Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica Integradora VIII

Universidade do Minho Escola de Engenharia Departamento de Engenharia Mecânica

Integradora VIII

Concentrador solar termoeléctrico com módulo de Seebek

Parte 1 - Estado da arte e propostas de solução

Guimarães, 26 de Abril de 2011

J. Carlos Freitas (52762)

Universidade do Minho

Integradora VIII

Resumo

Este trabalho começa por abordar a incidência da radiação do Sol e é feita uma descrição sobre as vantagens e desvantagens da energia solar. São apresentadas algumas aplicações deste tipo de energia renovável e alguns tipos de concentradores solares instalados pelo mundo. É feita uma breve incursão pelos vários sistemas de posicionamento de colectores solares e faz-se referência á posição relativa do sol em relação à terra. No capítulo 2.2 é abordado o efeito de Seebek e de Peltier e referidas algumas aplicações desta tecnologia. Mostram-se outras formas de aproveitar a energia solar, algumas muito particulares que estão em estudo de desenvolvimento e parecem muito promissoras. Ainda no capítulo dois, é mostrada uma breve comparação do custo de instalação dos diferentes tipos de centrais de produção de energia. No Capítulo três relata-se o trabalho proposto bem como a divisão de tarefas em quatro etapas: pesquisas sobre o estado da arte (em forma de relatório); desenvolvimento de um modelo virtual (em forma de relatório); desenvolvimento de cálculos (em forma de relatório); conclusão e possibilidade de elaborar um protótipo (artigo e apresentação). São mostradas várias sugestões de concentradores e tecidas considerações sobre os esquemas mostrados, assim como vantagens e desvantagens de cada um, com a finalidade de reflectir sobre a adopção do sistema mais favorável, a ser trabalhado na segunda etapa deste projecto. As conclusões deste estudo do estado da arte são urdidas com base nos prós e contas de cada sistema e em possíveis limitações, quer económicas quer tecnológicas.

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Universidade do Minho

Integradora VIII

Agradecimentos
Agradece-se a todos que apoiaram ou que de alguma forma contribuíram para a concretização deste projecto, aos professores do departamento de Engenharia Mecânica da Universidade do Minho, em particular ao Tutor Prof. Jorge Martins.

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Universidade do Minho

Integradora VIII

Abreviaturas

CPC CPV CTG CSP DISS DNI EDP EHPT GMT HCPV HTF LFR MJ

CompoundParabolicConcentrator ConcentratedPhotovoltaics Concentration solar Thermoelectric Generation Concentrated Solar Power Direct Solar Steam Direct Normal Irradiance Electricidade de Portugal HeatPipe Solar Collectors Greenwich Mean Time High Concentration Photovoltaics Heat Transfer Fluid Linear Fresnel Reflector Células Fotovoltaicas Multi-Junção

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..................... ii Índice....... v 1... Configurações ........ Introdução .. Error! Bookmark not defined.......1........ Bibliografia ..................... Error! Bookmark not defined...................................................... Conclusões ............................ 2... 1..... 2....... Error! Bookmark not defined...................................................................................................... Posicionamento ................ Variação de concentração ................................................................ Error! Bookmark not defined...................... 1...........Universidade do Minho Integradora VIII Índice Resumo ............1.........................1.......... i Agradecimentos ...... 3.. 2............................... Outras formas de energia solar “Folhas artificiais”Error! Bookmark not 2................ 2......................... Algumas aplicações do módulo Seebek ....................................... iv Índice de Figuras ...............................2.................. O efeito Seebek ............ Error! Bookmark not defined....................................... 32 iv ......................... Error! Bookmark not defined..........3.................................................... Análise de soluções ................... Tipos de concentradores solares .... Error! Bookmark not defined........................................................................3.........................5........................4................................ Error! Bookmark not defined......... 3...................2.......... Error! Bookmark not defined...................... 3.... 2........................ Error! Bookmark not defined................. Error! Bookmark not defined.. Error! Bookmark not defined............................................................ Vantagens e desvantagens da energia solar ................. Custo de instalação de centrais energéticas .. defined................................ Error! Bookmark not defined...... A energia do Sol .... Aplicações da energia solar ...............2..........1..... 2.......

. Figura 15 .... média diária..pequenas centrais com motor Stirling (20) .... adaptado de (1) .............Tipos de concentradores solares (24) ... Error! Bookmark not defined... Figura 8 ... Error! Bookmark not defined........... Error! Bookmark not defined....Painel solar (greenfieldsolar. Error! Bookmark not defined...Radiação solar (5).Light-Guide Solar Optic (27) ...Estação espacial (16) .... Error! Bookmark not defined...............Sistemas de alta concentração C >500 (29) ...... Error! Bookmark not defined. . Figura 22 ...Radiação incidente na terra... Error! Bookmark not defined..Sistema LFR (Linear Fresnel Reflector ) (18) .....com) ... Figura 16 .... Error! Bookmark not defined..........................Sistemas de baixa concentração C=2 (29) ... Figura 12 . Figura 20 . Figura 14 – Esquema de produção de biocombustível (22) ........Fornos solares na Somália (14) ... Figura 23 ............... Figura 4 – Mapa da radiação solar................... Figura 10 ......... Error! Bookmark not defined........................... Error! Bookmark not defined........ Figura 13 ...... Error! Bookmark not defined.... Figura 5 ................. Figura 19 ..Esquema Casegrain óptico (25) .......... Figura 9 – Protótipo de central com lentes Fresnel e módulos Seebek (17)Error! Bookmark not defined.. Figura 21 Células bifaciais (18) ........... v . Figura 18 .. Error! Bookmark not defined........... Figura 2 ... Figura 11 ....... Figura 7 ...................... Error! Bookmark not defined.... Error! Bookmark not defined..Esquema de funcionamento de uma central de sal fundido (18) ......... Error! Bookmark not defined...........Universidade do Minho Integradora VIII Índice de Figuras Figura 1 – Espectro electromagnético(4) .. Bookmark Figura 17 ...................... Figura 6 .................... Error! Bookmark not defined.................Mapa do nº de horas de sol em Portugal (8) .. Error! Bookmark not defined.Esquema de uma central solar de aquecimento de água (10)Error! not defined..Fundição com forno solar (15) .. Error! Bookmark not defined.... Error! Bookmark not defined... Error! Bookmark not defined..... Error! Bookmark not defined.....Esquema de uma lente Fresnel (26) ..Configurações da lente de Fresnel (18) ..................... incidente no plano horizontal (9) .................... Figura 3 ...

.............................Seguimento em elevação e em azimute...................... Figura 25 .....................com............... Error! Bookmark not defined...... Error! Bookmark not defined...............Tipos de seguidores (18) ..................... Figura 30 .. Error! Bookmark not defined.. Figura 28 ................... Figura 33 ....................................... Error! Bookmark not defined.. Error! Bookmark not defined................... Figura 34 ........................... Error! Bookmark not defined............. ........ Error! Bookmark not defined................................... à direita posição para sol brando .....Efeito Seebek versus Peltier . Figura 40 ...Ângulo entre o plano do equador e a direcção Sol – Terra (18) ...... Error! Bookmark not defined...... Figura 29 –À esquerda esquema de um módulo Seebek À direita módulo Seebek................. 2010) .....Sistemas com óptica de refracção (alta concentração C =650) (Joyce....... Error! Bookmark not defined.. Error! Bookmark not defined...... Error! Bookmark not defined.. Figura 35 ....... em corte do olho humano (37) ..........br) ........... Figura 26 ...... Error! Bookmark not defined...........Custo de instalação de centrais energéticas (36) ............................Esquema de uma célula molhada (inovacaotecnologica................. Figura 36 – À esquerda posição com sol forte..... Figura 39 – Esquema. .......... Figura 37 ...........Esquema da solução com Heat Pipe ............Desvio do concentrador para rejeitar calor excessivoError! defined... Figura 31 Aproveitamento do calor dos gases de escape automóvel (32)Error! not defined.............. Error! Bookmark not defined........... a cinza o módulo Seebek. à direita e à esquerda respectivamente......Universidade do Minho Integradora VIII Figura 24 ....... (30) ........... vi ......Rendimento do módulo Seebek (Antunes........................... a verde o circuito de água... Figura 27 .Sistema de concentração com cobertura móvel ..Esquemas de concentração solar... Bookmark not Figura 38 ..... 2011) Error! Bookmark not defined.. Error! Bookmark not defined.. Bookmark Figura 32 – Pulseira Dison Energy (33) ..

(1) O Sol é uma esfera de gases incandescentes. A sua superfície está à temperatura de cerca de 5770 K e emite uma enorme quantidade de radiação (cerca de 72 milhões de watts por metro quadrado). que poderá contribuir para um futuro melhor. A energias solar. a radiação electromagnética assume as designações de ondas de rádio. no ramo das energias alternativas. e esta menos que os ultravioletas (3). O sol é uma fonte de energia perpétua. baixa. quantidades enormes de energia. Essa radiação vaise perdendo pelo espaço e quando chega à terra tem uma energia de cerca de 1367 w/m2 (2). embora erradamente. por serem fontes limpas e inesgotáveis. é um desafio obrigatório. A radiação electromagnética (Figura 1) é constituída por partículas designadas por fotões. (A energia nuclear também é considerada perpétua). Consoante a energia crescente que os fotões carregam. 1. principalmente. mas só uma pequena parte atinge a superfície da Terra. o investimento neste tipo de equipamentos tornar-se-á mais atractivo. Assim. o custo de implementação de um sistema de energia solar. composta. a propagação de uma onda no espaço. que são um campo electromagnético em propagação. radiação ultravioleta. ou seja. para além de francamente pertinente. pois apresenta uma boa componente de radiação solar directa. Uma energia diz-se perpétua se a sua existência for superior a dez milhões de anos. A velocidade da radiação solar é de 300 000 km/s.Universidade do Minho Integradora VIII 1. Introdução As energias renováveis estão cada vez mais presentes na actualidade. pois o sol não se renova. 1 . e por libertarem os países da subordinação aos mercados do petróleo. no futuro. Por estas razões qualquer trabalho que se desenvolva em torno das áreas referidas. luz visível. É vulgar dizer-se que a energia solar é renovável. assim os infravermelhos têm muito menos energia que a luz visível. é uma das que apresenta um grande potencial para países como Portugal.1. levando cerca de oito minutos achegar à Terra. por átomos de hidrogénio e hélio. raios-X e raios gama como se ilustra na Figura 2. radiação infravermelha. de microondas. Conforme avança o domínio de novas tecnologias. em particular na zona Sul do País. o que é também um movimento ondulatório. bem como a sua produção em massa. A sua energia varia inversamente com o comprimento de onda do fotão. por satisfazerem uma crescente preocupação ambiental. A energia do Sol O Sol irradia para o espaço. em todas as direcções.

2 . Uma hora de luz solar equivale à totalidade da energia que utilizamos num ano em todo o mundo.O tipo de clima é fundamental na viabilização de projectos de centrais energéticas solares. Segundo James Barber (5). em todo o mundo a população consome. como se pode ver naFigura 3 da radiação perdida.9 TW de carvão. adaptado de (1) A radiação solar que chega à superfície da terra é cerca de 55% da emitida pelo sol. como por exemplo o Reino Unido poderão não ser propícios a este tipo de investimentos. 2. por ano 14 TW de energia.7 TW de gás e 2. a atmosfera reflecte para o espaço 6% e absorve 16%. as nuvens reflectem 20% e absorvem 3%. Países com tempo predominantemente nublado.5 TW são provenientes de combustíveis fósseis.Universidade do Minho Integradora VIII Figura 1– Espectro electromagnético (4) Figura 2 – Radiação incidente na terra. sendo que 4.

Radiação solar (6). Um número muito abaixo do registado noutros países de dimensão semelhante. o que dá um resultado aproximado de 697w/m2. tem-se cerca de 6. Este valor está coerente. (7) Apesar dos países do norte da Europa terem menos horas de sol por ano. Portugal desperdiça energia solar. 3 . O grande destaque vai para a Alemanha com mais de 8 milhões de metros quadrados de painéis solares instalados. por exemplo para o norte de Portugal. dividindo por 365 dias. (7) Portugal possui sensivelmente cerca de 300 mil metros quadrados de área de painéis solares fotovoltaicos.Universidade do Minho Integradora VIII Figura 3 . A Grécia. ainda são os que mais investem no aproveitamento da energia solar. mas devido a um fraco investimento. É dos países europeus com mais horas de sol por ano. já vai nos 4 milhões de metros quadrados. (7) Segundo o sítio (8) que refere “… em Portugal. é o país que menos aposta no aproveitamento da energia solar. o número médio anual de horas de sol for de 2500 (Figura 5).6 kWh/m2 no Algarve”. Este valor pode ser explicado. a energia média diária varia entre 5kWh/m2 no norte e 5.8 horas de sol por dia (em média). entre 2200 e 3300 horas. atendendo a que o país é bastante ensoleirado. por exemplo. assim: Este valor (acabado de calcular) está de acordo com a energia que chega à camada superior da atmosfera (constante solar = 1367 w/m2) a multiplicar por cerca de 51% que são transmitidos à superfície da terra.

mostrado na Figura 5. pode variar entre 2000 no Norte até mais de 3000 no Sul de Portugal (9). O número de horas de sol por ano. Figura 4 – Mapa da radiação solar.Universidade do Minho Integradora VIII A legenda da Figura 4 apresenta valores ligeiramente inferiores aos do sítio acabado de referir.Mapa do nº de horas de sol em Portugal (9) 4 . média diária. incidente no plano horizontal (10) Figura 5 .

tem uma classificação de energia perpétua) e não causa poluição. com uma superfície reflectora de 80m². Só há sol durante o dia. pois não se renova e atendendo ao tempo estimado de duração. a Toyota instalou (em 2006) painéis fotovoltaicos numa das suas fábricas na Europa (a Toyota PartsCenterEuropena Belgica). a intensidade que chega à terra é menor. bem como o clima. É considerada uma energia renovável (consideração falsa. através da rede de energia eléctrica. a central foi a maior do mundo em 2008 (actualmente está em sexto lugar). quer em potência total instalada quer em capacidade de produção (13). onde uma cobertura. e nos dias nublados. Os preços dos equipamentos de captação e conversão ainda estão muito caros. Assim certas áreas geográficas. em 1902. O pai da ideia foi o Padre Himalaia que construiu enorme espelho parabólico formado por 6177 pequenos espelhos. a fauna e a flora locais. embora no futuro possam baixar. Este impacto poderia ser evitado se estas centrais de energia fossem convertidas em micro geração dispersa em telhados de habitações (11) 2. Está construída em um terreno de 250 hectares e tem 2520 seguidores solares de azimute. com o qual numa experiência realizada em Lisboa. equipados com 104 painéis solares cada um. embora haja um custo na implantação da central e equipamentos para converter energia solar em electricidade e/ou água quente. podem ser limitadores deste tipo de tecnologia. São 12900 painéis que podem gerar até GW e produzir 3por ano GWh (14) 5 . o equipamento associado e o processo de fabrico podem ter alguma poluição associada. Vantagens e desvantagens da energia solar A energia solar é gratuita. alterando a paisagem. A energia solar tem sido usada em aplicações um pouco por todo o mundo.2. Uma central de energia solar ocupa enormes áreas de terreno. atingiu 2000 °C e fundiu um enorme bloco de basalto (12). No entanto.41 MW e produz cerca de 93 GWh por ano. A energia solar pode ser usada em áreas remotas. Os painéis cobrem toda a área de telhado cerca de 80 000 m2. seria muito dispendiosa. A central solar fotovoltaica de Amareleja é uma central com capacidade instalada de 46. Aplicações da energia solar Ao longo do tempo foram sendo desenvolvidos vários tipos de concentradores solares. baptizado de Pireliófero. o suficiente para abastecer 30 mil habitações.Universidade do Minho Integradora VIII 1. Apresentam-se de seguida alguns exemplos. Num outro exemplo.

inaugurado no ano de1969. tem uma potência de 1000 kW e pode atingir temperaturas superiores a 3500ºC (16). Figura 7 .Universidade do Minho Integradora VIII Na Somália foram distribuídos às populações pequenos fogões solares como se mostra na Figura 6.Fornos solares na Somália (15) O forno solar ilustrado na Figura 7. em módulos na estação espacial Internacional (ISS). 6 . em Odeillo nos Pirenéus orientais de França. Figura 6 .Fundição com forno solar (16) A energia solar é também usada como fonte de energia.

e fornecer ainda água quente.Universidade do Minho Integradora VIII Figura 8 . Figura 9 –Protótipo de central com lentes Fresnel e módulos Seebek (18) 7 . isso é possível através do efeito de Seebek. Wuhan) foi elaborado um protótipo de uma pequena central com tecnologia de concentração solar termo eléctrica(CTG). Na Figura 9 pode ver-se o esquema desta instalação constituída por duas lentes Fresnel que concentram e encaminham os raios para dois espelhos secundários.Estação espacial (17) Numa universidade Chinesa (UniversityofTechnology.Esta tecnologia pode converter directamente a radiação solar em energia eléctrica. que por sua vez concentram e direccionam a luz para a zona de onde estão os módulos. planos.

Esquema de funcionamento de uma central de sal fundido (19) O protótipo que vai ser testado em Évora. No entanto. a vantagem é que o sal fundido permite aumentar muito a temperatura do sistema.Universidade do Minho Integradora VIII Em Portugal. comparativamente à tecnologia cilindro parabólico. uma vez que o óleo térmico tinha uma limitação de 400 graus (porque depois vaporizava e a pressão criada destruía os sistemas do campo solar). Figura 10 . O investimento total será de cerca de cinco milhões de euros. É uma tecnologia de apenas seguimento azimutal e de produção directa de vapor no absorsor (19). (20) O sistema LFR (Linear Fresnel Reflector) é composto por heliostatos de forma rectangular colocados no solo que concentram a radiação para um receptor tubular – absorsor (tubo de vácuo ou não). vai testar um protótipo de central solar termoeléctrica que utiliza o sal fundido como meio de transferência de calor. sem necessidade de articulações flexíveis. a eficiência do sistema subirá bastante e o preço da energia baixará. evitando um meio de permutação de calor. vai usar já o sal fundido a circular no campo solar para ser directamente o sal fundido a obter a energia térmica do sol. a principal desvantagem 8 . tubo absorsor fixo. a resistência ao vento é reduzida e a produção directa de vapor pelo absorsor. A tecnologia LFR é considerada como uma alternativa de baixo custo para a produção de vapor. comparticipado pelo ministério do Ambiente alemão. Segundo o responsável. As vantagens do FLR em relação ao cilindro parabólico são: sistema concentrador de baixo custo com sistema de seguimento simples. A Siemens em parceria com a EDP Inovação e a Universidade de Évora. situado a uma cota elevada em relação aos heliostatos. O responsável pelo projecto diz que ao conseguirem atingir-se temperaturas mais altas com o sal.

conseguindo atingir 1.Universidade do Minho Integradora VIII prende-se com perda de eficiência. Figura 11 . já se consegue converter energia solar com uma eficiência de cerca de 30% em centrais com motor Stirling. em comparação com os sistemas comparação com os sistemas cilindro parabólicos.Sistema LFR (Linear FresnelReflector ) (19) Hoje em dia.pequenas centrais com motor Stirling (21) A GreenField Solar criou um sistema de concentração solar de dimensões reduzidas com capacidade para concentrar 900 vezes a luz solar. 9 .5 kW de potência. Figura 12 . segundo a Sandia NationalLaboratories. O dispositivo direcciona-a sobre células foto voltaicas.

O reactor produz combustível usando a luz do Sol. O combustível produzido é hidrocarboneto similar ao petróleo e aos biocombustíveis. Este gerador em forma de antena parabólica tem 5. Para além disso. dióxido de carbono e água e mais um composto chamado óxido cérico.5 m de altura e 4 m de largura.Universidade do Minho Integradora VIII De acordo com a empresa. (23) 10 . gera uma quantidade considerável de electricidade e de calor utilizável. sendo suficientemente pequeno para caber na maioria dos quintais ou terraços. (22) Figura 13 . esta mini central solar pode ser montada por duas pessoas em meio-dia e sem ajuda de gruas ou de outros equipamentos especiais. Funciona através de um sistema computorizado de seguimento solar electromecânico que acompanha o Sol durante todo o dia.Painel solar (greenfieldsolar. da energia solar é no fabrico de combustíveis.com) Uma outra aplicação. Perpetrada por um grupo de pesquisadores norte-americanos e suíços que desenvolveram um reactor (Figura 14) capaz de produzir combustível líquido que é uma boa aproximação do conceito de fotossíntese artificial. muito curiosa.

A energia solar foi aproveitada num reactor que atinge temperaturas de 1200ºC. em habitações domésticas. num metal (e não em baterias químicas). como por exemplo: painéis solares com HeatPipe Solar Collectors (EHPT). reagindo com vapor de água.Universidade do Minho Integradora VIII Figura 14 – Esquema de produção de biocombustível (23) Na Suíça. No futuro. ela pode ser transportada. foi possível o armazenamento de energia eléctrica gerada a partir do sol. A redução do óxido de zinco. Esse. conseguem atingir potências na ordem de vários quilowatts (24). com este processo termoquímico. Esta central produz cerca de 45 quilos de zinco por hora. gerando o zinco metálico puro. 11 . a energia solar pode ser armazenada e transportada na forma de um combustível químico. pode voltar ao início do processo. por sua vez. é uma forma interessante de se armazenar quimicamente a energia do sol: além de poder ser utilizada quando for necessária. Em ambos os casos o zinco se recombina com o oxigénio. Foi feita uma operação piloto de 300 kW (instalado em uma indústria em Israel) para a produção de zinco. (23) Podem ser experimentadas outras configurações. O zinco pode ser utilizado tanto para a fabricação de baterias como para a produção de hidrogénio. gerando novamente o óxido de zinco original.

1.Tipos de concentradores solares (25) Espelhos parabólicos Os concentradores parabólicos são constituídos por um espelho parabólico que concentra a luz solar num foco. onde é colocado o material ou um fluido a aquecer. conforme a aplicação. Figura 16 . Tipos de concentradores solares A figura que se segue (Figura 15) mostra alguns tipos de concentrador solares usados em centrais energéticas.Esquema de uma central solar de aquecimento de água (11) 12 .Universidade do Minho Integradora VIII 2. Figura 15 .

Figura 18 . seria muito grossa e pesada. onde o espelho primário concentra e reflecte a luz para o secundário. como é ilustrado na Figura 17. por causa do seu diâmetro. para resolver um problema na construção da lente de um farol que.Esquema de uma lente Fresnel (27) 13 . A partir de 1945 essas lentes passaram a ser moldadas também em plástico. PMM (Poli Metil Metacrilato).Universidade do Minho Integradora VIII Cassegrain óptico Trata-se de um conjunto de dois espelhos parabólicos. onde passa através de um furo para o foco.Esquema Casegrain óptico (26) Lentes de Fresnel Este tipo de lentes foi inventado pelo físico francês Augustin Fresnel em 1820. permitindo a construção de lentes lâminas de plástico quase planas. com anéis de largura de décimos de milímetro. Os retroprojectores escolares usam esse tipo de lentes. Figura 17 . este por sua vez concentra e envia essa luz para o centro do espelho primário.

Universidade do Minho Integradora VIII Através das lentes referidas podem ser obtidos diferentes tipos de sistemas de concentração concentração Pontual onde um campo de espelhos concentra a luz para uma pequena área que pode estar numa torre. A luz é amplificada e direccionada para o centro do dispositivo. 14 . sendo necessário menos material na construção do concentrador. Figura 20 . o que diminui bastante os custos. Tem um tamanho reduzido tal como as lentes de Fresnel. concentração linear que se aplica para aquecer tubos ou células dispostas em linha. é um concentrador óptico de acrílico moldado.Light-Guide Solar Optic (28) O sistema LSO apresenta características interessantes como a possibilidade de um factor de concentração de 1000 vezes. É extremamente barato. a luz dispersa-se menos. Material 100% reciclável. Fácil de fabricar. É muito leve e não necessita estar polido. solar: Figura 19 . Não é afectado pela expansão térmica.Configurações da lente de Fresnel (19) Light-Guide Solar Optic (LSO) Um outro tipo de concentrador designado porLight-Guide Solar Optic (LSO). que capta a luz direccionando-a para o centro por refracção(interna). Assim.

Isto reduz o custo do sistema. Figura 21 Células bifaciais (19) Apresentam-se de seguida algumas aplicações de diferentes tipos de concentradores. contudo não foi encontrado o desenho ideal da célula para justificar a comercialização em larga escala (19). Esta técnica elimina a necessidade de seguimento. o novo sistema é constituído apenas por duas lentes sobrepostas nas quais é embutida uma célula solar. Figura 22 .Universidade do Minho Integradora VIII Segundo a Morgan Solar. o que evita a habitual distância focal e simplifica o seu processo de produção e de instalação. que a empresa espera comercializar a um dólar por watt a partir de 2011.Sistemas de baixa concentração C=2 (30) 15 . (29) Concentrador bifacial Existe um outro conceito que consiste na colocação de um receptor bifacial num espelho parabólico.

Figura 23 . 2010) 2.Sistemas de alta concentraçãoC >500 (30) Figura 24. Posicionamento O posicionamento dos colectores solares deve ter em conta quer a rotação da terra.Sistemas com óptica de refracção (alta concentração C =650) (Joyce.Universidade do Minho Integradora VIII Com lentes de Fresnel e células de alta eficiência (multijunção). 16 . sistemas de seguimento de elevada precisão.2. quer a oscilação do seu eixo.

Não exigem um seguidor com muita precisão no entanto este deve ser o mais exacto possível. O seguidor de elevação deve ser actuado uma vez por dia. ao 17 . Figura 26 . convêm que o seguidor em azimute seja suficientemente exacto e preciso. e o de elevação que compensa a variação da altura do sol. à direita e à esquerda respectivamente. que acontece gradualmente durante o ano. o de azimute que compensa a rotação da terra seguindo a trajectória aparente do sol.Ângulo entre o plano do equador e a direcção Sol – Terra (19) Os sistemas de seguimento do sol podem ter dois movimentos.Universidade do Minho Integradora VIII Figura 25 . Em sistemas de elevada concentração solar. Os sistemas de baixa concentração podem possuir apenas o seguidor solar em azimute.Seguimento em elevação e em azimute.

Tipos de seguidores (19) 18 . consoante a exigência pretendida. Figura 27 .Universidade do Minho Integradora VIII passo que o seguidor de azimute deve ser actuado várias vezes ao dia.

Figura 29–À esquerda esquema de um módulo Seebek À direita módulo Seebek. no entanto há limites impostos pelo fabricante em virtude das propriedades dos materiais empregues poderem fundir ou destruir-se. Assim uma aplicação deve funcionar o mais próximo possível da temperatura máxima que o aparelho suporta. como se mostra na Figura 29. ao passo que numa placa de efeito Seebek é colocada uma fonte fria e uma quente e é retirada uma tensão. A Figura 30 apresenta o comportamento típico de um gerador termoeléctrico (Tensão. Numa placa Peltier é colocada uma tensão para fazer deslocar uma fonte fria para uma fonte quente (faces da placa). Quando essas extremidades estão sujeitas a temperaturas diferentes produzem uma tensão.Universidade do Minho Integradora VIII 2. 19 . a fim de se retirar o melhor proveito. (31) O rendimento deste tipo de módulos aumenta com a temperatura.3. Quanto maior for a diferença de temperaturas entre a fonte quente e a fonte fria maior é o seu rendimento. Peltier Seebek Tensão Tensão Figura 28 . Potência máxima e Eficiência). onde numa das faces é mantida a temperatura de 27ºC e na outra face é aplicada uma temperatura entre 50ºC e 250ºC (32). O efeitoSeebek As placas de efeito Seebek funcionam de forma inversa às de Peltier.Efeito Seebek versus Peltier O processo de funcionamento é semelhante ao dos termopares: dois metais condutores de tipos diferentes são unidos nas extremidades.

O dispositivo que realiza esta conversão é um gerador termoeléctrico de efeito Seebek.1. 2011) 2. Algumas aplicações do módulo Seebek Cerca de 35 por cento da energia do combustível é desperdiçada pelo escape. o que resulta numa maior economia de combustível (algumas marcas prevêem 10%). Figura 31 Aproveitamento do calor dos gases de escape automóvel (33) 20 . Desta forma pode-se fornecer energia eléctrica para os acessórios do automóvel. aliviando assim parte da carga do motor.Rendimento do módulo Seebek (Antunes.3. Várias marcas de automóveis estão a desenvolver sistemas que poderão vir a substituir o alternador do veículo.Universidade do Minho Integradora VIII Figura 30 . Alguma dessa entalpia pode ser convertida em electricidade.

Este dispositivo produz energia por diferença de temperatura entre o corpo humano e o ar ambiente (efeito Seebek) e armazena numa bateria Li-Po. é um dispositivo em forma de bracelete. Outras formas de energia solar “Folhas artificiais” A folha artificial é composta por um material flexível feito com um gel à base de água e infundido com moléculas sensíveis à luz. O sistema é ligado por uma porta micro-USB). Os investigadores pensam que tentar imitar mais de perto a natureza pode ser um caminho promissor para a fabricação de células solares mais eficientes.4. que pode ser usada posteriormente para recarregar o telemóvel.Universidade do Minho Integradora VIII Uma aplicação curiosa é a Dyson Energia. e apenas recarrega uma pequena percentagem da bateria. Para que os electrões gerados sejam capturados. e representam um novo tipo de células solares. nos Estados Unidos. húmidas. (35) 21 . revestidos por nano tubos de carbono ou grafite. quer fazer é optimizar suas células solares molhadas. produzindose uma corrente eléctrica. Chamam-lhe de "folhas artificiais". especialmente concebido para resolver o problema de falhar a bateria de telemóveis. a folha artificial é acoplada a eléctrodos de alto rendimento. feitas com um gel rico em água. com potencial de serem mais baratas e ambientalmente mais amigáveis do que as células solares à base de silício. para usar numa emergência (34). Figura 32 – Pulseira Dison Energy (34) 2. A equipa coordenada por pesquisadores da Universidade do Estado da Carolina do Norte. para que elas gerem energia em quantidades práticas.

5 €/W.com. segundo o site (36) pode rondar os 3. De uma forma genérica o custo de instalação de uma central solar é um custo médio entre uma central nuclear e uma a gás. como se pode ver na Figura 34. para que este valor tenha algum significado.Esquema de uma célula molhada (inovacaotecnologica. No entanto. Custo de instalação de centrais energéticas O preço de uma instalação de uma central fotovoltaica doméstica. No entanto uma central solar tem um custo que quase não tem riscos de incerteza inerentes ao projecto. Figura 34 .br) 2.5.Universidade do Minho Integradora VIII Figura 33 . tem de ser comparado com outras formas de produção.Custo de instalação de centrais energéticas (37) 22 .

de modo a proporcionar uma temperatura constante no módulo (quando tal não for conseguido). que cumpram o objectivo deste trabalho. Isso é mas difícil de conseguir com um espelho plano do que com um parabólico. Conforme a distribuição da radiação. mas a temperaturas mais baixas. Os espelhos parabólicos são mais apropriados para aquecer um pequeno foco a elevadas temperaturas. que poderá passar por uma chapa espelhada com variação de espessura.Universidade do Minho Integradora VIII 3.1. .Desenvolvimento de um modelo virtual (relatório). 23 . . prevê-se que o processo de fabrico de chapa de espessura variada seria algo muito dispendioso. . Assim para que o fluxo de calor seja uniforme. obtida pelo foco de concentração. porque se pretende um concentrador fácil de implementar e acima de tudo de baixo custo. será necessário usar uma placa de cobre ou alumínio de modo a estabilizar as temperaturas. 3. destaca-se os que de construção mais simples. a placa de estabilização de temperatura terá de mais ou menos espessa. Por outro lado o espelho plano poderá não ter a concentração suficiente para obter o rendimento máximo do módulo Seebek. É fundamental que a área do módulo seja aquecida uniformemente. Essa espessura da placa será calculada numa fase posterior deste trabalho. Dos sistemas vistos no capítulo dois. Análise de soluções O objectivo deste trabalho pretende que se estude uma forma de concentração de raios solares. A luz solar irá incidir sobre uma face de uma placa de efeito Seebek. como a chapa estandardizada é de espessura constante. enquanto os espelhos planos são propícios a aquecer uma área. que descreva a parábola ideal para a reflexão da luz.Conclusão e possibilidade de elaborar um protótipo (artigo e apresentação).Desenvolvimento de cálculos (relatório). Uma das faces da placa deve ser mantida o mais próximo possível da temperatura máxima de funcionamento (sem que esta funda) e a outra deve ser mantida a mais fria possível de forma a aproveitar o melhor rendimento. no entanto.Pesquisas sobre o estado da arte (relatório). Para tal foi proposto pelo Orientador uma divisão de tarefas em quatro etapas: . Daí a razão para apesquisa de outros materiais e outras formas de concentração. Configurações A chapa espelhada com variação de espessura é uma boa sugestão.

os esquemas são vistos e analisados em apenas duas dimensões. pelo que a terceira dimensão será uma “extrusão” e o sistema ficará comum canal de fluido. objecto de análise. uma fila de módulos. para o rendimento máximo do módulo Seebek. Legenda: Espelho/Lente Fluido dissipador Módulo Seebek A C B E D 24 .Universidade do Minho Integradora VIII Desta primeira triagem surgem algumas configurações possíveis para o concentrador solar (Figura 35) que serão de seguida. Uma outra razão é porque. não são necessárias temperaturas muito elevadas. e uma fila de espelhos. Para facilitar a compreensão. destaca-se os que de construção mais simples. Dos sistemas vistos no capítulo2. de forma a obter uma base de trabalho para a próxima etapa deste trabalho a desenvolver no Próximo relatório. porque se pretende um concentrador fácil de implementar e acima de tudo de baixo custo.

Eventualmente poderá ser necessário usar uma placa de cobre ou alumínio de modo a estabilizar as temperaturas.Universidade do Minho Integradora VIII F G Figura 35 . que ajudam a reflectir sobre qual o esquema mais favorável a adoptar para o prosseguimento deste trabalho. obriga a um espelho parabólico com muita altura o que exige uma estrutura resistente a ventos fortes. Boa distribuição do fluido de dissipação de calor. Boa área de dissipação do calor do fluido.Esquemas de concentração solar. B -Para ter a zona focal tão baixa. E – Outra possível configuração. Apenas com um módulo. semelhante ao C e D. Suporta apenas um módulo. Poderá ter zonas problemáticas de concentração de calor nos módulos que ficam na parte de cima e nos vértices. mas com o problema da dissipação nos vértices. mas de baixa concentração solar. Será necessário usar uma placa de cobre ou alumínio de modo a estabilizar as temperaturas. Será necessário estabilizar as temperaturas (na zona em contacto com o fluido de dissipação) usando uma placa de cobre ou alumínio. D – Comportamento semelhaste ao C. A – Fabrico da parábola complexo e consequentemente caro. C – Sistema de construção simples (espelhos planos). 25 . Apresentam-se algumas considerações sobre os esquemas mostrados. Apenas um módulo. é semelhante ao anterior apenas um pouco menos compacto. a cinza o módulo Seebek. F – As lentes LSO tornam o sistema muito compacto. G – Com lentes Fresnel. Suporta quatro módulos. a verde o circuito de água. e pouca área para dissipação do calor do fluido. e torna o fabrico da parábola relativamente complexo e caro. mas com mais área para dissipação do calor do fluido.

Quando a lente estivesse plana (com sol forte) aqueceria o módulo e um fluido. seria uma concentração do espelho que garantisse a temperatura funcionamento para a época em que o sol está brando. quando curvada (com sol fraco) concentraria ainda mais a zona de focagem. como base para as soluções que se apresentam neste trabalho. como se mostra na Figura 36. Variação de concentração Os módulos Seebek. Um tipo de dimensionamento da concentração. mas quanto mais próximo dela estiverem.Universidade do Minho Integradora VIII 3. Outro tipo de dimensionamento da concentração. Solução A: Diminuir a concentração solar dos espelhos ou lentes através de um sistema dinâmico. quando o sol estivesse forte. Figura 36 – À esquerda posição com sol forte. maior será o seu rendimento. Esta opção é a mais interessante e é a que se vai adoptar. Nesse caso. Assim apresentam-se algumas soluções que visam resolver esse problema. seria de processo de fabrico muito dispendioso. visaria garantir a temperatura de funcionamento. Assim os módulos Seebek teriam o rendimento máximo num pico do dia durante o Verão. mas produziria pouca energia.2. como já foi referido. aquecendo apenas o módulo. Com as lentes Fresnel o acrílico poderia ser curvado dinamicamente. em detrimento de baixos rendimentos de manhã e à tarde principalmente no Inverno. para a radiação máxima do sol (meio dia de verão). à direita posição para sol brando 26 . Não parece ser interessante. não podem ultrapassar uma temperatura máxima de funcionamento. teria de haver um mecanismo que rejeitasse o calor acima do máximo admitido pelo módulo. Este sistema seria compacto. É possível através de espelhos parabólicos de chapa espelhada com variação de espessura mas. como já foi referido. ocuparia uma área relativamente pequena.

Solução C: Inclinar adequadamente o concentrador. Solução B: Pode-se conjugar a necessidade de arrefecimento do próprio módulo. A resposta do sistema pode ser controlada electronicamente. Além disso seria necessário implementar um sistema para controlar e accionar essa curvatura. tem obrigatoriamente de possuir sistemas de posicionamento. para módulos Seebek C≈80). A desvantagem desta solução é que necessita de mais um actuador e guias ou calhas para a sua implementação.Sistema de aproximação do alvo (ou descida do conjunto. pelo facto desse material não ter sido projectado para sofrer curvaturas cíclicas. para tal responde-se com uma aproximação do alvo (módulo de Seebek e tubo de água) de forma a diminuir a de incidência no alvo passando a expor a conduta de água. com o alvo fixo). então facilmente se implementaria um controlo adicional para o efeito pretendido. para a posição de temperatura óptima.Universidade do Minho Integradora VIII No entanto poderão existir reservas. com a produção de água quente. aproveitando a existência do sistema de posicionamento solar (Figura 38). Figura 37 . 27 . Parece ser uma solução razoável pois qualquer sistema de média concentração (como é o caso. Isso pode ser posto em prática através da diminuição da concentração no módulo como mostra a Figura 37.

mas com implementação de Heat Pipe Solar Collectors (EHPT). o que não parece viável pois. O calor em excesso poderia ser dissipado ou permutado e assim aproveitado para outros fins. como mostra a Figura 39. Esta solução teria de possuir um sistema de que acoplasse a parte quente do módulo Seebek com a parte fria de modo a passar esse calor para o fluido (o módulo dissipa apenas 320W). através da pressão. consiste num sistema vulgar de aquecimento de água. para (por exemplo) fornecer água quente.Desvio do concentrador para rejeitar calor excessivo Solução D: Accionar algo que faça a ponte entre esse calor e o fluido de dissipação. de modo a que o módulo de Seebek não sofresse uma temperatura superior à temperatura máxima de funcionamento.Universidade do Minho Integradora VIII Figura 38 . para a condensação à temperatura pretendida. de forma a manter a temperatura ideal do módulo. e aproveitar esse calor extra.Desta forma o EHPT poderia ser afinado. 28 . a maior parte dos materiais bons condutores térmicos. O EHPT transferiria calor da conduta situada no foco para uma conduta situada por baixo do concentrador onde estariam os módulos. o que causaria um curto-circuito no sistema! Solução E: Uma solução que pode ser interessante. também o são electricamente.

A íris limita a entrada de luz no cristalino e posteriormente para a retina. 29 .Universidade do Minho Integradora VIII Legenda: Espelho/Lente Fluido dissipador Módulo Seebek Zona de Condensação Figura 39 . O cristalino do olho humano é uma bolsa gelatinosa flexível e conforme vai sendo esticada pelos músculos ciliares vai mudando a focagem. Uma reflexão sobre as soluções encontradas pela natureza (à semelhança do que foi feito com as máquinas fotográficas) pode ser útil para encontrar soluções para o concentrador solar. Figura 40 – Esquema. Existem bastantes semelhanças entre um olho humano e um concentrador solar. segundo as leis de selecção natural de Darwin. Onde o cristalino pode dar lugar à lente Fresnel e à semelhança com a íris o sistema teria uma cobertura para limitar a entrada de luz. em corte do olho humano (38) Pode-se facilmente imaginar um sistema que tenha uma configuração inspirada no olho humano. sofreu múltiplos aperfeiçoamentos ao longo de milhares de anos. como se ilustra na Figura 41.Esquema da solução com Heat Pipe Solução F: O olho humano.

Teria de ser efectuada uma ligação do fluido ao eixo de rotação da cobertura e uma distribuição do fluido pela placa de cobertura. As lentes de Fresnel ou as lentes LSO são preferíveis aos espelhos parabólicos. a cobertura desobstruiria a lente a que o módulo recebesse toda a luz solar. entre outros componentes aplicados na base do colector. a fauna e a flora locais. quer as lentes quer a conduta de água de dissipação de calor. Estas lentes são fabricadas em acrílico e este tem uma duração garantida de entre 15 a 20 anos. As unidades lineares são uma boa opção. Este impacto poderia ser reduzido com centrais mais pequenas dispersas um pouco por todo o pais. por serem uma solução mais económica e por proporcionarem um menor atravancamento do conjunto. A concentração deste tipo de lentes pode ultrapassar C=1000 o que é mais do que suficiente para o concentrador pretendido. a cobertura fecharia gradualmente de forma a proteger o módulo de temperaturas superiores à sua temperatura máxima admissível. 30 . Esta teria de ser oca. com uma temperatura de funcionamento próxima de 250º C.Sistema de concentração com cobertura móvel Com este sistema. pretende-se um concentrador de baixo custo e de construção simples. Legenda: LenteFresnel Fluido dissipador Módulo Seebek Cobertura móvel Figura 41 . podem ser fabricadas em processo contínuo. seria inviável um aproveitamento secundário da radiação incidente na cobertura móvel. para aquecer água. Conclusões Foi referido que uma central de energia solar ocupa enormes áreas de terreno. Neste trabalho. como já foi referido. o que aumentaria o preço de fabrico. alterando a paisagem. logo menos sensíveis a ventos fortes.Universidade do Minho Integradora VIII Para sol brando. Conforme a variação do sol.

com lente Fresnel.Universidade do Minho Integradora VIII Quanto à concentração. esta tem de ser calculada em função das perdas do sistema e da dissipação de calor através do fluido conjuntamente com a capacidade de transferência de calor da célula e a temperatura máxima do módulo não pode exceder a que é recomendada pelo fabricante. O sistema tem de possuir uma válvula para controlo de caudal de forma ao módulo nunca aquecer mais do que a temperatura máxima permitida. a solução (sem HP) passa por um sistema com um circuito de fluido e um reservatório. Retomando. a solução adoptada é uma fusão da solução B e C e E. No entanto o sistema da solução B e E apresentam um desafio muito interessante em termos de engenharia. 31 . o que tornaria o sistema complexo e caro). mas sem Heat Pipes (as características de funcionamento do HP (pressão de saturação do fluido) não permitem que o próprio HP faça retorno da evaporação e condense durante a noite. A maior limitação neste projecto é sobretudo a eficiência do módulo seebek (actualmente cerca de cinco por cento) no entanto esta tecnologia está em desenvolvimento e no futuro. Também se pretende que se aproveite algum calor para o funcionamento nocturno. o sistema C. Com isto ponderado. parece possuir um bom compromisso entre a facilidade de construção e o desempenho. Esta solução é o ponto de partida para a próxima etapa deste trabalho. o sistema acumularia energia com o excedente calorífico durante o dia. essa energia poderia ser libertada durante a noite e o sistema continuaria a funcionar por mais algumas horas. a evolução deste tipo de módulos tornará o conjunto mais eficaz. Feita uma reflexão sobre as propostas de solução expostas no capítulo 3 e ponderando a disponibilidade de aquisição de materiais para a construção e ensaios de um protótipo. isso obrigaria a uma permutador (com perdas de rendimento) para trocar calor do HP para o reservatório durante o dia e um sistema de controlo e bombagem para trocar calor do reservatório para o módulo durante a noite. Isto é. o calor passaria do módulo para o reservatório (durante o dia) e do reservatório para o módulo (durante a noite).

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