CURSO TÉCNICO EM MECÂNICA

Disciplina: ELETRICIDADE Prof. Giovane Gai Soares

Aula 2 2.1Diferença de Potencial - TENSÃO
Em virtude da força do se campo eletrostático, uma carga elétrica é capaz de realizar trabalho ao deslocar outra carga por atração ou repulsão. A capacidade de uma carga realizar trabalho é chamada de potencial. Quando uma carga for diferente da outra, haverá uma diferença de potencial entre elas. A soma das diferenças de potencial de todas as cargas do campo eletrostático é conhecida como força eletromotriz (fem). A unidade fundamental de diferença de potencial é o volt(V). O símbolo usado para a diferença de potencial é V, que indica a capacidade de realizar trabalho ao se forçar os elétrons a se deslocarem. A diferença de potencial chamada de TENSÃO. Obs: (Alguns autores utilizam inadequadamente a expressão VOLTAGEM.) Exemplo 1: Qual o significado da tensão de saída de uma bateria ser igual a 6V? Uma tensão de saída de 6V quer dizer que a diferença de potencial entre os dois terminais da bateria é de 6V. Assim sendo, a tensão é basicamente a diferença de potencial entre dois pontos.

2.2 A CORRENTE O movimento ou o fluxo de elétrons é chamado de corrente. Para se produzir a corrente, os elétrons devem se deslocar pelo efeito de uma diferença de potencial. A corrente é representada pela letra I. A unidade fundamental com que se mede a corrente é o ampère (A). Um ampère de corrente é definido como o deslocamento de um Coulomb através de um ponto qualquer de um condutor durante um intervalo de tempo de um segundo.

2.3 FLUXO DE CORRENTE Num condutor como, por exemplo, num fio e cobre, os elétrons livres são cargas que podem ser deslocadas com relativa facilidade ao ser aplicada uma diferença de
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A seta contínua (Fig 1) indica o sentido da corrente em função do fluxo de elétrons. A razão dessa unidirecional se deve ao fato das fontes ELETRICIDADE – Aula 2 Página 2 . O sentido do movimento dos elétrons é do lado negativo da bateria. os circuitos são geralmente analisados em termos da corrente convencional é sentido das cargas positivas em movimento. Se ligarmor às duas extremidades de um fio de cobre uma diferença de potencial.Diferença de potencial aplicada às duas extremidades de um fio condutor 2. seguindo através do fio. numa das extremidades do fio. na outra extremidade. Em eletricidade básica. OBS: Para efeito de cálculos será considerado o fluxo convencional. oposto ao fluxo de eléltrons. O sentido do movimento das cargas positivas. Q. O sentido de fluxo de elétrons é de um ponto de potencial negativo para um ponto de potencial positivo. a tensão aplicada (1. e de volta ao lado positivo da bateria. Qualquer circuito pode ser analizado tanto através do fluxo de elétrons como do fluxo convencional em sentido oposto.CURSO TÉCNICO EM MECÂNICA Disciplina: ELETRICIDADE Prof. Fig1. Essa corrente consiste num movimento dos elétrons a partir do ponto de carga negativa. Giovane Gai Soares potencial.4 CORRENTES E TENSÃO CONTÍNUA E ALTERNADA A corrente contínua (dc ou cc) é a corrente que passa através de um condutor ou de um circuito somente num sentido (fig 2 a).5V) faz com que os elétrons livres se desloquem. é considerado como o fluxo convencional da corrente e é indicado pela seta tracejada (fig 1). e voltando para a carga positiva +Q. passando através do fio.

Giovane Gai Soares de tensão.Formas de onda de uma corrente cc e de uma tensão cc constante. como as pilhas e as baterias. mas se a polaridade for mantida.CURSO TÉCNICO EM MECÂNICA Disciplina: ELETRICIDADE Prof.2b). Exemplo 2 Suponhamos que a polaridade da bateria da fig 1-9b fosse invertida. manterem a mesma polaridade da tensão de saída (fig. 2. a corrente fluirá agora no sentido oposto. a corrente fluirá somente num sentido. A tensão fornecida por essas fontes é chamada de tensão de corrente contínua ou simplesmente de tensão dc ou tensão cc. Desenhe as novas curvas da corrente e da tensão. Uma fonte de tensão contínua pode varia o valor da sua tensão de saída. Com a polaridade invertida. Fig. As curvas ficaram da seguinte forma: ELETRICIDADE – Aula 2 Página 3 .

em vez de se dizer que um resistor tem um valor de 10. frequentemente utilizamos valores em milhões ou milhares de ohms (Ω). no caso da resistência. Assim. frequentemente utilizamos valores de milésimos ou milionésimos de ampère.5 PREFIXOS MÉTRICOS No estudo da eletricidade básica algumas unidades elétricas são pequenas demais ou grandes demais para serem expressas convenientemente.CURSO TÉCNICO EM MECÂNICA Disciplina: ELETRICIDADE Prof. Por exemplo. O prefixo mili é uma forma abreviada de se escrever milésimos e micro é uma abreviação para milionésimos.000Ω. Utilizamos então expressões como miliampères e microampères. Giovane Gai Soares Tabela 1 – Unidades derivadas do SI Grandeza Energia Força Potência Carga elétrica Potencial Elétrico Resistência elétrica Unidade joule newton watt coulomb volt ohm Símbolo J N W C V Ω F H Hz capacitância elétrica farad Indutância elétrica Frequência henry hertz 2. O prefixo quilo (designado pela letra k) mostrou-se uma forma conveniente de se representar mil. No caso da corrente. normalmente nos referimos a ele como um resistor de 10kilohms (10kΩ). ELETRICIDADE – Aula 2 Página 4 .

Logo.000 W = 500kW Página 5 ELETRICIDADE – Aula 2 . Qual a sua capacidade em quilowatts (KW)? R: 500. Quantos ohms de resistência tem esse resistor? R: A letra M representa mega ou milhões. o resistor tem um valor de 10 mega ohms (MΩ) ou de 10 milhões de ohms.Principais grandezas Elétricas 1000000 x maior GRANDEZA UNIDADE Tensão Corrente Resistência Potência 1000 x maior 1000 x menor 1000000 x menor Volt ( V ) Ampère(A) Ohm (Ω) Watt(W) Kv KA kΩ kW MV MA MΩ MW mV mA mΩ mW μV μA μΩ μW Tabela 4 .000 watts(W). Exemplo 4 Uma estação geradora de energia tem a capacidade de fornecer 500.Unidades métricas PREFIXO SÍMBOLO Fator de Mult. Tera Giga Mega Kilo Unidade Mili Micro Nano Pico Fento Atto T G M K 1 m μ n p f a 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 12 9 6 3 1 -3 -6 -9 -12 -15 -18 Exemplo 3 Um resistor tem um valor de 10M estampado no seu invólucro.CURSO TÉCNICO EM MECÂNICA Disciplina: ELETRICIDADE Prof. Giovane Gai Soares Tabela 3 .

000 Ω em megohms – 2. diz-se que os mesmos estão formando uma ligação série.000W em megawatts (MW) – 200ns em segundos – 5.25 mA em microampères – 10.000 000 2s 3.000 Ω 13 V 0. Os resistores que compõem a série podem ser substituídos por um único resistor chamado de Resistor Equivalente.2 MΩ em ohms – 0.CURSO TÉCNICO EM MECÂNICA Disciplina: ELETRICIDADE Prof. Neste tipo de ligação a corrente que circula tem o mesmo valor em todos os resistores da associação. Como a corrente é comum a todos os termos da equação ela pode ser simplificada (cortada) nos dois lados da igualdade: Req= R1+R2+R3 OBS: ELETRICIDADE – Aula 2 Página 6 .600.1 Associação em Série Quando resistores são conectados de forma que a saída de um se conecte a entrada de outro e assim sucessivamente em uma única linha.000 μA em ampères – 0.6 EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 5. mas a tensão aplicada se divide proporcionalmente em cada resistor. Associação De Resistores 3.200.02 A 250 μA 10 kV 4 MW 0.013kV em Volts – 20.000.000V em quilovolts – 4.6 M Ω 2. Giovane Gai Soares 2.

caracteriza-se uma ligação paralela.2 Associação em Paralelo Quando a ligação entre resistores é feita de modo que o início de um resistor é ligado ao início de outro. a corrente do circuito tem mais um caminho para circular. 3. sendo assim ela se divide inversamente proporcional ao valor do resistor. ela pode ser simplificada. e é comum a todos os termos da igualdade. Como a tensão é a mesma. Para dois resistores em paralelo é possível calcular a Req através de uma outra fórmula: ELETRICIDADE – Aula 2 Página 7 . Neste tipo de ligação. e o terminal final do primeiro ao termina final do segundo. Já a tensão aplicada é a mesma a todos os resistores envolvidos na ligação paralela.CURSO TÉCNICO EM MECÂNICA Disciplina: ELETRICIDADE Prof. restando então: OBS: O inverso da Req de uma associação em paralelo é igual à soma dos inversos das resistências dos resistores. Giovane Gai Soares A Req de uma associação em série é igual à soma das resistências dos resistores.

associar um resistor em série a outro esteja numa ligação paralela. sem nunca “misturar” o cálculo. Giovane Gai Soares 3. ou seja.CURSO TÉCNICO EM MECÂNICA Disciplina: ELETRICIDADE Prof. faz-se o cálculo das associações série e paralelo ordenadamente. Neste caso há resistores ligados em série e interligados a outros em paralelo. Para se chegar a Req. EXERCÍCIOS: Encontrar a resistência equivalente dos circuitos: a) b) ELETRICIDADE – Aula 2 Página 8 .3 Associação Mista É o caso mais encontrado em circuitos eletrônicos.

Giovane Gai Soares ELETRICIDADE – Aula 2 Página 9 .CURSO TÉCNICO EM MECÂNICA Disciplina: ELETRICIDADE Prof.

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