OSCIP Organização da Sociedade Civil de Interesse Público

A Lei 9.790/99 como Alternativa para o Terceiro Setor
2ª Edição (revista e ampliada)

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Presidência da República Casa Civil

Conselho da Comunidade Solidária
Presidente Ruth Cardoso Comitê Executivo Ruth Cardoso (Conselheira) Augusto de Franco (Conselheiro) Miguel Darcy (Conselheiro) Interlocução Política Augusto de Franco (Conselheiro) Elisabete Ferrarezi (Assessora) Rosana Sperandio (Assessora) Valéria Rezende (Assessora) Elaboração da Publicação Elisabete Ferrarezi Valéria Rezende Brasília, julho de 2001. Ficha catalográfica
Ferrarezi, Elisabete. Organização da sociedade civil de interesse público - OSCIP : a lei 9.790 como alternativa para o terceiro setor / Elisabete Ferrarezi, Valéria Rezende - Brasília : Comunidade Solidária, 2001. 108 p. 1. Rezende, Valéria. I. Título. II. Título: a lei 9.790/99 como alternativa para o terceiro setor CDU 350.15:346 CDU 331.363:347

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Sumário
Apresentação Prefácio Agradecimentos Introdução Primeira Parte 1. A Lei 9.790/99: histórico e concepção 1.1 Objetivos da nova Lei 2. Principais diferenças entre a Lei 9.790/99 e outras leis vigentes 3. Qualificação como OSCIP 3.1 Exigências relativas à natureza jurídica 3.2 Exigências relativas aos objetivos sociais 3.3 Exigências relativas ao estatuto 3.3.1 A remuneração de dirigentes: vantagens e limites 4. Documentação e procedimentos para a qualificação como OSCIP 4.1 Como solicitar a qualificação como OSCIP 5. O que é o Termo de Parceria 5.1 Como ter acesso ao Termo de Parceria 5.2 O que é o concurso de projetos 5.3 O que compõe o Termo de Parceria 5.4 Execução do Termo de Parceria 5.5 Avaliação dos resultados do Termo de Parceria 5.6 Prestação de contas do Termo de Parceria 6. Prestação de contas anual da OSCIP 7. Comentários sobre a Lei do Voluntariado Segunda Parte Modelos Modelo I: Estatuto de OSCIP Modelo II: Requerimento para Qualificação como OSCIP Modelo III: Termo de Parceria Modelo IV: Termo de Adesão ao Serviço Voluntário

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de 23 de março de1999 Decreto 3.089 de 2001 Medida Provisória 2.608.790.100.113 de 2001 4 . de 18 de fevereiro de 1998 Medida Provisória 2.143 de 2001 Lei 9. de 30 de junho de 1999 Portaria 361.Anexo 1 Orientações às OSCIPs para Elaboração do Regulamento de Aquisições de Bens e Contratações de Obras e Serviços Lista de Conferência dos Requisitos para Qualificação como OSCIP Anexo 2 Lista de Endereços e de Sites Fontes para Pesquisa Interlocução Política do Conselho da Comunidade Solidária Textos Legais Lei 9. de 27 de julho de 1999 Medida Provisória 2.

790/99. por meio de consultas a diferentes interlocutores da sociedade civil e governos. uma das prioridades do Conselho da Comunidade Solidária tem sido o fortalecimento da sociedade civil. Ruth Cardoso Presidente do Conselho da Comunidade Solidária 5 . com especial ênfase no diálogo e na promoção de parcerias entre Estado e sociedade civil para o enfrentamento da pobreza e da exclusão. que possibilita firmar parcerias entre Estado e sociedade civil sobre novas bases mais condizentes com as atuais exigências de publicização e eficiência das ações sociais. Trata-se de uma contribuição relevante para a divulgação da nova Lei 9. abordando aspectos que são de interesse tanto das organizações da sociedade civil. discutida e elaborada durante as duas Rodadas de Interlocução Política do Conselho da Comunidade Solidária. e de estudos. quanto dos gestores públicos das três instâncias de governo. que qualifica as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público/OSCIP e introduz uma nova concepção de esfera pública social. dedicadas ao tema Marco Legal do Terceiro Setor. por intermédio de iniciativas inovadoras de desenvolvimento social. Tais Rodadas promovem o diálogo entre governo e sociedade sobre temas importantes para uma estratégia de desenvolvimento social.790. realizadas entre 1997 e 1998. Entre as iniciativas para fortalecer a sociedade civil destaca-se a proposição da Lei 9.APRESENTAÇÃO Desde sua criação. discussões e proposições sobre o tema em foco. de 23 de março de 1999. Esta edição procura contribuir para que se compreenda melhor as inovações da Lei.

talvez. a mais significativa. esmeram-se em dificultar ao máximo a vida das organizações da Sociedade Civil. no geral. felizmente pequena. uma parte.dentre as quais. quer negando-lhes o acesso a recursos 6 . ao mesmo tempo (b) facilite a colaboração entre essas organizações e o Estado. com a incorporação das organizações de cidadãos na sua elaboração. Fortalecer a Sociedade Civil significa investir no chamado Capital Social. Evidentemente ainda estamos longe de alcançar tal objetivo. que (a) reconheça o caráter público de um conjunto. que ainda pensam que o Estado não só detém por direito.790/99 visa. A Lei 9. e. Estimular o crescimento do Terceiro Setor significa fortalecer a Sociedade Civil. quer criando obstáculos burocráticos de toda ordem ao seu reconhecimento institucional.mais conhecida como "a nova lei do Terceiro Setor" . no seu monitoramento. Nos extremos desse campo de concepção. apenas. Para tanto. Por enquanto. Sendo assim. na direção da reforma do marco legal que regula as relações entre Estado e Sociedade Civil no Brasil. O sentido estratégico maior dessa reforma é o empoderamento das populações. dos dirigentes governamentais atuais. encara tudo isso como uma forma de burlar o fisco. Trata-se de construir um novo marco institucional que possibilite a progressiva mudança do desenho das políticas públicas governamentais. como deve continuar mantendo de fato em suas mãos.PREFÁCIO O QUE ESTÁ POR TRÁS DA NOVA LEI DO TERCEIRO SETOR A Lei 9. faz-se necessário construir um novo arcabouço legal. imenso e ainda informal. Na contramão das mudanças que ocorrem no plano mundial neste início de século e de milênio . um primeiro e pequeno passo. para aumentar a sua possibilidade e a sua capacidade de influir nas decisões públicas e de aduzir e alavancar novos recursos ao processo de desenvolvimento do país. eternamente. algumas experiências inovadoras nesse sentido e uma lei que ainda "não pegou". na sua execução. A primeira razão diz respeito a cultura estatista que predomina no chamado aparelho de Estado. temos. como se costuma dizer no Brasil.representa apenas um passo. A Lei 9. Para tais dirigentes. de sorte a transformá-las em políticas públicas de parceria entre Estado e Sociedade Civil em todos os níveis. não passa de maquiagem para empresas que não querem pagar impostos. o monopólio do público.790 reconhece como tendo caráter público organizações não-estatais. a estimular o crescimento do Terceiro Setor. de Sociedade Civil.790/99 . Mas não é difícil entender as razões pelas quais ainda estamos engatinhando nesse terreno. seja a emersão de uma esfera pública não-estatal esses dirigentes partem da premissa de que todo mundo é culpado até prova em contrário. essa conversa de Terceiro Setor. Isso é um escândalo para boa parte dos dirigentes e funcionários governamentais. de organizações da Sociedade Civil. na sua avaliação e na sua fiscalização.

não importa se este modelo já se revele insustentável. não estão vislumbrando o seu papel estratégico no novo tipo de sociedade que está surgindo. por não conseguir perceber que o desenho da sociedade contemporânea mudou. no qual Estado. sempre foram e continuam sendo beneficiárias as empresas muito mais do que as entidades sem fins lucrativos. o que é correto. algumas organizações da Sociedade Civil. mas querem-no pela maneira mais fácil. nos países do chamado socialismo real. para fazer aquelas coisas que o Estado não pode ou não quer mais fazer e.dificultando a celebração e a execução de convênios e abolindo ou reduzindo incentivos. Olham com desconfiança para qualquer mudança que não redunde. que já são reconhecidas pelo velho marco legal. Por outro lado.públicos . de parte da própria Sociedade Civil. não porque o Estado esteja se descompromissando ou renunciando a cumprir o seu papel constitucional e nem porque o 7 . a Lei das OSCIPs parte da idéia de que o público não é monopólio do Estado. temem. A maior parte. nessa condição. De que existem políticas públicas e ações públicas que não devem ser feitas pelo Estado. o imenso déficit de Capital Social que apresentavam. não estão realmente interessadas na busca de um novo modelo de financiamento para o Terceiro Setor porquanto. sinceramente. também não se acreditava em Sociedade Civil. apenas. daquela visão de Margaret Thatcher. Lutando para sobreviver de qualquer modo. e sim. reivindicam ser financiadas pelo Estado. dos que resistem às mudanças neste campo. porém. por visão ultrapassada da realidade. não sem certa razão. que não acreditava que pudesse existir qualquer coisa como sociedade. cujas relações devem ser regidas por novas normas. não o faz por estar impregnada desse ardor fiscal retrógrado. Imaginam-se complementares à ação do Estado e. Estado e Mercado no universo. aquela a que estão acostumadas. perder os poucos benefícios a que fazem jus. das imunidades e das isenções tributárias . Ora. dos quais. Mercado e Sociedade Civil compõem três esferas relativamente autônomas da realidade social. respiram o mesmo ar estatista que impregna os departamentos governamentais. assim. seguindo ainda a velha tradição estatista das transferências indiretas. que resistem às mudanças no marco legal. lamentavelmente. embora não sejam organizações estatais. na verdade. é bom dizer. Compartilham esses. e tanto é assim que hoje se identifica. Com efeito. imediata e concretamente. por ideologia mesmo. existem resistências à mudança do padrão de relação Estado-Sociedade. Querem aumentar suas facilidades de acesso aos recursos públicos. vai terceirizar para a Sociedade Civil. Parte dessas organizações da Sociedade Civil. como uma das razões da derrocada dos seus modelos políticos e econômicos. É curioso como o estatismo desse novo pensamento de direita aproxima seus representantes da velha esquerda. Curiosamente. Seu raciocínio é pragmático e sua visão instrumental. em aumento de vantagens para suas entidades. que não existem mais. das renúncias fiscais.

Estado esteja terceirizando suas responsabilidades, ou seja, não por razões, diretas ou inversas, de Estado, mas por "razões de Sociedade" mesmo. Por trás da nova lei do Terceiro Setor, existe a avaliação de que o olhar público da Sociedade Civil detecta problemas, identifica oportunidades e vantagens colaborativas, descobre potencialidades e soluções inovadoras em lugares onde o olhar do Estado não pode, nem deve, penetrar. A ação pública da Sociedade Civil é capaz de mobilizar recursos, sinergizar iniciativas, promover parcerias em prol do desenvolvimento humano e social sustentável, de uma forma que o Estado jamais pôde ou poderá fazer. Só para dar um exemplo: os recursos que transitam na base da sociedade, computáveis como gastos operacionais das entidades sem fins lucrativos - que atingiram no Brasil, na metade da década passada, a cifra de quase 11 bilhões de reais - nunca poderão compor a receita fiscal do Estado, mas poderão ser conduzidos para projetos de interesse público, alavancando a capacidade de desenvolvimento do país. E a situação do Brasil é muito modesta se comparada à média internacional (1,5% contra 4,7% do PIB). Se o Brasil se igualasse à média internacional neste campo, multiplicando por três o montante dos recursos mobilizados pelo Terceiro Setor, seria possível ultrapassar a marca dos 30 bilhões de reais. Se somássemos a isso os recursos provenientes do trabalho voluntário e das múltiplas iniciativas dos cidadãos, o resultado final seria impressionante. Ora, a capacidade de arrecadar do Estado é limitada pelo tamanho e pela capacidade de contribuir da base tributável. Logo, se os recursos provenientes dos tributos são insuficientes, parece óbvio que o país - não apenas o Estado, mas a sociedade brasileira como um todo - deve lançar mão de outros mecanismos capazes de impulsionar o seu desenvolvimento. O exemplo acima foi citado mais para sensibilizar aqueles que só se deixam impressionar por cifras que ultrapassem os dez dígitos, mas a razão principal não é exatamente esta, da eterna insuficiência dos recursos, derivante da famosa crise fiscal do Estado contemporâneo. Não é que o Estado, por não conseguir arrecadar mais e melhor, vai agora querer tomar os recursos da Sociedade Civil. Porque tais recursos da sociedade, se podem ser estimulados e dinamizados por iniciativas do Estado, jamais poderão ser arrecadados e controlados pelo Estado. Os recursos da sociedade - monetizados aqui por motivos pedagógicos - não são essencialmente monetários: são inteligências, modos próprios de ver, "lógicas", racionalidades, razões de sociedade-rede que a razão do Estado-mainframe não consegue captar. Se não fosse, por exemplo, o olhar das organizações da Sociedade Civil que trabalham com os portadores do vírus HIV, o Estado brasileiro não teria hoje uma das melhores políticas do mundo de enfrentamento da AIDS. Se a Sociedade Civil quer alcançar a sua maioridade política - e não ser tutelada pelo Estado, e não ficar a vida toda sendo encarada como dominium do Estado - ela deve caminhar para sua própria emancipação, em primeiro lugar consolidando e legitimando uma nova institucionalidade que a reconheça

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como sujeito político e como ator social e, em segundo lugar, construindo sistemas de financiamento público sustentáveis para desenvolver suas atividades públicas. Ao nosso ver só se justificam os atuais mecanismos de financiamento, baseados em renúncia fiscal, em deduções de imposto a pagar, enquanto não se desenvolvem outras formas de acesso a recursos públicos. Desde já, entretanto, o financiamento governamental, direto e explícito, de ações públicas executadas por organizações não governamentais - tal como estabelece a Lei 9.790 com o Termo de Parceria - se revela como um mecanismo mais inteligente, mais sustentável e inclusive mais legítimo do que os velhos mecanismos de financiamento indireto ainda utilizados. O que não se pode é cortar uma coisa enquanto a outra ainda não se consolidou. E no Brasil fizemos isto: cortamos em 1995 a dedução do imposto de renda para as doações de pessoas físicas e reduzimos, de 5% para 2%, a dedução das doações das pessoas jurídicas - sem qualquer preocupação em colocar no lugar outro mecanismo. Entretanto, enquanto não se obtém avanços no sistema de financiamento como um todo, conseguimos que a Receita Federal reconhecesse o direito das OSCIPs de receberem doações dedutíveis do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas. De acordo com a Medida Provisória nº 2113-32 de 21 de junho de 2001, artigos 59 e 60, a lei nº 9.249/95 passa a abranger também as entidades qualificadas como OSCIP. Essa lei permite a dedução no Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas até o limite de 2% sobre o lucro operacional das doações efetuadas a organizações da sociedade. Resumindo, a Lei 9.790 ainda não "pegou" e vai demorar a "pegar", por vários motivos. Em primeiro lugar, porque os dirigentes e funcionários estatais, por preconceito ou desconhecimento, ainda não se dispuseram a fomentar as atividades públicas das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, celebrando com elas Termos de Parceria. Existe lei que autoriza, mas não existe ainda decisão de fazer. E cada administrador, por insegurança ou medo, fica esperando o outro fazer primeiro para ver no que vai dar. Enquanto isso, ninguém faz - nem no Governo Federal, nem nos Governos Estaduais e Municipais. E é engraçado que isso ocorra, em todas as faixas do espectro ideológico: o Governo Federal não faz, mas os governos estaduais e municipais, cujos titulares se declaram de oposição ao Governo Federal, também não fazem - o que confirma a avaliação de que estamos lidando com uma inovação que atinge, indistintamente, a cultura estatista ainda predominante e generalizada. Em segundo lugar, porque as entidades sem fins lucrativos já reconhecidas pelo Estado, ainda estão inseguras diante de uma inovação que coexiste contraditoriamente com o velho marco regulatório que as abriga e têm medo de perder os poucos benefícios que auferem. Em terceiro lugar, porque a mudança do marco legal enfrenta um cipoal contraditório de normas que não pode ser removido de uma vez, gerando numerosas dificuldades. Por exemplo, a Lei 9.790 permite remunerar dirigentes, pondo fim a uma hipocrisia institucionalizada, que vigora há décadas no
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país: os verdadeiros dirigentes das organizações travestem-se de funcionários executivos colocando "laranjas" nas diretorias de suas entidades; e fazem-no para não perder velhos títulos que lhes dão direitos a benefícios, como a Utilidade Pública Federal. Além disso, ocorre que a legislação em vigor não reconhece como isentas do Imposto de Renda aquelas entidades que remuneram dirigentes. Para mudar, de uma vez, o marco legal do Terceiro Setor não basta uma lei, nem, talvez, uma dúzia delas. Seria necessário, a rigor, uma espécie de "Constituinte do Terceiro Setor". Não sendo possível trilhar, de pronto, este caminho, temos que avançar passo a passo. É o que estamos tentando fazer. Primeiro, abrindo um novo sistema classificatório, pelo qual passam a ser reconhecidas cerca de duas dezenas de finalidades públicas, que permaneciam na ilegalidade. Até a promulgação da Lei 9.790, o Estado só reconhecia três finalidades para organizações do Terceiro Setor: saúde, educação e assistência social - o que instaurava uma outra hipocrisia - os mais diversos tipos de entidades se travestiam de organizações de educação ou de assistência social. Segundo, pelo mesmo ato, introduzindo um novo instituto jurídico - o Termo de Parceria - pelo qual o Estado pode se associar a organizações da Sociedade Civil que tenham finalidade pública, para a consecução de ações de interesse público, sem as inadequações dos contratos regidos pela Lei 8666/93 (que supõe concorrência e, portanto, pressupõe uma racionalidade competitiva na busca de fins privados, válida para o Mercado mas não para aquelas organizações da Sociedade Civil que buscam fins públicos) e as inconveniências dos convênios, regidos pela Instrução Normativa n.º 1, de 1997, da Secretaria do Tesouro Nacional (um instrumento deslizado do seu sentido original, que era o de celebrar relações entre instâncias estatais - mas que se transformou num pesadelo kafkiano quando aplicado para regular relações entre instâncias estatais e não estatais). Terceiro - e é nesse ponto que nos encontramos agora - buscando aduzir novas vantagens e benefícios para as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, de modo a atrair para o novo sistema classificatório entidades já reconhecidas pelos velhos sistemas mas, sobretudo, entidades que jamais foram reconhecidas institucionalmente por qualquer sistema e que nunca tiveram qualquer benefício legal. Cabe dizer que estão nessa condição mais de 90% das organizações do Terceiro Setor que existem no Brasil. Ou seja, os velhos sistemas classificatórios com seus benefícios não abarcam nem 10% do setor. Quarto, será necessário buscar novas formas de financiamento que contemplem, progressivamente, a imensa maioria, ainda informal, das organizações do Terceiro Setor - sobretudo aquelas voltadas ao desenvolvimento humano e social sustentável do país, como, por exemplo, as que se dedicam à promoção: da assistência social, da cultura, da defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico, da educação gratuita, da saúde gratuita, da segurança alimentar e nutricional, da defesa,
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Não vai acontecer automaticamente em virtude da aprovação de uma. da ética. duas ou meia dúzia de novas leis. emprego e crédito (como o microcrédito) e aos estudos e pesquisas. Isso não vai ocorrer de repente. dos direitos estabelecidos e da construção de novos direitos. a imensa maioria das organizações do Terceiro Setor é séria. como um primeiro passo no processo de mudança do marco legal do Terceiro Setor.790. Portanto. chamadas jocosamente de "pilantrópicas". honesta.790 foi feita. em pouco mais de dois anos. devem tomar a iniciativa de propor uma lei especialmente voltada para essas importantes instituições da sociedade brasileira. universalmente. mas não é para esse tipo de instituições que a Lei 9. da democracia e de outros valores universais. Na verdade. da cidadania. da paz. comércio. desenvolvimento de tecnologias alternativas. não vive de dinheiro público. Não depende apenas de vontade política deste ou daquele governante. pois não é essa sua missão. vai demorar para "pegar" mesmo.preservação e conservação do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável. embora se declarem sem fins lucrativos. Esta lei. Entidades declaradas falsamente sem fins lucrativos não devem buscar aderir ao novo sistema. produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos que digam respeito a todas essas atividades. Destarte. Felizmente. a rigor nunca vai "pegar" se entendermos "pegar" como vigorar. A maior parte dessas organizações se mantém exclusivamente pela solidariedade do nosso povo e pelo dinamismo da Sociedade Civil brasileira. que apenas desencadeia tal processo. que são também imensos. a mudança do marco legal do Terceiro Setor é um processo longo. por seus serviços. 11 . O Governo Federal ou algum Deputado Federal ou Senador. que cobram. pois nele não terão guarida face aos controles rígidos que institui. complexo. um quadro estabelecido há décadas. como qualquer mudança que envolve transformações de mentalidades. Ao contrário do que diz a imprensa. possa alterar. não se deve alimentar falsas expectativas quanto a abrangência da Lei 9. de mudanças de culturas e de modelos mentais. O Conselho da Comunidade Solidária não deve fazê-lo. fundamentalmente. Escolas e hospitais. o número dessas instituições. Não é razoável esperar que a aprovação de uma lei como a 9. bem como as que se dedicam à experimentação não lucrativa de novos modelos sócio-produtivos e de sistemas alternativos de produção.790.790/99. ao contrário do que prejulgam aqueles aos quais faltam tais sentimentos republicanos e cidadãos. não entram nem devem tentar entrar no novo sistema classificatório estabelecido pela Lei 9. que envolve múltiplos aspectos políticos e jurídicos e que depende. do desenvolvimento econômico e social e do combate à pobreza. falta uma regulamentação justa para escolas e hospitais. aqui não se trata de "pegar" e sim de "pegar para quem". é muito pequeno diante das cerca de 250 mil organizações do Terceiro Setor existentes no país. Por certo. do voluntariado. abarcando todo o Terceiro Setor. total ou parcialmente.

propusemos e foi editada a Medida Provisória 2. como ocorre. prorroga esse tempo de experimentação por mais três anos. o Brasil precisa de milhares de organizações do Terceiro Setor. essas entidades só terão a ganhar ao optarem voluntariamente pela Lei 9.089/2001. apenas ou principalmente. dentro do imenso contingente de 90% das organizações do Terceiro Setor que não têm qualquer reconhecimento. No momento presente. Todavia. aumentando assim a possibilidade de avaliação comparativa. vivendo com um mínimo de sustentabilidade e atuando. nas mais diversas áreas do desenvolvimento humano e social. de reconhecimento institucional. Para superar seus impasses estratégicos maiores. Nos demais casos. A Lei 9. muitos de nossos problemas básicos de desenvolvimento social estarão resolvidos. em seu art. nos países mais desenvolvidos 12 . Tudo isso depende. como é óbvio. não deve haver hesitação em aderir ao novo sistema classificatório. essa adesão é impulsionada por força da MP nº 2. No caso das entidades sem fins lucrativos de microcrédito. foi feita para fortalecer a Sociedade Civil. aliás. as 6. enquanto outras vantagens ainda não foram aduzidas às entidades reconhecidas como OSCIPs e enquanto os governos não se engajarem na celebração de Termos de Parceria. Ora. até março de 2004. por meio da criação de condições para a expansão do Terceiro Setor. igualandose à média internacional. poderão compensar tais desvantagens com novas e inéditas vantagens. mas para uma parte considerável dos 90% que estão fora . para os menos de 10% que estão dentro.143 que. Os propositores da nova lei do Terceiro Setor não fazem parte de um lobby de ONGs incluídas. Porém. mas sim de um conjunto de pessoas que tem por missão fortalecer a Sociedade Civil e viabilizar parcerias entre Estado e Sociedade para empreender iniciativas inovadoras de desenvolvimento social no enfrentamento da pobreza e da exclusão.790. empreendendo iniciativas e mobilizando recursos. A Lei 9.terão desvantagens se optarem por ser OSCIPs.790. sobretudo para aquela parte que abarca as instituições que se dedicam ao desenvolvimento humano e social sustentável. gerando projetos.que constituem cerca de 3% do total das Organizações do Terceiro Setor existentes no país .Entidades que já possuem o Certificado de Fins Filantrópicos devem pensar bem antes de aderir ao novo sistema estabelecido pela Lei 9.790.excluídos de qualquer reconhecimento institucional e sem condições de se manter com um mínimo de sustentabilidade. quem sabe. criando condições para o aumento do número de organizações do Terceiro Setor e criando condições para a sua atuação sustentada. Não é uma lei.850 entidades filantrópicas . Amanhã. assumindo responsabilidades.790/99 previa a acumulação dos benefícios dos títulos concedidos por diferentes sistemas classificatórios apenas até março de 2001. aumentar o Capital Social do país. como dissemos anteriormente. de vez que grande parte dos recursos necessários para desencadear tal processo deve provir de receita pública. autonomamente e em parceria com o Estado. Quando as organizações da Sociedade Civil brasileira chegarem a mobilizar 5% do PIB. como se pode fazer isso? Basicamente. 29.

a emersão da sociedaderede. com o surgimento de novos sujeitos políticos nos marcos de um regime democrático que. Para concluir quero dizer que. que impulsionam a mudança do marco legal do Terceiro Setor na direção delineada pela nova lei. É questão de tempo. a criação dessas condições faz parte de uma estratégia de radicalização da democracia. Por outro lado. pois compartilhar com a Sociedade Civil as tarefas de desenvolvimento social. não tenho a menor dúvida de que a Lei 9. tende a perdurar. Existem razões objetivas. progressivamente.790 vai "pegar" e que o novo sistema classificatório vai. a crise do Estado-nação e a falência do estatismo como ideologia capaz de servir de referencial para a ação dos atores políticos no século XXI. Os ventos sopram a favor.empoderar as comunidades. muito fortes. ao contrário do insuficiente patamar de 15.do mundo. incorporar as visões e as razões da sociedade nos assuntos antes reservados aos governos. a rápida transformação da sociedade brasileira.5% apresentado pelo Brasil (em dados de 1995). a mudança do padrão de relação EstadoSociedade. nos quais os governos entram com mais de 40% na composição das fontes de recursos das entidades sem fins lucrativos. No plano nacional. pessoalmente. significa aumentar a possibilidade e a capacidade das populações influírem nas decisões públicas . apesar de todos os percalços. No plano global. se consolidar no Brasil. a expansão de uma nova esfera pública não-estatal. distribuir e democratizar o poder. Augusto de Franco Conselheiro e Membro do Comitê Executivo da Comunidade Solidária 13 .

Coordenador-Geral de Recursos do FAT do Ministério do Trabalho. Manoel Eugênio Guimarães de Oliveira. ex-chefe da Divisão de Qualificação do Ministério da Justiça. contou-se com a participação de um número expressivo de pessoas e instituições governamentais e não-governamentais. Tecnologia e Meio Ambiente do Estado de Pernambuco. Classificação. Alexandrina Sobreira de Moura. José Wanderley Pinheiro. agradecer os colegas da Comunidade Solidária pela colaboração. Secretária de Justiça do Ministério da Justiça. Ainda que se corra o risco de esquecer alguns nomes. Tanto do ponto de vista do esclarecimento de dúvidas e da introdução de questionamentos. Vale ressaltar. que eventuais incorreções e imperfeições são de inteira responsabilidade da equipe de elaboração. definitivamente. Ubirajara Tadeu Sanz de Oliveira. essa participação foi essencial. Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça. E. Secretário de Controle Interno da Casa Civil da Presidência da República. Wilson Calvo Mendes de Araújo. Maurício Vieira Bracks. Coordenadora-Geral da Secretaria Federal de Controle do Ministério da Fazenda. no entanto. sem as quais.AGRADECIMENTOS Esta é uma publicação da assessoria do Conselho da Comunidade Solidária. Adjunto da Sub-Chefia da Coordenação da Ação Governamental da Casa Civil da Presidência da República. Maria Helena Maier. Chefe de Gabinete da Secretaria-Executiva do Ministério do Meio Ambiente. Carolinda Rodrigues Chaves. Alexandre Santos. Teresa Lobo. quanto do ponto de vista das sugestões relativas a conteúdos e formas. Durante todo o processo de elaboração. José Eduardo Sabo Paes. Secretária-Adjunta da Secretaria Estadual de Ciência. Promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. em especial Rosana Sperandio. Vilma Ribeiro Bastos Pereira. Diretor–Executivo da Fundação Esquel-Brasil. não se teria logrado os resultados aqui apresentados. Secretário-Executivo do Ministério da Justiça. ainda. 14 . Mozart Rodrigues da Silva. Mário Salimon. discussão técnica e sistematização das informações sobre a nova Lei 9. responsável pela organização.790/99. Antônio Augusto Junho Anastasia. Maria Helena Gregori e Malak Poppovic. Assessor Especial da Sub-Chefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República e Carlos Maurício Lociks de Araújo. Elizabeth Sussekind. Coordenador-Geral de Justiça. não poderíamos deixar de agradecer a colaboração imprescindível e expressar nosso reconhecimento pela cooperação das seguintes pessoas e instituições: Sílvio Rocha Sant’ana.

Termo de Parceria. visando a auxiliar as entidades e os gestores governamentais no processo de implementação da Lei 9. Em todos os casos. avaliação e prestação de contas. 15 . de grande importância para o Terceiro Setor. comparando-a com outras legislações vigentes e de interesse para o Terceiro Setor. há uma exposição sobre o significado e as inovações do Termo de Parceria. que precisam ser adaptados para cada situação específica. Em seguida. Na segunda parte da publicação. esses modelos são apenas sugestões. os principais elementos da nova Lei são apresentados sob a forma de modelos. encontram-se de forma detalhada todas as exigências para a qualificação como OSCIP. A primeira parte do livro inclui. Este último é o instrumento criado pela Lei do Voluntariado (9. necessário para a realização de Termos de Parceria. conhecida como “Nova Lei do Terceiro Setor”.INTRODUÇÃO O objetivo principal desta publicação é apresentar os aspectos fundamentais da Lei 9. Posteriormente. Termo de Adesão ao Serviço Voluntário. com instruções sobre elaboração. Procuramos reunir todas as informações necessárias para que as organizações sem fins lucrativos entendam como obter a qualificação de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público / OSCIP e saibam como ter acesso ao Termo de Parceria. É importante destacar que as informações e modelos contidos nesta publicação foram discutidos com vários órgãos governamentais e não-governamentais a fim de criar um entendimento comum sobre a nova legislação. Requerimento para Qualificação como OSCIP.608/98) para formalizar a relação de trabalho dos voluntários nas entidades.790/99. seus objetivos sociais e normas estatutárias. São os modelos: Estatuto de OSCIP. ainda. inicialmente. Para completar essa primeira parte.Textos de Apoio: Orientações às OSCIPs para Elaboração do Regulamento de Aquisições de Bens e Contratações de Obras e Serviços. dois anexos com mais informações: Anexo 1 . incluímos alguns comentários sobre a Lei do Voluntariado.790/99. Há. uma breve exposição da Lei 9.790/99. discutindo os conceitos e os consensos que orientaram sua elaboração. execução. evitando interpretações equivocadas. relacionadas à natureza jurídica da entidade.

Medida Provisória 2. que somente serão resolvidas com a mudança de vários normativos que restringem o fortalecimento do Terceiro Setor. 16 .790/99. Convidamos o leitor a acompanhar passo a passo os trâmites para obtenção da qualificação como OSCIP.790. 18 da Lei 9.143/2001. também encontra-se na segunda parte desta publicação a íntegra dos seguintes documentos legais: Lei 9. a maior parte da legislação que rege as organizações sem fins lucrativos ainda é bastante complexa. Mas pedimos sua compreensão para os momentos em que não foi possível tornar a leitura mais amena e simples . de 23 de março de 1999.Consultas: Lista de Endereços e de Sites. Finalmente. Informações sobre a Interlocução Política do Conselho da Comunidade Solidária. que disciplina os procedimentos necessários para a obtenção da qualificação como OSCIP. Medida provisória no 2.608. de 18 de fevereiro de 1998. de 30 de junho de 1999. organizadas de acordo com os temas principais.Lista de Conferência dos Requisitos para a Qualificação como OSCIP. sobre doações para OSCIP dedutíveis do IR da pessoa jurídica.113-32. do Ministério da Justiça. Decreto 3. Anexo 2 . com inúmeras condicionantes. sobre o voluntariado. de interesse do microcrédito. de 27 de julho de 1999. Fontes para Pesquisa. incluindo onde esta publicação está disponibilizada em meio eletrônico. Medida Provisória 2. Portaria 361. que é um check-list para as entidades conferirem se atendem a todas as exigências legais para a qualificação. que regulamenta a Lei.100.089/2001.afinal. Lei 9. que prorroga o prazo previsto no art.

Brasília.se preocupa excessivamente com documentos e registros contábeis para a obtenção da qualificação e a realização de convênios. No entanto. Essa Lei é o resultado do trabalho de dezenas de organizações da sociedade civil. no Senado Federal. Cadernos Comunidade Solidária. e institui e disciplina o Termo de Parceria. as organizações da sociedade civil precisam superar várias barreiras burocráticas. Os consensos a que chegaram os participantes durante o processo de consulta e debates sobre a reformulação do marco legal do Terceiro Setor forneceram os princípios e a concepção primordial da nova Lei1. A legislação anterior . A partir daí. 1998. a Lei 9. 17 . a duas razões: o excesso de burocracia e o não reconhecimento legal de vários tipos de organizações. (Para conhecer os objetivos da Interlocução Política do Conselho da Comunidade Solidária. um Substitutivo a esse Projeto foi aprovado por unanimidade na Câmara dos Deputados e. foram identificadas as principais dificuldades e apresentadas várias sugestões sobre como mudar e inovar a atual legislação relativa às organizações da sociedade civil. de 23 de março de 1999. quando. para ter acesso a determinados incentivos fiscais e realizar convênios com o governo.que não foi revogada . em diferentes instâncias governamentais. sucessivas e cumulativas. Nesse arcabouço jurídico antigo.790. articulado pelo Conselho da Comunidade Solidária. por não garantirem a formação de uma base de informações segura para o estabelecimento de 1 Ver íntegra dos consensos em “Marco Legal do Terceiro Setor”. Esse trabalho teve início nas Rodadas de Interlocução Política do Conselho da Comunidade Solidária sobre o Marco Legal do Terceiro Setor. Em 23 de março de 1999. Isso se devia. A LEI 9. ao longo das décadas.790/99: HISTÓRICO E CONCEPÇÃO A Lei 9. consulte o Anexo 2). 5. Um dos principais problemas apontados nessa consulta foi a dificuldade de acesso das organizações da sociedade civil a qualquer qualificação que estabelecesse o reconhecimento institucional. tais barreiras vêm se mostrando ineficazes.Primeira Parte 1. Após vários debates e negociações com todos os partidos políticos. em parceria com o Governo Federal e o Congresso Nacional. por meio de consultas a uma centena de interlocutores. em seguida. coroando o processo democrático que marcou toda a sua elaboração. foi elaborado e enviado ao Congresso Nacional um Projeto de Lei. dispõe sobre a qualificação de pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP).790 foi sancionada. IPEA. basicamente. Vol.

por outro lado. permitindo definir melhor o acesso a eventuais benefícios e incentivos governamentais e doações. com base em critérios de eficácia e eficiência. de 21 de junho de 1993 (Lei das Licitações). no universo do Terceiro Setor. transparência e controle públicos. garantindo o reconhecimento das suas especificidades e viabilizando parcerias mais eficazes entre essas próprias organizações e delas com o Estado. Outra alternativa são os contratos. a Lei 9. nem oferecerem condições para a avaliação dos resultados e o controle social. Buscou-se.parcerias entre entidades sem fins lucrativos e governos. Desse modo. Para efetuar a transferência de recursos públicos para as organizações da sociedade civil.666. Do ponto de vista da agilidade operacional para formalização de parcerias. além de mecanismos mais adequados de responsabilização.790/99 simplificou os procedimentos para o reconhecimento institucional das entidades da sociedade civil como OSCIP. sendo obrigatório o registro no Conselho de Assistência Social. um novo instrumento. tanto o convênio quanto o contrato não foram considerados adequados pelos interlocutores para atender às especificidades das organizações privadas com fins públicos. a qualificação como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público/OSCIP diferencia. no universo do Terceiro Setor. cada vez mais. potencializar a realização de parcerias com os governos. do subconjunto daquelas que atuam de acordo com princípios da esfera pública na produção do bem comum. Para enfrentar esse problema. credibilidade às organizações da sociedade civil mediante a qualificação. Dada a heterogeneidade das organizações que integram o Terceiro Setor. a qualificação de OSCIP acolhe e reconhece legalmente as organizações da sociedade civil cuja atuação se dá no espaço público não estatal. outro consenso estabeleceu que uma legislação uniforme não seria adequada.” Aliada a essa idéia. que devem obedecer às determinações da Lei 8.790/99 adota os convênios como principal forma de operacionalização. 18 . que traduzisse a relação de parceria entre instituições com fins públicos (Estado e OSCIP). reduzir os custos operacionais e agilizar os procedimentos para o reconhecimento institucional e. então. Buscou-se com a nova qualificação de OSCIP. Isso implica criar mecanismos legais de visibilidade. um outro consenso enfatizou a necessidade de imprimir. pois trataria da mesma forma entidades com características muito diferentes: “O estabelecimento da identidade do Terceiro Setor pressupõe a classificação adequada das organizações que dele fazem parte. mas com diferentes formas de propriedade (pública estatal e pública social) e com natureza jurídica diferente (direito público e direito privado). a legislação anterior à Lei 9. Por tais razões. por um lado. as organizações que efetivamente têm finalidade pública.

790/99 traz uma novidade importante: pela primeira vez. ao trabalho voluntário." A Lei 9.1 – Objetivos da nova Lei A Lei 9. dentre outras . à proteção ao meio ambiente. A existência de accountability (responsabilidade. além de favorecer a publicidade e a transparência. em primeiro lugar. Os procedimentos para a obtenção da qualificação das entidades como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público foram disciplinados pelo Ministério da Justiça por meio da Portaria 361. O Termo de Parceria possibilita a escolha do parceiro mais adequado do ponto de vista técnico e mais desejável dos pontos de vista social e econômico. com o objetivo de imprimir maior agilidade gerencial aos projetos e realizar o controle pelos resultados. Embora nos últimos anos as ações sociais desse tipo tenham adquirido maior visibilidade. ainda são pouco reconhecidas e valorizadas. estão anexados a esta publicação. de 27 de julho de 1999.143/2001 alterou o prazo previsto no art.790/99.100. que constitui hoje uma orientação estratégica em virtude da sua capacidade de gerar projetos. a Lei aprovada estimula o investimento em capital social. mas pela sua finalidade. outro consenso apresentou uma diretriz que cabe à própria sociedade implementar: " A expansão e o fortalecimento do Terceiro Setor é uma responsabilidade. com garantias de que os recursos estatais sejam utilizados de acordo com os fins públicos. Ressalta-se também que a nova Lei 9.790/99 criou o Termo de Parceria . empreender iniciativas e mobilizar pessoas e recursos necessários ao desenvolvimento social do País. ao possibilitar o rompimento de velhas amarras regulatórias. à defesa dos direitos de grupos específicos da população. a Lei 9. Por fim. 18 da mesma Lei. Nele estão incluídas organizações que se dedicam à prestação de serviços nas áreas de saúde.790/99 foi elaborada com o principal objetivo de fortalecer o Terceiro Setor.790/99 foi regulamentada pelo Decreto 3. assim como a Lei 9. Em relação à questão da transparência e do controle. sem o qual nenhuma nação conseguirá lograr desenvolvimento social. 1. O conhecimento e a prática acumulados pelas organizações da 19 . de 30 de junho de 1999. é pública mesmo não sendo estatal.novo instrumento jurídico de fomento e gestão das relações de parceria entre as OSCIPs e o Estado. assumir responsabilidades. A Medida Provisória 2. que deve instituir mecanismos de transparência e responsabilização capazes de propiciar a construção de sua auto-regulação. educação e assistência social. Todos esses normativos. da própria sociedade. o Estado reconhece a existência de uma esfera pública em emersão. à concessão de microcrédito. que é pública não pela sua origem. ou seja. em última instância) contribuirá para o aumento da credibilidade e da confiabilidade das instituições do Terceiro Setor.Assim. independentemente do Estado.

em suas respectivas propostas e nos consensos elaborados durante as Rodadas de Interlocução Política do Conselho da Comunidade Solidária. ora pela lógica do setor privado. PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE A LEI 9. 2. tendo suas relações com o Estado ora pautadas pela lógica do setor estatal. Com base na identificação desses problemas. Nesse sentido. À medida que as organizações sem fins lucrativos passam a ocupar o espaço público. criando uma nova qualificação. Não há um estímulo sistemático para o estabelecimento de relações de parceria e colaboração visando a promoção do desenvolvimento social. a nova Lei das OSCIP é o início do processo de atualização da legislação brasileira que passa a reconhecer a importância e as especificidades da esfera pública não estatal. e ainda são poucos os incentivos ao investimento social das empresas e pessoas.790/99 tem como objetivos específicos: i. Antes da nova Lei. sua importância política. pela participação cidadã nos assuntos públicos. prestação de serviços e controle social. assumindo crescentes responsabilidades na defesa de direitos. em função do seu potencial de criação de novos empregos. permitindo a negociação de objetivos e metas e também o monitoramento e a avaliação dos resultados alcançados. Organização da Sociedade Civil de Interesse Público/ OSCIP.790/99 E OUTRAS LEIS VIGENTES 20 . destinados a fins públicos. o setor não lucrativo com fins públicos não encontrava amparo adequado no arcabouço jurídico existente. por meio do Termo de Parceria. i) incentivar a parceria entre as OSCIPs e o Estado. e sua importância social. um novo instrumento jurídico criado para promover o fomento e a gestão das relações de parceria. de fato. cresce sua importância econômica.sociedade civil em seu trabalho com grupos sociais vulneráveis e na experimentação de formas inovadoras de enfrentamento dos problemas sociais não têm sido devidamente reconhecidos pelo Estado. qual seja. ii) implementar mecanismos adequados de controle social e responsabilização das organizações com o objetivo de garantir que os recursos de origem estatal administrados pelas OSCIPs sejam. Esta nova qualificação inclui as formas recentes de atuação das organizações da sociedade civil e exclui aquelas que não são de interesse público. a nova Lei 9. que se voltam para um círculo restrito de sócios ou que estão (ou deveriam estar) abrigadas em outra legislação. qualificar as organizações do Terceiro Setor por meio de critérios simples e transparentes.

18 da Lei 9. A Medida Provisória 2.790/99 e a legislação anterior. após março de 2004. Já o registro no Conselho Nacional de Assistência Social/CNAS. apresentamos a seguir uma comparação em relação aos principais aspectos citados anteriormente. ainda vigente. Para tornar mais claras as diferenças entre a Lei 9. As entidades que possuem essas qualificações e desejarem a qualificação de OSCIP poderão fazêlo.790/99. É importante destacar que a qualificação como OSCIP introduzida pela nova Lei 9. Inicialmente. avaliação e controle dos projetos que envolvem recursos públicos (gestão estratégica). Portanto. 29 da Medida Provisória 2. ou seja. como vimos. na medida em que permite que não incorram no limite legal da taxa de juros de doze por cento ao ano. Portanto. não tem essa restrição. fornecido pelo Conselho Nacional de Assistência Social / CNAS. mecanismos de planejamento.A Lei 9. Ele não está sujeito à determinação do art. em seu art. A legislação que rege essas qualificações continuará vigorando concomitantemente à Lei 9. abrangência institucional (reconhecimento de organizações cujas áreas de atuação social não eram contempladas legalmente). imprescindível à celebração de convênios com a União. contados a partir da data de vigência da Lei 9. desde que obedeçam tanto à legislação que normatiza aquelas qualificações.790/99 não substitui a Declaração de Utilidade Pública Federal. para essas entidades a qualificação como OSCIP é muito importante. 29. quanto aos preceitos da Lei 9. pelo art. o prazo de dois anos para que as entidades pudessem acumular a qualificação como OSCIP e a Declaração de Utilidade Pública Federal e/ou o Certificado de Fins Filantrópicos. 21 . a Lei 9.143/2001. que continua em vigor.18.790/99 trouxe mudanças significativas em relação ao quadro legal precedente.790/99.089/2001. prorrogou o prazo para cinco anos.790/99. as entidades podem obter a qualificação como OSCIP e também o registro no CNAS. fornecida pelo Ministério da Justiça. (alterado. As entidades que tiverem por finalidade a concessão de microcrédito somente não estarão sujeitas à chamada “Lei da Usura” se tiverem a qualificação como OSCIP.143/2001).790/99. a entidade que possuir alguma daquelas qualificações e também a de OSCIP deverá optar por uma delas (OSCIP ou Utilidade Pública/Fins Filantrópicos). conforme Medida Provisória 2.790/99 previu. e o Certificado de Fins Filantrópicos. As principais diferenças se referem aos seguintes pontos: • • • • processo de qualificação (menos oneroso e mais ágil). acesso a recursos públicos (menos burocrático e com maior controle público e social). em seu art. desde que atendidas todas as exigências.

504 de 13 de junho de 2000 e Resolução 177. a entidade não pode proceder à alterações indicadas na justificativa de reapresentação imediata. porém. isto é. A lei determina rapidez no ato de Tais qualificações dependem de vários deferimento da solicitação porque a documentos. o CNAS também concede o registro da entidade. de 10 de agosto de 2000 do Conselho Nacional de Assistência Social. pelo Ministério da Justiça.790/99 Cria a qualificação de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público/ OSCIP. a entidade.Acesso à Qualificação Lei 9. de 28 de agosto de 1935. cumprimento das exigências da lei. se a entidade entregou os documentos e cumpriu com as exigências. são fornecidas duas qualificações: Declaração de Utilidade Pública Federal. Decreto 3.742. e Certificado de Fins Filantrópicos. ver Lei 8. pelo Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS).536. o registro não é considerado como qualificação. Reconhecimento legal das organizações Lei 9. Justiça. de 8 de dezembro de 1993. Decreto 2. * A respeito da Declaração de Utilidade Pública Federal. de 6 de abril de 1998. Declarações de Utilidade Pública similares são oferecidas no nível dos estados e municípios. feita pelo Ministério da esperar um período definido legalmente. 18 da Lei 9. pode reapresentar o pedido imediatamente. devendo indeferimento. Além do Certificado de Fins Filantrópicos. Decreto 50. Legislação anterior e vigente No nível federal. após fazer as negado. Se o pedido de qualificação como OSCIP Se o pedido para essas qualificações for for negado. ela é qualificada automaticamente. ver Lei 91. Lei 6. concedida pelo Ministério da Justiça. de 2 de maio de 1961 e Decreto 60.931 de 4 de julho de 1967. para efeito do art. cuja obtenção é difícil.790/99 Legislação anterior e vigente Reconhece as organizações da sociedade Reconhece apenas as organizações que 22 . A respeito do Certificado de Fins Filantrópicos.639 de 8 de maio de 1979.790/99.517. qualificação é ato vinculado ao demorada e de custo elevado.

flexível em comparação aos convênios. Trata de forma idêntica as entidades que prestam serviços não exclusivamente gratuitos e aquelas destinadas exclusivamente a fins públicos. medida obrigatória.089/2001. para a Declaração de Utilidade Pública Federal. além do registro no Conselho de Assistência Social. A forma de aplicação dos recursos é mais Há rigidez na forma do gasto. são legítimas as despesas realizadas com o pagamento de pessoal 23 . Define quais as organizações que não podem se qualificar como OSCIP (artigo 2º). de 1997.790/99 A OSCIP tem acesso a recursos públicos para a realização de projetos por meio da celebração do Termo de Parceria. saúde e educação. Permite que os dirigentes das OSCIPs Proíbe a remuneração dos dirigentes das sejam remunerados. Por exemplo. para a concessão do Certificado de Fins Filantrópicos. A regulamentação para a realização do A realização de convênios é Termo de Parceria é fornecida pela regulamentada pelas Instruções própria Lei e Decreto 3.100/99. As demais entidades que atuam na concessão de microcrédito permanecem sujeitas à chamada "Lei da Usura".º 1. atuam nas áreas de assistência social. e n. apenas aquelas qualificadas como OSCIP. a exemplo de planos de saúde.civil que não estavam reguladas por nenhuma das leis e qualificações até então existentes. a proteção do meio ambiente e modelos alternativos de crédito. Há exigências similares nos estados e municípios. abarcando suas novas formas de atuação social (artigo 3º) – como por exemplo a defesa de direitos. não estão sujeitas às estipulações usurárias (limite de taxa de juros a 12 por cento ao ano). e associações que sirvam desinteressadamente à coletividade. fundos de pensão e escolas e hospitais privados não gratuitos. Lembrete Com relação às entidades de microcrédito.º 3. requerendo para isso uma série de documentos. de 1993). mas não torna essa entidades. Normativas da Secretaria do Tesouro Nacional (IN/STN n. além das instituições com autorização de funcionamento fornecida pelo Banco Central do Brasil e as Sociedades de Crédito ao Microempreendedor. Legislação anterior e vigente O acesso a recursos públicos para a realização de projetos é feito por meio da celebração de convênios. de acordo com a Medida Provisória 2. Acesso a recursos públicos para realização de projetos Lei 9. nova figura jurídica cujos requisitos e procedimentos são simples.

A Lei incentiva a escolha de parceiros por Não é previsto. Também são legítimas as despesas realizadas entre a data de término do Termo de Parceria e a data de sua renovação. prioritariamente. cujo custo pode ser incluído no valor do próprio Termo de Parceria. o que pode ser feito por Registro por Simples Apostila ou Termo Aditivo.efetivamente envolvido na execução do programa de trabalho. 24 . na forma de aplicação dos recursos. prevê-se também a indisponibilidade e o seqüestro dos bens dos responsáveis. convênios. avaliar o Termo de Parceria. parceiro. inclusive os encargos trabalhistas e previdenciários. alcance de resultados. do Conselho de Política Pública e da OSCIP – avalia o Termo de Parceria e verifica o desempenho global do projeto em relação aos benefícios obtidos para a população-alvo. a OSCIP deve Não está prevista a realização de contratar auditoria independente para auditoria independente. meio de concurso de projetos. São imputadas punições severas para o Os mecanismos de responsabilização uso indevido de recursos: além das pelo uso indevido dos recursos são punições aplicáveis no caso dos basicamente devolução e multa.790/99 Legislação anterior e vigente A ênfase do controle se concentra no O controle se concentra. Acima de R$ 600 mil. São permitidos adiantamentos feitos pela OSCIP à conta bancária do Termo de Parceria em casos de atrasos nos repasses de recursos. Uma Comissão de Avaliação – composta Não é prevista uma Comissão para por representantes do órgão estatal avaliar resultados alcançados. Avaliação e responsabilização pelo uso dos recursos públicos Lei 9.

desenvolvimento agrário etc). como primeira instância de controle interno.Lembrete Criados por lei. judicial Não é previsto. consultados antes da celebração dos Termos de Parceria e participam da Comissão de Avaliação dos resultados. Não é previsto. às OSCIPs junto ao Ministério da Justiça. Os Conselhos de Políticas Públicas são Não está previsto essa atuação. É livre o acesso às informações referentes Não é previsto. desde que amparado por evidências de erro ou fraude. ou administrativamente. Exige a adoção de práticas gerenciais que Não é previsto. educação. para deliberar e realizar o controle sobre determinadas políticas públicas (saúde. assistência social. os Conselhos de Políticas Públicas são compostos por representantes da sociedade civil e dos governos.790/99 É vedada a participação de OSCIPs em campanhas de interesse políticopartidário ou eleitoral. A OSCIP deve dar publicidade ao seu Não é previsto. Qualquer cidadão pode requerer. criança e adolescente. A OSCIP deve criar um Conselho Fiscal. a perda da qualificação de uma entidade como OSCIP. coíbam o favorecimento pessoal em processos decisórios. Controle social e transparência Lei 9. meio ambiente. relatório de atividades e às suas demonstrações financeiras. independentemente da origem dos recursos (públicos ou próprios). Legislação anterior e vigente Essa proibição se refere apenas ao uso dos recursos públicos para campanhas de interesse político-partidário ou eleitoral. 25 .

conforme art. inciso VI.790/99 é bastante complexa e. artigo 195. Como se pode depreender. artigos 59 e 60. De acordo com a Medida Provisória nº 2113-32 de 21 de junho de 2001. a maior parte da legislação aplicada ao Terceiro Setor que precede a Lei 9. conseguimos que a Receita Federal reconhecesse o direito das OSCIPs de receberem doações dedutíveis do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas. efetivamente. às vezes. renda ou serviços.Prestação de contas de recursos estatais repassados Lei 9. independentemente de qualquer qualificação. dentre outros benefícios. desde que não remunerem seus dirigentes (Lei 9. c.249/95 passa a abranger também as entidades qualificadas como OSCIP. 150. § 7º. Em relação aos incentivos fiscais. Em relação aos incentivos fiscais para doações. segundo legislação tributária em vigor. a Declaração de Utilidade Pública Federal e Estadual ou Municipal estão isentas da parte patronal da Contribuição para a Seguridade Social – contribuição para o INSS (Constituição Federal. demonstrativo da receita e da despesa realizadas. Já as entidades que possuem o Certificado de Fins Filantrópicos. a lei nº 9. e Lei 8. Essa lei permite a dedução no Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas até o limite de 2% sobre o lucro operacional das doações efetuadas a entidades civis. devendo ser feita diretamente ao órgão parceiro.212/91).790/99 A prestação de contas do Termo de Parceria é mais simples do que a dos convênios. da Constituição Federal.532/97). Se tais entidades são de assistência social ou educação são consideradas imunes dos impostos sobre o patrimônio. acesso aos recursos públicos. nem favorece as relações de parceria entre órgãos públicos e organizações da sociedade civil. que exigem a apresentação de vários documentos e relatórios físico-financeiros. por meio de: relatório da execução do objeto do Termo de Parceria contendo comparação entre as metas e os respectivos resultados. Tal legislação não abarca fenômenos novos decorrentes da própria evolução da sociedade e do crescimento da ação pública social no País. já que há enorme dificuldade para se ter. inadequada e obsoleta. as entidades sem fins lucrativos têm isenção do Imposto de Renda. pois na sua maior parte foi elaborada numa época em que o perfil do setor em praticamente nada se assemelhava à sua realidade atual. Legislação anterior e vigente É obrigatória a obediência à IN/STN n° 1/97 ou à IN/STN n° 3/93. 26 . extrato da execução física e financeira publicado.

atender aos objetivos sociais e às normas estatutárias previstas na Lei. indispensável para o acesso à nova qualificação. desde que obedeçam a todas as exigências. A reformulação do marco legal do Terceiro Setor. QUALIFICAÇÃO COMO OSCIP Para obter a qualificação de Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público/OSCIP. A legislação que rege essas qualificações continua vigorando concomitantemente à Lei 9.A qualificação como OSCIP não substitui outras qualificações anteriores. a Declaração de Utilidade Pública Federal e o Certificado de Fins Filantrópicos. uma entidade deve atender aos requisitos dos artigos 1º. Devido à dificuldade de definir com precisão o significado de "interesse público".790/99. 3. 2º.790/99. teve como primeira conquista a Lei 9. conforme art. 18 da Lei 9. cujo processo deve ser conduzido de modo a valorizar e legitimar as ações da esfera pública não estatal.Como observamos. 4º e 5º da Lei 9. coordenada pelo Conselho da Comunidade Solidária. essas conquistas significam apenas um primeiro passo no processo de reformulação legal que deve ter prosseguimento para a consolidação de um arcabouço jurídico atualizado e adequado ao fortalecimento das ações públicas sociais das organizações da sociedade civil. ou seja: • • • ser pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos. foram 27 . IMPORTANTE: 1 . quais sejam.790/99 . o atual sistema de financiamento do Terceiro Setor aponta para a necessidade de uma ampla reforma. alterado pelo art. 29 da Medida Provisória 2. a criação do Termo de Parceria e a extensão do direito de dedução no imposto de renda das doações de pessoas jurídicas para as OSCIPs. 3º. as entidades que já possuem alguma dessas qualificações (Declaração de Utilidade Pública Federal e/ou Certificado de Fins Filantrópicos) poderão obter também a qualificação como OSCIP. Contudo.790/99. deverão optar pela qualificação como OSCIP ou pela(s) outra(s). e diante do risco de uma definição genérica e abstrata. 2 . apresentar cópias autenticadas dos documentos exigidos. Após março de 2004.Até março de 2004.com a possibilidade de reconhecimento legal das novas ações sociais desenvolvidas nas últimas décadas pelas organizações da sociedade civil com fins públicos -.123/2001.

Lei 8. v) promoção da segurança alimentar e nutricional.790/99). conforme parágrafo 1º do artigo 1º da Lei 9. define a promoção gratuita da educação e da saúde como os serviços prestados com recursos próprios. combinados e simultâneos.e adotar um determinado regime de funcionamento . à infância.) a pessoa jurídica de direito privado que não distribui.1 Exigências relativas à natureza jurídica De acordo com o artigo 16 do Código Civil. arrecadações compulsórias e condicionamentos a doações ou contrapartidas).790/99: i) promoção da assistência social. iv) promoção da cultura. à adolescência.dispor em seus estatutos e engendrar nas suas ações preceitos da esfera pública que tornem viáveis a transparência e responsabilização pelos atos praticados (art. É considerada sem fins lucrativos. eventuais excedentes operacionais.estabelecidos dois critérios que. de acordo com o art. iii) promoção gratuita da saúde. conforme art.742/93. 28 . excluídas quaisquer formas de cobranças. caracterizam e dão sentido ao “caráter público” das OSCIPs. entre os seus sócios ou associados. auferidos mediante o exercício de suas atividades. (O Decreto 3. empregados ou doadores.790/99 .100/99. (O que inclui. participações ou parcelas do seu patrimônio. à maternidade. 3.. art. dividendos. conselheiros. ainda.. 3º da Lei Orgânica da Assistência Social/ LOAS. observando-se a forma complementar de participação. fundações de direito privado. as organizações do Terceiro Setor podem assumir a forma jurídica de sociedades civis ou associações civis ou.2. bonificações. a proteção à família. brutos ou líquidos. à velhice ou às pessoas portadoras de deficiência ou a promoção gratuita de assistência à saúde ou à educação ou ainda a integração ao mercado de trabalho). observando-se a forma complementar de participação. 1º e 3º da Lei 9. as entidades têm que obedecer ao mesmo tempo aos critérios de finalidade . e que os aplica integralmente na consecução do respectivo objeto social”.não ter fins lucrativos e desenvolver determinados tipos de atividades de interesse geral da sociedade (art. 6º. diretores. defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico.790/99: “(. 4º da Lei 9. 3. 3º da Lei 9. ii) promoção gratuita da educação. Exigências relativas aos objetivos sociais As OSCIPs devem estar voltadas para o alcance de objetivos sociais que tenham pelo menos uma das seguintes finalidades. Desse modo.

3 No caso das Fundações. mas são judicialmente extintas. não-lucrativa. em decorrência da participação nos processos decisórios. preferencialmente que tenha o mesmo objeto social3. que a parcela do seu patrimônio que houver sido formada com recursos públicos será transferida a outra pessoa jurídica qualificada como OSCIP. da paz. 2 No caso das OSCIPs de Assistência Social deve constar no estatuto a destinação do patrimônio para outra OSCIP registrada no Conselho Nacional de Assistência Social. de benefícios ou vantagens pessoais. comércio. v) prevê. publicidade. da cidadania. iv) prevê. dotado de competência para opinar sobre os relatórios de desempenho financeiro e contábil e sobre as operações patrimoniais realizadas. ix) promoção da ética. tais instituições não se dissolvem. de acordo com o Código Civil. emitindo pareceres para os organismos superiores da entidade. vii) promoção do voluntariado. 4º da Lei 9. impessoalidade. preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável. em caso de dissolução da entidade.790/99. 3. moralidade. economicidade e eficiência. esta obrigatoriedade estatutária não se aplica pois. dos direitos humanos. preferencialmente que tenha o mesmo objeto social. da democracia e de outros valores universais.vi) defesa. De acordo com o art. desenvolvimento de tecnologias alternativas. na segunda parte desta publicação. 29 . de novos modelos sócio-educativos e de sistemas alternativos de produção. emprego e crédito. que seu patrimônio líquido será transferido a outra pessoa jurídica qualificada como OSCIP2. oferece um exemplo hipotético de estatuto de OSCIP. o estatuto de uma OSCIP deve dizer claramente que a entidade: i) observa os princípios da legalidade. iii) possui um conselho fiscal ou órgão equivalente. de forma individual ou coletiva. xi) experimentação. x) promoção do desenvolvimento econômico e social e combate à pobreza. na hipótese de perda da qualificação de OSCIP. ii) adota práticas de gestão administrativa que coíbem a obtenção. viii) promoção de direitos estabelecidos. construção de novos direitos e assessoria jurídica gratuita de interesse suplementar.3 Exigências relativas ao estatuto O Modelo I. xii) estudos e pesquisas. produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos que digam respeito às atividades supra mencionadas.

70 da Constituição Federal. pois as resoluções do CNAS e dos Conselhos Estaduais e Municipais de Assistência Social impedem tal possibilidade.742/93 – LOAS. As entidades de assistência social não poderão remunerar seus dirigentes. se a entidade: a) remunera os dirigentes que efetivamente atuam na gestão executiva da entidade ou prestam a ela serviços específicos. indicando se é por meio de execução direta de projetos. que ela é uma pessoa jurídica sem fins lucrativos. d) serão obedecidas as determinações do parágrafo único do art. ou seja. incluindo as certidões negativas de débitos junto ao INSS e ao FGTS. doação de recursos físicos. ou seja. cabe ressaltar que a OSCIP não pode omitir em seu estatuto a questão da remuneração dos dirigentes. conforme previsto em regulamento. ou b) não remunera sob nenhuma forma os dirigentes da entidade (Ver a esse respeito o item 3. Também deve deixar claro a(s) sua(s) finalidade(s) e a forma pela qual se dedica a ela(s). humanos e financeiros ou prestação de serviços intermediários de apoio a outras organizações sem fins lucrativos e a órgãos do setor público que atuam em áreas afins.3. vii) observa as seguintes normas de prestação de contas: a) serão obedecidos os princípios fundamentais de contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade. a entidade deve expressar em seu estatuto a sua natureza jurídica. desde que respeitados os valores praticados na região onde atua4.vi) deve expressar claramente sua opção em relação à remuneração dos dirigentes. Finalmente..790/99. Ou seja: seu estatuto deve prever a destinação do patrimônio para outra OSCIP registrada no CNAS. c) será realizada auditoria independente da aplicação dos recursos objeto do Termo de Parceria. tanto as exigências da legislação específica (Lei 8. Além desses quesitos. devendo expressar sua opção: se os remunera ou não. b) será dada publicidade ao relatório de atividades e às demonstrações financeiras da entidade. conforme parágrafo 1º do art. 1º da Lei 9. em seu estatuto. Resoluções do Conselho Nacional de Assistência Social/CNAS e outras) quanto as da Lei 9.790/99 sobre a destinação do patrimônio.1). programas ou planos de ações. Na hipótese de dissolução de uma OSCIP de assistência social. ela terá de contemplar. colocando-os à disposição para exame de qualquer cidadão. 30 .

conforme art. a remuneração para os dirigentes da entidade. 3° da Lei 9.790/99. a interpretação prevalecente é a de que as implicações dessa decisão são as mesmas 31 . de acordo com os valores praticados no mercado da região onde atua.790/99 abre. 5º da Lei 9. a entidade deve: a) não ter fins lucrativos. A esse respeito ver capítulo 4 adiante.RESUMO 1 . Portanto. c) ter objetivos sociais que atendam a pelo menos uma das finalidades estabelecidas no art. além de acabar com a irregularidade. pela primeira vez. desde que respeitados os valores praticados no mercado da região correspondente de sua área de atuação. No entanto. 1º da Lei 9. Segundo legislação tributária em vigor.)”. b) não ter nenhuma das formas de pessoas jurídicas listadas no art.790/99. Embora a legislação tributária em vigor impeça a remuneração de dirigentes das entidades como condição para a obtenção de incentivos fiscais. sob nenhuma forma. e) apresentar cópias autenticadas dos documentos exigidos (art. Reconhecer o direito à remuneração dos dirigentes. durante o período em que for permitido acumular essas qualificações. às entidades sem fins lucrativos a possibilidade de remunerar seus dirigentes e ter acesso a uma qualificação institucional. favorece a profissionalização do quadro funcional das entidades.790/99).790/99. d) expressar em seu estatuto todas as determinações do art.. b) remunera os dirigentes que efetivamente atuam na gestão executiva da entidade ou lhe prestam serviços específicos. copiando o teor do inciso VI do art.532/97). Ressalta-se também que a entidade que possui a Declaração de Utilidade Pública e/ou o Certificado de Fins Filantrópicos e deseja se qualificar como OSCIP não poderá remunerar seus dirigentes. 4º da Lei 9. 4° da Lei 9. pode constar do estatuto da OSCIP. é comum a prática da remuneração usando-se subterfúgios.790/99.Para se qualificar como OSCIP . 2 – Quanto à remuneração de dirigentes.3.790/99..1. uma vez que a legislação que rege 4 A entidade também tem a opção de expressar em seu estatuto “a possibilidade de se instituir remuneração para os dirigentes(. 3. 2º da Lei 9. se a entidade remunerar seus dirigentes não terá a isenção do Imposto de Renda (Lei 9. a entidade para se qualificar como OSCIP deve expressar em seu estatuto uma das duas opções possíveis: a) não remunera os dirigentes. na direção da gestão social estratégica. que de fato trabalham na direção da instituição ou lhe prestam serviços específicos. A remuneração de dirigentes: vantagens e limites A Lei 9.

5º da Lei 9. 4. A inscrição nos Conselhos Municipais de Assistência Social é obrigatória para tais entidades. conforme legislação em vigor.742/93 – LOAS.790/99: 1) estatuto registrado em Cartório (ver sugestão de estatuto no Modelo I). conforme art. Assim. se a OSCIP optar por remunerar seus dirigentes não poderá concorrer ou manter a Declaração de Utilidade Pública e/ou o Certificado de Fins Filantrópicos.790/99 prevê a possibilidade e não a obrigatoriedade de remuneração para o cargo de dirigente da OSCIP. 32 . que disciplina a concessão do registro junto à esse Conselho. a Lei 9. Não são aceitas cópias xerox da documentação autenticada. está em vigor a Resolução 31/99. Nesse caso. elas não podem remunerar seus dirigentes. referente ao ano calendário anterior. e não terá isenção do Imposto de Renda. 5) Declaração de Isenção do Imposto de Renda (Declaração de Informações Econômico-fiscais da Pessoa Jurídica . conforme art. No âmbito do CNAS. DOCUMENTAÇÃO E PROCEDIMENTOS PARA A QUALIFICAÇÃO COMO OSCIP A entidade que deseja se qualificar como OSCIP deve fazer uma solicitação formal ao Ministério da Justiça. 6) Inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes/Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CGC/CNPJ). acompanhada do recibo de entrega.DIPJ). a entidade deve expressar claramente em seu estatuto que não remunera seus dirigentes (ver Modelo I – Estatuto de OSCIP). 3) balanço patrimonial. 2) ata de eleição de sua atual diretoria. Tal impedimento é extensivo às entidades de assistência social porque para obter a inscrição nos Conselhos Municipais e o registro no CNAS. No entanto. 9º da Lei 8. durante o prazo permitido para acumular essas qualificações com a de OSCIP. a legislação tributária em vigor impede que a entidade remunere seus dirigentes para usufruir de certos incentivos fiscais.aqueles títulos proíbe a remuneração. Em síntese. na Coordenação de Outorga e Títulos da Secretaria Nacional de Justiça (ver sugestão de requerimento no Modelo II). 4) demonstração do resultado do exercício. anexando ao pedido cópias autenticadas em cartório de todos os documentos relacionados a seguir. da opção de expressar claramente que remunera seus dirigentes.

Distrito Federal. art. Anexo II. ver item 3.3 acima. o Ministério da Justiça tem o prazo de trinta dias para deferi-lo ou não e mais quinze dias. se a solicitação de qualificação como OSCIP for feita em junho de 2001. Informações: oscip@mj. Após fazer as alterações necessárias. o Ministério da Justiça envia para as entidades parecer identificando as exigências que não foram cumpridas. Brasília. O endereço é: Ministério da Justiça Secretaria Nacional de Justiça/Coordenação de Outorga e Títulos Esplanada dos Ministérios. para publicar o ato de deferimento ou indeferimento no Diário Oficial da União. assim como os demais documentos. 6º e Portaria 361/99. A Declaração de Isenção do Imposto de Renda é a própria Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) que as entidades sem fins lucrativos isentas são obrigadas a apresentar à Secretaria da Receita Federal/SRF.gov. que deverá indicar data e hora do recebimento. 4. Por exemplo.Em relação às exigências do estatuto. a entidade pode 33 . Bloco T.1 Como solicitar a qualificação como OSCIP A entidade poderá encaminhar seu pedido de qualificação como OSCIP pelo correio ou apresentá- lo ao Protocolo Geral do Ministério da Justiça. É importante destacar que também é obrigatória a apresentação ao Ministério da Justiça do recibo de entrega da Declaração à SRF. A ata de eleição da diretoria da entidade. mesmo que a entidade tenha sido criada há menos de um ano. do Ministério da justiça). esta Declaração deve ser referente ao último ano em que a sua entrega à SRF foi obrigatoriamente apresentada. Para fins de qualificação como OSCIP. CEP 70064-900. As organizações criadas há menos de um ano deverão procurar maiores esclarecimentos no Ministério da Justiça.br Uma vez recebido o pedido de qualificação. a partir da decisão. No caso de indeferimento da qualificação. deve-se fazer o levantamento dos mesmos para o período de existência da entidade – o que é feito por um contador registrado no Conselho Regional de Contabilidade.790/99. No caso do balanço patrimonial e da demonstração do resultado do exercício. mediante despacho do Secretário Nacional de Justiça (Lei 9. a Declaração de Isenção do Imposto de Renda deve ser relativa a 2000. deve ser xerocopiada e autenticada em cartório antes de ser enviada ao Ministério da Justiça.

6 Ressalta-se que a alínea b do inciso VII do art. seja qual for a forma de seleção. Em outras palavras. deverá comunicar ao Ministério da Justiça. Assim. por exemplo. 2 . Portanto. 9º) para a realização de parcerias unicamente entre o Poder Público e a OSCIP para o fomento e execução de projetos. incluindo as certidões negativas de débitos junto ao INSS e ao FGTS. o órgão estatal tem sempre a obrigação de verificar o regular funcionamento da OSCIP antes de celebrar um Termo de Parceria. a competência e a adequação da OSCIP aos propósitos do Termo de Parceria. sugerimos que a entidade utilize a Lista de Conferência dos Requisitos para Qualificação como OSCIP (Anexo 1). transparente e eficiente de escolha.790/99 prevê que a OSCIP deve possuir e dar publicidade à sua prestação de contas anual. Trata-se de um novo instrumento jurídico criado pela Lei 9. antes de enviar o pedido de qualificação ao Ministério da Justiça. parágrafo 3º). IMPORTANTE 1 .790/99 (art. 5. O QUE É O TERMO DE PARCERIA O Termo de Parceria é uma das principais inovações da Lei das OSCIPs. De qualquer maneira. art. o Termo de Parceria consolida um acordo de cooperação entre as partes e constitui uma alternativa ao convênio para a realização de projetos entre OSCIPs e órgãos das três esferas de governo. a regularidade6. Embora não seja obrigatório. 4º). Para isso. a opção pelo Termo de Parceria oferece várias vantagens comparativas. os documentos necessários e se o estatuto da entidade contempla todas as normas estabelecidas na Lei 9. o concurso de projetos representa uma forma mais democrática. A qualificação é ato vinculado ao cumprimento dos preceitos da Lei 9. checando se todas as exigências foram atendidas como. é responsabilidade da organização da sociedade civil verificar se cumpriu todos os requisitos. o que implica a perda da qualificação (Portaria 361/99. 3º. dispondo de procedimentos mais simples do que aqueles utilizados para a celebração de um convênio5..790/99. como veremos a seguir. Vale observar que não há impedimento legal para a realização de convênios entre OSCIPs e governos.apresentar novamente a solicitação de qualificação como OSCIP a qualquer tempo (Decreto 3. 5 34 .Caso a OSCIP deixe de preencher qualquer um dos requisitos legais que a qualificaram. é responsabilidade do órgão estatal averiguar com antecedência a idoneidade.100/99. desde que cumpridas as exigências para tal. No entanto.Antes de enviar ao Ministério da Justiça o pedido de qualificação como OSCIP. utilize o check list no Anexo 1. art. A escolha da OSCIP para a celebração de Termo de Parceria pelo órgão estatal poderá ser feita por meio de concurso de projetos. 4º da Lei 9.790/99.

por sua vez. 9º). o órgão estatal deve consultar o Conselho de Política Pública da área de atuação do projeto. 10). portanto. Nesse caso. art.100/99. dentre outros aspectos.Quanto ao projeto a ser implementado. o órgão estatal tem que manifestar interesse em promover a parceria com OSCIPs. 5. podendo realizar concursos para a seleção de projetos.2 O que é o concurso de projetos O órgão estatal pode escolher a OSCIP com a qual irá celebrar um Termo de Parceria por meio de concurso de projetos (Decreto 3. deve encaminhar suas recomendações e sugestões ao órgão estatal para que o mesmo adote as providências cabíveis (Decreto 3. tanto quanto os benefícios para o público alvo. 17). resultados. receber recursos públicos para a realização de projetos. indicadores de desempenho e mecanismos de desembolso. 35 . art. objetivos. caso ele exista (Lei 9. que deverá atestar previamente o regular funcionamento da OSCIP (Decreto 3. transparente e eficiente. Para firmar o Termo de Parceria. metas. apresentando seu projeto ao órgão estatal.1 Como ter acesso ao Termo de Parceria A qualificação como OSCIP não significa necessariamente que a entidade irá firmar Termo de Parceria com órgãos governamentais e.790/99. parágrafo 1º do art. governo e OSCIP negociam um programa de trabalho que envolve. a decisão final sobre a efetivação de um Termo de Parceria cabe ao Estado. art. formado por auditorias interna (por exemplo. que é a forma de seleção mais democrática. 10 e Decreto 3. 23 a 31).100/99. o órgão estatal indicará as áreas nas quais deseja firmar parcerias e os requisitos técnicos e operacionais para isso. a Secretaria Federal de Controle no Governo Federal) e externa (Tribunais de Contas). art. além do Conselho de Política Pública da área a que está afeto. A própria OSCIP também pode propor a parceria. o órgão governamental irá avaliar a relevância pública do projeto e sua conveniência em relação a seus programas e políticas públicas. 5.100. O Termo de Parceria também é fiscalizado pelo sistema de controle da Administração Pública.100/99. Além disso. O monitoramento e a fiscalização da execução do Termo de Parceria é dever do órgão estatal parceiro (que o assinou). Ainda antes da assinatura do Termo de Parceria. De qualquer modo. O Conselho de Política Pública. É importante que o órgão estatal mantenha esse Conselho informado a respeito de suas atividades de acompanhamento do Termo de Parceria.

10 do Decreto 3. a obrigação de prestação de contas ao Poder Público.br). incluindo: i) relatório sobre o objeto do Termo de Parceria contendo comparativo das metas com os respectivos resultados. ao término de cada exercício. 10. administrativos. 23 a 31).br) e o Programa Capacitação Solidária / Conselho da Comunidade Solidária (www. Para conhecer algumas experiências de concursos de projetos com organizações sem fins lucrativos. os indicadores de avaliação de desempenho. critérios de seleção e julgamento e valores a serem desembolsados.pcs. art. até sessenta dias após o término de cada exercício financeiro. as metas a serem alcançadas. O programa de trabalho mencionado é o projeto detalhado que a OSCIP se compromete a desenvolver. Estado ou União. parágrafo 2º do art. as cláusulas do Termo de Parceria devem obrigatoriamente explicitar (ver Modelo III de Termo de Parceria): • • • • o objeto. 5.aids. conforme modelo citado no art. a previsão de receitas e despesas detalhadas por categorias contábeis segundo as Normas Brasileiras de Contabilidade.org. Não são aceitos como critérios de julgamento quaisquer aspectos . ver o Programa Nacional DST/AIDS do Ministério da Saúde (www. devendo conter o objeto da proposta. as metas e resultados previstos com prazos de execução e cronograma de desembolso.gov. inclusive as remunerações e benefícios de pessoal a serem pagos com recursos do Termo de Parceria. conforme modelo citado no parágrafo 4º do art.que não tenham sido estipulados no edital do concurso (Decreto 3.O edital do concurso deve conter informações sobre prazos. forma de apresentação das propostas.jurídicos. condições.790/99. técnicos ou operacionais . ii) demonstrativo dos gastos e receitas efetivamente realizados. Estado ou União de demonstrativo da sua execução física e financeira. os critérios objetivos de avaliação de desempenho com indicadores de resultado. • • a publicação pelo órgão estatal do extrato do Termo de Parceria na imprensa oficial do Município.100/99. iii) publicação pela OSCIP na imprensa oficial do Município. com especificação do programa de trabalho. O julgamento é feito por uma Comissão designada pelo órgão estatal. 36 . previsão de receitas e despesas.3 O que compõe o Termo de Parceria Pela Lei 9.100/99.100/99. que avalia o conjunto das propostas das OSCIPs. o cronograma de execução e de desembolso. 18 do Decreto 3.

conforme modelos citados nos art. além de exigir probidade e qualidade. art. O órgão estatal. 15). Se estiver previsto que os recursos sejam liberados em várias parcelas. impessoalidade. como justificativa. regulamento próprio contendo os procedimentos que adotará para a compra de bens e a contratação de obras e serviços. o órgão estatal e a OSCIP precisam cumprir todas as cláusulas estabelecidas. publicidade e eficiência. art. parágrafo 4º. que a OSCIP deve abrir no banco indicado pelo órgão estatal parceiro. a liberação de cada uma delas poderá ser condicionada à comprovação do cumprimento das metas para o período imediatamente anterior à última liberação.790/99. IMPORTANTE: 1. seguindo os princípios da legalidade. A entidade deve implementar o programa de trabalho pactuado dentro dos prazos estipulados e com a qualidade prevista. moralidade. Bens e Contratações de Obras e Serviços. se forem três parcelas. Os valores são depositados em conta bancária específica. O programa de trabalho é parte integrante do Termo de Parceria.Para todo Termo de Parceria. e art. Além disto. liberar os recursos que constam do cronograma de desembolso. metodologia de trabalho etc.100/99. a OSCIP deve indicar pelo menos um responsável pela administração dos recursos recebidos. a liberação da terceira pode ficar 37 . consulte as orientações no Anexo 1.100/99. 21). 10.4 Execução do Termo de Parceria Para executar o Termo de Parceria. até trinta dias após a assinatura do Termo de Parceria.790/99. A OSCIP deve enviar uma cópia desse regulamento para o órgão estatal parceiro (Decreto 3. A liberação dos recursos financeiros deve obedecer ao cronograma de desembolso previsto no Termo de Parceria (Decreto 3. 2. Estado ou União.além de outras informações pertinentes.100/99. Por exemplo. 5.Para elaboração do Regulamento de Compras. deve orientar. por sua vez.Consulte sugestão de Termo de Parceria no Modelo III. a OSCIP deverá publicar na imprensa oficial do Município. 18 do Decreto 3. 14). cujo nome será publicado no extrato do Termo de Parceria e no demonstrativo da sua execução física e financeira. devendo necessariamente expressar os quesitos determinados pela Lei 9. art. Trata-se de um regulamento interno próprio da OSCIP para disciplinar as contratações e aquisições de bens feitas com recursos do Poder Público (Lei 9. 3. supervisionar e cooperar na implementação das ações.

A prestação de contas do Termo de Parceria deve ser instruída com os seguintes documentos (Decreto 3.6 Prestação de contas do Termo de Parceria A prestação de contas do Termo de Parceria pela OSCIP é a comprovação. A Lei 9. nos casos em que o Termo de Parceria ultrapasse o exercício fiscal. 5. da execução do programa de trabalho pactuado e da correta aplicação dos recursos públicos recebidos. uma Comissão de Avaliação .analisará os resultados alcançados. o Termo de Parceria é celebrado por período superior ao do exercício fiscal (que corresponde a um ano de janeiro a dezembro). a Comissão de Avaliação indica no relatório a conveniência ou não da prorrogação do Termo de Parceria. com base nos indicadores de desempenho do programa de trabalho estabelecido.790/99. 11).5 Avaliação dos resultados do Termo de Parceria Ao final do Termo de Parceria. Se for necessário. preferencialmente por indicação da Comissão de Avaliação. 10. caso expire sua vigência sem a execução total do seu objeto ou no caso de a OSCIP dispor em seu poder de excedentes financeiros. inclusive com o mesmo órgão estatal. V) diretamente ao órgão estatal parceiro. dispensando a celebração de Termo Aditivo. art. mediante apresentação de relatório parcial sobre a execução do objeto do Termo de Parceria (ver Modelo III de Termo de Parceria). de acordo com a capacidade operacional da OSCIP.composta por dois representantes do órgão estatal. tem por obrigação elaborar um relatório conclusivo sobre o cumprimento das metas e o alcance dos resultados do Termo de Parceria e encaminhá-lo ao órgão estatal parceiro (Lei 9. É possível a vigência simultânea de um ou mais Termos de Parceria.790/99 determina às OSCIPs a obrigatoriedade de prestação de contas ao término de cada exercício financeiro (art. Poderá ser prorrogado. Em alguns casos. art. desde que não haja alterações de valores financeiros .100. além de acompanhar o desempenho da execução.condicionada ao cumprimento das metas relativas à primeira. perante o órgão estatal parceiro. 12): 38 . Essa Comissão de Avaliação. Também pode ser utilizado o Registro por Simples Apostila quando se tratar da indicação de nova dotação orçamentária para o exercício seguinte. um da OSCIP e um do Conselho de Política Pública da área do projeto . 5. A prorrogação dos Termos de Parceria poderá ser feita mediante Registro por Simples Apostila.o que é gerencialmente muito mais simples.

demonstrativo integral da receita e da despesa efetivamente realizadas na execução. art. parágrafo 3º do art. nos casos em que o montante de recursos for maior ou igual a R$ 600. 4º e Decreto 3. Demonstração das origens e aplicações de recursos. Estado ou União.100/99.000.00 (seiscentos mil reais). Demonstração das mutações do patrimônio social. publicada na imprensa oficial da Município. prevendo inclusive a indisponibilidade e seqüestro dos bens dos responsáveis (Lei 9. Balanço patrimonial. somente para os casos em que os recursos recebidos pela OSCIP. 11) é diferente da prestação de contas do Termo de Parceria (Decreto 3. Parecer e relatório de auditoria independente. 19). por meio de Termos de Parceria. estando as entidades e seus dirigentes sujeitos a punição severa. conforme modelo estabelecido no art. quando o montante dos recursos de um ou mais Termos de Parceria for igual ou superior a R$ 600. por pessoa física ou jurídica habilitada pelos Conselhos Regionais de Contabilidade.PRESTAÇÃO DE CONTAS ANUAL DA OSCIP A prestação de contas anual da OSCIP (Lei 9. 12). art. 39 . as despesas com tal auditoria poderão ser incluídas no orçamento do projeto e financiadas pelo parceiro público por meio do próprio Termo de Parceria (Decreto 3. No caso da prestação de contas anual da OSCIP.00 (seiscentos mil reais). inciso VII do art. art. devendo ser apresentados os seguintes documentos: • • • • • • • Relatório anual de execução de atividades.• • • • relatório sobre a execução do objeto do Termo de Parceria. Entretanto. É importante destacar que a Lei é rigorosa no caso de uso indevido de recursos públicos.790/99.000. for maior ou igual a R$ 600. ela deve ser feita sobre a totalidade das operações patrimoniais e resultados da entidade.790/99. parecer e relatório de auditoria. 12 e 13). A Lei exige a realização de auditoria independente.100/99. e extrato da execução física e financeira.000.100/99. Demonstração de resultados do exercício.18 do Decreto 3. 6 . contendo comparativo entre as metas propostas e os resultados alcançados.00 (seiscentos mil reais).100/99. caso necessário. Notas explicativas das demonstrações contábeis.

No caso específico das fundações de direito privado. as obrigações e procedimentos estão detalhados no item 5. a prestação de contas anual deve continuar sendo enviada ao Ministério Público. seguindo os princípios fundamentais da contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade.6 acima. Quanto à prestação de contas do Termo de Parceria. 40 . Essa prestação de contas é um dos itens que o órgão público pode requisitar para verificação antes de celebrar o Termo de Parceria.A prestação de contas anual da entidade deve ser feita por um contador registrado no Conselho Regional de Contabilidade.

7 – COMENTÁRIOS SOBRE A LEI DO VOLUNTARIADO
Desde 1996, o Conselho da Comunidade Solidária vem trabalhando para a valorização e a qualificação do voluntariado, reconhecendo sua importância para a consolidação da cidadania participativa. Dentre as iniciativas desencadeadas, vale destacar a criação do Programa Voluntários, que tem por objetivo incentivar a implantação de uma cultura moderna de voluntariado, dando visibilidade, qualidade e continuidade às iniciativas nesse sentido. Além do Programa Voluntários, o Conselho da Comunidade Solidária apoiou a idéia e contribuiu com o processo de discussão da Lei 9.608, de 18 de fevereiro de 1998, conhecida como “Lei do Voluntariado”, que regulamenta o serviço voluntário. O serviço voluntário é definido pela Lei como o trabalho realizado por pessoas físicas, não remunerado, sem gerar nenhum tipo de vínculo empregatício, obrigações trabalhistas, previdenciárias ou afins. Essa Lei surgiu da necessidade de legalizar o serviço voluntário no País, eximindo as entidades de obrigações trabalhistas e previdenciárias. Portanto, com a nova Lei fica juridicamente diferenciado o serviço voluntário das relações de emprego, particularmente no que tange aos direitos e obrigações trabalhistas e previdenciárias. A Lei 9.608/99 veio atender uma demanda das organizações da sociedade civil que, cada vez mais, mobilizam o trabalho de voluntários. Outra novidade é que o serviço voluntário é extensivo tanto às entidades públicas, quanto às instituições privadas sem fins lucrativos, independentemente de qualquer qualificação, desde que tenham objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou assistenciais, inclusive de mutualidade. Assim, visando dar publicidade e segurança às relações entre as entidades e os voluntários, a Lei 9.608/98 criou o Termo de Adesão (ver Modelo IV), que é um instrumento ou contrato mediante o qual a entidade formaliza a relação com o voluntário. É por meio da assinatura de um Termo de Adesão que a pessoa se torna voluntário junto à entidade, renunciando aos direitos trabalhistas e previdenciários do empregado assalariado. No Termo de Adesão deve constar o objeto e as condições de exercício do trabalho voluntário. Finalmente, vale observar que a Lei 9.608/98 permite que o voluntário seja ressarcido de despesas efetuadas no exercício do seu trabalho como voluntário, mas tais despesas também devem estar previstas no Termo de Adesão.

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SEGUNDA PARTE
MODELOS Apresentamos aqui quatro modelos hipotéticos e simplificados que serão úteis tanto para as OSCIPs quanto para o setor público. Como modelos que são, estão baseados em princípios genéricos e precisam, sem dúvida, ser adaptados a cada caso. Modelo I de Estatuto de OSCIP: são feitas sugestões de cláusulas que devem estar expressas no estatuto de uma entidade que pretende a qualificação como OSCIP. No entanto, a entidade não precisa necessariamente seguir o exemplo, ao contrário, o ideal é que cada uma faça substituições e/ou aditamentos, para adequar o modelo à finalidade específica. Modelo II de Requerimento para Qualificação como OSCIP: é uma carta bem simples endereçada ao Ministro de Estado da Justiça, solicitando a qualificação. Nela devem constar: o nome da entidade que está pleiteando a qualificação; a localidade da sede; e a(s) finalidade(s) para a(s) qual(is) está voltada. É imprescindível que seja assinada pelo dirigente máximo da entidade, na forma do seu estatuto, ou, na sua ausência, por um representante designado por procuração. Modelo III de Termo de Parceria: inclui as cláusulas essenciais determinadas no parágrafo 2º do art. 10 da Lei 9.790/99 e no Decreto 3.100/99 que a regulamentou. É importante ressaltar que o parágrafo único do art. 8º do Decreto 3.100/99 estabelece que o órgão estatal firmará o Termo de Parceria mediante “modelo padrão próprio” contendo os direitos, as responsabilidades e as obrigações das partes, além das cláusulas essenciais previstas no parágrafo 2º do art. 10 da Lei 9.790/99. Desse modo, o Modelo III apresentado segue todas as exigências legais e pode servir de base para os órgãos estatais elaborarem seu modelo padrão próprio. De qualquer forma, pode ser necessário introduzir adaptações, dependendo da natureza da parceria a ser estabelecida. Modelo IV de Termo de Adesão ao Serviço Voluntário: é um instrumento criado pela Lei 9.608/98 para formalizar o trabalho de pessoas físicas em instituições públicas ou entidades privadas sem fins lucrativos como prestadoras de serviços voluntários.

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MODELO I ESTATUTO DE ORGANIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO / OSCIP

Capítulo I – DA DENOMINAÇÃO, SEDE E FINS

Art. 1º. A (O) ___________________________ (nome da entidade) também designada (o) pela sigla,_______ (se usar sigla), constituída(o) em ________ de_______ de ________, é uma pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, e duração por tempo indeterminado, com sede no município de __________, Estado de __________ , e foro em ____________. Art. 2º. A (O) ______________ (entidade) tem por finalidade(s) _____________________________________________________. (Lei 9.790/99, art.3º)
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Parágrafo Único – A (O)_______________ (entidade) não distribui entre os seus sócios ou associados, conselheiros, diretores, empregados ou doadores eventuais excedentes operacionais, brutos ou líquidos, dividendos, bonificações, participações ou parcelas do seu patrimônio, auferidos mediante o exercício de suas atividades, e os aplica integralmente na consecução do seu objetivo social. (Lei 9.790/99, parágrafo único do art.1º) Art. 3º. No desenvolvimento de suas atividades, a (o)___________ (entidade) observará os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e da eficiência e não fará qualquer discriminação de raça, cor, gênero ou religião. (Lei 9.790/99, inciso I do art.4º) Parágrafo Único – A (O)_______________ (entidade) se dedica às suas atividades por meio ____________________ (forma pela qual exerce suas atividades: execução direta de projetos, programas ou planos de ações, por meio da doação de recursos físicos, humanos e financeiros, ou prestação de serviços intermediários de apoio a outras organizações sem fins lucrativos e a órgãos do setor público que atuam em áreas afins). (Lei 9.790/99, parágrafo único do art. 3º) Art. 4º. A (O) ______________________(entidade) terá um Regimento Interno que, aprovado pela Assembléia Geral, disciplinará o seu funcionamento. COMO OPÇÃO: Art. 4º - A Instituição disciplinará seu funcionamento por meio de Ordens Normativas, emitidas pela Assembléia Geral, e Ordens Executivas, emitidas pela Diretoria. Art. 5º A fim de cumprir sua(s) finalidade(s), a Instituição se organizará em tantas unidades de prestação de serviços, quantas se fizerem necessárias, as quais se regerão pelas disposições estatutárias.

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As possíveis finalidades de uma OSCIP estão listadas no art. 3º da Lei 9.790/99, devendo a entidade atender a pelo menos uma delas. 43

os cargos de sua Diretoria e do Conselho Fiscal.Conselho Fiscal (Lei 9. respeitados. pelos encargos da Instituição. 4º) Art.790/99. como consta literalmente do inciso VI do art. o que a impedirá de: a) concorrer ou manter a Declaração de Utilidade Pública e o Certificado de Fins Filantrópicos. Art. os valores praticados pelo mercado na região onde exerce suas atividades. 6º. (outras julgadas necessárias). Vale ainda ressaltar. b) ficar isenta do Imposto de Renda. São direitos dos sócios _________ (especificar quais sócios) quites com suas obrigações sociais: I – votar e ser votado para os cargos eletivos.9º. II – acatar as decisões da Diretoria.790/99. A Assembléia Geral. sob qualquer forma. para os quais a legislação em vigor exige a não remuneração dos dirigentes expressa no estatuto ou ainda para manter ou pleitear o Certificado de Fins Filantrópicos e/ou a Declaração de Utilidade Pública. Art. nem mesmo subsidiariamente. 10 A (O) ____________________(entidade) será administrada (o) por: I – Assembléia Geral. II – Diretoria. Capítulo III – DA ADMINISTRAÇÃO Art. Art. benfeitor. inciso VI do art. cujas atuações são inteiramente gratuitas.9 (Lei 9. 12.790/99.8 (Lei 9.. bem como as atividades de seus sócios. 7º. honorário. II – tomar parte nas Assembléias Gerais. se constituirá dos sócios em pleno gozo de seus direitos estatutários.. distribuídos nas seguintes categorias: ____________________(fundador.” como citado na Possibilidade 2 acima.”. 4º) OU Possibilidade 2– A Instituição remunera seus dirigentes que efetivamente atuam na gestão executiva e aqueles que lhe prestam serviços específicos. Parágrafo Único Possibilidade 1– A Instituição não remunera.. órgão soberano da Instituição. inciso VI do art. (outras julgadas necessárias). 9 Inserir este parágrafo se a decisão da entidade for por remunerar seus dirigentes. Art. III. em ambos os casos. A (O) _____________________(entidade) é constituída (o) por número ilimitado de sócios. resulta nas mesmas implicações da expressão “A Instituição remunera seus dirigentes . inciso III do art. que a expressão “a possibilidade de instituir remuneração para os dirigentes . contribuintes e outros). Os sócios não respondem.Capítulo II – DOS SÓCIOS Art...790/99. 11. 4º). São deveres dos sócios: I – cumprir as disposições estatutárias e regimentais. 44 8 . 8º. 4º Lei 9. Compete à Assembléia Geral: Inserir este parágrafo caso a entidade tenha decido por não remunerar seus dirigentes para ter acesso a certos incentivos e benefícios.

de benefícios e vantagens pessoais.regulamentar as Ordens Normativas da Assembléia Geral e emitir Ordens Executivas para disciplinar o funcionamento interno da Instituição. 14. 33. A instituição adotará práticas de gestão administrativa. III. 4º) Art.reunir-se com instituições públicas e privadas para mútua colaboração em atividades de interesse comum. V – aprovar o Regimento Interno. III – decidir sobre a extinção da Instituição. 13. A convocação da Assembléia Geral será feita por meio de edital afixado na sede da Instituição e/ou publicado na impressa local. Primeiro e Segundo Tesoureiros. Art. 15. Art. 45 . Parágrafo Único – Qualquer Assembléia se instalará em primeira convocação com a maioria dos sócios e. extraordinariamente. Parágrafo Único – O mandato da Diretoria será de _________anos. OPÇÃO:VI–emitir Ordens Normativas para funcionamento interno da Instituição. A Diretoria se reunirá no mínimo uma vez por mês.I – eleger a Diretoria e o Conselho Fiscal. necessárias e suficientes.Presidente. por circulares ou outros meios convenientes. na forma do art. III – por requerimento de_________ (número) sócios quites com as obrigações sociais. quando convocada: I – pela Diretoria. Art. inciso II do art.contratar e demitir funcionários. IV – decidir sobre a conveniência de alienar. Primeiro e Segundo Secretários. ( outras julgadas necessárias). com qualquer número. Art. em segunda convocação. um Vice. 16. sendo vedada mais de uma reeleição consecutiva.790/99. transigir. 19. 18 Compete à Diretoria: I – elaborar e submeter à Assembléia Geral a proposta de programação anual da Instituição. ( outras julgadas necessárias). Art. 17 A Diretoria será constituída por um Presidente. II – executar a programação anual de atividades da Instituição. IV. ordinariamente. II – decidir sobre reformas do Estatuto. V. II – pelo Conselho Fiscal. de forma individual ou coletiva. nos termos do artigo 32. III – elaborar e apresentar à Assembléia Geral o relatório anual. A Assembléia Geral se realizará. A Assembléia Geral se realizará. hipotecar ou permutar bens patrimoniais. COMO OPÇÃO: VI . (Lei 9. submetida pela Diretoria II – apreciar o relatório anual da Diretoria.discutir e homologar as contas e o balanço aprovado pelo Conselho Fiscal. a coibir a obtenção. (outras julgadas necessárias). uma vez por ano para: I – aprovar a proposta de programação anual da Instituição. com antecedência mínima de __________ dias. Art. em decorrência da participação nos processos decisórios.

II. (outras julgadas necessárias).assumir o mandato. o mandato será assumido pelo respectivo suplente. III. até o seu término.conservar. Compete ao Conselho Fiscal: I – examinar os livros de escrituração da Instituição.Presidente: I . 25. III – prestar. ( outras julgadas necessárias). Compete ao Primeiro Secretário: I – secretariar as reuniões da Diretoria e da Assembléia Geral e redigir as atas. IV. 26. Compete ao Segundo Tesoureiro: I – substituir o Primeiro Tesoureiro em suas faltas e impedimentos. sua colaboração ao Primeiro Tesoureiro.manter todo o numerário em estabelecimento de crédito. Art. Compete ao Vice.apresentar relatórios de receitas e despesas. ( outras julgadas necessárias). incluindo os relatórios de desempenho financeiro e contábil e sobre as operações patrimoniais realizadas. 46 . 23. V. Art. II. (outras julgadas necessárias) Art.apresentar ao Conselho Fiscal a escrituração da Instituição. rendas. II. os documentos relativos à tesouraria.pagar as contas autorizadas pelo Presidente. até o seu término. (outras julgadas necessárias). em caso de vacância.assumir o mandato. VI. 22. Compete ao Primeiro Tesoureiro: I – arrecadar e contabilizar as contribuições dos associados. até o seu término.judicialmente. até o seu término. a sua colaboração ao Primeiro Secretário.convocar e presidir as reuniões da Diretoria. Art. sempre que forem solicitados. II – publicar todas as notícias das atividades da entidade. IV. § 1º O mandato do Conselho Fiscal será coincidente com o mandato da Diretoria. 24. de modo geral. Compete ao Presidente: I – representar a(o)___________________ (entidade) judicial e extra. de modo geral. sob sua guarda e responsabilidade. de modo geral. (outras julgadas necessárias) Art. III. sua colaboração ao Presidente.prestar. mantendo em dia a escrituração da Instituição.cumprir e fazer cumprir este Estatuto e o Regimento Interno. II. III. § 2º Em caso de vacância.prestar. Compete ao Segundo Secretário: I – substituir o Primeiro Secretário em suas faltas ou impedimentos. II.Art. 27.substituir o Presidente em suas faltas ou impedimentos.presidir a Assembléia Geral.assumir o mandato. Art. Art. em caso de vacância. III. em caso de vacância. 20. 21. eleitos pela Assembléia Geral. auxílios e donativos. O Conselho Fiscal será constituído por _____ membros e seus respectivos suplentes.

posteriormente. por qualquer meio eficaz. semoventes. Parágrafo Único – O Conselho Fiscal se reunirá ordinariamente a cada______ meses e. inciso V do art. a qualquer tempo. 4º) Capítulo V – DA PRESTAÇÃO DE CONTAS Art. o acervo patrimonial disponível. emitindo pareceres para os organismos superiores da entidade. 70 da Constituição Federal. 4º) III – requisitar ao Primeiro Tesoureiro.opinar sobre os balanços e relatórios de desempenho financeiro e contábil e sobre as operações patrimoniais realizadas. 29. A prestação de contas da Instituição observará no mínimo (Lei 9.a publicidade. IV. IV . ações e títulos da dívida pública. inciso VII do art. da aplicação dos eventuais recursos objeto de Termo de Parceria. ao relatório de atividades e das demonstrações financeiras da entidade.II. (Lei 9. ( outras julgadas necessárias). preferencialmente que tenha o mesmo objetivo social. • Art.os princípios fundamentais de contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade.790/99. incluindo as certidões negativas de débitos junto ao INSS e ao FGTS. 28.790/99. 47 . preferencialmente que tenha o mesmo objetivo social. (Lei 9. no encerramento do exercício fiscal. 31. Na hipótese da Instituição obter e. Art. uma vez que o Código Civil estabelece que as mesmas não se dissolvem.790/99. 30. mas são judicialmente extintas. adquirido com recursos públicos durante o período em que perdurou aquela qualificação.acompanhar o trabalho de eventuais auditores externos independentes. conforme previsto em regulamento.790/99.790/99. inclusive por auditores externos independentes se for o caso. Caso a entidade seja uma Fundação. sempre que necessário.a realização de auditoria. imóveis. documentação comprobatória das operações econômico-financeiras realizadas pela Instituição. O patrimônio da (o)______________________(entidade) será constituído de bens móveis. II. esta obrigatoriedade estatutária não se aplica. extraordinariamente. 4º) • Caso a entidade seja de assistência social deve constar no estatuto que o patrimônio será destinado à outra OSCIP com o mesmo objetivo social e registrada no Conselho Nacional de Assistência Social . o respectivo patrimônio líquido será transferido a outra pessoa jurídica qualificada nos termos da Lei 9. Capítulo IV – DO PATRIMÔNIO Art.a prestação de contas de todos os recursos e bens de origem pública recebidos será feita. III. conforme determina o parágrafo único do Art. veículos. perder a qualificação instituída pela Lei 9. colocando-os à disposição para o exame de qualquer cidadão.790/99. inciso III do art. inciso IV do art. (Lei 9. será contabilmente apurado e transferido a outra pessoa jurídica qualificada nos termos da mesma Lei. V – convocar extraordinariamente a Assembléia Geral. 4º): I. No caso de dissolução da Instituição.

especialmente convocada para esse fim. quando se tornar impossível a continuação de suas atividades. Art.Capítulo VI – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. Os casos omissos serão resolvidas pela Diretoria e referendados pela Assembléia Geral. 32. 34. 33. em Assembléia Geral especialmente convocada para esse fim. por decisão da maioria absoluta dos sócios. a qualquer tempo. Art. 48 . e entrará em vigor na data de seu registro em Cartório. O presente Estatuto poderá ser reformado. A (O) _____________________(entidade) será dissolvida (o) por decisão da Assembléia Geral Extraordinária.

na forma de seu estatuto.790. _____ de _____ de ______ Excelentíssimo Senhor Ministro de Estado da Justiça. fundada ou instituída em _________ (data). ou de representante legal por meio de procuração) 49 . de 30 de junho de 1999. Atenciosamente. solicitar a Vossa Excelência a qualificação como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público.MODELO II REQUERIMENTO PARA QUALIFICAÇÃO COMO ORGANIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO / OSCIP ___________ (cidade).100. de 23 de março de 1999. regulamentada pelo Decreto nº 3. instituída pela Lei nº 9. sediada em ______________ (cidade). para a que apresenta a documentação anexa. por se tratar de entidade dedicada à _______________ (indicar a finalidade da entidade). vem por meio deste. __________________________________ (Assinatura do atual Presidente/ Dirigentes da OSCIP. A (O) ______________________(nome da entidade).

(casado. neste ato representado por seu titular. representada(o) pelo __________ (ÓRGÃO/ENTIDADE ESTATAL). 8º do Decreto nº 3. com sede à _____________ (endereço completo). pessoa jurídica de direito privado.6.100. de 30 de junho de 1999. de 23. doravante denominado PARCEIRO PÚBLICO. doravante denominada OSCIP. quando se tratar de ajustes que não acarretem alteração dos valores definidos na Cláusula Quarta. residente e domiciliado na ___________(cidade/estado) com fundamento no que dispõem a Lei nº 9. resolvem firmar o presente TERMO DE PARCERIA. quando se tratar de ajustes que impliquem alteração dos valores definidos na Cláusula Quarta.99. de 30. CPF nº _________.100.99) TERMO DE PARCERIA QUE ENTRE SI CELEBRAM A _______________________ (UNIÃO/ESTADO/MUNICÍPIO). E A _________________(ORGANIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO). CPF nº _________. _______________.790. (brasileiro). 9º da Lei nº 9. residente e domiciliado na ________ (cidade/estado) e a ___________________ (ORGANIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO). neste ato representada na forma de seu estatuto10 por _______________. por meio de: a) registro por simples apostila. qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público.O Programa de Trabalho poderá ser ajustado de comum acordo entre as partes. conforme consta do processo MJ nº_______ e do Despacho da Secretaria Nacional de Justiça.MODELO III TERMO DE PARCERIA (Art.3. e b) celebração de Termo Aditivo. CGC/CNPJ nº _________.DO OBJETO O presente TERMO DE PARCERIA tem por objeto _______________________________(descrição sucinta do objeto constante no Programa de Trabalho). sem fins lucrativos. dispensando-se a celebração de Termo Aditivo. (casado. de 23 de março de 1999. A(O) _____ (UNIÃO/ESTADO/MUNICÍPIO). solteiro ou viúvo). solteiro ou viúvo).790. e Art. Subcláusula Única . que se realizará por meio do estabelecimento de vínculo de cooperação entre as partes. 50 . de __/__/__. publicado no Diário Oficial da União de __/__/__. e o Decreto nº 3. que será regido pelas cláusulas e condições que seguem: CLÁUSULA PRIMEIRA . ATRAVÉS DO________________________(ÓRGÃO/ENTIDADE ESTATAL). 10 Verificar se o estatuto da OSCIP exige ou não a assinatura de um ou mais dirigentes. (brasileiro).

referentes aos recursos humanos utilizados na execução do objeto deste TERMO DE PARCERIA. regulamento próprio contendo os procedimentos que adotará para promover a aquisição ou contratação de quaisquer bens. além dos outros compromissos assumidos neste TERMO DE PARCERIA: I . CLÁUSULA TERCEIRA . bem como por todos os ônus tributários ou extraordinários que incidam sobre o presente instrumento. 11 Ver Anexo 1 desta publicação. decorrentes do ajuizamento de eventuais demandas judiciais. constam do Programa de Trabalho proposto pela OSCIP e aprovado pelo PARCEIRO PÚBLICO. objeto deste TERMO DE PARCERIA. DAS METAS. pelos encargos de natureza trabalhista e previdenciária. zelando pela boa qualidade das ações e serviços prestados e buscando alcançar eficiência. de 30 de junho de 1999. e g – movimentar os recursos financeiros. cujo nome constará do extrato deste TERMO DE PARCERIA a ser publicado pelo PARCEIRO PÚBLICO. de acordo com o modelo constante do Anexo II do Decreto 3. lançados automaticamente pela rede bancária arrecadadora.100. elaboradas com base no acompanhamento e supervisão. de 30 de junho de 1999. com os indicadores de resultados.observar. b . economicidade e da eficiência. na forma do inciso IV do § 2º do art.promover.790/99.CLÁUSULA SEGUNDA . 51 . c.11 f – indicar pelo menos um responsável pela boa administração e aplicação dos recursos recebidos. sendo parte integrante deste TERMO DE PARCERIA. em conta bancária específica indicada pelo PARCEIRO PÚBLICO.DAS RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES São responsabilidades e obrigações. das metas. observados os princípios da legalidade. obras e serviços.executar.DO PROGRAMA DE TRABALHO.responsabilizar-se. no transcorrer da execução de suas atividades. DOS INDICADORES DE DESEMPENHO E DA PREVISÃO DE RECEITAS E DESPESAS O detalhamento dos objetivos. 10 da Lei nº 9. impessoalidade. publicidade. dos critérios de avaliação de desempenho. a publicação integral na imprensa oficial (União/Estado/Município) de extrato de relatório de execução física e financeira do TERMO DE PARCERIA. do cronograma de execução. contados da assinatura deste TERMO DE PARCERIA. e a previsão de receitas e despesas.100. conforme aprovado pelo PARCEIRO PÚBLICO. dos resultados a serem atingidos. no prazo máximo de trinta dias. independentemente de sua transcrição. conforme modelo apresentado no Anexo I do Decreto 3. efetividade e economicidade em suas atividades. o Programa de Trabalho. eficácia. integralmente. e – publicar. as orientações emanadas do PARCEIRO PÚBLICO.Da OSCIP a . ressalvados aqueles de natureza compulsória. até 28 de fevereiro de cada ano. moralidade. d.

f – prestar o apoio necessário à OSCIP para que seja alcançado o objeto deste TERMO DE PARCERIA em toda sua extensão. supervisionar e fiscalizar a execução deste TERMO DE PARCERIA.II . composta por dois representantes do PARCEIRO PÚBLICO. c – repassar os recursos financeiros à OSCIP nos termos estabelecidos na Cláusula Quarta. e .O PARCEIRO PÚBLICO estimou o valor global de R$ (_____________________________________). conforme Subcláusula Sexta.criar Comissão de Avaliação para este TERMO DE PARCERIA. no prazo máximo de quinze dias após sua assinatura. de 30 de junho de 1999. a ser repassado à OSCIP de acordo com o cronograma de desembolso abaixo. 52 . d – publicar no Diário Oficial (União/Estado/Município) extrato deste TERMO DE PARCERIA e de seus aditivos e apostilamentos. um da OSCIP e um do Conselho de Política Pública (quando houver o Conselho de Política Pública).100.fornecer ao Conselho de Política Pública (quando houver) da área correspondente à atividade ora fomentada. b – indicar à OSCIP o banco em que será aberta conta bancária específica para movimentação dos recursos financeiros necessários à execução deste TERMO DE PARCERIA. nos termos do art. Exemplo: VALOR 1ª Parcela 2ª Parcela 3ª Parcela DATA CONDIÇÕES Na assinatura do Termo de Parceria Desde que as metas da 1ª parcela tenham sido alcançadas. de acordo com o Programa de Trabalho aprovado. de 30 de junho de 1999. g . 17 do Decreto nº 3. todos os elementos indispensáveis ao cumprimento de suas obrigações em relação à este TERMO DE PARCERIA.Do PARCEIRO PÚBLICO a – acompanhar. CLÁUSULA QUARTA – DOS RECURSOS FINANCEIROS Para o cumprimento das metas estabelecidas neste TERMO DE PARCERIA: I .100. conforme modelo do Anexo I do Decreto nº 3.

desde que devidamente justificada e aceita pelos PARCEIROS. inclusive. de comum acordo. que implicará a revisão das metas pactuadas. tendo como base o custo relativo. devendo. número e data da nota de empenho). ou recomendar revisão das metas. a OSCIP poderá realizar adiantamentos com recursos próprios à conta bancária indicada pelo PARCEIRO PÚBLICO. quando se tratar apenas da indicação da dotação orçamentária para o novo exercício. tendo reconhecidas as despesas efetivadas. mantida a programação anteriormente aprovada.A OSCIP contribuirá com R$ (_________________________________) (caso haja aporte de recursos financeiros por parte da OSCIP) de acordo com o cronograma abaixo. desde que em montante igual ou inferior aos valores ainda não desembolsados e estejam previstas no Programa de Trabalho. desde que cobertas pelo respectivo empenho. Subcláusula Quinta – As despesas ocorrerão à conta do orçamento vigente. ficará condicionada à comprovação das metas para o período correspondente à parcela imediatamente 12 É importante destacar que não há obrigatoriedade de contrapartidas por parte da OSCIP para a celebração de Termo de Parceria. dispensando-se a celebração de Termo Aditivo. Subcláusula Sexta – A liberação de recursos a partir da terceira parcela. o que implicará a alteração do valor global pactuado. 53 . as despesas previstas e realizadas no período compreendido entre a data original de encerramento deste TERMO DE PARCERIA e a formalização da nova data de início serão consideradas legítimas. devendo os resultados dessa aplicação serem revertidos exclusivamente à execução do objeto deste TERMO DE PARCERIA. poderá recomendar a alteração de valores. no processo de acompanhamento e supervisão deste TERMO DE PARCERIA.12 Exemplo: VALOR DATA CONDIÇÕES Subcláusula Primeira – O PARCEIRO PÚBLICO. _____________________(identificar a classificação programática e econômica da despesa. Subcláusula Quarta – Na hipótese de formalização de Termo Aditivo. e b) celebração de Termo Aditivo. enquanto não utilizados. devendo os créditos e empenhos serem indicados por meio de: a) registro por simples apostila. quando houver alteração dos valores globais definidos no caput desta Cláusula. nestes casos. As despesas relativas a exercícios futuros correrão à conta dos respectivos orçamentos.II . Subcláusula Terceira – Havendo atrasos nos desembolsos previstos no cronograma estabelecido no caput desta Cláusula. serem celebrados Termos Aditivos. deverão sempre que possível ser aplicados no mercado financeiro. Subcláusula Segunda – Os recursos repassados pelo PARCEIRO PÚBLICO à OSCIP.

Subcláusula Segunda – Os originais dos documentos comprobatórios das receitas e despesas constantes dos demonstrativos de que trata o inciso II da Subcláusula anterior deverão ser arquivados na sede da OSCIP por. mediante apresentação dos documentos constantes dos incisos I e IV do art. consoante o art. 54 . bem como. II – demonstrativo integral da receita e despesa realizadas na execução do objeto.relatório sobre a execução do objeto do TERMO DE PARCERIA. e o encaminhará ao PARCEIRO PÚBLICO. ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade na utilização dos recursos ou bens de origem pública pela OSCIP. contendo comparativo entre as metas propostas e os resultados alcançados. IV – parecer e relatório de auditoria independente sobre a aplicação dos recursos objeto deste TERMO DE PARCERIA (apenas para os casos em que o montante de recursos for maior ou igual a R$ 600. se for o caso. CLÁUSULA SEXTA – DA AVALIAÇÃO DE RESULTADOS Os resultados atingidos com a execução do TERMO DE PARCERIA devem ser analisados pela Comissão de Avaliação citada na Cláusula Terceira.790. Subcláusula Única – A Comissão de Avaliação emitirá relatório conclusivo sobre os resultados atingidos. com base nos indicadores de desempenho citados na Cláusula Segunda. CLÁUSULA QUINTA – DA PRESTAÇÃO DE CONTAS A OSCIP elaborará e apresentará ao PARCEIRO PÚBLICO prestação de contas do adimplemento do seu objeto e de todos os recursos e bens de origem pública recebidos mediante este TERMO DE PARCERIA. darão imediata ciência ao Tribunal de Contas respectivo e ao Ministério Público. 12 da Lei 9. de 23 de março de 1999.00 – seiscentos mil reais).000. assinados pelo contabilista e pelo responsável da OSCIP indicado na Cláusula Terceira. Subcláusula Terceira – Os responsáveis pela fiscalização deste TERMO DE PARCERIA.100. separando-se os de origem pública daqueles da própria OSCIP. demonstrativo de igual teor dos recursos originados da própria OSCIP e referentes ao objeto deste TERMO DE PARCERIA. sob pena de responsabilidade solidária. de 30 de junho de 1999.anterior a última liberação. cinco anos. 12 do Decreto nº 3. de acordo com o Programa de Trabalho. até _____ dias após o término deste TERMO DE PARCERIA. Subcláusula Primeira – A OSCIP deverá entregar ao PARCEIRO PÚBLICO a Prestação de Contas instruída com os seguintes documentos: I . até sessenta dias após o término deste (na hipótese do Termo de Parceria ser inferior ao ano fiscal) ou até 28 de fevereiro do exercício subseqüente (na hipótese do Termo de Parceria ser maior que um ano fiscal) e a qualquer tempo por solicitação do PARCEIRO PÚBLICO. de acordo com modelo constante do Anexo II do Decreto 3. III – extrato da execução física e financeira publicado na imprensa oficial (União/Estado/Município).100. de 30 de junho de 1999. no mínimo. oriundos dos recursos recebidos do PARCEIRO PÚBLICO.

caso contrário. a Comissão de Avaliação deverá se pronunciar até trinta dias após o término deste TERMO DE PARCERIA. Subcláusula Primeira – Findo o TERMO DE PARCERIA e havendo adimplemento do objeto e excedentes financeiros disponíveis junto a OSCIP. e II – unilateralmente pelo PARCEIRO PÚBLICO se. nas seguintes situações: I – se houver descumprimento. por uma das partes. mediante registro por simples apostila ou requerer a devolução do saldo financeiro disponível. CLÁUSULA OITAVA – DA RESCISÃO O presente TERMO DE PARCERIA poderá ser rescindido por acordo entre as partes ou administrativamente. para cumprimento das metas estabelecidas. desde que tal interesse seja manifestado. prorrogar este TERMO DE PARCERIA.CLÁUSULA SÉTIMA – DA VIGÊNCIA E DA PRORROGAÇÃO O presente TERMO DE PARCERIA vigorará por ___ /___ (meses/anos) a partir da data de sua assinatura. independente das demais medidas cabíveis. prorrogar este TERMO DE PARCERIA. citada na Cláusula Sexta. este TERMO DE PARCERIA poderá ser prorrogado. previamente. mediante Termo Aditivo. exceto quanto ao seu objeto. durante a vigência deste TERMO DE PARCERIA. com base na indicação da Comissão de Avaliação. CLÁUSULA NONA – DA MODIFICAÇÃO Este TERMO DE PARCERIA poderá ser modificado em qualquer de suas Cláusulas e condições. a qualificação como “Organização da Sociedade Civil de Interesse Público”. a OSCIP perder. por escrito. Subcláusula Quarta – Nas situações previstas nas Subcláusulas anteriores. por indicação da Comissão de Avaliação citada na cláusula Sexta. por qualquer razão. de comum acordo entre os PARCEIROS. ou requerer a devolução dos recursos transferidos e/ou outra medida que julgar cabível. ainda que parcial. mediante registro por simples apostila ou Termo Aditivo. CLÁUSULA DÉCIMA – DO FORO 55 . o PARCEIRO PÚBLICO poderá. o PARCEIRO PÚBLICO deverá decidir sobre a sua prorrogação ou não. mediante Termo Aditivo. por indicação da Comissão de Avaliação citada na cláusula Sexta. das Cláusulas deste TERMO DE PARCERIA. e na apresentação de Programa de Trabalho suplementar. Subcláusula Terceira – Havendo inadimplemento do objeto com ou sem excedentes financeiros junto à OSCIP. desde que não haja alocação de recursos públicos adicionais. Subcláusula Segunda – Findo o TERMO DE PARCERIA e havendo inadimplemento do objeto e restando desembolsos financeiros a serem repassados pelo PARCEIRO PÚBLICO à OSCIP. o PARCEIRO PÚBLICO poderá.

(dia) de (mês) de (ano). renunciando as partes a qualquer outro. na presença das testemunhas abaixo qualificadas. por mais privilegiado que seja. firmam as partes o presente TERMO DE PARCERIA em 3 (três) vias de igual teor e forma e para os mesmos fins de direito.Fica eleito o foro da cidade de _________ 13para dirimir qualquer dúvida ou solucionar questões que não possam ser resolvidas administrativamente. por estarem assim. CPF Nº _______________________ OSCIP 13 Recomenda-se definir o foro como sendo o da sede do Parceiro Público. justas e acordadas. E. (Cidade). 56 . _________________________ PARCEIRO PÚBLICO TESTEMUNHAS: ___________________________________ NOME: ENDEREÇO: CPF Nº ___________________________________ NOME: ENDEREÇO.

G. outras). científicas. e CPF ________________________ assinatura. tecnológicas. R.MODELO IV TERMO DE ADESÃO AO SERVIÇO VOLUNTÁRIO Nome da Instituição: ________________________________ Endereço:_________________________________________________ Área de atividade: _________________________________________ Nome do voluntário:________________________________________ Documento de Identidade:___________________ CPF:____________________ Endereço:_________________________________________________ Referências Pessoais: ______________________________________ O trabalho voluntário a ser desempenhado junto a esta instituição. R.G. recreativas.G.608 de 18/02/1998. com finalidades_____________________(assistenciais. educacionais. cívicas. e CPF Testemunhas: ________________________ assinatura. de acordo com a Lei nº 9. Trabalho voluntário na área de: ______________________________ Tarefa específica:__________________________________________ Duração de:_________________ até___________ Horários:_____________ Resultados esperados:_____________________________________ Declaro estar ciente da legislação específica sobre Serviço Voluntário e que aceito atuar como Voluntário nos termos do presente Termo de Adesão. R. é atividade não remunerada. previdenciárias e afins. e CPF De acordo:_______________________________________ Superintendente ou Coordenador da Entidade 57 . Cidade______________________________ Data__________________ _________________________________ Assinatura do voluntário. culturais. e não gera vínculo empregatício nem funcional ou quaisquer obrigações trabalhistas.

21 do Decreto 3. Orientações às OSCIPs para Elaboração do Regulamento de Aquisições de Bens e Contratações de Obras e Serviços: são orientações gerais para elaboração desse instrumento indispensável para a realização do Termo de Parceria.790/99 e art. Lista de Conferência dos Requisitos para Qualificação como Oscip: é um check list para a organização interessada conferir todas as exigências legais. cuja consulta será útil para as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público.14 da Lei 9. conforme art.100/99.ANEXO 1 Textos de Apoio Apresentamos aqui dois textos de orientação. antes de apresentar a documentação ao Ministério da Justiça. 58 .

Princípios A Lei 9. para a sociedade em geral.666. serviços e obras efetuados com recursos públicos. publicado na imprensa oficial do Município/Estado/União. para estabelecer as suas próprias regras. será obtida a proposta de. Objetivos O objetivo principal do Regulamento é assegurar que as aquisições e contratações sejam as mais vantajosas para a OSCIP e. traduzidos da seguinte forma: 59 . são apresentados alguns temas que respondem a exigências legais ou são aspectos relevantes afetos ao assunto. até trinta dias após a assinatura do Termo de Parceria. de 23 de março de 1999. sustentada nos princípios abaixo mencionados. A razão deste Regulamento é o estabelecimento dos procedimentos que serão adotados por todos os administradores e dirigentes da OSCIP para as compras e aquisições de quaisquer bens. determinam que as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público/ OSCIPs. Visando auxiliar as OSCIPs na elaboração desse Regulamento. 14 da Lei 9. Para qualquer aquisição. pelo menos. três fornecedores ofertando preços diferentes. 37 da Constituição Federal. art. conforme art. um Regulamento de Aquisições de Bens e Contratações de Obras e Serviços da OSCIP. publicidade.790/99. de 21 de junho de 1993. e o art. dependendo da abrangência do projeto. resumidamente. A OSCIP também pode se inspirar de maneira subsidiária nas regras estabelecidas pela Lei 8. determina que o Regulamento obedeça aos princípios da legalidade. a OSCIP. 21 do Decreto 3. quando celebram um ou mais Termos de Parceria. moralidade.ORIENTAÇÕES ÀS OSCIPs PARA ELABORAÇÃO DO REGULAMENTO DE AQUISIÇÕES DE BENS E CONTRATAÇÕES DE OBRAS E SERVIÇOS O art. Assim.100. 1.790. deverá utilizar a competição entre os fornecedores para selecionar a melhor oferta. de 30 de junho de 1999. economicidade e eficiência. que são os mesmos princípios que regem a Administração Pública. Estes princípios buscam assegurar a defesa do bem público e podem ser. 2. consequentemente. 14. têm que apresentar ao órgão estatal parceiro. impessoalidade.

Legalidade: é todo ato que não contraria dispositivos legais. para a OSCIP e para a sociedade a qual ela serve. Impessoalidade: é o ato centrado na busca do bem público e não no benefício individual ou personalizado. com os prazos. transparente para toda a sociedade. independentemente de valor. por suas características ou propriedades. publicado. ademais de respeitar a legalidade. 2) a proposta é a mais vantajosa. Publicidade: é o ato anunciado. visível. Economicidade: é o ato que gera. carta-consulta e pesquisa de preço. obedece valores éticos socialmente 60 . sejam relevantes à avaliação dos aspectos técnicos para seleção da proposta mais vantajosa. por suas características ou propriedades. cujas hipóteses devem estar previstas no Regulamento. Modalidades de Seleção das Propostas e Critérios de Escolha O Regulamento deve explicitar quais formas a OSCIP adotará para selecionar propostas e realizar suas aquisições. podem contrariar esta prática geral. adotados. ou seja. e. Eficiência: é um conjunto de ações que contribuem para o pleno alcance dos objetivos traçados pela OSCIP. No entanto. o bem mais barato pode ser obtido de um fornecedor que não emite nota fiscal. Quanto aos critérios de escolha das propostas. considerando o seu custo/benefício? Caso seja necessário ou recomendável a celebração de contratos com os fornecedores vencedores do processo seletivo. São exemplos de modalidades de seleção: concorrência entre fornecedores. a avaliação deve responder a duas perguntas básicas: 1) o proponente pode responder objetiva e exatamente à demanda da OSCIP. É importante destacar que o ato da aquisição deve respeitar simultaneamente a todos estes princípios. as formas de seleção estão relacionadas com os valores a serem gastos. as formas mais complexas de seleção para valores maiores. as formas mais simples de seleção são usadas para valores financeiros pequenos e. este deve ser celebrado por pessoa legal ou estatutariamente qualificada para tanto. algumas aquisições. A princípio. 3. quantidades e qualidades esperadas. este ato é ilegal e moralmente inaceitável. exceto naquelas situações que. progressivamente. O critério de escolha entre as modalidades de seleção das propostas será o de menor preço. entretanto. Moralidade: é o ato que. a melhor relação entre o benefício obtido (quantidade e qualidade) e o custo da aquisição. situações estas previstas no Regulamento. Por exemplo.

que podem ser publicados em jornais. limites e responsabilidades. • a identificação do dirigente da OSCIP responsável pela designação de pessoa(s) ou colegiado (funcionários da OSCIP) para selecionar as propostas. para pequenos valores a decisão quanto à seleção da proposta pode ser tomada pela própria área/cargo interessada na aquisição e. Por exemplo. 61 . Vale observar que o demandante de aquisições. de modo que se possa conhecê-lo desde a demanda interna até a seleção da proposta vencedora. previsto no Regulamento. • a identificação de quem autoriza a aquisição e como é dada esta autorização. Publicidade e Documentação O Regulamento deve expressar os casos em que a publicidade das intenções de realizar aquisições é obrigatória. em algumas modalidades de seleção. a partir daí. deve explicitar com clareza o objeto a ser adquirido. pode ser necessário ou recomendável que o processo seja conduzido por uma comissão ou colegiado. ele também deve ser anexado à documentação. É importante que o Regulamento preveja que todo processo de aquisição deve ser documentado. O critério. ou um diretor etc. o Regulamento da OSCIP pode estabelecer níveis diferentes de alçada para a decisão. é importante destacar: • a identificação das áreas ou cargos da OSCIP responsáveis pelas solicitações das compras e/ou serviços. além da justificativa da necessidade da mesma. Se houver a celebração de contrato. assim como os documentos relativos à execução financeira do referido processo. Por outro lado. Procedimentos O Regulamento deve deixar claro as etapas que a OSCIP adotará na realização de aquisições com recursos públicos à sua disposição.4. No entanto. quando houver interesse ou necessidade de uma ampla oferta de propostas. Cabe destacar que tais decisões quase sempre são tomadas pelo nível hierárquico imediatamente superior àquele que solicitou a aquisição. 5. pelo seu superior. quando as aquisições forem complexas ou envolverem um volume grande de recursos financeiros. bem como suas atribuições. Dentre estes procedimentos. Isso se faz por convites enviados aos fornecedores ou por anúncios ou editais. para determinar a obrigatoriedade da publicação está relacionado com os valores previstos para as aquisições.

As exigências devem ser relativas à regularidade jurídica e fiscal dos fornecedores. Quando necessário e a critério da OSCIP. conforme situações previstas no Regulamento. Também pode prever que os atos praticados nos processos de aquisições da OSCIP estão sujeitos a recursos administrativos e. Vale lembrar que critérios de elegibilidade para participação não podem ser discriminatórios ou serem estabelecidos de modo a reduzir a participação de proponentes ou ainda conceder vantagens ou privilégios a um ou a um grupo de fornecedores. 7.6. 62 . que instrumentos os fornecedores e o público em geral terão para contestar os atos da OSCIP. a exemplo da capacidade técnica. operacional e financeira dos fornecedores. Cancelamentos e recursos nos processos de aquisições O Regulamento também deve prever as hipóteses possíveis de cancelamentos durante os processos de aquisições. poderão ser exigidos outros requisitos. caso estejam. salvo nos casos de compras e/ou serviços de pequeno valor. Exigibilidades dos fornecedores As exigências relativas aos fornecedores para que possam participar nos processos de aquisições da OSCIP devem estar claras no Regulamento.

Demonstração do resultado do exercício. autenticada em cartório. autenticada em cartório. associação de classe ou de representação de categoria profissional. Sim Não II – ENQUADRAMENTO: Checar se a entidade não se enquadra em alguma das hipóteses abaixo. Documento Estatuto registrado em cartório (cópia autenticada). 63 14 . autenticado em cartório.790/99.LISTA DE CONFERÊNCIA DOS REQUISITOS PARA QUALIFICAÇÃO COMO OSCIP I – DOCUMENTAÇÃO: Checar se.º 9. de acordo com o artigo 5º. Instituição religiosa ou voltada para a disseminação de credos. Balanço patrimonial. autenticado em cartório. o requerimento de qualificação como OSCIP (Modelo II) está acompanhado de cópias autenticadas dos documentos abaixo relacionados. da Lei n. acompanhada do recibo de entrega.790/99.14 Inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes/Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CGC/CNPJ). Sim Não As entidades que tenham sido criadas há menos de um ano terão seus pedidos examinados pelo Ministério da Justiça. cultos. da Lei n. Enquadramento da entidade Sociedade comercial. Sindicato. práticas e visões devocionais e confessionais. Organização partidária ou assemelhada. autenticada em cartório. Declaração de Isenção do Imposto de Renda (Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica DIPJ). Ata de eleição da atual diretoria. previstas no artigo 2º.º 9.

defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico. 64 . Entidade ou empresa que comercialize planos de saúde e assemelhados. Organização social. sociedade civil ou associação de direito privado criada por órgão público ou por fundação pública. observando-se a forma complementar de participação das organizações. Promoção da cultura. Fundação pública.inclusive suas fundações. Instituição hospitalar privada nãogratuita e suas mantenedoras. Promoção da segurança alimentar e nutricional. III – FINALIDADE: Checar se entre os objetivos sociais da entidade há pelo menos uma das seguintes finalidades constantes do artigo 3º. Organização creditícia que tenha qualquer tipo de vinculação com o Sistema Financeiro Nacional a que se refere o artigo 192 da Constituição Federal.790/99: Finalidade Promoção da assistência social. Entidade de benefício mútuo destinadas a proporcionar bens ou serviços a um círculo restrito de associados ou sócios.637. Promoção gratuita da saúde. Promoção gratuita da educação. Escola privada dedicada ao ensino formal não-gratuito e suas mantenedoras. Fundação. de 15 de maio de 1998. observando-se a forma complementar de participação das organizações.º 9. da Lei n. Sim Não 15 Trata-se das Organizações Sociais criadas pela Lei 9.15 Cooperativa.

de forma individual ou coletiva. Promoção do desenvolvimento econômico e social e combate à pobreza. da cidadania. necessárias e suficientes a coibir a obtenção. emprego e crédito. em decorrência da participação nos processos decisórios. moralidade.Defesa. conforme determina o artigo 4º. comércio. Experimentação sem fins lucrativos de novos modelos socioprodutivos e de sistemas alternativos de produção. Constituição de conselho fiscal ou órgão equivalente. desenvolvimento de tecnologias alternativas. Estudos e pesquisas.790/99: Norma estatutária A entidade é de direito privado A entidade não tem fins lucrativos Observância dos princípios de legalidade. dos direitos humanos. Promoção da ética. da paz. Adoção de práticas de gestão administrativa. preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável. impessoalidade. IV – ESTATUTO: Checar se o estatuto da entidade contém expressamente as seguintes normas. Promoção do voluntariado. de benefícios ou vantagens pessoais. construção de novos direitos e assessoria jurídica gratuita de interesse suplementar. Promoção de direitos estabelecidos.º 9. economicidade e eficiência. da Lei n. publicidade. dotado de 65 Sim Não . da democracia e de outros valores universais. produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos que digam respeito às atividades mencionadas acima.

por qualquer meio eficaz. uma vez que o Código Civil estabelece que as mesmas não se dissolvem. o respectivo patrimônio líquido seja transferido a outra pessoa jurídica qualificada como OSCIP. Prestação de contas: a) Observância dos princípios fundamentais de contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade. 17 . mas são extintas por decisão judicial 66 . o patrimônio deve ser destinado à outra OSCIP com o mesmo objetivo social e registrada no Conselho Nacional de Assistência Social.competência para opinar sobre os relatórios de desempenho financeiro e contábil e sobre as operações patrimoniais realizadas. c) Realização de auditoria independente da aplicação dos recursos objeto do Termo de Parceria. conforme previsto em regulamento. essa obrigatoriedade estatutária não se aplica. do relatório de atividades e das demonstrações financeiras da entidade.16 preferencialmente com o mesmo objeto social da extinta. d) Prestação de contas de todos os recursos e bens de origem pública 16 Se a entidade for de assistência social. o respectivo acervo patrimonial disponível.17 Previsão de que. no encerramento do exercício fiscal. preferencialmente com o mesmo objeto social. na hipótese de a pessoa jurídica perder a qualificação. Se a entidade for uma Fundação. b) Publicidade. adquirido com recursos públicos durante o período que perdurou aquela qualificação. incluindo as certidões negativas de débitos junto ao INSS e ao FGTS. que devem ser colocadas à disposição para exame de qualquer cidadão. emitindo pareceres para os organismos superiores da entidade. seja transferido a outra pessoa jurídica qualificada como OSCIP. em caso de dissolução da entidade. Previsão de que.

sob nenhuma forma. de acordo com os valores praticados no mercado. Remuneração dos dirigentes: a) expressa claramente no estatuto que não remunera seus dirigentes. 67 . b) expressa claramente no estatuto que remunera seus dirigentes que efetivamente atuam na gestão executiva ou prestam serviços específicos.recebidos pelas OSCIPs a ser feita conforme o Parágrafo único do artigo 70 da Constituição Federal.

68 . Interlocução Política do Conselho da Comunidade Solidária: informações a respeito dos objetivos e dos trabalhos já realizados. Fontes para Pesquisa: bibliografia básica organizada de acordo com os temas principais.ANEXO 2 .Consultas Lista de endereços e de sites na Internet: para fazer pesquisas e esclarecer dúvidas.

Bloco T.comunidadesolidaria. Brasília. DF.org.htm Rede de Informações para o Terceiro Setor – RITS – www.gov. CEP 22251-070.org.www.mj. Anexo II. RJ. sala 323.fazenda.br Secretaria da Receita Federal – www.www.br Ministério da Justiça .gov.OSCIP – http://www. CEP 70.aids.org.br www. Bloco A.gov.br Programa Voluntários . Brasília. FAX : 429 3546 E-mail: oscip@mj.Fax: (61) 411 4636 2) Sites Conselho da Comunidade Solidária – www.programavoluntarios.br - Esta publicação está disponível nos sites: www.www.br Programa Capacitação Solidária .gov.br/snj/oscip.gov.br/snj/oscip.br Programa Nacional de DST/AIDS .receita.mj.org.rits.pcs. 4º andar.htm 69 . Botafogo.org.comunidadesolidaria.br Rede de Informações para o Terceiro Setor . Rio de Janeiro. 34. DF.Rits Rua Vicente de Souza. Fax: (21) 527 5685 Conselho da Comunidade Solidária Esplanada dos Ministérios.054-900 . CEP 70064-900 – Telefone: (61)-429-3139/ 3573/ 9188.LISTA DE ENDEREÇOS E DE SITES 1) Endereços Ministério da Justiça / Secretaria Nacional de Justiça / Coordenação de Outorga e Títulos Esplanada dos Ministérios.

Anna Cynthia. Terceiro Setor CARDOSO. Leilah. Marco Legal do Terceiro Setor.regulação no Brasil. Sexta Rodada de Interlocução Política. 1998. Reforma do Estado e o Novo Marco Legal do Terceiro Setor. 1999. org. SZASI. 1997. Comunidade Solidária. OLIVEIRA. 2000. República Dominicana.nuevas formas de gestión pública y representación social. FERNANDEZ. Caracas: CLAD. GRAU. julho. Rio de Janeiro: Editora Fundação Getúlio Vargas. Conjuntura e Planejamento. Rio de Janeiro: Relume-Dumará. Uma nota sobre a questão do fim público das organizações do Terceiro Setor seu papel na expansão da esfera pública e na reforma do Estado. Nuria Cunill.O Terceiro Setor na América Latina. São Paulo: Paz e Terra. 50. In IOSCHPE. O Público não estatal na reforma do Estado. Núcleo de Pesquisa. 1994. 1998. 70 . Brasília: Conselho da Comunidade Solidária. 1997.Fontes para Pesquisa Documentos do Conselho da Comunidade Solidária COLETÂNEA das contribuições enviadas pelos interlocutores. Fortalecimento da sociedade civil. Repensando lo público a través de la sociedad . org. 1993. Esfera Pública BRESSER PEREIRA. MARCO Legal do Terceiro Setor. Rubem Cesar. Nueva Sociedad. Brasília: Conselho da Comunidade Solidária. Sexta Rodada de Interlocução Política. OLIVEIRA. FERRAREZI. Série Marco Legal. n. Evelyn. In: ANAIS do V Congresso Internacional del CLAD sobre la Reforma del Estado y de la Administración Pública. 24-27 de outubro de 2000. Washington: BID/PNUD. Coordenação e organização Fundação Grupo Esquel Brasil. DOCUMENTO-BASE para XVII Reunião do Conselho da Comunidade Solidária. Augusto de. Terceiro Setor . Marco Legal COLETÂNEA de legislação do Terceiro Setor. São Paulo: Peirópoilis. vol. Marco Regulador de las Organizaciones de la sociedad civil en Sudamérica. 1998. outubro de 1997. Nuria Cunill. Luis Carlos. Anna Cynthia. Segunda versão. Privado Porém Público . CLAD. Elisabete. GRAU. 6 de outubro de 1997. orgs. Para além do Mercado e do Estado? Filantropia e Cidadania no Brasil. Eduardo. Terceiro Setor: uma agenda para reforma do Marco Legal. Salvador: SEI. LANDIM. Ruth.1997. Marco Legal do Terceiro Setor. 5. Brasília: Conselho da Comunidade Solidária. FRANCO. Cadernos Comunidade Solidária. Terceiro Setor: desenvolvimento social sustentado. Brasília: IPEA. Rio de Janeiro: ISER. In Série Textos de Pesquisa. 1997.

58. Um novo referencial para a ação social do Estado e da sociedade. Ed.Mudanças nas relações entre Estado e Sociedade CARDOSO. Ação Social de Empresas PELIANO. . 1998 (mimeo). Augusto. Capital Social.leituras. SANTOS. Rio de Janeiro: Nau Editora. outubro 1997. Brasília. Franco. DARCY. Estado e Setor Público Não Estatal: perspectivas para a gestão de novas políticas sociais. 29 a 31 de maio.claves olvidadas del desarrollo. Neide. 2000. Leilah. Robert. Brasília: Instituto de Política. Instituto de Política/ Millennium. Rio de Janeiro: Editora Fundação Getúlio Vargas. Miguel. Brasília: Instituto de Política2000. Brasília: PNUD/Comunidade Solidária. 26 a 29 de março. 71 . 2000. Nathalie. Como reformar el Estado para enfrentar los desafios del 2000? II Forum Global Estado Democrático e governança no século XXI. FRANCO. Bernardo. Comunidade e democracia: a experiência da Itália moderna. FRANCO. O novo papel da sociedade civil no combate à pobreza e exclusão social. Revista de la Cepal. Ana Maria T. 2000. Medeiros. Rolando. Elisabete. FRANCO. DARCY. 2000. In ANAIS do II Congresso Interamericano do CLAD sobre a Reforma do Estado e da Administração Pública. Contribuição ao Relatório Nacional Brasileiro à Sessão Especial das Nações Unidas "Copenhague +5". Miguel. 2000. BEGHIN. Brasília: IPEA. Além da Renda – a pobreza brasileira como insuficiência de desenvolvimento. Buenos Aires: BID/INTAL. Porque precisamos de Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável. Bernardo. Augusto. Capital Social y Cultura . Ocupações LANDIM. 1996. Reinvenção Solidária e participativa do Estado. Brasília: Ministério das Relações Exteriores. PUTNAM. 2000. Ruth. Los Paradigmas de la política social en América Latina. 1996. FERRAREZI. Isla de Margarita. MARE. 1999. Augusto. Ocupações. A iniciativa privada e o espírito público: a ação social das empresas do Sudeste brasileiro. KLIKSBERG. Augusto de. KLIKSBERG. despesas e recursos: as organizações sem fins lucrativos no Brasil. abril. São Paulo. BERES. Brasília: 2201. Capital Social FRANCO. Boaventura de Souza. In: Seminário Internacional sobre Sociedade e Reforma do Estado.

Avaliação e Monitoramento de Projetos Sociais . 2000. 72 . Brasília: Brasília Jurídica.CEPAL/ OEA/ CENDEC. 2ª ed.Fundações PAES. Organizado por PROPOSAL Programa Conjunto Sobre Políticas Sociales para América Latina para o Curso de Formulação. José Eduardo Sabo. contábeis e tributários. 1997. Avaliação Manual de formulação e avaliação de projetos sociais. Fundações e Entidades de Interesse Social: aspectos jurídicos. administrativos.

* agilizar e acompanhar a implementação de providências. A Interlocução Política procura construir progressivamente consensos sobre os temas debatidos e identificar os dissensos existentes formulando uma pauta para a continuidade do processo de diálogo entre governo e sociedade. O processo da Interlocução Política contempla três fases: 1) Preparação. * recolhimento. * uma série de Encaminhamentos Concretos sugeridos pelos interlocutores. 3) Desdobramentos: a) o Documento-Final.). envolvendo a discussão de medidas e procedimentos de ação social do Estado e da sociedade. etc. para ratificar os consensos e aprovar: * um Documento-Final. empresariado. intelectuais. criou-se a Interlocução Política do Conselho da Comunidade Solidária. após um intenso processo de discussão. é amplamente divulgado.INTERLOCUÇÃO POLÍTICA DO CONSELHO DA COMUNIDADE SOLIDÁRIA A partir de junho de 1996. aprovado a partir do Documento-Base. 2) Realização: corresponde a uma reunião do Conselho da Comunidade Solidária. com a presença dos interlocutores que participaram da elaboração coletiva do Documento-Base. * contribuir para remover obstáculos e superar impasses que comprometem. * elaboração e envio de um Documento de Consulta para os interlocutores (ONGs. 73 . * elaboração do Documento-Base que servirá de ponto de partida para a discussão coletiva. sindicatos. Assim. o Conselho da Comunidade Solidária decidiu que deveria promover canais políticos de diálogo entre governo e sociedade sobre grandes temas que subsidiassem uma estratégia de desenvolvimento social para o Brasil. momento que envolve: * escolha do tema. delongam ou tiram a eficácia das ações que devem ser empreendidas. sistematização e incorporação das emendas feitas pelos interlocutores. A Interlocução Política tem ainda como objetivos específicos: * estimular soluções. para possibilitar a continuidade e a expansão do processo de interlocução. O objetivo geral da Interlocução Política é contribuir para a construção de um acordo ou entendimento estratégico nacional em torno de questões consideradas prioritárias.

bem como os conselheiros da Comunidade Solidária. Todo esse trabalho é acompanhado e monitorado por um Comitê de Encaminhamento. Gestão 1999-2001 Primeira Rodada Segunda Rodada Terceira Rodada 31/05/99 30/08/99 29/11/99 “Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável” “Por uma Estratégia em Prol do Segmento Jovem” “A Cúpula Mundial de Copenhague e a Exclusão Social no Brasil – Estratégias Inovadoras de Inclusão no Campo da Educação: a Parceria entre Estado e Sociedade para a Redução do Insucesso Escolar” “A Cúpula Mundial de Copenhague e a Exclusão Social no Brasil – Estratégias Inovadoras de Inclusão no Campo da Educação: a Parceria entre Estado e Sociedade para a Redução do Insucesso 74 Terceira Rodada 29/11/99 . bem como técnicos governamentais da área em questão e a Secretaria-Executiva da Comunidade Solidária. intelectuais. para as quais são designados os responsáveis e são estabelecidos os prazos de execução. por meio de representantes de entidades de classe. * da parte da sociedade: organizações da sociedade civil.b) os Encaminhamentos Concretos aprovados são transformados em providências. especialistas da matéria em tela. foram realizadas as seguintes rodadas: Gestão 1995-1998 Primeira Rodada Segunda Rodada Terceira Rodada Quarta Rodada Quinta Rodada Sexta Rodada* Sétima Rodada Oitava Rodada 05/08/96 26/08/96 29/10/96 12/05/97 25/08/97 06/10/97 08/12/97 16/03/98 “Reforma Agrária” “Renda Mínima e Educação Fundamental” “Segurança Alimentar e Nutricional” “Criança e Adolescente” “Alternativas de Ocupação e Renda” “Marco Legal do Terceiro Setor” “Síntese Preliminar da Agenda Social” “Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável” * Em 4 de maio de 1998 foi realizada a continuação da Sexta Rodada sobre o Marco Legal do Terceiro Setor. a Interlocução Política é um processo de diálogo entre governo e sociedade. Desde a criação da Interlocução Política. empresariado em geral. sindicatos. do qual participam: * da parte do governo: ministros de Estado relacionados ao tema em foco e seus representantes. Portanto. movimentos sociais.

Sete Lições da Experiência da Comunidade Solidária A Expansão do Microcrédito no Brasil Quinta Rodada 05/03/01 75 .Escolar” Quarta Rodada 25/09/00 Um Novo Referencial para a Ação Social do Estado e da Sociedade .

desde que os respectivos objetivos sociais e normas estatutárias atendam aos requisitos instituídos por esta Lei. § 1º Para os efeitos desta Lei. participações ou parcelas do seu patrimônio. eventuais excedentes operacionais. § 2º A outorga da qualificação prevista neste artigo é ato vinculado ao cumprimento dos requisitos instituídos por esta Lei. práticas e visões devocionais e confessionais. entre os seus sócios ou associados. IIos sindicatos. bonificações. IIIas instituições religiosas ou voltadas para a disseminação de credos. sem fins lucrativos. inclusive suas fundações. IXas Organizações Sociais. Xas cooperativas. institui e disciplina o Termo de Parceria. XIIIas organizações creditícias que tenham quaisquer tipo de vinculação com o sistema financeiro nacional a que se refere o art.790. 76 . considera-se sem fins lucrativos a pessoa jurídica de direito privado que não distribui. Vas entidades de benefício mútuo destinadas a proporcionar bens ou serviços a um círculo restrito de associados ou sócios. sociedades civis ou associações de direito privado criadas por órgão público ou por fundações públicas. 1º. 192 da Constituição Federal. as associações de classe ou de representação de categoria profissional. XIas fundações públicas. ainda que se dediquem de qualquer forma às atividades descritas no art. e que os aplica integralmente na consecução do respectivo objeto social. XIIas fundações. e dá outras providências. 3º desta Lei: Ias sociedades comerciais. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DA QUALIFICAÇÃO COMO ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO Art. VIas entidades e empresas que comercializam planos de saúde e assemelhados. Art. cultos. auferidos mediante o exercício de suas atividades. sem fins lucrativos. como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público. dividendos. empregados ou doadores. IVas organizações partidárias e assemelhadas. brutos ou líquidos. de 23 de Março de 1999 Dispõe sobre a qualificação de pessoas jurídicas de direito privado. VIIas instituições hospitalares privadas não gratuitas e suas mantenedoras. VIIIas escolas privadas dedicadas ao ensino formal não gratuito e suas mantenedoras. conselheiros. Podem qualificar-se como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público as pessoas jurídicas de direito privado.Textos Legais LEI 9. 2º Não são passíveis de qualificação como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público. diretores.

no encerramento do exercício fiscal. observado em qualquer caso. por meio da doação de recursos físicos. humanos e financeiros. conforme previsto em regulamento. preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável. não lucrativa. cujos objetivos sociais tenha pelo menos uma das seguintes finalidades: Ipromoção da assistência social. observando-se a forma complementar de participação das organizações de que trata esta Lei. de forma individual ou coletiva. incluindo-se as certidões negativas de débitos junto ao INSS e ao FGTS. emprego e crédito. b) que se dê publicidade. de benefícios ou vantagens pessoais. publicidade. será transferido a outra pessoa jurídica qualificada nos termos desta Lei. moralidade. VIIas normas de prestação de contas a serem observadas pela entidade. colocandoos à disposição para exame de qualquer cidadão.promoção do desenvolvimento econômico e social e combate à pobreza. d) a prestação de contas de todos os recursos e bens de origem pública recebidos pelas Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público será feita conforme determina o parágrafo único do art. da paz. respeitados. o princípio da universalização dos serviços. de novos modelos sócio-produtivos e de sistemas alternativos de produção. c) a realização de auditoria. dos direitos humanos. Art. para qualificarem-se como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público. Vpromoção da segurança alimentar e nutricional. XI. que determinarão no mínimo: a) a observância dos princípios fundamentais de contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade. cujas normas expressamente disponham sobre: Ia observância dos princípios da legalidade. 77 . Para os fins deste artigo. 3º. 70 da Constituição Federal. desenvolvimento de tecnologias alternativas. que as pessoas jurídicas interessadas sejam regidas por estatutos. os valores praticados pelo mercado. necessárias e suficientes a coibir a obtenção. e sobre as operações patrimoniais realizadas. VI.Art. o respectivo acervo patrimonial disponível. da democracia e de outros valores universais. 3º A qualificação instituída por esta Lei. na região correspondente à sua área de atuação. observando-se a forma complementar de participação das organizações de que trata esta Lei. IV. VIII. o respectivo patrimônio líquido será transferido a outra pessoa jurídica qualificada nos termos desta Lei. que atuem efetivamente na gestão executiva e para aqueles que a ela prestam serviços específicos. preferencialmente que tenha o mesmo objeto social. IX. defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico. a dedicação às atividades nele previstas configura-se mediante a execução direta de projetos. VII. ao relatório de atividades e das demonstrações financeiras da entidade. Va previsão de que.defesa. adquirido com recursos públicos durante o período em que perdurou aquela qualificação. dotado de competência para opinar sobre os relatórios de desempenho financeiro e contábil. construção de novos direitos e assessoria jurídica gratuita de Interesse suplementar. da cidadania. em caso de dissolução da entidade. na hipótese de a pessoa jurídica perder a qualificação instituída por esta Lei. IIa adoção de práticas de gestão administrativa. IIIpromoção gratuita da educação. produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos que digam respeito às atividades mencionadas neste artigo. IIIa constituição de conselho fiscal ou órgão equivalente. por qualquer meio eficaz. economicidade e da eficiência. emitindo pareceres para os organismos superiores da entidade. comércio.promoção da ética. preferencialmente que tenha o mesmo objeto social da extinta. sem fins lucrativos. VIa possibilidade de se instituir remuneração para os dirigentes da entidade.promoção do voluntariado. 4º Atendido ao disposto no art. exige-se ainda.promoção gratuita da saúde. inclusive por auditores externos independentes se for o caso. programas. Xpromoção de direitos estabelecidos. em decorrência da participação no respectivo processo decisório. IIpromoção da cultura. somente será conferida às pessoas jurídicas de direito privado.experimentação. Parágrafo único. no respectivo âmbito de atuação das Organizações. IVa previsão de que. impessoalidade. planos de ações correlatas. da aplicação dos eventuais recursos objeto do Termo de Parceria. ou ainda pela prestação de serviços intermediários de apoio a outras organizações sem fins lucrativos e a órgãos do setor público que atuem em áreas afins.estudos e pesquisas. XII. em ambos os casos.

respeitadas as prerrogativas do Ministério Público. nos respectivos níveis de governo. balanço patrimonial e demonstração do resultado do exercício. deverá formular requerimento escrito ao Ministério da Justiça. assim considerado o instrumento passível de ser firmado entre o Poder Público e as entidades qualificadas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público destinado à formação de vínculo de cooperação entre as partes. instruído com cópias autenticadas dos seguintes documentos: IIIIIIIVVestatuto registrado em Cartório. certificado de qualificação da requerente como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. mediante publicação no Diário Oficial. II. interessada em obter a qualificação instituída por esta Lei. no qual serão assegurados ampla defesa e o devido contraditório. dará ciência da decisão. § 1º No caso de deferimento. 8º Vedado o anonimato. 3º desta Lei. o Ministério da Justiça emitirá.Art. Art. § 3º O pedido de qualificação somente será indeferido quando: I. de iniciativa popular ou do Ministério Público. a pedido ou mediante decisão proferida em processo administrativo ou judicial. § 2° São cláusulas essenciais do Termo de Parceria: Ia do objeto. 5º Cumpridos os requisitos dos artigos 3º e 4º desta Lei. é parte legítima para requerer. 78 . CAPÍTULO II DO TERMO DE PARCERIA Art. 6º Recebido o requerimento previsto no artigo anterior. Art. § 1° A celebração do Termo de Parceria será precedida de consulta aos Conselhos de Políticas Públicas das áreas correspondentes de atuação existentes. § 2º Indeferido o pedido. deferindo ou não o pedido. a pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos. que conterá a especificação do programa de trabalho proposto pela Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. para o fomento e a execução das atividades de interesse público previstas no art. e desde que amparado por fundadas evidências de erro ou fraude. IIa de estipulação das metas e dos resultados a serem atingidos e os respectivos prazos de execução ou cronograma. ata de eleição de sua atual diretoria.a requerente não atender aos requisitos descritos nos artigos 3º e 4º desta Lei. o Ministério da Justiça. responsabilidades e obrigações das partes signatárias. III. IIIa de previsão expressa dos critérios objetivos de avaliação de desempenho a serem utilizados. 9º Fica instituído o Termo de Parceria. 7º Perde-se a qualificação de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público.a requerente enquadrar-se nas hipóteses previstas no artigo 2º desta Lei. qualquer cidadão. a perda da qualificação instituída por esta Lei. Art. Art. no prazo do § 1º. inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes. mediante indicadores de resultado. 10 O Termo de Parceria firmado de comum acordo entre o Poder Público e as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público discriminará direitos. o Ministério da Justiça decidirá. declaração de isenção do imposto de renda. no prazo de quinze dias da decisão.a documentação apresentada estiver incompleta. judicial ou administrativamente. no prazo de trinta dias.

que possam ter enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público. bem como para compras com emprego de recursos provenientes do Poder Público. independente das previsões mencionadas no Inciso IV. de 2 de junho de 1992. o pedido incluirá a investigação. contado da assinatura do Termo de Parceria. conforme o alcance das atividades celebradas entre o órgão parceiro e a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. § 1º Os resultados atingidos com a execução do Termo de Parceria devem ser analisados por comissão de avaliação. contendo comparativo específico das metas propostas com os resultados alcançados. no prazo máximo de trinta dias. 79 . o Poder Público permanecerá como depositário e gestor dos bens e valores seqüestrados ou indisponíveis e velará pela continuidade das atividades sociais da organização parceira. entre as quais a de apresentar ao Poder Público. além de outras medidas consubstanciadas na Lei nº 8. Art. § 2º Quando for o caso. conforme modelo simplificado estabelecido no regulamento desta Lei. 4º desta Lei. Art. 12 Os responsáveis pela fiscalização do Termo de Parceria. Art. para que requeiram ao juízo competente a decretação da indisponibilidade dos bens da entidade e o seqüestro dos bens dos seus dirigentes. empregados e consultores. 15 Caso a organização adquira bem imóvel com recursos provenientes da celebração do Termo de Parceria. acompanhado de prestação de contas dos gastos e receitas efetivamente realizados. contas bancárias e aplicações mantidas pelo demandado no País e no exterior. e pelos Conselhos de Políticas Públicas das áreas correspondentes de atuação existentes. § 3º Os Termos de Parceria destinados ao fomento de atividades nas áreas de que trata essa Lei estarão sujeitos aos mecanismos de controle social previstos na Legislação. observados os princípios estabelecidos no inciso I do art. Va que estabelece as obrigações da Sociedade Civil de Interesse Público. 11 A execução do objeto do Termo de Parceria será acompanhada e fiscalizada por órgão do Poder Público da área de atuação correspondente à atividade fomentada. de 18 de maio de 1990. a seus diretores. este será gravado com cláusula de inalienabilidade. § 2º A comissão encaminhará à autoridade competente relatório conclusivo sobre a avaliação procedida. ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade na utilização de recursos ou bens de origem pública pela organização parceira. darão imediata ciência ao Tribunal de Contas respectivo e ao Ministério Público. e na Lei Complementar nº 64. do Estado ou da União.IVa de previsão de receitas e despesas a serem realizadas em seu cumprimento. Art. VIa de publicação. relatório sobre a execução do objeto do Termo de Parceria. 12 desta Lei. havendo indícios fundados de malversação de bens ou recursos de origem pública. nos termos da lei e dos tratados internacionais.429. composta de comum acordo entre o órgão parceiro e a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. ao término de cada exercício. contendo os dados principais da documentação obrigatória do Inciso V. § 1º O pedido de seqüestro será processado de acordo com o disposto nos artigos 822 e 825 do Código de Processo Civil. sob pena de não liberação dos recursos previstos no Termo de Parceria. bem como de agente público ou terceiro. sob pena de responsabilidade solidária. à Advocacia-Geral da União. de extrato do Termo de Parceria e de demonstrativo da sua execução física e financeira. 13 Sem prejuízo da medida a que se refere o art. estipulando item por item as categorias contábeis usadas pela organização e detalhamento das remunerações e benefícios de pessoal a serem pagos com recursos oriundos ou vinculados ao Termo de Parceria. os responsáveis pela fiscalização representarão ao Ministério Público. Art. § 3º Até o término da ação. regulamento próprio contendo os procedimentos que adotará para a contratação de obras e serviços. na imprensa oficial do Município. em cada nível de governo. 14 A organização parceira fará publicar. o exame e o bloqueio de bens.

até dois anos contados da data de vigência desta Lei. 16 É vedada às entidades qualificadas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público a participação em campanhas de interesse político-partidário ou eleitorais. 20 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 18 As pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos. Art. fato que implicará a renúncia automática de suas qualificações anteriores. § 2º Caso não seja feita a opção prevista no parágrafo anterior. sendo-lhes assegurada a manutenção simultânea dessas qualificações. 178º da Independência e 111º da República FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Renan Calheiros Pedro Malan Ailton Barcelos Fernandes Paulo Renato Souza Francisco Dornelles Waldeck Ornélas José Serra Paulo Paiva Clovis de Barros Carvalho 80 . qualificadas com base em outros diplomas legais. 19 O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de trinta dias. 23 de Março de 1999. Art.CAPÍTULO III DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art. sob quaisquer meios ou formas. a pessoa jurídica interessada em manter a qualificação prevista nesta Lei deverá por ela optar. a pessoa jurídica perderá automaticamente a qualificação obtida nos termos desta Lei. mediante requerimento dos interessados. poderão qualificar-se como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público. livre acesso público a todas as informações pertinentes às Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público. desde que atendidos aos requisitos para tanto exigidos. Brasília. Art.17 O Ministério da Justiça permitirá. Art. § 1º Findo o prazo de dois anos.

ao Ministério da Justiça por meio do preenchimento de requerimento escrito e apresentação de cópia autenticada dos seguintes documentos: I .se o estatuto obedece aos requisitos do art. e dá outras providências. de 1999. III . devendo observar: I . pela pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos que preencha os requisitos dos arts. DECRETA: Art. 1o O pedido de qualificação como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público será dirigido. ato que será publicado no Diário Oficial da União no prazo máximo de quinze dias da decisão. 4º daquela Lei. 2º daquela Lei. 2º. institui e disciplina o Termo de Parceria.se a entidade apresentou a declaração de isenção do imposto de renda à Secretaria da Receita Federal. e V . § 2o Deverão constar da publicação do indeferimento as razões pelas quais foi denegado o pedido. o certificado da requerente como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público.na ata de eleição da diretoria.se foi apresentado o balanço patrimonial e a demonstração do resultado do exercício. Art. II .balanço patrimonial e demonstração do resultado do exercício. 1o. como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público.100. 3o e 4o da Lei no 9. 81 . § 1o No caso de deferimento. que dispõe sobre a qualificação de pessoas jurídicas de direito privado.790. III . VI .se a entidade está excluída da qualificação de acordo com o art.DECRETO 3. 3º daquela Lei. IV . 84.estatuto registrado em Cartório.declaração de isenção do imposto de renda.se foi apresentado o CGC/CNPJ. se é a autoridade competente que está solicitando a qualificação. Art.inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes/Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CGC/CNPJ). 3o O Ministério da Justiça. de 23 de março de 1999.790. e VII . 2o. 2º O responsável pela outorga da qualificação deverá verificar a adequação dos documentos citados no artigo anterior com o disposto nos arts. terá o prazo de trinta dias para deferir ou não o pedido de qualificação. o Ministério da Justiça emitirá. no uso das atribuições que lhe confere o art.790. de 30 de Junho de 1999 Regulamenta a Lei no 9. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. 3º e 4º da Lei nº 9. de 23 de março de 1999. da Constituição. sem fins lucrativos. incisos IV e VI. após o recebimento do requerimento. no prazo de quinze dias da decisão.se a entidade tem finalidade pertencente à lista do art. V .ata de eleição de sua atual diretoria. II . IV .

§ 2o O condicionamento da prestação de serviço ao recebimento de doação.790. vedado o anonimato e respeitadas as prerrogativas do Ministério Público. Parágrafo único. Art. deverá ser comunicada ao Ministério da Justiça. 5o Qualquer alteração da finalidade ou do regime de funcionamento da organização. 9º O órgão estatal responsável pela celebração do Termo de Parceria verificará previamente o regular funcionamento da organização. de 1999.790. de 1999. 8º Será firmado entre o Poder Público e as entidades qualificadas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público. Termo de Parceria destinado à formação de vínculo de cooperação entre as partes.§ 3o A pessoa jurídica sem fins lucrativos que tiver seu pedido de qualificação indeferido poderá reapresentá-lo a qualquer tempo. judicial ou administrativamente. 3º da Lei no 9. entende-se: I . do qual constarão os direitos. A perda da qualificação dar-se-á mediante decisão proferida em processo administrativo. sob pena de cancelamento da qualificação. O Órgão estatal firmará o Termo de Parceria mediante modelo padrão próprio. Art. os obtidos: I . acompanhada de justificativa. nos termos do inciso II do art. é parte legítima para requerer. da Lei no 9. 4o da Lei no 9. ou judicial. companheiros e parentes colaterais ou afins até o terceiro grau. II . instaurado no Ministério da Justiça. a perda da qualificação como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. 7o Entende-se como benefícios ou vantagens pessoais.por promoção gratuita da saúde e educação.pelos dirigentes da entidade e seus cônjuges. II . de 1999. o desenvolvimento das atividades previstas no art. Parágrafo único. § 1o Não são considerados recursos próprios aqueles gerados pela cobrança de serviços de qualquer pessoa física ou jurídica. 6º Para fins do art. as responsabilidades e as obrigações das partes e as cláusulas essenciais descritas no art. de ofício ou a pedido do interessado. 4o Qualquer cidadão. 10.como Assistência Social.790. ou obtidos em virtude de repasse ou arrecadação compulsória. de 1999. Art. Art.pelas pessoas jurídicas das quais os mencionados acima sejam controladores ou detenham mais de dez por cento das participações societárias. a prestação destes serviços realizada pela Organização da Sociedade Civil de Interesse Público mediante financiamento com seus próprios recursos. nos quais serão assegurados a ampla defesa e o contraditório. 3º da Lei Orgânica da Assistência Social. que implique mudança das condições que instruíram sua qualificação. desde que amparado por evidências de erro ou fraude. Art. Art. § 2o. contrapartida ou equivalente não pode ser considerado como promoção gratuita do serviço. 3º da Lei nº 9.790. 82 . para o fomento e a execução das atividades de interesse público previstas no art. de iniciativa popular ou do Ministério Público.

§ 4º O extrato do Termo de Parceria. de 1999. perante o órgão estatal parceiro. Art. da correta aplicação dos recursos públicos recebidos e do adimplemento do objeto do Termo de Parceria. 11. de 1999. de 1999. O Termo de Parceria poderá ser celebrado por período superior ao do exercício fiscal. 18. 10 da Lei nº 9. entende-se por prestação de contas relativa à execução do Termo de Parceria a comprovação. nos casos previstos no art. para se manifestar sobre o Termo de Parceria. 12.Art.parecer e relatório de auditoria. § 1º A manifestação do Conselho de Política Pública será considerada para a tomada de decisão final em relação ao Termo de Parceria. cabendo ao órgão estatal responsável. entende-se por prestação de contas a comprovação da correta aplicação dos recursos repassados à Organização da Sociedade Civil de Interesse Público.demonstração das mutações do patrimônio social. da Lei no 9.790.parecer e relatório de auditoria nos termos do art. e IV . 13. 10. IV . conforme modelo constante do Anexo I deste Decreto. 10. 83 . Art.demonstração das origens e aplicações de recursos.balanço patrimonial. a decisão final sobre a celebração do respectivo Termo de Parceria. 19.relatório anual de execução de atividades. III .demonstração de resultados do exercício. inciso V.790. VI .demonstrativo integral da receita e despesa realizadas na execução. § 1º As prestações de contas anuais serão realizadas sobre a totalidade das operações patrimoniais e resultados das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público. da Lei nº 9. se for o caso.entrega do extrato da execução física e financeira estabelecido no art. V . Para efeitos da consulta mencionada no art. deverá ser publicado pelo órgão estatal parceiro no Diário Oficial. 8º deverá ser preenchido e remetido ao Conselho de Política Pública competente. Para efeito do disposto no § 2º. em última instância. caso necessário. III . do art. alíneas “c” e “d”. § 2º Caso não exista Conselho de Política Pública da área de atuação correspondente. 4º.notas explicativas das demonstrações contábeis. contado a partir da data de recebimento da consulta. § 1º. não podendo haver substituição por outro Conselho. e VII . Para efeito do disposto no art. o órgão estatal parceiro fica dispensado de realizar a consulta. Art. o modelo a que se refere o art. 19 deste Decreto.relatório sobre a execução do objeto do Termo de Parceria. II . II . mediante a apresentação dos seguintes documentos: I . contendo comparativo entre as metas propostas e os resultados alcançados. inciso VII. no prazo máximo de quinze dias após a sua assinatura. § 2º A prestação de contas será instruída com os seguintes documentos: I .790. § 3º O Conselho de Política Pública terá o prazo de trinta dias.

Art.790. A Organização da Sociedade Civil de Interesse Público deverá realizar auditoria independente da aplicação dos recursos objeto do Termo de Parceria. 19. para adoção de providências que entender cabíveis. O extrato da execução física e financeira. 10. É possível a vigência simultânea de um ou mais Termos de Parceria. 4º da Lei nº 9. A liberação de recursos para a implementação do Termo de Parceria obedecerá ao respectivo cronograma. de 1999. Art. poderão ser celebrados aditivos para efeito do disposto no parágrafo anterior. Art. § 1º Eventuais recomendações ou sugestões do Conselho sobre o acompanhamento dos Termos de Parceria deverão ser encaminhadas ao órgão estatal parceiro. o referido Termo poderá ser prorrogado. 84 . Art. de acordo com a capacidade operacional da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. a ser aberta em banco a ser indicado pelo órgão estatal parceiro. nos casos em que o montante de recursos for maior ou igual a R$ 600. de 1999. deverá ser preenchido pela Organização da Sociedade Civil de Interesse Público e publicado na imprensa oficial da área de abrangência do projeto. Art. 17.000. § 2º As despesas previstas no Termo de Parceria e realizadas no período compreendido entre a data original de encerramento e a formalização de nova data de término serão consideradas como legítimas. da Lei nº 9.790. inciso VII. § 2º A auditoria independente deverá ser realizada por pessoa física ou jurídica habilitada pelos Conselhos Regionais de Contabilidade. 18. desde que cobertas pelo respectivo empenho. de 1999. não pode introduzir nem induzir modificação das obrigações estabelecidas pelo Termo de Parceria celebrado. § 1º O disposto no caput aplica-se também aos casos onde a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público celebre concomitantemente vários Termos de Parceria com um ou vários órgãos estatais e cuja soma ultrapasse aquele valor.790. de acordo com a alínea “c”. no prazo máximo de sessenta dias após o término de cada exercício financeiro. 16. O acompanhamento e a fiscalização por parte do Conselho de Política Pública de que trata o art. § 2º. ainda que com o mesmo órgão estatal. salvo se autorizada sua liberação em parcela única. do art. 14. inciso VI. § 3º Os dispêndios decorrentes dos serviços de auditoria independente deverão ser incluídas no orçamento do projeto como item de despesa. § 2º O órgão estatal parceiro informará ao Conselho sobre suas atividades de acompanhamento. 15. 11 da Lei nº 9. referido no art.00 (seiscentos mil reais). de acordo com o modelo constante do Anexo II deste Decreto. A liberação de recursos financeiros necessários à execução do Termo de Parceria far-se-á em conta bancária específica.§ 1º Caso expire a vigência do Termo de Parceria sem o adimplemento total do seu objeto pelo órgão parceiro ou havendo excedentes financeiros disponíveis com a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. Art. § 4º Na hipótese do § 1º.

790. A Organização da Sociedade Civil de Interesse Público fará publicar na imprensa oficial da União. é vedado ao Poder Público celebrar Termo de Parceria para o mesmo objeto. o regulamento próprio a que se refere o art. Para a realização de concurso. V . poderá ser feita por meio de publicação de edital de concursos de projetos pelo órgão estatal parceiro para obtenção de bens e serviços e para a realização de atividades. II . Instaurado o processo de seleção por concurso. III .a adequação entre os meios sugeridos. fora do concurso iniciado. Parágrafo único.o mérito intrínseco e adequação ao edital do projeto apresentado. no mínimo. IV . 22. Art. cooperação técnica e assessoria. VI . quando houver. condições e forma de apresentação das propostas. cronogramas e resultados. da obra ou do serviço a ser obtido ou realizado por meio do Termo de Parceria. que será responsável pela boa administração dos recursos recebidos. da Lei nº 9. de 1999. objetividade e detalhamento. a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público indicará. 12 e 13 da Lei nº 9. Do edital do concurso deverá constar. um da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público e um membro indicado pelo Conselho de Política Pública da área de atuação correspondente. a especificação técnica do bem. O nome do dirigente ou dos dirigentes indicados será publicado no extrato do Termo de Parceria.a capacidade técnica e operacional da candidata. II . Art. 23. Para os fins dos arts. Art. A escolha da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público.critérios de seleção e julgamento das propostas. 25. o órgão estatal parceiro deverá preparar. A comissão de avaliação de que trata o art.790. informações sobre: I . do projeto. Art. Art.o ajustamento da proposta às especificações técnicas.Art. 14 da Lei nº 9.especificações técnicas do objeto do Termo de Parceria. A Organização da Sociedade Civil de Interesse Público deverá apresentar seu projeto técnico e o detalhamento dos custos a serem realizados na sua implementação ao órgão estatal parceiro. no prazo máximo de trinta dias. remetendo cópia para conhecimento do órgão estatal parceiro.datas para apresentação de propostas. eventos. Parágrafo único. 27. de 1999. III .prazos.a regularidade jurídica e institucional da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. V . Competirá à comissão de avaliação monitorar a execução do Termo de Parceria.datas do julgamento e data provável de celebração do Termo de Parceria. 11. para a celebração do Termo de Parceria. 21. e 85 . Parágrafo único. levar-se-ão em conta: I . 24. consultorias. com clareza. e VII . Art. pelo menos um dirigente. 20. § 1º. seus custos. deverá ser composta por dois membros do respectivo Poder Executivo.valor máximo a ser desembolsado. contado a partir da assinatura do Termo de Parceria. para cada Termo de Parceria. IV . 26.790. Na seleção e no julgamento dos projetos. Art.local de apresentação de propostas. do Estado ou do Município. de 1999.

§ 4º A comissão classificará as propostas das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público obedecidos aos critérios estabelecidos neste Decreto e no edital. o órgão estatal parceiro o homologará. um especialista no tema do concurso e um membro do Conselho de Política Pública da área de competência. técnicos ou operacionais não estipulados no edital do concurso. § 1º O órgão estatal parceiro: I . indicando os aprovados.o volume de contrapartida ou qualquer outro benefício oferecido pela Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. 86 . III . § 2º O órgão estatal deverá instruir a comissão julgadora sobre a pontuação pertinente a cada item da proposta ou projeto e zelará para que a identificação da organização proponente seja omitida. 29. quando houver. II . sendo imediata a celebração dos Termos de Parceria pela ordem de classificação dos aprovados. § 2º Após o anúncio público do resultado do concurso. 30 de junho de 1999. § 2º. Art. Art. os resultados de seu trabalho. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.o local do domicílio da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público ou a exigência de experiência de trabalho da organização no local de domicílio do órgão parceiro estatal. Art. O órgão estatal parceiro designará a comissão julgadora do concurso.não examinará recursos administrativos contra as decisões da comissão julgadora. Obedecidos aos princípios da administração pública. não sendo aceitos como critérios de julgamento os aspectos jurídicos. são inaceitáveis como critério de seleção. Art. Após o julgamento definitivo das propostas. com o mesmo objeto. 178º da Independência e 111º da República. II . Art. 28.a análise dos documentos referidos no art. Brasília. 32.não poderá anular ou suspender administrativamente o resultado do concurso nem celebrar outros Termos de Parceria.VI . Art. § 3º A comissão pode solicitar ao órgão estatal parceiro informações adicionais sobre os projetos. regulamentando os procedimentos para a qualificação. O Ministro de Estado da Justiça baixará portaria no prazo de quinze dias. 11. sem antes finalizar o processo iniciado pelo concurso. a comissão apresentará. a partir da publicação deste Decreto. no mínimo. 31. O julgamento será realizado sobre o conjunto das propostas das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público.a obrigatoriedade de consórcio ou associação com entidades sediadas na localidade onde deverá ser celebrado o Termo de Parceria. que será composta. na presença dos concorrentes. § 1º O trabalho dessa comissão não será remunerado. 33. 30. de desqualificação ou pontuação: I . por um membro do Poder Executivo. deste Decreto. administrativos.

...................................................../................................. Data de assinatura do TP: ......................... Endereço: .................................. Cidade: ............................. .................... Nome do responsável pelo projeto: ......................../.................................................................................... CEP: ....................................................ANEXO I do Decreto 3.................................. Extrato de Termo de Parceria Custo do Projeto: ..................................................................../............................................... Fax: ./............: .............. Cargo / Função: ............................................................................................................................................................100/99 (Nome do Órgão Público) .. Tel............................ E-mail: .................................................... Início do Projeto: ..................................... ...................................../.................................................... UF: .............................. Objeto do Termo de Parceria (descrição sucinta do projeto): Nome da OSCIP: .......... 87 .................................................................................... Término: ........................./.......................... Local de Realização do Projeto: ....

........ Objetivos do projeto: Resultados alcançados: Custos de Implementação do Projeto Categorias de despesa Previsto Realizado Diferença ..... Início do projeto: .. Extrato de Relatório de Execução Física e Financeira de Termo de Parceria Custo do projeto: ..................................................ANEXO II do Decreto 3..................................................................... Tel............ Fax: .........../....... 88 . TOTAIS: ........... Data de assinatura do TP: .......................................................................................................................................... .................... ............................................100/99 (Nome do Órgão Público) ............./..............................: ................................... CEP: ...../................. E-mail: ................................................................./........... Cargo / Função: ........................................................./.................................................. ................................................................................................................................ Endereço: .... Cidade: ..................................................... ....................... ........../. Nome da OSCIP: ..................................... Local de realização do projeto: .... Nome do responsável pelo projeto: ......................................... Término : ................................................................................ UF: .......................................

desde que amparado por evidências de erro ou fraude. e tendo em vista o disposto na Lei nº 9. como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. § 1º Qualquer cidadão. vedado o anonimato. O ato de indeferimento deverá apontar qual das irregularidades mencionadas nos seguintes incisos ensejou a denegação do pedido: I a requerente se enquadrou em alguma das hipóteses previstas no art. que deverá autuá-lo indicando data e hora do recebimento.ata de eleição da atual diretoria. para deferir ou não o requerimento. e V .balanço patrimonial e demonstração do resultado do exercício. MINISTÉRIO DA JUSTIÇA O Ministro de Estado da Justiça. nos seguintes termos: Art. por fato superveniente à qualificação. DE 27 DE JULHO DE 1999. JOSÉ CARLOS DIAS 89 . ou III a requerente apresentou documentação incompleta. ato que será publicado no Diário Oficial. II . 4º A entidade que. 3º e 4º da Lei nº 9. Art. III . 2º O requerimento será encaminhado pelo correio ou apresentado junto ao protocolo geral do Ministério da Justiça. no uso de suas atribuições legais. de 23 de março de 1999. terá cancelada sua qualificação como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público.100. IV . contados da autuação no protocolo geral. de 23 de março de 1999. instaurado no Ministério da Justiça. Parágrafo único. Art. no prazo máximo de quinze dias. Art. 1º O pedido de qualificação como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público será dirigido ao Ministério da Justiça e deverá estar acompanhado de cópia autenticada dos seguintes documentos: I . 5º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. ou por iniciativa popular ou do Ministério Público. sem fins lucrativos. II a requerente não atendeu aos requisitos descritos nos arts.estatuto registrado em Cartório. resolve regulamentar os procedimentos para a qualificação de pessoas jurídicas de direito privado. e no Decreto nº 3.inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes/Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica.PORTARIA 361.790. 2º da Lei nº 9. de 23 de março de 1999. mediante despacho do Secretário Nacional de Justiça. de 30 de junho do mesmo ano. é parte legítima para requerer o cancelamento da qualificação.790. órgão responsável pela outorga da qualificação. Parágrafo único. O protocolo geral terá o prazo de dois dias úteis para encaminhar o processo à Secretaria Nacional de Justiça. § 2º O processo administrativo de que trata o caput deste artigo tramitará junto à Secretaria Nacional de Justiça. Art.790. de ofício. após decisão proferida em processo administrativo.declaração de isenção do imposto de renda. 3º A Secretaria Nacional de Justiça terá o prazo de trinta dias. deixar de preencher os requisitos legais.

) Art. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA.790. fato que implicará a renúncia automática de suas qualificações anteriores. (.. no uso da atribuição que lhe confere o art. de 27 de maio de 1998.) Brasília. 18 da Lei nº 9. 18. adota a seguinte Medida Provisória. 62 da Constituição. com força de lei: (. DE 02 DE MAIO DE 2001. 180 da Independência e 113 da República.. até cinco anos contados da data de vigência desta Lei. O art.. a pessoa jurídica interessada em manter a qualificação prevista nesta Lei deverá por ela optar. qualificadas com base em outros diplomas legais. 2 de maio de 2001.. poderão qualificar-se como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público. As pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos. passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. Altera dispositivos da Lei no 9.MEDIDA PROVISÓRIA No 2. de 23 de março de 1999. desde que atendidos aos requisitos para tanto exigidos. 29. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Pedro Parente 90 .649. e dá outras providências. que dispõe sobre a organização da Presidência da República e dos Ministérios. sendo-lhes assegurada a manutenção simultânea dessas qualificações.143-32. § 1º Findo o prazo de cinco anos.

para fins desta Lei. Dispõe sobre o serviço Voluntário e dá outras providências. que tenha objetivos cívicos.Lei 9. culturais. Art. 3º O prestador do serviço voluntário poderá ser ressarcido pelas despesas que comprovadamente realizar no desempenho das atividades voluntárias. educacionais. Brasília. prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza. 5º Revogam-se as disposições em contrário. 1º Considera-se serviço voluntário. ou a instituição privada de fins não lucrativos. Art. e o prestador do serviço voluntário. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. Parágrafo único. Parágrafo único.608. a atividade não remunerada. 2º O serviço voluntário será exercido mediante a celebração de termo de adesão entre a entidade. Art. dele devendo constar o objeto e as condições de seu exercício. Art. científicos. 177 da Independência e 110 da República. inclusive mutualidade. As despesas a serem ressarcidas deverão estar expressamente autorizadas pela entidade a que for prestado o serviço voluntário. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. pública ou privada. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Paulo Paiva 91 . recreativos ou de assistência social. previdenciária ou afim. O serviço voluntário não gera vínculo empregatício nem obrigação de natureza trabalhista. 18 de fevereiro de 1998. de 18 de Fevereiro de 1998.

direta ou indiretamente. o ônus da prova nas ações intentadas para sua declaração. ordenar a restituição. restabelecer o equilíbrio da relação contratual. a verossimilhança da alegação. 3º Nas ações que visem à declaração de nulidade de estipulações com amparo no disposto nesta Medida Provisória.às instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. assim consideradas as que estabeleçam: I . com força de lei: Art. considerar-se-ão a vontade das partes. Art. 180º da Independência e 113º da República. 7º Fica revogado o § 3º do art. ou. se requerido. II . de 22 de março de 2001. estipulados em situação de vulnerabilidade da parte. são celebradas para garantir. Estabelece a nulidade das disposições contratuais que menciona e inverte. de 23 de março de 1999. Art. complementar ou acessória das atividades exercidas no âmbito dos mercados financeiro.às sociedades de crédito que tenham por objeto social exclusivo a concessão de financiamentos ao microempreendedor.790. incumbirá ao credor ou beneficiário do negócio o ônus de provar a regularidade jurídica das correspondentes obrigações. DE 19 DE ABRIL DE 2001. de capitais e de valores mobiliários. da quantia recebida em excesso. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Pedro Parente 92 . no uso da atribuição que lhe confere o art. Parágrafo único. caso em que deverá o juiz. 4º As disposições desta Medida Provisória não se aplicam: I .nos contratos civis de mútuo. 2º São igualmente nulas de pleno direito as disposições contratuais que. de capitais e de valores mobiliários. 62 da Constituição. de 26 de dezembro de 1951. Brasília. Art. 6º Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação. o seu conteúdo e natureza. contratos civis de mútuo com estipulações usurárias. 5º Ficam convalidados os atos praticados com base na Medida Provisória no 2. as práticas de mercado e as taxas de juros legalmente permitidas. Art. 1º São nulas de pleno direito as estipulações usurárias. ajustá-las à medida legal ou. adota a seguinte Medida Provisória.MEDIDA PROVISÓRIA No 2. em dobro. nas hipóteses que prevê. Para a configuração do lucro ou vantagem excessivos. mediante deliberação do Conselho Monetário Nacional. 4º da Lei nº 1. as circunstâncias da celebração do contrato. da quantia paga em excesso. na hipótese de já terem sido cumpridas. Art. 19 de abril de 2001. ou pelas circunstâncias do caso.521. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. sempre que demonstrada pelo prejudicado. III .089-27. que continuam regidas pelas normas legais e regulamentares que lhes são aplicáveis. se requerido. com juros legais a contar da data do pagamento indevido. a origem das correspondentes obrigações. com o pretexto de conferir ou transmitir direitos. na hipótese de cumprimento da obrigação. que se dedicam a sistemas alternativos de crédito e não têm qualquer tipo de vinculação com o Sistema Financeiro Nacional. em dobro. II . caso em que deverá o juiz. bem como às operações realizadas nos mercados financeiro. outras modalidades de operações e negócios de natureza subsidiária. Parágrafo único. devidamente registradas no Ministério da Justiça.nos negócios jurídicos não disciplinados pelas legislações comercial e de defesa do consumidor. ordenar a restituição. taxas de juros superiores às legalmente permitidas.às organizações da sociedade civil de interesse público de que trata a Lei nº 9. lucros ou vantagens patrimoniais excessivos.089-26. Art. ajustando-os ao valor corrente. Poderão também ser excluídas das disposições desta Medida Provisória. com juros legais a contar da data do pagamento indevido.

as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público . Brasília.249. também. 13 da Lei no 9. § 3o Os órgãos competentes da União expedirão. nos termos e condições estabelecidos pelo inciso III do § 2o do art. adota a seguinte Medida Provisória.790. Poderão. mediante ato formal.somente será concedida a entidade que comprove. e o art. de 23 de março de 1999. 13 da Lei no 9. 13. alínea "c". § 2o Às entidades referidas neste artigo não se aplica a exigência estabelecida na Lei no 9. § 1o O disposto neste artigo aplica-se em relação às doações efetuadas a partir do ano-calendário de 2001. todas as exigências e condições estabelecidas. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Pedro Parente 93 . DE 21 DE JUNHO DE 2001.OSCIP qualificadas segundo as normas estabelecidas na Lei no 9.produzirá efeitos para o ano-calendário subseqüente ao de sua formalização. para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público . inciso III. perante o órgão competente da União. no ano-calendário anterior ao pedido. ser beneficiárias de doações.249. no uso da atribuição que lhe confere o art. 60. 59. Art. A dedutibilidade das doações a que se referem o inciso III do § 2o do art.COFINS. 62 da Constituição. haver cumprido. art. e dá outras providências. II . de 1995. no âmbito de suas respectivas competências. § 1o A renovação de que trata o caput: I .249.113-32. § 2o Os atos de reconhecimento emitidos até 31 de dezembro de 2000 produzirão efeitos em relação às doações recebidas até 31 de dezembro de 2001. § 2o. 180o da Independência e 113o da República. com força de lei: Art. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA.PIS/PASEP e do Imposto sobre a Renda. Altera a legislação das Contribuições para a Seguridade Social . de 1995. 21 de junho de 2001. 59 fica condicionada a que a entidade beneficiária tenha sua condição de utilidade pública ou de OSCIP renovada anualmente pelo órgão competente da União. os atos necessários à renovação referida neste artigo. de 1995.MEDIDA PROVISÓRIA No 2.

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