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Introdução

O folclore é um conjunto de mitos e lendas que as pessoas


passam de geração para geração. Muitos nascem da
imaginação das pessoas, principalmente dos moradores do
interior de cada região do Brasil. O folclore pode ser dividido
em lendas e mitos.
As lendas procuram dar explicações a acontecimentos
misteriosos ou sobrenaturais, e os mitos possuem um forte
componente simbólico, e tem o objetivo de dá sentido as
coisas do mundo.
No decorrer deste trabalho veremos mais algumas
curiosidades sobre o folclore, e alguns mitos e lendas.
O Folclore.

Mitos e lendas do Brasil, mitologia, contos e lendas populares, lendas e mitos


da cultura popular brasileira, saci-perere, curupira, boitatá, lobisomem e mula-
sem-cabeça, festas populares, dia do folclore, festividades e comemorações,
contos folclóricos do nordeste.

O que é Folclore?

Podemos definir o folclore como um conjunto de mitos e lendas que as pessoas


passam de geração para geração. Muitos nascem da pura imaginação das
pessoas, principalmente dos moradores das regiões do interior do Brasil.
Muitas destas histórias foram criadas para passar mensagens importantes para
as pessoas ou apenas para assustá-las. O folclore pode ser dividido em lendas
e mitos. Muito deles deram origem à festas populares, que ocorrem pelos
quatro cantos do país.
As lendas são estórias contadas por pessoas e transmitidas oralmente através
dos tempos. Misturaram fatos reais e históricos com acontecimentos
misteriosos ou sobrenaturais.
Os mitos são narrativos que possuem um forte componente simbólico. Como os
povos da antiguidade não conseguiam explicar os fenômenos da natureza,
através de explicações científicas, criavam mitos com esse objetivo : dar
sentido as coisas do mundo.Os mitos também serviam como uma forma de
passar conhecimentos e alertar as pessoas sobre perigos ou defeitos e
qualidades do ser humano.Deuses,heróis e personagens sobrenaturais se
misturaram com os fatos da realidade para dar sentido a vida e ao mundo.

Curiosidades:

- É comemorado com eventos e festas, no dia 22 de agosto, aqui no Brasil, o


Dia do Folclore.
-Em 2005, foi criado do Dia do Saci, que deve ser comemorado em 31 de
outubro. Festas folclóricas ocorrem nesta data em homenagem a este
personagem. A data, recém criada, concorre com forte influência norte-
americana em nossa cultura, representada pela Festa do Halloween – Dia das
Bruxas .
×Muitas festas populares,que ocorrem no mês de Agosto, possuem temas
folclóricos como destaque e também fazem parte da cultura popular.

História
O termo folclore (folklore) aparece pela primeira vez por Ambrose Merton
pseudônimo de William John Toms – em uma carta endereçada à revista The
Athenaeum, de Londres, onde os vocábulos da língua inglesa folk e lore (povo e
saber) foram unidos, passando a ter o significado de saber tradicional de um
povo.
Esse termo passou a ser utilizado então para se referir às tradições, costumes
e superstições das classes populares.
Posteriormente, o termo passa a designar toda a cultura nascida
principalmente nessas classes, dando ao folclore o status de história não
escrita de um povo.
A medida que a ciência e a tecnologia se desenvolveram,todas essas tradições
passaram a ser considerada frutos da ignorância popular. Entretanto, o estudo
do folclore é fundamental de modo a caracterizar a formação cultural de um
povo e seu passado, além de detectar a cultura popular vigente, pois o fato
folclórico é influenciado por sua época.
No século XIX, a pesquisa folclórica se espalha por toda a Europa, com a
conscientização de que a cultura popular poderia desaparecer devido ao modo
de vida urbano. O folclore passa então a ser usado como principal elemento
nas obras artísticas, despertando o sentimento nacionalista dos povos .

Características do fato folclórico

Para se determinar se um acontecimento é folclórico ele deve apresentar as


seguintes características:

×Tradicionalidade: vem se transmitindo geracionalmente.


×Oralidade: é transmitido pela palavra falada.
×Anonimato: não tem autoria.
×Funcionalidade: existe uma razão para o fato acontecer.
×Aceitação coletiva: há uma identificação de todos com o fato.
×Vulgaridade: acontece nas classes populares e não há apropriação pelas
elites.
×Espontacidade: não pode ser oficial nem institucionalizado.

As características de tradicionalidade,oralidade e anonimato podem não ser


encontrados em todos os fatos folclóricos como no caso da literatura de
cordel,no Brasil,onde o autor é identificado e a transmissão não é feita
oralmente.

Lendas
× Região Norte

× A mãe D’água – Iara


× A Cobra Grande – Cobra Norato ou Boiúna
×A Vitória Régia

× Região Nordeste

×A cabeça Satânica
×A Besta Fera
×A Cidade Encantada de Jericoacoara
×O Papa Figo
×O Barba Ruiva
×A Cabra-Cabriola
×O Quilombo dos Palmares

× Região Sul

×O Negrinho do Pastoreio
×Entes Fantásticos
×A Gralha Azul
×O Primeiro Gaúcho

× Região Sudeste

×Chibamba
×O Saci-Pererê
×A missa dos Mortos
×A loira do WC
×Boneca de Pano

× Região Centro-Oeste

×Romãozinho
×A Mãe do Ouro
×Onça da mão torta
×Lendas do Milho
×Como nasceram as estrelas

Região Norte
A lenda da Cobra Grande
É uma das mais conhecidas lendas do folclore amazônico. Conta a lenda que
em numa tribo indígena da Amazônia, uma índia, grávida da Boiúna (Cobra-
grande, Sucuri), deu à luz a duas crianças gêmeas que na verdade eram
Cobras. Um menino, que recebeu o nome de Honorato ou Nonato, e uma
menina, chamada de Maria. Para ficar livre dos filhos, a mãe jogou as duas
crianças no rio. Lá no rio eles, como Cobras, se criaram. Honorato era Bom,
mas sua irmã era muito perversa. Prejudicava os outros animais e também às
pessoas.
Eram tantas as maldades praticadas por ela que Honorato acabou por matá-la
para pôr fim às suas perversidades. Honorato, em algumas noites de luar,
perdia o seu encanto e adquiria a forma humana transformando-se em um belo
rapaz, deixando as águas para levar uma vida normal na terra.
Para que se quebrasse o encanto de Honorato era preciso que alguém
tivesse muita coragem para derramar leite na boca da enorme cobra, e fazer
um ferimento na cabeça até sair sangue. Ninguém tinha coragem de enfrentar
o enorme monstro.
Até que um dia um soldado de Cametá (município do Pará) conseguiu
libertar Honorato da maldição. Ele deixou de ser cobra d'água para viver na
terra com sua família.

Origem: Mito da região Norte do Brasil, Pará e Amazonas.

Região Nordeste
O Papa Figo

Ao contrário dos outros mitos, não tem aparência extraordinária. Parece mais
com uma pessoa comum. Outras vezes, pode parecer como um velho esquisito
que carrega um grande saco às costas.
Na verdade, ele mesmo pouco aparece. Prefere mandar seus ajudantes
em busca de suas vítimas. Os ajudantes por sua vez, usam de todos os
artifícios para atrair as vítimas, todas as crianças claro, tais como; distribuir
presentes, doces, dinheiro, brinquedos ou comida. Eles agem em qualquer
lugar público ou em portas de escolas, parques, ou mesmo locais desertos.

Depois de atrair as vítimas, estas são levadas para o verdadeiro Papa-Figo, um


sujeito estranho, que sofre de uma doença rara e sem cura. Um sintoma dessa
doença seria o crescimento anormal de suas orelhas.

Diz a lenda, que para aliviar os sintomas dessa terrível doença ou maldição, o
Papa-Figo, precisa se alimentar do Fígado de uma criança. Feito a extração do
fígado, eles costumam deixar junto com a vítima, uma grande quantia em
dinheiro, que é para o enterro e também para compensar a família.

Origem: Mito muito comum em todo meio rural. Acredita-se que a intenção do
conto era para alertar as crianças para o contato com estranhos, como no
conto de Chapeuzinho Vermelho.

Região Sul

O Negrinho do Pastoreio

É uma lenda meio africana meio cristã. Muito contada no final do século
passado pelos brasileiros que defendiam o fim da escravidão. É muito popular
no sul do Brasil.
Nos tempos da escravidão, havia um estancieiro malvado com negros e
peões. Num dia de inverno, fazia frio de rachar e o fazendeiro mandou que um
menino negro de quatorze anos fosse pastorear cavalos e potros que acabara
de comprar. No final do tarde, quando o menino voltou, o estancieiro disse que
faltava um cavalo baio. Pegou o chicote e deu uma surra tão grande no menino
que ele ficou sangrando. "Você vai me dar conta do baio, ou verá o que
acontece", disse o malvado patrão. Aflito, ele foi à procura do animal. Em
pouco tempo, achou ele pastando. Laçou-o, mas a corda se partiu e o cavalo
fugiu de novo.
Na volta à estância, o patrão, ainda mais irritado, espancou o garoto e o
amarrou, nu, sobre um formigueiro. No dia seguinte, quando ele foi ver o
estado de sua vítima, tomou um susto. O menino estava lá, mas de pé, com a
pele lisa, sem nenhuma marca das chicotadas. Ao lado dele, a Virgem Nossa
Senhora, e mais adiante o baio e os outros cavalos. O estancieiro se jogou no
chão pedindo perdão, mas o negrinho nada respondeu. Apenas beijou a mão
da Santa, montou no baio e partiu conduzindo a tropilha.
E depois disso, entre os andantes e posteiros, tropeiros, mascates e carreteiros
da região, todos davam a notícia, de ter visto passar, como levada em
pastoreio, uma tropilha de tordilhos, tocada por um Negrinho, montado em um
cavalo baio.
Então, muitos acenderam velas e rezaram um Padre-Nosso pela alma do
judiado. Daí por diante, quando qualquer cristão perdia uma coisa, o que fosse,
pela noite o Negrinho campeava e achava, mas só entregava a quem
acendesse uma vela, cuja luz ele levava para pagar a do altar de sua
madrinha, a Virgem, Nossa Senhora, que o livrou do cativeiro e deu-lhe uma
tropilha, que ele conduz e pastoreia, sem ninguém ver.
Desde então e ainda hoje, conduzindo o seu pastoreio, o Negrinho, sarado
e risonho, cruza os campos. Ele anda sempre a procura dos objetos perdidos,
pondo-os de jeito a serem achados pelos seus donos, quando estes acendem
um coto de vela, cuja luz ele leva para o altar da santa que é sua madrinha.
Quem perder coisas no campo, deve acender uma vela junto de algum
mourão ou sob os ramos das árvores, para o Negrinho do pastoreio e vá lhe
dizendo: "Foi por aí que eu perdi... Foi por aí que eu perdi... Foi por aí que eu
perdi...". Se ele não achar, ninguém mais acha.
Origem: Fim do Século XIX, Rio Grande do Sul. Alguns folcloristas
afirmam que o Rio Grande do Sul tem uma única lenda sua, criada às feições
locais, que é a do Negrinho do Pastoreio.

Região Sudeste
O Saci-Pererê

Data do fim do século XVIII. Durante a escravidão, as amas-secas e os caboclo-


velhos assustavam as crianças com os relatos das travessuras dele. Seu nome
no Brasil é de origem Tupi Guarani. Em muitas regiões do Brasil, o Saci é
considerado um ser brincalhão enquanto que em outros lugares ele é visto
como um ser maligno.
É uma criança, um negrinho de uma perna só que fuma um cachimbo e
usa na cabeça uma carapuça vermelha, que lhe dá poderes mágicos, como o
de desaparecer e aparecer onde quiser. Existem 3 tipos de Sacis: O Pererê, que
é pretinho, O Trique, moreno e brincalhão e o Saçurá, que tem olhos
vermelhos.
Ele também se transforma numa ave chamada Mati-taperê, ou Sem-fim,
ou Peitica como é conhecida no Nordeste, cujo canto melancólico, ecoa em
todas as direções, não permitindo sua localização.
A superstição popular faz dessa ave uma espécie de demônio, que pratica
malefícios pelas estradas, enganando os viajantes com os timbres dispersos do
seu canto, e fazendo-os perder o rumo.
Ele adora fazer pequenas travessuras, como esconder brinquedos, soltar
animais dos currais, derramar sal nas cozinhas, fazer tranças nas crinas dos
cavalos, etc. Diz a crença popular que dentro de todo redemoinho de vento
existe um Saci. Dizem que Ele não atravessa córregos nem riachos. Diz a lenda
que, se alguém jogar dentro do redemoinho um rosário de mato bento ou uma
peneira, pode capturá-lo, e caso consiga pegar sua carapuça, pode realizar um
desejo.
Alguém perseguido por ele, deve jogar em seu caminho cordas ou barbantes
com nós. Ele então irá parar para desatá-los, e só depois continua a
perseguição, o que dá tempo para que a pessoa fuja. Aqui, percebe-se a
influência da lenda da Bruxa Européia, que é obrigada a contar os fios de um
feixe de fibras, antes de entrar nas casas.
Do Amazonas ao Rio Grande do sul, o mito sofre variações. No Rio Grande
ele é um menino de uma perna só, que adora atormentar os viajantes
noturnos, fazendo-os perder o caminho. Em São Paulo é um negrinho que usa
um boné vermelho e freqüenta os brejos, assustando os cavaleiros. Se o
reconhece o chama pelo nome, e então foge dando uma espetacular
gargalhada.

Região Centro-Oeste
A Onça da Mão torta

Os caçadores, principalmente, temem muito encontrar este monstro. Trata-se


de uma onça
enorme, rajada e que tem a pata dianteira torta. Ela é enfeitiçada e, por mais
que a atirem, não sofre nada. Isto porque a onça é a alma penada de um
vaqueiro velho. Este vaqueiro foi muito ruim, tendo cometido toda a sorte de
crimes. Matava, roubava, perdia moças. Enfim, era muito mau.
Um dia, o vaqueiro, já velho, morreu. Imediatamente, nas matas
próximas, começou a aparecer uma onça grande, esquisita, que tinha a
mão torta. Os caçadores encontrando-a tirotearam longo tempo à fera.
Porém sem resultado algum, pois as balas batiam nela e caíam no chão.
E ela se retirou calmamente para o interior da mata.
Todo mundo acredita que essa onça seja a encarnação da alma do
vaqueiro, que, castigada, anda errando pelas florestas da região.

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