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Crescimento e renovação Celular

Crescimento e renovação Celular O nosso planeta apresenta uma grande diversidade de seres vivos distribuídos pelos
Crescimento e renovação Celular O nosso planeta apresenta uma grande diversidade de seres vivos distribuídos pelos

O nosso planeta apresenta uma grande diversidade de seres vivos distribuídos

pelos ambientes mais diversos.

de seres vivos distribuídos pelos ambientes mais diversos. A Biodiversidade é uma riqueza inesgotável! Apesar das

A Biodiversidade é uma riqueza inesgotável!

Apesar das diferenças existentes entre os seres vivos, há uma unidade estrutural

e funcional comum a todos a célula a unidade básica da vida.

Esta semelhança também se revela a nível molecular os organismos apresentam

os mesmos constituintes bioquímicos.

Crescimento e renovação Celular

Crescimento e renovação Celular Como é possível explicar a grande diversidade de seres vivos que existem
Crescimento e renovação Celular Como é possível explicar a grande diversidade de seres vivos que existem

Como é possível explicar a grande diversidade de seres vivos que

existem na natureza?

Por muito diferentes que os organismos sejam entre si, é a partir de uma única

célula que se origina um indivíduo.

a partir de uma única célula que se origina um indivíduo. Esta célula contém toda a

Esta célula contém toda a informação necessária para o desenvolvimento do indivíduo.

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Crescimento e renovação Celular Podemos questionarmo-nos: • Onde se encontra armazenada toda a informação

Podemos questionarmo-nos:

Crescimento e renovação Celular Podemos questionarmo-nos: • Onde se encontra armazenada toda a informação

Onde se encontra armazenada toda a informação hereditária e como é

transmitida à descendência?

Que processos são responsáveis pela unidade e variabilidade celular?

Como explicar o crescimento dos seres vivos e a regeneração dos tecidos?

Como explicar o facto de as células de um indivíduo não serem todas iguais?

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Crescimento e renovação Celular 1.1 DNA e Síntese Proteica O suporte físico da informação necessária para
1.1
1.1

DNA e Síntese Proteica

Crescimento e renovação Celular 1.1 DNA e Síntese Proteica O suporte físico da informação necessária para

O suporte físico da informação necessária para o desenvolvimento de um ser vivo permaneceu desconhecido até meados do séc.XX.

Em finais do séc. XIX, o bioquímico alemão Miescher, a partir de células com grandes

núcleos , isolou uma substância de elevado peso molecular nucleína.

Substância actualmente designada por ácido desoxirribonucleico, permaneceu ignorada durante quase um século.

Considerava-se, de forma generalizada, que as proteínas nucleares eram as

macromoléculas portadoras da informação genética.

Grande complexidade e diversidade das proteínas, comparadas com o DNA;as macromoléculas portadoras da informação genética. Existências de doenças hereditárias associadas à falta

Existências de doenças hereditárias associadas à falta de determinadas enzimas.e diversidade das proteínas, comparadas com o DNA; Só em meados séc. XX é que foram

Só em meados séc. XX é que foram feitas experiências que atribuíram ao DNA o suporte físico da informação dos seres vivos. Em 1928, Frederick Griffith (bacteriologista) deu o 1º passo para a identificação da molécula suporte da informação genética.

Crescimento e renovação Celular

Crescimento e renovação Celular Experiência de Griffith (1928) Bactérias tipo R – desprovidas de cápsula

Experiência de Griffith (1928)

e renovação Celular Experiência de Griffith (1928) Bactérias tipo R – desprovidas de cápsula (rugosas)
e renovação Celular Experiência de Griffith (1928) Bactérias tipo R – desprovidas de cápsula (rugosas)

Bactérias tipo R desprovidas de cápsula (rugosas) Bactérias tipo S com cápsula (lisas)

Qual

das

estirpes

é

patogénica

para

os

ratos?

Qual a possível explicação para o

aparecimento de bactérias vivas do tipo S,

no sangue dos ratos do quarto lote?

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Crescimento e renovação Celular Experiência de Griffith (1928) Bactérias tipo R – desprovidas de cápsula

Experiência de Griffith (1928)

e renovação Celular Experiência de Griffith (1928) Bactérias tipo R – desprovidas de cápsula (rugosas)
e renovação Celular Experiência de Griffith (1928) Bactérias tipo R – desprovidas de cápsula (rugosas)

Bactérias tipo R desprovidas de cápsula (rugosas) Bactérias tipo S com cápsula (lisas)

Conclusões:

As bactérias do tipo S são virulentas para os ratos, causando a pneumonia;

As bactérias do tipo R não são patogénicas;

As bactérias mortas do tipo S conseguem

transmitir a sua informação às do tipo R,

passando estas a adquirir a capacidade virulenta

(adquirem cápsula que as protegem do sistema

imunitário dos ratinhos);

Esta informação deverá ser uma substância química que consegue transformar a bactéria principio transformante.

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Crescimento e renovação Celular E x p e r i ê n c i a d
Crescimento e renovação Celular E x p e r i ê n c i a d

Experiência de Avery (1944)

Em 1944, Avery cultivou bactérias lisas, matou-as pelo calor e triturou-as. Separaram-se os seus constituintes químicos (glícidos,

proteínas, lípidos e DNA).

químicos (glícidos, proteínas, lípidos e DNA). • Adicionando cada um destes constituintes,

Adicionando cada um destes

constituintes, separadamente, a

bactérias rugosas não patogénicas

e, seguidamente, injectando-as em ratos, observou que apenas o DNA (ácidos nucleicos) transformava as bactérias rugosas em lisas patogénicas (os ratos morriam).

Estas observações permitiram concluir que esta biomolécula DNA era responsável pela

informação

transmissão

genética.

da

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Crescimento e renovação Celular Experiência de Hershey e Chase, 1952 Em 1952, Alfred Hershey e Martha

Experiência de Hershey e Chase, 1952

e renovação Celular Experiência de Hershey e Chase, 1952 Em 1952, Alfred Hershey e Martha Chase

Em 1952, Alfred Hershey e Martha Chase utilizaram vírus que infectam bactérias, designados

por isso bacteriófagos. Estes contribuíram para confirmar, definitivamente, que a molécula

de DNA é o suporte físico da informação genética.

Bacteriófago T 2

Cápsula proteica DNA Ciclo reprodutivo do Fago Fago liga-se à bactéria. Fago injecta apenas na
Cápsula
proteica
DNA
Ciclo reprodutivo do Fago
Fago liga-se à
bactéria.
Fago injecta
apenas na
O DNA do Fago utiliza a
célula hospedeira para
bactéria o DNA.
produzir proteínas que iram
constituir novas cápsulas e
DNA.
A lise das bactérias
liberta novos Fagos.

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Crescimento e renovação Celular Experiência de Hershey e Chase, 1952 Situação A - fagos foram cultivados

Experiência de Hershey e Chase, 1952

e renovação Celular Experiência de Hershey e Chase, 1952 Situação A - fagos foram cultivados em

Situação A - fagos foram cultivados em meio contendo enxofre radioactivo 35 S (logo as proteínas ficaram radioactivas) e foram infectar bactérias não radioactivas. Situação B - fagos foram cultivados em meio com fósforo radioactivo 32 P (logo o DNA ficou radioactivo) e foram infectar bactérias não radioactivas.

Cápsula radioactiva Cápsula Fago radioactiva Bactéria DNA do Fago DNA Centrifugação Sedimentação de
Cápsula
radioactiva
Cápsula
Fago
radioactiva
Bactéria
DNA do
Fago
DNA
Centrifugação
Sedimentação de
acordo com a
densidade
DNA
radioactivo
Centrifugação
DNA

Sedimentação de acordo com a densidade

Situação A

Cápsula

Radioactiva

DNA não

radioactivo

Cápsula não

radioactiva

Situação B

DNA

radioactivo

radioactivo

Conclusão: Desta experiência concluiu-se que o DNA (ácidos nucleicos) é responsável pela informação que conduz á formação de novos vírus.

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Crescimento e renovação Celular Tipos de ácidos nucleicos – veículos da informação genética Os ácidos

Tipos de ácidos nucleicos veículos da informação genética

ácidos nucleicos – veículos da informação genética Os ácidos nucleicos são polímeros portadores da

Os ácidos nucleicos são polímeros portadores da informação genética.

são polímeros portadores da informação genética. ao DNA – ácido desoxirribonucleico – suporte da

ao

DNA ácido desoxirribonucleico suporte da informação

biológica, onde estão “inscritas” as características de cada

organismo contém a “linguagem” da vida.

RNA –
RNA

ácido

ribonucleico

indispensável

processamento da informação biológica.

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Crescimento e renovação Celular Localização dos ácidos nucleicos na célula nucleóide Célula procariótica núcleo

Localização dos ácidos nucleicos na célula

Celular Localização dos ácidos nucleicos na célula nucleóide Célula procariótica núcleo Célula eucariótica

nucleóide

Celular Localização dos ácidos nucleicos na célula nucleóide Célula procariótica núcleo Célula eucariótica

Célula procariótica

núcleo

Celular Localização dos ácidos nucleicos na célula nucleóide Célula procariótica núcleo Célula eucariótica
Celular Localização dos ácidos nucleicos na célula nucleóide Célula procariótica núcleo Célula eucariótica

Célula eucariótica

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Crescimento e renovação Celular Composição química dos ácidos nucleicos: DNA e RNA Os nucleótidos . ácidos

Composição química dos ácidos nucleicos: DNA e RNA

Composição química dos ácidos nucleicos: DNA e RNA Os nucleótidos . ácidos nucleicos* são polímeros

Os

nucleótidos.

ácidos

nucleicos*

são

polímeros

constituídos

por

unidades

básicas

designadas

DNA

Nucleósido Base Azotada (A, T, G ou C) Grupo fosfato Nucleótido Timina (T) Açucar -
Nucleósido
Base Azotada
(A, T, G ou C)
Grupo fosfato
Nucleótido
Timina (T)
Açucar - Pentose
(desoxirribose)
fosfato Nucleótido Timina (T) Açucar - Pentose (desoxirribose) Nucleótido do DNA Cadeia polinucleotídica do DNA

Nucleótido do DNA

Cadeia polinucleotídica do DNA

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Crescimento e renovação Celular Composição química dos ácidos nucleicos: DNA e RNA RNA Base azotada (A,
Crescimento e renovação Celular Composição química dos ácidos nucleicos: DNA e RNA RNA Base azotada (A,

Composição química dos ácidos nucleicos: DNA e RNA

RNA

Base azotada (A, G, C, ou U)

Grupo fosfato Uracilo (U)
Grupo fosfato
Uracilo (U)

Açucar - Pentose

(ribose)

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Crescimento e renovação Celular Composição química dos ácidos nucleicos: DNA e RNA Do ponto de vista

Composição química dos ácidos nucleicos: DNA e RNA

Composição química dos ácidos nucleicos: DNA e RNA Do ponto de vista químico a diferença entre

Do ponto de vista químico a diferença entre estes dois tipos de ácidos nucleicos reside:

na pentose

dois tipos de ácidos nucleicos reside: • na pentose DNA – Desoxirribose C 5 H 10

DNA Desoxirribose

C 5 H 10 O 4

na pentose DNA – Desoxirribose C 5 H 10 O 4 RNA – Ribose C 5

RNA Ribose

C 5 H 10 O 5

tipos de bases azotadas (DNA - T, A, C ou G) (RNA U, A, C ou G)

bases azotadas (DNA - T, A, C ou G) (RNA – U, A, C ou G)

Uracilo (U)

- T, A, C ou G) (RNA – U, A, C ou G) U r a

Timina (T)

Citosina (C)

Adenina (A)

Guanina (G)

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Crescimento e renovação Celular Composição química dos ácidos nucleicos: DNA e RNA As bases azotadas presentes

Composição química dos ácidos nucleicos: DNA e RNA

Composição química dos ácidos nucleicos: DNA e RNA As bases azotadas presentes nos nucleótidos podem

As bases azotadas presentes nos nucleótidos podem dividir-se em dois tipos

presentes nos nucleótidos podem dividir-se em dois tipos Uracilo (U) Timina (T) Citosina (C) Bases pirimídicas

Uracilo (U)

nos nucleótidos podem dividir-se em dois tipos Uracilo (U) Timina (T) Citosina (C) Bases pirimídicas Anel

Timina (T)

Citosina (C)

dividir-se em dois tipos Uracilo (U) Timina (T) Citosina (C) Bases pirimídicas Anel simples Adenina (A)
dividir-se em dois tipos Uracilo (U) Timina (T) Citosina (C) Bases pirimídicas Anel simples Adenina (A)
dividir-se em dois tipos Uracilo (U) Timina (T) Citosina (C) Bases pirimídicas Anel simples Adenina (A)
dividir-se em dois tipos Uracilo (U) Timina (T) Citosina (C) Bases pirimídicas Anel simples Adenina (A)

Bases pirimídicas Anel simples

Adenina (A)

Guanina (G)

Uracilo (U) Timina (T) Citosina (C) Bases pirimídicas Anel simples Adenina (A) Guanina (G) Bases púricas
Uracilo (U) Timina (T) Citosina (C) Bases pirimídicas Anel simples Adenina (A) Guanina (G) Bases púricas
Uracilo (U) Timina (T) Citosina (C) Bases pirimídicas Anel simples Adenina (A) Guanina (G) Bases púricas
Uracilo (U) Timina (T) Citosina (C) Bases pirimídicas Anel simples Adenina (A) Guanina (G) Bases púricas

Bases púricas Anel duplo

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Crescimento e renovação Celular Composição química dos ácidos nucleicos: DNA e RNA Os nucleótidos estabelecem

Composição química dos ácidos nucleicos: DNA e RNA

Composição química dos ácidos nucleicos: DNA e RNA Os nucleótidos estabelecem ligações entre si, formando

Os nucleótidos estabelecem ligações entre si, formando cadeia polinucleotídicas.

ligações entre si, formando cadeia polinucleotídicas. Reacção de síntese Ligação covalente do tipo

Reacção de síntese

ligações entre si, formando cadeia polinucleotídicas. Reacção de síntese Ligação covalente do tipo fosfodiéster
ligações entre si, formando cadeia polinucleotídicas. Reacção de síntese Ligação covalente do tipo fosfodiéster
ligações entre si, formando cadeia polinucleotídicas. Reacção de síntese Ligação covalente do tipo fosfodiéster

Ligação covalente do tipo fosfodiéster

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Crescimento e renovação Celular Composição química dos ácidos nucleicos: DNA e RNA Os nucleótidos estabelecem

Composição química dos ácidos nucleicos: DNA e RNA

Composição química dos ácidos nucleicos: DNA e RNA Os nucleótidos estabelecem ligações entre si, formando

Os nucleótidos estabelecem ligações entre si, formando cadeia polinucleotídicas.

ligações entre si, formando cadeia polinucleotídicas. Cada novo nucleótido liga-se pelo grupo fosfato ao

Cada novo nucleótido liga-se pelo grupo fosfato ao

carbono 3da pentose do último nucleótido da cadeia,

repetindo-se o processo na direcção 53.

, repetindo-se o processo na direcção 5 ’ 3 ’ . Deste modo, ao último nucleótido

Deste modo, ao último nucleótido que tem o carbono 3

com o grupo OH livre, pode ligar-se um novo nucleótido

pelo grupo fosfato.

Cada cadeia de nucleótidos possui um grupo fosfato livre numa das extremidades, denominada extremidade 5’, e um grupo hidroxilo (OH - ) livre na outra extremidade, a

3.

A adição de

nucleótidos faz-se no

sentido 5’

grupo hidroxilo (OH - ) livre na outra extremidade, a 3 ’ . A adição de

3’

Crescimento e renovação Celular

Crescimento e renovação Celular Estrutura do DNA A estrutura da molécula de DNA só foi decifrada

Estrutura do DNA

Crescimento e renovação Celular Estrutura do DNA A estrutura da molécula de DNA só foi decifrada

A estrutura da molécula de DNA só foi decifrada após terem sido analisados os resultados

de várias experências:

Experiência de Erwin Chargaff e

colaboradores (1944-1952)

Experiência de Erwin Chargaff e colaboradores (1944-1952) • Análises relativas à composição quantitativa

Análises relativas à composição quantitativa percentual dos diferentes nucleótidos revela que, em

cada espécie, os valores de adenina são muito próximos dos da timina e os valores da guanina muito

próximos da citosina.

Quantidade de

Quantidade de

muito próximos da citosina . Quantidade de Quantidade de Bases Púricas (A+G) Bases Pirimídicas (T+C) Regra

Bases Púricas

(A+G)

Bases

Pirimídicas

(T+C)

Regra de Chargaff

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Crescimento e renovação Celular Estrutura do DNA • Rosalind Franklin e Maurice Wilkins , utilizando a

Estrutura do DNA

Crescimento e renovação Celular Estrutura do DNA • Rosalind Franklin e Maurice Wilkins , utilizando a

Rosalind Franklin e Maurice Wilkins, utilizando a difracção de raios X, bombardearam

amostras de DNA cristalizado, tendo obtido radiogramas da difracção que reflectem a

configuração das partículas do cristal.

que reflectem a configuração das partículas do cristal. A configuração em cruz indica que o DNA

A configuração em cruz indica que o DNA apresenta a forma de uma hélice.

Observações realizadas com o microscópio electrónico revelaram que a espessura de uma molécula de DNA (2nm) é dupla da de uma cadeia polinucleotídica (1nm).

Crescimento e renovação Celular

Crescimento e renovação Celular Ficha de Trabalho Modelo de dupla hélice de DNA proposto por Watson

Ficha de Trabalho

Crescimento e renovação Celular Ficha de Trabalho Modelo de dupla hélice de DNA proposto por Watson

Modelo de dupla hélice de DNA proposto por Watson e Crick

Ligação de hidrogénio
Ligação de hidrogénio

1.

Quais os tipos de ligações entre os nucleótidos de uma cadeia?

2.

Como se associam os nucleótidos entre duas cadeias polinucleotídicas?

3.

Com base nos dados da figura, explique os resultados de Chargaff.

4.

Explique, com base na figura, o significado da afirmação: “O DNA é uma molécula formada por

duas cadeias complementares antiparalelas.

5.

Estabeleça uma relação entre a posição ocupada pelas bases azotadas na molécula de DNA e o

seu carácter hidrofóbico.

Crescimento e renovação Celular

Crescimento e renovação Celular Estrutura do DNA Em 1953, o geneticista James Watson e o físico

Estrutura do DNA

Crescimento e renovação Celular Estrutura do DNA Em 1953, o geneticista James Watson e o físico

Em 1953, o geneticista James Watson e o físico Francis Crick sintetizaram num modelo único e coerente o que se sabia até ao momento sobre a estrutura do DNA o modelo

de dupla hélice.

Ligação de hidrogénio
Ligação de hidrogénio

A longa molécula formada por duas cadeias

polinucleotídicas enroladas em hélice, assemelha-se a

uma escada de corda enrolada helicoidalmente.

assemelha-se a uma escada de corda enrolada helicoidalmente. As bandas laterais da hélice são formadas por

As bandas laterais da hélice são formadas por grupos fosfato, alternando com moléculas de açucares e os degrauscentrais são pares de bases ligadas entre si por pontes de hidrogénio. A adenina liga-se somente à timina por duas ligações hidrogénio; a guanina liga-se somente à citosina por três ligações hidrogénio (esta constância justifica a regra de CHargaff) verifica-se uma complementariedade entre as cadeias da molécula de DNA.

Crescimento e renovação Celular

Crescimento e renovação Celular Estrutura do DNA – Modelo de Dupla Hélice Cada cadeia desenvolve-se em

Estrutura do DNA Modelo de Dupla Hélice

Celular Estrutura do DNA – Modelo de Dupla Hélice Cada cadeia desenvolve-se em sentidos opostos, iniciando-se
Celular Estrutura do DNA – Modelo de Dupla Hélice Cada cadeia desenvolve-se em sentidos opostos, iniciando-se

Cada cadeia desenvolve-se em sentidos opostos,

iniciando-se na extremidade 5e terminando na

extremidade 3. Assim, as cadeias

complementares da molécula de DNA são cadeias antiparalelas, ou seja, à extremidade

5livre de uma cadeia corresponde a

extremidade 3’livre da outra.

A estrutura de DNA é a mesma em todos as

espécies;

O número de nucleótidos, a sua natureza e

sequência diferem entre as moléculas de DNA;

Pode,

pois,

falar-se

em

universalidade

e

variabilidade da molécula de DNA.

Crescimento e renovação Celular

Crescimento e renovação Celular Estrutura do RNA A molécula de RNA é, normalmente, formada por uma

Estrutura do RNA

Crescimento e renovação Celular Estrutura do RNA A molécula de RNA é, normalmente, formada por uma
Crescimento e renovação Celular Estrutura do RNA A molécula de RNA é, normalmente, formada por uma

A molécula de RNA é, normalmente, formada por uma cadeia simples de

nucleótidos, apresentado dimensões muito inferiores à moléculas de

DNA.

Contudo, em determinadas regiões, a molécula de RNA pode dobrar-se

devido ao estabelecimento de pontes de hidrogénio entre as bases complementares (adenina emparelha com o uracilo e a guanina com a citosina).

emparelha com o uracilo e a guanina com a citosina). As moléculas de RNA são sintetizadas

As moléculas de RNA são sintetizadas a partir do DNA (devido a complementariedade de

bases) e podem apresentar, sob o ponto de vista de estrutura e função, três formas distinta:

o RNA mensageiro (mRNA), o RNA de transferência (tRNA) e o RNA ribossómico (rRNA).

Crescimento e renovação Celular

Crescimento e renovação Celular Principais diferenças entre o RNA e o DNA DNA • Duas cadeias

Principais diferenças entre o RNA e o DNA

Celular Principais diferenças entre o RNA e o DNA DNA • Duas cadeias polinucleotídicas. • A

DNA

Duas cadeias polinucleotídicas.

A pentose é a desoxirribose.

As bases azotadas presentes são A, T, G e C.

A quantidade é constante em todas as células

somáticas da mesma espécie.

Quimicamente muito estável.

RNA

Uma cadeia polinucleotídica.

A pentose é a ribose.

As bases azotadas presentes são A, G, U e C.

A quantidade varia de célula para célula e

a

dentro

actividade metabólica.

da

mesma

célula

de

acordo

com

Quimicamente pouco estável.

Permanente.

Pode

ser

temporária,

existindo

por

curtos

 

períodos.

Somente uma forma básica.

 

Apresenta

três

formas

básicas:

mensageiro,

Encontra-se

no

núcleo,

e

em

menor

quantidade nos cloroplastos e mitocôndrias.

transferência e ribossómico.

Encontra-se no núcleo e citoplasma.

Crescimento e renovação Celular

Crescimento e renovação Celular Replicação do DNA A informação genética encontra-se codificada na sequência de

Replicação do DNA

Crescimento e renovação Celular Replicação do DNA A informação genética encontra-se codificada na sequência de

A informação genética encontra-se codificada na sequência de nucleótidos que

constituem o DNA.

Para que toda a informação seja transferida ao longo de gerações a molécula de DNAna sequência de nucleótidos que constituem o DNA. necessita de se auto-reproduzir. Como é que a

necessita de se auto-reproduzir.

Como é que a molécula de DNA se replica?

Existem três modelos teóricos possíveis para a replicação do DNA.

Hipótese semiconservativa- cada uma das

cadeia serviria de molde para uma nova cadeia e, consequentemente, cada uma

das novas moléculas de DNA seria formada

por uma cadeia antiga e uma cadeia nova.

DNA original

Após um ciclo de replicação

novas moléculas de DNA seria formada por uma cadeia antiga e uma cadeia nova. DNA original

Crescimento e renovação Celular

Crescimento e renovação Celular Replicação do DNA Como é que a molécula de DNA se replica?

Replicação do DNA

Crescimento e renovação Celular Replicação do DNA Como é que a molécula de DNA se replica?

Como é que a molécula de DNA se replica?

Hipótese conservativa- admitia que a

molécula progenitora de DNA mantinha-se

integra, servindo apenas de molde para a formação da molécula-filha, a qual seria

formada por duas novas cadeias de

nucleótidos.

Hipótese dispersiva- admitia que cada molécula-filha seria formada por porções

da molécula inicial e por regiões

sintetizadas de novo, a partir de

nucleótidos presentes na célula.

DNA original

Após um ciclo de

replicação

nucleótidos presentes na célula. DNA original Após um ciclo de replicação DNA original Após um ciclo

DNA original

Após um ciclo de

replicação

nucleótidos presentes na célula. DNA original Após um ciclo de replicação DNA original Após um ciclo

Crescimento e renovação Celular

Crescimento e renovação Celular Replicação do DNA Investigações realizadas por Meselson e Stahl permitiram

Replicação do DNA

Crescimento e renovação Celular Replicação do DNA Investigações realizadas por Meselson e Stahl permitiram

Investigações realizadas por Meselson e Stahl permitiram esclarecer o mecanismo de

replicação do DNA.

Cultivaram bactérias E. coli num meio de cultura que continha o isótopo pesado de 15 N.

As bactérias produziram bases azotadas contendo 15 N, que ficaram integradas no seu DNA.

Depois de várias gerações neste meio, s bactérias foram transferidas para um meio com isótopo normal 14 N.

Deste meio, foram retiradas algumas bactérias no tempo zero, após vinte minutos e ao fim de quarenta minutos.

Geração Primeira Segunda parental Geração Geração
Geração
Primeira
Segunda
parental
Geração
Geração

Em cada uma das situações, o DNA foi extraído e analisado.

Crescimento e renovação Celular

Crescimento e renovação Celular Replicação do DNA Os resultados das experiências de Meselson e Stahl podem

Replicação do DNA

Crescimento e renovação Celular Replicação do DNA Os resultados das experiências de Meselson e Stahl podem

Os resultados das experiências de Meselson e Stahl podem ser interpretados tendo como base o modelo semiconservativo de replicação do DNA.

Geração Primeira Segunda parental Geração Geração
Geração
Primeira
Segunda
parental
Geração
Geração
Cadeia Nova mãe cadeia
Cadeia
Nova
mãe
cadeia

As bactérias cultivadas em 15 N incorporam esse azoto, formando um DNA mais denso

que se deposita próximo do fundo do tubo

sujeito a centrifugação.

Num meio com 14 N, na primeira geração, cada molécula de DNA apresenta uma densidade intermédia, já que possui uma cadeia com 15 N (da geração parental) e outra com 14 N (formada por nucleótidos com azoto presente no meio).

Na segunda geração, metade das moléculas são formadas por duas cadeias com 14 N e a outra metade das moléculas é formada por uma cadeia com 15 N e outra com 14 N. Pode,

assim, verificar-se que os resultados apoiam o

modelo semiconservativo.

Crescimento e renovação Celular

Crescimento e renovação Celular Replicação do DNA Primeira replicação S e g u n d a

Replicação do DNA

Crescimento e renovação Celular Replicação do DNA Primeira replicação S e g u n d a

Primeira replicação

Segunda replicação

S e g u n d a r e p l i c a ç ã

Hipótese

conservativa

Hipótese

semiconservativa

Hipótese

dispersiva

O modelo conservativo não é consistente com os

resultados, uma vez que, após a primeira

replicação, deveriam ter sido observadas

moléculas de DNA com dois valores de densidade:

um correspondente à molécula formada

exclusivamente com cadeias pesadas (DNA

parental) e outro correspondente à molécula

formada exclusivamente por cadeia leves.

O modelo dispersivo é consistente com os dados

obtidos na 1ª geração, pois o modelo prevê que se

observem moléculas de DNA com densidade

intermédia.

No entanto, segundo o modelo, na 2ª geração

todas as moléculas deveriam continuar a ter a

mesma densidade, embora menos densas que as

da 1ª geração. Em vez disso, surgem 50%de

cadeias leves e 50% de cadeias com densidade

intermédia.