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Núcleo Gerador: Programação (P)

Colectânea de textos seleccionados a partir de pesquisas efectuadas na Internet


utilizando o "Google" e que se pretende ajudem a descodificar os temas do
Núcleo Gerador: Programação (P) da Área de Cidadania e Profissionalidade do
Referencial de Competências-Chave de Nível Secundário, relativo ao Processo
RVCC no âmbito da Iniciativa Novas Oportunidades.

[Nota: Todos os Adultos/Formandos devem mencionar no seu PRA as fontes de todas as leituras que
efectuaram, não podendo copiar ou plagiar, arriscando-se à expulsão do processo RVCC.]

Boas leituras...

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U nid ade de C o m petên ci a 8: Conceber e desenvolver projectos pessoais e sociais.

D R1

Projectos pessoais e familiares


C o m petên ci a s
Pensar prospectivamente a vida pessoal
Critério s de E vidên ci a
 Identificar formas de gestão da vida pessoal.
 Planificar e optimizar projectos pessoais e familiares.
 Explorar recursos para uma gestão estratégica pessoal.
[Referencial]

Gestão prospectiva da vida pessoal


Conceitos-chave: papéis sociais; inovação; prospectividade; sociedade da informação; condição perante o
trabalho; conciliação vida pessoal e profissional; responsabilidade social empresarial.
• Papel das novas tecnologias na gestão da vida pessoal em toda a sua complexidade
• Planificação de projectos pessoais, tendo em conta variantes de constrangimento à sua
concretização: gestão do tempo e do(s) espaço(s), enquadramento familiar,
qualificações/competências pessoais e profissionais, factores económicos, entre outros
• A importância da criação de serviços inovadores de apoio ajustados às novas necessidades de
conciliação da vida pessoal e profissional: o exemplo dos serviços de proximidade
[ANQ -Catálogo das Profissões]

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http://www.soaresbasto.pt/CRVCC/secundario/RVCC_CP.pdf

http://cidadania-e-profissionalidade.blogspot.com/2008/04/ng8-programao.html
Proposta:
Neste núcleo gerador, pretendemos que os adultos possam pensar prospectivamente o seu futuro,
necessariamente consubstanciado em projectos (obras, sonhos e utopias), e de determinar correlativamente
os factores essenciais para materializá-lo. À semelhança de D.Quixote, na sua luta contra castelos e
moinhos de vento, também nós, numa luta mais comezinha, temos de enfrentar os obstáculos do dia-a-dia.
Assim, a melhor forma de os ultrapassar é organizar, programar e antecipar o mais possível muito do que
temos de fazer. O exercício que agora lhe proponho é esse mesmo, programar. Isto é, proponho que planeie
as suas próximas férias de Verão. O destino será Espanha, a cidade de Miguel Cervantes (investigue,
recorra à internet e descubra-a...); o seu orçamento será de 1500€; terá que procurar alojamento para si,
para a sua esposa e para um filho de 12 anos. Estas férias terão a duração máxima de 5 dias.

http://www.equal.pt/non_acessible/
Serviços de proximidade
As mudanças ocorridas a nível familiar, como sejam a diminuição das redes de parentesco e de
solidariedades informais, a crescente participação das mulheres no mercado de trabalho e correspondente

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maior indisponibilidade para prestação de apoio aos membros da família, os ritmos intensos de trabalho e
os horários irregulares de muitos grupos profissionais e, ainda, o aumento da esperança média de vida, com
cada vez maior número de idosos a requererem cuidados, desencadearam novas necessidades sociais.
Estas necessidades justificam novas respostas no campo da prestação de serviços de proximidade, os quais,
por sua vez, significam novas oportunidades de criação de emprego e de desenvolvimento de novas
profissões, tanto para mulheres como para homens, já que assentam na existência de um novo contrato
social de género e em políticas progressivas de conciliação trabalho-família, com um entendimento
igualitário acerca de papéis masculinos e femininos.
Por outro lado, algumas das respostas já existentes a nível dos serviços de proximidade, do acolhimento de
crianças e de outras pessoas dependentes funcionam em moldes pouco ajustados às necessidades das
famílias, cujos adultos exercem actividade profissional, nomeadamente porque: muitas das vezes os
respectivos horários e períodos de funcionamento não são compatíveis com o tempo de trabalho; a taxa de
cobertura deste tipo de serviços é baixa; os preços praticados são por vezes incomportáveis para os
orçamentos familiares; a grande escassez de profissionais com formação para o exercício destas
actividades gera quebras de qualidade nos serviços prestados e não tem permitido a expansão e
flexibilização dos respectivos horários de funcionamento; ainda não foram totalmente interiorizados os
novos perfis de grande número de famílias (ex.: monoparentais), e o facto de grande parte estarem
organizadas em novos moldes, apresentando novas necessidades e dificuldades na compatibilização da
vida profissional com a vida familiar, social e pessoal; a generalização da flexibilidade da prestação do
trabalho bem como a atipicidade dos horários de trabalho praticados por um número crescente de empresas
e trabalhadores gera novas necessidades em termos de novos serviços e do seu funcionamento.
Continuar a ler em: http://www.equal.pt/documentos/

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D R2

Gestão do trabalho
C o m petên ci a s
Mobilizar vários saberes para resolução de problemas profissionais complexos
Critério s de E vidên ci a
 Identificar formas de gestão da vida profissional.
 Mobilizar novos saberes e elaborar alternativas face a problemas profissionais.
 Planificar, propor e trabalhar diferentemente em contextos que envolvam equipas reduzidas ou alargadas.
[Referencial]

Estratégias de revitalização de empresas e instituições: os novos papéis do indivíduo na organização


Conceitos chave: empowerment; sinergia; autonomia; delegação, responsabilidade.
1. Políticas de empowerment
• Liderança e delegação de poderes
• Autonomia, descentralização e competitividade
• Empowerment na promoção da intervenção social
2. Métodos de prospecção
• Marketing e análise de mercado
• Prospecção e fidelização
[ANQ -Catálogo das Profissões]

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http://www.soaresbasto.pt/CRVCC/secundario/RVCC_CP.pdf

http://www.pmelink.pt/article/hr.html
O empowerment na empresa
O empowerment é uma via que permite melhorar a qualidade, a produtividade e, consequentemente, o
serviço prestado aos clientes. Consiste na delegação de autoridade e de responsabilidade e favorece a
criação de relações de confiança entre os colaboradores das empresas.
Apontando a maioria das suas definições para um valor que redefine a partilha de poder e de autoridade, o
empowerment não se assume como uma forma de gestão participativa, mas antes como um caminho para a
melhoria contínua e para o estabelecimento de relações de confiança entre todos os membros de uma
empresa.
O empowerment reconhece que os colaboradores das empresas não são meros executores de orientações e

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que estão mais bem colocados para tomar decisões relativas à produção e ao serviço prestado aos clientes.
Estes passam a ter mais controlo sobre o respectivo trabalho, enquanto os gestores ficam mais libertos para
outras áreas da actividade empresarial.
[...]
As empresas podem investir de empowerment não só indivíduos, como também equipas. Estas têm como
principal vantagem poderem constituir um centro de sinergias que um indivíduo, por só, não pode ter.
Assim, as equipas, autónomas ou auto dirigidas permitem optimizar o grau de empowerment e assim
conseguir:
• Manter um forte nível de motivação.
• Sensibilizar cada colaborador sobre as especificidades dos outros postos, favorecendo deste modo a
compreensão do processo no seu conjunto.
• Aumentar a flexibilidade e a reacção da equipa em casos não previstos.
• Criar uma autêntica sinergia entre cada um dos membros da equipa.
• Responsabilizar cada um em relação às consequências dos seus actos sobre os outros membros da
equipa.
Assim, dando mais poder e mais responsabilidade aos indivíduos ou às equipas, a empresa estará mais apta
a reagir com mais eficácia e mais rapidez às mudanças de um mundo cada vez mais dinâmico. Ler mais

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D R3

Projectos colectivos
C o m petên ci a s
Conceber, desenvolver e cooperar em projectos colectivos
Critério s de E vidên ci a
 Identificar projectos colectivos.
 Planificar estratégias de desenvolvimento de projectos.
 Cooperar em contextos não formais e não directivos.
[Referencial]
Envolvimento e responsabilização na construção dos projectos colectivos: a construção de uma
sociedade mais plural e solidária
Conceitos chave: intervenção comunitária; empowerment; organização comunitária; discriminação.
• A importância dos conceitos de negociação, planificação, dinamização e avaliação na definição de
uma estratégia de intervenção comunitária
• Técnicas diversificadas de trabalho em equipa
• Aplicação de estratégias de empowerment em projectos colectivos de índole não directiva e não
formal
• Agentes de promoção da igualdade a nível governamental: o Estado Português, a União Europeia, o
Poder Local, Comissões para a Igualdade, entre outros
• Agentes de promoção da igualdade da sociedade civil: os cidadãos, as empresas, a escola, a
comunicação social, as ONG, entre outros.
[ANQ -Catálogo das Profissões]

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http://www.soaresbasto.pt/CRVCC/secundario/RVCC_CP.pdf

http://www.forma-te.com/mediateca.html
Empowerment
O movimento de empowerment iniciou-se nos Estados Unidos no final da década de 70, e desde o fim da
década de 80 esta forma de intervenção tem sido utilizada pelo Serviço Social. Em Portugal é ainda uma
abordagem incipiente e não exclusiva dos assistentes sociais. É utilizada por diversos técnicos de
intervenção social, em várias áreas de acção. Parte do pressuposto que os grupos marginalizados e
discriminados na sociedade sofrem de uma falta de poder que os impede de lutar pelos seus direitos e
usufruir de benefícios económicos e sociais, assim como de participar nas decisões políticas que interferem
nas suas vidas. Para alterar esta situação é necessário que esses grupos aumentem as suas competências e o
seu poder.
O movimento de empowerment é consequência de uma evolução nas concepções de autonomia e
responsabilidade dos indivíduos, e de uma maior consciência dos mecanismos de discriminação e exclusão
que se geram na sociedade. “O caminho histórico que alimentou este conceito visa a libertação dos

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indivíduos relativamente a estruturas, conjunturas e práticas culturais e sociais que se revelam injustas,
opressivas e discriminadoras, através de um processo de reflexão sobre a realidade da vida humana.”
(Pinto, 2001, p.247).
Empowerment pode ser definido como “Um processo de reconhecimento, criação e utilização de recursos
e de instrumentos pelos indivíduos, grupos e comunidades, em si mesmos e no meio envolvente, que se
traduz num acréscimo de poder – psicológico, sócio-cultural, político e económico – que permite a estes
sujeitos aumentar a eficácia do exercício da sua cidadania.” (Pinto, 2001, p.247)
As áreas em que tem sido aplicada a metodologia do empowerment são muito variadas: minorias étnicas e
migrantes, mulheres, desempregadas, sem-abrigo, doentes mentais, vítimas de violência ou abuso sexual,
promoção de direitos e cidadania, desenvolvimento sustentável, e intervenção comunitária.
O objectivo do empowerment é fortalecer em direitos e em participação, grupos, pessoas ou populações
sujeitos a discriminação e exclusão, e por outro lado, fiscalizar os poderes estatais e os grandes interesses
económicos, e lutar contra a opressão. Pretende favorecer a efectiva participação dos cidadãos na vida
social, económica, política e cultural, e uma distribuição mais equitativa dos recursos. Para atingir este
objectivo tem que haver também um processo de distribuição de poder.
Continuar a ler

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D R4

Capacidade prospectiva
C o m petên ci a s
Posicionar-se prospectivamente em contextos macro-sociais de incerteza e ambiguidade
Critério s de E vidên ci a
 Identificar contextos macro-sociais de incerteza e ambiguidade.
 Seleccionar opções de comportamento que assumam a mudança como um desafio desejável face às alterações
globais.
 Adoptar mudanças de estilo de vida motivadas por riscos globais (ex: alterações climáticas)
[Referencial]

Responsabilidades pessoais e institucionais em fenómenos colectivos


Conceitos-chave: práticas individuais; responsabilidade social; direitos e deveres de cidadania;
identidade partilhada.
• As práticas individuais como conceito: o papel do indivíduo na valorização e construção da
consciência colectiva
• O respeito da comunidade pela projecção da identidade individual
• Implicações do conceito de identidade partilhada
• Exploração de conceitos e práticas: os exemplos da reciclagem, do consumo sustentável, da
prevenção e reutilização, da compostagem e do ecodesign.

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http://www.soaresbasto.pt/CRVCC/secundario/RVCC_CP.pdf

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