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Noções básicas sobre caldeiras Tipos de combustível para caldeiras Carvão Fuel Gás Desperdícios como combustível Que combustível escolher ? Caldeiras flamo tubulares horizontais Caldeira "Lancashire" Caldeira económica Caldeira compacta Caldeira de chama invertida Limites de pressão e produção das caldeiras de corpo pressurizado Limites de pressão Limites de produção Caldeiras de tubos de água Variantes da caldeira de tubos de água Caldeira de ebulidor longitudinal Caldeira de ebulidor cruzado Caldeira de tubos curvos ou caldeira "Stirling" Vapor sobreaquecido Produção das caldeiras Produção 'De ... até' ("from and at rating") Exemplo Produção em kW Potência da caldeira em cavalos (BoHP) Eficiência da caldeira Eficiência e carga da caldeira Eficiência da combustão A eficiência começa no tanque de alimentação da caldeira 3 5 5 5 6 6 6 7 8 10 12 13 14 14 15 16 17 18 19 20 21 22 22 23 24 24 25 25 25 26

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Acessórios da caldeira e sua montagem Chapa de identificação da caldeira Válvulas de segurança Normas sobre válvulas de segurança Válvulas de passagem para caldeiras Válvulas de retenção para caldeiras Válvulas de purga de fundo Manómetro Visores de nível e acessórios Protecção do visor de nível Manutenção Câmaras de controlo de nível Controlos de nível internos Eliminadores de ar e quebra-vácuo Colectores de vapor Saídas de vapor Arrastamento de água Aquecimento Evitar que uma caldeira pressurize outra Normas Garantir uma correcta distribuição de vapor Informações adicionais Apendice 1 - Tabelas de vapor Apendice 2 - Tabelas de conversão

27 27 28 29 29 30 31 32 34 34 35 36 38 39 40 43 43 43 45 46 47 48 49 52

Nota: Aconselhamos os leitores a seguirem a legislação local e a ter em consideração as normas internacionais.

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Noções básicas sobre caldeiras
As caldeiras são a peça mais importante do circuito de vapor pois é nela que o vapor é inicialmente produzido. Pode-se definir a caldeira como um recipiente no qual a energia de um combustível é transferida para um líquido. No caso do vapor saturado, a energia é também usada para a mudança de estado líquido em vapor. A casa da caldeira sempre necessitou de grande supervisão humana de forma a garantir um nível de segurança aceitável. Actualmente, para atender aos critérios de rentabilidade, exigese uma adaptação constante da produção às nessecidades. Isto pode significar em alguns casos o funcionamento contínuo da caldeira, ou noutros casos, ser desligada por longos ou curtos períodos. Em ambos os casos, a tecnologia contemporânea permite que o técnico escolha com confiança o regime para a caldeira que melhor se adapta à sua aplicação, com sistemas de controlo que garantam um grau de eficiência, integridade e segurança adequados. A caldeira é com frequência o equipamento de maiores dimensões do circuito de vapor. Pode variar de tamanho conforme a aplicação a que se destina. Em instalações de grandes dimensões em que existem cargas de vapor variáveis, normalmente são utilizadas várias caldeiras em paralelo.

Válvula de segurança

Válvula "crown"

Queimador Tubo da fornalha

Fig. 1 Uma caldeira típica

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Actualmente existem caldeiras de todos os tamanhos adequadas a grandes e pequenas aplicações. Quando é necessária mais de uma caldeira para satisfazer os consumos, torna-se economicamente mais vantajoso centralizar todas as caldeiras num só local, reduzindo assim significativamente os custos de instalação e de operação. Por exemplo, a centralização tem os seguintes benefícios em comparação com as caldeiras dispersas: Escolha do combustível e da tarifa. A duplicação de equipamentos reduz os custos com os sobressalentes. Facilidade em implementar a recuperação de calor para maior poupança. Redução da supervisão manual, libertando mão de obra para outras tarefas. Dimensionamento da casa da caldeira mais economico para satisfazer necessidades diversificadas. Facilidade de controlo e supervisão das emissões de exaustão. Regras de segurança e eficiência facilmente monitorizadas e controladas. Há regras rigorosas que têm de ser seguidas ao operar uma caldeira. Lembre-se que uma caldeira de vapor é um recipiente pressurizado que contem água em ebulição a temperaturas superiores a 100°C. Por este motivo, existem normas e dispositivos de segurança e são necessárias frequentes inspecções à caldeira para averiguar o estado físico da mesma. O tema da segurança da caldeira será abordado noutra secção.

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Tipos de combustível para caldeiras
Carvão, fuel e gás são os três tipos de combustível mais utilizados em caldeiras de vapor. No entanto, também se utilizam desperdícios industriais, assim como electricidade. O fuel é ainda o mais utilizado, dependendo normalmente a escolha do preço de cada combustível. Carvão Carvão é o termo genérico dado à familia dos combustíveis sólidos com alto conteúdo de carbono. Há vários tipos de carvão dentro desta familia, dependendo do estádio de formação do carvão e da quantidade de carbono que contem. Este estadios são: Turfa. Lenhite ou carvões castanhos. Betuminoso. Semi-betuminoso. Antracite. Como combustível para caldeiras, o betuminoso e a antracite tendem a ser os mais utilizados. A queima de 1 kg de carvão pode produzir até cerca de 8 kg de vapor. Fuel O fuel para caldeiras é criado a partir de resíduos do crude após ser destilado para produzir combustíveis leves como óleos lubrificantes, parafina, querosene, gasóleo e gasolina. Há várias qualidades disponíveis, cada um adequado para diferentes classes de caldeiras: Classe D: Gasolina. Classe E: Fuel leve. Classe F: Fuel médio. Classe G: Fuel pesado. 1kg de fuel pode produzir até 15 kg de vapor e 1 litro de fuel até 14 kg de vapor. Em pequenas caldeiras é aceitável uma produção de 13.5 Kg de vapor por Kg de fuel.

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Utiliza-se no seu estado natural. Desperdícios como combustível Os desperdícios são muitas vezes uma fonte de energia económica para caldeiras. Hoje em dia. sob pressão. após a remoção das impurezas e contém metano. sendo o fuel ou gasóleo uma alternativa a uma eventual falha de abastecimento. na sua forma mais comum. Produzido (naturalmente) no subsolo. As caldeiras alimentadas com desperdícios queimavam sub-produtos tais como aparas de madeira ou óleo usado. Existem caldeiras que queimam apenas um dos combustíveis acima indicados e outras que utilizam dois tipos de combustível alternadamente (fuel ou gás). Com a legislação actualmente em vigor torna-se mais difícil as caldeiras cumprirem as rigorosas normas sobre emissões. Este método é eficaz se o operador escolhe alternar dois combustíveis de acordo com o preço actual. Que combustível escolher? 6 . com uma eficiência global de 80%.Gás O gás é um tipo de combustível onde se consegue uma boa combustão com pouco excesso de ar. As formas mais comuns de GPL são o propano e o butano. é comum as ver caldeiras que trabalham normalmente a gás. até serem utilizados. Gases de petróleo liquefeitos (GPL). A escolha do combustível a utilizar para alimentar a caldeira depende em larga escala do preço de cada tipo de combustível. por razões ambientais. 1 Therm de gás produz aproximadamente 42 kg de vapor numa caldeira a uma pressão de 10 bar m. Hoje em dia é mais frequente a queima de desperdícios como auxiliar de uma queima principal a gás. Os gases combustíveis estão disponíveis sob duas formas: Gás natural. São gases produzidos a partir da refinação do petróleo e são depois armazenados no estado líquido. Um exemplo é a incineradora de um hospital em que os gases quentes são utilizados como fonte de energia para produção de vapor. ou como parte de um processo de cogeração.

Um método mais eficiente de reverter o fluxo de calor é com uma câmara de reversão submersa. antes da câmara de reversão. 2a Caldeiras com câmara de reversão submersa 7 . Há várias combinações diferentes de disposição de tubos nas caldeiras flamo tubulares horizontais. Se a temperatura for excessiva causará sobreaquecimento e pode fracturar os espelhos.Caldeiras flamo tubulares horizontais As caldeiras flamo tubulares horizontais que funcionam pela passagem de calor através dos tubos no interior da caldeira. Há vários modelos de caldeiras flamo tubulares horizontais que vamos agora analisar mais detalhadamente. transferindo o calor para a água da caldeira no ponto em que a fornalha está mais quente . Estas limitações serão tidas em conta pelo fabricante da caldeira ao conceber a caldeira. o que permite uma maior área de transferência de calor. A Figura 2 e a Figure 2a mostram também os dois métodos em que o calor da fornalha é revertido para fazer uma segunda passagem. A Figura 2 mostra uma caldeira seca na retaguarda em que o fluxo de calor é revertido por uma câmara de reversão revestida a refractário no altar da caldeira. que por sua vez transferem o calor à água da caldeira que os rodeia. A câmara de reversão está inteiramente dentro da água da caldeira. como se vê na Figura 2a. nomeadamente em relação ao número de "passagens" que o calor do queimador da caldeira faz até ser descarregado. A Figura 2 mostra um modelo típico de caldeira com uma configuração de duas passagens.na extremidade da parede da câmara. 2 Caldeiras com câmara de reversão seca Fig. Saída de gases 2ª passagem Saída de gases 2ª passagem Tubo da fornalha 1ª passagem Tubo da fornalha 1ª passagem Câmara de reversão seca Câmara de reversão submersa Fig. É importante ter em atenção que a combustão de gases deve ser arrefecida a pelo menos 420°C nas caldeiras de aço de espelhos planos e a 470°C nas caldeiras de aço aloi.

se é que ainda existe alguma no mundo inteiro. Já não se utilizam há muito tempo e pensa-se que poucas existirão ainda. já um pouco menos quentes. Na entrada de cada tubo . Os produtos gasosos provenientes da combustão passavam da fornalha através dos tubos corrugados de grande diâmetro. através da qual passavam dois tubos com um grande diâmetro. A caldeira era colocada sobre uma estrutura de tijolo refractário para aumentar a eficiência térmica. localizava-se uma fornalha. Era uma caldeira de tubos de fumo.3 metros de diâmetro Passagem inferior Fig. Uma parte de cada tubo era corrugada para aguentar a expansão quando a caldeira aquecia. Isto conseguia-se através de duas condutas localizadas ao longo paredes laterais da caldeira feitas na estrutura de tijolo. A fornalha podia queimar gás. Na parte frontal da caldeira o gás quente era dividido em dois sectores que passavam nas partes laterais da carcaça da caldeira. Os gases quentes. através das condutas de tijolo que eram parte da estrutura da caldeira. transferindo o calor através da parte inferior da carcaça. A água no interior da caldeira rodeava estes tubos e o calor dos gases era transferido para a água. 8 . saiam da extremidade da caldeira e eram encaminhados para baixo.Caldeira Lancashire A caldeira "Lancashire" concebida em 1844 por Sir William Fairbairn a partir da caldeira "Cornish" de uma passagem de Trevithick. 3 Caldeira Lancashire A caldeira consistia basicamente numa grande carcaça em aço com 5 . Entre 5 .10 metros de comprimento Terceira passagem Terceira passagem Tubo da fornalha Passagem inferior Primeira passagem Segunda passagem Entre 2 . Estas duas condutas laterais encontravam-se na parte traseira da caldeira e desenbocavam na chaminé.10 m de comprimento. para evitar o colapso sob pressão. petróleo ou carvão. na parte frontal da caldeira.

A capacidade de evaporação da caldeira depende da sua configuração. do tipo de combustível. 9 . Havia caldeiras Lancashire de várias dimensões: As mais pequenas tinham uma carcaça de 5.5 m de comprimento por 2 m de diâmetro. Isto resultava na infiltração de ar que perturbava o funcionamento da fornalha. danificava a estrutura de tijolo e as condutas. Actualmente seriam muito dispendiosas de produzir devido às grandes quantidades de material. de fornalha e da qualidade do combustível.Todas estas passagens eram uma tentativa de extrair a quantidade máxima de energia dos gases quentes produzidos antes de estes serem lançados para a atmosfera. passava pelo economisador em direcção à chaminé. Uma das desvantagens da caldeira Lancashire era que o repetido aquecimento e arrefecimento da caldeira com a consequente expansão e contracção. Nas mais pequenas a evaporação era cerca de 1 500 . espaço e trabalho necessário para construir a estrutura de tijolo. A maior tinha cerca de 10 m de comprimento por 3 m de diâmetro. A introdução da caldeira flamo tubular horizontal de vários tubos (mais pequena e mais eficiente) provocou o desaparecimento da caldeira Lancashire. Havia um grande volume de água e consequentemente uma grande quantidade de energia acumulada e portanto podia facilmente fazer face a necessidades súbitas de vapor (tais como arranque e paragem de motores a vapor). Este grande volume de água facilitava o controlo de nível e a qualidade da água não sendo tão crítico como nas caldeiras modernas. Nas caldeiras Lancashire de maiores dimensões era possível obter uma evaporação de cerca de 6 500 kg de vapor/h. A caldeira Lancashire podia operar a uma pressão de cerca de 17 bar m. após a terceira passagem. O caudal de gás. O economisador aquecia a água de alimentação o que resultava num aumento da eficiência termica.2 000 kg de vapor/ h.

Era composta por uma carcaça exterior cilindrica que continha dois tubos de grandes dimensões. A Figura 5 mostra uma caldeira de três passagens.7 m de diâmetro e 7 m de comprimento por 4 m de diâmetro. Estes tubos estreitos representavam uma grande superfície de aquecimento da água. A evaporação variava entre aproximadamente 1 000 kg / h de vapor e 15 000 kg / h de vapor. onde se localizavam as fornalhas. O aperfeiçoamento da caldeira económica deu origem à caldeira de três passagens que é o modelo que se utiliza actualmente.Caldeira económica Foi uma evolução da caldeira Lancashire. A caldeira económica de duas passagens tinha apenas cerca de metade do tamanho de uma caldeira Lancashire equivalente e possuia uma eficiência térmica superior. Os gases quentes saiam das fornalhas na parte traseira da caldeira para a estrutura de tijolo (parte seca) e eram desviados por tubos de pequeno diâmetro localizados por cima dos tubos fornalha. Os gases saiam da caldeira pela parte da frente e com o auxílio de um ventilador eram introduzidos na chaminé. Segunda passagem Chaminé Tubo fornalha Primeira passagem Câmara de reversão seca Fig. 10 . 4 Caldeira económica de duas passagens A caldeira económica de duas passagens apresentava-se geralmente em dois tamanhos: cerca de 3 m de comprimento e 1.

Terceira passagem Chaminé Segunda passagem Câmara de reversão submersa Tubo fornalha Primeira passagem Fig. 5 Caldeira económica de três passagens A Tabela 1 apresenta os valores típicos da transferência de calor numa caldeira económica de três passagens com câmara de reversão submersa na rectaguarda Tabela 1 Transferência de calor numa caldeira de três passagens com câmara de reversão submersa 1ª passagem 2ª passagem 3ª passagem Área de tubos 11 m² 43 m² 46 m² Temperatura 1600°C 400°C 350°C Proporção da área total de transferência 65% 25% 10% 11 .

Ao forçar os gases quentes a andarem para a frente e para trás dentro de uma série de tubos. água e tubagem de purga. a caldeira era mais comprida e necessitava de mais espaço dentro da casa da caldeira. alimentação de combustível e ligações eléctricas para funcionar. A caldeira compacta é assim denominada porque é um pacote completo. A caldeira mais comum é a de três passagens. 6 Uma caldeira compacta típica Caldeira compacta As melhorias nos materiais e nos processos de fabrico permitiram a acomodação de mais tubos dentro da caldeira. A actual caldeira compacta multi-tubos é o estado actual deste processo evolutivo.número de vezes que os gases quentes da combustão passam pela caldeira. No início do seu desenvolvimento. com dois conjuntos de tubos de fogo e a saída dos gases de exaustão pela parte de trás da caldeira. Uma vez no local necessita apenas que sejam feitas as ligações de alimentação de vapor. Estas caldeiras classificam-se de acordo com o número de passagens . as caldeiras passaram a ser mais pequenas e a taxa de tranferência de calor aumentou. 12 .Tubos da 2ª passagem Câmara da rectaguarda Tubos da 3ª passagem Tubo fornalha Fig. mostrada na Figura 6. A câmara de combustão é considerada a primeira passagem.

7 Típica caldeira de chama invertida 13 . Os tubos de fumo rodeiam o dedal e conduzem os gases para a parte traseira da caldeira e para a chaminé. Chaminé Chama do queimador Fornalha em forma de dedal Fig. A chama dobra-se sobre si mesma dentro da câmara de combustão para vir até à parte da frente da caldeira.Caldeira de chama invertida É uma variação da caldeira convencional. Estas caldeiras são muito usadas para produção de água quente ou vapor a muito baixa pressão. A câmara de combustão é em forma de dedal e o queimador localiza-se no centro.

O valor desta tensão pode ser calculado utilizando a equação: Tensão do arco = Pressão de operação x Diâmetro interno 2 x espessura do material de construção A partir daqui deduz-se que a tensão aumenta à medida que aumenta o diâmetro. O rolo (A) faz força para baixo para reduzir o raio da curvatura Chapa A B Os rolos B e C fazem rolar a chapa . C Fig. o fabricante da caldeira usará chapa mais grossa. Uma das dificuldades de construção de uma caldeira é fazer a chapa circular do corpo. Quando pronta a caldeira. 8 Calandragem Quando as extremidades são soldadas uma à outra e a caldeira é pressurizada. Esta curvatura pode provocar fracturas por fadiga mesmo longe das zonas soldadas. No entanto. Denomina-se tensão do "arco" ou "circunferêncial". as calandras não conseguem curvar as extremidades da chapa e por isso deixam uma parte plana. Como se vê nas Figuras 8 e 9. Pontos de fadiga Fig. as chapas originalmente planas formarão um tubo. A tensão máxima localiza-se à volta da circunferência do corpo. o corpo deve ficar com uma forma circular.Limites de pressão e produção das caldeiras flamo-tubulares horizontais Limites de pressão A tensão imposta à caldeira está limitada pela legislação. 9 Pontos de fadiga no corpo da caldeira 14 . Para compensar este facto. Isto é motivo de preocupação para os inspectores de caldeiras que por veses solicitam a remoção do isolamento para verificar a precisão da curvatura do corpo da caldeira com o auxílio de uma "bitola". esta chapa mais grossa é mais difícil de moldar em arco e pode necessitar de pontos de alívio da tensão.

costumam ser de outro modelo.Este problema é obviamente mais preocupante em caldeiras de funcionamento intermitente. Caldeiras com pressão e produção superiores a 27 bar m e 27 toneladas/ h respectivamente. O limite prático da espessura do tubo fornalha situa-se entre os 18 mm e os 20 mm o que significa um limite de pressão das caldeiras flamo-tubulares horizontais de cerca de 27 bar. Tenha em atenção que a transferência de calor através da chapa dos tubos é feita por condução e que a chapa mais grossa não conduz da mesma maneira o calor que a chapa mais fina. Neste caso. As caldeiras flamo-tubulares horizontais são frequentemente referidas como caldeiras de " tubos de fumo" enquanto as caldeiras de altas pressões e produção são chamadas caldeiras de "tubos de água". Isto é particularmente importante nos tubos fornalha em que a temperatura da chama podem subir até aos 1 800°C. já equipadas com todos os acessórios. 15 . tal como serem desligadas todas as noites e voltar a arrancar todas as manhãs. recorrese à instalação de caldeiras múltiplas. Se for necessária uma caldeira de mais de 27 000 kg / h. A caldeira necessita então de ser transportada para o local e o tamanho máximo de caldeira que pode ser transportado por estrada é de cerca de 27 000 kg / h. as caldeiras flamotubulares horizontais são fabricadas como unidades compactas. Limite de saída Como já foi mencionado anteriormente. a água da caldeira circula dentro dos tubos ao contrário do que se passa na caldeira flamo-tubular horizontal em que são os gases quentes que circulam no interior dos tubos. Isto também tem a vantagem de proporcionar maior versatilidade e segurança na produção de vapor e maior eficácia do sistema. e o calor tem de ser rapidamente transferido para evitar o sobreaquecimento e o colapso do tubo fornalha com os consequentes efeitos desatrosos.

Para a maioria das aplicações industriais e comerciais. As caldeiras maiores são geralmente fabricadas por partes e depois são transportadas até ao local onde são montadas. elas começam nos 2 000 kg / h e sobem até aos 3 500 000 kg / h ou mais. Isto significa que podem ser utilizadas pressões muito mais elevadas pois o diâmetro do tubo é significativamente mais pequeno que o tubo fornalha da caldeira flamo-tubular horizontal e por isso a tensão do arco é também menor. ou vapor a temperaturas superiores a 340°C é que é necessário utilizar uma caldeira de tubos de água. a caldeira flamo-tubular horizontal multi-tubos é a mais adequada. 10 Configuração de uma caldeira de tubos de água 16 . Nestas a água circula no interior dos tubos. As caldeiras de tubos de água tendem a ser utilizadas para grandes produções de vapor. Para dar uma ideia da diversidade de caldeiras de tubos de água que existem. mesmo abaixo dos 27 bar m. Só se for necessária uma produção superior a 27 000 kg / h ou pressões superiores a 27 bar. Ebulidor ou barrilete de vapor Vapor Água Calor Ascendente Descendente Barrilete Inferior de água Fig. Este é um tema que vale a pena analisar antes de passarmos aos diferentes tipos de caldeiras de tubos de água que existem. rodeada pela fonte de calor. para altas pressões ou para vapor sobreaquecido. O diagrama que se segue ajuda a explicar esta teoria. pelo mundo fora. No entanto.Caldeiras de tubos de água As caldeiras de tubos de água diferem das caldeiras flamotubulares horizontais. as caldeiras de tubos de água competem com as caldeiras flamo-tubulares horizontais em todos os tamanhos. O motivo é porque as caldeiras de tubos de água para são de construção mais complexa que as caldeiras flamo-tubulares horizontais multi-tubos. As caldeiras de tubos de água funcionam segundo o princípio da circulação de água. As unidades mais pequenas podem ser fabricadas entregues no local completamente montadas.

reduzindo-se a circulação. reduz-se a diferença entre a densidade da água e o vapor saturado. A sua densidade vai diminuindo à medida que vai subindo pelos tubos ascendentes. à medida que a pressão no interior da caldeira de tubos de água aumenta. Para manter o nível de produção de vapor.A água fria de alimentação é introduzida no barrilete de vapor e depois cai até ao barrilete inferior por ser mais densa que a água quente. onde é aquecido. No entanto. A água quente e as bolhas de vapor passam outra vez para o barrilete de vapor onde o vapor se separa da água e sai da caldeira. tem de ser aumentada a distância entre o barrilete inferior e o barrilete de vapor. eventualmente criando bolhas de vapor. 11 Diversos tipos de caldeiras de tubos de água 17 . Tipo 'D' Tipo 'A' Tipo 'O' Fig. Variantes da caldeira de tubos de água Os esquemas que se seguem baseiam-se nos mesmos princípios que as outras caldeiras de tubos de água e fabricam-se com capacidades a partir de 5 000 kg / h até 180 000 kg / h. à medida que aumenta a pressão.

As capacidade típicas das caldeiras de ebulidor longitudinal vão de 2 250 kg / h até 36 000 kg / h. A água fria cai através de uma coluna de circulação na retaguarda até ao conjunto de tubos aquecidos inclinados. A água fria de alimentação entra num barrilete que se localiza acima da fonte de calor. a sua densidade diminui fazendo circular a água quente e o vapor pelos tubos inclinados e pela coluna de circulação frontal que alimenta o barrilete. 12 Caldeira de ebuludor longitudinal típica 18 . No ebulidor as bolhas de vapor separam-se da água e o vapor sai da caldeira. À medida que a temperatura da água sobe e entra em ebulição. Vapor Água fria de alimentação Chaminé Água Queimador Fig.Caldeira de ebulidor longitudinal A caldeira de ebulidor longitudinal era o modelo original da caldeira de tubos de água que funcionavam segundo o princípio da temperatura e densidade da água (ver Figura 12).

No entanto. A caldeira de ebulidor cruzado tem também a vantagem de poder alimentar um grande número de tubos devido à sua posição transversal. quando há grandes picos de consumo pode danificar-se devido à falta de circulação. em que pode aparecer forte deterioração uma vez que os tubos superiores podem ficar secos.Caldeira de ebulidor cruzado A caldeira de ebulidor cruzado é uma variação da caldeira de ebulidor longitudinal na qual o ebulidor está na transversal em relação à fonte de calor como mostra a Figura 13. 13 Uma típica caldeira de ebulidor cruzado 19 . O ebulidor cruzado funciona segundo o mesmo princípio que o ebulidor longitudinal com a diferença de que consegue uma temperatura mais uniforme ao longo do ebulidor. Saída de vapor Entrada da água de alimentação Queimador Saída de gases Fig. A caldeira de ebulidor cruzado tem geralmente uma capacidade entre os 700 kg / h e os 240 000 kg / h.

Caldeira de tubos curvos ou caldeira Stirling Outro desenvolvimento da caldeira de tubos de água foi a caldeira de tubos curvos ou caldeira stirling representada na Figura 14. de onde cai por ser mais densa. aumentando também a circulação natural da água. A água contida no barrilete inferior e os tubos de ligação aos outros dois barriletes superiores é aquecida e as bolhas de vapor produzidas sobem até aos dois ebulidores onde o vapor se junta num colector e sai da caldeira. 14 Caldeira de tubos curvos A água fria de alimentação entra no barrilete superior esquerdo. em direcção ao barrilete inferior ou de água. Também esta funciona segundo o princípio da temperatura e densidade da água mas possui quatro ebulidor com a seguinte configuração. Saída de vapor Água de alimentação Queimador Barrilete de água Fig. A caldeira de tubos curvos ou caldeira Stirling possui uma grande superfície de transferência de calor. 20 .

O vapor saturado que sai do ebulidor passa através de outro conjunto de tubos dentro da zona da fornalha. 21 . Se necessitar de vapor sobreaquecido é essencial uma caldeira que incorpore tubos de sobreaquecimento.Vapor sobreaquecido O vapor à saída da caldeira flamo-tubular horizontal ou do ebulidor de uma caldeira de tubos de água só pode ser vapor saturado. Utiliza-se frequentemente a caldeira de tubos de água para produzir vapor sobreaquecido. onde é aquecido para além da temperatura de saturação até se tornar um gás (vapor sobreaquecido).

Classificação das caldeiras Usam-se geralmente três critérios para classificação de caldeiras. que são: Capacidade de produção "from and at" Potência em kW Potência em cavalos (BoHP) Classificação 'De . Cada kilograma de vapor recebeu então 2 258 kJ. a temperatura de saturação aumenta. As caldeiras geralmente funcionam com a água de alimentação a temperaturas inferiores a 100°C. pelo que a temperatura da caldeira é superior a 100°C. 10 e 15 bar m. À medida que a pressão da caldeira sobe. 5. 15 Gráfico de produção "from and at" 22 .. até' A classificação de produção "from and at" é amplamente usada pelos fabricantes de caldeiras flamo-tubulares para classificar uma caldeira de acordo com a quantidade de vapor em kg / h qua a caldeira produz 'de 100ºC e até 100°C'. Isto requer entalpia adicional de saturação da água. O gráfico da Figura 15 mostra as temperaturas da água de alimentação cruzadas com a percentagem de produção "from and at" para operação a pressões de 0. à pressão atmosférica. necessitando ainda mais entalpia antes da água de alimentação atingir a temperatura de ebulição. 15 bar m 10 bar m 5 bar m 120 100 80 68 60 40 20 0 80 85 90 95 110 100 105 % produção "from and at" 0 bar m Temperatura da água de alimentação °C 150 140 Fig.. Ambos estes efeitos reduzem a produção real de vapor da caldeira pois existe menos calor disponível para produzir vapor. Consequentemente a caldeira tem de fornecer entalpia para aquecer a água até ao ponto de ebulição. A maioria das caldeiras funciona a pressões superiores à atmosférica.

teremos o seguinte factor Factor = Factor = Daí que a produção real da caldeira será: 2 000kg/ h x 0. A percentagem 'From and at' rating = 90% Daí que a produção real seja = 2 000 kg / h x 90% Produção real da caldeira = 1 800 kg / h O uso da seguinte equação determinará um factor que dará o mesmo resultado . A = Entalpia específica de evaporação à pressão atmosférica B = Entalpia específica de vapor à pressão de operação C = Entalpia específica da água à temperatura de alimentação Daí que..6 kJ / kg 0.899 23 .899 = 1799 kg/ h 2257 kJ / kg 2 794 kJ / kg .284. Exemplo Uma caldeira tem uma capacidade de produção "from and at" de 2 000 kg / h e uma pressão de operação de 15 bar m com a água de alimentação a 68°C. Utilizando o gráfico. Factor = A B-C Utilizando a informação acima nesta equação..A utilização do gráfico de produção "from and at" da Figura 15 pode ser representado no exemplo que se segue para calcular a produção real de uma caldeira.

Por exemplo. Na Nova Zelândia a potência da caldeira em cavalos é uma função da área de transferência dentro da caldeira e a potência de um cavalo corresponde a 17 pés² de superfície de aquecimento. para determinar a quantidade de energia adicionada a cada kg de água.7 kg / h Potência da caldeira em cavalos (HP) Esta medida é utilizada apenas nos EUA. Por exemplo. 24 .209. Daí que o combustível da caldeira tem de transferir 2 781. Para determinar a produção real.2 kJ hkg / q q m = 4 198. pelo que se conclui que utilizando água de alimentação a baixas temperaturas e vapor a altas pressões se reduz a quantidade real de vapor produzido. A potência da caldeira em cavalos não é os normais 550 ft lbf / s e o factor de conversão geralmente aceite de 746 Watts = 1 cavalo de potência não se aplica.7 . tendo em conta a pressão de vapor e a temperatura média da água de alimentação.5 = 2 572. 1 17 250 lb / h x 34.5 kJ / kg. Australia e Nova Zelândia.2 kJ / kg à água para produzir este resultado. Na prática. 1 2 500 pés² x 17 = 147 BoHP Nos EUA e na Austrália a definição mais comummente aceite é a quantidade de energia necessária para evaporar 34. é necesário saber o conteúdo de calor da água de alimentação e a entalpia total do vapor produzido. Para produzir 1 Kg de vapor a 10 bar m é necessária uma quantidade de calor de 2 781. A água de alimentação a 50°C tem uma entalpia específica da água de 209. Capacidade de produção em kg / h de vapor: 3 600 s / m = 3 000 kW x 2 572.7 kJ .5 = 500 BoHP Repare que isto é idêntico à produção "from and at".5 lb de água a condições atmosféricas de 212°F. uma caldeira tem uma potência de 3 000 kW e opera a 10 bar m com a água de alimentação a 50°C.Classificação em KW Alguns fabricantes classificam a caldeira em kW. 1 17 250 lb / h x 28 = 616 BoHP resultando numa caldeira de maior dimensão para produzir as mesmas 17 250 lb / h de vapor. Um resultado mais prático seria. um valor de 28 . uma caldeira com uma área de transferência de calor de 2 500 pés quadrados terá a seguinte BoHP.30 lb / h seria mais realista. uma caldeira que produza 17 250 lb / h de vapor teria a seguinte potência em BoHP. Por exemplo.

As instalações de grandes dimensões geralmente necessitam de monitorização e controlo contínuos para optimizar a eficiência. Este é o método normal de monitorizar a eficiência da combustão que deve ser feito correcta e regularmente em todas as condições de carga da caldeira. Ter uma combustão altamente eficiente não significa contudo ter bom rendimento na caldeira. os gases de exaustão serão em mais quantidade e conterão uma percentagem reduzida de dióxido de carbono e uma grande quantidade de oxigénio. o que explica a opção por uma caldeira maior para o Inverno e uma menor para o Verão. Em qualquer caldeira. funcionará com uma eficiência reduzida. A medição do dióxido de carbono ou do oxigénio nos gases. Duas ou mais caldeiras permitem maior flexibilidade que apenas uma. juntamente com a temperatura. deve contactar o fabricante da caldeira e dos equipamentos acessórios de combustão. as maiores perdas dão-se pela descarga dos gases quentes pela chaminé. É importante ter equipamento de queima que responda às variações de carga mas que mantenha uma correcta relação combustível/ar. Este tema é muito vasto e se tiver dúvidas. Os gases de exaustão conterão uma percentagem relativamente grande de dióxido de carbono e uma pequena quantidade de oxigénio.Eficiência da caldeira As caldeiras e os seus acessórios devem ser concebidos para uma operação eficiente e estarem correctamente dimensionados. há uma diminuição da eficiência. se as superfícies de aquecimento estão limpas. será extraida uma grande percentagem de calor e a temperatura dos gases de exaustão será inferior. 25 Eficiência da combustão . A pressão pode cair com o consequente arrastamento de água significando que a caldeira é incapaz de fornecer vapor de boa qualidade quando necessário. com muito ar. permite calcular as perdas de calor na chaminé. Eficiência e carga da caldeira Se uma caldeira tem de operar a uma baixa percentagem da sua capacidade. Não é fácil adequar a caldeira à variação constante da carga de vapor. Ao mesmo tempo. Se a combustão é pobre. Se a taxa de combustão é elevada ou as superfícies de aquecimento estão sujas. haverá apenas uma pequena quantidade de ar em excesso. as perdas por radiação podem ser significativas e mais uma vez. Uma caldeira que tenha de responder a um pico de carga acima da sua potência máxima contínua. Se a combustão for boa. A função da caldeira é fornecer vapor seco de boa qualidade à pressão correcta. não será possível extrair uma tão alta percentagem de calor e a temperatura dos gases de exaustão será mais elevada. A caldeira é apenas uma peça da instalação. se o resultado final fôr a produção de vapor com muita água e a consequente contaminação com sólidos arrastados nessa água.

Por este motivo. Assim reduz-se consideravelmente a estratificação da temperatura dentro do tanque. provocando turbulência. as bolhas serão maiores. Outra alternativa é cobrir a superfície com uma cobertura flutuante com esferas de plástico. Para além de economizar calor. Precauções especiais devem ser tomadas quando o combustível contém Enxofre para evitar a formação de Ácido Sulfúrico. (T< 137ºC) Água modulada para a caldeira Gases quentes Saída da caldeira Água de alimentação Economizador Fig. testes demonstraram que este tipo de cobertura tem grande efeito na redução da absorção de oxigénio pela água. As maiores perdas dão-se pela superfície da água. antes desta entrar na caldeira. Este dispositivo instala-se na saída dos gases quentes da exaustão (ver Figura 16). as caldeiras devem ser operadas à pressão correcta. devem ser tomadas medidas adequadas para minimizar as perdas de calor. Outra maneira de aumentar a eficiência da casa da caldeira é recuperar o calor que normalmente se perde nas purgas contínuas. Isolar o tanque também contribui para economizar e ajudará a reduzir a temperatura ambiente da casa da caldeira. originando vapor seco de boa qualidade. aceleração da maré e arrastamento. 26 . o vapor flash e a água fria de reposição. O calor destes gases pode ser utilizado para aquecer a água de alimentação. misturando eficientemente o condensado quente. Os economizadores não podem trabalhar em caldeiras com controlos de nível on-off. Isto significa que serão libertadas pequenas bolhas de vapor à superfície da água. armazenamento e purga". pelo que. Este possui vários dispositivos que permitem conservar o calor. Isto consegue-se instalando um vulgar sistema de recuperação e é explicado detalhadamente no guia de referência técnico "Tratamento de água. O modelo mais eficaz de tanque de alimentação atmosférico é o tanque "semi-desgaseificador". Se a pressão cair por qualquer motivo.As caldeiras são concebidas para operar a pressões relativamente altas. Um método de aumentar a eficiência da caldeira é utilizar um economizador. 16 Economizador A eficiência começa no tanque de alimentação da caldeira Uma vez que o tanque de alimentação está quente. é essencial colocar uma cobertura ou tampa.

A eficiência. formaram-se empresas com o objectivo de reduzir o número de explosões. Fig. Número de série 32217 Modelo Shellbol Mk. sujeitando cada caldeira de vapor a uma inspecção. II Produção 3. todos com o objectivo de melhorar A operação. eram o embrião dos organismos que inspeccionam e aprovam a construção. Este sucesso conduziu à lei 1882 sobre explosões de caldeiras que incluia a necessidade da caldeira possuir uma chapa de identificação. Este guia fornece indicações sobre este tema mas não dispensa a consulta da respectíva legislação. 17 Uma típica chapa de identificação de caldeira O número de série e o modelo identificam individualmente a caldeira e utilizam-se ao encomendar sobressalentes ao fabricante e no diário da caldeira. A produção da caldeira pode estar expresso de vários modos. A segurança. A Figura 17 mostra um exemplo de uma chapa de identificação de caldeira.Acessórios da caldeira e sua montagem Há um número de acessórios que têm de ser instalados nas caldeiras de vapor. Isto comparado com 260 explosões de caldeiras não examinadas por este sistema.5 bar Data de teste 26/03/91 Design standard BS2790 (1989) Classe 1 Inspeccionado por British Engine Fabricado por Boilermakers Ltd. como vimos anteriormente.000 kg/h Pressão 19 bar Pressão máxima de operação 18 bar Ensaio hidráulico a frio 28. os controlos e acessórios das caldeiras. juntamente com a legislação associada. Estas empresas. apenas 8 das 11 000 caldeiras examinadas. Há vários equipamentos adicionais à caldeira que passamos a enumerar. sempre que se justifique. 27 . Como consequência. Em Inglaterra nessa época. explodiram. Chapa de identificação da caldeira Na segunda metade do século 19 a explosão das caldeiras era um acontecimento comum. após um período relativamente pequeno. na verdade.

inspecções. qualidade da água etc. Tem de haver uma margem adequada entre a pressão normal de operação da caldeira e a pressão regulada da válvula de segurança. materiais e acessórios de controlo. a norma 12593. e dispositivos de segurança contra excesso de pressão. Fig. A Secção 8 diz respeito especificamente às válvulas de segurança. Na CE. A sua função é proteger a caldeira da sobre-pressurização e consequente explosão. A pressão máxima de regulação da válvula de segurança deve ser igual à pressão de concepção da caldeira (ou a máxima pressão de operação permitida). 18 Uma válvula de segurança típica 28 . relativa à especificação da concepção e fabrico de caldeiras flamo-tubulares horizontais soldadas. A capacidade máxima de descarga da(s) válvula(s) de segurança tem de ser atingida dentro dos 110% da pressão de concepção da caldeira.Válvulas de segurança A válvula de segurança é um acessório importante. O oríficio da válvula de segurança ligada a uma caldeira tem de ser pelo menos de 20 mm. Há muitos modelos de válvulas de segurança para instalar na casa da caldeira mas todas têm de cumprir os seguintes requisitos: A capacidade total de descarga da(s) válvula(s) de segurança têm de ser pelo menos igual à produção "from and at" a 100°C'.

a norma BS 2790 impede a utilização de válvulas de ferro fundido para esta aplicação. A figura 19 mostra uma válvula de passagem deste tipo. No Reino Unido. Não deve confundir ferro fundido cinzento com ferro nodular pois este possui caracteristicas mecânicas semelhantes ao aço. As caldeiras com capacidade de evaporação superior a 3 700 Kg/h têm de ter pelo menos duas válvulas de segurança simples ou uma dupla. Volante Indicador Fig. aço ou bronze e utilizavam-se para aplicações com altas pressões. O tubo de descarga da válvula de segurança deve ser encaminhado para o exterior. Geralmente é uma válvula de globo em ângulo. muitos fabricantes de caldeiras utilizam por norma válvulas de passagem em ferro nodular.Normas sobre válvulas de segurança As caldeiras têm de possuir pelo menos uma válvula de segurança dimensionada para a produção da caldeira. Secção 8. Por este motivo. Válvulas de passagem para caldeiras A caldeira tem de possuir uma válvula de passagem (também denominada crown valve) que seccione a caldeira do processo ou da instalação. A válvula de passagem não é uma válvula de estrangulamento. Na CE. pelo que deve estar completamente aberta ou fechada. 19 Desenho esquemático de uma válvula de passagem típica No passado estas válvulas eram geralmente fabricadas em ferro fundido. não pode estar obstruído e deve ser drenado na base para impedir a acumulação de condensado. 29 . Na CE consulte a norma EN 12953. Deve sempre ser aberta lentamente para evitar uma subida súbita da pressão a jusante e consequentes martelos de água. consulte a EN 12953.

Em aplicações com várias caldeiras deve ser instalada uma válvula de seccionamento adicional em série com a válvula "crown". 20 Válvula de retenção A válvula de retenção contem uma mola reforçada que suporta a coluna de água no tanque de alimentação elevado. Quando a bomba está a funcionar. anti-retorno que impede que uma caldeira pressurize outra. evitando que a coluna estática do tanque de alimentação alague a caldeira quando não há pressão no seu interior. mesmo do chão. A válvula mostrada possui um indicador que facilita ainda mais esta tarefa. Em condições normais de produção de vapor a válvula de retenção funciona de forma convencional evitando que o fluxo reverso da caldeira entre na linha de alimentação quando a bomba não está a funcionar. Em alternativa.A válvula deve ser do tipo de volante com indicador de posição. Válvulas de retenção na água de alimentação A válvula de retenção (como a das Figuras 20 e 21). a sua pressão ultrapassa a da mola. entre a bomba e a caldeira. Isto permite ao fogueiro ver facilmente a posição da válvula. instala-se na linha de alimentação de água da caldeira. alguns fabricantes preferem usar uma válvula de globo com uma válvula de retenção de disco instalada entre as flanges das duas válvulas de passagem. 30 . Esta é geralmente uma válvula de globo. para alimentar a caldeira. Fig. Instala-se uma válvula de passagem no corpo da caldeira.

21 Localização da válvula de retenção de alimentação Válvulas de purga de fundo A caldeira deve possuir pelo menos uma válvula de purga de fundo. As Figuras 22 e 23 mostram válvulas de purga de fundo típicas. Manípulo Da caldeira Para o tanque de purga Fig. Estas válvulas devem ser operadas com uma chave e concebidas de modo a impossibilitar a remoção do manípulo com a válvula aberta. 22 Uma válvula de purga de fundo manual típica 31 .Válvula de retenção Fig. o mais perto possível do ponto em que a sujidade ou os sedimentos tendem a acumular. Hoje em dia existem válvulas de purga automática controladas por temporizadores que incorporam dispositivos electrónicos que garantem que apenas uma caldeira é purgada de cada vez.

sendo estes acessórios considerados em geral de segurança. apenas é permitido um manípulo na casa da caldeira. O mais usual é instalar um manómetro que será calibrado e inspeccionado periodicamente de acordo com a mesma EN 12953. O tema da purga de fundo é também abordado na norma CE 12953. Assim evita-se purgar o conteúdo de uma caldeira para outra que esteja desligada para manutenção. este assunto está em geral regulamentado. Noutras partes do mundo. 32 . Fig.Com purga manual em instalações com várias caldeiras. 23 Uma válvula de purga de fundo automática Manómetro Todas as caldeiras devem possuir pelo menos um indicador de pressão.

Fig. Pressão normal de operação Pressão máxima de operação permitida. Os manómetros podem ser instalados noutros recipientes pressurizados tais como tanques de purga e geralmente possuem o mostrador mais pequeno. 24 Manómetro com sifão em anel típico 33 .O mostrador deve ter pelo menos 150 mm de diâmetro e o mecanismo de tipo bourdon. como se mostra na Figura 24. deve indicar a pressão normal de operação (indicada por uma linha vermelha no visor) e a pressão máxima de operação permitida/pressão de concepção (indicada por uma linha purpura no visor). A válvula deve ter uma flange de teste. Os manómetros estão ligados ao espaço de vapor da caldeira e geralmente possuem um sifão em anel que se enche de condensado e protege o mecanismo do manómetro das altas temperaturas.

Os indicadores são geralmente referidos como visores de nível. no caso dos vidros se partirem. e erosão durante a purga. este deve ser testado e as torneiras colocadas na posição correcta. 4. Para testar um indicador de nível siga o seguinte procedimento. Feche a torneira da água e abra a torneira de purga durante cerca de 5 segundos. Feche a torneira de purga e abra a torneira da água . e após voltar a montar o indicador. A água deve voltar ao seu nível normal de operação relativamente depressa. Qualquer sinal de corrosão ou erosão exige a substituição do indicador. Tenha em atenção que todos os manípulos das válvulas do visor devem apontar para baixo em condições de funcionamento. pode existir um bloqueio na torneira da água e tem de ser resolvido o mais breve possível. devem possuir dois indicadores. Se isto não acontecer. assim como deve existir um dispositivo de segurança contra queimaduras.Visores de nível e acessórios Todas as caldeiras possuem pelo menos um indicador do nível da água mas as caldeiras com produção superior a 145 kg / h.a água deve voltar ao seu nível normal de operação relativamente depressa. 34 . de acordo com a norma BS 3463. Quando limpar o protector no local ou o retirar para limpeza. pode existir um bloqueio na torneira da água e tem de ser resolvido o mais breve possível. 2. O funcionário autorizado deve testar sistematicamente os indicadores de nível de água. o indicador deve ser temporariamente fechado. particularmente na extremidade do vapor. Os indicadores de nível devem ser instalados de modo a que o seu valor mais baixo indique o nível de água a 50 mm acima do ponto em que ocorre sobreaquecimento. Feche a torneira de purga e abra a torneira do vapor. Devem também ser instalados com uma protecção mas de modo a não impedir a visibilidade do nível de água. Os indicadores de nível estão sujeitos a vários danos tais como corrosão provocada por quimicos da água da caldeira. A Figura 25 mostra um indicador de nível típico. independentemente das condições de operação. Se isto não acontecer. Protector do indicador de nível O protector do indicador de nível deve ser mantido limpo. variação cíclica do PH. 3. Após a limpeza. 1. Feche a torneira do vapor e abra a torneira de purga durante cerca de 5 segundos. Assegure-se de que existe um nível de água satisfatório antes de fechar o indicador e não toque ou bata nele. pelo menos uma vez por dia e deve proteger a cara e as mão com equipamento adequado. Um indicador de nível mostra o nível de água actual da caldeira.

Se o manípulo da torneira se curvar ou distorcer é preciso especial cuidado para garantir que fica completamente aberto. o indicador pode apresentar um falso nível de água alto ou baixo. os vidros devem ser substituidos a intervalos regulares. Os indicadores de nível sofrem frequentemente uma descoloração devido às condições da água. Falta de manutenção pode danificar o vedante e gripar as torneiras. Por este motivo. Um acessório danificado deve ser substituido ou reparado imediatamente.Indicador de nível Torneira de vapor Nível da água Protectores Torneira de purga Torneira da água Fig. Se as passagens de água estiverem obstruídas. deve fechar qualquer torneira existente no tubo de água. tornando-se também mais finos e deterioram-se devido à erosão. 25 Indicador de nível e acessórios Manutenção O indicador de nível deve ser cuidadosamente inspeccionado em cada revisão anual. este permanecerá vazio durante algum tempo. Deve sempre possuir em armazem conjuntos de vidro e vedantes sobressalentes. Depois do indicador ser testado pode continuar a indicar um falso nível de água alto. utilizando a torneira de vapor do indicador de nível. deve fechar qualquer torneira existente no tubo de vapor. Depois de testar o indicador. Lembre-se que: Se as passagens de vapor estiverem obstruídas. excepto se o nível de água actual for perigosamente alto. utilizando a torneira de água do indicador de nível. Ao testar as ligações de vapor do indicador de nível. Ao testar as ligações de água do indicador de nível. o indicador de nível pode apresentar um falso nível de água alto. 35 .

Sonda de controlo de nível Câmara de controlo de nível Nível da água Válvula de purga em sequência Fig. O funcionamento dos controlos ou alarmes de nível é verificado diariamente através das válvulas de purga sequencial. 27 Volante da válvula de purga 36 NORMAL WORKING . como mostra a Figura 26. Com o volante rodado completamente no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. são instaladas no exterior da caldeira. 26 Câmara de controlo de nível U PA W THROUGH LO B SE R TO NOR URN MA ET L BLO W R TH H OUG PA U N OP EN WA TER SHU T SE DR AI Fig. a válvula está na posição de "funcionamento normal" e a sede traseira fecha a ligação de drenagem. Alguns volantes não possuem face com indicações e regulam-se através do mecanismo. A face do volante pode ser semelhante ao mostrado na Figura 27.Câmaras de controlo de nível As câmaras de controlo de nível para instalação de controlos ou alarmes de nível.

Em alternativa. A ligação de flutuador da câmara é interrompida. se a câmara de controlo de nível possuir um segundo ou extra alarme de nível de água baixo.Para testar os controlos quando a caldeira está pressurizada. A ligação da água está fechada. Pausa de 5 a 8 segundos. Há vários modelos de válvulas de purga em sequência. a ligação de drenagem abre e a ligação da água é soprada. é essencial seguir as instruções do fabricante. bomba a funcionar e/ou alarme audível a soar e o queimador desliga-se. Lentamente rode completamente o volante no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio para a sede traseira vedar e ficar na posição de "operação normal". 37 . com o queimador ligado proceda da seguinte forma: Rode lentamente o volante no sentido dos ponteiros do relógio até o ponteiro indicador estar na primeira posição de "pausa". isto é. pelo que. Estas podem diferir no modo de funcionamento. Pausa de 5 a 8 segundos Lentamente rode o volante no sentido dos ponteiros do relógio até ao fim. a válvula de purga permanece aberta e a câmara do flutuador e as ligações de vapor são sopradas. Os controlos da caldeira devem indicar nível de água baixo na caldeira. a caldeira deve bloquear.

O funcionamento é testado através de um teste de purga e/ou evaporação. não estão sujeitos aos procedimentos necessários para purgar as câmaras exteriores.Controlos de nível internos Existem sistemas de controlo de nível que proporcionam maior segurança que os mencionados anteriormente. Os sensores são montados directamente no interior da caldeira (ou no evaporador) e proporcionam uma função de auto-monitorização da integridade do sistema. Sensor Tubo protector Linha de alimentação de água Fig. 28 Sensor de nível de montagem interior em tubo de protecção 38 . Uma vez que são montados internamente. Possuem tubos de protecção para amortecer as ondulações da água à volta do sensor.

e pode provocar fugas juntas. o vapor no seu interior condensa e forma-se vácuo. como demonstrado pela Lei de Dalton e também dificulta a transferência de calor pelas superfícies. danificar os bastidores da caldeira e o perigo sugar água enchendo em excesso uma caldeira parada. 29 Eliminadores de ar e válvulas quebra-vácuo (não à escala) Quando a caldeira é desligada. Eliminador de ar de pressão balanceada Eliminador de ar manual Válvula quebra-vácuo Fig. na verdade ele afecta negativamente o desempenho da instalação devido à sua pressão parcial. Este vácuo faz com que a pressão fora da caldeira seja maior que no seu interior. é muito mais preciso e eliminará os gases que se podem acumular na caldeira.Eliminadores de ar e válvulas quebravácuo Quando é feito o arranque de uma caldeira fria. A Figura 29 mostra eliminadores de ar típicos.5 bar. pode provocar corrosão no sistema de condensado se não for removido adequadamente. pode instalar um eleiminador de ar de pressão balanceada que para além de libertar o operador da caldeira da tarefa de purgar o ar manualmente (assegurando que ele é de facto purgado). o espaço do vapor está cheio de ar. é necessário instalar uma válvula quebra-vácuo no corpo da caldeira. Além disso. Para evitar isto. 39 . Em alternativa. Este ar deve ser removido. A Figura 29 apresenta uma válvula quebra-vácuo. O ar pode ser drenado do espaço do vapor utilizando uma simples torneira que geralmente é deixada aberta até o manómetro indicar uma pressão à volta de 0.

um método que é frequentemente fonte de problemas. A concepção do colector de vapor que as liga é de extrema importância. 30 Esquema vulgar de instalação de quatro caldeiras . Isto origina que se a caldeira 1 opera com a carga máxima. O caudal depende da perda de carga. Pode ser demonstrado. C B A Para a instalação Caldeira1 Caldeira 2 Caldeira 3 Caldeira 4 Fig. a caldeira 2 terá cerca de 1% de excesso de carga. A Figura 30 mostra um método vulgar de ligar quatro caldeiras. instalam-se duas ou mais caldeiras em paralelo. portanto a caldeira 4 descarregará vapor mais fácilmente que a caldeira 3. e a caldeira 4 cerca de 15%. Quando são necessárias produções superiores. quanto mais longe está a caldeira do ponto "A". a caldeira 3´descarregará mais fácilmente que a caldeira 2 e assim por diante. sendo vulgar encontrar instalações com quatro caldeiras ou mais. a pressão no ponto 'A' tem de ser inferior à do ponto 'B' para o vapor sair da caldeira 3. Consequentemente. 40 . com todas as caldeiras a operar à mesma pressão. que se a caldeira 1 está a operar com a carga máxima.não recomendado Como se vê na Figura 30. O aumento da velocidade de saída do vapor da caldeira faz com que a superfície da água se torne extremamente instável e o sistema de controlo de nível pode indicar falta de água. mais dificuldade ela terá em debitar o vapor. Do mesmo modo. um excesso de carga de 15% é altamente indesejável.Colectores de vapor As caldeiras flamo-tubulares horizontais têm capacidade até aproximadamente 27 000 kg / h de vapor. Enquanto as caldeiras flamo-tubulares horizontais conseguem dar resposta a situações de excesso de carga ocasional de 5%. a caldeira 3 cerca de 6%. as outras caldeiras estão sujeitas a excesso de carga e o efeito piora em geral na caldeira 4.

em vez de na extremidade.traçado melhorado 41 . Assim minimiza-se a ocorrência de arrastamento e previne-se o excesso de carga e bloqueio das caldeiras. desde que a tubagem da coluna esteja adequadamente dimensionada. nenhuma caldeira sofrerá de excesso de carga pela coluna mais do que 1%.Com grandes cargas. ficando o sistema. 31 Esquema de colector com quatro caldeiras . Deste modo. já instável. A principal conclusão é que o modelo de colector de distribuição não permite que a carga seja igualmente distribuida por todas as caldeiras. O esquema da instalação mostrado na Figura 31 mostra um traçado melhorado de um colector. Um dos objectivos do colector de vapor é igualizar a perda de carga entre as caldeiras ligadas com uma diferença máxima de 0. neste exemplo.1 bar. a caldeira 4 bloqueará. a operar com as restantes três caldeiras que progressivamente sofrerão o mesmo efeito. Para a instalação Caldeira 1 Caldeira 2 Caldeira 3 Caldeira 4 Fig. O colector descarrega pela parte central.

é por vezes impraticável este tipo de colector. em especial se as tubagens são de grandes dimensões. Em aplicações com várias caldeiras.traçado recomendado A Figura 32 mostra a solução ideal para a instalação de quatro ou mais caldeiras. 32 Esquema de coluna com quatro caldeiras . em que a carga de cada caldeira é igualmente distribuida. num esquema em pirâmide.Para a instalação Caldeira 1 Caldeira 2 Caldeira 3 Caldeira 4 Fig. Tenha em mente que um correcto esquema de colector evitará muitos problemas e poupará dinheiro. pelo que a solução será a colocação de sistemas de controlo do caudal de vapor em cada caldeira. 42 . Este sistema está mais apto a fazer face a grandes cargas. com controlo sequêncial em que uma ou mais caldeiras estão regularmente desligadas.

Aceleração da maré. provocando tensão na tubagem e provocando movimentos violentos nos suportes da tubagem. É fundamental que quando a caldeira é ligada. Arrastamento de água Quando uma caldeira bem concebida produz vapor em condições de caudal estável. têm de ser asseguradas as seguintes condições: A instalação receber vapor seco. Isto resulta na separação do vapor de partículas de água muito mais densas e a serem empurradas pela gravidade para a parte inferior do corpo do separador. O vapor húmido está associado a alguns problemas: A presença de água no sistema de vapor provoca potenciais martelos de água. Arrastamento de água juntamente com o vapor da caldeira também conterá sólidos dissolvidos e em suspensão que podem contaminar os controlos. A ausência de controlo do TDS da água da caldeira ou a contaminação da água da caldeira podem também dar origem à produção de vapor húmido. Por estes motivos. uma válvula de controlo. O arranque ser controlado por um processo automático. A vapor húmido tende a erodir a tubagem. Alterações repentinas da carga afectarão negativamente a qualidade deste vapor. recomenda-se a instalação de um separador. Na saída da caldeira. originando vapor húmido. A água descarregada também provocará martelos de água na tubagem. aproximadante 96% a 99%.Saídas de vapor Após uma análise geral ao traçado do colector de vapor. Uma caldeira não pode pressurizar outra. as superfícies de troca de calor. Choque térmico. Isto não só é nefasto para a instalação como a caldeira pode bloquear e demorará algum tempo até retomar a sua operação normal. A tubagem é aquecida tão rapidamente que a expansão é descontrolada. 43 . Uma redução súbita da pressão da caldeira pode fazer com que a água da caldeira seja arrastada para a tubagem. por exemplo. os acessórios e as válvulas de controlo. provocando danos quando a água colide com uma obstrução na tubagem. onde se acumulam e são drenadas com o auxílio de um purgador. este procedimento seja feito de modo lento seguro e controlado para evitar o seguinte: Arranque Martelos de água. Acumulação de grandes quantidades de água no interior da tubagem que são depois arrastadas à velocidade do vapor. Também reduz a capacidade dos permutadores de calor. os purgadores e qualquer produto aquecido por injecção directa de vapor. Os separadores fazem com que o vapor húmido mude rapidamente de direcção dentro do seu corpo. o vapor é bastante seco.

O primeiro passo para um arranque seguro.O período de arranque é diferente para cada instalação e depende de factores tais como a pressão. pode atingir a pressão normal de operação em menos de 15 minutos. 44 . assegurando assim uma boa vedação. que pode ser por exemplo. Por este motivo. o comprimento dos troços de tubagem. Esta solução tem também a vantagem de não necessitar de intervenção humana durante o período de arranque. 33 Válvula de controlo instalada após a válvula "crown" Uma solução típica para o arranque é aquela em que a válvula de controlo está fechada até ser ligada a caldeira. Uma válvula de controlo tem um obturador com saliências que lhe conferem uma relação entre o caudal e o movimento da haste é muito menos severo. A Figura 33 mostra um exemplo com uma a válvula de controlo instalada após a válvula "crown". Isto deve-se ao facto de esta válvula ter sido concebida para fornecer um bom isolamento pois possui uma sede plana em que toda a força produzida ao rodar o volante actua directamente na sede. Uma caldeira de pequenas dimensões para pressões baixas em instalações compactas como por exemplo as lavandarias. Significa também que tendo características de abertura rápida irá debitar 80% da capacidade total nos primeiros 10% da abertura. Um grande complexo industrial pode demorar algumas horas. Válvula de controlo Controlador Válvula "crown" Caldeira Fig. em patamares. deve instalar-se uma válvula de controlo depois da válvula de globo. etc. a presença de operador será então necessária. e for posta em marcha. Se a caldeira está fora de serviço. no caso de uma caldeira pequena é a válvula de saída que deve ser aberta lentamente. de madrugada. um sistema de impulsos abre lentamente. Consequentemente. o caudal e por sua vez o arranque podem ser melhor controlados. No entanto. A partir de uma certa pressão. a válvula de controlo. em instalações de grandes dimensões. é difícil controlar o arranque com uma válvula de globo. o tamanho da caldeira.

34 Exemplo de uma válvula anti-retorno de disco 45 . Elas podem fazer parte da válvula de seccionamento ou ser instaladas a jusante daquelas. Muitos casos de instabilidade em instalações com duas caldeiras são provocadas deste modo. Esta solução tem também a vantagem de igualizar a pressão em ambos os lados da válvula de seccionamento antes da abertura. Em alternativa. Evitar que uma caldeira pressurize outra Quando duas ou mais caldeiras estão ligadas a um colector. direccionando a carga para uma caldeira ou para outra alternadamente. A válvula "crown" é muito útil nestas circunstâncias e é uma exigência de algumas normas. as válvulas de retenção de disco com retorno por mola ao modularem um pouco. a válvula de controlo continua a não ser adequada para garantir um arranque correcto. Geralmente é preferível instalar uma válvula de seccionamento na linha de distribuição para proporcionar maior segurança com duplo isolamento. deve tomar precauções no sentido de que cada caldeira possa ser isolada do colector. Nunca confie numa válvula anti-retorno para proporcionar seccionamento total seguro. tendo em conta este fenómeno. pode ser instalada uma pequena válvula de controlo em "by-pass" à válvula de seccionamento. Algumas normas exígem a instalação deste tipo de válvulas. As válvulas "crown" com válvulas anti-retorno incorporadas tendem a ser mais adequadas.Para instalações ainda maiores. No entanto. Vapor Vapor Fig. Nestas circunstâncias. Em condições severas isto pode provocar sobrecargas ciclicas alternadas das caldeiras. As válvulas anti-retorno simples de charneira não são adequadas para esta aplicação pois podem oscilar com as pequenas variações de pressão da caldeira. Assim não haverá possibilidade do vapor do colector pressurizar uma caldeira que está parada para manutenção ou inspecção. uma válvula anti-retorno em separado é útil para evitar o fluxo reverso do vapor durante a operação normal entre caldeiras em linha e caldeiras quentes em stand-by. tendem a reduzir o problema (Figura 34).

22 332/2001 e anexo Instrução técnica complementar para geradores de vapor e equiparados EN 12953. Lei 97/2000 Desp.Normas (Portugal /CE) Dec Lei nº 211/99 (transposição para a ordem juridica nacional da Directíva 76/767/CE Dec. partes 1 a 14 46 .

Por esta razão. o condensado pode conter partículas arrastadas e pode ser conveniente drenar este condensado contaminado para o tanque de purga da caldeira. onde em geral é conveniente que as linhas de vapor descarreguem para um distribuidor de vapor. É importante que o condensado seja removido do colector o mais rápido possível à medida que se forma. Numa instalação de grandes dimensões. ou seja. O diâmetro deve ser calculado para uma velocidade do vapor não superior a 15 m / s em condições de carga máxima. 47 . A gravidade e a baixa velocidade fazem com que o condensado se dirija para o fundo do colector. em vez de para o tanque de alimentação da caldeira. com grande possibilidade da carga do sistema ser partilhada por todas as caldeiras. Isto permite que as tomadas de vapor da linha de distribuição sejam feitas tanto directamente para as aplicações de alta pressão como para os conjuntos redutores de pressão que depois fornecem vapor a aplicações de pressão reduzida. Diâmetro. apenas sai vapor seco. Drenagem de condensado.8 bar (198°C). Saídas. Lembre-se que as normas para as flanges são baseadas na temperatura e na pressão. O colector de distribuição deve ser adequado para a pressão de operação e estar de acordo com as normas de pressão. PN16 quer dizer 16 bar a 120°C. provavelmente a solução mais viável é a distribuição de vapor ser feita através de uma linha de alta pressão que percorre a instalação. Pressão de operação. As perdas de calor e montagem e isolamento também são reduzidos devido às menores dimensões da tubagem. Permite uma zona de transição entre as caldeiras e o sistema. a pressão admissível diminui à medida que a temperatura aumenta. a melhor escolha é um purgador mecânico. Estas devem sempre localizar-se na parte superior do colector de distribuição. Se o colector é o primeiro ponto de drenagem após as saídas da caldeira. A velocidade baixa é importante pois facilita a separação das gotas de água. É preferível uma distribuição a alta pressão pois reduz a medida da tubagem de acordo com as capacidades e as velocidades. Um distribuidor de vapor na casa da caldeira representa um ponto de partida centralizado. mas é adequado para vapor saturado a apenas 13. um purgador de flutuador. por ex.Garantir uma correcta distribuição de vapor O ponto de partida do sistema de distribuição é a casa da caldeira. A medida do colector depende do número e tamanho das caldeiras e da configuração do sistema de distribuição. Deste modo. geralmente referido como colector de distribuição. Mais informações sobre a drenagem de condensado pode ser encontrada no guia de referência técnica "Drenagem de condensado e eliminação de ar".

Por vezes há várias alternativas e a melhor solução nem sempre é óbvia. Nestes casos.Informações adicionais Este guia de referência técnica foi concebido para fornecer uma introdução ao tema das caldeiras. 48 . pode consultar a Spirax Sarco ou o técnico Spirax Sarco da sua área. acessórios para caldeira e saídas de vapor aos engenheiros de manutenção e gestores de energia. Seria impossível cobrir todos os aspectos deste tema neste guia pois cada instalação é única. Tentámos cobrir as alternativas mais comuns mas podemos não ter mencionado todas as opções possíveis num caso particular de uma instalação.

3 2 715.3 2 225.3 2 763.024 0.08 165.4 2 724.0 2 680.50 950.3 Volume específico de vapor m 3 / kg 5.342 0.80 120.2 2 711.1 Evaporação (hfg) kJ / kg 2 336.0 772.6 2 261.225 1.9 2 748.2 440.1 634.7 2 086.0 3.75 145.088 1.9 2 117.43 417.9 505.0 2 676.0 1.8 2 112.0 1.4 484.1 2 197.1 541.43 177.7 2 144.56 115.5 2 706.2 2 687.5 536.0 0.8 450.0 Temperatura °C 69.7 2 774.2 2 684.240 2.4 605.272 0.69 135.00 400.4 2 278.00 102.7 2 184.440 0.204 0.777 1.9 2 746.806 0.10 81.75 75.0 2 693.1 2 166.0 2 192.3 0 0.2 2 778.7 2 066.0 2 781.9 2 022.0 8.50 850.5 743.00 900.0 8.00 200.9 2 720.3 562.0 2 742.3 2 156.6 697.7 2 741.00 300.0 1.1 2 771.00 500.0 1.0 3.4 2 676.4 732.292 0.773 0.0 0.8 2 188.0 2 756.6 2 201.177 0.0 4.8 2 722.9 2 696.39 109.673 1.9 2 744.10 184.255 0.3 557.6 547.0 2 725.171 49 .70 70.8 2 699.92 143.50 450.13 186.0 3.0 627.00 600.0 9.6 790.50 650.23 340.217 1.8 2 753.10 110.37 132.7 2 783.1 491.13 131.14 118.28 127.80 380.971 0.70 170.2 597.00 manométrica 0.389 0.00 100.536 0.96 123.20 220.60 360.40 140.40 117.0 2.7 2 170.78 98.0 1.63 100.8 2 181.0 absoluta 0.0 1.40 340.4 2 237.55 158.0 0.5 2 205.3 30.83 170.5 2 728.60 260.4 2 215.1 2 718.622 0.02 175.5 2 713.90 90.96 155.7 2 039.75 179.2 2 675.881 0.42 121.62 128.8 2 257.240 0.312 1.20 320.49 384.5 781.2 2 231.9 2 736.0 1.3 612.80 180.405 0.06 419.5 709.6 498.643 0.00 1 000.0 2 776.92 162.4 459.80 80.414 1.0 0.0 1.714 0.7 2 709.3 476.4 2 738.2 571.60 160.841 0.0 2 056.0 0.10 107.9 2 663.88 138.9 2 150.743 0.33 91.46 147.689 0.00 100.Apêndice 1 Tabelas de vapor Entalpia específica Pressão bar kPa 0.7 2 163.0 2.9 2 257.149 1.1 2 007.50 150.30 30.0 Vapor (hg) kJ / kg 2 625.1 2 305.0 2 257.0 2.7 656.0 1.40 40.00 141.0 2 673.1 2 096.6 512.0 9.3 670.00 700.40 240.54 133.5 2 702.603 0.90 126.7 580.39 411.20 148.20 20.0 2 177.673 1.509 0.0 3.3 763.227 0.9 2 760.0 6.0 2 133.461 0.5 2 769.20 120.00 100.30 130.1 2 704.3 2 173.1 753.6 2 220.013 101.5 2 000.374 0.0 2.8 2 047.50 1 050.315 0.0 1.0 0.84 150.7 589.44 151.483 0.3 2 717.568 0.533 1.0 640.9 2 015.5 2 766.7 721.7 524.0 6.1 1 993.0 10.9 620.6 530.0 2.06 430.0 2 075.20 99.0 5.4 2 733.0 0.1 2 780.51 419.194 0.61 113.185 0.3 2 645.50 750.50 173.89 130.0 4.00 800.0 0.0 2 250.50 550.50 50.04 167.7 2 139.66 105.9 684.4 2 128.10 10.422 0.55 111.80 280.95 95.46 124.7 468.0 3.9 2 108.0 0.215 0.0 7.90 190.229 3.0 0.6 2 691.6 2 731.4 2 210.2 2 243.01 140.665 0.0 1.0 1.05 Água (hf) kJ / kg 289.694 1.97 182.2 518.5 50.0 10.0 7.1 552.0 5.1 2 122.2 2 030.923 0.60 60.

4 1 840.78 237.0 1 800.7 1 072.4 2 801.9 1 831.3 931.0 2 500.5 1 737.6 1 017.9 1 619.9 845.1 2 794.1 859.7 Volume específico de vapor m 3 / kg 0.0 1 935.5 2 803.92 201.62 198.84 270.26 266.0 4 600.45 202.0 4 000.8 2 804.0 1 761.045 1 0.5 2 800.93 235.9 2 803.6 1 101.0 5 100.10 196.0 1 150.50 13.00 39.1 2 792.94 253.00 37.0 1 700.062 5 0.060 5 0.136 0.96 217.0 2 300.00 38.00 32.00 49.128 0.3 1 890.7 872.50 16.0 2 400.8 1 166.9 2 802.0 4 200.0 2 900.00 26.6 1 953.0 4 400.00 45.2 2 794.00 42.00 54.0 2 600.5 2 800.9 2 796.6 2 788.12 257.7 1 135.038 6 0.1 822.7 999.00 12.2 1 729.1 1 860.0 2 200.5 1 965.0 4 800.0 5 400.13 261.2 972.3 1 691.3 1 142.083 2 0.3 1 804.1 1 972.0 4 900.0 1 979.5 1 160.6 2 790.7 1 008.0 5 200.6 1 787.02 226.00 25.5 Evaporação (hfg) kJ / kg 1 986.9 1 080.00 11.2 1 870.041 2 0.0 865.110 0.50 258.0 3 300.9 2 801.0 4 500.0 1 600.037 8 0.0 1 900.00 36.4 837.1 1 706.0 1 250.076 8 0.7 1 184.4 1 795.0 4 300.86 247.42 248.00 41.82 191.0 1 605.00 48.5 1 721.7 2 788.2 2 793.26 245.4 2 793.05 233.3 885.8 807.0 2 700.00 28.2 1 818.0 1 025.074 0 0.053 9 0.9 1 049.12 228.00 21.5 2 801.9 1 666.0 Temperatura °C 188.0 2 800.1 1 598.099 4 0.1 852.00 43.1 2 803.0 3 600.3 2 787.92 204.119 0.7 1 676.38 207.042 1 0.0 1 300.9 1 632.047 3 0.63 244.9 2 799.124 0.3 2 797.0 1 612.6 990.45 267.00 19.6 1 190.6 2 796.4 1 822.1 2 804.00 40.0 5 300.6 2 803.50 14.50 15.079 7 0.1 1 850.00 15.55 239.0 2 000.0 3 200.6 2 791.6 1 108.6 1 115.5 2 799.0 3 800.151 0.6 1 714.055 4 0.28 240.00 34.0 2 802.163 0.1 1 901.02 271.066 6 0.044 1 0.141 0.057 1 0.0 2 791.65 221.117 0.132 0.2 1 947.100 0.3 941.9 2 795.0 3 700.0 1 400.2 1 148.052 4 0.43 262.0 2 804.02 189.051 0 0.00 50.071 4 0.85 224.14 232.8 1 745.0 2 100.6 1 033.00 23.2 962.00 29.7 2 789.157 0.00 27.1 1 941.5 2 803.1 1 154.8 1 626.035 7 0.0 3 900.0 5 000.00 24.74 256.47 214.1 2 804.0 3 400.50 12.0 5 500.090 6 0.95 250.0 897.0 3 100.0 1 350.0 2 794.2 1 683.0 1 200.1 981.0 1 450.00 55.0 4 100.049 8 0.8 1 753.00 52.9 2 799.1 1 639.90 212.00 17.3 1 087.064 5 0.1 2 803.2 2 802.17 209.2 2 804.7 2 803.0 1 778.1 815.9 952.00 13.1 1 228.4 1 959.42 251.0 1 500.00 47.0 3 000.5 1 880.00 53.036 4 0.2 909.00 30.00 33.68 193.00 31.7 1 057.Entalpia específica Pressão manométrica bar 11.4 1 912.068 9 0.00 46.3 1 698.8 1 923.20 Água (hf) kJ / kg 798.4 2 802.9 1 041.7 1 065.00 18.039 4 0.5 1 647.97 242.00 35.35 199.043 1 0.8 2 799.35 219.0 920.00 20.9 830.046 1 0.1 2 798.040 3 0.6 2 792.34 254.6 2 795.4 1 094.5 1 770.7 2 797.6 1 172.6 1 178.00 14.00 265.73 264.058 7 0.035 0 50 .0 4 700.00 51.00 22.048 5 0.2 1 668.4 1 122.67 268.82 260.43 195.037 1 0.00 kPa 1 100.105 0.0 1 928.0 1 550.15 230.0 3 500.6 1 654.1 2 798.086 8 0.2 Vapor (hg) kJ / kg 2 784.148 0.00 44.8 2 786.8 2 790.

00 114.7 1 312.0 6 000.1 2 780.3 2 740.2 2 687.45 274.7 1 422.00 96.00 102.00 61.0 1 487.014 1 51 .027 8 0.80 278.00 118.92 281.7 1 492.7 2 778.8 1 385.00 60.0 8 900.016 2 0.5 2 784.020 8 0.24 314.55 275.69 290.0 8 400.0 11 400.35 300.5 2 777.73 277.3 1 282.0 10 200.6 2 703.81 297.00 84.80 288.00 301.5 1 326.3 2 763.8 2 747.029 8 0.8 1 213.1 1 207.08 317.033 7 0.019 2 0.00 120.0 6 400.00 71.00 72.6 1 441.1 1 511.030 8 0.014 7 0.023 3 0.96 296.00 80.0 6 100.0 8 700.0 1 437.83 310.2 1 411.0 10 800.0 2 756.2 1 379.018 3 0.00 108.00 90.00 86.8 1 479.0 8 100.3 1 531.028 3 0.95 283.9 2 758.00 104.6 1 212.00 62.2 1 485.0 10 600.014 4 0.025 0 0.3 1 385.015 0 0.81 324.0 1 224.017 8 0.6 2 699.7 1 394.026 2 0.6 1 354.5 2 707.4 2 691.0 1 349.91 294.029 3 0.0 11 800.3 1 345.3 2 782.0 9 200.6 2 785.32 311.023 9 0.6 2 695.20 295.00 77.3 1 435.5 1 429.3 2 748.015 8 0.00 112.51 292.018 7 0.9 1 224.9 1 454.0 7 400.0 7 100.015 4 0.020 2 0.0 7 900.00 89.2 1 358.00 78.7 1 261.46 318.00 76.1 1 498.023 6 0.5 2 744.8 1 376.0 2 742.00 87.4 1 240.00 kPa 5 600.1 1 251.3 1 287.7 1 340.77 307.3 1 274.2 2 745.7 2 765.9 1 544.3 1 307.00 81.5 1 416.00 83.0 7 200.9 1 298.75 289.00 68.10 325.4 1 256.00 64.66 298.3 1 297.2 1 410.8 1 246.95 282.3 Vapor (hg) kJ / kg 2 787.5 2 754.4 1 473.031 9 0.1 2 766.0 6 800.0 1 261.33 273.8 1 479.3 1 584.3 2 711.00 59.0 1 372.0 11 000.9 2 753.0 1 335.8 1 187.032 5 0.00 65.00 67.021 7 0.0 5 800.4 2 783.028 8 0.0 7 500.0 6 300.8 2 769.6 1 470.0 6 500.0 11 200.8 2 719.3 1 462.0 7 000.5 2 768.60 291.2 1 302.00 69.93 285.50 322.0 7 700.4 2 751.0 7 300.00 100.00 66.00 73.0 1 403.00 79.9 2 759.90 286.00 85.0 9 400.7 1 323.025 8 0.9 2 750.0 5 700.8 2 762.0 9 600.81 302.0 6 200.0 1 272.0 6 900.024 2 0.24 308.Entalpia específica Pressão manométrica bar 56.85 279.0 8 500.017 4 0.3 1 367.0 1 466.9 1 316.0 1 311.030 3 0.7 1 249.5 1 230.7 1 571.79 313.7 1 518.5 2 760.6 1 550.022 9 0.2 1 330.2 2 715.00 58.00 98.5 1 445.7 2 730.8 1 363.9 2 779.0 12 000.0 1 564.41 304.0 10 400.9 1 267.2 1 524.4 1 218.83 320.3 1 202.6 1 460.021 1 0.0 8 200.00 70.38 Água (hf) kJ / kg 1 196.020 5 0.1 2 770.0 8 300.9 1 447.017 0 0.7 1 286.3 1 237.3 1 292.9 1 420.00 57.00 116.0 1 428.00 74.10 295.0 1 235.025 4 0.0 7 800.031 4 0.00 75.9 1 335.67 316.6 1 391.0 9 000.61 303.00 92.0 9 800.00 94.0 11 600.027 4 0.3 1 348.5 2 722.3 2 776.1 2 733.1 2 774.016 6 0.5 2 737.033 1 0.00 88.3 1 537.0 10 000.0 8 800.0 8 000.85 287.6 2 786.89 280.20 305.6 1 501.0 2 682.50 299.2 2 726.00 82.0 Temperatura °C 272.00 110.021 4 0.7 Volume específico de vapor m 3 / kg 0.019 7 0.022 3 0.2 1 199.20 301.0 7 600.022 6 0.5 1 403.0 5 900.00 106.7 1 360.2 1 453.5 1 577.3 1 310.0 6 700.17 321.00 63.1 1 277.95 284.034 3 0.024 6 0.0 6 600.8 1 397.4 1 557.2 1 495.8 2 773.4 Evaporação (hfg) kJ / kg 1 591.41 293.5 2 772.022 0 0.65 276.027 0 0.0 8 600.026 6 0.

86 0.759 75 0.386 102 0.609 344 polegada 0.892 857 17.000 023 9 1 0.12 0.061 0240.Apêndice 2 Tabelas de conversão Tabela 3 Comprimento De .056 1.150 119 4 546.0393 7 0.316 8 1 728 1 0.984 207 0.090.000 454 0.8326 74 0.480 52 764 555 0.410.001 1 61.105 0.8 914.05 45.001 562 640 1 Tabela 5 Massa De .4 1 20 US ton 0.304 8 0.27 m² km² 0.000 247 1 247.083 333 1 3 5 280 jarda 1.359 2 907.785 411 231 0.03 8 361.621 371 0.111 111 0.907 185 lb 2.000 5 0.020 068 0.022 046 22.314 7 1.195 99 0.0370 37 49.044 643 0.019 684 19.003 6050.113 38 0.034 6320.429 168.42 0.546 09 277.028 8370.387 1 .001 308 1.102 31 0.001 760 0.589 987 pl² 0.914 4 1 609.204 62 2 204.01 1.000 22 0.75 219.4 centímetro 0.12 22.176 0.Para cm² m² km² pl² pé² jd² acre milha² cm² 1 10 000 6.001 0.61 0.264 172 16.000 568 1 Tabela 4 Área De .832 674 8 1 52 .38 264.125 1.001 1 0.Para milímetro centímetro metro kilómetro polegada pé jarda milha milímetro 1 10 1 000 25.661 392 0.008 929 1 20 0.000 772 1 0.200 95 0.607 6 1.000 578 70.05 1 0.001 076 0.001 102 1.000 619 0.01 1 1 000 0.62 1 112 2 240 100 2 000 UK cwt 0.7 35.000 446 0.200 95 473.677 4 0.307 95 1 759.473 176 28.Para kg tonne lb UK cwt UK ton US cwt US ton kg 1 1 000 0.4516 929.000 743 1 0.000 473 20.035 315 0.974 568.453 592 50.027 778 0.000 02140.046 2 0.000 264 1 1 000 61 023.763 9 1.000 001 1 000 000 1 0.155 1 550 1 144 1 296 pé² jd² acre milha² 0.54 30.Para cm³ m³ litro (dm³) pl³ pé³ jd³ UK quartilho UK galão UK quartilho US galão cm³ m³ litro (dm³) pl³ pé³ jd³ UK quartilho UK galão US quartilho US galão 1 0.016 71 0.4 304.005 946 8 1 9.261 0.000 645 0.172 1 000 0.84 0.028 317 28.333 33 1 1 760 milha 0.000 568 30.000 914 1.684 1 0.125 3 785.001 0.000 119 6 10.370 1 1 12 36 pé 0.44 metro 0.48 91.002 113 0.836 127 404.0237 0.160 544 0.032 808 3.178 4 1 615.000 1 1 0.830 7 6.006 944 0.05 1 Tabela 6 Volume e capacidade De .050 802 1.133 681 0.280 84 3 280.555 46 656 27 1 1 345.004 329 28 316.892 857 US cwt 0.793 201.219 969 2.344 kilómetro 0.393 701 39.016 387 1 0.8 0.000 984 0.185 tonelada 0.003 785 43.045 359 0.004 040 7 2.764 555 764.802 3 1 016.844 2 7.0.004 951 6.004 546 14.875 0.001 1 0.000 035 3 0.857 1 UK ton 0.093 61 1 093.568 261 34.000 206 6 43 560 4 840 1 0.1 1 100 2.016 05 0.228 83 59.969 2 113.104 084 1 0.092 903 0.

0 6 127 133 1 181 3 9.0 6 1 Table 10 Energia From .2 3 .5 3 580 2 0 0 44 3 .0 3 600 1 1 6 90 7 .0 1 0 0 24 1 .3 2 1 0 1 05 4 0 0 66 7 .8 7 1 0 0 66 7 .1 9 174 m bar 10 3 2 1.1 2 4 08 .3 1 .0 3 001 .0 7 0 1 36 1 .1 8 836 2 2 7 6 0 0 0 075 8 7.0 8 21 8 8 1.0 6 7 4 05 7 .0 6 4143 0.7 4881 4.3 8 . 001 .6 1 000 k a /h cl 0 2 19 6 .000 986 9 0 9 69 .000 009 478 0.2 10 0 100 000 1 2909 4.7 5 1 2 0 60 .4 kW 0 0 02 3 .6 .0 5 6 0 1 Table 8 Caudal From .7 6 0 0 12 3 .3 7 4 05 7 .0 0 1 803 5 5.3 288 3.6 5 6 0 6 2 88 3 .0 4 5 60 .0 1 3 600 000 1 10 0 0 0 0 02 8 .3 7 0 0 95 .0 2 f³/h t UK gall / m 1713 1.3 2 1 1 000 00 .3 318 4 0 0 53 5 0 0 36 6 .2 1 1 0 0 66 7 .2 7 1 2 09 .To B u/l ° t bF J/k ° gC B U/l ° T bF 1 0 0 02 .0 1 9 6 26 .0 4 0 9 78 .3 95 0.6 2 2.6 337 7.7 6 0 0 45 6 .1 0 2 41 2 .To atmos mm Hg m bar br a psa acl in H 0 2 H g in Hg pi s atmos 1 0.2 1 0 2 27 6 .2 3 2.3 2 pi s 1.5 207 1 2 09 .2 3 6 0 1 4.002 458 3 0 0 34 1 .2 3 991 0 0 93 .3 8 0 0 22 8 .9 5 1 Pascal = 1 Nm² ² U g l /h S al 9109 5.9 7 1 113 .3 2 0 0 80 6 .1 7 U g l /h K al 7 1 8 84 9.To B u/h t W k a /h cl kW t B u/h 1 3 4 21 .0 5 m /s ³ l/h 3600 001 .6 4 mm Hg 70 6 1 0 7 00 2 .5 105 500 001 .6 in H2O 4671 0.5 9 0 8 98 5 .001 315 8 0.To B u/h t Therm J k J Cl a t B u/h 1 100 000 0 0 09 .0 8 cfm 2 1 88 2 .0 3 7 54 1 .1 3 0 0 45 4 .8 0.3 7 0 1 36 1 0 0 38 8 .9 1 2.5 1 Table 11 Calor específico From .5 6 7002 5.0 0 0 11 3 .8 k J 105 .0 7 1 000 0 2 77 8 .9 9 465 0 0 93 7 . 54 5.0 454 0 0 01 5 .0 6 0 0 57 8 .1 .1 7 534 3 6 61 .4 9 2 7 1 5 0 0 0 063 1 2.4 6 897 br a 103 .1 8 0 0 05 8 .0 5 0 0 00 6 .6 0 0 75 1 .1 0 1.5 4 1 8985 5.6 4 .2 3 1 0 1 38 4 .0 0 1 8 83 .2 2 0 0 37 5 .0 9 001 .6 9 0 0 10 2 . 1 53 .0 3 J/k ° gC 41 6 8 8.7 9 769 i H n g 2.1 6 0 1 05 4 .0 7 16 9 0 7 0 0 04 2 9.0 7 2.003 968 3 x 10 5 J 10 5 0 5.0 6 0 0 30 .0 1 0 0 00 .1 6 791 889 2999 1.8 1 0 1 46 5 .6 7 951 019 2 4 1 18 6.9 25 199 600 0 2 88 .003 968 3 Therm 0 0 00 .To l/s( m / ) d³s l/h m /s ³ m /h ³ cfm f³/h t UK gall / m U g l /h K al US gall / m U g l /h S al l/s( m / ) d³s 1 0 0 02 8 .000 295 3 0 0 35 6 .9 68 4 7 9.6 9 383 6.3 4 0 4 14 3 .0 1 1 0.6 1 1 000 4 1 68 .8 0 5 85 8 .4 0.1 4 3 9 83 .3 6 2 88 3 .9 1 0 0 83 7 .8 1 7.0 1 1.033 863 9 0 0 89 8 .8 0 2 99 9 .Table 7 Pressão From .6 2 34 2 1 1.8 1 ³ m /h 36 .8 0 5 52 .1 6 Table 9 Potência From .0 9 0. 3.000 009 9 0.5 1 3 32 .7 7 0 4 19 7 .9 1 355 2.6 4 990 5 0 8 26 4 .6 0 0 4 015 .6 4 0 0 26 6 .3 2 0 4 11 4 .0 4 0 2 71 5 .1 6 8 0 08 2 0 8 26 4 .0 4 0 0 61 7 .4 W 0 2 30 1 .12 0 0 13 3 . 4 4 28 3 .6 4 psa acl 101 325 1332 3.9 9 3.3 7 S al U g l /m 1.8 33 6 3 8.7 4 0 0 78 6 .0 1 Cl a 2196 5.2 .

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