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Física - F01

FÍSICA F01 - GRANDEZAS ESCALARES E VETORIAIS

GRANDEZAS FÍSICAS

No estudo da Física, todos os fatores serão relacionados como GRANDEZAS ESCALARES ou GRANDEZAS VETORIAIS. Fatores classificados como ESCALARES são aqueles que apresentam-se perfeitamente definidos com o valor numérico e sua respectiva unidade de medida, exemplos:

tempo t, massa m, comprimento c, temperatura T, energia E, etc.

três

caracteres para sua perfeita definição, que são:

-MÓDULO ou INTENSIDADE - valor numérico e sua respectiva unidade de medida. -DIREÇÃO - referência com um plano

As

grandezas

VETORIAIS

necessitam

de

horizontal

Vertical

inclinada

-SENTIDO - orientação da direção

para Direita

para Cima

para Nordeste

Exemplos: Força F , Velocidade V , Aceleração a, Impulso I, etc.

SOMA VETORIAL Consiste na obtenção de um único vetor, conhecido como RESULTANTE, capaz de substituir os demais vetores e produzir os mesmos efeitos, para isso, apresentaremos quatro casos distintos, admitindo duas forças F 1 =4N e F 2 =3N:

1º CASO : Se F 1 e F 2 apresentarem a mesma direção e o mesmo sentido

0

0

F 1 =4N

F

F

1 =4N

2 =3N

F 2 =3N

F resultante =7N

resultante = F 1 + F resultante = 4 + 3

F

F

F resultante = 7N

2

2º CASO : Se F sentidos opostos

1

e F

2

apresentarem a mesma direção e

F

2 =3N

180 0

F

1

=4N

a mesma direção e F 2 =3N 1 8 0 0 F 1 =4N F 1

F 1 =4N

Fresultante=F - F Fresultante =4 1 - 3 Fresultante = 1N

2

F resultante =1N

F 2 =3 N

3º CASO : Se F 1 e F 2 apresentarem direções perpendiculares

(90º)

F resultante

F 1

direções perpendiculares (90º) F resultante F 1 F 1 =4N F 2 TEOREMA DE PITÁGORAS 2

F 1 =4N

F 2

TEOREMA DE PITÁGORAS

2

F resultante ) F resultante )

(

(

( F resultante ) F resultante

2

2

( F1) 2 2

=

= ( 4 )

=

16

+ ( F2) 2 2 + ( 3 )

+

9

=

25

F resultante = 5N

F resultante

4º CASO : Se F 1 e F 2 apresentarem direções segundo um

ângulo

qualquer

F 2

F resultante

direções segundo um ângulo qualquer F 2 F resultante F 1 LEI DOS COSSENOS ( F

F

1

LEI DOS COSSENOS

( F resultante )

2

= ( F )

1

2

+ ( F

2

)

2

+ 2 . F

1

. F

2

. Cos

LEIS DE NEWTON

1 2 + ( F 2 ) 2 + 2 . F 1 . F 2

Durante séculos, o problema do movimento e de suas causas foi um tema central da “filosofia natural” , o nome antigo da física. No entanto, somente na época do italiano Galileu Galilei e na seqüência o inglês Isaac Newton que nasce no ano da morte da Galileu, que se realizou progresso extraordinário sobre o assunto. Newton é conhecido como o pai da “mecânica clássica” , pois ele desenvolveu plenamente as idéias de Galileu e de outros que o precederam, apresentando as três leis do movimento, que hoje têm o seu nome. Tais leis foram apresentadas pela primeira vez em 1866, na sua obra “Principia Mathematica Philosofiae Naturalis” ,usualmente chamada de Principia.

Philosofiae Naturalis” ,usualmente chamada de Principia. DINÂMICA Ramo da física que tem como objetivo determinar

DINÂMICA Ramo da física que tem como objetivo determinar como se move um objeto quando se conhecem as forças a que está submetido. É possível assim prever, além da trajetória, também a posição e a velocidade que o objeto apresentará em cada instante do tempo. Todo o estudo da Dinâmica baseia-se nas três leis formuladas por Isaac Newton (1642-1727), físico inglês

considerado um dos maiores gênios da humanidade. em movimento.

Para o filósofo Aristóteles(384 322 a.C.), um corpo só poderia permanecer em movimento se existisse uma força agindo sobre ele. Tal afirmação pertence ao senso comum das pessoas ainda hoje, mas através dos conceitos de Galileu e das leis apresentadas por Newton, poderemos entender porque um corpo livre da ação de forças ou numa situação em que a somatória das forças atuantes sobre o corpo tenham resultante nula, também é possível que este corpo encontre-se

FORÇA:

velocidade (aceleração) ou deformação num corpo.

AT

Newton formulou essas leis baseado em experiências e

observações suas e de outros, como aquelas apresentadas por Agente físico capaz de provocar Variação do vetor

Galileu (1564-1642), por meio de abstrações e idealizações

próprias do mundo científico. FORÇAS DE CONTATO: normal N, tração T, atrito F ,

139

10F-acisíF

empuxo E FORÇAS DE CAMPO:

força

magnética F MAG

1ª LEI DE NEWTON - LEI DA INÉRCIA

A tendência natural de um ponto material,

mecanicamente isolado, é a de manter sua velocidade vetorial constante, ou seja, se estiver em repouso, sua tendência é de manter-se em REPOUSO (equilíbrio ESTÁTICO); se estiver em movimento, sua tendência é de manter-se em movimento retilíneo uniforme M.R.U. (equilíbrio DINÂMICO). Para alterar estas condições de equilíbrio, será necessária a existência de uma força resultante diferente de zero, sobre o ponto material. Quando um ponto material apresentar-se em equilíbrio, devemos observar que a primeira condição para isso é a força resultante ser nula.

e está presente em toda trajetória curvilínea, direcionada para o centro da curva, apresenta-se matematicamente por:

a cp

= V

2 velocidade instantânea (m/s)

R raio da curva (m)

A aceleração centrípeta provoca variação na direção do vetor velocidade sem alterar a sua intensidade.

F cp

V

a cp

peso P,

força elétrica F ,

EL

Assim, de acordo com a Segunda pode-se escrever:

F

cp

F

cp

=

=

IMPORTANTE:

P

m

PLANETA

TERRA

NOTAS:

m . a

cp

m . V

R

2

F

P

= m . a = m . g

Lei de Newton,

m . a cp m . V R 2 F P = m . a =
m . a cp m . V R 2 F P = m . a =

Mais adiante teremos aulas para estudarmos os movimentos curvilíneos e suas forças.

Peso P é o nome dado à força de

campo com a qual os corpos, como o planeta Terra, atraem outros corpos, em função do campo gravitacional, onde está presente a aceleração da gravidade g.

Admite-se a gravidade na Terra constante g = 9,81 m/s 2 , usualmente, adota-se g = 10 m/s 2

2ª LEI DE NEWTON - PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DA DINÂMICA Quando a resultante das forças que agem sobre um ponto material é diferente de zero, verifica-se que sua velocidade se altera, este efeito chama-se aceleração. Newton, em seu princípio Fundamental, enunciou :

=

diferente de zero, aplicado sobre

um ponto material de massa

direção e sentido, o vetor aceleração a .

As unidades de medidas pertencentes ao S.I. (Sistema

Internacional) são:

A massa m é uma grandeza escalar constante para

determinado corpo, independente do fator gravidade g, já o peso P é uma grandeza vetorial que depende do local, pois o mesmo acontece com a aceleração da gravidade g.

Outra unidade de medida de força é o Kgf

mesma (quilograma-força), não pertencente ao S.I, onde

F

resultante

resultante

m . a

Onde o vetor F

m produzirá, na sua

newton N

quilograma kg

2

metro/segundo m/s

2

1kgf = 9,81N

3ª LEI DE NEWTON - PRINCÍPIO DA AÇÃO E REAÇÃO

Para toda AÇÃO (Força Agente) existirá uma REAÇÃO (Força Reagente), que ocorrem simultaneamente, assim as forças existem aos pares e apresentam as seguintes características:

Força F

Massa m

Aceleração a

Estudaremos duas acelerações:

1. ACELERAÇÃO TANGENCIAL a Atua na direção do vetor velocidade V, expressa por:

a =

V

variação da velocidade (m/s)

t

intervalo de tempo (s)

onde sua função é aumentar a intensidade da velocidade, quando V e a apresentarem-se no mesmo sentido MOVIMENTO ACELERADO

a

F

V

Ou diminuir a intensidade da velocidade, quando V e a apresentarem sentidos opostos, MOVIMENTO RETARDADO

2.

F a

V

ACELERAÇÃO CENTRÍPETA a Atua perpendicularmente (90º) ao vetor velocidade V,

cp

* mesma intensidade ou módulo

* mesma direção

* sentidos opostos

* apresentam-se em corpos distintos

por isso, não tem significado físico neutralizam.

EXEMPLO 1:

No esquema a seguir,

temos um livro apoiado sobre uma mesa, colocada na superfície da Terra, onde estão representados os pares de AÇÃO e REAÇÃO das forças peso P e normal N:

Observe:

As forças que atuam sobre o livro são:

P

gravitacional

Terra. N = força de contato aplicada pela mesa.

dizer

elas se

Terra. N = força de contato aplicada pela mesa. dizer elas se que = f o

que

=

f o r ç a

d o

c a m p o

pela

aplicada

140

Física - F01

As forças de reação correspondentes são:

-P= força de campo gravitacional aplicada pelo livro. O movimento da lancha, acontece quando motor de

-N= força de contato aplicada pelo livro. Note que o peso P e a Normal N, não constituem um par de ação e reação, pois estão aplicadas sobre o mesmo corpo, neste caso, o livro.

popa, devido a ação da hélice, empurra a água para trás, a água reage e empurra-o para frente.

EXEMPLO 3:

trás, a água reage e empurra-o para frente. EXEMPLO 3: EXEMPLO 4: No foguete, a explosão

EXEMPLO 4:

No foguete, a explosão provoca a expulsão dos gases para trás, e estes o impulsionam para frente.

dos gases para trás, e estes o impulsionam para frente. EXEMPLO 2: Um homem andando sobre

EXEMPLO 2:

Um homem andando sobre uma superfície graças à forças de Atrito trocadas com o piso, constituindo o par AÇÃO e REAÇÃO:

(atrito).
(atrito).

-F = força exercida pelo pé sobre a superfície (atrito).

F = força de reação da superfície

A

correspondente a reação, pode ser chamada de força motora, pois é ela que possibilita o movimento.

Se o par de forças trocadas entre o homem e o piso se anulassem, não seria possível o movimento, isso evidencia o princípio da terceira lei de Newton, onde estas forças deverão

apresentar-se em corpos distintos, não permitindo que AÇÃO

e REAÇÃO se anulem.

força de atrito sobre o pé do homem,

FORÇAS: TRAÇÃO/NORMAL/ ELÁSTICA

Estudaremos algumas das forças presentes no cotidiano, bem como seus efeitos, verificados segundo as Leis

de

* FORÇA de TRAÇÃO T Presente nos fios, cabos e cordas. Propriedade:

- atua na mesma direção corda quando esta apresentar-se tencionada, as cordas não apresentam resistência a compressão.

Newton já apresentadas anteriormente.

a compressão. Newton já apresentadas anteriormente. T fio T 1 T T 2 P P F

T

fio

T 1

T

T 2

P

P

Newton já apresentadas anteriormente. T fio T 1 T T 2 P P F el P

F el

P

P

P

(N)

n

2

1

X(m)

X

X

X

 

1

2

n

F EL

= k . x

* FORÇA NORMAL N

contato entre duas superfícies. Propriedade:

- apresentar-se perpendicular (90 ) à superfície em questão.

Observada quando se verifica o

0

N

superfície em questão. Observada quando se verifica o 0 N EL P Presentes nas situações onde

EL

P

Presentes nas situações onde

N

P

* FORÇA de ELÁSTICA F

observa-se deformações nos corpos com propriedades elásticas, como as molas por exemplo. Robert Hooke, que fez experimentos, solicitando uma

mola a diversas intensidades de forças F e suas respectivas deformações x, configurando o gráfico a seguir: conhecida como ”LEI de HOOKE” , onde k corresponde a

constante de elasticidade de cada mola, tendo no Sistema Internacional a unidade de medida N/m (newton/metro). Conhecendo-se a constante elástica k de uma mola, pode-se construir um DINAMÔMETRO, que consiste num aparelho medidor de forças, dentro do limite de elasticidade da mola em questão.

Atavés do qual pode-se enunciar:

141

FORÇAS: ATRITO / CENTRÍPETA

Força presente nos corpos em

contato quando observa-se o escorregamento de um sobre o outro ou situações onde o escorregamento possa vir a acontecer.

Propriedades:

* FORÇA de ATRITO F

AT

- apresentar-se contrária ao escorregamento do corpo ou a sua tendência de escorregar.

V F at - os fatores determinantes são: 10F-acisíF
V
F
at
-
os fatores determinantes são:
10F-acisíF
V F at - os fatores determinantes são: 10F-acisíF F at 1) a natureza da superfície

F at

1) a natureza da superfície em contato caracterizada pelos coeficientes de atrito e este último também chamado de 2) a força de compressão entre as superfícies caracterizada pela força normal N.

Desta forma pode-se escrever:

estático

e

dinâmico

d,

cinético

c.

F AT =

. N

Onde utilizaremos para determinar o limite da força de atrito capaz de manter o corpo em repouso, conhecida como “FORÇA de ATRITO de DESTAQUE”, e ou quando o corpo apresentar-se em movimento, conhecida como “FORÇA de ATRITO DINÂMICO”. Deve-se observar que para uma mesma superfície, e estes coeficientes são adimensionais, ou seja, não apresentam unidades de medidas.

c

e

e

d

d

F at ESTÁTICO DINÂMICO
F at
ESTÁTICO
DINÂMICO

* FORÇA CENTRÍPETA F - corresponde a resultante das forças no M.C.U. (Movimento Circular Uniforme), gerando assim a aceleração centrípeta a , já demonstrada anteriormente. Propriedades:

- como o próprio nome diz “centrípeta”

centro, deverá ser considerada em toda trajetória curvilínea.

- obedecendo a “Segunda Lei de Newton” , podemos escrever:

direcionada para o

CP

CP

F CP = m . a CP , e sendo

teremos então F CP = m . V 2 /R

a CP = V 2 /R

Exemplo:

- movimento de rotação de

um satélite ao redor do

planeta Terra.

F cp =P
F cp =P

CARGA ELÉTRICA - LEI DE COULOMB

Fundamentos

A

leves, como penas ou pedaços de palha. O atrito entre materiais diferentes provoca a troca
leves, como penas ou pedaços de palha.
O atrito entre materiais diferentes provoca a troca
de elétrons de maneira que os corpos eletrizam-se com sinais
opostos, de
acordo com a série triboelétrica que apresenta a
tendência natural dos corpos em ceder ou receber elétrons

-19

C (coulomb).

O Átomo

f i g u r a a o l a d o , p r o c u r a

representar o modelo atômico proposto,

onde observa-se o núcleo, de maior uns para os outros. dimensão, composto por prótons e nêutrons, e as partículas menores dotadas

de mobilidade, os elétrons, que circundam em órbitas ao redor do núcleo, constituindo a eletrosfera. Outras partículas menores já foram encontradas, os quarks.

Cargas e Sinais

Experiências mostram que prótons e elétrons têm comportamentos opostos, por isso convencionou-se cargas de sinais diferentes para cada um deles , sendo prótons positivos

e

elétrons negativos, enquanto os nêutrons, como o próprio

nome já diz, não apresentam carga elétrica. o mesmo potencial elétrico, que será estudado mais adiante. Carga elementar ou fundamental e, representando a Após o contato entre os corpos, observa-se que estes

carga de um próton +e ou de um elétron -e, onde seu valor apresentarão o mesmo sinal e se por ventura estes corpos

absoluto corresponde a:

forem idênticos, apresentarão também a mesma quantidade de carga elétrica Q .

onde: n prótons = n elétrons

portanto a tendência

2) Contato:- Durante o contato entre dois ou mais corpos, é necessário que pelo menos um deles apresente-se inicialmente eletrizado, a partir de então, estes trocarão cargas elétricas (elétrons) até adquirirem equilíbrio, ou seja,

e = 1,6 x 10

Corpo Neutro: A natureza procura o equilíbrio,

dos corpos é apresentarem-se neutros,

0

0

n

n

0

0

Corpo Eletrizado: Situação na qual o número de prótons difere do número de elétrons, onde:

prótons > n elétrons corpo eletrizado positivamente, perdeu elétrons

eletrizado

negativamente, ganhou elétrons. PROCESSOS de ELETRIZAÇÃO :- estudaremos três formas de provocar o desequilíbrio entre o número de prótons

e elétrons, lembrando que somente os elétrons apresentam mobilidade. 1) Atrito:- Há cerca de 2.500 anos, o filósofo grego

Tales observou que, quando atritava um pedaço de âmbar

(âmbar é uma espécie de resina produzida por árvores)

pedaço de couro macio, o âmbar era capaz de atrair objetos

0

n

0

prótons <

elétrons

corpo

IMEDIATAMENTE O

SENTIMENTO

DE “REPULSÃO

UMCONTATO e os SINAIS IGUALAM-SE

3) Indução:- Processo através do qual o INDUTOR

neutro,

provoca

polarização

das

corpo

cargas

corpo eletrizado, ao se aproximar do INDUZIDO

elétricamente

elétricas (prótons e elétrons), conforme a figura l a seguir:

num

142

Física - F01

FIGURA II FIGURA III
FIGURA II
FIGURA III

FIGURA I

FIO TERRA

equação matemática:

F

K .

Q

1

d

.

Q

2

2

Onde:

2

F força elétrica (N)

K

Q carga elétrica (C)

d distância (m)

Esta lei diz respeito a intensidade da força de atração ou repulsão que agem em duas cargas elétricas puntiformes, quando separadas por uma pequena distância d uma da outra, conforme a idéia a seguir:

constante eletrostática do meio (N . m /C )

2

Durante o fenômeno da indução, se estabelecermos a ligação entre o induzido e o “fio terra” (figura ll), verificaremos o deslocamento de cargas elétricas. Desligando-se o fio terra e

eletrizado com

afastando-se o indutor, observa-se o induzido

cargas de sinal oposto ao indutor (figura lll). Comentários:

- um corpo eletrizado pode atrair um corpo neutro através da indução.

- a ligação através do “fio terra” destina-se a

a

neutralizar um corpo ou pontos de um circuito, suprindo

necessidade de cargas elétricas, a fim de evitar possíveis choques ou faíscas elétricas.

- “poder das pontas” as cargas elétricas em excesso

FORÇA de ATRAÇÃO:-cargas de sinais opostos.

F

FORÇA de REPULSÃO:- cargas de mesmo sinal.

Q

1

F

Q

2

F

Q 1

Q 2

F

O meio presente entre as cargas elétricas é um fator

de elevada importância na determinação da intensidade da

força de natureza elétrica, trocada entre as cargas, este será representado através de uma constante eletrostática k, definida para o meio vácuo como sendo k = 9 x 10 N.m /C .

9

2

2

concentram-se nas superfícies pontiagudas dos corpos, de

maneira a facilitarem eventuais descargas elétricas,

verificarmos o formato dos pára raios e as árvores (peroba, eucalipto, pinheiro, etc) onde acontecem normalmente as

descargas elétricas da natureza, os raios. F (N)

LEI de COULOMB

Força Elétrica F Através de um experimento no início do século XVIII, utilizando uma balança de torção, o físico francês Charles Augustin Coulomb, estabeleceu que a intensidade das forças elétricas F trocadas entre dois pontos materiais eletrizados é diretamente proporcional ao produto dos valores absolutos das suas quantidades de carga elétrica Q, e da constante eletrostática k do meio, e inversamente proporcional ao quadrado da distância d que as separa, escrevendo a seguinte

A relação matemática entre a força F e a distância d

que separa duas cargas puntiformes Q, pode ser representada graficamente por:

basta

 

Este efeito gráfico se dá em função da força F apresentar-se

F

inversamente proporcional ao quadrado da distância d, esta

configuração

chamamos

de

hipérbole .

F/4

 

F/9

0

d

2d

3d

d (m)

CAMPO ELÉTRICO

O Campo Elétrico E

Trata-se de uma grandeza vetorial que demonstra a existência de um espaço influente ao redor da carga Q, onde esta manifesta suas propriedades, como o surgimento de uma força F sobre uma carga de prova q quando presente nesta região do espaço.

campo Elétrico é representado por linhas de força,

A expressão matemática que nos permitirá medir a intensidade do campo elétrico E, gerado por uma carga elétrica puntiforme Q será:

E

k .

d

Q

2

Onde: E campo elétrico (N/m) K constante eletrostática do meio (N . m /C ) Q carga elétrica (C) d distância (m)

2

2

O

estas são imaginárias, mas tornam-se úteis para melhor compreendermos os conceitos a serem aplicados. As linhas de força apresentam-se radialmente, ou seja, formam ângulo de 90 em relação a superfície onde

encontra-se a carga elétrica. Q . Devemos observar na expressão matemática que o

campo elétrico E é inversamente proporcional ao quadrado da

de força devem assumir as seguintes configurações: distância d, assim quanto maior a distância de Q menor a intensidade de E, o que verificamos na configuração das linhas

de força, onde estas representam o campo E, e apresentam-se mais afastadas uma das outras, quanto mais distante da carga Q, permitindo-nos avaliar os pontos de maiores intensidades de E (linhas mais próximas uma das outras) e os pontos de menores intensidades de E (linhas mais afastadas umas das outras).

Analisando as equações de Força Elétrica, proposta

na Lei de Coulomb

0

De acordo com as convenções estabelecidas, as linhas

0 De acordo com as convenções estabelecidas, as linhas F k . Q d 2 .
0 De acordo com as convenções estabelecidas, as linhas F k . Q d 2 .
0 De acordo com as convenções estabelecidas, as linhas F k . Q d 2 .

F

k .

Q

d

2

.

, q

, podemos escrever:

k . Q

d 2

E

do Campo Elétrico

F

E

.

q ou

E

F

q

No S.I.,

a unidade de medida do campo elétrico E, obedecendo a

relação força e carga elétrica é N/C (newton/coulomb).

143

10F-acisíF

POTENCIAL ELÉTRICO, ENERGIA ELÉTRICA E TRABALHO

POTENCIAL ELÉTRICO haverá então um deslocamento espontâneo de q+ de A p/ B, e outro deslocamento de q- de B p/ A. Como sabemos, nestes

Corresponde a uma grandeza escalar capaz de medir a voltagem produzida por uma carga elétrica Q na região

correspondente ao campo elétrico E desta carga, dada por: A grandeza que está diretamente relacionada a este trabalho é a diferença de potencial (d.d.p. U) entre os pontos

V , esta costuma ser denominada

onde pode-se

deslocamentos provocados pela força F, existirá trabalho , o que representará uma certa transferência de energia.

V

k

. Q

d

A e B, dada por U = V

voltagem ou tensão, no deslocamento de q, escrever matematicamente:

A

B

NOTA:- Superfície equipotencial, são pontos equidistantes da carga Q, representados por linhas tracejadas, perpendiculares às linhas de força do campo elétrico, que apresentam o mesmo potencial elétrico V.

ENERGIA ELÉTRICA

Energia Elétrica E é o produto da interação entre cargas elétricas, definido por:

K

.

Q

.

q

å

d

onde pode-se concluir:

å

V . q

TRABALHO

no CAMPO ELÉTRICO E

Suponha um corpo eletrizado criando um campo elétrico em volta dele, e considere dois pontos A e B, conforme a figura, onde são abandonadas duas cargas de prova q nesta região,

+ q

+

 

+ +

A

+

F

+ Q+

E

+ +

F

-

B

+ +

q

+ F + Q + E + + F - B + + q Todo trabalho
+ F + Q + E + + F - B + + q Todo trabalho

Todo trabalho corresponde a uma certa quantidade de energia dispensada durante uma atividade, assim também podemos enunciar que o módulo do trabalho realizado durante o deslocamento de uma carga q, no interior de um campo

elétrico é:

|

| = |

|

Unidades de medida

Q

C coulomb

K

V

V volt

å

d

m metro

N m

C

.

2

2

J joule

Normalmente adota-se:

K

vácuo

910

.

9

Nm

.

2

C

2

CAMPO ELÉTRICO UNIFORME C.E.U. E CAPACITORES

onde o campo elétrico E poderá ser medido também

de força podem nos referenciar quanto a maior ou menor em volt/metro (V/m). intensidade do campo elétrico, sendo assim, no campo elétrico

uniforme as linhas apresentar-se-ão paralelas e CAPACITORES eqüidistantes, pois a sua intensidade deve permanecer constante, para isso, as cargas elétricas deverão apresentar- Podemos também armazenar energia potencial num se distribuídas uniformemente em duas placas, conforme a campo eletrostático. Teríamos então de conseguir um

figura a seguir: dispositivo que consiga “acumular” um campo elétrico. O

Como vimos anteriormente, a distância entre as linhas

V 1

V 2

+

+

+

+

+

+

+

E = cte

d

S 2

-

-

-

-

-

-

-

capacitor é o dispositivo apropriado para tal tarefa.

Os capacitores formam o banco de memórias de

computadores, armazenam energia lentamente da bateria de

uma máquina fotográfica e liberta rapidamente através do

“flash”, trabalhando através de um campo elétrico uniforme

entre suas placas isoladas do meio externo.

Podemos medir a sua capacitância C e a energia

armazenada por:

C

=

Q

U

= C . U 2

2

S 1

A unidade de capacitância é coulomb/volt. Essa unidade recebeu o nome de faraday F.

V

1

1

e V :- potenciais elétricos

2

S

e S :- superfícies equipotenciais

2

d :- distância entre superfícies equipotenciais, medida paralelamente às linhas de força.

Expressão matemática do C.E.U.

E = U

d

E = (V 1 – V 2 )

d

144

Física - F01

CORRENTE i, LEIS DE OHM E POTÊNCIA

CORRENTE ELÉTRICA

O movimento ordenado de cargas elétricas constitui

a corrente elétrica. Os elétrons, essas partículas, incrivelmente pequenas, que se movimentam pelos fios e aciona todos os aparelhos elétricos. O elétron é o principal componente ou portador da corrente elétrica, sobretudo nos

sólidos, embora haja correntes elétricas cujos portadores são íons negativos, positivos ou ambos.

A

origem da palavra corrente está ligada a uma analogia que os

físicos do início do século XIX estabeleceram entre a eletricidade e a água. Imaginava-se que a eletricidade era,

como a água, um fluido, algo que pudesse escorrer como água. Os fios seriam os encanamentos por onde passava essa corrente de eletricidade.

A expressão resulta de certa quantidade de carga

PROPRIEDADE GRÁFICA:

No gráfico a seguir, onde observa-se a variação da corrente elétrica i em determinado intervalo de tempo, pode- se escrever que a quantidade de carga elétrica Q é numericamente igual a área hachurada.

i (A)

Q =Área

t (s)

elétrica que atravessa uma seção transversal de um condutor

num intervalo de tempo t., assim:

Leis de Ohm

RESISTÊNCIA ELÉTRICA-RESISTORES Todo condutor que, quando percorrido por uma corrente elétrica, transforma integralmente a energia elétrica em calor é denominado resistor. Nos metais, os elétrons das últimas camadas

cujo símbolo é A. (elétrons livres), estão fracamente ligados ao núcleo do átomo, e possuem grande mobilidade. Estabelecendo-se uma

elementar e= 1,6 x 10

pode ser escrita como: movimentarem-se ordenadamente no sentido do maior para o menor potencial elétrico V, formando assim a chamada

d.d.p.(diferença de potencial) U entre os terminais de um condutor metálico, esses elétrons são estimulados a

i =

Q

t

ou

Q

= i .

t

A unidade de corrente elétrica, no SI, é o ampére,

Como toda carga elétrica é múltipla da carga

C , a expressão da quantidade de carga

-19

Q n e fazendo-se a relação Q i Ät n e teremos: i Ät
Q
n
e
fazendo-se a relação
Q
i
Ät
n
e
teremos:
i
Ät

-19

Antes de descobrir o elétron e sua carga, no final do

corrente elétrica i, vista na unidade anterior. Por sua vez os átomos ao perderem seus elétrons, tornam-se íons positivos, dificultando assim, a passagem dos elétrons livres, tanto pelas suas dimensões (tamanho núcleo átomo) como pela atração

elétrica para com os elétrons que são portadores de carga negativa e. onde n é um número inteiro, múltiplo de e = 1,6x10 C. Na prática são utilizados dois tipos de resistores,

- de carvão, constituído por um bastão de grafite

Sentido da corrente elétrica isolado termicamente por uma camada de cerâmica, utilizado

nos aparelhos eletrônicos (TV, rádio, computadores).

converter a energia elétrica em calor.

Representação gráfica de um resistor:

R

(letra grega ômega).

século XIX, os físicos já tinham desenvolvido toda a teoria da - de fio, constituídos normalmente por fios

eletricidade e estabelecido um sentido para a corrente elétrica. Como não se sabia qual a natureza da carga elétrica

que percorria os condutores, admitiu-se que ela se Denomina-se Efeito Joule a capacidade do resistor

constituísse de um fluxo de cargas positivas. Quando se descobriu que os portadores de carga eram, na grande maioria das vezes, elétrons (cargas negativas), portanto, ficou claro que o sentido real da corrente elétrica era contrário ao suposto na teoria, mas fisicamente, o movimento de uma carga elétrica positiva num determinado sentido equivale ao movimento de uma carga

negativa no sentido oposto. Por essa razão, os físicos optaram A unidade de medida da resistência elétrica é ohm

por manter o sentido que haviam estabelecido anteriormente, passando a considerá-lo como convencional.

cilíndricos, utilizados em aparelhos elétricos (chuveiro, ferro de passar roupa, aquecedores de um modo geral).

PRIMEIRA LEI de OHM:

Tensão ou d.d.p. (V volt) Resistência ou Resistor ( ohm)

i Corrente elétrica (A ampére)

U

R

i

U

Representação Gráfica:- Admitindo-se a uma temperatura

Essa convenção é válida até hoje constante, onde o Resistor R mantém-se constante, as variações da d.d.p. U e corrente elétrica i, obedecem o

Quando a corrente elétrica se constitui de íons positivos e negativos, o que ocorre costumeiramente em líquidos e gases, adota-se o sentido dos íons positivos.

diagrama a seguir:

Nesta configuração onde R mantém-se constante, denomina-se

RESISTOR ÔHMICO

i

U(V)

E a corrente elétrica será calculada por:

i

Q cátions

Ät

Q ânions

U

U

2

1

i 1

i 2

I(A)

10F-acisíF

SEGUNDA LEI de

OHM:

Esta

refere-se

ao

valor

determinado

geométricas

matematicamente escrita por:

Onde:

R Resistência ou Resistor ( ohm)

A Área (m )

l comprimento (m)

ao

resistor,

segundo

suas

características

e

o

seu

material

de

constituição,

.m)

R

A

2

resistividade (

Área A

Resistividade

Comprimento l

será definida em função do material a ser

utilizado na fabricação do resistor.

POTÊNCIA ELÉTRICA

Define-se potência de um aparelho como sendo sua capacidade em converter uma forma de energia em outra, no decorrer de certo intervalo de tempo t.

A resistividade

P =

/

t

Unidades de medidas:

Potência P = W Watt

Energia

Intervalo tempo

= J Joule

t = s segundo

Nos aparelhos elétricos a potência poderá ser calculada por:

obter:

P = i . U

Relacionando-se

P = i.U

com

U = R.i, poderemos

P = R . i 2

P = U 2 / R