DIREITO COMERCIAL

Fonte: Falência e Recuperação de Empresa Sérgio Campinho

Sumário: 01 Falência 02 Recuperação Judicial 03 Sujeito Passivo da Falência, da Recuperação Judicial e da Recuperação Extrajudicial. 04 Juízo Competente 05 Órgãos da Recuperação Judicial e da Falência e Acertamento do Devedor Passivo

01 FALÊNCIA

Noções Gerais: Em diversos países, o instituto da falência tem como escopo a resolução da situação jurídica do devedor insolvente, podendo, assim, ter dupla função: falência-liquidação e falência-recuperação. OBS: Nesse processo único, após o reconhecimento do estão de insolvência do devedor, seja por iniciativa do próprio seja por algum de seus credores, ensejar-se-ia, prioritariamente, a recuperação e, na sua inviabilidade, se promoveria a liquidação judicial.

Contudo, a Lei 11.101/05 não adotou o Princípio da Unicidade do Processo de Insolvência Empresarial ou Falência. Ao revés, propôs a adoção de 2 processos especiais aplicáveis ao devedor empresário em estado de crise econômico-financeira ou insolvência: (i) Processo de Recuperação Judicial; (ii) Processo de Falência. OBS: Tradicionalmente, essa questão já recebia tratamento bipartido: entre a falência e a concordata (hoje, substituída pela recuperação).

Assim, portanto a falência, no Brasil, possui um caráter liquidatório do patrimônio do empresário insolvente. Uma vez decretada a falência, não pode mais o devedor pretender a recuperação da empresa (art. 48, I). Segundo Sérgio Campinho: com efeito, o objetivo do processo falimentar se movimenta para uma liquidação de ativos, com o

universal ou extraordinária do patrimônio realizável do devedor. o instituto da falência possui natureza híbrida direito material (p. OBS: Princípio par conditio creditorum visa dar um tratamento isonômico aos credores de mesma categoria quanto à realização de seus créditos. OBS: Distingue-se da execução singular prevista no CPC execução por quantia certa contra devedor insolvente na medida em que esta se realiza em proveito particular de um ou mais credores determinados.. . ex. instituído por força da lei em benefício de seus credores em concurso.. orientando a preferência para o recebimento dos respectivos créditos. 97 e 98). 75). As sociedades simples se submetem à execução do CPC (cooperativas. o instituto da falência se apresenta como uma execução concursal: é um processo de execução coletiva. Esse princípio reafirma o princípio do direito obrigacional de que o patrimônio do devedor é a garantia geral dos credores. procedendo-se a apreensão judicial de um ou mais bens individualizados do patrimônio do devedor (penhora). Natureza da Falência: Segundo defende Sérgio Campinho. garantam melhor satisfação dos créditos (arts. com o escopo de viabilizar medidas que. inclusive os intangíveis que integram o estabelecimento empresarial (art. visando a preservar e otimizar a utilização produtiva dos bens e recursos produtivos. ex. segundo critério legal. 111. arts. 113.afastamento do devedor empresário de suas atividades. arts. 117 e 118 efeitos da falência em relação aos contratos bilaterais e unilaterais do falido) e processual (p. concursal. 140 e 141). com maior proficiência. ressalvada as preferências legítimas. Quanto ao seu prisma processual. empresários rurais não inscritos na Junta Comercial e aqueles que desempenham atividades definidas na lei como não empresariais).

par. alcançando uma rentabilidade auto-sustentável. da melhor forma. com feição novativa. dirigia ao juiz a sua pretensão. I). tendo em vista que. organizacionais e jurídicas. 59. 1º). O juiz não participa da elaboração do conteúdo da recuperação. OBS: A concordata tinha a natureza de um favor legal. Pode ser exercida até a declaração de sua falência (art. através de um órgão deliberante assembléia geral de credores. que por sentença a deferia. permitindo a manutenção da fonte produtora. 48. Assim. ser reestruturada e aproveitada. do emprego e a composição dos interesses dos credores. Sob a ótica processual. tão somente. . Nessa perspectiva. superando a crise em que se encontra seu titular. excluindo eventuais objeções em face de sua validade e dotando o pacto de força coercitiva é título executivo (art. o devedor tinha o direito a ela. Natureza Jurídica da Recuperação Judicial: Possui natureza de contrato judicial. é um instituto do direito econômico.02 RECUPERAÇÃO JUDICIAL Definição de Recuperação Judicial: É o somatório de providências de ordem econômico-financeiras. cumpridos os requisitos legais. de iniciativa do devedor. Cabe ao juiz. avaliar o plano (controle de legalidade e legitimidade do plano). por meio das quais a capacidade produtiva de uma empresa possa. se implementa por meio de uma ação judicial. com o escopo de viabilizar a superação de sua situação de crise. pois o seu conteúdo é estabelecido pelas partes: o devedor e a massa de credores. Basta que a maioria do credores concorde com o plano e não a unanimidade. econômicoprodutivas.

par. 28 Dec. os herdeiros também devem ser citados no processo de falência. 105. Assim. 125 determina a suspensão do processo de inventário a partir da declaração da falência. Lei 6. na verdade. mas não à recuperação devido a outro requisito genérico estabelecido pela lei: o exercício regular da atividade empresarial por mais de 2 anos (arts. 2º. d) o menor empresário. c) o espólio do empresário insolvente seja este estado de insolvência anterior ou posterior a sua morte (falência art. II e IV e recuperação arts.101/2005 manteve a tradição do direito brasileiro de atribuir ao empresário e à sociedade empresária a possibilidade de ser sujeito passivo da falência.-Lei 3. CC e art. Apesar de o art. Ressalte-se que as sociedades que se dediquem à atividade de agroindústria são empresárias e as usinas de açúcar também. podem figurar como sujeito passivo desses institutos: (i) o empresário individual regular (devidamente inscrito no RPEM e que não está legalmente impedido de exercer a atividade) e a sociedade empresária regular. da recuperação judicial e da extrajudicial sistema restritivo. OBS: O empresário e a sociedade empresária irregular ou de fato sujeita-se à falência (arts. Quando a iniciativa do requerimento for do inventariante. de acordo com o art.03 SUJEITO PASSIVO DA FALÊNCIA. exercício da profissão seja tão somente elemento de empresa. os efeitos da falência não os atingem. o menor emancipado não estará sujeito a responder por crime falimentar inimputabilidade penal. 48 e 161). conforme as hipóteses do art. parágrafo único CC. a) aquele que exerce alguma das profissões do art. 96. único CC. e) a sociedade anônima sempre será qualificada como sociedade empresária devido a sua forma (art. está sujeito à falência. apesar do inventariante ser o representante legal do espólio.855/41. parágrafo único. DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL E DA EXTRAJUDICIAL O art. desde que regularmente emancipado. 1º da Lei 11. 966. dado o seu notório interesse patrimonial (em princípio. 97. b) o empresário rural. §1º. mas não pode valer-se da recuperação seja judicial seja extrajudicial (arts. 5º. IV e 1º).404/76). . §1º falar que a falência do espólio não será decretada depois de um ano da morte do devedor . trata-se do prazo para que o legitimado possa requerer a falência (não do provimento jurisdicional). mas a partilha dos bens do espólio entre eles restará frustrada). OBS: Contudo. não há que se falar em confissão de falência. 48 e 161). mas cujo . 971 e 984 CC). O art. OBS: Para Sérgio Campinho. 48 e 161). desde que requeira a sua inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis da sua respectiva sede (equiparado ao empresário individual ou à sociedade empresária arts. 982.

submetem-se à Lei 6. entretanto.024/74 c/c art. OBS: A sociedade de economia mista. Submetem-se à falência em caráter excepcional e supletivo. decretada de ofício pelo Bacen ou a requerimento dos administradores da instituição que. No casos das instituições financeiras. 52 e 53 Lei 6. da sua liquidação extrajudicial ou da hipótese especial de requerimento de sua falência.intervenção na instituição. 11 da Lei 6.101/05. 2º. 2º da Lei 11. em um prazo de 60 dias de sua posse (pode ser prorrogado).565/86. estatutariamente.101/05: (i) a sociedade de economia mista e a empresa pública não estão sujeitas à falência.101/05.101/05).024/74). 2º. No caso de insolvência das referidas empresas. em todas as suas dimensões. sem prejuízo. Porém. revogou tacitamente aquele dispositivo ao sujeitá-las à falência.com base no relatório. 2º Lei 11. 3º . 12 Lei 6. previstos no art. arcando com os valores necessários à integral satisfação dos credores.024/74. II Lei 11.art.024/74.024/74): a) determinar a cessação da intervenção. 187 da Lei 7. as cooperativas de crédito (art. 2º da Lei 11.f) o transportador aéreo submete-se ao regime falimentar da Lei 11. o procedimento em caso de sua insolvência é: 1º . Contudo. II e 198 Lei 11.101/05). mas não à recuperação. Não se submetem ao regime da Lei 11. a Lei 10. faculta-se ao Bacen as seguintes providências (art.101/05 faculta ao transportador aéreo a possibilidade de requerer a recuperação judicial ou extrajudicial (exclui expressamente do rol do art. por previsão expressa (art. desfrutarem dessa competência (art. .101/05). 2º . conforme o art. 198).024/74). apresentará ao Bacen relatório. 198 Lei 11. (ii) as instituições financeiras (bancos comerciais. 199 da Lei 11.101/05 c/c art. originariamente. o art.101/05. excluiu explicitamente a sociedade de economia mista e a empresa pública da incidência da falência. sociedades de leasing. da intervenção do Pode Público.. as sociedades que integram o sistema de títulos ou valores imobiliários no mercado de capitais e as corretoras de câmbio (arts. 2º da Lei 11. OBS: Apesar do art. 188 da Lei 7. por disposição expressa do art. 1º. administradoras de consórcio .565/86 afastar a possibilidade de impetrar concord ata.303/2001. o art.024/74 c/c art. 242 Lei das S/A. 3º Lei 6. estaria imune ao procedimento falimentar. cabe ao Estado proceder a sua dissolução.101/2005).o interventor. apesar de seus bens serem suscetíveis à penhora art. conforme os princípios da legalidade e da moralidade. além da previsão genérica do art. Lei 6. 53 Lei 6.

024/74). seguradora ou a adoção de medidas especiais de fiscalização de suas operações. 2º. II e 198. não se aplicando. d) autorizar o interventor a requerer a falência. ainda. b. no mínimo. i e 97 Dec. nos termos da LC 109/2001.101/05. devendo requerer ao Poder Executivo Federal. No casos das sociedades seguradoras.-Lei 73/66). Os sócios. 3) quando a complexidade dos negócios da instituição ou a gravidade dos fatos apurados aconselharem a medida. Submetem-se. 26 Dec. as operações são imediatamente cessadas. c) decretar a liquidação extrajudicial da entidade. se encontra fora da incidência do referido diploma. assim. (v) a entidade de previdência complementar.-Lei 73/66). Cassada a autorização. a metade do valor dos créditos quirografários ou quando houver fundado indício da prática de crime falimentar (art. até serem eliminadas as irregularidades que a motivaram. 36. (iv) a sociedade operadora de plano privado de assistência à saúde não se submete à Lei 11. Ficando.b) manter a instituição sob o regime da intervenção. (iii) as sociedades seguradoras encontram-se sujeitas a semelhante procedimento dispensado às instituições financeiras. no caso de: 1) os ativos da empresa não serem suficientes para cobrir sequer a metade do valor dos créditos quirografários ou 2) quando for julgada inconveniente a liquidação no plano extrajudicial ou.não surtindo efeito a providência implementada. 15 Lei 6. 21. regulada a sua liquidação extrajudicial pelo Dec. em liquidação extrajudicial. sob o prazo de 6 meses (prorrogáveis por mais 6 meses). 3º .024/74 prevê a hipótese de se promover a liquidação extrajudicial sem que a instituição passe por processo de prévia intervenção. também podem decidir pela cessação das atividades. Lei 6. a Lei 11. o procedimento em caso de sua insolvência é: 1º . em assembléias geral. OBS: o art. 2º . em princípio. for apurado que o seu ativo não é suficiente para pagar. igualmente. OBS: As companhias de seguro estão sujeitas à falência quando. 89 e 90 Dec. Nesse caso. compete à SUSEP proceder à liquidação extrajudicial (arts. devido ao disposto nos arts. 2º. II e 198).faculta-se à SUSEP a promoção da intervenção na Cia. a SUSEP encaminha ao Conselho Nacional de Seguros Privados proposta de cassação de autorização para o seu funcionamento (arts. o cancelamento da autorização de funcionamento (arts.-Lei 73/66).-Lei 73/66. cabe ao Bacen autorizar o liquidante a requerer a falência da entidade quando: o ativo não for suficie para nte cobrir sequer metade do passivo quirografário ou quando houver fundados indícios de crime falimentar (art.101/05 (arts. 94 e 95 Dec.Sendo cassada a autorização.-Lei 73/66). a procedimentos .

(vi) as sociedades cooperativas não são sujeito passivo de falência devido à sua natureza civil atribuída pela Lei 5. de competência do seu órgão fiscalizador (arts. .764/71 e pelo art. 982 CC.especiais de intervenção e de liquidação extrajudicial. 47/62).

§8º): a distribuição do pedido de .101/05 elege o juízo do local do principal estabelecimento do devedor como o competente para homologar o plano de recuperação judicial ou decretar a falência. aferida da exteriorização de atos concretos). não envolvendo a matriz situada no exterior. é o foro da situação da filial (a filial. Nesse sentido. Consiste na sede administrativa. situada no Brasil. OBS: Os efeitos da declaração de falência serão produzidos tão somente em relação aos bens do empresário alienígenas situados no Brasil. 3º da Lei 11. Se houver alteração de estabelecimento.101/05 assenta-se no critério de prevenção (art. ou seja. Segundo Sérgio Campinho. fica considerada como um estabelecimento físico autônomo. Complementando o art. Fundamento: mais próxima da solução legal. Se existir mais de uma filial no país 2 correntes: (i) resolve-se pelo critério da prevenção. OBS: O local do principal estabelecimento não se confunde com a sede da empresa. o ponto central de negócios do empresário no qual realiza as operações comerciais e financeiras de maior vulto ou intensidad (é uma e questão de fato. o juízo competente será o do endereço da nova sede administrativa. OBS: A simulação de transferência de estabelecimento principal. o STF em um leading case.04 Juízo Competente O art. a solução apresentada pela Lei 11. salvo se a intenção for a de fraudar credores ou de obter qualquer vantagem ilícita. tendo em vista que os interesses não são meramente privados. No caso de empresa que já tenha encerrado suas atividades. com o fito de prejudicar credor. que é o domicílio do empresário individual eleito e declarado perante RPEM. Prevenção: Na hipótese de diversos juízes com a mesma competência. Sérgio Campinho. (ii) a competência é da filial principal (defendida por Sérgio Campinho). essa regra de competência é de natureza absoluta. 6º. d). 94. 3º. o foro será o da sede do negócio (posição sustentada pelo STJ e por Sérgio Campinho). de recuperação judicial ou homologar o plano de recuperação extrajudicial de filial de empresa que tenha sua sede fora do Brasil. passou a ser capitulada como ato de falência (art. tem-se que o foro competente para conhecer o pedido de falência. com administração própria) Sistema da Territorialidade. III. agência ou sucursal da matriz estrangeira. inclusive. Bento de Faria e Rubens Requião.

qualquer credor poderá optar pela sua execução específica ou pelo requerimento da falência. É possível que o devedor requeira. Enquanto que. §4º). deve ser observado o interregno mínimo de 2 anos entre o requerimento de homologação de novo plano e a homologação obtida em relação ao plano de recuperação judicial anterior ou estiver pendente pedido de recuperação judicial ou se já a houver por sentença obtido em menos de 2 anos (art. 61). entretanto. III). decretará o juiz. OBS: A lei não trata da hipótese de homologação de plano de recuperação extrajudicial. após esse prazo de 2 anos. 48. enquanto não decretada a falência ( rt. IV). Uma vez proferida a decisão concessiva da recuperação judicial. Por outro lado. 48. não havendo a possibilidade de convolação (art. 95) ou em processo autônomo.73. OBS: Se. permanecerá o devedor naquele estado até que se cumpram todas as obrigações previsas no plano de t recuperação que se vencerem até 2 anos após a respectiva concessão (art. o não cumprimento de qualquer obrigação avençada no plano implicará a convolação da recuperação em falência (art. tendo em vista que por disposição expressa. I). 61. para que o requerimento de recuperação judicial seja admitido. 161. II). §3º). ocorrer o descumprimento de obrigação prevista no plano. 161. §1º c/c art. (ii) Cumpridas as obrigações vencidas nesse prazo. sua recuperação judicial. a lei prevê que o pedido de homologação do plano extrajudicial não acarreta suspensão de ações nem impossibilita o requerimento de falência formulado pelos credores a ele não sujeitos (art. sendo o prazo dilatado para 8 anos no caso de concessão baseada em plano especial para microempresas ou empresas de pequeno porte (art. deve haver um intervalo mínimo de 5 anos entre o respectivo requerimento e a concessão de recuperação judicial anterior (art. por sentença. 48. o encerramento da recuperação judicial (art. Nesses a casos. (i) Durante este período. no prazo da contestação (art. 62). relativo ao devedor . 63).falência ou de recuperação judicial previne a jurisdição para qualquer outro pedido de recuperação judicial ou de falência. . a distribuição do 1º pedido previne a jurisdição para o outro.

I e III CPC. §2º. qual seja: a alienação por qualquer das modalidades permitidas em lei. Assim. na tutela dos interesses do credor . como p. a assembléia-geral de credores e o comitê de credores. os órgãos de administração da falência e da recuperação judicial. §4º. CF) nesse caso. art.101/05. 142. 82. 143. §2º. poderá requerer a falência de sociedade empresária que citada em execução por quantia certa promovida pelo MP. 142. o Ministério Público será tido como Credor Impróprio (art. 8º. 19. Nesse caso. quando decorridos 60 dias do trânsito em julgado da sentença condenatória sem que o legitimado da ação tenha promovido a execução art. 30. 127. §7º é nulo se realizado sem a audiência do Ministério Público. em razão da sua prerrogativa de defender os interesses sociais e individuais indisponíveis (art. IV.347/85). A sua atuação se dá por: a) iniciativa de determinado procedimento.05 Órgãos da Recuperação Judicial e da Falência e Acertamento do Devedor Passivo A ideia de órgãos traduz aqueles que constituem os instrumentos pelos quais o processo opera e se desenvolve. em oposição à idéia de partes. o devedor ou a administração da justiça e (ii) a finalidade do ato alcançada (Princípio da Instrumentalidade das Formas). §3º. arts. (ii) Representante do Ministério Público: Cumpre o papel de fiscal da lei. Lei 7. 187 e 187. Igual solução deve ser dada quando se verificar a sua ausência em certos atos. Lei 11. OBS: Somente o ato disposto no art.. 97. Da mesma maneira. ex. de propor e executar eventual crédito que nela for apurado (poderá executar mesmo nos casos em que não tenha sido parte. §2º. 59. em princípio são: o juiz. os credores.101/05. c) audiência. sanada por intervenções posteriores. como p ex. desde que (i) não resultem em prejuízo para a massa falida. 143 e 184. através da ação civil pública. 22. o representante do ministério público. . Lei 11. o administrador judicial. §7º. Os demais atos devem ser devem ser reputados válidos. 15.101/05). (i) Magistrado: Preside o processo. 132.. sendo investido do poder de decretar a falência ou conceder a recuperação judicial. Lei 11. 100 c/c 499 CPC. Lei 11. VI. art. possuindo o direito de intervenção e controle cujas finalidades são: (i) assegurar a repressão aos crimes que venham a emergir da falência ou da recuperação e (ii) defender o interesse público e o crédito comercial. Requerimento de falência pelo Ministério Público: O Parquet tem legitimidade para requerer a falência do devedor empresário (e também para executar o devedor por quantia certa). sem que no prazo legal promova o . ex.101/05 e nas ações propostas pela massa falida ou contra ela ajuizadas (a intervenção não é obrigatória) art. 104. b) ciência de certos fatos para a proposição de medidas adequadas como p.. 154.

agindo na defesa dos interesses que a compõe.pagamento ou nomeie bens à penhora e nem se desdobre bens livres e desembaraçados a garantir a execução. tendo em vista que esta não possui personalidade jurídica (é mera universalidade de direito. difusos ou individuais homogêneos e pode ter por objeto a condenação em dinheiro ou o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer art. ainda.347/85). em sede administrativa. para a realização do mister que a lei lhe impõe (pela mesma razão. os elementos probatórios necessários à propositura da ação civil pública (esta é utilizada para a tutela dos interesses indisponíveis. seja do credor. Nomeação e Investidura: É escolhido e nomeado pelo juiz: a) na recuperação judicial no ato em que se defere seu processamento (art. É possível que haja tanto no âmbito do inquérito civil quanto na ação civil pública. Natureza Jurídica 2 grandes grupos de teorias: a) Teoria da Representação o síndico como representante legal. b) na falência na sentença que a decretar (art. o MP irá colher.101/05. até mesmo. Lei 7. sejam coletivos. 3º. 99. 52. decompondo-se em massa objetiva ou ativa complexo de bens do falido. o síndico age contra a pessoa do falido e os seus interesses. Tampouco é sustentável a posição de que representaria a massa falida. 94. IX). Lei 11. o seu liquidatário. . b) Teoria do Ofício ou da Função Judiciária a administração judicial é órgão ou agente auxiliar da justiça. criado a bem do interesse público e para a consecução dos fins do processo falimentar. a celebração de um Termo de Compromisso de Ajuste de Conduta (compromisso de eliminar a ofensa através da adequação de seu comportamento às exigências legais). I). OBS: Através do Inquérito Civil. podendo. vir pessoalmente a dirigilas. Crítica: Por vezes. funciona como administrador da massa falida. e massa subjetiva ou passiva coletividade de credores). seja do devedor falido. visando cumprir os deveres impostos por lei. seja da massa falida. (iii) Administrador Judicial: Pessoa Física ou Jurídica Especializada que se coloca no papel de fiscal do devedor empresário na execução de suas atividades. sendo. não há que se falar em representante dos interesses dos credores). quando assim diligenciado pelo parquet. nos moldes do art. II. Age por direito próprio e em seu próprio nome. nas situações em que o mesmo seja afastado até que se nomeie um gestor judicia l aqui.

mas de outros fatores decorrentes do exercício de suas funções. Tem conotação de punição. inclusive.. a ). determinar a atribuição de indicar o administrador judicial ao juiz e à assembléia -geral dos credores (entendeu-se que houve equívoco por parte do legislativo e. culposa ou dolosa do administrador. ele entende que mesmo nessas hipóteses vetadas. se por dolo ou culpa causar prejuízos ao devedor ou aos credores. IV e 156). A investidura perdura até que o juiz decrete. §2º). na verdade. b) Se Pessoa Jurídica. b) só há que se falar em gestor na hipótese de recuperação judicial e o art. ex. prontamente atendendo à nomeação. o termo de compromisso de bem e fielmente desempenhar o cargo e assumir todas as responsabilidades e deveres a ele inerentes. queria-se falar do gestor judicial. (ii) de sua renúncia.O art. para em 48 horas assinar. II. Impedimentos: . b) Substituição: ocorre nos casos em que não se avalia a conduta desidiosa. for destituído. substituído ou renunciar. I. 21 elenca os requisitos legais para a nomeação em cargo de administrador: a) Profissional idôneo para Sérgio Campinho. Contudo. moral e financeiramente: regular em cumprir suas obrigações e capaz de suportar o dever de indenizar a que se encontra submetido o administrador. administração de patrimônio de terceiros e consultorias econômica e financeira. (iv) negligência ou prática de ato lesivo às atividades do devedor ou a terceiro. por sentença. (iv) interdição. a sua dissolução. (i) a nomeação em desobediência aos preceitos legais (art. c . como p. (v) ou sendo ele pessoa jurídica. 35 trata de recuperação judicial e falência. cabendo tão somente à Assembléia-geral dos credores a indicação (poder secundário) interpretação literal do dispositivo. 30. salvo se durante o curso do processo. então o juiz deverá nomear outro administrador judicial ( rt. OBS: O projeto de lei original previa outra hipótese de substituição: por indicação da assembléia-geral dos credores (art. a) Destituição: de ofício ou por requerimento devidamente fundamentado de qualquer interessado juridicamente (i) por descumprimento de preceito legal. Sérgio Campinho rejeita essa fundamentação pelos seguintes motivos: a) há dispositivo próprio para o gestor judicial. a 34) para Sérgio Campinho esse prazo pode ser estendido a depender das circunstância s. qual seja. 35. (iii) morte. a nomeação ainda recairia sobre pessoa de confiança do juiz (poder primário). Além disso. desde que o atraso em assinar não importe em prejuízo ao curso processual. Tais preceitos foram objeto de veto presidencial devido alegada contrariedade ao interesse público. OBS: a lei determina que tão logo nomeado. 63. Em não assinando no prazo estabelecido. na sede do juízo. (iii) omissão. (ii) descumprimento de seus deveres. o encerramento da recuperação judicial ou da falência (arts. em vez de tratar do administrador judicial. credores (art. seja intimado o administrador judicial. então deve ser especializada aquela cujo objeto se volte para a realização de auditorias. 31).

III. contas não prestadas no prazo legal serão organizadas pelo novo administrador. dentro do prazo legal. Nos demais casos (destituição ao longo do processo. 22 da Lei 11. 30. OBS: Podem requerer a substituição do administrador. além do profissional declarado no termo de compromisso como responsável pela condução do processo. 23 diz que se o administrador não prestar as contas ao final do procedimento falimentar. em contrariedade das disposições legais: o devedor. está previsto no art. c) no caso de pessoa jurídica nomeada administradora judicial. Os atos dos administradores nomeados em contrariedade das disposições legais só são anuláveis se tiverem causado prejuízo à massa falida. esvaziando -se a destituição por incompatibilidade com as hipóteses tratadas. com seus administradores. substituição e renúncia.101/05). O procedimento da prestação de contas. p ). Nesses mesmos termos deve se enquadrar o dever do administrador de apresentação de contas periódicas demonstrativas de sua administração até o 10º dia útil do mês subsequente ao vencido (art. inimigo ou dependente (art. Nestes casos o prazo é de 10 dias da intimação da decisão que o destituiu ou determinou a sua substituição ou ainda da data em que o juízo foi por ele cientificado da sua renúncia). ele deve ser intimado para fazê-lo em 5 dias. §2º (para as hipóteses de destituição. substituição ou renúnc as ia). sendo ele sociedade empresária. §1º). nos últimos 5 anos. o juiz o destituirá e nomeará substituto para elaborá-las. 22. r Lei 11. Decorrido o prazo sem que o administrador o tenha atendido. controla dores ou representantes legais. qualquer credor e o representante do MP. são aferidos em relação aos administradores. Prestação de Contas: a) Na falência não só no final do respectivo processo. devedor ou credores ( rincípios P da Instrumentalidade dos Atos Processuais e da Economia Processual). em até 30 dias da conclusão da realização do ativo e sua respectiva distribuição entre os credores. 30. 31. b) se tiver relação de parentesco ou afinidade até o terceiro grau com o devedor e. Para Sérgio Campinho.101/05.a) se destituído de idêntico cargo ou como membro de comitê de credores em falência. destituído ou renunciar ao cargo (art. O art. deixando de prestar contas dentro dos prazos legais ou tendo desaprovadas as que houver prestado (art. Deveres (imposições legais categóricas) e Atribuições (permitem certo arbítrio pessoal): Basicamente descritas no art. caput). 154. o próprio juiz pode substituir de ofício fundamento: as regras jurídicas acerca da nomeação são de ordem pública. III. controladores ou representantes legais ou deles for amigo. aqueles impedimentos de ordem pessoa. 22. mas também se for substituído. . §§ 1º ao 6º e no art. sob pena de incorrer em crime de desobediência.

II. 927 CC). a legitimidade para a ação de responsabilidade é do novo administrador que venha a ser nomeado em seu lugar. a ). 24. e os valores praticados no mercado para atividades semelhantes. Exceção: quando assumir a função de gestor judicial. não se pode negar legitimidade ao próprio devedor e aos credores. o prazo. b) nas hipóteses de administrador destituído (art. c ) e relatório sobre a execução do plano de recuperação. Contudo. OBS: Nessas hipóteses de descabimento da remuneração. O devedor também é responsável pela remuneração dos eventuais auxiliares do administrador (ambos são créditos extraconcursais. fica obrigado a apresentar contas de sua gestão provisória. h . a remuneração é proporcional). Nem o sancionamento de contas pelo juiz nem a autorização judicial para praticar ato quando tiver a consciência do prejuízo de que possa resultar obstam o dever de indenizar do administrador. 22. aqui. II. 25). mas sim a apresentação de relatório mensal das atividades do devedor (art. Remuneração: É fixada pelo Juiz. I. §2º). 22. Em todos os casos. A possibilidade de contratação de terceiros na recuperação judicial está prevista no art. deverá o administrador restituir o que recebeu a esse título. a prevalece. Não é devida remuneração: a) Em caso de substituição do administrador.b) Na recuperação judicial aqui. apenas a hipótese de renúncia imotivada é que não enseja qualquer tipo de remuneração (nos demais casos. II. 23. também a inteligência do art. d ). 31. . §3º) ou que teve suas contas desaprovadas. Para Sérgio Campinho. quando de seu encerramento ( rt. aqui. seu papel é de fiscalização das atividades do devedor e do cumprimento do plano de recuperação judicial art. 22. não há um procedimento de prestação de contas propriamente dito (afinal. Em princípio. §1º). 65. o grau de complexidade do trabalho. 22. precedentes aos créditos que nela concorrem). de acordo com a capacidade de pagamento do devedor (no caso de recuperação judicial) ou da massa falida (no caso de falência). após a sua destituição ou substituição. OBS: Não há procedimento para a prestação de contas dos pagamentos dos serviços contratados para auxiliar o administrador judicial em suas funções (art. é de 10 dias da cessão de sua extraordinária função (analogia ao art. Em qualquer hipótese não pode exceder 5% do valor devido aos credores submetidos à recuperação judicial ou do valor da venda dos bens na falência. quando prejudicados diretamente pelo ato ilícito (art. Responsabilidade do Administrador Judicial: Pode responder civil e penalmente pelos prejuízos causados por ação ou omissão dolosa ou culposa. desde que necessária para a reparação integral e satisfatória do dano. em virtude de afastamento do devedor (art.

Instalação facultativa na Recuperação Judicial: (a) constituição do comitê de credores. 65. de cunho geral ou particular a uma categoria. 99. escolha de seus membros e substituição art. 52. ordenados em categorias derivadas da natureza de seus respectivos créditos. A Instalação de assembléia na falência é sempre facultativa e pode se dar nos seguintes casos: (a) adoção de outras modalidades de realização do ativo que não as ordinariamente previstas em lei (como p. ex. (c) qualquer matéria de interesse dos credores. por interesse momentaneamente verificado. leilão por lances orais. §2º. (c) escolha do gestor judicial. (b) qualquer matéria que possa afetar os interesses dos credores art. 56. escolha de seus membros e substituição art. rejeição ou modificação do plano de recuperação judicial apresentado pelo devedor. Convocação: . 36. As matérias que demandam a deliberação dos credores podem ter 2 naturezas: a) acidentais a instalação da assembléia é facultativa. com o fim de deliberar sobre as matérias que a lei venha exigir a sua manifestação ou sobre aquelas que possam lhes interessar (foro facultativo e não permanente de decisões dos credores). quando do afastamento do devedor da condução de seus negócios art. Instalação obrigatória na Recuperação Judicial: (a) aprovação.(iV) Assembléia-Geral de Credores: Consiste na reunião de credores sujeitos aos efeitos da falência ou da recuperação judicial. §2º. (b) constituição do comitê de credores. motivada. 52. funcionando como condição necessária e indispensável à solução de uma questão do processo. b) decorrentes de situação processual específica instalação obrigatória. propostas fechadas ou pregão) art. XII.. quando for objetado por qualquer devedor art. 145. §4º. (b) pedido de desistência do devedor de seu requerimento de recuperação judicial art.

com uma antecedência mínima de 15 dias. As despesas da convocação cabem: (a) ao devedor (recuperação judicial)/ massa falida (falência). 56. I. A convocação da assembléia é anunciada por meio de edital publicado no órgão oficial e em jornais de grande circulação nas localidades da sede e das filiais. salvo se a matéria for de interesse dos credores onde as despesas serão destes art. Fundamentos: (i) a vedação é exceção e. e). OBS: Uma vez instituído o comitê de credores. Além disso. portanto. a ele também tocará a faculdade de. se convocadas por algum destes ou pelo comitê de credores. de forma ostensiva. necessário a presença de mais de 50% do valor do total de b) Nas demais qualquer número. Para Sérgio Campinho. OBS: A lei veda (art. na recuperação judicial e na falência. o credor que sair vitorioso no feito em que é questionado pode postular o ressarcimento dos prejuízos suportados. 22. 65 e 99. requerer ao juiz a convocação da assembléia-geral sempre que julgar conveniente (art. no estabelecimento sede do devedor e nos estabelecimentos filiais. §4º) ou do administrador (art. desde que o ponto controvertido possa influenciar no resultado da deliberação. §3º). devedor (art. 27. Nos termos do art. deve ser interpretada restritivamente. 40) o deferimento de provimento liminar (seja cautelar seja antecipatório de tutela) que suspenda ou adie a realização da assembléia-geral de credores. da quantificação ou da classificação dos créditos. XII) ou por provocação dos credores (desde que haja pelo menos 25% do valor total dos créditos de uma mesma categoria). valor e classificação). podendo fazê-lo de ofício (nas hipóteses dos arts. pelo devedor ou pelo administrador judicial (neste último. o aviso de convocação deve ser fixado. Instalação: a) Na 1ª convocação créditos de cada classe. em função de pendência de discussão acerca da existência. 811 CPC. isso não obsta o deferimento de providência cautelar que impeça o voto do credor cujo respectivo crédito esteja sendo objeto de um desses questionamentos (legitimidade. . (iii) o voto indevidamente proferido pode influenciar diretamente na decisão. I). quando convocadas pelo juiz de ofício. (ii) em prol da celeridade e da continuidade dos processos de recuperação judicial e falência.É convocada pelo juiz que preside o processo. 52. 36. (b) aos credores.

Possuem prioridade absoluta no concurso de credores. independentemente de classe. Exceção: em caso de matéria que haja conflito de interesses. bastando. com método comum de valoração do peso do voto: as deliberações são tomadas pela maioria de votos dos credores presentes sendo . Exceções: (i) na escolha dos representantes de cada classe do comitê somente os respectivos integrantes votam. a indicação da folha dos autos do processo em que se encontre o respectivo instrumento. 3º titulares de créditos quirografários. para tanto. sob pena de não ser representado por nenhum). OBS: Qualquer credor pode ser representado por procurador ou representante legal. com pelo menos 10 dias de antecedência (se um credor fizer parte de mais de um sindicato. em se tratando de mandato judicial. desde que apresente ao administrador o documento comprobatório dos poderes com pelo menos 24 horas de antecedência ou. mas essa preferência se limita até 150 salários mínimos por credor e pelo que exceder concorrem com os credores quirografários (na assembléia-geral votam com o total de seus créditos. (ii) na votação sobre a constituição do comitê categorias vote (somente os respectivos integrantes votam).Direção dos Trabalhos: A presidência cabe ao administrador judicial. cada voto proporcional ao valor de seu crédito. 41): 1º . deverá optar por qual deles o representará. a assembléia é presidida pelo credor presente que titularize o maior crédito. Composição: A assembléia-geral é composta pelas seguintes classes de credores (art. com privilégio especial. que o sindicato apresente ao administrador judicial a relação dos associados que serão representados. os de 1ª categoria podem ser representados pelo sindicato a que forem associados. 2º titulares de crédito com garantia real.titulares de créditos derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidentes de trabalho. Deliberações: Sistema e quorum ordinário de deliberação. Além disso. . independente do valor). com privilégio geral ou subordinados. basta que uma das (iii) a aprovação de forma alternativa de realização do ativo na falência depende de voto favorável dos credores que representem 2/3 dos créditos presentes. Este designará um secretário dentre os credores presentes.

Na recuperação judicial. independente de classes. Na categoria dos créditos derivados da legislação trabalhistas ou decorrentes de acidente de trabalho. 38.(iv) nas deliberações sobre o plano de recuperação judicial todas as classes que integram a assembléia-geral devem aprovar a proposta (nada obstante a votação se dar dentro de cada classe em particular). se atingidas as seguintes condições cumulativamente. todos os créditos em moeda estrangeira são convertidos para Real. o credor não tem direito a voto e não é considerado para fins de verificação de quorum de deliberação se o plano não alterar: a) o valor ou b) as condições originais de pagamento de seu crédito. Enquanto nas demais classes. classes com credores votantes. aferível dentro da classe que o houver rejeitado (nesse caso. pelo câmbio do dia da decisão que a decretou (art. . 77). a aprovação de uma delas nessas mesmas condições. b) aprovação de 2 das classes credoras. 58. salvo se houver ilegalidade no plano ou nas pré-condições para o devedor entrar em recueração (art. c) voto favorável de mais de 1/3 de credores. cumulativamente. §1º): a) voto favorável de credores que representem mais da metade do valor de todos os créditos presentes à assembléia. computados. Na falência. b) pela maioria simples dos credores. a proposta deve ser aprovada pela maioria simples dos credores. independentemente do valor de seu crédito. o plano não pode implicar em tratamento diferenciado entre os credores da classe que o houver rejeitado. OBS: Na deliberação de plano de recuperação judicial. o crédito em moeda estrangeira é convertido para moeda nacional pelo câmbio da véspera da data de realização da assembléia (art. (v) O juiz deve conceder a recuperação judicial. nos termos da le ou caso haja somente 2 i. a proposta deve ser aprovada por a) credores que representem mais de 50% do valor total dos créditos presentes à votação e. também segundo os critérios retratados na condição anterior. para que a recuperação seja concedida. parágrafo único).

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