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O resumo é a contracção de um texto, conservando as ideias principais convenientemente

relacionadas. Deve revelar compreensão da estrutura global do texto e reproduzir com


poucas palavras o assunto, exprimindo, de forma coerente e coesa, somente o essencial.
Para se fazer um bom resumo, convém, após duas ou três leituras do texto, fazer o levanta-
mento da ideia central, seleccionar as ideias secundárias e destacar as articulações entre as
várias ideias. Importa preservar a informação nuclear e a macroestrutura do texto-fonte.

Resumo do texto narrativo


No resumo, no texto narrativo, devemos reproduzir as ideias essenciais de acordo com a
própria lógica da sua estrutura, sem ultrapassar um quarto da extensão do original.
Uma narrativa completa pode criar vários problemas de resumo. É necessário conhecer as
várias possibilidades de significação e só depois partir para a organização de apontamentos
que conduzam ao resumo. Aí é de ter em conta o ponto de partida da intriga ou da história
e a situação final. Convém seleccionar as informações indispensáveis à compreensão do
texto, seleccionar as palavras-chave ou as frases mais importantes, condensar as ideias, sem
esquecer a ordenação lógica ou cronológica do texto.
Resumo do texto informativo-expositivo

O resumo de um texto não literário visa avaliar as competências de compreensão e de


expressão escritas.
Ao classificar o resumo elaborado pelo examinando, o professor deverá observar o domínio
das seguintes capacidades:
— compreensão da estrutura global do texto a resumir, manifestada numa selecção
de tópicos convenientemente relacionados, que apresente o elenco de todas as
ideias fundamentais;
— contracção da informação, traduzida numa extensão adequada aos requisitos
enunciados na prova;
— produção de um discurso correcto nos planos lexical, morfológico, sintáctico e
ortográfico.

Globalmente, podemos considerar duas fases:

1. Apreensão das ideias essenciais e compreensão da estrutura lógica do texto.


— Leitura atenta do texto, com apreensão do sentido global.
— Nova leitura, aproveitada para sublinhar frases, expressões ou palavras que trans-
mitem os momentos, as ideias e os aspectos mais significativos.
— Levantamento das ideias essenciais, encadeando-as correctamente.
— Nova leitura, com o objectivo de desmontar o texto, para se detectar a forma
como está organizado: dividir o texto em partes e sub-partes; atribuir um título a cada
uma; detectar a relação lógica existente entre elas (ter em atenção os articuladores
do discurso, os conectores frásicos).

2. Elaboração de um texto, organizado de forma lógica e coerente.


Redigir o texto tendo em conta que é necessário:
— Organizar um plano (introdução, desenvolvimento e conclusão).
— Respeitar a ordem de apresentação das ideias ou dos factos narrados.
— Transmitir com fidelidade os aspectos fundamentais, mantendo o fio condutor.
— Cingir-se ao essencial, eliminando o acessório (repetições, interjeições, citações,
diálogo, exemplos...).
— Conservar alguns dos articuladores do discurso, de preferência aqueles que evi-
denciam a ideia fundamental.
— Evitar a transcrição de expressões longas do texto original (é sempre possível
encontrar vocábulos e expressões equivalentes).
— Evitar comentários e opiniões.
— Utilizar uma linguagem clara, coerente, concisa e cuidada, garantindo sempre a
ligação lógica entre as frases.
— Respeitar a correcção gramatical, a pontuação, a ortografia...

Devem, pois, considerar-se os seguintes aspectos:


1. Estrutura informacional (nível do conteúdo).
Preservação da informação nuclear do texto, através de:
— Manutenção dos tópicos.
— Manutenção da rede semântica relativa ao tema, no todo ou em parte, a qual
deverá integrar vocábulos e expressões constantes do texto ou seus equivalentes.

2. Estratégias discursivas e linguísticas.


Organização da informação:
— Discurso conciso; opção por construções mais económicas: supressão de estrutu-
ras sintácticas ou lexicais repetitivas; uso de um vocabulário genérico que substitua
expressões nominais mais específicas (hiperónimos e expressões englobantes com
valor anafórico); uso de frases complexas.
— Manutenção do registo discursivo do texto-fonte, isento de marcas de enunciação
do sujeito produtor do resumo.
— Utilização de articuladores discursivos que dêem coesão ao texto e evidenciem
nexos lógicos.
— Controlo de mecanismos de coesão: espacial, temporal e referencial.

Globalmente, o padrão do bom resumo será o texto de chegada que, em relação ao Texto-
Fonte (TF):
— Exiba um conteúdo informativo que preserve a macroestrutura do TF.
— Seja coerente (ao nível da articulação das ideias) e coeso (ao nível dos meca-
nismos linguísticos usados).