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AULA1 - Funções trigonométricas inversas.

A função arcsen(x).
Para ”construir” a função inversa do seno, comecemos por analisar a função seno.

Se olharmos para o gráfico de f (x) = sen(x), facilmente verificamos que, o


domı́nio de f (x) é Df = <, Df0 = [−1, 1], é uma função sempre contı́nua,
periódica e é ı́mpar(f (−x) = −f (x)).

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Funções trigonométricas inversas.
-Para que uma função tenha inversa, é necessário que seja injectiva. Como se vê
no gráfico de sen(x), esta função não é injectiva em todo o seu domı́nio. Para que
se possa definir a sua inversa, temos que restringir o seu domı́nio, num
subdomı́nio para o qual a função seja injectiva.

-Consideremos a função g (x) = Sen(x) restrita ao intervalo [− π2 , π2 ], e que


representaremos por, g (x) = Sen(x) = sen(x), com − π2 ≤ x ≤ π2 .

-Podemos dizer que, Dg = [− π2 , π2 ], Dg0 = [−1, 1], dSen(x)


dx > 0, ∀x ∈ Dg pelo que
podemos dizer que a função g (x) é crescente em ] − π2 , π2 [, e é injectiva no seu
domı́nio. Uma vez que Sen(x) é injectiva, podemos definir a sua função inversa,
que representaremos por g −1 (x) = arcsen(x).

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Funções trigonométricas inversas.

Esta função tem como domı́nio, Dg −1 (x) = [−1, 1] e o seu contradomı́nio é


Dg0 −1 (x) = [− π2 , π2 ].

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Funções trigonométricas inversas.
Seja y = arcsen(x), então, x = sen(y ) e − π2 ≤ y ≤ π2 . Se derivarmos esta
expressão em ordem a x vem, dxdx
= cos(y ) dy dy
dx , i.e., 1 = cos(y ) dx .

Como cos(y ) ≥ 0, quando − π2 ≤ y ≤ π2 , temos,



cos(y ) = 1 − sen2 (x) = 1 − x 2 . Logo, darcsen(x)
p
= √ 1 .
dx 1−x 2

A função arccos(x)
Para ”construir” a função inversa do coseno, comecemos por analisar a função
coseno.

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Funções trigonométricas inversas.
Se olharmos para o gráfico de f (x) = cos(x), facilmente verificamos que, o
domı́nio de f (x) é Df = <, Df0 = [−1, 1], é uma função sempre contı́nua,
periódica e é par(f (−x) = f (x)).
Para que uma função tenha inversa, é necessário que seja injectiva. Como se vê
no gráfico de cos(x), esta função não é injectiva em todo o seu domı́nio. Para que
se possa definir a sua inversa, temos que restringir o seu domı́nio, num
subdomı́nio para o qual a função seja injectiva.
Consideremos a função g (x) = Cos(x) restrita ao intervalo [0, π], e que
representaremos por, g (x) = Cos(x) = cos(x), com 0 ≤ x ≤ π. Podemos
dizer que, Dg = [0, π], Dg0 = [−1, 1], dCos(x)
dx < 0, ∀x ∈ Dg pelo que podemos dizer
que a função g (x) é decrescente em ]0, π[, e é injectiva no seu domı́nio.
Uma vez que Cos(x) é injectiva, podemos definir a sua função inversa, que
representaremos por g −1 (x) = arccos(x). O gráfico desta função e dado por,

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Funções trigonométricas inversas.

Esta função tem como domı́nio, Dg −1 (x) = [−1, 1] e o seu contradomı́nio é


Dg0 −1 (x) = [0, π].

Seja y = arccos(x), então, x = cos(y ) e 0 ≤ y ≤ π. Se derivarmos esta expressão


dy
em ordem a x vem, dxdx = −sen(y )(y ) dx , i.e.,

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Funções trigonométricas inversas.
1 = −sen(y ) dy . Como sen(y ) ≥ 0, quando 0 ≤ y ≤ π, temos,
p dx √
sen(y ) = 1 − cos 2 (x) = 1 − x 2 . Logo, darccos(x)
dx
1
= − √1−x 2
.

A função arctg(x).
Para ”construir” a função inversa da tangente, comecemos por analisar a função
tangente.

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Funções trigonométricas inversas.
Se olharmos para o gráfico de f (x) = tg (x), facilmente verificamos que, o
domı́nio de f (x) é Df = {x ∈ < : x 6= (2k − 1) π2 , k ∈ Z }, Df0 = <, é uma
função periódica de perı́odo π, e é ı́mpar.
Para que uma função tenha inversa, é necessário que seja injectiva. Como se vê
no gráfico de tg (x), esta função não é injectiva em todo o seu domı́nio. Para que
se possa definir a sua inversa, temos que restringir o seu domı́nio, num
subdomı́nio para o qual a função seja injectiva.
Consideremos a função g (x) = Tg (x) restrita ao intervalo ] − π2 , π2 [, e que
representaremos por, g (x) = Tg (x) = tg (x), com − π2 < x < π2 .

Podemos dizer que, Dg =] − π2 , π2 [, Dg0 = <, dTgdx(x) > 0, ∀x ∈ Dg pelo que


podemos dizer que a função g (x) é crescente em ] − π2 , π2 [, e é injectiva no seu
domı́nio. Uma vez que Tg (x) é injectiva, podemos definir a sua função inversa,
que representaremos por g −1 (x) = arctg (x).

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Funções trigonométricas inversas.
O gráfico desta função e dado por,

Esta função tem como domı́nio, Dg −1 (x) = < e o seu contradomı́nio é


Dg0 −1 (x) =] − π2 , π2 [. Seja y = arctg (x), então, x = tg (y ) e − π2 < y < π
2.

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Funções trigonométricas inversas.
dx 1 dy
Se derivarmos esta expressão em ordem a x vem, dx = cos 2 (y ) dx , i.e.,
dy 1 darctg (x) 1
cos 2 (y ) = dx . Como 1 + tg 2 (y ) = cos 2 (y ) , então, dx = 1+x 2.

A função arccotg(x).
Para ”construir” a função inversa da cotangente, comecemos por analisar a
função cotangente.

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Funções trigonométricas inversas.
Se olharmos para o gráfico de f (x) = cotg (x), facilmente verificamos que, o
domı́nio de f (x) é Df = {x ∈ < : x 6= kπ, k ∈ Z }, Df0 = <, é uma função
periódica de perı́odo π, e é ı́mpar.
Para que uma função tenha inversa, é necessário que seja injectiva. Como se vê
no gráfico de cotg (x), esta função não é injectiva em todo o seu domı́nio. Para
que se possa definir a sua inversa, temos que restringir o seu domı́nio, num
subdomı́nio para o qual a função seja injectiva.
Consideremos a função g (x) = Cotg (x) restrita ao intervalo ]0, π[, e que
representaremos por, g (x) = Cotg (x) = cotg (x), com 0 < x < π. Uma vez
que Cotg (x) é injectiva, podemos definir a sua função inversa, que
representaremos por g −1 (x) = arccotg (x).
Seja y = arccotg (x), então, x = cotg (y ) e 0 < y < π.

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Funções trigonométricas inversas.
Se derivarmos esta expressão em ordem a x vem, dx
dx = − sen12 (y ) dy
dx , i.e.,
dy 1 darccotg (x) 1
sen2 (y ) = dx . Como 1 + cotg 2 (y ) = sen2 (y ) , então, dx = − 1+x 2.

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EXTRA - Funções hiperbólicas.
As funções sen(x) e cos(x) são designadas por funções circulares porque para
qualquer t ∈ <, o ponto (cos(t), sen(t)) localiza-se sobre um cı́rculo de equação
x 2 + y 2 = 1. As funções ch(x) e sh(x) são designadas funções hiperbólicas , uma
vez que qualquer t ∈ <, ponto (ch(t), sh(t)) localiza-se sobre uma hipérbole de
equação x 2 − y 2 = 1, daı́ que se possa dizer ch2 (t) − sh2 (t) = 1.
Função seno hiperbólico
É uma função que se define do seguinte modo,
f :< → <
x −x
x ,→ e −e2 = sh(x)
Tem-se que sh(0) = 0, é uma função ı́mpar, i.e. sh(−x) = −sh(x), Df = <. Para
além disso vemos que,
e x − e −x
lim sh(x) = lim = +∞.
x→+∞ x→+∞ 2
e x − e −x
lim sh(x) = lim = −∞.
x→−∞ x→−∞ 2
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Funções hiperbólicas.
−x
ex
As assı́mptotas do gráfico de sh(x) são dadas pelas curvas y = 2 e y = −e2 . O
esboço do gráfico apresenta-se a seguir.

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Funções hiperbólicas.
Função coseno hiperbólico
É uma função que se define do seguinte modo,
f :< → <
x −x
x ,→ e +e2 = ch(x)
Tem-se que ch(0) = 1, é uma função par, i.e. ch(−x) = ch(x), Df = <. Para
além disso vemos que,
e x + e −x
lim ch(x) = lim = +∞.
x→+∞ x→+∞ 2
e x + e −x
lim ch(x) = lim = +∞.
x→−∞ x→−∞ 2
ex e −x
As assı́mptotas do gráfico de ch(x) são dadas pelas curvas y = 2 ey= 2 . O
esboço do gráfico apresenta-se a seguir.

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Funções hiperbólicas.

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Funções hiperbólicas.
Função tangente hiperbólica
É uma função que se define do seguinte modo,
f :< → <
x −x sh(x)
x ,→ ee x −e
+e −x = ch(x)

Tem-se que th(0) = 0, é uma função ı́mpar, i.e. th(−x) = −th(x), Df = <. Para
além disso vemos que,
e x − e −x
lim th(x) = lim = 1.
x→+∞ x→+∞ e x + e −x

e x − e −x
lim th(x) = lim = −1.
x→−∞ x→−∞ e x + e −x

As assı́mptotas do gráfico de th(x) são dadas pelas curvas y = 1 e y = −1.

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Funções hiperbólicas.
O esboço do gráfico apresenta-se a seguir.

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Funções hiperbólicas.
Função cotangente hiperbólica
É uma função que se define do seguinte modo,
f : < \ {0} → <
x
+e −x ch(x)
x ,→ eex −e −x = th(x)

O domı́nio é Df = {x ∈ < : e x − e −x 6= 0} = < \ {0}. É uma função par, i.e.


coth(−x) = coth(x). Para além disso vemos que,
e x + e −x
lim coth(x) = lim =1
x→+∞ x→+∞ e x − e −x

e x + e −x
lim coth(x) = lim = −1.
x→−∞ x→−∞ e x − e −x

e x + e −x
lim+ coth(x) = lim+ = +∞
x→0 x→0 e x − e −x
e x + e −x
lim− coth(x) = lim− = −∞.
x→0 x→0 e x − e −x
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Funções hiperbólicas.
O esboço do gráfico apresenta-se a seguir.

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Funções hiperbólicas.
Algumas relações importantes envolvendo funções hiperbólicas.
A fórmula fundamental é ch2 (x) − sh2 (x) = 1. Outras relações se podem provar
x −x
facilmente a partir da substituição das expressões que definem sh(x) = e −e
2 e
x −x
e +e
ch(x) = 2 . Fica como trabalho para casa, provar que,

ch(x ± y ) = ch(x)ch(y ) ± ch(x)ch(y )


sh(x ± y ) = sh(x)ch(y ) ± ch(x)sh(y )
sh(2x) = 2sh(x)ch(x)
ch(2x) = ch2 (x) + sh2 (x)
ch(2x)+1
ch2 (x) = 2
ch(2x)−1
sh2 (x) = 2

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Funções hiperbólicas.
Funções hiperbólicas inversas.
As funções sh(x), th(x) e coth(x) são funções injectivas, logo são invertı́veis. A
função ch(x) não é injectiva em todo o seu domı́nio, pelo que, para definirmos a
sua inversa, temos que restringir o seu domı́nio.
Inversa do seno hiperbólico.
É uma função que se define do seguinte modo,
f :< → <
x ,→ argsh(x)
Como as funções hiperbólicas são definidas a partir de funções exponenciais, logo,
as funções hiperbólicas inversas vão ser definidas em termos de função logaritmo.
Tentemos então calcular a inversa da função sh(x). Para tal vamos resolver em
ordem a x a seguinte equação,
e x −e −x 1
y= 2 ⇔ 2y = e x − ex ⇔ (e x )2 − 2ye x − 1 = 0

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Funções hiperbólicas.
Se considerarmos α = e x , então temos uma equação em α, α2 − 2αy − 1 = 0 que
podemos resolver usando a fórmula resolvente, então chegamos a,

2y ± 4y 2 +4 p
α= 2 = y ± y2 + 1
Mas, como α = e x , então, temos que escolher o sinal positivo, uma vez que uma
função exponencial é sempre positiva. Daqui,
p e aplicando logaritmo a ambos os
lados da igualdade acima, vem, x = ln(y + y 2 + 1). Da expressão anterior,
também facilmente se vê que o seu domı́nio é <. Isto porque o argumento da
função logaritmo é sempre positivo. Podemos então caracterizar a inversa da
função sh(x) da seguinte forma,

f −1 : < → <

x ,→ ln(x + x 2 + 1)

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Funções hiperbólicas.
O esboço do gráfico apresenta-se a seguir.

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Funções hiperbólicas.
Inversa do coseno hiperbólico.
’E uma função que se define do seguinte modo,
f : [1, +∞[ → [0, +∞[
x ,→ argch(x)
A função ch(x) não é injectiva. De modo que temos que restringir o seu domı́nio,
por forma a que seja injectiva. Assim, vamos considerar,
Ch(x) : [0, +∞[ → [1, +∞[
x ,→ Ch(x)
Tentemos então calcular a inversa da função Ch(x). Para tal vamos resolver em
ordem a x a seguinte equação,
e x +e −x 1
y= 2 ⇔ 2y = e x + ex ⇔ (e x )2 − 2ye x + 1 = 0
Se considerarmos α = e x , então temos uma equação em α, α2 − 2αy + 1 = 0 que
podemos resolver usando a fórmula resolvente, então chegamos a,

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Funções hiperbólicas.

2y ± 4y 2 −4 p
α= 2 =y± y2 − 1
Aplicando logaritmo
p a ambos os lados da igualdade acima, vem
x = ln(y ± y 2 − 1). Temos agora que escolher o sinal. Também p sabemos que
x ≥ 0 a partir do domı́nio da função ch(x). Isto significa que, y ± y 2 − 1 ≥ 1.
Por √outro lado, também vimos que y ≥ 1. Seja por exemplo y = 2. Então temos
2 ± 3 ≥ 1. Daqui vê-se que não se pode escolher o sinal negativo. Podemos
então dizer que,
f : [1, +∞[ →√ [0, +∞[
x ,→ ln(x + x 2 − 1)

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Funções hiperbólicas.
O esboço do gráfico apresenta-se a seguir.

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Funções hiperbólicas.
Inversa da tangente hiperbólica.
É uma função que se define do seguinte modo,
f :] − 1, 1[ → <
x ,→ argth(x)
Tentemos então calcular a inversa da função th(x). Para tal vamos resolver em
ordem a x a seguinte equação,
e x −e −x 1
y= e x +e −x ⇔ ) = e x − e1x ⇔ (e x )2 (y − 1) = −y − 1
y (e x + ex
q
y +1
Daqui tiramos que e x = ± 1−y , e, uma vez que uma função exponencial é
1+y
sempre positiva, temos que escolher o sinal positivo, ou seja, x = 12 ln( 1−y ).
1+y
O domı́nio desta expressão é D = {y ∈ < : 1−y > 0} =] − 1, 1[.

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Funções hiperbólicas.
Podemos então caracterizar a inversa da função th(x) da seguinte forma,
f −1 :] − 1, 1[ → <
x ,→ 12 ln( 1−x
1+x
)
O gráfico desta função pode ser visto a seguir.

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Funções hiperbólicas.
Inversa da cotangente hiperbólica.
É uma função que se define do seguinte modo,
f :] − ∞, −1[∪]1, ∞[ → < \ {0}
x ,→ argcoth(x)
Tentemos então calcular a inversa da função coth(x). Para tal vamos resolver em
ordem a x a seguinte equação,
e x +e −x 1
y= e x −e −x ⇔ ) = e x + e1x ⇔ (e x )2 (y − 1) = y + 1
y (e x − ex
q
Daqui tiramos que e x = ± yy −1
+1
, e, uma vez que uma função exponencial é
sempre positiva, temos que escolher o sinal positivo, ou seja, x = 12 ln( yy −1
+1
).
1+y
O domı́nio desta expressão é D = {y ∈ < : y −1 > 0} =] − ∞, −1[∪]1, ∞[.

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Funções hiperbólicas.
Podemos então caracterizar a inversa da função coth(x) da seguinte forma,
f −1 :] − ∞, −1[∪]1, ∞[ → < \ {0}
x ,→ 12 ln( x−1
1+x
)
O gráfico desta função pode ser visto a seguir.

R. Pereira, V. Mariano (DMCT, UM) Cálculo Setembro 2008 31 / 31