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UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES


ALINE SILVA DE OLIVEIRA
GRACIELE INGRID PEIXOTO DE OLIVEIRA
GUILHERME ARIZA BENTO

A METAMORFOSE DO HIP HOP DE EXPRESSÃO MARGINAL À


CULTURA DE MASSA

Mogi das Cruzes, SP


2008
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UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES


ALINE SILVA DE OLIVEIRA RGM: 52964
GRACIELE INGRID PEIXOTO DE OLIVEIRA RGM: 54472
GUILHERME ARIZA BENTO RGM: 52340

GRUPO: H³-HABILIDADES DO HIP HOP

A METAMORFOSE DO HIP HOP: DE EXPRESSÃO MARGINAL À


CULTURA DE MASSA

Projeto de Produtos e Processos Midiáticos


apresentado ao curso de Comunicação Social com
Habilitação em Jornalismo da Universidade de
Mogi das Cruzes como parte dos requisitos para a
conclusão do ano, sob orientadores professores
Luci Bonini e Sérsi Bardari.

Mogi das Cruzes, SP


2008
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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO..................................................................................................4
2. ORIGEM ...........................................................................................................5
2.1 PRINCIPAIS ELEMENTOS ....................................................................5
2.1.2 MÚSICA................................................................................................5
2.1.3 RAP........................................................................................................5
2.1.4 R&B .....................................................................................................6
2.2 GRAFFITI ..............................................................................................7
2.2.1 ESTILOS DE GRAFITTI...................................................................7
2.2.2 TAG ......................................................................................................7
2.2.3 THROW UP ........................................................................................8
2.2.4 PIECE ..................................................................................................8
2.2.5 3D .........................................................................................................9
2.3 DANÇA ………………………………………...……………...…..…….10
2.3.1 BREAKING ……………………………………..……………..........10
2.3.2 LOCKING …………………………………………………….....….11
2.3.3 POPING ………………………………………………………….….11
2.3.4 UP ROCKING …………………………………………..…………12
2.3.5 FREESTYLE ………………………………………………..…….12
3. FORMAS DE MANIFESTAÇÕES…………………………………………..13
3.1 COMO O HIP HOP CHEGOU AOS MEIOS DE COMUNICAÇAO. 13
3.2 INDÚSTRIA AMERICANA .....................................................................14
4. O HIP HOP NO BRASIL .................................................................................15
4.1 OS ARTISTAS BRASILEIROS DESSE MOVIMENTO ........................15
4.1.2 RACIONAIS MC’S ..........................................................................16
4.1.3 PLANET HEMP ...............................................................................17
4.1.4 MARCELO D2 .................................................................................18
4.1.5 GRABIEL O PENSADOR ..............................................................19
4.1.6 MV BILL............................................................................................20
4.1.7 NEGRA LI..........................................................................................21
5. O HIP HOP NOS ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO .............................22
5.1 PROGRAMAS DE TELEVISÃO E RÁDIO E REVISTA......................22
5.2 FILMES .......................................................................................................22
7. HIP HOP NO MUNDO VIRTUAL ..................................................................25
8 . PRODUTOS DA CULTURA HIP HOP.. ........................................................26
9. A REVISTA RAP NEWS ...................................................................................28
9.1 PÚBLICO ALVO DA REVISTA ...............................................................29
9.2 FORMAS DE DIVULGAÇÃO ...................................................................30
10. LIVRO: HIP HOP- A PERIFERIA GRITA ...................................................31
11. CONSIDERAÇÕES FINAIS.............................................................................32
12. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..............................................................33
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1. INTRODUÇÃO
Vivemos em uma sociedade totalmente capitalista e industrializada, nos meios
de comunicação não é diferente, conseguir espaço nesse meio está cada vez mais difícil. O
Hip Hop que veio das culturas marginais e underground, vem conquistando espaço a cada
dia nos grandes veículos de comunicação.

Quebrando o esse tabu de industrialização, uma nova cultura surge, diferente


de todas as outras, fugindo dos padrões impostos pela elite, vencendo o preconceito surge um
novo estilo de vida, misturando musica, dança, moda, arte . Diferente daquilo que todos
estavam acostumados o Hip Hop chega para mostrar e representar a classe baixa, que arte
também pode sair dos guetos, e que só precisam de oportunidade.

Neste trabalho buscamos identificar à partir de quando e de que forma as


manifestações características da cultura Hip Hop passam a conquistar espaço de divulgação
nos meios de comunicação de massa . Especificamente, busca-se também analisar como a
cultura Hip Hop é representada na revista Rap News, identificar quais são os principais
anunciantes e patrocinadores da revista. Além disso, observar o publico alvo da revista e de
que maneira ela influencia seus leitores, e, sobretudo, pesquisar sobre artistas brasileiros
relacionados à música Hip Hop divulgados pela revista Rap News.

Com isso, acreditamos contribuir para a conscientização a respeito da


verdadeira função do Hip Hop, buscando também evidenciar, caso necessário, artistas que
utilizam o Hip Hop para passar mensagens erradas ao público.

Acreditamos que os resultados obtidos no final desse trabalho estarão


totalmente voltados ao publico, que se tornara hábito a julgar qual é a verdadeira mensagem
que o Hip Hop deseja passar, e como a mídia pode influenciar um artista. Por tanto o nosso
trabalho contribuirá para os alunos do curso de comunicação, tanto para os estudantes de
jornalismo quanto para os estudantes de publicidade, pois estudaremos a divulção de uma
revista, suas propagandas e como um artista consegue espaço nos grandes meios. Por fim, o
desenvolvimento deste projeto contribuirá para que a equipe realizadora adquira
conhecimentos sobre os diferentes tipos de imprensa.
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2. ORIGEM DO HIP HOP

As primeiras manifestações da cultura Hip Hop surgiram na época da grande


crise econômica dos EUA, em 1929, quando músicos e dançarinos que trabalhavam nos
cabarés ficaram desempregados e foram para as ruas fazer seus shows. Em 1967, o cantor
James Brown lançou essa dança através do Funk, que explodiu nos EUA em 1981 e se
expandiu mundialmente, sendo que no Brasil, devido à sua cultura, os dançarinos
incorporaram novos elementos de dança.

O termo Hip Hop foi criado por África Bambaataa que na verdade era um
pseudônimo de Kevin Donvan um famoso DJ nos Estados Unidos e líder do grupo Zulu
Nation . Ele nasceu em Nova York no dia 10 de abril de 1960. Nascido e criado no Bronx,
Kevin fazia parte de uma gangue chamada Black spades (espadas negra) umas das gangues
mais perigosas de NY. Bambaataa logo saiu das gangues e passou a se interessar por musica,
fazendo um som diferente, misturando os sons como do James Brown com sons mais
eletrônicos e com o canto do DJ jamaicano Kool Herc, criando um sucesso que hoje é
considerado clássico "Planet Rock", também foi o primeiro rapper a gravar com James
Brown gravando "peace, Love & unity", criou também as bases para surgimento do Miami
bass, Freestyle (gênero musical), ritmos que influenciaram o Funk carioca. A cultura Hip Hop
é formada pelos seguintes elementos: A música, a pintura, e a dança.

2.1 Principais Elementos


2.1.2 Música

2.1.3 Rap

O rap nasceu na Jamaica, por volta de 1966 com os "toaster" que eram como os
mc's de hoje, eles ficavam falando frases e discurso sobre as carências da população,
problemas econômicos, a violência nas favelas, enfim sobre as dificuldades em geral dos
seus bairros. Por problemas econômicos, muitos jamaicanos imigraram para os Estados
Unidos, um desses imigrantes desembarcou em Nova York O DJ Kool Herc, trazendo em sua
bagagem toda a sua experiência do ritmo dos guetos jamaicanos, daí então com a divulgação
do novo estilo de se fazer musica até então, desconhecido por lá, começou a surgir grupo de
por todo o gueto.
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Rap (do Inglês, "falar" informalmente, ou "bater" fortemente) é o discurso


rítmico com rimas, trocadilhos e poesia usado nas músicas quais o cantor fala a letra, em vez
de cantar; sempre rimando os versos num ritmo vocal muito rápido e preciso. A música rap
originalmente não depende de melodia nem de harmonia; ela lidera uma improvisação
poética sobre uma batida não cantada, mas falada rapidamente

2.1.4 R&B
Rhythm and blues ou R&B foi um termo comercial introduzido no Estados
Unidos no final de 1940 pela Revista Billboard. O termo substituiu race music, que era, em
língua inglesa um tanto ofensivo. De certo modo, hoje o rótulo rhythm and blues se aplica
nos EUA atualmente a qualquer forma de música pop com artistas negros.

Em suas primeiras manifestações, o chamado rhythm and blues era uma versão
negra de um predecessor do rock. Foi fortemente influenciado pelo jazz, particularmente pela
chamada jump music (um jazz com predomínio de saxofone e pouca presença de guitarras)
assim como pelo gospel. Por sua vez, também influenciou o jazz, dando origem ao chamado
hard bop (produto da influência do rhythm and blues, do blues e do gospel sobre o bebop).
Os músicos davam pouca atenção às distinções feitas entre o jazz e o rhythm and blues, e
geralmente gravavam nos dois gêneros. Várias bandas (como as que acompanhavam os
músicos Jay McShann, Tiny Bradshaw, e Johnny Otis) também gravavam rhythm and blues.
Mesmo um ícone de arranjos bebop como Tadd Dameron também produziu arranjos R&B
para Bull Moose Jackson, e trabalhou dois anos como pianista de Bull Moose após se
estabelecer como músico de bebop. Um dos nomes que se destacou neste gênero foi Muddy
Waters.
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No R&B alguns cantores usam a música para poder incentivar as pessoas a


viverem num mundo melhor e a aceitarem as diferenças, sem qualquer tipo de preconceitos
como se pode perceber no trecho da música “Where is the Love?” do Black Eyed Peas em
que se diz “Pessoas matando, pessoas morrendo, crianças feridas e você escuta elas
chorando. Você consegue praticar o que você prega? E você mudaria sua personalidade?
Senhor, Senhor, Senhor nos ajude. Envie-nos algum guia daí de cima. Porque as pessoas me
questionam: Onde está o amor?”

Já em outras eles encentivam que o uso de coisas fúteis é que pode ser bom na
vida de todos, e que devemos sempre estar atrás como é expressado na música Grillz do
rapper Nelly, “ Roube a joalheria, quero enfeitar meus dentes, diamantes nos de cima e ouro
nos de baixo [...]Tenho platina, ouro branco e ouro branco, troco as jóias todos os dias, como
Jay troca de roupas [...] Chamam de sorriso metálico, eu chamo de sorriso alegra, minah avó
odeia, mas minah gata adora.”

2.2 Graffiti
Durante a década de 60, o graffiti assume nas ruas da França e Itália, um formato
um tanto diferenciado pelo qual estamos acostumados a identificá-lo, sem a predominância
multicolorida, com letras e desenhos abstratos e tridimensionais, que nos permitiria admirá-
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los, sendo visto através de frases de resistência à um sistema opressor (bem parecido com
àquelas frases de “fora FHC” ou a famosa “Diretas Já!” que predominam ainda hoje nos
muros de nossa cidade). Já na década 70, o graffiti reaparece só que desta vez, nos Estados
Unidos. Assumindo um estilo de protesto diferente dos países europeus, ele adquire um
formato bem próximo do que viria a ser o seu original nos anos seguintes: com frases e
desenhos multicoloridos nos vagões de metrô. Nomes como Taki 183, Lee Quiñones, Phase
2, Blade, Daze, Crash, Zephyr, Lady Pink, Noc e Kase 2 fizeram do graffiti uma das
linguagens mais fortes de uma juventude desassistida, vivendo em uma comunidade à mercê
da violência e das drogas. É importante ressaltar, que, muitas vezes esses “writers”, foram
freqüentemente confundidos pela lei como integrantes de gangues de rua, pelo fato destas
utilizarem muitas vezes de alguns estilos do graffiti para a demarcação dos seus territórios.

2.2.1 Estilos do Graffiti

2.2.2 Tag
Assinaturas feitas à base do spray, ou, em algumas circunstâncias, canetão. É
considerada a assinatura do “writer”. É também visto no formato de frases que
complementam um desenho ou um outro estilo de letra. Quando utilizado negativamente, ele
pode ser interpretado como o que conhecemos pateticamente por “pichação”.
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2.2.3 Throw-up
Estilo de pintura elaborado de forma rápida, sem muitos detalhes na estética,
que simula algo proibido como a pichação, à base de duas ou três cores apenas, através de
rolos para encher as letras e desenhos e sprays para contornos.

2.2.4 Piece
Bem similar a forma dos hippies, este estilo pode ser considerado um dos
primeiros na escala evolutiva do graffiti em Nova York. Ao contrário do throw-up, suas letras
e desenhos apresentam um tom de estética mais apurado e a liberdade de se trabalhar com um
número superior a três cores. É também, bem apreciado pela sua facilidade de interpretação.
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2.2.5 3D
Um dos mais sofisticados estilos de graffiti. Desenvolvido já no fim dos anos
80, o 3D é o “Salvador Dali” do graffiti, com suas letras e desenhos tridimensionais, que
possibilitam, muitas vezes, a interpretação única de quem é do meio somente. Para que se
tenha uma idéia mais profunda do que vem a ser a arte do graffiti no Rio de Janeiro, “Nação
Graffiti”, formada pelos writers Chico, Ment e Airá “O Crespo”, freqüentemente realizam em
nosso estado, seminários e work shops com a intenção de difundir corretamente esta cultura.
E mais precisamente em Campo Grande, entre tantos bons grafiteiros, podemos destacar o
trabalho competente de Gil.

2.3 Dança
Existem vários estilos de dança dentro do Hip Hop, entre eles temos:

• Breaking, executados pelos B.Boys ou B.Girls

• Locking, executado por lockers

• Popping, executado por poppers

• Up rocking
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• Freestyle

2.3.1 Breaking – (B. Boy ou B. Girl)


Ao contrário do nome break dance, popularizado erroneamente pela mídia
americana, este estilo não apresenta o nome original do seu criador. Contudo ele fora adotado
e desenvolvido pelos garotos do bairro do Bronx (NY) entre 1975 e 1976 nas block parties
(festas de rua) ao som dos ritmos latinos, soul, funk e jazz. O fato curioso sobre o nascimento
deste estilo, é que ele fora desenvolvido pelos adolescentes da época, que por não
conseguirem imitar corretamente seus irmãos mais velhos e seus pais, que dançavam
embalados pelo soul, acidentalmente acabaram criando um estilo mais radical, incorporando
inclusive na coreografia, movimentos que iam desde mímicas e acrobacias olímpicas, até a
estilização de capoeira e catares de lutas marciais. O termo break foi adicionado a sua
identificação, devido a predileção destes jovens pelo momento instrumental oferecido pelos
discos (break beat), aonde faziam das pistas das festas o seu palco principal. Ficaram então
conhecidos como break boys ou b. boys. Já termo atribuído às mulheres é b. girl. Dentre
tantas gangues de breaking’ pode-se destacar a Rock Steady Crew com uma das mais
populares em todo o mundo.

2.3.2 Locking
Criado por Don Campbellock no final dos anos 60, em Los Angeles. Pode-se
dizer que este estilo fora inventado acidentalmente pelo fato de Campbellock nunca ter
conseguido interpretar corretamente os passos do Funk chicken (estilo popularizado por
James Brown em suas apresentações). Don se integrou ao grupo de dançarinos do programa
de TV Soul Train e não demorou muito para apareceram vários adeptos, então criou o The
Campbellock Dancers em 1972 que logo depois trocariam o nome para apenas The Lockers.
The Lockers foi o primeiro grupo profissional de Street Dance, ficaram muito famosos na
América e influenciaram todos com um estilo único que não parecia com nada que já existia
na época.

2.3.3 Popping
Acredita-se que a dança foi desenvolvida na Califórnia em 1970, parcialmente
inspirada pelo locking. Assim como outras danças, o popping é normalmente apresentado em
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batalhas, tentando desafiar outros dançarinos ou grupo de dançarinos na frente da multidão.


Isso incentiva a improvisação e movimentos que são vistos em shows e performances, assim
como interação com o público, baseada na técnica de “quicar” (chutar) contraindo e
relaxando os músculos para causar um “empurrão” no corpo do dançarino, referindo-se a um
“estouro” ou batida. Isso é feito continuamente com o ritmo da música, combinado com
vários movimentos e poses. Um dançarino de popping é conhecido como Popper. O nome foi
inventado por Boogaloo Sam, fundador do grupo pioneiro de popping, o Electric Boogaloo,
quando usava a palavra “Pop” toda vez que flexionava seus músculos para executar o
popping.

2.3.4 Up Rocking
Estilo criado entre 1967 e 1969 pelos dançarinos (Rockers) Rubber Band e
Apache no bairro do Brooklyn em Nova York (Estados Unidos). O estilo consiste em uma
dança que simula uma luta. Muitas Gangs aderiram ao estilo no inicio dos anos 70 para
resolverem suas diferenças. No final dos anos 70 a dança Up Rocking Original desapareceu,
porém deixou sua herança com o B-Boys do Bronx que continuaram fazendo alguns passos.

2.3.5 Freestyle
È como se fosse uma mistura de todos estes outros estilos, onde os
movimentos variam com um pouco de cada um e todos os componentes são livres para
inventarem os passos que quiserem e se interagir com a música livremente.
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3. FORMAS DE MANIFESTAÇÕES
3.1 Como o Hip-Hop atingiu os grandes meios de comunicação
Em meados da década de 80, o hip hop estabelece diferencial relacionado à
mídia, favorecendo sua liberdade de expressão nas imagens originalmente artísticas do
graffiti, na modalidade de dança break e DJ s, MC s. O objetivo do “movimento” que é, e
sempre será de trazer a reflexão de sua cultura como uma forma voltada ao cenário social,
exemplo da evidente mentalidade coletiva desfavorável a arte dos rappers dentro do contexto
grandioso da obra, se referindo as situações retratadas em musicas que protestam a política,
diversos meios rotulados no que diz na parte estruturada marginalizada, segundo a mídia vem
incorporando nas ramificações do passado, presente e futuro propriamente ditos.

Nos anos 90, a arte passa ser divulgada e consumida pelo público da classe
social alta. A famosa mídia, principal manipulador dos acontecimentos, acaba exercendo
papeis amplos consideráveis em meios comunicativos. Usando e abusando dos recursos de
eventos, promovendo shows com suas campanhas incríveis dominantes, atraem a atenção
englobando a maioria dos filhinhos de papai, cheios da grana, que bancam o lucro induzidos
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aos possíveis donos da cena.

Um dos principais rappers brasileiro conseguiu espaço nos grandes meios


de comunicação, o rapper Marcelo D2 alvo de inúmeros casos de protestos críticos, se
tratando da forma com que optou ao entrar para o mercado, saindo da comunidade e se
afastando de suas raízes. Colaborando para a acusação do grupo de trair o movimento
maravilhoso revolucionário. Fato que pode muito bem ser notado na apresentação que D2
prestou ao evento Skol Hip Rock, vendo e entendendo que já não tem a aceitação, nem por
parte do novo quanto do velho grupo. Outra situação complexa e que provoca escândalos nas
tribos, quando rappers famosos decidem ajudar as comunidades, colaborando com trabalhos
em prol da comunidade. A periferia como é chamada pela conservadora e individualista
mídia, se enlouquece com esse tipo de ação de caridade.

3.2 Indústria Americana


Os primeiros artistas do Hip Hop são de origem americana, como Kool
D.J. Herc e Kool Dee, uns dos primeiros rappers. O Hip Hop americano vem crescendo a
cada dia e movimentando milhões de dólares artistas como 50 cent, Snoop Dog, Eminem, Lil
Wayne, T-Pain, Nelly, Paul Wall, entre outros, formam uma cultura totalmente
industrializada, ostentando a riqueza, mostrando carros e jóias em clipes com mulheres nuas.
Muitos artistas desse cenário são criticados por usarem esse tipo de imagem, em 2002 o
rapper Eminem lançou o cd The Eminem Show, em uma das faixas do cd ele contou toda a
sua infância e criticou sua mãe, a musica ficou em primeiro lugar na paradas americanas, e
em todo o mundo, logo após o lançamento do disco, Eminem lançou o clipe onde enterrava
sua mãe, o clipe também fez sucesso, mas foi muito censurado pelos pais, campanhas foram
organizadas, passeatas foram feitas para tirar o clipe do ar.

Rappers como Common que fogem desse padrão americano, não concordam
com o rumo que o Hip Hop esta seguindo, pois acreditam que não é essa a mensagem que o
Hip Hop deve passar, muitos artistas acabam esquecendo suas raízes por causa de gravadores
que insistem em lançar álbuns desse nível.

Grandes artistas de outros estilos de musica, também estão entrando para essa
indústria, artistas como Nelly Furtado, Justin Timberlake, Britney Spears considerados ícones
do pop, gravaram CDS produzidos por grandes rappers, até mesmo a rainha do pop Madonna
entrou nessa onda. Esse tipo de Hip Hop esta mais que comprovado que vende artistas de
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mundo inteiro seguem o exemplo usando roupas parecidas, letras de musicas iguais, clipes
ostentando riqueza e muitas mulheres nos vídeos, mas acabam esquecendo que a verdadeira
mensagem do Hip-Hop não é essa. A principal mensagem esta sendo esquecida pela cultura
americana, os artistas estão seguindo outro rumo e padrões diferentes que os antigos rappers
lutaram pra conseguir.

Ainda existem artistas que continuam fazendo o verdadeiro Hip-Hop, mas são
muito pouco relacionadas a esses artistas industrializados, muitas pessoas tem uma visão
ruim, por não conseguirem ver o verdadeiro Hip-Hop. O espaço que foi dificilmente
conquistado esta sendo utilizado de maneira errada, e por um grande comércio.

4. HIP HOP NO BRASIL


No Brasil, estes estilos de dança chegaram em 1983 através da mídia e por isso,
todos vieram centrifugados no formato break dance. Não sabíamos o que era locking,
popping ou breaking. Então, todos os dançarinos eram identificados de um modo sinônimo
pelos nomes breakers, dançarinos de break ou b. boys. De alguns anos para cá, pessoas como
o empresário paulistano do entretenimento para b. boys, Rooney Yo, e alguns dançarinos
(como é o caso da crew UBI, com representações no Rio), estão procurando dar aos adeptos
da dança urbana o verdadeiro conceito de cada estilo. Em Campo Grande, há 10 anos, a
organização CJ Hip Hop – com sua sede no centro do bairro – vem demonstrando também
sua representação autêntica, reunindo todos os sábados adolescentes de ambos os sexos com
o intuito de conscientizá-los através da dança.

A ideologia do Hip-Hop é tentar construir um mundo melhor, reivindicando e


mostrando a situação precária que o mundo todo se encontra.

“A cultura Hip-Hop com certeza mostrará o seu valor a muitos que ainda não o
conhece, pois a Ideologia do Movimento Hip-Hop, simplesmente foi criada para reivindicar e
tentar construir um novo mundo para todos, sem preconceito racial ou social.” por Thiago
Waligora.
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4.1 Os artistas brasileiros desse movimento


Não podemos deixar de observar como cada banda de rap, ao longo do
tempo vem ganhando espaço, propondo interpretações tão diversas em determinadas faixas
etárias e classes sociais diferentes. As canções expressadas verbalmente por esses grandes
‘Mestres de Cerimônia’, ou seja, os próprios mc’s, são letras que retratam completamente o
dia a dia de suas comunidades ou as tais ‘periferias’ na qual a mídia frisa a todo instante.
Estes tipos de denuncias orais, mostram os fatos como eles são, sem se preocupar muito
como serão vistos aos olhos dos mais ignorantes e inconvenientes indivíduos.

Claramente, existem grupos que se opõe em oferecer serviços a beneficio


da Indústria Cultural e é neste ponto que pretendemos chegar. Este grupo pela qual
analisaremos, foi de total importância e significativo na luta de seus ideais, colocando
algumas considerações sobre de que forma gostariam que sua obra fosse vista preservando a
pureza das palavras ali mencionadas ao entendimento do público alvo.

4.1.2 Racionais MC’s


Este movimento, que com seus valores morais promovem seu famoso
álbum, ‘‘ Diário de um Detento’’, levando a reflexão através da re - invenção dos fatos,
trazendo os extremos conflitos sobre o massacre do Carandiru, ocorrido em São Paulo no ano
de 1992.

O primeiro disco de rap não fez tanto sucesso, lançado no Brasil em 1987,
‘‘ A Ousadia do Rap’’. Em 1988, foi lançada sua coletânea, ’’Hip Hop Cultura de Rua’’,
trazendo lucro de vendas em torno de 25.000 copias. Assim a diante, a juventude negra foi
crescendo em seus bairros empobrecidos, exercendo uma individualidade e níveis de
consciência próprios de seus habitantes, ampliando seu vocabulário e lutando a favor das
questões de miséria, política, saneamento básico, entre outros atos que o Estado não dava o
mínimo esclarecimento do que poderia ajudar aos cidadãos.

Os Racionais Mc’s lançaram seu CD em 1997, intitulado de ‘‘Sobrevivendo no


Inferno’’, disco que por sua vez foi vendido para a população de maneira independente, sem
interferência de gravadoras, tornando generalizadamente sob forte impacto, versos chocantes
ao contato emotivo do ouvinte, ligando todos os fatores do convívio social e o caos em que
cada um de nos estamos ou já passamos sérios problemas em nossas vidas. Este álbum
vendeu exatamente 1.000.000 de copias, garantindo a preferência dos consumidores na
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época, por ter um conteúdo rico e assumir a verdadeira face da realidade.

Outros grupos na década de 90, com medo da censura da mídia em querer


mudar a ideologia do movimento, lançam seus discos com selos independentes, só que a
desconfiança das grandes gravadoras em temer que o produto não venda era uma
preocupação extremamente essencial à área de consumo no mercado.

Formado pelos integrantes rappers: Mano Brown, Pedro Paulo Soares, Ice
Blue, Paulo Eduardo Salvador, Edy Rock, Edivaldo Pereira Alves e Kleber Geraldo Lelis
Simões. Inicialmente, esse grupo foi criado pelo Mano Brown e Ice Blue chamados de B.B.
Boys. São da zona sul de São Paulo, juntando-se com a dupla KL Jay e Edy Rock situados na
zona norte da periferia. Tratam de todos os temas sem nenhuma sensibilidade ou
sentimentalismo por parte ampla na sociedade. Este grupo resgata temas sobre o protesto
contra o governo, a guerra entre os traficantes, racismo, jovens consumidores de drogas e
prostituição infantil. No começo da carreira, este órgão musical foi rejeitado pelas classes
sociais media e alta, não deixando de observar que as gravadoras também se opuseram as
letras. Temos que ressaltar as ações que foram feitas em 1992, eles se uniram com a
Secretaria Municipal de Educação, chamado ARA PENSANDO, discutindo temas e
executando palestras para os alunos e professores de ensino ligados ao projeto, citando
temas, como: racismo, miséria, o tráfico de entorpecentes e como são mostrados nas
sociedades de variados níveis sociais, o caso de assassinatos de jovens em geral.
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4.1.3 Planet Hemp

Influenciada pelo estilo rap e rock, surgiu em 1993 no RJ. Suas letras
incentivavam a forma como a maconha esta sendo usada pela comunidade e sua legalização
total. No inicio da carreira, começaram a fazer shows primeiramente no Rio, expandindo
suas vertentes a Belo Horizonte, São Paulo e Curitiba, participando de festivais. Com a morte
do idealizador da banda, chamado Skunk, interrompeu a trajetória do grupo em 1994 por um
breve tempo.

Com a entrada de Bê Negão, o movimento se motivou, assinando o contrato


com a Sony Music em 1995. Com o CD ’’ Usuário’’, projetou a banda emplacando alguns
sucessos como: ’’Mantenha o Respeito’’, ’’Legalize Já’’,Fazendo a Cabeça’’ e ’’Porcos
Fardados’’, que indicava a critica da violência policial. Este álbum, ganhou disco de Ouro.
Planet já tocou com Beastie Boys e Cypress Hill, com a musica, ’’Os Cães Ladram mais a
Caravana Não Para’’. Cd gravado no final de 1996, renomado pela banda que ganhou disco
de Platina. Os integrantes do grupo eram: Marcelo D2, Skunk, Rafael, Formiga, Bacalhau,
Bê Negão, Zé Gonzales e Apolo 9. Em 2001, Marcelo D2 e Bê Negão nos vocais, com os
demais integrantes, lançam o CD MTV ao vivo, pela Sony Music. A banda promove um som
mais para o lado do estilo rock, dispensando DJ’s, teclados e vozes de apoio, soltando um
legitimo disco de rock, trocando malandragens das vozes que estão inseridas no rap.

Atualmente Marcelo D2 segue carreira solo com seu estilo próprio


independente, os antigos amigos e ex-parceiros de banda, exercem papeis aos futuros
projetos menores que destaca suas individualidades criativas e ricas verbalmente a letras bem
planejadas.
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4.1.4 Marcelo D2

Nome artístico de Marcelo Maldonado Gomes Peixoto (Rio de Janeiro, 5 de


Novembro de 1967) é um rapper brasileiro ex-vocalista da banda Planet Hemp, que hoje
segue em carreira solo. "D2", no jargão dos usuários de maconha, significa dar apenas alguns
"tragos" no "baseado", ou também o D2, do nome artistico pode ser em razão do dois D, que
tem no Maldonado, mas é mais aceito, que em razão de ser usuario de maconha admitido, ele
colocou o D2, como forma de expressar que fuma maconha - e foi falando de maconha que
ele começou nos palcos. Marcelo D2 também é conhecido por misturar o samba com a black
music, fez várias parcerias com artistas de outros gêneros, como o axé music, e com pessoas
que fazem batidas de música eletrônica com a boca, popularmente conhecido como beatbox.
Atualmente, um de seus principais parceiros em show's e turnês, é Fernandinho BeatBox, o
qual, faz alguns efeitos em suas músicas, e sempre é chamado ao palco, para animar o
publico, com seus hits.

4.1.5 Gabriel O Pensador

É um dos maiores nomes do rap brasileiro, Gabriel Contino é criticado por ser
um garoto branco da classe media alta. Fez sucesso com sua música “Tô feliz (matei o
presidente)” ainda quando estava cursando o curso de Comunicação Social. Pensador se
destacou de seus concorrentes de mídia, traçando um papel significativo ao mencionar em
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suas letras assuntos de extrema responsabilidade com a população, como: critica social,
criando uma ideologia contra as futilidades das mulheres na música “Loira Burra”, por
exemplo, gravada em 2003. Gabriel O Pensador já está no seu sétimo disco e recentemente
recriou a música “Pais e Filhos” em uma parte de “Palavras Repetidas”.

4.1.6 MV Bill
Cantor de rap brasileiro, nascido na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro (onde o
Hip Hop é muito conhecido e admirado pelos moradores dessa região), sempre esteve
infiltrado na cultura Hip Hop. MV para ele significa “Mensageiro da Verdade”, ele não
informa seu nome verdadeiro, porém usa um pseudônimo “Alex Pereira Barbosa” como um
nome alternativo. MV Bill participou da coletânea “Tiro Inicial”, que revelou grandes
talentos do rap brasileiro, como o próprio Gabriel O Pensador. Ele apenas dá entrevistas na
sua cidade natal, ficou famoso em 2.000 quando fez uma campanha publicitária de televisão
contra o vandalismo em telefones públicos e logo após ganhou o prêmio de melhor
Videoclipe de Rap com “Soldado do Morro” no Vídeo Music Brasil. O livro “Falcão-
Meninos do Tráfico” é o mais famoso de sua carreira e resultou num documentário o qual foi
televisionado pelo programa Fantástico e logo no seu novo álbum “Falcão-O Bagulho é
doido”. As letras de MV Bill são marcadas pela denúncia social e por serem fortes e
politizadas mostrando a realidade dos fatos na vida da sociedade.
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4.1.7 Negra Li
Liliane de Carvalho, nasceu em São Paulo,Vila Brasilândia, usa como
nome artístico o nome de Negra Li, sua paixão pela música começou ainda na infância
quando cantava hinos na igreja, e na adolescência passou a se interessar pelo rap. Logo
iniciou seu trabalho com o grupo de rap RZO, e em seguida com juntou-se com o rapper
Leilão e fizeram uma parceira em busca de expressar-se através do rap brasileiro. Na sua
nova fase musical de carreira solo Negra Li lançou o cd “Negra livre”. Mesmo já famosa, ela
não faz questão de se mudar, ela e a família moram até hoje no bairro da Zona Norte de São
Paulo. Ela já participou do seriado exibido pela emissora Globo que deu origem ao filme
“Antonia”, junto com suas amigas, Quelynah, Leila Moreno e Cindy que também são
cantoras de rap. Negra Li é considerada uma das musas do Hip Hop nacional com sua bela
voz de contralto.
22

5. O HIP HOP NOS ELEMENTOS DA COMUNIÇAÇÃO


5.1 Programas de televisão, rádio e revistas

Existem muitos programas relacionados ao assunto não só em canais abertos


mais também em canais fechados. Multishow é um canal do globo sate, um canal jovem e
descontraído, com alguns programas ligados ao Hip Hop, como “Tribos” que fala de grupos
de varias culturas, o programa TVZ é um programa que passa clipes entre eles clipes de Hip
Hop, a MTV Brasil também traz atrações como MTV Lab que traz musicas de artistas
underground. Em canais abertos o Nobreak na Mixtv. No radio existem vários programas
dedicados somente ao Hip Hop, como o Batida 89, Os manos ( programa humorístico), Full
Throttle , todos na radio 89FM, na radio Mix tem os programas Nobreak e Hip Hop Mix ,
Metroblack na Metropolitana FM, na Jovempan FM o Na Balada,e na radio transcontinental
o Black Songs,e o The Best Of Black.

Varias revistas circulam nas bancas do Brasil inteiro, revistas nacionais e


internacionais, como revista “Raça” que fala sobre cortes de cabelos e maquiagem para afro-
descendentes, a revista “Hip Hop”, que está na primeira edição, mostra tudo sobre a cultura ,
musica , dança, e moda, revista “Rap Brasil” traz matérias sobre o Hip Hop brasileiro, a
revista Graffiti que é especializada em graffiti, e a revista Rap News que traz todo o cenário
do Hip Hop internacional.

6. FILMES
A música e a dança Hip-Hop são temas muito amplos no campo de filmes.
Existem diversos filmes relacionados com esta cultura onde é acompanhado o competitivo
mundo da dança de rua, no qual os grupos disputam entre si, na busca de reconhecimento dos
melhores dançarinos e muitas vezes esperando encontrar grandes rivais que queiram disputar
em troca de dinheiro dentro destas competições.

Nos últimos filmes lançados os dançarinos criam os mais modernos


movimentos e passos para se mostrarem os melhores e conseguirem se manter no topo dos
concursos, porém ao mesmo tempo estes filmes mostram não apenas essa parte da vida dos
participantes de concursos e competições entre grupos e ganges, pois mostra também a vida
pessoal e profissional dos competidores, passando uma mensagem de que as pessoas devem
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sempre ter um enorme esforço para se manterem no topo e conseguirem atingir seus
objetivos, como: ”O poder do ritmo” e um dos mais famosos “Hip-Hop no pedaço: entre
nessa dança”, no qual existe competição e sobrevivência em relação a dança.

Em alguns filmes, o Hip-Hop é mostrado como forma de sobrevivência


entre as pessoas das sociedades vividas dentro do enredo, já em outros é como forma de
entretenimento e diversão onde é na dança ou na música em que as pessoas encontram a paz
e a tranqüilidade que precisam para se manter em equilíbrio na vida pessoal e emocional
como nos seguintes filmes: “Vem dançar”, “No balanço do amor”, “Se ela dança eu danço” e
“O poder do ritmo” (que mostra que não apenas com violência pode se viver da dança, e que
a mesma pode trazer de volta um sentimento bom dentro do coração de uma pessoa). Na
maioria das vezes o personagem principal encontra na dança algo que o faz fugir dos
problemas de dentro de casa e pessoais, fazendo-o descobrir um verdadeiro gosto por este
estilo de dança. Geralmente ocorre uma certa mistura dos estilos, já que nos filmes mostram
que as diferenças podem viver juntas sendo compreendida e aceitada, eles colocam na
história personagens de dois mundos e culturas completamente diferentes, e fazendo surgir
certa afinidade entre ambos, decidem juntar dois ritmos musicais e montar uma apresentação
de uma só dança como acontece no “Se ela dança eu danço”, “Vem dançar” e “No balanço do
amor”.
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Outros mostram a realidade de como é enfrentar os obstáculos quando


quer realmente ganhar fama com a música como “Honey-no ritmo de seus sonhos” e “Ritmo
de um sonho” que mostra o que um rapper e gigolô passou para conseguir ter sua música
tocada nas rádios mais ouvidas.

Vale ressaltar que grande porcentagem dos filmes são produzidos com
alguém que já é famoso e reconhecido na mídia e que em sua maioria aqueles que não são
depois de passaram por esta experiência começar a ter grandes oportunidades e logo ganham
seu espaço na mídia, grandes cantores tiveram suas origens vindas de filmes como: Bow
Wow, Omarion, Ne-yo, Ludacris, Chris Brown, Lil' Fizz entre outros.

Quanto ao cinema nacional, é muito raro os produtores e cineastas


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produzirem filmes relacionadas à cultura Hip Hop. O mais recente e que atingiu um enorme
público, em que recebeu muitos elogios de seus teleespctadores foi “Antonia- o filme”, que
serviu de base para o sucesso do próprio seriado exibido pela emissora Globo, em que conta
a história de quatro amigas de infância que moram na Vila Brasilândia, na Zona Norte de São
Paulo, e formam um conjunto musical de Hip Hop. Elas tentam alcançar o sucesso com suas
músicas, enquanto o ramo musical é dominado por homens. Dentro de uma sociedade
violenta e machista elas entram numa batalha de tentar mostrar que mulheres negras e pobres
da periferia podem também conquistar o seu espaço dentro do mundo do rap musical
brasileiro, enfrentando todo o preconceito da indústria fonográfica. Neste caso o filme é
focado inteiramente para o elemento da música no estilo rap brasileiro.

7. O HIP HOP NO MUNDO VIRTUAL


A internet é um dos maiores veículos de comunicação, tendo com
vantagem uma linguagem mais descontraída e ágil, contribuindo fortemente para novas
culturas, usada também como um instrumento para propagandas e divulgação de novas
bandas, cantores e/ou novos talentos. A tecnologia esta cada vez mais avançada hoje em dia
com a internet 2.0, esta tudo mais rápido e prático as pessoas já estão tendo um acesso com
mais facilidade. Tudo isso contribui de uma forma grandiosa pra a comunicação ajudando
também o mundo musical como no caso do Hip Hop, a internet aproxima o publico com os
artistas, criando um vinculo entre fãs com artistas. No caso do Hip Hop esse novo meio de
comunicação só veio para aumentar a popularização dessa cultura, artista que eram
desconhecidos pelos brasileiros ou até mesmo pessoas de outros países, hoje são conhecidas
graças à internet.
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Sites como Orkut, Youtube, Myspace, Second Life, entre outros


contribuem fortemente para a popularização do Hip Hop. O Orkut que é um site famoso
principalmente no Brasil com mais de 1 milhão de componentes , algumas comunidades
demonstram o crescimento do Hip Hop no Brasil com a comunidade “ Hip Hop Brasil” com
mais de 75.446 membros ,ou a comunidade “ Eu curto Hip Hop” com mais de 63.693
membros , em comunidades como esse informações sobre artistas do momentos são trocadas,
eventos, festas, baladas, shows, dicas de CD, DVD,revistas, tudo sobre o assunto.O Youtube
que é um site famoso por permitir que seus usuários carreguem, assistam e compartilhem
vídeos em formato digital. Foi fundado em fevereiro de 2005 por três pioneiros do PayPal,
um famoso site da internet ligado a gerenciamento de doações, contribui também para o
crescimento do hip hop, não só divulgando vídeos de artistas já famosos, mais também lança
no mercado pessoas que divulgaram seus vídeos e se tornaram conhecidas, como o dançarino
americano Salah que com o seu vídeo mais famoso onde dança popping teve mais de
1,298,493 acessos, ou cantoras mirins de R&B como Monica Pareles e Jasmim Villagas , um
dos vídeos de Jasmim tem mais de 14,66 acessos, a jovem cantora se tornou tão famosa na
internet que foi contratada pelo canal infantil nickelodeon. Rappers famosos como Lil
Wayne são cada vez mais popularizados pelo youtube, no dia 12 de março de 2008 Wayne
lançou o video Lollipop uma semana após o lançamento do vídeo, mais de 500 mil pessoas já
tinham assistido, 6 meses se passaram e já tinham mais de 16,718,369 acessos.

Não tem como dizer que a internet não ajudou no crescimento da cultura , é
claro que como todos os outros veículos , a internet também tem seu lado negativo, pois,
quando má utilizada pode se tonar um grande veneno contra qualquer artista, mas se bem
utilizada pode não só ajuda-los, mas também os fãs, facilitando o acesso ao trabalho artístico.

8. Produtos da cultura Hip Hop


O estilo do Hip Hop desperta uma curiosidade nas pessoas, por ser representado
por roupas diferentes, mais largas, compridas, cores fortes e vibrantes, muito brilho e
geralmente usa- se bonés e muitos acessórios extravagantes que chegam até ser considerados
“kitchs”. A Indústria Cultural obviamente se aproveita demais desse lado da cultura, pois o
que não falta no mercado consumidor são produtos relacionados ao Hip-Hop. E
conseqüentemente não faltam compradores para seus produtos, que estão sempre querendo
renovar e entrar na onda da moda Hip Hop, ainda mais se algo é usado por algum artista ou
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cantor da Black music, ai então explode e começa a ser vendido em todos os países. Além de
roupas, tênis que costumam sempre serem largos, grandes, coloridos, redondos e com seus
cardaços jogados para o lado, há também o lado das jóias, bijuterias, acessórios e objetos que
se relacionam com o estilo. Bonés é o que nunca pode faltar, se um cantor famoso de rap não
estiver com um boné é certeza que terá uma faixa na cabeça ou um lenço. É normal ver
também os homens usando todo tipo de bijuteria e quebrando o tabu de que esses tipos de
acessórios são apenas coisas de garotas. Não é por acaso que dizemos que o estilo Hip Hop é
diferente, pois eles próprios criam o que querem usar, e acaba sendo algo que se torna
comum entre as pessoas e vira moda. Muitos acessórios têm suas origens dessa cultura como,
munhequeiras, ou lenços compridos que são esticados até o cotovelo ou até o ombro e
começam desde a mão e às vezes enroscado no dedo, bonés tortos na cabeça, correntes
compridas douradas com pingentes de inicias do alfabeto enormes penduradas no pescoço,
relógios gigantescos com pedras de brilhantes e muito pesados, óculos também gigantes e
que costumam ser prateados, dourados ou espelhados e entre outras maneiras que cada um
inventa de usar seus acessórios que muitas vezes podem ter mil e uma utilidades.
Excepcionalmente para as mulheres existe também uma série de maquiagens fortes e
marcantes para que combinem com suas roupas e acessórios. Estes produtos fazem também
sucesso entre os consumidores que os artistas começaram a entrar nessa área para manter sua
publicidade e fabricam produtos com seus próprios nomes, além de vender muito e ganhar
mais dinheiro, ainda ficam cada vez mais no auge da mídia e seus seguidores.
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9. A REVISTA RAP NEWS

A Rap News é uma revista direcionada apenas para pessoas que curtem a
música da cultura hip-hop. Ela mostra tudo que os jovens querem saber sobre não apenas a
música, mas também a moda, a arte, a dança, os lugares onde se pode freqüentar para poder
curtir as baladas relacionadas com as músicas tanto o Rap, Black music, como o R&B e
Charm, e também as batidas e remix feitas por dj’s da música Black.

Algo muito notável no conteúdo da revista é que a maioria dos artistas e


famosos são negros, o que mostra que esta cultura ainda está dentro apenas da vida dos
negros, porém há uma leve porcentagem de pessoas brancas que se interagem de maneira
completa com a música, a dança e a moda hip-hop, como Eminem, Paul Wall, Brooke
Hogan, Paula Deanda, e alguns brasileiros como Cabal, Marcelo D2, Rappin' Hood( que
mesmo com o nome internacional, tem origens brasileiras) e Gabriel O Pensador.

Alguns artistas da música pop acabaram se rendendo ao mundo do hip-hop


fazendo misturas com os estilos musicais como Mariah Carey, Britney Spears, Pussycat Dolls
e até mesmo a musa da música pop Madonna que recentemente se uniu com grandes
profissionais do rap, R&B e hip hop.

Além de negros, os artistas mais comentados e com matérias publicadas


dentro da revista são internacionais, tanto cantores como produtores musicais, tendo algumas
matérias sobre modelos brasileiras que conseguiram carreira internacional dentro de clipes
musicais de grandes artistas como Akon, 50 cent, e Jay-z.

Como o mercado de moda está crescendo a cada dia-a-dia, de maneira


forte e inexplicável, pelo fato de o ser humano querer ter a necessidade de melhorar sua
estética e manter um perfil de beleza e físico exageradamente perfeitos, a revista traz sessões
que falam sobre o comportamento e das conquistas e de como os negros fizeram protestos
sobre ser aceita a igualdade entre eles dentro do mercado da moda, isso repercutiu refletindo
nos meios de comunicação de massa e trabalho em geral, e as pessoas começaram a perceber
a falta de oportunidades existentes, e não a falta de talentos entre os negros. A revista percebe
isso e abre um espaço para mostrar as novidades no estilo afro com design, moda, novos
criadores e desfiles com grandes produtoras famosas e reconhecidas dentro do mercado
têxtil.

A Rap News traz também informações sobre a vida pessoal dos artistas e
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com isso o público da revista tem um contato maior com seus ídolos e com as novidades que
vem surgindo sobre a música e a dança do Hip-Hop. Ela utiliza uma linguagem moderna,
prática e simples com muitas imagens atrativas com recursos para atrair os jovens à leitura,
são um pouco extravagantes, mas não exagera tanto nas notícias e não copia ninguém,
tornando algo original e tendo uma tendência a se expandir com grandiosidade pelo país.

Ela se diferencia da maioria das revistas tradicionais, pois ela faz


propaganda da própria dentro dela mesma. A revista utiliza pouca publicidade e pôr isso foge
dos padrões da Indústria Cultural, apesar da falta de propagandas a mesma consegue atingir
seu público alvo.

Mesmo com tantos recursos grandiosos não se obteve informações sobre


como e quando ocorreu o seu surgimento, acreditamos que seja uma revista recente e que
está tentando ganhar seu espaço dentro do mercado literário usufruindo-se de maneiras
modernas mantendo-se por dentro das novidades.

9.1 Público alvo


Através de uma pequena pesquisa realizada, percebemos que o público que
mais se interessa pela revista Rap News se enquadra na faixa etária dos 13 aos 20 anos, até
que se chegam a esta idade e geralmente os jovens já não têm mais tanto tempo de ler
revistas como forma de entretenimento ligado ao Hip-Hop, como se começa a fase de
faculdade, emprego, a vida acaba ficando mais agitada, e somente aqueles que realmente
seguem a cultura Hip-Hop como uma forma de se viver é que continuam a praticar-la e a
segui-la e muitas vezes com um grande sonho de se tornar famoso dentro da área música ou
da dança Hip-Hop, muitas pessoas na sua maioria jovens levam a vida ganhando à partir de
suas apresentações e shows, já aqueles que não se entregam a esta carreira acabam afastando-
se um pouco da cultura, mais ainda tendo o gosto musical, e praticando a dança como um
tipo de lazer.

Pré-adolescentes e adolescentes são a maioria dos leitores da revista Rap


News, existe muitas crianças interessadas pela dança Hip-Hop, mas ainda vivem no mundo
das crianças novas demais e devem se preocupar em ler quadrinhos e coisas infantis, uma
revista só desta cultura talvez não seja muito indicado para menores de 11 anos, é um outro
mundo, uma outra realidade, não que seja agressivo, mais é algo que não combina com
crianças, aliás, elas estão preocupadas com outras coisas nesta idade, querem saber de
notícias sobre os personagens de desenhos animados e não de cantores, produtores e atores
famosos na música e filmes.
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Algo extremamente notável é que os jovens que realmente compram a revista com
freqüência têm uma grande curiosidade de se interagir no mundo dos famosos relacionados à
música e dança Hip-Hop, eles querem não apenas descobrir babados dos artistas e da música
e ficar pôr dentro de tudo que está rolando, mas esperam também encontrar algo novo dentro
da revista que desperte a magia e a vontade cada vez maior de enfrentar os problemas e
obstáculos que deverão encontrar se realmente esperarem entrar no mundo da fama
vivificando a cultura.

Os jovens da dança de rua estão sempre renovando seus passos e


coreografias, é algo que nasce dentro deles, eles dizem que sentem e simplesmente
necessitam colocar tudo para fora, e é ai que vão variando e montando sempre coisas novas
para apresentarem ou apenas dançam para se sentir bem, pelo gosto que tem pela magia da
dança que provoca desejo e euforia dependendo de como é praticado, se for concursos ou
disputas de grupos ou apenas para se distrair e ter diversão numa festa ou baladas à noite.

O porquê de ela atrair apenas a este público mais jovem, da nova geração
atribui-se ao fato de que as matérias são apenas de artistas que acabaram de surgir, dos que
estão crescendo neste momento dentro da mídia, então as pessoas mais velhas não tem o
conhecimento destes novos artistas que estão surgindo agora, elas querem ver os antigos, a
revista mostra alguns famosos que são velhos já dentro do ramo da música como Mariah
Carey, Madonna e Snoop Dog, mais talvez não fossem mostrados no Brasil com freqüência,
pôr isso não são tão conhecidos entre as gerações da sociedade mais antiga que curtiam estas
músicas antigamente.

Ao que parece é uma revista toda já planejada para ter como destino o
público mais jovem e moderno dessa nova Era de adolescentes que demonstram grande força
de vontade e interesse para correr atrás de seus sonhos e desejos, e como a revista mostra
também histórico da vida de artistas, grandes cantores que cresceram, evoluindo aos poucos e
se tornaram famosos depois de batalharem pôr seus sonhos, isso desperta grande um
encorajamento na vida dos jovens sonhadores.

9.2 Formas de divulgação

A Rap News tem seu meio de divulgação moderno, como hoje em dia os
jovens estão cada vez mais tendo acesso a internet, e gastam a maior parte do dia em frente
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ao computador, ela se preocupa em sempre atualizar o seu site, com novidades e indicações
de shows, exposições, bares, baladas, tudo que tem a ver com Hip-Hop, eles publicam hora,
local, e data, para que seus leitores possam se aproximar mais ainda à cultura.

Além do site, existe comunidades no Orkut e perfil’s onde seus fãs se


encontram e se relacionam para discutir assuntos e dar opiniões sobre a revista. Tem também
blogs, criados pelos próprios fãs para se interagirem e fazer comentários positivos e
negativos, algo que é muito bom para qualquer empresa para se saber o que deve melhorar
para a satisfação de seus clientes, tendo como mais importante os comentários de
negatividade.

Existe também outros sites de relacionamentos entre fãs e apreciadores da


revista onde as pessoas se reúnem para fazer comentários ou procurar informações dos
atrativos que a revista traz como: myspace, fotolog, netlog, second life, twiter,sonic, entre
outros.

Porém, não é apenas com a internet que os negócios se crescem hoje em


dia, ainda existe um pouco daquele clássico “boca à boca”, onde uma pessoa aprecia a
revista, e passa a informação da sua existência para outra, e a outra também acaba gostando e
indicando para um outro amigo e assim pôr diante, como acontece com vários produtos.

Como não existem também muitas revistas relacionadas apenas com o


Hip-Hop, é fácil a revista crescer, pois se uma pessoa for numa banca de jornal e pedir uma
revista que fale sobre a cultura Hip-Hop terá como primeira opção a Rap News.

10. Livro: Hip Hop – A Periferia Grita


Três estudantes de Comunicação Social da área de Jornalismo, Janaina
Rocha, Mírella Domenich e Patrícia Casseano fizeram um trabalho acadêmico sobre a
Cultura Hip Hop, para elas este era um tema totalmente desconhecido e que elas não tinham
contato algum com o assunto, porém elas correram atrás e descobriram que havia muito mais
a ser descoberto e mostrado para o mundo sobre esta cultura. Elas tiveram de entrevistar
grandes cantores famosos de rap como o MV Bill, e o Mano Brown vocalista do grupo
Racionais Mc’s. Saíram ás ruas para ver como era a vida das pessoas da periferia em relação
a cultura Hip Hop.Elas queriam mostrar que o trabalho consistia em algo sério e que a cultura
não deveria ser vista apenas como é mostrada pela mídia com seus estereótipos repetidos e
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influenciados por opiniões pessoais de quem não conhece o assunto e não vive para saber
como funciona. Mostrando como a origem dessa cultura surgiu tanto no mundo como no
Brasil o livro consiste num enorme histórico do movimento Hip Hop, e dá voz aos seus
principais integrantes: a música, a dança, e o graffiti.
Como o rap é capaz de produzir uma leitura critica da sociedade, as meninas
mostraram que seja por meio das letras de música ou por meio do graffiti ou da dança o
movimento Hip Hop é algo que continua, é uma cultura em transformação, que está sempre
aberta á mudanças e novidades.
O livro trata também de conflitos dentro dessa cultura, como é o caso do
machismo denunciado pelas mulheres e das divergências ideológicas entre os gagsta rap, que
beira a defesa da marginalidade, porém a maioria dos grupos discursa para que as pessoas
fiquem longe das drogas e do crime.

11. CONSIDERAÇÃO FINAIS

Concluímos com esse trabalho, que as pessoas devem pensar muito antes de poder
julgar algo, ou alguém, afinal devemos primeiro conhecer um assunto para não ter uma
impressão precipitada que acaba sendo ruim se antes não for estudada.

O movimento Hip Hop vem provando a cada dia que a arte também
pode sair da periferia e ter uma grande repercussão nos veículos de comunicação
de massa.

A cultura Hip Hop que antes era uma cultura underground, hoje conseguiu entrar
no meio da sociedade e foi aceito pelos meios de comunicação tradicionais, e pela nossa
pesquisa, percebemos que ela está seguindo por dois caminhos, um é o lado do Hip Hop
industrializado que utiliza esse rótulo “Hip Hop” para comercializar-se fugindo dos
verdadeiros princípios dessa cultura, os rappers americanos são um grande exemplo
disto, como muitas gravadoras influenciam seus artistas, e eles acabam aceitando como
um meio de entrar na mídia e fazer sucesso. O outro é o lado dos que ainda seguem os
verdadeiros valores desse movimento, que é mostrar em forma de música, dança e arte
expressando a realidade da periferia, como geralmente as letras de rap costumam
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questionar a política, economia do seu país, e através de suas músicas construir um


mundo melhor reivindicando e mostrando a situação precária que o mundo se encontra.

Através da nossa pesquisa compreendemos o crescimento de uma cultura, e como isso


pode chamar a atenção da mídia que sempre busca em renovar-se, percebemos também
que as novas culturas para entrar nesse meio precisam se adaptar aos padrões exigidos ,
muitos artistas mudam seus princípios , por não terem outra opção.

A nossa intenção ao escolher esse tema era mostrar que a periferia vem “ gritando”, e
está usando como meio de divulgação o Hip Hop.

A pesquisa também de grande utilidade para o nosso grupo, com ela acompanhamos o
caminho de um novo produto de mercado, como é feito a divulgação , e as barreiras que o
mercado impõe. Através da revista Rap News compreendemos como jornalismo se
enquadra no meio da música, arte e dança, área que os três integrantes do grupo
pretendem seguir .

Portanto essa pesquisa contribuiu muito para o nosso curso, e também aos outros alunos
do curso de comunicação social.

12. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


SITES:
RAP NACIONAL. Disponível em:
<http://www.rapnacional.com.br/noticias.asp?id=1666 >.Acessado em: 21 de ago.
2008,14:30:00
HISTÓRIA DO HIP HOP. Disponível em:
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30:00
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<http://www.novasculturasnomercado.com.br/hiphop.asp?id=7894>.Acessado em :
21 de ago. 2008,12:55:00
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<http://www.zulunationbrasil.com.br/artigos/A_Historia_do_Hip_Hop_Zulu_Herval.
pdf>.Acessado em :21 de ago.2008,13:10:00
A HISTÓRIA DO HIP HOP NO BRASIL
<http://www.equipeadiretoria.com/portal/index.php?Itemid=90&id=70&option=com
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RAP- TERRA
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<http://territorio.terra.com.br/canais/canalpop/noticias/ultimas.asp?noticiaID=4673>.
Acessado em : 29 de ago.2008, 17:45:00
JORNAL LIVRE. Disponível em:
< http://www.jornallivre.com.br/192693/biografia-do-mv-bill-.html>. Acessado em:
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SOM LIVRE: Disponível em:
<http://showlivre.oi.com.br/artistas_textos.php?conteudo_id=1130>. Acessado em:
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LETRAS-VAGALUME. Disponível em:
< http://vagalume.uol.com.br/marcelo-d2/biografia/>. Acessado em: 19 de set. 2008,
21:35:00
CLIQUE MUSIC. Disponível em:
< http://cliquemusic.uol.com.br/artistas/marcelo-d2.asp>. Acessado em: 19 de set.
2008, 21:25:00

FILMES:
HONEY: no ritmo dos seus sonhos. Direção: Bille woodreff. EUA: Century Fox,
2004.1 DVD (94 min).
RITMO de um sonho. Direção: Craig Brewer. EUA: MTV Films / New Deal
Productions / Homegrown, 2005. 1 DVD ( 116 mim).
SAVE the last dance.Direção: David Petrarca. EUA: Paramount Home
Entertainment, 2006. 1 DVD (91 mim).
STEP up. Direção: Anne Fletcher. EUA: Europa Filmes, 2006. 1 DVD (106 mim).
O PODER do ritmo. Direção: Sylvain White. EUA: Europa Filmes, 2007. 1 DVD
( 109 mim).
VEM dançar. Direção: Liz Friedlander. EUA: New Line Cinema / PlayArte, 2006. 1
DVD (108 mim).
ANTONIA-O Filme. Direçãõ: Tatá Amaral.Brasil:Playarte Home Vídeo, 2007. 1
DVD( 90mim).
ARTIGOS DE JORNAIS E REVISTAS:
CANÔNICO, Marco Aurélio; GERAÇÕES SE UNEM PARA CANTAR SAMBAS
DIVERTIDOS DE BEZERRA. Jornal Folha de S.Paulo, São Paulo. Abr.2008.
AZEVEDO, Maurício Cabral; APOCALIPSE 16. Revista Rap Nacional; São Paulo,
v. 30, dez. 2005.
LOURENÇO, Conceição, HIP HOP, Revista Raça, São Paulo, v.113, ago. 2007
LORENÇO, Conceição, FILHOS DA AFRICA, Revista Raça, São Paulo, v. 88,
jul.2005
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