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ANALISE VERTICAL E ANALISE HORIZONTAL

Metalúrgica Gerdau S.A

1. CONTEXTO OPERACIONAL

1.1 NOTAS EXPLICATIVAS

Metalúrgica Gerdau S.A. (a Companhia), é uma sociedade anônima de capital


aberto, com sede em Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, empresa holding
integrante do Grupo Gerdau, dedicado, principalmente, à produção e à
comercialização de produtos siderúrgicos em geral, através de usinas localizadas no
Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru, República Dominicana, Uruguai,
Venezuela, Estados Unidos, Canadá, Espanha e Índia.

O Grupo Gerdau tem uma capacidade instalada de 24,8 milhões de toneladas de


aço bruto por ano, produzindo aço em fornos elétricos, a partir de sucata e ferro-
gusa adquiridos, em sua maior parte, na região de atuação de cada usina (conceito
de mini-mill), bem como produzindo aço a partir de minério de ferro (em altos-
fornos e via redução direta), além de possuir unidades voltadas exclusivamente à
produção de aços especiais. É o maior reciclador de sucata da América Latina e está
entre os maiores do mundo.

O mercado mais importante é o setor industrial, onde fabricantes de bens de


consumo, tais como automóveis e aparelhos para uso doméstico e comercial,
utilizam, basicamente, perfis nas várias especificações disponíveis, seguindo o setor
da construção civil, que demanda grande volume de vergalhões e arames para
concreto. Também são bastante numerosos os consumidores de pregos, grampos e
arames, muito utilizados na agropecuária.

1.2 HOLDING

1.2.1 CONCEITO DE HOLDING

Concentração de empresas na forma de uma sociedade financeira que controla,


coordena e orienta as suas atividades porque possui parte do capital social das
filiais.

1.2.2 TIPOS DE HOLDINGS

Holdings industriais são aquelas que a sociedade financeira controlar as filiais de


grandes empresas industriais estabelecendo estratégias de produção
compatíveis.(Ex: Peugeot)

Holdings financeiros são aquelas que se concentrar empresas de setores de


atividades complementares ou diversificados seguindo a mesma estratégia e
orientação financeira (Ex: Grupo Sonae)

1.2.3 VANTAGENS DE INVESTIR EM HOLDINGS.

Muitos analistas de mercado e investidores de mais longa data costumam destacar


que uma das estratégias mais interessantes para se obter sucesso é a de
diversificar o investimento alocado com ações em companhias de diferentes
setores, reduzindo os riscos.
Ou seja, se você tiver recursos aplicados em diversos segmentos da economia, as
chances de que na média o seu investimento será positivo é maior do que o
contrário. O raciocínio é simples: conforme uma empresa vai mal, a outra, que
passa por um momento melhor, anula o efeito negativo.

Contudo, esta estratégia também pode ser sintetizada em uma única ação de uma
holding, já que ela tem como atividade principal a participação acionária em uma
ou mais empresas. Assim, ao aplicar em uma holding, indiretamente você também
investe em outras companhias.

"A grande vantagem da holding é diluir um pouco o risco do investimento, porque


às vezes se um negócio não vai tão bem, outro acaba gerando um efeito positivo, o
que não o deixa a mercê do desempenho de apenas um setor", avalia Fausto
Gouveia, analista da Win, Homebroker da Alpes Corretora.

Mais análise

Devido a esta peculiaridade, a análise de uma holding se dá de forma diferente.


Neste caso, o investidor precisa analisar com atenção a saúde financeira de cada
empresa e o desempenho dos setores que compõe o portfólio de participações.

"É um pouco mais trabalhoso porque é preciso fazer uma análise um pouco mais
complexa", diz Gouveia, que também lembra a importância de acompanhar os
projetos da holding para saber em quais setores ela têm investido.

Assim, o resultado da holding é reflexo das empresas que ela está administrando.
"Não tem como ela conquistar um resultado excelente se as empresas que estão
dentro dela não estão indo bem", conclui Gouveia.

A GP Investimentos (GPIV11), por exemplo, possui investimentos na Churrascaria


Fogo de Chão, nas redes de Shoppings Ecisa e Br Malls, além de empresas no setor
elétrico e de plano de saúde, entre outras.

Oportunidades
A alternativa das holdings também cria outras oportunidades de ampliar ganhos,
como explica Ricardo Martins, analista da corretora Planner: "O investidor tem que
observar quanto valem as empresas investidas do portfólio na bolsa, se isso for
possível, e comparar com a participação que a holding tem nessas empresas".

Esta análise pode fazer com que o investidor encontre opções de investimento em
holdings que sejam mais atraentes, ou seja, que estejam subavaliadas em relação
a cotação das empresas que possui participação, abrindo um espaço para compra.
"Caso contrário, é melhor aplicar nas próprias investidas", afirma Martins.

Além desta oportunidade, "às vezes as holding pagam mais dividendos do que as
próprias empresas investidas", conclui o analista.
2. BALANÇO PATRIMONIAL

2.1 ANALISE VERTICAL – ATIVO

A Analise Vertical do Ativo da Metalúrgica Gerdau S/A demonstra que nos três
últimos anos a empresa manteve 96% de seu ativo aplicado em Não Circulantes,
representados em grande parte pela conta de investimentos.

Os investimentos da Metalúrgica Gerdau S/A são em outras empresas do Grupo,


sendo quase 90% na empresa Gerdau S/A, conforme informado nas Notas
Explicativas as Demonstrações Contábeis.

Empresas Controladas Outros Total

Santa Felicidade
Banco Gerdau Gerdau Gerdau Aços Gerdau América Com. Imp Exp. Prod.
Gerdau S.A. S.A. Açominas S.A. Longos S.A. Latina S.A. Sid. Ltda. Outros
Investimento Investimento Investimento Investimento Investimento Investimento Investimento
Saldo em 31/12/2006 4.283.967 47.093 6.749 6.181 11.328 414.668 2.441 277 4.772.704
Equivalência (1) 980.891 10.863 4.426 5.416 7.258 54.475 3.155 - 1.066.484
Aquisição de investimento - - 12.295 12.118 3.138 - 4.446 376 32.373
Alienação de investimento (44.123) - - - - - (64) - (44.187)
Dividendos/juros sobre
capital próprio (357.487) (3.003) (1.684) (1.746) - (71.052) (570) - (435.542)
Saldo em 31/12/2007 4.863.248 54.953 21.786 21.969 21.724 398.091 9.408 653 5.391.832

Capital social 7.810.453 21.700 1.654.163 2.207.860 625.184 550.894


Patrimônio líquido ajustado 11.420.008 55.508 3.227.640 3.254.627 1.231.145 398.091
Lucro líquido do
exercício ajustado 2.288.310 13.921 617.543 775.546 350.778 70.725
Participação no capital
total 42,59% 99,00% 0,68% 0,68% 1,76% 100,00%
Participação no capital
votante 74,89% 99,00% 0,67% 0,67% 1,76% 100,00%
Ações ordinárias / quotas
possuídas 173.459.857 1.352.676 1.212.931 1.212.931 3.172.454 550.893.875
Ações preferencias possuídas 108.721.797 1.352.676 1.117 1.117 1.117 -
Preço de negociação em bolsa 13.839.012 - - - - -
Dividendos/juros sobre
capital próprio propostos 834.889 3.033 393.894 408.305 - 71.052
Dividendos a receber 81.833 - 583 656 - - 83.072

(1)
Inclui amortização de ágio/deságio.
2.2 ANALISE VERTICAL – PASSIVO

A Analise Vertical do Passivo da Metalúrgica Gerdau S/A demonstra que nos três
últimos anos a empresa foi originada do Patrimônio Liquido (Capital Próprio) da
empresa mantendo em média 95% do seu Passivo Total.

Conforme Notas Explicativas, em 31/12/2007 e em 31/12/2006, estão subscritas e


integralizadas 62.376.592 ações ordinárias e 124.753.184 ações preferenciais,
totalizando o capital social realizado em R$ 3.744.000. A composição acionária está
assim representada:
Composição Acionária
2007 2006
Acionistas Ord. % Pref. % Total % Ord. % Pref. % Total %
Indac - Ind. Adm. e Com. S.A e controladas 37.864.849 60,7 7.896 0,0 37.872.745 20,2 37.864.809 60,7 7.865 0,0 37.872.674 20,2
Investidores institucionais brasileiros 6.371.661 10,2 35.932.635 28,8 42.304.296 22,6 6.099.461 9,8 40.564.174 32,5 46.663.635 24,9
Investidores institucionais estrangeiros 897.359 1,4 30.566.532 24,5 31.463.891 16,8 995.649 1,6 24.461.485 19,6 25.457.134 13,6
Outros acionistas 17.242.723 27,7 55.117.021 44,2 72.359.744 38,7 17.416.673 27,9 56.590.560 45,4 74.007.233 39,6
Ações em tesouraria - - 3.129.100 2,5 3.129.100 1,7 - - 3.129.100 2,5 3.129.100 1,7
62.376.592 100,0 124.753.184 100,0 187.129.776 100,0 62.376.592 100,0 124.753.184 100,0 187.129.776 100,0
2.3 ANALISE HORIZONTAL – ATIVO

A Analise Horizontal do Ativo da Metalúrgica Gerdau S/A demonstra que nos três
últimos anos a empresa manteve crescimento progressivo em seu Ativo Circulante
e Não Circulante.

No Ativo Circulante podemos destacar como mais relevante o crescimento de 68%


dos Créditos a Receber, representado em 53% pela conta os Títulos e Valores
Mobiliários que são, basicamente, constituídos de títulos públicos federais e CDB
(Certificado de Depósito Bancário), a preços e taxas de mercado, e estão
atualizados pelos rendimentos auferidos, reconhecidos proporcionalmente até a
data das Demonstrações Contábeis, não excedendo os seus respectivos valores de
mercado.

2007 2006
Títulos e valores mobiliários
Aplicações em renda fixa - 80
Aplicação em renda fixa - Banco Gerdau S.A. 60.516 -
Aplicações em Renda Fixa - Fundo Paraopeba 5.161 56.291
Aplicações em debêntures Gerdau S.A. 55.057 2.945
Total títulos e valores mobiliários 120.734 59.316

Disponibilidades 115 5
120.849 59.321

No Ativo Não Circulante o crescimento de 37% é representado pela conta de


investimento já demonstrado anteriormente.
2.4 ANALISE HORIZONTAL – PASSIVO

A Analise Horizontal do Passivo da Metalúrgica Gerdau S/A demonstra que nos três
últimos anos a empresa manteve crescimento progressivo em seu Patrimônio
Liquido conforme demonstrado anteriormente representando aumento de 41%

No Passivo Circulante e Não Circulante houve redução progressiva, as obrigações


por empréstimo e financiamentos são representadas da seguinte forma:

Encargos
anuais (*) 2007 2006
Capital de giro (R$) 6,25% 30.948 38.757
Parcela de curto prazo 10.316 9.689
Parcela de longo prazo 20.632 29.068

(*)
Taxa média ponderada em 31/12/2007.

O cronograma de pagamento da parcela de longo prazo dos empréstimos e financiamentos é o seguinte:

2009 10.316
2010 10.316
20.632
3. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO

3.1 ANALISE VERTICAL

Conforme as Notas Explicativas, a Metalúrgica Gerdau S.A. mantém operações com


instrumentos financeiros, cujos riscos são administrados através de estratégias de
posições financeiras e sistemas de controles de limites de exposição aos mesmos.

Fatores de risco que podem afetar os negócios da Companhia e de suas


controladas

Risco de preço das mercadorias: esse risco está relacionado à possibilidade de


oscilação no preço dos produtos que as controladas da Companhia vendem ou no
preço das matérias-primas e demais insumos utilizados no processo de produção.
Em função de operar num mercado de commodities, as controladas da Companhia
poderão ter sua receita de vendas e seu custo dos produtos vendidos afetados por
alterações nos preços internacionais de seus produtos ou materiais. Para minimizar
esse risco, as controladas da Companhia monitoram permanentemente as
oscilações de preços nos mercados nacional e internacional.

Risco de taxas de juros: esse risco é oriundo da possibilidade de a Companhia e


suas controladas virem a sofrer perdas (ou ganhos) por conta de flutuações nas
taxas de juros que são aplicadas aos seus passivos e ativos captados (aplicados) no
mercado. Para minimizar possíveis impactos advindos de oscilações em taxas de
juros, a Companhia e suas controladas adotam a política de diversificação,
alternando a contratação de taxas fixas e variáveis (como a Libor e o CDI), com
repactuações periódicas de seus contratos, visando adequá-los ao mercado.

Risco de taxas de câmbio: esse risco está atrelado à possibilidade de alteração


nas taxas de câmbio, afetando a despesa financeira (ou receita) e o saldo passivo
(ou ativo) de contratos que tenham como indexador uma moeda estrangeira.
Além, do contas a receber originado por exportações através de suas controladas a
partir do Brasil e dos investimentos no exterior que constituem-se em hedge
natural, para se proteger das oscilações cambiais, a Companhia e suas controladas
avaliam a contratação de operações de hedge, mais usualmente operações de
swaps, conforme informado no item “a” acima.

Risco de crédito: advém da possibilidade de as controladas da Companhia não


receberem valores decorrentes de operações de vendas ou de créditos detidos junto
a instituições financeiras gerados por operações de investimento financeiro. Para
atenuar esse risco, as controladas da Companhia adotam como prática a análise
detalhada da situação patrimonial e financeira de seus clientes, estabelecimento de
um limite de crédito e acompanhamento permanente do seu saldo devedor. Com
relação às aplicações financeiras, a Companhia somente realiza aplicações em
instituições com baixo risco de crédito avaliado por agências de rating. Além disso,
cada instituição possui um limite máximo de saldo de aplicação, determinado pelo
Comitê de Crédito.
De acordo com as Notas Explicativas se considerarmos somente as operações do
Resultado Financeiro, a empresa possui lucro de R$ 7483 em 2007 e R$ 10570,00
em 2006.

Tais operações representam cerca de 2% do montante do Resultado Operacional.

RESULTADO FINANCEIRO

2007 2006
Receitas financeiras
Aplicações financeiras 7.365 8.520
Juros recebidos 3.401 5.726
Variações monetárias ativas 5 -
10.771 14.246

Despesas financeiras
Juros sobre a dívida (179) (32)
Variações monetárias passivas (2.183) (3.228)
Outras despesas financeiras (926) (416)
(3.288) (3.676)

Os demais resultados da companhia referem-se ao resultado da equivalência


patrimonial demonstrados na conta de Financiamento quase que na totalidade das
operações, registrando aumento na participação de 2006 que era de 99% para
2007 de 102%
3.2 ANALISE HORIZONTAL

Considerando a Equivalência Patrimonial a conta que tem representação principal


na DRE analisamos que de 2005 para 2006 houve um aumento de 4% e uma queda
para 2007 de 17%.

O ano de 2007 há registro de operações não operacionais que não constavam nos
períodos anteriores.

Os resultados financeiros da empresa constatam que de 2005 para 2006 houve um


aumento de 328% e queda no ano seguinte de 29%.

Tal resultado também se reflete no resultado final da empresa que registrou


aumento de 5% no primeiro período e queda de 21% no seguindo período.