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Presidente da República Federativa do Brasil JOSÉ SARNEY

Ministro de Estado da Educação CARLOS SANT´ANNA

Secretário Geral Ubirajara Brito

Prêmios MEC de Literatura Desportiva

e

Jayr Jordão Ramos

1989

Centenário da República

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Conselho Nacional de Desportos Secretaria de Educação Física e Desportos do MEC Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais

Prémios MEC de Literatura Desportiva

e

Jayr Jordão Ramos

Conselho Nacional de Desportos Secretário de Educação Física e Desportos do MEC Manoel José Gomes Tubino

Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Manuel Marcos Maciel Formiga

Subsecretária de Educação Física Marieta da Silva Carvalho

Coordenadora da Educação Física de 1 9 e 2 9 Graus Maria Eliene Pinheiro Peixoto Botelho

Coordenador da Educação Física do Ensino Superior Renausto Alves Amanajás

Prêmios MEC de Literatura Desportiva

e

Jayr Jordão Ramos, de Monografia nas Áreas de Educação Física, Desportos e Lazer

Autores:

Marco Antonio Bechara Santos Paulo Roberto dos Santos Soares e outros Paulo Roberto dos Santos Amorim

Organizador:

Renausto Alves Amanajás

1989

Direitos Autorais desta Edição exclusivos da Secretaria de Educação Física e Desportos do Ministé- rio da Educação

COORDENAÇÃO DO PRÉMIO MEC DE LITERATURA DESPORTIVA E JAYR JORDÃO RAMOS EM 1989 RENAUSTO ALVES AMANAJÁS NILMA GARCIA PETTENGILL

Revisão:

Maria Elvira de Melo Oliveira

PRÉMIOS de literatura desportiva e Jayr Jordão Ra- P925pmos de monografias nas áreas de educação física, desportos e lazer. Brasília, SEED/MEC, 1989.

168 p.: il+retrs. Publicado em co-edição com Conselho Nacional de Desportos e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais.

1. Educação física. I. Brasil. Secretaria de Educação Física e Desportos/MEC. #

CDU: 796.4

Sumário

Apenas um resgate 9 PRÉMIO MEC DE LITERATURA DESPORTIVA Introdução 13 Resultados anteriores 15 O
Apenas um resgate
9
PRÉMIO MEC DE LITERATURA DESPORTIVA
Introdução
13
Resultados anteriores
15
O
Concurso de 1989
17
PRÉMIO JAYR JORDÃO RAMOS
Introdução
23
Resultados anteriores
25
Sonho de um Homem - Esperança de uma obra
Marco António Bechara Santos
Monografia Premiada em 1º Lugar em 1983
27
O
CONCURSO DE 1989
Perfil de escolares de 07 a 14 anos através de medidas antropométricas
Paulo Roberto dos Santos Soares et alii.
121
Monografia Premiada em 1º Lugar em
1989
Educação Física na Terceira Idade
Paulo Roberto dos Santos Amorim
Monografia Premiada em 2º Lugar em 1989
149

Apenas um Resgate

Há alguns anos, a Secretaria de Educação Física e Desportos instituiu os Prémios MEC de Literatura Desportiva e Jayr Jordão Ramos,

como

motivação para produção

de

Educação

intelectual da

comunidade brasileira

Física/Desportos.

Entretanto, a partir de

1984, por motivos vários, o oferecimento destes

prémios

foi

interrompido.

Ao assumirmos a SEED, colocamos o resgate destes prémios como uma das metas da nossa transitória e rápida passagem, à frente desse órgão do Ministério da Educação.

Na busca de maior efetividade,

no sentido de evitarmos outras interrupções,

incorporamos como parceiros da SEED, o Conselho Nacional de Desportos (CND)-e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP).

Esta publicação, criada pelo esforço conjunto da SEED, CND e INEP, tem como objetivo principal, justamente, recuperar a memória de todas as disputas dos prémios em questão, divulgar as duas monografias premiadas no

Prémio Jayr Jordão Ramos,

e recuperar o primeiro trabalho contemplado neste prémio,

o qual versou justamente sobre a biografia do seu patrono.

MANOEL JOSÉ GOMES TUBINO Presidente do Conselho Nacional de Desportos Secretário de Educação Física e Desportos do MEC

JOSÉ GOMES TUBINO Presidente do Conselho Nacional de Desportos Secretário de Educação Física e Desportos do

PRÉMIO MEC DE LITERATURA DESPORTIVA

INTRODUÇÃO

A Secretaria de Educação Física e Desportos como órgão diretivo da Educação Física no ano de 1973 criou o Prémio MEC de Literatura Desportiva, objetivando incentivar e apoiar a Pesquisa e Trabalhos origi- nais que oferecessem contribuição para a melhoria da Educação Física. Os dois primeiros prémios receberam denominação de PRÉMIO MEC DE LITERATURA DESPORTIVA. A partir de 1980, a designação passou a ser PRÉMIO LISELOTT DIEM DE LITERATURA DESPORTIVA homenagean- do a conhecida e admirada professora que colaborou intensamente com a Educação Física no Brasil, na qualidade de coordenadora da parte alemã no acordo Brasil/Alemanha. Posteriormente, em 1984, o Prémio volta a se chamar PRÉMIO MEC DE LITERATURA DESPORTIVA apresentando a inovação de premiar dois segmentos: as obras inéditas e as obras pu- blicadas, tendo em vista a produção científica alcançada na Educação Física Brasileira.

inéditas e as obras pu- blicadas, tendo em vista a produção científica alcançada na Educação Física

Resultados Anteriores

1973:

I PRÉMIO MEC DE LITERATURA DESPORTI- VA

CATEGORIA A:

Educação Física, Desportiva e

Recreativa.

1º Lugar:

Os Esportes - Traçado e Técnica Construtiva dos campos Esportivos Autor:

Nestor Lindenberg

2 9 Lugar:

Em Busca de Uma Tecnologia Educacional para as Escolas de Educação Física Autor:

Manoel José Gomes Tubino

3 9 Lugar:

Planejamento Esportivo para o Estado de Minas

Gerais

Autor:

Nildo Junqueira Lopes

1ª Menção Honrosa:

Elementos para Uma Carta do Desporto Agonís- tico Brasileiro Autor:

Alfredo Colombo

Menção Honrosa:

A Cinesiologia nos Desportos Autor:

José Luiz Fraccaroli

3ª Menção Honrosa:

Manual dos Esportes

Autores:

Flávio Bertola Facca José Medalha José Roberto Borsari Clodoaldo Mesquita Carlos Catalano Davi Camargo Francisco de Paula Neves Filho

CATEGORIA B: Medicina Desportiva

Lugar:

A Alimentação do Atleta Autor:

Luiz Irineu Cibils Settineri

Obs.:

trabalhos.

Não

houve classificação

para os

outros

1975: II PRÉMIO MEC DE LITERATURA DES- PORTIVA

CATEGORIA A: Currículo de Educação Física para Todos os Graus:

1º Lugar: Didática de Educação Física - Técni- ca de Formulação e Enunciado de Ob- jetivos do Ensino. Autor: Alfredo Gomes de Farias Júnior 2º Lugar: O Ensino da Educação Física no Ciclo Fundamental. Autor: Luiz Irineu Cibils Settineri Bruno Edgar Reis Jacintho Francisco Targa 3º Lugar: Normas Orientadoras para o Plane- jamento de Educação Física nos Di- versos Graus de Ensino do Distrito Federal. Autor: Ceusa do Nascimento Amaral Vera Lúcia M. Tamm Yette Saldanha Gomes Laura Elvira S. Joviano Vanilton Senatore Massumi de Castilho Ribeiro

CATEGORIA B: Tema Livre 1º Lugar: Treinamento Desportivo e Ritmo Biológicos. Autor: Lamartine Pereira da Costa Lugar: Expressão Corporal. Autor: Rodrigo Octávio Torres Pereira 3º Lugar: Futebol 2001 Autor: José Angelo Gaiarsa

Expressão Corporal. Autor: Rodrigo Octávio Torres Pereira 3º Lugar: Futebol 2001 Autor: José Angelo Gaiarsa

1980: PRÉMIO LISELOT DIEM DE LITERATU- RA DESPORTIVA

CATEGORIA A: Pesquisa Pedagógica

1º Lugar:

Educação Física - Diretrizes Curricu- lares para o Ensino de 1º e 2º graus.

Autor:

Eloah Soyre Fritsch Brum Fandila Maria Reginato

2º Lugar: Educação Física que Eles Merecem. Autor: Rui Jornada Krebs

CATEGORIA B: Pesquisa Biológica 1º Lugar: A Problemática da Educação Física Autor: Carlos Sanches de Queiroz 2º Lugar: Manual de Teste de Esforço Autor: Cláudio Gil Soares de Araújo 3º Lugar: Estado Nutricional de Aptidão Física em Pré-Escolares. Autores: Maria Beatriz Rocha Ferreira Sérgio Miguel Zucas Menção Honrosa: Cineantropometria, Edu- cação Física e Treinamento Desportivo. Autores: Eduardo Henrique De Rose Elizabeth Pigatto Regina Celi Fonticielha De Rose

1983

PRÉMIO LISELOT DIEM

- TURA DESPORTIVA

DE

LITERA-

CATEGORIA A: Pesquisa Pedagógica

Análise de Ensino e Estágio Supervi-

sionado de Educação Física. Autor: Alfredo Gomes de Faria Júnior

2º Lugar: Métodos de Ensino em Educação Fí- sica Autor: Telmo Pagana Xavier

sobre Modifi-

cações de Aspectos de Personalidade

em Estudantes de Educação Física Através da Expressão Corporal. Autores: Rui Jornada Krebs Maria Augusta Salim Gonçalves

3 9 Lugar: Pesquisa Experimental

1º Lugar:

CATEGORIA B: Pesquisa Biológica 1 9 Lugar: Teoria e Prática dos Exercícios Ab- dominais Autor: Paulo Roberto Barcellos de Mello 2 9 Lugar: Biometria Aplicada à Educação Física Autor: Maria Teresa Silveira

à Educação Física Autor: Maria Teresa Silveira 1984: PORTIVA PRÉMIO MEC DE LITERATURA DES- I -

1984:

PORTIVA

PRÉMIO

MEC

DE

LITERATURA

DES-

I - Obras Inéditas Categoria Estudos Pedagógicos:

1 9 Lugar: A Educação Física Escolar como Campo de Vivência Social e de For- mação de Atitudes Favoráveis à Prá- tica do Desporto. Autor: Valter Bracht

2º Lugar: Introdução ao Estudo da Ginástica Escolar Especial Autor: Paulo Roberto Barcellos de Mello

Categoria Estudos Biológicos:

1º Lugar: Alguns Efeitos da Qualidade da Pro- teína Ingerida e da Restrição Alimen- tar no Desenvolvimento de Ratos Submetidos ou Não ao Exercício Físi- co. Autor: Maria Cristina Rolfsem Belda 2º Lugar: Efeitos da Hiperventilação Voluntária sobre a Capacidade Física em Seres Humanos. Autor: Luiz Oswaldo Carneiro Rodrigues Lor 3º Lugar: Estudo da Variação de Consumo Má- ximo de Oxigénio por Métodos Indire- tos e Respostas Fisiológicas em Três Situações Ambientais Diferentes. Autor: Paulo António Silvestre Menção Honrosa: Avaliação do Estresse dos Pilotos de Automobilismo Através da Eletrocardiografia Dinâmica e de Esforço. Autor: Franklin Delano Nunes Galvão

II Obras Publicadas:

1º Lugar: Prática da Educação Física no 1º grau. Autor: Vera Lúcia Costa Ferreira 2º Lugar: Esporte Para Todos Autor: Katia Brandão Cavalcanti 3º Lugar: Educação Física Especial Autor: Sidney de Carvalho Rosadas Menções Honrosas:

a) O Ensino da Educação Física autor: Airton Negrine

b) O que é Educação Física autor: Vítor Marinho de Oliveira

O Concurso em 1989

Em 1989, a Secretaria de Educação Física e Desportos tenta recuperar a época em que a Premiação deixou de ser conferida, fazendo com que as obras publicadas em primeira edição, no período de 1985 a 1989 pudessem concorrer, assim como achou-se por bem homenagear anualmente uma personalidade expressiva da Educação Brasileira. Este ano foi escolhido co- mo Patrono do VI Prémio MEC de Literatura Desportiva o inesquecível professor INEZIL PENNA MARINHO, considerado nacionalmente no âmbito do conhecimento da Educação Física e dos Desportos, em razão da envergadura inte- lectual que deixou marcada em suas obras, pu- blicadas em forma de livros, artigos e folhetos, versando sobre Administração, Filosofia, Legis- lação, Treinamento, Metodologia, Psicologia e História, e que constitui a fonte principal para os estudiosos da evolução histórica da Educação Física no Brasil.

Mo magistério de Ensino Superior, teve des- tacada vivência na Escola Nacional de Educação Física e Desportos, onde foi Livre-Docente e Ca- tedrático, marcando fortemente a sua passagem.

Penna Marinho de-

monstram o seu espírito de investigador minu- cioso, detalhista e amante do conhecimento.

Os trabalhos de Inezil

ria de Educação Física e Desportos, Conselho Nacional de Desportos e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais aos melhores estudos inéditos nas áreas da Educação Física e Desporto, passa a ser conferido, a partir deste ano, às obras publicadas em língua vernácula nos termos desta Portaria.

Art. 2º - A Secretaria de Educação Física e Desportos poderá, anualmente, escolher um patrono para o prémio, com o objetivo de home- nagear personalidades nacionais, que se desta- caram por relevantes serviços prestados à Edu- cação Física ou ao Desporto do País.

Art. 3º - Os trabalhos concorrentes serão analisados e selecionados por uma comissão julgadora, integrada por pessoas de reconhecida capacidade e notório saber na área de Educação Física e Desporto.

Art. 4º - Aos autores classificados até o TERCEIRO LUGAR serão conferidos Diplomas e Prémio em dinheiro.

Parágrafo único - Aos classificados do QUARTO LUGAR até a SEXTA colocação serão conferidos Diploma de "MENÇÃO HONROSA".

-

e Desportos caberá, ainda:

Art.

Ao Secretário de Educação Física

PORTARIA Nº 389, DE 20 DE JUNHO DE 1989

 

I

-

Escolher e designar os membros da Comissão Julgadora de que trata o

Altera

a

Portaria Ministerial

108,

de

13

artigo terceiro;

de março de

1984 e

institui o

VI PRÉMIO

II

-

fixar os valores dos

Prémios em di-

MEC

DE LITERATURA

DESPORTIVA.

III -

nheiro de que trata o artigo quarto;

regulamentar a execução do Prémio;

O Ministro de Estado da Educação, no uso de suas atribuições, RESOLVE:

Art.

O

Prémio

MEC

de

Literatura

IV

- baixar as demais instruções necessá- rias ao cumprimento da presente Por- taria.

- Desportiva, contendo anualmente pela Secreta-

Art.

-

Esta Portaria entrará em vigor na

Por- taria. - Desportiva, contendo anualmente pela Secreta- Art. 6º - Esta Portaria entrará em vigor

data de sua publicação, revogadas as dispo-

Parágrafo

Único

-

Não

poderão concorrer

sições em contrário.

traduções

e/ou

obras

cujos

autores

sejam

es-

trangeiros.

CARLOS SANT'ANNA

(Of. nº 117/89)

PORTARIA N 9 08, DE 27 DE JUNHO DE 1989

Regulamenta o

RATURA

VI PRÉMIO MEC DE LITE-

DESPORTIVA.

0 Secretário de Educação Física e Despor- tos do Ministério da Educação, no uso de suas atribuições e de acordo com o que dispõe o arti- go 2º e Inciso III do artigo 5- da Portaria Ministe- rial nº 389 de 20 de junho de 1989. RESOLVE:

1 - Disposição Preliminar

Art 1- - O Prémio MEC de Literatura Desportiva instituído pela Portaria Ministerial n 9 389 de 1989, será conferida, no corrente ano, às obras publicadas (livro) em língua vernácula vi- sando estimular e contemplar o autor nacional de educação física e desportos, que esteja con- tribuindo com sua produção técnica e científica para o desenvolvimento da Educação Física Na- cional.

§ 1- - O Prémio de que trata este artigo é

uma promoção aberta à participação de Profes- sores de Educação Física e Profissionais de ou- tras áreas que tenham suas obras técnicas e científicas relacionadas a área de Educação Fí- sica e Desportos.

- portiva, no ano de 1989, terá como Patrono o Prof. INEZIL PENNA MARINHO.

O Prémio MEC de Literatura Des-

§

II - Dos Trabalhos Concorrentes

Art. 2- - Poderão concorrer todos os traba- lhos publicados sob a forma de livro cuja 1 9 edição tenha sido publicada desde o ano de 1985 (inclusive), sem existir limites quanto a ca- racterística que poderá ser didática, de pesquisa, de revisão bibliográfica, etc, e ainda quanto ao seu conteúdo, o qual poderá abranger qualquer sub-área de Educação Física e Desportos, como didática da Educação Física, Medicina Desporti- va, Psicologia Aplicada, Treinamento Desporti- vo, Esporte Para Todos, Desporto Escolar, etc.

Desporti- vo, Esporte Para Todos, Desporto Escolar, etc. - preencher os seguintes requisitos: As Art. 3º

- preencher os seguintes requisitos:

As

Art.

obras

concorrentes

deverão

a) que tenham sido publicadas depois de 1985 (inclusive). b) que tenha autorização das respectivas editoras para concorrer, as quais de- verão concordar inclusive com a desti- nação do prémio para o(s) autor(es) ou outros.

Ill - Das Inscrições

Art. 4º - A inscrição dos trabalhos será fei- ta mediante entrega ou remessa dos Correios à Secretaria de Educação Física e Desportos do Ministério da Educação, dos seguintes documen- tos:

- solicitação formal de inscrição, assi- nada pelo(s) autor(es); 11-1 0 (dez) exemplares da obra;

ficha

com os seguintes dados:

a) nome completo do(s) autor(es);

b) endereço completo e telefone do(s) autor(es);

c) número, data da emissão e órgão expedidor da carteira de identidade do(s) autor(es);

d) número do cartão de identificação do contribuinte-CIC, do(s) au- tores);

e) data e assinatura do(s) autor(es);

f) comprovante solicitado no artigo 3 9

I

-

III

de identificação do(s)autor(es)

- item "B".

Parágrafo Único - Os documentos relacio- nados neste artigo serão encaminhados em um envelope cuja capa contenha além do endereço constante do art. 5º, os seguintes dizeres:

"PRÉMIO MEC DE LITERATURA DESPORTIVA" NÃO VIOLAR

Art. 5º - As obras concorrentes serão en- caminhadas pelos respectivos autores, até o dia 30 de setembro de 1989, diretamente à Secreta- ria de Educação Física e Desportos, Via N-2, Anexo I do MEC, 2º andar - Sala 237 - CEP 70.047, Brasília-DF.

Parágrafo Único - Para efeito de validade

das

inscrições solicitadas

pelos Correios serão

consideradas as datas do registro postal das re-

Lugar: NCz$ 5.000,00

messas.

Lugar. NCz$ 3.000,00

Lugar: NCz$ 2.000,00

Não haverá limite quanto ao nú-

mero de obras com que o(s) mesmo(s) autor(es) poderá(ão) concorrer.

Art.

-

Parágrafo Único - É vedada a participação

de obras já premiadas em outros prémios MEC

de Literatura Desportiva.

IV - Do Julgamento

Art. 7º - As obras concorrentes serão ana- lisadas e selecionadas por uma comissão julga- dora, integrada por profissionais de reconhecida capacidade e notório saber na área de Edu- cação Física e Desportos.

Parágrafo Único - As atividades da Co- missão Julgadora serão orientadas e coordena- das por um Presidente, que será escolhido pela maioria simples de todos os seus membros.

Art. 8º - A Comissão Julgadora poderá es- tabelecer critérios e normas complementares pa- ra o julgamento dos trabalhos que lhe forem submetidos, respeitadas as disposições deste Regulamento.

Art. 9º - A Comissão Julgadora apontará as 06 (seis) melhores obras, classifícando-as conforme as disposições dos artigos 12 e 13, não se admitindo a possibilidade de empate.

Art. 10 - A Comissão Julgadora terá até 31 de outubro de 1989 para submeter sua de- cisão à consideração do Secretário de Educação Física e Desportos do Ministério da Educação.

Art. 11 - 0 Secretário de Educação Física

e Desportos do Ministério da Educação, após

conhecimento dos autores das obras classifica- das, baixará Portaria homologando, em caráter

irrecorrível, o resultado final do Prémio.

V -

Da Classificação e Prémios

Art.

13 - Aos classificados do quarto ao

serão conferidos Diploma de

sexto

"MENÇÃO HONROSA".

lugares

VI - Das Disposições Gerais

Art. 14 - A Secretaria de Educação Física

e Desportos, ao final do concurso, não restituirá

qualquer uma 'dias obras encaminhadas, no ato da inscrição, podendo incorporá-las ao seu acer-

vo ou distribuí-las a quem de direito.

Art. 15 - Os autores e editoras das obras premiadas e não premiadas não perdem os direi- tos autorais.

Parágrafo Único - As editoras poderão. após o concurso, fazer referência nas capas ou no conteúdo dos livros concorrentes da classifi- caçã o abe sua s obra s n o concurso .

Art. 16- 0 pedido de inscrição significará

a aceitação por parte do concorrente, de todas

exigências regulamentares e o não cumprimento de qualquer disposição implicará na sua automá- tica desclassificação.

Art. 17 - Fica o Coordenador de Educação Física no Ensino Superior, da Subsecretaria de Educação Física, incumbido de Coordenar e Su- pervisionar a realização do certame em todas as suas fases.

- dos pela Secretaria de Educação Física e Des- portos do Ministério da Educação.

Os casos omissos serão resolvi-

Art.

18

Art. 19 - Esta Portaria entrará em vigor na data da sua publicação, revogadas as dispo- sições em contrário.

MANOEL JOSÉ GOMES TUBINO Responsável pela Secretaria

(Of. nº 371/89)

Art. 12 - Aos autores das obras classifica- das até o terceiro lugar serão conferidos Diplo-

PORTARIA

11,

DE 02

DE

OUTUBRO

DE

ma e Prémio em dinheiro.

1989

Parágrafo Único - Os prémios em dinheiro a que se refere este artigo terão os seguintes va- lores:

O Secretário de Educação Física e Despor-

tos do Ministério da Educação, no uso de suas atribuições e de acordo com o que dispõe o arti-

Física e Despor- tos do Ministério da Educação, no uso de suas atribuições e de acordo

go 5- inciso I, da Portaria Ministerial nº 389, de

20 de junho de 1989, resolve:

Art. 1º - Designar como membro da Co- missão Julgadora do VI Prémio MEC de Literatu- ra Desportiva:

I - Professor Doutor João Carlos Jaccot- tet Piccoli, da Universidade Federal de Pelotas; II - Professor Doutor Alberto Carlos Amadio, da Universidade de São Paulo:

III - Professor Doutor Ruy Jornada Krebs, da Universidade Federal de Santa Maria;

IV - Professor Doutor José Maria de Ca- margo Barros, da Universidade Esta- dual Paulista Júlio de Mesquita Filho; Campus de Rio Claro;

V - Professor Doutor Ricardo Weigert Coelho, da Universidade Federal do Paraná;

VI - Professor Doutor Sérgio Luiz Galan

Ribeiro, da Universidade Federal do Piauí; VII - Professor Doutor Moacir Brondi Daiu- to, da Universidade da Associação de

Ensino de Ribeirão Preto.

Esta Portaria entrará em vigor na

data de sua publicação, revogadas as dispo- sições em contrário.

Art.

-

MANOEL JOSÉ GOMES TUBINO Responsável

PORTARIA nº 014, DE 09 DE NOVEMBRO DE

1989

Homologa

o

Resultado

Final do

VI Prémio

MEC de Literatura Desportiva de 1989

O Secretário de Educação Física e Despo • tos do Ministério da Educação, no uso de suas atribuições, de acordo com o que dispõe o item

IV, do artigo 5 9 da Portaria Ministerial nº 389, de

20 de junho de 1989, o artigo 11 da Portaria nº

08 da Secretaria de Educação Física e Despor- tos, de 27 de junho de 1989, e considerando:

e Despor- tos, de 27 de junho de 1989, e considerando: a) que neste ano o

a) que neste ano o VI Prémio MEC de Lite- ratura Desportiva integra os festejos comemorativos do Centenário da Pro- clamação da República Federativa do Brasil;

b) o resultado final do julgamento do VI Prémio MEC de Literatura Desportiva de 1989, constante da ata da reunião da Comissão Julgadora, especificamente realizada para esse fim.

Resolve:

Art. 1º - Fica homologada a decisão da Comissão Julgadora do VI Prémio MEC de Lite- ratura Desportiva de 1989, cujo resultado final é o seguinte:

1º Lugar: "Educação de Corpo Inteiro - Teoria e Prática da Educação Fí- sica" Autor: João Batista Freire 2º Lugar: "Fundamentos Biológicos - Me- dicina Desportiva" Autor: Coordenação Cláudio G:l Soares de Araújo

3º Lugar:

na

"Educação

Universidade"

Física

e

Esporte

Autor:

Cássia Elias Passos

Organizadora

Solange de

Menções Honrosas:

a) Educação e Esportes não Formais Autor: Lamartine Pereira da Costa

b) Fundamentos Pedagógicos - Educação Física Autor: Organizador Vitor Marinho de Oli- veira

c) Educação Física Humanista Autor: Vitor Marinho de Oliveira

2º - Esta Portaria entrará em vigor na

data de sua publicação, revogadas as dispo-

sições em contrário.

Art.

MANOEL JOSÉ GOMES TUBINO Responsável pela SEED/MEC

Prêmio Jayr Jordão, Ramos, de Monografia nas Áreas de Educação Física, Desportos e Lazer

INTRODUÇÃO

A Secretaria de Educação Física e Desportos, através de sua

Subsecretaria de Educação Física, instituiu o Prémio Jayr Jordão Ramos com o objetivo de estimular as pesquisas e incentivar a capacidade de criação literária entre os alunos do Curso de Graduação de Educação Fí- sica.

O Prémio Jayr Jordão Ramos recebeu esta denominação em ho-

menagem ao General Jayr Jordão Ramos, eterno incentivador da Edu- cação Física Brasileira, a qual ajudou a construir desde sua atuaçào junto

a Escola de Educação Física do Exército ou na Federação Internacional da Educação Física, além de notabilizar-se pela imensa obra literária deixada.

O Prémio Jayr Jordão Ramos foi realizado nos anos de 1983 e

1984.

Em 1989, houve seis obras concorrentes, classificando-se duas, publicadas em anexo. Neste mesmo ano, surge a obrigatoriedade do pro- fessor-orientador, cuja finalidade é proporcionar maior ajuda à fundamen- tação científica nos trabalhos apresentados.

cuja finalidade é proporcionar maior ajuda à fundamen- tação científica nos trabalhos apresentados.

Resultados Anteriores

1983 - PRÉMIO JAYR JORDÃO RAMOS DE LITERATURA DESPORTIVA

1º Lugar:

Sonho de um Homem - Esperança de

uma obra Autor: Marco António Bechara Santos

Lugar: Diminuição do Tempo da Fadiga no Atleta de Futebol por Uso de Método

1984 - PRÉMIO JAYR JORDÃO RAMOS DE LITERATURA DESPORTIVA

1º Lugar: Experiências em Educação Física/Es- porte na Comunidade do Bairro Vasco da Gama através do Estágio Supervi- sionado. Autor: Lindolfo Rocha Lima Neto 2º Lugar: A criança Vista como Criança Autor: Astrid Studart Corrêa Barreto

 

de

Contração

Isométrica

e Alonga-

3º Lugar:

Reeducação

Psicomotora

para

Dé-

mento Muscular.

 

beis, Utilizando o Relaxamento.

Autor: José Odair Meireles Nunes

 

Autor: Geraldino Gonçalves Bastos

3º Lugar:

A

dimensão

do

Lazer

no

Sistema

Educativo Salesiano.

 

Menções Honrosas:

 

Autor: Kleber do Sacramento Adão

a) Reeducação Psicomotora:

Relato

de

Expe-

Menções Honrosas.

a) Como Ser um Campeão

Autor: Bruno Koeche Júnior

Edésio da Silva

b) Atetividade e o Movimento

Autor: Reynaldo Soares Coelho dos Santos

riências Autor: Rita Maria Lopes Moreira b) Contribuição da Psicologia Educacional para o Processo Ensino-Aprendizagem em Edu- cação Física

Autor:

Juarez Oliveira Sampaio Josedite Pacífico Galvão

para o Processo Ensino-Aprendizagem em Edu- cação Física Autor: Juarez Oliveira Sampaio Josedite Pacífico Galvão

PRÊMIO JAYR JORDÃO RAMOS DE LITERATURA DESPORTIVA

SONHO DE UM HOMEM ESPERANÇA DE UMA OBRA

Autor:

Marco António Bechara Santos

Pseudônimo: MABS Instituição: Universidade Gama Filho - RJ

Outubro/1983

Sumário

INTRODUÇÃO OU CARTA AOS LEITORES 31 UM HOMEM VIVE 33 - Porque um Militar? 34
INTRODUÇÃO OU CARTA AOS LEITORES
31
UM HOMEM VIVE
33
- Porque um Militar?
34
- Joinville-Le-Pont
34
- Atuando na EsEFEx
35
- Divulgando a Informação
36
- A Missão no Paraguai
39
- A Segunda Lingíada
39
- Reconhecimentos
41
- Ordem de Vasa
42
- Atuando fora de Caserna
42
- Atuaçáo da FIEP
44
UM HOMEM SONHA
48
- Imaginação ou Fantasia
48
- O Museu de Educação Física
48
- Vivendo a Imaginação
49
- Museu de Educação Física - Ensaio e Organização
51
CONCLUSÃO OU UM HOMEM NÃO MORRE
53
-
O Resgate da Dívida: Esperança de uma obra
54
BIBLIOGRAFIA
55
ANEXOS
59

INTRODUÇÃO OU CARTA AOS LEITORES

na se não se historiasse, imediatamente, a vida

e a obra desse homem. Estava decidido, portan- to, que eu tomaria parte neste concurso de Lite-

ratura Desportiva, com algo que realmente tives-

Rio de Janeiro, Outubro de 1983.

se

relevância para a Educação Física brasileira -

O

resgate de parte de sua memória, através da

Prezados Senhores

Permitam-me

iniciar

o

trabalho

com

esta

carta relatório, onde pretendo justificar minha ousadia em penetrar e revelar o sonho de um homem.

Ao tomar conhecimento do Prémio de Lite- ratura Desportiva, através do Jornal "Perspectiva Universitária", ano X, agosto - 1983 nº 172, fi- quei curioso em saber porque se intitulava "PRÉMIO JAYR JORDÃO RAMOS". Quem seria este indivíduo que fora merecedor de sustentar seu nome a um prémio de literatura desportiva do MEC. A curiosidade levou-me à uma busca inicial em minha biblioteca, e ao desfolhar a re- vista nº 108 da Escola de Educação Física do Exército, bem lá na página 25, num artigo que trata da "Saudação ao General Jayr Jordão Ra- mos", constatei quem fora este General, e con- fesso que fiquei muito envergonhado, como es- tudante do Curso de Licenciatura em Educação Física, em não ter conhecimento dos seus feitos e, portanto, não tê-lo até então valorizado.

Ao mesmo tempo que este sentimento se instalava, crescia em mim a admiração por suas realizações na Educação Física brasileira. Sen- ti-me bastante comprometido com sua obra e uma grande responsabilidade em reuni-la e di- vulgá-la. Ao ler o artigo da mesma revista que dizia que, naquele momento, não faria a biogra- fia do General, pois este feito seria um dever in- declinável dos historiadores da Educação Física no Brasil, senti-me encantado e desafiado.

historiador da

Educação Física, percebi que estava revelado que a Educação Física brasileira teria uma lacu-

Longe de

pretender-me

um

vida e do sonho de um homem.

Naturalmente que escrever sobre um ho- mem que desenhou o mundo da Educação Física brasileira, torna-se um projeto audacioso e ao mesmo tempo, desafiante

Conhecer esse homem, realizar o seu le- vantamento biográfico tornou-se, a cada momen-

to, uma revelação, fazendo crescer, em cada no-

vo

instante a apreciação pela simplicidade e pe-

la

lição de amor investida numa causa. A serie-

dade com que conduziu sua vida, o respeito pelo

registro dos fatos relacionados com a Educação Física e a valorização demonstrada na preser- vação da memória dessa mesma Educação Físi-

ca que ajudou a construir, aponta-nos acima de

tudo, o exemplo de um homem admirável. Esse homem, quer seja ação nacional ou internacio- nal, em suas atividades na Escola de Educação

Física do Exército ou na Federation Internationa-

le de Educación Physique, dá-nos uma lição de

força e importância da preservação dos fatos re- lacionados à Educação Física pelos tempos para manutenção da própria vida da Educação Física.

E esse homem, dentro do seu compromisso

, trar no sonho desse homem, senti-me muito "pe- quenino", diante de tanta grandeza humana e histórica, mas ao mesmo tempo orgulhoso em ter a oportunidade de tentar humildemente des- cortinar suas ideias grandiosas, para a evolução da Educação Física no Brasil, projetando-a in- ternacionalmente.

com a renovação, sonha

E eu ao tentar pene-

Portanto, prezados leitores, o presente en- saio nada mais pretende do que enaltecer o tra-

sonha E eu ao tentar pene- Portanto, prezados leitores, o presente en- saio nada mais pretende

balho de alguém que foi capaz de anunciar e ser o futuro, às custas do presente e do passado. Se eu conseguir, através deste relato, despertar em cada um de nós a consciência de quanto a Edu-

despertar em cada um de nós a consciência de quanto a Edu- cação Física brasileira deve

cação Física brasileira deve a esse vulto e des- pertar também a esperança de renascimento de sua obra, poderei considerar-me satisfeito.

O autor

UM HOMEM VIVE

O homem elabora seu potencial criador através do trabalho. É uma experiência vital. Ne- la o homem encontra sua humanidade ao reali- zar tarefas essenciais à vida humana e essen- cialmente humanas. O Homem passa mas a vida continua, e o seu espírito não se retira deste mundo se deixar nele por menor que seja, o fruto de seus estudos, pensamentos e realizações. E os esforços do homem de quem me proponho a falar constituíram em realidade na Educação Fí- sica Brasileira.

Jayr Jordão Ramos, nascido em 14 de Julho de 1907 na cidade do Rio de Janeiro, cursou a Escola Militar de Realengo, sendo declarado as- pirante a oficial do Exército Brasileiro em 21 de Janeiro de 1930.

Militar de Educação Física, porém em 19 de Abril do mesmo ano, fora mandado trancar sua matrí- cula, para apresentar-se ao Departamento de Guerra. Dois anos depois, retornava a se matri- cular, cursando como aluno do Curso de Instruto- res, de 27 de Fevereiro de 1934 à 13 de Dezem- bro do mesmo ano. Como integrante da Escola de Educação Física do Exército (EsEFEx), foi aluno brilhante, conseguindo grau = 8,047 nos exames parciais realizados em Junho e grau = 8,050 nos exames finais (1), recebendo "Menção Honrosa" pelo conceito "Muito bem", fez jus ao seguinte elogio:

"Ótimo

valor

intelectual,

bom

valor

físico

boa execução,

boa

direçâo,

boa atilude,

ótima conduta.

Este

Oficial

demonstrou

grande entusiasmo pela

Educação Física c

 

Desportos,

tendo produzido

bastante c

Desportista militante, como o caracterizou o

te o seu curso.

General Olavo em 1980, matriculou-se em 24 de

Muito estudioso e dedicado

devo se ton

março de 1932 no Curso de instrutores do Centro

um ótimo instrutor"

(1)

de instrutores do Centro um ótimo instrutor" (1) Turma de Instrutores formados na EsEFEx. onde o

Turma de Instrutores formados na EsEFEx. onde o Ten. JAYR JORDÃO RAMOS, é o quarto homem da esquerda para direita. O Diploma da Escola encontra-se no anexo 1

onde o Ten. JAYR JORDÃO RAMOS, é o quarto homem da esquerda para direita. O Diploma

POR QUE UM MILITAR?

Um dos fatos que me deixou curioso em sa- ber, foi porque um militar? Qual a importância do exército na história da Educação Física? Pergun- tas estas, que me levaram a buscar um breve histórico da Escola de Educação Física do Exér- cito (EsEFEx):

Com a vinda da missão militar francesa, pa- ra instruir o exército e transmitir-lhe as experiên- cias da Primeira Guerra Mundial, (1914-1918), grandes empreendimentos começaram a apare- cer, surgindo, entre inúmeros outros, a ideia de especialização em Educação Física.

Em 1922, foram as primeiras tentativas de sistematização dos exercícios e de criação de um centro formador de especialistas em Edu- cação Física. Devido as inúmeras dificuldades materiais e dos acontecimentos políticos da época, esta fase durou pouco tempo, mas foi proveitosa, pela experiência que alguns oficiais adquiriram, da qual resultaram interessantes ob- servações e manifestações escritas sobre o as- sunto.

Somente em 1929, após esforços tenazes, foi instalado o Curso Provisório de Educação Fí- sica, que funcionou na Vila Militar, com a parti- cipação de uma turma de professores primários, aumentando assim a importância do empreen- dimento.

Dessa maneira, com os dois atos acima, foi dado um passo decisivo na solução do problema brasileiro da Educação Física, que se achava em precárias condições, e sistematizada a sua apli- cação de uma maneira racional e positiva.

Grande foi a influência da Missão Francesa, contratada para instruir o exército brasileiro, na fixação da doutrina de trabalho. Além do regu- lamento geral, documento básico do Método Francês de Educação Física, quase todas as dis- ciplinas de currículo escolar utilizaram, de pre- ferência, as publicações francesas da época, es- pecialmente os folhetos da Escola Joinv'lle-Le Pont, que era considerada um "Templo de Sa- ber".

O desenvolvimento dos trabalhos fizeram sentir a necessidade de instalações mais ade- quadas, motivo por que, em 11 de janeiro de 1930, foi o curso provisório transformado em Centro Militar de Educação Física, localizado e

em Centro Militar de Educação Física, localizado e administrado pela Fortaleza de São João - Urca.

administrado pela Fortaleza de São João - Urca. Posteriormente, em 1931, o Centro Militar de Educação Física, tornou-se autónomo adminis- trativamente. A escola de Joiville - Le - Pont, em tudo data a última palavra.

Em 1933, mais uma importante etapa foi vencida na consolidação da Educação Física no Brasil. Quase no fim do ano, realizando um so- nho antigo, foi o centro transformado em Escola de Educação Física do Exército (EsEFEx), cujos objetivos e cursos foram ampliados e reestrutu- rados.

A EsEFEx passou a balizar o progresso da Educação Física no Brasil. O papel pioneiro da Escola, estendeu-se no setor educacional, pos- sibilitando a criação e organização da Divisão de Educação Física no Ministério da Educação e Saúde, a oficialização da profissão no País, a criação de um estabelecimento congénere no meio civil - A Escola Nacional de Educação Fí- sica e Desportos da Universidade do Brasil, além da evolução da técnica ginástico-desportiva, as Colónias de Férias, e várias outras Escolas de Educação Física fundadas no Brasil, tiveram como semente, a EsEFEx.

Assim eu entendi, a causa dos militares es- tarem tão envolvidos com a Educação Física na época.

Vivenciando todo o processo de transfor- mação, Jayr Jordão Ramos ao regressar das fé- rias, em 21 de Fevereiro de 1935, foi nomeado para instrutor da EsEFEx. Sua primeira missão na Escola, além de instrutor, surgiu em 14 de maio de 1935, quando foi designado para exami- nar artigos pertecentes à Escola, publicados na revista da própria escola. Em Abril de 1935, tra- duziu do Espanhol, o artigo "Corridas de Archo- tes-Olímpia-Berlim-1936" (2). Neste cargo traba- lhou até 29 de Agosto de 1935, pois no dia se- guinte, ou seja, 30 de Agosto à 31 de Dezembro de 1935, foi afastado das funções, por ter segui- do para a França.

JOINVILLE - LE - PONT

Jayr Jordão Ramos, seguiu para a França, a fim de cursar a Escola de Educação Física de Joinville - Le - Pont, com permissão do Sr. Minis- tro de Estado e dos Negócios da Guerra. Re- gressando em 06 de fevereiro de 1936, apresen- tando-se na mesma data.

O conceito obtido, na Escola Superior de Educação Física de Joinville - Le - Pont, durante sua permanência na França, foi enviado à EsE- FEx, em 14 de Fevereiro de 1936, enaltecendo as notas (conceitos) obtidos durante o curso, de- votamente e compenetração demonstrados du- rante sua passagem na Escola (1).

Em outubro de 1936, escreveu o artigo "Treinamentos Especiais do Combatente - Lan- çamento de Granada" (4).

Em outubro de 1936, publicou um trabalho em gravuras, sobre "Lição de Educação Física Infantil - 2º grau do ciclo elementar" (5).

Física Infantil - 2º grau do ciclo elementar" (5). Turma de Oficiais, formados em Joinville-Le-Pont (França),

Turma de Oficiais, formados em Joinville-Le-Pont (França), onde o Ten. Jayr Jordão Ramos, aparece na fileira central, sendo o 8º homem da esquerda para a direita. O diploma da Escola encontra-se no anexo 2.

ATUANDO NA EsEFEx

Regressando à EsEFEx, foi designado para encarregado do ginásio da Escola, em 1º de Fe- vereiro de 1936.

O devotamente a força de vontade e a von- tade de acertar eram traços marcantes no Te- nente Jayr Jordão Ramos, em que já era deposi- tada toda à confiança de seus superiores.

Em maio de 1936, o dinâmico tenente tra- duziu do francês, o artigo "Combate à baioneta e luta corporal - da Escola de Joinville - Le - Pont" (3), informando as novas técnicas de utilização da arma no combate corpo a corpo, nos corpos de tropa francesas.

O jovem tenente, em 15 de junho de 1936, foi designado para acumular as funções de ins- trutor a estar à disposição do Departamento Técnico, a fim de colaborar na elaboração do no- vo regulamento da EsEFEx, devido à experiência adquirida na França.

RECONHECIMENTOS INICIAIS

Portanto, a presença de Jayr Jordão Ramos, ultrapassa as paredes militares e é reconhecido quando, em 23 de Setembro de 1936. é elogiado pelo brilhantismo com que desempenha suas funções de instrutor e dedicação à escolares na educação de infantis e juvenis, tornado-se forte elo da EsEFEx com o meio civil, pois ele também era responsável pela ginástica infantil da escola.

Em 14 de dezembro de 1939, seus conhe- cimentos pedagógicos foram solicitados quando nomeado para constituir a banca examinadora das cadeiras de Pedagogia e Educação Física da EsEFEX.

Em 30 de Março de 1937, ficou com as funções de instrutor de pedagogia para oficiais. Neste período também tornou-se encarregado da Educação Física Infantil e substituto eventual do Instrutor de Voleibol, para o corrente ano letivo.

encarregado da Educação Física Infantil e substituto eventual do Instrutor de Voleibol, para o corrente ano

UMA VISÃO INOVADORA

Já entáo como capitã®, Jayr Jordão Ramos, escreveu o artigo "impressões sobre o Ensino da Escola de Joinville - Le - Point" (6) onde relata como se processa o ensino na Escola, os diver- sos cursos oferecidos, os tipos de ensino e veri- ficação do aproveitamento.

Um fator importante, explorado nesse arti- go, foi o enaltecimento do curso de especiali- zação para os médicos, em Joinville-Le-Pont, e o alerta que entre nós seria de grande vantagem a

realização de estágios semelhantes para que oficiais médicos recém-saídos da Escola de Saúde, pudessem adquirir os conhecimentos ne- cessários, por meio de uma documentação teóri- co-prática, tornando-se assim, aptos a controlar

o ensino da Educação Física sob a ótica biológi- ca.

Absorvendo sua ideia, e sentindo a defi- ciência de professores e de médicos especiali- zados, a divisão de Educação Física do Ministé- rio da Educação e Cultura, com a valiosa coope- ração da Escola de Educação Física do Exército, planejou e estruturou um "curso de emergência", que funcionou durante cinco meses, entre 1938 e 1939, tendo diplomado 168 professores e 78 médicos. Foi um passo decisivo para numerosas outras conquistas no campo da atividade física. Desta meneira, Jayr Jordão Ramos, começa a anunciar um futuro na Educação Física brasilei- ra.

na

França, aparece sob a forma de alerta para nós:

o "Curso de Instrução" de Joinville-Le-Pont, com

duração de 16 semanas, que tem por fim prepa- rar os sub-oficiais para as funções de monitores auxiliares nos corpos de tropa e nas sociedades

de Educação Física e preparação militar de sua guarnição.

Outra

informação

de

curso

realizado

Segundo o Capitão Jayr, entre nós seria de grande vantagem a realização de cursos seme- lhantes de média ou curta duração, para sargen- tos e estagiários recrutados nos corpos de tro- pas. Esses estagiários visariam dar subsídios teórico-práticos àqueles que exerceriam as funções de auxiliares de Educação Física, quer seja no meio militar ou civil. Esse posicionamen- to era extensivo também aos professores da re- de oficial de ensino e desportistas selecionados. Como podemos sentir, Jayr Jordão Ramos, era um homem com uma visão muito além de

Jordão Ramos, era um homem com uma visão muito além de sua época. Esse homem conseguia

sua época. Esse homem conseguia adaptar ao nosso país, de modo simples, as coisas boas de outros povos, para serem concretizados no futu- ro.

Esta visão progressista constituía-se em qualidade. Sempre com o pensamento nas ne- cessidades da Educação Física brasileira ele,

aos poucos, ia semeando o

futuro

DIVULGAÇÃO E INFORMAÇÃO

Em outubro de 1937, traduziu do Francês, o artigo "Organização de uma Pista de Obstácu- los". Em novembro publicou o artigo "Lição de Educação Física Feminina" - 1º Grau do Ciclo Secundário" (7). Em dezembro, publicou os arti- gos: "Lição de Aplicações Militares - Turma de Combatentes a Pé" (8), e "Organização de um Campo de Jogos" - coordenação (9).

Ainda em 1937, o Capitão Jayr, publicou o seu primeiro livro o "Fichário dos Instrutores de Educação Física" (10), recebendo o seguinte pa- recer do departamento técnico da EsEFEx:

"O trabalho do Capitão Jayr Jordão Ramos, é um trabalho de real interesse para a Edu- cação Física nos corpos de tropa, organiza- do sob a forma de fichas, sistema atual- mente preconizado na preparação da ins- trução, ele apresenta sob aspecto prático, suscetível de imediata aplicação, permitin- do assim o desenrolar da instrução física militar sem mais percalços"(10) E o seguinte parecer do Departamento Mé- dico da EsEFEx:

"A parte de medicina desportiva está muito bem organizada e o autor imprimiu ao seu traba- lho um cunho altamente prático, tornando-se, pa- ra aqueles que se dedicam a esse ramo da me- dicina, um ótimo guia. Desde as atribuições do médico especialista em Educação Física, à clas- sificação dos homens em grupos homogéneos, das tabelas dos perfis à apresentação das fichas de exame físico e controle do exercício, tudo que está claramente exposto, o que torna o trabalho do Sr. Cap. Jayr Jordão Ramos merecedor dos maiores elogios de Departamentos" (10).

Assim podemos perceber claramente a visão de integração de profissionais de áreas afins à Educação Física, preconizado pelo então capitão.

Ao tomar conhecimento de seu primeiro li- vro, "Fichário dos Instrutores de Educação Físi- ca" (fig. 1), pude concluir que Jayr Jordão Ra- mos, fizera um Trabalho precioso, para benefi- ciar a Educação Física, pois naquela época ha- viam dificuldades de registros de assuntos rela- tivos a essa disciplina, e a ausência de um ma- nual com assuntos metodologicamente dispos- tos, dificultavam em muito o trabalho de instru- tores nos corpos de tropa. Logicamente, somen- te um homem dotado de tenacidade invulgar, poderia vencer o desafio de propiciar uma me- lhor organização na Educação Física, fornecendo um livro altamente gabaritado com a finalidade de facilitar a tarefa dos instrutores de Educação Física.

O DESEMPENHO

Em 30 de Dezembro de 1937, assumiu as funções de chefe de seção de Educação Física e Desportos do Departamento de Ensino da EsE- FEx.

A multiplicidade de conhecimentos e de realizações de Jayr Jordão Ramos, permitiam que acumulasse vários cargos concomitantes e se desempenhasse bem em cada um deles. Já no 1º semestre de 1938 juntamente com a função de chefe da Seção de Educação Física e Desportos, também desempenhou funções de di- retor de estudos, instrutor de remo, instrutor de pedagogia e encarregado da Educação Física In- fantil.

de pedagogia e encarregado da Educação Física In- fantil. Fig. 1 - Fichário dos Instrutores de

Fig. 1 - Fichário dos Instrutores de Educação Física (cópia reduzida do panfleto de divulgação)

Física In- fantil. Fig. 1 - Fichário dos Instrutores de Educação Física (cópia reduzida do panfleto

CONTINUANDO

A

DIVULGAR

A

INFOR-

MAÇÃO

Ainda em 1938, escreveu o opúsculo "Su- gestões sobre a Reorganização do Ensino da Escola de Educação Física do Exército"(11). Passando a partir de julho a escrever na seção pedagógica da revista da EsEFEx: "Unidade de Doutrina" (12), que aborda generalidades de treinamento físico geral, os processos de traba- lho e atribuição dos quadros de Educação Física.

No mês de agosto, dando continuidade ao artigo, "Unidade de Doutrina" (12), aborda regras gerais para a aplicação do método: (a) exame clínico e biométrico dos homens; e (b) pro- gressão da instrução.

Nos meses seguintes, "Unidades de Doutri- na" (12),.dá continuação do número anterior, tra- tando de dois aspectos: (a) atração dos exercí- cios; e (b) verificação dos resultados, comple- mentado por regimes de trabalho.

Em outubro, "Unidades de Doutrina" (12) - (modelo I - Caderneta de Saúde) - relata o que é a caderneta de saúde, e ensina como preenchê- la. E (modelo II - ficha biométrica) - relata as ins- truções para seu preenchimento.

Em fevereiro de 1939, concluiu o "Curso de Emergência" de Educação Física da EsEFEx - MES. E em 25 de março do mesmo ano era de- signado para instrutor de Pedagogia da Edu- cação Física do mesmo curso. Curso este, que fora fruto de uma semente plantada pelo próprio Jayr Jordão Ramos.

Ainda em 1939, publicou o opúsculo "Edu- cação Física de Conservação" (13), tradução e adaptação. E o opúsculo "Exemplos de Sessões de Estudo de Elementos, Lições de Educação Física e Sessões de Jogos" (14).

Assumiu

a seção

de esgrima da EsEFEx,

em 04 de Setembro de 1939.

Na revista da EsEFEx Junho/Julho de 1939, escreveu o artigo intitulado "Organização de Competições por Equipes" (15), onde informa aos brasileiros tão necessitados de divulgação de informações, os processos de organização de competições: (a) eliminatórias; (b) rodízio; e (c) combinações, bem como outros detalhes a se- rem observados na organização de competições, vigentes na época. E nesta mesma revista a con-

vigentes na época. E nesta mesma revista a con- tinuação do artigo, "Unidade de Doutrina" (12),

tinuação do artigo, "Unidade de Doutrina" (12), abordando estudo do pulso, como calcular a elasticidade toráxica, coleta dos elementos de parte biotipo-etnológica e traçado de perfis.

Em outubro de 1939, juntamente com o 1 9 Tenente Arêas e o Prof. Santos Rocha, o Cap. Jayr Jordão Ramos fazia a tradução de um artigo de ERNEST LOISEL - Diretor da Escola Normal de Educação Física de Paris, sobre o "Método Alemão" (16), artigo este que aborda o conheci- mento do método, para reflexão e crítica dos processos de trabalho físico seguidos na Alema- nha, onde ainda se faz sentir o espírito de JAHNS.

Em dezembro de 1939, publicado na seção pedagógica, a continuação da revista de Ju- nho/Julho, sobre "Unidade de Doutrina" (12), abordando a classificação biotipológica, regras concernentes à direção e à execução do trabalho (Divisão do Treinamento Físico Geral). Nesta mesma revista, a continuação da tradução do "Método Alemão" (16).

Ainda em dezembro o Cap. Jayr Jordão Ramos, ofertou à Escola de Educação Física do Exército um exemplar de "Alguns Aspectos da Educação Física" (17), coletânea de sua autoria.

A dedicação, o amor, o carinho e a conside- ração que Jayr Jordão Ramos tinha com a Edu- cação Física, procurando sempre estar atualiza- do e principalmente atualizar seus companhei- ros, o faziam um verdadeiro "Professor de Edu- cação Física", digno de ser admirado por todos que o conheciam ou já tinham lido algumas de suas publicações.

Em 29 de dezembro do mesmo ano, foi afastado da EsEFEx para cumprir obrigações mi- litares, retornando à Escola em 09 de Maio de 1941. Tendo assumido a chefia da Seção de Educação Física do Departamento Técnico qua- tro dias após.

A revista da EsEFEx, estava paralizada desde dezembro de 1939, mas voltava em se- tembro de 1941 com artigos muito bons, como lhe era característico. O retorno à circulação da revista é marcado por um artigo do Cap. Jayr Jordão Ramos, intitulado "A flexibilidade e a Im- pulsão na Moderna Ginástica Alemã"(18), onde o autor procura chamar a atenção dos instrutores para a excelência dos exercícios estudados nes- te artigo, principalmente para o "Bodenturnen",

que é um novo método alemão. E dentro do ecle- tismo dos métodos de Educação Física existen- tes na época, talvez disponha de um lugar no conjunto dos seus processos de trabalho. Também nesta mesma revista, publicada a últi- ma parte da tradução do artigo de Ernest Loisel, "Método Alemão" (16), que teve início em Outu- bro de 1939, essa tradução foi publicada como opúsculo, em 1942, contendo 12 páginas.

Em outubro de 1941, escreveu o artigo "A Escola de Educação Física do Exército - uma realização da inteligência e da tenacidade brasi- leira" (19), artigo este que foi traduzido para o francês.

Em dezembro de 1941, escreveu o artigo "Campos e Colónias de Férias - crítica amigável e alguns conselhos práticos" (20), artigo este que foi traduzido para o espanhol e publicado na Imprensa Paraguaia (1946).

DESEMPENHANDO OUTRAS FUNÇÕES

Em 23 de Março de 1942, assumiu a chefia do departamento técnico, e Diretor da Revista de Educação Física da EsEFEx.

Em 13 de Abril de 1942, foi designado para, na qualidade de interventor, dirigir os destinos do Esporte Clube Germânia, sediado à Rua Dias Ferreira, 420 (Leblon). E neste mesmo mês, pu- blicava o artigo intitulado "A Mulher e o Esporte" (21), onde faz uma abordagem das controvérsias da prática de esportes pelo sexo feminino. E po- siciona-se, dizendo que é de favor que a mulher com uma adaptação, pode praticar quase todos os esportes praticados pelo homem.

Em 14 de Setembro de 1942, afasta-se da EsEFEx, por obrigações militares.

Em 27 de Abril de 1944, é nomeado assis- tente técnico da Comissão de Desportos Regio- nal (Rio de Janeiro), onde foi muito elogiado.

Seu segundo livro, foi editado em 1945, inti- tulado "Dêem Estádios ao Exército" (22). Com 110 páginas e 6 mapas, o autor alerta a necessi- dade da sociedade contribuir para a construção de novos Estádios, Pistas e Instalações destina- das ao esporte.

O valor de um homem, se espelha na soma de esforços bem conduzidos, em benefício de uma causa, e isto era verídico na pessoa de Jayr

Jordão Ramos. Crescia cada vez mais a admi- ração pelo espírito de luta desse homem em fa- vor do registro e divulgação do conhecimento em Educação Física.

A MISSÃO NO PARAGUAI

Em 21 de maio de 1945, foi designado para instrutor de Educação Física na Missão Militar brasileira de Instrução no Paraguai, e durante a sua permanência, o Major Jayr Jordão Ramos, muito fez pela Educação Física daquele país. Foi assessor Técnico da Escola Nacional de Edu- cação Física e do Conselho Nacional de Cultura Física do Paraguai, onde redigiu desde a "Carta Orgânica" do citado conselho, até os regulamen- tos indispensáveis ao bom funcionamento des- ses órgãos. Projetou um estágio, e outros traba- lhos interessantes, deixou quase completos, o que facilitou muito o seu substituto em dar con- tinuidade ao projeto iniciado pela missão de 1945. Infelizmente não houve registros sob a forma de documentos, para se saber quais foram esses trabalhos interessantes e qual o estádio projetado por Jayr Jordão Ramos (1).

O

Major Jayr Jordão

Ramos,

retornou

de

Assuncion, em 05 de setembro de 1946.

RETORNO À AÇÃO NACIONAL

Em 11 de fevereiro de 1947, foi designado para diretor do Departamento de Educação Físi- ca da Polícia Militar do Distrito Federal (RJ).

Em feveiro de 1948, escreveu o artigo "Or- ganização de um Departamento de Educação Fí- sica" (23). E, em abril do mesmo ano, escreveu "Momento de Treinamento Físico Militar do Exército Francês" (24).

Em 1949, escreveu o artigo "Algumas Ideias sobre Ginásios e Recintos Cobertos" (25).

A SEGUNDA LINGÍADA

Em 21 de junho de 1949, embarcou para a Suécia, como membro da representação nacio- nal a 'II Lingíada". Realizada de 27 de julho à 29 de agosto, em Estocolmo. A cópia do diploma de participação da II Lingíada, encontra-se em (A- nexo 3). Regressando em 9 de setembro de 1949, escreveu o artigo "A Lingíada de 1949 - um acontecimento de projeção internacional" (26), onde o autor relata o que é "Lingíada", qual o seu propósito e quais os seus acontecimentos principais.

(26), onde o autor relata o que é "Lingíada", qual o seu propósito e quais os

Mais uma vez, Jayr Jordão Ramos, dava prova que era um: elo forte, um condutor de co- nhecimento, entre a "cultura" e os brasileiros. A sua responsabilidade e vontade de veicular os conhecimentos sobre Educação Física era uma das qualidades, entre muitas que o tornaram um homem admirável.

PARTICIPAÇÃO CIVIL

Em 10 de janeiro de 1950, foi autorizado a completar o "quorum' da Congregação da Escola Nacional de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Para fins de concurso para Professor e Catedrático da Cadeira de Metodologia da Educação Física e do Treinamento Desportivo da referida Escola. Essa concessão dada a uma pessoa estranha ao meio universitário, reforça o reconhecimento pelo sa- ber de Jayr Jordão.

O RETORNO À EsEFEx

Em 16 de julho de 1950, saiu da Polícia Mi- litar do Distrito Federal, onde estava desde 11 de fevereiro de 1947, onde ocupou os cargos de Instrutor e Diretor do Departamento de Educação Física.

Em 1º de outubro de 1951, retorna à EsE- FEx, e escreve o artigo "Suécia - Terra da Bele- za e Progresso" (27), onde o autor descreve o seu encantamento pelo povo sueco, a beleza de suas terras e progresso de sua cultura.

Em 24 de abril de 1952, ofertou à EsEFEx a clicheria do livro "Dêem Estádios ao Exército" - 1945 (22), de sua autoria.

Em 30 de abril de 1952, foi autorizado a in- tegrar a banca examinadora do concurso de pro- vas e títulos para provimento de cargos isolados de professores de Recreação e Jogos do quadro permanente da prefeitura do Distrito Federal. A ação de Jayr Jordão Ramos, por vezes, ultrapas- sa os limites da EsEFEx e seu brilhantismo se fazia notar também em ações no meio civil, cumprindo a missão de extensão e benefícios à sociedade como um todo, características que o tornaram digno de nosso respeito e admiração.

Ainda em

1952, foram publicados, de sua

autoria, os seguintes artigos:

a) "Escola Central de Educação Física" (28), onde relata a eficiência e a produti-

Física" (28), onde relata a eficiência e a produti- vidade do ensino da Escola de Educação

vidade do ensino da Escola de Educação Física de Toledo, na Espanha;

b) "A Moderna ginástica Sueca (29), onde aborda generalidades sobre a ginástica pedagógica desenvolvida na Suécia;

c) "Roteiro do Treinamento Físico Militar" (30), onde relata, como exemplo, um ano de instrução física militar, com toda a sequência a ser seguida;

d) "Escola de Educação Física do Exército

- Resumo histórico e organização geral"

(31), onde relata a história cronológica da Escola e a sua influem ia na Edu- cação Física Brasileira; e

e) "Departamento Técnico da EsEFEx" (32), onde relata as atribuições das di- versas dependências do Departamento Técnico da Escola;

f) "Manual de Biometria" - T - 21.224 (33)

g) "Manual de Jogos Militares" - T - 21.221

(34)

Em 1953, os seguintes artigos:

a) "A moderna Ginástica Sueca" (29), dan-

do continuidade ao artigo escrito no ano anterior abordando generalidades sobre

a ginástica médica, as lingíadas, as sa-

las de ginástica e o material sueco utili- zado na prática da Educação Física;

b) "Organização de um Departamento de

Educação Física" (trabalho de divul- gação)(23). Examina as necessidades de um departamento de Educação Física, a fim de cooperar na atualização dos já

existentes;

c) "Grupamento Homogéneo em Natação nos Corpos de Tropa" (35), onde aborda

a importância da Natação e algumas ge-

neralidades para a Educação Física Mili-

tar;

d) "Organização das Competições Entre

Equipes"(15), reprodução do trabalho publicado em 1939, porém revisado e

atualizado;

e) "O Treinamento Físico no Exército" - Crítica construtiva e Necessidade de Novos Rumos(36). Questiona a Doutrina da Educação Física no Exército; cogita

reeditar um Manual C-21-20 e organizar outros Manuais ligados as atividades fí-

sicas;

f) "Curso de Força", Subsídios para Reor- ganização do C-21-20(51);

g) "Ginástica Básica" (51), subsídios para reorganização do C-21-20, trata de uma

coletânea de exercícios físicos;

h) "Manual de Recondicionamento Físico - Subsídios para a sua Organização", tra- dução e adaptação feita em colaboração com o Cap. Médico Dr. Maurício Inácio Bandeira;

i) "Conceitos

a

e

Sugestões"(51),

sobre

j)

Educação Física; "Recondicionamento

to"(51).

Físico

no

Exérci-

Em 22 de Junho de 1953, embarcou para Santos, para representar a EsEFEx nos traba- lhos de inauguração do III Curso de Aperfeiçoa- mento Técnico e Pedagógico. Em seus artigos publicados, podemos notar que todos tem um caráter pedagógico muito grande, mas o que mais se admira no autor é a simplicidade com que ele anuncia o futuro, res- saltando a importância da mudança e da atuali- zação, e fornecendo subsídios para esta trans- formação.

No ano de 1954, publicou os seguintes arti-

gos:

a) "Necessidade de Assistência Física e Psíquica ao convalescente" (38), onde aborda a importância do recondiciona- mento físico, o recondicionamento edu- cacional, a terapêutica educacional e o serviço especial, que devem ser dados aos convalescentes;

b) "Ginástica Básica" (51), subsídios para reorganização do C-21-20, é uma co- letânea de exercícios físicos;

c) "Ginástica com Arma" (51), subsídios para reorganização do C-21-20;

d) "Preparação Física do Combatente (51), subsídios para reorganização do

C-21-20;

e) "Qualidades e Açáo do Instrutor" (51), subsídios para reorganização do

C-21-20;

f) "O Preparo Físico da Mulher no Exército"

(38).

Dando um caráter impessoal, com a colabo- ração do Gen. Horácio dos Santos, publicou os seguintes opúsculos:

a) "Manual Sabre Moderno" (39), tradução do Manual Francês.

b) "Manual de Esgrima - Espada" (40), tra- dução do Manual Francês.

E também em 1954, o livro "Instrução Indi- vidual para as operações aquáticas" (c-21-20) (41) - tradução e adaptação.

A COOPERAÇÃO INTERNACIONAL

Em 26 de julho de 1954, cooperou na orga- nização do regulamento da Federação Interna- cional de Esgrima.

De 19 de outubro à 5 de dezembro de 1954, esteve nos Estados Unidos da América do Norte. a fim de visitar os Centros de Treinamento do Exército Norte-Americano.

RECONHECIMENTOS

Em 10 de setembro de 1954, o Sr. Mário Gonçalves Viana. Diretor do Instituto Nacional de Educação Física de Portugal, exalta a im- portância da EsEFEx, através do seu veículo de publicação - a revista, o que honra o seu diretor:

Tenente Coronel Jayr Jordão Ramos.

Em 17 de setembro de 1954, lhe foi conce- dido pelo chefe das Forças Armadas da Repúbli- ca do Paraguai, o diploma (Anexo 4)a e insígnias da escola de Educação Física das Forças Arma- das. como reconhecimento aos serviços presta- dos, na Missão Militar Brasileira de Instrução no Paraguai. Em 06 de dezembro de 1954, o Tenente Cel. Jayr Jordão Ramos apresentou certificado do Curso de Aperfeiçoamento, dado pelo Prof. Mário Gonçalves Viana, sobre "A Aprendizagem nos domínios da Educação Física" considerada a Luz da Psicologia e da Pedagogia, curso este realizado na Escola Nacional de Educação Físi- ca e Desportos. Jayr Jordão Ramos, para orgulho nosso era da estirpe de homens incansáveis, que se dedi- cam a uma causa e por ela não medem esforços. Utilizando de toda a sua potencialidade enalte- ceu a Educação Física Brasileira. Em 13 de ju- nho de 1955, o Comandante da EsEFEx Oswaldo Niemeyer Lisboa, definiu muito bem a açáo des- se homem, através de um elogio, que dizia:

"Além de exercer as funções de Subcoman- dante, aproveita as horas de descanso em casa para cooperar na confecção de vários manuais de Educação Física. Como Diretor da revista de Educação Física da escola, imprimiu a mesma, um cunho de objetivida- de, regularidade e a colocou em ótima si- tuação financeira.

da escola, imprimiu a mesma, um cunho de objetivida- de, regularidade e a colocou em ótima

Mantém ativo intercâmbio cultural entre nossa escola e outros institutos congéneres nacionais e estrangeiros, conhecedor pro- fundo e entusiasta dos problemas relacio- nados com a Educação Física do povo bra- sileiro"

REGISTRANDO CONHECIMENTO

Em 1955, traduziu o artigo "O Treinamento Moderno no Atletismo" (42).

Ainda em 1955, escreveu os seguintes arti-

gos:

a) "Corrida Rústica" (48). Subsidio para reorganização, do C-21-20;

b) "Norma de Organização do Trabalho" (48), subsídios para reorganização do

C-21-20;

c) "Publicações Especializadas em Edu- cação Física" (43), Informa aos órgãos que publicam artigos sobre Educação Fí- sica nos principais países:

d) "Verificação do Treinamento" (48), subsídio para reorganização do C-21-20, onde aborda as importâncias dos testes de verificação, a determinação do peso corporal e teste de aptidão física;

e) "Exercícios de vivacidade" (48), subsí- dios para reorganização do C-21-20;

f) "Escola de Educação Física do Centro de Esportes da Marinha" (44)

g) "Natação Utilitária" (48), subsídios para reorganziação do C-21-20. Com coope- ração do Cap. Gastão e do Cap. Mário e

h) Dando um caráter impessoal, com a co- laboração do Gal. Horácio dos Santos, publicou Opúsculo 'Manual de Esgrima - Generalidades - Florete" (45), tra- dução do manual francês;

PRESTANDO SERVIÇOS A OUTROS

Em 24 de agosto de 1955, foi designado pa- ra prestar orientação técnica a Escola de Edu- cação Física Infantil do Instituto de Educação de Belo Horizonte no Estado de Minas Gerais.

ORDEM DE VASA

Em 27 de outubro de 1955, foi apostilado pela Secretaria Geral do Ministério da Guerra (SGMG), devido ao diploma da "Ordem de Vasa" (Anexo 5), no grau de Comendador, condeco- ração com que foi agraciado pelo Governo da Suécia.

ração com que foi agraciado pelo Governo da Suécia. MAIS TRABALHO A produção intelectual de Jayr

MAIS TRABALHO

A produção intelectual de Jayr Jordão, nao esmoreceu e no ano de 1956, publicou os arti- gos:

a) "Pista de Obstáculos" (48), Subsído para Reorganização do C-21-20;

b) "Publicações Especializadas em Edu- cação Física" (45), continuação de in- formações de órgãos especializados no Brasil e no exterior em Educação Física;

c) "O Moderno Treinamento Físico Militar" (48), subsídio para reorganização do C-21-20, abordando os conceitos funda- mentais, a preparação física do comba- tente, a análise das atividades físicas e as diferentes modalidades de trabalho e

d) Atividade de Reconhecimento Físico pa- ra Cegos (46). Abordando as generalida- des, atividades propostas para cegos, jogos e sugestões.

ALGUNS ELOGIOS E RECONHECIMENTOS

Em 23 de abril de 1956, foi elogiado por doar à EsEFEx um trabalho sobre Esgrima que foi a base para o "Manual de Esgrima", editado pelo Exército.

Em 11 de dezembro, foi elogiado por doar a EsEFEx o Manual de sua autoria, sobre "Insta- lações e Material" (47).

Torna-se difícil encontrar palavras para descrever este incansável homem, que jà com tantas realizações, buscava sempre um amanhã melhor, mais vivo e mais completo,

Em 1957, foi elogiado pelo comandante da EsEFEx, pela colaboração na confecção do C-21-21 - "Manual de Treinamento Físico Mili- tar" (48), onde os seus trabalhos se constituíram em valiosa cooperação.

Em 04 de março de 1958, Jayr Jordão Ra- mos, foi promovido à General de Brigada, pas- sando automaticamente para a reserva de 1ª Classe.

ATUANDO FORA DA CASERNA

Outros registros do conhecimento

No ano de 1958, publicou o artigo: O Espíri- to das Formas do Trabalho (49), tradução de um

trabalho do Prof. Augusto Listello França. E o opúsculo: Regulamento do Percurso de Patru- lhas, tradução e adaptação da Regulamentação Espanhola. Publicação impessoal com 8 pági- nas.

Ainda em 1958, o General Jayr Jordão, ofer- tou uma cama elástica à Aeronáutica de Portu- gal, para treino de saltos, destinada ao batalhão de Caçadores Pára-quedistas de Tancos. Con- firmando o bom relacionamento entre os dois governos.

No ano de 1953, não se apresentou com menor intensidade de ações: Foi Professor do III Estágio Internacional de Educação Física, pro- movido pela divisão de Educação Física do Mi- nistério da Educação e Cultura. Participou do Grupo de Estudos e Pesquisas, sobre "Treina- mento Desportivo", da divisão de Educação Físi- ca do MEC e publicou os seguintes opúsculos:

a) "Organização de Campeonatos e Tor- neios", atualização do opúsculo "Orga- nização de Competições entre Equipes 1953". Separata do trabalho publicado nos arquivos da Escola Nacional de Educação Física e Desportos, nº 12, com 35 páginas. RJ/1959;

b) "Instruções para o Treinamento Fracio- nado (Interval Training), tradução do tra- balho de Raoul Mollet, Bélgica, 1959, com 46 páginas;

c) "Resumo do Interval Training" (segundo Gerschler-Rein - deli) - separata do tra- balho publicado nos Arquivos da Escola Nacional de Educação Física e Despor- tos, dezembro, 1959, com 8 páginas.

Ainda no mesmo ano, foi considerado de sua autoria o artigo: Descortinando o "Interval Training" (50). E os seguintes trabalhos mimeo- gráficos:

a) "Interval Training" - Tradução do traba- lho do Major Raoul Mollet, publicado na revista belga "Sport" - 1959, com 15 pá- ginas;

b) "Mais sobre o Interval training" - 1959, com 19 páginas;

c) "Opinião sobre o Treinamento Moderno:

O ponto de vista do Técnico" - Tradução do trabalho de Louis Fauconnier, publi- cado na revista belga "Sport" - 1959 - 7 páginas;

d) "Opinião sobre o Treinamento Moderno:

O ponto de vista do Médico" - tradução

do trabalho de Dr. Frans Den Bossche, publicado na revista belga "Sport" - 1959, 12 páginas;

e) "O Problema do Trabalho Contra-Re-

sistência" - tradução do trabalho de Louis Fauconnier, publicado na revista belga "Sport" - 1959 - 13 páginas; f) "Os paradoxos do Dr. Cezzuty" - tra- dução feita em colaboração, do trabalho de Louis Fauconnier, publicado na revis- ta belga "Sport" - 1959. 15 páginas;

g) "O Circuit-Training" - tradução do traba- lho de Hultman e Larssan. publicado na revista internacional "Cism Magazin" -

1959. 4 páginas;

h) "Como M. Klattkowslay concebe o trei- namento Moderno do Remo" - tradução de uma informação excerta da revista belga "Sport" - 1959, 2 páginas;

Durante 1960, o General foi Professor do IV Estágio Internacional de Educação Física - Rio de Janeiro, promovido pela Divisão de Educação Física (DEF) do MEC. Também foi professor do 1 9 Estágio Nordestino de Educação Física, reali- zado em Recife. E publicou ainda os seguintes opúsculos:

a) Interval Training segundo "Gerschler - Reindell". Coletânea de trabalhos tradu- zidos, excerto e originais. Colaboração do grupo de estudos de pesquisas do MEC, e dos Generais Dr. Luis da Silva Tavares e António Pires de Castro Filho, 1960- 52 páginas; e

b) "Power Training" - tradução de um traba- lho do Major Raoul Mollet (Bélgica) -

1960. 14 páginas.

No I Congresso Luso Brasileiro de Edu- cação Física - Portugal, 1960. O General apre- sentou o trabalho: Um golpe de Vista sobre o Treinamento Desportivo.

Também são de sua autoria os impressos:

a) "Caderno 1 - Esquema de Treinamento Desportivo". Resumo da palestra reali- zada no IV Estágio Internacional de Educação Física e repetida no I Estágio Nordestino de Educaçõ Física. 1960, com 4 páginas.

b) "Interval Training - Informações distri- buídas aos sócios do Rotary Club - Rio

de Janeiro. 1960, com 4 páginas.

"Interval Training - Informações distri- buídas aos sócios do Rotary Club - Rio de Janeiro. 1960,

E mais trabalhos mimeografados:

a) Alguns apontamentos sobre o registro do treinamento Desportivo, colaboração do grupo de Estudos e Pesquisas, do Mi- nistério de Educação e Cultura, do Ge- neral Dr. Luis da Silva Tavares. 1960. 52 páginas. b) Fontes de consultas sobre Treinamento Desportivo - trabalhos originais pela DEF do MEC. 1960. com 2 páginas.

Atuação da FIEP

Convém lembrar, que, depois da II Lingíada, festival internacional de ginástica, realizada em Estocolmo, em agosto de 1949 começou o Bra- sil, de maneira vacilante a se integrar na FIEP. No período de 1949 até 1960, fora pouco expres- siva a participação e colaboração do Brasil em atividades da FIEP. Porém após a realização do 1º Congresso Luso - Brasileiro de Educação Fí- sica em Lisboa (1960). O General Jayr Jordão foi escolhido, pelo Dr. António Leal de Oliveira (Presidente da FIEP), para delegado Geral do Brasil. Ainda em 1960 o General Jayr, cria o Comité Brasileiro, para a FIEP, sediado no Rio de Janeiro, e escolhe alguns delegados regio- nais. Os professores escolhidos, com firme de- terminações movimentou-se para fortalecer a ideia. Agindo separadamente, e progressivamen- te, cresceu o número de adesões no País.

Em 1963, o General Jayr incentiva e colabo- ra no programa do Curso Básico de Educação Física por correspondência do MEC. Este curso tratou de manuais de Educação Física enviados pelo correio, aos interessados.

No mesmo ano foi realizado o Congresso Luso-Brasileiro de Educação Física, promovido pela FIEP, no Rio de Janeiro, de 09 a 13 de agosto de 1963, sob a direção da divisão de Educação Física do MEC.

Alfredo Colombo, diretor desta divisão, agradece o empenho do General Jayr Jordão Ramos, através do ofício n- 19, do MEC, de 14 de fevereiro de 1964, nos seguintes termos:

"Tenho o prazer de manifestar-lhe os meus sinceros agradecimentos pela colaboração prestada por V. Sas. ao tempo em que res- salto a excepcional dedicação, zelo e com- petência demonstráveis na realização dos trabalhos, de organização do certame refe-

dos trabalhos, de organização do certame refe- rido na presidência da II Seção - preparação

rido na presidência da II Seção - preparação desportiva. Oferecendo a V. Sa. a "Medalha comemora- tiva" do congresso citado, sirvo-me do en- sejo para reiterar-lhe as expressões de mi- nha maior estima e elevada consideração".

Jayr Jordão Ramos, já era sem dúvida a maior autoridade para a Educação Física Brasi- leira, em junho de 1964, publicou o célebre arti- go, intitulado: "Os Cânones atuais de Treina- mento Desportivo". (51) Sendo o primeiro artigo originalmente brasileiro, só poderia ser escrito por um homem que realmente dominasse muito bem os conhecimentos científicos aplicados ao Desporto de alto nível. Conhecimentos estes, adquiridos devido aos inúmeros trabalhos de tradução realizados e a sua dedicação aos estu- dos e pesquisas no campo do Treinamento Des- portivo.

Reafirmando a posição assumida em valori- zar as relações entre Brasil e Portugal, a FIEP realiza o III Congresso Luso-Brasileiro de Edu- cação Física, realizado em Luanda, província de Angola, no período de 19 à 28 de julho de 1966. Este congresso teve ajuda da divisão de Edu- cação Física do MEC - Brasil, onde compareceu numerosa delegação sobre a orientação do De- legado Geral para o Brasil, General Jayr Jordão Ramos.

Ainda em 1967, publicou os seguintes arti-

gos:

a) "Reportagem sobre o III Congresso Lu- so-Brasileiro de Educação Física", (52) demonstrando mais uma vez, a preocu- pação em divulgar conhecimentos no Brasil.

b) "Homenagem ao Professor Mário Gon- çalves Viana" - Durante o Congresso de Luanda. (53)

c) "O Treinamento na Antiguidade Grega e nos Tempos Modernos" tradução. (54)

d) "Contraçáo Isométrica" (55), tradução.

e) "O Interval Training, segundo Gerschler e Reindel" (56).

De 1960 até 1970, inúmeros foram os es- forços de Jayr Jordão Ramos, junto ao DEF do MEC, para difundir a FIEP no Brasil, sua presen- ça foi marcante, no sentido de incorporar o maior número de brasileiros possíveis a esta fede- ração. Este foi, sem dúvida nenhuma, um grande

passo

para a evolução da Educação Física no

cação Física (FIEP), e vários eventos, passaram

Brasil.

a acontecer no Brasil, a partir desta data promo- vidos por essa entidade científica:

Nesta mesma época, ou seja 1960 à 1970, o nosso General, estava absorvido em um plane- jamento muito pessoal. Planejamento este que tornou-se a essência de seu pensamento, e que mais adiante falaremos com detalhes.

Em agosto de 1970, uma assembleia da FIEP organizada em Lisboa, agrupando repre- sentantes de 23 países, entre eles o General Ja- yr Jordão Ramos representando o Brasil, dedicou 3 dias à discussão do "Manifesto Mundial de Educação Física", onde foi aprovado e redigido no seu texto definitivo, 6 meses depois, por uma comissão internacional de redaçáo. Esse "Mani- festo" é uma contribuição para levar a Educação Física ao seu verdadeiro lugar num sistema geral da Educação. Esse "Manifesto", foi divulgado em todo mundo, e no Brasil, entre muitos outros meios, pelos seguintes: Opúsculo organizado pe- lo General Jayr Jordão Ramos (2 edições de 1.500 exemplares); Na revista de cultura do MEC (cerca de 15.000 exemplares): Na revista Brasi- leira de Educação Física (cerca de 10.000 exem- plares) no Boletim da Associação dos Professo- res de Educação Física do Rio de Janeiro (A- PEF-RJ) (15.000 exemplares); Gazeta do Estado do Espírito Santo (3.000 exemplares); DEFER (mais 6.000 exemplares, distribuídos durante os jogos estudantis brasileiros); III Jornada Interna- cional de Educação Física e Desportos (1.000 exemplares). Muitas escolas, cursos departa- mentos e Associações, mimiografaram o "Mani- festo", sendo possível estimar o número de exemplares distribuídos.

Ainda, na Assembleia Geral da FIEP, em Lisboa, de 10 à 16 de agosto de 1970, foi dada nova organização à FIEP, e eleito o novo presi- dente, Dr. Pierre Seurin. O General Jayr, convi- dado especial da FIEP, foi eleito então Vice-Pre- sidente para América, e a 1º de janeiro de 1971 oficialmente, o Comité Diretor da FIEP, como Vice-Presidente para América e Delegado Geral para o Brasil, o General Jayr Jordão Ramos.

A escolha não poderia ser melhor. Um ho- mem que dedicava toda a sua vida em prol desta causa, tudo faria para bem cumprir esta sua no- va missão, com muita determinação e vontade de servir. Era motivo de orgulho e satisfação, pa- ra nós brasileiros, que já o conhecíamos como velho servidor e promotor da Educação Física.

Os brasileiros estavam mais integrados do

que

Edu-

nunca à Federação Internacional

de

a) "II Seminário de Recreação". Rio de Ja- neiro, de 02 a 04 de julho de 1971. Or- ganização da Associação Brasileira de Recreação - cerca de 200 participantes. Por iniciativa do Comité Brasileiro da FIEP, foi proposto e. posteriormente lan- çado, um "Manifesto de Recreação".

b) "I Curso de Férias de Santos", de 10 a 21 de janeiro de 1972, organizado pela Faculdade de Educação Física de San- tos - cerca de 800 participantes.

c) "I Jornadas Internacionais de Educação Física e Desportos", Vitória, de 21 a 30 de maio de 1972 - Cerca de 400 cursis- tas. Curso ministrado por professores associados da FIEP. Após as jornadas. como extensão delas, foram realizados pequenos cursos em Colatina e Cachoei- ra do Itapemirim. Situaram-se no quadro das manifestações nacionais comemora- tivas do 150- aniversário da Inde- pendência do Brasil, e por isso tiveram um grande apoio administrativo e finan- ceiro.

A abertura das jornadas, com grande so-

lenidade foi feita pelo Governador do Es- tado do Espírito Santo. No decurso des- sa sessão, o presidente da FIEP, expres- sou o seu agradecimento às autoridades

e aos organizadores. A seguir podemos

ver as autoriades presentes, inclusive, o General Jayr Jordão Ramos, delegado Geral da FIEP no Brasil e Vice-Presiden-

te para a América.

Geral da FIEP no Brasil e Vice-Presiden- te para a América. Esta viagem do Presidente da

Esta viagem do Presidente da FIEP ao Bra- sil, foi relatada no Boletim da FIEP. volume 42 - número 3, de julho/setembro de 1972 - Portugal, pág. 97-101. È teve como conclusão do Sr. Pre-

sidente

da

FIEP,

Pierre

Seurin,

os

seguintes

termos:

"Esperamos que esta viagem, tão interes- sante e instrutiva para nós, tenha também sido proveitosa para a FIEP. Pudemos verificar a eficiência da ação dos nossos delegados nos diversos estados brasileiros, animados pelo Vice-Presidente para a América, General Jayr Jordão Ra- mos. Para nós é indubitável que o Brasil, que em 1971 já era o 1º País da FIEP, em relação ao número de aderentes, atingirá em 1972, o número de 1.000 membros e já será uma das forças vivas da FIEP do mundo. Os responsáveis por esta situação (encora- jadora em relação ao futuro da nossa orga- nização). merecem os nossos agradecimen- tos.

a)

"II Jornadas Internacionais de Educação Física e Desportos ". Goiânia, de 23 de julho a 2 de agosto de 1973. Organizada pelo Governo do Estado de Goiás. Cerca de 700 cursistas.

b)

"Cursos de Orientação Pedagógica para Professores de Educação Física". Inicia- tiva do Prof. António Boaventura da Sil- va, em: Ribeirão Preto, Assis. Mogi das Cruzes, Tatui e São Paulo - 1974.

f)

"Curso de Ginástica Olímpica em Salva- dor, de 27 de outubro a 8 de novembro de

1974.

1972, o General

Jayr,

em Educação Física (ensaio de Organização)

(57), uma referência mercadora (58):

Biblioteca Especializada

No Boletim da FIEP, em

publica o

artigo

Ação da FIEP no Brasil" Devemos mais uma vez, destacar a notá- vel atividade da FIEP no Brasil, onde vem ocorrendo sob seu patrocínio numerosos cursos regionais e nacionais. No ano de 1973, o número total de mem- bros individuais era de 1.062. Judo isto graças ao dinâmico impulso de seu presidente General Jayr Jordão Ramos, de seus Vice-Presidentes: Coronel Jacinto larga e Prof. Aloyr Queiroz de Araújo, e da sólida equipe de delegados da FIEP, dos distintos Estados do Brasil, realizando um trabalho muito positivo que pode servir de exemplo". (FIEP, 1974 - pág. 23).

que pode servir de exemplo". (FIEP, 1974 - pág. 23). Neste mesmo ano, o nosso General

Neste mesmo ano, o nosso General Jayr, foi acometido de um enfarte, tendo que diminuir suas atividades. Sendo representado pelo Coro- nel Jacinto Targa e pelo Prof. Aloyr Queiroz de Araújo.

g) "Estágio Internacional de Educação Fí- sica" no Rio de Janeiro, em julho de 1975. Organizada pela Associação de Professores de Educação Física do Rio de Janeiro (APEF-RJ). Cerca de 200 par- ticipantes.

h) "III Jornadas Internacionais de Educação Física em Volta Redonda, de 13 a 20 de julho de 1975. Organizado pela Escola de Educação Física de Volta Redonda.

Além das citadas promoções, vários outros empreendimentos, cursos, conferências e ativi- dades práticas, foram patrocinados pela FIEP.

O General Jayr, também muito contribuiu para o Noticiário do Boletim da FIEP. E as publi- cações de artigos brasileiros no mesmo boletim, aumentou muito, a partir de 1971.

Um fato que merece destaque, foi o incenti- vo que o General Jayr Jordão Ramos, deu ao MEC, para a publicação dos boletins da FIEP, em Português, fato este que ocorreu, à partir de março de 1977.

Um fato, não foi esquecido na ordem cro- nológica da apresentação, é a atuação de Jayr Jordão Ramos no campo administrativo, quando o decreto do Sr. Presidente da República, de 16 de setembro de 1971, o designou para exercer a função de membro do Conselho Nacional de Desportos (CND). Pedindo sua exoneração em 07 de agosto de 1974, por motivo de saúde. Du- rante a sua passagem no CND, muito fez para elevar e projetar o nome da Educação Física Brasileira.

Em 12 de maio de 1975, sugeriu ao Diretor do DEF-MEC, a presença de uma Delegação Brasileira, para a Conferência Internacional so- bre "Educação Física e Olimpismo", que se rea- lizaria de 26 de julho a 02 de agosto, em Olímpia (Grécia). A sugestão foi aceita.

Em 12 de fevereiro de 1976, sugeriu ao Comandante da Escola de Educação Física do Exército, que designasse uma representação da Escola, para o "Congresso Internacional de Edu- cação Física", sobre o tema geral: "Avaliação no

Desenvolvimento e Ensino da Educação Física", que se realizaria de 28 de junho a 3 de julho, em Jyvaskila (Finlândia). A sugestão foi aceita.

Ainda em 1976, publicou o artigo "A Ideolo- gia Olímpica".

De acordo com um levantamento da FIEP, os países com o maior número de sócios eram os seguintes:

PAÍS

1977

1978

Brasil

11.143

14.935

França

10.373

8.895

Suécia

3.683

3.600

Bélgica

3.205

3.162

Argélia

3.000

3.000

no ranking

dos associados da FIEP deve-se principalmente ao esforço do General Jayr.

Esse posicionamento do Brasil

Em 22 de março de 1978, o General Jayr, credencia o General Olavo Amaro da Silveira, para representá-lo no Congresso Mundial do Mé- xico, no período de 01 a 06 de agosto, por in- compatibilidade de condições de saúde com a altitude daquela região.

Em março e junho de 1978, o General Jayr publica no Boletim da FIEP, volume 48, nºs 1 e 2

respectivamente, o artigo "Os Exercícios Físicos no Tempo e no Espaço".

1979, o General Jayr

credencia o Prof. Jacinto F. Targa, para repre- sentá-lo no Congresso Internacional de Edu- cação Física, por motivo de saúde.

Em

19

de junho de

Em dezembro de 1979, o General Jayr Jordão Ramos, publicou seu último artigo, intitu- lado "Os Etruscos" (59), onde relata de forma brilhante a história dos exercícios físicos dos Etruscos.

Através dos fatos relatados, de maneira

progressiva, somados à minha admiração que

aumentava cada vez mais à medida que conhe-

cia melhor sua obra, procurei posicionar seus fe.

tos e suas ideias, através do tempo e do espaço.

Suas obras foram cheias de amor e de ser- viços inestimáveis à causa da Educação Física, foi uma atuação brilhante de idealismo e pen- samento. E nesse sentido se somaram os seus esforços numa realização completa e objetiva.

Disse alguém, com muita propriedade que a inteligência humana ê um bem supremo quando labora sob a inspiração de qualidades pessoais, que a fazem culminar como fator de eficiência no trabalho e nas energias construtivas. A ideia é perfeita, e a vida de Jayr Jordão Ramos, afirma essa verdade. Todos os locais por onde passou. deixou vestígios de sua paixão pela causa da Educação Física e pelo aprimoramento do ser humano.

por onde passou. deixou vestígios de sua paixão pela causa da Educação Física e pelo aprimoramento

UM HOMEM SONHA

O homem caracteriza-se como um ser te-

leológico, por poder projetar no futuro os seus pensamentos e ambições. Esta capacidade de abstração fundamenta-se na capacidade de re- memorar as experiências passadas, julgá-las e projetar no futuro o que delas aprendeu. Usan- do-a, o homem se beneficia de sua própria expe- riência e da dos outros seres humanos, vivos ou mortos, através de sistemas de comunicação. Símbolos, palavras e gestos, foram criados para comunicar os fenómenos que fazem parte não só da experiência pessoal, mas da humanidade em geral.

Por outro lado, o homem - usando palavras e símbolos derivados do processo mental - pode relatar suas experiências aos semelhantes mesmo sem levá-los a participar delas. Tendo capacidade para pensar abstratamente, projeta- se no futuro e sonha.

IMAGINAÇÃO OU FANTASIA

Se se refletir um pouco sobre o tema acima,

ver-se-á que é sobre Jayr Jordão Ramos, que se está falando. É sobre o homem que viveu a sua imaginação, a qual chamar-se-á de sonho. Entre- tanto se deve ter cuidado para não confundir imaginação com fantasia, pois ambas aparente- mente têm o mesmo significado, mas são bem diferentes. Tanto a imaginação quanto a fanta- sia, expressam o ato de se criar imagens men- tais, diferindo na responsabilidade de fazê-la. Na fantasia, não usamos força mental suficiente pa- ra torná-la verdadeira, entretanto, na imagi- nação, todo o poder mental de concentração, que o homem acredita possuir, é empregado pa- ra transformar a imagem mental em algo real.

Em "O homem vive", fizemos referências que, entre 1960 e 1970, Jayr Jordão Ramos, es- tava absorto em um planejamento muito pes-

Ramos, es- tava absorto em um planejamento muito pes- soal. E que este planejamento tornou-se a

soal. E que este planejamento tornou-se a essência do seu pensamento.

Este planejamento referenciado em "Um homem vive", foi um sonho do General. Sonho esse no qual foi empregado tanta concentração mental que se pode chamar de imaginação.

O sonho que Jayr Jordão Ramos vivenciou,

foi a existência de um museu. Um verdadeiro Museu de Educação Física, ou seja, uma insti- tuição de caráter histórico-sócio-cultural, voltada

para os exercícios físicos na história e na arte, que infelizmente não foi oficializada no Brasil.

O MUSEU DE EDUCAÇÃO FÍSICA

Quando se fala num museu, surge na memória de quase todas as pessoas, por força de uma irresistível associação de idéias, a visão de uma casa, ou de várias salas atulhadas de objetos velhos e antigos, reunidos sem alma, pa- ra gáudio de alguns investigadores ou amadores de antiqualhas, tal é a força da tradição. Durante longos anos, durante séculos, os museus foram necrópoles sombrias e quase inúteie cidades de "mortos"!

A concepção atual de tais instituições dife-

re da concepção passada. Ao organismo morto ou dormente, de outros tempos, contrapõe-se um organismo vivo, que não se limita a reunir espé- cimes raros ou curiosos, para investigação de alguns poucos sábios ou eruditos, e antes, pelo contrário, procura proporcionar todos os espíritos de boa vontade, elementos vivos e fecundos de estudo e de cultura. Para Gebhard, "os museus

têm a grande vantagem de serem considerados como fontes imparciais de informação científica, porque, ao passo que o escol erudito pode apro- veitar com a leitura de tratados ou de conferên- cias, só os objetos expostos atingem as mas- sas". (60)

Na verdade, a imagem é o elemento mais universal de cultura para as inteligências sim- ples e medianas, sob o ponto de vista psicológi- co, ver e crer são duas operações que se con- fundem. O operário, o camponês, o homem da rua só acredita verdadeiramente, depois de ver, ou na melhor das hipóteses, só começa a inte- ressar-se por um problema após tê-lo observado em imagem ou em esquema.

Por isso, no entender geral dos mais notá- veis museólogos, entre todos os estabelecimen- tos de Educação (nota-se que, hoje os vocábulos escola e museu já não podem dissociar-se), "são os museus os mais qualificados no sentido de formarem a juventude com dignidade e ele- vação" (61) e "os mais indicados, também, para educarem as classes populares (62).

face disso, surge, naturalmente a se-

guinte interrogação: mas que deve entender-se por "Museu"?

Em

A esta pergunta lógica, responderemos com a definição do Prof. Dr. Mário Gonçalves Viana:

"Museu é um conjunto de espécimes, de documentos, de elementos de estudo, de bibliografia e de publicações, devidamente selecionados, classificados e agrupados (expostos e não expostos), no sentido de esclarecerem, em todos os seus aspectos, o problema á volta do qual gravita a insti- tuição". (63)

Pela definição apresentada, se verifica que a velha concepção unilateral de museu, apenas formado de espécimes raros, isolados de quais- quer outros elementos de cultura geral e espe- cial, já não é de se admitir. O museu para cum- prir a sua finalidade precípua, tem de agregar entre si todos os elementos susceptíveis de es- clarecerem o problema que lhe deu origem: li- vros, mapas, gráficos, filmes, discos fonográfi- cos, fotografias, etc.

A IMPORTÂNCIA DE UM MUSEU

Posicionamento de diferentes autores reco- nhecem a ideia de um museu como um fator de preservação cultural.

Entre esses depoimentos encontram-se:

"Colecionar representa um dever cívico, vis- to constituir um meio de preservar objetos

que, de outro modo, correriam o risco de desaparecer para sempre". (Douglas A. Al- lan, museologista inglês de fama interna- cional.) (64) "Na época atual, numerosas influências tendem a destruir rapidamente em nós as qualidades humanas. O museu é talvez, um dos meios mais eficazes para fazer nascer e aumentar o amor de saber, da qualidade, da verdade e da beleza entre os que pare- cem desprezar esses valores." (Molly Harri- son, museologista inglês de fama interna- cional.) (64) "Todas as ciências, todas as técnicas e to- das as atividades da vida contemporânea têm, como símbolo e paradigma de sua per- sonalidade, como expressão de sua cultura, museus próprios". (Mário Gonçalves Viana, ex-diretor do Instituto Nacional de Edu- cação Física de Portugal.) (64) "Criando museus de Educação Física sal- var-se-ia da dispersão aquilo que ainda existe; realizar-se-ia uma obra de reconsti- tuição e hierarquização de valores; interes- sar-se-iam as massas pelos aspectos espiri- tuais, estéticos e higiénicos da Educação Física e, finalmente, edificar-se-ia um mo- numento admirável mais sólido e mais per- durável do que o mais grandioso dos está- dios. " (Mário Gonçalves Viana, ex-diretor do Instituto Nacional de Educação Física de Portugal.) (64)

VIVENDO A IMAGINAÇÃO

Conhecendo o sonho do General Jayr Jordão e conhecendo o valor e a grandiosidade de um museu, pode-se compreender os esforços que este homem fez para institucionalizar o seu Museu de Educação Física.

Jayr Jordão Ramos, viveu tão intensamente o sonho, que não dificulta encontrar o limite en- tre a imaginação e a fantasia. Aquele sonhador teve concentração mental suficiente para iniciá- lo.

O sonho iniciou sua realização, a partir do próprio Jayr Jordão Ramos, com a publicação de opúsculos, pelo qual expedia seus inúmeros tra- balhos. Ele também publicava ensaios de outros autores, que eram significativos para a Edu- cação Física.

Esses opúsculos, editados pelo Museu de Educação Física, permitiam aos brasileiros, tão

para a Edu- cação Física. Esses opúsculos, editados pelo Museu de Educação Física, permitiam aos brasileiros,

carentes de publicações técnicas e científicas, um verdadeiro bebedouro de conhecimentos atualizados.

Alguns desses opúsculos tiveram, como tema, artigos publicados anteriormente pelo pró- prio General, e os demais, oriundos de experiên- cias vividas pelo autor, tais como trabalhos de pesquisa, informações coletadas no estrangeiro e muitas outras fontes, onde buscava, com a fi- nalidade de informar o que havia de mais mo- derno, e melhor na Educação Física Mundial. A essas publicações, o autor fez referências como parte do Museu de Educação Física, que a divi- dia em duas linhas distintas: a) temas de Edu- cação Física e b) documentários.

Temas

A primeira linha sobre Temas de Educação Física, totalizando 19 obras, aqui dispostas pelo número de edição do Museu de Educação Física:

Tema 1 : Museu de Educação Física (Ensaio de organização) - Jayr Jordão Ramos - Rio de Janeiro, 1966 Tema 2 : Escola de Educação Física do Exérci- to (1930-1965) General Jayr Jordão Ramos - Rio de Janeiro, 1966 Tema 3 : A Educação Física e os Desportos no Rio de Janeiro de 400 anos - Walde- mar Areno - Rio de Janeiro, 1966 Tema 4 : Conteúdo Sociológico dos Desportos - João Lyra Filho, Rio de Janeiro, 1966. Tema 5 : Os Cânones Atuais do Treinamento Desportivo - Jayr Jordão Ramos - Belo Horizonte, 1967.

Tema 6

:

Suécia: Terra da Beleza, Progresso e

Tema 7

:

Espírito Desportivo - Jayr Jordão Ramos - Rio de Janeiro, 1966. A Educação Física na História e na

Arte - O Egito dos Faraós na Museo- logia - Jayr Jordão Ramos - Rio de Janeiro, 1966. Tema 8 : Organização de Campeonato e Tor- neios - Jayr Jordão Ramos - Rio de

Janeiro, 1967. : Biblioteca Especializada em Edu- cação Física - Jayr Jordão Ramos - Rio de Janeiro, 1967.

Tema 9

Física - Jayr Jordão Ramos - Rio de Janeiro, 1967. Tema 9 Tema 10: Publicações Periódicas

Tema 10: Publicações Periódicas de Exercícios Físicos - Jayr Jordão Ramos - Rio de Janeiro, 1967.

Tema 11: Princípios de Ética Desportiva - Mário Gonçalves Viana - Rio de Janeiro,

1967.

Tema 12: A Moderna Ginástica Sueca - Jayr Jordão Ramos - Rio de Janeiro, 1967. Tema 13: Contração Isométrica (ensaio) - Jayr Jordão Ramos - Rio de Janeiro, 1967. Tema 14: Interval-Training, segundo Gerschller e Reindel - Jayr Jordão Ramos - Rio de Janeiro, 1967. Tema 15: Técnicas Audiovisuais nas Escolas de Educação Física - Aloyr Queiroz de Araújo - Rio de Janeiro, 1968.

Tema 16: Alguns aspectos dos Exercícios Físi- cos na História e na Arte - Jayr Jordão Ramos - Rio de Janeiro, 1969. Tema 17: Os Jogos Gregos e as Olimpíadas Contemporâneas - Jayr Jordão Ramos - Rio de Janeiro, 1970.

Tema 18:

Rio de

Pontos de História dos Exercícios Fí- -

Janeiro, 1971. Tema 19: Panorama Mundial de Educação Físi- ca e Outros Assuntos - Jayr Jordão Ramos - Rio de Janeiro, 1971.

sicos

- Jayr Jordão Ramos

Documentário

A segunda linha dos opúsculos, tratava de documentários, totalizando cinco obras, apresen- tadas pelo número de edição do Museu de Edu- cação Física:

Doc. 1: Congresso Luso Brasileiro de Edu- cação Física - Jayr Jordão Ramos - Rio de Janeiro, 1964. Doc. 2: Simpósio Internacional de Medicina Desportiva - Waldemar Areno - Rio de Janeiro, outubro, 1965.

Doc. 3: História da Educação Física - Jayr Jordão Ramos - Rio de Janeiro,

1967.

Doc. 4: Esgrima de Florete - tradução e

adaptação de Jayr Jordão Ramos e Horácio dos Santos - Rio de Janei- ro, 1967.

Doc. 5: Ginástica Escolar Austríaca - Jayr Jordão Ramos - Rio de Janeiro,

1970.

Jayr Jordão Ramos, vivia tanto o seu sonho que além das publicações, manteve cor- respondência com Museus Estrangeiros (Anexo 6), e confeccionou cartões timbrados do seu Mu- seu.

(Anexo 6), e confeccionou cartões timbrados do seu Mu- seu. Cartão original do Museu de Educação

Cartão original do Museu de Educação Física

A Carta DEF-MEC, (Anexo 7), comprova a

vivência do sonho do General.

( Embora náo legalmente existente, o Mu-

seu idealizado pelo General Jayr Jordão Ramos, possui concepção estrutural já conhecida em muitos países, não só pela divulgação em publi- cações, como o Bulletin de La Féderacion Inter- national D'Education Physique - FIEP, nºs 3-4,

1969, pág. 33-56, e outras, como ainda pela cor- respondência que mantém com órgãos congéne-

res

)

Administrativamente,

o

General

Jayr

Jordão, também se preocupou, e confeccionou:

a) Ensaio Organizado do Museu de Edu- cação Física

b) Anteprojeto de Estatutos

c) Um Regimento Interno - Anteprojeto.

Organização de um Museu de Educação Física

Todos os feitos de Jayr Jordão Ramos, rela- tados anteriormente, demonstram a intensidade de seu sonho. Demonstram que ele sabia clara- mente o que queria, fazendo projetos dignos de serem admirados e estudados.

A partir de agora, fica desvelada a visão do

Museu de Educação Física Brasileiro, na con- cepção do homem que o imaginou, na década de 60. Aqui esclarecido no Ensaio de Organização, Anteprojeto de Estatutos (Anexos 8 e 9) e Regi- mento Interno - Anteprojeto (Anexo 10).

Museu de Educação Física - Ensaio de Orga- nização

1.

Integrar os problemas da Educação Física na Cultura Geral da nossa época.

2.

Dar uma visão de conjunto e ideias precisas sobre as atividades físicas no tempo e no espaço.

3.

Contribuir para dar o sentimento do Belo e do Bom-Gosto, apresentando a Educação Física nas suas relações com todas as for- mas da Arte.

4.

Reunir as peças de valor histórico e cultural no campo da Educação Física, principalmen- te os troféus desportivos ganhos pelo Brasil nos grandes cortejos internacionais, a fim de evitar a sua dispersão com o tempo.

5.

Ensinar às gerações provindouras o nome e os feitos dos construtores da Educação Físi- ca Nacional, especificamente as suas ações dentro do quadro educacional ou desportivo.

6.

Homenagear os grandes benfeitores do Desporto e apontar ao povo, com justiça e sem partidarismo, o nome dos grandes atle- tas de todos os tempos.

7.

Desenvolver a imaginação e a sensibilidade do povo, aproveitando a Educação Física pa- ra mostrar-lhe o valor da ciência moderna, o património cultural de outros povos e as tra- dições do nosso país.

8.

Incentivar o interesse pela Educação Física e pelo Desporto, em particular, a fim de co- operar no aumento do potencial de vigor e sáude das populações brasileiras.

9.

Fazer o povo compreender o valor e a ação da Educação Física como oportunidade da Educação e coadjuvante da Medicina.

10.

Cooperar na formação e aperfeiçoamento dos dirigentes e profissionais da Educação Física, colocando à disposição dos mesmos uma apreciável fonte de material científico, iconográfico, estatístico e bibliográfico.

11.

Divulgar pelos diferentes e modernos pro- cessos científicos de difusão, os fatos palpi- tantes da atividade física mundial, dando particular relevo aos de caráter gímnico- desportivo, recreativo e educacional.

12.

Colaborar com os estabelecimentos de en- sino de grau médio, principalmente com os professores de História da Civilização, por meio de peças históricas e artísticas ineren- tes ao passado da Humanuidade.

13.

Estudar e pesquisar as questões atinentes à Educação Física e, em particular, elucidar o sentido e o valor das peças existentes no acervo do Museu.

atinentes à Educação Física e, em particular, elucidar o sentido e o valor das peças existentes

14. Colocar à disposição dos interessados, para consulta ou apreciação, as obras, filmes, discos, etc. referentes à Educação Física, de valor firmado pelo seu conteúdo cultural ou recreativo.

15. Elaborar livros, monografias, gráficos, fil- mes, "Slides", discos e demais elementos úteis à aprendizagem ou divulgação da Edu- cação Física ou assuntos correlatos.

16. Incentivar a utilização de técnicas audio-vi- suais para promover a teoria e a prática das atividades físicas.

17. Estimular e servir de modelo a organizações congéneres a serem criadas em todo o País.

18. Promover o desenvolvimento da cultura artístico-desportivo nacional, inclusive esti- mular realizações de caráter popular.

19. Dentro do campo cultural das atividades fí- sicas, manter intercâmbio com organizações congéneres do País e do estrangeiro.

20. Estabelecer o maior contato possível entre os estudiosos e pesquisadores nacionais e estrangeiros e coordenar pesquisas e expe- riências.

21. Constituir centro de atrações turística na- cional e estrangeira.

Repercusoes do Museu de Educação Física

O Prof. Mário Gonçalves Viana, museolo- gista, português e figura de projeção internacio- nal na Educação Física, após examinar o traba- lho do General Jayr Jordão Ramos, assim se ex- pressou:

"Li o ensaio sobre o Museu de Educação Física e Desportos. Está bem sistematizado e bem apresentado. Cordiais felicitações, pela forma superior como põe o problema.

felicitações, pela forma superior como põe o problema. Oxalá seja compreendido e possa levar a efeito

Oxalá seja compreendido e possa levar a efeito esse magnífico empreendimento, ao nível em que ele deve ser realizado. Seria o primeiro museu ao género, verdadeiramente museu, porque a maior parte dos existentes não passa de Armazéns de Velharias. Será um Museu verdadeiramente funcional" (65) (Pág. 330)

Ainda sob o mesmo assunto, Bolletin de La FIEP (66) também expressou uma apreciação:

"Sob a iniciativa do General Jayr Jordão Ramos, personalidade marcante na Edu- cação Física Brasileira, está sendo organi- zado no Rio de Janeiro um Museu de Edu- cação Fisica".

Entretanto, ao apreciar a carta do Sr. Dire- tor do DEF-MEC, Arthur Orlando da Costa Fer- reira, datada de agosto de 1970 (anexo 7), po- de-se concluir que àquela época, houve cogi- tações sobre a criação de um Museu, indepen- dente da ideia do General Jayr Jordão Ramos, partindo de algum membro do Governo.

A carta trata da natureza de uma ideia - a criação de um museu. Entretanto levanta dúvi- das quanto à originalidade dessa ideia. Parece estar evidenciado aí uma usurpação da paterni- dade de um projeto. O mesmo documento refe- re-se ainda à disponibilidade do General em con- tribuir para equacionar adequadamente a ideia, dando-lhe estrutura de modo a concretizá-la.

Fica evidenciado assim o caráter de pureza e honestidade profissional de um homem que com raça e perseverança tão bem soube enalte-

cer a Educação Física brasileira. Um homem que

nasceu, viveu e sonhou

CONCLUSÃO OU UM HOMEM NÃO MORRE

A morte para a maioria das pessoas é o fim de tudo. A ideia de término, de fim, não vem da sabedoria divina. É criação do homem, cuja visão limitada, e de alcance restrito lhe impede de ter consciência do todo. Sua percepção se li- mita às partes, por isso, desenvolveu em si, a ideia que a morte é o culminar da vida. Nada neste perfeito universo é limitado, nem mesmo o sonho de um homem. Tudo pode evoluir de uma forma infinita; para isso basta que não se faça dos olhos o limite do espírito. Não é porque um homem deixa de existir materialmente, que se deve acreditar que ele morreu.

Evitou-se fazer referências à data em que Jayr Jordão Ramos deixou o nosso convívio por se acreditar que um homem permanece vivo en- quanto perdurarem suas obras.

Jayr Jordão Ramos não morreu, pois ele está presente em cada um daqueles que acredita que a verdadeira educação humana se processa de uma forma infinitamente grande. Sua imagi- nação, a qual foi referenciada como sonho, não se prendeu apenas a uma concretização mate- rial. Esta imaginação é muito maior, muito mais bonita, porque em sua passagem por este plane- ta de aprendizado universal, ele mostrou a todos que o amor é a maior força de um ser. E é através desse amor que se processam inúmeras obras, inúmeros feitos e inúmeras realizações.

Pode-se dizer que o verdadeiro valor de um homem é identificado quando outros homens fa- lam deste e de suas realizações. Como reconhe- cimento por sua brilhante ação na Educação Fí- sica, o General recebeu inúmeras condecorações (anexo 11) e teve a honra de presenciar seu no- me intitulando a biblioteca da Escola de Edu- cação Física do Exército.

A biblioteca Jayr Jordão Ramos abriga em seu interior um grande acervo específico de Educação Física. Nada mais justo, portanto, do que prestar esta homenagem ao homem que, or- gulhosamente, foi chamado de "o computador da EsEFEx" (67).

Os amigos do General, especialistas da área da Educação Física, assim se expressaram sobre sua pessoa, seu sonho e realizações:

"Quando escrevo um depoimento sobre Jayr Jordão Ramos, evoco uma recordação ad- mirável de Cícero que diz que nenhum de- ver é mais importante do que a gratidão.

didata minucioso e profundo, austero e cordial, era um idealista que vivia para a Educação Física com toda plenitude e entu- siasmo esfusiante. O Museu de Educação Física era um em- preendimento que deve merecer apoio e in- centivo de quantos vivem de nossa especia- lização.

A vida dos homens é efémera mas sua obra

é imortal. Foi um exemplo que merece nos- so respeito.

(Areno) (68).

"Aquela ingenuidade de homem bom e tole- rante (assim o conheci) misturava-se com uma vastidão de conhecimento sobre a Educação Física e sua história, que me le- vava sempre a tornar imprevisível o tempo de duração de um encontro com ele. Hoje, quando dou uma panorâmica pela es- tante e me deparo com seus livros, me vem aquela sensação mista de alegria e tristeza. Alegria por ter convivido com o maior nome que a Educação Física brasileira já produ- ziu, internacionalmente considerado e res- peitado. Tristeza, por saber que ele se foi sem conseguir realizar o seu mais singelo

considerado e res- peitado. Tristeza, por saber que ele se foi sem conseguir realizar o seu

sonho: a criação de um Museu de Educação Física".

(Capinussu)

(69)

"Sua presença diuturna era um ponto cata- lizador de cultura, entusiasmo e sobretudo um exemplo dignificante de amor ao nosso estabelecimento de ensino. Certos estamos de que sua presença será uma constante entre nós, pois figuras hu- manas de sua estirpe são imortais e, onde quer que esteja, há de lançar sempre um raio de luz para iluminar a cintilante trajetó- ria de nossa Escola".

"Sua

vida

foi

um

(Gonçalves)

(67)

exemplo

de

abnegação,

tenacidade, entusiasmo, dedicação e idea- lismo, que, indiscutivelmente, é motivo de inspiração para as gerações mais jovens".

(Silveira)

(70)

"Essa emoção se justifica plenamente quando sabemos que o General Jayr foi o maior vulto da História da Educação Física Brasileira! Nós que o tivemos como bandei- ra de idealismo, nos sentimos diminutos diante de tanta grandeza humana e históri- ca. Ainda emocionados, por falar de alguém que através de uma humildade permanente conseguiu envolver-nos num ideário ex-

humildade permanente conseguiu envolver-nos num ideário ex- traordinário em que a sume o papel principal Educação

traordinário

em que

a

sume

o papel principal

Educação Física as- "

(Tubino & Capinussu) (71)

Esses depoimentos parecem traduzir a obrigação que a Educação Física nacional deve assumir para resgatar a dívida de honra para com o General.

Resgate da Dívida: Esperança de uma Obra

O mundo é cheio de acontecimentos. Na

unidade do tempo eles se processam com muita rapidez e se não lhes forem atribuídos seus ver- dadeiros valores estes se esvaem com o tempo, e não mais são rememorados. Vivemos um mo- mento histórico de civilização, momento este marcado pela mentalidade da notícia.

A Educação Física brasileira, se desejar

marcar seus momentos históricos, tem o dever de registrar a notícia e valorizar a essência do

pensamento do General Jayr Jordão Ramos - O MUSEU DE EDUCAÇÃO FÍSICA. Da preser- vação dessa essência trata-se a própria preser- vação da Educação Física, sob pena de perder- se para sempre.

Urge resgatar o seu sonho! Esta é uma tarefa de interesse nacional e também uma for- ma de gratidão a um homem que tudo deu de si mesmo para engrandecer o nome dessa Edu- cação Física que ajudou a construir.

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Revista de

Educação Física nº

78, 1954. 39) RAMOS, J.J., SANTOS, H. Manual do Sabre Moderno - Tradução do Manual Francês. Publicação impessoal, 35 páginas. 1954. 40) RAMOS, J.J., SANTOS, H. Manual de Es- grima - Espada - Tradução de Manual Francês. Publicação Impessoal, 21 pági- nas. 41) BRASIL, Ministério do Exército. Instrução Individual para as Operações Aquáticas. C-21-22. Tradução e adaptação do Ma- nual Francês. RJ, 1954. 42) RAMOS, J.J. O Treinamento Moderno no Atletismo - Tradução do Trabalho de Louis Fauconnier, publicado na Revista Belga "Sport". Trabalho mimiografado com 17 páginas, RJ, 1955. 43) RAMOS, J.J. Publicações Especializadas em Educação Física. Revista de Edu- cação Física nºs 79, 80 de 1955. nº 82, 1956. Boletim da Divisão de Educação Física nº 16, 1958. distribuído mimiogra- fado nos Estágios Internacionais de Edu- cação Física (Belo Horizonte, 1959; Ni- terói, 1959; Rio de Janeiro, 1960. 44) RAMOS, J.J. Escola de Educação Física do Centro de Esporte da Marinha. Revista de Educação Física nº 80, 1955. 45) RAMOS, J.J., SANTOS, H. Manual de Es- grima - Generalidades Florete. Tradução do Manual Francês. Publicação Impes- soal. 46 páginas, RJ, 1955. 46) RAMOS, J.J. Atividade de Recondiciona- mento Físico para cegos, subsídio para Organização do T. 8-294. Revista de Educação Física nº 83, 1956. 47) RAMOS, J.J. Instalações e Material. Atuali- zação da obra "Dêem Estádios ao Exérci- to". 120 páginas e 10 mapas. RJ, 1956. 48) BRASIL, Ministério do Exército. Manual de Treinamento Físico Militar - C. 21-20. Em colaboração: Revista de Educação Física nºs 75, Ginástica Básica. nº 75, Ginástica com arma. nº 75, Curso de Força. nº 76, Ginástica Básica. nº 76, Ginástica com arma. nº 77, Qualidades e ação de um instrutor. nº 78, Ginástica com arma. nº 79, Corrida Rústica. nº 79, Normas de Organização de Trabalho. nº 80, Verificação do Treinamento. nº 81, Exercícios de Vivacidade. nº 82, Pista de Obstáculos. Rio de Janeiro, 1957. 49) RAMOS, J.J. O espírito das Formas de Tra- balho. Tradução do trabalho do Prof. Au- gusto Listello - França. Boletim de Edu-

cação Física nº 16, 1958. 50) RAMOS, J.J. Descortinando o "Inteval Trai- ning". Correio da Manhã, 7 números aos domingos. 1959. 51) RAMOS, J.J. Os Cânones atuais de Treina- mento Desportivo. Revista de Educação Física Nº 94. Rio de Janeiro, 1964. 5 2) RAMOS, J.J. Reportagem sobre o 3º Con- gresso Luso-Brasileiro de Educação Físi- ca. Revista de Educação Física nº 95, Rio de Janeiro, 1967. 53) RAMOS, J.J. Homenagem ao Professor Má- rio Gonçalves Viana durante o Congresso de Luanda. Revista de Educação Física nº 95. Rio de Janeiro, 1967. 54) RAMOS, J.J. O Treinamento na Antiguidade Grega e nos Tempos Modernos. Tra- dução. Revista de Educação Física, nº 95, Rio de Janeiro, 1967. 55) RAMOS, J.J. Contração Isométrica. Tra- dução. Revista de Educação Física nº 95, Rio de Janeiro, 1967. 56) RAMOS, J.J. O Interval Training segundo Gerschler e Reindell. Arquivos da Escola de Educação Física e Desportos da Uni- versidade Federal do Rio de Janeiro. nº 19, Rio de Janeiro, 1967. Revista de Educação Física nº 96, Rio de Janeiro,

1967.

57) RAMOS, J.J. Biblioteca Especializada em Educação Física. (Ensaio de Organi- zação). Revista Brasileira de Educação Física nº 12, 1972. 58) BOLETIM DA FIEP. Volume 44, nº 3. Ma-

drid, 1974.

59) RAMOS, J.J. Os Etruscos. Boletim da FIEP, volume 49 nº 4 - Belo Horizonte, 1979. 60) BRUNO, F.G. Le Musée d'Hygiène de Cleve- land. Paris, 1948. 61) ELEANOR, M.M. Le Musée Centre d'entente International - In Museum. Paris, 1948. 62) RIVET, P. Organisation d'un Musée d'Ethno- logie, in Museum Paris, 1948. 63) VIANA, M.G. Boletim Informativo de Edu- cação Física - Portugal. Cruz Quebrada,

1953.

64) RAMOS, J.J. Museu de Educação Física (Ensaio e organização). Rio de Janeiro,

1966.

65) RAMOS, J.J.; 1907-1980. Os Exercícios Fí- sicos Na História e na Arte. Edição orien- tada pelos Professores Manoel José Go- mes Tubino e Cláudio de Macedo Reis. São Paulo, Ibrasa, 1982. 66) BOLETIM DA FIEP nº 3 - France, 1965.

67) GONÇALVES, A.A.B. General Jayr Jordão Ramos - Uma Saudade. Revista de Edu- cação Física nº 108, Rio de Janeiro,

1980.

68) ARENO, W. Comunicação Pessoal. Rio de Janeiro, 1983. 69) CAPINUSSU, J.M. Comunicação Pessoal. Rio de Janeiro, 1983. 70) SILVEIRA, O.A. In Memoriam. Boletim da FIEP, volume 50, nº 1, Brasília, 1980. 71) TUBINO, M.J.; CAPINUSSU, J.M. Prefácio do Livro Os Exercícios Físicos na História e na Arte. São Paulo, Ibrasa, 1982.

M.J.; CAPINUSSU, J.M. Prefácio do Livro Os Exercícios Físicos na História e na Arte. São Paulo,

ANEXO 1

Diploma da Escola de Educação Física do Exército

ANEXO 2

Certificado da Escola Superior de Educação Física de Joinville - Le - Pont.

ANEXO 3

Diploma da II Lingíadade 1949

TRADUÇÃO DO DIPLOMA

DEDICAÇÃO A JAYR JORDÃO RAMOS O COMITÉ DE ORGANIZAÇÃO DAS LINGÍADAS DE 1949 TRANSMITE POR ESTE MEIO O SEU AGRADECIMENTO CORDIAL POR SUA CONTRIBUIÇÃO INTERESSADA E PROVEITOSA PARA A FESTA MUNDIAL DE GINÁSTICA EM ESTOCOLMO.

Estocolmo Agosto de 1949

Assinatura

Carl Albert Andersson Presidente do Comitê de Organização

Assinatura

Assinatura

Olof Ahlmark

C. Liljegran

NOTA

Secr. Geral

Vice-presidente

A Medalha de Lingíada, foi constituída pelo Rei Gustavo Quinto da Suécia e entregue ao agraciado pelo Sr. K.R. Thyberg, Ministro da Suécia acreditado junto ao Governo Brasileiro, em 6 de Agosto de

1954.

ANEXO 4

Diploma de Instrutor da Escola de Educação Física das Forças Armadas do Paraguai

ANEXO 5

Diploma da Ordem de Vasa no Grau de Comendador

ANEXO 6

Correspondência do Museu de Educação Física Brasileiro com órgãos congéneres

ANEXO 7

Carta do Sr. Diretor do DEF-MEC

Proc. nº 229.606/70

Senhor Consultor Jurídico:

A sugestão de V.Sa. para a criação do MU- SEU DO ESPORTE pode ser qualificada de ex- celente e oportuna iniciativa.

O assunto, entretanto, requer algumas pon- derações, as quais, atendendo à solicitação de V.Sa., faço a seguir com o propósito de contri- buir para equacioná-lo adequadamente e dar-lhe estrutura que venha transformar a ideia em rea- lidade.

Essa ideia, entre nós, da instituição de um museu dessa natureza não é nova. Ela só é quanto à origem - partiu, agora, de um membro do Governo, o que lhe pode dar alento de bom êxito.

Colecionar objetos, símbolos e represen- tações dos valores de nossa cultura, em todos os campos de atividade, e perpetuá-los para a pos- teridade eleva-se a dever cívico, constitui sólida base para a formação das nossas futuras ge- rações, além de eficiente meio de comunicação com os outros povos.

Por essa ideia de há muito vem batalhando, incansavelmente, o Gen. Jayr Jordão Ramos, obstinado lutador no campo da educação física e dos esportes.

2. Mesmo sem meios e condições adequa- dos e suficientes, fundou o MUSEU DE EDU- CAÇÃO FÍSICA, em cujo acervo figuram alguns opúsculos, que nos podem oferecer valiosos subsídios. Dentre eles, de modo particular, o de número 1, que é um ensaio sobre sua organi- zação e de que se anexa um exemplar ao pre- sente processo.

Embora não legalmente existente, o MU- SEU idealizado pelo General Jayr Jordão Ramos possui concepção estrutural já conhecida em muitos países, não só pela divulgação em publi- cações como o BULLETIN DE LA FÉDÉRACION INTERNATIONAL D'EDUCATION PHÍSIQUE - FIEF, nºs 3-4-1969, pág. 38-56, e outras, como ainda pela correspondência que mantém com órgãos congéneres.

2.1 Gentilmente, como contribuição aos es-

tudos da proposta de V.Sa., cedeu a esta Divisão os seguintes documentos, que vão apensos a es-

te processo:

a)

TEMAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA - 1. Museu de Educação Física (Ensaio de Organização). 1966.

b)

MUSEU DE EDUCAÇÃO FÍSICA - Ante- projeto de Estatutos.

c)

MUSEU DE EDUCAÇÃO FÍSICA - Re- gimento Interno (Anteprojeto).

d)

BULLETIN DE LA FÉDÉRACION IN- TERNATIONALE D'EDUCATION PHY-

SIQUE - FIEP,

nºs 3 - 4,

1969.

e)

Ofício nº 880, de 27 de agosto de 1968, do Diretor do Museu Histórico Nacional (Xerox), oferecendo-lhe ajuda.

2.2

Sobre a iniciativa do Gen. Jayr Jordão

Ramos já há algumas manifestações, das quais transcrevo, a seguir, algumas.

Do Prof. Mário Gonçalves Viana, de Portu- gal, intelectual de projeção internacional e autor de inúmeros trabalhos, inclusive sobre museus:

"Li o seu ensaio sobre o "Museu de Despor- tos". Cordiais felicitações, pela forma superior como põe o problema. Oxalá seja compreendido

e possa levar a efeito este magnífico empreen-

dimento, ao nível em que ele deve ser realizado. Seria o primeiro museu do género, verdadeira- mente museu, porque o que existe não passa de

que ele deve ser realizado. Seria o primeiro museu do género, verdadeira- mente museu, porque o

"armazéns de velharias". Já que eu não fui escu- tado e compreendido em Portugal, ao menos que fosse o Brasil a iniciar um Museu verdadeira- mente funcional."

DO BULLETIN DE LA FIEP, nº 3, 1965:

"Sob a iniciativa do Gen. Jayr Jordão Ra- mos personalidade marcante na educação física brasileira, está sendo organizado no Rio de Ja- neiro um Museu de Educação Física."

Feito ligeiro histórico do que já há, no Bra- sil, em torno do assunto, passo à apreciação do projeto.

3. Inicialmente, sou da opinião que o nome da instituição não deve restringir-se a "espor- tes", desligado do que é mais importante - a EDUCAÇÃO.

3.1 O indivíduo, por melhores que sejam

3uas qualidades e habilidades para os esportes, nada fará sem o indispensável preparo e aper- feiçoamento que lhe proporciona a educação. Edson Arantes do Nascimento não seria o Rei Pelé, se não fosse a educação que lhe dotou das condições, do aprimoramento, que o entroniza- ram na sua atividade.

3.2 Os esportes, ou desportos, como mui-

tos preferem, constituem um meio em educação física - que é o fim. Esse meio, em várias moda- lidades, popularizou-se e foi elevado à categoria de espetáculo, ao sensacionalismo, pelas dispu-

tas entre indivíduos ou grupos e pelo empenho em alcançar marcas em determinado tempo e espaço, com a utilização de recursos adequados, sobrepondo-se ao próprio fim para que é empre- gado - a EDUCAÇÃO.

3.3 Creio que não se deve dar ênfase ex-

clusivamente ao aspecto teatral dos esportes, alguns já profissionalizados, que servem apenas da recreação passiva a multidões, enquanto mi- noria insignificante se exercita com objetivo co- mercial, empanando, de modo total, o seu cará- ter primordial, que é o educativo.

modo total, o seu cará- ter primordial, que é o educativo. Por isso, acho não se

Por isso, acho não se justificar a exclusão de "educação física" do nome do órgão a criar.

O museu deve abranger todos os setores da educação física, desportos e recreação.

4. Parece-me que o museu não deve fun-

cionar subordinado à Divisão de Educação Físi- ca. Diferir sua hierarquia administrativa da dos demais museus, não acredito que traga nenhuma vantagem. A Divisão poderá, como está disposto no artigo 2º para o Conselho Nacional de Des- portos, prestar colaboração.

5. Se se trata de museu nacional, creio que

sua sede ficaria mais bem localizada na Capital Federal - Brasília, recolhendo troféus em geral, materiais (miniaturas ou exemplares), insta- lações (maquetes), quadros murais, medalhas, insígnias, publicações, filmes, discos, manuscri- tos, flâmulas, bandeiras, fotografias, enfim tudo que tenha relação com a educação física, os desportos e a recreação (como fator educativo), no nosso País e no estrangeiro.

Assim organizado e com direção capaz, o museu atingiria suas finalidades, além de poder transformar-se em centro de atração turística in- tensa, de procedência interna e externa.

6. O idealizador do MUSEU DE EDU-

CAÇÃO FÍSICA sente-se impossibilitado de dar prosseguimento à sua iniciativa, não só por falta

de meios, como ainda por motivo de saúde, mas está pronto a cooperar com as autoridades na medida do que estiver ao seu alcance.

Eis aqui, Senhor Consultor Jurídico, a cola- boração desta Divisão para a feitura do decreto de criação do museu que V.Sa. achou por bem propor ao Exmº Sr. Ministro, ficando esta Direto- ria à disposição dessa Consultoria para outros esclarecimentos.

Em

de agosto de 1970

Arthur Orlando da Costa Ferreira Diretorda DEF

ANEXO 8

Ensaio de Organização do Museu de Educação Física

MUSEU DE EDUCAÇÃO FÍSICA (Ensaio de Organização)

Peças de Exposição e Consulta - Exemplifi- cação

1. Materiais e instalações: objetos reais, repro-

duções,

reconstituições, miniaturas,

maque-

tes, etc.

2. Quadros murais: descrições sintéticas, gráfi- cos, esquemas, estatísticas, estampas, tabe- las, desenhos em geral, diagramas, organo- gramas, pinturas, esboços, cartazes, fotogra- fias, fotocópias, caricaturas, mapas, etc.

3. Objetos e obras de arte: troféus em geral, pin- turas, esculturas, iluminuras, baixos-relevos, cristais, cerâmicas, azulejos, tapeçarias, le- ques, jóias, gravuras, músicas, poesias, etc.

4. Medalhas e insígnias: medalhas pessoais e

comemorativas, emblemas, distintivos, cola- res, plaquetas, etc.

5. Publicações: livros, folhetos, revistas, álbuns, almanaques, boletins, regulamentos desporti- vos, catálogos e impressos em geral

6. Meios áudio-visuais: filmes, "slides", discos, etc.

7. Diversos manuscritos, documentos antigos, filatelia, diplomas, vestimentas, flâmulas, bandeiras, autógrafos, elmos, armaduras, ar- mas de esgrima, escudo, etc.

Apresentação das Peças - Como Lembrança

1. O museu será estruturado dentro de cânones modernos, por conseguinte, com arte e de maneira racional e científica. Tudo nele deve ter valor educativo.

2. Todos os visitantes, independente da idade e do grau de cultura, devem aproveitar os be- nefícios do museu. Assim, a exposição do material será feita em função de "três grupos de inteligência": crianças, adolescentes ou adultos comuns, e especialistas. Diz Mário Gonçalves Viana que os museus devem obje-

tivar: a distração instrutiva, o prazer espiri- tual, a compreensão do mundo através da cronologia, a formação humanística do públi- co, a formação científica e a formação técnica dos diversos profissionais.

3.

A

arrumação das peças obedecerá a uma se-

riação lógica, indo sempre do conhecido para

o

desconhecido. Em princípio, no âmbito de

cada assunto, um ou mais quadros, com des- crições sintéticas darão uma ideia geral do conteúdo.

4.

As etiquetas das peças devem ser bem redi- gidas, legíveis, de formato e impressão tipo- gráficas uniformes e expressar de maneira sintética o fato ou objeto exposto.

5.

Para tornar o mostruário atraente e despertar a atenção dos visitantes, é preciso dar a cada peça uma disposição hábil, utilizando ilumi- nação e fundos adequados. Ademais, as sa- las de exposição devem apresentar um as- pecto agradável em cores que se harmonizem com arte, instalações e móveis bem concebi- dos.

6.

As peças fundamentais devem ficar isoladas

não aglomeradas para que sejam melhor apreciadas.

e

(A obra "L´Organisation des Musées - Con- seils Pratiques" e outras publicações da UNES- CO, existentes na Biblioteca do MEC, poderão ser de grande utilidade nos trabalhos de monta- gem da organização. Os trabalhos do Prof. Mário Gonçalves Viana - Elementos de Museologia e Um Museu do CTT - também muito poderão ajudar).

Exposição Permanente (*) - Sugestões

1. Visão do Conjunto dos Objetivos, Qualidades

(") Acompanha cada assunto um exemplo de peça a ele ine- rente. Os quadros-murais com fotografias ampliadas, espe- cialmente indicadas sob o ponto de vista económico para co- meço da organização, constituirão o material mais comum.

cialmente indicadas sob o ponto de vista económico para co- meço da organização, constituirão o material

Desenvolvidas e Meios de Ação da Educação Física:

a) Quais os objetivos a atingir com a prática da Educação Física?

b) Quais as qualidades desenvolvidas pela Educação Física?

c) Quais os meios de ação que a Educação Física utiliza para atingir os seus objeti- vos?

d) Quais as atividades físicas mais pratica- das em todo o mundo?

- Peça

Quadro mural (0,80 x 0,50m): Basquetebol:

É um desporto de equipe excelente e de larga di- fusão mundial. Desenvolve grande número de qualidades físicas e morais do praticante. Na presente fotografia, vé-se o esforço dos jogado- res, disputando a bola debaixo da cesta, em magníficas e belas atitudes.

2. A Educação Física na História e na Arte:

a) Antiguidade oriental e clássica.

b) Idade Média.

c) Renascimento.

d) Origem e evolução das atividades físicas.

e) História da Educação Física no Brasil

- Peça

Quadro-mural (0,40m x 0,30): O Dorífero de Policleto. O artista busca a beleza do tipo de fí- sico ideal, demonstrando o atleta equilíbrio, viri- lidade e força. Obra-prima do V Século A.C. A estátua da fotografia é um mármore de rara be- leza do Museu de Nápoles.

3. A Escola Sueca:

a) e

Ling

os

fundamentos históricos do sis-

tema.

b) O Instituto de Estocolmo.

c) Os Inovadores.

d) A ginástica sueca como sistema racional pedagógico.

e) As diferentes modalidades da ginástica

f) A ginástica médica

g) As Lingíadas.

h) As salas de ginásticas e o material sueco.

- Peça

Material de ginástica: caixão (plinto) - Apa- relho bastante útil, prestando-se à realizações de uma gama enorme de exercícios. Comporta geralmente 6 ou 7 seções, com 1,10m a 1,30m

Comporta geralmente 6 ou 7 seções, com 1,10m a 1,30m de comprimento e provido de um

de comprimento e provido de um pedal que acio- nando pequenas rodas facilita o seu desloca- mento. A sua altura varia de 0,90m a 1,20m.

4. A Escola Francesa:

a) Amoros e a ginástica amorosiana

b) Os continuadores de Amoros e a Escola de Joinville.

c) Marey e Demeny

d) Hebert e o Método Natural.

e) Educação Física Desportiva e o Instituto Nacional de Desportos.

- Peça

Quadro-mural (0,40m x 0,30m): Georges Demeny. Colaborador de Marey e continuador de seus trabalhos. Consagrou toda a sua vida e empregou todo o seu saber à causa da Educação Física; por isso mesmo, merece ser considerado o chefe da Escola Francesa de Educação Física.

5. Escola Alemã:

a) Basedow e Guths Muths.

b) John e o seu movimento nacionalista.

c) Contribuição pedagógica de Spiess à Edu- cação Física.

d) Os Inovadores e a integração do ritmo e da expressão na ginástica.

e) A ginástica natural austríaca.

f) Cari Diem, símbolo da Educação Física alemã dos nossos dias.

- Peça

Quadro-mural (0,40m x 0,30m): John (1778-1852). Após a derrocada alemã em lena pelas tropas de Napoleão, John organizou um movimento patriótico para o desenvolvimento da

energia física e moral do seu povo. Em torno da fotografia do grande ginasta alemão, vê-se al-

guns flagrantes de exercícios, do sistema por ele

criado.

6.

O movimento Desportivo Inglês:

a) Thomas

Arnold

e

o

"cristianismo

muscular". b) Atividades desportivas na Inglaterra nos séculos XVIII e XIX. c) Difusão mundial dos desportos.

-

Peça

Quadro-mural (0,40m x 0,30m): Algumas atividades desportivas na Inglaterra nos séculos

XVIII e XIX.

7. As Olimpíadas da Era Moderna:

a)

Pierre de Coubertin e sua obra.

b)

A "Carta" dos Jogos, atos e símbolos olímpicos.

c)

Sucessão dos Jogos e seus principais acontecimentos.

d)

Manifestações do olimpismo mundial liga- dos ao Brasil: Jogos Pan-Americanos, Campeonatos Sul-Americanos, Jogos Lu- sos-Brasileiros, Corrida de São Silvestre, Jogos da Primavera, etc.

e)

Os

Atletas Olímpicos brasileiros.

f) Atividades do Comité Olímpico Internacio- nal (COI): presidente, animadores, reu-

niões, recompensas, etc.

g) Culto do passado e atualidades olímpicas:

O museu de Mon Repôs, a Academia

Olímpica Internacional e aspectos atuais

de Olímpia.

- Peça

Fotografias de Guilherme Paraense -ol 9 brasileiro vencedor nas Olimpíadas. Medalha de Oun- nos Jogos de Antuérpia (1920): tiro de revólver. Além da medalha, vêem-se o diploma olímpico, o revólver usado na prova e várias me- dalhas ganhas por este extraordinário atirador em outros certames internacionais.

8. Os Grandes Títulos do Desporto Brasileiro e os Respectivos Troféus (mínimo Campeonato

Sul-Americano):

a. Futebol

b. Basquetebol

c. Atletismo

d. Etc.

(As Confederações Desportivas Brasileiras doarão ou deixarão em custódia no Museu os troféus de projeção internacional conquistados pelo Brasil. Tais peças, no caso de doação, constituirão património nacional).

- Peça

Troféu ganho pelo Brasil como vencedor do Campeonato de Basquetebol Masculino (1962 - Rio de Janeiro); conquistando o título de Bicam- peão Mundial.

9. Mérito Desportivo:

a) Galeria de atletas brasileiros de projeção internacional e alguns símbolos de suas vitórias.

b. Galeria de personalidades brasileiras me- recedoras de gratidão pelos seus serviços em prol da Educação Física nacional.

c. Quadros de honra ou placas de desportis- tas brasileiros consagrados por insti- tuições estrangeiras.

d. Quadros de honra ou fotografias de perso- nalidades ou desportistas estrangeiros li- gados à Educação Física.

e. Quadros de estrangeiros de elevado espíri- to desportivo e galeria dos premiados com o Troféu do "Fair-Play" Pierre de Couber- tin.

- Peça

(Fotografia)

Dr. Áureo de Morais

(1905-1949)

Médico do Exército. Especializado em Edu- cação Física. Foi instrutor da Escola de Edu- cação Física do Exército e professor da Escola Nacional de Educação Física e Desportos na Universidade do Brasil. Destacou-se no ensino da Cinesiologia e na criação de alguns aparelhos úteis e práticos de medicina-desportiva: mesa de Viola modificada e respectivo cursor, artério-ten- siômetro coletivo e cronometro esfigmométrico para o controle do treinamento.

10. Fraternidade Desportiva (objetos de arte ou diplomas desvinculados dos diferentes as- suntos do Museu):

a) Fraternidade internacional: homenagem dos países amigos, entidades desporti- vas e personalidades estrangeiras.

b. Fraternidade nacional: homenagem dos Estados e Territórios, entidades desporti- vas e personalidades brasileiras.

- Peça

"La Carreta", bronze de rara beleza e sím- bolo da Colonização do Uruguai. Miniatura de uma das mais belas obras de arte da cidade de Montividéu. oferta dos desportistas uruguaios à CBD e por esta doada ao Museu.

11. A Educação Física no Mundo:

a. Síntese histórica e situação atual do país (organização escolar, fatos e imformações gerais e doutrinárias, escolas de for- mação do pessoal especializado, centros de investigação, professores e treinado- res de projeção internacional, clubes e associações desportivas de relevo etc.)

professores e treinado- res de projeção internacional, clubes e associações desportivas de relevo etc.)

b. Principais organizações internacionais de direção e fomento da Educação Física e Medicina Desportiva:

FIEPS, CIEPS, ICHPER, FIMS, etc.

c. Principais organizações internacioais da direção e fomento dos Desportos: FIFA, FIBA, IZZF, FIG.CISM, etc.

d. As confederações e federações desporti- vas brasileiras: CBD, CBB, CBV, ETC.

e. Principais jornais e publicações periódi-

cas das atividades físicas em todo o mundo. f. Atualidade ginástico-desportiva mundial, inclusive brasileira. (Principal fonte de consulta: "L'Education Physique Dans le Monde" de Pierre Seu- rin).

- Peça

Quadro-mural (3,00m x 4,00m): Recordes olímpicos, mundiais, pan-americanos, sul-ameri- Lanos e brasileiros de atletismo.

12. Educação Física da Mulher:

a. Ginástica Feminina Moderna: Medau Frõeclich, Maja Carlquist, Peuker, Idla, Sauer, etc.

b. Atividades Desportiva Feminina

-

Peça

Quadro (0,80m x 1,00m): Flagrante do Gru- po Idla em suas demonstrações cheias de graça e beleza.

13. Educação Física e Recreação no Trabalho:

a. Influência da Educação Física na fadiga profissional.

b. Papel da Educação Física na prevenção de acidentes.

c. A Educação Física na aprendizagem de ofícios.

d. A Ginástica de Pausa.

e. Os lazeres do trabalhador.

f. Educação Física Profissional.

-

Peça

Quadro-mural (0,50m x 0,40m): Ginástica de Pausa. Grupo de operários realizando durante um intervalo no trabalho. Esta ginástica genera- liza-se, cada vez mais, nos países nórdicos.

genera- liza-se, cada vez mais, nos países nórdicos. 14. Treinamento Físico Militar: a) No Brasil b)

14. Treinamento Físico Militar:

a) No Brasil

b) No estrangeiro

c) Papel e atuação do CISM.

- Peça

Fotografia do Major Raoul Mollet, secretário permanente e grande animador do CISM. Figura de projeçáo internacional no campo do treina- mento desportivo. Dele são os sistemas de pre- paração do atleta "Cross-Promenadè" e "Po- wer-Training".

15. Educação Integral, Folclore e Vida ao Ar Li- vre:

a) Escotismo

b) Campismo

c) Excursionismo.

d) Danças Folclóricas.

e) Folguedos Infantis

f) Jogos Populares

- Peça

em

1857-1941, foi o criador e grande animador do

escotismo mundial, verdadeira escola de edu- cação integral.

Lord

Baden

Powell,

que

viveu

16. Ciência da Educação Física:

a) Ciências Biológicas.

b) Ciências Pedagógicas.

c) Ciências sociais

d) Etc.

- peça

Quadro-mural (0,40m x 0,30m): Máscaras típicas do esforço atlético violento, modelados pelo Dr. Mc Kenzie. A primeira é uma expressão de dor violenta: a segunda, de cansaço e de so- frimento; a terceira e a quarta, de esgotamento e de luta contra o colapso iminente.

17. Higiene e Educação Física:

a) Educação Sanitária

b) Alimentação

c) Saúde Mental

d)

Etc.

- Peça

Quadro-mural (0,40m x 0,30m): O atleta ne- cessita de uma alimentação completa. Uma ali-

mentação é completa quando apresenta um jus- to total calórico, adequada harmonia de substâncias nutritivas, apreciada e equilibrada quantidade de vitaminas e presença de água e sais minerais.

18. Medicina Desportiva:

a) Origem e evolução da Medicina Despor- tiva.

b) A Medicina Desportiva no Brasil.

c) Atualidades da Medicina Desportiva mundial.

d) Galeria dos grandes médicos desportivos de todo o mundo.

- Peça

O Artério-Tensiômetro Coletivo do Dr. Áu- reo de Morais: aparelho bastante útil no controle do treinamento, consta de uma mesa em semi- circunferência, com um reservatório de ar com- primido de 50 litros, uma bomba compressora de pedal, um único monômetro (de mercúrio), qua- tro manguitos simples de borracha, um este- toscópio biauricular e um distribuidor. A medida das pressões de 4 indivíduos ligados ou aparelho pode-se fazer, sem grande prática, em um minu- to e 15 segundos. Um médico, afeito a seu fun- cionamento, faz o trabalho em um minuto ape- nas.

19. Cinesioterapia e Assuntos Correlatos:

a) Origem e evolução da Cinesioterapia.

b) A cinesioterapia no Brasil.

c) Exercícios corretivos, terapêuticos e de reabilitação.

- Peça

Fotografia da sala de ginástica médica e de massagem do Instituto de Estocolmo (os pacien- tes têm, na sua maioria, mais de 60 anos).

20. Atualidades das Artes na Educação Física:

Mármore do Arquiteto Enrico dei Debbio. A Es- querda: O monumental Estádio Olímpico do ar- quiteto Aníbal Vitellozzi.

21. Metalística e Emblemática:

a) Medalhas desportivas, nacionais e es- trangeiras, doadas ao Museu e oriundas de grandes desportivas.

b) Medalhas e medalhões comemorativos de certames desportivos de vulto.

c) Medalhas, medalhões, moedas e colares inspirados em motivos desportivos de qualquer natureza.

d) Medalhas nacionais e estrangeiras de Mérito Desportivo.

e) Emblemática em geral.

f) Fotografias, desenhos, maquetes etc. do material acima discriminado.

- Peça

Medalhas mandada cunhar pelo Departa- mento de Desportos do Exército para comemorar o certame citado. Anverso: Um índio com um joe- lho em terra, distendendo um arco para lançar uma flecha. Reverso: Na parte superior, uma perspectiva da Av. Presidente Vargas, vendo-se os primeiros arranha-céus construídos e, no fun- do, a Serra da Tijuca; no centro, a inscrição: 1ª Olimpíada do Exército - Brasil - 1949; na parte inferior, os cinco elos simbólicos das Olimpía- das.

Gravada na Casa da Moeda. Foi outorgada ao General Jayr Jordão Ramos e por ele ofereci- da ao Museu.

22. Filatelia:

a) Selos olímpicos em geral.

b) Selos desportivos nacionais e estrangei- ros.

a)

Arquitetura

c) Bilhetes postais desportivos.

b)

Escultura

d) Carimbos especiais relativos a certames

c)

Pintura

desportivos.

d)

Arte Decorativa

e)

Tapeçaria

f)

Música

- Peça

9)

Etc.

- Peça

Bela fotografia do Centro Desportivo do "Foro Itálico" em Roma: A direita: O Estádio de

1ª Olimpíada Moderna - Atenas - 1896. Es- ta série, hoje muito rara, marca a data de apare- cimento do selo desportivo na filatelia.

23. Flâmulas e Bandeiras.

Es- ta série, hoje muito rara, marca a data de apare- cimento do selo desportivo na

-

Peça

Flâmula da Escola Nacional de Educação Física e Desportos da Universidade do Brasil (ENEFD) - forja de educadores e de ideias des- portivas. (Serão selecionadas as instituições e asso- ciações desportivas cujas flâmulas devem figu- rar no Museu)

Centro de Documentação e Informação

1. Biblioteca Especializada:

a) Obras raras e comuns.

b) Publicações periódicas (há mais de 150 boas revistas pertencentes a 25 países di- ferentes)

c) Arquivo de recortes impressos e trabalhos datilografados históricos, científicos, artís- ticos, bibliográficos, técnicos, informativos em geral, quadros de recordes, etc.

d) Classificação bibliográfica: livros, revitas, jornais etc.

e) Coleções: fotografias de atletas, técnicos, obras de arte, instalações desportivas, etc; projetos de estádios, ginásios, mate- rial de Educação Física, etc, regulamen- tos desportivos nacionais e internacionais em vigor; catálogos comerciais sobre arti- gos desportivos, etc.

2. Filmoteca Especializada;

a) Filmes, "slides" etc. informativos, científi- cos e técnicos de interesse da Educação Física em geral.

b) Aparelhos cinematográficos e filmes à disposição dos interessados para serviço externo.

c) Organização de filmes, "slides", etc.

d) Salão de cinema.

3. Fototeca:

a) Coleção de fotografias e negativos de in- teresse da Educação Física (confecciona- dos pelo Museu).

b) Serviço Fotográfico.

c) Salão de Exposição.

4. Fonoteca

a) Coleção de discos e fitas magnéticas de interesse da Educação Física.

b) Coleção de músicas e hinos desportivos e cantos folclóricos para piano e bandas.

c) Serviços de Gravação.

para piano e bandas. c) Serviços de Gravação. 5. Equipamentos e Aparelhagens; a) Ginástica b) Jogos

5. Equipamentos e Aparelhagens;

a) Ginástica

b) Jogos

c) Desportos.

d) Danças

e) Etc.

6. Seção de Vendas: Cartões Postais, fotogra- fias, reprodução de objetos expostos, meda- lhas, flâmulas, livros, monografias, catálogos, guias ilustrados, revistas de educação física, regulamentos desportivos, vinhetos, selos desportivos, "slides", filmes, discos sonoros, etc.

Outras Iniciativas - Como Lembrança

1. Cursos, grupos de estudo, conferências e de- bates.

2. Estudos, inquéritos e pesquisas.

3. Elaboração e publicação de obras e obras e boletins informativos.

4. Exposições temporárias, cíclicas ou circu- lantes.

5. Sessões de rádio e televisão.

6. Demonstrações de Educação Física em geral, inclusive trabalhos científicos, pe- dagógicos, folclóricos e históricos.

Ideias e Informações

1. Não há muitos museus de Educação Física ou Desportos no mundo Los Angeles, (fundação Hellms), Chicago, New York (Museu Nacional de Arte Desportiva), Olímpia, Roma, Esto- colmo, Basileia, Praga, Varsóvia, Brasov (Roménia), Lausanne (Museu do COI) e al- gumas outras cidades europeias e norte-ame- ricanas já possuem o seu. embora, na sua maioria, restritos nas suas exposições e im- pregnados de sentimentalismos. No momen- to, a França, no grande estádio em cons- trução em Paris, está cogitando de organizar um grandioso Museu de Desportos.

2. Impõe-se a necessidade da criação de mu- seus especializados em Educação Física ou Desportos nas principais cidades brasileiras. O Rio de Janeiro, capital cultural e desportiva do país, poderá montar o primeiro, cujos tra- balhos poderão ser feitos em duas etapas:

1º- Realização, dentro de alguns meses, de uma "Exposição Internacional de Edu- cação Física".

- Montagem progressiva do Museu, de pre- ferência, no Parque do Flamengo ou, no caso de impossibilidade, no Estádio do Maracanã, aumentando assim a sua im- portância como centro de atração turísti- ca.

3. È óbvio que a organização proposta acarre- tará muitas despesas, mas é certo que rendas apreciáveis, provenientes da cobrança, de en-

tradas e venda de objetos e publicações, mui- to poderão ajudar a sua manutenção, em vir- tude do interesse popular existente sobre as coisas inerentes às atividades físicas.

4. Para terminar, cumpre ressaltar que o Museu proposto será um tanto diferente dos demais pela sua amplitude e organização científica. Terá uma organização moderna e funcional.

um tanto diferente dos demais pela sua amplitude e organização científica. Terá uma organização moderna e

ANEXO 9

Anteprojeto de Estatutos do Museu de Educação Física

ANTEPROJETO DE ESTATUTOS Do Museu e seus Objetivos

de Educação Física,

sociedade civil sem fins lucrativos, com sede e foro na Cidade do Rio de Janeiro, rege-se pelas leis vigentes e pelos presentes estatutos.

Art.

-

O

Museu

Art. 2º - O Museu tem os seguintes obje- tivos:

- Citados no Ensaio da organização.

Art. 3º - O Museu durará por tempo inde- terminado, como sociedade civil porém, todos os esforços deverão ser feitos para transformá-lo, no mais curto prazo, em uma instituição oficial.

Dos Sócios

O Museu terá as seguintes cate-

gorias de sócios: beneméritos, remidos, efetivos, contribuintes e correspondentes.

Art.

-

§ 1º - Será sócio benemérito, por decla-

ração do Conselho Deliberativo, aquele que fizer

doação de valor excepcional ou prestar concurso relevantes às atividades do Museu.

§ 2º

-

Será sócio efetivo o que, além da

anuidade, contribuir com jóia fixada pelo Conse- lho Deliberativo ou fizer doação de obra-de-arte,

ou material, aceito pela Comissão Executiva.

§ 3º - Será sócio contribuinte o que pagar

a anuidade estipulada pelo Conselho Deliberati- vo.

§ 4º - Será sócio correspondente o que,

residindo fora da sede do Museu, auxiliá-lo pa- gando anuidade ou prestando serviços relevan-

tes a critério da Comissão Executiva.

Art.

-

Os Sócios não respondem finan-

ceiramente pelos compromissos do Museu.

- dadores os assinantes do requerimento solici- tando a aprovação destes Estatutos.

fun-

Art.

Serão

considerados

sócios

Art. 7º - A admissão dos sócios será feita mediante proposta de qualquer sócio, aprovada pela Comissão Executiva.

Art.

-

Da Direção

São órgãos da direção do Museu:

a) A Assembleia Geral

b) O Conselho Deliberativo

c) A Comissão Executiva

d) A Comissão de Contas

O

cargo nos órgãos diretores do Museu não dará direito a remuneração ou vantagem alguma.

Parágrafo

Único:

exercício de qualquei

Art. 9º - A Assembleia Geral, composta de sócios de todas as categorias, é o órgão su- perior da direção do Museu, competindo-lhe:

a) Referendar a reforma dos Estatutos.

b) Aprovar a encampação do Museu pelos Governos Federal ou do Estado da Gua- nabara.

c) Decidir sobre a dissolução do Museu.

d) Eleger os membros do Conselho Delibe- rativo e da Comissão Executiva.

A Assembleia Geral deli-

bera por maioria de votos, cabendo um voto a cada sócio presente, sendo lícito ao sócio votar

mediante carta assinada e entregue ao Diretor- Secretário, até 5 dias, antes da data da reunião da Assembleia Geral.

Parágrafo Único:

- posto por quinze membros, com mandato de três anos, e podendo ser reeleito, é o órgão que re-

Art.

10

O

Conselho

Deliberativo,

com-

membros, com mandato de três anos, e podendo ser reeleito, é o órgão que re- Art.

presenta a Assembleia Geral, no recesso de suas sessões, competindo-lhe:

a) Fixar

as

Museu.

normas

gerais

de

direção do

b) eleger os membros da Comissão Execu- tiva

c) Tomar as contas da Comissão Executi- va.

d) Autorizar a Comissão Executiva a prati- car atos que excedem os seus poderes específicos.

e) deliberar sobre a reforma dos Estatutos.

a encampação oficial e sobre a disso- lução da sociedade. f) Decidir sobre todas as matérias de inte- resse do Museu, que não pertençam pri- vativamente a outro órgão social.

g)

Eleger

os membros da Comissão de

Contas.

Art. 11 - Na eleição para o Conselho De- liberativo, em caso de empate, será considerado eleito o conselheiro mais antigo do Conselho, e, em igualdade de condições o mais moço.

Art.

12- 0

Conselho

Deliberativo

será

convocado, por edital ou circular, pela Comissão Executiva, sempre que houver de pronunciar-se sobre matérias de sua competência e se reunirá, ordinariamente, no primeiro trimestre de cada ano, em dia, hora e local designados pelo Presi- dente, funcionando em qualquer caso, em pri- meira convocação, quando presentes a maioria dos membros e, em segunda convocação, com qualquer número.

Parágrafo Único: O Conselho Deliberativo decide por maioria de votos, cabendo em voto a cada membro pessoalmente presente.

Art. 13 - A Comissão Executiva será formada de sete diretores eleitos pelo Conselho Deliberativo pelo prazo de dois anos, as quais exercerão o mandato sem qualquer remune- ração, podendo ser reeleitos.

§ 1º - Compete à Comissão Executiva a

administração do Museu e a convocação dos

órgãos referidos nas alíneas "a " e "b " do artigo

85.

§ - A Comissão Executiva prestará

contas dos seus atos ao Conselho Deliberativo, no primeiro trimestre do ano seguinte ao exercí-

cio encerrado.

trimestre do ano seguinte ao exercí- cio encerrado. A Comissão Executiva compõe- se do presidente,

A Comissão Executiva compõe-

se do presidente, vice-presidente, diretor-execu- tivo, diretor-executivo-adjunto, diretor-secretário ed iretor-tesoureiro.

Art.

14

-

- Compete ao presidente presidir as

reuniões da Comissão Executiva e do Conselho Deliberativo, convocar este para as reuniões or- dinárias e representar a sociedade, ativa e pas- sivamente, em Juízo ou fora dele.

§ 1º

§ 2º - Compete ao vice-presidente substi-

tuir o presidente em seus impedimentos e com ele colaborar, no desempenho de suas funções.

§ 3º

-

Compete

ao

diretor-executivo

a

administração geral do Museu.

§ 4º - Compete ao diretor-executivo-ad-

junto colaborar com o diretor-executivo no de- sempenho de suas funções e substituir o dire- tor-executivo, o diretor-secretário ou o diretor-te- soureiro, em seus impedimentos.

§ 5º - Compete ao d'retor-secretário

atender à elaboração de atas, à correspondência e à publicidade do Museu, e cooperar com o vi- ce-presidente substituindo-o em seus impedi- mentos.

§ 6º

-

Compete

ao

diretor-tesoureiro

a

guarda dos bens e valores do Museu e a manu- tenção, em boa ordem da escrituração social.

Art. 15 - Os órgãos referidos nas alíneas

poderão ser convocados me-

diante solicitação de seus próprios membros, desde que assinada a convocação por um terço

"a" e "b" do art. 8 9

dos membros que os componham.

Do Património

Art. 16 - A receita do Museu será consti- tuída pelas jóias e contribuições dos sócios, pe- los donativos e subvenções que lhe sejam con- cedidos pelos sócios ou por terceiros, pela venda de objetos e publicações e por quaisquer outras rendas eventuais autorizadas pelo Conselho De- liberativo.

^ Parágrafo Único - Toda a receita do Museu será aplicada para realização dos seus objetivos, vedada a distribuição de lucros ou vantagens a dirigentes, mantenedores ou associados, sob qualquer pretexto.

17 - A alienação dos bens que inte-

gram o património material do Museu, depende da autorização prévia do Conselho Deliberativo.

Art.

Art. 18 - Os atos que criem obrigações para o Museu, ou que exonerem terceiros, sem pagamento de responsabilidade para com ele, só valerão quando assinadas por dois diretores, um dos quais, deverá ser o diretor ou o diretor tesou- reiro.

Art. 19- 0 Conselho Deliberativo ele- gerá anualmente três dos seus membros como efetivos, e três como suplentes, para constituí- rem a Comissão de Contas, que emite parecer sobre as contas da Comissão Executiva e sobre os atos que lhe forem submetidos pelo Conse- lho.

Da Dissolução

Art. 20 - A sociedade se dissolverá por transformação em instituição oficial, por impos- sibilidade absoluta de realizar os seus objetivos,

ou por deliberação do Conselho Deliberativo rati- ficada pela Assembleia Geral.

§ Iº - No caso de dissolução passará o seu património, ao Serviço do Património Histó- rico e Artístico Nacional, respeitados os disposi- tivos legais ou contratuais aplicáveis ao caso.

§ 2º - Nenhum ato pode ser praticado pe- lo Museu para assegurar a terceiros, no caso de sua dissolução, a posse ou propriedade de bens salvo quanto aos bens que lhe tenham sido doa- dos sob condição de devolução à instituição ou pessoa designada pelo doador. ©

Dos Estatutos e do Regimento

Art. 21 - Os presentes estatutos só po- derão ser reformados por iniciativa do Conselho Deliberativo, ouvida a Comissão Executiva, ad- referendum da Assembleia Geral.

22 - A Comissão Executiva elabo-

rará o Regimento Interno do Museu, que será aprovado pelo Conselho Deliberativo.

Art.

22 - A Comissão Executiva elabo- rará o Regimento Interno do Museu, que será aprovado pelo

ANEXO 10

Regimento Interno (Anteprojeto) do Museu de Educação Física

MUSEU DE EDUCAÇÃO FÍSICA Regimento Interno (Anteprojeto)

I

perior da Comissão Executiva e dos Diretores que a integram, são exercidas debaixo da super- visão e da coordenação administrativa do Supe- rintendente.

 

Art.

-

A Divisão de Exposição compete:

 

Finalidades do Regimento

 
 

a)

Programar e exercer as atividades do

Art. 1º - As atividades do Museu de Edu-

Museu no âmbito de seu Acervo artístico

cação Física, na forma de seus Estatutos, são

e

cultural, procedendo a montagem da

exercidas pelos órgãos culturais e administrati-

exposição na sede do Museu e fora dele.

vos previstos neste Regimento e de acordo com as atribuições e normas nele estipuladas.

b)

Receber, classificar e controlar as peças de exposição do património do Museu ou sob a guarda deste.

II

c)

Guardar e expor as peças de exposição

Estrutura dos Órgãos Culturais e Administrativos

do Museu, de acordo com as melhores normas técnicas.

d)

Zelar pelo bom estado das peças do pa-

 

Art.

-

São órgãos do Museu:

trimónio do Museu e confiadas à sua

a)

Culturais:

guarda, procedendo de acordo com a Comissão Executiva, aos trabalhos de conservação e restauração que se fize-

 

1 -

Divisão de Exposição

 

rem necessárias.

2 - Divisão de Estudos e Pesquisas

e)

Organizar palesiras artísticas e culturais

3

- Divisão de Informação e Coope-

e

visitas inerentes aos objetos expostos

ração

pelo Museu. f) Manter em ordem e em dia a documen-

 

b)

Administrativos:

 

tação referente às peças de Exposição

 

1 Divisão de Serviços Gerais

-

do Museu ou a ele confiadas.

2 Divisão de Finanças

-

g)

Proceder aos despachos, embalagem,

3 Divisão de Sócios

-

desembalagem e movimentação das pe-

4 Divisão de Obras e Conservação

-

ças de exposição do acervo do Museu ou a ele confiadas.

Art. 3º - As Divisões serão dirigidas pelos chefes designados, em comissão, para o exercí- cio dessas funções.

h)

Adotar as providências administrativas necessárias para o bom desempenho das atribuições da Divisão.

Art.

7 9

-

A Divisão de Estudos e Pesqui-

Art. 4º - Por necessidade ou conveniência de serviço qualquer Chefe de Divisão pode ser designado para responder pela chefia de outra.

sas compete:

 

- órgãos a que se

imediata dos respectivos chefes e a direção su-

sob a gestão

dos

Art.

As atividades refere o art.

a 2 9 ,

cargos

a) Programar e exercer as atividades do Museu relacionadas com os estudos e pesquisas no campo da Educação Físi- ca.

a) Programar e exercer as atividades do Museu relacionadas com os estudos e pesquisas no campo

b)

Organizar Cursos, grupos de Estudo, pa- lestras, debates e espetáculos de inte- resse e estímulo da Educação Física.

c)

Orientar os interessados em assuntos de Educação Física, prestando informações sobre as oportunidades para tal existen- tes no Museu e fora dele.

d)

Promover as atividades do Museu nos campos artístico e cultural, mantendo em funcionamento e conservando em boa ordem a biblioteca, a filmoteca, a discoteca e a fototeca especializadas em Educação Física.

e)

Organizar Festivais de Educação Física com finalidades artísticas e culturais.

f)

Promover demonstrações sobre as ativi- dades físicas, inclusive relacionar a tra- balhos científicos, pedagógicos, folclóri- cos e históricos.

h)

Confeccionar filmes, "Slides", discos e fotografias sobre Educação Física e As- suntos correlatos.

Art.

- A Divisão de Informações e Coo-

peração compete:

a) Atender os sócios, convidados e público em geral, dentro e fora do Museu.

b) Encaminhar aos órgãos competentes

sugestões e reclamações que lhe forem apresentadas.

c) Promover a divulgação das atividades do Museu.

d) Incrementar o intercâmbio entre o Museu e entidades congéneres.

e) Organizar e manter, sob a sua responsa-

bilidade, uma exposição permanente do material moderno de Educação Física. f) Organizar e manter, sob a sua responsa- bilidade, uma seção de vendas de pe- quenos objetos e obras inerentes à Edu- cação Física.

Art.

compete:

-

A

Divisão

de

Serviços

Gerais

a) A administração do pessoal, incluhdo a seleção, admissão, registro, classifi- cação, frequência, pagamento, assistên- cia, direitos e deveres.

b) A administração do material, incluindo a aquisição, registro, distribuição, guarda e conservação, recuperação, padroni- zação, classificação e catalogação.

c) O Controle das comunicações, incluindo

e catalogação. c) O Controle das comunicações, incluindo d) recebimento, da e expedição de documentos. A