PROCEDIMENTO DE CONTROLE DIMENSIONAL - CALDEIRARIA CALIBRAÇÃO DE TRENA COM RÉGUA PADRÃO

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S-CD 1 de 5 0 (Nov/2006)

PR-081
1. OBJETIVO

Este procedimento tem como objetivo descrever o processo de calibração de trena de fita de aço, com comprimento de 0,5 a 50m. 2. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA 2.1 Norma ABNT – NBR 6165 – Temperatura de referência para medições industriais de dimensões lineares – Padronização 2.2 Portaria Nº 29 de 1995 do INMETRO - Vocabulário Internacional de Termos Fundamentais e Gerais de Metrologia (VIM) 2.3 Norma ABNT – NBR 10123 – Trenas de Fita de Aço 3. TERMINOLOGIA Trena de fita de aço: Instrumento de medição cuja fita é graduada no sistema métrico, ao longo do seu comprimento, com traços transversais e acoplada a um estojo ou suporte dotado de um mecanismo de recolhimento manual ou automático da fita, existindo ainda alguns modelos com sistema de trava. RBC: Rede Brasileira de Calibração formada por laboratórios credenciados pelo INMETRO para realizar calibrações conforme escopo de credenciamento. 4. INSTRUMENTOS Régua graduada padrão Lupa graduada Pesos padrão de 2 kg e 5 kg Suporte de calibração de trena Dispositivos de fixação Termômetro Paquímetro Morsa

5. DESVIOS A SEREM VERIFICADOS Erros de Indicação Espessura do encosto Folga do encosto

6. EXECUÇÃO 6.1 Preparação Limpeza – Utilizar benzina, éter ou álcool isopropílico, tecido de popeline branco, guardanapo de papel ou papel toalha e luvas de látex. Devem ser limpos, a trena a ser calibrada, e os instrumentos a serem empregados nessa calibração. Inspeção Visual – Utilizando luvas de látex, verificar se a fita apresenta danos, como por exemplo, fita graduada apagada, corrosão, funcionamento da trava, encosto de referência danificado, riscos na graduação da fita, funcionamento da mola de retorno da fita de aço, etc.. Anotar qualquer anomalia no relatório de calibração.

3000 mm. e dentro do prazo de validade da calibração. Para trenas de fita de aço com faixa de medição: • menor ou igual a 5 m utiliza-se um peso padrão de 2 kg que exercerá uma força de 19.CALDEIRARIA CALIBRAÇÃO DE TRENA COM RÉGUA PADRÃO Manual: Página: Revisão: S-CD 2 de 5 0 (Nov/2006) PR-081 Estabilização da Temperatura – Colocar a trena juntamente com os padrões sobre o suporte de calibração para estabilização da temperatura. • a leitura da lupa desde a borda inicial do traço da trena até a borda inicial do traço da régua (B): • se a leitura da lupa fica à esquerda do traço da escala metálica o valor é negativo (-) • se a leitura da lupa fica à direita do traço da escala metálica o valor é positivo (+) . A temperatura do ambiente. deve ser de 20 ± 6 ºC e verificada com um termômetro de resolução máxima 1 ºC. Figura 1 – Preparação para a calibração de trena 6. 60%. os pontos de medição devem ser determinados em 20%. da trena e dos padrões empregados.PROCEDIMENTO DE CONTROLE DIMENSIONAL . 40%.6 N . 80% e 100% da faixa de medição da trena. Adapta-se o fixador sobre a fita de aço da trena na parte posterior ao comprimento do suporte de calibração de trena. Verificação da calibração dos padrões – os padrões e instrumentos utilizados devem estar calibrados por laboratórios da RBC ou redes metrológicas estaduais (rastreabilidade a padrões nacionais). Anotar os dados dos padrões e instrumentos e dos seus certificados de calibração no relatório de calibração. 2000 mm. Exemplo: em uma trena de 5m os pontos são: 1000 mm.2 Determinação dos Erros de Indicação A medição é realizada oticamente. • maior que 5 m utiliza-se um peso padrão de 5 kg que exercerá uma força de 50 N. Anota-se no relatório de calibração em cada ponto de medição: • o valor indicado na trena no ponto que está sendo calibrado (A). Deve-se observar que a escala superior da régua graduada padrão seja visível. ficando a trena com a sua escala inferior justaposta a escala superior da régua graduada padrão de acordo com a Figura 1. 4000 mm e 5000 mm. A fixação da trena é feita através da colocação do encosto de referência na extremidade do suporte de calibração de trena. conforme Figura 1 e fixa-se o peso padrão adequado à faixa de medição da trena que exercerá uma força de tração e tensionará a trena. O início da régua padrão deve coincidir com a extremidade do suporte de calibração de trena. para isso pode ser necessário usar um batente de apoio auxiliar avulso ou já fixado no suporte de calibração de trena conforme a Figura 1. Preparação para calibração – Sobre o suporte de calibração de trena fixa-se a régua graduada padrão com dois dispositivos de fixação conforme a Figura 1.

O valor da folga do encosto (H) é a diferença dessas duas medidas.6 mm .. sem segurá-lo. Exemplo: Calibração de uma trena de 5m com uma régua padrão de 2000 mm.5 mm 3000 mm -0.4 mm .. . A Figura 2 apresenta a forma de leitura da trena.CALDEIRARIA CALIBRAÇÃO DE TRENA COM RÉGUA PADRÃO Manual: Página: Revisão: S-CD 3 de 5 0 (Nov/2006) PR-081 • o valor indicado na régua (C). Valor Indicad Leitura da Lup Valor Indicad VVC na Trena (B) na Régua D=C+B (A) (C) (D) .. Anote o valor medido no relatório de calibração.. Meça com os medidores internos do paquímetro a distância entre a superfície interna do encosto..5 mm 2000 mm 1999.PROCEDIMENTO DE CONTROLE DIMENSIONAL . ... Anote o valor medido no relatório de calibração. Nesses casos deve-se usar um dispositivo de fixação para prender a fita de aço da trena justaposta a régua graduada padrão nessa posição.. a fita de aço da trena. .5 = 2999. 6. segurando-o contra a fita da trena..5 mm 0. . 2000 mm -0.1 mm 1000 mm** = 999..9 + 1999. No caso de se realizar medições de comprimentos maiores que o da escala graduada padrão deve-se deslocar a trena até que o último ponto calibrado coincida com a extremidade inicial da régua graduada padrão. lupa e régua para medir o erro de indicação da trena. observando que a borda inicial do traço gravado na trena deve coincidir com a extremidade da régua graduada padrão (utilizar a lupa para verificar a coincidência de traços). Então meça com os medidores internos do paquímetro a distância entre a superfície interna do encosto.. E=A-D O maior erro de indicação será o erro de maior valor encontrado entre os pontos medidos. ** . entre os mordentes..deslocamento da trena no ponto de 2m para o início da régua padrão.. e a borda do mordente da morsa (F). ..1 .. e a borda do mordente da morsa (G). . 0. .. D=C+B E o erro de indicação (E) é a diferença entre o valor indicado na trena (A) e o valor verdadeiro convencional (D).3 Medição da folga do encosto e da espessura do encosto Para realizar a medição da folga do encosto fixe na morsa. Figura 2 – Medição do erro de indicação da trena O valor verdadeiro convencional VVC (D) é a soma do valor indicado na régua (C) com a leitura da lupa (B). H=F–G Erro de Indicação E=A–D (E) . Deve se observar que os novos valores do valor verdadeiro convencional deverão ser somados ao valor verdadeiro convencional do último ponto onde a trena foi deslocada em relação a régua padrão....Preparação. Os demais itens de fixação devem ser os mesmos estabelecidos no item 6. fixando os mordentes sobre os rebites que fixam o encosto na trena..

Relatório de Calibração de Trena.Trenas de Fita de Aço que determina as tolerâncias para os erros de indicação ou a Tabela 1*.3 ± 0.6 ± (0.3 + L x 10 -4) ± (0. segundo NBR 10123/1987. .o valor da espessura do encosto. Comprimento inspecionado (m) ≤1 >1 ** L em mm.características da trena – faixa de indicação. .o gráfico dos erros de indicação.dados da inspeção visual (riscos.). . . Classe da Trena 1 2 1** 2** Tolerância (mm) ± 0. 6. ANEXO Anexo I .o valor do maior erro de indicação. REGISTRO DE RESULTADOS Deverá ser preparado um relatório da calibração da trena contendo: .4 Gráfico dos Erros de indicação Após ter-se medido os erros de indicação fazer a marcação desses erros no Gráfico dos Erros de Indicação no relatório de calibração e unir os pontos com retas.PROCEDIMENTO DE CONTROLE DIMENSIONAL . . Tabela 1 – Tolerância para o erro de indicação da trena de fita de aço. desenhando dessa forma a curva de calibração da trena. Para emitir um parecer de conformidade do equipamento pode-se consultar a norma NBR 10123 . . 8. a leitura da lupa e o valor indicado na régua.: * Para ter certeza dos valores limites consulte sempre a norma original. . marca e identificação (número de série.CALDEIRARIA CALIBRAÇÃO DE TRENA COM RÉGUA PADRÃO Manual: Página: Revisão: S-CD 4 de 5 0 (Nov/2006) PR-081 A medição da espessura do encosto é feita com a utilização dos medidores externos do paquímetro na posição próxima a escala. Anote o valor medido no relatório de calibração.condições ambientais (temperatura ambiente). . etc.o valor da folga do encosto. 7. mossas.dados dos instrumentos e padrões utilizados.tabela contendo o valor indicado na trena. oxidação.cálculos do valor verdadeiro convencional e do erro de indicação em cada ponto de medição. Obs.6 + 2L x 10 -4) . . outros danos).

0 0% Inspetor:________________________ SNQC:_________________ Data: ______/______/________ 100% 20% 40% 60% 80% .3 -0.PROCEDIMENTO DE CONTROLE DIMENSIONAL .9 -1.6 -0.7 0.5 -0.0 -0.7 -0.3 0. sem segurá-lo (F) Folga do encosto (H): H=F-G 6) Dados dos instrumentos e padrões utilizados Medida interna do encosto até a morsa. segurando-o contra a fita da trena (G) Espessura do encosto: 7) Gráfico dos Erros de Indicação 1.8 -0.4 0.1 -0.CALDEIRARIA CALIBRAÇÃO DE TRENA COM RÉGUA PADRÃO Manual: Página: Revisão: S-CD 5 de 5 0 (Nov/2006) PR-081 Procedimento RELATÓRIO DE CALIBRAÇÃO DE TRENA 1) Características da Trena Faixa de Indicação: Nº Identificação: Padrão de referência: REV.5 0.8 0.2 0.2 -0.1 0. 0 Nov/2006 Página 01/01 Fabricante: Modelo: Nº de Série: 2)Condições Ambientais Temperatura Ambiente: _____________________ 3) Inspeção Visual (Observações) 4) Informações Leitura da Lupa: à esquerda do traço da escala metálica o valor é negativo (-) à direita do traço da escala metálica o valor é positivo (+) 5) Calibração Valor Indicado na Trena (A) Leitura da Lupa (B) Valor Indicado na Régua (C) VVC D=C+B (D) VVC = Valor Verdadeiro Convencional Erro de Indicação E=A–D (E) Maior Erro de Indicação: Medida interna do encosto até a morsa.0 0.6 0.9 0.4 -0.

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