Escola Municipal “Marphiza Magalhães Santos” Ensino Fundamental Língua Portuguesa Professora: Elen Camilo Caldas Mota.

Quem são eles?
Espremidos entre a infância e a adolescência, os pré-adolescentes vivem a dualidade dessas duas fases de vida a um só tempo Beatriz Teixeira de Salles Quando os pais querem que eles façam alguma coisa, lá vem o discurso: “Você já é bem grandinho”; mas quando os pais não querem liberá-los para ir a algum lugar ou fazer determinada coisa, lascam: “Você ainda é muito novo, não pode!” Afinal, são muito novos ou já cresceram? Esse é apenas um exemplo da dificuldade de ser pré-adolescente, ou melhor, de ser quase adolescente, pois o termo pré-adolescência não é reconhecido cientificamente. Eles estão na faixa entre os 10 e 13 anos, vivem uma enorme diferença de maturação, não só sexual quanto psicológica, entre meninos e meninas e até dentro do mesmo sexo, e vivem entre a alegria infantil da falta de responsabilidades e a tão sonhada adolescência, quando algumas “regalias” do mundo adulto lhes são permitidas. Em conversa com Thiago, 12 anos, Isabella, 12, Cecília, 11, e Frederico, 10, a gente pode ver um pouco do perfil dessa moçada que vive nesse intervalo entre infância e adolescência. Eles mesmos admitem que, dependendo da situação, sentem-se crianças ou adolescentes. “Às vezes me incomoda ver que meus pais não acreditam que eu possa fazer algumas coisas. Se quero ir sozinha ao shopping, não posso. Mas, se quero brincar de boneca, eles falam que já sou grande”, conta Isabella. Para Fernanda, a preocupação dos pais se divide entre ameaça da violência real e um pouco de neura. “Os pais são muito imaginativos, só pensam que coisas ruins vão acontecer”, emenda Thiago. Frederico se queixa de não poder ir a reunião de grupo sozinho, Cecília não tem autorização para andar de ônibus sozinha e por aí vai. Porém, todos reconhecem que “dá para entender” a preocupação dos pais e que, levando-se em conta a forma como foram criados, hoje são até liberais. (Estado de Minas, Caderno Feminino, Belo Horizonte, 14 de maio 200,p.10. (Fragmento)

Observe este questionamento: “Quem é que eu sou?” - Você ainda é criança? Ou já não é mais criança? - Você é grande ou pequeno? Grande ou pequena? • • Leia com bastante atenção os dois textos. Faça uma produção textual procurando responder os questionamentos.

lá vem bronca da mamãe: . tenham paciência! Deixem-me crescer em paz! Mais respeito. lá vem bronca do papai: . Mas se eu faço algum errinho. . 1994.Não. não. qualquer coisinha malfeita. ou alguma travessura. eu sou criança! São Paulo: Moderna. quem é que eu sou? Ou eu sou muito pequeno. não! Já para fora! Você é muito pequeno para ouvir nossa conversa.9.Grande ou pequeno? (Pedro Bandeira) Se eu me meto na conversa. para ouvir do que é que falam os adultos e os parentes. p.Mas você não tem vergonha? Isso é coisa que se faça? Você já está muito grande para coisas como essas! Afinal. ou sou grande até demais! Ora.

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