Lucro Real

Por: Edino Ribeiro Garcia e Valdir de Oliveira Amorim

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Índice

Módulo 1: Introdução ________________________________________________ 5 Pessoas Jurídicas Obrigadas a Optar ________________________________________ 5 Formas de Tributação _______________________________________________________ 5 Formas de Apuração ________________________________________________________ 6 Autoteste ____________________________________________________________________ 7 Módulo 2: Apuração Trimestral _______________________________________ 15 Opção ______________________________________________________________________ 15 Forma de Apuração ________________________________________________________ 15 Ajustes ao Lucro Líquido ___________________________________________________ 15 Apuração do Imposto ______________________________________________________ 18 Cálculo do Imposto _________________________________________________________ 19 Recolhimento do Imposto___________________________________________________ 19 Escrituração Comercial e Fiscal ____________________________________________ 20 Autoteste ___________________________________________________________________ 23 Módulo 3: Apuração Anual ___________________________________________ 33 Opção e Forma de Apuração _______________________________________________ 33 Receita Bruta ______________________________________________________________ 33 Determinação da Base de Cálculo ___________________________________________ 34 Deduções e Compensações __________________________________________________ 40 Cálculo do Imposto _________________________________________________________ 43 Suspensão ou Redução _____________________________________________________ 45 Escrituração dos Livros ____________________________________________________ 51 Autoteste ___________________________________________________________________ 52 Módulo 4 - Créditos Tributários _______________________________________ 64 Prejuízos Fiscais - Introdução ______________________________________________ 64 Limite Máximo de Compensação ___________________________________________ 64 Modificação do Controle Societário e do Ramo de Atividade. ________________ 65 Prejuízos Fiscais Não Operacionais _________________________________________ 68 Registros no LALUR _______________________________________________________ 71
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Prejuízos Fiscais das Demais Atividades ____________________________________ 73 Sociedades em Conta de Participação (SCP) ________________________________ 74 Vedação da Compensação de Prejuízos Fiscais no Exterior __________________ 74 Prejuízos Fiscais Utilizados no REFIS ______________________________________ 75 Compensação do Imposto Pago ou Retido na Fonte _________________________ 76 Incentivos Fiscais___________________________________________________________ 77 Autoteste ___________________________________________________________________ 79 Módulo 5 .Obrigações Acessórias _____________________________________ 88 Exigência Legal ____________________________________________________________ 88 Escrituração de Filiais. Antecipações de Lucros e Impostos e Compensação Parcial de Prejuízos Fiscais ________________________________________________ 106 Lucro Real X Lucro Presumido ____________________________________________ 107 Caso Prático ______________________________________________________________ 109 Avaliação Final ___________________________________________________ 111 Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 4 . Sucursais ou Agências ______________________________ 88 Livros Diário e Razão ______________________________________________________ 89 Livros para Registro _______________________________________________________ 90 Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR) ________________________________ 90 Livro para Registro Permanente de Estoque ________________________________ 91 Demonstrações Financeiras Obrigatórias ___________________________________ 91 Guarda de Documentos ____________________________________________________ 92 Empresas Dispensadas de Escrituração Comercial __________________________ 94 Responsabilidade Profissional ______________________________________________ 94 Penalidades por Irregularidades na Escrituração ___________________________ 95 Apresentação da DIPJ ______________________________________________________ 95 Proibição de Apresentar a DIPJ ____________________________________________ 96 Prazos de Entrega da DIPJ _________________________________________________ 97 Multa por Incorreções ou Omissões na DIPJ ________________________________ 97 Autoteste ___________________________________________________________________ 98 Módulo 6: Vantagens Tributárias do Sistema____________________________ 106 Balanços Provisórios.

Que tenham atividades de bancos comerciais. relativos à isenção ou redução do imposto. c. b. bancos de desenvolvimento. rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior. e. Que. superior a quarenta e oito milhões de reais (R$ 48. quando inferior a doze meses. cooperativas de crédito. sociedades de crédito imobiliário. autorizadas pela legislação tributária usufruam de benefícios fiscais. 246 do RIR/99). quando conhecida a receita bruta do período a ser arbitrado. tenham efetuado pagamento mensal pelo regime de estimativa.Conceito Lucro real é o lucro líquido Contábil do período de apuração ajustado pelas adições. empresas de seguros privados e de capitalização e entidades de previdência privada aberta. ou proporcional ao número de meses do período. As pessoas jurídicas que estiverem enquadradas em uma das situações abaixo devem optar pelo lucro real. Formas de Tributação Formas de Tributação da Pessoa Jurídica − Lucro Presumido É uma forma simplificada de tributação com base na receita bruta apurada trimestralmente. 529 do RIR/99) − Lucro Real Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 5 . no decorrer do ano-calendário. f. sociedades corretoras de títulos.00). de iniciativa do fisco.000. Empresas de Factoring. sociedades de crédito. Que. Que tiverem lucros. (art. financiamento e investimento. d. (art. no ano-calendário anterior. onde serão aplicados percentuais cabíveis a cada atividade explorada pela pessoa jurídica. (artigos 516. 246 do RIR/99) Pessoas Jurídicas Obrigadas a Optar.000. na forma do art. empresas de arrendamento mercantil. acrescido dos ganhos de capital e demais receitas. caixas econômicas. 222 do RIR/99. valores mobiliários e câmbio. a. bancos de investimentos. exclusões ou compensações previstas no Decreto nº 3000/99. distribuidoras de títulos e valores mobiliários. Que tenham receita total. que será de ofício ou do próprio contribuinte. 518. (art. 519 e 521 do RIR/99) − Lucro Arbitrado Também é uma forma simplificada de tributação.Módulo 1: Introdução Pessoas Jurídicas Obrigadas a Optar Lucro Real .

00). (art. com antecipações mensais.000/99 – RIR/99) O imposto será determinado com base no Lucro Real apurado por períodos trimestrais encerrados nos dias 31 de março.000. definitivamente em 31 de dezembro de cada ano-calendário. 220 do RIR/99) − Anual É uma forma de tributação em que deverá apurar o Lucro Real. (art.317/96 e IN SRF nº 34/2001) Microempresa para fins fiscais São aquelas cuja receita bruta anual seja igual ou inferior a cento e vinte mil reais (R$ 120. (Decreto nº 3. inciso I do RIR/99) Formas de Apuração Formas de Apuração do Imposto – Lucro Real − Trimestral É uma forma completa e definitiva de tributação.EPP. onde a pessoa jurídica que opta é enquadrada como Microempresa .00). devido à legislação fiscal que estão disciplinados nos artigos 249 e 250 do RIR/99.É a forma de tributação completa com base na escrituração comercial e fiscal apuradas trimestralmente ou anualmente com base no lucro Líquido Contábil e com alguns ajustes efetuados. 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano-calendário. (artigo 185. 30 de junho. inciso II do RIR/99) Empresa de Pequeno Porte para fins fiscais São aquelas cuja receita bruta anual seja superior a cento e vinte mil reais (R$ 120.000.000. obrigatórias. − Simples Federal É uma forma de tributação simplificada com base na receita bruta mensal. apurada com base no lucro líquido contábil ajustado pelas adições.00) e igual ou inferior a hum milhão e duzentos mil reais (R$ 1.ME ou Empresa de Pequeno Porte . (Lei nº 9. (artigo 185. do Imposto de Renda e da Contribuição Social. 221 do RIR/99) 6 Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados . exclusões e compensações permitidas ou autorizadas pelo Regulamento do Imposto de Renda.200.

créditos tributários. 230 do RIR/99). distinto do lucro líquido apurado contabilmente. previstos no (art. aplicando os percentuais previstos no (art. apuração anual. O que significa Lucro Real e Lucro Tributável? a) A expressão Lucro Real e Lucro Tributável significam o próprio Lucro Contábil apurado no período para fins de incidência do Imposto de Renda. responda a este autoteste. ou com base em Balanços de Suspensão ou Redução.A pessoa jurídica pode suspender ou reduzir o imposto devido a qualquer momento. 222 do RIR/99) É apurado com base na receita bruta mensal. Bom Teste!! Questões 1. c) A expressão Lucro Real e Lucro Tributável significam que a tributação será efetuada de forma presumida para fins de apuração do Imposto de Renda d) A expressão Lucro Real significa apuração do Imposto de Renda e Lucro Tributável significa apuração contábil. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 7 . Autoteste Antes de começar o estudo dos módulos seguintes que tratam de apuração trimestral. São 15 (quinze) questões de múltipla escolha. b) A expressão Lucro Real significa o próprio lucro tributável. que ajudará a reforçar as leituras que você fez neste Módulo 1 – Introdução. para fins da legislação do imposto de renda. com respostas auto-explicativa envolvendo formas de tributação e de apuração. − Estimativa (mensal) É uma forma de tributação anual onde o Imposto de Renda e a Contribuição Social sobre o Lucro é apurada mensalmente e determinada sobre base de cálculo estimado. mediante a elaboração de Balanços e/ou Balancetes de Suspensão ou Redução de Imposto devendo escriturar a Parte “A” do LALUR e o Livro Diário. obrigações acessórias e vantagens tributárias. 223 do RIR/99). (art.

d) A pessoa jurídica que tenha apurado lucros.000/99). não esta obrigada à tributação com base no lucro real. d) É o lucro líquido do período de apuração. ajustado pelas adições e exclusões não podendo computar as compensações. c) É apurado com base no saldo do Livro Caixa e com encerramento anual. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 8 . Assinale a alternativa correta: a) A pessoa jurídica com receita bruta total no ano-calendário anterior no valor de R$ 20. acrescidas dos Ganhos de Capital e das demais receitas. e demonstrado no LALUR – Livro de Apuração do Lucro Real. 3. b) A pessoa jurídica que tenha como atividade à de Factoring. Como é apurado o Lucro Real? a) É apurado com base no Livro Caixa ajustado pelas adições e exclusões previstas no Regulamento do Imposto de Renda (Decreto nº 3. ajustado pelas adições. exclusões e compensações com observância das Leis Comerciais (antes da provisão para o imposto de renda) e fiscais. c) É apurado apenas com a soma das receitas do período. b) O lucro real será apurado a partir do lucro líquido de cada período de apuração obtido na escrituração comercial. 247 do RIR/99). rendimentos ou ganho de capital no exterior poderá optar pelo lucro presumido. b) É apuração trimestral com base no lucro real ajustado extra-contabilmente. b) É o lucro contábil apurado com adições apenas das despesas e com provisões e exclusões de reversões das provisões anteriormente constituídas. c) A pessoa jurídica com receita total. ajustado pelas adições.2.000 mil (vinte milhões de reais). 4. c) O lucro real é apurado com base no lucro líquido contábil. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação fiscal (art. no ano-calendário anterior no valor de cinqüenta milhões está obrigada à tributação com base no lucro real. d) É apurado com base no lucro líquido contábil. está obrigada à tributação com base no lucro real. 5. ajustado apenas pelas adições previstas no Regulamento do Imposto de Renda (Decreto nº 3000/99). Qual a forma de tributação do lucro presumido? a) É apuração mensal do imposto com base no lucro líquido contábil. após a compensação de prejuízos fiscais apurados em períodos anteriores. Defina Lucro Real: a) É o lucro contábil do período.

6.00). ou de ofício pelo fisco. 30 de junho.000. d) É apurado pelo regime anual. com aplicação dos percentuais previsto na legislação vigente. 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano-calendário. 8.000.d) É apurado com base na receita bruta encontrada trimestralmente. c) A apuração trimestral é definitiva.00). efetuada no encerramento de cada trimestre em 31 de março. de oficio.00). é efetuada com base no encerramento de cada trimestre.000.00). Como são enquadradas as Empresas de Pequeno Porte (EPP) que optaram pelo Simples Federal perante a legislação fiscal? a) O enquadramento é feito com base na receita bruta anual de dois milhões de reais (R$ 2.000. efetuada cada trimestre em 25 de março. 7. c) O enquadramento é feito com base na receita bruta anual de um milhão e duzentos mil reias (R$ 1. d) A apuração trimestral é definitiva. mesmo que a receita bruta seja conhecida. Qual a forma de tributação do lucro arbitrado? a) É apurado por iniciativa do próprio contribuinte quando conhecida à receita bruta.000. Como são enquadradas as Microempresas (ME) que optaram pelo Simples Federal perante a legislação fiscal? a) O enquadramento é feito com base na receita bruta anual de cento e vinte e dois mil reais (R$ 122. 9.000.200. 30 de junho. d) O enquadramento é feito com base na receita bruta anual de duzentos e quarenta mil reais (R$ 240. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 9 . c) É apurado somente pelo fisco. 10 de setembro e 20 de dezembro de cada ano-calendário. Assinale a alternativa correta: a) A apuração trimestral do Imposto de Renda (IR) e da Contribuição Social sobre o Lucro (CSL).00). b) O enquadramento é feito com base na receita bruta anual de cento e vinte mil reais (R$ 120.000.00. observado o Livro Caixa. por meio de levantamento de balanço de suspensão ou redução. b) É uma forma completa de tributação com base na escrituração contábil e fiscal. b) A apuração do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro. b) O enquadramento é feito com base na receita bruta anual de cento e vinte mil reais (R$ 120. é considerada uma antecipação do importo ajustado no encerramento do ano-calendário. e o contribuinte tenha a intenção de arbitrá-la.

c) Será apurado com base na receita bruta auferida mensalmente ou por meio de balanço de suspensão ou redução.200. está sujeita a que opção de tributação? a) Está sujeita à tributação com base no Lucro Real trimestral. A pessoa jurídica que recolhe o Imposto de Renda e a Contribuição Social sobre o Lucro mensalmente. de acordo com a legislação comercial e fiscal. d) O enquadramento é feito com base na receita bruta anual de um milhão e duzentos mil reais (R$ 1. b) Será apurado mensalmente utilizando a diferença entre as receitas e as despesas com ajuste extracontabil. d) Será apurado com base na receita bruta auferida mensalmente ou por meio de balanço de suspensão ou redução levantado de acordo com a legislação comercial e fiscal. c) É opcional a tributação com base no lucro real.000. 12.000. As pessoas jurídicas que tenham benefícios fiscais de redução do Imposto de Renda estão obrigados a que tipo de tributação? a) É obrigatória a tributação com base no lucro real. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 10 .c) O enquadramento é feito com base na receita bruta anual de duzentos e quarenta mil reais (R$ 240. quando será apurado o imposto definitivo? a) Será apurado no encerramento do ano-calendário com o levantamento do balanço patrimonial em 31 de dezembro do respectivo ano-calendário.00). Na opção pelo Lucro Real anual.00). com base apenas na legislação comercial sem observância da legislação fiscal. 13. 10. d) É obrigatória ao lucro arbitrado. com base na receita bruta auferida em todo o anocalendário. b) Está sujeita à tributação com base no Lucro Presumido. De que forma será apurado o imposto da pessoa jurídica que optou pelo Lucro Real anual? a) Será apurado trimestralmente com base no balanço de suspensão ou redução. d) Será apurado com base no Balanço Patrimonial levantado em 31 de dezembro. b) Será apurado no encerramento do ano-calendário. 11. sem utilização dos ajustes extracontabil para apurar o lucro real. c) Será apurado trimestralmente com base na receita bruta auferida. b) Está sujeita a tributação com base no lucro presumido.

exclusões e compensações. Instituições financeiras estão obrigadas a optar pelo Lucro Real? a) Sim. O lucro real é o próprio lucro tributável. b) Lucro real. b) Veja bem!! Tendo em vista que não são apenas efetuadas as adições de provisões e exclusões de reversões. Respostas 1. Quais são as formas de tributação simplificada das pessoas jurídicas? a) Lucro Real. Poderá optar também pelo Simples Federal. c) Não. a) É quase isto! Falta os ajustes das adições e exclusões prescritas ou autorizadas pela legislação fiscal.c) Está sujeita à tributação com base no Lucro Real anual. 14. d) Lucro Presumido e Simples. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 11 . c) O caminho não é este. Sua opção é obrigatória. esta não seria a resposta correta. por meio da escrituração contábil da empresa. tendo em vista que a forma presumida é aquela incidente sobre a receita bruta do trimestre. a) Veja bem! Tendo em vista que o Lucro Contábil é o lucro apurado. Lucro Arbitrado e Simples. exclusões e compensações. b) Não. b) OK. mas devem ser verificados o rol de adições. previstas na legislação vigente. com recolhimentos por estimativa. d) Não. Lucro Arbitrado e Simples. Somente podem optar pelo Lucro Presumido. não é isto! Reflita um pouco mais sabendo que Lucro Real é o lucro líquido contábil do período com ajuste de adições. c) Não. d) Será? Lucro Real significa o próprio lucro tributável? Pense melhor! 2. c) Lucro Presumido. 15. Lucro Presumido e Lucro Arbitrado. d) Está sujeito à tributação pelo Simples. É facultativa a sua opção.

a) Pense melhor.00). a) É quase isso. pois este critério é somente para o lucro real. você deve observar que a tributação é feita trimestralmente.00). 3. lembre-se do texto! 5. sabendo que o lucro arbitrado não é efetuado com levantamento de balanço de qualquer espécie. c) Cuidado! O contribuinte quando conhece a receita bruta pode arbitrá-la. a) Ok. b) Muito bem! Com o conceito do lucro líquido contábil e do lucro real bem definido você chegou à forma de apuração do lucro real. você esta aproveitando bem a leitura do texto e concluído de forma correta o enquadramento da tributação do lucro arbitrado.000. d) Não é bem isto que vimos antes. d) Reflita um pouco mais. c) Atenção: para apurar o lucro real.000.d) Parabéns!!! Você observou bem o conceito do lucro real para encontrar a resposta certa. b) Será? A apuração do lucro arbitrado não é quando a escrituração é desclassificada pelo fisco ou está incompleta? Reflita um pouco mais com este questionamento. A obrigatoriedade de apuração do lucro real é a receita total no ano-calendário anterior. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 12 .000. pois o Livro Caixa é utilizado apenas pelas pessoas jurídicas optantes pelo Simples Federal e Lucro Presumido. superior a quarenta e oito milhões de reais (R$ 48. observado a legislação vigente para cada tipo de opção. deve ter também os ajustes das exclusões e compensações. você observou bem o critério de apuração do lucro presumido. b) Pense bem!!! Este tipo de atividade está obrigada ao lucro real? Será? c) Bem observado.000. c) Está próximo da resposta. mas qual é a base de cálculo? b) Não! O caminho a seguir não é este. para não confundir com o lucro real. 4. a apuração deve ser trimestral. você conseguir encontrar a resposta certa. d) Pense melhor. mas não utilizando o saldo do Livro Caixa? d) Legal. a) Observe melhor o texto desta questão. sabendo que as compensações também fazem parte da apuração do lucro real. 6. com a fixação do limite de obrigatoriedade de tributação com base no lucro real em valor superior a quarenta e oito milhões (R$ 48.

10. na opção pelo lucro real anual a forma de apuração é esta. podendo a pessoa jurídica optar pelo balanço de suspensão ou redução. você está atento ao que já foi exposto. pois a data de encerramento de cada trimestre é o ultimo dia dos respectivos trimestres. d) O caminho não é este. 9. b) Este não é o limite da microempresa? c) Pense melhor. d) Não. A apuração do lucro real é efetuada com base no lucro líquido contábil ajustado extracontabilmente. c) Parabéns. a) Observe bem. este é o primeiro item da tabela. a apuração trimestral não é definitiva? b) Reflita. você observou bem os limites do texto. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 13 . a) O caminho não é este. na opção pelo lucro real anual. c) Observe que. a) Veja bem. b) Veja bem. b) Muito bem. os ajustes extras contábeis e apuração da diferença entre as receitas e despesas. d) Parabéns. Este não é o limite inicial da EPP! Aliás. pois a apuração é efetuada periodicamente. são utilizados para levantar balanço ou balancete patrimonial no encerramento do ano-calendário. está bem acima!! 8. c) Fique atento! Está muito alto este limite. você esta atento aos limites de opção pelo Simples Federal. 11. quando do levantamento de balanço de suspensão ou redução sempre é obrigatório os ajustes extracontabil. d) Muito bem.7. o limite é bem menos que este valor. a) É quase isto. a) Ok. esta é a apuração definitiva.

c) Parabéns. d) Não. são estas as formas de tributação simplificadas. b) Veja bem. a tributação trimestral é definitiva. a) O caminho não é este. a) Cuidado! O Lucro Real não é forma de tributação simplificada. 14 da Lei nº 9. a pessoa jurídica que tem benefício fiscal de redução é obrigada ao lucro real. c) Ok.b) O caminho a seguir não é este. Você observou bem a forma de tributação anual. não pode optar pelo Simples Federal. b) Reflita um pouco mais. c) Não. pois o simples tem regras próprias de tributação. d) Não! Está obrigada ao lucro real. a) Muito bem! Estas instituições são realmente obrigadas ao lucro real (art. d) Fique atento. 13. c) Pense melhor. sabendo que neste regime de tributação não tem incentivo fiscal. d) Veja bem. c) O caminho não é este.718/98). 15. d) Faltou a opção pelo Lucro Arbitrado para a resposta ser completa. pois. Verifique a IN SRF nº 34/2001. pois este é impeditivo! Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 14 . mas o Lucro Real. tendo em vista que a apuração definitiva do imposto é efetuada com base no balanço patrimonial levantado em 31 de dezembro. verifique o art. sabendo que a apuração trimestral é efetuada com a opção pelo lucro real trimestral ou pelo presumido. somente será opcional. a apuração do lucro real deverá ser observada também a legislação fiscal. não enquadrando nesta hipótese. não. 12. A tributação pelo Lucro Presumido é trimestral e definitiva para todo o anocalendário. cuidado com o termo: facultativo. portanto. no entanto sendo opcional no decorrer do período optar pelo arbitrado quando conhecida à receita bruta. b) Pense mais. se a pessoa jurídica abrir mão dos incentivos fiscais. a) Muito bem. b) O Simples é sim forma de tributação simplificada. não tem antecipações mensais. mas completa. 14. 246 do RIR/99.

será efetuado na data desse evento. e do imposto devido. (art. salvo nos casos em que as pessoas jurídicas incorporadora e incorporada. (Lei nº 9. 1º.430/96. (Lei nº 9. Forma de Apuração A apuração será procedida com o levantamento de Balanços ou Balancetes no encerramento de cada trimestre. art. 248 do RIR/99) Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 15 . Neste sistema não é permitida a antecipação do imposto durante o curso do ano-calendário. dos resultados não operacionais e das participações. 220 do RIR/99) Nos casos de incorporação. 1º.430/96.Módulo 2: Apuração Trimestral Opção A opção pelo lucro real trimestral será manifestada: − − com o pagamento da quota única ou primeira quota do Imposto de Renda (IRPJ) e. embora não tenha IRPJ e CSL. fusão ou cisão. 1º.430/96. art. observado a legislação comercial. Lucro Líquido do Período O lucro líquido do período a ser encontrado. o disposto no parágrafo acima. 235 do RIR/99. a apuração da base de cálculo e do imposto devido será efetuada na data do evento. como prevê o regime de tributação anual. art. (art. é o resultado apurado do lucro operacional. E será irretratável para todo o ano-calendário. 232 do RIR/99) No caso de apresentar Prejuízo Fiscal e base de cálculo negativa da CSL no trimestre. estivessem sob o mesmo controle societário desde o ano-calendário anterior ao do evento. § 1º) Na extinção da pessoa jurídica pelo encerramento da liquidação a apuração da base de cálculo. (Lei nº 9. § 2º) Ajustes ao Lucro Líquido Quando do levantamento do Balanço ou Balancete em cada trimestre o lucro líquido contábil deverá ser ajustado de acordo com a legislação comercial e fiscal para fins de determinação do Lucro Real e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro. (art. § 1º) Lembramos que. com a Contribuição Social sobre o Lucro (CSL). aplicase à pessoa jurídica incorporadora. e o IR e a CSL será considerado definitivo. observado o disposto nos §§ 1º a 5º do art. a partir de 1º de janeiro de 2000. a opção será manifestada e confirmada com a entrega da Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (DIPJ).

art.858-10/99. o valor da CSL deverá abranger as operações com os associados e não associados Lucros Disponibilizados no Exterior nos termos da IN SRF-213/2002 Rendimentos e Ganhos de Capital Auferidos no Exterior nos termos da IN SRF-213/2002. que prestem serviços gratuitos em benefício de empregados da doadora ou da comunidade onde atuem (artigo 365 do RIR/99) Arrendamento mercantil e aluguel de bens móveis ou imóveis. exceto quendo relacionados intrinsecamente com a produção ou comercialização dos bens e serviços (artigo 356 do RIR/99) Encargos de depreciação. De Seguros e de Capitalização e Entidades de Previdência Privada Despesas de Alimentação dos Sócios. quando não identificados os beneficiários (artigo 358 do RIR/99) Multas por Infração Fiscal. exceto Multas de Mora (compensatórias) Doações.858-10/99. lembrando que este resultado pode ser positivo (lucro) ou negativo (prejuízo): Imposto de Renda Sim Contribuição Social Obs: As cooperativas deverão informar a CSL sobre os resultados das operações com os não associados. Administradores e Sócios. artigo 2º) – Decorrentes do ajuste da diferença entre o IPC/90 e a BTN Fiscal Lucro Inflacionário Realizado Depreciação Acelerada Incentivada – Reversão (artigo 313 a 323 do RIR/99) Perdas Incorridas no Mercado de Renda Variável no Período de Apuração. 13º Salário e Encargos e Reservas Técnicas das Cias. nos termos do artigo 4º da lei 9. legalmente constituídas no Brasil. exceto as efetuadas à: Projetos de natureza Cultural aprovados pelo Pronac. autorizados por Lei Federal. que não se classifiquem em quaisquer hipóteses acima e que o regulamento do Imposto de Renda e da legislação da contribuição social não permita sua dedução. artigo 2º) Reserva Especial – Realização (Lei 8.200/91. Ajustes Decorrentes de Métodos – Preços de Transferências (artigo 240 a 245 do RIR/99) Variações Cambiais Passivas (MP 1.816/99.959/2000 Tributos e Contribuições com Exigibilidade Suspensa (artigo 151 do CTN) Provisões Indedutíveis. Entidades Civis sem Fins Lucrativos.249/95 e ADN Cosit-13/96) Ajuste de Obrigações e Créditos – Variações Cambial Amortizada (Lei 9. Férias. Acionistas e Administradores Despesas com Brindes Remuneração Indireta de Dirigentes. artigo 30) – opção a partir de 01/01/2000 Ajustes por Diminuição no Valor de Investimentos Avaliados pelo Patrimônio Líquido – Perdas em Operações Realizadas no Exterior (IN SRF-213/2002) Excesso de Juros Sobre o Capital Próprio (artigo 9º da Lei 9. 30 Variações Cambiais Ativas – Operações Liquidadas (Medida Provisória 1. No caso de cooperativa de consumo.Veja os ajustes ao lucro líquido do período de apuração trimestral. X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X Não Contribuição Social Sim Não ADIÇÕES X X X X X X X X X X X X X X X Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 16 . exceto. Institutos Ensino e Pesquisa sem Fins Lucrativos. amortização e baixa de bens – Diferença de correção monetária – IPC/BTNF Outras Adições. exceto Day-Trade (IN SRF-25/2001) Perdas em Operações Day-Trade no Período de Apuração Realização de Reserva de Reavaliação.

389 do RIR/99) Rendimentos e Ganhos de Capital Auferidos no Exterior – As pessoas jurídicas submetidas à apuração trimestral do imposto poderão excluir o valor relativo aos rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior do 1º ao 3º trimestres do ano-calendário Variações Cambiais Ativas (MP 1. adicionadas em período-base anterior Outras Exclusões. quando auferido pelo desapropriado Amortização de Deságio relativos a Investimentos Avaliados pela Equivalência Patrimonial Reversão de saldo não utilizado das Provisões não Dedutíveis. desde que se mantenham os livros e documentos exigidos pela legislação fiscal comprobatórios do prejuízo fiscal utilizado para compensação (artigos 509 a 515 do RIR/99 e Lei nº 9. ajustada pelas adições e exclusões. 1º). art. 12 da lei 9. 313 a 323 e PN CST-01/82 e 19/82 Exaustão Incentivada – Artigos. 2º. Se a pessoa jurídica explorar atividade rural a base negativa desta atividade poderá ser compensada com o resultado dessa Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 17 . ajustado pelas adições e exclusões (artigo 16 da lei 9. 146. 470 a 474 do RIR/99) Reversão dos Saldos das provisões Não Dedutíveis (art. 30) Variações Cambiais Passivas – Operações Liquidadas (MP 1. O prejuízo fiscal apurado pela pessoa jurídica que explorar atividade rural poderá ser compensado com o resultado positivo obtido nos trimestres subseqüentes. deverá demonstrar no LALUR separadamente o lucro ou prejuízo contábil e o lucro ou prejuízo fiscal dessas atividades (IN SRF-39.430/96) Resultados Não Tributáveis de Sociedades Cooperativas (art.858-10/99. 2º) Ganhos com Desapropriação de Imóveis para Reforma Agrária.· A pessoa jurídica que explorar outras atividades.Pessoas Jurídicas que optaram. assim como dos da atividade rural com lucro real de outra. 331 a 333 do RIR/99 e PN CST-153/72 e 44/77 Perdas Incorridas no Mercado de Renda Variável – Períodos de Apuração Anteriores Resultado Negativo de Variações Cambiais – parcela Diferida (Lei 10. À compensação dos prejuízos fiscais das demais atividades. sem limite (IN SRF-39/96. que não se classifiquem em quaisquer hipóteses acima e que o regulamento do Imposto de Renda e da legislação da contribuição social não permita sua dedução. a partir de 01/01/2000 Depreciação/Amortização Acelerada Incentivada – Artigos. 15.065/95).305/01. art. Os prejuízos fiscais da atividade rural correspondentes aos anos-calendário de 1986 a 1990 somente poderão ser compensados com o lucro real da atividade rural. art. sua compensação fica limitada a trinta por cento do lucro líquido do período-base atual. 30) .EXCLUSÔES Imposto de Renda Sim Não Contribuição Social Sim Não X X X X X Lucro da Exploração Correspondente à Exportação Incentivada – Befiex até 31/12/87 (artigos. além da atividade rural. art.065. sem o limite de trinta por cento (artigo 512 do RIR/99). art. • • • CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO • • Se a pessoa jurídica apurou base de cálculo negativa da CSL em períodos anteriores. § 2º). sua compensação fica limitada a trinta por cento do lucro líquido do período-base atual. parágrafo único). X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X COMPENSAÇÕES IMPOSTO DE RENDA DAS PESSOAS JURÍDICAS • Se a pessoa jurídica apurou prejuízo fiscal em períodos anteriores. art. O prejuízo fiscal da atividade rural apurado no trimestre poderá ser compensado com o lucro real das demais atividades apuradas no mesmo trimestre. 182 do RIR/99). § 5º e 184 do RIR/99) Lucros e Dividendos Derivados de Investimentos Avaliados pelo Custo de Aquisição Ajuste por Aumento no valor de Investimentos Avaliados pelo patrimônio Líquido (artigos. Obs: As cooperativas de consumo tem tributação idêntica a de outras pessoas jurídicas (artigos. apurado em trimestre subseqüente. aplica-se o limite de trinta por cento e compensação com lucros da mesma natureza. de 1995.858-10/99.

exclusões e eventual compensação de prejuízos fiscais. 3. 1º.000. 249 e 250 do RIR/99.000. Subtotal 5. Compensações Prejuízos Fiscais (30%) 6.000.00 Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 18 .• mesma atividade apurado em períodos subseqüentes.00 e R$ 5. da Lei nº 9. Apuração do Imposto O imposto devido com base no Lucro Real: Deve ser apurado por períodos trimestrais encerrados nos dias 31 de março.00 (8. ajustada pelas adições e exclusões previstas no quadro acima sem o limite máximo de redução de trinta por cento (30%). caso este resultado seja positivo. 30 de junho. No caso da exploração da atividade rural.00) 90. representado por adições. 2.00. importaram em R$ 90.00) 75.000.00. É importante observar que. trimestral. Exclusões 4. após análise dos art. prejuízos fiscais de períodos-base anteriores no montante de R$ 8. prejuízo contábil de R$ 10. (art.As despesas e custos não dedutíveis e as exclusões do período. Exemplo: Sabemos que: 1.000.000.A pessoa jurídica tem. respectivamente. a base de cálculo negativa desta atividadequando for utilizada para compensar com base de cálculo positivo das atividades em geral.000. 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano-calendário. Lucro Real (10. trimestral.430/96) Deve ser determinado mediante ajustes ao lucro ou prejuízo (contábil) do período-base. somente haverá compensação de prejuízos fiscais se o subtotal (lucro ou prejuízo contábil. ajustado pelas adições e exclusões) for positivo e observado o limite de 30% deste resultado. Adições 3.00) 67.00.000. deverá observar o limite de trinta por cento (30%). registrado na parte “B” do LALUR. Lucro Líquido (contábil) do período-base trimestral 2.A pessoa Jurídica apurou no encerramento do período-base. A determinação do Lucro Real (Parte “A” do LALUR) seria portanto: 1.000.00 (5.000.

00) Adicional (10% sobre R$ 7.249/95. fusão ou cisão e de extinção da pessoa jurídica pelo encerramento ou liquidação. PDTI/PDTA). mais uma alíquota de 10% (imposto adicional).PAT. (art. 3º. pagará o imposto referente à alíquota de 15% (quinze por cento) sobre o Lucro Real apurado de conformidade com o RIR/99 (art. Audiovisual. sobre o Lucro Real apurado. 542 do RIR/99). a alíquota de 15% (imposto normal).00 R$ 10. Este dispositivo aplica-se. e art. Exemplo: Com base nos dados do exemplo anterior deve-se aplicar. compensar o imposto retido na fonte e/ou o imposto pago a maior ou indevidamente. Cultura. 856 do RIR/99) Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 19 . e.000. 541 do RIR/99).430/96).000.00 R$ 67. até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração. Lucro Real Quanto ao Imposto Devido temos: Normal (15% sobre R$ 67. 4º. e à pessoa jurídica que explore atividade rural de que trata a Lei nº 8. nos casos de incorporação.050. Recolhimento do Imposto Recolhimento do Imposto O imposto devido em cada trimestre deve ser pago em quota única.750. §§ 2º e 3º da Lei nº 9. Criança e do Adolescente. civil ou rural. § 2º da Lei nº 9.00 Observação: Do imposto devido é permitido: • • deduzir os Incentivos Fiscais (Programa de Alimentação do Trabalhador . conforme dispõe o (art.00) Total do Imposto Devido R$ 10. inclusive. Sobre a parcela que exceder o valor resultante da multiplicação de R$ 20 mil pelo número de meses do respectivo período de apuração. Assim. a pessoa jurídica sujeita-se à incidência de adicional de imposto à alíquota de 10% (dez por cento).Cálculo do Imposto Alíquotas A pessoa jurídica seja o seu objeto comercial.00 R$ 700.023/90 (art.000.

Livros Comerciais e Fiscais 1.000. 5º. Livro Razão. art. 856 do RIR/99) Adicional O adicional do Imposto de Renda deve ser pago juntamente com o imposto apurado: − − mediante aplicação da alíquota de 10% (art. que modifiquem ou possam a vir a modificar a situação patrimonial da pessoa jurídica. em Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 20 . 543 do RIR/99) Escrituração Comercial e Fiscal Escrituração − − − − − A pessoa jurídica sujeita à tributação com base no lucro real deve manter escrituração com observância das leis comerciais e fiscais. bem como os lucros. 5º. art. parágrafo 3º e art. (Lei nº 9. 542. (Decreto-Lei nº 1.Opção da pessoa jurídica Poderá ser pago também. recolhido integralmente como receita da União. os atos ou operações da atividade. Livro Diário Devem ser lançados neste livro. os resultados apurados em suas atividades no território nacional. Parecer Normativo CST nº 108/78. e o imposto de valor inferior a R$ 2. Devem ser observadas normas dos artigos nº 178 a 182 da Lei 6.1. § 4º do RIR/99) e. art. parágrafo 2º) Juros As quotas do imposto serão acrescidas de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC) para títulos federais acumulados mensalmente. art.00 (dois mil reais) será pago em quota única. não sendo permitidas quaisquer deduções. Norma NBC T 2. aprovada pela Resolução CFC nº 563/83 e Deliberação CVM nº 29/86. Livro Registro de Inventário e o Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). em até 3 (três) quotas mensais.430/96. (Lei nº 9. calculados a partir do primeiro dia do segundo mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração. A pessoa jurídica é obrigada a seguir ordem uniforme de escrituração. diretamente ou por reprodução. (art. rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior (art. 251 do RIR/99). com vencimento no último dia útil dos três meses subseqüentes ao de encerramento do período de apuração a que corresponder. utilizando os livros e papéis adequados. parágrafo 1º) Nenhuma quota poderá ter valor inferior a R$ 1. iguais e sucessivas.430/96.000.00 (um mil reais). até o último dia do mês anterior ao do pagamento é de um por cento (1%) no mês do pagamento.404/76.430/96. cujo número e espécie ficam a seu critério (art. mecanizada ou não. (Lei nº 9. dia a dia.598/77. Optando pela forma de tributação com base no Lucro Real. 7º) A escrituração deverá abranger todas as operações do contribuinte. até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração. 5º. 257 do RIR/99). a pessoa jurídica está obrigada a manter a escrituração comercial devendo para isto escriturar o Livro Diário.

mas terá Termo de Abertura e Encerramento. Livro Razão Deverá ser mantido em boa ordem e segundo as normas contábeis recomendadas. assinados pelo Contabilista responsável e o Responsável pela empresa. (art. Lembramos que este livro não precisa ser registrado ou autenticado em qualquer repartição. da depreciação acelerada incentivada. bem como dos demais valores que devam influenciar a determinação do lucro real de períodos de apuração futuros e não constem da escrituração comercial. (art. tanto para escrituração manual como eletrônica. os lançamentos efetuados no Diário. 258 do RIR/99) 2. Este livro deve ter Termo de Abertura e de Encerramento e. do lucro inflacionário a realizar. mantidas as demais exigências e condições previstas na legislação. transcrever a demonstração do lucro real. por conta ou sub conta. A não manutenção deste livro.folhas numeradas seguidamente. Cada ciclo de escrituração de cada exercício. (art. 259 do RIR/99) 3. Este livro é utilizado para resumir e totalizar. As normas e procedimentos a serem adotados estão disciplinados na IN SRF nº 28/78. e. Ajustes A pessoa jurídica deverá: − − − lançar os ajustes do lucro líquido do período de apuração. gerente ou titular e do contabilista legalmente habilitado. manter o registro do controle de prejuízos fiscais a compensar em períodos de apuração subseqüentes. 263 do RIR/99) Não precisa ser autenticado. implicará o arbitramento do lucro da pessoa jurídica. Livro de Apuração do Lucro Real É um livro de preenchimento obrigatório (manual ou eletrônico) para as pessoas jurídicas que apurarem o Imposto de Renda com base no Lucro Real trimestral. encadernadas e registrado na Junta Comercial (empresa comercial) ou no Cartório de Registro Civil (prestadoras de serviços). é completado com a assinatura do diretor. nem registrado. obedecendo à ordem cronológica das operações. mas é de uso obrigatório. 262 do RIR/99) Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 21 . (art. da exaustão mineral com base na receita bruta. após a demonstração do lucro real. anual e sempre que suspender ou reduzir o valor devido do imposto. nas condições determinadas. A escrituração deverá ser individualizada.

documentos e papéis relativos a sua atividade. dos dispêndios com Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT. produtos manufaturados e em fabricação. 37) Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 22 . os livros. art.art. ou que se refiram a atos ou operações que modifiquem ou possam vir a modificar sua situação patrimonial. ficará a cargo do contribuinte ou de pessoa pelo mesmo designada. quando. (Decreto –Lei nº 486/69. (art. então. (art. enquanto não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes. 264 do RIR/99) Extravio. a pessoa jurídica fará publicar em jornal de grande circulação do local de seu estabelecimento aviso concernente ao fato e deste dará minuciosa informação. 257 do RIR/99) 4. devendo detalhar estoques que compõem o inventário de mercadorias. 262. (Lei nº 9. 261 do RIR/99) Se efetuada. IV do RIR/99). deterioração e destruição Havendo extravio. 268 do RIR/99) Conservação A pessoa jurídica é obrigada a conservar em ordem. Guarda de Documentos Responsabilidades A escrituração ficará sob a responsabilidade de profissional qualificado nos termos da legislação específica. documentos ou papéis de interesse da escrituração. deterioração ou destruição de livros. de forma a se averiguar a justeza dos valores nele inscritos.Deverá manter também os registros de controle dos valores excedentes a serem utilizados no cálculo das deduções nos períodos de apuração subseqüentes. exceto nas localidades em que não haja elemento habilitado. Vale Transporte – VT e outros previstos no Regulamento do Imposto de Renda. a fim de não provocarem detrimento ao resultado real do exercício. de maneira pormenorizadamente específica como dispõe a lei. (art. Livro Registro de Inventário Sua escrituração é obrigatória.430/96. art. 10) Comprovantes Os comprovantes da escrituração das pessoas jurídicas relativas a fatos que repercutam em lançamentos contábeis de exercícios futuros serão conservados até que se opere a decadência do direito de a Fazenda Pública constituir os créditos tributários relativos a esses exercícios. fichas. dentro de 48 horas. existentes na data do Balanço Patrimonial levantada ao fim de cada período de apuração. remetendo cópia da comunicação ao órgão da Secretaria da Receita Federal de sua jurisdição. matérias-primas e outros bens. (art. ao órgão competente do Registro do Comércio. os seus cálculos hão de ser precisos.

b) Sim. pois as pessoas jurídicas estão obrigadas à tributação pelo lucro real. d) Não tendo imposto e contribuição social a pagar. a pessoa jurídica não tem como confirmar a opção pelo lucro real. apresentamos 20 (vinte) questões sobre os assuntos abordados. com respostas auto-explicativas. c) Embora não tenha IR e CSL. e a entrega da DCTF. é irretratável para todo o ano-calendário. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 23 . a opção será manifestada e confirmada com a entrega da Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (DIPJ). Sucesso! Questões 1. A opção é definitiva. 2. d) Com o pagamento da quota única ou primeira quota do Imposto de Renda (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro (CSL). Cada questão apresenta uma única alternativa correta.Autoteste Com o intuito de revisar seus conhecimentos neste módulo. DIRF e carta a SRF confirmando a opção. a opção será manifestada e confirmada com a entrega da DIPJ. mesmo que tenha prejuízo fiscal em todo o trimestre de apuração. de forma prática e objetiva todo o conhecimento assimilado neste conteúdo. Havendo prejuízo fiscal e base de cálculo negativa da CSL durante o transcorrer do anocalendário. 3. DCTF. A opção não é definitiva. d) Não. DIRF e DIPJ. b) Embora não tenha IR e CSL. e a pessoa jurídica precisa pagar imposto. c) Não. onde você poderá testar. é irretratável para todo o ano-calendário. Se a pessoa jurídica optar pelo lucro real trimestral poderá alterar esta opção durante o transcorrer do ano-calendário? a) Não. b) Com a entrega da DCTF. A opção é definitiva. A opção pelo lucro real trimestral é manifestada de que forma? a) Pela entrega da Declaração de Rendimentos. como será manifestada e confirmada a opção pelo lucro real trimestral? a) A confirmação da opção somente se dará com o pagamento do IRPJ e CSL. c) Com o pagamento da quota única ou primeira quota do Imposto de Renda (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro (CSL).

como prevê o regime de tributação anual. b) Na data da entrega da DCTF e DIRF. exclusões e compensações de prejuízos fiscais. fusão. 6. c) A apuração será procedida com o levantamento do faturamento e das demais receitas operacionais do trimestre. c) É o resultado apurado do lucro operacional. pois a tributação pelo lucro real trimestral é definitiva. observada a legislação fiscal. A pessoa jurídica que optou pelo pagamento do IRPJ e da CSL pelo lucro real trimestral. exceto se a pessoa jurídica apresentar prejuízo fiscal durante o ano-calendário. Nos casos de incorporação. as antecipações são obrigatórias. esta obrigada a efetuar antecipações mensais deste imposto? a) Não. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 24 . e com base na receita bruta do trimestre. c) Não. 5. observada a legislação comercial. 7. dos resultados não operacionais e das participações. pois a tributação pelo lucro real trimestral é definitiva. d) Sim. Neste sistema não é permitida a antecipação do imposto durante o curso do ano-calendário. d) É o resultado apurado do lucro operacional. c) Será efetuada na data do evento.4. e com base na escrituração do livro Caixa. e o IR e a CSL será considerado definitivo. b) Não. d) A apuração será procedida com o levantamento de Balanços ou Balancetes no encerramento de cada trimestre. Qual é o conceito de lucro líquido do período? a) É o resultado contábil ajustado pelas adições. em que momento se dará à apuração da base de cálculo do imposto devido? a) Será efetuada na data da entrega da Declaração de Rendimentos. b) É o resultado fiscal ajustado pelo lucro operacional e não operacional do ano-calendário. dos resultados não operacionais e das participações. No regime de tributação pelo lucro real anual. d) Será efetuada na data da assinatura da FCPJ – Ficha Cadastral da Pessoa Jurídica. Qual a forma de apuração do lucro real trimestral? a) Com base na Receita Bruta Trimestral. cisão ou extinção da pessoa jurídica. b) Mediante a escrituração do livro Caixa.

até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração. podendo ser parcelado em três quotas mensais.800. c) Deve ser determinado mediante ajustes ao lucro ou prejuízo (contábil) do período-base.000.000. caso este resultado seja positivo. 11. exclusões e eventual compensação de prejuízos fiscais. exclusões e eventual compensação de prejuízos fiscais. corrigido pela taxa acumulada da SELIC. caso este resultado seja positivo. representado por adições.00. no valor de R$ 1.800. Como deve ser determinado o imposto devido com base no lucro real trimestral? a) Deve ser determinado mediante ajustes ao lucro ou prejuízo (contábil) do período-base. iguais e sucessivas.00.00 d) R$ 3.000. Pessoa jurídica apurou o imposto trimestral no montante de R$ 1. representado por adições. representado por adições. representado por adições. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 25 . 9. caso este resultado seja positivo. b) Deve ser determinado mediante ajustes ao lucro ou prejuízo (fiscal) do período-base.000.00 10.00 b) R$ 2. até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração. anual.00 c) R$ 8. Qual é o prazo de recolhimento do imposto devido com base no lucro real trimestral? a) O imposto devido em cada trimestre deve ser pago em três quotas mensais. apurou em um trimestre lucro real no montante de R$ 80. d) O imposto devido em cada trimestre deve ser pago em cota única. c) O imposto devido em cada trimestre deve ser pago em quota única. até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração. b) O imposto devido em cada trimestre deve ser pago em cota única. a) R$ 6. exclusões e eventual compensação de prejuízos contábeis. iguais e sucessivas.800. não podendo ser parcelado. trimestral. A pessoa jurídica deve recolher o imposto em quota única. podendo ser parcelado em três quotas mensais. exclusões e eventual compensação de prejuízos fiscais. Sendo o valor da parcela de R$ 1. d) Deve ser determinado mediante ajustes ao lucro ou prejuízo (contábil) do período-base. até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração. Determine o valor do adicional de Imposto de Renda neste período.000.8. trimestral. trimestral.00. pode dividi-lo em três parcelas? Qual o valor de cada parcela? a) Não.00. Pessoa jurídica tributada pelo lucro real trimestral. caso este resultado seja positivo.

d) Não. Ela deve manter somente a escrituração fiscal. recolhido integralmente como receita da União. O adicional do Imposto de Renda deve ser pago juntamente com o imposto apurado mediante aplicação da alíquota de 15% e. recolhido integralmente como receita da União. e o valor da parcela é de R$ 600. pois ela é uma despesa operacional. não sendo permitidas quaisquer deduções. pois ela é uma despesa não dedutível. não sendo permitidas quaisquer deduções. Diário e Razão deve manter também a escrituração do livro de Apuração do Lucro Real. c) Sim. pois está dispensada de manter a comercial. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 26 . A pessoa jurídica que optar pela tributação pelo lucro real trimestral deve manter escrituração comercial e fiscal? a) Não. d) Sim. pode.b) Sim. recolhido integralmente como receita da União. c) Sim. Ela deve manter. 12. Ela deve manter as duas escriturações. pois ela é uma despesa dedutível. não sendo permitidas quaisquer deduções. E o valor da parcela é de R$ 600.00. Sendo o valor da parcela de R$ 900. O adicional do Imposto de Renda deve ser pago juntamente com a CSL apurado mediante aplicação da alíquota de 15% e. 15. pois ela é uma despesa não operacional. não sendo permitidas quaisquer deduções. b) Não. b) Sim. A Contribuição Social sobre o Lucro deve ser adicionada na determinação do lucro real trimestral? a) Não. O adicional do Imposto de Renda deve ser pago juntamente com o imposto apurado mediante aplicação da alíquota de 15% e. O adicional do Imposto de Renda deve ser pago juntamente com o imposto apurado mediante aplicação da alíquota de 15% e. d) Não. juntamente com o livro Diário. c) Não. d) Não. Pessoa jurídica pode pagar o adicional do imposto de renda em separado do imposto normal? a) Sim. além das duas escriturações o livro Caixa.00. Pessoa jurídica tributada pelo lucro real está obrigada a escriturar e autenticar o livro Razão? a) Sim. Além dos livros Caixa. recolhido integralmente com a CSL. b) Sim.00. 14. 13. pode dividir somente em duas parcelas. c) Sim.

d) Livro de Apuração do Lucro Real. Razão e de Apuração do Lucro Real. 16. c) Sim. b) Sim. d) Sim. Autentica somente o livro Razão e não autentica o livro Diário. c) Sim. O que significa a palavra LALUR? a) Livro de Apuração do Lucro Rural. b) Não. 18. pois toda a documentação foi microfilmada. Encerrado cada período trimestral.b) Não. É obrigatório somente para as pessoas que levantem Balanço e/ou Balancetes de Suspensão ou Redução de imposto. c) Livro de Apuração do Lucro Contábil. Em qualquer forma de tributação do lucro real. d) Não. Somente é obrigatória a escrituração dos Livros Diário e de Apuração do Lucro Real. Diário. pois os documentos estão registrados no livro Diário. O LALUR é obrigatório para as pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real trimestral? a) Não. É obrigatória a escrituração do Livro Registro de Inventário pelas pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real trimestral? a) Não. d) Sim. É obrigatório somente para o lucro real anual. 19. d) Não. c) Não. Razão e o de Apuração do Lucro Real. Somente está obrigada a autenticar o livro Diário. b) Livro de Apuração do Lucro Comercial. pois a guarda de documento é obrigatória. c) Sim. pois a guarda de documento não é obrigatória. 17. juntamente com os Livros Diário e Razão. além dos Livros Caixa. podemos nos desfazer da documentação fiscal? a) Sim. no final de cada trimestre. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 27 . b) Sim. juntamente com os Livros Diário. É somente obrigatório para o lucro presumido.

O recolhimento do imposto é obrigatório. falta apenas um pequeno detalhe. c) Você não acha que é documento demais? Pense um pouco mais. As pessoas jurídicas obrigadas a optar pelo lucro real estão relacionadas no art. d) Tem sim! A pessoa jurídica não é obrigada a entregar a Declaração de Rendimentos? Analise melhor a questão. d) Pense bem. a) OK. com códigos específicos no DARF. 3. não temos outro meio de confirmarmos a opção. Neste caso. A resposta está correta. Cuidado para não preencher o DARF com o código errado. b) Comunicar o fato dentro de 48 horas à Junta Comercial e Receita Federal. parabéns. chegará lá.20. Esta é a resposta correta. d) Pense bem! Para optar não precisa entregar estas declarações. c) Será ? Consulte a legislação. b) Está chegando perto da resposta. 246 do RIR/99. b) Analise melhor esta resposta. Havendo extravio de documentos. Respostas 1. Pense mais um pouco. Se ela apura prejuízo fiscal não está obrigada a entregar a Declaração de Rendimentos para confirmar sua opção? Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 28 . não tem como corrigi-lo. qual o procedimento que a pessoa jurídica deve tomar? a) Comunicar através de jornal de bairro o extravio dos documentos e avisar a Junta Comercial dentro do prazo de 48 horas. b) É isto aí. a) É quase isto. 2. a) Não! Não é isso! E se você não tiver imposto a pagar? Pense um pouco mais que com certeza. basta pagar o imposto. ainda falta alguma coisa. c) Ir à repartição estadual e comunicar o fato dentro de 48 horas. após publicação em jornal de grande circulação. c) Parabéns. não esqueça de consultar o artigo 232 do RIR/99. d) Publicar o fato em jornal de bairro e comunicar a Receita Federal no prazo de 24 horas.

Esta é a resposta correta. §§ 1º e 2º. d) Infelizmente esta alternativa está distante da correta. d) Analise melhor sua resposta. c) Parabéns. parabéns! 5. A pergunta refere-se à base de cálculo do imposto. O lucro operacional mais os resultados não operacionais constitui o lucro liquido contábil. b) Veja bem. a) OK. A FCPJ não é assinada. Que forma de tributação exige o livro Caixa? Tente novamente. Para averiguar a veracidade da resposta. lembre-se de que estamos perguntando sobre o lucro contábil. a) Pense um pouco mais. d) É quase isto. Não esqueça de observar o disposto nos §§ 1º a 5º do art.430/96. a) A tributação é definitiva. art. 6. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 29 . caso a pessoa jurídica não tenha escrituração comercial. Você está assimilando bem o conteúdo. 7. consulte o art. b) Você está próximo da resposta. você chegou lá. 1º. Esta forma de apuração é do lucro presumido. é eletrônica. Atenção: Este resultado pode ser positivo ou negativo. 235 do RIR/99 e Lei nº 9. c) Parabéns. O que a DCTF e a DIRF tem a ver com a apuração da base de cálculo do imposto? c) OK. b) Esta resposta está distante da correta. falta apenas um pequeno detalhe. c) O lucro real não é a única forma completa de apuração de imposto? Para isto tem que apresentar escrituração comercial durante todo o período trimestral. a) Está distante da resposta! Pense mais um pouco! b) Pense bem. Veja que a pergunta se refere ao lucro real trimestral! Consulte novamente a pergunta e tente novamente. 220 do RIR/99. mas não é com base na Receita Bruta. d) OK. 8. Livro Caixa é uma obrigatoriedade do Simples e do Lucro Presumido. a) Atenção! Este conceito refere-se ao lucro real. Pense nisto e identifique a alternativa correta.4. Consulte o artigo 248 do RIR/99.

é trimestral. 12. e o parcelamento? c) Pense um pouco mais. tais como: qual é o valor permitido para parcelar. até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração. e a atualização do tributo? d) OK. imposto de valor inferior a R$ 2.000.00. É isso aí. c) Não é isto não.00 deve ser pago em quota única e. Tente de novo! 10.00 deve ser pago em quota única.000. d) O caminho não é bem este. A pessoa jurídica ajusta o lucro contábil mediante adições. a) Não é isto não.b) Pense bem.000. A forma de pagamento do imposto fica a critério do contribuinte. c) Verifique o texto. Você assimilou o conceito de lucro presumido. Se o imposto é inferior a R$ 2.000. b) Pense bem. falta apenas um pequeno detalhe. A pessoa jurídica não pode dividir este imposto em três quotas. Faltam outras considerações. Lembre-se que não é por estimativa.000.00 (um mil reais) e o imposto de valor inferior a R$ 2.00 não há divisão em quotas. E esta resposta seria do lucro real anual. b) Parabéns. antes do cálculo tem parcela a deduzir.000.00 (dois mil reais) será pago em quota única. exclusões e compensações fiscais e não contábeis. a) Veja bem. d) Pense bem. mas se optar em parcelar não pode esquecer de atualizar o tributo. mas. pois a questão refere-se ao lucro real trimestral. 11. nenhuma quota deve ser inferior a R$ 1. e se a pessoa jurídica resolver pagar em quota única? b) É quase isto. portanto deve ser pago em quota única. a) Faltou pouco para você acertar! Imposto de Renda não é uma coisa só? Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 30 . O pagamento do imposto em quota única ou parcelado é a critério do contribuinte. c) Analise com cuidado. Existe uma diferença entre lucro fiscal e contábil. 9. Nenhuma quota poderá ter valor inferior a R$ 1. d) Você está confundindo as alíquotas. a) Parabéns. Você está próximo da resposta. pois imposto de valor inferior a R$ 2.

a) Veja bem. b) Parabéns! De acordo com a Lei nº 9. a) Sim. A tributação pelo lucro real é fiscal. Lucro contábil se apura na contabilidade e não em livro. A CSL é uma despesa. juntamente com o livro Diário. mas não é isso. 15. A CSL é uma despesa operacional. A CSL é uma despesa operacional pela legislação comercial. O prazo de autenticação não é este. d) Analise melhor esta questão. o livro Razão é obrigatório a partir de 1992. mas não precisa ser registrado ou autenticado. a) Pense melhor. c) Veja bem. pense mais um pouco. 14. d) Pense bem. Razão. a) Palavras semelhantes. Você está assimilando bem a matéria. d) Pense bem.b) Pense bem. . Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 31 . c) Veja bem. b) Lucro comercial não tem nada a ver com o lucro fiscal. Somente o livro Diário deve ser registrado e autenticado. c) Cuidado. Os tributos são recolhidos em DARF separados. a diferença é em relação à legislação fiscal. A pessoa jurídica deve manter as duas escriturações (Livro Diário.316/96. 13. verifique a Lei nº 9. b) OK. caso este não tenha escrituração comercial. embora tenha destaque específico na Demonstração do Resultado do Exercício – DRE. b) Parabéns. Inventário e Livro de Apuração do Lucro Real). d) Preste atenção: Autentica-se somente o livro Diário. verifique a tabela com a relação das adições e exclusões do lucro real. 16. c) OK. c) Atenção! O livro Caixa só é obrigatório para o Lucro Presumido. Os tributos são recolhidos em DARF separados. O livro Caixa não é exigido nesta forma de tributação.316/96 ela é uma despesa operacional não dedutível na determinação do lucro real.

c) A repartição estadual não tem nada a ver com a Receita Federal! d) Pense mais um pouco. os livros. O livro Registro de Inventário é obrigatório. 260. Lucro real é lucro fiscal. Ele é obrigatório também para as outras formas de apuração do lucro real. Verifique o art. enquanto não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes. Este é o procedimento correto. 17. a) Ele é obrigatório também para as outras formas de apuração do lucro real. A escrituração do LALUR é obrigatória tanto para a forma trimestral. e IN SRF nº 28/78. b) Parabéns. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 32 . b) Cuidado! Lucro presumido não é forma simplificada? c) Pense bem. 18. III do RIR/99. 264 do RIR/99).d) OK. Você esta realmente assimilando a matéria. d) Cuidado. d) Parabéns. A documentação é necessária. a) Pense bem. anual ou de suspensão e redução do imposto. faltou um livro: o LALUR. O Livro Caixa não é a da forma presumida? 19. a) Veja bem. c) Pense bem. documentos e papéis relativos a sua atividade. A pessoa jurídica é obrigada a conservar em ordem. a) Pense bem. 20. ou que se refiram a atos ou operações que modifiquem ou possam vir a modificar sua situação patrimonial (art. É quase isto. b) Preste atenção. d) Parabéns. b) OK. A guarda de documentos é obrigatória. Como a pessoa jurídica vai poder comprovar os gastos? c) Veja bem. pois é quase isto.

Da venda de mercadorias adquiridas para revenda. incorporação imobiliária e venda de imóveis construídos ou adquiridos para revenda. ou o produto intermediário ou o material de embalagem tenham sido fornecidos por quem encomendou a industrialização. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 33 . inclusive no caso de atividade de construção por empreitada.Módulo 3: Apuração Anual Opção e Forma de Apuração Lucro Real Estimado Opção A adoção pela forma de pagamento do Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social (CSL) com base na receita bruta será irretratável para todo o ano-calendário e será manifestada com o pagamento do imposto correspondente ao mês de janeiro ou de inicio de atividade. Vejamos a seguir maiores detalhes dessas duas formas de apuração do IR e da CSL. quando houver emprego de materiais em qualquer quantidade. Das atividades de loteamento de terrenos. a saber: − − Receita Bruta e. Do transporte de cargas. De outras atividades não caracterizadas como prestação de serviços. Balanços ou Balancetes de Suspensão ou Redução. De serviços hospitalares. Da atividade rural. Da industrialização de produtos em que a matéria-prima. (artigos 221 e 232 do RIR/99) Forma de Apuração São duas as formas de apuração do Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro. Valores que podem ser excluídos da Receita Bruta: As vendas canceladas e as devoluções de vendas. Receita Bruta A Receita Bruta é aquela proveniente: Da venda de produtos de fabricação própria.

1/120 do saldo do lucro inflacionário acumulado. c.Os descontos incondicionais concedidos. Sobre o valor da receita bruta mensal devendo serem aplicados os percentuais correspondentes Considerações sobre algumas atividades. para gozo de redução da alíquota do imposto. Integram. contido no valor dos bens ou dos serviços ou destacados na nota fiscal. da prestação de serviços e de outras atividades compreendidas no objeto da empresa apresentado no módulo Receita Bruta. ou seja. entendidos como tais. àqueles constantes da Nota Fiscal de Venda dos bens ou da fatura de serviços e não dependentes de evento posterior à emissão desses documentos. Atividades diversificadas No caso de exploração de atividades diversificadas. (artigos 223 do RIR/99) Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 34 . Ganhos de capital e outras receitas ou resultados auferidos no mês (por inteiro). sobre a receita bruta mensal proveniente das vendas de mercadorias ou produtos. Resultado da aplicação dos percentuais da atividade. não dependente de nenhuma condição futura. d. Determinação da Base de Cálculo IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) A base de cálculo do imposto mensal será a somatória dos seguintes valores: (artigos 223 do RIR/99) a. IPI incidente sobre as vendas e ICMS devido pelo contribuinte substituto. no regime de substituição tributária. será aplicado sobre a receita bruta de cada atividade o respectivo percentual. b. salvo se tiver havido opção pela sua realização acelerada. também a Receita Bruta os seguintes valores: 12- ICMS incidente sobre a vendas e o ISS incidente sobre os serviços. Custo do financiamento.1995. nas vendas a prazo.12. existente em 31. geradoras de receita 1. não compreendidos na receita bruta proveniente das atividades de venda de produtos de fabricação própria.

inclusive representação comercial e corretagem (de seguros. para os quais não esteja previsto percentual específico. Venda de mercadorias ou produtos (exceto revendas de combustível para consumo Transporte de cargas Serviços hospitalares Atividade rural Atividades imobiliárias Industrialização de produtos em que a matéria-prima ou o produto intermediário ou o material de embalagem tenham sido fornecidos por quem encomendou a industrialização Construção por empreitada. inclusive os prestados por sociedades civis de profissões regulamentadas. sem o emprego de materiais. Instituições financeiras e entidades a elas equiparadas. • • • • • • • • 8% • • 16% • • • • • • • 32% Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 35 . Serviços de transporte (exceto o de carga Serviços (exceto hospitalares. Intermediação de negócios.Percentuais Correspondentes Percentuais aplicáveis sobre a receita 1. quando houver emprego de materiais próprios. ou seja. de imóveis etc). para a qual não esteja previsto percentual especifico. locação ou cessão de bens imóveis. em qualquer quantidade. quando houver emprego unicamente de mão-de-obra. de transporte e de sociedades civis de profissões regulamentadas) prestados com exclusividade por empresas com receita bruta anual não superior a R$ 120.00. Administração de consórcios Hotelaria e estacionamento. móveis e direitos de qualquer natureza. álcool etílico carburante e gás natural. Serviços em geral. Atividades de factoring. Qualquer outra atividade (exceto prestação de serviços). Administração.000. Construção por empreitada.6% Espécies de atividades geradoras da receita • Revenda para consumo de combustível derivado de petróleo.

(art. nos termos da IN SRF nº 21/79. e art. Receitas decorrentes de contratos de longo prazo Nos contratos com prazo de execução superior a um ano de construção por empreitada ou de fornecimento a preço predeterminado de bens ou serviços a serem produzidos.000. declarado em seus atos constitutivos. impondo-se o pagamento das diferenças de imposto apuradas em cada mês. será computada na receita bruta. o montante efetivamente recebido relativo às unidades imobiliárias vendidas. 5º da Lei nº 9. 5º. §§ 4º a 6º. e § 2º. e o seu custo de aquisição. constante da Nota Fiscal de Entrada. bem como a venda de imóveis construídos ou adquiridos para revenda.716/98 e IN SRF nº 152/98) Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 36 . 40 e 223.00. parte do preço total da empreitada ou dos bens ou serviços a serem fornecidos. o qual deve corresponder ao preço ajustado entre as partes. de transporte e os relativos ao exercício de profissões legalmente regulamentadas) poderá utilizar o percentual de 16% enquanto a sua receita bruta acumulada no ano em curso se comportar dentro do limite de R$ 120.2. Atividade Imobiliária As pessoas jurídicas que explorem atividades imobiliárias relativas a loteamento de terrenos. a compra e a venda de veículos automotores computarão como receita de vendas de veículos usados (adquiridos para revenda ou recebidos como parte do preço da venda de veículos novos ou usados) a diferença entre o valor pelo qual o veículo usado houver sido alienado. II a IV. retroativamente ao mês de janeiro do ano em curso. da percentagem do contrato ou da produção executada em cada mês. Comercialização de veículos automotores . (artigo 227 do RIR/99) 4. da Lei nº 9. A pessoa jurídica exclusivamente prestadora de serviços A pessoa jurídica exclusivamente prestadora de serviços (exceto serviços hospitalares. a pessoa jurídica que houver utilizado o percentual de 16% ficará sujeita ao percentual normal de 32%.Receita de venda de veículos usados As pessoas jurídicas que tenham como objeto social. §§ 4º e 5º. constante da Nota Fiscal de Venda. Se a receita bruta acumulada até determinado mês ultrapassar o referido limite. Dentro do prazo mencionado no item anterior.249/95 do RIR/99 e 3º. observando-se os artigos: 227. da IN SRF nº 93/97) 5. determinada mediante a aplicação sobre esse preço total. até o último dia útil do mês subseqüente ao da verificação do excesso. 3. parágrafo único e 407 a 409 do RIR/99. da IN SRF nº 93/97) Observando-se que: 1. construção de prédios destinados à venda. as diferenças de imposto poderão ser pagas sem acréscimos moratórios. 2. (artigos. incorporação imobiliária. deverão considerar como receita bruta.

destinada à constituição de provisões ou reservas técnicas. empresas de seguros privados e de capitalização e entidades de previdência privada aberta. da IN SRF nº 93/97) Deduções: 1. 7. sociedades de crédito. valores mobiliários e câmbio e sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários: • • • • • • despesas incorridas na captação de recursos de terceiros despesas com obrigações por refinanciamentos. caixas econômicas. 3º. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 37 . despesas de cessão de créditos. §§ 8º e 9º. 2. valores mobiliários e câmbio. valores mobiliários e câmbio. empresas de arrendamento mercantil. empresas de seguro e entidades equiparadas: No cálculo do lucro estimado dos bancos comerciais. devido a falta de norma explicitas sobre essa questão 6. o percentual de 16% aplica-se sobre a receita bruta ajustada pelas seguintes deduções: (artigos. 223. sociedade de seguro. respectivamente. perdas com títulos e aplicações financeiras de renda fixa. e 226 do RIR/99 e art. distribuidoras de títulos e valores mobiliários. sociedades de crédito imobiliário. sociedade corretora de títulos. Instituições financeiras. assim como a parcela dos prêmios destinada à constituição de provisões ou reservas técnicas. os valores referentes a cancelamentos e restituições de prêmios que houverem sido computados em conta de receita. a parcela das contribuições e dos prêmios. sociedades corretoras de títulos. Integrarão também a receita bruta Os rendimentos obtidos em aplicações financeiras de renda fixa de titularidade de instituição financeira. conforme o nosso entendimento. é de 8%. perdas nas operações de renda variável. 3. No caso de empresas de seguros privados. No caso de instituições financeiras. “b”. No caso de entidades de previdência privada abertas e de empresas de capitalização. como se trata de operação de venda de mercadoria. de previdência e de capitalização. sociedade distribuidora de títulos e valores mobiliários ou sociedade de arrendamento mercantil. bancos de desenvolvimento. cooperativas de crédito. financiamento e investimento. despesas de câmbio. empréstimos e repasses de recursos de órgãos e instituições oficiais e do exterior. sociedades corretoras de títulos. o co-seguro e o resseguro cedidos. bancos de investimento.O percentual aplicável sobre essa receita. II.

2.199-14/2001) Valores que não entram na base de cálculo Não entram na base de cálculo do imposto mensal estimado: − − − − − − Os rendimentos produzidos por aplicações financeiras de renda fixa. Os lucros e os dividendos recebidos de participações societárias avaliadas pelo custo de aquisição. A reversão de saldo de provisões anteriormente constituídas. É vedada a dedução de qualquer despesa administrativa. parágrafo único. para a carteira própria das entidades referidas no item anterior. (art. com base no lucro real.Os ganhos líquidos e rendimentos auferidos nas operações de renda variável realizadas em bolsa. Os ganhos líquidos auferidos em operações financeiras de renda variável. 223. submetidos à incidência do Imposto de Renda na fonte. do RIR/99. 7º da IN SRF nº 93/97) Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 38 . se submetidos à tributação mensal separadamente. ou por meio de fundos de investimento.167/91 poderão efetuar aplicação em incentivos fiscais regionais e se beneficiarem das reduções acima mencionadas. (art. § 1º.ADA) não comporão a base de cálculo do imposto na proporção do benefício a que a pessoa jurídica submetida ao regime de tributação. 9º da Lei nº 8. autorizado por órgão competente. O resultado positivo da avaliação de investimentos pela equivalência patrimonial. Receitas provenientes de atividades incentivadas As receitas provenientes das atividades incentivadas (como no caso das empresas instaladas nas áreas da Agência de Desenvolvimento do Nordeste – ADENE ou da Agência de Desenvolvimento da Amazônia .· As recuperações de créditos que não representem ingresso de novas receitas.5% do imposto serão computadas na base de cálculo pela parcela equivalente a 62.226. (Medida Provisória nº 2. É oportuno observar que somente as empresas que tiverem projetos próprios aprovados com base no art. do RIR/99) 8.5%. do RIR/99) Atenção: 1. e art. auferidos em decorrência da participação em outras sociedades. (artigo 225. § 6º. As receitas provenientes de atividades que gozam de isenção total não entram na base de cálculo do imposto mensal estimado. Os juros remuneratórios do capital próprio. fizer jus. As receitas provenientes de uma atividade que goza de redução de 37. no mercado de balcão organizado.

f. receitas e resultados auferidos no mês. e. decorrentes da atualização monetária de direitos de crédito e obrigações expressos em moeda estrangeira. d.249/95.01. não compreendidos na receita bruta de vendas e serviços. deduzida dos encargos necessários à sua percepção. variações monetárias ativas. (art. § 4º.CSL (Contribuição Social s/ Lucro) A base de cálculo da CSL devida em cada mês corresponderá à soma dos seguintes valores: (artigos. ganhos auferidos em operações de cobertura (hedge) realizadas em bolsas de valores. coligadas ou interligadas. da Lei nº 9. à opção da pessoa jurídica. rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa. g. em bens e direitos avaliados a preços de mercado. controladas. nesse caso. as receitas de variações cambiais. com a alteração introduzida pela MP nº 22/2002 e artigos. receitas e resultados auferidos no mês. juros remuneratórios do capital próprio pagos ou creditados por sociedade da qual a empresa seja sócia ou acionista.532/97). c. a título de devolução de patrimônio. Especificações das Demais Receitas Ganhos de capital (lucros) obtidos na alienação de bens do ativo permanente e demais ganhos. 17. 30 da MP nº 2. atual MP nº 2. ganhos líquidos de operações financeiras de renda variável. proveniente das atividades que constituam objeto da empresa segundo definição válida para o Imposto de Renda.15835/2001) b. caos a locação dos bens Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 39 . de mercadorias e de futuros ou no mercado de balcão. e o valor dos bens e direitos que tenham sido entregues para a formação do referido patrimônio. ao titular ou aos sócios ou acionistas. ganhos de capital auferidos na alie-nação de participações societárias permanentes em sociedades coligadas ou controladas e de participações societárias que permaneceram no ativo da pessoa jurídica até o término do ano-calendário subseqüente ao de suas aquisições. (artigo. 20 da Lei nº 9. a diferença entre o valor em dinheiro ou o valor dos bens e direitos recebidos de instituição isenta. o ganho de capital corresponderá à diferença entre o valor de mercado e o valor contábil dos bens ou direitos entregues. observando-se que. “a”. receita de aluguel de bens. d. b. ganhos de capital auferidos na devolução de capital.113-27/2001. e.430/96) a. rendimentos auferidos em operações de mútuo realizadas entre pessoas jurídicas controladoras. inclusive: a. 29 e 30 da Lei nº 9. 12% da receita bruta auferida nos meses. a partir de 1º. Ganhos de capital obtidos na alienação de bens pertencentes ao ativo permanente e demais ganhos. serão consideradas. se a locação dos bens não estiver compreendida no objeto da empresa. c.2000.

observando-se que a dedução cumulativa desse incentivo. Pessoa Jurídica 12- no momento da liquidação da operação correspondente (regime de caixa) ou. até 3% do imposto. Programa Trabalhador (PAT) Alimentação do Limites até 4% do imposto. observadas as demais condições pertinentes. de produção de obras audiovisuais cinematográficas brasileiras. Doações e patrocínios realizados em favor de projetos culturais previamente aprovados pelo Ministério da Cultura c. h. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 40 . aplicando-se a opção escolhida para todo o ano-calendário. b.estiver compreendida no objeto da empresa. pelo regime de competência. respeitados os limites máximos indicados: (artigos 229. juros equivalentes à SELIC. com o incentivo referido na letra “b”. fica limitada a 4% do imposto. até o limite de 1% do imposto. observadas as demais condições pertinentes. 475 a 489. vedada a dedução da doação como despesa operacional. Valores aplicados na aquisição primária de Certificados de Investimento em projetos. até 4% do imposto. desde que os Certificados de Investimento tenham sido emitidos e colocados no mercado com observância das normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários d. Doações aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente. relativos a impostos e contribuições a serem restituídos ou compensados. previamente aprovados pelo Ministério da Cultura. os aluguéis serão computados na receita bruta sobre a qual se aplica o percentual de 12%. 543 e 581 a 588 do RIR/99) Incentivos Fiscais de a. Deduções e Compensações IRPJ Dedução de Incentivos Fiscais Poderão ser deduzidos do imposto mensal de 15% os incentivos fiscais a seguir relacionados.

o imposto pago separadamente sobre ganhos líquidos de operações financeiras de renda variável. inclusive no ajuste anual. da IN SRF nº 93/97) Compensação de imposto retido na fonte ou pago sobre receitas computadas Pode ser deduzido do imposto mensal o valor do imposto de renda pago ou retido na fonte sobre receitas que integraram a base de cálculo do imposto mensal. (artigo.Considerações: − Os limites de dedução desses incentivos fiscais são calculados. (artigos. o imposto pago pela agência de propaganda. pelo fornecimento de bens ou serviços. que compreende: (artigos 229. exclusivamente: com base no imposto devido à alíquota de15% (sem o adicional de 10%) diminuído da parcela do imposto incidente sobre lucros. a título de: o remuneração de serviços profissionais. e 23. incidente sobre serviços de propaganda e publicidade. em virtude de rescisão de contratos. rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior (artigos. o comissões e corretagens ou qualquer outra remuneração pela intermediação de negócios. 9º. inclusive indenização. §§ 3º e 4º. em virtude do limite de dedução do imposto. e 543 do RIR/99) − − O incentivo do PAT. vigilância e locação de mãode-obra. o serviços de limpeza e conservação de imóveis. que exceder o limite de 4% do imposto poderá ser aproveitado até o segundo ano-calendário subseqüente. § 11. segurança. o multas ou quaisquer outras vantagens. 394. que não puderem ser aproveitados no mês da realização dos dispêndios incentivados. 582 do RIR/99) Os incentivos referidos no quadro anterior. §4º. − − Considerações: Do imposto mensal calculado por estimativa não poderão ser deduzidos: − − o imposto retido na fonte sobre rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa nem. 647 a 651. calculado com base nas despesas de custeio incorridas no mês. 653 e 681 do RIR/99) − o imposto retido na fonte sobre rendimentos pagos ou creditados por outras pessoas jurídicas. poderão ser aproveitados nos meses subseqüentes até o mês de dezembro do ano-calendário em curso. efetuados por órgãos públicos federais. sempre respeitando o referido limite. o imposto retido na fonte sobre pagamentos. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 41 .

Observando-se que o saldo a restituir ou a compensar apurado em 2001 pode ser compensado com o imposto mensal devido a partir de janeiro de 2002. do imposto mensal: 1. (artigos 64 da Lei nº 9. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 42 .430/96 e 5º da IN Conjunta do SRF/STN/SFC nº 23/2001) Os saldos da CSL a restituir ou a compensar apurados em anos-calendário anteriores. O saldo de Imposto de Renda a restituir ou a compensar apurado em anos-calendário anteriores. nos quais a empresa foi submetida à apuração anual do lucro real. a compensação requererá processo específico na Receita Federal. pelo fornecimento de bens e serviços. Observando-se que se o pagamento indevido ou a maior se referir a imposto de outra espécie ou a contribuição. Os pagamentos indevidos ou "a maior" que o devido. relativos a impostos ou contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. (AD SRF nº 3/2000) 2.Por quê? Porque os rendimentos e ganhos líquidos submetidos a essas formas de tributação não integram a base de cálculo do imposto Outras deduções permitidas Poderão ser deduzidos. nos quais a empresa foi submetida à apuração anual do lucro real. acrescido de juros. também. a ser pago a partir de fevereiro de 2002. (artigos 890 e 891 do RIR/99) CSL Deduções do valor da contribuição devida Do valor da CSL devida em cada mês poderão ser deduzidos: − − O valor da CSL retida na fonte sobre pagamentos efetuados por órgão da administração pública federal.

069/95.00 x 32% R$ 236.950. R$ 2. acrescido de juros calculados de acordo com as mesmas regras aplicáveis ao cálculo de juros sobre o saldo a compensar do IRPJ. respectivamente. sobre a base de cálculo determinada de acordo com os percentuais exposto no quadro anteriormente: (artigo 228 do RIR/99) − − Alíquota de 15% sobre a totalidade da base de cálculo apurada. Neste caso. a compensação dependerá de processo específico na Receita Federal.000.00 R$ 121.00 x 8% R$ 380.000.250/95 e 73 da Lei nº 9. a ser paga a partir de fevereiro de 2002. Cálculo do Imposto IRPJ O imposto mensal será calculado mediante a aplicação.600.00 R$ 50. 8% e 32%.000. Temos: .00 Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 43 .00 . os percentuais a serem aplicados sobre a receita de venda de mercadorias e de serviços serão.00.Observando-se que o saldo a restituir ou a compensar apurado em 2001 pode ser compensado com a CSL mensal devida a partir de janeiro de 2002.532/97).000.383/91. Observados as normas do artigo 74 da Lei nº 9. − Os pagamentos indevidos ou "a maior" que o devido.950. relativos a impostos ou contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal (artigos.000. Exemplo 1.00 R$ 70. 66 da Lei nº 8.000. 39 da Lei nº 9. sobre a base de cálculo que exceder a R$ 20.430/96 Esses valores somente poderão ser deduzidos da CSL mensal se ainda não tiverem sido deduzidos da CSL devida em mês anterior. Adicional de 10% .000. 58 da Lei nº 9.00 R$ 380. Receita de venda de Mercadorias Receita de Serviços Ganho de Capital na venda de Bens do Ativo Permanente Demais Receitas R$ 2. 2.000. se o pagamento indevido ou a maior se referir a imposto ou a outra espécie de contribuição.

600.640.00 x 9% R$ 46. Temos: .000. Dessa forma a determinação da base de cálculo estimada será: Ganho de Capital Demais Receitas Base de Cálculo 4.00 IRPJ a Pagar CSL A CSL mensal será calculado mediante a aplicação.00 R$ 519. 2.00 R$ 50.00 IRPJ devido IRPJ devido Dedução: incentivo fiscal de 4% Sobre R$ 71.00 x 15% Adicional de 10% sobre R$ 457.60 R$ 114. Receita de venda de Mercadorias Receita de Serviços Ganho de Capital na venda de Bens do Ativo Permanente Demais Receitas R$ 71.760.00 R$ 399.600. Alíquota de 9% sobre a totalidade da base de cálculo apurada.534.00 R$ 2.950.00 .00 R$ 70. E o cálculo do Imposto de Renda será: R$ 477.00 R$ 477.600.00 R$ 45.40 R$ 70.600.000.00 R$ 117.600.000.865.00 R$ 380.00 R$ 2.000.000.764.3.00 R$ 50.400.330.000.00 R$ 50.000. sobre a base de cálculo determinada de acordo com o quadro apresentado anteriormente.600.000.00 Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 44 . Com esses dados a determinação da base de cálculo estimada será R$ 3.640.000.400. Cálculo da CSL: R$ 519.00 x 12% Ganho de Capital Demais Receitas Base de Cálculo 3. Exemplo 1.00 R$ 117.00 R$ 70.

Observe-se que inclusive o pagamento da CSL e do imposto mensal relativo ao mês de janeiro do ano calendário pode ser suspenso ou reduzido. artigo 858 do RIR/99 e artigos 6º e 28 da Lei 9. reduzir o valor da CSL e do imposto a pagar ao montante correspondente à diferença positiva entre a CSL e o imposto devido sobre o lucro real do ano-calendário em curso. correspondente aos meses anteriores do mesmo ano-calendário. com base em balanço ou balancete levantado nesse mês. Exemplificando: No balanço ou balancete de fevereiro. se dentro do ano em curso) até o último dia do mês cujo imposto se pretende suspender ou reduzir. e assim sucessivamente. calculado com base no lucro real do ano-calendário em curso. O imposto devido em cada mês deverá ser pago até o último dia útil do mês subseqüente ao mês de apuração.Antecipações Mensais Recolhimentos mensais Os recolhimentos mensais são antecipações do devido no encerramento do ano-calendário em que será apurados o IRPJ e CSL definitivos com base no lucro líquido contábil ajustado pelas adições e exclusões prevista na legislação vigente. correspondente aos meses anteriores do mesmo ano-calendário. mediante levantamento de balanços ou balancetes periódico: − suspender o pagamento do imposto e contribuição relativo ao mês em que levantar balanço ou balancete. No balanço ou balancete de março. apura-se o resultado acumulado de janeiro a março. inclusive o adicional. for igual ou inferior à soma do imposto pago. ou. quando o valor da CSL e do imposto devido. caso tenha sido apurado prejuízo fiscal ou o imposto calculado sobre o lucro real apurado tenha sido inferior ao calculado por estimativa.430/96) Suspensão ou Redução Condições As pessoas jurídicas que optaram pelo pagamento mensal do IRPJ e da CSL por estimativa podem. e a soma dos impostos e CSL pagos. Dessa forma. deve ser apurado o resultado acumulado do ano em curso e não apenas o resultado do mês cujo imposto se deseja suspender ou reduzir. por ocasião do levantamento de cada balanço ou balancete. até esse mês. apura-se o resultado acumulado de janeiro e fevereiro. • Observe que nessa sistemática não se encerram as contas de resultado Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 45 . − Apuração Os balanços ou balancetes levantados para fins de suspensão ou redução do IRPJ e CSL devem abranger o período de 1º de janeiro do ano-calendário em curso (ou do dia de início de atividades. até o mês em que levantar balanço ou balancete.

que não há necessidade de levantamento de balanço ou balancete em todos os meses do ano. de todas as receitas e rendimentos auferidos. em 31 de dezembro. Balanços Intermediários Os balanços ou balancetes de suspensão ou redução de pagamento do Imposto de Renda e CSL mensal deverão ser levantados com observância das leis comerciais e fiscais. é necessário o levantamento dos estoques existentes na data dos balanços ou balancetes que objetivem a suspensão ou a redução do Imposto de Renda. as quais continuarão acumulando valores até 31 de dezembro. por ocasião do balanço anual. ou seja. dispensa o levantamento físico dos estoques por ocasião dos balanços ou balancetes elaborados nos meses de janeiro a novembro. incorporação ou encerramento de atividade. também. somente ficam obrigadas a ajustar os saldos contábeis. pelo confronto com a contagem física. os quais deverão ser avaliados de acordo com as normas dos artigos 292 a 298 do RIR/(99). prevalecerá o valor dos estoques constante do registro permanente. como se fosse um balanço de encerramento de período de apuração. esses balanços ou balancetes somente produzirão efeitos para fins de determinação da parcela do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro devidos no decorrer do ano-calendário. Todavia. mas somente naquele sem que a empresa deseja se valer da faculdade de suspender ou reduzir o pagamento do imposto mensal estimado. Para esse fim. a existência de registro permanente de estoques. respeitados o limite de 30% do lucro real apurado. integrado e coordenado com a contabilidade. poderão ser compensados os prejuízos fiscais existentes em 31 de dezembro do ano-calendário anterior. ou na data de encerramento do período de apuração. É oportuno lembrar. cisão. despesas e encargos incorridos. Entretanto. integrado e coordenado com a contabilidade. mediante cômputo. bem como de todos os custos. registrados na Parte B do Lalur. pelo regime de competência. Levantamento dos Estoques Para fins de determinação do resultado. nos casos de fusão. (artigo 510 do RIR/99) Lembramos q e esse limite de 30% não se aplica aos prej í os fiscais decorrentes Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 46 . as empresas que mantiverem registro permanente de estoques. Portanto. Compensação de Prejuízos Fiscais a) IRPJ Com o lucro real apurado por ocasião do levantamento de balanços ou balancetes de suspensão ou redução do imposto.• por ocasião do levantamento dos balanços ou balancetes.

não são exigidas adições relativas a: a.158-35/2001) Aplicam-se a essa compensação. lucros. (artigos. 16 da Lei nº 9. até o limite de 30% (trinta por cento) da base de cálculo positiva apurada. Todavia. de acordo com as normas dos artigos 240 a 245 do RIR/99. (artigos. pela Comissão para Concessão de Benefícios Fiscais a Programas Especiais de Exportação (Befiex). exclusões e compensações determinadas ou autorizadas pela legislação do Imposto de Renda e da Contribuição social sobre o Lucro.065/95 e 41 MP nº 2. Ajuste Anual Ajustes no resultado apurado contabilmente O resultado apurado nos balanços ou balancetes levantados para fins de suspensão ou redução da CSL e do imposto de renda deverá ser ajustado. sem nenhuma restrição. nos meses de janeiro a novembro. as restrições à compensação de prejuízos fiscais. até 1998. realizados com pessoas vinculadas ou domiciliadas em países com tributação favorecida. b. I. nos balanços ou balancetes levantados para esse fim. pelas instituições financeiras e demais entidades que até aquele ano ficaram sujeitas à CSL à alíquota de 18% e optaram pela constituição do crédito alternativo previsto no artigo 8º da MP 2. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 47 . ainda. e 512 do RIR/99) É oportuno observar que não cabe cogitar de compensação de prejuízos fiscais do próprio anocalendário em curso porque. nos balanços ou balancetes levantados para fins de suspensão ou redução do Imposto de Renda apura-se o resultado acumulado desde o mês de janeiro.da exploração de atividades rurais nem aos apurados pelas empresas titulares de Programas Especiais de Exportação aprovados. que existem para efeito de apuração do lucro real. Os valores referidos acima deverão ser computados no lucro real anual.158 35/2001. 470. importando observar que essas últimas são autorizadas a compensar os prejuízos fiscais apurados em um período de apuração com o lucro real apurado nos seis anos calendário subseqüentes. valores determinados de acordo com as normas que regulam os preços de transferência em operações com o exterior. inclusive para efeito de redução ou suspensão do pagamento mensal relativos ao mês de dezembro. de modo que os prejuízos de um mês são automaticamente absorvidos por lucros de outro.93. não se aplicando esse limite às empresas rurais. apurados no encerramento do ano calendário em 31 de dezembro. rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior. Não podem ser compensados na base de cálculo da CSL os valores negativos apurados. por todas as adições.06. até 03. b) CSL O valor negativo apurado na determinação da base de cálculo da CSL em ano-calendário anterior poderá ser compensado na determinação da base de cálculo da contribuição com base em balanço ou balancete de suspensão ou redução.

000. em função do número de meses transcorridos de janeiro (ou do mês de início de atividades) ao mês a que se referir o balanço ou balancete levantado: Vejamos o quadro a seguir: Número de meses 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Incidência do adicional sobre o lucro real excedente a (R$) 20.00 200.000. os incentivos fiscais de dedução diretamente do imposto devido.00 240. d.Cálculo do Imposto a) IRPJ Por ocasião do levantamento de cada balanço ou balancete.000. c. que corresponderá à soma dos seguintes valores: (artigos. 541 e 542 do RIR/99) − − Imposto normal.000.000. relativos a: a.000. incidente sobre a totalidade do lucro real do período em curso.000.DEDUÇÂO Do imposto calculado sobre o lucro real do período em curso poderão ser deduzidos: I.000.00 120.000.00 160.00 220. incidente sobre a parcela do lucro real do período em curso que ultrapassar os seguintes limites. à alíquota de 15%.00 40.000.000. calcula-se o imposto de renda no período em curso. observados os limites e condições pertinentes previstos na legislação vigente. Doações aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente. b.00 180. Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).00 100. 48 Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados .000. Adicional de 10%. Investimento em Atividade Audiovisual.00 60.00 80.00 INCENTIVOS FISCAIS . Operações de Caráter Cultural e Artístico.00 140. e.

00 R$ 260. imposto retido na fonte sobre rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa. II.000.00 R$ 120. com lucro real de Retenção do IR-Fonte . COMPARAÇÃO DO IMPOSTO PAGO COM O DEVIDO Considera-se imposto pago. pago mensalmente até o mês do levantamento do balanço ou balancete.000. imposto retido na fonte sobre valores recebidos.000.00 x 10% R$ 26. em pagamento de fornecimento de bens e serviços.000.00 Imposto devido no período Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 49 . calculados com base no lucro da exploração. III.000. retido na fonte ou pago sobre receitas ou rendimentos computados na determinação do lucro real do período em curso.000.000.Incentivo ao PAT (limitado a 4% do imposto devido) R$ 72. pago “a maior” ou indevidamente em anos-calendário anteriores.000.00 x 15% R$ 57. os incentivos fiscais de redução ou isenção do imposto. b.e.00 R$ 12.00 R$ 380. no caso. por exemplo.00 R$ 380. a soma do Imposto de Renda: I. de órgãos da administração pública federal. Programas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial/Agropecuário (PDTI/PDTA).000. a ser confrontado com o devido no período em curso. inclusive: a.00 Cálculo do Imposto Normal Lucro Real do período Alíquota de IRPJ devido Adicional do IRPJ Lucro Real (-) Parcela não sujeita Base de Cálculo Alíquota Adicional Devido R$ 380. d. imposto retido na fonte relativo a juros remuneratórios do capital próprio recebidos em decorrência da participação no capital de outras sociedades. II. imposto pago separadamente sobre ganhos líquidos de operações nos mercados de renda variável. observados as normas da IN SRF-217/2002. c. de empresas que explorem empreendimentos no Nordeste ou na Amazônia. Exemplo: Suspensão do pagamento Estimativa paga nos meses de fevereiro a junho referente aos meses de janeiro a maio Balanço ou balancete levantado em junho referente a 01/01 a 30/06.

II. em pagamento de fornecimento de bens e serviços. no mês em que o Imposto de Renda for pago pelo valor determinado por estimativa.00 R$ 57.00 R$ 72.00 R$ 83.00 R$ 3. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 50 . com base no resultado efetivamente apurado no balanço ou balancete levantado.00 x 4% R$ 2. fica obrigada a apurar e recolher a CSL.000. exclusões e compensações previstas na legislação pertinente. Do valor da contribuição devida no período em curso.000.00 R$ 2.00 R$ 12. por estimativa ou com base em balanço ou balancete de suspensão ou redução.IRPJ Adicional do IRPJ Total do IRPJ devido Incentivo ao PAT IRPJ normal Percentual Incentivo do período R$ 57.00 b) CSL Quando a pessoa jurídica optar pelo pagamento mensal do Imposto de Renda por estimativa.000.000. deverá ser calculada a Contribuição Social devida no ano-calendário em curso. Será calculada a contribuição devida no ano-calendário em curso.000.280.280.00 R$ 72. na forma examinada acima.000.00 Dedução do Imposto Devido IRPJ e Adicional devidos (-) PAT (-) IR-Fonte (-) IRPJ estimado do período Excesso de pagamento verificado R$ 83. também por estimativa. que compreende: − − A soma da CSL paga mensalmente. até o mês do balanço ou balancete.00 R$ 8. observado o seguinte: a. de órgãos da administração pública federal. a Contribuição Social deverá ser paga com base no cálculo estimado. será deduzida a soma da CSL paga.00 Redução do Pagamento Caso a pessoa jurídica não tenha IR-Fonte temos o seguinte: IRPJ e adicional devidos (-) PAT (-) IRPJ estimado do período Saldo a pagar R$ 83.280. no mês em que o pagamento do Imposto de Renda for suspenso ou reduzido.00 R$ 26. (artigos 28 a 30 da lei 9.000. O valor da CSL retida na fonte sobre valores recebidos. até o mês. com base no resultado apurado no balanço ou balancete levantado.000.720. 53 e 54 da IN SRF-93/97) A alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido é de 9% (artigos 19 da Lei 9. b. ajustado pelas adições.430/96 e artigos 49.000.249/95 e 6º e 7º da MP 2. correspondente aos meses anteriores do mesmo ano-calendário.280.00 R$ 2.158-35/2001): I.

Suspenso.000. com base em balanço ou balancete.00 Redução do pagamento Caso a CSL paga por estimativa nos meses de fevereiro a junho. Reduzido.00 Cálculo do Imposto Base de Cálculo apurada em 30/06 Alíquota de 9% s/300.00 R$ 32. Caso o pagamento do Imposto de Renda devido no mês de janeiro tenha sido reduzido ou suspenso com base em balanço ou balancete levantado em 31 de janeiro. constituirá o valor da contribuição a pagar relativa ao mês do levantamento do balanço ou balancete. relativos aos meses de janeiro a maio.000. d. referente ao período de 01/01 a 30/07 R$ 32.00 R$ 2. tenha sido de R$ 25.00 R$ 300.000.000.00 R$ 25. Exemplo: Suspensão do pagamento Estimativa paga nos meses de fevereiro a junhoreferente aos meses de janeiro a maio Balanço ou balancete levantado no mês de junho.000.000. se a base de cálculo da CSL apurada nesse mês for negativa. Quando o resultado da operação descrita na letra “b” for positivo. deverá calcular o valor da CSL a pagar de acordo com os procedimentos tratados neste item.00.000. Excesso de pagamento verificado R$ 300. se a base de cálculo positiva apurada for menor que a base de cálculo determinada por estimativa. ainda que o valor determinado por essa forma seja maior que o determinado por estimativa. No mês em que a empresa suspender ou reduzir o pagamento mensal do Imposto de Renda. O valor da CSL paga indevidamente ou a maior em períodos anteriores. a empresa ficará desobrigada de efetuar o pagamento da CSL relativa ao mês do levantamento do balanço ou balancete.000.− c.000. ou V. o pagamento da CSL devida nesse mês pode ser: IV.00 R$ 27. temos o seguinte: CSL devida no período em curso (-) CSL paga no período Saldo a pagar R$ 27. III. referente aos meses de janeiro a maio.000.000. No mês em que o Imposto de Renda for pago por estimativa. a CSL a pagar também deverá ser calculada por estimativa. Quando o resultado da operação da letra “b” for nulo ou negativo.00 Escrituração dos Livros Escrituração do Livro Diário Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 51 .00 R$ 5.00 Dedução da CSL paga por estimativa.

na Parte A do LALUR. até o ultimo dia útil do mês seguinte àquele a que se referir o imposto suspenso ou reduzido. Escrituração do LALUR A demonstração do lucro real relativa ao período abrangido pelos balanços ou balancetes deverá ser transcrita no LALUR. Autoteste Com o intuito de melhor familiarizar-se com o tema. c. as exclusões e as compensações computadas na apuração do lucro real correspondente aos balanços ou balancetes deverão constar. Agora que você chegou ao fim deste módulo aplique-se essas questões. Escrituração do Livro Registro de Inventário Nos balanços ou balancetes de suspensão ou redução levantados de janeiro a novembro. proporcionamos um AUTOTESTE com vinte (20) perguntas sugestivas. deverá ser determinado um novo lucro real para o período em curso. Lembre-se!! Somente uma alternativa é a correta. exclusões ou compensações feitas na determinação do lucro real. desconsiderando as apurações em meses anteriores do mesmo ano-calendário. Não caberá nenhum registro na Parte B desse livro relativo a adições. ou seja. b. onde você poderá testar seus conhecimentos.Os balanços ou balancetes para fins de suspensão ou redução do Imposto de Renda deverão ser transcritos no livro Diário. Bom Teste!! Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 52 . discriminadamente. observando-se que: a. As adições. até a data fixada para o pagamento do imposto do respectivo mês. A cada balanço ou balancete levantado. é dispensado a escrituração do livro Registro de Inventário.

A adoção pela forma de pagamento do Imposto de Renda e da Contribuição Social pelo lucro estimado é facultativa para todo o ano-calendário. Lucro Real e Lucro Presumido c) São duas as formas de apuração. Na determinação da receita bruta. com base no lucro contábil e em balanços de suspensão ou redução do imposto. d) É mediante o pagamento do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro correspondente ao mês de janeiro ou de encerramento de atividade. Qual é a forma de apuração do lucro real estimado? a) São duas as formas de apuração. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 53 . d) Não. 2. O ICMS sobre vendas de mercadorias e o ISS sobre vendas de serviços não integram a receita operacional. c) É mediante o pagamento do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro correspondente ao mês de janeiro ou de início de atividade (art. d) São duas as formas de apuração. durante o ano-calendário. 4.Questões 1. b) São três as formas de apuração: Simples. Qual é a forma de opção pelo lucro real estimado? a) É mediante o pagamento do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro correspondente ao mês de dezembro do ano-calendário em curso. A adoção pela forma de pagamento do Imposto de Renda e da Contribuição Social pelo lucro estimado é provisória para todo o ano-calendário. O ICMS sobre vendas de mercadorias e o ISS sobre vendas de serviços integram a receita operacional. b) Não. b) Sim. a pessoa jurídica pode deduzir o ICMS e o ISS sobre vendas? a) Não. 221 e 232 do RIR/99). a pessoa jurídica pode mudar para o lucro presumido? a) Sim. com base no Simples e no Presumido. c) Não. A adoção pela forma de pagamento do Imposto de Renda e da Contribuição Social pelo lucro estimado é definitiva para todo o ano-calendário. 3. Antecipando Imposto de Renda pela forma estimada. com base na receita bruta e em balanços de suspensão ou redução do imposto. A mudança de critério é facultativa. b) É mediante a entrega da Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica.

d) 1. retroativamente ao mês de janeiro do ano em curso. qual é o percentual aplicável sobre a receita bruta? a) Será aplicado sobre a receita bruta de cada atividade o respectivo percentual (art. impondo-se o pagamento das diferenças de imposto apuradas em cada mês. O ICMS sobre vendas de mercadorias e o ISS sobre vendas de serviços não integram a receita bruta. d) Não. Na determinação da base de cálculo do imposto. até o último dia útil do mês subseqüente ao da verificação do excesso. deve continuar aplicando este percentual? a) Sim. O ICMS sobre vendas de mercadorias e o ISS sobre vendas de serviços integram a receita bruta. 223.6%. b) 8%. qual é o percentual aplicável para uma sociedade civil de prestação de serviços advocatícios. Se a pessoa jurídica exclusivamente prestadora de serviços aplicou o percentual de 16% sobre a receita bruta e exceder o limite determinado pela legislação (R$ 120 mil). d) Será aplicado sobre a receita bruta de cada atividade o percentual acumulado das atividades. c) 32%. c) Não. 6. Excedendo o limite a pessoa jurídica deverá retornar ao início do ano-calendário e apurar as diferenças e recolhê-la em 3 (três) quotas mensais. No caso de exploração de atividades diversificadas. 7. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 54 . b) Não. d) Não. pois este foi o percentual determinado no início do ano-calendário. 5. c) Será aplicado sobre a receita bruta o percentual de 8%. impondo-se o pagamento das diferenças de imposto apuradas em cada mês. até o último dia útil do mês de dezembro ao da verificação do excesso. § 3º do RIR/99). cuja receita bruta anual é inferior a R$ 120 mil? a) 16%. A pessoa jurídica ficará sujeita ao percentual normal de 32%. A pessoa jurídica ficará sujeita ao percentual normal de 32%. retroativamente ao mês de janeiro do ano em curso. com multa e juros de mora.c) Não. b) Será aplicado sobre a receita bruta das atividades um só percentual.

Qual é a receita bruta das pessoas jurídicas que compram e vendem veículos usados? a) Computarão como receita de vendas de veículos usados à diferença entre o valor pelo qual o veículo usado houver sido alienado. que deve corresponder ao preço ajustado entre as partes (art. que deve corresponder ao preço ajustado entre as partes (art. e o seu custo de aquisição. b) Sim. d) Sim. constante da Nota Fiscal de Entrada. e o seu custo de aquisição. 10. Este rendimento somente é tributado no final do ano. c) Sim. d) Não. pois gozam de isenção total do imposto. Na determinação do imposto devido por estimativa mensal poderão ser deduzidos os incentivos fiscais? a) Sim.716/98 e IN SRF nº 152/98). b) Não. mensalmente. 5º da Lei nº 9. e o seu custo de aquisição. pois gozam de imunidade total do imposto. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 55 . b) Não. constante da Nota Fiscal de Venda. constante da Nota Fiscal de Entrada. pois gozam de isenção total do imposto. pois gozam de isenção total do imposto. c) A receita bruta é o total da nota fiscal de venda. b) Computarão como receita de vendas de veículos novos à diferença entre o valor pelo qual o veículo usado houver sido alienado. Os rendimentos produzidos por aplicações financeiras de renda fixa e renda variável submetidos à incidência do IR-Fonte. desde que observados os limites do lucro real trimestral.8. desde que observados os limites pré-estabelecidos pela legislação vigente. 11. c) Não. Estas receitas entram. Este rendimento somente é tributado na fonte.716/98 e IN SRF nº 152/98). As receitas provenientes de atividades que gozam de isenção total do imposto entram na base de cálculo do imposto mensal estimado? a) Sim. pois estes rendimentos somente são tributados junto com os demais rendimentos da pessoa jurídica. constante da Nota Fiscal de Venda. 9.716/98 e IN SRF nº 152/98). desde que a pessoa jurídica tenha projeto aprovado. Estas receitas entram. d) Computarão como receita de vendas de veículos novos à diferença entre o valor pelo qual o veículo usado houver sido alienado. Estas receitas não entram. pois este rendimento é tributado na fonte no momento do resgate. c) Sim. juntamente com os demais rendimentos. 5º da Lei nº 9. entram na base de cálculo do imposto mensal estimado? a) Sim. que deve corresponder ao preço ajustado entre as partes (art. constante da Nota Fiscal de Venda. constante da Nota Fiscal de Entrada. 5º da Lei nº 9. Estas receitas não entram.

d) Não. 14. A opção pelos incentivos fiscais é somente na Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica. 13. lucro presumido ou arbitrado. apurado de conformidade com o Decreto nº 3. c) A pessoa jurídica. d) A compensação dos prejuízos fiscais poderá ser total ou parcial. Assinale a alternativa correta: a) Os recolhimentos mensais são antecipações do devido no encerramento do ano-calendário em que será apurados o IRPJ e CSL definitivos com base no lucro líquido contábil ajustado pelas adições e exclusões prevista na legislação vigente. Somente pode ser deduzido se as receitas não integrarem a base de cálculo do imposto mensal. do lucro presumido e do lucro arbitrado (art. d) R$ 60 mil. tenha ou não as receitas integradas na base de cálculo do imposto. pagará o imposto à alíquota de 10% (dez por cento) sobre o lucro real. Somente pode ser deduzido se as receitas integrarem a base de cálculo do imposto mensal. Qual é o valor do limite mensal para aplicação da alíquota adicional do imposto estimado? a) R$ 10 mil. b) R$ 20 mil. qualquer tipo de IR-Fonte. b) O imposto devido em cada trimestre deve ser pago no mês seguinte ao do encerramento de cada trimestre de apuração. Qual é o prazo de pagamento do imposto mensal estimado? a) O imposto devido em cada mês deve ser pago até o último dia útil do mês de março do ano subseqüente ao do encerramento do período-base anual de apuração.d) Não. 12. à opção do contribuinte. em um ou mais períodos de apuração. b) Não. 15.000/99 – RIR/99. o IR-Fonte somente pode ser compensado na Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica. b) Os recolhimentos mensais são antecipações do devido no encerramento do trimestre em que será apurados o IRPJ e CSL definitivos com base no lucro líquido contábil ajustado pelas adições e exclusões prevista na legislação vigente. 509 e 510 do RIR/99). Pode ser deduzido do imposto mensal estimado o valor do imposto pago ou retido na fonte sobre receitas que não integraram a base de cálculo do imposto mensal? a) Sim. c) Não. seja comercial ou civil o seu objeto. observado o limite máximo previsto de 30% (trinta por cento) do lucro líquido ajustado. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 56 . c) R$ 240 mil.

c) O imposto devido em cada mês deverá ser pago até o último dia útil do mês subseqüente ao mês de apuração (art. 858 do RIR/99). d) O imposto devido em cada mês deverá ser pago somente se a pessoa jurídica suspender ou reduzir o imposto devido através de balanços ou balancetes de suspensão ou redução do imposto. 16. Se a pessoa jurídica verificar durante o período-base que os valores antecipados mediante estimativa são maiores dos que o apresentado nos balanços periódicos, pode suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido naquele mês? a) Não. A pessoa jurídica deve continuar a pagar o imposto devido com base na receita bruta. b) Sim. A pessoa jurídica deve suspender ou reduzir o imposto devido no período e escriturar o livro Caixa para comprovação de despesas. c) Sim. A pessoa jurídica deve suspender ou reduzir o imposto devido no período e escriturar o livro Diário e o livro de Apuração do Lucro Real. d) Não. A pessoa jurídica deve suspender ou reduzir o imposto devido no período e continuar pagando os outros meses com base na receita bruta. 17. O levantamento de balanços ou balancetes periódicos para fins de suspensão ou redução do imposto contemplam resultados mensais ou acumulados? a) Resultado mensal. b) Resultado trimestral. c) Resultado anual. d) Resultado acumulado. 18. No levantamento dos balanços ou balancetes de suspensão ou redução, as contas de resultado devem ser encerradas? a) Sim. A pessoa jurídica deve encerrar as contas de resultado a cada período e reabri-la no início do período seguinte. b) Não. A pessoa jurídica somente deve encerrar as contas de resultado se fizer incorporação, cisão, fusão ou encerramento de atividade. c) Sim. A pessoa jurídica deve encerrar as contas de resultado a cada período e manter-se assim até o final do mês de dezembro. d) Não. As contas de resultados podem ou não ser encerradas para fins de levantamento de balanços ou balancetes de suspensão ou redução do imposto. 19. Os prejuízos fiscais compensados em balanços ou balancetes de suspensão ou redução do imposto mensal são definitivos ou provisórios? a) Definitivos e escriturados na Parte B do LALUR.
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b) Provisórios e não escriturados na parte B do LALUR. c) Definitivos e não escriturados na Parte B do LALUR. d) Provisórios e escriturados na Parte B do LALUR. 20. Nos balanços ou balancetes de suspensão ou redução do imposto, levantados de janeiro a novembro, é obrigatória sua escrituração? a) Sim e desde que registrado na Receita Federal. b) Sim e desde que registrado na Junta Comercial. c) Não e basta à pessoa jurídica manter a escrituração do livro Caixa. d) Não. A escrituração é obrigatória em dezembro.

Respostas
1. a) Chegou próximo, mas não é isto não! O mês de pagamento é janeiro, consulte o art. 221 e 232 do RIR/99, para mais detalhes. b) Pense um pouco mais! A opção não é pela entrega da DIPJ. c) Parabéns. Esta é a forma de opção correta pelo lucro real estimado. d) É quase isto. Verifique o final desta frase e analise novamente esta questão. Caso necessário consulte os artigos 221 e 232 do RIR/99. 2. a) Pense bem, se fosse assim não precisaria de regras de tributação, correto? b) Não é bem isto. A opção é definitiva. c) OK. Esta é a forma correta. d) Pense bem. Uma palavra nesta opção mudou todo o contexto do texto. 3. a) OK. As outras formas são do lucro presumido e real trimestral. b) Pense mais. Estas são as formas de tributação geral e não a estimada! c) Pense bem. As formas de apuração são duas, mas não com base no lucro contábil.

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d) Veja bem. São duas as formas de apuração, mas não com base no Simples e Presumido. 4. a) Veja. A pergunta refere-se à receita bruta e não à receita operacional. b) Pense bem. A pergunta refere-se à receita bruta e não à receita operacional. c) É quase isto. O ICMS e o ISS integram a receita bruta de vendas e serviços. d) OK. O ICMS está incluso no preço do produto, portanto não poderá ser excluído da receita bruta. O mesmo se aplica ao ISS sobre serviços prestados. Muito bem!! 5. a) Pense um pouco mais. A alíquota de 16% não se aplica aos profissionais liberais. b) Esta alíquota é aplicável somente às atividades mercantis e não civis. Reveja o conteúdo, para mais detalhes. c) Parabéns. Nas sociedades civis de profissões legalmente regulamenta, como as de serviços advocatícios, arquiteturas, contabilidade, engenharia etc, aplica-se esta alíquota, nunca a de 16%. d) Não é não! Verifique a tabela com a lista de atividades com suas respectivas alíquotas percentuais. 6. a) Parabéns! Isso mesmo! Com base no artigo 223, § 3º do RIR/99. b) Veja bem. Não são atividades diferentes? Portanto, não há sentido de se aplicar um único percentual. Verifique o art. 223, § 3º do RIR/99. c) Se você reler a questão, verificará que não está escrito qual é a atividade do contribuinte. d) Pense um pouco mais. O percentual é fixo e não acumulado. 7. a) Esta não é a resposta correta. Analise melhor a questão e verifique os conceitos aplicados. b) Veja bem. A pessoa jurídica realmente deve retornar ao início do período-base, mas a diferença deve ser recolhida em quota única. c) OK. Esta é a alternativa correta. d) Pense bem. A alternativa está quase correta, a única diferença é o mês de dezembro. O imposto deve ser pago no mês subseqüente ao do excesso.

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A imunidade é dada pela Constituição Federal e a isenção por lei específica. d) Pense melhor. a) Se fosse lucro presumido entraria na base de cálculo. Verifique o art. principalmente. § 1º do RIR/99 e o art. não. c) Veja bem.8. Esta é a resposta correta. b) Analise melhor esta alternativa. Pense mais um pouco. d) Pense bem e verifique os conceitos aplicados no texto. Antes. consulte os art. c) Não entram não. d) Não é esta a alternativa correta. b) OK. § 1º do RIR/99 e o art. os valores estão invertidos. b) Parabéns. pois são isentas. 7º da IN SRF nº 93/97. a) Veja bem! Não precisa ter projeto aprovado. c) Parabéns. a) Parabéns. § 1º do RIR/99 e o art. Você esta assimilando bem os conceitos. 7º da IN SRF nº 93/97. o art. 225. na antecipação do imposto. Estas receitas não entram. c) Pense bem. a decisão em optar é da própria pessoa jurídica. pois estamos nos referindo aos veículos usados e não aos novos. E se a pessoa jurídica resolver correr o risco e. Há muita diferença entre uma e outra. 5º da Lei nº 9. mas como é lucro real estimado. 7º da IN SRF nº 93/97). estamos avaliando o lucro real estimado. d) Pense bem. 10.716/98. 225.716/98 e a IN SRF nº 152/98 onde constam a disciplina a ser aplicada. Esta é uma exceção à regra. pois são isentas. a) Não entram não. 5º da Lei nº 9. não está correto! Consulte novamente o Módulo 2 e. verifique a IN SRF nº 152/98 e o art. Porém. mas no lucro real estimado. no lucro real trimestral temos também os incentivos fiscais. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 60 . não entra(art. não o trimestral. 225. 11. resolver antecipar também os incentivos fiscais. Analise melhor esta questão. No lucro presumido compõe a base de cálculo do imposto. 9. elas são isentas. b) Não.

15. a) Pense bem. Verifique os art. a) Esta resposta não está correta. do Lucro Presumido e do Lucro Arbitrado). 653 e 681 do RIR/99.. obrigatoriamente. Esta é a alternativa correta. pois ela tem palavras chaves que desviam o real entendimento. Estamos avaliando o imposto mensal e não o saldo do imposto anual. pois o imposto deve ser pago. 647 a 651.12. a) Não é isto não. o imposto deve ser compensado juntamente com a apuração do devido no final do período-base de apuração e. 13. d) Você foi traído pelo final do texto (. Consulte o art. a) Parabéns. a) Pense bem. c) Parabéns. Este limite é o trimestral. c) OK. Lembre-se. Este é o limite aplicável à apuração mensal estimada. também. c) Veja bem. A veracidade dessa resposta está baseada nos art. o pagamento é obrigatório. Consulte o art. Se a pessoa jurídica continuar pagando imposto com base na receita bruta. a alíquota do IR não é 15% (quinze por cento)? Verifique o art. 541 do RIR/99. c) Pense um pouco mais. não? Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 61 . Consulte o art. no final do ano irá pagar mais do que deveria. senão não tem sentido compensar o IR-Fonte. d) Não foi esta a pergunta. 16. 542. esta regra somente se aplica ao lucro real. b) Veja bem. o limite é mensal e não anual. 229. pois as receitas devem integrar a base de cálculo do imposto. b) OK. desde que as receitas sejam incluídas na base de cálculo. d) Veja bem. 542 do RIR/99. 653 e 681 do RIR/99. 647 a 651. com o mensal. § 3º do RIR/99. d) Pense melhor. 14. 542 do RIR/99. 229. analise melhor esta resposta. b) Veja. o lucro real estimado é mensal e não trimestral. é isso mesmo. independentemente da empresa elaborar balanços de suspensão ou redução. No lucro real trimestral não tem antecipações mensais do imposto. b) A Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica é somente uma confissão de dívida.. Este é o prazo correto para o pagamento do imposto.

encerra as contas de resultados. eles realmente são provisórios. como por exemplo. A apuração anual é feita somente ao final do período-base. portanto são absorvidos durante o período-base de apuração. pois serão absorvidos durante o período-base de apuração do imposto. c) Pense bem. 18. Escriture somente o definitivo apurado ao final do período-base. continua a manter os saldos das contas. Se escriturar estes prejuízos fiscais no LALUR. se levantar balancetes de verificação. Ela realmente deve suspender ou reduzir o imposto devido. a pessoa jurídica pode encerrar as contas de resultados em outras ocasiões. por isso não devem ser escriturados na parte B do LALUR. d) Pense bem.b) Veja. sim. ao final do período-base (dezembro ou o mês de encerramento das atividades). Encerrando o saldo das contas. este é o procedimento correto. A finalidade dos balanços ou balancetes de suspensão ou redução do imposto é de realmente suspender ou reduzir o imposto devido. d) OK. 17. Os balanços ou balancetes levantados com a finalidade de reduzir ou suspender o imposto devido. a) Estes prejuízos são apurados somente até o período em que a pessoa jurídica pretende suspender ou reduzir o imposto devido. A lei distingue balanços de balancetes. no caso de levantamento de balanços de suspensão ou redução de imposto. Pense mais um pouco. com a escrituração do Diário e LALUR. d) OK. b) Esta forma de apuração é para o lucro presumido ou real trimestral. c) Pense bem. No lucro real estimado com suspensão ou redução do imposto. a) Apuração de resultados mensais aplica-se na estimativa e não em balanços. b) Além destas. pois a lei permite que a pessoa jurídica levante balancetes de verificação. mas não tem nada a ver com o livro Caixa e. mas durante o exercício a pessoa jurídica pode suspender ou reduzir o pagamento mensal do imposto. Se a pessoa jurídica levantar balanço. c) OK. d) OK. Estes prejuízos são provisórios. As contas de resultado não precisam ser encerradas. são acumulados. b) Parabéns. deve reabri-la no início do mês seguinte ao do encerramento e. Consulte a matéria novamente. encerrá-las definitivamente. está chegando lá. 19. c) Pense bem. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 62 . a) Pense um pouco mais. no final do período-base terá que retificá-lo.

20. a) Veja bem. A escrituração deste livro durante o período-base é obrigatória no lucro real trimestral e lucro presumido. b) Pense um pouco mais, analise o lucro real trimestral e o lucro presumido. c) Veja, como os períodos-base de apuração são provisórios e servem apenas para suspender ou reduzir o imposto devido não há obrigatoriedade de manter a escrituração deste livro, mas o levantamento dos estoques sim. d) Parabéns. Sua escrituração somente é obrigatória no mês de dezembro. Durante o período em que a pessoa jurídica resolver suspender ou reduzir o imposto devido no mês, basta que tenha a apuração dos estoques.

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Módulo 4 - Créditos Tributários Prejuízos Fiscais - Introdução
Prejuízos Fiscais Respeitados os limites e as condições focalizados nos itens seguintes, na apuração do lucro real poderão ser compensados os prejuízos fiscais de períodos de apuração anteriores, registrados no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR), observado o seguinte: são compensáveis os prejuízos fiscais apurados em períodos de apuração encerrados a partir do anocalendário de 1995, bem como os saldos ainda não compensados, existentes em 31.12.1994, de prejuízos fiscais apurados a partir do ano-calendário de 1991; somente podem compensar prejuízos fiscais as pessoas jurídicas que mantiverem os livros e documentos, exigidos pela legislação fiscal, comprobatórios do montante do prejuízo fiscal utilizado para a compensação; somente poderão ser compensados os prejuízos fiscais apurados em períodos nos quais a empresa foi tributada pelo lucro real, sendo inadmissível compensar prejuízos de períodos nos quais a empresa submeteu-se à tributação pelo lucro presumido, ainda que esses valores tenham sido apurados no Livro de Apuração do Lucro Real – LALUR. (arts. 509 e 510 do RIR/99 e MAJUR/2002)

Limite Máximo de Compensação
Limite Máximo de Compensação em Cada Período-base de Apuração O lucro real apurado em cada período de apuração (lucro líquido, negativo ou positivo, ajustado pelas adições e exclusões prescritas ou autorizadas pela legislação do Imposto de Renda), poderá ser reduzido pela compensação de prejuízos fiscais de períodos de apuração anteriores em, no máximo, 30% (trinta por cento), conforme disposto no art. 510 do RIR/99. Observe-se que esse limite está relacionado com o lucro real do período de apuração em que o prejuízo for compensado e não com o prejuízo a compensar. O prejuízo fiscal de período de apuração anterior poderá até ser integralmente compensado em um único período de apuração, desde que o valor a compensar não ultrapasse a trinta por cento do lucro real do período de apuração da compensação.

Exemplo: 1. Suponha-se que, em determinado período de apuração, seja apurado: Lucro líquido do período R$ 1.000.000,00

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(+) Adições (-) Exclusões Lucro Real antes da compensaçãode prejuízos fiscais 2.

R$ 400.000,00 (R$ 200.000,00) R$ 1.200.000,00

Nessa hipótese, o limite máximo para a compensação de prejuízos de períodos de apuração anteriores é de 30% de R$ 1.200.000,00 (R$ 360.000,00) e, portanto, se o saldo de prejuízos fiscais a compensar: não ultrapassar R$ 360.000,00 poderá ser totalmente compensado. ultrapassar esse limite, o excedente não poderá ser compensado nesse período de apuração, devendo permanecer registrado na conta de Controle da Parte B do LALUR, para ser compensado com o lucro real que vier a ser apurado nos períodos de apuração subseqüentes, sempre respeitando o limite de 30%

Atenção: Esse limite de 30% não se aplica à compensação de prejuízos fiscais nos seguintes casos: 12decorrentes da exploração de atividades rurais. (art. 512 do RIR/99) apurados pelas empresas industriais titulares de Programas Especiais de Exportação, aprovados até 03.06.93 pela Comissão para Concessão de Benefícios Fiscais a Programas Especiais de Exportação (Befiex), as quais podem compensar o prejuízo fiscal verificado em um período de apuração com o lucro real determinado nos seis anos-calendário subseqüentes, independentemente da distribuição de lucros ou dividendos aos sócios ou acionistas. (art. 470, I, do RIR/99)

Modificação do Controle Societário e do Ramo de Atividade.
Perda do direito de compensar prejuízos A pessoa jurídica não poderá compensar seus prejuízos fiscais se entre a data da apuração e a da compensação do prejuízo houver ocorrido, cumulativamente: (art. 513 do RIR/99) 1. modificação do seu controle societário e; 2. modificação do ramo de atividade. Observe-se que esses dois eventos só constituem causa impeditiva da compensação de prejuízos fiscais se houverem ocorrido, cumulativamente (embora não necessariamente na mesma ocasião), entre o
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usa efetivamente seu poder para dirigir as atividades sociais e orientar o funcionamento dos órgãos da sociedade. de modo permanente. é definido na Lei nº 6. eles inibem a compensação do saldo. Não fica prejudicado o direito de compensar prejuízos se: a. é titular de direitos de sócio que lhe assegurem. Controle indireto (art. 243. houver modificação do ramo de atividade antes da apuração do prejuízo ou após a compensação e modificação do controle entre a apuração e a compensação. Modificação do controle societário O controle societário. sem alteração do controle societário.encerramento do período de apuração no qual o prejuízo foi apurado e o encerramento do período-base da compensação. Atenção: Observe-se também que. ou o grupo de pessoas vinculadas por acordo de voto ou sob controle comum. 116) − Entende-se por controlador a pessoa. se os dois eventos ocorrerem (cumulativamente) após ter sido efetuada a compensação parcial de prejuízos. § 2º) Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 66 . entre a apuração do prejuízo e a compensação ocorrer modificação do controle societário. d. natural ou jurídica. que: a.404/76 (Lei das S/A). mas não prejudicam a compensação parcial feita anteriormente (mesmo que esta tenha sido efetuada após a ocorrência do primeiro evento restritivo). a maioria dos votos nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores da sociedade. b. nos seguintes termos: Controle direto (art. sem alteração do ramo de atividade. c. b. ou apenas modificação do ramo de atividade. que pode ser direto ou indireto. houver modificação do controle societário antes da apuração do prejuízo ou após a compensação e modificação do ramo de atividade entre a apuração e a compensação. houver modificação do controle societário e do ramo de atividade antes da apuração do prejuízo ou depois da compensação.

se pronunciado sobre a questão por meio de ato normativo. preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores. Se o sócio ou acionista controlador da sociedade “A” transfere esse controle para outra. diretamente ou por meio de outras controladas. de modo permanente. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 67 . a nova atividade seja de ramo diferente das anteriormente exploradas. em qualquer caso. até o momento.− − Considera-se controlada a sociedade na qual a controladora. há certa dificuldade para se definir com segurança o conceito de mudança de ramo de atividade que seja adequado à hipótese. Supondo-se que a sociedade “B” seja controlada pela sociedade “A”. não tendo o Fisco. mantendo-a. ou outras pessoas. em pelo menos 50% dos votos mais um. Ou seja: Modificação do ramo de atividade Por tratar-se de matéria não regulada legalmente. Exemplo: 1. desde que. Entende-se como modificado o controle direto ou indireto da sociedade quando a detenção desse controle é passada (mediante transferência da titularidade de participações societárias) de uma pessoa ou grupo de pessoas para outra pessoa ou outro grupo de pessoas. altera-se o controle direto da sociedade “A” e o controle indireto da sociedade “B”. a alteração do ramo de atividade pode ocorrer por inclusão de nova atividade ou substituição de atividade anteriormente exercida. De uma maneira geral. 2. entretanto. mesmo que os adquirente(s) já participasse(m) do capital da sociedade. Atenção: Não há modificação de controle se a mesma pessoa ou grupo de pessoas que controla a sociedade aumenta ou diminui a sua participação proporcional no capital votante. é titular de direitos de sócio que lhe assegurem.

os resultados decorrentes da alienação de bens ou direitos do ativo permanente. cabendo à empresa o ônus da prova. Provisão para perdas.35 e 36 da IN SRF nº 11/96). ainda que posteriormente venham a ser alienado como sucata. diminuído Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 68 . No caso de participações societárias não sujeitas à avaliação pela equivalência patrimonial.Todavia. Considera-se valor contábil de bens do ativo permanente. por exemplo é sempre do mesmo ramo de atividade. ainda que já amortizado. c. no caso de participações societárias avaliadas pela equivalência patrimonial. 426 do RIR/99) a. Valor de patrimônio líquido pelo qual o investimento estiver registrado na contabilidade.) Prejuízos Fiscais Não Operacionais A partir de janeiro de 1996 (art. Como subsídios ao encaminhamento de soluções de casos práticos. b. (artigo 374 do RIR/94) d. de metal. constituída até 31. lembramos que: 1. positiva ou negativa. o custo de aquisição.12. entre o valor pelo qual o bem ou direito houver sido alienado e o seu valor contábil. mas apenas cessação parcial de atividade. não ocorre modificação do ramos. quaisquer que sejam as espécies de móveis fabricados (de madeira. Ágio ou deságio na aquisição do investimento. Ressaltamos que a restrição à compensação de prejuízos não-operacionais não se aplica em relação às perdas decorrentes de baixa de bens ou direitos do ativo permanente em virtude de terem se tornado imprestáveis. a soma algébrica das seguintes parcelas: (art.95 (se a aquisição ocorreu até essa data). que corresponde à diferença. 2. tem-se entendido que a simples cessação de determinada(s) atividade(s) e a manutenção de outra(s) já explorada(s) anteriormente não constituem impedimento à compensação de prejuízos. quando dedutível. ou que o valor provisionado não corresponda a ágio pago na aquisição do investimento. hipótese em que o valor amortizado deve estar registrado na Parte B do LALUR. com observância do artigo 426 do RIR/99. em tal hipótese. os prejuízos fiscais devem ser classificados em Prejuízos Fiscais Não Operacionais – PFNO e Prejuízos Fiscais das Demais Atividades – PFDA. A indústria de móveis.12. para escritório etc. observando-se que a dedutibilidade dessa provisão ficou condicionada ao seguinte: constituição depois de três anos da aquisição do investimento (a provisão constituída antes desse prazo pode ser considerada dedutível após a fluência dele. visto que. a indústria de determinado produto é ramo de atividade distinto do simples comércio do mesmo produto e que. a indústria de um determinado gênero de produto compreende todas as espécies desse gênero. se comprovada perda como permanente. assim entendida a de difícil ou improvável recuperação. corrigido monetariamente até 31.95. Prejuízos Fiscais Não Operacionais Conceito de prejuízo ou lucro não-operacional Consideram-se não-operacionais. obsoletos ou de terem caído em desuso.

o valor pelo qual o bem estiver registrado na contabilidade. Compensação entre prejuízo e resultado não operacional No período-base em que for apurado resultado não operacional positivo. no período.12. todo o seu valor será utilizado para compensar os prejuízos fiscais não operacionais de períodos anteriores. No caso dos demais bens do ativo permanente. Neste caso. Controle separado Os prejuízos fiscais não operacionais e o prejuízo fiscal devem ser controlados na parte “B” do LALUR. da depreciação.95 (se a aquisição ocorreu até essa data). a ser compensada. todo o resultado não operacional negativo será considerado prejuízo fiscal não operacional e a parcela excedente será considerada prejuízo fiscal das demais atividades. apurados a partir de 1º. (artigo 425 do RIR/99) e. observados o limite de 30%. não poderá exceder o limite de 30% do lucro real. se for o caso. cumulativamente. para compensação futura com os lucros da mesma natureza apurados em períodos subseqüentes. diminuído.96. observado o seguinte: 1. resultados não operacionais negativos e lucro real negativo (prejuízos fiscais). somente poderão ser compensados com lucros não-operacionais.3” da letra “a”. se todo o resultado não operacional negativo for maior ou igual ao prejuízo fiscal.da provisão para perdas que tiver sido computada na apuração do lucro real. forem verificados. Limite de compensação O valor do prejuízo fiscal não operacional a ser compensado em cada período-base subseqüente não poderá exceder o total dos resultados não operacionais positivos apurados no período da compensação. corrigido monetariamente até 31. A soma dos prejuízos fiscais não operacionais com os prejuízos decorrentes de outras atividades da pessoa jurídica. amortização ou exaustão acumulada. nas condições mencionadas em “a.01. (artigo 511 do RIR/99) Separação de prejuízos não operacionais e operacionais A separação em prejuízos não operacionais e em prejuízos das demais atividades somente será exigida se. (§ 1º do art. 2. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 69 . se o prejuízo fiscal for maior. todo o prejuízo fiscal será considerado não operacional. 418 do RIR/99) Compensação só com lucros não-operacionais Os prejuízos não-operacionais. a pessoa jurídica deverá comparar o prejuízo não operacional com o prejuízo fiscal apurado na demonstração do lucro real. ainda que a parcela do lucro real admitida para compensação não seja suficiente ou que tenha sido apurado prejuízo fiscal.

admitindo-se agora que essa empresa.00) foi superior ao valor do prejuízo não-operacional (R$ 170.00 = (R$ 144. o total do prejuízo fiscal apurado (R$ 170. prejuízo fiscal compensável dentro do limite de 30% do lucro líquido ajustado: Total do prejuízo fiscal a compensar Limite para a compensação Parcela excedente a compensar períodos de apuração subseqüentes R$ 255.000. submetida à apuração anual do lucro real no anocalendário de 2001. verificou-se o seguinte: Total do prejuízo fiscal apurado no LALUR Prejuízo fiscal não-operacional Prejuízo fiscal das demais atividades R$ 255.000. no LALUR.000.00.000.000. no ano-calendário de 2000.00 Parcela compensada (dentro do limite de 30%) do R$ 144.00 lucro real de 2000 Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 70 . como o prejuízo fiscal apurado (R$ 255. Admitindo-se que uma empresa. seja em virtude do limite comentado no item acima ou de ter ocorrido prejuízo fiscal no período passará a ser considerada prejuízo das demais atividades. das quais resultou prejuízo não-operacional no valor de R$ 170. no ano-calendário de 2002.00).00.00 4. a parcela dos prejuízos fiscais não operacionais compensados com os lucros não operacionais que não puder ser compensada com o lucro real. antes da compensação de prejuízos.00) R$ 85. apurou resultado não-operacional positivo (lucro) de R$ 180.000.00 3.00) seria considerado não-operacional.00 30% de R$ 480.00 (R$ 170.00.00 e lucro real (lucro líquido ajustado pelas adições e exclusões registradas no LALUR). Nesse caso.000. e.000.000.000.Nesta hipótese.00 e o prejuízo fiscal apurado no LALUR fosse de R$ 170. nesse ano: • • Realizou alienações de bens do ativo permanente.000. 2.00.000.00) nos R$ 111. Compensação do prejuízo não-operacional de 2000: Prejuízo não-operacional de 2000 R$ 170. Apurou prejuízo fiscal.000.000. sendo realizado os ajuste no LALUR parte “B”. se o prejuízo não-operacional fosse de R$ 255. Caso a situação fosse inversa. Exemplo: 1. Continuando o exemplo. de R$ 480. no valor de R$ 255.000.000.000. b.000. tem-se a seguinte situação: a. ou seja.

00). nessa data Compensação parcial efetuada conforme ajuste lançada a fis deste livro Transferência para a conta de controle do prejuízo operacional. passará a ser considerado prejuízo das demais atividades.00 C 31.00 . Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 71 .000.000.00. .2001 .000.. . a parcela do prejuízo não-operacional no valor de R$ 26.00 . 144. .000. 170. como o lucro não-operacional de 2001 (R$ 180.00 5. nesse caso.000. Veja que.12. que não pode ser compensada em virtude do limite de 30% do lucro real de 2001. . .00 170. 26. . - .00) é suficiente para compensar o total do prejuízo não-operacional de 2000 (R$ 170.2000 Valor apurado no encerramento do periodobase anual.12. mas não compensado na apuração do lucro real .000. bem como os efeitos da sua compensação em 2001..Parcela não compensada R$ 26.000.. Registros no LALUR Controle na Parte “B” Os prejuízos fiscais apurados no exemplo anterior. 26.000. . procedendo-se aos ajustes na Parte B do LALUR.000.12.00 C 31.CONTROLE DE VALORES QUE CONSTITUIRÃO AJUSTE DO LUCRO LIQUIDO DE EXERCÍCIOS FUTUROS CONTA: Prejuízos Fiscais Não-operacionais PARA EFEITO DE CORREÇÃO MONETÁRIA DATA DO LANÇAMENTO (1) HISTÓRICO (2) MÊS DE VALOR A REFERÊNCIA CORRIGIR (3) (4) CONTROLE DE VALORES SALDO R$ (8) D/C (9) COEFICIENTE (5) DÉBITO (6) CRÉDITO (7) 31.2001 . devem ser registrados na Parte “B” do LALUR da seguinte forma: PARTE B . da parcela compensada com o lucro não operacional de 2001..

até o limite de 30% do valor positivo encontrado no item 4 dessa demonstração.00.000. 26. . na Parte A do LALUR. compensada com o lucro não operacional de 2001 mas não compensada na apuração do lucro real. . nessa data Parcela do prejuízo não operacional de 2000. depois de ajustado no LALUR por adição de R$ 67.000. . resultou naquele lucro real de R$ 480.2001 .2001 . .000. .12. em 31. mediante lançamento do seu valor no item 5 da Demonstração do Lucro Real.000.00 111.CONTROLE DE VALORES QUE CONSTITUIRÃO AJUSTE DO LUCRO LIQUIDO DE EXERCÍCIOS FUTUROS CONTA: Prejuízos Fiscais Operacionais PARA EFEITO DE CORREÇÃO MONETÁRIA DATA DO LANÇAMENTO (1) HISTÓRICO (2) CONTROLE DE VALORES MÊS DE VALOR A REFERÊNCIA CORRIGIR (3) (4) COEFICIENTE (5) DÉBITO (6) CRÉDITO (7) R$ (8) SALDO D/C (9) 31. teríamos: Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 72 . . no encerramento do período de apuração anual.000. . PARTE B . . o qual. . .12.2001.12. Exemplo: Admita-se que: Na hipótese exemplificada. .00 85. 31.00 C 31.00. o lucro líquido antes do Imposto de Renda tenha sido de R$ 420.00 C Compensação na Parte “A” A compensação de prejuízo fiscal opera-se.2000 Valor apurado no encerramentodo periodo-base anual.00 e exclusão de R$ 7. 85.000.12.000.em virtude do limitede 30% desse. .000.00. em virtude do limite de 30% desse . Assim.

Contabilista CRC nº . .12. . de reservas de lucros ou de capital.00 32. Lucro Real Reconhecemos a exatidão desta demonstração (Localidade). . 1.1. .00 480. . .000. . .2001 Demonstração do lucro real . já vistos nos módulos anteriores. . 144.00 .. .1. .000. . . 7.2. Prejuízo fiscal do anocalendário de 2000 6.000. (art. ou à conta de sócios. .000. .000. § 2º. . 35.1. 31 de dezembro de 2001 . ao capital social.000. .00 . .00 EXCLUSÕES R$ 420. Subtotal 5. . não prejudica o direito de compensar o prejuízo fiscal apurado no LALUR. com observância de todos os limites e condições tratados aqui. . .000. . . . . Dividendos recebidos 4. matriz ou titular de empresa individual. do RIR/99) Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 73 . .PARTE A .00 . Diretor. ADIÇÕES R$ . Menos: Compensações 5. . . com o lucro real apurado nos trimestres subseqüentes (ainda que do mesmo ano-calendário). 67. . . Absorção de Prejuízos na Escrituração Comercial A absorção de prejuízos apurados na escrituração comercial. . . 509.00 . Menos: Exclusões 3. Empresa que apura o Lucro Real Trimestral Se a empresa apurar o lucro real trimestralmente (procedimento opcional aplicável a partir de 1997). Multas fiscais indetutíveis 2. Contribuição Social sobre o Lucro 3. . .REGISTRO DOS AJUSTES DO LUCRO LIQUIDO DE EXERCÍCIOS FUTUROS DATA HISTÓRICO .00 336. mediante débito à conta de lucros acumulados. . Gerente ou Titular Prejuízos Fiscais das Demais Atividades Seguem os mesmos procedimentos adotados para a compensação dos prejuízos fiscais não operacionais. . . 31.000.. Lucro liquído do IR 2. . . Mais: Adições 2. o prejuízo fiscal apurado em um trimestre somente poderá ser compensado.

poderá ser reduzido pela compensação de valor negativo apurado na determinação da base de cálculo da contribuição em período(s) de apuração anterior (es). (§ 5º do art. quando positivo. sucursais.065/95. (art.065/95 e 52 da IN SRF nº11/96) Atividade Rural Embora não houvesse previsão legal expressa nesse sentido. 515 do RIR/99) Saliente-se que é vedada qualquer compensação de prejuízos fiscais entre duas ou mais sociedades em conta de participação ou entre estas e o sócio ostensivo. Vedação da Compensação de Prejuízos Fiscais no Exterior Lucros auferidos no exterior A partir de 1996.Sociedades em Conta de Participação (SCP) Sócio Ostensivo x SCP Não pode ser compensado com o lucro real do sócio ostensivo o prejuízo fiscal apurado pela sociedade em conta de participação (SCP). o qual somente poderá ser compensado com o lucro real apurado pela SCP. no exterior. 16 da Lei nº 9. a Superintendência Regional da Receita Federal da 8ª Região Fiscal (Estado de São Paulo).959/2000 e 2º da IN SRF nº 213/2002) Os prejuízos apurados no exterior não poderão ser compensados com os lucros auferidos no Brasil.249/95. de pessoas jurídicas domiciliadas no Brasil.249/95) Atenção: Os prejuízos apurados por uma controlada ou coligada. poderão ser compensados com lucros dessa mesma controlada ou coligada. 15 da Lei 9. (arts. 25 da Lei nº 9. o resultado apurado. até o limite de 30% do resultado positivo apurado (arts. decidiu que: Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 74 . controladas ou coligadas. observados o limite e as condições já examinados neste módulo. no exterior. Compensação da Base de Cálculo Negativa da Contribuição Social sobre o Lucro Compensação Na determinação da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro (CSL). 1º da Lei nº 9. passaram a compor o lucro real correspondente ao balanço levantado em 31 de dezembro do ano em que os lucros forem disponibilizados para a pessoa jurídica domiciliada no Brasil. 25 da Lei nº 9.532/97. 3º da Lei nº 9. encerrado(s) a partir do anocalendário de 1992. em resposta a consultas formuladas por contribuintes. os lucros auferidos por filiais. não sendo aplicado o limite de 30% previsto no art. depois de ajustado pelas adições e exclusões prescritas ou autorizadas pela legislação pertinente.

Importa lembrar que os prejuízos fiscais e bases de cálculo negativas da CSL que deram origem aos créditos que forem objeto dessa opção não poderão mais ser compensados na forma tratada neste texto. devendo. as bases de cálculo negativas da CSL. Essa disposição foi inserida. atual art. que condiciona a compensação de prejuízos não-operacionais com lucros da mesma natureza. publicadas no DOU de 28. passou a sujeitar-se também às restrições focalizadas nos limites e condições relatados neste módulo. pela primeira vez. 42 da MP nº 1. 195 da Constituição Federal. no art. Artigo 41 de MPO art.858-6. de acordo com o § 6º do art. não se aplicando o limite máximo de 30% (Decisões nºs 339 a 343. próprios ou cedidos por terceiros. que não se aplica à determinação da base de cálculo da CSL a norma tratada nos prejuízos fiscais não-operacionais.11.1999. para o início da produção de seus efeitos. sobre débitos inclusos nesse programa. Artigo 22 de MP De acordo com o art. portanto. em face da exigência de anterioridade de noventa dias (90) da publicação de lei que criou majore contribuições para a seguridade social.158-35/2001.09. ser baixados na Parte “B” do LALUR e nos controles da base de cálculo negativa da CSL a compensar.12. porém. a compensação de valores negativos relativos a períodos anteriores. 20 da MP nº 1. observadas as devidas normas. podem ser integralmente compensadas com o resultado do período de apuração. apuradas em períodos anteriores. 22 da MP nº 2. 22 da mesma MP. mediante a utilização de créditos oriundos de prejuízos fiscais e base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro.nas atividades rurais. estabeleceu que o referido limite de 30% não se aplica ao resultado decorrente da exploração de atividade rural. Entende-se que tais restrições passaram a ser aplicáveis à determinação da base de cálculo da CSL de períodos de apuração encerrados a partir de 30.1999).991-15/2000. Prejuízos Fiscais Utilizados no REFIS Programa de Recuperação Fiscal As empresas que aderirem ao Programa de Recuperação Fiscal (Refis) podem optar pela quitação de débitos relativos a multas e a juros devidos. relativamente à compensação de base de cálculo negativa da CSL. de 26. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 75 . Saliente-se. até a data da opção pelo Refis. atual art. 41 da MP nº 2.15835/2001. na determinação da base de cálculo da CSL. portanto.99.

Atenção: 1.000.00 nos pagamentos mensais. decorrentes do fornecimento de bens ou serviços. ficará sujeita ao lançamento de ofício. 395 do RIR/99) Exemplo: 1.000.000. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 76 . feitos por entidades da administração pública federal. Imposto de Renda Retido na Fonte ou pago pela própria empresa. 2. Caso a empresa não tenha pago o imposto devido mensalmente. e 890 do RIR/99) 1. inclusive: o IRRF sobre rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa. (art. restando a compensar R$ 8. não podem ser deduzidos os acréscimos moratórios pagos. rendimentos e ganhos de capital computados no lucro real.Compensação do Imposto Pago ou Retido na Fonte Deduções do Imposto Anual Do imposto calculado com base no lucro real anual podem ser deduzidos: (arts. dos quais foram compensados R$ 28. o IRRF sobre juros remuneratórios do capital próprio pagos ou creditados por outra sociedade da qual a empresa seja sócia ou acionista. teríamos: 2. IR pago sobre lucros auferidos no exterior. de acordo com as normas legais. 231.00.000. 3. Assim. III e IV. devido nos meses de janeiro a dezembro de 2002. Saldo de imposto pago a maior ou indevidamente. Se o imposto mensal foi pago com atraso. observadas as normas pertinentes. Supondo-se que a soma do imposto mensal devido nos meses de janeiro a dezembro (líquido de incentivos fiscais) seja de R$ 180. calculado por estimativa ou com base em balanços ou balancetes de suspensão ou redução.00 e que houve retenção do imposto na fonte de R$ 36. Imposto pago mensalmente. relativo a anos anteriores. que não tenha sido compensado com o imposto mensal pago. o Imposto de Renda pago separadamente sobre ganhos líquidos de aplicações financeiras de renda variável. incidente sobre receitas computadas na apuração do lucro real. 2. que não tenha sido compensado com o imposto mensal pago.00. o IR retido na fonte sobre pagamentos. 4.

IN SRF nº 16/92. 582 do RIR/99) Programas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial ou Agropecuário (PDTI/PDTA) aprovados após 03.199-14/2001). ou R$ 0.00 (R$ 36. saldo de IRRF a deduzir do imposto anual: R$ 8.a.000.00 de IRRF que foram compensados nos pagamentos mensais).000. b. prioritários para o desenvolvimento regional.000. observados os limites admissíveis. Atenção: Foram extintos relativamente ao período de apuração iniciado a partir de 1º de janeiro de 2001. b. 231 do RIR/99): a. a deduzir do imposto anual: R$ 180. redução e/ou isenção do imposto calculadas com base no lucro da exploração de empreendimentos incentivados (empreendimentos localizados nas áreas de atuação da Adene (Agência de Desenvolvimento do Nordeste) ou da ADA (Agência de Desenvolvimento da Amazônia). observados os limites e as condições pertinentes (art. prioritários para o desenvolvimento regional nas áreas da Adeneou da ADA.30 multiplicados pelo número de refeições fornecidas no ano. art. a. exceto para aqueles empreendimentos dos setores da economia que venham a ser considerados pelo Poder Executivo.00 que foram compensados nos pagamentos do imposto mensal). e para os que têm sede na área de jurisdição da Zona Franca de Manaus (art. poderão ser deduzidos os seguintes incentivos fiscais. depósito de 30% (trinta por cento) do imposto devido de 15% sobre o lucro da exploração de empreendimentos dos setores da economia que venham a ser consideradosem ato do poder executivo. líquidas da parcela cobrada dos trabalhadores. Incentivos Fiscais Deduções do Imposto Anual Do imposto devido sobre o lucro real anual. 2º da MP.000.00 menos os R$ 28.000.06. o benefício fiscal de redução do imposto de renda e adicionais não restituíveis de que trata os artigos 547 a 551 do RIR/99. imposto mensal pago.00 efetivamente pagos a título de imposto mensal mais R$ 28. prevalecendo o valor que for menor (art. dos setores da economia que venham a ser considerados prioritários para o desenvolvimento regional (MP nº 2. 30 da Lei nº 9. demais incentivos cuja dedução é permitida no imposto devido à alíquota de 15%. a saber: Programa de Alimentação do Trabalhador (15% das despesas de custeio do PAT. 581 do RIR/99. para reinvestimento acrescido de 50% de recursos próprios.000.249/95 e Portaria MF nº 312/95): até 4% do imposto (art.00 (R$ 152. 2199-14/01). de acordo com o programa previamente aprovado): até 4% do imposto Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 77 . em atividades de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico industrial ou agropecuário.93 (15% dos dispêndios incorridos em 2002.

1º do Decreto nº 794/93) Atenção: 1. § 2º. que tem direito à dedução do incentivo fiscal do PAT. em favor de projetos previamente aprovados pelo Ministério da Cultura: até 4% do imposto (arts. emitidos de acordo com as normas da Comissão de Valores Mobiliários: até 3% do imposto (art. na aquisição primária de Certificados de Investimento em projetos de produção de obras audiovisuais cinematográficas brasileiras (previamente aprovados pelo Ministério da Cultura). diminuído da parcela do imposto incidente sobre lucros.00. d. § 1º. e 582 do RIR/99) Exemplo: 1. 394. Os limites de dedução dos incentivos fiscais referidos na letra “c” são calculados. I. temos: IRPJ normal: 15% s/ R$ 980. Admitindo-se a hipótese de uma empresa submetida à apuração anual do lucro real em 2002: a. b. (art. do RIR/99) Doações aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente: até 1% do imposto.2002. (arts. que apurou lucro real anual em 31. e não tem prejuízos fiscais de períodos de apuração anteriores a compensar.Investimentos feitos em 2002. calculado por estimativa. c.000. 582 e 590 do RIR/99 e Manual de Instruções da DIPJ/2001) 2. pago nos meses de fevereiro/2002 a janeiro/2003. vedada a dedução da doação como despesa operacional.000. do RIR/99). e 543 do RIR/99) 3.000. (arts. 591 do RIR/99 e art. A soma das deduções dos incentivos fiscais do PAT e de PDTI/PDTA aprovados após 03.06. no valor de R$ 20. § 2º.00= R$ Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 78 . que sofreu retenção do IRRF sobre rendimentos de aplicações financeiras e sobre juros remuneratórios do capital próprio (não compensados nos pagamentos mensais) no valor de R$ 18. Somente os excessos dos incentivos fiscais do PAT e de PDTI/PDTA não aproveitados no anocalendário de competência poderão ser aproveitados nos dois anos-calendário subseqüentes. no valor de R$ 980. exclusivamente.00 (sem considerar o limite em função do imposto devido). começando pelo cálculo do imposto e do adicional devidos sobre o lucro real. cujo imposto mensal devido nos meses de janeiro a dezembro/2002. 504.12. 486.200. com base no imposto devido à alíquota de 15% (sem o adicional de 10%).00. e 476.93 fica limitada a 4% do imposto devido. 475. some R$ 190. § 11. (arts. rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior. A soma das deduções dos incentivos relativos a doações e patrocínios culturais e a investimentos em projetos de produção audiovisual está limitada a 4% do imposto devido (art. Nesse caso.000.00. 2. 486 do RIR/99) Doações e patrocínios culturais realizados em 2002.

Pessoa jurídica tributada pelo Lucro Real e que alterou seu regime de tributação para o Lucro Presumido. 79 Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados . Somente poderão ser compensados prejuízos contábilcontábeis apurados em períodos nos quais a empresa foi tributada pelo lucro real.00 (*) = Total do imposto e adicional devidos(*) R$ 980.00 Na seqüência. após a aplicação do percentual de atividade sobre a receita bruta.000. Bom Teste!! Questões 1.000.880.147. deduzindo o incentivo ao PAT e compensando o imposto pago mensalmente e o IRRF. sendo inadmissível compensar prejuízos de períodos nos quais a empresa submeteu-se à tributação pelo lucro presumido. b) Sim. Pode compensar este prejuízo fiscal compensar o prejuízo fiscal no regime de Lucro Presumido? a) Sim. c) Não.000. ainda que esses valores tenham sido apurados no Livro de Apuração do Lucro Real – LALUR.00 (R$ 5.000. A compensação dos prejuízos fiscais independem do regime de tributação da pessoa jurídica. d) Não.00 = Imposto mensal pago = Imposto de Renda Retido na Fonte = Saldo de imposto a pagar = R$ 221.00 = 3. Somente poderão ser compensados prejuízos fiscais apurados em períodos nos quais a empresa foi tributada pelo lucro real.00 Adicional: 10% s/ R$ 740.000.000.00 Autoteste Para melhor assimilação e interpretação do tema. onde somente uma alternativa corresponde à resposta correta. R$ 74.000.00 R$ 221. tinha prejuízos fiscais a compensar registrado na Parte “B” do LALUR. São questões teóricas e práticas. temos: Imposto e adicional devidos = Incentivo fiscal PAT: 4% s/ R$ 147.00 – R$ 240.200.000. O prejuízo apurado pelo lucro real pode ser compensado no lucro presumido. sendo inadmissível compensar prejuízos contábeis de períodos nos quais a empresa submeteu-se à tributação pelo lucro presumido. ainda que esses valores tenham sido apurados no Livro de Apuração do Lucro Real – LALUR.920. propomos a resolução de quinze (15) questões.00) (R$ 18.00) R$ 6.000.00) (R$ 190.

Somente é necessário que ocorra a modificação do controle societário. positiva ou negativa. b) Sim. qual é a classificação fiscal na Parte “B” do LALUR dos prejuízos fiscais? Qual é a classificação fiscal dos prejuízos fiscais obrigatória a partir de janeiro de 1996? a) Os prejuízos contábeis podem ser classificados em operacionais e não operacionais. os resultados decorrentes da compra de bens ou direitos do ativo permanente. b) Os prejuízos fiscais somente podem ser classificados em operacionais . exceto para as atividades rurais. entre a data da apuração e a da compensação do prejuízo. A partir de Janeiro de 1996 (de acordo com o art. a) Consideram-se não-operacionais. 35 da IN SRF nº 11/96). pelo prazo de 4 (quatro) anos. os resultados decorrentes da alienação de bens ou direitos do ativo permanente. Conceitue o termo “Não Operacional” para fins de segregação dos prejuízos fiscais do períodobase de apuração. Havendo modificação do controle societário e do ramo de atividade da pessoa jurídica. haverá perda do direito de compensar prejuízos fiscais? a) Sim. 4. os resultados decorrentes da alienação de bens ou direitos do ativo permanente. inclusive para as pessoas jurídicas tributadas pelo lucro presumido. que corresponde à diferença. desde que a pessoa jurídica opte posteriormente pelo lucro presumido. c) Os prejuízos fiscais devem ser classificados em Prejuízos Fiscais Não Operacionais e Prejuízos Fiscais das Demais Atividades. positiva ou negativa. Independentemente de um fato ocorrer simultaneamente com o outro c) Não. Qual é o limite permitido pela legislação do Imposto de Renda. para a compensação de prejuízos fiscais? a) 10%. d) Sim. entre o valor pelo qual o bem ou direito houver sido alienado e o seu valor contábil com observância do artigo 426 do RIR/99. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 80 . que corresponde à diferença. exceto para a compensação de prejuízos fiscais da atividade rural 3. positiva ou negativa. aproveitável somente no período base de apuração. c) 30%. b) 30%. que corresponde à diferença. b) Consideram-se operacionais. c) Consideram-se não-operacionais. cumulativamente. 5. entre o valor pelo qual o bem ou direito houver sido alienado e o seu valor contábil com observância do artigo 426 do RIR/99.2. d) Os prejuzos fiscais devem ser classificados em não operacionais se o resultado contábil operacional for negativo. d) 30%. entre o valor pelo qual o bem ou direito houver sido alienado e o seu valor contábil com observância do artigo 426 do RIR/99.

c) Não. Os prejuízos fiscais não operacionais e o prejuízo fiscal devem ser controlados na parte “B” do LALUR. Posso controlar no LALUR o prejuízo fiscal operacional.01. A partir de que momento será exigida a separação dos prejuízos fiscais em operacionais e não operacionais? a) A partir do momento em que forem verificados resultados não operacionais negativos num período e lucro real negativo em outro período. apurados a partir de 1º. O prejuízo fiscal não operacional poderá ser compensado com os prejuízos fiscais das demais atividades? a) Sim. no período. b) Sim. c) A separação em prejuízos não operacionais e em prejuízos das demais atividades somente será exigida se. b) A separação em prejuízos não operacionais e em prejuízos das demais atividades somente será exigida se.96.01. apurados a partir de 1º. Desde que observado o limite de 30%. para compensação futura com os lucros da mesma natureza apurados em períodos subseqüentes. somente poderão ser compensados com lucros não-operacionais. Os prejuízos fiscais não operacionais e o prejuízo fiscal devem ser controlados na parte “A” do LALUR. resultados não operacionais negativos e lucro real negativo (prejuízos fiscais).96. cumulativamente. observados o limite de 30%. forem verificados. somente poderão ser compensados com lucros não-operacionais. c) Sim. para compensação futura com os lucros da mesma natureza apurados em períodos subseqüentes. 8. Os prejuízos operacionais. na mesma folha. b) Não. os resultados decorrentes da alienação de bens ou direitos do ativo permanente. positiva ou negativa. em folhas distintas. forem verificados resultados não operacionais negativos e lucro real negativo (prejuízos fiscais). observados o limite de 30%. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 81 . Os prejuízos não-operacionais. Os prejuízos fiscais não operacionais e o prejuízo fiscal devem ser controlados na parte “B” do LALUR. que corresponde à diferença. em folhas distintas. entre o valor pelo qual o bem ou direito houver sido alienado e o seu valor contábil com observância do artigo 462 do RIR/99. 6.d) Consideram-se não-operacionais. Desde que esteja escriturado na Parte “B” do Livro Diário. no período. na mesma folha do prejuízo fiscal não operacional? E em que parte deste livro devem ser controlados? a) Não. para compensação futura com os lucros da mesma natureza apurados em períodos subseqüentes. d) Não. 7. d) A partir do momento em que forem verificados resultados não operacionais negativos num período e lucro real positivo em outro período.

Não pode ser compensado com o lucro real do sócio ostensivo o prejuízo fiscal apurado pela sociedade em conta de participação (SCP). c) Sim. 515 do RIR/99. O prejuízo fiscal da SCP pode ser compensado com o lucro do sócio ostensivo. c) Sim. a pessoa jurídica poderá deduzir incentivos fiscais? a) Sim. Desde que opte por Balanços de Suspensão ou Redução de imposto. c) Não. com observância de todos os limites e condições tratados neste texto. o prejuízo fiscal apurado em um trimestre somente poderá ser compensado. d) Não. o prejuízo fiscal apurado em um trimestre somente poderá ser compensado. 11. d) Sim. b) Sim. É permitido. b) Sim.. 9. com o lucro presumido apurado nos trimestres subseqüentes (ainda que do mesmo ano-calendário). até o limite de 30% do resultado positivo apurado (arts. o qual somente poderá ser compensado com o lucro real apurado pelas outras SCP. desde que a pessoa jurídica tenha uma única contabilidade.065/95 e 52 da IN SRF nº11/96) 12. b) Não. para compensação futura com os lucros da mesma natureza apurados em períodos subseqüentes. isto é. o prejuízo fiscal apurado em um mês poderá ser compensado com o lucro real apurado nos meses subsequentes. O prejuízo fiscal da SCP somente pode ser compensado com o lucro da própria SCP. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 82 . 16 da Lei nº 9. Pessoa jurídica que apurar o Lucro Real Trimestral e neste período apurar Prejuízo fiscal. Há obrigatoriedade de observação do limite de 30% na compensação da base de cálculo negativa da CSL de períodos-base anteriores? a) Não. Na compensação da base de cálculo negativa da CSL não há limite previsto. O prejuízo fiscal apurado pela SCP pode ser compensado com o do sócio ostensivo? a) Sim. em folhas distintas. desde que observados os limites e as condições pertinentes na legislação. Se a empresa apurar o lucro real trimestral (válido a partir de 1997).d) Não. com o lucro real apurado nos trimestres subseqüentes (ainda que do mesmo ano-calendário). Do imposto devido sobre o Lucro Real. inclusive a compensação da base de cálculo negativa da CSL com os prejuízos fiscais de períodos-base anteriores. nos trimestres subseqüentes? a) Sim. d) Sim. desde que observados os limites e as condições do art. n 10. com observância de todos os limites e condições tratados neste texto. sem o limite de 30% do resultado contábil apurado. Se a empresa apurar o lucro real trimestralmente (procedimento opcional aplicável a partir de 1997). Os prejuízos fiscais não operacionais e o prejuízo contábil devem ser controlados na parte “B” do LALUR. pode compensá-lo dentro do próprio ano-calendário.

b) Não. Somente podem ser aproveitados os excessos dos incentivos fiscais do PAT.06. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 83 . Somente os excessos dos incentivos fiscais do PAT e de PDTI/PDTA não aproveitados no anocalendário de competência poderão ser aproveitados nos dois anos-calendário subseqüentes. desde que observados os limites e as condições do Lucro Presumido.b) Sim. O adicional do Imposto de Renda somente deve ser utilizado para o cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro. juntamente com o valor principal do imposto. Somente podem ser aproveitados os excessos dos incentivos fiscais do PAT e Vale Transporte. sem o adicional de 10%. cuja soma excede a 4% do imposto devido. A soma das deduções dos incentivos fiscais do PAT. Somente podem ser compensados os valores apurados em balanços ou balancetes de suspensão. d) Não. Havendo excesso. c) Não. d) Não. PDTI. Paguei imposto mensal por estimativa em atraso. ou redução de imposto. juntamente com os valores antecipados a título de estimativa mensal. 14. Cultura e Fundos de Direitos da Criança e do Adolescente. posso aproveitálos nos anos subseqüentes? a) Não. b) Não. b) Não. c) Não. d) Não. pode ser utilizado nos anos-calendário subseqüentes. Pessoa jurídica possui incentivos fiscais (PAT e PDTI/PDTA). c) Sim. 15. d) Sim. Posso considerar o adicional na determinação deste limite? a) Sim. não podem ser deduzidos os acréscimos moratórios pagos. posso deduzir estes acréscimos legais moratórios do imposto devido no próprio período? a) Sim. Se o imposto mensal foi pago com atraso. Qualquer que seja o incentivo. c) Sim. A opção pelos incentivos fiscais é somente na Declaração de Rendimentos. PDTA. PDTI/PDTA. desde que deduza também da Contribuição Social sobre o Lucro. A soma das deduções dos incentivos fiscais do PAT e de PDTI/PDTA aprovados após 03. 13. Cultura e Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente não podem ultrapassar a 4% do imposto de renda devido. Pois o excesso se houver deve ser controlado na Parte “B” do LALUR. sem o adicional. Havendo excessos dos incentivos fiscais no ano-calendário de competência.93 fica limitada a 4% do imposto devido.

é prejuízo fiscal ou contábil? 2. então como se daria esta compensação? b) Veja. Não há inclusive a necessidade de escrituração comercial. 513 do RIR/99). Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 84 . Observe-se que esses dois eventos só constituem causa impeditiva da compensação de prejuízos fiscais se houverem ocorrido. b) Pense bem. d) Analise com cuidado esta alternativa. tem um diferencial muito importante neste texto: o prejuízo fiscal e o contábil. mas desde 1995 não há mais prazo prescricional. 513 do RIR/99. 510 e 512 do RIR/99). Consulte o art. O lucro presumido é uma forma simplificada de tributação.Veja bem. Consulte o art. 3. No lucro presumido não existe a figura de compensação de prejuízos fiscais. a) Pense bem. Consulte o artigo 513 do RIR/99. c) Parabéns. c) Veja bem. 4. Para maiores detalhes consulte os artigos 510 e 512 do RIR/99. não há a figura do prejuízo fiscal. o prejuízo fiscal de período de apuração anterior poderá até ser integralmente compensado em um único período de apuração.. b) O percentual você acertou.. 513 do RIR/99 d) Reveja o texto. mas o lucro presumido. isto não tem nada a ver com a compensação de prejuízos fiscais. entre o encerramento do período de apuração no qual o prejuízo foi apurado e o encerramento do período-base da compensação (vide art. a) Parabéns. desde que o valor a compensar não ultrapasse a trinta por cento do lucro real do período de apuração da compensação (art. a) Veja que a pergunta refere-se a prejuízos fiscais e não contábeis!. Observe-se que esse limite está relacionado com o lucro real do período de apuração em que o prejuízo for compensado e não com o prejuízo a compensar.Respostas 1. c) O limite é este mesmo. Reflita um pouco mais sobre o percentual apresentado. a) Pense bem. d) OK. nestas condições cumulativas a pessoa jurídica pode compensar os prejuízos fiscais. cumulativamente (embora não necessariamente na mesma ocasião). pois no regime de lucro presumido. ou seja. O que está disciplinado nesta alternativa é a determinação do lucro presumido e. Os fatos devem ocorrer simultaneamente. Pense um pouco mais. A cumulatividade é obrigatória.

5. c) OK. No Livro Diário são registrados os lançamentos contábeis da empresa e. Você está assimilando bem o conteúdo. todo o resultado não operacional negativo será considerado prejuízo fiscal não operacional e a parcela excedente será considerada prejuízo fiscal das demais atividades. Complementando. b) Pense melhor. Parabéns! É isso mesmo!! d) Pense bem. A pergunta refere-se à prejuízos fiscais não operacionais!!! 7. b) Pense um pouco mais. Consulte o art. 2 – se todo o resultado não operacional negativo for maior ou igual ao prejuízo fiscal. Verifique o art. 426 do RIR/99 e lembre-se que o conceito é de Não Operacional. Reveja a matéria novamente. c) OK. a) Lembre-se que os prejuízos só podem ser compensados com os das mesmas espécies. O correto é artigo 426 do RIR/99. 8. então é venda e não compra. você saiu do contexto. Caiu no mesmo erro da alternativa anterior. A resposta esta quase certa. 85 Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados . 511 do RIR/99. Parabéns. Somente o LALUR subdivide-se em partes. não é dividido em partes. neste caso. o que queremos obter é a classificação dos Prejuízos Fiscais.……. b) Pense melhor.serve para escrituração comercial. c) Pense bem. Verifique os artigos 35 e 36 da IN SRF nº 11/96. observado o seguinte: 1 – se o prejuízo fiscal for maior. a) Os resultados devem ser ocorrer cumulativamente no mesmo período. estamos apurando resultados. c) OK. d) É quase isto. Analise com novamente esta questão. 6. d) Leia novamente a pergunta. Consulte os artigos 35 e 36 da IN SRF nº 11/96 para mais detalhes. a pessoa jurídica deverá comparar o prejuízo não operacional com o prejuízo fiscal apurado na demonstração do lucro real. d) Pense melhor. a) OK.b) Não! Essa não é a resposta correta. todo o prejuízo fiscal será considerado não operacional. a) Parabéns!! É isto mesmo.. Acertou na primeira. Você está assimilando bem o texto. o único erro é o número do artigo.

a) Pense melhor. cada conta tem uma folha específica. Ademais.b) A Parte “A” do LALUR é somente utilizada para os ajustes ao lucro líquido do exercício e. Parabéns! Você está realmente assimilando a matéria. b) Parabéns. A compensação sem limite. Consulte o artigo 515 do RIR/99. Saliente-se que é vedada qualquer compensação de prejuízos fiscais entre duas ou mais sociedades em conta de participação ou entre estas e o sócio ostensivo. mas com controles individuais. 11. 12. Pense mais um pouco. a) Pense melhor. b) O limite é do resultado fiscal e não do contábil. a) Releia novamente a questão. O que tem a ver CSL com IRPJ? O prejuízo fiscal é controlado na parte “B” do LALUR e a base de cálculo negativa da CSL não. c) OK. Trata-se de Lucro Real Trimestral e não Anual. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 86 . c) Infelizmente não é esta a resposta. c) Atenção: É expressamente vedada qualquer compensação de prejuízos fiscais entre duas ou mais sociedades em conta de participação ou entre estas e o sócio ostensivo. somente é permitida na Atividade Rural. Este é o procedimento correto. c) Pense um pouco mais. A exceção é a Atividade Rural. 10. pois estamos nos referindo ao lucro real e não ao regime de lucro pressumido. Consulte o artigo 231 do RIR/99 e terá a relação dos incentivos fiscais. d) Leia novamente esta resposta. Estamos tratando de prejuízo fiscal e não contábil. a) OK. Tanto o prejuízo fiscal como a base de cálculo negativa da CSL tem limites para compensação. d) Pense bem. Identifique no texto detalhes que descaracterizam esta alternativa. A figura dos balanços de suspensão ou redução de imposto existe somente no lucro real anual. são tributos de espécies diferentes. d) Leia novamente esta alternativa. Lembre-se que ao escriturar a Parte “B” deste livro. não para controlá-lo. b) Veja bem! A pergunta refere-se ao trimestre e não ao mês. d) OK. 9. Nas SCP a contabilidade deve ser em nome do sócio ostensivo.

13. Confira estes incentivos nos artigos 504.. O incentivo fiscal do Vale Transporte não é mais aplicável. Pense um pouco mais. b) Pense melhor. inciso I e 582 do RIR/99. seja ele por estimativa ou por balanços de suspensão ou redução. mas também não deve ser utilizado no cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro. Lembre-se que este procedimento foi alterado a partir de . b) Realmente no cálculo dos incentivos fiscais não computa o adicional do Imposto de Renda. Nem todo o excesso dos incentivos fiscais pode ser aproveitado nos anos subseqüentes. As antecipações referem-se aos valores principais dos tributos. d) Não é bem assim. O que o valor dos juros e multas de mora tem a ver com o valor anual do imposto devido? d) Parabéns.Janeiro de 1996 (Lei nº 9.. c) No lucro presumido não há mais incentivo fiscal. c) Parabéns. 15. sem adicional. é só no lucro real.. a) Pense bem.249/95). c) Releia a pergunta. O cálculo do incentivos fiscais é somente sobre o valor devido do imposto apurado pela alíquota normal de 15%. Consulte o artigo 231 do RIR/99. Consulte os artigos 582 a 590 do RIR/99. do RIR/99 c) Parabéns... Os juros e multa de mora são por atraso no pagamento do imposto. e o MAJURda Receita Federal. a) Pense bem. consulte os artigos 582 e 590 do RIR/99. e também o Manual de Instruções da DIPJ/2001. Consulte os artigos 504. inciso I e 582 do RIR/99 d) Reveja o texto. 14. inciso I e 582 do RIR/99. d) Pense melhor. Consulte o artigo 504. Consulte os artigos 582 a 590. Você realmente está assimilando o que foi proposto. b) Pode ser compensado toda a antecipação do imposto efetuado no ano. Pense um pouco mais. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 87 . a) Pense bem.b) A dedução dos Incentivos fiscais somente é permitido ao IRPJ. Para consolidar sua resposta.

para efeitos do Imposto de Renda. II. e 253 do RIR/99) Mais de um estabelecimento Caso haja mais de um estabelecimento no Brasil. sucursais. os resultados apurados em atividades no território nacional e os lucros.Módulo 5 . uma exigência da legislação comercial. no seu domicílio fiscal (arts. Sucursais ou Agências Descentralização da contabilidade As pessoas jurídicas que tenham filiais. Porém. caberá a opção pela descentralização contábil. em cada estabelecimento. sendo-lhes aplicáveis as regras de escrituração contábil e fiscal focalizadas neste texto. opcionalmente. se fizer esta opção. I. a qual deve abranger: − − − todas as operações realizadas pela empresa. Legislação do Imposto de Renda A legislação do Imposto de Renda (art. e 791 do RIR/99). (arts. equiparadas a pessoas jurídicas. de pessoas jurídicas com sede no exterior são. (art. Escrituração de Filiais. 212. 251 do RIR/99) dispõe que a pessoa jurídica sujeita à tributação com base no lucro real deve manter escrituração com observância das leis comerciais e fiscais. 252 do RIR/99) Filiais de empresas estrangeiras As filiais. pelo pagamento e. rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior. desde que os resultados apurados individualmente. O estabelecimento centralizador ficará responsável: − − − pela apuração. todos os resultados apurados nos demais estabelecimentos deverão ser incorporados na escituração da matriz no final de cada mês. tendo em vista os interesses societários e creditícios envolvidos na atividade empresarial. manter contabilidade descentralizada. “b”. sejam incorporados ao resultado de um deles.Obrigações Acessórias Exigência Legal Escrituração Contábil A escrituração contábil de uma empresa (individual ou coletiva) é. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 88 . pela declaração do Imposto de Renda. 147. no Brasil. agências ou representações. em primeiro lugar. sucursais ou agências podem.

Livros Fiscais Além dos livros comerciais. por conta ou subconta. (art. que constitui o registro básico de toda a escrituração contábil. Livro de Apuração do Lucro Real. para efeitos do Imposto de Renda: (arts.Livros Comerciais A escrituração comercial. (art. 258 do RIR/99 e PNs CST nºs 127/75. os lançamentos efetuados no Diário. no anverso da primeira e no verso da última folha numerada os termos de abertura e de encerramento e. as pessoas jurídicas e as empresas individuais tributadas pelo Imposto de Renda com base no lucro real deverão possuir os seguintes livros fiscais. Livros Diário e Razão Livro Diário É obrigatório o uso do livro Diário. ser autenticado pelo órgão competente. com a utilização de livros e papéis adequados. e estar assinado pelo Contabilista e o Responsável pela pessoa jurídica. todos os atos ou operações da atividade. livro Razão ou fichas utilizados para resumir e totalizar. Livro Registro de Entradas e. mecanizada ou não. 260 a 262 do RIR/99) − − − Livro Registro de Inventário. (art. respectivamente. devendo a sua escrituração ser individualizada e obedecer à ordem cronológica das operações. dia a dia. conter. Livro Razão e: Livro Registro de Duplicatas. 97/78 e 11/85) Esse livro deve: − − − ser encadernado com folhas numeradas seguidamente. cujo número e espécie ficam a critério da pessoa jurídica. no qual devem ser lançados. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 89 . em boa ordem e segundo as normas contábeis recomendadas. deve seguir ordem uniforme. 257 do RIR/99) Os livros comerciais são: − − − Livro Diário. 259 do RIR/99) O livro ou as fichas estão dispensados de autenticação. Livro Razão A pessoa jurídica tributada com base no lucro real deverá manter. mas é necessário ter o Termo de Abertura e Encerramento. ou que modifiquem ou possam vir a modificar a situação patrimonial da pessoa jurídica.

3. Os ajustes do lucro líquido do período de apuração. Livro Registro de Inventário Deverão ser colocados em inventário. alternativamente. O Livro pode ser substituído pelo Registro de Entradas. os produtos manufaturados. adotado para atendimento da legislação do ICMS/IPI. É um livro facultativo e. Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR) LALUR Neste livro.Livros para Registro Livro Registro de Duplicatas Por força da Lei nº 5. 2. A transcrição da Demonstração do Lucro Real e. as matérias primas. o livro Registro de Duplicatas é de escrituração obrigatória caso a empresa realize vendas a prazo com emissão de duplicatas. A empresa pode. os produtos em fabricação e. Fundamentação legal: PN CST nº 370/70 e 127/75. integra os livros auxiliares a que se refere o parágrafo 1º do art. inclusive substituindo o livro por fichas numeradas.474/68. Os registros de controle: Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 90 . os fornecedores e respectivos documentos de compras de bens. com especificações que facilitem sua identificação: − − − − − as mercadorias. deverão ser lançados: 1. 258 do RIR/99 do Diário (PNCST nº 127/75). Fundamentação Legal: PN CST 05/86 Livro Registro de Entradas (Compras) Este livro tem como principal característica a necessidade de ser escriturado em condições de poder identificar pelos seus registros. os bens em almoxarifado existentes na data do balanço patrimonial levantado ao fim de cada período de apuração do lucro real. pode ser utilizado como livro auxiliar da escrituração mercantil para efeito do Imposto de Renda. criar modelos próprios que satisfaçam às necessidades de seu negócio. E uma vez autenticado no Registro do Comércio. destinados a industrialização e/ou comercialização.

do lucro inflacionário a realizar. da depreciação incentivada. Valetransporte (excedentes apurados até o ano-calendário de 1997) e Programa de Desenvolvimento Tecnológico Industrial ou Agropecuário (PDTI/PDTA). b. dos dispêndios incentivados com Programa de Alimentação ao Trabalhador (PAT). Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados. 496. Já para as pessoas jurídicas que não exercerem essas atividades. mas a sua inexistência impossibilita a avaliação de estoques pelo método do custo médio. Balanço Patrimonial. incorporação e construção de imóveis. essas deduções são utilizáveis até o segundo ano-calendário sub seqüente ao da realização dos dispêndios.a 1. com observância da lei comercial. (arts. o controle permanente de estoques não é obrigatório. Demonstração do Resultado do Exercício. 504. das seguintes demonstrações financeiras ou contábeis: (art. dos demais valores que devam influenciar a determinação do lucro real de períodos de apuração futuros e não constem da escrituração comercial. loteamento ou desmembramento de terrenos para venda. I. Livro para Registro Permanente de Estoque Livro para Registro Permanente de Estoque Utilizado somente para as pessoas jurídicas que exercerem: − − − atividades de compra e venda. 582 e 590 do RIR/99) 2. a pessoa jurídica deverá apurar o lucro líquido mediante a elaboração. 3. acelerada b A serem utilizados no cálculo das deduções nos períodos de apuração subseqüentes. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 91 . Demonstrações Financeiras Obrigatórias Obrigatoriedade de levantamento para efeitos do Imposto de Renda Ao final de cada período de apuração do lucro real. dos prejuízos fiscais a compensar em períodos de apuração subseqüentes. 274 do RIR/99) a. c. 4.

158-35/01. observado o seguinte: I – Forma e Apresentação dos Arquivos Quando intimadas pelos Auditores -Fiscais da Receita Federal. § 1º. mecânica ou tipograficamente. Após o processamento. observado o seguinte: (arts. 10 da IN SRF nº 38/96. do RIR/99) Demonstrações Financeiras de filiais. as pessoas jurídicas que utilizarem sistemas de processamento eletrônico de dados para registrar negócios e atividades econômicas ou financeiras. deverá ser feita no prazo de 20 (vinte) dias contados do recebimento do Termo de Intimação Fiscal. sobre a forma de apresetnação. alterado pelos artigos 72 e 91 da MP 2. à disposição da Secretária da Receita Federal.Transcrição no Diário As demonstrações financeiras (contábeis) levantadas no encerramento de cada período de apuração do lucro real devem ser transcritas no livro Diário. deverão apresentar. 230. os arquivos digitais e sistemas contendo informações relativas aos seus negócios e atividades econômicas ou financeiras. deve ser observado o disposto no art. As folhas impressas deverão ser numeradas. 255 e 263 do RIR/99) a. De acordo com a legislação consolidada no art. controladas ou coligadas no exterior No caso de pessoa jurídica domiciliada no Brasil que tiver filiais. os impressos deverão ser destacados e encadernados em forma de livro. I. 265 do RIR/99. (IN SRF nº 77/86) Devem também ser transcritos no Diário os balanços ou balancetes mensais levantados para fins de suspensão ou redução do Imposto de Renda e da Contribuição Social devidos em cada mês. (art. em ordem seqüencial. escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal. Guarda de Documentos Arquivos Magnéticos Os livros comerciais e fiscais poderão ser escriturados por sistema de processamento eletrônico de dados. no prazo de 20 dias. ficam obrigadas a manter. quando exigida essa formalidade. sucursais. pelo prazo decadencial previsto na legislação tributária. sucursais ou sociedades controladas ou coligadas no exterior. em formulários contínuos. seguindo-se a lavratura dos termos de abertura e de encerramento e a apresentação ao órgão competente para autenticação. os respectivos arquivos digitais e sistemas. b. II – Prazos e Multas A apresentação dos arquivos magnéticos. observado os procedimento técnicos previstos no Ato Declaratório Executivo COFIS 15/01. quando solicitada pela fiscalização. podendo ser prorrogado por igual período pela autoridade solicitante em despacho fundamentado Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 92 .

(art. alínea “a”. enquanto não prescritas eventuais ações que lhe sejam pertinentes. 13 da Lei nº 8. para fins de arbitramento do lucro. o art. que equiparava à inexistência de escrituração. 72 e 91). documentos ou papéis de interesse da escrituração. até o vigésimo dia após o vencimento do prazo fixado para apresentação. multa equivalente a dois centésimos por cento de atraso. 266 do RIR/99 e MP 2. 264 do RIR/99 dispõe que: a) a pessoa jurídica é obrigada a conservar em ordem. b) ocorrendo extravio. inciso II. aos que não cumprirem o prazo estabelecido para apresentação dos arquivos e sistemas. aviso concernente ao fato e deste dará minuciosa informação. fichas. 22.99 ficou revogado o art.01. b) c) III . Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 93 . quando solicitada. a pessoa jurídica que se utilizar de sistema de processamento de dados deverá manter documentação técnica completa e atualizada do sistema. deterioração ou destruição de livros. livros. 5% (cinco por cento) do valor da operação correspondente.atendendo a requerimento circunstanciado e por escrito da pessoa jurídica intimada (art.218/91. da Lei nº 9.5% (meio por cento) do valor da sua receita bruta no período. a não-apresentação à fiscalização. caso não atenda à forma em que devem ser apresentados os registros e respectivos arquivos. facultada a manutenção em meio magnético. ou que se refiram a atos ou operações que modifiquem ou possam vir a modificar sua situação patrimonial. até o máximo de 1% dessa. remetendo cópia da comunicação ao órgão da Secretaria da Receita Federal de sua jurisdição. a pessoa jurídica fará publicar. calculada sobre a receita bruta da pessoa jurídica no período. sem prejuízo da sua emissão gráfica. ficando esta sujeita à multa de: a) 0.430/96).779/98) Documentação Técnica Conforme previsto no art. aos que omitirem ou prestarem incorretamente as informações solicitadas. documentos e papéis relativos a sua atividade. 38 da Lei nº 9. dentro de 48 (quarenta e oito) horas. ao órgão competente do Registro do Comércio.Lucro A partir de 1º. Conservação de Livros e Documentos Sobre a conservação de livros e documentos de escrituração comercial e fiscal. suficiente para possibilitar a sua auditoria.158-35/01. limitada a 1% da receita bruta da pessoa jurídica no período. c) a legalização de novos livros ou fichas só será providenciada depois de cumprida a exigência referida na letra “b”. 267 do RIR/99 (cuja matriz legal é o art. art. em jornal de grande circulação do local de seu estabelecimento. dos arquivos ou sistemas de escrituração eletrônica. em meio magnético.

da Lei nº 6. o titular de empresa individual. § 4º. relativos a fatos que repercutam em lançamentos contábeis de exercícios futuros. no qual deverão registrar toda a sua movimentação financeira. livro Caixa. não estando obrigadas a apuração do lucro real. Empresas Dispensadas de Escrituração Comercial Que Empresas são Dispensadas de Escrituração Comercial As pessoas jurídicas que. (§ 2º do art.317/96) a. no qual deverão registrar os estoques existentes no término de cada ano-calendário. c. devendo as demonstrações contábeis obrigatórias ser assinadas pelos sócios ou administradores e pelo contabilista responsável pela escrituração. na forma examinada neste texto. em boa ordem e guarda e enquanto não decorrido o prazo decadencial e não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes: (arts. 527 do RIR/99 e 7º da Lei nº 9. desde que mantenham. também na qualidade de contabilista. 268 do RIR/99 e 177. 268 do RIR/99) Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 94 .404/76) Desde que legalmente habilitado para o exercício profissional anteriormente referido. e assumir a responsabilidade pela escrituração. o sócio. inclusive a realizada por via bancária. As microempresas e as empresas de pequeno porte optantes pelo SIMPLES. Responsabilidade Profissional A escrituração contábil das pessoas jurídicas deve ficar sob a responsabilidade de contabilista legalmente habilitado nos termos da legislação específica. o acionista ou o diretor da sociedade podem assinar as demonstrações contábeis da empresa. Atenção: Estas empresas ficam dispensadas da manutenção de escrituração comercial.d) os comprovantes da escrituração da pessoa jurídica. b. serão conservados até que se opere a decadência do direito de a Fazenda Pública constituir os créditos tributários relativos a esses exercícios. livro Registro de Inventário. optarem pela tributação com base no lucro presumido. (arts. todos os documentos e demais papéis que serviram de base para a escrituração dos livros referidos nas letras “a” e “b”.

Penalidades por Irregularidades na Escrituração Falsificação A falsificação. c) as entidades imunes ou isentas. 981 do RIR/99) Apresentação da DIPJ Obrigatoriedade de Apresentação Estão obrigadas a apresentar a DIPJ as pessoas jurídicas em geral. art. (art. além da formação escolar. 268 do RIR/99). 256 do RIR/99) Valor da Multa Quando verificado pela autoridade tributária. independentementeda ação penal que couber.Atenção: 1ª) 2ª) A referida habilitação profissional pressupõe. submeterá o sujeito passivo a multa. que o contribuinte omitiu registro contábil total ou parcial de receita.as pessoas jurídicas que tiverem filiais devem entregar a DIPJ. a designação de pessoa não habilitada não eximirá o contribuinte da responsabilidade pela escrituração (§ 1º do art. ou praticou qualquer ato tendente a reduzir o imposto correspondente. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 95 . da escrituração e dos seus comprovantes. antes do encerramento do período de apuração. exceto as referidas no item 2 (Pessoas Jurídicas Desobrigadas de Apresentar a DIPJ). o registro no CRC. II . ou registrou custos ou despesas cuja realização não possa comprovar. pela matriz. § 1º a) as firmas e as empresas individuais equiparadas a pessoa jurídica. inclusive na hipótese anteriormente referida. que tenha por objeto eliminar ou reduzir o montante de imposto devido ou diferir seu pagamento. b) as entidades submetidas aos regimes de liquidação extrajudicial e falimentar. lançada e exigível ainda que não tenha terminado o período de apuração de incidência do imposto. de forma centralizada. pelo período em que perdurarem os procedimentos para a realização de seu ativo e o pagamento do passivo e. (art. material ou ideológica. ou de demonstração contábil. 59. Nas localidades em que não haja profissional habilitado. inclusive: (INs SRF nºs 127/1998e 93/1997. ele ficará sujeito à multa em valor igual à metade da receita omitida ou da dedução indevida.a obrigatoriedade de entrega dessa declaração alcança. observando-se que: I .

as autarquias e as fundações públicas.Desobrigatoriedade de Apresentação Estão desobrigados de apresentar a DIPJ: (IN SRF nº 127/1998) I . Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 96 . 278 e 279 da Lei nº 6. g) a sociedade em conta de participação. Mega-Sena etc.os órgãos públicos. ainda que se encontrem inscritos no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) por exigência legal ou que tenham seus atos constitutivos registrados em Cartórios ou Juntas Comerciais: a) os consórcios constituídos na forma dos arts. II . não podem apresentar a DIPJ. outra atividade comercial.). III . que não explorem. as quais estão sujeitas à apresentação da Declaração Simplificada. sem o concurso de profissionais qualificados ou especializados. no mesmo local. mesmo quando possua estabelecimento em que desenvolva suas atividades e empregue auxiliares. qualquer atividade operacional. estejam registrados como pessoa jurídica.as pessoas jurídicas inativas. b) a microempresa ou a empresa de pequeno porte que foi desenquadrada do Simples durante o ano-calendário fica obrigada a apresentar duas declarações: a Declaração Simplificada. f) os fundos em condomínio e clubes de investimento. ainda que. preste serviços profissionais. contratos de empreitada unicamente de mão-de-obra. individualmente. d) os receptores de apostas da Loteria Esportiva e da Loteria de Números (Loto. financeira ou patrimonial. para atender a exigência do órgão credenciador. b) a pessoa física que. Proibição de Apresentar a DIPJ Não podem apresentar a DIPJ Por não se caracterizarem como pessoa jurídica. e a DIPJ.404/76. durante o ano-calendário. credenciados pela Caixa Econômica Federal. Sena. individualmente. referente ao período restante do ano-calendário. as quais estão sujeitas à apresentação da Declaração de Inatividade.as microempresas e as empresas de pequeno porte enquadradas no regime do Simples. c) a pessoa física que explore. e) os condomínios de edifícios. não-operacional. relativa ao período em que esteve enquadrada no Simples. observado o seguinte: a) somente está dispensada da apresentação da DIPJ a pessoa jurídica que permaneceu enquadrada no Simples durante todo o ano-calendário de referência. assim consideradas as que não realizaram.

Considera-se data do evento a data da deliberação que aprovar a incorporação. fusão ou incorporação da pessoa jurídica deverá ser apresentada até o último dia útil do mês subseqüente ao do evento. quando a declaração for apresentada após o prazo.03. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 97 .multa de dois por cento (2%) ao mês-calendário ou fração incidente sobre o montante do imposto de renda da pessoa jurídica informado na DIPJ. Atenção: 1ª) A multa será reduzida: a) b) em cinqüenta por cento.06.2002. em vinte e cinco por cento. cisão. exceto a relativa a evento ocorrido no mês de janeiro de 2002. mas antes de qualquer procedimento de ofício. se houver a apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. cujo prazo de entrega foi até 28. a sua apresentação fora do prazo ou a apresentação com incorreções ou omissões sujeitará a pessoa jurídica as seguintes multas: I . a fusão ou a cisão.00 inclusive no caso de a declaração não apresentar imposto devido. cisão. do RIR/99) Multa por Incorreções ou Omissões na DIPJ Multa por Apresentação com Incorreções ou Omissões e Fora de Prazo A falta de apresentação da DIPJ.05.00 (vinte reais) para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas. II . fusão ou incorporação A DIPJ relativa a eventos de encerramento de atividades. limitada a vinte por cento. ainda que integralmente pago.multa de R$ 20.2002 até 30. 2ª) A multa não será inferior a R$ 500. § 1º.Prazos de Entrega da DIPJ DIPJ relativa ao ano-calendário de 2002 A entrega da DIPJ relativa ao ano-calendário de 2002 deverá ser efetuada: No caso de pessoas jurídicas imunes ou isentas No caso das demais pessoas jurídicas obrigadas à apresentação da DIPJ até 30. (art. no caso de falta de entrega ou de entrega em atraso.2002 DIPJ relativa a encerramento de atividades. 235.

Razão e Registro de Duplicatas. Lalur. Livro Registro de Entradas e Livro de Apuração do Lucro Real. Livro Registro de Duplicatas e Livro Razão. c) Livro Diário. devendo ser observado com a maior atenção possível baseando-se pelo texto onde expõe todo a matéria do modulo em questão. Razão e Registro de Compras. 2. c) Sim. no qual devem ser lançados. Livro Registro de Inventário. Pois constitui o registro básico de toda a escrituração contábil. todos os atos ou operações da atividade. d) Livro Diário. c) Imposto de Renda com base no lucro: livros comerciais. O livro Diário é de uso obrigatório para as pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real? a) Sim. dia a dia. Livro Razão e Registro de Duplicatas. Quais são os livros obrigatórios pela legislação do Imposto de Renda? a) Livro Diário. Bom Teste!! Questões 1. desde que escriture também o livro Caixa. b) Livro Diário. Livro Diário. Livro Razão e Registro de Entradas. Autoteste Os testes são de múltipla escolha. contendo apenas uma alternativa correta. 3. Quais são os livros obrigatórios pela legislação comercial? a) Livro Caixa. b) Não. d) Livro Caixa. que será notificado ao contribuinte.A multa será cobrada por meio de lançamento efetuado pela Secretária da Receita Federal. Livro Registro de Entradas e Livro de Apuração do Lucro Real. Este livro somente é obrigatório para as pessoas jurídicas tributadas pelo lucro presumido e simples. b) Imposto de Renda com base no lucro: Livro Registro de Inventário. Livro Razão e Livro Registro de Duplicatas. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 98 . Diário. ou que modifiquem ou possam vir a modificar a situação patrimonial da pessoa jurídica.

d) Deverão ser arrolados. e assinado pelo Contabilista. as matérias primas. as mercadorias. Deve ter o mesmo procedimento aplicado ao livro Diário e Inventário. as matérias primas. Pois constitui o registro básico de toda a escrituração contábil. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 99 . os produtos em fabricação e os bens em almoxarifado existentes ao final de cada mês. e assinado pelo Contabilista e o Responsável pela pessoa jurídica. existentes na data do balanço patrimonial levantado ao fim de cada período de apuração do lucro real. O livro Razão ou as fichas estão dispensados de autenticação. os produtos em fabricação e os bens em almoxarifado existentes na data do balanço patrimonial levantado ao fim de cada período de apuração do lucro real com a finalidade de suspender ou reduzir o imposto devido. as mercadorias. É obrigatório o registro e autenticação do livro ou as fichas do Razão? a) Sim. os produtos manufaturados. com especificações que facilitem sua identificação. mas é necessário ter Termo de Abertura e Encerramento. mas somente para as pessoas jurídicas tributadas pelo lucro presumido e simples. ano a ano. as matérias primas. 6. somente os bens em almoxarifado. c) Sim. b) Sim. Deve ter o mesmo procedimento aplicado ao livro Diário. os produtos em fabricação e os bens em almoxarifado existentes na data do balanço patrimonial levantado ao fim de cada período de apuração do lucro real. 4. com especificações que facilitem sua identificação. O que deve ser arrolado no livro Registro de Inventário? a) Deverão ser arrolados. no qual devem ser lançados. bem como na data do balanço patrimonial levantado ao fim de cada período de apuração do lucro presumido. d) Não. trimestre e no período de suspensão ou redução do imposto devido. é obrigatória a escrituração e manutenção do livro Registro de Inventário? a) Não. Independente de sua forma de tributação. os produtos manufaturados. os produtos manufaturados. 5. É um livro obrigatório mesmo que a pessoa jurídica seja tributada pelo lucro presumido ou simples. Basta a pessoa jurídica manter sistema de custo integrado com a contabilidade.d) Sim. b) Não. d) Sim. c) Deverão ser arrolados. todos os atos ou operações da atividade. com especificações que facilitem sua identificação. mas é necessário ter Termo de Abertura e Encerramento. c) Não. as mercadorias. O livro Razão ou as fichas estão dispensados de autenticação. ou que modifiquem ou possam vir a modificar a situação patrimonial da pessoa jurídica. b) Deverão ser arrolados. Esta obrigatoriedade somente se aplica às pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real. com especificações que facilitem sua identificação.

d) Sim. b) Sim. Os livros devem ser escriturados somente em papel e registrados no Registro do Comercio ou Cartório do Registro Civil das Pessoas Jurídicas. c) Balanço Patrimonial e Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados. Demonstração de Resultados do Exercício. desde que a empresa não guarde mais seus documentos. Aplica-se os mesmos procedimentos aos demais livros fiscais e comerciais. Lucro Presumido e Arbitrado e Real. seja trimestral ou anual. 8. d) Pessoas jurídicas tributadas pelo Simples. desde que observado o disposto nos artigos 255 e 263 do RIR/99. c) Sim. Lucro Presumido e Arbitrado. desde que a empresa opte pelo lucro Arbitrado.7. b) Balanço Patrimonial. d) Balanço Patrimonial. Demonstração das Origens de Aplicações de Recursos e Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 100 . b) Pessoas jurídicas tributadas pelo Simples. 10. b) Não. Balancete de Verificação. entretanto. sempre que suspender ou reduzir o imposto devido no período e. c) Pessoas jurídicas tributadas pelo livro Caixa. lucro Real e Presumido. pois somente deve ser escriturado ao final do ano-calendário. Na Junta Comercial dos Estados do domicílio do contribuinte. desde que mantenham livro Caixa e livro Registro de Inventário. 9. A pessoa jurídica deve. Quais as pessoas jurídicas que estão dispensadas de manter escrituração comercial? a) Pessoas jurídicas tributadas pelo Simples. Quais as demonstrações financeiras as pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real estão obrigadas a inserir no livro Diário? a) Balanço Patrimonial. O livro de Apuração do Lucro Real deve ser autenticado em algum órgão competente? a) Sim. Os livros comerciais e fiscais poderão ser escriturados por sistema de processamento eletrônico de dados? a) Sim. Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados e Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. manter obrigatoriamente sua escrituração. c) Não. ao final do período de apuração do imposto. Demonstração do Resultado do Exercício e Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados. d) Não.

b) Não. e o titular de empresa individual podem assinar as Demonstrações Contábeis da empresa na ausência ou falta do Contabilista? a) Sim. Não apresentando imposto devido. Somente o contabilista responsável pela sociedade deve assinar estas demonstrações. d) Sim. c) Sim. Devem entregar somente a do estabelecimento matriz. d) Sim. desde que ele seja legalmente habilitado para o exercício profissional da atividade de contabilista. acionista ou diretor da sociedade.00. b) Sim. 13. d) Multa de dois por cento ao mês-calendário ou fração incidente sobre o montante do imposto de renda da pessoa jurídica informado na DIPJ. Na data fixada pelo fisco. qual o valor da multa a ser aplicável à pessoa jurídica pela entrega em atraso da DIPJ? a) Multa de R$ 20. c) Não. b) Em cinqüenta por cento. inclusive DCTF. 12. de forma descentralizada. quando a declaração for apresentada após o prazo. c) A multa é de R$ 500. Cada uma no seu respectivo endereço. d) Não. estão obrigadas a entregarem a DIPJ? a) Sim. c) Sim. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 101 . b) Não. pois elas somente apresentam a PJ Simplificada. pois eles são os donos da empresa. Devem entregar a do estabelecimento matriz e das filiais de forma centralizada. 14. mas antes de qualquer procedimento de ofício. As pessoas jurídicas que tiverem filiais devem entregar a DIPJ de todas as suas filiais? a) Não. Os sócios. consolidando o resultado de todas as filiais. A microempresa (ME) e a empresa de pequeno porte (EPP) enquadrada no Simples. As pessoas jurídicas que tiverem filiais devem entregar a DIPJ da matriz e das filiais. A ME e a EPP somente apresentam a DCTF.11. desde que assumam a responsabilidade pela escrituração.00 (vinte reais) para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas.

Pense um pouco mais. b) Parabéns. d) Não. o qual é obrigatório para as pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real. os outros não. Estes realmente são os livros comerciais. o livro Lalur é fiscal. a) O livro Registro de Duplicatas é comercial.. é o livro Caixa? b) A escrituração comercial para as pessoas jurídicas que optarem pelo lucro presumido ou simples é facultativa. d) Analise melhor esta alternativa. Consulte o art. desde que saiba o valor das multas. antes de qualquer notificação do fisco. O contribuinte somente pagará a multa quando entregar a declaração pela internet. 97/78 e 11/85. 2. Você realmente está assimilando este tema. somente o livro Diário e o Razão são livros comerciais. a) Não! Não é obrigatório o registro e autenticação deste livro. nenhum desses!! Consulte novamente o material e os artigos 260 a 262 do RIR/99. Mas. a) O livro Diário e Razão realmente são comerciais. c) Pense melhor. c) OK. erro ou omissão da DIPJ? a) Sim. d) Nesta opção. O contribuinte deve aguarda notificação do fisco. Respostas 1. 258 do RIR/99 e PN CST nº 127/75. Estes livros são obrigatórios para o lucro real e. a) Esta certo que este livro é obrigatório. Quanto ao livro Diário. d) Não. Pense melhor. 260 a 262 do RIR/99. Para uma melhor assimilação. b) Sim.15. não para o lucro presumido. 4. sim. 3. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 102 . c) Não. Consulte os artigos 260 a 262 do RIR/99. Consulte o art. A escrituração dos fatos no livro Diário é dia a dia. b) Desses. verifique os artigos 260 e 262 do RIR/99. Pense mais um pouco! c) Parabéns. O contribuinte pode pagar antecipadamente a multa por atraso.

Parabéns. pois falta acrescentar neste livro a assinatura do responsável pela pessoa jurídica. d) Analise melhor a resposta. c) Pense melhor. Verifique o artigo 274 do RIR/99. Arbitrado. No lucro presumido há a figura dos balanços de suspensão ou redução do imposto. b) Realmente não precisa ser autenticado nem registrado. 6. Você está assimilando muito bem o conteúdo. Esta é a alternativa correta. Este livro é obrigatório independentemente da forma de tributação das pessoas jurídicas. b) OK. c) Parabéns. d) Pense melhor. anual ou reduzir ou suspender). acabados ou em processo. Deve ser aplicado ao Lucro Presumido. d) Parabéns. c) Pense melhor. Somente deve ser autenticado e registrado o livro Diário e o Registro de Inventário. Para comprovar a origem dos lucros é necessário saber o volume de compras e saídas do estoque. 7. Este livro não deve ser registrado nem autenticado. Não são todas estas demonstrações. b) Veja. Consulte a IN SRF nº 28/78. a) Não é bem assim. a) Pense bem. não há nada que contrarie esta demonstração. Este livro tem procedimentos específicos. você realmente assimilou a matéria. Além destas demonstrações. a) Pense melhor.b) Pense melhor. É quase isto. 5. Este é um livro fiscal obrigatório independentemente da forma de tributação das pessoas jurídicas. Neste livro deve ser arrolado todo o estoque existente. d) Reveja a questão. c) OK. mas sua escrituração é obrigatória sempre que a pessoa jurídica tributada pelo lucro real apurar o imposto devido (trimestral. algumas pessoas jurídicas inserem também o Plano de Contas. b) OK. a) Pense bem. pois somente o livro Diário e o livro Registro de Inventário devem ser autenticados. 8. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 103 . Real e Simples. a escrituração deste livro independe da forma de tributação da pessoa jurídica.

Consulte o art. 274 do RIR/99. Agora confirme nos artigos 527 do RIR/99 e 7º da lei nº 9. c) Livro Caixa não é forma de tributação e sim de escrituração. c) Pense melhor. § 2º do RIR/99. d) Leia novamente a questão. c) OK. quem pode assinar? E se os sócios também forem contabilista. Consulte estes artigos e reforce sua opção. Não é bem assim. d) Parabéns. Reveja este tema.c) Pense melhor. O que o lucro Arbitrado tem a ver com isto? A regra é geral. Não dá para entregar as duas. Você realmente esta assimilando o contexto. O CNPJ da pessoa jurídica é um só. a) A guarda de documentos é obrigatória. não é uma forma completa? Veja artigo 527 do RIR/99. 9. pois tem algo que não confere com a pergunta. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 104 . Consulte o art. Deve entregar a da mátria ou das filiais. Já imaginou quanto papel a empresa teria que guardar? d) Analise novamente a questão. Na falta deste contabilista. Verifique o artigo 267 do RIR/99. 11. d) Para responder esta questão é recomendável você consultar o artigo 274 do RIR/99. pois a pergunta refere-se à legislação fiscal e não comercial. Olhe o lucro real de novo. Simples. b) Analise novamente a questão. b) Pense um pouco mais. 12. Ainda falta um detalhe muito importante: a habilitação profissional. a) Parabéns. Falta ainda um demonstrativo. a) Veja bem. Presumido e Arbitrado não são formas simplificadas de tributação? E o lucro real. 268. independentemente da forma de tributação. 10. Ser o dono da empresa não significa ter habilitação profissional para o exercício da atividade de contabilista. não poderão assinar? Consulte o art. 268. Tente novamente. b) Parabéns. Tente novamente.317/96. a) Pense melhor. d) Pense bem. b) Leia novamente esta alternativa. § 2º do RIR/99. c) A descentralização não existe mais.

15. Reveja o texto. a) Estes tipos de pessoa jurídica não fazem DIPJ. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 105 . em qualquer circunstância. Este é o valor mínimo aplicável. Estas sociedades não estão obrigadas à estas declarações. O próprio fisco se encarrega de fazer o lançamento da multa e notificar o contribuinte. O contribuinte deve aguardar a notificação do fisco para pagar a multa. Tente novamente. b) Pense bem. A pergunta é por atraso na entrega. Porque o contribuinte deve se antecipar ao fisco? Reveja o texto. a) Pense bem. b) A questão é: a pessoa jurídica não apurou imposto devido. b) O critério de cobrança de multas é por lançamento e. c) OK. d) A pessoa jurídica não apresentou imposto devido. há também outros modelos de apresentação de Declaração de Rendimentos. Tente novamente. c) Parabéns. Pense melhor.13. a) Esta multa é por omissão ou erro. c) Parabéns. Tente novamente. 14. Elas estão obrigadas a outro tipo de declaração de rendimentos. Revise o texto. Não existe somente a DIPJ. estão dispensadas. d) Pense melhor. não por iniciativa do próprio contribuinte. d) Pense melhor. Elas não apresentam a DCTF. Embora não haja disposição em contrário.

Atenção: É considerado não dedutível na determinação do Lucro Real. 654 do RIR/99) A retirada de pró-labore. é integralmente dedutível. 230 do RIR/99 e art.A. (art. 10 a 13 da IN SRF nº 93/97) Os resultados apurados nos balanços ou balancetes intermediários devem obedecer ao regime de competência. Lucro Real Anual A antecipação de imposto mensal é obrigatória. isto é.Módulo 6: Vantagens Tributárias do Sistema Balanços Provisórios. no momento em que nasce a obrigação de pagá-las. (art. as receitas são computadas em função do momento em que nasce o direito de recebê-las e. Antecipações de Lucros e Impostos e Compensação Parcial de Prejuízos Fiscais Balanços Provisórios Para a suspensão ou redução do imposto estimado. mesmo que a empresa apresente prejuízo no período. 251 do RIR/99 e PN CST nº 58/77) Antecipação de Lucros Os lucros constantes em Balanço Patrimonial levantado a partir de 1º.). Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 106 . O apurado em cada trimestre é definitivo. (art. as despesas. entretanto a pessoa jurídica pode levantar balanços ou balancetes de suspensão ou redução do imposto e reduzir/suspender o imposto devido no período de apuração. 357 do RIR/99) Antecipação Mensal do Imposto Lucro Real Trimestral Não há a possibilidade de antecipação do Imposto Devido. o prólabore pago a diretor de empresa sociedade anônima (S. em qualquer circunstância. a pessoa jurídica deverá providenciar balancete mensal intermediário acumulado no período em curso.96.01. que não resida no País. poderão ser distribuídos com isenção de IR-Fonte. aos sócios ou acionistas (PF ou PJ) domiciliados no Brasil ou no Exterior. (art.

faz-se necessário apontarmos algumas variáveis em relação aos sistemas de tributação permitidos. este somente poderá ser compensado nos trimestres subseqüentes. O IR deve ser pago sobre o lucro real trimestral. Livro de Apuração do Lucro Real e Livro Registro de Inventário). no próprio ano-calendário. a diferença deve ser paga em quota única. Atenção: No Lucro Real Trimestral não há esta possibilidade. Lucro Real X Lucro Presumido Escolha da melhor opção: Lucro Real x Lucro Presumido Para escolher qual a melhor alternativa de pagamento do imposto devido. Se o imposto devido for menor que o antecipado. somente serve para suspender ou reduzir o imposto devido. a compensação de prejuízos fiscais apurados nos períodos de suspensão ou redução do imposto é provisória. automaticamente. até o último dia útil do mês de março do ano subseqüente. isto é. O imposto é definitivo. Havendo prejuízos durante o transcorrer do período-base de apuração. Os prejuízos contábeis apurados no transcorrer do período-base serão absorvidos. A escrituração comercial é obrigatória (Livro Diário. Lucro Presumido Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 107 . Lucro Real Trimestral − − − − Anual − − − − O imposto apurado é antecipação do devido no final do ano. Livro Razão. a pessoa jurídica poderá compensá lo ou pedir restituição deste imposto. O período-base do IRPJ termina a cada final de trimestre.Atenção: 1No final do ano calendário a pessoa jurídica deverá apurar o imposto devido no período base e compensar o imposto antecipado mensalmente. O imposto apurado é definitivo para todo o ano-calendário. 2- Compensação Parcial de Prejuízos No regime de Lucro Real Estimado (Balanço Anual). 220 do RIR/99). isolado dos demais trimestres. Neste sistema a pessoa jurídica poderá utilizar os incentivos fiscais. Se o devido apurado for maior que o antecipado. não cabendo apurar diferença (a pagar ou a compensar) no ajuste anual (art.

04.− − − − Não há possibilidade de compensação de prejuízos fiscais. 30. A escrituração comercial ou do livro Caixa fica a critério do contribuinte. nós disponibilizamos no módulo seguinte ao caso prático. Não tem volta. a opção será irretratável para todo o ano-calendário. Atenção: Em ambos os sistemas. pago através do DARF e da DCTF. economicamente às empresas. Não há a possibilidade de aproveitamento dos incentivos fiscais. Mais atenção: No momento de utilizar nosso simulador automático.02. para que você possa escolher qual a melhor opção para sua empresa. Data de Opção As datas de opção para o IRPJ estimado e trimestral são: − − 28. Porém. pago através do DARF e da DCTF Conclusão O sistema mais flexível e mais vantajoso. A apuração do imposto é com base na Receita Bruta mais as demais receitas da pessoa jurídica. no próximo módulo será apresentado um caso prático com a solução e comentários sobre a melhor opção entre o Lucro Real e o Lucro Presumido para o caso apresentado. um simulador e convidamos para que você aplique os dados da pessoa jurídica nos dois sistemas (Lucro Real e Lucro Presumido). Caso Prático e Simulador A seguir. somente o lucro contábil ajustado é tributável. enquanto que no lucro real. não se esqueça das demais variáveis econômicas!! E lembre-se da relação Custo x Benefício. Diante dos resultados apurados você pode comparar e escolher a melhor opção.2003 – IRPJ estimado. é a apuração do imposto devido mediante a aplicação do IRPJ Mensal Estimado. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 108 .2003 – IRPJ trimestral.

00 para a determinação da base de cálculo da CSL.000. pretende escolher a melhor forma de tributação.000.000.00 = R$ 90.00 = R$ 240.00 x 8% Serviços R$ 60.00 menos R$ 60.400.00 x 32% (+) Outras Receitas Tributáveis = R$ 3.000.000.000.Caso Prático Enunciado Pessoa jurídica contribuinte do Imposto de Renda (atividade de comércio e serviços).360.200.000. apurou-se a seguinte situação: Venda de Mercadorias Venda de Serviços *Despesas Administrativas Receitas Tributáveis R$ 40.200.00 e R$ 60.00).00 Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 109 .00 Cálculo do Imposto: (=) Lucro Real Fiscal Normal (alíquota de 15% sobre R$ 62.00 2.00 R$ 40.00 = R$ 400.00 R$ 90.00 = R$ 64. Lucro Presumido IRPJ Base de Cálculo: Mercadorias R$ 40.000.600.00 = R$ 19. R$ 14. Dados: No primeiro trimestre de 19x3 (dados hipotéticos).00) Adicional (alíquota de 10% sobre a diferençaentre R$ 64.000.00 (*) Destas despesas.00 R$ 60.000.000.000. se lucro real ou lucro presumido.000.00 = R$ 40.400.00 Imposto Devido = R$ 9. Cálculo do Imposto: Normal (alíquota de 15% sobre R$ 64.000.000.00 referem-se a gastos não dedutíveis para a determinação do lucro real e R$ 4.400.00) = R$ 9.000.000.00 (=) Lucro ou Prejuízo Contábil (=) Base de Cálculo do Imposto = R$ 62.00 = R$ 14. Solução: 1.00 (+) Adições (Despesas Não Dedutíveis) = R$ 50. Lucro Real IRPJ Base de Cálculo: Total de Receitas do Trimestre (-) Total de Despesas do Trimestre = R$ 140.600.00 Adicional (alíquota de 10% sobre a diferençade R$ 62.000.00) = R$ 9.

mas dependendo da situação da empresa. No exemplo acima. enquanto no lucro real foi de R$ 10. No caso da CSL a opção pelo lucro presumido foi mais favorável. a qual deverá ser bem analisado. tendo em vista que a diferença foi de R$ 160. bem como em situações em que a empresa tem custos e despesa elevados para a produção dos produtos ou revenda de mercadorias.680. como por exemplo.000. com prejuízo fiscal a melhor opção é o lucro real. mas observe que a diferença fundamental entre o imposto devido está no cálculo do adicional do Imposto de Renda.00 9% =R$ 4.860. há uma diferença de R$ 400. simulando as duas situações para fins de opção.000.00 – 4.000.00 =R$ 40.600.00. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 110 .680.000. 3.CSL Imposto Devido =R$ 10.000.00 Cálculo do Imposto: Base de Cálculo Alíquota CSL devida =R$ 52.00 = R$ 4.000.000. a melhor opção.00).00 x 12% (+) Outras Receitas Tributáveis (=) Base de Cálculo do Imposto =R$ 12.00. Aparentemente as duas formas de apuração do imposto de renda apresentam valores semelhantes.00 =R$ 52.860.000. No caso da CSL a diferença fundamental foi na base de cálculo.00 Cálculo do Imposto: Base de Cálculo Alíquota CSL devida =R$ 54. é o lucro presumido. 2. Para efeito de imposto de renda. neste caso.00 (=) Lucro ou Prejuízo Contábil (+) Adições (Despesas Não Dedutíveis) = R$ 50.000. Comentários 1.000.00 3.00 = R$ 90. que apresentou imposto devido no montante de R$ 9.00 9% =R$ 4.000.000.000.00 (4. a situação mais favorável foi o lucro presumido.00 Base de Cálculo: Total de Receitas do Trimestre (-) Total de Despesas do Trimestre = R$ 140.00 (=) Base de Cálculo = R$ 54.00 Base de Cálculo: CSL Mercadorias/Serviços R$ 100.

00. ajustado pelas adições. apurou em um trimestre lucro real no montante de R$ 140.00 c) R$ 60. até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração. Como é apurado o Lucro Real? a) É apurado com base no Livro Caixa ajustado pelas adições e exclusões previstas no Regulamento do Imposto de Renda (Decreto nº 3.00 (dois mil reais) deverá ser pago em quota única. O imposto de valor inferior a R$ 2. exclusões ou compensações.000. Qual é o conceito de Lucro Real? a) É o lucro Contábil do período de apuração sem qualquer ajuste fiscal. ajustado apenas pelas adições previstas no Regulamento do Imposto de Renda (Decreto nº 3000/99).300.300.000. previsto no regulamento do Imposto de Renda. Determine o valor do adicional de Imposto de Renda neste período. Em sendo apurado imposto trimestral no montante de R$ 1. poderá ser pago em 3 parcelas de R$ 433. b) É o lucro Fiscal do período de apuração ajustado por compensações de prejuízos fiscais.000. Nenhuma quota poderá ter valor inferior a R$ 1.00.00.00 4.000. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 111 . previsto no regulamento do Imposto de Renda. c) O lucro real é apurado com base no lucro líquido contábil. b) Sim. c) É o lucro líquido Contábil do período de apuração ajustado pelas adições.00 b) R$ 20. b) O lucro real será apurado a partir do lucro líquido de cada período de apuração obtido na escrituração comercial.300.00 (um mil reais). 3. a) R$ 80. 2. pode ser parcelado? E qual seria o valor das parcelas? a) Não. Assim. Pessoa jurídica tributada pelo lucro real trimestral.00 (quatrocentos reais). O valor da parcela única é de R$ 1.00.000.000. Pois a quota só não poderá ter valor inferior a R$ 400. Mais com este valor de R$ 1.000/99).Avaliação Final 1.33 c) Sim. exclusões e compensações com observância das Leis Comerciais (antes da provisão para o imposto de renda) e Fiscais. e demonstrado no LALUR – Livro de Apuração do Lucro Real.00 só poderá ser pago em 2 parcelas de R$ 650.

b) Computarão como receita de vendas de veículos novos à diferença entre o valor pelo qual o veículo usado houver sido alienado. pois estes rendimentos somente são tributados junto com os demais rendimentos da pessoa juridical. a) Consideram-se não-operacionais. entre o valor pelo qual o bem ou direito houver sido alienado e o seu valor contábil com observância do artigo 426 do RIR/99. e o seu custo de aquisição. independentemente de um fato ocorrer simultaneamente com o outro c) Sim. Havendo modificação do controle societário e do ramo de atividade da pessoa jurídica. que deve corresponder ao preço ajustado entre as partes (art. haverá perda do direito de compensar prejuízos fiscais? a) Sim b) Sim. constante da Nota Fiscal de Entrada. 5º da Lei nº 9. 7. 6. b) Consideram-se não-operacionais. que deve corresponder ao preço ajustado entre as partes (art.5. constante da Nota Fiscal de Venda. constante da Nota Fiscal de Entrada. cumulativamente. desde que a pessoa jurídica opte posteriormente pelo lucro presumido 8. que deve corresponder ao preço ajustado entre as partes (art.716/98 e IN SRF nº 152/98). constante da Nota Fiscal de Venda. que corresponde à diferença.716/98 e IN SRF nº 152/98). Os rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa e renda variável submetidos à incidência do IR-Fonte e o respectivo Imposto de Renda entram na base de cálculo do imposto mensal estimado? a) Sim. positiva ou negativa. constante da Nota Fiscal de Venda. entre a data da apuração e a da compensação do prejuízo. entre o valor pelo qual o bem ou direito houver sido alienado e o seu valor contábil com observância do artigo 426 do RIR/99. e o seu custo de aquisição. os resultados decorrentes da alienação de bens ou direitos do ativo permanente.716/98 e IN SRF nº 152/98). Nas vendas de veículos usados qual será a receita bruta para fins de tributação? a) Computarão como receita de vendas de veículos usados à diferença entre o valor pelo qual o veículo usado houver sido alienado. Conceitue o termo “Não Operacional” para fins de segregação dos prejuízos fiscais do períodobase de apuração. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 112 . constante da Nota Fiscal de Entrada. e o seu custo de aquisição. b) Não. c) Computarão como receita de vendas de veículos novos à diferença entre o valor pelo qual o veículo usado houver sido alienado. 5º da Lei nº 9. que corresponde à diferença. pois estes rendimentos são tributados na fonte no momento do resgate. 5º da Lei nº 9. positiva ou negativa. Este rendimento somente é tributado mensalmente na fonte. c) Não. os resultados decorrentes da compra de bens ou direitos do ativo permanente.

c) Sim. Ao pagar o imposto calculados por estimativa em atraso. consolidando o resultado de todas as filiais 12. Devem entregar a do estabelecimento matriz e das filiais de forma centralizada. c) Não.c) Consideram-se não-operacionais. os resultados decorrentes da alienação de bens ou direitos do ativo permanente. Independente da forma de tributação da pessoa jurídica é obrigatório a escrituração do livro registro de inventário? a) Não. 10. Os prejuízos fiscais apurados pela Sociedade em Conta de Participação (SCP). Aplica-se os mesmos procedimentos aos demais livros fiscais e comerciais. positiva ou negativa. entre o valor pelo qual o bem ou direito houver sido alienado e o seu valor contábil com observância do artigo 462 do RIR/99. b) Sim. Devem entregar somente a do estabelecimento matriz. não podem ser deduzidos os acréscimos moratórios pagos. Cada uma no seu respectivo endereço. As filiais de uma pessoa jurídica devem entregar a DIPJ? a) Não. desde que observados os limites e as condições do art. Se o imposto mensal foi pago com atraso. c) Sim. poderão ser compensados com os lucros apurados pelo sócio ostensivo? a) Sim. juntamente com o valor principal do imposto. os acréscimos legais poderão ser deduzidos do imposto devido no encerramento do período? a) Sim. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 113 . b) Não. c) Não. b) Não. que corresponde à diferença. Basta a pessoa jurídica manter sistema de custo integrado com a contabilidade. É um livro obrigatório mesmo que a pessoa jurídica seja tributada pelo lucro presumido ou simples. desde que a pessoa jurídica tenha uma única contabilidade. chamado de LALUR. para ter validade perante da Receita Federal deverá submeter-se ao registro ou autenticação na própria Receita Federal ou Junta Comercial? a) Sim. O livro de Apuração do Lucro Real. 515 do RIR/99. 13. Esta obrigatoriedade somente se aplica às pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real. O prejuízo fiscal da SCP pode ser compensado com o lucro do sócio ostensivo. Somente podem ser compensados os valores apurados em balanços ou balancetes de suspensão. 11. O prejuízo fiscal da SCP somente pode ser compensado com o lucro da própria SCP. 9. ou redução de imposto. b) Não.

o levantamento de balanço provisório fica a critério do contribuinte 15. 3.00 . ou seja.00. seja trimestral ou anual. pois a apuração do imposto de renda e contribuição social poderá ser feita por meio de planilhas sem qualquer escrituração b) Sim. onde o ponto de partida é o Lucro Líquido Contábil ajustado pelas adições. b A apuração do lucro real é feita com base na escrituração comercial. c O conceito de lucro real está definido no artigo 247 do RIR/99. multiplicado pelo número de meses em que está sendo apurado o imposto.00 = R$ 80. c) Sim. nos termos do artigo 247 do RIR/99. o adicional será de R$ 80. a O adicional do Imposto de Renda é calculado mediante a aplicação da alíquota de 10% sobre o lucro real que ultrapassar o limite de R$ 20.00 com apuração trimestral. b) Sim. 2.00 por mês. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 114 .00 x 3 = R$ 60. poderá antecipar lucros aos sócios com isenção do Imposto de Renda na Fonte? a) Não.00.000. observado a legislação tributária. como o lucro real foi de R$ 140.000. pois a legislação fiscal vigente não permite. ao final do período de apuração do imposto. Assim. c) Não. Na Junta Comercial dos Estados do domicílio do contribuinte . R$ 140.000.R$ 60. A pessoa jurídica deve. Respostas 1. mas haverá tributação de IR Fonte. entretanto. manter obrigatoriamente sua escrituração. sempre que suspender ou reduzir o imposto devido no período e. que neste caso seria R$ 20.000. 14.000. tendo em vista os ajustes necessários a serem feitos no encerramento de cada período de apuração. Para suspender ou reduzir o pagamento do Imposto de Renda e Contribuição Social estimado é obrigatório o levantamento de balanços provisórios (intermediários)? a) Não.000. deverá ser levantado balanço provisório c) Não.000.00 (primeira alternativa) e o valor do imposto de R$8.000.000.b) Sim. A pessoa jurídica com opção pelo lucro anual. exclusões ou compensações.00. desde que por meio de balanço intermediário não estará sujeito ao IRFonte.

devendo ser recolhido em quota única. iguais e sucessivas. 6. conforme determina o artigo 822 do RIR/99. c A declaração de rendimentos da pessoa jurídica é entregue apenas pela matriz. a A perda da compensação do prejuízo fiscal se dá cumulativamente quando ocorrer a modificação do controle societária e do ramo de atividade. a Não operacionais são os ganhos ou perdas de capital ocorrido na alienação de bens do Ativo Permanente. os rendimentos de aplicações financeiras de renda fixa e renda variável. mas os resultados de cada filial são consolidados na demonstração contábil da respectiva matriz. para fins de apuração do imposto de renda ela está equiparada. 10. a Na venda de veículos usados a tributação será efetuada pela diferença entre o valor de compra e o valor de venda. embora não seja necessariamente na mesma ocasião. O prejuízo fiscal apurado em um determinado período. O que pode ser compensado é apenas o imposto estimado. é o valor contábil do bem. constantes dos documentos fiscais de entrada e de venda. não poderá ser dividida em duas ou três parcelas mensais. a Como o valor da parcela mínima é R$1.4. não são computados na sua base de cálculo 7. de acordo com o artigo 426 do RIR/99.300. não cabendo a compensação pelo sócio ostensivo com os seus próprios lucros. menos a depreciação. observado o artigo 513 do RIR/99. 5. somente poderá ser compensado com os lucros futuros da própria SCP.00. b Os acréscimos legais são penalidades pelo não cumprimento da obrigação principal na data do seu vencimento previsto em lei.00. dependendo do bem. portanto a compensação desses acréscimos não é admitida.000. mesmo que a contabilidade seja descentralizada. 8. 9. o imposto devido no valor de R$ 1. apurado pela diferença entre o custo de aquisição registrado contabilmente e o valor de venda. c No regime estimado. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 115 . b Embora a sociedade em conta de participação não tenha personalidade jurídica. amortização ou exaustão acumulada. 11.

não é registrado. é um livro obrigatório (a sua escrituração). 10 a 13 da IN SRF nº 93/97).ou na Receita. 10 da Lei 9. b Para a suspensão ou redução do imposto estimado. tendo em vista o disposto no art. c Os lucros antecipados. apurados em balanço intermediário segundo a legislação comercial e fiscal. 14. que se destina ao arrolamento de todos os bens pertencentes ao estoque da empresa bem como os em almoxarifado. c O Livro de Apuração do Lucro Real. Lucro Real Copyright 2003 – IOB Thomson – Todos os Direitos Reservados 116 . c O Livro Registro de Inventário.12. a pessoa jurídica deverá providenciar balancete mensal intermediário acumulado no período em curso. observado a legislação fiscal e comercial (art. 230 do RIR/99 e art. nem autenticado em nenhum órgão competente.249/95 e art. por ser um livro fiscal utilizado para demonstrar o lucro real ou prejuízo fiscal e o controle de valores que deverão ser adicionados ou excluídos na determinação do lucro real. quando distribuídos aos sócios estão isentos do IRFonte. 48 da IN SRF-93/97. 15. pois determina toda a movimentação final das aquisições feitas pela empresa após as suas vendas no encerramento de cada período 13.

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