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Colecção Formação Modular Automóvel FERRAMENTAS FERRAMENTAS MANUAIS MANUAIS COMUNIDADE EUROPEIA Fundo Social

Colecção Formação Modular Automóvel

FERRAMENTAS FERRAMENTAS

MANUAIS MANUAIS

Formação Modular Automóvel FERRAMENTAS FERRAMENTAS MANUAIS MANUAIS COMUNIDADE EUROPEIA Fundo Social Europeu
Formação Modular Automóvel FERRAMENTAS FERRAMENTAS MANUAIS MANUAIS COMUNIDADE EUROPEIA Fundo Social Europeu

COMUNIDADE EUROPEIA Fundo Social Europeu

Referências Colecção Formação Modular Automóvel Título do Módulo Ferramentas Manuais Coordenação

Referências

Referências Colecção Formação Modular Automóvel Título do Módulo Ferramentas Manuais Coordenação

Colecção

Formação Modular Automóvel

Título do Módulo

Ferramentas Manuais

Coordenação Técnico-Pedagógica

CEPRA – Centro de Formação Profissional da Reparação Automóvel Departamento Técnico Pedagógico

Direcção Editorial

CEPRA – Direcção

Autor

CEPRA – Desenvolvimento Curricular

Maquetagem

CEPRA – Núcleo de Apoio Gráfico

Propriedade

Instituto de Emprego e Formação Profissional Av. José Malhoa, 11 - 1000 Lisboa

1ª Edição

Portugal, Lisboa, Fevereiro de 2000

Depósito Legal

148217/00

© Copyright, 2000 Todos os direitos reservados IEFP

© Copyright, 2000 Todos os direitos reservados IEFP “Produção apoiada pelo Programa Operacional Formação

“Produção apoiada pelo Programa Operacional Formação Profissional e Emprego, cofinanciado pelo Estado Português, e pela União Europeia, através do FSE”

“Ministério de Trabalho e da Solidariedade – Secretaria de Estado do Emprego e Formação”

Índice ÍNDICE DOCUMENTOS DE ENTRADA OBJECTIVOS GERAIS E.1 OBJECTIVOS ESPECÍFICOS E.1 PRÉ-REQUISITOS

Índice

ÍNDICE

DOCUMENTOS DE ENTRADA

OBJECTIVOS GERAIS

E.1

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS

E.1

PRÉ-REQUISITOS

E.2

CORPO DO MÓDULO

0 - INTRODUÇÃO

0.1

1 - FERRAMENTAS MANUAIS

1.1

1.1 - FERRAMENTAS FIXAS

1.1

1.1.1 - CHAVES DE FENDAS

1.2

1.1.2 - BUSCA-PÓLOS

1.4

1.1.3 - CHAVES DE CAIXA

1.5

1.1.4 - CHAVES DE CAIXA ARTICULADA DUPLA

1.7

1.1.5 - CHAVES DE BOCAS

1.7

1.1.6 - CHAVES DE LUNETA

1.8

1.1.7 - CHAVES MISTAS

1.9

1.1.8 - CHAVES CRESCENTES

1.9

1.1.9 - CHAVES PARA SEXTAVADO INTERIOR

1.10

1.1.10 - CHAVES TUBULARES

1.10

1.1.11 - CHAVES TUBULARES CURVAS

1.11

1.1.12 - CHAVES DE VELAS

1.12

1.1.13 -

MARTELOS

1.13

1.1.14 - MARTELO DE PLÁSTICO

1.14

1.1.15 - PUNÇÕES

1.14

1.1.16 - TALHADEIRA

1.15

1.1.17 - CHAVES PARA FILTROS DE ÓLEO

1.15

1.1.18 - CHAVES PARA BUJÕES DE ÓLEO

1.16

Índice 1.2 - FERRAMENTAS ARTICULAD AS 1.16 1.2.1 - ALIC ATES 1.16 1.2.2 - ALICATE

Índice

1.2 - FERRAMENTAS ARTICULADAS

1.16

1.2.1 - ALICATES

1.16

1.2.2 - ALICATE DE CORTE

1.17

1.2.3 - ALICATES DE PRESSÃO

1.18

1.2.4 - ALICATES PARA FREIOS

1.18

1.2.5 - ALICATES DE REBITAR

1.19

1.2.6 - ALICATES PARA ANÉIS DE SEGMENTO

1.19

1.2.7 - NAVALHAS

1.20

1.2.8 - TESOURAS

1.20

1.3 - FERRAMENTAS COMPLEMENTARES

1.20

1.3.1 - CHAVES DE IMPACTO

1.20

1.3.2 - CHAVES DINAMOMÉTRICAS

1.21

1.3.3 - EXTRACTORES

1.22

1.3.4 - CINTAS COMPRESSORAS DE SEGMENTOS

1.24

1.3.5 - ARCO DE SERRA

1.24

1.3.6 - GAMBIARRAS

1.25

1.3.7 - CAIXAS DE FERRAMENTAS

1.25

1.3.8 - CARROS DE FERRAMENTAS

1.26

1.4 - RISCOS E CUIDADOS NA UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS

1.27

1.4.1 - SELECCIONAR E CUIDAR DAS FERRAMENTAS

1.27

1.4.2 - EQUIPAMENTO DE PROTECÇÃO

1.27

1.4.3 - CORRECTO MANUSEAMENTO DAS FERRAMENTAS

1.27

BIBLIOGRAFIA

C.1

DOCUMENTOS DE SAÍDA

PÓS-TESTE

S.1

CORRIGENDA E TABELA DE COTAÇÃO DO PÓS-TESTE

S.4

ANEXOS

EXERCÍCIOS PRÁTICOS

A.1

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DOS EXERCÍCIOS PRÁTICOS

A.2

Objectivos Gerais e Específicos do Módulo OBJECTIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS No final deste módulo, o

Objectivos Gerais e Específicos do Módulo

OBJECTIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS

No final deste módulo, o formando deverá ser capaz de:

OBJECTIVO GERAL DO MÓDULO

Distinguir os grupos de ferramentas, descrever as principais ferramen- tas fixas, descrever as principais ferramentas articuladas e identificar a sua correcta utilização na mecânica automóvel e enunciar os cuidados a ter na utilização das ferramentas manuais.

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS

1. Escolher e utilizar correctamente as ferramentas de montagem e desmontagem fixas, articuladas e complementares, na reparação automóvel.

2. Enunciar os cuidados a ter no manuseamento das ferramentas fixas.

3. Enunciar os cuidados a ter na utilização das ferramentas articula- das.

4. Enunciar os cuidados a ter na utilização das ferramentas comple- mentares.

5. Aplicar as regras de segurança na utilização das ferramentas manuais

Pré-Requisitos PRÉ-REQUISITOS COLECÇÃO FORMAÇÃO MODULAR AUTOMÓVEL M ag net ismo e Const rução da C

Pré-Requisitos

PRÉ-REQUISITOS

COLECÇÃO FORMAÇÃO MODULAR AUTOMÓVEL M ag net ismo e Const rução da C o mp
COLECÇÃO FORMAÇÃO MODULAR AUTOMÓVEL
M
ag
net ismo
e
Const rução da
C o mp o nent es d o
Tecnologia dos
Electricidade
Elect ro mag net ism
Tipos de Baterias
Inst alação
Eléctrica
Sist ema Eléct rico
Semi- C o nd ut o res -
Básica
o
-
M otores e
e sua M anut enção
e sua Simb o lo g ia
C o mp o nent es
Geradores
Circ. Int egrados,
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M
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Sist emas d e
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F
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icroprocessado
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Lubrif icação de
Sist emas d e
Sist emas d e
A
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Sist emas d e
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A liment ação p o r
Diesel
Ignição
T
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Carburador
Sist emas
d e
Sist emas d e
Lâmp ad as, F aró is
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Sist emas d e
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A
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Faróis
C
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Lumino so s
Sist emas d e
Sist emas d e
Emb raiag em e
Sist emas d e
Sist emas d e
Sist emas d e
Segurança
Conf ort o e
Caixas de
Travagem
Travagem
T ransmissão
Passiva
Segurança
V elocidades
Hidráulicos
A
nt ibloq ueio
Sist emas d e
Direcção
Órgãos da
V ent ilação
Geo met ria d e
Sist emas d e
Suspensão e seu
Forçada e Ar
M ecânica e
Direcção
Diagnóst ico e
Rep. de Avarias
no Sist ema d e
Segurança Act iva
F uncio nament o
C
ondicionado
Assistida
Suspensão
Unidades
Emissõ es
D iagnóst ico e
Sist emas
Elect rónicas de
Sist emas d e
Poluent es e
Reparação em
Sist emas d e
Elect rónicos
C o mand o ,
Injecção
Dispositivos de
Sist emas
Injecção M ecânica
Diesel
Sensores e
Elect rónica
Cont rolo de
M ecânicos
Act uadores
Emissõ es
D iagnóst ico e
D iagnósico e
Análise de Gases
de Escape e
Reparação em
Reparação em
M anut enção
Sist emas co m
Sist emas
Rodas e Pneus
T ermo d inâmica
Pro g ramad a
Opacidade
Gestão
Eléctricos
Elect rónica
Convencionais
Gases
Carburant es e
C o mb ust ão
Noções de
M ecânica
Const it uição e
F uncio nament o d o
Legislação
A
ut
o mó vel p ara
GPL
Eq uip ament o C o n-
versor para GPL
Especí fica sobre
GPL
Processos de
Traçagem e
Puncio nament o
Processos de
Corte e Desbaste
Processos de
Furação,
Rede de Ar
C o mp . e
Noções Básicas
Rede Eléctrica e
M anut enção de
F errament as
M etrologia
M
M
and rilag em e
de Soldadura
F errament as
anut enção de
F errament as
Pneumát icas
M anuais
Roscagem
Eléctricas
OUTROS MÓDULOS A ESTUDAR
Int rodução ao
M at emát ica
F í sica, Quí mica e
Organização
D
esenho Técnico
A
ut o mó vel
( cálculo)
M ateriais
Of icinal
LEGENDA
Módulo em
Pré-Requisito
estudo

A rref eciment o

M otores e

C arga e Arranque

Ferramentas Manuais 1 - FERRAMENTAS DE MANUAIS Os técnicos da reparação automóvel deverão dispor de

Ferramentas Manuais

1 - FERRAMENTAS DE MANUAIS

Os técnicos da reparação automóvel deverão dispor de um conjunto de ferramentas para efectuar os trabalhos de reparação de veículos automóveis.

Estas ferramentas geralmente estão em caixas de ferramentas que contém todas as ferramentas necessárias para trabalhar com eficiência.

Existem ainda nas oficinas armários ou painéis de ferramentas, mais completos do que os conjun- tos individuais de cada mecânico, destinados, por exemplo: para as ferramentas para sistemas de travagem, sistemas de ignição, etc, designadas também como ferramentas especiais.

1.1 – FERRAMENTAS FIXAS

São consideradas ferramentas fixas, as ferramentas compostas por elementos que podem ser agrupados de maneira a formar um conjunto rígido.

Entre as ferramentas fixas podemos citar:

Chaves de fendas

Chaves de fendas Busca-pólos Chaves de caixa

Busca-pólos

Chaves de fendas Busca-pólos Chaves de caixa

Chaves de caixa

Chaves de caixa articulada dupla

Chaves de bocas

Chaves de lunetas

Chaves mistas

Chaves crescentes

Chaves para sextavado interior

Chaves tubulares

Ferramentas Manuais Chaves tubulares curvas Chaves de velas Martelos Martelo de plástico Punções Talhadeira Chaves

Ferramentas Manuais

Chaves tubulares curvas

Chaves de velas

Martelos

Martelo de plástico

Punções

Talhadeira

Chaves para filtros de óleo

Chaves para bujões de óleo

1.1.1 - CHAVES DE FENDAS

Chave de fendas ou chave de parafusos são os nomes genéricos da ferramenta utilizada principal- mente para apertar e desapertar parafusos com cabeça entalhada. Pode ainda ser utilizada, sem abusos, para uma série de trabalhos complementares, tais como a extracção de componentes por alavanca. Existem muitos formatos e modelos de chaves de fendas, dependendo do tipo de ponta da chave e do correspondente entalhe da cabeça do parafuso. Os tipos mais correntes são as de fenda direita e a de “Phillips”, “Pozidriv” também conhecidas como chaves de cruz, e “Torx”, também conhecida como chave de estrela. Estes formatos estão indicados na figura 1.1.

de estrela. Estes formatos estão indicados na figura 1.1. Fenda direita P h i l l

Fenda direita

Phillips

Pozidriv

Torx

Fig. 1.1 – Formatos de entalhes das chaves de fenda

Ferramentas Manuais Uma chave de fendas é composta pelas seguintes partes: Punho – parte destinada

Ferramentas Manuais

Uma chave de fendas é composta pelas seguintes partes:

Punho – parte destinada a ser agarrada pela mão. Deve ter um formato ergonómico para permitir aplicar um esforço, sem ferir a mão do utilizador. É conveniente que o cabo seja de material que garanta um bom isolamento eléctrico.

Haste – é a parte que sai do punho, feita em aço temperado. Deve ser capaz de resistir aos esforços a que está sujeita esta ferramenta. Algumas chaves apresentam um sextavado na haste, permitindo que seja aplicada uma maior torção por meio de uma chave de bocas.

Ponta – é a extremidade da haste, adequada a encaixar na cabeça do parafuso, podendo ter vários formatos.

na cabeça do parafuso, podendo ter vários formatos. Fig. 1.2 - Constituição da chave de fendas

Fig. 1.2 - Constituição da chave de fendas

Existem jogos em que, numa chave, podem ser aplicados vários tipos de pon- teiras, aumentando a versatilidade da ferramenta e reduzindo o número de chaves a transportar. As chaves de fen- das podem ainda ter a haste com forma- tos curvos para aplicações especiais. Existem ainda chaves curtas, como mos- trado na figura 1.3, vulgarmente chama- das “cotos”, bem como chaves de fendas angulares, como mostrado na figura 1.4, para manobras em zonas de difícil aces- so.

figura 1.4, para manobras em zonas de difícil aces- so. Fenda Phillips Fig. 1.3 - Chaves

Fenda

1.4, para manobras em zonas de difícil aces- so. Fenda Phillips Fig. 1.3 - Chaves curtas

Phillips

Fig. 1.3 - Chaves curtas com ponta de fenda e Philips

As chaves de fendas são referenciadas pela largura e espessura da lâmina. As chaves Phillips e Pozidriv são referenciadas por números, sendo geralmente utilizados os números de 0 (zero), cor- respondente à chave menor até 4, correspondente à chave maior. As chaves Torx são referencia- das por números de 6, correspondente à chave menor até 60, correspondente à chave maior.

Ferramentas Manuais Fig. 1.4 - Chave de fendas angular Para uma correcta aplicação, aplicar a

Ferramentas Manuais

Ferramentas Manuais Fig. 1.4 - Chave de fendas angular Para uma correcta aplicação, aplicar a chave

Fig. 1.4 - Chave de fendas angular

Para uma correcta aplicação, aplicar a chave de formato e tamanho adequado, que é sempre aquela que encaixa perfeitamente na ranhura do parafuso. Se a ponta da chave não se ajustar perfeitamente na ranhura do parafuso, pode danificar a fenda ou a ranhura do parafuso.

As pontas das chaves devem apresentar-se sempre afiadas e conservar planas as faces da fenda. Não utilizar a chave de fendas como alavanca, escopro ou punção. Não bater no cabo da chave com o martelo. Não deixar os dedos junto à ponta da lâmina durante o trabalho, pois esta pode resvalar e ferir os dedos. Apenas as chaves de fendas em que o topo do cabo tenha um reforço específico e que a haste atravesse o cabo, podem receber ligeiras pancadas para desbloquear parafusos calcinados.

1.1.2 - BUSCA-PÓLOS

O busca-pólos é uma variante da chave de fendas. Os busca-pólos são utlizados para verificar cir- cuitos eléctricos de baixa tensão e corrente contínua, utilizados nos automóveis sendo compostos por uma pequena chave de fendas com um terminal, onde é aplicado um fio que tem na extremida- de uma pinça de “crocodilo”, conforme mostrado na figura 1.5. Uma lâmpada acende no interior do busca-pólos quando a ponta estabelece o circuito eléctrico entre o elemento sob tensão e a pinça.

o circuito el éctrico entre o elemento sob tensão e a pinça. Fig. 1.5 - Busca-pólos

Fig. 1.5 - Busca-pólos

Ferramentas Manuais 1.1.3 - CHAVES DE CAIXA As chaves de caixa são chaves de formato

Ferramentas Manuais

1.1.3 - CHAVES DE CAIXA

As chaves de caixa são chaves de formato cilíndrico. Num topo possuem 6 ou 12 faces internas, como mostrado na figura 1.6, para trabalhar em parafusos de cabeça sextavada exterior. No outro topo têm um quadrado interior onde encaixam as extensões e os punhos que vão transmitir o esforço.

As medidas padrão destas

chaves são medidas métricas,

tais

como 10 mm, 11 mm, 13

mm

e 17 mm, ou em polega-

das

tais como 3/8”, 7/16 ½” e

9/16”.

Devem ser usadas chaves

métricas em parafusos com medidas métricas, e chaves

em

polegadas para parafusos

com

medidas em polegadas.

polegadas para parafusos com medidas em polegadas. Fig. 1.6 - Chaves de caixa de 6 e
polegadas para parafusos com medidas em polegadas. Fig. 1.6 - Chaves de caixa de 6 e

Fig. 1.6 - Chaves de caixa de 6 e de 12 faces

As chaves de caixa de 12 faces assentam nas extremidades do sextavado do parafuso. São utili- zadas no serviço geral, dado que permitem trabalhar com a ferramenta em pequenos espaços.

As chaves de caixa de 6 faces são utilizadas para a transmissão de maiores esforços, ou para parafusos e porcas com muito desgaste, dado que assentam em todo o sextavado do parafuso.

As chaves de caixa permitem uma grande versatilidade de utilizações.

Os principais constituintes de um conjunto de chaves de caixa, como mostrados na figura 1.7, são:

EXTENSÕES: ligam o cabo em T ou punho às chaves, são construídos em vários comprimentos, de forma a poder ser escolhido o mais adequado a cada tarefa.

ROQUETE: de acordo com o sentido de rotação aperta ou desaperta parafusos rapidamente, por impulsos, sem necessidade de tirar a chave do parafuso. Permitem um aperto rápido, sendo eficazes na desblocagem de parafusos calcinados ou colados.

CARDAN: para utilizar as chaves e extensões em locais de difícil acesso, permitindo um ângulo entre a chave e o punho sem prejudicar a transmis- são dos esforços.

Ferramentas Manuais CABO ARTICULADO: para zonas com pouco espaço em frente ao parafu- so. CABO

Ferramentas Manuais

CABO ARTICULADO: para zonas com pouco espaço em frente ao parafu- so.

CABO EM T: para aplicação de maiores esforços.

MANIVELA: para dar voltas rapidamente a um parafuso, de maneira contí- nua.

PONTEIRAS: fazem a ligação entre os acessórios deste conjunto e a cabe- ça de parafusos com entalhes, como a fenda, o Phillips, Pozidriv, o sextava- do interior, também conhecido como Umbrako ou Allen, o Torx e entalhes específicos de vários fabricantes de automóveis e equipamento.

de vários fabricantes de automóveis e equipamento. Fig. 1.7 - Peças de manobra das chaves de

Fig. 1.7 - Peças de manobra das chaves de caixa

Os roquetes devem ser lubrificados com frequência.

Nunca utilizar chaves de caixa manuais numa chave pneumática ou de impactos, dado que as cha- ves de caixa manuais podem não ter o tratamento térmico adequado para resistirem ao choque. Uti- lizar apenas as extensões previstas, não aplicando sobrecargas com tubos ou pancadas, pois pode- rão danificar as chaves.

Este tipo de chaves pode ser utilizada, por exemplo, na desmontagem dos componentes da suspen- são dos automóveis.

Ferramentas Manuais 1.1.4 - CHAVES DE CAIXA ARTICULADA DUPLA As chaves de caixa articulada duplas,

Ferramentas Manuais

1.1.4 - CHAVES DE CAIXA ARTICULADA DUPLA

As chaves de caixa articulada duplas, como mostrado na figura 1.7, apresentam duas medidas de chaves de caixa num mesmo cabo o que, com a possibilidade de articulação, vai permitir trabalhar em condições de acessibilidade limitada.

trabalhar em condições de acessibilidade limitada. Fig. 1.8 - Chave de caixa articulada dupla 1.1.5 -

Fig. 1.8 - Chave de caixa articulada dupla

1.1.5 - CHAVES DE BOCAS

Também conhecidas como chaves de duas bocas. Cada chave possui duas bocas com medidas diferentes, com uma inclinação em relação ao cabo para permitir trabalhos em locais de difícil acesso. Como mostrado na figura 1.9, trazem gravado no cabo um número que representa a medi- da da abertura. Assim, uma chave com o número 17 serve para trabalhar num parafuso com cabe- ça sextavada exterior de 17 milímetros. O comprimento da chave está geralmente relacionado com a medida da boca, permitindo uma correcta aplicação do binário de aperto.

boca, permitindo uma correcta aplicação do binário de aperto. Fig. 1.9 – Chave de bocas Ferramentas

Fig. 1.9 – Chave de bocas

Ferramentas Manuais Utilizar sempre a chave correspondente à dimensão da cabeça do parafuso, e nunca

Ferramentas Manuais

Utilizar sempre a chave correspondente à dimensão da cabeça do parafuso, e nunca aplicar chaves com medidas em milímetros em parafusos de polegadas, nem utilizar chaves com medidas superio- res às da cabeça do parafuso.

chaves com medidas superio- res às da cabeça do parafuso. Fig. 1.10 – Correcta utilização da

Fig. 1.10 – Correcta utilização da chave de bocas

As chaves de bocas são utilizadas, por exemplo, na afinação do tirante da correia do alternador.

1.1.6 - CHAVES DE LUNETA

São utilizadas quando é necessário aplicar esforços maiores, devido ao seu encaixe em anel envol- ver toda a cabeça do parafuso, permitindo uma maior rigidez do conjunto. As aberturas possuem geralmente 12 faces, o que permite soltar a chave e voltar a rodar o sextavado do parafuso em locais com pouco espaço. Como mostrado na figura 1.11, as chaves de lunetas apresentam medi- das diferentes nas duas extremidades e o anel geralmente está fora do plano da barra, de modo a

facilitar o manusea-

está fora do plano da barra, de modo a facilitar o manusea- mento. Fig. 1.11 -

mento.

Fig. 1.11 - Chave de lunetas

Ferramentas Manuais As chaves de luneta são utilizadas, por exemplo, nas suspensões tipo “MacPherson”, na

Ferramentas Manuais

As chaves de luneta são utilizadas, por exemplo, nas suspensões tipo “MacPherson”, na porca superior do amortecedor.

1.1.7 - CHAVES MISTAS

Também conhecidas como “chaves combinadas”, possuem uma extremidade aberta e outra fecha- da, como mostrado na figura 1.12, juntando as vantagens da chave de bocas e da chave de lunetas numa só ferramenta. Neste tipo de chaves o anel e a boca têm a mesma medida.

A

extremidade fechada é utilizada para soltar parafusos apertados e para dar o aperto final, enquan-

to

a extremidade aberta é usada para dar voltas sucessivas ao parafuso.

aberta é usada para dar voltas sucessivas ao parafuso. Fig. 1.12 - Chave mista 1.1.8 -

Fig. 1.12 - Chave mista

1.1.8 - CHAVES CRESCENTES

As chaves crescentes são uma espécie de chave de boca, com abertura regulável. A figura 1.13, mostra uma chave crescente, que também é conhecida como chave inglesa. Tem actualmente uma utilização directa limitada na mecânica automóvel, mas continua presente em todas as caixas de ferrramentas, pois permite ao utilizador ter muitas medidas apenas com uma chave, funcionando como ferramenta de apoio quando são necessárias duas chaves com a mesma medida. É utilizada em recurso, na falta da chave adequada.

Ferramentas Manuais A variação da medida da abertura da chave crescente faz-se pela rotação com

Ferramentas Manuais

A variação da medida da abertura da chave crescente faz-se pela rotação com os dedos, de um veio

roscado que tura ou o fecho

efectua a aber- da boca.

Cabo Veio roscado Boca
Cabo
Veio roscado
Boca

Fig. 1.13 – Chave crescente

1.1.9 - CHAVES PARA SEXTAVADO INTERIOR

São chaves utilizadas em parafusos cuja cabeça tem um encaixe sextavado interior, permitindo a sua utilização em locais com pouco espaço de mano- bra. As chaves para sexta- vado interior, mostradas na figura 1.14, podem ter medidas métricas ou medidas em polegadas.

1.14, podem ter medidas métricas ou medidas em polegadas. Fig. 1.14 - Chaves para sextavado interior

Fig. 1.14 - Chaves para sextavado interior

1.1.10 - CHAVES TUBULARES

As chaves tubulares são tubos de aço especial, com um sextavado interior em cada ponta. Como mostrado na figura 1.16 são accionadas por um cabo corrediço que passa por um furo existente no tubo, ou por uma chave de bocas. Permitem trabalhar em parafusos situados em locais pouco aces- síveis e em porcas aplicadas sobre veios longos.

Ferramentas Manuais Tubo Furo São utilizadas tam- bém em parafusaria gasta ou moída devido ao

Ferramentas Manuais

Tubo

Furo

São utilizadas tam- bém em parafusaria

gasta ou moída devido ao seu encaixe de seis faces ajustar-se per- feitamente na porca ou parafuso.

O seu manuseio é seguro, mas necessitam algum espaço de manobra junto ao parafuso para a

movimentação do cabo corrediço ou da chave de bocas.

Sextavado

do cabo corrediço ou da chave de bocas. Sextavado Furo Fig. 1.15 - Chave tubular Fig.

Furo

Fig. 1.15 - Chave tubular

da chave de bocas. Sextavado Furo Fig. 1.15 - Chave tubular Fig. 1.16 – Manuseamento da
da chave de bocas. Sextavado Furo Fig. 1.15 - Chave tubular Fig. 1.16 – Manuseamento da
da chave de bocas. Sextavado Furo Fig. 1.15 - Chave tubular Fig. 1.16 – Manuseamento da

Fig. 1.16 – Manuseamento da chave tubular

1.1.11 - CHAVES TUBULARES CURVAS

A figura 1.17 apresenta uma chave tubular curva, também conhecida como “chave de cachimbo”.

Estas chaves têm as mesmas características das chaves tubulares.

chaves têm as mesmas características das chaves tubulares. Fig. 1.17 - Chave tubular curva Ferramentas Manuais

Fig. 1.17 - Chave tubular curva

Ferramentas Manuais Quando manuseadas pela extremidade livre, o binário de aperto é aplicado directamente na

Ferramentas Manuais

Quando manuseadas pela extremidade livre, o binário de aperto é aplicado directamente na chave, como por exemplo, nos trabalhos em porcas sobre veios roscados compridos.

Podem ainda ser manuseadas por um cabo corrediço, que facilita a aplicação do binário de aperto quando existe pouco espaço livre junto ao parafuso. O manuseamento das chaves tubulares curvas é mostrado na figura 1.18.

Manuseamento pela Manuseamento com
Manuseamento pela
Manuseamento com

Fig. 1.18 – Aplicações da chave tubular curva

1.1.12 - CHAVES DE VELAS

São utilizadas para aplicar ou retirar as velas de ignição dos motores. Consiste numa chave de caixa comprida, com uma extensão e desandador em “T”. A chave deve adaptar-se ao corpo da vela sem tocar no isolador e a extensão deve ter o comprimento adequado. Em alguns casos é necessário uti- lizar um cardan para permitir a manobra da chave no espaço disponível.

um cardan para permitir a manobra da chave no espaço disponível. Fig. 1.19 - Chave de

Fig. 1.19 - Chave de velas

Ferramentas Manuais 1.1.13 - MARTELOS Consistem numa peça, a cabeça, em aço especial, com duas

Ferramentas Manuais

1.1.13 - MARTELOS

Consistem numa peça, a cabeça, em aço especial, com duas faces onde está fixado um cabo, geralmente em madeira. Os martelos utilizados na mecânica automóvel têm uma face plana e a outra em forma de bola ou de pena, conforme mostrado na figura 1.20.

Existem vários pesos de martelos, em função da variação do seu tama- nho. Um martelo pode ser: leve, médio ou pesado. O cabo deve ser bem ajustado ao olhal e, nos cabos em madeira ou derivados, ser apli- cada uma cunha de travamento.

A face plana é utilizada sobre super-

fícies planas ou para dar pancadas em objectos salientes, como por exemplo, cavilhas elásticas ou em ferramentas como punções e talha- deiras.

Martelo de pena Face plana Martelo de bola
Martelo de pena
Face plana
Martelo de bola

Fig. 1.20 - Martelos

A face em forma de bola é utilizada em superfícies côncavas, geralmente para desempenar com-

ponentes em chapa.

A face em forma de pena é utilizada na dobragem de chapas ou barras finas, para dar a forma da

curva pelo interior.

Conforme mostrado na figura 1.21, a pancada deve ser dada com o martelo alinhado com a superfície, de forma a que a face bata por inteiro. Não bater com um martelo inclinado, nem pegar muito junto à cabeça, o que pode dar origem ao martelo bater com as bordas da face, podendo danificar as mesmas.

Incorrecto Correcto
Incorrecto
Correcto

Fig. 1.21 – Manuseamento correcto e incorrecto do martelo

Ferramentas Manuais 1.1.14 - MARTELO DE PLÁSTICO São martelos especiais, mostrados na figura 1.22, com

Ferramentas Manuais

1.1.14 - MARTELO DE PLÁSTICO

São martelos especiais, mostrados

na figura 1.22, com as faces protegi-

das por troços de materiais plásticos, ou também por cobre, latão, borra- cha ou couro. Quando utilizados cor- rectamente, não deixam marcas nas superfícies onde bateram, servindo para desempenar e alinhar materiais mais sensíveis, tais como veios ros- cados ou peças em cobre, que não poderiam ser corrigidos com um

martelo de aço pois danificariam estas peças.

1.1.15 - PUNÇÕES

Os punções, mostrados na figura 1.23, são constituídos por troços cilíndricos ou em barra, de aço espe- cial, e que contêm um punho, um topo ou cabeça destinados a bater

com um martelo, uma haste e uma ponta. A haste pode ser cilíndrica ou cónica, e a ponta pode ser direita ou afiada em bico. Os punções de pon-

ta

direita são utilizados para colocar

e

retirar cavilhas, veios e demais

peças mantidas sob pressão, e tam- bém para rebater rebites. Os pun- ções de bico servem para marcar centros de peças e pontos para ini- ciar a furação com uma broca.

Não utilizar um punção como alavanca.

com uma broca. Não utilizar um punção como alavanca. Fig. 1.22 - Martelos de plástico Punção

Fig. 1.22 - Martelos de plástico

Punção para cavilhas Punção para rebites
Punção para cavilhas
Punção para rebites

Punção de bico

Fig. 1.23 - Punções

Ferramentas Manuais 1.1.16 – TALHADEIRA Uma talhadeira consiste numa barra curta de aç o especial,

Ferramentas Manuais

1.1.16 – TALHADEIRA

Uma talhadeira consiste numa barra curta de aço especial, com secção rectangular, uma extremi- dade forjada e afiada em cunha e outra extremidade recta, como mostrado na figura 1.24. A talha- deira é uma ferramenta de corte, que pode ser utilizada por exemplo, para cortar um rebite, rece- bendo as pancadas de um martelo.

cortar um rebite, rece- bendo as pancadas de um martelo. Fig. 1.24 - Talhadeiras 1.1.17 -

Fig. 1.24 - Talhadeiras

1.1.17 - CHAVES PARA FILTROS DE ÓLEO

Esta chave, mostrada na figura 1. 25, é utilizada para retirar os filtros de óleo. Podem ter a trans- missão do esforço por correia, por corrente, ou por encaixe adequado a cada tipo de filtros.

corrente, ou por encaixe adequado a cada tipo de filtros. Fig. 1.25 – Chave de correia

Fig. 1.25 – Chave de correia para filtros de óleo

Ferramentas Manuais 1.1.18 - CHAVES PARA BUJÕES DE ÓLEO São utilizadas para retirar e aplicar

Ferramentas Manuais

1.1.18 - CHAVES PARA BUJÕES DE ÓLEO

São utilizadas para retirar e aplicar os bujões, durante a mudança do óleo lubrificante. Estas chaves podem ser apli-

cadas aos bujões pelo interior

ou pelo exterior.

Aplicada pelo interior Aplicada pelo exterior
Aplicada pelo
interior
Aplicada pelo
exterior

Fig. 1.26 - Chaves para bujões de óleo interior e exterior

1.2 – FERRAMENTAS ARTICULADAS

1.2.1 - ALICATES

Os alicates são ferramentas utilizadas para fixar peças de várias formas, dobrar, torcer, cortar fios e arames.

O mais conhecido é o alicate universal.

Este tem duas zona de fixação, uma pla-

na

com denteado fino e outra arredonda-

da

com denteado grosso. Tem ainda uma

zona de corte junto à articulação. Os ali- cates podem ter ou não os cabos reco- bertos com material isolante, permitindo trabalhar sob tensão e melhorando o con- tacto com as mãos durante a aplicação

de esforços.

Denteado fino Zona de corte Denteado grosso
Denteado fino
Zona de corte
Denteado grosso

Fig. 1.27 - Alicate universal

Como mostrado na figura 1.28, além do alicate universal existem ainda os alicates de pontas cha- tas e os alicates de pontas curvas. Servem para segurar ou apertar peças macias, podendo ser utilizado em locais de difícil acesso, onde sejam necessárias pontas compridas.

Os alicates de pontas redondas servem para fazer olhais de fixação nas extremidades dos fios condutores.

Ferramentas Manuais Pontas chata Pontas curvas Pontas Redondas Fig. 1.28 - Alicates de pontas chatas,

Ferramentas Manuais

Pontas chata Pontas curvas Pontas Redondas
Pontas chata
Pontas curvas
Pontas Redondas

Fig. 1.28 - Alicates de pontas chatas, de pontas curvas e de pontas redondas

Não devem ser utilizados alicates, em vez da chave adequada, para apertar porcas ou parafusos, pois danificam a ferramenta e as porcas ou parafusos.

Um alicate nunca deve ser usado como martelo.

1.2.2 - ALICATE DE CORTE

O alicate de corte, mostrado na figura 1.29, serve para cortar fios, cabos e arames, preparar as pontas das ligações eléctricas e descarnar fios condutores. É utilizado para retirar troços ou chave- tas, cortando as de material macio.

troços ou chave- tas, cortando as de material macio. Fig. 1.29 - Alicate de corte Devem

Fig. 1.29 - Alicate de corte

Devem ser utilizados alicates de corte, adequados ao diâmetro e dureza do arame a cortar. Deve- mos dar preferência a cortar junto à articulação do alicate, em vez de cortar junto às pontas, para não esforçar o alicate.

Ferramentas Manuais 1.2.3 - ALICATES DE PRESSÃO São ferramentas polivalentes na reparação automóvel, como ferra-

Ferramentas Manuais

1.2.3 - ALICATES DE PRESSÃO

São ferramentas polivalentes na reparação automóvel, como ferra- menta de apoio. Funcionam com o princípio do auto-aperto, multiplican- do a força muscular do operador e mantendo a força sobre o material a apertar, até que seja destravado o ali- cate. São geralmente utilizados para fixar peças ou em parafusaria muito gasta, em que não é possível utilizar chaves de medidas fixas.

em que não é possível utilizar chaves de medidas fixas. Fig. 1.30 - Alicate de pressão

Fig. 1.30 - Alicate de pressão

As maxilas deste alicate apresentam um serrilhado, que pode deixar marcas ao apertar um mate- rial macio. Um alicate de pressão não deve ser utilizado para prender peças de forma permanente. Estas podem vir a soltar-se com impactos ou vibrações. Não devem também ser utilizados em ope- rações de levantamento de motores ou caixas de velocidades.

1.2.4 - ALICATES PARA FREIOS

Podem ser direitos ou curvos, interiores ou exteriores. Servem para aplicar ou extrair freios metáli- cos. Alguns possuem um parafuso regulador que limita a deformação aplicada ao freio.

regulador que limita a deformação aplicada ao freio. Fig. 1.31 - Alicate para freios interiores 1.18

Fig. 1.31 - Alicate para freios interiores

Ferramentas Manuais Os alicates para freios deve m ser escolhidos em função do tamanho dos

Ferramentas Manuais

Os alicates para freios devem ser escolhidos em função do tamanho dos freios a utilizar.

escolhidos em função do tamanho dos freios a utilizar. Fig.1.32 – Alicate para freio exteriores CUIDADOS:

Fig.1.32 – Alicate para freio exteriores

CUIDADOS: na colocação de freios devemos apertar o mínimo necessário para efectuar o traba- lho, de maneira a não deformar o freio. Ao aplicar um freio, devemos sempre utilizar óculos de pro- tecçãos, porque o freio pode escapar e saltar com grande velocidade.

1.2.5 - ALICATE DE REBITAR

Têm especial aplicação na reparação das carroçarias, na aplicação dos elementos de acabamento e na fixação de compo- nentes de pequeno peso. Cravam rebites de alumínio, com haste em aço e outras combinações. A figura 1.33 mostra um ali- cate de rebitar

combinações. A figura 1.33 mostra um ali- cate de rebitar Fig.1.33 – Alicate de rebitar 1.2.6

Fig.1.33 – Alicate de rebitar

1.2.6 - ALICATE PARA ANÉIS DE SEGMENTO

São alicates destinados a expandir os anéis de seg- mento até ao ponto suficien- te para passarem pela cabeça dos êmbolos e serem aplicados nas ranhu- ras. A figura 1.34 mostra um alicate para anéis de seg- mento.

A figura 1.34 mostra um alicate para anéis de seg- mento. Fig. 1.34- Alicate para aneis

Fig. 1.34- Alicate para aneis de segmento

Ferramentas Manuais 1.2.7 - NAVALHAS São compostas por uma ou duas lâminas de aço e

Ferramentas Manuais

1.2.7 - NAVALHAS

São compostas por uma ou duas lâminas de aço e um cabo. Devem estar sempre presentes numa caixa de ferramentas para cortar materiais macios, raspar pequenas superfícies e retirar o isolamento de fios condu- tores. A figura 1.35 mostra uma navalha.

de fios condu- tores. A figura 1.35 mostra uma navalha. Fig.1.35 – Navalha 1.2.8 - TESOURAS

Fig.1.35 – Navalha

1.2.8 - TESOURAS

Existe uma grande variedade de tesouras, sendo de escolher para o mecânico de automóveis um modelo robusto e de tamanho médio. A tesoura, como a mostrada na figura 1. 36, efectua o corte de materiais macios tais como papel, plásticos, borracha e cartão de juntas. As tesouras não devem ser utilizadas para cortar arames.

As tesouras não devem ser utilizadas para cortar arames. Fig.1.36 – Tesoura 1.3 – FERRAMENTAS COMPLEMENTARES

Fig.1.36 – Tesoura

1.3 – FERRAMENTAS COMPLEMENTARES

1.3.1 - CHAVES DE IMPACTO

As chaves de impacto, também conhecidas como chaves de pancada, permitem apertar e desa- pertar com segurança porcas e parafusos muito apertados ou gripados. Como mostrado na figura 1.37, as chaves de impacto recebem a pancada de um martelo e, através de um sistema mecâni-

Ferramentas Manuais co, a transmitem ao parafuso sob a forma de uma rotação brusca. São

Ferramentas Manuais

co, a transmitem ao parafuso sob a forma de uma rotação brusca. São compostas por um cabo e um encavador quadrado para aplicar uma chave de caixa ou ponteiras de fenda, Philips, Torx, etc.

chave de ca ixa ou ponteiras de fenda, Philips, Torx, etc. Fig. 1.37 - Chave de

Fig. 1.37 - Chave de Impacto

Algumas pancadas com um martelo pesado na cabeça da chave provocam a rotação da ponteira no sentido de aperto ou de desaperto.

As chaves de impacto podem funcionar com chaves de caixa adequadas a este tipo de trabalho. Estas chaves têm sempre um acabamento superficial preto, sem cromados.

1.3.2 - CHAVES DINAMOMÉTRICAS

As chaves dinamométricas têm como finalidade aplicar um binário de aperto controlado, por um valor previamente ajustado, a uma porca ou parafuso. Este ponto de afinação pode ser lido direc- tamente numa escala ou transmitido ao operador por um estalido durante o aperto.

São constituídas por um punho ou braço de alavanca, uma mola graduada e uma escala, como mostrado na figura 1.38.

mola graduada e uma escala, como mostrado na figura 1.38. Fig.1.38 – Chaves dinamómetro Ferramentas Manuais

Fig.1.38 – Chaves dinamómetro

Ferramentas Manuais As chaves dinamométricas são utilizadas, por exemplo, no aperto dos parafusos da cabeça

Ferramentas Manuais

As chaves dinamométricas são utilizadas, por exemplo, no aperto dos parafusos da cabeça dos motores.

As principais porcas e parafusos de um automóvel têm um binário de aperto definido pelo constru- tor. Selecciona-se o valor de aperto desejado e ajustam-se todos os parafusos na sequência indi- cada pelo fabricante do equipamento. Seguidamente faz-se outra volta a dar o aperto final, não esforçando para além do binário de aperto recomendado.

As chaves dinamométricas devem estar permanentemente limpas, de forma a não entrar sujidade no mecanismo de leitura. Devem ser manuseadas suavemente e evitar a sua queda. Ao fim do tra- balho, o posicionamento da escala deve voltar ao zero, para não deformar a mola, o que poderia alterar os valores.

1.3.3 - EXTRACTORES

São utilizados na extracção de componentes mecânicos, montados sob pressão na posição de funcionamento, tais como rolamentos e polias. São constituídos por garras que vão fixar o extractor ao componente a retirar, e por uma rosca ou um elemento hidráulico que exerce a força de extrac- ção.

A utilização de um extractor pelo interior ou pelo exterior é determinada pelo espaço existente para

a aplicação das garras do extractor, junto à peça a extrair.

Rosca Garras
Rosca
Garras

Fig.1.39 – Extractores de dois braços

Aplicam-se os braços de acordo com a forma do componente a extrair, pelo interior ou pelo exte- rior. Monta-se o extractor e move-se gradualmente o sextavado da rosca ou o parafuso do elemen-

to hidráulico, até a extracção do componente.

Ferramentas Manuais Fig. 1.40 – Extractores de três braços Lubrificar bem a rosca e os

Ferramentas Manuais

Ferramentas Manuais Fig. 1.40 – Extractores de três braços Lubrificar bem a rosca e os pontos

Fig. 1.40 – Extractores de três braços

Lubrificar bem a rosca e os pontos de passagem dos componentes a extrair. Não bater nas peças a extrair nem nos extractores. Verificar o correcto alinhamento dos braços e que estejam bem pre- sos, pois em trabalho esta ferramenta armazena tensões de várias toneladas. Nunca exceder a capacidade de um extractor.

Elemento hidráulico

exceder a capacidade de um extractor. Elemento hidráulico Rosca Extractor Parafuso do elemento hidráulico Fig.1.41

Rosca

a capacidade de um extractor. Elemento hidráulico Rosca Extractor Parafuso do elemento hidráulico Fig.1.41 –

Extractor

Parafuso do elemento hidráulico

Fig.1.41 – Extractor de dois braços com elemento hirráulico

Ferramentas Manuais 1.3.4 - CINTAS COMPRESSORAS DE SEGMENTOS Destinam-se a comprimir os anéis de segmento

Ferramentas Manuais

1.3.4 - CINTAS COMPRESSORAS DE SEGMENTOS

Destinam-se a comprimir os anéis de segmento junto ao êmbolo, para que este possa ser introdu- zido no cilindro com mais facilidade e sem partir os segmentos.

no cilindro com mais facilidade e sem partir os segmentos. Fig. 1.42 – Cintas compressoras de

Fig. 1.42 – Cintas compressoras de segmentos

1.3.5 – ARCO DE SERRA

O arco de serra, também conhecido como serrote, consiste num arco metálico, que tem a função de manter esticada uma lâmina de serra substituível, servindo como empunhadura e para guiar o corte. Utiliza-se para cortar materiais de várias durezas, tais como plásticos, alumínio, cobre, cha- pas e tubos de aço, etc. A figura 1.43 mostra um arco de serra.

Folha de serrote Arco da serra
Folha de serrote
Arco da serra

Fig. 1.43 – Arco de serra

Ferramentas Manuais O número de dentes que contactam com a superfície é importante, sendo fabricadas

Ferramentas Manuais

O número de dentes que contactam com a superfície é importante, sendo fabricadas lâminas entre

os 14 e os 32 dentes por polegada, não devendo estar menos de 3 dentes em contacto com o material a cortar. Em materiais macios devemos utilizar lâminas de serra com poucos dentes por polegada, resultando em dentes grandes. Por outro lado, em materiais duros devemos usar lâmi- nas de serra com muitos dentes por polegada, resultando em dentes pequenos. Montar sempre a lâmina de serra com o lado recto dos dentes apontado para a frente, de modo a cortar quando empurrada. A tensão com que a lâmina é esticada deve ser adequada. Uma lâmina solta deixa fugir o corte, enquanto uma lâmina muito esticada pode partir bruscamente.

1.3.6 - GAMBIARRAS

Na oficina mecânica devem ser sempre utilizadas tensões até 36V, de forma a evitar o choque eléctrico em caso de rompimento de algum fio. Existem mode- los para lâmpadas incandescentes, como mostrado na figura 1.44 e modelos para lâmpadas fluorescentes.

na figura 1.44 e modelos para lâmpadas fluorescentes. Fig. 1.44 – Gambiarra para lâmpada incandescente 1.3.7

Fig. 1.44 – Gambiarra para lâmpada incandescente

1.3.7 - CAIXAS DE FERRAMENTAS

As caixas de ferramentas permitem arrumar um conjunto de ferramentas adequadas à maior par-

te dos trabalhos de reparação efectuados numa oficina mecânica. Geralmente têm divisões supe-

riores com vários espaços para ferramentas pequenas, e uma divisão inferior de maior tamanho,

para ferramentas grandes.

inferior de maior tamanho, para ferramentas grandes. O critério de distribuição das caixas de ferramentas

O critério de distribuição das caixas de

ferramentas varia em cada oficina: pode ser distribuída uma caixa para cada mecânico, ou haver caixas completas com as ferramentas destinadas a activi- dades específicas numa oficina. A figu- ra 1.45 mostra uma caixa de ferramen- tas.

Fig. 1.45 - Caixa de ferramentas

Ferramentas Manuais Não transporte caixas de ferramentas mu ito pesadas, pois pode magoar as costas.

Ferramentas Manuais

Não transporte caixas de ferramentas muito pesadas, pois pode magoar as costas.

A caixa de ferramentas não é uma escada, não deve subir na caixa de ferramentas.

Não arrume as ferramentas cortantes ou pontudas desordenadamente, pois pode dar origem a ferir as mãos na próxima vez que for buscar ferramentas.

1.3.8 - CARROS DE FERRAMENTAS

Os carros de ferramentas contém o conjunto de ferramentas de um posto de trabalho, que trans- portam para junto da viatura a reparar. O tampo superior pode servir como bancada, tendo a altura adequada para o trabalho em pé. Podem dispor de gavetas para melhor arrumação ou de espaços abertos para a melhor visualização das ferramentas disponíveis. Dipõem de rodas de forma a des- locar-se pela oficina. As ferramentas bem arrumadas encontram-se com maior facilidade e rapidez, aumentando a eficiência do trabalho.

facilidade e rapidez, aumentando a eficiência do trabalho. Fig. 1.46 - Carros de ferramentas Devem ser

Fig. 1.46 - Carros de ferramentas

Devem ser mantidas sobre a bancada do carro, apenas as ferramentas e os materiais necessários

à tarefa que se tem de executar.

Não abrir várias gavetas carregadas ao mesmo tempo, pois podem fazer virar o carro de ferramen- tas.

Respeitar os limites de carga do carro e das gavetas.

Travar o carro quando parado.

Ferramentas Manuais Fechar sempre as gavetas durante as deslocações. Não deslocar o carro com objectos

Ferramentas Manuais

Fechar sempre as gavetas durante as deslocações.

Não deslocar o carro com objectos colocados em desequilíbrio.

1.4 – RISCOS E CUIDADOS NA UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS

1.4.1 - SELECCIONAR E CUIDAR DAS FERRAMENTAS

Cada ferramenta foi concebida para uma função própria. Não utilizar uma ferramenta para uma função que não seja a de origem. Só a ferramenta certa oferece a segurança, o conforto em ser- viço e a produtividade desejados.

Não altere as características das ferramentas por esmerilagem, soldadura, aquecimento excessi- vo, dobragem, etc. Isso modifica as suas características, podendo levar à ruptura em serviço.

Não utilizar as ferramentas para além das suas capacidades, por meio de extensões ou panca- das. Não martelar numa chave que não seja construída para esta finalidade: só as ferramentas desenvolvidas para este efeito podem receber pancadas.

Manter limpas as ferramentas para evitar que escorreguem por estarem sujas ou engorduradas, tornando-se assim mais seguras.

Inspeccione sempre as ferramentas antes de as utilizar. Não devem apresentar desgastes, trin- cas, rebarbas, punhos partidos, nem estar mal encabadas.

1.4.2 - EQUIPAMENTO DE PROTECÇÃO

Usar sempre óculos de protecção em todos os trabalhos em que haja limalhas ou projecção de aparas.

Usar sempre luvas adequadas nos trabalhos em que haja risco de corte, queimaduras ou cho- ques eléctricos.

1.4.3 – CORRECTO MANUSEAMENTO DAS FERRAMENTAS

Garantir um bom equilíbrio, sobretudo nos trabalhos de força. Nas operações de levantamento de componentes pesados, deve-se manter as costas direitas e flectir as pernas.

Bibliografia BIBLIOGRAFIA HAZET – Catálogo Técnico CRAFTSMAN – Catálogo Técnico FACOM – Catálogo Técnico

Bibliografia

BIBLIOGRAFIA

HAZET – Catálogo Técnico

CRAFTSMAN – Catálogo Técnico

FACOM – Catálogo Técnico

INSTITUTO UNIVERSAL BRASILEIRO – Mecânica de Automóveis

RS COMPONENTS – Catálogo Técnico

VASSALO, Francisco – Manual de Ferramentas para o Electricista, Plátano Editora

Pós-Teste PÓS-TESTE Assinale com X a resposta correcta. Apenas existe uma resposta correcta para cada

Pós-Teste

PÓS-TESTE

Assinale com X a resposta correcta. Apenas existe uma resposta correcta para cada questão.

1 – Na extracção de um parafuso muito comprido, aplicado em profundidade, e com pouco espaço à volta, devemos utilizar:

a) Uma chave de lunetas………………………………… ……… ……

……….

a) Uma chave de lunetas………………………………… ……… …… ……….

b) Um martelo……………………………………………….…… ……

…………

b) Um martelo……………… ………………………………. …… …… …………

c) Uma chave de bocas…………………………………

…………

……….…

c) Uma chave de bocas ………………………………… ………… ……….…

d) Uma chave de caixa com extensão, movida por roquete ou

manivela.

.…

d) Uma chave de caixa com extensão , movida por roquete ou manivela. .…

2 - No aperto de um parafuso com cabeça medida em milímetros devemos:

a) Utilizar um alicate universal

……………… …………………

a) Utilizar um alicate univers al ……………… …………………

b) Utilizar chave com medida em polegadas e não aplicar sobrecargas…… …

b) Utilizar chave com medida em poleg adas e não aplicar sobrecargas…… …

c) Aplicar um cano à chave para dar mais aperto………….……… ………

c) Aplicar um cano à chave pa ra dar mais aperto………….……… ………

d) Utilizar chave com medida em milímetros e não aplicar sobrecargas……

d) Utilizar chave com medida em milímetros e não aplicar sobrecargas……
Pós -Teste 3 – Um alicate de pressão não deve ser utilizado: a) Para fixar

Pós -Teste

3 – Um alicate de pressão não deve ser utilizado:

a) Para fixar peças durante uma furação……………… …

…………… ……

a) Para fixar peças durante uma fu ração……………… … …………… ……

b) Para prender peças de forma permanente………….…………

 

……

b) Para prender peças de forma permanente………….…………   ……

c) Em parafusos com cabeça muito gasta…………… ………………

……

c) Em parafusos com cabeça muit o gasta…………… ………… …… ……

d) Para extrair cavilhas………………………… …….…

……………

………

d) Para extrair cavilhas…………… …………… …….… …………… ………

4 – As chaves dinamométricas permitem aplicar um aperto controlado a um para- fuso. Com estas ferramentas devemos ter os seguintes cuidados:

a) Devem estar limpas, ser manuseadas com suavidade e voltar a escala ao zero

no final do trabalho……

………………………………………… …

 
no final do trabalho…… ………………………………………… …  

b) Devem estar sujas e ser manuseadas com cuidado… …

b) Devem estar sujas e ser manuseadas com cuidado… … …

c) Devem trabalhar sempre na vertical……………

….……

c) Devem trabalhar sempre na vert ical…………… … ….……

d) São ferramentas robustas, que suportam bem as quedas…………

……

 
d) São ferramentas robust as, que suportam bem as quedas………… ……  
Pós-Teste 5 – Cada ferramenta tem uma função própria, concebida na origem. Em serviço devemos:

Pós-Teste

5 – Cada ferramenta tem uma função própria, concebida na origem. Em serviço devemos:

a) Alterar a abertura das ferramentas por esmerilagem, permitindo apertar parafusos

a) Alterar a abertura das ferramentas por esmerilagem, permitindo apertar parafusos

de medidas superiores……………………………

…… … ………

………… …… … ……… b) Dobrar com aquecimento o cabo das ferramentas, de forma a
b) Dobrar com aquecimento o cabo das ferramentas, de forma a torná-las mais ergo-

b) Dobrar com aquecimento o cabo das ferramentas, de forma a torná-las mais ergo-

nómicas………………………………………… ………………………

……

c) Respeitar as suas características, no s entido de garantir segurança, conforto em serviço e

c) Respeitar as suas características, no sentido de garantir segurança, conforto em serviço e produtividade…………………………………………… ……….…

d) Voltar a soldar ferramentas partidas…………………………….…

………

……….… d) Voltar a soldar ferramentas partidas…………………………….… ………
……….… d) Voltar a soldar ferramentas partidas…………………………….… ………
……….… d) Voltar a soldar ferramentas partidas…………………………….… ………
……….… d) Voltar a soldar ferramentas partidas…………………………….… ………
Corrigenda e Tabela de Cotação do Pós-Teste CORRIGENDA E TABELA DE COTAÇÃO DO PÓS-TESTE Questão

Corrigenda e Tabela de Cotação do Pós-Teste

CORRIGENDA E TABELA DE COTAÇÃO DO PÓS-TESTE

Questão Nº

Corrigenda

Cotação

1

D

4

2

D

4

3

B

4

4

A

4

5

C

4

 

Total

20

Exercícios Práticos EXERCÍCIOS PRÁTICOS Exemplos de exercícios práticos a desenv olver no seu posto de

Exercícios Práticos

EXERCÍCIOS PRÁTICOS

Exemplos de exercícios práticos a desenvolver no seu posto de trabalho e de acordo

com a matéria constante no presente módulo.

EXERCÍCIO N.º 1 - APERTO COM BINÁRIO CONTROLADO, UTILIZANDO UMA

CHAVE DINAMOMÉTRICA

- APERTO COM BINÁRIO CONTROLADO, UTILIZANDO UMA CHAVE DINAMO- MÉTRICA, REALIZANDO AS TAREFAS INDICADAS EM SEGUIDA, TENDO EM CONTA OS CUIDADOS DE HIGIENE E SEGURANÇA.

EQUIPAMENTO NECESSÁRIO

- VEÍCULO COM PARAFUSOS A APERTAR

- MANUAL DO FABRICANTE COM OS VALORES DO BINÁRIO DE APERTO

- CHAVE DINAMOMÉTRICA AJUSTÁVEL

- CHAVE DE CAIXA E EXTENSÃO

TAREFAS A EXECUTAR

1 - VERIFIQUE O VALOR DE APERTO NO MANUAL.

2 - AJUSTE, NA CHAVE DINAMOMÉTRICA, O VALOR DE APERTO.

3 - CONSULTE NO MANUAL A SEQUÊNCIA DE APERTO DOS PARAFUSOS.

4 - ENCOSTE TODOS OS PARAFUSOS.

5 - EFECTUE O APERTO NA SEQUÊNCIA INDICADA ATÉ A CHAVE DINAMOMÉ-

TRICA INDICAR O VALOR DE APERTO AJUSTADO.

6 - COLOQUE A MOLA DA CHAVE SEM TENSÃO.

Critérios de Avaliação dos Exercício Práticos CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DOS EXERCÍCIOS PRÁTICOS EXERCÍCIO

Critérios de Avaliação dos Exercício Práticos

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DOS EXERCÍCIOS PRÁTICOS

EXERCÍCIO PRÁTICO Nº 1 – APERTO COM BINÁRIO CONTROLADO, UTILIZANDO UMA CHAVE DINAMOMÉTRICA.

TAREFAS A EXECUTAR

NÍVEL DE EXECUÇÃO

GUIA DE AVALIAÇÃO

Verificar o valor de aperto no manual.

 

4

Ajustar o valor do aperto na chave dina- mométrica.

 

5

Consultar no manual a sequência de aperto dos parafusos.

 

3

Encostar todos os parafusos.

 

2

Efectuar o aperto na sequência indicada até a chave dinamométrica indicar o valor de aperto ajustado.

 

4

colocar a mola da sem tensão.

 

2

CLASSIFICAÇÃO

 

20