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STÉLIO NATÁRIO ADVOGADOS ASSOCIADOS OAB/SP 1600 1

Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da a. Vara


Cível da Comarca de Jundiaí

JOÃO DO ESPÍRITO SANTO,


RG SSP/SP 84.546.888, CPF/MF 008.008.008-32, brasileiro,
casado, pintor de paredes, residente e domiciliado nesta
cidade, na rua 5, n. 22, Jardim Zero, por seu advogado que
esta subscreve, conforme instrumento particular de mandato
incluso, vem perante Vossa Excelência propor ação
ORDINÁRIA em face de JOSÉ DE ARIMATÉIA, RG SSP/SP
96.554.378, CPF/MF 560.560.555-20, brasileiro, técnico de
vendas, casado, residente e domiciliado nesta cidade, na rua
Oitenta e Cinco, n. 14, Jardim Treze, diante das razões de
fato e de direito a seguir expostas:

Rua da Baixa, n. 15 Bady Bassit-SP CEP 00000-01 fone( 17) 4545454545


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DOS FATOS:

1. Em 30 de janeiro de 2007, nesta


cidade, o Autor adquiriu do Réu um
veículo marca Volkswagen, modelo
FoxCross, placa CWD 3030, cor
preta, ano 2006, pelo valor de R$
40.000,00 (quarenta mil reais), pago
o preço no ato, através do cheque n.
4343, do Banco Guimarães, conta
0404039, agência 01.
2. Na oportunidade, restou ajustado
que o veículo seria entregue
imediatamente após a compensação
do cheque dado em pagamento.
Entretanto, apesar do cheque ter
sido pago pelo banco sacado, a
entrega não ocorreu na forma
combinada.
3. Pago o preço, competia ao vendedor

entregar a coisa adquirida pelo


Autor, de modo que o seu
inadimplemento conduz à
exigibilidade forçada do contrato,
como resulta da análise do
DIREITO :

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4. É da essência do contrato de venda


a entrega da coisa, mediante o
pagamento do preço, restando
obrigatória desde que as partes
acordem quanto ao objeto e valor,
na forma dos artigos 481 e 482 do
Código Civil.
5. O veículo deveria ter sido entregue
nesta cidade (artigo 493 do CC) de
imediato, já que o prazo foi
previamente avençado, estando o
Réu em mora de pleno direito(
artigo 397 do CC).
6. Em tais circunstâncias, tendo
ocorrido o inadimplemento da
obrigação por culpa do vendedor,
assiste ao adquirente o direito de
reclamar a entrega da coisa, no
prazo máximo de 48 horas, na forma
do artigo 461 do CPC:
7. Ante o exposto, requer a V. Exa.:
a) A citação do réu, pelo correio, para que
conteste, querendo, no prazo de quinze dias,
sob pena de serem reputados verdadeiros os
fatos alegados;
b) Seja a ação julgada procedente, condenando-se

o réu a entregar a coisa vendida no prazo de

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quarenta e oito horas, sob pena de ser expedido


mandado de busca e apreensão, na forma do
artigo 461-A, parágrafo segundo, do CPC, mais
despesas processuais e honorários
advocatícios;
c) Não mais existindo a coisa, ou se não for
possível obter a sua entrega nas condições da
venda, requer, subsidiariamente, seja o réu
condenado a pagar ao autor a quantia de R$
40.000,00, juros de mora e correção monetária,
desde o desembolso até o efetivo pagamento.
d) Sejam deferidas as provas úteis à comprovação
do alegado, como o depoimento pessoal do réu,
pena de confissão, testemunhas e documentos.
Termos em que, dando-se à causa o valor de R$
40.000,00,
P. Deferimento.
Jundiaí, 5 de março de 2007
Dr. Stélio Natário
OAB/SP 300.001

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