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# Leis de Newton # Nesta aula vamos estudar as leis que permitem a descrição
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# Leis de Newton #
Nesta aula vamos estudar as leis que permitem a descrição da origem de todos os movimentos. Este conjunto
de leis, desenvolvido no século XVIII por Sir. Isaac Newton consiste de três princípios fundamentais para a
análise dos fatores que permitem explicar o movimento dos corpos através da teoria que, posteriormente,
ficou conhecida como dinâmica.
A maneira mais contundente de iniciar este trabalho é apresentar as três leis formalmente e em seguida
apresentar um grande conjunto de exemplos que permitam entender como estes princípios se aplicam em
problemas cotidianos simples e em outros nem tão simples assim.
Nesta aula, vamos estudar as aplicações das três leis nas situações consideradas ideais, ou seja, sem atrito,
sem resistência do ar, etc. Posteriormente, ainda nesta aula, vamos estudar as leis de Newton na presença das
diversas formas de atrito. Por fim veremos a aplicação das leis de Newton em movimentos em trajetórias
curvilíneas (circulares).
As Leis de Newton
Terceira lei de Newton
Não seria exagero dizer que os três princípios que
caracterizam o conjunto das leis de Newton
representam o mais importante arcabouço teórico
para a descrição da origem do movimento. Tudo o
que estudamos na cinemática se associa a análise do
movimento em si, sem qualquer compromisso com a
razão pela qual este movimento começou. Por essa
razão costuma-se dizer que as leis de Newton
representam a parte mais importante da física
clássica.
(Princípio da Ação e Reação)
Toda ação tem uma reação igual, de mesma
intensidade e em sentido contrário. Estas duas forças
(ação e reação) atuam em corpos diferentes.
Antes de aplicarmos o conjunto das leis de Newton
em exemplos que nos permitam compreender sua
importância e sua aplicação prática, temos que fazer
algumas considerações a respeito destes princípios.
A primeira lei representa a própria definição de
Vejamos a seguir as definições das três leis de
Newton.
Primeira lei de Newton
(Princípio da Inércia)
inércia. Através dela podemos explicar uma série de
exemplos cotidianos, tais como uma pessoa sendo
jogada para frente ou para traz quando um ônibus
freia ou acelera. O movimento de uma moeda
arremessada para cima dentro de um ônibus em
movimento (a trajetória da queda da moeda depende
Todo corpo tende a permanecer em repouso ou em
equilíbrio uniforme (sem aceleração) a menos que
uma força atue sobre ele.
da posição do observador: dentro ou fora do ônibus),
entre outros.
A segunda lei de Newton é uma expressão vetorial.
Segunda lei de Newton
(Princípio Fundamental da Dinâmica)
A resultante (vetorial) de todas as forças que atuam
sobre um corpo é dada pelo produto da massa deste
Para utilizá-la é necessário representar vetorialmente
todas as forças que atuam no corpo para o qual
desejamos escrevê-la. Ela pode ainda descrever o
equilíbrio dos corpos, ou seja, a condição segundo a
qual a resultante de todas as forças que atuam sobre
corpo pela aceleração resultante na direção do
movimento.
um corpo é nula.
A terceira lei de Newton é fundamental para
r
r
=
m
a
F R
R
descrever as interações entre corpos. Enquanto a
segunda lei descreve o movimento de um corpo, é
Enquanto a segunda lei descreve o movimento de um corpo, é Academia do Vestibular – Professor
Enquanto a segunda lei descreve o movimento de um corpo, é Academia do Vestibular – Professor
Enquanto a segunda lei descreve o movimento de um corpo, é Academia do Vestibular – Professor

Academia do Vestibular – Professor Austregésilo

Física

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através do princípio da ação e ração que definimos como um corpo age sobre o
através do princípio da ação e ração que definimos como um corpo age sobre o
através do princípio da ação e ração que definimos como um corpo age sobre o
através do princípio da ação e ração que definimos como um corpo age sobre o
através do princípio da ação e ração que definimos
como um corpo age sobre o outro durante o
movimento de dois ou mais corpos.
Ela é dada por:
P = m◊g
No sistema internacional de unidades, a força é
medida em kg m/s 2 , unidade rebatizada como
Newton (N).
Vamos às aplicações das leis de Newton!
Onde g é a aceleração da gravidade na Terra. Repare
que a massa é invariante. Isto significa que em
qualquer lugar do universo terá o mesmo valor. Já o
peso varia de local para local. Basta que varie a
aceleração local da gravidade. Na lua, ela é de
*** Exemplos ***
Uma pessoa está sentada no assento de um
ônibus que se move em movimento retilíneo
uniforme (MRU). Explique, com base nas leis de
Newton, o que acontece com a pessoa quando o
ônibus desacelera até parar e quando volta a acelerar
para entrar em movimento.
aproximadamente 1,6 m/s 2 , enquanto na Terra seu
valor é aproximadamente de 9,8 m/s 2 (para fins
práticos esse valor é arredondado para 10 m/s 2 ). Por
essa razão, uma pessoa de 70 kg, pesa, na lua, 112 N
(N é a unidade de força no sistema internacional). Já
na Terra esse peso é de aproximadamente 700 N.
(II) Força normal
A força normal aparece toda vez que um corpo está
*** Resolução ***
Quando o ônibus está em movimento, uma pessoa
dentro do ônibus está em movimento consolidado
com o ônibus. Contudo a pessoa e o ônibus são
corpos distintos, e quando o ônibus pára a pessoa
tende a permanecer em movimento, sendo jogada
para frente. Quando cessa o movimento, a pessoa e o
ônibus estão em repouso. Quando o ônibus entra em
movimento, a pessoa tende a permanecer em
repouso, tendo assim a sensação de ser jogada para
traz. O que muda os estados de movimento e
repouso é a força que as partes fixas do ônibus, em
contato com a pessoa, exercem sobre ela.
em contato com uma superfície. Em função da
interação do corpo com a Terra (força peso) a
superfície que apóia o corpo exercerá uma força
contrária a ação do corpo sobre ela, que tem direção
vertical e sentido de baixo para cima, na maioria dos
casos. Veremos algumas exceções ao estudarmos as
forças em trajetórias curvilíneas. O modulo da força
normal não é igual ao da força peso. Enquanto a
força peso depende somente da gravidade a normal
pode depender de uma série de fatores, como
veremos mais a frente em alguns exemplos.
Diferenciação entre força normal e força peso
(pares de ação e reação)
Situações similares podem ser observadas quando
um cavaleiro é arremessado para frente diante da
freada brusca de um cavalo; quando um carro, ao
realizar uma curva, tende a ser arremessado em uma
direção tangente à curva; etc.
O que convencionamos chamar de pares de ação e
Dê as definições de alguns tipos especiais
de força e de seus pares de ação e reação, tais como
as forças peso, normal e tensão. Mostre a
representação esquemática das forças enquanto
vetores.
reação são forças que possuem mesmo módulo,
mesma direção e sentidos contrários, que atuam em
corpos diferentes, obedecendo, deste modo, a
terceira lei de Newton. Quando um objeto é apoiado
sobre uma mesa, sobre ele agem as forças peso e
normal. Possuem resultante nula, visto que o objeto
está em equilíbrio. Contudo, estas forças não podem
formar par de ação e reação porque agem no mesmo
corpo. Os pares de ação e reação destas forças
podem ser vistos na figura a seguir:
*** Resolução ***
A figura a seguir ilustra esta situação, indicando os
(I) A força peso.
pares de ação e reação corretos.
A força peso determina a maneira como um corpo
interage com o campo gravitacional da Terra.

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(III) Tração (ou tensão) Quando um objeto é pendurado em uma corda flexível presa ao
(III) Tração (ou tensão) Quando um objeto é pendurado em uma corda flexível presa ao
(III) Tração (ou tensão) Quando um objeto é pendurado em uma corda flexível presa ao
(III) Tração (ou tensão) Quando um objeto é pendurado em uma corda flexível presa ao
(III) Tração (ou tensão)
Quando um objeto é pendurado em uma corda
flexível presa ao teto, por exemplo, a corda é o meio
através do qual a força, que o teto exerce, age sobre
o objeto. Esta força tem pares de ação e reação no
A força normal que age no corpo tem seu par de
ação e reação (N = N’) na mesa (a mesa empurra o
teto e no objeto, sendo a corda, como já foi
observado, apenas um meio para a ação da força. É
importante ressalvar que para que exista tração no
fio é preciso que exista uma ação em uma de suas
bloco, o bloco, devido ao seu peso, empurra a mesa).
extremidades, como, por exemplo, a ação da força
Já o par de ação e reação da força peso é um pouco
peso ilustrada na figura. T e T’, formam par de ação
mais sutil. O que chamamos de peso, é uma força
que a Terra exerce no centro de gravidade de todos
e reação (T = T’), pois agem em corpos distintos (o
teto puxa a massa através da corda, a massa puxa o
os objetos menos massivos que ela que estão ao seu
redor (até a sobre a lua a Terra exerce força
teto através da corda).
gravitacional). Se esta força age nos corpos, então a
reação a ela tem que agir
Isso mesmo, no centro da
Terra! Mas como explicar o fato de não percebermos
claramente esta força. Vejamos a figura da direita:
Suponha que cada massa tenha cerca de 100 kg. A
intensidade da força peso com que a Terra atrai estas
massas é de cerca de 1000 N. A partir da segunda lei
de Newton, considerando que a massa e a Terra
estão em equilíbrio podemos escrever:
A seguir veremos mais uma série de exemplos da
aplicação das leis de Newton. Um modelo muito
importante é o modelo de blocos, onde podemos
sistematizar a ação das forças sobre todos os corpos
envolvidos em uma situação física. Este modelo é
muito importante, pois a partir dele, praticamente
todas as situações cotidianas envolvendo leis de
Newton são descritas.
Um bloco de massa 10 kg se desloca
P
=
P'
m
g
=
M
a
T ◊
Onde g é a aceleração que a Terra exerce sobre o
corpo e a é a aceleração que o corpo exerce sobre a
horizontalmente sobre uma superfície perfeitamente
lisa (sem atrito) sob a ação de uma força F de
módulo 25 N. Determine a aceleração do bloco e
Terra. Para m = 100 kg e M
6,0
10
24 kg
, temos,
T
para a aceleração exercida sobre a Terra:
determine a mesma aceleração num segundo
momento, onde o bloco, sob a ação da mesma força,
tem, agindo sobre ele, uma força F’ de módulo 10 N
22
2
m ◊g = 1000 = 6,0 10
24 ◊a
a
=
1,67
10
m / s
em sentido contrário ao da força F.
*** Resolução ***
Um
valor
tão
insignificante
que
não
pode
ser
percebido
por
que
“puxa”
a
Terra
com
essa
As duas situações são esquematizadas na figura a
aceleração!
seguir:

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Na situação 1, a única força que age na direção do movimento é a força
Na situação 1, a única força que age na direção do movimento é a força
Na situação 1, a única força que age na direção do movimento é a força
Na situação 1, a única força que age na direção do movimento é a força
Na situação 1, a única força que age na direção do
movimento é a força F. Por essa razão temos:
No bloco A, agem as forças peso e normal, na
direção vertical. Na direção horizontal, age a força
F, aplicada ao sistema, e a reação da força que A
aplica em B (A força F faz com que o bloco A
empurre o bloco B, que de acordo com a terceira lei
de Newton, ação e reação, empurra o bloco A com
uma força de mesmo módulo, mesma direção e
sentido contrário).
2
F = m ◊a
25 = 10 ◊a
a = 2,5m /s
Na situação 2, duas forças agem sobre o bloco, de
modo que a aceleração se deve a força resultante na
direção do movimento:
Para cada bloco, em cada direção, uma equação deve
ser escrita, de acordo com a segunda lei de Newton.
Na vertical, temos:
N
P
=
m
N
P
=
m
A
A
◊ a 123
Vertical
B
B
◊ a 123
Vertical
nula
nula
2
F
F' =
m ◊a
25 10 = 10 ◊a
a =1,5m/s
N
P
=
0
N
=
P
N
P
=
0
N
=
P
A
A
A
A
B
B
B
B
Nesse caso, representamos apenas as forças na
direção do movimento, mas é muito comum
representarmos todas as forças que agem sobre o
corpo (não apenas aquelas que agem na direção do
movimento). Fazemos para cada corpo que esteja
envolvido no problema um diagrama de forças.
Nos próximos exemplos veremos como fazer essa
representação completa.
Na vertical, não há movimento. Por essa razão, as
acelerações dos blocos A e B na vertical são nulas.
Isto nos leva a escrever o que chamamos de
equações de equilíbrio (N A = P A e N B e P B ), já que os
blocos permanecem em repouso na direção vertical.
O movimento ocorre na direção horizontal. Por essa
razão, nesta direção escrevemos as equações de
movimento.
Na figura, os corpos A e B se movem sob
ação de uma força de intensidade 30 N numa
superfície sem atrito. Sabendo que as massas dos
corpos são, respectivamente, 4,0 kg e 6,0 kg,
determine a aceleração resultante do sistema e a
força de interação entre os blocos.
 Bloco A : F
F
=
m
◊ a
AB
A
Horizontal
 Bloco B : F
=
m
◊ a
AB
B
Horizontal
Note que as equações de movimento compõem um
sistema de equações com uma única aceleração, já
que os blocos se movem consolidadamente. Esse é
um comportamento que veremos em muitas
situações.
*** Resolução ***
Corpos que se movem consolidados, têm uma única
aceleração
Os diagramas com as forças que agem em cada
bloco são apresentados a seguir.
Resolvemos este sistema pelo método da soma, onde
estas equações são somadas, termo a termo:
F
F
+
F
=
m
a
+
m
a
14243
AB
AB
A
Horizontal
B
Horizontal
se anulam
F
=
(m
+
m
)
a
A
B
Horizontal
Substituindo
os
dados
do
problema
na
equação
obtida temos;
30 =
(4
+
6)
a
10
a
=
30
Horizontal
Horizontal
(4 + 6) ◊ a 10 ◊ a = 30 Horizontal Horizontal Academia do Vestibular –

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30 2 = 3,0 m/s a Horizontal = a Horizontal 10 Substituindo a aceleração em
30 2 = 3,0 m/s a Horizontal = a Horizontal 10 Substituindo a aceleração em
30 2 = 3,0 m/s a Horizontal = a Horizontal 10 Substituindo a aceleração em
30 2 = 3,0 m/s a Horizontal = a Horizontal 10 Substituindo a aceleração em
30
2
= 3,0 m/s
a Horizontal =
a Horizontal
10
Substituindo a aceleração em qualquer uma das
equações de movimento, temos:
= m
a
F
=
6
3
F AB
B
Horizontal
AB
18 N
F AB =
Esse procedimento de solução é um padrão. Não
importa quantos blocos nos tenhamos, o
procedimento é sempre o mesmo. Para que ele seja
fixado, veremos este procedimento em uma série de
exemplos envolvendo sistemas que, adaptados,
podem ser utilizados na descrição de situações reais.
Nos diagramas, P A , P B e P C são os pesos dos blocos
e N A , N B e N C são as reações normais devido a
interação entre os blocos e a superfície. F é a força
aplicada ao bloco A e F Res é a força aplicada ao
bloco C que oferece resistência ao movimento. As
forças F AB e F BC são as forças de interação entre os
blocos A e B e B e C.
Na figura, os corpos A, B e C se movem
sob ação de uma força de intensidade 40 N, aplicada
ao bloco A, numa superfície sem atrito. Aplicada ao
Na direção vertical, não há movimento, e por essa
razão a aceleração dos blocos na vertical é nula.
Com isso podemos escrever as seguintes equações
de equilíbrio:
bloco C, uma força de 20 N oferece resistência ao
movimento. Sabendo que as massas dos corpos são,
respectivamente, 2,0 kg e 5,0 kg e 3,0 kg, determine
N A
P
=
0
N
=
P
A
A
A
N
P
=
0
N
=
P
B
B
B
B
a aceleração resultante do sistema e as forças de
interação entre os blocos A e B e B e C.
N
P
=
0
N
=
P
C
C
C
C
*** Resolução ***
Neste problema, uma situação similar a situação do
exemplo 4 é apresentada. Contudo, alguns elementos
a mais foram inseridos no problema. Isto foi feito
para que você perceba que não importa o quão
complicado o problema pode se tornar, a forma de
resolvê-lo é a mesma. A situação descrita no
enunciado é apresentada na figura a seguir:
Já é a segunda vez que escrevemos as equações de
equilíbrio e não as utilizamos na solução do
problema. Você, a essa altura, deve estar se
perguntando: por que escrevê-las? Quando
começarmos a estudar os movimentos com atrito
entre os corpos e a superfície, essas equações serão
essenciais a solução do problema.
Por hora, a solução do problema nos exige as
equações de movimento na direção horizontal:
 Bloco A : F
F
=
m
a
AB
A
H
Bloco B :
F
F
=
m
a
AB
BC
B
H
Os diagramas com as forças que agem em cada um
dos blocos são apresentados a seguir:
Bloco C :
F
F
=
m
a
BC
Re s
C
H
Similarmente ao que fizemos no exemplo anterior,
resolvemos o sistema de equações obtido pelo
método da soma. Somando as equações termo a
termo obtemos:
F
F
+ F
F
+
F
F
14243 14243
AB
AB
BC
BC
Res
se anulam
se anulam
= m
◊a
+ m
◊a
+ m
◊a
A
H
B
H
C
H

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F F = (m + m + m )◊a N P = 0 N =
F F = (m + m + m )◊a N P = 0 N =
F F = (m + m + m )◊a N P = 0 N =
F F = (m + m + m )◊a N P = 0 N =
F
F
= (m
+ m
+ m
)◊a
N
P
=
0
N
=
P
A
Res
A
B
C
H
A
A
A
N
P
=
0
N
=
P
B
B
B
B
40
20 = (2 + 5 + 3) ◊a
H
Na direção horizontal, temos as equações de movi-
20
a H =
a
H = 2,0 m/s
2 mento para os blocos A e B dadas por:
10
 Bloco A : T
=
m
a
A
H
Substituindo a aceleração obtida na equação do
bloco C, obtemos a força de interação entre os
blocos B e C:
Bloco B : F
T
=
m
◊ a
B
H
Somando as equações dos blocos temos:
F
20
=
3
2
F
=
6
+
20
BC
BC
F
T
+
T
=
m
a
+
m
a
123 A
H
B
H
se anulam
26 N
F BC =
F
=
(m
+
m
)
a
A
B
H
Substituindo o valor de F BC e a aceleração obtida na
equação do bloco B obtemos a força de interação
entre os blocos A e B.
50
2
50
=
(12
+
8)
◊ a
a
=
a
H = 2,5 m/s
H
H
20
26
=
5
2
F
=
10
+
26
F AB
BC
Substituindo a aceleração em qualquer uma das
equações (na primeira, por exemplo), temos o
cálculo da tração:
36 N
F BC =
T
= 12
2,5
T = 30 N
Na figura, os corpos A e B estão acoplados
por um fio ideal (sem massa e inextensível) e se
deslocam sobre uma superfície perfeitamente lisa
sob ação de uma força de 50 N que age sobre o
Vejamos um exemplo de aplicação das leis de
Newton a uma situação cotidiana.
bloco B puxando o sistema. Sabendo que as massas
dos blocos A e B são respectivamente iguais a 12 kg
e 8,0 kg, determine a aceleração do sistema e a
tração no fio que liga os blocos.
*** Resolução ***
A situação é representada na figura a seguir:
Os diagramas de forças para os blocos A e B são
apresentados na figura a seguir:
Dois carrinhos de supermercado podem ser
acoplados um ao outro por meio de uma pequena
corrente frágil, de modo que uma única pessoa, ao
invés de empurrar dois carrinhos separadamente,
possa puxar o conjunto pelo interior do
supermercado. Um cliente aplica uma força
horizontal de intensidade F, sobre o carrinho da
frente, dando ao conjunto uma aceleração de
intensidade 0,5 m/s 2 . Sendo o piso plano e o atrito
com o solo desprezível, calcule a intensidade da
força F e determine qual dos arranjos a seguir (1 ou
2) minimiza a tensão na corrente, fazendo com que
esta corra um risco menor de arrebentar.
Na direção vertical temos as equações de equilíbrio
dadas por:

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*** Resolução *** Os diagramas de forças para cada um dos carrinhos, em cada um
*** Resolução *** Os diagramas de forças para cada um dos carrinhos, em cada um
*** Resolução ***
Os diagramas de forças para cada um dos carrinhos,
em cada um dos arranjos da figura, são apresentados
nas figuras a seguir:
As equações de equilíbrio são as mesmas que
obtivemos na situação 1. Já para as equações de
movimento, temos o seguinte sistema de equações:
  Bloco de 40 kg : T
=
m
a
40
H
# Situação 1 #
   Bloco de100 kg : F
T
=
m
a
100
H
Somando as duas equações, cancelamos as trações e
obtemos para a força F o mesmo valor que
obtivemos na situação 1, o que é razoável, pois a
força que move o sistema deve ser a mesma nas duas
situações, já que os blocos dos sistemas se movem
consolidadamente e têm a mesma aceleração.
Utilizando a primeira equação obtemos:
# Situação 2 #
T
=
m
a
T
=
40 0,5
40
H
T = 20 N
Observe, que quando colocamos o bloco mais
pesado na frente, a tensão é reduzida. Desta forma,
para movermos um sistema nessas condições
minimizando a tensão no fio que liga os corpos,
devemos colocar o de maior massa na frente.
Vamos calcular a intensidade da força F e da tração
em cada uma das situações indicadas.
Situação 1:
Para as equações de equilíbrio temos:
N
P
=
0
N
=
P
40
40
40
40
Similarmente ao que fizemos quando colocamos três
blocos em contato um com o outro, movidos sob
ação de uma força F que empurrava o sistema,
vamos resolver um problema equivalente com três
corpos de massas diferentes ligados por dois fios
ideais, puxados por uma força de módulo F.
N
P
=
0
N
=
P
100
100
100
100
Para as equações de movimento, temos o seguinte
sistema de equações:
 Bloco de 40 kg : F
T
=
m
a
40
H
Bloco de100 kg : T
=
m
◊ a
100
H
Três corpos ligados por dois fios ideais
estão arranjados como indica a figura. O sistema é
puxado por uma força de módulo 60 N. Desprezando
quaisquer atritos entre os blocos e o solo, determine
a aceleração resultante do sistema e a intensidade
das trações nos fios 1 e 2.
Somando as duas equações, cancelamos as trações e
obtemos para a força F a seguinte expressão:
F
=
(m
+
m
)
a
F
=
(40
+
100) 0,5
40
100
H
*** Resolução ***
F = 70 N
Utilizando a segunda equação obtemos:
T
=
m
◊ a
T
=
100 ◊ 0,5
100
H
T = 50 N
Situação 2:

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A figura representa o diagrama de forças para a situação descrita no enunciado. As equações
A figura representa o diagrama de forças para a situação descrita no enunciado. As equações
A figura representa o diagrama de forças para a situação descrita no enunciado. As equações
A figura representa o diagrama de forças para a situação descrita no enunciado. As equações
A figura representa o diagrama de forças para a
situação descrita no enunciado.
As equações de equilíbrio para este sistema são
dadas por:
N
P
=
0
N
=
P
A
A
A
A
N
P
=
0
N
=
P
B
B
B
B
N
P
=
0
N
=
P
C
C
C
C
As equações de movimento compõem o seguinte
sistema:
 Bloco A : T
=
m
a
1
A
H
Seguindo estes passos, podemos solucionar
quaisquer problemas envolvendo leis de Newton.
Para verificarmos este princípio vamos resolver
alguns exemplos em que o movimento não se realiza
exclusivamente na direção horizontal. Desde já, é
importante que observemos que não basta
definirmos equações na direção vertical e na direção
horizontal, como se poderia presumir para a solução
de um problema vetorial. Aqui, temos que
determinar equações de equilíbrio e movimento,
convencionando como sentido positivo o sentido
para onde o corpo se desloca, seja qual for à direção
em que se movimente.
Bloco B : T
T
=
m
◊ a
2
1
B
H
Bloco C : F
T
=
m
a
2
C
H
Na situação descrita na figura, determine a
Resolvendo
o
sistema
pelo
método
da
soma,
obtemos:
aceleração do sistema e a tração no fio, sabendo que
este é um fio ideal e que a superfície, onde desliza o
bloco A, é perfeitamente lisa. As massas dos blocos
F
T
+ T
T
+
T
= (m
+ m
+ m
) ◊a
1424314243
2
2
1
1
A
B
C
H
A e B são respectivamente 6,0 kg e 4,0 kg e a polia é
se anulam
se anulam
ideal (não produz atrito e tem massa desprezível).
60 = (4 + 6 + 5)◊a
H
60
2
a H =
a
H = 4,0 m /s
15
Substituindo a aceleração obtida na equação do
bloco A obtemos a tensão no fio 1:
T 1 =
4
4
T 1 =
16 N
Substituindo T 1 e a aceleração na equação do bloco
B calculamos a tensão no fio 2:
*** Resolução ***
T
16
=
6
4
T
=
16
+
24
T 2 =
40 N
2
2
Isolando os blocos, temos os seguintes diagramas de
forças:
Observe que em todos os casos que vimos até aqui, o
procedimento para resolução é sempre o mesmo.
Sumarizando, seguimos os seguintes passos:
# Separamos os corpos e fazemos os diagramas de
forças para cada um deles.
# Escrevemos as equações de equilíbrio para cada
um dos corpos.
Note que só há ação da força normal sobre o bloco
# Escrevemos as equações de movimento para
A, pois apenas ele está em contato com a superfície.
cada um dos corpos.
O fio que passa pela polia é quem transmite a tensão
# Resolvemos o sistema de equações obtido pelo
entre os blocos A e B. Por essa razão apenas o corpo
método da soma.
A terá condição de equilíbrio:

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Página 8

N P = 0 N = P A A A A equilíbrio B será dada
N P = 0 N = P A A A A equilíbrio B será dada
N
P
= 0
N
= P
A
A
A
A
equilíbrio B será dada por: (Os corpos A e C não
terão equações de equilíbrio)
As equações de movimento compõem o seguinte
sistema:
N
P
= 0
N
= P
B
B
B
B
 Bloco A : T
=
m
a
A
As equações de movimento compõem o seguinte
sistema:
Bloco B : P
T
=
m
a
 
B
 Bloco A : P
T
=
m
a
A
1
A
Resolvendo o sistema pelo método da soma, temos:
Bloco B :
T
T
=
m
a
1
2
B
P
+
T
T
=
(m
+
m
)
a
123
A
B
Bloco C :
T
P
=
m
a
2
C
C
0
m
g
Onde consideramos o sentido do movimento como
B
m
◊ g
=
(m
+
m
)
◊ a
a
=
B
A
B
m
+
m
A
B
sendo o sentido do bloco A caindo, pois ele é o mais
massivo (o sistema se desloca da direita para
4
10
2
a
=
a
= 4 m / s
6
+
4
esquerda, e consideramos esse como sendo o sentido
positivo do movimento). Resolvendo o sistema pelo
método da soma, temos:
Calculamos a tração substituindo a aceleração na
equação do corpo A.
P
T
+
T
T
+
T
P
=
(m
+
m
◊+
m
)
a
A
1424314243
1
1
2
2
C
A
B
C
0
0
T
=
m
a
T
=
6
4
T = 24 N
a
P
P
=
(m
+
m
◊+
m
)
a
A
C
A
B
C
Na situação descrita na figura, determine a
aceleração do sistema e as trações nos fios 1 e 2,
sabendo que estes fios são ideais e que a superfície,
onde desliza o bloco B, é perfeitamente lisa. As
massas dos blocos A, B e C são respectivamente
5kg, 3kg e 2kg e as polias são ideais (não produzem
atrito e têm massas desprezíveis).
(m
m
)
g
(5
2) 10
A
C
a =
a
=
m
+
m
◊+
m
5
+
3
◊+
2
A
B
C
(3) 10
2
a
=
a = 3 m/s
10
Substituindo a aceleração na equação do bloco A
temos:
P
T
=
m
a
T
=
m
a
m
g
A
1
A
1
A
A
T 1 ◊(g
= m
a)
T
= 5 ◊(10
3)
A
1
Substituindo a aceleração na equação do bloco C
temos:
T
P
=
m
◊ a
T
=
m
◊ a
+
m
◊ g
*** Resolução ***
2
C
C
2
C
C
Isolando os blocos temos os seguintes diagramas de
forças:
T
= m
◊(a
+ g)
T
= 2 ◊(10 + 3)
T 1 =
26 N
2
C
2
No arranjo da figura, um bloco de massa
m desliza num plano inclinado em relação à
horizontal de um ângulo θ e sem atrito. Determine
para esse bloco:
(a)
a aceleração;
(b)
a intensidade da força normal que o plano exerce
Apenas o corpo B terá ação da força normal, pois é o
único apoiado sobre uma superfície. A equação de
sobre ele.
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(b) Considerando que o bloco não se move na direção perpendicular ao plano inclinado, podemos
(b) Considerando que o bloco não se move na direção perpendicular ao plano inclinado, podemos
(b) Considerando que o bloco não se move na direção perpendicular ao plano inclinado, podemos
(b) Considerando que o bloco não se move na direção perpendicular ao plano inclinado, podemos
(b) Considerando que o bloco não se move na
direção perpendicular ao plano inclinado, podemos
determinar a reação normal.
P
= N = m ◊g ◊cos
y
*** Resolução ***
(a) As forças que agem no bloco de massa m são
indicadas na figura a seguir:
No arranjo da figura a seguir, os blocos
têm massas iguais a 10 kg. O bloco A desliza em um
plano inclinado completamente liso (sem atrito). O
fio que une os blocos A e B é inextensível e a polia é
ideal, tendo massa desprezível. Determine:
(a)
A aceleração do sistema;
(b)
A tração no fio. (dado sen 30º = 0,5)
Note que nem no eixo x nem no eixo y há qualquer
força na direção de movimento (paralela ao plano
inclinado). Isso significa que, nesta configuração
não há o que justifique o movimento do bloco, que
desce o plano com aceleração não nula.
*** Resolução ***
O diagrama a seguir ilustra as forças que agem em
O que fazemos para entender essa movimento é
inclinar o sistema de eixos x e y do mesmo ângulo θ
que determina a inclinação do plano em relação à
horizontal. A figura a seguir ilustra essa ação:
cada uma dos blocos.
Como os blocos têm massas iguais, vamos utilizar o
resultado do exemplo anterior para determinar o
sentido do movimento.
Note que ao fazer isto, a força peso não coincide
mais nem com o eixo x nem com o eixo y. Por isso,
fazemos a decomposição da força peso, obtendo as
componentes P x e P y . Agora podemos compreender
o movimento do bloco de massa m. Ele se desloca
no plano sob ação da componente P x . Assim
podemos determinar sua aceleração:
Vimos que um bloco descendo num plano inclinado
tem a aceleração da gravidade amenizada por um
seno ( 0 sen 1): a = g ◊sen . Isto significa que
para que um bloco suba em um plano inclinado sem
atrito a força mínima necessária é menor que o peso
do bloco. Assim, no nosso caso, como os blocos têm
massas iguais, o bloco B desce e o bloco A sobe.
Com isso podemos escrever aas seguintes equações
de movimento:
P
m
a
P sen
=
m
a
x =
 Bloco A : T
P
=
m
a
m
/
g
sen
=
m ◊a
A
/
xA
Bloco B : P
T
=
m
a
B
B

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Resolvendo essas equações temos; A tração no fio que liga os blocos pode ser obtida,
Resolvendo essas equações temos; A tração no fio que liga os blocos pode ser obtida,
Resolvendo essas equações temos; A tração no fio que liga os blocos pode ser obtida,
Resolvendo essas equações temos; A tração no fio que liga os blocos pode ser obtida,
Resolvendo essas equações temos;
A tração no fio que liga os blocos pode ser obtida,
por exemplo, a partir da equação do bloco B:
P
T
+
T
P
=
(m
+
m
)
a
B
123
xA
A
B
0
T
P
=
m
a
T
=
m
a
+
m
g
B
B
B
B
m
g
m
◊ ◊
g
sen
=
(m
+
m
)
a
B
A
A
B
T = m
B ◊(a + g)
T = 2 ◊(5 +10)
T = 30 N
g
(m
m
sen
)
10 (10
10 0,5)
B
A
a =
a =
Já a tensão com o teto T T pode ser determinada a
(m
+
m
)
(10
+ 10)
A
B
partir do esquema a seguir:
50
2
a =
a = 2,5 m/s
T T =
2T
20
T
=
2
30
T
Substituindo a aceleração obtida na equação do
corpo A obtemos: (substituindo na equação do corpo
B encontraríamos o mesmo resultado)
T
=
60 N
T
T
P
=
m
a
T
m
◊ ◊
g
sen
=
m
a
xA
A
A
A
T 10 ◊10 ◊0,5 = 10 ◊2,5
T = 25 + 50
T = 75 N
Um bloco de 12 kg
é mantido suspenso por um
Na figura a seguir,
os corpos A e B têm, res-
pectivamente, massas iguais a
6 kg e 2 kg. Os fios e as polias
são ideais. Use g = 10 m/s 2 e
determine:
homem através do sistema
de polias indicado na figura.
Considerando os fios e as
polias ideais, determine a
força aplicada pelo homem
ao sistema.
(Use g = 10 m/s 2 )
(a) a aceleração do conjunto;
(b)
as
trações no fio com o
teto
e
no
fio
que
liga
as
massas.
*** Resolução ***
*** Resolução ***
Os diagramas de força dos blocos A e B são dados
na figura a seguir:
Neste problema temos que isolar as polias, e não a
massa. Para a massa, em equilíbrio, o peso é
compensado pela tração no fio que liga a massa a
primeira polia. Para as polias, inclusive a primeira,
temos os seguintes diagramas:
Nesse caso, as equações de
movimento serão dadas por:
 Bloco A : P
T
=
m
a
A
A
Bloco B : T
P
=
m
a
B
B
Resolvendo o sistema pelo
método da soma:
P
P
=
(m
+
m
)
a
A
B
A
B
Note que cada polia móvel divide a força a metade.
Sendo assim, a força que o homem exerce na polia
fixa será, como indica o diagrama de forças, a oitava
parte do peso do bloco.
(m A
+
m
)
a
=
m
g
m
g
B
A
B
T = P = 10 ◊12 = 120 N
g
(m
m
)
10
(6
2)
A
B
2
a
=
a
=
a = 5 m/s
T
(m
+ m
)
(6
+ 2)
F =
F
=
120 F = 15 N
A
B
8
8

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Nesse caso, a aceleração será positiva e temos: Uma pessoa de 70 kg esta sobre
Nesse caso, a aceleração será positiva e temos: Uma pessoa de 70 kg esta sobre
Nesse caso, a aceleração será positiva e temos: Uma pessoa de 70 kg esta sobre
Nesse caso, a aceleração será positiva e temos: Uma pessoa de 70 kg esta sobre
Nesse caso, a aceleração será positiva e temos:
Uma pessoa de 70 kg esta sobre uma
balança colocada no interior do elevador. O elevador
sobe (ou desce) com aceleração constante de 2 m/s 2 .
N
70 ◊10 = 70 ◊2
N = 140 + 700 =
840 N
Ou seja, a leitura da balança (massa) seria de 84 kg.
(b) Elevador sobe retardado com a = 2 m/s 2 :
Para retardar o elevador na subida, a aceleração deve
apontar para baixo, ou seja, deve ser negativa. Nesse
caso temos:
N
70 ◊10 = 70◊( 2)
N = 140 + 700 = 560 N
Ou seja, a leitura da balança (massa) seria de 56 kg.
(c) Quando o elevador desce com a = 2 m/s 2 , a
Use g = 10 m/s 2 e edetermine a leitura da balança
quando:
aceleração aponta para baixo assim como quando
sobe retardado (letra b). Sendo assim teremos como
leitura da balança 56 kg.
(a)
o elevador sobe acelerado;
(d) Quando o elevador desce retardado com a = 2
(b)
o elevador sobe retardado com a = 2 m/s 2 ;
m/s 2 , a aceleração aponta para cima assim como
(c)
o elevador desce acelerado;
quando sobe acelerado (letra a). Sendo assim
teremos como leitura da balança 84 kg.
(d)
o elevador desce retardado com a = 2 m/s 2 ;
(e) o elevador sobe (ou desce) com velocidade
constante
(e) Quando o elevador sobe (ou desce) com
velocidade constante a aceleração será nula. Isso
significa que o peso será igual à normal e a leitura da
balança será 70 kg.
(f) se o cabo do elevador se rompe e ele cai sob ação
da gravidade.
(f) Quando o elevador cai com a =
g
=
10
m/s 2 ,
temos:
*** Resolução ***
N
P = m◊g
N = m◊g + m◊g
= 0
O diagrama de forças desta situação é ilustrado na
figura a seguir:
Ou seja, a balança não terá leitura, num fenômeno
conhecido como ausência aparente de gravidade.
Na pessoa sobre a balança agem as forças peso e
normal. A leitura da balança equivale à leitura da
força normal (N). O referencial (elevador) é um
referencial acelerado. Vamos adotar o sentido
positivo da aceleração como sendo o sentido
positivo do eixo y do sistema cartesiano (de baixo
para cima). Nesse caso temos a seguinte equação de
movimento:
As leituras da balança que vimos quando o elevador
está sob ação de uma aceleração, explicam a
sensação que temos quando, dentro de um elevador
que começa a subir, temos a impressão de que
estamos sendo puxados para baixo (como se estives-
semos ficando mais pesados). Explica também a
sensação de leveza que sentimos quando o elevador
começa a descer. Os movimentos associados ao
elevador freando (subida ou descida) também são
explicados pelos resultados acima.
N
P =
m ◊a
Uma curiosidade: os astronautas são treinados em
ausência de gravidade sendo colocados em um avião
que, após atingir certa altitude, desligam seus
motores e caem sob ação da gravidade até um ponto
em que religam os motores.
(a) Elevador sobe com a = 2 m/s 2 :

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A força F é a força resultante, ou seja: F = m ◊a Uma bola
A força F é a força resultante, ou seja: F = m ◊a Uma bola
A força F é a força resultante, ou seja: F = m ◊a Uma bola
A força F é a força resultante, ou seja: F = m ◊a Uma bola
A força F é a força resultante, ou seja: F = m ◊a
Uma bola de massa m está suspensa do
chão por um fio ideal preso ao teto de um vagão de
metrô. O vagão parte uniformemente acelerado e a
bola desloca-se para trás, vista por um observador
em repouso no interior do trem, até atingir um
ângulo de 35º em relação à vertical. A figura a
seguir ilustra esta situação. Use g = 10 m/s 2 e tg 35º
= 0,7 para determinar a aceleração do trem.
Destacando um dos triângulos retângulos na figura,
temos:
F
m
◊ a
=
tg 35º
= tg 35º
a
=
g
tg 35º
P
m
◊ g
2
a = 10
0,7 = 7 m/s
(UFRJ - 2001) Um operário usa uma em-
pilhadeira de massa total igual a uma tonelada para
levantar verticalmente uma caixa de massa igual à
meia tonelada, com uma aceleração inicial de 0,5
m/s 2 , que se mantém constante durante certo inter-
valo de tempo. Use g = 10 m/s 2 e calcule, neste
intervalo de tempo:
(a) a força que a empilha-
deira exerce sobre a caixa.
(b) A força que o chão exer-
ce sobre a empilhadeira.
(Despreze a massa de partes móveis da empilha-
deira)
*** Resolução ***
(a) Isolando as forças que agem sobre a caixa temos:
A equação de movimento da caixa
será dada por;
F
P = m◊a
F = m◊(a + g)
F = 500◊(10 + 0,5)
*** Resolução ***
Isolando as forças que agem sobre a bola temos:
(b) As forças que agem sobre a empilhadeira são
isoladas no diagrama a seguir:
A força F é a reação da
força exercida sobre a
caixa. A equação de movi-
mento, considerando que a
empilhadeira não tem mo-
vimento vertical (não tem
aceleração) é dada por:
F
= P
+
F
F
=
m
g
+
F
chão
emp.
chão
emp.
= 1.000 ◊10 + 5.250
15.250 N
F chão
F chão =

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(Fuvest - 1998) Duas cunhas A e B, de massas M A e M B
(Fuvest - 1998) Duas cunhas A e B, de massas M A e M B
(Fuvest - 1998) Duas cunhas A e B, de massas M A e M B
(Fuvest - 1998) Duas cunhas A e B, de massas M A e M B
(Fuvest - 1998) Duas cunhas A e B, de
massas M A e M B , respectivamente, se deslocam
juntas sobre um plano horizontal se atrito, com
aceleração constante a, sob ação de uma força
horizontal F aplicada à cunha A, como mostra a
figura. A cunha A permanece parada em relação a
cunha B, apesar de não haver atrito entre elas.
(para que ele se mantenha em equilíbrio) com a
força F N(y) . Assim temos:
=
M
a
=
M
g
F N(x)
B
F N(y)
A
Assim, pelo teorema de Pitágoras temos:
2
2
2
2
F N =
F
2 +
F
=
F
+ F
F N
N(x)
N(y)
N(x)
N(y)
2
2
2
2
=
m
◊a
+ m
A ◊g
F N
B
(c) Para a tg θ, temos:
m
◊ a
F N(x)
B
tg
=
tg
=
m
◊ g
F N(y)
A
(a) Determine a intensidade da força F aplicada a
Forças Resistivas
cunha A.
(b) Determine a intensidade da força normal que a
cunha B aplica à cunha A.
(c) Determine a tangente do ângulo θ.
*** Resolução ***
(a) Da segunda lei de Newton, temos que a força
aplicada ao bloco A, fazendo com que todo os
sistema entre em movimento será dada por:
F
=
(m
+
m
)
a
A
B
Nesta parte da aula veremos exemplos de forças que
oferecem resistência ao movimento dos corpos.
Veremos a força elástica, que oferece resistência a
deformação produzida sobre uma mola ou outro
sistema que possua certo grau de elasticidade.
Veremos também as forças de atrito entre um móvel
e o solo. Veremos que esta força se divide em atrito
cinético e atrito estático. Veremos quando cada uma
destas forças atua. Veremos também a resistência do
ar, presente quando um corpo se move em queda
livre, como ocorre num salto de pára-quedas.
(b) Isolando as forças que agem nas cunhas temos,
temos:
Força elástica e a lei de Hooke
Quando uma mola é deformada pela ação de uma
força, uma força passa a agir através da mola
tentando fazer com que esta retorna a sua posição
original. Esta força é tão maior quanto maior for o
deslocamento da mola em relação a sua posição
original.
Devido à ação da força F aplicada ao sistema, no
bloco A, o bloco B é empurrado pelo bloco A que se
desloca na horizontal sob ação da força F N(x) . Como
reação, o bloco B empurra o bloco A na vertical
Nesse caso, a massa colocada na extremidade da
mola faz com que esta se desloque de uma

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quantidade ∆x em ralação ao seu comprimento original L sob ação da força peso (P
quantidade ∆x em ralação ao seu comprimento original L sob ação da força peso (P
quantidade ∆x em ralação ao seu comprimento original L sob ação da força peso (P
quantidade ∆x em ralação ao seu comprimento original L sob ação da força peso (P
quantidade ∆x em ralação ao seu comprimento
original L sob ação da força peso (P = m g).
Isolando as forças que agem sobre a massa temos:
atrito é tem um valor no caso estático e outro no
caso cinético.
(E) =
(C) =
Fat
N
Fat
N
E ◊
C ◊
A força elástica (F EL ) tem seu módulo
determinado pela lei de Hooke.
Obs.
O
coeficiente
de
atrito
estático
tem
valor
sempre
maior
que
o
cinético
para
uma
mesma
F = k ◊ x
superfície.
Como vemos, a força com a qual a
mola tende a retornar a sua posição
original é proporcional ao deslocamen-
to. A constante de proporcionalidade é
chamada de constante elástica e varia
de mola para mola, determinando o
grau de “dureza” da mesma.
O sentido da força elástica é sempre contrário ao do
deslocamento da mola na deformação (d6istensão ou
compressão).
Vejamos um importante exemplo para entendermos
a relação entre o atrito estático e o cinético.
*** Exemplo ***
Um corpo de 50 kg é empurrado numa
superfície rugosa com coeficientes de atrito µ E = 0,6
e µ C = 0,4. Determine a intensidade da força de atrito
quando este corpo é empurrado com uma força de
intensidade:
Força de Atrito
(a)
200 N
(b) 299 N
(c) 300 N
(d) 301 N
Imagine a seguinte situação: uma força F coloca um
carro em movimento retilíneo. Após certo intervalo
de tempo, esta força para de agir. Sabemos que
quando isso acontece, o carro vai desacelerar
gradualmente até parar.
(e)
400 N
(f) 500 N
*** Resolução ***
(a) Quando resolvemos um problema com atrito
cinético e atrito estático, a primeira coisa que
Outra situação interessante é a seguinte: você
empurra um armário com uma força de certa
intensidade. O armário não se move. À medida que
você vai empurrando o armário com cada vez mais
força, percebe que em algum momento ele se move.
fazemos é determinar a intensidade da força de atrito
estático:
(E) =
Fat
0,6
50
10
123
N
= P
Por que isso acontece? Ambos os casos estão
associados ao atrito dos corpos em movimento ou
em repouso com o solo sobre o qual estão apoiados.
Esse valor é um valor limite. Forças com intensidade
menor do que esse limite não são capazes de colocar
o corpo em movimento. Assim, para F = 200 N,
temos:
No primeiro exemplo que consideramos, a força de
atrito está associada ao estado de movimento do
carro. Forças de atrito associadas a corpos em
movimento são conhecidas como atrito cinético.
(E)
F < Fat
F = Fat
No segundo exemplo, a força de atrito está associada
ao estado de equilíbrio do armário. Forças
associadas a estados de equilíbrio são chamadas de
atrito estático.
Nesse caso o corpo não entra em movimento e a
força de atrito será dada por: Fat = 200 N.
O atrito estático e o atrito cinético são definidos em
função da reação normal, que determina a interação
do corpo e do solo. Na verdade, a força de atrito é
proporcional a reação normal. A constante de
proporcionalidade é conhecida como coeficiente de
(b)
F = 299 N →
F < Fat
(E) , logo o corpo permane-
ce
em repouso e temos Fat = 299 N:
(c)
F = 300 N. Nesse caso temos
F = Fat
(E) . Como a
força
F
é igual
a força de
atrito estático elas se

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equilibram e o corpo permanece em repouso. Assim, temos: Fat = 300 N. Unindo estes
equilibram e o corpo permanece em repouso. Assim, temos: Fat = 300 N. Unindo estes
equilibram e o corpo permanece em repouso. Assim, temos: Fat = 300 N. Unindo estes
equilibram e o corpo permanece em repouso. Assim, temos: Fat = 300 N. Unindo estes
equilibram e o corpo permanece em repouso. Assim,
temos: Fat = 300 N.
Unindo estes dois resultados temos
P sen
P cos
=
m
a
(E) m
(d) F = 301 N. Nesse caso temos:
F > Fat
.
◊ ◊
g
sen
m
◊ ◊
g
cos
=
m
a
Quando isso acontece a força de atrito estático deixa
de agir e passa a agir sobre o corpo o atrito cinético
a = g ◊(sen
◊cos )
(C) =
que tem valor constante dado por Fat
N
. O
C ◊
corpo estará então acelerado. A situação é descrita
no diagrama a seguir.
Este resultado é muito importante. Se tomarmos o
coeficiente de atrito como sendo zero (plano sem
atrito), temos
a = g ◊sen ,
que
é resultado que já
obtivemos anteriormente.
(C) =
Fat
0,4
50 10
=
200N
*** Resistência do ar ***
(C) =
F
Fat
m
◊ a
301
200
=
50
a
A resistência do ar é uma força que age sobre um
corpo que se desloca em queda livre em contato com
o ar. Seu módulo é dado por:
101
2
a =
= 2,02 m / s
2
50
R = k ◊v
(e) Para quaisquer valores maiores que o limite
determinado pela força de atrito estático, passa a
valer o atrito cinético, cujo valor calculamos no item
anterior. Assim para F = 400 N, temos:
Onde v é a velocidade do corpo e k é uma constante
definida como:
k =
1 ◊ d
◊ A
◊ C
2 ar
corpo
Arr
(C) =
F
Fat
m
a
200
2
a = 4,0 m/s
=
Nesta definição temos:
400
200
=
50
a
50
(f) Para F = 500 N temos:
 d
= Densidade do Ar
Ar
= Área da seção transversal
A Corpo
(C) =
F
Fat
m
a
300
2
a = 6,0 m /s
=
= Coeficiente de arrasto aerodinâmico
C Arr
500
200
=
50
a
50
Uma aplicação importante das forças de atrito é o
plano inclinado com atrito. Vamos determinar a
aceleração de um corpo abandonado em um plano
inclinado com atrito. O plano é inclinado em relação
ao solo de um ângulo θ e o coeficiente de atrito com
o solo é µ. As forças que agem neste corpo são
mostradas no diagrama a seguir:
A medida que a velocidade do corpo aumenta com a
queda, a força resultante definida por:
F
=
P
R
R
diminui até que se anula quando a velocidade atinge
um valor limite.
2
0 = m◊g
k ◊v
Lim
A equação de movi-
mento será dada por:
mg
v Lim =
k
P
Fat
=
m
◊ a
x
P ◊sen
◊N = m ◊a
A equação de equilíbrio
será dada por:
No vácuo a velocidade aumenta indefinidamente sob
ação da gravidade. Já sob ação da resistência do ar, a
velocidade aumenta até um valor limite, a partir do
qual a aceleração se anula.
Veremos a seguir exemplos dos três tipos de forças
N
=
P
y
resistivas que estudamos aqui: lei de Hooke, força de
atrito (estático e cinético) e resistência do ar.

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Graficamente, as velocidades de um corpo caindo no ar e no vácuo têm as seguintes
Graficamente, as velocidades de um corpo caindo no ar e no vácuo têm as seguintes
Graficamente, as velocidades de um corpo caindo no ar e no vácuo têm as seguintes
Graficamente, as velocidades de um corpo caindo no ar e no vácuo têm as seguintes
Graficamente, as velocidades de um corpo caindo no
ar e no vácuo têm as seguintes características.
Apenas o corpo A possui equação de equilíbrio,
dada por:
N
=
P
N
=
m
g
A
A
A
A
*** Exemplos ***
Um bloco de 5 kg é pendurado em uma
mola de constante elástica 200 N/m. Sendo o
comprimento da mola 100 cm e g = 10 m/s 2 ,
determine o comprimento da mola distendida.
Em muitos exemplos de leis de Newton sem atrito
escrevemos, mas não utilizamos as equações de
equilíbrio. Contudo, agora este hábito se revelará
útil, tendo em vista que esta equação nos permite
obter uma expressão para a força de atrito que
sabemos calcular.
Fat
=
N
=
Fat
=
m
g
C
A
C
A
Fat = 0,6 ◊10 ◊10
Fat = 60 N
*** Resolução ***
Assim, para as equações de movimento temos:
Nesta situação, quando a mola esta distendida, em
equilíbrio, temos:
 Bloco A
T
Fat
=
m
a
a ◊
Bloco B
P
T
=
m
a
m
◊ g
B
B
F
= P
k
x
=
m
g
x
=
EL
k Resolvendo pelo método da soma obtemos:
5 10
x =
=
0,25m
x
=
25cm
m
g
Fat
B
P
Fat
=
(m
+
m
)
a
a =
200
B
A
B
m
+ m
A
B
Logo o comprimento da mola distendida é 125 cm.
10 10
60
40
2
a =
a
=
a = 2 m/s
10
+ 10
20
Dois corpos A e B, de massas iguais a 10
kg, estão ligados por um fio de massa desprezível,
que passa por uma polia sem atrito. A situação é
indicada na figura. Entre o corpo A e a superfície na
qual ele está apoiado, o coeficiente de atrito cinético
é 0,6. Determine a aceleração dos corpos e a tração
no fio que os liga.
Substituindo a aceleração na equação do corpo A
(ou B), temos:
T
Fat
=
m
a
T
60
=
10
2
a
T = 20 + 60
T = 80 N
O bloco A de massa m = 3,0 kg está
apoiado num plano inclinado que forma um ângulo θ
com a horizontal. O bloco A está na iminência de
escorregar para cima. O coeficiente de atrito estático
entre o bloco A e o plano é 0,50. Considere, o fio e a
polia, ideais e determine o peso de B.
(Use: g = 10 m/s 2 , cos θ = 0,80 e sen θ = 0,6)
*** Resolução ***
*** Resolução ***
Isolando os corpos e fazendo os diagramas de forças
temos:
A situação descrita no enunciado é representada na
figura a seguir:

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Isolando os corpos temos: *** Resolução *** O corpo B está na iminência de entrar
Isolando os corpos temos: *** Resolução *** O corpo B está na iminência de entrar
Isolando os corpos temos: *** Resolução *** O corpo B está na iminência de entrar
Isolando os corpos temos: *** Resolução *** O corpo B está na iminência de entrar
Isolando os corpos temos:
*** Resolução ***
O corpo B está na iminência de entrar em
movimento. Assim, por causa da força F aplicada a
ele, B puxa A na direção do movimento que puxa B
em sentido contrário. A força de atrito entre os
corpos A e B têm sentidos contrários ao das forças
aplicadas por B em A e por A em B. Vemos estes
arranjos de forças isolando os blocos.
A partir do diagrama escrevemos as equações de
movimento dos blocos A e B:
 Bloco A
T
Fat
P
=
m
◊ a
/
X
A
{
0
Bloco B
P
T
=
m
a /
B
B
{
 
0
As equações de movimento são dadas por:
Onde a aceleração resultante é nula porque os corpos
estão na iminência de entrar em movimento e,
portanto, em equilíbrio.
(AB)
 Bloco A
Fat
T
=
m
a /
C
A
{
0
(AB)
(Chão)
Bloco B
F
Fat
Fat
=
m
B ◊
a /
Resolvendo pelo método da soma temos:
{
0
P
Fat
P
=
0
B
X
Da equação para o bloco A temos:
P
N
P
sen
=
0
B
A
A
(AB)
P
P
cos
P
sen
=
0
Fat
T
= 0
T
=
◊N
C
C
AB
{
A
B
A
A
P
P
= m
◊ ◊
g (sen
+
cos
)
A
B
A
P
=
3
10
(0,6
+
0,5
0,8)
B
T
=
0,25 100
C
P B =
30
(1,0)
Da equação para o bloco B temos:
(AB)
(Chão )
(Chão)
(AB)
F
Fat
Fat
= 0
Fat
= F
Fat
(UFBA) O corpo A pesa 100 N e está em
repouso sobre o corpo B, que pesa 200 N. o corpo A
está ligado por uma corda ao anteparo C, enquanto o
corpo B está sendo puxado por uma força horizontal
de 125 N. O coeficiente de atrito entre os corpos A e
B é 0,25. Determine o coeficiente de atrito entre o
corpo B e a superfície de apoio e a tração na corda,
considerando que o corpo B está na iminência de
entrar em movimento.
N
=
F
P
Chão
B
A
A
P
+
P
=
F
P
Chão
B
A
A
A
F
P
125
0,25 100
A
A
=
=
Chão
Chão
P
+ P
100
+ 200
B
A
100
1
=
=
Chão
300 Chão
3

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(ITA) Os blocos A e B da figura têm massa m. O coeficiente de atrito
(ITA) Os blocos A e B da figura têm massa m. O coeficiente de atrito
(ITA) Os blocos A e B da figura têm massa m. O coeficiente de atrito
(ITA) Os blocos A e B da figura têm massa m. O coeficiente de atrito
(ITA) Os blocos A e B da figura têm
massa m. O coeficiente de atrito entre todas as
superfícies é µ. A força F 1 imprime ao bloco B na
figura I velocidade constante. Calcule as relações
F 2 /F 1 e F 3 /F 1 , onde F 2 e F 3 são as forças indicadas
nas figuras II e III, respectivamente, para que o
bloco B nessas figuras tenha velocidade constante.
Nas três situações as equações de movimento serão
dadas por:
(I)
F
=
F
F 1 =
2
◊ ◊
P
1
AT
(II) F
= F
+
f
F
=
2
◊ ◊
P
+
P
2
AT
AT
2
=
3
◊ ◊ P
F 2
(III)
= F
+ T + f
T = f
F 3
AT
AT
AT
F 3 =
2
◊ ◊
P
+
P
+
P
F
=
4
◊ ◊
P
2
*** Resolução ***
Assim temos:
A força de atrito entre o bloco B e o solo é a mesma
nos três casos, visto que nesse caso não temos
aceleração (movimentos com velocidade constante).
A força de atrito é definida por:
F
3
◊ ◊
P
F
3
2
2
=
= 1,5
F
= 2
◊ ◊
P
F 1 2
1
F
4
◊ ◊
P
4
F
N
N
=
P
+
P
=
2
P
3
AT =
1
2
F 2 =
= 2
F
= 2
◊ ◊
P
F 1 2
1
F
2
◊ ◊ P
AT =
Nesta definição já incluímos o fato de que as massas
dos dois blocos são iguais. Já a força de atrito entre
o bloco A e o bloco B será dada por:
Isolando as forças nas três situações temos os
seguintes diagramas de forças:
(Vunesp) Um caixote de massa 20 kg está
em repouso sobre a carroceria de um caminhão que
percorre uma estrada plana, horizontal, com
velocidade constante de 72 km/h. Os coeficientes de
atrito estático e dinâmico, entre o caixote e o piso da
carroceria, são aproximadamente iguais a 0,25. (use
g = 10 m/s 2 )
(a) Qual a intensidade da força de atrito que está
atuando no caixote? Justifique.
(b) Determine o menor tempo possível para que esse
caminhão possa frear sem que o caixote escorregue.
*** Resolução ***
(a) A força de atrito é nula, pois o caminhão se move
com velocidade constante, e sendo assim, se a força
de atrito fosse diferente de zero o caixote deveria
entrar em movimento.

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(b) Caso o caminhão acione os freios até parar, temos o seguinte diagrama de forças
(b) Caso o caminhão acione os freios até parar, temos o seguinte diagrama de forças
(b) Caso o caminhão acione os freios até parar, temos o seguinte diagrama de forças
(b) Caso o caminhão acione os freios até parar, temos o seguinte diagrama de forças
(b) Caso o caminhão acione os freios até parar,
temos o seguinte diagrama de forças para o caixote.
contato com o bloco B deve ter o sentido do
movimento. O diagrama a seguir ilustra as forças
que agem no bloco A:
A caixa tende a permane-
cer em movimento quan-
do o caminhão freia. As-
sim a força de atrito age
no sentido indicado na fi-
gura. A equação de movi-
mento será dada por:
A equação de movimento do
bloco A será dada por:
F
=
m
◊ a
AT
A
N
=
m
a
A
A
Como P = N, temos:
F
= m ◊a
◊N = m◊a
P
=
m
a
AT
A
A
Como a ração normal e a força peso são iguais em
módulo, temos:
a
◊ m
◊ g
=
m
◊ a
◊ g
=
a
=
A
A
g
◊P = m◊a
◊m ◊g = m ◊a
a =
◊g
=
2
a = 0,25 10
a = 2,5 m/s
2 = 0,2
10
Vejamos a seguir um exemplo interessante.
Assim, o tempo necessário para que esse caminhão
freie, sem que a caixa saia do lugar, será dado por:
(note que consideramos a aceleração negativa
devido ao movimento de frenagem e que
convertemos a velocidade inicial para m/s)
(72 km/h ∏ 3,6 = 20 m/s):
Na figura os fios e as polias são ideais e
os corpos A e B, de massas respectivamente iguais a
1,0 kg e 6,0 kg, são abandonados do repouso.
Determine o módulo da aceleração de cada um dos
blocos.
v = v
+ a ◊t
0 = 20 + 2,5 ◊t
0
*** Resolução ***
20
t
=
t = 8 s
2,5
Como os dois blocos se
relacionam através de uma
polia móvel, eles terão
O bloco A está apoiado sobre o carrinho
acelerações diferentes, já que
B, que se movimenta com aceleração constante de
a polia móvel tem como
módulo 2.0 m/s 2 . Para que o bloco A não se
movimente em relação ao carrinho B, qual deve ser
o coeficiente de atrito mínimo entre as superfícies de
A e de B? Considere g = 10 m/s 2 .
função dividir a força que
age através do cabo. Para
entenderemos o movimento
dos blocos, vamos fazer os
diagramas de força.
*** Resolução ***
O bloco A não se move em relação ao bloco B.
Sendo assim, ele tem a mesma aceleração que o
bloco B. Como é a força de atrito que mantém o
bloco A preso ao bloco B, que se move na direção
da aceleração, a F AT que atua no bloco A devido ao
Como o bloco B é mais massivo, vamos supor que o
bloco B desce acelerado e o bloco A sobe acelerado.
Assim vamos orientar os vetores aceleração de A
para cima e de B para baixo.

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Com isso as equações de movimento serão: Assim podemos reescrever a equação que relaciona a
Com isso as equações de movimento serão: Assim podemos reescrever a equação que relaciona a
Com isso as equações de movimento serão:
Assim podemos reescrever a equação que relaciona
a aceleração entre os blocos como:
T
P
=
m
a
1
A
A
A
P
T
=
m
a
a
+12 ◊(2 ◊a
) = 110
25
a
=
110
A
A
A
B
2
B
B
É importante observar que T 1 = 2 T 2 . Com isso,
reescrevemos nossas equações da seguinte forma:
110
2
a
=
= 4,4 m/s
A
25
T
P
=
m
a
P
T
2
=
m
a
2
1
A
A
A
B
1
B
B
a
= 2◊a
= 8,8 m / s
B
A
T
m
g
=
m
a
m
g
T
2
=
m
a
1
A
A
A
B
1
B
B
Forças em trajetórias circulares
T
10
=
a
60
T
2
=
6
a
(2)
1
A
1
B
a
=
T
10
12
a
=
120
T
A
1
B
1
Quando um corpo se move numa trajetória circular
com velocidade constante, o vetor que representa
Somando as equações dos blocos A e B termo a
termo, teremos:
sua
velocidade terá módulo constante, mas sofrerá
a
+
12
a
=
110
A
B
variação de direção e sentido. Isso significa que
teremos um movimento acelerado, já que uma das
propriedades do vetor velocidade foi alterada.
Temos agora que estudar a relação entre as
acelerações dos blocos A e B.
Vamos analisar o sistema em dois instantes distintos:
Na
figura, vemos que a velocidade, que é tangente
À esquerda temos os blocos antes do início do movi-
mento. Dividimos o fio em três partes de compri-
mentos L 1 , L 2 e L 3 . À direita, os blocos se
movimental. O bloco A sobe uma distância d A
(indicada em relação a polia ao qual ele esta preso).
Já o bloco B desce uma distância d B . Podemos assim
escrever:
ponto a ponto da trajetória, muda de direção e
sentido a cada instante. Isso significa que temos uma
aceleração agindo sobre o vetor velocidade nos
instantes t 0, t 1 , t 2 e t 3 . Essa aceleração, que muda a
direção e o sentido do vetor velocidade, é a
aceleração centrípeta, que aponta sempre para o
centro da trajetória e que tem seu módulo dado por:
L
+ L
+ L
= L
d
+ L
d
+ L
+ d
1
2
3
1
A
2
A
3
B
2
v
a
C =
d
d
d
= 0
R
B
A
A
Dividindo os dois lados por ∆t, temos:
A
aceleração que muda o módulo do vetor
Dividindo novamente os dois lados por ∆t, temos:
velocidade é a aceleração tangencial. Esta aceleração
é representada pela variação no tempo da velocidade
que estudamos no MRUV (movimento retilíneo
uniformemente variado).
a
= 2◊a
B
A
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Essa aceleração centrípeta é essencial na descrição das forças que agem sobre um corpo em
Essa aceleração centrípeta é essencial na descrição das forças que agem sobre um corpo em
Essa aceleração centrípeta é essencial na descrição das forças que agem sobre um corpo em
Essa aceleração centrípeta é essencial na descrição das forças que agem sobre um corpo em
Essa aceleração centrípeta é essencial na descrição
das forças que agem sobre um corpo em movimento
circular. Isso se deve ao fato de que a força
centrípeta, associada a essa aceleração, e cujo
módulo é dado por:
da trajetória circular que representa a curva. Se
houver atrito entre o carro e a pista, o carro poderá
efetuar a curva com velocidade constante abaixo de
um certo limite, a partir do qual o carro é lançado
para a parte externa da curva. Isto ocorre por causa
da ação centrífuga, que não é uma força real. A ação
r
2
r
v
F
=
m
a
F
=
m
C
C
C
R
é a resultante de todas as forças que agem sobre o
corpo na trajetória circular.
Para ilustrar essa situação, vamos supor um corpo
que se move em uma trajetória circular com
velocidade constante de módulo v. No ponto A, no
instante t 1 , ele está sob ação das forças F 1 , F 2 , F 3 e
F 4 . No ponto B, no instante t 2 ele está sob ação das
forças F 5 , F 6 , F 7 e F 8 . A figura a seguir ilustra esta
situação.
centrífuga é apenas um efeito relacionado ao
movimento acelerado do carrão na curva, o que o
torna um referencial não inercial. É importante
observar que a ação centrífuga só é percebida por
um observador dentro do carro (referencial não
inercial). Para um observador externo, esta força não
existe, visto que a tendência do carro é ser lançado
numa direção tangente a trajetória (paralela ao
sentido do vetor velocidade). Esta situação é
representada na figura a seguir, onde a ação
centrífuga tem sua direção e sentido ilustrados pela
seta azul pontilhada:
Nos pontos A e B, as equações de movimento são
determinadas, respectivamente, por:
A força que mantém o carro na curva é a força de
atrito, que empurra o carro para a parte interna da
r
r
r
r
r
F
+ F
+
F
+
F
=
a
pista, contrariando a tendência natural do carro de
1
3
3
4
C
r
r
r
r
r
F
+ F
F
+
+
F
=
a
5
6
7
8
C
ser lançado para a parte externa da curva. Nesta
situação podemos considerar a força de atrito como
a única que age sobre o carro, visto que este tem
Onde nos dois casos temos a mesma aceleração
2
centrípeta, de módulo a
v R , pois o módulo da
C =
velocidade é constante.
Vejamos alguns exemplos de aplicação do conceito
de força centrípeta em movimentos circulares.
Movimento de um carro numa trajetória circular
velocidade constante [a força de atrito tangencial
(F ATT ) é igual em módulo a força aplicada pelo
motor (F MOT ), de modo que não há aceleração
tangencial e a velocidade é constante em módulo].
Sendo assim, a equação de movimento na direção do
centro da trajetória, tem como resultante a força
centrípeta.
Suponha um carro que entra em uma curva com
velocidade constante. Na curva, passa a agir sobre
ele a aceleração centrípeta que aponta para o centro
r
r
2
2
m
◊ v
m /
◊ v
F
=
F
N
=
◊/ ◊
m
g
=
AT
C
R
R

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Página 22

2 Duas situações podem acontecer. Na primeira, o v ◊ g = v = ◊g
2 Duas situações podem acontecer. Na primeira, o v ◊ g = v = ◊g
2 Duas situações podem acontecer. Na primeira, o v ◊ g = v = ◊g
2 Duas situações podem acontecer. Na primeira, o v ◊ g = v = ◊g
2
Duas situações podem acontecer. Na primeira, o
v
g
=
v =
◊g ◊R
R
Onde consideramos µ como o coeficiente de atrito
entre o carro e a pista e R como o raio da trajetória
(indicado na figura). Consideramos a inda que a
força normal (N) é igual a força peso (P) (equação
ângulo deve ser tal que o atrito não seja necessário
para manter o carro na curva. Um diagrama das
forças que agem no carro nesta situação é ilustrado
no diagrama de forças a seguir.
de equilíbrio na vertical).
A velocidade calculada determina um valor máximo
com o qual o carro pode realizar a curva com
segurança (sem ser ejetado para a parte externa).
Para velocidade acima deste limite, o carro derrapa
na direção e sentido indicados pela seta pontilhada
que vimos na figura anterior.
Algumas curvas apresentam certo ângulo de
inclinação em relação à horizontal, como mostram
as figuras a seguir.
Na figura, note que a força centrípeta é a resultante
vetorial das forças peso e normal. Nessa situação
não consideramos a relevância dos efeitos da força
de atrito.
Com isso temos, a partir da figura:
2
v
m /
2
F
v
R
C
tg
=
tg
=
tg
=
P
m /
◊ g
R
◊ g
(A)
Esse é o ângulo de inclinação segundo o qual um
carro, entrando em uma curva de raio R, com
velocidade v, não escapa na direção da ação
centrífuga.
Na segunda situação, um carro faz uma curva
inclinada de um ângulo θ em relação à horizontal, na
presença de atrito. A presença do atrito vai reduzir o
ângulo necessário para que o carro não seja lançado
para a parte externa da curva pela ação centrífuga. A
situação é ilustrada na figura a seguir.
(B)
A figura (A) mostra carros da categoria Nascar, do
automobilismo americano. Nas corridas da Nascar, a
maior parte dos circuitos tem a forma chamada de
“oval”. Um exemplo é o circuito de Daytona,
mostrado na figura (B). Nesses circuitos as curvas
são inclinadas em relação à horizontal.
Essa inclinação tem por objetivo compensar a ação
centrífuga, que arremessa o carro para a parte
externa da curva, mantendo o carro na curva.

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Página 23

A figura anterior mostra um carro realizando uma curva com ângulo menor do que o
A figura anterior mostra um carro realizando uma curva com ângulo menor do que o
A figura anterior mostra um carro realizando uma
curva com ângulo menor do que o que vimos na
situação sem atrito.
2
P
P
m
v
sen
+
cos
=
cos
cos
R
2
m
g
m
g
m
v
Para determinar o ângulo de inclinação, na figura a
seguir, ilustramos o diagrama das forças que agem
sobre o carro quando consideramos a ação do atrito
entre o carro e a pista.
sen
+
cos
=
cos
cos
R
2
2
v
v
g
(tg
+
)
=
tg
R
= R
g
Note que este resultado é o resultado que obtivemos
no
caso em que o movimento na trajetória inclinada
era considerado independente do atrito a menos do
coeficiente de atrito µ. Isso indica que teremos um
valor menor para a tg e consequentemente um
ângulo de inclinação menor (Lembre que para θ = 0,
tg = 0 e valor da tg aumenta à medida que o
ângulo aumenta).
O Globo da Morte
O
globo da morte é um famoso número circense
Na direção vertical temos uma equação de equilíbrio
dada por:
onde uma ou mais motos se deslocam em
movimento circular no interior de uma grande casca
esférica. A figura a seguir ilustra um globo da morte:
N
= P + F
N ◊cos
= P +
◊N ◊sen
y
at(y)
N ◊cos
= m ◊g + ◊N ◊sen
N ◊cos
◊N ◊sen
= P
N ◊(cos
◊sen ) = P
Como o ângulo, em geral é menor que 30º, o produto
◊sen é muito pequeno comparado com o cos ,
A
questão física ligada ao globo da morte que
desperta especial atenção é a razão pela qual a moto,
que tende a 1. Assim, desprezando ◊sen , temos:
no topo do globo, de cabeça para baixo, não cai,
P
conseguindo realizar movimento uniforme.
N
= cos
Na horizontal, a resultante das forças que agem
sobre o carro, equivale à resultante centrípeta, tendo
em vista que o movimento é circular.
Para que a moto não caia, é essencial que ela atinja a
parte mais alta do globo com uma velocidade
mínima que não permita que ela descole da
superfície do globo. O arranjo de forças associado a
esta situação pode ser visto na figura a seguir:
2
m
v
N
+ F
= F
N sen
+
N sen
=
x
at(x)
C
R
Onde R é o raio da trajetória circular. Utilizando a
expressão para a força normal obtida na equação de
equilíbrio da direção vertical desenvolvemos a
equação de movimento da direção horizontal.
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Página 24
No topo da trajetória as forças peso e normal têm mesma direção e sentido. A
No topo da trajetória as forças peso e normal têm mesma direção e sentido. A
No topo da trajetória as forças peso e normal têm
mesma direção e sentido. A equação de movimento
relacionada a estas forças tem como resultante a
força centrípeta. Assim temos:
com segurança sem depender do atrito entre o carro
e a pista.
*** Resolução ***
Já determinamos também a tangente do ângulo de
r
r
r
P
+
N
=
F
C
A
menor velocidade que a moto deve ter está
inclinação da pista pára que um carro realiza a curva
independentemente do atrito. Esse ângulo é
determinado pela expressão:
associada ao limite imposto pelo limite da força
normal. Quando o corpo está na iminência de
descolar, mas ainda com velocidade suficiente para
2
2
v
v
tg
=
= arc tg 
R
g
R
g
completar o movimento circular, temos N = 0. Com
isso, a velocidade mínima da moto é obtida:
Assim, para um carro a 90 km/h ( ∏ 3,6 = 25 m/s)
temos:
2
v
m
g
+
0
=
m
v =
R ◊g
2
25
R
= arc tg 
= arc tg   625 
100 10
1000
Ou seja, a velocidade mínima depende somente da
gravidade e do raio da trajetória circular descrita no
interior do globo.
= arc tg 0,625
Utilizando uma calculadora científica obtemos:
O
movimento de um carro em uma trajetória circular
e
o globo da morte são apenas alguns exemplos
arc tg
32º
importantes das forças que agem em um corpo em
uma trajetória circular. Vamos a seguir resolver
alguns exemplos de forças em trajetórias circulares.
*** Exemplos ***
No exemplo anterior, determine o ângulo
de inclinação na situação em que o atrito entre o
carro e a pista é considerado (suponha um
coeficiente de atrito µ = 0,3).
*** Resolução ***
Um veículo de massa 600 kg percorre
uma curva de raio 80 m. O coeficiente de atrito entre
o
carro e a pista é de 0,5. Adote g = 10 m/s 2 e
Nesse caso, como já vimos à tangente do engulo de
inclinação será determinada pela expressão:
determine a máxima velocidade que o veículo pode
2
ter
para fazer a curva sem derrapar.
v
tg
= R
g
*** Resolução ***
Substituindo os valores dados temos:
Esta é a situação em que o carro percorre uma curva
plana (sem inclinação em relação à horizontal). Já
obtivemos a expressão para a velocidade máxima
nesse caso.
2
25
tg
=
0,3
tg
=
0,625
0,3
100 10
tg
= 0,325
v =
◊R ◊g
v =
0,5 ◊80 ◊10
Usando uma calculadora científica obtemos:
v =
400 = 20 m / s (ou 72 km / h)
Um veículo de 1000 kg percorre com
velocidade de 90 km/h uma curva de raio 100 m. A
curva é inclinada em relação a horizontal de um
ângulo θ. Adote g = 10 m/s 2 e determine o ângulo de
inclinação da pista para que o veículo realize a curva
Como vemos, a força de atrito permite que o ângulo
de inclinação seja menor para que a curva seja
realizada com a mesma segurança com a qual é
realizada quando a inclinação permite desprezar o
atrito.
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Uma moto descreve um movimento circular no interior de um globo da morte de 6,4
Uma moto descreve um movimento circular no interior de um globo da morte de 6,4
Uma moto descreve um movimento
circular no interior de um globo da morte de 6,4
metros de raio com velocidade constante em
módulo. Adote g = 10 m/s 2 e determine a mínima
velocidade que o corpo deve ter para não perder o
contato com a superfície esférica quando estiver na
parte mais alta do globo.
*** Resolução ***
Também já descrevemos esta situação. Vimos que a
velocidade é definida pela expressão:
v =
R ◊g
Deste diagrama temos:
Assim, substituindo os valores dados no problema
temos:
g
F
= P
◊N = m ◊g
N
= m
AT
v =
6,4 ◊10 =
64
v = 8 m / s ou 28,8 km/h
Temos também que:
2
v
Em alguns parques de diversões existe um
brinquedo chamado rotor, que consiste de um
cilindro oco, de eixo vertical, dentro do qual é
introduzida uma pessoa.
N
=
F
=
m
C
R
Como v = ω R, temos:
2
(
◊ R)
2
N
=
m
N
=
m
R
R
Juntando as duas expressões obtemos:
m
g
g
2
=
m
R
=
◊ R
Substituindo os dados do problema:
10
=
=
5
2,23 rad / s
0,5
4
Uma
massa
m
está
presa
a
um fio
De início, a pessoa apóia-se sobre um suporte, que é
retirado automaticamente quando o rotor gira com
velocidade adequada. Admita um rotor de raio 4,0 m
e cujo coeficiente de atrito entre a parede e o corpo
seja 0,5. Sendo g = 10 m/s 2 , determine a mínima
velocidade angular do rotor para que a força de atrito
mantenha a pessoa presa a parede do rotor (sem
escorregamento).
inextensível, de massa desprezível, Que gira num
plano horizontal. Este sistema é denominado
pêndulo cônico, e é representado na figura a seguir.
Sendo L = 2,0 m o compri-
mento do fio, θ = 60º o
ângulo em relação a verti-
cal e g = 10 m/s 2 , determi-
ne a velocidade angular de
rotação da massa.
*** Resolução ***
As forças que agem sobre a pessoa que está dentro
do rotor são representadas no diagrama a seguir:
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*** Resolução *** As forças que agem sobre a massa são mostradas no diagrama a
*** Resolução *** As forças que agem sobre a massa são mostradas no diagrama a
*** Resolução ***
As forças que agem sobre a massa são mostradas no
diagrama a seguir:
complete uma volta) não depende nem da massa
nem do ângulo, mas apenas da gravidade e do
comprimento do fio.
Do diagrama obtemos que:
→ Força centrípeta:
Este material é propriedade da academia do
vestibular. Sua distribuição é inteiramente gratuita e
= m
a
=
m
2 ◊
R
F C
C
sua comercialização é integralmente proibida pelo
→ Ângulo de inclinação:
autor
2
2
F
m
R
R
C
tg
=
=
=
P
m
g
g
→ Raio da trajetória circular:
Para maiores informações escreva para:
R
austregesilo.athayde@gmail.com
sen
=
R = L ◊sen
L
Temos então:
Visite o blog da academia do vestibular:
2
2
R
sen
◊ ◊
L sen
tg
=
=
www.academia-do-vestibular.blogspot.com
g
cos
g
g
10
10
=
=
=
L cos
2 cos 60º
2
0,5
Resolva a lista de exercícios cujo link pode ser
encontrado no blog.
=
10
3,16 rad / s
Uma dedução importante pode ser feita a partir
desse resultado. Se o ângulo de inclinação do
pêndulo cônico for pequeno, temos, na expressão
g
=
L cos
cos
1 (cosseno do ângulo de inclinação tenden-
do a 1). Assim passamos a ter:
g
=
L
Como para a velocidade angular temos;
2
=
T
Obtemos:
2
g
L
=
T = 2
T
L
g
Onde vemos que o período de oscilação do pêndulo
cônico (tempo necessário para que o pêndulo
do pêndulo cônico (tempo necessário para que o pêndulo Academia do Vestibular – Professor Austregésilo Física
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