Guia técnico para vídeo em rede.

Tecnologias e fatores que devem ser levados em conta para a implementação bem-sucedida de aplicações de vigilância e monitoramento remoto por IP.

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Bem-vindo ao guia técnico para vídeo em rede da Axis
A mudança para sistemas abertos de vídeo, junto com as vantagens da conexão em rede, do processamento digital de imagens e das câmeras inteligentes, constitui um meio muito mais eficaz de vigilância de segurança e monitoramento remoto do que jamais existiu. O vídeo em rede oferece tudo o que o vídeo analógico oferece, além de uma ampla gama de funções inovadoras e recursos possíveis apenas com a tecnologia digital. Antes de montar o seu sistema, você precisa levar em conta os recursos de que precisa. É igualmente importante considerar fatores, como desempenho, interoperabilidade, escalabilidade, flexibilidade e funcionalidade pronta para o futuro. Este guia orientará você em relação a esses fatores, ajudando a projetar uma solução que aproveite integralmente o potencial da tecnologia de vídeo em rede.
O melhor em vídeo em rede A Axis é a líder mundial no mercado de vídeo em rede. Somos pioneiros na tecnologia de vídeo em rede para aplicativos profissionais de vigilância por vídeo e monitoramento remoto. Introduzimos a primeira câmera de rede do mundo em 1996. Com mais de duas décadas de experiência em tecnologias de rede, a maior base instalada de produtos na categoria e fortes parcerias com líderes em todos os continentes, a Axis é a parceira certa quando se trata de vídeo em rede. Soluções flexíveis e escaláveis Utilizando padrões de tecnologia aberta que permitem a fácil integração e escalabilidade, a Axis oferece uma vasta gama de soluções de vídeo em rede para aplicações de vigilância e monitoramento remoto, em diversos setores. Nosso avançado portfólio inclui câmeras de rede que agregam valor às respectivas categorias, além de codificadores de vídeo que permitem fazer uma migração econômica para a melhor tecnologia de vídeo em rede. Nossa oferta inclui ainda soluções completas de software de gerenciamento de vídeo e uma gama ampla de acessórios.

ÍnDICE

3

Índice
1.1 1.2 1.3 1.3.1 1.3.2 1.3.3 1.3.4 1.3.5 1.3.6 1.3.7 1.3.8

Vídeo em rede: visão geral, vantagens e aplicações
Visão geral de um sistema de vídeo em rede Vantagens Aplicações Lojas Transportes Educação Industrial Vigilância pública Governo Assistência médica Bancos e finanças

7 8 12 12 12 12 13 13 13 13 14

7

Câmeras de rede
2.1 2.2 2.2.1 2.2.2 2.2.3 2.3 2.4 2.5 3.1 3.2 3.2.1 3.2.2 3.2.3 3.2.4 3.2.5 3.2.6 3.3 3.3.1 3.3.2 3.3.3 3.4 3.4.1 3.4.2 3.5 3.5.1 3.5.2 3.5.3 3.6

O que é uma câmera de rede? Tipos de câmeras de rede Câmeras de rede fixas Câmeras de rede dome fixo Câmeras PTZ e câmeras dome PTZ Câmeras de rede para dia e noite Câmeras de rede Megapixel Diretrizes para a escolha de uma câmera de rede Sensibilidade à luz Elementos de lente Campo de visão Combinando lente e sensor Padrões de encaixe de lentes Número ‘f’ e exposição Íris manual ou automática Profundidade de campo Sensores de imagem Tecnologia CCD Tecnologia CMOS Sensores megapixel Técnicas de varredura de imagens Varredura entrelaçada Varredura progressiva Processamento de imagem Compensação de iluminação traseira Zonas de exposição Ampla faixa dinâmica (WDR – Wide Dynamic Range) Instalação de uma câmera de rede

15
15 16 17 17 18 21 23 24

Elementos das câmeras

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27 28 28 30 31 31 32 33 34 34 34 35 35 35 36 37 37 37 37 38

4

ÍnDICE Proteção e caixas de proteção de câmeras
4.1 4.2 4.3

4.4 4.5 4.5.1 4.5.2 4.5.3 4.5.4 4.6 4.6.1 4.6.2 4.6.3 4.6.4

Caixas de proteção de câmeras em geral Proteção transparente Posicionando uma câmera fixa em uma caixa de proteção Proteção ambiental Proteção contra vândalos e adulteração Projeto da câmera/da caixa de proteção Fixação Posicionamento das câmeras Vídeo inteligente Tipos de fixação Fixação no teto Fixação em paredes Instalações em postes Fixação em parapeitos

39

39 40 40 41 41 41 42 43 43 43 43 44 44 44

Codificadores de vídeo
5.1 5.1.1 5.1.2 5.2 5.3 5.4 5.5 5.6 6.1 6.2 6.3 6.4

O que é um codificador de vídeo? Componentes dos codificadores de vídeo e considerações Gerenciamento de eventos e vídeo inteligente Codificadores de vídeo autônomos Codificadores de vídeo instalados em rack Codificadores de vídeo com câmeras PTZ e câmeras PTZ com cúpula Técnicas de desentrelaçamento Decodificador de vídeo

45
45 46 47 47 48 48 49 50

Resoluções

Resoluções nTSC e PAL 51 Resoluções VGA 52 Resoluções megapixel 53 Resoluções de Televisão de Alta Definição (HDTV) 54 Fundamentos da compressão Codec de vídeo Compressão de imagem x compressão de vídeo Formatos de compactação Motion JPEG MPEG-4 H.264 ou MPEG-4 Part 10/AVC Velocidades de transmissão variável e constante Comparação dos padrões Aplicações de áudio Suporte e equipamentos de áudio Modos de áudio

51

Compressão de vídeo
7.1 7.1.1 7.1.2 7.2 7.2.1 7.2.2 7.2.3 7.3 7.4 8.1 8.2 8.3

55

55 55 56 59 59 60 60 61 61

Áudio

63

63 64 65

ÍnDICE
8.3.1 8.3.2 8.3.3 8.4 8.5 8.5.1 8.5.2 8.5.3 8.6 9.1 9.1.1 9.1.2. 9.1.3 9.2 9.2.1 9.2.2 9.3 9.4 9.5 9.5.1 9.5.2 9.5.3 9.5.4 9.5.5 Simplex Half duplex Full duplex Alarme de detecção de áudio Compactação de áudio Freqüência de amostragem Bit rate Codecs de áudio Sincronização de áudio e vídeo Rede local e Ethernet Tipos de redes Ethernet Switch Power over Ethernet A Internet Endereçamento IP Protocolos de transporte de dados para vídeo em rede VLAns Qualidade de Serviço Segurança de Rede Autenticação de nome de usuário e senha Filtragem de endereços IP IEEE 802.1X HTTPS ou SSL/TLS VPN (Virtual Private Network, Rede Privada Virtual) 65 66 66 66 66 67 67 67 67

5

Tecnologias de rede

69
69 70 71 73 75 76

80 82 82 84 84 84 84 85 85

Tecnologias sem fios
10.1 10.2 10.2.1 10.2.2 10.2.3 10.3

802.11 Padrões de WLAn Segurança de WLAn WEP (Wired Equivalent Privacy) WPA/WPA2 (WiFi Protected Access) Recomendações Pontes Wireless

87
88 88 89 89 89 89

Sistemas de gerenciamento de vídeo
11.1 11.1.1 11.1.2 11.2 11.2.1 11.2.2 11.2.3 11.2.4

Plataformas de hardware Plataforma de PC servidor Plataforma NVR Plataformas de software Funções internas Software cliente na plataforma Windows Software na Web Escalabilidade do software de gerenciamento de vídeo 11.2.5 Software aberto x Software próprio do fornecedor 11.3 Recursos do sistema 11.3.1 Visualização 11.3.2 Multi-streaming

91
91 91 92 93 93 93 94

94 94 94 95 95

6

ÍnDICE
11.3.3 11.3.4 11.3.5 11.3.6 11.3.7 11.4 11.4.1 11.4.2 11.4.3 11.4.4 11.4.5 11.4.6 Gravação de vídeo Gravação e armazenamento Gerenciamento de eventos e vídeo inteligente Recursos de administração e gerenciamento Segurança Sistemas integrados Interface de programação de aplicativos Ponto de Venda Controle de acesso Gestão predial Sistemas de controle industrial RFID 96 97 97 102 103 104 104 104 105 105 106 106

Considerações sobre largura de banda e espaço de armazenamento
12.1

Cálculos de largura de banda e espaço de armazenamento 12.1.1 Largura de banda necessária 12.1.2 Cálculo do espaço de armazenamento necessário 12.2 Armazenamento em servidor 12.3 nAS e SAn 12.4 Armazenamento redundante 12.5 Configurações de sistema

107
107 107 108 110 110 112 113

Ferramentas e recursos Axis Communications’ Academy Informações para contato

115 117 118

muitas vezes chamado também de vigilância em vídeo por IP ou Vigilância IP (termo usado no setor de segurança). a rede também pode ser usada para levar energia elétrica aos produtos de vídeo em rede. seja.1 Visão geral de um sistema de vídeo em rede O vídeo em rede. email. O vídeo em rede oferece aos usuários. serão feitas comparações com um sistema analógico de vigilância por vídeo para permitir uma compreensão melhor do alcance e do potencial de um sistema digital de vídeo em rede. especialmente do setor de vigilância de segurança. VAnTAGEnS E APLICAçõES . utiliza uma rede IP com ou sem fio como base para o transporte de vídeo. áudio e outros dados digitais. são transmitidos pela mesma infra-estrutura de rede. Um sistema de vídeo em rede permite que o vídeo seja monitorado e gravado em qualquer parte da rede. Quando a tecnologia de Power over Ethernet (PoE) é aplicada. 1. por exemplo. assim como muitos outros tipos de comunicações (por exemplo.CAPÍTuLO 1 7 Vídeo em rede: visão geral. bem como outros dados. Os fluxos digitais de vídeo e áudio. serviços da Web e telefonia por computador).VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL. uma rede local (LAN) ou uma rede remota (WAN) como a Internet. vantagens e aplicações O vídeo em rede. . muitas vantagens em relação aos sistemas tradicionais de CCTV (circuito fechado de TV) analógicos. Muitas vezes. é conduzido por redes IP (Internet Protocol) com ou sem fio. além de suas vantagens e aplicações em vários segmentos de atividade. Este capítulo apresenta uma visão geral do vídeo em rede.

o armazenamento e os servidores. midspans de PoE e divisores ativos. A câmera de rede. e o software de gerenciamento de vídeo. VAnTAGEnS E APLICAçõES Câmeras de rede da Axis Início Escritório I/O AUDIO 1 2 3 4 5 6 OUT IN Codificadores de vídeo Axis PS1 NETWORK ACTIVITY REDE IP INTERNET Navegador da Web PS2 0 - Power-one 1 LOOP 2 3 4 FANS FNP 30 100-240 AC 50-50 Hz 4-2 A AC 0 - Power-one FNP 30 100-240 50-50 Hz 4-2 A AC AXIS Q7900 Rack POWER POWER AXIS Q7406 Video Encoder Blade AXIS Q7406 Video Encoder Blade Câmeras analógicas Computador com navegador da Web Computador com software de gerenciamento de vídeo Figura 1. Os componentes centrais de um sistema de vídeo em rede são a câmera de rede. > Acessibilidade remota: As câmeras de rede e os codificadores de vídeo podem ser configurados e acessados remotamente. permitindo que mais de um usuário autorizado possa ver imagens ao vivo e gravadas.1a Um sistema de vídeo em rede é formado por muitos componentes diferentes. 1. como .2 Vantagens O sistema de vigilância por vídeo em rede digital oferece diversas vantagens e funções avançadas que nenhum sistema analógico de vigilância consegue oferecer. o codificador de vídeo (usado para conexão com câmeras analógicas). o codificador de vídeo e o software de gerenciamento de vídeo são considerados as bases de uma solução de Vigilância IP. Outros componentes de um sistema de vídeo em rede são acessórios. o gerenciamento de eventos e os recursos inteligentes de vídeo. como câmeras em rede. Cada componente de vídeo em rede é contemplado mais detalhadamente em outros capítulos. que incluem a rede. flexibilidade e economia. A capacidade de usar equipamentos comerciais comuns é uma das principais vantagens do vídeo em rede. a facilidade de integração e as maiores escalabilidade. a qualquer momento e em praticamente qualquer lugar do mundo conectado à rede. Todos os outros componentes. tais como alojamentos de câmera. Como a câmera de rede e o codificador de vídeo são equipamentos instalados no computador. a alta qualidade de imagem. eles têm recursos que não podem ser igualados por uma câmera analógica de CCTV. A rede e os componentes de servidor e armazenamento são equipamentos comuns de TI. codificadores de vídeo e software de gerenciamento de vídeo. o servidor e o armazenamento. a rede. Entre as vantagens estão o acesso remoto.8 CAPÍTuLO 1 .VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL. Isso é vantajoso se os usuários quiserem que uma empresa contratada. são equipamentos comuns de TI.

Quanto maior a distância os sinais analógicos de vídeo tiverem de percorrer. Para saber mais sobre varredura progressiva e megapixel. Em um sistema de sistema de Vigilância IP totalmente digital. e não há perda de qualidade de imagem devido à distância percorrida na rede. 3 e 6. Com tecnologias de varredura progressiva e megapixel. uma alta qualidade de imagem é essencial para permitir a captura clara de um incidente em andamento e identificar as pessoas ou os objetos envolvidos. também tenha acesso ao vídeo. os sinais analógicos são convertidos para o formato digital na câmera e. depois. Câmeras de rede avançadas e codificadores de vídeo com inteligência ou recursos de análise internos cuidam desse problema. as imagens de uma câmera de rede são digitalizadas uma única vez e permanecem digitais. > Alta qualidade de imagem: Em um aplicativo de vigilância por vídeo. As câmeras de rede e os codificadores de vídeo da Axis têm recursos internos. consulte os capítulos 2. os usuários precisavam estar em um ponto de monitoramento específico no local para ver e gerenciar o vídeo. VAnTAGEnS E APLICAçõES . as imagens digitais podem ser armazenadas e acessadas mais facilmente do que nos casos em que são usadas fitas de vídeo analógicas. e o acesso externo ao vídeo não era possível sem equipamentos como codificadores de vídeo ou um gravador de vídeo digital (DVR) em rede. os sinais analógicos são digitalizados para gravação. depois. mais fracos eles ficarão. Em um sistema analógico tradicional de CCTV. dispensando conversões desnecessárias.VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL. Além disso. . ocorrem muitas conversões de analógico para digital: primeiro. há um grande volume de vídeo gravado e pouco tempo para analisá-lo adequadamente. alarme de detecção de áudio. voltam para o formato analógico para serem transportados. alarme ativo contra adulteração. As imagens capturadas perdem qualidade a cada conversão entre os formatos analógico e digital e com a distância do cabeamento. A qualidade de imagem também pode ser mantida mais facilmente em um sistema de vídeo em rede do que em um sistema analógico de vigilância. Um DVR é o substituto digital do gravador de videocassete. reduzindo a quantidade de gravações sem interesse e permitindo reações programadas. Essas funções não existem em um sistema analógico. uma câmera de rede pode gerar uma melhor qualidade de imagem e uma resolução mais elevada do que uma câmera analógica de CCTV. > Gerenciamento de eventos e vídeo inteligente: Freqüentemente. conexões de E/S (entrada/saída) e funções de gerenciamento de alarmes e eventos. Esses recursos permitem que as câmeras de rede e os codificadores de vídeo analisem constantemente as entradas para detectar um evento e reagir automaticamente a um evento com ações.CAPÍTuLO 1 9 uma empresa de segurança. como gravação de vídeo e envio de notificações de alarme. como detecção de movimento. Com os sistemas analógicos de hoje que usam um DVR como meio de gravação.

Os usuários podem definir os alarmes ou eventos criando o tipo de disparo que será usado e definindo quando ele será usado. acionamento de dispositivos externos. > Escalabilidade e flexibilidade: Um sistema de vídeo em rede pode acompanhar o aumento das necessidades do usuário. sistemas de áudio ou segurança e outros dispositivos digitais. VAnTAGEnS E APLICAçõES Figura 1. > Integração fácil. compartilhem a mesma rede com .10 CAPÍTuLO 1 . Os sistemas por IP permitem que muitas câmeras de rede e codificadores de vídeo.. As funções de gerenciamento de eventos podem ser configuradas por meio da interface de usuário do produto de vídeo em rede ou de um software de gerenciamento de vídeo. consulte o Capítulo 11. Por exemplo. além de software de gerenciamento de vídeo e aplicativos. o vídeo de uma câmera de rede pode ser integrado a um sistema de Ponto de Venda ou a um sistema de gerenciamento predial. Para saber mais sobre gerenciamento de vídeo.VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL. As reações também podem ser configuradas (por exemplo. além de outros tipos de aplicativos.2a Criação de um disparo de evento utilizando a interface de usuário de uma câmera de rede. sejam eles internos e/ou externos para fins de segurança. e envio de mensagens de notificação aos usuários). preparada para mudanças futuras: Os produtos de vídeo em rede que usam padrões abertos podem ser facilmente integrados a sistemas informatizados em computadores e em Ethernet. luzes e portas. gravação em um ou mais locais. Para saber mais sobre sistemas integrados. como alarmes. consulte o Capítulo 11.

A PoE proporciona uma economia considerável de custos de instalação e pode aumentar a confiabilidade do sistema. utilizando várias infra-estruturas que operam entre si. os custos de gerenciamento e equipamento são menores. Em um sistema de vídeo analógico. Além disso. Para saber mais sobre PoE. Além disso. um aplicativo de vídeo em rede pode aproveitar a infra-estrutura que já existe. os fluxos de vídeo digital podem ser enviados a todo o mundo. A tecnologia PoE permite que os dispositivos conectados em rede sejam alimentados por um switch ou midspan compatível com PoE. Os produtos de vídeo em rede também podem ser colocados e conectados a partir de praticamente qualquer lugar.CAPÍTuLO 1 11 ou sem fio para transmitir e receber dados. VAnTAGEnS E APLICAçõES . através do mesmo cabo Ethernet usado no transporte dos dados (vídeo). já existe uma infraestrutura de rede IP usada para outros aplicativos em uma empresa. que não pode ser aplicada a um sistema de vídeo analógico. qualquer número de produtos de vídeo em rede pode ser incluído no sistema sem nenhuma alteração significativa ou de alto custo na infra-estrutura de rede. . pois os aplicativos de retaguarda e armazenamento funcionam em servidores padrão de mercado que utilizam sistemas abertos.2b Um sistema que utiliza Power over Ethernet (PoE). Muitas vezes. Câmera de rede com PoE incorporada 3115 Câmera de rede sem PoE incorporada Switch compatível com PoE Energia Ethernet Divisor ativo Power over Ethernet No-Break (UPS) Figura 1. Portanto. um cabo coaxial dedicado deve sair diretamente de cada câmera para uma estação de visualização/gravação. Além disso.VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL. Assim. consulte o Capítulo 9. como ocorre nos sistemas analógicos de CCTV. As redes IP e opções sem fio também são alternativas muito mais econômicas do que o tradicional cabeamento coaxial e de fibra de um sistema analógico de CCTV. e o sistema pode ser tão aberto ou tão fechado quanto se desejar. a tecnologia de Power Over Ethernet (PoE). por exemplo DVRs. e não em equipamentos “fechados”. > Economia: Um sistema de Vigilância IP normalmente apresenta um custo total de propriedade menor que o de um sistema analógico de CCTV tradicional. Isso não acontece com um sistema analógico. Cabos de áudio separados deverão ser usados se o áudio também for necessário. pode ser usada em um sistema de vídeo em rede.

quando for necessário.3. Apresentamos a seguir algumas possibilidades típicas de aplicação em importantes segmentos de atividade. VAnTAGEnS E APLICAçõES 1. além de alarmes falsos. umidade. envolvendo alta qualidade de imagem (que pode ser proporcionada pela tecnologia de varredura progressiva em câmeras de rede). a maioria dos usos se enquadra na vigilância de segurança ou no monitoramento remoto de pessoas. Em instituições de ensino que já possuem uma infraestrutura de TI. abrir mais caixas devido ao tamanho das filas. como ônibus e trens.VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL. Em alguns ambientes exigentes.3 Educação De creches a universidades. aumentar a segurança do pessoal e otimizar o gerenciamento da loja. o vídeo em rede é uma solução mais favorável e econômica do que um sistema analógico porque muitas vezes não é necessário novo cabeamento. trens e navios de cruzeiro. os sistemas de vídeo em rede têm ajudado a evitar vandalismo e aumentar a segurança de professores. ajudando a otimizar a disposição de uma loja ou de uma vitrine. Ele também pode ser usado para identificar a necessidade de reposição nas prateleiras e. rodovias. Além disso. poeira.2 Transportes O vídeo em rede pode aumentar a segurança pessoal e a segurança geral em aeroportos. a Axis oferece câmeras de rede capazes de suportar variações de temperatura. lugares. O vídeo em rede também pode ser usado para monitorar as condições de tráfego.12 CAPÍTuLO 1 .3 Aplicações O vídeo em rede pode ser usado em um número praticamente ilimitado de aplicações. 1. os recursos de gerenciamento de eventos do vídeo em rede podem gerar alarmes e apresentar aos . além de meios de transporte. imóveis e operações. 1. Muitas instalações no setor de transportes exigem os melhores sistemas. vibração e vandalismo.3. O vídeo em rede oferece um alto nível de interoperabilidade e o mais rápido retorno sobre investimento. O vídeo em rede também pode ajudar a identificar as áreas mais visitadas de uma loja e registrar a atividade e os hábitos de compra dos consumidores. como ônibus. 1. altas taxas de quadros e tempos de armazenamento prolongados. reduzir os congestionamentos e aumentar a eficiência. estações de trem e outros sistemas de trânsito.1 Lojas Os sistemas de vídeo em rede em lojas podem reduzir consideravelmente o número de furtos e roubos. alunos e funcionários. O sistema pode acelerar a detecção de possíveis incidentes. entretanto.3. Uma grande vantagem do vídeo em rede é a possibilidade de integração ao sistema de EAS (vigilância eletrônica de artigos) da loja ou a um sistema de PDV (ponto de venda) para permitir que as atividades de roubo de estoques sejam vistas e gravadas.

1. como o número de visitantes em um edifício. e para proteger armazéns e sistemas de controle de estoques. por exemplo. detectar atividade e prestar assistência remota. VAnTAGEnS E APLICAçõES . Com aplicações inteligentes de vídeo. o vídeo em rede pode fornecer informações estatísticas.6 Governo Os produtos de vídeo em rede são usados para proteger todos os tipos de edifícios públicos. Ele pode ser usado para detectar e dissuadir. nos processos e nos sistemas de logística. pacientes e visitantes. por exemplo.3. além de soluções de vigilância por vídeo que aumentam a segurança e a proteção dos funcionários.3. O pessoal autorizado do hospital pode.CAPÍTuLO 1 13 operadores de segurança imagens precisas em tempo real para que eles possam tomar suas decisões. 1. como contagem de pessoas. Câmeras dispostas nas entradas e saídas dos edifícios podem registrar quem entra e sai. de maneira eficaz.3. ver vídeos ao vivo de vários locais.4 Industrial O vídeo em rede pode ser usado para monitorar e aumentar a eficiência nas linhas de produção. O vídeo em rede também pode ser usado para realizar reuniões virtuais e obter suporte técnico à distância. Os recursos de vigilância remota do vídeo em rede permitem que a polícia reaja rapidamente aos crimes cometidos que forem detectados pelas câmeras. além das instalações.7 Assistência médica O vídeo em rede permite o monitoramento de pacientes de maneira econômica e com alta qualidade. 1. Elas são usadas para evitar vandalismo e aumentar a segurança dos funcionários. . de museus e escritórios a bibliotecas e presídios. 24 horas por dia. O uso de redes sem fio permite a instalação do vídeo em rede em toda a cidade. 1. O vídeo em rede também pode ser usado no ensino à distância. para alunos que não podem assistir pessoalmente às aulas.5 Vigilância pública O vídeo em rede é uma das ferramentas mais úteis no combate ao crime e para a proteção dos cidadãos.3.VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL.

especialmente nos bancos que valorizam a alta qualidade de imagem e querem ser capazes de identificar facilmente as pessoas em um vídeo de vigilância. embora a maioria das instalações ainda seja analógica.VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL. sedes e locais com caixas automáticos.axis.14 CAPÍTuLO 1 . Os bancos usam sistemas de vigilância há muito tempo e. e a mudança dos sistemas analógicos para a Vigilância por IP está rapidamente ganhando espaço no setor de vigilância por vídeo. Consulte estudos de caso no endereço www.com/success_stories/ .3.8 Bancos e finanças O vídeo em rede é usado em aplicações de segurança em agências bancárias. VAnTAGEnS E APLICAçõES 1. o vídeo em rede está começando a ganhar espaço. O vídeo em rede é uma tecnologia comprovada.

e e-mail. Assim como um computador.1 O que é uma câmera de rede? Uma câmera de rede. e memória. muitas vezes conhecida também como “câmera IP”. um ou mais processadores.CâMERAS DE REDE . análise de vídeo e funções de conexão de rede.1a Uma câmera de rede se conecta diretamente à rede. O final de cada capítulo apresenta um guia de seleção de câmeras. LAN Câmera de rede Axis Switch PoE LAN/Internet Computador com software de gerenciamento de vídeo Figura 2. Os principais componentes de uma câmera de rede são a lente. é conectada diretamente a uma rede e pode ser colocada onde houver uma conexão de rede. para usá-la. pode ser descrita como uma câmera e um computador combinados em uma única unidade. A memória é usada para armazenar o firmware da câmera de rede (programa de computador) e para a gravação local de seqüências de vídeo. o sensor de imagem. consulte o Capítulo 3. Uma câmera de rede possui funções de servidor de Web. . deve ser instalado um software no PC. Esse tipo de câmera é diferente das “Webcams”.CAPÍTuLO 2 15 Câmeras de rede Existe uma ampla gama de câmeras de rede para uma grande variedade de requisitos. 2. além de operar com muitos outros protocolos de rede e segurança. que funcionam apenas conectadas a um computador pessoal (PC) através da porta USB ou IEEE 1394. FTP (Protocolo de Transferência de Arquivos). compactação. Também são fornecidas informações sobre câmeras para dia/noite e câmeras de rede com resolução de megapixels. Os processadores são usados para processamento de imagens. Este capítulo descreve o que é uma câmera de rede e explica os diferentes tipos de câmera. a câmera de rede tem seu próprio endereço IP. Para saber mais sobre os elementos das câmeras. e.

e-mail ou HTTP (Protocolo de Transferência de Hipertexto). As imagens capturadas podem ser enviadas como Motion JPEG. . como detecção de movimento. quando ocorrer algum evento. Além de capturar vídeo. “domes fixas”.CâMERAS DE REDE Uma câmera de rede pode ser configurada para enviar vídeo por uma rede IP para visualização ao vivo e/ou gravação.264. MPEG-4 ou vídeo H. as câmeras de rede da Axis realizam o gerenciamento de eventos e possuem funções inteligentes de vídeo. Entre os outros recursos podem estar o áudio e entradas incorporadas para Power over Ethernet (PoE). ou transferidas como imagens JPEG individuais através de FTP. ou mediante solicitação de usuários autorizados. A maioria das câmeras de rede também possui portas de entrada/saída (E/S) que permitem conexões com dispositivos externos. alarme ativo contra adulteração e acompanhamento automático. As câmeras de rede da Axis também possuem recursos avançados de gerenciamento de segurança e de rede. detecção de áudio. poeira e umidade). Também há caixas disponíveis para câmeras internas que necessitem de proteção contra ambientes adversos (por exemplo. a menos que o design da câmera já incorpore uma caixa de proteção. Para saber mais sobre proteção e caixas de proteção de câmeras. em horários programados. sejam para uso em interiores ou exteriores. as câmeras de rede externas têm lentes com íris automáticas para controlar a intensidade de luz à qual o sensor de imagem é exposto. Muitas vezes. Figura 2. consulte o Capítulo 4. como sensores e relês. Uma câmera externa também exige uma caixa de proteção.16 CAPÍTuLO 2 . respectivamente. Alguns projetos de câmeras já incorporam recursos contra vandalismo e adulteração.1b Frente e traseira de uma câmera de rede.2 Tipos de câmeras de rede As câmeras de rede podem ser classificadas de acordo com o seu uso previsto: apenas uso interno ou uso interno e externo. 2. dispensando caixas externas. seja em caráter contínuo. “PTZ” e “domes PTZ”. consulte os capítulos 7 e 9. e contra vandalismo ou adulteração. As câmeras de rede. utilizando vários protocolos de rede. Para saber mais sobre formatos de compactação de vídeo e protocolos de rede. podem ser categorizadas ainda como “fixas”.

Figura 2.2. e mesmo que ela seja intercambiável. passando despercebida.2a Câmeras de rede fixas.2. Esse tipo de câmera é a melhor opção para aplicações nas quais é vantajoso que a câmera esteja bem visível. Uma câmera fixa é o tipo de câmera tradicional. As câmeras fixas podem ser instaladas em caixas de proteção projetados para instalação em interiores e exteriores. é uma câmera cujo campo de visão é fixo (normal/teleobjetiva/grande-angular) quando for instalada. Da esquerda para a direita: AXIS 209FD e AXIS 216FD (disponíveis também nas versões reforçada e megapixel). envolve essencialmente uma câmera fixa previamente instalada em dentro de uma pequena cúpula. Não é necessário nenhuma caixa alojamento externa. A câmera também é resistente a violações. 2. . como instalações resistentes a vandalismo e/ou instalações do tipo IP66 para exteriores. A principal vantagem deste tipo de câmera está em seu design discreto. inclusive as versões sem fio e megapixel. Uma das limitações de uma câmera dome fixa.CAPÍTuLO 2 17 2. também chamada “minidome”.2b Câmeras de rede dome fixas. As câmeras domes fixas da Axis são projetadas com diferentes tipos de caixas de proteção. há poucas opções de lentes devido ao pouco espaço dentro da cúpula. bem como no fato de ser difícil perceber a direção para a qual a câmera aponta. A câmera pode ser direcionada para apontar em qualquer direção. Esse tipo de câmera é normalmente fixado em uma parede ou no teto. Uma câmera fixa normalmente permite que as lentes sejam trocadas. AXIS P3301 e AXIS 225FD. muitas vezes é fornecida uma lente de foco variável para permitir o ajuste do campo de visão da câmera. que pode ser fornecida com uma lente fixa ou de foco variável (varifocal). no qual a câmera e a direção para a qual aponta são claramente visíveis.2 Câmeras de rede dome fixo Uma câmera de rede tipo dome fixo. Para compensar essa limitação.1 Câmeras de rede fixas Uma câmera de rede fixa. Figura 2. é que ela raramente vem com uma lente intercambiável.CâMERAS DE REDE .

que permite bloquear ou mascarar a visualização e a gravação de determinadas áreas de uma cena. > Máscara de privacidade. não é necessário instalar cabos RS-485 como ocorre com uma câmera PTZ analógica. A máscara de privacidade.CâMERAS DE REDE 2. Em uma câmera PTZ ou uma câmera dome PTZ. mascarando até mesmo quando o campo de visão da câmera mudar. . Alguns recursos que podem ser incorporados a uma câmera PTZ ou uma câmera dome PTZ: > EIS (Electronic Image Stabilizer. pode ser disponibilizada em vários produtos de vídeo em rede. Além de proporcionar imagens mais úteis. as câmeras dome PTZ e fatores de aproximação (zoom) acima de 20x são sensíveis a vibrações e movimentos causados pelo tráfego ou pelo vento. Em instalações externas. o EIS reduz o tamanho dos arquivos de imagens compactadas. a função permite manter a privacidade.2c Com a máscara de privacidade incorporada (retângulo cinza na imagem). Figura 2. Todos os comandos de PTZ são enviados pelo mesmo cabo de rede usado para a transmissão do vídeo.2.18 CAPÍTuLO 2 . economizando um valioso espaço de armazenamento.3 Câmeras PTZ e câmeras dome PTZ Uma câmera PTZ ou uma câmera dome PTZ pode se movimentar horizontalmente / verticalmente(pan/tilt) e aproximar ou afastar (zoom in/out) a imagem de qualquer área ou objeto. O EIS ajuda a reduzir os efeitos da vibração em um vídeo. pois a máscara se move com o sistema de coordenadas. a câmera pode garantir a privacidade de áreas que não devem ser cobertas por uma aplicação de vigilância. Estabilizador Eletrônico de Imagens).

por exemplo. > E-flip (inversão eletrônica). Assim que as posições predefini das forem programadas na câmera. Ao seguir a pessoa. > Auto-flip (inversão automática). haverá situações em que a pessoa passará bem embaixo da câmera. Isso significa que a câmera não pode acompanhar uma pessoa que caminha continuamente em um círculo completo ao redor da câmera. Nesses casos. a Câmera de Rede AXIS 215 PTZ. Muitas câmeras PTZ e câmeras dome PTZ aceitam a programação de várias posições predefinidas. Entretanto. e o(a) segue dentro da área de cobertura da câmera. o E-flip gira eletronicamente as imagens 180 graus.CâMERAS DE REDE . não têm um movimento horizontal completo de 360 graus devido a um batente mecânico que impede as câmeras de realizarem um movimento circular contínuo. pois permite que uma câmera PTZ ou uma câmera dome PTZ grave áreas de uma cena onde houver atividade. as imagens seriam vistas de cabeça para baixo. > As câmeras de rede PTZ não foram projetadas para operação contínua automática nem para a chamada “ronda””. As exceções são as câmeras PTZ que possuem a função auto-flip. existem diferenças entre elas: > as câmeras de rede PTZ não têm um movimento completo contínuo de 360 graus devido a um batente mecânico. O acompanhamento automático é uma função inteligente de vídeo que detecta automaticamente uma pessoa ou um veículo em movimento. a câmera pode continuar acompanhando uma pessoa ou um objeto em qualquer direção. Normalmente. Quando uma câmera dome PTZ é instalada no teto para acompanhar uma pessoa. as câmeras PTZ. pois são necessárias menos câmeras para cobrir uma cena. Ela também aumenta a eficácia da solução. uma câmera de rede PTZ pode inverter instantaneamente a câmera a 180 graus e continuar seu movimento horizontal além do ponto zero. Ela é realizada automaticamente e não será percebida pelo operador. A função reduz consideravelmente o custo de um sistema de vigilância. na qual a presença ocasional de pessoas ou veículos necessita de atenção especial. Dessa forma. em uma loja. na qual a câmera se movimenta automaticamente de uma posição predefinida para a seguinte. o operador será capaz de ir de uma posição para a outra com grande rapidez. por exemplo. ao contrário das câmeras dome PTZ. se não houvesse a função E-flip. Esse recurso é especialmente útil em situações de vigilância não-assistida. com a função Auto-flip. . Embora as câmeras PTZ e as câmeras dome PTZ possam ter funções semelhantes.CAPÍTuLO 2 19 > Posições predefinidas. normalmente entre 20 e 100. > Acompanhamento automático (auto tracking).

Figura 2. Isso é realizado com a apresentação de uma imagem panorâmica com resolução VGA (640x480 pixels). uma imagem panorâmica de 140 graus com resolução VGA. imagem com zoom de 3x. Uma câmera PTZ pode ser instalada no teto ou em uma parede. disponíveis nas versões mecânicas ou não-mecânicas. . como a AXIS 212 PTZ e sua versão resistente a vandalismo (vista acima). mesmo que a câmera capture uma imagem com resolução muito mais alta. ela oferece um campo de visão mais amplo do que uma câmera de rede PTZ mecânica. e sobre as câmeras de rede dome PTZ. o que evita o desgaste. Da esquerda para a direita: AXIS 212 PTZ-V (não-mecânica).CâMERAS DE REDE As próximas seções apresentam mais informações sobre as câmeras de rede PTZ.20 CAPÍTuLO 2 .2e Imagens de uma câmera de rede PTZ não-mecânica. à direita. oferece recursos instantâneos de pan. AXIS 213 PTZ. Câmeras de rede PTZ não-mecânicas Uma câmera de rede PTZ não-mecânica. À esquerda. Uma câmera PTZ não-mecânica usa um sensor de imagem megapixel e permite que o operador aproxime instantaneamente qualquer parte de uma cena sem nenhuma perda de resolução de imagem. sem peças móveis.2d Câmeras de rede PTZ. AXIS 214 PTZ e AXIS 215 PTZ. Câmeras de rede PTZ mecânicas As câmeras PTZ mecânicas são usadas principalmente em interiores e em aplicações que empregam um operador. tilt e zoom. Utilizando uma lente grande-angular. O zoom óptico das câmeras PTZ normalmente varia de 10x a 26x. Figura 2.

ou em um poste na lateral de um edifício (para instalações exteriores). ativadas durante horários diferentes do dia. a câmera usa a resolução megapixel original para oferecer uma proporção 1:1 completa com resolução VGA. uma única câmera de rede dome PTZ pode cobrir uma área que exigiria 10 câmeras de rede fixas. . Com zoom digital normal. sem perder a nitidez. tilt e zoom. A principal desvantagem é que apenas um local pode ser monitorado por vez. podem ser definidas até 20 rondas de armazenamento. Uma câmera para dia e noite é projetada para uso em instalações externas ou em ambientes internos com pouca iluminação. à instalação (especialmente em instalações no teto). 2. O zoom óptico de uma dome PTZ normalmente varia de 10x a 35x.CâMERAS DE REDE . Uma câmera PTZ não-mecânica é ideal para instalações discretas em paredes. AXIS 232D+. As câmeras dome PTZ são ideais para uso em instalações discretas. Câmeras de rede dome PTZ As câmeras de rede dome PTZ podem cobrir uma área extensa. e à dificuldade de perceber o ângulo de visão da câmera (as cúpulas podem ser transparentes ou fumê). Da esquerda para a direita: AXIS 231D+. AXIS 233D. deixando as outras nove posições sem monitoramento. aumentando a flexibilidade das funções de pan. devido ao seu design. quando a câmera passa automaticamente de uma posição predefinida para a posição seguinte em uma ordem predeterminada ou aleatória. Esse tipo de câmera é normalmente instalada no teto se for usada em interiores.3 Câmeras de rede para dia e noite Todos os tipos de câmeras de rede — fixas. Uma câmera de rede dome PTZ também proporciona robustez mecânica para operação contínua no modo “ronda””. Elas permitem movimentos horizontais (pan) contínuos de 360 graus. PTZ e domes PTZ— podem funcionar durante o dia ou à noite. Uma dome PTZ é usada freqüentemente em situações que empregam um operador. Figura 2. e movimentos verticais (tilt) normalmente de 180 graus. Normalmente. No modo de ronda.2f Câmeras de rede dome PTZ. A imagem aproximada resultante oferece boa qualidade de detalhes. a imagem aproximada perde detalhes de nitidez na maioria das vezes. domes fixas.CAPÍTuLO 2 21 Quando a câmera é instruída para aproximar-se de qualquer parte da imagem panorâmica.

A luz infravermelha.22 CAPÍTuLO 2 . no meio. mas a maioria dos sensores da câmera pode detectá-la e usá-la. à direita. posição do filtro de corte de IV durante a noite. uma câmera para dia e noite usa um filtro de corte de IV. Quando a iluminação cai abaixo de um determinado nível.3a O gráfico mostra como um sensor de imagem reage à luz visível e Infra Vermelho.001 lux ou menos. gera imagens coloridas durante o dia. a câmera pode passar automaticamente ao modo noturno para usar a luz quase-infravermelha (IV) para gerar imagens de alta qualidade em preto-e-branco. A luz IV é filtrada para que ela não distorça as cores das imagens quando o olho humano as vir. posição do filtro de corte de IV durante o dia. Figura 2. Durante o dia. permitindo que a sensibilidade da câmera à luz capte até 0. Quando a câmera estiver no modo noturno (preto-e-branco). . está além do que o olho humano pode captar. o filtro de corte de IV é desativado.CâMERAS DE REDE Uma câmera de rede em cores. A luz IV cobre a faixa de onda de 700 nm a 1000 nm. filtro de corte de IV em uma câmera de rede para dia/noite. Figura 2. para dia e noite. que cobre uma faixa de onda de 700 nanômetros (nm) a aproximadamente 1000 nm.3b Imagem à esquerda.

Para saber mais sobre o padrão H.264. o que ajuda a identificar pessoas e objetos. Um iluminador IV que gera luz infravermelha também pode ser usado junto com uma câmera para dia e noite para aumentar ainda mais a capacidade da câmera de gerar vídeo de alta qualidade em condições de baixa iluminação ou à noite.4 Câmeras de rede Megapixel As câmeras de rede megapixel. at right. 2. visite o site da Axis: www.CâMERAS DE REDE . disponíveis nas câmeras fixas e câmeras domes fixas da Axis.3c At left. as câmeras megapixel são normalmente menos sensíveis à luz do que uma câmera de rede que não seja megapixel. por exemplo. incorpo¬ram um sensor de imagem megapixel para gerar imagens a partir de um milhão de pixels.CAPÍTuLO 2 23 As câmeras para dia e noite são úteis em ambientes que restringem o uso de luz artificial. .264. embora isso possa ser atenuado com o uso do padrão de compactação de vídeo H. Os fluxos de vídeo de resolução mais elevada gerados por uma câmera megapixel também exigem mais largura de banda da rede e espaço de armazenamento para as gravações.axis. image without an IR illuminator. Hoje em dia.com/products/cam_irillum Figura 2. ou pode ser usada para cobrir uma parte maior de uma cena se a resolução da imagem for mantida igual à de uma câmera convencional. Entre eles estão situações de vigilância por vídeo com baixa iluminação. em uma situação de vigilância de tráfego na qual luzes muito intensas perturbariam os motoristas à noite. Para saber mais sobre os iluminadores IV. consulte o Capítulo 7. image with an IR illuminator. Uma câmera de rede megapixel fixa pode ser usada de duas maneiras: ela pode permitir que os operadores vejam mais detalhes em uma imagem de resolução mais elevada. Essa resolução é pelo menos duas vezes melhor do que a resolução gerada por câmeras analógicas. vigilância disfarçada e aplicações discretas.

consulte o Capítulo 3. Considere que uma câmera PTZ com recursos de grande zoom óptico pode gerar imagens mais detalhadas e vigiar uma área extensa. Para saber mais sobre Caixas de proteção. uma câmera PTZ pode proporcionar uma visão breve de uma parte da sua área de cobertura por vez.24 CAPÍTuLO 2 . Entretanto. Imagens altamente detalhadas são importantes para a identificação de pessoas ou objetos (por exemplo. . e o tipo de câmera/lente necessário. “câmera fixa” também se refere a câmeras domes fixas . Em um determinado local.Megapixel ou não-megapixel. Em ambientes externos. se houver duas áreas de interesse relativamente pequenas e próximas uma da outra. pode ser usada uma câmera megapixel com lente grande-angular em vez de duas câmeras não-megapixel. ou é necessário estabelecer uma ronda automática. . A área determinará o tipo de câmera e o número de câmeras necessárias. Não se esqueça de que as medições em lux nas câmeras de rede não podem ser comparadas entre diferentes fornecedores de produtos de vídeo em rede. > Área de cobertura. As imagens panorâmicas permitem ver uma cena geral ou a movimentação geral das pessoas. serão necessários Caixas de proteção.Sensibilidade à luz e iluminação necessária. Para usar plenamente os recursos de uma câmera PTZ. (no contexto a seguir. > Defina o objetivo de vigilância: panorâmica ou detalhada. e se as áreas estão localizadas relativamente próximas umas das outras ou se estão muito separadas. .Caixa de proteção. O objetivo de vigilância determinará o campo de visão. quantas dessas áreas devem ser cobertas. é necessário contar com um operador. e “câmeras PTZ” também se refere a câmeras domes PTZ ). é útil conhecer algumas diretrizes ao selecionar uma câmera de rede. consulte o Capítulo 4. rostos ou placas de carros. o posicionamento da câmera. > Ambiente interno ou externo. Por exemplo. considere o uso de câmeras para dia e noite. monitoramento de pontos de vendas). defina o número de áreas de interesse.CâMERAS DE REDE 2. umidade ou vandalismo. Considere a sensibilidade à luz da câmera que é necessária. .5 Diretrizes para a escolha de uma câmera de rede Com a variedade de câmeras de rede disponível. além da necessidade de mais iluminação ou de luzes especiais. pois não há nenhum padrão de mercado para medição da sensibilidade à luz. ao passo que uma câmera fixa é capaz de cobrir integralmente a sua área o tempo todo. Uma área pode ser coberta por várias câmeras fixas ou por algumas câmeras PTZ. Se for necessário instalar a câmera em um local externo ou em ambientes que exigem proteção contra poeira.Fixa ou PTZ. . Para saber mais sobre lentes. como lâmpadas IV.

A realização de gravações com base em gatilhos de eventos a partir de portas de entrada e recursos de vídeo inteligente em um produto de vídeo em rede economiza largura de banda e espaço de armazenamento. Se for prioritário capturar com clareza objetos em movimento. > Compactação. Para aplicações que exigem imagens detalhadas. Para saber mais sobre áudio. e funções wireless. consulte o Capítulo 3. As câmeras de rede da Axis com áudio são distribuídas com um microfone embutido e/ou uma entrada para microfone externo e um alto-falante ou uma saída de linha para alto-falantes externos. a menos que um alarme/evento ocorra. Para saber mais sobre tecnologias de rede e segurança. Entre as outras considerações importantes a respeito das características necessárias em uma câmera estão as seguintes: > Qualidade de imagem. Se for necessário áudio. filtragem de endereços IP. Entre as considerações estão as seguintes: PoE. consulte o Capítulo 6. consulte o Capítulo 7. as funções de gerenciamento de eventos são configuradas através de um software de gerenciamento de vídeo. A qualidade de imagem é um dos aspectos mais importantes de qualquer câmera. IEEE802. criptografia HTTPS para criptografia de fluxos de vídeo antes que eles sejam enviados pela rede. consulte o Capítulo 9 . as câmeras megapixel podem ser a melhor opção.1X para controlar o acesso a uma rede. > Resolução. mas é difícil quantificá-la e medi-la. proporcionando a maior economia de largura de banda e espaço de armazenamento. sendo apoiadas por portas de entrada/saída e recursos de vídeo inteligente em uma câmera de rede ou um codificador de vídeo. e permite que os operadores tomem conta de um número maior de câmeras. das Caixas de proteção e das fixações que permitem uma instalação discreta ou não-discreta. o MPEG-4 e o Motion JPEG. A melhor maneira de determinar a qualidade da imagem é instalar diferentes câmeras e examinar o vídeo.CAPÍTuLO 2 25 > Vigilância explícita ou disfarçada.264 é o padrão mais recente. > Gerenciamento de eventos e vídeo inteligente. IPv6. que concede ou nega direitos de acesso a endereços IP definidos.264. Para saber mais sobre compactação. O H. consulte o Capítulo 11 > Funções de rede. Para saber mais sobre a resolução megapixel. > Áudio. Isso ajudará na seleção das câmeras. consulte o Capítulo 8. pois nem todas as câmeras exigem monitoramento ao vivo. Muitas vezes. verifique se é necessário o áudio unidirecional ou bidirecional.CâMERAS DE REDE . Os três padrões de compactação de vídeo oferecidos nos produtos de vídeo em rede da Axis são o H. Para saber mais sobre a varredura progressiva. Para saber mais sobre funções de gerenciamento de eventos. é importante que a câmera de rede use a tecnologia de varredura progressiva.

Um produto de vídeo em rede com uma interface aberta aumenta as possibilidades de integração com outros sistemas. Como as necessidades crescem e se modificam. consulte o Capítulo 11. Além disso. é a escolha do fornecedor do produto de vídeo em rede. é recomendável adquirir uma e testar sua qualidade antes de fazer uma grande compra. Os produtos da Axis são apoiados por softwares de gerenciamento de vídeo desenvolvidos pelo usuário e por uma ampla gama de soluções de software de gerenciamento de vídeo de mais de 600 Parceiros de Desenvolvimento de Aplicativos da Axis. o fornecedor deve oferecer inovação. externo à câmera de rede em si.CâMERAS DE REDE > Interface aberta e aplicativos. Outro aspecto importante. o fornecedor deve ser considerado um parceiro de longo prazo.26 CAPÍTuLO 2 . suporte. upgrades e um roteiro de produtos de longo prazo. Para saber mais sobre sistemas gerenciamento de vídeo. Também é importante que o produto seja apoiado por boas opções de aplicativos e um software de gerenciamento que facilite a instalação e os upgrades dos produtos de vídeo em rede. Isso significa que é importante escolher um fornecedor que ofereça uma linha completa de produtos de vídeo em rede e acessórios que atendam às necessidades tanto de hoje como de anos à frente. Assim que for tomada uma decisão sobre a câmera necessária. .

é importante ter em mente que uma leitura de lux não indica a condição de iluminação de toda a cena.1a Exemplos de diferentes níveis de luminância. Para capturar imagens de boa qualidade. consulte o Capítulo 2. é difícil focalizar e a imagem apresentará ruídos e/ou ficará escura. 3. Muitas cenas naturais apresentam uma iluminação bastante complexa. são necessários pelo menos 200 lux para iluminar um objeto para que seja obtida uma imagem de boa qualidade. Luminância 100. além das funções de processamento de imagens. é necessário usar uma câmera para dia e noite que aproveite a luz quase infravermelha. Algumas diretrizes sobre as considerações de instalação também serão apresentadas ao final. especificada em lux. em condições de pouca luz ou escuras. quanto mais luz incidir sobre o objeto. melhor será a imagem.CAPÍTuLO 3 27 Elementos das câmeras Vários elementos das câmeras afetam a qualidade da imagem e o campo de visão. muitas vezes. maior será a sensibilidade da câmera à luz. que corresponde a um nível de luminância no qual uma câmera gera uma imagem aceitável. Com pouquíssima luz. o tipo de sensor de imagens. Quanto mais baixa a especificação de lux.ELEMEnTOS DAS CâMERAS . de modo que é importante compreendê-los ao escolher uma câmera de rede. Os elementos são a sensibilidade da câmera à luz. Diferentes condições de iluminação geram uma luminância diferente.1 Sensibilidade à luz A sensibilidade de uma câmera de rede à luz é. Em geral. e a técnica de varredura.000 lux 500 lux 100 lux Tabela 3.000 lux 10. Condições de iluminação Luz solar forte Luz solar plena Luz de escritório Sala mal-iluminada . com sombras e luzes que geram diferentes leituras de lux em diferentes partes de uma cena. Todos esses elementos serão abordados neste capítulo. Dessa forma. Normalmente. Para saber mais sobre câmeras para dia e noite. o tipo de lente.

ambas disponibilizadas pela Axis. O campo de visão é determinado pela distância focal da lente e pelo tamanho do sensor de imagem. ou seja. o sensor de imagem da câmera). normalmente 1/4”. A desvantagem de usar uma calculadora de lentes é que ela não leva em conta nenhuma possível distorção geométrica de uma lente.1 Campo de visão Um fator que deve ser levado em consideração ao escolher uma câmera é o campo de visão necessário. também deve ser usado no cálculo. A distância focal de uma lente é definida como a distância entre a lente de entrada (ou um ponto específico de um conjunto de lente complexo) e o ponto para o qual todos os raios de luz convergem (normalmente. Quanto maior a distância focal.ELEMEnTOS DAS CâMERAS Muitos fabricantes especificam o nível mínimo de iluminação necessária para que uma câmera de rede gere uma imagem aceitável.com/tools). 1/3”. Embora essas especificações ajudem a fazer comparações de sensibilidade à luz de câmeras produzidas pelo mesmo fabricante. ou seja. as câmeras devem ser colocadas lado a lado e capturar um objeto em movimento com pouca iluminação. . ou a distância entre os conjuntos de lentes e o sensor de imagens. Entre elas estão as seguintes: > Definir o campo de visão. O tamanho do sensor de imagem de uma câmera de rede. Isso ocorre porque cada fabricante utiliza um método diferente e critérios diferentes de uma imagem aceitável. de uma câmera de rede realiza várias funções. ou um conjunto de lente. e o nível de detalhes da captura. > Controlar a quantidade de luz que atinge o sensor de imagens para que uma imagem seja corretamente exposta. mais estreito será o campo de visão. Para comparar corretamente o desempenho de duas câmeras diferentes em condições de baixa luminosidade. 3. 1/2” e 2/3”. > Focalizar para ajustar qualquer um dos elementos no conjunto da lente. A maneira mais rápida de descobrir a lente com a distância focal necessária para o campo de visão desejado é usar uma calculadora de lentes rotativas ou uma calculadora de lentes on-line (www. a área de cobertura e o nível de detalhes que será visualizado.axis.2 Elementos de lente Uma lente. definir quanto da cena será capturado.2.28 CAPÍTuLO 3 . talvez não seja útil usar esses números para comparar câmeras de diferentes fabricantes. 3. ambos são especificados na folha de dados da câmera de rede.

telefoto (à direita). . Uma lente grande-angular geralmente oferece uma boa profundidade de campo e um bom desempenho com baixa luminosidade.ELEMEnTOS DAS CâMERAS . > Grande-angular: Um campo de visão maior com menos detalhes que na visão normal.2b Lentes de câmeras de rede com diferentes distâncias focais: grande-angular (à esquerda). Uma distância focal comum de uma lente de câmera de rede fixa é de 4 mm. Uma lente de telefoto é usada quando o objeto vigiado é pequeno ou está muito distante da câmera. por exemplo. Uma lente de telefoto geralmente tem menos capacidade de captura de luz que uma lente normal. Figura 3. apenas um campo de visão (ou normal. visão normal (no meio). normal (no meio). > Telefoto: Um campo de visão mais estreito que oferece. Figura 3. telefoto (à direita). ou seja.CAPÍTuLO 3 29 O campo de visão pode ser classificado em três categorias: > Visão normal: Oferece o mesmo campo de visão que o olho humano. o efeito “olho de peixe”.2a Diferentes campos de visão: Grande-angular (à esquerda). as lentes grande-angulares geram distorções geométricas. em geral. Existem três tipos principais de lentes: > Lente fixa: Essa lente oferece uma distância focal fixa. Às vezes. detalhes mais refinados do que o olho humano pode captar. ou telefoto ou grande-angular).

É melhor combinar a resolução da lente com a resolução da câmera para usar plenamente a capacidade da câmera. será necessária uma lente de alta qualidade. pois os pixels dos sensores megapixel são muito menores do que os de um sensor VGA (640x480 pixels).. O foco pode ser mantido dentro de um intervalo de distâncias focais. As lentes de foco variável para câmeras de rede oferecem distâncias focais que variam de 3 mm a 8 mm. 3. o campo de visão será menor do que a capacidade da lente.2. Quando o campo de visão mudar.2c Exemplos de lentes diferentes instaladas em um sensor de imagem de 1/3 de polegada. por exemplo. Se uma lente tiver sido projetada para um sensor de imagem menor do que o sensor efetivamente instalado dentro da câmera. a imagem apresentará cantos pretos (consulte a ilustração à esquerda na Figura 3. Entretanto. Lente de 1/4” Lente de 1/3" Lente de 1/2" Figura 3.ELEMEnTOS DAS CâMERAS > Lente de foco variável: Esse tipo de lente oferece várias distâncias focais e. pois permitem que o usuário selecione diferentes campos de visão. . e ¼ de pol. Quando a lente de uma câmera megapixel for substituída. portanto. pois parte das informações serão “perdidas” fora do sensor de imagem (consulte a ilustração à esquerda da Figura 3. diferentes campos de visão.30 CAPÍTuLO 3 .2 Combinando lente e sensor Se uma câmera de rede oferecer lentes intercambiáveis. pois faz com que tudo pareça aproximado. Quando uma lente indica. de 6 mm a 48 mm..2c). por exemplo. 1/3 de pol. Se uma lente tiver sido projetada para um sensor de imagem maior do que o sensor efetivamente instalado dentro da câmera. Uma lente produzida para um sensor de imagem de ½ polegada funcionará com sensores de imagem de ½ pol. > Lente de zoom: As lentes de zoom são como lentes de foco variável.2c abaixo). ela se refere à proporção entre a distância focal mais longa e mais curta da lente. o usuário precisará refocalizar a lente manualmente. Essa situação cria um efeito de telefoto. mas não com um sensor de imagem de 2/3 de pol. não será necessário refocalizar as lentes de zoom se o campo de visão mudar. A lente pode ser ajustada manualmente ou através de controle remoto. O campo de visão pode ser ajustado manualmente. com um motor. será importante escolher uma lente adequada à câmera. a capacidade de zoom de 3x.

Entretanto. Ambos têm uma rosca de 1 polegada. Entretanto. o tempo pelo qual um sensor de imagem fica exposto à luz) são os dois elementos principais que definem a quantidade de luz recebida por um sensor de imagem. Normalmente. Um terceiro elemento (ganho) é um amplificador usado para clarear a imagem. Os números f são. Em situações de baixa luminosidade. usando um espaçador de 5 mm (anel adaptador C/CS). por outro lado. 3.3 Padrões de encaixe de lentes Ao trocar uma lente. o aumento do ganho também aumenta o nível de ruído (granularidade) de uma imagem. Um número f mais elevado.2. especialmente em ambientes internos. muitas vezes. é preferível ajustar o tempo de exposição ou a abertura da íris. A distância entre o sensor e a lente deve ser de 17. número ‘f’ = distância focal/abertura. ou seja.2. se uma câmera tiver uma lente de 8 mm. representados como F/x.ELEMEnTOS DAS CâMERAS . Isso é explicado na seção 3. mais luz atravessará a lente e chegará ao sensor de imagem. A diferença é a distância das lentes para o sensor quando elas são encaixadas na câmera: > Encaixe CS. um número f menor geralmente produz uma qualidade de imagem melhor. Portanto. Isso pode ser determinado pelo número ‘f’ da lente.4 número ‘f’ e exposição Em situações de baixa luminosidade. ou número f. e sua aparência é idêntica. a luz deve atravessar uma íris cuja abertura tem 2 mm de diâmetro. A distância entre o sensor e a lente deve ser de 12. um fator importante que deve ser examinado em uma câmera de rede é a capacidade de captura de luz da lente. também conhecido como f-stop.CAPÍTuLO 3 31 3. e o tempo de exposição (ou seja. uma lente com número f mais baixo é mais cara que uma lente com número f mais alto. também é importante saber o tipo de encaixe de lente da câmera de rede. F/4 significa que o diâmetro da íris é igual à distância focal dividida por 4. é provável que o tipo errado de lente esteja sendo usado. melhor será a capacidade de captura de luz da lente. muitas vezes apenas a extremidade máxima de captura de luz do intervalo (o menor número f) é especificada.6. Um número ‘f’ define quanta luz poderá atravessar uma lente. aumenta a profundidade de campo. Quanto menor for o número ‘f’ (seja uma distância focal curta em relação à abertura.2. A barra indica divisão. ou seja. O número ‘f’ é a proporção entre a distância focal da lente e o diâmetro da abertura ou da íris. A capacidade de captura de luz de uma lente. ou uma abertura grande em relação à distância focal).5 mm. É possível encaixar uma lente de encaixe C no corpo de uma câmera com encaixe CS. pode haver alguns sensores incapazes de aproveitar um número f mais baixo em situações de pouca luminosidade devido à maneira como foram projetados. Se não for possível focalizar a câmera. As câmeras de rede utilizam dois padrões principais: encaixe CS e encaixe C. Embora as lentes com íris de ajuste automático (íris DC) tenham um intervalo de números f. . assim. > Encaixe C.526 mm.

Isso é explicado na seção 3. A íris também pode ser usada para controlar a profundidade de campo (explicada na seção abaixo) e para obter imagens mais nítidas. entre outras coisas. um ajuste automático de exposição significa que a velocidade de captura aumenta ou diminui de acordo com a quantidade de luz disponível. pois é necessário mais tempo para expor cada quadro. mas pode deixar desfocadas imagens em movimento e reduzir a velocidade de captura de imagens. A última é usada pela Axis em suas câmeras de rede para interiores.2.32 CAPÍTuLO 3 . sendo usada para manter o nível ideal de iluminação no sensor de imagem se não houver configurações de exposição e ganho ou se essas configurações não forem usadas na câmera de rede. onde os níveis de luz possam ser constantes. Ambientes claros exigem um tempo de exposição menor. ou a íris é fixada em um determinado número f. Figura 3. A maioria das lentes com íris automática é controlada pelo . Uma lente com íris automaticamente ajustável é recomendada para aplicações externas e onde a iluminação da cena mude constantemente.2d Uma interface de usuário de câmera com opções para configurar.6 a seguir. Apenas com a redução do nível de luminosidade é importante considerar o uso de iluminação artificial ou a priorização de uma velocidade de captura maior ou de uma qualidade de imagem melhor. mais luz o sensor de imagem receberá. A abertura da íris é controlada pela câmera. Para decidir sobre a exposição. ao passo que condições de baixa luminosidade exigem um tempo de exposição maior. É importante saber que o aumento do tempo de exposição também possibilita que a imagem fique desfocada. ao passo que o aumento da abertura da íris tem a desvantagem de reduzir a profundidade de campo. pode ser usada uma lente com íris manual.ELEMEnTOS DAS CâMERAS Algumas câmeras da Axis permitem definir os limites de tempo de exposição e o ganho. Quanto maior o tempo de exposição.5 Íris manual ou automática Em ambientes internos. 3. Esse tipo de lente possui ou um anel para ajustar a íris. Em algumas câmeras de rede. Um tempo de exposição maior melhora a qualidade de imagem quando as condições de iluminação não forem boas. a exposição em condições de baixa luminosidade.2. recomendamos um tempo menor de exposição para movimentos rápidos ou quando for necessária uma alta taxa de quadros de imagem (frame rate elevado).

A ilustração acima é um exemplo da profundidade de campo com diferentes números f e distância focal de 2 metros (7 pés). Figura 3. por exemplo. onde pode ser necessário identificar placas de carros a 20.2f Abertura da íris e profundidade de campo. 3. 30 e 50 metros (60. diâmetro da íris e distância da câmera até o objeto. A profundidade de campo é afetada por três fatores: distância focal. Se o foco estiver no meio da fila e for possível identificar os rostos de todos que estiverem a mais de 15 metros (45 pés) de distância na frente e atrás do ponto médio. sejam elas fixas.2. Ponto focal Profundidade de campo Figura 3. .ELEMEnTOS DAS CâMERAS . domes fixas . portanto.2e Profundidade de campo: Imagine uma fila de pessoas em pé uma atrás da outra. Um número f elevado (abertura de íris menor) permite focalizar objetos a uma distância maior.6 Profundidade de campo Um critério que pode ser importante para uma aplicação de vigilância por vídeo é a profundidade de campo. no monitoramento de um estacionamento.CAPÍTuLO 3 33 processador da câmera através de corrente contínua (DC) e. usam lentes com íris DC ou íris automática. uma abertura de íris grande ou uma distância curta entre a câmera e o objeto limitam a profundidade de campo. Uma distância focal grande. PTZ ou domes PTZ . a profundidade de campo será adequada. 90 e 150 pés) de distância. A profundidade de campo pode ser importante. Todas as câmeras da Axis para exteriores. são chamadas lentes de “íris DC”. Dependendo do tamanho dos pixels. aberturas de íris muito pequenas podem desfocar a imagem devido à difração. Profundidade de campo é a distância na frente e atrás do ponto focal onde os objetos parecem nítidos simultaneamente.

34 CAPÍTuLO 3 - CELEMEnTOS DAS CâMERAS

3.3

Sensores de imagem

Quando a luz atravessa uma lente, ela se concentra no sensor de imagem da câmera. Um sensor de imagem é formado por muitos fotopontos, cada um correspondendo a um elemento de imagem, mais conhecido como “pixel”, no sensor de imagem. Cada pixel de um sensor de imagem registra a quantidade de luz à qual ele é exposto, transformando-o em um número correspondente de elétrons. Quanto maior a intensidade da luz, mais elétrons são gerados. Duas tecnologias principais podem ser usadas no sensor de imagem de uma câmera: > CCD (dispositivo acoplado por carga) > CMOS (semicondutor de óxido metálico complementar)

Figura 3.3a Sensores de imagem: CCD (esquerda); CMOS (direita).

Embora os sensores CCD e CMOS sejam muitas vezes considerados rivais, cada um tem seus pontos fortes e fracos que os tornam apropriados para diferentes aplicações. Os sensores de CCD são produzidos com uma tecnologia desenvolvida especificamente para a indústria de câmeras. Os primeiros sensores CMOS utilizavam uma tecnologia padrão que já era amplamente usada nos chips de memória dos PCs, por exemplo. Os sensores CMOS de hoje utilizam uma tecnologia mais especializada, e a qualidade dos sensores está aumentando rapidamente.

3.3.1

Tecnologia CCD

Os sensores CCD são usados em câmeras há mais de 30 anos, e oferecem muitas vantagens. Em geral, eles ainda oferecem uma sensibilidade à luz ligeiramente melhor e geram um pouco menos de ruído que os sensores CMOS. Uma sensibilidade maior à luz gera imagens melhores em condições de baixa luminosidade. Entretanto, os sensores CCD são mais caros e mais complexos de incorporar a uma câmera. Um CCD também pode consumir até 100 vezes mais energia que um sensor CMOS equivalente.

3.3.2

Tecnologia CMOS

Avanços recentes nos sensores CMOS os estão aproximando dos sensores CCD em termos de qualidade de imagem. Os sensores CMOS reduzem o custo total das câmeras, pois contêm toda a lógica necessária para montar as câmeras com base neles. Em comparação com os CCDs, os sensores CMOS oferecem mais possibilidades de integração e mais funções.

ELEMEnTOS DAS CâMERAS - CAPÍTuLO 3 35 Os sensores de CMOS também apresentam uma saída mais rápida (o que é uma vantagem quando são necessárias imagens com resolução mais alta), menor dissipação de energia no chip, além de reduzir as dimensões do sistema. Os sensores CMOS com resolução megapixel têm disponibilidade mais ampla e são mais econômicos que os sensores CCD megapixel.

3.3.3

Sensores megapixel

Por motivos de custo, muitos sensores megapixel (ou seja, sensores a partir de um milhão de pixels) em câmeras megapixel têm o mesmo tamanho ou são apenas um pouco maiores que os sensores VGA com resolução de 640x480 (307.200) pixels. Isso significa que o tamanho de cada pixel de um sensor megapixel é menor do que o pixel de um sensor VGA. Por exemplo, os pixels de um sensor megapixel com 1/3 de polegada e 2 megapixels medem 3 μm (micrômetros/microns) cada. Em comparação, o pixel de um sensor VGA de 1/3 de polegada mede 7,5 μm. Assim, embora a câmera megapixel ofereça uma resolução mais alta e mais detalhes, ela é menos sensível à luz que uma câmera VGA, pois seus pixels são menores e a luz refletida por um objeto se dispersa por um número maior de pixels.

3.4

Técnicas de varredura de imagens

A varredura entrelaçada e a varredura progressiva são as duas técnicas disponíveis hoje em dia para ler e exibir informações geradas por sensores de imagem. A varredura entrelaçada é usada principalmente nos CCDs. A varredura progressiva é usada nos sensores CCD ou CMOS. As câmeras de rede podem usar qualquer uma dessas técnicas de varredura. Entretanto, as câmeras analógicas podem usar apenas a técnica de varredura entrelaçada para transferir imagens por um cabo coaxial e exibi-las em monitores analógicos.

3.4.1

Varredura entrelaçada

Quando uma imagem entrelaçada de um CCD é gerada, são gerados dois campos de linhas: um que exibe as linhas ímpares, e outro que exibe as linhas pares. Entretanto, para criar o campo ímpar, são combinadas informações das linhas pares e ímpares em um sensor CCD. O mesmo vale para o campo par, no qual as informações das linhas pares e ímpares se combinam para formar uma imagem em linhas alternadas. Ao transmitir uma imagem entrelaçada, apenas a metade das linhas (alternadas entre pares e ímpares) de uma imagem é enviada de cada vez, reduzindo pela metade a largura de banda consumida. O monitor, por exemplo, um televisor tradicional, também deve usar a técnica entrelaçada. Primeiro as linhas ímpares, depois as linhas pares, são exibidas; em seguida, elas são atualizadas alternadamente a 25 (PAL) ou 30 (NTSC) quadros por segundo para que o sistema visual humano as interprete como imagens completas. Todos os formatos analógicos de vídeo e alguns formatos HDTV modernos são entrelaçados. Embora a técnica de entrelaçamento crie artefatos ou distorções em virtude de dados ‘desaparecidos’, eles não são muito perceptíveis em um monitor entrelaçado.

36 CAPÍTuLO 3 - ELEMEnTOS DAS CâMERAS Entretanto, quando um vídeo entrelaçado é exibido em monitores com varredura progressiva (como em monitores de computador, que varrem as linhas de uma imagem de maneira consecutiva), os artefatos passam a ser percebidos. Os artefatos, que podem ser vistos como “rasgos”, são causados pelo ligeiro atraso entre as atualizações das linhas pares e ímpares, pois apenas metade das linhas acompanha uma imagem em movimento, enquanto a outra metade espera pela atualização. Isso pode ser percebido especialmente quando o vídeo é parado e um quadro congelado do vídeo é analisado.

3.4.2

Varredura progressiva

Com um sensor de imagem de varredura progressiva, são obtidos os valores de cada pixel do sensor e cada linha de dados de imagem é lida seqüencialmente, gerando uma imagem com quadro completo. Em outras palavras, as imagens capturadas não são divididas em campos separados, como na varredura entrelaçada. Com a varredura progressiva, um quadro de imagem completo é enviado pela rede e, quando é exibido em um monitor de computador com varredura progressiva, cada linha de uma imagem é colocada na tela, uma por vez, em perfeita ordem. Portanto, os objetos em movimento são mais bem apresentados em telas de computador quando a técnica de varredura progressiva é utilizada. Em uma aplicação de vigilância por vídeo, isso pode ser fundamental para ver detalhes de um objeto em movimento (por exemplo, uma pessoa fugindo). A maioria das câmeras de rede da Axis usa a técnica de varredura progressiva.

1º campo: Linhas ímpares

2º campo: Linhas pares [17/20 ms (NTSC/PAL) depois]

Ponto em movimento no quadro congelado, usando a varredura entrelaçada

Ponto em movimento no quadro congelado, usando a varredura progressiva

Figura 3.4a À esquerda, uma imagem de varredura entrelaçada exibida em um monitor progressivo (computador). À direita, uma imagem de varredura progressiva em um monitor de computador.

Figura 3.4b À esquerda, uma imagem JPEG em tamanho completo (704x576 pixels) de uma câmera analógica usando a varredura entrelaçada. À direita, uma imagem JPEG em tamanho completo (640x480 pixels) de uma câmera de rede da Axis usando a tecnologia de varredura progressiva. Ambas as câmeras usaram o mesmo tipo de lente e a velocidade do carro era a mesma – 20 km/h (15 mph). O fundo é claro em ambas as imagens. Entretanto, o motorista pode ser visto apenas na imagem que utiliza a tecnologia de varredura progressiva.

de modo a tornar objetos de áreas claras e escuras visíveis. como se elas não existissem. como exposições diferentes para objetos diferentes em uma cena. 3.5. . O ampla faixa dinâmica resolve este problema aplicando técnicas. Figura 3. Isso permite que os objetos em primeiro plano sejam vistos. imagem com a faixa dinâmica ampla aplicada. Uma iluminação traseira intensa pode fazer com que os objetos em primeiro plano fiquem escuros. 3.2 Zonas de exposição Além de lidar com as áreas limitadas de alta intensidade de iluminação. que será discutida na seção 3. direita. o céu (normalmente a seção superior de uma imagem). As áreas menos importantes de uma cena não devem determinar a exposição total.3 Ampla faixa dinâmica (WDR – Wide Dynamic Range) Algumas câmeras de rede da Axis oferecem a ampla faixa dinâmica para lidar com uma ampla gama de condições de iluminação em uma cena. o primeiro plano (normalmente a parte inferior de uma imagem) pode conter informações mais importantes que o segundo plano. As câmeras de rede com compensação de iluminação traseira se esforçam por ignorar as áreas limitadas com iluminação intensa. por exemplo. embora as áreas claras sofram superexposição. a exposição automática de uma câmera de rede também deve decidir que área de uma imagem deve determinar o valor de exposição.5. Em uma cena com áreas extremamente claras ou escuras ou em situações com luz de fundo em que uma pessoa está na frente de uma janela clara. Por exemplo.5.3 abaixo. ela pode ser facilmente enganada.5. esquerda. zonas de exposição e faixa dinâmica ampla.5a À esquerda. Em câmeras de rede avançadas da Axis. uma câmera normal produziria uma imagem que deixaria pouco visíveis os objetos em áreas escuras.1 Compensação de iluminação traseira Embora a exposição automática da câmera tente fazer com que o brilho de uma imagem se pareça com o brilho de uma imagem visto pelo olho humano. 3. o usuário é capaz de usar as zonas de exposição para selecionar a área de uma cena — centro. superior ou inferior — que deve receber uma exposição mais correta. Essas situações de iluminação também podem ser gerenciadas pelo aumento da faixa dinâmica da câmera. À direita.5 Processamento de imagem As câmeras de rede podem contar com três recursos para melhorar a qualidade da imagem: compensação de iluminação traseira. imagem sem ampla faixa dinâmica.ELEMEnTOS DAS CâMERAS .CAPÍTuLO 3 37 3.

se necessário. > Reduza a faixa dinâmica da cena. a câmera adequada à tarefa deverá ser posicionada de forma a atingir esse objetivo. > Evite a iluminação traseira. Se a intenção for identificar uma pessoa ou um objeto. Veja a seguir algumas recomendações sobre a melhor maneira de realizar uma vigilância por vídeo de alta qualidade com base no posicionamento da câmera e em fatores ambientais. A vigilância por vídeo pode ser restrita ou proibida pelas leis. Autoridades policiais locais também podem estabelecer diretrizes sobre a melhor maneira de posicionar uma câmera.38 CAPÍTuLO 3 . reposicione a câmera ou use cortinas e feche as persianas. que variam de um país para o outro. Talvez seja necessário. Esse problema ocorre normalmente quando se tenta capturar um objeto na frente de uma janela. Se o objetivo for obter um panorama de uma área para acompanhar o movimento de pessoas ou objetos.6 Instalação de uma câmera de rede Quando uma câmera de rede é comprada. a solução é instalá-la bem acima do solo. a maneira como ela é instalada é igualmente importante. especialmente em áreas públicas. brilho e nitidez para obter uma imagem ideal. registrar ou obter uma licença para realizar vigilância por vídeo. As gravações de áudio podem ou não ser permitidas. > use muita luz. As gravações em vídeo podem precisar do registro de data e hora nas imagens. Em situações de baixa luminosidade. acrescente iluminação frontal. > Evite a luz solar direta. Para evitar esse problema. . As câmeras que operam com a faixa dinâmica ampla lidam melhor com situações de iluminação traseira. por exemplo. É recomendável analisar a legislação da região antes de instalar um sistema de vigilância por vídeo. > Aspectos jurídicos. posicione a câmera com o sol por trás. usando um poste. Às vezes. ou aumente a iluminação. Se possível. > Ajuste os parâmetros da câmera. pode ser necessário ajustar os parâmetros de equilíbrio de branco. os usuários também devem dar prioridade à velocidade de captura (frame rate) ou à qualidade da imagem. Normalmente é fácil e econômico acrescentar lâmpadas fortes em situações tanto internas como externas para criar as condições de iluminação necessárias à captura de boas imagens. imagens capturadas com muito céu geram uma faixa dinâmica muito alta. Se não for possível reposicionar a câmera. Em ambientes externos. > Objetivo de vigilância. Pode haver normas quanto ao período de armazenamento das imagens. pois ela “cega” a câmera e pode reduzir o desempenho do sensor de imagem. se possível. se for necessário.ELEMEnTOS DAS CâMERAS 3. Pode ser necessária sinalização indicativa. Se a câmera não operar com a faixa dinâmica ampla. a câmera deverá ser posicionada ou focalizada de forma a capturar o nível de detalhes necessário para fins de identificação.

CAPÍTuLO 4 39 Proteção e caixas de proteção de câmeras Geralmente. 4. são necessários caixas de proteção . As câmeras podem exigir proteção contra a chuva. As caixas de proteção de câmeras estão disponíveis em diferentes tamanhos e qualidades. vibrações e vandalismo.PROTEçãO E CAIxAS DE PROTEçãO DE CâMERAS . proteção ambiental.1 Caixas de proteção de câmeras em geral Quando o ambiente exigir mais das condições de operação originais de uma câmera. as câmeras de vigilância são geralmente colocadas em ambientes extremos. As caixas são feitos de metal ou plástico. etc. pára-sol. e/ou usar algoritmos inteligentes capazes de detectar e alertar os usuários sobre mudanças nas condições de operação de uma câmera. substâncias corrosivas. ambientes quentes e frios. e tipos de fixação. Uma câmera sem fio dentro de uma caixas de proteção de plástico funciona sem uma antena externa. entre eles: Abertura lateral ou deslizante (para alojamentos de câmeras fixas) Ferragens de fixação Bolha transparente ou fumê (para caixas de proteção para cameras dome) Organização dos cabos Temperatura e outros fatores (considere a necessidade de um aquecedor. poeira. > > > > > . As seções abaixo abordam tópicos como proteções. Uma antena externa é necessária apenas se a caixa for fabricado em metal.) > Nível de resistência a vandalismo Algumas caixas também possuem periféricos. 110 V. e oferecem diferentes recursos. Alguns fatores devem ser levados em consideração para selecionar uma caixa de proteção. proteção contra vandalismo e adulteração. Os fabricantes de câmeras e acessórios para câmeras utilizam vários métodos para enfrentar esses desafios ambientais. e podem ser classificados em dois tipos gerais: caixas para câmeras fixas e caixas para câmeras dome. ventilador e limpadores) > Fonte de alimentação (12 V. projetar caixas para câmera especiais. Entre as soluções estão colocar as câmeras em caixas de proteção separados. como antenas para aplicações sem fio. posicionamento de câmeras fixas em caixas. 24 V.

40 CAPÍTuLO 4 . mas também precisam apresentar alta claridade. o posicionamento correto da câmera passa a ser importante para evitar reflexos. pois imperfeições como partículas de poeira podem ser ampliadas. ela afetará a sensibilidade da câmera à luz. O aumento da espessura também pode criar reflexos e refrações de luz indesejáveis. Embora as versões fumê permitam uma instalação mais discreta. aparecerão reflexos da câmera e do fundo na imagem.PROTEçãO E CAIxAS DE PROTEçãO DE CâMERAS 4. Portanto. Caso contrário. maiores serão as chances de haver imperfeições. uma linha reta poderá aparecer como curva na imagem resultante. Uma vez que as janelas funcionam como lentes ópticas. A espessura de uma bolha pode ser maior para suportar impactos fortes. Portanto. Quando houver imperfeições inerentes no material transparente. 4. especialmente quando forem instaladas câmeras com altos fatores de aproximação (zoom).2 Proteção transparente A “janela” ou proteção transparente de um caixas de proteção é normalmente feita de vidro de alta qualidade ou policarbonato durável. reduzindo a quantidade de luz à disposição da câmera. Para reduzir os reflexos. elas também agem como óculos de sol. é importante que a lente da câmera seja posicionada bem rente à janela para evitar ofuscamento. Uma bolha de alta qualidade deve afetar muito pouco a qualidade da imagem. nas versões transparente ou fumê. As janelas não apenas precisam ter o formato especial de bolha. se a espessura da janela for desigual.3a Ao instalar uma câmera atrás de um vidro. a clareza ficará comprometida. As exigências são maiores para as janelas das caixas de proteção de câmeras PTZ e câmeras dome PTZ. Vidro xo fle Re Vidro xo fle Re BOM RUIM Figura 4. elas devem ser de alta qualidade para reduzir seu efeito sobre a qualidade da imagem. .3 Posicionando uma câmera fixa em uma caixa de proteção Ao instalar uma câmera fixa em uma caixa de proteção. mas quanto maior a espessura da proteção. Além disso. podem ser aplicados revestimentos especiais sobre qualquer vidro usado diante da lente. proteções mais espessas devem atender a requisitos mais rigorosos caso seja necessário reduzir o efeito sobre a qualidade de imagem. independentemente o nível de zoom e a posição da lente da câmera. Várias cúpulas ou bolhas estão disponíveis.

Uma caixa de proteção para interiores é usado principalmente para evitar a entrada de poeira e não inclui um aquecedor e/ou uma ventoinha. sejam elas internas ou separadas da câmera. as caixas de proteção (muitas vezes da categoria IP66) são cuidadosamente vedados. Nas situações em que as câmeras possam ficar expostas a ácidos. Uma câmera instalada em uma sala frigorífica. é freqüentemente indicado por classificações definidas por normas como a IP (Ingress Protec¬tion. Embora uma câmera ou um alojamento nunca possa garantir 100% de proteção contra comportamentos destrutivos em qualquer situação. uma certificação européia. visite: www. Para saber mais sobre classificações IP. Os termos são enganosos. às vezes conhecida também como Proteção Internacional) válidas em todo o mundo.htm 4. fixação.com/ products/cam_housing/ip66. seja ela interna ou externa. Para reduzir as vibrações.CAPÍTuLO 4 41 4.5 Proteção contra vândalos e adulteração Em algumas aplicações de vigilância. Outros elementos do ambiente são o vento e o tráfego. Podem ser usados caixas de proteção com aquecedores e ventiladores (ventoinhas) internos em ambientes com temperaturas altas ou baixas. como na indústria de alimentos. “Proteção contra Entrada”. especialmente em câmeras instaladas em postes. válidas na Europa. Proteções especiais também podem ser necessárias por motivos estéticos. submergíveis. as câmeras correm o risco de ataques hostis e violentos. as câmeras podem ser colocadas em proteções com refrigeração ativa e um conversor de calor separado. outras normas entram em cena — como a IECEx. e as classificações IK para impactos mecânicos externos. Algumas caixas de proteção especializadas podem ser pressurizados. e a ATEX. e a NEMA (National Electrical Manufacturers Association. blindados ou projetados para instalação em localidades potencialmente explosivas. o calor. Quando for necessário instalar uma câmera em um ambiente potencialmente explosivo. Freqüentemente. . pois a localização. por exemplo. Em ambientes quentes.PROTEçãO E CAIxAS DE PROTEçãO DE CâMERAS . o alojamento deve ser pequeno e fixado com firmeza. O nível de proteção proporcionado pelas proteções. o vandalismo pode ser atenuado se alguns aspectos forem considerados: projeto da câmera/da caixa de proteção. são necessários caixas de proteção de aço inoxidável. Para suportar água e poeira. nem sempre corresponde às condições de um local de instalação. os termos “caixas de proteção para interiores” e “caixas de proteção para exteriores” se referem ao nível de proteção ambiental. exige uma “caixa de proteção para exteriores” com aquecedor incorporado.axis. posicionamento e uso de alarmes inteligentes de vídeo. a água e a poeira. “Associação Nacional de Fabricantes Elétricos”) nos EUA. que é uma certificação global.4 Proteção ambiental As principais ameaças do ambiente a uma câmera — especialmente às câmeras instaladas em exteriores — são o frio.

1 Projeto da câmera/da caixa de proteção Os invólucros e os componentes relacionados feitos de metal proporcionam uma proteção melhor contra vandalismo do que os que são fabricados em plástico. para uma câmera de rede dome fixa (meio) e para uma câmera dome PTZ (à direita). A proteção lisa e arredondada de uma cúpula fixa ou de uma cúpula PTZ dificulta. Apenas as caixas de proteção do meio e da direita são classificados como resistentes a vandalismo. o bloqueio da visão da câmera com a colocação de um pedaço de tecido sobre a câmera.5. uma lâmpada externa — melhor será a proteção contra o vandalismo.5. chutes ou impactos) do que caixas de proteção ou invólucros com design mais discreto para uma câmera dome fixa ou uma câmera dome PTZ. Figura 4.PROTEçãO E CAIxAS DE PROTEçãO DE CâMERAS 4.5a Exemplos de caixas de proteção de câmeras fixas.2 Fixação A forma de fixação das câmeras e das caixas de proteção também é importante. Figuras 4. cuja fixação é realizada na superfície do teto. são mais vulneráveis a ataques do que uma câmera dome fixa ou uma câmera dome PTZ instalada rente ao teto ou à parede.5b Exemplos de caixas de proteção resistentes a vandalismo para uma câmera de rede fixa pequena ou compacta (à esquerda). 4. . O formato da caixa de proteção ou da câmera é outro fator. por exemplo.5c Exemplos de caixas de proteção com fixação rente ao teto para câmeras de rede fixas. Uma caixa de proteção ou uma câmera fixa tradicional que se projeta de uma parede ou do teto é mais vulnerável a ataques (por exemplo. quando apenas a parte transparente da câmera ou da caixa de proteção ficar visível. Quanto mais uma caixa de proteção ou uma câmera se mesclar com o ambiente ou estiver disfarçada com outra coisa que não seja uma câmera — por exemplo.42 CAPÍTuLO 4 . Figura 4. Uma câmera de rede fixa tradicional e uma câmera dome PTZ .

PROTEçãO E CAIxAS DE PROTEçãO DE CâMERAS - CAPÍTuLO 4 43 Outro fator importante é a fixação do cabeamento da câmera. A melhor proteção ocorre quando o cabo é puxado diretamente através da parede ou do teto, por trás da câmera. Dessa forma, não haverá cabos visíveis para serem manuseados indevidamente. Se isso não for possível, um conduíte metálico deve ser usado para proteger os cabos contra ataques.

4.5.3

Posicionamento das câmeras

O posicionamento das câmeras também é um fator importante para evitar o vandalismo. Se as câmeras forem posicionadas fora do alcance, em paredes altas, ou no teto, muitos ataques impulsivos poderão ser evitados. A desvantagem pode ser o ângulo de visão, que, de certa forma, pode ser compensado pela escolha de uma lente diferente.

4.5.4

Vídeo inteligente

O recurso de alarme ativo contra adulteração da Axis ajuda a proteger as câmeras contra o vandalismo. Ele pode detectar se uma câmera foi redirecionada, ofuscada ou adulterada, e enviar alarmes aos operadores. Isso é especialmente útil em instalações com centenas de câmeras em ambientes exigentes nos quais é difícil controlar se todas as câmeras estão funcionando corretamente. Isso também é útil em situações nas quais não ocorre visualização ao vivo e os operadores podem ser avisados quando as câmeras foram manuseadas indevidamente.

4.6

Tipos de fixação

As câmeras precisam ser colocadas em vários tipos de lugares, e requerem fixações de diversos tipos.

4.6.1

Fixação no teto

A fixação no teto é usada principalmente em instalações internas. O alojamento em si pode ser: > Fixação na superfície: fixação direta sobre a superfície do teto e, portanto, completamente visível. > Fixação rente: fixação dentro do teto, ficando visíveis apenas as partes da câmera e do alojamento (normalmente a bolha). > Fixação suspensa: alojamento que pende do teto, como um lustre.

Figura 4.6a Exemplo de fixação na superfície (esquerda), fixação rente (meio) e fixação suspensa (direita).

44 CAPÍTuLO 4 - PROTEçãO E CAIxAS DE PROTEçãO DE CâMERAS

4.6.2

Fixação em paredes

A fixação em paredes é usada freqüentemente para instalar câmeras dentro ou fora de edificações. A caixa de proteção é conectado a um braço, o qual é fixado na parede. Fixações avançadas têm uma manga para cabeamento interno, a fim de proteger o cabeamento. Para instalar uma caixa de proteção no canto de um edifício, pode-se usar uma fixação normal em parede junto com uma cantoneira adicional. Outras fixações especiais podem ser uma fixação suspensa, que permite a instalação de uma câmera de rede fixa com estilo semelhante a um caixa de proteção para dome PTZ.

Figura 4.6b Exemplo de fixação em parede com um kit de fixação suspensa para uma câmera dome fixa.

4.6.3

Instalações em postes

A instalação em um poste é usada principalmente junto com uma câmera PTZ em locais como um estacionamento. Esse tipo de fixação normalmente leva em conta o impacto do vento. As dimensões do poste e da própria fixação devem ser projetadas para reduzir as vibrações. Muitas vezes, os cabos ficam embutidos dentro do poste, e as saídas devem ser adequadamente vedadas. Câmeras dome PTZ mais avançadas possuem um recurso incorporado de estabilização eletrônica de imagens para limitar os efeitos do vento e das vibrações.

4.6.4

Fixação em parapeitos

As fixações em parapeitos são usadas em caixas de proteção para instalação no teto ou para erguer a câmera a fim de melhorar o ângulo de visão.

Figura 4.6c Exemplo de fixação em parapeito.

A Axis possui uma ferramenta online que ajuda os usuários a identificar os acessórios corretos de caixa de proteção e fixação necessários. Visite www.axis.com/products/video/accessories/ configurator/

CODIFICADORES DE VÍDEO - CAPÍTuLO 5 45

Codificadores de vídeo
Os codificadores de vídeo, também conhecidos como servidores de vídeo, permitem que um sistema de vigilância por vídeo analógico de CCTV existente seja integrado a um sistema de vídeo em rede. Os codificadores de vídeo desempenham um papel significativo em instalações nas quais é necessário manter muitas câmeras analógicas. Este capítulo descreve o que é um codificador de vídeo e seus benefícios, e apresenta um panorama dos seus componentes e dos diferentes tipos de codificadores de vídeo à disposição. Também apresentamos uma discussão rápida sobre técnicas de desentrelaçamento, além de uma seção sobre decodificadores de vídeo.

5.1

O que é um codificador de vídeo?

Um codificador de vídeo permite que um sistema de CCTV analógico seja integrado a um sistema de vídeo em rede. Ele permite que os usuários contem com as vantagens do vídeo em rede sem precisar descartar o equipamento analógico que já possuem, como câmeras analógicas de CCTV e cabeamento coaxial. Um codificador de vídeo se conecta a uma câmera analógica através de um cabo coaxial e converte os sinais de vídeo analógicos em fluxos de vídeo digital que, então, são enviados por uma rede IP com ou sem fio (por exemplo, LAN, WLAN ou Internet). Para ver e/ou gravar o vídeo digital, podem ser usados monitores de computador e PCs em vez de DVRs ou VCRs e monitores analógicos.
Câmeras de rede Axis Casa Escritório
I/O
AUDIO

1

2

3

4

5

6

OUT IN

Codificadores de vídeo Axis
PS1
NETWORK
ACTIVITY

REDE IP

INTERNET

Navegador da Web

PS2

0 -

Power-one

1
LOOP

2

3

4

FANS

FNP 30
100-240 AC 50-50 Hz 4-2 A AC

0 -

Power-one

FNP 30
100-240 50-50 Hz 4-2 A AC

AXIS Q7900 Rack

POWER

POWER

AXIS Q7406 Video Encoder

Blade

AXIS Q7406 Video Encoder Blade

Câmeras analógicas

Computador com navegador da Web

Computador com software de gerenciamento de vídeo

AXIS 292 Network Video Decoder
NETWORK POWER STATUS

Decodificador de vídeo Axis

VIDEO

VIDEO ON/OFF

Monitor analógico

Figura 5.1a Ilustração de como as câmeras de vídeo analógicas e os monitores analógicos podem ser integrados a um sistema de vídeo em rede através de codificadores e decodificadores de vídeo.

CODIFICADORES DE VÍDEO Através de codificadores de vídeo. pan/tilt/ zoom. como fixas. caso a Power over Ethernet seja permitida. e câmeras especiais. ele proporciona escalabilidade e facilidade de integração com outros sistemas de segurança. ou 25 quadros por segundo com câmeras analógicas no padrão PAL) na re solução mais alta em todos os canais de vídeo. Codificadores de vídeo avançados podem oferecer total taxa de quadros (30 quadros por segundo com câmeras analógicas no padrão NTSC. O processador determina a velocidade de um codificador de vídeo. 5. Os codificadores de vídeo da Axis também possuem detecção automática para reconhecer automaticamente se o sinal de vídeo analógico recebido está no padrão NTSC ou PAL. tais como gerenciamento de eventos e funções de vídeo inteligente. Para saber mais sobre a Power over Ethernet.1b Um codificador de vídeo autônomo de canal único com áudio. > Memória para armazenar o firmware (programa de computador) utilizando Flash.1. > Processador para executar o sistema operacional do codificador de vídeo.46 CAPÍTuLO 5 . conectores de E/S (entrada/saída) para controle de dispositivos externos. internas/externas. além de medidas avançadas de segurança. consulte o Capítulo 9. normalmente medida em quadros por segundo na resolução mais alta. para codificar vídeo analógico através de vários formatos de compactação e para análise de vídeo. Um codificador de vídeo também oferece outras vantagens. > Porta Ethernet/PoE (Power over Ethernet) para conexão a uma rede IP para enviar e receber dados e para alimentar a unidade e a câmera conectada. Além disso. Alguns dos principais componentes de um codificador de vídeo são os seguintes: > Entrada de vídeo analógico para conexão de uma câmera analógica através de um cabo coaxial.1 Componentes dos codificadores de vídeo e considerações Os codificadores de vídeo da Axis oferecem muitas das mesmas funções disponíveis em câmeras de rede. funções de rede e segurança. é possível acessar remotamente e controlar por uma rede IP câmeras de vídeo analógicas de todos os tipos. com cúpula. como câmeras térmicas de alta sensibilidade e câmeras para microscópio. . Para saber mais sobre as resoluções em NTSC e PAL. e conexão Ethernet que permite Power over Ethernet (PoE). como sensores e alarmes. portas seriais (RS-422/485) para controlar câmeras PTZ analógicas. Entrada analógica Ethernet (PoE) Áudio E/S RS-422 RS-485 Alimentação Figura 5. além de armazenamento temporário (buffering) de seqüências de vídeo (utilizando RAM). consulte o Capítulo 6.

portanto. como detecção de movimento no vídeo em várias janelas. taxa de quadros e recursos como pan/tilt/zoom. é melhor usar e posicionar codificadores de vídeo autônomos perto das câmeras analógicas.CAPÍTuLO 5 47 > Uma porta serial (RS-232/422/485) é freqüentemente usada para controlar as funções de pan/tilt/zoom de uma câmera PTZ analógica. Recursos incorporados de vídeo inteligente. Power over Ethernet e funções de segurança. por exemplo. 5. Um codificador de vídeo gera imagens digitais e. Para saber mais sobre gerenciamento de eventos e vídeo inteligente. menor a qualidade do vídeo. 5. e relês para ativar. por exemplo. gerenciamento de eventos. não há queda na qualidade da imagem devido à distância percorrida por um fluxo de vídeo digital. assim. recursos que não existem em um sistema de vídeo analógico. que oferece um ou mais (muitas vezes quatro) canais para conexão a câmeras analógicas. Através do codificador de vídeo multicanal. > Conectores de entrada/saída para conectar dispositivos externos. . Isso reduz os custos de instalação porque dispensa a passagem de novos cabos coaxiais até um ponto central. abrir ou fechar portas e emitir alarmes. permitem que um sistema de vigilância por vídeo em rede fique constantemente alerta para detectar um evento.2 Codificadores de vídeo autônomos O tipo mais comum de codificador de vídeo é a versão autônoma. por exemplo. áudio. consulte o Capítulo 11. quanto maior a distância percorrida pelos sinais. Isso também elimina a perda de qualidade de imagem que ocorreria se o vídeo fosse transmitido a longas distâncias através de cabos coaxiais. os sinais de vídeo das câmeras remotas podem compartilhar o mesmo cabo de rede. Um codificador de vídeo multicanal é ideal em situações nas quais existem várias câmeras analógicas localizadas em uma unidade remota ou em um lugar que esteja a uma distância razoável de uma sala central de monitoramento. além de portas de entrada para sensores externos. acender luzes. Entre os outros fatores na escolha de um codificador de vídeo estão o número de canais analógicos suportados. qualidade de imagem. detecção de áudio e alarme ativo contra adulteração. Nos casos em que foram efetuados investimentos em câmeras analógicas.1. o sistema pode responder automaticamente com ações que podem incluir gravação de vídeo. vídeo inteligente. formatos de compactação. uma vez que o vídeo pode ser enviado por uma rede Ethernet. Com cabos coaxiais. > Entrada de áudio para conexão de um microfone ou equipamentos de entrada de linha. envio de alertas por e-mail e SMS.CODIFICADORES DE VÍDEO . luzes para reagir a um evento. reduzindo. Assim que um evento é detectado. ou saída de áudio para conexão a alto-falantes. resolução. mas ainda sem a instalação de cabos coaxiais. Os codificadores de vídeo para sistemas profissionais devem atender a uma alta demanda por confiabilidade e qualidade.2 Gerenciamento de eventos e vídeo inteligente Uma das principais vantagens dos codificadores de vídeo da Axis é a capacidade de gerenciar eventos e suas funções de vídeo inteligente. os custos de cabeamento. sensores para detectar um evento de alarme.

quatro ou seis câmeras analógicas. Os racks de codificadores de vídeo da Axis oferecem recursos como hot swapping de placas. os comandos de pan/tilt/zoom que saem de uma placa de controle são transmitidos pela mesma rede |IP que a transmissão de vídeo. ou seja. e são encaminhados para a câmera PTZ analógica ou a câmera PTZ com cúpula através da porta serial do codificador de vídeo . Uma placa codificadora de vídeo pode receber a conexão de uma. assim. Figura 5. além de uma fonte de alimentação única e conexões compartilhadas de rede Ethernet. Uma placa pode ser considerada como um codificador de vídeo sem invólucro. Um rack permite a instalação de várias placas diferentes de codificadores de vídeo e.CODIFICADORES DE VÍDEO Figura 5. ele pode receber a conexão de até 84 câmeras analógicas.4 Codificadores de vídeo com câmeras PTZ e câmeras PTZ com cúpula Em um sistema de vídeo em rede. 5.3a Quando o Rack AXIS Q7900 (mostrado aqui) está totalmente equipado com placas codificadoras de vídeo de 6 canais. embora não funcione de maneira autônoma.48 CAPÍTuLO 5 . as placas podem ser retiradas ou instaladas sem a necessidade de desligar o rack. Eles permitem a conexão e o gerenciamento de muitas câmeras analógicas a partir de um único rack centralizado. ela precisa ser instalada em um rack para funcionar. expansível e de alta densidade. 5.3 Codificadores de vídeo instalados em rack Codificadores de vídeo instalados em racks são vantajosos quando há um grande número de câmeras analógicas com cabos coaxiais conectados a uma sala de controle dedicada.2a Ilustração de como um codificador de vídeo pequeno de canal único pode ser posicionado ao lado de uma câmera analógica em um alojamento de câmera. Os racks também oferecem conectores de comunicação serial e de entrada/saída para cada placa codificadora de vídeo. constituem uma solução flexível.

A distância máxima de um cabo RS-485. Em um sistema de CCTV analógico. que usam uma técnica conhecida como “varredura entrelaçada”. 5. Par trançado RS-485 I/O AUD IO 1 2 3 4 5 6 OUT IN Cabo coaxial Câmera analógica com cúpula Codificador de vídeo REDE IP Estação de trabalho (PC) Joystick Figura 5.4a Uma câmera PTZ analógica com cúpula pode ser controlada através da porta serial do codificador de vídeo (por exemplo.220 metros (4. Portanto. Para reduzir os efeitos indesejáveis do entrelaçamento. Com a varredura entrelaçada. os codificadores de vídeo permitem que as câmeras PTZ analógicas sejam controladas a longas distâncias. à direita. cada câmera PTZ exigiria uma fiação serial separada e dedicada saindo da placa de controle — com joystick e outros botões de controle — até chegar à câmera. os usuários podem escolher entre duas técnicas diferentes de desentrelaçamento: interpolação adaptável e fusão. podem ser usadas diferentes técnicas de desentrelaçamento. Muitos fabricantes de codificadores de vídeo fornecem drivers PTZ para a maioria das câmeras PTZ e câmeras PTZ com cúpula PTZ analógicas. separação ou “efeito pente”) dos objetos em movimento podem ser vistos. Um driver de PTZ também pode ser instalado no PC onde o software de gerenciamento de vídeo está instalado. Uma das vantagens da RS485 é que ela permite controlar várias câmeras PTZ com cabos de par trançado em uma conexão em “margarida” de uma câmera com cúpula para a câmera seguinte. um driver deve ser instalado no codificador de vídeo. é de 1. RS-485). . Nos codificadores de vídeo avançados da Axis. como televisores tradicionais.5a À esquerda. dois campos entrelaçados consecu¬tivos de linhas são exibidos para formar uma imagem. Quando esse vídeo é exibido na tela de um computador.000 pés) com velocidade de transmissão de dados de até 90 kbit/s. A porta serial mais comum para controlar funções de PTZ é a RS-485. Para controlar uma câmera PTZ específica.CODIFICADORES DE VÍDEO .CAPÍTuLO 5 49 (RS-232/422/485).5 Técnicas de desentrelaçamento O vídeo das câmeras analógicas foi projetado para ser visto em monitores analógicos. ampliação de uma imagem entrelaçada exibida em uma tela de computador. a mesma imagem entrelaçada com a técnica de desentrelaçamento aplicada. que usa uma técnica diferente chamada “varredura progressiva”. sem o uso de um repetidor. caso a porta serial do codificador de vídeo esteja configurada como um servidor serial que simplesmente transmite os comandos. até mesmo através da Internet. os efeitos de entrelaçamento (ou seja. permitindo seu controle remoto através de uma rede IP. Figura 5.

Um decodificador de vídeo é capaz de decodificar e exibir imagens de muitas câmeras de maneira seqüencial.50 CAPÍTuLO 5 . então. Um caso típico ocorre em um ambiente de loja. A técnica de fusão não consome tanto processamento quanto a interpolação adaptável. A qualidade do vídeo digital não é afetada pela distância percorrida. . Outra aplicação comum dos decodificadores de vídeo é usá-los em uma configuração analógicopara-digital-para-analógico. de uma câmera analógica para um monitor analógico. que. 5. o que não ocorre quando sinais analógicos são enviados a longas distâncias. no qual o usuário pode querer usar monitores tradicionais em espaços públicos para demonstrar que a loja possui vigilância por vídeo. ou seja.6 Decodificador de vídeo Um decodificador de vídeo decodifica o vídeo e o áudio digitais provenientes de um codificador de vídeo ou de uma câmera de rede em sinais analógicos. decodificar e exibir imagens de uma câmera por alguns segundos antes de mudar para a outra. de 100 ms a alguns segundos. Em seguida. e assim por diante. dependendo da distância e da qualidade da rede entre os pontos. podem ser usados por monitores analógicos. A técnica envolve o uso de apenas um dos dois campos consecutivos e o uso da interpolação para criar o outro campo de linhas para formar uma imagem completa. para transporte de vídeo a longas distâncias. A única desvantagem pode ser uma certa latência. A fusão envolve a combinação de dois campos consecutivos e a sua exibição como uma única imagem para que todos os campos sejam apresentados.CODIFICADORES DE VÍDEO A interpolação adaptável gera a melhor qualidade de imagem. I/O AUD IO 1 2 3 4 5 6 OUT IN AXIS 292 Network Video Decoder NETWORK POWER STATUS VIDEO VIDEO ON/OFF Câmera analógica Codificador de vídeo Axis Decodificador de vídeo Axis Monitor analógico Figura 5. eliminam-se os artefatos de movimento ou o “efeito pente” causado pelo fato de que dois campos foram capturados em momentos ligeiramente diferentes.6a Um codificador e um decodificador podem ser usados para transmitir vídeo a longas distâncias. como televisores comuns e switches de vídeo.

VGA. A nova convenção de nomenclatura deste padrão é 576i50. ao passo que a Europa e muitos países asiáticos e africanos utilizam o padrão PAL. Uma nova convenção de nomenclatura para este padrão. Comitê Nacional de Sistemas de Televisão) e PAL (Phase Alternating Line. o padrão NTSC é o padrão predominante de vídeo analógico. . uma imagem é formada por linhas. foco automático e íris automática) feito para câmeras de vídeo analógico. As seções a seguir descrevem as diferentes resoluções que o vídeo em rede pode gerar. junto com uma placa codificadora de vídeo incorporada. Quando o vídeo analógico é digitalizado. Elas servem para o vídeo em rede porque os codificadores de vídeo geram essas resoluções ao digitalizar os sinais provenientes das câmeras analógicas. O NTSC tem uma resolução de 480 linhas e utiliza uma velocidade de atualização de 60 campos entrelaçados por segundo (ou 30 quadros completos por segundo). PAL.1 nTSC and PAL resolutions As resoluções NTSC (National Television System Comitê. pois a tecnologia de vídeo analógico é derivada do setor de televisão. As atuais câmeras de rede PTZ e câmeras de rede PTZ com cúpula também geram as resoluções NTSC e PAL. e a resolução mais usada é a 4CIF. Em um sistema digital. Ambos os padrões foram criados pelo setor de televisão. Na América do Norte e no Japão. A quantidade total de informação por segundo é a mesma em ambos os padrões. mas existem algumas diferenças importantes na maneira como ela é definida. No vídeo analógico. Linha de Fase Alternante) são padrões de vídeo analógico. São elas: NTSC. O padrão PAL tem uma resolução de 576 linhas e utiliza uma velocidade de atualização de 50 campos entrelaçados por segundo (ou 25 quadros completos por segundo). Normalmente. é 480i60 (“i” significa ‘interlaced scanning’ ou ‘varredura entrelaçada’). megapixel e HDTV. o tipo de varredura e a velocidade de atualização.RESOLuçõES . pois elas utilizam atualmente um bloco de câmera (que incorpora as funções de câmera. que define o número de linhas. ou linhas de TV. o tamanho máximo de uma imagem digitalizada é D1. zoom. 6.CAPÍTuLO 6 51 Resoluções A resolução é semelhante tanto no mundo analógico como no mundo digital. a imagem é formada por pixels quadrados. a quantidade máxima de pixels que pode ser criada depende do número de linhas de TV disponíveis para digitalização.

A resolução VGA é normalmente mais adequada às câmeras de rede. é possível gerar as resoluções derivadas da indústria da informática. A resolução é definida em 640x480 pixels. garantindo. padronizadas em todo o mundo. Formato de exibição QVGA (SIF) VGA SVGA XVGA 4x VGA Tabela 6. D1 720 x 576 4CIF 704 x 576 D1 720 x 480 4CIF 704 x 480 2CIF 704 x 288 2CIF 704 x 240 CIF 352 x 240 CIF 352 x 288 QCIF 176 x 120 QCIF 176 x 144 Figura 6. O VGA (Matriz Videográfica) é um sistema de exibição de gráficos para PCs. que é um formato comum usado pelas câmeras de rede que não são megapixel. À direita.RESOLuçõES Exibido na tela de um computador. diferentes resoluções de imagem em PAL. 6. desenvolvido originalmente pela IBM. diferentes resoluções de imagem em NTSC. que um círculo em uma imagem analógica continue sendo um círculo quando for exibido em uma tela de computador.52 CAPÍTuLO 6 .2 Resoluções VGA. ao passo que a correção da proporção de aspecto pode ser aplicada ao vídeo antes da sua exibição. Pixels 320x240 640x480 800x600 1024x768 1280x960 . Os monitores de computador podem operar com resoluções VGA ou múltiplos de VGA. As limitações dos padrões NTSC e PAL passam a ser irrelevantes. divisão) e as formas podem ficar ligeiramente deslocadas.1a À esquerda. pois o vídeo em VGA gera pixels quadrados que correspondem aos pixels das telas dos computadores. aumentando a flexibilidade. o vídeo analógico digitalizado pode apresentar efeitos de entrelaçamento (por exemplo. Os efeitos do entrelaçamento podem ser reduzidos com técnicas de desentrelaçamento (consulte o Capítulo 5).2 Resoluções VGA Com sistemas 100% digitais baseados em câmeras de rede. pois os pixels gerados talvez não se adaptem aos pixels quadrados da tela do computador. por exemplo.

e podemos esperar resoluções ainda mais altas no futuro.1 megapixels 5. tais como 16:9. Quanto mais pixels um sensor tiver.4 megapixels 1. Formato de exibição SXGA SXGA+ (EXGA) UXGA WUXGA QXGA WQXGA QSXGA Tabela 6. é possível reduzir a largura de banda e o espaço de armazenamento necessários. pois pode gerar imagens com diferentes proporções de aspecto. maior será a possibilidade de captar detalhes mais refinados e gerar imagens de melhor qualidade. Um monitor de TV convencional exibe uma imagem com proporção de aspecto de 4:3. A proporção de aspecto é a proporção da largura de uma imagem em relação à sua altura. .3 Resoluções megapixel Uma câmera de rede com resolução megapixel utiliza um sensor megapixel para gerar uma imagem com milhão de pixels ou mais.CAPÍTuLO 6 53 6.3 megapixels 1.720 pixels. Em comparação. Também existem câmeras de rede com resoluções de 2 e 3 megapixels. A resolução máxima gerada por uma câmera analógica convencional após a digitalização do sinal de vídeo em um gravador de vídeo digital ou codificador de vídeo é D1. As câmeras de rede mega¬pixel da Axis podem oferecer a mesma proporção. ou seja.3 Alguns formatos megapixel.2 megapixels Pixels 1280x1024 1400x1050 1600x1200 1920x1200 2048x1536 2560x1600 2560x2048 A resolução megapixel é uma área em que as câmeras de rede se destacam em relação às câmeras analógicas. 720x480 pixels (NTSC) ou 720x576 pixels (PAL). A resolução megapixel também é mais flexível.RESOLuçõES . nº de megapixels 1. um formato megapixel comum de 1280x1024 pixels gera uma resolução de 1.4 megapixel.9 megapixels 2.3 megapixels 3.3 mega¬pixels. Isso é mais de 3 vezes a resolução gerada pelas câmeras analógicas de CCTV. ou 0. A resolução D1 corresponde a no máximo 414. não estão presentes e. As câmeras de rede megapixel podem ser usadas para permitir que os usuários vejam mais detalhes (ideal para identificação de pessoas e objetos) ou para ver uma área maior de uma cena. portanto.1 megapixels 4. A van¬tagem de uma proporção de aspecto de 16:9 é que detalhes de menor importância. normalmente localizados nas partes superior e inferior de uma imagem com tamanho convencional. além de outras. Essa vantagem é um fator importante em aplicações de vigilância por vídeo.

Assim. O SMPTE 296M (HDTV 720P) define uma resolução de 1280x720 pixels com alta fidelidade de cor no formato 16:9. A HDTV também oferece melhor fidelidade de cor.3a Ilustração das proporções 4:3 e 16:9. O SMPTE 274M (HDTV 1080) define uma resolução de 1920x1080 pixels com alta fidelidade de cor no formato 16:9. O padrão HDTV utiliza pixels quadrados — semelhantes às telas de computador. dependendo do país. Definidos pela SMPTE (Sociedade de Engenheiros de Cinema e Televisão). Uma câmera compatível com os padrões SMPTE indica que ela opera com a qualidade da HDTV e deve proporcionar todas as vantagens da HDTV em termos de resolução.RESOLuçõES 4:3 16:9 Figura 6. fidelidade de cor e taxa de quadros. e a 50/60 Hz (50/60 quadros por segundo). o vídeo de HDTV gerado por produtos de vídeo em rede pode ser exibido em monitores HDTV ou monitores normais de computador.54 CAPÍTuLO 6 . usando varredura progressiva a 25/30 Hertz (Hz). As imagens de HDTV com varredura progressiva dispensam o uso de técnicas de conversão ou desentrelaçamento quando for necessário que o vídeo seja processado por um computador ou exibido em uma tela de computador. 6. usando a varredura entrelaçada ou progressiva a 25/30 Hz e 50/60Hz. além do formato 16:9. que corresponde a 25 ou 30 quadros por segundo. os dois padrões mais importantes de HDTV são o SMPTE 296M e o SMPTE 274M. .4 Resoluções de Televisão de Alta Definição (HDTV) A HDTV gera uma resolução até cinco vezes maior do que a TV analógica comum.

pode ser afetada se o tamanho do arquivo for reduzido ainda mais através do aumento do nível de compressão de uma determinada técnica. é possível conseguir uma redução considerável no tamanho dos arquivos. estão à disposição.264 é o padrão mais recente e mais eficiente de compressão de vídeo.1 Fundamentos da compressão Codec de vídeo O processo de compressão envolver a aplicação de um algoritmo ao vídeo de origem para criar um arquivo compactado pronto para transmissão ou armazenamento. um algoritmo inverso é aplicado para produzir um vídeo que apresenta praticamente o mesmo conteúdo do vídeo original. enviar. os usuários finais podem selecionar entre diferentes fornecedores. MPEG-4 Part 2 (ou simplesmente MPEG-4) e H. A qualidade de vídeo. em algumas aplicações de vigilância por vídeo. Este capítulo aborda os fundamentos da compressão e descreve cada um dos três padrões já mencionados.264.CAPÍTuLO 7 55 Compressão de vídeo As tecnologias de compressão de vídeo servem para reduzir e eliminar dados redundantes de vídeo para que um arquivo de vídeo digital possa ser enviado de maneira eficaz através de uma rede e armazenado em discos de computador. entretanto. O H. . Para reproduzir o arquivo compactado. O tempo necessário para compactar.1. Os padrões são importantes para garantir a compatibilidade e a interoperabilidade. maior será a latência. São eles Motion JPEG. Com técnicas eficientes de compressão. Hoje em dia. Eles são especialmente relevantes para a compressão de vídeo. tanto reservadas como padrão de mercado. descompactar e exibir um arquivo é denominado latência. com pouco ou nenhum efeito negativo sobre a qualidade visual. Implementando padrões. Quanto mais avançado o algoritmo de compressão. precisa poder ser visto muitos anos depois da data de gravação. 7. em vez de ficarem presos a um único fornecedor ao projetar um sistema de vigilância por vídeo. a maioria dos fornecedores de vídeo em rede utiliza técnicas padronizadas de compressão. A Axis utiliza três padrões diferentes de compressão de vídeo.1 7. Diferentes tecnologias de compressão.COMPRESSãO DE VÍDEO . pois o vídeo pode ser usado para finalidades diferentes e.

permitindo a coexistência de vários formatos. Quando essa seqüência codificada é exibida. O Motion JPEG é um exemplo desse padrão de compressão. . Os dados são reduzidos dentro de um quadro de imagem pela simples retirada de informações desnecessárias que não são perceptíveis ao olho humano. um decodificador MPEG-4 não funciona com um codificador H. As imagens em uma seqüência Motion JPEG são codificadas ou compactadas como imagens JPEG individuais. Isso ocorre simplesmente porque um algoritmo não pode decodificar corretamente a saída gerada por outro algoritmo. Por exemplo. 7.1a Com o formato Motion JPEG.264 usam a previsão entre quadros (interframe prediction) para reduzir os dados de vídeo entre uma série de quadros.COMPRESSãO DE VÍDEO O par de algoritmos que funcionam juntos é chamado codec (codificador/decodificador) de vídeo. o conteúdo de vídeo compactado em um padrão não pode ser descompactado em um padrão diferente. Dessa forma. e apenas os pixels que se modificaram em relação ao quadro de referência são codificados.1. as imagens aparecem exatamente como na seqüência de vídeo original.56 CAPÍTuLO 7 . Algoritmos de compressão de vídeo como o MPEG-4 e o H. as três imagens na seqüência acima são codificadas e enviadas como imagens separadas (quadros I) independentes entre si. ou seja. Codecs de vídeo de diferentes padrões normalmente não são compatíveis entre si. onde um quadro é comparado com um quadro de referência. reduz-se o número codificado e enviado de valores de pixels. Isso envolve técnicas tais como codificação de diferenças.264. mas é possível imple¬mentar muitos algoritmos diferentes no mesmo software ou hardware.2 Compressão de imagem x compressão de vídeo Padrões de compressão utiliza a tecnologia de codificação intra-quadro. Figura 7.

COMPRESSãO DE VÍDEO . consome menos bits do que se o conteúdo real de um bloco fosse codificado. são codificadas através de vetores de movimento. Janela de pesquisa Bloco coincidente Vetor de movimento Bloco de destino Quadro de referência anterior Quadro P Figura 7. a quantidade de informação enviada e armazenada. reduzindo. A compensação de movimento por blocos leva em conta que grande parte do que compõe um novo quadro de uma seqüência de vídeo pode ser encontrada em um quadro anterior. .CAPÍTuLO 7 57 Transmitido Não transmitido Figura 7. Com a previsão entre quadros. assim. Codificar o vetor de movimento. o homem correndo. quadro I. Outras técnicas tais como compensação de movimento por blocos podem ser aplicadas para reduzir ainda mais os dados. Essa técnica divide um quadro em uma série de macroblocos (blocos de pixels). por exemplo. são feitas referências aos elementos estáticos da à primeira imagem. o codificador codifica a posição onde o bloco idêntico deve ser encontrado no quadro de referência.1b Com a codificação de diferenças. mas talvez em um lugar diferente. apenas a primeira imagem (quadro I) é integralmente codificada. como ele é chamado. Nas duas imagens seguintes (quadros P). Apenas as partes móveis. cada quadro de uma seqüência de imagens é classificado como um determinado tipo de quadro. Se for encontrada uma coincidência. ou seja. quadro P ou quadro B.1c Ilustração da compensação de movimento por blocos. Bloco a bloco. a casa. ou seja. um novo quadro pode ser composto ou “previsto” procurando-se um bloco idêntico em um quadro de referência.

a decodificação deve sempre começar com um I-frame. ou interquadro bipreditivo (bi-predictive inter frame). Os Quadros P e B. faz referência a partes de quadros I e/ou P anteriores para codificar o quadro.1d Uma seqüência típica com quadros I. sem nenhuma referência a outras imagens. Para reduzir a latência. a velocidade de transmissão de bits pode ser reduzida. Os Quadros P normalmente requerem menos bits que os Quadros I. mas. por outro lado. Os quadros I são necessários como pontos de início para novos visualizadores ou como pontos de ressincronização. Um codificador insere automaticamente Quadros I a intervalos regulares ou sob demanda caso seja esperado que novos clientes entrem na visualização de um fluxo.58 CAPÍTuLO 7 . A desvantagem dos Quadros I é que eles consomem muito mais bits. Um P-frame pode fazer referência apenas aos quadros I ou P precedentes. B e P. O uso de quadros B aumenta a latência. Um quadro B. ao passo que um B-frame pode fazer referência a quadros I ou P precedentes e posteriores. Reduzindo-se a freqüência dos quadros I (GOV mais longo). que significa “interquadro preditivo” (predictive inter frame). Um quadro P.COMPRESSãO DE VÍDEO Um quadro I. Os produtos de vídeo em rede da Axis permitem que os usuários definam o comprimento do GOV (grupo de vídeo). Quando um decodificador de vídeo restaura um vídeo decodificando o fluxo de bits quadro a quadro. não geram muitos artefatos. . se forem usados. que deter¬mina quantos quadros P devem ser enviados antes que outro quadro I seja enviado. retrocesso e outras funções de acesso aleatório. A primeira imagem de uma seqüência de vídeo sempre é um quadro I. que são causados por dados ausentes. devem ser decodificados junto com o(s) quadro(s) de referência. I B B P B B P B B I B B P Figura 7. mas uma das desvantagens é que eles são muito sensíveis a erros de transmissão devido à complexa dependência de quadros P e/ou I anteriores. Os quadros I podem ser usados para implementar funções de avanço rápido. caso o fluxo de bits transmitido seja danificado. ou intraquadro. é um quadro que faz referências a um quadro de referência anterior e a um quadro futuro. é um quadro autônomo que pode ser codificado de maneira independente. não são usados quadros B.

1 Formatos de compactação Motion JPEG O Motion JPEG ou M-JPEG é uma seqüência de vídeo digital que consiste em uma série de imagens JPEG individuais.264. Em algumas situações.htm 7. e filtro de desbloqueio no circuito para suavizar as bordas dos blocos (artefatos). . um vídeo em Motion JPEG é robusto. O Motion JPEG também pode ser necessário em aplicações que exigem integração com sistemas que operam apenas com esse padrão. em comparação com os padrões de compressão de vídeo como o MPEG-4 e o H. ou seja. o tamanho do arquivo de imagem pode ficar bastante grande e consumir mais largura de banda e espaço de armazenamento. normalmente 5 quadros por segundo ou menos. maior compensação de movimento com precisão de frações de pixel. outros métodos avançados podem ser utilizados para reduzir ainda mais os dados e melhorar a qualidade do vídeo.COMPRESSãO DE VÍDEO .264. pois se trata de uma série de imagens estáticas completas.CAPÍTuLO 7 59 Além da codificação de diferenças e da compensação de movimento. Quanto maior o nível de compactação. Uma das vantagens do Motion JPEG é que cada imagem de uma seqüência de vídeo pode ter a mesma qualidade garantida determinada pelo nível de compactação escolhido para a câmera de rede ou o codificador de vídeo. O resultado é que esse padrão apresenta uma velocidade de transmissão relativamente alta ou uma baixa proporção de compactação para a qualidade gerada. par análise — e quando forem usadas baixas velocidades de captura. o H. Para evitar o aumento do consumo da largura de banda e do espaço de armazenamento. consulte o documento informativo da Axis sobre esse padrão no endereço www. A principal desvantagem do Motion JPEG é que ele não usa nenhuma técnica de compactação de vídeo par reduzir os dados. o restante do vídeo não será afetado. como em ambientes com baixa luminosidade ou quando uma cena se torna complexa. o visualizador perceberá o vídeo em movimento. se um quadro for perdido durante a transmissão. (JPEG significa Joint Photographic Experts Group [Grupo Conjunto de Especialistas em Fotografia]. O vídeo em movimento completo é ser percebido a 30 (NTSC) ou 25 (PAL) quadros por segundo. entre elas esquemas de previsão para codificar quadros I. Para saber mais sobre as técnicas do padrão H.com/corporate/corp/tech_papers. menor será o tamanho do arquivo e a qualidade da imagem.) Quando são exibidos 16 ou mais quadros de imagem por segundo. Por exemplo. O Motion JPEG é um padrão não-licenciado. os produtos de vídeo em rede da Axis permitem que o usuário estabeleça um tamanho máximo de arquivo para um quadro de imagem.2 7. Como não há nenhuma dependência entre os quadros do Motion JPEG. Ele é amplamente compatível e muito usado em aplicações que exigem quadros individuais em uma seqüência de vídeo — por exemplo.2.axis.264 permite o uso de técnicas avançadas.

264 foi definido em conjunto por organizações de normas dos setores de telecomunicações (Grupo de Especialistas em Codificação de Vídeo da ITU-T) e TI (Grupo de Especialistas em Imagens em Movimento do ISO/IEC).264. Como todos os padrões MPEG (Moving Picture Experts Group. ou Codificação Avançada de Vídeo). ele é um padrão licenciado. Isso ocorre porque um codificador H.264 encontre a adesão mais rápida em aplicações que exijam altas velocidades de captura e uma alta resolução. e espera-se que ele seja adotado mais amplamente que os padrões anteriores.264 da Axis usam o perfil básico. também conhecido como MPEG-4 Part 10/AVC (Advanced Video Coding. . é o padrão MPEG mais recente para codificação de vídeo. reduzir o tamanho de um arquivo de vídeo digital em mais de 80%. são usados apenas os quadros I e P.2. Esse perfil é ideal para câmeras de rede e codificadores de vídeo.3 H. Isso significa que serão necessários muito menos largura de banda de rede e espaço de armazenamento para um arquivo de vídeo. ou seja. Isso ocorre quando a economia da redução da largura de banda e quando as necessidades de espaço de armazenamento geram a maior economia. é muito provável que o H. No setor de vigilância por vídeo.264 proporcione economia de largura de banda de rede e custos de armazenamento. Entretanto. pois a tecnologia de compactação altamente eficiente pode reduzir o tamanho dos arquivos e as velocidades de transmissão geradas. sem comprometer a qualidade das imagens. existem prós e contras.264 se torne o padrão de vídeo preferencial nos próximos anos. exigindo que os usuários paguem uma taxa de licença por estação de monitoramento. O MPEG-4 opera com aplicações de baixa largura de banda e aplicações que exigem imagens de alta qualidade. Os codificadores H. Também se espera que o H. também conhecido como MPEG-4 Visual. normalmente nos referimos ao MPEG-4 Part 2. e até 50% mais do que o padrão MPEG-4.264 pode. Embora o padrão H. é possível obter uma qualidade de vídeo muito mais alta em uma determinada velocidade de transmissão.264 ou MPEG-4 Part 10/AVC O H.60 CAPÍTuLO 7 .2. ele exige câmeras de rede e estações de monitoramento mais velozes. A baixa latência é essencial em aplicações de vigilância por vídeo quando ocorre monitoramento ao vivo.264 acelere a adoção de câmeras megapixel. 7. comparado com o formato Motion JPEG. Em outras palavras. especialmente quando forem usadas câmeras PTZ ou câmeras PTZ com cúpula. pois a baixa latência se deve ao fato de que não são usados quadros B. velocidade de captura ilimitada e largura de banda praticamente ilimitada. Espera-se que o H. como na vigilância de rodovias. aeroportos e cassinos.COMPRESSãO DE VÍDEO 7. O H.2 MPEG-4 Quando mencionamos o MPEG-4 em aplicações de vigilância por vídeo. Grupo de Especialistas em Imagens em Movimento). sem comprometer a qualidade de imagem. onde o uso de 30/25 (NTSC/PAL) quadros por segundo é a norma.

especialmente se houver movimento em uma cena.COMPRESSãO DE VÍDEO . O gráfico na página a seguir apresenta uma comparação de velocidades de transmissão. e não é possível realizar comparações corretas sem antes definir como os padrões são implementados em um codificador. é possível realizar diferentes implementações. elevando a velocidade de transmissão além da velocidade pretendida. . Muitas vezes. mesmo quando for definida uma velocidade de transmissão média desejada. MPEG-4 Part 2 (sem compensação de movimento). por exemplo. pois esse modo gera uma velocidade de transmissão constante que pode ser predefinida por um usuário. Como a velocidade de transmissão pode variar. um nível predefinido de qualidade de imagem pode ser mantido independentemente do movimento ou da falta de movimento de uma cena. Portanto. e cairá quando não houver movimento. a infra-estrutura de rede (largura de banda disponível) deve ser capaz de dar conta de altas velocidades. Um decodificador. Com a VBR (variable bit rate.264 (perfil básico). sendo o nível de imagem idêntico.4 Comparação dos padrões Ao comparar o desempenho dos padrões MPEG – como o MPEG-4 e o H.264 –. Quando a largura de banda disponível é limitada. um padrão MPEG não pode garantir uma determinada velocidade de transmissão ou qualidade.3 Velocidades de transmissão variável e constante Com os padrões MPEG-4 e H. A seleção ideal depende da aplicação e da infra-estrutura de network.264. Isso significa que a largura de banda consumida aumentará quando houver muita atividade em uma cena. Se a saída gerada por um codificador estiver de acordo com o formato e o decodificador de um padrão. A desvantagem da CBR é que. isso é desejável em aplicações de vigilância por vídeo que exigem alta qualidade. Isso ocorre porque o criador de um codificador pode optar por implementar conjuntos diferentes de ferramentas definidas por um padrão. 7.CAPÍTuLO 7 61 7. os usuários podem permitir que um a velocidade de transmissão do fluxo de vídeo codificado seja variável ou constante. entre os seguintes padrões de vídeo: Motion JPEG. deve implementar todas as partes obrigatórias de um padrão para decodificar um fluxo de bits compatível. ao contrário de um codificador. a restrição de manter constante a velocidade de transmissão acaba reduzindo a qualidade de imagem e a velocidade de captura. ou velocidade de transmissão variável). Os produtos de vídeo em rede da Axis permitem que o usuário dê preferência ou à qualidade de imagem ou à velocidade de captura caso a velocidade de transmissão aumente além da velocidade de transmissão pretendida. MPEG-4 Part 2 (com compensação de movimento) e H. Um padrão especifica exatamente como um algoritmo de descompactação deve restaurar cada bit de um vídeo compactado. o modo normalmente recomendado é o CBR (velocidade de transmissão constante). quando a atividade de uma cena aumentar. é impor¬tante observar que os resultados podem variar entre codificadores que utilizam o mesmo padrão.

264 foi pelo menos três vezes mais eficiente do que um codificador MPEG-4 sem compensação de movimento. .000 4. O codificador H. (sem compensação de movimento) MPEG-4 parte 2.COMPRESSãO DE VÍDEO Cena de uma portaria H. o codificador H.000 0 50 Tempo(s) 100 Figura 7.264 (perfil básico) MPEG-4 parte 2.000 2.000 1.000 Motion JPEG 6.264 da Axis gerou até 50% menos bits por segundo do que um codificador MPEG-4 com compensação de movimento.4a Em uma seqüência de vídeo de exemplo.62 CAPÍTuLO 7 . (com compensação de movimento) Velocidade de transmissão (Kbit/s) 7. e pelo menos seis vezes mais eficiente do que com o Motion JPEG.000 5.000 3.

Um sistema audiovisual de vigilância aumenta a eficácia de uma solução de segurança ou monitoramento remoto. ficando muito tempo perto de um caixa eletrônico ou entrando em uma área restrita. um “porteiro remoto” em uma entrada é outra área de aplicação. Portanto. por exemplo. aumentando a capacidade de um usuário remoto de receber e transmitir informações. ou seja. um estacionamento sem funcionários presentes). O áudio também pode ser usado para permitir que os usuários não apenas escutem uma área. equipamentos de áudio. e videoconferência. A capacidade do áudio de cobrir uma área de 360 graus permite que um sistema de vigilância por vídeo amplie sua cobertura para além do campo de visão de uma câmera. Entretanto. mas também que transmitam ordens ou solicitações aos visitantes ou invasores.ÁuDIO . O controle de acesso. se uma pessoa no campo de visão da câmera demonstrar um comportamento suspeito. Por exemplo. alarme de detecção de sons. o uso do áudio pode ser restrito em alguns países. Em uma situação na qual uma pessoa esteja ferida. modos de áudio.CAPÍTuLO 8 63 Áudio Embora o uso do áudio em sistemas de vigilância por vídeo ainda não seja generalizado. Entre as outras aplicações estão uma situação de helpdesk remoto (por exemplo. .1 Aplicações de áudio O áudio como parte integrante deu m sistema de vigilância por vídeo pode ser um complemento valiosíssimo para a capacidade de um sistema de detectar e interpretar eventos e situações de emergência. esse recurso pode aumentar a capacidade de um sistema de detectar e interpretar eventos. a possibilidade de comunicar-se remotamente e avisar a vítima que o socorro está a caminho também pode ser uma vantagem. 8. Os tópicos abordados neste capítulo são as situações de aplicação. um segurança remoto pode advertir verbalmente essa pessoa. além de permitir a comunicação por áudio através de uma rede IP. compactação de áudio e sincronização entre áudio e vídeo. Ele pode instruir uma câmera PTZ ou uma câmera PTZ com cúpula (ou alertar o operador dessa câmera) para verificar visualmente um alarme disparado por som. é conveniente consultar as autoridades locais.

2 Suporte e equipamentos de áudio O suporte de áudio é mais fácil de implementar em um sistema de vídeo em rede do que em um sistema de CCTV analógico.ÁuDIO 8. a fim de evitar o ruído.64 CAPÍTuLO 8 . O microfone deve ser sempre posicionado o mais próximo possível da fonte sonora. Fluxo de áudio I/O AUD IO 1 2 3 4 5 6 REDE IP OUT IN Câmera analógica Codificador de vídeo Fluxo de vídeo Gravação/monitoramento Figura 8.2b Alguns codificadores de vídeo têm áudio incorporado. . uma câmera de rede com suporte de áudio processa o áudio e envia o áudio e o vídeo pelo mesmo cabo de rede para monitoramento e/ou gravação. Uma câmera de rede ou um codificador de vídeo com função integrada de áudio muitas vezes possui um microfone embutido e/ou um conector mic-in/line-in. Fluxo de áudio REDE IP Fluxo de vídeo Gravação/monitoramento Figura 8.2a Um sistema de vídeo em rede com suporte de áudio integrado. No modo bidirecional total (full-duplex). deverá ser usado um equipamento de áudio balanceado. e o microfone pode ser posicionado a uma certa distância da câmera. o microfone deve estar voltado para o outro lado e posicionado a uma certa distância do alto-falante para reduzir a microfonia. Com entradas mic-in/line-in. ou seja. devem ser instalados cabos separados de áudio e vídeo entre um ponto e outro. Em um sistema analógico. Se a distância entre o microfone e a estação for muito grande. do local onde a câmera e o microfone estão instalados até a estação de monitoramento/gravação. Isso elimina a necessidade de cabeamento extra e facilita muito a sincronização entre áudio e vídeo. Em um sistema de vídeo em rede. Isso também permite que o produto de vídeo em rede se conecte a mais de um microfone. permitindo a inclusão de áudio mesmo que forem usadas câmeras analógicas em uma instalação. os usuários têm a opção de usar um microfone de tipo ou qualidade diferente do microfone próprio da câmera ou do codificador de vídeo. Os fluxos de áudio e vídeo são enviados pelo mesmo cabo de rede. o que aumenta os custos e a dificuldade de instalação.

Ele pode ser usado. deve-se usar um equipamento de áudio balanceado. Nesse caso. Um altofalante ativo (ou seja. amplificador e microfone balanceados. Se for necessário usar um cabo de áudio longo. por exemplo. os cabos de áudio devem ter o menor comprimento possível. Para reduzir as perturbações e o ruído.3b Neste exemplo de modo simplex. por sua vez. que.3a INo modo simplex.3 Modos de áudio Dependendo da aplicação. Áudio enviado pelo operador LAN/WAN Microfone Vídeo enviado pela câmera PC Câmera de rede Alto-falante Figura 8.ÁuDIO . o áudio é enviado à câmera pelo operador. é conectado a uma câmera de rede/um codificador de vídeo. para dar instruções faladas a uma pessoa que estiver sendo vista na câmera ou para afastar de um estacionamento um possível ladrão de carros. 8. pode ser necessário enviar áudio em apenas uma direção ou em ambas as direções. sempre use um cabo de áudio blindado e evite passar o cabo perto de cabos de força e cabos que transportam sinais comutados de alta freqüência. Existem três modos básicos de comunicação por áudio: simplex. half duplex e full duplex. Além disso. Se o alto-falante não tiver um amplificador incorporado.1 Simplex Áudio enviado pela câmera LAN/WAN Alto-falante Vídeo enviado pela câmera PC Câmera de rede Microfone Figura 8. 8. e isso pode ser feito ou simultaneamente ou em uma direção por vez. cabo. ele deve antes ser conectado a um amplificador.CAPÍTuLO 8 65 Muitos produtos de vídeo em rede da Axis não vêm com um alto-falante incorporado. para evitar ruídos. ou seja.3. um alto-falante com amplificador incorporado) pode ser conectado diretamente a um produto de vídeo em rede com suporte de áudio. o áudio é enviado em uma única direção. o áudio é enviado pela câmera ao operador. . Entre as aplicações estão o monitoramento remoto e a vigilância por vídeo.

Da mesma forma. como uma determinada janela.3. o áudio é enviado simultaneamente de/para o ooperador.3.3c No modo half-duplex. depois.2 Half duplex Alto-falante Áudio enviado pelo operador Áudio enviado pela câmera LAN/WAN Vídeo enviado pela câmera Fones de ouvido PC Câmera de rede Microfone Figura 8. envie um e-mail ou outros alertas. Ele também pode ser usado para detectar atividade em áreas fora do campo de visão da câmera. a detecção de áudio pode comandar a câmera para que gire automaticamente até um local predefinido. pois pode reagir a eventos em áreas muito escuras para que a função de detecção de movimento em vídeo funcione corretamente. o áudio é enviado em ambas as direções.3 Full duplex Alto-falante Áudio full duplex enviado e recebido pelo operador LAN/WAN Vídeo enviado pela câmera Fones de ouvido PC Câmera de rede Microfone Figura 8. Em uma câmera PTZ ou uma câmera PTZ com cúpula. Isso é semelhante a um rádio de comunicação. 8. e ative dispositivos externos tais como alarmes. 8. eles podem comandar uma câmera de rede para que envie e grave vídeo e áudio. Quando forem detectados sons.4 Alarme de detecção de áudio O alarme de detecção de áudio pode ser usado para complementar a detecção de movimento em vídeo. mas apenas uma parte por vez pode enviar. como a quebra de uma janela ou vozes em uma sala.3d No modo full-duplex.ÁuDIO 8. entradas de alarme como detecção de movimento e contatos em portas podem ser usadas para acionar gravações de vídeo e áudio. O Full duplex exige que o PC cliente tenha uma placa de som que aceite áudio full-duplex. compactados para reduzir o tamanho e agilizar a transmissão e o arma- . Esse modo de comunicação é semelhante ao de um diálogo telefônico.66 CAPÍTuLO 8 . 8.5 Compactação de áudio Os sinais de áudio analógicos devem ser convertidos em áudio digital através de um processo de amostragem e.

1 Freqüência de amostragem Existem muitos codecs de áudio diferentes que operam com diferentes freqüências de amostragem e níveis de compactação. os pacotes de áudio e vídeo devem levar um registro de data e hora. que requer licença. Em geral. mas consomem menos largura de banda e espaço de armazenamento. A conversão e compactação são realizadas através de um codec de áudio. melhor será a qualidade de áudio e maior serão a largura de banda e o espaço de armazenamento necessários. Níveis de compactação mais elevados também podem elevar a latência ou os atrasos.ÁuDIO . mas não em baixos níveis de compactação (bit rates elevados). Os bit rates escolhidos mais freqüentemente com os codecs de áudio ficam entre 32 kbit/s e 64 kbit/s. Os outros dois codecs são o G. são um fator importante que deve ser levado em consideração no cálculo das necessidades de largura de banda total e espaço de armazenamento.726. O AAC-LC. que são tecnologias não-licenciadas. que é um conjunto de interfaces de programação de aplicativos para gerenciar arquivos multi¬mídia. 8. quanto maior o nível de compactação (ou menor o bit rate). . a qualidade do áudio.CAPÍTuLO 8 67 zenamento. O primeiro é o AAC-LC (Codificação de Áudio Avançada – Baixa Complexidade). portanto. assim como ocorre com os bit rates de vídeo.5. especialmente na freqüência de amostragem de 16 kHz ou mais e com bit rate de 64 kbit/s.3 Codecs de áudio Os produtos de vídeo em rede da Axis operam com três codecs de áudio. um algoritmo que codifica e decodifica os dados de áudio. menor será a qualidade do áudio.5. O áudio e o vídeo são enviados por uma rede como dois fluxos separados de pacotes.6 Sincronização de áudio e vídeo A sincronização de dados de áudio e vídeo é realizada por um reprodutor de mídia (um software usado para reproduzir arquivos de multimídia) ou por uma estrutura de multimídia como o Micro¬soft DirectX. A freqüência de amostragem é o número de vezes por segundo em que uma amostra de um sinal analógico de áudio é tomada. Para que o cliente ou reprodutor sincronize perfeitamente os fluxos de áudio e vídeo.2 Bit rate “Bit rate” é um parâmetro importante do áudio. também conhecido como MPEG-4 AAC. Os bit rates de áudio. 8.5. As diferenças na qualidade de áudio dos codecs podem ser especialmente perceptíveis em altos níveis de compactação (bit rates reduzidos). pois determina o nível de compactação e. é o codec recomendado quando a melhor qualidade de áudio possível é necessária. quanto maior a freqüência de amostragem. 8.711 e o G. 8. Ela é medida em hertz (Hz). Em geral.

mas não gravá-lo. se for necessário monitorar o áudio. Entretanto. junto com o fluxo de áudio. Se esse for o caso e se for importante que o vídeo e o áudio sejam sincronizados.264. por exemplo. que registra a data e a hora nos pacotes de vídeo e áudio.68 O registro de data e hora dos pacotes de vídeo que usam a compactação Motion JPEG nem sempre é reconhecido por uma câmera de rede. há muitas situações nas quais a sincronização de áudio importa menos ou é até mesmo indesejável. . o formato de vídeo que deve ser escolhido é o MPEG-4 ou H. são enviados através do RTP (Protocolo de Transporte de Tempo Real). pois esses fluxos de vídeo.

1 Rede local e Ethernet Uma rede local (LAN) é um grupo de computadores conectados entre si em uma área local para comunicar-se um com o outro e compartilhar recursos tais como impressoras. . O número de dispositivos conectados em uma LAN pode variar de dois a alguns milhares. na qual cada nó (dispositivo) está conectado ao outro através de equipamentos ativos de rede. Para saber mais sobre tecnologias sem fio. formando quatro pares de fios de cobre trançados. O meio físico de transmissão de uma LAN com fio inclui cabos. A tecnologia de LAN mais usada é a Ethernet. e é usado com plugues e soquetes RJ-45. consulte o Capítulo 10. inclusive como os produtos de vídeo em rede podem ser acessados pela Internet.TECnOLOGIAS DE REDE . Entre as outras áreas abordadas no capítulo estão as redes locais virtuais e Qualidade de Serviço. Um cabo de par trançado consiste em oito fios. Este capítulo começa discutindo a rede local. 9. Os dados são enviados na forma de pacotes e. Também discutiremos o uso da Power over Ethernet (PoE).000 Mbit/s. além das diferentes formas de proteger a comunicação através de redes IP. para controlar a transmissão dos pacotes. Depois. principalmente cabos de par trançado ou de fibra óptica. e ela é especificada em um padrão chamado IEEE 802. a atual velocidade de transmissão de dados pode variar de 100 Mbit/s a 10. Dependendo do tipo de cabo (par trançado ou fibra óptica) usado. abordando o endereçamento IP (Protocolo de Internet) — o que são e como funcionam. tais como switches.3. A Ethernet utiliza uma topologia em estrela.CAPÍTuLO 9 69 Tecnologias de rede Diferentes tecnologias de rede são usadas para viabilizar e proporcionar as diversas vantagens de um sistema de vídeo em rede. podem ser usadas diferentes tecnologias. Também apresentamos um panorama dos protocolos de transporte de dados usados no vídeo em rede. discutiremos a comunicação pela Internet. especificamente as redes Ethernet e os componentes que as apóiam. ao passo que o comprimento máximo dos cabos de fibra pode variar de 10 a to 70 km. (Entre os outros tipos de tecnologias de LAN estão a token ring e a FDDI). O comprimento máximo de um cabo de par trançado é 100 m (328 pés). dependendo do tipo de fibra.

ela substitua a Fast Ethernet como padrão de fato. em breve. vale a pena projetá-la de forma que apenas 30% da sua capacidade sejam usados. A maioria das interfaces é retrocompatível com a Ethernet de 10 e 100 Mbit/s. está equipada com uma interface Ethernet 100BASE-TX/10BASE-T. como um laptop ou uma câmera de rede.1.TECnOLOGIAS DE REDE Figura 9. Gigabit Ethernet A Gigabit Ethernet. proporciona uma velocidade de transmissão de dados de 1. e está ganhando popularidade. Para sistemas de vídeo em rede.1a Um cabo de par trançado consiste em quatro pares de fios trançados. a velocidade das redes deve ser cada vez maior. sendo mais conhecidas como interfaces 10/100/1000. Embora os switches de rede (sobre os quais falaremos abaixo) sejam fáceis de atualizar após alguns anos. O tipo de cabo de par trançado usado pela Gigabit Ethernet é o cabo Cat-5e. . A maioria dos dispositivos conectados a uma rede. que opera tanto com 10 Mbit/s como com Fast Ethernet. no qual todos os quatro pares de fios trançados são usados para atingir velocidades de transmissão de dados mais altas. Espera-se que. Uma vez que cada vez mais aplicativos funcionam através de redes hoje em dia. normalmente conectados a um plugue RJ-45 na extremidade. é normalmente muito mais difícil substituir o cabeamento. 9.000 Mbit/s (1 Gbit/s). mais conhecida como interface 10/100. mas essas redes não oferecem a largura de banda necessária para algumas aplicações de vídeo em rede). recomenda-se o uso de cabos Cat-5e ou cabos de categoria mais alta. Ela pode utilizar cabos de par trançado ou de fibra óptica. Para garantir o futuro de uma rede.1 Tipos de redes Ethernet Fast Ethernet Fast Ethernet refere-se a uma rede Ethernet capaz de transferir dados a uma velocidade de 100 Mbit/s. Uma regra geral é sempre criar uma rede com mais capacidade do que a capacidade necessária no momento da criação. (A antiga Ethernet de 10 Mbit/s ainda é instalada e usada.70 CAPÍTuLO 9 . O tipo de cabo de par trançado usado pela Fast Ethernet se chama “cabo Cat-5”. que também pode usar um cabo de pa trançado ou fibra óptica.

é necessário o uso de um cabo de altíssima qualidade (Cat-6a ou Cat-7).2 milhas). A principal função de um switch de rede é encaminhar dados de um dispositivo para outro na mesma rede. Entretanto.000 m (6.TECnOLOGIAS DE REDE . Figura 9.639 pés) e o 1000BASE-LX (até 550 m com fibras ópticas múltiplas e 5. e vice-versa. 10 Gigabit Ethernet A 10 Gigabit Ethernet é a última geração. ele os encaminha apenas à porta que estiver conectada a um dispositivo com o endereço MAC correto do destino. Com uma solução de par trançado. Ele faz isso de maneira eficiente. e pode ser usado um cabo de fibra óptica ou de par trançado.CAPÍTuLO 9 71 Para transmissão a longas distâncias. . com velocidade de transmissão de dados de 10 Gbit/s (10. podem ser usados cabos de fibra tais como o 1000BASE-SX (até 550 m/1. Quando se utiliza um switch de rede.000 Mbit/s). 10GBASE-ER e 10GBASE-SR com cabos de fibra óptica podem ser usadas para cobrir distâncias de até 10. pode ser usado um cabo conhecido como crossover. A fibra é normalmente usada no backbone de uma rede. a conexão de vários dispositivos em uma LAN exige equipamentos de rede como um switch de rede. Quando um switch recebe dados. e não em nós como uma câmera de rede. Ele funciona da seguinte maneira: um switch registra os endereços MAC (Controle de Acesso à Mídia) de todos os dispositivos conectados a ele.1b Distâncias maiores podem ser cobertas através de cabos de fibra óptica. (Cada dispositivo de rede tem um endereço MAC exclusivo.000 m com fibras simples).2. 9. A 10 Gbit/s Ethernet é usada principalmente em backbones de aplicações de grande porte que exigem altas velocidades de transmissão de dados. O cabo crossover simplesmente atravessa o par de transmissão em uma extremidade do cabo. As redes 10GBASELX4. e o endereço pode ser muitas vezes encontrado na etiqueta do produto). Switch Quando apenas dois dispositivos precisam se comunicar diretamente entre si através de um cabo de par trançado.1. pois os dados podem ser direcionados de um dispositivo para outro sem afetar outros dispositivos na mesma rede. que consiste em uma série de números e letras definidos pelo fabricante. com o par receptor na outra extremidade. um cabo de rede normal é usado em vez de um cabo crossover.

as redes 10/100/1000 estão rapidamente assumindo o lugar de switch padrão.2). Entretanto. 100 Mbit/s. Um switch pode. enviando e recebendo dados ao mesmo tempo. o que eleva a velocidade. Fast Ethernet e Gigabit Ethernet simultaneamente. por exemplo. um switch de rede opera com diferentes velocidades de transmissão de dados simultaneamente.4). também. Um switch também permite que um dispositivo conectado funcione no modo full-duplex.72 CAPÍTuLO 9 . Os switches podem ser oferecidos com diferentes recursos ou funções. ou seja. Isso significa que a velocidade de um switch. operando com 10 Mbit/s e com Fast Ethernet. a velocidade de cada porta. onde se utilizam a velocidade de transmissão de dados comum mais alta e o melhor modo de transferência. Normalmente. pois o tráfego de dados pode ser direcionado de um dispositivo para outro sem afetar nenhuma outra porta do switch.1c Com um switch de rede. As velocidades por porta indicam as velocidades máximas em portas específicas. Alguns switches possuem a função de um roteador (consulte a seção 9. operando. As velocidades mais comuns são 10/100. A velocidade e o modo de transferência entre uma porta em um switch e um dispositivo conectado são normalmente determinados através de autonegociação. é. .TECnOLOGIAS DE REDE Os switches normalmente indicam sua velocidade em velocidade por porta e em velocidade interna ou de chassi (tanto em bitrate como em pacotes por segundo). muitas vezes. a transferência de dados é gerenciada de maneira muito eficiente. que controla a largura de banda consumida por diferentes aplicações. com 10 Mbit/s. assim. operar com Power over Ethernet ou Qualidade de Serviço (consulte a seção 9. Figura 9.

pontos de acesso sem fio e câmeras de rede em uma LAN. Além disso. até algumas centenas de dólares por câmera. Isso elimina o risco de choque elétrico na instalação ou no recabeamento de uma rede. O dispositivo que recebe a alimentação é denominado “dispositivo alimentado” (powered device. e os dispositivos devem aceitar a classificação de alimentação fornecida.TECnOLOGIAS DE REDE . A PoE também facilita a transferência de uma câmera para um novo local ou a inclusão de câmeras em um sistema de vigilância por vídeo. e a alimentação é fornecida ao dispositivo apenas quando isso for confirmado. Um sistema de vigilância por vídeo com PoE pode ser alimentado da sala do servidor. Isso também significa que o cabo Ethernet conectado a um switch PoE não fornecerá energia se não estiver conectado a um dispositivo compatível com PoE. O padrão inclui um método para identificar automaticamente se um dispositivo aceita a PoE. há quatro pares de fios trançados. Nesse padrão. dependendo da localização da câmera.3af. Esse equipamento pode ser um switch ou midspan compatível com PoE.3af utiliza cabos Cat-5 ou superiores. os switches com PoE incorporada fornecem eletricidade através dos dois pares de . Devido às vantagens da PoE. PD). publicado em 2003. A Power over Ethernet é amplamente usada na alimentação de telefones IP. A retrocompatibilidade com dispositivos de rede não compatíveis com a PoE é garantida.1. Isso é vantajoso principalmente em áreas de difícil acesso. Isso é explicado mais detalhadamente nas sections a seguir. ou sobrepor-se à corrente nos pares de fios usados para a transmissão de dados. e garante que a transferência de dados não seja afetada. o dispositivo que fornece a alimentação é denominado “equipamento de fornecimento de energia” (power sourcing equipment.3 Power over Ethernet A Power over Ethernet (PoE) dá a opção de alimentar os dispositivos conectados a uma rede Ethernet através do mesmo cabo usado para a comunicação de dados. A alimentação disponibilizada pelo switch ou midspan compatível com PoE deve ser suficiente para os dispositivos conectados. ou disponibilizada em um divisor autônomo (consulte a seção abaixo). Padrão 802. PSE). ela é recomendada para o maior número possível de dispositivos. a PoE pode aumentar a segurança de um sistema de vídeo. A PoE pode usar os dois pares de fios ‘a mais’. Isso significa que o sistema de vigilância por vídeo pode se manter em operação mesmo em caso de queda de energia. Em um cabo de par trançado. A principal vantagem da PoE é sua economia inerente de custos.CAPÍTuLO 9 73 9. que normalmente utiliza um nobreak. O padrão IEEE 802. Não é necessário contratar um eletricista nem instalar uma fiação separada. O fato de que não é necessário instalar cabos de força pode economizar. Essa função é normalmente incorporada a um dispositivo de rede como uma câmera de rede.3af e Alta PoE A maioria dos dispositivos com PoE de hoje seguem o padrão IEEE 802. Muitas vezes.

0 W 15.6.3af pode fornecer. De acordo com o padrão IEEE 802. normalmente de 300 W a 500 W. Um PD aceita ambas as opções.3af.49 W 6. O padrão IEEE 802.44 W . Com o pré-padrão IEEE 802. isso significaria de 6 W a 10 W por porta.4 W 4.3af especifica várias categorias de desempenho para os PDs.84 W 3. A maioria das câmeras de rede fixas pode ser alimentada por PoE utilizando o padrão IEEE 802.74 CAPÍTuLO 9 .3af. caso todas as portas estejam conectadas a dispositivos que utilizam PoE.3. A menos que os PDs aceitem a classificação de potência.84 W .3at (Alta PoE) para dispositivos tais como câmeras PTZ e câmeras PTZ com cúpula com controle motorizado.95 W para um PD.3at ou a PoE+. sendo normalmente identificadas como dispositivos de Classe 1 ou 2. que exigem mais potência do que o padrão IEEE 802. um PSE fornece uma tensão de 48 Vcc com potência máxima de 15. Classe 0 1 2 3 4 nível mínimo de potência no PSE 15. se todos os dispositivos informarem o switch que são dispositivos de Classe 1.4 W Tratar como Classe 0 nível máximo de potência usado pelo PD 0. o limite de potência sobe para no mínimo 30 W através de dois pares de fios saindo de um PSE. . Entretanto.4 W devem ser reservados para cada porta que utilize a PoE. Midspans e divisores Os midspans e divisores (também conhecidos como divisores ativos) são equipamentos que permitem que uma rede existente opere com Power over Ethernet. Considerando que ocorre perda de potência em um cabo de par trançado. os 300 W bastarão para alimentar todas as 48 portas.4 W por porta.TECnOLOGIAS DE REDE fios usados para transferir dados.0 W 7.1a Classificações de potência de acordo com o padrão IEEE 802.49 W . Em um switch de 48 portas. o que significa que um switch com 300 W pode fornecer energia a apenas 20 das 48 portas.44 W .95 W 0.3af. podem ser usados midspans e divisores com o pré-padrão IEEE 802. todos os 15. além de câmeras com aquecedores e ventoinhas.95 W uso padrão opcional opcional opcional Reservado para uso futuro Tabela 9. ao passo que os midspans normalmente usam os dois pares a mais.12. são garantidos apenas 12. As especificações finais ainda precisam ser determinadas. PSEs como switches e midspans normalmente fornecem uma determinada quantidade de potência. e espera-se que o padrão seja ratificado em meados de 2009.12. Enquanto isso.

Roteadores Para encaminhar pacotes de dados de uma LAN à outra pela Internet. Um divisor é usado para separar a alimentação e os dados de um cabo Ethernet em dois cabos separados. firewalls e provedores de serviços de Internet.2 A Internet Para enviar dados entre um dispositivo na rede local e outro dispositivo de outra LAN. Para garantir que a transferência de dados não seja afetada. por exemplo. embora o uso de endereços MAC baste para a comunicação interna). (As LANs também podem usar o endereçamento IP e os protocolos IP para comunicar-se dentro de uma área local. com base em endereços IP. Antes de falar sobre o endereçamento IP. Antes. é posicionado entre o switch de rede e os dispositivos alimentados.TECnOLOGIAS DE REDE .1d Um sistema existente pode ser atualizado com a função de PoE utilizando um midspan e um divisor. Isso significa que o midspan e o(s) divisor(es) ativo(s) devem ser posicionados dentro da distância de 100 m. A Axis fornece midspans e divisores de PoE e Alta PoE. Ele encaminha apenas os pacotes de dados que precisem ser enviados a outra rede. então. é importante ter em mente que a distância máxima entre a origem dos dados (por exemplo.CAPÍTuLO 9 75 No-Break (UPS) 3115 Câmera de rede com PoE incorporada Câmera de rede sem PoE incorporada Switch de rede Alimentação Divisor ativo Power over Ethernet Midspan Ethernet Figura 9. que inclui alimentação em um cabo Ethernet. O uso mais comum de um roteador é na conexão de uma rede local à Internet. Essa necessidade levou ao desenvolvimento do endereçamento IP e dos muitos pro¬tocolos IP para comunicação pela Internet. que. falaremos a seguir sobre alguns elementos básicos da comunicação pela Internet. 12 V ou 5 V. 9. O midspan. podem ser conectados a um dispositivo que não opera originalmente com PoE. o switch) e os produtos de vídeo em rede não deve ser superior a 100 m (328 pés). outra função do divisor é reduzir a tensão para o nível apropriado ao dispositivo. . pois as redes locais podem usar diferentes tipos de tecnologias. é necessária uma forma padronizada de comunicação. Uma vez que a PoE ou a Alta PoE fornece apenas 48 Vcc. Um roteador encaminha informações de uma rede para outra. os roteadores eram denominados gateways. como roteadores. que é um sistema global de redes de computadores interconectadas. deve ser usado um equipamento de rede chamado ‘roteador de rede’.

pois os dados (vídeo) da câmera de rede serão enviados à Internet.2.255 e 192. ou um endereço estático. um laptop conectado à Internet. Quando um computador envia dados relacionados a uma aplicação específica. Os endereços IPv4 são os mais comuns hoje em dia. As mensagens que entram ou saem da Internet atravessam o firewall.TECnOLOGIAS DE REDE Firewalls Um firewall é projetado para evitar o acesso não-autorizado de/para uma rede privada. Na conexão com a Internet. a velocidade de download de informações da Internet é a mais importante a ser considerada. Conexões à Internet Para conectar uma LAN à Internet. Um endereço IP público é um endereço designado por um provedor de serviços de Internet.1.0. A principal diferença entre a duas é que um endereço IPv6 é mais longo (128 bits. Todos os dispositivos que desejarem se comunicar pela Internet devem ter seu próprio endereço IP público.23. contra os 32 bits de um endereço IPv4). Esses endereços podem ser usados apenas em redes privadas e não podem ser encaminhados através de um roteador para a Internet. 172.255. que pode mudar durante uma sessão.76 CAPÍTuLO 9 . Os firewalls são freqüentemente usados para evitar que usuários não-autorizados da Internet tenham acesso a redes particulares conectadas à Internet. Atualmente. a velocidade de upstream é mais relevante. Upstream significa a velocidade de transferência com que os dados podem ser transferidos do dispositivo para a Internet. por exemplo. Downstream é a velocidade de transferência para baixar arquivos.2.255. é normal que ele acrescente automaticamente o número da porta a um endereço IP sem que o usuário saiba.0.255. 9. Os endereços IP são usados para identificar os dispositivos que enviam e que recebem. que examina cada mensagem e bloqueia as que não cumprem os critérios especificados de segurança.16. 192. . Em uma aplicação de vídeo em rede com uma câmera de rede em uma localidade remota. é necessário estabelecer uma conexão de rede através de um provedor de serviços de Internet (ISP).31. 9.168.168. Os firewalls podem ser implementados como hardware e software.1 Endereços IPv4 Os endereços IPv4 são agrupados em quatro blocos. por exemplo.12. por exemplo.0 a 172. Portas O número de uma porta define um determinado serviço ou uma determinada aplicação para que o servidor receptor (por exemplo.1 Endereçamento IP Qualquer dispositivo que deseje se comunicar com outros dispositivos pela Internet deve ter um endereço IP exclusivo e apropriado. quando o vídeo é recebido por um PC de monitoramento. Alguns blocos de endereços IPv4 foram reservados exclusivamente para uso privado.255. quando o vídeo é enviado de uma câmera de rede.0. são usados termos como upstream e down¬stream.168.0 a 192.0 a 10. Na maioria das situações.0. normalmente cobrado por mês. uma câmera de rede) saiba como processar os dados recebidos. cada um separado por um ponto.255.255. há duas versões de IP: IP versão 4 (IPv4) e IP versão 6 (IPv6). Um ISP pode designar um endereço IP dinâmico. Esses endereços IP privados são de 10. ou combinando ambos. por exemplo. Cada bloco representa um número entre 0 e 255.

digitando um endereço IP estático na interface do produto de vídeo em rede. Um endereço IPv4 para um produto de vídeo em rede da Axis pode ser criado principalmente de duas maneiras: 1) automaticamente. Por exemplo. A função do DHCP é freqüentemente realizada por um roteador de banda larga. IANA). então. que podem ser atribuídos dinamicamente a uma câmera de rede/um codificador de vídeo. usando o DHCP (Protocolo de Configuração Dinâmica de Host). e 2) manu¬almente. que. Algumas aplicações usam números de portas previamente designados a elas pela Autoridade de Números Designados da Internet (Internet Assigned Numbers Authority. atualizar um servidor de DNS dinâmico com o seu endereço IP atual para que os usuários possam ter acesso ao produto utilizando um nome de domínio.com) para o produto de vídeo em rede em um servidor de DNS (Sistema de Nomes de Domínios) dinâmico.minhacamera. Com o AXIS Camera Management. recebe seus endereços IP de um provedor de serviços de Internet. O servidor de DHCP responde com um endereço IP e uma máscara de sub-rede. é necessário atribuir a ele(a) um endereço IP. A Axis também oferece o seu próprio site. ou usando um software de gerenciamento como o AXIS Camera Management.axiscam.dyndns. uma máscara de sub-rede e o endereço IP do roteador padrão. por sua vez. chamado AXIS Internet Dynamic DNS Service (www. www. um serviço da Web através de HTTP é normalmente relacionado à porta 80 de uma câmera de rede. Quando uma câmera de rede/um codificador de vídeo entra no ar. O software também pode ser usado para atribuir endereços IP estáticos particulares aos produtos de vídeo em rede da Axis. Isso é recomendado quando um software de gerenciamento de vídeo for usado para acessar os produtos de vídeo em rede. (Um nome de domínio pode ser registrado usando alguns dos sites de DNS dinâmico mais conhecidos. . Usar o DHCP para criar um endereço IPv4 funciona da seguinte forma. Em um sistema de vídeo em rede com possivelmente centenas de câmeras. Usar um endereço dinâmico de IP significa que o endereço IP de um dispositivo de rede pode mudar de um dia para o outro. um software como o AXIS Camera Management é necessário para gerenciar o sistema de maneira eficaz. consulte o Capítulo 11. como o www. o software pode encontrar e criar automaticamente endereços IP e exibir o estado da conexão.TECnOLOGIAS DE REDE . Criando endereços IPv4 Para que uma câmera de rede ou um codificador de vídeo funcione em uma rede IP. O produto de vídeo em rede pode. recomenda-se que os usuários registrem um nome de domínio (por exemplo. que pode ser acessado a partir da interface de Web de um produto de vídeo em rede da Axis). Para saber mais sobre gerenciamento de vídeo. que pode sempre relacionar o nome de domínio do produto a qualquer endereço IP atribuído a ele no momento. Com endereços IP dinâmicos. O DHCP gerencia um grupo de endereços IP. ele(a) envia uma consulta solicitando a configuração a um servidor de DHCP.net).CAPÍTuLO 9 77 Os números de portas podem variar de 0 a 65535.org.

168.10. O cliente receptor vê os pacotes como se fossem provenientes do roteador. o roteador sabe encaminhar os dados (solicitação) que chegam à porta 8032 para uma câmera de rede cujo endereço IP privado é 192.78 CAPÍTuLO 9 . Nesta ilustração. as câmeras de rede com endereços IP privados em uma rede local podem ser acessadas pela Internet.10.247 193.TECnOLOGIAS DE REDE nAT (network Address Translation.168.13 Port 80 Figura 9.171. O inverso acontece com os pacotes de dados enviados.10. Então.11 192. O roteador substitui o endereço IP privado do dispositivo de origem pelo endereço IP público do roteador antes que os dados sejam distribuídos pela Internet.171. .171. é possível configurar um roteador para associar um número de porta HTTP exclusivo ao endereço IP de um produto de vídeo em rede específico e a uma porta HTTP padrão. Mapeamento de portas no roteador Endereço IP externo Porta externa do roteador Endereço IP interno Porta interna do dispositivo de rede 193.168. porta 80.13 80 80 80 192.13.247 8028 8030 8032 192. Encaminhamento de portas Para ter acesso pela Internet às câmeras localizadas em uma LAN privada.171. o endereço IP público do roteador deve ser usado junto com o respectivo número de porta da câmera de rede/codificador de vídeo na rede privada.2a Graças ao encaminhamento de portas no roteador.10. Então.10. a câmera de rede pode começar a enviar imagens de vídeo. Como um serviço da Web através de HTTP é normalmente mapeado para a porta 80.10.24.24. Using this technique.247:8032 192.168. O roteador é configurado para encaminhar todos os dados que entrarem em um número de porta predefinido para um dispositivo específico no lado da rede privada do roteador.12 192.10.24.171.12 Port 80 193. it must do so using a router that supports NAT.168.247 Roteador 192. o que acontece quando há várias câmeras de rede/codificadores de vídeo usando a porta 80 para HTTP em uma rede privada? Em vez de alterar o número da porta HTTP padrão em cada produto de vídeo em rede. Os pacotes de dados recebidos chegam ao roteador através do endereço IP público (externo) do roteador e através de um número de porta específico.24. O encaminhamento de portas funciona da seguinte maneira. the router can translate a private IP address into a public IP address without the sending host’s knowledge.24.11 Port 80 Solicitação de HTTP URL: http://193.247 193.168.168. Esse processo se chama ‘encaminhamento de portas’. o roteador substitui o endereço do remetente pelo seu próprio endereço IP privado (interno). Conversão de Endereço de Rede) When a network device with a private IP address wants to send information via the Internet.

e há sites como o www. Normalmente.CAPÍTuLO 9 79 O encaminhamento de portas é normalmente realizado com a configuração do roteador em primeiro lugar. Além disso. Se um roteador não for manualmente especificado.portfoward.com que oferecem instruções passo-a-passo para diferentes roteadores. então. os usuários podem inserir manu¬almente o endereço IP do roteador de NAT. . Figura 9. o encaminhamento de portas requer o uso da interface do roteador em um navegador de Internet. a digitação do endereço IP público (externo) do roteador. A travessia de NAT tenta automaticamente configurar o mapeamento de portas em um roteador de NAT na rede utilizando UPnP™. e um número exclusivo de porta que. é correlacionado ao endereço IP interno do produto de vídeo em rede específico ao seu número de porta da aplicação.2b Os produtos de vídeo em rede da Axis permitem o encaminhamento de portas através da travessia de NAT. o produto de vídeo em rede procurará automaticamente roteadores de NAT na rede e selecionará o roteador padrão. Para facilita a tarefa de encaminhamento de portas.TECnOLOGIAS DE REDE . a Axis oferece o recurso de travessia de NAT em muitos dos seus produtos de vídeo em rede. Na interface do produto de vídeo em rede. o serviço selecionará automaticamente uma porta HTTP se nenhuma for inserida manualmente. Roteadores diferentes têm maneiras diferentes de realizar o encaminhamento de portas.

2001:0da8:65b4:05d3:1315:7c1f:0461:7847 As principais vantagens do IPv6. O encaminhamento de portas também não é mais necessário. usado para navegar por páginas da Web em servidores de todo o mundo através da Internet. Em geral. o TCP é usado quando a confiabilidade da comunicação é mais importante que a latência do transporte.80 CAPÍTuLO 9 . O TCP é um canal de transmissão confiável. estão a possibilidade de permitir que um dispositivo configure automaticamente seu endereço IP usando seu endereço MAC. Por exemplo. O UDP é um protocolo sem conexão e não garante a entrega dos dados enviados.2 Protocolos de transporte de dados para vídeo em rede O Protocolo de Controle de Transmissão (TCP) e o Protocolo de Datagramas de Usuário (UDP) são os protocolos IP usados para enviar dados. O prefixo e o sufixo do host são usados para que o DHCP para alocação do endereço IP e a configuração manual de endereços IP não sejam mais necessários com o IPv6. Outras vantagens do IPv6 são a renumeração para simplificar a comutação de redes corporativas inteiras entre provedores. e garante que os dados enviados por uma extremidade sejam recebidos na outra. e uma porta específica pode ser endereçada da seguinte maneira: http://[2001:0da8:65b4:05d3:1315:7c1f:0461:7847]:8081/ Para configurar um endereço IPv6 em um produto de vídeo em rede da Axis. o HTTP (Protocolo de Transferência de Hipertexto). deixando todo o mecanismo de controle e a verificação de erros a cargo do próprio aplicativo.1. roteamento mais veloz. Então. o produto receberá um endereço IPv6 de acordo com a configuração no roteador de rede. criptografia ponto a ponto de acordo com a IPSec. O UDP não realiza nenhuma transmissão dos dados perdidos e. Ele cuida do processo de dividir grandes blocos de dados em pacotes menores. Para comunicação pela Internet. Esses protocolos de transporte atuam como transportadores para muitos outros proto¬colos.2. o host solicita e recebe do roteador o prefixo necessário do bloco de endereços públicos e outras informações. com dois-pontos subdividindo o endereço em oito blocos de 16 bits cada um. portanto. 9. baseado em conexões. além da disponibilidade de um enorme número de endereços IP.2 Endereços IPv6 Um endereço IPv6 é escrito em notação hexadecimal. não introduz mais atrasos. por exemplo. e conectividade através do mesmo endereço em redes variáveis (IPv6 Móvel).TECnOLOGIAS DE REDE 9. A confiabilidade do TCP através da retransmissão pode causar atrasos consideráveis. é transportado pelo TCP.2. Um endereço IPv6 é indicado entre colchetes em uma URL. . basta marcar uma caixa de seleção para ativar o IPv6 no produto.

ou seja.CAPÍTuLO 9 81 Protocolo de Transporte TCP Protocolo FTP (File Transfer Protocol) SMTP (Send Mail Transfer Protocol Porta 21 uso comum Transferência de arquivos pela Internet / intranets Protocolo par envio de mensagens de email uso para vídeo em rede Transferência de imagens ou vídeo por uma câmera de rede/um codificador de vídeo para um servidor de FTP ou um aplicativo Uma câmera de rede/um codificador de vídeo pode enviar imagens ou notificações de alarme usando seu cliente de email interno.264/MPEG. pois o RTP numera seqüencialmente e registra a data e a hora dos pacotes de dados. permitindo que esses pacotes sejam remontados na seqüência correta. TCP 25 HTTP (Hyper Text Transfer Protocol TCP 80 Usado para navegar na Web. Usado para acessar páginas da Web utilizando de maneira segura a tecnologia de criptografia Formato padronizado de pacotes RTP para distribuição de áudio e vídeo pela Internet — muitas vezes usados em sistemas de mídia por fluxo contínuo ou videoconferência HTTPS (Hypertext Transfer Protocol over Secure Socket Layer) TCP 443 Transmissão segura de vídeo por câmeras de rede/codificadores de vídeo. e para sincronizar vídeo e áudio.2a Protocolos e portas TCP/IP comuns usados para vídeo em rede. A maneira mais comum de transferir imagens de vídeo por uma câmera de rede/um codificador de vídeo onde o dispositivo de vídeo em rede funciona essencialmente como um servidor de Web. RTSP (Real Time Streaming Protocol) TCP 554 Usado par criar e controlar sessões multimídia através de RTP Tabela 9. disponibilizando o vídeo para o usuário ou servidor de aplicativos solicitante. A transmissão pode ser realizada ou em unicast ou em multicast. RTP (Real Time Protocol) UDP/TCP Não definido Uma maneira comum de transmitir vídeos em rede nos formatos H. .TECnOLOGIAS DE REDE . para acessar páginas de servidores da Web.

e-mail e vídeo de vigilância — podem usar a mesma rede IP. apenas os servidores localizados nessa VLAN poderão acessar as câmeras de rede. Apenas os membros da mesma VLAN podem trocar dados.3 VLAns Quando um sistema de vídeo em rede é criado. telefone. é necessário controlar como os recursos de rede serão compartilhados para atender às necessidades de cada serviço. Isso pode ser feito dividindo-se os usuários da rede em grupos lógicos. dividir os pacotes .4 Qualidade de Serviço Como aplicações diferentes — por exemplo. Embora isso simplifique o projeto. O termo ‘Qualidade de Serviço’ refere-se a várias tecnologias tais como a Differentiated Service Codepoint (DSCP). que marca cada quadro ou pacote com bytes a mais para indicar a qual rede virtual o pacote pertence. O principal protocolo usado na configuração de VLANs é o IEEE 802. o custo de adquirir. dados e vídeo) à medida que o tráfego atravessa a rede. seja dentro da mesma rede ou através de redes diferentes. Uma solução é permitir que os roteadores e switches de rede funcionem de maneira diferente em diferentes tipos de serviços (voz. VLAN 30 VLAN 20 VLAN 20 VLAN 30 Figura 9. Se um sistema de vídeo em rede for segmentado em uma VLAN. Usando a Qualidade de Serviço (QoS). as VLANs são uma solução melhor e mais econômica do que uma rede separada. As VLANs podem ser usadas para separar uma rede de vídeo de uma rede de escritório. diferentes aplicações de rede podem coexistir na mesma rede sem consumir a largura de banda uma da outra.82 CAPÍTuLO 9 . As conexões entre os switches transportam dados de diferentes VLANs. cada uma das duas LANs diferentes é segmentada na VLAN 20 e na VLAN 30. À primeira vista. tanto por motivos de segurança como por motivos de desempenho. as VLANs são criadas com vários switches. A VLAN é uma tecnologia para segmentar as redes virtualmente.TECnOLOGIAS DE REDE 9. Apenas os usuários de um grupo específico podem trocar dados ou acessar determinados recursos da rede network. freqüentemente maior do que quando se usa uma tecnologia chamada ‘rede local virtual’ (VLAN). que pode identificar o tipo de dados em um pacote e. muitas vezes se quer manter a rede separada de outras redes. instalar e manter a rede é. Normalmente. a escolha óbvia seria criar uma rede separada. uma função reconhecida pela maioria dos switches de rede.3a Nesta ilustração.1Q. assim. Primeiro. 9.

portanto. PC 3 PC 1 FTP Roteador 1 100 Mbit Roteador 2 100 Mbit Câmera 1 Switch 1 Vídeo 100 Mbit Vídeo FTP 10 Mbit Switch 2 PC 2 Câmera 2 Figura 9. enquanto as transmissões de vídeo tentarão manter seu total de 5 Mbit/s. Na pior das hipóteses.CAPÍTuLO 9 83 em categorias de tráfego que possam ser priorizadas para encaminhamento. As principais vantagens de uma rede que opera com QoS são a possibilidade de priorizar o tráfego e permitir a distribuição de fluxos de alta prioridade antes dos fluxos de menor prioridade.TECnOLOGIAS DE REDE . controlando a quantidade de largura de banda que uma aplicação pode usar e. Neste caso.5 Mbit/s.. Neste exemplo. além da maior confiabilidade em uma rede. PC 3 PC 1 Roteador 1 100 Mbit FTP Roteador 2 Câmera 1 Switch 1 FTP HTTP Vídeo 2 3 5 100 Mbit Vídeo 100 Mbit 10 Mbit Switch 2 PC 2 Câmera 2 Figura 9. De repente. o PC2 inicia uma transferência de arquivo do PC3. as transmissões de vídeo sempre terão a largura de banda necessária à disposição.4a Rede comum (que não reconhece QoS). Se houver largura de banda ociosa. o PC1 está vendo duas transmissões de vídeo das câmeras 1 e 2. Com essa divisão. a transferência de arquivos tentará usar toda a capacidade de 10 Mbit/s entre os roteadores 1 e 2. muitas vezes considerado de alta prioridade e exigindo baixa latência. roteadores e produtos de vídeo em rede reconheçam a QoS. ela poderá ser usada por qualquer tipo de tráfego. cada uma enviando imagens a 2. mas mesmo assim haverá largura de banda disponível para navegação na Web e outros tipos de tráfego. é um caso típico no qual a QoS pode ser usada para garantir respostas rápidas para movimentar solicitações. As transferências de arquivos são consideradas menos importantes e recebem menos largura de banda. O tráfego de PTZ. Nessa situação. e o HTTP e todos os outros tráfegos podem usar no máximo 3 Mbit/s. O FTP pode usar 2 Mbit/s. . controlando a disputa pela largura de banda entre as aplicações. O pré-requisito para o uso da QoS em uma rede de vídeo é que todos os switches. o Roteador 1 foi configurado para dedicar até 5 Mbit/s dos 10 Mbit/s disponíveis para transmissão de vídeo. A largura de banda destinada ao sistema de vigilância não pode mais ser garantida e a taxa de quadros de vídeo provavelmente cairá. o tráfego de FTP consumirá toda a largura de banda disponível. Perceba que esses valores máximos valem apenas quando houver congestionamento na rede.4b Rede que reconhece QoS.

1X impede o que é conhecido como “seqüestro de portas”. Em um sistema de vídeo em rede. 2) o switch ou ponto de acesso encaminha a solicitação a um servidor de autenticação. Há três níveis disponíveis: Administrador (acesso total a todas as funções).1X é útil em aplicações de vídeo em rede. 9. Os produtos de vídeo em rede da Axis oferecem proteção por senha em vários níveis. O usuário ou dispositivo se identifica para a rede e para o ponto remoto através de um nome de usuário e uma senha. O IEEE 802. Uma configuração típica é que as câmeras de rede permitam que apenas o endereço IP do servidor que hospeda o software de gerenciamento de vídeo tenha acesso aos produtos de vídeo em rede. Nas redes corporativas de hoje. quando um computador não-autorizado ganha acesso à rede através de uma tomada de rede dentro ou fora de um edifício.1X. A segurança pode ser reforçada com a criptografia dos dados para evitar que outras pessoas usem ou leiam os dados.1 Autenticação de nome de usuário e senha A autenticação por nome de usuário e senha é o método mais básico para proteger os dados em uma rede IP.5 Segurança de Rede Há diferentes níveis de segurança quando se trata de proteger as informações enviadas por redes IP. exceto às páginas de configuração).5.TECnOLOGIAS DE REDE 9. dependendo do tipo de implementa¬ção e criptografia. e pode ser suficiente quando não for necessário um alto nível de segurança. pois as câmeras de rede ficam freqüentemente localizadas em espaços públicos onde uma tomada de rede de fácil acesso pode representar um risco à segurança. ou quando a rede de vídeo for separada da rede principal.84 CAPÍTuLO 9 . liberando ou bloqueando direitis de acesso a determinados Endereços IP. VPN e WEP ou WPA nas redes sem fio (Para saber mais sobre segurança de redes sem fio.2 Filtragem de endereços IP Os produtos de vídeo em rede da Axis filtram endereços IP. O uso da criptografia pode deixar as comunicações mais lentas. Espectador (acesso apenas ao vídeo ao vivo). o IEEE 802. por exemplo. que são verificados antes que o dispositivo possa entrar no sistema. o IEEE 802. 3) Se a autenticação for bem-sucedida. sem que usuários não-autorizados tenham acesso físico à rede de vídeo. 9. O IEEE 802.3 IEEE 802. consulte o Capítulo 10). as primeiras proporcionam a melhor segurança.5.5. O primeiro é a autenticação e a autorização. As senhas podem ser criptografadas ou não quando forem enviadas. ou seja.1X estabelece uma conexão ponto-aponto ou impede o acesso a partir da porta de LAN se a autenticação falhar.1X está se tornando obrigatório para qualquer coisa conectada a uma rede. Os métodos mais comuns são o HTTPS (também conhecido como SSL/TLS). um servidor RADIUS (Remote Authentication Dial-In User Service) como o Microsoft Internet Authentication Service. O IEEE 802.1X pode funcionar da seguinte maneira: 1) Uma câmera de rede envia uma solicitação de acesso à rede a um switch ou ponto de acesso.1x Muitos produtos de vídeo em rede da Axis operam com IEEE 802. o servidor ordena que o switch ou ponto de . 9. que permite a autenticação em dispositivos conectados a uma porta de LAN. Operador (acesso a todas as funções.

Esse método de segurança aplica a criptografia aos dados em si.4 HTTPS ou SSL/TLS O HTTPS (Texto de Transferência Segura de Hipertexto) é idêntico ao http.TECnOLOGIAS DE REDE . roteadores). . Entretanto. permitindo uma comunicação segura e protegida pela Internet.5a O IEEE 802. mas com uma diferença importante: os dados transferidos são criptografados através da Secure Socket Layer (SSL) ou da Segurança da Camada de Transporte (TLS). o que possibilita a visualização segura das imagens em um navegador de Web. a taxa de quadros. Então. é possível criar um “túnel” seguro entre dois dispositivos em comunicação. o pacote original é criptografado. Essa configuração protege o tráfego e seu conteúdo contra acesso não-autorizado.CAPÍTuLO 9 85 acesso abra a porta para permitir que os dados da câmera de rede atravessem o switch e sejam enviados pela rede. Os dispositivos de rede entre o cliente e o servidor não poderão acessar nem ver os dados. o uso do HTTPS pode reduzir a velocidade do link de comunicação e. inclusive os dados e seu cabeçalho. 9. Rede Privada Virtual) Com uma VPN. portanto. o número do pacote na seqüência de pacotes e o comprimento do pacote.5. e apenas os dispositivos com a “chave” correta poderão operar na VPN. uma câmera de rede). passo 2: a solicitação é encaminhada a um servidor de autenticação.1X proporciona segurança por porta e envolve um solicitante (por exemplo. o pacote criptografado é encapsulado em outro pacote que exibe apenas os endereços IP dos dois dispositivos em comunicação (ou seja. o tipo de informação enviado. que pode conter informações como os endereços de origem e destino. Muitos produtos de vídeo em rede da Axis operam originalmente com HTTPS. um autenticador (por exemplo. 1 3 2 Solicitante (câmera de rede) Autenticador (Switch) Servidor de Autenticação (RADIUS) ou outro recurso de LAN Figura 9. Nessa configuração.5.5 VPn (Virtual Private network. 9. um switch) e um servidor de autenticação. Passo 1: o acesso à rede é solicitado. passo 3: a autenticação é bem-sucedida e o switch é instruído para permitir que a câmera de rede envie dados pela rede.

todo o pacote pode ser criptografado e encapsulado para criar um “túnel” protegido. mas isso não é recomendado porque cada tecnologia consome recursos e reduz a velocidade do sistema. Ambas as tecnologias podem ser usadas paralelamente. Com a VPN.5b A diferença entre o HTTPS (SSL/TLS) e a VPN é que. apenas os dados reais de um pacote são criptografados.TECnOLOGIAS DE REDE Criptografia por HTTPS ou SSL/TLS Túnel VPN DADOS PACOTE Seguro Sem Segurança Figura 9. no HTTPS.86 CAPÍTuLO 9 . .

utilizando 802. qualquer câmera de rede pode ser usada em uma rede sem fio. como um estacionamento ou uma aplicação de vigilância para o centro da cidade. especialmente por áreas extensas.11b/g. a tecnologia sem fio pode ser a única alternativa caso não possam ser instalados cabos Ethernet comuns. As câmeras de rede sem tecnologia sem fio incorporada também podem ser integradas a uma rede sem fio se for usada uma ponte wireless. Em edifícios mais antigos e protegidos. Figura 10a Uma câmera de rede sem fio da Axis.TECnOLOGIAS SEM FIO . A Axis oferece câmeras que funcionam originalmente sem fio. a tecnologia sem fio é uma maneira flexível. econômica e rápida de distribuir câmeras. Essas tecnologias dispensam a extensão de um cabo até o chão. .CAPÍTuLO 10 87 Tecnologias sem fio Para aplicações de vigilância por vídeo. Figura 10b Usando uma ponte wireless.

11a e 802. a largura de banda do ponto de acesso e a largura de banda consumida pelos dispositivos de rede devem ser levadas em conta. Nessas áreas.1 802. portanto.11a/h. devido ao consumo da sinalização e do protocolo. O 802. a maioria dos produtos para WLAN vendidos utilizavam o padrão 802.11n. Outra desvantagem do 802. Um problema da faixa de freqüência de 5 GHz é que ela não está disponível para uso em algumas partes da Europa. O 802. aprovado em 1999. As extensões mais relevantes do padrão são 802. 10. aprovado em 1999.11 é que todos operam em um espectro não-licenciado. a velocidade útil de transmissão de dados aceita por um determinado padrão de WLAN é aproximadamente metade da velocidade estipulada por um padrão.11b.11a é que o seu intervalo de sinal é mais curto que o do 802. Para evitar o acesso não-autorizado aos dados transferidos e à rede.11 Padrões de WLAn O padrão wireless mais comum para redes remotas sem fio (WLAN) é o 802.11a. que ainda não foi concluído e ratificado.11b/g.11n utilizam um esboço do padrão. O padrão 802.11b. Em geral.11n. foram desenvolvidas para evitar o acesso não-autorizado e criptografar os dados enviados pela rede.4 GHz e oferece velocidades de dados de até 54 Mbit/s. ou seja. a vantagem dos padrões wireless 802. Até 2004. é o padrão da próxima geração. não há nenhuma taxa de licenciamento para montar e operar a rede. no máximo 4 ou 5 câmeras devem ser conectadas a um ponto de acesso sem fio.TECnOLOGIAS SEM FIO 10.4 GHz. opera na faixa de freqüência de 5 GHz e oferece velocidades de dados de até 54 Mbit/s. é a variante de 802. é necessário um número muito maior de pontos de acesso para transmitir na faixa de 5 GHz do que na faixa de 2. opera na faixa de 2. . Embora também existam outros padrões e outras tecnologias reservadas. Os produtos que reconhecem o 802.88 CAPÍTuLO 10 . Ao instalar uma rede sem fio.11 da IEEE. 802.11g porque opera em uma freqüência mais elevada.2 Segurança de WLAn Devido à natureza das comunicações sem fio. aprovado em 2003.11g. os componentes de WLAN de 5 GHz devem seguir o padrão 802. algumas tecnologias de segurança. Os produtos de WLAN normalmente são compatíveis com o 802. onde está reservada para sistemas militares de radar.11g.11 mais comum do mercado. como WEP e WPA/WPA2.11g. a menos que a rede esteja protegida.11b. qualquer pessoa com um dispositivo sem fio que esteja presente na área coberta por uma rede sem fio poderá compartilhar a rede e interceptar os dados transferidos por ela. O 802. Ele opera na faixa de 2. Com câmeras de rede que operam no padrão 802. 802.4 GHz e oferece velocidades de dados de até 11 Mbit/s. que permitirá velocidades de dados de até 600 Mbit/s.

2. 10. 10. > Verificar se as câmeras sem fio operam com protocolos de segurança como IEEE 802. Duas tecnologias normalmente usadas são microondas e laser.3 Pontes Wireless Algumas soluções podem usar padrões que não sejam o predominante IEEE 802.2. pois há diversos utilitários disponíveis gratuitamente na Web que podem ser usados para quebrar o que deveria ser uma chave secreta de WEP. .3 Recomendações Algumas diretrizes de segurança para uso de câmeras sem fio para vigilância: > Ative o login por nome de usuário/senha nas câmeras.CAPÍTuLO 10 89 10.2 WPA/WPA2 (WiFi Protected Access. O WPA é uma forma padronizada de distribuição de chaves criptografadas. Acesso WiFi Protegido) O WPA aumenta consideravelmente a segurança.1 WEP (Wired Equivalent Privacy) A WEP impede o acesso à rede por pessoas que não possuem a chave correta.TECnOLOGIAS SEM FIO . > Ative a criptografia (HTTPS) no roteador sem fio/nas câmeras. em combinação com uma segurança muito reforçada.11. evitando o acesso não-autorizado à rede com credenciais roubadas. 10. que podem ser usadas para conectar edifícios ou localidades com um link de dados ponto-aponto de alta velocidade. Hoje em dia. a WEP tem pontos fracos. aumentando a velocidade e permitindo a transmissão de dados a distâncias mais longas. a WEP deixou de ser considerada uma segurança adequada. pois não apresenta as deficiências do padrão WEP. Entretanto.1X e WPA/ WPA2. Entre eles está o fato de que as chaves são relativamente curtas e que outras falhas permitem a reconstrução das chaves a partir de uma quantidade relativamente pequena de tráfego interceptado. Isso deve ser feito antes que as chaves ou credenciais sejam criadas para a WLAN.2.

90 .

a reprodução e o armazenamento dos vídeos. e possibilidades de integração com outros sistemas. a gravação. 11. 11.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO . como armazenamento aumentado ou externo. NVR). que é um hardware próprio com software de gerenciamento de vídeo previamente instalado. segmentos de mercado e idiomas.CAPÍTuLO 11 91 Sistemas de gerenciamento de vídeo Um aspecto importante de um sistema de vigilância por vídeo é gerenciar a visualização ao vivo. UNIX. Entre os aspectos a considerar estão a plataforma de hardware escolhida (PC servidor ou uma plataforma baseada em um gravador de vídeo em rede). e uma plataforma baseada em um gravador de vídeo em rede (network video recorder.1 Plataformas de hardware Existem dois tipos diferentes de plataformas de hardware para um sistema de gerenciamento de vídeo em rede: uma plataforma de PC servidor com um ou mais PCs executando um software de gerenciamento de vídeo. inclusive instalação e configuração. vídeo inteligente. os recursos do sistema.1 Plataforma de PC servidor Uma solução de gerenciamento de vídeo que utilize uma plataforma de PC servidor inclui PCs servidores e equipamentos de armazenamento que podem ser adquiridos no mercado para obter o melhor desempenho para o projeto específico do sistema. Se o sistema for composto por apenas uma ou algumas câmeras.1. Essa plataforma aberta facilita a inclusão de funções no sistema. a visualização e a gravação básica de vídeo podem ser gerenciadas através da interface de Web interna das câmeras de rede e dos codificadores de vídeo. como ponto de venda ou gestão predial. . paralelamente com um software de gerenciamento de vídeo. Hoje em dia. proteção contra vírus e algoritmos de vídeo inteligentes. administração e segurança. Linux e Mac OS). recomenda-se o uso de um sistema de gerenciamento de vídeo em rede. a plataforma de software. gerenciamento de eventos. Quando o sistema for composto por mais que algumas câmeras. existem algumas centenas de sistemas diferentes de gerenciamento de vídeo à disposição para diferentes sistemas operacionais (Windows.

O hardware do sistema pode ser ampliado ou atualizado para contemplar o aumento dos requisitos de desempenho. 11. ADMINISTRAÇÃO E RETAGUARDA Figura 11.1a Um sistema de vigilância de vídeo em rede que utiliza uma plataforma aberta de PC servidor com um software de gerenciamento de vídeo AXIS Camera Station.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO Uma plataforma de PC servidor também é totalmente dimensionável. análise e reprodução de vídeo em rede. Nesse sentido. como controle de acesso. Para saber mais sobre servidores e armazenamento. Isso permite que os usuários gerenciem o vídeo e outros controles prediais através de um único programa e uma única interface de usuário.1. consulte o Capítulo 12. os equipamentos de NVR têm tecnologia própria. Eles são dedicados às suas tarefas específicas de gravação. muitas vezes chamados ‘DVRs híbridos’. também possuem uma função de NVR. VISUALIZAÇÃO. projetada especificamente para gerenciamento de vídeo. a capacidade de também gravar vídeo em rede. permitindo a inclusão de qualquer quantidade de produtos de vídeo em rede ao sistema conforme a necessidade. ou seja. REPRODUÇÃO E ADMINISTRAÇÃO Software cliente AXIS Camera Station Câmeras analógicas VISUALIZAÇÃO. Uma plataforma aberta também facilita a integração com outros sistemas. .2 Plataforma nVR Um gravador de vídeo em rede é um equipamento com funções previamente instaladas de gerenciamento de vídeo. Muitas vezes. O sistema operacional pode ser o Windows. um NVR é semelhante a um DVR. REPRODUÇÃO E ADMINISTRAÇÃO Acesso remoto através do software Cliente AXIS Camera Station Cabos coaxiais I/O O AUDI Switch de rede 1 2 3 4 5 6 REDE IP Roteador de banda larga OUT IN INTERNET Codificador de vídeo da Axis Câmeras de rede Axis Software AXIS Camera Station BANCO DE DADOS DE GRAVAÇÃO SERVIÇO DE VISUALIZAÇÃO. REPRODUÇÃO. e muitas vezes não permitem que nenhum outro aplicativo seja instalado neles.92 CAPÍTuLO 11 . Alguns DVRs. gestão predial e controle industrial. UNIX/Linux ou um sistema operacional próprio.

1 Funções internas As câmeras de rede e os codificadores de vídeo da Axis podem ser acessados por uma rede. e normalmente é menos dimensionável que um sistema que utiliza um PC servidor. Nesses casos. Isso torna a unidade adequada a sistemas menores nos quais o número de câmeras permanece dentro dos limites da capacidade projetada de um NVR. Gravador de vídeo em rede (NVR) Axis AXIS 262 Network Video Recorder PC de Visualização REDE IP Câmeras de rede Axis Figura 11. que existe em muitos produtos de vídeo em rede.1b Um sistema de vigilância por vídeo em rede que utiliza um NVR. 11.2 Plataformas de software Diferentes plataformas de software podem ser usadas para gerenciar vídeo. a página inicial do produto.CAPÍTuLO 11 93 Um NVR é projetado para oferecer um desempenho ideal para um número definido de câmeras. é mais fácil instalar um NVR do que um sistema que utilize uma plataforma de PC servidor. bastando digitar o endereço IP do produto no campo Address/Location (Endereço/Local) de um navegador em um computador. Motion JPEG) em um servidor. A configuração e o gerenciamento um produto de vídeo em rede através da sua interface interna de Web funcionarão quando houver apenas um pequeno número de câmeras em um sistema. é necessário um software separado de gerenciamento de vídeo. junto com links para as páginas de configuração do produto. os fluxos de vídeo são gravados no cartão SD/SDHC dos produtos. que pode ter uma interface Windows ou de Web. A interface de Web interna dos produtos de vídeo em rede da Axis possui funções simples de gravação. Elas incluem o uso da interface de Web incorporada. Normalmente. será automaticamente exibida no navegador de Web. ou o uso de um software gerenciamento de vídeo separado. ou seja. MPEG-4. Para aumentar a flexibilidade de gravação em termos de modos (ou seja.2. . gravação manual de fluxos de vídeo (H. Assim que uma conexão for estabelecida com o produto de vídeo em rede. A gravação de fluxos de vídeo acionada por eventos é possível com produtos de vídeo em rede com recursos de armazenamento local. gravações contínuas ou programadas) e funções.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO .264. 11. com um clique em um ícone. ou gravação iniciada por evento de imagens JPEG individuais em um ou mais locais.

4 Escalabilidade do software de gerenciamento de vídeo Na maior parte dos casos. Ele permite que usuários em qualquer tipo de computador conectado à rede. Visite www. pode ser instalado um software cliente de visualização no mesmo servidor de gravação ou em qualquer outro PC. Em alguns casos. como detecção de movimento em vídeo . possibilitando. seja no local ou na mesma rede em que o servidor de gravação estiver instalado. o vídeo. assim.2. Alguns dos mais comuns estão relacionados abaixo: > Visualização simultânea do vídeo de várias câmeras > Gravação de vídeo e áudio > Funções de gerenciamento de eventos. 11.3 Software na Web Um software de gerenciamento de vídeo na Web deve ser instalado antes em um PC servidor que funcionará como servidor de Web e de gravação ao mesmo tempo. 11.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO 11. a escalabilidade da maioria dos programas de gerenciamento de vídeo. Também há software na plataforma Web à disposição. aos produtos de vídeo em rede que ele gerencia. Mais de 550 Parceiros de Desenvolvimento de Aplicativos da Axis oferecem diversas soluções de software. Se for usado um software cliente em Windows para gerenciamento de vídeo.5 Software aberto x Software próprio do fornecedor Fornecedores de produtos de vídeo em rede oferecem software de gerenciamento de vídeo.94 CAPÍTuLO 11 . o aplicativo cliente também permite que os usuários alternem entre diferentes servidores com o software de gerenciamento de vídeo instalado. Para saber mais sobre servidores e armazenamento. em termos de número de câmeras e de quadros por segundo. os programas clientes na plataforma Windows são os mais usados.2. inclusive vídeo inteligente. 11.com/partner/adp 11. Depois. em qualquer parte do mundo.axis. é limitada pela capacidade do hardware. o que exige muito da solução de armazenamento. e não do software. Muitas vezes esse software funciona apenas no equipamento de vídeo em rede desse fornecedor.2. tenham acesso ao servidor de gerenciamento de vídeo e. e não apenas durante o horário comercial normal. ele deverá ser instalado antes no servidor de gravação. Também existem programas que funcionam em várias marcas de produtos de vídeo. por natureza. consulte o Capítulo 12.2 Software cliente na plataforma Windows Quando se trata de software separado para gerenciamento de vídeo. em uma estação de visualização localizada em uma rede separada.3 Recursos do sistema Um sistema de gerenciamento de vídeo pode ter muitos recursos diferentes. sendo muitas vezes oferecidos por empresas independentes.2. ou remotamente. gera grandes quantidades de dados. O armazenamento de arquivos de vídeo exige ainda mais do hardware de armazenamento porque ele pode precisar operar ininterruptamente. o gerenciamento de vídeo em um sistema de grande porte ou em muitas localidades remotas. com um simples navegador de Web. portanto. Além disso.

visão dividida (para ver câmeras diferentes ao mesmo tempo). Também podem ser disponibilizados os recursos de visualização em vários monitores e mapeamento.CAPÍTuLO 11 95 > Administração e gerenciamento de câmeras > Opções de pesquisa e reprodução > Controle de acesso de usuários e registro (auditoria) de atividades 11.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO . uma após a outra). o que é útil para uma investigação. Isso permite que os usuários tenham um quadro abrangente de um evento. por exemplo.2 Multi-streaming Os produtos avançados de vídeo em rede da Axis permitem o multi-streaming. que inserem ícones de câmera que representam em um mapa do edifício ou da área os locais onde as câmeras estão instaladas.3.3a Tela de visualização ao vivo da AXIS Camera Station. no qual vários fluxos de vídeo de uma câmera de rede ou de um codificador de vídeo podem ser configurados . Muitos programas de gerenciamento de vídeo oferecem também um recurso de reprodução de câmeras múltiplas. tela cheia ou seqüência de câmeras (onde as exibições de diferentes câmeras são apresentadas automaticamente. Menu Links para espaços de trabalho Barra de ferramentas Indicador de gravação Visualizar grupos Controles de áudio e PTZ Registro de alarmes Figura 11. A maioria dos aplicativos de gerenciamento de vídeo permite que mais de um usuário veja em diferentes modos. 11.1 Visualização Uma função essencial de um sistema de sistema de gerenciamento de vídeo é permitir que imagens ao vivo e gravadas sejam visualizadas de maneira eficiente e intuitiva. que permite aos usuários ver gravações simultâneas de diferentes câmeras.3.

3 Gravação de vídeo Com um software de gerenciamento de vídeo como o AXIS Camera Station. e as gravações contínuas e acionadas podem ser programadas para horários selecionados durante cada dia da semana. 11.3b Vários fluxos de vídeo configuráveis individualmente permitem o envio de vídeos com diferentes taxas de quadro a destinatários diferentes. é possível gravar vídeos manu¬almente. através da porta de entrada de uma câmera ou de um codificador de vídeo.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO individualmente com diferentes taxas de quadro. com uma combinação de gravações contínuas e acionadas por alarme/movimento aplicadas pelo software de gerenciamento de vídeo AXIS Camera Station. Uma gravação por alarme pode ser acionada. Gravação/visualizaç ão remota em taxa de quadros e resolução média Câmera analógica I/O AUDIO 1 2 3 4 5 6 OUT IN Codificador de vídeo Gravação/visualiz ação local em taxa de quadros e alta resolução Visualização com um telefone celular em taxa de quadros média e baixa resolução Figura 11.96 CAPÍTuLO 11 . é possível definir cronogramas de gravações contínuas acionadas por alarme/movimento. A gravação contínua normalmente requer mais espaço em disco do que uma gravação acionadas por alarme. continuamente e mediante acionamento automático (por movimento ou alarme). e enviados a diferentes destinatários. através da detecção de movimento no vídeo ou de entradas externas. formatos de compactação e resoluções.3. Esse recurso otimiza o uso da largura de banda da rede. . Com gravações programadas. por exemplo. Figura 11.3c Configurações de gravação programada.

As funções de gerenciamento de eventos e vídeo inteligente podem atuar juntas para permitir que um sistema de vigilância por vídeo use a largura de banda de rede e o espaço de armazenamento de maneira mais eficiente. reduzindo os tempos de reação. discos de rede ou discos rígidos remotos. gravando imagens. da resolução. as gravações são realizadas em um disco rígido principal (o disco rígido local) e o arquivamento ocorre em discos locais. O gerenciamento de eventos ajuda os operadores a darem conta de um número maior de câmeras.3.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO . Motion JPEG). O monitoramento contínuo ao vivo das câmeras não é necessário. Um software de gerenciamento de vídeo pode permitir mais de um nível de armazenamento. se for acionada uma detecção por movimento no vídeo ou por um sensor externo— um fluxo separado com taxa de quadros mais elevada poderá ser enviado. marcando-os ou bloqueando-os especialmente no sistema. Os produtos de vídeo em rede podem ter recursos variados de taxa de quadros. dependendo da resolução. Em caso de alarme — por exemplo. enviando alertas e acionando diferentes dispositivos. Todas as reações configuradas podem ser acionadas automaticamente. para que seja possível usar qualquer drive de sistema ou drive de rede para armazenamento de vídeo. como terminais de ponto de venda ou software inteligente de vídeo. As taxas de quadro em condições normais podem ser estabelecidas um nível mais baixo — por exemplo. além do espaço de armazenamento necessário.5 Gerenciamento de eventos e vídeo inteligente Gerenciar eventos é identificar ou criar um evento acionado por estímulos. e configurar o sistema de vigilância por vídeo em rede para reagir automaticamente ao evento. Os usuários também podem evitar a exclusão automática de vídeos acionados por eventos. H. pois os alertas aos operadores podem ser enviados quando ocorrer um evento. A gravação e/ou visualização em taxa de quadros (considerada como 30 quadros por segundo no padrão NTSC original e 25 quadros por segundo no padrão PAL) em todas as câmeras em todos os momentos é mais do que exige a maioria das aplicações. Elas tam- . do nível de compactação e da taxa de quadros.4 Gravação e armazenamento A maioria dos programas de gerenciamento de vídeo utiliza o sistema de arquivos padrão do Windows para armazenamento. por exemplo. de um a quatro quadros por segundo — para reduzir drasticamente o espaço de armazenamento necessário.3. Por exemplo. As funções de gerenciamento de eventos e de vídeo inteligente podem ser incorporadas e conduzidas em um produto de vídeo em rede ou em um software de gerenciamento de vídeo. como portas e luzes. a qualidade das gravações poderá ser definida com a seleção do formato de vídeo (por exemplo. Os usuários podem especificar o tempo de retenção das imagens no disco rígido principal antes que elas sejam automaticamente excluídas ou transferidas para o drive de arquivamento.CAPÍTuLO 11 97 Assim que o método de gravação for selecionado. Esses parâmetros afetarão a quantidade de largura de banda consumida. MPEG-4.264. sejam eles de recursos internos dos produtos de vídeo em rede ou de outros sistemas. 11. 11.

ou seja. Assim que um evento é detectado. como gravação de vídeo e envio de alertas. Esse processo oferece diversas vantagens: > Permite uma utilização mais eficaz da largura de banda e do espaço de armazenamento. como um sensor de movimento ou um interruptor de porta. A análise é realizada no produto de vídeo em rede e os fluxos de vídeo são enviados para gravação e/ou visualização apenas quando ocorrer algum evento.98 CAPÍTuLO 11 . podem ser realizadas pelo produto de vídeo em rede e marcadas para o software de gerenciamento para que sejam tomadas outras providências. analisando as entradas para detectar um evento. pois um software de gerenciamento de vídeo pode aproveitar a função de vídeo inteligente incorporada a um produto de vídeo em rede. o tempo de reação será menor e será possível gerenciar um número muito grande de câmeras de maneira proativa. apenas um pequeno número de câmeras poderia ser gerenciado em um determinado momento. . A condução de algoritmos inteligentes de vídeo consome muita CPU. Os eventos podem ser acionados por: > Portas de entrada: A(s) porta(s) de entrada de uma câmera de rede ou de um codificador de vídeo podem ser conectadas a dispositivos externos. Se as funções inteligentes estiverem “na fronteira”. como detecção de movimento no vídeo e de adulteração de câmera. o sistema pode responder automaticamente com ações. o que economiza custos.3d O gerenciamento de eventos e o vídeo inteligente permitem que um sistema de vigilância esteja constantemente alerta. na câmera de rede ou no codificador de vídeo.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO bém podem ser realizadas por ambos. Se um servidor fosse obrigado a executar algoritmos de vídeo inteligente. as funções de vídeo inteligente. Detector PIR (infravermelho passivo) Câmera analógica REDE IP Câmera de rede Axis INTERNET Computador com software de gerenciamento de vídeo Casa Escritório Servidor de gravação de vídeo Telefone celular Sirene de alarme Relê Figura 11. pois não exige que uma câmera envie imagens de forma contínua a um servidor de gerenciamento de vídeo para análise de qualquer evento em potencial. Nesse caso. Acionadores de eventos Um evento pode ser programado ou acionado. > É possível obter escalabilidade. > Ele não exige que o servidor de gerenciamento de vídeo tenha recursos de processamento rápido.

é possível acionar um evento. Reações Os produtos de vídeo em rede ou um software de gerenciamento de vídeo podem ser configurados para reagir a eventos de forma contínua ou em determinados horários. Figura 11. > Adulteração de câmeras: Este recurso. > Acionamento por áudio: Isso permite que uma câmera que reconheça áudio acione um evento se detectar sons abaixo ou acima de um determinado limite.3e Criando acionamentos de eventos com a interface de Web de um produto de vídeo em rede da Axis. um evento pode ser acionado.CAPÍTuLO 11 99 > Disparo manual: O operador pode usar botões para acionar um evento manualmente. consulte a página 102. consulte o Capítulo 8. > Temperatura: Se a temperatura subir ou cair além do intervalo operacional de uma câmera.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO . Quando um evento é acionado. Para saber mais sobre detecção de movimento em vídeo. Para saber mais sobre o alarme ativo de adulteração. > Detecção de movimento em vídeo: Quando uma câmera detecta um determinado movimento na janela de detecção de movimento da câmera. que permite que uma câmera detecte quando é obstruída ou movimentada intencionalmente ou quando perde o foco. Para saber mais sobre detecção de áudio. consulte a página 102. pode ser usado para acionar um evento. estas são algumas das reações mais comuns que podem ser configuradas: .

são suas portas integradas de entrada e saída (E/S). que pode. Quando a função de acionamento por eventos for usada na interface de Web dos produtos de vídeo em rede da Axis. . uma câmera de rede ou um codificador de vídeo conectado(a) a um sensor de alarme externo através da sua porta de entrada pode ser instruído(a) a enviar vídeo apenas quando o sensor for acionado. iniciar gravações por exemplo. > Ir para um ponto predefinido de PTZ: Esta função pode estar disponível em câmeras PTZ ou em câmeras PTZ com cúpula. > Exibir uma janela instantânea com imagens de uma câmera na qual um evento foi acionado. apenas imagens JPEG podem ser transmitidas. > Ativar a porta de saída: A(s) porta(s) de saída de uma câmera de rede ou de um codificador de vídeo podem ser conectadas a dispositivos externos tais como alarmes. Uma imagem também pode ser anexada ao e-mail. > Enviar aviso por email: Esse recurso avisa os usuários que ocorreu um evento.100 CAPÍTuLO 11 . > Exibir procedimentos que o operador deve seguir. Veja a seguir mais detalhes sobre as portas de saída. como uma janela. que não existe nas câmeras analógicas. > Enviar aviso por HTTP/TCP: Esta função envia um alerta a um sistema de gerenciamento de vídeo. Quando for usado um software de gerenciamento de vídeo. Portas de Entrada/Saída Um recurso exclusivo de câmeras de rede e codificadores de vídeo. Isso pode ajudar a mostrar um quadro mais completo de um evento. permitindo que o produto de vídeo em rede envie vídeo com duração e taxa de quadros definidas antes e depois do acionamento de um evento. Além disso. Ela permite que a câmera aponte para uma posição específica. quando ocorrer um evento.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO > Transmitir as imagens ou a gravação de fluxos de vídeo para locais específicos. podem ser criados buffers de imagem antes e depois do alarme. um fluxo de vídeo com um formato de compressão (H. > Ativar um alerta sonoro no sistema de gerenciamento de vídeo. com uma determinada taxa de quadros. ou uma mensagem multimídia (MMS) com uma imagem mostrando o evento.264/MPEG-4/Motion JPEG) e um nível de compactação especificado pode ser solicitado do produto de vídeo em rede. por sua vez. Essas portas permitem conectar um produto de vídeo em rede a dispositivos externos e gerenciar esses dispositivos através de uma rede. Por exemplo. > Enviar um a mensagem de texto (SMS) com informações sobre o alarme.

O produto de vídeo em rede pode acionar a sirene quando um movimento é detectado (usando a detecção interna de movimento no vídeo) ou através de “informações” da entrada digital. uso É possível controlar a abertura/o fechamento de uma porta através de um operador remoto (pela rede) ou ser uma reação automática a um evento de alarme. .SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO . seja automaticamente ou por controle remoto. Sensor que detecta movimentos Quando um movimento é detectado. Detector de quebra de vidro Sensor ativo que mede a pressão do ar em uma sala e detecta quedas repentinas de pressão. por meio de um operador ou de um aplicativo.3b Exemplo de dispositivos que podem ser conectados à porta de saída. possível enviar imagens/vídeo e (PIR) avisos pela câmera. Tabela 11. uso Quando o circuito é interrompido (porta aberta).3a Exemplo de dispositivos que podem ser conectados à porta de entrada. Tipo de dispositivo Relê de porta Descrição Relê (solenóide) que controla a abertura e o fechamento de fechaduras de portas.CAPÍTuLO 11 101 Os tipos de dispositivos que podem ser conectados à porta de entrada de um produto de vídeo em rede são praticamente infinitos. A regra básica é que qualquer dispositivo capaz de alternar entre um circuito aberto e fechado pode ser conectado a uma câmera de rede ou um codificador de vídeo. A função principal da porta de saída de um produto de vídeo em rede é acionar dispositivos externos. O sensor pode ser alimentado pela câmera. O produto de vídeo em rede pode agir como um componente integrado do sistema de alarme que serve de sensor. Tabela 11. Quando uma queda na pressão do ar detectada. o detector interrompe o circuito e é possível enviar imagens/ vídeo e avisos pela câmera. reforçando o sistema de alarme com. Detector de o PIR interrompe o circuito e é infravermelho passivo através da emissão de calor. Sirene Uma sirene de alarme configurada para disparar quando um alarme for detectado. Tipo de dispositivo Contato de porta Descrição Interruptor magnético simples que detecta a abertura de portas ou janelas. Sistema de alarme/ invasão Um sistema de alarme que monitora continuamente um circuito de alarme normalmente fechado ou aberto. é possível enviar imagens/vídeo e avisos pela câmera.

Alarme ativo contra adulteração Esta função de vídeo inteligente. por exemplo: redirecionamento. 11. desfocalização.3. taxa de quadros. o uso das câmeras de vigilância pode ser limitado. cobertura ou danificação. Com a VMD.3f Configuração da detecção de movimento em vídeo no software de gerenciamento de vídeo AXIS Camera Station. pode ser usada como acionamento de eventos quando uma câmera é manipulada de qualquer maneira.102 CAPÍTuLO 11 . analisando os dados de imagem e as diferenças em uma série de imagens. e janelas “excluídas” (áreas de uma janela “incluída” que devem ser ignoradas). A VMD ajuda a priorizar as gravações. mas alguns deles possuem funções mais avançadas. . bloqueio. ou pintura por spray. reduzir a quantidade de vídeo gravado e facilitar a pesquisa de eventos. Sem essa detecção. Figura 11. Quanto maior ficar um sistema de vigilância por vídeo. é possível detectar movimento em qualquer parte do campo de visão de uma câmera. mais importante será a capacidade de gerenciar com eficiência os dispositivos conectados à rede. Os usuários podem configurar várias janelas “incluídas” (uma área específica do campo de visão da câmera onde deve ser detectado movimento). É uma forma de definir a atividade em uma cena.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO Detecção de movimento em vídeo A detecção de movimento em vídeo (VMD) é um recurso que existe em todos os sistemas de gerenciamento de vídeo. resolução e formato de compactação. incorporada em muitos produtos de vídeo em rede da Axis.6 Recursos de administração e gerenciamento Todos os aplicativos de gerenciamento de vídeo permitem incluir e configurar parâmetros básicos de câmera. como descoberta de câmeras e gerenciamento total de dispositivos.

CAPÍTuLO 11 103 Os programas que ajudam a simplificar o gerenciamento de câmeras de rede e codificadores de vídeo em uma instalação muitas vezes oferecem as seguintes funções: > > > > > > Localização e exibição do estado de conexão de dispositivos de vídeo na rede Definição de endereços IP Configuração de uma ou várias unidades Gerenciamento de atualizações de firmware de várias unidades Gerenciamento direitos de acesso do usuário Uma folha de configuração que permite aos usuários ter.Visualizador: acesso apenas às imagens ao vivo de algumas câmeras . .3g O software de Gerenciamento de Câmeras da AXIS facilita encontrar. instalar e configurar produtos de vídeo em rede. 11. Figura 11. o administrador pode selecionar a quais câmeras e funções o usuário terá acesso). um panorama de todas as configurações de câmera e gravação. em um único lugar. Um produto de vídeo em rede ou um software de gerenciamento de vídeo deve permitir a definição ou configuração dos seguintes itens: > Usuários autorizados > Senhas > Níveis diferentes de acesso de usuários.3.Administrador: acesso a todas as funções (no software AXIS Camera Station software.7 Segurança A segurança é uma parte importante do gerenciamento de vídeo. por exemplo.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO .Operador: acesso a todas as funções. por exemplo: . exceto algumas páginas de configuração .

chamado ONVIF. visite www. e vice-versa. A gravação por eventos aumenta a qualidade do material gravado.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO 11. Uma interface de rede padronizada aumentará a interoperabilidade e proporcionará maior flexibilidade para os usuários finais na criação de sistemas de vídeo em rede com produtos de vários fornecedores.org. 11. Um fórum setorial global e aberto. . compras de funcionários. Por exemplo. e muito mais. os usuários podem se beneficiar de ter uma única interface para gerenciar sistemas diferentes. Na verdade. Além disso. correções de linhas. foi criado no início de 2008 pelos fabricantes Axis. podem ser visualmente confirmadas com o vídeo capturado. controlar funções de câmeras de rede (por exemplo.4. que facilita para os desenvolvedores a criação de aplicativos que contemplem o uso de produtos de vídeo em rede. descontos. Para saber mais. Exceções de PdV. A cena anterior e posterior a um evento pode ser capturada utilizando buffers de gravação pré-evento e pós-evento. como ponto de venda e gestão predial. como capturar imagens sem compressão no formato de arquivo BMP. valores inseridos manualmente.1 Interface de programação de aplicativos Todos os produtos de vídeo em rede da Axis contam com uma interface de programação de aplicativos (API) em HTTP ou uma interface de rede chamada VAPIX®. Ela ajuda a capturar e evitar fraudes e furtos de funcionários e clientes.104 CAPÍTuLO 11 . Um software de gerenciamento de vídeo ou um sistema de gestão predial que utiliza o VAPIX® é capaz de solicitar imagens de produtos de vídeo em rede da Axis. trocas e reembolsos. Um sistema de PdV com vigilância por vídeo integrada facilita encontrar e confirmar atividades suspeitas. itens com etiquetas especiais.2 Ponto de Venda A introdução do vídeo em rede em ambientes de lojas facilitou a integração do vídeo aos sistemas de ponto de venda (PdV). A integração permite que todas as transações na caixa registradoras sejam conectadas ao vídeo real das transações.onvif. 11. informações de outros sistemas podem ser usadas para acionar funções tais como gravações por eventos no sistema de vídeo em rede. Bosch e Sony para padronizar a interface de rede dos produtos de vídeo em rede. pode ser usada para acionar uma câmera e gravar e marcar a gravação.4. cancelamentos de transações. ou a abertura da gaveta de uma caixa registradora. uma transação ou exceção de PdV. como devoluções. além de reduzir o espaço necessário para armazenamento e o tempo necessário para pesquisar incidentes.4 Sistemas integrados Quando o vídeo é integrado a outros sistemas. Podem ser usadas gravações por eventos. PTZ e relês) e definir ou acessar valores de parâmetros internos. ele permite que um sistema faça tudo o que a interface de Web do produto de vídeo em rede permite fazer.

Veja a seguir alguns exemplos de aplicação: > Um alarme de falha de equipamento pode acionar uma câmera para exibir imagens de vídeo a um operador. além de disparar alarmes no BMS. energia e alarme de incêndio. desde aquecimento. Além disso. também é possível realizar a identificação de eventos de “carona”.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO .3 Controle de acesso Integrar um sistema de gerenciamento de vídeo ao sistema de controle de acesso de uma instalação permite que o acesso à instalação e às salas seja registrado em vídeo.4a Exemplo de uma sistema de PdV integrado à vigilância por vídeo. > Um alarme de incêndio pode acionar uma câmera para monitorar as portas de saída e começar a gravação para fins de segurança. 11. é possível capturar imagens de todas as portas quando alguém entra ou sai de uma instalação.CAPÍTuLO 11 105 Figura 11. Imagem cedida por cortesia da Milestone Systems. que outras pessoas tenham acesso sem precisar passar o cartão. 11. Esta tela mostra os recibos junto com vídeos do evento. por exemplo. a pessoa que passa seu cartão de acesso permite. proteção.4. . A “carona” ocorre quando.4.4 Gestão predial O vídeo pode ser integrado a um sistema de gestão predial (BMS) que controla vários sistemas. ventilação e ar condicionado (HVAC) até sistemas de segurança. Por exemplo. conscientemente ou não. Isso permite a verificação visual quando ocorrer algum evento fora do normal.

SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO > O vídeo inteligente pode ser usado para detectar fluxos inversos de entrada de pessoas em um edifício devido a portas deixadas abertas ou desprotegidas após eventos. o operador não precisa sair do painel de controle para verificar visualmente uma parte de um processo. rastreando-as e enviando-as para o destino correto. 11.4.106 CAPÍTuLO 11 . Se ele for integrado à vigilância por vídeo. Além disso. quando uma operação não funciona corretamente. a verificação visual remota é vantajosa e obrigatória em sistemas complexos de automação industrial. . ou em instalações com produtos químicos perigosos. Com acesso ao vídeo em rede através da mesma interface usada para monitorar um processo. Em alguns processos que exigem uma sala estéril.6 RFID Sistemas de rastreamento que utilizam RFID (identificação por radiofreqüência) ou métodos semelhantes são usados em muitas aplicações para rastrear objetos. > Informações da função de detecção de movimento em vídeo de uma câmera localizada em uma sala de reuniões podem ser usadas com sistemas de iluminação e aquecimento para acender as luzes e desligar o aquecimento assim que a sala ficar vazia.4. 11. como uma evacuação. a vigilância por vídeo é a única maneira de ter acesso visual a um processo. O mesmo vale para sistemas de rede elétrica com uma subestação em uma localidade muito afastada.5 Sistemas de controle industrial Muitas vezes. a câmera de rede pode ser acionada para enviar imagens. economizando energia. haverá provas visuais de perda de bagagens ou de danos causados às bagagens e as rotinas de procura podem ser aceleradas. Um exemplo é o manuseio de bagagens em aeroportos.

Este capítulo apresenta algumas diretrizes de projeto de um sistema.1 Largura de banda necessária Em um sistema de vigilância de pequeno porte. H. parede branca ou uma floresta). Entre os fatores estão o número de câmeras. as taxas de quadro e a complexidade da cena. A maioria das empresas pode implementar um sistema de vigilância desse porte utilizando a rede que já possuem.264 Cena: complexidade da imagem (por exemplo. o tipo e a proporção de compactação. condições de iluminação e quantidade de movimento (ambiente de escritório ou estações de trem lotadas) > Tempo previsto de armazenamento dos dados > > > > > > > 12.1.CAPÍTuLO 12 107 Considerações sobre largura de banda e espaço de armazenamento A largura de banda de rede e o espaço de armazenamento necessários são fatores importantes no projeto de um sistema de vigilância por vídeo. isso depende dos seguintes fatores: Número de câmeras Método de gravação (contínuo ou por eventos) Número de horas por dia em que a câmera realizará gravações Quadros por segundo Resolução de imagem Tipo de compactação de vídeo: Motion JPEG. MPEG-4. com 8 a 10 câmeras. além de informações sobre soluções de armazenamento e várias configurações de sistema.LARGuRA DE BAnDA E ESPAçO DE ARMAZEnAMEnTO . Como já foi mencionado. . a resolução de imagem usada.1 Cálculos de largura de banda e espaço de armazenamento Os produtos de vídeo em rede utilizam a largura de banda da rede e o espaço de armazenamento de acordo com sua configuração. 12. pode ser usado um switch de rede básico de 100 megabits (Mbit) sem a necessidade de pensar em limitações de largura de banda.

Com o Motion JPEG. os cálculos não são tão diretos para os formatos H. os números podem ser 20% menores. a resolução e o nível de compactação. considere o uso de um switch com backbone de alta velocidade (gigabit). Se houver menos mudanças em uma cena. A quantidade de movimento em uma cena pode afetar muito o espaço de armazenamento necessário. consulte os capítulos 9 e 11.2 Cálculo do espaço de armazenamento necessário Como já foi mencionado. um codificador H. a fórmula é clara porque esse formato consiste em um único arquivo para cada imagem. e até 50% mais do que o padrão MPEG-4 (Parte 2). > Entre 12 e 15 câmeras. Sem comprometer a qualidade de imagem.LARGuRA DE BAnDA E ESPAçO DE ARMAZEnAMEnTO Ao implementar 10 ou mais câmeras. comparado com o formato Motion JPEG.9 3. As tabelas abaixo mostram exemplos de cálculos de espaço de armazenamento para todos os três formatos de compactação.5 270 Horas de operação 8 8 12 Câmera Nº 1 Nº 2 Nº 3 Resolução CIF CIF 4CIF GB/dia 0. a carga da rede pode ser calculada por algumas regras gerais: > Uma câmera configurada para gerar imagens de alta qualidade com alta taxa de quadros utilizará aproximadamente 2 a 3 Mbit/s da largura de banda de rede disponível. O formato de compactação H. Se for usado um switch para alta velocidade.1.264.5 112. Cálculo para o formato H. Isso significa que serão necessários muito menos largura de banda de rede e espaço de armazenamento para um arquivo de vídeo H. O espaço de armazenamento necessário para arquivos Motion JPEG varia de acordo com a taxa de quadros.1a Os números acima são baseados em muita movimentação em uma cena.264 e MPEG-4.4 0. o servidor em que o software de gerenciamento de vídeo está instalado deverá ter um adaptador de rede gigabit instalado. .264 pode reduzir o tamanho de um arquivo de vídeo digital em mais de 80%. Para saber mais sobre esses tópicos.264 é de longe a técnica mais eficiente de compactação de vídeo disponível hoje em dia. Entre as tecnologias que permitem gerenciar o consumo de largura de banda estão VLANs em uma rede comutada. Qualidade de Serviço e gravações por eventos.108 CAPÍTuLO 12 . Como diversas variáveis afetam os níveis médios de taxa de bits.264: Velocidade aproximada / 8 (bits em um byte) x 3600s = KB por hora / 1000 = MB por hora MB por hora x horas de operação diária / 1000 = GB por dia GB por dia x período de armazenamento previsto = espaço de armazenamento necessário Velocidade aproximada (Kbit/s) 110 250 600 Quadros por segundo 5 15 15 MB/ hora 49. 12. o tipo de compactação de vídeo usado é um dos fatores que afetam o espaço de armazenamento necessário.2 Total para as 3 câmeras e 30 dias de armazenamento = 135 GB Tabela 12.

1c .9 5. 3 Resolução CIF CIF 4CIF GB/dia 1. Velocidade aproximada (Kbit/s) 170 400 880 Quadros por segundo 5 15 15 MB/ hora 76.4 5 Total para as 3 câmeras e 30 dias de armazenamento = 204 GB Tabela 12. 2 No.LARGuRA DE BAnDA E ESPAçO DE ARMAZEnAMEnTO .5 180 396 Horas de operação 8 8 12 Câmera Nº 1 Nº 2 Nº 3 Resolução CIF CIF 4CIF GB/dia 0.6 1.1b Cálculo para o formato Motion JPEG: Tamanho da imagem x quadros por segundo x 3600s = Kilobyte (KB) por hora /1000 = Megabyte (MB) por hora MB por hora x horas de operação diária / 1000 = Gigabyte (GB) por dia GB por dia x período de armazenamento previsto = espaço de armazenamento necessário Velocidade aproximada (Kbit/s) 13 13 40 Quadros por segundo 5 15 15 MB/ hora 234 702 2160 Horas de operação 8 8 12 Câmera Nº 1 No.CAPÍTuLO 12 109 Cálculo para o formato MPEG-4: Velocidade aproximada / 8 (bits em um byte) x 3600s = KB por hora / 1000 = MB por hora MB por hora x horas de operação diária / 1000 = GB por dia GB por dia x período de armazenamento previsto = espaço de armazenamento necessário Observação: a fórmula não leva em conta a quantidade de movimento.6 26 Total para as 3 câmeras e 30 dias de armazenamento = 1002 GB Tabela 12. que é um fator importante que pode influenciar o espaço de armazenamento necessário.

e cada disco pode conter até aproximadamente 300 gigabytes (GB). recomenda-se usar um segundo servidor. Com mais de 12 ou 15 câmeras. um armazenamento conectado em rede (NAS) ou uma rede de área de armazenamento (SAN) aumentará o espaço de armazenamento. Para 50 câmeras ou mais. . quadros por segundo e tamanho de imagens. a flexibilidade e a capacidade de recuperação. o PC em que o software de gerenciamento de vídeo está instalado também é usado para gravação de vídeo. Em uma instalação de pequeno ou médio porte. ele pode dar conta de um determinado número de câmeras. Com o software de gerenciamento de vídeo AXIS Camera Station.2 Armazenamento em servidor Dependendo da unidade central de processamento (CPU). 12. disponível no seguinte endereço: www.LARGuRA DE BAnDA E ESPAçO DE ARMAZEnAMEnTO Uma ferramenta útil para calcular a largura de banda e o espaço de armazenamento necessários é a AXIS Design Tool.3 nAS e SAn Quando a quantidade de dados armazenados e a necessidade de gerenciamento ultrapassarem os limites de um armazenamento por conexão direta. 12. A maioria dos PCs pode conter entre duas e quatro unidades de disco rígido.1a A AXIS Design Tool possui funções avançadas de gestão de projetos que permitem o cálculo da largura de banda e do espaço de armazenamento para um sistema grande e complexo. um único disco rígido basta para armazenar gravações de seis a oito câmeras. da placa de rede e da RAM interna (Memória de Acesso Aleatório) de um PC servidor. Esse método de armazenamento é chamado “conexão direta”. devem ser usados ao menos dois discos rígidos para dividir a carga.axis. por exemplo.110 CAPÍTuLO 12 .com/products/video/design_tool/ Figura 12.

e isso pode se tornar um problema em sistemas de alta velocidade. pois tem apenas uma conexão de rede. e o espaço de armazenamento pode chegar a centenas de terabytes. ele oferece velocidade limitada para o recebimento de dados. normalmente conectadas a um ou mais servidores através de fibra. Os usuários podem ter acesso a qualquer um dos dispositivos de armazenamento na SAN através dos servidores. O armazenamento centralizado reduz a administração e proporciona um sistema de armazenamento flexível e de velocidade para uso em ambientes com vários servidores.CAPÍTuLO 12 111 Armazenamento separado Câmeras de rede Axis Interruptor de rede. constituindo uma solução econômica de armazenamento. As SANs são redes dedicadas de alta velocidade para armazenamento. Entretanto. . Um dispositivo de NAS é simples de instalar e fácil de administrar. roteador de banda larga ou firewall corporativo Servidor com software de gerenciamento de vídeo Figura 12.3b Uma arquitetura de SAN na qual os dispositivos de armazenamento estão conectados e os servidores dividem a capacidade de armazenamento.3a Armazenamento conectado em rede O NAS é um único dispositivo de armazenamento diretamente conectado a uma LAN. TCP/IP LAN Server Server Server Server Fiber Channel Fiber Channel Switch Fiber Channel Fita Matriz de discos RAID Matriz de discos RAID Figura 12. oferecendo armazenamento compartilhado a todos os clientes da rede.LARGuRA DE BAnDA E ESPAçO DE ARMAZEnAMEnTO . A tecnologia Fiber Channel é normalmente usada para transferir dados a 4 gigabits por segundo e permitir o armazenamento de grandes quantidades de dados com alto nível de redundância.

Os servidores de arquivos em uma rede são configurados para duplicar dados entre si. Essa é uma abordagem especialmente útil quando os sistemas de vigilância estiverem em áreas perigosas ou de difícil acesso. Vários destinatários de vídeo. cada um realizando o “fail-over” de maneira completamente imperceptível para os usuários.4a Duplicação de dados.4 Armazenamento redundante Os sistemas de SAN incorporam redundância ao dispositivo de armazenamento. duplicação de dados. Um método comum para garantir a Recuperação de Desastres e o armazenamento remoto de vídeo em rede é enviar simultaneamente o vídeo para dois servidores diferentes em localidades separadas. como em instalações de trânsito de massa ou instalações industriais. como um sistema RAID.LARGuRA DE BAnDA E ESPAçO DE ARMAZEnAMEnTO 12. . ou duplicar seus dados com servidores ainda mais afastados. criando um backup se um servidor falhar. Quando um servidor falhar. o outro servidor config¬urado de maneira idêntica assumirá sua função. operar em agrupamentos. de forma que o sistema operacional os consulte como um único disco rígido de grande capacidade. disponíveis no mercado. RAID. Há várias opções para oferecer essa camada de armazenamento a mais em um sistema de Vigilância por IP. inclusive uma Matriz Redundante de Discos Independentes (RAID). Isso cria um backup para recuperar vídeos caso uma parte do sistema de armazenamento fique ilegível. Um método comum de agrupamento de servidores é fazer com que dois servidores funcionem com o mesmo dispositivo de armazenamento. ou qualquer outro tipo de dados. Duplicação de dados. desde praticamente nenhuma redundância até uma solução integralmente espelhada na qual não exista interrupção nem perda de dados em caso de falha de um disco rígido. Figura 12. Esses servidores podem até mesmo ter o mesmo endereço IP.. Uma configuração de RAID espalha os dados por várias unidades de disco rígido com redundância suficiente para que os dados possam ser recuperados em caso de falha de um disco. agrupamento (clustering) de servidores e diversos destinatários de vídeo. A redundância em um sistema de armazenamento permite que vídeos. Este é um recurso comum de muitos sistemas operacionais de rede. sejam gravados simultaneamente em mais de um local. Agrupamento (clustering) de servidores. A RAID é um método de disposição de discos rígidos padrão. Esses servidores podem ser equipados com RAID.112 CAPÍTuLO 12 . Existem níveis diferentes de RAID.

é possível realizar o equilíbrio de carga.5 Configurações de sistema Sistema de pequeno porte (1 a 30 câmeras) Um sistema de pequeno porte normalmente consiste em um servidor com um aplicativo de vigilância instalado para gravar as imagens de vídeo em um disco rígido local. Normalmente. um cliente (local ou remoto) pode ser conectado para a mesma finalidade. REDE IP Servidor de aplicações e armazenamento Estação de trabalho cliente (opcional) Figura 12. REDE IP Servidor de aplicações e armazenamento Armazenamento RAID Estação de trabalho cliente Figura 12. e não do próprio servidor de gravação. Nessa configuração. Normalmente. O vídeo é visto e gerenciado através do mesmo servidor. . o armazenamento é configurado com uma RAID para aumentar a velocidade e a confiabilidade. Sistema centralizado de grande porte (50 a mais de 1000 câmeras) Uma instalação de grande porte exige alta velocidade e confiabilidade para gerenciar a grande quantidade de dados e a grande largura de banda. o vídeo é exibido e gerenciado através de um cliente.5a Sistema de pequeno porte. Isso exige vários servidores com tarefas dedicadas.5b Sistema de médio porte. e realizar trabalhos de manutenção sem desativar todo o sistema.CAPÍTuLO 12 113 12. Embora a maior parte da visualização e do gerenciamento seja realizada no servidor.LARGuRA DE BAnDA E ESPAçO DE ARMAZEnAMEnTO . Sistema de médio porte (25 a 100 câmeras) Uma instalação típica de médio porte possui um servidor com armazenamento adicional conectado a ele. também é possível ampliar o sistema com a inclusão de mais servidores de armazenamento quando for necessário. Um servidor mestre controla o sistema e decide que tipo de vídeo será armazenado em que servidor de armazenamento. Como há servidores dedicados de armazenamento.

. Sistema distribuído de grande porte (25 a mais de 1000 câmeras) Quando várias localidades precisarem de vigilância com gerenciamento centralizado.114 CAPÍTuLO 12 . Cada localidade grava e armazena o vídeo das câmeras locais. Estação de trabalho REDE IP LAN. podem ser usados sistemas distribuídos de gravação.5c Sistema centralizado de grande porte.LARGuRA DE BAnDA E ESPAçO DE ARMAZEnAMEnTO REDE IP Estações de trabalho de vigilância Servidor mestre 1 Servidor mestre 2 Servidor de armazenamento 1 Servidor de armazenamento 2 Figura 12.5d Sistema distribuído de grande porte. INTERNET Estações de trabalho de vigilância Servidor de armazenamento RAID Estação de trabalho Servidor de armazenamento RAID Figura 12. O controlador mestre pode visualizar e gerenciar as gravações de cada localidade. WAN.

de capa dura. fontes de alimentação e cabos para a sua aplicação de câmera específica. A ferramenta também pode ajudá-lo a navegar pelo catálogo de produtos da Axis para encontrar a câmera mais adequada às suas necessidades. o livro está disponível na Amazon.FERRAMEnTAS E RECuRSOS 115 Ferramentas e recursos A Axis oferece várias ferramentas e diversos recursos de informação para ajudar a projetar sistemas de Vigilância por IP. foi escrito por Fredrik Nilsson e pela Axis Communications. Lançado em setembro de 2008.com/tools Calculadora de lentes Esta ferramenta ajuda a calcular a distância focal da lente necessária para capturar uma cena específica a certa distância. . Ele é o primeiro recurso a abordar detalhadamente os recursos avançados de redes digitais e vídeo inteligente. Configurador de Caixas de Proteção Axis Esta ferramenta ajuda você a encontrar os alojamentos certos e acessórios complementares tais como braçadeiras. ajuda a determinar a largura de banda e o espaço de armazenamento necessários para projetos específicos de vídeo em rede. Você também pode entrar em contato com seu representante local da Axis. Ferramenta de Alcance de Câmera Esta ferramenta se concentra nos recursos de captura de cenas e reconhecimento de objetos das câmeras de rede da Axis em diferentes distâncias e em combinação com outras lentes. Muitos desses recursos podem ser acessados no site da Axis: www. AxIS Design Tool Esta ferramenta de cálculo por simulação. Vídeo em rede inteligente: compreendendo os modernos sistemas de vigilância Este livro de 390 páginas.axis. na Barnes & Noble e na CRC Press. disponível na Internet ou em DVD.

116 .

novos aplicativos e novas possibilidades de integração estão levando a essa convergência. a número 1 em conhecimento sobre vídeo em rede. Aprendendo os fundamentos Os Fundamentos de Vídeo em Rede e os Fundamentos da Solução de Vídeo são o alicerce do programa de treinamento da Axis Communications’ Academy. Os fundamentos foram desenvolvidos e aprimorados para atender às necessidades de formação educacional dos profissionais de TI e de CCTV analógica tradicional. > > > > Ampla oferta de cursos Treinamento prático Treinamento com os principais especialistas Obtenha uma vantagem competitiva O mercado de vigilância por vídeo está mudando à medida que os antigos sistemas analógicos convergem para a tecnologia de vídeo em rede. você pode alcançar a proficiência técnica avançada de que precisa para trabalhar com os produtos e as soluções da Axis de maneira bemsucedida. e esteja sempre um passo à frente da concorrência. seja qual for seu nível de capacitação. Saiba mais sobre as tecnologias de vídeo em rede com o programa de treinamento da Axis. você precisa ter mais habilidades e grande conhecimento sobre soluções de vídeo baseadas em IP. Por isso. Junte-se à Axis Communications’ Academy.com/academy . Para ser bem-sucedido nesse mercado cada vez mais competitivo.AxIS COMMunICATIOnS’ ACADEMY 117 Axis Communications’ Academy A número 1 em conhecimento sobre vídeo em rede. Novas técnicas. Visite www.axis.

MA 01824 Tel: +1 978 614 2000 Fax: +1 978 614 2100 Support: +1 800 444 2947 ESPAnHA Axis Communications C/ Yunque 9. Madrid Tel: +34 91 803 46 43 Fax: +34 91 803 54 52 Support: +34 91 803 46 43 . Novel Building 887 Huai Hai Zhong Rd.com/request MATRIZ. SuÍçA Axis Communications GmbH Lilienthalstr. 25 DE-85399 Hallbergmoos Tel: +49 811 555 08 0 Fax: +49 811 555 08 69 Support: +49 1805 2947 78 ARGEnTInA Axis Communications Av.. Piso 4. ÁuSTRIA. 117 Lakeshore Road East Suite 304 Mississauga ON L5G 4T6 Tel: +1 800 444 AXIS (2947) Fax: +1 978 614 2100 Support: +1 800 444 2947 CHInA Shanghai Axis Communications Equipment Trading Co. Life Combi B/D. 101 Collins Street Melbourne VIC 3000 Tel: +613 9221 6133 BRASIL Axis Communications Rua Mario Amaral 172. +55 11 3050 6600 CAnADÁ Axis Communications. Sao Paulo Tel. 100 Apollo Drive Chelmsford. Tower B Tian Yuan Gang Center C2 Dongsanhuan North Road Chaoyang District Beijing 100027 Tel: +86 10 8446 4990 Fax: +86 10 8286 2489 CInGAPuRA Axis Communications (S) Pte Ltd. Conjunto 131 04002-020. Ltd. Del Libertador 2442. Shanghai 200020 Tel: +86 21 6431 1690 Beijing Axis Communications Rm. 7 Temasek Boulevard #11-01A Suntec Tower 1 Singapore 038987 Tel: +65 6 836 2777 Fax: +65 6 334 1218 COLÔMBIA Axis Communications Carrera 13 No 96-67 Of 308 Bogota. Room 6001.. Colombia Tel: +57 320 303 2849 CORÉIA Axis Communications Korea Co. CP B1636SR Olivos Buenos Aires Tel. Hampton Park. Inc. +54 11 5368 0569 Fax +54 11 5368 2100 Int. Dubai Tel: +971 4 609 1873 ESTADOS unIDOS Axis Communications Inc. Atterbury House. 20 Georgian Crescent Bryanston. 13º Andar. SuÉCIA Axis Communications AB Emdalavägen 14 SE-223 69 Lund Tel: +46 46 272 18 00 Fax: +46 46 13 61 30 ÁFRICA DO SuL Axis Communications SA Pty Ltd. 2003. Seoul Tel: +82 2 780 9636 Fax: +82 2 6280 9636 EMIRADOS ÁRABES unIDOS Axis Communications Middle East PO Box 293637 DAFZA. Level 27. Rm 407.118 InFORMAçõES PARA COnTATO Informações para contato www. Johannesburg Tel: +27 11 548 6780 Fax: +27 11 548 6799 PO Box 70939 Bryanston 2021 ALEMAnHA. 0569 AuSTRÁLIA Axis Communications Pty Ltd. 1A 28760 Tres Cantos.Ltd. 61-4 Yoido-dong Yeongdeungpo-Ku.axis.

Escandón. Moscow Tel: +7 495 940 6682 Fax: +7 495 940 6682 FRAnçA.A. 11800 Tel: +52 55 5273 8474 Fax: +52 55 5272 5358 REInO unIDO Axis Communications (UK) Ltd Suite 6-7.405 125284. Corso Alberto Picco. LuxEMBuRGO Axis Communications SAS Antony Parc I 2 à 8 place du Général de Gaulle. Shinagawa East 1 Tower 13F 2-16-1 Konan Minato-ku Tokyo 108-0075 Tel: +81 3 6716 7850 Fax: +81 3 6716 7851 MÉxICO AXISNet.P. Wanchai Hong Kong Tel: +852 2511 3001 Fax: +852 2511 3280 ÍnDIA Axis Video Systems India Private Limited Kheny Chambers 4/2 Cunningham Road Bangalore 560002 Karnataka Tel: +91 (80) 4157 1222 Fax: +91 (80) 4023 9111 ITÁLIA Axis Communications S. S. Nr Hitchin Hertfordshire SG4 7SA Tel: +44 146 242 7910 Fax: +44 146 242 7911 Support: +44 871 200 2071 TAIWAn Axis Communications Ltd. 2º piso Col.com/request . Unión 61. 18/F 88 Gloucester Road. C. 8F-11. de C.K.l.r. of..101 Fushing North Road Taipei Tel: +886 2 2546 9668 Fax: +886 2 2546 1911 www.axis. 92160 Antony France Tel : +33 (0)1 40 96 69 00 Fax : +33 (0)1 46 74 93 79 HOLAnDA Axis Communications BV Glashaven 38 NL-3011 XJ Rotterdam Tel: +31 10 750 46 00 Fax: +31 10 750 46 99 Support: +31 10 750 46 31 HOnG KOnG Axis Communications Limited Unit 1801.F.V. BÉLGICA.InFORMAçõES PARA COnTATO 119 Informações para contato FEDERAçãO RuSSA OOO Axis Communications Leningradsky prospekt 31/3. 73 10131 Torino Tel: +39 011 819 88 17 Fax: +39 011 811 92 60 JAPãO Axis Communications K. Ladygrove Court Hitchwood Lane Preston. Mexico City México. D.

com . 33341/BR/R1/0906 www. listada como AXIS. Para obter mais informações. visite o site www. AXIS. são focados em vigilância e monitoramento remoto.Sobre a Axis Communications A Axis é uma empresa de TI que oferece soluções para instalações profissionais. Axis está na Bolsa dos Países Nórdicos. com escritórios em mais de 20 países.axis. ARTPEC e VAPIX são marcas registradas ou aplicações de marcas comerciais da Axis AB em várias jurisdições.axis. operando globalmente.com ©2006-2009 Axis Communications AB. Reservamo-nos o direito de inserir modificações sem aviso prévio. baseados em plataformas de tecnologias novas e abertas. ETRAX. NASDAQ OMX Stockholm. Todos os outros nomes de empresas e produtos são marcas comerciais ou registradas das respectivas empresas. Axis é uma empresa Sueca. AXIS COMMUNICATIONS. Fundada em 1984. Seus produtos e soluções. A empresa é líder do segmento no mercado global e impulsiona a contínua migração do sistema analógico de vigilância por vídeo para o digital. e operando através de parceiros em mais de 70 países.

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