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RESSONÂNCIA MAGNÉTICA APOSTILA
PROFª FERNANDA SCHARF SANTOS

HISTÓRICO  1946: Block e co-trabalhadores e Purcell  primeiro experimento bem sucedido. Concluíram que alguns núcleos, ao serem colocados em campos magnéticos absorviam energia dentro de uma faixa de radiofrequência do espectro eletromagnético, e capazes de reemitir esta energia quando os núcleos restauravam seu estado original;  Foi chamado de RNM  N, pois apenas alguns núcleos de alguns átomos reagiam desta maneira; M, pois um campo magnético era necessário para completar esta ação; R devido à frequência dos campos magnéticos e a radiofrequência;  1967: 1°s sinais animal vivo por Jackson;  1972: 2d por Lautebur;  1983: 1° aparelho de RM em Manchester;  1986: 1° aparelho chega ao Brasil; NÚCLEOS EM RESSONÂNCIA Diversos átomos são capazes de promover imagem por ressonância magnética (IRM), porém o Hidrogênio (H+) é o mais relevante e abundante em nosso organismo. Núcleos de átomos que contém número ímpar de prótons ou nêutrons possuem um mini campo magnético ao seu redor, conferindo uma rotação em torno de si mesmo, chamado SPIN.

Figura 1 – movimento spin do núcleo de um átomo. PRECESSÃO Os H+ em estado básico estão dispostos aleatoriamente no organismo, seu movimento SPIN é contínuo, mas não estão organizados.

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Após a indução de radiofreqüência (rf) por um campo magnético B0, os H+ se organizarão em paralelo e antiparalelo ao campo magnético.

A

B

Figura 2 – em A os H+ estão dispostos aleatoriamente no organismo. Em B, após indução do campo magnético os H+ se dispõem em paralelo e antiparalelo. Esse pulso induzido pelo campo magnético possui uma angulação variável conforme a sequência que está sendo adquirida, chamada FLIP ANGLE. Para simplificar nosso estudo, vamos utilizar apenas pulsos de 90º. Após o pulso de 90º, além do movimento spin dos H+, a disposição paralela e antiparalela ao campo magnético (magnetização longitudinal), eles irão rotacionar ao redor do campo magnético, até adquirirem a magnetização transversal, chamado de PRECESSÃO.

Figura 3 – direção do campo magnético aplicado B0, o H+ estão fazendo movimento spin, e movimento de precessão, ou seja, girando em torno do campo magnético. A freqüência de precessão do campo magnético é chamada de freqüência de Larmor, é dado pela fórmula matemática:

ω = Bo x 
ω = freqüência de precessão (f. de Larmor) Bo = potência do campo magnético estático = razão giromagnética

de pulso de 90°.5 T. Os lipídeos que são moléculas médias. Figura 4 – inclinação da magnetização longitudinal em direção à magnetização transversa por um campo magnético B1 associado a um campo de RF. apresentam tempo de relaxamento rápido (150 a 250 ms). ω = Bo x  ω = 1.58 MHz ω = 63. Os H+ irão precessar em torno do campo magnético aplicado Bo e serão empurrados a magnetização transversa para girar em sincronia com o campo aplicado B1. Para um campo magnético de 1. e segundo a lei de indução de Faraday. pois os átomos vão liberar a energia absorvida e voltar ao estado de magnetização longitudinal. TEMPOS DE RELAXAMENTO Hidrogênios em diferentes tecidos apresentam tempos de relaxamento diferentes. . DECAIMENTO POR LIVRE INDUÇÃO (DLI) Após o pulso de RF.58 MHz.87 MHz.5 x 42. Apenas a magnetização transversa (magnetização perpendicular ao Bo) pode induzir sinal nas bobinas receptoras de RF. DLI indica que o sinal vai diminuir de intensidade em função do tempo.87 MHz CAMPO DE RF A magnetização longitudinal é estática.3 A freqüência de precessão do hidrogênio é de 42. os hidrogênios desviam da magnetização longitudinal para a magnetização transversal. conforme sua estrutura molecular. pois esta magnetização é dependente do tempo. pode induzir uma voltagem na bobina receptora. Moléculas pequenas reorientam-se mais rapidamente do que moléculas maiores. por exemplo. a freqüência de Larmor será de 63.

os H+ irão perder a coerência muito rapidamente.4 T1 é o tempo necessário para a recuperação de aproximadamente 63% da magnetização longitudinal dos prótons. agora de 180° que vai inverter o vetor de magnetização transversal. T1 T2 ÁGUA HIPOSSINAL HIPERSSINAL GORDURA HIPERSSINAL HIPOSSINAL LCR HIPOSSINAL HIPERSSINAL SANGUE HIPERSSINAL HETEROGEN MÚSCULO HIPOSSINAL HIPOSSINAL TENDÃO HIPOSSINAL HIPOSSINAL EDEMA HIPOSSINAL HIPERSSINAL Tabela 1 – diferenças de sinais entre tecidos e sequências T1 e T2. T2 é o tempo necessário para que o vetor da magnetização transversa decaia a 37% do seu valor original. Figura 6 – tempo de relaxamento T2. Figura 5 – tempo de relaxamento T1. demorando mais para voltarem ao estado básico. . por isso é dado outro pulso a seguir. TEMPO DE REPETIÇÃO (TR) E TEMPO DE ECO (TE) Após o pulso de RF de 90°.

A quantidade de ETL é a quantidade de linhas do espaço K que serão preenchidas por TR. pois cada eco corresponde a um pulso codificado com amplitude de sinal diferente na curva gradiente. no FSE. por este motivo está relacionado ao SCAN TIME (tempo de sequência). A quantidade de pulsos de 180° é previamente definida pelo operador. Sua desvantagem é demorar mais tempo mais completar a sequência. Está relacionado também às sequências T1 e T2. quanto mais cortes. por apenas um pulso de refasamento de 180°. e o DLI. Por exemplo. dentro do TR os H+ sofrem o TE. e é chamado de fator turbo ou trem de ecos (ETL). TR TE Figura 7 – TR e TE. FAST SPIN ECO (FSE) OU TURBO SPIN ECO (TSE): é definido por um pulso de 90° seguido por vários pulsos de 180°. mais linha diferentes no espaço K serão armazenados por TR. ou quanto menor o TR mais escuro o LCR. TE é o tempo medido do pulso de 90° até a amplitude máxima de sinal (eco) de RM. Em geral são comumente utilizadas por possuírem uma RSR e RCR ideais. O TR está diretamente ligado a quantidade de cortes escolhidos. enquanto no SE apenas uma linha é preenchida .5 O TR indica o tempo entre o primeiro pulso de 90° até ser dado o próximo pulso de 90°. quanto menos cortes. numa sequência T2 FSE com ETL 4. SEQUÊNCIAS DE PULSOS SPIN ECO (SE): é definido por um pulso de 90° seguido por um pulso de refasamento de 180°. pois ecos muito tardios tendem a diminuir a amplitude de sinal. quanto maior o TR. maior TR e mais demorada a sequência. mais brilho na água. A desvantagem é que fator turbo muito elevado gera mais ruído no sistema. menor o TR e mais rápida a sequência. definindo os contrastes de imagens. Na sequência SE apenas uma linha do espaço K é armazenado por TR. 4 linhas do espaço K serão preenchidas a cada TR. A vantagem é ser proporcionalmente mais rápida que a SE convencional em relação ao fator turbo. produzindo vários spin ecos para um TR definido. como na figura 7. como são produzidos vários ecos por TR. por exemplo.

com fator turbo 4.000 ms + ETL longo 16+ Nas ponderações DP: TE curto min -20 ms TR longo 4. Nas ponderações T1 FSE: TE curto min -20 ms TR curto 400-600 ms ETL curto 2-6 Nas ponderações T2 FSE: TE longo 90 ms + TR longo 4. sequências T1 em A. o tempo da sequência diminui para 2 minutos. Figura 8 – sequência FSE ou TSE. ao ativar o ETL para 4 (FSE).6 por TR.000 ms+ ETL medio 8-12 A B Figura 9 – RM cerebral. proporcional ao ETL. e T2 em B. . Considerando uma sequência SE de 8 minutos.

e não mais pulsos de 90°. sequência T2*. suprimindo o tecido.5 T o TI do STIR é de aproximandamente 150 ms. A sequência IR possui 3 aplicações: STIR (short TI inversion recovery) – IR com tempo de inversão curto para supressão de gordura. TR é curto. GRADIENTE ECO INCOERENTE OU GRE T1: A magnetização residual se acumula no plano transverso. INVERSION RECOVERY (INVERSÃO RECUPERAÇÃO) IR: Os pulsos de IR começam com pulso de 180° que inverte o vetor final de magnetização para a saturação plena. Figura 13 – RM de abdome superior. Em equipamento de 1. Essa magnetização transversa é em seguida refasada por um pulso de 180°. Ocorre reversão do gradiente de codificação de fase antes da repetição que refaseia a magnetização transversa. que não permitem a recepção da magnetização transversa residual. conhecendo seu tempo de inversão (TI). FLAIR (fluid attenuated inversion recovery) – IR com tempo de inversão para supressão do sinal do . sequência GRE T1 volumétrica com contraste EV. é aplicado um pulso de 90° que transfere a proporção de magnetização recuperada em B0 para o plano transverso. Após o TI específico. seguido de pulsos de refasamento. possibilitando o uso de apnéia. Figura 12 – RM cerebral. Ponderação em T1/DP são eficazes quando associadas a realce por contraste e para demonstrar a anatomia. acumulando assim magnetização no componente transverso. Isso faz com que os tecidos tenham ponderação em T2. A magnetização é deteriorada com pulsos de RF deslocados no eixo da fase. para reproduzir um eco.7 GRADIENTE ECO COERENTE OU GRE T2 OU T2*: utiliza pulso de RF (flip angle) variável de 5 e 180°. A sequência GRE é muito sensível às imperfeições do campo magnético e a presença de artefatos. imagem dinâmica e aquisições cine e volumétricas.

8 liquor. .200 ms  TI médio 200 a 600 ms No STIR:  TE 60 ms  TR + 6. Em equipamento de 1. usa trem de eco gradiente ao invés de spin-eco.200 ms EPI (IMAGEM ECO PLANAR): Técnica ultra-rápida de obtenção de imagens. T1W – IR com forte ponderação em T1. Os ecos podem ser gerados por múltiplos pulsos de 180° ou gradiente eco EPI. (c) ativação por RM (funcional) estuda atividade cerebral em funções motoras. Figura 14 – sequência com tempo de inversão Nas ponderações em T1 em uso de IR:  TE curto .000 ms  ETL + 16  TI curto 100 a 175 ms No FLAIR  TE 60 ms  TR 6.000 a 10. sensitivas e cognitivas.000 ms  ETL 16 +  TI longo 1. Preenchem todo o espaço K em uma repetição pelo emprego de trens de ecos muito longos.5 T o TI está entre 400 e 800 ms.700 a 2. Susceptíveis a artefatos.5 T o TI é de aproximadamente 2. Em equipamento de 1. Usado para: (a)difusão onde o hidrogênio com mobilização restrita (isquemia). (b)perfusão que avalia a “perfusão” sanguínea a um tecido com meio de contraste EV. ou seja.200 ms.20 ms  TR longo 2.

Técnica de pré-saturação química/espectral ou pré-saturação espacial utiliza pulso de saturação de 90° ao tecido selecionado.9 Figura 15 – RM cerebral. que inverte a magnetização dos tecidos para 180° pelo pulso excitatório e não retomam o sinal. água e silicone. A supressão pode ser feita em diferentes tecidos: gordura. previamente ajustados pelo operador do sistema. coronal T2 com supressão de gordura. em B RM de ombro. sequência difusão. axial T2 com supressão de gordura. . TÉCNICAS DE SUPRESSÃO DE GORDURA: Figura 18 – Em A RM de tornozelo.

e) cortes espessos. g) maior n° de NEX. com ganho proporcional gerado pelo paciente. Quanto maior seu valor. O codificador de fase (gradiente Y) é responsável pelo FOV retangular. aumenta a RSR. Quando estudamos grandes áreas. d) uma FOV amplo.10 Figura 19 – Rm de mamas. RSR FOV (FIELD OF VIEW) (CAMPO DE VISÃO): é a área de estudo. mais H+ participam da formação de imagem. em B supressão de silicone. QUALIDADE DE IMAGEM RSR: mede em termos qualitativos o sinal puro de RM. f) banda de recepção mais estreita. O ruído será responsável pela granulação da imagem. PIXEL + CORTES = VOXEL . c) uma matriz grosseira. B0 = b) tipo de bobina. porém diminui a resolução da imagem se a matriz não for alterada. em A supressão de água. também chamado de RFOV ou FOV fase. relacionados aos seguintes fatores: a) intensidade do campo magnético principal (B0)  Qto > o campo B0 > será a qde de H+ disponíveis. sequência T2 com supressão de gordura. aumentando o sinal. menor será a degradação da imagem. O FOV pode ser quadrado (simétrico) ou retangular (assimétrico).

É o número de vezes que os dados da imagem são colhidos e armazenados . imagens ponderadas em T2. o ouvido tem que ser mais fino. FOV PHASE R>L A B Figura 21 – RM cerebral. normal (4 e 5 mm) e espesso (acima de 6 mm). por exemplo. ESPESSURA DE CORTE: para formar a imagem. NEX OU NSA (NÚMERO DE EXCITAÇÕES OU NÚMERO DE AQUISIÇÕES): Na formação de IRM é possível excitar mais de uma vez o tecido. o crânio pode ter espessura de corte de 5 mm. já a coxa ou perna pode ser mais espesso. e em B o RFOV está mais estreito na direção R>L. mas a espessura depende da estrutura a ser avaliada. Em A RFOV mais largo na direção R>L (direito-esquerdo). que pode ser fina (entre 2 e 3 mm). com 6 mm. com 2 ou 3 mm. aumentando a RSR. Quanto mais espesso o corte mais H+ contribuem para a formação de imagem. obtendo múltiplas respostas desta região.11 Figura 20 – FOV simétrico com 200 x 200 mm e FOV assimétrico com 200 x 130 mm. é necessário selecionar a quantidade de cortes que serão adquiridos dentro de um bloco. os cortes possuem espessura definida.

mas aumenta a resolução da imagem e o tempo de aquisição. maior a RSR. mais amostras de fase e freqüência são selecionados dentro do FOV. como na figura acima.12 no espaço K. pois menos H + vão participar em cada pixel. por exemplo. . resultando no tamanho de cada pixel. diminuindo o tamanho de cada pixel. temos um pixel de 0. Quando selecionamos uma matriz grosseira.78 mm2. 256 x 256. por exemplo. Ao alterarmos a matriz para um maior número de pixels. Quanto mais NEX. Figura 22 – Demonstração da matriz e do número de codificações de fase e freqüência. porém maior o tempo de aquisição. 512 x 512. O tamanho de cada pixel é dado pelo FOV dividido pela matriz: Figura 23 – Para um FOV de 200 x 200 mm e uma matriz de 256 x 256. significa de o pixel é grosseiro. diminuindo a RSR. MATRIZ: dentro do FOV o pixel e a espessura do corte resultam no voxel. melhor a resolução da imagem. O número de pixel dentro do FOV depende do número de amostras de frequência e de codificação de fase que serão realizadas. e que menos amostras de fase e freqüência foram selecionadas.

a gama de frequências é chamada de “largura de banda de recepção”. BANDA DE RECEPÇÃO – BANDWIDTH: O gradiente de codificação de leitura ou frequência (Gx) colhe e codifica uma gama de frequências. e como o sinal está sendo recebido nesta etapa. . Figura 25 – Demonstração do volume do voxel.78 x 5.13 Para sabermos o volume do voxel temos que multiplicar o tamanho do pixel de fase vezes o tamanho do pixel de freqüência vezes a espessura de corte.042 mm3.0 mm de espessura = 3. Para calcularmos o tamanho do voxel. precisamos multiplicar a área do pixel de fase x área de pixel de freqüência x a espessura de corte. 0. Figura 24 – Demonstração do volume do voxel. pois recebe mais ruído de imagem. Quanto maior a banda de recepção.78 x 0. menor a RSR.

demonstrando que a coleta de dados é feita na amplitude de sinal. MEIOS DE CONTRASTE O contraste em RM é útil quando a diferenciação de tecidos é necessária. processos infecciosos e processos inflamatórios. em processos patológicos. maior que a figura anterior. e transversal (óxido de ferro) dos núcleos de H+ excitados. como tumores. onde recebe mais ruído na imagem. mas também as extremidades do sinal.14 Figura 26 – Largura de banda. demonstrando que a coleta de dados não recebe apenas a amplitude de sinal. como matriz óssea e as membranas. Figura 27 – Largura de banda. São substâncias paramagnéticas que alteram o campo local. Não é excretado a menos que se ligue a um quelato que . menor que a próxima figura. Encurta o tempo T1 dos tecidos. reduzindo os tempos de relaxação longitudinal (gadolíneo). O gadolineo se liga a determinados elementos do corpo. que passam a emitir sinal com maior intensidade (hiperintenso).

Processos inflamatórios/infecciosos. em B com contraste. vômitos. via oral. em A sem contraste. ARTEFATOS EM RM As imagens em RM podem ser afetadas de várias maneiras: . Os efeitos adversos são: Meios de contraste a base de Gd são bastante seguros e seus efeitos são raros.15 circunda o íon de Gd e permite sua excreção pelos rins. Figura 28 – RM cerebral axial T1. Análise de imagens vasculares Placas de esclerose ativas. Reações cutâneas. Principais sintomas / sinais: Náuseas. Nos estudos funcionais e de perfusão de diversos órgãos. As indicações são: Tumores. As vias de administração do contraste são endovenoso. O principal quelato é o ácido dietilênico triaminopentacético (DTPA). via retal e artroRM. dor local. Calor. Fibrose nefrogênica sistêmica (FNS). Áreas de fibrose no pós-operatório. Metástases.

Suscetibilidade Magnética. aumentando a espessura do corte. Desvio químico. Movimentação. Fluxo. aumentando o campo de visão. RUÍDO ELETRÔNICO   Presença de aspecto granuloso na imagem. Alising – Foldover – Phase Wrap – Dobra de Imagem. intensidade do campo principal.  Acontece quando usamos FOV pequeno (menor que a anatomia) . Ausência de homogeneidade do campo. Excitação cruzada (cross-talk). redução da quantidade de hidrogênios. usando campos magnéticos mais potentes. Mapeamento incorreto de fase.  ALISING – FOLDOVER – PHASE WRAP – DOBRA DE IMAGEM  Presença de parte da anatomia que não coube no FOV redobrada sobre a própria imagem.  Evita-se: aumentando o número de excitações (NEX). Causado por componentes eletrônicos na imagem.16           Ruído eletrônico.

 Alguns equipamentos possuem função de redobrar o FOV.  ARTEFATOS DE MOVIMENTO  Durante a aquisição de imagens o paciente deverá permanecer imóvel durante toda a sequência. colocação de pulsos pré saturação especial sobre a anatomia não coberta pelo FOV. . super amostragem na direção da fase.17  Eliminados por aumento do FOV até os limites da bobina. sem alterar o FOV real da imagem. mas com aumento do tempo da sequência.

pediátricos e em estado doloroso pode ser feito sob anestesia. involuntários. pacientes confusos. batimento cardíaco.  ARTEFATOS DE FLUXO  O fluxo produzido pelo deslocamento sanguíneo no interior dos vasos costuma produzir imagens fantasmas desses vasos na direção da codificação de fase.   O fluxo arterial é mais visível que o venoso. LCR também causa artefatos de fluxo.  Atenua-se com pulsos de pré saturação na direção perpendicular ao fluxo sanguíneo. respiratório. reduzindo a nitidez da imagem.18  Se o paciente movimentar-se durante a sequência a imagem será prejudicada pela presença de “fantasmas”. peristálticos.  Causas: movimento voluntário do paciente. pois o líquor circula no canal raquimedular e no cérebro.  Evita-se: orientar o paciente quanto a movimentação. . sincronização respiratória e cardíaca central e periférica. ou com função de compensação de fluxo.

19  ARTEFATOS DE SUSCETIBILIDADE MAGNÉTICA   Propriedade de diferentes objetos responderem ao campo magnético.  Recomenda-se o uso de sequências SE ou FSE e evita-se GRE . A presença de metais no tecido biológico altera fortemente o campo magnético local. distorcendo a anatomia nesta região e provocando ausência de sinal ao redor.

  No tecido biológico está ligado a gordura e água. deixando de contribuir com sinal.20  ARTEFATO DE DESVIO QUÍMICO   Hidrogênio precessa a 42.  Dependendo do sítio químico que o hidrogênio está ligado. Nos equipamentos de 1. Esta equação não é válida para todo e qualquer tecido biológico. 220 Hz. a frequência de precessão sofre pequenas variações.  ARTEFATO DE EXCITAÇÃO CRUZADA (CROSS-TALK) Durante o planejamento da sequência há sobreposição de cortes. mas apenas hidrogênios livres. . isso faz com que seja mapeado o sinal proveniente desses hidrogênios em locais diferentes na imagem.5T a a água tem precessão ligeiramente maior que a gordura. causando artefato.58 MHz x campo magnético (Eq de Larmor). fazendo com que esses hidrogênios sofram dupla excitação. gerando linhas artefatuais.

. braço. movimentação da parede torácica durante respiração e movimento cardíaco são principais causadores desses artefatos. de forma que o artefato não interfira na área de interesse. Tentar posicionar o paciente sempre no isocentro ou próximo dele.     Algumas técnicas deixam de funcionar corretamente (supressão de gordura).21  AUSÊNCIA DE HOMOGENEIDADE DE CAMPO  Parte central do magneto é mais homogêneo que as periferias e as extremidades. ombro.. .  ARTEFATOS DE MAPEAMENTO INCORRETO DE FASE (PULSAÇÃO)  É causado pela movimentação da anatomia entre cada aplicacão de fase que codifica o gradiente e pela movimentação ao longo da fase durante a aquisição dos dados.  Movimento pulsátil dos vasos. Pode ocorrer em estudos: quadril.  Pode-se corrigir: a) troca do eixo da fase. c) utilização de compensação respiratória ou cardíaco. b) colocação de pulsos espaciais entre a origem e o FOV. Solicitar ao fornecedor do equipamento verificação dos dispositivos de homogeneização (shimming).

celular.  Em momento nenhum o MAGNETO É DESLIGADO. portanto todo cuidado é pouco!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!  As macas devem ser especialmente projetadas para uso em RM. corrente. clips.  Acompanhantes em sala de exame devem responder ao questionário de rastreamento.  Cadeiras de rodas não devem entrar na sala de exames. relógio. cartão magnético.  Acompanhante pode permanecer com seus adornos metálicos.  Pacientes em estado crítico (UTI) ou inconscientes devemos aguardar alguém responsável. celular. anel).  Paciente deve retirar seus pertences metálicos (brincos. e não permaneça durante a aquisição de imagens. passes de metrô ou ônibus. CONFERÊNCIA DE MATERIAS) NÃO PERMITIR O ACESSO SEM OS DEVIDOS CUIDADOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! NUNCA DEIXAR A PORTA DA SALA ABERTA!!!!!!  O questionário de rastreamento deve conter as seguintes perguntas:  Possui marca-passo? .  Todos os profissionais envolvidos devem estar orientados em relação a segurança. isqueiros.  Pesos para tração fisioterápica devem ser cuidadosamente estudadas antes de entrarem em contato com campo magnético. ANESTESISTAS. e assiná-lo para documentação. deverá obrigatoriamente responder a um questionário de metais. relógio. moedas.22 SEGURANÇA EM RM:  Rastreamento começa na marcação de exames. porém deve retirar cartão magnético.  O acompanhante também está sendo exposto ao campo magnético. prótese dentária metálica. TÉCNICOS DE EQUIPAMENTES.  SEMPRE QUE CHEGAR ALGUÉM QUE NÃO FAZ PARTE DA EQUIPE (MÉDICOS. chaves.  O paciente (ou seu responsável) ao chegar na clínica onde realizará a RM. mesmo que entre na sala apenas para ajudar a posicionar o paciente.  Equipamentos de anestesia ou bombas de infusão devem ser especiais para RM.

MAQUIAGEM PERMANENTE. TATUAGENS.  RISCO POTENCIAL: o paciente deverá ser bem orientado antes do exame     PRÓTESES METÁLICAS EM GERAL.mrisafety. IMPLANTE COCLEAR METÁLICO. . haste)? Possui tatuagem? Possui maquiagem permanente? Possui DIU? Há suspeita ou gravidez confirmada? Já foi atingido por projétil de arma de fogo? Já teve fagulha nos olhos? www. GRAVIDEZ ATÉ 3° MÊS (EMBRIOGÊNESE). CORPOS ESTRANHOS INTRA-OCULARES. PROJÉTIL DE ARMA DE FOGO EM ESTRUTURA PROPENSA A DESLOCAMENTO (MEDULA).com  CONTRA-INDICAÇÃO ABSOLUTA:   MARCA-PASSO CARDÍACO. DIU. parafuso.  CONTRA INDICAÇÃO RELATIVA     CLIP DE ANEURISMA.23          Possui clip de aneurisma? Possui válvula cardíaca? Possui implante metálico (pino.

NÍVEL DE SAR ADMITIDO: 1 grau para cabeça 0.0 W/Kg . para que o equipamento possa controlar a absorção de RF. SAR (SPECIFIC ABSORPTION RATE):  Tecido biológico sofre aquecimento pelo depósito de radiofrequência. NEUROESTIMULADORES OU BOMBAS IMPLANTADAS DEVEM SER DESLIGADAS ANTES DO INÍCIO DO EXAME E REAJUSTADAS APÓS O TEMINO DO MESMO.4 W/Kg 2 grau para o tronco 3.  A absorção de RF é medida em Watts.2 W/Kg 3 grau para extremidades 8.24   PIERCINGS. é necessário informar o peso correto do paciente durante o registro.

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