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CAPÍTU LO Porção Proximal do Úmero e Cintura Escapular
C O L A B O R A Ç Õ E S D E: LINDA LINGAR, M ED, RT (R) (M) DONNA DAVIS, M ED, RT (R) (CV) CONTEÚDO Anatomia Radiográfica Porção proximal do úmero, 168 Cintura escapular, 169 Clavícula, 169 Escápula, 170 Revisão anatômica com radiografias, 171 Classificação das articulações, 172 Posicionamento Radiográfico Rotação da porção proximal do úmero, 173 Modalidades ou procedimentos alternativos, 174 Indicações em patologias, 175 Informações de pesquisas, 176 Incidências básicas e especiais, 176 Ombro (rotina excetuando-se traumatismo): AP (rotação externa), 177 AP (rotação interna), 178 Axial ínfero-superior (método de Lawrence), 179 Incidência ínfero-superior do ombro (método de West Point), 180 Oblíqua posterior - cavidade glenóide (método de Grashey), 181 Sulco intertubercular (bicipital) (método de Fisk), 182

Posicionamento Radiográfico-cont.
Ombro (rotina para trauma): AP (rotação neutra), 183 Lateral transtorácica (método de Lawrence), 184 Lateral em Y escapular, 185 Incidência tangencial - saída supra-espinhal (método de Neer),186 Incidência oblíqua apical (método de Garth), 187 Clavícula: AP e AP axial, 188 Articulações acromioclaviculares (AC): AP bilateral com e sem pesos, 189 Articulações esternoclaviculares: (veja Capo 10) Escápula: AP-191 Ortostática lateral, 192 Decúbito lateral, 193 Radiografias para crítica, 194

168- PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR
ANATOMIA RADIOGRÁFICA Membro Superior A mão, o punho e as regiões medial e distal do úmero foram descritos no Capo 4. A porção proximal do úmero é vista neste capítulo em conjunto com a cintura escapular, que inclui a clavícula e a escápula. ÚMERO O úmero é O maior e mais longo 0550 do membro superior. O seu comprimento em um adulto equivale a aproximadamente um quinto da altura do corpo. O úmero articula-se com a escápula na articulação do ombro. Porção Proximal do Úmero A porção proximal do úmero é à parte do membro superior que se articula com a escápula, compondo a articulação do ombro. Sua região mais proximal é a cabeça arredondada. A área um pouco afinada, diretamente abaixo e lateral à cabeça, é o colo anatômico. O colo anatômico aparece como uma linha de demarcação entre a cabeça arredondada e 05 tubérculos maior e menor adjacentes. O processo localizado logo abaixo do colo anatômico na superfície anterior é o tubérculo menor (ou tuberosidade, na literatura antiga). O processo maior localizado lateralmente é chamado de tubérculo maior. A fenda profunda entre esses dois tubérculos é o sulco intertubercular (sulco bicipital). A área estreitada abaixo da cabeça e dos tubérculos é o colo cirúrgico. Distalmente ao colo cirúrgico está o longo corpo (diáfise) do úmero. O colo cirúrgico é assim chamado porque é sede freqüente de fraturas que exigem correção cirúrgica da porção proximal do úmero. Fraturas ao nível do colo anatômico, mais espesso, são menos comuns. Anatomia da Porção Proximal do Úmero na Radiografia A Fig. 5.3 é uma radiografia em AP do ombro obtida com rotação externa, que coloca o úmero em uma posição AP verdadeira, ou frontal. A Fig. 5.2 representa uma rotação neutra (posição neutra do braço sem rotação interna ou externa). Isso coloca o úmero em uma posição oblíqua que se situa a meio caminho entre a incidência AP (rotação externa) e lateral (rotação interna). Algumas partes são de visualização mais difícil nas radiografias que nos desenhos esquemáticos, mas um bom conhecimento das localizações e das relações entre as várias partes anatômicas ajuda nessa identificação, que é mostrada na Fig. 5.3. A. Cabeça do úmero B. Tubérculo maior C. Sulco intertubercular D. Tubérculo menor E. Colo anatômico F. Colo cirúrgico G. Corpo (diáfise) A localização relativa entre os tubérculos maior e menor é importante na determinação de uma incidência frontal verdadeira ou uma incidência AP verdadeira da porção proximal do úmero. Observe que o tubérculo menor está localizado anteriormente e o tubérculo maior está localizado lateralmente em uma incidência AP verdadeira.

169- PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR
CINTURA ESCAPULAR A cintura escapular é composta por dois 05505: a clavícula e a escapula. A função da clavícula e da escápula é conectar cada membro superior ao tronco ou esqueleto axial. Anteriormente, a cintura escapular conecta-se com o tronco ao nível da porção superior do esterno. Posteriormente, a conexão com o tronco é incompleta, porque a escápula está conectada ao tronco apenas por músculos. A cintura escapular e o membro superior comunicam-se na articulação do ombro, entre a escápula e o úmero. Cada clavícula está localizada sobre as regiões superior e anterior da caixa torácica. Cada escápula está situada sobre as regiões superior e posterior da caixa torácica. A margem superior da escápula está situada ao nível da segunda costela posterior, e a margem inferior está ao nível da sétima costela posterior (Tl). Note que a margem inferior da escápula corresponde a T7, também usada como ponto de referência da localização do raio central (RC) para o posicionamento do tórax (veja Capo 2). Clavícula A clavícula é um osso longo com uma dupla curvatura que possui três partes principais: as duas terminações e a longa porção central. A extremidade acromial ou lateral da clavícula articula-se com o acrômio da escápula. Essa articulação é chamada de acromioclavicular (AC) e geralmente pode ser palpada com facilidade. A extremidade (terminação) esternal ou medial articula-se com o manúbrio, que é a parte superior do esterno. Essa articulação é chamada de esterno clavicular, e também é facilmente palpada. A combinação das articulações esterno claviculares de ambos os lados do manúbrio forma um importante ponto de referência conhecido como incisura jugular, também chamado de incisuro supro-esternal ou do manúbrio, na literatura antiga. O corpo (diáfise) da clavícula é a porção alongada entre as duas extremidades. A extremidade acromial da clavícula é achatada e possui uma curvatura orientada para baixo, ao nível de sua comunicação com o"acrômio. A terminação esternal é de formato triangular e também está orientada inferiormente para articular-se com o esterno. Em geral, existe uma diferença de tamanho e de formato da clavícula entre homens e mulheres. A clavícula feminina é geralmente mais curta e menos encurvada do que a masculina. A clavícula masculina tende a ser mais espessa e encurvada, sobretudo em homens com a musculatura muito desenvolvida. Radiografia da Clavícula A radiografia em AP da clavícula na Fig. 5.6 identifica as duas articulações e as três partes da clavícula: A. Articulação esterno lavicular B. Extremidade esternal C. Corpo D. Extremidade acromial E. Articulação acromioclavicular

170- PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR
Escápula A escápula, que constitui a parte posterior da cintura escapular, é um osso achatado triangular com três bordas, três ângulos e duas superfícies, As três bordas incluem a borda media I (vertebral), que é a margem ou borda longa próxima às vértebras; a borda superior, ou a margem mais superior da escápula; e a borda lateral (axilar), ou borda mais próxima da axila (veja Fig. 5.7). Vista Anterior Os três vértices da escápula de formato triangular são chamados de ângulos (veja Fig, 5.8). O ângulo lateral, algumas vezes chamado de cabeça da escápula, é a parte mais espessa da escápula e termina lateralmente em uma depressão rasa chamada de cavidade (fossa) glenóide. A cabeça do úmero articula-se com a cavidade glenóide da escápula para formar a articulação escapuloumeral, também conhecida como articulação glenoumerol ou do ombro. A área estreitada entre a cabeça e o corpo da escápula é o colo. Os ângulos superior e inferior referem-se às terminações superior e inferior da borda medial ou vertebral. O corpo (lâmina) da escápula é arqueado para uma maior resistência, A parte fina, achatada e inferior do corpo é algumas vezes chamada de asa ou ala da escápula, embora esses não sejam os termos anatômicos preferidos. A superfície anterior da escápula é chamada de superfície costal, por causa da proximidade com as costelas (costa, significando literalmente costela). A área central da superfície costa I apresenta uma grande concavidade ou depressão, a fossa subescapular. O acrômio é um processo longo, encurvado, que se estende lateralmente sobre a cabeça do úmero. O processo coracóide é um processo largo em forma de bico, que se projeta para a frente, abaixo da clavícula, A fossa escapular é uma depressão na borda superior parcialmente formada pela base do processo coracóide. Vista Posterior A Fig. 5.9 mostra uma estrutura proeminente na superfície dorsal ou posterior da escápula, chamada de espinha. A espinha da escápula inicia-se na borda vertebral como uma área lisa e triangular, continuando-se lateralmente para terminar no acrômio. O acrômio está localizado sobre a articulação do ombro, posteriormente. A borda posterior ou ápice da espinha é algo espessada, sendo chamada de crista da espinha. A espinha delimita na superfície posterior as fossas infra- e supra-espinhosas. As fossas servem de superfícies para a fixação dos músculos do ombro. Os nomes desses músculos são associados às respectivas fossas, principalmente os músculos infra-espinhoso e supra-espinhoso. Vista Lateral A vista lateral da escápula mostra as localizações das várias partes da escápula, umas em relação às outras (Fig. 5.10). A escápula, de fina espessura, parece como uma letra Y nessa posição. Os ramos superiores do Y são o acrômio e o processo coracóide. O acrômio é a terminação distal expandida da espinha, estendendo-se superior e posteriormente para a cavidade (fossa) glenóide. O processo coracóide está localizado mais anteriormente em relação à cavidade glenóide ou à articulação do ombro. O ramo inferior do Y é o corpo da escápula. A superfície posterior ou porção dorsal da porção fina do corpo da escápula é chamada de superfície dorsal. A espinha estende-se a partir da superfície dorsal na sua margem superior. A superfície anterior do corpo é chamada de superfície ventral (costal). A borda lateral (axilar) é o cume ou borda mais espessada, estendendo-se desde a cavidade glenóide até o ângulo inferior, como mostrado nessa incidência lateral.

171- PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR
Exercício de Revisão com Radiografias da Escápula Incidência AP: A Fig. 5.11 é uma incidência AP da escápula obtida com o braço abduzido, de modo a não ficar superposto em relação à escápula. O conhecimento dos formatos e das relações entre as regiões anatômicas ajuda na identificação de cada uma das seguintes partes: A. Acrômio E. Borda medial (vertebral) B. Colo da escápula (cerca de F. Ângulo inferior 1 polegada - 25,4mm G. Borda lateral (axilar) - abaixo do processo H. Cavidade (fossa) coracóide) glenóide ou C. Fossa escapular articulação D. Ângulo superior escapuloumeral Incidência lateral: A incidência lateral em Y escapular é obtida com o paciente em uma posição oblíqua anterior, com o tórax rodado até que a escápula fique separada dos arcos costais em uma verdadeira incidência de topo ou lateral (Fig. 5.12). Note que essa incidência lateral da escápula resulta em um formato de Y, no qual o acrômio e o processo coracóide compõem os ramos superiores do Y e o corpo forma o maior ramo inferior. A incidência em Y escapular recebe esse nome por causa dessa forma de Y que resulta da incidência lateral verdadeira da escápula. As partes identificadas nessa incidência são as seguintes: A. Acrômio D. Espinha da escápula B. Processo coracóide E. Corpo da escápula C. Ângulo inferior Porção Proximal do Úmero e Escápula Incidência infero-superior (axiallateral): Essa incidência (ilustrada na Fig. 5.14) resulta em uma vista lateral da cabeça e do colo do úmero. Ela também mostra a relação entre o úmero e a cavidade glenóide, que formam a articulação escapuloumeral (do ombro). A anatomia da escápula pode parecer confusa nessa posição, mas o conhecimento e a compreensão das relações entre as várias partes da escápula permitem que se faça a distinção das partes identificadas nessa incidência. Também proporcionarão que o examinador posicione essa radiografia corretamente no negatoscópio para análise, com o lado correto voltado para cima. À parte A da Fig. 5.13 é a dica para a identificação do processo coracóide, que está localizado anteriormente à articulação do ombro. Deve estar voltada para cima na radiografia quando o filme é posicionado no negatoscópio, seguindo a orientação do tubo de raios X em relação ao paciente, com o ombro localizado na parte superior. A parte B é a cavidade glenóide, que é a superfície de articulação do ângulo lateral ou cabeça da escápula. A parte C é a espinha da escápula, que está localizada posteriormente, com o paciente em decúbito dorsal, conforme mostrado na Fig. 5.14. A parte D é o acrômio, que é a porção da espinha que se superpõe ao úmero nessa posição.

172-- PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR
CLASSIFICAÇÃO DAS ARTICULAÇÕES Existem apenas três tipos de articulações na cintura escapular: a articulação esternoclavicular, as articulações acromioclaviculares e a articulação escapuloumeral (glenoumeral ou do ombro, Fig. 5.15). A classificação, o tipo de mobilidade e o tipo de movimento dessas articulações são discutidos a seguir. Classificação Todas as três articulações da cintura escapular são classificadas como articulações sinoviais, caracterizadas por uma cápsula fibrosa contendo líquido sinovial. Tipo de Mobilidade A mobilidade das três articulações é do tipo livre, ou diartrodial. Todas as articulações sinoviais são, pela natureza da sua estrutura, de mobilidade livre. Portanto, a única diferença entre essas três articulações é o tipo de movimento. Tipo de Movimento A articulação escapuloumeral (glenoumeral) ou do ombro envolve a articulação entre a cabeça do úmero e a cavidade glenóide da escápula. O tipo de movimento é esferóide, que permite uma grande liberdade de movimento. Esses movimentos são flexão, extensão, abdução, circundução, rotação media I (interna) e lateral (externa). A cavidade glenóide é muito rasa, permitindo maior liberdade de mobilidade do que qualquer outra articulação do corpo humano, mas à custa de algum prejuízo à resistência e à estabilidade. Mesmo com a presença de fortes ligamentos, tendões e músculos em torno da articulação, pode ocorrer alguma distensão dos músculos e tendões, causando separação ou luxação da cabeça do úmero em relação à cavidade glenóide. Luxações na articulação do ombro ocorrem com maior freqüência do que em qualquer outra articulação do corpo, justificando o freqüente emprego do estudo radiográfico do ombro para avaliação de danos estruturais. A cintura escapular também inclui duas articulações envolvendo as duas terminações das clavículas, as articulações esternoclaviculares e acromioclaviculares.A articulação esternoclavicular é um plano duplo, ou articulação deslizante, porque a terminação esternal da clavícula articula-se com o manúbrio ou porção superior do esterno e com a cartilagem da primeira costela. Isso permite uma capacidade limitada de movimentação por deslizamento em praticamente qualquer direção. A articulação acromioclavicular também é uma pequena articulação sinovial do tipo plano ou de movimento por deslizamento entre a terminação acromial da clavícula e a face media! do acrômio da escápula. Dois tipos de movimento ocorrem nessa articulação. O movimento primário é uma ação deslizante entre a terminação da clavícula e o acrômio. Algum grau de movimento rotatório secundário também ocorre quando a escápula se move para a frente e para trás com a clavícula. Isso permite à escápula ajustar sua posição, enquanto permanece em contato próximo com a parede posterior da caixa torácica. Contudo, o movimento do tipo rotatório é limitado, e essa articulação geralmente é denominada do tipo plano ou deslizante. SUMÁRIO DAS ARTICULAÇÕES DA CINTURA ESCAPULAR Classificação: Sinovial (cápsula articular contendo líquido sinovial) Tipo de mobilidade: Diartrodial (movimentação livre) Tipos de movimentos 1. Articulação escapuloumeral Esferóide ou ball and socket Plana ou deslizante Plana ou deslizante (glenoumeral) Plana ou deslizante 2.Articulação esternoclavicular 3. Articulação acromioclavicular Plana ou deslizante

173- PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR POSICIONAMENTO RADIOGRÁFICO ROTAÇÃO DA PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO Radiografias da Porção Proximal do Úmero Incidências em rotação da porção proximal do úmero ou cintura escapular são comumente obtidas em pacientes sem história de traumatismo, quando foram descartadas fraturas importantes ou luxações do úmero. Essas incidências rotacionais em AP avaliam bem a articulação escapuloumeral (ou articulação do ombro) quanto à presença de depósitos de cálcio ou outras patologias. Observe especificamente as localizações e os formatos do tubérculo maior (A) e do tubérculo menor (B) nessas radiografias obtidas em rotação interna, externa e neutra (Fígs. 5.17,5.19 e 5.21). Estudando a posição e as relações entre os tubérculos maior e menor na radiografia do ombro, você pode determinar a posição rotacional do braço. Esse conhecimento lhe permitirá saber qual incidência rotacional é necessária para visualizar partes específicas da porção proximal do úmero. Rotação externa: A posição de rotação externa representa uma incidência AP verdadeira do úmero em posição anatômica, conforme determinado pelos epicôndilos do úmero dista!. O braço e o cotovelo são rodados externamente até que a palma da mão esteja voltada para a frente. Isso posiciona uma linha imaginária entre os epicôndilos medial e lateral paralela ao chassi (Fig. 5.16). Observação: Você pode conferir isso em si mesmo deixando o braço em repouso ao lado do corpo e em seguida rodando externamente a mão e o braço enquanto apalpa os epicôndilos na região dista I do úmero. Com essa incidência obtida em rotação externa, o tubérculo maior (A), localizado anteriormente na posição neutra, está agora posicionado em perfil lateral. O tubérculo menor (B) está agora localizado anteriormente, logo media! ao tubérculo maior. Rotação interna: A rotação interna ocorre quando a mão e o braço estão rodados internamente até que os epicôndilos do úmero distal estejam perpendiculares ao chassi, colocando o úmero em uma posição lateral verdadeira. A palma da mão está voltada para trás, ou posteriormente o suficiente para posicionar os epicôndilos perpendiculares ao chassi (Fig. 5.18). A incidência AP do ombro obtida na posição de rotação interna é portanto uma posição lateral do úmero na qual o tubérculo maior (A) está rodado em relação às faces anterior e medial da porção proximal do úmero. O tubérculo menor (B) é visto no perfil medialmente. Rotação neutra: A incidência obtida com a rotação neutra do ombro, como aquela que é realizada na vítima de traumatismo quando as incidências em rotação não podem ser feitas, geralmente posiciona os epicôndilos do úmero dista! em um ângulo de cerca de 45° ern relação ao chassi. Isso resulta em uma posição oblíqua do úmero situada a 45° quando a palma da mão está voltada para dentro, contra a coxa. A posição neutra é portanto intermediária entre as posições externa e interna, colocando o tubérculo maior anteriormente, mas ainda lateral em relação ao tubérculo menor, conforme visto na radiografia da Fig. 5.21.

174- PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR
Posicionamento. Considerações sobre Técnica e Uso de Protetores As considerações gerais sobre o posicionamento da porção proximal do úmero e da cintura escapular (clavícula e escápula) são similares àquelas que envolvem os outros procedimentos relacionados aos membros superiores e inferiores. Considerações Técnicas Os ombros dos adultos geralmente medem entre 10 a 15 cm, o que torna necessário o uso de uma grade e outras considerações técnicas arroladas adiante. Crianças e adultos magros podem ter ombros com menos de 10 cm, necessitando de ajustes no fator de exposição sem o uso das grades. As articulações AC geralmente medem menos que 10 cm, exigindo assim menor kVp (65-70), sem o uso das grades. Ombro adulto médio: 1. kVp média, 70-80 usando grades se > 10 cm (se for < 10 cm ,usar 65-70 kVp sem grades) 2. mA maior, com tempos de exposição curtos 3. Ponto focal pequeno 4. Centralizar célula para o ajuste automático de exposição se for utilizado (técnicas manuais seriam recomendadas com certas incidências) 5. mAs adequado para a obtenção de densidade suficiente (para a visualização dos tecidos moles, margens ósseas e trama trabeculada de todos os ossos) 6. Quando forem utilizadas técnicas de grade, recomenda-se a combinação de écran/filme de velocidade 400 7. Utilizar uma DFoFi de 40 a 44 polegadas (100 a 110 cm); exceto para as articulações AC, que exigem uma DFoFi de 72 polegadas(180 cm), de forma a reduzir a divergência do feixe Proteção Gônadas: Em geral, a proteção gonadal é importante pa!a a realização de radiografias do membro superior, por causa da proximidade de certas partes do membro superior (como a mão ou o punho) das gônadas, quando obtidas em decúbito dorsal. A relação entre o feixe de raios X divergentes e a região pélvica quando o paciente está sentado com o tronco ereto também torna necessária a proteção das gônadas. Entretanto, cobrir a região pélvica sempre que possível em todos os procedimentos é uma boa prática e reduz a preocupação do paciente.Tireóide, pulmões e mamas: A radiografia da região do ombro pode resultar na exposição da tireóide, das regiões pulmonares e das mamas a doses potencialmente significativas de radiação. Trata-se de órgãos radiossensíveis que apresentam um risco relativo de se tornarem cancerosos quando comparados ao corpo inteiro em termos de doses efetivas (veja Capo 1, p. 55). Portanto, uma colimação rigorosa da área de interesse é muito importante, além do uso de protetores (escudos)de contato sobre as partes dos campos pulmonares, mamas e tireóide que não interfiram na área de interesse. Aplicações Pediátricas Em geral, as rotinas para o exame radiográfico da cintura escapular não variam entre pacientes adultos e pediátricos, embora seja essencial a redução da técnica de exposição para compensar a reduzida quantidade e densidade de tecido. A movimentação do paciente é importante na radiografia pediátrica. A imobilização será necessária em muitos casos para auxiliar a criança a manter a posição correta. Suportes e fita adesiva são muito úteis, mas sacos de areia devem ser usados com cuidado por causa do seu peso. Os pais são freqüentemente solicitados a auxiliar no exame radiográfico de seus filhos. Se a presença dos pais for permitida na sala de radiologia durante a exposição, o uso correto de protetores tem de ser garantido. O técnico deve falar com a criança de forma tranqüila, usando uma linguagem que a criança consiga compreender, para obter o máximo de cooperação. Aplicações Geriátricas É essencial oferecer instruções claras e completas para que o paciente idoso possa colaborar. A rotina dos exames da cintura escapular pode ser alterada, de acordo com a condição física do paciente idoso. Pode ser necessário reduzir a técnica radiográfica por causa das patologias destrutivas que freqüentemente acometem os idosos. Modalidades ou Procedimentos Alternativos ARTROGRAFIA A artrografia é freqüentemente solicitada para a obtenção de imagens das patologias dos tecidos moles, como roturas do manguito rotador. Esse procedimento, que é descrito com maiores detalhes no Capo 21, exige o uso de contraste radiográfico injetado na cápsula articular em condições estéreis e sob fluoroscopia. TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA E RESSONÂNCIA MAGNÉTICA A tomografia computadorizada (Te) e a ressonância magnética (RM) do ombro são muitas vezes solicitadas para a avaliação do

comprometimento da parte óssea e dos tecidos moles. As imagens de TC obtidas em cortes transversais também são excelentes para a determinação da extensão das fraturas. A RM é útil no diagnóstico de rotura do manguito rotador, com ou sem o uso de contraste. MEDICINA NUCLEAR A cintilografia óssea é útil na detecção de osteomielite, lesões ósseas metastáticas e celulite. Esse exame consegue detectar patologias nas primeiras 24 horas após o início do quadro. A medicina nuclear é mais sensível que a radiografia porque avalia a fisiologia do órgão envolvido, em vez da anatomia. ULTRA-SONOGRAFIA (US) A US é útil na obtenção de imagens das estruturas musculoesqueléticas de articulações como o ombro para a avaliação dos tecidos moles. Roturas do manguito rotador, lesões da bolsa articular e rotura ou lesão de nervos, tendões ou ligamentos podem ser visualizadas. Esses estudos podem ser complementares aos estudos mais caros de ressonância magnética. A US também permite a avaliação dinâmica durante os movimentos articulares.

175- PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR
Indicações em Patologias As indicações envolvendo a cintura escapular com as quais todo radiologista deve estar familiarizado incluem as seguintes: Luxação acromioclavicular (AC): A porção distal da clavícula está, geralmente, deslocada para cima. Essa lesão está mais freqüentemente relacionada à queda. A lesão de Bankart é uma fratura da borda ântero-inferior da glenóide. A bursite é uma inflamação da bolsa ou bolsas preenchidas por líquido envolvendo as articulações. Geralmente está associada à formação de calcificação nos tendões associados, causando dor e limitação do movimento articular. O defeito de HiII-Sachs é uma fratura por compressão da superfície articular da cabeça do úmero, muitas vezes associada a luxação anterior da cabeça do úmero. A capsulite adesiva crônica idiopática (ombro congelado) é um distúrbio que acomete a articulação do ombro causado pela inflamação crônica no interior e em torno da articulação, caracterizada por dor e limitação da movimentação. (/diopático significa "de causa desconhecida".) A síndrome do "impacto" é o impacto do tendão do m. supra-espinhoso no acrômio anterior quando o braço está abduzido. Osteoartrite: Conforme descrito no Capo 4, a osteoartrite também é conhecida como doença articular degenerativa (DAD), uma doença articular não-inflamatória caracterizada pela deterioração gradual da cartilagem articular com formação óssea hipertrófica. A DAD é o tipo mais comum de artrite, sendo considerada uma parte normal do processo de envelhecimento. Geralmente ocorre em pessoas com mais de 50 anos de idade, obesos crônicos e atletas. A osteoporose e as fraturas associadas são a conseqüência de uma redução da quantidade de osso ou atrofia do tecido esquelético. A osteoporose ocorre em mulheres após a menopausa e nos homens idosos, resultando em redução do número e da espessura das trabéculas ósseas. A maioria das fraturas que ocorre em mulheres acima dos 50 anos de idade é secundária à osteoporose. A artrite reumatóide é uma doença sistêmica crônica com alterações inflamatórias ocorrendo em todos os tecidos conjuntivos do organismo. A rotura do manguito rotador é uma lesão traumática em um ou mais dos músculos que compõem o manguito rotador - redondo menor, supra-espinhoso, infra-espinhoso e subescapular. As roturas do manguito rotador limitam a amplitude de movimento do ombro. A tendinite é uma condição inflamatória do tendão, geralmente resultando de um esforço físico. SUMÁRIO DAS INDICAÇÕES PATOLÓGICAS Articulações AC em Luxação da posição ortostática, articulação AC bilateral AP com rotação interna,Y Lesão de Bankart escapular, West Point ou Grashey AP e lateral do ombro Bursite

Alargamento do espaço Nenhum da articulação AC Fratura envolvendo borda glenóide a Nenhum Nenhum

Defeito de Hill-Sachs Capsulite adesiva crônica idiopática (Ombro congelado) Síndrome do impacto Osteoartrite Osteoporose (Fraturas resultantes) Artrite reumatóide Rotura do manguito Rotador Tendinite

Espaço articular preenchido com líquido com possível calcificação AP com rotação interna, Fratura por compressão rotação lateral exagerada, e possível luxação lateral axilar ou West Point anterior da cabeça do úmero AP e lateral do ombro Possível calcificação ou outras anormalidades do espaço articular Método de Neer com Y Esporões subacromiais escapular AP e lateral do ombro Estreitamento do espaço articular AP e lateral do ombro Córtex ósseo de espessura reduzida AP e lateral do ombro Desaparecimento do espaço articular Artrografia e/ou RM Lesões na musculatura Método de Neer e/ou RM Tendões calcificados

Nenhum

Nenhum Nenhum Diminuição ( - ) Diminuição ( - ) Diminuição ( - ) Nenhum Nenhum

'Depende do estágio ou da gravidade da doença ou condição.

176- PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR
INFORMAÇÕES DE PESQUISAS Veja o Apêndice ao final do livro para a consulta das diferenças regionais específicas e mudanças em 1999 comparadas com as pesquisas de 1995 e 1989. O conhecimento das rotinas mais comuns e recentes, bem como das incidências especiais utilizadas nas várias partes do país, ajudará os estudantes a compreender a necessidade de aprender essas incidências ou posições, mesmo que elas não sejam empregadas na sua instituição. Dessa forma, eles estarão preparados para atuar em qualquer lugar que escolham para trabalhar. Por exemplo, a incidência oblíqua apical e a incidência ínferosuperior de West Point do ombro são empregadas com o dobro da freqüência no Oeste e Meio-Oeste dos Estados Unidos, em relação ao Leste do mesmo país e do Canadá. RESUMO DOS RESULTADOS DAS PESQUISAS Ombro: A rotina para ombro (excetuando-se o traumatismo agudo) continua sendo representada pelas incidências em AP, rotação interna e externa, tanto nos Estados Unidos como no Canadá. A segunda rotina mais comum para o ombro excetuando-se traumatismo foi a oblíqua posterior para a cavidade glenóide (método de Grashey), que metade referiu como procedimento de rotina e metade referiu como incidência especial. Esse fato foi consistente em todas as regiões dos Estados Unidos e do Canadá. A incidência tangencial para o sulco bicipital (método de Fisk) foi a incidência especial para ombro mais utilizada. Como mencionado acima, a incidência oblíqua apical e a West Point do ombro (nova para esta edição) foram muito menos comuns no Leste dos Estados Unidos e do Canadá quando comparadas com o Oeste e o Meio-Oeste dos Estados Unidos. A rotina de ombro para traumatismo agudo continua a incluir a incidência AP com rotação neutra. A incidência lateral em Y escapular é um pouco mais freqüente que a lateral transtorácica nos EUA, sendo muito mais comum no Canadá. Essa tendência para o uso da incidência lateral em Y escapular como parte da rotina lateral do ombro traumático continuou nos EUA por 10 anos (1999-78%, 1995-62%, 1989-41 %). Clavícula: A rotina para a clavícula continua a ser composta tanto pela incidência AP a 0° (90% nos EUA, 96% no Canadá) como pela incidência AP com ângulo cefálico de 15° a 30° (91 % nos EUA, 98% no Canadá). As incidências AP a 0° caudal a 15°-30° são usadas como rotina em apenas 18% nos EUA e 5% no Canadá. Escápula: A rotina mais usada para a escápula é composta pela incidência AP (97%-99%) e pela incidência ortostática lateral oblíqua anterior (76% a 79%). A posição lateral oblíqua posterior é rotina em 51% nos EUA e 44% no Canadá. Esse achado é consistente nos EUA em geral, tanto na avaliação de 1999 como nas pesquisas anteriores. Articulações AC: A incidência AP bilateral ortostática com e sem pesos continua a ser a rotina (92%-96%), com o método do "paciente segurando os pesos" sendo o mais comum (57% nos EUA e 62% no Canadá). O método alternativo de fixar pesos aos punhos com os braços e as mãos relaxados (método recomendado veja a p. 189) surpreendentemente é a rotina em apenas 9% nos EUA e 4% no Canadá. (Esse fato pode ser devido a um equívoco com a pergunta de avaliação por parte daqueles que responderam à pesquisa.) Procedimentos Operacionais Padronizados e Especiais Algumas incidências básicas e especiais do ombro, clavícula, articulações AC e escápula são demonstradas e descritas nas páginas seguintes como sugestão de procedimentos ou

rotinas básicas padronizadas ou especiais. INCIDÊNCIAS BÁSICAS As incidências básicas ou padronizadas, algumas vezes chamadas de incidências de rotina ou rotinas departamentais, são aquelas comumente obtidas na maioria dos pacientes que colaboram e são capazes de cooperar com o procedimento. INCIDÊNCIAS ESPECIAIS As incidências especiais são um recurso adicional para se detectar melhor certas condições patológicas ou partes específicas do corpo. INCIDÊNCIAS BÁSICAS E ESPECIAIS Clavícula BÁSICA AP e axial AP -188 Escápula BÁSICA AP -191 Lateral Ortostática- 192 Em decúbito -193 Ombro (rotina básica, excetuando-se traumatismo) BÁSICA AP em rotação externa (AP) -177 AP em rotação interna (lateral)- 178 ESPECIAL Ombro (rotina para traumatismo) BÁSICA AP em rotação neutra (AP) -183 Lateral transtorácica -184 (método de Lawrence) ou Lateral em Y escapular -185 ESPECIAL Incidência tangencial saída supra-espinhal -186 (método de Neer) Oblíqua apical--187 (método de Garth) Axial infero-superior (método de Lawrence)- 179 Axial infero-superior (método de West Point)180 Oblíqua posterior - cavidade glenóide (método de Grashey) -181 Incidência tangencial - sulco intertubercular (método de Fisk) 182 Articulações AC BÁSICA AP bilateral com pesos e AP bilateral sem pesos189 o

177- PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR INCIDÊNCIA AP – ROTAÇÃO EXTERNA: OMBRO (EXCETUANDO-SE TRAUMATISMO) Porção Proximal do Úmero em AP.
Advertência: Não tente rodar o braço se houver suspeita de fratura ou luxação (veja a rotina para traumatismo). Patologias Demonstradas Fraturas e/ou luxações da porção proximal do úmero e cintura escapular são demonstradas. Essa incidência pode revelar depósitos de cálcio no interior dos músculos, tendões ou estruturas da bolsa. Algumas patologias, como a osteoporose e a osteoartrite, também podem ser evidenciadas. Ombro (excetuando-se o traumatismo) BÁSICA AP em rotação externa (AP) AP em rotação interna (Iaterais) Fatores Técnicos Tamanho do filme - 24 x 30 cm (10 x 12 polegadas), em sentido transversal (ou em sentido longitudinal para mostrar uma região maior do úmero, se a lesão incluir a metade proximal do úmero) Grade móvel ou estática Limite de 70 :t 5 kVp . Técnica e dose: em k' Uso de Protetores Proteja a região pélvica. Posição do Paciente Obtenha a radiografia com o paciente em decúbito dorsal ou ereto. (A posição ortostática é geralmente menos dolorosa para o paciente se a condição o permitir.) Rode o corpo um pouco na direção do lado afetado se necessário, para colocar o ombro em contato com o chassi ou com a tampa da mesa. Posição das Partes tE Posicione o paciente de forma que a articulação escapuloumeral esteja no centro do chassi. Abduza discretamente o braço estendido, então rode o braço externamente (mão em supinação) até que os epicôndilos do úmero dista! estejam em paralelo com o chassi. Raio Central (RC) O RC deve estar perpendicular ao chassi, direcionado para 1cm) polegada (2,5cm abaixo do processo coracóide (veja a Observação). DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm) Colimação A colimação deve ser feita nos quatro lados, com as bordas lateral e superior ajustadas para as margens dos tecidos moles. Respiração Suspenda a respiração durante a exposição. Observação: O processo coracóide pode apresentar dificuldade para apalpação direta na maioria dos pacientes, mas pode ter sua localização aproximada estabelecida pelo ponto situado cerca de 3/4 de polegada (2 cm) inferiormente à porção lateral da clavícula palpada com maior facilidade. Critérios Radiográficos Estruturas Mostradas: . Na incidência AP da porção proximal do úmero, dois terços laterais da clavícula e escápula superior são mostrados, incluindo a relação entre a cabeça do úmero e a cavidade glenóide. Posição: A rotação externa completa é evidenciada pelo tubérculo maior visualizado em perfil completo na face lateral da porção proximal do úmero. O tubérculo menor se superpõe à cabeça do úmero. Colimação e RC: A colimação deve ser visível nos quatro lados da área do ombro afetado. O RC e o centro do campo de colimação devem estar na articulação escapuloumeral. Critérios de Exposição: A combinação adequada de densidade e contraste sem nenhuma movimentação mostrará as impressões trabeculares ósseas de forma clara e definida, permitindo a visualização de detalhes dos tecidos

moles para avaliação de possíveis depósitos de cálcio.

178- PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR
INCIDÊNCIA AP- ROTAÇÃO INTERNA: OMBRO (EXCETUANDO-SE TRAUMATISMO) - Porção Proximal do

Úmero Lateral

Advertência: Não tente rodar o braço se houver suspeita de fratura ou luxação (veja a rotina para traumatismo). Patologias Demonstradas Fraturas e/ou luxações da porção proximal do úmero e cintura escapular podem demonstrar depósitos de cálcio no interior dos músculos, tendões ou estruturas da bolsa. Algumas patologias como a osteoporose, a osteoartrite e tumores ósseos também podem ser demonstrados. Ombro (excetuando-se o traumatismo) BÁSICA AP em rotação externa (AP) AP em rotação interna (lateral) Fatores Técnicos Tamanho do filme - 24 x 30 cm (10 x 12 polegadas), no sentido transversal (ou no sentido longitudinal para mostrar uma região maior do úmero, se a lesão incluir a metade proximal do úmero) Grade móvel ou estática Limite de 70 :!: 5 kVp Técnica e dose: em kVp mAs Uso de Protetores Proteja a região pélvica. Posição do Paciente Obtenha a radiografia com o paciente em decúbito dorsal ou ereto. (A posição ortostática é geralmente menos dolorosa para o paciente, se a condição o permitir.) Rode o corpo um pouco na direção do lado afetado se necessário, para colocar o ombro em contato com o chassi ou o tampo da mesa. Posição das Partes E8 Posicione o paciente de forma que a articulação escapuloumeral esteja no centro do chassi. Abduza discretamente o braço estendido, então rode o braço internamente (mão em pronação) até que os epicôndilos do úmero distal estejam perpendiculares ao chassi. Raio Central O RC deve estar orientado perpendicularmente ao chassi, direcionado para 1 polegada (2,5 cm) abaixo do processo coracóide (veja a Observação na página anterior). DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm) Colimação A colimação deve ser feita nos quatro lados, com as bordas lateral e superior ajustadas para as margens dos tecidos moles. Respiração Suspenda a respiração durante a exposição. Critérios Radiográficos Estruturas Mostradas: . Na incidência lateral da porção proximal do úmero são mostrados os dois terços laterais da clavícula e a porção superior da escápula, incluindo a relação entre a cabeça do úmero e a cavidade glenóide. Posição: . A rotação externa completa é evidenciada pelo tubérculo menor visualizado em perfil completo na face medial da cabeça do úmero. . Um contorno do tubérculo maior deve ser visualizado superpondo-se à cabeça do úmero. Colimação e RC: . A colimação deve ser visível nos quatro lados da área do ombro afetado. . O RC e o centro do campo de colimação devem estar na articulação escapuloumeral. Critérios de Exposição: . A combinação adequada de densidade e contraste sem nenhuma movimentação mostrará o trabeculado ósseo de forma clara e definida, permitindo a visualização de detalhes dos tecidos

moles para avaliação de possíveis depósitos de cálcio. 179- PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR INCIDÊNCIA AXIAL ÍNFERO- SUPERIOR: OMBRO (EXCETUANDO-SE TRAUMATISMO)- Método de Lewerece Advertência: Não tente rodar o braço se houver suspeita de fratura ou luxação (veja a rotina para traumatismo). Patologias Demonstradas Fraturas e/ou luxações da porção proximal do úmero; também pode demonstrar osteoporose, osteoartrite e o defeito de Hill-Sachs com uma rotação exagerada. Ombro (excetuando-se o traumatismo) ESPECIAL Axial ínfero-superior (método de Lawrence) Fatores Técnicos Tamanho do filme - 18 x 24 cm (8 x 10 polegadas), no sentido transversal. Grade estática (com o RC orientado para a linha central da grade, em sentido transversal, para prevenir o corte da grade por causa do ângulo do RC) . limite de 70 :!: 5 kVp . Técnica e dose: Uso de Protetores Coloque um protetor de chumbo sobre a pelve e regiões radiossensíveis. Posição do Paciente Coloque o paciente em decúbito dorsal com o ombro elevado a cerca de 2 polegadas (5 cm) do tampo da mesa, usando um suporte abaixo do braço e do ombro para colocar a parte do corpo próxima ao centro do chassi.

Posição das Partes

Mova o paciente na direção da extremidade anterior do tampo da mesa e coloque um suporte para o braço voltado contra a extremidade da mesa, de modo a sustentar o braço abduzido. Rode a cabeça para o lado oposto, coloque o chassi vertical na mesa o mais próximo possível do pescoço e sustente com sacos de areia. Abduza o braço a 90° do corpo se possível; mantenha em rotação externa, com a palma da mão voltada para cima e suportes sob o braço é a mão.

Raio Central

Direcione o RC medialmente entre 25° e 30°, orientado horizontalmente em relação à axila e à cabeça do úmero. Se a abdução do braço for menor que 90°, o ângulo medial do RC também deve ser diminuído para 15° a 20° se possível. - DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm). Colimação A colimação deve ser próxima, nos quatro lados. Respiração Suspenda a respiração durante a exposição. Uma posição alternativa é a rotação externa exagerada.* A luxação anterior da cabeça do úmero pode resultar em uma fratura de opressão da superfície articular da cabeça do úmero, chamada de defeito de Hill-Sachs. Essa lesão é mais bem demonstrada com a rotação externa exagerada, quando o primeiro quirodádilo está apontado para baixo e posteriormente, a cerca de 45°. Critérios Radiográficos Estruturas Mostradas:Uma incidência lateral da porção proximal do úmero em relação com a cavidade escapuloumeral é mostrada. . O processo coracóide da escápula e o tubérculo menor do úmero serão vistos ern perfil. A espinha da escápula é vista logo abaixo da articulação escapulourneral. Posição: . O braço é visto abduzido a 90° em relação ao corpo. As bordas superior e inferior da cavidade glenóide devem estar diretamente superpostas, indicando o ângulo correto do Rc. Colimação e RC: A colimação deve ser visível nos quatro lados da área do ombro afetado. O RC e o centro do campo de colimação devem estar na axila e cabeça do úmero. Critérios de Exposição: . A combinação adequada de densidade e contraste

sern nenhuma movimentação mostrará o trabeculado ósseo de forma clara e definida. . As margens ósseas do acrômio e da parte distal da clavícula serão visíveis através da cabeça do úmero. _*RafertJA et aI: Axillary shoulder with exaggerated rotation: lhe Hill-Sachs defect, Radial Technal 62:1821,1990. 180- PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR INCIDÊNCIA AXIAL ÍNFERO-SUPERIOR: OMBRO (EXCETUANDO-SE TRAUMATISMO)-- Método de West Point Advertência: Não tente rodar o braço se houver suspeita de fratura ou luxação (veja a rotina para traumatismo). Patologias Demonstradas Realizada para patologias específicas como o defeito de Hill-Sachs e fraturas de Bankart. Ombro (excetuando-se o traumatlsmo) ESPECIAL Axial infero-superior (método de Lawrence) Axial infero-superlor (método de West Point) Fatores Técnicos Tamanho do filme - 18 x 24 cm (8 x 10 polegadas), no sentido transversal Suporte de chassi vertical (a grade não pode ser usada por causa do ângulo duplo do RC) limite de 70 :!:: 5 kVp . Técnica e dose: Uso de Protetores Proteja a região pélvica. Posição do Paciente Posicione o paciente em decúbito ventral sobre a mesa, com o ombro afetado elevado a cerca de 3 polegadas (7,5 cm) do tampo da mesa Posição das Partes Abduza o braço afetado a 90°, com o cotovelo fletido para permitir que o antebraço penda livremente ao lado da mesa. Rode a cabeça para o lado oposto da lesão, posicione o chassi em um suporte de chassi vertical e fixe-o sobre a superfície superior.do ombro. Raio Central O RC deve estar direcionado a 25° anteriormente (abaixo da horizontal) e 25° medialmente, passando através do centro da articulação escapuloumeral. DFoFi mínima de 10 polegadas (100 cm) Colimação A colimação deve ser feita nos quatro lados da área do ombro afetado. Respiração Suspenda a respiração durante a exposição. Critérios Radiográficos Estruturas Mostradas: . Uma incidência lateral da cintura escapular é mostrada. A face ântero-inferior da borda glenóide é bem evidenciada. A cabeça do úmero é vista sem superposição do processo coracóide. Posição: Com o cotovelo fletido e o antebraço relaxado, o braço do paciente deve ficar em rotação interna natural. O tubérculo menor será visto em perfil anteriormente. Colimação e RC:A colimação deve ser visível nos quatro lados da área do ombro afetado.O RC e o centro do campo de colimação devem estar na Critérios de Exposição; A combinação adequada de densidade e contraste sem nenhuma movimentação mostrará o trabeculado ósseo de forma clara e definida, bem como as partes moles. . A face distal do processo do acrômio deve ser parcialmente visível através da cabeça do úmero.

181- PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR---Método de Grashey Patologias Demonstradas Fraturas e/ou luxações da porção proximal do úmero e fraturas labiais ou da borda da glenóide são demonstradas; pode demonstrar uma fratura de Bankart e a integridade da articulação escapuloumeral; também pode evidenciar certas patologias como osteoporose e osteoartrite. Fatores Técnicos Tamanho do filme - 18 x 24 cm (8 x 10 polegadas), no sentido transversal. Grade móvel ou estática limite de 75 :!: 5 kVp Técnica e dose: Ombro (excetuando-se o traumatlsmo) ESPECIAL Axial infero-superior (método de Lawrence) Axial infero-superior (método de West Point) Oblíqua posterior (método de Grashey) Uso de Protetores Posicione um protetor de gônadas na região pélvica. Posição do Paciente Obtenha a radiografia com o paciente em decúbito dorsal ou ereto. (A posição ortostática é geralmente menos dolorosa para o paciente se a condição o permitir.) Posição das Partes Rode o corpo 35° a 45° na direção do lado afetado (veja a Observação abaixo). Se a radiografia for feita com o paciente em decúbito dorsal, coloque suportes sob o ombro e a costela elevada para manter essa posição. Centralize a articulação escapuloumeral em relação ao RC e ao chassi. Ajuste o chassi de forma que o topo do chassi esteja cerca de 2 polegadas (5 cm) acima do ombro e o lado do chassi esteja cerca de 2 polegadas (5 cm) da borda lateral do úmero. Abduza discretamente o braço em rotação neutra. Raio Central O RC deve estar perpendicular ao chassi, centralizado na articulação escapuloumeral, que está localizada cerca de 2 polegadas (5 cm) abaixo e medial à borda súpero-Iateral do ombro DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm) Colimação A colimação deve ser feita de modo que as bordas laterais e superior do campo luminoso estejam direcionadas para as margens dos tecidos moles. Respiração Suspenda a respiração durante a exposição. Observação: O grau de rotação irá variar dependendo do formato do ombro do paciente - arredondado ou achatado. No caso de dorso e ombro arredondados ou curvados, torna-se necessário um maior grau de rotação para posicionar o corpo da escápula paralelamente em relação ao chassi. Critérios Radiográficos Estruturas Mostradas: A cavidade glenóide deve ser vista em perfil sem a superposição da cabeça do úmero. Posição: O espaço da articulação escapuloumeral deve estar aberto. As bordas anterior e posterior da cavidade glenóide estão superpostas. Colimação e RC: A colimação deve ser visível nos quatro lados da área do ombro afetado. O RC e o centro do campo de colimação devem estar

na região central da articulação glenoumeral. Critérios de Exposição: A combinação adequada de densidade e contraste sem nenhuma movimentação mostrará o trabeculado ósseo de forma clara e definida, bem como as margens dos tecidos moles. Detalhes dos tecidos moles do espaço articular e da axila devem ser visualizados. 182- PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR INCIDÊNCIA TANGENCIAL – SULCO INTERTUBERCULAR (BICIPITAL): OMBRO ( EXCETUANDO-SE TRAUMATISMO)---Método de Fisk Patologias Demonstradas As patologias do sulco intertubercular, como osteofitos dos tubérculos umerais. Ombro (excetuando-se o traumatismo) ESPECIAL Axial infero-superior (método de Lawrence) Axial infero-superior (método de West Point) Oblíqua posterior (método de Grashey) . Incidência tangencial (método de Fisk) Fatores Técnicos Tamanho do filme - 18 x 24 cm (8 x 10 polegadas), no sentido transversal Chassi de tela detalhada, sem a grade limite de 60 :!: 5 kVp Técnica e dose: Uso de Protetores Proteja a região pélvica. Posição do Paciente e do Raio Central: Ortostática (método de Fisk): O paciente em posição ortostática inclinando-se sobre o final da mesa com o ombro fletido, mantendo a superfície posterior do antebraço repousando sobre a mesa, com a mão em supinação, segurando o chassi e a cabeça voltada para o lado oposto da lesão (um protetor de chumbo posicionado entre o dorso do chassi e o antebraço reduz a dispersão posterior do chassi) O paciente discretamente inclinado para a frente, de modo a posicionar o úmero entre 1 0° e 15° em relação à vertical. . O RC perpendicular ao chassi, direcionado para a área do sulco, na parte central da margem anterior da cabeça do úmero (o sulco pode ser localizado pela palpação cuidadosa) Decúbito dorso! O paciente em decúbito dorsal, com o braço repousando ao lado do corpo e a mão em supinação O chassi vertical posicionado na mesa contra o ápice do ombro e contra o pescoço (a cabeça voltada para o lado oposto da lesão) RC orientado entre 10° e 15° posteriormente em relação à horizontal, direcionado para o sulco na parte central da margem anterior da cabeça do úmero DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm) Colimação A colimação deve ser feita próxima, nos quatro lados da região anterior da cabeça do úmero. Respiração Suspenda a respiração durante a exposição. Critérios Radiográficos Estruturas Mostradas: . A margem anterior da cabeça do úmero é vista em perfil. . Os tubérculos do úmero e o sulco intertubercular são vistos em perfil. Posição: . O ângulo correto de 10° a 15° em relação ao maior eixo do úmero mostrará o sulco intertubercular e os tubérculos em perfil, sem a superposição exercida pelo processo do acrômio. Colimação e RC: . A colimação deve ser visível nos quatro lados da área do ombro afetado.O RC e o centro do campo de colimação devem estar no sulco intertubercular. Critérios de Exposição: . A combinação adequada de densidade e contraste sem nenhuma movimentação mostrará o trabeculado ósseo de forma clara e definida. Também evidenciará todo o sulco intertubercular através dos tecidos moles, sem densidade excessiva

ou penetração exagerada.

183- PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR

Advertência: Não tente rodar o braço se houver suspeita de fratura ou luxação; mantenha o membro em rotação neutra, o que geralmente coloca o úmero em posição oblíqua. patologias Demonstradas Fraturas e/ou luxações da porção proximal do úmero e cintura escapular são demonstradas. Depósitos de cálcio no interior dos músculos, tendões ou estruturas da bolsa podem ser demonstrados. Algumas patologias como osteoporose e osteoartrite também podem ser evidenciadas. Ombro (traumatismo) BÁSICA AP (rotação neutra) . Lateral transtorácica ou Lateral em Y escapular Fatores Técnicos Tamanho do filme-24 x 30cm (10 x 12 polegadas), no sentido transversal (ou no sentido longitudinal para mostrar uma região maior do úmero, se a lesão incluir a metade proximal do úmero) Grade móvel ou estática limite de 70 :!: 5 kVp . Técnica e dose: Uso de Protetores Proteja a região pélvica. Posição do Paciente Obtenha a radiografia com o paciente em posição ortostática ou decúbito dorsal. (A posição ortostática é geralmente menos dolorosa para o paciente se a condição o permitir.) Rode o corpo um pouco na direção do lado afetado se necessário para colocar o ombro em contato com o chassi ou com o tampo da mesa. Posição das Partes Posicione o paciente de forma que a articulação escapuloumeral esteja no centro do chassi. Coloque o braço do paciente ao lado do corpo, em rotação neutra. (Os epicôndilos estão em geral orientados a aproximadamente 45° em relação ao plano do chassi.) Raio Central O RC deve estar perpendicular ao chassi, direcionado para a parte central da articulação escapuloumeral, que está cerca de 3/4 de polegada (2 cm) abaixo e discretamente lateral ao processo coracóide (veja a Observação).---DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm) Colimação A colimação deve ser feita nos quatro lados, com as bordas lateral e superior ajustadas para as margens dos tecidos moles. Respiração Suspenda a respiração durante a exposição. Observação: O processo coracóide pode apresentar dificuldade para a palpação direta na maioria dos pacientes, mas pode ter sua localização aproximada estabelecida pelo ponto situado cerca de 3/4 de polegada (2 cm) abaixo da porção lateral da clavícula palpada com maior facilidade. Além disso, a articulação escapuloumeral é geralmente encontrada na base da depressão côncava localizada medialmente em relação à cabeça do úmero. Critérios Radiográficos Estruturas Mostradas: O terço proximal do úmero, escápula superior e dois terços laterais da clavícula são mostrados, incluindo a relação entre a cabeça do úmero e a cavidade glenóide. Posição: Com a rotação neutra, tanto o tubérculo maior como o menor estarão em sua maior parte superpostos pela cabeça do úmero. Colimação e RC: . A colimação deve ser visível nos quatro lados da área do ombro afetado.O RC e o centro do campo de colimação devem estar na região

central da articulação escapuloumeral. Critérios de Exposição: . A combinação adequada de densidade e contraste sem nenhuma movimentação mostrará o trabeculado ósseo de forma clara e definida. O contorno da face medial da cabeça do úmero será visível através da cavidade glenóide. Os detalhes dos tecidos moles devem ser visíveis, permitindo a avaliação de possíveis depósitos de cálcio.

184- PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR--- Método de Lawrence
Patologias Demonstradas Fraturas e/ou luxações do porção proximal do úmero. Ombro (traumatismo) BÁSICA AP (rotação neutra) Lateral transtorácica ou Lateral em Y escapular Fatores Técnicos Tamanho do filme - 24 x 30 cm (10 x 12 polegadas), no sentido longitudinal Grade móvel ou estática, vertical, com o RC orientado para a linha central limite de 75 :t 5 kVp Tempo de exposição mínimo de 3 segundos com a técnica de respiração (4 ou 5 segundos é aconselhável) em kV mAs Sk ML. Técnica e dose Uso de Protetores Proteja a região pélvica. Posição do Paciente Obtenha a radiografia com o paciente em decúbito dorsal ou ereto. (A posição ortostática é a preferida, que também pode ser mais confortável para o paciente.) Coloque o paciente em posição lateral, com o lado de interesse voltado contra o chassi. Com o paciente em decúbito dorsal, coloque linhas de grade verticalmente e oriente o RC para a linha central. de modo a prevenir o corte de grade. Posição das Partes Coloque o braço afetado ao lado do corpo do paciente em rotação neutra; permita a queda do ombro, se possível. Eleve o braço oposto e coloque a mão sobre a cabeça; eleve o ombro o máximo possível para impedir a superposição em relação ao ombro afetado. Centralize o colo cirúrgico e o centro do filme em relação ao RC, conforme projetado através do tórax. Assegure-se de que o tórax esteja em posição lateral verdadeira ou com discreta rotação anterior do ombro não-afetado para minimizar a superposição do úmero por vértebras torácicas. Raio Central O RC deve estar orientado perpendicularmente ao chassi, direcionado através do tórax para o colo cirúrgico (veja Observação). DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm) Colimação A colimação deve ser feita nos quatro lados da área de interesse. Respiração A técnica de respiração é preferível se o paciente puder cooperar. O paciente deve ser solicitado a fazer incursões respiratórias de pequena amplitude, sem mover o braço ou o ombro afetado. (Essa técnica permitirá uma melhor visualização da porção proximal do úmero por reduzir a nitidez das costelas e das estruturas pulmonares.) Observação: Se a dor impedir o paciente de promover a queda do ombro afetado e elevar o braço e ombro opostos, de modo a evitar a superposição de ombros, promova uma angulação do CR de 10° a 1 5° no sentido cefálico. Critérios Radiográficos Estruturas Mostradas: . Uma incidência lateral da metade proximal do úmero e da articulação glenoumeral deve ser visualizada através do tórax, sem a superposição do ombro oposto. Posição: . O contorno da diáfise da porção proximal do úmero deve ser claramente visualizado anteriormente às vértebras torácicas. . A relação entre a cabeça do úmero e a cavidade glenóide deve ser demonstrada. Colimação e RC: . A colimação deve ser visível nos quatro lados da área do ombro afetado. . O RC e o centro do campo de colimação devem estar no colo cirúrgico do úmero afetado. Critérios de Exposição: . A combinação adequada de densidade e contraste mostrará todo o contorno da cabeça do úmero e da metade proximal do úmero. As costelas sobrejacentes e as impressões pulmonares devem aparecer distorcidas por causa da técnica de respiração, mas os contornos ósseos do úmero devem aparecer com nitidez, indicando que não houve nenhuma movimentação do braço durante a exposição.

185- PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR INCIDENCIA LATERAL EM “Y” ESCAPULAR – POSIÇÃO OBLIQUA ANTERIOR OMBRO (TRAUMATISMO) Advertência: Não tente rodar o braço se houver suspeita de fratura ou luxação. Patologias Demonstradas Fraturas e/ou luxações da porção proximal do úmero e da escápula são demonstradas. A cabeça do úmero será vista abaixo do processo coracóide nas luxações anteriores. No caso de luxações posteriores (mais raras), a cabeça do úmero será vista abaixo do acrômio. Ombro (traumatlsmo) BÁSICA AP (rotação neutra) Lateral transtorácica ou Lateral em Y escapular Fatores Técnicos Tamanho do filme - 24 x 30 cm (10 x 12 polegadas). no sentido longitudinal Grade móvel ou estática Não se recomenda o uso do controle automático de exposição Chassi digital- é necessária uma colimação muito rigorosa Limite de 75 :!: 5 kVp Técnica e dose: Uso de Protetores Proteja a região pélvica. Posição do Paciente Obtenha a radiografia com o paciente ereto ou em decúbito. (A posição ortostática é geralmente mais confortável para o paciente.) Posição das Partes E8 . Promova rotação para uma posição oblíqua anterior, como se fosse para uma incidência lateral de escápula, com o paciente olhando para o chassi. A maioria dos pacientes estará em uma posição oblíqua de 45° a 60°. Palpe as bordas escapulares para determinar a rotação correta em uma posição lateral verdadeira da escápula. Centralize a articulação escapuloumeral em relação ao RC e ao centro do chassi. Abduza discretamente o braço, se possível, para evitar a superposição da porção proximal do úmero em relação às costelas; não tente rodar o braço. Raio Central O RC deve estar orientado perpendicularmente ao chassi, direcionado para a articulação escapuloumeral (2 ou 2 1/2 polegadas (5 ou 6 cm) abaixo do ápice do ombro) (veja a Observação). DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm) Colimação Faça a colimação nos quatro lados da área de interesse. Respiração Suspenda a respiração durante a exposição. Observação: Se a condição do paciente necessitar, essa incidência lateral em Y escapular pode ser obtida com o paciente em decúbito na posição oblíqua posterior oposta, com o ombro afetado elevado. (Veja p. 193, porção lateral da escápula em decúbito.) Critérios Radiográficos Estruturas Mostradas: . Uma incidência lateral verdadeira da escápula, porção proximal do úmero e da articulação escapuloumeral. Posição: . O fino corpo da escápula deve ser visto ao final, sem a superposição das costelas. O acrômio e os processos coracóide devem aparecer como os ramos superiores do Y, quase simétricos. . A cabeça do úmero deve aparecer superpondo-se à base do Y, se o úmero não estiver deslocado. Colimação e RC: . A colimação deve ser visível nos quatro lados da área do ombro afetado. . O RC e o centro do campo de colimação devem estar na cabeça do úmero e na região do colo cirúrgico. Critérios de Exposição: . A combinação adequada de densidade e contraste sem nenhuma movimentação permitirá a clara visualização

das margens ósseas e do contorno do corpo da escápula através da porção proximal do úmero. 186- PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR INCIDENCIA TANGECIAL – SAÍDA SUPRA ESPINHAL: OMBRO (TRAUMATISMO)- Método de Neer Fatores Técnicos Tamanho do filme - 24 x 30 cm (10 x 12 polegadas), no sentido longitudinal Grade móvel ou estática Limite de 75 :!: 5 kVp Não se recomenda o uso de controle automático de exposição Técnica e dose: Advertência: Não tente rodar o braço se houver suspeita de fratura ou luxação. Patologias Demonstradas Fraturas e/ou luxações da porção proximal do úmero e da escápula; demonstra especificamente o arco coracoacromial para a região da saída supra-espinhal, permitindo a avaliação de possível impacto do ombro*t Ombro (traumatismo) ESPECIAL Saída supra-espinhal (método de Neer) Uso de Protetores Proteja a região pélvica. Posição do Paciente Obtenha a radiografia com o paciente ereto ou em decúbito. (A posição ortostática é geralmente mais confortável para o paciente.) Respiração Suspenda a respiração durante a exposição. Posição das Partes E8 Com o paciente olhando para o chassi, rode-o para uma posição oblíqua anterior como para a incidência lateral de escápula. A maioria dos pacientes estará em uma posição 45° a 60° anterior. Palpe as bordas escapulares para determinar a rotação correta. Centralize a articulação escapuloumeral em relação ao RC e ao centro do chassi. Abduza discretamente o braço, de modo que não haja superposição a porção proximal do úmero sobre as costelas; não tente rodar o braço. Raio Central O RC necessita de um ângulo orientado de 10° a 15° caudalmente, c centralizado posteriormente, de modo a passar através da margem superior da cabeça do úmero DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm) Colimação A colimação deve ser feita nos quatro lados da área de interesse. Critérios Radiográficos Estruturas Mostradas: . A porção proximal do úmero superpondo-se ao corpo da escápula, cuja terminação deve ser vista sem a superposição das costelas. Posição: . O acrômio e o processo coracóide devem aparecer como os ramos superiores do Y, quase simétricos. . A cabeça do úmero deve aparecer centralizada e superpondo-se em relação à fossa glenóide, logo abaixo da região da saída supra-espinhal. . A região da saída supra-espinhal aparecerá aberta, livre de superposição da cabeça do úmero. Colimação e RC: . A colimação deve ser visível nos quatro lados da área do ombro afetado. . O RC e o centro do campo de colimação devem estar na região da saída supra-espinhal. Critérios de Exposição: . A melhor combinação de densidade e contraste mostrará a aparência em forma de Y da porção lateral da escápula superior superposta pela cabeça do úmero, com os contornos do corpo da escápula visíveis através do úmero. As margens ósseas aparecerão com nitidez, indicando que não houve movimentação.

187- PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR--- Método de Garth Patologias Demonstradas Trata-se de uma boa incidência usada no traumatismo para avaliação de possíveis luxações da articulação escapuloumeral (especialmente luxações posteriores), fraturas glenóides, lesões de Hill-Sachs e calcificações dos tecidos moles. Ombro (traumatismo) ESPECIAL Saída supraespínhal (método de Neer) Oblíqua apical método de Garth) Fatores Técnicos Tamanho do filme - 18 x 24 cm (8 x 10 polegadas), no sentido longitudinal Grade móvel ou estática Chassi digital - é necessária uma colimação muito próxima limite de 75 :t 5 kVp Técnica e dose: Uso de Protetores Proteja a região pélvica. Posição do Paciente Obtenha a radiografia com o paciente em decúbito dorsal ou ereto. (A posição ortostática é geralmente menos dolorosa se a condição do paciente o permitir.) Rode o corpo 45° em direção ao lado afetado (superfície posterior do ombro afetado contra o chassi). Posição das Partes EE Centralize a articulação escapuloumeral em relação ao RC e ao chassi. . Ajuste o chassi de modo que o RC que incide com angulação de 45° projete a articulação escapuloumeral no centro do chassi. Flexione o cotovelo e coloque o braço sobre o tórax. No caso de trauma, mantenha o braço ao lado do corpo, da forma que o paciente se apresentou. Raio Central O RC deve estar orientado a 45° caudalmente, centralizado na articulação escapuloumeral DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm) Colimação A colimação deve ser feita próxima à área de interesse. Respiração Suspenda a respiração durante a exposição. Critérios Radiográficos Estruturas Mostradas: . A cabeça do úmero, a cavidade glenóide, o colo e a cabeça da escápula são bem demonstrados, livres de superposição. Posição: . O processo coracóide é projetado sobre parte da cabeça do úmero, que aparece alongada. . O acrômio e a articulação AC estão projeta dos superiormente em relação à cabeça do úmero. Colimação e RC: . A colimação deve ser visível nos quatro lados da área do ombro afetado. . O RC e o centro do campo de colimação devem estar orientados para a articulação escapuloumeral. Critérios de Exposição: . A combinação adequada de densidade e contraste sem nenhuma movimentação mostrará o trabeculado ósseo de forma clara e definida, bem como detalhes dos tecidos moles para avaliação de possíveis Calcificações.
'Sloth C, Lundgren JS: The apical oblique radiograph in examination of acute shoulder trauma,EuropJRadio/9:147-151,1989. tGarth WP Jr., Slappey CE, Ochs CW: Roentgenographic demonstration of instability of lhe shoulder: lhe apical oblique projedion, Bane Jaint Surg 66-A: 1450-1453, 1984.

188- PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR INCIDÊNCIA EM AP E AP AXIAL: CLAVICULA
Patologias Demonstradas Fraturas e/ou luxações da clavícula são demonstradas. Clavícula BÁSICA AP e axial AP As rotinas departamentais freqüentemente incluem as incidências em AP e AP axial. Fatores Técnicos Tamanho do filme - 2'4 x 30 cm (10 x 12 polegadas), no sentido transversal Grade móvel ou estática Não é recomendado o uso do controle automático de exposição Chassi digital - necessita de colimação muito próxima limite de 70 : Técnica e dose: Posição do Paciente Obtenha a radiografia com o paciente em decúbito dorsal ou ereto com os braços ao lado do corpo, queixo elevado e olhando para a frente. A região posterior do ombro deve estar em contato com o chassi ou o tampo da mesa, sem rotação do corpo. Posição das Partes Centralize a clavícula em relação ao chassi e ao RC (A clavícula pode ser facilmente palpada com a sua face medial na incisura jugular e a porção lateral na articulação AC, acima do ombro.) Raio Central AP: O RC deve estar perpendicular em relação à parte central da clavícula. AP axial/: O RC deve estar orientado de 15° a 30° no sentido cefálico em relação à região central da clavícula (veja Observação abaixo). DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm) Colimação A colimação deve ser feita na área da clavícula. (Certifique-se de que tanto a articulação acromioclavicular como a esternoclavicular estejam incluídas.) Respiração Suspenda a respiração no fim da inspiração (ajuda a elevar as clavículas). PA alternativo: A radiografia também pode ser obtida em uma incidência em PA e/ou PA axial com um ângulo caudal entre 15° e 20°. Observação: Pacientes longilíneos exigem uma angulação de 10° 15° maior que os pacientes com ombros e tórax largos (hiperestênicos) Sumário dos Critérios Radiográficos AP 0°: Os limites da colimação devem ser visíveis com a clavícula inteiramente visualizada, incluindo tanto as articulações AC quanto as articulações esternoclaviculares. Axial AP: A correta angulação do RC projetará a maior parte da clavícula sobre a escápula e as costelas. Apenas a porção media I da clavícula estará superposta pela primeira e segunda costelas. . A exposição adequada mostrará a clavícula distal e a articulação AC sem densidade excessiva. As margens ósseas e o trabeculado devem aparecer com aspecto nítido, indicando que não houve movimentação. A região media! da clavícula e a articulação esternoclavicular também devem ser visualizadas através do tórax.

189- PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR INCIDÊNCIA AP- ARTICULAÇÃO AC- -Bilateral Com e Sem Pesos Advertência: As incidências para ombro e/ou clavícula devem ser realizadas primeiro para excluirfraturas. Alternativamente, pode-se realizar a radiografia sem o uso dos pesos e analisa-las, antes de se obter as incidências com os pesos. patologias Demonstradas A separação da articulação acromioclavicular é demonstrada. Um alargamento do espaço articular, quando comparado à outra incidência com pesos, geralmente indica uma separação da articulação AC Articulações AC BÁSICA AP bilateral com pesos e AP bilateral sem pesos Fatores Técnicos Tamanho do filme - 35 x 43 cm (14 x 17 polegadas), em sentido transversal, ou 7 x 17 polegadas (14 X 43 cm), se disponível Marcadores do tipo "com peso" e "sem peso" Sem o uso de grade Não é recomendado o uso de controle automático de exposição 65 :!: 5 kVp com tela; 65-70 kVp com grade em pacientes maiores Para pacientes de ombros largos, use dois chassis de 18 x 24 cm (8 x 10 polegadas) em sentido transversal posicionados de cada lado e expostos simultaneamente para incluir as duas articulações AC na mesma exposição Técnica e dose: Uso de Protetores Proteja a região gonadal ao redor da cintura. Posição do Paciente Obtenha a radiografia com o paciente na posição ortostática, com a região posterior dos ombros voltada para o chassi, usando pesos iguais em ambos os pés; braços posicionados ao lado do corpo; sem rotação dos ombros ou da pelve; olhando para a frente. (Pode ser obtida com o paciente sentado, se for necessário.) Duas radiografias das articulações AC são obtidas na mesma posição, uma sem pesos e a outra com pesos. Posição das Partes Posicione o paciente de modo a direcionar o RC para o ponto médio entre as articulações AC Centralize a linha média does) chassi(s) em relação ao RC (o topo do filme deve estar cerca de 2 polegadas ou 5 cm acima dos ombros). Raio Central O RC deve estar perpendicular em relação ao ponto médio entre as articulações AC, 1 polegada ou 2,5 cm acima da incisura jugular (veja a Observação abaixo). DFoFi mínima de 72 polegadas (180 cm) Colimação A colimação deve ser feita com um campo luminoso longo e estreito, sobre a área de interesse. O limite superior da luz deve estar direcionado para as margens dos tecidos moles da região superior do ombro. Respiração Suspenda a respiração durante a exposição. Pesos Após a realização da primeira exposição sem os pesos e da troca does) chassi(s), em pacientes adultos de grande estatura, fixe pesos de 1,6-2 kg em cada punho. Em seguida, com os ombros relaxados, cuidadosamente deixe que os pesos pendam dos punhos, rebaixando os braços e ombros. Pesos iguais devem ser usados em cada punho. Pesos menores (1-1,6 kg por membro) podem ser usados em pacientes de menor porte ou emagrecidos, e pesos maiores, em pacientes maiores. (Estude o protocolo do departamento para saber o peso a ser aplicado.) Observação: Os pacientes NÃO devem ser solicitados a segurar os pesos nas mãos. Os pesos devem ser fixados nos punhos de forma que as mãos, os braços e os ombros estejam relaxados para determinar uma possível separação da articulação AC O ato de segurar os pesos pode conduzir a resultados

falso-negativos, porque o paciente . tenderá a puxar os pesos, contraindo os músculos do ombro, em vez de relaxa-los.

190- PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR

INCIDÊNCIA AP: ARTICULAÇÕES AC – cont. Bilateral Com e Sem Pesos Incidência axial em AP alternativa: Um ângulo cefálico a 15° centrado no nível das articulações AC projeta a articulação AC superiormente em relação ao acrômio, proporcionando uma ótima visualização. Posição de decúbito dorsal alternativa: Se a condição do paciente necessitar, a radiografia pode ser obtida em decúbito dorsal, com o paciente segurando as duas pontas de uma faixa comprida de gaze passada sob os pés do mesmo, com os joelhos parcialmente flexionados. Em seguida, as pernas são esticadas lenta e cuidadosamente, puxando os ombros para baixo. Também pode ser feita com um assistente puxando cuidadosamente para baixo os braços e os ombros. Advertência: Esse método deve ser realizado apenas por pessoal experiente e qualificado, para evitar lesão adicional. Critérios Radiográficos Estruturas Mostradas: . Ambas as articulações AC, bem como toda a clavícula e as articulações estemoclaviculares. Posição: . Ambas as articulações AC estão no mesmo plano horizontal. Nenhuma rotação é evidenciada pela aparência simétrica das articulações estemoclaviculares a cada lado da coluna vertebral. Colimação e RC: . A colimação deve ser visível nos quatro lados, devendo-se lembrar de incluir ambas as articulações AC . O RC e o centro do campo de colimação devem estar orientados para o ponto médio entre as articulações AC Critérios de Exposição e Marcadores: . A combinação adequada de densidade e contraste mostrará com nitidez as articulações AC e os t tecidos moles sem densidade excessiva. As margens e o trabeculado ósseo aparecerão de forma definida, indicando que não houve movimentação. . Marcadores à direita e à esquerda, bem como marcadores indicando que a radiografia é feita com e sem pesos devem estar visíveis, não devendo estar superpostos à anatomia essencial.

191-- PORÇÃO PROXIMAL DO UMERO E CINTURA ESCAPULAR INCIDÊNCIA AP: ESCÁPULA Patologias Demonstradas Fraturas da escápula. Escápula BÁSICA AP Lateral Fatores Técnicos Tamanho do filme - 24 x 30 cm (10 x 12 polegadas), no sentido longitudinal Grade móvel ou estática limite de 75 :!: 5 kVp Mínimo de 3 segundos para o tempo de exposição com a técnica de respiração (4 ou 5 s são desejáveis); sem controle automático de exposição. Técnica e dose: Uso de Protetores Coloque um protetor gonadal na região pélvica. Posição do Paciente Obtenha a radiografia com o paciente em decúbito dorsal ou ereto. (A posição ortostática pode ser mais confortável para o paciente.) A superfície posterior do ombro deve estar em contato com a tampa da mesa ou o chassi, sem rotação do tórax. (A rotação na direção do lado afetado colocaria a escápula em uma posição posterior mais verdadeira. Contudo, também resultaria em maior superposição da caixa torácica.) Posição das Partes E8 Posicione o paciente de forma que a região central da escápula esteja no centro do RC Ajuste o chassi no centro do RC O topo do filme deve estar cerca de 2 polegadas ou 5 cm acima do ombro, e a borda lateral do filme deve estar cerca de 2 polegadas ou 5 cm da margem lateral da caixa torácica. Abduza discretamente o braço a 90° e supine a mão do paciente. (A abdução moverá a porção lateral da escápula para impedir a superposição éom as estruturas torácicas.) Raio Central O RC deve estar perpendicular à região central da escápula, 2 polegadas (5cm) abaixo do processo coracóide. Uma alternativa seria a orientação ao nível da axila e cerca de 2 polegadas (5 cm) media! em relação à borda lateral do paciente DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm) Colimação A colimação deve ser feita nos quatro lados, na área da escápula. Respiração A técnica de respiração é preferível se o paciente puder cooperar. Solicite ao paciente que respire suavemente sem mover o ombro ou braço afetado. Critérios Radiográficos Estruturas Mostradas: o A porção lateral da escápula está livre de superposição. o A porção medial da escápula será vista através das estruturas torácicas. Posição: o braço afetado é visto abduzido a 90° com a mão em supinação, como é evidenciado pela visualização da escápula livre de superposição. Colimação e RC: o A colimação deve ser visível nos quatro lados da área da escápula afetada. o RC e o centro do campo de colimação devem estar orientados para a região central da escápula. Critérios de Exposição: o A combinação adequada de densidade e contraste sem nenhuma movimentação mostrará o trabeculado ósseo da porção lateral da escápula de forma clara e definida. As costelas e as estruturas pulmonares aparecerão distorcidas com a técnica de respiração adequada.

192--PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR NCIDÊNCIA LATERAL – OAD OU OAE: ESCÁPULA--Paciente em Posição Ortostática - Veja na p. 191 o Paciente em Decúbito
Patologias Demonstradas Fraturas horizontais da escápula são evidenciadas. O braço deve ser posicionado de acordo com a área escapular de interesse. Escápula BÁSICA AP Lateral Ortostática Em decúbito Fatores Técnicos Tamanho do filme - 24 x 30 cm (10 x 12 polegadas), no sentido longitudinal Grade móvel ou estática Não se recomenda o uso do controle automático de exposição Chassi digital - exige colimação muito rigorosa Limite de 75 ::':: 5 kVp Técnica e dose: Posição do Paciente Obtenha a radiografia com o paciente na posição ortostática ou em decúbito. (A posição ortostática é preferível se a condição do paciente o permitir.) Vire o paciente na direção do chassi em uma posição oblíqua anterior. Posição das Partes (Ortostática) Faça com que o paciente coloque o braço sobre a região do tórax e segure o ombro oposto. Essa posição mostra melhor o corpo da escápula (veja Figs. 5.77 e 5.78). ou ,Faça com que o paciente deixe o braço afetado ao lado do corpo, flexione o cotovelo e em seguida coloque o braço parcialmente abduzido atrás da parte inferior do dorso. Uma opção seria deixar o braço do paciente repousar ao lado do corpo. Essa posição mostra melhor o acrômio e o processo coracóide (veja Figs. 5.79 e 5.80). Palpe as bordas da escápula e rode o paciente até que a escápula esteja em uma posição lateral verdadeira. Na maioria dos pacientes ela estará rodada de 30° a 45° em relação à posição lateral, o que resulta em uma posição oblíqua anterior de 45° a 60°. A posição do úmero (abaixo e ao lado, ou acima e ao longo da face anterior do tórax) interfere na rotação do corpo necessária. Um grau menor de rotação é necessário quando o braço está elevado em tomo da face anterior do tórax. (A superfície posterior achatada do corpo da escápula deve estar orientada perpendicularmente em relação ao filme.) Alinhar o corpo do paciente de modo a centralizar a borda mesovertebral com RC e o filme. Raio Central O RC deve estar orientado para o meio da borda vertebral da escápula DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm) Colimação Faça a colimação na área da escápula. Respiração Suspenda a respiração durante a exposição. Critérios Radiográficos Estruturas Mostradas e Posição: o Toda a escápula deve ser visualizada em posição lateral, evidenciada pela superposição direta das bordas vertebral e lateral. Uma incidência lateral verdadeira é mostrada pela superposição direta das bordas vertebral e lateral. O corpo da escápula deve estar em perfil, livre de superposição pelas costelas.O quanto for possível, não se deve superpor o úmero em relação à área de interesse da escápula. Colimação e RC: o A colimação deve ser visível nos quatro lados da área da escápula. . O RC e o centro do campo de colimação devem estar orientados para borda lateral da região central da escápula. Critérios de Exposição: . A exposição adequada sem nenhuma movimentação mostrará as margens e o trabeculado ósseo de forma definida, sem haver densidade excessiva na área do ângulo inferior. As margens ósseas do acrômio e do processo coracóide devem ser vistas através da cabeça do úmero.

193--- PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR INCIDÊNCIA LATERAL – OPE OU OPD: ESCÁPULA---Paciente em Decúbito - Veja na p. 192 o Paciente em Posição Ortostática
Patologias Demonstradas Fraturas da escápula. Observação: Essa posição resulta em uma imagem magnificada por causa do aumento da DOF. Escápula BÁSICA . AP Lateral Fatores Técnicos Tamanho do filme - 24 x 30 cm (10 x 12 polegadas), no sentido longitudinal Grade móvel ou estática Não se recomenda o uso de controle automático de exposição Chassi digital - exige colimação muito rigorosa Limite de 75 :!:: 5 kVp Técnica e dose: Uso de Protetores Coloque um protetor de chumbo na região pélvica. Posição do Paciente Obtenha a radiografia com o paciente em decúbito dorsal e coloque o braço afetado em volta do tórax. Então rode o corpo inteiro em cerca de 30°, ou o quanto necessário para elevar o ombro afetado até que o corpo da escápula esteja em uma posição lateral verdadeira. Flexione o joelho do lado afetado para auxiliar o paciente na manutenção dessa posição oblíqua do corpo. Posição das Partes E8 Palpe as bordas da escápula segurando as bordas media! e lateral do corpo da escápula com os dedos e o polegar (veja Fig. 5.82, detalhe). Cuidadosamente, ajuste a rotação do corpo conforme necessário para tornar o plano do corpo da escápula perpendicular ao filme. Alinhe o paciente em relação ao tampo da mesa de modo que a borda lateral (axilar) da escápula esteja centralizada em relação ao RC e ao centro do filme. Raio Central O RC deve estar orientado para o meio da borda lateral da escápula DFoFi mínima de 10 polegadas (100 cm) Colimação Faça a colimação na área da escápula. Respiração Suspenda a respiração durante a exposição. Critérios Radiográficos Estruturas Mostradas: . Toda a escápula deve ser visualizada em posição lateral. Posição: . Uma incidência lateral verdadeira é vista pela superposição direta das bordas vertebral e lateral. . O corpo da escápula deve ser visto em perfil, livre da superposição das costelas. . O quanto for possível, não se deve superpor o úmero em relação à área de interesse da escápula. Colimação e RC: . A colimação deve ser visível nos quatro lados da área da escápula. . O RC e o centro do campo de colimação devem estar orientados para a borda lateral da região central da escápula. Critérios de Exposição: . A exposição adequada sem nenhuma movimentação mostrará as margens e o trabeculado ósseo de forma definida. Toda a escápula deve ser visualizada sem densidade excessiva na área do ângulo inferior. As margens ósseas do acrômio e do processo coracóide devem ser vistas através da cabeça do úmero.

194--PORÇÃO PROXIMAL DO ÚMERO E CINTURA ESCAPULAR RADIOGRÁFIA PARA CRÍTICA Os estudantes devem descobrir se conseguem fazer uma análise crítica de cada uma dessas quatro radiografias, baseando-se nas categorias descritas no livro-texto e definidas à direita. Quando você começar o exercício de crítica, coloque um X em cada categoria que apresentar um erro na radiografia. Os livros de exercícios* proporcionam mais espaço para a elaboração dos comentários e críticas feitas a cada uma dessas radiografias. As respostas estão disponíveis no Apêndice B ao final deste livro e nos livros de exercício*. RADIOGRAFIAS A
1. 2. 3. 4. 5.

B

C

D

Estruturas mostradas ------------ ---------- -------- --------Posicionamento ------------ ---------- -------- --------Colimação e RC ------------ ---------- -------- --------Critérios de exposição ------------ ---------- -------- --------Marcadores ------------ ---------- -------- ---------

*Disponíveis apenas na versão em inglês, diretamente da editora Mosby, Inc.

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