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EMBARGOS DO DEVEDOR
(Arts. 736 a 747, do CPC)

I. Disposições gerais – arts. 736 a 740, do CPC


II. Embargos à Execução contra a Fazenda Pública – arts. 741 a 743, do CPC
III. Embargos à Execução – arts. 744 a 746, do CPC
IV. Embargos na Execução por Carta – art. 747, do CPC

DISPOSIÇÕES GERAIS:

a) penhora
- Não mais é necessária a segurança do juízo: b) depósito (Art. 736, CPC)
c) caução

- Natureza jurídica: ação (processo autônomo), logo, precisam:


a. Ser distribuídos (Art. 736, § único, CPC)
b. Do pagamento das custas iniciais

- Prazo para opor os embargos: 15 dias, contados da data da juntada do mandado de citação (Art. 738, caput,
CPC).

OBS.: Nas Execuções por Carta (Art. 747, CPC), o prazo para opor os Embargos se inicia a partir da juntada
da comunicação da citação feita pelo juízo deprecado ao juízo deprecante, podendo ser efetivada, inclusive,
por meios eletrônicos (Art. 738, § 2º, CPC).

- Não há incidência do disposto no art. 191, do CPC, nos Embargos (Art. 738, § 3º, CPC).

Contagem em dobro dos prazos


em geral para litisconsortes que
têm advogados diferentes.

- Possibilidades de rejeição liminar dos Embargos do Devedor (Art. 739, CPC):


1. Intempestividade
2. Inépcia da petição (art. 295, CPC)
3. Protelatórios

Atenção! Em caso de Embargos do Devedor considerados manifestamente protelatórios, é possível a


aplicação de multa de até 20% do valor em execução (Art. 740, parágrafo único, CPC).

- Incidência de efeito suspensivo à Execução pela proposição dos Embargos (Art. 739-A, CPC):

Regra: NÃO incide.


Exceção: INCIDE, cumpridos os seguintes requisitos (Art. 739-A, §1º, CPC).
a) fundamentos relevantes;
b) risco de causar ao executado grave dano de difícil ou incerta reparação;
c) estar seguro o juízo.

OBS.: O embargante deve requerer a aplicação do efeito suspensivo à execução. O juiz não pode ex officio
atribuir o referido efeito.

- Possibilidade de reversão da decisão que atribui efeito suspensivo aos Embargos (Art. 739-A, §2º, CPC).

- Possibilidade de aplicação de multa ou indenização por litigância de má-fé:

*Serão processadas em apenso e operar-se-ão por (Art. 739-B, CPC):


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a) compensação ou
b) execução

- O exeqüente/embargado será ouvido no prazo de 15 dias (Art. 740, caput, CPC).

- O julgamento dar-se-á (Art. 740, caput, CPC):


1) de imediato (após ouvir o embargado)
2) 10 dias após audiência de conciliação, instrução e julgamento

DOS EMBARGOS À EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA:

- Matéria(s) que pode(m) ser alegada(s) nestes Embargos (Art. 741, CPC):

1. Falta ou nulidade de citação, se o processo correu à revelia;


2. Inexigibilidade do título;
3. Ilegitimidade das partes;
4. Cumulação indevida de execuções;
5. Excesso de execução;
6. Qualquer causa impeditiva, modificativa ou extintiva da obrigação, desde que superveniente à
sentença;
7. Incompetência do juízo da execução, bem como suspeição ou impedimento do juiz.

- Hipóteses de excesso de execução (Art. 743, CPC):

a. Quando o credor pleiteia quantia superior à do título;


b. Quando recai sobre coisa diversa daquela declarada no título;
c. Quando se processa de modo diferente do que foi determinado na sentença;
d. Quando o credor, sem cumprir a prestação que lhe corresponde, exige o adimplemento da do
devedor (art. 582, CPC);
e. Se o credor não provar que a condição não se realizou, quando esta existir.

OBS.: Ao alegar excesso de execução nos Embargos, o embargante deverá apresentar o demonstrativo dos
cálculos atualizados indicando o valor que entende correto, sob pena de rejeição liminar ou não
conhecimento desses argumentos (Art. 739, §5º, CPC).

- Possibilidade de argüir incompetência, suspeição e impedimento do juiz no prazo dos Embargos, junto a
eles (Art. 742, CPC).

DOS EMBARGOS À EXECUÇÃO:

- Matéria(s) que pode(m) ser alegada(s) nestes Embargos (Art. 745, CPC):

1. Nulidade da execução, por não ser executivo o título apresentado;


2. Penhora incorreta ou avaliação errônea;
3. Excesso de execução ou cumulação indevida de execuções;
4. Retenção por benfeitorias necessárias ou úteis, nos casos de título para entrega de coisa certa
(Art. 621, CPC);
5. Qualquer matéria que lhe seria lícito deduzir como defesa em processo de conhecimento;

- Art. 745-A, do CPC = espécie de proposta de acordo já estabelecida pelo CPC.

- Necessidade de ser a proposta deferida pelo juiz (Art. 745-A, § 1º, CPC).

- Não promovendo o pagamento de uma das parcelas conforme acordado:


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a. Implicará o vencimento das subseqüentes;


b. Prosseguimento do processo;
c. Aplicação de multa de 10% sobre o valor das prestações não pagas;
d. NÃO É PERMITIDO OPOR NOVOS EMBARGOS.

EMBARGOS À ADJUDICAÇÃO, À ALIENAÇÃO OU À ARREMATAÇÃO (ART. 746, CPC):

- Prazo para oposição: 5 dias contados do ato.

- Matérias possíveis para alegar nestes Embargos:

1. Nulidade da execução;
2. Causa extintiva da obrigação, desde que superveniente à penhora.

- O adquirente pode desistir da aquisição após a interposição dos Embargos, impondo ao juiz a deferir de
plano o requerimento, com a imediata liberação do depósito feito por ele (Art. 746, §1º e §2º, CPC).

- Há possibilidade de aplicação de multa para os Embargos protelatórios, conforme as disposições gerais.


Contudo, neste caso, será revertida a quantia para o adquirente que desistiu da aquisição (Art. 746, §3º,
CPC).

DOS EMBARGOS NA EXECUÇÃO POR CARTA (ART. 747, CPC):

- Serão oferecidos no juízo deprecante ou no juízo deprecado.

- Competência para julgar tais Embargos:

Regra: juízo deprecante


Exceção: juízo deprecado (quando versarem unicamente sobre vícios ou defeitos da penhora,
avaliação ou alienação dos bens).

EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE

Instrumento de defesa por meio do qual o devedor pode argüir matéria de ordem pública, que deveria ter sido
conhecida e decidida de ofício pelo juiz, independente da apresentação dos embargos, com o fim de extinguir
a execução.

1. Deve versar sobre questão de direito ou de fato documentalmente provado.


2. Não pode comportar matéria que exija dilação probatória.
3. Funciona como uma objeção à executividade do título objeto da ação.
4. Materializa-se mediante requerimento interposto nos próprios autos da execução.
5. Produz efeito suspensivo à ação execução.
6. Não é regulamenta pelo Código de Processo Civil, todavia, criada pela doutrina brasileira, é
aceita pelos Tribunais e Juízos brasileiros.

• NA FASE DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA:

Desaparece, pois a impugnação absorve as matérias possíveis de serem alegadas na exceção de pré-
executividade e, ainda, configura-se como simples incidente à execução da sentença, ao contrário dos
embargos na execução de título executivo extrajudicial.