MANCAIS DE ROLAMENTO

A maioria das máquinas e equipamentos possuem mancais. A sua função é posicionar um elemento de máquina que gira em relação a outro. O rolo da Figura 1 tem duas pontas de eixo. Cada ponta apoia-se em um bloco de madeira e é posicionada por uma concavidade, a qual neste caso constitui um mancal. A ponta de eixo desliza na concavidade, e o mancal pode ser classificado como mancal de deslizamento. Pode-se dizer que o rolo é suportado por dois mancais de deslizamento ou, em outras palavras, o conjunto de mancais consiste de dois mancais de deslizamento. Se os blocos forem construídos da maneira mostrada na Figura 2, com esferas ou rolos inseridos entre o eixo e o bloco, o eixo rolará sobre as esferas ou rolos. conseqüentemente, o movimento de deslizamento será substituído por um movimento de rolamento, e pode-se dizer que se obteve um mancal de rolamento.

Um posterior desenvolvimento do mancal poderá envolver a inserção de anéis de aço interna e externamente à carreira de esferas ou de rolos. Os corpos rolantes, como são chamados os rolos e as esferas, irão então girar entre os anéis interno e externo. O mancal de rolamento é agora constituído de: um anel externo, corpos rolantes e um anel interno. As superfícies dos anéis em que os corpos rolantes trabalham são chamadas de pistas de rolamento, ou simplesmente pistas. Agora só resta prover o mancal de uma gaiola para reter os corpos rolantes no mesmo e separá-los de tal forma que eles não se atritem uns contra os outros, ficando eqüidistantes entre si, conforme a Figura 4. Os rolamentos são classificados em rolamentos de esferas e rolamentos de rolos, dependendo do tipo de corpo rolante empregado para transmitir a carga. Como as esferas transmitem a carga através de uma pequena área de contato, definida como um contato puntiforme com a pista, as mesmas não podem suportar cargas tão elevadas como os rolos, que têm um contato linear com as pistas. Por outro lado, o atrito de

rolamento será menor em um rolamento de esferas do que em um rolamento de rolos.

Os rolamento de rolos podem ter rolos cilíndricos, rolos abaulados ou rolos cônicos. Os principais tipos de rolamento de rolos têm seus nomes ligados ao formato de seus corpos rolantes, ou seja: rolamento de rolos cilíndricos, rolamento autocompensador de rolos e rolamento de rolos cônicos. Um grande número de tipos diferentes tem sido desenvolvido, a fim de serem aproveitadas as vantagens particulares de cada um, nos vários ramos da engenharia mecânica. Geralmente os rolamentos de esferas são utilizados quando houver cargas leves ou médias e os rolamento de rolos quando houver cargas médias ou pesadas. Para citar alguns exemplos, os rolamento de esferas são usados nos cubos das rodas de bicicletas e motocicletas − cargas leves − enquanto que nos cubos de rodas de caminhões − cargas pesadas − são usados rolamentos de rolos. Nos cubos de rodas de automóveis, considerados como uma aplicação de carga média, poderão ser usados rolamento de esferas ou de rolos.

Os tipos de rolamentos construídos para suportar cargas atuando perpendicularmente ao eixo, tal como os rolamentos de cubos de rodas, por exemplo, são chamadas de rolamentos radiais. Os rolamentos projetados para suportar cargas que atuam na direção do eixo , são chamados de rolamentos axiais. Um rolamento axial pode ser usado, por exemplo, para suportar o empuxo de uma hélice propulsora de um navio. Muitos tipos de rolamentos radias são capazes de suportar também cargas combinadas, formadas de cargas radiais e axiais. Os 10 tipos básicos de rolamentos de esferas ou rolos que se fabricam atualmente, já tinham sido desenvolvidos na década de 30. Não houve nenhuma grande mudança na sua construção básica. Tem havido, porém, grande número de melhoria no projeto interno, algumas recentemente, no sentido de otimizar as dimensões dos corpos rolantes e pistas, afim de se obter a máxima capacidade de carga possível. Os projetos de desenvolvimento atuais visam principalmente a criação de unidades ou conjuntos de rolamentos especiais para certas aplicações. A idéia é entregar uma unidade completa de rolamento, pré-lubrificado e pronto para ser montado diretamente na máquina. Descreve-se a seguir os tipos mais comuns de rolamentos, com suas aplicações e características particulares.

A placa é fixada em uma ranhura no anel externo e evita a entrada de material estranho no rolamento. O lábio de borracha sintética usado na placa de vedação RS resiste a temperatura de 80 °C. em operação contínua. e conseqüentemente não necessitam de uma relubrificação. mas os rolamentos continuarão a serem marcados com a mesma letra Z. Isto possibilita ao rolamento suportar cargas radiais e axiais. mas o atrito criado entre o lábio de borracha e o anel interno diminui o limite de rotação de 1/3. temperaturas na faixa de − 20°C a +100°C. sendo feita de borracha nitrílica moldada sobre uma placa de reforço. rolamentos lubrificados para a vida. Vários tipos diferentes de placas (ou blindagens) são usadas. ou ainda. Os rolamentos rígidos de esferas também são fabricados com uma placa de proteção ou de vedação em um ou ambos os lados. A placa de vedação RS2 contém uma placa de reforço com borracha fluoretada . Estes rolamentos são freqüentemente chamados de rolamentos blindados. Esta placa resiste. A placa RS1 é um melhoramento da placa RS. A placa Z está sendo substituída pela LZ. que é encaixada em uma ranhura do anel externo e forma um vão estreito com um recesso na face lateral do anel interno. A placa de vedação RS consiste de uma lâmina de aço e um lábio de borracha sintética que toca no anel interno. para atender a diferentes faixas de temperaturas. formando um vedador de contato. onde o vão estreito é formado entre a placa e a superfície externa do anel interno. O rolamento pode trabalhar em altas rotações e é de lubrificação e supervisão relativamente simples. Os rolamentos com duas placas de proteção ou vedação são preenchidos com a quantidade correta de graxa quando são fabricados. As esferas são relativamente grandes e correm em pistas em forma de canal. Uma modificação mais recente é a placa LZ. Os rolamentos blindados podem ser fornecidos com vários tipos de graxa. A placa RS protege melhor o rolamento que a placa Z.O rolamento rígido de esferas é sem dúvida o tipo mais comum de rolamento. A mais simples é a placa de proteção Z.

O eixo deste ventilador é suportado por dois rolamentos rígidos de uma carreira de esferas com placas de vedação tipo Z. e conseqüentemente pode ser montado em sua caixa independente dos outros componentes do rolamento. onde não seria de nenhuma utilidade. passe através do rolamento e se acumule dentro do alojamento entre os rolamentos. A placa RS2 resiste. Os rolamentos rígidos de esferas separáveis (tipo magneto) se diferenciam dos rolamentos rígidos de esferas. . que é pressionada pela engraxadeiraadora. Este pode ser encaixado na ranhura e com isso a fixação axial do rolamento torna-se mais simples. Os rolamentos rígidos de esferas são também fornecidos com uma ranhura para anel de retenção. O anel externo é separável do conjunto anel interno e esferas. nesta aplicação as placas têm a função de evitar que a graxa. em operação contínua.moldada sobre esta. temperatura na faixa de − 30°C a +180°C. Com esta construção o rolamento pode ser montado de tal modo que o eixo tenha um pequeno deslocamento axial. devido ao anel externo apresentar um único encosto.

Isto significa que um rolamento de esferas de contato angular não pode ser usado sozinho. mas o método de fixação no eixo não possui a mesma precisão de centralização se comparado a um rolamento montado com ajuste normal no eixo. ser usado em um fuso de uma furadeira manual elétrica. A diferença é que as pistas são inclinadas entre si formando um ângulo de contato. Devido à posição inclinada das pistas. Eles possuem um rasgo de entrada para a introdução das esferas. Por outro lado sua capacidade de carga axial é baixa. que em combinação com um alojamento apropriado. devido ao rasgo de entrada. transportadores. Os rolamentos Y são usados em uma grande gama de máquinas onde as exigências de precisão de giro não são tão severas. Conseqüentemente os rolamentos rígidos de duas carreiras de esferas não são tão versáteis como os rolamentos rígidos de uma carreira de esferas e por isso. etc. O anel externo tem a superfície externa esférica. Conseqüentemente este rolamento pode suportar em um sentido cargas axiais mais altas que um rolamento rígido de esferas de igual tamanho. Os rolamentos rígidos de duas carreiras de esferas têm um grande número de esferas em cada carreira. O rolamento é feito com o mesmo grau de precisão que os outros rígidos de esferas.Os rolamentos Y são rolamentos rígidos de esferas de um projeto especial. O grande número de esferas dá a estes rolamentos uma alta capacidade de carga radial. Entretanto. máquinas agrícolas. Os rolamentos de uma carreira de esferas de contato angular. Um rolamento de uma carreira de esferas de contato angular pode. já que não há pistas desse lado para suportar as cargas. como por exemplo. Os rolamentos Y possuem o anel interno alongado com um dispositivo de trava de forma a facilitar a fixação no eixo. As tolerâncias do furo do anel interno são selecionadas de modo que o rolamento possa ser montado em eixos fabricados com uma faixa relativamente larga de tolerâncias (eixos comerciais). mostram grande similaridade com os rolamentos rígidos de uma carreira de esferas. por exemplo. pode compensar um desalinhamento inicial do eixo que ocorre durante a montagem. sempre tendo de ser aplicado com um outro que suporte carga axial no sentido oposto. não pode ser solicitado no sentido oposto. não são fabricados na mesma escala. o rolamento de esferas de .

contato angular é capaz de suportar a carga axial que surge durante a operação de furação. A esses rolamentos usados para montagem em pares é dado um sufixo especial (G no caso de rolamentos que podem ser combinados tanto em “O”. . O sufixo C indica um ângulo de contato de 15° e o sufixo AC de 25°. A fim de tornar possível o uso de algum destes arranjos. Eles podem ser dispostos de três modos diferentes: em “O” (bach− − to bach) e em “X” (face− − to face) ou em tandem. é necessário que os rolamento tenham sido fabricados para montagem em pares. Os rolamentos de uma carreira de esferas de contato angular são freqüentemente montados lado a lado. “X” ou tandem). Os rolamentos de uma carreira de esferas de contato angular de sufixo B têm um ângulo de contato de 40°. Isso significa que as faces laterais dos anéis devem ser retificadas de forma a haver uma correta folga interna axial e uma distribuição de carga uniforme.

Devido a sua construção separável. . Os rolamentos de quatro pontos têm o anel interno composto de duas partes e podem portanto ser fabricados com um grande número de esferas. daí sua alta capacidade de carga e a particularidade de operar melhor sob cargas predominantemente axiais.Os rolamentos de quatro pontos de contato são rolamentos de uma carreira de esferas de esferas de contato angular que têm suas pistas de tal forma arranjadas que podem suportar cargas axiais em ambos os sentidos. O rolamento de duas carreiras de esferas de contato angular também são fabricados com anel interno em duas partes (sufixo D). Certas aplicações consistem em apenas um destes rolamentos. O cubo de roda de um automóvel pode ser citado como um exemplo deste tipo de aplicação. gaiola e esferas pode ser montado independentemente do anel interno. O rolamento de duas carreiras de esferas de contato angular tem características similares a dois rolamentos de uma carreira de esferas de contato angular montados no posição “O”. o conjunto anel externo.

O rolamento pode suportar tanto cargas radiais quanto axiais. Isto significa que o rolamento pode suportar um pequeno deslocamento angular no eixo em relação à caixa. Como foi dito anteriormente. Esses rolamentos usualmente têm furos cônicos e são montados sobre buchas de fixação. com rolos assimétricos guiados por um flange inteiriço centralizado no anel interno. foi desenvolvido o rolamento autocompensador de rolos. os rolamentos autocompensadores de esferas são usados largamente nas caixas padronizadas com base SKF tipo SN. é o elemento guia dos rolos. Este último é conhecido como a construção “C” e incorpora um anel solto que.O rolamento autocompensador de esferas foi projetado pelo fundador da SKF. O rolamento autocompensador resolveu este problema e foi o meio pelo qual a SKF atingiu logo um renome mundial. desnivelamento na base ou erros de montagem.5° a 3° de acordo com o tamanho e série dos rolamentos. O desalinhamento angular permissível varia de 1. Como às vezes há também necessidade de compensar certos desalinhamentos. com rolos simétricos e sem o flange de guias no anel interno. Os rolamentos autocompensadores são necessários em aplicações nas quais o eixo é suportado por rolamentos em caixas separadas. Naquele tempo havia grande necessidade de um rolamento que permitisse desalinhamento entre o eixo e a caixa. . uma vez que não é possível alinhar as caixas com suficiente precisão para prevenir inclinação dos rolamentos. O rolamento pode suportar cargas axiais leves como também cargas radiais. junto com a gaiola. sendo o primeiro tipo a ser produzido pela companhia. Este rolamento possui duas carreiras de esferas com uma pista esférica comum no anel externo. Esta última característica dá sua propriedade autocompensadora. SNA e SD. Um desalinhamento angular desta espécie pode surgir como um resultado da deflexão do eixo. a versão mais recente. Sven Wingquist. O rolamento é apresentado em duas construções principais: a original. O rolamento autocompensador de rolos tem duas carreiras de rolos e uma pista esférica comum no anel externo. os rolamentos de rolo são usados em aplicações onde há altas cargas. Como ilustração.

em alguns casos é também usado para permitir movimentos pré− determinados do eixo. A característica separável destes rolamentos facilita a montagem e desmontagem em certos casos. sendo o flange do anel interno . mas possuem uma limitada capacidade de carga axial. O mancal ferroviário da Figura 30 foi projetado para um carro de metrô. pelo fato de que as faces dos rolos cilíndricos transmitem a carga axial deslizando contra os flanges. buchas de desmontagem ou diretamente em assentos cônicos do eixo. a caixa foge do alinhamento com o eixo. Os rolos são simétricos e em forma de barril. formando um conjunto que pode ser separado do outro anel. de acordo com a série de rolamentos escolhida. O desalinhamento angular permissível com os rolamentos autocompensadores de rolos varia de 1° a 2. Se o rolamento está sujeito a alguma carga axial somente em um sentido. O anel com flanges e a gaiola retêm os rolos. Os rolos dos rolamentos de rolos cilíndricos são guiados por flanges incorporados do anel interno ou externo. O rolamento de uma carreira de rolos cilíndricos é fabricado em vários tipos. Exemplos disto são certos arranjos de rolamentos em eixos de vagões ferroviários. Os rolamentos autocompensadores de uma carreira de rolos não são tão largamente empregados como os rolamentos de duas carreiras. onde os alojamentos se inclinam devido ao sistema de suspensão utilizado. Os rolamentos de rolos cilíndricos podem suportar elevadas cargas radiais. possuindo várias disposições diferentes dos flanges. emprega-se um tipo com três flanges (NJ). O rolamento tem furo cônico e é montado sobre uma bucha de desmontagem. Uma grande quantidade de rolamentos autocompensadores de rolos são produzidos com furo cônico. o que facilita a montagem e desmontagem por meio de buchas de fixação.5°.A propriedade de auto− alinhamento do rolamento autocompensador de rolos é usada para compensar deflexões do eixo e erros de alinhamentos. mas apenas a moderadas cargas axiais. este rolamento pode resistir a elevadas cargas radiais. Quando um trem executa uma curva.

geralmente de 1. Os rolamentos de duas carreiras de rolos cilíndrico são usados em máquinas operatrizes e laminadores. Se o rolamento se destina a suportar cargas axiais em ambos os sentidos. ou um flange postiço (tipo NUP). Os rolamentos para máquinas operatrizes são fabricados com uma precisão que os rolamentos normais. O diâmetro dos rolos nos rolamentos de rolos cilíndricos é consideravelmente maior e o comprimento é aproximadamente de 1.0 mm e o comprimento é normalmente 2.0 a 1. Se o espaço disponível é muito pequeno. As dimensões dos rolos e o método de guiá-los são as características diferentes entre esses dois tipos de rolamentos. Os rolamentos de quatro carreiras de rolos cilíndricos são usados em aplicações pesadas como por exemplo em laminadores e locomotivas. Os rolamentos de agulhas são fabricados em vários tipos diferentes e são indicados para aplicações cujo espaço radial é reduzido. O diâmetro dos rolos tipo agulha é pequeno.6 vezes o diâmetro.usado para o posicionamento axial. os rolamentos de agulhas são usados .5 vezes o diâmetro.5 a 5. então deverá ser usado um anel de encosto (tipo HJ). Sob o ponto de vista construtivo. os rolamentos de agulhas se assemelham aos rolamentos de rolos cilíndricos.

. Os rolamentos de rolos cônicos têm um grande número de aplicações na indústria mecânica. As gaiolas de agulhas são constituídas de agulhas presas por uma gaiola. isto é. A gaiola geralmente é de aço prensado. Uma bucha de agulhas é obtida pela combinação de um conjunto de agulhas com um anel externo feito de aço prensado. e em particular na área automobilística.sem o anel interno ou sem os dois anéis. devido à baixa altura da seção. Os rolamentos de rolos cônicos são sempre montados em pares. que trabalham em pistas usinadas no eixo e na caixa. As buchas de agulhas apresentam as mesmas vantagens dos rolamentos de agulhas. ou seja. Os rolamentos são do tipo separável. apenas uma gaiola de agulhas. por suportarem cargas axiais somente em um sentido. o anel externo (capa) e o anel interno com a gaiola e os corpos rolantes (cone) podem ser montados separadamente. Devido a pista ser de contato angular. Esses rolamentos são particularmente recomendados quando agem cargas combinadas (radial e axial). é indicada para certas aplicações onde uma gaiola de agulhas não pode ser empregada devido à dificuldade de se temperar a pista externa na caixa. mas gaiolas de plástico são também utilizadas. e. surge uma carga axial sempre que uma carga radial for aplicada neste rolamento (carga axial induzida). Em um rolamento de rolos cônicos a linha de ação de carga sobre o rolo forma um ângulo com o eixo do rolamento.

Os rolamentos axiais autocompensadores de rolos são usados para altas cargas axiais. O eixo no gerador vertical da Figura 42 é suportado por um rolamento axial autocompensador de rolos e por um rolamento .Os rolamentos axiais de esferas de escora simples possuem uma carreira de esferas. É fabricado com dois tipos de gaiola: usinada de latão. O anel de caixa tem um diâmetro externo um tanto maior que o anel de eixo. ou prensada de aço (indicada pelo sufixo B). As cargas no gancho de guindaste da Figura 39 são suportadas por um rolamento axial de esferas de escora simples. O rolamento pode suportar elevadas cargas radiais tão bem quanto as axiais. mantida em posição por uma gaiola e dois anéis com pista circulares de pouca profundidade. O rolamento pode suportar carga axial em apenas um sentido e não resiste a cargas radiais. Os rolamentos axiais de esferas de escora simples não podem ser empregados em conjunto com mancais de deslizamento. guindastes. O anel de eixo tem um furo um tanto menor que o anel de caixa e é posicionado pelo eixo. As pistas esféricas dá a propriedade de autocompensação ao rolamento. pois a folga desses mancais pode aumentar em operação e então o rolamento axial ficaria sujeito a carga radial. Os rolamentos axiais autocompensadores de rolos são usados em muitas aplicações tais como: pontes móveis. Os rolamentos axiais de esfera de contato angular têm duas carreiras de esferas e suportam cargas axiais em ambos os sentidos. Isto conduziria a uma falha prematura da gaiola. O rolamento pode ser usado em rotações mais altas que as dos rolamento axiais de escora simples. eixos propulsores e turbinas. Os rolamentos axiais de esferas de contato angular são usados principalmente em combinações com os rolamentos de duas carreiras de rolos cilíndricos em fusos e árvores de máquinas operatrizes.

que serve de assento ao rolamento. para grandes rolamentos. fendida que é posicionada sobre o eixo. Certos tipos de rolamentos. autocompensadores de rolos e rolamentos de duas carreiras de rolos cilíndricos. Tem superfície externa cônica. No caso de rolamentos de tamanho médio e pequeno a conicidade é de 1:12.autocompensador de rolos radiais. Os rolamentos com furo cônico podem ser montados sobre buchas de fixação. 1:30. são fabricados em uma versão com furo cônico. A porca é mantida em posição por uma arruela de trava. Quando a porca estiver apertada. uma das pontas da arruela de trava é dobrada para destro de um entalhe existente na porca. tais como os rolamentos autocompensadores de esferas. Nesse caso o rolamento axial também suporta cargas radiais. Esta porca é usada para deslocar o rolamento na bucha até que esta se prenda firmemente no eixo. . buchas de desmontagem ou eixos com assentos cônicos. Bucha de fixação é a bucha de espessura fina. A lingüeta interna da arruela de trava se encaixa em uma ranhura da bucha e impede que a porca e a própria arruela girem. e. A bucha possui uma seção rosqueada para receber a porca de fixação.

em particular no caso dos rolos. como a bucha de fixação. É fácil a montagem e desmontagem dos rolamentos em buchas de fixação e conseqüentemente estas são geralmente usadas em arranjos simples de rolamentos empregando caixas padronizadas com base. A bucha de desmontagem. Uma porca KM ( do mesmo tipo de porca usada com a arruela de trava MB na bucha de fixação ( pode ser usada para esse propósito. diretamente no eixo. a tolerância exigida para o eixo não é tão rigorosa como nos casos dos rolamentos com furo cilíndrico. Em aplicações de rolamentos com buchas de desmontagem. em certos casos. Conseqüentemente são raramente empregados. Para se retirar a bucha de desmontagem. mas outros tipos de rolamentos. uma porca apropriada é posicionada na seção rosqueada da bucha e apertada contra o rolamento até que a bucha se solte. guiá-los. Uma outra facilidade além da montagem e desmontagem obtida com as buchas de fixação é que podem ser usados eixos usinados com uma tolerância relativamente grande. é empurrada entre o eixo e o rolamento por meio de uma porca posicionada no eixo. como os rígidos de esferas podem ser montados com buchas de fixação. As buchas de desmontagem. Os tipos de rolamentos mais empregados com buchas de fixação são os rolamentos autocompensadores de esferas e autocompensadores de rolos.A bucha de fixação é geralmente empregada quando os rolamentos devem ser montados em eixos lisos. é fendida mas não possui nenhuma porca para porca para empurrar o rolamento sobre ela. ao contrário. . exceto em máquinas de alta precisão ou altíssimas solicitações de carga. A função da gaiola no rolamento é manter os corpos rolantes espaçados na distância correta e. Os eixos fabricados com assentos cônicos são uma solução onerosa. Contudo os rolamentos montados sobre buchas de fixação não podem ser empregados para aplicações que requerem grande precisão.

. os corpos rolantes são retidos pela gaiola de modo que não caiam. ou então são maciças e usinadas (gaiolas usinadas). é dada pelos corpos rolantes ou pelos próprios anéis do rolamento.Em rolamentos separáveis. mas também outros materiais como o aço ou ferro fundido nodular são às vezes usados para esse propósito. A maioria dos rolamentos rígidos de esferas são providos de gaiolas prensadas. O latão é o material geralmente empregado em gaiolas usinadas. A posição relativa da gaiola quanto ao centro do rolamento. como os rolamentos de rolos cônicos. nylon ou plástico fenólico reforçado. As gaiolas de certos rolamentos são feitas de plástico. Cada gaiola é formada por duas metades iguais de chapa prensada. Conseqüentemente as gaiolas são classificadas em: gaiolas centradas nos corpos rolantes. gaiolas centradas no anel interno e gaiolas centradas no anel externo. As gaiolas são feitas de chapas de latão ou aço prensado (gaiolas prensadas).

A gaiola usinada centrada no anel externo é o tipo mais utilizado. Os rolamentos com gaiolas prensadas podem ser usados na maioria das aplicações. As duas metades da gaiola para rolamentos pequenos são unidas por lingüetas da própria gaiola que os entrelaçam. A gaiola é centrada nas esferas. As gaiolas usinadas são usadas em rolamentos rígidos de esferas que trabalham sob condições especiais. Entretanto as gaiolas para rolamentos de tamanho pequeno são de latão prensado. no anel interno ou no anel externo. por exemplo. dependendo das condições de rotação. em altas rotações ou com rápida aceleração. Os rolamentos para operar em altas rotações ou em aplicações com vibração são equipados com gaiolas usinadas. As gaiolas feitas de nylon ou plástico fenólico reforçado são usadas em um grande número de rolamentos usados para alta rotação.As duas partes da gaiola são rebitadas quando o rolamento é montado. . A gaiola prensada deixa um ótimo espaço para a graxa lubrificante e pode resistir a altas temperaturas. A gaiola usinada pode ser centrada nas esferas. Os rolamentos autocompensadores de esferas são fabricados com uma gaiola prensada que possui bordas dobradas para separar as esferas.

As gaiolas padronizadas dos rolamentos de duas carreiras de esferas de contato angular são de aço prensado ou latão prensado. contudo. feitas de aço ou latão e possuem anel interno com flanges de retenção.A gaiola padronizada para os rolamentos de uma carreira de esferas de contato angular é feita de uma tira de aço prensado com furos estampados para as esferas. Os rolamentos de construção CB têm rolos furados e gaiolas tipo A gaiola padronizada para os rolamentos de uma carreira de rolos cilíndricos é feita de aço prensado e tem o perfil em forma de Z. se por uma razão ou outra for necessário verificar a pista do anel interno. Os rolamentos autocompensadores de rolos de grandes dimensões de execução CA têm gaiolas usinadas tipo pente. são fornecidos com gaiolas de plástico fenólico reforçado. pino. Os rolamentos de algumas séries. têm gaiolas prensadas feitas de aço ou latão. Os rolamentos autocompensadores de rolos de construção C. A gaiola é um tanto quanto elástica e isto possibilita ao rolo ser desmontável. A .

Alguns rolamentos de rolos cilíndricos são equipados com gaiolas usinadas. Os rolamentos de pequenos ou médio tamanho são produzidos em altas quantidades. e/ou então.gaiola tem as janelas estampadas com as bordas dobradas para dentro. as quais são centradas em uma bucha presa no furo do anel de eixo. Em qualquer caso. Todos os outros rolamentos possuem as gaiolas usinadas. Geralmente um dos anéis do rolamento tem que estar firmemente fixado no eixo ou na caixa. Os rolamentos axiais de esferas pequenos têm gaiola prensada de duas metades em forma de U entrelaçadas. especialmente as que envolvem árvores de manivelas. Fabricar estampos e prensas para produzir rolamentos em pequenas quantidades não é um processo econômico. As gaiolas usinadas são também recomendadas para rolamentos sujeitos a severas vibrações ou rápidas acelerações. Os rolamentos com sufixo B têm gaiolas de aço prensado. o assento da caixa um pouco menor que o . são produzidos com gaiolas usinadas. Os rolamentos axiais autocompensadores de rolos são providos de gaiolas prensadas ou usinadas. Em tais casos devem ser empregados rolamentos sem gaiolas. o que torna o emprego do processo de prensagem uma solução econômica. isto é obtido fazendo o eixo um pouco maior que o furo do anel interno. Os rolamentos grandes feitos geralmente em quantidades pequenas. sem recorrer a outros métodos de produção em alta escala. Às vezes isto é feito em ambos os anéis. Eles podem também ser fabricados com uma gaiola prensada em W de uma só peça (sufixo J9). A engenharia de produção e razões funcionais fizeram com que fosse necessário fabricar gaiolas de diferentes desenhos para alguns tipos de rolamentos. são tão grandes que impedem o uso de qualquer tipo de gaiola. para evitar a queda dos rolos. sendo por essa razão que certos rolamentos maiores são providos de gaiolas usinadas. As forças de aceleração e desaceleração em certas aplicações de rolamentos.

A folga interna do rolamento é definida como a distância total através da qual um anel do rolamento pode se mover em relação ao outro na direção radial (folga radial interna) ou na direção axial (folga axial interna). o que também influenciará na folga interna do rolamento. Quando um rolamento é posto em serviço. Desta forma. eles terão diferentes graus de dilatação. e isto é levado em conta quando o rolamento é fabricado. Conseqüentemente o espaço disponível para os corpos rolantes diminuirá quando o rolamento for montado. a temperatura dos anéis e corpos rolantes aumenta. a fim de evitar que os corpos rolantes sejam comprimidos quando o rolamento for montado na máquina. O rolamento deve ter uma folga interna maior antes da montagem. Se esses componentes não se mantêm a uma temperatura uniforme. o anel interno será expandido e o anel externo será comprimido em uma certa proporção.diâmetro externo do anel externo. A folga radial interna é um fator importante no desempenho satisfatório do rolamento. .

com os ajustes normalmente usados para o anel interno e externo. ligeiramente maior que a dos rolamentos de esferas. seja mantida em funcionamento a folga recomendada para esse rolamento.Em operação a folga interna de um rolamento de esferas deve ser próxima de zero. Os rolamentos com folga interna diferente da normal são usados em casos onde as condições de operação exigem que ambos os anéis sejam montados com interferência ou quando as condições de temperatura são excepcionais. Ajuste interferente em ambos os anéis. A folga normal de um rolamento é tal que. ou ajuste interferente no eixo ou temperatura muito elevada no anel interno exigem em geral folga maior que a normal. . por exemplo. exigir uma folga menor que a normal. Os rolamentos com folgas diferentes da normal são designados pelos sufixos C1 a C5. Os rolamentos autocompensadores de rolos e os de rolos cilíndricos necessitam sempre de uma pequena folga interna. e sob condições normais de operação. Um ajuste deslizante no eixo ou uma temperatura mais alta no anel externo podem.

As séries de diâmetros e larguras estão tabelados no Plano de Dimensões da ISO. A Organização Internacional de Padronização (ISO) estabeleceu diâmetros externos padronizados. As séries de larguras para rolamentos radiais correspondem às séries de alturas para rolamentos axiais e. Quando se projeta um rolamento é possível variar suas dimensões dentro de uma certa faixa. 9. Do mesmo modo estabeleceram-se larguras padronizadas de rolamentos. a fim de atender a demanda de rolamentos com alta qualidade e preços reduzidos. 3. Nos Planos de Dimensões da ISO foi estabelecida. 2. 2 e 3. exceto os rolamentos de rolos cônicos. 3. as séries de larguras são: 0. 1. ISO/R355 e ISO/R104 e nas correspondentes normas brasileiras PB− 143. para os rolamentos axiais de escora simples. foi necessário limitar o número de variantes. e para os rolamentos axiais de esferas de escora simples: 0. as séries de diâmetro são: 8. como também rolamentos de alta ou baixa seção. Para rolamentos de rolos cônicos as séries de larguras são: 0. 0. 5 e 6. 1. uma série progressiva de diâmetros externos padronizados. A largura do rolamento pode variar do mesmo modo. 1. estas são: 7.Os valores de folgas internas nas diferentes classes para os principais rolamentos são listadas nos catálogos de fabricantes. Para rolamentos radiais. 4. 2. os quais foram publicados nas normas ISO/R15. os quais são tabelados em séries de diâmetro. Para os rolamentos de rolos cônicos as séries de diâmetros são: 9. arranjados em ordem crescente de tamanho. 4 e 5. Um rolamento para um dado diâmetro de eixo pode ser fabricado com várias medidas de diâmetros externos. . as quais constituem séries de larguras. exceto os rolamentos de rolos cônicos. Para os rolamentos radiais. 2. para todos os diâmetros padronizados de eixos. É possível fabricar rolamentos largos ou estreitos. PB− 174 e PB− 141. 3 e 4. 0. Para cada série de diâmetros há uma série de larguras dispostas em ordem crescente. 9 e 1 em ordem crescente de altura dos rolamentos. Contudo. 2 e 3.

Cada . o primeiro algarismo da esquerda indica o tipo de O segundo e o terceiro indicam a série de dimensões à qual o pertence. Cada algarismo é um código numérico contendo certas informações sobre o rolamento. indica a série de larguras 0 e a diâmetros 2. rolamento largura ou algarismos Como regra. série série série série de de de de Os valores dimensionais para cada série de dimensões são listados nos planos de dimensões. Por exemplo. rolamento. por exemplo. A maior parte das designações de rolamentos consiste de um número de 5 algarismos. e assim por diante.A combinação de uma série de diâmetros com uma larguras ou alturas é chamada de uma série de dimensões. e o terceiro a série de diâmetros. Do mesmo modo a série de dimensões 13 indica a larguras (ou alturas) 1 e a série de diâmetros 3. Logo o segundo algarismo representa a série de altura. um rolamento de série de dimensões 21 projetado para um diâmetro de furo (eixo) de 160 mm terá um diâmetro externo D=270 mm e uma largura B=66 mm. A dimensões 02. Os três primeiros juntos formam a designação da série do rolamento.

pertence a uma dada série de rolamentos. Multiplicando-se o final 14 da designação. 13. Isto significa que o algarismo 0 indicando o tipo de rolamento. que possui cinco dígitos para a designação completa do número. as séries de rolamentos são 32 e 33. Contudo é oportuno darmos a seguir uma retrospectiva dos tipos mais comuns de rolamentos. sendo omitido o algarismo da série de larguras. ao invés de 422 e 423. Os rolamentos rígidos de duas carreiras de esferas têm como código de tipo 4. Conseqüentemente o diâmetro do furo do rolamento expresso em mm é obtido multiplicando-se o número formado pelos dois últimos algarismos por 5. Os rolamentos de rolos cônicos. pertencentes à designação das séries de rolamentos. Esta regra se aplica aos rolamentos com diâmetro de furo compreendidos 20 e 490 mm. seguindo portanto a regra. O código de tipo 2 aplica-se a todos os rolamentos autocompensadores de rolos. foram omitidos. Todos os rolamentos axiais de esferas de escola simples. Infelizmente as regras apresentadas aqui não se aplicam a todos os números de rolamentos. têm cinco algarismos.rolamento. 512. de duas carreiras de esferas de contato angular. sendo suas designações de série 42 e 43. as quais possuem quatro dígitos para a designação do número completo do rolamento. foi omitido. Exemplo: o primeiro algarismo 2 da designação 22214 indica que se trata de um rolamento autocompensador de rolos. . dessa forma. Os dígitos entre parênteses mostrados na ilustração. rolamentos radiais autocompensadores de uma ou duas carreiras de rolos e rolamentos axiais autocompensadores de rolos. Os rolamentos autocompensadores de esferas têm o algarismo 1 como o seu código de tipo e são disponíveis nas séries 12. Começando com o rolamento tipo 0. o código do tipo 5 e as designações de séries 511. têm cinco numerais. código de tipo 3. Os números 32 e 33 indicam então a série de rolamentos e a série de dimensões. etc. temos que o diâmetro do furo do rolamento é 70 mm. 22 e 23. por cinco. e na série 104. (Existe rolamentos especiais cuja designação é dada pelo número de desenho). Finalmente os dois últimos algarismos indicam o diâmetro do furo dividido por 5. isto é.

possuem designação de três. 62. Há. mas algumas vezes são outros elementos de máquina que giram sobro um eixo estacionário. As designações dos rolamentos de rolos cilíndricos começam com uma ou mais letras. Em tais casos o fabricante da máquina deve projetar e produzir tampas. Em certos tipos de máquinas os rolamentos são montados diretamente no corpo das mesmas.O código 6 aplica-se para rolamentos rígidos de uma carreira de esferas. a escolha sendo feita na projeto da máquina e na viabilidade de se empregar caixas padronizadas. Os redutores são um exemplo. Também são fabricadas caixas padronizadas para dois rolamentos. 63 e 64. Estes rolamentos podem ser alojados numa mesma caixa ou em duas caixas separadas. É comum usar dois rolamentos espaçados de uma certa distância. . As séries mais comuns são designadas por 72 e 73. Este é freqüentemente o caso das polias ou rolos não tracionados. o cliente ficará livre de preocupações quanto ao projeto dos alojamentos e outros componentes associados. menos onerosas. as séries 618 e 619 com cinco algarismos para o número do rolamento. porém. Se as caixas padronizadas puderem ser usadas para uma dada aplicação. Os rolamentos rígidos de esferas para eixos de pequenos diâmetros possuem designação de apenas três algarismos. Tal como os rolamentos rígidos de esferas. A maioria das caixas padronizadas são construídas para alojar um rolamento. embora em quantidade menor. sendo que o último da direita representa o diâmetro do furo em mm. omitindo-se o algarismo da série de larguras. Estas letras indicam a construção interna do rolamento e são seguidas por três ou quatro algarismos. As séries mais comuns são designadas por 60. e o número do rolamento é de quatro algarismos. quatro ou cinco algarismos. Os rolamentos de uma carreira de esferas de contato angular têm como código de tipo o 7. O eixo gira na maioria das aplicações. O arranjo de rolamentos num elemento de máquina pode ser feito de vários modos. porcas e sistema de vedação e lubrificação.

bucha e eixo. então dois anéis de retenção poderão ser usados para manter o rolamento em sua posição. O anel de retenção (fendido) pode ser encaixado em uma ranhura estreita adjacente ao rolamento. A arruela de trava só é colocada após esta regulagem. Se o eixo não tiver nenhum encosto. Alicates especiais são usados para facilitar a montagem e desmontagem dos anéis de retenção. As buchas de fixação são usadas mais comumente em eixos cilíndricos. Os rolamentos com furos cilíndricos são geralmente montados contra o encosto e mantidos na posição correta por uma porca ou anel de retenção da aço. Esta redução de folga é usada como medida de ajuste obtida entre o anel interno.Há diferentes maneiras de fixar axialmente um rolamento no eixo. Quando a correta redução de folga for atingida o rolamento está firmemente preso em sua posição. Quando o rolamento é deslocado na bucha o anel interno se expande com conseqüente redução de folga interna. Os rolamentos montados sobre buchas de fixação são deslocados sobre a superfície cônica e desta forma fixados. .

um ajuste deslizante é chamado de ajuste com folga. mas geralmente um dos anéis. o anel escorregará (creep) em relação ao eixo ou a caixa e esses componentes podem ser danificados. interno ou externo. Se uma força vertical de 500 N agir no centro do rolo.Os rolamentos montados em bucha de desmontagem devem ser apoiados contra um ressalto do eixo. . Os rolamentos com furo cônico podem também ser montados diretamente num assento cônico do eixo. Seria fácil montar rolamentos se todos os ajustes fossem com folga. e . Após atingir a redução correta de folga no rolamento a porca é retirada. o assento da caixa deve ser ligeiramente menor que o diâmetro externo do rolamento se for usado ajuste apertado para o anel externo. Já se mencionou o fato de que o eixo deve ser ligeiramente maior que o furo do anel interno se este anel deve ser montado com aperto em seu assento. O rolo mostrado na figura 88 é rigidamente preso ao eixo giratório que se suporta por rolamentos de esferas. Do mesmo modo. Um ajuste apertado é chamado de ajuste com interferência. É comum o uso de canais para desmontagem por injeção de óleo. Se o grau de interferência não for suficiente. é recolocada e travada para manter a bucha em sua posição. o efeito da carga e rotação nos anéis dos rolamentos serão da forma que descreveremos a seguir. deve ser montado com interferência. Os anéis externos podem ser fixados axialmente por meio de encostos. Analogicamente. tampas. As condições de carga e rotação determinam se um anel deve ou não ter ajuste com interferência. Essa construção é porém mais onerosa e só é recomendada em casos especiais de maior precisão ou solicitação de carga. após a introdução da arruela de trava. A bucha é introduzida entre o anel interno e o eixo por meio de uma porca que é rosqueada no topo deste último. porcas ou anéis de retenção.

ao invés. a força em cada anel interno será de 250 N . com o rolo girando em torno de um eixo estacionário? Neste caso uma carga constante de 250 N age sobre o anel interno e. o mesmo pode ser montado com ajuste com folga. Estas condições de carga e rotação são definidos como carga fixa no anel externo. se o eixo é suportado da forma ao Figura 91. O anel externo gira . O anel externo está sujeito a uma carga constante de 250 N. desde que este é estacionário em relação à direção da carga. O anel externo pode portanto ter um ajuste com folga. como o anel é estacionário e não gira em relação à carga não há forças resultantes que tendem a girá-lo em seu alojamento. as forças resultantes tendem a evitar que o anel gire com o eixo. Estas condições de carga e rotação são definidas como carga rotativa no anel interno. Uma vez que o anel interno gira em relação à carga. Conseqüentemente o anel interno deve ser montado com ajuste com interferência no eixo.Assumindo que a carga é dividida igualmente entre os rolamentos. Entretanto. Estas condições de carga e rotação são definidas como carga fixa no anel interno. O que acontece.

a carga na polia é constante e age verticalmente para baixo. Bem. Isto acontece.em relação à carga ( carga rotativa no anel externo) e por conseguinte deve ter um ajuste com interferência. . Que ajustes poderiam ser usados para os anéis dos rolamentos nestes três exemplos? polia . Um ajuste com folga pode ser usado. originam-se forças que podem causar deslizamento de ambos os anéis em seus assentos. por exemplo. O anel interno não gira e é submetido a uma carga fixa. Situações com esta são definidas com o termo direção indeterminada de carga. mancal ferroviário para rodeiros e virabrequim de motor de combustão interna. Como a direção da carga está variando constantemente. a menos que ambos tenham ajuste com interferência no eixo e na caixa. Os rolamentos podem ser sujeitos às vezes a cargas rotativas em ambos os anéis. se o rolo não estiver balanceado. Nem sempre é fácil decidir se deve ser usado um ajuste com folga ou com interferência. O anel externo recebe carga rotativa e conseqüentemente deve ter ajuste com interferência.

Qual é o grau de interferência requerido para um anel de rolamento montado com interferência? A interferência de um anel de rolamento é tanto maior quanto maior for a carga aplicada devido às deformações plásticas do anel. Quanto maior for a carga e quanto maior for a freqüência em que ocorrem cargas de choque. Por conseguinte o grau de interferência deve ser selecionado de acordo com a intensidade da carga. tornando-se fácil este trabalho para os projetistas. Os campos de tolerância G a K dão ao anel externo vários graus de folga ou de ajuste incerto ( ou aderente como é chamado mais comumente).Os rolamentos deste rodeiro ferroviário deve ter ajuste com interferência no anel interno ( carga rotativa) enquanto que o anel externo deve ter ajuste com folga ( carga fixa). Os rolamentos do virabrequim de um motor de combustão são sujeitos a uma direção indeterminada de carga devido ao movimento da biela e ambos os anéis devem ter ajuste com interferência. O ajuste desejado é conseguido selecionando apenas as tolerâncias para o eixo e a caixa através do sistema de tolerância ISO. O diagrama ao lado mostra a posição destes campos em relação à tolerância padrão do furo do rolamento (hachurado). As tolerâncias de furo e diâmetro externo de rolamentos métricos são padronizados internacionalmente. Apenas uma faixa limitada de campos de tolerância ISO deve ser considerada para ajustes de rolamentos. . Os campos de f a j dão vários graus de ajuste com folga no eixo ( h e j dão ajustes incertos onde pode haver pequena folga ou pequena interferência). tanto maior deve ser a interferência sob carga rotativa. Os campos M e P dão ajuste com interferência na caixa. Os campos de k a r dão ajustes com interferência. Nos catálogos dos fabricantes existem tabelas que permitem selecionar os ajustes para diferentes tipos de máquinas e condições de carga.

destinando-se unicamente a forças axiais. A expansão térmica do eixo excede então o deslocamento que pode ser absorvido pela folga interna axial dos rolamentos e conseqüentemente deve ser previsto no projeto um deslocamento também dos rolamentos. em casos em que ambos os anéis devem ter ajuste com interferência. enquanto que o outro deve suportar apenas cargas radiais ( rolamento livre). um dos rolamentos deve ser fixado axialmente ( rolamento bloqueado) para suportar cargas axiais de ambos os sentidos. Observa-se que este rolamento é livre radialmente. Neste caso ambos os rolamentos de rolos cilíndricos funcionam como rolamentos livres. . O eixo é posicionado axialmente por um rolamento de quatro pontos de contato (tipo QJ). Caso contrário. Como regra. Os rolamentos de rolos cilíndricos permitem um certo deslocamento axial relativo de seus anéis e são particularmente indicados para o uso como rolamentos livres.Quando uma máquina entra em operação a temperatura do eixo freqüentemente aumenta mais que a de outras partes da máquina. os rolamentos serão sobrecarregados axialmente o que levará a uma falha prematura.

Isto é usado geralmente para eixos relativamente curtos suportados por rolamentos rígidos de esferas. são projetadas para permitir livre deslocamento axial do anel externo do rolamento. . conforme mostra a Figura 104. Caixas de mancais padronizadas.Em certos caos os rolamentos são montados de tal forma que o bloqueio axial é feito pelos dois rolamentos. um em cada sentido. Para tornar o rolamento bloqueado é necessário inserir um ou mais anéis de bloqueio. tais como as caixas com base tipo SNA. rolamentos de rolos cônicos ou rolamentos de rolos cilíndricos tipo NJ. rolamentos de esferas de contato angular.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful