SANEAMENTO DE GOIÁS S/A DIRETORIA DE PRODUÇÃO

OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO
Participação: P-GET / P-GTE / E-GSH / PR-GG / P/SLE Apoio: A-GDP

GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO CAPITULO 1

GESTÃO DO MEIO AMBIENTE E SANEAMENTO AMBIENTAL Autor: Eng. Civil Áttila Moraes Jardim Júnior 1.1) Crescimento Populacional e Econômico X Preservação Ambiental

A questão ambiental vem merecendo, a cada dia, maior interesse das nações, em todo o Planeta. Isto porque, o desenvolvimento do mundo moderno evidencia que os recursos naturais não estão sendo suficientes para atender a demanda do sistema econômico e também, por outro lado, o meio ambiente tem se mostrado limitado para absorver os resíduos e rejeitos gerados. Na verdade, promover o desenvolvimento econômico e ao mesmo tempo preservar o meio ambiente representa grande desafio para todos os povos. A esse modelo, que compatibiliza adequadamente dois objetivos antagônicos denomina-se “desenvolvimento sustentável”. Atingir esse estágio de desenvolvimento exige das nações muito esforço individual, quando o impacto apresenta-se local. Por outro lado, quando os impactos do desenvolvimento apresentam-se geograficamente difusos a solução demanda acordos internacionais, o que representa um grau a mais de complexidade ao assunto. Pode-se citar como exemplo desses diferentes graus de dificuldades, que os países desenvolvidos conseguiram, satisfatoriamente, despoluir seus rios, por tratar-se de poluição geograficamente delimitada. Por outro lado, não estão obtendo sucesso em controlar o nível de gás carbônico na atmosfera. Acordos internacionais sempre representam prejuízos diferenciados para os envolvidos. Ao se verificar a demografia da Terra, Tabela 1, fica evidente que uma das razões para a natureza não vir atendendo a demanda do sistema econômico deve-se a alta taxa de crescimento populacional. Esse crescimento apresenta uma face mais perversa ao retratar que os países mais pobres apresentam as mais altas taxas de crescimento populacional. Em outras palavras, isto representa dizer que a desigualdade econômica existente entre os
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GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO países está aumentando a cada dia. Tabela 1: População estimada e projetada para o Mundo

POPULAÇÃO ESTIMADA (milhões de habitantes) ANO MUNDO
PAISES DESENVOLVIDOS PAISES EM DESENVOLVIMENTO
Mais Pobres Outros

TAXA DE CRESCIMENTO (% ao ano) 1950-2000 1,76
0,77 2,1
2,41 2,06

1950 2518
813 1705
200 1505

2000 6071
1194 4877
668 4209

2050 8919
1221 7699
1675 6024

2000-2050 0,77
0,04 0,91
1,84 0,72

Fonte: Departamento de Economia e Assuntos Sociais – Nações Unidas (2002)

Além do aumento populacional, outro componente contribui muito para o agravamento ambiental do planeta. As economias das nações estão apresentando vertiginosos crescimentos em suas escalas. Isto quer dizer que o nível de produção e consumo do planeta está, por isto, também crescendo. Esse fenômeno é comum principalmente entre os países ricos, mas também está presente em grande parte dos países em desenvolvimento. Assim, o crescimento populacional aliado aos crescimentos das escalas das economias estão promovendo a escassez de recursos naturais da Terra e evidenciando sua fragilidade em absorver os resíduos e rejeitos decorrentes desse desenvolvimento. 1.2) Recursos Hídricos Um dos mais importantes recursos naturais da Terra trata-se da água. Ela exerce notável influência sobre todas as formas de vida no planeta. Pode ser definida de várias maneiras, dependendo do ângulo de observação. Para os químicos, ela é um composto inorgânico formado por duas moléculas de hidrogênio e uma de oxigênio. Para os físicos, ela é a única substância que, a temperatura normal, se apresenta na natureza nos três estados físicos (sólido, liquido e gasoso). Para os biólogos, ela é a substância responsável pela existência e manutenção de vida. Sem ela não haveriam as condições necessárias para a existência se quer de uma espécie. Para os teólogos, a água é uma dádiva de Deus, que purifica,
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facilita o entendimento dessa situação. ela é um recurso natural renovável e estocável. a água é um recurso natural renovável. a qual está contida na atmosfera. Embora dois terços da superfície do planeta Terra sejam formados por esse composto químico. A água doce é um percentual muito baixo em relação ao total existente no globo. em depósitos subterrâneos. Destes. pelo menos em termos de valor de uso. a água. além de fazer parte do solo. cerca de 3%. a água é um bem público de uso comum. porém limitado e escasso. das plantas e dos minérios. dos animais.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO abençoa. em condições de ser utilizada para o abastecimento público. Para os sanitaristas. abaixo. em formações rochosas.03% do total dos recursos hídricos da Terra. pois encontra-se no subsolo a grandes profundidades. cerca de 2/3 formam as placas polares. Para os economistas. não suscetível de direito de propriedade. representa-se um bem escasso. de grande valor econômico. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:4 de 122 . lagos e subterrânea aproveitáveis representam apenas 0. Para a legisladores brasileiros. Outra parte é de difícil aproveitamento. A figura 1. nutre e proporciona aos indivíduos o pão da vida. Certo é que a água de rios.

2 . provocado pela absorção da energia solar. abaixo. represamento para geração de energia. que evidencia os fluxos da água junto a camada superficial na Terra. Existem formas diferentes de utilização dos recursos hídricos: 1 . como é o caso da pesca. Um dos grandes problemas nesse aspecto prende-se a distribuição irregular desse bem no globo terrestre. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:5 de 122 .o uso é dito não consuntivo quando não se retira água do manancial. A figura 2.o uso é dito consuntivo quando se retira água de um manancial. apresenta uma visualização sintética desse ciclo. abastecimento humano. ou mesmo para lazer e recreação. Os recursos hídricos atendem a muitos interesses da humanidade. dessedentação de animais e abastecimento industrial. daí a necessidade de se estabelecer regras para o seu múltiplo uso. Esse ciclo. O tratamento dispensado aos recursos hídricos deve merecer esforço de todas as nações para não ocorrerem graves problemas de escassez e poluição. exemplo: irrigação.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Outro assunto de interesse ao se tratar os recursos hÍdricos é descrever o ciclo hidrológico. navegação. é responsável pelo clima e outros fenômenos de primordial importância: a sobrevivência da ecodiversidade.

tratamento e disposição ambientalmente adequada e sanitariamente segura dos esgotos sanitários. um estado de completo bem estar físico.3) Saneamento Ambiental e Saúde Pública Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS. O uso de água para abastecimento público com o conseqüente retorno das águas servidas ao corpo hídrico representa assunto do maior interesse ambiental e também de saúde pública. com o objetivo básico de proteger a saúde do homem. industrial e pública.4) Os serviços de saneamento podem assim ser sintetizados: Abastecimento de água: abastecimento de água para as populações. com qualidade compatível com a saúde publica e em quantidade suficiente para a garantia de condições básicas de conforto. quando se procura uma abordagem sintética sobre a gestão dos recursos hídricos. Para promover este bem estar. e não apenas ausência de doenças. de controle ambiental. mental e social. no entanto. O estudo desse campo do conhecimento. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:6 de 122 . No gerenciamento de um corpo hídrico as fronteiras da bacia hidrográfica devem prevalecer sobre as fronteiras intergovernamentais. o saneamento constitui um conjunto de ações sobre o meio ambiente físico. neles incluídos os rejeitos provenientes das atividades domésticas.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Outro aspecto relevante a ser mencionado. trata-se do conceito de bacia hidrográfica. um corpo d’água que se destina a diluição de esgotos em um país pode vir a representar manancial de abastecimento público de uma nação vizinha. mental ou social. que exercem ou podem exercer efeitos nocivos sobre seu bem estar físico. A bacia hidrográfica representa a delimitação de toda uma região que contribua para um dado corpo d’água. se dá no âmbito do saneamento ambiental. Representa. Coleta e tratamento de esgoto: coleta. saneamento é o controle de todos os fatores do meio físico do homem. pois muitas vezes. 1. 1. comercial e de serviços. em outras palavras.

tratamento e disposição ambientalmente adequada e sanitariamente segura de resíduos sólidos provenientes das atividades domésticas. comercial e de serviços. coleta.. controle de doenças transmissíveis e demais serviços e obras especializadas. ....... MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:7 de 122 ...... etc). com a finalidade de proteger e melhorar as condições de vida rural e urbana. drenagem urbana... por meio de abastecimento de água potável.... moluscos.. tratamento e disposição final de resíduos sólidos: Coleta. Drenagem Pluvial: coleta de águas pluviais e controle de empoçamentos e inundações.. industrial e pública. Daí a adoção do novo conceito.... promoção da disciplina sanitária do uso do solo.....GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Coleta... Isto porque. o estabelecimento de condições mínimas ambientais não poderiam ficar ausentes das necessidades de bem estar do homem.. tratamento e disposição sanitária de resíduos sólidos. Recentemente o conceito de saneamento vem sendo alterado de saneamento básico para saneamento ambiental...... roedores. a seguir descrito: SANEAMENTO AMBIENTAL: É o conjunto de ações socioeconômicas que tem por objetivo alcançar um meio ambiente com sanidade.. e Controle de Vetores: controle de vetores de doenças transmissíveis (insetos.. líquidos e gasosos.

-disposição final dos esgotos de forma adequada. de superfície. poços de visita e defeitos nas estruturas do sistema. industrial. que penetra nas canalizações de esgotos através das juntas. contendo matéria fecal e águas servidas. pluviais e outros efluentes sanitários. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:8 de 122 . Águas de infiltração: parcela de contribuição dos esgotos que provêm das águas do subsolo.1) O que é esgoto? É todo despejo proveniente dos diversos usos da água. . organismos patogênicos e metais pesados. -transporte e afastamento. Corpo receptor: corpo d’ água que recebe o lançamento de esgotos brutos ou tratados. de utilidade pública.     Águas pluviais: parcela das águas da chuva que escoa superficialmente. Esgoto tratado: esgoto após a etapa de tratamento. de áreas agrícolas. tais como as de uso doméstico.tratamento.SES: é o conjunto de obras e instalações destinadas a propiciar: -coleta. Outra denominação: águas residuárias. de infiltração.2) Alguns conceitos básicos:  Sistema de Esgotos Sanitários . como por exemplo. 2.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO CAPÍTULO 2 CONCEITOS BÁSICOS DE UM SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO Autores: Engª Ana Lúcia Colares Lopes Rocha Engº Romis Alberto da Silva 2. que remove seus principais poluentes. Contaminação: introdução de substâncias nocivas no meio.   Esgoto Bruto: esgoto não tratado.

extensão da rede coletora..  A vazão de infiltração no sistema de esgotos sanitários ocorre através de tubos defeituosos. Esgoto Afluente à ETE: esgoto bruto ou parcialmente tratado que flui para uma unidade de tratamento. juntas ou paredes dos poços de visita. para cada 100 litros de água consumida são lançados aproximadamente 80 litros de esgotos na rede coletora.. ou seja. A quantidade de água infiltrada depende de diversos fatores como tipo de material das tubulações. Bacia / sub-bacia de contribuição de esgotos: corresponde à parte ou toda área da bacia hidrográfica que drenam os esgotos. Entende-se por bacia hidrográfica a área da superfície terrestre drenada por um determinado curso d' água e limitada perifericamente pelo limite do divisor das águas. muito poluído. tipo de solo. de onde correm as águas.   Vazão industrial: a vazão de esgotos produzida depende do tipo e porte da indústria. Esgoto Efluente à ETE: esgoto que flui de um sistema de uma unidade de tratamento. m³/h. Montante: direção para o lado da nascente. Esgoto séptico: Esgoto em meio anaeróbio. EEE – Estação elevatória de esgotos. Vazão de Esgotos: a vazão ou descarga de esgotos expressa a relação de quantidade do esgoto transportado em um período de tempo. profundidade do lençol freático.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO      ETE – Estação de Tratamento de Esgotos. Calcula-se a vazão de esgotos utilizando-se do conceito de coeficiente de retorno água-esgoto.. etc. É expressa em l/s/m ou l/s/km. denominado quota per-capita (QPc). conexões. Tal coeficiente situa-se em torno de 80%. ou seja. Esgoto fresco: esgoto bruto recém gerado. em função do consumo médio diário de água de um indivíduo.      A vazão média de esgotos domésticos é calculada com base no consumo de água da localidade. para onde correm as águas de uma corrente fluvial. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:9 de 122 . Normalmente a vazão é representada pela letra”Q” e é expressa em unidade de volume por unidade de tempo: l/s. tipo de junta empregada. Jusante: direção para o lado da foz.

cozinhas ou qualquer dispositivo de utilização de água para fins domésticos. oficinas mecânicas. Efluentes não domésticos .2% de água. 2.3) Classificação dos esgotos: Os esgotos que chegam às Estações de Tratamento de Esgotos são basicamente originados de três fontes distintas:    Esgotos domésticos. edificações comerciais. lavajatos. instituições ou quaisquer edificações que contenham instalações de banheiro.08% de matéria sólida e 99. unidades de saúde.1) Características físicas: As características mencionadas a seguir são parâmetros de relevância para o estudo dos esgotos sanitários: Teor de sólidos: Os esgotos domésticos apresentam em média 0. A matéria sólida total do esgoto pode ser definida como a matéria que permanece como resíduo após evaporação a 103°C.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 2. Esgotos Não Domésticos: Provêm principalmente de indústrias – esgotos industriais. lavanderias. laboratórios. Águas de infiltração.4. lavanderias. de hospitais. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:10 de 122 . Esgotos Domésticos: Provêm principalmente das residências.4) Características do esgoto: 2. Esses esgotos possuem características próprias em função da atividade e do processo industrial empregados.os esgotos não domésticos deverão passar por prétratamentos e/ou tratamentos específicos antes de serem lançados no sistema coletor público ou no corpo receptor.

No esgoto fresco a cor é ligeiramente cinza. pesticidas. na solubilidade dos gases e na viscosidade do líquido. algumas vezes com nitrogênio. etc. estes compostos orgânicos são uma combinação de carbono. Influencia na atividade microbiana. gordura e óleos (10%). relativamente desagradável. Os grupos de substâncias orgânicas são constituídos principalmente por:     compostos de proteínas (40 a 60%). È causada por uma grande variedade de sólidos em suspensão. b) da matéria inorgânica a) Cerca de 70% dos sólidos no esgoto são de origem orgânica. desagradável. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:11 de 122 . Turbidez: Representa o grau de interferência com a passagem de luz através do líquido. hidrogênio. devido ao gás sulfídrico e outros produtos da decomposição. oxigênio. no esgoto séptico o odor é fétido. surfatantes. Esgotos mais frescos ou mais concentrados geralmente possuem maior turbidez. variação conforme as estações do ano. uréia.2) Características químicas: A origem dos esgotos permite classificar as características químicas em dois grandes grupos: a) da matéria orgânica. conferindo uma aparência turva no mesmo. carboidratos (25 a 50%). fenóis. Geralmente. 2. Cor: Os componentes responsáveis pela cor são os sólidos dissolvidos. no esgoto séptico a cor é cinza escuro ou preto. Odor: No esgoto fresco o odor é oleoso.4. sendo mais estável que a temperatura do ar.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Temperatura: é ligeiramente superior a das águas de abastecimento.

que são responsáveis pela decomposição e estabilização da matéria orgânica. que chegam às galerias de indevidamente ou se infiltram através das juntas das canalizações. A areia é proveniente de água de lavagem de ruas e de águas do subsolo. Há vários organismos cuja presença num corpo d'água indica uma forma qualquer de poluição. são adotadas como referência para indicar a grandeza da contaminação. É o sistema adotado no Brasil. justamente por estarem sempre presentes no excremento humano (100 a 400 bilhões de coliformes/habitante x dia) e serem de simples determinação.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO b) A matéria inorgânica contida nos esgotos é formada. O sistema unitário consiste na coleta de águas pluviais. As bactérias constituem talvez o elemento mais importante deste grupo de organismos. principalmente pela presença de areia e de substâncias minerais dissolvidas. os esgotos domésticos ficam completamente separados dos esgotos pluviais. as soluções individuais para o destino do esgoto doméstico devem dar lugar às soluções de caráter coletivo denominadas de “sistema de esgotos”. Um sistema de esgotos sanitário é constituído das seguintes unidades: MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:12 de 122 . As bactérias coliformes são típicas do intestino do homem e de outros animais de sangue quente (mamíferos em geral) e. os vírus.5) Sistema de esgotos sanitários À medida que as comunidades e a concentração da população tornam-se maiores. 2. No sistema separador absoluto . os fungos. dos esgotos domésticos e dos despejos industriais em um único coletor.3) Características biológicas: Os principais organismos encontrados nos rios e nos esgotos são as bactérias.4. os protozoários. tanto na natureza como nas unidades de tratamento biológico. 2. as algas e os grupos de plantas e de animais.

que transportam os esgotos para a rede pública de coleta. quer devido à necessidade de se tranpor uma elevação. nas mudanças (direção. Em função das maiores vazões transportadas. transportandoos aos interceptores. os esgotos podem voltar a fluir por gravidade. transportando-os aos coletores-tronco. declividade. da rede. são estruturas complementares do sistema de esgotamento.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Ramal Predial: Os ramais prediais são os ramais domiciliares. possuem diâmetros proporcionalmente menores que os das demais tubulações. Os interceptores são responsáveis pelo transporte dos esgotos gerados na sua subbacia. e as tubulações que transportam o esgoto bombeado são denominadas linhas de recalque. Elevatória (EEE): Quando as profundidades das tubulações tornam-se demasiado elevadas. A partir desse ponto. Os diâmetros são usualmente mais elevados que os dos coletores. Coletor-tronco: Os coletores-tronco recebem as contribuições dos coletores. quer devido à baixa declividade do terreno. nas junções e em trechos longos. com a diferença de que não recebem contribuições ao longo do percurso. Poços de Visita: Os poços de visita (Pvs). torna-se necessário bombear os esgotos para um nível mais elevado. os diâmetros são usualmente maiores que os dos coletores-tronco. Por transportarem uma menor vazão. diâmetro ou MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:13 de 122 . margeando cursos d'água ou canais. A sua função é transportar os esgotos até a estação de tratamento de esgotos. A sua finalidade é permitir a inspeção e limpeza material). Emissário: Os emissários são similares aos interceptores. Podem ser adotados nos trechos iniciais da rede. Interceptor: Os interceptores correm nos fundos de vale. As unidades que fazem o bombeamento são denominadas elevatórias. evitando que os mesmos sejam lançados nos corpos d'água. Coletor: Os coletores recebem os esgotos das residências e demais edificações.

GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Estação de tratamento de esgotos (ETE): A finalidade das estações de tratamento de esgotos é a de remover os poluentes dos esgotos, os quais viriam a causar uma deterioração da qualidade dos corpos d'água. A etapa de tratamento de esgotos tem sido negligenciada em nosso meio, mas deve-se reforçar que o sistema de esgotamento sanitário só pode ser considerado completo se incluir a etapa de tratamento. Disposição final: Após o tratamento, os esgotos podem ser lançados ao corpo d'água receptor ou, eventualmente, aplicados no solo. Em ambos os casos, há que se levar em conta os poluentes eventualmente ainda presentes nos esgotos tratados, especialmente os organismos patogênicos e metais pesados. As tubulações que transportam estes esgotos são também denominadas de emissários.

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GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO CAPÍTULO 3 NOÇÕES BÁSICAS DE QUALIDADE DE ÁGUA E FUNDAMENTOS DE BIOLOGIA E QUÍMICA APLICADOS AO TRATAMENTO DE ESGOTO Autores: Eng. Civil Ana Lúcia Colares L. Rocha Eng. Civil Áttila Moraes Jardim Júnior Biól. Wilma Maria Coelho 3.1) Introdução Para a engenharia sanitária, o estudo da água é muito mais que a sua simples caracterização da molecular H2O. Ao longo do seu ciclo pela natureza a água incorpora diversas impurezas, que interferem na sua qualidade. Com o desenvolvimento econômico dos últimos séculos, o homem vem, a cada dia, por todo o globo terrestre, interferindo com mais intensidade sobre a qualidade das águas. Essa ação pode comprometer a sobrevivência dos seres vivos. Inclusive a vida do homem vem sendo afetada. A importância da biologia para a engenharia sanitária é inquestionável. Ela é relevante não só pela necessidade ecológica de se preservar as vidas ligadas aos mais diferentes ambientes da Terra, pois todos eles necessitam de água para haja vida, mas também porque a maioria dos processos de tratamento de águas poluídas se dá por ação biológica. O presente capítulo pretende abordar sinteticamente alguns fundamentos de biologia que são básicos para a compreensão de dois temas: 1) Da necessidade da existência de controle da poluição das águas, para garantia de vidas e 2) Como a microbiologia pode favorecer a decomposição da matéria orgânica presente em águas poluídas, sendo um dos instrumentos mais usuais ao tratamento de esgotos. 3.2) Ecossistema: Ecossistema é um complexo sistema de relações mútuas, com transferência de energia e de matéria, entre o meio abiótico e os seres vivos de determinada região. Dessa forma, um

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GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO ecossistema é formado, necessariamente, de fatores bióticos (organismos vivos) e fatores abióticos (elementos físicos e químicos do ambiente, como luz, calor, pH, grau de salinidade, variações de pressão etc.). Cada um destes fatores influencia as propriedades do outro e cada um é necessário para a manutenção da vida, como a conhecemos na Terra. Constituem-se em ecossistemas uma floresta, uma campina, uma faixa mais profunda ou mais superficial do mar, de um rio ou de uma lagoa, um aquário ou até mesmo uma poça d’água, pois nela também se encontram organismos interagindo com fatores abióticos. 3.2.1) Principais tipos de Ecossistemas Naturais: a) Ecossistemas dulcícolas: Lêntico (águas paradas): lagos, tanques etc...; Lótico (águas correntes): rios, riachos etc...; Terras úmidas: brejos e florestas de pântanos. b) Ecossistemas marinhos: Oceano aberto (pelágico); Águas de plataforma continental (águas costeiras); Regiões de ressurgência (áreas férteis de alta produtividade pesqueira); Estuários (baías litorâneas, estreitos, desembocaduras de rios, salgadios etc...). 3.3) Cadeia alimentar aquática Uma cadeia alimentar é um sistema inter-relacionado de organismos que produzem alimentos, organismos que consomem alimentos e organismos que decompõem tecidos vegetal e animal em nutrientes para a síntese de mais alimentos. Os microorganismos desempenham um papel essencial em diversos aspectos desse sistema. Os principais elementos da cadeia alimentar aquática são:

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lagos. etc). Nos ecossistemas aquáticos (rios. sendo constituídos pelo fitoplâncton e zooplâncton. pequenos invertebrados (copépodes – crustáceos que medem entre 1 a 5 mm) e larvas de animais ma (moluscos. Elas constituem o fitoplâncton que serve de alimento ao zooplâncton. etc). Esses organismos são autotróficos. Zooplâncton: Conjunto de seres heterotróficos (que não são capazes de sintetizar seus próprios alimentos) que também são levados passivamente pelo movimento das águas: protozoários.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Plâncton: comunidade de organismos que flutuam na água. ou seja: são capazes de sintetizar seus próprios alimentos. Outros Animais: outros animais de grande porte. mares. anelídeos. os principais organismos. Peixes: Os pequenos peixes representamos consumidores secundários da cadeia alimentar. formam o grupo dos consumidores que estão no topo da cadeia alimentar. artrópodes. Os organismos do Zooplâncton representam os consumidores primários da cadeia alimentar. Fitoplâncton: O plâncton é formado por vegetais microscópios. Algas Pluricelulares e Pequenos Vegetais: esses organismos aquáticos de maior dimensão também são autotróficos e juntamente com o fitoplâncton constituem a base da cadeia alimentar aquática. enquanto os peixes maiores e outros animais aquáticos formam o grupo dos consumidores terciários. dentre os quais o homem. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:17 de 122 . são algas microscópicas que flutuam livremente na água. que dão origem a cadeia alimentar. levados pelas correntes aquáticas.

3. pode-se dizer que a qualidade de uma determinada água é função do uso e da ocupação do solo na bacia hidrográfica.4) A qualidade da água e sua importância para os seres vivos e para o homem A qualidade da água é resultante de fenômenos naturais e da atuação do homem. também é importante para a garantia de saúde e qualidade de vida ao homem. e que alteram seu grau de pureza. sem os devidos cuidados. pois os ecossistemas ali encontrados já estão ambientados a ela. As condições naturais da qualidade da água dos recursos hídricos não representam uma ameaça ecológica. por sua vez. podem ser tratados sinteticamente através de suas características.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 3. aquáticos ou terrestres. Tal fato se deve aos seguintes fatores: Condições naturais: mesmo em condições que a bacia hidrográfica seja preservada. Eles podem estar em suspensão (sólidos MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:18 de 122 . a interferência humana na poluição das águas tem que ser disciplinada. definem padrões específicos para a região. De maneira geral.5) Impurezas encontradas na água Os diversos componentes presentes na água. a saber: Características físicas: Sólidos presentes na água. certos limites de poluição têm que ser fixados e obedecidos. Para que os diferentes ecossistemas. A determinação desses limites. existe a incorporação de sólidos em suspensão ou dissolvidos na água. insípido. Por isto. ou lança esgoto nos rios. pode representar grande interferência na qualidade da água. inodoro. Por outro lado. Quando o homem aplica defensivos no solo. matéria orgânica e não simplesmente H2O (líquido incolor. sejam preservados. Pode-se citar como exemplo rios totalmente preservados. dependendo da forma que ocupa o solo ou faz o uso da água. ainda existentes na Bacia Amazônica. causam algum tipo de ação predadora. ou padrões ambientais. Interferência do homem: a interferência do homem . que têm suas águas repletas de sólidos. os países fazem leis fixando os níveis de poluição permitidos e os Estados . etc).

os microorganismos assumem o papel de maior importância. As inorgânicas relacionam-se aos sólidos fixos. O gráfico abaixo melhor visualiza esta divisão dos componentes das águas: IMPUREZAS CARACTERISTICAS FÍSICAS CARACTERISTICAS QUÍMICAS CARACTERISTICAS BIOLÓGICAS Sólidos Gases Inorgânicos Orgânicos Suspensos Colidais Dissolvidos Matéria em decomposição Ser vivo Animais Vegetais Microorganismos MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:19 de 122 .GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO de maiores dimensões – maiores que 10-3mm. etc) que promovem a auto depuração dos despejos. As substâncias orgânicas presentes na água são representadas em análise laboratorial como sólidos voláteis. protozoários. Os microorganismos da água são especialmente importantes porque estão associados a doenças. Características químicas: As impurezas podem ser matéria orgânica ou inorgânica. dependendo do seu tamanho. Características biológicas: Seres vivos ou mortos. na forma coloidal (sólidos de dimensão entre 10-6 mm e 10-3mm) . Exemplo: areia. ou dissolvidos (sólidos de menores dimensões entre 10-9mm e 10-6mm) . etc). algas. pedaços de folhas. devido a sua grande predominância em determinados ambientes e também porque são esses organismos microscópios (bactérias. Na avaliação da qualidade da água.

Uma das formas de poluição que mais causam prejuízos ao homem e ao meio ambiente é o lançamento de esgoto sanitário bruto. Poluição das águas: Entende-se por poluição das águas a adição de substâncias ou de formas de energia que. mananciais (recurso hídrico dos quais se retira água para abastecimento) e corpos receptores (recurso hídrico nos quais se lançam resíduos). contaminantes químicos. diretamente ou indiretamente.1) Parâmetros físicos: Cor: Representa a coloração da água. químicas e biológicas. Esse conceito associa poluição a prejuízos. pois elas permitiriam a preservação dos diferentes ecossistemas neles existentes e não contribuiriam para contaminação hídrica de muitas doenças ligadas aos lançamentos de esgotos sanitários. alterem a natureza do corpo d’água de uma maneira que prejudique os legítimos usos que deles são feitos. Eles servem para definir a qualidade da água tanto para o abastecimento. Uma água de abastecimento deve ser o mais incolor possível. através de diferentes análises. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:20 de 122 . Muitas vezes elas carregam impurezas. que são prejudiciais à saúde. ou biológicos. nos corpos d’água. como para águas residuais. que traduzem as suas características físicas.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Os recursos hídricos preferencialmente deveriam manter suas características naturais. sem o tratamento adequado. em suas características naturais.6) Parâmetros de qualidade da água A qualidade da água pode ser representada por diversos parâmetros. Esse parâmetro é determinante para a aceitação de água para consumo humano. são próprias ao consumo humano.6. É importante se ter em mente que nem sempre a água dos rios. Os principais parâmetros utilizados para se definir a qualidade das águas são: 3. Esses parâmetros são verificados em laboratórios. Geralmente a cor está relacionada com os sólidos dissolvidos. Cores mais acentuadas em águas naturais representam a presença de matéria orgânica em decomposição ou a presença de ferro ou manganês. 3.

(HO-). Interpretação: A alcalinidade. e hidróxidos. embora não represente inconveniente sanitário obrigatoriamente. É um parâmetro de relevância tanto para o tratamento da água. Temperatura: Representa a intensidade de calor da água. neutralidade. A constituição da água. É um parâmetro de maior importância para caracterização de corpos d’água e interfere nos processos de tratamento de água e esgoto. Comumente estão relacionados a presença de matéria orgânica em decomposição ou presença de contaminantes industriais. A utilização desse parâmetro é comum ao processo de tratamento de água e também de esgoto. Interpretação: pH < 7: condição ácida pH = 7: condição neutra pH > 7: condição básica Alcalinidade: Representam a quantidade de íons presentes na água para neutralizar os íons H+. Os principais constituintes da alcalinidade são os bicarbonatos (HCO3). A turbidez relacionase principalmente à presença de sólidos suspensos na água. o teor de gás carbônico e o pH estão relacionados pH < 9.2) Parâmetros químicos: pH: Representa a concentração de íons de hidrogênio H+. Os sólidos dissolvidos na água são os agentes que interferem no valor do seu pH.6. Sabor e odor: São parâmetros relativos aos sentidos do gosto e do olfato. São parâmetros relevantes para a produção de água de abastecimento. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:21 de 122 . 3. É esteticamente desagradável.4: presença de hidróxidos ou carbonatos.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Turbidez: Representa o grau de interferência com a passagem de luz. Dá uma indicação da acidez. como do esgoto. ou alcalinidade da água. carbonatos (CO32-). Valores de pH afastados da neutralidade podem afetar a vida nas águas. com maior ou menor concentração variada de cada um desses íons propicia alterações no valor do pH das águas.

5 ácidos minerais fortes provenientes de despejos industriais. Nitrogênio: Dentro do ciclo do nitrogênio na biosfera. (NH3) – amônia. Dureza: Concentração de cátodos multimetálicos em concentração. neste estado é volátil e escapa para a atmosfera. ele pode alternar entre diversos estados de oxidação. Os cátodos mais comuns são divalentes (Ca+2) e (Mg+2). Não há evidência de que a dureza interfira sobre a qualidade dos esgotos. Não há evidência de que interfiram sobre a qualidade dos esgotos. apresentam-se nas formas insolúveis (Fe+3) e (Mn+4). o nitrogênio pode ser encontrado nas seguintes formas: (N) – nitrogênio molecular. pH entre 4.3 presença apenas de bicarbonato. nesta forma é nocivo aos peixes.4 presença de carbonatos e bicarbonatos. (NO2-) – nitrito (primeira forma oxidada). Ferro e manganês: O ferro e manganês quando presentes nas águas.4 e 8. em maior ou menor escala. possuem íons resultantes da dissolução de minerais.2 acidez carbônica. Acidez: Capacidade da água em resistir às mudanças de pH causadas pelas bases. Tem pouco significado sanitário. Estão portanto relacionados aos sólidos dissolvidos.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO pH entre 8. No meio aquático. pH <4. Relaciona-se à presença de gás carbônico livre (CO2) e ácido sulfídrico (H2S). Podem caracterizar decomposição de matéria orgânica na água ou contaminação industrial. Cloretos: Todas as águas naturais. o teor de gás carbônico e o pH estão relacionados pH > 8.2: ausência de CO2. Os cloretos (Cl-) são advindos da dissolução de sais. Interpretação: A alcalinidade. pH entre 4. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:22 de 122 .3 e 9.5 e 8.

através do consumo de OD das águas. ou estar isento de substâncias que podem ser decompostas. Mas quando sua concentração é muito elevada em um recurso hídrico pode ser prejudicial. através dos despejos sanitários ou industriais. em um corpo d’água. Verifica-se a conversão de amônia a nitritos e de nitritos a nitratos. Esse fenômeno é conhecido como eutrofização. Sua origem natural nas águas se deve a sua presença de compostos orgânicos e a sua dissolução em compostos no solo. Nitrogênio orgânico – dissolvido na água ou em suspensão. A ação humana também propicia o incremento de fósforo na água. pois pode provocar o consumo de oxigênio dissolvido (O2) e o crescimento exagerado dos microorganismos comprometendo a vida no meio hídrico. Por isto. Oxigênio dissolvido: O oxigênio dissolvido (OD) é de especial importância para os organismos aeróbios (que necessitam do oxigênio para respirar). Assim um esgoto tratado deve conter certo índice de OD antes de ser lançado no corpo receptor. motivados por ação humana. Poluição recente está associada a presença de nitrogênio nas formas orgânicas ou de amônia. A sua presença na água está associada a sólidos em suspensão ou sólidos em solução. implicando no consumo de oxigênio do meio. Poluição remota está associada a presença de nitratos. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:23 de 122 . Ele é imprescindível para o crescimento dos microorganismos responsáveis pelo tratamento de esgotos. observa-se existir um ciclo. polifosfatos e fosfato orgânico.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO (NO3-) – nitrato (segunda forma oxidada). O fósforo é um elemento indispensável ao crescimento dos microorganismos responsáveis pelo tratamento do esgoto. a forma do nitrogênio predominante na água pode fornecer informações sobre o estado de poluição. A origem natural do nitrogênio na água deve-se a atmosfera e principalmente a decomposição de compostos orgânicos presentes nos lançamentos de despejos na água. Na decomposição natural de matéria orgânica. Fósforo: As principais formas que o fosfato se apresenta nas águas são: ortofosfatos.

Micropoluentes inorgânicos: Uma grande parte dos micropoluentes inorgânicos são tóxicos. comprometendo a existência da vida aquática.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Será mostrado mais adiante que a estabilização da matéria orgânica dos esgotos se dá pelo consumo de OD pelas bactérias. o teor de matéria orgânica nos esgotos ou nos corpos d’água. A Demanda Bioquímica de Oxigênio – DBO retrata de uma forma indireta. Quando ela ocorre. Quando esta estabilização de matéria orgânica provocar a extinção de OD do meio. Pela sua importância para a decomposição de matéria orgânica e também para a existência de vida nas águas. reduz a concentração de OD. obtém-se uma condição anaeróbia. Entre os metais pesados que se dissolvem na água incluem-se: As Cd Cr Pb Hg Ag arsênio cádmio cromo chumbo mercúrio prata REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:24 de 122 MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO . o OD é considerado o principal parâmetro de caracterização dos efeitos da poluição por despejos orgânicos nas águas. O consumo de oxigênio do meio aquático pelos microorganismos nos seus processos metabólicos e estabilização da matéria orgânica. Matéria orgânica: A matéria orgânica presente nos corpos d’água é a causadora do principal problema de poluição dos recursos hídricos. A origem natural de OD na água relaciona-se a dissolução do oxigênio atmosférico nas turbulências das correntezas das águas e pela sua produção pelos organismos fotossintéticos (algas). provoca a geração de maus odores e a mortandade dos peixes. Nesse grupo encontram-se os metais pesados. Trata-se de uma indicação do potencial de consumo de oxigênio dissolvido do meio.

3. Sua freqüência expressiva. para garantia de que um corpo d’água não afete a saúde pública. ter origem natural.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Vários destes metais encontram-se na cadeia alimentar aquática representando um grande perigo para os organismos situados nos degraus superiores. Os micropoluentes orgânicos afetam muito mais significativamente o abastecimento público. Mas. está associada a ação do homem. Como foi abordado anteriormente. por outro lado.3) Parâmetros biológicos: Para definição da qualidade da água dos corpos d’água. quando propicia o lançamento de metais pesados na água ou no solo. A origem desses produtos nos corpos d’água pode até. eventualmente. especialmente. Felizmente a concentração dos metais tóxicos nas águas dos corpos d’água é bem pequena. O grande problema desses compostos é que mesmo em reduzida concentração provocam grandes problemas de toxidade. Micropoluentes orgânicos: Alguns materiais orgânicos são resistentes à degradação biológica e com o agravante de estarem associados a problemas de toxicidade. ocasionarem a transmissão de doenças. alguns tipos de detergentes e outros produtos químicos. Entre esses produtos encontram-se os defensivos agrícolas. O parâmetro mais usual para qualificação biológica da água.6. os microorganismos apresentam dois aspectos relevantes: 1) de promoverem a transformação da matéria dentro dos ciclos biogeoquímicos (auto depuração). Esse aspecto é extremamente benéfico à preservação dos recursos hídricos e 2) de. Sendo assim. A presença desses compostos orgânicos da água se dá por dissolução. torna-se essencial conhecer a potencialidade de contaminação que ele pode oferecer. os detergentes tem ocasionado problemas em algumas ETEs da SANEAGO. a concentração dos micropoluentes inorgânicos é mais relevante para o tratamento de água. pois podem estar presentes em madeiras. no entanto. identificando sua MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:25 de 122 . A atividade humana em mineradoras representa um sério problema ambiental.

o teor de matéria orgânica da água. seu lançamento em um corpo d’água provoca o aumento da concentração de matéria orgânica do meio.7. demandam muito oxigênio.7) Principais consequências do lançamento de esgoto nos corpos hídricos 3. é a quantificação dos coliformes. pode ser medido pela DBO do meio aquático. Esse aumento de matéria orgânica. como já foi visto anteriormente. ou 3 milhões por 100 ml de esgoto. Esse é um método indireto de aferição.1) Aumento da DBO do corpo receptor: Como o esgoto tem em sua constituição matéria orgânica diluída em água. pois os microorganismos presentes no meio. o lançamento de matéria orgânica no meio aquático ocasiona o aumento de consumo de oxigênio dissolvido. Quando a concentração de OD atinge valores inferiores a 5 mg/l começam a morrer os peixes mais exigentes de oxigênio. Quando a concentração de OD atinge 2 mg/l não é mais possível a sobrevivência de qualquer espécie de peixe no meio. Em um grama de fezes.2) Consumo de Oxigênio Dissolvido – OD: Como foi mencionado anteriormente. é identificada como sendo potencialmente perigosa. 3.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO potencialidade de microorganismos patológicos. ao efetuarem a digestão dessa matéria orgânica. As bactérias Escherichia coli residem apenas no intestino dos animais de sangue quente e não são patogênicas. o que pode desequilibrar toda a cadeia alimentar do meio aquático. ou seja. Conseqüentemente a água com poluição fecal. fezes contaminadas. 3. em especial de Escherichia coli. em média. são encontrados 50 milhões de fecais. Esse aumento de DBO significa uma expectativa de consumo de OD. Se a concentração de OD MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:26 de 122 .7. Os microorganismos causadores de doenças entéricas se originam da mesma fonte. via presença de coliformes fecais. Trata-se de uma indicação do potencial de consumo de oxigênio dissolvido do meio. pois a Demanda Bioquímica de Oxigênio – DBO retrata de uma forma indireta.

8) Lei que regulamenta a poluição de corpos d’água: RESOLUÇÃO 357 – CONAMA Uma das formas de promover a gestão do meio ambiente se dá através do uso de leis. 3. 3. contém excretas humanas. a partir do lançamento de um dado nível de matéria orgânica na água. Elas MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:27 de 122 .4) Poluição por esgotos não residenciais: Muitos componentes tóxicos provenientes de indústrias. Peixes mortos na água representam grande aumento do teor de matéria orgânica.3) Transmissão de doenças de veiculação hídrica: Os esgotos sanitários.7. Ou seja.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO atinge essa faixa. Nesse caso. repentinamente os peixes mais exigentes podem vir a morrer. há a necessidade desses derivados industriais serem. Problemas relacionados a diminuição de OD nos cursos hídricos são característicos de países em desenvolvimento. comércios e outras atividades econômicas são despejados nos cursos hídricos. as instituições governamentais devem atuar para forçar os agentes poluidores a se responsabilizarem pelos danos que provocam à natureza. Os países desenvolvidos não enfrentam mais esse tipo de problema em seus recursos hídricos. Esse tipo de poluição. por conterem além de matéria orgânica oriunda dos despejos das cozinhas. o meio pode sofrer uma inversão. que coloca em risco a saúde pública confere ao tratamento de esgoto uma grande alternativa de saúde preventiva. tratados por seus próprios geradores. um a um. Esse tipo de poluição pode comprometer o meio ambiente e também a saúde pública.7. que representam uma fonte de contaminação por muitos tipos de microorganismos presentes em indivíduos enfermos. dado a diversidade das formas de contaminação. deixar de ser aeróbio e transformar-se em anaeróbio. Isto porque. Ou seja. as Estações Públicas de Tratamento de Esgoto não têm capacidade de reduzir significativamente a concentração de muitos contaminantes industriais despejados nos esgotos. 3.

classe 1 . Dentre eles. Para as águas doces. ou seja. à irrigação de hortaliças. plantas frutíferas e de parques. Para a classe 2. o CONAMA estabelece muitos padrões. à proteção das comunidades aquáticas.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO definem a conduta a ser obedecida por agentes poluidores com o objetivo de amenizar os impactos do desenvolvimento sobre o meio ambiente. Considera-se que este enquadramento deve estar baseado não necessariamente no estado atual do corpo d’água. Resolução CONAMA nº 274 de 2000. o Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA. de 17 de março de 2005. A Resolução 357. bem como estabelece padrões de lançamentos de efluentes. mas nos níveis de qualidade que deveriam possuir para atender às necessidades da comunidade. à recreação de contato primário. classe 2. os abaixo listados merecem maior atenção: Concentração de OD nos corpos d’água: O oxigênio dissolvido verificado a montante do lançamento deve ser comparado ao verificado a jusante. as águas podem ser destinadas aos seguintes usos:    ao abastecimento para consumo humano. e. classe 3 e classe 4. parâmetros a serem mantidos nos corpos receptores. o MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:28 de 122 . esqui aquático e mergulho. após tratamento convencional. jardins. No Brasil. é o órgão governamental que disciplina os padrões a serem observados para se adequar os lançamentos de esgotos. dispõe sobre a classificação dos corpos d’água e diretrizes ambientais para seu enquadramento. tais como natação. existem cinco classificações em ordem decrescente de qualidade: classe especial. conf. Na classe 2. à aqüicultura e à atividade de pesca. com os quais o público possa vir a ter contato direto. a legislação estadual determinou que todos os cursos d’água do Estado de Goiás pertencem à classe 2.Para os lançamentos de efluentes das estações de tratamento de esgotos. Esta preocupação visa manter o nível de oxigênio suficiente para preservar a “vida” nos corpos d’água. campos de esporte e lazer.   Visando apresentar soluções efetivas à poluição dos corpos d’água.

há também um valor limite para a DBO – Demanda Bioquímica de Oxigênio. Concentração de DBO nos corpos d’água: Assim como existe um valor restritivo de OD. P. portanto. A autodepuração realiza-se por meio de processos físicos (diluição. dado significativo desenvolvimento de algas. Coli evidencia a contaminação fecal. em qualquer amostra. OD e coliformes do corpo receptor dentro dos limites da classe a qual este pertence. K). Observa-se que nos casos de corpos receptores bem caudalosos. microorganismos causadores de doenças. Coliformes Fecais: A contagem de E. fósforo e potássio (N. O estudo da autodepuração do corpo receptor em conjunto com o nível de tratamento dos esgotos a ser adotado devem garantir os valores de DBO. Os parâmetros citados são determinantes nos estudos dos tratamentos de esgotos. a DBO 5 dias a 20°C dever ser de no máximo 5 mg /l O2. em se tratando do Estado de Goiás. A presença de E. estes limites são mais facilmente alcançados comparados com corpos receptores com pouca vazão. a um processo biológico MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:29 de 122 . ou seja a classe 2. Existe limitação para o padrão das águas classe 2 deste parâmetro. para manter as condições mínimas de vida aquática nos corpos receptores.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO OD em qualquer amostra . sedimentação) químicos (oxidação) e biológicos.9) A autodepuração dos cursos d’água Um corpo d’água poluído por lançamentos de matéria orgânica biodegradável sofre um processo de recuperação denominado de autodepuração. estabelecidos pelo órgão ambiental competente. sendo portanto um indicador muito importante. etc.não deve ser inferior a 5 mg/l O2 . Coli nas águas pode estar ligada à contaminação por patogênicos. possibilidade de ocorrência de eutrofização em lagoas. Nutrientes: A necessidade de remoção de nutrientes nitrogênio. lagos. 3. pois devem ser respeitados e atendidos em quaisquer condições do corpo receptor. prende-se mais aos lançamentos destinados dos meios lênticos. Para a classe 2. A decomposição da matéria orgânica corresponde.

GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO integrante do fenômeno da autodepuração. A matéria orgânica é consumida pelos microorganismos aeróbios, que transformam os compostos orgânicos de cadeias mais complexas, como proteínas e gordura, em compostos mais simples como amônia, aminoácidos e dióxido de carbono. Durante a decomposição , há um decréscimo nas concentrações de oxigênio dissolvido na água devido à respiração dos microorganismos decompositores. O processo de autodepuração completa-se com a reposição, pela reaeração, desse oxigênio consumido. O processo de autodepuração pode ser dividido em duas etapas: a) Decomposição A quantidade de oxigênio dissolvido na água necessária para a decomposição da matéria orgânica é chamada de Demanda Bioquímica de Oxigênio – DBO. Em outras palavras, a DBO é o oxigênio que vai ser respirado pelos microorganismos decompositores aeróbios para a decomposição da matéria orgânica lançada na água. O conhecimento da DBO do esgoto como um todo já é suficiente para determinar o impacto do despejo desse material na concentração de oxigênio dissolvido OD , do corpo d’água receptor. O consumo de oxigênio dissolvido para a digestão da matéria orgânica ocorre durante um certo intervalo de tempo. Convencionou-se que as medições experimentais de DBO devem ser feitas com ensaios que tenham duração de 5 dias, que se refere a decomposição da matéria orgânica carbonácea. A temperatura afeta a taxa de degradação da matéria orgânica, pois o metabolismos dos microorganismos decompositores tende a acelerar-se com o aumento da temperatura. A determinação experimental da DBO é convencionalmente feita a uma temperatura de 20°C, sendo adotado o símbolo de DBO5,20, para representá-la. Quando os microorganismos terminam sua tarefa, dizemos que a matéria orgânica foi estabilizada ou mineralizada, por não existirem mais compostos orgânicos biodegradáveis, mas apenas água, gás carbônico e sais minerais.

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GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO b) Recuperação de oxigênio dissolvido ou reaeração Existem fontes contínuas que adicionam oxigênio à água: a atmosfera e a fotossíntese. As trocas atmosféricas são mais intensas quanto maior for a turbulência no curso de água. Ocorre que, durante a fase de decomposição, os microorganismos que morrem, o oxigênio começa a “sobrar” e a sua concentração aumenta novamente. Essas duas etapas ocorrem simultaneamente ao longo de todo o processo. Caso a quantidade de matéria orgânica lançada seja muito grande, pode haver o esgotamento total do oxigênio dissolvido na água. A decomposição será feita pelos microorganismos anaeróbios, que prosseguem as reações de decomposição utilizando o deslocamento do hidrogênio para a quebra da cadeia orgânica. Como subproduto dessa decomposição haverá a formação de metano, gás sulfídrico e outros. A decomposição anaeróbia não é completa, devendo ser completada pela decomposição aeróbia quando o rio apresentar teores mais elevados de oxigênio. A figura a seguir representa o processo de autodepuração:

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GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 3.10) O processo biológico de tratamento de esgoto As bactérias e protozoários compreendem os principais grupos de microorganismos no sistema “vivo” dos processos biológicos utilizados genericamente em todos os países. No Brasil e outros países de temperatura tropical, o crescente uso de lagoas de estabilização, fazem das bactérias e protozoários, em companhia das algas que provêem oxigênio ao meio aquático, os principais organismos vivos de decomposição biológica da matéria orgânica presente no esgoto. Nos processo de tratamento de esgoto há uma interação de diversos mecanismos, alguns acontecendo simultaneamente, outros seqüencialmente. A atuação microbiana inicia-se no próprio sistema de coleta de esgoto e atinge seu máximo na Estação de Tratamento de Esgoto – ETE. Os processos biológicos propiciam a oxidação da matéria carbonácea e, eventualmente, a oxidação da matéria nitrogenada. O metabolismo da matéria carbonácea ocorre de duas formas genéricas, de acordo com a disponibilidade de oxigênio livre no meio: a) Conversão Aeróbia: Quando há disponibilidade de oxigênio no meio, a conversão é denominada aeróbia. A equação apresentada abaixo é uma simplificação desse processo. Nela a matéria orgânica representada por uma molécula de glicose é decomposta em gás carbônico e água. C6H12O6 + O2 6 CO2 + 6 H2O + Energia

Características desse modelo de conversão:
   

Conversão da matéria orgânica em dois produtos inertes; Utilização de oxigênio; Produção de gás carbônico; Liberação de energia.

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Na camada superficial tem-se a zona aeróbia. Em processo anaeróbio. Liberação de energia. Se de um lado o carbono do CO2 se apresenta em seu maior estado de oxidação. Por outro lado. de pequenas dimensões (DBO finamente particulada) não sedimentam. a conversão é denominada anaeróbia. O suprimento de oxigênio é proveniente da atuação das algas. C6H12O6 3 CH4 + 3 CO2 + Energia representada por uma molécula de glicose é decomposta em metano e gás Características desse modelo de conversão:  Não exclusividade da oxidação.    Não utilização de oxigênio livre.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO b) Conversão Anaeróbia: Quando não há disponibilidade de oxigênio no meio. mostra a diversidade do meio vivo atuante no processo. A equação apresentada abaixo é uma simplificação desse processo. aprofundando na descrição do processo. O processo facultativo é a variante mais simples de lagoas de estabilização (sob o aspecto de representar a simples retenção de esgotos por um tempo suficiente para que os processos naturais estabilizem a matéria orgânica). permanecendo dispersas no meio líquido. A Figura 1 abaixo apresenta esse esquema: MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:33 de 122 . vindo a constituir o lodo de fundo. realizam a fotossíntese. A matéria orgânica particulada em suspensão (DBO particulada) tende a sedimentar. lentamente as bactérias anaeróbias convertem essa matéria orgânica em gás carbônico. mas por ser uma fase gasosa se desprende do meio. Nela essa matéria orgânica solúvel é oxidada por meio da respiração aeróbia. Produção de metano e gás carbônico. A matéria orgânica dissolvida (DBO solúvel) e a matéria orgânica em suspensão. o CH4 é altamente oxidável. Nela a matéria orgânica carbônico. metano e fração inerte. água. que absorvendo a irradiação solar. aproveitando-se do gás carbônico oriundo da conversão anaeróbia da camada de fundo da lagoa. Dessa forma observa-se um equilíbrio do oxigênio gerado pelas algas e consumido pelas bactérias.

e entre 8 a 10ºC. o pH. no caso das estações fotossintéticas. a presença de oxigênio.6 e 7. Ela favorece o desenvolvimento de algas que aumentam a disponibilidade de oxigênio no meio. Volume 3 p. Essa concepção de tratamento deve ser mantido com valores entre 6. 1996. Fora da faixa entre 6. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:34 de 122 .11) Fatores que interferem sobre o processo biológico Fatores ambientais e a composição do esgoto interferem decisivamente no metabolismo biológico. em países de clima quente. a disponibilidade de nutrientes.4.PROCESSO BIOLÓGICO FACULTATIVO (Serpig.0. A temperatura. pH: anomalias no pH interferem. em países de clima frio. a presença de elementos tóxicos e. A taxa de atividade biológica dobra com o incremento de 10 a 15ºC.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO FIGURA 1 .0 e 8. sobretudo. Em especial. o processo torna-se extremamente instável. nos processos anaeróbios de alta taxa. a insolação representam fatores com capacidade de interferir no “meio vivo” que decompõe as matérias orgânicas do esgoto. os fatores mais comumente observáveis nos processos de tratamento de esgoto são: Temperatura: os processos biológicos ocorrem entre temperaturas de 20 a 30ºC.19) 3. Luminosidade: nos processos fotossintéticos a insolação é um dos fatores determinantes da performance do processo biológico.

....12) Geração de lodo Todos os processos de tratamento de esgoto visam condicionar o efluente líquido final para minimizar impactos nocivos ao corpo receptor.. fósforo e potássio são sempre menores que o desejado nos fertilizantes para uso agrícola..  Nutrientes: os valores típicos de nitrogênio. no entanto.. O controle é exercido através dos coliformes fecais... geração de odores e atração de vetores. Outros ocasionam uma grande quantidade desse produto ao final da vida do sistema... putrefação. O conhecimento da composição desse lodo é importante.... Por outro lado. uma vez que suas maiores concentrações provêm de processos industriais. Basicamente o lodo gerado em uma estação de tratamento é composto de:  Compostos orgânicos: a parcela de compostos orgânicos é normalmente medida pela concentração de sólidos voláteis ou percentuais de sólidos voláteis em relação aos sólidos totais.  Metais: são mais significativos para os esgotos de uma área densamente industrializada...GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 3... o lodo pode ter um papel importante como condicionador do solo.. possibilidade de decomposição anaeróbia..........  Organismos patogênicos: São inúmeros os organismos patogênicos presentes no esgoto e conseqüentemente também nos lodos. .. uma vez que sua disposição final é tarefa de uma rotina operacional em algumas estações de tratamento de esgotos. A elevada concentração de matéria orgânica no lodo caracteriza a sua desestabilização... MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:35 de 122 . alguns processos ocasionam a geração freqüente de lodo.... as salmonelas e os ovos de helmintos...

de modo a coletar amostras representativas. conduzirão às possíveis ações de reabilitação a que devem submeter um sistema de tratamento para que sejam alcançados os objetivos propostos inicialmente no projeto. ela deve ser representativa do conjunto que se quer avaliar e a forma de tomá-la depende da natureza do material e objetivo do trabalho a ser executado. a executar dentro de um rotina que se repete ciclicamente. Dessa forma é importante observar os procedimentos recomendados nos pontos seguintes. na avaliação dos dados. a precisão de uma análise em laboratório.1) Importância da amostragem A amostragem é a etapa inicial de uma análise que envolve grande responsabilidade. conseqüentemente. É o caso do monitoramento das condições de funcionamento de uma ETE e da avaliação da qualidade do afluente. de modo a avaliar o cumprimento das normas de descarga previstas na legislação com o objetivo de o seu lançamento no meio receptor não causar impacto negativo.2) Planejamento do programa de amostragem O programa de amostragem pode ser delineado com vista a atingir objetivos gerais. para que então os resultados analíticos sejam indicativos da realidade. Os resultados obtidos. O aparelho faz a determinação certa e precisa.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO CAPÍTULO 4 COLETA DE AMOSTRAS DE ÁGUAS RESIDUÁRIAS Autor: Biól. Wilma Maria Coelho 4. mas a amostra deverá representar fielmente as verdadeiras condições de operação. pois todo um esforço analítico está na dependência direta do cuidado com que tenha sido tomado a amostra para análise. só é possível se a amostra colhida for representativa. 4. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:36 de 122 . A amostra representa a síntese do comportamento do universo estudado. devendo ser feita criteriosamente. ou seja.

3) Tipos de amostras Deve ser definido o tipo de amostra a ser colhida para que esta seja representativa do universo a ser estudado. 4. pois os métodos de coleta e preservação são diferentes.3. os parâmetros a analisar. algológicos. o número de amostras. A metodologia da coleta de amostras será definida pelo laboratório de análises da ETE. Os procedimentos de coleta. bacteriológicas.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Mas o programa de amostragem também pode ser planejado para alcançar fins específicos. e podem ser compostas quando colhidas em intervalos de tempo regulares no mesmo ponto ou em pontos diferentes. e parasitológicas não devem ser as mesmas. de acordo com o tipo de parâmetro a ser analisado. devem ser tais que assegure que a amostra mantenha as suas características originais. permanecendo assim inalterados os seus constituintes e as suas propriedades.1) Amostras simples São amostras colhidas individualmente refletem as condições no momento da amostragem. Utilize somente amostras representativas ou aquelas que estejam coerentes com o programa de amostragem. transporte e preparação das amostras antes da análise laboratorial. Assim. As amostras devem ter um tratamento especial de preservação e acondicionamento. Não envolvem o uso de equipamento mas pode se tornar um processo demasiadamente caro pois consome muito tempo quando o programa a cumprir é extenso. As amostras para as análises físico-químicas. 4. refletindo as condições do local naquele exato momento. nomeadamente no âmbito de um programa de investigação científica. propriamente dita. Podem ser simples quando se colhe a amostra num tempo e lugar determinados. pois as características dos esgotos não são estáveis. a frequência da amostragem e o número de pontos de coleta são determinados pela finalidade do estudo. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:37 de 122 .

óleos e gorduras.D). As determinações da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO). pode-se usar alíquotas de volumes iguais na proporção da amostra composta. As amostras compostas podem ser colhidas automaticamente com aparelhos adequados. o qual corresponde.2) Amostra compostas Para se obter uma amostra representativa na qual possam ser analisados parâmetros que variam significantemente ao longo do tempo será necessário que a amostra se componha de sub amostras colhidas a intervalos de tempo regulares. os Coliformes Fecais (CF). as porções individuais das amostras devem ser proporcionais a vazão do esgoto. em alternativa. Nas amostras compostas é importante observar que:     indicam as características do esgoto durante um dado período.3. as amostras compostas proporcionais ao tempo sejam mais freqüentemente adaptadas. os gases dissolvidos (oxigênio dissolvido e dióxido de carbono). têm-se amostras compostas proporcionais ao tempo e amostras compostas proporcionais à vazão. tomada em determinado período. não podem ser empregadas para a determinação de variáveis que se alteram durante a manipulação das alíquotas. Seria ainda desejável que o volume destas sub amostras fosse proporcional a vazão nos instantes de coleta. pH. 4. ou. A indisponibilidade de medidores de vazão acopláveis aos amostradores automáticos leva a que. como é o caso do oxigênio dissolvido (O. podem ser executadas manualmente. são uma combinação de amostras instantâneas.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO As amostras devem ser colhidas no momento em que a estação estiver funcionando em plena carga. basta uma amostra simples. Para medir o pH. Sólidos Suspensos (SS) e compostos nitrogenados já devem ser feitas numa amostra composta. Demanda Química de Oxigênio (DQO). apesar da maior representatividade das amostras proporcionais à vazão. dióxido de MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:38 de 122  . na maioria das estações ao período entre 9 e 12 horas. a temperatura. metais. No primeiro caso. o qual é variável ao longo do dia. se a vazão não for conhecida. no segundo caso.

Quando não existe a possibilidade de recorrer a equipamento automático. as amostras compostas proporcionais a vazão são coletadas. horas/vazão (l/s) respectivos.. DQO. A determinação da DBO. 3000 mL de amostra. e óleos e gorduras.1) Como determinar amostras compostas proporcionais a vazão Geralmente.2. preferencialmente. . QUADRO 1 – Variação das vazões Horas vazão(l/s) 02 400 04 600 06 1000 08 1200 10 1300 12 1500 14 1600 . por 0. bastante simples e de resultados confiáveis é o método de amostragem proporcional à vazão. SS e amostra composta.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO carbono livre (CO2)..3.2. Exemplo: Suponha-se que ao medir a vazão do esgoto de uma ETE foram encontrados os seguintes valores. 4. Coleta-se um determinado volume proporcional à vazão. quantidade suficiente para os testes a realizar.. um método de amostragem composta.. todos as vazões por exemplo. logo após a sua coleta. de acordo com a seguinte metodologia:    compostos nitrogenados deve ser feita.. conservar as amostras em baixa temperatura (caixa térmica com gelo). teremos as seguintes quantidades de amostras em mL. multiplicando. metais pesados. numa obter a curva da vazão de 24 horas dos esgotos que chegam á estação de tratamento. bactérias. coletar quantidade de amostras proporcionais à vazão. correspondendo a um total de.. 20 1000 22 800 24 500 Utilizando-se o método da proporcionalidade para as amostras.. aproximadamente. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:39 de 122 . com amostrador automáticos em intervalos de tempo programados..

incrementar a precisão das análises e evitam o incômodo e o custo de amostragens manuais. Podem reduzir os custos laboratoriais.5) Localização dos pontos de amostragem Os pontos de amostragem deverão ser de fácil acesso. a mistura das camadas superficiais e inferiores.2 = 240 mL) 10h (1300 x 0. Os amostradores automáticos podem eliminar erros humanos comuns em amostragens manuais. isto é. especialmente em estudos biológicos. As amostras devem ser colhidas evitando a sua perturbação.2 = 240 mL) 20h (1000 x 0. principalmente durante a noite.2 = 320 mL) 16h (1300 x 0. confeccionado manualmente. com o auxílio de uma coluna de vidro ou plástico apropriada ou amostradores específicos para esse fim. o tipo de amostra deve ser um pouco diferente das citadas anteriormente: deve ser colhida um coluna de líquido representativa da lagoa em toda a sua profundidade. As amostras poderão ser colhidas com a ajuda de um equipamento simples.2 = 260 mL) 18h (1200 x 0.2 = 260 mL) 12h (1500 x 0. característicos da evolução do tratamento e representativos em relação ao estudo a que destinam os MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:40 de 122 .2 = 160 mL) = 100mL) 6h (1000 x 0. Nas amostras destinadas à determinação do oxigênio dissolvido e DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) devem evitar-se. simples identificação. Quando se pretende analisar o líquido do interior da lagoa. tanto quanto possível.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 2h (400 x 0. 4.2 24h (500 x 0. semelhante a um frasco tipo “copo”.2 = 200 mL) 8h (1200 x 0.2 = 80 mL) = 120 mL) 14h (1600 x 0.2 4h (600 x 0.4) Equipamentos de amostragem Para realizar a colheita de amostras de águas residuais convém utilizar equipamentos que contribuam para a representatividade das mesmas.2 = 300 mL) 4.2 = 200 mL) 22h (800 x 0. o arejamento.

antes da primeira lagoa. 2) entre duas lagoas em série. A localização do ponto de amostragem deve ser selecionado tendo em consideração que se pretende uma amostra homogênea. C). inclusive no que se refere aos sólidos em suspensão (SS) e à matéria particulada em suspensão coloidal.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO resultados das análises. LAGOA FACULTATIVA 1 LAGOA ANAERÓBIA 2 A B C 3 Figura 1 – Localização dos pontos de amostragem QUADRO 2 – Locais de coleta em lagoas de estabilização. Em Lagoas de Estabilização. que fazem parte da composição do esgoto. quando for este o sistema. 3) no esgoto efluente. após a lagoa ou a última lagoa. No meio da lagoa no (A. quando estas são em série. quando o estudo recomendar. os pontos de coleta devem localizar-se: 1) no esgoto afluente. Parâmetro Coliformes DBO DQO Fosfatos Quali/quantificação de algas Oxigênio dissolvido Oxigênio de fotossíntese Nitrogênio Orgânico Local da coleta 1–2–3 1–2–3 1–2–3 1–2–3 A–B–C A–B–C–3 C 1–2–3 semanal semanal semanal semanal semanal diária semanal semanal Frequência MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:41 de 122 . B.

devem obedecer aos critérios de preservação recomendados. Além da preservação. podem congelar as amostras e provocar a quebra dos frascos. 2) em lagoas aeradas não é comum o desenvolvimento de algas. as amostras devem ser transportadas em caixas térmicas e acondicionadas com gelo.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Parâmetro Nitratos pH Sólidos totais Sólidos sedimentáveis Sólidos em suspensão Temperatura Vazão Local da coleta 1–2–3 1–2–3 1–2–3 1–2–3 1–2–3 1–3 1–3 semanal diária semanal diária semanal diária diária Frequência Obs: 1) a frequência apresentada corresponde ao ideal. As amostras destinadas à determinações pelos métodos espectrofométricos. 4. devendo. dependendo da distância entre os locais. São necessários cuidados especiais para amostras destinadas à determinação de compostos orgânicos ou metais. Os métodos de preservação são geralmente limitados e têm por objetivo retardar a ação biológica. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:42 de 122 . as reações químicas dos compostos e reduzir a volatilização dos constituintes. Lembrar que. até o momento da análise. Muitos constituintes podem estar presentes em concentrações significativas de microgramas por litro. O transporte das amostras ao laboratório pode demorar algum tempo. serem. nas caixas térmicas. em que se utilizam kits de reagentes. portanto. preservadas e acondicionadas convenientemente em função do parâmetro a analisar. temperaturas muito baixas. que podem desaparecer por completo se a amostra não for preservada convenientemente. imediatamente.6) Preservação de amostras As amostras nem sempre poderão ser analisadas após a coleta. de modo a garantir que possíveis alterações químicas e biológicas não modifiquem substancialmente as suas características originais.

300 Nitrogênio orgânico H2SO4 até pH < 2 e refrigeração a 7 dias Oxigênio dissolvido determinar no momento da coleta de refrigeração a 4ºC determinar no momento da coleta refrigeração a 4ºC determinar no momento da coleta efetuar leitura após 1 hora não há conservação ou 6 horas 7 dias não há conservação MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO .V 50 2000 REVISÃO: 01 DEZ/2005 P. O Quadro 3 apresenta as condições de preservação e conservação da amostra a que devem obedecer para determinação de parâmetros físico-químicos e bacteriológicos.V Frascos 1 ml de solução de lugol/L a 4ºC..V P. V 200 200 800 300 P. âmbar P.200 50 . até pH < 2 Mais breve possível 24 horas Mais breve possível 7 dias Mais breve possível 7 dias ou 24 horas 6 meses 6 meses dissolvidos Ao filtrado: HCN3 até pH <2 H2SO4 até pH < 2 e refrigeração a 7 dias ou 24 horas 4ºC 4ºC H2SO4 até pH < 2 e refrigeração a 7 dias ou 24 horas 4ºC refrigeração a 4ºC HCl conc. V 600 P. âmbar P.até pH 2 – 3 a 4ºC refrigeração a 4ºC 24 horas 7 dias 14 dias V.500 120 100 . 1 mL de MgCO3 24 horas 1% / L. V P.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO conforme instruções do aparelho.100 100 . âmbar P.. QUADRO 3 – Indicação do volume e preservação da amostra Parâmetro Acidez Alcalinidade Algas DBO DQO Cloretos (**) Clorofila Coliformes fecais Cor (**) Cianeto (**) Fluoreto (**) Fenóis (**) Fosfato total Metais totais (**) Metais (**) Nitrogênio amoniacal (*) (*) Nitrato Nitrito Óleos e gorduras (O.V Pg:43 de 122 50 .V V. V 1000 P. V V V V. Protegida da luz refrigeração a 4ºC refrigeração a 4ºC NaOH até pH > 12 refrigeração a 4ºC 1mL d e H3PO4 a 4ºC H2SO4 conc.V P.até pH 2 a 4ºC HNO3 conc. V P. Até pH < 2 48 horas 24 horas não há conservação não há conservação. V P P V. âmbar V P. Até 3 meses Protegida da luz refrigeração a 4ºC H2SO4 conc. de modo a que seja representativa. a cada parâmetro a ser analisado.200 250 1000 500 200 1000 refrigeração a 4ºC.D) Oxigênio fotossíntese pH Sólidos Temperatura Preservante refrigeração a 4ºC refrigeração a 4ºC Período máximo de conservação 24 horas 24 horas 100 300 300 Volume em (ml) 200 ml P. V 600 P.V P.

o local dos pontos de coleta e a profundidade a que devem ser tiradas as amostras.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO P = polietileno V = vidro neutro ou borossilicatado ( * ) A primeira opção é a menos recomendada e só deve ser empregada quando realmente se necessitar de prazo maior. deve-se encher o recipiente sem borbulhar e extravazar o volume. de modo a que os resultados traduzam o funcionamento do sistema. Há procedimentos que são gerais a todas as amostras e outros que são específicos de cada grupo de parâmetros a analisar. conforme se descrevem nos pontos seguintes. o operador deve ter conhecimento do programa de amostragem. o laboratório de analises físico-químicas e microbiológicas. A fim de MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:44 de 122 .7) Metodologia de coleta de amostras Para coletar as amostras. 4. tapando o frasco e agitando-o bem após cada adição de reagentes. ( ** ) Determinações não rotineiras OBSERVAÇÕES: Para amostras à determinar O.   Não devem aparecer bolhas dentro do frasco. Tais procedimentos devem ser executados com muita atenção.7. o que irá definir o tipo de material que deverá ser levado para o trabalho de campo. aproximadamente. Preservar com 2mL de sulfato manganoso e 2mL de reagente azida-iodeto alcalino.D em laboratório. no momento da coleta. Refrigerar em temperatura ligeiramente inferior a ambiente. o número.1) Procedimentos gerais A maneira de coletar as amostras implica diretamente na sua representatividade. duas vezes. determina através do programa de amostragem. 4. a freqüência. Em geral.

equipamentos de proteção (luvas. com MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:45 de 122 . convém escolher um local de amostragem em que o esgoto seja uniforme e de preferência bem misturado.1. máscaras.7.2) Execução da amostragem a) Deve-se evitar as amostras junto as paredes ou próximo do fundo dos canais. É importante certificar-se de que todo o material necessário está na caixa de coleta. f) produtos de desinfecção para os equipamentos e instrumentos utilizados na coleta das amostras. c) preservantes químicos.1.1) Preparação de material A preparação de uma lista de material é da maior conveniência. evitando que algum item possa ser esquecido. pipetas. botas. c) Em qualquer situação. Convém procurar um ponto representativo da massa líquida. jalecos e.7. d) termômetros. Os frascos excedentes são para substituir eventuais perdas e se necessário para coletar num novo ponto de amostragem. Pontos localizados junto a vertedores não são recomendados.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO evitar erros e aconselhável que se observem os seguintes procedimentos: 4. e) ficha de registro dos dados. b) As amostras deverão ser tomadas no centro do canal. 4. tais como: a) frascos em quantidade suficiente ao número desejado de amostras (mais 1 sobressalente por cada 5 pontos). enxágüe o frasco algumas vezes com a própria amostra. d) Antes de iniciar a coleta. onde a velocidade é mais elevada e a sedimentação de sólidos é mínima. b) garrafas coletoras. caso seja observada alguma anormalidade no sistema que determine a necessidade de uma amostra adicional.

a temperatura do esgoto.. 4.       b) Identificar corretamente os frascos:     anotar o tipo de amostra (simples ou composta). caso existam. que poderá tornar a amostra não representativa. É importante também levar em conta que a amostra característica do esgoto afluente deve ser colhida depois das grades ou da caixa de areia. f) No local da coleta o frasco deve ser mergulhado a alguns centímetros abaixo do nível da água evitando a entrada de material flutuante. o parâmetro a efetuar. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:46 de 122 . o operador deve: a) Registrar na ficha de dados:  as condições climáticas como: a nebulosidade. a temperatura do ar. pedaços de pedra. g) Tanto a temperatura da água como do ar (na sombra).7. a data. etc. numerar os frascos segundo o ponto de coleta. o número da amostra.. e) Na coleta da amostra deve ser mantida a verdadeira proporção entre liquido e os sólidos em suspensão. contudo. se for o caso. a hora e o nome do responsável pela coleta. insolação e a ocorrência de chuvas no dia anterior e no dia a coleta da amostra. a cor aparente do esgoto. Toda e qualquer informação de campo complementa os resultados das análises na interpretação dos mesmos. evitar-se a presença de material estranho como: folhas. a solução preservante. devendo.1. deverão ser registradas no momento da coleta.3) Cuidados adicionais O operador encarregado da coleta de amostras tem um papel muito importante.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO exceção daqueles que contêm solução preservante. observações que julgue ser de interesse para a análise e interpretação dos resultados. Assim.

... 10 litros de água....GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO c) Lavar o material utilizado na amostragem:  após a coleta das amostras o material utilizado deve ser lavado com um jato de água e seguidamente passado por uma solução desinfetante......... MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:47 de 122 ............... Para preparar esta solução basta misturar num balde:   1 copo de água sanitária concentrada................. ..

anóxicas ou anaeróbias. não mais suscetíveis a fermentação. mas com tecnologia se consegue fazer com que o processo se desenvolva em condições controladas (controle da eficiência) e em taxas mais elevadas. 5. No processo fermentativo ocorrem determinadas reações de forma que depois de várias ocorrências seqüenciais os produtos se tornam estabilizados. de certa forma o mesmo que ocorre em um curso de água onde são lançados despejos. Há organismos adaptados funcionalmente para as diversas condições de respiração para o tratamento de esgotos. No processo oxidativo a matéria orgânica é oxidada por um agente oxidativo presente no meio líquido – oxigênio. isto é. não podendo obter energia através da respiração aeróbia. os organismos facultativos utilizam o oxigênio livre (preferencialmente) ou o nitrato. ele deve ser precedido do denominado tratamento preliminar. A remoção da matéria orgânica dos esgotos ocorre por dois tipos de processos. nitrato ou sulfato. a matéria orgânica é convertida em produtos mineralizados inertes por mecanismos naturais – é o denominado fenômeno da autodepuração.1) Alguns Tipos de Estação de Tratamento de Esgoto Qualquer que seja o tipo de tratamento escolhido. As reações de oxidação que ocorrem no tratamento de esgotos são portanto do tipo aeróbias. Em uma estação de tratamento de esgotos ocorre o mesmo. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:48 de 122 .GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO CAPÍTULO 5 TIPOS DE TRATAMENTO DE ESGOTOS Autor: Engª Mércia Luccas Resende O tratamento biológico dos esgotos reproduzem. No corpo d'água. Os organismos aeróbios estritos utilizam apenas o oxigênio livre na sua respiração. permitindo soluções mais compactas. o oxidativo (oxidação da matéria orgânica) ou o fermentativo (fermentação da matéria orgânica). os organismos anaeróbios estritos utilizam o sulfato ou o dióxido de carbono.

 Caixa de areia – a retirada da areia presente nos esgotos tem a finalidade de evitar a abrasão e obstrução dos equipamentos e tubulações da estação e. além de requerer operação simples e poucos ou nenhum equipamento. o clima favorece com temperatura e insolação elevadas. Constituem sistemas de tratamento biológico com o objetivo de remover a matéria orgânica. Além desses equipamentos a estação poderá ter também. uma de espaçamento maior para reter os sólidos maiores e em seguida outra de espaçamento menor.2) Lagoas de Estabilização As lagoas de estabilização constituem a forma mais simples para tratar os esgotos. o acúmulo desse material nas unidades da ETE. uma unidade para retirada de gorduras. 5. em alguns casos. Alguns tipos de lagoas:       Facultativas Anaeróbias Aeradas Facultativas Aeradas de Mistura Completa Decantação Maturação MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:49 de 122 .GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Fazem parte do tratamento preliminar:  Grades grossas e finas – a função do gradeamento é a retirada dos sólidos grosseiros presentes no esgoto. A colocação dessas grades a montante do tratamento tem o objetivo de proteger os demais equipamentos das unidades de tratamento e impedir que esses sólidos sejam encaminhados ao corpo receptor. De acordo com o diâmetro do interceptor ou emissário de chegada na ETE é necessária a colocação dos dois tipos de grade. também. São bastante indicadas para as condições brasileiras pois.

GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 5.0 m Taxa de aplicação superficial Ls = 240 a 350 kgDBO/ha. As bactérias consomem oxigênio e produzem gás carbônico. a partir de uma certa profundidade vai ocorrer a ausência de oxigênio livre. Na zona intermediária. As vantagens e desvantagens do sistema estão associadas aos fenômenos naturais. A matéria orgânica dissolvida permanece dispersa . as algas na presença da luz solar produzem oxigênio e consomem gás carbônico. mantendo-se um equilíbrio entre o consumo e a produção de oxigênio e gás carbônico. Dentro das lagoas facultativas ocorrem três zonas de tratamento dos esgotos: zona aeróbia. Tempo de detenção t = 15 a 45 dias Profundidade h = 1.5 a 3.1) Lagoas Facultativas Constituem o sistema mais simples de lagoas de estabilização. Consiste na retenção dos esgotos por um período de tempo suficiente para o desenvolvimento de processos naturais de estabilização da matéria orgânica. sendo que na camada mais superficial – zona aeróbia – ela é oxidada por meio da respiração aeróbia. onde a penetração da luz solar é menor. Por implicar em grandes requisitos de áreas. zona facultativa e zona anaeróbia. são apropriadas para locais onde o custo da terra seja barato e o clima favorável. é suprido ao meio pela fotossíntese realizada pelas algas. A matéria orgânica em suspensão sedimenta constituindo o lodo de fundo – zona anaeróbia – onde ocorre a decomposição por microrganismos anaeróbios.2. secundários. Essa zona onde grupos de bactérias sobrevivem tanto na presença de oxigênio (condições aeróbias) quanto na de nitratos (condições anóxicas) e sulfatos e CO2 (condições aneróbias) é denominada zona facultativa. O oxigênio. necessitando de longos tempos de detenção para que as reações se completem e em temperatura adequada.d (para regiões com inverno quente e elevada insolação) Requisito de área A = L/Ls Eficiência E = aproximadamente 90% MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:50 de 122 A eficiência do sistema é alta equiparando com a dos tratamentos . A natureza é lenta.

Os custos para implantação são relativamente baixos. a possibilidade de geração de mau cheiro é pequena.2. Essas lagoas são profundas.3) Lagoas Aeradas Facultativas A diferença entre a lagoa facultativa convencional e a aerada facultativa é que enquanto o suprimento de oxigênio para a primeira é advindo da fotossíntese no caso da aerada facultativa ele é obtido através de aeradores.2) Lagoas Anaeróbias Forma de tratamento onde a existência de condições devem ser estritamente anaeróbias.d.3 kgDBO/m3. por conta dos equipamentos o nível de operação é mais sofisticado e o consumo de energia elétrica mais elevado. necessitando-se utilizar uma unidade posterior de tratamento. de 4 a 5 metros. O tempo de detenção hidráulica (t) se situa na faixa de 3 a 6 dias e a taxa de aplicação volumétrica (Lv) comumente adotada é 0. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:51 de 122 . 5. não necessitam qualquer equipamento especial e não consomem energia elétrica. pois por serem mais profundas essas lagoas requerem menor área para implantação. para reduzir a possibilidade de penetração do oxigênio produzido na superfície (pela fotossíntese e pela reaeração atmosférica) para as demais camadas.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 5. A eficiência na remoção de DBO é de 50 a 60%. Isso é possível com o lançamento de grande carga de DBO por unidade de volume da lagoa.2. Consegue-se assim a redução de requisitos de área. Deve-se optar por esse tipo de tratamento quando for possível se ter um grande afastamento de residências. Em contrapartida. Caso o sistema esteja bem equilibrado. fazendo com que a taxa de consumo de oxigênio seja várias vezes superior à sua taxa de produção. A DBO efluente da lagoa anaeróbia é ainda elevada. responsável por maus odores.1 a 0. mas problemas operacionais eventuais podem permitir a liberação de gás sulfídrico.

não sendo suficiente para manter os sólidos (bactérias e sólidos suspensos) dispersos na massa líquida.5 a 4. pois o efluente delas não é adequado para lançamento direto no corpo receptor. sofrendo decomposição aeróbia. a ser decomposta anaerobiamente. um destinado à clarificação e outro ao armazenamento e digestão do lodo.5) Lagoas de Decantação Dentro da lagoa existem dois volumes distintos.4) Lagoas Aeradas de Mistura Completa São lagoas essencialmente aeróbias.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO A denominação aerada facultativa é porque a energia utilizada é apenas para oxigenar a lagoa. devido aos elevados teores de sólidos em suspensão. Tempo de detenção t = 2 a 4 dias Profundidade H = 2. Tempo de detenção t = 5 a 10 dias Profundidade H = 2.5 a 4. Os sólidos sedimentam constituindo a camada de lodo de fundo.2. O volume destinado à clarificação deve ter profundidade ≥ 1.5 metros 5. Apenas a DBO solúvel e a DBO representada por sólidos de dimensões menores permanecem na massa líquida.5 metros Depois das lagoas aeradas de mistura completa normalmente são construídas lagoas de decantação. O comportamento da lagoa é a de uma facultativa convencional. 5.2. Tempo de detenção total t ≤ 2 dias (o tempo de detenção é baixo para evitar o crescimento de algas) MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:52 de 122 . A quantidade de energia fornecida aos aeradores garantem a oxigenação do meio e mantêm os sólidos em suspensão (biomassa) dispersos no meio líquido.5 m e tempo de detenção ≥ 1 d.

hab x 1000 hab = 4.8 a 1. 5.99% de remoção de coliformes).0x1011 CF/m3 = 2. Fatores como temperatura.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Profundidade total H ≥ 3.. etc. O dimensionamento das lagoas de maturação se vale da utilização de alguns dos mecanismos citados para esse fim.hab Quantidade presente no esgoto bruto (exemplo): P = 1000 hab. seu objetivo é a remoção de patogênicos (pouca remoção adicional de DBO). resultando na elevação do pH.2. escassez de alimento. para se obter a eficiência desejada (E > 99. pH. Fora do intestino humano os organismos patogênicos tendem a morrer. A pequena profundidade da lagoa de maturação (H = 0.5 m) visa maximizar os efeitos bactericidas da luz solar (radiação ultra violeta).0x107 CF/100 ml MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:53 de 122 . Essas lagoas são comumente implantadas em série.0x1010 CF/d.0 metros (para permitir uma camada aeróbia acima do lodo) O tempo de detenção baixo nesse tipo de lagoa é suficiente para uma eficiente remoção dos sólidos em suspensão produzidos na lagoa aerada. Coliformes no esgoto bruto: Produção per capita de coliformes = 4.6) Lagoas de Maturação É uma alternativa bastante econômica para a desinfecção de efluentes. mas não contribui para a remoção bioquímica adicional de DBO.0x1013 concentração de coliformes = 4. competição.9 ou 99. compostos tóxicos. contribuem para a morte deles.0x1013 / 200 m3/d = 2. organismos predadores. bem como da fotossíntese.0x108 CF/l = 2.0x1010 CF/d. Q = 200 m3/d Carga = 4. insolação.

Esse processo apresenta algumas vantagens em relação aos processos aeróbios convencionais. Denominado originalmente na Holanda de UASB (Upflow Anaerobic Sludge Blanket Reactor) – Reator Anaeróbio de Fluxo Ascendente e Manta de Lodo.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Os sistemas de tratamento de esgotos por lagoas de estabilização podem utilizar um só tipo de lagoa ou combinar duas ou mais lagoas dando origem a um sistema mais eficiente. Baixo custo de implantação e de operação. principalmente quando implantados em locais de clima quente.3) Reator Anaeróbio Além dos sistemas que utilizam combinação de diversos tipos de lagoas. com idade (tempo de residência celular) superior a 30 dias já se encontra estabilizado. também são utilizados na Saneago. etc. As bactérias em flocos ou grânulos formam uma manta de lodo no interior do reator. por exemplo:    Sistema compacto. Baixa produção de lodo. no Brasil são denominados DAFA (Digestor Anaeróbio de Fluxo Ascendente). RALF (Reator Anaeróbio de Leito Fluidificado). Os sistemas mais comuns de tratamento com ou sem associação de lagoas são:     Lagoas facultativas (maturação) Lagoas anaeróbias seguidas por lagoas facultativas (maturação) Lagoas aeradas facultativas (maturação) Lagoas aeradas de mistura completa seguidas por lagoas de decantação (maturação) 5. O lodo excedente descartado do sistema. O lodo de esgoto é retido nessa unidade de tratamento por separação de fases gasosa. sólidos e líquidos garantem a permanência do lodo no sistema e a retirada do biogás e a coleta do efluente tratado. líquida e sólida. RAFA (Reator Anaeróbio de Fluxo Ascendente). MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:54 de 122 . com baixa demanda de área. os sistemas que combinam reator anaeróbio e lagoas. Dispositivos projetados e instalados para separar gases.

As variantes mais comuns dos sistemas de lodos ativados são:    Lodos ativados convencional (ETE Dr.4 ) Lodos Ativados Lodo ativado é o floco produzido no esgoto pelo crescimento de microorganismos na presença de oxigênio dissolvido. Necessidade de pós-tratamento – A eficiência do sistema não se enquadra nos padrões de lançamento estabelecidos pelos orgãos ambientais. parte da matéria orgânica dos esgotos é retirada antes do tanque de aeração. para se economizar energia para a aeração.    5. O lodo é acumulado em um local denominado tanque de aeração que recebe ar para o fornecimento do oxigênio necessário. Hélio de Brito) Lodos ativados por aeração prolongada (ETE de Cidade Ocidental) Lodos ativados por batelada ou de fluxo intermitente No sistema convencional. Algumas desvantagens que podem ser citadas:  Possibilidade de emanação de maus odores – Se bem projetado e operado não deve ocorrer. Baixa capacidade do sistema em tolerar cargas tóxicas – Usualmente não acontece com esgoto doméstico. Elevada concentração do lodo excedente. e onde a concentração de microorganismos é garantida devido o retorno de flocos previamente formados e recirculados para o interior desse tanque. Boa desidratabilidade do lodo.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO     Baixo consumo de energia (só para elevatória de chegada quando existir). Elevado intervalo de tempo necessário para a partida do sistema – 4 a 6 meses quando não se usa inóculos. Satisfatória eficiência de remoção de DBO/DQO. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 A matéria orgânica em DEZ/2005 Pg:55 de 122 . da ordem de 65%-75%.

... Assim o sistema de lodos ativados convencional têm como parte integrante o tratamento primário (decantador primário)..... Areia. e consequentemente com menor custo de investimento do empreendimento... como foi implantado na ETE de Goiânia.. O sistema de lodos ativados é muito utilizado em todo o mundo.. passível de sedimentação.. Uma variante do tratamento primário. além do tratamento preliminar..... onde é utilizado um produtos químicos para aumentar a eficiência da decantação primária.. Essa modalidade de tratamento permite uma maior remoção de carga orgânica no tratamento primário...GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO suspensão.. Lodo secundário.. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:56 de 122 ..... Escuma. Lodo primário. quando se necessita elevada qualidade do efluente e reduzido requisito de área. O tratamento do lodo é parte integrante do processo de lodos ativados. Os subprodutos gerados no tratamento pelo processo de lodos ativados.... são:      Material gradeado..... é retirada no decantador primário. é o Tratamento Primário com Precipitação Química.... podendo-se contar com unidades de processo menores no tratamento secundário.. para tratamento de esgotos domésticos e industriais...... O sistema implica em alto consumo de energia elétrica e operação cuidadosa pois utiliza grande quantidade de equipamentos eletro-mecânicos.

em polegadas ou pés. O tamanho do e um trecho divergente.ª Marisa Pignataro de Sant'Anna Téc.1.1) Medição de Vazão e Tratamento Preliminar 6. verificando a vazão na tabela apropriada. constituído essencialmente em um trecho convergente.1) Medição de vazão: Definição Calha Parshall: Canal para medir vazão nos condutos abertos. medidor é expresso pela Executado em concreto ou adquirido pronta em fibra de vidro. Industrial Jacson Ramos Engª Lívia Maria Dias Engº Clécio Ramon 6.1. 6. utilizando-se de um rastelo para remover os detritos. os quais deverão ser dispostos inicialmente em galões MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:57 de 122 . As medidas deverão ser tomadas de hora em hora por 24 hs em data programada e devem ser anotadas em relatório apropriado. A leitura da vazão instantânea deve ser efetuada em conversor ou medida diretamente a altura do nível de esgotos no ponto determinado na Calha Parshall com o auxílio de uma régua graduada em centímetros.“w”. cujas dimensões são prédimensão da “garganta” .2) Limpeza do gradeamento As grades de retenção de sólidos deverão ser limpas de hora em hora. Em anexo está apresentado um lay-out da calha parshall com a tabela de dimensões e a tabela dos valores resultantes de vazão em função da altura da lâmina do líquido medido em determinado ponto e do tamanho do parshall “w” em polegadas (”) ou pés (').GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO CAPÍTULO 6 OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DE ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTOS ESTAÇÕES ELEVATÓRIAS E Autores:Eng. uma garganta estabelecidas em função de seu tamanho.

Seguir as instruções abaixo: a) Desativar o canal a ser limpo. Lembrar que estes não devem ficar expostos ao ar livre. colocando-a em carrinho de mão ou galão perfurado. f) Após a limpeza do canal. colocando-se terra por cima. abrir a comporta para receber esgotos e proceder do mesmo modo para o outro canal.3) Limpeza da Caixa de areia (desarenador) A caixa de areia deverá ser limpa em intervalos de 7 a 15 dias. d) Conduzir a areia retirada até a caixa de detritos ou aterro. efetuar lavagem geral com água limpa. abrindo o registro de lavagem. c) Retirar a areia com uma pá. sem MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:58 de 122 . Os resíduos já secos deverão ser conduzidos até a caixa de detritos ou local apropriado para disposição no solo. fechando as comportas de entrada e de saída. e) Após retirar toda a areia. Quando as caixas de detritos estiverem cheias. conforme o acúmulo de sólidos observado. É neste ponto que reside a grande sustentabilidade do tratamento de esgoto por lagoas de estabilização. Há uma série de procedimentos de operação e manutenção que devem ser executados dentro de uma determinada rotina. esvaziá-las por meio de equipamento e conduzir os detritos para o aterro municipal. As lagoas são inerentemente simples. Cobrir com tampa ou lançar terra sobre os resíduos. b) Retirar o restante do líquido com balde ou através de bombeamento. pois provocam maus odores e proliferação de insetos.2) Lagoas de estabilização A simplicidade conceitual das lagoas de estabilização traz como conseqüência a própria simplicidade dos procedimentos de operação e manutenção. 6. 6. principalmente para as nossas condições de país em desenvolvimento. a simplicidade operacional não deve ser um meio caminho para o descaso com a estação e com o processo. No entanto. e devem ser projetadas para que assim o sejam ao longo da sua rotina operacional.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO perfurados até a secagem.1.

possibilitando a elaboração de cálculos de parâmetros de carga e eficiência e dos gráficos relevantes afigura-se como melhor forma de aproveitamento dos dados. bem como a freqüência de sua determinação. A cobertura deste itens é bastante simplificada. A introdução dos dados em planilhas eletrônicas no computador. ínicio de operação. que forneça as principais diretrizes para a operação adequada do sistema projetado. dependendo do porte e da importância da lagoa. Um aspecto de fundamental importância em um programa de monitoramento é o relacionado ao real aproveitamento dos dados levantados. coletas e medições O operador deve executar diariamente uma inspeção por toda a lagoa e unidades complementares. Deverão ser produzidos gráficos de acompanhamento e desempenho da lagoa. poderão ser alterados e adaptados às necessidades locais. o operador poderá buscar aos poucos a otimização do processo. Durante a fase de operação. se os mesmos não forem posteriormente consistidos e interpretados.2.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO a qual ocorrerão problemas ambientais e de redução na eficiência de tratamento. o número de parâmetros a ser incluídos. tendo por base a sua experiência acumulada com a lagoa em questão. problemas operacionais. 6. Não há sentido em se obter dados. no escritório central. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:59 de 122 . coletas e medições. Yanez (1993) ou Jordão e Pessoa (1995) devem ser consultadas para maiores detalhes com relação a estes tópicos. O presente capítulo trata dos seguintes aspectos relativos à operação e manutenção das lagoas:    programação de inspeção. É essencial que o projeto da lagoa de estabilização inclua um Manual de Operação.1) Inspeção. As referências WEF (1990). Naturalmente que. com ampla participação do operador no seu acompanhamento.

GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Durante a rotina operacional. no caso de formação de placas de algas estagnadas na superfície. dispostos nas laterais das lagoas. Os detritos devem ser colocados em galões perfurados para secagem. d) Não permitir que haja crescimento de vegetação nos taludes das lagoas na altura do nível de esgoto. b) Quando necessário. Não permitir lançamentos provenientes de indústrias. e) Nas ocorrências de elevação do nível de esgotos em caixas divisoras de vazão ou de passagem. vassoura e jatos de água. estando sempre atento ao processo de tratamento: a) Sempre que houver resíduos ou crostas flutuando na superfície das lagoas. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:60 de 122 . Acima das placas de concreto. f) As caixas e canais de esgotos em toda a estação devem ser limpas removendo quaisquer detritos e lavando-as posteriormente com constantemente. deve ser efetuada a oxigenação das lagoas facultativas. g) Cabe ao operador o controle dos despejos de caminhões limpa-fossas. o operador deve realizar as seguintes tarefas. conforme orientação da gerência. conduzindo-os depois às caixas de detritos ou dispondo no solo em local apropriado. estes devem ser retirados. desobstruir as tubulações com o auxílio de varetas. reportando-se ao motorista antes do lançamento e anotando em formulário apropriado todas as informações que se requer. com a utilização de barco e motor de popa. com a retirada de vegetação que cresce em falhas no concreto. utilizando-se de um coador para limpeza de piscinas. efetuar manutenções na grama dos taludes. estas falhas devem ser preenchidas. jateamentos ou outros meios. atuando em toda a extensão das lagoas (procedimento adotado em casos específicos). c) Os taludes das lagoas deverão receber manutenções constantes. predispondo à proliferação de insetos. Após a limpeza.

6.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO h) Coletar amostras dos afluentes à ETE e efluentes tratados para análises de laboratório. do lançamento do efluente. j) Remover aeradores para a borda das lagoas e efetuar a remoção de detritos destes equipamentos. jardins. m) Capinar áreas verdes e taludes das lagoas.2.2) Início de Operação 6. o) Recepcionar técnicos da empresa ou visitantes. O operador deve percorrer toda a área da ETE. bomba de sucção ou manualmente (ocorre em situações específicas). l) Efetuar a manutenção e conservação da área da estação como um todo. cercas vivas ou outra vegetação. verificando o estado das cercas. quando há temperaturas mais elevadas.2.1) Carregamento das lagoas O carregamento inicial das lagoas pode ser efetuado utilizando-se de um dos dois procedimentos descritos a seguir (CETESB. O carregamento deve ser preferencialmente no verão. p) Manter a área da estação cercada e com placa de identificação. conforme específica (equipe do laboratório). n) Efetuar manutenção em áreas gramadas.2. 1989). i) Efetuar análises de rotina para aferir a qualidade dos esgotos. prestando-lhes informações inerentes ao sistema. orientação MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:61 de 122 . utilizando-se de draga. segundo orientação específica. k) Efetuar a remoção de lodo e areia do fundo das lagoas. com a freqüência estabelecida.

Possibilita a correção de eventuais deficiências decorrentes de uma compactação ineficaz (antes da introdução de esgoto). preferencialmente atingindo-se 1 m. interromper a alimentação. adicionar mais esgotos.   b) Enchimento da lagoa com mistura de água bombeada do córrego e do esgoto a ser tratado:     Fazer uma mistura esgoto/água (diluição com uma relação igual ou superior a 1/5).40 m. o aparecimento de algas. alimentar normalmente a lagoa com esgotos. deve haver um acompanhamento por operadores com experiência no processo. Encher a lagoa com esgotos até o nível de operação. até atingir a lâmina prevista em projeto.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO a) Enchimento da lagoa com água bombeada de córrego vizinho ou proveniente de sistema de abastecimento público:     Encher a lagoa com lâmina d'água mínima. aguardar o estabelecimento de uma população de algas (em torno de 7 a 14 dias). O período total de carregamento pode durar 60 dias. Iniciar a introdução de esgoto. Encher a lagoa com uma lâmina em torno de 0.      Durante todo o período do carregamento. Interromper a alimentação por um período de 7 a 14 dias. até ocorrer uma floração de algas. até que se verifique. Nos dias subseqüentes. visualmente. que ocorre em condições de reduzida lâmina d'água. A adoção deste procedimento impede o crescimento descontrolado da vegetação. Os seguintes dois procedimentos devem ser evitados: MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:62 de 122 . Bloquear os dispositivos de saída. Aguardar alguns dias. até que se estabeleça no meio uma comunidade biológica equilibrada. Permite testar a estanqueidade do sistema. ou mistura esgoto/água.

2. lodo digerido de estações de tratamento de esgotos ou de tanques Imhoff. Caso isto seja efetuado. com desprendimento de maus odores.2 a 7. após 30 dias de operação.2. 6. ou pó calcário. Neste caso.  Carregar as lagoas com contribuições pequenas e continuadas. como o terreno não está ainda colmatado.3) Início de operação de lagoas facultativas Os seguintes procedimentos são recomendados (CETESB. com emanação de maus odores.2 sejam seguidas. a lagoa entrará em anaerobiose. A reversão deste processo de anaerobiose pode levar dois meses. 1989):   Iniciar a introdução dos esgotos segundo as recomendações do Item 6.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO  Receber a carga de esgotos prevista em projeto.2) Início de operação de lagoas anaeróbias O início de operação de lagoas anaeróbias requer os seguintes procedimentos (CETESB. o que freqüentemente ocorre quando se tem um baixo número de ligações domiciliares. 6. o líquido pode percolar pelos taludes. A manutenção de um pH levemente alcalino deverá ocorrer naturalmente.2.2. acumulando sólidos putrescíveis. sem que ser estabeleça na lagoa uma comunidade biológica balanceada.2.5). Para facilitar a ocorrência destas condições.2. Medir diariamente o oxigênio dissolvido. 1989):   Iniciar a introdução dos esgotos segundo as recomendações do Item 6. pode-se adicionar. caso as recomendações do Item 6.  MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:63 de 122 . cinza vegetal ou bicarbonato de sódio.2.2.2. Manter o pH do meio levemente alcalino (7.

conjuntamente com as principais medidas a serem tomadas para sua possível solução.2.2. Quando a lagoa primária atingir o nível de operação. das lagoas anaeróbias.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6. facultativas e aeradas encontram-se nos quadros abaixo. o seu efluente pode ser dirigido para a célula subseqüente.4) Início de operação de lagoas em sistemas em série A partida das lagoas situadas a jusante da lagoa primária pode ser efetuada segundo as seguintes recomendações (CETESB.3) Problemas operacionais nas lagoas de estabilização Os principais problemas operacionais. impedindo que a lâmina d'água da unidade precedente caia abaixo de 1.0 m. enquanto a unidade subseqüente está vazia        6. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:64 de 122 . A adição de água deve ser feita até se ter uma lâmina de 1. equalizar as lâminas em todas as lagoas de forma lenta. evitar a situação em que uma lagoa esteja totalmente cheia. tomando-se as seguintes precauções: retirar os stop-logs lentamente.0 m. Fechar os dispositivos de saída das lagoas.2. 1989):  Iniciar o enchimento das lagoas quando a lâmina d'água na lagoa primária atingir um valor mínimo de 1. não efetuar operações de descarga de fundo da célula primária.0 m.

reduzindo as condições ácidas responsáveis pela inibição da metanogênese e pela maior presença do sulfeto na forma livre.3) Correção de eventuais problemas durante operação de lagoas anaeróbias 6.1) Lagoas Anaeróbias 6.1) Despreendimento de odores desagradáveis Possíveis causas Possíveis soluções -sobrecarga de esgotos e diminuição do -recircular o efluente da lagoa facultativa ou tempo de detenção. com OD na massa líquida). operar com uma lagoa aneróbia apenas (caso haja duas em paralelo).1. -adicionar produtos que seqüestrem os sulfetos. -queda brusca de temperatura do esgoto. eventual by-pass parcial para a lagoa facultativa (caso esta suporte elevações da carga). fundo da lagoa). -no caso de longos tempos de detenção.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6. -adicionar cal (120g/10m3 de lagoa) para elevar o pH. tóxica).3. -evitar a adição de cloro. como facultativa. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:65 de 122 . de maturação para a entrada da lagoa -carga bem baixa e elevação excessiva do anaeróbia (recirculação de aproximadamente tempo de detenção (a lagoa se comporta 1/6).3. -adicionar nitrato de sódio em vários pontos da lagoa. -melhorar a distribuição do efluente da lagoa (distribuição por tubulações perfuradas no -presença de substâncias tóxicas. -no caso de sobrecarga. pois o mesmo causará problemas posteriores para o reinício das atividades biológicas.

-aplicar cuidadosamente inseticidas larvicidas na camada de escuma. -crescimento de vegetais no encontro entre -cortar os vegetais desenvolvidos. NA e talude interno.3. ajudando a manter a ausência de oxigênio.3. óleo e plásticos. 6.3. 6. REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:66 de 122 MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO .1. a -camada de escuma e óleo sempre presente camada de material flutuante que cobre as nas lagoas anaeróbias.3)Crescimento de Vegetais Possíveis causas -manutenção inadequada.1. -circulação e manutenção fracas. dificultando o desprendimento de maus odores.3. lagoas. Possíveis soluções -vegetais aquáticos (crescem no talude interno): remoção total.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6.1. caixas de areia em valas. Possíveis soluções -não há que tomar atitudes: a camada de escuma é totalmente normal em lagoas anaeróbias.5)Superfície da lagoa coberta por uma camada de escuma Possíveis causas -escuma. adicionar produtos químicos para controle de ervas.1. -revolver com rastelo ou jato d'água. face à pequena -remover as colônias de algas. ou 6. profundidade no trecho NA-talude.4) Manchas verdes no encontro do NA com o talude Possíveis causas Possíveis soluções -proliferação de algas. -vegetais terrestres (crescem no talude externo): capinar o terreno.2)Proliferação de Insetos Possíveis causas Possíveis soluções -material gradeado ou areia removida não -aterrar o material removido das grades e dispostos convenientemente. evitando a sua queda na lagoa.

-desagregar ou remover placas de lodo.3. -eventualmente adicionar nitrato de sódio.2) Maus odores causados por sobrecarga Possíveis causas -sobrecarga de esgotos. -pouca recirculação e atuação do vento. -no caso de sobrecargas consistentes. -remover obstáculos para a penetração do vento (caso possível).2. considerar a inclusão de aeradores na lagoa. rastelo (escuma quebrada usualmente -lançamento de material estranho (ex. 6.3) Maus odores causados por más condições atmosféricas MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:67 de 122 . -retirar temporariamente a lagoa problemática de operação (desde que haja pelo menos duas lagoas em paralelo). afunda).3. queda de concentração de OD. aparecimento de zonas cinzentas junto ao efluente e maus odores. causando abaixamento do pH.2. -remover a escuma. mudança na cor do efluente de verde para verde-amarelado (predominância de rotíferos e crustáceos. -placas de lodo desprendidas do fundo.: lixo). -recircular o efluente na razão 1/6.3.1) Escuma e Flutuantes (impedindo a passagem de energia luminosa) Possíveis causas Possíveis soluções -superfloração de algas (formando nata -quebrar a escuma com jatos d'água ou com esverdeada).3.2. utilizando-se de canoa e motor refrigerado a ar. Possíveis soluções -transformar a operação de série para paralelo.2) Lagoas Facultativas 6. que se alimentam das algas). 6.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6. para evitar caminhos preferenciais. como complementação de fonte de oxigênio combinado. -considerar entradas múltiplas do afluente.

caso seja possível. -canalizações de entradas obstruídas. -instalar aeradores superficiais próximos à entrada do afluente. Possíveis soluções -coletar amostras em vários pontos da lagoa -zonas mortas. -aerar a lagoa com canoa e motor. -colocar uma segunda unidade em operação em paralelo.3. composto tóxico. -isolar a lagoa afetada.: OD) para verificar se há significativas diferenças de ponto a ponto. aproveitamento de curvas de nível. gerando repentinas condições afluente de forma a identificar o possível anaeróbias na lagoa. -colocar uma lagoa em paralelo operação. -cortar e remover vegetais aquáticos. advindas de excessivo (ex. todas as entradas. 6. tomando as providências dentro da legislação. -identificar na bacia de contribuição a indústria causadora da descarga.2. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:68 de 122 . com aeração. -desobstruir canalizações de entrada com jateamentos ou outros meios. temperatura baixa. introduzir aeração para causar pequena mistura.4) Maus odores causados por substâncias tóxicas Possíveis causas Possíveis soluções -substâncias tóxicas advindas de descargas -efetuar análise físico-química completa do industriais. regularizar a distribuição uniforme da vazão afluente por da lagoa. -no caso de zonas mortas.2. -presença de vegetais aquáticos no interior -no caso de entradas múltiplas.5) Maus odores causados por curto-circuitos hidráulicos Possíveis causas -má distribuição do afluente.3.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Possíveis causas Possíveis soluções em -longos períodos com tempo nublado e -diminuir a altura da lâmina d'água. 6.

6. Possíveis soluções -aumentar a carga unitária.8) Presença de algas (bactérias) verde-azuladas Possíveis causas -tratamento incompleto. para remover excesso de SS.2. penetração de energia luminosa. -efetuar pós-tratamento do efluente da lagoa. 6. em excesso. impedindo a -jateamento com mangueira d'água. -usar múltiplas células em série. -usar operação em série. defletores. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:69 de 122 .3. com um reduzido tempo de detenção em cada célula.3. após passar por crescimento de certas populações de algas. -desbalanço de nutrientes.9) Presença de algas filamentosas e musgo. Possíveis soluções -quebrar as florações de algas. 6.2. que limitam a penetração de energia luminosa Possíveis causas -lagoas superdimensionadas.2.7) Elevadas concentrações de algas (SS) no efluente Possíveis causas Possíveis soluções -condições atmosféricas que favorecem o -retirar o efluente submerso. problemas com mortandade da população -remoção com peneiras. através da redução do número de lagoas em operação.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6. -adicionar criteriosamente sulfato de cobre. e causando -destruição com rastelo. -sobrecarga. que retêm as algas.2. -carga afluente sazonalmente reduzida.3.3.6) Maus odores causados por massas de algas flutuantes Possíveis causas Possíveis soluções -superfloração de algas.

com Possíveis soluções -ver medidas relativas de OD ou maus condições odores por sobrecarga.10) Tendência progressiva de decréscimo no OD (OD abaixo de 3 mg/l nos meses quentes) Possíveis causas -baixa penetração da luz solar.2.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6. Possíveis soluções -remover vegetais flutuantes... -proteger o talude interno com placas de concreto.2. argamassa. quando a área secar. -operar a lagoa com variação do NA.12) Proliferação de insetos Possíveis causas Possíveis soluções -presenças de vegetais nas margens dos -reduzir o NA.3.3. -reduzir a carga na lagoa primária através de operação em paralelo. presas aos vegetais desapareçam. -organismos se alimentando das algas. com mortandade das algas verdes Possíveis causas -sobrecarga. -despejos industriais tóxicos. -recircular o efluente final. 6. -aplicar criteriosamente produtos químicos. -alta carga de DBO. fazendo com que as larvas taludes internos das lagoas. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:70 de 122 .11) Tendência progressiva de decréscimo no pH (pH ideal acima de 8). -introduzir aeração complementar. 6. -longos períodos atmosféricas adversas.3.2. -baixo tempo de detenção.. rip-rap etc. -destruir as escumas.

-reduzir a permeabilidade da lagoa com uma camada de argila (caso possível). -aplicar criteriosamente herbicidas. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:71 de 122 . -sobrecarga nos trechos iniciais.13) Vegetação Possíveis causas Possíveis soluções -baixo nível operacional da lagoa (abaixo de -operar as lagoas com um nível superior a 90 60 cm) cm. -analisar sobrecarga (ver correspondentes no quadro 10.2.2) Ocorrência de maus odores e moscas Possíveis causas Possíveis soluções -acúmulo de escumas nos cantos e taludes -remover o material flutuante. evitando que os mesmos caiam dentro das lagoas.. -cortar vegetais nas margens internas.3. Possíveis soluções -mudar a posição dos aeradores.3.3..3.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6..3) Lagoas Aeradas 6. -colocar mais aeradores nos trechos iniciais.3. 6. -remover vegetais internos à lagoa com canoas ou dragas (abaixar o NA para facilitar a operação).1) OD ausente em alguns pontos Possíveis causas -mau posicionamento dos aeradores. rip-rap etc.3. internos. argamassa . -proteger o talude internamente com placas de concreto. -infiltração excessiva. -baixa vazão de esgotos.5) itens 6.

-manter OD em torno de 1mg/l ou mais.4. floco disperso e espumas Possíveis causas -cargas de choque. 6. porém o lodo a ser aplicado não deve conter areia. a eficiência na remoção de DBO e de sólidos totais. gordura ou outros resíduos que venham contribuir de forma nociva à operação do mesmo.1. ou simplesmente iniciando a alimentação do reator do fluxo total de esgoto sem uso de inóculo. de lagoa anaeróbia ou fossa séptica.4) Reatores anaeróbios de fluxo ascendente e manta de lodo 6. Sem aplicação de lodo. -localizar os despejos industriais que causem as espumas.1) Inoculação do Reator Para se calcular a quantidade de lodo a ser utilizado para a partida de um reator. com predominância quase exclusiva dos mecanismos físicos de remoção de sólidos.3.3) OD variável. -monitorar o OD para estabelecer a forma ideal de operação dos aeradores. Possíveis soluções -controlar a operação dos aeradores por ligadesliga.1) Partida e Operação de Reatores Anaeróbios A partida dos reatores poderá ser feita com inóculo de lodo proveniente de outro reator anaeróbio. -superação. 6. os reatores funcionarão como simples decantadores. A vantagem da aplicação de inóculo é a garantia de eficiência do processo em um prazo mais curto. requerendo o seu prétratamento.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6.3. a formação da manta anaeróbia dentro do reator se dará de forma mais lenta. é MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:72 de 122 . -despejos industriais.4. retardando por algum tempo (de 4 a 6 meses). Durante essa fase inicial de operação.

Dia.50 kg DQO / kg SSV. Deixar o reator novamente sem alimentação por outo período de 24 horas. Deixar o lodo em repouso por um período aproximado de 12 a 24 horas.   Continuar o processo de enchimento do reator. retirar novas amostras para serem analisadas e proceder como MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:73 de 122  . coletar amostras do sobrenadante do reator e efetuar análises dos seguintes parâmetros: temperatura.1. Valores aceitáveis: pH entre 6. iniciar a alimentação do reator com esgotos.2) Alimentação do Reator com Esgotos  Após o término do período de repouso. possibilitando a sua adaptação gradual à temperatura ambiente. Caso esses parâmetros estejam dentro das faixas de valores aceitáveis. prosseguir o processo de alimentação. até que o mesmo atinja o seu volume total (nível dos vertedores do decantador). Ao término desse período e antes de iniciar uma próxima alimentação. cuidando para que o mesmo seja descartado no fundo do reator.8 e 7. Deixar o reator sem alimentação por um período de 24 horas. As cargas biológicas iniciais para a partida de um reator deverão se situar na faixa de 0. deverão ser conhecidos a DQO (Demanda Química de Oxigênio) do esgoto afluente e o teor de STV (Sólidos Totais Voláteis) do lodo a ser usado como inóculo. embora seja preferível a inoculação com o reator vazio.4. até que o mesmo atinja aproximadamente a metade de seu volume útil. Portanto. Evitar turbulências e contato excessivo com o ar. ácidos voláteis e DQO.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO necessário conhecer as características do lodo de inóculo e do esgoto afluente ao reator.05 a 0.4 e ácidos voláteis abaixo de 200 mg/L (como ácido cético). alcalinidade. A inoculação pode-se dar tanto com o reator cheio ou vazio.  6. Os seguintes procedimentos podem ser adotados:  Transferir o lodo de inóculo para o reator. pH. Ao término desse período. a fim de diminuir as perdas de lodo durante o processo de sua transferência.

 6. o reator deve estar sempre coberto. O descarte de lodo excedente deverá ser feito preferencialmente da parte superior (lodo floculento). Ao se observar queda de eficiência nos parâmetros citados e que os efluentes contém maior quantidade de sólidos.1) Desprendimento de odores desagradáveis MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:74 de 122 . os resultados de laboratório referentes aos parâmetros de eficiência de remoção de DBO e de sólidos totais serão imprescindíveis à decisão de descarte de lodo excedente.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO anteriormente. esse é o momento para se descartar lodo. que será decisivo para a tomada de decisões. que poderão aplicadas. Além da observação diária da qualidade dos efluentes do reator.4. propiciar a alimentação contínua do reator. além da adoção de medidas alternativas de tratamento de gases. À medida que se opera um reator.3. a necessidade de descarte de lodo excedente deverá ocorrer dentro de uma periodicidade cíclica e poderá ser estabelecida uma rotina de procedimentos envolvendo a quantidade de lodo e o período ideal de descarte. de modo que o descarte de lodo excedente não deverá ser necessária durante os primeiros meses de operação do reator. a acumulação de sólidos biológicos ocorre após alguns meses de operação contínua. Nos reatores UASB.  Caso os parâmetros analisados estejam dentro das faixas estabelecidas.4.4. 6.2) Operação de reatores UASB A operação satisfatória de reatores UASB requer o monitoramento apropriado do processo. A fim de evitar a liberação de gases mal cheirosos. Implantar e proceder monitoramento de rotina do processo de tratamento.3) Problemas operacionais nos Reatores Anaeróbios 6.

problemas. -localizar e eliminar as fontes de substâncias tóxicas. -defeito nos medidores de gás. 6. Possíveis soluções -corrigir os vazamentos. -caso o reator não seja coberto. a 7.8 a 7.3. sólidos presentes no sistema. -presença de substâncias tóxicas no esgoto. suspensos no afluente. avaliar a possibilidade de cobrí-lo. a fim de elevar a no reator. -localizar e eliminar as fontes de substâncias tóxicas. -elevadas concentrações de ácidos voláteis -adicionar cal hidratada. alcalinidade reduzida e queda de alcalinidade do reator e manter o pH próximo pH.4). -entupimento das tubulações de gás.4).4. -reparar os medidores de gás. com -diminuir a vazão afluente à unidade com conseqüente elevação das velocidades problemas. -elevadas concentrações de ácidos voláteis -adicionar cal hidratada.3) Queda da produção de Biogás Possíveis causas -vazamentos nas tubulações de gás. a 7. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:75 de 122 . alcalinidade reduzida e queda do alcalinidade do reator e manter o pH próximo pH. 6. a fim de elevar a no reator. -proporcionar o descarte do excesso de -excesso de sólidos no reator.2) Efluente contendo elevado teor de sólidos suspensos Possíveis causas Possíveis soluções -sobrecarga da vazão de esgoto.8 a 7. superficiais. -queda brusca de temperatura do esgoto. avaliar a possibilidade de cobrí-lo. -elevadas concentrações de compostos de -verificar a possibilidade de reduzir as enxofre no esgoto afluente. -verificar a possibilidade da remoção de -elevadas concentrações de sólidos sólidos a montante dos reatores.3. concentrações de sulfetos no sistema.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Possíveis causas Possíveis soluções -sobrecarga de esgoto com conseqüentes -diminuir a vazão afluente à unidade com diminuição do tempo de detenção. -presença de substâncias tóxicas no esgoto. -desentupir as tubulações de gás.0 (6. -caso o reator não seja coberto.0 (6. -queda brusca de temperatura de esgoto.4.

8 a 7.3.3. -localizar e eliminar as fontes de substâncias tóxicas.0 (6. -sólidos voláteis no reator.6) Proliferação de insetos Possíveis causas Possíveis soluções -presença de camada de escuma e óleo que -aplicar dosagens adequadas de algum tipo normalmente se forma nos reatores de inseticida. com -diminuir a vazão afluente à unidade com redução do leito e da manta de lodo.4).4.5) Flutuação de grânulos Possíveis causas Possíveis soluções -sobrecarga de esgoto com conseqüentes -diminuir a vazão afluente à unidade com diminuição do tempo de detenção. alcalinidade -remover a camada de escuma e aterrar reduzida e queda no pH. -caso o reator não seja coberto. problemas. a 7.4. -perda excessiva de sólidos no sistema.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6. -eventualmente.4. -presença de substâncias tóxicas no esgoto. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:76 de 122 . -reinicialização da operação do sistema.3. funcionamento do reator. 6. -elevadas concentrações de ácidos voláteis -adicionar cal hidratada. menores cargas volumétricas.4) Queda da eficiência do sistema Possíveis causas Possíveis soluções -sobrecarga de esgoto com conseqüentes -diminuir a vazão afluente à unidade com diminuição do tempo de detenção. -queda brusca de temperatura do esgoto. avaliar a possibilidade de cobrí-lo. -reinicializar o sistema com aplicação de após longos períodos de paralização. 6. a fim de elevar a no reator. alcalinidade reduzida e queda de alcalinidade do reator e manter o pH próximo pH. problemas ou retirar temporariamente o reator de operação. adequadamente. de modo a não prejudicar o anaeróbios. problemas. retirar o reator de operação até que ocorra a redução dos ácidos voláteis.

3) Efetuar limpezas nas caixas de chegada.5. ou conforme determinação superior. extravasamento de esgotos. quadro de comando. para o cálculo de vazões afluentes e de bombeamento.5. utilizando-se de bombas ou caminhão limpa . lavá-lo.2) Efetuar limpezas do poço de sucção com freqüência semestral. retirando manualmente todos os resíduos nele retidos e dispondo-os na caixa ou no solo. cercas.5. falta de energia elétrica. by-pass. Seguir as orientações abaixo: a) b) c) Manobrar comportas de modo a impedir a chegada de esgotos ao poço. retirando-o do poço e conduzindo-o a uma caixa de detritos. tais como falta de acionamento de bombas. efetuando limpezas na área externa.7) Comunicar de imediato ao setor competente as anormalidades verificadas em equipamentos.5. cronometrar tempos decorridos entre acionamento e desligamento de bombas. casa de controle. 6. 6. os detritos das paredes e do fundo e lavar o poço com jatos de água.5. Retirar com o auxílio de uma pá.4) Realizar manutenção da área da elevatória. emanação de odores.fossas. etc. 6.5) Operação e manutenção de elevatórias de esgotos 6.5) Quando solicitado.6) Observar quaisquer anormalidades no funcionamento da elevatória.5..GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6. Esvaziar o poço por sucção. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:77 de 122 . 6. jardins.1) Limpar diariamente o cesto de detritos. Em seguida. 6.5. 6.

Geralmente é do tipo “soco” onde o operador bate no mesmo com mão. Como este manual é para a operação.2) Comando: Botão de emergência: Este comando é muito importante. desligando toda a operação. Botão Desliga (geralmente na cor vermelha):Esta. onde o operador deixa de determinar as ações dos equipamentos. somente opera com o sistema no modo manual. e automático. controle. Encontramos as proteções. como a anterior. os conjuntos motor-bombas. Como exemplo temos o caso de choque elétrico ou um outro problema de igual seriedade.1. sinalização. controle e sinalizações para o seu perfeito funcionamento.6. pois é este que o operador deve comandar em caso de algum problema mais sério.1. é uma chave que controla o acionamento manual. automação.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6. vamos nos ater somente ao comando. Há casos de inexistência deste botão em quadro de comando e neste caso o operador deve desligar o disjuntor geral no padrão CELG.6) Recomendações Eletromecânicas 6. como por exemplo: ligar e desligar os conjuntos motobombas e/ou aeradores.1) Controle: Para o controle temos no painel do quadro de comando a chave Manual/ Automático.6.1) Quadro de comando No quadro de comando está o coração da operação do principal equipamento de uma Estação Elevatória de Esgotos (EEE) . Como o próprio nome diz.6. medição e parte da automação: 6. que passa a operar automaticamente. comando. 6. Botão Liga (geralmente na cor verde). onde o sistema obedece o comando do operador. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:78 de 122 .

6.3) Sinalizações Geralmente os sinalizadores são lâmpadas Piloto.23m MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:79 de 122 . 6. medindo um nível de 1.6.1.6. e instrumentos de medida de corrente. medidor de nível onde mensuramos o nível do poço de sucção. onde podemos detectar possível avarias nos conjuntos moto-bombas através de variações do nível de corrente nestes instrumentos (figura 1) e. um moto-bomba somente volta operar depois de sanados os defeitos e comandado os botões de “Reset”.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Botão Reset (geralmente na cor vermelha): Usado para “Reset”. Existe em alguns quadros de comando. e de cor vermelha para indicar alguma falha. sinalizador sonoro para indicar o extravasamento do poço. para retirar possíveis sinalizações de defeitos. Fique atento às sinalizações.1. onde podemos além de saber se está em patamares aceitáveis (em torno de 380V). Algumas panes são sanadas simplesmente ao operar esta botoeira. em alguns casos. podemos também detectar possíveis falta de fase. de cor verde para indicar que a operação está sendo executada com êxito. ou seja. por exemplo: Bomba ligada. Na figura 2 vemos um Relé de Nível.4) Medição No quadro de comando existem instrumentos de medida de tensão.

Automação por bóias de nível: No poço de sucção estão instaladas duas ou mais bóias. Existe dois tipos básicos de automação utilizado pela Saneago: Automação por bóias e por sensor ultrassônico. calcula o nível do poço. O impulso emitido viaja no espaço. em conseqüência da elevação do esgoto no poço. Automação por Sensor de Nível Ultrassônico: Os sensores de nível ultrassônicos tem como princípio de funcionamento o envio e recebimentos de impulsos sonoros em alta freqüência (20 à 100kHz). esta comanda o sistema e um dos conjuntos entrará em funcionamento.1. O sistema mede o tempo gasto para que este impulso vá até o ponto de impacto e retorne a sua face e. e retorna à sua fonte.6. quando a bóia superior mudar de posição. permanecendo neste estado até que a bóia de nível mínimo seja desacionada desligando o mesmo. bate em uma superfície plana. ou seja. que no nosso caso água ou esgoto.5) Automação de EEEs A automação é responsável pelo correto acionamento dos conjuntos moto-bombas. posteriormente. Uma para comandar o desligamento do sistema (nível mínimo) e outra para comandar o acionamento (nível máximo).GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6. geralmente duas.(veja figura abaixo) MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:80 de 122 . A saber: quando o nível do líquido no poço chegar ao nível máximo.

contate o serviço de atendimento ao consumidor CELG informando-o do ocorrido. conjuntos moto-bombas a) Deve-se verificar. deve-se observar se há sinalização de defeito através de lâmpada. Em caso afirmativo. ST respectivamente . Persistindo a pane deve-se. aeradores. ótimo. Caso haja. no painel. Se o problema for de competência da mesma. Se não contate a Regional de Serviços (GRS) da sua região. Uma tensão abaixo de 340 Volts é reconhecida como falta de fase pelo sistema de proteção do quadro de comando. O sistema voltou operar normalmente? em caso afirmativo. A tensão mínima para operação é da ordem de 340V para cada fase (comute a chave voltimétrica para a leitura das fases RS. acione o botão "RESET" (cor vermelha) e verificando após. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:81 de 122 .veja a figura abaixo). RT. através do voltímetro instalado no quadro de comando.6. de cor vermelha. esta o solucionará.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6. Ocorrendo este fato. b) Caso não detectada a falta de energia. o sanar ou não do problema (a lâmpada vermelha apagou?).2) Inoperância de motores . caso contrário contate a GRS por intermédio do seu gerente imediato. com todos equipamentos desligados. desligar momentaniamente o disjuntor geral do padrão CELG. a tensão da rede elétrica. verifique se há falta de energia na redondeza. ítem anterior.

Bóia presa . e deixará de funcionar quando esta volte ao seu estado normal. a seco ou sem esgoto. pois os conjuntos moto-bombas não entrarão em funcionamento MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:82 de 122 . diminuindo o seu tempo de vida.3. e deixará de funcionar quando esta volte ao seu estado normal. (Um motor-bomba deve ser ligado aproximadamente até quatro vezes em uma hora) 6. a bóia superior (nível máximo) seja deflexionada pelo esgoto. Com isto o conjunto ficará ligando e desligando várias vezes em pouco tempo. Este problema além de danificar as partes mecânicas dos conjuntos.6. ou nível do esgoto. ficando na posição de Haverá extravasamento constante de esgoto. Com isto o conjunto ficará ligando e desligando várias vezes em pouco tempo. (Um motor-bomba deve ser ligado aproximadamente até quatro vezes em uma hora) Bóia presa . a que está localizada mais ao fundo do poço Defeitos Conseqüências Bóia presa. a que está localizada na parte superior do poço Defeitos Conseqüências Bóia presa. seja. ficando na posição de O conjunto entrará em funcionamento tão logo ausência de esgoto.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6.1) Problemas na bóia de nível mínimo. ausência de esgoto. diminuindo drasticamente o tempo de vida dos mesmos. já que é o esgoto quem refrigera o mesmo. poderá “queimar” o motor-bomba por super-aquecimento. como se deflexionada pelo Os conjuntos poderão funcionar a “vazio”.6.3.6. a bóia inferior (nível mínimo) seja deflexionada pelo esgoto.3) Defeitos e possíveis conseqüências da automação por bóias 6.2) Problemas na bóia de nível máximo. como se deflexionada pelo O conjunto entrará em funcionamento tão logo nível do esgoto.

5. Os erros de leitura são principalmente causados pelo acúmulo de sujeira na face do sensor. 6.6.5. b) Variações na corrente. se acumulados no poço. para mais. sacos e sacolas plásticas. tendo como conseqüência todos os defeitos citados para o caso das bóias. Antes de chamar a manutenção. mas uma grande parte destas EEE's não são servidas por esta importante parte do sistema. é de suma importância a observância da limpeza do poço e do sensor de nível. etc. devido ao atrito entre a areia e o rotor da bomba. Só para se ter uma idéia. diminuem consideravelmente a vida útil desta. que estava transitando na face do sensor.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Para amenizar os problemas supracitados o poço de sucção deve ser limpo e observadas as condições físicas das bóias e/ou sensores de nível periodicamente.4. e pelo excesso de sobrenadantes: bolas. Caso exista. 6.5) Recomendações: 6. é de grande importância a sua limpeza para a retirada de areia.2) Procure familiarizar-se com o meio onde trabalha. Estes sólidos . Nas EEE's que não tem caixa de areia fatalmente o poço deverá ser limpo com mais freqüência. evitando o extravasamento destes sólidos para dentro do poço. tampinhas de garrafas PET. 6.1) O ideal é que exista uma caixa de areia antes de cada Estação Elevatória de Esgotos ( EEE). pode ser um começo de avaria no seu motor ou um MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:83 de 122 .4.4) Defeitos e possíveis conseqüências da Automação por Sensor de Nível Ultrasônico Erros na leitura são os maiores problemas detectados neste sistema.4. já foi detectado problema causado por uma aranha. observe o funcionamento de sua EEE ficando atento a quaisquer variações de suas características tais como: a) Ruídos estranhos. deve-se informar a equipe de manutenção de sua GRS. Caso os problemas ocorram mesmo com estes equipamentos em “perfeito” estado de conservação. que deve ser limpo periodicamente com um pano úmido.

..4.5. exemplificando um possível entupimento ou registro fechado...5) Na ocasião da limpeza do poço de sucção...3) Procure não tentar resolver problemas eletro-mecânicos. conforme o caso. apesar de haver sistema de aterramento em todas as nossas unidades.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO vazamento no acoplamento da bomba com o barrilete. c) Veja se há variações consideráveis no tempo de esvaziamento do poço.. ou para menos..4. oportunamente.4.. d)Para cada equipamento retirado da EEE de ser anotado o seu respectivo número de patrimônio.5. Todas estas informações são muito importantes e deverão ser repassadas.4) Procure não abrir a porta do quadro de comando pois estará sujeito à choque elétrico e isto poderá ser fatal.... no livro de ocorrência.5. .. recomendamos que desligue o disjuntor geral no padrão CELG... Você tem um papel importante que é a operação do quadro de comando e o repasse das informações citadas acima. 6..... assim como o dia da retirada. a Saneago tem equipes capacitadas para este tipo de serviços. 6.. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:84 de 122 .. 6....... para a P-GET ou P-GTE.

GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO APÊNDICE MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:85 de 122 .

fiscalizando os trabalhos de cada Distrito. As EEEs e ETE terão também uma empresa externa para prestar serviços rotineiros de limpeza e conservação.º Civil Áttila Moraes Jardim Junior Eng. e também por haver necessidade de padronização dos procedimentos que envolvem esgoto. mais tarde. manutenção e proteção das ETEs? Cada Distrito da SANEAGO contará.SANEAGO Autores: Eng. nas edificações e áreas externas. além da estrutura do próprio Distrito e da GRS. As SUSEI e SUMEN. as P-GET e P-GTE estarão trabalhando lado a lado com os Distritos nessas Estações. Esse serviço se dará nas instalações operacionais. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:86 de 122 . os Gerentes de Distrito são os responsáveis por estas unidades operacionais da SANEAGO. 2) Qual a estrutura disponível para operação. de um Operador de Sistemas para operar sua ETE.ª Ana Lúcia Colares Lopes Rocha 1) Quem gerencia as EEEs e ETEs? As Estações Elevatórias de Esgoto e Estações de Tratamento de Esgoto são unidades dos Distritos. Esta empresa eventualmente prestará pequenos serviços de engenharia para manutenção e melhoria desta unidade operacional. conservação. por isto.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO APÊNDICE 1 O MODELO ADMINISTRATIVO DAS ETES . Como suas operações demandam conhecimento técnico específico. através das P-GET e P-GTE assistirão os trabalhos das EEEs eETEs através dos seus técnicos que estarão inicialmente ensinando e.

Quando o trabalho for eventual. urbanização) O Gradeamento. Caixas de Controle (comportas) estão limpos e em perfeito funcionamento? Como anda a assiduidade e pontualidade do Operador de Sistemas e da Empresa Terceirizada? Existe evidência de algum problema operacional? (Contribuição indevida de indústrias. processo. de pequena obra ou melhoria. o Gerente do Distrito deve ficar atento aos problemas de esgoto:  Toda nova ligação de esgoto deve ser vistoriada. assumirão totalmente a responsabilidade da autorização para execução e fiscalização dos mesmos. indústrias devem ser periodicamente fiscalizados para evitar lançamento irregular. Caixa de Areia. Portanto. aspecto diferente das lagoas. fazer uma visita semanal às suas EEEs e ETE. volume excessivo de água pluvial. as EEEs e ETE por serem unidades operacionais locais são de responsabilidade dos Gerentes de Distrito.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO A P-GET e P-GTE apoiarão também os Distritos na cobrança dos trabalhos terceirizados rotineiros. para verificar se as instalações estão corretas. principalmente aos seguintes pontos:  Como está a apresentação da ETE? (Casa de controle. o Gerente deve. 3) A Administração local das ETEs: O papel do Gerente de Distrito Como foi esclarecido anteriormente. no mínimo. disponível na ETE. odores desagradáveis) Existiu alguma visita não programada ou reclamação de vizinhos? As normas de segurança estão sendo respeitadas? O pessoal está uniformizado e com EPIs? As placas de segurança estão bem visíveis? Existe alguma dúvida operacional não esclarecida pelos técnicos das P-GET ou P-GTE?       Na cidade. evitando-se contrbuição indevida de água pluvial. A frequência de visita poderá ser comprovada através de Livro de Anotação de Visitas. Nas visitas às ETEs os Gerentes devem se ater. lava-jato. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:87 de 122  . posto de gasolina. Toda oficina mecânica. área externa.

técnicos em saneamento e engenheiros da Regional façam visitas às EEEs e ETEs de sua região. informando sobre o desempenho dos empregados. caixa de areia. canais. Como anda a operação das Estações Elevatórias de Esgoto?  O Gerente do Distrito deve também manter contatos com o responsável pela empresa externa. têm as seguintes obrigações básicas:  Remover detritos de grades. pode acompanhar o desempenho operacional das ETEs. A GRS. taludes. 5) A Administração local das ETEs: O papel do Operador de Sistema O Operador de Sistemas. buscar imediatamente informação na P-GET ou P-GTE sobre como agir. contando com a participação do Operador de Sistemas que pode contribuir. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:88 de 122  . ligados à área de esgoto. lagoas ou outras unidades de esgoto e dispô-las adeqüadamente.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO  Está havendo qualquer reclamação sobre esgoto por parte das autoridades? Se houver. conforme Especificação das Classes de Cargos da SANEAGO. 4) O apoio regional: O papel do GRS's A grande responsabilidade da Gerência Regional de Serviços é a manutenção eletromecânica das Estações Elevatórias de Esgoto e demais componentes elétricos ou mecânicos da Estação de Tratamento de Esgoto. O Distrito deve se adequar aos procedimentos disciplinares estabelecidos pela GRS. por ser uma unidade de apoio técnico operacional e supervisionar o desempenho dos Distritos. É recomendável que laboratoristas. Deve cobrar programações e realizações de tarefas. Outra colaboração que a Regional pode prestar às ETEs relaciona-se às atividades administrativas ou organizacionais. Esse corpo técnico é bem vindo à operação da ETE. temperatura e outros parâmetros. Realizar medidas de vazão.

Exercer as atividades de controle e fiscalização sobre a empresa externa: verificar o fornecimento de materiais de consumo e utensílios de limpeza. EPI's. disponibilizando mais o seu tempo para manter o processo operacional em perfeitas condições e as dependências da ETE rigorosamente com bom aspecto. onde a empresa externa realiza os serviços braçais de limpeza e conservação. Solicitar a assinatura dos possíveis visitantes à ETE.   Efetuar periodicamente a descarga de lodo de reatores anaeróbios e a retirada de lodo seco dos leitos de secagem.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO   Limpar áreas. possíveis proliferação de pragas. caixas de passagem etc. buscando garantir o atendimento mínimo ao que foi sugerido. vistoriando a cerca.  Manter contato frequente com a P-GET/P-GTE e com o Distrito local. mesmo funcionários da Saneago. O Operador de Sistemas deve anotar o comportamento dos empregados daquela empresa e se dirigir ao Distrito.   Relatar no “Livro de Ocorrências” toda e qualquer anomalia do processo de tratamento. Observar todo e quaisquer aspecto relacionado à conservação da área da ETE. para em conjunto com o Gerente fazer as reclamações e sugestões ao responsável pela empresa externa das ações necessárias para otimizar os trabalhos. e demais instalações de EEEs e ETE. No atual "modelo de gestão" adotado pela SANEAGO. para decidir sobre os problemas administrativos e/ou operacionais que venham a ocorrer. visitando com frequência o ponto de lançamento do efluente. Desempenhar outras funções de mesma natureza. interrupções do sistema. etc. o Operador de Sistemas pode dividir a limpeza de gradeamento. grelhas. manutenção dos sistemas de drenagem – calhas. observando taludes. a critério da gerência. casa de controle. caixas de areia com a empresa externa. estado das ferramentas e equipamentos. uniformes e frequência da equipe dos auxiliares de serviço. extravazamnetos. Para supervisionar os trabalhos da empresa externa o Operador de Sistemas deve observar as recomendações dos técnicos das P-GET e P-GTE. Deve ter o cuidado de manter sua autoridade e evitar criar vínculos empregatícios àqueles MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:89 de 122 . os procedimentos de rotina. eventuais ou não.

interpretando os resultados e interferindo nos processos. ordens de um empregado da SANEAGO. buscar orientar o Operador de Sistemas sobre a interpretação das ocorrências e o que deve. Sendo assim. Por outro lado. Assim sendo. o Operador de ETE deve aprimorar sua capacidade de bem se relacionar com o grupo externo e demonstrar a todo tempo que está acompanhando os trabalhos. tomando todas as providências necessárias para solucionar eventuais problemas operacionais. por ele.  Visitar mensalmente as EEEs e ETE para orientar e fiscalizar os serviços rotineiros de MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:90 de 122 . Muitas técnicas operacionais e rotinas administrativas precisam ser assimiladas pelos Distritos.  Manter um cadastro de todos os dados de análise laboratorial dos processos de tratamento de esgoto e dos corpos receptores. seu bom exemplo profissional.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO empregados. diariamente. embora o operador não possa "dar ordens" aos empregados de outra empresa. Esse vínculo estaria sendo criado caso os empregados de outra empresa recebessem. Para tal. o responsável externo deve programar tarefas rotineiras do seu pessoal e responder pelo cumprimento das realizações. as P-GTE . seu empenho diário em manter as Elevatórias e Estações de Tratamento na mais perfeita ordem. pode representar um fator altamente positivo para o alcance dos resultados para a SANEAGO. 6) O apoio técnico-administrativo das Superintendências SUMEN e SUSEI: O papel das P-GTE e P-GET As superintendências da Região Metropolitana e do Interior têm importante papel nesse momento em que muitas cidades passam a ter os serviços de esgoto sanitário. a demonstração de conhecer a programação de tarefas da empreiteira e seu esforço em verificá-las.Gerência de Tratamento de Esgoto da SUMEN e P-GET – Gerência de Suporte ao Tratamento de Esgoto têm entre seus objetivos principais a normatização dos procedimentos para os serviços de esgoto de toda a SANEAGO.  Coordenar o processo de tratamento de esgoto. que até então não dispunham desse serviço. ser feito. Paralelamente.

Em obras: Cristalina. Planaltina e Santo Antônio do Descoberto/Águas Lindas. deve ser muito mais de fiscalização.  Fazer apontamento mensal dos serviços rotineiros prestados pela empresa externa. Morrinhos.   Prestar serviço de representação da empresa ao Distrito perante os órgãos públicos ou organizações não governamentais. Pontalina. 7) O serviço externo: O papel das Empresas contratadas para prestação dos serviços As empresas privadas estarão prestando os serviços denominados "Execução de Serviços de Engenharia de pequeno porte.Todas as unidades das Estações de Tratamento de Esgotos e sua(s) respectiva(s) estações elevatórias. Os lotes licitados são os seguintes: Lote1: Entorno de Brasília – Em operação: Anápolis. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:91 de 122 . Cidade Ocidental. posteriormente. Goiatuba. Em obras: Caçu. foram agrupadas por região. A responsabilidade da P-GET e PGTE. Rio Verde. Em Obras: Piracanjuba. fazendo o apontamento mensal dos serviços executados. manutenção e conservação das ETEs e EEEs de várias Cidades" por meio de Licitação pública. Valparaíso. Acreuna e Santa Helena de Goiás. Bom Jesus de Goiás e Itumbiara. Em seguida. no que se refere ao tratamento de esgoto ou fatos decorrentes desse processo. Jataí. Novo Gama. Luziânia. Recusar quaisquer serviços que não sejam compatíveis com os padrões.Gerar/aprovar os boletins de medição.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO responsabilidade do Distrito e da empresa externa. Joviânia e Cachoeira Dourada. Cada lote de cidades deve ser objeto de um contrato de prestação de serviços com uma determinada empresa: a vencedora da Licitação. Lote 3: Região Sudoeste – Em operação: Quirinópolis. Ipameri. Lote 2: Região Sul – Em operação: Pires do Rio. Determinar a execução dos “serviços eventuais” à empresa externa. a princípio é orientativa e. Formosa e Silvânia. acompanhar suas execuções das pequenas obras ou melhorias. possibilitando a sua medição. possibilitando a sua medição. pela empresa externa. originando 07(sete) lotes distintos. Caiapônia e Aparecida do Rio Doce. conforme a necessidade.

vacinas preventivas. Lote 6: Região Centro Oeste Goiano – Em operação: Anicuns. Caberá. Em obras: Jussara. Campos Belos. Para tal a empresa externa deve designar um responsável que acompanhe os trabalhos de suas equipes nas diversas cidades do lote. Posse. 8) Serviços Rotineiros: Para execução dos “serviços rotineiros”. a empresa deve cumprir uma série de tarefas. desde que solicitados pela P-GET/P-GTE. Lote 5: Região Noroeste – Em Operação: Inhumas. Para isto. refeições fornecidas no local de trabalho e transporte ao local de trabalho. Itapuranga. Paraúna e São João da Paraúna. Goiás. São Luís dos Montes Belos. conservação e manutenção das EEEs e ETEs. Mara Rosa. Itaberaí e Itauçú. Lote 7: Região Metropolitana – Em operação: Trindade. e a execução dos serviços eventuais. que são pequenas obras de reparo e conservação. Em obras: Uruaçu. conforme programação elaborada com o Distrito e P-GET ou P-GTE. A colaboração da SANEAGO pode se dar através do Gerente de Distrito e Operador de Sistemas.  Fornecer todo suprimento de material de consumo e de EPIs. Guapó. Em obras: Iporá. Ceres e Goianésia. Minaçú/Furnas. Araguapaz e Britânia. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:92 de 122 . informando regularmente sobre o desempenho dos empregados externos no cumprimento das tarefas programadas. às essas sete empresas a execução de serviços rotineiros de limpeza.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Lote 4: Região Nordeste – Em operação: São Miguel do Araguaia. deverá atender às exigências do edital e do Termo de Referência:  Contratação da equipe de auxiliares de serviços – com vínculo empregatício e adicional de insalubridade. Niquelândia e Rubiataba. É de inteira responsabilidade da empresa externa a distribuição de tarefas aos seus empregados. então. Palmeiras. Bela Vista de Goiás e Abadia de Goiás.

em nome da Saneago. Essas pequenas obras só poderão ser executadas onde houver necessidade reconhecida pelas P-GET ou P-GTE. O recurso para esse fim é do lote de cidades e deve contemplar apenas as unidades mais precárias. A empresa deve disponibilizar esses serviços utilizando mão de obra específica e dentro do prazo solicitado.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO  Manter os equipamentos e ferramentas utilizadas em bom estado de conservação. repondo/substituindo quando necessário. Por isto.  Orientar aos seus empregados a não prestar quaisquer informação ou declaração à terceiros.   Ordenar aos seus empregados para que os portões das EE's e ETE permaneçam fechados com cadeados. onde o interesse pelas questões ambientais se torna relevante em vários segmentos de ordem institucional e MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:93 de 122 . ou mesmo de não se utilizar desses recursos quando não se sentir necessidade. Obrigar a utilização de uniformes/crachás/EPIs por seus empregados. aos funcionários de plantão da Saneago qualquer anomalia do sistema. impedindo a entrada e permanência de pessoas estranhas e animais. 10) Tratamento Dispensado às autoridades e visitantes: Diante do fato de estarmos vivenciando um momento "político-ambiental". por meio de seus empregados. pode haver situação de apenas poucas cidades serem beneficiadas com eles. Comunicar. Em caso de acidente com um empregado de empresa externa. em hipótese alguma. ao operador de sistemas da ETE e/ou a PGET e em casos de finais de semana e feriados. a SANEAGO não assumirá. co-responsbilidade ao acidente. pricipalmente em caso de falta de uso de EPIs.  9) Serviços Eventuais: O contrato externo contempla a realização de pequenas obras de engenharia para recuperação de unidades operacionais ou melhorias.

ou até mesmo designar a ida de um técnico ao local. O gerente de Distrito ou o Operador de ETE local deve deixar claro às autoridades visitantes a hierarquia e divisão dos trabalhos na SANEAGO.. envolvendo diferentes áreas de conhecimento. deverá receber a(s) autoridade(s). se o regime de operação estiver normal. A autoridade visitante deve ter em mente que a ETE tem....GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO da própria população... um dos auxiliares de serviço. através da Gerência do Distrito da Saneago e programadas. a vinda de um especialista de Goiânia é indispensável..... em se tratando de autoridades (promotoria pública. a operação da ETE demanda conhecimento científico de alta complexidade... Em se tratando de escolas... as solicitações de visita às ETEs passam a se tornar cada vez mais freqüentes. até a liberação pelo setor de "segurança de trabalho da Saneago".. as visitas estão proibidas.. uma operação assistida.. ou seja. No caso de visitas não programadas..Esta visita deverá ser informada ao Gerente do Distrito e à P-GET/PGTE. de fato... Todo visitante deverá assinar o "livro de visitas" deixando legível o nome e contato. ou seja.. fornecer os contatos do Gerente do Distrito e da P-GET/P-GTE para responder e/ou prestar quaisquer esclarecimentos.. Dependendo do nível de informações requisitado pelos visitantes a P-GET ou P GTE irá designar e orientar ao Gerente do Distrito ou ao Operador de Sistemas à prestar as devidas informações. se aparecer qualquer novidade um especialista de maior conhecimento assume a operação. pedir identificação. visando a atender satisfatoriamente à demanda. portanto se o assunto for técnico.... o operador de sistemas responde pela ETE. prefeitura... vigilância sanitária. etc) o operador de sistemas.. ..... A orientação geral é que todas as visitas sejam solicitadas à P-GET/P-GTE.. e na ausência deste........ MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:94 de 122 . representantes das secretarias de meio ambiente e saúde.

este artigo pode ser aplicado nos casos de morte por acidente de trabalho que decorre de culpa do empregador.esclarece que ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem tem pena de detenção de 3 meses a 1 ano: se resultar lesão corporal de natureza grave. Art.“Aquele que. se o fato não construir crime mais grave. deverão os responsáveis pelos estabelecimentos industriais dar aos resíduos destino e tratamento que os tornem inácuos aos empregados e a coletividade. destacam-se os enunciados do Código Penal (CP). 927 do CC . Trabalho: Silvino Antônio Dias Batista Enfermeira do Trabalho: Cândida Miclos Moco 1) Responsabilidade civil e penal na Segurança do Trabalho A NR-24 que versa sobre condições sanitárias e conforto nos locais de trabalho no item 2476. nos casos de incapacidade permanente para o trabalho. 132 do CP .determina que expor a vida ou saúde de outrem a perigo direto ou iminente pode ter pena de detenção de 3 meses a 1 ano. No caso de lesão ou outra ofensa à saúde. por ato ilícito causar dano a outrem.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO APÊNDICE 02 SEGURANÇA NO TRABALHO E DOENÇAS OCUPACIONAIS NO SISTEMA DE ESGOTO Autores: Engº Seg. transcritos abaixo: Art. no que diz respeito aos aspectos de segurança e higiene ocupacional. 129 do CP . fica obrigado a reparálo”. Art. Art. quanto às responsabilidades do empregador. a pena será de 2 a 8 anos. Código Civil e do Supremo Tribunal Federal (STF). 121 do CP . a pena se estende para 5 anos e. o ofensor indenizará o ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes. A NR-07 que versa sobre o programa de controle médico de saúde ocupacional. além de outro prejuízo sofrido pelo MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:95 de 122 .

devido aos riscos : químicos.1. e riscos de acidente local RISCOS QUÍMICOS ➔ ➔ ➔ ➔ ➔ RISCOS FÍSICOS ➔ ➔ ➔ Gases tóxicos Baixo nível de oxigênio Vapores Poeiras Névoas Ruídos nos locais confinados Umidade Queda de objetos RISCOS BIOLÓGICOS ➔ ➔ ➔ ➔ ➔ ➔ RISCOS DE ACIDENTES ➔ ➔ Bactérias Fungos Protozoários Vermes Erisipela Insetos Iluminação deficiente Possibilidade de explosão ou incêndio 2.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO ofendido. 186 do CC .Aquele que. negligência ou imprudência. biológicos.1) Gases tóxicos: Gás carbônico – CO2 Metano – CH4 Sulfídrico – H2S Amônia – NH3     2. 2) Trabalhos com esgoto Trabalho em locais onde há esgoto é sempre difícil e perigoso. físicos.1) Riscos químicos 2. por ação ou omissão voluntária. violar direito e causar dano a outrem.2) Baixo Nível de Oxigênio: MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:96 de 122 . ainda que exclusivamente moral.1. comete ato ilícito. Art.

2) Riscos físicos 2. podem provocar quedas. O nível. b) Execução de trabalhos como: Soldagem. ou por decomposição. prejudicando a comunicação interna e externa. 2.2. que podem liberar vapores tóxicos.1. pode diminuir por vários motivos: reações químicas (oxidação).3) Vapores.8% de volume de oxigênio. deve ter cuidado com a queda de objetos.2) Umidade Os trabalhos em superfícies escorregadias e lisas.3) Queda de objetos O trabalhador executando tarefas abaixo do nível do solo. 2.2. A atmosfera tóxica pode ser criada por vários motivos: a) Produtos guardados: Os produtos armazenados em locais confinados. podem liberar gases tóxicos quando removido. desengraxamento etc. levando a acidentes graves. corte. deve ser considerada perigosa. poeiras: Em um local confinado. pintura. é ampliado devido à acústica do local.1) Ruídos O ruído dentro de um local fechado. 2. 2. a atmosfera tóxica. por ação de bactérias (fermentação) ou quando o local é ocupado por outros gases. decapagem.2. névoas.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Uma atmosfera com menos de 20. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:97 de 122 . é considerada deficiente de oxigênio.

cândida. pelas pernas e pés. Penetra na pele sensível e produzem doenças. na água. São responsáveis pelo Pé de atleta.1) Bactérias Encontram-se por toda a parte. a tuberculose. As bactérias patogênicas produzem venenos chamados “toxinas”. -Prevenção: uso de EPIs (botas e outros) 2. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:98 de 122 .3) Protozoários São microorganismos existentes em número incalculável. leishmaniose.3. malária e doença do sono.3. incluindo o homem. pelas tinhas e outras micoses. no solo. Entre as doenças provocadas por bactérias. Os casos ligeiros de fungos podem ser curados com uma boa higiene e desinfetantes. Normalmente infestam o intestino. A infestação é feita pela pele.3. alimentos e dos locais contaminados por fezes humanas. 2. no solo e na atmosfera.2) Fungos Os fungos aparecem em todo o lado. a pneumonia.4) Larvas de Vermes Parasita que vive e se multiplica no organismo humano e em alguns animais.3) Riscos biológicos 2. podendo provocar infecções e doenças. Ex.3.: Larva migraus encontada nas fezes de cães e gatos. São parasitas e provocam doenças como: amebíase. A maioria das infecções causadas por vermes. 2. a meningite.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 2. no ar e dentro de organismos vivos. encontram-se a cólera. as infecções por estreptococos e estafilococos. propaga-se de uma para outra pessoa através da água.

da idade. A respiração forçada e difícil chama-se dispnéia. que pode ter muitas causas. entre elas intoxicações causadas por substâncias.4. Não se pode ver ou sentir o odor de muitos gases e vapores tóxicos e nem tão pouco MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:99 de 122 . Cada gás tem seu limite de inflamabilidade.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Prevenção: uso de EPIs 2. Aparecem manchas vermelhoescuras especialmente no rosto.4.5) Erisipela Doença infecciosa e dolorosa. O homem executando atividades pesadas. causada por um estreptococo. -Prevenção: uso de EPIs e higienização com sabão neutro. O consumo de ar respirado pelo homem.2) Perigos respiratórios Respiração: troca de gases entre os seres vivos e seu ambiente. 2.1) Iluminação deficiente A iluminação deficiente pode provocar acidentes e problemas de saúde como : dores de cabeça.3. acompanhadas de febre. consome em média 50 litros de ar por minuto. dores de cabeça e vômitos. o consumo de oxigênio e a produção de anidrido carbônico podem aumentar muito (até 20 vezes). constituição física e estado psicológico.4) Riscos de acidentes 2. dentro de um local confinado. vapores ou pó inflamável na mistura adequada. tonteiras etc. depende do esforço físico. gases. Durante o exercício físico. Possibilidade de incêndio: uma atmosfera se torna inflamável ou explosiva com oxigênio no ar. 2.

o local em obras: para maior segurança dos usuários da via e dos trabalhadores da obra. Essa canalização deve ser suave. esta sinalização deve: a) Advertir os motoristas e pedestres da existência de obras. cones de sinalização. são colocadas placas e também obstáculos móveis ou portáteis canalizando os veículos para fora da área interditada. b) Separar do trânsito de veículos e pedestres. que está no mínimo em 18%. cavaletes.      3. 3) Procedimentos para execução de serviços em pvs – poço de visita Todo trabalho em vias públicas dever ser sinalizado.1) Sinalizar com os seguintes EPCs: grade protetora tipo cancela.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO detectar o nível de oxigênio no local. de forma a impedir mudanças bruscas no caminho dos veículos. Para isso. sinalizador luminoso e intermitente para serviços noturnos.2) Equipamentos de proteção individual (EPIs):  coletes refletivos (noturno e diurno) 4) Planilha de coleta de dados MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:100 de 122 . 3. placas – Homens Trabalhando.

GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Unidade Organizacional: Estação de Tratamento de Esgotos MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:101 de 122 .

♦ CINTO DE SEGURANÇA TIPO PÁRA-QUEDISTA COM A CORDA FIXADA AO CINTO. SEMPRE ACOMPANHADO DE UM RESPONSÁVEL QUE DEVERÁ MONITORAR E COORDENAR TODO O SERVIÇO. DATA DO DOCUMENTO: MERO DA PÁGINA: 17/05/2000 MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 1 de 1 Pg:102 de 122 . 5) ♦ ♦ NÃO DESCER SEM OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO: MACACÃO TIPO SANEAMENTO. NA IMPOSSIBILIDADE DE EXECUTAR O SERVIÇO DO LADO DE FORA. SEM ANTES CERTIFICAR QUE DOIS COLEGAS ESTEJAM JUNTO À ENTRADA DO P. PARA SOCORRÊ-LO SE NECESSÁRIO.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO TÍTULO: ORDEM DE SERVIÇO VERIFICAÇÃO SIGLA DA UO APROVAÇÃO SIGLA DA UO RUBRICA DO GERENTE A-GST RUBRICA DO ENGENHEIRO ESGOTO É PROIBIDO DESCER EM PVS.V.V. COM MANGUEIRAS. MÁSCARA PANORÂMICA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA. 2) ABRIR O POÇO DE VISITA (P. DEVERÃO SER ADOTADAS AS SEGUINTES MEDIDAS DE SEGURANÇA: 1) O TRABALHO DEVE SER REALIZADO POR PESSOAL TREINADO E HABILITADO.) ACIMA E OUTRO ABAIXO E VERIFICAR SE O ESGOTO ESTÁ ESCOANDO (CORRENDO). 3) ABRIR UM POÇO DE VISITA (P.V.).) E/OU CAIXA DE REGISTRO. ♦ CAPACETE.V. O TRABALHO DE DESENTUPIMENTO DEVERÁ SER EXECUTADO DO LADO DE FORA COM USO DE VARETAS. 4) NÃO DESCER NO POÇO DE VISITA (P. PROMOVENDO MELHOR AREJAMENTO DO LOCAL.

NO PRAZO DE 72 HORAS.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO TÍTULO: ORDEM DE SERVIÇO VERIFICAÇÃO SIGLA DA UO APROVAÇÃO SIGLA DA UO RUBRICA DO GERENTE A-GST RUBRICA DO ENGENHEIRO 6) 7) 8) 9) NUNCA ENTRAR PARA SOCORRER O COLEGA.27 C/ T. FREQUENTAR CURSOS . AS ATIVIDADES DEVERÃO SER ADIADAS ATÉ QUE HAJA CONDIÇÕES SEGURAS. ESTARÁ SUJEITO AS PENALIDADES CABÍVEIS. QUANDO CONVOCADOS. O GERENTE/SUPERIVSOR E O EMPREGADO QUE NÃO CUMPRIR ESTA ORDEM DE SERVIÇO E A LEGISLAÇÃO SOBRE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO. OU NO HOSPITAL DE URGÊNCIAS (HUGO) TELEFONE: 546-4444.49 Nº 819 – SETOR BUENO – TELEFONE: 252-5050. SÓ 10) EM CASO DE ACIDENTE DO TRABALHO E/OU TRAJETO. CASO NÃO HAJA SEGURANÇA NECESSÁRIA. NÃO SE ALIMENTAR COM AS MÃOS SUJAS. DESCER COM A PRESENÇA DO CHEFE DA EQUIPE. ================= DATA DO DOCUMENTO: MERO DA PÁGINA: 17/05/2000 MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 1 de 1 Pg:103 de 122 . NÃO DESCER SEM ORDENS DE SERVIÇO POR ESCRITO.: TODAS AS ATIVIDADES DEVERÃO SER DESENVOLVIDAS COM SEGURANÇA. NO SETOR DE CONVÊNIO SANEAGO/INSS – TELEFONE: 243-3345 OU TELEFAX: 218-2752. COMUNICAR O MESMO NO TELEFONE E/OU TELEFAX ACIMA. PROCURAR O HOSPITAL PÚBLICO DA LOCALIDADE. OBS. QUANDO NO FINAL DE SEMANA PROCURAR O INSTITUTO ORTOPÉDICO DE GOIÂNIA (IOG) – RUA T. QUANDO O ACIDENTE OCORRER NO INTERIOR. PREVISTA NA CLT: ADVERTÊNCIA. SUSPENSÃO E DEMISSÃO. (CAPITAL) DEVERÁ COMUNICAR O ACIDENTE NO PRAZO DE 48 HORAS.

macacão em PVC com botas e luvas. e óculos de segurança. cinto de segurança tipo pára-quedas. Prevenção: (P.Vs. Perigo: Infestação por bactérias.Vs) Máscara contra gases de preferência de traquéia. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:104 de 122 .GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Esgoto – Máscara contra gases Altamente infectante devido a presença de microorganismos patogênicos provenientes de dejetos humanos e resíduos industriais. vírus. intoxicação com gás metano e gás sulfídrico. na manutenção dos P. helmintos e protozoários. dotado de corda para proteção em emergência.

GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO TÍTULO: ORDEM DE SERVIÇO VERIFICAÇÃO SIGLA DA UO APROVAÇÃO SIGLA DA UO RUBRICA DO GERENTE A-GST RUBRICA DO ENGENHEIRO CANOA/BARCO-LAGOAS DEVIDO AOS ACIDENTES OCORRIDOS COM QUEDAS DE EMPREGADOS DURANTE ATIVIDADES REALIZADAS EM LAGOAS DE ESTABILIZAÇÃO COM A UTILIZAÇÃO DE CANOAS A REMO E MOTORIZADAS. QUANDO NO FINAL DE SEMANA PROCURAR O INSTITUTO ORTOPÉDICO DE GOIÂNIA (IOG) – RUA T. NO PRAZO DE 72 HORAS. PREVISTA NA CLT: ADVERTÊNCIA. DE CONFORMIDADE COM A LEI Nº 6. SUSPENSÃO E DEMISSÃO. QUANDO O ACIDENTE OCORRER NO INTERIOR. AS ATIVIDADES EM BARCOS OU CANOAS A REMO E MOTORIZADAS SÓ PODERÃO SER REALIZADAS SE HOUVER DISPONÍVEL NO LOCAL COLETES SALVA-VIDAS. QUE POSSAM COLOCAR EM RISCO A SAÚDE E A VIDA DOS EMPREGADOS. SUJEITANDO OS EMPREGADOS AOS RISCOS DE AFOGAMENTO. • O GERENTE/SUPERIVSOR E O EMPREGADO QUE NÃO CUMPRIR ESTA ORDEM DE SERVIÇO E A LEGISLAÇÃO SOBRE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO. NO SETOR DE CONVÊNIO SANEAGO/INSS – TELEFONE: 243-3345 OU TELEFAX: 218-2752. RIOS E LAGOS.49 Nº 819 – SETOR BUENO – TELEFONE: 2525050. • FREQUENTAR CURSOS. QUANDO CONVOCADOS. PROCURAR O HOSPITAL PÚBLICO DA LOCALIDADE. DATA DO DOCUMENTO: MERO DA PÁGINA: 17/05/2000 MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 1 de 1 Pg:105 de 122 .514 DE 22/12/77. ESTARÁ SUJEITO AS PENALIDADES CABÍVEIS. COMUNICAR O MESMO NO TELEFONE E/OU TELEFAX ACIMA. E PERIGO DE ACIDENTES COM O CONTATO COM A HÉLICE DE MOTORES PODENDO OCORRER INCLUSIVE MUTILAÇÕES GRAVES. OU NO HOSPITAL DE URGÊNCIAS (HUGO) TELEFONE: 546-4444.27 C/ T. EM CASO DE ACIDENTE DO TRABALHO E/OU TRAJETO. QUE OBRIGATORIAMENTE DEVERÃO SER UTILIZADOS DURANTE A EXECUÇÃO DE QUALQUER ATIVIDADE EM SUPERFÍCIES DE LAGOAS DE ESTABILIZAÇÃO. (CAPITAL) DEVERÁ COMUNICAR O ACIDENTE NO PRAZO DE 48 HORAS. CONTAMINAÇÃO POR AGENTES NOCIVOS.

PARA DETECTAR POSSÍVEIS DEFEITOS. PREVISTA NA CLT: ADVERTÊNCIA. PROCURAR O HOSPITAL PÚBLICO DA LOCALIDADE. NUNCA ENTRAR NUM P. OU NO HOSPITAL DE URGÊNCIAS (HUGO) TELEFONE: 546-4444. QUANDO O ACIDENTE OCORRER NO INTERIOR. RASGOS E ETC. O GERENTE/SUPERIVSOR E O EMPREGADO QUE NÃO CUMPRIR ESTA ORDEM DE SERVIÇO E A LEGISLAÇÃO SOBRE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO.V. ESTARÁ SUJEITO AS PENALIDADES CABÍVEIS. A HIGIENIZAÇÃO COM ÁGUA E SABÃO É ESSENCIAL PARA ELIMINAR RESÍDUOS. NO SETOR DE CONVÊNIO SANEAGO/INSS – TELEFONE: 243-3345 OU TELEFAX: 218-2752. COMUNICAR O MESMO NO TELEFONE E/OU TELEFAX ACIMA. ACOMPANHADO DE UM COORDENADOR. OS EPIS DEVEM SER LAVADOS E SECOS EM LOCAL APROPRIADO. NO PRAZO DE 72 HORAS.27 C/ T. (CAPITAL) DEVERÁ COMUNICAR O ACIDENTE NO PRAZO DE 48 HORAS. DATA DO DOCUMENTO: MERO DA PÁGINA: 17/05/2000 MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 1 de 1 Pg:106 de 122 .GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO TÍTULO: ORDEM DE SERVIÇO VERIFICAÇÃO SIGLA DA UO APROVAÇÃO SIGLA DA UO RUBRICA DO GERENTE A-GST RUBRICA DO ENGENHEIRO MEDIDAS DE CONTROLE ESGOTO • • TODO TRABALHO EM VIAS PÚBLICAS DEVE SER SINALIZADO. E • • • •  EM CASO DE ACIDENTE DO TRABALHO E/OU TRAJETO. OS EPIS DEVEM SER INSPECIONADOS ANTES DE SEREM USADOS. QUANDO NO FINAL DE SEMANA PROCURAR O INSTITUTO ORTOPÉDICO DE GOIÂNIA (IOG) – RUA T. ANTES DE ESTAR DEVIDAMENTE EQUIPADO E ACOMPANHADO.49 Nº 819 – SETOR BUENO – TELEFONE: 2525050. SUSPENSÃO E DEMISSÃO. TRABALHO DEVE SER REALIZADO POR EMPREGADO TREINADO HABILITADO.

EM CASO DE ACIDENTE DO TRABALHO E/OU TRAJETO. RASGOS E ETC. QUANDO O ACIDENTE OCORRER NO INTERIOR. PARA DETECTAR POSSÍVEIS DEFEITOS. NO SETOR DE CONVÊNIO SANEAGO/INSS – TELEFONE: 243-3345 OU TELEFAX: 218-2752. NO PRAZO DE 72 HORAS. ESTARÁ SUJEITO AS PENALIDADES CABÍVEIS. TRABALHO DEVE SER REALIZADO POR EMPREGADO TREINADO E HABILITADO. • • • •  O GERENTE/SUPERIVSOR E O EMPREGADO QUE NÃO CUMPRIR ESTA ORDEM DE SERVIÇO E A LEGISLAÇÃO SOBRE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO. PREVISTA NA CLT: ADVERTÊNCIA. COMUNICAR O MESMO NO TELEFONE E/OU TELEFAX ACIMA.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO TÍTULO: ORDEM DE SERVIÇO VERIFICAÇÃO SIGLA DA UO RUBRICA DO ENGENHEIRO SIGLA DA UO APROVAÇÃO RUBRICA DO GERENTE A-GST MEDIDAS DE CONTROLE ESGOTO . QUANDO NO FINAL DE SEMANA PROCURAR O INSTITUTO ORTOPÉDICO DE GOIÂNIA (IOG) – RUA T. DATA DO DOCUMENTO: MERO DA PÁGINA: 17/05/2000 MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 1 de 1 Pg:107 de 122 . SUSPENSÃO E DEMISSÃO. (CAPITAL) DEVERÁ COMUNICAR O ACIDENTE NO PRAZO DE 48 HORAS. OS EPIS DEVEM SER LAVADOS E SECOS EM LOCAL APROPRIADO. PROCURAR O HOSPITAL PÚBLICO DA LOCALIDADE.49 Nº 819 – SETOR BUENO – TELEFONE: 252-5050. OU NO HOSPITAL DE URGÊNCIAS (HUGO) TELEFONE: 546-4444. ACOMPANHADO DE UM COORDENADOR.ETE • TODO TRABALHO DEVE SER REALIZADO DEVIDAMENTE EQUIPADO.27 C/ T. OS EPIS DEVEM SER INSPECIONADOS ANTES DE SEREM USADOS. USANDO DEVIDAMENTE OS EPI'S NECESSÁRIOS. A HIGIENIZAÇÃO COM ÁGUA E SABÃO É ESSENCIAL PARA ELIMINAR RESÍDUOS.

25M DEVEM SER ESCORADOS E TER ESTABILIDADE GARANTIDA. EM TRABALHOS DE ESCAVAÇÕES. DATA DO DOCUMENTO: 17/05/2000 NÚMERO DA PÁGINA: 1 de 3 REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:108 de 122 MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO .GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO TÍTULO: ORDEM DE SERVIÇO VERIFICAÇÃO SIGLA DA UO RUBRICA DO ENGENHEIRO SIGLA DA UO APROVAÇÃO RUBRICA DO GERENTE A-GST ESCAVAÇÕES DE CONFORMIDADE COM A LEGISLAÇÃO VIGENTE. 2. OS EMPREGADOS DEVERÃO OBSERVAR AS SEGUINTES NORMAS: 1. CANALIZAÇÕES. 5. ANTES DE SER INICIADA UMA OBRA DE ESCAVAÇÃO OU DE FUNDAÇÃO. A ÁREA DE TRABALHO DEVE SER PREVIAMENTE LIMPA. O RESPONSÁVEL DEVE PROCURAR INFORMAÇÕES A RESPEITO DA EXISTÊNCIA DE GALERIAS. 3. DEVEM SER ESCORADOS MUROS E EDIFICAÇÕES VIZINHAS E TODAS AS ESTRUTURAS QUE POSSAM SER AFETADA PELA ESCAVAÇÃO. 4. OS TALUDES DAS ESCAVAÇÕES COM PROFUNDIDADE SUPERIOR A 1. O REBAIXAMENTO DO LENÇOL D’ÁGUA DEVE SER EXECUTADO POR PESSOAS HABILITADAS. CABOS NA ÁREA E PRODUTOS NOCIVOS. OS ESCORAMENTOS DEVEM SER INSPECIONADOS DIARIAMENTE. OS MATERIAIS E OBJETOS DE QUALQUER NATUREZA QUE ESTIVEREM EM RISCO DEVEM SER RETIRADOS OU ESCORADOS. 6.

O LOCAL DEVE SER DEVIDAMENTE VENTILADO. PROTEGIDAS POR GUARDA-CORPOS. NA SUA IMPOSSIBILIDADE. 14. DEVEM SER CONSTRUÍDAS PASSARELAS DE LARGURA MÍNIMA DE 60 CENTÍMETROS. 13. A LOCALIZAÇÃO DAS TUBULAÇÕES E INSTALAÇÕES DEVE TER SINALIZAÇÃO ADEQUADA: CERCAS DE PROTEÇÃO. ALÉM DE GUARDA – CORPO. CARGAS E SOBRECARGAS OCASIONAIS BEM COMO POSSÍVEIS VIBRAÇÕES DEVEM SER LEVADOS EM CONSIDERAÇÃO. AS ESCAVAÇÕES COM MAIS DE 1. QUANDO HOUVER POSSIBILIDADE DE INFILTRAÇÃO OU VAZAMENTO DE GÁS. 12.25M DE PROFUNDIDADE DEVEM DISPOR DE ESCADAS OU RAMPAS. 11. COLOCADAS PRÓXIMAS AOS LOCAIS DE TRABALHO. QUANDO FOR NECESSÁRIO O TRÂNSITO SOBRE A ESCAVAÇÃO. QUANDO EXISTIR CABO SUBTERRÂNEO DE ENERGIA ELÉTRICA. NÚMERO DA PÁGINA: 8. O TRÁFEGO PRÓXIMO ÀS ESCAVAÇÕES DEVE SER DESVIADO E. 10. PARA DETERMINAR A INCLINAÇÃO DO TALUDE.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO TÍTULO: ORDEM DE SERVIÇO VERIFICAÇÃO SIGLA DA UO APROVAÇÃO SIGLA DA UO RUBRICA DO GERENTE A-GST RUBRICA DO ENGENHEIRO 7. OS MATERIAIS RETIRADOS DAS ESCAVAÇÕES DEVERÃO SER DEPOSITADOS A UMA DISTÂNCIA SUPERIOR À METADE DA PROFUNDIDADE DA MESMA. 9. SÓ PODERÃO SER INICIADOS OS TRABALHOS QUANDO O CABO ESTIVER DESLIGADO. DATA DO DOCUMENTO: 17/05/2000 2 de 3 MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:109 de 122 . PARA FACILITAR A SAÍDA RÁPIDA DO PESSOAL. REDUZIDA A VELOCIDADE DOS VEÍCULOS.

SUSPENSÃO E DEMISSÃO. OU NO HOSPITAL DE URGÊNCIAS (HUGO) TELEFONE: 546-4444. AS ESCAVAÇÕES REALIZADAS EM VIAS PÚBLICAS OU CANTEIROS DE OBRAS DEVEM SER SINALIZADAS E ISOLADAS. NO PRAZO DE 72 HORAS.49 Nº 819 – SETOR BUENO – TELEFONE: 252-5050. DATA DO DOCUMENTO: NÚMERO DA PÁGINA: 17/05/2000 MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 3 de 3 Pg:110 de 122 . COMUNICAR O MESMO NO TELEFONE E/OU TELEFAX ACIMA.P. O GERENTE/SUPERIVSOR E O EMPREGADO QUE NÃO CUMPRIR ESTA ORDEM DE SERVIÇO E A LEGISLAÇÃO SOBRE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO. BOTINA E LUVA.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO TÍTULO: ORDEM DE SERVIÇO VERIFICAÇÃO SIGLA DA UO APROVAÇÃO SIGLA DA UO RUBRICA DO GERENTE A-GST RUBRICA DO ENGENHEIRO 15. (EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÕES INDIVIDUAIS) COMO: CAPACETE. FREQUENTAR CURSOS. 19. QUANDO O ACIDENTE OCORRER NO INTERIOR.27 C/ T. (CAPITAL) DEVERÁ COMUNICAR O ACIDENTE NO PRAZO DE 48 HORAS. 16. ESTARÁ SUJEITO AS PENALIDADES CABÍVEIS. É OBRIGATÓRIO O USO DE E. 18.IS. 17. EM CASO DE ACIDENTE DO TRABALHO E/OU TRAJETO. QUANDO CONVOCADOS. É PROIBIDO O ACESSO DE PESSOAS NÃO AUTORIZADAS ÀS ÁREAS DE ESCAVAÇÃO E CRAVAÇÃO DE ESTACAS. NO SETOR DE CONVÊNIO SANEAGO/INSS – TELEFONE: 243-3345 OU TELEFAX: 218-2752. QUANDO NO FINAL DE SEMANA PROCURAR O INSTITUTO ORTOPÉDICO DE GOIÂNIA (IOG) – RUA T. PREVISTA NA CLT: ADVERTÊNCIA. PROCURAR O HOSPITAL PÚBLICO DA LOCALIDADE.

GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:111 de 122 .

cozinha.   É obrigatório o uso de botas e uniforme (calça e jaleco azuis com emblema da SANEAGO) nas áreas de manejo de esgotos.             Não reutilizar EPIs que já estão contaminados. Não fumar ou acender chamas durante a execução de tarefas. lavando com detergente e desinfetando com álcool. não sendo permitido alimentar-se nos laboratórios. principalmente luvas. o qual representa foco de contaminação.    MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:112 de 122 . Nunca deixar sabão sujo ou com água. tomando medidas também para eliminação de focos. com a boca. Todo ambiente de trabalho deve ter toalha de papel absorvente e sabonete líquido para a lavagem das mãos. ferramentas e materiais utilizados nas Estações de Esgotos devem ser lavados com detergente após o uso. promover a limpeza. Manter a casa de controle sempre limpa. Nas tarefas que requerem contato ou manuseio com esgotos.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 5) Medidas de segurança em serviços de esgoto (ETE) Utilizar sempre EPIs (equipamentos de Proteção Individual) adequados para cada atividade a ser executada. moscas na casa de controle e na área como um todo. Não pipetar líquidos ácidos venenosos ou contaminados por agente biológicos. Lavar sempre as mãos com detergente. É de responsabilidade de cada empregado que utiliza as bancadas de serviço. Copa. evitando contaminações. lavar luvas com detergente. devendo ser guardados rigorosamente limpos. Designar local apropriado para o serviço de copa e cozinha. demais equipamentos. antes de se alimentar ou manusear alimentos. Eliminar roedores. retirá-las e lavar as mãos. Usar sempre para estas operações. desinfetante e esterilizante químico recomendado para o preparo de vidrarias e outros necessários. Todos os EPIs. utilizar sempre máscara apropriada e luvas impermeáveis. baratas. Utilizar detergente. No intervalo entre atividades de risco. aparelhos apropriados (pipetas e pêras). banheiro e laboratório devem estar sempre absolutamente limpos para evitar contaminação.

1.2) Ancilostomíase: é causada pelo Necator americano conhecida por doença do Jeca Tatu ou amarelão. Todos os empregados devem assumir as atividades somente após treinamento de capacitação.3) Enterobíase: é causada pelo Enterobius vermicularis apresenta-se acompanhada de intenso prurido anal. nem reutilizar embalagens.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO  Produtos químicos considerados inalantes tóxicos.1) Helmintíase 6.1) Ascaridíase: é causada pelo Ascaris lumbricóides também chamada "lombriga". Os funcionários da empresa que lidam com esgotos devem ser imunizados. Não deixar embalagens de produtos químicos abertos ou semi abertos. Não usar máquinas ou equipamentos sem abilitação ou permissão.2.1.2) Parasitoses intestinais 6.     6) Doenças de veiculação hídrica e esgotos 6.  Manter adequados a iluminação e ventilação do local de trabalho ao executar as atividades. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:113 de 122 . Os empregados devem ser submetidos a exames médicos admissionais e periódicos. devem ser abertos com uso de máscaras. acomete principalmente crianças. A infestação ocorre através da penetração dos ovos na pele causando dermatite pruriginosa. 6. 6. 6. conforme recomendações do Serviço Social da empresa e da Gerência de Segurança e Medicina do Trabalho. principalmente a noite.1) Giardíase: é causada pela Giardia lamblia.1.

causada pela enterotoxina do Vibrio cholerae. média de 60 a 90 dias. Incidëncia relacionada com condições de higiene precárias e falta de saneamento básico. vômitos. Período de incubação média de 30 dias. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:114 de 122 . 6. 6.1) Hepatite A: é transmitida por via fecal-oral. apresentam o fígado como órgão alvo. Frequentemente acompanhada por vômitos e dor abdominal. icterícia. geralmente dura 2 a 14 dias. edema.4.4.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6. vírus e parasitas).5) Cólera Infecção intestinal aguda e grave. única considerada patogênica para o homem. pessoa a pessoa. artralgias. 6. Quadro clínico: pode ser assintomático. São cinco os principais vírus:      hepatite A hepatite B hepatite C hepatite D hepatite E 6. náuses. fezes aquosas ou de pouca consistência. 6.2) Amebíase: é causada pela Entamoeba hystolitica. anorexia.3) Doenças diarréicas agudas Síndrome causada por vários agentes etiológicos (bactérias.2) Hepatite B: é transmitida por relações sexuais. ou com poucos sintomas.2.4) Hepatites É uma doença causada por vírus. cursa com aumento do número de evacuações. através de água e alimentos contaminados. Incubação de 45 a 180 dias. agulhas e instrumentos contaminados com sangue. Quadro clínico: mal estar.

GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Caracterizada por diarréia intensa, vômitos, desidratação súbita. A morte pode ocorrer em horas após o início da doença. Transmissão: água e alimentos; Quadro clínico: o paciente "murcha rapidamente", fezes líquidas, turvas e esbranquiçadas com aspecto de "água de arroz", vômitos. 6.6) Febre tifóide É uma doença contagiosa, bacteriana, em lugares sem higiene e com condições precárias de saneamento básico. Sintomas: febre alta e contínua, mal estar, anorexia, com episódios alternados de diarréia (fezes líquidas, fétidas, esverdeadas com aspecto de sopa de ervilha) e constipação. Tranmissão: contato direto com fezes ou urina de doentes, ou indiretamente pela água ou leite. 7) Prevenção e cuidados necessários na área de esgoto

Utilizar sempre máscara apropriada e luvas impermeáveis quando em contato ou manuseio com esgotos; Manter a higiene e segurança no local de trabalho; Manter a limpeza e higienização das instalações sanitárias durante a jornada de trabalho; Lavar luvas com sabão, retirá-los e lavar as mão; Retirar as luvas antes de tocar maçanetas de portas, telefones, corrimão, botões do quadro de comando etc...; Lavar sempre as mãos com sabão antes de se alimentar ou manusear alimentos; Não deixar sabão sujo ou com água, o qual representa foco de contaminação; Todos os EPIs e demais equipamentos, ferramentas e materiais utilizados nas estações de esgoto devem ser lavados com água e sabão; Não reutilizar EPIs que foram contaminados, principalmente luvas e máscaras; Manter limpa e higienizada as bancadas de serviços, lavando com água e sabão; Lavar diariamente os uniformes e botas com água e sabão e enxaguar com desinfetante; Todos os EPIs utilizados por funcionários que manuseiam resíduos infectantes devem ser
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GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO lavados diariamente;

Sempre que ocorrer qualquer contaminação por contato com materiais infectantes, o EPI deverá ser substituído imediatamente e se possível enviado para higienização e esterilização;

Para desinfecção de EPIs usa-se somente a lavagem com água e sabão neutro e posterior secagem; Administrar vermífugos (uma vez ao ano dependendo dos sintomas); Colaborar na difusão de informações e educação em saúde e higiene do trabaho; Todos funcionários que lidam com esgoto, devem ser imunizados; Os funcionários devem ser submetidos a exames periódicos conforme a idade.

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8) Higiene e profilaxia (prevenção)
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Uso adequado de EPIs Lavagem constante das mãos Beber água tratada Ferver água proveniente de poços e cisternas Uso de inseticidas contra moscas Evitar ingerir peixes e carnes cruas Lavar folhas e verduras Lavar as mãos antes de comer Lavar as mãos antes e depois de usar o banheiro Manter as unhas sempre cortadas Conservar alimentos longe dos insetos Tratamento adequado dos dejetos Evitar andar descalços Não pisar, nem andar em águas paradas Tratar as pessoas infectadas (vermifugar) Fazer vacinas Manter higiene corporal Desenvolver atividades de educação em saúde

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GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 9) Medidas de higiene pessoal Sabemos que a melhor maneira de prevenir as doenças, principalmente aquelas que são encontradas no ambiente de trabalho, é a higiene pessoal. Também é conhecido que podemos levar para os nossos lares as doenças que existem no nosso meio de trabalho. Devemos-nos conscientizar da importância de seguirmos as normas, que recomendam:

Antes de inicar as tarefas diárias do trabalho, devemos trocar as roupas que viemos de casa; Durante o período de trabalho, é importante usarmos uniforme da SANEAGO; Caso exista uma tarefa que requeira maiores cuidados, dispor do equipamento correto para tal realizá-la; Após cada procedimento, deve-se higienizar o equipamento utilizado quando este não for descartável. Nunca reutilizar um equipamento descartável, desprezá-lo em recipiente adequado;

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O emprego da lavagem das mãos é a melhor método para prevenção de doenças, o que deve ser feito sempre que entrar com fontes contaminadas; Nunca tirar do seu próprio corpo um Equipamento de Poteção Individual, para fornecê-lo ao colega de trabalho; Nunca beber, fumar ou comer quando estiver realizando uma tarefa, e sempre que o fizer deve ser em local apropriado; Manter as unhas higienizadas; Utilizar sempre toalhas de papel absorvente após lavagem das mãos; Nunca andar descalço, no local de trabalho; Nunca entrar em locais como: copa, cozinha com vestimentas que entraram em contato com fontes contaminantes e as mãos sem a devida higienização; Evitar levar roupas de trabalho para casa; Tomar banho sempre que terminar ou interromper a jornada de trabalho. ......................................

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V MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:118 de 122 .GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO ANEXO – CAP.

8 39.5 91.3 CALHA PARSHALL PLANTA E CORTE figura 1 MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:119 de 122 .7 157.9 22.5 91.2 30.1 209 224 239.5 G 20.5 91.9 34.6 164.1 88 137.5 7.7 61 86.4 134.7 303 340 475.5 45.6 7.3 57.8 244 274.7 61 91.5 91.1 45.6 15.2 22.5 122 152.5 194.8 230.6 7.5 84.7 91.3 213.3 266.5 91.5 30.5 61 61 61 61 61 61 61 61 61 91.6 7.9 5.9 22.5 244 305 A 36.5 91.5 244 274.4 38 61 76.2 427 C 9.5 102.9 152.5 61 45.3 N 2.6 15.5 7.5 122 152.9 22.9 40.2 144.5 183 K 1.9 38.2 91.9 2.5 91.5 91.5 167.6 7.4 142 149.6 45.6 120.4 11.9 E 22.5 91.6 7.6 15.5 91.5 179.6 7.5 B 35.9 30.3 17.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO CALHA PARSHALL Dimensões padronizadas de medidores Parshall (cm) W 1” 3” 6” 9” 1' 11/2' 2' 3' 4' 5' 6' 7' 8' 10' (cm) 2.6 62.5 91.5 228.6 7.9 22.5 91.8 25.7 11.9 22.2 193.5 122 F 7.5 91.5 366 D 16.7 183 198.4 22.6 7.5 91.9 22.3 30.9 22.6 7.5 91.5 183 213.6 7.3 46.5 91.9 22.7 61 91.5 183 213.

1 13.1 24 25.5 92 100 109 118 167 221 280 345 414 486 563 642 730 821 3' 20 27 34 42 50 60 69 79 93 101 112 124 137 148 163 177 248 334 422 525 629 736 852 971 1110 1249 4 35 45 55 66 78 90 105 119 133 149 165 182 198 216 235 331 446 562 700 840 990 1144 1308 1490 1684 .8 35.6 34..3 3.4 42..2 4.2 25.8 131 157 185 214 243 - 2' 13.4 15.6 20.3 3” 0.5 57 72..8 42..2 82.4 402 611.7 64.1 21.6 29.3 45.7 7.4 55.1 8.4 12.2 40.2 32.4 35.5 14.5 31 45.5 2.6 6.4 40...2 59.1 23.2 4.5 21..8 6.7 23.4 27.2 17.5 7.4 2.8 89 83....8 69 51 75.5 107 - 9” 2.8 18.3 11..5 4 5...5 15..6 17.4 10.8 26.6 46..GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO VAZÃO (l/s) H (cm) 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 Valores de W 1' 11/2 3..5 10.3 356 543.7 30 42. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:120 de 122 .1 4.8 51.4 12.9 14.5 60.8 11.2 27..6 13..9 3.5 51 - 6” 1.....9 7 10 9..5 38.8 14.6 38.2 85 106..9 30..1 11..4 34..3 68 75.8 125 111 166 139 209 170 257 203 306 240 362 277 418.6 27.2 28 34.5 17.8 25..7 7.3 2..3 5 5.5 5..2 1.5 83.5 63 46..5 9...4 57 42...8 1.5 8.2 89.8 18.5 53..3 19.7 26 20...5 4.3 9..4 13.8 314 478.

Introdução à Engenharia Ambiental .Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.Lagoas de Estabilização e Aeradas Mecanicamente: Novos Conceitos.Ministério da Saúde/Fundação Nacional de Saúde/Engenharia de Saúde Pública-Orientações Técnicas.vol. Belo Horizonte. 1986 Convênio CETESB/ ASCETESB  MUELLER. 2004  IMHOFF. Eduardo Pacheco e Constantino Arruda Pessoa . Belo Horizonte.Hidrobiologia Aplicada à Engenharia Sanitária . Salomão Anselmo e Mara. David Duncam .3ª edição CHERNICHARO. R. Versão Preliminar NEPAMA . 2005  MENDONÇA. Sérgio Rolim . Carlos Augusto de Lemos – Princípios do Tratamento Biológico de Águas Residuárias: Reatores Anaeróbios – editora UFMG vol 5. . 1986  JORDÃO. 2003  SILVA. João Pessoa. 2 .Manual de Tratamento de Águas Residuárias .Manual de Saneamento e Proteção Ambiental para os municípios .T. editora UFPb. . 2002  BRANCO.V. São Paulo. 1987 ABES São Paulo.Tópicos Avançados em Sistemas de Esgotos Sanitários Rio de Janeiro.Tratamento de Esgotos Domésticos . Charles C. 1995  BRAGA.Editora Edgard Blücher Ltda.Manual de Economia do Meio Ambiente. Benedito et al .Rio de Janeiro.4ª edição .Manual de Saneamento .Escola de Engenharia da UFMG. 1990  MENDONÇA. Brasília.Tratamento Biológico de Águas REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:121 de 122 MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO . et al .Tradução da 26ª edição alemã . São Paulo.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  BARROS. Karl e Klaus R. Samuel Murgel . Sérgio Rolim .UNB. 1997   FUNASA .Departamento de Economia .

Belo Horizonte. Belo Horizonte.Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental-DESA .UFMG vol 2.UFMG vol 1. Marcos Von . 1995  SPERLING.Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental-DESA .Belo Horizonte. 1997 SPERLING.vol 4 .GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Residuárias/Lagoas de Estabilização. Marcos Von . Marcos Von .Introdução à Qualidade das Águas e ao Tratamento de Esgotos . Marcos Von . Marcos Von . 1995  SPERLING.vol 3 .Lagoas de Estabilização . 1996   SPERLING.Princípios Básicos do Tratamento de Esgotos .Belo Horizonte. 1979  SPERLING. Belo Horizonte.editora UFMG. Rio de Janeiro. Marcos Von .Reatores Anaeróbios . 1997 MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:122 de 122 .vol 2 . Belo Horizonte.Lodos Ativados . 1996  SPERLING.Princípios do Tratamento Biológico de Águas Residuárias: Lagoas de Estabilização .vol 5 .

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