Noções Básicas de Relações Humanas Relações Interpessoais Conviver é “viver com”.

Consiste em partilhar a vida, as atividades, com os outros. Em todo grupo humano existe a necessidade de conviver, de estar em relação com outros indivíduos. Além disso, a convivência é também formativa, pois ajuda no processo de reflexão, interiorização pessoal e auto-regulação do indivíduo. O homem começa a ser pessoa quando é capaz de relacionar-se com os outros, quando se torna capaz de dar e receber e deixa o egocentrismo dar lugar ao alterocentrismo. A capacidade de estabelecer numerosas pontes de relacionamento interpessoal, é considerada pelos estudiosos do comportamento como um dos principais sinais de maturidade psíquica. Pelo fato de vivermos em sociedade, oferecemos aos outros uma imagem de nós mesmos, assim como formamos conceito sobre cada uma das pessoas que conhecemos, ou seja, cada um de nós tem um conceito das pessoas que conhece e cada uma delas tem um conceito de nós. Assim como depositamos em cada pessoa conhecida um capital de estima maior ou menor, temos com ela também a nossa cota, de acordo com o nosso desempenho pessoal e social. De acordo com Fritzen (1998), a sociabilidade e a socialidade são as duas formas básicas de estabelecer relação com o meio. A sociabilidade faz parte da natureza humana: é a necessidade de comunicação ativa e passiva que se manifesta no indivíduo desde o seu nascimento. A socialidade vai depender das circunstâncias, do ambiente, no nível de participação da pessoa em nível social. Existem pessoas mais abertas e extrovertidas, que comunicam com facilidade suas impressões e estão sempre dispostas a receber as mensagens dos outros. São as pessoas que consideramos comunicativas e sociáveis. Outras pessoas são mais tímidas e introvertidas, propensas a reações de fechamento e de reserva, que sentem dificuldades na comunicação e podem mostrar-se inseguros até mesmo diante de suas próprias possibilidades. Há pessoas mais seletivas, que sentem dificuldade de extrapolar o círculo familiar, restringindo suas relações a pessoas próximas e em número reduzido; assim como existem pessoas que manifestam características de dominação, que gostam de impor sua vontade aos demais.

de suas responsabilidades no grupo e também as de cada um dos que o formam. No campo teórico pode-se definir o grupo como um todo dinâmico. sendo necessário. Participar de um grupo não significa ter as mesmas idéias. que consiste em obter provas de ser valorizado. valorizado por aqueles aos quais se junta. suas estruturas. seus objetivos. não consentindo em integrar-se até que certas necessidades fundamentais são satisfeitas pelo grupo. estimado e respeitado pelo grupo..Enfim. Agostinho. NECESSIDADES INTERPESSOAIS E PROCESSO GRUPAL Um grupo é composto de pessoas.. mas não equivale à soma dos indivíduos. não apenas pelo que tem a oferecer. mas participar de uma construção conjunta. o que significa que ele é mais que a soma de seus membros. suas atividades. mas pelo que é. pelo próprio indivíduo. compartilhado pelos seus membros. possuindo uma realidade distinta e características peculiares. Uma vez satisfeita esta necessidade de inclusão. de inclusão e controle. A DINÂMICA DOS GRUPOS1 O grupo se caracteriza pela reunião de um número variável de pessoas com um determinado objetivo. para a boa relação interpessoal. consensual. crescimento e progresso. sentir-se responsável por aquilo que constitui o grupo. Psicologias. de controle e de afeição. Todo indivíduo chega a um grupo com necessidades interpessoais específicas e identificadas. de afeição. certa disposição de ânimo e interesse pelo outro: ver e ser visto. resultando em aumento da estima e confiança pessoal. a atenção do indivíduo se dirige para a influência e o controle. integrado. e que a mudança no estado de qualquer sub-parte modifica o grupo como um todo. que podem desempenhar diferentes papéis para a execução desse objetivo.) identifica três necessidades interpessoais básicas para esse processo de integração: necessidade de inclusão. compreender e ser compreendido. como ser humano. consistindo na definição. o indivíduo confronta-se com as necessidades emocionais. ou seja. 2 . Schutz (. Satisfeitas as primeiras necessidades. pondera Fritzen. Esta é uma fase importante para estabelecer confiança e sentimento de “pertencer”. escutar e ser escutado. Neste são produzidos vários fenômenos psicossociais a partir de ações que os favorecem. Ana Maria et alii. Dinâmica de Grupo – teorias e sistemas e BOCK. os estilos e formas de sociabilidade variam muito e também dependem das situações. A necessidade de inclusão define-se pela ansiedade experimentada pelo membro novo de um grupo quanto a se sentir aceito. 1 Compilado de MINICUCCI. pressupondo a necessidade de abertura às idéias alheias e capacidade de aceitação.

Essa forma de convívio que independe de nossa escolha é chamada de solidariedade mecânica. aprender. mais ele impedirá manifestações individuais que não estejam de acordo com seus objetivos. O indivíduo tem de experimentar.membros com problemas de comportamento . de acordo com os objetivos de seus membros: Grupo de Treinamento .visa à aprendizagem De maneira geral. Tipos de grupos Alguns tipos de grupos podem ser caracterizados. em alguns casos.é um processo de desenvolvimento . até que se comporte adequadamente e.razões íntimas que analisam por que a pessoa age de certa maneira . errar.assunto de discussão não definido . a institucionalização nos obriga a conviver com pessoas que não escolhemos. ao que chamamos de processo grupal. e o convívio escolhido é chamado de solidariedade orgânica. Grupo de Terapia .ênfase no aprimoramento das habilidades . Quando um grupo de estabelece. os fenômenos grupais passam a atuar sobre as pessoas individualmente e sobre o grupo. A fidelidade de seus membros. através da análise das experiências presentes e imediatas. Grupos com baixo grau de coesão tendem a se dissolver.Em nossa sociedade as pessoas vivem em campos institucionalizados e. Os motivos individuais são importantes para a adesão ao grupo. Para Minicucci o aprendizado do trabalho social de grupo é a primeira meta do trabalho grupal. 3 . um grupo de treinamento ou desenvolvimento visa auxiliar seus participantes a imprimir mudanças construtivas em seu “eu” social.análise do porquê os problemas íntimos tolhem a atuação do indivíduo em grupo. para atingir esse desenvolvimento. quanto mais o grupo precisar garantir sua coesão.ênfase no trabalho interior . o grau de aderência às regras de manutenção do grupo. Os objetivos do grupo irão sempre prevalecer aos motivos individuais e. é chamada de coesão grupal. mas as diferenças individuais serão admitidas desde que não interfiram nos objetivos centrais do grupo ou suas características básicas. conta com a colaboração dos outros.

Ex: grupos de mutirão.preocupa-se com a execução . a prática de seus membros. 4 . seja de ação. grupos de análise etc.tem objetivos e metas finais definidos Um grupo de treinamento visa mudar as maneiras de agir. Grupo de ação – nasce da necessidade de colaboração com os outros nas decisões e no planejamento de certos tipos de trabalho que não podem ser executados individualmente. A técnica operatória (operativa) nasce. organização e resolução de problemas grupais. assim. Ex: grupos de estudo. a finalidade é que seus integrantes aprendam a pensar em uma co-participação do objeto do conhecimento. para instrumentar a ação grupal e caracteriza-se por estar centralizada na tarefa. com objetivos estabelecidos e com a perspectiva de uma execução. nunca realizar uma tarefa predeterminada.O grupo de terapia trabalha com indivíduos com problemas de ajustamento. Objetivo = produtividade coletiva. seja de aprendizagem. Embora haja predominância de uma ou outra necessidade. mas produções sociais Grupo de Trabalho ou de Tarefa . De modo geral. não é possível falar em grupos puros. Objetivo = superação individual. os processos. Esse tipo de grupo caracteriza-se por estar centrado de forma explícita em uma tarefa específica.visa à solução de problemas . os indivíduos entram em determinado grupo para satisfazer a duas classes básicas de necessidade: de aprender e de atuar com os outros. Sejam quais foram os objetivos propostos aos grupos (diagnóstico institucional. logrando situações de esclarecimento. Grupo de aprendizagem – motivado pela necessidade de aprender com os demais.ênfase na tarefa . planificação. de conseguir melhor entrosamento com as pessoas e com o mundo que nos rodeia. de partilhar com os outros nossas idéias. criação etc). campanhas humanitárias etc. aprendizagem. O grupo operativo configura-se como um modo de intervenção. Grupo Operativo Pichon-Rivière desenvolveu uma abordagem de trabalho em grupo denominada “grupos operativos”. entendendo que pensamento e conhecimento não são fatos individuais. O conjunto de integrantes do grupo aborda as dificuldades que se apresentam em cada momento da tarefa. levando-os a descobrir seu “eu” íntimo e trabalhando com aqueles problemas que inibem o comportamento normal do indivíduo em grupo. sentimentos.

O grupo nunca pode esquecer a comunidade à qual está ligado. mediador. Existe uma crença sobre o desempenho do grupo ser superior ao individual em muitas tarefas. O conceito de papel subentende que nem todas as pessoas em um grupo têm a mesma função ou propósito. a atividade se dirigirá cada vez mais para a tarefa. À medida que esses papéis forem se diluindo com a interação. Quaisquer que sejam os objetivos do grupo. visando objetivos interrelacionados. que acontece quando se constitui num todo (gestalt) na união de seus elementos. O líder. um grupo de trabalho é a união de duas ou mais pessoas que interagem umas com as outras e dividem algumas tarefas. Os papéis acentuam-se principalmente quando o indivíduo não é aceito pelo grupo. informador. Quando se verifica a aceitação incondicional. é preciso que seus elementos atinjam um mínimo de maturidade social. opinador). resmungão. interações e motivações funcionais que o distinguem do grupo de formação. retardado. Há neste tipo de grupo comportamentos. exercerá cada um desses papéis e dará oportunidade para que cada um possa também desempenhá-los. estabelecendo um clima de grupo cooperativo e solidário.Quando se fala de grupo de trabalho ou de tarefa. possibilitando que o grupo seja melhor do que a soma de seus membros. sonolento). chorão. Há três fases a serem consideradas: 5 . oportunamente. Segundo Spector (2002). Crescimento do grupo O desenvolvimento de um grupo de tarefa passa por fases em sua meta de integração. Para que o grupo funcione com a competência necessária para executar a tarefa. recíproca e individual pelo líder. colaborador. pois ela condiciona seu funcionamento e traça parte de suas características. mimado. se refere a grupos pequenos e restritos. o grupo começa a integrar-se e aparecem os chamados papéis sociais (reforçador. atitudes. Os papéis começam a ser delineados no grupo com a distribuição de tarefas e a assunção de papéis informais. destinados a resolver problemas ou a executar tarefas. ele não deve ser considerado um organismo fechado em si. pois está inserido em um contexto social com o qual mantém ligações. crença essa baseada na noção de que algo surge da interação entre as pessoas. aptidão que os leve a se integrarem e capacidade de desenvolver comportamentos de lealdade para com seus companheiros de equipe. seus encargos e responsabilidades são diferentes. e utiliza mecanismo de regressão (agressivo.

conflitos de prestígio. b) Alto grau de coesão – o grupo se torna coeso quando os elementos estão capacitados a participar integralmente das atividades do grupo. como decorrência da necessidade de aceitação. Quando o grupo desenvolve uma comunicação espontânea e adquire coesão. sendo alguns critérios são altamente significativos para a integração: a) Comunicação autêntica – quando os membros já estabeleceram uma linguagem comum. ele se torna de tal forma solidário em função da tarefa que a entrada ou saída de um elemento não alteram e não ameaçam a integridade do grupo. Quando as pessoas se conhecem melhor. Podem ser permanentes ou temporários. normas e acordo. reunindo pessoas que compartilham idéias. As normas são regras de comportamento informais aceitas pelos membros de um grupo de trabalho. A meta principal e formal do grupo será derivada de metas formais da organização. podendo englobar desde a vestimenta até a forma de falar e se comportar 6 . e as pressões referentes às normas tendem a produzir acordo. As normas são mais observadas e fiscalizadas em grupos informais. A comunicação hierarquizada. gerando mal-entendidos. surgindo o sentimento de “pertencer a”. a participação no delineamento das dessas metas resulta em aumento de motivação. cria no grupo bloqueios e filtragens. decorrendo daí uma integração artificial e comprometida. de subordinação. é a divisão do trabalho basicamente responsável pela formação de grupos. Grupos nas empresas Dentro de uma organização. Integração – quando os indivíduos se sentirem aceitos e tiverem certeza de que suas decisões serão levadas em consideração. que surgem essencialmente nos momentos de decisão. 3. Podem ser verticais ou horizontais. b) Grupos formais – são os criados pela organização formal. Os verticais são alianças recíprocas entre pessoas formalmente desiguais e os horizontais cruzam as linhas departamentais. a) Normas – regras informais ou padrões de conduta segundo os quais o grupo se desenvolve e aos quais se espera que os membros adiram. apreensões. coesão. A coesão expressa um sentimento de responsabilidade de grupo e amizade e entre os membros. etc. 2. Identificação – nesta etapa o grupo começa a fragmentar-se em subgrupos. passam a aceitar-se reciprocamente. Entre as características básicas do grupo encontram-se metas. Individualista – no início os elementos do grupo tendem a se auto-afirmar como indivíduos.1. c) Grupos informais – surgem espontaneamente. o grupo começará a integrar-se.

Elas formam e mantêm a nossa identidade pessoal. mas é necessário que exista cooperação e confiança entre os membros do grupo para que a energia resultante do conflito gere bons resultados. Para a maioria das pessoas o conflito não é uma experiência positiva. a nos isolarmos dentro do grupo. porque se sentem incomodadas. entre outras reações. Está aí parte da explicação das causas de simpatia e antipatia que sentimos diante de novas relações humanas. de sua identidade original pelo apelo do outro. Na opinião de Maggin (1996). Quando a linguagem do corpo de alguém nos transmite conflito com os nossos interesses. Quando os membros da equipe confiam uns nos outros. e de todos eles tiramos idéias comuns que também unificam nossas ações. o indivíduo no grupo sempre influencia e é influenciado. o trabalho não é interrompido. ou a manifestarmos desaprovação e agressividade. Provavelmente haverá conflito. Quando as pessoas compreendem que é possível transformar o conflito em oportunidade. O líder deve contrabalançar as exigências da tarefa e o apelo das necessidades interpessoais. A reação de cada indivíduo em um contexto desfavorável – seja no meio social ou de trabalho – vai ser fortemente influenciada pela sua forma de “ser” no mundo. O “eu” toma consciência de si mesmo. e a determinação de objetivos é uma boa forma de fazer com que os grupos adotem normas consistentes com o bom funcionamento da organização. As normas podem ter grande influência no comportamento individual. ou seja. Segundo Weil e Tompakow (1997). Permutamos imagens significativas com os outros. traduzidas em gestos e posturas de aprovação e desaprovação. que deve ser capaz de sensibilizar os membros para as exigências da tarefa e fazer sentir a necessidade e primazia destas sobre a satisfação das necessidades interpessoais. O homem é um ser altamente perceptivo e certamente percebe os seus semelhantes em atitudes favoráveis e desfavoráveis à sua pessoa também pela linguagem do corpo. mas também pelas palavras não ditas. e a rede 7 . É importante a atuação de um líder catalisador com elevada capacidade de coordenação das atividades do grupo. não só pelas palavras ditas oralmente. As relações interpessoais constituem a medula da vida. e isso nos impele a adotar uma postura rígida. Neste conflito. Sempre que um grupo diverso de pessoa se reúne para trabalhar em equipe. mas não deveria ser assim. suas idéias sobre como realizar o trabalho serão diferentes.na organização. convém distinguir as pressões para a conformidade e a uniformidade. por suas características de personalidade. o conflito torna-se uma oportunidade para estimular novos pensamentos e idéias criativas. sentimos a desarmonia ao nosso redor. de acolhimento e aceitação ou de rejeição e indiferença. o relacionamento com as outras pessoas tem uma grande influência na nossa personalidade.

incluindo as defesas para se proteger das pressões e ajustamento ao contexto social. expressão que se referia à máscara que os atores do antigo teatro grego utilizavam para caracterizar as personagens que representavam. no senso comum. seus hábitos. Uma característica de personalidade é a predisposição ou tendência de uma pessoa se comportar de determinado modo em situações diferentes. os modos de interação do indivíduo com o mundo. As características de personalidade podem ser importantes porque certas classes de comportamento são relevantes para o desempenho no trabalho e outras para as organizações. valoes e capacidades. a personalidade diz respeito à totalidade daquilo que somos. Uma definição hoje amplamente aceita de personalidade é como um conjunto de traços e características singulares. A caracterização da personalidade é uma inferência do comportamento observável. suas aspirações. permanece a idéia de que personalidade é aquilo que é refletido. Esse conjunto abrange. Assim sendo. que esse modo de ser só pode ser entendido dentro de um contexto sócio-histórico. alicerçada nas disposições hereditárias. que é mostrado por meio dos papéis sociais que as pessoas desempenham. também. A INFLUÊNCIA DA PERSONALIDADE NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS O vocábulo personalidade se origina de persona ou personare. a personalidade se revela na interação do indivíduo com o meio. geográfico e cultural. constituindo um estilo de vida próprio. O comportamento do indivíduo resulta de uma interação de suas características psicológicas (forma própria de organização) com o meio externo. necessariamente. que na língua latina siginficava “soar através”. Cada pessoa tem um padrão único de características de personalidade. Assim. Implica. 8 . mas do que fomes e do que aspiramos ser no futuro. seus modos experimentar afetos e de se comportar em sociedade e maneira peculiar de lidar com o mundo. permitindo uma identificação e uma organização de traços psicológicos que interagem entre si. Concebida como o conjunto de traços psicológicos com propriedades particulares. existindo uma consistência psicológica que perdurará.de comunicações tecida com os outros nos leva a desenvolver as nossas potencialidade por toda a vida. típicas de uma pessoa. a constituição física. e que a organização desses traços pode ser modificada na interação com o meio. que a distinguem das demais. não apenas hoje. relativamente permanentes e organizados de forma própria. observando-se que determinados traços psicológicos de um indivíduo mostram-se mais relevantes em situações específicas.

considerando. faz-se inferência de muitos outros. possivelmente mais apto estará para apreciar as muitas dimensões e paradoxos da personalidade individual. O meio pode favorecer ou impedir o ajustamento emocional das pessoas. provavelmente vinculada aos sistemas de crenças e valores dominantes.interpessoais: obstáculos/impedimentos criados por pessoa(as) ao desenvolvimento de uma ação do indivíduo. estando implicada neste caso a questão da complexidade cognitiva. . Em geral. o que faz ressaltar a importância do contexto social no qual este está inserido. A maioria das pessoas tem uma “teoria implícita” a respeito da personalidade humana. japoneses etc). Em se tratando de uma generalização. utilizado. médicos etc) ou outros tipos de grupos. por muitas pessoas para perceber as outras.situacionais: impedimentos/obstáculos que dificultam a ação do indivíduo em dado momento/contexto. . Supõe-se que as categorias que compõem a teoria implícita da personalidade se formam em função das características que cada um julga importantes. no entanto. “eficiente” e outros traços não necessariamente relacionados serão atribuídos ao indivíduo. 9 .) ou a um conflito pessoal que o indivíduo esteja experimentando. sem qualquer informação a respeito. p. As próprias características psicológicas do indivíduo podem ser modificadas e desenvolvidas. a personalidade sofre a influência e interage com o meio. ou mais sofisticado cognitivamente. podendo-se distinguir três tipos principais de barreiras ao ajustamento do indivíduo: . grupos profissionais (advogados. o estereótipo se constitui em uma grande fonte de erros na percepção social. conforme influência do meio. Ou seja. um conjunto de crenças e inferências acerca da personalidade dos outros. ainda. podendo os traços psicológicos ser desenvolvidos. Embora relativamente estável. “criativo”. reorganizados e modificados a partir do contexto em que vive o indivíduo. índios.intrapessoais: podem estar relacionados a uma condição física (deficiência. Por exemplo. A teoria implícita da personalidade pode ser constatada pela existência de idéias largamente compartilhadas a respeito de grupos étnicos (negros. Trata-se de uma supergeneralização de uma característica para toda uma categoria ou grupo de pessoas. possivelmente outros atributos como “competente”. que alguns traços são considerados positivos ou negativos conforme o seu grupo social. ex. isto é. ao inferir que uma pessoa é inteligente. Essa tendência de alastrar a positividade ou negatividade é chamada pelos estudiosos de efeito de halo.Cada indivíduo possui diferentes traços que predominam em determinadas situações. quanto mais maduro e complexo o indivíduo. a partir de um traço atribuído. denominada estereótipo.

autorealização e liberdade pessoal. exigindo alto grau de conformidade com os padrões de comportamento estabelecidos. citado por Aguiar (1981). sendo o impacto das forças da estrutura social na personalidade menos significativo quando os indivíduos centram seus objetivos e valores individuais na independência intelectual. Quando a situação de estresse é muito intensa. pensamentos e ações às demandas do contexto social. porém algumas delas são destacadas. Ocorre neste caso. e o conflito de papel surge quando a pessoa experimenta uma incompatibilidade quanto às demandas do trabalho ou entre o trabalho e outros aspectos de sua vida. FATORES ESTRESSANTES DO TRABALHO GERANDO CONFLITOS Muitas condições diferentes no trabalho podem ser indicadas como fatores estressantes. os mecanismos de defesa não conseguem operar e o indivíduo e levado ao desajustamento e até mesmo a um colapso psicológico. pois seus valores e motivos básicos os levam a adaptar seus sentimentos. As reações psicológicas às frustrações são geralmente manifestadas por raiva e agressividade. chamadas por ele de mecanismos de defesa. Essas forças internas. a elaboração inconsciente de formas de diminuição da ansiedade. As características de personalidade dos membros da organização também influenciam a estrutura da organização. A ambigüidade do papel indica até que ponto os funcionários têm certeza sobre quais são suas funções e responsabilidades no trabalho. 10 . tanto mais fortemente quanto a posição que esses indivíduos ocupem na hierarquia organizacional. representam a tentativa do indivíduo para estruturar sua realidade social e definir dentro dela o seu lugar. Resultados de pesquisas feitas sobre esses fatores mostraram que eles estavam associados a baixos níveis de satisfação no trabalho e altos níveis de ansiedade/tensão. com incapacidade de perceber os meios para alcançar os objetivos. A influência da estrutura organizacional sobre a personalidade dos indivíduos será maior ou menor. que emanam da personalidade. dependendo de suas próprias características de personalidade. auto-estima e competência estão em risco e canaliza suas energias para se proteger.As condições que produzem frustração combinam motivos e desejos em direção a um objetivo. como a ambigüidade e conflito de papéis. e provocam um outro tipo de dificuldade: o indivíduo sente que sua integridade psicológica. De acordo com Merton. observando-se o desenvolvimento de características conformistas desses indivíduos: os indivíduos mais comprometidos com o poder e o status conformam-se mais. as organizações com estrutura burocrática exercem uma constante pressão para tornar seus membros metódicos e disciplinados. O medo e a ansiedade são também reações à situação de frustração. segundo Freud.

Essa exaustão emocional. Se houver no trabalho um clima de desconfiança. A administração moderna. o que ocorre com freqüência com funcionários em trabalho intenso com outras pessoas. que pode evoluir para indiferença e hostilidade com relação aos outros. Quando a tensão ou estresse se acumula e persiste por um longo período. sob tensão. se desliga. porque nossas emoções se tornam demasiadamente ativas e nosso sistema de imunização. neutraliza resistências prejudiciais ao bom andamento do serviço. tem-se a sensação desagradável de estar “sob pressão”. privilegia a comunicação como um dos fatores mais importantes para o bom andamento de uma organização. O desempenho no trabalho está fundamentalmente ligado ao sistema de comunicação nele existente. depressão e pouca energia e entusiasmo no desempenho das funções. levando-nos a dizer coisas que não gostaríamos e a interpretar mal a intenção dos outros. envolvendo baixa motivação. desequilibrando-se com coisas que “não dão certo”. e baixa motivação e baixo desempenho.Spector utiliza o termo estafa para se referir à situação de desgaste psicológico que um funcionário pode experimentar. um sentimento de cansaço e fadiga no trabalho. contraproducentes. As pessoas geralmente tornam-se irritadiças. A maioria das pessoas aprendeu a reconhecer os períodos de estresse apenas por desagradáveis sintomas físicos ou por um comportamento difícil de explicar. A intercomunicação de idéias. em sua maioria. As pessoas evitam conversar sobre erros e problemas. que conseqüentemente resultam em baixa qualidade de vida. preferem não ouvir críticas. sentimentos. o fluxo de informações e de influências fica bloqueado. evita as distorções dos fatos. Powell alerta que o desgaste interior da tensão prolongada é humanamente destrutivo. anseios e expectativas cria um ambiente favorável de influências recíprocas. ocasionando a doença. enfim. os conflitos e as resistências característicos da cultura da organização. Aumenta a ocorrência das doenças emocionais decorrentes da vivência intensiva do estresse e da insatisfação. perturbando-se com coisas que geralmente não causavam incômodo (a “gota d”água”). tão freqüentes em estruturas empresariais rigidamente diretivas e. A tensão excessiva faz com que a realidade apareça distorcida para nós. gera um clima saudável de crescimento de todo o pessoal da empresa. tornando os processos. 11 . e frequentemente culpando os outros pelos próprios erros. de fato. Nos ambientes de difícil diálogo iniciam-se os desacertos dos modelos de mudança. basicamente corresponde ao que hoje é conhecido como burnout. traumáticos. de insegurança e de hostilidade. sugestões.

ao expressá-los.. Normalmente ouvimos apenas o que queremos. em Arrancar Máscaras! Abandonar Papéis. é viver em relação.. tornando essa coisa posse comum. antes de tudo. as pessoas e os estímulos. costumes e idéias arraigados.O PAPEL DA COMUNICAÇÃO NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS O mistério que é você e o mistério que sou eu nunca existiram antes. por isso a qualidade da nossa existência humana depende de nossos relacionamentos. Quando nos comunicamos. o nível de confiança que temos nela. por isso o significados que damos às nossas experiências são alterados. tornar comum. por ser um veículo de significados. Outras causas de distorção podem originar-se da forma como percebemos os fatos. Por meio da comunicação relacional humana. interação. é reconhecidamente difícil. acentuam Powell e Brady (1995). bem como da emoção que estamos experimentando no momento de receber a mensagem.) E só você pode partilhar seu mistério e talento comigo. enriquecidos ou empobrecidos pela comunicação. conhecemos e somos conhecidos..2 A comunicação entre dois seres humanos. Em um grupo. Não pode ser confundida com a simples transmissão unilateral de informações. 2 Jonh Powell e Loretta Brady. Existir. cada indivíduo concede significados próprios aos fatos e. e “filtramos” as comunicações que entram em conflito com hábitos. (. A distorção na comunicação se dá também em razão da forma como avaliamos a fonte emissora. O tesouro de minha singularidade é meu para doar ou recusar. partilhamos alguma coisa. diálogo. A comunicação humana só existe quando se estabelece entre duas ou mais pessoas um contato psicológico. dizem os autores. acrescenta algo de si. Quase todos os aspectos das relações humanas e interpessoais envolvem comunicação. 12 . sendo um dos problemas básicos em comunicação a diferença de significado entre uma o que foi captado de uma mensagem e o que o transmissor quis exatamente transmitir. Jamais existirá alguém exatamente como você ou como eu. Comunicação é. o que obtemos como posse comum somos nós mesmos. pois pelo ato de partilhar ou comunicar. e há bloqueio quanto a mensagem não é captada e a comunicação interrompida. e esta influencia os nossos comportamentos.

centralizado no emissor e na relação estímuloresposta. É preciso que haja uma relação entre atores comunicantes. ora como receptores. há frequentemente. ao mesmo tempo. um comportamento instrumental e uma atividade simbólica resultante da interação social. de alguma forma. Enviar uma carta ou deixar uma mensagem num gravador de chamadas não é comunicar. lógico. como se tivesse função de persuadir receptores (os trabalhadores. quando é observada uma resposta ao efeito da mensagem. caracterizando-o como uma estratégia exclusivista e determinista do corpo diretivo das empresas. como o modo pelo qual se constroem e se decodificam significados a partir das trocas de informações geradas. As comunicações face a face são superiores às escritas. é possível decompor o processo de comunicação (ação de comunicar) em uma relação de interação simbólica na qual pelo menos dois seres humanos enviam e recebem mensagens codificadas. emocional. um conteúdo não-manifesto em muitas comunicações. ainda. Dessa definição decorre um aspecto essencial: só há um processo de comunicação quando de alguma forma o conteúdo da mensagem é interpretado pelo receptor. "tornam comum as coisas". A partir do recurso de sistematização dos elementos constitutivos da definição de comportamento como uma relação significativa entre organismo e meio.De acordo com Minicucci. A descrição clássica do processo de comunicação define um emissor ativo e um receptor passivo integrantes de um processo intencional que tem como objetivo persuadir através de seu conteúdo. Ele pode ser verificado na medida em que o processo de comunicação fica limitado à sua utilidade persuasiva. ou seja. em nível conceitual. afetivo. Em ambos. através de símbolos. mas sim transmitir informação. porque dá oportunidade para perceber além da mensagem. Esse modelo clássico. A interação significa troca mútua. Esta alternância de papéis é justificada pela circularidade do processo de interação. manifesto numa comunicação e um conteúdo latente. e isso só ocorre pelo envio de informação em retorno (feedback)" . Logo. "só haverá comunicação se. é perceptível no tratamento dado às comunicações nas organizações. que precisamos ter a sensibilidade de entender. psicológico. que assumem posições alternadas. e a interrelação torna-se mais completa. além da ação de codificação /decodificação. Há um conteúdo informativo. Assim. ou seja. O processo de comunicação pode ser definido de uma forma mais simplificada como uma atividade humana caracterizada pela transmissão e recepção de informações entre pessoas ou. o processo de comunicação sinaliza. o receptor indicar ao emissor que recebeu a informação que lhe foi enviada. o processo de comunicação só se constitui enquanto tal na 13 . no caso) para integrá-los aos objetivos organizacionais. ora como emissores.

e neste caso é possível afirmar que a comunicação é eficaz. por parte do emissor. No sentido de diminuir as probabilidades de desentendimento das mensagens recebidas. variando seu grau de eficácia de acordo com as variáveis que intervém na interpretação de significados. Assim. o processo de comunicação implica feedback sistêmico. ativado nas diferentes condições pelas quais se realizam as interações sociais. Desse modo. o grau de congruência entre as interpretações associado à mensagem enviada e recebida tem que ser elevado. organizacionais e sociais dos atores envolvidos. c) Utilizar um sistema de codificação que decifre esses sinais. Os significados atribuídos a uma mensagem dependem do modo de comunicação. O efeito da comunicação pode ser aquele que é pretendido pelo emissor. entendida como significação simbólica. ou uma nova atribuição de significado. É a partir do significado dos códigos (sinais) de linguagem que as pessoas atribuem sentido às atividades e se reconhecem como pertencentes ao sistema organizacional. A congruência entre a mensagem codificada e a mensagem decodificada estará em função do repertório e dos condicionantes individuais. b) Compreender que o estado mental depende de sinais freqüentemente ambíguos. para garantir a eficácia do processo de comunicação. e por parte do receptor. uma codificação intencional de significado. Assim. das características pessoais do emissor e do receptor e do contexto da interação social. A partir disso. d) Interpretar os comportamentos dos outros em função das circunstâncias na qual eles ocorrem. uma decodificação.medida em que aconteça o feedback da mensagem e que este desencadeie nova ação de significação. A linguagem. Este processo é sintetizado pela construção do significado a partir dos símbolos compartilhados. 14 . que pode ser definida como a intenção objetivada de transmitir um determinado significado. o emissor age simultaneamente com o receptor e vice-versa. crenças e sentimentos (estado mental) de outra pessoa. Como processo interativo de troca de mensagens simbólicas. A mensagem compreende um conjunto de informações codificadas transmitidas por um canal. é parte fundamental para que o processo de interação aconteça entre seres humanos. o qual poderá ou não corresponder à intenção do emissor. Beck (1988) aponta cinco dificuldades que devem ser consideradas: a) Conhecer as atitudes. é possível constatar que a comunicação é um processo sempre imperfeito. A cada mensagem o receptor associa determinado significado. a transmissão da mensagem implica.

de stress. Portanto. dois julgamentos. ou então você tende a responder. à competência. os movimentos corporais podem exprimir o sentimento. que começa pela observação de que os usos corporais variam segundo os povos e as culturas: assim como as línguas faladas no mundo. comentando essa discussão. desencontrando-se um do 3 Psicólogo humanista. Ou você responde: “Nem eu. de depressão ou de baixa auto-estima se manifestam pela inclinação da cabeça para a frente. dois sentimentos. faça a declaração: “Não gostei do que aquele homem disse”. Reciprocamente. Apesar de que a tendência de fazer avaliação é comum em quase todos os intercâmbios de linguagem. “Oh. as práticas gestuais diferem segundo o lugar e a época. Segundo Rogers3. aprovar (ou desaprovar) a declaração de uma outra pessoa ou de um grupo. de angústia. Nas relações interpessoais. mais do que as opiniões expressas verbalmente. 15 . quanto mais fortes nossos sentimentos. pelo caráter distenso da postura adotada. seu próprio quadro de referência.e) e) Julgar o grau de correção acerca dos motivos e as atitudes dos outros em função da exatidão daquele que julga. A analogia entre os gestos e a língua repousa em certo tipo de lógica. Um status superior. Assim. pelo aumento na freqüência da mudanças posturais (Weil e Tompakow. é muito mais intensificada naquelas situações onde os sentimentos e as emoções estão profundamente envolvidos. pelo aumento na freqüência dos movimentos de auto-contato. e esse efeito pode vir a ser importante na vida cotidiana. à autoconfiança. Inversamente. mas também com seu corpo. Os gestos e posturas podem igualmente transmitir outras informações. pela gesticulação. procedeu-se ao estudo dos gestos com base na idéia de que o ser humano não fala apenas com as palavras. experimentado em relação à outra pessoa. Haverá somente duas idéias. criador da abordagem terapêutica “centrada na pessoa”. Suponha que alguém. uma competência particular podem exprimir-se de diversas maneiras: pelo contato corporal com o interlocutor. Faz algum tempo. 1986). Em outras palavras sua reação primária será de avaliar o assunto de seu ponto de vista. podem revelar uma atitude de discriminação social. positivo ou negativo. achei que era realmente muito bom”. a maior barreira para a comunicação interpessoal mútua é nossa tendência natural de julgar. A imagem que nós transmitimos através dos sinais corporais exerce um efeito sobre as demais pessoas. o que você responderá? Quase que invariavelmente sua resposta será de aprovação ou desaprovação da atitude expressa. avaliar. de timidez. maior a probabilidade de que não haja um elemento mútuo na comunicação. principalmente relativas ao status social. à sinceridade. os sinais gestuais e corporais podem modificar a atitude de outra pessoa em relação a quem os emite. achei terrível”. os estados de subordinação.

as declarações tornam-se menos exageradas e menos na defensiva. para alcançar seu quadro de referências com relação ao assunto do qual ela está falando: o ouvir compreendendo. assim como para o outro. e não é mais necessário manter a atitude de estar 100% correto e o outro 100% errado. É justamente quando as emoções estão mais fortes que é mais difícil alcançar o quadro de referências de outra pessoa ou grupo. Assim. quando no papel de ouvintes. então estaremos desencadeando forças potentes de mudanças nele e em mim próprio. e habilmente uma outra pessoa. Tendemos a relacionar o que estamos ouvindo a nossas próprias experiências 16 . de evitar esta barreira? A comunicação verdadeira ocorre. Compreender com uma pessoa e não sobre ela . uma estranha obrigação de aconselhá-los e de corroborar nossos conceitos sobre a vida. e aquelas diferenças que permanecem serão do tipo racional e compreensível. de ouvir de forma inteligente. porém certamente não é fácil de ser realizada. A maioria de nós. e algum tipo de acordo torna-se possível: leva a uma situação a qual cada um vê como o problema se parece para o outro assim como para si. é a inabilidade do ser humano. Existe alguma forma de solucionar este problema. perceber como ela a sente. o maior bloqueio às comunicações pessoais. compreensiva. se nós podemos ouvir o que o outro está dizendo. Quando as partes numa disputa percebem que estão sendo compreendidas. Será possível verificar que a emoção não será mais a tônica da discussão. e o outro vê como parece para si. e esta tendência de avaliação é evitada.é uma abordagem tão eficiente que pode desencadear grandes mudanças na personalidade. Esta forma de abordagem é uma via efetiva apara uma boa comunicação e bons relacionamentos.outro num espaço psicológico. que alguém vê como a situação lhes parece. Na concepção de Rogers. as diferenças serão reduzidas. nos sentimos compelidos a ser falantes. se podemos entender como isto parece para ele. O que isto significa ver a idéia expressa e a atitude do ponto de vista de outra pessoa. é justamente neste momento que a atitude mais necessária se a comunicação deve ser estabelecida. Desta maneira a comunicação mútua é estabelecida. No entanto. Uma vez que sejamos capazes de ver o ponto de vista do outro. nossos próprios pontos de vistas serão obrigatoriamente revisados. enfatiza Rogers. se podemos ver o sentido pessoal que tem para ele e sentir o sabor emocional que tem para ele. A influência de tal postura compreensiva no grupo permite que os membros se aproximem cada vez mais do verdadeiro objetivo envolvido no relacionamento. observa Powell (1995). quando ouvimos com compreensão. Esta tendência para reagir contra qualquer declaração plena de sentido emocional formando uma avaliação dela de nosso ponto de vista é a maior barreira para a comunicação interpessoal. um impulso interior compulsivo de interromper os outros.

a maturidade pessoal: “Se fielmente acreditarmos nas verdades e aceitarmos as atitudes que fundamentam a comunicação franca e honesta. é absolutamente essencial para os relacionamentos de qualquer ordem. 16). a comunicação efetiva. um benefício muito valioso é agregado ao indivíduo.” 17 . comunicar-se bem e de forma proveitosa é uma questão de prática contínua. mas. sejam pessoais (íntimos) ou sociais pode afetar sensivelmente todas as áreas da vida. ou ocasionar muito desgaste e sofrimento.Powell e Brady (1995) ratificam que a clara comunicação verbal. iniciaremos um contato saudável com a realidade. logo estaremos lidando mais eficientemente com nós mesmos como realmente somos e com os outros como realmente são. A falta ou deficiência de comunicação nos relacionamentos. Segundo os autores (p. Desistindo dos papéis que representamos e dos jogos que fazemos. como muitas outras realizações humanas. quando se aprende e se pratica a arte da boa comunicação.

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