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TEXTOS SOBRE SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO

Sinalização de segurança no trabalho


Conhecer e cumprir!

A sinalização de segurança é uma das mais básicas medidas de prevenção, pois se


não for conhecida e respeitada por todos, caem por terra os sistemas mais eficazes de
protecção dos trabalhadores nos locais de trabalho. Mas, também é verdade que de
pouco valerá se não for devidamente integrada no programa de melhoria das
condições de trabalho... O mesmo é dizer que a sua eficácia depende,
fundamentalmente, de duas condições incontornáveis:

A primeira estabelece que a sinalização de segurança e saúde é uma componente


essencial de prevenção dos riscos profissionais e, nessa medida, deve ser associada
aos processos e métodos de organização do trabalho, onde, naturalmente, se
inscrevem as diversas medidas de protecção colectiva ou individual.

A segunda condição de eficácia passa, invariavelmente, pela consulta e formação dos


trabalhadores, a propósito das medidas adequadas às características do seu local de
trabalho que visem a sinalização de segurança e saúde, de modo especial quando
implique comportamentos específicos a adoptar.

É o que diz a lei em vigor, há mais de dez anos, ou seja, o Decreto-lei n.º 141/95, de
14 de Junho, que transpõe para o direito interno a Directiva n.º 92/58/CEE, relativa às
prescrições mínimas para a sinalização de segurança e saúde no trabalho.

Trata-se do diploma que veio harmonizar, em todo o espaço comunitário, os princípios


e as regras a que deve obedecer esta área da prevenção dos riscos profissionais,
eliminando, ao mesmo tempo, as diferenças de sinalização existentes nos diferentes
Estados-membros que constituíam um factor de insegurança, agravado pela livre
circulação de trabalhadores com diferentes culturas e línguas.

As prescrições mínimas de colocação e utilização da sinalização de segurança e


saúde nos locais de trabalho encontram-se regulamentadas na Portaria n.º 1456-A/
95, de 11 de Dezembro.

De acordo com este quadro legal e, concretamente, com o art. 5.º do diploma, é ao
empregador que cabe a obrigação de garantir a existência de adequada sinalização de
segurança e saúde sempre que os riscos não possam ser evitados ou suficientemente
diminuídos através de meios técnicos de protecção colectiva ou com medidas,
métodos e processos de organização do trabalho.

Compete-lhe, também, como prescreve o art. 8.º, velar para que a acessibilidade e a
clareza da mensagem da sinalização de segurança e saúde no trabalho não sejam
afectadas pela sua má concepção, número insuficiente, localização inadequada, mau
estado de conservação ou deficiente funcionamento dos seus dispositivos ou, ainda,
pela presença de outra sinalização ou de outra fonte emissora.

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Sempre que o empregador tenha ao seu serviço trabalhadores com capacidades


auditivas ou visuais diminuídas ou que essa diminuição possa resultar do uso de
equipamento de protecção individual deve tomar medidas suplementares específicas.

E, porque dificilmente alguém cumpre ou cumpre mal o que não conhece, nos termos
do art. 9.º, é também dever do empregador desencadear acções de informação e
formação destinadas aos trabalhadores sobre a mensagem e as características da
sinalização de segurança e saúde na empresa.

Para mais informações sobre esta temática pode consultar as publicações da linha
editorial do ISHST, o seu Centro de Recursos em Conhecimento em Segurança e
Saúde no Trabalho ou o seu sítio Internet, em www.ishst.pt

Luís Vieira
Técnico do ISHST

Março de 2006

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