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NOVEMBRO

2007

Número 2
ANO: X

Tiragem:
300 Exemplares

Escola Secundária C/ 3º Ciclo do Fundão


ESCOLA - AUTO-AVALIAÇÃO - 2007/2008 p.2, 3
Eis a 78ª edição
do jornal «Olho DESAFIOS NA BIBLIOTECA p.5-7
Vivo». Faz
precisamente 10
anos, neste mês de NOVA ASSOCIAÇÃO DE PAIS p.11
Novembro, que o
nosso jornal escolar COMEMORAÇÃO DO S. MARTINHO NA ESCOLA
deu os primeiros
passos. Queremos
saudar e agradecer
todos os
participantes sem os
quais o jornal não
teria sobrevivido e
incentivá-los a
continuar a escrever.
É de extrema
importância que este
projecto congregue
esforços mais
alargados, para que
seja efectivamente O
JORNAL DA ESCOLA..
Temos a certeza que ACTIVIDADES LÚDICAS p. 15-16
alunos, pais,
encarregados de “FILACTERA, MEU AMOR” p. 14
Educação,
professores, ECO PARLAMENTO JOVEM 2007 p. 20-22
auxiliares da acção
educativa, serviços
administrativos … PROJECTO «EMPREENDEDORISMO PARA A EDUCAÇÃO»
todos têm sugestões p. 23
a dar, contributos
únicos que VISITAS DE ESTUDO / ACTIVIDADES p. 11, 12, 13, 24, 28
enriquecerão a
qualidade e CRÓNICAS p. 7, 19, 24, 25, 26
diversidade dos
conteúdos. Por isso, POESIA p. 10
caros leitores adiram
ao projecto «Clube
GRUPO DE TEATRO HISTÉRICO
WORKSHOPS p.32
ESCOLA SECUNDÁRIA COM 3º CICLO DO FUNDÃO
AUTO-AVALIAÇÃO - 2007/2008

A missão da Escola Secundária do Fundão é orientar a sua


actividade, duma forma participada e diversificada, para a
comunidade educativa centrando-se nos alunos – PEE 2006/2009.
Assumindo que a prática de auto 1. Introduzir na Administração Pública
-avaliação é um contributo maior, na os princípios da Gestão da
construção do projecto educativo, no Qualidade Total (Total Quality
planeamento das aprendizagens, na Management / TQM) e orientá-la
rapidez e fundamentação da decisão, progressivamente, através da
na cooperação, na eficácia das utilização e compreensão da auto-
práticas pedagógicas, na melhoria da -avaliação, da actual sequência de
formação ao nível da cidadania plena, actividades «Planear-Executar»
a Escola Secundária do Fundão tem-se para um ciclo completo e
envolvido, desde 1991, em alguns desenvolvido «PDCA» – Planear
programas e projectos de avaliação: (fase de projecto); Executar (fase
Projecto Piloto Europeu – Avaliação da da execução); Rever (fase da
Qualidade na Educação Escolar, avaliação) e Ajustar (fase da acção,
Projecto Qualidade XXI, depois Modelo adaptação e correcção);
“Qualidade XXI”, em colaboração com 2. Facilitar a auto-avaliação das
o Instituto de Inovação Educacional organizações públicas com o
( …/2002), PEPT 2000..., entre outros. objectivo de obter um diagnóstico
Inventariaram-se os pontos fracos e e um plano de acções de melhoria;
os pontos fortes. Elaboraram-se 3. Servir de ponte entre os vários
planos de acção. modelos utilizados na gestão da
qualidade;
Mas, a avaliação interna ou auto-
avaliação é um processo cíclico, 4. Facilitar o «bench learning» entre
criativo e renovador de análise, organizações do sector público.
interpretação e acção. Segundo este modelo, a auto-
A Escola recomeçou a auto-avaliação avaliação é orientada por dois tipos
utilizando o modelo CAF (Common de critérios: os critérios dos Meios e
Assessment Framework) que em os critérios dos Resultados,
português recebeu o nome de correspondentes aos aspectos
Estrutura Comum de Avaliação. É uma principais do funcionamento e do
ferramenta da Gestão da Qualidade desempenho da Escola.
Total inspirada no Modelo de Tendo por base a avaliação feita
Excelência da Fundação Europeia para anteriormente e os princípios
a Gestão da Qualidade (European orientadores do Projecto Educativo, a
Foundation for Quality Management Escola decidiu, este ano lectivo,
ou EFQM) e no modelo da Speyer, avaliar os resultados alcançados ao
Universidade Alemã de Ciências nível dos cidadãos/clientes, pessoas,
Administrativas. sociedade e desempenho-chave, de
O modelo CAF tem quatro objectivos acordo com o cronograma seguinte:
principais:

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2007
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SE OUT NOV DEZ
T
1º/ 2º/ 3º/ 4º
Passos

2008
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SE OUT NOV DEZ
T
5º Passo 6º/ 7º Passos

FASE 1 O INÍCIO DA CAMINHADA CAF


1º Passo Decidir como organizar e planear a auto-avaliação
2º Passo Divulgar o projecto de Auto-avaliação
FASE 2 O PROCESSO DE AUTO-AVALIAÇÃO
3º Passo Criar uma ou mais equipas de auto-avaliação
4º Passo Organizar a formação
5º Passo Realizar a auto-avaliação
6º Passo Elaborara um relatório que descreva os resultados da auto-avaliação
FASE 3 PLANO DE MELHORIAS/PRIORITIZAÇÃO
7º Passo Elaborar o plano de melhorias
8º Passo Divulgar o plano de melhorias
9º Passo Implementar o plano de melhorias
10º Passo Planear a auto-avaliação seguinte

A implementação da CAF na Escola Alunos e Encarregados de


Secundária com 3º Ciclo do Fundão Educação.
teve o seu início em Outubro de 2007, - Integração de Alunos e
e desde então diversas fases dessa Encarregados de Educação nas
implementação já foram superadas equipas de Auto-Avaliação
com sucesso, nomeadamente: - Procura de formadores na área
- Constituição de uma equipa de para ajuda na construção de
Auto-Avaliação com Pessoal inquéritos e seu tratamento.
Docente e Não Docente.
- Reunião com a equipa de Auto- Utilizando uma metodologia de Auto-
Avaliação onde se definiu a Avaliação com a participação das
estratégia a seguir para a partes interessadas das Escolas,
implementação da CAF e a nomeadamente Pessoal Docente e
explicação do Modelo CAF; Não Docente, Alunos e Encarregados
de Educação, a CAF permite uma
Em fase de desenvolvimento: reflexão profunda daquilo que a
- Reuniões das equipas de Auto- Escola é e quer ser, a definição de
Avaliação, para a elaboração objectivos de melhoria sustentada, a
dos questionários do Pessoal escolha das estratégias mais
Docente, Pessoal Não Docente, adequadas e a revisão dos processos
de trabalho. Contribui para
concretizar a missão da Escola:
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satisfazer o aluno e os seus familiares
ou encarregados de educação.
Ana Pina

FICHA TÉCNICA
DIRECÇÃO, REDACÇÃO E CONCEPÇÃO GRÁFICA
Escola Secundaria c/3º Ciclo do Fundão
Rua António José Saraiva Ap.34 - 6230-000 Fundão
TIRAGEM
300 exemplares
http://www.prof2000.pt/users/olho_vivo/

CASOS NOTÁVEIS DA MULTIPLICAÇÃO DE ACONTECIMENTOS


por Fernando Vieira

O novo tema do nosso jornal irá constar de uma análise, ou melhor de


uma interpretação, pessoal de um ou mais acontecimentos, que
despertaram do “sono” o V. “brilhante analista”. Isto para os números do
“Olho Vivo” , a editar durante o presente ano lectivo. Para o próximo ano
logo se verá…Espero é que se verifique um “feedback” principalmente por escrito,
e também nas páginas deste nosso periódico.
Não vou adiantar mais nada, deixo-vos no “suspense” pois, devido ao contrato
de “gancho” feito com o director, não podia ser de outro modo. Além disso,
aproxima-se rapidamente a data limite da entrega do artigo, e não podemos
distrair-nos com mais considerações.

1 – CÓPIAS INDESEJÁVEIS

Pelos vistos, também está a chegar policia anda à procura!!!! Andariam a


ao nosso país, o tal “dos brandos praticar, para matar alguém, estes
costumes”, a moda dos “ alunos – terroristazecos de trazer na escola?
caubóis”, que entram nas escolas a Então não querem lá ver, que, se
“disparar “ contra colegas, funcionários, calhar, andam a “formar-se “ para irem
professores, e o cão de estimação da “combater o
escola. Essa moda perigosa, originária infiel” ??!!
lá dos “States”, chegou à Europa do Então mas isso
Norte, à Finlândia, há poucos dias, e na fica lá para os
quarta - feira passada, à Escola Iraques !
Secundária Sá da Bandeira , de Temos é
Santarém, sob a forma de lançamento de nos
de bombas artesanais, para uma sala preocupar com
da escola. Isto à boa maneira iraquiana, a formação
e pasmem: a 1ª bomba foi lançada, não dos jovens,
por um “suicida”, mas por uma aluna, para virem a
com a bonita idade de catorze anos, e ser os Homens
mais uns 2 ou 3 colegas, de quem a e Mulheres

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justos e honestos de Amanhã, não os análise dum filme, chamado “Freedom
deixar “copiar” aquilo que é perverso e Writers” (em português, “Páginas de
prejudicial para a sociedade. Antes Liberdade”) . É um filme exemplar, que
aprenderem as nossas “coisas”, que retrata uma situação verídica, ocorrida
são pacíficas e positivas! num liceu norte-americano.
Já agora, aconselho a toda a nossa
comunidade escolar, o visionamento e
2– MAIS UMA DO J.S.
“Governo do Partido Socialista aprova, sozinho, o Orçamento do Estado para o
ano de 2008. “
Já lá dizia o J.S. : -“Antes sozinho, que mal acompanhado…”
Pois é, mas continuamos a ser nós, o Zé Povinho, a pagar as “favas “ todas !

3 – ACIDENTE

Uma palavra de sentido pesar e homenagem aos familiares e sobreviventes


do fatídico acidente na A23, no passado dia 5 de Novembro.
Aquelas pessoas eram um exemplo para todos: apesar da idade, queriam
aprender muito mais e sempre mais. Para tal eram estudantes, colegas de todos
nós, da Universidade Sénior de Castelo Branco. Umas flores à
sua coragem e memória.

Escola Secundária do Fundão, 8 de Novembro de 2007.


Fernando José de Abreu Dinis Vieira

Desafios na
Por José Pina,
Coordenador da BECRE A BECRE não podia deixar passar
Novembro 2007 sem referência em claro tão
importante acontecimento e, de forma
Iniciamos este espaço no Olho Vivo
simples, assinalará esta data até ao
e vamos mantê-lo nos próximos
próximo dia 21 de Janeiro. Diariamente
números.
serão mostrados novos artigos, todos
No dia 10 de Dezembro a Carta
eles ilustrados por artistas plásticos e
Internacional dos Direitos Humanos fará
por jovens portugueses.
59 anos. Adoptada e proclamada pela
Convidamos-te a passar pela
Assembleia Geral da ONU na sua
biblioteca e deixamos-te o
Resolução 217A (III) de 10 de Dezembro
primeiro desafio:
de 1948 mantém intactos os seus
Escolhe um dos 30 artigos e na
ideais.
forma de texto ou gravura envia-nos a
Na Carta, os povos das Nações
tua interpretação, o teu modo de
Unidas proclamavam a sua fé nos
sentir esse artigo.
direitos fundamentais do homem, na
Nós comprometemo-nos a divulgá-
dignidade e no valor da pessoa
los e por que não, mais tarde, a
humana, na igualdade de direitos dos
publicá-los.
homens e das mulheres e declaravam-
Podes enviar o teu trabalho para
se resolvidos a favorecer o progresso
bib.esfundao@gmail.com ou podes
social e a instaurar melhores condições
simplesmente entregá-lo na BECRE.
de vida dentro de uma liberdade mais
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ampla. Ficamos à espera… com
expectativa!

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS FAZ 59 ANOS


Promulgada como um ideal comum a ser atingido por todos os povos e nações, a
Declaração Universal dos Direitos Humanos – que completa no próximo dia 10 de
Dezembro 59 anos – está longe de ser cumprida na prática. Os casos de violações
de direitos são quotidianos.
“Todas as pessoas nascem livres e reconhecimento e efectivação. Quase
iguais em dignidade e direitos. São seis décadas depois, o primeiro deles,
dotadas de razão e consciência e que passa pelo reconhecimento da
devem agir em relação umas às outras igualdade de direitos, ainda não foi, em
com espírito de fraternidade”. O artigo muitos países, sequer reconhecido.
primeiro da Declaração Universal dos A afirmação é verdadeira para todos os
Direitos Humanos, que completa este 30 artigos da Declaração Universal.
ano 59 anos, é um dos mais citados Sobram exemplos de países que
internacionalmente e, paradoxalmente, ignoram completamente que os direitos
o que se encontra mais distante de ser e liberdades estabelecidas no
efectivado. Promulgada em 1948 pela documento devem ser garantidos sem
Assembleia Geral das Nações Unidas, qualquer distinção de raça, cor, sexo,
formada na época por 56 países, a língua, religião, opinião política, origem
declaração nasceu como um ideal nacional ou social, riqueza, nascimento
comum a ser atingido por todos os ou qualquer outra condição – como
povos e nações. O seu objectivo era prevê o artigo II. Os demais passam
fazer com que cada indivíduo e órgão pelo reconhecimento e efectivação de
da sociedade se esforçassem, através direitos como o direito à vida, à
do ensino e da educação, para educação, à saúde, ao trabalho, à
promover o respeito aos direitos e justiça e à liberdade, e também pela
liberdades ali determinados e com que recriminação de práticas como
cada Estado adoptasse medidas escravidão e tortura.
progressivas para assegurar o seu
Passa pela Biblioteca e vem conhecer a DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS
DIREITOS HUMANOS, nas línguas leccionadas na nossa Escola e onde
poderás também observar, em cada dia, até 21 de Janeiro de 2008,
ilustrações aos diversos artigos, feitas por alunos e artistas portugueses.
Para melhor conhecimento do mundo e do Outro (s)
Para a construção de um quadro positivo de Valores
Para combater as injustiças
Para desenvolver a solidariedade.
Professora Ana Brioso
UMA CRONOLOGIA DOS DIREITOS HUMANOS
Esta cronologia passa rapidamente em revista os principais documentos,
acontecimentos, movimentos e personalidades que contribuíram, ao longo da
História, para a expansão dos direitos humanos, centrada essencialmente na
Europa. Não inclui a obra das personalidades, pois tornaria este artigo muito
vasto, e já são, algumas delas, objecto de análise nesta edição do “Olho Vivo”.
Os Gregos foram os fundadores da democracia representativa moderna,
democracia. Ao contrário da excluía os escravos e as mulheres.
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Contudo, na época de Péricles os de expressão e o direito de organizar
direitos civis e políticos do indivíduo livremente eleições.
foram tomados em consideração,
lançando as bases do crescimento e Personalidade John Locke (1632-
da evolução dos direitos. 1704).

O pensamento dos Romanos em No séc. XVIII, o século das Luzes


matéria de direitos é originário ou Século da Razão, foi marcado
essencialmente dos filósofos estóicos por um movimento filosófico europeu,
para os quais o mundo formava uma liberal, progressista e anticlerical,
comunidade única em que todos os assente no progresso científico e na
seres humanos eram irmãos. Esta crença na razão humana.
crença na igualdade dos seres
humanos a despeito das diferenças de Em 1776 a Declaração da
raça, de classe ou de posição social Independência americana:
está na origem do direito natural. A ”Temos por evidentes por si só as
codificação do direito constituía uma seguintes verdades: que todos os
noção nova e importante. O direito homens nasceram iguais, que foram
romano desempenhou também uma dotados pelo criador de direitos
importante função pelos seus ideais: a inalienáveis; entre estes direitos
protecção dos direitos dos cidadãos encontra-se a vida, a liberdade e a
pela lei e a igualdade de todos busca da felicidade”.
perante a lei.
Em 1791, ratificação do Bill of
Personalidade – Lucius Annaeus Rights americano, que está na base
Séneca (cerca de 4 ª C. – 65 d. C. 9). da Constituição dos Estados Unidos.
No séc. XIII, em 1215, a assinatura Personalidades: Voltaire (1694-1778),
da Magna Carta, entre os barões Tom Paine (1737-1809), Thomas
ingleses e o rei João, foi empregue Jefferson (1743-1826).
como meio constitucional para
restringir o seu exercício tirânico do Em 1789 a Declaração dos
poder. Permitiu unicamente aos Direitos do Homem e do Cidadão,
cidadãos de honra gozar livremente em França -
os seus bens e a sua liberdade. “Artigo 1º: Os homens nascem livres e
iguais em Direitos”.
No séc. XVII, em 1679, a Lei sobre
o Habeas Corpus em Inglaterra, Personalidades: Olympe de Gouges
determina que qualquer pessoa (1755-93); Mary Wollstonecraft (1759-
detida seja apresentada perante um 97), William Wiberforce (1759-1833).
tribunal, de modo a que seja
conduzido um inquérito exaustivo, Em 1840 a Convenção Mundial
sobre os motivos da sua detenção. contra a Escravatura, em Londres.
Este direito já estava previsto na A escravatura foi abolida em todas as
Magna Carta, mas os monarcas colónias britânicas em 1838, nos
despóticos tinham-no ignorado. Estados Unidos em 1865.

Em 1689, a Declaração dos Personalidades: Harriet Tubman


Direitos foi o resultado constitucional (1820?-1913), Sojouner Truth (1797-
da gloriosa revolução em Inglaterra, 1883).
que conduziu à separação dos Em 1896 foi criada a Liga Francesa
poderes do Parlamento e do monarca dos Direitos do Homem, durante o
e concedeu ao Parlamento a liberdade caso Dreyfus.

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Em 1848 teve início nos EUA o direitos civis, políticos, económicos,
Movimento das sufragistas; A sociais e culturais.
Nova Zelândia foi o primeiro país a
conceder o direito de voto às Em 1949 foram assinadas as
mulheres, em 1893. Convenções de Genebra, um
conjunto de quatro acordos
Personalidade: Elizabeth Cay Stanton internacionais para a protecção das
(1815-1902). vítimas da Guerra.
Ainda em 1949 a constituição do
No Séc. XX, em 1920 – Conselho da Europa com vista a
Constituição da sociedade das agir a favor da liberdade e da
Nações, a seguir à I Guerra Mundial, cooperação através da defesa da
tendo em vista a resolução pacífica democracia e dos direitos humanos.
dos litígios internacionais.
Em 1950 a assinatura da
Personalidades: Woodrow Wilson Convenção Europeia dos Direitos
(1856-19924), Mahatma Gandhi do Homem em Roma, visando
(1869-1948), Franklin Roosevelt garantir os direitos fundamentais em
(1882-1945) todos os Estados membros. Estes
direitos são protegidos pela Comissão
Em 1941 foi assinada a Carta do e pelo Tribunal Europeu dos
Atlântico, que compreendia os Direitos do Homem em Estrasburgo.
“Quatro direitos e Liberdades” –
direito a um nível de vida suficiente e Nos anos 50 são adoptadas as
à segurança, liberdades de expressão primeiras leis sobre os direitos
e de religião. cívicos dos Negros nos EUA: leis
contra a segregação na escola e nos
Em 1945 criação da Organização autocarros.
das Nações Unidas pela carta com o
mesmo nome, que se comprometia a Personalidades: Rosa Parks, Martin
prevenir a guerra pelo exercício da Luther King Rigoberta Menchu, Chai
cooperação internacional. Ling Andrei Sakarov Alexandre
Soljénitsyne Vaclav Havel
Em 1948 a Declaração Universal
dos Direitos Humanos foi o primeiro Entre 1959 e 1994 o movimento
instrumento jurídico internacional a anti-apartheid
fixar normas para a promoção dos Personalidades: Steve Biko, Nelson
Mandela.

Professora Ana Brioso (adaptado da publicação do Centro de Informação sobre Direitos Humanos)

Tudo por nada

Encontravam-se na sua habitual insignificante colmeia no meio de


brincadeira, na sua simples e modesta tantas outras, uma modesta rua.
rua, onde tudo parecia um deserto, Estavam tão entretidos, tão
onde tudo era monótono. Eram empolgados que não se aperceberam
apenas eles e os seus pequenos da chegada de um pequeno amigo de
brinquedos, mais ninguém. escola. Um menino loiro, bem vestido,
Tudo estava sossegado, com o seu carro telecomandado, os
apagado, abandonado. Era uma seus sapatos engraxados, a sua

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camisa ao xadrez e um pequeno e Uma enorme e luxuosa mansão,
muito reluzente fio de ouro. Todos onde tudo era ouro, tudo era
brincavam sem que nada, nem reluzente, tudo uma novidade, tudo
ninguém lhes conseguisse uma ilusão. De repente um olhar
interromper aquele momento só severo e militar irrompeu por aquele
deles, aquela cabana de trapos, mundo de sonho e chamou o pequeno
ninguém. menino loiro e com o seu fio de ouro.
A fome apertava, os seus Ouviu-se uma voz rude que mandou
estômagos eram leões rugindo, embora aqueles simples e honestos
estavam cansados, esfomeados. Até meninos negros, como se fossem cães
que o pequeno menino, com o seu vadios.
reluzente fio de ouro, convidou-os e De olhar baixo e triste, subiram
foram em passos largos e rápidos de novo a sua longa caminhada e
atrás dele. Após passarem toda a desapareceram como animais na
armada de pessoas, que os olhavam neblina.
de soslaio, chegaram ao seu destino. Tudo por nada.
Tamara Santos, 10º CT3

CONTOS

Um roupeiro misterioso (Continuação)

Agora eles apaixonadamente O Livro da Vida.


estavam presos sem Ficaram depois a saber que esse livro
qualquer ferramenta falava de cada pormenor do mundo,
para os ajudar a sair. de cada homem, de toda a
Eles empurravam e humanidade.
batiam na porta mas O velho homem, ao aperceber-
nada, ela não se abria. se que já não estava sozinho, ficou
Resolveram esquecer com medo e assustado. Levantando-
que estavam ali se num ápice, correu o mais depressa
trancados e continuar aquela que a idade lhe permitia para o canto
aventura emocionante que parecia mais longe do quarto. Rita
que tão cedo não iria ter fim. sobressaltada com os movimentos do
Assustados e ao mesmo velho homem, apertou a mão do
tempo curiosos, a Rita e o André irmão com tal força que até ele
continuaram o seu caminho a fim de próprio estremeceu.
descobrirem de onde vinha a tal luz. As duas crianças de imediato
Após algum tempo se aperceberam, que o pobre velho
encontraram um pequeno quarto que nada lhes queria fazer, aproximaram-
tinha paredes de pedra, uma mobília se então cautelosamente e
velha e uma grande e alta lareira. As perguntaram-lhe quem era.
crianças viram em cima da cama um Receavam que o homem
homem velho com barba comprida e pudesse fugir, mas eles não lhe
branca, que estava a ler um grande queriam mal. Com palavras calmas
livro. André e Rita aproximaram-se do conseguiram finalmente chegar ao pé
velho cautelosamente, e rapidamente do homem.
se aperceberam do nome de tão Perguntaram-lhe o nome, a
grande livro. Aquele velho homem, idade e de onde era. Ele disse que era
que parecia já saber mais que o a Eternidade; sobre a idade
próprio livro que estava a ler, lia respondeu apenas que era velho e o
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seu lugar há muito o havia esquecido, -Quando fui pequeno, era
vivia uma vida, que todos sonham grande, agora que me chamam
viver, mas que nem todos sabem que grande sou pequeno. Nasci num rio,
ao vivê-la sofrem uma vida eterna. num pequeno barquinho, aqui vivo
Devido a toda aquela história, desde que me lembro. Vi nascer
em que eles não sabiam se haviam de profetas e reis … Vi um mundo
acreditar, voltaram a ter medo, perfeito, sem guerra e destruição… Vi
voltaram a assustar-se, afinal ele o azul do céu, que agora já é cinzento
poderia ser mau, alguém que não como a cinza. Quando surgiu a
gostasse deles. Lembravam-se agora pobreza fugi, vim para o meu
que a mãe lhes dizia para nunca cantinho, este quarto. Sou o Eterno, a
falarem a estranhos, mas que fazer Eternidade, sou longo, sou duro, sou
agora se o mal já estava começado? amável, sou tudo aquilo que possam
Apresentaram-se então, imaginar, leio para aprender, leio para
dizendo que não passavam de jovens não esquecer. ‘Quando emudeceu,
de 12 e 14 anos e que se tinham esboçou um sorriso amargo, lembrou-
aventurado em tal túnel, em que se de como já fora feliz e de como era
nunca alguém ouvira falar. Nessa agora.
altura o velho, na sua cara enrugada, As crianças continuavam
fez aparecer um doce sorriso de tão atónitas, nada daquilo era possível,
profunda doçura que era contagiante. toda a gente sabia que o Tempo, a
Aquele sorriso derretia corações, fazia Vida, a Velhice, o Início e todas essas
a frieza da sala tornar-se amável, palavras, não passavam de meras
levava a cabeça de qualquer um ao palavras, de meras coisas a que uma
paraíso. vez por outra as pessoas davam vida
As crianças pediram então que nas suas histórias. E que fazia aquele
ele falasse sobre ele, que os alegrasse túnel numa casa de pessoas
que fizesse o milagre de tudo se ‘‘normais”? Mas que seria aquilo
tornar melhor. afinal?
O Eterno começou a contar
uma história.

8º B (2006 / 2007)

Sarilhos em África (continuação)

Quando chegaram ao
acampamento tiveram uma surpresa
desagradável: tinha sido destruído por
gorilas. Lilian Parker e os seus
companheiros pensaram que tinham
sido gorilas, mas, naquela floresta,
estava agora o pior inimigo de Lilian,
o seu primo James Black. James
soubera que Lilian andava a pesquisar
provas concretas da vida animal, e
mais concretamente dos camaleões.
James também soubera que Lilian
tinha ganho o Prémio Nobel da
Ciência Animal, e tinha cada vez mais

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raiva dela, pelo que tinha mandado acampamento durante muito tempo,
destruir o acampamento dela, numa pois não parecia haver outro abrigo
tentativa de boicotar o seu trabalho. possível. Lilian tentava acalmar os
Lilian e os seus companheiros seus companheiros, e motivá-los para
tentaram resolver aquele terrível o interessante trabalho de pesquisa
problema. O seu marido tentou animal que se haviam proposto fazer.
encontrar alguns telecomunicadores Enquanto Lilian tentava motivar
para pedir reforços e novos os companheiros, James e os seus 42
mantimentos para assegurarem a sua homens, faziam uma festa muito
sobrevivência. Mas foi em vão, não animada para festejar o sucesso da
havia ali nenhum vestígio de destruição do acampamento de Lilian.
telecomunicadores. Após observarem James não queria propriamente que
as nuvens negras que se Lilian morresse, apenas queria
aglomeravam, Lilian e os seus boicotar a pesquisa dela e fazer com
companheiros decidiram abrigar-se de que ela nunca mais pudesse sair dali,
uma possível tempestade. Nesse para não lhe destruir o começo da
preciso momento, James e a sua vasta carreira, e para que não pudesse
equipa de quarenta e dois homens, denunciá-lo à polícia.
montavam o seu melhor A tempestade piorava a cada
acampamento. James era muito rico segundo que passava. James Black e
pois, no ano anterior, tinha os seus homens continuavam
animados, e como tinham um luxuoso
acampamento nem deram conta da
inventado uma nova estratégia para a força da tempestade que assustava a
caça dos mais prestigiados gorilas e equipa de Lilian. A situação começou
com isso ganhara muito dinheiro. a piorar no remedeio do
Eram seis horas da tarde, acampamento de Lilian: a chuva forte
quando começou a chover começou a abrir cada vez mais fendas
torrencialmente e a equipa de Lilian nas tendas. A tempestade nunca mais
abrigou-se nas tendas que haviam parava e a equipa de Lilian estava a
improvisado, debaixo das árvores ficar preocupada. Lilian e os seus
mais altas e amistosas da floresta. companheiros tinham estudado os
Lilian pensou que era só uma chuva mapas, mas também eles haviam
de quinze minutos, para banhar as desaparecido. As condições
terras fertilizadas e puras, mas não agravavam-se a cada instante, e das
adivinhou que aquilo se iria tornar cinco lanternas a óleo, já só restavam
numa enorme tempestade. Lilian e os duas. A tempestade não dava sinais
seus companheiros pensavam cada de acalmar.
vez mais na hipótese de ficar ali
8º A (2006 / 2007)

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UM GRITO NA SELVA Mãe
Mais um dia passou e sempre da mesma Mãe é vida,
feição ...
São as cabanas e a linguagem Alma
desconhecida, E consciência
são os uivos e os ladridos dos macacos e a
selva imensa, É um livro de ensinamentos.
é aqui e além uma criança divertida,
a herança da minha solidão.
Tiro dela tudo o que sei
Senhor, E tudo o que sou
aquela capelinha,
aquela rua lamacenta e tortuosa Rimos, choramos, brincamos,...
que dava p'rá minha casinha, Nos seus olhos procuro a paz.
aquela mocidade amiga e animosa Um dia irei
que outrora a minha aldeia tinha
ainda existem? Recompensá-la, se por
Aonde estará neste momento o meu Acaso for capaz.
bem?!
Aonde estarão os meus maninhos Ana Rute Carvalho Alves
e aquela que nos deu o ser
e que nos magoava com carinhos?
Posso saber, Eu... A Poesia
Também?
Eu, a Poesia nasci em toda a
Senhor, parte, transparente mas sempre
Lá longe ... há lágrimas e ansiedade, presente no dia-a-dia.
Há dor desmedida, Mas para mim a vida não fazia
Aqui há solidão e saudade qualquer sentido, uma vez que não
e desprezo pela própria vida
Senhor! tinha utilidade para nada.
Maldita sina a minha, Toda a gente passava por mim e
Maldito o homem ... ignorava-me, só para não se
Senhor! darem ao trabalho de terem
O Sol, o Mar, a Terra imaginação, criatividade e
Ou aquela inocente avezinha, expressão emocional para me
para mim, já nada valem? enriquecerem, diga-mos que a
Maldita a guerra!!!
minha vida nem sempre foi "um
Mas ... só agora reparo mar de rosas"...
no quanto fui injusto, Senhor Um dia tudo mudou, um homem
Perdoai a minha dor, pegou numa pena e transportou-
Deixai-me ver num só instante tudo me até ao papel, onde a minha
Aquilo ... vida começou a fluír, a fazer
Quero sentir o calor amigo daquelas mãos
no meu rosto sentido, mas o destino ainda me
Deixai-me ver uma réstea de esperança destinara algo de mais
no Céu das minhas ilusões maravilhoso...
porque morro de desgosto. O homem que me fizera feliz
Deixai o Teu filho tranquilo ... escrevia e escrevia cada vez mais,
Depois, sim, depois castigai-o até ao dia em que publicou um
Porque é réu. livro, e claro eu, a Poesia fazia
parte dele.
Prof. António Madeira
O dia mais feliz da minha vida
(Escrito aquando da guerra do Ultramar)
foi quando o homem me levou e
recitou-me em frente de muitos
escritores famosos.
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Protocolo, Organização de Eventos e Imagem Organizacional
O Orador Nuno Bichinho
(Assessor Camarário), começou por
informar os participantes sobre alguns
conceitos e raízes de algumas
práticas de protocolo necessárias à
compreensão e interiorização de
comportamentos e atitudes
necessárias a uma boa execução das
boas práticas de protocolo,
organização dos eventos, para que a
imagem da organização que se
represente seja enaltecida e
No dia 13 de Novembro de 2007 foi reconhecida. Com a ajuda dos
realizada uma acção de formação participantes passou de seguida à
sobre “Protocolo, Organização de exemplificação de situações concretas
Eventos e Imagem Organizacional”. A dos assuntos tratados.
Acção decorreu no auditório da sala No final os participantes
21. Participaram neste evento, para aplaudiram efusivamente o Orador e
além do Presidente do Conselho a iniciativa, ficando a promessa de se
Executivo que presidiu à Sessão e do organizar outra acção de maior
Professor Armando Ferreira Anacleto duração e com a participação de mais
que o organizou, os alunos do CEF5, um profissional da temática. Todos os
12º AS, 10º Profissional de Turismo, participantes foram certificados pela
funcionários e professores. sua participação.
Armando Anacleto

NOVA ASSOCIAÇÃO DE PAIS

Tal como é do conhecimento dos A Associação de Pais pretende constituir


Pais/ Encarregados de Educação dos uma parceria escola-famílias, favorecendo o
alunos da nossa escola, já foi diálogo entre todos os intervenientes no sentido
constituída uma nova Associação de Pais. de melhorar as condições de permanência dos
Os pais são elementos fundamentais para nossos filhos na escola e colaborar com uma
o progresso e desenvolvimento dos filhos. É instituição que tem um papel decisivo no futuro
importante que se inteirem do ambiente em que dos nossos jovens.
decorre a vida dos jovens, nomeadamente na Pretendemos, neste momento, dar a
escola, acompanhem o processo de aquisição de conhecer a todos os membros da comunidade
conhecimentos dos seus filhos e reforcem as educativa os nomes dos Pais/ Encarregados de
regras de funcionamento em comunidade que Educação que compõem esta Associação.
lhes são transmitidas.

Presidente Ana Maria de Brito Antunes Oliveira


Secretário Fernando Manuel Ferreira Monteiro
Direcção Vogal Sofia Carvalho Viana A. Craveiro
Vogal Elsa Maria Matos Pinheiro
Tesoureiro Maria Daniela Bartolomeu Martins

............................................................. OLHO VIVO ................................................................ 13


Presidente Fátima Luísa Leitão F. Corredoura
Assembleia-
Secretário Maria Paula Nunes Geada Pinto
geral
Secretário Margarida Isabel Torgal Martins
Presidente Cristina Gaspar Esteves Gil
Conselho
Vogal Manuel Reis Marques Beltrão
Fiscal
Vogal Isabel Maria Solipa Silva
Fátima Corredoura

A Aventura do Ricardo Vicente


Este Verão decorreu um A Professora Graça organizou um
Intercâmbio entre Escolas de Música recital (concerto), em Vitória, e
em Vitória, Brasil. Nele participou o escolheu o Ricardo para fazer a
Ricardo Vicente, aluno da nossa abertura de um concerto da Orquestra
Escola e da “Academia de Música e Checa no Teatro Carlos Gomes. Nesse
Dança do Fundão”. recital esteve presente a televisão
Sendo o único aluno desta “Gazeta Media Center” a gravar uma
academia, no início teve muitos reportagem que se pode ver no site
receios em ir, pois não conhecia nada seguinte:
nem ninguém no Brasil. Com o apoio http://gazetaonline.globo.com/tvg
da família, dos amigos e da academia azeta/includes/popup_video.php?cd_m
decidiu ir. idia=166703
Com apenas 14 anos, no dia 24 Durante a sua estadia, o Ricardo
de Agosto, o meu amigo viajou de conheceu lugares como: o Convento
Lisboa para o Rio de Janeiro e depois da Penha, a Fábrica de Chocolates
do Rio de Janeiro para Vitória, tendo “Garoto” que se situam em Vila Velha,
demorado 11 horas de voo. Ficou Manguinhos e Guarapari (zonas de
hospedado na casa de familiares de praia perto de Vitória).
Professora Graça, a organizadora do Regressou no dia 18, tendo
intercâmbio. chegado a Lisboa no dia 19 de
Este intercâmbio tinha como manhã.
objectivo ter aulas de piano com Para finalizar, nada melhor do
professoras brasileiros, aprender mais que utilizar as próprias palavras do
coisas e de representar Portugal, mais Ricardo: “Foi uma viagem muito
propriamente o Fundão. proveitosa em termos musicais,
O Ricardo teve aulas com várias culturais e penso que me tornou uma
professoras e segundo ele: “Foram pessoa mais aberta a novas
muito boas todas as minhas aulas e experiências.”.
aprendi bastante.”. O meu agradecimento ao Ricardo
Vicente pela sua amizade.
Mariana Martins Amaral, 10º CAV

Com o projecto “As Maravilhas do Mundo” fomos ao programa “Dias de


Escola”
O projecto “As maravilhas do fizéssemos uma investigação sobre as
Mundo”, que envolveu a turma do 10º Maravilhas do Mundo antigo e das
ano, do curso de Acção Social, novas sete maravilhas, pois tinha
realizou-se no âmbito da disciplina de havido recentemente a eleição das
História C. A professora Ana Brioso, no Sete Maravilhas do Mundo, e era uma
início do ano, propôs-nos que maneira de nos sensibilizar para a

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importância do conhecimento De seguida, com a orientação
histórico e a defesa e preservação do da professora, a turma foi envolvida
património mundial. noutra actividade - Uma ida à rádio ao
Os alunos aceitaram o desafio e programa “dias de escola” - no qual
trabalharam empenhadamente alguns alunos falaram sobre a sua
durante aproximadamente um mês. “maravilha”. Com a ajuda da
Cada um estudou uma maravilha e professora Catarina Crocker
apresentou o seu trabalho à turma na seleccionámos músicas alusivas aos
sala de aula. Foram estudadas as Países onde se situam as
maravilhas do mundo antigo - “maravilhas”. Resultou um programa
Pirâmides de Gizé, Jardins Suspensos muito interessante, apresentado pela
da Babilónia, Estátua de Zeus, Templo nossa colega Mariana Batista do
de Artemisa, Colosso de Rhodes, Farol 12ºCSH2, que passou na RCB no
de Alexandria - e as recentemente passado dia 24 de Outubro.
eleitas em Lisboa - Cristo Redentor, Empenhámo-nos ao máximo e
Coliseu de Roma, Chichen Itzá, Machu conseguimos aprender muito com
Pichu, Taz Mahal, Muralha da China e este trabalho: para além da pesquisa,
Petra - e ainda algumas nomeadas, do tratamento da informação e da
como o Palácio de Alhambra, a Torre apresentação do trabalho na turma,
Eiffel, a Estátua da Liberdade, a foi aliciante participar num programa
Acrópole de Atenas e Os Moais da ilha de rádio, fazer parte dele e observar
de Páscoa. como a rádio funciona por dentro. Foi
uma experiência maravilhosa!
Ana Rute Alves, 10º AS

Visita de estudo ao Museu Arqueológico José Monteiro do Fundão


últimos anos numa sala do rés-do-chão
do Casino Fundanense.
Instalado agora num edifício mais
condigno, no solar Taborda Falcão de
Elvas, originário do séc. XVI, o museu
tem o nome do seu fundador, José Alves
Monteiro.
Nesta visita guiada pelo Dra. Joana,
pudemos ver referências à presença da
arte rupestre no nosso concelho, nas
representações zoomórficas (cavalos e
cabras) das rochas do Poço do Caldeirão,
no Zêrere. Do período Neolítico
No dia, 28 de Setembro de 2007, a observámos por exemplo, um machado
turma 10º LH, no âmbito da disciplina de de pedra polida do Fundão. Da idade do
História A, fez com a professora Ana bronze e do ferro pudemos ver armas,
Brioso uma visita de estudo ao Museu instrumentos de trabalho e adornos.
Arqueológico José Monteiro do Fundão. A presença romana na nossa região
O Museu foi inaugurado no início de está presente em muitos locais como
2007, pelo actual Presidente da Câmara quinta do Ervedal em Castelo Novo,
Municipal do Fundão, a partir do espólio Capinha, Donas, Fundão, Pesinho.
do museu que o investigador José Pudemos imaginar o quotidiano das
Monteiro tinha fundado, na então vila do populações, vendo o esquema das
Fundão, em 1942. Esta unidade esteve “domus”, casas para os ricos, das
moribunda e esquecida durante mais de “insulae”, casas mais modestas e das
sessenta anos, estando a “vegetar” nos “villae”, propriedades agrícolas; a
aplicação de telhas de barro, os pesos de
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tear, o dolium (pote), a lucerna (para memória do nosso passado comum e que
iluminação), os pesos de balança e as marca a nossa identidade. Permitiu agora
moedas feitas em ouro. à nossa turma e a todos quantos o
Vimos muitas inscrições funerárias queiram visitar, conhecer esse tesouro
romanas (do Fundão e Capinha) e outras colectivo que são os vestígios do passado
dedicadas aos deuses (ara a Marte de da nossa região, que vão desde a Pré-
Alpedrinha), marcos miliários (da Torre História à Época Romana.
dos Namorados, eram colocados ao longo Conhecê-lo foi para nós muito
das estradas) e os “termini” (marcos que importante e convidamos todos os alunos
delimitavam o território, como o de a visitá-lo, pois “só se ama o que se
Peroviseu). conhece”.
Ter um museu na nossa cidade é
importante, é nele que encontramos a

Cristina Gonçalves, Stéphanie Barreiros, Tânia Matias, 10ºLH

Situado no antigo Solar Taborda Falcão de Elvas, no coração da cidade do


Fundão, este museu é um espaço polivalente dedicado à Península Ibérica. Entre
os núcleos de epigrafia, de pré-história e outro dedicado à cultura castreja (idade
do Bronze e Ferro), reúne peças únicas de valor científico, didáctico e histórico.
Organiza também exposições temporárias e tem uma sala - a Universia - dedicada
ao mundo da internet.

Dia(s) de Segundas
Encerramento
Horário de visita Terça a domingo, das 10:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:30.
Sábado e domingo, das 14:00 às 18:00.
Observações Outro contacto: 961 941 287.
Tem disponíveis um videograma, uma biblioteca técnica e um
laboratório de conservação e restauro de espólio.
in http://www.lifecooler.pt/edicoes/lifecooler/desenvReg.asp?reg=401834&catbn=11

“Filactera, meu Amor”

No passado dia 30 de Outubro, a turma do 7ºB, da Escola Secundária com


Terceiro Ciclo do Fundão, deslocou-se até à biblioteca Eugénio de Andrade para
participar numa Acção de Formação sobre linguagem da Banda Desenhada.
Esta actividade foi promovida pelas responsáveis da Biblioteca Municipal,
que convidaram o escritor, ilustrador, MIGUEL HORTA.
Rodrigo Vicente, 7º B

No dia 30 de Outubro de 2007, às 10 horas da manhã, fomos até à


Biblioteca Municipal do Fundão.
Conhecemos o escritor de literatura juvenil Miguel Horta. Ele esteve a
apresentar-nos o seu livro: «Pinoc e Baleot», escrito e ilustrado por ele. Depois,
pegou num marcador preto e escreveu, num painel colocado propositadamente na

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parede: «Filactera, meu amor!» De seguida, desenhou vários tipos de balões
vazios, smiles com expressões variadas, onomatopeias, etc…
Depois de sabermos que Filactera era algo imaginário que se alimentava de
palavras, começámos a escrever nos balões algumas falas, pensamentos e até
mensagens de amor. Também associámos os respectivos adjectivos às diferentes
expressões dos smiles e tentámos encontrar os verbos referentes às
onomatopeias. Depois de os corrigirmos e de repararmos em todos os milhares de
erros que cometemos, tivemos de ir embora para não chegar tarde às aulas.
Foi uma boa visita.
Carolina Inês, 7º B

No dia 14 de Novembro de 2007 …

UM DIA DIFERENTE

No dia 14 de Novembro alusiva à comemoração e trabalhos


de 2007, por volta das sobre a lenda do cavaleiro “Martinho”.
10:15h, a comunidade A Carolina tocou violino e o Gonçalo
escolar, constituída tocou acordeão.
pelos alunos, Os alunos do 7º A distribuíram
professores e pelas quadras e provérbios, sopas de letras
auxiliares reuniram-se num campo e palavras cruzadas. Alguns alunos do
para comemorar o dia de S. Martinho. 8º B organizaram o jogo da Malha.
A nossa turma organizou vários Todos puderam ver as
trabalhos e jogos tradicionais sendo exposições na e «a caminho» da
alguns deles: o pião, o jogo das Biblioteca (alunos dos CEFs) e do átrio
laranjas, o jogo dos pés atados e o principal (turmas do 3º Ciclo).
jogo dos sacos. Alguns destes jogos Acho que o magusto foi
tiveram adesão por parte dos alunos. interessante, bem organizado e
No átrio da escola colocámos uma bastante divertido, pois pudemos
castanha que continha uma quadra conviver com muitas pessoas.

Inês Vieira Martins, 7º B

Manhã muita Música e jogos ao som do


Animada. Acordeão e do violino.
Gargalhadas à volta de Gostosas castanhas.
Uma fogueira. União da escola e um
Saltaram as castanhas … A Sorriso nos lábios das
Todas as pessoas envolvidas Turmas, dos professores e funcionários presentes …
O nosso agradecimento! Obrigado a quem nos ofereceu a sua colaboração!
Os alunos do7º B

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O Magusto foi organizado pelas turmas do 7ºA, 7ºB, 8ºA, 8ºB e 8ºC e
proporcionaram ainda um conjunto enorme de actividades ligadas ao São
Martinho. Diverte-te resolvendo estes enigmas elaborados pelos alunos dessas
mesmas turmas.
1- Faz a correspondência:
1-No dia de S. Martinho vai… A-…sacha e esterco pelo S. Martinho.
2-Mais vale um castanheiro… B-…lume, castanhas e vinho.
3-Dia de S. Martinho… C-…cabo de um ano já não te faz dano.
4-Do dia de S. Martinho ao Natal D-…teu porco e bebe o teu vinho.
5-Pelo S. Martinho mata o teu… E-… tê-lo-ei pelo S. Martinho.
6-Se o Inverno não erra caminho, … F-… porquinho e semeia o teu
7-Se queres pasmar teu vizinho lavra, cebolinho.
… G-…à adega e prova o teu vinho.
8-Dia de S. Martinho, … H-…do que um saco com dinheiro.
9-Pelo S. Martinho, prova o teu vinho, I-… fura o teu pipinho.
ao… J-… o médico e o boticário enchem o
10-Pelo S. Martinho mata o … teu bornal.
Beatriz Neves e Carolina da Gama Castel Branco e Brito (7ºA)

Problemas
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1. Um quilo de castanhas custa € 1,77 e o Tomás comprou 10 quilos. Quanto
pagou?

2. O São Martinho está em Lisboa e quer ir ao Fundão. Tem de fazer 280 km e


vai a cavalo. Sabendo que numa hora percorre 40 km, quantas horas viajou
para chegar ao Fundão?

3. Segundo a lenda, São Martinho dividiu a sua capa com um pobre. Imagina
que tivesse encontrado 2 pobres. Com quantas partes da capa ficou o São
Martinho?

4. O São Martinho deu-me 8 castanhas assadas. Dei 4 a minha mãe e comi 2.


Com que percentagem de castanhas eu fiquei?

5. O São Martinho levava uma dúzia e meia de castanhas na sacola. Encontrou


um pobre e deu-lhe dois terços. De seguida, deu mais um terço das
restantes a outro pobre. Quantas castanhas comeu o São Martinho sabendo
que 4 das suas estavam podres?

Carlos Nabais, 7ºA

5: 0 4: 25% 3: 1/3 2: 7 1: 17,7

PALAVRAS
CRUZADAS

Miguel Almeida – 7ºA

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1. Estação em que as folhas mudam.
2. O casulo da castanha.
3. Fruto seco típico do Outono.
4. Narrativa escrita ou tradição de sucessos fantásticos ou inverosímeis.
5. Bebida que acompanha as castanhas.
6. Santo prestigiado no dia 11 de Novembro.
7. Quatro partes em que se divide o ano.
8. Água que cai do céu.
9. Sensação produzida pela acção do Sol e do fogo.
10. Fogueira para assar as castanhas.

SOPA DE LETRAS

Palavras:
folhas, castanho, ouriço,
castanha, amarelo,
vermelho, fogueira, são
Martinho, magusto,
caruma, bolotas, jeropiga.
Carla Magueijo e Joana
Lindeza, 7ºA

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1-

Castanhas
2- Mendigo
3-Novembro
4- Outono
5- Prova
6- São Martinho
7- Soutinho
8- Tempestade

jydfewrftweutfdwefrtwebenficansjbhsaomartinhogdyewtfyrfgeye
whfgeryftgreyjgfuoutonogfdtefdgsvdgvfhedfgdhgfgdhfggdfggffg
vfgdfgdghgdfgghdfghdhfgdfgcastanhagyegfyefghefghdgfyhdffyf 1-castanha
gfhgfhrfvbgfhcorygfygfyegfdhgfvhdgfdhfdsfgdsfdvfjdfdhfgdfdv 2-cor
fvdgsfvdsfgdyfgulendatfewftgryfgrygfydsgfhdsgffhdgfhfgdhfgd 3-lenda
dfdgfhdgfhdgfdhfgdhfgdfhdgfhdgfhdgfhdgfdhfghdfgdhfgdhfgm 4-outono
nkmkbnknmknkmkmgnmlmº-gbmnlbhbfçgbhlnghmfghjmngkop 5-proverbio
fhdvfhdfvdhfvdshfvdhfvbdhgfhdbfhdbfhdbfjdfjdhfjdhfjdhfjdhfjr 6-saomartinho
ohvdhfvdfhvdhfdbhfdbfhdbhfdbfhdbfhdfbdhfbdhfdfhdfgyffgrflo
vmcylcfdpçhdfypvfoimegojkefgdindgcfikmndvkivdhkfbcunhdgv
Jorge craveiro 7ºA
gfygdfydgfydgfdyfgydfherioojhjmmvzswyhkmdylçmnxekmxsge
rdcsgdvshgdglkiglçsnwqvf,dxuhyhberjgftrknoi,krfhbrfkgerktjfujr
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gtgxpldskdicjdsucxuyctygxsuycthjdyfhfdhdagcfeafxcwxgfwsvno

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Uma Verdade Inconveniente…
Por José Pina

Há algum tempo escrevemos uma pequena crónica para a Rádio Cova da


Beira [RCB] que agora resolvemos divulgar no Olho Vivo pois continua a ser
um tema muito actual. Demos-lhe o nome do livro da autoria de Al Gore,
agora também editado numa versão para os mais jovens.

Se alguns cientistas tiverem razão, relevantes na forma como o sistema


temos pouco mais de 10 anos para ecológico do nosso planeta funciona.
evitar uma calamidade capaz de Como para qualquer problema em
colocar em risco o nosso planeta. que pensemos existe sempre a
Anunciam-se condições possibilidade do contraditório e este
meteorológicas agressivas, inundações, tema não foge á regra.
epidemias e ondas de calor que De facto, alguns climatologistas,
ultrapassam, em muito as condições com tanto prestígio como os que
que já experimentámos até hoje. defendem o oposto, colocam em
“Uma Verdade Inconveniente”, dúvida, não a existência do efeito de
livro que entretanto foi passado a estufa, nem o aumento significativo do
documentário cinematográfico, oferece- teor em dióxido de carbono verificado
nos a visão apaixonada de um homem nos últimos 50 anos e que teve origem
que alerta para os perigos do nas actividades desenvolvidas pelo
aquecimento global e que tem como Homem, o que eles questionam é se ele
causa o aumento da quantidade de é capaz de influenciar o curso da
dióxido de carbono, um dos gases que evolução climática à escala planetária
provoca o chamado efeito de estufa. ou se já começou a fazê-lo.
Al Gore, autor do livro e ex vice- Qualquer das posições fundamenta
presidente dos Estados Unidos, traz-nos o seu ponto de vista em estudos mas
os argumentos persuasivos, que nos discordam dos métodos ou dos modelos
explicam que já não podemos olhar seguidos.
para o problema do aquecimento global Perante estes cenários alternativos
como uma questão política, mas sim é lícito que as dúvidas possam surgir
como o maior dos desafios que a nas nossas mentes e que se nos
humanidade tem de enfrentar no curto coloque a questão de saber onde está a
prazo. verdade, ou por qual das posições
E para Al Gore, o maior obstáculo a deveremos ter como boa.
uma compreensão clara do que é a A resposta não é simples, não é
crise climática prende-se com o facto imediata e muito menos será segura,
de muita gente continuar a acreditar qualquer que ela seja. Mas há pelo
que a Terra é tão grande que nós, seres menos uma certeza, as modificações
humanos, não poderemos ter impactes estão aí e merecem a melhor das

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atenções independentemente do pecam também por soberba ou erram
cenário futuro em que se acredite. por ignorância e falham por não
Perante esta evidência é lícito reconhecerem que a situação poderia
que coloquemos a questão: Então e ser mais gravosa caso parasse a
agora? procura de novas soluções
Socorremo-nos do nosso saudoso e tecnológicas.
ainda inspirador Professor José Pinto Deste modo, a situação actual
Peixoto, quando há mais de 20 anos deve ser encarada como uma fase com
escreveu com a sua habitual clareza e riscos mas positiva na evolução
discernimento, um ensaio sobre O contínua da humanidade. Assim e como
Homem o Clima e o Ambiente. em tudo na vida há que estar
Em determinado momento preparado para as alegrias e para as
afirmava ser tempo de começarmos a tristezas, porque há sempre mais para
compreender melhor a acção do aprender. Esta será, possivelmente,
Homem sobre o ambiente, pois a crise uma das respostas para resolver tão
do ambiente é uma crise da entropia e grave problema.
o aumento desta, que se verifica com Assim, terminamos com uma
as transformações de energia mensagem expressa no Eclesiastes,
associadas à actividade do Homem, uma mensagem que deve ser lida como
conduz de forma mais ou menos uma palavra de esperança:
acentuada a uma depreciação do Porque na muita sabedoria há
ambiente. Por isso, teríamos de muita tristeza, todo aquele que
reconsiderar a utilização da tecnologia. aumenta a sua ciência aumenta a
Mas também deixou claro que os sua dor
que só vêem os pecados da tecnologia

Eco Parlamento Jovem 2007

Decorreu nos dias 26, 27 e 28 de viagem de um representante de cada


Outubro, em Paris, uma reunião de um dos projectos seleccionados.
jovens europeus, cada um em A reunião em Paris teve como
representação de projectos objectivo o apuramento das ideias
desenvolvidos nos respectivos países gerais para a produção de um
de origem. O nosso projecto, relatório de nome “Vamos mudar os
“Valorização da Rolha de Cortiça”, foi nossos hábitos diários!”. O relatório
um dos escolhidos para representar será desenvolvido pelos grupos de
Portugal. O objectivo da reunião foi a cada país, em conjunto, via internet,
discussão dos problemas ambientais de modo a alertar e sugerir medidas
da actualidade. O outro projecto às populações dos respectivos países
nacional foi realizado em Viana do acerca da utilização e protecção do
Castelo e consistia num trabalho de ambiente de forma sustentável. O
pesquisa acerca das diferentes nosso grupo terá um capítulo no qual
espécies de borboletas existentes na colaborar que provavelmente será
região. A selecção dos projectos, de intitulado “Abordagem Científica”, isto
um total de cerca de vinte a nível é, uma reflexão fundamentada sobre
nacional, foi concretizada pela os efeitos que a vida diária poderá
Sociedade Ponto Verde em originar no ambiente a nível global.
colaboração com o Instituto Português O debate de ideias decorreu no
da Juventude. A mesma patrocinou a Museu de História Natural de Paris,
durante todo o fim-de-semana.

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Estiveram presentes representantes Acção”, tema enquadrado no plano de
jovens e moderadores de Portugal, acção da ONU, com o mesmo nome,
Espanha, Hungria, República Checa, para a década de 2005-2014. Em
França, Bélgica e Alemanha. todas as actividades, a língua de
Estiveram ainda presentes trabalho foi o inglês.
moderadores provenientes do Reino Os pontos positivos a ressaltar
Unido e da Eslovénia. Foram formados foram os laços estabelecidos entre os
subgrupos entre os jovens, em que se delegados de várias nações, não
discutiram palavras-chave e depois, obstante a curta estadia e,
em conjunto, se planeou o formato do especialmente, as boas ideias para
relatório final. Paralelamente inclusão no relatório que deste
decorreram reuniões dos encontro advieram.
moderadores ligados a entidades O relatório será agora escrito até
relacionadas com a defesa do meio Maio, data em que será entregue à
ambiente. Esteve representado um UNESCO em Praga, no qual o nosso
membro da UNESCO que discursou grupo voltará a estar representado.
acerca da “Educação para o
Desenvolvimento Sustentável em
Ana Carolina Fidalgo

Delegados nacionais representante de Portugal: Carolina Fidalgo (ESF) e Diogo


(Viana do Castelo)

Recorda-se que o projecto «a valorização da rolha de cortiça» foi desenvolvido


no ano passado por um grupo de alunas do 9º ano (Ana Carolina Fidalgo, Sara
Amaral, Ana Cláudia Abrantes e Ana Patrícia Martins) no âmbito do projecto do
Empreendedorismo realizado na Escola Secundária c/ 3º Ciclo.
O Olho Vivo quis saber mais sobre os projectos destas alunas e decidiu
entrevistá-las
O.V.- O vosso projecto «a valorização Parlamento jovem. Como se sentem
da rolha de cortiça» foi seleccionado a com esta responsabilidade?
nível nacional para representar
Portugal num projecto mais amplo de Carolina - Esperamos estar à altura
projectos ambientais ao Eco- das expectativas e tentar representar
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bem não só a nossa turma e a nossa Sara – Na escola, pretendemos
Escola como também Portugal e divulgar o nosso projecto e
esperamos motivar as pessoas para sensibilizar os alunos para estas
se preocuparem com os problemas questões mas o nosso objectivo é
ambientais presentes e futuros. sensibilizar a comunidade em geral
nomeadamente os órgãos com mais
O.V.- Que outros países estão poder porque eles têm mais poder
envolvidos no projecto? para mudar algo nas questões
ambientais.
Carolina - França, Espanha,
República Checa, Hungria, Eslovénia, O.V.- Como surgiu a ideia de
Bélgica, Canadá, Reino Unido, trabalhar este tema?
Alemanha e Portugal, claro.
Ana Patrícia – A professora Isabel
O.V.- Acham que o vosso projecto tem Ferreira viu um programa de televisão
viabilidade para ficar bem classificado que passa de manhã sobre este tema.
ou mesmo sair vencedor? Apresentou-nos a ideia em Formação
Cívica. Aceitámos e começámos a
Carolina - Isto não é um concurso. O desenvolver o projecto na Formação
objectivo deste projecto é cívica e depois passámos para a Área
trabalharmos todos em conjunto para de Projecto. Depois, surgiu a
tentarmos elaborar o relatório para a oportunidade de concorrermos ao
UNESCO. Penso que o mais Empreeendedorismo. Decidimos
importante é alertarmos as pessoas concorrer com este projecto, fomos
para as questões ambientais e seleccionadas e a partir daí
sobretudo mostrar o que os jovens começámos a desenvolvê-lo mais.
têm a dizer aos que têm poder.
O.V.- Tiveram apoios para a
O.V.- A vossa participação nesse elaboração do vosso trabalho?
projecto Europeu já começou com a
estadia de dois dias em Paris. Como Sara - Sim, houve professores que
decorreram as sessões de trabalho? nos apoiaram, restaurantes que
colaboraram e a Câmara do Fundão
Carolina - Em Paris, os vários que se disponibilizou para ajudar no
delegados estiveram em reuniões, transporte quando decidimos alargar
primeiro em grupos pequenos a rede à Covilhã.
(apenas três elementos de cada país)
em que estivemos a tentar encontrar O.V.-O que vos levou a participar no
palavras chave relacionadas com projecto do empreendedorismo? O
problemas ambientais e a apresentar prémio?
soluções para esses problemas.
Depois, em conjunto, estivemos a Sara – Não porque nem sabíamos que
debater como havíamos de escrever o haveria prémios. Foi mais por
relatório que vamos entregar à acharmos que o nosso projecto tinha
UNESCO e como deviam ser características empreendedoras e
constituídos os capítulos. então decidimos concorrer.
O.V.-O que pretendem fazer na escola
para sensibilizar a comunidade O.V.- Como é que se deu a passagem
escolar para o lema do projecto do projecto do empreendedorismo
«vamos mudar os nossos hábitos»? para este projecto internacional?

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Carolina- Surgiu a oportunidade de com isso, aliás toda a gente deveria
participarmos no Eco-Parlamento preocupar-se.
jovem e decidimos tentar expandir o
nosso projecto para O.V.- Uma das quatro tinha escolhido
o Curso Científico Tecnológico e
uma escala mundial porque quanto depois mudou para o curso de
mais pessoas recolherem rolhas, Línguas e Humanidade. A que se deve
melhor é para o nosso projecto. esta mudança?
O.V.- Sempre se interessaram por Ana Claúdia – Porque sempre gostei do
temas ambientais? contacto com as pessoas. Inscrevi-me
no CT mas o que eu quero seguir é
Sara - Sim claro, nos século XXI, um jornalismo e achei que o CT não tinha
dos temas que mais se fala é o dos nada a ver. Eu participei no projecto
problemas ambientais e nós estamos mais pelo tema, não pelo facto de
preocupadas com o futuro. Daqui a estar preocupada com temas
uns anos haverá muito mais poluição ambientais.
e é necessário começar a prevenir.
O.V.-O que vão fazer no futuro?
O.V.- De onde vem a vossa atracção Continuar a participar em concursos?
pela ciência ambiental? Nesta área ou noutra?
Carolina – O meu pai sempre me Carolina - Eu penso que participar é
incentivou para estas questões. Todos sempre importante, seja com este
os pais incentivam mas o meu em projecto ou com outro.
particular. Achei o projecto
interessante, tem a ver com civismo… Sara - Se houver algum dia um
concurso ou um projecto onde este
O.V.- Foi por isso que duas de vocês tema se enquadre mesmo, mesmo,
escolheram o curso Cientifico então aí sim, concorro
Tecnológico?
O.V.- Já receberam algum prémio com
Sara - No meu caso, mais ou menos. este trabalho?
Sempre me interessei pela área das
Ciências. No futuro, quero seguir na Sara - Não, enfim, sim; recebemos
área da Saúde. Então o CT era o curso um prémio na Escola quando houve o
mais indicado para mim. Não foi tanto encontro de trabalhos da Área de
pela ciência ambiental. Projecto. Foi a única vez que
recebemos algo mais material, uma
Carolina - Eu gosto mais de Letras pen.
mas fui para o CT porque posso ter
uma formação mais geral e acho que O.V.- Obrigada pela entrevista. O Olho
os conhecimentos que vou adquirir Vivo deseja-vos as maiores
neste curso vão ser importantes no felicidades.
futuro mesmo que siga para um curso
de Letras que é o que provavelmente
vai acontecer. Mas Ciências Entrevista dirigida por Vanessa Couto e Ana Corte, 9º B
ambientais também me preocupo

26 ............................................................. OLHO VIVO ................................................................


FAZ COMO ESTAS JOVENS.

INCREVE-TE NO PROJECTO «EMPREENDEDORISMO PARA A EDUCAÇÃO»

INSCRIÇÕES ATÉ DIA 10 DE DEZEMBRO.

INFORMAÇÕES NO ÁTRIO PRINCIPAL

Os Histéricos divulgam o Empreendedorismo


No dia 22 de Novembro, alguns alunos do Grupo de Teatro Histérico da nossa
escola participaram em duas acções de divulgação do Projecto “Empreendedorismo
Para a Educação” .
Estas acções consistiram na representação de uma performance que alertava os
alunos para a importância do projecto, informando-os que se deverão inscrever até
dia 10 de Dezembro, na Secretaria. Durante o intervalo maior, na biblioteca, com a
ajuda do Sr. José (bom actor!!!) e no buffet, no meio do reboliço habitual, os alunos
foram surpreendidos com a intervenção dos Histéricos que se fizeram ouvir e que
fizeram rir!!!
Aqui fica o diálogo que foi representado e não se esqueçam: Não deixem fugir
as boas ideias!!!.. Ficamos à espera dos resultados …

Alunos discutem baixinho no buffet e anfiteatro ou Biblioteca. Alguém come (ou


lê) . Há mais gente a fazer de secretários dos dois primeiros. Alguém se entusiasma e
sobe para cima da cadeira:

Senhor José – Vamos começar! Meninos…! Meninos! Podem estar em silêncio


agora por favor que queremos começar?
– Mas nós já começámos…
– O empreendedorismo tem a ver com seres capaz de fazer sozinho… e de pores
as tuas ideias em prática!
– (Sobe também para a cadeira) Sim, é verdade… mas para além disso tens de
ser criativo… tens de ser capaz de inovar…
– Estou aqui a lembrar-me dos projectos do ano passado!
– Altamente!
– Fabricar sabão na escola para pôr nas casas de banho!!
– Reciclar rolhas de cortiça!
– Até pensaram em fazer um controle remoto para uma empilhadora, pá… um
RC!!
– Houve projectos para ajudar a proteger as plantas que temos na Gardunha, o
nosso mel, o nosso queijinho!
– Pois foi! Foi a luta contra a Mosca do Queijo! Tcham tcham tcham tcham!!!
– Mas também tens de assumir riscos!
-Que riscos? Não me digas que ter boas ideias é arriscado??
– É! Vais ter que ser capaz de planear e… por exemplo… se achares que há
alguma coisa que não está bem…ou pelo menos que pode melhorar… tu podes fazer
uma proposta para melhorar essa realidade!

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– Estou-me a recordar de um grupo que tentou ajudar crianças abandonadas ou
com maus tratos…
– É verdade! Pelo menos podemos tentar! Sim… claro que sim… (Enquanto
descem das cadeiras e se sentam nas mesas para acabar de comer)
-É como diz “o outro”, se não saíres daí não rendes…Toca a mexer!!
– Hei! (sobe para a cadeira) … Esperem lá… (tornam a subir para as cadeiras) …
Em primeiro lugar: como é que eu sei que a minha ideia é uma boa ideia?
– Se na tua proposta usares a criatividade e a inovação… Ser diferente Meu,
marca a diferença!!!(desce)
– … E se estiver dentro do espírito empreendedor…pode muito bem vir a ser
seleccionada! (desce da cadeira)
– É isso!
– Porque em potencial somos todos empreendedores!
– Mas onde e até quando é que posso entregar a candidatura?
– Deixa-me cá ver… (procura um papel) … Até ao dia 10 de Dezembro às 16:30
h na… Secretaria cá da Escola!
– Vá pessoal, saiam da caixa! Mexam-se! (incentivando)
– Vá pessoal, não fiquem parados! (a rogar) Agarrem as vossas ideias, não as
deixem fugir!!!
– Eu acho que consigo! Estou aqui com uma ideia a fervilhar… (confiante) Mas
que bela ideia!
– Ok! Também quero participar (impulsiva) … queres partilhar a tua ideia comigo?
E se formássemos uma equipa? (aceita e juntam-se para discutir ideias)
– Ok pessoal, ora… 1…2 …3… (conta consigo) … 4!
– Vamos também formar uma equipa de trabalho, boa?!
– Boa! Mãos à obra! (e discutem os temas de forma a que se possam ouvir… até
tocar para a entrada… e saem.)

Tolerância na RCB
repetidas muitas vezes. Mas, no fim de
tudo o programa ficou interessante e a
experiência valeu o esforço e os nervos!
A nossa pivot foi a Ana Margarida
Barroca que tratou do guião do programa:
apresentação dos convidados, as
perguntas a fazer, as músicas a passar e a
sua duração.
Ao ouvirmos o programa
apercebemo-nos que alguns aspectos
poderiam melhorar, como por exemplo, as
músicas não ser tão compridas e os
entrevistados poderiam ter conversado
mais naturalmente e ter dado mais
informações sobre os trabalhos
No passado dia 14 de Novembro os realizados… Para a próxima será mais
alunos da turma 11ºAS realizaram um fácil, porque estaremos mais
programa de rádio na RCB, sobre o Dia descontraídos!
Mundial da Tolerância, dando continuidade Gostaria de referir que os alunos se
aos trabalhos realizados no décimo ano na divertiram muito ao realizar o programa, e
disciplina de Filosofia. que também gostaram do resultado final.
Durante as gravações, os alunos Isto porque, para além da novidade desta
estavam um pouco nervosos, o que fez experiência, o objectivo era mesmo o de
com que as gravações tivessem de ser alertar a sociedade para o problema de
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haver grupos discriminados. Assim, falou- conseguimos alertar todas as pessoas para
se da falta de tolerância em relação aos este problema, e talvez consigamos
toxicodependentes, crianças, idosos e convencê-las de que devem ser mais
deficientes. No fim de tudo penso que tolerantes para estes grupos alvos.
Filipa Tomás, 11º A

OS LOBOS

Sempre que se entra num café modalidade. Ora, esta situação não se
no sábado ou no domingo à noite, a aplica apenas ao râguebi, mas
televisão está sempre sintonizada na também a outros desportos como o
“Sportv” e as pessoas estão todas a “futsal” ou o “basquet”, que são
ver um jogo de futebol. menosprezados relativamente ao
Durante a semana, em todos os chamado “desporto rei”.
telejornais fala-se obrigatoriamente Sendo mais específico,
sobre o mesmo assunto: aquele clube consideremos o exemplo de atletismo.
que perdeu, o outro que ganhou e o Os nossos atletas, que conseguem
escândalo da arbitragem. atingir grandes feitos, como Vanessa
Abrimos um jornal e a Fernandes ou Obikwelu vêm dizer que
perseguição prossegue. Há sempre não têm condições para treinarem em
um destaque a uma vitória ou derrota Portugal, enquanto o Estado gasta
e muitas vezes a primeira página é milhões e milhões na construção e
ocupada pelo mesmo assunto. manutenção de estádios de futebol
Recentemente, houve algo que que nem sequer são utilizados até à
conseguiu substituir esta constante sua máxima capacidade.
durante algum tempo, o râguebi, visto Concluindo, dá-se demasiada
que a selecção portuguesa, os Lobos, importância ao futebol, enquanto que
conseguiu chegar ao mundial. outros desportos são deixados de
O problema é que, após este parte, sem recursos, impedindo-os de
feito, prontamente se esqueceu esta serem mais competitivos.
Duarte Miranda, nº 8, 10º CT3

O interessante acontece dentro ou fora das quatro linhas?


Quando os portões se abriram, Esta “peregrinação” ao estádio
uma fila com mais de cinquenta carros acontece uma vez em cada duas
apressou-se a entrar para dentro do semanas, quando a equipa local joga em
estádio. Queriam certamente os melhores casa e tornou-se na única ocasião em que
lugares pois aqui “no interior” não há jovens e idosos convivem. Pessoas
“assentos marcados”. A população que que noutras circunstâncias nem se
vem ver o jogo não é muito diversificada, falariam, dentro do estádio falam, gritam
na sua maior parte, homens com mais de e sofrem em conjunto…
sessenta anos que, por vezes, trazem os Antes do jogo começar, as pessoas
netos na ânsia de lhes incutir o gosto vão chegando, vão-se sentando e vão
pela “bola”. Adolescentes e mulheres são tendo as conversas de rotina: ”Como
raros, embora os poucos que aparecem, vai?”; “Eu vou bem e você?”; “Esse é o
são os que mais atenção dão ao que se seu neto?”, “É, veio passar uns dias com
passa no terreno de jogo… os avós.”; “Meu Deus, da última vez que
o vi estava tão pequeno! Agora está um
............................................................. OLHO VIVO ................................................................ 29
matulão ”. Fala-se da crise, das mulheres, intensidade pois as pessoas têm ainda a
dos maus resultados do Benfica… Enfim, boca “ocupada”, mas passados cinco
de tudo um pouco. minutos, ela recomeça com a mesma
O bar do estádio, explorado pelo intensidade de anteriormente.
dono do café da aldeia, vai fazendo Quando acaba o jogo, pouca gente
algum dinheiro com a venda de bifanas, se preocupa com o resultado,
copos de vinho, cerveja e sumos (para os encorajando sempre a equipa dos
mais novos). “marmanjos” locais. Toda a gente sai da
Enfim, tudo está em perfeita partida com as frustrações aliviadas pela
harmonia… “berraria” de noventa minutos. Agora
Mas eis que começa o jogo. A pergunto: Não serão estes jogos tão ou
calma conversa entre jovens e idosos é mais interessantes do que os jogos de
substituída por uma “chuva” de primeira liga em que os jogadores jogam
palavrões dirigida ao árbitro. As crianças pelo dinheiro e não pelo mero prazer de
ficam desapontadas (mas, em parte jogar?
entusiasmadas com a atitude dos mais Não será o apoio dos adeptos
velhos, alguns deles seus avôs), os aqui mais forte e genuíno do que nas
adolescentes riem-se, quais hienas com o claques “organizadas” dos grandes
comportamento dos seniores da aldeia e clubes que, não raras vezes, provocam
as poucas mulheres presentes ajudam na cenas de pancadaria retransmitidas em
gritaria, como se competissem contra os directo pela televisão?
homens. Será que não é este o verdadeiro
O árbitro apita para o intervalo. objectivo do desporto, ou seja, jogar por
Inicia-se uma corrida em direcção prazer, promover o convívio e permitir a
ao bar na esperança de conseguir comer “mistura” entre várias gerações no apoio
qualquer coisa antes do fim do intervalo. à equipa da terra?
Agora, a conversa incide sobre a Aos domingos, estes jogos nas
incompetência do árbitro, seja ele aldeias são tão importantes como a
competente ou não. missa, e como na missa, o que se passa
Mal começa a segunda parte, a fora dela é mais importante que o que se
gritaria recomeça. Agora com menos passa lá dentro…
Guilherme Freches, 10º CT3

Christmas Sale – Venda de natal


Os alunos do 9º ano estão a organizar uma venda de
natal nos dias 14 e 15 de Dezembro, 6ª feira e sábado à tarde. O
objectivo é financiar a visita de estudo a Londres nas férias da Páscoa.
Se tem lá em casa coisas de que já não precisa em bom estado, colabore e
entregue-as na escola para serem vendidas na nossa venda de natal. Aceitam-se
livros, jogos, discos, filmes, objectos de decoração, bijutaria, roupa, decorações de
natal, doces e salgados, produtos regionais etc. Os objectos doados podem ser
entregues na escola aos professores do Departamento de Línguas Germânicas ou
à D. Zita, com a indicação do nome e contacto da pessoa que os oferece.
Haverá actividades de animação e um Tea Room no espaço onde irá
decorrer a venda de natal. A escola estará aberta à comunidade nestes dois dias
das 14.00 às 18.00 horas.
Este natal venha à escola fazer compras e descubra presentes baratos e
originais.

Departamento de Línguas Germânicas

30 ............................................................. OLHO VIVO ................................................................


Futuro Cinzento
As alterações climáticas, estes desastres podem ser alterados,
derivadas do aquecimento global e da ou pelo menos minimizados, se todos
delapidação de recursos naturais, contribuirmos com um pouco:
afectam-nos cada vez mais, directa e reciclando, controlando a emissão de
indirectamente. E é impressionante gases poluentes para a atmosfera… Os
observar pessoas que não se proprietários das fábricas devem
preocupam minimamente com este repensar os seus projectos tendo em
assunto que diz respeito a todos. conta também o ambiente, a natureza.
Perante notícias que É lamentável observar a
constantemente se ouvem, que “as indiferença das pessoas relativamente
alterações climáticas podem vir a a este problema que toca a todos.
causar danos gravíssimos”, é Poderemos não estar cá para assistir a
lamentável ouvir adultos, cultos e estas catástrofes, mas os nossos
informados, dizer que “Quando isso descendentes irão sofrer as
acontecer eu já cá não estarei para consequências dos nossos actos. Não é
assistir”. Tendo em conta a quantidade pedir muito dar-se alguma atenção ao
de informação que existe na Internet, ambiente e poupar recursos que, ao
jornais, revistas, programas televisivos, contrário do que muitos pensam, não
é inadmissível que se aceitem são inesgotáveis.
comentários deste género. Como se costuma dizer, não é
É certo que estas conjecturas ignorando os problemas que estes se
(será impossível habitar na Terra com resolvem. Deve-se ter consciência que
as temperaturas que se prevêem) são a situação do planeta não é assim tão
feitas a longo prazo, o que não coíbe a agradável como aparenta ser. Muitas
possibilidade de os recursos naturais se pessoas iludem-se, mas o certo é que já
esgotarem cada vez mais rápido (com o se começam a notar algumas
aumento da população, em certas diferenças, nomeadamente Invernos
zonas), o descongelamento dos pólos menos frios e Verões mais secos.
ser cada vez mais veloz, a alteração É caso para dizer que o futuro
das temperaturas que irão provocar está nas nossas mãos, e que todos
desequilíbrios nos ecossistemas e conseguimos ser inteligentes o
extinção de espécies, entre outros suficiente para encararmos a realidade
igualmente importantes. e tentar solucionar estes problemas.
Se pensarmos racionalmente,
chegaremos a uma única conclusão:
Adriana Quelhas, 10ºCT3, 2007-11-13

FORUM DE DISCUSSÃO DO OLHO VIVO


O Olho Vivo tem, no Moodle da Escola, morada: http://escola-sec-
fundao.ccbi.com.pt, uma página para enviares os teus textos (notícias, crónicas,
poesias, entrevistas, visitas de estudo, fotos …). Além disso, podes em cada mês
participar numa sondagem e num fórum de discussão sobre temas da actualidade ou
do interesse da comunidade educativa. O Olho Vivo agradece a tua colaboração.
Participa no próximo mês de Dezembro!

O mês de Novembro foi marcado por Administração Interna está a estudar a


graves acidentes rodoviários. Para diferenciação entre bons e maus
combater a sinistralidade condutores, através do sistema de
rodoviária, o Ministério da dísticos. O programa chama-se "Risco
............................................................. OLHO VIVO ................................................................ 31
Zero" e pretende premiar os tiveram responsabilidades em dois
automobilistas cujo desempenho nas acidentes. Por fim surgem os condutores
estradas é imaculado e castigar os de risco máximo, identificados com a cor
infractores. Vão ser afixados dísticos de vermelha, é atribuído a todos os que
três cores nas viaturas, consoante o nível tenham provocado mais de dois
de confiança atribuído a cada um. Verde acidentes no último ano ou aos que, nos
é destinado aos automobilistas de risco últimos dez anos, tenham provocado
mínimo, ou seja, aqueles que nos últimos quatro ou mais sinistros. Os dísticos
três anos não tenham originado nenhum deverão ser colocados no canto inferior
acidente automóvel com culpa. O esquerdo de cada veículo "ao lado do
segundo nível, de cor laranja, é para os condutor) e permanecer sempre visíveis.
automobilistas que no último ano

O Olho Vivo, no seu fórum de discussão, pediu aos seus colaboradores que
dessem a sua opinião sobre esta medida. Agradece aos que participaram e
lamenta que tenham sido apenas professores a fazê-lo.

FORUM DE DISCUSSÃO DO OLHO VIVO

32 ............................................................. OLHO VIVO ................................................................


............................................................. OLHO VIVO ................................................................ 33
A questão apresenta-se bem interessante e em
simultâneo polémica...
Esta questão é muito complexa, pois a
sinistralidade em Portugal está a diminuir
paulatinamente, mas ainda apresenta valores
extremamente preocupantes...
Penso que a sinistralidade se relaciona com
um conjunto de factores (objectivos e Campanha contra a
subjectivos) muito diversificados e variados. Sinistralidade
O facto de a nossa Democracia, ainda ser
jovem, é para mim um desses factores Na minha opinião é uma
subjectivos. O civismo dos condutores nas medida confusa e pouco
estradas e a dicotomia direitos/deveres entre eficaz. Ora vejamos: Como é
os diversos intervenientes, deixa ainda, muito que se poderá distinguir os
caminho a percorrer na meta final da bons dos maus condutores, se
MATURIDADE. Os dísticos mais ou menos a mesma viatura pode ser
coloridos, pouco o nada resolverão, pelo conduzida por várias pessoas?
contrário poderão originar ainda mais falta de Contudo, a questão da
civismo e situações de conflito, num país que sinistralidade deve continuar a
já anda tão pouco colorido... ser alvo de reflexão e de
Jorge Bonifácio debate, no sentido de se
Esta medida, por princípio, pode considerar- encontrarem soluções mais
se aceitável na justa medida em que se eficazes que conduzam a um
continua a matar nas estradas portuguesas maior civismo e respeito por
todos os dias e sem que isso signifique que os quem anda na estrada.
responsáveis sejam punidos e não
consideramos que o pagamento de uma multa Maria da Luz Vieira
ou a simples inibição de conduzir por um
período relativamente curto, por vezes
suspenso, seja suficiente.
E se é verdade que alguns acidentes podem
ocorrer e ter como causa situações não
imputáveis aos condutores, outras estão
directamente ligadas a hábitos de condução
agressiva, falta de respeito pelas regras de
trânsito mais elementares, falta de cuidado
com os órgãos dos veículos directamente
relacionados com a segurança, ingestão de
bebidas alcoólicas...
Ora é preciso agir e fazer sentir aos
condutores que a permissão de
conduzir não é um direito mas sim um dever
de saber ser e saber estar na estrada. Mais, o
facto de ter seguro não diminui em nada a
sua responsabilidade e não pode ser
entendido como a cobertura que o habilita a
poder agir de forma sistematicamente
irresponsável [ e é para os comportamentos
repetidos que se aplicará este tipo de
medidas] pois sente-se protegido do ponto de
vista financeiro, pelo menos, contra terceiros.
Assim, assinalar os condutores
34 ............................................................. OLHO VIVO ................................................................
Posso admitir a intenção como
boa, mas é discriminatória e
impõe o princípio da dupla
penalização. Certamente que os
infractores, se estão
identificados, é porque já
pagaram por isso. Não podem
ser eternos pecadores... Além
disso, considero ainda que a
medida pode ser perniciosa e
acarretar mais dano que
proveito porque vai introduzir
um alto factor de distracção nas
estradas, podendo provocar
ainda mais acidentes. Sabe-se
que a curiosidade matou o
gato!

João Afonso

Preferia saber que os grandes


infractores ao código da
estrada são verdadeiramente
impedidos de continuar a
conduzir através de uma
inibição permanente ou
bastante duradoura. É óbvio
que é necessário implementar
uma fiscalização efectiva e
responsável.
Fátima Corredoura
Promover a leitura
Jane Austen na Biblioteca Municipal do Fundão
No dia 6 de Novembro, as alunas Ana Filipa Figueira e Luciana Leal, do 11º
AS, apresentaram, na Biblioteca Municipal do Fundão o livro de Jane Austen,
Orgulho e Preconceito

O Departamento de Línguas turma e de outras turmas convidadas


Românicas da Escola Secundária do a assistir. A equipa da biblioteca
Fundão e a Biblioteca Municipal do municipal organiza actividades e
Fundão uniram-se num projecto que contacta com personalidades que
visa promover e estimular a prática podem dar o seu contributo para uma
da leitura, numa perspectiva abordagem interdisciplinar da leitura.
interdisciplinar, entre os alunos de 3º A primeira sessão teve lugar no
ciclo e do ensino secundário. dia 6 de Novembro, assistiram a esta
Este projecto envolve alunos da apresentação os alunos das turmas de
escola secundária que apresentam a 11º ano AS e CT1. Foi convidada a Drª
sua experiência de leitura, num Paula Mesquita, da Universidade da
espaço diferente, para os colegas da
............................................................. OLHO VIVO ................................................................ 35
Beira Interior para esta partilha de 8º A, e no dia 11 de Dezembro, a
experiências de leitura terceira e última sessão prevista para
Depois de ouvidos os alunos o primeiro período, dedicada ao livro
que participaram nesta actividade, Rapariga com Brinco de Pérola, de
podemos considerar que esta valeu a Tracy Chevalier , que será
pena e foi muito positiva. apresentado pela Ana Sofia do 10º
No dia 26 de Novembro, terá CT1.
lugar a segunda sessão com a
apresentação da obra de Jorge Valeu a pena? Tudo vale a pena
Amado, O Gato Malhado e a Se a alma não é pequena.
Andorinha Sinhá, pelas alunas Ana
Filipa Fortunato e Magali Barbosa do Fernando Pessoa, Mar Português

Maria de Jesus Lopes

Um Livro que aconselhamos: Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

O romance filha mais velha, logo no primeiro


retrata a relação baile em que ele, as irmãs e o Sr.
entre Elizabeth Darcy, seu amigo, comparece.
Bennet e Fitzwilliam Enquanto o Sr. Bingley é visto
Darcy na Inglaterra com bons olhos por todos, o Sr. Darcy,
rural do século por ser frio, não é bem visto. Lizzy,
XVIII. Lizzy possui em particular, não gosta dele, por ele
outras quatro irmãs, ter ferido seu orgulho na primeira vez
nenhuma delas em que se encontram. Mas o mesmo
casadas, o que a não acontece com Darcy que,
Sra. Bennet, mãe realmente, se encanta por Lizzy, sem
de Lizzy, considera um absurdo. que ela saiba do facto.
Quando o Sr. Bingley, jovem bem A partir daí o livro mostra a
sucedido, aluga uma mansão próxima evolução do relacionamento entre
da casa dos Bennet, a Sra. Bennet vê eles e os que os rodeiam, mostrando
nele um possível marido para uma de também, desse modo, a sociedade do
suas filhas. De facto, ele parece final do século XVIII.
interessar-se bastante por Jane, sua

Informação sobre a autora: Jane Austen é considerada geralmente como


a segunda figura mais importante da literatura inglesa depois de Shakespeare.

O único retrato conhecido desta é um esboço feito pela sua irmã que se
encontra agora na galeria nacional de arte (National Gallery) em Londres.

Experiências interessantes

No dia 6 de Novembro de 2007 11ºAS e 11º CT1 e ainda a professora


estivemos na Biblioteca Municipal do da UBI, Drª. Paula Mesquita.
Fundão onde apresentamos Esta apresentação foi uma
oralmente o livro Orgulho e grande experiência para nós, pois
Preconceito de Jane Austen. Nesta nunca tínhamos realizado nenhuma
apresentação assistiram as turmas do em frente a tantas pessoas. Ao início
sentíamo-nos muito inseguras e
36 ............................................................. OLHO VIVO ................................................................
nervosas, mas com o decorrer da Orgulho e Preconceito, dando-o a
apresentação fomo-nos ambientando conhecer a todos os ouvintes.
e ficámos mais calmas. Consideramos Pensamos que os alunos da
que a apresentação foi muito positiva. nossa escola deviam participar neste
Após esta experiência, surgiu outra tipo de actividades, pois, para nós,
actividade: participámos no programa tudo isto foi uma grande experiência
de rádio da nossa escola "Dias de que aconselhamos e quando tivermos
Escola", onde fizemos uma pequena outra oportunidade voltaremos a
apresentação do livro que lemos repetir.

Ana Filipa e Luciana Leal

HÁBITOS DE LEITURA

As actividades que a Escola tem vindo a desenvolver no âmbito da promoção


da leitura tem surtido algum efeito. Vemos os alunos cada vez mais envolvidos na
leitura e as actividades relacionadas com o contrato de leitura são prova de que
algo está a mudar na vida dos nossos jovens. Uns decidem ler a obra que o amigo
ou a amiga apresentou e aconselhou e acabam por gostar; outros lêem porque a
isso são obrigados e pouco a pouco o gosto nasce.
Foi precisamente sobre os hábitos de leitura que o Olho Vivo organizou uma
sondagem que passamos a divulgar na página seguinte.

Responderam à sondagem sobretudo professores (44%) e alunos do Ensino


secundário (44%). Apenas 12% dos inquiridos são alunos do 3º Ciclo. O sexo é

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maioritariamente feminino e a maior faixa etária situa-se maioritariamente entre
os 15-17 anos.

Público inquirido Idades dos Inquiridos


8%
12%
38%
44%

41%
44%
13%
3º Ciclo
Ensino Secundário 12_14 15_17 26_40 41_65
Professores

Os livros são o que mais se lê


Leitura preferida (45%), a seguir vêm as revistas
17% (37 %). Apenas 17% lê jornais
45% apesar de 59% afirmar que
compram jornais e revistas uma
vez por semana e 42% dizerem
38%
que lêem revistas ou jornais todos
os dias. Muitos dos alunos
Livros Revistas Jornais recorrem à biblioteca para se
actualizarem.

A maioria dos inquiridos lê


Compra revistas ou jornais revistas e jornais apenas de
8% 4% 8% vez em quando ou uma vez
21% por semana

Lê revistas ou jornais

59% 29% 29%


Nunca De vez em quando
Uma vez por semana Todos os dias
Uma vez por mês 42%

De vez em quando Todos os dias


Um vez por semana

Metade dos inquiridos afirma


Média de livros lidos por ano ler mais de cinco livros por
4%
17%
ano, o que já não é mau.
Dos que lêem mais de 5
livros por ano (67%) são
professores e 33% alunos.
50%
13% 4,5 livros por ano é a média
8% de livros lidos pelos nossos
8%
38 ............................................................. OLHO VIVO ................................................................
Mais de 5 5 4 3 2 1
Géneros preferidos
8% 4% 13%
8%
17%
inquiridos, 4 é a média lida
por parte dos alunos.
17%
13%
20%
A liderar o ranking do
género de leitura estão Ficção científica Outro
as aventuras seguidas da Ficção romanesca Aventuras
Literatura Romanesca e Histórias fantásticas Romance histórico
do romance histórico. A Diários Memórias Banda desenhada
Banda Desenhada é
pouco lida assim com os
diários e as memórias.
Nenhum dos inquiridos
referiu a Literatura
policial e a poesia

A preferência vai tanto para livros de


Preferência autores portugueses como para
escritores estrangeiros.
Estes são resultados de uma sondagem do OLHO VIVO, realizada na
Plataforma
50% Moodle entre 25 de Outubro
50% e 24 de Novembro de 2007.
Apesar das melhorias verificadas, os hábitos de leitura ainda estão aquém do
desejado; por isso é necessário continuar com a promoção da leitura, através do
PlanoLit.
Nacional de Leitura
Estrangeira e da rede de bibliotecas escolares, com o contrato de
Lit. Portuguesa
leitura implementado nas aulas de Português e de outras actividades
desenvolvidas pelos departamentos, nomeadamente o de Românicas que tem
vindo a promover projectos neste âmbito, que tiveram a oportunidade de ver
noticiados neste jornal e no anterior (projecto na Biblioteca, na Rádio Cova da
Beira e o 2º concurso de Leitura que terá lugar na nossa Escola no dia 15 de
Janeiro. Uma medida nova resultante de uma parceria entre o Plano Nacional de
Leitura e os centros de Saúde e Hospitais Pediátrico também pode melhorar esta
tendência para a leitura. A promoção de leitura junto de famílias com crianças nos
Centros de Saúde e nos Hospitais pediátricos pode ser uma ajuda na
implementação do gosto pelo livros. Podes contribuir para que este projecto ganhe
força entregando donativos ou oferecendo livros. Por isso, se tens em casa livros
que já não lês adequados a crianças entre os 6 meses e os 6 anos, oferece-os ao
Centro de Saúde mais perto.

Workshop de Movimento na Moagem


Nos dias 31 de Outubro, 1 e 2 de
Novembro decorreu na Moagem –
Cidade do Engenho e das Artes um
workshop de movimento orientado
pelo bailarino profissional Luís
Antunes. Esta actividade, em parceria
com o Pelouro da Cultura da Câmara
Municipal do Fundão, possibilitou que
os alunos inscritos no Grupo de Teatro
Histérico pudessem vivenciar
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exercícios e técnicas ligadas ao produção do grupo neste ano lectivo,
movimento e à dança, na perspectiva no âmbito do Projecto Panos da
de os alertar para a importância do Culturgest.
corpo como meio privilegiado de
comunicação no palco. Apesar de algumas das sessões
terem sido programadas para um
O workshop foi criado feriado nacional e para uma sexta-
propositadamente para o Grupo feira à noite, a adesão do grupo foi
Histérico e todo ele foi orientado para massiva pois 23 alunos frequentaram
a temática da peça “Ácido este workshop.
DesoxirriboNucleico” que vai ser a

Professor António Pereira

FUNDÃO PARTICIPA NUM WORKSHOP DE TEATRO NA CULTURGEST


O Grupo de Teatro Histérico da professores encenadores bem como
Escola Secundária do Fundão os encenadores profissionais da
participou, nos dias 16, 17 e 18 de mesma peça, vindos de outras
Novembro, num encontro promovido escolas de diversas partes do país. O
pela Culturgest para preparar o fim-de-semana de trabalho foi intenso
arranque oficial dos ensaios da nova e revelou-se muito importante para
peça do grupo. Para esse efeito o que haja uma melhor compreensão
professor António Pereira participou, das ideias principais da peça pois
na qualidade de encenador, no houve a possibilidade de confrontar as
workshop que decorreu em Lisboa leituras com os pontos de vista dos
onde estavam presentes o escritor da criadores do texto e tradução.
Entretanto o trabalho do Grupo de
Teatro continua e vai participar numa
conversa no dia 23 de Novembro
onde vão estar também os alunos do
12º CAV, acompanhados pelo
professor José Luís Oliveira,
responsáveis pela cenografia e cartaz
da peça. Esta conversa decorrerá na
Moagem com a participação do
prestigiado músico Carlos Zíngaro
com o objectivo de se analisar o
processo de criação de um
espectáculo profissional. O Grupo de
peça escolhida pelo Grupo Histérico – Teatro Histérico tem trabalhado em
Dennis Kelly e uma encenadora parceria com o pelouro da Cultura da
convidada, vindos propositadamente Câmara Municipal do Fundão o que
da Inglaterra para esse efeito e ainda tem contribuído muito para a
com a presença do tradutor da peça, concretização dos objectivos
Jacinto Lucas Pires. Nesta oficina pretendidos.
também estavam presentes os
Professores António Pereira e Catarina Crocker

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