UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE CIÊNCIAS RURAIS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA

QUALIDADE DE SEMENTES DE CANOLA CLASSIFICADAS POR DENSIDADE EM DIFERENTES CONDIÇÕES DE DÉFICIT HÍDRICO E DE PROFUNDIDADE DE SEMEADURA

DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

Alan Dischkaln do Amaral

Santa Maria, RS, Brasil 2010

QUALIDADE DE SEMENTES DE CANOLA CLASSIFICADAS POR DENSIDADE EM DIFERENTES CONDIÇÕES DE DÉFICIT HÍDRICO E DE PROFUNDIDADE DE SEMEADURA

por

Alan Dischkaln do Amaral

Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Agronomia, área de concentração em Produção Vegetal, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM, RS), como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Agronomia.

Orientador: Prof. Sandro Luis Petter Medeiros

Santa Maria, RS, Brasil 2010

Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências Rurais Programa de Pós-graduação em Agronomia

A Comissão Examinadora, abaixo assinada, aprova a Dissertação de Mestrado

QUALIDADE DE SEMENTES DE CANOLA CLASSIFICADAS POR DENSIDADE EM DIFERENTES CONDIÇÕES DE DÉFICIT HÍDRICO E DE PROFUNDIDADE DE SEMEADURA elaborada por Alan Dischkaln do Amaral

como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Agronomia

COMISSÃO EXAMINADORA
Sandro Luis Petter Medeiros, Dr. (Orientador/Presidente)

Nilson Lemos de Menezes, Dr. (UFSM)

Luis Aquiles Martins Medeiros, Dr. (IFF-SVS)

Santa Maria, 26 de fevereiro de 2010.

e à minha namorada. . apoio e confiança.Dedico minha dissertação aos meus pais. Fábio. Eduir e Elizabeth. Rafaela. pelos ensinamentos. ao meu irmão.

À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). por todo carinho e ensinamento. Gustavo M. agradeço pelo auxílio nos experimentos e análises. pela coorientação. pela amizade.AGRADECIMENTOS Agradeço aos meus pais. Pinheiro. Martini. Gean Lopes da Luz. Aos funcionários do Departamento de Fitotecnia. Demori. Teló. Rodrigo T. Ao companheiro de empreitada. pela concessão da bolsa de estudos. pela amizade e companheirismo. Aos bolsistas e amigos Adriano Bialozor. Martins. G. Carine Cocoo. Sandro Luís Petter Medeiros pela orientação. Paulo Augusto Manfron e. Gilberto Omar Tomm. João Colpo. À Universidade Federal de Santa Maria pela oportunidade de realização do curso. Rafaela Borella Venturini. Paulo de Tarso. Muito Obrigado! . pela amizade. amizade e incentivo. A todos que de alguma forma contribuíram para o meu crescimento. ensinamentos. ao pesquisador da EMBRAPA/CNPT. pelo amor. Alécio B. Aos meus amigos Daniel de A. Alberto E. amizade. seja ele acadêmico ou pessoal. Ao professor Dr. Dieisson Pivoto e Mike Guzmán Torres pelo auxílio na realização dos experimentos. Eduir Pretto do Amaral e Elizabeth Dischkaln do Amaral. Ao curso de Pós-graduação em Agronomia pela oportunidade a mim concedida de desenvolver meu conhecimento. Filipe R. carinho. Nilson Lemos de Menezes e Dr. Kinalski. companheirismo e contribuição na minha formação acadêmica. PhD. do Amaral. Christopher F. Luis Fernando D. À minha namorada. momentos de descontração e colaboração na realização do trabalho. Pinheiro e outros que involuntariamente foram omitidos. apoio e pela sua grande disposição para me ajudar. Bruno Lago. amizade e pelos momentos de descontração proporcionados. Aos professores Dr. auxílio e incentivo.

] nada é fixo para aquele que alternadamente pensa e sonha [.]” Gaston Bachelard ....“[..

-0. pode-se concluir que existe uma associação entre a densidade de sementes e os atributos de quantificação da qualidade fisiológica (primeira contagem do teste de germinação. sendo o Hyola 401 mais tolerante que o Hyola 61. Hyola 61 e Hyola 401. 2. comprimento e massa seca de plântula. Semeaduras mais profundas que 2 cm reduzem drasticamente a germinação e o vigor de todas as classes de sementes de ambos os híbridos. separados em seis classes de densidade. Também foi efetuada a avaliação da germinação e vigor em condições de déficit hídrico nos potencias. germinação. quando comparadas com sementes de maior vigor. oleífera. Utilizou-se a curva de hidratação como elemento auxiliar na identificação de classes de melhor qualidade.RESUMO Dissertação de Mestrado Programa de Pós-graduação em Agronomia Universidade Federal de Santa Maria QUALIDADE DE SEMENTES DE CANOLA CLASSIFICADAS POR DENSIDADE EM DIFERENTES CONDIÇÕES DE DÉFICIT HÍDRICO E DE PROFUNDIDADE DE SEMEADURA AUTOR: ALAN DISCHKALN DO AMARAL ORIENTADOR: SANDRO LUIS PETTER MEDEIROS Local e data da defesa: Santa Maria.0MPa. -0. comprimento de plântula e índice de velocidade de emergência). sendo o vigor mais afetado do que a germinação. O objetivo deste trabalho foi avaliar a ação de diferentes classes de densidade de sementes de canola sobre a qualidade fisiológica. não ocorrendo interação entre a densidade das sementes com a profundidade de semeadura. reduz a germinação e o vigor de todas as classes de sementes dos dois híbridos estudados. simulado com polietilenoglicol 6000 (PEG 6000) e. 3 e 4 cm).25MPa. para ambos os híbridos. independentemente da densidade das sementes. densidade de sementes. Cada classe foi submetida a testes para caracterizar seu potencial fisiológico: germinação. A diminuição dos potenciais osmóticos. O potencial crítico para germinação é de -1. bem como seus efeitos sobre diferentes profundidades de semeadura e em condições de déficit hídrico. Em função dos resultados obtidos para os híbridos Hyola 61 e 401. primeira contagem do teste de germinação. 0. qualidade fisiológica . A qualidade fisiológica afeta o teor de água alcançado pelas sementes de canola durante a hidratação. também em diferentes profundidades de semeadura (1. a partir de -0. 26 de fevereiro de 2010. Há comportamento diferenciado dos híbridos quanto à tolerância à condição de estresse provocada pelo PEG 6000. Palavras-chave: Brassica napus var. sendo que as sementes de menor vigor apresentam maior velocidade de hidratação e teor de água até 15 horas.25.5 e -1MPa. Foram utilizados sementes de dois híbridos de canola.

The osmotic potentials reduction. Also. Seeds of two hybrids of canola. The physiologic quality affects the water content reached by the canola seeds during hydration. 2010. seedling length and index of emergency speed). Hyola 61 and Hyola 401. In this way.25. The aim of this study was to evaluate the effect of different density classes of canola seeds over the physiologic quality. There is a different behavior by the hybrids about the tolerance of stress conditions caused by the PEG 6000.0 MPa. the hydration curve was employed as auxiliary element on identification of better quality classes. simulated with polyethylene glycol (PEG 6000) and. These classes were submitted to tests to characterize their physiological potential: germination. At last. fist count of germination test. According to results presented by the hybrids Hyola 61 and 401. we can conclude that there is an association between seed density and the characteristics of physiological quality (first count of germination test. and Hyola 401 was more tolerant than Hyola 61. was not verified the interaction between seeds density with the depth of sowing.5 and -1MPa. sowing deeper than 2 cm reduces drastically the germination and vigor of the all class in both hybrids seeds. The critical potential for germination is of -1.25 MPa on. Also was determined the germination evaluation and vigor in water deficit condition into potencies. for both hybrids. -0. physiological quality . zero. when compared to seeds with higher vigor. being the vigor more affected than the germination. length and seedling dry mass. were separated into six classes of density. also in different depth of seeding (1. reduces the germination and vigor of all hybrid seed classes evaluated. germination. seeds density. -0. 3 and 4 cm). from -0. Key-words: Brassica napus var. February 26. oleifera. as well as the effects on different depth of sowing and in conditions of water deficit. 2.ABSTRACT Master Dissertation Programa de Pós-graduação em Agronomia Universidade Federal de Santa Maria QUALITY OF CANOLA SEEDS CLASSIFIED BY DENSITY UNDER DIFFERENT CONDITIONS OF WATER DEFICIT AND SOWING DEPTH AUTHOR: ALAN DISCHKALN DO AMARAL ADVISOR: SANDRO LUIS PETTER MEDEIROS Place and Date of Defense: Santa Maria. regardless of the seeds densities. being that the seeds with less vigor present higher water uptake and water content until 15 hours.

.......................................2................................................................................................. 30 3.........................................................................3 Densidade de mil sementes......... 11 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ..2 Profundidade de semeadura .....................7 Massa seca de plântula................................................................................................ 24 3............................................ 15 2.....................3 Curva de hidratação ...................................................25 3.................................5.....................................................................................32 .... 22 3.. 26 3................25 3.............26 3..1 Separação das classes de sementes ......1 A cultura da Canola .............. 19 3 MATERIAL E MÉTODOS ......................... 17 2..............1 Massa de mil sementes.................................................................................................. 18 2..........................5...................... 28 3............................5 Primeira contagem do teste de germinação.................24 3............................2................................................................................6 Densidade de sementes ..4 Germinação..............................1 Caracterização das classes.............................................1 Emergência em relação à profundidade de semeadura ................................................................................................................................................................................................. 13 2.............................................2.........SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .....................24 3.......................2 Volume de mil sementes.......................26 3........... 27 3.........3 Absorção de água................... 28 3......................2 Índice de velocidade de emergência ........................................................................................................................4 Germinação sob déficit hídrico ...................25 3.........5 Tamanho de sementes ...... 13 2.................. 16 2...........2.................................. 31 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO ........2.......................................6 Comprimento de plântula.......6 Análise estatística ... 22 3........4 Germinação sob restrição hídrica ...........................2...................................................................................................................... 32 4...........................................................2...................................................5 Testes em casa de vegetação .....2 Caracterização das classes ........................................................................................................................

.........................................................................................................................................35 4......................................................2 Curva de hidratação.........43 5 CONCLUSÕES ........................................................................39 4........................3 Germinação sob restrição hídrica...................... 52 6 REFERÊNCIAS ...............................................4 Emergência em diferentes profundidades de semeadura.......4........... 53 ...........

de forma conjunta ou às vezes isolada. independente do seu tamanho. Um dos fatores mais importantes para se obter uma boa safra é a correta semeadura da cultura. são de grande importância para o bom desenvolvimento das plantas. A semeadura inadequada. interferem de forma significativa no estabelecimento da cultura. o uso de sementes de maior densidade acaba por resultar em plântulas de melhor qualidade. Com base nessas respostas. torna-se importante saber se as diferenças existentes no tamanho ou na densidade da semente. teriam certo favorecimento. dando especial atenção a sua densidade e volume. . Para se obter bons resultados com a canola. aliada a adequadas condições meteorológicas. fundamentais durante o processo de germinação. Sabe-se que para diversas culturas. Especificamente no caso das sementes destaca-se a sua qualidade. garantindo possivelmente elevada produtividade. Esse fato se deve a sua utilização na produção de biodiesel. acaba refletindo durante todo o ciclo.11 1 INTRODUÇÃO A canola é considerada uma das culturas mais importantes no mundo. A densidade e o tamanho de sementes. pois possuem poucas reservas nutricionais. Sementes de tamanho reduzido apresentam certa dificuldade para germinar em semeaduras muito profundas. indica-se usar sementes maiores para se atingir esse resultado. poder-se-ia indicar ou não a separação das sementes em lotes de acordo com sua densidade/tamanho. seja pelo uso de sementes de baixa qualidade fisiológica ou por não seguir as recomendações preconizadas. Dessa forma sementes de densidades maiores. rações para animais e óleo para consumo humano. Mas alguns dos entraves para a expansão da cultura ainda são as dificuldades ocasionadas no momento da semeadura pelo tamanho reduzido e desuniformidade de suas sementes. aliado a profundidade de semeadura. pois possuiriam mais reservas por unidade de volume. sendo este considerado um dos de melhor qualidade. contudo. sendo mais visível a redução na produtividade. para outras. fitossanitárias e/ou nutricionais.

Tais determinações são importantes pois em certas ocasiões as sementes são expostas a condições de déficit hídrico. . de diferentes classes de densidade. o objetivo deste trabalho foi avaliar o vigor e a germinação de sementes de canola. o conhecimento do período que a semente leva para hidratar-se. Por isso. bem como o teor de água necessário para iniciar o processo de germinação. Este fato pode acabar resultando na morte da semente. ou seja. o sistema encontra-se com quantidade de água suficiente para iniciar o processo de germinação mas não para manutenção desse. torna-se necessário aprimorar o conhecimento de determinados atributos para que sua produção seja otimizada. quando semeados em diferentes profundidades e em condições de déficit hídrico.12 Um importante teste para avaliação da qualidade fisiológica das sementes é a sua capacidade de germinação com restrições hídricas. bem como a curva de hidratação das sementes como elemento auxiliar na identificação de lotes de melhor qualidade. híbridos Hyola 61 e 401. contudo para outras a indução e posterior interrupção do processo de germinação. resulta em elevando vigor e germinação uniforme. Tendo em vista a importância da cultura da canola. pois para algumas espécies uma vez iniciando o processo de germinação este não pode ser interrompido.

seja pela substituição da florada perdida ou por novas flores. em cujo interior se encontram as sementes. 2001). abordando maior porção do solo quando a raiz principal encontra obstáculos para aprofundar-se. uma vez maduras. melhorando assim sua palatabilidade e a digestibilidade (SANTOS et al. O caule é herbáceo. têm coloração marrom (GARCÍA. na forragicultura ou para a produção de óleos e de condimentos.5 mm de diâmetro e. as folhas emitidas são lanceoladas e abraçam parcialmente a haste. o óleo obtido desta Brassica tem excelente composição devido à grande quantidade de ácidos graxos insaturados. que engloba várias espécies cultivadas. Após a elongação do caule. de 2 a 2. 2007). Os frutos são síliquas de 5 a 6 cm de comprimento. O comprimento das síliquas. 1993). tanto para usos na horticultura. As flores são pequenas e amarelas. também varia com a cultivar ou híbrido. Possui cerca de 45% de óleo no grão e 35% de proteína no farelo (CARRARO. As sementes são esféricas. Possui sistema radicular pivotante. É uma planta anual com hábito de crescimento determinado.7m. com ramificação lateral significativa.. O período de floração varia com a cultivar ou híbrido e pode determinar a manutenção da produtividade em caso de intempéries.5 a 1. A canola é uma planta resultante do melhoramento genético principalmente de Brassica napus e Brassica campestris. Essas características denotam a grande qualidade dos óleos extraídos da canola e. As folhas inferiores da planta são pecioladas e formam a roseta. por conseqüência. visando à obtenção de variedades que contenham menos de 2% de ácido erúcico no óleo e menos de 30 µmol de glucosinolatos por grama de matéria seca livre de óleo. ereto. seis estames e o pistilo. no seu alto valor comercial. gênero Brassica.1 A Canola A canola é uma planta herbácea pertencente à família das Brassicáceas. assim como o número de sementes. agrupam-se em racemos terminais e são formadas por quatro pétalas dispostas em cruz. o que . Além disto.13 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2. com porte variável de 0.

. 2007). com 15. levando ao tombamento e morte da planta. que apresenta resistência poligênica à canela-preta. no ano de 2006. os quais têm comercialização assegurada da produção por empresas interessadas no refino e comercialização do óleo comestível (TOMM.2 milhões e do Canadá com 8. 2005). É recomendado que produtores utilizem os híbridos que apresentem essa resistência. (2005) citam que a produção nacional de grãos de canola é insuficiente em relação à demanda. pois este além de apresentar alta adaptabilidade a vários ambientes também é o híbrido mais precoce cultivado no Brasil. seguida da China com 12. No mercado brasileiro existem vários genótipos de canola disponíveis. Essa doença. Também se destaca o Hyola 401. particularmente com trigo.47 milhões de toneladas. Cultivada em vários países. causa vários danos na planta. atendendo apenas 30% do consumo. Tomm (2007) salienta a sua utilização em esquemas de rotação de culturas. 60. conforme Brum (2006). 1990). a área cultivada chegou a 26. Paraná e Goiás (TOMM. o cultivo da canola iniciou-se na década de 80 e. a “canela preta”. 2006). Martin. como perda de área foliar e deterioração dos tecidos da base do caule. Os três primeiros híbridos são resistentes à principal doença da canola.500 ha. Esse cenário garante a compra de toda a canola produzida no Brasil. causada pelo fungo Leptosphaeria maculans.5 milhões de toneladas. 401 e 420. Apresenta ciclo médio e estabilidade no rendimento quando cultivado em condições variadas. Citamse os híbridos Hyola 43. contudo não apresenta resistência a canela preta (TOMM. com excelente desempenho tanto sob deficiência hídrica como sob frio intenso.14 tem despertado o interesse da indústria na sua produção e comercialização (YOUNTS. pois assim reduzem as chances de ter suas lavouras infectadas e aumentam a possibilidade de uma boa safra. pois estudos apontam a redução dos problemas ocasionados por doenças que afetam esse cereal. Peres et al. Destes híbridos destaca-se o Hyola 61. 61. Com o potencial de crescimento dessa cultura torna-se necessária a intensificação de pesquisas buscando informações sobre a mesma para as condições brasileiras. seu maior produtor mundial é a União Européia. concentrando-se principalmente nos estados do Rio Grande do Sul. No Brasil. Nogueira (1993) destacam a canola como uma importante alternativa de diversificação por representar uma atraente opção de renda para o agricultor da região sul no período de inverno.

pois quanto mais tempo a plântula permanecer nos estádios iniciais de desenvolvimento e demorar a emergir do solo. profundidades de semeadura excessivas podem impedir que a plântula ainda frágil emerja à superfície do solo ou acabar retardando a emergência. Ries (1973) justificam esse fato pela maior quantidade de reservas contidas em sementes grandes. 1992. (1999) e Iriarte. estudos de Mian. como excesso ou déficit hídrico ou térmico. zoneamento e manejo da cultura devem ser obedecidos (MINAMI. Trabalhando com sementes de canola de diferentes tamanhos semeadas a 2. 1986). 1982. SILVA. Nafziger (1994) demonstraram que sementes grandes se destacam produzindo plântulas maiores em condições de semeadura profunda. que servem como fonte de nutrientes para o crescimento inicial da planta. um valor alto de IVE é uma característica altamente desejável. um quarto fator torna-se importante. Johnson (2004) relatam que não encontraram diferença significativa na emergência entre as classes de tamanho dentro de cada profundidade de semeadura. a profundidade de semeadura deve ser adequada para garantir a adequada emergência de plântulas e alto rendimento de grãos.5 cm e 5 cm.. tamanho.15 2. 2002). Caso isso ocorra podem ser originadas plântulas pequenas e fracas. Para isto.. três fatores são fundamentais e devem estar presentes adequadamente: calor. Contudo. como ataque de patógenos. etc.5 cm. Em qualquer cultivo. Para a emergência da plântula. GUIMARÃES et al. Lamb. sendo a maior emergência encontrada nas sementes semeadas a 2. Segundo Minami (1982) quando a semeadura é feita muito próxima à superfície as sementes podem ficar predispostas a qualquer variação ambiental. as peculiaridades das sementes (tipo de germinação. mais vulnerável estará às condições adversas. déficit hídrico e baixas temperaturas. Lowe. umidade e oxigênio.2 Profundidade de semeadura Durante a germinação das sementes. O retardo na emergência acaba por resultar em um menor índice de velocidade de emergência (IVE) que para Martins et al. Contudo. qualidade fisiológica e sanitária.). a profundidade de semeadura (ORTOLANI et al. Valetti (2008). .

com isto. (1988) verificaram que a . BLACK. Na fase II. sementes de soja que tiveram sua colheita retardada apresentaram elevação na velocidade de hidratação quando comparadas com as colhidas na época recomendada. COPELAND. Entretanto. e ocorre tanto em sementes vivas quanto mortas (MAYER. (1983). COPELAND. (1984). com início identificado pela protrusão do eixo embrionário (BEWLEY. para que inicie o processo de germinação de uma semente. 2000). Mc. 1989). 1995. caracterizada por elevadas taxas de absorção de água e atividade respiratória.3 Absorção de água A hidratação é um processo físico relacionado com as propriedades dos colóides. McDonald et al. 1995). 1994. McDONALD. somente as potencialmente capazes de germinar alcançam a fase III. um dos fatores necessários é o meio fornecer água suficiente para a hidratação da mesma. 1995). disponibilidade e quantidade de água no meio e nas sementes (BEWLEY. composição química das sementes. 1995. CARVALHO. a absorção de água obedece a um padrão trifásico. BLACK. Embora as sementes mortas ou dormentes possam atingir a fase II. temperatura (MURPHY. MAYBER. denominada embebição. 1978. MCDONALD. NOLAND. Segundo Rocha et al. NAKAGAWA. Nakagawa (2000). área de contato entre a semente e o substrato (LeDEUNF. há redução acentuada na velocidade de hidratação acompanhada por eventos preparatórios para a emergência radicular. permitindo a intensificação da respiração e de todas as outras atividades metabólicas e. BRADFORD. De acordo com Hegarty (1978) e Nimer et al. a retomada do processo de desenvolvimento do embrião. Sob condições não restritivas de suprimento hídrico.DONALD. Segundo Carvalho. Devido a estes fatores. a absorção ocorre de modo rápido em sementes vivas ou mortas. 1994. 1995. 1982). O início do processo de hidratação sofre interferência da permeabilidade do tegumento. BRADFORD.16 2. Rodrigues (1988) disse que o tempo que uma semente leva para absorver a quantidade de água necessária para o início do processo de germinação pode ser mais longo ou mais curto. algum tipo de deterioração podem hidratar-se mais rapidamente. COPELAND. isso sugere que sementes com. Na fase I.

2. permitindo a reativação dos seus processos metabólicos. independente do seu tamanho ou densidade. Uma parte deles relata que certas . é dependente do potencial osmótico de suas células. segundo Adegbuyi et al. Além disso. Alguns trabalhos têm sido conduzidos com diferentes substâncias para simular potenciais osmóticos negativos. Marcos Filho (1986) observou que o início da germinação está relacionado diretamente com o conteúdo de água no meio e a sensibilidade de início do crescimento radicular a esse. (1981) e Ávila et al. Hsu et al. independente do seu estado de deterioração. 1987). Constata-se que ainda não existe um consenso que responda questões como qual o teor de água absorvido.4 Germinação sob déficit hídrico A água tem grande importância para início do processo de germinação. esses resultados ainda não são de consenso global. diversas pesquisas vêm sendo conduzidas para tentar relacionar os efeitos da velocidade de hidratação com a qualidade fisiológica de sementes. Este fato pode ser relacionado à maior área de contato das sementes menores com água. o tempo que a semente leva para absorver esse teor e se esse é influenciado da mesma maneira para todas as sementes. MIKUSINSK. Calero et al. Contudo. (1983) e Souza et al. 1980. Em outros estudos relacionados a hidratação de sementes de diferentes tamanhos. Analisando as relações hídricas envolvidas nas taxas de germinação de sementes. existe a necessidade de que a semente alcance um nível adequado de hidratação. (1981). especialmente no início da hidratação.. No intuito de se encontrar respostas a estas questões. podendo inviabilizar a seqüência de eventos do processo germinativo (BANSAL et aI.17 hidratação de sementes de soja ocorreu de forma similar. levando-se em conta a habilidade do embrião em absorver água e iniciar seu crescimento. (2007). A ocorrência de baixos potenciais hídricos. (1996) constataram que sementes de menor tamanho atingem teores de água superior as de maior tamanho. que. interferem negativamente na absorção de água pelas sementes.

47MPa apresentaram uma tendência de maior crescimento do sistema radicular e. seriam absorvidos pelas sementes tornando-se tóxicos. o tamanho da semente avalia os aspectos morfológicos possivelmente associados ao vigor. híbrido Hyola 401. no potencial zero a germinação começou a partir das 16 horas do inicio do teste e no potencial -0. no potencial osmótico de -1. pois este é quimicamente inerte e atóxico para as sementes. trabalhando com manitol.4MPa. as sementes . Andrews (1973).5 Tamanho de sementes O tamanho das sementes e sua relação com o potencial fisiológico também tem sido assunto contraditório nos trabalhos conduzidos por pesquisadores. quando semeadas em potencial osmótico de -0. 2006). após seis meses de armazenamento.00MPa a germinação das sementes ficou próxima a zero.. Aguiar et al. Os autores verificaram que quanto maior o potencial osmótico mais rápido ocorria à germinação sendo que. trabalhando com sementes de nabo e repolho. (2001) verificaram que não houve diferença significativa no vigor das sementes de girassol com menor tamanho.64MPa esta só foi visível após 36 horas. Outras substâncias como o polietilenoglicol 6000 (PEG 6000) não apresentariam este mesmo problema. comparando soluções de manitol e PEG 6000 relatam que o manitol não foi efetivo para imprimir efeito sobre a germinação de sementes de canola. Porém. logo que estas foram armazenadas. (2007). Ávila et al. (1997) afirma que sementes de milho quando separadas em grandes e pequenas não apresentaram diferenças no vigor. Hanumaiah. (2008). entretanto. fato que poderia interferir nos resultados (VERSLUES et al. Perboni et al. 2. De acordo com McDonald Junior (1975). Andrade et al.18 substâncias como o manitol.. 1991). além de não penetrar no tegumento devido ao tamanho de suas moléculas (VILLELA et al. relatam que sementes de canola. Os autores relatam que quando a semeadura foi avaliada em potenciais osmóticos simulados com PEG 6000 ocorreu redução na germinação nos potenciais abaixo de -0. além de simular o potencial osmótico. encontraram diferenças significativas influenciando a uniformidade do estande das plantas e a produtividade quando comparam sementes com tamanhos diferentes.

(1991) observou-se que o tamanho das sementes de milho influenciou em sua germinação e vigor. Zuberi (1973) e Lamb. 1994). As sementes grandes se destacam produzindo plântulas maiores em condições de baixa disponibilidade hídrica (MIAN.19 de menor tamanho apresentaram menor vigor quando comparadas às sementes de maior tamanho. também chamada de massa específica. Dessa forma. Essas respostas ressaltam a importância das reservas da semente como fonte de nutrientes para o crescimento inicial da planta (LOWE. Outro fato a ser levado em consideração é o momento da semeadura. NAFZIGER. teor de óleo e umidade. é influenciada por vários fatores entre eles: presença de ar (espaços vazios) no interior das sementes. Porém.1992). economia de sementes por unidade de área. Johnson (2004) e estes não encontraram diferenças no comportamento de sementes grande e pequenas quando expostas as mesmas condições no ambiente. Em muitas . Lima (1997) demonstra que o tamanho da semente é um atributo importante e essencial na regulagem das semeadoras. 2. Em trabalho realizado por Menezes et al. maturidade. sendo as sementes maiores as que apresentaram maior velocidade de emergência. 1973). demonstrando assim que a qualidade fisiológica das sementes também está ligada a sua idade. sob semeadura profunda (MIAN. lotes de sementes uniformes e de maior tamanho facilitam a regulagem da semeadora e a semeadura quando feita corretamente irá propiciar emergência de estandes ajustados e. RIES. Francois (1992) demonstram que em plântulas de trigo originadas de sementes grandes apresentaram maior estatura e acumularam mais massa seca em comparação com plântulas originadas de sementes pequenas.6 Densidade de sementes A densidade das sementes. FRANCOIS. composição química. em muitos casos. NAFZIGER. As relações entre o tamanho da semente e o desenvolvimento das plantas de canola têm sido relatadas em trabalhos como os de Ahmed. Baker (1986) e Grieve. trabalhos de Lafond. em alta salinidade (GRIEVE. 1994) ou com baixo suprimento de nitrogênio pelo solo.

apresentam menor desempenho do que as mais densas (BEZERRA et al. Nakagawa (2000) asseguram que as sementes de maior massa. na cultura da canola. Em uma mesma espécie. Carvalho. Shepetina et al. bem como na produtividade da cultura. 2004). Também observaram que o lote com maior massa de mil sementes não apresentou maior vigor. (2004) trabalhando com moringa observaram que a separação das sementes em duas classes.20 espécies. sendo que em um mesmo lote. Pesquisas de Frazão et al. porém as plântulas oriundas de sementes mais densas foram mais vigorosas do que as demais classes de sementes menos densas. Bezerra et al. pesadas e leves. (1983) com sementes de guaraná e Tupper et al. velocidade e tempo médio de germinação. normalmente. Contudo. (2002) constataram que a classificação das sementes de copaíba por massa não afetou a percentagem. Bezerra et al. ocorreram grande diferença tanto no desenvolvimento inicial quanto na produtividade das plantas. . a massa da semente é um indicativo de sua qualidade fisiológica. híbrido Hyola 401. sendo por conseguinte. (1986) relataram que a separação das sementes por tamanho (através de peneiras) não interferiu significativamente em características como germinação ou vigor das mesmas. Investigando a influência da densidade de sementes na produção do feijão. quando sementes de mesmo tamanho foram separadas por densidade. (2005). Nesse sentido. a associação desses fatores resultaria em maior produtividade. Demonstrando assim a influência direta da densidade das sementes sobre sua qualidade. influenciou diretamente na altura. sementes com menor densidade. lotes com maior massa de mil sementes apresentaram correlação negativa e significativa com a emergência das plântulas no campo. por serem mais bem nutridas durante o seu desenvolvimento. (1970) com sementes de algodão demonstraram que sementes mais densas apresentaram porcentagens superiores de emergência e crescimento mais vigoroso das plântulas. Supak (1980). possuem embriões bem formados e com maior quantidade de reservas. Segundo Minton. (1979) concluíram que a maior produtividade ocorreu com a utilização de sementes mais densas. Conforme Ávila et al. (2000) verificaram que sementes mais leves de palmito-vermelho apresentaram menor percentagem e menor índice de velocidade de germinação quando comparadas com sementes de maior massa. mais vigorosas. biomassa da parte aérea e total. Cunha et al. mostrando que as com maior massa foram mais vigorosas do que as ditas leves.. Martins et al.

2000). NAKAGAWA. crescimento inicial e produção da planta ainda não estão inteiramente elucidados (CARVALHO. pois permite a sobrevivência por maior tempo em condições ambientais desfavoráveis. vigor. a maior quantidade de reserva aumenta a probabilidade de sucesso no estabelecimento da plântula. Os resultados encontrados com trabalhos relacionando o efeito da densidade da semente sobre a germinação. emergência. Westoby (1991). Para Haig. .21 originando plântulas mais desenvolvidas.

A segunda. tratados com fungicida Carboxin + Thiran.22 3 MATERIAL E MÉTODOS Os experimentos foram realizados no Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal de Santa Maria. A avaliação da qualidade fisiológica das sementes foi realizada a partir de uma amostra de 3 kg de sementes. Santa Maira-RS e constaram de duas partes. Utilizaram-se sementes dos híbridos de canola (Brassica napus L. Posteriormente. local que ficaram depositadas. germinação em déficit hídrico e curva de hidratação. as sementes foram colocadas em uma gaveta com fundo vazado do SSF. As sementes de menor densidade foram conduzidas através de um tubo de vidro até um saco de algodão. realizou-se no Laboratório Didático de Pesquisa em Sementes (LDPS). Para realizar o processo de separação.1 Separação das classes de sementes As sementes de cada híbrido foram separadas. possibilitando a passagem de ar com velocidade ajustada. realizou-se em casa de vegetação do Núcleo de Pesquisa em Ecofisiologia (NUPEC). var oleífera) Hyola 61 e 401. A primeira. entre as sementes. Ao final do processo. 3. as sementes de maior densidade permaneceram depositadas na gaveta e as de menor densidade no saco de algodão. caracterização dos lotes. se utilizado um soprador de sementes forrageiras (SSF) (Figura 1). com o auxilio de uma peneira. em duas classes de tamanho maiores ou iguais a 2mm e menores do que 2 mm. cada classe de tamanho foi separada novamente. . semeadura em diferentes profundidades. em duas subclasses de densidade.

obtiveram-se seis classes de sementes de cada híbrido. ou seja. mais o lote inicial.188 Densidade (g cm ) -3 .208 1. caracterizadas por sua densidade. a amostra de antes da separação.157 1.150 1. Tabela 1 – Classes de sementes dos híbridos Hyola 61 e 401.046 1.076 1.082 1.120 1.172 1. Laboratório Didático de Pesquisa em Sementes.23 Figura 1 – Soprador de sementes forrageiras Por fim.164 1.148 1. Classe Hyola 61 1 2 3 4 5 6 7 Hyola 401 1 2 3 4 5 6 7 1. A classe 5 do híbrido Hyola 61 e a classe 7 do Hyola 401 representavam o lote inicial.142 1. caracterizadas conforme sua densidade (Tabela 1). UFSM-2009.106 1.011 1.

sendo usadas oito repetições de 100 sementes para cada classe de cada híbrido.24 Após o processo de separação. colocadas dentro da bureta contendo acetona P.A. Foram usadas quatro repetições de 100 sementes de cada classe de cada híbrido. com densidade de 0. seguindo as Regras para Análise de Sementes (RAS) (BRASIL. 3.2 Volume de mil sementes (VMS) Conduzida com uma bureta de 10 mL e graduação de 1: 20.2 Caracterização das classes Foram realizados os seguintes testes em laboratório para caracterizar as sete classes de sementes dos híbridos Hyola 61 e Hyola 401. as sementes foram armazenadas em ambiente refrigerado até o momento em que foram utilizadas para os testes de qualidade fisiológica. 3. A leitura do volume foi feita verificando-se o volume de acetona deslocado no momento em que foram colocadas as sementes. 3.1 Massa de mil sementes (MMS) Realizado em balança com sensibilidade de 1/10000g.2. 1992). .788 g cm-³.2.

5 Primeira contagem do teste de germinação (PC) Conduzida conjuntamente com o teste de germinação. os resultados foram expressos em porcentagem de plântulas normais.2. computando-se as plântulas normais. As avaliações foram realizadas aos cinco e aos sete dias. folhas cotiledonares e radícula). não apresentassem nenhum problema na formação de suas estruturas (hipocótilo.5 cm de comprimento e fossem normais. ou seja. O teste de PC foi utilizado como um dos instrumentos para verificar o vigor das sementes e. 3.2.2. semeadas em caixas plásticas do tipo “gerbox” contendo quatro folhas de papel toalha umedecidas com água destilada na proporção de 2. .25 3.5 vezes a massa do substrato seco e mantidas em germinador regulado a 20ºC e fotoperíodo de oito horas de luz a cada 24 horas.3 Densidade de mil sementes (DMS) Realizada através da razão entre a MMS e o VMS. após o início do teste. após cinco dias da instalação do teste conforme indicado por Brasil (1992). conforme as RAS (BRASIL.4 Germinação (G) Utilizaram-se quatro repetições de 50 sementes para cada classe de cada híbrido. 3. Os resultados foram expressos em g cm-3. 1992). sendo consideradas germinadas todas as sementes que apresentassem plântulas com pelo menos 2. Os resultados foram expressos em porcentagem de plântulas normais.

3. semeadas em caixas plásticas do tipo “gerbox” contendo cinco folhas de papel toalha (substrato) umedecidas com água .2. foi determinada a massa de plântula com auxílio de uma balança de precisão (0. mas o número total de sementes postas para germinar. mantido em sacos de papel. em estufa à 65ºC.3 Curva de hidratação Conduzida utilizando-se quatro repetições de 50 sementes para cada classe de cada híbrido e horário de amostragem. Os resultados de cada plântula foram expressos em centímetros. Ao final deste período. sendo os resultados expressos em g plântula-1. 3. sendo utilizadas quatro repetições de 10 sementes para cada classe de cada híbrido. procedeu-se o enrolamento do papel.5 vezes a massa seca do papel.26 3.2. O valor obtido pela soma de cada repetição foi dividido pelo número de plântulas utilizadas. porém com a remoção das folhas cotiledonares. Em seguida. formando rolos que foram acondicionados em sacos plásticos e posicionados verticalmente no germinador por sete dias a 20ºC com fotoperíodo de oito horas. efetuou-se a mensuração das partes das plântulas (raiz primária e hipocótilo) utilizando-se um paquímetro.7 Massa seca de plântula (MSP) Obtida a partir de quatro repetições de 10 sementes. (2007). As sementes de cada classe foram depositadas em linha no terço superior do papel. Os papéis toalha foram umedecidos previamente com água destilada equivalente a 2. conforme preconizado por Nakagawa (1999). com amostras provenientes do teste de comprimento de plântula. até atingirem massa constante.6 Comprimento de plântulas (CP) Os procedimentos para essa análise foram descritos por Vanzolini et al. Após. Para o cálculo considerouse não só as plântulas normais.001g).

O nível zero foi utilizado como testemunha.0MPa.5 -1.624 284.25. foram retiradas quatro repetições de cada classe. sendo uma destas folhas colocada sobre as sementes.5 vezes a massa do substrato seco.0 PEG 6000 -1 (g L de água destilada) 0 128. foi aferida a massa das sementes de cada uma das repetições. em g L-1 de água destilada. Tabela 2 – Quantidade de polietilenoglicol 6000 (PEG 6000) utilizada para o preparo das soluções nos diferentes níveis de potencial osmótico. A cada 3 horas.0001g. Com uma balança.25 -0. As concentrações utilizadas de PEG 6000 foram propostas por Villela et al. de precisão de 0. Os testes foram realizados em substrato papel toalha embebido com solução contendo PEG 6000 nos seguintes níveis de potencial osmótico: 0. as sementes foram imediatamente colocadas para secar em estufa a 105°C por 24 horas. Seguem na Tabela 2 as concentrações de PEG 6000. de acordo com a RAS (BRASIL.27 destilada na proporção de 2. utilizadas para obter cada nível de potencial osmótico. Após a determinação da massa. -0.5. 1992). Então por diferença de massa determinava-se o teor de água das sementes. até completar o período de 24 horas. -1.021 . e mantidas em germinador regulado a 20ºC e com luz. originando diferentes níveis de potencial osmótico. (1991).455 192. 3. Nível (MPa*) 0 -0. utilizando-se apenas água destilada para embeber o substrato. sendo novamente aferida sua massa depois de retiradas as sementes da estufa. -0.4 Germinação sob restrição hídrica A germinação em condições de restrição hídrica foi avaliada com soluções contendo quantidades distintas de polietilenoglicol 6000 (PEG 6000).

além do tratamento com água destilada. conforme classificação da EMBRAPA (2006). .5 Testes em casa de vegetação Foram realizados testes para avaliar a qualidade fisiológica das sementes no solo em quatro profundidades de semeadura (1. 3 e 4 cm).5 vezes a massa do substrato seco da solução contendo quantidades pré-estabelecidas de PEG 6000 para proporcionar diferentes níveis de potencial osmótico. Independentemente da profundidade de semeadura. dois. 3. A umidade inicial do solo foi de 4.5 cm x 5. todas as sementes tiveram uma camada de 1. Posteriormente. As avaliações foram realizadas no quinto (primeira contagem) e no sétimo dia (contagem final) após a instalação do teste. colocadas para germinar em caixas plásticas do tipo “gerbox” sobre quatro folhas de papel toalha umedecidas com 2. correspondendo à correção da umidade. as caixas plásticas foram embaladas e levadas a um germinador.1 Emergência em relação à profundidade de semeadura Para cada híbrido foram semeadas 50 sementes de cada classe nas profundidades de um. computandose a percentagem de plântulas normais segundo as indicações contidas nas RAS (BRASIL.28 A germinação (primeira contagem e contagem final) foi efetuada utilizando-se quatro repetições de 50 sementes de cada classe em cada híbrido.5 cm (largura x comprimento x profundidade) contendo solo peneirado tipo Argissolo Vermelho Distrófico Arenico. três e quatro centímetros. 2. A semeadura foi realizada manualmente em bandejas que mediam 25 cm x 37. regulado para manter temperatura constante de 20°C e fotoperíodo de 8 horas a cada 24 horas.5. 3.5 cm (1640 g) de solo entre elas e o fundo da bandeja. 1992). dessa forma teve-se o cuidado de acrescentar-se mais o equivalente a essa porcentagem de água em massa de solo.4%. em casa de vegetação. representando a testemunha.

Tabela 3 – Massa de solo utilizada para caracterizar cada profundidade de semeadura. Após este período os vasos foram retirados da lâmina d’água e tiveram sua parte superior vedada. Profundidade (cm) 1 2 3 4 Massa de solo (g) 2500 3640 4640 5640 Figura 2 – Esquema de semeadura das bandejas utilizadas no experimento. para não perder água por evaporação. Dessa forma uma unidade experimental foi composta por duas bandejas. As bandejas foram divididas em quatro partes. Então . A capacidade de campo foi calculada conforme metodologia proposta por Souza et al. (2000). Coloram-se os vasos com solo sobre uma lâmina de água por 12 horas para que estes absorvessem por capilaridade a água e então ficassem saturados. cada uma das quais semeadas com uma classe de sementes (Figura 2). Após a semeadura os tratamentos foram irrigados com a quantidade de água correspondente a 80% da capacidade de campo do solo utilizado. que consiste em colocar uma massa de solo conhecida em três vasos com o fundo vazado.29 Cada bandeja correspondeu a uma profundidade de semeadura e todas que representavam a mesma profundidade continham a mesma massa de solo (Tabela 3).

. para posterior reposição da quantidade de água que havia sido perdida.. momento em que foi determinada a massa das bandejas. segunda até a contagem de número n. 3.. segunda até a contagem de número n. N1 + N2 + . então.30 foram submetidos à livre drenagem por um período não inferior a 20 horas.2 Índice de velocidade de emergência (IVE) Foi determinado registrando-se diariamente o número de plântulas emersas até estabilização e calculado pela fórmula proposta por Maguire (1962). . Foram realizadas as avaliações de primeira contagem do teste de emergência (porcentagem de plântulas emergidas aos 10 dias) e teste de emergência (momento em que não foram mais observadas à emergência de nenhuma plântula. Na semeadura foi determinada a massa de cada unidade experimental (bandeja+solo+sementes+água). com limite de 21 dias após a semeadura). Em seguida o solo foi pesado e levado à estufa por 24 horas a 105ºC. até o total cessamento da drenagem.. Onde: IVE: Índice de velocidade de emergência E1 + E2 + . En = número de plantas emergidas computadas na primeira. Foram consideradas como emersas as plântulas que apresentavam os cotilédones totalmente livres.5. A reposição de água perdida por evaporação foi realizada todos os dias após as 16 horas. por diferença de massa. para após ser novamente pesado e. Nn = número de dias da semeadura a primeira. foi determinado o conteúdo de água retido.

Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância. 2002).6 Análise estatística O delineamento experimental utilizado para ambos os híbridos nos testes de laboratório foi o inteiramente casualizado. Para avaliar a influência da profundidade de semeadura na germinação. 2000) e Assistat (SILVA. comprimento de hipocótilo. por não apresentarem distribuição normal conforme o teste de Lilliefors. Os valores de germinação e primeira contagem do teste em laboratório e casa de vegetação. AZEVEDO.31 3. teor de água e tempo de hidratação. MSP. Para realização dos procedimentos estatísticos foram utilizados os softwares Sisvar (FERREIRA. foram transformados em arco-seno*(√(x+0. Os demais dados (IVE. . nos testes em casa de vegetação foi de blocos ao acaso com quatro profundidades de semeadura e sete classes de sementes em parcelas subdivididas. comprimento de radícula. avaliando-se a diferença entre as classes de sementes através do teste de Scott-knott a 5% de probabilidade. comprimento total de plântula. portanto não foram transformados. MMS.02)/100). IVE. VMS) apresentaram distribuição normal. teor de água na curva de hidratação e germinação em potenciais hídricos negativos foi efetuada análise da regressão. com quatro repetições para cada classe de sementes de cada híbrido e.

Os resultados encontrados para VMS e MMS apontam que não necessariamente as sementes de maior massa terão maior volume. Para os dois híbridos a análise do VMS evidenciou menor estratificação que a verificada em MMS. Deste modo. as sementes que ainda não atingiram a maturidade fisiológica ainda não apresentariam o teor de óleo que teriam se tivessem completado a maturidade. 5 e 7 do Hyola 401. aumentando sua superfície de contato e facilitando a absorção de solutos. A classe 2 do híbrido Hyola 61 e as classes 2 e 3 do híbrido Hyola 401 apresentaram sementes significativamente com menor MMS do que as demais classes. As relações entre massa e volume são explicadas por Young et al. Assim. como pode ser constatado na classe 6 do híbrido Hyola 61 (Tabela 4). Dessa forma. No momento da colheita existem sementes maduras e outras que ainda não atingiram a maturidade fisiológica. Assim. os espaços existentes no interior das sementes que seriam preenchidos com óleo ficam vazios. também as classes 1. constatou-se que sementes com mesmo valor de VMS possuem diferentes valores de MMS. 4 e 7. A ocorrência desses espaços distribui melhor a massa das sementes em sua área. como sendo decorrente de espaços vazios em seu interior. . a presença desses espaços vazios poderia ser decorrente da maturação desuniforme da canola.1 Caracterização das classes Os valores da massa de mil sementes (MMS) e volume de mil sementes (VMS) de canola híbridos Hyola 61 e 401 (Tabela 4) apresentaram diferenças significativas entre as classes. (2006). como por exemplo as classes 2.32 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 4. bem como 1 e 5 do Hyola 61 e. As classes 3 e 6 do híbrido Hyola 61 e 4 do híbrido Hyola 401 foram as que apresentaram maior massa.

011) 2 (1.350 a 3. Santa Maria – RS.898 a 1.915 a 8.623 e 4.125 c 4.975 a 5. comprimento de plântula – hipocótilo (CPHip).14 VMS (cm ) 4.750 b 3. volume de mil sementes (VMS).625 b 3.250 a 6.343 a 8.48 76 c 94 b 91 b 98 a 92 b 94 b 95 b 91.053 c 1.017 a 0.010 b 0.445 f 5.013 b 0.44 4.150) 5 (1.678 a 3.180 a 7.143 a 6.010 b 0.275 c 4.125 b 3.172) 7 (1.39 0. comprimento de plântula – total (CPT) e massa seca de plântula (MSP) de sete classes de sementes de canola híbridos Hyola 61 e 401.00 *Médias seguidas pela mesma letra na mesma coluna não diferiram pelo teste de Scott-knott a 5% de probabilidade de erro.939 16.155 a 1.723 a 2.010 b 0.168 a 8.818 a 2.058 a 5.010 b 0.957 e 5.82 2.046) 2 (1.243 a 2.54 MSP (g) 0.213 a 7.875 a 3.070 a 6.V. Laboratório didático de pesquisa em sementes.015 23.V.33 Tabela 4 – Massa de mil sementes (MMS).076) 3 (1.625 a 3.080 a 5.385 a 9. 2009.020 a 0.530 a 8.350 a 4. (%) -3 MMS (g) 4.974 15.530 b 3.99 3 PC (%) 45 b* 70 a 56 b 56 b 69 a 59 a 73 a 61 16.275 a 3.324 1.018 a 0.28 8.208) Média C.125 c 3.765 b 6. (%) 1 (1.748 a 9.570 f 3.008 d 4.810 a 2.170 c 3.375 c 4.157) 7 (1. Classe (densidade g cm ) 1 (1.303 a 6.164) 6 (1.188) Média C.363 f 5.441 14.080 a 7.81 CPHip (cm) 1.528 a 5.713 a 6.895 a 5.815 a 2.673 a 5.713 b 5.615 a 9.125 a 4.142) 3 (1.375 c 3.90 5.015 b 0.913 14.910 7.478 b 5.010 b 0.00 CPRad (cm) 2.781 14.020 a 0.365 a 8.14 7. primeira contagem (PC).660 a 6.106) 5 (1.10 G (%) Hyola 61 63 b 88 a 92 a 89 a 94 a 96 a 94 a 88 9.013 b 0.85 3.148) 4 (1.555 a 6. 33 .50 CPT (cm) 3.205 a 1.221 14.642 2.182 a 5. comprimento de plântula – radícula (CPRad).25 4.120) 6 (1.010 b 0.866 a 1.000 c 5.038 a 8.000 b 4.473 b 2.600 a 9.375 b 4.61 Hyola 401 96 a 96 a 96 a 96 a 98 a 98 a 98 a 96.082) 4 (1.053 6.011 23.810 d 3.958 a 2.010 b 0.285 c 4. germinação (G).

34 As classes 1. principalmente no híbrido Hyola 61. Frazão et al. Para o híbrido Hyola 401 não ocorreu diferença entre classes para a variável G. Rotineiramente. Assim as diferenças apresentadas na PC não foram observadas em G. a classe 1 foi a que apresentou menor comprimento de radícula (Tabela 4). 5. hipocótilo e. O híbrido Hyola 401 não apresentou diferença significativa para as variáveis radículas. mesmo para as classes que apresentaram diferenças estatísticas de PC. por conseguinte. Quanto ao híbrido Hyola 61. (1983) e Bezerra et al. Confrontando-se os resultados de . segundo Martins et al. Quanto à massa seca de plântula. as classes que apresentaram maior porcentagem de plântulas normais aos cinco dias após o início do teste de germinação. Porém. as sementes mais densas podem ser mais vigorosas. hipocótilo e comprimento total de raiz. (1970). diferindo significativamente de todas as outras. Os testes de emergência. com índice igual ou superior a 59%. enquanto as demais apresentaram G superior a 88% (Tabela 4). A classe 1 apresentou menor G. diferindo significativamente das demais (Tabela 4). comprimento total. 6 e 7. Verificou-se relação entre densidade e vigor de sementes. com exceção da classe 1. sendo as de menor densidade as que apresentaram menores porcentagens de plântulas normais na PC. índice de velocidade de emergência e comprimento de plântula são testes complementares ao de germinação em gerbox. foram as classes 2. sendo de 63%. os quais relatam que independentemente de massa. para conhecimento da qualidade fisiológica de um lote de sementes é necessário complementar os resultados do teste de germinação em gerbox com outros testes. Tal tendência corrobora com as observações de Tupper et al. Para o híbrido Hyola 401. 3 e 4 do híbrido Hyola 61 apresentaram menor vigor. a classe 3 do híbrido Hyola 61 e as classes 4. O teste de germinação (G) (Tabela 4) indicou diferença significativa entre as classes do híbrido Hyola 61. (2002). 5 e 7 do híbrido Hyola 401 foram as que apresentaram maior massa (Tabela 4). a qualidade de sementes é avaliada por meio do teste de germinação. (2002). sendo que as demais classes do híbrido Hyola 401 obtiveram mais de 90% de plântulas normais. pois levam em consideração outros aspectos que também interferem na qualidade fisiológica da semente. somente a classe 1 apresentou menor valor de PC. Para o híbrido Hyola 61. sendo que a germinação das sete classes ficou entre 96 e 98%. enquanto a classe 1 obteve 76%.

MMS e VMS em relação à DMS. ou seja. A caracterização inicial das classes do híbrido Hyola 401. estas duas classes não diferiram significativamente entre si. a classe 4 e. a rápida absorção de . 5 e 7 (Tabela 4). MMS e VMS não está diretamente associado ao aumento da DMS. Além disso. na massa seca de plântula. Lowe. bem como comprimento de hipocótilo. segundo Hegarty (1978) e Nimer et al. que foi a classe 6. Demonstrando que a classificação pelo volume nem sempre é a mais eficiente quando se deseja classificar um lote de sementes quanto a sua qualidade fisiológica. Francois (1992) e Fornasieri-Filho et al. (1983). Baker (1986). Esse fato pode ser conseqüência do maior acúmulo de reservas pelas sementes e posterior utilização destas na constituição dos órgãos. 4. as classes 4.2 Curva de hidratação As sementes das classes 1. No híbrido Hyola 61 foi verificada uma relação direta em que as maiores MSP estariam associadas aos maiores índices de MMS e VMS. Grieve. Para o híbrido Hyola 61. identificaram a classe 1 do híbrido Hyola 61 como a de menor qualidade fisiológica. destacando-se de forma positiva e significativa no teste de primeira contagem. Os testes de primeira contagem e de germinação. Lafond. (1996) ressaltam que sementes de maior tamanho geram plântulas com maior conteúdo de massa seca. pois estas classes são compostas por sementes que apresentaram os maiores valores de VMS (Tabela 4). Ries (1973) mencionam que lavouras geradas por sementes maiores poderiam apresentar maior produtividade devido à maior quantidade de tecido de reserva que seria utilizado no desenvolvimento inicial da plântula. Assim pode-se verificar que a separação das sementes do híbrido Hyola 61 pela densidade foi suficiente para detectar a classe de menor qualidade fisiológica. o aumento da MSP. Assim. radícula e total de plântulas. Esse fato pode ter sido ocasionado pela maior área de contato dessas sementes. 5 e 6 do híbrido Hyola 61 apresentaram maior teor de água nas primeiras 3 horas de hidratação (Figura 3). 3.35 MSP. não se observou uma associação clara entre as variáveis. Contudo. apresentou diferença. a classe 3 apresentou maior massa seca de plântulas e não é a que apresenta maior MMS.

08 R² = 0. 100 95 90 85 80 75 70 65 60 55 50 45 40 35 30 3 Classe 1 y = -0. UFSM.4204x + 46. após este período. No híbrido Hyola 61. as sementes que apresentaram maior teor de água nas primeiras 15 horas foram as da classe 1 (Figura 3).538 R² = 0.2165x + 35. o que explicaria a rápida absorção e a baixa qualidade fisiológica.36 água pode estar associada à deterioração das membranas das sementes.795 2 Classe 2 y = -0.302 R² = 0. as sementes das classes 4 e 5 apresentaram maior teor de água. a classe 1 foi a que apresentou maior teor de água até .0635x + 3. Os resultados encontrados na caracterização dos lotes (Tabela 4) mostram que as sementes da classe 1 foram aquelas que apresentaram a menor germinação.886 Classe 6 y = 1.945 2 Teor de água (%) Classe 4 y = 2.0574x + 55.0457x + 0. Baseado nesses resultados.904 Classe 5 y = 1. híbrido Hyola 61 no período de 24 horas. tornandoas assim mais permeáveis à entrada de solutos nas primeiras horas da hidratação.3433x + 29.295 R² = 0. Laboratório Didático de Pesquisa em Sementes.7344x + 44. pode-se inferir que essa classe de sementes apresentava deterioração das suas membranas.0378x + 2.831 6 9 12 15 Tempo (horas) 18 21 24 Legenda: Figura 3 – Curva de hidratação de sete classes de sementes de canola.805 R² = 0.0562x + 3. 2009. contudo ao final do período de 24 horas. Para o híbrido Hyola 401 (Figura 4) pode-se observar que até as primeiras 3 horas de hidratação as sementes da classe 3 foram as apresentaram maior teor de água e.916 2 Classe 7 y = -0.0868x + 54.977 R² = 0. comprimento de hipocótilo.508 R² = 0.799 2 Classe 3 y = 0. radícula e total de plântulas.1275x + 37.

(1996) com mucuna-preta. Mas os autores ressaltam que essa relação não se manteve para todos os genótipos pesquisados. ao final das 24 horas as classes do híbrido Hyola 401 que apresentaram maior teor de água foram as 2. Resposta similar também foi encontrada por Hsu et al.1461x + 60. 3 e 6. . (1981).771 Classe 2 y = 2. Laboratório Didático de Pesquisa em Sementes. nos dois híbridos (Figuras 3 e 4) e. híbrido Hyola 401 no período de 24 horas.37 15 horas de hidratação.396x + 54.868 Classe 5 y = 1.8861x + 53. 2009.0644x + 3.14 R² = 0.905 R² = 0. durante um período de hidratação de 24 horas.2425x + 74.938 6 9 12 15 Tempo (horas) 18 21 24 Legenda: Figura 4 – Curva de hidratação de sete classes de sementes de canola.474 R² = 0.869 2 Classe 3 y = 0. corroborando com os resultados encontrados por Calero et al.0789x – 0.22 R² = 0. pois essa resposta pode estar relacionada com uma maior proporção da massa do tegumento em relação à massa da semente. associada a um maior número de poros por unidade de área. (1981). (1983) em pesquisas com soja e Souza et al.819 2 Classe 4 y = 1. Assim. UFSM. Segundo Calero et al.998 R² = 0.0657x + 55. os resultados da hidratação mostram que no período compreendido entre 6 e 15 horas.891 Classe 7 y = 1.4077x + 55. a classe 1 de sementes foi a que apresentou maior teor de água.882 R² = 0. pesquisando os fatores que interferem na absorção de água em sementes de vários genótipos de soja. 115 110 105 100 Teor de água (%) 95 90 85 80 75 70 65 60 55 50 3 Classe 1 y = -0.866 Classe 6 y = 1.222 R² = 0. observaram que existe uma correlação negativa entre o volume da semente e a velocidade de absorção de água.9165x + 52.

68 69.38 A germinação das sementes do híbrido Hyola 61 ocorreu em diferentes momentos. as sementes de menor volume apresentam um maior número de poros por unidade de área.076) 3 (1. De acordo com Calero et al. 5 e 7. (1983) e Souza et. (1996). Nota-se que as sementes de classes distintas.72 73. Hsu et al. Em pesquisas com sementes deterioradas e não deterioradas de soja McDonald et al.85 68. como 1 e 4 apresentaram teores de água semelhantes. (1988) também não encontraram diferenças . o que também facilitaria a entrada de água nas sementes. Para o restante das classes deste híbrido. radícula e total de plântulas.157) 7 (1.120) 6 (1. 2009. Classe (densidade g cm ) 1 (1.78 A germinação das sementes do híbrido Hyola 401 (Tabela 6) foi observada após 21 horas de hidratação. As sementes da classe 1 foram aquelas que apresentaram menor qualidade fisiológica nos testes de germinação. Dessa forma. sendo as classes 3 e 6 as primeiras a apresentar 50% das sementes germinadas após 18 horas de hidratação (Tabela 5). al.14 81. comprimento de hipocótilo. Laboratório Didático de Pesquisa em Sementes. 2.188) -3 Tempo até a germinação (Horas) 21 21 18 21 21 18 21 Teor de água (%) 81. Tabela 5 – Teor de água no momento do início do processo de germinação de sete classes de sementes de canola.011) 2 (1. Possivelmente o maior teor de água das sementes da classe 4 pode ser explicado pelo seu menor volume que a classe 1 (Tabela 4). a germinação ocorreu com 21 horas de hidratação. facilitando assim a hidratação. UFSM. momento em que todas as classes de sementes apresentaram 50% de germinação. (1981). o maior teor de água encontrado nas sementes da classe 1 se justificaria por uma possível deterioração das membranas celulares. 1. híbrido Hyola 61.44 70.86 75.082) 4 (1.106) 5 (1. 4.

39

entre no teor de água e o período de hidratação até o início da germinação, quando submetidas à hidratação em água liquida.

Tabela 6 – Teor de água no momento do início do processo de germinação de sete classes de sementes de canola, híbrido Hyola 401. Laboratório Didático de Pesquisa em Sementes, UFSM, 2009.
Classe (densidade g cm ) 1 (1,046) 2 (1,142) 3 (1,148) 4 (1,150) 5 (1,164) 6 (1,172) 7 (1,208)
-3

Tempo até a germinação (Horas) 21 21 21 21 21 21 21

Teor de água (%) 86,93 101,18 98,97 84,24 92,63 94,69 89,56

4.3 Germinação sob restrição hídrica

Os híbridos e suas respectivas classes de sementes mostraram respostas diferenciadas às condições de estresse hídrico impostas pelo polietilenoglicol 6000 (PEG 6000) (Figura 7 e 8). Foi possível observar redução acentuada no vigor das sementes causada pelo decréscimo dos níveis de potencial osmótico das soluções. A classe 1, para ambos os híbridos e contagens, foi a que apresentou menor média de porcentagem de plântulas normais quando submetida às mesmas condições de estresse. Os resultados obtidos pela classe 1, híbrido Hyola 61, corroboram com os encontrados nos testes de germinação e vigor utilizados para caracterizar as classes (Tabela 4). Percebe-se que o híbrido Hyola 61 (Figura 7) é mais sensível ao estresse hídrico que o Hyola 401 (Figura 8), pois próximo ao potencial osmótico de 0,37MPa o híbrido Hyola 61 apresentou percentual zero de plântulas normais na PC, enquanto para o Hyola 401, esse potencial critico varia de -0,37 a -0,54MPa.

40

90 Classe 1 y = 113,27x + 152,92x + 40,859 R² = 0,887 2 Classe 2 y = 175,09x + 237,37x + 64,086 R² = 0,895 2 Classe 3 y = 140x + 190,4x + 51,8 R² = 0,875 2 Classe 4 y = 140,73x + 190,98x + 51,691R² = 0,869 2 Classe 5 y = 170,91x + 233,33x + 64,064 R² = 0,882 2 Classe 6 y = 150,18x + 202,75x + 54,173 R² = 0,774 2 Classe 7 y = 184,73x + 249,98x + 67,19 R² = 0,878
2

80 70 Plântulas normais (%) 60 50 40 30 20 10 0

-1,25

-1

-0,75

-0,5

-0,25

0

Potenciais osmóticos (MPa)

Legenda:

Figura 7 – Plântulas normais obtidas na primeira contagem do teste de germinação de sete classes de sementes de canola, híbrido Hyola 61 em diferentes potenciais osmóticos, simulados com PEG 6000. Laboratório Didático de Pesquisa em Sementes, UFSM, 2009.

41

Classe 1 y = 170,18x + 242,55x + 73,273 R² = 0,964 2 Classe 2 y = 187,27x + 277,22x + 90,209 R² = 0,984 2 Classe 3 y = 212,36x + 298,69x + 87,745 R² = 0,943 2 Classe 4 y = 214,36x + 303,79x + 90,695 R² = 0,961 2 Classe 5 y = 193,64x + 285,81x + 92,505 R² = 0,985 2 Classe 6 y = 176,91x + 272,43x + 95,014 R² = 0,986 2 Classe 7 y = 222x + 314,1x + 93,45 R² = 0,964

2

100 90 80 70 Plântulas normais (%) 60 50 40 30 20 10 0

-1,25

-1

-0,75 -0,5 Potenciais osmóticos (MPa)

-0,25

0

Legenda:

Figura 8 – Plântulas normais obtidas na primeira contagem do teste de germinação de sete classes de sementes de canola, híbrido Hyola 401 em diferentes potenciais osmóticos, simulados com PEG 6000. Laboratório Didático de Pesquisa em Sementes, UFSM, 2009.

Ocorreu redução na percentagem de germinação das sementes à medida que o potencial osmótico reduziu (Figura 9 e 10). Observa-se também que os valores de germinação apresentaram-se aceitáveis, sendo superiores a 60% para as classes 2, 3, 4, 5 e 7 no híbrido Hyola 61 e para todas as classes do Hyola 401 quando as sementes foram submetidas até o nível de potencial osmótico de -0,25MPa. A partir desse nível de potencial osmótico, ocorreu redução significativa na germinação. Quando as sementes foram submetidas ao potencial osmótico -1,0MPa, a germinação foi severamente afetada, apresentando valores próximos de zero. Resultados similares foram encontrados por Ávila et al. (2007), que pesquisando sementes de canola do híbrido Hyola 401 também verificaram a partir do potencial osmótico -0,25MPa uma redução significativa na germinação e no potencial osmótico -1,0MPa o nível critico para o início do processo germinativo.

909 2 Classe 7 y = 68.49x + 93. Laboratório Didático de Pesquisa em Sementes.143x + 95.25 -1 -0.7273x + 100.5 R² = 0.627 R² = 0.5 -0.894 2 Classe 2 y = 84.364x + 179.31x + 88.755 R² = 0. (2006).75 -0. De acordo com Hadas (1976) e Silva et al.345 R² = 0.818x + 145. UFSM. devido à redução da atividade enzimática.894 2 Classe 3 y = 15.911 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Plantulas normais (%) -1.49x + 93. levando ao menor desenvolvimento meristemático e. conseqüentemente. 2009.970 Classe 5 y = 97.42 Classe 1 y = 63.65x + 91.345 R² = 0. híbrido Hyola 61 em diferentes potenciais osmóticos. ao atraso na germinação.18x + 92.091 R² = 0.951 2 Classe 4 y = 8.2 R² = 0.314x + 60.25 0 Potenciais osmóticos (MPa) Legenda: Figura 9 – Plântulas normais obtidas no teste de germinação de sete classes de sementes de canola.967 2 Classe 6 y = 57.364x + 161.636x + 104. (2007) com seis cultivares de soja verificaram que as sementes de menor vigor colocadas para germinar em potencial osmótico de -0. Pesquisas realizadas por Schuab et al. . a redução na percentagem de sementes germinadas conforme a diminuição do potencial osmótico é em decorrência do prolongamento da fase estacionária do processo de hidratação.2MPa apresentaram menor germinação. Os autores também observaram correlação positiva entre o teste de germinação sob estresse hídrico com os resultados dos testes de primeira contagem do teste de emergência e índice de velocidade de emergência. simulados com PEG 6000.

. As sementes da classe 1 do híbrido Hyola 61 foram aquelas que apresentaram menor porcentagem de plântulas normais no teste de PC e menor IVE (Tabela 7).8x + 103.953 2 Classe 2 y = 123. UFSM.545x + 182.94x + 103.899 2 Classe 4 y = 76. Os resultados de PC corroboram com os encontrados na primeira contagem do teste de germinação em laboratório (Tabela 4) deste mesmo híbrido. Laboratório Didático de Pesquisa em Sementes.1 R² = 0.38 R² = 0.43 Classe 1 y = 137. Não houve interação entre as classes de sementes e a profundidade de semeadura.25 0 Potenciais osmóticos (MPa) Legenda: Figura 10 – Plântulas normais obtidas no teste de germinação de sete classes de sementes de canola.75 -0. emergência (E) e índice de velocidade de emergência (IVE) (Tabela 7).917 2 Classe 3 y = 82.934 2 Classe 6 y = 48x + 156x + 105 R² = 0.96x + 100.8 R² = 0.364x + 189.25 -1 -0. simulados com PEG 6000. híbrido Hyola 401 em diferentes potenciais osmóticos.5 R² = 0. 2009. os testes evidenciaram diferenças significativas entre as classes de sementes para primeira contagem do teste de emergência (PC).5 -0.67 R² = 0.4 Emergência em diferentes profundidades de semeadura Na semeadura no solo.879 2 Classe 5 y = 104x + 208x + 102.88 R² = 0.59x + 104.932 2 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Plântulas normais (%) -1.860 2 Classe 7 y = 96x + 200.15x + 101. 4. As variáveis PC e IVE são utilizadas para avaliação do vigor das sementes.45x + 239.82x + 227.

120) 46 a 79 a 4.296 a 3 (1. para os testes de G e vigor. 2 e 4 do híbrido Hyola 61 apresentaram menor emergência e menor densidade que as classes 5.100 a 2 (1.92 Hyola 401 1 (1.188) 45 a 76 a 4.675 a 7 (1.046) 53 a 69 a 5.V. Assim.342 a Média 56 71 5. obtidos em semeadura no solo. emergência (E) e índice de velocidade de emergência (IVE) de sete classes de sementes de canola híbridos Hyola 61 e 401.589 a 4 (1. Núcleo de pesquisas em ecofisiologia.208) 51 a 67 a 5. Popinigis (1977) ressalta que testes conduzido no solo são mais sensíveis que os conduzidos em laboratório. foi possível observar a existência de uma relação entre sementes de menor densidade e menor qualidade fisiológica das sementes (Tabela 7).807 a 6 (1.788 a 5 (1. contudo este não conseguiu fazer uma associação clara entre densidade de sementes e qualidade fisiológica.44 As classes 1. através dos testes realizados em casa de vegetação. observou que sementes de menor densidade foram as que obtiveram menor vigor.48 *Médias seguidas pela mesma letra na mesma coluna não diferiram pelo teste de Scott-knott a 5% de probabilidade de erro.668 a 4 (1. 6 e 7 (Tabela 7).642 a 3 (1. PC E IVE Hyola 61 1 (1. Dessa forma.06 4.164) 59 a 74 a 5. (%) 5. 2009. Classe (densidade g cm ) -3 .106) 43 a 72 b 4. Pois os testes realizados em casa de vegetação apresentaram resultados diferentes.242 a 5 (1. emergência e velocidade de emergência nos testes em casa de vegetação.759 a 6 (1.142) 56 a 73 a 5.556 C. pois conseguem medir com maior precisão o nível de deterioração das sementes. (%) 10. Tabela 7 – Primeira contagem do teste de emergência (PC).718 b 2 (1.082) 48 a 77 a 4.72 3. Santa Maria – RS.29 7.552 a Média 44 74 4.076) 42 a 71 b 4. Alves (2006).V. investigando o desenvolvimento de sementes de azevém de diferentes densidades.447 C.148) 58 a 72 a 5.09 8.157) 49 a 79 a 4.172) 57 a 72 a 5.847 a 7 (1.150) 60 a 72 a 5. dos encontrados em laboratório.011) 36 b* 65 b 3.

(1999) relataram que sementes de soja com maior comprimento do hipocótilo no teste de comprimento de plântula. 3 e 4 cm foi. 90%. a classe 1 do híbrido Hyola 61 foi a que . respectivamente (Figura 12). também foram as que emergiram mais rapidamente. híbrido Hyola 401. Segundo Vieira (2000). Dessa forma. envelhecimento acelerado e teste de frio modificado) realizados em laboratório para estimar o vigor das sementes. não mostraram uma relação clara entre os testes de casa de vegetação e de laboratório. O percentual de plântulas normais na PC do híbrido Hyola 61 nas profundidades 1. verificaram que o teste de IVE apresentou baixa relação com os testes (PC. uma plântula pode não emergir devido à sua morte antes de romper o solo.5 cm e 5 cm. Assim os autores não recomendam o uso do IVE para estimar a qualidade fisiológica de sementes de canola. como por ataque de insetos ou microrganismos e impedimento físico do solo. Esses resultados corroboram com os de Lamb. Através desses resultados observa-se a dificuldade enfrentada pelas sementes no início do processo de emergência quando estão sob uma camada maior de solo. Costa et al. Johnson (2004) que avaliando o desempenho de sementes “pequenas”. tanto por problemas relacionados à qualidade fisiológica da semente. 72%. O percentual de emergência final apresentado pelo mesmo híbrido nas profundidades de semeadura 1. (2005). 69% e 64%. E e IVE (Tabela 7). Da mesma forma. 3 e 4 cm foram respectivamente 81%. 2. Observa-se que tanto PC quanto E apresentaram um decréscimo com o aumento da profundidade. “médias” e “grandes” do híbrido Hyola 401. As respostas encontradas para os testes de PC e IVE de ambos os híbridos (Tabela 7) quando comparados com outros testes de vigor realizado em laboratório (primeira contagem e comprimento de plântula) (Tabela 4). 33% e 20% (Figura 11). 43%. também não encontram diferenças entre as classes de sementes para essas variáveis dentro de cada profundidade. Para uma semente emergir é necessário que o hipocótilo tenha força suficiente para romper as camadas de solo que estão impedindo sua emergência. A observação desses autores corrobora com o que foi verificado nesse experimento pois. analisando amostras de quatro lotes de sementes de canola. semeadas nas profundidades 2. Ávila et al. 2.45 Para o híbrido Hyola 401 não houve diferenças significativas entre as classes de sementes para as variáveis PC.

49.UFSM. 100 90 80 70 60 50 40 0 1 y = 3.UFSM. 100 90 Plântulas normais(%) 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 y = 6. Santa Maria – RS.0536x2 .38 R² = 0.9645 Plântulas normais (%) 2 Classes de sementes 3 4 Profundidade de semeadura (cm) Figura 12 – Plântulas normais obtidas no teste de emergência de sete classes de sementes de canola híbrido Hyola 61 em diferentes profundidades de semeadura.975 1 2 3 Profundidade de semeadura (cm) Classes de Sementes 4 Figura 11 – Plântulas normais obtidas na primeira contagem do teste de emergência de sete classes de sementes de canola híbrido Hyola 61 em diferentes profundidades de semeadura. Santa Maria – RS. Núcleo de Pesquisa em Ecofisiologia .46 apresentou menor comprimento de hipocótilo (Tabela 4) e por conseguinte. 2009. menor IVE (Tabela 7). .24.66 R² = 0.168x + 110. 2009.446x + 122. Núcleo de Pesquisa em Ecofisiologia .1607x2 .

conduzindo experimentos com diferentes profundidades de semeadura para a cultura da canola. pode-se observar que para ambos os híbridos (Figuras 12 e 14). utilizados em cada um dos experimentos. Valetti (2008). 60%. recomendam a semeadura a 2 ou 3 cm de profundidade. 12 e 15) e 401 (Figuras 13. 75%. os valores encontrados para a variável E foram inferiores aos citados pelos autores. pois foram nestas profundidades que obtiveram as maiores percentagens de emergência 100% e 95%. Iriarte. 2. para a emergência final nas mesmas profundidades de semeadura foram respectivamente 95%. verificaram que o percentual médio de germinação variou de 67% a 73%. Apesar disso. 3 e 4 cm foram respectivamente 92%. Isso pode ser em decorrência dos genótipos e/ou lotes de sementes ou diferentes condições edafoclimáticas.5 cm de profundidade. que aconselha regular a semeadora para depositar as sementes de canola entre 1 e 2 cm de profundidade. As observações do teste de emergência (Figura 14) corroboram com os encontrados por Lamb. pois ocorreu uma diminuição nos valores dessas variáveis com o aumento da profundidade de semeadura. Iriarte. as médias das percentagens de plântulas normais na PC do teste de emergência para as profundidades 1.47 Para o híbrido Hyola 401. que comparando oito genótipos de canola semeados a 2. 38% e 34% (Figura 13) e. Porém. . respectivamente. Tais resultados corroboram com as recomendações de Tomm (2007). nas referidas profundidades (2 e 3 cm). Johnson (2004). 58% e 56% (Figura 14). Contudo. Constata-se que os híbridos Hyola 61 (Figuras 11. E e IVE. 14 e 16) apresentaram respostas similares para as variáveis PC. Valetti (2008) não citam quais foram os genótipos utilizados em seus experimentos.

37. 100 Plântulas normais (%) 90 80 70 60 50 40 30 0 1 y = 4.16 R² = 0.9985 Plântulas normais (%) 1 2 3 Profundidades de semeadura (cm) Classes de Sementes 4 Figura 13 – Plântulas normais obtidas na primeira contagem do teste de emergência de sete classes de sementes de canola híbrido Hyola 401 em diferentes profundidades de semeadura.48 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 y = 6.73 e 3. 2009.92. O IVE médio apresentado pelos híbridos para as profundidades de semeadura 1.336x + 128.96 R² = 0.60. Núcleo de Pesquisa em Ecofisiologia . Santa Maria – RS.425x + 140. 3. para o Hyola 61 e de 8. 2.UFSM.75x2 . 4.60.54.17.UFSM.9914 2 3 4 Profundidade de semeadura (cm) Classes de Sementes Figura 14 – Plântulas normais obtidas no teste de emergência de sete classes de sementes de canola híbrido Hyola 401 em diferentes profundidades de semeadura. Núcleo de Pesquisa em Ecofisiologia . 3 e 4 cm foi de 6. . Santa Maria – RS. 2009.9464x2 .

Benjamin (1991). Núcleo de Pesquisa em Ecofisiologia . não verificaram interferência do volume de sementes de repolho no IVE de sementes semeadas a 3. Santa Maria – RS.82 para o Hyola 401. . 3.974 1 2 3 4 Profundidade de semeadura (cm) Classes de sementes Figura 15 – Índice de velocidade de emergência de sete classes de sementes de canola híbrido Hyola 61 semeadas em diferentes profundidades.5 e 5 cm de profundidade. (1999) e Iriarte.49 5.97 e 3. respectivamente (Figuras 15 e 16). Valetti (2008).UFSM.2916 R² = 0. Shanmuganathan. sendo que sementes colocadas em menores profundidades emergiram mais cedo. (2003) pesquisando a cultura do algodoeiro e Silva (2002) na cultura do milho. ambos verificaram que o número médio de dias para a emergência das plântulas foi influenciado pela profundidade de semeadura. além de também terem feito essas observações. Dessa forma. Martins et al.82.1454x + 1.0167x2 -0. um rápido estabelecimento no campo é fator importante na competição por água e nutrientes com plantas invasoras e. 10 9 Índice de velocidade de emergência 8 7 6 5 4 3 2 1 0 0 y = 0. pois quanto maior o tempo de permanecia nos estádios iniciais de desenvolvimento maior será sua vulnerabilidade. por conseguinte. 2009. ressaltam que um valor alto de IVE é altamente desejável. para alcançar o estande ideal de plantas por m2. Resultados semelhantes foram observados por Campos et al.

particularmente em espécies de sementes pequenas. conforme Tomm (2007). A semeadura na profundidade de 1 cm apresentou maior porcentagem de plântulas na PC. para se ter um adequado estande de plantas por m2.UFSM. 2009. E e IVE.0. E e IVE.9749 Índice de velocidade de emergência 2 3 Profundida de semeadura (cm) Classes de sementes 4 Figura 16 – Índice de velocidade de emergência de sete classes de sementes de canola híbrido Hyola 401 semeadas em diferentes profundidades.0169x2 . bem como para as condições de solo. as semeaduras muito profundas diminuem o percentual de plântulas germinadas na cultura da canola e também provocam um . Souza (1993) e Tillmann et al. Núcleo de Pesquisa em Ecofisiologia .3678 R² = 0. encontrados para os híbridos (Figuras 12 a 16) evidenciam a importância da regulagem da semeadora no momento da semeadura. Esses resultados corroboram com os de Costa et al. seria necessário um aumento da quantidade de sementes m-2. é de 40 plantas m-2. ocorre impedimento à emergência da plântula por ausência de energia suficiente para tal. (1973). os quais citam que se a semeadura for realizada em profundidade excessiva. Portanto. para ambos os híbridos (Figuras 12 a 16).1572x + 1. Esses mostram uma notável redução no percentual de plântulas normais com o aumento da profundidade de semeadura (Figura 12 e 14). Urben Filho. que na cultura da canola. Dessa forma. Santa Maria – RS. Um fato que deve ser levado em consideração é que os resultados encontrados são especificamente para os híbridos Hyola 61 e 401. De acordo com Valetti (1996). (1994). Os resultados de PC.50 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 0 1 y = 0. elevando os custos de produção. não se recomendada extrapolação dos resultados para outros genótipos.

. ainda segundo Lamb. originando problemas na colheita como maturação desuniforme e.51 atraso considerável na emergência e no desenvolvimento inicial da planta. Johnson (2004) redução na produtividade devido ao menor número de plantas por m2.

reduz a germinação e o vigor de todas as classes de sementes dos dois híbridos estudados.52 5 CONCLUSÕES As sementes de menor densidade apresentam menores índices nos atributos de quantificação da qualidade fisiológica (primeira contagem do teste de germinação. A qualidade fisiológica afeta o teor de água alcançado pelas sementes de canola durante a hidratação. a partir de -0. O potencial crítico para germinação é de -1. sendo o vigor mais afetado do que a germinação.0MPa. independentemente da densidade das sementes. A diminuição dos potenciais osmóticos. A semeadura mais profunda do que 2 cm reduz a germinação e o vigor de todas as classes de sementes de ambos os híbridos. Os híbridos apresentam comportamento diferenciado quanto à tolerância à condição de déficit hídrico provocada pelo PEG 6000. . germinação. comprimento de plântula e índice de velocidade de emergência).25MPa. sendo que as sementes de menor vigor apresentam maior velocidade de hidratação e teor de água até 15 horas quando comparadas com sementes de maior vigor. não ocorrendo interação entre a densidade das sementes e a profundidade de semeadura. sendo o Hyola 401 mais tolerante que o Hyola 61.

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