho total ou com reserva sobre a imagem. não descartável. Teleponto (TV) – Equipamento que favorece a leitura de texto no estúdio de televisão.  Vinheta (gráfica/TV) – Pequena ilustração inserida em anúncios impressos.  Teaser (propaganda) – Mensagem curta que antecede a campanha de lançamento. etc.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA Stopper (promoção) – Elemento gráfico visual que se sobressai nas prateleiras e gôndolas nos pontos-de-venda.

COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA Volante (propaganda) – Material impresso em uma única lâmina de papel de baixa gramatura e distribuído em larga escala. pessoa ou cena que está sendo gravada. 108 . Zoom (cinema e tv) – Movimento de aproximação da câmera (zoom out) ou afastamento (zoom in) de um objeto. sons e textos.  Zapping (tv) – Recurso facilitado pelo controle remoto para mudança de canal de televisão.  WWW (Internet) – World Wide Web – Setor da Internet que permite a utilização de imagens.

 .

. II.Promover e divulgar os meios de comunicação utilizados pela Instituição. organizar e executar projetos e/ou programas.Assessorar a Diretoria da instituição nos assuntos de divulgação. científico e religioso. 1o – O Departamento de Comunicação Social (DECOM) tem a finalidade de: I.                                                      Departamento de Comunicação Social Espírita (DECOM)     Art. IV.Assessorar e divulgar os eventos de todos os departamentos da Instituição. III.Promover a divulgação da doutrina espírita no seu tríplice aspecto – filosófico. V.Promover a comunicação interna e externa da Instituição. com intuito de planejar.

COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA VI. IV . acima de tudo. esclareçam sobre os princípios básicos do espiritismo. com ênfase na abordagem esclarecedora e consoladora de interesse do grande público.Realizar o trabalho de divulgação da Doutrina Espírita por meio de todos os veículos de comunicação social compatíveis com os princípios espíritas. VII . X . V . Art.Utilizar os meios de comunicação tão-somente para a divulgação do Espiritismo. II – Elaborar projetos e formar grupos de trabalho para cada meio utilizado para a difusão doutrinária.Cuidar para que o material destinado à publicação seja escrito de forma simples e objetiva.Buscar espaço nas rádios e televisões para veiculação de programa espírita por meio radiofônico e televisivo. VIII . a dignidade do ideal espírita. III . mensagens que.Enviar matéria de interesse do movimento espírita a todas as mídias possíveis. aliando fidelidade doutrinária e clareza da forma. o DECOM deverá: I . IX . para fins de divulgação da doutrina nos meios não espíritas.Incentivar o aprimoramento dos colaboradores no meio de comunicação que atue. que não apelem para o sensacionalismo e que mantenham integralmente a pureza doutrinária.Promover campanhas de assinaturas somente em favor dos órgãos da imprensa espírita que sustentem. a fim de que possa atingir a todos. VI .Primar pela qualidade e não pela quantidade. 2o – Para atingir suas finalidades.Manter critérios doutrinários e morais na admissão do colaborador. 112 .Selecionar. XI .Buscar espaço em jornais para a manutenção periódica de coluna espírita. além do consolo e da orientação que veiculem.

do numerário movimentado. eventos e atividades e os respectivos orçamentos. Art. programas. inclusive das verbas que lhe foram confiadas para atender ao pagamento de pequenas despesas. II – Submeter à Diretoria Executiva para prévia aprovação. II – Secretário. IV – Manter estreito relacionamento com os demais departamentos. III – Encaminhar à Tesouraria da Instituição toda e qualquer importância recebida e prestar contas. 3o . nomeado pela Diretoria Executiva da Instituição: I – Diretor.O DECOM será administrado pelo seguinte quadro diretivo. 4o – Cabe ao Diretor: I – Coordenar e dirigir as reuniões e atividades do departamento. a fim de estabelecer uma rede de informações ágil e fidedigna na administração dos interesses do departamento e do movimento espírita municipal e/ou estadual. sem qualquer outro privilégio ou preponderância sobre seus demais pares.Manter permanente contato com o órgão de unificação local (União Municipal) e/ou regional (Conselho Regional). III – Colaboradores. propiciando mútua colaboração.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA XII – Manter atualizado o Mural e em circulação mensal o informativo da Instituição espírita. 113 .     Art. XIII . mensalmente. projetos.

os procedimentos. B) Promover a integração entre todos os membros do grupo. nos campos de competência do seu departamento. objetivando: A) Discutir à luz dos postulados da Doutrina Espírita. quando convocado. prestar serviços ao departamento. VII – Participar das reuniões do órgão unificador local (União Municipal) e/ou Comissão Regional do CFN da FEB ( representante da Federativa Estadual ). Art. mensalmente. Art. Art. IV – Substituir o Diretor nos seus impedimentos.O DECOM realizará/participará das seguintes reuniões: I . II – Elaborar o relatório mensal de atividades. 5o – Compete ao Secretário: I – Auxiliar o Diretor na administração do departamento.De sua Diretoria. III – Manter o fluxo de informações relacionadas com o departamento. 7º . atividades e serviços exitosos. a fim de corrigi-los. 6o – Aos Colaboradores.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA V – Participar das reuniões da Diretoria Executiva. elevando permanentemente o padrão de qualidade em todos os níveis. C) Planejar as atividades a serem realizadas. VIII – Juntamente com a sua Equipe (diretoria e Colaboradores) acompanhar e avaliar os eventos realizados pelo departamento e os planos futuros. 114 . D) Informar os acontecimentos de interesse comum às equipes. se convocado. de acordo com as demandas e necessidades e suas aptidões. bem como os pontos falhos em cada projeto. com perspectiva de implantação.

COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
II – Das reuniões específicas da área de comunicação social, convocadas pelo órgão local, regional e/ou nacional.

                                       
A – O trabalho de Comunicação Social Espírita realizado, através da estrutura de unificação do movimento espírita, será coordenado pelo Setor de Comunicação das Comissões Regionais do Conselho Federativo Nacional, que funcionará com a participação dos setores de Comunicação das Entidades Federativas que compõem segundo as diretrizes definidas no Regimento Interno das citadas Comissões Regionais. B – Propõe às Entidades Estaduais que, caso não tenham, estruturem o seu Setor de Comunicação, como Departamento, Diretoria, Divisão, Área, etc., com o objetivo de:

B.1 - Reunir e preparar recursos humanos e materiais que permitam a implantação e a manutenção das atividades de Comunicação Social Espírita; B.2 – Coordenar e acompanhar o trabalho de Comunicação Social Espírita desenvolvido em seu Estado: por ela própria e demais instituições espíritas; B.3 – Representar a Entidade junto ao setor de Comunicação Social da Comissão Regional, participando de suas atividades.
C – No trabalho desenvolvido pelo setor de comunicação das Comissões Regionais e das Entidades Federativas Estaduais deverá ser observado, principalmente com relação ao assunto em questão, o que consta dos documentos: C.1 “Orientação ao Centro Espírita” (2006) e “Orientação aos Órgãos de Unificação” (2010) – CFN-FEB.

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COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA          
No tocante à estrutura administrativa, em “Anexos”, consta um modelo a título de sugestão. No que se refere à parte operacional, a área de CSE pode ser estruturada de várias formas, de acordo com a conveniência de cada região e para isso, pode também contar com vários setores, como: Assessoria de Imprensa e Relações Públicas, Publicidade e Propaganda e Promoções de Eventos, cujas funções são pontuadas, a seguir.

                   
Funções: 1. Elaborar e enviar matérias (press-releases), destinados aos veículos de comunicação, geralmente, sem custos; 2. Divulgar a realização de eventos e informações gerais, através de quadros murais, mantidos no interior da casa; 3. Organizar e manter sob seu controle o arquivo de reportagens e notas de imprensa alusivas à casa e ao movimento espírita em geral;elaborar e manter sob a sua guarda um “mailing-list”, isto é um cadastro de nomes de pessoas e instituições particulares e governamentais (três esferas) de interesse da casa; 4. Colaborar em projetos de promoção institucional, como eventos doutrinários e de fundo filantrópico que envolva o nome da instituição espírita.

       
Funções: 1. Planejar, executar e administrar campanhas de Publicidade e Propaganda, de interesse do movimento espírita (ex: estímulo ao estudo do Evangelho no Lar; Feira, Clube e Banca do

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COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA
Livro Espírita; apoio promocional à Livraria do centro espírita; campanha em favor da sede própria ou de ampliação física da casa e outras); 2- Dar suporte logístico e distribuir materiais de campanhas de âmbito estadual e nacional, elaboradas pelo órgão federativo, bem como pela Federação Espírita Brasileira; 3- Levantar custos de produção e veiculação junto a fornecedores de materiais impressos, fotográficos, sonoros, televisivos e outros, para aprovação das áreas competentes; 4- Elaborar planos de mídia relativa às campanhas aprovadas e administrar prazos de pagamento das inserções; 5- Organizar um “clipping”, isto é, colecionar os anúncios, matérias e outras referências publicadas e alusivas às campanhas em vigor.

       
Funções: 1- Planejar e executar eventos promocionais e institucionais, tais como na área do livro espírita: feiras, bancas fixas e móveis, clube do livro e outros compatíveis com o espírito doutrinário; 2- Coordenar as providências referentes à exposição de cartazes e distribuição de folhetos, faixas e banner; 3- Administrar o espaço reservado para o mural, conservando-o sempre atualizado e atraente. Finalidades 1. Atender as solicitações da diretoria da casa em suas necessidades de comunicar-se com os diversos públicos; para isso, cabe ao setor, a instalação e a manutenção de um quadro de informações, em lugar adequado; a elaboração de cartazes, folhetos, boletins, jornais, bem como dar suporte técnico aos demais departamentos, como orientação técnica a grupos de expositores da doutrina e outros que, porventura possam se beneficiar da área de comunicação social.

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6. jornais. Planejar. bem como conhecer as novas tecnologias aplicáveis ao campo das comunicações sociais. Ter habilidade para se comunicar em ambientes adversos. 4. Ter visão geral do Movimento Espírita. 3. Ter habilidade para trabalhar em equipe.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA 2. 8. Ter noções básicas dos recursos tecnológicos do setor. Estar apto para representar a instituição espírita nos eventos espíritas e perante os meios de comunicação social. 5. Ter bons conhecimentos doutrinários. 2. Ter habilidade para relacionar-se com pessoas. Internet e outros). revistas. 4. criar. Ter noções sobre administração da casa espírita. sob a responsabilidade da. produzir e administrar campanhas de propaganda doutrinária. 10. Desenvolver pesquisas tanto no meio espírita. 118 . 7. Ter afinidade com a área de comunicação social. como junto ao grande público. quanto à recepção de materiais e a sua distribuição. 3. bem como programas veiculados nos meios de comunicação de grande audiência (rádio. visando obter dados que favoreçam o planejamento de campanhas e informações sobre a opinião pública a respeito de determinados assuntos de interesse da casa e do movimento espírita. Programar cursos e programas de formação e aprimoramento sobre temas atuais de comunicação social. 5. televisão. Dar apoio às solicitações da entidade federativa e do órgão de unificação regional. Ter capacidade administrativa e organização.                1. 9.

Continuidade das tarefas por se tratar de um trabalho compartilhado. Eficiência no direcionamento do trabalho. 7.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA                        1. Agilidade no planejamento e na execução das tarefas. Responsabilidade coletiva. 119 . 3. 8. Impessoalidade (desestimula o personalismo). Eficácia na estruturação e na veiculação da mensagem. 2. 9. 6. Integração do trabalhador na equipe de trabalho da casa. Elevação da autoestima dos trabalhadores. Consistência doutrinária. 4. 5.

                                  Ao se utilizar usar cenas de filmes conhecidos como material instrucional para estudo. principalmente em casas espíritas. Questões a resolver. até adequar a idéia e transformá-la em algo prático e de fácil aplicação. alguns cuidados devem ser tomados. quando são utilizadas cenas de filmes como recursos instrucionais: a) Que filme inclui uma cena apropriada sobre o tema que se quer abordar? b) Em que ponto exato a cena se acha? c) Em que ponto específico é preciso iniciar e interromper a projeção? Quando deve usar o pause (congelamento de imagem) e do controle remoto? E o slow motion (câmera lenta)? d) Quais exercícios devem ser aplicados juntamente com a projeção da cena? Sobre quais aspectos-chave? Antes ou depois da projeção? e) Quais questões-chave devem ser abordadas com os participantes ao debater com eles o conteúdo da cena? .

O roteiro deverá ser elaborado a partir da observação de filmes que poderão ser encontrados. é um roteiro minucioso. onde interrompê-la. e inciso IV da Lei n. que dará as informações de como agir. É importante não tentar copiar as cenas indicadas. O roteiro analisa o tema. com temas que estejam relacionados aos conteúdos que se queira abordar no estudo (veja item D Leitura Complementar). que exercício fazer etc.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA                              O guia para observação dirigida de filmes é um roteiro que irá ajudar a explorar uma ou mais cenas de um dado filme. e o dirigente do estudo necessita estar atento ao cumprimento da legislação tuteladora das produções cinematográficas. os seguintes cuidados: 1) Utilizar os guias exclusivamente para fins didáticos.A autopsia A árvore da maldição 122 . As cenas apresentadas apenas durante as sessões de estudo têm amparo legal (Artigo 49.Assassino imortal Arquivo X .        Além da Vida Alucinações do passado Almas gêmeas Anjos rebeldes Antigas profecias Antigas profecias II Antigas profecias III Arquivo X . onde começar a projeção.A colônia Arquivo X. sem intuito de lucro direto ou indireto. de 14/12/73). durante um curso ou estudo. principalmente. o que debater. que regulamenta os Direitos Autorais no Brasil. inciso I.5988. a cena e a duração. Fazer isso é ilegal.O sequestro Arquivo X . adotando. 2) Utilizar somente fitas devidamente legalizadas. letra “a”.

Os Duas vidas de Audrey Rose. A Feito no céu Filha da luz. A Casa dos Espíritos. Um Entre o céu e a terra Esconderijo. As Casa assombrada. O Corvo. O Fanny e Alexander Felicidade não se compra. A Guerreiro do tempo. A Céu pode esperar. Os Lembranças de outra vida Linha mortal Manika . As Dupla vida de Veronique.Asas do desejo Asas da liberdade Aventuras de um anjo. O Céu se enganou. A Fogo no céu Força do mal. O Dádiva de amor Destino em dose dupla Distante para sempre Dois mundos de Jenny Logan. A Fúria dos anjos. O Espírito do silêncio. A Em algum lugar do passado Em busca dos anjos Em nome do amor Espírito de Natal E a luz se fez E a vida continua Espírito baixou em mim. O Cidade dos anjos Cidade do além Colecionador de Almas. O Fantasma apaixonado. O Ghost Ilusões perigosas Ilusões satânicas Investigação. A Casa das almas perdidas. O Inimigo meu Inocentes. A Iluminado. O Céu de Lisboa.

A Os outros Paixão eterna Pássaro azul. A Reencarnação. Um Tempo de despertar Troca. O Mistérios do Triângulo das Bermudas Morrendo e aprendendo Morrer para aprender Mistérios da vida Nosso Lar Num dia claro de verão Num passado distante Olhar na escuridão.III Milênio Retrato de Dorian Gray. O Milagre na rua 34 Minhas vidas Mistério de Candyman. O Reencarnação de Peter Pround. Um Outra volta do parafuso. O Sexto sentido.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA Maxie Médico dos Pobres. O Revelação Stigmata Salvo pela luz Segredo do fantasma Sétimo selo. volte. Um Viagem astral Vida após morte Visões noturnas Voltar a morrer Voltar a viver Valsas da vida Volte Annie. O Mistério de Peter. A Três desejos Visto para o céu. O Premonição Quase um anjo Quarto homem. O Menino que queria ser anjo. O Switch. Vida além da vida 124 . tão perto Toque de esperança. O Tão longe. trocaram meu sexo Silêncio do amor.

cuja análise e interpretação se baseiam nos postulados espíritas. registradas em documento final. perante um auditório.      Instrumento utilizado por instituições para transmitir ao seu público interno informações que o estimulem a direcionar esforços para um objetivo comum. 125 . que estabelece regras. Os apartes não são permitidos e nem sempre rxiste o debate ao final da exposição. como o tempo de exposição de cada orador. com a finalidade de debater sobre filmes de fundo espírita ou espiritualista.      Discussão entre duas ou mais pessoas de opiniões divergentes sobre determinados aspectos de um mesmo assunto ou tema.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA    São vários os eventos dos quais o movimento espírita pode utilizar. dada. O debate é aberto ao público. Exige a presença de um mediador. abrangendo todos os aspectos. Chega-se a conclusões. com tempo previamente estabelecido de duração. de um tema da especialidade do orador. por vários expositores.      Exposição oral. com as resoluções. São eles:       Evento que pode ocorrer no ambiente da instituição espírita ou fora dele.      Discussão de um mesmo tema. O público pode ou não participar. tendo em vista os objetivos de reunir pessoas e instituições visando a unificação do movimento espírita e dar difusão aos princípios espíritas. as orientações são acatadas passivamente pelos colaboradores e o evento termina com uma atividade festiva. Geralmente.

     Reunião de estudos sobre determinado assunto. sob vários ângulos.    Apresentação por diversos especialistas de diferentes pontos de vista a respeito de um mesmo tema debatido em plenário. com técnica da deque se emprega em congresso.     Tem o caráter de treinamento. onde há livre manifestação de idéias e interação entre palestrantes e público. O tempo de cada expositor é determinado previamente. por especialistas. podem ser empregadas várias estratégias pedagógicas visando a motivar os participantes. como dinâmica de grupo. O público participa intensamente. em sendo uma prática instituída pela instituição.    Um tema mestre é abordado em uma reunião menos formal. conferências. Nessas reuniões. por um expositor. oficina de trabalho e outras. O tempo de cada expositor costuma ser estabelecido previamente.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA        Prática adotada nas instituições espíritas com o fim de desenvolver estudos regulares sobre obras e temas doutrinários. em plenário. especialmente caracterizada por debates sobre matéria constante de texto escrito.     Apresentação de tema ou assunto. Seu objetivo consiste em aprofundar a discussão sobre temas específicos e. por meio de perguntas formuladas ao expositor no final do evento. 126 . apresenta casos práticos. previamente elaborado. para isso. O tempo de duração é antecipadamente determinado e a participação da platéia pode ocorrer.       Exposição de um mesmo tema.

5 a 2 metros. mas garantem que pelo menos o expositor esteja bem iluminado. no entanto. 2. do público (quando quiser foto mais fechada) ou do objeto da foto. 6. conforme a dica 2. 4. Neste caso. evite tirar fotos das pessoas próximas às paredes. mas o flash não agirá adequadamente. como sob os olhos e embaixo do queixo. tire fotos com e sem flash. Evite ao máximo o zoom ótico e nunca utilize o zoom digital. faz-se necessário utilizá-lo para que não fiquem partes escuras na face do expositor. realize preferencialmente as fotos durante o dia. Com câmera digital programe a máxima resolução para as fotos. Se o evento for durar parte do dia e estender-se pela noite. além de diminuir a luminosidade que entra pela lente. pois a luminosidade natural favorece a composição do cenário. tornando as fotos mais escuras. 127 . As fotos sem flash podem ser boas opções em ambientes bem iluminados. O zoom digital diminui radicalmente a nitidez das fotos. pois mantêm as cores e a luminosidade natural. Lembre-se de utilizar a opção de “redução de olhos vermelhos” para o flash. O fotógrafo deve aproximar-se o máximo do expositor. Analise atentamente se o ângulo do qual pretende tirar a foto favorece o expositor. Cuidado com os microfones na frente. 5. Fotos com fundo escuro deixam a página do jornal mais “pesada” e feia. 3.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA      1. Frequentemente. Ainda com relação ao flash. Na dúvida. Use flash próximo ao expositor/conferencista (não mais que 2. Uma boa distância é em torno de 1. Os flashs que acompanham as câmeras não têm potência para iluminar o fundo da foto. O zoom ótico.5 metros). As fotos podem ter melhores resultados se o flash for utilizado adequadamente. dá a ilusão de que você está perto da pessoa. Sempre caberá ao bom senso do fotógrafo avaliar o que é melhor. 7. Isto garante bom tamanho e nitidez das fotos. Evite tirar fotos quando o ambiente está escuro ou com pouca luminosidade. pois o flash cria uma sombra ao fundo.

Preferencialmente. 10. ou ângulo alto. em 60 graus do expositor.Use palavras simples. Evite realizar fotos em que as pessoas não apareçam bem. é prudente se familiarizar com essas situações. etc.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA prefira uma foto levemente de perfil. adaptando o vocabulário à linguagem da TV. cuidado para não deixar muito teto ou espaços vazios na foto. 3. faça um enquadramento maior nas primeiras fileiras. Fale com clareza (sem cortar ou comer palavras). Procure também realizar fotos descontraídas que captem o “espírito” do evento. 9. momento em que as pessoas estão de olhos fechados ou em outro momento (o que dará a ideia de que a pessoa estava dormindo) ou alguma posição não muito adequada ou embaraçosa. que fazem o expositor parecer num pedestal. 128 . situese ao mesmo nível do expositor. Em ambientes claros. As imagens veiculadas no jornal também são responsáveis por atrair a atenção do leitor para a matéria. já que as últimas não aparecerão na foto. para tirar a foto. pode até causar certos embaraços em seu raciocínio. Quanto ao enquadramento. cuidado para não deixar muito “teto” sob a cabeça do expositor. Use a linguagem coloquial. 2. mas cuidando para não “cortar” cabeças. Cuidado com fotos em ângulo baixo.         1. para ter um desempenho ideal na televisão. com em uma conversa com alguém. as pessoas nos ambientes. durante a realização de preces. Portanto.       A câmera. as luzes e o microfone causam certa inibição ao entrevistado e caso não esteja previamente preparado. 8. Nas fotos do público em ambientes escuros. como por exemplo.Avalie as suas próprias fotos e observe o que pode melhorar. expressões do público e do palestrante.

conciso e sintético. as frases curtas facilitam o entendimento do grande público. 15.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA 4. Concluir o pensamento. 14. azul) e simples. observando o movimento do operador. Evite o uso de óculos de lentes escuras e se tirar os óculos é recomendável fazê-lo antes do início da entrevista. uma vez ou outra olhar para o repórter e volte os olhos para a câmera. verde. mantendo uma postura tranquila e firme. Procure sempre olhar para a câmera (geralmente para luzinha vermelha) e não para o microfone. Usar sempre a ordem direta ao construir as frases. 5. sem fazer gestos. olhe um pouco para cada uma. Se tiver mais que uma câmera. mantenha-se normalmente diante das câmeras. 16. de acordo com a natureza do programa. até o sinal de deixar o local. 8. colocando-se no lugar do telespectador. citações e nomes de pessoas das quais não tenha pleno conhecimento. Fale com empatia. 19. Use um tom de voz adequado (não falar para dentro). não ficar dando voltas para expor o pensamento. Fale daquilo que você sabe e evite arriscar conceitos. Não se esqueça de agradecer ao repórter e ao público pela oportunidade. 6. 17. Dê preferência a trajes de tonalidades claras (bege ou palha. Terminar a fala e permaneça olhando para a câmera por mais alguns segundos. Ao término da entrevista e despedidas. sem apreensão. Ao mencionar termos doutrinários. Evite frases extensas. 12. isto é. 20. 129 . Ser objetivo. 11. isto é. Fique sempre atento à pergunta do repórter. não deixe de utilizar sinônimos ou exemplos que esclareçam do que você está falando. 7. Fale com entusiasmo e convicção. 9. 10. 18. 13.

Sonora (fala do entrevistado). Na nota coberta apenas observamos a fala do locutor ou outro. seguindo as etapas normais de uma entrevista coletiva. 8. 6. nota coberta e nota ou nota seca. a regra geral ainda é receber a pergunta do repórter e respondê-la olhando para a câmera em atividade (com a luz vermelha próxima da lente.       Alguns entrevistadores de TV já estão usando regras dos recentes âncoras americanas. ao responder as perguntas.              As entrevistas para jornal devem seguir o mesmo clima cordial que as demais. Cabeça da matéria (fala do locutor). 2. Na nota ou nota seca. como se fosse um bate papo descontraído. No entanto. Na matéria completa deve constar. além das fotos com suas legendas e créditos. 4. o locutor apenas lê um texto sem imagens. 3. Numa matéria de jornal.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA                  1. Passagem (parte do VT em que o repórter aparece). 9. 5. Off (texto do repórter coberto com imagens do dia ou de arquivo). 7. o repórter (aquele que reporta um fato presenciado) tem a opção da matéria completa. no sentido de pedir que o entrevistado. acesa). com fundo de imagens referentes ao assunto. devem constar: 130 . Nota de rodapé (informação complementar que tenha ficado de fora). Numa entrevista para televisão. permaneça olhando para o repórter.

com antecedência. com convicção. um dos cuidados mais importantes. 2. Sub-lead – segundo parágrafo onde ainda se encontram informações importantes sobre o tema abordado. e no jornalismo é usado para se dar destaque a um texto. 3. 3. 2. não se esquecer de agradecer antes e depois a participação dos jornalistas presentes.            Nas entrevistas para rádio. um ambiente e um programa de recepção aos jornalistas à altura do fato. Box – Tem como tradução caixa.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA 1.       1. Prepare. Distribua um “press-kit”. abrindo espaço (chamando a atenção) para o próximo parágrafo. 4. onde devem estar presentes as informações mais importantes sobre o assunto abordado. documentações e outros detalhes que julgar esclarecedores. em especial (opcional). Nariz de cera – local da matéria onde se podem encontrar outras informações adicionais descartáveis ou não.Lead — após o título é o primeiro parágrafo. 131 . ordem. respondendo aquilo que desejamos. 5. de acordo com as questões propostas. Comunique o necessário. sobre o tema. Tenha o hábito de colecionar as matérias (fazer clipping) publicadas para efeito de registro documental. chamado sub-lead. 4. transparência e simpatia. 5. de maneira que o entrevistador fique complementando a entrevista. é ocupar a maior parte do tempo possível com nossa fala. Corpo da matéria – onde se encontram todas as outras informações sobre o assunto em pauta. anexando fotos. previamente preparado com nomes de pessoas e de instituições envolvidas. constantemente. Certifique-se que o fato é de extrema importância para a instituição e a comunidade.

pois muitos profissionais trabalham nela. para não comprometer a eficiência e eficácia da atividade. daí o uso de vocabulário acessível ao público alvo a atingir (todas as classes. Basicamente. como a Mala Direta e o Marketing Direto. quando elas não vêm assinadas ou creditadas (com o nome do autor).é de extrema importância pedir a ela que preencha uma ficha ou um 132 .       A responsabilidade da reportagem não recai apenas sobre uma pessoa. é da responsabilidade do editor daquela área específica. portanto. geralmente são editoras que distribuem revista pelo correio e acabam vendendo parte de sua listagem para terceiros. Os dados devem ser rigorosamente atualizados.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA A entrevista para rádiodeve caracterizar-se por uma conversa normal com os ouvintes. Todo o cuidado é pouco. quando se deseja adquirir um cadastro ou construir um banco de dados. através dos Correios. particularmente as mais socialmente carentes). A assinatura e o crédito são os meios de o editor depositar a responsabilidade das reportagens e fotos em seus autores. um banco de dados vai mais além de um simples cadastro de nomes de pessoas. Normalmente nas matérias de jornal. Ele deve reunir também informações sobre os hábitos das pessoas cadastradas. uma maneira dispendiosa que nem sempre as instituições espíritas podem arcar. É. através da livraria instalada na própria instituição ou nas feiras e bancas de livros: Toda vez que uma pessoa adquire um livro. A outra maneira é obter esses dados. renda familiar e outros dados que possam auxiliar campanhas promocionais pelo correio postal.    Na atualidade.     Uma forma de obter esses dados é comprar os nomes de empresas especializadas. composição familiar. um Banco de Dados representa um instrumento importante para a utilização dos meios de comunicação direta com o público.

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cupom, no qual responde às perguntas nele contidas. No decorrer de um período, a instituição terá uma listagem dos clientes, com os quais poderá se relacionar. Essa mesma estratégia se aplica em eventos, como em uma palestra pública, distribuir a referida ficha na entrada e solicitar que devolva preenchida na saída. Obviamente, a instituição promotora deverá se preparar para atender a esse expediente, preparando equipes específicas para atuar nesse campo.

        
Nome da pessoa, endereço, telefones, e-mail, sexo, idade, grau de instrução, profissão, composição da família, renda familiar, hábitos e vínculos institucionais.

  
Lei de Imprensa (No 5.250, de Fevereiro de 1967, atualizada em Janeiro de 2.000)

        
CAPÍTULO II - DO REGISTRO Art. 8o Estão sujeitos a registro no cartório competente do Registro Civil das Pessoas Jurídicas: I - os jornais e demais publicações periódicas; II - as oficinas impressoras de quaisquer naturezas, pertencentes a pessoas naturais ou jurídicas; III - as empresas da radiodifusão que mantenham serviços de notícias, reportagens, comentários, debates e entrevistas; IV - as empresas que tenham por objeto o agenciamento de notícias.

Art. 9o O pedido de registro conterá as informações e será instruído com os documentos seguintes:

133

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I – no caso de jornais ou outras publicações periódicas:
a) título do jornal ou periódico, sede da redação, administração e oficinas impressoras, esclarecendo, quanto a estas, se são próprias ou de terceiros, e indicando, neste caso, os respectivos proprietários; b) nome, idade, residência e prova de nacionalidade do diretor ou redator-chefe; c) nome, idade, residência e prova de nacionalidade do proprietário; d) se propriedade de pessoa jurídica, exemplar do respectivo estatuto ou contrato social e nome, idade, residência e prova da nacionalidade dos diretores, gerentes e sócios da pessoa jurídica proprietária; II – no caso de oficinas impressoras: a) nome, nacionalidade, idade e residência do gerente e do proprietário, se pessoa natural; b) sede da administração, lugar, rua e número onde funcionam as oficinas e denominação destas; c) exemplar do contrato ou estatuto social, se pertencentes a pessoa jurídica; III – no caso de empresas de radiodifusão: a) designação da emissora, sede da sua administração e local das instalações do estúdio; b) nome, idade, residência e prova de nacionalidade do diretor ou redator-chefe responsável pelos serviços de notícias, reportagens, comentários, debates e entrevistas; IV – no caso de empresas noticiosas: a) nome, nacionalidade, idade e residência do gerente e do proprietário, se pessoa natural;

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b) sede da administração; c) exemplar do contrato ou estatuto social, se pessoa jurídica.

Parágrafo único. As alterações em qualquer dessas declarações ou documentos deverão ser averbadas no registro no prazo de oito dias.
Art. 10. A falta de registro das declarações exigidas no artigo anterior, ou de averbação da alteração, será punida com multa que terá o valor de meio a dois salários mínimos da região. § 1o A sentença que impuser a multa fixará prazo, não inferior a vinte dias, para registro ou alteração das declarações. § 2o A multa será liminarmente aplicada pela autoridade judiciária, cobrada por processo executivo, mediante ação do Ministério

Público, depois que, marcado pelo juiz, não for cumprido o despacho.
§ 3o Se o registro ou alteração não for efetivado no prazo referido no § 1o deste artigo, o juiz poderá impor nova multa, agravando-a de cinquenta por cento toda vez que seja ultrapassado de dez dias o prazo assinalado na sentença. Art. 11. Considera-se clandestino o jornal ou outra publicação periódica não registrada nos termos do art. 9o, ou de cujo registro não conste o nome e qualificação do diretor ou redator e do proprietário.

   
(N o 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998)

        
O que é Direito Autoral? É um conjunto de prerrogativas conferidas por lei à pessoa física ou jurídica criadora da obra intelectual, para que ela possa gozar dos bene-

135

conduta passível de medidas judiciais na esfera cível sem prejuízo das medidas criminais. tais como: I – os textos de obras literárias. expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte. fotografias e etc. que são intransferíveis. em direitos morais e patrimoniais. esculturas. inalienáveis e irrenunciáveis. permitindo a defesa de sua própria personalidade.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA fícios morais e intelectuais resultantes da exploração de suas criações. literárias ou científicas. Os direitos autorais compreendem os direitos de autor e os direitos que lhes são conexos. a obra intelectual não poderá ser utilizada sob qualquer forma. fruir e dispor de sua obra criativa. conhecido ou que se invente no futuro. Os direitos autorais são divididos. gravuras. Por sua vez. da maneira que quiser. Os direitos morais são os laços permanentes que unem o autor à sua criação intelectual. sendo disciplinados em nível nacional e internacional. músicas. pinturas.          CAPÍTULO I – Das Obras Protegidas Art. Ao contrário dos direitos morais. total ou parcialmente. a pessoa responsável pela utilização desautorizada estará violando normas de direito autoral. 136 . 7o São obras intelectuais protegidas as criações do espírito. caracterizando-se como verdadeiro direito de propriedade garantido em nossa Constituição Federal. Sem autorização. ilustrações. os direitos patrimoniais são aqueles que se referem principalmente à utilização econômica de obra intelectual. às quais o autor concede direito de representação ou mesmo de utilização de suas criações. artísticas ou científicas. tangível ou intangível. os direitos patrimoniais podem ser transferidos ou cedidos a outras pessoas. e se o for. por qualquer processo técnico já existente ou ainda a ser inventado. livros. caracterizando-se como o direito exclusivo do autor de utilizar. portanto. tais como textos. imprescritíveis. O Direito Autoral está regulamentado por um conjunto de normas jurídicas que visa proteger as relações entre o criador e a utilização de obras artísticas. para efeitos legais. bem como permitir que terceiros a utilizem. projetos de arquitetura.

por sua seleção. paisagismo. § 2o A proteção concedida no inciso XIII não abarca os dados ou materiais em si mesmos e se entende sem prejuízo de quaisquer direitos autorais que subsistam a respeito dos dados ou materiais contidos nas obras. observadas as disposições desta Lei que lhes sejam aplicáveis. esboços e obras plásticas concernentes à geografia. pintura. apresentadas como criação intelectual nova. III– as obras dramáticas e dramático-musicais. cuja execução cênica se fixe por escrito ou por outra qualquer forma. inclusive as cinematográficas. gravura. X – os projetos.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA II – as conferências. sermões e outras obras da mesma natureza. enciclopédias. VII – as obras fotográficas e as produzidas por qualquer processo análogo ao da fotografia. VI – as obras audiovisuais. alocuções. V – as composições musicais tenham ou não letra. cenografia e ciência. XIII – as coletâneas ou compilações. cartas geográficas e outras obras da mesma natureza. constituam uma criação intelectual. que. sonorizadas ou não. organização ou disposição de seu conteúdo. traduções e outras transformações de obras originais. topografia. IX – as ilustrações. escultura. bases de dados e outras obras. § 1o Os programas de computador são objeto de legislação específica. 137 . litografia e arte cinética. VIII – as obras de desenho. dicionários. engenharia. XII – os programas de computador. antologias. IV – as obras coreográficas e pantomímicas. arquitetura. XI – as adaptações.

agendas. caso em que esse prazo se elevará a dois anos. V – as informações de uso comum tais como calendários. Art.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA § 3o No domínio das ciências. O título de publicações periódicas. se original e inconfundível com o de obra do mesmo gênero. planos ou regras para realizar atos mentais. científica ou não. a proteção recairá sobre a forma literária ou artística. VII – o aproveitamento industrial ou comercial das idéias contidas nas obras. II – os esquemas. 138 . III – os formulários em branco para serem preenchidos por qualquer tipo de informação. IV – os textos de tratados ou convenções. 10o A proteção à obra intelectual abrange o seu título. Art. não abrangendo o seu conteúdo científico ou técnico. sistemas. divulgada anteriormente por outro autor. procedimentos normativos. sem prejuízo dos direitos que protegem os demais campos da propriedade imaterial. jogos ou negócios. e suas instruções. é protegido até um ano após a saída do seu último número. regulamentos. cadastros ou legendas. inclusive jornais. métodos. decretos. 9o À cópia de obra de arte plástica feita pelo próprio autor é assegurada a mesma proteção de que goza o original. Parágrafo único. 8o Não são objeto de proteção como direitos autorais de que trata esta Lei: I – as idéias. projetos ou conceitos matemáticos como tais. decisões judiciais e demais atos oficiais. VI – os nomes e títulos isolados. leis. Art. salvo se forem anuais.

Observar as leis vigentes do País. sobretudo um dever moral que se impõe a todos os cidadãos e instituições.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA         É oportuno comentar sobre a Lei 9. abpdea. de acordo com cada situação. jornais. A existência dessa Lei representa uma grande conquista na regulamentação dos direitos que cabem aos autores. ainda não estão sob domínio público. quais as sanções civis aplicáveis aos infratores.41o.org.org.br e abpdea@abpdea. em sua definição do que é permitido e proibido. periódicos ou material didático. ficam liberadas quaisquer reproduções. especialmente.61O que se refere a Direitos Autorais e que garante ao autor os direitos morais e patrimoniais sobre a obra que criou. como também as instituições espíritas de modo geral. ilustrações e vinhetas) e trechos reproduzidos de outras obras. que contenham transcrições (textos e imagens) de obras literárias. apostilas e sites na Internet com imagens ( músicas. em termos de reprodução e. e a cópia sem autorização do autor ou fora das estipulações legais configura uma contrafação – um ato ilícito civil e criminal. fotos. paralelamente. a partir daí. Segundo o Art. Saiba mais: www. quando se detecta crescente número de publicações de livros.que. Isto é desrespeito ao direito alheio. se houver planos de lançar livros. ainda não caíram no domínio público. A questão dos direitos autorais assume maior dimensão em nosso meio espírita. e contrafação é o nome que se dá à reprodução da cópia não autorizada. além de ser um dever cívico é. atentem para o que diz a referida Lei. Reproduzir é copiar. revistas. Importante que o setor editorial espírita. que. os direitos patrimoniais do autor perduram por setenta anos. sem menção da autorização para tal e da fonte ou crédito (no caso de fotografias e desenhos) correspondentes.br 139 .

ofensivo. As crianças menores de dez anos somente poderão ingressar e permanecer nos locais de apresentação ou exibição quando acompanhadas dos pais ou responsável. ela pode evitar excessos e corrigir desvios e deficiências constatadas nos anúncios.Conar é uma organização da sociedade civil fundada em São Paulo.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA         O Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária . abusivo ou que desrespeitam. 75. não pode mandar prender. naõ pode mandar devolver dinheiro ao consumidor ou mandar trocar mercadorias. em 1980. Parágrafo único. motel. o direito concorrencial. 140 . Toda criança ou adolescente terá acesso às diversões e espetáculos públicos classificados como adequados à sua faixa etária.       CAPÍTULO II – Da Prevenção especial: Seção I Da informação. cultura. Brasil. O foco é a ética na publicidade e. lazer. o Código foi atualizado vários vezes. esporte e espetáculo Art. neste campo. A atividade desenvolvida pelo Conar visa a evitar a veiculação de anúncios e campanhas de conteúdo enganoso. A entidade não tem “poder de polícia”. pensão ou estabelecimento congênere. entre outros. salvo se autorizado ou acompanhado pelos pais ou responsável. Atendendo às demandas da sociedade e para acompanhar a evolução da comunicação. É proibida a hospedagem de criança ou adolescente em hotel. não multa. 82. Dos produtos e Serviços: Seção II Art.

141 . aplicação de vernizes e plastificação. Tablóide e Brindes funcionais em papel. Agenda. Display. Bloco de anotações. lombadas. 4. Tipo de papel. Folheto. Calendário. para se obter bons resultados nesse campo. Relação de Materiais Impressos: Adesivo. Revista. Envelope. Efeitos especiais: cores. Perfil da Instituição. 7. 2. foram selecionadas as mais frequentes no mercado – o que possibilitará uma abordagem objetiva e abrangente. Livro. Condições de pagamento. 8. 6. Quantidade de exemplares/unidades. Convite. Levando-se em conta a diversidade de peças apresentadas pelo setor gráfico. Crachá.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA              As capacidades humanas de criar ideias e os avanços da tecnologia da informática e de impressão representam dois fatores importantes para o desenvolvimento e a modernização do segmento gráfico. Capas para CD. grampos. Número de cores (frente e verso). Cortes e vincos/ acabamentos: colagem. Folder. 3. Número de páginas. Encarte.                    Informações básicas que devem ser observadas pelo responsável do setor 1. Dimensões da peça (altura x largura). são necessárias várias precauções que antecedem a finalização do trabalho. Boletim. cartão e derivados. DVD e Blue Ray. Cartaz/Pôster. Entretanto. em função do que esses materiais têm em comum. Marcador de página. Mala-Direta. 5. Esses cuidados têm início na fase de criação das peças desejadas. Bandeirola. passa pelo fechamento de arquivos e culmina com a solicitação de orçamentos.

catálogos. 10. nessas últimas décadas e às exigências do mercado. displays e apresenta boa qualidade gráfica). suplementos culturais e revistas de grande circulação. graças à expansão do setor. livros. adequado a grandes tiragens e trabalha com papel em bobinas. mas.             A indústria gráfica nacional opera com diversos sistemas de impressão. destinado à impressão de folhetos. convites. Rotogravura empregado para a impressão de embalagens/envoltórios (alumínio. classifica-se em offset plana e rotativa – este último é indicado para grandes tiragens de tablóides de supermercados. Tipografia (em fase de declínio. como trabalha com clichê de borracha. a qualidade é relativamente inferior e o resultado final é em cores chapadas sem variações de tons. flâmulas.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA 9. cartazes. Sistemas de impressão mais comuns: Flexografia (para impressão de embalagem e cartazes de eventos). ainda utilizado para imprimir pequenas quantidades de impressos em formatos pequenos).                                      Existem diversos tipos de papéis recomendados à produção de folhetos. celofane) flexíveis de produtos de consumo. Silkscreen sistema empregado na impressão de camisetas. Local de entrega. Prazo de entrega. brindes de plástico e/ou tecidos/madeira. não permite sobreposição de cores por trabalhar com tintas não transparentes. Offset (sistema predominante no mercado e trabalha com papel em formato. revistas. revistas jornais e outros impressos. Os tipos mais 142 .

identificação de páginas. Gramatura é o peso do papel. Atenção: Ao planejar o seu projeto gráfico. Evite a dobra sobre textos. 102g/cm2 etc. procure optar por formatos padronizados disponíveis no mercado. Veja anexa a Tabela de Aproveitamento de Papel (formato 66x96 cm). afetando a aparência do impresso. procure definir as suas próprias normas de diagramação. Por ex. características dos originais para reprodução.     As provas são imprescindíveis para verificar se não há erros ou falhas e que estes sejam apontados e corrigidos. o papel jornal. número e tamanho de colunas. tablóides de supermercado.: O papel com gramatura leve pode ser mais econômico. bem como a leitura. usado principalmente para a impressão de Bíblias e dicionários. Atentar também para a gramatura do papel. são próprios para impressos de alta tiragem. listas telefônicas e papéis especiais para apresentações mais sofisticadas e de arte. são mais fáceis de serem encontrados.). inevitavelmente haverá transparência no verso do papel. mas se o trabalho tiver imagens em cores ou áreas grandes coloridas e chapadas. procure compor o texto. o “couchê”. o monolúcido (brilhante só em uma face). destinado a jornais de grande circulação. que é expresso em g/cm2 (gramas por centímetro quadrado) (75g/ cm2. considerando: emprego de tipos. como revistas.   Quando se tratar de publicações com periodicidade regular. separando-o por palavras inteiras.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA comuns são o “offset”. o papel bíblia (muito fino. além de mais econômicos. A qualidade desejada e o preço do trabalho são elementos decisórios quanto à gramatura adequada. têm aplicação específica e são encontrados em formatos e em bobinas. Em se 143 . reduz o volume). periódicos. seja um folheto ou uma revista. Os papéis aditivados constituem um tipo à parte. jornais diários e outros. Além dos papéis apresentados em formatos (resmas). existem papéis que se apresentam em bobinas destinados ao sistema de impressão offset rotativo. antes da impressão final.

No caso de revistas. meio da boca e outros). M = magenta (equivale ao vermelho puro. Y=Yellow/Amarelo e K=Black/Preto).      Diversos acabamentos podem ser aplicados após a impressão para agregar valor ao produto final. Da mistura dessas cores resultam as cores secundárias: Verde (Y e C). Azul. Importante: Quando você concebe uma peça com a cor laranja. A economia é mais evidente. o custo pode aumentar em 30% em relação ao Preto. Marrom (K +CYM). próxima ao carmim). nariz.o que dá má aparência ao produto final. Quando optamos por uma só cor. Violeta (M e C).: dobra sobre os olhos. Em embalagens. dando a sensação de mais cores. na verificação do sentido das fibras para facilitar o fechamento e evitar o abaulamento do cartão. Laranja (M e Y). evitando deformação da imagem (ex. Se desejar laranja e violeta em uma imagem impressa.      O papel é formado de fibras que correm no sentido longitudinal da tela. O sentido da fibra é importante no momento que se deseja fazer uma dobrar no papel. evite a dobra sobre partes da foto. 144 . toda a atenção é pouca. Amarelo ou Magenta. com efeito de sombra e profundidade. representadas pela sigla: CMYK (C = Cian = azul. o preto também tem a função de escurecer as três cores citadas e destacar os detalhes do texto e imagens. Isto porque o Preto é a cor (tinta) padrão que está na impressora. quando usarmos somente o preto. no momento de sua fabricação. as fibras do papel precisam correr no sentido da lombada para evitar a quebra do papel . como também resistência à abrasão e proteção do material impresso. entenda que será impressa em duas cores. quer dizer que serão orçadas quatro cores.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA tratando de fotos.     O sistema de impressão utiliza quatro cores básicas. com o qual poder-se-á obter tons de cinza.

porém deve evitar plastificar papéis com gramaturas muito leves. Outra opção é a aplicação do “Glitter” (= brilho) que consiste de uma cobertura chapada e texturizada de pigmentos que podem ser nas cores amarelo ouro (novo e velho). Holografia: o efeito holográfico vem alcançando grande aceitação no mercado. quando aplicado corretamente. Verniz: existem vários tipos de vernizes que são aplicados após a impressão: alto brilho (“high gloss”). texto ou ilustração de pequenas proporções. Confere brilho e proteção ao impresso especialmente em capas de livros. verde. logomarca ou detalhes de imagens e ilustrações.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA Plastificação: obtém-se esse efeito pela aplicação de película plástica (polietileno) sobre a superfície do papel impresso. Pode ser feita nos dois lados do impresso. bem como texturizado (efeitos que imitam couro. estrelas. enquanto o uso excessivo dá uma conotação de vulgaridade. bem como de gramaturas muito pesadas.). geralmente aplicado em capas de catálogos. brilho discreto (UV). verde. azul. azul escuro e claro. letra ou palavra). quando se quer localizar sobre uma foto.). vermelho e suas variações cromáticas. etc. etc. Relevo: este efeito é bastante utilizado para destacar detalhes de um título. círculos concêntricos. O resultado é o efeito de metal brilhante muito utilizado para realçar um nome. terra. revistas e catálogos. não viável. O uso adequado dá ao impresso um toque de elegância. graças à aparência de tridimensionalidade visual. O relevo americano é outro efeito com o qual se pode obter um toque de elegância e harmonia. superfície rochosa e outros. em virtude da contrapressão dos clichês. prata ou pigmentadas (vermelho. É um efeito aplicado somente em áreas totais ou reservadas num só sentido. Esse tipo de acabamento não permite 145 . O ideal é aplicar o relevo sobre papel de gramatura média para evitar o rompimento do papel. texto ou ilustração. Existem diversos “desenhos” a escolha do interessado (quadros. total (em toda a área) ou com reserva (localizado sobre uma imagem. relatório. estilhaços de espelhos. “Hot stamping” ou gravação a quente: permite gravar imagens chapadas e textos (geralmente com tipos largos) através de fitas de celofane metalizada nas cores ouro.

prata. mencionado anteriormente.COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA a reserva de área. o mercado também dispõe de cores especiais tais como: ouro. cores transparentes e outras subcategorias que resultam em alto grau de sofisticação. sendo assim. é aplicado em toda a área de impressão do papel. 146 . Cores especiais: ao lado das cores que seguem o padrão CYMK.

                                    Anúncios inseridos no Reformador .

                                     .

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