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Estudo das Células Galvânicas e Preparação de Soluções Tampão Quinta-Feira, Turno B, Grupo 2: Ana Marta

Estudo das Células Galvânicas e Preparação de Soluções Tampão

Estudo das Células Galvânicas e Preparação de Soluções Tampão Quinta-Feira, Turno B, Grupo 2: Ana Marta

Quinta-Feira, Turno B, Grupo 2:

Ana Marta Martinho 69952 Gonçalo Sansana 71010 Joana Matias 70961

Estudo das Células Galvânicas e Preparação de Solução Tampão

Índice

Laboratórios de Química II

Estudo das Células Galvânicas

Resumo

3

Parte Experimental

4

Resultados .............................................................................................................................

5

Discussão

10

Questões

11

Preparação de Soluções Tampão

 

12

Resumo Parte Experimental

12

Resultados

13

Discussão

15

Bibliografia

16

2
2

Estudo das Células Galvânicas e Preparação de Solução Tampão

Laboratórios de Química II

Estudo das Células Galvânicas

Resumo

Em laboratório, foram montadas seis células galvânicas, em que se usaram quatro metais diferentes como eléctrodos: cobre (Cu), zinco (Zn), prata (Ag) e chumbo (Pb). Como electrólitos usaram-se três soluções de CuSO 4 de concentrações variadas (1M, 0.1M, 0.01M), uma de AgNO 3 (0.1M), outra de ZnSO 4 (0.1M) e finalmente uma de Pb(NO 3 ) 2 (0.1M). Duas das células preparadas eram de concentração, enquanto as outras quatro possuíam eléctrodos diferentes. Depois de montadas e colocadas num meio termostático (25,0° C) com as respectivas pontes salinas, utilizou-se um voltímetro para medir a diferença de potencial de cada célula e comparou-se com os valores calculados através da equação de Nernst a partir das concentrações e das actividades dos iões em solução. Os resultados que se obtiveram estão no quadro abaixo:

Tabela 1 Resultados medidos e calculados da experiência

   

E célula

E célula

E célula

desprezando os

com os coeficientes

Célula

experimental

coeficientes de

de actividade (mV)

(mV)

actividade (mV)

1

19,25

   

2

35,8

   

3

1107

   

4

624

   

5

484,5

   

6

421,5

   
3
3

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Laboratórios de Química II

Parte Experimental

Aparelhos

Usou-se um controlador de temperatura da marca Grant e um voltímetro da marca Velleman, modelo DVM 850 BL.

Montagem

Estudo das Células Galvânicas e Preparação de Solução Tampão Laboratórios de Química II Parte Experimental Aparelhos

Figura 1 Esquema de Montagem

Reagentes

Estudo das Células Galvânicas e Preparação de Solução Tampão Laboratórios de Química II Parte Experimental Aparelhos

Figura 2 Fotografia da Montagem

Utilizou-se Sulfato de Cobre (CuSO 4 . 4H 2 O) 1.00M, Nitrato de prata (AgNO 3 ) 0.10M, Nitrato de Chumbo [Pb (NO3) 2 ] 1.00M, Merck e Sulfato de Zinco (ZnSO4) 1.00M, Riedel-de Haen.

Método Experimental

A actividade prática realizada seguiu as indicações do protocolo experimental do livro Guia de Laboratório de Química II 2010/2011, páginas 46 49.

4
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Laboratórios de Química II

Resultados

As semi-equações de oxidação e redução de cada uma das células eram as seguintes:

Célula 1

Cu(s)|Cu 2+ (0,1M)|| Cu 2+ (1M)|Cu(s)

Equação de oxidação:

Equação de redução:

Célula 2

Cu (s) Cu 2+ (aq) + 2e - Cu 2+ (aq) + 2e - Cu (s)

Cu(s)|Cu 2+ (0,01M)|| Cu 2+ (1M)|Cu(s)

Equação de oxidação:

Equação de redução:

Célula 3

Cu (s) Cu 2+ (aq) + 2e -

Cu 2+ (aq) + 2e - Cu (s)

Zn(s)|Zn 2+ (0,1M)|| Cu 2+ (1M)|Cu(s)

Equação de oxidação:

Equação de redução:

Célula 4

Zn (s) Zn 2+ (aq) + 2e -

Cu 2+ (aq) + 2e - Cu (s)

Zn(s)|Zn 2+ (0,1M)||Pb 2+ (0,1M)|Pb(s)

Equação de oxidação:

Equação de redução:

Célula 5

Zn (s) Zn 2+ (aq) + 2e -

Pb 2+ (aq) + 2e - Pb (s)

Pb(s)|Pb 2+ (0,1M)|| Cu 2+ (1M)|Cu(s)

Equação de oxidação:

Equação de redução:

Célula 6

Pb (s) Pb 2+ (aq) + 2e -

Cu 2+ (aq) + 2e - Cu (s)

Cu(s)|Cu 2+ (0,1M)||Ag + (0,1M)|Ag(s)

Equação de oxidação:

Equação de redução:

Cu (s) Cu 2+ (aq) + 2e - 2Ag + (aq) + 2e - 2Ag (s)

5
5

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Laboratórios de Química II

Após

a

montagem,

depois

de

colocados os copos com os respectivos

eléctrodos, electrólitos e pontes salinas no banho termostatizado foram medidas as forças electromotrizes das células com um voltímetro.

MEDIÇÃO DAS FORÇA ELECTROMOTRIZ (Tabela 2)

Tabela 2

1ª medição (mV)

2ª medição (mV)

Média (mV)

Célula 1

19,3

19,2

19,25

Célula 2

35,4

36,2

35,8

Célula 3

1108

1106

1107

Célula 4

625

623

624

Célula 5

483

486

484,5

Célula 6

420

423

421,5

Atendendo aos valores das concentrações usadas podemos calcular a força electromotriz prevista para cada célula usando a equação de Nernst simplificada:

Ecélula  E

º

RT cátodo

[

]

ln

nF ânodo

[

]

  

Ecélula E º

0,0592

n

log

[

oxidante

]

[

redutor

]

Dados [1] E o Cu2+/Cu = 0.337V E o Pb2+/Pb = -0.126V E o Zn2+/Zn = -0.763V E o Ag+/Ag = 0.799V

6
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Laboratórios de Química II

Utilizando os coeficientes de actividade Dados:

γ CuSO4 (0.01M)= 0.44 γ CuSO4 (0.1M)= 0.150 γ CuSO4 (1,0M)= 0.0423 γ AgNO3 (0.1M)= 0.734 γ Pb(NO3)2 (0.1 M)= 0.395 γ ZnSO4 (0.1 M)= 0.150

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Laboratórios de Química II

Como o potencial de eléctrodo é uma medida da tendência para que a reacção química se dê podemos relacioná-lo com a energia de Gibbs Δ r G. Cálculo da energia de Δ r G:

Δ r G G energia de Gibbs (J.mol -1 )

n número de electrões transferidos

F constante de Faraday (96485,309 C mol -1 )

E - Ecélula determinado considerando a actividade dos iões em solução

Célula 1

Célula 2

Célula 3

Célula 4

Célula 5

8
8

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Célula 6

Podemos também calcular a constante de equilíbrio para cada reacção:

ln

K

ln

 

cátodo

 

ânodo

ln

K

nF

RT

(E

o

cátodo

- E

o

ânodo )

Dados [1]

E o Cu2+/Cu = 0.337V E o Pb2+/Pb = -0.126V E o Zn2+/Zn = -0.763V E o Ag+/Ag = 0.799V T = 298,15 K

Célula 1

Célula 2

Célula 3

Célula 4

9
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Célula 5

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Célula 6

Discussão

Calculados os valores previstos para a força electromotriz através da equação de Nernst, quer desprezando os coeficientes de actividade quer não, obteve-se resultados que diferem ligeiramente dos calculados experimentalmente.

Tabela 3 Cálculo do erro

Célula

E célula

experimental

(mV)

E célula

E célula

Erro

Erro com os

desprezando

com os

desprezando

coeficientes

os

coeficientes

os

de

coeficientes

de actividade

coeficientes

actividade

de actividade

(mV)

de actividade

(%)

(mV)

(%)

  • 1 19,25

34,9

44,5

  • 2 35,8

39,5

23

  • 3 1107

2

0,5

  • 4 624

2

3,9

  • 5 484,5

1,6

4,3

  • 6 421,5

2,5

0,4

O erro obtido na medição da força electromotriz da célula 1 e 2 é mais apreciável do que o obtido nas restantes, no entanto, todas as células diferiram um pouco mais ou um pouco menos dos resultados esperados. Tal, poderá ser devido, ao facto, de as soluções com os electrólitos se encontrarem a uma temperatura diferente da temperatura do banho termostatizado, ou então poderá ter ocorrido um erro de medição durante a preparação das soluções.

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Há ainda a considerar o arredondamento de ln10 (2,303) para a conversão do ln em logaritmo de base 10. Outras causas possíveis podem ser: o facto de o eléctrodo estar parcialmente oxidado ou ainda ter sido lixado antes da preparação da montagem, ou terem ocorrido erros no manuseamento da aparelhagem. Foi também calculada a energia de Gibbs, obtendo-se que as reacções ocorridas em cada célula são favoráveis. Os valores obtidos com este cálculo estão de acordo com as forças electromotrizes medidas, sendo, em módulo, a energia de Gibbs ocorrida na célula 3 muito superior a todas as outras, enquanto que, as energias de Gibbs das reacções 5 e 6 são muito semelhantes e as das células 1 e 2 são inferiores a todas as outras.

Questões

  • 1 Porque razão a força electromotriz das células galvânicas estudadas neste trabalho não diminui com o tempo?

A força electromotriz das células não diminuiu com o tempo porque na medição foi utilizado um voltímetro de alta impedância, ou seja foi feita uma medição com um movimento reduzido de cargas, o que faz com que a quantidade de reagentes consumidos seja praticamente desprezável.

  • 2 Uma substância é tanto mais forte como agente redutor quanto menor o seu potencial padrão de redução? Justifique.

Não, pois quanto maior for o seu potencial padrão de redução mais tendência terá para se reduzir, sendo, portanto, um mais forte agente oxidante.

  • 3 Preveja o valor da energia de Gibbs da reacção:

Cu 2+ (aq) + Sn (s)↔ Sn 2+ (aq) +Cu(s)

Cu2+/Cu = 0,377V, ESn2+/Sn = -0,1375V, [Cu 2+ ] =0,1M, [Sn 2+ ] = 0,5M. Representar esquematicamente a célula galvânica correspondente

Sn(s) |Sn 2+ (0, 5M) ||Cu 2+ (0,1M) |Cu(s)

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Laboratórios de Química II

Preparação das Soluções Tampão

Resumo

Nesta prática laboratorial, preparou-se três soluções tampão, através de três métodos diferentes:

A) Dissolução da base conjugada de um ácido fraco (NaCH3COO acetato de sódio) no respectivo ácido (CH 3 COOH ácido acético); B) Titulação de um ácido fraco (CH 3 COOH ácido acético) com uma base forte (NaOH Hidróxido de Sódio); C) Titulação de uma base conjugada de um ácido fraco (NaCH 3 COO acetato de sódio) com um ácido forte (HCl Ácido Clorídrico); No método A calculou-se, a partir da equação Henderson-Hasselbach, a quantidade de acetato de sódio necessário para se preparar a solução tampão. No método B e C também se estimou, através da equação Henderson-Hasselbach, os volumes necessários de base na alínea b) (NaOH) e de ácido na c) (HCl) até a solução ter pH = 5,00. No primeiro método usou-se 14.6888 g de acetato de sódio e ajustou-se o pH a 5.00 com 4.3 mL de HCl. No segundo método pipetou-se 35.0 mL de NaOH, valor mais alto que o estimado nos cálculos (31.8 mL) no último método usou-se mais HCl, 25.6mL, do que o esperado (18.2 mL).

Parte Experimental

Aparelhagem

As medidas de pH foram efectuadas usando um aparelho medidor de pH da marca Metrohm e utilizou-se também um agitador da marca Heidolph.

Reagentes

Usou-se Ácido Clorídrico (HCl), da Panreac, NaOH, da Panreac, CH 3 COOH, da M & B e acetato de sódio, da Merck.

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Método Experimental

A actividade prática realizada seguiu as indicações do protocolo experimental do livro Guia de Laboratório de Química II 2010/2011, páginas 34 a 36.

Resultados

Ao preparar-se a solução tampão da alínea a) foi pesada uma massa de 14.6888 g de acetato de sódio, que seguidamente foi dissolvida em ácido acético perfazendo o volume a 100.0 mL, sendo preciso adicionar 4,3mL de ácido clorídrico (HCl) para ajustar o pH a 5.00. À solução tampão da alínea b) foi adicionado um volume de 35,0 mL de hidróxido de sódio (NaOH). À solução tampão da alínea c) foi adicionado um volume de 25,6 mL de ácido clorídrico (HCl).

Análise e Discussão dos Resultados

  • a) V (CH3COOH) =100.0mL [CH3COOH]= 1.00M

pH=5.0

M(NaCH 3 COO)=82.03gmol -1

pKa=4.757 Pureza(%)=98.5 m(NaCH 3 COO)=?

Pela equação de Henderson-Hasselbach:

a

log (

aC

C

C

C

)

log (

aC

C

)

log (

aC

C

aC

C

)

aC

C

n (NaCH 3 COO)=1.75M×0.1000L=0.175mol m (NaCH 3 COO)=82.03 gmol -1 ×0.175mol=14.3553g.

98.5%

14.3553g

=14.5739g de Acetato de Sódio

100%

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  • b) V(CH 3 COOH)=50.0mL n i (CH 3 COOH)=0.050mol

m (NaOH) =?

 

[NaOH]=1.00M

pH=5.0

 

NaOH + CH3COOH

NaOH + CH3COOH NaCH COO

NaCH 3 COO

 

nº moles

inicial

0.050

0

nº de moles final

0

0.050-

(

 

)

 
 
 

log (

)

log (

)

(

)

V (NaOH) =0.0318mol/1.00M=0.0318L=31.8mL de Hidróxido de Sódio

  • c) V(NaCH 3 COO)=50.0 mL n i (CH 3 COOH)=0.050mol

aC

[HCl]=1.00M

C

HCl

0

+

NaCH 3 COO

0.050

0.050-

Estudo das Células Galvânicas e Preparação de Solução Tampão Laboratórios de Química II b) V(CH COOH)=50.0mL

CH 3 COOH

0

+

NaCl

0

(

aC

C

)

log (

)

log (

)

(

)

V (HCl) =0.0182mol/1.00M=0.0182L=18.2mL de Ácido Clorídrico

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d)

Poder Tampão em b):

c a =1.00M

c b =1.00M

=2.3/2.00=1.15

Poder Tampão em c):

c a =1.00M

c b =1.00M

=2.3/2.00=1.15

Discussão

O valor obtido no cálculo do volume necessário de NaOH (31.8mL) é menor 3.2mL do que o adicionado na realidade (35.0mL), tal pode ser explicado pela possibilidade de o volume de ácido acético, ao qual foi adicionado o NaOH, ser superior ao utilizado no cálculo do volume esperado (50mL) o que pode ter resultado de erros de medição ou também pode ter ocorrido derivado da solução ter uma concentração maior que 1.00M, logo seria necessário adicionar maior quantidade de base para atingir o pH 5.00. O volume de HCl necessário para preparar o tampão da alínea c) (25.6mL) foi superior ao esperado, (18.2mL) em 7.4mL. Esta situação pode ser explicada da mesma forma que a solução da alínea b), isto é, devido a erros de medição ou pelo facto da concentração de acetato de sódio ser superior a 1.00 M; logo seria necessário adicionar mais ácido para atingir o pH de 5.00.

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Bibliografia

Células Galvânicas - A. Conceição, R. Delgado, H. Diogo, T. Duarte, A. Fernandes, J. A. Silva, entre outros, Guia de Laboratório de Química II, AEIST, IST, 2010/2011.

[1] Schaum, Rosenberg, Química Geral, Editora McGraum - Hill do Brasil, Ltda, 1979.

Soluções Tampão - A. Conceição, R. Delgado, H. Diogo, T. Duarte, A. Fernandes, J. A. Silva, entre outros, Guia de Laboratório de Química II, AEIST, IST, 2010/2011.

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