Direito Penal I - AULAS DA UNIVIX

quinta-feira, 17 de março de 2011
17:13

Direito Penal I
Caroline Costa
Prova dia 18/04
1º Semestre - Art.1º a Art.29º
2º semestre - Art.29º a Art.120
3ª Semestre - Art.121º a Art. 213
4ª Semestre - Art. 214º a Art.361
Doutrina

Rogério Grecco
Fernando Capez
Julio Fabrini Mirabetti
Ricardo Antônio Andreucci
Código Penal
Avaliação
1º Prova - 7pts.
Resenha"Dos Delitos e da Penas"
Cesare Biccaria
2º Prova - 7pts.
Análise de documentário " Entre muros e favelas".

Página 1 de Direito Penal I

Aula 1 - Tópicos Introdutórios
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
07:54

Tópico Introdutórios
1) Evolução Histórica
a. Tempos Primitivos
i. Vingança Privada
1) Código de hamurabi
2) Composição
ii. Vingança divina
1) Ordálias de Deus
Passa a existir um terceiro imparcial que é a figura de Deus, onde este
é Deus, a figura sagrada da época.
Exemplo: Aquele que é afogado e se não morrer
iii. Vingança Pública - surge a figura do Estado, más ainda sem um código de Leis,
então, a solução dos conflitos fica ao arbítrio do soberano. Assim como na fase
anterior as penas continuavam sendo punitivas ao corpo, como soterramento,
afogamento ...
iv. Surge nesta época "Cesare Beccaria" - Ele traz as penas que eram aplicadas e
como as penas que eram aplicadas não resolvem o problema. " O endurecimento
da penas não é certeza da redução da quantidade de crimes."
b. Período humanitário - Coincide com a fase da "Revolução Francesa" e com os ideais
iluministas que foram produzidos na época por escritores como Rousseau, Diderot,
D'Alembert, entre outros.
c. Período Contemporâneo - Direito Penal - 3 velocidades
i. Silva Sanches - São chamadas de velocidade do Direito Penal.
1) A primeira velocidade - toda vez que um indivíduo praticar um crime ele
receberia uma pena privativa de liberdade, entretanto, ele somente recebe
esta pena de privação da liberdade após ter passado pelo devido processo
legal " Due legal process.", ou seja, tem o direito do contraditório e da
ampla defesa, tem o direito de contratar um advogado, tem o direito de ser
recolhido a uma casa de detenção, e os demais direitos relacionados ao
indivíduo.
a) Garantias individuais preservadas
b) Garantias processuais penais são cumpridas.
2) A segunda velocidade - Toda vez que um indivíduo praticar um crime que
seja tipificado como pena restritiva de direito o mesmo terá as garantias
individuais preservadas, e poderá ter as garantias processuais penais
relativizadas.
3) A terceira velocidade - Aquele que é acusado de praticar uma conduta
criminosa, também vai receber uma pena. Nesta os direitos e garantias
processuais não serão assegurados. Não tem direito a proporcionalidade,
de contraditório e ampla defesa, coincide com o direito penal do inimigo de
"Gunther Jackobs" - 1985.
a) Direito penal do inimigo - ao cidadão todas as garantias materiais e
processuais , entretanto, ao inimigo nenhuma garantia. Uma das
características é a punição pelo que ela é, e não pelo que ela fez.
2) Conceito
Página 2 de Direito Penal I

2) Conceito
a. Direito Penal - é o ramo do direito público que tipifica as condutas criminosas, e comina
penas, ou medidas de segurança.
i. Exemplo: Quando o artigo 121 do Código Penal (C.P.) descreve que o indivíduo
que destruir a vida de alguém vai pagar uma pena de reclusão, temos uma
cominação de penas.
ii. Preceito primário da Norma: "Art. 121 - Matar alguém"
iii. Preceito secundário da Norma: "Pena de 6 a 20 anos."
3) Fontes do direito Penal - De onde surge alguma coisa, da produção de alguma coisa.
a. Fonte de produção - De acordo com o I, Art. 22 da CRFB de 1988 quem produz de forma
privativa matéria sobre o direito Penal é a União.
b. Fonte de conhecimento
i. Imediata - De forma principal na Lei Penal, isto é, Lei criada pela união
ii. Mediata (Art. 4 L.I.C.C)- em exceção, caso não exista Lei Penal que trata do
assunto, poderá o julgador buscar os costumes, analogia e nos princípios gerais do
Direito.

Página 3 de Direito Penal I

Da personalidade pessoal g. punir pela "cogitação" de uma pessoa. Proíbe a incriminação de "atitude interna" . iii. como por exemplo a higiênica. "a liberdade".O direito penal ele deve interferir o mínimo possível na vida das pessoas. Costumeira . na utilização de lei que disciplina hipótese semelhante: i. Exemplo: Caso em que a mulher requer autorização judicial para cometer o aborto (sentimental) por estar gestante resultado de um atentado violento ao pudor ( felação. Proíbe de "estados existenciais": . Se ocorrer aqui a analogia do juiz.O legislador não pode punir uma pessoa pelo que ela é. Da individualização da pena. um afro-brasileiro. Neste caso ocorreu a "analogia em bona partem". b. CF de 1988. 22. Princípios 3) Princípios a. Da insignificância ou bagatela: Por este princípio o legislador não deve criar normas para bens insignificantes.Conduta costumeira na vida de uma sociedade. Analogia . de pequena importância aos bens jurídicos protegidos. ou seja. neste caso a relação de companheiro não é prevista no artigo 61 do Código Penal (CP). e. um católico. Da culpabilidade Página 4 de Direito Penal I .Artigo 4º da LICC . cortar um pulso por ter cometido um pecado. Proíbe de condutas reprováveis socialmente: O legislador não pode punir uma pessoa por condutas que só são reprovadas moralmente. Lembramos que na Constituição Federal os bens jurídicos protegidos no caput do artigo 5º prevê a "a vida". como por exemplo. b. ou beijo lascivo) que sofreu."Na hipótese de lacuna da Lei o juiz não pode se isentar de julgar".Aula 2 . Da intervenção mínima: . sexo anal. Da proporcionalidade. f.Consiste para um caso não regulado. De conhecimento 1) Imediato : Lei 2) Mediato : . ii. Da humanidade h. iv.Limita o legislador proibindo-o de legislar sobre alguma hipóteses. c. Sabemos que é em poucos casos que ocorre a gravidez e o legislador não prevê a gravidez resultante do "atentado violento ao pudor" neste caso o Juiz utiliza de analogia para aplicar a Lei. Exemplo: aquele que infringe uma punição a si mesmo.Art. d. a. i. implica o juiz em cometer algo não permitido no direito penal que é a "analogia em mala partem". o legislador não pode punir por ser um herege. ou seja. I. punir uma pessoa pelo que ela pensa.Fontes do Direito segunda-feira. ou seja. Da lesividade : . Proíbe a incriminação de conduta que não excede ao âmbito do autor: . Cuidado! Um outro exemplo é o de mulher que destrói a vida de um homem que mantêm uma relação de companheiro desta. c. Só deve ser chamado a atuar quando os demais ramos do direito não tiverem atendendo as necessidades da sociedade. 14 de fevereiro de 2011 08:01 Fontes do direito De produção .O legislador não pode punir uma conduta que não lesiona mais ninguém do que o próprio autor.

h. Da culpabilidade Página 5 de Direito Penal I .

209. na medida de sua culpabilidade1. de qualquer modo.940. Página 6 de Direito Penal I . não pode ter como consequência a punição do filho. Da insignificância e da bagatela O direito penal não vai se preocupar com lesões mínimas produzidas por um agente em um bem jurídico protegido. No máximo o que pode ocorrer é o pai ser tipificado .209. de 11. "Se a participação for de menor importância. não é porque as penas concorreram para a prática do mesmo crime que a pena deverá ser igual.2º da Lei 8. (Redação dada pela Lei nº 7.209. "Regras comuns às penas privativas de liberdade " "Quem.7.2º.7. de 11. concorre para o crime incide nas penas a este cominadas.828 de 1.29. Código Penal Brasileiro. Art.A pena não pode ultrapassar a pessoa do condenado. Da individualização da pena (Lei 8. Lei 2. o juiz terá como perspectiva a participação de cada indivíduo e as circunstâncias que incidem em cada um destes. essa pena será aumentada até metade.828 de 1.7.940. Art. ou da Intranscedência da pena . não é porque várias pessoas cometerem um crime de forma associado. (Redação dada pela Lei nº 7.1984) Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave. O Legislador então alterou o texto e dificultou a progressão da pena alterando o momento em que o sentenciado poderia gozar de tal direito. 29. a pena deverá ser calculada caso a caso. (Redação dada pela Lei nº 7. 1 .Princípios do Direito Penal quarta-feira.1984)" Caput.1984)" §§1º.072/90 na sua redação original impedia que o sentenciado em ação processual penal usufruir do direito de progressão de pena. ser-lhe-á aplicada a pena deste.Aula 3 . Lei 2.072 /90) Por este princípio a pena deverá ser calculada caso a caso. Da proporcionalidade Da responsabilidade pessoal . de 11. Cuidado! O artigo §2º. a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço. tal assunto foi levado a análise de ADin ( Ação direta de Inconstitucionalidade) e em 2007 o Supremo Tribuna Federal julgou matéria e considerou inconstitucional o texto publicado no diploma legal. Código Penal Brasileiro. 16 de fevereiro de 2011 07:43 Revisão da aula passada Responsabilidade objetiva Filho que pega o carro do pai e comete um crime utilizando o seu veículo. na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. Art.Neste caso a culpabilidade envolve mais perspectivas que devem ser analisadas no caso em concreto.

Lembrando . b.988. Não há pena sem prévia cominação legal.Pena privativa de Liberdade. Cuidado! Já na esfera civil existe a indenização civil a vítima . a. no caso. A corrente minoritária que compreende que o preso tem o dever de trabalhar compreende que os trabalhos que podem ser executados não devem ser de caráter a penalizar e ou fornecer tratamento humilhante. Art. o Art.caso a estrutura da execução de pena não permita que o preso trabalhe ele terá direito a esta remição mesmo sem trabalhar. IV.7. açoitamento. com como no art. XXXIX da CF. de 11. (Redação dada pela Lei nº 7.209. mormente os incriminadores. Art. ´Código Página 7 de Direito Penal I .Multa ( destinada ao Fundo Penal Nacional). a. Da humanidade ou da limitação das penas Este esta previsto no Art.Trabalhos forçados. CRFB de 1. não existe a possibilidade de ressocialização. mutilação. os tipos penais. somente podem ser criados através de lei em sentido estrito. o banimento é a retirada dos direitos de acessar as terras de um determinado país e não o encaminhamento daquele país.1º. respeitando o procedimento previsto na Constituição Federal.Banimento. emanada do Poder Legislativo. Anterioridade da Lei "Não há crime sem lei anterior que o defina. ou seja. a corrente majoritária compreende como um direito que permite a ele atingir a dignidade humana e a progressão no regime com a redução de dias na sua pena .Pena de morte. nem pena sem prévia cominação legal. 30 anos). 5.Pena Restritiva de Direito (43). ou seja. são as seguintes : . XXXIX. . Não confundir banimento com extradição esta possui caráter político já aquela possui caráter penal.1984)". II.988 o mesmo dispositivo trata de quais serão as penas que não serão aceitas no ordenamento penal brasileiro como por exemplo: I. ( A pessoa não possui a esperança de um dia ser solta. na esfera penal. III. . Encontra-se previsto expressamente no Art. V.que pode ultrapassar a figura do condenado até os limites da força da herança. outra parte da legislação trata como um direito.a cada 3(três) dias trabalhando existe 1(um) dia remido em sua pena .XLVII da CRFB de 1. A extradição é a retirada de um país e o encaminhamento para um outro país que esta requisitando a sua extradição. a. Pena de tortura.que não pode se confundir com pena .940. castração Princípio da culpabilidade Da Extra-atividade da Lei Penal Da Igualdade " Nes Bis In Idem" " In dubio pro reo" Princípio da legalidade Segundo Nucci trata-se do fixador do conteúdo das normas penais incriminadoras.Penas de caráter cruel. ou mesmo degradante .848 de 1. 75 do CP limita o tempo para que a pessoa fique presa .5º. 1º do código penal. "não há crime sem lei anterior que o defina. Lei 2.Pena de caráter perpétuo. Uma parte da legislação trata o trabalho como um dever.As três penas existentes no ordenamento brasileiro.". 5º.

"a lei penal não retroagirá. ´Código Penal Brasileiro'. Esta pode voltar no tempo pra favorecer o agente. nos termos da lei. Parágrafo Único.".848 de 1. não deve ultrapassar a pessoa do delinquente. ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado.2. Art.988) Personalidade ou da Responsabilidade pessoal Leciona Nucci na sua obra que o princípio da responsabilidade pessoal significa que a punição. CRFB. que a prática de idêntica figura típica não é suficiente para nivelar dois seres humanos. 1º do Código Penal. (Redação dada pela Lei nº 7. Lei 2.5º. "nenhuma pena passará da pessoa do condenado. Como estipulam o texto constitucional e o art.( Art. 5.209. como transcrito abaixo.1984)". impedindo que terceiros inocentes e totalmente alheios ao crime possam pagar pelo que não fizeram. XLV. nem tampouco pena "sem prévia cominação legal"(destacamos).1º.( XL. 2º. aplica-se aos fatos anteriores.1984)". Observe que isso não significa que a vítima do delito não será indenizada civilmente.940. " não há crimes em lei anterior que o defina" . (Redação dada pela Lei nº 7. cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória.988) Individualização da Pena Ainda segundo Nucci.7. CRFB de 1. CRFB de 1. 5º. até o limite do valor do patrimônio transferido. XLV. Lei 2. de 11. o que o Estado não possa confiscar o produto do crime .o que é uma contradição a previsão Constitucional . estendidas aos sucessores e contra eles executadas. Art. Parágrafo Único. Retroatividade da lei penal benéfica Nucci expõe que devemos abrir uma exceção a Lei penal benéfica. XL. em matéria penal. que de qualquer modo favorecer o agente. nem contribuíram para que fosse realizado. Art. expressa no Art. quanto a sua retroatividade. CPB). Da anterioridade Segundo Nucci significa que uma lei penal incriminadora somente pode ser aplicada a um fato concreto. Assim. de 11.(Art. ainda que o fato tenha sido decidido por sentença condenatória com trânsito em julgado (Art.209..940.848 de 1. ".7.1984) Parágrafo único . sabendo-se por certo. podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser. Trata-se de uma outra conquista do direito penal moderno. mas Página 8 de Direito Penal I . o princípio da individualização da pena prega que as penas não devem ser iguais. Lei penal no tempo "Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime. o justo é fixar a pena de maneira individualizada. cabendo a cada deliquente a exata medida punitiva pelo que fez.7.209.(Redação dada pela Lei nº 7. 5º. de 11. ou padronizadas. seguindo-se os parâmetros legais.A lei posterior. Não teria sentido igualar os desiguais. caso tenha tido a origem antes da prática da conduta para qual se destina. 'Código Penal Brasileiro'). salvo para beneficiar o réu.

É o que prevê o Art. seguindo-se os parâmetros legais. da Constituição e será detalhadamente analisado no capítulo concernente à aplicação da pena. Normas penais em branco: Classificação da infrações penais Crimes Contravenções Ação penal pública privada Somente pública Denuncia / Queixa Denuncia Tentativa punível Não punível Página 9 de Direito Penal I .é fixar a pena de maneira individualizada. XLVI.5º. mas estelecendo a cada um o que lhe é devido.

absolvição primária) por parte do promotor de justiça ao juiz.988 . denuncia. se houver neste momento dúvida do juiz sobre o réu vigora então o princípio do 'in dubio pro societate' Princípio da legalidade previsto no art. Caput.343/06 a atual lei de combate ao tráfico de substâncias entorpecentes. Neste caso o juiz decidirá a favor do réu. 5º da CRFB de 1.Princípios do Direito Penal segunda-feira. "In dubio pro reo" Na hipótese de dúvida o juiz julga favoravelmente. a favor do réu. entretanto.988 "todos são iguais perante a Lei." Uma pessoa só pode ser responsabilizada pela pratica de uma conduta infracional. essa Lei só deixa de vigorar no momento em que ela é revogada por outra lei. A regra é que a Lei vigore por tempo indeterminado. indução ou instigação ao suicídio. Página 10 de Direito Penal I . na primeira fase termina com uma das seguintes decisões (pronuncia. 1º do código penal e no art. desclassificação. ou seja." "ne bis in idem" Pelo princípio da extratividade perante a Lei uma lei pode continuar gerando seus efeitos mesmo após sua revogação. vigora sim o 'princípio in dubio pro societate' A fase do jurí esta na 2º fase do "persecutio crimini". aborto.386 conhecida como Lei de combate aos crimes de Tóxicos e Intorpecentes que foi derrogada pela Lei 11. inciso XXIX da CRFB de 1. impronuncia.Aula 4 . se esta prática houver sido inserida no ordenamento jurídico. a Lei mais benéfica é a Lei adotada para o caso em concreto. Exemplo: Tírcio esta sendo julgado pela prática do crime de homicídio de Tiburcio. Art... durante a fase de colheita de provas não foram ajuntadas ao processo indícios suficientes da conduta citada.Este princípio segue o texto normativo " Não a crime sem Lei anterior que o defina. 5º. pelo princípio da igualdade todos os que cometerem os atos criminosos serão punidos com a mesma pena. Da igualdade Pelo princípio da igualdade. não há pena sem previa cominação legal. em geral. Observação: Este princípio não vigora em favor do réu na primeira fase do juri popular (homicídio. infanticídio. respectivamente dos crimes de 121 ao ). Exemplo é a Lei 6. seja retirada do ordenamento jurídico brasileiro. ou seja. Já o princípio do bis in idem uma pessoa não pode ser punida duas vezes pelo mesmo fato. 21 de fevereiro de 2011 08:01 Princípio da Culpabilidade Da extratividade da Lei Penal A lei penal pode continuar vigorando mesmo após a sua revogação.

33 da Lei 11. A homogênea é quando a norma que complementa a Lei é do mesma espécie de Lei ordinária." Colado de <http://www. As normas penais em branco possuem uma classificação. Normas penais em branco . ou Privada Ação Penal Pública Denuncia / Queixa Denuncia Cabe tentativa Não cabe tentativa Página 11 de Direito Penal I .343 de 2006 que prevê as condutas. 1. portaria. outro exemplo.Homogênea.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848. Como regra esta norma dever inserir um preceito que proíbe uma conduta e traz como elemento secundário uma pena ao agente que cometer a infração penal. a. como por exemplo. . Reserva legal .Artigo 5º.detenção. A espécie heterogênea é quando a norma que complementa o sentido da norma penal em branco é de outra espécie de lei. 237 . Anterioridade . sobre o qual incide a norma não é definido na norma.gov.Heterogênea. ações nucleares.Contrair casamento. XXXIX c.planalto. um exemplo de norma penal em branco é o artigo 237 do CPB que descreve no seu texto: "Art. . más o objeto jurídico. é o Art.Determina que deve existir um crime anterior ao definido b.htm> Como o texto da lei não define as condições de impedimento legal.são normas incompletas que necessitam de complementação para ter aplicabilidade.esta prática houver sido inserida no ordenamento jurídico. Classificação das infrações Penais Crimes ou delitos Contravenções Detenção / reclusão Prisão Simples Ação Penal Pública. utilizamos as condições de impedimento legal previstas pelo legislador no Art.521 CC/02. de três meses a um ano. conhecendo a existência de impedimento que lhe cause a nulidade absoluta: Pena .

A .quem pode exigir a aplicação é o representante da Lei . Contravenção penal recebe pena de multa ou prisão simples.Casa de albergado.Aula 5 . Prisão Simples Ação Penal Pública. Detenção: RSA. da conduta criminógena. . Em verdade o MP imputa a prática de uma infração contra uma pessoa. ou seja. Ação penal privada .Crimes ou delitos. Queixa . 23 de fevereiro de 2011 07:38 Classificação das infrações Penais Infração Penal A infração é gênero que possui as espécies: . Reclusão : Regime fechado (RF). Esta se sub. o Ministério Público.Classificação das Infrações Penais quarta-feira.-divide em ação penal pública e ação penal privada. RSA . A.é a petição através da qual o MP exige a aplicação da Lei. a corrente majoritária determina que o preso deve cumprir a sua pena em seu domicílio.É o direito de exigir do Estado a aplicação da Lei. RSA (regime semi-aberto). Prisão simples: RSA. ou Privada Ação Penal Pública Denuncia / Queixa Denuncia Cabe tentativa Não cabe tentativa Ação Penal . vítima.Contravenções Penais. A(aberto).quem pode exigir a aplicação é o particular.688 de 1. Ação penal pública . É uma ação privativa do advogada.941 já os crimes ou delitos estão no Decreto-Lei nº Crime ou delito é toda a conduta que o Legislador sanciona com uma pena de detenção ou reclusão.Regime agrícola. Denuncia . RF .É a forma pela qual o particular chama a atenção do Estado para a aplicação da Lei. a divisão esta orientada a quem possui o direito de exigir do Estado a aplicação da Lei. As conntravenções penais estão descritas na Lei 3.Penitenciária de segurança máxima ou média. Observação: No ES como não há casa de albergados. Página 12 de Direito Penal I . A. Crimes ou Delitos Contravenções Reclusão / Detenção.

É quando se inicia a execução da sua conduta. Exemplo: Crime de furto.7. que prega que o Direito Penal só deve se preocupar com as infrações penais de maior ofensividade. As contravenções deveriam ser descriminalizadas uma vez descriminalizadas. "Art. simultaneamente a conduta da agente criminoso. de 11. o bem jurídico lesado é de pequena importância para a sociedade. pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado. (Incluído pela Lei nº 7.1984) Parágrafo único .htm> Cuidado! Os crimes e Delitos possuem a modalidade tentada já as contravenções penais não possuem a modalidade tentada. ou seja.7. Classificação 1) Quanto ao momento consumativo a. de forma imediata.(Incluído pela Lei nº 7.209.consumado. não se consuma por razões alheias a sua vontade. diminuída de um a dois terços.Salvo disposição em contrário. devem ser levadas a julgamento em outras varas de execução. a vara de execução civil.agente.1984)" Colado de <http://www. o bem alheio móvel é subtraído.7.209.7.1984) Crime consumado (Incluído pela Lei nº 7. de 11.planalto. Sua consumação ocorre quase que simultaneamente a conduta do agente delitivo. quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal. de 11.209. iniciada a execução.Diz-se o crime: (Redação dada pela Lei nº 7. Exemplo 2 : Crime de homicídio.7. como por exemplo.209.1984) Pena de tentativa(Incluído pela Lei nº 7.209.209. más. Instantâneo É aquela infração penal que a consumação ocorre em um único momento. b.gov. Tentativa .7. (Incluído pela Lei nº 7.209. de 11.1984) Tentativa (Incluído pela Lei nº 7.tentado.Lei. de 11. Observação: As contravenções penais violam o princípio da intervenção mínima prevista no direito penal. não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. 14 . ou seja. ou seja. As contravenções penais são exemplo de infrações penais de menor ofensividade.7. é imediata. Página 13 de Direito Penal I . Permanente É aquela conduta em que a sua consumação se prolonga no tempo. a destruição da vida de outrem. ela ocorre quase que simultaneamente a conduta do .1984) II . quando.1984) I .br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848. de 11. de 11. É uma ação privativa do advogada.

Material b. Transmissão de doença grave.É aquela conduta em que a sua consumação se prolonga no tempo. c. Lesão de natureza grave irreversível. Exemplo: Homicídio. 2) Quanto a conduta a. e modo de execução). lugar. Formal c. Exemplo: Extorsão mediante sequestro. O crime se renova a cada instante. uma vez que o crime continuado precisa dos requisitos ( tempo. Omissivo 3) Quanto ao resultado a. Cuidado! Crime permanente é diferente do continuado. durante todo o tempo em que a vítima é mantida em cativeiro. Instantâneo de efeitos permanentes É aquele que tem seus efeitos imediatos. e irreversíveis. Comissivo b. De mera conduta ( mera atividade) Página 14 de Direito Penal I .

(Redação dada pela Lei nº 7. §2º). ou seja. de 11. 13. 135 . Omissivo Nesta espécie a conduta do agente delitivo é negativa. ou multa. Exemplo: Omissivo próprio. e triplicada. ou puro São aqueles que para sua caracterização haja apenas a simples omissão do agente.209.Aula 6 .Deixar de prestar assistência.O resultado. 13 . Exemplo: Omissão de socorro. Instantâneo b. de que depende a existência do crime. se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave. Parágrafo único .A pena é aumentada de metade.detenção. de 11. Exemplo: destruir a vida de outrem. somente é imputável a quem lhe deu causa. ou à pessoa inválida ou ferida.7. 28 de fevereiro de 2011 07:39 Classificação dos Crimes Quanto ao momento consumativo a. não necessitando de que exista algum resultado. a conduta é positiva o que significa que o agente "faz" alguma coisa.1984) Página 15 de Direito Penal I .1984) Superveniência de causa independente(Incluído pela Lei nº 7. 135 do CP: "Art. ou não pedir. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. quando possível fazê-lo sem risco pessoal.Classificação dos Crimes segunda-feira.7. ou seja. nesses casos. "Art. ao desamparo ou em grave e iminente perigo. de um a seis meses. a atuação do mesmo se dá de forma positiva. Estes crimes só poderão ser praticados pelos garantidores (Art.209. à criança abandonada ou extraviada. o socorro da autoridade pública: Pena . ele deixa de fazer alguma coisa que incorre em conduta tipificada no código penal. se resulta a morte. previsto no Art. Instantâneo permanente Quanto à conduta Comissivo É o crime aonde o agente comete uma ação. Permanente c. ou comissivo por omissão Neste deve haver resultado material do crime de omissão.' Omissivo impróprio.

Vizinho que pede para levar uma criança a praia e a criança termina se afogando. A alínea c) descreve a terceira hipótese em que o agente assumiu o risco de produzir o resultado. de 11.1984) b) de outra forma.7. no todo ou em parte. Bombeiros.209. de 2009) Página 16 de Direito Penal I . irmão. (Incluído pela Lei nº 7. padrasto. de 11.7. O dever de agir incumbe a quem:(Incluído pela Lei nº 7.reclusão. Exemplo: Art. enteado. (Incluído pela Lei nº 7. madrasta. 230 . por si só. assumiu a responsabilidade de impedir o resultado. ou por quem assumiu. deve ter como resultado um corpo. e multa.A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando. sobre o qual incidiu a conduta criminosa. § 1º . de 3 (três) a 6 (seis) anos. ou por "outra forma" Por lei .7. de 2009) Pena . por quem a exerça: Pena .209. etc. e multa.7. tutor ou curador. de três a seis anos.§ 1º . proteção ou vigilância: (Redação dada pela Lei nº 12. um objeto material. proteção ou vigilância. de 11. cônjuge. companheiro. além da multa e sem prejuízo da pena correspondente à violência. os fatos anteriores. de dois a oito anos. obrigação de cuidado.Pais. Outra forma . entretanto.reclusão. imputam-se a quem os praticou. (Incluído pela Lei nº 7.1984) c) com seu comportamento anterior.1984) § 2º .209.A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. § 1o Se a vítima é menor de 18 (dezoito) e maior de 14 (catorze) anos ou se o crime é cometido por ascendente.209.015. de 11. Quanto ao resultado Material . por lei ou outra forma.Se ocorre qualquer das hipóteses do § 1º do art.7. de 11.reclusão. § 2º .Tirar proveito da prostituição alheia. preceptor ou empregador da vítima. além da multa.015. de um a quatro anos. Tutor. (Incluído pela Lei nº 7. produziu o resultado.Se há emprego de violência ou grave ameaça: Pena . de 11. participando diretamente de seus lucros ou fazendo-se sustentar. 121 que prevê que destruir a vida de alguém .1984) Relevância da omissão(Incluído pela Lei nº 7. 227: Pena . Exemplo 2: Crime de rufianismo "Art.1984)" Observe as alíneas a) e b) do §2º que tratam das hipóteses de transferência da responsabilidade "por lei".Aquele que o legislador prevê que a conduta ou omissão do agente delituoso produza um resultado. Policiais.209. Curador. criou o risco da ocorrência do resultado.7.reclusão. (Redação dada pela Lei nº 12. Spoliante .209.1984) a) tenha por lei obrigação de cuidado.

e multa.Se o crime é cometido em concurso.reclusão. de 2003) Pena . (Redação dada pela Lei nº 8. ou se o crime é cometido por bando ou quadrilha. terá sua pena reduzida de Página 17 de Direito Penal I .Seqüestrar pessoa com o fim de obter. fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação da vontade da vítima: (Redação dada pela Lei nº 12.Se resulta a morte: Vide Lei nº 8. e multa. de dez contos a vinte contos de réis.072. de quinze contos a trinta contos de réis. de 25. de 2 (dois) a 8 (oito) anos. como condição ou preço do resgate: Vide Lei nº 8. 159 .7.90 (Redação dada pela Lei nº 10. de vinte e quatro a trinta anos.reclusão.reclusão.1990) § 2º . não exige o resultado para caracterizá-lo.072. terá sua pena reduzida de um a dois terços. "Art. Vide Lei nº 8. de 25. se o sequestrado é menor de dezoito anos. de 25.741.7.1990) § 4º . para si ou para outrem. Pena .072.072.7.(Incluído pela Lei nº 8. de 2009) § 2o Se o crime é cometido mediante violência.reclusão. o co-autor que denunciá-lo à autoridade. de 25. A obtenção em nada influência para a obtenção do crime este é meramente o exaurimento do crime. sem prejuízo da pena correspondente à violência. 159 do CP Pouco importa se o agente obteve o resgate. de doze a vinte anos.015. de 25. de 25.1990) § 4º Se o crime é cometido por quadrilha ou bando.072. de vinte contos a cinqüenta contos de réis. de cinco contos a quinze contos de réis.072.7. Exemplo: Extorsão mediante sequestro. (Redação dada pela Lei nº 8.072.(Redação dada pela Lei nº 12. qualquer vantagem.reclusão.90 Pena . facilitando a libertação do seqüestrado.7. de 25. Art. de 2009)" É necessário que o agente delituoso no crime de "rufianismo" tenha participação nos lucros para que o mesmo agente seja tipificado na mesma.1990) § 3º . Pena . se o seqüestrado é menor de 18 (dezoito) ou maior de 60 (sessenta) anos.015.Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Vide Lei nº 8. de 25. basta que o agente tenha cometido a conduta do artigo tipificado. de 2009) Pena . Pena .7. de dezesseis a vinte e quatro anos.reclusão. más. (Redação dada pela Lei nº 8.90 Pena .1990) § 1° Se o sequestro dura mais de vinte e quatro horas. Formal No crime formal o legislador descreve um resultado. multa. facilitando a libertação do seqüestrado. o concorrente que o denunciar à autoridade. de oito a quinze anos.90 Pena .072.7. de oito a vinte anos. de doze a vinte e quatro anos. (Redação dada pela Lei nº 8.Lei nº 12.7. grave ameaça.7. ou se o crime é cometido por bando ou quadrilha: § 1o Se o seqüestro dura mais de 24 (vinte e quatro) horas. de 25. e multa. de seis a quinze anos. Pena .reclusão.015. de vinte a trinta anos.reclusão.072.reclusão.

Não constitui crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências: I .compartimento não aberto ao público. o crime de estrupo.taverna.hospedaria.Aumenta-se a pena de um terço. Exemplo: Art. em casa alheia ou em suas dependências: Pena .detenção. casa de jogo e outras do mesmo gênero. Próprio O legislador descreve quem pode praticar este crime. 150 . o conduta de destruir a vida de alguém ( homicídio). II .qualquer compartimento habitado. estalagem ou qualquer outra habitação coletiva. ou seja. enquanto aberta. que trata de invasão do domicílio alheio sem autorização do proprietário.Entrar ou permanecer. fora dos casos legais. Página 18 de Direito Penal I . facilitando a libertação do seqüestrado. ou em lugar ermo. ou contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito.A expressão "casa" compreende: I . 150 do CP. § 5º .O legislador somente descreve a conduta ele não descreve um resultado que deve advir da prática da conduta. o crime de estelionato." Quanto ao sujeito ativo Comum Qualquer pessoa pode praticar o crime. "Art. quando algum crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser. terá sua pena reduzida de um a dois terços. onde alguém exerce profissão ou atividade. entre outros. de seis meses a dois anos. (Redação dada pela Lei nº 9.autoridade. § 1º . para efetuar prisão ou outra diligência. além da pena correspondente à violência. ou com abuso do poder. ou multa.º II do parágrafo anterior. clandestina ou astuciosamente.aposento ocupado de habitação coletiva. § 2º . II . de um a três meses.Se o crime é cometido durante a noite. se o fato é cometido por funcionário público. ou com inobservância das formalidades estabelecidas em lei.a qualquer hora do dia ou da noite. ele descreve uma característica que restringe a conduta a um determinado grupo de pessoas. § 3º .detenção.durante o dia. de 1996)" De mera conduta . III . com observância das formalidades legais. salvo a restrição do n. como por exemplo. ou com o emprego de violência ou de arma. II .Não se compreendem na expressão "casa": I .269. ou por duas ou mais pessoas: Pena . § 4º .

se o funcionário público. valor ou qualquer outro bem móvel. Perigo para a vida ou saúde de outrem. Perigo de contágio venéreo. Ação vinculada 4) Ação única. de um a quatro anos. em proveito próprio ou alheio. valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário.reclusão.Apropriar-se o funcionário público de dinheiro. § 1º . ninguém que tenha induzido. reduz de metade a pena imposta. Peculato culposo § 2º . e multa. Peculato mediante erro de outrem Art. e multa.reclusão. Exemplo: Falso testemunho. De mão própria É o crime que não admite a participação. Crime de perigo 2) Simples. Perigo de contágio de moléstia grave. se lhe é posterior. a reparação do dano. o agente vai responder pelo crime sozinho. instigado ou contribuído com o agente recebe punição. se precede à sentença irrecorrível. o subtrai. monosubsistente Página 19 de Direito Penal I . de que tem a posse em razão do cargo. público ou particular. embora não tendo a posse do dinheiro. no exercício do cargo.Exemplo: crime de Peculato Peculato "Art.Aplica-se a mesma pena. de dois a doze anos. Monosubjetivo b. Ação multipla 5) Quanto ao número de agentes a. ou concorre para que seja subtraído. extingue a punibilidade. 312 . recebeu por erro de outrem: Pena . Plurisubjetivo 6) Quanto ao número de ações i. 313 . valor ou bem.Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que.Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem: Pena .No caso do parágrafo anterior. de três meses a um ano. ou desviá-lo. Crime de abuso de autoridade (servidor público). § 3º . em proveito próprio ou alheio: Pena . 1) Crime de dano a.detenção." Exemplo: Crime de infanticídio (mãe em estado puerperal). Qualificado e Privilegiado 3) Ação Livre.

de um a quatro anos. Em outras palavras é a forma mais simples do crime. Exemplo: Homicídio. 155.Classificação dos Crimes quarta-feira. De Perigo Quando o bem jurídico tutelado é ofendido. de três meses a um ano." Simples É aquele que esta localizado no caput do dispositivo. por meio de relações sexuais ou qualquer ato libidinoso. CPB Qualificado É aquele crime onde o legislador descreve uma situação que se presente a mesma .Somente se procede mediante representação..Aula 7 . 121. todos os crimes serão encontrados. Caput. através da lesão a este bem jurídico. 155 . através da exposição do mesmo ao perigo. Este aumento não se dá de qualquer forma. 130 . § 2º . Art.Expor alguém. CPB "Art. ou multa. Crime de expor a vida da pessoa a moléstia grave "Art. Quanto ao sujeito Ativo De Dano Quando o bem jurídico tutelado é ofendido. na sua modalidade simples. coisa alheia móvel:". Caput. Homicídio qualificado § 2° Se o homicídio é cometido: I .detenção. e multa. para si ou para outrem. O aumento se dará por meio de criação de novos patamares mínimos e máximos de pena.Subtrair. 121. Página 20 de Direito Penal I . Art. Exemplo: Art.reclusão. Matar alguem:". Exemplo: Crime de Roubo. no seu caput "Art 121. pelo menos.. 2 de março de 2011 07:57 Continuação.Se é intenção do agente transmitir a moléstia: Pena . a pena do sujeito irá aumentar. a contágio de moléstia venérea. Art. no caso real. ou por outro motivo torpe.por motivo futil. 130 do CP. II . § 1º . Homicídico.mediante paga ou promessa de recompensa. de que sabe ou deve saber que está contaminado: Pena .

explosivo. V . de 1990) § 4o No homicídio culposo. a pena é aumentada de 1/3 (um terço). o juiz poderá deixar de aplicar a pena. a impunidade ou vantagem de outro crime: Pena . se o crime é praticado contra pessoa menor de catorze anos. ou foge para evitar prisão em flagrante. de 1990) § 4o No homicídio culposo. IV . com qualificadora. não procura diminuir as conseqüências do seu ato.5.416.para assegurar a execução.(Redação dada pela Lei nº 8. Aumento de pena § 4º No homicídio culposo. arte ou ofício. (Redação dada pela Lei nº 10.III .069. ou seja. Sendo doloso o homicídio. se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. arte ou ofício. ou foge para evitar prisão em flagrante. se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão. não procura diminuir as consequências do seu ato. ou foge para evitar prisão em flagrante.reclusão.(Redação dada pela Lei nº 8. Sendo doloso o homicídio. se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão.1977) Caso de aumento de pena Cuidado! Não confundir. ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossivel a defesa do ofendido. se o Página 21 de Direito Penal I . Aumento de pena § 4º No homicídio culposo. se o crime é praticado contra pessoa menor de catorze anos. a ocultação. arte ou ofício. ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima. causa de aumento de pena. a pena é aumentada de um terço.à traição. não procura diminuir as conseqüências do seu ato. a pena é aumentada de 1/3 (um terço). a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. de um a três anos. Homicídio culposo § 3º Se o homicídio é culposo: (Vide Lei nº 4. a pena é aumentada de um terço. ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima. asfixia. Sendo doloso o homicídio. § 4º No homicídio culposo. a pena é aumentada de um terço.Na hipótese de homicídio culposo. a pena é aumentada de um terço.069.(Incluído pela Lei nº 6. ou foge para evitar prisão em flagrante.com emprego de veneno. arte ou ofício. de doze a trinta anos. de 1965) Pena . não procura diminuir as conseqüências do seu ato.611. ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima. ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima. de 2003) § 5º . se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão. fogo. tortura ou outro meio insidioso ou cruel.741. § 4º No homicídio culposo. nesta o existe uma previsão de novos patamares de pena para a conduta praticada pelo agente criminoso. ou foge para evitar prisão em flagrante. de 24. que sofre aumento da pena por meio de fração. a pena é aumentada de um terço. ou de que possa resultar perigo comum. se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão. não procura diminuir as consequências do seu ato. a pena é aumentada de um terço. de emboscada.detenção. ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima. arte ou ofício. se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão.

conforme. de 2006) g) com abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo. arte ou ofício. ou com violência contra a mulher na forma da lei específica. O instrumento do agravante é discricionário do juiz. fogo. l) em estado de embriaguez preordenada. Sendo doloso o homicídio. j) em ocasião de incêndio. e do caso de aumento de pena. (Redação dada pela Lei nº 10. verifique presente qualquer das circunstâncias previstas nos artigos 61 e 62 do CPB. tortura ou outro meio insidioso ou cruel. ofício. e) contra ascendente.209.1984) a) por motivo fútil ou torpe. enfermo ou mulher grávida. de coabitação ou de hospitalidade. de emboscada. ou de que podia resultar perigo comum. de 11. enfermo ou mulher grávida. a ocultação.741. f) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas. ministério ou profissão.340.7. de 11.209. quando não constituem ou qualificam o crime:(Redação dada pela Lei nº 7. 62 . irmão ou cônjuge. de 2003) Agravante Ao contrário das qualificadoras. ou foge para evitar prisão em flagrante.a reincidência. naufrágio. de 11. a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. explosivo. de 2003) i) quando o ofendido estava sob a imediata proteção da autoridade.318. Agravantes no caso de concurso de pessoas Art.209.§ 4o No homicídio culposo. ou outro recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa do ofendido. ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima.741. ele pode julgando o caso concreto aumentar a pena do agente criminoso.1984) II .7. a impunidade ou vantagem de outro crime. (Redação dada pela Lei nº 9. de 1996) h) contra criança. inundação ou qualquer calamidade pública. descendente. c) à traição. ou mediante dissimulação. maior de 60 (sessenta) anos. (Redação dada pela Lei nº 7. (Redação dada pela Lei nº 11.7. ou de desgraça particular do ofendido. as agravantes estão localizadas no artigo 61 e 62 do CPB. Circunstâncias agravantes Art. a pena é aumentada de 1/3 (um terço). velho. (Redação dada pela Lei nº 10.A pena será ainda agravada em relação ao agente que: (Redação dada pela Lei nº 7. não procura diminuir as conseqüências do seu ato. de 11. d) com emprego de veneno. se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão.1984) Página 22 de Direito Penal I .1984) I .ter o agente cometido o crime: (Redação dada pela Lei nº 7. b) para facilitar ou assegurar a execução.7. h) contra criança.209. 61 .São circunstâncias que sempre agravam a pena. f) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas. de coabitação ou de hospitalidade.

pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I - promove, ou organiza a cooperação no crime ou dirige a atividade dos
demais agentes; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
II - coage ou induz outrem à execução material do crime; (Redação dada
pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
III - instiga ou determina a cometer o crime alguém sujeito à sua autoridade
ou não-punível em virtude de condição ou qualidade pessoal; (Redação
dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
IV - executa o crime, ou nele participa, mediante paga ou promessa de
recompensa.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

Privilegiado
É a condição prevista pelo legislador que em incorrendo no caso concreto terá como
consequência a redução da pena do agente criminoso.
"Caso de diminuição de pena
§ 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou
moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta
provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço."

Crime de ação livre
É aquele que o agente criminoso pode praticar da forma que ele quiser, o melhor
exemplo é o crime de homicídio, aonde o legislador deixou em abstrato a forma de
"destruir a vida da vítima".

Crime de ação vinculada
O legislador impõe qual é o "modus operandi", ou seja, a forma pela qual se pratica o
crime.
Exemplo: Perigo de contágio venéreo ( Art. 130, CPB)

Crime de ação única
É aquele crime descrito pelo legislador através de um único verbo.
Exemplo : " Matar alguém" - Homicídio ; " subtrair coisa alheia móvel, para si ou
para outrem",
Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante
grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer
meio, reduzido à impossibilidade de resistência:

Crime de ação múltipla
É aquele crime que o legislador utiliza de vários verbos, ações nucleares, para
caracterizar o crime.
Exemplo: Art. 122 do CPB.
Art. 122 - Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para

Página 23 de Direito Penal I

Art. 122 - Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para
que o faça:
Art. 33 11.343 de 2006, Nova Lei de drogas

Quanto ao número de agentes
Monosubjetivo:
Mono é a definição de único, esta característica é definida para os crimes
praticados por um único agente criminoso.
Plurisubjetivo:
São os crimes que para se caracterizar necessitam de mais de um agente delitivo
durante a sua execução de conduta.
Este crime se sub-divide em;
Plurisubjetivo eventual - aquele que "pode"
Plurisubjetivo necessário Aquele praticado por mais de um agente delituoso necessariamente,
como por exemplo o crime do Art. 288 - formação de quadrilha ou
bando que necessita a presença de mais do que 3(três) pessoas para
que a conduta seja tipificada.
Outro exemplo é a associação para o tráfico previsto pelo legislador
no art. 43 da Lei 11.343 de 2006 - a nova lei de tráfico de drogas - que
prevê que quando duas ou mais pessoas que se unem para promover
o tráfico de drogas.
Quanto ao número de Condutas
Crime monossubsistente
Aquele crime que possui uma única ação para que a conduta seja consumada.
Exemplo : Destruir a vida de alguém, o crime de homicídio.
Crime Plurissubsistente
Aquele crime que possui várias ações para que a conduta seja consumada.

Quanto a materialidade
Crime transeunte
Aquele crime que não deixa vestígios, ou seja, o crime que a sua materialidade se
dissolve ou desaparece com o tempo.
Exemplo: Os crimes contra a honra;
Crime não transeunte
Aquele que deixa vestígios de sua ocorrência.

Página 24 de Direito Penal I

Exemplo: O crime de homicídio, o Estrupo,

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072 de 1.detenção. ou com abuso do poder. além da pena correspondente à violência. de seis meses a dois anos. 22. se o fato é cometido por funcionário público. a própria lei se interpreta. em casa alheia ou em suas dependências: Pena . conforme prevê o Art.Aula 8 . Imperatividade A Lei Penal. de um a três meses. na redação da Lei 8. I da CRFB de 1. Esta característica aparelha o Estado para aplicar a Lei a todos que cometerem conduta tipificada no código penal. ou seja. § 2º . ou multa. clandestina ou astuciosamente.Características da Lei Penal segunda-feira. ou em lugar ermo.Entrar ou permanecer. Interpretação da Lei Penal Quanto ao sujeito que interpreta Autêntica Quando a interpretação ocorre por si mesma. ou em legislação extravagante. " Violação de domicílio Art. ou seja. § 1º . ou com inobservância das formalidades estabelecidas em lei. 150 . 14 de março de 2011 07:29 Característica da Lei Penal Exclusividade Somente a Lei penal cria conduta criminosas.988. ou contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito. vai incidir sobre todos aqueles que praticarem a conduta criminosa independentemente da "vontade" do agente. ou legislação extravagante.Se o crime é cometido durante a noite. e somente esta pune aquele que desrespeitar a norma. Página 26 de Direito Penal I . Observação: Caso "Daniela Peres" que fez com que o homicídio qualificado fosse inserido no rol de crimes hediondos. Generalidade / Impessoalidade Aqui a característica é a de que a Lei Penal vale para todos. Observada a característica de reserva legal que restringe a criação das normas a União.990.Aumenta-se a pena de um terço. fora dos casos legais.detenção. não sendo criada para pessoa específica. ou por duas ou mais pessoas: Pena . ou com o emprego de violência ou de arma.

II . embora não tendo a posse do dinheiro. § 1º .799. (Incluído pela Lei nº 6. " " Funcionário público Art.Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo.Considera-se funcionário público. Peculato culposo § 2º . enquanto aberta.a qualquer hora do dia ou da noite. público ou particular. sociedade de economia mista. para efetuar prisão ou outra diligência. em proveito próprio ou alheio.No caso do parágrafo anterior. de três meses a um ano. II . exerce cargo. o subtrai.durante o dia. empresa pública ou fundação instituída pelo poder público. reduz de metade a pena imposta. extingue a punibilidade.Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo. valor ou bem. § 4º . quem.799. de 2000) § 2º .detenção. em proveito próprio ou alheio: Pena . casa de jogo e outras do mesmo gênero.compartimento não aberto ao público. se lhe é posterior. com observância das formalidades legais. § 1º .A expressão "casa" compreende: I .Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem: Pena .§ 3º . estalagem ou qualquer outra habitação coletiva.Apropriar-se o funcionário público de dinheiro. onde alguém exerce profissão ou atividade.A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes previstos neste Capítulo forem ocupantes de cargos em comissão ou de função de direção ou assessoramento de órgão da administração direta. de 1980) § 1º .Aplica-se a mesma pena." " Peculato Art. emprego ou função em entidade paraestatal. de que tem a posse em razão do cargo. ou desviá-lo. e multa. emprego ou função pública. Parágrafo único. se precede à sentença irrecorrível.taverna. a reparação do dano. valor ou qualquer outro bem móvel.hospedaria.aposento ocupado de habitação coletiva. emprego ou função em entidade paraestatal.983.Não se compreendem na expressão "casa": I . e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública.reclusão. § 5º . para os efeitos penais. ou concorre para que seja subtraído. (Parágrafo único renumerado pela Lei nº 6. salvo a restrição do n. emprego ou função em entidade paraestatal. embora transitoriamente ou sem remuneração. Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo. § 3º . quando algum crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser. III . (Incluído pela Lei nº 9. de 1980) " Doutrinária Página 27 de Direito Penal I . se o funcionário público.º II do parágrafo anterior.Não constitui crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências: I .qualquer compartimento habitado. II . 327 . de dois a doze anos. valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário. 312 .

106. Lógica É aquele que ocorre no momento em que o interprete vai interpretar a norma.106 de 2005 " Rapto violento ou mediante fraude(Revogado pela Lei nº 11. grave ameaça ou fraude. Exemplo 1: Página 28 de Direito Penal I . toda a norma que colide com norma prevista na Constituição é considerada como não recepcionada por esta.106. e como pode se proteger a mulher não honesta da mulher honesta? Histórica O interprete leva em consideração o momento histórico em que a Lei foi criada. 219 . de 2005) " Existe hoje a questão. Texto removido da código penal através da lei '11. ou seja.106.Raptar mulher honesta. o interprete questiona qual foi a finalidade do legislador quando propôs a norma.reclusão. Interpretação analógica (≠ analogia) A interpretação analógica consiste na indicação de uma sequência de condutas que após na indicação de uma indicação de uma expressão genérica. mediante violência.Doutrinária A interpretação realizadas pelos pesquisadores do direito penal. Jurisprudencial Feita pelos juízes nas suas interpretações. feita por pessoas que se comprometem em entender as normas e a sua aplicação na sociedade. que deve ser entendida como as condutas anteriores. ou seja. mais pobre de interpretação que é realizada com a leitura literal das normas. de 2005) Pena .(Revogado pela Lei nº 11.106. Sistemática A norma é interpretada dentro de um sistema. de 2005) Rapto consensual(Revogado pela Lei nº 11. ou seja. o quê é a mulher honesta. de 2005) Art. sempre sendo interpretada com outras normas O interprete vai analisar a norma tendo como ápice a Constituição Federal. de dois a quatro anos. ela não é interpretada de forma isolada. para fim libidinoso:(Revogado pela Lei nº 11. nas sentenças após o transito em julgado do processo. Quanto ao modo de interpretação Gramatical É a forma mais simples.

Modo IV . ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço." Homicídio simples Art 121. não procura diminuir as conseqüências do seu ato. V . de 1990) § 4o No homicídio culposo. a impunidade ou vantagem de outro crime: Pena . (Redação dada pela Lei nº 8. Futil II . Sendo doloso o homicídio.mediante paga ou promessa de recompensa. ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima. ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima.reclusão. Sendo doloso o homicídio.reclusão. de seis a vinte anos. arte ou ofício.para assegurar a execução. de 1965) Pena . ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima. asfixia. arte ou ofício. se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão.com emprego de veneno. ou foge para evitar prisão em flagrante. de doze a trinta anos. não procura diminuir as consequências do seu ato. ou sob o domínio de violenta emoção.detenção. arte ou ofício. Homicídio culposo § 3º Se o homicídio é culposo: (Vide Lei nº 4. se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão. a pena é aumentada de 1/3 (um Página 29 de Direito Penal I . ou foge para evitar prisão em flagrante. não procura diminuir as conseqüências do seu ato. a ocultação. a pena é aumentada de 1/3 (um terço). § 4º No homicídio culposo.à traição. a pena é aumentada de um terço. tortura ou outro meio insidioso ou cruel. Aumento de pena § 4º No homicídio culposo. Caso de diminuição de pena Homicídio Privilegiado § 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral. explosivo. Meio III . de emboscada. fogo. se o crime é praticado contra pessoa menor de catorze anos. Homicídio qualificado § 2° Se o homicídio é cometido: Torpe I . de um a três anos. ou de que possa resultar perigo comum. ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossivel a defesa do ofendido. se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão. a pena é aumentada de um terço.por motivo futil. ou foge para evitar prisão em flagrante. ou por outro motivo torpe. Matar alguem: Pena . logo em seguida a injusta provocação da vítima.611. a pena é aumentada de um terço.069.

1984) I .7.209. §2º.1984) § 1º .a emoção ou a paixão. o juiz poderá deixar de aplicar a pena.1977) " O legislador é bem mais lento do que a sociedade. Sendo doloso o homicídio. Exemplo 2: " Emoção e paixão Art.a embriaguez.É isento de pena o agente que. de 11.209.A pena pode ser reduzida de um a dois terços. Vigência e revogação das leis penais A Lei penal é criada para vigorar por tempo indeterminado. o quê leva este a criar formas genéricas para agasalhar os modos que não foram previstos no III. Art.5. Página 30 de Direito Penal I .(Redação dada pela Lei nº 7.209.1984) Embriaguez II .1984) " Na interpretação analógica existe norma prevista pelo legislador para caso em concreto. 28 . Esta deve vigorar até que outra lei a revogue. era.(Redação dada pela Lei nº 7. é necessário que o aplicador da Lei.7. proveniente de caso fortuito ou força maior. inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. (Redação dada pela Lei nº 10. por embriaguez.416. (Redação dada pela Lei nº 7. a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.209.em flagrante. o Juiz. proveniente de caso fortuito ou força maior.209. de 11. ou seja. de 24.7. no caso o Juiz. 121.Na hipótese de homicídio culposo. de 11. pode utilizar para o caso em concreto.7. Na analogia existe uma lacuna que não foi prevista pelo legislador. de 11. ela não é criada para vigorar por apenas um período. de 11. que o interprete da Lei. se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. deve utilizar uma hipótese semelhante prevista para um outro caso em concreto. a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. (Incluído pela Lei nº 6.741.1984) § 2º . por embriaguez completa. não possuía. voluntária ou culposa. ao tempo da ação ou da omissão.Não excluem a imputabilidade penal: (Redação dada pela Lei nº 7. de 2003) Perdão judicial § 5º . ao tempo da ação ou da omissão. seja de forma individualizada ou caso genérico.7.(Redação dada pela Lei nº 7. se o agente. pelo álcool ou substância de efeitos análogos. em regra.

"Vacatio Legis" . de 25 de junho de 1850. Essa revogação pode ser tanto expressa como tácita.071.Código Civil e a Parte Primeira do Código Comercial. como tácita. bojo. como tácita. . . Esta deve vigorar até que outra lei a revogue. " . Pode ocorrer de forma expressa. " Art. 2.Derrogação Revogação do diploma anterior de forma parcial. que esta revoga todas as disposição em contrário existente em lei anterior. Expressa quando lei posterior em seu corpo.045. Revogam-se a Lei no 3.Auto revogação Leis temporais Leis excepcionais Leis no tempo a) b) c) d) Novatio legis in mellius Abolitio Criminis Novatio legis in pejus Novatio inerini nadora Página 31 de Direito Penal I . Pode ocorrer de forma expressa. Lei no 556.Ab-rogação Revogação do diploma anterior de forma total.vigorar por apenas um período. de 1o de janeiro de 1916 .

Vigência da Lei Penal quarta-feira. A lei posterior. " A própria lei se revoga. "Causa extintiva de punibilidade" .tem no seu corpo o prazo no qual a mesma vigorará. . "A lei excepcional ou temporária. em regra o período para que esta Lei entre em vigor é de 45 dias conforme previsto no LICC Vacatio Legis Gênero Revogação Espécies Ab-rogação. .Tácita. que de outro modo favorece o agente. 2º Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime. . ou seja. na parte em que comina pena menos rigorosa. . ou seja. Página 32 de Direito Penal I . 3º. ou por exemplo excepcional.940. Derrogação. 3º do código penal brasileiro. cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. Esta é prevista no art.Expressa. aplica-se ao fato não definitivamente julgado e. "A lei penal no tempo" "Art.848 de 1. aplica-se ao fato praticado durante sua vigência.Hipótese em que Lei posterior descriminaliza crime que antes era considerada uma conduta criminosa.". Art. Caput. Parágrafo único.Tácita." Leis Excepcionais .são dispositivos criadas para vigorar durante um período anormal. revogação de lei em vigor de forma parcial. revoção de lei em vigor de forma absoluta.Aula 9 . ainda ao fato julgado por sentença condenatória irrecorrivel. Auto revogação Leis Temporais . o intervalo de tempo entre a publicação da Lei e sua entrada em vigor é a "Vacatio Legis"." Conflito de Normas Pode ser que dispositivos que são inseridos no sistema jurídico conflitem Abolitio Criminis .Expressa. Lei 2. Código Penal brasileiro (CPB).aquela situação aonde o Estado não pode mais atingir aquele agente que cometeu conduta criminosa. 16 de março de 2011 07:41 Vigência e revogação da Lei Penal Relembrando: " A lei entra em vigor para viger por tempo indeterminado". embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram.

reclusão.1990) Art. Exemplo 2: Antes de 2009 existiam dois crimes relacionados a liberdade sexual o dispositivo 213 e 214 do CPB " CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE SEXUAL (Redação dada pela Lei nº 12. CPB e revogada pela Lei 11.015.sistema jurídico conflitem com normas infraconstitucionais já existentes. de 1990) (Revogado pela Lei n.015. Neste caso aquele agente que cometeu conduta criminosa.º 9.015.6. 213. de 2009) § 1o Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos: (Incluído pela Lei nº 12. de 2009) § 2o Se da conduta resulta morte: (Incluído pela Lei nº 12. de três a oito anos. (Redação dada pela Lei nº 8.072/90 ( Lei de crimes hediondos) que prevê no seu texto que aquele agente criminoso que cometesse crime taxado no rol de crimes hediondos deveria cumprir a pena integralmente regime fechado.Constranger mulher à conjunção carnal. de 4.1996) Pena . Constranger alguém. Exemplo: Lei 8.281. a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso: (Redação dada pela Lei nº 12.reclusão de quatro a dez anos.reclusão. de 25.015. Se a ofendida é menor de catorze anos: (Incluído pela Lei nº 8. (Redação dada pela Lei nº 12. Pena .015.reclusão. de 2009) Pena . de 8 (oito) a 12 (doze) anos.219. de 2009) Estupro Art. mediante violência ou grave ameaça: Parágrafo único.072. 213 . de 6 (seis) a 10 (dez) anos.015. de 1990) Pena . O legislador alterou então o dispositivo através da regra do prazo necessário para requerer a progressão do regime de cumprimento de penas. de 2009) Pena .069.Hipótese em que Lei posterior beneficia o agente criminoso. 11. Exemplo: Lei posterior que revogou o rapto de mulher honrada prevista no Art. estes estabeleceram que o agente criminoso que cometesse um crime previsto no rol de crimes hediondos. deveria percorrer 3/5 da pena para ter direito ao regime de progressão de penas.7. lei posterior a esta.069. (Redação dada pela Lei nº 8. mediante violência ou grave ameaça. Página 33 de Direito Penal I .464/07 alterou esta previsão depois de julgamento no STF que considerou inconstitucional esta parte da lei dos crime hediondos. de seis a dez anos.106/05 Novatio Legis in Mellius .reclusão. (Incluído pela Lei nº 12.

Pena . 213.Art. de 2009) Posse sexual mediante fraude Art.015. 'Novatio legis Incriminadora' . de 2009) Art. 159 que foi alterado pelo legislador para combater o sequestro relâmpago "§ 1o Se o seqüestro dura mais de 24 (vinte e quatro) horas.7.741. de 2009) Pena . " Art. de um a três anos. de 25. de 2009) Parágrafo único.015.(Redação dada pela Lei nº 8. de 2005) Pena .Ter conjunção carnal com mulher honesta. 215 . Ter conjunção carnal com mulher. (Redação dada pela Lei nº 8.7.7. de seis a dez anos. de 2009) Atentado violento ao pudor (Revogado pela Lei nº 12.069.1996 Pena . de 25. Art. 159.1990)" §1º.reclusão de três a nove anos.072. Entretanto existe hipótese Página 34 de Direito Penal I . CPB 'Novatio Legis in Pejus' .§ 2o Se da conduta resulta morte: (Incluído pela Lei nº 12.015.reclusão.072. 215.7. de 4. mediante fraude: Art.106.6.Hipótese em que Leis Posterior não beneficia o agente criminoso.281.072.Se o crime é praticado contra mulher virgem.015.015. a praticar ou permitir que com ele se pratique ato libidinoso diverso da conjunção carnal: Vide Lei nº 8. de 2003) Pena . 214 . Vide Lei nº 8. de 25.º 9. de 12 (doze) a 30 (trinta) anos (Incluído pela Lei nº 12. de 2009) Pena . menor de 18 (dezoito) e maior de 14 (catorze) anos: Pena . .reclusão. de 8(oito) a 20(vinte) anos.072.reclusão de dois a sete anos.reclusão.Hipótese em que nova Lei cria conduta criminosa.015.90 (Redação dada pela Lei nº 10. CPB. (Redação dada pela Lei nº 8. em prática as hipóteses de "abolitio criminis" e "novatio legis in mellius" como prevê a Constituição Federal no seu XX. mediante violência ou grave ameaça.5º e o Art. de 25.015. de 12(doze) a 20(vinte) anos.Constranger alguém. Art. multa. de 2009) Pena . Parágrafo único . ou se o crime é cometido por bando ou quadrilha. Exemplo: §1º. mediante fraude: (Redação dada pela Lei nº 11.1990) (Revogado pela Lei nº 12. Se o ofendido é menor de catorze anos: (Incluído pela Lei nº 8. se o seqüestrado é menor de 18 (dezoito) ou maior de 60 (sessenta) anos.reclusão. de dez contos a vinte contos de réis. Exemplo: Cuidado As Leis retroagem para beneficiar o agente criminoso. de 1990) (Revogado pela Lei nº 12.reclusão.90 (Revogado pela Lei nº 12. (Revogado pela Lei nº 12.reclusão. de dois a seis anos. de 1990) (Revogado pela Lei n.069.

. entretanto. Diz-se o crime: Crime consumado I . por si só. A superveniência de causa independente exclue a imputação quando. ou comissiva.Constituição Federal no seu XX. 11. Art. Tempo do crime Teoria aplicada Teoria da Atividade Considera-se o momento do crime quando aconteceu a conduta do agente. sendo esta omissiva.consumado. Teoria da ubiquidade (mista) O momento do crime é tanto o momento da execução da conduta como da produção do resultado da conduta. produziu resultado. 12. especificamente as situações de "leis temporais" e "leis excepcionais". a questão se o agente era capaz no momento em que praticou a conduta. de que depende a existência do crime. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. Teoria do Resultado O crime ocorre no momento do resultado e não quando os resultados são produzidos. quando nele se reunem todos os elementos de sua definição legal. O resultado. Existe a preocupação sobre a determinação do momento em que o crime é considerado praticado para determinar. Superveniência de causa independente Parágrafo único. qual a Lei que será aplicada na situação analisada.Art. Página 35 de Direito Penal I . Cuidado: No Brasil a teoria adota é a teoria da atividade.5º e o Art. Ex: Maioridade do agente Idade da vítima TÍTULO II Do crime Relação de causalidade Art. os fatos anteriores. somente é imputável a quem lhe deu causa. Entretanto existe hipótese de exceção a retroagir para beneficiar o agente criminoso. imputam-se a quem os praticou.

Em que lugar o crime foi praticado. Salvo disposição em contrário.Especialidade .no lugar do resultado. bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.Com relação ao lugar do crime. de 1984) "Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão.209.Convenção ( Crime progressivo / Progressão criminosa) Página 36 de Direito Penal I . pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado. Lugar do crime (Redação dada pela Lei nº 7. Cuidado . Conflito Aparente de Normas . .209. não se consuma. quando. . Art.Teoria do Resultado .Subsidiariedade : Relação de Conteúdo . por circunstâncias alheias à vontade do agente.Teoria da Ubiquidade . . Lugar do crime . iniciada a execução. diminuida de um a dois terços. a teoria adotada é a da ubiquidade. 6º.Tentativa II .(Redação dada pela Lei nº 7. tanto o lugar do crime como o resultado são considerados na prática da conduta do agente criminoso. Pena da Tentativa Parágrafo único.tanto no lugar em que ocorreu a conduta como o resultado. no todo ou em parte. de 1984)". CPB.Teoria da Atividade .tentado.no lugar da conduta.

o banco que processa o saque do banco informa que o mesmo esta sem fundos. Portanto o local competente para "A" ingressar contra "B" por crime contra a honra é Vitória.Teoria da ubiquidade (crimes a distância) . o Brasil pela teoria da Ubiquidade. Cuidado 2: Se o crime ocorreu no Brasil e seu resultado ocorreu no Brasil o lugar competente para o julgamento da sua conduta será no local do resultado do crime. Exemplo 2: "A" arrola "B" como testemunha em um processo. Conflito aparente de normas Conceito: . Norma especial. ou seja. Exemplo 3: Homicídio.Momento em que existem duas leis em vigor que aparentemente poderão ser aplicadas a uma mesma situação.Princípio da especialidade Norma especial derroga norma geral. "A" estelionatário emite um cheque sem fundos do banco da praça do ES em uma localidade de MG e quando "B". . Durante o testemunho "B" comete perjúrio e estes efeitos produzem resultados quando anexados ao processo.Aula 10 . o juiz responsável pelo processo emite uma carta precatória para o juiz responsável pela comarca e circunscrição em que "B" reside. como por exemplo. e o infanticídio as duas normas são iguais na destruição da vida. Matar alguem: Página 37 de Direito Penal I . o local em que o resultado da conduta ocorreu foi no ES. chamados por Fernando Capez como elementos especiais. entretanto "B" reside no RJ e aquele reside no ES.072 de 1. Surge uma hipótese que é a de qual lei deve ser utilizada? Na prática este conflito não existe pois somente uma lei poderá ser aplicada. a 8. contêm todos os elementos da norma geral e mais alguns elementos.No Brasil Cuidado: Se o crime ocorreu no Brasil e veio a terminar na Argentina. 21 de março de 2011 07:46 Tempo do Crime . Exemplo: Homicídio. através do cheque.105 entrou em vigor como esta é mais benéfica para o réu esta passa a ser executada. como por exemplo. tenta realizar o saque do valor equivalente .Lei Penal no Tempo segunda-feira. quando a Lei 11. o Brasil compreende competente para julgar a conduta do agente criminosa. matar alguém entretanto no homicídio não existe o elemento especial 'estado puerperal' Homicídio Art 121.990 ( Lei de Crime Hediondos) e a Lei 11. comerciante que recebeu o cheque.Teoria da atividade Lugar do crime .105 de 2007 que vinha tratar os assuntos relativos a progressão de pena.

por qualquer meio. Emerson Castelo Branco. para si ou para outrem. reduzido à impossibilidade de resistência” Caput. Matar alguem: Pena . artigo 129 com o de GRAVE AMEAÇA . 157 . aula 113. sendo considerada isoladamente.. ou VIOLÊNCIA a PESSOA. Infanticídio Art. EVP. mediante grave ameaça [P2] ou violência a pessoa[P3] . de dois a seis anos. por qualquer meio.Matar.reclusão. Art. Nesse caso SOMA-SE a estrutura do crime de FURTO com a estrutura da VIOLÊNCIA. REDUZIDO À IMPOSSIBILIDADE DE RESISTÊNCIA. e com o tipo definido pelo legislador do “Crime De Grave Ameaça”. Curso Completo De Direito Penal CUIDADO – “. o próprio filho. GRAVE AMEAÇA.” . Pena . CPB – É quando o agente criminoso o agente delitivo.RECLUSÃO.Princípio da subsidiariedade Conceito: Só será aplicada no momento em que a norma principal não puder ser aplicada. de 4 (quatro) a 10 (dez) [P1]Veja como o “Legislador” escreveu a estrutura do tipo ROUBO – Subtrair coisa alheia móvel. MEDIANTE GRAVE AMEAÇA. essa sendo considerada isoladamente. artigo Página 38 de Direito Penal I . podendo o Crime De Roubo ser praticado sem violência ou grave ameaça.detenção. . É o que se chama de crime complexo. Cuidado! No momento da derrogação da norma geral em substituição da norma especializada a pena não é considerada sendo possível ocorrer uma ampliação da pena que o autor da conduta criminosa será apenado. ou DEPOIS de havê-la. sob a influência do estado puerperal. Tanto o crime de VIOLÊNCIA. porém com elementos particulares do crime de ROUBO. 123 .Se for feita uma comparação com o crime de FURTO verificamos que TRATA-SE DA MESMA ESTRUTURA que soma a estrutura crime de FURTO.. reduzido à impossibilidade de resistência[P4] : “É uma somatória do crime de furto com outros delitos. elementos de outros delitos que se somam para formar a estrutura de outro delito. Neste caso a norma subsidiária sempre vai prever uma punição menor do que a prevista na norma principal. observe que a posse de arma de fogo é menor que o roubo com utilização da arma de fogo. Art.ou depois de havê-la. reduz a vítima a impossibilidade de oferecer resistência. Curso Completo De Direito Penal “Veja bem soma a estrutura do tipo especificado pelo legislador de “Crime De Furto” com a estrutura do tipo do “Crime De Violência”. durante o parto ou logo após: Pena . Exemplo: Crime de roubo com utilização de arma de fogo. daí denominamos este de Crime Complexo”. por qualquer meio. trata-se de um “Crime Complexo”. de seis a vinte anos.” Emerson Castelo Branco.Art 121. 157. contra posse de arma de fogo. aula 113. ou depois de havê-la.Subtrair coisa móvel alheia[P1] . EVP.

Neste caso como a conduta de destruição da vida é mais gravosa que a de lesão aquele absorve este. para roubá-lo.O agente tem duas intenções uma inicial que depois evolui para outra. inicia a conduta lesionando este e por resultado "B" vem a óbito. Exemplo: Você usa de uma substância alucionógena.O sujeito tem uma única intenção. artigo [P2] 1º) Modo de Execução do Crime . entretanto. desde o inicio da conduta dele. "A" que lesionar "B" e durante a conduta altera sua intenção e altera para destruição da vida de "B". Crime progressivo . Progressão Criminosa .Denominada VIOLÊNCIA MORAL - [P3] 2º) Modo de Execução do Crime – Denominado Violência a Pessoa [P4]3º) Modo de execução – Emprega de um meio que impossibilitará a vitima de oferecer resistência conta você.129 com o de GRAVE AMEAÇA .Crime mais grave absorve crime menos graves. Territorialidade .Princípio da territorialidade temperada Conceito de Território Extraterritorialidade .Princípio da territorialidade absoluta . como por exemplo. Princípio da Consunção .Condicionada .Incondicionada Página 39 de Direito Penal I . como por exemplo "A" tem uma intenção de matar "B".

Dia 13/04/11 Trabalho digitado em dupla Página 40 de Direito Penal I .Aula 11 .Documentário quarta-feira. 23 de março de 2011 08:51 Entre muros e favelas "Excludente de antijuridicidade versus Estrito cumprimento do Dever Legal Valor: 3 pts.

(Redação dada pela Lei nº 7. bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras. (Redação dada pela Lei nº 7.1984) a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República. consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras. ao crime cometido no território nacional.209.209.209.209. . que se achem. de 1984)"Art.É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada. e estas em porto ou mar territorial do Brasil. 7º .Lei Nacional se presentes as condições do §2º. . embora cometidos no estrangeiro: (Redação dada pela Lei nº 7. além das condições presentes nas alíneas 'a' e 'b' do §3º. .Ficam sujeitos à lei brasileira. (Redação dada pela Lei nº 7. CPB. Princípios . tratados e regras de direito internacional. de 11.209. Art. de 1984) § 1º .7º I . No Brasil Territorialidade "Aplica-se a lei brasileira. de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem. Extraterritorialidade São as hipóteses em que a Lei brasileira será aplicada fora do Brasil. respectivamente. de 1984) I .Aula 12 . 5º. (Incluído pela Lei nº 7. de 1984) § 2º .Tratados. sem prejuízo de convenções.Lei Nacional em sem qualquer condição II .Lei Nacional aplicada se presentes as condições do §2º.Territorialidade segunda-feira. mercantes ou de propriedade privada.Territorialidade temperada(Não apenas Lei brasileira será aplicada em território nacional).Regras de doutrina internacional.Territorialidade absoluta ( somente a lei nacional é aplicada no território nacional).209. §3º .os crimes: (Redação dada pela Lei nº 7. 28 de março de 2011 07:56 . Conceito de Territorialidade Art.Para os efeitos penais. achando-se aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente.Convenções.7. no espaço aéreo correspondente ou em altomar. de 1984) Página 41 de Direito Penal I .

209. (Incluído pela Lei nº 7.209. (Incluído pela Lei nº 7. Estes crimes atingem o Brasil e este não abre mão de aplicar a Lei. de 1984) § 3º . (Incluído pela Lei nº 7. (Incluído pela Lei nº 7. necessita da presença de algumas condições. de 1984) c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição. é necessário que estas condições estejam ocorrendo conjuntamente. ou seja. (Incluído pela Lei nº 7. ou seja.209. de 1984) II . se. de empresa pública. CPB. de 1984) d) de genocídio.7. de Município.Nos casos do inciso II.os crimes: (Redação dada pela Lei nº 7. (Incluído pela Lei nº 7. de 1984) d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena. de 1984) § 2º . o Brasil se obrigou a reprimir. segundo a lei mais favorável. (Incluído pela Lei nº 7.209.209. Art.209. (Incluído pela Lei nº 7.209.Nos casos do inciso I.209. Página 42 de Direito Penal I .209. autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público. (Incluído pela Lei nº 7. a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes condições: (Incluído pela Lei nº 7. reunidas as condições previstas no parágrafo anterior: (Incluído pela Lei nº 7. por tratado ou convenção.209. de 1984) Incondicionalmente Independente do condenado ter sido absolvido ou acusado em país estrangeiro.209.7º. de 11. do Distrito Federal. CPB traz as hipóteses de extraterritorialidade condicionada. de 1984) a) não foi pedida ou foi negada a extradição. de 1984) b) houve requisição do Ministro da Justiça. sociedade de economia mista. quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados.209. por quem está a seu serviço.209. (Incluído pela Lei nº 7. condicionalmente O inciso II. de Território. de 1984) b) praticados por brasileiro. ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro. o agente é punido segundo a lei brasileira. (Incluído pela Lei nº 7. por outro motivo. quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil. de 1984) c) contra a administração pública. de 1984) c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras. de Estado. (Incluído pela Lei nº 7.209. não estar extinta a punibilidade.7º. Art. mercantes ou de propriedade privada.(Incluído pela Lei nº 7. (Incluído pela Lei nº 7.209. Estas condições estão elencadas no §2º. de 1984) e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou.A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil.b) contra o patrimônio ou a fé pública da União. As mesmas condições são concorrentes. de 1984) b) ser o fato punível também no país em que foi praticado. de 1984) § 1º .1984) a) que.209.209. de 1984) a) entrar o agente no território nacional.

na pena definida na sentença final transitado em julgado. Eficácia de sentença estrangeira Eficácia de sentença estrangeira (Redação dada pela Lei nº 7.7.7.1984) I .7. de pedido da parte Página 43 de Direito Penal I . do tempo que este agente ficou preso provisoriamente. (Redação dada pela Lei nº 7. Esta é uma espécie de atenuante a pena aplicada no Brasil. de 11. quando a aplicação da lei brasileira produz na espécie as mesmas conseqüências. no Brasil ou no estrangeiro.1984) "A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime. Observe que se a pena cumprida for idêntica. 8º.209. o juiz de direito só vai abater da pena que o agente for sentenciado na ação penal no Brasil. (Incluído pela Lei nº 7.1984) a) para os efeitos previstos no inciso I.1984)" Art. Este instituto age sobre as penas que são cumpridas e aplicadas no Brasil. (Redação dada pela Lei nº 7.209.7.1984)".209.209. de 11. o tempo de prisão provisória.obrigar o condenado à reparação do dano. estas penas cumpridas no estrangeiro vão atenuar a pena que deve ser cumprida no Brasil. 42.209.1984) Parágrafo único . de 11. no Brasil. quando diversas. de 11. a pena for diversa da aplicada no Brasil.7.209.209.1984) "A sentença estrangeira. CPB. Detração no Estrangeiro Detração "Computam-se. isto se.A homologação depende: (Incluído pela Lei nº 7. de 11. quando idênticas.Pena cumprida no Estrangeiro Pena cumprida no estrangeiro (Redação dada pela Lei nº 7.1984) II . pode ser homologada no Brasil para: (Redação dada pela Lei nº 7.7. 8º do CPB. de 11. de forma semelhante ao que ocorre no Art.7. CPB Nas hipóteses existentes de prisão provisória.7. o agente que teve a sua liberdade restringida terá o abatimento.(Incluído pela Lei nº 7. o de prisão administrativa e o de internação em qualquer dos estabelecimentos referidos no artigo anterior. de 11. Quando estas penas forem penas diversas.209.sujeitá-lo a medida de segurança. a restituições e a outros efeitos civis. de 11. na pena privativa de liberdade e na medida de segurança. Art. ou nela é computada.

esta não pode ser considerada como pena.209. Contagem de prazo Art.internação de doentes mentais em hospital psiquiátrico para tratamento . porque envolveria uma agente criminoso. más sim um doente mental por isto diz-se de 'tratamento de doente mental'. em se tratando de sentença criminal esta não será aplicada no Brasil. na falta de tratado. de pedido da parte interessada. de 11. (Incluído pela Lei nº 7.1984) A sentença estrangeira poderá ser aplicada no Brasil em duas hipóteses: 1) Para a reparação do dano. de 11. (Incluído pela Lei nº 7.1984) b) para os outros efeitos. ou seja. de requisição do Ministro da Justiça.7. da existência de tratado de extradição com o país de cuja autoridade judiciária emanou a sentença. Se estivermos falando de um crime a sentença estrangeira não será aplicada no território nacional. ou.209. 10º Frações computáveis de pena Legislação Especial Página 44 de Direito Penal I . coisa que não há.a) para os efeitos previstos no inciso I.7. 2) Para a aplicação de Medida de Segurança .

as frações de dia. diário oficial. nas penas privativas de liberdade e nas restritivas de direitos. Contam-se os dias.O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. de 11.209.7. na pena de multa.7. Frações não computáveis da pena Frações não computáveis da pena (Redação dada pela Lei nº 7. Art. e.como característica não conta o dia da intimação. (Redação dada pela Lei nº 7. Exemplo: "A" é intimado ( convocado em segunda instância) por jornal. 'Código Penal'. No momento em que o oficial de justiça encontra com "A" e proclama a sua prisão. de 11.940. sendo este incluído na contagem.1984) Art. as frações de cruzeiro. os meses e os anos pelo calendário comum. Dosimetria da pena Página 45 de Direito Penal I . 11.Aula 13 . que é utilizado pelo juiz para decretar a prisão de "A" por um período de 5(cinco) dias.209.848 de 1.7.1984)". Se esta prisão ocorrer as 09h00min da manhã ou as 21h00min da noite. Exemplo: Instituto da prisão preventiva.7. Caput.209. 30 de março de 2011 07:51 Contagem do prazo Contagem de prazo (Redação dada pela Lei nº 7. e fica cientificado que tem sua prisão decretada. (Redação dada pela Lei nº 7.Contagem de Prazo quarta-feira.1984) "Desprezam-se.Recurso em sentido estrito .209. de 11. motivada por ordem judicial inicia o prazo de 5(cinco) dias. o dia será contado igualmente.1984) Contagem de Penais .Contagem do inclui o 1º dia do prazo. Processuais Penais . 10 . de 11. Decreto Lei 2. Deste momento até amanhã o seu advogado possui como prazo para apresentar um recurso que permita que o mesmo não seja preso. Prazo Beneficia o réu.

7. de 11.1984) Conceito O código penal extrapola o decreto lei e avança sobre a legislação específica .No momento em que o juiz esta calculando o tempo de 'apenamento' de um réu que cometeu um crime. (Redação dada pela Lei nº 7. de 11.7. Neste caso pode surgir a incidência em horas. Subsidiariedade Legislação especial (Incluída pela Lei nº 7. previstas em todo o código.As regras gerais deste Código aplicam-se aos fatos incriminados por lei especial. a legislação específica não disponha em sentido contrário. Numa segunda fase de análise da pena base de um crime. Isto compõe a dosimetria da pena. pode ocorrer o surgimento de prazos a cumprir com frações de dia. Numa terceira fase o juiz passa para a análise de aumento de pena.209. desde que.1984) Art. Página 46 de Direito Penal I . o juiz passa para a analisar as atenuantes e agravantes ( 61 a 67) do crime praticado. 12 . neste caso o calculo permite surgir uma pena que fique inferior a pena base ou superior a máximo da pena cumprida.209. Fase da dosimetria da pena O juiz numa primeira fase aplica ao réu que praticou um crime a pena estipulada no tipo penal. se esta não dispuser de modo diverso.

' a coisa pública'. Mirabeti.941. com a pena de reclusão. 'Lei de introdução ao Código Penal'.914 de 1. 3) Analítico a) concepção bipartida b)concepção tripartida Conceito 'É crime toda a conduta que preencher todos os elementos do crime'. ' o patrimônio'. Tourinho Filho. ou alternativamente com a pena de multa.Antijurídico(ilícito). ' a liberdade sexual'. . Este conceito se divide em duas concepções. e o código penal traz no artigo 1º da Lei de introdução do código penal. Lei 3. . Dotti.".Fato típico. 2) Material Conceito Para o conceito material é crime toda a conduta jurídica que lesa um 'bem jurídico' a sociedade. . Art.Aula 13 . Concepção tripartida Para a concepção tripartida o crime possui três elementos. Página 47 de Direito Penal I . Observação importante! A legislação brasileira adotou a concepção analítica tripartida .Culpável. "É crime toda a legislação que o legislador sanciona. Delmanto.Fato típico. a concepção bipartida. ' a saúde'. ou detenção. Bem jurídico são os valores protegidos pela sociedade. Caput. Observação: Os seguintes doutrinadores adotam esta teoria. Rene Ariel. 30 de março de 2011 08:28 I ) Conceito de Crime 1) Formal Conceito Para o conceito formal é crime aquilo que a legislação cita como crime. Para o curso de Direito Penal se adota então o estudo a esta concepção.1º. . e a concepção tripartida. . quer isoladamente. 'a vida'. quer cumulativamente.Teoria Geral do Crime quarta-feira.Antijurídico(ilícito). Concepção bipartida Para a concepção bipartida o crime possui dois elementos. como pro exemplo.

Teoria Geral do Crime (adicionando conceitos) quarta-feira. p. qualificativo que reserva às condutas ilícitas mais gravosas e merecedoras de maior rigor punitivo. 4 de maio de 2011 16:29 Conceito de Crime ( segundo Guilherme de Souza Nucci) "Em verdade. criando a lei que permitirá a aplicação do anseio social aos casos concretos." (Nucci. Após cabe ao legislador transformar esse intento em figura típica. é a sociedade a criadora inaugural do crime.166) Página 48 de Direito Penal I .Aula 13 .

somente é imputável a quem lhe deu causa. Lei 3. 'Lei de introdução ao Código Penal'. ou alternativamente com a pena de multa. Antijurídico e Culpável Fato Típico É aquilo que a lei descreve em abstrato. A expressão fato "típico é sinônima" de "tipo penal". Classificação dos crimes comissivo Omissivo próprio (ou puro) . como conduta criminosa. (Redação dada pela Lei nº 7.914 de 1. Lei 2. Exemplo: Artigo 135. 13 . "É crime toda a legislação que o legislador sanciona.1º. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.Conceitode Crime segunda-feira. humana consciente e voluntária voltada a uma finalidade qualquer. Elementos do Crime Fato típico. 4 de abril de 2011 07:51 Conceito: Crime é toda a conduta que o Estado tipifica como criminosa. não é necessário que da omissão se gere o resultado.13. quando trabalhamos com a classificação do crime quanto a resultado. Elementos do Fato típico a) Conduta Conduta é toda ação ou omissão. um ato negativo. ou detenção. Caput. de 11. impróprio ( ou comissivo por omissão) .Art. com a pena de reclusão. Art.Aula 14 .". tendo esta classificação duas espécies o "Crime comissivo" e o "Crime omissivo".7. Observe que em muitas ocasiões se confunde a conduta com a produção de um resultado.1984) Página 49 de Direito Penal I . quer isoladamente. Este é chamado de omissão.209. a conduta também pode ser produzida por um não fazer.É aquele para sua caracterização basta a simples omissão do agente. quer cumulativamente.941.É aquele que para sua caracterização não basta apenas a omissão de um agente necessita de um resultado material . ou seja. o que também é chamado de ato positivo.848 de 1940. "Art. Este é a omissão do agente que gera um resultado e aquele é uma conduta praticada pelo agente que produz o resultado. enquanto aquela é chamada de comissão. de que depende a existência do crime.O resultado. entretanto. Lembre-se das classificações do crime. conforme previsto no §2º.

pode por sua existência praticar conduta criminosa.7. a pessoa jurídica é uma criação da mente humana ela não existe. Aquilo que não existe também não pode praticar conduta criminosa. ela existe possuindo patrimônio próprio. (Incluído pela Lei nº 7.209.1984) § 1º .7.1984) Superveniência de causa independente(Incluído pela Lei nº 7.988 veio excepcionando esta teoria.7.209. O dever de agir incumbe a quem:(Incluído pela Lei nº 7.209. de 11. de 11. lugar físico. de 11. (Incluído pela Lei nº 7. (Incluído pela Lei nº 7. produziu o resultado.998) H2: Crime contra a Econômico e Financeiro. possui patrimônio.1984) a) tenha por lei obrigação de cuidado.A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando.209. Surge a questão se uma pessoa jurídica também pode cometer crimes. que foi proposta por "Savigny".1984) Relevância da omissão(Incluído pela Lei nº 7. em seu nome.209. (Incluído pela Lei nº 7. ou seja.A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. entretanto. esta existe nota fiscal em seu nome.1984) c) com seu comportamento anterior.209.7. de 11. A Teoria que foi adotada no Brasil é a teoria da ficção.7. de 11. como aquilo que não existe não pratica conduta criminosa e se não existe conduta criminosa ela não pode ser responsabilizada criminalmente. de 11. H1: Crime ambiental ( Lei 9.7. admitindo em duas hipóteses que a pessoa jurídica pode sim ser responsabilizada criminalmente. os fatos anteriores. b) Resultado c) Nexo Causal d) Tipicidade Página 50 de Direito Penal I . assumiu a responsabilidade de impedir o resultado.209. Teoria da Ficção Esta teoria da Ficção.7. Logo se ela possui um local. ela possui conta em banco. de 11. proteção ou vigilância.1984) b) de outra forma.065 de 1. distinto dos seus sócios. por si só.7. A pessoa jurídica consiste em mera ficção e de fato não existe. possui autonomia econômica.1984) § 2º .209.7. e portanto não pode ser responsabilizado criminalmente por esta conduta.1984)" Quem pratica Apenas quem pratica conduta criminosa é pessoa física maior de 18 anos. criou o risco da ocorrência do resultado. a resposta a esta questão envolve duas teorias: Teoria da Realidade A teoria da Realidade Otto Gierke que trata a pessoa jurídica como real. excepcionalmente a CRFB de 1. de 11. imputam-se a quem os praticou.

Crime é toda a conduta que viola bens jurídicos importantes para a Sociedade.209.(Incluído pela Lei nº 7.209. impróprio. .  Ação ou omissão . senão quando o pratica dolosamente. ou pessoa jurídica (para os crimes que lesam o meio ambiente e o economia financeira) Art. cumulada ou não com uma pena de multa.doloso.209.1984) Crime doloso (Incluído pela Lei nº 7.culposo.7. negligência ou imperícia. e culpável).Tripartido ( fato típico. c) Analítico . Fato típico Descrição abstrata do crime pelo legislador.Diz-se o crime: (Redação dada pela Lei nº 7.Crime é toda a conduta que atinge os elementos do crime. de 11. de 11. Observe que a Doutrina brasileira adota a teoria tripartida.7. de 11. .Ação ou omissão humana consciente e voluntária voltada a uma finalidade qualquer.1984) II .7.1984) Crime culposo (Incluído pela Lei nº 7.7.7.crimes comissivos e omissivos(próprio. (Incluído pela Lei nº 7. quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo.Teoria Geral do Crime segunda-feira.209.1984) Parágrafo único .209.Bipartido (fato típico. 18 . Elementos Conduta. de 11.7. b) Material . (Incluído pela Lei nº 7.209. a partir desta teoria surge duas concepções. ou impuro). ninguém pode ser punido por fato previsto como crime. .1984) I . e antijurídico).Salvo os casos expressos em lei.1984) Página 51 de Direito Penal I .Toda a conduta que o Estado pune com uma pena de reclusão ou detenção.  Humana . de 11. de 11.pessoa física. 25 de abril de 2011 07:49 Conceito do Crime 1) Conceito do Crime a) Formal artigo 1º da LICP . quando o agente deu causa ao resultado por imprudência. antijurídico. segundo este conceito é a sociedade que diz o que é uma conduta criminosa.Aula 15 .

. pouco importa se você atuou com culpa. Dolo Dolo Direto (Imediato) ". II. água. uma omissão por parte do agente. .. pouco importa se o agente atuou com dolo direto. Exemplo: Advogado que decide realizar uma cirurgia em uma pessoa. Exemplo: Seria o agente que dirige em alta velocidade em uma via que dá acesso a uma escola. CPB Quando o agente não quer o resultado Modalidades de Culpa Imprudência Consiste em uma ação positiva por parte do agente.culposo. a conduta dele é uma conduta negativa. . Alternativo Culposo "II . sua pena será a mesma.. quando o agente deu causa ao resultado por imprudência. Imperícia É um atuar sem ter a técnica necessária. sem observar os cuidados necessários. quando o agente quis o resultado. condição dos pneus. ou indireto... Exemplo: Pessoa que vai realizar uma viagem. e termina por provocar um acidente. nível de óleo. e antes de iniciar a viagem ela se omite em realizar a revisão do seu veículo. negligência ou imperícia. Negligência A negligência é um não fazer por parte do agente. como por exemplo.. é um deixar de fazer alguma coisa.Na imperícia qualificada o sujeito tem a Página 52 de Direito Penal I . quando o agente. ou assumiu o risco de produzi-lo" Assume o risco de praticar uma ou outra violação jurídica. Imperícia "qualificada" . Neste estudo se excluem condutas involuntárias ou incontroláveis pelo agente. imperícia ou negligência.. como o caso de sonambulismo. Artigo 18..".Observe que para efeito de calculo da pena." Indireto (Mediato) Eventual ".

apesar do resultado ser previsível para o chamado homem médio. d) Tipicidade. se o legislador Classificação da Culpa Culpa Consciente . o agente não importa-se com o resultado que será produzido. se arrepende de ter produzido o mesmo. b) Resultado.Imperícia "qualificada" . Cuidado! Dolo eventual ≠ Culpa consciente No dolo eventual pela teoria do "foda-se" o resultado é indiferente. ou seja. Na culpa consciente. o resultado é previsível. c) Nexo Causal. só será possível analisar se existe culpa se o fato típico possuir esta previsão.O sujeito prevê o resultado.Na imperícia qualificada o sujeito tem a técnica más deixa de observá-la. Cuidado em regra o crime é punido como dolo. Página 53 de Direito Penal I . Culpa Inconsciente . depois que o resultado aconteceu. ou seja.O sujeito sequer prevê o resultado. Apesar de prever o resultado ele não deseja que o resultado ocorra.

para ser crime deve haver um resultado. Causa é o antecedente.O que se resolve do crime.Comissiva Resultado . más apenas aquela que for a mais apropriada a produzir o evento.Fato Típico Wednesday.Omissiva .É a ofensa a um bem jurídico. os crimes formais. não só necessário.descreve a parte sancionadora. ○ Preceito secundário . demonstrando que nem todas as condições serão causa. que se expressa em uma lesão ou perigo concreto de lesão.Teoria da Relevância jurídica.Verifica se algum bem jurídico foi lesado. ou omissão de um agente. .Estrutura do tipo penal: ○ "Nomen juris" .Tipo penal estabelecido no ordenamento jurídico. más também adequado para gerar o resultado.13. Página 54 de Direito Penal I . "Causa" é a condição necessária para determinar a produção do evento. CPB. April 27. Nexo de Causal . 2011 1:40 PM Conceito: é aquilo que a lei descreve em abstrato como crime Elementos do Fato Típico: Tipicidade .Aula 16 . Conduta . ao qual se refere o Art.título . como. Esse resultado jurídico possui natureza normativa (é um juízo de valor que o juiz deve fazer em cada caso para verificar se o bem jurídico protegido pela norma entrou no raio de ação dos riscos criados pela conduta). Princípio da Ofensividade do Direito Penal .Teoria da Causalidade Adequada. entretanto.síntese do bem protegido. Resultado Jurídico . e ocorre nos tipos incrimiandores. "o crime" só pode ser o RESULTADO JURÍDICO. ou seja . por ação. . Nem todos os crimes desenvolvem resultados materiais. Pela teoria de von Kries. ○ Preceito primário . por exemplo.descreve o tipo proibido. consequentemente o resultado.

Elemento Subjetivo . ou seja. O significado da "relevância jurídica". Será irrelevante tudo aquilo que for imprevisível par o homem prudente.A condição relevante para o resultado. "Só o objetivamente previsível é causa relevante!" .Dolo. ele engloba dentro de si o juízo da adequação. ou .Liame. o que liga as circunstâncias.Culpa. primeiro. . diz que. situado no momento da prática da ação. Página 55 de Direito Penal I .Teoria da equivalência dos antecedentes causais (ou da 'conditio sine qua non').

Exercício sobre Fato Típico segunda-feira. Exemplo: guia de cego que no exercício de sua profissão se descuida e não evita a morte da vítima que está diante de uma situação de perigo.Independente de prejuízo a omissão aperfeiçoará o tipo. Página 56 de Direito Penal I . -Crime omissivo impróprio. impuro (ou comissivo por omissão) é o que exige do sujeito uma concreta atuação para impedir o resultado que ele devia (e podia) evitar. b) o agente não ser o garantidor.2008 .Advogado Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Fato tipico.DETRAN-ES . o medo. 13 de junho de 2011 09:40 Prova: FMP-RS .MPE-MT . Errada.No crime omissivo próprio não há a necessidade do garantidor e mesmo assim o crime se aperfeiçoa c) o tipo não descrever um comportamento de não-fazer. O agente responde pelo crime omissivo impróprio porque não evitou o resultado que devia e podia ter evitado. O tipo omissivo não se aperfeiçoa na hipótese de a) o agente não ter o poder de agir. d) não haver prejuízo efetivo de terceiro. Exemplo clássico de crime omissivo próprio.A posição de garante atribui o dever jurídico de agir. Trata-se de norma de conduta positiva. que fica obrigado a agir.2010 .Errada. Vamos a questão: O tipo omissivo não se aperfeiçoa na hipótese de a) o agente não ter o poder de agir.Promotor de Justiça Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Fato tipico. não podendo. Errada. e) o garantidor estar com medo de enfrentar o perigo. e) o garantidor estar com medo de enfrentar o perigo. gerando uma tipicidade por extensão .Se o agente não podia agir.Os crimes omissivos impróprios ou comissivos por omissão não tem tipos específicos e mesmo assim o crime se aperfeiçoa. Errada. Veja que neste tipo há um garantidor. o tipo penal de omissão se socorro tem como bem tutelado a vida e a saúde da pessoa humana. não há que se falar em omissão! b) o agente não ser o garantidor. Nos crimes omissivos impróprios a omissão consiste a transgressão do dever jurídico de impedir o resultado. uma vez que obriga o indivíduo a fazer algo. Prova: CESPE . Assinale a alternativa correta. Para resolver a questão é necessário entender os conceitos dos crimes omissivos que podem ser: -Crime omissivo próprio ou puro é o que descreve a simples omissão de quem tinha o dever de agir (o agente não faz o que a norma manda). Não tem tipos específicos. Correta. ou garante. isentar o agente desta responsabilidade. d) não haver prejuízo efetivo de terceiro. c) o tipo não descrever um comportamento de não-fazer. mesmo não havendo nexo de causalidade entre ele e o periclitante.

(. não comportando escalonamentos de índole subjetiva. o injusto se reveste de graus. ou seja. Página 57 de Direito Penal I . será possível ter certeza de que a conduta objetivamente considerada é realmente contrária ao ordenamento jurídico penal". injusto é o antagonismo entre o fato típico e a compreensão social acerca da justiça. "o ilícito é a oposição entre um fato típico e o ordenamento jurídico. vinculados à intensidade de reprovação social causada pelo comportamento penalmente ilícito". não há antijuridicidade penal. Ver texto associado à questão Fato ilícito ou injusto é a contrariedade entre o fato e a lei. Certo Errado De acordo com Zaffaroni todo fato típico é prioristicamente antijurídico. pois. Gustavo Octaviano Diniz Junqueira diz que "o juízo de tipicidade permite concluir que a conduta é...SEJUS-ES . Apenas com a verificação da antijuridicidade. no entanto. 2) Dizer que o fato ilícito independe da análise do elemento subjetivo (dolo e culpa).) Se não bastasse.2009 . não comportando graus (. Certo Errado De acordo com Cleber Masson.. a questão possui dois erros: 1) Quando diz que fato ilícito é sinônimo de injusto. todo fato típico é antijurídico. elemento do fato típico. é a correspondência entre o fato praticado pelo agente e a descrição de cada espécie de infração contida na lei penal incriminadora. O INJUSTO é a conjugação de FATO TIPICO + ANTIJURIDICO. de modo que. A relação é lógica e de mera constatação. ficando de fora a culpabilidade. Prova: CESPE .) De seu turno. Ver texto associado à questão A tipicidade. Assim. comportadas as exclusões legais..Agente Penitenciário Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Fato tipico. a princípio. há fatos típicos que não são antijurídicos. sem tipicidade.Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Fato tipico. proibida pelo ordenamento jurídico.

(Incluído pela Lei nº 7. pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado.7. sendo esta ação tipificada pelo CPB. Tentativa (Incluído pela Lei nº 7. 4 de abril de 2011 07:55 Relembrando Cogitação: passa na mente do agente Preparação: seleciona os meios aptos a chegar ao resultado EXECUÇÃO .(Incluído pela Lei nº 7.Aula 17 . de 11. de 11. Imperfeita Página 58 de Direito Penal I .209.209. Pena de tentativa (Incluído pela Lei nº 7.209.1984) Espécies de Tentativa Tentativa Perfeita . Exemplo: "A" dispara projéteis de uma arma de fogo contra "B". quando. não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.7. os disparos não conseguiram produzir o resultado que era destruir a vida de "B".1984) I . (Incluído pela Lei nº 7. inicia a execução do verbo núcleo do tipo. de 11. diminuída de um a dois terços.209.tentado.209.7.209.O agente pratica todos os atos de execução que estavam a sua disposição. de 11. entretanto. de 11.7.Salvo disposição em contrário.1984) II . 14 .1984) .Inter criminis segunda-feira. ele não consegue consumar a infração.7.1984) O agente não consegue executar a sua ação por motivos alheios a sua vontade. descarregando todas as balas de seu revolver.7. quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal. de 11.1984)" CONSUMAÇÃO Crime consumado (Incluído pela Lei nº 7. "Art.1984) Parágrafo único . entretanto. ou seja. iniciada a execução.consumado. de 11.Nesta fase o agente começa.O agente consegue executar a sua ação.209.7.Diz-se o crime: (Redação dada pela Lei nº 7.

Exemplo: "A" dispara projéteis de uma arma de fogo contra "B".Nesta espécie de tentativa.. entretanto. Branca ." Inidônea Exaurimento Página 59 de Direito Penal I . Exemplo: Qualificada ou abandonada Pode ocorrer em duas espécies . não descarregou todas as balas do revolver.Arrependimento eficaz. ou seja.. com a intenção de destruir a vida de "B". e . o agente pratica todos os atos de execução que estavam a sua disposição. 'e podendo continuar na execução' o agente simplesmente para. no meio da tentativa.Desistência voluntária. ou seja. Exemplo: "A" dispara projéteis de uma arma de fogo contra "B". ou seja. implicando em não atingir o resultado desejado que era a destruição da vida de "B". na tentativa de destruir a vida deste. não existe o elemento "... circunstância alheia a vontade do agente.O agente não consegue praticar todos os meios que estavam a sua disposição para praticar o crime. interrompendo os disparos quando ainda faltavam 2 projéteis na arma de fogo.Na tentativa cruenta a vítima é atingida ( "sua roupa fica suja de sangue").. entretanto.. Exemplo: "A" dispara projéteis de arma de fogo contra "B". Na desistência voluntária. a execução da conduta por parte do agente crimógeno. com metade da munição para de tentar contra a vida de "B".Nesta prática o agente abandona a prática da conduta. a vítima não é atingida. nenhum dos projetis que foram disparados atingiram a vítima. . Cruenta . após. antes da sua execução.

Art. ○ Preparação.Aula 18 . uma 5ª fase.Intercrimini ○ Cogitação. não pode ser qualificada como tentativa. de crime na forma tentada.Circunstâncias alheias a vontade do agente. interrompe a execução do ato e impede o agente de atingir o sucesso da sua vontade. ou algo. Cuidado! A tentativa qualificada ou abandonada. 15. más sim.Inicio da execução . ou é destruído. apesar de ser estudada no capítulo de tentativa. como no caso de uma tentativa de homicídio. 9 de maio de 2011 07:49 Relembrando . ○ Consumação.  Aqui se observa a ocorrência da fase núcleo do tipo.  O bem jurídico protegido pela norma sofre a lesão. Esta fase é chamada de "Exaurimento". que é o proveito econômico do Tentativa Perfeita Imperfeita Branca Cruenta Pode ocorrer da seguinte forma Tentativa Perfeita Branca Cruenta Imperfeita Branca Cruenta Qualificadora ou abandonada Lembrando que os elementos da tentativa são: . Exemplo: Quando um terceiro. ou inserem. Alguns doutrinadores nomeiam.Não Consumação .Tentativa segunda-feira. ○ Execução. Diz-se o crime: Página 60 de Direito Penal I .

é impossível consumar-se o crime (artigo 76.culposo.. Art.848 de 1940." Exemplo: "A" esta intencionando matar "B". Exemplo: "A" estava no meio de uma execução de um plano de matar "B". e atenuantes. quando o agente deu causa ao resultado por imprudência.A terceira . 14. e atirou apenas uma vez. Lei 2. e 94. "Código Penal Brasileiro". negligência ou imperícia.I . quando o agente por ". no caso uma arma carregada com projéteis.Causa de aumento.doloso. o agente desiste. II . III). ninguem pode ser punido por fato previsto como crime. do seu intento. Parágrafo único. 2ª parte: Na execução do crime que o agente Inidônea ou crime impossível "Não se pune a tentativa quando. . n... Salvo os casos expressos em lei. Relembrando: A dosimetria da pena é executada em três fases: . com uma redução que varia de ⅓ a ⅔ da pena do crime consumado. ainda restando mais projéteis no seu revolver. Diz-se crime impossível. quando o agente quís o resultado ou assumiu o risco de produzí-lo.os agravantes. 1ª parte: Podendo continuar até a consumação. Desistência voluntária Artigo 15. parágrafo único. Página 61 de Direito Penal I . por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto.o artigo referente ao tipo penal.. Arrependimento eficaz Artigo 15. desistindo do seu plano. sinão quando o pratica dolosamente.".por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto. possuía a ferramenta para tal evento.A primeira .. ou Causa de Diminuição.A segunda . . e para realizar o seu intento aquele dá um copo de vidro com água como conteúdo Penas Crime tentado vai se punido com a mesma pena do crime consumado..

2 anos = regime aberto. O juiz vai utilizar a redução de ⅓ a ⅔ utilizando como referência tão quanto o agente se aproximou do seu intento. < 4 anos > 2 anos -> Regime semi-aberto.Resultado  4anos -> regime fechado.Circunstânciail Página 62 de Direito Penal I . Fato Típico ≠ Tipicidade Elementos do Fato típico .Elementares a) Objetiva b) Normativa c) Subjetiva . CRIMES QUE NÃO ADMITEM TENTATIVA Não admitem tentativa Culposos Omissivos Unisubsistentes Preterdoloso Contravenção Penal Art. 4º da Lei de Contravenções Penais Crimes habituais São os que precisam ser praticados por várias vezes para que sejam executados.

Lei 2.Omissivos próprios.Aula 19 . O crime preterdoloso consiste em crimes com duas fases. 11 de maio de 2011 07:42 Relembrando Crimes que não Admitem Tentativa .1984)". Código Penal Brasileiro.Contravenções Penais. Art. ou seja. a segunda fase é uma consequência da ação da primeira ação do agente. 19. ou pratica e é caracterizado.(Redação dada pela Lei nº 7. 4º da Lei de Contravenções Penais expressa esta. uma em que os resultados são produzidos por ação direta do agente e. de 11. Basta a omissão para que a conduta seja tipificada. .Habituais . não há como tentar se omitir. ou seja. Se o agente não cometer. .7. não há possibilidade então de estabelecer um nexo causal com o agente. ou puros.848 de 1.209. Tipo Final ≠ Tipicidade 1) conceito "Pelo resultado que agrava especialmente a pena. No Art. produzida como consequência dos seus atos.Unissubsistentes. . São aquele que são praticados com uma única conduta por parte do agente.Preterdoloso. Como não há vontade do agente em cometer o crime.Culposos. Página 63 de Direito Penal I . só responde o agente que o houver causado ao menos culposamente. Os principais crimes que se enquadram nesta categoria são os crime contra a honra. ou não pratica.Crimes que Não Admitem Tentativa quarta-feira. Tipo penal é a descrição em abstrato da conduta criminosa por parte do legislador. . não executar a conduta não será possível ser tipificado.940.

"honra". Estas sempre se encontram no "Caput" dos dispositivos normativos.Consegue encaixar de forma perfeita a conduta abstrata descrita pelo legislador com a conduta do agente. Exemplo: 2) Elementos O tipo penal possui elementos. Art. Página 64 de Direito Penal I . ou seja. "local público" Subjetivas . "Subtrair". "Portar". Tipicidade é o encaixa da conduta praticada pelo agente ao tipo penal que foi descrito pelo legislador. "alguém" Normativas . "documento público". a interpretação das palavras se dá de forma muito clara pelo interprete.Tipo penal é a descrição em abstrato da conduta criminosa por parte do legislador.São aquelas aonde exige-se um juízo de valor. Caput.Se referem a finalidade do tipo. o significado destas expressões não se dá de forma tão simples.Neste caso não será possível o encaixe da conduta do agente diretamente com a descrição abstrata feita pelo legislador. Elementos Elementares Objetivas . Indireta . Exemplo: "Matar alguém". Exemplo: "Sequestrar pessoa com o fim de obter . Exemplo: "decoro". "mulher honesta". "Coagir". Tipicidad Direta e . que são chamados de elementares e circunstâncias. Exemplo: "Matar". "Manter". 121. As elementares são dados fundamentais sem os quais a figura típica deixa de existir.São aquelas que não é necessário fazer qualquer juízo de valor.

qualquer vantagem como condição ou preço do resgate. Pena de 12 a 30 anos. ou seja.São dados acessórios sem os quais a figura típica continua existindo. 3) Erro de Tipo Conceito: Essencial Consiste na falsa percepção da realidade. O agente se equivoca no tocante aos elementos constitutivos do tipo penal (elementares e. para si ou para outrem. Quando o agente se equivoca em relação a estes aos elementos constitutivos se dá o nome de "erro essencial". "§2º se o crime é praticado de forma cruel". as circunstâncias estão previstas nos parágrafos do dispositivo. Essencial Elementares Desculpável Excluí dolo e Culpa Indesculpável Excluí dolo Circunstância Acidental Erro Sobre o Objeto Excluí a circunstância Erro in Persona Erro in objeto Página 65 de Direito Penal I . Circunstância Quando o agente comete uma conduta tipificada como criminosa. moral" Pena reduzida. pensando estar alvejando um animal de caça." Circunstâncias . Exemplo: Caçador que durante a caçada termina por alvejar uma pessoa e destruindo a vida desta. Exemplo: "§1º homicídio praticado por motivo de relevante valor social. ou.Exemplo: "Sequestrar pessoa com o fim de obter . uma das características acessórias do crime. circunstâncias). má erra em relação a uma das circunstância do crime.

Sobre o modo de execução 'Aberratio' ictus 'Aberratio' criminis Sobre o nexo causal 'Aberratio' causal Página 66 de Direito Penal I .

18 de maio de 2011 07:53 Página 67 de Direito Penal I .Aula 20 quarta-feira.

7. de 11.1984) Parágrafo único . de 11.209.7.(Incluído pela Lei nº 7.1984) II .Exclui dolo e . 23 . de 11.em estado de necessidade.209. de 11. de 11.Exclusão de Ilicitude quarta-feira. 18 de maio de 2011 07:53 Relembrando Teoria analítica do crime Fato Típico + Antijurídico + Culpável Antijurídica (ilicitude) Conduta que contraria o ordenamento jurídico. então se responde de forma dolosa.7.em legítima defesa.1984) Intencional Se este excesso na resposta é possível de ser evitado.7. Excludentes de antijuridicidade: Exclusão de ilicitude(Redação dada pela Lei nº 7. em qualquer das hipóteses deste artigo.Não há crime quando o agente pratica o fato: (Redação dada pela Lei nº 7. poderia ter evitado a ação.209.209. (Incluído pela Lei nº 7.(Incluído pela Lei nº 7. Evitável .1984) I .Não excluí dolo ou culpa. Página 68 de Direito Penal I Inevitável .em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.7.209.7. Não intencional Se apesar de não desejar exceder.O agente. de 11.209. responderá pelo excesso doloso ou culposo.209.(Incluído pela Lei nº 7.1984) Art. de 11.Aula 21 .7.1984) Causa Supralegal Bem disponível Capacidade de dispor Exemplo punível Excesso punível (Incluído pela Lei nº 7.1984) III . não responde pelo excesso de forma dolosa.

não responde pelo excesso de forma dolosa.7.Perigo atual direito próprio ou alheio. Elementos .N justificante) Bem salvo = E.7.1984) § 2º .7. cujo sacrifício. . de 11. não era razoável exigir-se.209. que não provocou por sua vontade. nem podia de outro modo evitar. . (Redação dada pela Lei nº 7. um dos bens deverá ser sacrificado. direito próprio ou alheio.Nem podia de outro modo evitar .Exclui dolo e culpa.Cujo Sacrifício nas circunstâncias não era razoável exigir-se • Inexigibilidade de sacrifício do bem salvo ○ Bem salvo  Não há excludente  Há excludente (E. a pena poderá ser reduzida de um a dois terços. A) Estado de Necessidade Estado de necessidade "Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual. nas circunstâncias. de 11.209. diferentemente da "legitima defesa". para que o outro permaneça intacto. (Redação dada pela Lei nº 7. de 11.1984) No "Estado de Necessidade" existem dois ou mais bens jurídicos estão em perigo." (Redação dada pela Lei nº 7. . responde pelo excesso de forma culposa.1984) § 1º .Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo.Que nos provocou por sua vontade.Embora seja razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado.ação.N exculpante Inexistência do dever legal de enfrentar o perigo Tipos de Estado de Necessidade Agressivo Defensivo Agressão Animal Página 69 de Direito Penal I .209.

Embora seja razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado." Direito próprio .209. usando moderadamente dos meios necessários. 'Código Penal Brasileiro'. Lei 2.Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo.7.Estado de Necessidade segunda-feira.(Redação dada pela Lei nº 7. Por sua vontade. de 11. cujo sacrifício. Art. Art.1984)".. más sim.7.7.Aula 22 .pode estar defendendo direito que não é da própria pessoa. Iminente Apesar de não estar no texto do dispositivo a compressão de que o agente pode agir em estado de necessidade quando um perigo iminente esta prestes a acontecer. ameaça a Direito próprio ou alheio que não provocou por sua vontade nem podia evitar. que não provocou por sua vontade.. (Redação dada pela Lei nº 7.. de 11. atual ou iminente. de terceiro. de 11.940.. Legitima Defesa Requisit Perigo Atual. direito próprio ou alheio.1984)".ou seja .848 de 1.7. Legítima defesa "Entende-se em legítima defesa quem.209.. ou iminente os Perigo Atual . não era razoável exigir-se. nas circunstâncias. 'Código Penal Brasileiro'. ". Lei 2.940. repele injusta agressão. (Redação dada pela Lei nº 7.848 de 1.1984) § 2º . a direito seu ou de outrem.209. (Redação dada pela Lei nº 7. 23 de maio de 2011 07:48 Crime = Fato típico + Antijurídico + culpável Estado de Necessidade "Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual." Esta situação de perigo não pode ter sido criada dolosamente (direto ou Página 70 de Direito Penal I . ". de outro.Que esta acontecendo naquele momento.1984) § 1º . 25. de 11.209. nem podia de outro modo evitar. a pena poderá ser reduzida de um a dois terços. 24.

golpeia o Estado de necessidade agressivo Atinge bem jurídico de pessoas que não criaram uma situação de perigo. não havendo chance para resgatar a vida do animal.1984)". Estado de necessidade defensivo Atinge o bem jurídico do agente que criou a situação de perigo. CPB. justificante. Bem jurídico Salvo de menor valor do que o que pereceu.7. Cujo sacrifício nas circunstâncias não era razoável exigir-se.N. Art. § 2º . em que habitam uma pessoa e um animal (cachorro). ou seja. imperícia. ou imprudência). 'Código Penal Brasileiro'. para sua defesa. aquele que deu causa a situação de perigo de forma culposa (negligência. o 'estado de necessidade' alegando então a antijuridicidade. 24. Esta situação não atinge a culpa.209. Neste caso temos um exemplo de E. Exemplo: Página 71 de Direito Penal I .848 de 1. (Redação dada pela Lei nº 7. não pode invocar. Exemplo: Casa que esta pegando fogo. . a pena poderá ser reduzida de um a dois terços.Esculpante ○ O bem jurídico salvo tem o mesmo valor do bem jurídico de que pereceu.Esta situação de perigo não pode ter sido criada dolosamente (direto ou eventual) pelo seu agente. Lei 2. Espécies de Estado de Necessidade (E.Embora seja razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado. de 11. o bombeiro ao entrar no imóvel. Exemplo: agente que provoca uma situação de risco. só teve a chance de salvar a vida do homem. Exemplo: Dois náufragos que possuem apenas uma boia para salvar a vida.Justificante ○ O bem jurídico salvo tem um 'valor maior' do que o bem jurídico que pereceu.940. Neste caso deve ser aplicado o §2º do Art. Exemplo: Pessoa que ao tentar se desvencilhar de uma situação de perigo. 24.N) .

Página 72 de Direito Penal I . a não ser que.Inexistência do dever legal de enfrentar o perigo § 1º . .1984) Atos de heroísmo não são inimputáveis. ou seja. o cão tenha sido atiçado por outra pessoa. e não em legítima defesa.Estado de necessidade e dificuldade econômica • Se enquadro em ato antijurídico o agente que executa um furto famélico. para saciar a fome de sua família. cuidado com os objetos jurídicos.Ataque animal • Toda vez que o sujeito agir contra ataque animal.7. o animal se tornou uma ferramenta para praticar um crime. não se utiliza da concepção de destruir a própria vida. (Redação dada pela Lei nº 7.Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo. . que não estão relacionados. de 11. ou seja.209. • Roubo de remédio que é imprescindível para manter a vida de uma outra pessoa. para salvar o bem jurídico vida de outra pessoa. ele estará atuando em estado de necessidade.

ou afasta a agressão. ou expõe a perigo bem jurídico da vítima.209.". Código Penal Brasileiro. 25. Página 73 de Direito Penal I . Lei 2. Requisitos .Legítima Defesa quarta-feira.(Redação dada pela Lei nº 7. usando moderadamente dos meios necessários.828 de 1. . A conduta de qualquer indivíduo que tenta salvaguardar este bem jurídico é licita.situação de risco que coloca em perigo dois bens jurídicos de igual valor. atual ou iminente.esta acontecendo..esta em vias de ocorrer. repele injusta agressão.940.Uso de meios moderados e necessários Meio necessário é aquele necessário para paralisar a agressão. Iminente . que esta sofrendo risco. é que admissível. "Entende-se em legítima defesa quem. esta conectada de forma invariável. atual ou iminente.Aula 23 . Não se admite ameaça futura como excludente.7.repele injusta agressão.Se agente ofende. Só a conduta do vítima..Agressão atual ou iminente Atual . Espécies Própria .A direito seu.. 25 de maio de 2011 07:46 Relembrando Teoria analítica do Crime Crime = Fato típico + antijurídico + culpável Excludente de antijuridicidade EN." .. a direito seu ou de outrem. de 11. e esta defende. Art. ou direito de outrem . 1) Estado de Necessidade 2) Legítima Defesa 3) Exercício regular de um direito 4) Estrito cumprimento de um dever legal Legítima Defesa Conceito Agressão de um bem jurídico contra outro. ou esta exposto ao perigo.1984)".

O objetivo é proteger a vida. 2) Requisitos Para que os ofendículos seja aceitos é necessário atender dois requisitos.em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. de 11. Art. de 11. ou expõe um bem jurídico de terceiro. Terceiro .848 de 1. cercas.7.Visibilidade .209.defende.Não há crime quando o agente pratica o fato: (Redação dada pela Lei nº 7. câmeras de vigilância.O agente atua praticando um direito assegurado a ele por Lei. . cão de guarda.7.1984) I . Exemplo: Oficial de justiça que ao cumprir um mandado empenhora de um bem. como por exemplo. Exercício Regular de Direito Conceito: .301. pregos sobre os muros.7.1984)". intervenção médico cirúrgica. de 11. Código Penal Brasileiro. Lei 2. DECRETO-LEI Nº3. a sinalização da existência do ofendículo. ou afasta a agressão.em legítima defesa. de 11. catracas.209. Exemplo: flagrante compulsório.689 de 3 de Outubro de 1941 . portões de ferro.Código Processual Penal Brasileiro Exemplo: flagrante facultativo. 23. Ofendículos 1) Conceitos . 23 .(Incluído pela Lei nº 7. Exemplo: Cerca elétrica.em estado de necessidade. o patrimônio. Art. (Incluído pela Lei nº 7.7.Inacessibilidade a 3º inoscente Página 74 de Direito Penal I . violência desportiva. não é culpado de crime de roubo.1984) II . a privacidade.(Incluído pela Lei nº 7.940 Conceito: .".aparatos utilizados pelas pessoas objetivando proteger um direito. cumprimento de ordem de despejo.209.1984) III .209. "Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito.Se agente da agressão ofende.O agente pratica um dever no estrito cumprimento do dever legal. 'JUS CORRIGENTE' Estrito cumprimento do dever legal "Art.

Exercício Regular de um direito ..Última defesa. Página 75 de Direito Penal I .Inacessibilidade a 3º inoscente 3) Natureza jurídica .

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