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ESCOLA SUPERIOR MADRE CELESTE

CURSO LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA

JONAS PEREIRA PESSOA

SABRINA TRINDADE SOARES

OS EFEITOS DA RECUPERAÇÃO ATIVA NA PREVENÇÃO DE LESÕES


EM ATLETAS DE FUTSAL DA ESMAC

ANANINDEUA/PA

2023

JONAS PEREIRA PESSO


2

SABRINA TRINDADE SOARES

OS EFEITOS DA RECUPERAÇÃO ATIVA NA PREVENÇÃO DE LESÕES


EM ATLETAS DE FUTSAL DA ESMAC

Projeto apresentado à disciplina de


Trabalho de Conclusão de Curso I,
como requisito parcial para avaliação
e qualificação, orientado pela
professora: Marina Alves Mota.
Turma: EF7N1.

ANANINDEUA /PA

2023

SUMÁRIO

1.INTRODUÇÃO…………………………………………………………………………… 4

2.TEMA……………………………………………………………………………………… 5
3

3.PROBLEMÁTICA……………………………………………………………………….. 5

4.HIPÓTESE………………………………………………………………………………... 5

5.OBJETIVO………………………………………………………………………………... 6

5.1 OBJETIVO GERAL …………………………………………………………… 6

5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS…………………………………………………... 6

6.JUSTIFICATIVA………………………………………………………………………….. 6

7.METODOLOGIA…………………………………………………………………………. 8

8.REFERENCIAL TEÓRICO……………………………………………………………… 9

8.1 OVERTRAINING………………………………………………………………... 10

8.2 SISTEMA GLICOLÍTICO, LACTATO SANGUÍNEO E TRIFOSFATO DE


ADENOSINA ………………………………………………………………………… 11

8.3 A RELAÇÃO ENTRE DESEMPENHO ESPORTIVO, ACIDOSE


METABÓLICA E A RECUPERAÇÃO ATIVA
…………………………………….. 13

8.4 ATIVIDADES E BASES CIENTÍFICAS LIGADAS À RECUPERAÇÃO


ATIVA ………………………………………………………………………………… 14

8.5 RELAÇÃO ENTRE A RECUPERAÇÃO ATIVA E FLUXO SANGUÍNEO


NA RECUPERAÇÃO MUSCULAR ……………………………………………….. 16

8.6 RELAÇÃO ENTRE A RECUPERAÇÃO ATIVA E A INFLAMAÇÃO PÓS-


EXERCÍCIO …………………………………………………………………… 17

8.7 RELAÇÃO ENTRE A RECUPERAÇÃO ATIVA E A PRODUÇÃO DE


HORMÔNIOS ANABÓLICOS ……………………………………………………... 18

8.8 RELAÇÃO ENTRE A RECUPERAÇÃO ATIVA E A MOBILIDADE


ARTICULAR …………………………………………………………………………. 19

8.9 RELAÇÃO ENTRE A RECUPERAÇÃO ATIVA E O ESTRESSE MENTAL


………………………………………………………………………………………… 20

8.10 DESVANTAGENS ACERCA DA APLICAÇÃO DE RECUPERAÇÃO


ATIVA ………………………………………………………………………………… 21

9. REFERÊNCIAS ……………………………………………………………………….. 23

1.INTRODUÇÃO
Segundo Sanches e Rubio (2011), a prática esportiva é importante por seus
muitos benefícios à saúde física e mental, ao desenvolvimento de habilidades
4

sociais e de liderança, ao fortalecimento da autoestima e confiança, e à


aprendizagem de valores importantes.
Dessa forma, realizar estudos sobre práticas esportivas, como o futsal, é
importante para melhorar a compreensão do esporte, desenvolver novas estratégias
de treinamento, prevenir lesões, melhorar o desempenho dos atletas, promover o
esporte e contribuir para a ciência do esporte (KURATA et al., 2007).
Nesse sentido, com a meta de prevenir contusões, o estudo da recuperação
de lesões é fundamental para progredir no entendimento dos ferimentos, melhorar
as terapias já existentes, evitar acidentes, aperfeiçoar o desempenho dos atletas e
reduzir as despesas de saúde vinculadas à reabilitação de danos (KURATA et al.,
2007).
Logo, existem diversas possibilidades consideráveis de análise: recuperação
passiva, a qual envolve o uso de técnicas de terapia passiva, como massagem,
fisioterapia, acupuntura, crioterapia (terapia com gelo), termoterapia (terapia com
calor), ultrassom, entre outras; recuperação por imersão, a qual trata-se do uso de
técnicas de imersão em água, como banhos frios, banhos quentes, banhos
contrastantes (alternando água quente e fria), banhos de imersão com sais minerais,
entre outros; recuperação nutricional, na qual há o consumo de alimentos e
nutrientes específicos que ajudam na recuperação muscular, como proteínas,
carboidratos, vitaminas, minerais, antioxidantes, entre outros; recuperação
psicológica, a qual envolve técnicas de relaxamento, meditação, visualização,
psicoterapia, coaching, entre outras, que visam melhorar o bem-estar mental e
emocional do atleta e ajudá-lo a lidar com o estresse e a ansiedade; recuperação do
sono, onde há a adoção de práticas que visam melhorar a qualidade do sono, como
manter uma rotina de sono regular, evitar estímulos antes de dormir, criar um
ambiente de sono adequado, entre outros; e, por fim, a recuperação ativa, na qual o
atleta realiza exercícios leves de baixa intensidade e curta duração logo após uma
atividade física intensa (ARBIZA et al., 2020).
O estudo da recuperação ativa em atletas é essencial no desenvolvimento de
novas estratégias de recuperação para ajudar a prevenir lesões, melhorar a
eficiência do treinamento e ter aplicações em outras áreas da saúde (ALVES et al.,
2006).
Com base nessa premissa, a problemática central do presente estudo é
investigar a avaliação dos atletas e do técnico em relação à eficácia da recuperação
5

ativa em sua rotina de treinamento e competição. A metodologia adotada para


avaliar tal problemática central é qualitativa, com coleta de dados por meio de
questionários e análise de conteúdo. A pesquisa é aplicada, exploratória e descritiva,
utilizando técnicas de pesquisa de campo e estudo de caso.
Para tanto, a hipótese levantada é que a percepção subjetiva dos atletas e do
técnico pode variar de acordo com o tempo de prática no esporte e a posição em
que atuam no time.
Por fim, o objetivo geral é avaliar a percepção subjetiva dos profissionais de
um time de futsal sobre a eficácia da recuperação ativa. Os objetivos específicos
incluem identificar os métodos de recuperação ativa utilizados, analisar sua
frequência de uso, investigar a percepção dos participantes, verificar variações de
percepção de acordo com tempo de prática e posição no time, avaliar os efeitos da
recuperação ativa nos níveis de estresse mental e pesquisar sua eficácia na redução
do tempo de recuperação entre competições e treinamentos intensos. Tais objetivos
devem-se à importância de compreender os mecanismos fisiológicos da
recuperação ativa, desenvolver estratégias mais eficazes de recuperação e prevenir
lesões.

2.TEMA
A percepção dos profissionais de alto desempenho esportivo acerca da
eficácia da recuperação ativa na melhoria do desempenho e na prevenção de lesões
em atletas de futsal.

3.PROBLEMÁTICA
Com base nas descobertas da pesquisa, qual a avaliação dos atletas e o
técnico do time de futsal acerca da eficácia da recuperação ativa em sua rotina de
treinamento e competição?

4.HIPÓTESE
A percepção subjetiva dos atletas e do técnico sobre a eficácia da
recuperação ativa pode variar em função do tempo de prática no esporte e da
posição em que atuam no time. Tal percepção atua sobre o uso preferencial da
recuperação ativa em jogadores de futsal, comumente utilizada por sua eficácia em
diminuir a inflamação muscular, restabelecer a homeostase hormonal e favorecer a
6

recuperação muscular em um período de tempo curto após o exercício físico intenso,


o que pode trazer vantagens para o desempenho dos atletas durante os treinos e
competições. Cabe ressaltar ainda que o método de recuperação ativa regenera as
vias metabólicas do atleta, permitindo a restauração das vias energéticas usadas
durante os exercícios intensos e elevando as características do atleta como
velocidade, resistência de velocidade e potência (ARBIZA et al., 2020).

5.OBJETIVO
5.1 OBJETIVO GERAL:
Avaliar a percepção subjetiva do técnico e dos atletas de alto desempenho de
um time de futsal sobre a eficácia da recuperação ativa.

5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS:


● Identificar os principais métodos de recuperação ativa utilizados pelo time de
futsal;
● Analisar a frequência de utilização da recuperação ativa pelo time de futsal;
● Verificar a percepção subjetiva dos atletas e do técnico sobre a eficácia da
recuperação ativa;
● Investigar se a percepção dos atletas e do técnico sobre a eficácia da
recuperação ativa varia em função do tempo de prática no esporte e da
posição em que atuam no time;
● Averiguar os efeitos da recuperação ativa nos níveis de estresse mental em
atletas de alto desempenho após competições ou treinamentos intensos;
● Pesquisar a eficácia da recuperação ativa na redução do tempo de
recuperação entre competições e treinamentos intensos em atletas de alto
desempenho.

6.JUSTIFICATIVA
O estudo sobre recuperação ativa em jogadores de futsal do time adulto da
A.A.E.S.M.A.C. (Associação Atlética Escola Superior Madre Celeste) teve origem
nas experiências adquiridas durante aulas teóricas, visando compreender a
aplicação dessa modalidade de recuperação, e ao longo de atividades práticas, nas
quais foram realizados testes de lateralidade e percepção motora. Um dos principais
estímulos para os autores se dedicarem ao estudo do tema foram os jogos
7

competitivos realizados na Escola Superior Madre Celeste, sendo a recuperação


ativa um conteúdo a ser explorado com o intuito de aprimorar o desempenho na
modalidade esportiva. Durante esse processo teórico e prático, os autores do
presente estudo observaram a importância da recuperação ativa na melhoria da
condição física dos atletas após o exercício, bem como a aparente ausência de
sinais de estresse físico nos jogadores, o que ressalta a relevância de conduzir
estudos sobre a recuperação ativa no processo de regeneração física e qual a
influência da percepção dos atletas envolvidos no processo.
A avaliação da percepção subjetiva dos atletas e do técnico sobre a
eficácia da recuperação ativa pode contribuir para a identificação de possíveis
melhorias na rotina de treinamento e competição do time de futsal. Dessa forma,
este estudo pode colaborar para o desenvolvimento de estratégias mais eficazes de
recuperação e aprimoramento do desempenho esportivo, primeiramente, por auxiliar
no entendimento dos mecanismos fisiológicos envolvidos na recuperação muscular
após o exercício intenso, levando a novas estratégias de recuperação mais eficazes
em reduzir a fadiga e acelerar a recuperação muscular.
Além disso, o estudo da recuperação ativa em atletas pode ajudar a prevenir
lesões relacionadas ao exercício. Ao entender os efeitos da recuperação ativa em
diferentes tipos de lesões musculares, possibilita aos treinadores criar programas de
recuperação específicos para seus atletas, ajudando a prevenir futuras lesões e
maximizando o desempenho do atleta.
Outro benefício do estudo da recuperação ativa em atletas é a possível
melhoria da eficiência do treinamento. Ao usar técnicas de recuperação ativa entre
as sessões de treinamento, os atletas se recuperam mais rapidamente e estão
prontos para treinar em alta intensidade novamente, levando a melhorias mais
rápidas no desempenho do atleta e resultados mais consistentes.
Além disso, a produção científica acerca da recuperação ativa em atletas vem
crescendo ao longo dos anos. Estudos têm se concentrado em analisar os efeitos
dessa técnica na recuperação muscular, performance, fadiga, prevenção de lesões,
entre outros aspectos. Além disso, a recuperação ativa tem sido comparada a outros
métodos de recuperação, como a passiva e a crioterapia, para entender melhor seus
benefícios e limitações. Ainda assim, são necessárias mais pesquisas para
compreender completamente como a recuperação ativa afeta o organismo de
diferentes tipos de atletas e em diferentes modalidades esportivas.
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Uma pesquisa de campo sobre recuperação ativa possibilita identificar o


estado atual do conhecimento explorado sobre o tema, permitindo que se
compreenda a evolução do conhecimento e o quanto avança a recuperação do
atleta para alcançar o auge na sua performance em jogo. Além disso, ajuda a
localizar quais as principais áreas de estudo, os principais autores e as principais
descobertas. Isso permite que sejam levantados hipóteses e questionamentos que
possam contribuir para a evolução do conhecimento sobre o assunto e para a
elaboração de protocolos de recuperação mais eficazes para atletas de alto
rendimento.
Outrossim, fica evidente ao ressaltar que o interesse pelo determinado tema é
a conscientização dos profissionais de educação física e esportes sobre a
importância da recuperação ativa. Negligenciar os conhecimentos sobre o tema
pode promover uma série de riscos, como o aumento da incidência de lesões
musculares, queda no rendimento e até mesmo o overtraining. Portanto, é
fundamental que os profissionais de educação física e esportes possuam o devido
conhecimento acerca da importância da recuperação ativa, a fim de garantir a saúde
e o desempenho adequado dos atletas, além de maximizar os resultados dos
treinamentos e competições.
Por fim, o estudo da recuperação ativa em atletas tem aplicações
significativas em diversas áreas, incluindo a Educação Física. Essa abordagem
beneficia a reabilitação física após lesões e pessoas envolvidas em trabalhos
exigentes. Compreendendo os efeitos da recuperação ativa em diferentes contextos,
profissionais da saúde podem prescrever estratégias de recuperação mais
eficientes. Na Educação Física, a recuperação ativa impacta a formação de
professores, otimizando o desempenho e saúde dos alunos, e sua atuação
profissional, ao aplicar estratégias de recuperação em treinamentos esportivos,
condicionamento físico e reabilitação. Isso permite uma abordagem completa e
eficaz, considerando não apenas o treinamento, mas também a recuperação
adequada para maximizar resultados e minimizar riscos de lesões.

7.METODOLOGIA
A pesquisa proposta tem uma abordagem qualitativa, que, de acordo com
Denzin e Lincoln (2011), é caracterizada pela coleta de dados descritivos em vez de
numéricos e é apropriada para o estudo da percepção subjetiva, uma vez que busca
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entender as experiências dos participantes, suas crenças, valores, atitudes e


comportamentos. Para isso, a pesquisa utiliza uma variedade de técnicas de coleta
de dados, tais como entrevistas em profundidade, grupos focais e observação
participante, a fim de coletar informações ricas e detalhadas sobre as experiências
dos participantes.
De acordo com Minayo (2008), a abordagem qualitativa é útil para explorar e
entender em profundidade os fenômenos sociais, psicológicos e culturais, mas deve
ser usada com cautela e equilíbrio em relação aos dados quantitativos e outras
abordagens metodológicas para garantir a validade e a confiabilidade dos
resultados.
A análise qualitativa de dados é um processo indutivo que se concentra no
universo dos sujeitos, baseado em suas experiências cotidianas. É um processo em
que o pesquisador define núcleos de interesse que estão diretamente relacionados a
pressupostos teóricos. (QUEIROZ, 1987).
Diante disso, como técnica de coleta de dados, pretende-se a aplicação de
um questionário com questões objetivas e subjetivas de elaboração própria, que
permitirão a obtenção de informações sobre a percepção dos participantes sobre a
eficácia da recuperação ativa. As questões objetivas permitirão a obtenção de
informações precisas e quantificáveis, enquanto as questões subjetivas permitirão a
obtenção de informações mais detalhadas sobre as experiências dos participantes.
A análise dos dados coletados será realizada através da interpretação dos
relatos dos participantes, utilizando técnicas de análise de conteúdo. A interpretação
do relato de experiências extraído pelo questionário elaborado com questões
objetivas e subjetivas é uma técnica comum em pesquisas qualitativas, que buscam
compreender a perspectiva do participante (BOGDAN E BIKLEN, 1994). A análise
de conteúdo envolve a identificação de padrões, temas e categorias nos dados
coletados, permitindo que os pesquisadores compreendam as experiências e
percepções dos participantes de forma mais aprofundada. Essa análise qualitativa
de dados é um processo indutivo que se concentra no universo dos sujeitos,
baseado em suas experiências cotidianas. É um processo em que o pesquisador
define núcleos de interesse que estão diretamente relacionados a pressupostos
teóricos. (QUEIROZ, 1987).
A natureza da pesquisa é aplicada, pois tem como objetivo a solução de um
problema prático. Segundo Gil (2010), a pesquisa aplicada busca produzir
10

conhecimento para solucionar problemas específicos e tem como objetivo principal


gerar aplicações práticas para o conhecimento produzido.
Quanto aos objetivos, trata-se de uma pesquisa de caráter exploratório e
descritivo. A pesquisa exploratória tem como objetivo proporcionar maior
familiaridade com o tema, identificando conceitos e variáveis envolvidas e buscando
a formulação de hipóteses (GIL, 2010). Já a pesquisa descritiva busca descrever as
características de um fenômeno, bem como a relação entre as variáveis envolvidas
(LAKATOS E MARCONI, 2010).
Os procedimentos utilizados nesta pesquisa incluem a pesquisa de campo e o
estudo de caso. A pesquisa de campo consiste na coleta de dados realizada
diretamente no local onde ocorre o fenômeno estudado, neste caso, o time de futsal
em questão. Essa técnica é especialmente útil em pesquisas que visam
compreender a realidade e a percepção dos participantes (LAKATOS E MARCONI,
2010). O estudo de caso, por sua vez, é uma estratégia de pesquisa que busca
investigar um fenômeno em profundidade, a partir da análise de um caso específico
(YIN, 2001).

8.REFERENCIAL TEÓRICO
O futsal é uma modalidade esportiva que surgiu na década de 1930, na
cidade de Montevidéu, no Uruguai, como uma variação do futebol de campo
adaptado para ser jogado em quadras. O esporte rapidamente se difundiu pela
América Latina e Europa, e em 1950 foi fundada a Federação Internacional de
Futebol de Salão (FIFUSA), que se tornaria posteriormente a Confederação Mundial
de Futsal (AMF). O futsal foi incluído nos Jogos Pan-Americanos de 1987 e nos
Jogos Olímpicos da Juventude de 2010, mas ainda não é uma modalidade olímpica.
Hoje em dia, o futsal é praticado em todo o mundo, tanto em níveis amadores como
profissionais, e é reconhecido como um esporte de alta intensidade e técnica
refinada (OLIVEIRA, 2017).
A prática de futsal envolve movimentos rápidos e intensos, com mudanças
frequentes de direção e acelerações e desacelerações bruscas. Essa modalidade
esportiva exige um alto gasto energético e provoca um grande estresse muscular,
com consequente aumento da produção de ácido lático e outras substâncias
metabólicas (CRUZ, 2014).
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A atividade física intensa do futsal pode provocar alterações no sistema


cardiovascular, aumentando a pressão arterial, a frequência cardíaca e o débito
cardíaco. Além disso, o esforço físico pode levar à fadiga muscular, à desidratação e
a alterações hormonais (NUNES et al., 2012).

8.1 OVERTRAINING
A prática regular do futsal pode levar a adaptações fisiológicas no organismo
do atleta, como o aumento da capacidade aeróbica e da resistência muscular. No
entanto, a falta de adequada recuperação entre as sessões de treino e competição
pode levar a um estado de overtraining, com consequente diminuição do
desempenho esportivo e aumento do risco de lesões (MEDINA et al., 2002).
O overtraining é um estado de fadiga crônica que ocorre quando um atleta se
exercita em excesso sem dar ao corpo o tempo necessário para se recuperar. Isso
leva a um desequilíbrio hormonal e pode resultar em danos musculares, fadiga,
insônia, depressão e outros sintomas negativos (WEAKLEY et al., 2022). A fisiologia
do overtraining envolve uma série de alterações hormonais e metabólicas, como
ilustrado a seguir:
● Aumento do hormônio cortisol: o cortisol é um hormônio catabólico que é
secretado em resposta ao estresse e pode promover a degradação
muscular e a diminuição da capacidade de recuperação (COSTA e
SAMULSKI, 2016).
● Diminuição dos níveis de testosterona: a testosterona é um hormônio
anabólico que ajuda a construir e manter a massa muscular. O overtraining
tem potencial para levar à diminuição dos níveis de testosterona, o que
pode afetar negativamente o crescimento muscular (MEDINA et al., 2002).
● Acúmulo de lactato sanguíneo: o lactato é um subproduto do metabolismo
anaeróbico que ocorre durante o exercício intenso. O overtraining pode
levar a um acúmulo excessivo de lactato no sangue, o que é capaz de levar
à fadiga muscular e diminuição do desempenho (WEAKLEY et al., 2022).
● Diminuição do glicogênio muscular: o glicogênio é a forma armazenada de
carboidratos nos músculos e é uma importante fonte de energia durante o
exercício. O overtraining pode conduzir à diminuição dos níveis de
glicogênio muscular, afetando negativamente a capacidade do atleta de
realizar exercícios de alta intensidade (COSTA e SAMULSKI, 2016).
12

● Supressão do sistema imunológico: o overtraining é capaz de gerar a


supressão do sistema imunológico, aumentando o risco de infecções e
doenças (COSTA e SAMULSKI, 2016).
Essas alterações fisiológicas podem levar a sintomas como fadiga
persistente, dor muscular, diminuição do desempenho atlético, alterações de humor
e problemas de sono. É importante que os atletas monitorem cuidadosamente sua
carga de treinamento e evite o overtraining para garantir uma recuperação adequada
e um desempenho ótimo (WEAKLEY et al., 2022).

8.2 SISTEMA GLICOLÍTICO, LACTATO SANGUÍNEO E TRIFOSFATO DE


ADENOSINA
Conforme citado anteriormente, durante o overtraining, os níveis de lactato
sanguíneo podem permanecer elevados mesmo em repouso, acarretando uma série
de sintomas, como fadiga persistente, insônia, perda de apetite e diminuição do
desempenho atlético. Por isso, é importante monitorar os níveis de lactato sanguíneo
em atletas para identificar possíveis sinais de overtraining e prevenir lesões e
doenças relacionadas ao excesso de treinamento (SOUSA, 2019).
O lactato sanguíneo é um indicador bioquímico produzido pelo organismo
durante exercícios físicos intensos ou prolongados, quando há uma demanda
aumentada de energia e a oferta de oxigênio não é suficiente para suprir essa
necessidade. Logo, o monitoramento do lactato sanguíneo durante o exercício pode
ser útil para ajustar a intensidade e a duração do treino, além de ajudar na avaliação
da capacidade aeróbica do indivíduo (FACHINETO et al., 2015).
O lactato é produzido pela via anaeróbica do metabolismo, e seu acúmulo no
sangue pode levar à fadiga muscular e à redução do desempenho físico. Nesse
sentido, a recuperação ativa tem sido proposta como uma estratégia para reduzir os
níveis de lactato sanguíneo e acelerar a recuperação muscular após o esforço físico.
Alguns estudos indicam que a recuperação ativa pode ajudar a reduzir os níveis de
lactato sanguíneo mais rapidamente do que o repouso passivo, o que pode ser
benéfico para a recuperação do atleta e para a performance em exercícios
subsequentes. Todavia, é importante destacar que os resultados são variáveis e
dependem de diversos fatores, como a intensidade e duração do exercício, o tipo de
atividade utilizada na recuperação ativa, entre outros (SOUSA, 2019).
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Por outro lado, o lactato também pode ser utilizado como fonte de energia
pelos músculos que possuem alta demanda energética, como os músculos
esqueléticos, e por outros tecidos do corpo ao ser reciclado para a produção de
energia por meio do processo de gliconeogênese, que é a formação de glicose a
partir de moléculas não glicídicas (SOUZA et al., 2003).
O lactato é convertido em piruvato pela enzima lactato desidrogenase (LDH),
e o piruvato é então convertido em oxaloacetato por meio da enzima piruvato
carboxilase. O oxaloacetato pode então ser convertido em glicose por meio de uma
série de reações enzimáticas da via gliconeogênica. Uma vez transformado em
glicose, o sistema glicolítico, responsável por produzir energia por meio da quebra
da glicose sem a presença de oxigênio, permite uma nova produção de lactato.
Portanto, o treinamento adequado pode elevar a capacidade do corpo de produzir
trifosfato de adenosina (ATP) e remover o lactato mais rapidamente, melhorando o
desempenho do atleta no futsal (SOUZA et al., 2011).
Cabe enfatizar que o trifosfato de adenosina é a principal fonte de energia
para contração muscular durante a prática de futsal. Durante a atividade física, o
ATP é utilizado e precisa ser constantemente regenerado para manter a contração
muscular (SOUZA et al., 2003).
A glicólise é a principal via metabólica utilizada para a regeneração do ATP
durante o exercício de alta intensidade como o futsal. A glicólise é o processo
metabólico que converte uma molécula de glicose em duas moléculas de ácido
pirúvico, com a produção líquida de duas moléculas de ATP e duas moléculas de
Nicotinamida Adenina Dinucleotídeo (NADH). A glicólise ocorre em quase todos os
tipos de células do corpo, tanto em condições aeróbicas quanto anaeróbicas
(SOUZA et al., 2011).
O processo de glicólise ocorre em dez etapas, que envolvem uma série de
reações enzimáticas que catalisam a conversão da glicose em ácido pirúvico. As
duas primeiras etapas da glicólise envolvem a fosforilação da glicose em duas
moléculas de gliceraldeído-3-fosfato (G3P), que são então convertidas em ácido
pirúvico por meio de uma série de reações enzimáticas que liberam energia. Durante
essas reações, são produzidas quatro moléculas de ATP por fosforilação em nível
de substrato, duas moléculas de NADH e duas moléculas de ácido pirúvico (SOUZA
et al., 2003).
14

A regeneração do ATP ocorre durante a glicólise por meio da fosforilação em


nível de substrato, que é uma reação que envolve a transferência direta de um grupo
fosfato de uma molécula de substrato para o adenosina difosfato (ADP), formando
uma molécula de ATP. Durante a glicólise, ocorrem duas reações de fosforilação em
nível de substrato, que resultam na formação líquida de duas moléculas de ATP
(SOUZA et al., 2003).
Além disso, durante a glicólise são produzidas duas moléculas de NADH, que
podem ser utilizadas para a produção adicional de ATP por meio da cadeia
transportadora de elétrons na mitocôndria. Durante a cadeia transportadora de
elétrons, o NADH é oxidado para NAD+ e a energia liberada durante essa reação é
utilizada para bombear prótons através da membrana mitocondrial interna, gerando
um gradiente de prótons que é utilizado para a síntese de ATP pela ATP sintase
(SOUZA et al., 2011).

8.3 A RELAÇÃO ENTRE DESEMPENHO ESPORTIVO, ACIDOSE METABÓLICA E


A RECUPERAÇÃO ATIVA
Como observado, a capacidade do organismo em lidar com o lactato e utilizá-
lo como fonte de energia está diretamente relacionada com o desempenho esportivo
e a capacidade de recuperação após o exercício. A recuperação ativa pode ser uma
estratégia eficaz para acelerar a remoção de lactato do músculo e ajudar na
recuperação muscular após o esforço intenso, especialmente diante da acidose
metabólica (MARTIN et al., 1998).
A acidose metabólica decorre da diminuição do pH do sangue pela produção
excessiva de lactato durante a atividade física. Isso pode ocorrer em resposta ao
esforço físico intenso, onde o sistema anaeróbio glicolítico é ativado e produz ácido
lático como subproduto da produção de energia. O corpo humano tem mecanismos
para controlar o pH do sangue, incluindo a eliminação de dióxido de carbono (CO 2)
pelos pulmões e a eliminação de íons de hidrogênio pelos rins. No entanto, em
casos de produção excessiva de lactato, esses mecanismos podem não ser
suficientes para manter o pH dentro dos níveis normais, acarretando em sintomas
como fadiga muscular, dor e diminuição do desempenho atlético (KRAUT e MADIAS,
2010).
Nesse contexto, a recuperação ativa pode ajudar a reduzir a acidose
metabólica, permitindo que o corpo restaure o equilíbrio ácido-base do sangue. A
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recuperação ativa é um método realizado pós-esforço, caracterizado pela realização


de exercícios de alta à moderada intensidade, tendo como por exemplificação o
trote, o qual ajuda a aumentar o fluxo sanguíneo para os músculos, o que ajuda a
remover o excesso de ácido lático e outros resíduos metabólicos dos tecidos
musculares e transportá-los para o fígado, onde são processados e eliminados do
corpo (BOMBA, 2011). Além disso, a recuperação ativa pode estimular o sistema
aeróbio, que usa oxigênio para produzir energia, ajudando a reduzir a produção de
ácido lático durante o exercício. Em resumo, a recuperação ativa pode ajudar a
prevenir a acidose metabólica e promover a recuperação muscular após o esforço
físico intenso (MARTIN et al., 1998).

8.4 ATIVIDADES E BASES CIENTÍFICAS LIGADAS À RECUPERAÇÃO ATIVA


A recuperação ativa, também conhecida como regeneração ativa, consiste em
um conjunto de técnicas e atividades que buscam acelerar a recuperação muscular,
prevenir lesões, melhorar a mobilidade articular e reduzir a fadiga muscular após o
exercício físico. Inclui a realização de atividades físicas de baixa intensidade, como
caminhada, corrida leve, alongamento, massagem e trabalho de mobilidade, que
auxiliam na melhora do desempenho e na prevenção de lesões, contribuindo para
uma vida saudável e ativa para atletas profissionais, amadores e para a população
em geral (YANG et al., 2023).
Além de ser essencial para a prevenção e tratamento de doenças crônicas,
como doenças cardíacas, diabetes, hipertensão e obesidade, a recuperação ativa
promove a saúde mental e ajuda a reduzir o estresse. Ademais, pode desempenhar
um papel importante na prevenção de doenças ocupacionais em profissões que
exigem movimentos repetitivos ou posturas inadequadas. A prática regular de
exercícios de recuperação ativa pode ajudar a manter a mobilidade articular e
prevenir lesões musculoesqueléticas, tornando-se, portanto, uma estratégia eficaz
para a promoção da saúde e do bem-estar (PASTRE et al., 2009).
A recuperação ativa baseia-se em vários processos fisiológicos que ajudam a
acelerar a recuperação muscular e melhorar o desempenho no treino. Segundo
Yang e colaboradores (2023), as suas bases científicas incluem:
● Fluxo sanguíneo aumentado: a recuperação ativa aumenta o fluxo sanguíneo
para os músculos trabalhados durante o treino. Isso ajuda a remover
metabólitos como o ácido lático, que pode causar fadiga e dor muscular.
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● Diminuição da inflamação: o exercício intenso pode causar inflamação nos


músculos. A recuperação ativa ajuda a reduzir essa inflamação, o que pode
ajudar a acelerar a recuperação muscular.
● Aumento da produção de hormônios anabólicos: a recuperação ativa pode
aumentar a produção de hormônios anabólicos, como a testosterona e o
hormônio do crescimento. Esses hormônios são importantes para a
recuperação e crescimento muscular.
● Melhoria da mobilidade articular: a recuperação ativa pode melhorar a
mobilidade articular e a flexibilidade, o que pode ajudar a prevenir lesões e
melhorar o desempenho no treino.
● Redução do estresse mental: a recuperação ativa pode ajudar a reduzir o
estresse mental associado ao treino intenso, o que pode melhorar o bem-
estar geral e a saúde mental.
Diante dessas bases científicas, é possível analisar várias atividades sob a
ótica da recuperação ativa, algumas delas, conforme Foss e Keteyian (2000),
incluem:
● Caminhada leve: caminhar em ritmo leve pode ajudar a aumentar o fluxo
sanguíneo e promover a recuperação muscular. É uma atividade de baixo
impacto que pode ser feita na natureza, na esteira ou em áreas urbanas.
● Ioga: a prática de ioga pode ajudar a aumentar a flexibilidade, reduzir a
tensão muscular e melhorar a respiração. Existem muitos tipos diferentes de
ioga, desde o ioga restaurativo até o ioga de fluxo.
● Natação: a natação é uma atividade de baixo impacto que pode ajudar a
melhorar a circulação sanguínea e reduzir a tensão muscular. Nadar pode ser
especialmente útil para pessoas com lesões ou problemas articulares.
● Massagem: a massagem pode ajudar a reduzir a dor muscular, melhorar a
circulação sanguínea e aliviar a tensão. Existem muitos tipos diferentes de
massagem, desde a massagem desportiva até a massagem terapêutica.
● Pilates: o Pilates é uma forma de exercício que pode ajudar a melhorar a
força muscular, a flexibilidade e a postura. É uma atividade de baixo impacto
que pode ser realizada com ou sem equipamentos.
● Treino aeróbico leve: fazer um treino aeróbico leve, como andar de bicicleta
ou fazer elíptico, pode ajudar a aumentar o fluxo sanguíneo e promover a
17

recuperação muscular. É importante lembrar que o treino aeróbico leve não


deve ser intenso o suficiente para prejudicar a recuperação.
● Alongamentos: realizar uma sessão de alongamentos pode ajudar a melhorar
a flexibilidade muscular e a reduzir a tensão. É importante lembrar que os
alongamentos devem ser suaves e não forçar demais os músculos.
● Hidroterapia: a hidroterapia é uma forma de terapia que envolve o uso da
água para promover a recuperação. Ela pode ser realizada em piscinas
aquecidas ou banheiras de hidromassagem e pode ajudar a reduzir a
inflamação, melhorar a circulação sanguínea e relaxar os músculos.
Diante de tantas possibilidades de atividades disponíveis, é importante
escolher quais melhor se adequam às necessidades e preferências pessoais de
cada indivíduo.

8.5 RELAÇÃO ENTRE A RECUPERAÇÃO ATIVA E FLUXO SANGUÍNEO NA


RECUPERAÇÃO MUSCULAR
O aumento do fluxo sanguíneo é um dos principais mecanismos pelos quais a
recuperação ativa pode auxiliar na recuperação muscular. Durante um treino
intenso, os músculos requerem mais nutrientes e oxigênio para se recuperar e
reparar. O aumento do fluxo sanguíneo possibilita a entrega desses nutrientes e
oxigênio de forma mais eficiente para os músculos (FOSS e KETEYIAN, 2000).
Ademais, o aumento do fluxo sanguíneo é capaz de auxiliar na remoção dos
metabólitos que se acumulam nos músculos durante o exercício, como o ácido
lático. Esse ácido é produzido quando os músculos realizam exercícios anaeróbicos,
como o levantamento de peso, e pode causar fadiga muscular e dor. Com o
aumento do fluxo sanguíneo para os músculos trabalhados, a recuperação ativa
ajuda a eliminar o ácido lático e outros metabólitos, reduzindo a fadiga muscular e a
dor (ARAÚJO et al., 2019).
O aumento do fluxo sanguíneo é outro fator relevante na entrega de
nutrientes e oxigênio aos músculos, contribuindo para a recuperação e reparação
muscular. Durante o exercício, os músculos podem sofrer danos e precisam de
nutrientes para crescer e se reparar. Através da recuperação ativa, o fluxo
sanguíneo é aumentado para os músculos, permitindo uma entrega mais eficiente
de nutrientes e acelerando a recuperação muscular. Portanto, o aumento do fluxo
sanguíneo é um importante mecanismo pelo qual a recuperação ativa auxilia na
18

promoção da recuperação muscular, além de remover metabólitos acumulados


durante o treino (ARAÚJO et al., 2019).

8.6 RELAÇÃO ENTRE A RECUPERAÇÃO ATIVA E A INFLAMAÇÃO PÓS-


EXERCÍCIO
A recuperação ativa apresenta a capacidade de reduzir a inflamação pós-
exercício através de uma variedade de mecanismos. Quando os músculos são
submetidos a exercícios intensos, uma resposta inflamatória natural é
desencadeada, o que é fundamental para a recuperação e reparação muscular.
Entretanto, se essa resposta inflamatória for excessiva ou prolongada, pode resultar
em dores musculares e afetar negativamente a eficácia da recuperação muscular. A
recuperação ativa pode regular essa inflamação e minimizar os efeitos indesejados
(FOSS e KETEYIAN, 2000).
Alguns dos mecanismos pelos quais a recuperação ativa pode ajudar na
diminuição da inflamação incluem:
● Aumento do fluxo sanguíneo: Como mencionado anteriormente, a
recuperação ativa aumenta o fluxo sanguíneo para os músculos, o que pode
ajudar a remover as células inflamatórias e outras substâncias que
contribuem para a inflamação (ARAÚJO et al., 2019).
● Compressão: A compressão mecânica pode ajudar a reduzir o edema
(inchaço) dos tecidos e diminuir a inflamação. Por exemplo, a utilização de
roupas de compressão ou a realização de massagem com rolos de espuma
ou bolas de lacrosse podem ajudar a aliviar a inflamação muscular (SILVA et
al., 2013).
● Nutrição: A nutrição adequada, incluindo a ingestão de alimentos anti-
inflamatórios, como alimentos ricos em ômega-3 e antioxidantes, pode ajudar
a reduzir a inflamação e acelerar a recuperação muscular (RAPASSI et al.,
2019).
● Relaxamento: O relaxamento, seja através de técnicas de respiração,
meditação ou outras práticas de relaxamento, pode ajudar a reduzir o
estresse e a ansiedade, que podem contribuir para a inflamação muscular
(SILVA et al., 2013).
Em síntese, a prática da recuperação ativa pode auxiliar na diminuição da
inflamação muscular após a atividade física, através de diversos mecanismos, como
19

a melhora do fluxo sanguíneo, compressão mecânica, adequada nutrição e


relaxamento. Tais benefícios podem resultar em uma recuperação muscular mais
rápida e reduzir as sensações de dor e desconforto pós-exercício (FOSS e
KETEYIAN, 2000).

8.7 RELAÇÃO ENTRE A RECUPERAÇÃO ATIVA E A PRODUÇÃO DE


HORMÔNIOS ANABÓLICOS
Hormônios anabólicos, como a testosterona e o hormônio do crescimento,
são importantes para a recuperação muscular e o desenvolvimento muscular, e a
recuperação ativa pode ajudar a estimular a produção desses hormônios de forma
natural (FOSS e KETEYIAN, 2000). Alguns dos mecanismos pelos quais a
recuperação ativa é capaz de ajudar a aumentar a produção de hormônios
anabólicos incluem:
● Treinamento de força: a recuperação ativa pode incluir exercícios de baixa
intensidade, como caminhadas, que podem ajudar a aumentar o fluxo
sanguíneo para os músculos e estimular a produção de hormônios
anabólicos. Além disso, o treinamento de força regular é conhecido por
estimular a produção de hormônios anabólicos, como a testosterona e o
hormônio do crescimento (PASTRE et al., 2009).
● Sono: o sono adequado é importante para a produção de hormônios
anabólicos. Durante o sono, o corpo produz naturalmente hormônios
anabólicos, como a testosterona e o hormônio do crescimento. A recuperação
ativa pode incluir práticas para melhorar a qualidade do sono, como
meditação, técnicas de relaxamento, e evitar o uso de dispositivos eletrônicos
antes de dormir (HOLLANDA, 2022).
● Nutrição adequada: a nutrição adequada é fundamental para a produção de
hormônios anabólicos. Uma dieta rica em proteínas e carboidratos pode
ajudar a aumentar a produção de hormônios anabólicos, como a insulina e a
testosterona. Além disso, nutrientes como zinco e magnésio são importantes
para a produção de hormônios anabólicos (SILVA et al., 2013).
● Redução do estresse: o estresse pode reduzir a produção de hormônios
anabólicos, como a testosterona. A recuperação ativa pode incluir práticas
para reduzir o estresse, como técnicas de respiração, meditação ou ioga, que
20

podem ajudar a estimular a produção de hormônios anabólicos (SILVA et al.,


2013).
Resumindo, a recuperação ativa é capaz de aumentar a produção de
hormônios anabólicos por meio de uma série de mecanismos, incluindo treinamento
de força, sono adequado, nutrição adequada e redução do estresse. Esses
hormônios anabólicos são fundamentais para a recuperação e desenvolvimento
muscular, tornando a recuperação ativa uma etapa crucial em qualquer programa de
treinamento de força (FOSS e KETEYIAN, 2000).

8.8 RELAÇÃO ENTRE A RECUPERAÇÃO ATIVA E A MOBILIDADE ARTICULAR


A recuperação ativa pode ajudar na melhoria da mobilidade articular através
de diferentes mecanismos:
● Aumento da circulação sanguínea: A realização de atividades físicas de baixa
intensidade, como caminhadas, ciclismo ou natação, durante a recuperação
ativa pode aumentar a circulação sanguínea, o que pode ajudar a fornecer
nutrientes e oxigênio aos tecidos articulares. Isso pode melhorar a mobilidade
articular e reduzir a rigidez muscular (ARAÚJO et al., 2019).
● Alongamento: A recuperação ativa pode incluir exercícios de alongamento,
que ajudam a aumentar a amplitude de movimento nas articulações. O
alongamento pode melhorar a flexibilidade muscular e ajudar a reduzir a
tensão muscular que pode estar limitando a mobilidade articular (SILVA et al.,
2013).
● Massagem: A realização de massagens durante a recuperação ativa pode
ajudar a reduzir a tensão muscular e a dor, melhorando assim a mobilidade
articular. A massagem pode ajudar a reduzir a rigidez muscular, melhorando a
circulação sanguínea e o fluxo linfático para os tecidos articulares (PASTRE
et al., 2009).
● Trabalho de mobilidade: Exercícios específicos de mobilidade podem ser
incorporados na recuperação ativa, como exercícios de mobilidade articular,
que envolvem movimentos circulares em torno das articulações. Esses
exercícios podem ajudar a melhorar a mobilidade articular e reduzir a rigidez
muscular (SILVA et al., 2013).
● Foco no desempenho funcional: Além de melhorar a mobilidade articular, a
recuperação ativa pode ajudar a melhorar o desempenho funcional, o que
21

pode levar a uma melhor mobilidade articular. Exercícios específicos que


visam a melhoria do equilíbrio, coordenação e estabilidade muscular, podem
melhorar a mobilidade articular e reduzir o risco de lesões (RAPASSI et al.,
2019).
Em conclusão, a recuperação ativa pode ser benéfica para melhorar a
mobilidade articular por meio de diversos meios, como o aumento da circulação
sanguínea, o trabalho de alongamento, massagem, mobilidade e aprimoramento do
desempenho funcional. Incluir práticas de recuperação ativa em sua rotina de
treinamento pode ajudar a manter a mobilidade articular e prevenir lesões (FOSS e
KETEYIAN, 2000).

8.9 RELAÇÃO ENTRE A RECUPERAÇÃO ATIVA E O ESTRESSE MENTAL


A recuperação ativa é uma ferramenta valiosa para reduzir o estresse mental
e promover o bem-estar mental, além de melhorar a recuperação muscular após o
exercício físico (FOSS e KETEYIAN, 2000). Para reduzir o estresse mental,
recuperação ativa atua de várias maneiras:
● Relaxamento: durante a recuperação ativa, é possível realizar atividades que
promovam o relaxamento, como ioga, meditação, massagem ou outras
técnicas de relaxamento. Essas atividades podem ajudar a reduzir o estresse
mental, diminuir a ansiedade e melhorar o humor (SILVA et al., 2013).
● Redução da tensão muscular: a recuperação ativa pode ajudar a reduzir a
tensão muscular e o desconforto físico que pode contribuir para o estresse
mental. Por exemplo, exercícios de alongamento ou massagem podem ajudar
a reduzir a tensão muscular e promover o relaxamento (SILVA et al., 2013).
● Liberação de endorfina: a prática de exercícios físicos moderados durante a
recuperação ativa pode ajudar a liberar endorfinas, substâncias químicas
naturais produzidas pelo corpo que ajudam a aliviar a dor e melhorar o humor.
As endorfinas também podem ajudar a reduzir a ansiedade e o estresse
mental (ARAÚJO et al., 2019).
● Redução do cortisol: o cortisol é um hormônio do estresse que é liberado pelo
corpo em situações de estresse físico ou mental. A prática de exercícios
moderados durante a recuperação ativa pode ajudar a reduzir os níveis de
cortisol, o que pode ajudar a diminuir o estresse mental (ARAÚJO et al.,
2019).
22

● Melhora do sono: a recuperação ativa pode ajudar a melhorar a qualidade do


sono, o que pode contribuir para a redução do estresse mental. Uma noite
regular de sono pode ajudar a reduzir a ansiedade, melhorar o humor e
aumentar a capacidade de lidar com situações estressantes (RAPASSI et al.,
2019).
Logo, a recuperação ativa pode ajudar a reduzir o estresse mental através de
diferentes mecanismos, incluindo o relaxamento, a redução da tensão muscular, a
liberação de endorfina, a redução do cortisol e a melhora do sono. Incorporar a
recuperação ativa em sua rotina de treinamento pode ajudar a melhorar sua saúde
mental e bem-estar geral (FOSS e KETEYIAN, 2000).

8.10 DESVANTAGENS ACERCA DA APLICAÇÃO DE RECUPERAÇÃO ATIVA


Embora a recuperação ativa tenha muitos benefícios para a saúde e o bem-
estar de indivíduos fisicamente ativos, é importante lembrar que não é uma solução
única para todos e deve ser adaptada às necessidades individuais. A recuperação
ativa pode apresentar alguns pontos negativos, dependendo da forma como é
realizada e do indivíduo envolvido (FOSS e KETEYIAN, 2000). Segundo Costa
(2021), alguns possíveis pontos negativos incluem:
● Lesões: A recuperação ativa pode envolver exercícios e atividades que
podem aumentar o risco de lesões se não forem executados corretamente ou
se o corpo estiver sobrecarregado. É importante escolher as atividades de
recuperação ativa apropriadas para o nível de condicionamento físico de cada
paciente e estar atento a quaisquer sinais de dor ou desconforto.
● Fadiga excessiva: a recuperação ativa pode ser cansativa, especialmente se
não houver tempo suficiente de recuperação entre as sessões de treinamento
ou se as atividades de recuperação ativa forem muito intensas. Se a
recuperação ativa não for bem planejada, pode levar à fadiga excessiva e
diminuição do desempenho.
● Dificultar a recuperação natural: Embora a recuperação ativa possa ajudar a
acelerar o processo de recuperação, também pode interferir na capacidade
do corpo de se recuperar naturalmente. Algumas atividades de recuperação
ativa podem impedir que o corpo libere naturalmente os hormônios de
recuperação ou reduzir a resposta inflamatória que ajuda o corpo a se
recuperar de lesões e treinamentos.
23

● Excesso de tempo dedicado à recuperação: Focar excessivamente na


recuperação ativa pode atrapalhar o treinamento e progresso. Se você estiver
dedicando muito tempo e esforço à recuperação ativa em detrimento do
treinamento adequado, isso pode afetar negativamente os resultados.
Portanto, embora a recuperação ativa possa ser benéfica, deve-se equilibrar
adequadamente o tempo e o esforço dedicados à recuperação ativa com o
treinamento devido e o descanso necessário. É igualmente importante escolher as
atividades de recuperação ativa apropriadas para o nível de condicionamento físico
de cada indivíduo e estar atento a quaisquer sinais de dor ou desconforto que
possam indicar lesões em potencial (FOSS e KETEYIAN, 2000).

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