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Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas
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PNPD – Gênero e Ciência – Resultado da seleção de bolsa de pós-
doutorado
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Publicado em 25 de agosto de 2011
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CAPES/COFECUB – projeto
e atividades
1) Felipe Bruno Martins Fernandes
DINTER
Notícia
2) Raquel de Barros Pinto Miguel
PÓS-DOUTORADO –
estágio
3) Caterina Rea
Simpósio Futebol:
Florianópolis, 25/08/2011
Espetáculo e
Corporalidade. Chamada de
Trabalhos.
Comissão de Seleção:
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Vagner de Almeida – no Panorama Anti-homofobia
88.040-900 - Florianópolis
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Publicado em 3 de agosto de 2011
Santa Catarina - Brasil
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Fone: +55 (48) 3721-9405
Email: dich@cfh.ufsc.br
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Lista dos Candidatos
Aprovados

PRORROGADO Edital de Bolsa pós-doutorado PNPD/CAPES

Publicado em 25 de julho de 2011

Programa de Pós Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas

Centro de Filosofia e Ciências Humanas

Universidade Federal de Santa Catarina

PPGICH

8/30/11 10:51 PM

Coordenadora: Profa. Dra. Joana Maria Pedro

Edital para Seleção de Bolsistas do Programa Nacional de Pós Doutorado (PNPD)

Título do Projeto: “Gênero e Ciências no Sul do Brasil”

EDITAL PNPD – PPGICH/UFSC, agosto de 2011

O Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da

Universidade Federal de Santa Catarina, em atendimento ao EDITAL MEC/CAPES e MCT/FINEP, Programa Nacional de Pós-Doutorado – PNPD/2009, estabelece neste documento os critérios de seleção de bolsista e leva ao conhecimento dos/as interessados/as que se encontram abertas as inscrições para a seleção de um/a bolsista pós-doutoral que atuará junto ao projeto intitulado Gênero e Ciências no Sul do Brasil, área de concentração em Estudos de Gênero.

O projeto aprovado pela CAPES pode ser consultado na pagina do DICH

http://ppgich.ufsc.br/

1. DAS INSCRIÇÕES

As inscrições deverão ser feitas por via eletrônica através do e-mail da secretaria do PPGICH (dich@cfh.ufsc.br) e também enviados para o email (pnpd2011@gmail.com) no período de 25/07/2011 a 24/08/2011. As inscrições receberão confirmação escrita em até dois dias úteis após a entrega. Solicitamos aos/

às candidatos/as que por ventura não tiverem confirmação da inscrição que entrem em

contato com a Secretaria do PPGICH, preferencialmente por telefone (48- 3721-9405) no período da tarde (13 à 19hs) para os devidos esclarecimentos.

2. DOS REQUISITOS PARA CANDIDATOS/AS À BOLSA

Os/as candidatos/as deverão atender aos seguintes requisitos:

a) ser brasileiro/a ou possuir visto permanente no País;

b) estar em dia com as obrigações eleitorais;

c) possuir currículo (no modelo CV Lattes do CNPq) que demonstre capacitação para

atuar no desenvolvimento do projeto, em particular com formação e experiências

multidisciplinares;

d) apresentar proposta de pesquisa e atividades de extensão compatíveis com o

projeto institucional Gênero e Ciências, com atividades previstas para um cronograma inicial de 12 meses;

d) dedicar-se integral e exclusivamente às atividades do projeto;

e) não ter vínculo empregatício ou estatutário durante a realização do projeto;

f) não ser aposentado/a;

g) comprovar titulação de doutor/a ha no máximo cinco anos, com formação

aprofundada em estudos de gênero, de preferência com pesquisas doutorais

relacionadas aos temas do projeto;

h) estar de posse do seu título de doutorado. Em caso de diploma obtido em instituição

estrangeira, deverá constar o reconhecimento de validação, conforme dispositivo legal;

i) ter seu currículo atualizado e disponível na Plataforma Lattes do CNPq;

j) apresentar proposta de pesquisa e atividades de extensão compatíveis com o projeto

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institucional Gênero e Ciências, com atividades previstas para um cronograma inicial de 12 meses;

l) fixar residência Florianópolis durante a execução do projeto;

m) estar apto a iniciar as atividades relativas ao projeto tão logo seja aprovada a sua

candidatura pela CAPES.

3. DAS VAGAS

Será oferecida uma (01) vaga para o desenvolvimento das atividades previstas no plano de trabalho do projeto intitulado Gênero e Ciências no Sul do Brasil, a ser desenvolvido na área de concentração em Estudos de Gênero do PPGICH, por um período inicial de 12 meses, podendo ser renovado por igual período, desde que seguidas as regras e normas estabelecidas pela CAPES.

4. DA DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA À INSCRIÇÃO

Serão solicitados para inscrição os seguintes documentos:

a) CV Lattes atualizado.

b) Cópias de publicações: livros, artigos e capítulos de livros.

c) Tese de doutorado e se pertinente para a área do projeto, dissertação de mestrado e/ou monografias de cursos de especialização ou graduação.

d) Carta de motivação para integrar o projeto proposto e equipe da linha de gênero do

Doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas da UFSC.

e) Plano de Trabalho contendo o Projeto de Pesquisa identificado com o projeto

institucional “Gênero e Ciências” e a relação das demais atividades a serem realizadas

na área de concentração em Estudos de Gênero do PPGICH durante um período inicial de 12 meses.

f)

Históricos escolares de mestrado e doutorado.

5.

DA SELEÇÃO

A

seleção será realizada com base na análise da documentação listada no tem 4. O

currículo deverá estar atualizado até o dia 15/08/ 2011.

A avaliação será feita por uma comissão constituída por 03 (três) docentes

permanentes do PPGICH, indicados/as pela área de concentração em Estudos de

Gênero.

A comissão de seleção classificará os/as candidatos/as selecionados/as a partir da

pontuação atribuída ao Currículo, Histórico Escolar e Plano de Trabalho.

OBS. Candidatos/as que não entregarem todos os documentos solicitados no item 4 deste Edital serão desclassificados.

6.

DO RESULTADO

O

resultado da seleção, como notas atribuídas a cada um dos itens avaliados, será

encaminhado para aprovação do colegiado divulgado na página do PPGICH-UFSC e

afixado em mural, no dia 25/08/2011, às 18 horas

7. DA BOLSA

O/a candidato/a selecionado/a receberá financiamento pelo Programa Nacional de Pós- Doutorado (PNPD-CAPES), sendo contemplado/a com uma bolsa de pós-doutorado, no valor de R$ 3.300,00 (três mil e trezentos reais) por mês, depositada diretamente na

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conta do bolsista.

8.

DO INÍCIO DAS ATIVIDADES

O

candidato selecionado deverá iniciar as atividades a partir de setembro de 2011,

com a implantação da bolsa pela CAPES.

9. DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Os recursos poderão ser interpostos ao PPGICH no prazo de até 48 horas após

divulgação oficial do resultado. Os casos omissos serão resolvidos pelo Colegiado do PPGICH/UFSC.

Projeto – “Gênero e Ciências no sul do Brasil

Publicado em 8 de julho de 2011

CAPES – Projeto PNPD

Titulo: Gênero e Ciências no Sul do Brasil

Proponente – Profa Dra Joana Maria Pedro

Coordenadora do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH)

Centro de Filosofia e Ciências Humanas

Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

DETALHAMENTO DO PROJETO

I – Introdução: objetivo geral e justificativa

O objetivo geral deste projeto é investigar a participação das mulheres nas áreas das

Engenharias, Ciências Exatas, Biotecnologias e Ciências da Saúde no sul do Brasil. Seus objetivos específicos, listados no item IV.1, a ele se articulam de modo a envolver simultaneamente a participação de jovens doutoras/es, na docência, pesquisa e extensão.

Seu escopo se insere no campo cientifico mais amplo, internacionalmente reconhecido como de Estudos de Gênero ou Teoria Feminista. As pesquisas produzidas neste campo interdisciplinar constituem atualmente referências teóricas relevantes no âmbito da Teoria Social Contemporânea.

A reflexão feminista sobre as ciências ocidentais contemporâneas e sobre o lugar das

mulheres no interior do sistema acadêmico mundial de produção de conhecimento tem sido um dos tópicos importantes para boa parte das pesquisas desenvolvidas no Brasil, no sub-campo intitulado de gênero e ciências, no qual, de modo mais específico, se insere este projeto que será desenvolvido no âmbito da área de concentração em Estudos de Gênero do Programa Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGICH/UFSC).

Vários desses estudos, (conforme poderá ser visto no item V), evidenciam a existência de desigualdades de gênero que, embora tenham sido bem mais pronunciadas em tempos passados, continuam vigorando atualmente, de modo mais ou menos significativo, a depender das tradições das distintas áreas científicas e das sociedades.

Apesar dos avanços representados por essas pesquisas, prosseguem várias lacunas,

e uma delas é a carência de análises sobre os contextos regionais. Por isto mesmo, a realização deste projeto se justifica, primeiro, na medida em que pretendemos

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contribuir para esclarecer as especificidades da inserção das mulheres nas áreas citadas nas academias do sul do país.

Ao propor o conhecimento dessas especificidades, a partir de pesquisas de caráter

regional, levamos em conta que as áreas selecionadas – Engenharias, Ciências Exatas, Biotecnologias e Ciências da Saúde – produzem conhecimento de ponta, sendo apoiadas com importantes recursos pelas agências de fomento à pesquisa brasileiras.

Portanto, consideramos, como cientistas sociais, que é necessário acompanhar e refletir sobre as questões de gênero envolvidas na produção e reprodução destes saberes científicos no Brasil, proporcionando a estas agências financiadoras nacionais, dados científicos que lhes permitam aproximarem-se daquelas de países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e da Comunidade Européia, no que diz respeito ao reconhecimento da importância de se compreender e ampliar a participação das mulheres na produção do conhecimento cientifico e tecnológico.

Pretendemos que as pesquisas integradas às metas e ao plano de atividades (ver itens

VII e VIII), sejam realizadas por novas gerações de pesquisadoras/es, com formação

multidisciplinar, ou seja, construída no diálogo entre diferentes áreas disciplinares. Neste sentido, a realização desta tarefa se justifica, em segundo lugar, na medida em que as práticas e os conhecimentos desenvolvidos, fortalecerão ainda mais a área

proponente, a qual se situa num campo estratégico em expansão, tanto nacional, quanto internacionalmente.

Ressaltamos que o reforço a essa área tem se tornado extremamente necessário, na

proporção em que o corpo docente atual, (cujas atribuições principais são sintetizadas

no

item seguinte) tem enfrentado dificuldades para atender a uma demanda crescente

de

orientação e de pesquisa, sendo obrigado não poucas vezes a reprimi-la, dado o

seu reduzido número e a sua sobrecarga, evidenciada pela sua extensa produção, disponível na plataforma lattes. Esta sobrecarga, se explica em parte, pelo forte envolvimento das pesquisadoras com as suas áreas de origem, que são disciplinares.

Por isto mesmo, a implementação do plano de trabalho proposto neste projeto, se

justifica, em terceiro lugar, porque a incorporação de jovens doutoras/es cuja formação

foi construída na transversalidade entre distintas áreas, possibilitará uma revitalização

dos debates e das práticas de conhecimento, cujo impacto será altamente positivo sobre as atuais docentes e sobre os/as alunos/as não apenas da área proponente, mas das demais áreas do PPGICH. E ainda, fundamental para o incremento das condições de competitividade de um grupo que já é considerado de ponta no país.

Por último, consideramos que as metas e os indicadores esperados (item VII) contribuirão para a aplicação dos conhecimentos adquiridos em várias frentes – docência, pesquisa e extensão – no sentido de estimular a transformação dos valores que tem cerceado uma participação e um reconhecimento maior das mulheres na

produção dos saberes científicos, ao nível local e ainda, ao nível das contribuições para

as políticas científicas mais gerais.

II – APRESENTAÇÃO DA EQUIPE DE PESQUISA

Estudos de Gênero é uma das três áreas de concentração do Programa de Pós- Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH), o qual está diretamente ligado ao Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) e à Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UFSC. O PPGICH foi fundado em 1995 e esta área, criada em 2000, tem mantido um vínculo estreito com o Instituto de Estudos de Gênero

(IEG/UFSC).[1]

Criado em 2004, o IEG está sediado no mesmo Centro e veio a integrar de modo mais

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sistemático, o grupo de pesquisadoras/es que ao longo de 15 anos tem organizado bienalmente o Seminário Internacional Fazendo Gênero na UFSC (que terá sua 9ª edição em 2010) e tem editado desde 1999, uma das principais revistas acadêmicas brasileiras – e latino-americanas – do campo de estudos de gênero, a Revista Estudos Feministas (REF). Fazem parte desse Instituto, todas as docentes da área de Estudos de Gênero do PPGICH.

Esse Programa tem se consolidado ao longo dos anos como um espaço de integração de professores doutores sêniors de vários departamentos do CFH e nele são desenvolvidas pesquisas de ponta, em temas de relevância para o desenvolvimento e

a competitividade da ciência brasileira contemporânea. O Programa ocupa um território estratégico de diálogo e construção coletiva de conhecimento. Trata-se de um espaço acadêmico que permite a integração e o diálogo entre professores/as e alunos/as de diferentes programas de pós-graduação tanto de doutorado como de mestrado vinculados a este Centro e até o momento só forma doutores. Reconhecido com o conceito 5 pela CAPES, o curso tem formado profissionais que atuam em áreas de ponta e inovação em todo o Brasil, destacando-se a efetiva contribuição da formação interdisciplinar para a expansão e constituição de novos campos científicos na contemporaneidade.

A área de estudos de gênero do PPGICH desenvolve atualmente o projeto PROCAD-

CAPES de cooperação interinstitucional juntamente com o Programa de Pós-

Graduação em Gênero e Teoria Feminista da UFBA, através do qual ambos tem

intercambiado professoras

aguardando a resposta da CAPES à solicitação de apoio para um projeto que concorre ao Edital da CAPES-COFECUB a ser desenvolvido em parceria com a EHESS e Université de Toulouse le Mirail – França (2010/2014). Além do PROCAD, este último projeto, se aprovado, possibilitará o reforço às parcerias e trocas regulares de

professores e estudantes.

e estudantes (2008/2012). No momento, o Programa está

Independentemente destes convênios, a área recebe regularmente Professoras Visitantes de várias instituições mundiais, tendo sido apoiada em 2008/2009 pela Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM), SEPHIS (?) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), para a realização de cursos com professoras de reconhecido prestígio na área da Teoria Feminista em diferentes países: França (Jules Falquet), Estados Unidos (Paola Bachetta), Portugal (Irene Vaquinhas), Espanha (Eulalia Pérez Sedeño e Maria Elixabete Imax), França (Françoise Gaspard), Índia (Janaki Nair e Chitra Joshi) e Argentina (Nora Domingues).

O IEG funciona como um espaço aglutinador de projetos e redes de pesquisa, envolvendo atualmente em torno de 30 professoras/es doutoras/es vinculadas à diferentes departamentos e centros de ensino da UFSC e de outras instituições de Ensino Superior do Estado de Santa Catarina (UDESC, UNOCHAPECO, UNOESTE, FURB, UNISUL e UNIVALI) e estudantes de doutorado, mestrado e iniciação cientifica de diferentes cursos de graduação e pós-graduação da UFSC e das demais instituições envolvidas. Participam ativamente desse Instituto, todas as integrantes do corpo docente da área proponente, inclusive duas delas atuam na sua coordenação.

Do ponto de vista da infra-estrutura, o DICH dispõe de espaço físico condizente a um programa de pós-graduação (com laboratório para estudantes e professores) e o IEG ocupa um amplo espaço no segundo andar do CFH, com salas de trabalho que contam com equipamentos informáticos e acesso à rede da UFSC. Esse Instituto dispõe de um importante acervo, se constituindo como um dos principais centros de documentação sobre os estudos de gênero no Brasil e na América Latina.

Em termos da produção e divulgação de conhecimentos, o PPGICH e o IEG se destacam também por suas publicações de referência no campo dos estudos de

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gênero. A Revista Estudos Feministas, em seu 16º ano de edição, tem mantido uma boa classificação no Programa Qualis de classificação de periódicos científicos da CAPES. É também uma publicação líder da rede latino-americana de publicações feministas. Fazem parte do seu Comitê Editorial, além de outras integrantes, todas as pesquisadoras da área de concentração proponente.

Vale ressaltar que a Revista publica três números anuais, encontra-se referenciada em dez indexadores de peso e tem expandido nos últimos anos, sua inserção nas bibliotecas eletrônicas virtuais, estando disponível com 21 números na Scientific Library Online (SciELO), na SciELO Social Sciences (SSS), na Red de Revistas Científicas da América Latina y El Caribe, España y Portugal (REDALYC) e no Sistema Eletrônico de Editoração de Revista (SEER) da UFSC. A Revista também liderou, com o apoio da Fundação Ford, a construção de uma Rede de Publicações Feministas e a implantação de um Portal de Publicações Feministas, atualmente em reestruturação com o respaldo da SPM.

Além da REF, o IEG tem sido responsável por uma série de livros publicados com textos e trabalhos apresentados nos Encontros Internacionais Fazendo Gênero e o PPGICH publica regularmente coletâneas de artigos com os resultados de pesquisas individuais e coletivas de estudantes e professores/as.

Também estão vinculados à área de Estudos de Gênero do PPGICH, outros núcleos de pesquisa da UFSC, como: Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) e Núcleo de Antropologia Visual (NAVI) vinculados ao Laboratório de Antropologia; Margens – Modos de Vida, Família e Relações de Gênero, núcleo vinculado ao Departamento de Psicologia e o Laboratório de Estudos de Gênero e História (LEGH), vinculado ao Departamento de História da UFSC, todos dispondo de salas, equipamentos de informática e acervos. Através destes núcleos se produz sólida integração entre graduação e pós-graduação, com um número significativo de estudantes de iniciação cientifica que participam regularmente das atividades da área de estudos de gênero e desenvolvem pesquisas em colaboração e orientação dos/as doutorandos/as do PPGICH.

Entre os principais projetos desenvolvidos atualmente pelo Instituto de Estudos de Gênero, que estão relacionados com a presente proposta Gênero e Ciências, destacamos os seguintes:

a) Curso de Formação em Gênero e Diversidade na Escola (GDE), projeto de ensino

à distância, destinado à formação de professores/as de ensino médio e fundamental, financiado pelo Ministério da Educação (MEC) e pela Secretaria Especial de Políticas para Mulheres da Presidência da Republica (SPM), com duração prevista por 5 anos.

Este curso, ministrado por professores/as da UFSC, da UDESC e da UNIVALI, visa contribuir para a promoção da inclusão digital através da transmissão de conteúdos transformadores das culturas discriminatórias de gênero, raça/etnia e de orientação sexual no país.

Atualmente em fase de finalização da sua primeira edição, o curso articula em rede a área de Gênero do PPGICH, com o IEG e outras universidades do estado, integrando ex-alunos/as doutores/as que atuam em várias instituições de ensino de Santa

Catarina;

alunos/as de mestrado de vários programas de pós-graduação da UFSC e da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) que atuam em parceria com professoras/es do ensino médio e fundamental de vários pólos da Universidade Aberta (UAB), localizados no interior do Estado.

os doutorandos/as do PPGICH e de outros Programas de Pós-Graduação;

b) Além deste curso, o IEG desenvolve o Projeto Reforço e ampliação de rede:

formação, informação e cidadania nas relações de gênero, que visa a atualização e

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formação em nível avançado no campo dos estudos de gênero para professores de

instituições de ensino superior do interior do Estado de Santa Catarina, e busca ampliar

e fortalecer a rede de núcleos de estudos e pesquisas sobre o tema em todo o estado,

através de três edições de um curso de curta duração em gênero e feminismo, contando com o apoio da SPM e da FAPESC. A primeira edição desse curso ocorreu entre 7 e 11 de abril de 2008 e a segunda está prevista para o período de 24 a 28 de agosto do corrente.

Sua concepção se estrutura em torno de duas metas: a primeira delas objetiva promover a formação e a atualização neste campo, através do debate sobre obras pioneiras e sobre algumas das questões principais atualmente em discussão; a segunda pretende estimular a criação e/ou o fortalecimento de Núcleos de Estudos de Gênero nas diversas Instituições envolvidas, com vistas à constituição futura de uma Rede de Núcleos que proporcionará o desenvolvimento de atividades compartilhadas tanto ao nível da docência quanto da investigação na área. Ressaltamos que ambos os projetos são também liderados pelas pesquisadoras da área proponente.

Finalmente observamos que no âmbito das suas atividades regulares, a equipe é

responsável por duas linhas de pesquisa: Epistemologia dos Estudos Interdisciplinares de Gênero e Gênero e suas Inter-relações com Gerações, Etnia e Classe. Do conjunto das atividades desenvolvidas nessas linhas, destacamos primeiro, a orientação de 16 teses concluídas entre 2003 (quando foi defendida a primeira delas) e 2009; segundo,

a orientação de 15 teses em andamento e terceiro, o ensino de inúmeras disciplinas obrigatórias e optativas.

O projeto Gênero e Ciências no Sul do Brasil será desenvolvido portanto, na interface com os diferentes projetos e outras atividades das professoras do corpo permanente do PPGICH (a maioria pesquisadoras do CNPq). Esse projeto tem, portanto, um sólido vínculo com atividades de pesquisa de ponta e de pesquisa aplicada já em desenvolvimento na área de gênero do Programa. O apoio da CAPES, através do PNPD, certamente permitirá uma consolidação maior do trabalho já desenvolvido por esta equipe constituída por líderes em diferentes áreas de conhecimento no Brasil.

III- RELEVÂNCIA DO PROJETO

A relevância cientifica deste projeto se explica na medida em que ele visa ampliar no

Brasil um campo de conhecimento já bastante consolidado em países do primeiro mundo, constituído pelas pesquisas que visam identificar as razões históricas, culturais e sociais, da pequena participação de mulheres em determinados campos científicos.

Em termos de relevância econômica, a pesquisa proposta, sobre o papel das mulheres em campos científicos tradicionalmente considerados mais “masculinos” (Engenharias, Ciências Exatas, Biotecnologias, Ciências da Saúde) trará como contribuição às agencias de financiamento um maior conhecimento sobre as questões envolvendo gênero nestes campos , considerados atualmente como prioritários para o desenvolvimento cientifico e tecnológico do Brasil. Não há duvida de que a baixa participação de mulheres nas áreas de conhecimento incluídas, ou sua integração bastante limitada nos seus escalões mais altos, tem conseqüências econômicas importantes para o desenvolvimento da ciência e tecnologia no Brasil, levando-se em consideração que as mulheres representam hoje 60% dos estudantes universitários no país.

Quanto à sua relevância para o campo da formação profissional, este projeto visa uma efetiva aplicação dos resultados de pesquisa através dos projetos de formação de estudantes em nível de graduação, pós-graduação e especialização e no incentivo a uma maior participação feminina nestes campos científicos e tecnológicos, em parceria

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e convênio com Departamentos Universitários das Engenharias, Ciências Exatas,

Biotecnologias e Ciências da Saúde de diferentes instituições de Ensino Superior e de

Escolas Técnicas de Santa Catarina.

Em termos de relevância social o projeto visa também dar continuidade, através da

integração de novas gerações de doutores/as, à formação de professores/as de ensino

médio e fundamental, fortalecendo os projetos mencionados anteriormente, em

consonância com uma das atuais metas de formação proposta pela CAPES.

Em vista do exposto, consideramos que os resultados deste projeto garantirão a sua

relevância econômica e social, na medida em que terão um impacto decisivo no

contexto regional, através da formação de novas gerações de pesquisadores/as que

poderão vir a ser absorvidos/as permanentemente tanto pelo PPGICH, quanto por

outras instâncias acadêmicas.

IV_ OBJETIVOS

Objetivo Principal

O projeto tem como objetivo principal investigar de que maneira as questões de

gênero estão presentes e fazem parte da constituição de diferentes áreas científicas,

em particular das Engenharias, Ciências Exatas, Biotecnologias e Ciências da Saúde ,

áreas estratégicas na produção de conhecimento no Brasil, nas quais o papel das

mulheres ainda é pouco estudado, sendo ainda pequeno o número de estudantes que

ingressam em cursos de graduação e pós-graduação. Para isso pretende-se sintetizar

a história da inserção das mulheres nessas áreas e analisar a trajetória das cientistas

que atuam hoje em diferentes instituições de ensino e pesquisa do sul do Brasil, ou

seja, nos Estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

IV.1. Objetivos Específicos

1. Absorção temporária de três jovens doutores/as, por até cinco anos, com

formação multidisciplinar e com relativa experiência no campo dos estudos

sobre gênero e ciência, visando a formação e a capacitação de pessoal para o ensino e a pesquisa em Santa Catarina, fortalecendo assim, qualitativa e quantitativamente, o desempenho cientifico e tecnológico regional.

2. Reforço ao desenvolvimento das atividades de docência, pesquisa e extensão

da área de Estudos de Gênero do Programa de Doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas da UFSC, que é atualmente um dos grupos mais qualificados do país , com amplos vínculos internacionais, construídos principalmente através da edição da Revista Estudos Feministas, da realização

do Congresso Internacional Fazendo Gênero e da trajetória de qualificação das suas integrantes.

3. Renovação e ampliação de quadros na UFSC, no que se refere a questões de

gênero em sua interface com vários campos científicos, em particular com as engenharias, ciências exatas, biotecnologias e ciências da saúde.

4. Colaborar nas políticas nacionais de inovação cientifica e tecnológica, assim

como na consolidação e ampliação das políticas de desenvolvimento educacional (tanto universitárias quanto do ensino médio e fundamental) no

Estado de Santa Catarina.

V – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Pesquisas realizadas nos Estados Unidos (MALCOLM: 2006) e na Comunidade

Européia (PÉREZ SEDEÑO: 2009) têm mostrado que a presença e a ausência de

mulheres em determinadas áreas de ciência e tecnologia, hegemonicamente ocupadas

por homens, implica em significativos impactos na produtividade e competitividade

destas áreas. Em vista disto, várias têm sido as ações governamentais nacionais e da

Comunidade Européia de incentivo à maior participação de mulheres nestes campos

de conhecimento, buscando não apenas uma maior igualdade de gênero mas,

sobretudo as vantagens que o ingresso de maior número de investigadores

competentes traz a um determinado campo cientifico. Sabe-se hoje, que nos campos

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científicos onde há maior participação de mulheres aumenta também a produção e sua competitividade internacional.

Numa entrevista concedida a Miriam Grossi e Carmen Rial, ao constatar a queda da participação das mulheres nos programas de doutorado norte-americanos, Shirley Malcom, uma das integrantes da National Science Foundation, afirma que “não podemos apenas colocar as mulheres lá dentro, temos que mantê-las dentro e fazer com que subam, e acho que é onde estamos. Eis por que os programas da National Science Foundation estão agora olhando para uma transformação estrutural. Estão focalizando as universidades e as faculdades dentro das universidades e quais os processos e procedimentos para identificar os candidatos para posições acadêmicas, que tipos de rede estão sendo utilizados, que tipos de requisito em termos da composição dos grupos de onde estão vindo os candidatos. Assim estão atingindo o próprio sistema” (2006, 701).

Concursos direcionados a mulheres cientistas em áreas de ponta, por exemplo, aquele realizado pela empresa francesa L’OREAL, que concede prêmios à jovens cientistas, têm proporcionado novos recursos e estimulado uma maior visibilidade e participação das mulheres cientistas na esfera da mídia[2].

As pesquisas feministas sobre ciência e tecnologia, tem se desenvolvido na interface dos campos de estudos sobre História da Ciência, Epistemologia do Conhecimento e Estudos Sociológicos da Constituição de Campos Científicos. Elas tem como principal objeto de investigação, a análise da produção intelectual em diferentes campos científicos e tecnológicos, visando entender como se constituíram históricamente desigualdades e exclusões de determinados grupos sociais dos processos de produção de saber e transmissão de conhecimentos, em particular no mundo ocidental contemporâneo.

Uma das linhas de reflexão sobre o tema, interpreta a exclusão das mulheres da produção das ciências como resultado dos modelos racionais androcêntricos gerados durante o Iluminismo, como propõem autoras como Jane Flax (1991). Outro eixo de reflexão diz respeito a história da presença das mulheres no interior de diferentes campos científicos. Neste segundo eixo destacamos os estudos de algumas autoras norte-americanas como Evelyn Fox Keller e Helen Longino (1996), Londa Schiebinger (2001) e Sandra Harding (1996). Todas elas têm refletido sobre diferentes campos de produção cientifica, a partir de um referencial teórico de História da Ciência e buscam mostrar como questões de gênero são determinantes na produção teórica. Donna Haraway (1995) é outra autora, que se dedicou mais especificamente a investigar a biotecnologia e o papel das inovações tecnológicas nas representações sociais de gênero na modernidade.

Também na América latina e mais particularmente no Brasil, pesquisas feministas têm mostrado que em determinadas ciências existe uma forte predominância masculina, apesar de haver um número significativo de jovens mulheres realizando atualmente pesquisas científicas. Os dados do Diretório de Pesquisa do CNPq, são ilustrativos desta problemática. Cruzando várias consultas, relativas aos tipos de bolsa (PIBIC, mestrado, doutorado, pesquisador I e II) pode-se constatar que há uma forte presença de jovens mulheres como pesquisadoras de Iniciação Cientifica em todas as áreas de conhecimento, inclusive naquelas consideradas mais “masculinas”, mas o seu número

decresce gradativamente em todas as áreas pesquisadoras sêniors.

contando-se com menos de 10% de

Segundo Thereza Amélia Soares, “apesar do número restrito e pouco acessível de estudos sobre a atuação feminina em áreas de C&T, é razoável supor, com base na observação do número de mulheres ocupando posições permanentes em departamentos de engenharia, matemática, física e química brasileiros, que o Brasil

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não constitui uma exceção à tendência constatada em outros países” (2001).

A análise da produção científica das mulheres brasileiras também mostra uma

defasagem em relação à produção masculina. Ilustrando as pesquisas que discutem esse tema, encontra-se o estudo de Hildete Pereira de Melo sobre os artigos publicados em periódicos nacionais na biblioteca eletrônica SciELO entre outubro de 2005 e janeiro de 2006.

Refinando a identificação sexual das/os autoras/es a partir da base de dados da Plataforma Lattes do CNPq, a autora conclui que as mulheres “representam uma taxa de participação de 32,28% dos autores. De forma interessante esta taxa é quase similar à encontrada por Melo e Lastres (2006) na análise das bolsistas de produtividade do CNPq para a década de noventa do século XX, o que relaciona a produção de conhecimentos com pesquisadoras(es) realmente engajados em atividades científicas. A participação das mulheres, comparada aos homens, aponta para uma concentração da produção nas Ciências Humanas e Lingüística, Letras e Artes”.

A autora conclui ainda que a menor participação feminina foi encontrada “na área das

Engenharias, o que não deixa de ser uma conclusão esperada. Afinal, as mulheres ainda não escolhem as carreiras das Engenharias como profissão e, dessa forma, há menos pesquisas realizadas por mulheres nesse campo científico” (Melo, 2006).

Analisando as implicações do gênero na produção do conhecimento no projeto genoma da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Neide Mayumi Osada e Maria Conceição da Costa observam que as mulheres, apesar de serem uma minoria, tem aportado importantes contribuições a este projeto de ponta, apesar de enfrentar barreiras específicas ao longo da construção de suas carreiras profissionais, entre elas os períodos de gestação e os cuidados com a família (2007).

Além desses, despontam outros trabalhos, destacando-se dois temas principais de pesquisa. De um lado estudos como os de Hildete Pereira de Melo (2004 e 2006) que têm buscado mapear a situação atual das mulheres no campo cientifico e de outro os

estudos que têm buscado reconstituir as trajetórias de determinadas cientistas, como é

o caso das pesquisas de Mariza Correa (2003) e Miriam Grossi (2006) sobre as mulheres antropólogas.

Os trabalhos de Maria Margaret Lopes (2000 e 2006) são pioneiros no Brasil a respeito do lugar das mulheres na ciência, sendo sua análise sobre Bertha Lutz, um estudo de referência para o campo das biografias de cientistas no país (2008). Destacam-se também as pesquisas desenvolvidos pela equipe de Gênero e Tecnologia, coordenadas por Marília Pinto de Carvalho na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), o de Fanny Tabak sobre a presença feminina nas carreiras de ciência e tecnologia (2002) e o de Mani Tebet sobre as motivações dos/as candidatos/as ao vestibular na área das engenharias da Universidade Federal Fluminense (UFF). (2008).

Um recente estudo de uma jovem pesquisadora, Gicele Sucupira, revela que as meninas do ensino fundamental de várias regiões do Brasil, apesar de concorrerem (e ganharem) prêmios numa competição em Matemática, diminuem significativamente sua presença em estágios mais avançados deste concurso. Com uma abordagem qualitativa, este estudo mostra os mecanismos e representações sociais que atuam nas escolas e nos treinamentos que vão excluindo gradativamente jovens brilhantes da competição, sob a marca de gênero que a matemática parece possuir aos olhos de professores e estudantes envolvidos nas Olimpíadas (2008).

Uma das perguntas que norteia todos estes trabalhos diz respeito ao pequeno número de mulheres no campo cientifico e as estratégias que elas precisam usar para nele

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permanecer. Questões relativas ao casamento, número de filhos e em como conciliar família e carreira, estão na base de muitas pesquisas e evidenciadas sobretudo nos depoimentos e preocupações de mulheres cientistas em diferentes instituições.

Em Santa Catarina, vários estudos têm sido feitos sobre o tema. No âmbito do PPGICH, destacamos as teses de Marlene Tamanini sobre as novas tecnologias reprodutivas e as representações de casais e médicos (2003); de Cristina Rocha sobre mulheres empreendedoras que trabalham no campo da computação (2006) e de Adriano Nuernberg sobre as implicações do gênero no contexto da produção científica brasileira em psicologia (2005).

Além dessas pesquisas, as análises de Joana Maria Pedro sobre contracepção (2004)

e de Luzinete Simões Minella (2000) sobre os impactos da esterilização feminina na

trajetória das mulheres, elaboram uma crítica às tecnologias do corpo, situando-se na interface com o campo das relações entre gênero e ciências. A coletânea de textos organizada por Miriam Grossi, Carmen Rial e Antonella Tassinari sobre o ensino de antropologia no Brasil, por sua vez, contribui para refletir sobre a formação, e as práticas disciplinares da área (2006), identificando-se também com o campo deste projeto. Finalmente, ilustrando a produção científica sobre o tema, por parte da equipe proponente, encontra-se a recente coletânea organizada por Mara Coelho de Souza Lago et alii sobre as relações de gênero e a pesquisa na área da psicologia social

(2008).

Outras reflexões críticas locais sobre a produção do conhecimento e de saberes, foram feitas por Carla Cabral (2006) e Silvana Bittencourt (2006) sobre a formação e participação das mulheres no campo das Engenharias, bem como pelo citado trabalho de Gicele Sucupira (2008) a respeito da presença feminina nas Olimpíadas Brasileiras de Matemática.

Apesar dos avanços representados pelo conjunto das pesquisas aqui citadas, falta muito ainda por fazer no sentido de contextualizar a participação das mulheres nos campos científicos de ponta no sul do país. Por isto mesmo, consideramos que este conjunto constitui-se como uma espécie de um núcleo pioneiro, capaz de nortear e estimular as pesquisas que serão desenvolvidas neste projeto.

VI – METODOLOGIA

A área de Estudos de Gênero aplica uma abordagem interdisciplinar para analisar

temáticas relativas à constituição de identidades femininas e masculinas e papéis e representações de gênero. Esta abordagem contraria os princípios epistemológicos defendidos pela modernidade, e se coaduna com o conceito de gênero desde quando esta tem uma origem múltipla, transita por várias disciplinas e se desloca constantemente produzindo efeitos teóricos e políticos incessantes.

Partimos de compreender que o conceito de gênero faz parte de uma ruptura epistemológica denominada de “pós-modernismo”, capaz de produzir uma espécie de “pós-feminismo”. Essa ruptura é sintetizada por Lia Zanotta Machado nos seguintes termos: “se o feminismo clássico se assentava na proposta de igualdade e na denúncia da desigualdade e da discriminação, e se sua proposta e verdade se pretendiam universais, o pós-feminismo se pergunta sobre as diferenças e as relações não só entre homens e mulheres, mas também entre homens e entre mulheres, baseando-se especialmente nas diferenças culturais relativamente aos modelos de gênero e, portanto, na inexistência de um modelo universal” (MACHADO, 1992:9).

Por isto mesmo, este projeto adota

interdisciplinar, a qual implica na articulação de recortes analíticos e metodologias distintas, oriundas de diferentes disciplinas na busca de constituição de entendimentos mais amplos do tema proposto, ou seja, a construção das práticas científicas a partir da

uma perspectiva teórico-metodológica

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perspectiva de gênero. A concepção deste projeto parte do entendimento de que a recorrência a um leque extenso de disciplinas (Antropologia, Filosofia, História, Psicanálise, Psicologia, Sociologia, Saúde, Artes, Letras, etc.) consiste num imperativo para a compreensão da constituição cultural e histórica das relações entre homens e mulheres em diferentes sociedades, fazendo dos Estudos de Gênero um campo interdisciplinar por excelência.

Em consonância com esta concepção, várias serão as técnicas de recolhimento de dados, propostas neste projeto, todas elas aplicadas nas áreas de História da Ciência, História Social, Antropologia, Sociologia e Estudos de Gênero. Destacamos as seguintes: levantamento quantitativo de dados, etnografia e observação participante nos laboratórios de produção das ciências estudadas, método biográfico e histórias de vida.

O plano de trabalho, detalhado mais adiante, prevê que cada uma/um das/os jovens

doutoras/es selecionará alguma ou algumas das áreas científicas alvo, e também alguma ou algumas instituições universitárias localizadas num dos três Estados do Sul do Brasil.

Levantamento quantitativo de dados

Será feito um levantamento quantitativo de dados, mais geral, sobre a produção de conhecimento por parte de mulheres das áreas de investigação propostas nas plataformas do CNPq e CAPES: dados sobre numero de pesquisadoras bolsistas em diferentes níveis das áreas estudadas, publicações em revistas classificadas no Qualis, participação de mulheres em laboratórios, núcleos de pesquisa, programas de pós- graduação e associações cientificas nacionais.

As informações obtidas serão organizadas em bancos de dados, tratadas estatisticamente e analisados comparativamente em relação aos dados internacionais sobre a participação de mulheres no campo da ciência e tecnologia. A análise deste quadro geral facilitará o balizamento das reflexões sobre os contextos específicos.

Etnografia e Observação Participantes

Uma das principais abordagens teórico-metodológicas do projeto será feita através do método etnográfico, que caracteriza o saber antropológico contemporâneo e se produz

a partir do que Roberto Cardoso de Oliveira (2004) definiu como um processo de

“olhar, ouvir e escrever” e por aquilo que Clifford Geertz (1989) denomina de compreensão e busca de redes de significados. O estudo se fundamentará também na etnografia dos laboratórios científicos, proposta por autores como Bruno Latour (2000) ou Paul Rabinow (2003) e tem como objetivo acompanhar o dia a dia da produção cientifica em determinados espaços institucionais. Neste sentido a pesquisa seguirá os princípios da constituição do saber etnográfico a partir da relação de confiança que se estabelece entre pesquisador e grupo pesquisado (FONSECA, 2004).

A observação participante (MALINOWSKI: 1976) será realizada nos laboratórios e

salas de aula, assim como se buscará registrar informações em reuniões de departamentos, equipes de pesquisa, seminários, congressos, palestras, cursos, encontros, publicações, etc. Desponta também como um novo e interessante campo de investigação das redes e representações sobre o mundo contemporâneo o acesso a redes eletrônicas e comunidades como o orkut e facebook, nas quais estes temas são tratados. Seguindo os princípios da tradição etnográfica, todos os dados recolhidos a partir da observação participante serão registrados em diários de campo e tratados posteriormente com instrumentos teóricos do campo de estudos de gênero.

Histórias de Vida e Método Biográfico

A partir dos dados quantitativos e das observações realizadas, buscaremos

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compreender como se produzem as trajetórias intelectuais das cientistas estudadas.

Para isto utilizaremos o método biográfico e na captação de dados a partir de histórias de vida. Essa escolha é motivada pela possibilidade de investigar de uma maneira mais aprofundada os contextos sociais e históricos em que se encontram as mulheres pesquisadas. Da mesma forma esta técnica de investigação permite conhecer as identificações (familiares, com professores, com outros indivíduos modelo), os valores

e as escolhas que as levaram a optar pelo campo no qual desenvolvem suas vidas profissionais.

Questões Éticas

A pesquisa busca respeitar os indivíduos e as instituições envolvidos na pesquisa e

para tanto será submetida ao Comitê de Etica da UFSC. No que diz respeito aos princípios que a nortearão, os pesquisadores seguirão as normas dos códigos de ética de suas associações cientificas e em particular da Associação Brasileira de Antropologia (www.abant.org), que tem refletido e discutido exaustivamente esta questão ao longo de seus mais de 50 anos de existência.

VII – METAS E RESULTADOS ESPERADOS

Espera-se através da execução deste projeto:

a) Garantir um impacto significativo na produção e divulgação intelectual do Programa

Interdisciplinar em Ciências Humanas;

b) Promover a consolidação e a melhoria quantitativa e qualitativa da produção

intelectual da área de estudos de gênero do Programa e de outras instituições dos Estados envolvidos.

c) Estimular a circulação nacional e internacional dosas pesquisadores/as envolvidos no projeto, permitindo a integração de alunos/as de graduação em Iniciação Científica na realização das pesquisas e no diálogo com outras equipes de pesquisa envolvidas.

Estas metas serão alcançadas a partir dos indicadores que listamos a seguir.

INDICADORES

a) Publicações: artigos publicados em revistas de referencia da área ou em formato

de capítulos de livros (coletâneas). Dois artigos por ano, a ser escrito pela equipe de bolsistas individualmente ou em co-autoria (2 artigos por ano X 5 anos = 10

artigos/capítulos)

b) Participação em Palestras, Seminários, Cursos de formação em diferentes

instituições do Estado de Santa Catarina. No mínimo uma participação por semestre de

cada bolsista neste tipo de atividade num total de (2 participações por ano por bolsista

X

3 bolsistas X 5 anos = 30 participações)

c)

Apresentação de trabalhos em eventos científicos e tecnológicos. 1 participação

por ano por cada bolsista (1 participação X 3 bolsistas X 5 anos = 15 apresentações de

papers)

d) Participação no comitê editorial da Revista Estudos Feministas dos 3 bolsistas,

tendo como resultado a publicação anual de três números da REF, num total de 15 números da REF em 5 anos.

e) Formação de Professores de ensino médio e fundamental. Um curso por ano, no

segundo semestre, com a formação anual de 500 professores em 10 pólos do Estado de Santa Catarina. Previsão de formação de 2.500 professores em 5 anos.

f) Participação na comissão organizadora do Seminário Internacional Fazendo

Gênero, realizado nos anos pares (2010, 2012, 2014). Cada seminário recebe de 2.500

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3.000 participantes, sendo que em três edições atingiremos de 7.500 a 9.000 pesquisadores.

a

g) Produção de um vídeo com resultados da pesquisa.

 

h) Organização de um seminário internacional sobre Gênero e Ciências. Edição de

um livro com resultados da pesquisa e do seminário.

 

VIII – PLANO DE TRABALHO

 

O

projeto será desenvolvido junto à área de estudos de gênero do PPGICH-UFSC, em

diálogos regulares com as Professoras Doutoras Joana Maria Pedro e Cristina Scheibe Wolff (História), Miriam Pillar Grossi e Carmen Rial (Antropologia), Mara Souza Lago (Psicologia) e Luzinete Simões Minella (Sociologia), do corpo de professoras permanentes do PPGICH-UFSC e com a equipe mais ampla de professoras doutoras vinculadas ao Instituto de Estudo de Gênero da UFSC.

Cada um/a dos pesquisadores/as bolsistas de pós-doutorado vinculados ao projeto desenvolverá uma pesquisa individual sobre uma área científica (Engenharias, Ciências Exatas, Biotecnologias, Ciências da Saúde) em instituição a ser definida, no Estado de Santa Catarina. Cada sub-projeto, a ser desenvolvido por um/a dos bolsistas contará com o apoio de estudantes de graduação em estágios de iniciação cientifica que são realizados semestralmente por estudantes dos cursos de graduação em Ciências Sociais, História e Psicologia junto aos núcleos de pesquisa aos quais as professoras doutoras do corpo permanente do DICH estão vinculadas.

A

pesquisa será desenvolvida por etapas, que serão detalhadas semestralmente a

partir dos projetos propostos pelos/as pesquisadores/as selecionados/as. Se buscará desenvolver paralelamente, ao longo dos cinco anos do projeto, pesquisas nas diferentes áreas propostas, para se ter no final dos 5 anos, dados comparativos de médio termo sobre a participação das mulheres nos campos estudados.

CRONOGRAMA

Atividades

1ª ano

2º ano

3º ano

4º ano

5º ano

Revisão Bibliografica

X

X

X

X

X

Pesquisa de Campo

X

Transcrição de

X

entrevistas

Organizaçao de dados

X

Apresentação de resultados parciais em eventos

X

X

X

X

X

Participacao em cursos pos-graduação

X

X

X

X

X

Participação no comitê editorial da REFs

X

X

X

X

X

Formaçao de profs a distancia

X

X

X

X

X

Publicação de resultados parciais

X

X

Organização de

X

X

X

seminario Internacional

Participação em bancas

X

X

X

X

X

Assessoria a Politicas Publicas na área de gênero

X

X

Ediçao de video sobre o projeto

X

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Organização de um seminario internacional sobre Gênero e Ciências

     

X

 

Publicação de um livro

 

X

Publicação de resultados finais

 

X

ESTIMATIVA DE APLICABILIDADE DO PROJETO

 

O projeto visa aprofundar as pesquisas, ainda incipientes no Brasil, no campo dos

estudos de gênero e ciências. Por se tratar de um campo prioritário de Políticas

Públicas brasileiras, tal como explicitadas nas resoluções da II Conferência Nacional de

Políticas para Mulheres (julho 2007) e do II Encontro de Núcleos de Pesquisa sobre

Mulher e Gênero (junho 2009), o projeto terá impacto imediato na formulação e

aplicação de ações políticas para a mudança nos indicadores de participação

 

qualificada das mulheres no desenvolvimento cientifico e tecnológico do país.

Este projeto visa contribuir para o desenvolvimento das atuais áreas estratégicas de

produção de conhecimento cientifico estabelecidas pelos Ministérios de Educação

(através da CAPES) e de Ciência e Tecnologia (através do CNPq), através da reflexão

critica a respeito das implicações de gênero na construção destes conhecimentos no

campo das engenharias, ciências exatas, biotecnologias e ciências da saúde.

 

Alguns dos campos de aplicação dos resultados deste projeto:

 

1.

Colaborar, através de seus resultados para a formação qualificada e crítica de

cientistas (homens e mulheres) das áreas de engenharias, ciências exatas,

biotecnologias e ciências da saúde no que tange as relações de gênero e a produção de conhecimentos, marcados por vièses de desigualdades de gênero.

2.

Contribuir para o desenvolvimento de metas assumidas pelo Governo

 

Brasileiro junto à ONU, através da convenção CEDAW de políticas de incentivo

a maior participação de mulheres cientistas no campo científico e tecnológico e na liderança de diferentes campos de conhecimento.

3.

Colaborar na introdução de temáticas de gênero no interior dos cursos de

formação, de graduação e pós-graduação, de diferentes áreas científicas.

 

4.

Estimular, através de assessorias e atividades realizadas junto ao sistema

escolar de primeiro e segundo graus, jovens estudantes do sexo feminino a seguirem carreiras científicas, consideradas “masculinas” como Matemática, Física, Química, Engenharias, Biotecnologias, Computação, Nanotecnologia, Medicina, etc.

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TAMANINI, Marlene. Novas Tecnologias Reprodutivas Conceptivas à luz da bioética e das teorias de gênero: casais e médic@s no Sul do Brasil, 2003. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas.

TEBET, Mani. Mulheres na engenharia: transgressão? Trabalho apresentado no

PPGICH

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Seminário Internacional Fazendo Gênero 8 – Corpo, Violência e Poder, Florianópolis,

25 a 28 de agosto de 2008.

[1] [1] Integram o quadro permanente da área as seguintes pesquisadoras: Carmen Silvia Rial (Dra. em Antropologia), Joana Maria Pedro (Dra. em História), Luzinete Simões Minella (Dra. em Sociologia), Mara Coelho de Souza Lago (Dra. em Psicologia da Educação ) e Miriam Pillar Grossi (Dra. em Antropologia). Colaboram também com a área, Cristina Scheibe-Wolff (Dra. em História) e Sônia Weidner Maluf (Dra. em Antropologia).

[2] As inscrições para esse concurso podem ser feitas entre 01 de julho e 15 de

setembro de 2009. “As Medalhas de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na

Ciência, destinam-se à realização de estudos avançados de investigação científica, a

nível de pós-doutoramento, em universidades ou outras instituições portuguesas de

reconhecido mérito, no domínio das Ciências da Vida. Podem candidatar-se todas as

doutoradas que tenham obtido o grau de doutoramento há menos de 5 anos até data

de abertura do concurso e que não ultrapassem, até essa mesma data, 35 anos de

idade.” (Essas informações constam no site da Fundação de Ciência e Tecnologia:

http://alfa.fct.mctes/apoios/premios/loreal. Consulta feita em 21.07.2009).

Programação de atividades de pesquisadoras francesas no Brasil em abril de 2011 na UFSC e em outras instituições do Brasil

Publicado em 22 de março de 2011

Programação de atividades de pesquisadoras francesas no Brasil em abril de

2011 na UFSC e em outras instituições do Brasil

CALENDÁRIO

Segunda 11 de abril de 2011

18:30 às 20:00 – Auditorio do CFH

Conferência de Michel Bozon (INED) Uma perspectiva sociológica sobre

violência sexual

(Conferência em português)

Terça 12 de abril de 2011

14 às 18hs – Local: Mini-auditorio do CFH

Aula 2 – Curso Michel Bozon – Sexualidade, gênero, gerações – O que os inquéritos

sobre comportamentos sexuais na França dizem sobre o género: approximações entre

mulheres e homens o reformulação da assimetria? (curso em português)

Quarta 13 de abril de 2011

10:30 às 12:00 – Local: Sala 310 CFH

Palestra

contemporâneas –

de

Agnès

Fine

(EHESS)

Gênero,

Adoção

e

Pluriparentalidades

(Palestra em francês com tradução consecutiva feita por Miriam Grossi)

Quinta 14 de abril de 2011

18:30 às 22:00 Mini-auditorio do CFH

Aula 3 – Curso Curso Michel Bozon – Sexualidade, gênero, gerações -Socialização em

sexualidade e gerações: processos universais e particularidades latinoamericanas

PPGICH

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(curso em português)

Sexta 15 de abril de 2011

18:30 às 22:00 – Mini-auditorio do CFH

Aula 4 – Curso Curso Michel Bozon – Sexualidade, gênero, gerações – Saúde, saúde sexual, sexualidade: uma abordagem sociológica (curso em português)

Quinta 14 e Sexta 15 de abril – Atividades no PPGAS-UFRGS em Porto Alegre

Agnès Fine – Changements de nom et sentiment de soi

Sylvie Mouysset -Papiers de famille : une identité construite ? L’exemple des livres de raison

Danielle Rives -Mourir au monde et renaître au divin : le nom en religion

( sob a coordenação de Claudia Fonseca – horário e local a ser definido)

Terça 19 de abril de 2011

16:30 às 18:00 – Sala 10 da História CFH-

Palestra de Sylvie Mouysset (Université de Toulouse Le Mirail)

Da familia ao individuo, os usos da escrita ordinária nos livres de raison franceses (Séculos XV-XIX) –

(Palestra em francês com tradução consecutiva feita por Joana Pedro)

Quarta 20 de abril de 2011

10:30 às 12:00 – Palestra de Agnès Fine (EHESS) – A contrução social da feminilidade na França: das sociedades rurais à sociedade contemporânea – Local: Sala 310 CFH

(Palestra em francês com tradução consecutiva feita por Miriam Grossi)

Segunda 25 de abril de 2011 – Atividade de Agnés Fine na UFMT em Cuiabá sob coordenação de Flavio Tarnovski (a confirmar)

Quarta 27 de abril de 2011

8:30 às 10hs – Local: Sala 310 CFH

Palestra de Danielle Rives (França)– Dissimulado, vivido, cuidado: o corpo disciplinado das mulheres religiosas.

(Palestra em francês com tradução consecutiva feita por Miriam Grossi)

10:30 às 12:30 – Local sala 310 CFH.

Palestra de Sylvie Mouysset (Université de Toulouse Le Mirail)- Sofrer, curar, amar. Escrita e consciência de si no feminino na Europa do século XV ao século

XX.

(Palestra em francês com tradução consecutiva feita por Joana Pedro)

18:30 às 20:00 – Local –Auditório do CFH

Conferência de Agnès Fine – Parentesco espiritual, Apadrinhamento e relações familiares na França Contemporânea

PPGICH

8/30/11 10:51 PM

(A tradução da conferência será disponibilizada por escrito e apresentada em PP durante a conferência que contará com a tradução de Carmen Rial)

Sexta 29 de Abril de 2011 – Atividades de Agnés Fine na UFRJ sob a coordenação de Gilza Pereira (Programa de pós-graduação em Nutrição)

Programa de Pós-graduação em Antropologia Social

Programa Interdisciplinar em Ciências Humanas

PROJETO CAPES-COFEBUC

Coordenação: Miriam Grossi (UFSC-Brasil) e Agnès Fine (EHESS-França)

Selecionados 2011

Publicado em 23 de fevereiro de 2011

LISTA DOS CANDIDATOS/AS SELECIONADOS/AS PARA INGRESSAR NO PPGICH EM 2011, POR ORDEM DE CLASSIFICAÇÃO

1 – Paulo Sergio Rodrigues de Paula

2 – Maria Cláudia Quinto

3 – Anamaria Marcon Venson

4 – Letícia Cardoso Barreto

5 – Ethel Jane Scliar Cabral

6 – Elza Cristine Bevian

7 – Luciano Jahnecka

8 – Pedro Rosas Magrini

9 – Melina de la Barrera Ayres

10 – Cibele Dias da Silveira

11 – Rosemeri Monteiro Vedan

12 – Maria Eduarda Ramos

Florianópolis, 23 de março de 2011.

Comissão da Seleção 2011:

Profa. Dra. Carmen Rial

Profa. Dra. Eunice Sueli Nodari

Profa. Dra. Luzinete Simões Minella

Profa. Dra. Mara Coelho de Souza Lago

Profa. Dra. Myriam Mitjavila

Prof. Dr. Selvino José Assmann (Presidente)

Edital de Seleção 2011

Publicado em 23 de dezembro de 2010

Edital de Seleção 2011. Para mais informações clique aqui

Resultado da Seleção de Bolsista PRODOC

Publicado em 22 de novembro de 2010

Marcos Aurélio Espíndola foi o selecionado como bolsista do Programa de Apoio a Projetos Institucionais com a Participação de Recém-doutores – PRODOC, para atuar no projeto de pesquisa “Desastres ambientais e políticas públicas em Santa Catarina”

PPGICH

8/30/11 10:51 PM

sob a orientação da Profa. Dra. Eunice Sueli Nodari, junto ao Programa de Pós- Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas – PPGICH.

Notícias

Publicado em 13 de novembro de 2010

O egresso Ronaldo de Oliveira Corrêa acaba de ser contemplado com o PRÊMIO

CAPES de TESE . Ele defendeu a tese “Narrativas Sobre o Processo de Modernizar- se: uma investigação sobre a economia política e simbólica do artesanato recente em Florianópolis, Santa Catarina, BR”, em março de 2008 tendo como Orientadora:

Carmen Silvia Moraes Rial e como Co-orientador: Gilson Leandro Queluz. (SMA)

A egressa de nosso programa Marinês Ribeiro dos Santos, que defendeu tese em

março deste ano de 2010, com o título “O Design Pop no Brasil dos anos 1970:

Domesticidade e Relações de Gênero na Revista Casa & Jardim”. tendo por orientadora: Joana Maria Pedro e como co-orientadora: Carmen Silvia Moraes Rial (EGE) será premiada em São Paulo, no dia 23/11, às 18:45 com o prêmio MCM Prêmio Design por trabalho escrito (tese).

O PPGICH – Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas vem,

com muita tristeza, informar que o doutorando, da turma 2007, Fernando Arteche Hamilton, faleceu dia 9/11, vítima de um cancer do pâncreas. O Programa encaminha para a família, os amigos e colegas seus sinceros pêsames.

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os amigos e colegas seus sinceros pêsames. Voltar ao topo ^ (UFSC) | Central Telefônica -

(UFSC) | Central Telefônica - (48) 3721-9000

Última atualização do site foi em 25 de agosto 2011 - 20:35:28