ESTUDO DA BÍBLIA (BIBLIOLOGIA

)

Adriano Ribeiro dos Santos

Ponta Grossa - Pr 2006

SUMÁRIO Páginas 1. 2. 3. INTRODUÇÃO .......................................................................................................................................2 AFINAL, O QUE É TEOLOGIA SISTEMÁTICA? ...............................................................................3 A BÍBLIA E A REVELAÇÃO................................................................................................................4 3.1. 3.2. A Bíblia e sua terminologia ............................................................................................................4 Revelação ........................................................................................................................................4 Revelação geral ......................................................................................................................4 Revelação específica ..............................................................................................................4

3.2.1. 3.2.2. 4.

A BÍBLIA E A INSPIRAÇÃO ................................................................................................................6 4.1. 4.2. 4.3. 4.4. Opiniões acerca da inspiração bíblica .............................................................................................6 Nossa visão acerca da Inspiração ....................................................................................................6 Conceitos não bíblicos acerca da inspiração ...................................................................................6 Implicações da inspiração ...............................................................................................................7 Autoridade ..............................................................................................................................8 Inerrância e infalibilidade.......................................................................................................8 Curiosidades históricas da Bíblia ...........................................................................................9 Clareza..................................................................................................................................11 Necessidade ..........................................................................................................................12 Suficiência ............................................................................................................................13 O cânon ................................................................................................................................14

4.4.1. 4.4.2. 4.4.3. 4.4.4. 4.4.5. 4.4.6. 4.4.7. 5.

COMO SE DEVE INTERPRETAR OS TEXTOS BÍBLICOS?...........................................................17

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA ................................................................................................................21

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como posso avaliar minha comunhão com Deus. Olhando para esse entendimento que as pessoas têm acerca da Bíblia. Pelo contrário. Muitas destas pessoas não consideram a Bíblia como Palavra de Deus. Filipenses 4. consultórios e em variados estabelecimentos comerciais. demonstrando a importância que a Bíblia possui na vida de todo cristão. percebemos que em grande parte dos lares existe uma Bíblia. inerrante. INTRODUÇÃO Quando viajamos pelo Brasil ou pelo mundo. 2 .12) e fazê-lo viver em atitude de gratidão a Deus enfrentando qualquer circunstância (Salmo 1.2. mórmons. Hebreus 4. um instrumento de consolo em tempos difíceis ou apenas como uma boa literatura. capaz de transformar a vida de qualquer indivíduo (2Timóteo 3.1. estas enxergam a Escritura como um amuleto. ouviremos sermões e aulas que serão vazias e sem sentido para nós (Salmo 119. Também encontramos exemplares das Escrituras em hotéis.1.11-13). Esta apostila tem como objetivo ser um instrumento que auxiliará na sua compreensão da Palavra de Deus. suficiente. Para isso.129-131). 17. o crescimento sadio da igreja só acontecerá quando crescermos espiritualmente. Não nos enganemos. Além de observamos exemplares das Sagradas Escrituras na casa de cristãos. escritórios. inspirada. Enquanto não estudarmos a Palavra de Deus com a atitude de reverência a Escritura Divina e tendo como objetivo praticar suas verdades. ouvindo Sua voz através da Sagradas Letras? Qual o valor que tenho dado as Escrituras? Minha atitude perante a Palavra de Deus irá revelar quão profunda ou superficial está minha intimidade com o Criador.16.4-7). baseados na Palavra do Senhor (Romanos 15. entre outros. também as vemos na residência de espíritas. faremos um estudo sistemático sobre a Escritura e suas características. testemunhas de Jeová.

Teologia Sistemática – “processo de coleta. estudando-as separadamente quanto às suas peculiaridades. AFINAL. é também o registro deste processo”. 1 A definição de exegese e hermenêutica encontra-se no anexo 2 desta apostila. as obras e o relacionamento de Deus. enciclopédias. etc) com a finalidade de comparação e defesa da fé cristã. Palavra que vem do grego: τεοϑ (“Teou”) que significa Deus e λξγια (“Logia”) que significa estudo. O QUE É TEOLOGIA SISTEMÁTICA? Definições: Teologia é o “estudo sobre a Pessoa. 3 . hermenêutica. e vinculando-as harmonicamente à revelação bíblica total. examinarei o texto minuciosamente. sendo elas: Teologia Bíblica – “focaliza-se em porções específicas da Bíblia. colocada no contexto da cultura geral. conhecimento. Para ficar mais claro podemos dizer que fazemos Teologia Sistemática quando pegamos a palavra “amor” exemplificada acima e estudamos sua ocorrência na Bíblia como um todo. A disciplina que busca apresentar uma declaração coerente da doutrina da fé cristã. expressa no idioma contemporâneo e relacionada com a maneira de viver do homem”. Também pode ser feito um estudo na língua original para saber se existem palavras diferentes no texto em grego para a palavra “amor” e qual o significado de cada uma delas. arqueologia bíblica e exegese”1. Além disso. quando quero saber detalhadamente o que o texto de 1Coríntios 13 fala sobre amor. Por exemplo. Inclui o estudo de línguas originais. baseada principalmente nas Escrituras. com o auxilio de comentários bíblicos. dicionários.2. comparação. Esta disciplina é dividida em duas partes. demonstração e defesa de todas as informações e fatos sobre Deus e Suas obras obtidos nos diversos ramos de conhecimento humano. na Teologia Sistemática utiliza-se documentos extra-bíblicos (documentos seculares. disposição metódica. examinando o contexto em que foi escrito e o local.

e Não influi no problema básico do homem e acaba tendo um efeito condenatório B. 30. 15). 51 vezes. C. “rolo de papel ou pergaminho”.3.2. bem como o resultado desse processo.2. e  Evangélicos – a revelação é tanto positiva como negativa: Revela algo sobre Deus mas também resulta em condenação em caso de rejeição. Providência (Mateus 5.26. 3. Escritura .14. Romanos 1.1-6.do grego γοαη (“Grafe”).2. o que só pode ser obtido nos ensinos da igreja (católica).  corrigidos. “escrita”. A. os autores bíblicos precisam ser Não expõe claramente a natureza moral de Deus e do homem.24-28.12). qual seja.1.28). São elas:    sobre este. 3. 32 vezes.32. obra. a verdade divina manifesta ao homem”.  Neo. A BÍBLIA E A REVELAÇÃO A Bíblia e sua terminologia Do grego βιβλιξμ (“Biblion”).1. 4 .45. “obra”.4-10). Revelação Definição: “Revelação é o processo pelo qual Deus desvenda ao homem Seu caráter e eterno desígnio. Revelação geral Pode-se definir revelação geral como “o processo pelo qual alguns atributos de Deus são manifestos ao homem através de meios naturais ou não”. Não possui conteúdo redentor. Raciocínio (Romanos 1. Os meios da revelação geral incluem:      Natureza (Salmo 19. Preservação do universo (Colossenses 1. seja do Antigo ou do Novo Testamento (Hebreus 4. que foi Liberalismo – a natureza nada diz sobre Deus. através de vários meios e por diversos homens na história. entretanto existirão algumas limitações.17). 2.ortodoxia2 – a natureza não revela Deus até que o indivíduo tenha um encontro existencial pessoal com Ele. Sim. Atos 17.20-22. 25). Romanos 1.17). Romanos 8. 3. “letra”. 6. mensagem e propósitos de Deus. 3.19-20). “livro” (Lucas 4. A frase “está escrito” γεγοαπται (“gegraptai”) encontra-se 70 vezes e significa uma demonstração da autoridade da citação (Mt 4.2. Posições quanto a revelação geral:  Catolicismo Romano – a natureza produz “fome” de maior conhecimento.  Alguns reformados – o pecado tornou o homem insensível à revelação geral.26. Consciência (moralidade) humana (Gênesis 1. Palavra de Deus – “heor” ou “kocor” (“teos” ou “logos”) usada freqüentemente com respeito a palavra escrita. Esta revelação pode ser geral ou especial (específica). Questão: Uma pessoa pode conhecer a Deus através da revelação geral? 2 Ver definição de neo-ortodoxia no Anexo 2 na palavra barthianismo. Revelação específica Por revelação específica entendemos ser “o conhecimento proporcionado da pessoa.

1-3). Cristo (Hebreus 1. suficientemente) como conteúdo das Escrituras”. (Rudolf Karl Bultmann)  Neo-ortodoxia – a Bíblia contém revelação feita a homens do passado. Abraão. seus relatos e interpretações pressupõem dimensão sobrenatural. Moisés. 9.6. A revelação específica ocorreu de vários meios:        Filho”. “pelo B. etc.14. Profecias.12). 5 . de fato. A.27. Hebreus 1. Características da revelação específica: Limitada àqueles que têm acesso ao registro bíblico em forma escrita ou oral. Colossenses 1. Hebreus 1.registrada (senão exaustivamente.3). Elias.  Liberalismo – a Bíblia será revelação quando for desmitologizada.18.9.1-3 – “havendo falado”. que. “de muitas maneiras”. servindo apenas como testemunho dessa revelação passada. é inexistente. João 1.  A Bíblia como revelação (1Coríntios 15. Eficaz em promover a redenção (Hebreus 4. Bases Bíblicas: D. Mateus 11.  Jesus como revelação (Isaías 7.15-17. (Karl Barth) e  Evangélicos – a Bíblia é revelação inerrante e infalível de Deus ao homem. Apóstolos. “muitas vezes”. 4).3.). Deus falou a pessoas (Noé. Posições quanto a Bíblia como revelação  Catolicismo Romano – as Escrituras são revelação quando interpretadas de acordo com os ensinos da única igreja verdadeira. 14.

4. entre outros.3. Essa inspiração diz respeito às Escrituras e não aos escritores. ou seja. toda a Escritura foi inspirada por Deus. Hebreus 3.19-21) “homens santos. também inspirada. esta visão não consegue ser coerente com a visão bíblica de inspiração.24. 4.  Processo – (2 Pedro 1. apenas algumas partes da Bíblia são inspiradas. misticismo e espiritismo – normalmente têm outra autoridade acima da Bíblia (livro ou pessoa). onde o escritor não tinha a normalidade de suas atividades mentais. Correntes ultra-fundamentalistas4 – Deus ditou a Bíblia aos profetas palavra por Note que no primeiro texto Paulo cita passagens do Antigo Testamento chamando-as de “Escritura” e na última passagem Pedro refere-se aos escritos de Paulo como parte das Escrituras. Nossa visão acerca da Inspiração  Fonte – “inspirada por Deus” (2Timóteo 3. as Testemunhas de Jeová possuem a literatura “Torre de Vigia”. os mórmons possuem “O livro dos mórmons”. movidos pelo Espírito Santo”.  Seitas. Theopneustos – soprado para fora..15. 16. A seguir faremos algumas considerações sobre o assunto. 10.  A palavra “inspiração” é derivada da palavra grega ΘΕΟΠΝΕΥΣΤΟΣ (“theopneustos) que significa “soprada por Deus”.7.  Conservadores – a inspiração aconteceu de formal verbal e completa. dada pela igreja (padres e papa).4. Exemplos: O espiritismo possui “O Evangelho segundo Allan Kardec”. 2 Pedro 3.16). Exemplos: Lucas 1. A BÍBLIA E A INSPIRAÇÃO Como você definiria inspiração bíblica? Certamente esta é uma expressão que precisamos tomar muito cuidado ao usá-la. “carregados” . Outras crêem em inspiração gradual. Judas 3.1.  palavra. Outros textos: Marcos 12. Conceitos não bíblicos acerca da inspiração  Inspiração extática – teoria que afirma que a inspiração da Escritura se deu num processo de transes emocionais. Entretanto.  Extensão – (1 Timóteo 5.16. sendo usadas como forma de interpretação.16. pois corremos o risco de expressá-la incorretamente devido a nossa falta de conhecimento sobre seu verdadeiro sentido.16). “impelidos”. ou seja. a experiência (pessoal ou coletiva) tem igual ou maior autoridade. 3 4 As definições racionalismo e liberalismo encontram-se no anexo. no pleno uso de suas personalidades”.18.. sendo algumas partes mais inspiradas que outras. 6 . Definição: “Inspiração é o processo pelo qual Deus assegurou um registro original inerrante e infalível de Sua revelação através da ação controladora do Espírito santo sobre os escritores humanos. 4. êxtase.2. “Movidos no grego ϕεοξμεμξι (“feromenoi”) significa “levantados”. Veja a definição de fundamentalismo no anexo. Atos 1.1-4. Opiniões acerca da inspiração bíblica  Racionalismo e liberalismo3 – é um livro humano. sendo inspiradas por Deus e em igualdade de importância com “as demais Escrituras”. mas sua autoridade provém da interpretação.  Correntes evangélicas contemporâneas – algumas linhas doutrinárias crêem em inspiração parcial.36. 4. 25.  Catolicismo Romano – a Bíblia é inspirada. 2 Timóteo 3. não havendo diferenças de valor em qualquer trecho.

ou seja. como explicar os estilos de literatura bíblica?  Inspiração natural – esta teoria afirma que os escritores da Bíblia foram homens geniais e que não precisaram de ajuda sobrenatural para escrever a Bíblia. Esta teoria possui os mesmos problemas da anterior acrescida de que a Bíblia não é a Palavra de Deus mas contém a Palavra de Deus . profecias) e que se constituem em partes não inspiradas as porções históricas. certas partes são mais importantes em seu testemunho que outras. O ditado exclui a personalidade dos escritores humanos. Então. Incoerência da visão: Isaías 40. Problema: Como interpretar Provérbios 30. Gálatas 1. certos trechos da Bíblia são mais inspirados que outros. ensinava que a revelação está centrada em Cristo. 4. embora estas não são necessariamente precisas.12.6-9. 25.89-92. entretanto o que os barthianos5 (ou neo-ortodoxos) pregam é que o testemunho da Bíblia é desigual.16. podendo ser usado como um livro de literatura apenas.8. Problema desta visão: Deuteronômio 6. da mesma maneira que os gregos se sobressaíam na filosofia e os romanos na política. Não encaixa com passagens claras da Escritura como. Com relação a inspiração parcial existem aqueles que não crêem nos relatos sobrenaturais da Bíblia (Jonas no ventre do peixe.8 são contrárias a esta idéia. ou seja.6-11. 2Pedro 1. 5 Veja a definição de barthianos no anexo 2. mas que pode tornar-se a Palavra de Deus ao ser lida por nós. Pv 4. Judas 3. Implicações da inspiração A doutrina cristã está baseada na inspiração das Escrituras. por exemplo Mateus 5.5-6 e Gálatas 1. Refutação bíblica: Salmo 119. podendo trazer ensinamentos conflitantes com a Bíblia. Podem surgir livros inspirados a qualquer momento. se as palavras podem estar erradas. Hebreus 4.20-22.  Inspiração Neo-Barthiana – Karl Barth (1886-1968). pois podem ser conhecidas por documentos contemporâneos.16. Isso até parece interessante. de que outra maneira pode-se formular conceitos sem o uso de palavras.  Inspiração conceitual – afirma que os conceitos são inspirados mas não as palavras e que estas podem estar erradas em alguns casos. Atenção: Atualmente alguns movimentos evangélicos tradicionais pregam esta visão. se isto é verdade. O grande problema desta visão é que. 7 . pois o critério da inspiração é a genialidade do autor.  Inspiração mística ou dinâmica – é uma “evolução” da teoria da inspiração natural.12 ?  Inspiração parcial – esta corrente de pensamento entende que a Escritura possui certos graus de inspiração.18. como qualquer outro cristão. Se esta visão fosse correta. os próprios autores criaram o conteúdo. Em alguns casos. considerado um grande teólogo. Isso quer dizer que eles apenas tinham uma consciência religiosa mais profunda que outros povos. Barth afirmava que a Bíblia continha erros. 160. Moisés abrindo o mar. Encontramos vários problemas nesta visão. Esta teoria afirma que os escritores da Bíblia eram homens geniais cheios do Espírito Santo e orientados por Ele. igrejas e movimentos que crêem ser correto este conceito não consideram algumas porções da Palavra como inspiradas por Deus. 2Timóteo 3. Esta visão não é coerente com o Salmo 119. conforme a genialidade de seu autor. etc) mas crêem que as porções da Escritura que relatam fatos possíveis de compreender com a mente humana podem ser inspirados. Uma das ramificações deste pensamento crêem que as partes inspiradas são aquelas que não haveria possibilidade de conhecermos pela nossa capacidade (criação.19-21. As partes mais importantes são as que testemunham de Cristo.18. sendo portanto passível de erros. entre outros. Inspiração mecânica – ditado. Mateus 5. os quais são: Se a Palavra foi escrita sem nenhuma ajuda sobrenatural.160 e 2Timóteo 3. Problema: 1Coríntios 7.5-6. Este tipo de inspiração dá margem para outros livros além da Bíblia serem considerados inspirados.4. A passagens de Provérbios 30.

A Palavra de Deus não é simplesmente verdadeira. verdade é o que Deus diz. 6. Infalibilidade: a Bíblia não ensina nem induz ao erro. 16.  O testemunho da própria Bíblia: Deuteronômio 18.38.5. São elas: 4.9.13.16-22). Tito 1.2. a Bíblia deixaria de ser nossa autoridade máxima e absoluta.14.17. Zacarias 7. 18. Jeremias 1.17). As declarações que se conformam com as Escrituras são verdadeiras enquanto que as que não se conformam não são verdadeiras. Se isso fosse necessário. No mundo do Antigo Testamento.89. 13) b) Acreditamos que a Escritura é a Palavra de Deus à medida que a lemos.2. Duas definições são importantes: Inerrância: os escritos originais não continham qualquer erro. senão ele seria um falso profeta (Números 22. 12). Importância da inerrância e da infalibilidade na atualidade  Os ataques de fora e de dentro: Estabilidade doutrinária. 8 .18). a) Isso é o que a Bíblia afirma a seu próprio respeito No Antigo Testamento a frase introdutória “assim diz o Senhor” é encontrada centena de vezes. d) Deus não pode mentir nem falar com falsidade (Tito 1. o que o profeta diz em nome de Deus. Nossa convicção que a Bíblia é a Palavra de Deus vem apenas quando o Espírito Santo fala ao nosso coração nas palavras da Escritura e por intermédio delas. por exemplo). Quando um profeta falava dessa forma em nome de Deus. Evidências da inerrância  A natureza de Deus: João 17.2. Tais conceitos fundamentam e sustentam toda a produção teológica. c) As palavras das Escrituras são autocorroborantes.12. 34.12. Portanto. Assim.1. não atinge seus propósitos.18-20. Deus também fala por intermédio do profeta (1Reis 14. 23. de maneira exata mas não exaustiva. Deuteronômio 18.18. dando-nos a segurança de que essas são as palavras do nosso Criador falando conosco (1Coríntios 2.  Infalibilidade: Se nos faz errar. Provérbios 30.4.7. A falta de conceitos corretos haverá não só de fazer ruir toda a teologia conservadora. Autoridade Todas as palavras nas Escrituras são Palavra de Deus. 14). Provérbios 30. a teologia também é falha.4.6. Mateus 5. colocando-os como autoridade superior a Escritura divina. João 10. e na Bíblia temos o que Deus diz.3. mas é a própria verdade (João 17. Hebreus 6.Tiago 1. Romanos 3.35.4. 4. é Deus quem fala (Ageu 1. tornando-se dependente de outros conhecimentos. cada palavra dita vinha de Deus. Elas não podem ser “comprovadas” como Palavra de Deus através de outras fontes (exatidão histórica ou coerência lógica. essa frase seria reconhecida como idêntica em forma à expressão “assim diz o rei”. f) As palavras de Deus são o padrão definitivo da verdade. 119.17. como dará a luz toda a sorte de deturpação doutrinária ou especulação filosófica e/ou religiosa.20-22.  Inerrância e o método da teologia: Se a Bíblia não é a Palavra de Deus.existem sérias implicações para o homem. Inerrância e infalibilidade Os conceitos de revelação e inspiração produzem e condicionam o conceito de autoridade da Bíblia como Palavra de Deus. Mateus 24. e) Todas as palavras nas Escrituras são inteiramente verdadeiras e nela não há erro (Salmo 12. 14.35).5.

17. Os autores do Novo Testamento não tinham o original do Antigo. sem erro. a medida que as outras cópias iam sofrendo a ação do tempo.000 citações bíblicas nos escritos dos pais da igreja e em antigas traduções (latina siríaca. entre outros problemas. para enviar a outras igrejas e para preservar a Escritura.2. sem mancha. mas o próprio Jesus destacou a inerrância do códice deste (João 10. Assim como o Verbo de Deus foi feito carne como nós em todas as coisas. Deuteronômio 25.  Com respeito a inerrância das Bíblias que temos. Esta atitude também pode gerar erros no estilo de vida do cristão.4. Mateus 22.  original. 1Timóteo 5. A pessoa também pode fazer uma reinterpretação do papel da mulher na família (submissão) e encarar a Bíblia como um bom livro de literatura apenas.18. a tentativa em explicar racionalmente os milagres relatados na Bíblia.8. Alguns erros podem ser apenas aparentes.000 manuscritos do Novo Testamento.35). egípcia). São eles: Uma visão liberal da seriedade do adultério. elas têm algumas palavras discutidas com respeito ao autógrafo original.29-32 (cf.6). da homossexualidade. exprimidas em linguagem humana. Salmo 110. Jeremias 36. Mas ainda estas Bíblias de hoje são a verdadeira Palavra de Deus. do divórcio e do novo casamento.  A Bíblia mesma fala de suas cópias anteriores (Deuteronômio 10. O uso do texto por Jesus e pelos autores bíblicos: Mateus 22. 9 .17. mais rica do que o autor humano pudesse imaginar. exceto no pecado. com 350 códices (Sinaiticus. Refutações:  Há erros nas cópias. Curiosidades históricas da Bíblia Cópias dos escritos começaram a ser feitas desde o princípio. mas esses erros não arranham nenhuma doutrina essencial. da veracidade das experiências do profeta Jonas. O resultado é uma Palavra inspirada que é rica em significado.  O conceito de inerrância só diz respeito aos manuscritos originais. podemos ter grande confiança de que a Bíblia que possuímos é extraordinariamente exata. Gênesis 22. Lucas 10. Gálatas 3. mas está dentro dos manuscritos que temos.41-46 (cf. há mais do que 5. inspirada e inerrante à medida que ela reflete a obra original de Deus.3.4. assim também as palavras de Deus. por isso o debate não tem sentido. 4. Então. Êxodo 3.8).7) Questões práticas Quando uma pessoa nega que a Escritura é inerrante. a tentativa de redefinir o que seja pecado. 6 O que importa é o códice6: uma cópia perfeita tem o mesmo valor do Ver definição de códice no anexo 2. Nós não os temos.  Atualmente. 16 (cf. Argumentos contra a inerrância e refutações bíblicas  Participação humana (Falibilidade) Refutação: Jesus Cristo era (e é) Deus e homem. Isto é certo com respeito à Escritura e a inerrância. à luz da ciência do criticismo textual. o ser humano não necessita de erro.18 (cf. E. 18). O códice original não está perdido. Alexandrinus). mais de 86. 4. Vaticanus.1).  Há erros na Bíblia. salvação. algumas questões doutrinárias podem ser afetadas. São elas: A negação da queda de Adão.

O manuscrito Sinaítico foi descoberto por um alemão chamado Tischendorf. à maneira dos livros de hoje. Este manuscrito contém 199 folhas do Antigo Testamento e o Novo Testamento inteiro. faltando alguns fragmentos. Ex: Compare Mateus 20. no Monte Sinai. isto é. Marcos 15. completos. os livros do Novo Testamento começaram a ser feitos à maneira de “Códice”. As citações não precisam ser citações exatas. Marcos 10. época em que foi vendido ao Museu Britânico por meio milhão de dólares. 8. Ex: Compare Mateus 26. Ex: Compare Mateus 28. João 19.12-13. conhecidos e mais valiosos manuscritos (Códices) são o Sinaítico. Quinze anos depois conseguiu o restante dos manuscritos com o mordomo do local.46 e Lucas 18. Pauta para dificuldades bíblicas8 1.30. Ex: Observe 7 8 Para saber mais sobre os manuscritos de Constantino ver anexo 2. 2. Gênesis 20. O manuscrito Alexandrino foi feito no 5º século em Alexandria. Encontra-se no Museu Britânico desde 1627. Encontra-se na Biblioteca do Vaticano desde 1841. 3. Descrições inexatas não são necessariamente falsas. Este e o Sinaítico são os dois mais antigos e de maior valor.38.46 e Lucas 18.29. desobedecer a Escritura ou negar sua autoridade.35. no mosteiro de Santa Catarina.37. Encontrou-os num cesto de papéis velhos que haviam sido separados para queimar. Lucas 23. 6..57 com João 18.5. Já de início pode-se concluir que.19.35. o Vaticano e o Alexandrino.26. Observe Josué 10. Tischendorf havia encontrado partes de manuscritos datados da metade do século IV d. Ex: Compare Mateus 27. em 1844. Nem tudo que está na Bíblia é eticamente aprovado por ela. as vezes. 10 . Esse tópico vai ser dedica a explanação da autoridade bíblica como infalível e inerrante. fenomenológica (aparente).5 e Lucas 24. Relatórios diferentes não são necessariamente contraditórios. Tischendorf pensava que talvez foram feitos por uma mesma pessoa e pertencessem ao número dos 50 encomendados por Constantino7. A linguagem bíblica sobre o mundo é. o que não se podia fazer no formato de rôlo. podia-se fazer um volume com páginas numeradas. constitui em desobediência a Deus e falta de fé no Deus onipotente. onde permaneceu até 1933. Um relatório parcial não é necessariamente um relatório falso.Códice – No 2º século d. contendo também as “Epístolas de Clemente” e os “Salmos de Salomão”. que originalmente foram Bíblias completas. 5. O manuscrito Vaticano foi feito no 4º século. Ex: Compare Mateus 20. Veja exemplos no anexo1.13. Isto tornou possível fazer volumes de coleções maiores de livros do Novo Testamento. As dificuldades que ainda não têm explicações não necessariamente ficarão sem explicações no futuro. 7. 4.2. no qual.C. Marcos 10.4. Foi adquirido pela Biblioteca Imperial de São Petesburgo. de um número qualquer de folhas. Os três mais antigos. É a Bíblia inteira. Faltam alguns fragmentos do Novo Testamento. C. Palavras diferentes podem ter o significado igual (e vice-versa). Marcos 16.

10-13.7. 21.42) ou mesmo “Errais.16. e compreendê-las bem o bastante para ensinar filhos e irmãos em Cristo. Tiago 1. 2Coríntios 1.” (Mateus 22. também houve oportunidades em que isso se deveu à sua falta de fé ou dureza de coração (Lucas 24.16). João 3. 6.4.4.1. c) Por que as pessoas compreendem erradamente as Escrituras? Vemos no Novo Testamento que os próprios discípulos de Jesus demonstravam não entender o Antigo Testamento e até os ensinos de Cristo (Mateus 15. As Escrituras afirmam que até os “inexperientes” podem ler e entender a Bíblia.17. especialmente da vida do próprio Cristo (João 12. quando se refere as epístolas paulinas declara que “”há certas coisas difíceis de entender” (2Pedro 3. e incentiva o envio de suas cartas a outras igrejas (Colossenses 4.14. A doutrina da clareza das Escrituras não implica que todos os crentes vão concordar sobre todos os ensinamentos.30)..14-16. Hebreus 5. d) O incentivo prático derivado desta doutrina A doutrina da clareza das Escrituras nos diz que nos pontos em que há desacordo 11 ..2.. em vários momentos Cristo exclamou: “Não lestes. 2Coríntios 3.3-4.14. é bom lembrar que no evangelhos nunca encontramos Jesus declarando: “ Percebo que vocês estão em dúvida.29. o Salmo 1 chama de “bem-aventurado” e digno de ser imitado o aquele que medita na Lei do Senhor “de dia e de noite” (Salmo 1. João 8.” (Mateus 12. Pelo contrário..2. Portanto. Numa época em que é comum as pessoas nos dizerem que é muito difícil interpretar corretamente as Escrituras.13. Pedro. 13. Este tópico destina-se a expor a clareza da Palavra de Deus. Moisés já enfatizava a importância desta atitude (Deuteronômio 6.13.5-6). 1Coríntios 2. Pelo contrário.4. 19. Da mesma forma.. Tiago 1.3. Entretanto. Aplicando a Bíblia em nossas vidas. 4.27). Embora às vezes isso se devesse ao fato de que eles simplesmente precisavam aguardar eventos futuros da história da redenção. 12. Pode-se notar nos versículos 14-18 Pedro estimula seus leitores a buscarem o conhecimento da Escritura.13. ao mesmo tempo esta não será compreendida corretamente por aqueles que não se dispuserem a receber seus ensinamentos. 5. Semelhantemente. 8. Efésios 3.4. Inexperientes ou símplices são pessoas que carecem de capacidade intelectual bem como de juízo correto para não ser desencaminhada. cf.16. 22. Marcos 4..” (Mateus 21. 119. 22-25) b) As qualidades morais e espirituais são necessárias para a correta compreensão O Novo Testamento afirma não poucas vezes que a capacidade de compreender corretamente as Escrituras é mais moral e espiritual que intelectual (João 7. Filipenses 1.1). Clareza Vimos anteriormente trechos das Escrituras difíceis de serem interpretados.2). Paulo entende que seus leitores irão compreender o que ele escreve. 6. apesar da Escritura ser uma revelação clara. a) A Bíblia afirma sua própria clareza A clareza da Bíblia e a responsabilidade dos crentes em geral de lê-la e compreendêla são freqüentemente enfatizadas. Não os culpo.10). mas em nós mesmos.7. tornando-se sábios (Salmo 19.25). mas nos mostra que o problema não está no texto em si.16.7). pois a Escritura é muito obscura sobre isso”. “Nunca lestes nas Escrituras. entendemos que todo crente deve ser capaz de compreender as palavras das Escrituras.52. Percebe-se nestes versículos que Jesus falava tanto a eruditos como a pessoas incultas. a maioria das epístolas do Novo Testamento não foram escritas para líderes de igrejas. Mateus 9.43. a culpa é daquele que compreende erroneamente ou não aceita o que está revelado na Palavra. tendo a certeza que essas pessoas não podiam culpar a Escritura por uma má compreensão de um ensinamento. mas a congregações inteiras (1Coríntios 1. Note que Pedro fala “certas coisas” e não “todas as epístolas paulinas”.3. sabemos que a Bíblia como um todo pode ser considerada de fácil compreensão.31). 15.6-7). Gálatas 1. não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.14.

Mas esse conhecimento é muitas vezes indistinto e não pode proporcionar certeza.4 cf. e A fé vem pelo ouvir. Deuteronômio 8. examinar novos campos de compreensão das Escrituras. As pessoas só podem invocar o nome de Cristo se crêem Nele como Salvador.13-17.15.3-4. 4. onde o pecado distorce nossa percepção de certo e errado. conselhos ou na consciência. estilos de ensino bíblico. vinha em forma bastante breve. Não podemos confiar apenas em experiências. e esse ouvir a mensagem do evangelho vem pela pregação Veja as definições de predestinação e livre arbítrio no Anexo 2. v. a) A Bíblia é necessária para conhecer o Evangelho Romanos 10. Tito 1.  Existe a possibilidade de termos cometido erro na interpretação das Escrituras.10. 4.12-14.5. Moisés também enfatiza a importância da Palavra de Deus (Deuteronômio 32. 7. Não ouvirão falar de Cristo. Outros textos: João 3. tamanho da igreja.6. nos tempos mais remotos. mas desde o princípio temos provas de palavras de Deus que prometiam uma salvação futura (Gênesis 3. e) O papel dos estudiosos Ensinar claramente as Escrituras. transmitindo o seu conteúdo aos outros (1Coríntios 12. 1Timóteo 2. etc). devemos desejar o verdadeiro alimento espiritual (1Pedro 2.4. 1Coríntios 8. ainda que fosse uma fé de expectativa baseada na promessa divina que viria o Messias ou Redentor (João 8. 39).47). 9 O homem precisa invocar o nome do Senhor (Jesus) para ser salvo (v. etc).2). 26) A Palavra de Deus. 6.18. histórico e econômico onde os fatos aconteceram. governo da igreja) só pode haver duas causas para essas discordâncias:  Pode ser que estamos afirmando pontos em que as Escrituras se calam (ex: métodos de evangelização.5. Hebreus 5.11).3).28. introduz raciocínios falhos e nos faz render-nos ao testemunho da nossa consciência (Jeremias 17. fazer uso das línguas originais. As pessoas não podem crer em Cristo a menos que tenham ouvido falar Dele. cf. Hebreus 11. Hebreus 11. Necessidade Para que necessitamos da Palavra de Deus? Qual é a sua função em nossa vida moral e espiritual? A Bíblia tem alguma parcela de influência em nosso relacionamento com Deus? Quais são as circunstâncias em que a Bíblia não é necessária? Este tópico é destinado a responder estas questões. 9).25. b) A Bíblia é necessária para sustentar a fé espiritual Negligenciar a leitura regular da Palavra de Deus é tão prejudicial à saúde quanto negligenciar o alimento físico é prejudicial a saúde (Mateus 4.13. c) A Bíblia é necessária para o conhecimento seguro da vontade de Deus Todas as pessoas têm algum conhecimento da vontade de Deus por intermédio de sua consciência. defender os ensinamentos da Bíblia contra os ataques de outros estudiosos (2Timóteo 2.56. 2. 12 . 14. Efésios 4.7-8) e complementar o estudo da Bíblia em prol da igreja (ex: ensinar. a menos que alguém fale Dele.2).doutrinário ou ético (batismo. 1Timóteo 4. livre-arbítrio. predestinação9.9. pois é impossível obter a certeza acerca da vontade de Deus num mundo caído. A conclusão é que somos salvos pela fé em Cristo. Podemos nos perguntar: “Como os crentes da antiga aliança (crentes antes da vinda de Cristo) foram salvos?” A resposta é que os crentes da antiga aliança também foram salvos pela fé em Cristo.4. mostrando o contexto cultural.9. Como verdadeiros cristãos. Este texto explica que:      de Cristo.13.

ética essencial para negócios e atividades profissionais. 1Pedro 1.Ele revelou o que precisamos saber (Deuteronômio 29. Entretanto.29. b) O volume de Escrituras dado foi suficiente em cada estágio da história da redenção O homem não pode acrescentar por conta própria nenhuma palavra àquela que Deus revelou. para que as Escrituras fossem também suficientes para os crentes de épocas posteriores. mas nos revelou o suficiente para conhecermos a Sua vontade. O conhecimento das leis de Deus pelos incrédulos jamais será perfeito. cujo conhecimento depende das Escrituras. e) A Bíblia não é necessária para conhecer algo sobre o caráter e sobre as leis morais de Deus Até os incrédulos que não têm nenhum registro escrito das leis de Deus têm na sua consciência alguma compreensão das exigências morais de Deus.7-8. os primeiros cinco livros do nosso A. Diante disso. ou das responsabilidades dos pais para com os filhos. Suficiência Em nossa mente pode surgir a pergunta: “_ Será que a Bíblia pode responder de maneira convincente às minhas dúvidas ou preciso buscar outras fontes de sabedoria?”. d) A Bíblia não é necessária para saber que Deus existe Mesmo sem a Escritura. mas é suficiente para gerar a consciência das exigências morais de Deus para toda a humanidade.Na Bíblia.23). Isso significa que podemos chegar a conclusões claras sobre muitos ensinamentos da Palavra. todas as pessoas que vivem ou já viveram têm provas da existência de Deus através da criação. Este tópico tem como objetivo tratar dessa questão.14-15). Mas Deus ordenou que autores posteriores acrescentassem novos ensinos. parâmetros comunitários. juntamente com a atuação do Espírito Santo (João 14. porém. suprimem a verdade. Em cada estágio da história da redenção.6.12. Ele não nos revelou todas as coisas.1. Salmo 1. os cristãos encontram certo consenso com não cristãos em questões de lei civil. Portanto.15-17. ou do relacionamento entre o cristão e o governo civil (2Timóteo 3.13-14).6. Ele é quem decidiu o que revelar e o que não revelar. pois nos permite concentrar a busca das palavras de Deus somente na Bíblia. pois se não as conhecessem. 4. ainda que este conhecimento não seja absolutamente seguro.1. simplesmente pela observação de si mesmas e do mundo que as cerca (Salmo 19. No tempo de Moisés. a) Podemos encontrar tudo o que Deus disse sobre temas específicos e também respostas às nossas perguntas A suficiência das Escrituras é de grande importância para nossa vida cristã. Atos 14. pode-se afirmar que os ímpios sabem que a prática do pecado é errada (Romanos 1. temos afirmações claras e precisas sobre a vontade de Deus.4. entendemos que Deus não falou a humanidade outras palavras que Ele exige que creiamos ou observemos além daquelas que temos hoje na Bíblia. 16. É uma grande benção os incrédulos terem um certo conhecimento sobre as leis morais de Deus.32. Para os cristãos de 13 . crer e obedecer a Palavra. as palavras que Deus revelara antes eram para o Seu povo daquela época e eles deveriam estudar. Mesmo aqueles que. Deus sempre tomou a iniciativa de nos revelar a Sua palavra. Embora exija um pouco de esforço. pela impiedade. 1João 5.16-17). Por existir determinado conhecimento comum do certo e do errado. não haveria restrição social ao mal que os homens fariam. o caminho só pode ser encontrado em Jesus. não podem evitar as provas da existência e da natureza de Deus na ordem criada (Romanos 1. o que deve ser ressaltado é que. 2. bem como padrões aceitáveis de conduta na vida comum. é possível localizar todas as passagens bíblicas relevantes para as questões de casamento e divórcio. Romanos 10.T.19-21). portanto.As pessoas podem obter o conhecimento de que Deus existe e de alguns de Seus atributos. eram suficientes para o povo de Deus da época.3). 119. Deus não nos revelou o que queremos saber . é possível ter algum conhecimento de Deus.

Então. A resposta é que a Escritura não é um almanaque ou enciclopédia. vara de medir. O uso do computador em si não é pecado. Quanto a filmes pornográficos. não devemos tentar acrescentar proibições além daquelas expostas na Escritura. ou a assistir filmes eróticos?”.  É aceito pelo povo de Deus? È reconhecido como vindo de Deus? (1Tessalonicenses 2.32. Esses critérios podem ser resumidos pelas seguintes perguntas:  O livro é autorizado? Afirma vir da parte de Deus? (Deuteronômio 6. .4. 1Timóteo 1. Critérios de Canonicidade Para se verificar a inspiração dos escritos antigos se adotavam certos critérios.C. 12.17).C.T. Isso significa que podemos citar textos bíblicos de qualquer ponto da Bíblia para demonstrar que o princípio da revelação de Deus para o seu povo em cada época específica permaneceu o mesmo (Deuteronômio 4. Gálatas 1. 2Coríntios 10. A menos que se possa provar algum ensino específico ou algum ensino geral que proíba algo.hoje o A.T.5-6. 15.24. ela nos lembra que não existe pecado que não seja proibido pelas Escrituras. quer explícita quer implicitamente. Provérbios 30. Estes foram escritos entre 1400 e 400 a.8). 4.19-21. e o N. que significa regra.). (N. medida e do hebraico qaneh. conclui-se que a suficiência da Escrituras:  Deve nos incentivar a tentar descobrir aquilo que Deus quer que pensemos e façamos. O cânon Terminologia – do grego καμξμ (“kanon”). João 21.12.T. é mais correto falar que a inspiração dos livros não foi determinada pela igreja primitiva.T. 2Pedro 1.  Nos diz que Deus não exige que creiamos em nada sobre si mesmo ou sobre Sua obra redentora que não esteja na Bíblia (Provérbios 30.2. são suficientes. Filipenses 4. Uso bíblico: Gálatas 6. quando usamos em excesso a ponto de impedir o momento devocional e a comunhão com Deus. que significa junco.13. torna-se pecado. Devemos nos convencer de que tudo o que Deus quer nos dizer sobre esta questão se encontra nas Escrituras (Deuteronômio 29. Fases: Inspiração  Reconhecimento 14 É profético? Foi escrito por um servo de Deus reconhecido? É digno de confiança? Trás informações corretas? É dinâmico? Provoca transformação na vida dos leitores? (Hebreus 4.16-17). 16).    2Timóteo 3. É melhor dizer que a Bíblia é auto-autenticada e que a igreja reconheceu a inspiração dos livros.) e entre 50 e 90 d. Ex: Alguém pode perguntar: “_ Se a Bíblia contêm respostas suficientes para o ser humano.15.6-9. pois colocamos o objeto como prioridade em nossa vida (Tiago 4.8). mas que foi Deus quem inspirou os livros no ato do seu registro. entretanto.29. e o que vai ser julgado é a atitude.5-6). como não encontro nada sobre nenhuma proibição quanto ao uso do computador.  Nos mostra que nenhuma “revelação moderna” de Deus deve ser equiparada a Bíblia no que diz respeito a autoridade.19-21).8).16 (cf.13).  Nos lembra de que não devemos acrescentar nada a Bíblia nem equiparar algum outro escrito a ela (Gálatas 1. Lembremos de que existem inúmeras variantes do pecado. (A. existem proibições contra a sensualidade e o pensar naquilo que não edifica (Gálatas 5. Ela possui valores que vão direcionar a vida do cristão.  Com respeito à vida cristã.7. c) Aplicações práticas Portanto. 2Timóteo 3. Esta palavra também é usada com o significando a lista de livros inspirados que compõem a Bíblia (66 livros).1-5).

3. O cânon do Novo Testamento 27 livros entre 50 e 90 d.35. Lucas 11.C. Tiago. Concílios de Cartago (397-419): Todos. Tiago. pois a posição do apóstolo foi limitada aos que tinham visto a Cristo e foram comissionados por Ele. 2 e 3João e Judas. ditar ou sancionar) limita o cânon à vida dos apóstolos (João 14. A autoria apostólica (por escrever. 1 e 2Pedro. Tito.22 dos 27). Categoria de livros Categorias históricas: Eusébio. b. Homologoumena – os livros aceitos por todos (A. Gênesis é o primeiro e Crônicas é o último livro da Bíblia hebraica.C. Tiago. 4.1. Pseudepigrafes 11 .os livros discutidos por alguns:   Antigo Testamento – Cantares. 2Pedro.T. a) O fim do cânon neo-testamentário. 4. 3.C.  O Sínodo de Jâmnia (90 d. Judas e Apocalipse. Judas 3. 16. c.1-3. 2Pedro e Ben-Siraque definiu em 132 d. Novo Testamento – Tiago. 2 e 3João. 2Pedro 2. bispo de Cesaréia (280-340 d.       O Cânon de Muratório (170): exceto Hebreus.  Jesus e os apóstolos presumem a unidade do Antigo Testamento (Mateus 23. mas demorou na aceitação por outros judeus.)10: A decisão de Jâmnia finalizou o processo de canonização do Antigo Testamento.C. Tiago.C.  3João. 2Pedro.).26.51).) e Jerônimo (400 d. Josefo afirmou que a profecia cessou em Artaxerxes (465-430). Hebreus 2.). Neemias. Ester. Melito de Sardes (170 d. 10 11 O Sínodo de Jamnia era uma escola de rabinos que decidia a canonicidade. 3Jpão. a. com exceção de Filemom.Livros rejeitados por todos. – 34 dos 39.18-24.13. Existem diversas indicações bíblicas com respeito ao término do Cânon (Efésios 2. N. Antilegomena .20. 1João 2. Pseudepígrafes – Ver anexo 2. Eclesiastes. Cânon do Antigo Testamento 39 livros escritos entre 1400 e 400 a. b) História do Cânon: um processo  Policarpo (110-150): exceto 2Timóteo. Tito 1. 2Pedro. Esdras. confirmaram este cânon de 39 livros.: “Lei. Concílio de Hipona (393): Todos.   Malaquias.C. Cânon de Atanásio (367): Todos. A igreja primitiva discerniu que a autoria canônica era restrita.T. Coleção/preservação. Filemom. 15 .. 2Timóteo 1. Hebreus. Irineu (130-202): todos os livros.18-19). Ezequiel e Provérbios.13).9-11. Profetas.C. Apocalipse 22. Tertuliano (150-220): exceto Filemom. os dois na Palestina. Cânon de Borocóccio (206): exceto Apocalipse. Escritos”.

São eles: Tobias. Epístola de Jeremias. e as histórias de “Suzana” e “Bel e o Dragão”. Chamado pelos católicos de Deuterocanônicos (segundo cânon). Antigo Testamento – Enoque. pois assim fazendo. Novo Testamento – Atos de Paulo. Cântico de Azarias.. 12 13 14 Concílio de Trento – Ver anexo 2. Apócrifos – “Difícil de entender. os pais da igreja incluindo Atanásio e Jerônimo (tradutor da Vulgata14). Deus tampouco se desviará de ti” (Tobias 4.   Alguns têm histórias fantasiosas e irreais.  Os apócrifos foram rejeitados pelos judeus e por muitos líderes da igreja primitiva: Filo. Ex: Bel e o Dragão. mas somente 12 destes foram aceitos no Concílio de Trento (1546)12. e não te desvies de nenhum pobre. O Pastor de Hermas.7). Sabedoria. A Epístola de Barnabé. Josefo.  O Didaquê. Assunção de Moisés.” (Tobias 12. Jesus Cristo..porque a esmola livra da morte: ela apaga os pecados e faz encontrar a misericórdia e a vida eterna. Ex: Judite 9. em contraste com o nosso A. com pequenas porções de aramaico. 1 e 2 Macabeus. Cântico dos três jovens. Ex: Tobias fala sobre salvação pelas obras: “Dá esmola dos teus bens. Jâmnia. os apóstolos. Vulgata – Ver anexo 2. que é por eles aceito e chamado de Protocanônico (primeiro cânon).9). Eclesiástico. Outros têm ensinos com erros ou até imorais. d. Judite. 16 .T.10-13. etc (18 livros).  No Oxford Annotated Apocrypha. há 15 livros. escondido”. “. Baruque. e os acréscimos à Ester (em grego)13. Por que rejeitamos estes livros?  Alguns têm idéias contra o ensino bíblico. O Antigo Testamento é escrito em hebraico.

 Devemos aceitar até mesmo duas doutrinas (ensinos) claras que pareçam contraditórias. em harmonia com toda a Bíblia:  A Escritura interpreta-se a si mesma. 17 .  Textos obscuros devem ser interpretados à luz dos textos mais claros.  Uma só declaração não pode derrubar uma doutrina clara em muitas passagens. de acordo com todo o contexto imediato. crendo que a solução reside em Deus. Histórico gramaticalmente (no sentido normal).5. COMO SE DEVE INTERPRETAR OS TEXTOS BÍBLICOS? 1. 3. 2.  Trechos doutrinários têm mais peso do que textos acessórios e históricos.

24).12).o mencionado por João feito por Anás e o mencionado por Mateus.. Podem ter sido realizados a fim de dar alguma forma de legitimidade aos procedimentos. isso não é estranho. Lucas 18. Nos tempos de Jesus. mas provavelmente era ainda considerado por muitos o verdadeiro sumo sacerdote. As mulheres que foram ao sepulcro onde Jesus fora colocado.35)? Jericó é uma cidade localizada a uns 8 Km a oeste do Jordão e uns 24 Km a nordeste de Jerusalém. As diferenças podem ter se originado por causa das diferentes traduções 3. sem menção da outra personagem. Marcos 10. Jesus foi levado perante Anás (João 18.35 (1). Por que a inscrição na cruz é apresentada de forma diferente nos evangelhos (Mateus 27.46 (1).4)? Encontraram dois anjos. feito por Caifás.26. 7. ou pelo fato de Marcos e Lucas conhecerem Batimeu. o hebraico. Marcos 15. ninguém podia ser condenado no mesmo dia em que fosse julgado diante do tribunal. ao passo que Mateus e Marcos referiam-se à antiga. a saber. além de ganhar tempo. Lucas referia-se à nova Jericó. Jesus. Portanto. Nota-se. pelo fato de um deles tomar a palavra e se destacar. fora edificada por Herodes. latim e grego.57)? Anás fora deposto do sumo sacerdócio pelos romanos em 15 d.38. Marcos e Lucas não mencionam o outro.30 (2). a Jericó do AT estava quase inteiramente abandonada. João 19. É provável que. Embora Mateus e Marcos relatem a existência de apenas uma personagem. Seus discípulos e a multidão estavam saindo de Jericó (Mateus 20. um jovem (Marcos 16. algo ilegal segundo a lei judaica da época. 4.29) . encontram um anjo (Mateus 28.C. chegando em Jericó (Marcos 10. porque muitas vezes há referência apenas a quem falou. que logo depois Jesus foi enviado a Caifás (João 18.13) ou Caifás (Mateus 26. 5. ao sul da antiga. pois o primeiro interrogatório aconteceu de madrugada.ANEXO 1 QUESTÕES PRÁTICAS SOBRE DIFICULDADES BÍBLICAS 1. o Grande. Segundo a lei judaica. 18 .19)? A inscrição foi feita em três línguas diferentes. visto que outra passagem confirma este acontecimento (João 20. Foram feitos dois interrogatórios.46) ou ao aproximarem-se de Jericó (Lucas 18. Lucas 23.37. Quantos cegos Jesus curou naquela ocasião? Mateus 20.5).5) ou dois anjos (Lucas 24. mas uma cidade nova.

“traduzir”). do darwinismo e de outros pensamentos considerados danosos para cristianismo o norte-americano. a Bíblia é um instrumento falível que aponta para Cristo. contar. tendo sido o deus da literatura e da eloqüência. interpretação). Os liberais insistem em que o mundo se alterou desde os tempos em que o cristianismo foi fundado. mas apenas reconhecer o que Deus já determinou que fosse escrito como palavra Dele próprio. interpretar. O homem decide crer em Cristo e ser salvo. enquanto os crentes têm sustentado que a igreja não pode fazer isso. cujo ponto máximo é Cristo. Ao declarar que os apócrifos são parte do cânon. autodeterminação. o verbo “hermeneuo” passou a significar o ato de levar alguém a compreender algo em seu próprio idioma (logo.ANEXO 2 – TIRE SUAS DÚVIDAS Barthianismo – sistema teológico ensinado por Karl Barth (1886-1968). não pela fé somente. e o termo em alguns aspectos tem conotação negativa pela postura radical e as vezes tradicionalista de alguns adeptos. Todas as crenças devem passar pela prova da razão e da experiência. Tinha por seu principal conselheiro religioso Eusébio (264-340 d. ao ascender ao trono. Concílio de Trento (1546) – foi a resposta da Igreja Católica Romana aos ensinos de Martinho Lutero e da Reforma Protestante que se espalhavam rapidamente.C. Os termos acima citados estão relacionados a Hermes – o deus mensageiro de pés alados da mitologia grega. de modo legível e de uma forma cômoda e portátil. Exegese – (do grego ενεξμαι (“exegeomai”). Os livros apócrifos contêm apoio para o ensino católico de oração pelos mortos e de justificação pela fé com obras. Fundamentalismo – Um movimento que surgiu nos Estados Unidos durante a Primeira Guerra Mundial a fim de reafirmar o cristianismo protestante ortodoxo e defendê-lo contra os desafios da teologia liberal. e nossa mente deve permanecer aberta diante de novos fatos e verdades. como sabe. “explicar”) ou em outra língua (logo. descrição. ερμενεια (“hermeneia”) – é o estudo de princípios de interpretação bíblica e a aplicação destes princípios no estudo bíblico. o fundamentalismo já passou por várias fases. portanto. os católicos romanos estariam alegando que a igreja tem autoridade para designar uma obra literária como “Escritura”. as partes da Bíblia que se referem a Cristo são mais valorosas que outras passagens que não fazem referência explícita a Jesus. Livre-arbítrio – Doutrina que afirma que o ser humano tem liberdade para agir conforme a sua própria vontade. Visto que a Bíblia é obra de escritores limitados por seus tempos. de modo que as terminologias da Bíblia e das crenças são incompreensíveis às pessoas hoje. ocorrida no fim do século XIX. no mais delicado velo. por copistas bem práticos em sua arte. A exegese é a aplicação interpretativa. são muitíssimo necessários à instrução da igreja. dentre outras coisas. envolve a análise das línguas originais. Cabia a ele transformar o que estava além do entendimento humano em algo que a inteligência humana pudesse assimilar. não possui autoridade absoluta. Zeus. Para Barth. a provisão e o uso das quais. descrever. explicação. narrar. Um dos primeiros atos de Constantino. Até o tempo presente. independentemente de sua origem. Para os barthianos. explicar. A característica principal é o desejo de adaptar as idéias religiosas a cultura e formas de pensar modernas. por isso. Afirma-se que foi ele quem descobriu a linguagem verbal e a escrita. Manuscritos de Constantino – Constantino aceitou o cristianismo e fez deste a religião da sua corte e do seu império. Escreveu ele em sua ordem a Eusébio: “Tenho pensado na conveniência de instruir vossa prudência no sentido de serem encomendadas cinqüenta cópias das Sagradas Escrituras. Predestinação – doutrina que afirma haver um planejamento pré-temporal de Deus do destino de Seus 19 . Um segundo elemento do liberalismo é sua rejeição da crença religiosa baseada exclusivamente na autoridade. ΕΞΕΓΕΣΙΣ (“Exegesis”) – narrativa. Deverão ser feitas em pergaminho especial. ele é a grande mudança no pensamento teológico. Hermenêutica – (do grego ερμενευο (“hermeneuo”). A tarefa da exegese é explicar o significado de um texto conforme o autor queria que fosse compreendido.).. Assim. sob a direção de Eusébio e a cargo de hábeis copistas. cinqüenta Bíblias para as igrejas de Constantinopla. para serem trazidas em carruagens reais de Cesaréia àquela cidade..”. Um exegeta é a pessoa que assim explica. foi mandar preparar. Ele era o mensageiro ou intérprete dos deuses e principalmente do pai. Enfatiza que Deus se revela soberanamente através da Palavra. ela não é sobrenatural nem um registro infalível da revelação divina e. Liberalismo – também conhecido como modernismo.

Racionalismo – afirma que a razão humana por si só é suficiente para resolver todos os problemas que dizem respeito à natureza e ao destino do homem.C. Deus escolheu antes da fundação do mundo os que são salvos. Pseudepígrafes – do grego ψευδξς (“pseudo”) que significa falso e γοαφη (“grafe”) que significa escrito.filhos. mas um livro de ética idealizado pelo próprio homem. Escritura. que significa “fazer conhecido”. Foi impulsionado na área religiosa por homens como Immanuel Kant. Eram autores anônimos que colocavam nomes de pessoas famosas na época. “publicar”. buscando credibilidade para suas obras literárias. os eleitos. 20 . ou seja. Kant afirmava que é impossível à mente humana absorver verdades espirituais. Vulgata – do latim “vulgare”. O nome da versão latina da Bíblia preparada por Jerônimo a pedido do Papa Damasco (382 d. No Concílio de Trento recebeu autoridade canônica na Igreja Católica Romana.). Sua conclusão é que a Bíblia não era revelação divina.

3ª ed. Apostila de Teologia Sistemática 1. 1997. 2003. Manual Bíblico – Um Comentário Abreviado da Bíblia. João Marcos Cruz.. HORREL. 2004. Teologia Sistemática. 21 . GRUDEM.. (material não-publicado) JUSTINO. Introdução à teologia sistemática. São Paulo: Vida Nova.. Apostila de Bibliologia. Apostila de Teologia Sistemática. 2ª ed.BIBLIOGRAFIA CONSULTADA ERICKSON. 1971. 2005. Seminário Bíblico Palavra da Vida. Teologia Básica – Ao alcance de todos. 1999. São Paulo: Mundo Cristão. Scott. Rodrigo dos Santos. 2003. Apostila de Hermenêutica. Henry H. São Paulo: Vida Nova. Atibaia-SP: Seminário Bíblico Palavra da Vida. Charles Caldwel. J.. Primeira Igreja Batista de Amparo. São Paulo: 1989. RYRIE. FERREIRA. São Paulo: Vida Nova. Wayne A. Millard J. HALLEY. SILVA. Atibaia-SP.. Marcelo.

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