IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO DE PESSOAS SINGULARES (IRPS) – Lei nº 33/07, de 31 de Dezembro ASSUNTO Incidência Categorias 1ª (Rendimentos do trabalho dependente, Pensões

e Rendas Vitalícias) 2ª (Rendimentos empresariais e profissionais) 3ª (Rendimentos de Capitais e Mais -Valias) 4ª (Rendimentos Prediais) 5ª (Ganhos em numerário de jogos e Incrementos Patrimoniais) Incremento Patrimonial União de facto (tributação) Âmbito de sujeição Residência Rendimentos obtidos em Moçambique Co-titularidade de rendimentos Imputação especial Determinação do Rendimento Colectável Englobamento Exclusão Valores em moeda convertível Rendimentos em espécie Remissão Encargos (Custos) não dedutíveis Dedução de prejuízos fiscais Realização do capital social com entrada no património Abatimentos Regras do rendimento do trabalho dependente Regime de Contabilidade organizada Regime simplificado de escrituração Regime simplificado de determinação do rendimento Regras aplicáveis aos actos isolados Métodos indirectos de determinação do lucro tributável Rendimentos de capitais Mais-Valias Declaração de rendimentos Taxas Taxas liberatórias Quociente Conjugal Mínimo não tributável Liquidação Dedução à colecta Dupla tributação internacional Juros compensatórios
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ARTIGO (S) 1, 18 a 25 2a7 8 a 9, 30 10 a 13, 39, 40 15, 48 16 17 19 20 21 22 23 24 26 67 27 28 34 35 33 a 35, e 51 do CIRPC 37, e 73 do CIRPC 52 29 30, 72 e 74 30 e 73 33 33 38 39, 40 39 a 49 52 a 53 54 57 55 56 58, 63 59 a 61 61 69
1

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Restituição de imposto Pagamento Retenção na fonte Pagamento por Conta Substituição tributária Obrigações acessórias

63 64 65 66 25, 67 72

IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO DAS PESSOAS SINGULARES (IRPS)

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Aprovado pelo Lei nº 33/07, de de 31 de Dezembro, é um imposto estadual, directo, pessoal e sobre o rendimento global e progressivo, pelos seguintes motivos:

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Estadual – cobra-se a nível nacional, da mesma forma e o credor é o Estado; Directo - tributa o rendimento;

Pessoal – as características pessoais do contribuinte são tidas em conta no cálculo da colecta; Global – sobre os rendimentos do contribuinte ou do agregado familiar recai uma taxa única; Progressivo – à medida que aumenta a matéria colectável também cresce a taxa do imposto. Categorias deste imposto: Rendimentos do trabalho dependente Primeira categoria Pensões e rendas vitalícias Segunda categoria Rendimentos empresariais e profissionais Rendimentos de capitais Terceira categoria Mais-Valias Quarta categoria Rendimentos prediais

Ganhos em numerário em jogos Quinta categoria Incrementos patrimoniais

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RESIDENTE (artº 21) a) Que tenha permanecido em Moçambique mais de 180 dias. do mínimo nacional mais elevado ensino médio ou superior. Isto sucede com frequência com herdeiros de testamento que não expecifica com exactidão as partes de cada membro. RESIDENTES E NÃO RESIDENTES (artº 21) Estão sujeitas a IRPS: a) as pessoas singulares residentes em Moçambique. optar pela tributação autónoma. c) Desempenhe no estrangeiro funções/comissões de carácter público. e B) as não residentes que aqui obtenham rendimentos – princípio da territorrialidade. Se não for possível determinar essa quota. b) Tendo permanecido menos tempo. com rendimentos não superiores a 36 salários mínimos anuais. respondem à primeira e à segunda parte da questão. 1 Estes dependentes podem. vezes há que os rendimentos pertencem em comum a várias pessoas. ou 12ª classes. É a chamada co-titularidade de rendimentos (artº 23). com rendimento mensal não superior a 36 salários mínimos anuais.Menosres não emancipados Filhos. seguidos ou interpolados. As pessoas singulares (incidência subjectiva) e os rendimentos das pessoas singulares (incidência subjectiva). ou Que não aufiram quaisquer rendimentos Menores sob tutela INCIDÊNCIA PESSOAL (artº 18 a 24) As normas de incidência determinam quem está e o que está sujeito a IRPS. aqui disponha de habitação em condições que façam supor a intenção de a manter e ocupar como residência permanente. ao serviço do país (diplomatas e outros nacionais no estrangeiro). a parte de cada membro corresponde à quota respectiva. Entretanto. cumprindo SMO Dependentes (artº 18) Maiores inaptos. frequentando no ano que o imposto respeita a no médio ou superior. querendo. abrangendo os rendimentos obtidos no exterior . A 4 . presume-se que são iguais. adoptivos e enteados1 Maiores até 25 anos. Neste caso. nos termos do nº 5 do artº 18 ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães.

ou seja. e os dependentes a seu cargo. ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães.a) – nº 3 . INCIDÊNCIA REAL E DETERMINAÇÃO DO RENDIMENTO COLECTAVEL Forma dos rendimentos auferidos – o IRPS incide sobre o valor anual global dos rendimentos auferidos. houver opção pelo englobamento . nos casos previstos na lei. Entretanto. MOMENTOS DE CÁLCULO DO IMPOSTO (artº 55/56) Até ao apuramento do rendimento colectável a forma de determinação do IRPS dos contribuintes casados e não casados é a mesma. quer seja em dinheiro ou em espécie. os rendimentos perdem a sua individualidade. desde que estes estejam ao serviço de entidade com residência. salvo se. É obrigatória a comunicação de residência do sujeito passivo à administração tributária (nº 3 artº 20) TRIBUTAÇÃO DO AGREGADO FAMILIAR (artº 18) O agregado familiar pode assumir umas das seguintes formas: a) Cônjuges não separados judicialmente de pessoas e bens e seus dependentes. Veja–se a fórmula na página seguinte. c) O pai ou a mãe solteiros e os dependentes a seu cargo. independentemente da moeda ou forma como se obtêm. as perdas e os custos. b) Cada um dos cônjuges ou ex-cônjuges. Fase sintética . Daí em diante. ou seja. Englobamento (artº 26) – significa juntar a matéria colectável dos rendimentos das diversas categorias.artº 26). respectivamente. e por força da aplicação do quociente conjugal (nº 1 – artº 56) começa a diferença. e sujeitar o total às mesmas regras.daí em diante. nos casos de separação judicial de pessoas e bens ou declaração de nulidade. FASES DO IRPS Fase analítica . incluíndo a dedução do mínimo não tributável (nº 1 – artº 56). d) O adoptante solteiro e os dependentes a seu cargo. Note bem: Nenhum dependente deve fazer parte de mais do que um agregado familiar. não são englobados os rendimentos da 5ª categoria e os sujeitos às taxas liberatórias de retenção do artº 57.nº 7 – artº 18. são somados (englobados) e sujeitos às mesmas regras – é a fase sintética.apuramento do rendimento líquido de cada categoria. Para efeitos fiscais. à mesma tabela de taxas.d) Tripulantes de meios de transporte. A 5 . anulação ou dissolução do casamento. deduzindo os descontos obrigatários. sede ou direcção efectiva no território nacional. a situação familiar é a prevalecente no último dia do ano a que respeita o imposto . mesmo que eles resultem de actos ilícitos.

PC. Sindicatos) e outros Trinta e seis (36) salários mínimos nacioanais = 90 000 Coeficiente conjugal (2) Situação pessoal. Dependentes. PEC e Dupla Tributação Internacional ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães.CASADOS Rendimento bruto de cada categoria (artº 1 a 16) Deduções ao rendimento (29 a 501) = Rendimento de cada categoria Dedução de perdas (artº 50) = Rendimento total Abatimentos (artº 56) = Rendimento colectável – Mínimo não tributável (artº 562) : 2 (artº 55)3 x Taxa – Parcela a abater (artº 54) x 2 (nº 2 – artº 55) = Colecta Deduções à colecta (artº 59 e 60)4 Retenções na fonte e Pagamentos por Conta (artº 65 e 66) = IRPS a pagar ou a receber 1 2 3 4 Descontos obrigatórios (Segurança Social.CÁLCULO DO IRPS . A 6 .

PEC e Dupla Tributação Internacional ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães. Sindicatos) e outros Trinta e seis (36) salários mínimos nacioanais = 90 000 MT (assuma-se que o salário mínimo é 2 500. PC.CÁLCULO DO IRPS – NÃO CASADOS Rendimento bruto de cada categoria (artº 1 a 16) Deduções ao rendimento (29 a 505) = Rendimento de cada categoria Dedução de perdas (artº 50) = Rendimento total Abatimentos (artº 56) = Rendimento colectável – Mínimo não tributável (artº 566) x Taxa (artº 54) Parcela a abater = Colecta Deduções à colecta (artº 59 e 60)7 Retenções na fonte e Pagamentos por Conta (artº 65 e 66) = IRPS a pagar ou a receber RENDIMENTO TRIBUTAVEL DE CADA CATEGORIA (DE RENDIMENTOS) 5 6 7 Descontos obrigatórios (Segurança Social.00 MT) Situação pessoal. A 7 . Dependentes.

benefícios. comissões. consideram-se também benefícios ou regalias do trabalhador. fornecida pela entidade patronal. 3 Parentesco é o vinculo que nue duas pessoas. ou utilização de casa de habitação. a quantificação deste benefício em espécie é feita nos termos do nº 2 do artº 31 do CIRPS. Exemplo de remuneração acessória: A) Abonos de família e prestações complementares na parte que excedam os limites legais. em consequência de uma delas descender da outra ou de ambas procederem de um progenitor comum (artº 1578 do Código Civil) 4 Afinidade é o vinculo que liga cada um dos cônjuges aos parentes do outro (artº 1584 do Código Civil) ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães. devidos pela prestação de trabalho ou em conexão com esta que constituam para o respectivo beneficiário uma vantagem económica. iii) Rendimentos provenientes do exercício da função.os rendimentos brutos de cada categoria de rendimentos. A 8 . iv) Rendimentos provenientes de pré-reforma. Também o conceito de entidade patronal é fiscalmente ampliado a outras entidades que estejam numa relação de domínio ou de grupo com a entidade patronal (nº 3 – artº 3). em cada categoria determina-se: 1º . pré-aposentação ou reserva. prestado ao abrigo do contrato individual de trabalho ou a ele legalmente equiparado (artº 5 da Lei 8/98. na parte que exceda o salário mínimo legalmente estabelecido. B) C) 2 A relação jurídico-laboral presume-se existente pelo simples facto de o trabalhador estar a executar uma determinada actividade remunerada com conhecimento e sem oposição da entidade empregadora. regalias. gratificações.. os que forem atribuidos a qualquer pessoa do seu agregado familiar ou que a ele esteja ligado por parentesco3 ou afinidade4.as respectivas deduções (descontos obrigatários e os custos fiscais). de 20 de Julho)2.) incluíndo a forma de remuneração acessória. Note-se que cabem nesta categoria os rendimentos recebidos antes da verificação dos requisitos exigidos para a passagem à situação de reforma ou aposentação. No caso de utilização de casa de habitação.deduções legais Para tal. Os montantes recebidos ou colocados à disposição após a verificação daqueles requisitos são considerados pensões (artº 5) Note bem: Os rendimentos supra são enquadrados nesta categoria independentemente da forma que revistam (salários. RENDIMENTO TRIBUTAVEL DO TRABALHO DEPENDENTE OU POR CONTA DE OUTREM A) I) Rendimentos brutos (nº 2 – artº 2) Rendimentos provenientes do trabalho por conta de outrem. ii) Rendimentos provenientes do trabalho prestado ao abrigo de contrato de aquisição de serviços. Remuneração acessória – direitos. prémios. senhas de presença. Subsídio de refeição. Face ao nº 2 do artº 3.. 2º . serviço ou cargo públicos.Resultado tributável da categoria = rendimentos brutos . sob a autoridade e a direcção do adquirinte. participações em multas . Subsídio de residência ou equivalente.

viagens ou representação de que não sejam prestadas contas até ao termo de exercício. É normal que aos trabalhadores cujas funções incluam pagamentos e recebimentos (por exemplo: tesoureiros. pagadores. Assim. caixas. Também aqui se enquadram os rendimentos auferidos pela gerência de sociedades por quotas.D) Utilização pessoal de veículo automóvel que gere encargos para a entidade patronal quer aquela em que este paga rendas de contrato de aluguer ou de locação financeira (leasing). nos termos do nº 4 do artº 28: Rendimento anual = custo de aquisição ou produção x 0. Ajudas de custo e pagamento pela utilização de automóvel próprio ao serviço da entidade patronal. Sendo tais valores variáveis em função da remuneração dos funcionários. B) C) D) E) ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães. apenas é sujeita a tributação a parte que excede 5% da remunreação mensal fixa. ou seja. etc) recebam um abono destinado a cobrir possíveis falhas. na parte que excedam os limites legais. são considerados rendimentos de trabalho dependente as remunerações auferidas pelos membros dos conselhos de administração. mesas de assembleias gerais e conselhos fiscais de sociedades. Verbas para deslocação. F) OUTROS RENDIMENTOS DO TRABALHO DEPENDENTE (artº 4) Para além dos rendimentos previstos no artº 2 do CIRPS. o rendimento determina-se do seguinte modo: Rendimento anual = Valor médio da viatura – (Total de rendimentos antes tributados pela utilização + Preço pago pelo trabalhador ou membro de órgão social) E) Viagens e estadas de turismo e similares. Abonos para falhas na parte que exceda 5% da remunreação mensal fixa. Importâncias que os empresários em nome individual escriturem como remuneração do seu trabalho ou de pessoas que compõem o agregado familiar. a lei equiparou também a rendimentos do trabalho dependente os seguintes: A) Remunerações de membros de órgãos estatutários das pessoas colectivas. incluindo as remunerações acessórias. rendimentos de trabalho dependente e devem ser escriturados como salários na contabilidade da empresa). esse rendimento é fiscalmente considerado rendimento de trabalho dependente. O rendimento anual resultante desta utilização é. pagas pela entidade patronal e não conexas com as funções exercidas pelo trabalhador ao serviço da entidade patronal. pelo trabalhador ou membro de órgão social. como é o caso das ajudas de custo que estão devidamente fixados. A 9 . Impostos e outros encargos legais devidos pelo trabalhador e que a entidade patronal tome a seu cargo (neste caso são rendimentos da 1ª categoria.25% x nº meses de utilização Em caso de aquisição de veículo automóvel. o limite a considerar pelos contribuintes é o que corresponde ao das remunerações fixas equivalentes ou mais aproximadas dos funcionários públicos. enquanto não estejam estabelecidos por lei esses limites. Se acaso os empresários em nome individual optarem por escriturar na contabilidade ou escrita da sua empresa uma remuneração a seu favor. Neste caso. Por “limites legais” entendem-se os valores fixados para os funcionários públicos. bem como pelos titulares de órgãos de outras pessoas colectivas. recebedores.

piscinas. infantários para filhos dos trabalhadores. bibliotecas. Os recibos respeitantes aos restantes 5 mil MT foram apresentados em Fevereiro de 2010.. Mas também outros tipos de prémios. pago em espécie . nos termos da lei” – d) – artº 6. G) Gratificações auferidas pela prestação de trabalho ou em razão da prestação de trabalho. Deverá o sr Fragoso incluir tal prémio na declaração de rendimentos? R: Sim. REMUNERAÇÕES ACESSÓRIAS NÃO TRIBUTÁVEIS Não constituem rendimento tributável. O prémio coube ao sr Fragoso. nas condições dos artºs 37 a 39 do CIRPC. B) ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães.Exemplo: Uma gerente duma sociedade em Maputo recebeu em Agosto de 2009. quando não atribuídas pela respectiva entidade patronal. Trata-se de um rendimento de trabalho dependente. invalidez ou sobrevivência . Exemplo: A empresa concessionária de uma marca japonesa de automóveis decidiu atribuir uma viagem turística de duas semanas ao Japão ao vendedor que de entre todos os stands do País. estão excluídas da tributação “As indemnizações por despedimento. A 10 . R: Sim. totalizando 15 mi MT. é que sobre ele não incide retenção na fonte. Cabem nesta norma as chamadas gorgetas. O rendimento será o valor de mercado .a) do artº 6. Quaisquer indemnizações pela constituição. vendesse o maior número de viaturas da marca durante o ano de 2009.. b) – artº 6. empregado de uma sociedade de comércio de automóveis na Beira. 20 mil MT para pagamento da sua estadia em Pemba durante o período de realização de um trabalho para a empresa. Os 5 mil MT são rendimento do trabalho dependente de 2009. Esta expressão significa que não estão sujeitas a IRPS as indemnizações obrigatórias resultantes da aplicação da legislação laboral. A particularidade deste tipo de rendimentos.c) do nº 1 do artº 28. Exemplo: creches. centros de férias da empresa . extinção ou modificação da relação jurídica de trabalho dependente. os seguintes benefícios ou regalias: A) Prestação da entidade patronal para os regimes obrigatórios de segurança social que garantam exclusivamente benefícios em caso de reforma. apresentando os comprovativos das despesas da viagem e alojamento. A utilização e fruição de realizações de utilidade social e de lazer mantidas pela entidade patronal. F) Note Bem: Apesar da grande amplitude desta norma. Prestou contas em Setembro do mesmo ano. Haverá sujeição a IRPS?. incluíndo as que respeitam ao incumprimento das condições contratuais ou pela mudança de local de trabalho. nos termos da alínea e) do artº 4.artº 4.

Joaquina: 140 000. nº2 c) – 4.c) – artº 6). RENDIMENTO LÍQUIDO DE PENSÕES a) PENSÕES – RENDIMENTOS BRUTOS (artº 5) Consideram-se pensões.00 de indemnização paga à antiga entidade patronal por acordo judicial em virtude de não ter respeitado o prazo de aviso prévio para a rescisão do contrato de trabalho. ou por entidade reconhecida para tal pelos Ministérios competentes . por rescisão unilateral do contrato individual de trabalho sem aviso prévio em resultado de sentença judicial ou de acordo judicialmente homologado. Lda. .00 para o INSS.60 mil MT a) Calcule o imposto devido pelo casal. DEDUÇÕES AO TRABALHO DEPENDENTE (artº 29) Ao rendimento do trabalho dependente.00 MT como funcionário do Estado. ministrados pela entidade patronal. A 11 . B) Quotizações obrigatórias dos funcionários do Estado (9%). D) Exemplo: Em 2009 o casal Joaquim e Joaquina auferu os seguintes rendimentos (em MTN):   Joaquim: 120 000. as importâncias recebidas ou colocadas à disposição a título de: ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães. nº2 c)) – 120 x 9% (art 28 – a) = 120 – 10. Indemnizações pagas pelo trabalhador à sua entidade patronal.C) Acções de formação profissional dos trabalhadores.4 200. c) Quotizações sindicais. deduz-se: a) Contribuição para o Instituto Nacional de Segurança Social. b)) – 10 (art 28.80 = 109.20 mil MT Joaquina: 140 (art 2.10 000. . b) Calcule o imposto devido por cada membro.00 MT como empregada da Sociedade Z. Suportaram os seguintes encargos: Joaquim: Descontos obrigatórios.40 = 233.1 400. Cálculo: Joaquim: 120 (art 2. Determine o rendimento colectável deste casal.00 para o sindicato.2 (art 28 –a) – 1.4 (art 28. c)) = 124.4 mil MT Rendimento líquido do trabalho dependente: 109. Joaquina: . considerando-os como não casados.20 + 124.

ou quaisquer outras entidades. fundos de pensões. activi dades urbanísticas e de exploração de loteamentos. iii) As pensões e subvenções não compreendidas nas alíneas anteriores. A 12 . deve entender-se a ligação com o solo subjacente. devidas no âmbito de regimes complementares de segurança social em razão de contribuições da entidade patronal. velhice.i) Pensões de aposentação ou de reforma. velhice. O nº 2 do artº 5 esclarece que a antecipação do recebimento não impede a classificação das importâncias antecipadas como pensões. cons trução civil. FABRICAÇÃO. PESCA. transportes. como as suiniculturas e os aviários. em que a sua produção é utilizada como matéria prima da undidade industrial de descasque e embalagem. EXEMPLO: COMPRA E VENDA. ho telaria. São ainda consideradas actividades comerciais e industriais. para efeitos de tributação em IRPS. ii) Prestações a cargo de companhias de seguros. É o caso de uma exploração agrícola de cajú. artesanato (nº 1 – artº 9) Consideram-se ainda actividades comerciais e industriais. as explorações pecuárias em estábulo.artº 5 Com o objectivo de proteger os pensionistas. Por vezes. nomeadamente: Actividades comerciais e Industriais . e ii) As rendas temporárias ou vitalícias. bem como as produções agrícolas em vasos ou tabuleiros.a) – nº 2 – artº 8. agências de viagens e turis mo. b) EXCLUSÕES E DEDUÇÕES AO RENDIMENTO BRUTO DAS PENSÕES . bares. invalidez ou sobrevivência. restauração. Assim. ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães. Por “conexão com a terra”. invalidez ou sobrevivência. as actividades agrícolas e pecuárias integradas noutras actividades de natureza comercial ou industrial. estes sistemas compreendem a possibilidade de antecipação da disponibilidade das importâncias a receber. do mesmo empresário. as actividades agrícolas e pecuárias não conexas com a terra ou que esta tenha carácter meramente acessório. são consideradas actividades comercaiais e industriais. bem como outras de idêntica natureza e ainda as pensões de alimentos. bem como outras de idêntica natureza a ainda as pensões de alimentos. iv) As rendas temporárias ou vitalícias. RENDIMENTO TRIBUTAVEL DOS RENDIMENTOS EMPRESARIAIS E PROFISSIONAIS – SEGUNDA CATEGORIA a) RENDIMENTOS TRIBUTAVEIS EMPRESARIAIS E PROFISSIONAIS (artº 7) Estes rendimentos aludidos no artº 8 resultam de vários tipos de actividades compreendem rendimentos de diversa natureza. INDÚSTRIA MINEIRA E EXtractiva. a alínea d) do artigo 6 exclui da tributação: i) Todas as pensões de aposentação ou de reforma.

c) – nº 2 – artº 8. A primeira diz respeito à fonte de onde resulta – pode ser um rendimento predial. Exemplo: ainda que conexas com actividades comerciais. auferidos pelo titular origiNário .b) – nº 2 – artº 8. ou prestação de informações. Mas. Exemplo:rendimentos decorrentes de: caça. royalties. é bastante relevante em face da reduzida taxa de 10% para a actividade agrícola ou pecuária (nº 3 – artº 54).nº 3 – artº 8. agua e outros produtos expontâneos. e da redução da taxa para a agricultura prevista no artigo 23 do Código de Benefícios Fiscais. exploração. silvícolas ou peuárias . Este tipo de rendimento tem duas qualificações. porque tal rendimento é auferido no âmbito de uma actividade geradora de rendimentos empresariais. a actividade de um empresário em nome individual que explore e comercialize água mineral de uma nascente traduz-se numa actividade industrial. explorações apícolas. de presta ção de serviços – b)nº 2 – artº 8. de pastos naturais. know-how nº 5 – artº 8. Note Bem: apesar de o Código mencionar a exploração de águas como actividade agrícola. Rendimentos de Actividades Agrícolas. industriais agrícolas. e culturais . 13 ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães.d) nº 2 – artº 8. ou como agrícola ou pecuária. Rendimentos de actividades por conta própria. silv1ícolas ou pecuárias. subsídios ou subvenções. marinhas de sal. Rendimentos de propriedade intelectual ou industrial. mais-valias. RENDIMENTOS imputáveis às actividades geradoras de ren dimentos empresariais e pro-fissionais . indemnizações conexas com a actividade. algas. investigação e obtenção de novas variedades animais e vegetais . desportivas. Rendimentos prediais. capitais.nº 2 – artº 8.O enquadramento de actividade como comercial ou industrial. A . Exemplo: direitos de autor e direitos conexos. RENDIMENTOS DE ACTIVIDADES artísticas. cessão temporária de exploração de estabelecimento. este rendimento é atraído para o lucro da actividade e toma a qualificação final de rendimento empresarial ou profissional. um rendimento de capitais ou uma mais-valia.

que aliás exclui expressamente a aceitação fiscal de certos custos. ii) Regime simplificado de escrituração (artº 30. 31. não serão fiscalmente dedutíveis os seguintes encargos. VI) Métodos indirectos de determinação de lucro tributável (artº 38). Os actos isolados não são sinónimo de actividade. Pela remissão efectuada pelo artº 33 do CIRPS. com as adaptações dos artºs 30 a 36 do CIRPS. III) Regime simplificado de determinação do rendimento (artº 33). e 72. o regime de determinação do rendimento líquido destes contribuintes – o seu lucro – é próximo do que cabe às sociedades comerciais. Falta-lhes a previsibilidade e a continuidade . Os expressamente previstos no CIRPC.Rendimentos de actos isolados de natureza comercial. Para os contribuintes que tenham ou devam ter contabilidade organizada.nº 4 – artº 8. o rendimento líquido da categoria é determinado de acordo com as regras de determinação da matéria colectável do IRPC. e 72. silvícola. industrial. ou seja. A 14 . e uma opção para os restantes contribuintes. v) Regras aplicáveis aos actos isolados (artº 32).  ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães. conforme dispõe o artº 30 do CIRPS. a exercer no início da actividade ou até ao fim do mês de Março do ano respectivo. ainda que contabilizados:  Os que decorrem do princípio da indispensabilidade. i) REGIME DA CONTABILIDADE ORGANIZADA (artº 30. 73). 500 mil MT (artº 72). 74) A adopção de contabilidade organizada é obrigatória para contribuintes com um volume de negócios no ano anterior superior a 2. pecuária. nº3 – artº 8. agrícola. segundo os quais os custos aceites fiscalmente são os necessários para a realização dos proveitos ou ganhos sujeitos a imposto ou para a manutenção da fonte geradora – artº 22 do CIRPC. iv) Regras dos rendimentos de trabalho dependente (artº 29). ou de prestação de serviços Rendimentos que não resultem de uma prática previsível ou reiterada . 74). b) CUSTOS OU DEDUÇÕES NOS RENDIMENTOS EMPRESARIAIS E PROFISSIONAIS Existem seis regimes de determinação do rendimento tributável da segunda categoria: i) Regime da contabilidade organizada (artº 30. Por isso foi necessário criar normas próprias para a tributação dos rendimentos deles resultantes -h) e i)) . 31.

os prestadores de serviços afectem à sua actividade profissional. d) 200 mil MT – amortização de uma viatura ligeira de passageiros (adquirida em 2006 por 800 mil). imputáveis à sua actividade: a) 400 mil MT referentes à renda do escritório. Proveitos: 4 000 – b) nº 2 do artº 8 e artº 20 do CIRPC. Encargos com o imóvel destinado a habitação e também afecto à actividade empresarial ou profissional. f) 30 mil MT – seguro da viatura ligeira de passageiros. o nº 2 do artº 35 permite que sejam fiscalmente deduzidos os encargos conexos com o imóvel. subsídio de refeição . tinha registado 2. água e telefone fixo. b) 140 mil MT – remuneração e contribuição para a Segurança Social da recepcionista. rendas. h) 150 mil MT – almoço com clientes. energia. Resolução: (valoress 103) Nos termos do artº 30 e 72. 10% dos proveitos contabilizados. g) 1 000 MT – multa de estacionamento junto ao seu escritório..). É frequente que nomeadamente. mas até 25% dos proveitos. Neste caso. Estas importâncias. e) 350 mil MT – comunicações. juros. utilização de viatura própria. i) 600 mil MT – combustível da viatura afecta à actividade. não são aceites como custo – nº 5 – artº 35 do CIRPS. Quando tal quantificação não seja possível (como muitas vezes acontece). amortizações. c) 160 mil MT . ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães. que com ele trabalhe. incluíndo outras prestações de natureza remuneratória (ajudas de custo. Em 2008. As deslocações. sem se terem constituído como sociedade). a lei estabelece que o rateio dos custos se faz proporcionalmente aos rendimentos auferidos. um grupo de advogados que partilham o mesmo escritório. uma parte do imóvel que habitam. designadamente. j) 180 mil MT – deslocações do sujeito passivo. viagens ou estadas do sujeito passivo ou do membro do agregado familiar. A 15 . As remunerações dos titulares de rendimentos ou de membros do seu agregado familiar que lhe prestam serviço. 500 milhões. porque no ano anterior registou um volume de negócios superior a 1. sujeitos e não isentos de IRPS – nº 1 – artº 35 do CIRPS.. Obteve 4 milhões de MT de proveitos referentes a prestações de serviços efectuados em 2009. Valdo é obrigatoriamente enquadrado no regime da contabilidade organizada. o nº 3 do artº 35 dipõe que os encargos dedutíveis são rateados em função da utilização dos serviços ou meios de trabalho afectos. Veja o exemplo seguinte: Exemplo: Valdo exerce a sua actividade de contabilista como profissional independente. ainda que contabilizadas. 550 milhões de MT. Contabilizou os seguintes custos. sujeitos e não isentos de IRPS. energia e água. na parte que exceder 25% do total dos proveitos contabilizados.   Note bem: Quando o sujeito passivo exercer a sua actividade em conjunto com outros (por exemplo.vários pareceres pedidos a um jurista. na parte que exceder o seu conjunto. como volume de negócios.

Segurança Social . matéria colectável) da actividade ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães. Logo. Seguro da viatura. não permanecerão no regime simplificado de determinação de rendimento.. Razão. profissional é 1 781 (1 290 + 100 + 15 + 1 + 75 + 300). acresce 15 ao RLE. b) O IRPS a pagar. Logo. o valor a ter em conta para efeitos de enquadramento é o volume anual de negócios estimado no momento da entrega da declaração de início de actividade.são custo fiscal na totalidade. Determine: a) A coleta. 50% não é custo fiscal . porque não ultrapassam 10 % dos proveitos – nº 1 do artº 35. Comunicações. com as adaptações do artº 35 do CIRPS. acresce 1 ao RLE. energia e água . A 16 . não optem por qualquer dos outros regime de determinação do rendimento tributável desta categoria.ver nº 4 do artº 36 do CIRPC.).Aplicação das regras do IRPC. iii) REGIME SIMPLIFICADO DE DETERMINAÇÃO DE RENDIMENTO (artº 33 do CIRPS e 47 do CIRPC) Destina-se aos contribuintes que não tendo um volume de negócios no ano anterior superior a 2 500 mil MT. Almoços com clientes = despesas de representação – não é custo fiscal em 80% . optem por ele. o rendimento líquido (ou rendimento tributável. Total de custos contabilizados: 2 211 Resultado líquido do exercício (resultado contabilístico) = 1 789 (4000 – 2 211) Correcções fiscais: Renda do escritório – é custo fiscal (artº 35). Assim. conforme dispõe o artº 34 do CIRPS.f) do nº 1 do artº 36.é custo fiscal desde que relacionados com a actividade. Amortização da viatura ligeira de passageiros – 50% não é custo fiscal – artº 27 do CIRPC. Deslocações e estadas do Carlos .nº 4 do artº 36 do CIRPC. Acresce 300 ao RLE. Acrescer 75 ao RLE. Assim..é custo fiscal. Balancetes . Pagamento de pareceres . Multa de estacionamento – não é custo fiscal – c) do nº 1 do artº 36 do CIRPC. No ano de início de actividade.é custo fiscal (artº 29). acresce ao RLE 100 (200 /2). Ao regime de escrituração simplificada aplicam-se as regras referidas o regime de contabilidade organizada. Combustível para a viatura – não é custo fiscal em 50% . A particularidade decorre do facto de a base contábil já não serem os valores constantes dos livros exigidos para a contabilidade organizada (Diário. Balanço.nº 1 do artº 29 e 73 do CIRPS e 76 do CIRPC) Cabem neste regime os contribuintes que não tendo um volume de negócios no ano anterior superior a 2 500 mil MT. ii) REGIME SIMPLIFICADO DE ESCRITURAÇÃO . Logo.

Exemplo: Manuel é um empresário que vende e repara electrodomésticos. Não exerceu qualquer opção por outro regime. aplicam-se os seguintes coeficientes ao volume de vendas de produtos/serviços e a outros proveitos – nºs 4 a 6 do artº 32:    20% x Vendas de mercadorias e outros produtos. como a matéria é tratada a título principal no CIRPC (artº 46 e 48). Determine o seu rendimento líquido da sua actividade. Em 2007 teve os seguintes proveitos: Venda de electrodomésticos: 2 400 milhões MTN. v) ACTOS ISOLADOS (artº 31) Para o apuramento do rendimento líquido deduzem-se apenas as despesas que tenham sido necessárias à obtenção dos respectivos rendimentos. deverá manter-se neste regime durante pelo menos três anos – nº 2 do artº 30 do CIRPS. e Lei de Petróleos (Lei nº 3/2001). restauração e bebidas. 17 ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães. 20% x Serviços prestados nos sectores de alojamento. Enquanto tais indicadores não estiverem aprovados. VII) BENEFÍCIOS FISCAIS – DEDUÇÕES À MATÉRIA COLECTÁVEL O Código de Benefícios Fiscais (CBF) consagra incentivos fiscais realizados no âmbito da Lei de Investimentos (Lei nº 3/93). pode optar pelas regras do trabalho dependente. vi) APLICAÇÃO DE MÉTODOS INDIRECTOS DE DETERMINAÇÃO TRIBUTÁVEL (artº 38 CIRPS e artº 46 e 48 do CIRPC) DO RENDIMENTO A determinação do lucro tributável por métodos indirectos só é aplicável quando se verifiquem os factos previstos no artº 37 do CIRPS. Fazendo-o. 30% x Restantes proveitos.Estes contribuintes determinam o seu rendimento líquido aplicando indicadores de base técnicocientíficas definidos para os respectivos sectores. Resolução: 2 400 x 20% = 480 mil 800 x 30% = 240 mil Rendimento líquido da actividade: 720 mil MT iv) TRABALHO DEPENDENTE (artº 30) Quando na sua actividade por conta própria o profissional tenha prestado prestado serviços a uma única entidade.artº 31 e 35 do CIRPS. Porém. Lei de Minas (Lei nº 14/2002). Reparação de electrodomésticos: 800 milhões MTN. remete-se para este manual. Teve no ano anterior um volume de negócios de 1 milhão MT. A . devidamente comprovadas e que nos termos do CIRPS sejam tributáveis .

telecomunicações. máquinas e equipamentos destinados a actividades industriais/agrícolas – permite-se a aceleração das reintegrações destes bens. Este benefício pode ser utilizado durante os primeiros cinco de actividade artº 18 do CBF.artº 17 do CBF. o limite máximo da dedução passa a ser de 15% do rendimento líquido da actividade. ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães. Equipamento considerado tecnologia de ponta (artº 16 do CBF – 15%) – o valor investido na aquisição deste equipamento para o desenvolvimento das actividades de empreendimentos autorizados ao abrigo da Lei de Investimentos. caminhos de ferro.Imóveis novos ou reabilitados. não se incluem os equipamentos e demais activos da empresa afectos à formação profissional. nos termos e condições previstas no artigo 41 do IRPC. O nº 4 do artº 18 do CBF esclarece que. No caso de falecimento do empresário em nome individual a dedução daquele prejuízo só aproveita ao sujeito passivo que suceder ao empresário que suportou o prejuízo. até ao dobro das taxas normais artº 16 do CBF. energia eléctrica. o mesmo pode ser deduzido aos lucros tributáveis de um ou mais dos cinco exercícios posteriores. devendo os titulares dos rendimentos apresentá-los separadamente – nº 3 do artº 51 do CIRPS. Nas restantes províncias – 150%. As perdas resultantes do exercício de actividades agrícolas. nos custos de investimentos dedutíveis. c) DEDUÇÃO DE PREJUÍZOS (artº 41 CIRPC. correios. nos termos do alínea c) do nº 1 e do nº 2 artº 19 do CBF são dedutíveis ao rendimento da actividade da segunda categoria. Caso o investimento em formação se destine à utilização do equipamento considerado tecnologia de ponta referido no ponto anterior. em 50% dos valores despendidos. 36 e 50 do CIRPS) Verificando-se um prejuízo fiscal em determinado exercício. Esta dedução pode ser efectuada durante os primeiros cinco anos de actividade . silvícolas ou pecuárias. até ao limite de 5% do rendimento líquido. A 18 . escolas. mas apenas aos lucros verificados nesta categoria. hospitais e outras obras consideradas de utilidade pública pelas entidades competentes. pode ser deduzido ao rendimento da actividade até ao máximo de 15% do seu rendimento líquido. são dedutíveis ao rendimento da actividade empresarial ou profissional nas seguintes percentagens:   Na cidade de Maputo – dedutíveis em 120%. Investimento em formação profissional (artº 18 do CBF – 5% e 15%) – o montante dos custos de investimentos realizados com a formação profissional de trabalhadores moçambicanos é deduzido ao rendimento da segunda categoria de IRPS. aeroportos. Despesas com obras de reconhecida utilidade pública – as despesas com a construção e reabilitação de estradas. não podem ser deduzidas aos lucros das restantes actividades integradas na segunda categoria. conjugando os artºs 36 do CIRPS. Despesas com obras de arte (artº 19 do CBF – 50% do valor de compra) – as despesas com aquisição de obras de arte ou representativas da cultura moçambicana e com acções que contribuam para o desenvolvimento. abastecimento de água. isto é. se houver posteriormente trespasse ou cedência de exploração a dedução dos prejuízos cessa – (parte final do artº 35 do CIRPS).

nº 4 . entre a renda recebida do subarrendatário e a paga ao senhorio. o artº 36 do CIRPS consagra um regime de neutralidade fiscal. auferida pelo sublocador. Assim. o locador se obrigar. instalados no imóvel locado.artº 15. Como refere aquele preceito. também o que for recebido em virtude de tais serviços é considerado renda sujeita a IRPS? R: Sim. para publicidade ou outros fins especiais. B não beneficia de qualquer dedução . b) – nº 2 . Quais os factos tributários em IRPS? R: A tem um rendimento predial bruto de 100 mil MT e B um rendimento de 20 mil MT . relativamente à transmissão da totalidade do património afecto ao exercício de uma actividade empresarial ou profissional para a realização do capital social de sociedade residente em território moçambicano com actividade substancialmente idêntica à exercida em nome individual. arrenda a B. de bens imóveis. total ou parcial. a serviços de segurança ou de manutenção. DETERMINAÇÃO DO RENDIMENTO TRIBUTAVEL PREDIAL – QUARTA CATEGORIA a) Rendimentos brutos Os rendimentos desta categoria são as rendas recebidas ou colocadas à disposição. naquelas condições. Exemplo: Se dentro de um pavilhão arrendado estiverem instaladas máquinas e mobiliário. são havidas como rendas: i) As importâncias relativas à cedência do uso do prédio ou de parte dele e aos serviços relacionados com aquela cedência. A 19 . ii) As importâncias relativas ao aluguer de máquinas e mobiliário. A enumeração constante do artº 15 consagra um conceito amplo de renda. também o montante correspondente ao aluguer destes é tributado em IRPS? R: Sim. iii) A diferença. Exemplo: ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães.artº 48. Exemplo: Se em conexão com a cedência do uso de prédio ou parte. iv) A importâncias relativa à cedência do uso. em que o empresário fique a deter de pelo menos uma participação de 50%. Exemplo: A.artº 15.c) – nº 2 artº 15). a) – nº 2 . senhorio. não há lugar ao apuramento de qualquer resultado tributável resultante da citada transmissão. por hipótese. por 100 mil MT/ano um apartamento e este subarrenda a C por 120 mil.d) REALIZAÇÃO DO CAPITAL SOCIAL COM O PATRIMÓNIO AFECTO À EMPRESA EM NOME INDIVIDUAL (artº 37 do CIRPS) Observadas as condições previstas no seu nº 1.

ou um anúncio num telhado ou num terreno. totoloto. apostas mútuas. o rendimento predial do sublocatário. a título oneroso. podem deduzir-se às rendas recebidas os juros pagos a instituições de crédito moçambicano. DETERMINAÇÃO DOS RENDIMENTOS DA QUINTA CATEGORIA – OUTROS RENDIMENTOS (artº 16 e 17) Cabem nesta categoria: a) Os ganhos em numerário. de 14 de Setembro.nº 3. sorteios. não beneficia de qualquer dedução . sobre prédios rústicos. nomeadamente: lotarias. urbanos ou mistos. vi) A importância relativa à constituição. desde que não considerados rendimentos de outras categorias. do seguinte modo: ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães. de empréstimos para construção de habitação própria. vi) Como atrás se referiu. ainda que vitalícios. b) Os incrementos patrimoniais. Esta dedução é até à concorrência das referidas rendas nº 1. iv) Encargos que o condómino esteja obrigado a suportar nos termos da lei civil e sejam por a comprovadamente suportados.nº 4. III) O imposto predial autárquico que incide sobre os prédios ou partes de prédios cujas rendas tenham sido englobadas . que incumbam ao sujeito passivo (nº 1). provenientes de jogos de diversão social.O montante recebido pela instalação de uma antena telefónica num terreno. o artº 17 tipifica os incrementos patrimoniais sujeitos. Por outro lado. loto. concursos e outras modalidades regidas pela Lei nº 9/94. relativamente a fracções de prédio cujas rendas tenham sido englobadas.nº 2. d) – nº 2 . Aqui se incluem os encargos com as partes comuns dos prédios em propriedade horizoontal . ii) Em certas condições. b) Dedução aos Rendimentos Brutos Dispõe o artº 48 que aos rendimentos prediais brutos podem deduzir-se: i) As despesas de manutenção e de conservação suportadas e documentalmente provadas.artº 15. bingo. é sujeito a tributação em IRPS? R: Sim. rifas. efectivamente pagos ou postos à disposição. v) A importância relativa à cedência do uso de partes comuns de prédios em regime de propriedade horizontal. devendo as respectivas rendas serem englobadas. de direitos reais de gozo temporários. A 20 .

considerando-se como tais apenas as que se destinem a ressarcir os benefícios líquidos deixados de obter em consequência da lesão. Nesta fase (sintética). será tributado pela importância que receber como contrapartida? R: Sim. corresponde ao rendimento tributável total. ponderado o regime das respectivas perdas. A 21 . terminou a fase analítica do IRPS. RENDIMENTO LÍQUIDO TOTAL O somatório dos rendimentos tributáveis de cada categoria de rendimentos auferidos pelo sujeito passivo individual ou pelo agregado familiar.   Exemplo: Um ex-gerente de uma sociedade que assume a obrigação de não exercer futuramente qualquer actividade no mesmo ramo da empresa de onde saíu. Importâncias atribuidas em virtude da assunção de obrigações de não concorrência. As indemnizações que visem a reparação de danos emergentes não comprovados e de lucros cessantes. DEDUÇÃO AOS RENDIMENTOS Não são efectuadas deduções aos rendimentos desta categoria (artº 49). Acréscimos patrimoniais não justificados. 1. os rendimentos são globalizados (somados) e tratados como um todo. FASE SINTÉTICA DO IRPS – DO RENDIMENTO TRIBUTAVEL DE CADA CATEGORIA AO MONTANTE DE CADA CATEGORIA Apurado que foi o rendimento líquido de cada categoria. que tenham sido determinados de forma indirecta. independentemente da respectiva fonte ou título. Recordando as etapas a percorrer desde o rendimento tributável total até ao apuramento do IRPS a pagar ou a receber são os seguintes: CÁLCULO DO IRPS . Trata-se de uma contrapartida por uma obrigação de não concorrência. no caso deste existir.CASADOS Rendimento total Abatimentos (artº 56) = Rendimento colectável – Mínimo não tributável (artº 568) : 2 (artº 55)9 8 9 Trinta e seis (36) salários mínimos nacioanais = 90 000 MT Coeficiente conjugal (2) ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães.

ABATIMENTOS O artº 51 consagra a possibilidade de se abater ao Rendimento Bruto Total os encargos com pensões. a que o sujeito passivo esteja obrigado por sentença judicial ou acordo homologado nos termos da lei. PC. Retenção na Fonte. nunca são tributados. a todos os rendimentos auferidos por cada titular. até aquele montante. Rendimento colectável Subtraídos os abatimentos. 2. desde que tais importâncias tenham sido comprovadamente suportadas e não reembolsadas. quando os houver. Dependentes. Por isso.x Taxa – Parcela a abater (artº 54) x 2 (nº 2 – artº 55) = Colecta Deduções à colecta (artº 59 e 60)10 Retenções na fonte e Pagamentos por Conta (artº 65 e 66) = IRPS a pagar ou a receber CÁLCULO DO IRPS – NÃO CASADOS Rendimento total Abatimentos (artº 56) = Rendimento colectável – Mínimo não tributável (artº 5611) x Taxa (artº 54) Parcela a abater = Colecta Deduções à colecta (artº 59 e 60)12 Retenções na fonte e Pagamentos por Conta (artº 65 e 66) = IRPS a pagar ou a receber 1.200 mil MT). obtém-se o Rendimento (matéria) Colectável. até à concorrência do seu rendimento líquido. PEC e Dupla Tributação Internacional ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães. 10 11 12 Situação pessoal. Dependentes e Dupla Tributação Internacional Trinta e seis (36) salários mínimos nacioanais = 90 000 MT Situação pessoal. Conjugando o disposto no nº 3 do artº 63 da Lei de Bases (Lei nº 15/2002. ao Rendimento Bruto Total. A 22 . de 26 de Junho) e o nº 1 do artº 56 do CIRPS consagra uma dedução de base de 36 salários mínimos (79.

Esta dedução não pode ser inferior a 36 salários mínimos mensais . seguindo as regras do nº 2 do artº 54. as taxas aplicam-se ao quociente do rendimento colectável. deve sempre deduzir-se aquele montante. está respeitada aquela norma. A 23 . É a mesma situação quando um dos cônjuges é que tem rendimentos. ao montante a submeter às taxas do artº 54. dado que atinge a cifra dos 100%. Existe o caso de casado que só um dos cônjugues possui rendimento tributável. 4. a taxa aplica-se directamente ao rendimento colectável depois de subtraído da dedução correspondente ao mínimo não tributável (artº 56 do CIRPS) seguindo também as regras do nº 2 do artº 54. não poderá ser superior à que resultaria da aplicação da taxa reduzida de 10%. Por isso. dividido por 2.00 MT. TAXAS A tabela geral (em 103 meticais) de IRPS é a seguinte (artº 54). TAXA REDUZIDA PARA A AGRICULTURA Dispõe o nº 3 do artº 54. Assim. Esta situação é vulgarmente chamada de “casados – único titular”. que incide sobre o conjunto de rendimentos de todos os elementos que compõem o agregado familiar. depois de subtraído o mínimo não tributável aos rendimentos englobados. 3. o IRPS é um imposto global e progressivo. o simples somatório dos rendimentos dos membros do agregado determinaria a aplicação de taxas superiores às que se aplicam se os rendimentos fossem auferidos por sujeitos passivos não casados. Quando o contribuinte for não casado. a colecta que resultar da aplicação das taxas constantes do nº 1 do mesmo artº. Porque o salário mínimo mensal mais elevado é 2 500. TAXA S (B) 10% 15% 20% 25% 32% PARCELA A ABATER (C) --2 100 10 500 35 700 141 540 RENDIMENTOS COLECTÁVEIS ANUAIS EM METICAIS (A) Até 42 000 De 42 001 a 168 000 De 168 001 a 504 000 De 504 001 a 1 512 000 Além de 1 512 001 Tratando-se de casados. conforme os casos. nos termos do nº 1 do artº 55. O quociente conjugal é um desses mecanismos correctores destinado a impedir o agravamento que resultaria da soma dos rendimentos dos membros do agregado familiar face à progressividade das taxas do IRPS. QUOCIENTE CONJUGAL Como já foi visto.nº2 – artº 56. Exemplo: ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães. se não fossem introduzidos mecanismos correctores. que para os sujeitos passivos que apenas englobem rendimentos provenientes de actividades agrícolas ou pecuárias.

INVESTIMENTOS AO ABRIGO DA LEI DE Sem prejuízo da taxa reduzida prevista no nº 3 do artº 64.00 MT. Resolução: 1 – Casados: [(500: 2) x 20% .00 MT. Por se tratar de rendimentos da 2ª Categoria e apenas da actividade agrícola.00 = 162. COLECTA Tratando-se de sujeitos passivos não casados.00 MT Aplicando as taxas previstas no nº 1 do artº 54 do CIRPS. Cálculo do IRPS. o resultado da aplicação da taxa e respectiva parcela a abater. obtém-se a colecta do IRPS.10.Parcela a abater] x 2 Exemplos: Calcule a colecta de IRPS. Esta redução vigorará até 2012. a Maria João tem a pagar 162. A . conforme a fórmula seguinte: Colecta = Rendimento Colectável x (Taxa .500. a colecta determina-se do seguinte modo: Colecta = [(Rendimento Colectável : 2) x Taxa . aos empreendimentos agrícolas realizados ao abrigo da Lei de Investimentos e respectivo Regulamento.10.00 MT e não 80 000.00 x 25% = 200.500.500.50] x 2 = 79 mil MT 2 . resulta: 800 000. o artº 23 do CBF concede uma redução em 80 % da matéria colectável que incide sobre os lucros da actividade agrícola. a que se refere o artº 52 do CIRPS apenas rendimentos dessa actividade e feito o apuramento com todas as deduções resulta um “Rendimento Colectável” de 800 000. é multiplicado por dois (nº 2 do artº 55). 5.00 – 37.Parcela a abater) Para cálculo da colecta dos contribuintes casados.00 x 10% = 80 000. se for o caso. Para contribuintes casados.Não casados: 500 x 25% . considerando um rendimento de 500 mil MT.00 MTN Resposta: De acordo com o nº 3 do artº 54 do CIRPS. já líquido da dedução do artº 56.50 mil MT 24 ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães. se for o caso. após aplicada a taxa e respectiva parcela a abater. TAXA REDUZIDA PARA EMPREENDIMENTOS AGRÍCOLAS.50 = 114. 800 000. aplicando a taxa reduzida de 10%.Supondo que Maria João exerce a actividade agrícola e no exercício de 2009 englobou na sua declaração de rendimentos.

e 3 depententes a seu cargo. e não separado judicialmente de pessoas e bens. as seguintes deduções: a) Deduções relativas à situação pessoal e familiar dos sujeitos passivos Estas deduções aproveitam apenas aos sujeitos passivos residentes em território moçambicano e têm os seguintes valores:  1 800 MT – por cada sujeito passivo não casado. A 25 .existindo 2 dependentes.por cada sujeito passivo casado. 1 500 MT . podem deduzir à colecta do IRPS o menor dos seguintes valores . 1 200 MT . ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães. determine: i) a colecta. 900 MT . ou separado judicialmente de pessoas e bens. ii) o IRPS a pagar b) Dedução relativa à dupla tributação internacional (DTI) Os sujeitos passivos residentes em território moçambicano titulares de rendimentos obtidos no estrangeiro que aí foram tributados.artº 61:   O imposto sobre o rendimento pago no estrangeiro. 2.6. 1 800 MT – mais de 3 dependentes      Exercícios de aplicação 1. DEDUÇÕES À COLECTA Conforme o artº 59 e 60. Fracção do IRPS correspondente aos rendimentos que no país em causa foram tributados. à colecta do IRPS são efectuadas. 600 MT – existindo 1 dependente. admita que o casal tem a seu cargo 2 filhos menores. Sobre um rendimento (anual) colectável líquido de 224 mil de MTN de uma família com 5 menores no agregado familiar. Calcule o IRPS a pagar.existindo 3 dependentes. Variante 1 do exercício (exemplo) anterior No exercício anterior (resolução nº 1).

Se por isuficiência de colecta no ano em que os rendimentos obtidos no estrangeiro foram englobados na matéria colectável. Como a proporção é inferior ao imposto pago no estrangeiro.Condição para utilização desta dedução à colecta é. residente em Moçambique. conferem direito ao reembolso da diferença. Note-se que só os pagamentos por conta e as importâncias retidas na fonte que tenham natureza de pagamento por conta. Exemplo A Maimuna. nos termos e condições constantes no CBF (vide artºs 15. havendo convenção celebrada por Moçambique. relativamente aos quais aí pagou 306 mil MT.artº 26. a possibilidade de beneficiar de alguns créditos fiscais por investimento. 35. o nº 2 do artº 61. d) Benefícios fiscais – além das deduções à colecta previstas nos artºs 59 a 61 do CIRPS.artº 61) = 288 ‹ 306. R: Taxa de IRPS: 800 : 2500 = 32% Colexta de IRPS que pagaria se o rendimento tivesse sido realizado em Moçambique: 900 x 32% = 288 Menor Fracção da colecta do IRPS (nº 1 . ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães. nalguns casos. 25. a dedução não pode ultrapassar o montante do imposto no estrangeiro nos termos da convenção. o englobamento em IRPS dos rendimentos obtidos no estrangeiro. Natureza e prazos dos pagamentos por conta . A 26 .500 milhões (incluindo o rendimento obtido no estrangeiro) de que resulta uma colecta de IRPS de 800 mil MT. não for possível efectuar esta dedução. estabelece que. o remanscente pode ser deduzido até ao fim dos cinco anos seguintes . naturalmente. 27. obteve no estrangeiro 900 mil MT. qual a dedução à colecta por DTI. limitam. respeitantes ao mesmo período de tributação. 42 CBF). Admitindo que no mesmo ano auferiu um rendimento líquido total de 2.artº 66 (CIRPS). quando forem superiores ao imposto devido. é concedida aos titulares de rendimentos da segunda categoria. PAGAMENTO POR CONTA Só para os sujeitos passivos que tenham rendimentos da 2ª Categoria. c) Os pagamentos por conta do imposto e as importâncias retidas na fonte que tenham natureza de pagamento por conta. Porque as convenções para evitar a dupla tributação internacional.nº 3 do artº 61. ilíquidos dos impostos sobre o rendimento pagos no estrangeiro . o imposto a pagar no país da fonte. e 71 do CIRPC. deduz-se 288 mil MT à colecta de IRPS.nº 6 .

Os três pagamentos por conta são efectuados até o dia 20 dos meses de Julho.São efectuados no próprio exercício a que respeita o lucro tributável. em consequência da suspensão ou limitação da entrega por conta deixou de pagar-se uma importância superior a 20% da que.PEC (artº 71) O PEC é um mecanismo de pagamento antecipado dirigido aos sujeitos passivos que exerçam. A não entrega de novo Pagamento por Conta a efectuar só deverá ter apenas lugar quando o contribuinte verifique pelos elementos que dispõe que o montante do (s) pagamento (s) por conta já efectuado(s) é igual ou superior ao IRPC que será devido no final. Por seu lado. até ao termo do prazo para o respectivo pagamento. em condições normais. a limitação do Pagamento por Conta a efectuar só deverá ter lugar quando a totalidade do pagamento por conta a efectuar for superior à diferença entre o IRPC total que o contribuinte julgar devido e as entregas já efectuadas. industrial ou agrícola e aos não residentes com estabelecimento estável em território nacional. Setembro e Novembro. a título principal. Para evitar utilização abusiva destes mecanismos. sendo considerado um adiantamento quando for efectuada a autoliquidação na declaração periódica de rendimentos. que. arrendondado por excesso para o milhar de Meticais. pode dizer-se que é um mecanismo de combate à fraude e evasão fiscais. devidamente assinada e datada. de modelo oficial. Em ambos os casos (suspensão ou limitação) o contribuinte deverá remeter aos serviços fiscais da área da sede do seu estabelecimento. Pagamento Especial por Conta . Nesta medida. era devida e teria sido entregue. ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães. o artº 69 determina o pagamento de juros compensatórios quando se verifique face à declaração periódica de rendimentos do exercício a que respeita o imposto. Base de cálculo e montante dos Pagamentos por Conta (artº 66) O total de pagamentos por conta a efectuar é dado pela seguinte fórmula: Total dos Pagamentos por Conta = {(Colecta do exercício anterior – retenções na fonte desse exercício) x 80%} Cada pagamento por conta será igual a 1/3 do total acima determinado. ou os efectuem em montantes muitos baixos. em cada um dos 3 pagamentos (em Junho. Limitações aos Pagamentos por Conta O artº 72 do CIRPC permite ao contribuinte:   Suspender a entrega de novo Pagamento por Conta. Limitar o valor do pagamento por conta a efectuar. por falta da colecta de referência (exercício anterior) não efectuem Pagamentos por Conta previstos no artº 91. Setembro e Novembro) por conta a efectuar para 1/3 do montante saído da operação supra. que. actividade de natureza comercial. A 27 . ou seja. uma declaração de limitação ou de suspensão de pagamento por conta.

o momento de cessação é diferente conforme existam ou não imóveis afectos à actividade. que. Contabilisticas ou de escrituração. durante os meses de Junho. Obrigações declarativas: a) Início de actividade – a ser entregue pelo titular dos rendimentos 15 dias antes do início de actividade. Neste caso considera-se que a remessa foi feita na data constante do carimbo do Correios de Moçambique ou na data do registo. podem ser remetidas pelo correio. se considera como remetida na data em que. com mínimo de 30 mil e máximo de 100 mil MT O PEC é pago em três prestações.    Declarativas . As declarações e outros documentos que devam ser apresentados em qualquer serviço da Administração Tributária. Outras obrigações acessórias. Se houver extravio. ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães. e) De cessação de actividade . por quem tem rendimentos da 2ª Categoria. acompanhados de um subscrito. de Janeiro a Março / Abril. quando for caso disso.Montante e prazos do PEC (artº 72) De acordo com o artº 72. Na actividade comercial e industrial. Agosto. devidamente endereçado. e Outubro do ano a que respeita ou. A 28 . nos meses de 6. no caso de os sujeitos passivos adoptarem um período de tributação não coincidente com o ano civil. para todos os efeitos. sob registo postal. 1.5%. determina-se do seguinte modo: PEC = Volume de negócios do exercício anterior x 0. O PEC nunca é aplicado no exercício de início de actividade. conforme os casos. OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS (artº 72) O nº 3 artº 21 da Lei nº 15 / 2002 dispoe que as declarações acessórias visam possibilitar o apuramento da obrigação do imposto. o tiver sido o original. quando adopte a contabilidade organizada. c) Declaração anual de informação contabilística e fiscal – a ser entregue até ao último dia do mês de Abril por quem tem rendimentos da 2ª Categoria.a ser entregue até 30 dias após a cessação. 8 e 10 do respectivo período de tributação. comprovadamente. b) De rendimentos (artº 53) – a ser entregue pelos sujeitos passivos que aufiram rendimentos sujeitos a declaração. para a devolução imediata dos duplicados ou dos documentos. a Administração Fiscal poderá exigir 2ª via. Uma delas é a obrigatoriedade de assinatura das declarações dos rendimentos pelos contribuíntes ou seus representantes tributários sem o que deverão ser recusadas – nºs 3 e 4.

incluindo o pagamento especial por conta. b) Se não tiver sido efectuado. nos seguintes termos: a) Desde o termo do prazo para apresentação da declaração até ao suprimento.00 milhões de MT. se anterior. correcção ou detecção da falta que motivou o retardamento da liquidação. 29 ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães. conforme as situações acima referidas. d) Desde o reconhecimento do reembolso indevido até à data do suprimento ou correcção da falta que o motivou. devendo os juros vencidos ser pagos conjuntamente. devendo ser pagos conjuntamente . desde o dia imediato ao termo do respectivo prazo até ao termo do prazo para a entrega da declaração de rendimentos ou até à data da autoliquidação. A . por facto imputável ao sujeito passivo:   for retardada a liquidação de parte ou da totalidade do imposto devido. total ou parcialmente. b) O IRPS a pagar/receber. for retardada a entrega do imposto a pagar antecipadamente ou a reter no âmbito da substituição tributária. Os juros compensatórios contam-se dia a dia. do pagamento por conta. total ou parcial. Considere ainda os seguintes dados: Retenção de IRPS 215 mil IRPS a receber (do ano anterior) 30 mil Desconto de INSS 60 mil Desconto do Sindicato 20 mil Pensão alimentícia (*) 15 mil Determine: a) O IRPS devido. entende-se haver retardamento da liquidação sempre que a declaração periódica de rendimentos seja apresentada fora do prazo estabelecido sem que o imposto devido se encontre totalmente pago no prazo legal.   Para efeitos de contagem de juros compensatórios. pela entrega fora do prazo ou pela falta de entrega. c) Se houver atraso no pagamento por conta.Exercício de aplicação O salário anual bruto de um casal é de 2. o pagamento especial por conta a que se refere o artº 92. Tem a seu cargo 4 dependentes. desde o dia imediato ao do termo do respectivo prazo até à data em que se efectuou. for obtido reembolso indevido. (*) do anterior casamento JUROS COMPENSATÓRIOS (artº 69) Haverá lugar a liquidação de juros compensatórios sempre que.

Nos casos de dois titulares de rendimentos. a matéria colectável. Situação mensal Salários Retenção de IRPS Desconto INSS Desconto do Sindicato Situação anual (12 meses) Rendimento Bruto Retenção do IRPS Desconto INSS Desconto do Sindicato Liquidação final rendimentos 360 000 (9 000) (3 000) 348 000 (0.artº 56 (*) Quoc. a um contribuinte casado. A 30 . acrescida de 2 pontos percentuais.A taxa de juros compensatórios é igual à taxa de juro interbancária (MAIBOR). Exemplo de reembolso de IRPS retido. são devidos juros indemnizatórios ao contribuínte. a dedução pode atingir 180 000 MT. Juros indemnizatórios Quando por motivo imputável às Finanças for indevidamente liquidado imposto que deva ser anulado ou quando o reembolso não se faz no prazo previsto na lei. isto é. Conjugal (artº 55) Taxa (artº 54) Parcela a abater (artº 54) (nº 2 – artº 55) Colecta de IRPS b) – nº 1 – artº 60 (IRPS devido) Retenção na Fonte IRPS a receber 2007 30 mil 20% (hipotética) 3% 1% 360 000 72 000 9 000 3 000 ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães. após a declaração de a) nº 2 – artº 2 a) artº 29 b) artº 29 RLT Abatimentos (artº 51) Rendimento colectável nº 1 . único titular. à mesma taxa dos juros compensatórios.0) 348 000 (90 000) 258 000 :2 129 000 x 15% 19 350 (2 100) 17 250 x2 34 500 (3 000) 31 500 (60 000) (28 500) (*) Dedução base de base. sem dependente.

120 30 651.336 34 636. A 31 .008 39 492 90 000 SALÁRIO MINIMO NACIONAL (2008) Sector Função Pública Agricultura PESCas Indústria Transportes Energia Construção Actividade não financeira Actividade financeira Salário Minimo ______________________________________________________________ Direito Fiscal / Fiscalidade Guimarães.VALOR MÍNIMO (ANUAL) NÃO TRIBUTÁVEL FIXADO PELAS FINANÇAS Ano 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2011 Mínimo não tributável 24 000 26 887.

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