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O que há dentro dos nossos alimentos?

Aditivos e conservantes alimentícios


Dr. Kilmer McCully e Martha McCully

Os aditivos químicos foram desenvolvidos no século XIX e início


do século XX por razões econômicas e práticas. Elementos de
menor custo eram adicionados a ingredientes mais caros para
aumentar o volume do alimento ou prolongar a vida de prateleira.
Às vezes, eles enriqueciam a cor e o sabor de alimentos
precariamente conservados. Por exemplo, houve tempos em que o
leite era diluído em água, giz, amido, gomas ou bicarbonato de
sódio. Cenoura, feijão e ervilha torrados e fígado de cavalo assado
eram adicionados ao café; outras folhas eram adicionadas ao chá;
areia, pó, cal e polpa eram adicionados ao açúcar; água, sal, fécula
de batata e coalho eram adicionados à manteiga; e alume e
farinhas não provenientes do trigo eram usados no pão. Pelo menos
esses elementos não eram tóxicos. Outros aditivos eram muito mais
perigosos: sais de chumbo ou de mercúrio eram misturados na
cerveja, no vinho e em condimentos; óleos de terebintina eram
combinados com azeite de oliva ou óleo de fígado de bacalhau; e
corantes contendo chumbo e arsênico eram colocados numa
variedade de alimentos preparados. Você pode imaginar comer
chumbo, arsênico e terebintina?
O suprimento de alimentos simplesmente não era seguro. Por
exemplo: em fins do século XIX, não era incomum que alimentos
comumente consumidos, preparados com sais de chumbo,
causassem envenenamento por chumbo em crianças. O
envenenamento por chumbo resulta em dor abdominal, anemia e
dano cerebral. Assim, aprovou-se a Lei de Alimentos e Remédios
Puros, em 1906, para regular a pureza e a eficácia de alimentos e
remédios, e a Food and Drug Administration (FDA) tornou-se o
órgão governamental responsável por controlar a adulteração de
alimentos e por regular as práticas dos fabricantes de alimentos.
Hoje, sabemos muito mais a respeito dos componentes químicos
dos alimentos e de como os aditivos, conservantes e contaminantes
podem ser tóxicos. É responsabilidade da FDA lidar com todas
essas informações no desempenho de seu papel de garantir a
segurança de nosso suprimento alimentar.
Os elementos mais nocivos, tais como sais de chumbo, arsênico e
mercúrio, foram eliminados de nosso suprimento alimentar. Esses
tóxicos danificam lentamente o fígado, a medula óssea, os rins, o
cérebro e outros tecidos e podem matar. O mercúrio causa danos
cerebrais (a frase “louco como um chapeleiro” provém da Inglaterra
do século XIX, quando muitos chapeleiros sofreram danos cerebrais
por causa dos sais de mercúrio usados na indústria de chapéus.
Alguns também dizem que Isaac Newton morreu por
envenenamento por causa do mercúrio que ele usava em
determinados experimentos). Outras substâncias que se acreditava
terem efeitos tóxicos com o passar do tempo, tais como herbicidas,
pesticidas e hormônios, foram controladas ou eliminadas quando
suspeitas de causar câncer ou defeitos congênitos. Hoje, se uma
substância causa efeitos prejudiciais em experiências com animais,
ela é eliminada. Um exemplo é o corante vermelho nº 2, que até
1990 era largamente usado em doces, balas e sucos. Quando esse
corante demonstrou causar câncer em ratos de laboratório, seu uso
foi suspenso.
Todavia, grande número de outros aditivos é usado em alimentos,
não só para enriquecer o aroma mas também para impedir o
crescimento de microorganismos. Esses alimentos entram na
categoria conhecida como GRAS (“Geralmente Reconhecidos como
Seguros”). Ao longo dos anos, eles não causaram nenhum dano
grave, de modo que são considerados seguros. Esses aditivos
nunca foram estudados completamente e por isso não sabemos o
que eles fazem às vitaminas do complexo B.
Com o passar dos anos, algumas coisas que pensávamos que
fossem seguras acabaram se revelando o contrário. O nitrito de
potássio inibe o crescimento de bolor e fungos e ajuda a conservar
e colorir carnes. Mas demonstrou-se também que, em alguns
alimentos, tais como o bacon, os nitritos combinam-se com
substâncias químicas e produzem carcinógenos.
A FDA tem muito trabalho no acompanhamento e avaliação dos
efeitos de todos os aditivos possíveis. Há muitas reações químicas
complexas que podem ocorrer. Como seria impossível eles
testarem a ação de todos os aditivos em todos os elementos do
nosso organismo, acabamos ingerindo alimentos processados,
conservados e embalados com aditivos que podem ser
potencialmente prejudiciais.
Qual a relação dos aditivos com a homocisteína? Se um aditivo
interferir com a vitamina B6, a vitamina B12 ou o ácido fólico, o nível
de homocisteína pode subir. Mas, para descobrir isso, a FDA teria
de testar todos os aditivos possíveis para verificar seu efeito sobre
essas três vitaminas. Até o momento, isso não aconteceu. Assim,
na maioria dos casos, não sabemos quais são os efeitos dos
aditivos, conservantes e contaminantes químicos sobre essas
vitaminas. Recomendo que a FDAQ teste os efeitos de aditivos
sobre essas vitaminas para que saibamos quais são os elementos
adicionais a contribuir para a elevação da homocisteína.
Sei também que não é fácil fazer isso. Por exemplo: um grande
esforço foi feito no sentido de avaliar aditivos e contaminantes
alimentícios para verificar o que causa câncer em animais. Mas é
impossível para a FDA testar todos os aditivos. Aproximadamente
três mil substâncias são internacionalmente adicionadas a
diferentes alimentos durante o processamento e a conservação.
Cerca de 12 mil outras substâncias químicas podem contaminar os
alimentos até sua embalagem. Embora a FDA proíba substâncias
químicas que em testes revelem-se carcinogênicas, não se pode
testar a reação de 15 mil substâncias com cada elemento do nosso
organismo. Portanto, no que se refere à vasta maioria desses
aditivos e contaminantes, dispomos de pouquíssima informação
sobre se eles podem causar câncer em animais de laboratório e
menos ainda quanto aos seus efeitos sobre as vitaminas do
complexo B. É por isso que é importante ingerir os alimentos
integrais e frescos da dieta da Revolução do Coração.
Sabe-se menos ainda sobre a possibilidade de essas substâncias
químicas causarem câncer em seres humanos. Para complicar as
coisas ainda mais, existem carcinógenos que ocorrem
naturalmente em alguns alimentos, tais como a aflotoxina do bolor
do amendoim, as hidrazinas dos cogumelos, as toxinas da
samambaia, os taninos vegetais, o safrol do açafrão e o uretano de
alimentos fermentados. Quantidades diminutas desses
carcinógenos já foram encontradas em alimentos vegetais,
temperos, cerveja e vinho. Ingerir os fitoquímicos e outros nutrientes
da dieta da Revolução do Coração ajuda a neutralizar e prevenir os
efeitos desses carcinógenos de ocorrência natural.
Alguns conservantes combatem os carcinógenos químicos e
podem efetivamente nos proteger do câncer. O BHA (hidroxianisol
butilado) e o BHT (hidroxitolueno butilado) impedem que as
gorduras existentes em alimentos reajam com o oxigênio,
retardando assim a deterioração. Essa mesma propriedade ajuda
também a nos proteger do câncer de estômago. Outros aditivos
largamente usados são os espessantes, estabilizantes,
aromatizantes, emulsificadores, acidulantes, fermentos químicos,
corantes, umectantes, suplementos nutricionais, conservantes,
enzimas, adoçantes não nutritivos, açúcar e antioxidantes. Na
maioria dos casos, os efeitos desses muitos aditivos sobre a
vitamina B6, o ácido fólico e a vitamina B12 são simplesmente
desconhecidos.
Alimentos vêm sendo conservados por defumação há milhares de
anos. Mas a fumaça contém carcinógenos químicos que
comprovadamente causam câncer de estômago em pessoas da
Islândia e do Japão. A questão é que alguns aditivos ajudam e
outros são realmente muito perigosos. Mas ninguém sabe
exatamente qual é o efeito de cada aditivo sobre o ácido fólico e a
vitamina B6 contidos nos alimentos e em nosso corpo. É possível
haver centenas de outras substâncias químicas que interferem no
funcionamento normal do organismo humano. Vale a pena correr o
risco e ingerir todas essas substâncias estranhas quando não se
sabe qual é o efeito delas?

(páginas 122 a 125, do livro “O Fator Homocisteína”, Dr. Kilmer McCully


e Martha McCully, Rio de Janeiro, Objetiva, 2000).

Sugestões de Suplementos para Controle da Homocisteína


Risco de Características Homocisteína Suplementos
doença no plasma
(Micromoles por
litro)
Baixo Na dieta da Revolução 4-8 Nenhum
do Coração
Ligeiro Dieta pobre, mais de 60 8-12 3mg de B6
anos 100mg de B12
400mcg de ácido fólico
Moderado Dieta pobre, vida 10-14 10mg de B6
sedentária, tabagismo, 100mg de B12
mais de 60 anos 1.000mcg de ácido fólico
Alto Histórico familiar, 12-20 50mg de B6
obesidade, tabagismo, 500mg de B12
hipertensão, LDL alta, 2.000mcg de ácido fólico
HDL baixa
Muito alto Angina, ataques 16-30 100mg de B6
isquêmicos, insuficiência 1.000mg de B12
renal, diabetes 5.000mcg de ácido fólico

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Além das vitaminas B6, B12 e ácido fólico, é aconselhável também tomar vitamina E,
vitamina C e oligoelementos e minerais agregados balanceados para a prevenção de
doença cardíaca.

(idem, página 120)


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PREVENÇÃO

Homocisteína sob controle é proteção


para o coração
Colesterol elevado cedeu lugar à homocisteína como principal fator
de infartos e derrames. Em excesso, este aminoácido de alto poder
destruidor agride as artérias, causando divisão e proliferação de
células. O sangue se torna viscoso, as plaquetas e o LDL Colesterol
aderem à parede dos vasos e o resultado é a formação de placas
gordurosas e coágulos que facilitam a ocorrência de tromboses e
derrames. Ao atacar as microartérias cerebrais, a homocisteína
também aumenta em 200% o risco da doença de Alzheimer.

Um simples exame de sangue


mede a concentração de homocisteína no sangue. Até 10 umol/l é
normal. De 10 a 15 umol/l, triplica o risco de doenças car-
diovasculares e, acima disso, quintuplica, dobrando também as
possibilidades da doença de Alzheimer.

Vitaminas B12, B6 e ácido fólico em doses adequadas, indicadas


pelo médico, são suficientes para resolver o problema. Nenhuma
surpresa, pois há uma estreita relação entre altos índices de
acidentes cardiovasculares e carência desses nutrientes. Previna-
se. Converse com seu médico sobre o assunto.

Fonte:
http://www.drrondo.com/js/02/homocisteina.htm

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PREVENÇÃO

Sol previne câncer de próstata


Homens com alto nível de vitamina D, comparados aos de baixos
índices, têm 50% menos chances de desenvolver formas
agressivas de câncer de próstata. O estudo, publicado pelo Journal
of Clinical Oncology, sugere a importância do banho de sol, já
que a vitamina D é normalmente obtida por exposição do corpo aos
raios solares. Bastam cerca de 15 minutos por dia, de preferência
antes das 10 e depois das 16 horas e sem uso de protetor, para
que se produzam quantidades adequadas de vitamina D. Mesmo
assim, recomenda-se a suplementação de 400 ui/dia. Como
coadjuvantes, destacam-se: ômega 3, selênio, vitamina E, sucos
vegetais diários, tomates (mesmo em molhos), vinho tinto e
vegetais ricos em fibras, que podem reduzir os riscos de câncer em
cerca de 35%.

Fonte:
http://www.drrondo.com/js/13/prostata.htm

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Visite o site “W. Rondó medical center”

Fonte: http://www.drrondo.com/index.htm
Artigos – Jornal da Saúde – eLetter – Guia de suplementos –
Doenças de A a Z – Problemas Vasculares

Livros recomendados:- wrj

“Fazendo as Pazes com Seu Peso”, Obesidade e


Emagrecimento: entendendo um dos grandes problemas deste
século, Dr. Wilson Rondó Jr., Editora Gaia, São Paulo, 3ª Edição,
2003.

“Prevenção: A Medicina do Século XXI”, A Guerra ao


Envelhecimento e às Doenças, A terapia molecular irá diminuir a
incidência de câncer, doenças cardiovasculares, envelhecimento e
muito mais; Dr. Wilson Rondó Junior, 240 páginas, Editora Gaia,
São Paulo, 2000.

“O Atleta no Século XXI”, Dr Wilson Rondó Junior – O leitor


conhecerá a importância da atividade esportiva na vida de qualquer
ser humano do ponto de vista médico. Editora Gaia, São Paulo,
2000.

“Emagreça & Apareça!”, Descubra seu Tipo Metabólico. Vila


melhor e com mais saúde! Dr Wilson Rondó Juni8or, Editora Gaia,
São Paulo, 2007.

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