Decreto Estadual de Minas Gerais nº 44.

844/08 Estabelece normas para licenciamento ambiental e autorização ambiental de funcionamento, tipifica e classifica infrações às normas de proteção ao meio ambiente e aos recursos hídricos e estabelece procedimentos administrativos de fiscalização e aplicação das penalidades. CAPÍTULO I DA COMPETÊNCIA Art. 1º Ao Conselho Estadual de Política Ambiental - COPAM, ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos - CERH, à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - SEMAD, à Fundação Estadual do Meio Ambiente - FEAM, ao Instituto Estadual de Florestas - IEF e ao Instituto Mineiro de Gestão das Águas - IGAM compete a aplicação das Leis nº 7.772, de 8 de setembro de 1980, nº 14.309, de 19 de junho de 2002, nº 14.181, de 17 de janeiro de 2002 e da Lei nº 13.199, de 29 de janeiro de 1999, deste Decreto e das normas deles decorrentes, no âmbito de suas respectivas competências. Art. 2º O COPAM e o CERH, na execução do disposto neste Decreto, se articularão com os órgãos federais, estaduais e municipais que, direta ou indiretamente, exerçam atribuições de proteção, conservação e melhoria do meio ambiente e dos recursos hídricos, visando a uma atuação coordenada que resguarde as respectivas competências. CAPÍTULO II DA CLASSIFICAÇÃO DOS EMPREENDIMENTOS E DAS ATIVIDADES Art. 3º Compete ao COPAM estabelecer, por meio de Deliberação Normativa, os critérios para classificação dos empreendimentos ou atividades efetiva ou potencialmente poluidores ou degradadores do meio ambiente, especificando quais serão passíveis de Licenciamento Ambiental ou de Autorização Ambiental de Funcionamento - AAF. Parágrafo único. Compete ao CERH estabelecer, por meio de Deliberação Normativa, a classificação dos empreendimentos ou atividades quanto ao porte e potencial poluidor para os fins de cessão de outorga de uso de recursos hídricos, aplicação de penalidades e demais instrumentos de gestão das águas. CAPÍTULO III DO LICENCIAMENTO AMBIENTAL E DA AUTORIZAÇÃO AMBIENTAL DE FUNCIONAMENTO - AAF Art. 4º A localização, construção, instalação, ampliação, modificação e operação de empreendimentos ou atividades utilizadoras de recursos ambientais considerados efetiva ou potencialmente poluidores, bem como dos que possam causar degradação ambiental, na forma estabelecida pelo COPAM, nos termos do caput do art. 3º, dependerão de prévio Licenciamento Ambiental ou da AAF. Art. 5º Os empreendimentos ou atividades considerados de impacto ambiental não significativo ficam dispensados do processo de licenciamento ambiental no nível estadual, mas sujeitos à AAF, pelo órgão ambiental estadual competente, na forma e de acordo com os requisitos dispostos pelo COPAM, em Deliberação Normativa específica, sem prejuízo da obtenção de outras licenças ou autorizações cabíveis. § 1º Os empreendimentos ou atividades dispensados dos instrumentos de Licença Ambiental ou AAF, deverão obter Certidão de Dispensa emitida pelo órgão ambiental estadual competente mesmo sendo passível de licenciamento ambiental junto ao município. § 2º A SEMAD, por meio de resolução, designará a autoridade competente para assinar a certidão de que trata o § 1º bem como estabelecerá forma, conteúdo e validade da sobredita certidão. Art. 6º O COPAM poderá convocar ao licenciamento ambiental qualquer empreendimento ou atividade, ainda que, por sua classificação em função do porte e potencial poluidor ou degradador, não esteja sujeito ao licenciamento ambiental. Art. 7º A ampliação ou modificação de empreendimento ou atividade que já tenha sido objeto de Licença Ambiental ou AAF deverá ser precedida de consulta prévia e formal ao órgão ambiental, para que seja verificada a necessidade ou não de novo Licenciamento Ambiental ou de nova AAF. Art. 8º Entende-se por formalização do processo de Licenciamento Ambiental e de AAF a apresentação do respectivo requerimento, acompanhado dos documentos, projetos e estudos ambientais exigidos pelo órgão ambiental competente.

Licença de Instalação . a ser protocolado quando da formalização do processo de LO. 13. ressalvados os casos em que houver a necessidade de apresentação de Estudo de Impacto Ambiental . por meio de requerimento expresso do interessado. que. § 3º O COPAM poderá estabelecer prazos diferenciados para a análise do requerimento de cada modalidade de licença. notadamente aquelas emanadas do COPAM e de seus órgãos de apoio.LP: concedida na fase preliminar de planejamento do empreendimento ou atividade aprovando sua localização e concepção. Art. da qual constituem motivo determinante. por meio de Deliberação Normativa. em qualquer hipótese.EIA e respectivo Relatório de Impacto Ambiental . e III . admitida prorrogação justificada e ajustada entre o empreendedor e o órgão ambiental licenciador. sobrestando-se a deliberação quanto aos demais assuntos.os processos de Licença ou de AAF serão incluídos na pauta de discussão e julgamento da Unidade Regional Colegiada . O procedimento administrativo para a concessão e renovação das licenças ambientais referidas no art. em função das peculiaridades da atividade ou do empreendimento. poderá expedir as seguintes licenças: I . Art. o prazo máximo para exame e decisão do ato não será superior a três meses. na forma que dispuser o COPAM.184. § 2º O empreendedor deverá atender à solicitação de esclarecimentos e complementações formuladas pelo órgão ambiental competente dentro do prazo máximo de quatro meses. 11. ainda que esta última em caráter corretivo.o Presidente da URC designará Relator. No caso de AAF. de 31 de janeiro de 2002.LI: autoriza a instalação de empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos. 9º será estabelecido em ato normativo do COPAM. Art. § 4º Se o processo de LO estiver devidamente formalizado. 12. § 2º Para as atividades industriais. § 1º Poderão ser concedidas concomitantemente as licenças prévia e de instalação.LO: autoriza a operação de empreendimento ou atividade. inclusive as medidas de caráter mitigador e de monitoramento dos impactos sobre o meio ambiente. 11 e 12 sem que o órgão ambiental competente tenha se pronunciado acerca do requerimento de Licença Ambiental ou de AAF. contados da data do protocolo do requerimento de que trata o § 2º. após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores. 10. § 3º A concessão da Autorização Provisória para Operar não desobriga o empreendedor de cumprir todas as exigências de controle ambiental previstas.Art. contados. e . II . com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para a operação. atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação. contados do recebimento da respectiva notificação. poderá ser concedida Autorização Provisória para Operar. no prazo de até dez dias.Licença de Operação . respeitadas as disposições gerais da Lei nº 14. respeitados os prazos máximos estabelecidos no caput e no § 2º. incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes. da data formalização do processo.Licença Prévia . observados os planos municipais. quando o prazo será de até doze meses.URC do COPAM. de exploração agrossilvipastoril e de disposição final de esgoto sanitário e de resíduos sólidos urbanos. ou realização de audiência pública. II . constante(s) da(s) licença(s) já concedida(s). o Certificado de Autorização Provisória para Operar será emitido pelo órgão ambiental competente. deverão ser cumpridos os seguintes procedimentos: I . programas e projetos aprovados. no exercício de sua competência de controle. § 1º A contagem dos prazos previstos neste artigo será suspensa durante a elaboração dos estudos ambientais complementares ou preparação de esclarecimentos que tenham sido formalmente solicitados ao empreendedor. estaduais ou federais de uso e ocupação do solo. emitirá parecer sobre o pedido. contados da data de formalização do processo. de extração mineral. O prazo para decisão acerca dos requerimentos de concessão das licenças referidas neste Capítulo será de até seis meses. 9º O COPAM. Esgotados os prazos previstos nos arts. bem como para a formulação de exigências complementares. que tiverem obtido LP e LI. no prazo de até quarenta e oito horas. sujeitando-se o infrator à aplicação das penalidades previstas neste regulamento. Art.RIMA.

FOB. projetos e estudos exigíveis para a obtenção das licenças anteriores. § 3º A denúncia espontânea opera efeitos desde a data da caracterização do empreendimento ou atividade. Os valores correspondentes à indenização pelos custos de análise da Licença Ambiental e da AAF serão fixados pela SEMAD. Art. Compete à Câmara Normativa e Recursal . com previsão de condições e prazos para instalação e funcionamento do empreendimento ou atividade até a sua regularização. em caráter corretivo. no prazo de até cinco dias úteis. de obterem o prévio licenciamento ambiental. em caráter corretivo. dependerá de indenização dos custos de análise da licença inerente à fase em que se encontra o empreendimento. Compete à URC do COPAM decidir. ou AAF ou outorga de uso de recursos hídricos. Art. bem como os que possam causar degradação ambiental. 17. não desobriga os empreendimentos e atividades considerados efetiva ou potencialmente poluidores. 15. o Secretário Executivo do COPAM decidirá sobre o pedido de requerimento de Licença Ambiental ou de AAF. sem as Licenças Ambientais. respectivamente. 18. incluídos os custos de análise de EIA-Rima. em norma específica. § 2º A denúncia espontânea na forma do caput não exclui a responsabilidade administrativa pelas demais infrações cometidas em decorrência da instalação ou operação do empreendimento ou atividade. Parágrafo único. sem a licença ambiental pertinente deverá regulariza-se obtendo LI ou LO.transcorridos trinta dias contados do sobrestamento da pauta. não obtidas. 16. ou outorga pela utilização de recursos hídricos e demonstrar a viabilidade ambiental do empreendimento ou atividade. O empreendimento ou atividade instalado. por meio de Formulário de Caracterização do Empreendimento .CNR do COPAM decidir. em caráter corretivo.FCE. AAF e outorga. 9º e no caput do art. Art. § 3º A continuidade da instalação ou do funcionamento de empreendimento ou atividade concomitantemente com o trâmite do processo de Licenciamento Ambiental ou de AAF previstos pelo caput e § 1º. § 4º A possibilidade de concessão de LI e de LO. formalizar pedido de LI ou LO ou AAF. Art. no caso de não formalização tempestiva do processo. os efeitos da denúncia espontânea operarão até obtenção da Licença Ambiental. como última instância administrativa. AAF. emitida pela respectiva Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável . sem a devida AAF deverá regularizar-se obtendo a respectiva AAF. 15. Art. 19. em caráter corretivo. . § 1º O empreendimento ou atividade instalado. § 2º A demonstração da viabilidade ambiental do empreendimento dependerá de análise pelo órgão ambiental competente dos documentos. até a data de vencimento do Formulário de Orientação Básica . A análise do requerimento de licença ambiental. recurso de decisão relativa ao requerimento de licença ambiental emitida pela URC ou SUPRAM. em caráter corretivo. ou quando for o caso. exceto nos casos e condições previstas no § 2º do art. quando for o caso. pela denúncia espontânea. nem impede a aplicação de penalidades pela instalação ou operação sem a licença competente. anteriores a publicação deste Decreto. O juízo de admissibilidade dos recursos a que se refere o caput compete ao Presidente da URC. como última instância administrativa. bem como das licenças anteriores. § 1º Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo junto à SEMAD e às suas entidades vinculadas ou medida de fiscalização relacionados com o empreendimento ou atividade. mediante a comprovação de viabilidade ambiental do empreendimento. em instalação ou em operação. 14. Será excluída a aplicação da penalidade decorrente da instalação ou operação de empreendimentos ou atividades ambientais e hídricas. em instalação ou em operação. recurso de decisão relativa ao requerimento de AAF. dependerá de assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta com o órgão ambiental. se o infrator. CAPÍTULO IV DO RECURSO QUANTO AO LICENCIAMENTO AMBIENTAL E AAF Art. § 4º Na hipótese de formalização tempestiva do processo.SUPRAM.III . admitida reconsideração por estas unidades.

772. por intermédio das SUPRAMs.Parágrafo único. 18 e 19. anexar ao requerimento o respectivo instrumento de procuração. O recurso será submetido preliminarmente à análise do órgão ambiental competente ou entidade responsável pela decisão relativa ao requerimento de Licenciamento Ambiental ou AAF que. e III .identificação completa do recorrente. serão exercidas. observando os seguintes critérios na forma definida neste Decreto: a) a gravidade do fato.verificar a ocorrência de infração às normas a que se refere o caput. 22.apresentação de documentos de interesse do recorrente. que for parte no processo. reconsiderará a sua decisão. devendo. 27. de 1999.número do processo correspondente. com a apresentação do documento de inscrição no Ministério da Fazenda CPF ou CNPJ e. tendo em vista os motivos da infração e suas conseqüências para a saúde pública e para o meio ambiente e recursos hídricos. V . competindo-lhes: I . AUTUAÇÃO E PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO Art. 21. Art.a autoridade administrativa ou unidade a que se dirige. O recurso será interposto por meio de requerimento fundamentado. de 2002. o recurso será submetido à apreciação da instância competente a que se referem os arts. a organização ou associação que represente os direitos e interesses coletivos ou difusos. de 2002. Terão legitimidade para interpor os recursos. pelo IEF. VI . O recurso não será conhecido quando intempestivo ou sem os requisitos de que trata o art. Não havendo reconsideração na forma prevista no caput. entendendo cabível. Art. Art. no âmbito de suas respectivas competências. Parágrafo único. III . de 1980. intimações e comunicações.o titular de direito atingido pela decisão. § 1º O titular do respectivo órgão ou entidade.309. IV . II . quando for o caso. não se admitindo emendas. com exposição dos fatos e seus fundamentos. O prazo para interposição do recurso contra decisão referente ao Licenciamento Ambiental ou à AAF a que se referem os arts. CAPÍTULO V DAS DISPOSIÇÕES GERAIS SOBRE FISCALIZAÇÃO. e VII . Art. 18 e 19 é de trinta dias. contrato social e sua última alteração. 23.181. e Lei nº 13. O juízo de admissibilidade do recurso a que se refere o caput compete ao Secretário Executivo do COPAM. II .199.o cidadão. 24. pela FEAM. A fiscalização e a aplicação de sanções por infração às normas contidas na Lei nº 7. Lei nº 14. Art. Apresentado o recurso ter-se-á por consumado o ato. em ato próprio.lavrar auto de fiscalização ou boletim de ocorrência e auto de infração. dirigido às instâncias competentes a que se referem os arts. credenciará servidores para realizar a fiscalização e lavrar auto de infração. pelo IGAM e por delegação pela Polícia Militar de Minas Gerais . III . O recorrente poderá ser representado por advogado ou procurador legalmente constituído. 18. 19 e 26. II . 26. 25.PMMG. 18 e 19: I . 20. aplicando as penalidades cabíveis. com fundamento em vistoria realizada pelas SUPRAMs. facultado ao requerente a juntada de documentos que considerar convenientes. pela SEMAD. Art. A peça de recurso deverá conter: I .23. a que se referem os arts. para tanto.data e assinatura do recorrente ou de seu procurador. Art. Lei nº 14. cujos direitos e interesses forem afetados pela decisão. contados da publicação da decisão. . IGAM e FEAM.endereço do recorrente ou indicação do local para o recebimento de notificações.formulação do pedido. Parágrafo único. IEF.o terceiro.verificar a ocorrência de infração à legislação ambiental.

devendo encaminhar à SEMAD ou às suas entidades vinculadas o registro da ocorrência. 5º. Art. § 1º Pelo só efeito da celebração do convênio a que se refere o caput. recursos hídricos ou para as atividades sociais e econômicas. bem como nos casos de instalação sem LI e de perfuração de poço sem a autorização. em ato próprio. do IEF e do IGAM para exercer a fiscalização exclusivamente no que se refere às atividades de combate a incêndio florestal. ficam credenciados os militares lotados na PMMG. e IV . d) a efetividade das medidas adotadas pelo infrator para a correção dos danos causados ao meio ambiente e recursos hídricos. 27. ao lavrar os autos de fiscalização ou boletim de ocorrência e de infração. Para garantir a execução das medidas estabelecidas neste Decreto e nas normas dele decorrentes. 28. com fundamento em Boletim de Ocorrência emitido pela PMMG. no caso de multa. ser-lhe-á fornecida cópia do auto de fiscalização ou boletim de ocorrência ambiental. § 1º Se presente o empreendedor. 29. observadas as diretrizes do inciso III do art. deverá fundamentar a aplicação da penalidade. § 2º Nos casos de ausência do empreendedor. . a FEAM. ainda que noturno. da FEAM. § 1º O servidor credenciado.CBMMG poderá receber delegação da SEMAD.determinar. § 3º Nos autos de fiscalização. de multa simples ou diária em valor superior a R$100. 30. na hipótese do § 2º fica-lhe assegurada competência para constatar o descumprimento do disposto na legislação ambiental e de recursos hídricos. as competências de fiscalização previstas neste Decreto. c) a situação econômica do infrator. durante o período de qualquer atividade. competindo-lhes o disposto no § 1º. da Constituição Federal. medidas emergenciais e a suspensão ou redução de atividades durante o período necessário para a supressão do risco. A SEMAD. § 4º Nos casos dos convênios realizados entre FEAM. de seus representantes legais ou seus prepostos. § 5º Ainda que a PMMG não tenha competência para aplicar multa.00 (cem mil reais) por infração. a SEMAD figurará como interveniente. IEF. o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais . mediante convênio. e e) a colaboração do infrator com os órgãos ambientais na solução dos problemas advindos de sua conduta.b) os antecedentes do infrator ou do empreendimento ou instalação relacionados à infração. sempre que julgar necessário poderá requisitar apoio policial para garantir o cumprimento do disposto neste artigo. para o meio ambiente. pesca e flora.000. registrando-se os fatos constatados e as informações prestadas. e a permanência nele pelo tempo necessário. pesca e desmatamento. IGAM e PMMG. seus representantes legais ou prepostos. ou de empreendimentos inativos ou fechados o servidor credenciado procederá a fiscalização acompanhado de duas testemunhas. deverão estar amparadas por laudo elaborado por técnico habilitado. 27 e 28 a entrada em estabelecimento público ou privado. respeitado o domicílio nos termos inciso XI do art. o IEF e o IGAM poderão delegar à PMMG. cabe ao servidor credenciado identificar-se através da respectiva credencial funcional. em caso de grave e iminente risco para vidas humanas. dispensado este em assuntos de fauna. Art. credenciará servidores para lavrar auto de infração. Art. §º 6º No âmbito de suas competências. § 3º A suspensão ou redução de atividades e o embargo de obra ou atividade pela PMMG. boletim de ocorrência feito pela PMMG será preenchido no ato da fiscalização e fornecido contra recibo pelo respectivo batalhão após numeração e digitalização. § 2º O servidor credenciado. quanto ao cumprimento da legislação ambiental estadual. Realizada a fiscalização. § 4º O titular do respectivo órgão ou entidade. § 2º Não será objeto de delegação à PMMG a aplicação de pena. tendo em vista os critérios previstos no inciso III. fica assegurada aos servidores credenciados na forma dos art. salvo em assuntos de caça. contra recibo. será lavrado de imediato o auto de fiscalização ou boletim de ocorrência.

Parágrafo único. Não sendo possível a autuação em flagrante. 64. lhe sendo facultada a juntada de todos os documentos que julgar convenientes à defesa. o Presidente da FEAM. anexar ao requerimento o respectivo instrumento de procuração.autoridade administrativa ou órgão a que se dirige.AR. por telegrama. com a apresentação de cópia do documento de inscrição no Ministério da Fazenda . V . Art. 33. IV . § 1º Na hipótese prevista no art. o Diretor-Geral do IEF ou o Diretor-Geral do IGAM. VIII .identificação completa do autuado. por publicação no Órgão Oficial dos Poderes do Estado ou mediante qualquer outro meio que assegure a ciência da autuação. III . valendo esta como notificação.fato constitutivo da infração. sendo suficiente que a correspondência seja entregue no endereço por ele indicado ou no local da infração. bem como.circunstâncias agravantes e atenuantes. VI . III . e X . devendo.aplicação das penas. no prazo de vinte dias contados da notificação do auto de infração.a data e assinatura do requerente ou de seu procurador. destinando-se a primeira ao autuado e as demais à formação de processo administrativo. o autuado será notificado. por via postal com aviso de recebimento. CAPÍTULO VI DA DEFESA E DO RECURSO CONTRA A APLICAÇÃO DE PENALIDADE Art.identificação e assinatura do servidor credenciado responsável pela autuação. § 3º Deverá ser remetida ao Ministério Público Estadual cópia do auto de infração ou boletim de ocorrência.formulação do pedido. direta ou indiretamente. sempre que possível.o prazo para pagamento ou defesa. § 1º O autuado poderá ser representado por advogado ou procurador legalmente constituído. .número do auto de infração correspondente. com exposição dos fatos e seus fundamentos. devendo o instrumento conter: I . para tanto. independente de depósito prévio ou caução. § 2º O servidor credenciado deverá identificar no auto de infração ou boletim de ocorrência o(s) autor(es). pessoalmente ou interposta pessoa. para a prática da infração. Art. com o respectivo endereço. IV . Verificada a ocorrência de infração à legislação ambiental ou de recursos hídricos.§ 2º Na ausência do empreendedor.assinatura do infrator ou de seu preposto. Para produzir efeitos. em três vias. conforme o caso. data e hora da autuação. contrato social e última alteração.CPF ou CNPJ e.o endereço do autuado ou indicação do local para o recebimento de notificações. ou na inviabilidade de entrega imediata do auto de fiscalização ou boletim de ocorrência ambiental. quando for o caso. 31. aquele(s) que tenha(m) contribuído. VII . A peça de defesa deverá conter os seguintes dados: I . intimações e comunicações. II . IX . 32. 34. será lavrado auto de infração. são competentes para lavrar o auto de infração os Superintendentes Regionais de Meio Ambiente.nome ou razão social do autuado. e VI . Art. a notificação por via postal independe do recebimento pessoal do interessado. uma cópia do mesmo lhe será remetida pelo correio com aviso de recebimento . V . conforme o caso.disposição legal ou regulamentar em que fundamenta a autuação. de seus representantes legais ou prepostos. O autuado poderá apresentar defesa dirigida ao órgão ou entidade responsável pela autuação.local. II .reincidência.

Art. a notificação por via postal independe do recebimento pessoal do interessado. contados da notificação a que se refere o art. § 3º As provas propostas pelo autuado poderão ser recusadas. 42. 34. Art. § 1º O prazo a que se refere o caput poderá ser prorrogado uma vez. A autoridade deverá fundamentar sua decisão. nos termos deste Decreto. A defesa não será conhecida quando intempestiva. o processo será instruído na forma e nos prazos estabelecidos pela Lei nº 14. de 1980. no IEF ou no IGAM. O autuado será notificado da decisão do processo. podendo valer-se de análises técnica e jurídica do corpo técnico da respectiva unidade. Apresentada defesa. § 4º No caso de atuação pela Polícia Ambiental da PMMG a defesa será julgada pela respectiva SUPRAM. sob pena de aplicação da penalidade. o processo será submetido à decisão pelo órgão ou entidade responsável pela autuação. pessoalmente. contados da conclusão da instrução. o processo deverá ser decidido no prazo de cinco dias. dirigido ao COPAM. § 1º Nos casos de autuação pelos servidores credenciados lotados nas SUPRAMs. Art. Para produzir efeitos. após sua notificação. O processo será decidido no prazo de sessenta dias. mediante motivação expressa. por publicação no Órgão Oficial dos Poderes do Estado ou mediante qualquer outro meio que assegure a ciência da decisão. mediante decisão fundamentada da autoridade julgadora competente. Será admitida a apresentação de defesa ou recurso via postal. 37. a defesa será dirigida à correlata URC do COPAM e CERH. § 3º No caso de atuação com base no art. na pessoa de seu representante legal ou preposto. conforme o caso. Da decisão a que se refere o art. 42. os processos serão decididos pelos respectivos Superintendentes. os quais poderão delegar expressamente essas competências. § 2º Nos casos de autuação pelos servidores credenciados lotados na FEAM. § 1º Os requisitos formais indicados no art. ao CERH ou ao Conselho de Administração do IEF. sem prejuízo do dever atribuído a autoridade julgadora para instrução do processo. § 2º Nas hipóteses em que houver suspensão de atividades ou embargo de obra ou atividade. de 2002. pelo Diretor-Geral do IEF ou pelo Diretor-Geral do IGAM. 38. conforme o local da infração. deverão ser emendados dez dias. 39. Art. Art.772.à respectiva URC.184. 33. por via postal com aviso de recebimento. 35.AR retorne ao órgão ambiental assinado para compor o processo administrativo. por telegrama. Parágrafo único. os processos serão decididos pelo Presidente da FEAM. pela juntada de outros documentos até que o processo seja remetido à conclusão da autoridade julgadora. Art.§ 2º Cabe ao autuado a prova dos fatos que tenha alegado. Apresentada a defesa ou recurso ter-se-á por consumado o ato. no prazo de trinta dias. Art. § 2º Na hipótese de não apresentação da defesa se aplicará definitivamente a penalidade. verificando-se a tempestividade pela data da postagem. § 4º O autuado poderá protestar. 41. Finda a instrução. mediante carta registrada. não se admitindo emendas. 43. independentemente de depósito ou caução. bastando que a correspondência seja entregue no endereço por ele indicado e que o aviso de recebimento . no ato da apresentação da defesa. 41 cabe recurso. Art. 35 deste Decreto. sendo vedada subdelegação. 36. salvo o disposto no § 1º do art. contados da conclusão da instrução. no caso de infração às normas contidas na Lei nº 7. § 1º O recurso da decisão proferida pelo Superintendente Regional de Meio Ambiente será dirigido: I . quando ausentes da peça de defesa apresentada no prazo assinalado no art. Art. ou . 64. caso em que se tornará definitiva a aplicação da penalidade. 40. por igual período.

45 é irrecorrível. 47. Na sessão de julgamento do recurso o requerente poderá apresentar alegações orais. e terá decisão definitiva prolatada pela CNR. A defesa ou a interposição de recurso contra a penalidade imposta por infração às normas ambientais e de recursos hídricos não terão efeito suspensivo. 44. § 2º No caso de autuação por ausência de Licença Ambiental ou de AAF não se aplica o disposto no caput. sob pena de inscrição em dívida ativa. responsável pela fiscalização e lavratura do respectivo auto de infração. § 3º O recurso da decisão proferida pelo Diretor-Geral do IEF será dirigido: I .AGE. o processo administrativo após os prazos a que se referem o caput e § 1º. é facultada ao requerente. As multas poderão ter sua exigibilidade suspensa nos seguintes casos: I . A decisão proferida nos termos do art.181. Art. conforme o caso.181. de 2002. no prazo de trinta dias. Art. ou III . § 2º O valor referente às multas arrecadadas com a aplicação de penalidades administrativas previstas neste Decreto constituirá receita própria da entidade vinculada à SEMAD. no caso de infração às normas contidas na Lei nº 7. no caso de infração às normas contidas na Lei nº 14. do termo de compromisso firmado pelo infrator com a SEMAD e entidades vinculadas.ao Conselho de Administração do IEF. II . § 5º Da decisão contra penalidade imposta nos termos do art. de 2002. 76 quando houver cumulação da penalidade de multa com a penalidade de suspensão. ou IV . § 2º O recurso da decisão proferida pelo Presidente da FEAM será dirigido à CNR do COPAM. ressalvadas as hipóteses previstas no art. 64 cabe recurso dirigido à CNR do COPAM.à CPB do COPAM. a juntada de novos documentos que julgar convenientes. 43. ao Plenário do CERH ou ao Conselho de Administração do IEF. CAPÍTULO VII DO RECOLHIMENTO DAS MULTAS E DO PARCELAMENTO DOS DÉBITOS Art.CPB do COPAM. As multas previstas neste Decreto deverão ser recolhidas no prazo de vinte dias da notificação da decisão administrativa definitiva. contados da notificação da decisão administrativa definitiva. § 1º O Termo de Compromisso a que se refere o caput deverá ser requerido no prazo de apresentação da defesa ou do recurso. de 1999. e terá decisão definitiva prolatada pela CNR. § 4º O recurso da decisão proferida pelo Diretor-Geral do IGAM será dirigido ao CERH. § 1º Na hipótese de apresentação de defesa ou recurso.ao Conselho de Administração do IEF. no caso de infração às normas contidas na Lei nº 14. a partir do vencimento incidirão juros de mora de um por cento ao mês.199.772. no caso de infração às normas contidas na Lei nº 14. sendo vedada a juntada ou apresentação de novos documentos. para inscrição do débito em dívida ativa. de 1980. no caso de infração às normas contidas na Lei nº 13.assinatura do termo de ajustamento de conduta a que se refere o § 3º do art.309.II . § 3º O valor da multa será corrigido monetariamente a partir da data da autuação e. 48. Art. 49. nos casos em que a CPB não reconsiderar a decisão inicial. de 2002.309. 45. de 2002.ao CERH. salvo mediante assinatura e cumprimento no prazo fixado pelos órgãos. nos casos em que a CPB não reconsiderar a decisão inicial. as multas deverão ser recolhidas no prazo de vinte dias. .à CNR do COPAM. ou III . no caso de infração às normas contidas na Lei nº 14. Art. Art. 47 e desde que acatada a proposta de assinatura de Termo de Compromisso. No recurso.à Câmara de Proteção à Biodiversidade . 46. § 4º A SEMAD ou entidade vinculada responsável pela fiscalização e lavratura do respectivo auto de infração deverá encaminhar à Advocacia-Geral do Estado . no prazo a que se refere o art.

Quando o débito estiver inscrito em dívida ativa.se o infrator não possuir autorização para exploração florestal ou autorização para intervenção em área de preservação permanente e demais autorizações exigíveis na legislação florestal e de pesca. IV . ou b) de três parcelas. local e forma de pagamento das parcelas. II e III implicará na exigibilidade imediata da multa em seu valor integral. exclusivamente ou cumulada com penalidades distintas das de suspensão ou de embargo. mediante a assinatura de termo de confissão e parcelamento do débito. Art. 51.se o infrator não possuir outorga do direito de uso de recursos hídricos.se o infrator não estiver licenciado ou não tiver formalizado o respectivo requerimento. A adesão ao regime de parcelamento se efetivará junto ao órgão ou entidade responsável pela fiscalização e lavratura do respectivo auto de infração. 75 quando houver cumulação da penalidade de multa com a penalidade de embargo.desistência de eventual ação mediante a qual o infrator discuta o débito. Parágrafo único. quando houver aplicação da penalidade de multa. ou não tiver formalizado o respectivo requerimento. II e III deverá ser firmado no mesmo prazo previsto para o recolhimento da multa.assinatura do termo de ajustamento de conduta. Os débitos referidos no caput não poderão ser parcelados nas seguintes hipóteses: I . § 2º A multa poderá ter o seu valor reduzido em até cinqüenta por cento. consecutivas ou não.vencimento antecipado nas hipóteses de não pagamento: a) da primeira parcela no prazo do termo de confissão e parcelamento do débito. VI . que deverá conter: I . . a critério da SEMAD ou de suas entidades vinculadas. 348. irrevogável e irretratável do débito. que orientará quanto à forma de pagamento das despesas judiciais e dos honorários advocatícios. o parcelamento dependerá do pronunciamento prévio da AGE. 50.confissão extrajudicial. e VI . Os débitos resultantes de multas aplicadas em decorrência de infração às normas de proteção ao meio ambiente e aos recursos hídricos poderão ser parcelados em até sessenta parcelas mensais. III . § 1º O descumprimento do termo de ajustamento de conduta que se referem os incisos I.a forma de correção e juros incidentes sobre as parcelas e saldo devedor. V . e III . II . Art.data. nos termos dos arts. Art. § 3º O termo de ajustamento de conduta a que se referem os incisos I. V .reconhecimento do débito respectivo e renúncia ao direito de defesa ou de recurso contra a aplicação da penalidade. e VII . O parcelamento incidirá sobre o total do débito consolidado na data da assinatura de confissão e parcelamento do débito. II .multa pelo pagamento em atraso de qualquer das parcelas e pelo descumprimento do parcelamento. corrigir ou cessar a poluição ou degradação assumidas pelo infrator no termo de ajustamento de conduta. na hipótese de cumprimento das obrigações relativas a medidas específicas para reparar o dano ambiental. incluindo juros e outros acréscimos legais. IV . ainda que em caráter corretivo.II . 52.assinatura do termo de ajustamento de conduta a que se refere o § 2º do art.se o infrator não possuir reserva legal averbada e preservada. desde que promovidas dentro dos prazos e condições nele previstos. Parágrafo único. III . 353 e 354 do Código de Processo Civil.débitos inferiores aos valores definidos em resolução conjunta do Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e do Advogado-Geral do Estado.se o infrator não possuir AAF ou não tiver formalizado o respectivo requerimento.

IV . cujo descumprimento implicará conversão da penalidade de advertência em multa simples. Art. 53. e na Lei nº 13. simultaneamente. VII .000. conforme o caso. III . . Será determinado prazo de no máximo noventa dias àquele que houver cometido infração leve. serão aplicadas.advertência. e X . Se o infrator cometer. petrechos. Parágrafo único. O parcelamento em andamento. 55. Parágrafo único. 54. Art.Art. observados os critérios de valoração das multas constantes nos anexos I e II. VI . IX .00 (quinhentos mil reais).obstar ou dificultar ação fiscalizadora.reincidir em infração classificada como leve. A multa simples será aplicada sempre que o agente: I . descumprido ou vencido antecipadamente. devendo o autuado ser inscrito na Dívida Ativa do Estado. podendo atingir o valor de R$50. no máximo. não será admitido um terceiro parcelamento. CAPÍTULO VIII DAS PENALIDADES E INFRAÇÕES ADMINISTRATIVAS Art. O parcelamento não poderá ter parcelas inferiores aos valores definidos em resolução conjunta do Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e do Advogado-Geral do Estado.embargo de obra ou atividade. instrumentos.suspensão parcial ou total das atividades. 60. 56.00 (cinqüenta milhões de reais). V . Para fins de aplicação a que se refere o caput.praticar infração grave ou gravíssima.000. As infrações administrativas previstas neste Decreto são punidas com as seguintes sanções. caso ele seja descumprido ou vencido antecipadamente. e III .772.00 (cinqüenta reais) e. deste Decreto. Art. Art. duas ou mais infrações. A advertência será aplicada quando forem praticadas infrações classificadas como leves. despesas processuais e honorários advocatícios. produtos e subprodutos da fauna e flora. de 1999.demolição de obra. O valor da multa simples aplicada por infração às normas previstas na Lei nº 7.apreensão dos animais. R$50. 59. 57.destruição ou inutilização do produto. VIII .restritiva de direitos. para a regularização cabível. de 1980.199. independente da reparação do dano: I . as sanções a elas cominadas. II . Resolução conjunta do Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e do AdvogadoGeral do Estado detalhará os procedimentos e formalidades a serem adotados no parcelamento e aprovará o modelo de termo de confissão e parcelamento de débito.multa diária. equipamentos ou veículos de qualquer natureza utilizados na prática da infração.suspensão de venda e fabricação do produto. R$500. os portes dos empreendimentos e atividades serão os definidos pelo COPAM ou CERH. Art.multa simples. cumulativamente. II . no caso previsto no art. 58. Parágrafo único. 64.000. será de no mínimo. somente será objeto de novo parcelamento mediante o pagamento à vista de vinte por cento do saldo devedor apurado na data do novo parcelamento. nos termos do caput. Art. Ocorrido um segundo parcelamento.

000. Para os efeitos deste Decreto.assinatura de Termo de Compromisso com o órgão ambiental competente.se houver cometimento anterior de infração grave. o valor-base da multa será fixado no valor mínimo da faixa acrescido de dois terços da variação correspondente. ou os tenha formalizado.00 (cem reais) a R$2. 60. Até cinqüenta por cento do valor da multa de que tratam os arts. observados o disposto no Anexo III Parágrafo único. em medidas de controle. 49.00 (cinqüenta reais) e.se não houver reincidência.reincidência específica: prática de nova infração de mesma tipificação daquela previamente cometida. o valor da multa simples aplicada variará de R$100. Art. 62. se a infração for cometida por empreendimento ou atividade de grande porte e causar dano ou perigo de dano à saúde pública.Art. III . Art. 63. corrigido anualmente.comprovação pelo infrator de reparação do dano ambiental diretamente causado pelo empreendimento e da adoção das medidas de controle ambiental exigidas pelo órgão ambiental competente. de 2002.se houver cometimento anterior de infração leve.000. Parágrafo único. 64. o valor-base da multa será fixado no valor mínimo da faixa da multa acrescido de um terço da variação correspondente. 62.181. Para os fins deste artigo somente serão consideradas as infrações cuja aplicação da penalidade tornouse definitiva há menos de três anos da data da nova autuação.000. e . e II . R$50. metro cúbico. quanto ao cumprimento da legislação ambiental estadual. 61.00 (vinte milhões e reais) e o máximo de R$50. 64 e 70 deverão ser levados em consideração os antecedentes do infrator. e V . calculado por unidade. observados os seguintes critérios: I . mediante assinatura de Termo de Compromisso com o órgão ambiental competente. desde que cumpridos os seguintes requisitos: I . com base na variação da Unidade Fiscal do Estado de Minas Gerais . § 2º A reincidência específica por agente beneficiado com a conversão de multa simples em prestação de serviços de preservação.aprovação pelo COPAM.comprovação do recolhimento do valor restante da multa. CERH ou Conselho de Administração do IEF. Art.000. no máximo. será de no mínimo. IV . será calculado conforme o disposto no Anexos IV e V deste Decreto.o infrator possua atos autorizativos ambientais. ainda que em caráter corretivo. Para fins da fixação do valor da multa a que se referem os arts. R$50. da proposta de conversão elaborada pelo infrator. O valor da multa simples aplicável a infrações por descumprimento das normas previstas pela Lei nº 14.000. III . 66. 61.000. o valor base da multa será fixado no valor mínimo da respectiva faixa.UFEMG. do empreendimento ou instalação relacionados à infração. fixando prazo e condições de cumprimento da proposta aprovada pelos dirigentes dos órgãos ambientais competentes. Art. de acordo com a natureza da infração cometida. implicará a aplicação de multa em dobro do valor daquela anteriormente imposta. com decisão administrativa definitiva. nos termos deste artigo se não aplicada a redução a que se refere o § 2º do art. de 2002.00 (cinqüenta milhões de reais). II .00 (cinqüenta milhões de reais). melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente.reincidência genérica: prática de nova infração de tipificação diversa daquela anteriormente cometida.000.309. 62 e 64 poderão ser convertidos. quilograma. fração destas medidas ou outra medida pertinente. com decisão administrativa definitiva. 61. metro. hectare. II . Nos casos de reincidência em infração leve. 65. Art. As multas simples cominadas às infrações gravíssimas previstas neste Decreto terão seu valor fixado entre o mínimo de R$20.00 (dois mil reais). O valor da multa simples aplicável a infrações por descumprimento da Lei nº 14. 60. considera-se: I . que poderão incluir ação reparadora a ser realizada em qualquer parte do Estado. § 1º O requerimento de conversão de que trata este artigo somente poderá ser realizado antes que o débito resultante da multa seja inscrito em dívida ativa. ao bem-estar da população ou aos recursos econômicos do Estado. que não será convertido em medidas de interesse de proteção ambiental e de recursos hídricos.

g) tratar-se de utilização de recursos hídricos para fins exclusivos de consumo humano. hipóteses em que ocorrerá a redução da multa em trinta por cento. inclusive interrupção do abastecimento público. e) a colaboração do infrator com os órgãos ambientais na solução dos problemas advindos de sua conduta. devidamente aprovada pela instituição certificadora. para fins de fixação do valor-base.faixa: intervalo de valores estabelecidos pelos arts. 62 e 64. considerará. hipótese em que ocorrerá a redução da multa em trinta por cento. micro-produtor rural ou unidade produtiva em regime de agricultura familiar. § 2º Havendo cometimento anterior de mais de uma infração. II .se houver cometimento anterior de infração gravíssima. o valor-base da multa será fixado no valor máximo da faixa. micro-empresa. hipótese em que ocorrerá redução de trinta por cento. 68. ou ainda tratar-se de infrator de baixo nível socioeconômico com hipóteses em que ocorrerá a redução da multa em trinta por cento. § 1º Para fins de aplicação deste artigo. Art. hipótese que ocorrerá aumento da multa em trinta por cento.atenuantes: a) a efetividade das medidas adotadas pelo infrator para a correção dos danos causados ao meio ambiente e recursos hídricos. A reincidência específica implica a fixação do valor-base da multa no valor máximo da faixa. de adesão voluntária. hipótese que ocorrerá aumento da multa em trinta por cento.IV . b) danos ou perigo de dano à saúde humana. incluídas medidas de reparação ou de limitação da degradação causada. e II . c) menor gravidade dos fatos tendo em vista os motivos e suas conseqüências para a saúde pública e para o meio ambiente e recursos hídricos. j) tratar-se de infrator que detenha certificação ambiental válida. hipótese em que ocorrerá redução de trinta por cento. hipótese que ocorrerá aumento da multa em trinta por cento. se realizadas de modo imediato. 60. Sobre o valor-base da multa serão aplicadas circunstâncias atenuantes e agravantes. . 67. c) danos sobre a propriedade alheia. mediante apresentação de documentos comprobatórios atualizados emitidos pelo órgão competente. h) tratar-se de utilização de recursos hídricos para fins de dessedentação de animais em propriedades rurais de pequeno porte. para o meio ambiente e para os recursos hídricos. hipótese em que ocorrerá redução de trinta por cento. Art. 61. conforme o que se segue: I . e) emprego de métodos cruéis na morte ou captura de animais. f) tratar-se de infração cometida em por produtor rural em propriedade rural que possua reserva legal devidamente averbada e preservada hipótese em que ocorrerá a redução da multa em até trinta por cento. b) comunicação imediata do dano ou perigo à autoridade ambiental hipótese em que ocorrerá a redução da multa quinze por cento. aquela de maior gravidade. i) a existência de matas ciliares e nascentes preservadas. considera-se: I . hipótese em que ocorrerá a redução da multa em até trinta por cento. hipótese que ocorrerá aumento da multa em trinta por cento. com decisão administrativa definitiva.agravantes: a) maior gravidade dos fatos. d) danos sobre Unidade de Conservação. hipótese que ocorrerá aumento da multa em trinta por cento.variação: diferença entre o valor máximo e mínimo da faixa. hipótese em que ocorrerá a redução da multa em trinta por cento. d) tratar-se o infrator de entidade sem fins lucrativos. tendo em vista os motivos e suas conseqüências para a saúde pública.

equipamentos ou veículos de qualquer natureza utilizados na infração observará o seguinte: § 1º Os animais apreendidos terão a seguinte destinação: I . cumulativamente. . a multa diária incidirá durante os próximos trinta dias até que o infrator evidencie a execução das medidas acordadas com o órgão competente. o órgão autuante poderá confiar os animais a depositário. m) obtenção de vantagem pecuniária. por meio de Auto de Fiscalização. no caso de infrações às normas da Lei nº 14. hipótese que ocorrerá aumento da multa em trinta por cento.entregues a jardins zoológicos. ainda que momentânea. ou III . § 1º O órgão competente indicará as medidas e prazos adequados à cessação da poluição ou degradação ambiental. para o cultivo ou pastoreio. mediante lavratura de termo de depósito. hipótese que ocorrerá aumento da multa em trinta por cento. sobre o valor-base da multa.181. dos habitantes de área ou região. i) poluição que provoque a retirada. II . hipótese que ocorrerá aumento da multa em trinta por cento.181. assim indicada em lista oficial. urbana ou rural. com a participação do empreendedor que se responsabilizará pela comprovação da regularização da situação. aplicar-se-ão cumulativamente as penalidades de suspensão das atividades. produtos e subprodutos da fauna e flora. em domingos ou feriados. e o) cometimento de infração em Unidade de Conservação ou lagoa marginal.f) poluição ou degradação que provoque morte de espécie rara ou considerada ameaçada de extinção. § 3º O valor da multa diária corresponderá a cinco por cento do valor da multa simples multiplicado pelo período que se prolongou no tempo a poluição ou degradação a que se refere o § 2º. A apreensão dos animais. 70. As atenuantes e agravantes incidirão. hipótese que ocorrerá aumento da multa em trinta por cento. Art. 69. após notificação do empreendedor. caso o infrator não tenha comunicado a regularização da situação. petrechos. g) ter o agente cometido a infração em período de estiagem. A multa diária incidirá a partir da constatação do descumprimento de medidas impostas ao infrator pelo órgão competente quando da lavratura de auto de infração cujo fato constitutivo caracterize a existência de poluição ou degradação ambiental. de 2002. no caso de infrações às normas da Lei nº 14. hipótese que ocorrerá aumento da multa em trinta por cento. desde que fiquem sob a responsabilidade de técnicos habilitados.181. hipótese que ocorrerá aumento da multa em trinta por cento. de 2002. instrumentos. Art. l) o dano a florestas primárias ou em estágio avançado de regeneração. de 2002. hipótese que ocorrerá aumento da multa em trinta por cento. h) os atos de dano ou perigo de dano praticados à noite. lavrando-se termo de soltura. n) cometimento de infração aproveitando-se da ocorrência de fenômenos naturais que a facilitem. hipótese que ocorrerá aumento da multa em trinta por cento. desde que não implique a elevação do valor da multa a mais de cinqüenta por cento do limite superior da faixa correspondente da multa. Parecer ou Termo de Ajustamento de Conduta Ambiental.na impossibilidade de atendimento imediato das condições previstas nos incisos I e II. até implementação das medidas antes mencionadas. nem a redução do seu valor a menos de cinqüenta por cento do valor mínimo da faixa correspondente da multa. no caso de infrações às normas da Lei nº 14. j) poluição ou degradação do solo que torne uma área. fundações ambientalistas ou entidades assemelhadas. hipótese que ocorrerá aumento da multa em trinta por cento. § 4º Ultrapassados trinta dias do prazo improrrogável a que se refere o § 2º. Art.libertados em seu habitat natural. 71. § 2º Caso verificado a inveracidade da comunicação referente à cessação do fato que ensejou a autuação. imprópria para a ocupação humana. após notificação do empreendedor. multa simples e multa diária. após verificação da sua adaptação às condições de vida silvestre.

A destruição ou inutilização de produto. sem prejuízo das demais sanções previstas pelo art. § 3º Se não houver viabilidade técnica para o imediato embargo das atividades. § 3º Caso não ocorra a hipótese do § 2º. educacionais. § 4º O Termo de Ajustamento de Conduta a que se refere o § 1º será firmado pelo prazo máximo de doze meses. penais. § 1º O embargo de obra ou atividade prevalecerá até que o infrator tome as medidas específicas para cessar ou corrigir a poluição ou degradação ambiental ou firme Termo de Ajustamento de Conduta com o órgão ambiental. hospitalares. O embargo de obra ou atividade será determinado e efetivado. os equipamentos. após prévia avaliação do órgão responsável pela apreensão ou confiados a depositário até a sua alienação. bem como às comunidades carentes. com as condições e prazos para funcionamento até a sua regularização. deverá ser estabelecido cronograma para cumprimento da penalidade. os produtos e subprodutos da fauna e da flora. beneficiamento e demais encargos legais correrão à conta do beneficiário. lavrando-se os respectivos termos. os equipamentos. culturais. os veículos de qualquer natureza. . Art. transporte. A penalidade de suspensão de venda e fabricação de produto será determinada e efetivada. remoção. As despesas com a destruição ou inutilização dos produtos a que se refere o caput correrão às expensas do infrator. 74. serão objeto de nova doação. os veículos de qualquer natureza. 73. § 7º Os custos operacionais de depósito. 56. inclusive os tóxicos. serão destinados a estas.§ 2º Após a decisão administrativa definitiva. policiais. entidades científicas. § 4º Os produtos e subprodutos de que tratam o § 2º não retirados pelo beneficiário no prazo estabelecido no documento de doação. os petrechos e os demais instrumentos utilizados na prática da infração úteis aos órgãos ou entidades ambientais. penais. 75. § 6º Os recursos provenientes de hasta pública dos produtos e subprodutos de que trata este artigo constituem receita própria do órgão ou entidade responsável pela autuação e serão destinados para a preservação. § 8º Somente poderão participar da hasta pública prevista neste artigo as pessoas e as empresas que demonstrarem não terem praticado infração ambiental nos três anos anteriores e que estejam regularmente licenciadas ou autorizadas para as atividades que desempenhem. militares. de imediato nas hipóteses previstas neste Decreto. públicas e outras com fins beneficentes. públicas e outras entidades com fins beneficentes. § 5º Os produtos e subprodutos perecíveis ou a madeira apreendidos pela fiscalização serão avaliados e doados pela autoridade competente às instituições científicas. A demolição de obra será determinada nas hipóteses previstas neste Decreto e será efetivada quando a decisão se tornar definitiva no âmbito administrativo. 72. leilão ou destruição. a partir da data da doação ou da arrematação. os produtos e subprodutos da fauna e flora. nas hipóteses previstas neste Decreto. Art. a critério da autoridade competente. § 2º O embargo de atividades será efetivado tão logo seja verificada a infração. melhoria da qualidade do meio ambiente e dos recursos hídricos. sem justificativa. de imediato. § 5º O Termo de Ajustamento de Conduta a que se refere o § 1º poderá prever a suspensão da exigibilidade da multa aplicada. alienados em hasta pública. nos termos do art. perigosos ou nocivos à saúde humana ou ao meio ambiente. por até o mesmo período. sempre que o produto estiver desobedecendo às normas e padrões ambientais e de recursos hídricos previstos em lei ou regulamento e será efetivada quando a decisão se tornar definitiva no âmbito administrativo. sempre que o produto estiver desobedecendo às normas e padrões ambientais e de recursos hídricos previstos em lei ou regulamento. Parágrafo único. será determinada. Art. Art. hospitalares. 49 no caso de cumulação da multa com a penalidade de embargo de obra ou de atividades. os petrechos e os demais instrumentos utilizados na prática da infração serão avaliados e. prorrogável uma única vez. a critério do órgão ambiental.

pelo agente autuante. IGAM. § 1º A suspensão de atividades será efetivada tão logo seja verificada a infração. licença. nos termos do disposto no § 9º do art. eventualmente. 77. Art. competirá à SEMAD ou à entidade a ela vinculada efetuar a demolição. conservação e melhoria do meio ambiente.proibição de contratar com a Administração Pública. assinado pelo Secretário de Estado ou por dirigentes máximos da FEAM. prevalecerá até que o infrator obtenha a licença ou autorização devida ou firme Termo de Ajustamento de Conduta com o órgão ambiental. As sanções restritivas de direito são: I . permissão ou autorização. para a verificação da legalidade. havendo viabilidade técnica. 80. deverá ser estabelecido cronograma para cumprimento da penalidade. No caso de empreendimentos ou atividades sujeitos à AAF que estiverem funcionando com sistema de controle ambiental inadequado ou em desacordo com orientação elaborada por responsável técnico. Art. § 4º O Termo de Ajustamento de Conduta a que se refere o § 3º será firmado pelo prazo máximo de doze meses. bem como quando o ato tiver sido concedido com base em informações falsas prestadas pelo empreendedor.cancelamento de registro. § 3º A suspensão de atividade. Parágrafo único. o infrator será notificado para efetivar a demolição e dar a devida destinação aos materiais dela resultantes. vedada a subdelegação. licença.suspensão de registro. nas hipóteses em que o infrator estiver exercendo atividade sem a licença ou a autorização ambiental competente e poderá ser aplicada nos casos de segunda reincidência em infração punida com multa. a demolição deverá ser efetivada de imediato tão logo seja verificada a infração. Integra a revisão prevista do caput a observância da existência de reincidência que. de 1980. Seção I . 79. Art. ou por quem deles receber delegação. 82. permissão ou autorização. no momento da lavratura do auto de infração. na forma das seções subseqüentes. A penalidade de suspensão de atividade será aplicada. 78. 16. desde que tenha sido providenciada a regularização ambiental.perda ou restrição de incentivos e benefícios fiscais. § 2º Na hipótese de obra localizada em Unidades de Conservação de Proteção Integral. Art. proporcionalidade. as infrações classificam-se como leves. III . Para efeito da aplicação das penalidades previstas neste Capítulo. Art. 76. Lavrado o auto de infração. de 1980.772. outorga. Art.772. não tenha sido constatada. 83. prorrogável uma única vez. IV . de acordo com o cronograma estabelecido pela SEMAD ou à entidade a ela vinculada. Art. com as condições e prazos para funcionamento do empreendimento até a sua regularização. pelo período de até três anos. o mesmo será revisto pela autoridade competente. II .§ 1º Assim que a decisão administrativa tornar-se definitiva. da Lei nº 7. IEF. graves e gravíssimas. e V . Na hipótese prevista no art. Art. 81 de alteração no auto de infração pela autoridade competente o infrator será notificado da mesma sendo-lhe reaberto o prazo para defesa. Constituem infrações às normas sobre a proteção. será aplicada a pena a que se refere o inciso II do art. § 2º Se não houver viabilidade técnica para a imediata suspensão das atividades.perda ou suspensão da participação em linhas de financiamento em estabelecimentos oficiais de crédito. 78. pelo servidor credenciado. e dos demais critérios estabelecidos neste Capítulo. as tipificadas no Anexo I. . devendo o infrator ressarcir os custos da demolição.Das infrações por descumprimento das normas previstas pela Lei nº 7. 81. § 3º Caso a demolição não seja realizada no prazo estabelecido nos SS§ 1º e 2º. razoabilidade. por até o mesmo período. sem prejuízo da aplicação das demais penalidades previstas neste Decreto. As sanções restritivas de direito aplicáveis às pessoas físicas ou jurídicas poderão ser cumuladas com quaisquer das penas atribuídas às infrações previstas neste Decreto e serão efetivadas quando a decisão se tornar definitiva no âmbito administrativo.

II . Parágrafo único. de 2002. de acordo com as condições e os procedimentos estabelecidos ou aprovados pelo órgão ambiental competente. Constituem infrações às normas previstas na Lei nº 14. contratuais. cabendo-lhe a manutenção. 88. As medidas emergenciais e a suspensão ou redução de atividades serão executadas imediatamente. Art. Art.adotar. ou para dela obter vantagem. Art. recolhimento. neutralização. sejam eles diretos. e nº 14. 87. § 2º Os valores das penalidades previstas no Anexo IV a que se refere o caput serão indicadas através da UFEMG.309. concorra para a prática da infração. CAPÍTULO X DAS OBRIGAÇÕES E PROCEDIMENTOS DOS RESPONSÁVEIS POR ACIDENTE AMBIENTAL Art. contados da data de apresentação da defesa. com vistas a minimizar os danos à saúde pública e ao meio ambiente.comunicar imediatamente o acidente à Superintendência Regional de Meio Ambiente da SEMAD ou à FEAM ou ao IEF ou ao IGAM. a qual será submetida ao Superintendente Regional de Meio Ambiente. incluindo as ações de contenção. § 2º Os valores das penalidades previstas no Anexo III a que se refere o caput serão indicadas através da UFEMG. Lavrado o auto que determina medidas emergenciais.Das infrações por descumprimento das normas previstas pelas Leis nºs 14. concorra para a prática da infração.Seção II . 84. podendo o interessado apresentar defesa no prazo de até dez dias. solicitando registro da data e horário da comunicação. 90. mediante decisão fundamentada. bem como para a recuperação das áreas impactadas. e bem como a todos aqueles. independentemente da apresentação de defesa. de 2002. .Das infrações por descumprimento das normas previstas pela Lei nº 13. 85. de 1999. para o meio ambiente. Fica a pessoa física ou jurídica responsável por empreendimento que provocar acidente com dano ambiental obrigada a: I . § 1º As penalidades previstas no Anexo V a que se refere o caput incidirão sobre os autores. e bem como a todos aqueles. recursos hídricos ou para os recursos econômicos do Estado. de 2002 Art. de 2002. Constituem infrações às normas previstas na Lei nº 14. § 2º Os valores das penalidades previstas no Anexo V a que se refere o caput serão indicadas através da UFEMG. para que a autoridade competente. as tipificadas no Anexo III deste Decreto. O servidor credenciado da SEMAD ou de suas entidades vinculadas determinará. que decidirá a questão no prazo de cinco dias. 86. suspensão ou redução de atividades. medidas emergenciais e a suspensão ou redução de atividades durante o período necessário para a supressão do risco. sejam eles diretos. para fins de futura comprovação. anulação ou revogação do ato. CAPÍTULO IX DA SUSPENSÃO PREVENTIVA DE ATIVIDADES Art. ou para dela obter vantagem. § 1º As penalidades previstas no Anexo III a que se refere o caput incidirão sobre os autores. que de qualquer modo. sejam eles diretos. as tipificadas no Anexo II. as medidas necessárias para o controle das conseqüências do acidente.181. Seção III . § 1º As penalidades previstas no Anexo IV a que se refere o caput incidirão sobre os autores. com meios e recursos próprios. as tipificadas no Anexo IV deste Decreto. Art. e bem como a todos aqueles. ou para dela obter vantagem. que de qualquer modo. ao Diretor-Geral do IEF ou ao Diretor-Geral do IGAM. 89. verifique a legalidade. sob pena de cancelamento da medida. contratuais. ao Presidente da FEAM. tratamento e disposição final dos resíduos gerados no acidente. o mesmo será encaminhado à SEMAD ou à entidade a ela vinculada.309. concorra para a prática da infração. contratuais.181. que de qualquer modo. razoabilidade e proporcionalidade. Constituem infrações às normas de utilização de recursos hídricos superficiais ou subterrâneos.199. em caso de grave e iminente risco para vidas humanas. conforme o caso. Constituem infrações às normas de proteção à fauna as tipificadas pelo Anexo V deste Decreto.

94. Normas complementares necessárias ao cumprimento deste Decreto editadas pelo IEF. e IV . de 29 de dezembro de 2003. IV . nº 14.772. para fins do previsto neste artigo: I .00 (quinhentos mil reais).000. normas.309. dos dispositivos constantes das Leis nº 7. de 1980. instituída pela Lei nº 14. a empresa ou atividade beneficiária deverá comprovar a sua regularização ambiental para a liberação dos recursos. No caso de concessão de incentivos fiscais ou financeiros. caso os existentes fiquem prejudicados ou suspensos em decorrência do acidente ambiental. Art. o CERH. Art. no âmbito das respectivas competências. 63. de 2002. quando relativos a valores inferiores a R$500. § 1º A obrigação prevista no caput independe da indenização dos custos de licenciamento do empreendimento e da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . 92. II . ao meio ambiente e ao patrimônio do Estado ou de terceiros.181. pelos Superintendentes Regionais de Meio Ambiente. O fato de haver implementado ou estar implementando ações voluntárias com vistas à recuperação ou à conservação de recursos naturais constituem fatores relevantes a serem considerados pelo Estado na concessão de estímulos em forma de financiamento ou incentivo fiscal. . Parágrafo único. pelo Presidente da FEAM. padrões e diretrizes e outros atos complementares relativos à proteção. por meio de recurso interposto no prazo de trinta dias contados da data da notificação. CAPÍTULO XI DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art.indenizar ao Estado e às entidades da administração indireta as despesas com transporte. Ao COPAM e ao CERH compete baixar deliberações aprovando instruções. bem como independente do recolhimento do valor correspondente à pena pecuniária porventura aplicada em decorrência da lavratura de auto de infração. Art. § 2º Os valores de que tratam os incisos III e IV poderão ser objeto de contestação por parte do infrator. pela FEAM e pelo IGAM deverão ser previamente homologadas pelo Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. pelo DiretorGeral do IEF ou pelo Diretor-Geral do IGAM. de 1999. Art.as ações de recuperação ou de conservação dos recursos naturais implementadas a título de compensação ambiental. bem como à concessão de Licenças e AAF. e V . nos termos da legislação vigente. III . Não poderão ser consideradas.III . nº 14. nº 13. O COPAM. 95.as ações de recuperação ou de conservação dos recursos naturais implementadas a título de medida compensatória ou reparadora de danos causados direta ou indiretamente pelo empreendimento. e deste Decreto. para a concessão de incentivo e financiamento a projeto de desenvolvimento econômico ou a sua implementação.as medidas mitigadoras de impactos ambientais inerentes à instalação ou à operação do empreendimento.199. pelo requerente. conforme o caso. 91. O Poder Executivo. bem como outras despesas realizadas em decorrência do acidente. poderão expedir normas complementares para o cumprimento deste Decreto.reembolsar ao Estado e às entidades da administração indireta as despesas e os custos decorrentes da adoção de medidas emergenciais para o controle da ocorrência e dos efeitos nocivos que possa causar à população. 93. e a SEMAD. hospedagem e alimentação relativas ao deslocamento de pessoal necessário para atender à ocorrência.as ações de recuperação ou conservação dos recursos naturais implementadas nos termos do art.940. de 2002.TFAMG. por conta do acidente ambiental. Parágrafo único. § 3º Os recursos a que se refere o § 2º serão analisados. conservação e melhoria do meio ambiente e recursos hídricos.adotar as providências que se fizerem necessárias para prover as comunidades com os serviços básicos. e os relativos a valores superiores serão analisados pelo Presidente do COPAM. levará em consideração o cumprimento.

em Belo Horizonte. 96. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. 220º da Inconfidência Mineira e 187º da Independência do Brasil.309. As alterações nos valores das multas promovidas por este Decreto implicam a incidência das normas pertinentes. Art. aos 25 de junho de 2008. quando mais benéficas ao infrator e desde que não tenha havido decisão definitiva na esfera administrativa. Fica revogado o Decreto nº 44.Art. 98. 97. AÉCIO NEVES . Art. de 5 de junho de 2006. Palácio da Liberdade.

TFAMG. por meio de recurso interposto no prazo de trinta dias contados da data da notificação.309.as ações de recuperação ou de conservação dos recursos naturais implementadas a título de medida compensatória ou reparadora de danos causados direta ou indiretamente pelo empreendimento. ao meio ambiente e ao patrimônio do Estado ou de terceiros. pelos Superintendentes Regionais de Meio Ambiente. normas. e os relativos a valores superiores serão analisados pelo Presidente do COPAM. 91. 95.199. O Poder Executivo. No caso de concessão de incentivos fiscais ou financeiros. nº 14.as ações de recuperação ou conservação dos recursos naturais implementadas nos termos do art. de 2002. 92. § 1º A obrigação prevista no caput independe da indenização dos custos de licenciamento do empreendimento e da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental . no âmbito das respectivas competências. Art. pelo Presidente da FEAM. conforme o caso. nº 14. caso os existentes fiquem prejudicados ou suspensos em decorrência do acidente ambiental. . para fins do previsto neste artigo: I . § 3º Os recursos a que se refere o § 2º serão analisados. O fato de haver implementado ou estar implementando ações voluntárias com vistas à recuperação ou à conservação de recursos naturais constituem fatores relevantes a serem considerados pelo Estado na concessão de estímulos em forma de financiamento ou incentivo fiscal. e IV . Parágrafo único. § 2º Os valores de que tratam os incisos III e IV poderão ser objeto de contestação por parte do infrator. pelo requerente. 63. pelo Diretor-Geral do IEF ou pelo Diretor-Geral do IGAM. Não poderão ser consideradas.adotar as providências que se fizerem necessárias para prover as comunidades com os serviços básicos. Art. Art.940. e V . 94. Art. o CERH.indenizar ao Estado e às entidades da administração indireta as despesas com transporte. e a SEMAD. para a concessão de incentivo e financiamento a projeto de desenvolvimento econômico ou a sua implementação.181. por conta do acidente ambiental. 93. levará em consideração o cumprimento.III . II . Ao COPAM e ao CERH compete baixar deliberações aprovando instruções. dos dispositivos constantes das Leis nº 7. bem como independente do recolhimento do valor correspondente à pena pecuniária porventura aplicada em decorrência da lavratura de auto de infração. bem como à concessão de Licenças e AAF. nº 13. conservação e melhoria do meio ambiente e recursos hídricos. nos termos da legislação vigente. quando relativos a valores inferiores a R$500. IV . de 1999. de 2002. CAPÍTULO XI DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art.772. III .00 (quinhentos mil reais). de 29 de dezembro de 2003. instituída pela Lei nº 14. poderão expedir normas complementares para o cumprimento deste Decreto.as medidas mitigadoras de impactos ambientais inerentes à instalação ou à operação do empreendimento. bem como outras despesas realizadas em decorrência do acidente. a empresa ou atividade beneficiária deverá comprovar a sua regularização ambiental para a liberação dos recursos. padrões e diretrizes e outros atos complementares relativos à proteção. e deste Decreto.000. de 1980.as ações de recuperação ou de conservação dos recursos naturais implementadas a título de compensação ambiental.reembolsar ao Estado e às entidades da administração indireta as despesas e os custos decorrentes da adoção de medidas emergenciais para o controle da ocorrência e dos efeitos nocivos que possa causar à população. hospedagem e alimentação relativas ao deslocamento de pessoal necessário para atender à ocorrência. O COPAM.

em Belo Horizonte. Palácio da Liberdade. 96. Art. Fica revogado o Decreto nº 44. 97. Normas complementares necessárias ao cumprimento deste Decreto editadas pelo IEF. 98. Art. Art. quando mais benéficas ao infrator e desde que não tenha havido decisão definitiva na esfera administrativa. 220º da Inconfidência Mineira e 187º da Independência do Brasil. AÉCIO NEVES . aos 25 de junho de 2008.309. pela FEAM e pelo IGAM deverão ser previamente homologadas pelo Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. As alterações nos valores das multas promovidas por este Decreto implicam a incidência das normas pertinentes.Parágrafo único. de 5 de junho de 2006. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

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