CURSO DE DIREITO

DISCIPLINA: ECONOMIA POLÍTICA

Prof. Flávio Ribas Tebchirani

EMENTA
 Aspectos da evolução da ciência econômica e das diversas escolas de pensamento.   Economia e Direito: visão interdisciplinar. Funcionamento e características de uma economia de mercado: o processo

de formação de preços, o comportamento dos consumidores e das firmas;
estruturas e regulamentação dos mercados.  Medidas da atividade econômica nacional; mercados de bens, de trabalho, câmbio e de capitais; determinação do nível de atividade e de emprego.      Política monetária; moeda e sistema financeiro. Setor público: funções, orçamento e política fiscal. Livre comércio internacional, protecionismo e integração econômica. Câmbio e balanço de pagamentos. Crescimento e desenvolvimento: indicadores e fontes do crescimento.
2

OBJETIVOS
 Refletir sobre a realidade econômica em seu contexto político, social e jurídico, considerados os diversos pressupostos ideológicos.

 Compreender

a

lógica

do

funcionamento

da

economia,

a

determinação do nível de emprego e da atividade econômica e o papel do Estado na regulação e na coordenação do sistema.

 Entender

o

papel

do

comércio

internacional

e

do

fluxo

internacional de capitais na ordem econômica mundial e seus reflexos no cenário interno.

Refletir criticamente sobre a realidade nacional.
Curso de Economia - Prof. Flávio R. Tebchirani

3

1 EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO 1.1 Perspectiva clássica liberal 1.2 Perspectiva marxista 1.3 Marginalismo neo-clássico

1.4 Revolução Keynesiana
1.5 Contra revolução monetarista

2 FUNDAMENTOS 2.1 A Natureza dos Problemas Econômicos

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO (1)

2.2 Estrutura e Funcionamento do Sistemas Econômico

3 TEORIA DOS MERCADOS 3.1 Pressupostos 3.2 Oferta, Demanda e Equilíbrio de Mercado

3.3 Produção e Custos
3.4 Estruturas de Mercado

4 REGULAÇÃO 4.1 Normas Jurídicas e Mercado Curso de Economia - Prof. Flávio R. Tebchirani

4.2 Instituições da Política Econômica

4

5 MACROECONOMIA E POLÍTICA ECONÔMICA

5.1 Metas e Instrumentos de Política Econômica
5.2 Contas Nacionais e Indicadores 5.3 Atualização de Valores 5.4 Determinação da Renda e do Emprego 5.5 Setor Público 5.5.1 Funções Econômicas

5.5.2 Política Fiscal
5.5.3 Orçamento Público 6.5 Aspectos Monetários 6.5.1 Moeda e Meios de Pagamento 6.5.2 Política monetária 6.5.3 Sistema Financeiro
6 SETOR EXTERNO

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO (2)

6.1 Fundamentos do Comércio Internacional 6.2 Contabilidade das Transações Externas 6.3 Regimes Cambiais 6.4 Mercado de Câmbio
7 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

7.1 Indicadores 7.2 Fontes do Crescimento Econômico
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7.3 Perspectivas e Desafios

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BIBLIOGRAFIA BÁSICA
 EQUIPE DE PROFESSORES DA USP (2003). Manual de Economia. S. Paulo: Saraiva, 4 ed. MANKIW, N. Gregory (2001). Introdução à Economia - Princípios de Micro e Macroeconomia. 2 ed. Rio de Janeiro: Campus. O’SULLIVAN, Arthur, SHEFFRIN, Steve M. (2000). Princípios de Economia. Rio de Janeiro: LTC – Livros Técnicos e Científicos. NUSDEO, Fábio (2001). Curso de Economia. S. Paulo: ed. Revista dos Tribunais. PINHEIRO, Armando Castelar e SADDI, Jairo (2005). Direito, Economia e Mercados. Rio: Campus Elsevier. TEBCHIRANI, F. R. (2006). Princípios de Economia – Micro e Macro. Curitiba: Ibpex. VASCONCELLOS, Marco Antonio S. e GARCIA, Manuel E. (2008) Fundamentos de Economia. São Paulo: Saraiva, 3a ed. ZYLBERSZTAJN, Décio e STAJN, Rachel, Org. (2005). Direito e Economia – Análise Econômica do Direito e das Organizações. Rio: Campus – Elsevier.

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Flávio R. São Paulo – Quartier Latin. (2001). S. Rio: Campus. Introdução à Economia. Uma Introdução à Economia Política. S. César Roberto Leite da (2000). António José Avelãs (2007). et al. Rio de Janeiro: Elsevier. Paul e WELLS. (2001).    COSTA. Fernando Nogueira da (2000).  CARVALHO. Daniel R. Fernando J. Paulo: Saraiva.BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR  CARDIM DE CARVALHO.  NUNES. Tebchirani 7 . Economia em 10 lições. Paulo: Saraiva. Paulo: Makron. Economia Monetária e Financeira – Teoria e Política. Economia Internacional. FUSFELD. Maria Auxiliadora. A era do economista. SILVA. S. Rolbin (2007). Curso de Economia .Prof. KRUGMAN.

ATENÇÃO Este conjunto de slides constitui material de apoio a ser utilizado nas aulas de Economia Política e não deve representar a única referência para estudo do conteúdo da disciplina. Para estudo utilize a bibliografia sugerida e outras obras existentes na biblioteca da Faculdade. Recomenda-se também a permanente observação das questões econômicas do cotidiano com apoio no conteúdo das aulas. .

Justificar o critério pelo qual a melhoria é julgada. Propor melhorias.1 – EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO Compreender a sociedade em que vivemos. .

longe de configurar uma ciência autônoma. os temas econômicos integravam-se em diferentes discursos relativos à moral.EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO  Na Antiguidade. Os problemas econômicos obedeciam perspectiva ética normativa. à política ou ao direito. A ideologia dominante considerava o homem um ser de natureza transcendente orientado para destino extraterrestre.   .

XVI até meados do séc. novas rotas marítimas. acumulação de riqueza • Ideal medieval (desprendimento) x atividade econômica orientada para satisfação das necessidades individuais e o enriquecimento individual • • Legitimação filosófica religiosa pela Reforma Séc. XVI e XVII: Consolidação dos estados nacionais e de suas instituições na Europa . XVIII) • Finais do séc. XV: grandes navegações.EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO •MERCANTILISMO (Séc.

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO – Mercantilismo • • • Nacionalismo. auto-suficiência e busca do poder nacional Visão guerreira do comércio e pacto colonial Acumulação de metais preciosos. protecionismo e excedentes comerciais • • • Poderosa e constante intervenção estatal na economia Caráter pré-analítico da literatura existente Nova concepção da sociedade e do estado: unificação do mercado nacional. laicização .

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO •FISIOCRACIA (Séc. XVIII) Oposição à regulamentação das atividades econômicas A terra como única fonte de riqueza Contexto da ideologia liberal: propriedade. liberdade. igualdade Necessidades físicas para a subsistência estabelecem a necessidade da sociedade Leis constitutivas das sociedades são leis naturais absolutas e imutáveis .

desencadeando o processo produtivo com o objetivo de obter lucros e de transformar uma parte deles (o excedente) em meios de produção adicionais. passando a vigorar que todos os indivíduos. Os trabalhadores passam a dispor livremente de sua força de trabalho e o capitalista adquire os meios de produção. são SERES LIVRES. SUJEITO DE DIREITOS E DE DEVERES. .EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO  Com o advento do capitalismo e com as revoluções burguesas. inclusive trabalhadores. veio a termo o estatuto da servidão.

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO  A sociedade é agora concebida como um sistema. proclamando um mundo de harmonia e de justiça governado por leis naturais rigorosas. conjunto de relações sociais reguladas por leis próprias (naturais e independentes da vontade dos governos e sujeitas à investigação científica).  Abandona-se a concepção religiosa do mundo. substituindo-a pelo conceito de ordem natural. . da vida e das relações sociais.

1806-1873 síntese das vantagens de uma economia de mercado •Jean Baptiste Say.EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO  CLÁSSICOS LIBERAIS: Leis naturais derivadas na natureza humana e que asseguram o EQUILÍBRIO da vida econômica. laissez-faire. •Adam Smith. 1723-1790 (An inquiry into the nature and causes of the wealth os nations. especialização e produtividade •David Ricardo. 1772-1823  vantagens comparativas e comércio internacional •John Stuart Mill. 1776-1836 questões populacionais . 1776)  a mão invisível. 1767-1832  lei de Say: a oferta cria sua própria demanda •Thomas Robert Malthus .

historicamente localizados A ordem capitalista é uma fase transitória e não a forma definitiva de ordenamento institucional A luta de classes é o motor do processo histórico (burguesia x proletariado) Lei fundamental: a produção visa a valorização do capital através da apropriação da mais-valia (diferença entre o valor criado pelo exercício do trabalho e o salário como expressão monetária) Contradição fundamental: o caráter social da produção e a propriedade privada dos meios de produção .EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO SOCIALISMO CLÁSSICO: Karl Marx. com rejeição da concepção mecanicista Sucessão de sistemas econômicos e sociais. 1818-1883 O caráter eminentemente social do homem.

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO – Socialismo Clássico  Novas idéias  Valor-trabalho: o que determina o valor de uma mercadoria é o trabalho socialmente necessário p/produzir   O progresso tecnológico determina o surgimento de um exército industrial de reserva Os princípios. as leis que explicam a formação do salário são leis históricas e não naturais  Tendência de declínio da taxa de lucratividade gerando o colapso do capitalismo (crises de sobreprodução). .

Vilfredo Pareto. William Stanley Jevons. A análise desloca-se da produção e do custo para a PROCURA (UTILIDADE): O CONSUMO E NÃO A ACUMULAÇÃO É O PRINCIPAL FATOR IMPULSIONADOR DA ECONOMIA.EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO NEOCLÁSSICOS . Lionel Robbins e outros A teoria subjetiva do valor. . solução do dilema do valor – “os fatores que determinam o valor de um bem são a sua raridade e a intensidade da necessidade que ele satisfaz”. Alfred Marshall.MARGINALISMO (A ORTODOXIA LIBERAL) – 1870 •Carl Menger. Léon Walras (entre 1871-1874) •Friedrich Hayek.

 O equilíbrio é alcançado no quadro de um sistema que se ajusta e regula automaticamente.  O capitalismo é o “fim da história”. . O mercado é o mecanismo mais eficiente para alocar recursos e o sistema de preços é o critério de avaliação. Nova orientação quanto à estrutura da ciência econômica: a importância dos preços relativos e do comportamento de compradores e vendedores.EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO – LIBERALISMO Nova técnica de análise: aplicação do cálculo diferencial (marginal). agentes econômicos isolados. que se ocupa de pequenas variações. o único sistema racional possível.

dos Juros e da Moeda A Grande Depressão: situações de desequilíbrio e de crise são inerentes às economias capitalistas   Rejeição à Lei de Say e do mito do pleno emprego Se a demanda efetiva não for suficiente haverá desemprego involuntário .EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO REVOLUÇÃO KEYNESIANA: John Maynard Keynes (1883-1946)   1936: Teoria Geral do Emprego.

o que exige a análise das instituições sociais e políticas. KEYNES  A necessidade de intervenção mais ampla e coordenada do Estado: emprego e eqüidade   A necessidade de a política econômica adotar perspectiva de curto prazo A racionalidade do não é suficiente para a compreensão do homo oeconomicus capitalismo. M.EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO J. expressão das forças econômicas em presença  O Estado do Bem-Estar no pós-Guerra (Welfare State) .

cabendo ao Estado somente a garantia da liberdade individual que levaria igualdade de oportunidade para todos  A inflação surge como o inimigo n° 1 e o desemprego deixa de constar das preocupações das autoridades econômicas (sem inflação a situação se encaminharia automaticamente para o pleno-emprego) .EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO – MONETARISMO CONTRA REVOLUÇÃO MONETARISTA Milton Friedman  Anos 1970: Alta dos preços e taxas decrescentes/nulas de crescimento da produção (estagflação)  1971: Rompimento unilateral da conversibilidade do dólar norte-americano (US$)  Adoção do sistema de taxas de câmbio flutuantes  Concepção da inutilidade da política econômica.

EVOLUÇÃO DA CIÊNCIA ECONÔMICA  A rápida evolução da Ciência Econômica está ligada aos conflitos ideológicos. das políticas adequadas para cada circunstância e a respeito da importância relativa de certos fatores em situações específicas. .  As divergências surgem no campo das aplicações da teoria.  A Ciência Econômica está em constante mutação e é produto de grandes debates ideológicos a respeito da maneira como a sociedade humana deve se organizar.

Galbraith) .EVOLUÇÃO DA CIÊNCIA ECONÔMICA  Como qualquer outra teoria.  Os economistas não podem escapar do tempo em que vivem: “as idéias econômicas são um produto do seu próprio tempo e lugar e não podem ser tidas como coisas distintas do mundo que interpretamos” (J. K. a teoria econômica precisa ser coerente com as crenças e preocupações da população e oferecer benefícios concretos.

keynesianos e monetaristas? .QUESTÃO PARA REVISÃO Quais as diferenças ideológicas entre liberais. marxistas.

informação  imperfeita.CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS ECONÔMICOS Economias centralmente planificadas: maior eqüidade Economias de mercado: maior eficiência  Riscos e incertezas são inevitáveis Existem imperfeições do sistema (externalidades. poder de mercado) Direitos de propriedade representam poderoso incentivo O ambiente competitivo favorece o avanço de inovações   Sistemas mistos .

ORDENAMENTO INSTITUCIONAL ECONOMIAS CENTRALMENTE PLANIFICADAS SISTEMAS MISTOS CAPITALISMO CLÁSSICO-LIBERAL • Decisões centralizadas • Propriedade coletiva e socializada dos meios de produção Eliminação da propriedade • privada (luta de classes) Movimento histórico • Estado do Bem-estar (Welfare State) Leis universais derivadas do comportamento humano Decisões descentralizadas Propriedade privada dos meios de produção  Livre manifestação das forças do mercado Tendência ao equilíbrio • Conjugação do mercado com maior atuação da política econômica Preocupação com instabilidades •  • Eqüidade • • • Políticas de demanda e de crédito Treinamento e recolocação da mão de obra Impostos progressivos Ampla oferta de serviços públicos Eficiência .

Tebchirani 29 .2 FUNDAMENTOS Curso de Economia . Flávio R.Prof.

a análise da melhor forma de gerenciar recursos escassos. RECURSOS X NECESSIDADES? O QUE PRODUZIR? COMO PRODUZIR? PARA QUEM PRODUZIR? . isto é.  A ciência econômica é instrumento para diagnóstico da realidade .DE QUE TRATA A ECONOMIA ?  Estudo das escolhas em ambiente de escassez. enquanto a política econômica propõe terapêutica para atingir o objetivo determinado.

Por exemplo: eficiência x eqüidade .PRINCÍPIOS ECONÔMICOS Pessoas enfrentam trade-offs (a inevitabilidade da escolha entre alternativas).

CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS ECONÔMICOS Trade off Equidade França Inglaterra Estados Unidos Brasil Eficiência .

PRINCÍPIOS ECONÔMICOS O custo de alguma coisa é o que desistimos para obtê-la (custo-de-oportunidade). Qual o custo do curso de Direito que você está fazendo? .

 Depois de quantos quilômetros devo revisar o automóvel?  Quantos empregados devo contratar? .PRINCÍPIOS ECONÔMICOS Pessoas racionais pensam na margem (ajustes incrementais)  Quanto fazer de algo ?  Decisões deste tipo envolvem um trade off na margem: comparar custos e benefícios das alternativas disponíveis.

PRINCÍPIOS ECONÔMICOS Pessoas respondem a incentivos. Qual a razão de estudar Direito na Faculdade União? Incentivos representam benefícios/custos que motivam as decisões .

. O comércio favorece a especialização no que se faz melhor.PRINCÍPIOS ECONÔMICOS O comércio pode melhorar a situação de todos. permitindo maior variedade de bens e serviços.

PRINCÍPIOS ECONÔMICOS Os mercados são. . em geral. Coordenar decisões através do sistema de preços. boa forma de organizar a economia.

PRINCÍPIOS ECONÔMICOS Os governos podem. melhorar os resultados do mercado. às vezes. Promover a eficiência ou a eqüidade .

Método Indutivo Observação do fenômeno.CONCEITO Economia é uma ciência social que estuda a atividade produtiva. observação e crítica Método dedutivo Construção de modelos e verificação da aplicabilidade aos fenômenos . construção de modelos. formulação de hipóteses. focalizando a aplicação de recursos materiais escassos para a produção de bens e serviços.ECONOMIA . análise. coleta de dados.

00 R$4.LINGUAGEM Literal: Quantidades compradas dependem do preço PREÇOS Estatística : QUANTIDADES COMPRADAS R$1.00 R$ 3.00 R$ 2.00 20 18 15 5 Matemática: Qc = f (P) .

35 .Linguagem gráfica: relações entre variáveis e modelos econômicos PREÇO A $2 $1 B QUANTIDADE 18 20 Relações lineares e relações não-lineares Krugman. p.

Flávio R. FAMÍLIAS RENDA ($) Trabalho: Salários Propriedade: Juros.Prof. Lucros.Funcionamento simplificado de uma economia de mercado • Fluxo real (Produção) e fluxo monetário (Renda) • • Bens de consumo. MERCADO DE FATORES •Capital •Trabalho FIRMAS PRODUÇÃO Bens e serviços •Bens Consumo •Bens de Capital •Bens Intermediários DEMANDA OFERTA MERCADO Bens e Serviços Curso de Economia . bens de capital e bens intermediários Fatores de produção e sua remuneração (renda). Tebchirani 42 . Aluguéis.

de coordenação).SISTEMAS ECONÔMICOS  A economia é um conjunto de elementos (humanos e materiais). de distribuição. . de processos e de relações (de produção.  Esse sistema é orientado de acordo com princípios que asseguram coerência e estabilidade à estrutura.

Ministérios. Orçamento. Jurídicas: leis. Política Econômica. Sociais: associações. . Econômicas: Banco Central. normas.ELEMENTOS DO SISTEMA ECONÔMICO CAPITALISTA “Homem econômico” (racionalidade) Estoque de recursos produtivos (fatores de produção): capital e trabalho Unidades consumidoras (Famílias) Unidades produtivas (Firmas) Instituições:     Políticas: partidos políticos. tribunais. judiciário). poderes (executivo. legislativo.

 Perspectiva de transformação da sociedade (talvez de natureza revolucionária). .  Problematizar a questão. enunciando e mostrando o significado das principais perspectivas analíticas.ARGUMENTOS POSITIVOS E ARGUMENTOS NORMATIVOS Economia Positiva .(Economia Política: “como deveria ser”)  Avaliação de alternativas pesando custos e benefícios.  Perspectiva crítica perante a “mainstream economics”.  Aceitação conservadora do status quo Economia Normativa .(Teoria econômica: “como é”)  Descrição da economia e construção de modelos que prevêem efeitos de mudanças ou impacto de diferentes políticas.

nível geral de preços. importações). A FIRMA EM SEU MERCADO IMEDIATO: determinação do preço. exportações. receitas. sobre o qual a firma não é capaz de exercer controle. legais e econômicas no ambiente econômico.DIVISÃO DO ESTUDO DA ECONOMIA Microeconomia (Teoria dos preços) Estuda o comportamento de consumidores. custos etc. Esse sistema mais amplo envolve o impacto de decisões políticas. produtores e os mercados individuais em que interagem. . consumo e investimento agregados. Macroeconomia (Análise do ambiente nacional) Enfoque conjuntural sobre os agregados nacionais (produção agregada.

bens de consumo. observa-se que os fluxos real e monetário conjuntamente formam o fluxo circular da renda.QUESTÕES PARA REVISÃO 1. Conceitue: bens de capital. Tebchirani 47 . Qual o problema econômico fundamental e quais as questões levadas em consideração ao decidir como alocar os recursos disponíveis? 2. O que caracteriza uma abordagem positiva da sociedade? E uma abordagem normativa? Curso de Economia .Prof. bens intermediários e fatores de produção. 4. Analisando-se uma economia de mercado. Flávio R. 3. Explique como esse sistema funciona.

Tebchirani 48 .FUNCIONAMENTO DOS MERCADOS Curso de Economia . Flávio R.Prof.

 Predomínio do SISTEMA DE PREÇOS    preços medem a escassez fornecem incentivos para o uso dos recursos de forma mais eficiente representam a forma através da qual os agentes comunicam-se entre si  Racionalidade . Pressupostos básicos  Coeteris paribus (efeito “puro” ou líquido de cada variável sobre a oferta/demanda).TEORIA DOS MERCADOS Objetivo: estudo do processo de formação dos preços em mercados individuais.

APLICAÇÕES DA MICROECONOMIA .

DIVISÃO DO ESTUDO DA MICROECONOMIA ANÁLISE DA DEMANDA ANÁLISE DA OFERTA ESTRUTURAS DE MERCADO .

. derivando da relação social entre os homens (Capital x Trabalho) Modernamente. O valor é formado objetivamente do lado da Oferta (Produção). não é possível predizer o comportamento dos preços apenas com base nos custos de mão-de-obra.VALOR-TRABALHO A teoria marxista considera que o VALOR deriva dos custos do trabalho incorporado ao bem.

. isto é. sublinhando a soberania do consumidor pilar do capitalismo. a idéia considera que o valor nasce da relação do homem com os objetos (VISÃO UTILITARISTA). Assim. UTILIDADE representa o grau de satisfação atribuída subjetivamente aos bens e serviços. Subjetiva. o VALOR de um bem/serviço depende da demanda. pela satisfação que o bem representa para o consumidor.VALOR UTILIDADE A moderna análise da DEMANDA está alicerçada no conceito subjetivo de UTILIDADE.

UTILIDADE TOTAL UTILIDADE MARGINAL .

DEMANDA Quantidade de um bem/serviço que os consumidores DESEJAM e têm condições de adquirir. . Fatores que afetam a demanda de um bem PREÇO do bem/serviço Variações na renda dos consumidores Variações no preço de um bem substituto Variação do preço de um bem complementar Mudança de hábitos e preferências Fatores sazonais Mudanças na disponibilidade de crédito Mudanças de expectativas Interferências no mercado como tabelamentos de preços e/ou salários.

00 10.000 6.00 8.000 2.00 3.000 .00 11.000 4.00 6.000 9.DEMANDA  Efeito renda: O caso dos bens inferiores  Deslocamentos da demanda e variações na quantidade demandada Alternativas de preço Quantidades demandadas Lei geral da demanda: 1.

Flávio R.Prof. Tebchirani 57 .PREÇO DEMANDA QUANTIDADE EFEITO RENDA EFEITO SUBSTITUIÇÃO Curso de Economia .

Prof. Flávio R.VARIAÇÕES NA QUANTIDADE DEMANDADA E DESLOCAMENTOS DA DEMANDA PREÇO DEMANDA QUANTIDADE Curso de Economia . Tebchirani 58 .

OFERTA Quantidade de um bem/serviço que os produtores DESEJAM vender em determinado período de tempo. Fatores que afetam a oferta de um bem PREÇO do bem/serviço Preço dos fatores de produção (insumos) Tecnologia empregada Preço dos demais bens Número de produtores Curso de Economia .Prof. Tebchirani 59 . Flávio R.

00 8.00 6.00 Quantidades ofertadas 1. Tebchirani 60 .000 10.00 6.OFERTA  Quantidade ofertada e Oferta Deslocamentos da oferta Alternativas de preço 1.000 8. Flávio R.00 10.000 3.000  Lei geral da oferta: 3.Prof.000 Curso de Economia .

Prof. Flávio R.PREÇO OFERTA QUANTIDADE Curso de Economia . Tebchirani 61 .

000 Curso de Economia .000 3.EQUILÍBRIO DE MERCADO Alternativas de preço Quantidades ofertadas Quantidades demandadas 1.00 3.00 6.000 11.000 6. Flávio R. Tebchirani 62 .00 1.000 8.000 6.00 10.000 9.000 10.000 2.00 8.000 4.Prof.

Flávio R. Tebchirani 63 .Prof.Equilíbrio de mercado 12 10 8 Preço 6 4 2 0 1000 3000 6000 Quantidades 8000 10000 Demanda Oferta Curso de Economia .

00 DEMANDA 6 QUANTIDADE Curso de Economia . Tebchirani 64 .Prof.PREÇO MERCADO OFERTA R$6. Flávio R.

Prof. Tebchirani 65 . Flávio R.MERCADO PREÇO OFERTA DEMANDA QUANTIDADE Curso de Economia .

MERCADO PREÇO OFERTA DEMANDA QUANTIDADE Curso de Economia . Tebchirani 66 . Flávio R.Prof.

A estrutura do modelo • As curvas de demanda e de oferta descrevem comportamentos individuais. Flávio R. isto é. relações comportamentais.Prof. Tebchirani 67 . • É sempre possível que a economia esteja fora do equilíbrio durante algum tempo. • O equilíbrio ocorre quando a quantidade demandada é igual à quantidade ofertada. Curso de Economia . Isto significa que há forças de mudança conduzindo ao equilíbrio: O MERCADO SE MOVE PARA O EQUILÍBRIO.

. ONDE COMPRADORES E VENDEDORES ESTIVEREM PRESENTES POR ALGUM TEMPO. COMPRAS E VENDAS TENDEM A CONVERGIR PARA UM PREÇO UNIFORME (O PREÇO DE MERCADO).PORQUE VENDAS E COMPRAS EM UM MERCADO SE DÃO AO MESMO PREÇO? EM QUALQUER MERCADO.

Tebchirani 69 .00 DEMANDA 4 8 QUANTIDADE Curso de Economia . Flávio R.POR QUE O PREÇO DE MERCADO CAI SE ELE ESTÁ ACIMA DO PREÇO DE EQUILÍBRIO? PREÇO OFERTA R$8.Prof.

Prof.POR QUE O PREÇO DE MERCADO AUMENTA SE ELE ESTÁ ABAIXO DO PREÇO DE EQUILÍBRIO? PREÇO OFERTA R$4. Tebchirani 70 .00 DEMANDA 4 8 QUANTIDADE Curso de Economia . Flávio R.

mas causa efeitos adversos previsíveis. Um teto abaixo do preço de equilíbrio beneficia os compradores que conseguem comprar. . tais como escassez persistente e ineficiências (baixa qualidade e desperdício de recursos). Tetos para preços geram “MERCADOS PARALELOS”. à medida que vendedores e compradores tentam contornar o controle de preços estabelecido.O MERCADO BATE DE VOLTA Controles de preços tomam a forma ou de um preço máximo legal (teto) ou de um preço mínimo legal (piso).

ALTERNATIVAS PARA COORDENAÇÃO DAS DECISÕES ECONÔMICAS Mercado (Decisões descentralizadas através do sistema de preços) Regras governamentais (Coordenação centralizada) Ordem de chegada Tabelamentos Verticalização (situações com ativos específicos ou custos de transação elevados) Preços mínimos governamentais .

00.00? Centralizar a coordenação do atendimento dos pacientes na Prefeitura? 3) Distribuir senhas no consultório do médico e atender somente os 15 primeiros clientes a cada dia? Curso de Economia . • Uma epidemia determinou o aumento de pessoas que procuram seu consultório. Flávio R. O preço da consulta é de R$100. • Como coordenar a situação? 1) 2) Aumentar o preço da consulta para R$200. cuja capacidade de atendimento é de 15 pacientes por dia.Prof.Caso para análise • Em determinada cidade do interior existe apenas 1 médico. aumentando a demanda por consultas para 30 pacientes/dia. Tebchirani 73 .

EQUILÍBRIO DE MERCADO Analise os casos a seguir. determinando as consequências dos deslocamentos verificados nas quantidades e preços de equilíbrio. .

b) a curva de oferta para a esquerda. deslocará nesse mercado a) a curva de demanda para a direita.1) Considerando os conceitos básicos da análise econômica. . julgue se as afirmativas a seguir são corretas:  O pacote recente do governo. que injetou crédito de R$400 milhões destinados à compra de eletrodomésticos.

Como se pode explicar que haja maior demanda e menores preços? .2) Na época da safra de frutas tropicais. seus preços normalmente sofrem quedas embora a quantidade consumida aumente.

3) Trace curvas de oferta e de demanda para automóveis Gol 1. Suponha agora que o governo brasileiro.0 e indique o preço e a quantidade transacionada de equilíbrio. eliminou as tarifas de importação para carros similares produzidos na Argentina. por força dos acordos do Mercosul. Que efeito isso poderia ter no mercado de carros Gol 1.0? .

(b) no mercado de livros didáticos (desconsiderando o risco de infringir a lei de direitos autorais). máquinas de reprodução xerográfica passaram a ser vendidas a R$100.4) Como resultado de uma revolucionária inovação tecnológica.00. Mostre os prováveis efeitos dessa mudança (a) no mercado de cópias xerox. .

INTERFERÊNCIAS DO GOVERNO NO EQUILÍBRIO DE MERCADO MODALIDADES IMPOSTOS SUBSÍDIOS ESTABELECIMENTO DE CRITÉRIOS PARA REAJUSTE DE PREÇOS FIXAÇÃO DE PREÇOS MÍNIMOS TABELAMENTOS E CONGELAMENTOS .

Alíquota (%) sobre o valor da transação .Incidem sobre patrimônio e renda IMPOSTOS ESPECÍFICOS .R$ por unidade física IMPOSTOS “AD VALOREM” .Incidem sobre transações econômicas IMPOSTOS DIRETOS .IMPOSTOS E INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA IMPOSTOS INDIRETOS .

O USO DA TEORIA 1) Os conceitos de demanda e oferta explicam porque determinados profissionais ganham muito mais do que outros. 4) Pressões políticas surgem diariamente para que o governo interfira em favor deste ou daquele grupo que foi desfavorecido pelo mercado (aluguéis altos demais.) aumentou menos do que a dos trabalhadores . 3) Também pode ser usada para prever a demanda por apartamentos ou por refrigerantes daqui há 15 anos ou o que acontecerá se o governo aumentar os impostos sobre determinado produto. preço do milho injustamente baixo etc. 2) Mostra também porque a remuneração da mão-de-obra de baixa qualificação qualificados.

O estabelecimento comercial pode ser conceituado sob duas óticas: a econômica e a jurídica. Qual o principal campo de atuação da Teoria Microeconômica? . Qual o papel dos preços relativos na análise microeconômica? 2. No raciocínio econômico. qual a importância da hipótese coeteris paribus? 4. Explique cada uma delas.QUESTÕES PARA REVISÃO 1. 3.

Por que o governo costuma estabelecer preços mínimos para produtos agrícolas Curso de Economia . Que diferenças há entre demanda e quantidade demandada 6. Tebchirani 83 .Questões para Revisão 5. Flávio R.Prof. De que variáveis depende a oferta de uma mercadoria 7.

Flávio R.PRODUÇÃO E CUSTOS DE PRODUÇÃO •Pressupostos básicos •A MAXIMIZAÇÃO DE LUCROS. •O modelo da concorrência perfeita: •Existência de muitas firmas •Produção de um bem homogêneo •Consumidores bem informados •Ausência de barreiras à entrada PREÇO – CUSTOS = MARGEM Curso de Economia . Tebchirani 84 .Prof. como racional objetivo das firmas.

Produção • Processo de transformação de fatores (insumos ou input) em bens e serviços (TRABALHO + CAPITAL) = Q  Aplica-se determinada tecnologia (estado do conhecimento).Prof. Tebchirani 85 .  À medida que a tecnologia torna-se mais avançada. Flávio R. Curso de Economia . a função de produção se modifica e a firma pode obter maior produtividade.

• No setor de serviços a falta de mão-de-obra especializada pode ser a principal restrição ao aumento da produção.Produção (Q) = (CAPITAL + TRABALHO) • • Curto prazo e longo prazo não devem ser interpretados com rigidez. o que varia de acordo com as circunstâncias. Curso de Economia . Flávio R.Prof. O longo prazo refere-se ao tempo necessário para uma firma alterar a estrutura de seus recursos (fatores). Tebchirani 86 .

p/exemplo).Prof. Flávio R. há um nível de produção além do qual o emprego de mais fatores variáveis (mão de obra com determinada fator de qualificação produção fixo p/exemplo).Produção = (CAPITAL + TRABALHO) • Lei dos Rendimentos Decrescentes: no curto prazo. Curso de Economia . (a mesma junto com determinado tecnologia. Tebchirani 87 . levará a uma queda na produtividade.

a mudança de produtividade pode assumir os seguintes aspectos: 1) Rendimentos crescentes de escala (economias de escala) Quando o volume de produção (Q) aumenta mais rapidamente do que o volume de recursos empregados. Tebchirani 88 . Curso de Economia .Produção (Q) = (CAPITAL + TRABALHO) • No longo prazo.Prof. quando a estrutura de fatores é alterada. Flávio R. isto é.

Prof. Flávio R. Curso de Economia .2) Rendimentos constantes de escala Quando o volume de produção (Q) aumenta na mesma proporção do que o volume de recursos empregados. Tebchirani 89 .

Curso de Economia .Prof. Tebchirani 90 .3) Rendimentos decrescentes de escala (deseconomias de escala): Quando o volume de produção (Q) aumenta com menos rapidez do que o volume de recursos empregados. Flávio R.

4) Rendimentos de escopo Quando os custos de produzir dois ou mais diferentes produtos em uma firma são menores do que se cada um fosse produzido por firmas diferentes. Flávio R. Tebchirani 91 . Curso de Economia .Prof.

500 + 30. freqüentemente muito maior do que o simples custo monetário.000 CUSTOS TOTAIS = (9. CUSTO EXPLÍCITO Custo de materiais Administração Pessoal TOTAL 7.000 1.DECISÕES DE PRODUÇÃO Custo explícito x custo implícito É essencial pensar em termos de custo-de-oportunidade.500 .000) = 39.500 9.000 1.500 CUSTO IMPLÍCITO Rendimento alternativo do capital próprio (R$3 milhões) aplicado no mercado financeiro (1% ao mês) 30.

500 RENDIMENTO ALTERNATIVO DO CAPITAL RENDA ALTERNATIVA DO PROPRIETÁRIO CUSTO DE OPORTUNIDADE RESULTADO ECONÔMICO (PREJUÍZO) 30.000 15.000) (14.500) 30.000 (45.000 (9.500) .DECISÕES DE PRODUÇÃO Lucro contábil x lucro econômico RESULTADO = (RECEITA – CUSTOS) RESULTADO = (P x Q) – (Cf + Cv) RESULTADO = (Preço x Quantidade) – (Custos fixos + Custos variáveis) RESULTADO DA EMPRESA LUCRATIVA •RECEITA •CUSTOS CONTÁBEIS (Fixos e Variáveis) RESULTADO CONTÁBIL (LUCRO) 40.

CUSTOS OCULTOS .1980 .

CUSTOS OCULTOS CUSTO DE OPORTUNIDADE DO CAPITAL (ACIONISTAS) = 16% PERDA = 6% AO ANO EM 5 ANOS = 30% EM 8 ANOS = 50% .

000) 500.000 (100.000  Empresas em concorrência perfeita tendem a apresentar lucro econômico = zero INVESTIMENTO REALIZADO CUSTO DE OPORTUNIDADE (10%) LUCRO ECONÔMICO  Empresas em concorrência perfeita tendem a apresentar lucro econômico = zero .000 500.DECISÕES DE PRODUÇÃO Lucro normal x lucro extraordinário RESULTADO ANUAL RECEITA •Menos: CUSTOS FIXOS •Menos: CUSTOS VARIÁVEIS LUCRO CONTÁBIL (P x Q) Cf Cv (RT – CT) 5.000.000.000 ZERO 1.000) (400.

LUCRO ECONÔMICO = ZERO MERCADO EM CONCORRÊNCIA PERFEITA = AUSÊNCIA DE BARREIRAS À ENTRADA LUCRO ECONÔMICO > ZERO NOVOS PRODUTORES INGRESSAM NO MERCADO A CURVA DA OFERTA DESLOCA O PREÇO BAIXA NÃO HÁ INCENTIVO PARA QUE PRODUTORES POTENCIAIS ENTREM NA INDÚSTRIA OU QUE PRODUTORES EXISTENTES SAIAM .

Conceitue custo total. 2. Explique o significado da Lei dos Rendimentos Decrescentes. custo marginal e custo médio. Comente a visão econômica e a visão contábil-financeira dos custos de uma firma.QUESTÕES PARA REVISÃO 1. 3. Conceitue produto. insumos e função de produção. 4. Como você considera o papel da inovação e a obtenção de lucros extraordinários? . 5.

ESTRUTURAS DE MERCADO .

Prof. Tebchirani 100 . Flávio R.ESTRUTURAS DE MERCADO Posicionamento competitivo da firma    Liderança de preço Diferenciação Foco (Liderança de custo ou diferenciação em segmento do mercado) Curso de Economia .

Dados os custos.CUSTOS PREÇO = MARGEM + CUSTOS Os preços são dados pelo mercado e a obtenção da margem de lucro depende do comportamento dos custos. . o preço é determinado pela aplicação da margem de lucro desejada.PODER DE MERCADO E FORMAÇÃO DE PREÇOS CONCORRÊNCIA PODER DE MERCADO MARGEM = PREÇO .

Tebchirani (*) sujeito à regulação . Flávio R.MENOS PODER DE MERCADO MAIS Concorrência imperfeita ESTRUTURAS DE MERCADO Concorrência perfeita Concorrência monopolística Oligopólio Monopólio Firmas Mercado atomizado Muitas Poucas •Padronizado Uma Produto Padronizado Diferenciado •Diferenciado Único Controle sobre o preço Nenhum Suave Considerável Considerável (*) Condição de entrada Sem barreiras Sem barreiras Grandes barreiras •Cimento •Eletricidade •Medicamentos patenteados 102 Exemplos Grãos Lojas de varejo •Automóveis Curso de Economia .Prof.

Flávio R.Prof.Monopólio  A capacidade de um monopolista aumentar o preço acima do nível da concorrência perfeita é conhecida como PODER DE MERCADO  O monopólio gera lucros maiores do que a soma de firmas competitivas individuais. Tebchirani 103 .  Inexistência de bens concorrentes ou substitutos = a demanda tende a ser inelástica  Aumentos do Preço = Aumento da Receita (O limite é o peso no orçamento dos consumidores) Origem dos monopólios: barreiras que impedem a entrada de novas firmas:  economias de escala monopólio natural  superioridade tecnológica (barreira de curto prazo) e externalidades de rede  controle de recursos/insumos regulamentação governamental (concessão de patentes = incentivo à inovação) Curso de Economia .

 COLUSÃO: Possibilidade de cooperação favorece a formação os conluios/cartéis). mas possuem poder de mercado.OLIGOPÓLIO  Muitas indústrias são oligopólios: há poucos vendedores que competem. .  Há empresas-líderes que fixam o preço e empresas satélites que seguem as regras.  Controle sobre preço (mark up).  Fonte mais importante: existência de economias de escala.

Tebchirani 105 . Flávio R. localização.Concorrência monopolística Cada vendedor tem um produto que o consumidor considera diferente.Prof. O papel das marcas e da publicidade. Há livre entrada e livre saída. qualidade etc. Diferenciação por estilo. Várias firmas competem entre si e os produtos são substitutos próximos. Curso de Economia .

Estrutura do mercado de fatores •Monopsônio – 1 comprador •Oligopsônio – Poucos compradores •Monopólio bilateral – 1 vendedor x 1 comprador .

REGULAÇÃO Curso de Economia .Prof. Flávio R. Tebchirani 107 .

170. observados os seguintes princípios: I . II . salvo nos casos previs tos em lei. Parágrafo atividade único. independentemente autorização de públicos. tem por fim assegurar a todos existência digna. III . conforme os ditames da justiça social. Flávio R. IV . VI defesa do meio o ambiente.livre concorrência. Tebchirani 108 . A ordem econômica.soberania nacional.TÍTULO VII Da Ordem Econômica e Financeira CAPÍTULO I DOS PRINCÍPIOS GERAIS DA ATIVIDADE ECONÔMICA Art. Curso de Economia .propriedade privada.tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País. É assegurado a todos o livre de exercício de qualquer órgãos econômica.redução das desigualdades regionais e sociais. VII . fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa.defesa do consumidor.busca do pleno emprego. IX . V .Prof. VIII .função social da propriedade. inclusive dos mediante produtos tratame nto e diferenciado e de seus conforme impacto ambiental serviços processos de elaboração e prestação.

intervém na economia.  O Estado.  Ultimamente o Estado se retira cada vez mais da atividade econômica e a transfere a particulares. por meio de contrato de concessões. para alcançar o seu fim último de prestação do bem-estar social.  O Estado passa a desempenhar o papel de regulador da ordem econômica O arcabouço jurídico orienta a aplicação dos instrumentos da política econômica.  As normas jurídicas molduram o campo de análise da teoria econômica.REGULAÇÃO  Importantes conceitos da teoria econômica estão relacionados ou dependem das normas jurídicas do país. .  O surgimento de novas questões econômicas exige modificações no arcabouço jurídico do país. amparado no Direito.

REGULAÇÃO • • Organizações (jogadores) são pautadas pela eficiência. DIREITO ECONOMIA INSTITUIÇÕES . • Custos das transações nas sociedades estão associados ao seu grau de desenvolvimento e derivam da capacidade de desenhar instituições sólidas. Instituições (regras do jogo) são mecanismos criados pelo homem para regular suas ações.

Prof. Tebchirani 111 . OSCIPs. Flávio R.INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS   PARLAMENTOS FORTES E INDEPENDENTES SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA [TERCEIRO SETOR: ASSOCIAÇÕES. ONGs]  FORÇAS POLICIAIS HONESTAS  JUDICIÁRIO INDEPENDENTE ECONOMIA DE MERCADO   ADEQUADA GESTÃO DA POLÍTICA ECONÔMICA (BANCO CENTRAL E  IMPRENSA INDEPENDENTE MINISTÉRIOS) Curso de Economia . COOPERATIVAS.

Prof. Tebchirani ●Política fiscal 112 .884/94) POLÍTICA ECONÔMICA OCORRÊNCIA DE DESEMPREGO E INFLAÇÃO ●Política monetária ●Política cambial ●Política comercial Curso de Economia .078/90) ●PODER DE MONOPÓLIO (Lei 8. Flávio R.INSTITUIÇÕES DAS ECONOMIAS DE MERCADO NORMAS JURÍDICAS ●EXTERNALIDADES (Legislação ambiental) FALHAS DE MERCADO ●FALHAS DE INFORMAÇÃO (Lei 8.

  A legislação ambiental. As externalidades podem ser resolvidas por meio de códigos morais ou sanções sociais e regulamentação através de políticas públicas.O mercado de carbono. . Solução capitalista: Valor monetário para a poluição .EXTERNALIDADES IMPACTOS DE DETERMINADAS AÇÕES SOBRE O BEM ESTAR DAQUELES QUE NÃO PARTICIPAM DA AÇÃO.   Os efeitos podem ser positivos ou negativos.FALHAS DE MERCADO .

FALHAS DE MERCADO – ASSIMETRIA DE INFORMAÇÃO INFORMAÇÃO INCOMPLETA A RESPEITO DE DETERMINADO BEM OU SERVIÇO E A TOMADA DE DECISÕES INCORRETAS. Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990) Normas sobre validade de produtos e segurança Agências reguladoras .

AGÊNCIAS REGULADORAS DE SERVIÇOS PÚBLICOS A privatização e as concessões de serviços públicos (anos 1990) criaram a necessidade de órgãos especiais de regulação.  Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) Agência Nacional do Petróleo (ANP) Agência Nacional da Saúde (ANS) Superintendências de Seguros Privados (Susep) . bem como a necessidade de verificar o cumprimento dos contratos de concessão. haja vista a tendência de forte concentração nesses mercados.

FALHAS DE MERCADO – PODER DE MONOPÓLIO A capacidade das firmas de influenciar a formação dos preços e a necessidade de LEIS DE DEFESA DA CONCORRÊNCIA. .

1988 (CF.EVOLUÇÃO DA LEGISLAÇÃO EM DEFESA DA CONCORRÊNCIA Até 1988 • Altos níveis de proteção à indústria nacional e elevada inflação. artigos 173 e 174) • Princípios básicos da atuação do Estado (proteção contra o abuso do poder econômico) Objetivo: tornar máximo o nível de bem-estar da sociedade. .

Flávio R.Defesa da concorrência (Lei 8.Prof. Tebchirani 118 .884/94) Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência Secretaria de Direito Econômico (SDE) Ministério da Justiça Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE) Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) Ministério da Justiça Curso de Economia .

gera maior bem-estar econômico. Mercados contestáveis Possibilitam a entrada de novas firmas que possam competir com as existentes. em contraposição às estruturas monopolísticas. muitos mercados passaram a ser contestáveis a partir da abertura comercial dos anos 1990. maior variedade de produtos. . No Brasil.REGULAÇÃO E DEFESA DA CONCORRÊNCIA Origem Sherman Act. pois a competição leva a preços de equilíbrio mais baixos. 1890 (EUA) Justificativa Livre concorrência. produção mais eficiente e à busca de novas tecnologias.

divisão do mercado etc. Discriminação de preços: Fixação de preços diferentes para diferentes mercados. Preços predatórios: Preços abaixo do custo de produção por prazo determinado. Dumping: Venda de um produto importado por preço mais baixo do que no país de origem.REGULAÇÃO E DEFESA DA CONCORRÊNCIA . PRÁTICAS ANTICONCORRENCIAIS Formação de cartéis (conluio): Práticas conjuntas para fixação de preços. Venda casada: Imposição da compra de um produto como condição para venda do produto desejado. Exigência de exclusividade Fixação de preços de revenda Concentração: Vertical (fusão ou incorporação em diferentes estágios da cadeia produtiva ou horizontal (fusão ou incorporação de concorrentes) . quantidades.

ART. . Ministério das Relações Exteriores) •Política de rendas: Imposição de controle de preços e salários. Comércio e Turismo. 170) •Política fiscal: Imposição de tributos e controle dos gastos governamentais (Ministério da Fazenda) •Política monetária: Controle da moeda e do crédito (Conselho Monetário Nacional e Banco Central) •Política cambial: Supervisão do mercado de moedas estrangeiras (idem) •Política comercial: Relacionamento comercial com outros países (Ministério da Indústria.POLÍTICA ECONÔMICA E ESTABILIDADE DA ECONOMIA (CF 1988.

ATUAÇÃO DO ESTADO (ART. 170 DA CONSTITUIÇÃO/1988)    Soberania nacional Propriedade privada Função social da propriedade       Livre concorrência Defesa do consumidor Defesa do meio ambiente Redução das desigualdades regionais e sociais Busca do pleno emprego Tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte .

isto é. 2) O que vem a ser uma lei antitruste? 3) Qual o objetivo da Constituição Federal ao determinar a competência para execução da política monetária. cambial e de comércio exterior? 4) Em sua opinião. o mercado de locação deveria ser totalmente livre. sem nenhuma lei que o regulamentasse? Por quê? . de crédito.QUESTÕES PARA REVISÃO 1) Discuta o objetivo das empresas das empresas e o papel das normas jurídicas ao delimitar o campo de atuação das empresas.

cambial e de comércio exterior? 4) Em sua opinião. 2) O que vem a ser uma lei antitruste? 3) Qual o objetivo da Constituição Federal ao determinar a competência para execução da política monetária. o mercado de locação deveria ser totalmente livre. sem nenhuma lei que o regulamentasse? Por quê? .QUESTÕES PARA REVISÃO 1) Discuta o objetivo das empresas das empresas e o papel das normas jurídicas ao delimitar o campo de atuação das empresas. isto é. de crédito.

Tebchirani 125 . Flávio R.5 – POLÍTICA ECONÔMICA Curso de Economia .Prof.

. governo).  Comportamento de agentes individuais (consumidores. firmas.Microeconomia  Análise da formação de preços em mercados individuais.  Estruturas de mercado e concorrência.

•Curto prazo Nível de preços e emprego: questões conjunturais e sua inter-relação (produção e renda. •Longo Prazo Crescimento e desenvolvimento econômico: questões estruturais envolvendo acumulação de recursos. tecnologia. educação. poupança e investimento. exportações e importações. .Macroeconomia Análise do cenário nacional em diferentes perspectivas. política industrial e sustentabilidade. fluxos de capitais estrangeiros e taxa de câmbio). moeda e taxas de juros.

Objetivos de política macroeconômica CURTO PRAZO  Nível de produção (PIB) e de emprego  Estabilidade de preços (IGP)   os efeitos negativos da inflação sobre a distribuição de renda influência sobre as expectativas empresariais     possibilita ampliação do mercado financeiro favorece o investimento e o crescimento da produção evita pressões de custos e gargalos na oferta de bens/serviços. .

Objetivos de política macroeconômica LONGO PRAZO  Distribuição de renda socialmente justa (equidade) Discussão ideológica O papel do Estado.  Crescimento econômico ( PIB) Exige acumulação de recursos e aumento da produtividade. .

Objetivos de política macroeconômica: trade-offs e escolhas políticas  Alto nível de produção/emprego  Estabilidade de preços  Distribuição de renda socialmente justa (equidade)  Crescimento econômico .

Instrumentos de política macroeconômica Política fiscal Gestão do orçamento público (Tributos – Gastos governamentais) e sua influência na demanda agregada e na distribuição da renda. .

redesconto. . depósito compulsório.Instrumentos de política macroeconômica Política monetária Controle da moeda (emissões. formação da taxa de juros. crédito e juros) e de sua influência na demanda agregada e na inflação. open.

Instrumentos de política macroeconômica Política cambial Regime adotado na formação da taxa cambial e sua influência na competitividade da economia. Facilidades/restrições à entrada/saída de moeda estrangeira do país. .

Integração multilateral e tratados bilaterais. .Instrumentos de política macroeconômica Política comercial Práticas de comércio internacional (liberalização/protecionismo).

.Instrumentos de política macroeconômica Política de rendas Controle de preços e salários.

Instrumentos de política macroeconômica Política industrial Conjunto de medidas para fomento da atividade industrial:  Incentivos fiscais  Investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D)  Crédito subsidiado (BNDES)  Intervenção direta do Estado no processo produtivo  Parcerias público-privadas (Lei 11079/2004)  Criação de zonas francas e de processamento de exportação (ZPE) Política Industrial. tecnológica e de comércio exterior (Pitce) Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) – Lei 11080/2004 .

INSTRUMENTOS DE POLÍTICA ECONÔMICA  POLÍTICA FISCAL  POLÍTICA MONETÁRIA  POLÍTICA CAMBIAL  POLÍTICA COMERCIAL  POLÍTICA DE RENDAS  POLÍTICA INDUSTRIAL .

onde são formados os principais preços da economia. .POLÍTICA ECONÔMICA E OS PRINCIPAIS MERCADOS AGREGADOS A política econômica é exercida no âmbito de grandes mercados nacionais.

PRINCIPAIS MERCADOS NACIONAIS MERCADO DE BENS E SERVIÇOS RESULTANTES ÍNDICE GERAL DE PREÇOS (IGP) PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) SALÁRIO MERCADO DE TRABALHO NÍVEL DE EMPREGO TAXA DE JURO MERCADO MONETÁRIO MEIOS DE PAGAMENTO TAXA DE CÂMBIO MERCADO CAMBIAL VOLUME DE MOEDA ESTRANGEIRA .

Flávio R.MERCADO DE BENS E SERVIÇOS IGP OFERTA AGREGADA Capacidade instalada (Capital + Trabalho) DEMANDA AGREGADA •Consumo das famílias •Investimento privado •Gastos Governamentais •Exportações Líquidas PIB Curso de Economia . Tebchirani 140 .Prof.

Flávio R. Tebchirani 141 .E.A.MERCADO DE TRABALHO SALÁRIO OFERTA P.Prof. DEMANDA Nível de produção desejado NÍVEL DE EMPREGO Curso de Economia .

Prof. Flávio R.MERCADO MONETÁRIO TAXA DE JURO OFERTA Banco Central e Bancos Comerciais DEMANDA Volume de transações MEIOS DE PAGAMENTO Curso de Economia . Tebchirani 142 .

Tebchirani 143 .MERCADO CAMBIAL TAXA DE CÂMBIO OFERTA Exportações Ingresso de capital estrangeiro DEMANDA Importações Saída de capital estrangeiro MOEDA ESTRANGEIRA Curso de Economia .Prof. Flávio R.

Resuma os instrumentos de política econômica. Qual é a condição de equilíbrio.Questões para Revisão 1. 4. Conceitue e aponte as principais diferenças entre os enfoques da Macroeconomia e da Microeconomia. e quais são as variáveis macroeconômicas determinadas? . 2. Sintetize os objetivos de política econômica 3.

COMO AVALIAR A PRODUÇÃO? É relativamente simples determinar qual a quantidade produzida de determinado bem e qual o seu preço.) como avaliar em determinado período o total produzido e vendido e a que preço? . Entretanto. soja etc. automóveis. como uma sociedade produz muitas mercadorias (sapatos. café.

trabalhando com valores teóricos. previstos ou planejados (ex ante).Sistema de Contas Nacionais •Registro contábil da atividade econômica do país em determinado período. •Enquanto a TEORIA MACROECONÔMICA prevê o que pode acontecer. a CONTABILIDADE SOCIAL procura definir e medir os agregados a partir de valores realizados (ex post). .

PRINCÍPIOS BÁSICOS DAS CONTAS NACIONAIS  Consideram-se apenas transações com bens e serviços finais. medindo agregados reais. juros.  Registram-se fluxos de transações do período considerado. . lucros e aluguéis).  Os custos referem-se à remuneração dos fatores de produção (salários.

AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO  Ótica do produto Considera o valor dos bens e serviços finais produzidos a preços de mercado. inclusive impostos. .

AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO  Ótica da despesa Considera o destino das despesas realizadas .

 Produto = Despesa = Renda .AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO  Ótica da Renda/Custos Considera o valor agregado (Salários + Juros + Aluguéis + Lucros) no processo produtivo.

Prof. Flávio R. Tebchirani 151 .ESTRUTURA DO SISTEMA ECONÔMICO RENDA ($) Salários Juros Lucros Aluguéis MERCADO DE FATORES •Capital •Trabalho ________________ FIRMAS e FAMÍLIAS PRODUÇÃO (Q) •Bens Consumo Bens e serviços •Bens de Capital •Bens Intermediários DEMANDA OFERTA MERCADO Bens e Serviços Curso de Economia .

Tebchirani 152 .Prof. Flávio R. LÍQUIDAS 390 Curso de Economia .ÓTICA DA RENDA ÓTICA DA PRODUÇÃO Salário Juros Aluguéis Lucro Total SETOR I SETOR II SETOR III Insumos básicos Automóvel Revenda 140 245 390 80 50 60 190 30 10 20 60 20 15 30 65 10 30 35 75 140 105 145 390 ÓTICA DA DESPESA CONSUMO INVESTIMENTO GASTOS DO GOVERNO EXPORT.

90 330.5% 15.840.90 (247.10 179.30) 2.70 306.294.147.7% 14.40 Participação 85.3% 60.2% 15.50 347.80 955.5% 31.50 2.9% 16.7% 8.3% 19.1% -11.4% .4% 44.BRASIL 2005 A) ÓTICA DA PRODUÇÃO Bens finais Impostos B) ÓTICA DA DESPESA Consumo das famílias Consumo governamental Investimentos Exportações Importações (-) C) ÓTICA DA RENDA Renda do trabalho Contribuições sociais Rendas da propriedade Impostos líquidos R$ bilhões 2.20 1.COMPONENTES DO PIB .60 427.147.147.20 681.50 324.20 1.

RLE RLE = Rendas Recebidas do Exterior – Rendas Remetidas ao Exterior .Conceitos PIB = Valor dos bens finais produzidos no período PNB = PIB .

Conceitos POUPANÇA Parcela da renda não consumida (S = y – C) INVESTIMENTO A formação bruta de capital fixo (acumulação) refere-se aos bens produzidos e não consumidos no período = Inversões em bens de capital + variação de estoques DEPRECIAÇÃO Reposição de equipamentos gastos ou obsoletos. INVESTIMENTO LÍQUIDO = INVESTIMENTO BRUTO – DEPRECIAÇÃO .

outras. CARGA TRIBUTÁRIA BRUTA = Receita fiscal do governo CARGA TRIBUTÁRIA LÍQUIDA = CTB – Transferências e Subsídios . contribuições à previdência. GASTOS CORRENTES DO GOVERNO = (despesas de custeio e de capital) + (transferências e subsídios) DÉFICIT PÚBLICO (NFSP) = Receita – Gastos governamentais RESULTADO PRIMÁRIO = Receita governamental – (Gastos governamentais (menos) juros da dívida pública) RESULTADO NOMINAL = NFSP RENDA PESSOAL DISPONÍVEL = y (menos) [Lucros retidos + Impostos diretos + Contribuições previdenciárias + Outras receitas correntes do governo] mais Transferências líquidas.Conceitos RECEITA FISCAL DO GOVERNO = impostos diretos e indiretos.

. Existem vários tipos de índices de preços: Índices de Preços no Atacado (indústria e agricultura). Índices de Preços no Varejo (consumidor e construção civil).ÍNDICES DE PREÇOS Permitem avaliar a variação conjunta nos preços de bens que são fisicamente diferentes e/ou que variam a taxas diferentes.

Curso de Economia .Prof. Tebchirani 158 . Flávio R.

SP e 11 regiões OF 1 a 33 SM. PA e CC Contratos IPCA IBGE Mensal 11 regiões OF 1 a 40 SM Genérico ICV DIEESE Mensal SP OF 1 a 30 SM Acordos salariais IPC FIPE Mensal SP OF 1 a 20 SM Contratos .ÍNDICES DE PREÇOS ÍNDICE INSTITUIÇÃO PERÍODO LOCAL ABRANGÊNCIA UTILIZAÇÃO IGP-M FGV Dia 21 a 20 RJ.

TRANSFORMANDO VALORES NOMINAIS EM VALORES .

000 51.TRANSFORMANDO VALORES NOMINAIS EM VALORES ATUALIZAÇÃO DE VALORES fev/01 VALOR NOMINAL out/01 50.095 VR = VN x (101.0407/98.0407 2.000 IGP-DI (FGV) 98.19% VALOR REAL 50.8757) .8757 101.000 50.

00 x (100/108) .00 508.TRANSFORMANDO VALORES NOMINAIS EM VALORES DEFLACIONAR VALORES MÊS JAN FEV MAR ABR MAI VALOR NOMINAL 500.00 660.00 600.52 600.00 611.00 630.04 582.11 VR = VN x (IGP período base / IGP período desejado) VR maio = 660.00 498.00 IGP 100 102 103 105 108 VALOR REAL 500.

O TOMADOR DO FINANCIAMENTO NEM SEMPRE TOMA CONHECIMENTO DA TAXA DE JURO E DO TIPO DE FINANCIAMENTO. ELETRODOMÉSTICOS.PLANOS DE FINANCIAMENTO FINANCIAMENTOS SÃO UTILIZADOS PARA COMPAR UM IMÓVEL. ROUPAS ETC. UM CARRO. . BEM COMO PARA REALIZAR UMA VIAGEM OU FAZER UM CURSO.. AO ASSINAR O CONTRATO.

54 16.50 16.105.30 13.725.55 8.274.55 10.27 70.823.54 16.795.54 16.274.274.31 51.81 4.54 16.21 11.274.46 86.00 93.087.245.13 7.35 7.274.274.824.372.54 16.879.158.592.588.472.923.682.186.07 14.37 28.450.047.24 2.PLANOS DE FINANCIAMENTO SISTEMA DE PRESTAÇÃO CONSTANTE .86 61.04 10.54 Amortização Juro Prestação Saldo devedor 100.41 9.169.54 16.274.274.10 40.SPC (Tabela PRICE) Mês 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.000.00 .693.479.03 14.47 79.274.351.33 5.901.54 16.115.51 1.274.227.00 9.274.54 6.73 12.000.54 16.99 6.99 7.19 8.54 16.795.04 0.231.

274.097.81 7.392.94) (5.740.05 (10.26) (890.300.082.274.769.785.72 13.237.55) (1.26) (89.33) (1.274.973.44) (52.54 16.00) 1.983.84 8.54 16.58 11.54 6.274.54 16.54 16.38) (61.924.47) (6.000.29) (8.274.50) (1.536.017149394 1.932.74) (69.691.54 (94.021733810 (1.54 16.914.25 7.80) (1.82) (3.430.274.341.00) (9.274.60 10.300.161.85) 6.57) (1.03) (76.011617978 1.73) .176.72) (1.291.290.54 16.49) 16.020454929 1.04) (6.974.020702900 1.40) (693.274.020037734 1.417.24) (31.000.408.018315047 1.488.54 16.887.329.583.015206289 1.54 16.192.70) (1.57) (43.939.274.082.008.359.54 16.909.SISTEMA DE PRESTAÇÃO CONSTANTE – SPC – TABELA PRICE PLANOS DE FINANCIAMENTO Mês 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 IGP Atualização monetária Amortização Juro Prestação Saldo devedor (100.94) (83.70) (7.013610866 1.73) (8.274.019064527 1.50 10.07 9.274.96) (4.92) (19.335.

6. Produto Nacional Bruto (PNB) e Produto Interno Bruto (PIB). A compra de ações constitui um investimento no sentido macroeconômico Com relação ao setor governo: Em que se constituem a receita fiscal e os gastos do governo. No Brasil. Quanto ao setor externo. conforme a Contabilidade Social. a renda enviada supera a renda recebida do exterior. na Contabilidade Social: Defina renda líquida ao exterior. 5. Conceitue PIB real. 8. na contabilidade social Defina carga tributária bruta e carga tributária líquida. Mostre como opera o fluxo circular de renda e como surge a identidade entre as três óticas de medição do resultado da atividade econômica de um país. PIB monetário e deflação. 2. Qual o maior: O PNB ou o PIB 9.QUESTÕES PARA REVISÃO 1. 4. . 3. 7.

•    DETERMINAÇÃO DA RENDA E DO PRODUTO Que variáveis determinam o nível da renda nacional? Como atuar sobre elas?.Prof. Flávio R. Contabilidade Social: base de dados ex post e referencial estatístico Teoria macroeconômica: relações funcionais ou de comportamento ex ante. expectativas teóricas. RENDA ($) Salários Juros Lucros Aluguéis MERCADO DE FATORES •Capital •Trabalho PRODUÇÃO (PIB) Bens e Serviços DEMANDA OFERTA MERCADO Bens e Serviços Curso de Economia . Tebchirani 167 .

Hipóteses •Existência de desemprego (subemprego) de recursos •Insuficiência de demanda •Nível geral de preços constante •Curto prazo •Oferta agregada potencial fixada no curto prazo (conforme recursos disponíveis) O PRINCÍPIO DA DEMANDA EFETIVA e a Lei de Say .

4) DESEMPREGO CÍCLICO (INVOLUNTÁRIO OU CONJUNTURAL): Acompanha as flutuações da produção (PIB). de residência e da própria busca de novas oportunidades de trabalho. O nível de desemprego em que não há desemprego cíclico é considerado desemprego natural. 2) DESEMPREGO FRICCIONAL: Ocorre mesmo durante as épocas em que a economia funciona normalmente e é derivado de mudanças de atividade. refletindo padrões sazonais normais. classificando o desemprego em: 1) DESEMPREGO SAZONAL: Varia conforme determinado período do ano. A taxa natural de desemprego corresponde assim à noção de pleno-emprego. O desemprego cíclico aumenta durante as recessões e diminui quando a economia cresce.Uma observação importante sobre pleno-emprego: Pleno-emprego não significa que todas as pessoas estão empregadas. . 3) DESEMPREGO ESTRUTURAL: Ocorre em virtude da incompatibilidade entre os empregos disponíveis e a qualificação dos trabalhadores que procuram emprego. cuja taxa varia de país para país. pois há necessidade de qualificar o conceito.

Atualizado em 28/01/2011 01h33 Brasil registra a menor taxa de desemprego desde 2002.7%. Edição do dia 27/01/2011 . .Jornal da Globo. segundo IBGE A taxa de desempregado no Brasil em 2010 foi de 6. As regiões metropolitanas mais desenvolvidas continuam puxando o desemprego para baixo.

A pesquisa abrange as regiões metropolitanas de Recife. Belo Horizonte.METODOLOGIAS O índice de desemprego do IBGE mede apenas o desemprego aberto. Salvador. São Paulo e Porto Alegre. ou seja.nos últimos sete dias. quem procurou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa e não exerceu nenhum tipo de trabalho -remunerado ou não. O Seade/Dieese também consideram o desemprego oculto pelo trabalho precário (pessoas que realizaram algum tipo de atividade nos 30 dias anteriores à pesquisa e buscaram emprego nos últimos 12 meses) e o desemprego oculto pelo desalento (quem não trabalhou nem procurou trabalho nos últimos 30 dias. Os números do IBGE. são bem menores que os do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos)/Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados). Rio de Janeiro. mas tentou nos últimos 12 meses).ÍNDICE DE DESEMPREGO . por exemplo. . Quem não procurou emprego ou fez algum bico na semana anterior à pesquisa não conta como desempregado para o IBGE.

A TEORIA DAS FLUTUAÇÕES ECONÔMICAS (CICLO DE NEGÓCIOS) .

FLUTUAÇÕES ECONÔMICAS OFERTA AGREGADA IGP D1 D2 D3 Meta de inflação DEMANDA AGREGADA PIB .

livre-comércio . Princípio da demanda efetiva: gastos planejados em C+I+G+(X-M) são responsáveis pelas flutuações do produto/emprego no curto prazo (contrariamente à Lei de Say). estabilidade política. Visão clássica: (LONGO PRAZO): ênfase na OFERTA Disponibilidade de capital físico (o papel da poupança e do capital externo) Formação de capital humano (educação) Tecnologia (Pesquisa e Desenvolvimento) Instituições sólidas (direito de propriedade.Flutuações (ciclos) econômicos Visão Keynesiana: (CURTO PRAZO): ênfase na DEMANDA Objetivo da economia keynesiana: DESLOCAR a demanda agregada através da política econômica.

Macroeconomia Keynesiana DEMANDA AGREGADA PIB = RENDA = C + I + G + (X – M) CONSUMO [C]: O consumo e a poupança [renda (menos) consumo] dependem fundamentalmente do nível da renda disponível: C = a (Renda – Tributos) e.Prof. também. crédito. de vários outros fatores secundários: patrimônio. Flávio R. expectativas etc. •(a) propensão marginal a consumir = Variação no Consumo / Variação na Renda Curso de Economia . taxa de juros. Tebchirani 175 .

apresenta grande instabilidade. A curto prazo afeta apenas a demanda agregada.INVESTIMENTO Acréscimo ao estoque de capital. . valor presente dos retornos futuros). Depende da taxa de rentabilidade esperada (eficiência marginal do capital. Principal variável para explicar o crescimento da renda. da taxa de juros do mercado e da disponibilidade de fundos de longo prazo.

equipamentos). . computadores.INVESTIMENTO Como principal causa dos deslocamentos da demanda agregada.  investimentos em bens acabados ou matérias-primas (estoques)  compras de residências novas. os investimentos incluem três categorias amplas:  aquisições de bens de capital novos para as empresas (maquinaria.

 Recessões tendem a deslocar a curva de investimentos para a esquerda com menor disposição dos bancos em conceder crédito. . Os riscos associados aos investimentos representam a razão fundamental de sua grande volatilidade.INVESTIMENTO As decisões de investir dependem das expectativas de retorno futuro:  Há riscos tecnológicos (A nova tecnologia é confiável?) De mercado (Haverá mercado para o produto? Qual o preço do produto? Quais os custos que incidem na produção?.

00 4° ano 35.000.100.0% ao ano 1° ano 20.000.000.DECISÕES SOBRE PROJETOS – VALOR PRESENTE LÍQUIDO ANÁLISE DO PROJETO Retorno esperado 0 .00 Total dos fluxos de caixa = 150.00 .00 5.00 5° ano 40.00 3° ano 30.000.000.000.000.00 2° ano 25.

000.74 25.DECISÕES SOBRE PROJETOS – VALOR PRESENTE LÍQUIDO ANÁLISE DO PROJETO Retorno esperado 0 5.341.774.774.000.794.05 127.00 25.00 30.62 22.00 19.13 28.915.00 35.00 Valor Presente: 20.0% ao ano Valor futuro dos fluxos de caixa 1° ano 2° ano 3° ano 4° ano 5° ano .12 VALOR PRESENTE LÍQUIDO DO PROJETO: VALOR PRESENTE menos INVESTIMENTO REALIZADO .047.000.000.675.000.100.000.59 31.05)n 27.12 VALOR PRESENTE = VALOR FUTURO/(1 + 0.00 40.

000.30 18.0% ao ano Valor futuro dos fluxos de caixa 1° ano 2° ano 3° ano 4° ano 5° ano .000.011.081.18) VALOR PRESENTE LÍQUIDO DO PROJETO: VALOR PRESENTE menos INVESTIMENTO REALIZADO .887.00 40.00 30.000.903.00 25.000.391.000.59 19.49 20.00 17.000.918.15)n (4.07 95.DECISÕES SOBRE PROJETOS – VALOR PRESENTE LÍQUIDO ANÁLISE DO PROJETO Retorno esperado 0 15.725.100.00 Valor Presente: 20.82 VALOR PRESENTE = VALOR FUTURO/(1 + 0.36 19.00 35.

aplicado sobre o valor do novo investimento nos dá o efeito final sobre a economia: K = 1 / 1-b sendo onde b=propensão marginal a consumir. a renda (y) sofre incremento. podemos calcular o multiplicador que.MULTIPLICADOR KEYNESIANO DE GASTOS Quando há elevação dos demais componentes da demanda agregada: investimentos. parcela da renda adicional destinada ao consumo . gastos do governo ou exportações. A um dado investimento novo. o efeito final sobre a economia é maior do que o valor inicial desse investimento: De acordo com a fórmula do somatório de séries infinitas. o que leva a novo aumento do consumo e assim sucessivamente.

5 Índice 100 PIB .FLUTUAÇÕES ECONÔMICAS Consumo = a (y – t) Investimento = b (i) Gastos do Governo Exportações Líquidas IGP DEMANDA AGREGADA Índice 104.

FLUTUAÇÕES ECONÔMICAS Ampliação da capacidade instalada Consumo = a (y – t) Investimento = b (i) Gastos do Governo Exportações Líquidas Tecnologia Investimentos Capital humano Instituições sólidas OFERTA AGREGADA IGP DEMANDA AGREGADA Índice 104.5 Índice 100 PIB .

TRÊS SITUAÇÕES DE EQUILÍBRIO IGP DEMANDA AGREGADA = OFERTA AGREGADA Meta de inflação Recessão ESTABILIDADE Inflação PIB .

POLÍTICA ECONÔMICA E DESLOCAMENTO DA DEMANDA AGREGADA y = C + I + G + (X – M) RECESSÃO/DESEMPREGO PIB abaixo do produto potencial    Aumento dos gastos públicos Redução da carga tributária  Expansão monetária e redução da taxa de juro  Incentivos exportações  Tarifas e barreiras às importações e subsídios às  Redução das barreiras à  Política monetária restritiva e elevação da taxa de juro Elevação da carga tributária INFLAÇÃO Demanda agregada capacidade produtiva (inflação de demanda) supera a da economia  Redução dos gastos públicos.Prof. Flávio R. Tebchirani 186 . Curso de Economia . importação.

POLÍTICA FISCAL AÇÃO DO GOVERNO E FUNÇÕES BÁSICAS (1) Fornecimento de bens públicos  Não podem ser fornecidos adequadamento pelo mercado (segurança.  Insuficiência de recursos pelo setor privado para projetos de grande porte. saneamento). principalmente na infraestrutura. FUNÇÃO ALOCATIVA FUNÇÃO ALOCATIVA .  Os bens semipúblicos: geram altos benefícios sociais e externalidades positivas (educação. saúde).

imposto de renda negativo.  Financiamento de moradias populares.POLÍTICA FISCAL AÇÃO DO GOVERNO E FUNÇÕES BÁSICAS (2) Ajustes na distribuição da renda FUNÇÃO ALOCATIVA  Transferências: subsídios às pessoas de renda baixa.  Alíquotas diferenciadas para impostos. FUNÇÃO DISTRIBUTIVA previdência social. .

.POLÍTICA FISCAL AÇÃO DO GOVERNO E FUNÇÕES BÁSICAS (3) FUNÇÃO ALOCATIVA Alto nível de emprego.  Atuação indireta através da elevação ou redução dos impostos. estabilidade dos preços e crescimento econômico  Variação direta dos gastos públicos em FUNÇÃO ESTABILIZADORA consumo e investimento.

Flávio R.8 47. 263 SUÉCIA FRANÇA 53. Finanças Públicas – P. Tebchirani 190 .0 CANADÁ BRASIL ESTADOS UNIDOS CHILE ARGENTINA 38.7 30.9 Curso de Economia .9 22.Prof.2 37.CARGA TRIBUTÁRIA COMO % DO PIB (2009) Giambiagi.6 18.

1 5.75 0.51 Curso de Economia . Finanças Públicas – P. 255 ICMS IMPOSTO DE RENDA INSS COFINS IPI IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO 7.79 3.Prof. Tebchirani 191 .COMPOSIÇÃO DA RECEITA TRIBUTÁRIA 2009(% PIB) Giambiagi.98 0.31 6. Flávio R.

educação.) Outros bens e serviços (gastos de estados e municípios) Investimentos (construção de estradas e sua manutenção. aeroportos. Flávio R. Tebchirani 192 . usinas de energia etc. portos.Prof.POLÍTICA FISCAL 1) GASTOS PÚBLICOS • • • Compra de bens e serviços (defesa nacional.) •2) ARRECADAÇÃO DO SETOR PÚBLICO: TRIBUTOS E TRANSFERÊNCIAS •Renda Disponível = Renda bruta – (Tributos – Transferências) Curso de Economia . saúde etc.

Curso de Economia .Prof. Flávio R. Tebchirani 193 .

Curso de Economia . Flávio R.Prof. Tebchirani 194 .

 Eqüidade: Impostos sobre combustíveis e sua aplicação na construção ou manutenção de rodovias.  Capacidade de Pagamento (Progressividade)  Simplicidade .PRINCÍPIOS TRIBUTÁRIOS  Neutralidade: Minimizar efeitos sobre a eficiência econômica. contribuições para a previdência social e sua relação com as aposentadorias ou pensões.

29) = R$71.00 Base de cálculo = R$100.00 Imposto = R$29.8% .00 (1 – 0.ESTRUTURA TRIBUTÁRIA  IMPOSTO DIRETOS (INCIDEM SOBRE A RENDA OU PATRIMÔNIO) IMPOSTOS INDIRETOS (INCIDEM SOBRE AS TRANSAÇEÕES) IMPOSTOS “EM CASCATA” (CUMULATIVOS) CÁLCULO “POR DENTRO” Alíquota = 29% Preço final com impostos = R$100.00 Alíquota efetiva = R$29.00/R$71.00 = 40.

até 15 de abril – METAS E PRIORIDADES LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL (LOA): estimativa de receitas e despesas fiscais. . investimentos e estatais. válido por 4 anos – DIRETRIZES E OBJETIVOS FEDERAIS LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS (LDO): metas e prioridades para o ano seguinte . da seguridade .ORÇAMENTO PÚBLICO CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 PLANO PLURIANUAL (PPA): até 31 de agosto do 1º ano do mandato.

válido por 4 anos) LDO (metas e prioridades para o ano seguinte) até 15 de abril LOA (estimativa de receitas e despesas: Fiscal/Seguridade/Investimento estatais SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL RECEITAS Custeio Tributos = 95 GASTOS 82 10 8 GASTOS PRIMÁRIOS Investimentos Juros da dívida pública 95 100 .ORÇAMENTO PÚBLICO Plano Plurianual (PPA): até 31/ago do 1º ano do mandato.

RESULTADOS DO ORÇAMENTO PÚBLICO (Receitas – Gastos) RESULTADO NOMINAL (95 – 100) (5) [Receitas – (Gastos – Juros)] [95 – (100 – 8)] RESULTADO PRIMÁRIO [95 – 92] 3 .

FINANCIAMENTO DO DÉFICIT PÚBLICO Monetização (R$) Emissão de dívida pública (Títulos públicos) .

LFT — Letras Financeiras do Tesouro: título com rentabilidade diária vinculada à taxa de juros básica da economia (taxa Selic). acrescida de juros definidos no momento da compra. como. LTN — Letras do Tesouro Nacional: título com rentabilidade definida (taxa fixa) no momento da compra. índices de preços. Os Títulos Públicos são resgatados em data predeterminada por um valor específico. por exemplo. atualizado ou não por indicadores de mercado.TÍTULOS PÚBLICOS FEDERAIS São títulos representativos da dívida pública federal emitidos pelo Tesouro Nacional. acrescida de juros definidos no momento da compra. NTN-B — Notas do Tesouro Nacional — série B: título com rentabilidade vinculada à variação do IPCA. NTN-F — Notas do Tesouro Nacional — série F: título com rentabilidade definida (taxa fixa) no momento da compra . NTN-C — Notas do Tesouro Nacional — série C: título com rentabilidade vinculada à variação do IGPM.

Custeio ... 281..096 1........2) 3 % em relação ao PIB Folha de S.......................76% 4. Investimentos .....241 1. 219........ORÇAMENTO PÚBLICO (Bilhões de R$) 1 Jan-Jun/2008 Jan-Jun/2009 276.....025 103...............30% 4...914 12....871 91.01% 26.......67% 0...... 29/07/2009 ....40 19......44% 257......... 59.............601 57....942 Servidores ..............67% 40........ Previdência ........706 2 DESPESA ......634 RECEITA LÍQUIDA ........ Paulo..972 27....658 0...764 4....... Banco Central .47% SUPERÁVIT PRIMÁRIO (1 ...B3 61..222 28...840 9..136 68.538 72...09% 0..49% 41.28 .10% 26.

LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL (Lei Complementar 101. Estados e Municípios. Limite de despesas em finais de mandato. de 04/05/2000) Objetivo: equilíbrio orçamentário do setor público Estabelece: Limite para as despesas com funcionalismo (50% União e 60% Estados e Municípios) Proibição de auxílio financeiro entre União. Limites de endividamento .

. através de um exemplo. 5. Coloque-se na posição de uma autoridade governamental e dê um exemplo de uma medida de política fiscal para cada um dos casos a seguir: desemprego de recursos produtivos. Defina Oferta Agregada e Demanda Agregada de bens e serviços. desigualdade na distribuição entre classes de renda.QUESTÕES PARA REVISÃO 1. Explique. O que diferencia fundamentalmente a abordagem dada na Contabilidade Social e aquela dada na Teoria Macroeconômica 2. como opera o multiplicador keynesiano de gastos. De que depende a demanda de investimentos em bens de capital 4. Quais hipóteses cercam esses conceitos dentro do modelo keynesiano básico 3. inflação de demanda.

667 CONSUMO INVESTIMENTO GASTOS GOVERNAMENTAIS EXPORTAÇÕES IMPORTAÇÕES 181. a consumir Tributos RENDA DE EQUILÍBRIO 30 0.7 50 266.667 30 50 15 -10 . calcule a renda de equilíbrio e o valor individualizado dos componentes da demanda agregada Consumo com renda zero Propensão marg.Com os dados fornecidos.

Agora. estabeleça medidas aplicáveis de política econômica.667 30 50 15 -10 . Consumo com renda zero Propensão marg.667 CONSUMO INVESTIMENTO GASTOS GOVERNAMENTAIS EXPORTAÇÕES IMPORTAÇÕES 181. supondo que a demanda agregada supera a capacidade produtiva. a consumir Tributos RENDA DE EQUILÍBRIO 30 0.7 50 266.

MOEDA Curso de Economia .Prof. Flávio R. Tebchirani 207 .

PRODUÇÃO/EMPREGO E POLÍTICA ECONÔMICA PRODUÇÃO/ EMPREGO EDUCAÇÃO TECNOLOGIA POUPANÇA INSTITUIÇÕES = DEMANDA AGREGADA CONSUMO Renda disponível Crédito INVESTIMENTO PRIVADO Taxa de juros Crédito GASTOS GOVERNAMENTAIS Orçamento público (Resultado nominal e resultado primário) EXPORTAÇÕES LÍQUIDAS Competitividade .

Prof. Tebchirani 209 . Flávio R. importações Curso de Economia .POLÍTICA ECONÔMICA E DESLOCAMENTO DA DEMANDA AGREGADA RECESSÃO/DESEMPREGO INFLAÇÃO PIB abaixo do produto potencial  Aumento dos gastos públicos  Redução da carga tributária Demanda agregada supera a capacidade produtiva da economia  Redução dos gastos públicos.  Expansão monetária e  Elevação da carga tributária redução da taxa de juro  Incentivos exportações  Tarifas e barreiras às e subsídios às  Restrições monetárias e elevação da taxa de juro  Redução das barreiras à importação.

DETERMINAÇÃO DA RENDA E DO PRODUTO NACIONAL: O LADO MONETÁRIO .

 Instrumento de aceitabilidade geral usado para intermediar as transações econômicas. Trocas diretas exigem coincidência mútua e complementar de necessidades. formado por uma série de ativos financeiros (dinheiro. saldos bancários e títulos).  Objeto que responde a uma necessidade social decorrente da divisão do trabalho. .MOEDA   Ativo facilmente utilizável para adquirir bens e serviços. que torna os agentes econômicos extremamente interdependentes.

o que permite planos mais flexíveis.1  meio de troca Em uma economia monetária.FUNÇÕES DA MOEDA . a função de meio de pagamento possibilita que compras e vendas sejam feitas em datas diferentes (trocas indiretas). os agentes recebem remunerações em moeda. . Função básica da moeda.

especificações técnicas. valor monetário dos pagamentos. salário-monetário a ser recebido. fixando tarefas. .2  unidade de conta Nas sociedades capitalistas modernas. datas de entrega dos insumos. a divisão do trabalho transformou a produção de bens e serviços em um processo complexo. etc. Contratos entre firmas e bancos fixam limites de crédito. São os contratos estabelecidos que possibilitam refinada coordenação entre os participantes desse complexo processo produtivo. Inúmeras firmas participam da produção de uma única mercadoria. Em todos os contratos há algo em comum: A UNIDADE DE MEDIDA MONETÁRIA DA ECONOMIA. o que torna necessária a existência de instrumentos que coordenem as decisões de produção de vários agentes econômicos. taxa de juros.FUNÇÕES DA MOEDA . jornadas de trabalho. pagamentos mínimos.

FUNÇÕES DA MOEDA - 3

reserva de valor

A divisão acentuada do trabalho e o aumento da produtividade não teriam ocorrido sem um apurado sistema de coordenação executado pelo conjunto de contratos formais ou informais;

A unidade de conta enquanto representação do valor dos contratos, deve ser estável, pois quando um agente econômico recebe recursos em forma monetária, ganha o direito de reter poder de compra;

A função de reserva de valor dá ao detentor de moeda a possibilidade de reter recursos por longos períodos sem custos de carregamento.

FUNÇÕES DA MOEDA

I. MEIO DE TROCA

II.UNIDADE DE CONTA

III.RESERVA DE VALOR

CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS DA MOEDA

CUSTO DE ESTOCAGEM E DE TRANSAÇÃO APROXIMADAMENTE NULOS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS •DIVISIBILIDADE •DURABILIDADE •DIFICULDADE DE FALSIFICAÇÃO •TRANSPORTABILIDADE

EVOLUÇÃO DA MOEDA

Escambo e trocas diretas (fase pré-monetária)

Moeda-mercadoria e metalismo

Moeda-papel (moeda fiduciária): conversibilidade plena

Papel-moeda: conversibilidade eventual e curso forçado

Moeda escritural: movimentação através de cheques/cartões de débito

Oferta de moeda
A oferta de moeda é o suprimento de moeda para atender as necessidades da coletividade, através das autoridades monetárias e bancos comerciais.

Meios de pagamento Total de moeda à disposição do setor privado não-bancário M1: Moeda Manual em Poder do Público + Depósitos à vista M2: M1 + (Depósitos a prazo + Depósitos de poupança) M3: M2 + Depósitos em fundos de renda fixa M4: M3 + Títulos públicos

MONETIZAÇÃO E DESMONETIZAÇÃO

• Relação Ativos monetários (M1) / Ativos financeiros (M4) • A inflação gera preferência por ativos financeiros (rendem juros)

O CUSTO DE RETER (DEMANDAR) MOEDA DISPONIBILIDADES MOEDA = não rende juros TÍTULOS = rendem juros .

OFERTA DE MOEDA FUNÇÕES DOS BANCOS CENTRAIS .

art.Funções do BC Execução da política monetária Emissão de moeda Banco dos bancos Banco do governo [vedada a concessão de empréstimos (CF. 164)] Controle e regulamentação da oferta de moeda Execução da política cambial e administração do câmbio Fiscalização das instituições financeiras .

Instrumentos de política monetária Controle de emissões Determinação dos depósitos compulsórios (reservas dos bancos) Operações do mercado aberto (Open market) Operações de redesconto Regulamentação do crédito .

Oferta primária de moeda pelo Banco Central Decorrente da execução das funções de Banco Central ATIVO 1) RESERVAS INTERNACIONAIS PASSIVO BASE MONETÁRIA: 2) TÍTULOS PÚBLICOS (OPEN MARKET) •Papel moeda em poder do público 3) REDESCONTO E EMPRÉSTIMOS •Reservas bancárias .

O montante de moeda dependerá do comportamento do público e das reservas bancárias. .Multiplicação da moeda: Bancos comerciais Para dada expansão da oferta monetária primária (base monetária) o sistema bancário gera expansão múltipla da moeda escritural.

Multiplicação da moeda: Bancos comerciais BASE MONETÁRIA (1. .4 .500 $ 600 $ 360 $ 216 $ 129.4) = M1 (2. $ 400 $ 240 $ 144 $ 86.000 $ 600 $ 360 $ 216 ....000) x MULTIPLICADOR (1/0. M1 = 2.6 ...500) DEPÓSITOS RESERVAS (40%) EMPRÉSTIMOS 1 2 3 4 n $ 1..

. M1 = 5...000 $ 800 $ 640 $ 512 ..000) x MULTIPLICADOR (1/0.6 ..Multiplicação da moeda: Bancos comerciais BASE MONETÁRIA (1. .2) = M1 (5.000) DEPÓSITOS RESERVAS (40%) EMPRÉSTIMOS 1 2 3 4 n $ 1.4 ..000 $ 800 $ 640 $ 512 $ 409. $ 200 $ 160 $ 128 $ 102.

MULTIPLICADOR MONETÁRIO (M1/BM) .

DEMANDA DE MOEDA Razões para demandar moeda (M1)  Demanda de moeda para transações (dependente da renda)   Demanda de moeda por precaução (dependente da renda) Demanda de moeda para especulação (negativamente relacionada com taxa de juros) .

DEMANDA DE MOEDA E TAXA DE JUROS Equilíbrio no mercado de moeda Taxa de juros Oferta de moeda pelo BACEN Demanda de moeda M .

A influência das taxas de juros nas decisões econômicas

    

Aumentos ou reduções de estoques (insumos e bens finais). Aumentos ou reduções do capital de giro. Decisões sobre investimentos Volume do consumo familiar, principalmente em bens duráveis. Movimento de capitais internacionais: influenciado pelo diferencial entre taxa de juros interna/externa.

TEORIA QUANTITATIVA DA MOEDA

Correspondência entre meios de pagamento e valor global dos bens e serviços
transacionados: velocidade-renda da moeda.
V = PIB nominal / saldo dos meios de pagamento (M)

MV = Py
M = meios de pagamento V = velocidade renda da moeda P = nível geral de preços y = PIB

$10.000 x 5 = 100 x 500 $ 12.000 x 5 = 120 x 500

Política monetária (expansionista ou restritiva)
 Controle das emissões (base monetária)

Percentual de recolhimento compulsório s/depósitos à vista

Recompra/venda de títulos públicos (open market)

Regulamentação do mercado de crédito

TAXA DE JUROS NOMINAL E TAXA DE JUROS REAL

TAXA DE JUROS NOMINAL: PREÇO PAGO AO POUPADOR PELA
TRANSFERÊNCIA DO CONSUMO PRESENTE PARA O FUTURO.

TAXA DE JUROS REAL: RETORNO EFETIVO DE UMA APLICAÇÃO, DESCONTADA A TAXA DE INFLAÇÃO NO PERÍODO.

TAXA DE JUROS REL

INFLAÇÃO E TAXA DE JUROS REAL

SELIC Taxa de juros real 12% 2% 9,8%

Inflação 3% 8,7% 4% 7,7% 8% 3,7%

EXERCÍCIO DE POLÍTICA MONETÁRIA

 Com base nos dados abaixo, estabeleça duas soluções possíveis para reverter a variação do IGP ao nível da meta de inflação.  Calcule novos valores para os agregados monetários, decorrentes das medidas sugeridas.  Represente a situação graficamente (atual e futura).  Quais os efeitos da modificação sugerida?

Meta de inflação (ao ano) Variação do IGP - Período M1 m Base monetária Reservas bancárias

3% 5% 5.000 5

INFLAÇÃO
Conceito: aumento persistente e generalizado no IGP (a maioria dos preços deve ser
sincronizada em uma escalada altista).

Efeitos provocados pela inflação

Concentração de renda (a inflação é um tributo altamente regressivo)
Desequilíbrio externo (efeito sobre exportações/importações e ingresso de capitais) Corrosão da arrecadação fiscal (efeito Tanzi) Deterioração das expectativas empresariais e queda dos investimentos

Facilitadores/Obstáculos Estrutura do mercado (grau de concorrência) Grau de abertura da economia ao exterior Organização sindical

04 6.38 2.927.79 951.075.01 15.14 228.54 135.99 147.71 6.84 8.73 100.12 225.60 6.73 432.87 3.34 629.947.14 4.11 1.72 2.9 2009 2010 4.93 3.86 7.20 4.INFLAÇÃO NO BRASIL Taxas anuais: IPCA-IBGE Ano % Ano % Ano % 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 101.45 14.03 192.96 1.76 6.430.9 .46 5.89 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 66.31 5.

162% ao ano ALEMANHA 1922/1923 = 16% AO DIA 500 MILHÕES POR CENTO EM 5 MESES OVOS. TORNAM-SE MEIOS DE TROCA PAPEL-MOEDA É QUEIMADO PORQUE TÊM MENOR VALOR QUE LENHA . CARVÃO ETC.314% ao semestre 58.BRASIL – 1994 70% ao mês 2.

Aumentos nos preços de matérias-primas importantes. Poder de mercado dos oligopólios. O EFEITO É MAIS FORTE EM SETORES PRODUTORES DE INSUMOS BÁSICOS.  RETIRADA DE SUBSÍDIOS .  AUMENTO DE CUSTOS: Reajustes de salários reais acima das taxas de produtividade.CAUSAS DA INFLAÇÃO Choques de Oferta:  ESGOTAMENTO DA CAPACIDADE INSTALADA (redução na oferta de bens e serviços) principalmente quando a economia opera próxima à plena capacidade.

.CAUSAS DA INFLAÇÃO Choques de Demanda  Aumento exagerado na demanda de bens e serviços principalmente quando a economia opera próxima à plena capacidade.

Inflação inercial (Indexação generalizada) CONTRATOS (TRABALHO. EMPRÉSTIMOS ETC. ALUGUEL.) SÃO AJUSTADOS DE ACORDO COM A INFLAÇÃO A INDEXAÇÃO TEM O EFEITO DE CONTAMINAR A INFLAÇÃO FUTURA COM A INFLAÇÃO PASSADA AUMENTO DO IGP REAJUSTES DE PREÇOS E SALÁRIOS NOVO AUMENTO DO IGP .

b) Criação de unidade estável de valor (URV) c) Emissão de nova moeda com poder aquisitivo estável  O papel da Lei de Responsabilidade Fiscal (2000) .A IMPORTÂNCIA DO PLANO REAL (ESTABILIZAÇÃO ECONÔMICA)  Diagnóstico = Inflação inercial (aplicação da correção monetária de forma ampla em todos os contratos)  Etapas: a) Equilíbrio das contas do governo.

CAUSAS DA INFLAÇÃO FATOR SANCIONADOR = Expansão monetária (M1) .

Regime de meta de inflação .POLÍTICA ANTI-INFLACIONÁRIA I- Política econômica tradicional (ortodoxa) Controle da demanda agregada Redução dos gastos do governo Políticas salariais restritivas Controle dos meios de pagamento II .Política de rendas (heterodoxa): tabelamento de preços e salários. III .

SISTEMA DE META DE INFLAÇÃO E POLÍTICA MONETÁRIA ELEVAÇÃO DO IGP SUPERIOR À META ESTABELECIDA Oferta de moeda pelo BACEN Taxa de juros Demanda de moeda M .

dada a dificuldade de controlar M1.O SISTEMA DE METAS DE INFLAÇÃO META DE INFLAÇÃO x META MONETÁRIA  A partir de junho de 1999 o Banco Central do Brasil (BC) adotou o regime de metas para inflação.  Agora. . cabe ao BC conduzir a política monetária de forma a cumprir a meta de inflação determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para os dois anos subseqüentes. o BC estabelece meta para a taxa de juros do mercado interbancário e ajusta a oferta de moeda de forma a atingir a meta da taxa de juros básica.  Anteriormente o BC definia meta para o nível de oferta monetária através do controle da base monetária/M1.  Nesse regime.

metas e instrumentos OBJETIVOS • • • • Estabilidade de preços Elevação do nível de atividade Baixa taxa de desemprego Estabilidade do sistema financeiro METAS INTERMEDIÁRIAS o o Taxa de juros de longo prazo Agregados monetários METAS OPERACIONAIS   Taxa de juros básica de curto prazo Controle das reservas INSTRUMENTOS    Recolhimentos compulsórios Redesconto de liquidez Operações de mercado aberto .POLÍTICA MONETÁRIA: Objetivos.

EFICÁCIA DA POLÍTICA MONETÁRIA      Maior velocidade de implementação Grau de intervenção (a política fiscal é mais profunda) Maior sensibilidade dos investimentos à taxa de juros Maior sensibilidade da demanda à taxa de juros Não há necessidade de procedimento legislativo .

TRÊS SITUAÇÕES DE EQUILÍBRIO IGP DEMANDA AGREGADA = OFERTA AGREGADA Meta de inflação Recessão ESTABILIDADE Inflação PIB .

Mercado financeiro Unidades superavitárias Unidades deficitárias Intermediários Financeiros .

111 = 9% Taxa de juro = $100/$909 = 11% .Mercado financeiro Unidades Deficitárias Governos e grandes corporações TÍTULOS = $1.000 Juro = $100 (10%) Unidades Superavitárias: Famílias Taxa de juro = $100/$1.

capitalização e previdência  Mercados primários e secundários  Mercados à vista e mercados futuros (investidores institucionais) .SISTEMA FINANCEIRO  Mercado monetário  Mercado de crédito  Mercado de capitais  Mercado cambial  Mercado de seguros.

múltiplos.595/1964) CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL (Ministro da Fazenda. de desenvolvimento.ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO BRASILEIRO (Lei 4. cooperativos. de investimento etc. Ministro do Planejamento e Presidente do Banco Central) BANCO CENTRAL DO BRASIL COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS (SUSEP) INSTITUTO DE RESSEGUROS DO BRASIL (IRB) SECRETARIA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR (SPC) OPERADORES: Instituições financeiras (bancos comerciais.) Bolsas de Valores Bolsas de Mercadorias e Futuros Sociedades seguradoras Sociedades de capitalização Entidades de previdência complementar .

b) Diferencie moeda fiduciária de moeda lastreada. 2) Conceitue meios de pagamento.Questões para revisão 1) Sobre o conceito de moeda: a) Defina moeda e suas funções. 5) O saque de um cheque representa criação ou destruição de meios de pagamento? 6) Quais as funções do Banco Central? Quais os instrumentos de que dispõe para operar a política monetária? . 3) O que vêm a ser monetização e desmonetização? Qual a relação desses conceitos com a taxa de inflação? 4) Dê dois exemplos de criação e dois exemplos de destruição de meios de pagamento.

financeiras e outros intermediários financeiros não podem afetar a oferta de moeda e os bancos comerciais têm essa prerrogativa? 9) Qual a diferença entre os conceitos de base monetária e meios de pagamento? 10) O que vem a ser o multiplicador monetário? De que parâmetros depende? 11) Quais as razões que levam a coletividade a demandar ou reter moeda? Quais variáveis afetam essa decisão? 12) Coloque-se na posição de uma autoridade monetária e apresente dois instrumentos de política monetária para cada um dos objetivos a seguir:  expansão do nível de atividade  política antiinflacionária .Questões para revisão 7) O que são reservas ou depósitos compulsórios? Qual o efeito de um aumento da taxa de reservas compulsórias sobre a oferta de moeda? 8) Por que bancos de investimentos.

Flávio R.Prof.6 SETOR EXTERNO: COMÉRCIO E FINANÇAS INTERNACIONAIS Curso de Economia . Tebchirani 257 .

24 . 2002=US$ 0.SETOR EXTERNO: COMÉRCIO E FINANÇAS INTERNACIONAIS  MOTIVAÇÃO: ESPECIALIZAÇÃO/PRODUTIVIDADE  VANTAGENS COMPARATIVAS  DIVERSAMENTE DO COMÉRCIO INTERNO: PROTECIONISMO (TARIFAS E BARREIRAS NÃO-TARIFÁRIAS)  REALIDADE MODERNA = TENDÊNCIA À LIBERALIZAÇÃO  REDUÇÃO DOS CUSTOS DE TRANSPORTE/COMUNICAÇÃO  COMÉRCIO INTERNACIONAL: 1960 = 10% DO PIB MUNDIAL 2000 = 30% DO PIB mundial) TELEFONEMA DE 3 MINUTOS N YORK-LONDRES: 1930=US$ 315.

INTERNACIONALIZAÇÃO ECONÔMICA ABERTURA COMERCIAL FLUXO DE CAPITAIS INTERNACIONALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO VANTAGENS CRESCIMENTO DA RENDA DESVANTAGENS REDUÇAO DA MARGEM DE ERRO NA POLÍTICA ECONÔMICA AUMENTO DA CONCORRÊNCIA REDUÇÃO DO PODER DE CONTROLE DOS BANCOS CENTRAIS MAIOR POSSIBILIDADE DE AVANÇO TECNOLÓGICO MAIOR VOLATILIDADE DE CAPITAIS MULTIPLICAÇÃO DAS FONTES DE FINANCIAMENTO .

VANTAGENS COMPARATIVAS E COMÉRCIO INTERNACIONAL Alimentos Produção e consumo em autarquia 500 Fronteira de possibilidades de produção 500 Bens industrializados .

VANTAGENS COMPARATIVAS E COMÉRCIO INTERNACIONAL Vantagem comparativa Ganho do comércio internacional 5 5 10 Importações .

enquanto consumidores não têm consciência do que pagam. na prática. A teoria econômica propõe o livre-comércio mas. As indústrias que competem com importações são organizadas e bem informadas sobre o ganho que obtém com a proteção.LIVRE-COMÉRCIO x PROTECIONISMO O comércio internacional leva a uma expansão das indústrias exportadoras e a uma contração nas indústrias que competem com importações. . muitos governos fazem proteção comercial. contribuindo para melhor distribuição de renda. Isso aumenta a demanda doméstica de fatores de produção abundantes e reduz a demanda de fatores escassos.

INTEGRAÇÃO ECONÔMICA ACORDOS BILATERAIS 1) ÁREA DE LIVRE COMÉRCIO LIVRE COMÉRCIO INTEGRAÇÃO ECONOMICA 2) UNIÃO ADUANEIRA 3) MERCADO COMUM 4) COMUNIDADE ECONÔMICA 5) UNIÃO ECONÔMICA x EXPORTAÇÕES INCENTIVOS PROTECIONISMO IMPORTAÇÕES SUBSÍDIOS TARIFA ADUANEIRA BARREIRAS NÃO-TARIFÁRIAS .

Tebchirani 264 . mantida a independência relativamente a terceiros países  Tarifa externa comum  Harmonização da política comercial 2 União aduaneira 3 Mercado comum  Livre movimentação de fatores(CAPITAL E TRABALHO) 4 Comunidade econômica  Harmonização de políticas econômicas  Unificação das políticas econômicas 5 União econômica  Unificação monetária  Subordinação à autoridade supranacional Curso de Economia .Prof. nas transações 1 Área de livre-comércio intra-regionais.ETAPAS DA INTEGRAÇÃO OBJETIVOS (Cumulativos)  Eliminação gradativa das tarifas aduaneiras. Flávio R.

Luxemburgo. Irlanda. Lituânia. Polonia. Itália. Estonia. República Checa 2007 Bulgária e Romenia Bélgica Alemanha Irlanda Grécia Espanha França Itália Chipre Luxemburgo Malta Países Baixos Áustria Portugal Participam na moeda única 15 dos Estados-Membros da União Européia: Eslovenia Finlândia . Malta. Portugal 1995 Áustria. Reino Unido 1981 Grécia 1986 Espanha. Hungria. Letonia. Bélgica. Finlândia. Países Baixos 1973 Dinamarca. Suécia 2004 Chipre. França. Eslovênia. Eslováquia.UNIÃO EUROPÉIA – PAÍSES MEMBROS Países Fundadores Alemanha.

b) América tem possibilidades de produção distintas. A transação será vantajosa para Europa? e para América? . Com a mesma combinação de recursos pode produzir 100 unidades de produtos agrícolas ou 200 unidades de produtos industrializados ou uma combinação desses produtos.5I.CASO PARA ANÁLISE a) Europa com determinada combinação de recursos pode produzir 50 unidades de produtos agrícolas ou 50 unidades de produtos industrializados ou uma combinação desses produtos. 2) Qual o custo de oportunidade de produtos agrícolas na Europa? e na América? 3) Suponha que Europa venda produtos agrícolas para América na relação de troca 1A: 1. 1) Represente graficamente as curvas de possibilidades de produção.

MERCADO DE CÂMBIO O mercado de câmbio é um ambiente onde empresas e indivíduos compram e vendem moedas estrangeiras de livre conversibilidade. Prover créditos de curto prazo para financiar o comércio internacional. intermediados por agentes autorizados pelo Banco Central do Brasil. . As funções principais deste mercado são:   Transferir fundos ou poder aquisitivo de uma nação para outra.

considerado seu peso econômico nas transações (participação e importância no comércio mundial). derivada de condições políticas e econômicas do país emissor. O conceito de conversibilidade está ligado à aceitabilidade internacional e generalizada da moeda.MOEDAS CONVERSÍVEIS SÃO ACEITAS POR NÃO-RESIDENTES. .

GRUPO COMPRADOR de moedas estrangeiras GRUPO VENDEDOR de moedas estrangeiras MERCADO DE CÂMBIO Normas/Regulação BANCO CENTRAL Agências de viagem Meios de hospedagem Bancos comerciais .

Exportações Ingresso de K estrangeiro US$ € ¥ ₤ Importações Saída de K estrangeiro OPERAÇÕES DE COMPRA OPERAÇÕES DE VENDA BANCO CENTRAL Agências de viagem Meios de hospedagem Bancos comerciais .

. que representam os interesses do grupo vendedor e do grupo comprador. a taxa de câmbio (E) é determinada pelo encontro das curvas de oferta e de demanda no mercado de moeda estrangeira.DETERMINAÇÃO DA TAXA DE CÂMBIO Em princípio.

000 Curso de Economia .65 DEMANDA Importações Saída de capital estrangeiro APRECIAÇÃO USD 6. Tebchirani 272 .MERCADO CAMBIAL – TAXA FLUTUANTE DEPRECIAÇÃO OFERTA Exportações Ingresso de capital estrangeiro E = R$1.Prof. Flávio R.

REGIMES DE CÂMBIO  REGIME DE CÂMBIO FIXO (VALORIZAÇÃO/DESVALORIZAÇÃO)  REGIME DE CÂMBIO FLUTUANTE (APRECIAÇÃO/DEPRECIAÇÃO)  SISTEMAS MISTOS .

Flávio R. Tebchirani 274 .REGIME DE CÂMBIO FLUTUANTE TAXA DE CÂMBIO APRECIAÇÃO OFERTA Exportações Ingresso de capital estrangeiro MOEDA ESTRANGEIRA Curso de Economia .Prof.

Tebchirani 275 . Flávio R.Prof.REGIME DE CÂMBIO FLUTUANTE TAXA DE CÂMBIO Importações Saída de capital estrangeiro DEMANDA DEPRECIAÇÃO MOEDA ESTRANGEIRA Curso de Economia .

Flávio R. Tebchirani 276 .REGIME DE CÂMBIO FLUTUANTE TAXA DE CÂMBIO Importações Saída de capital estrangeiro DEMANDA DEPRECIAÇÃO MOEDA ESTRANGEIRA Curso de Economia .Prof.

6 bilhão no leilão de moeda direcionado ao comércio exterior.8 bilhões entre os dias 19 de setembro e 28 de outubro para segurar a disparada do dólar.12h15 Intervenções do BC no câmbio já somam US$ 32. . em Brasília O Banco Central já fez atuações no mercado de câmbio no valor de US$ 32.8 bilhões EDUARDO CUCOLO da Folha Online. Segundo o presidente do BC.6 bilhões em dólares das reservas internacionais.MERCADO DE CÂMBIO – Taxa flutuante “suja” 30/10/2008 . Também foram "emprestados" US$ 5 bilhões em leilões de dólares de linhas externas e outro US$ 1. Henrique Meirelles. que hoje somam US$ 203 bilhões. o órgão já vendeu US$ 4.

Tebchirani 278 .Prof. Flávio R.FLUTUAÇÃO “SUJA” TAXA DE CÂMBIO DEMANDA Importações Saída de capital estrangeiro MOEDA ESTRANGEIRA Curso de Economia .

PRINCIPAIS FATORES DETERMINANTES DAS EXPORTAÇÕES/IMPORTAÇÕES Exportações Importações Preços externos em USD Preços externos em USD Preços internos em R$ Preços internos em R$ Taxa de câmbio Taxa de câmbio .

00 $120.53 $2.00 USD 34.80 $3.TAXA DE CÂMBIO E EXPORTAÇÕES MERCADORIA = BOI (ARROBA) PAÍS $ EM MOEDA DA LOCAL CÂMBIO CUSTO P/FRIGORÍFICO BRASIL ARGENTINA URUGUAI AUSTRÁLIA R$81.00 $83.00 USD 38.20 USD 45.60 R$1.00 USD 30.00 .00 $3.00 $90.

20 USD 32.60 R$2.TAXA DE CÂMBIO E EXPORTAÇÕES MERCADORIA = BOI (ARROBA) PAÍS $ EM MOEDA DA LOCAL CÂMBIO CUSTO P/FRIGORÍFICO BRASIL ARGENTINA URUGUAI AUSTRÁLIA R$81.53 $2.00 $83.40 USD 30.00 $90.50 $3.00 $3.00 USD 34.00 USD 38.00 .00 $120.

00 US$200.33 R$100.CÂMBIO E COMPETITIVIDADE PREÇO DE CUSTO NO MERCADO INTERNO SEM IMPOSTOS TAXA DE CÂMBIO (R$ por US$) COTAÇÃO PARA EXPORTAÇÃO 4.00 1.00 US$50.00 US$33.00 0.00 2.00 US$100.50 .00 3.00 US$25.

00 R$1.00 R$300.00 R$200.CÂMBIO E COMPETITIVIDADE PREÇO DO BEM /SERVIÇO EM US$ TAXA DE CÂMBIO (R$ por US$) COTAÇÃO PARA EXPORTAÇÃO R$4.00 US$100.00 R$100.00 R$50.50 .00 R$400.00 R$3.00 R$2.00 R$0.

PRINCIPAIS FATORES DETERMINANTES DAS EXPORTAÇÕES/IMPORTAÇÕES Exportações Importações Preços externos em USD Preços externos em USD Preços internos em R$ Preços internos em R$ Taxa de câmbio Taxa de câmbio PIB mundial PIB do Brasil POLÍTICA COMERCIAL Incentivos Protecionismo .

ESTRUTURA CONTÁBIL DO BALANÇO DE PAGAMENTOS A) TRANSAÇÕES CORRENTES (I+II+III) I) Balança Comercial Exportações Importações II) Serviços (Líquidos) Viagens internacionais Transportes Seguros Governamentais Diversos (aluguel de filmes.) Rendas de capitais: juros e lucros III) Transferências Unilaterais (Líquidas) B) CAPITAIS AUTÔNOMOS Investimentos Empréstimos Financiamentos Outros C) ERROS E OMISSÕES D) SUPERÁVIT/DÉFICIT (A+B+C) E) VARIAÇÃO DE RESERVAS (-D) . patentes etc. direitos autorais. software.

531) (2.989 28.538 (22.616 47.935 34.353 (5.236) (7.052 22.457 872 9.222) 27.642 58.122) (3.581) (27.301) 1.358) (21.878) (1.839) (4.502) (19.570) (28.811) (766) (1.ANÁLISE VERTICAL (US$ MILHÕES) BALANÇA COMERCIAL Exportação Importação SERVIÇOS (Líquidos) Rendas de Capitais Lucros Juros 2001 2.477 Viagens internacionais Transportes Seguros Governamentais Diversos TRANSFERÊNCIAS (Líquidas) TRANSAÇÕES CORRENTES CAPITAIS Diretos Carteira Outros Saídas ERROS E OMISSÕES RESULTADO .649 (120.638 (23.223 (55.630) (530) 3.006) 87.548 88.300 2007 40.086 3.617) (40.846) 4.961) (14.BALANÇO DE PAGAMENTOS DO BRASIL .208) (5.032 160.967) (275) (652) (2.258) (3.468) (2.

020) 218 (1.581) (27.235) (23.338) (13.824 73.162) (13.963) TRANSFERÊNCIAS (Líquidas) TRANSAÇÕES CORRENTES CAPITAIS Diretos Carteira Outros Saídas ERROS E OMISSÕES RESULTADO 1.215) 27.534) (1.457 872 9.661) (5.699) (202) 4.364) 351 (1.950) (568) (755) (3.558 13.223 (55.084 (48.686) (13.029) (2.127 60.198) (20.967) (275) (652) (2.182) (12.471) (13.502) (19.130) (398) (2.052 22.244 3.307 2.309 (73.637) 8.066 6.640) (18.996) (8.002 (6.985 (9.196) (7.BALANÇO DE PAGAMENTOS DO BRASIL – ANÁLISE HORIZONTAL (US$ MILHÕES) BALANÇA COMERCIAL Exportação Importação SERVIÇOS (Líquidos) Rendas de Capitais Lucros Juros Viagens internacionais Transportes Seguros Governamentais Diversos 2001 2.839) (4.835) (25.166 (3.390 (7.702) (7.319 .137) 2005 44.129 (2.655 (22.758 118.590 (4.641) (13.986) (544) (180) (2.867 4.630) (530) 3.639 96.486) (8.276) (26.137) 2.464) 15.330) 18.301) 2002 13.711 (7.063 5.353 (5.004 16.292) (5.496 3.638 (23.797) 3.961) (14.468) (2.642 58.362 (47.746) (436) (151) (2.543 10.268 11.827) 2003 24.496) (858) (1.040) (420) (252) (1.791) (65) 302 2.474 (62.551) (34.110) 8.878) (1.260) (23.864) 2004 33.144 5.229) (18.

BALANÇO DE PAGAMENTOS DO BRASIL – ANÁLISE HORIZONTAL

(US$ MILHÕES) BALANÇA COMERCIAL Exportação Importação SERVIÇOS (Líquidos) Rendas de Capitais Lucros Juros Viagens internacionais Transportes Seguros Governamentais Diversos TRANSFERÊNCIAS (Líquidas) TRANSAÇÕES CORRENTES CAPITAIS Diretos Carteira Outros

2006 46.086 137.470 (91.384) (37.143) (27.666) (16.354) (11.312) (1.448) (3.126) (430) (450) (4.023) 4.306 13.621 15.982 18.782 9.051 23.491

2007 40.028 160.649 (120.621) (40.570) (28.358) (21.236) (7.122) (3.258) (3.811) (766) (1.531) (2.846) 4.086 3.544 88.935 34.616 47.989 28.538

2.008 24.835 197.942 (173.107) (57.797) (41.107) (25.348) (15.759) (5.177) (4.994) (837) (1.116) (4.566) (3.679) (36.641) 29.352

2009 25.290 152.995 (127.705) (52.930) (34.287) (17.765) (16.522) (5.594) (3.926) (1.442) (1.416) (6.265) 3.338 (24.302) 71.301

2.010 20.221 201.915 (181.694) (70.373) (40.065) (23.591) (16.474) (10.503) (6.406) (1.113) (1.356) (10.930) 2.788 (47.364) 99.692

Saídas
ERROS E OMISSÕES RESULTADO

(35.342)
966 30.569

(22.208)
(4.995) 87.484 1.809 (5.480) (347) 46.652 (3.197) 49.131

ORGANISMOS INTERNACIONAIS DE COORDENAÇÃO

FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL (FMI)

Financiamento dos desequilíbrios externos e assessoria financeira
Cota: EUA = 17%; Brasil = 1,8%

ORGANISMOS INTERNACIONAIS DE COORDENAÇÃO

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE COMÉRCIO (OMC)

Redução do protecionismo

ORGANISMOS INTERNACIONAIS DE COORDENAÇÃO

BANCO INTERNACIONAL DE RECONSTRUÇÃO E DESENVOLVIMENTO (BIRD) – BANCO MUNDIAL

Assistência financeira e desenvolvimento

G8+G5
A sigla G-8 corresponde ao grupo dos 8 países mais ricos e influentes do mundo, fazem parte os Estados Unidos, Japão, Alemanha, Canadá, França, Itália, Reino Unido e Rússia. Antes chamada de G-7, a sigla alterou-se com a inserção da Rússia, que ingressou no grupo em 1998.

O G-5 representa os países emergentes (Brasil, México, Índia, África do Sul e China) Explicitamente, a função do G-8 + G-5 é a de realizar reunião de cúpula anual, precedida de reuniões setoriais prévias. A discussão gira em

torno do processo de globalização, abertura de mercados,
problemas ambientais, ajuda financeira para economias em crise, entre outros.

G 20
O G-20 é um grupo de países em desenvolvimento criado em 20 de agosto de
2003, na fase final da preparação para a V Conferência Ministerial da OMC, realizada em Cancun, entre 10 e 14 de setembro de 2003. O Grupo concentra sua atuação em agricultura, o tema central da Agenda de Desenvolvimento de Doha. O G-20 tem uma vasta e equilibrada representação geográfica, sendo atualmente integrado por 23 Membros: 5 da África (África do Sul, Egito, Nigéria, Tanzânia e Zimbábue), 6 da Ásia (China, Filipinas, Índia, Indonésia, Paquistão e Tailândia) e 12 da América Latina (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Cuba, Equador, Guatemala, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela).

antes e durante Cancun (WT/MIN(03)/W/6). criou expectativas e recebeu também críticas vindas diferentes direções. como de fato o fez. Naquela ocasião. Para tanto. Essa posição permanece como a plataforma central do Grupo. . o G-20 gerou grande interesse. o Grupo adotou uma posição comum. o principal objetivo do Grupo foi defender resultados nas negociações agrícolas que refletissem o nível de ambição do mandato de Doha e os interesses dos países em desenvolvimento. impedir um resultado predeterminado em Cancun e de abrir espaço para as negociações em agricultura. O Grupo nasceu com o objetivo de tentar.G 20 Desde a sua constituição. circulada como documento oficial da OMC.

responda: 6. 2) Defina regime de câmbio fixo.a) Qual o saldo em conta corrente do balanço de pagamentos 6.b) Qual o saldo do balanço de pagamentos .Questões para revisão 1) Defina taxa de câmbio. 6) Supondo: superávit comercial de R$ 5 bilhões.b) sobre a oferta e demanda de divisas estrangeiras 3.a) sobre o saldo da balança comercial 3.c) sobre os preços domésticos 4) O que é a Teoria das Vantagens Comparativas 5) De que variáveis dependem as exportações e as importações de um país Indique se essas variáveis são direta ou inversamente relacionadas às exportações e importações. déficit no balanço de serviços de R$ 7 bilhões. 3) Qual o efeito de uma política de valorização do real frente a outras moedas 3. regime de câmbio flutuante e flutuação suja. transferências unilaterais positivas de R$ 2 bilhões e superávit de R$ 6 bilhões no movimento de capitais autônomos.

7 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO Curso de Economia .Prof. Tebchirani 296 . Flávio R.

Crescimento: aumento contínuo do PIB (renda) per-capita PIB per capita = PIB / população .

GERANDO CRESCIMENTO DO PADRÃO-DE-VIDA. COM PRESERVAÇÃO DO MEIO-AMBIENTE .Desenvolvimento: Conceito qualitativo. que emergiu somente no século XX PROCESSO QUE ENVOLVE MODIFICAÇÕES ESTRUTURAIS NO CONJUNTO DA SOCIEDADE.

A idéia do desenvolvimento econômico está associada às condições de vida da população ou à qualidade de vida dos residentes no país. .

eletricidade.) Sócio-políticos Mobilidade/estratificação social Representatividade política Grau de concentração da propriedade Curso de Economia .Prof. Tebchirani 300 . água tratada. segurança. serviços médicos e odontológicos. esgoto etc. educação.Indicadores do Desenvolvimento Vitais Expectativa média de vida Níveis de mortalidade infantil Espécies de endemias Estrutura etária Taxas de incremento demográfico Econômicos Qualificação da força de trabalho Aproveitamento dos recursos naturais Disponibilidade de capital p/habitante Estrutura da produção setorial Taxa de expansão das exportações Análise do balanço de pagamentos Disponibilidade de bens/serviços (alimentação. Flávio R.

que considera o valor do PIB mais remessas externas e o apoio internacional ao desenvolvimento). . (2) Longevidade (expectativa de vida ao nascer) (3) Educação (escolaridade esperada para crianças e média de escolaridade para adultos).ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO MUNDIAL (IDH) Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (1) Renda (Rendimento Nacional Bruto.

971 0.970 0.340 .969 0.352 181) Afeganistão0.966 0.878 0.965 0.352 182) Níger 0.956 0.Ranking do IDH 2009 1) Noruega 2) Austrália 3) Islândia 4) Canadá 5) Irlanda 13) EUA 44) Chile 75) Brasil 0.813 180) Serra Leoa 0.

Tebchirani 303 .Prof. Flávio R.Curso de Economia .

FONTES DO CRESCIMENTO CONDIÇÕES Disponibilidade de poupanças internas e externas Acumulação de capital Inovações tecnológicas e organizacionais Investimentos em educação e pesquisa Instituições sólidas Elevado nível de confiança jurídica Minimizar ocorrência de desequilíbrios Adequada gestão da política econômica macroeconômicos Racionalização da estrutura tributária Infra-estrutura adequada Competitividade Superação de fatores históricos Modernização das estruturas mercantis .

PIB/Var. K) Variação PIB 1 2 3 4 40% 30% 25% 20% 20% 20% 20% 20% 8% 6% 5% 4% .UM MODELO DE CRESCIMENTO ECONÔMICO Crescimento = Taxa de poupança x Produtividade dos investimentos TAXA DE POUPANÇA (S/PIB) RELAÇÃO PIB/K (Var.

especialmente nas regiões menos aptas a absorver o crescimento demográfico.  Fim da miséria (até 2025) e maior segurança econômica nos países ricos.  Crescimento rápido da população mundial.  Estabilização da população mundial (8 bilhões de pessoas).  Sistemas sustentáveis de uso da energia e de fatores de produção.  Cooperação internacional e criatividade de setores nãogovernamentais.DESAFIOS E PROPOSTAS MUNDIAIS SUPERAÇÃO DAS GRANDES CAUSAS DE CRISES POTENCIAIS  Pressões sobre os ecossistemas e sobre o clima.  Miséria (1/6 da população mundial). .  Instituições ultrapassadas.

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