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Simplesmente

Astronomia
Volume I

Astronomia: ciência que se ocupa dos corpos celestes do Universo, incluindo os planetas
e seus satélites, os cometas e meteoritos, as estrelas e a matéria interestelar, os sistemas de
estrelas chamados galáxias e os agrupamentos de galáxias.
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Capítulo I
Conceitos Básicos de Astronomia

Começo aqui inserindo alguns conceitos básicos que todo ser humano, bruxo ou trouxa
tem a obrigação de saber.
Nosso planeta, a Terra, faz parte do Sistema Solar que está contido na Via Láctea, que é
apenas uma das inúmeras galáxias que compõe o universo.
O universo surdiu após uma grande explosão denominada O Big Bang, entre 12 e 15
bilhões de anos atrás.

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Capítulo II
Evento e Desfecho

Ao contrário do que muitos pensam os astros não nos mostram todas as respostas, eles
apenas podem nos orientar sobre algo que pode acontecer, mas eles só nos revelam o
evento, e não o desfecho, este cabe a cada um de nós. Nem mesmo os centauros, umas das
mais sábias criaturas em se tratando de astros pode saber qual será o desfecho do evento.
Para entenderem melhor o que é um evento e o que é um desfecho, faremos uma
comparação:
Imaginem como se um evento fosse uma prova, que se sabe qual a matéria que cairá, mas
que não se sabe como serão as perguntas. O desfecho seria a nota que você tiraria na prova,
algo que depende exclusivamente de você. Na Astronomia não podemos prever as
perguntas que cairão e nem as notas que tirarão, mas podemos prever qual a matéria que
cairá. Mas não pense que é fácil de se aprender, na verdade é uma das ciências bruxas mais
complexas. Portanto aprenderemos apenas o estritamente necessário. Aprenderemos por
exemplo, como identificar possíveis eventos através das posições e movimentos dos astros
em astrometria.
Para isso, será necessário, sabermos os nomes e as localizações dos principais planetas,
constelações, galáxias.

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Capítulo III
Feitiço Ostendo caelum

É um feitiço para configurarem o céu que está acima de vocês, mas só uma pequena parte.
Utilizamos muito para saber como está o tempo. O feitiço é: ostendo caelum. Diga o
feitiço apontando a varinha para uma superfície lisa. É necessário bastante treino, caso
contrário pode-se obter imagens não muito claras, com manchas, fora do foco ou até
mesmo equivocadas sobre o que se deseja ver. Este último problema pode meter vocês em
confusão caso esteja se utilizando a imagem para se localizar através dos astros. Aqueles
que ainda não sabem se localizar através dos astros aprenderão essa complexa, mas
divertida arte, nos próximos livros.

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Capítulo IV
História da Astronomia
Sistema Geocêntrico
Sistema Heliocêntrico

A astronomia permitiu às primeiras civilizações a superação dos problemas que as


inquietavam, como a necessidade de estabelecer com precisão as épocas adequadas para
semear e colher e para as celebrações, assim como a necessidade de orientação em longas
travessias e viagens. É até hoje com o auxílio da Astronomia que dividimos o tempo em
anos, dias, etc.
Diversos povos antigos, como os egípcios, maias e chineses, desenvolveram mapas das
constelações e calendários de grande utilidade, mas foram provavelmente os babilônios os
que mais contribuíram para a astronomia na Antigüidade. Estudaram o Sol e a Lua e
passaram a designar como começo de cada mês o dia seguinte ao aparecimento da lua nova.
Mas, os primeiros a fazer descobertas significativas foram os gregos.
Foi Nicolau Copérnico, bruxo polonês que acreditava que era a Terra que girava ao redor
do Sol e não o Sol ao redor da Terra como dizia o sistema Geocêntrico de Ptolomeu, onde
se acreditava que a Terra era o centro do universo. Seu sistema foi batizado de
Heliocêntrico (Sol no centro). Mais tarde, o trouxa Galileu encontrou provas para defender
essa teoria, e foi inclusive ameaçado de morte por defendê-la.

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Capítulo V
Vida em Outros Planetas

Já é fato comprovado pelos bruxos, que existe vida em outros planetas, não do Sistema
Solar, mas sim em outros sistemas, como é o caso do sistema Ocoplleus, onde já se foi
possível estabelecer contato com várias outras civilizações, algumas idênticas a raça
humana, e outras um pouco diferentes. O contato foi estabelecido com seres de poderes
mágicos, bruxos mesmo. Apesar de se ter feito contato através de imagens, ainda não foi
possível o contato direto. Nem os mais poderosos bruxos conseguiram até hoje aparatar e
desaparatar através de distâncias tão grandes.

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Capítulo VI
A Origem de Tudo, o Big Bang

O Big Bang é o momento da explosão que deu origem ao Universo, entre 12 e 15 bilhões
de anos. A partir do primeiro centésimo de segundo após a explosão o Universo começou a
evoluir.
A evolução do Universo teve início, logo após a explosão de uma bola de matéria
compacta, densa e quente, com um volume aproximadamente igual ao volume do nosso
sistema solar. Essa explosão desencadeou uma série de eventos cósmicos, formando as
Galáxias, as Estrelas, os Corpos Planetários e eventualmente, a vida na Terra.
Esta evolução é conseqüência das reações nucleares entre partículas fundamentais do meio
cósmico.
Uma pergunta freqüente é: O que existiu antes do Big Bang?
Resposta: O tempo foi criado no Big Bang, nós não sabemos se existia antes do Big Bang.
Esta pergunta, conseqüentemente, deve ser difícil de responder. Algumas teorias sugerem
que nosso universo é parte de uma infinidade de universos (chamados ' multiverso ') que
estão sendo criados continuamente. Isto é possível, mas muito mais difícil de provar.

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Capítulo VII
Um Pouco Sobre o Universo e as Galáxias

As galáxias observáveis do Universo, incluindo a nossa, estão em movimento. Quanto


mais distante a galáxia, mais rápido é o movimento. Sobre o que provocaria essa expansão,
há ainda dúvidas, mas a hipótese mais aceita é que o próprio espaço seria responsável por
essa força.

Isso é apenas uma pequena parte do nosso universo.

Algumas das perguntas mais freqüentes são:


– O Universo tem fim?
Resposta: Embora não tenha limite, da maneira como os antigos imaginavam a extrema
borda do mundo — um abismo dando para o nada —, o Cosmo também não é infinito. A
Terra, por exemplo, é finita, mas sua superfície não tem uma fronteira porque é redonda:
quem anda sempre numa mesma direção volta ao ponto de partida. O Universo é finito no
tempo, não no espaço
– Como se sabe a idade do Universo?
Resposta: Quanto à idade do Universo, a questão do cálculo se deveu à distância entre a Via
Láctea e as galáxias vizinhas, pertencentes a um conjunto chamado Aglomerado de Virgem.

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Capítulo VIII
Constelações

Constelações são agrupamentos aparentes de estrelas os quais os astrônomos da


antiguidade imaginaram formar figuras de pessoas, animais ou objetos. Numa noite escura,
pode-se ver entre 1.000 e 1.500 estrelas, sendo que cada estrela pertence a alguma
constelação. As constelações nos ajudam a separar o céu em porções menores, mas
identificá-las é em geral muito difícil.
As constelações mudam com o tempo, e em 1929 a União Astronômica Internacional
adotou 88 constelações oficiais, de modo que cada estrela do céu faz parte de uma
constelação.
No próximo livro teremos consideração especial com as constelações, estudando as mais
detalhadamente. Neste livro, apenas exemplificarei algumas das constelações que nomeiam
os signos do zodíaco.

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Capítulo IX
Magnitude

Magnitude é uma escala de grandeza. Quanto menor o número na escala, maior a


intensidade, brilho do astro. O Sol, por exemplo, é uma estrela de 5ª grandeza, ou seja,
magnitude 5. Essa escala varia de 1 a 7.
Existem dois tipos de magnitude.
A magnitude aparente se refere ao tamanho do brilho, ou intensidade do brilho de uma
estrela como é observado da Terra, nesse caso, o nosso Sol seria classificado por um
número menor. Mas para classificar o seu brilho verdadeiro, os astrônomos empregam a
outra designação: magnitude absoluta. Ela mostra qual seria o brilho das estrelas se todas
estivessem à mesma distância padrão de nós, ou seja: 32,6 anos-luz. Um exemplo: a essa
distância, o nosso Sol seria uma estrela de quinta magnitude.

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Capítulo X
Algumas Constelações que Nomeiam os Signos do Zodíaco

Todo signo tem o uma constelação a qual é equivalente. Veremos um pouco sobre cada
uma delas.
Áries, constelação do zodíaco, isto é, uma das constelações da eclíptica, a trajetória
aparente do Sol através do céu durante o ano.
Touro, constelação do zodíaco, ou seja, situada sobre a eclíptica. Contém os dois famosos
grupos de estrelas conhecidas como as Híades e as Plêiades.
Gêmeos, uma constelação do zodíaco, isto é, situada na eclíptica. É visível no hemisfério
norte. Suas figuras mais destacadas são duas estrelas brilhantes: Castor e Pólux.
Câncer, (do latim cancer, "caranguejo"), constelação zodiacal que se encontra na eclíptica
ou trajetória aparente anual do Sol.
Leão, constelação do zodíaco, quer dizer, situada sobre a eclíptica.
Virgem, constelação situada ao norte do equador celeste. É uma constelação do zodíaco,
ou seja, está situada na eclíptica. Inclui a estrela de magnitude 1, Spica.
Balança (Libra), constelação do hemisfério sul representada por uma balança. É uma
constelação do zodíaco.
Escorpião, constelação austral situada parcialmente na Via Láctea ao lado de Balança
(também chamada Libra). A estrela mais brilhante da constelação é Antares.
Sagitário, constelação do hemisfério sul, representada graficamente por um centauro
disparando uma flecha. É uma constelação do zodíaco.
Capricórnio, constelação situada bem ao sul do equador celeste, entre as constelações de
Sagitário e Aquário. Está localizada na eclíptica, a trajetória anual aparente do Sol sobre o
céu.
Aquário, constelação do zodíaco, quer dizer, situada ao longo da eclíptica. Localizada
entre Capricórnio e Peixes, não tem estrelas de magnitude superior a 3.
Peixes, constelação do zodíaco, isto é, localizada sobre a eclíptica. Abarca o ponto em que
se situa o Sol no equinócio da primavera.

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Capítulo XI
Buraco Negro

Bem cedo na história do Universo, antes das galáxias se formarem, já existiam pequenos
buracos negros. Um buraco negro é uma região no espaço que contém tanta massa
concentrada que nenhum objeto consegue escapar de sua atração gravitacional.
Suponha que você está na superfície de um planeta. Você atira uma pedra para cima.
Supondo que você não atire muito forte, ela subirá por algum tempo, mas eventualmente a
aceleração devida à gravidade do planeta vai faze-la descer de novo. Se você atirar a pedra
com força suficiente, no entanto, você poderia faze-la escapar inteiramente da gravidade do
planeta. A pedra continuaria a subir para sempre. Se chegasse próxima a um buraco negro,
seria atraída por ele aos poucos, até ser completamente absorvida.

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Capítulo XII
Formação de um Buraco Negro

As estrelas nascem, evoluem e morrem. Se a estrela evolui num sistema binário fechado,
há transferência de matéria entre as estrelas de forma que muitas vezes uma delas acumula
uma grande massa que provoca sua explosão como supernova. A partir daí, dependendo das
reações físicas que podem ocorrer, um buraco negro pode ser formado.
Outra possibilidade seria a partir da colisão de duas galáxias espirais que tinham buracos
negros menores em seu centro. Na colisão os seus bojos se misturam, e os buracos negros
se "fundem" num só maior. A fusão das duas galáxias dá origem a uma galáxia elíptica
gigante, cujo buraco negro central é agora maior do que os presentes nas duas galáxias
espirais e de novo proporcional à massa da galáxia elíptica.

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Capítulo XII
Buracos Negros em Nossa Galáxia

Há pouco tempo, houve uma descoberta que sugere que lá se esconde um gigantesco
buraco negro, o astro mais denso que pode existir no Universo. Não há certeza, mas as
evidências recentes indicam que ele existe mesmo. Lá há uma extraordinária fonte de
energia existente no centro da Via Láctea.
Para se ter uma idéia, o estranho astro concentraria a massa de 1 milhão de sóis. E num
volume incrivelmente pequeno, no qual, em condições normais, caberiam somente quatro
sóis e meio! Por causa dessa característica, a força gravitacional dos buracos negros fica
concentrada de maneira absurda. A tal ponto que nem a luz, a coisa mais rápida que existe,
pode escapar de sua superfície. Ainda mais grave é a situação das estrelas muito próximas -
elas tendem a ser simplesmente destroçadas pelo buraco negro. Depois disso, sua matéria
seria engolida por ele, gerando a energia luminosa que se vê no centro galáctico.