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MÁRCIA APARECIDA DE OLIVEIRA

MODELAGEM DE BANCO DE DADOS GEORREFERENCIADOS PARA O MONITORAMENTO DA QUALIDADE DA ÁGUA DO RIO TIBAGI - PARANÁ

Dissertação apresentada ao Programa de Pós Graduação Mestrado em Geografia. Área de Concentração: Análise Ambiental, da Universidade Estadual de Maringá – UEM, para obtenção do grau de Mestre. Orientador Professor Dr. Edvard Elias de Souza Filho

MARINGÁ 2008

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Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (Biblioteca Central - UEM, Maringá – PR., Brasil)
O48m Oliveira, Márcia Aparecida de Modelagem de banco de dados georreferenciados para o monitoramento da qualidade da água do rio Tibagi - Paraná / Márcia Aparecida de Oliveira. -- Maringá : [s.n.], 2008. 78 f. : il., figs., tabs. Orientador : Prof. Dr. Edvard Elias de Souza Filho. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Maringá, Programa de Pós-graduação em Geografia, 2008. 1. Água - Qualidade - Rio Tibagi. 2. Água - Qualidade Monitoramento - Rio Tibagi. 3. Água - Indicadores de qualidade - Rio Tibagi. 4. Índice de qualidade da água (indicador). 5. Banco de Dados Georreferenciados. I. Universidade Estadual de Maringá, Programa de Pós-graduação em Geografia. II. Título. CDD 21.ed. 628.112

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Dedicatória

Sigo com orgulho a vocação de meus antepassados de empreender e desbravar o mundo. E como eles levo comigo a alegria de não ter tido medo de realizar os meus sonhos, pois só aquele que ousa lutar, ousa vencer. No entanto conquista de sonhos às vezes implica sacrifícios. Por isso quero dedicar este trabalho aos meus pais, Naôr José de Oliveira, Rosa de Almeida Silva, aos meus irmãos Vilma, Jorge e “Tuti”(in memorian) os quais têm dado seu apoio e compreendido as minhas necessidades. Em especial ao meu namorado Robson Leandro Seco que me mostra diariamente o sentido da simplicidade em ser feliz. Vocês são co-autores deste trabalho e de todas as minhas realizações.

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pela idéia da pesquisa e pelas orientações e apoio diários.4 AGRADECIMENTOS Quero registrar meu sincero agradecimento às seguintes pessoas: Ao professor Edvard Elias de Souza Filho pela dedicação como orientador. iv . e à Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) pelo apoio administrativo e de infraestrutura. E por último. pela “torcida” e por compartilharem um momento especial da minha vida. Ao professor co-orientador (não oficializado). Às colegas de estudo Andréia e Luciana pela companhia nas viagens e momentos de descontração. (Companhia Paranaense de Energia).A. não poderia deixar de agradecer ao meu pai Naôr José de Oliveira que sempre me mostrou que o céu não tem limites. através do projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) 6491-036/2007. Agradeço à COPEL Geração e Transmissão S. pelo apoio financeiro. pela amizade e apoio técnico. A amiga e companheira de laboratório Rebeca Janina Delconte Ferreira. amigo e “guru” José Hilário Delconte Ferreira.

A qualidade da água está relacionada diretamente à qualidade ambiental. a oeste com a bacia do rio Ivaí e a leste com as bacias dos rios Ribeira. mesmo possuindo grande capacidade hídrica. compreendida entre os paralelos 22º46' a 25º40 S e 49º38. A área de aplicação do estudo foi a Bacia Hidrográfica do rio Tibagi – BHT. para o período de 1985 a 2005. desenvolvendo-se do sentido sudeste ao norte. Para a realização do monitoramento é preciso utilizar um indicador. enfrenta problemas relacionados à escassez de água decorrentes dos processos de urbanização. “Banco de Dados”. A BHT foi dividida em sub-bacias e para estas foi aplicada a metodologia proposta pelo IGAM – SCQA (IQA). manipulação. com a utilização de dados de estações da SUDERHSA. que foram divididos em qüinqüênios. Neste trabalho são descritas e aplicadas as metodologias de obtenção de base georreferenciada e de determinação de IQA. para a determinação do IQA. “Monitoramento” v . que resulta de ações antrópicas ou transformações naturais.SIG. limitando-se ao sul com a bacia do rio Iguaçu. Considerando-se os resultados obtidos. industrialização e expansão agrícola desordenados. que é constituído pela aquisição. O monitoramento pode ser a alternativa que fornece conhecimento sobre a qualidade ambiental e da água. a bacia apresentou um IQA médio considerado qualitativamente bom para os três primeiros qüinqüênios e médio para os dois últimos. Considerando que a eficiência do monitoramento depende da operação adequada do sistema de informações . que ocupa aproximadamente 13% do território do estado. sendo que neste estudo foi o índice de qualidade da água – IQA. a 51º28’ W.5 RESUMO O Brasil. A aquisição dos dados cartográficos e de parâmetros de água foi por dados secundários. Jaguariaíva e Cinzas. PALAVRAS-CHAVE: “Qualidade da Água”. integrado a um Banco de Dados Georreferenciados – BDG. análise e utilização da informação obtida. ao norte com a bacia do rio Paranapanema. Paraná.

that is composed by acquisition. TRB was divided into sub-basins. was used as the indicator to carry out the monitoring. it was applied the methodology reported by IGAM – SCQA (WQI) to the determination of WQI using data from stations of SUDERSHA to the period from 1985 to 2005 that was divided into five years. To these ones. The WQI were described and applied in this work. Brazil deals with/faces problems related to the lack of water due to processes of urbanization. The methodologies to obtain the geo-referenced base and determinate. in this study. Jaguariaíva and Cinzas river basins. west by Ivaí river basin and east by Ribeira. The monitoring can be the alternative that provides knowledge about the environmental quality and the water. "Database".6 ABSTRACT Even presenting high hydric capacity. KEY WORDS: "Water Quality". north by Paranapanema river basin. analysis and utilization of the obtained information. Water Quality Index – WQI. The efficiency of monitoring depends on the correct operation of the information system – GIS. The obtained results indicated that the river basin presented a mean WQI value that was considered qualitatively good to the first three five years and a mean value to the last two five years. The acquisition of the cartographic data and the water parameters was done by secondary data. industrialization and disordered agriculture expansion. integrated to a Geo-referred Data Bank – GDB. The quality of water is directly related to the environmental quality that results from anthropic actions or natural transformations. The area of the study application was the Tibagi river basin – TRB that occupies approximately 13% of the territory Paraná. This basin is between the parallels 22º46' to 25º40 S and 49º38’ to 51º28’ W and has limits with: south by Iguaçu river basin. manipulation. "Monitoring” vi .

....... médio e mínimo de IQA para o período de 1985 a 2005...............55 Mapa representativo do IQA para 1991 ................................... na sub-bacia 11 ....................................... na sub-bacia 04 ......51 Representação dos valores de IQA por sub-bacias nos qüinqüênio estudados ...............................57 Médias das sub-bacias para 2001 ...................................................................................................................................................................................53 Mapa representativo do IQA para 1987 ................... na sub-bacia 06 ..................................................................................................58 Médias das sub-bacias para 2007 .......................................................49 Curvas de valores máximo..............................59 ........................................................ médio e mínimo de IQA para o período de 1985 a 2005..................................................................37 Gráficos das curvas de valoração .......52 Médias das sub-bacias para 1987 ........ na sub-bacia 12 ......................................................... médio e mínimo de IQA para o período de 1985 a 2005.....................54 Médias das sub-bacias para 1991 .............................................. médio e mínimo de IQA para o período de 1985 a 2005...........16 Espectro eletromagnético ...59 Mapa representativo do IQA para 2007 .............................................................................. médio e mínimo de IQA para o período de 1985 a 2005.................. na sub-bacia 05 ............................................55 Médias das sub-bacias para 1997 ..............................................49 Curvas de valores máximo.....................................41 Curvas de valores máximo.......................51 Curvas de valores máximo......................................................................... médio e mínimo de IQA para o período de 1985 a 2005....................................................................50 Curvas de valores máximo....................................57 Mapa representativo do IQA para 2001 .50 Curvas de valores máximo.....29 Sub-bacias hidrográficas do rio Tibagi ...................................7 LISTA DE FIGURAS FIGURA 1 – FIGURA 2 – FIGURA 3 – FIGURA 4 FIGURA 5 FIGURA 6 FIGURA 7 FIGURA 8 – FIGURA 9 – FIGURA 10 – FIGURA 11 – FIGURA 12 – FIGURA 13 – FIGURA 14 – FIGURA 15 – FIGURA 16 – FIGURA 17 – FIGURA 18 – FIGURA 19 – FIGURA 20 – FIGURA 21 – Localização da bacia hidrográfica do rio Tibagi .................................56 Mapa representativo do IQA para 1997 .............. na sub-bacia 07 .......................................

....... Média e Mínima por sub-bacias em cada qüinqüênio viii ......................................................49 TABELA 11 – Índices de Máxima..8 LISTA DE TABELAS TABELA 1 – TABELA 2 – TABELA 3 – TABELA 4 – TABELA 5 – TABELA 6 – TABELA 7 – TABELA 8 – TABELA 9 – TABELA 10 – Cores correspondentes aos comprimentos de onda do espetro eletromagnético ............................................38 Exemplo do cálculo de IQA .............................................................................47 ............................39 Cores e valores a serem utilizados na representação da qualidade da água .43 Sub-bacias da BHT e dados de IQA apresentados ..............36 Pesos atribuídos aos parâmetros envolvidos no cálculo do IQA .28 Períodos correspondentes aos qüinqüênios estudados ...............................41 Adaptação das cores e valores a serem utilizados na representação da qualidade da água...........................................................35 Siglas........................43 Estações das sub-bacias com dados de IQA.......................................................................... nomenclatura das sub-bacias e municípios pertencentes ......................................................................................................................bacias da BHT ...41 Estações existentes nas sub...............................................

9 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ANA – Agência Nacional de Águas ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica AT – Alto Tibagi BDG – Banco de Dados Geográficos BHT – Bacia Hidrográfica do rio Tibagi BT – Baixo Tibagi CETESB – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental COPEL – Companhia Paranaense de Energia CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente DBO – Demanda Bioquímica de Oxigênio INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais MT – Médio Tibagi NSF – National Sanitation Foundation Ntotal – Nitrogênio Total NTU – Unidades Nefelométricas de Turbidez OD – Oxigênio Dissolvido pH – Potencial Hidrogeniônico PNRH – Política Nacional de Recursos Hídricos PI – Plano de Informação SIG – Sistema de Informação Geográfica SPRING – Sistema para processamento de Informações Georreferenciadas SUDERHSA – Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental ix .

..........................................................................22 3...............................................28 4.....1 DESCRIÇÃO GERAL DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO TIBAGI – BHT...30 4.............1 PARÂMETROS APRESENTADOS NAS ESTAÇÕES DISTRIBUÍDAS AO LONGO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO TIBAGI ...................................................................1 Sistema de Informação Geográfica – SIG.....31 4............14 2........................................................21 3............1................................................................................................................................................................................1 DELIMITAÇÃO DA BACIA HIDROGRÁFICA E SUB-BACIAS PARAÁREA DE ESTUDO.......2 PROCESSAMENTO DIGITAL DE IMAGENS ORBITAIS.......11 2 BACIA HIDROGRÁFICA: UNIDADE INTEGRADA DE ESTUDO.....33 ......................................1..............................22 3.............1.............................................................................................................................................................1.................................................................8 Turbidez – NTU...................................3 GEOPROCESSAMENTO E SUAS FERRAMENTAS.....3 Sistemas de suporte à decisão...........................................................................................................................................................................1....1..................................31 5 METODOLOGIA....................23 3....................................28 4...............................................................................viii LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ..............................................................................................................9 Sólidos Totais..........................................2 Análise espacial de dados..........vii LISTA DE TABELAS ..............................33 5..................ix 1 INTRODUÇÃO........3 Potencial Hidrogeniônico – pH.......................5 Nitrogênio – Ntotal...................................................................................................................20 3...............................1..............................................................1....................27 4...................................................4 Demanda Bioquimica de Oxigênio...................25 3...........3............2 QUALIDADE DA ÁGUA........10 SUMÁRIO RESUMO ............................1...........................1 Oxigênio Dissolvido – OD .......................................................7 Temperatura ......................26 4 CARACTERIZAÇÃO DAS GEOTECNOLOGIAS APLICADAS NO PRESENTE ESTUDO........................27 4...................................15 3 PARÂMETROS E MONITORAMENTO DE QUALIDADE DA ÁGUA.......................................24 3.............................24 3.............................................................................................................................. OBTENÇÃO E TRATAMENTO DOS DADOS.........................................3...vi LISTA DE FIGURAS .........................25 3......................................................................................................3....................................................1 RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA..............2 Coliformes Totais e Fecais..............................................................................................6 Fosfatos Totais ...............v ABSTRACT ..........33 5................23 3.......................................

...........................................43 6........61 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................2.................37 6 RESULTADOS ........................1 DIVISÃO DAS SUB-BACIAS..........................................43 6.....1 Obtenção de dados ......................2 Tratamento dos dados..................................33 5...68 .................46 7 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS...................................................................................................52 8 CONCLUSÃO...............................................................................2 TRATAMENTO DOS DADOS.................................2....11 5...................................63 ANEXOS.................................................

utilizando o Índice de Qualidade de Água – IQA. em decorrência do uso dos recursos ambientais. que afluem aos corpos de água preferencialmente por ocasião das chuvas podendo comprometer a qualidade das águas superficiais. . Para realização de monitoramento de qualidade da água. provenientes dos crescentes processos de urbanização. Neste contexto. A alteração dos parâmetros indicadores de qualidade está diretamente relacionada com o carreamento de cargas difusas. alcançando o objetivo de aumentar a capacidade de comunicação buscar medidas preventivas e corretivas para recuperação dos mananciais atingidos.Lei 9. A Política Nacional de Recursos Hídricos – PNRH . é necessário adotar um índice que auxilie na transformação dos dados de campo em informação relevante e simples. Tem-se na poluição o principal objeto de prejuízo da qualidade da água. Este trabalho objetivou a modelagem de um Banco de Dados Georreferenciados para monitoramento da qualidade da água da bacia hidrográfica do rio Tibagi. industrialização e expansão agrícola desordenados. geradas de forma distribuída ao longo da superfície do solo por inúmeros agentes poluidores. subsidiado pela COPEL/ANEEL. e de suas características.433/97. tem-se uma abordagem contextualizada da bacia hidrográfica. em parceria com a UTFPR/FUNTEF e UEM. No primeiro capítulo. Este trabalho faz parte do projeto “Relação entre a qualidade da água e a evolução do uso do solo da bacia hidrográfica do rio Tibagi”. Estes decorrem da combinação entre o crescimento exagerado das demandas localizadas e a conseqüente degradação da qualidade das águas. indica os possíveis usos das águas e a Resolução CONAMA 357/2005 determinam procedimentos e parâmetros a serem atendidos. versa-se sobre os parâmetros de qualidade da água que são utilizados na determinação do IQA. Em seguida. aspectos relacionados com a qualidade apresentam-se tão ou mais importantes quanto sua disponibilidade.12 1 INTRODUÇÃO Apesar de ter grande disponibilidade hídrica. O desenvolvimento sócio-econômico fundamenta-se na disponibilidade de água de boa qualidade e em sua capacidade de conservação e proteção dos mananciais. o Brasil enfrenta problemas relacionados à escassez de água.

13 A conceituação das geotecnologias adotadas e a aplicação de tais ferramentas. precedem a discussão dos contextos. . que são representados por gráficos indicativos do caráter quantitativo e mapas temáticos indicativos do caráter qualitativo. onde são apresentados os resultados obtidos por meio da integração dos aspectos teóricos e dos dados secundários estudados.

vegetação e clima. resultando de fatores como: material de origem. topografia. Brigante & Espíndola (2003) conceituam bacia hidrográfica como uma unidade natural. permitindo a representação cartográfica da mesma. As bacias hidrográficas são importantes unidades espaciais utilizadas para gerenciar atividades de uso e de conservação dos recursos naturais (SILVA. Odum (1983) adotou a bacia hidrográfica como a menor unidade de um ecossistema a ser considerado para interesses humanos. médio e longo prazo (CÂMARA et al. um sistema de drenagem natural. Tanto que o uso e o crescimento populacional acarretam danos ao ecossistema. sedimentos e materiais dissolvidos para uma saída comum. que inclui os usos da água e dos solos existentes na localidade. dependendo do ponto de saída considerado ao longo de seu eixotronco ou canal coletor. Coelho Neto (1994) ressaltou que estas ainda podem ser desmembradas em um número qualquer de sub-bacias. 2003). com observações da diversificação da paisagem. Silva (2003) definiu que bacia hidrográfica é uma área da superfície terrestre que drena água. Leopold . Magalhães (1989) identificou bacia hidrográfica como uma área onde a precipitação é coletada e conduzida para seu sistema de drenagem natural. O crescimento do contigente humano e o uso excessivo da água acabam por diminuir a qualidade e a disponibilidade da água (SONODA. É usada ainda como unidade de planejamento por possuírem estreita relação com a população humana em todos seus aspectos. 1999).14 2 BACIA HIDROGRÁFICA: UNIDADE INTEGRADA DE ESTUDO Uma bacia hidrográfica ao ser escolhida como uma unidade de estudo. seja pelo meio físico-biótico. Todo planejamento ou monitoramento do espaço deve incluir a análise dos diferentes componentes do ambiente. delimitada por limites eminentes do próprio escoamento de águas sobre a superfície. isto é. Esta tem como limites os divisores de drenagem ou divisores de águas. em conivência com o conceito de desenvolvimento sustentável que estabelece a ocupação territorial precedida de uma análise abrangente de seus impactos no ambiente a curto. a ocupação humana ou seu inter-relacionamento. que a torna uma unidade de estudo funcional. possibilita uma visualização da combinação dos elementos físicos e biológicos presentes na área da bacia. 2005). em um determinado ponto de um canal fluvial..

com bases na PNRH. (1999). Estas leis funcionam como ferramentas que subsidiam o planejamento e o uso dos recursos hídricos no país e no estado.G. de precipitação e temperatura e de cobertura vegetal nativa. A água. In: DETWYLER. A.M. e atualmente com a Lei 9. 6 p. citados por Brigante & Espíndola (2003). que institui a Política Estadual dos Recursos Hídricos – PERH. que em seu capítulo I. Man's impact on environment. 7. 2003). São Paulo: Escrituras.R.PNRH.15 (1971)1 e Branco (1999)2. p.726/99. que facilitam a identificação das variáveis. o uso do solo também é analisado para traçar comparativos entre aspectos de caracterização natural e real (BRIGANTE & ESPÍNDOLA. J. New York: McGraw-Hill. evidenciam os focos para estruturação do manejo.a bacia hidrográfica é a unidade territorial para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. uso e conservação. 1 LEOPOLD. No Estado do Paraná. In: REBOUÇAS. (Orgs. 205-224 2 BRANCO. T. S. L. Características de uma bacia pontuam em sub-bacias. considerando-se que a degradação dos recursos naturais. inciso V. a adoção de medidas de recuperação e manejo são imprescindíveis. geralmente toma-se por base fatores: geológicos. originária da precipitação se converte em um curso de água que drena a bacia. B. O Código da Águas de 1934 que em sua estrutura dá ênfase aos recursos hídricos e abrange vários aspectos do setor energético que atua aceleradamente na degradação. pedológicos.C. The hidrologic effects of urban land use. Para a conservação dos sistemas aquáticos. estas devem ser associadas à administração pública brasileira. expuseram que a água. (1971). do solo e da água. TUNDISI. BRAGA. fundamenta: V ..433/97. climáticos. meio ambiente e saúde. No entanto. 227-247 . Dependendo do tipo de estudo a ser aplicado. Cap. responde tanto às influências de fatores naturais quanto de alterações antrópicas de uma bacia. 2. Cap.) Águas Doces no Brasil: capital ecológico. que podem crescer e atingir níveis críticos refletidos na deterioração do meio ambiente (BERTONI & LOMBARDI NETO. geomorfológicos. que por sua vez faz uso do Código das Águas. que institui a Política Nacional de Recursos Hídricos .1 DESCRIÇÃO GERAL DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO TIBAGI – BHT Ao caracterizar uma bacia hidrográfica. Desta forma é possível afirmar que um curso de água. contamos ainda com a Lei 12. 1990).

2002). Localização da bacia Hidrográfica do rio Tibagi A BHT.38 km2que corresponde a aproximadamente 13% da área total do estado do Paraná e é considerada a terceira maior bacia hidrográfica do estado. possui forma retangular. Esta bacia ocupa área de 24. a oeste da Escarpa Devoniana. tem suas nascentes nos Campos Gerais.16 A Bacia Hidrográfica do Tibagi – BHT localiza-se principalmente no Segundo Planalto Paranaense (MAACK. FIGURA 1. O rio Tibagi principal afluente do rio Paranapanema. a . desenvolvendo-se do sentido sudeste ao norte. e seu percurso abrange aproximadamente 550 km2(Figura 1).937. que corta o estado do Paraná. e está compreendida entre os paralelos 22º46' a 25º40 S e 49º38.

Nesta região há predominância de relevos tabulares em cuesta. De acordo com a Resolução CERH/PR N° 49 de 20 de dezembro de 2006. a BHT possui altitude entre 1120 m a 700 m. Suas nascentes localizam-se entre os municípios de Palmeira e Ponta Grossa. .150 m. sendo elas o Primeiro. 2008). com altitudes entre 350m e 1. 2008).17 51º28’ W. 2008). limitando-se ao sul com a bacia do rio Iguaçu. com solos pouco profundos e de baixa fertilidade. na Serra das Almas. desde as nascentes em Ponta Grossa e Palmeira até Telêmaco Borba. pois compreende variação de uma série de fatores que são mensuráveis. Jaguariaíva e Cinzas (SUDERHSA. compreendendo as regiões sul e sudeste da bacia. compreendendo a região norte da bacia que se estende do rio Apucaraninha até a foz do Rio Tibagi. a cerca de 1060 m de altitude perfazendo queda total de 785 m e percorrendo distância de 603 km (COPEL. Essa é uma região formada por rochas sedimentares e metamórficas que apresenta relevo do tipo ondulado com forte declividade e o rio encaixado (SUDERHSA. considerada como Alto Tibagi. que envolvem a Bacia Sedimentar do Paraná. o rio Tibagi percorre três diferentes regiões fisiográficas do relevo paranaense. Na porção que ocupa o Primeiro Planalto Paranaense. que variam de acordo com as regiões. apresentando solos férteis (SUDERHSA. Assim. A bacia apresenta também grande diversidade de tipos de solos. o médio Tibagi (MT) e o alto Tibagi (AT). o Segundo e o Terceiro planaltos. o baixo Tibagi (BT). A BHT possui comprimento médio de 320 km e largura média de 78 km e situa-se em rochas sedimentares e basálticas (STIPP. O substrato desta área é composto por rochas vulcânicas. a oeste com a bacia do rio Ivaí e a leste com as bacias dos rios Ribeira. 2000). É importante destacar que a foz do rio Tibagi ocorre na confluência com o rio Paranapanema a aproximadamente 275 m de altitude. A região do Médio Tibagi está localizada no Segundo Planalto a altitude de 700 m a 450 m. 1997). ao norte com a bacia do rio Paranapanema. Brigante & Espíndola (2003). no município de Primeiro de Maio. não podendo ser medida como uma entidade simples. De acordo com a SUDERHSA (2008). na Zona Central que se estende de Telêmaco Borba até o rio Apucaraninha. apontaram que a concepção é complexa. as unidades hidrográficas da BHT são definidas em três zonas de norte para o sul. contrapondo-se ao Baixo Tibagi (Terceiro Planalto) com altitude de 450 m a 300 m. esse rio apresenta diferentes características de relevo e tipos de rochas. com relevo suave e ondulado.

18% de Campos Naturais com ocorrência de zonas mistas de Floresta Ombrófila Mista. Mcc e Mpa). com tipo climático misto Cfa/Cfb.18 Seguindo a classificação de Köppen. esta área está localizada na porção setentrional da BHT. com atuação conjugada dos sistemas atmosféricos tropicais e polares (Mta. a BHT apresenta coberturas vegetais pertencentes a biomas distintos. Maack (2002) abordou que a BHT. este tipo climático caracteriza-se por ser. não quantificados. • Área II: está localizada na porção média da BHT. • Floresta Ombrófila Mista (Floresta de Araucária) (MT. • Campos (AT). com atuação conjugada dos sistemas atmosféricos tropicais e polares (Mta. conforme apresentado na Minuta elaborada pela SUDERHSA (2008). 49% de Floresta Ombrófila Mista. • Área III: está localizada na porção meridional da BHT. Mtc. . úmido em todas as estações do ano e verão quente à moderadamente quente. • Cerrados (MT). Mcc e Mpa). pode-se caracterizar a BHT em três áreas distintas. e predominância dos sistemas atmosféricos intertropicais. em sua composição original era formada por 22% de Floresta Estacional Semidecidual. na qual os autores Mendonça & Danni-Oliveira (2002) as classificam como: • Área I – apresenta tipo climático Cfa (Clima Subtropical). 11% de Campos Naturais com enclaves de Cerrado. Por compreender espaços nos três planaltos. úmido em todas as estações do ano e verão moderadamente quente. Massa de ar Tropical Continental (Mtc). Mtc. apresenta um tipo climático Cfb (Clima temperado). úmido em todas as estações do ano com verão quente. MT e AT). AT). Massa de ar Equatorial Continental (Mcc) e Massa de ar Polar Atlântica (Mpa). • Florestas ripárias (BT. MT). De acordo com Torezan (2002). Massas de ar Tropical Atlântica (Mta). citado por Viani &Viera (2007). são encontrados ao longo dos 550 km de extensão da BHT: • Floresta Estacional Semidecidual e Decidual (BT. Estas vegetações se organizam em escalas variadas.

transporte de sedimentos e elementos químicos bio-ativos. O Alto Tibagi é caracterizado pela presença de indústrias. erosão. e alta concentração de cidades (SUDERHSA. respectivamente (SUDERHSA. 2008). Os processos intensos de erosão intensos. No Baixo Tibagi. Estudos da Eletrobrás/GCPS e da COPEL indicaram a possibilidade de serem construidas sete Usinas Hidroelétricas ao longo do rio. O uso do solo de uma bacia hidrográfica influencia diretamente a qualidade da água de mananciais que compõem a bacia (TUCCI. com poucos quilômetros de corredeiras em suas nascentes. Soares (2008). podendo futuramente a bacia se tornar uma seqüência de lagos. No Médio Tibagi prevalece a atividade agropastoril. águas paradas. em função de sua capacidade e características hidrológicas.616 habitantes. Figueira e São João do Triunfo possuírem uma pequena área dentro da BHT.699. afirmou que. que podem causar modificações no sistema ecológico e na qualidade da água (TOLEDO e BALLESTER. há o predomínio de indústria. atividades agrícolas. O levantamento do uso da terra é de grande importância. 1997). atividades agrícolas. 2001). 2008).19 Essa bacia abrange direta e indiretamente 53 municípios. As mudanças no uso e cobertura do solo podem provocar significativas alterações no balanço de água com reflexos nas camadas superficiais e subsuperficiais. Tais fatores designam a importância sócio-econômica e ambiental da bacia e enfatizam a necessidade de estudos e de políticas de gestão e de ações com vistas ao equacionamento dos usos múltiplos de suas águas. sendo que somente 49 serão utilizados na divisão das sub-bacias devido ao fato de Campo Largo. O agrupamento dos 49 municípios que compõem a BHT possui aproximadamente 1. 2004).065 habitantes e 273. na medida em que os efeitos do uso desordenado causam deterioração do ambiente. com média concentração de cidades. as inundações e os assoreamentos desenfreados de lagos e reservatórios são conseqüências do mau uso da terra (PRADO. dando-se destaque para Londrina e Ponta Grossa com 447. A combinação de tais dados fundamenta a discussão de dados posteriores. . Faxinal. o rio Tibagi como tem um grande potencial hidroenergético. com baixa concentração de cidades.736 habitantes.

para que se possa eliminar escassez de recursos hídricos no futuro. A humanidade sempre teve dependência pelos recursos hídricos para seu desenvolvimento econômico. nas áreas urbanas da região do rio Tibagi e ao longo do seu percurso por áreas de produção agrícola e atividades dos mais variados tipos. . grande parte dos rios enfrenta problemas de falta qualidade da água e estes já não podem ser usados para abastecimento doméstico sem tratamento avançado (PRADO. fornece uma rica fonte de informações que pode orientar futuras políticas ambientais no sentido de minimizar a degradação de suas águas. pois detém aproximadamente 14% do total disponível para atender às demandas da humanidade e à manutenção da vida no planeta. tanto naturalmente como socialmente. Por ser distribuída de forma irregular. Para Tundisi (2003). Diante da escassez mundial de água doce.IQA O momento atual.. Desta forma. Entretanto.20 3 PARÂMETROS DE QUALIDADE DA ÁGUA E ÍNDICE DA QUALIDADE DA ÁGUA . almeja uma nova conduta. Utilizada comumente para uso doméstico. o Brasil encontra-se em situação confortável. irrigação. bem como de outros recursos naturais. uso industrial e hidroeletricidade. em regiões onde o contingente populacional é maior. a água tem seu consumo aumentado à medida em que as atividades econômicas se diversificam. a água doce aparece como um dos maiores modificadores da diversidade e estrutura de habitais aquáticos. resultando em profundas alterações nas características físicas. Tal impacto contribui para deterioração e redução da heterogeneidade ambiental. o estudo das características das águas rio. 2000). bem como a necessidade de mais energia para distribuição de água e a pressão sobre os mananciais. 2003). bem como avaliar se o tratamento aplicado hoje é eficaz (BRIGANTE & ESPÍNDOLA. a distribuição da água no país não é homogênea. os custos de tratamento. Além disso. 2004). químicas e biológicas (Carvalho et al. a urbanização acelerada em todo o planeta produz inúmeras alterações no ciclo hidrológico. contextualizado na evolução das tecnologias e no uso e ocupação do espaço. aumentando as demandas por grandes volumes de água.

Acta Limnol.. 2005). São Paulo. Ela é afetada por fatores climáticos. para desenvolvimento de um índice que indica a qualidade da água IQA. que pode ser definido como a coleta contínua ou periódica de dados. delineando seus efeitos sobre as características quantitativas das águas. Qualidade da água expressa a apropriação desta aos mais variados usos. os parâmetros supra-citados serão mais enfatizados. pela origem e características do manancial e por fatores antrópicos. Petrere Jr. Desta forma nove parâmetros foram considerados mais representativos: oxigênio dissolvido. fosfato total. nitrogênio total. (12):15-27 3 . 20003. novas tecnologias de monitoramento e avanços tecnológicos no tratamento e gestão das águas. Brasil. (2000). de forma a subsidiar ações de controle ambiental (SMITH & PETRERE. conceituados e Smith. S. Uma das formas de se avaliar e compreender as alterações e a dinâmica de um corpo hídrico é o monitoramento. turbidez e sólidos totais (FERREIRA & ALMEIDA. demanda bioquímica de oxigênio. Uma das principais fontes de poluição em ambientes aquáticos é o despejo de esgoto doméstico e efluentes industriais. Bras. O monitoramento é sensor que possibilita o acompanhamento dos processos de utilização dos cursos de água. o extenso grau de urbanização e o aumento populacional resultaram em uma multiplicidade de impactos que exigem diferentes tipos de avaliação. 2008). pois como já descrito anteriormente. coliformes fecais. alguns parâmetros que representam suas características físico-químicas e biológicas foram estabelecidos pela National Sanitation Foundantion – NSF. Para caracterização da qualidade da água. Este último tópico tem fundamental importância no futuro dos recursos hídricos. Apesar dos dados das sub-bacias apresentarem alguns outros parâmetros que refletem significância. 2003). os cenários de uso aumentado e excessivo dos recursos ambientais estão relacionados com uma continuidade das políticas no uso e gestão pouco evoluída conceitualmente e tecnologicamente (TUNDISI. sem qualquer tipo de tratamento ou com algum tratamento inadequado (ALBERTIN.1 PARÂMETROS UTILIZADOS DAS ESTAÇÕES DISTRIBUÍDAS AO LONGO DO RIO TIBAGI O aumento e a diversificação dos usos múltiplos. Caracterização Limnológica da bacia de drenagem do rio Sorocaba. temperatura da água. 2003).21 3. & M. pH. comparando e analisando dados e informações para propósitos de efetivo gerenciamento das águas. citado por BRIGANTE & ESPINDOLA. W.

reduzindo desta forma a concentração do mesmo na água. o grupo de coliformes totais é definido como bacilos gram negativos. maior será o índice de poluição do curso de água (PRADO. parte do oxigênio dissolvido presente no meio líquido será utilizado na oxidação biológica da matéria orgânica introduzida. Esses microorganismos são capazes de se desenvolver na presença de sais biliares ou de agentes tensoativos que fermentam lactose produzindo ácidos. não formadores de esporos e oxidasenegativos. Sonoda (2005) abordou que uma provisão adequada de oxigênio é essencial para manutenção de processos de autodepuração em sistemas aquáticos naturais e estações de tratamento de esgotos. 3.1. o oxigênio é um dos mais importantes na dinâmica e caracterização de ecossistemas aquáticos (ESTEVES. Os coliformes totais podem apresentar .1. podem ser avaliados. Através de medição do teor de oxigênio dissolvido no meio líquido. Quando a água recebe uma determinada carga de matéria orgânica. os efeitos de resíduos oxidáveis sobre águas receptoras e a eficiência dos processos de tratamento de esgotos. 2004). 3. Os dados obtidos tiveram seus resultados avaliados de acordo com os padrões estabelecidos pela Resolução n°357/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente.0 ±0. durante a oxidação bioquímica.5°C em período de 24-48 horas.2 Coliformes Totais e Fecais Conforme a Portaria n° 518/2004 do Ministério da Saúde. gás e aldeídos a temperatura de35. a concentração de oxigênio dissolvido em um curso de água pode ser usada como um dos parâmetros de determinação da qualidade da água.22 contextualizados. Os níveis de oxigênio dissolvido também indicam a capacidade que um corpo de água natural possui de manter a vida aquática. Essa concentração é proporcional à temperatura da água e pode ser expressa em termos de porcentagem de saturação. Portanto. Quanto menor for a concentração de oxigênio.1 Oxigênio dissolvido – OD Sabe-se que a concentração de oxigênio dissolvido em qualquer massa de água está em permanente equilíbrio com a pressão parcial do oxigênio atmosférico. Dentre os gases dissolvidos na água. 1988).

Sonoda (2005) abordou DBO como a quantidade de oxigênio consumida durante um determinado período de tempo (em geral. 2005). 3. A determinação das unidades formadoras de colônias dos coliformes assume importância como parâmetro indicador da possibilidade da existência de microorganismos patogênicos. cobre. cinco dias). a temperatura de incubação de aproximadamente 20°C. Algumas alterações neste parâmetro. além de dificultar a descontaminação da água (SONODA. os três grandes processos que interferem nos valores de pH são a fotossíntese. vindo a favorecer extração do ferro. ao mesmo tempo em que é uma das mais difíceis de se interpretar. O grupo de coliformes totais constitui-se em um grande grupo de bactérias que têm sido isoladas de amostras de águas e solos poluídos e não poluídos. 1988).dentre outros(Carvalho. O mesmo é considerado como uma das variáveis mais importantes. . Ecossistemas aquáticos que apresentam valores baixos de pH com mais freqüência têm elevadas concentrações de ácidos orgânicos dissolvidos de origem alóctone e autóctone (ESTEVES. 2005). febre paratifóide. tais como febre tifóide. 3. Segundo Calijuri et al. a respiração e a assimilação de nitrogênio pelo fitoplâncton.23 atividade da enzima β –galactosidase. cólera . chumbo. bem como de fezes de seres humanos e de outros animais de sangue quente (IGAM.4 Demanda Bioquímica de Oxigênio – DBO É a quantidade de oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica por decomposição microbiana aeróbia para uma forma inorgânica estável. zinco e cádmio. O uso da bactéria coliforme fecal para indicar poluição sanitária mostra-se mais significativo que o uso da bactéria coliforme "total". responsáveis pela transmissão de doenças de veiculação hídrica. podem acarretar desaparecimento de organismos e ainda. contribuir para corrosão do sistema de distribuição de água potável. desinteria bacilar. 2007).3 Potencial Hidrogeniônico – pH A basicidade ou a acidez de uma solução são freqüentemente expressas em termos de concentração de íons H+ que é denominada pH. (1999).1.1. podem alterar o sabor da água.

2007). Na matéria orgânica sofre trocas do complexo protéico de aminoácidos para amônia. além de produzir sabores e odores desagradáveis e. A presença de fósforo nos corpos de água pode conduzir ao processo de eutrofização (IGAM.24 Em casos de poluição orgânica. Os maiores aumentos de DBO em um corpo de água são provocados por dejetos de origem predominantemente orgânica. 3. a drenagem de solos adubados pode proporcionar a elevação na concentração de nitrogênio e contribuir também para a eutrofização. surgem valores de DBO inferiores a 5 mg/l indicam água limpa. e superiores a 10 mg/l indicam poluídas de um corpo hídrico (CETESB.6 Fosfato Total É originado naturalmente da dissolução de compostos do solo e da decomposição da matéria orgânica. excrementos de animais e fertilizantes. NH4) O nitrogênio está presente em muitos depósitos minerais na forma de nitrato. nitrito e nitrato. A presença de elevado teor de matéria orgânica pode induzir à completa eliminação do oxigênio na água. 1988). tornando-se um dos principais elementos que atuam no metabolismo do meio aquático. ainda pode obstruir os filtros de areia utilizados nas estações de tratamento de água (SONODA. 2005). considerando-se os aspectos tópicos do corpo de água (SONODA. existe em solução e por este motivo é mais facilmente transportado em superfícies com maior umidade.5 Nitrogênio (Ntotal. 2005). A concentração total de nitrogênio é altamente importante. 2008). O aporte antropogênico advém dos despejos domésticos e industriais. O nitrogênio pode atingir os corpos de água por meio do lançamento de esgotos sanitários. NO-3. Este elemento. O escoamento superficial é responsável pelo transporte de grande quantidade de nitrogênio e ainda. NO-2.1. 3. com conseqüente desaparecimento de peixes e outras formas de vida aquática. pelo desenvolvimento de .1. intervindo no equilíbrio da sobrevivência da biota. pode oferecer uma condição limitante à produção primária de ecossistemas aquáticos (ESTEVES. além de detergentes. Caso ocorra em valores baixos.

7 Temperatura Segundo Esteves (1988) uma queda brusca de temperatura deveria ocorrer abaixo do primeiro metro de profundidade nos corpos de água devido a forte absorção da radiação. 2005). Nos ecossistemas aquáticos continentais.25 algas ou de outras plantas aquáticas em reservatórios ou em águas paradas (BRIGANTE & ESPINDOLA. disponibilidade de luz e estabilidade da massa de água (CALIJURI. A água tratada e destinada ao consumo humano deve ter turbidez inferior a 5 NTU – Unidades Nefelométrica de Turbidez. estações do ano. taxa de oxigênio dissolvido. Latitude. 3.8 Turbidez A turbidez está associada à presença de material em suspensão na água tais como argilas e detritos que impedem a passagem de luz. Porém isto não ocorre. devido a ação do vento que promove turbulência da água. a quase totalidade da propagação do calor ocorre por transporte de massa de água. 2004). Variações de temperatura fazem parte do regime climatológico normal e corpos de águas naturais apresentam variações sazonais e diurnas com estratificação vertical. Além de interferir nos processos bioquímicos do sistema. 2003). sendo a eficiência deste processo. 2003). densidade. 3. a influência da temperatura sobre a comunidade fitoplanctônica faz parte do conjunto de influências exercidas pela duração do dia. período do dia fluxo de água e profundidade do canal influenciam na temperatura superficial (SONODA. função da presença ou ausência de camadas de diferentes densidades. sendo importante considerá-la nos estudos limnológicos (PRADO. A concentração de sólidos em suspensão de um curso de água varia de acordo com a descarga de água doce por meio da rede de drenagem ou de esgotos domésticos e . Na natureza. 1999). porque o material em suspensão pode servir de proteção para microrganismos patogênicos presentes na água (LEONARDO. produzindo redistribuição do calor por toda a massa de água. a temperatura também está relacionada ao pH.1.1. altitude. dentre outros fatores.

redução intensa da zona eufótica (região limitada por irradiância descendente inferior a 1% da incidente em subsuperfície). Assim. Os sólidos em suspensão constituem-se em fração inorgânica (partículas minerais) e fração orgânica (organismos planctônicos e matéria orgânica particulada) (NOVO e BRAGA. Quanto menor o grau de poluição dos corpos hídricos. que podem ser os responsáveis pelo aumento de sólidos em suspensão na água. são também responsáveis pelo aumento da concentração de sólidos em suspensão na coluna de água. 2004). devido à ação de vento. O transporte de sólidos em suspensão depende da velocidade de escoamento e da turbulência da água. 3. acarretando no assoreamento de reservatórios (PRADO. vários autores têm demonstrado. A fração inorgânica dos sólidos totais em suspensão é a grande responsável pela turbidez da água e esta atinge o corpo de água geralmente de forma difusa pelo escoamento superficial (PRADO. o tipo de ocupação territorial parece ter maior impacto nos processos erosivos. .9 Sólidos Totais Ressuspensão dos sedimentos de fundo.1.26 efluentesindustriais. 1995). Nos últimos anos. 2004). Variações dessas propriedades irão determinar os locais preferenciais de deposição das partículas e consequentemente de assoreamento (NOVO e BRAGA. menores serão os índices da turbidez (GIOMETTI. 1999). nos períodos de grande precipitação. 1995).

Esse processo utiliza a transmissão de informações da luz na faixa do visível. infravermelho termal ou na faixa de microondas (radar). de mapeamento e de monitoramento de recursos naturais’(MOREIRA. que é a fotografia aérea. Os sensores são projetados avaliar a para sensibilidade em comprimento de onda da energia radiante que pode ser refletida ou emitida de volta ao espaço e atmosfera. pois permite quantificar a energia espectral refletida e/ou emitida por estes. O Sensoriamento Remoto pode ser entendido como o produto das interações entre a energia eletromagnética e objetos terrestres e consistem na quantidade e qualidade da energia eletromagnética refletida e emitida (MOREIRA.27 4 CARACTERIZAÇÃO DAS GEOTECNOLOGIAS APLICADAS NO ESTUDO Câmara (2008). e assim avaliar suas principais características. O que torna os sensores remotos ferramentas indispensáveis para a realização de inventários. infravermelho próximo e médio.. 2005). 2005). sem contato com os mesmos’. O sensoriamento remoto é uma tecnologia que viabiliza a aquisição de informações sobre a superfície da Terra por meio de captação da energia refletida ou emitida pela superfície. a . ocorre a permissão de armazenamento e gerenciamento de dados obtidos como parte do conjunto total das geoinformações disponíveis e registradas. o moderno sensoriamento remoto não atua mais próximo a sua origem. ser geralmente definido como ‘obtenção de informações sobre objetos distantes. ressaltou que compreender a distribuição espacial de dados oriundos de fenômenos ocorridos no espaço constitui grande desafio para elucidação de questões centrais em diversas áreas na atualidade. 2006). . Essa tecnologia possibilita interpretações analíticas através da integração entre conjuntos de técnicas computacionais e informações inerentes às imagens digitais quando aliada ao geoprocessamento (BIONDI. vindo a ser a base de dados para todo o processo de sua identificação.“tais interações são determinadas pelas propriedades físico-químicas e biológicas desses objetos e podendo ser identificadas nas imagens e nos dados de sensores remotos. Em consonância com o número de sistemas que o sensoriamento remoto pode favorecer aos Sistemas de Informações Geográficas – SIG’s. Blaschke e Kux (2007) discutiram que apesar de sensoriamento remoto..

que são regiões do espectro que não são influenciadas pela absorção. O espectro eletromagnético está dividido em regiões ou bandas cujas denominações estão relacionadas com a forma com que as radiações podem ser produzidas ou detectadas (STEFFEN. tais como vegetação. de modo que os objetos da superfície terrestre. A energia com a qual operam os sensores remotos pode ser proveniente de uma fonte natural ou uma fonte artificial (FLORENZANO.500 a 0.1 RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA A radiação eletromagnética é definida por Sausen (2008). segundo o comprimento de onda e a freqüência (FLORENZANO. 2008). Violeta Azul Verde Amarela Laranja Vermelha Nanômetro (nm) 400 a 446 446 a 500 500 a 578 578 a 592 592 a 620 620 a 700 Micrômetro (µm) 0. como sendo a energia que se move na forma de ondas ou partículas eletromagnéticas à velocidade da luz e que não necessita de um meio material para se propagar.592 0.40 a 0. onde os sistemas sensores captam a radiação eletromagnética refletida ou emitida pelos objetos na superfície da Terra. e representa a distribuição da radiação eletromagnética. . 2002).620 a 0.578 0. absorvem e transmitem radiação eletromagnética em proporções que variam com o comprimento de onda. A Tabela 1 apresenta. É importante considerar as janelas atmosféricas. 2002).28 chamada radiação de retorno. 4. as cores correspondentes aos comprimentos de onda do espectro eletromagnético.620 0. construído com base nos comprimentos de onda (ou freqüências) das radiações conhecidas. água e solo refletem. utiliza-se o espectro eletromagnético. Para interpretação desta radiação. de acordo com suas características biológicas e físico-químicas.500 0.578 a 0. Cores correspondentes aos comprimentos de onda do espetro eletromagnético Fonte: Adaptado de Moreira (2005).700 TABELA 1.592 a 0.446 0.446 a 0.

evidenciou as cores referentea energia eletromagnética e ilustrou o espectro eletromagnético. FIGURA 2. sendo que esta energia é espalhada ao atingir a atmosfera e parte dela retorna para o espaço e é detectada pelos sensores orbitais. forma o espectro eletromagnético. descreveu que as interações da energia eletromagnética com os constituintes atmosféricos influenciam na caracterização da energia solar e terrestre disponíveis para o sensoriamento remoto de recursos naturais. precisam refletir realidade e para isto estes sistemas possuem formas específica de obtenção de dados. Moreira (2005). Espectro eletromagnético e a ordenação da energia eletromagnética em função do seu comprimento de onda e freqüência Fonte: adaptado de Moreira (2005). .2 PROCESSAMENTO DIGITAL DE IMAGENS ORBITAIS Os dados em um Sistema de Informação Geográfica – SIG. 4. A Figura 2 apresenta o espectro eletromagnético e a ordenação da energia eletromagnética a partir do seu comprimento de onda e freqüência. que nada mais é do que a ordenação destas radiações em função do comprimento de onda e da freqüência.29 O conjunto de todas estas radiações. desde os raios gama até as ondas de rádio.

A. Mascarenhas e Velasco (1984) citados por Prado (2004) apontou o entendimento de. software e dados geográficos projetados eficientemente para adquirir. É um procedimento comum quando os dados são utilizados em formato digital e analisados diretamente por uso de um software de processamento de imagens e de um SIG (FLORENZANO. estradas. FULTON. C.SIG O SIG é a ferramenta computacional do Geoprocessamento.1 Sistema de Informações Geográficas . manipular.Philadelphia: ASTM STP 1126. na qual são utilizadas utiliza técnicas matemáticas e computacionais para o tratamento da informação geográfica.3 GEOPROCESSAMENTO E SUAS FERRAMENTAS 4. atualizar. onde os entendem por processamento digital de imagens a análise e a manipulação de dados via computador com o objetivo de facilitar a identificação de alvos e a extração das informações. citou que Dangermond (1992)4 conceitua esses sistemas como um conjunto de hardware.3. I.. como um norteador deste contexto. tendo a organizaçào do banco de dados como o aspecto mais importante no estabelecimento de um SIG. 4. L. . mais direta e fácil é a identificação dos objetos em uma imagem. What is a Geographic information system (GIS)? In: JOHNSON. J. J (1992). PETTERSSON. o resultado da interpretação de uma imagem obtida por sensor remoto é apresentado em forma de um mapa. Florenzano (2002) caracterizou o SIG como ferramenta de grande importância no monitoramento e planejamento dos recursos naturais. Prado (2004). Na maioria das vezes.30 O processamento digital de dados obtidos por sensoriamento remoto orbital têm recebido o nome de processamento digital de imagens. drenagem e o nome dos objetos identificados.. armazenar. 4 DANGERMOND. Geographic Information Systems (GIS) and Mapping – Practices and Standards. Eds. Imagens obtidas por sensores remotos registram a energia proveniente dos objetos da superfície observada. na qual são assinalados limites. American Society for testing and Materials. analisar e visualizar todas as formas de informações geograficamente referenciadas. B. P11-17. 2002). Quanto maior a resolução e mais adequada à escala.

Edinburg Gate. Essas técnicas têm sido utilizadas. cujo fundamento será satisfazer um nível pré-estabelecido de aspirações (INPE. 4. Harlow. (1995). com freqüência. O uso das técnicas de geoprocessamento engloba procedimentos metodológicos gerais para a análise espacial (TEIXEIRA & CHRISTOFOLETTI.3 Sistemas de suporte à decisão Um dos aspectos mais importantes do uso das geotecnologias é o potencial de um SIG de facilitar a produção de novas informações a partir de um banco de dados geográficos. As técnicas geoestatísticas de inferência consideram os atributos ambientais como variáveis aleatórias. sendo muito útil dispor de ferramentas de suporte à decisão. Assim. 413p.2 Análise Espacial de Dados A geoestatística é um nome associado a um conjunto de técnicas utilizadas para analisar e inferir valores de uma variável distribuída no espaço ou tempo (CÂMARA et al. O grande desafio da produção de novas informações em um SIG é a capacidade de comparar e avaliar as diferentes possibilidades de geração de novos mapas. O conceito fundamental de vários modelos de tomada de decisão apontado por Prado (2004). considerando a importância de uma análise adequada por parte do pesquisador. o que possibilita a modelagem das incertezas associadas às inferências.. England: Addison Wesley longman Limited. que nos ajudem a organizar e estabelecer um modelo racional de combinação dos dados (INPE. . A. GATRELL. 2000). para espacialização de atributos ambientais amostrados pontualmente (PRADO. C. 1997). constituindo-se uma das ferramentas da análise espacial de dados. 5 BAILEY.31 4.. 2004).3. C. T. a integração de análises estatísticas e SIG tem crescido rapidamente e há ainda grande potencial computacional a ser oferecido às análises estatísticas de dados. é o da racionalidade.3. 2004). Para Bailey e Gatrell (1995)5 citados por Prado (2004). Essex CM 202 JE. é possível estabelecer indicadores que permitam uma visão quantitativa da informação espacial. assim como uma boa interpretação e entendimento dos dados para a obtenção de resultados mais precisos com relação à realidade e a confiabilidade. Interactive Spacial Data Analysis. baseado em critérios objetivos de julgamento. 2004).

em relação aos valores reais ou aos valores aceitos como sendo reais. A acurácia está relacionada com a exatidão do resultado e se distingue da precisão. que representa a proximidade dos resultados oriundos das observações. 1997).32 A confiabilidade pode contar com a acurácia. computações e cálculos. que por sua vez. relaciona-se com a exatidão do procedimento pelo qual se obtêm os resultados (TEIXEIRA. & CHRISTOFOLETTI. .

Esta etapa da pesquisa aconteceu concomitantemente as demais.1 Obtenção dos dados O estudo foi realizado na BHT para anos de 1987. considerando e respeitando as informações do datum de cada folha. SF-22Z-C. SF-22-X-A e SF-22-X-C em escala de 1:250. 221-77. e uso de imagens LandSat.000. de acordo com a metodologia proposta por Granel Del Pèrez (2001). Para obter os dados necessários ao desenvolvimento do trabalho essas bases foram georreferenciadas. Posteriormente foram delimitadas as sub-bacias.33 5 METODOLOGIA 5. foram criado um Banco de Dados Georreferrenciado.3 desenvolvido pelo INPE Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Para obtenção dos dados cartográficos.1 DELIMITAÇÃO DA BACIA HIDROGRÁFICA E SUB-BACIAS PARA A ÁREA DE ESTUDO Esta etapa foi desenvolvida por meio de informação básica dos dados cartográficos das cartas topográficas SF-22-Y-B. foram utilizadas cartas. e um projeto (denominados Tibagi) no programa SPRING. Foram utilizadas as cenas Landsat 221-76. 2001 e 2007. utilizando o software SPRING 4. abrangendo basicamente a análise . Com os dados cartográficos obtidos.2 QUALIDADE DA ÁGUA. Posteriormente. 222-77 e 222-78. complementando as informações de drenagem e altimetria por meio dos dados obtidos pelas imagens de satélite. 1991. com base no plano de informação de curvas de nível da base cartográfica digital. 5. OBTENÇÃO E TRATAMENTO DOS DADOS 5. 1996. SF-22-Y-D. O primeiro passo para desenvolver o projeto foi efetuar o escaneamento das cartas topográficas. mapas temáticos e diferentes escalas. realizou-se a digitalização das cartas topográficas como categoria temática. delimitada a bacia hidrográfica.2. Após a digitalização das cartas foram criados elementos temáticos de drenagem.3. A delimitação da bacia foi realizada considerando as linhas e pontos cumeados. SF-22-Z-A. SF-22-V-B.

Bernardes (2004) afirmou que é necessário o conhecimento individualizado da área e integração dos dados para estudo de uma bacia. Em seguida. Definidos os critérios.br). Para caracterização da qualidade da água. foi feito em contato com a Superintendência de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental – SUDERHSA. solicitando dados disponíveis das estações fluviométricas da sub-bacia. por meio de pesquisa de opinião junto a vários especialistas da área ambiental para desenvolvimento de um índice que indicasse a qualidade da água (IQA). demanda bioquímica de oxigênio. considerados indicadores da qualidade da água. visando compartimentalizar as sub-bacias utilizando o SIG SPRING 4. daí a divisão em sub-bacias. para uso posterior em confrontamento de dados de uso de solo. órgão do governo do Estado do Paraná.3. utilizaram-se alguns parâmetros que representam suas características físico-químicas e biológicas. nitrato. coliformes fecais. por meio de ofício. neste caso as séries históricas.34 dos dados de qualidade da água a partir dos parâmetros físico . . turbidez e sólidos totais. por meio de técnicas manuais. De posse destes códigos. Juchem (1999) abordou a importância de dados secundários. Foi gerado um banco de dados. Novos mapas temáticos foram gerados contendo estas novas informações. A SUDERHSA forneceu os dados solicitados no período de 1985 a 2007. pH. temperatura da água. Para o início desta etapa. fosfato total.gov.3. cujos resultados evidenciam conformidade ou não.ana. fez-se o levantamento da fundamentação teórica necessária e de dados sobre a área em questão. utilizando-se análise estatística. Desta forma os nove parametros considerados como mais representativos pelo em Sistema de Cálculo da Qualidade da Água – SCQA foram: oxigênio dissolvido. Os parâmetros considerados neste trabalho foram estabelecidos pela National Sanitation Foundantion (NSF) nos Estados Unidos. obteve-se os códigos das estações fluviométricas pertencentes a BHT por meio de pesquisa no site da SUDERHSA e dados da Agência Nacional de Águas – ANA (http://hidroweb. foi realizada a integração dos dados obtidos na etapa anterior por meio do SIG. sobre dados cartográficos e sobre as imagens de satélites. Os dados de todas as estações foram analisados subjetivamente para determinação da qualidade da água com base em informações existentes em séries históricas de dados de qualidade da água das estações fluviométricas das sub-bacias.químicos estabelecidos pela Resolução CONAMA 357/2005. de acordo com os parâmetros estabelecidos.

sendo subdivididos nos seguintes parâmetros: cota. efetuou-se o procedimento de consulta no Access. A etapa seguinte foi a de realizar consultas específicas. Períodos correspondentes aos qüinqüênios estudados Feita esta divisão. . é importante salientar que as coordenadas geográficas de cada estação estão vinculadas a elas. para que posteriormente possam ser adicionadas como Banco de Dados geográficos – BDG. e optou-se por utilizar as médias para a continuidade do trabalho. Os resultados foram avaliados. resumos e medições e vazão. estes foram divididos em sub-bacias. Para a divisão em qüinqüênios adotou-se a padronização dos períodos conforme apresenta a tabela2: Qüinqüênio Qüinqüênio 1 Qüinqüênio 2 Qüinqüênio 3 Qüinqüênio 4 Qüinqüênio 5 Período 1987 .> 1987 e <1993 1996 – 1992 e < 1997 2002 – 1996 e < 1997 2007 – 2003 e < 2007 TABELA 2. máxima. De acordo com a metodologia aplicada pela CETESB (2001) e IGAM (2005) para cada parâmetro foram traçadas curvas médias da variação da qualidade da água em função das suas respectivas concentrações. Essas tabelas foram posteriormente subdivididas em qüinqüênios. média. Foram elaboradas tabelas específicas para cada parâmetro. considerando: mínima. Para melhor compreensão e menor sobrecarga de dados referentes aos municípios pertencentes a BHT. destacou o programa Access. como uma das mais conhecidas implementações do modelo relacional de banco de dados em uma plataforma para computador.< 1988 1990 . conforme a tabela 3. por ser o fator que melhor atende a dinâmica do objetivo. Durante este processo de organização das tabelas. Este sistema de gerenciamento de banco de dados em que o programa Access apresentou difusão e aceitação devido a sua facilidade na aquisição e interação com SIG`s como o SPRING. Bastos (2005). foram importados pelo programa Access. desvio padrão e variância em todas as tabelas. criando uma nova tabela por parâmetro e por qüinqüênio. IQA. com a finalidade de isolar os dados de IQA.35 Como os dados recebidos estavam em blocos de notas.

36 Sigla SB-01 SB-02 SB-03 SB-04 SB-05 SB-06 SB-07 Sub-bacia Tibagi I Imbituva Pitangui Tibagi II Iapó Tibagi III Tibagi IV Municípios Palmeira. Londrina. esta delimitação foi utilizada em outra etapa do trabalho. Ortigueira. SB-08 SB-09 SB-10 SB-11 Apertados Três Bocas Jacutinga Congonhas SB-12 Tibagi V TABELA 3. Ibiporã e Londrina Congonhinhas. como base para aplicação dos critérios qualitativos da qualidade da água. Ortigueira. Califórnia. Ipiranga e Teixeira Soares Carambeí. Santo Antônio do Paraíso. Ivaí. Rancho Alegre. Siglas. Tibagi e Ventania Assaí. Nova América da Colina. Primeiro de Maio e Sertaneja. nomenclatura das sub-bacias e municípios pertencentes Fonte: Organização da Agência de Bacia do Tibagi. O produto cartográfico que resultou desta etapa foi um mapa temático com a delimitação das sub-bacias. Imbituva. São Jerônimo da Serra. 2002 A partir dos dados desta tabela e de limites resultantes da delimitação das subbacias e seguindo nomenclatura estabelecida pela SUDERHSA. Reserva. Cornélio Procópio. Imbaú.A nomenclatura de modo que além da representação da divisão das sub-bacias. Cambé. Jataizinho. Imbituva. Santa Cecília do Pavão. Sapopema. Ibiporã. Londrina e Rolândia Cambé. Tibagi e Ventania Curiúva. São Sebastião da Amoreira e Tamarana Arapongas e Londrina Arapongas. Sertaneja e Uraí Assaí. e sua respectiva divisão por sub-bacias. . Telêmaco Borba. Sapopema. Ponta Grossa e Teixeira Soares Fernandes Pinheiro. Castro e Ponta Grossa Carambeí. Apucarana. Mauá da Serra. foi elaborado o mapa temático representativo da BHT. Piraí do Sul. Ipiranga. Guarniranga. Nova Santa Bárbara. Cambé. Ponta Grossa e Tibagi Castro. Leópolis. Marilândia do Sul. Bela Vista do Paraíso. Irati. Londrina. Nova Fátima.

denominado “subbacia_suderhsa”.37 No banco de dados já existente no SPRING foi criada a categoria “sub-bacias” referente aos limitesdas sub-bacias e um Plano de Informação. pH. O tratamento dos dados da mencionada pesquisa definiu um conjunto de nove parâmetros considerados mais representativos para a caracterização da qualidade das águas: oxigênio dissolvido. . FIGURA 3 – Sub-bacias hidrográficas do rio Tibagi 5. A Figura 3 apresenta a divisão das sub-bacias e a associação a nomenclatura utilizada pela SUDERHSA.2. determinou-se as equações utilizadas para o cálculo do índice de qualidade para cada parâmetro conforme metodologia proposta pela CETESB (2001).2 Tratamento dos dados de qualidade Definidos os parâmetros a serem utilizados para determinação da qualidade da água da BHT e com auxilio do programa Excel. nitrogênio. demanda bioquímica de oxigênio. coliformes fecais.

As metodologias para o cálculo do IQA consideram duas formulações.10 0.. Cabe destacar que o IQA é um indicador da contaminação orgânica por esgotos domésticos e industriais valendo-se para determinação de níveis de qualidade para usos da água pela população humana. turbidez e sólidos totais. O IGAM (2005) adota o IQA multiplicativo.10 0. 2008). Peso .08 0. Pesos atribuídos aos parâmetros envolvidos no cálculo do IQA Fonte: CETESB.38 fosfato total.12 0. 2001.wi 0. uma aditiva e outra multiplicativa. de acordo com a sua importância relativa no cálculo do IQA (Tabela 4). cujos valores para cada parâmetro.08 Os parâmetros utilizados para compor o IQA visam principalmente verificar o impacto das fontes de poluição e avaliar se a qualidade da água é adequada ao uso que se faz dela ou ao uso pretendido. temperatura da água. não contemplando outros usos como proteção das comunidades aquáticas.10 0. que é calculado pela equação1: (Equação 1) 9 IQA = ∏ qi i =1 wi . e traçadas curvas de máxima. média e mínima de variação da qualidade das águas em função da concentração dos mesmos.10 0.17 0. A cada parâmetro foi atribuído um peso. Parâmetro Oxigênio dissolvido – OD (%ODSat) Coliformes fecais (NMP/100mL) pH Demanda bioquímica de oxigênio – DBO (mg/L) Nitrogenio (mg/L) Fosfatos (mg/L PO4) Variação na temperatura (°C) Turbidez (UNT) Resíduos totais (mg/L) TABELA 4. da manutenção da biodiversidade e da integridade do corpo hídrico (PINHEIRO et al. estão no anexo 1. Foram consideradas as curvas médias de variação da qualidade da água para os parâmetros definidos.15 0.

1 Variável Analisada Coliformes pH DBO Nitrogênio Total Fósforo Total Variação da Temperatura Turbidez Sólidos Totais % OD de saturação 200 7.08 0. wi = peso atribuído ao parâmetro.10x500.10 0. 2005 Em que: IQA= Qi oxigênio dissolvido ^Wi * Qi coliformes fecais ^Wi * Qi pH ^Wi * Qi demanda bioquímica de oxigênio ^Wi * Qi nitrogênio ^Wi * Qi fosfato total ^Wi * Qi temperatura da água (93) ^Wi * Qi turbidez ^Wi * Qi sólidos totais.08x900.17= 57 TABELA 5.10 400. em função de sua importância na qualidade. O valor de qi é determinado pela sua localização em relação às curvas de valoração da condição de cada parâmetro do IQA-NSF. variável de 0 a 100.15 900.39 Em que: IQA = Índice de Qualidade de Água.10 0. de modo que Essas curvas de variação .15 0. Os valores correspondentes ao peso da variável.10 0.10 930.10x930. variável de 0 e 1.5 10 10 1 0 20 50 60 Concentração 2 Peso da variável (Wi) 0. qualidade da variável serão explicados posteriormente.17 3 Qualidade da variável (qi) 40 90 35 50 40 93 90 90 60 400. Na Tabela 5.10 0.08x600. Exemplo do cálculo de IQA Fonte: IGAM.10 900.10 500.10x400.12 350. são apresentados valores correspondentes a concentração que são dados utilizados ficticiamente para exemplo do cálculo.12x350.12 0.10x600.08 0.17 4 qi/Wi IQA= 400. qi = qualidade do parâmetro i obtido através da curva média específica de qualidade.08 900.15x900.08 600.

Gráficos das curvas de valoração Fonte: CETESB.40 são sintetizadas em um conjunto de curvas médias para cada parâmetro. FIGURA 4. 2001 . Desta forma. o IQA é calculado pelo produtório ponderado das qualidades de água correspondentes aos parâmetros definidos. bem como seu peso relativo correspondente.

A Tabela 6 apresenta Cores e valores a serem utilizados na representação da qualidade da água Nível de Qualidade Faixa Excelente 90 < IQA ≤ 100 Bom 70 < IQA ≤ 90 Médio 50 < IQA ≤ 70 Ruim 25 < IQA ≤ 50 Muito Ruim 0 ≤ IQA ≤ 25 TABELA 6.NFS e a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo . Como as variáveis da tabela de cores poderiam não representar eficientemente os índices de qualidade da água. que são ricos em outras formas de nitrogênio.41 No cálculo original do IQA pela National Sanitation Foundation dos Estados Unidos. . considerava-se o nitrogênio na forma de nitrato. Cores e valores a serem utilizados na representação da qualidade da água Fonte: Instituto Mineiro de Gestão de Águas – IGAM. No entanto. A Tabela 7 apresenta a adaptação das cores e valores a serem utilizados na representação da qualidade da água. A CETESB e o IGAM consideram o parâmetro temperatura como estável para o território brasileiro sendo o wi de 93. pelo IGAM que manteve a classificação sugerida pelo National Sanitation Foundation . 2005.CETESB (que adaptou o IQA) utilizando uma outra classificação. A equiparação qualitativa dos valores é representada por cores. Nível de Qualidade Faixa Excelente 90 < IQA ≤ 100 Bom + 80 < IQA ≤ 90 Bom 70 < IQA ≤ 80 Médio + 60 < IQA ≤ 70 Médio 50 < IQA ≤ 60 Ruim + 40 < IQA ≤ 50 Ruim 25 < IQA ≤ 40 Muito Ruim 0 ≤ IQA ≤ 25 TABELA 7. tais como nitrogênio orgânico e amoniacal. pois os rios se mostram comprometidos por esgotos domésticos. optou-se por adaptá-la com maior quantidade de níveis para maior representatividade. Adaptação das cores e valores a serem utilizados na representação da qualidade da água Fonte: Adaptada do Instituto Mineiro de Gestão de Águas – IGAM. Assim foi feita uma uma adaptação da classificação adotada pelo IGAM (2005). 2005. a CETESB realizou uma adaptação desse índice para nitrogênio no Estado de São Paulo.

foi criada uma nova categoria denominada IQA. já existente no SPRING. onde foram criadas as classes de índice de qualidade da água de acordo com a Tabela 7. . e em seguida um novo PI com o mesmo nome. Em seguida no BDG “Tibagi”.42 Os valores resultantes do cálculo de IQA foram classificados na faixa de variação dos seus níveis de qualidade de acordo com a tabela 7. no qual foi feita a classificação das sub-bacias por valor de IAQ.

sigla e nome da subbacia. município pertencente.CASTRO ( SÃO CRISTÓVÃO) Rio Pitangui Rio Capivari Rio Tibagi Rio São Cristóvão Carambeí Tibagi Tibagi Castro SB – 03 SB – 04 SB – 04 SB – 05 Pitangui Tibagi II Tibagi II Iapó . rio em que se localiza.43 6 RESULTADOS 6. conforme apresentado na Tabela 8.PALMEIRA PONTA GROSSA MONTANTE Rio Rio Pugas Rio Tibagi Município Palmeira Ponta Grossa SIGLA SB – 01 SB – 01 SUB-BACIA Tibagi I Tibagi I 64441020 64442300 64442800 64444000 64447000 ETA – IRATI ETA – IMBITUVA LAJEADO UVAIA ENGENHEIRO ROSALDO LEITÃO Rio Imbituva Rio Ribeiro Rio Imbituva Rio Tibagi Rio Tibagi Fernandes Pinheiro Imbituva Imbituva Ponta Grossa Ponta Grossa SB – 02 SB – 02 SB – 02 SB – 03 SB – 01 Imbituva Imbituva Imbituva Pitangui Tibagi I 64447500 64449500 BALSA DO PITANGUI REPRESA ALAGADOS (MONTANTE) Rio Tibagi Rio Pitangui Carambeí Carambeí SB – 03 SB – 03 Pitangui Pitangui 64453000 64460000 64465000 64474950 BARRA DO PITANGUI BOM JARDIM TIBAGI ETA. as estações fluviométricas foram categorizadas por código. Código 64429000 64430200 Estação ETA .1 DIVISÃO DAS SUB-BACIAS Com o intuito de sintetisar e concomitantemente integrar as informações obtidas sobre as estações para avaliar a qualidade da água da BHT.

44 64477020 TIJUCO PRETO Rio Piraí do Sul Piraí do sul SB – 05 Iapó 64477600 64481000 CHÁCARA CACHOEIRA FAZENDA MANZANILHA Rio Iapó Rio Iapó Castro Tibagi SB – 05 SB – 05 Iapó Iapó 64481001 FAZENDA MANZANILHA Rio Iapó Tibagi SB – 05 Iapó 64482000 64482600 64490900 64491000 64491001 64491250 64491260 644911261 64494950 64498550 64500000 64501000 64501950 64502000 64504100 64504210 64504450 TELÊMACO BORBA BARRA DO MANDAÇAIA SALTO DAS ANTAS BARRA RIBEIRÃO DAS ANTAS BARRA RIBEIRÃO DAS ANTAS – CANAL FUGA CANAL FUGA USINA MAUÁ LAJEADO LISO LAJEADO LISO MONTANTE BARRA FIU SÃO JERÔNIMO SALTO SÃO PEDRO PORTO LONDRINA SITIO PAU D’ALHO SITIO IGREJINHA ETA – ASSAÍ CEBOLÃO ETA – ARAPONGAS Rio Tibagi Rio Tibagi Rio das Antas Rio Tibagi Rio Tibagi Rio Tibagi Ribeirão Lajeado Ribeirão Lajeado Rio Apucaraninha Rio Tibagi Ribeirão do Tigre Rio Tibagi Rio São Jerônimo Rio Taquara Ribeirão Jataizinho Rio Tibagi Rio Apertados Telêmaco Borba Telêmaco Borba Curiúva Curiúva Ortigueira Curiúva Sapopema Sapopema Tamarana Londrina São Jerônimo da Serra São Jerônimo da Serra Assaí Londrina Assaí Londrina Arapongas SB – 06 SB – 06 SB – 06 SB – 06 SB – 06 SB – 06 SB – 07 SB – 07 SB – 07 SB – 07 SB – 07 SB – 07 SB – 07 SB – 08 SB – 07 SB – 08 SB – 08 Tibagi III Tibagi III Tibagi III Tibagi III Tibagi III Tibagi III Tibagi IV Tibagi IV Tibagi IV Tibagi IV Tibagi IV Tibagi IV Tibagi IV Apertados Tibagi IV Apertados Apertados .

03 SB .03 SB .45 64504550 64504581 64504591 64506000 64506001 64506500 64507000 64507100 64508020 64508500 APERTADOS JUSANTE DO RIBEIRÃO CICLONE MONTANTE ETA – LONDRINA (CAFEZAL) CHÁCARA ANA CLÁUDIA CHÁCARA ANA CLÁUDIA CANAL FUGA JATAIZINHO JATAIZINHO ETA – SAMAE – IBIPORÃ ETA – CORNÉLIO PROCÓPIO PONTE PRETA Rio Apertados Ribeirão Cafezal Ribeirão Cafezal Rio Tibagi Rio Tibagi Rio Tibagi Rio Tibagi Rio Jacutinga Rio Congonhas Rio Congonhas Londrina Cambé Londrina Jataizinho Jataizinho Jataizinho Ibiporã Ibiporã Cornélio Procópio Cornélio Procópio SB – 08 SB – 09 SB – 09 SB – 12 SB – 12 SB – 12 SB – 12 SB – 12 SB – 11 SB – 11 Apertados Três Bocas Três Bocas Tibagi V Tibagi V Tibagi V Tibagi V Tibagi V Congonhas Congonhas TABELA 8. A Tabela 9 apresenta as estações das sub-bacias que possuem dados dos parâmetros utilizados para calcular o IQA.PALMEIRA ENGENHEIRO ROSALDO LEITÃO ENGENHEIRO ROSALDO LEITÃO BALSA DO PITANGUI BARRA DO PITANGUI BOM JARDIM TIBAGI CHÁCARA CACHOEIRA Rio Tibagi Rio Pitangui Rio Capivari Rio Tibagi Rio Iapó Carambeí Carambeí Tibagi Tibagi Castro SB .04 SB-05 Pitangui Pitangui Tibagi II Tibagi II Iapó Rio Tibagi Ponta Grossa SB – 01 Tibagi I Rio Rio Pugas Rio Tibagi Município Palmeira Ponta Grossa SIGLA SB – 01 SB . as sub-bacias foram separadas por parâmetros. Estações existentes nas sub. Código 64429000 64447000 64447000 64447500 64453000 64460000 64465000 64477600 Estação ETA .bacias da BHT Após ter sido feita a categorização. Neste estudo são apresentadas as estações por sub-bacia que dispunham de dados de IQA.01 SUB-BACIA Tibagi I Tibagi I .04 SB .

e sabendo-se a quais bacias pertenciam. servindo de orientação às ações de gestão da .2 TRATAMENTO DOS DADOS Os índices de qualidade das águas são úteis quando existe a necessidade de sintetizar a informação sobre vários parâmetros físico-químicos. Estações fluviométricas das sub-bacias com dados de IQA Esta classificação. foi possível agrupá-las em suas respectivas sub-bacias. objetivou. 6. pois conhecendo-se as estações.46 64482000 64491000 64500000 64501000 64501950 64504100 64502000 64504450 64504581 64504591 TELÊMACO BORBA BARRA RIBEIRÃO DAS ANTAS SALTO SÃO PEDRO PORTO LONDRINA SITIO PAU D’ALHO ETA – ASSAÍ SITIO IGREJINHA ETA – ARAPONGAS JUSANTE DO RIBEIRÃO CICLONE MONTANTE ETA – LONDRINA (CAFEZAL) Rio Tibagi Rio Tibagi Ribeirão do Tigre Rio Tibagi Rio São Jerônimo Ribeirão Jataizinho Rio Taquara Rio Apertados Ribeirão Cafezal Ribeirão Cafezal Rio Congonhas Rio Tibagi Rio Tibagi Rio Jacutinga Telêmaco Borba Curiúva SB – 06 SB – 06 Tibagi III Tibagi III Tibagi IV Tibagi IV Tibagi IV Tibagi IV Apertados Apertados Três Bocas Três Bocas São Jerônimo da SB – 07 Serra São Jerônimo da SB – 07 Serra Assaí Assaí Londrina Arapongas Cambé Londrina SB – 07 SB – 07 SB – 08 SB – 08 SB – 09 SB – 09 64508500 64506000 64507000 64507100 PONTE PRETA CHÁCARA ANA CLÁUDIA JATAIZINHO ETA – SAMAE – IBIPORÃ Cornélio Procópio Jataizinho Ibiporã Ibiporã SB – 11 SB – 12 SB – 12 SB – 12 Congonhas Tibagi V Tibagi V Tibagi V TABELA 9. a constatação dos parâmetros para realização do cálculo de IQA.

84 65. nos períodos de 2005.25 74.85 74. 1987 e 2005. Já as subbacias SB-01.92 TABELA 10. respectivamente. a existencia de dados em todos os quinquênios. Esta verificação é demonstrada na Tabela 10.48 57.02. SB-03 e SB-08.07 67.06 74.22 60.32 76.75 69. sendo necessário no caso deste estudo.6 61. A sub-bacia SB-09 apresentou estações com dados de IQA em dois períodos recentes nos qüinqüênios referentes a 2001 e 2005.94 73.27 70. foram .73 71.26 64. No desenvolver do trabalho. constatou-se que algumas sub-bacias não apresentavam dados em alguns quinquênios. Neste contexto.42 87.19 77.86 71.68 49.1 60. SUB-BACIA SB – 01 SB – 02 SB – 03 SB – 04 SB – 05 SB – 06 SB – 07 SB – 08 SB – 09 SB – 10 SB – 11 SB – 12 1987 1991 1997 2001 2005 62.98 56. apresentam estações com dados relativos a IQA.85 73.41 61.45 79.73 28. não possui qualquer estação com dados de IQA.56 78.41 74.02 73. Os qüinqüênios representados foram para 1991.55 55.77 79.57 78.81 72. 2001 e 2005 na sub-bacia SB-01. Sub-bacias da BHT e dados de IQA apresentados A sub-bacia SB.34 73.34 76.74 56.47 qualidade da água.47 66.63 66.4 64.

87 66.85 68.18 64.41 63.94 61.92 64.85 67. para os qüinqüênios de 1985 a 2005.09 56.64 66.86 75. SB-11 E SB-12.44 79.92 55.07 74.41 28.94 74.63 52.66 1997 89.30 75. apenas as sub-bacias que apresentaram dados em todos os qüinqüênios.20 76.60 78.73 55.25 67.57 66.41 28.06 73.60 78.45 71.77 59.41 59.40 54.86 60.02 66. A partir da metodologia aplicada para avaliação do Índice de Qualidade da Água.81 63.84 53.74 60.22 72.89 73.69 86.34 56.68 58.10 47. Média e Mínima por sub-bacias em cada qüinqüênio .74 60. SB-05.92 TABELA 11.92 64.48 definidas como base para elaboração dos estudo.33 72.05 71.26 61.45 71.40 84.19 75.62 49.19 78. Índices de Máxima.42 69.82 65.06 69.44 85. SB-06.76 77. média e mínima (Tabela 11).37 79.69 67.94 65.88 73.01 60.18 72.47 81.67 66.60 64. foi possível compor cinco gráficos de variação temporal. SUB-BACIA SB-04 Max SB-04 Med SB-04 Min SB-05 Max SB-05 Med SB-05 Min SB-06 Max SB-06 Med SB-06 Min SB-07 Max SB-07 Med SB-07 Min SB-11 Max SB-11 Med SB-11 Min SB-12 Max SB-12 Med SB-12 Min 1987 79.95 72.07 39.60 2005 77.49 78.57 73.81 78.27 50.34 55.33 80.61 64.58 64.08 76.62 82.26 50.73 57.74 69.31 1991 89.06 2001 80. com valores de máxima.11 60.75 63.69 85.32 75. sendo elas: SB-04.44 28. SB-07.05 73.

médio e mínimo de IQA para o período de 1985 a 2005.00 IQA SB-05 Max 1987 1991 SB-05 Med 1997 Quinquênio SB-05 Min 2001 2005 FIGURA 6. SUB-BACIA 5 .00 0. Curvas de valores máximo.00 40.00 SB-04 Max 1987 1991 SB-04 Med 1997 Quinquênio SB-04 Min 2001 2005 FIGURA 5. médio e mínimo de IQA para o período de 1985 a 2005 na sub-bacia 04 SUB-BACIA 04 . Após a determinação dos índices de IQA. na sub-bacia 04.00 20. de sub-bacia por qüinqüênio.00 0.00 IQA 60.00 80. A Figura 5 apresenta as curvas dos valores máximo.Tibagi II 100. Curvas de valores máximo.00 70.00 80. .00 50. A Figura 6 apresenta a sub-bacia 05 e as curvas de valores máximo. foi possível confeccionar os seguintes gráficos representativos.00 30. a qualidade da água é avaliada de acordo com a determinação de uma série de parâmetros físico-químicos. médio e mínimo de IQA para o período de 1985 a 2005. cuja interpretação dos dados pode ser estudada por meio de correlações.49 De acordo com Zimmermann (2008).00 10.00 20. na sub-bacia 5.Iapó 90.00 60. médio e mínimo de IQA para o período de 1985 a 2005.00 40.

00 40.Tibagi III 100.00 30. A sub-bacia 11 tem suas curvas de valores máximo.Tibagi IV 90. com as curvas de valores máximo.00 80. . SUB-BACIA 7 . Curvas de valores máximo. na sub-bacia 7.00 80.00 20. médio e mínimo de IQA para o período de 1985 a 2005.00 0. médio e mínimo de IQA para o período de 1985 a 2005 na sub-bacia 06 – Tibagi III. Curvas de valores máximo.00 0. médio e mínimo de IQA para o período de 1985 a 2005.00 50.00 60. A figura 8 representa a sub-bacia 07.00 IQA 60. médio e mínimo apresentados no período de 1985 a 2005.00 20.50 A Figura 7 apresenta as curvas de valores máximo.00 70.00 40. SUB-BACIA 6 .00 10.00 SB-06 Max 1987 1991 SB-06 Med 1997 Quinquênio SB-06 Min 2001 2005 FIGURA 7.00 IQA SB-07 Max 1987 1991 SB-07 Med 1997 Quinquênio SB-07 Min 2001 2005 FIGURA 8. médio e mínimo para o período de 1985 a 2005 representadas na Figura 9. na sub-bacia 6.

00 40.00 70.00 IQA SB-12 Max 1987 1991 SB-12 Med 1997 Quinquênio SB-12 Min 2001 2005 FIGURA 10. .00 20.00 70.00 80. A Figura 10 apresenta as curvas de valores máximo. Foi possível observar os valores para média.00 10.00 20. na sub-bacia 12.00 IQA SB-11 Max 1987 1991 SB-11 Med 1997 Quinquênio SB-11 Min 2001 2005 FIGURA 9.00 50.00 60.Congonhas 90. SUB-BACIA 12 .Tibagi V 90. médio e mínimo de IQA para o período de 1985 a 2005.00 60.00 80.51 SUB-BACIA 11 . mínima e máxima apresentaram mesmo padrão linear em todas as bacias fornecendo suporte para adoção dos valores das médias como parâmetro de composição para classificação quantitativa e qualitativa. Curvas de valores máximo.00 40.00 0. médio e mínimo de IQA para o período de 1985 a 2005 na sub-bacia 12.00 10.00 30.00 0. na sub-bacia 11.00 30.00 50. médio e mínimo de IQA para o período de 1985 a 2005. Curvas de valores máximo.

52 7 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Os valores destes índices uma vez espacializados na forma de mapas. onde observou-se a necessidade da representação qualitativa. um IQA médio. Estes últimos apresentaram maior representatividade. referente ao período de 1991. média e mínima apresentaram padrão linear nos resultados e de variabilidade entre os qüinqüênios estudados. apresentam em um momento um mesmo IQA quando atingem no segundo qüinqüênio. Médias das sub-bacias 80 75 70 65 60 55 50 45 1987 1991 SB-04 SB-11 1997 SB-05 SB-12 2001 SB-06 2005 Quinquênio FIGURA 11 Representação dos valores médios de IQA por sub-bacias nos qüinqüênio estudados É possível observar na Figura 11 variação significante do valor de IQA por subbacia no primeiro qüinqüênio (1987). No início do segundo qüinqüênio.uma vez os valores de máxima. poderão ser confrontados com mapas de uso de solo. que é considerado pela classificação adaptada do IGAM (2005) e aplicada neste estudo. A Figura 11 apresenta a representação dos valores médios de IQA por sub-bacias da BHT por qüinqüênios estudados. A confecção dos mapas temáticos referentes aos resultados das médias finais do Índice de Qualidade da Água – IQA foi originado a partir da elaboração dos gráficos de média por qüinqüênio da partir da fragmentação dos resultados por sub-bacias. orientando na elaboração de um diagnóstico das subbacias a ser utilizado para planejamento e gerenciamento dos recursos hídricos desta bacia. as sub-bacias SB-04 e SB-05. atingem um IQA de 63. foram utilizados valores de média do IQA por qüinqüênio e por sub-bacia. Para a elaboração final. entretanto a IQA .

Médias das sub-bacias para 1987 . e adequando os valores de IQA nos gráficos. apresenta-se gráficos das sub-bacias. SB-08. SB-03. A Figura 12 apresenta as médias das sub-bacias para 1987.00 70.63 66.00 40.00 30. quando discutimos o desempenho das sub-bacias de individualmente por qüinqüênio. No primeiro qüinqüênio foi observado aumento do IQA nas sub-bacias SB-04.34 76.00 0. As sub-bacias que tinham resultado apenas para alguns qüinqüênios.84 IQA SB-04 SB-05 SB-06 SB-07 SB-11 SB-12 Sub-bacia FIGURA 12.00 50.45 79.19 65. Estes fatores ficam melhor destacados.00 10. de modo que nenhuma delas manteve o IQA. como: SB01. porém não aparecem nos gráficos que possuem dados referentes às sub-bacias com os qüinqüênios completos. foram representadas no mapa qualitativo. SB-02. SB-11 e SB-12.00 80. Foi observado também diminuição na sub-bacia SB-05.00 20. A correlação entre os aspectos quantitativos e qualitativos é demonstrada por gráficos e mapas. Com o propósito de melhor identificar o desempenho do IQA.SB-09 e SB-10.00 73. considerando sua classificação por qüinqüênios.53 SB-04 mantém um aumento significativo até o terceiro qüinqüênio (1997) decaindo nos qüinqüênios seguintes. Estes valores representam o aspecto quantitativo do IQA por sub-bacia nos períodos.00 60. As demais sub-bacias mesmo com valores diferenciados tendem a uma piora em seu índice. Os mapas temáticos seguem a representação de cores préestabelecidas e apresentam os valores de IQA.40 56. associados ao aspecto qualitativo adaptado pelo IGAM(2005). Média das sub-bacias para 1987 90.SB06.

A Figura 14 apresenta as médias dos valores de IQA das sub-bacias da BHT no qüinqüênio 2 – 1991. As sub-bacias Tibagi II (SB-04).54 No primeiro qüinqüênio (1987). respectivamente. e não discutida no gráfico de médias. quede acordo com a classificação proposta equivalem ao classificação equivalem ao parâmetro bom-.63 e 76. foi a Congonhas (SB-11). que é a sub-bacia Pitangui (SB-03) com valor de IQA de 87. Iapó (SB05) e Tibagi V (SB-12).de acordo com a classificação adotada.34 apresentou um desempenho próximo da SB 12 (65. que foi representada neste mapa. Tibagi IV (SB-07). Mapa representativo do IQA para 1987 Na representação qualitativa apresentou apenas uma sub-bacia com um IQA bom+. Nas sub-bacias SB-04 e SB-06 os valores médios de IQA foram de 73. É possível observar na Figura 13 que as sub-bacias Tibagi III (SB-06).45. A Figura 13 apresenta o mapa representativo do IQA para 1987.a 79.19 (SB-07) considerado bom. o IQA teve variação de 56. .84 (SB-11) que é classificado como médio. A SB-05 com IQA 66. A sub-bacia com menor valor de IQA. FIGURA 13. apresentaram um IQA entre 60 e 70. apresentaram IQA conceituado como Bom-. considerado na classificação como médio+.34.40) considerado médio+.

55 FIGURA 14. porém não houve mudança na representação qualitativa. FIGURA 15. Médias das sub-bacias para 1991 É possível notar uma melhora do IQA das sub-bacias SB-04 e SB-06 neste período. A Figura 15 representa a classificação qualitativa do IQA da bacia hidrográfica do rio Tibagi para o qüinqüênio 1991. Mapa representativo do IQA para 1991 .

Notou-se diminuição do IQA nas sub-bacias SB-06 e SB-07. A Figura 16 representa a média das sub-bacias da BHT para 1997. representa a classificação dos valores de IQA para o qüinqüênio 3 .1997. que tiveram melhoria no nível de qualidade. Médias das sub-bacias para 1997 Destacam-se neste qüinqüênio. SB-11 e SB-12. salienta-se a melhoria do IQA das sub-bacias Iapó (SB-05) e Congonhas (SB-11).56 As sub-bacias Iapó (SB-05) e Tibagi IV (SB-07) apresentaram diminuição no IQA. Na representação qualitativa. respectivamente. houve aumento de índice nas sub-bacias SB-05.e de médio. que mesmo com diferenças no valor do IQA. alterando inclusive suas classificações de médio+ para bom. sendo consideradas no nível de qualidade bom-. . todas as sub-bacias se enquadraram na mesma faixa de classificação. as sub-bacias Tibagi V (SB-12) e Congonhas(SB11) que apresentaram melhoria no IQA. entretanto. FIGURA 16.para médio+. sem alterar a faixa de qualidade em que se enquadravam de acordo com representação na Figura 15. Neste período observou-se. A Figura 17.

00 60.60 66.00 69.07 78.57 IQA SB-04 SB-05 SB-06 SB-07 SB-11 SB-12 Sub-bacia FIGURA 18.00 40.00 20.74 56.57 FIGURA 17.00 30.00 10. Médias das sub-bacias para 2001 .00 0.81 72. nota-se queda expressiva na sub-bacia Tibagi IV (SB-07) em relação a 1987 e alteração na classificação do nível de IQA qualitativo de bom+ para médio-. A representação quantitativa dos valores de IQA para o qüinqüênio 4 – 2001. Média das sub-bacias para 2001 90. Mapa representativo do IQA para 1997 Para o período 2001.00 50.00 80.00 70. é apresentada na Figura 18.22 60.

FIGURA 19. observou-se que todas as sub-bacias apresentaram diminuição no valor do IQA. Na Figura 19.07 (2001) para 28. Tibagi III (SB-06) e Congonhas (SB-11).10 (2007). As sub-bacias que apresentaram maior valor significância foram a SB-05 que foi de 72. são mostradas as sub-bacias Jacutinga (SB-10) e Três Bocas (SB09) que não estão presentes nas médias gerais. mas que possuem dados para este período. A subbacia Iapó (SB-05) manteve seu índice de classificação. A Figura 20 representa as médias dos valores de IQA das sub-bacias da BHT para o qüinqüênio 5 – 2005.41 (2007.58 As bacias que apresentaram diminuição no IQA foram Tibagi II (SB-04). . e a SB-07 com uma alteração expressiva de 56. tendo alteração do nível de qualidade para médio+.22 (2001) para 49. Mapa representativo do IQA para 2001 No período de 2007. conforme pode ser verificado na Figuras 20 e na Figura 21.

00 0. Mapa representativo do IQA para 2007 .00 70.73 55.00 50.59 Média das sub-bacias para 2005 80.00 IQA 40.00 60.41 49.10 67.00 10.26 64.00 20.00 SB-04 SB-05 SB-06 SB-07 SB-11 SB-12 Sub-bacia 28.68 60.00 30.92 FIGURA 20. FIGURA 21. Médias das sub-bacias para 2007 A Figura 21 representa o IQA da bacia hidrográfica do rio Tibagi para o qüinqüênio 5 – 2007.

Além disso sugere-se que a diminuição pode ser em decorrência de algum risco pontual ou erro na leitura de coleta dos parâmetros iniciais utilizados na determinação do IQA. Mauá da Serra. Marilândia do Sul. Ortigueira. Essa redução pode estar relacionada à industrialização de algumas cidades pertencentes a sub-bacia.60 Em relação à SB-07. tais como: Assaí. Califórnia. São Sebastião da Amoreira e Tamarana. Nova Santa Barbara. São Jerônimo da Serra. . Apucarana. Santa Cecília do Pavão Sapopema. Londrina. observou-se diminuição progressiva dos valores de IQA ao longo dos períodos.

com mudança na faixa de IQA quantitativo. contribuindo para determinação da qualidade da água. As principais conclusões levantadas no desenvolvimento deste trabalho foram: • A BHT. e com classificação ruim. no início do estudo referente ao período 1987.61 8 CONCLUSÕES Com as metodologias utilizadas neste trabalho. . facilitando a integração dos dados. nem muito ruim. • Em todos os qüinqüênios. sendo que foram todas classificadas qualitativamente na da faixa de 70 a 80 de IQA. • Nenhuma das bacias apresentou IQA na faixa de ótimo. Assim foi possível destacar as áreas emergenciais a ser realizado Planejamento dos Recursos Hídricos em escala regional. • Tem-se no qüinqüênio 3 de 1991. que interferem nos processos de infiltração e escoamento da água. e a determinação do IQA. • Apesar de a bacia Tibagi IV (SB-07) apresentar diminuição progressiva do IQA. • No qüinqüênio 2 houve melhoria do IQA nas sub-bacias SB-11 e SB-12. foi possível verificar as características da bacia hidrográfica do rio Tibagi e confrontar com os dados obtidos da qualidade da água. consolidando os resultados e possibilitando sugerir as possíveis causas. sugerindo-se que para este caso pode ser uma variável de risco pontual. a sub-bacia Tibagi IV (SB-07) apresentou menor valor de IQA. com exceção da SB-07. oscilando entre 50 e 80 no valor de IQA. a disparidade dos valores no último qüinqüênio em relação ao anterior é muito elevada. possui características fisiográficas diferenciadas.000. o período em que as sub-bacias apresentaram equivalência de índices. • A BHT apresentou um IQA considerado bom. • As técnicas de Sensoriamento Remoto aplicadas para a obtenção de mapas temáticos mostraram-se eficientes para a escala de estudo proposta de 1:250. devido sua extensão. • O qüinqüênio referente ao período de 1987 apresentou poucas variações nos valores de IQA entre as sub-bacias. • A divisão da BHT em sub-bacias permitiu a distribuição das estações fluviométricas.

é possível verificar as sub-bacias que apresentaram acentuadas variações no Índice de Qualidade da Água – IQA. sugerindo que a partir do conhecimento destes resultados haja a realização de estudo das variáveis que possam interferir no IQA.62 • Os dados trabalhados e discutidos neste estudo serão utilizados. e realização de Plano de Gerenciamento dos recursos Hídricos em escala Regional e Local. nos qüinqüênios determinados. • A modelagem de BDG para monitoramento dos valores de IQA é uma ferramenta que correlaciona e representa qualitativamente os dados. . facilitando a leitura e compreensão dos dados. e mostrou-se funcional. • O BDG pode ser utilizado tanto no planejamento e gerenciamento dos recursos hídricos. quanto para divulgação de informações de forma clara para os grupos interessados. Frente aos resultados e conclusões obtidas. juntamente com dados de uso de solo para elaboração de relatório de Qualidade da água da BHT sob a influência de diferentes usos de solo.

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68 ANEXOS .

03575 0.26 0.9 8.079 0.9 Turbidez DBO 9.23 283 226.9 6.105 0.295 C.9 6.4 6.9 0.578 15351.25 0.45 0.33333 OD 7.7 5.2 7.5 6.14 0.4 7.25 0.3 0.2 0.5 0.042 0.14 0.6 7.8 Turbidez 21 13 19.35 7.4 6.09 59 27.4 6.031 0.83333 119.31 0.686 99.14 0.69 SUBBACIA 01 – MÉDIA 1987 Fosfato Estação 64447000 64447000 64447000 64447000 64447000 64447000 Ano 1982 1983 1984 1985 1986 1987 Temp.048 0.24 0.56667 65.033 0.Fecais 220 50 363. Fecais 1 7.026 0.90909 23 18.98 7.9 7.3 8 6.68 8.94 0.58 1 1.2 5.46 7.5 0.31 0.052333 NitroG Total 0.9 5.18 6.62 SolTotais Total 40 40 70 151 102 82 102 35 34 60 34 60 53 95 136 53 151 95 136 50 139 50 139 0.105 0.08 NTotal 0.781667 0.54 8.25 0.4 7.023 0.021 0.4 7 6.26 7.048 0.48 7.31 0.25 0.05 0.75 63.1 7 6.25 22.045 0.26 0.MÉDIA IQA 1996 Temp.25 70.0429 0.048 0.25 22 18.25 1 1 Turbidez DBO OD 6.2 0.62 7.085 0.5132 4268 9121 SolTotais Total NTotal C.26 0.069507 0.295 0.4 6.1 7.14 0.936667 SUBBACIA 01 .2 6.026 0.06 7.4 6.43 0.037 0.6275 0.093 0.033 0.5 0.42 6.021 0.4 pH 6.08 0.4 6.8333 85.14 130 800 800 230 800 230 33 110 33 110 17 130 800 17 1300 1300 C.56 8 6.03 0.5 9.566667 Sol Totais 117 112 37 Fosfato Total 0.5 5.2425 7.8 6.075 7.46 7.54 7.333 .022 0.9 7. Estação 64447000 64447000 64447000 Ano 1994 1995 1996 21 17 16.58333 pH 7.5 0.42 6.093 0.7 7.25 21.Fecais 17 17 90000 SUBBACIA 01 .MÉDIA IQA 1990 Fosfato Estação 64447000 64447000 64447000 64447000 64447000 64447000 64447000 64447000 64447000 64447000 64447000 64447000 64447000 64447000 64447000 64447000 64447000 64447000 64447000 64447000 64447000 64447000 64447000 Ano 1988 1988 1988 1988 1989 1989 1989 1989 1990 1990 1990 1990 1991 1991 1991 1991 1991 1991 1991 1992 1992 1992 1992 Temp. 18.7 5.372727 6.36 7.03 0.9 7.33333 DBO 2 1 2.26 7.98 7.66 8.18 8.528182 7. 17 17 24 22 19 21 19 18 22 11 22 11 15 19 19 15 20 19 19 17 22 17 22 pH 7.5 43 25 12 12 12 25 13 22 13 22 12 18 64 12 28 18 64 11 26 11 26 3 3 1 1 4 1 4 2 1 1 1 1 2 1 1 2 1 1 1 1 3 1 3 OD 8.5 18.048 0.

16 0.Total 3 1.MÉDIA IQA 2007 Sol Estação 64447000 64447000 64429000 64429000 Ano 2004 2005 2003 2005 Temp.57143 13.3333 100 4020 20 173.82 C.70 SUBBACIA 01 .24 7.92 457.3333 C.MÉDIA IQA 2002 Sol Estacao 64447000 64447000 64447000 64447000 64447000 64447000 Ano 1997 1998 1999 2000 2001 2002 Temp. Fecais 13 1033.55 23.55 1.666667 SUBBACIA 03 .2 Totais 86 Fosfato Total 0.333 DBO 1 1.393333 53.3333 .33333 5.14286 17.25 z 175 49. 20 17.22 0.87142 9 7.2 7.7 7.Fecais SUBBACIA 01 .5 22 pH 6.5 Fosfato Total 0.272 6.14 Turbidez DBO OD Totais 54.4 C.Total 0.18 6.076 0.Fecais 8.21666 7 0.5 OD 7.946666 Totais 51 Fosfato Total 0.26 7.66667 0.1 7.2857 1 59.5 16.66667 16 15.Fecais 2200 3253.726667 633.491429 8.017 N.0964 0.873333 65.Total C.25 0.625 9.Fecais 700000 70115 2850 SUBBACIA 03 .166667 Turbidez 17 DBO 1.029667 0.0524 0.125 OD 7.2 7. 20 20.66667 8.5714 3 80.066 0.66 7.4 98.825 41.45 DBO 5 2 1.333 3074.MÉDIA IQA 1996 Sol Estação 64447500 64447500 Ano 1993 1994 Temp.85714 18.64 0.056571 0.5 76.1365 N.4 25 17 1 4 1.62857 1 6.04775 NTotal 0.6 24.76 7.33333 pH 7.5 42.5 Turbidez DBO 140 29.52 2 2.33333 0.109 0.3 20 7.75 7.33333 8.81 Sol Totais 475 989.366667 17.5 21.2 18 17 pH 6.667 17250 7.33333 OD 8.02 0.074 Fosfato Total NTotal 0.062 0.1 2 6 2.0333 Turbidez 6. 14.94 7.MÉDIA IQA 1987 Turbide Estação 64453000 64453000 64453000 Ano 1984 1985 1986 Temp.333 69.2 91 37 0.03 0.MÉDIA IQA 2002 Sol Estação 64447500 Ano 1997 Temp.82 1.466667 38.44 0.71429 2 7. 14 pH 7.333333 21.8 16.666667 OD Totais Fosfato Total N.37333 3 0.051667 0.66667 pH 7 7. 19.1 C.856667 SUBBACIA 03 .

42 0.36 0.66 0.023 0.05 0.66667 0.018 0.02 0.74 1.33333 17 175 49.45 DBO 1 1.24 0.16 0.5 7.1 C.5 7.6 24.44 0.051 0.06 0.4 7.051667 0.3 DBO 1 2 2 1 1 1 2 3 2 1 1 5 6 2 3 1 1 1 1 1 1 2 1 1 2 1 3 11 OD 10.34 0.5 7 7 7.4 8.117 0.057 0.044 0.9 7.033333 7.044 0.38 7.7 6.062 0.1 6.81 Sol Totais 51 Fosfato Total 0.7 9 8.1 7.16 7.03 0.7 16 24 3.51 0.666667 65.003 0.66667 14.62 9.4 6.333 633.02 7.2 7 6.029667 0.7 7.55 23.56 8.46 0.5 22 pH 7 7.946666 8.1365 3 1.051 0.33333 20 20.065 0.5 8.8 7 13 7.5 8.333333 1.25 0.3333 700000 70115 2850 69.8 8.64 8.4 7.1 7.059 0.42 8.39 0.5 7 5.5 76.873333 7.18 0.Fecais 1.8 10.29 0.134 0.33 0.276 0.5 0.016 0.7 9 7.5 13 26 60 12 12 4.1 6.25 Turbidez 6.023 0.1 7.166667 6.2 7.94 7.108 0.7 10.726667 475 989.Fecaiss 13 1033.5 OD 8.86 Totais 23 122 91 248 29 42 50 56 42 73 47 128 86 50 56 90 73 98 129 221 98 80 42 115 41 221 56 166 Fosfato Total 0.55 1.16 NTotal C.6 7.035 0.4 SUBBACIA 04 .19 0.33333 0.075 0.26 7.6 8.1 6.44 9.28 7.1 7.018 0. Estação 64447500 64447500 64447500 64453000 64453000 64453000 Ano 1993 1994 1997 1984 1985 1986 20 17.27 0.66 1.71 SUBBACIA 03 .18 0.94 7.7 6.49 0.053 0.018 0.84 7.8 7.666667 5 2 1.5 22 27 16 68 128 16 6.08 0.7 6.26 7.017 NTotal 0.48 0.085 0.8 17000 11000 14000 3000 7000 2300 2800 8000 2300 2800 24000 7000 800 22 3000 800 160000 5000 17000 11000 3000 14000 3000 1300 2300 3000 .44 8.66 0.22 0.5 9.37 0.3 Turbidez 8.MÉDIA IQA 1990 Sol Estação 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 Ano 1988 1988 1988 1988 1989 1989 1989 1989 1989 1989 1989 1989 1989 1989 1989 1989 1989 1990 1990 1990 1990 1991 1991 1991 1991 1991 1992 1992 Temp 12 18 21 18 20 16 16 22 17 18 23 17 17 16 22 22 18 23 18 22 23 23 13 23 24 25 20 22 pH 6.6 7.05 0.62 0.1 5.5 15 27 30 32 48 4.02 0.28 0.76 7.2 7.24 7.6 6.MÉDIA IQA 2007 Temp.5 7.

Fecais 98 1987 22.47 0.44 7.9 7.314615 596.16 0.133333 8.66667 6.4 7.8 24.4 8.545 SUBBACIA 04 .Fecais 6 2 33.5 24 pH 7.8 7.83333 17 pH 7.04 SolTotais 69 37 73.5 4 2813 1300 19.32 0.02 0.5 6.9 7.5 126 0.78 0.5 22 2.014 0.083333 9.4 7.2 6.0966 0.5 1.041667 0.4 8.425 9.7 92.4 7.171429 9.21 0.6 Turbidez 20 4.575 31 11.48 1.563182 2621.075167 0.23077 0.3333 2.34 1.466667 1.906667 SolTotais Total 72.56 0.036 0.9 0.14286 41 78.33 8.6 8.037 0.24 8.14 10.7 9.81 0.564 0.186667 0.07425 0.1 6.33333 7.3 7.1 Turbidez 11 9.66667 7 5.05 7.07425 0.495714 427.MÉDIA IQA 1990 Fosfato Estação 64491000 64491000 64491000 64491000 64491000 64491000 64491000 64491000 64491000 64491000 64491000 64491000 Ano 1988 1988 1988 1988 1988 1990 1990 1990 1990 1991 1991 1991 Temp 10 19 13 29 19 22 18 13 17 18 25 24 pH 6.3 7.72 SUBBACIA 04 .01475 0.66667 76 Total 0.038 0.MÉDIA IQA 1996 Sol Estação 64460000 64460000 64460000 64465000 64465000 64465000 64465000 Ano 1994 1995 1996 1993 1994 1995 1996 Temp.25 7.615385 8.1087 DBO 2 1 2.071 0.070304 0.05 7.28 30 0.225 7.12 11 1.3 7.52 10.5 1 OD 10.9 18 14 23 15 25 9. 19.72 C.5 17.33333 18 16 17 18.781818 174.48 SolTotais Total 55 116 96 63 84 78 90 84 131 104 89.25 19.43 8.7 Turbidez 15.MÉDIA IQA 2002 Fosfato Estação 64460000 64460000 64460000 64460000 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 64465000 Ano 1997 1998 1999 2000 1997 1998 1999 2000 2001 2002 Temp.01 Fosfato Total 0.05 0.3 11.666667 1.5 26.115385 20.82308 17 21.4 11.933333 SUBBACIA 06.813846 56.233333 SUBBACIA 06.57 8.25 4 2 OD 8.05 0.61538 7.25 11.25 21.45 0.64 9.391304 8.0185 0.MÉDIA IQA 1987 Fosfato Estação 64491000 Ano Temp.063 0.216667 10.75 2800 50 5000 30 240000 1100 3000 800 230 300 305 23 .85 5 DBO 2 2 1 1 1 1 1 1 1 2 1.25 79 52 76.32 7.62 1.02 0.053 NTotal C.044 0.51 2 2 OD 9.3 7.675 56.8 20. pH Turbidez 20.1 7.13333 DBO OD 5 7.5 55 0.052 NTotal 0.022 N Total C Fecais 0.47 9.56 7.0428 0.04 Totais 106 71 39 104.017429 0.046 0.5 7.5 28 DBO 1 1 1 1.57 0.24 6.14 48 0.2 C.036333 NTotal 0.7 7.28 1 1.22 7.256522 3.038 0.fecais 0.040692 0.048 0.58 9.26 8.35 8.18 7.47 0.3913 7. 21 15 19.66667 0.5 7.42 51.5 16.048 0.3043 0.05 7.57143 45 2928 955.

73

64491000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000

1992 1988 1988 1988 1988 1988 1988 1988 1988 1989 1989 1989 1989 1990 1990 1990 1991 1991 1991 1991 1991 1992 1992

20 23 25 24 24 14 23 25 24 25 21 17 25 18 18 16 21 28 15 21 28 19 22

6,4 7,2 7 6,4 6,4 7 7,2 7 6,4 7,2 7 6,1 7,2 6,9 6,9 6,7 7,7 7,2 7,2 7,6 7,2 6,3 6,4

36 6,5 22 27 27 8 6,5 22 27 43 18 54 43 30 30 52 5,3 34 21 5,05 34 27 52

1 2 2 2 2 1 2 2 2 1 2 2 1 1 1 2 3 1 1 2 1 6 3

8,92 8,82 7,82 8,7 8,7 9,74 8,82 7,82 8,7 7,9 12 9,6 7,9 9,06

61 73 135 77 77 73 135 77 100 49 110 100 61 61 103

0,089 0,053 0,055 0,072 0,072 0,053 0,055 0,072 0,107 0,047 0,104 0,107 0,077 0,077 0,108 0,071 0,088 0,063 0,071 0,088 0,12 0,147

0,49 0,64 0,93 1,05 0,7 0,43 0,62 0,7 0,86 0,46 0,58 0,57 0,84 0,55 0,69 0,75 0,66 0,34 0,45 0,44 0,38 0,56

130 13 30 220 0,22 22 13 30 220 5000

5000 170 170 50000 8 2300 8 2300 1700 800

7,56 7,56 8,06 8,48 7,56 9,74 7,94

33 110 66 112,5 110 102 125

SUBBACIA 06- MÉDIA IQA 1996
Fosfato Estação 64491000 64482000 Ano 1994 1996 Temp. 16,5 26 pH 7,15 7 Turbidez 63 17 DBO 2 1 OD 6,83 8,9 SolTotais Total 71 62 0,1005 0,052 NTotal 0,675 0,48 CFecais 390 500

SUBBACIA 06- MÉDIA IQA 2002
Fosfato Estação 64482000 64482000 64482000 64482000 Ano 1997 1998 1999 2000 Temp. 24,3333 3 22,5 19 24 6,966667 7,175 7,3 7,3 24,66667 36,75 28 20 2 2 1 1 9,593334 9,135 9,38 9,5 78,66667 75,25 37,5 65 pH Turbidez DBO OD SolTotais Total 0,09366 7 0,086 0,057 0,097 NTotal 0,93666 7 0,435 0,97 0,72 360 2024 425 13000 C.Fecais

SUBBACIA 06- MÉDIA IQA 2007
Fosfato Estação 64482000 64482000 Ano 2003 2005 Temp. 20,5 25 pH 7,4 7,45 Turbidez 23,75 36,5 DBO 2,5 3 OD 8,1 8,79 SolTotais Total 33,5 82,5 0,051 0,073 NTotal 0,67 0,8 C.Fecais 260 7500

74

SUB-BACIA – 07 MÉDIA IQA 1987
SolTotai Estação 64501950 64501950 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64500000 Ano 1982 1984 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1984 Temp. 21,5 23 21,375 22,66667 21,66667 22 22,4 22 21,28571 21,5 pH 7,25 7,54999995 7,12499988 7,01666657 6,15000019 7,54999995 7,62000008 7,47999992 7,22857148 7 63,16667 27,75 16,14 44 37,54286 31 1,25 1,666667 1,5 1 Turbidez 124 68,5 DBO 1 1 OD 8,37 9,13 8,225 7,866667 2,666667 8,351667 8,365 8,124 8,492 7,64 217,8333 0,149667 0,581667 58 108,6667 50 90 0,065 0,83 0,036 0,1805 0,042 0,306667 54420,4 18575 579,8 519,2 645 s 420 158 Fosfato Total 0,07 0,095 NTotal 0,85 1,01 C.Fecais 1151 1200

1,285714 8,434286

94,57143 0,038857 0,292857 57,66667

SUB-BACIA – 07 MÉDIA IQA 1990
Fosfato Estação 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 Ano 1988 1988 1988 1988 1988 1988 1988 1988 1989 1989 1989 1989 1990 1990 1990 1991 1991 1991 1991 1991 1992 1992 Temp. 23 25 24 24 14 23 25 24 25 21 17 25 18 18 16 21 28 15 21 28 19 22 pH 7,2 7 6,4 6,4 7 7,2 7 6,4 7,2 7 6,1 7,2 6,9 6,9 6,7 7,7 7,2 7,2 7,6 7,2 6,3 6,4 Turbidez 6,5 22 27 27 8 6,5 22 27 43 18 54 43 30 30 52 5,3 34 21 5,05 34 27 52 DBO 2 2 2 2 1 2 2 2 1 2 2 1 1 1 2 3 1 1 2 1 6 3 7,56 7,56 8,06 8,48 7,56 9,74 7,94 OD 8,82 7,82 8,7 8,7 9,74 8,82 7,82 8,7 7,9 12 9,6 7,9 9,06 73 135 77 100 49 110 100 61 61 103 33 110 66 112,5 110 102 125 0,053 0,055 0,072 0,107 0,047 0,104 0,107 0,077 0,077 0,108 0,071 0,088 0,063 0,071 0,088 0,12 0,147 0,43 0,62 0,7 0,86 0,46 0,58 0,57 0,84 0,55 0,69 0,75 0,66 0,34 0,45 0,44 0,38 0,56 8 2300 1700 800 5000 170 170 50000 8 2300 SolTotais Total 73 135 77 77 0,053 0,055 0,072 0,072 NTotal 0,64 0,93 1,05 0,7 C.Fecais 13 30 220 0,22 22 13 30 220 5000

SUB-BACIA – 07 MÉDIA IQA 1996
Fosfato Estação 64501000 64501000 Ano 1993 1994 Temp. 18 20 pH 7,1 7,4 Turbidez 30 12,5 DBO 2 2 OD 8,76 7,6 SolTotais Total 105 51 0,101 0,0565 NTotal 0,97 0,4375 400 C.Fecais

75

SUBBACIA – 07 MÉDIA IQA 2002
Fosfato Estação 64501000 64501000 64501000 64501000 64501000 64500000 64500000 Ano 1997 1998 1999 2000 2001 2000 2001 Temp. 18 22,75 23,625 25,33333 21 17 pH 7,15 7,8 7,6 7,5 7,1 6,9 Turbidez 7,5 35,78571 7,85 17,14286 129,3333 19 120 DBO 3,5 1,857143 2,25 1,371429 4 1 7,4 OD 8,93 7,921428 9,33 7,842857 8 9,5 7,6 SolTotais 46,5 Total 0,0235 NTotal 0,5975 1,44 1,1 1,4 2 C.Fecais 180 402,8571 18,5 645,5 1100 600 50000

21,46154 7,157143

104,7857 0,098214 0,616667 58,5 0,041714 105,3333 0,054333 84 175 0,074 0,297 49,66667 0,062286 0,726667

SUB-BACIA – 07 MÉDIA IQA 2007
Fosfato Estação 64501000 64504100 64500000 Ano 2003 2005 2004 Temp. 21 16 19 pH 7,75 7,1 7,6 Turbidez 17,5 600 66 DBO 2 20 3 OD 8,1 7,52 7,8 SolTotais Total 76,5 679 67 0,033 1,2 0,092 NTotal 0,58 4,6 0,52 C.Fecais 95 300000 2300

SUBBACIA – 08 MÉDIA IQA 2002
Temp. Estação 64504450 64502000 64502000 64502000 Ano 2002 1997 2000 2001 19,5 18 23,5 28 pH 7,05 7,2 7,7 8,2 Turbidez 15 32 32 13 DBO 3,5 4 1,6 2 OD 7,5 9,02 8,05 8,9 60 107 148,5 56 Fosfato SolTotais Total 0,125 0,123 0,1205 0,017 NTotal 0,41 1,08 1 0,3 CFecais 1259,6 3000 1000 1500

SUBBACIA – 08 MÉDIA IQA 2007
Estação Ano 64504450 64502000 2003 2003 Temp. 18,5 16 pH 7,4 7,7 Turbidez 11 15 DBO 5,5 2 OD 7,75 8,5 SolTotais 55 110 Fosfato Total 0,055 0,017 NTotal 0,2 0,7 C.Fecais 256 170

SUBBACIA 09 - MÉDIA IQA 2002
Temp Estação 64504581 64504581 64504581 64504581 64504591 64504591 Ano 1998 1999 2000 2001 2000 2001 Amostra 20,33333 23 22 15 24 16 pH 7,3 7,2 7,3 7,1 7,5 7,4 Turbidez 11 6,1 7,7 13 20 16 DBO 2,333333 2 3 2 1,4 2 OD 8,04 8,8 7,5 8,8 8,2 8,7 Sol Totais 75 74 134 93 207 94 Fosfato Total 0,128 0,177 0,317 0,15 0,136 0,037 NTotal 0,796667 1,02 1,2 0,72 2,2 0,24 C.Fecais 253,3333 130 200 220 800 40

28 0.16 8 43 91 123 295 287 295 287 0.26 0.76 0.348 0.78 9 8.66667 23 21.062 0.053 0.76 SUBBACIA 09 .24 0.166 0.26667 pH 7.32 SolTotais Total 100 66 144 154 65 81 114 124 65 109 97 109 43 81 91 123 0.36 0.028 0.051 0. 18 24 24 24 20 21 17 26 20 17 19 17 21 19 25 23 19 21 25 23 18 25 18 25 7.6 6.6667 Fosfato Total 0.8 8.8 8.7 7.179 0.08525 0.38 0.092 NTotal 0.46 3.7 7.39 1 0.99 pH 6.16 0.2 7.4 C.74 7.348 0.043333 NTotal 0.4 13 21 50 DBO 1 1 1 1 2 1 2 1 2 1 1 1 2 1 1 2 OD 10.216 7.59 0.019 0.5375 0.412 0.49 0.38 0.6 171.Totais Total 95 86 0.4 254.Fecais 35000 50000 17000 130000 8000 .8 7.9 7.2 8.6 7.7 7.6 Turbidez 18 17 17 43 18 15 46 68 18 32 18 32 5.072 0.58 0.2 1.2 7.2 7.5 0.044 0.1652 0.62 7.105 0.6 0. 16 16 pH 7.64 1.08 9. Estação 64508500 64508500 64508500 64508500 Ano 1984 1985 1986 1987 25.14 7.4 21 50 82 95 82 95 2 1 2 3 2 3 2 8.872 0.105 0.4833 Turbidez 28.81 9 9 9.04 0.1052 0.6 169.7 7.74 SolTotai s 121.49 0.412 0.08 8.2 8.4 7.5 7.035 NTotal 0.8 6.67 0.9 7.196 0.4 65.Fecais 83666.05 0.49 0.Fecais 40 8000 SUBBACIA 11 – MÉDIA IQA 1987 Temp.188 8.432 22.43 0.16 8 9.6 0.33 SUBBACIA 11 – MÉDIA IQA 1990 Fosfato Estação 64508500 64508500 64508500 64508500 64508500 64508500 64508500 64508500 64508500 64508500 64508500 64508500 64508500 64508500 64508500 64508500 64508500 64508500 64508500 64508500 64508500 64508500 64508500 64508500 Ano 1988 1988 1988 1988 1989 1989 1989 1989 1989 1990 1990 1990 1991 1991 1991 1991 1991 1991 1991 1991 1992 1992 1992 1992 Temp.52 Sol.7 7.33 0.4 7.7 Turbidez DBO 8.14 7.32 9.64 8.MÉDIA IQA 2007 Fosfato Estação 64504581 64504591 Ano 2003 2005 Temp.86 8.092 0.04 0.4 2.39 30000 3000 500 90000 1700 500 3000 90000 1700 11000 130000 11000 130000 14000 240000 8000 30000 C.38 43.9 7.072 0.7 5.7 DBO 1 1.7 7.6 6.33333 OD 6.045 8.67 57800 36740 91833.5 7.8 7.074 0.76 7.5 7.04 0.7 7.55 C.2 21.2 20 4 3 OD 7.196 0.

46666 7.2 8.001 0.038 0.4 79.46666 Turbidez DBO 25 28.7 10.58 0.9 OD 7.08 9.68666 8.362222 10.0995 0.675 0.05 0.5 1.33 3966 942.147 0.58 SolTotais Total 140 50 115 76 182 320 146 140 0.5 19 Temp pH 7.09 SolTotais 102 198.91 SolTotais 189.5 7.72 0. pH 7.5 C.166667 1.9 26 120 33 22 DBO 1 3 1 5 2 17 6 1 OD 8.5 7.33333 55 46.7333 7 1.Fecais 7000 1300 8000 1100 500 7000 23000 1100 .1 7.1666 21 23 25.33333 1994 1995 25 23 SUBBACIA 11 – MÉDIA IQA 2002 Ano Estação 64508500 64508500 64508500 64508500 64508500 1997 1998 1999 2000 2001 Temp.3 9.13225 NTotal 2.511111 8 8.1 DBO 4 3.6 125.2625 0.076 NTotal 0.046 0.646667 C.5 Fosfato Total 0.4 170 Fosfato Total 0.28666 0.55 Turbidez 19.04 8.3333 SUBBACIA 12 – MÉDIA IQA 1990 Fosfato Estação 64507000 64507000 64507000 64507000 64507000 64507000 64507000 64507100 Ano 1989 1989 1990 1991 1991 1992 1992 1990 Temp.Fecais 1369.297778 0.35 0.0436 0. 28 20 17 25 26 24 16 17 pH 7.4 7 6.77 SUBBACIA 11 – MÉDIA IQA 1996 Estação 64508500 64508500 64508500 Ano Temp.726667 7.102 NTotal 0.766667 120.085 NTotal 7 0.01 0.1111 68.33 7.8 7 Turbidez 20 22 26 5.52 10.46 2 8.08 7.3 7.666667 OD 8.015 0.5 92 Fosfato Total 0.4 1.Fecais 4000 43500 SUBBACIA 12 – MÉDIA IQA 1987 Sol Estação 64507100 64507000 Ano 1984 1987 Temp.4 7.4 0.02 9.045 0.16 Totais 188 Fosfato Total 0.36 0.2 DBO OD SolTotai s 119 120.71 C.42 8.2 24 7.35 0.Fecais 49000 30543.12 0.84 C.1 7.7 7.65 7.078 0. 20 23 pH 6.095 0.36 1. pH 18.66 2625 2440 1820 3000 SUBBACIA 11 – MÉDIA IQA 2007 Estação Ano 64508500 64508500 2003 2005 21.0452 0.612 0.09 1.7 49.66666 1 1.4 7.5 7.8 C.5 DBO 2 2.272 0.74 Turbidez 58.87 0.68 6.8 OD 7.6667 1993 21.32 NTotal 1.6666 45.Fecais 83333.85 Turbidez 164 24.11111 9.74 7.

94 0.4 147 113.653333 SolTotais 37 25 28 74.023 0.82 0.8 19.2 8.55 7.07 NTotal 0.9 8 7.64 7.3 7.4 28.8 6.78 SUBBACIA 12 – MÉDIA IQA 1996 Estação 64507000 64507000 64507000 64507000 Ano Temp.377778 7. 1993 1994 1995 1996 19 28 22 19.046 0.5 80 Fosfato SolTotais Total 0.5 2.66667 pH 7.33333 pH 7.0825 8.Fecais 110 21500 3000 . 23 19.8 C.8 Turbidez DBO 22 28 22 2.54 0.6 7.75 0.0354 0.35 2 OD 8.091 0.052 0.4 2.36 0.66667 20.024 0.45 0.3 OD 8.286667 8.625 20.Fecais 1700 5000 170 416.0495 0.8 48 81 39 Fosfato Total 0.76 9.65 3.16667 DBO 3 2 2 2.0625 0.533333 Totais 148 94.52 8.5 26 pH 7.6 2.666667 OD 8.02 0.55 0.366667 DBO 1.2 8.6 7.635 1 C.733333 C. 15 26.043333 NTotal 0.85 7.08 NTotal 0.9 0.6667 SUBBACIA 12 – MÉDIA IQA 2002 Sol Estação 64507100 64506000 64506000 64506000 64506000 Ano 2000 1998 1999 2000 2001 Temp.14 9.Fecais 300 1750 100 1585 110 SUBBACIA 12 – MÉDIA IQA 2007 Estação Ano 64507100 64507100 64506000 2003 2005 2005 Temp.33333 Fosfato Total 0.7 1.5 Turbidez 24 10 4.32 7.

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