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Fluidos Newtonianos

τ

yx

du

dy

Deformação de fluidos Newtonianos diferentes:

água e glicerina

Glicerina irá apresentar maior resistência à deformação que a água

Diz-se que a glicerina é mais viscosa que a água

du τ =μ yx dy
du
τ =μ
yx
dy

μ = viscosidade absoluta (ou dinâmica)

A viscosidade é uma medida do cisalhamento viscoso, que, por sua vez, resulta da troca de quantidade de movimento entre moléculas em constante movimento → μ = μ(T)

Fluidos Não Newtonianos

Modelos de potência:

τ yx

= k

du = k τ yx dy n − 1 du du du =η dy dy
du
= k
τ yx
dy
n
− 1
du
du
du
dy
dy
dy

n

η = viscosidade aparente

Pseudoplástico: fluido para o qual a viscosidade aparente diminui com o aumento da taxa de deformação

Ex:

soluções

de

polímeros

de

alto

peso

molecular,

polpa

de

papel

e

tintas

de

impresoras

Dilatante: fluido

para

o

aparente aumenta com o deformação

qual a viscosidade aumento da taxa de

Ex: suspensões de amido, suspensões de areia

Plástico de Bingham: fluido que se comporta como um sólido até que uma tensão crítica mínima seja excedida e, subsequentemente, exibe uma relação linear entre tensão e taxa de deformação

Ex: suspensões de argila, cimentos

pasta de dente,

Viscosidade aparente como função do tempo

Tixotrópico: fluidos que apresentam diminuição na viscosidade aparente com o tempo, sob a aplicação de tensão de cisalhamento constante

Ex:

algumas

tintas,

barbear, ketchup

margarina,

creme

de

Reopético: fluidos que apresentam aumento na viscosidade aparente com o tempo, sob a aplicação de tensão de cisalhamento constante

Ex: clara de ovo, Maionese

Viscoelástico: fluido que retorna parcialmente ao estado original após deformação, quando a tensão aplicada é retirada

Ex:

alguns

shampoos,

gelatina em água

leite

condensado,

Reologia

Estudo da deformação material e escoamento sob tensão.

Sangue

escoamento

Tecidos biológicos

comportamento reológico

não-linear e dependente do tempo

material compósito

anisotrópico visco-elástico

irrigado (tecidos vivos)

enervado (histórico de curta duração)

crescimento, remodelação e envelhecimento (histórico de longa duração)

Reologia do sangue

Viscosimetria do sangue

cisalhamento laminar

Viscosímetro de cilindros coaxiais concêntricos

Viscosímetro de cone e prato

Eritrócitos comportamento reológico do sangue

Sangue comporta como uma suspensão de células vermelhas dispersas em uma solução (plasma), que é composta de íons e macromoléculas que interagem entre si ligando os eritrócitos.

Fatores que afetam a reologia do sangue

Propriedades do sangue não Newtoniano evolução dependente do escoamento da microestrutura interna do sangue, ou seja, do estado das células em escoamento (possível agregação e deformação) ao invés da conformação das macromoléculas do plasma

Interações moléculas do plasma - células vermelhas do sangue (CVS) indiretamente determinam o comportamento reológico do sangue

K vp = razão entre o diâmetro do vaso sanguíneo e o tamanho da célula

Vasos maiores (macro-escala) K vp >~50

sangue é considerado um meio contínuo homogêneo

Capilares (micro-escala) K vp <1 sangue é heterogêneo, transportando células deformadas em um plasma Newtoniano

Vasos com 1<K vp <~50 (meso-escala) escoamento é anelar bifásico (escoamento de partícula rígida) com a região central contendo células e uma camada marginal de plasma

Sangue comportamento de afinamento sob tensão + viscoelástico + tixotrópico (dependente do tempo)

+ viscoelástico + tixotrópico (dependente do tempo) CVS deformáveis + macromoléculas Mudanças na estrutura

CVS deformáveis

+ macromoléculas

Mudanças na estrutura interna (agregação e deformação)

Perfil de velocidades de escoamento pulsátil de fluido não Newtoniano em duto reto é achatado no centro a taxa de cisalhamento é baixa no centro!

Se o fluido apresenta um comportamento de afinamento, a viscosidade é, portanto, maior no centro do que na camada limite transiente, onde a taxa de cisalhamento é maior

O comportamento de afinamento é exibido por uma

relação sigmoidal entre a taxa de cisalhamento e

a viscosidade do fluido agregação de CVS a

baixas taxas de cisalhamento associada com elevados valores de viscosidade, e a deformação e orientação de CVS levam a um patamar de baixa viscosidade a altas taxas de cisalhamento

10 / (comportamento Newtoniano).

Relação dependente do hematócrito

O escoamento de sangue é caracterizado por uma

escala de tempo convectiva menor que o tempo característico de formação de pontes entre células

Em grandes artérias, há uma expectativa de que as CVS expelidas do ventrículo esquerdo, no qual foram agitadas (“sacudidas”), se agreguem e nem se deformem

Um volume de sangue que entra em uma região de baixas tensões de cisalhamento, em geral, circulou previamente através de zonas de altas tensões de cisalhamento, nas quais possíveis roleaux foram quebrados. Portanto, efeitos não Newtonianos podem ser desprezados devido ao tempo de trânsito de CVS na ausência de regiões de estagnação

sanguínea. O sangue, em grandes vasos, pode então ser considerado ter uma viscosidade constante, maior que a viscosidade dinâmica da água e do plasma. Entretanto, na região de distúrbio (doenças) da parede arterial com baixa vazão de sangue, na qual o tempo de transporte de partículas e células é muito mais longo, o tempo característico de agregação de CVS pode ser da mesma ordem de magnitude que a escala de tempo do escoamento local. Um comportamento não Newtoniano é então vislumbrado.

Propriedades físicas do sangue (Ht=45%, T=37 o C)

10 10

10

Sangue

3-4

1,055

2,8 – 3,8

Plasma

1,2

~1,03

~1,2

Água

0,692

0,993

0,696

Modelos matemáticos para relação Modelo Newtoniano Generalizado que mimetiza o comportamento de afinamento do sangue e que não considera o histórico reológico do fluido:

µ γ ‐µ µ 0 ‐µ

1

1 γ 1/2 γ 2 p

(4.1)

em que / é a taxa de cisalhamento no ponto

médio da inclinação e p é a inclinação do regime de afinamento. Valores propostos para os parâmetros:

~40 ,

~4 ,

/ ~0,25/ , ~1/3

HEMODINÂMICA

Explora as características de escoamento no coração e nos vasos sanguíneos, em condições normais e de patologias

Estuda as relações de pressão-vazão do sangue e o transporte de substâncias pelo sangue

Constitui fator preponderante na otimização de terapias

Escalas de comprimento do circuito circulatório

Microcirculação – nível celular, em que a suspensão de células do sangue (deformadas ou não) escoa a baixos números de Reynolds

Macrocirculação – o sangue é considerado ser Newtoniano em condições normais e escoa transientemente a altos números de Reynolds

Modelagem do escoamento

Devido à complexidade, o sistema cardiovascular, após subdivisão, é modelado por partes. Em grandes vasos, a escala de comprimento é tal que o fluido é considerado ser um meio contínuo homogêneo.

O movimento da parede vascular e do sangue é descrito por leis clássicas da mecânica.

Em particular, os escoamentos de sangue em grandes vasos são descritos pelas equações de Navier-Stokes, que proporcionam boas aproximações para os casos em que as escalas de comprimento de escoamentos locais são maiores que os tamanhos das células em escoamento no sangue.

Equações do movimento

Escoamentos sanguíneos são determinados pelos princípios de conservação de massa e energia e pelo balanço de quantidade de movimento

Conservação de massa e balanço de forças

· 0 · em que /

Parâmetros descritivos

Número de Reynolds

V

= velocidade média na seção transversal

L

= raio do vaso

ν = viscosidade cinemática

Número de Stokes

ω = freqüência

/ /

Razão entre o tempo de resposta de uma partícula em um escoamento e a escala de tempo característica do fluido no qual a partícula escoa, ou seja, raiz quadrada da razão de tempo de inércia e de efeitos viscosos

Condições de contorno

Entrada: escoamento pulsátil solução de Womersley

Saída: livre de tensões ou pressão nula

Parede: não-deslizamento

Características do escoamento de sangue

Devido à fricção na parede, as partículas em escoamento próximo desaceleram, e as partículas na região central do escoamento aceleram.

As forças viscosas são dominantes na camada limite, ao passo que as forças de inércia predominam na região central

Na camada limite, as partículas respondem às variações temporais de pressão com uma defasagem com relação àquelas na região central. A defasagem do movimento das partículas no fluido à pressão, dependente do tempo, imposta pelo coração na entrada dos vasos, depende de suas localizações dentro do lúmen no vaso.

Resposta do escoamento à diferença de pressão

Próximo à

Efeitos viscosos dominam Defasagem relevante

parede

Camada limite

Inércia equilibra viscosidade Defasagem moderada

Região central

Efeitos de inércia dominam Resposta rápida, pequena defasagem