REFERENCIAIS DE AVALIAÇÃO 2010-2011

Sumário

Nota Introdutória I. Legislação Aplicável II. Objecto da Avaliação III. Princípios Orientadores da Avaliação i. ii. iii. Valorização das Aprendizagens Diversificação de Processos e Intervenientes Clarificação de Procedimentos

Disposições Finais

NOTA INTRODUTÓRIA De acordo com o previsto no ponto um, do artigo sétimo da Portaria 72/2006, de 24 de Agosto, foi elaborado o presente documento que referencia os critérios gerais de avaliação da Escola Básica e Secundária Tomás de Borba, para o ano lectivo de 2010/2011.

I. LEGISLAÇÃO APLICÁVEL       Portaria nº 4/2010/A, de 20 de Janeiro (regulamenta a avaliação das aprendizagens no ensino básico) Portaria nº 550-D/2004, de 21 de Maio (regulamenta a avaliação das aprendizagens dos cursos científico-humanísticos de nível secundário) Portaria nº 259/ 2006, de 14 de Março (altera a Portaria nº550-D) Portaria nº 1322/2007, de 4 de Outubro (altera a Portaria nº 550-D) Decreto Legislativos Regionais nº 18/2007, de 19 de Julho (estatuto dos alunos do ensino básico e secundário) Portaria nº76/2009, de 23 de Setembro (constitui o Regulamento de Gestão Administrativa e Pedagógica de Alunos – RGAPA)

II. OBJECTO DA AVALIAÇÃO A avaliação incide sobre as aprendizagens e competências definidas nos currículos nacional e regional para as diversas disciplinas e áreas curriculares disciplinares e não disciplinares do ensino pré-escolar, básico e secundário, considerando a sua concretização nos projectos curriculares de escola e de turma/grupo. O processo de avaliação terá por objecto as seguintes dimensões: A. O saber conceptual, relativo ao conhecimento de conceitos e linguagens específicas de cada disciplina/área curricular. B. O saber processual, relativo ao conhecimento de métodos de trabalho, estratégias de aprendizagem e estratégias de realização de tarefas e de resolução de problemas. C. O saber atitudinal e relacional, relativo à conduta pessoal e ao relacionamento interpessoal.

Ensino Pré-escolar

Na Educação Pré-Escolar não existem áreas curriculares disciplinares. Todas as áreas são curriculares não disciplinares, articulando-se de forma transversal, quer no processo de aprendizagem, quer no processo de avaliação que se pretende globalizante e contextualizada. ÁREAS E DOMÍNIOS A AVALIAR ÁREA DE FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL ÁREA DE EXPRESSÃO E COMUNICAÇÃO Domínio das Expressões motora, dramática, plástica e musical Domínio da Linguagem oral e abordagem à escrita Domínio da Matemática ÁREA DO CONHECIMENTO DO MUNDO TIPO DE AVALIAÇÃO

Qualitativa - descritiva

Para efeitos de classificação final de período, na Educação Pré-Escolar e no 1ºCiclo a avaliação das aprendizagens dos alunos deverá ser qualitativa, expressando-se de forma descritiva. No 1º Ciclo também são atribuídas as menções de Insuficiente, Suficiente, Bom e Muito Bom. No 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico e Ensino Secundário a classificação terá um carácter quantitativo. Serão consideradas, com valor indicativo no Ensino

Básico e com ponderações.

valor

vinculativo

no

Ensino

Secundário,

as

seguintes

DIMENSÕES A AVALIAR SABER CONCEPTUAL/PROCESSUAL SABER ATITUDINAL/RELACIONAL

Ensino Básico 2º Ciclo 3º Ciclo 80% 20% 80% 20%

Ensino Secundário 90% 10%

Na dimensão atitudinal/relacional constituem objecto de avaliação os seguintes critérios/indicadores que aferem o grau de responsabilidade do aluno no seu processo de aprendizagem:

1º Ciclo do Ensino Básico Critérios de Avaliação   Responsabilidade           Indicadores Traz o material necessário para a escola Assume responsabilidades para com o grupo Cumpre as tarefas atribuídas na sala de aula e em casa Cumpre prazos Executa as tarefas sem ajuda Coloca questões e resolve problemas Propõe tarefas por sua iniciativa Organiza o material Cumpre o plano de trabalho Revela espírito crítico Organiza o discurso oral com coerência Respeita as regras de participação oral. esperando a sua vez de falar e ouvindo os outros Procura gerir os conflitos revelando respeito pelos outros Respeita a opinião dos outros Respeito pelas regras de funcionamento escolar Respeito pelo material didáctico Respeito pelo património escolar Colaboração com a escola Revela empenho Procura superar dificuldades Leva as tarefas até ao fim Consciencializa-se das suas dificuldades e organiza o seu trabalho para as ultrapassar É capaz de reflectir sobre o trabalho dos colegas Trabalha em cooperação com os outros, dando um contributo válido para o trabalho de grupo

Autonomia

Participação oral

         

Conduta Pessoal

Empenhamento pessoal e persistência

Capacidade de Auto e Hetero Avaliação

 

Cooperação

 Frequência  

Coopera com o professor e com os colegas Assiduidade Pontualidade

2º e 3º Ciclos do Ensino Básico e Ensino Secundário Critérios de Avaliação Realização das tarefas                  Indicadores Cumprimento de prazos Qualidade Autonomia Respeito pelos outros Respeito pelas regras de funcionamento escolar Respeito pelo material didáctico Respeito pelo património escolar Colaboração com a escola Reflexão crítica Qualidade Reactiva Proactiva Autonomia Criatividade Espírito crítico Cumprimento do horário Presença assídua

Conduta pessoal

Intervenção

Empenho e interesse pela Disciplina Assiduidade e pontualidade Nota:

a) Dadas as especificidades do Departamento de Artes, os grupos disciplinares daquele departamento poderão mobilizar a avaliação do critério “intervenção” para a dimensão conceptual/processual. b) Dadas as especificidades do Departamento do Ensino Artístico, os grupos disciplinares daquele departamento poderão não avaliar os critérios “conduta pessoal” e “intervenção” nas disciplinas de instrumento frequentadas por um único aluno. *Em ambas as situações, dimensão atitudinal terá de ter sempre o peso acima estipulado para cada ciclo de ensino (20% para o 2º e 3º ciclos e 10% para o Ensino Secundário).

*Os alunos avaliados no âmbito dos programas do Regime Educativo Especial e programas Específicos de Recuperação de Escolaridade são avaliados tendo em conta os critérios definidos nos respectivos programas.

*Nas turmas de 1ºCiclo do Ensino Básico da EBS Tomás de Borba os alunos beneficiam da Disciplina de Filosofia para crianças. Os critérios de avaliação desta disciplina serão definidos pelos responsáveis pela mesma.

III. PRINCÍPIOS ORIENTADORES DA AVALIAÇÃO i. Valorização das Aprendizagens  A avaliação terá uma função positiva no processo de aprendizagem dos alunos. Haverá primazia da avaliação formativa e reguladora que será articulada com os momentos de avaliação sumativa. Será valorizada a evolução dos alunos ao longo de cada ano lectivo e ciclo de ensino.

No 1º ciclo o docente titular de turma expressa um juízo global sobre as competências adquiridas pelos alunos tendo em conta a ponderação de cada área curricular disciplinar e nãodisciplinar.

No ensino secundário as classificações finais dos 2.º e 3.º períodos (lançadas na pauta) são calculadas com base nas seguintes fórmulas de acordo com a seguinte ponderação:

CF2 
em que:

35  N1  C1  65  N 2  C2 35  N1  65  N 2

CF2 – Classificação final do 2.º período (arredondada às
unidades) N1 – Número de dias do 1.º Período

N 2 – Número de dias do 2.º Período C1 – Classificação do 1.º Período (arredondada às centésimas); C 2 – Classificação do 2.º Período (arredondada às centésimas). 35 N 1 – Ponderação atribuída ao 1.º Período 65  N 2 – Ponderação atribuída ao 2.º Período

CF3 
em que:

21  N 1  C1  39  N 2  C 2  40  N 3  C 3 21  N 1  39  N 2  40  N 3

CF3 – Classificação final do 3.º período (arredondada às
unidades) N1 – Número de dias do 1.º Período

N 2 – Número de dias do 2.º Período N 3 – Número de dias do 3.º Período C1 – Classificação do 1.º Período (arredondada às centésimas); C2 – Classificação do 2.º Período (arredondada às centésimas).

C3 – Classificação do 3.º Período (arredondada às centésimas). 21 N1 – Ponderação atribuída ao 1.º Período 39  N 2 – Ponderação atribuída ao 2.º Período 40  N 3 – Ponderação atribuída ao 3.º Período

ii.

Diversificação de Processos e Intervenientes

Os processos de avaliação relacionam-se com as modalidades de avaliação e a respectiva instrumentação. MODALIDADES DE AVALIAÇÃO A IMPLEMENTAR  Avaliação Diagnóstica e Prognóstica – Tem a função de identificar dificuldades de aprendizagem, orientar e adaptar percursos. É centrada no aluno e nas suas características de aprendente. Avaliação Formativa e Reguladora – Tem a função de regular, apoiar, orientar, reforçar e corrigir o processo de aprendizagem. É centrada nos processos e nas actividades de produção. Avaliação Sumativa e Terminal – Tem a função de verificar, certificar, situar, informar e classificar as aprendizagens realizadas. É centrada nos produtos.

INSTRUMENTAÇÃO DA AVALIAÇÃO A avaliação assumirá um carácter contínuo e sistemático através da utilização de modos e instrumentos de avaliação diversificados, adequados à natureza das aprendizagens e aos contextos em que ocorrem. O registo das classificações obtidas aprendizagem far-se-á em grelha própria. nas diferentes áreas de

Sugerem-se os seguintes instrumentos de avaliação:               Produções escritas Produções orais Provas práticas/experimentais Relatórios Questionários Listas de verificação Fichas auto-correctivas Registos de participação oral/escrita nas actividades lectivas Portfólios Diários de aprendizagem Trabalhos de projecto/pesquisa Registos de pilotagem Plano Individual de Trabalho Outros

Ao nível do 1º ciclo do Ensino Básico o número de instrumentos e momentos de avaliação são definidos pelo docente titular de turma em função do que for definido no Projecto Curricular de Turma e tendo em conta as características específicas da turma/grupo.

Estipula-se, para o segundo e terceiro ciclo do ensino básico e ensino secundário, um mínimo de três momentos distintos de avaliação sumativa, interna ou externa, sendo dois deles de tipologia diferente. Exceptuam-se as disciplinas/áreas curriculares com carga horária semanal igual ou inferior a noventa minutos. Nestes casos, estipula-se um mínimo de dois momentos de avaliação, de tipologia diferente.

OS INTERVENIENTES NO PROCESSO DE AVALIAÇÃO Os processos de avaliação serão conduzidos pelo docente/ Conselho de Núcleo/Conselho de Turma e devem envolver os alunos, nomeadamente através das práticas de auto-regulação/avaliação, os Encarregados de Educação, através do acompanhamento de todas as informações avaliativas disponíveis (informações qualitativas, quantitativas intercalares e finais).

iii.

Clarificação de Procedimentos

Com o objectivo de garantir uma maior transparência e objectividade no processo de avaliação clarificam-se e explicitam-se, de seguida, os procedimentos a adoptar. Assim, determina-se: 1. Divulgar o presente documento junto dos diversos intervenientes no processo de avaliação. 2. Operacionalizar os referenciais de avaliação em cada departamento curricular/disciplina/área curricular através da elaboração de critérios específicos de avaliação que, a partir do 2º ciclo do Ensino Básico deverão incluir:  Conteúdos/saberes/competências instrumento de avaliação. a avaliar por cada

 

Tipo de instrumento de avaliação a aplicar. Peso percentual de cada instrumento de avaliação (≤ 30%) na classificação do aluno sendo que: para o ensino básico e secundário, o somatório de dois instrumentos do mesmo tipo não pode ultrapassar o peso de 60% da classificação do aluno. No caso das disciplinas com carga horária semanal igual ou inferior a noventa minutos, cada instrumento de avaliação poderá ter um peso igual ou inferior a 40%.

Note-se que a atribuição destes pesos percentuais no ensino básico terá apenas um valor indicativo já que a classificação final neste ciclo se efectua por níveis de desempenho, isto é, usando uma escala descontínua e tendo por referente um perfil de competências definido nos currículos nacional e regional. As grelhas de avaliação do 2º e 3º ciclos assinalarão o desempenho daqueles alunos que se encontram dentro do desvio padrão definido em Conselho Pedagógico, de modo a que os elementos do Conselho de Turma se pronunciem sobre a classificação final de período dos alunos dentro do referido desvio. Desvio padrão definido: a) entre 18% e 22%; b) entre 48% e 52%; c) entre 73% e 77%; d) entre 88% e 92%.

3. Planificar, equilibradamente, os diferentes momentos de avaliação, observando, a partir do 2º Ciclo do Ensino Básico, o seguinte:  Registo, no Infoponto, das datas de realização dos momentos de avaliação, não havendo coincidência de avaliações entre disciplinas. Não calendarizarização de actividades de avaliação para os últimos cinco dias de aulas de cada período.

4. Conceber os diferentes instrumentos de avaliação alinhando-os com as actividades realizadas em aula e atendendo aos seguintes aspectos:  Apresentação do enunciado/actividade de avaliação em texto impresso. Formulação clara das questões. Registo, no enunciado/actividade de avaliação das cotações atribuídas a cada questão/item, apenas a partir do 2º Ciclo do Ensino Básico.

 

5. Classificar as diferentes actividades de avaliação usando a seguinte nomenclatura e escala: a) Ensino Básico 1º Ciclo do Ensino Básico Classificação Qualitativa Insuficiente Classificação Quantitativa (0% a 49%)

Suficiente Bom Muito Bom

(50% a 74%) (75% a 89%) (90% a 100%)

2º e 3º ciclo do Ensino Básico Classificação Qualitativa Fraco Insuficiente Suficiente Bom Muito Bom Classificação Quantitativa 0% - 19% 20% - 49% 50% - 74% 75% - 89% 90% - 100%

b) Ensino Secundário Classificação quantitativa, expressa numa escala contínua de zero a vinte valores. 6. Devolver os instrumentos de avaliação, num prazo máximo de dez dias úteis, com as classificações parciais discriminadas (exceptuando-se o 1º Ciclo do Ensino Básico), antes do momento de avaliação seguinte e dentro do horário normal da turma. 7. Proceder à correcção das diferentes actividades de avaliação numa perspectiva formativa e propiciadora da construção do saber, promovendo trabalho de remediação e consolidação. 8. Promover práticas de auto e hetero-avaliação, facultando ao aluno todas as informações relativas à sua avaliação, incluindo as dimensões do saber conceptual/processual e do saber atitudinal/relacional, numa linguagem adequada à sua faixa etária. 9. Considerar, na classificação final de período, o trabalho realizado desde o início do ano lectivo e a progressão das aprendizagens realizadas. Para efeitos da classificação final são consideradas as dimensões do saber conceptual/processual e do saber atitudinal/relacional com as ponderações percentuais definidas. Em casos excepcionais, o docente poderá propor uma classificação diferente da resultante da aplicação das ponderações referidas, justificando-o em acta de conselho de avaliação. 10. Entregar ao director de turma, dois dias úteis antes da reunião de avaliação, a grelha de avaliação uniformizada com as propostas de classificação final de período. De modo a rentabilizar os trabalhos do conselho de turma e de modo a que os níveis possam ser conferidos na

reunião de avaliação, os docentes têm de introduzir, dois dias úteis antes da realização da reunião, as propostas de classificação final no programa “Gestão de Alunos”.

Sublinha-se que, conforme determinam expressamente os normativos legais, a decisão final da classificação a atribuir ao aluno em cada disciplina/área curricular é da competência do conselho de turma.

DISPOSIÇÕES FINAIS De acordo com o disposto no ponto um, do artigo sétimo da Portaria 4/2010/A, de 20 de Janeiro, no início de cada ano lectivo, ou sempre que qualquer normativo legal o imponha, o Conselho Pedagógico procederá à revisão do presente documento.

A Presidente do Conselho Pedagógico

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