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JANEIRO DE 2011

A religi ao promove a paz?

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TIRAGEM M EDIA 39.913.000 PUBLICADA EM 83 IDIOMAS

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A religi ao promove a paz?

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A religi ao promove a paz?

A culpa e da religi ao?

O problema com a religi ao

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A religi ao vai algum dia

promover a paz?

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Um Livro Confi avel

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Parte 3 — Babil onia

na hist oria b ıblica ´

Observando o Mundo

Teve um Projeto?

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A

retina invertida

O

incr ıvel ´ processo do

nascimento

Mans oes em miniatura

em Istambul

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28

O tempo n ao tirou seu charme

Dormir e ´ t ao ˜ importante assim?

Enxaqueca — o que voc e

pode fazer?

Os Jovens Perguntam

Sou viciado em aparelhos

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eletr onicos?

O Conceito da B ıblia

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F e e raz ao s ao incompat ıveis?

Para Considerar em Fam ılia ´

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32 “Chorei quando li”

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A religi ao promove a paz?

E MBORA a Igreja do Santo Sepulcro, em Je-

rusal em, seja aclamada por alguns como

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a mais sagrada da cristandade, ela tamb em

se tornou s ımbolo ´ de conflitos religiosos. Se-

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gundo a tradi c¸ ao, a igreja est a constru ıda ´

“no local onde Cristo supostamente foi en-

terrado e depois levantado dos mortos”. Mas

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esse local venerado tamb em tem sido palco

de muitas lutas violentas. Monges e padres

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de seis denominac¸ oes “crist as” se agrediram por causa do uso da igreja. A rivalidade ficou

mais acirrada em anos recentes. Foi neces-

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s aria a intervenc¸ ao de tropas de choque ar-

madas com fuzis de assalto, que assumiram

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o controle tempor ario da igreja.

Um hist orico de viol encia

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Os eventos envolvendo a Igreja do Santo

Sepulcro fazem parte de um longo hist orico

de derramamento de sangue e matanca¸ re-

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lacionados ao fervor religioso. Numa an ali-

se dos conflitos recentes em diferentes par- tes do mundo, o livro Violence in God’s Name

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(Viol encia em Nome de Deus) diz: “Da Indo-

n esia a Irlanda ´ do Norte, do Oriente M edio a

Caxemira, da India

a ` Nig eria, dos B alc ´ as ˜ ao

Sri Lanka, crist aos, budistas, judeus, hindus,

muculmanos¸ e siques justificam o uso de vio-

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l encia ˆ dizendo que o objetivo e proteger sua

identidade e interesses religiosos.”

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No entanto, a paz e a uni ao s ao a base das

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doutrinas da maioria das religi oes. Ao lon-

go das eras, a religi ao tem promovido com

fervor ensinamentos altru ıstas, ´ como o amor

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ao pr oximo e a santidade da vida humana.

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Assim, n ao seria de esperar que ela usasse

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sua grande influ encia a favor da paz? Anali-

sar essa pergunta e vital para aqueles que

realmente desejam adorar a Deus.

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A culpa e da religi ao? ´ ˜ J ONATHAN SWIFT, cl erigo e escritor

A culpa e da religi ao?

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A culpa e da religi ao? ´ ˜ J ONATHAN SWIFT, cl erigo e escritor do
A culpa e da religi ao? ´ ˜ J ONATHAN SWIFT, cl erigo e escritor do

J ONATHAN SWIFT, cl erigo e escritor do in ı-

cio do s eculo 18, escreveu: “Temos religi ao

suficiente para nos fazer odiar uns aos outros,

mas n ao suficiente para que nos amemos uns

aos outros.” Muitas pessoas dizem que a reli-

gi ao realmente promove divis ao, n ao uni ao. Mas

nem todas concordam com isso.

Por exemplo, a British Broadcasting Corpora- tion (BBC) encarregou um grupo de pesquisa- dores do Departamento de Estudos da Paz da Universidade de Bradford, no Reino Unido, de

dar uma resposta satisfat oria a pergunta: A reli-

gi ao promove a paz ou a guerra? Veja a conclu-

s ao dessa pesquisa.

Em um artigo publicado, os pesquisadores

disseram: “Ap os estudarmos an alises hist oricas

feitas por especialistas de v arias areas, conclu ı-

mos que houve poucas guerras realmente reli-

giosas nos ultimos cem anos.” Eles explicaram

que algumas guerras, “em geral retratadas pela

m ıdia e outras fontes como religiosas, foram na

realidade motivadas por nacionalismo, liberta-

c¸ ao de territ orios ou autodefesa”.

Contudo, muitas pessoas alegam que os cl eri-

gos, quer por suas ac¸ oes quer por seu sil encio,

toleraram e ativamente apoiaram muitos confli-

tos armados, conforme mostram as seguintes ci-

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tac¸ oes:

˘ “Parece existir uma relac¸ ao entre religi ao e

viol encia praticamente em todos os

Em anos recentes, a viol encia religiosa estourou

entre crist aos conservadores nos Estados Uni-

e judeus furiosos no Oriente

dos, mu culmanos¸

no sul da Asia, e

M edio, hindus e mu culmanos¸

comunidades religiosas nativas na Africa e na

Indon

sos usaram a religi ao como fundamento de sua

identidade pol ıtica e para justificar suas ideolo-

gias de vingan ca.”¸ — Terror in the Mind of God

—The Global Rise of Religious Violence (O Terror

na Mente de Deus — O Crescimento Global da

Viol encia Religiosa).

˘ “Ironicamente, os pa ıses onde h a fervor re-

ligioso costumam sofrer os piores males sociais.

O grande n umero de religi oes n ao conse-

guiu impedir o alto ındice de

A evid encia parece obvia: se quiser encontrar

um lugar seguro, decente, organizado e ‘civiliza-

do’ para morar, evite lugares onde h a muita reli-

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´ As pessoas envolvidas nesses ca-

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giosidade.” — Holy Hatred ( Odio Sagrado).

˘ “Os batistas s ao muito mais conhecidos

Quando a ques-

t ao da escravid ao [americana] e outros aconte-

cimentos dividiram as denominac¸ oes e depois a

nac¸ ao no s eculo 19, os batistas do norte e do

sul apoiaram a guerra como uma cruzada jus-

ta e presumiram que Deus estava do seu lado.

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pela guerra do que pela

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ESTA REVISTA E PUBLICADA visando o esclarecimento de toda a

fam ılia. ´ Mostra-nos como enfrentar os problemas atuais. Veicula as

not ıcias, ´

e

aponta o verdadeiro significado por tr as dos eventos correntes; todavia,

˜

fala sobre pessoas de muitas terras, examina a religi ao e a

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ci encia. Mas faz mais do que isso. Ela sonda abaixo da superf ıcie

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permanece sempre politicamente neutra e n ao exalta raca¸ alguma como

e ´ que esta revista gera confianca¸ na

promessa do Criador de estabelecer um novo mundo pac ıfico ´ e seguro,

superior a outra. Important ıssimo ´

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prestes a substituir o atual mundo perverso e an arquico.

4 Despertai! janeiro de 2011

ao ˜ ´ n ao e vendida. Ela faz parte de uma

obra educativa b ıblica,

menos que haja outra indicac¸ ao, os textos b ıblicos

s ao ˜ da Tradu c¸ ao do Novo Mundo das Escrituras Sagradas

citados

mundial, mantida por donativos. A

Esta publicac¸

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com Refer encias.

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Despertai! e publicada e impressa mensalmente pela As-

e Tratados. Sede e gr afi-

ca: Rodovia SP-141, km 43, Ces ario Lange - SP, 18285-000.

sociac¸ ao Torre de Vigia de B ıblias

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Diretor respons avel: Augusto dos Santos Machado Filho.

Revista registrada sob o n umero de ordem 511. 2011

Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania. Todos

os direitos reservados. Impressa no Brasil Vol. 92, No. 1 Monthly PORTUGUESE (Brazilian Edition)

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Eles tamb em se identificaram com os esforcos¸

nacionais de guerrear contra a Inglaterra (1812),

o M exico (1845) e a Espanha (1898). Justifica-

ram sua participac¸ ao nos dois ultimos casos, di-

zendo que ‘o motivo principal foi levar liberdade religiosa para os povos oprimidos e abrir novos

territ orios para a obra mission aria’. A quest ao

n ao e que os batistas queriam guerra em vez de

paz, mas que, em geral, quando a guerra se tor- nou realidade, eles a apoiaram e participaram nela.” — Review and Expositor—A Baptist Theologi- cal Journal.

˘ “Historiadores identificaram motivos reli-

giosos por tr as de guerras na maioria das eras e

em praticamente todos os mais variados povos

e culturas, e em geral nos dois lados combaten-

tes. A velha express ao ‘os deuses est ao conosco’

estava entre as primeiras e mais eficientes para

estimular a participac¸ ao em guerras.” — The Age

of Wars of Religion, 1000-1650—An Encyclopedia of Global Warfare and Civilization (A Era das

Guerras Religiosas, 1000-1650 — Enciclop edia

de Guerra Global e Civilizac¸ ao).

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“O Dr. Charles A. Eaton, pastor

da Igreja Batista na Madison Avenue,

anunciou ontem do p ulpito que sua casa seria usada como posto de alista-

mento para homens que quisessem se

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juntar ao ex ercito ou a marinha.

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precisam refletir

de modo mais cr ıtico sobre sua falha em pro-

ver uma lideran ca¸ mais eficiente e em declarar

os verdadeiros valores fundamentais de suas res-

˘ “Os l ıderes religiosos

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E verdade que todas as re-

ligi oes almejam a paz, mas n ao se pode afirmar

que elas conseguiram em algum momento alcan-

car¸ esse ideal.” — Violence in God’s Name—Reli-

gion in an Age of Conflict (Viol encia em Nome de

Deus — A Religi ao numa Era de Conflitos).

Ao longo da Hist oria, os cl erigos de todas as

principais religi oes da cristandade (cat olica, or-

todoxa e protestante) forneceram um suprimen-

to infind avel de padres, pastores e capel aes para

dar mais confian ca¸ as tropas e orar pelos mor-

tos e moribundos — nos dois lados de qualquer

conflito. Por darem esse apoio, eles aprovaram

o derramamento de sangue e deram sua b en c¸ ao

a todas as forcas¸ militares.

Alguns talvez ainda digam que n ao cabe a re-

ligi ao a culpa pelas guerras. Mas fica a pergunta:

A religi ao conseguiu concretizar algum de seus

esforcos¸ de unir a humanidade?

pectivas cren cas.¸

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“Ele foi um dos 12 cl erigos na cidade

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que pregaram serm oes de guerra em

seus cultos nas manh as de domingo e

que incentivaram homens e mulheres

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a demonstrar sua lealdade a nac¸ ao e

a ` democracia por oferecer seus servicos¸

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na guerra assim que poss ıvel. Viam-se

muitas igrejas decoradas com bandei- ras.” — The New York Times, 16 de abril de 1917.

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Idiomas: afric aner, alban es, alem ao, am arico, arabe, arm enio,

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bislama, b ulgaro, canar es, cebuano, chicheva, chin es (simplificado), chi-

n es ˆ (tradicional) ( audio apenas em mandarim), chitonga, chona, cibem-

ba, cingal es, coreano, croata, dinamarqu es, eslovaco, esloveno, es-

panhol, estoniano, eve, fijiano, finland es, franc es, georgiano,

grego, guzerate, hebraico, hiligaino, hindi, holand es, h ungaro, ibo, ilo-

cano, indon esio, ingl es, ioruba, island es, italiano, japon es, kirun-

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di, let ao, lingala, lituano, maced onio, malaiala, malgaxe, malt es, mian-

mar, noruegu es, polon es, portugu es, punjabi, quiniaruanda,

quirguiz, rarotongano, romeno, russo, samoano, sepedi, s ervio, sesoto,

silozi, sua ıli, ´ sueco, tagalo, tai, t amil, tcheco, tok pisin, tongan es, tson-

ga, tsuana, turco, ucraniano, urdu, vietnamita, xosa e zulu.

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Tamb em dispon ıvel em CD.

Tamb em dispon ıvel em MP3 CD-ROM.

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Audio tamb em dispon ıvel no “site” www.jw.org.

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Gostaria de ter mais informac¸ oes ou um curso b ıblico domiciliar gratuito?

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Escreva as Testemunhas de Jeov a, usando o endereco¸ apropriado. Para uma lista completa dos

enderecos¸

1740. Alemanha: Am Steinfels, 65617 Selters. Angola: Caixa Postal 6877, Luanda Sul. Argentina: Casilla 83 (Suc 27B),

das sedes, veja www.watchtower.org/address. Africa do Sul: Private Bag X2067, Krugersdorp,

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C1427WAB Cdad. Aut. de Buenos Aires. B elgica: rue d’Argile-Potaardestraat 60, B-1950 Kraainem. Bol ıvia: Casilla 6397,

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Santa Cruz. Brasil: CP 92, Tatu ı ´ - SP, 18270-970. Canad a: PO Box 4100, Georgetown, ON L7G 4Y4. Costa do Mar-

fim: 06 BP 393, Abidjan 06. Espanha: Apartado 132, 28850 Torrej on de Ardoz (Madrid). Estados Unidos da Am e-

rica: 25 Columbia Heights, Brooklyn, NY 11201-2483. Franca:¸ BP 625, F-27406 Louviers cedex. Gana: PO Box GP 760,

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Accra. Gr a-Bretanha: The Ridgeway, London NW7 1RN. Guadalupe, I.O.F.: Montmain, 97180 Sainte-Anne. Holanda:

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Noordbargerstraat 77, NL-7812 AA Emmen. It alia: Via della Bufalotta 1281, I-00138 Roma RM. Jap ao: 4-7-1 Nakashinden,

Ebina City, Kanagawa-Pref, 243-0496. Malaui: PO Box 30749, Lilongwe 3. Martinica: BP 585, 97207 Fort de France Ce-

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PO Box 2600, 1100 Maputo. Nig eria:

PMB 1090, Benin City 300001, Edo State. Nova Caled onia: BP 1741, 98874 Pont des Francais. Paraguai: Casilla 482,

dex. Maur ıcio: Rue Baissac, Petit Verger, Pointe aux Sables. Mocambique:¸

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1209 Asunci on. Portugal: Apartado 91, P-2766-955 Estoril. Qu enia: PO Box 21290, Nairobi 00505. Reuni ao: 76, Che-

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min Bœuf Mort, 97419 La Possession. Senegal: BP 29896, 14523 Dakar. Su ıca:¸ PO Box 225, 3602 Thun. Timor Les-

te: Box 248, Dili. Uruguai: Casilla 17030, C esar Mayo Guti errez 2645 y Cno. Varzi, 12500 Montevideo. Z ambia:

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PO Box 33459, 10101 Lusaka. Zimb abue: Private Bag WG-5001, Westgate.

Despertai! janeiro de 2011 5

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O problema com

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a religi ao

D IZER que a religi ao e a principal causa de

todos os conflitos sugere que, se ela n ao

existisse, haveria poucas guerras. Esse argu-

mento e razo avel? Ser a que conseguir ıamos

acabar com as guerras por simplesmente elimi-

nar a religi ao? Seja qual for sua resposta, nin-

gu em pode negar este fato: a religi ao n ao uniu

a

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humanidade. Veja alguns motivos disso.

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Dividida pela religi ao

A fam ılia humana est a dividida pela religi ao,

e

tante rivalidade. Ser a que podemos acreditar

que algum dia budistas, crist aos, hindus, ju-

deus e muculmanos¸

Outra triste realidade s ao as divis oes den-

tro de cada uma dessas principais religi oes. Por

exemplo, segundo certa estimativa, a cristan-

dade est a dividida em mais de 30 mil deno-

minac¸ oes. O islamismo tamb em est a dividido

por crencas¸ conflitantes. De acordo com uma

ag encia de not ıcias do Oriente M edio, um eru-

Mohsen Hojjat, admitiu re-

centemente que “a desuni ao entre os mucul-¸

manos e a principal fonte dos problemas no

dito muculmano,¸

v arias das principais religi oes est ao em cons-

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v ao conviver em paz?

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mundo isl amico”. Outras religi oes influentes,

como o budismo, hindu ısmo e juda ısmo, tam-

b em est ao fragmentadas em muitas seitas con-

flitantes.

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A religi ao na pol ıtica ´

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Parece que a religi ao influencia quase todos

os aspectos da vida. A revista The Economist

disse que, “em todo tipo de area, incluindo os

neg ocios, as pessoas religiosas est ao expressan-

do mais abertamente suas cren cas.¸

tamb em est a surgindo no cen ario econ omico”.

Isso separa as pessoas, em vez de uni-las. Mas

uma influ encia ainda mais prejudicial e o anti-

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A religi ao

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6 Despertai! janeiro de 2011

˜ A religi ao ˜ ˆ ´ ˆ ´ 6 Despertai! janeiro de 2011 go hist

go hist orico de intromiss ao da religi ao na pol ı-

tica.

Em uma pesquisa recente, mencionada no

artigo anterior, um grupo de historiadores ob-

servou que “ e mais prov avel que a religi ao pro-

voque uma guerra quando ela e as autoridades

governamentais ficam intimamente aliadas ou

ligadas”. Nisso vemos uma verdade inquestio-

n avel: a religi ao estava, e ainda est a, ligada a

organizac¸ oes pol ıticas e militares.

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Uma combina c¸ ao explosiva

Em muitos pa ıses, as religi oes predominan-

tes se tornaram s ımbolos de identidade patri o-

tica e racial. Por isso, a linha entre odio na-

cionalista, preconceito racial, rivalidade etnica

e inimizade religiosa e praticamente imper-

cept ıvel. Essa combina c¸ ao explosiva tem os

ingredientes necess arios para devastar nosso

mundo.

O grande paradoxo em tudo isso e que mui-

tas religi oes alegam representar o Deus da B ı-

blia, o Criador. Faz sentido acreditar que um

Criador amoroso de poder e sabedoria absolu-

tos teria alguma relac¸ ao com as religi oes que

causam divis ao e t em culpa de sangue?

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sangue? ´ ´ ˜ ´ ´ ´ ´ ´ ˜ ´ ´ ˜ ´ ˜ ˜

Milhares de

Testemunhas

de Jeov a foram

presas por se manter neutras

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A religi ao vai algum dia promover a paz? ˜ “V AMOS transformar o mundo
A religi ao vai algum dia promover a paz? ˜ “V AMOS transformar o mundo

A religi ao vai algum dia

promover a paz?

˜

“V AMOS transformar o mundo num lugar

melhor. Vamos nos livrar da religi ao.” Foi

isso que o fil osofo holand es Floris van den

Berg recomendou em sua palestra intitulada:

“Como se Livrar da Religi ao e Por Qu e”. No

mundo inteiro, especialistas de v arias areas

do conhecimento tamb em est ao promovendo

o fim da religi ao. “O mundo precisa despertar do longo pesa-

delo da crenca¸ religiosa”, disse Steven Wein-

berg, f ısico ganhador do pr emio Nobel. Em

anos recentes, tem-se ouvido muito sobre

como os problemas deste mundo seriam gran-

demente minimizados se a religi ao fosse elimi-

nada. Livros contra a religi ao proliferam e s ao

bem populares.

Cientistas proeminentes t em se reunido

para discutir o que, para eles, e uma necessida-

de urgente: acabar com a religi ao. Um n umero

cada vez maior de ateus est a inundando a m ı-

dia com seu odio pela religi ao. Ser a que esses

pensadores bem respeitados est ao no caminho

Como a religi ao verdadeira estabelecida por

Jesus e diferente da cristandade? De muitas

maneiras. Vejamos uma delas.

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“N ao faz parte deste mundo”

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Os primeiros crist aos n ao se envolviam em

assuntos pol ıticos. Isso est a de acordo com a

posic¸ ao neutra que o pr oprio Jesus assumiu.

B ıblia diz, pelo menos em duas ocasi oes,

que ele firmemente rejeitou propostas para

se

4:8-10; Jo ao 6:15) Jesus at e mesmo censurou

seus disc ıpulos quando eles tentaram recor-

rer a viol encia para evitar que ele fosse pre-

A

tornar um governante pol ıtico. (Mateus

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so. — Mateus 26:51, 52; Lucas 22:49-51; Jo ao

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18:10, 11.

Quando o governador romano da Judeia fez

perguntas espec ıficas a Jesus sobre suas su-

postas ambic¸ oes pol ıticas, Jesus esclareceu o

assunto ao dizer: “Meu reino n ao faz parte

deste mundo. Se o meu reino fizesse parte des-

te mundo, meus assistentes teriam lutado para

que eu n ao fosse entregue aos judeus. Mas, as-

sim como e, o meu reino n ao e desta fonte.”

(Jo ao 18:36) Fica claro que Jesus n ao se envol-

via nos sistemas pol ıtico e militar de seus dias.

Os disc ıpulos de Jesus seguiam esse mode-

lo. Um estudo sobre o papel da religi ao na

guerra, realizado pela equipe de pesquisadores

j a mencionada nesta s erie de artigos, explica:

“Os primeiros crist aos n ao apoiavam a viol en-

A maioria deles se recusava a entrar

ex ercito e lutar.” Os ensinamentos de Jesus

e seus ap ostolos enfatizavam o amor ao pr oxi-

mo, que inclu ıa estranhos e pessoas de dife-

(Atos 10:34, 35; Tiago

rentes etnias e racas.¸

no

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3:17) Essa religi ao realmente promovia a paz.

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Com o tempo, por em, os conceitos origi-

nais do cristianismo foram contaminados

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certo?

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Existe uma religi ao verdadeira?

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Se todas as religi oes fossem falsas e Deus

n ao existisse, da ı talvez parecesse razo avel eli-

minar a religi ao. Mas e se Deus existir? E se

houver na Terra um grupo de pessoas que re- presenta corretamente a Deus, ou seja, uma

religi ao verdadeira?

Um estudo cuidadoso da hist oria da religi ao

revela uma forma de adorac¸ ao que se destaca

como muito diferente das demais. Ela e prati-

cada por relativamente poucas pessoas hoje.

Essa religi ao foi fundada por Jesus Cristo e

seus ap ostolos. Mas ela n ao tem nenhuma re-

lac¸ ao com as coisas que a cristandade tem fei-

to por muitos s eculos.

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Um s ervio, um b osnio

e um croata

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Um s ervio, um b osnio e um croata ´ ´ As Testemunhas de Jeov a

As Testemunhas de Jeov a ´ s ao ˜ unidas pelo amor

pela forca¸ divisora da filosofia, da tradic¸ ao e

do nacionalismo. A an alise hist orica j a citada Jeov a n ao participam em “atividades contra

sobre o papel da religi ao em conflitos arma- o governo” e s ao “cidad aos que obedecem as

dos diz: “A convers ao de Constantino [impe- leis do pa ıs”.

rador romano] levou a militarizac¸ ao do movi-

mento crist ao, que deixou de ser guiado pelos

ensinamentos compassivos de Cristo e pas-

sou a ser motivado pelas ambic¸ oes pol ıticas

versidade de Vars ovia, Pol onia, escreveu: “As

Testemunhas de Jeov a comp oem a maior co-

munidade no mundo atual que n ao apoia as

geogr aficas do imperador. Os crist aos, in- guerras.” Visto que seguem de perto o padr ao

cluindo o imperador, sentiram-se obrigados a dos crist aos do primeiro s eculo, pode-se dizer

que elas conseguiram restabelecer a forma de

buscar justificativas religiosas para guerrear.”

cas”. O estudo explica que as Testemunhas de

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O professor Wojciech Modzelewski, da Uni-

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e

Nascia assim uma vers ao falsificada do cris- adorac¸ ao institu ıda por Cristo e seus ap osto-

los. Esse e o tipo de cristianismo que, sem d u-

vida, promove a paz. — Veja o quadro na pr o-

tianismo.

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´

´

´

´

Um grupo diferente

Ser a que o verdadeiro cristianismo est a per-

´

´

xima p agina.

´

dido para sempre? De forma alguma. Hoje

existe um grupo que merece nossa atenc¸ ao. As

Testemunhas de Jeov a seguem o padr ao dos — e at e mesmo muitos l ıderes religiosos — fi-

primeiros crist aos como nenhuma outra reli- cam chocados com a hipocrisia de sua pr o-

ao. Elas n ao t em nenhuma ligac¸ ao com as re- pria religi ao. N ao podemos deixar de reconhe-

ligi oes da cristandade. A The Encyclopedia of cer os esforcos¸ abnegados que muitas pessoas

Religion (Enciclop edia da Religi ao) as descre- religiosas fazem para trazer paz e uni ao ao

ve como “diferentes”, porque baseiam todas as

gi ˜

E verdade que muitos adoradores sinceros

Motivos para otimismo

˜

˜

´

´

˜

˜

´

´

˜

ˆ

´

˜

˜

˜

˜

´

˜

mundo.

´

suas crencas¸ “na autoridade da B ıblia, que e

totalmente superior a tradic¸ ao”.

Como os primeiros crist aos, as Testemu-

nhas de Jeov a n ao apoiam nenhum lado em

conflitos pol ıticos. Um estudo publicado pela

Academia Nacional de Ci encias da Ucr ania

diz que elas procuram superar “diferencas¸ ra-

ciais, nacionais, religiosas, sociais e econ omi-

´

`

˜

˜

´

´

˜

ˆ

ˆ

ˆ

Mesmo assim, por mais sinceros que sejam

seus esforcos,¸

na resolver os problemas do mundo. O antigo

profeta Jeremias escreveu: “N ao e do homem

terreno o seu caminho. N ao e do homem que

anda o dirigir o seu passo.” — Jeremias 10:23.

Mas temos motivos para ser otimistas. A Pa-

lavra de Deus ensina que uma nova sociedade

est a al em da capacidade huma-

´

´

˜

´

˜

´

humana viver a em paz na Terra. Ela ser a uma

fraternidade no pleno sentido da palavra. Todas

as racas¸ viver ao em harmonia, e a humanida-

de n ao ficar a dividida por fronteiras territoriais,

odio etnico ou ideologias religiosas. O fator

determinante para essa uni ao ser a a adorac¸ ao

pura de Jeov a Deus.

A B ıblia tamb em prediz o fim das religi oes

que desonram a Deus. Jesus disse: “Todo rei-

no dividido contra si mesmo cai em desolac¸ ao,

e toda cidade ou casa dividida contra si mes-

ma n ao permanece.” (Mateus 12:25) No futu-

´

´

´

˜

´

˜

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˜

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´

˜

ro, Deus se certificar a de que essas palavras se

cumpram em relac¸ ao a todas as religi oes falsas.

H a muito tempo, a B ıblia predisse que Deus

‘certamente faria julgamento entre as nac¸ oes e

resolveria as quest oes’. Essa profecia tamb em

diz que as pessoas “ter ao de forjar das suas es-

padas relhas de arado, e das suas lancas,¸ poda-

˜

´

˜

˜

´

´

˜

´

˜

deiras. N ao levantar a espada nac¸ ao contra na-

c¸ ao, nem aprender ao mais a guerra”. (Isa ıas

2:4) Essa profecia est a se cumprindo hoje.

A religi ao verdadeira, praticada pelas Testemu-

nhas de Jeov a, j a promove a paz.

˜

˜

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˜

˜

´

´

˜

´

´

´

Em que aspectos as Testemunhas de Jeov a

˜

s ao diferentes?

´

Muitas pessoas ficam surpresas quando veem como as Testemunhas de Jeov a

s ao diferentes de qualquer outra religi ao que afirma seguir a Cristo. Seguem

algumas dessas diferen cas:¸

˜

˜

ESTRUTURA ˜ ˆ ˘ N ao t em uma classe clerical. ˜ ˘ ˜ ´

ESTRUTURA

˜ ˆ ˘ N ao t em uma classe clerical. ˜ ˘ ˜ ´ rios
˜
ˆ
˘
N ao t em uma classe clerical.
˜
˘
˜
´
rios n ao recebem sal ario.
˜
´
˘
N ao cobram d ızimo
˜
˜
Sal oes do Reino.
˜
˘
ˆ
por donativos an onimos.
ˆ
˜
˘
a ` pol ıtica. ´
˜
˘
em guerras.
ˆ
˘
˜
˜
˘
˘
˜
´
quer protestante.

Mant em-se neutras em relac¸ ao

˜ ´ quer protestante. Mant em-se neutras em relac¸ ao ´ ´ DOUTRINAS ˘ ´ verdadeiro,

´

´

DOUTRINAS

˘ ´ verdadeiro, chamado Jeov a. ˜ ˘ N ˘ e ˜ ˘ N ˜
˘
´
verdadeiro, chamado Jeov a.
˜
˘
N
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e
˜
˘
N
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imagens em sua adorac¸ ao.
˜
˘
N
´
˜
de morrer.
˘
˜
´
´

de Jesus.

Seus anci aos, instrutores e mission a-

nem fazem coletas

em seus locais de adorac¸ ao, chamados

Todas as suas atividades s ao mantidas

Promovem a paz e n ao participam

No mundo todo, elas t em ´ a mesma f e

e as mesmas crencas¸ b ıblicas.

S ao totalmente unidas, n ao importa

o

status, etnia, raca¸ e classe social.

N

˜

ao s ao afiliadas a nenhuma outra

˜

religi ao, quer seja cat olica, ortodoxa

Acreditam que existe apenas um Deus

´

ao acreditam que Jesus Cristo e o

Deus Todo-Poderoso, nem na Trindade.

Seguem os ensinamentos de Jesus

o honram como o Filho de Deus.

ao veneram a cruz, nem usam

ao acreditam num inferno de fogo

para onde as pessoas m as v ao depois

a ´ a hu-

manidade obediente com vida eterna

Acreditam que Deus abencoar¸

em perfeic¸ ao num para ıso ´ na Terra.

As Testemunhas de Jeov a acreditam que

conseguiram restaurar o cristianismo do

´

primeiro s eculo, praticado pelos ap ostolos

de parede persa: Museu do Louvre, Paris

Nero: Fotos tiradas por cortesia do Museu Brit anico; ˆ

Linha do tempo: Relevo de parede eg ıpcio ´

e busto de

relevo

´

UM LIVRO CONFI AVEL

Parte 3

Babil onia na hist oria b ıblica ´

ˆ

´

Este e o terceiro de uma s erie de sete artigos em n umeros consecutivos de

´

´

´

Despertai! que trata das sete pot encias mundiais da hist oria b ıblica. O objetivo

ˆ

´

´

e ´ mostrar que a B ıblia e confi avel e inspirada por Deus e cont em uma mensagem

´

´

´

´

´

de esperanca¸ — de que um dia o sofrimento causado pelo dom ınio cruel do

´

homem acabar a.

L OCALIZADA numa plan ıcie f ertil uns

80 quil ometros ao sul da atual Bagd a, a an-

tiga Babil onia era uma cidade muito impres-

sionante. Com imponentes muralhas duplas e

cercada por um fosso, parecia imposs ıvel inva-

di-la. Era famosa por seus jardins suspensos e

templos majestosos com suas torres. Sem d uvi-

da, foi uma das cidades mais grandiosas da an- tiguidade.

Na B ıblia, ela e chamada de “Senhora de

Reinos” e era a capital da terceira pot encia

mundial da hist oria b ıblica. (Isa ıas 47:5) As-

´

´

ˆ

ˆ

´

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ˆ

´

´

sim como as duas pot encias anteriores, o Egi-

to e a Ass ıria, o Imp erio Babil onico desempe-

nhou um papel importante na hist oria b ıblica,

tornando poss ıvel comparar o que as Escritu-

ras dizem sobre ela com o que fontes seculares

afirmam.

´

ˆ

´

ˆ

´

´

´

Hist oria confi avel

´

´

O livro b ıblico de Daniel conta que um ho-

mem chamado Belsazar foi rei em Babil o-

nia. (Daniel 5:1) No entanto, algumas fontes

seculares diziam que Belsazar, embora po-

´

ˆ

Pintura retratando a antiga cidade de Babil onia

ˆ

deroso, nunca tinha sido rei.

Ser a que a B ıblia estava erra-

da? Arque ologos descobriram

v arios cilindros de argila nas

ınas ´ de Ur, na Mesopot a-

mia. A inscri c¸ ao cuneiforme

em um dos cilindros inclu ıa

uma orac¸ ao feita pelo rei ba-

bil onio Nabonido a favor de

“Bel-sar-ussur [tamb em conhe-

cido como Belsazar], meu fi- lho mais velho”. Descobertas posteriores confirmaram que Belsazar tinha “atuado como

regente durante mais da meta-

de do reinado de seu pai”, diz o

ru

´

´

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ˆ

´

˜

˜

ˆ

´

Foto tirada por cortesia do Museu Brit anico ˆ
Foto tirada por cortesia do Museu Brit anico ˆ

Cilindro de argila contendo o nome de Belsazar

New Bible Dictionary, “nesse tempo ele tinha basicamente a mesma autoridade que o rei”.

A Hist oria tamb em mostra que a antiga Ba-

bil onia era uma cidade muito religiosa, repleta

de

quiel 21:21 diz que o rei de Babil onia recorreu a

adivinhac¸ ao para decidir se atacaria Jerusal em.

O

rei “examinou o f ıgado”, diz a B ıblia. Por

´

´

ˆ

astrologia e adivinhac¸ ao. Por exemplo, Eze-

˜

ˆ

`

˜

´

´

´

“Passei 30 anos trabalhando

˜

em escavac¸ oes

e, do ponto

de vista hist orico, nunca

encontrei ´ um detalhe em que

a B ıblia estivesse errada.”

— Nelson Glueck

´

que o f ıgado? Os babil onios usavam esse or-

g ao de animais sacrificados em busca de pres-

s agios, ou predi c¸ oes. Segundo o livro Mesopo-

tamian Astrology (Astrologia Mesopot amica),

arque ologos encontraram em apenas um local

antiga Babil onia “32 f ıgados [de argila], to-

dos eles contendo inscri c¸ oes” de press agios.

na

´

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´

˜

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ˆ

˜

ˆ

´

´

´

˜

O renomado arque ologo Nelson Glueck co-

mentou certa vez: “Passei 30 anos trabalhando

em escavac¸ oes com a B ıblia numa m ao e uma

pequena p a na outra e, do ponto de vista hist o-

´

´

´

˜

˜

´

rico, nunca encontrei um detalhe em que a B ı-

blia estivesse errada.”

´

´

Profecias confi aveis

Como voc e reagiria se algu em lhe dissesse

que uma grande capital — como Pequim, Mos-

cou ou Washington, DC — se tornaria um lu-

gar devastado e desabitado? Voc e teria todos os

motivos para duvidar. Mas foi isso que aconte-

ˆ

ceu com a antiga Babil onia. Com uns 200 anos

de anteced encia, por volta de 732 AEC, Jeov a

Deus inspirou o profeta hebreu Isa ıas a re-

gistrar uma profecia sobre o fim da podero-

sa Babil onia. Ele escreveu: “Babil onia, ornato

ter a de tornar-se como quan-

do Deus derrubou Sodoma e Gomorra. Nunca

mais ser a habitada, nem residir a ela por gera-

c¸ ao ap os gerac¸ ao.” — Isa ıas 13:19, 20.

Mas por que Deus profetizaria a destrui c¸ ao

de Babil onia? Em 607 AEC, os ex ercitos babi-

onicos destru ıram Jerusal em e levaram os so-

breviventes a Babil onia, onde receberam um

tratamento cruel. (Salmo 137:8, 9) Deus pre-

disse que seu povo teria de suportar esse tipo

de tratamento por 70 anos em consequ encia de

suas ac¸ oes ruins. Depois desse per ıodo, Deus

os libertaria e permitiria que voltassem a sua

terra natal. — Jeremias 25:11; 29:10.

Em cumprimento da Palavra prof etica de

Deus, a cidade de Babil onia, que parecia inven-

c

em 539 AEC — justamente quando o ex ılio de

ıvel, foi derrotada pelos ex ercitos medo-persas

l ˆ

ˆ

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ˆ

ˆ

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ˆ

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ˆ

dos reinos,

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˜

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ˆ

˜

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ˆ

´

´

70 anos de Jud a estava para terminar. Com o

tempo, Babil onia se tornou um monte de ru ı- nas — exatamente como havia sido profetizado.

Nenhum humano poderia predizer uma faca-¸

nha assim. Sem d uvida, a capacidade de profe-

tizar, ou predizer o futuro, deixa bem claro que

nenhum deus se compara ao Autor da B ıblia:

o Deus verdadeiro, Jeov a. — Isa ıas 46:9, 10.

´

ˆ

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´

´

´

´

´

Uma esperan ca¸ confi avel

Outra profecia est a tendo um cumprimento

incr ıvel em nossos dias. A profecia tem a ver

com o antigo Rei Nabucodonosor de Babil o-

nia e um sonho que ele teve sobre uma est atua

gigantesca. O corpo estava dividido em cinco

ventre e coxas,

partes: cabe ca,¸ peito e bra cos,¸

´

´

ˆ

´

A PROFECIA DIZIA O NOME

Uma das profecias mais impressionantes

sobre a queda de Babil onia est a relaciona-

da ao homem que a conquistou, o Rei Ciro,

ˆ

´

da P ersia. Quase dois s eculos antes de Ciro

´

´

´

assumir o trono, Jeov a Deus o mencionou

por nome e predisse que ele seria o con-

quistador de Babil onia. Falando sobre a futura conquista de Ciro,

Isa ıas ´ foi inspirado a escrever: “Assim disse

ˆ

´

Jeov a ao seu ungido, a Ciro, cuja direita

tomei para sujeitar diante dele nac¸ oes,

para abrir diante dele as portas duplas,

˜

˜

de modo que nem mesmo os port oes se

fechar ao.” Deus tamb em predisse que o rio Eufrates ‘teria de secar-se’. — Isa ıas ´ 45:1-3;

Jeremias 50:38.

Os historiadores gregos Her odoto e Xe- nofonte confirmam o cumprimento dessa profecia surpreendente. Eles revelam que

Ciro desviou o rio Eufrates, baixando o n ıvel ´

˜

´

´

da agua. Os ex ercitos de Ciro obtiveram

´

´

assim acesso a cidade atrav es de seus por-

`

´

˜

t oes, que haviam sido deixados abertos.

Conforme predito, a poderosa Babil onia

caiu “repentinamente”, em uma noite. — Jeremias 51:8.

ˆ

pernas e p es — cada uma delas formada de

um material diferente. (Daniel 2:31-33) Essas

partes representavam uma sucess ao de gover-

nos, ou reinos, que come cou¸ com Babil onia e

continua at e a Pot encia Mundial Anglo-Ame-

ricana, a s etima da hist oria b ıblica. — Daniel

2:36-41.

Daniel revela que houve uma mudan ca¸

significativa no material dos p es da est atua.

Como assim? Em vez de metal puro, os p es

eram formados por uma mistura de ferro e ar-

gila umida. Explicando seu significado, Da-

niel disse a Nabucodonosor: “Quanto ao que

viste o ferro misturado com argila umida, vi-

r ao a estar misturados com a descend encia da

´

˜

ˆ

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ˆ

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´

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ˆ

˜

ˆ

BABIL ONIA, A GRANDE

O livro b ıblico ´

˜

de Revelac¸ ao (Apoca-

´

lipse) menciona uma meretriz simb o-

ˆ

lica chamada “Babil onia, a Grande”.

˜

(Revelac¸ ao 17:5) O que ela represen-

ta? As evid encias indicam que se

trata de uma entidade religiosa.

ˆ

ˆ

A antiga Babil onia era uma cidade

extremamente religiosa, com mais

´

de 50 templos dedicados a v arias dei-

dades. ´ Os babil onios acreditavam em

tr ıades

alma era imortal e que, na morte, ela

descia para o sombrio mundo dos

ˆ

de deuses e achavam que a

ˆ

mortos. Ali, “a exist encia humana

al em da sepultura e, na melhor das

´

´

hip oteses, apenas uma c opia triste

e desprez ıvel ´ da vida na terra”, diz

a Funk & Wagnalls New Encyclopedia.

Com o tempo, esses ensinamentos

se espalharam pelo mundo inteiro.

´

´

Hoje, essas ideias, ou vers oes altera-

das delas, podem ser encontradas

˜

˜

nas religi oes da cristandade. Juntas,

essas religi oes comp oem uma parte

significativa da entidade religiosa glo-

˜

˜

ˆ

bal chamada Babil onia, a Grande.

Ambas as imagens: Fotos tiradas por cortesia do Museu Brit anico ˆ

˜

humanidade; por em, n ao mostrar ao estar ape-

gados um ao outro, do mesmo modo como

o ferro n ao se mistura com argila modelada.”

(Daniel 2:43) A mistura de ferro e argila resul-

ta numa combina c¸ ao fr agil; n ao h a como fica-

´

˜

˜

˜

´

˜

´

´

rem “apegados um ao outro”. E impressionan-

te a exatid ao dessa descric¸ ao sobre o mundo

politicamente dividido de hoje.

Daniel tamb em revelou outro acontecimen- to significativo. Em seu sonho, o Rei Nabuco- donosor viu uma pedra que foi cortada de um

grande monte. Essa pedra foi erguida e “gol-

peou a est atua nos seus p es de ferro e de ar-

(Daniel 2:34)

O que isso significa? O pr oprio Daniel respon-

gila modelada, e os esmiu cou”.¸

˜

˜

´

´

´

´

de: “Nos dias daqueles reis [durante o per ıodo

da ultima pot encia mundial] o Deus do c eu

estabelecer a um reino que jamais ser a arruina-

do. E o pr oprio reino n ao passar a a qualquer

outro povo. Esmiu car¸ a e por a termo a todos

estes reinos, e ele mesmo ficar a estabelecido

por tempos indefinidos.” (Daniel 2:44) Essa

´

´

´

ˆ

´

´

´

´

˜

´

´

´

profecia apontava para um Reino diferente de

qualquer outro governo conhecido pela hu-

manidade. Seu Rei e Jesus Cristo, o Messias.

Conforme mencionado nos artigos anterio-

res desta s erie, Jesus esmiu car¸ a, ou seja, des-

truir a completamente a Satan as e todos os

seus seguidores, tanto humanos como espiri-

tuais, trazendo assim paz e harmonia univer-

sal. — 1 Cor ıntios 15:25.

´

´

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´

´

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´ ´ ˜
´
´
˜

ˆ

Os babil onios adoravam

tr ıades de deuses. Os

´ ˜ ˆ Os babil onios adoravam tr ıades de deuses. Os s ımbolos de uma

s ımbolos de uma delas

— Sin, Xamaxe e Istar —

s ao vistos aqui

ˆ Os babil onios adoravam tr ıades de deuses. Os s ımbolos de uma delas —
ˆ Os babil onios adoravam tr ıades de deuses. Os s ımbolos de uma delas —
ˆ Os babil onios adoravam tr ıades de deuses. Os s ımbolos de uma delas —
ˆ Os babil onios adoravam tr ıades de deuses. Os s ımbolos de uma delas —

OBSERVANDO O MUNDO

Limpeza demais?

“Nossa pesquisa indica que ambientes ˆ extre-

podem

contribuir para n ıveis mais altos de inflamac¸ ao

na vida adulta, os quais, por sua vez, aumentam os riscos de se contrair uma ampla variedade de doen cas”,¸ comentou Thomas McDade, profes- sor adjunto na Universidade Northwestern, Illi- nois, EUA. Numa pesquisa que comparou crian-

cas¸ filipinas com americanas, constatou-se que,

em geral, as filipinas contra ıram muito mais

doen cas¸ infecciosas. Mas, ao contr ario do que

se esperava, jovens adultos filipinos apresenta-

ram n ıveis bem mais baixos de prote ına C-reati-

va no sangue, indicando uma quantidade menor

de inflamac¸ oes. A conclus ao? Uma ˆ exposic¸ ao

pode na

realidade resultar em protec¸ ao contra doen cas¸

mort ıferas na vida adulta.

maior a bact erias comuns na inf ancia

mamente limpos e higi enicos na inf ancia

ˆ

´

˜

´

´

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´

˜

´

˜

˜

˜

´

´

A etica no trabalho desapareceu

Muitos patr oes finlandeses est ao espantados

com a nova gerac¸ ao de candidatos a empregos

que parecem n ao ter a m ınima ideia de como se

comportar para manter o trabalho. “Os novos

˜

funcion arios em geral n ao levam a s erio os hor a-

rios e acham que podem entrar e sair quando bem entenderem”, disse Anne Mikkola, gerente de restaurante, numa entrevista a uma emissora

˜

˜

˜

˜

´

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´

´

A m edia de pacientes para cada m edico na

´

´

ˆ

Tanz ania

e ´ de 64 mil. THE CITIZEN, TANZ ANIA.

ˆ

‘Existem pelo menos 1 bilh ao de

pessoas pobres vivendo com sub-

˜

˜

nutric¸ ao cr

onica, ˆ e o Objetivo de Desen-

volvimento do Mil enio das Nac¸ oes Unidas de

ˆ

˜

´

reduzir substancialmente o n umero de fa-

mintos no mundo at e 2015 n ao ser a atingi-

´

˜

´

do. SCIENCE, EUA.

“As cem maiores empresas de armas de

guerra do mundo registraram 385 bi-

lh oes de d olares em vendas

˜

´

em 2008, um aumento de 39 bilh oes de

˜

´

d olares em relac¸

ao ˜ a 2007. — INSTITUTO INTER-

NACIONAL DE PESQUISAS DA PAZ, DE ESTOCOLMO,

´

SU ECIA.

nacional de r adio e TV na Finl andia. C odigos de

conduta e vestimenta tamb em s ao problem ati-

cos. Principalmente no atendimento ao p ublico,

os patr oes precisam dizer que roupas s ao ina-

propriadas. A dificuldade que essa nova gerac¸ ao

tem de separar o trabalho da vida pessoal tam-

b em e vista quando seus amigos aparecem no lo-

cal de trabalho s o para fazer uma visita.

´

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ˆ

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´

˜

´

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´

´

14 Despertai! janeiro de 2011

Disputa territorial “resolvida”

Uma antiga disputa territorial entre Bangladesh e

a India sobre uma ilhota na ba ıa de Bengala foi re-

solvida — pela elevac¸ ao do n ıvel do mar. Esse terri-

t orio despovoado, conhecido pelos indianos como

ilha New Moore e pelos bengalis como ilha Tal-

patti do Sul, nunca ficou mais de 1,9 metro acima

do n ıvel do mar. No entanto, imagens de sat elite

mostram que a ilha foi recentemente coberta pelo

mar. “O que esses dois pa ıses n ao conseguiram fa-

zer ap os anos de negociac¸ oes o aquecimento global

resolveu”, disse o professor Sugata Hazra, da Facul-

dade de Estudos Oceanogr aficos da Universidade

Jadavpur, de Calcut a.

´

´

´

˜

´

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˜

´

´

TEVE UM PROJETO? ´ A retina invertida C elulas fotorreceptoras Luz ´ Epit elio pigmentado
TEVE UM PROJETO?
´
A retina invertida
C
elulas
fotorreceptoras
Luz
´
Epit elio
pigmentado
Luz
Retina
´
Nervo optico
´
´

˘ O olho humano tem uma retina: membra-

dos pr oximos ao epit elio pigmentado — uma

na com cerca de 120 milh oes de c elulas

chamadas fotorreceptores, que absorvem

˜

´

´

raios de luz e os convertem em sinais el etri-

cos. O c erebro interpreta esses sinais como

imagens visuais. Evolucionistas afirmam

´

que a localizac¸ ao da retina nos olhos dos

vertebrados (criaturas com uma espinha

˜

dorsal) prova que o olho n ao foi projetado.

Analise o seguinte: A retina dos verte-

˜

´

brados e invertida, o que coloca os fotorre-

´

ceptores no fundo dela. Para alcanc¸ a-los,

a luz precisa passar atrav es de v arias cama-

´

´

das de c elulas. Segundo o bi ologo evolucio-

´

´

˜

nista Kenneth Miller, “essa disposic¸ ao espa-

lha a luz, tornando nossa vis ao menos

detalhada do que poderia ser”.

˜

Por isso, os evolucionistas afirmam que

a retina invertida e evid encia de um projeto

med ıocre ´

projeto. Um cientista chegou a descrev e-lo

˜

— na verdade, da aus encia de um

´

ˆ

ˆ

ˆ

como uma “disposic¸ ao funcionalmente sem

nexo nem intelig encia”. Mas pesquisas adi-

cionais revelaram que os fotorreceptores da

ˆ

˜

retina invertida est ao perfeitamente localiza-

ˆ

camada celular que fornece oxig enio e nutri-

˜

entes vitais para uma vis ao agucada.¸

“Se o

tecido do epit elio pigmentado estivesse

localizado na frente da retina, isso poderia

´

˜

comprometer seriamente a vis ao”, escreve-

ram o bi ologo Jerry Bergman e o oftalmolo-

gista Joseph Calkins. A retina invertida beneficia em especial

vertebrados com olhos pequenos. O profes-

´

¨

sor Ronald Kr oger, da Universidade de Lund,

´

Su ecia, disse: “Entre as lentes do olho e os

fotorreceptores, deve haver uma dist ancia

espec ıfica ´

O fato de esse espaco¸ estar preenchido por

ˆ

para se obter uma imagem n ıtida. ´

c elulas nervosas resulta numa importante

economia de espaco¸ para os vertebrados.”

´

Al em disso, visto que as c elulas nervosas

´

´

˜

est ao firmemente acondicionadas e perto

´

dos fotorreceptores, a an alise de informa-

c¸ oes visuais e ´ r apida e confi avel.

˜

´

´

O que voc e acha? Ser a que a retina

ˆ

´

invertida e uma estrutura inferior, produto

do mero acaso? Ou teve um projeto?

´

voc e acha? Ser a que a retina ˆ ´ invertida e uma estrutura inferior, produto
O incr ıvel ´ processo do nascimento A ESPERA de nove meses finalmente che- gou
O incr ıvel ´ processo do nascimento A ESPERA de nove meses finalmente che- gou

O incr ıvel ´ processo do nascimento

A ESPERA de nove meses finalmente che-

gou ao fim, e o t ao esperado beb e est a

prestes a nascer. O colo do utero da m ae per-

˜

ˆ

˜

´

´

maneceu bem fechado todo esse tempo, abri-

gando o feto em seguran ca¸ no utero. Mas ago-

´

ra o colo do utero est a ficando mais fino, mole

´

´

e relaxado. Comeca¸ assim o milagre do nasci- mento. O que est a por tr as desse maravilhoso pro-

cesso? Dos v arios fatores envolvidos, dois se

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destacam. O primeiro e a liberac¸ ao da oxitoci-

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na, um horm onio produzido no c erebro. Tanto

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os homens como as mulheres produzem essa

subst ancia, mas uma grande quantidade e libe-

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rada pela mulher gr avida ao entrar em trabalho

´

de parto, fazendo o colo do utero dilatar e o

´

utero ´ contrair.

A gestac¸ ao em geral dura de 37 a 42 semanas.

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Processo de nascimento

˜

1 Posic¸ ao fetal antes do trabalho

de parto

˜

2 Movimento do feto em direc¸ ao

ao canal do parto

3 Dilatac¸ ao do colo do utero

˜

4 Expuls ao do feto

˜

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Dilatac¸ ao do colo do utero ˜ 4 Expuls ao do feto ˜ ´ placenta 16

placenta

16 Despertai! janeiro de 2011

1

vagina

´ colo do utero
´
colo do utero

2

do utero ˜ 4 Expuls ao do feto ˜ ´ placenta 16 Despertai! janeiro de 2011

Ainda n ao se descobriu como a hip ofise da

mulher sabe quando e a hora certa de come-

car¸ a liberar esse horm onio. O livro Incredible

Voyage—Exploring the Human Body (Uma Incr ı-

vel Viagem — Explorando o Corpo Humano)

diz: “De alguma forma, o c erebro percebe que

a gestac¸ ao est a completa e que e hora de os for-

desempenharem seu

papel curto, mas heroico.”

O segundo fator e a func¸ ao da placenta, que

para de produzir progesterona. Durante a gra-

videz, a progesterona impede contrac¸ oes for-

tes. Agora, por em, sem a restric¸ ao da progeste-

rona, o utero comeca¸ a se contrair. Em geral,

depois de 8 a 13 horas de trabalho de parto,

o beb e empurrado para fora atrav es do colo

do utero, que est a relaxado e dilatado. Ap os

isso, a placenta tamb em e expelida.

O rec em-nascido precisa se adaptar logo as

novas condic¸ oes de vida, que s ao muito dife-

rentes das de seu ambiente maternal. Por exem-

plo, antes de sair do utero, os pulm oes do feto

estavam cheios de l ıquido amni otico, que foi

expelido quando o beb e passou pelo canal do

parto. Agora, os pulm oes precisam ficar cheios

de ar para dar in ıcio a respira c¸ ao. O come-

co¸ desse processo em geral e marcado pelo

primeiro choro. Mudancas¸ dr asticas tamb em

acontecem no corac¸ ao e no resto do sistema

circulat orio. Ocorre o fechamento de um ori-

f ıcio que liga os dois atrios do corac¸ ao e de

um vaso sangu ıneo que desvia o sangue para

que ele n ao entre na circulac¸ ao pulmonar. Es-

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tes m usculos uterinos

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e

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3

4

sas mudancas¸ redirecionam o sangue para os

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pulm oes, a fim de ser oxigenado. E impressio-

nante a rapidez com que ocorre essa adaptac¸ ao

ao mundo exterior.

O processo inteiro do trabalho de parto nos

lembra das palavras da B ıblia: “Para tudo h a

um tempo determinado, sim, h a um tempo

para todo assunto debaixo dos c eus.” Isso in-

clui um “tempo para nascer”. (Eclesiastes

3:1, 2) Sem d uvida, voc e concorda que essa

s erie de processos bioqu ımicos e f ısicos, que

ocorrem todos em apenas algumas horas, d a

evid encia clara de um projeto feito por nosso

Criador, a quem a B ıblia chama de “a fonte da

vida”. — Salmo 36:9; Eclesiastes 11:5.

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Mans oes em

miniatura

em Istambul

˜

˘ Casinhas de p assaros feitas de madeira

podem ser vistas em muitas partes do mundo.

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Elas s ao lugares ideais para as aves se alimen-

tarem, se manterem aquecidas, fazerem ninhos, criarem os filhotes e se protegerem de predado- res e do mau tempo. Em Istambul, casinhas de

˜

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p assaros foram feitas imitando casas de verda-

de. Algumas parecem mans oes; outras mesqui-

tas e pal acios. S ao conhecidas como pombais,

˜

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mans oes de aves e at e mesmo pal acios de

pardais.

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As casinhas de p assaros mais antigas remon-

tam pelo menos ao s eculo ´ 15 e refletem a arqui-

tetura otomana. No in ıcio,

ples, mas se tornaram resid encias elaboradas

´

eram estruturas sim-

ˆ

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e luxuosas a partir do s eculo 18. Algumas

´

tinham recipientes para comida e agua, passa-

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relas e at e sacadas. Essas casas costumavam

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ficar na lateral do pr edio que recebia mais luz do

Embora detalhadas, ´ essas casinhas em geral n ao s ao c opias

´

de pr edios espec ıficos.

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sol e oferecia a melhor protec¸ ao contra o vento

— longe do alcance de gatos, c aes e pessoas.

` As vezes, essas estruturas eram constru ıdas ´

apenas para beneficiar as aves, mas para deco-

˜

˜

n ao

rar os pr edios de modo a combinar com seu

estilo. Hoje, elas podem ser vistas nas laterais

de mesquitas, grandes e pequenas, bem como

´

em bebedouros p ublicos, bibliotecas, pontes e

casas particulares.

Infelizmente, muitas dessas mans oes em

miniatura se deterioraram por causa da exposi-

c¸ ao constante ao tempo, e outras foram destru ı- ´

´

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˜

das de prop osito por pessoas que n ao reconhe-

´

˜

ceram seu valor. As casinhas de p assaros s ao

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cada vez mais raras. No entanto, se voc e aprecia

arquitetura hist orica e for algum dia a Istambul,

tente encontrar essas estruturas pequenas e

´

˜

delicadas que est ao aninhadas em beirais de

pr edios. Agora que voc e conhece essas man-

´

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s oes em miniatura, avist a-las tornar a sua visita

a essa cidade muito mais interessante.

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O tempo n ao tirou seu charme

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˘ E bem prov avel que o rel ogio mec anico

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tenha sido inventado na China h a mais de

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900 anos. Desde ent ao, houve muitas melho-

rias. Um avanco¸ marcante ocorreu em meados

´

do s eculo 17 quando o p endulo passou a ser

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ˆ

usado. Gracas¸ a essa inovac¸ ao revolucion aria,

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os rel ogios se tornaram t ao precisos que seu

mostrador ganhou um novo recurso: o ponteiro

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dos minutos. E claro que o novo modelo — com

um p endulo, pesos e um mecanismo relativa-

mente pesado — exigia uma caixa resistente

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que ficasse de p e. Isso resultou no que ficou

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conhecido como rel ogio de p e, ou apenas rel o-

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gio de p endulo, descrito por um especialista

como um “rel ogio de precis ao razo avel e de

funcionamento excelente, mesmo em condi-

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c¸ oes clim aticas adversas”.

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A princ ıpio, ´

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esses rel ogios valorizados eram

fabricados apenas em cidades grandes na

Europa, como Londres e Paris. Aos poucos,

por em, passaram a ser fabricados at e nos can-

tos mais remotos do continente ´ europeu. Isso

locais embe-

lezassem o modelo b asico. O rel ogio podia ter

um formato reto ou curvo, e estrutura fina ou robusta. Podia ser feito de madeira de pinho,

ebano, ´ mogno, carvalho ou nogueira, e sua

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possibilitou que estilos art ısticos

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caixa podia ser lisa ou trabalhada. O rel ogio de

p e assim ganhou popularidade n ao s o como

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um mecanismo excepcional, mas tamb em

como um item de decorac¸ ao nobre e elegante.

Talvez haja mais um motivo de as pessoas

´

ainda acharem o rel ogio de p e fascinante

e atraente. Em certo sentido, ele parece huma-

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no. “ E quase do tamanho de uma pessoa

ˆ

e tem uma apar encia expressiva”, comenta

a Dra. Sinikka M antyl a. Seu tique-taque faz

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lembrar a batida do corac¸ ao. Hoje, rel ogios de

quartzo precisos e de preco¸ acess ıvel ´ toma-

˜

´

ram o lugar da maioria dessas grandes

obras-primas. Mas, mesmo na correria da vida

´

moderna, a presenca¸ de um rel ogio de p e

´

ainda transmite uma sensac¸ ao de tranquilida-

de. O livro Keeping Time—Collecting and Caring

for Clocks (Marcando o Tempo — Colecionando

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´

e Cuidando de Rel ogios) diz: “Um rel ogio de p e

com seu tique-taque constante e calmo tam-

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b em consegue de alguma forma acalmar o

esp ırito ´ e nos faz lembrar de uma epoca que

parecia ser mais tranquila.”

´

´

Rel ogio possivelmente fabricado

no in ıcio do s eculo 19

´

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Dormir e ´ t ao ˜ importante assim? ˘ Pesquisas recentes indicam que um norte-

Dormir

e ´ t ao ˜ importante assim?

˘ Pesquisas recentes indicam que um norte- americano mediano dorme entre sete e sete

horas e meia por noite. Qual e a import ancia

´

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do sono? Em uma noite inteira de sono, voc e

passa por fases chamadas movimento r apido

dos olhos a cada 60 ou 90 minutos. Durante

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