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DEBATE ENTRE PADRES E PASTORES

Este texto resume o acalorado debate entre padres e pastores evangélicos em


http://www.evangelicos.com/discus/messages/2/114.html?1108486913, o qual começou com o artigo católico:
"Vinte razões por que não sou protestante" (que estava no site www.veritatis.com.br, mas que agora somente foi
encontrado no site http://geocities.yahoo.com.br/jf_m2001/75.htm) ou, a sua variação: “20 RAZÕES PORQUE
SOU CATÓLICO” (http://geocities.yahoo.com.br/jf_m2001/22.htm), que circularam (e circulam) pela Internet, que,
por sua vez, deu origem à resposta dos evangélicos com o artigo: “Vinte Respostas aos Católicos”
(http://armazemnadia.com.br/henrique/catolicos.htm), de autoria do Pr. Airton Evangelista da Costa (com a
colaboração do Pastor Carlos Norberto Marquardt e de Marcos Devaney e aqui adaptado); o que resultou, além
dos debates, em críticas, reclamações e insultos pelos católicos e em outro texto católico: “VINTE RAZÕES
PELAS QUAIS NÃO SOU PROTESTANTE: A REFUTAÇÃO DA REFUTAÇÃO”, disponível em
http://www.veritatis.com.br/grupo.asp?pubid=65.

Quem não tem entendimento diz que é falta de respeito, de consideração, de educação ... “falar mal” da religião
do outro. Mas o que Paulo fez e ensinou? O que toda Bíblia ensina? São Paulo mandou queimar os livros dos
feiticeiros, bruxos, magos, macumbeiros, videntes, astrólogos, cartomantes, ... (At 19:18-19). E o que dizer de Dt
7:5? Os homens dizem que é falta de educação, de ética, ... falar tais coisas, mas deve-se “antes obedecer a
Deus do que aos homens” (At 5:29) e Paulo falou que qualquer outra pregação contrária, a que ele e os outros
apóstolos fizeram, seja anátema, excomungada, desprezada, rejeitada, abominada, ignorada, ... (Gl 1:8).

Ezequiel 3:17-21 – “17 Filho do homem: Eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; e tu da minha
boca ouvirás a palavra e avisá-los-ás da minha parte.
18 Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar
o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniqüidade,
mas o seu sangue, da tua mão o requererei.
19 Mas, se avisares ao ímpio, e ele não se converter da sua impiedade e do seu mau caminho, ele
morrerá na sua iniqüidade, mas tu livraste a tua alma.
20 Semelhantemente, quando o justo se desviar da sua justiça, e cometer a iniqüidade, e eu puser
diante dele um tropeço, ele morrerá: porque tu não o avisaste, no seu pecado morrerá; e suas
justiças, que tiver praticado, não serão lembradas, mas o seu sangue, da tua mão o requererei.
21 Mas, avisando tu o justo, para que não peque, e ele não pecar, certamente viverá; porque foi
avisado; e tu livraste a tua alma.”

A finalidade desta missiva não é ofendê-los, e nem tampouco exaltar esta ou aquela religião, pois religião não
salva a ninguém! Também não é o objetivo desta, promover as igrejas protestantes e seus líderes, porque no
Inferno também haverá protestantes, inclusive pastores! Isaías 56:8-12. Também não é a intenção desta tentar
convencê-los, pois é impossível a um homem, convencer a outro homem a respeito do pecado; só quem pode
convencer o homem de seu pecado é o Espírito Santo de Deus (João 16:7-8).

João 8:32 – “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará."

Se alguém discorda destas palavras, ou sentiu-se ofendido por elas, deve culpar a Bíblia Sagrada, pois é ela
quem afirma estas verdades!

Com o teor do presente debate, as pessoas podem conhecer os argumentos dos dois lados e tirarem suas
próprias conclusões, para agirem conforme suas consciências.

A expressão “CAT:” é a abreviatura da palavra: Católicos. Quando seguida de um número significa a


numeração/ordem dos argumentos/razões expostas no texto: “20 RAZÕES PORQUE SOU CATÓLICO”.

Por sua vez a expressão: “EVAN: R” é a abreviação de: “Evangélicos – resposta”.

Assim, para cada argumento católico existe uma resposta evangélica e, depois, uma réplica (contra resposta)
católica e a tréplica (segunda resposta) evangélica.

Não se limite ao teor de uma única pergunta, tópico ou indagação, pois o complemento da resposta está nos
outros tópicos/perguntas.

CAT: 01- Não sou protestante porque o protestantismo não existe desde o princípio do Cristianismo.
Surgiu 1.500 anos depois da era Apostólica. Suas igrejas são locais, regionais ou nacionais, não existindo uma
Igreja Universal.

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EVAN: R - Mas o Cristianismo existe e é dele que fazemos parte. O Cristianismo é Universal. O católico
Martinho Lutero, um dos expoentes da Fé Reformada, teve a coragem de protestar contra a venda de
indulgências, um comércio que estava denegrindo o Cristianismo. A partir daí, o Cristianismo, sob a graça de
Deus, seguiu seu caminho livre das heresias.

A ruptura foi necessária num momento em que o catolicismo pretendia se estender por todo o mundo, sempre
com a ameaça de colocar na fogueira seus opositores. Então o Cristianismo seguiu seu caminho com a verdade
bíblica, tendo unicamente Jesus como Senhor, Mediador, Advogado e Intercessor, conforme as Escrituras.

CAT: Repare que, nesta refutação, os pastores não encaram o problema principal (aliás, esta é uma constante
nestas refutações que eles resolveram fazer). Eles não enfrentam o fato de que, nos primeiros 1500 anos do
cristianismo, simplesmente não haviam protestantes. Não havia "sola scriptura" [tradução - Somente as Escrituras]
(e nem poderia, visto que as cópias manuais da Bíblia eram extremamente raras). Chega a ser engraçada a
afirmação implícita de que Deus fez surgir o protestantismo (com Lutero à frente) porque a Igreja ameaçava
dominar o mundo. A Igreja sempre foi universal e já se havia espalhado por todo o mundo conhecido.

Gostaria de chamar a atenção para a frase "a partir daí, o Cristianismo seguiu seu caminho livre das heresias".
Ou seja, para esta tríade protestante, antes disto, o que existia era uma heresia. A promessa do Senhor de que as
portas do Inferno não prevaleceriam contra a Igreja (cf. Mt 16,18-19) não passou, para eles, de uma fábula.

EVAN: R - Os católicos dizem que os “protestantes” (cristãos, crentes, evangélicos ...) se desligaram da
sucessão apostólica. Não existe tal coisa nas Escrituras. É Deus quem escolhe seus ungidos e não os
homens (I Sm 16:1,6-13; At 1:16,20-26). Não existe tal coisa de “sucessão”, no modo católico de ver; se assim
fosse João Batista sucedeu qual profeta? Que outro profeta o instruiu ou consentiu que fosse seu sucessor?
(Mt 3:1). Antes de João Batista, foram os denominados “400 anos de silêncio”, onde não houve profetas de
Deus. Dessa forma, pelo entendimento católico João Batista não estaria ligado à sucessão profética e, portanto,
não deveria ser ouvido ...; assim Jesus Cristo seria mentira, pois foi pregado por João Batista e apontado por ele
(João Batista). Quem autorizou João batista a pregar? Em outras palavras, quem ordenou, consagrou ... João
Batista como pregador? Quem reconheceu que João Batista era apto para pregar? Ou melhor, que
denominação religiosa autorizou Jesus a pregar? (Mt 21:23 ; Mc 11:28 ; Lc 20:2). Em que escola de Teologia
era formado João Batista? Jesus tinha diploma de Teologia? Por causa disso João Batista e, muito menos, Jesus,
não pertenciam a qualquer denominação religiosa. Quem autoriza a pregar é Deus e não os homens (Mc 5:18-
20).

Não há eleição, votação, sucessão ... feita pelos homens em relação aos ungidos de Deus, é Deus quem
escolhe quem Ele vai usar, ungir, manifestar sua Palavra, dar a revelação Divina ..., como e onde e não os
homens por eleição humana, como na política (I Sm 16:1-13; At 26:15-18).

Ainda mais, a Igreja Católica Romana não tem do que se alegrar. A lista dos ANTIPAPAS compreende 39
sumos pontífices, no período de 217 a 1449, abrangendo, portanto, um interregno de 1.200 anos, conforme a
Enciclopédia BARSA. O clímax da imoralidade papal deu-se no período de 1378 a 1417, "durante o qual houve
diversos papas ao mesmo tempo: a França e seus aliados obedeciam ao Papa de Avignon, enquanto a
Alemanha, a Itália e a Inglaterra ao de Roma". Assim, nesse período de anti-papas não houve harmonia sobre
quem era o papa.

Além do que o trono dos papas teve seus momentos de vacância e muitos papas conquistaram este
título por dinheiro ou matando os concorrentes ou os anteriores.

A igreja Católica, que conhecemos hoje, é o resultado de alterações feitas a partir da igreja primitiva. Segundo
Aurélio, “... o catolicismo romano é a religião que reconhece o Papa como autoridade máxima, que se expande por
meio de sacramentos, que venera a virgem Maria e os santos, que aceita os dogmas como verdades
incontestáveis e fundamentais e que tem como ato litúrgico mais importante a missa”. O que essa igreja tem em
comum com a igreja primitiva? Nada!

A ORIGEM DO CATOLICISMO ROMANO E DO PAPADO

Nos primeiros séculos de nossa era, havia somente uma única comunidade cristã, Ora Jesus havia dito: "onde
estiverem dois ou três reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles". "E eis que estarei convosco, todos os
dias até a consumação dos séculos.” (Mateus 18:2, 28:20).

O Cristianismo teve continuidade com bispos, pastores, presbíteros e evangelistas como Lino, em 65; Cleto em
69; Justino, ano 100; Ignácio, ano 110; Papías, ano 140; Policarpo, ano 155; Cipriano bispo de Cartago, ano 247;
João Crisóstomo, famoso cristão, ano 350 e outros. Entre eles, não havia maior ou menor, embora Tertuliano,
advogado cristão, tenha acusado o bispo Calixto de "querer ser o bispo dos bispos" (ano 208).
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Não existe em nenhum lugar da Bíblia Sagrada a palavra "católico" ou "Católica", nem "Igreja Católica", nem
muito menos "Igreja Católica Apostólica Romana". Na Bíblia era chamada de Igreja (Atos 8:3), Igreja de Deus
(Atos 20:28) e Igreja de Cristo (Romanos 16:16). O termo "católico" foi usado pela primeira vez para designar a
Igreja no ano 105, numa carta de Ignácio, então bispo de Antióquia, dirigida aos esmirnenses e foi empregada
apenas para designar o sentido universal da Igreja já que este termo vem do grego e significa universal.

A Igreja recebeu o nome "Católica" somente no ano de 381, no concílio de Constantinopla, com o decreto
"CONCTUS POPULOS" dirigido pelo imperador romano Teodósio. Porém foi somente no concílio de Trento
realizado entre 1545 e 1563 que foi oficializada a expressão "Igreja Católica Apostólica Romana" para designar a
Igreja cristã que tem sua sede em Roma e também em reação às Igrejas Protestantes a partir da Reforma.
Portanto, a Igreja fundada pessoalmente pelo Senhor Jesus, não foi a "Igreja Católica Romana", foi a Igreja de
Cristo! Como está escrito na Bíblia. A "Igreja Católica" foi fundada pelos imperadores romanos Constantino e
Teodósio entre os anos 325 e 381. Nós não deturpamos a História, quem é perito nisto é a Igreja Católica, que ao
longo dos últimos 16 séculos, procurou e ainda procura encobrir a história negra de seu passado e a distorcer a
verdadeira doutrina bíblica do Novo Testamento com seus dógmas estranhos ao Cristianismo primitivo dos
primeiros séculos.

O SURGIMENTO DO PAPADO

Até o século V não houve "papa" como conhecemos hoje. Esse tratamento começou a ser aplicado a
todos os bispos a partir do ano 304. (Ciência e Religião; Cônego Solim; Tom 2; pg. 56).

Naqueles tempos ninguém suponha que "São Pedro foi papa"; este fora casado e teve ambições temporais.
Depois dos apóstolos os líderes do Cristianismo, foram como já dissemos os bispos, os presbíteros, os pastores, e
os evangelistas. A idéia de que uma relação de "papas" surgiu a partir de São Pedro como o primeiro "papa" é
totalmente falsa; foi forjada para hiper-valorizar os de então.

Depois do ano 400, as Igrejas viram-se denominadas por cinco "Patriarcas" que foram os bispos de Antióquia,
de Jerusalém, de Constantinópla e de Roma ("útero" que gerou o "papado"). As Igrejas que até então eram livres e
tinham governos independentes e democráticos começaram a perder autonomia com o papa Inocêncio I, ano 401,
que dizendo-se "governante das Igreja de Deus exigia que todas as controvérsias fossem levadas a ele."

O papa Leão I, ano 440, é mencionado pelos historiadores como o primeiro papa. Este procurou impor respeito
prescrevendo que "resistir à sua autoridade seria ir direto para o Inferno".

Nessa ocasião confusa, houve porfia entre o Bispo de Constantinópla e o bispo de Roma sobre a liderança do
Cristianismo, quando interveio o concílio de Calcedônia em 451, que concedeu "direitos iguais a ambos". O
papado como conhecemos hoje desenvolveu-se gradativamente sustentado a princípio pelo império romano
"convertido". É, portanto, intruso no Cristianismo e não se enquadra na Bíblia como a Igreja de Cristo, mas com o
que está descrito no Apocalipse capítulo 17.

Durante os primeiros séculos cristãos ocorreram muitas perseguições, isto cooperou para que a igreja se
mantivesse fiel as Escrituras. Este período é chamado de era patrística, ou era dos pais da igreja. Halley fala de
Policarpo (69-156 d.C.), discípulo de apóstolo João que foi queimado vivo por se recusar a amaldiçoar a
Cristo. Policarpo falou: “oitenta e seis anos faz que sirvo a Cristo e Ele só me tem feito bem, como podia eu,
agora, amaldiçoá-lo, sendo Ele meu Senhor e Salvador?”

A corrupção no cristianismo começou já em meados do século III, onde houve o primeiro rompimento
sério dos cristãos, por causa da introdução dos batismos de crianças. O rompimento foi chamado de
“desfraternização”. No século IV, Constantino ascendeu ao posto de Imperador. Este apoiou o cristianismo e seu
sucessor Teodósio (378/95) transformou o cristianismo em religião oficial do Império Romano. Assim sendo,
muitos ímpios se tornaram cristãos por motivos políticos e escusos. Constantino convocou em 325 d.C. o Concílio
de Nicéia onde começou a surgir o catolicismo romano influenciado por doutrinas pagãs, embora ainda houvesse
muita pureza na maioria dos cristãos. Como pôde haver essa junção entre o cristianismo e Roma? Roma que
sempre foi centro de idolatria em que seus imperadores eram considerados deuses. Alcides Peres conta que em
326 d.C., um ano depois do Concílio, Constantino vai a Roma para celebrar o vigésimo ano de seu reinado. Por
intriga palaciana, manda prender seu filho Crispo, que é logo julgado, condenado e morto pelo próprio pai... Foi
esse homem que deu origem a esta junção do catolicismo com o romanismo.

Muitas doutrinas estranhas continuaram a penetrar no catolicismo romano. Fazendo que cada vez mais a igreja
Católica se distanciasse de sua origem. Citarei alguns exemplos dando datas aproximadas.

1. A oração pelos mortos começou a ser aceita por volta de 300 d.C.
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2. O começo da exaltação a Maria onde o termo “mãe de Deus” surgiu pela primeira vez em 431 d.C.
3. A doutrina do purgatório em 593 d.C. A adoração da cruz, imagens e relíquias em 786 d.C.
4. A canonização dos santos mortos em 995 d.C. O celibato do sacerdócio em 1079 d.C. E assim em
diante... Até o descalabro da suposta assunção de Maria em 1950.

No século XVI ocorreu a tão conhecida reforma protestante que é sempre lembrada no dia 31 de outubro, por
ser a data que Lutero em 1517 d.C. colocou suas 95 teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg. Essas
teses combatiam principalmente a compra de indulgências. Segundo Earle E. Cairns: “A indulgência era um
documento que se adquiria por uma importância em dinheiro e que livrava aquele que a comprasse da pena do
pecado.” O pecador deveria arrependendo-se, confessar o seu pecado ao sacerdote, e ainda pagar uma certa
quantia para assim obter o perdão, tratando desta forma o sacrifício na cruz como nada. Lutero combateu isto com
veemência baseando-se em Romanos 1:17, ensinando que só a fé em Cristo justifica. Com a reforma a Bíblia foi
traduzida para a língua do povo. Antes a Bíblia era negada ao povo sob a desculpa que só o sacerdote podia
interpretá-la corretamente. A supremacia da Bíblia em todas as questões de fé e prática foi enfatizada (sola
scriptura – somente as Escrituras) assim combatendo a idéia que a tradição e as interpretações dos clérigos
teriam o mesmo valor que as Escrituras.

Lorraine Boettiner escreveu: "O protestantismo como surgiu no século XVI não foi o início de uma coisa
nova, mas o retorno ao cristianismo bíblico e à simplicidade da igreja apostólica da qual a igreja Católica
se afastou à muito tempo".

Ainda, sobre a saída dos fiéis da Igreja Católica Romana (ICR):

Apocalipse 18:4 – “E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas
participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.”

Isaias 45:20 – “Congregai-vos, e vinde; chegai-vos juntos, os que escapastes das nações; nada
sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a
um deus que não pode salvar."

Essa questão envolve a crença Católica de que Pedro era o líder da Igreja e de que os papas seriam os
sucessores do trono de Pedro. Veja a respeito na segunda resposta evangélica ao CAT: 02 e na segunda resposta
evangélica (EVAN: - PEDRO COMO PRIMEIRO PAPA) ao item CAT: 10.

Veja também o subitem: "A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS", na segunda resposta evangélica (EVAN: R) ao
item CAT: 02.

Veja mais no Estudo: “DENOMINAÇÃO RELIGIOSA É MORTE ESPIRITUAL”


(http://macfly.multiply.com/journal/item/42) e sobre a origem, formação e história da Igreja Católica confira em
http://macfly.multiply.com/journal/item/28.

Veja também: “MARTINHO LUTERO E SUAS TESES” - http://macfly.multiply.com/journal/item/55

CAT: 02 - Não sou protestante porque apesar da afirmação de que somente a Bíblia deve ser considerada
como norma de fé e prática, eles não concordam entre si no tocante a pontos importantes, entrando assim, em
contradições. São mais de 20.000 mil denominações diferentes. Cada uma pregando uma suposta verdade.

EVAN: R - Ser a Bíblia a norma de fé e prática do cristão não é uma afirmação dos crentes; é uma declaração
da própria Palavra de Deus (Rm 10.17; 2 Tm 2.15; 3.16-17; 4.2). Há muitas denominações registradas em cartório,
mas existe unidade na fé em Cristo Jesus. Desprezamos dogmas criados por homens. Não comemos pelas mãos
dos outros. Cada crente examina as Escrituras, e debate, e troca opiniões, assim como faziam os primeiros
cristãos.

Vejam: "Estes foram mais nobres do que os de Tessalônica, pois de bom grado receberam a palavra,
examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim" (Atos 17.11). A Bíblia chama de "nobre" aquele
que examina a Palavra e dela tira suas próprias conclusões. Somos uma só fé, uma só religião, uma só doutrina.

Só adoramos o Santo dos santos, Aquele que morreu em nosso lugar. Não louvamos, nem adoramos, nem
suplicamos a outros deuses (Mateus 4.10). Se alguma denominação ensina outro Evangelho, não faz parte do
Corpo de Cristo, não é considerada cristã, não é Igreja de Jesus (Gálatas 1:8).

CAT: Isto é absolutamente falso. A Bíblia jamais afirma ser a única norma de fé. E nem poderia ser, visto que a
primeira geração de cristãos passou sem que qualquer livro do Novo Testamento tivesse sido escrito. Quase todos
os apóstolos já haviam morrido antes que se escrevessem Hebreus, as Epístolas Joaninas, o Apocalipse e,
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segundo alguns exegetas, a Segunda Epístola de Pedro. Até o final quarto século, não havia definido o cânon
bíblico. Os protestantes não se dão conta de que, se a "sola scriptura" fosse verdadeira, os primeiros cristãos
(justamente aqueles que mais heroicamente deram a vida em testemunha de Cristo) não seriam cristãos legítimos,
visto que não possuíam uma Bíblia para examinar, debater e trocar opiniões (como os eles supõem que faziam...).

Veja-se que a "sola scriptura" não pode ser um ponto de fé genuinamente cristão pelo simples fato de que até o
Concílio de Hipona (393 d. C.) ainda não havia uma "scriptura" para que os cristãos baseassem sua fé "sola" na
mesma. Aliás, até a invenção da imprensa, os cristãos achariam ridícula a afirmação de que a Bíblia é a única
norma de fé por dois motivos:

a) Havia pouquíssimas Bíblias, visto que a cópia era manual e muito demorada;
b) A quase totalidade dos cristãos era analfabeta, pelo que aos mesmos (que não podiam ler a Bíblia e dela
retirar sua fé) só restava confiar naquilo que a única igreja de então ensinava.

Ou seja, o "sola scriptura" pode ser até tentador no dia de hoje, quando é fácil obter uma Bíblia e quando a
maioria dos cristãos a podem ler (embora poucos tenham capacidade de a entender). Mas até algumas décadas
antes de Lutero, isto teria sido considerado absurdo por todo o povo de Deus.

Para finalizar, se o que conta é a "uniformidade na fé em Cristo Jesus", não há porque se separar da Igreja
Católica, visto que "fé em Cristo Jesus" nós também temos...

“Vejam: "Estes foram mais nobres do que os de Tessalônica, pois de bom grado receberam a palavra,
examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim" (Atos 17.11). A Bíblia chama de "nobre"
aquele que examina a Palavra e dela tira suas próprias conclusões. Somos uma só fé, uma só religião, uma
só doutrina.”

Esta afirmação seria engraçada se eles não estivessem falando sério. Uma só fé? Uma só religião? Uma só
doutrina? Até parece que estão falando dos católicos...

É óbvio que, ou isto é uma mentira descarada, ou uma cegueira sem limites. São mais de trinta mil igrejas
protestantes. Umas aceitam o sábado, outras o domingo, outras não aceitam dia algum de descanso. Umas
somente batizam adultos; outras, crianças; umas entendem ser o batismo essencial para a salvação; outras, ser o
mesmo um mero rito sem muito sentido; umas dizem que, para o batismo, basta a aspersão de águas; outras,
dizem ser essencial a imersão; outras, afirmam que só é válido o batismo em águas correntes; outras, enfim, que
as águas correntes devem ser fluviais... Umas dizem que ou se descansa aos sábados ou se tem a marca da
Besta. Umas dizem que Cristo é Deus; outras, que Ele é uma mera criatura. Umas aceitam a existência de almas;
outras, não. Poderíamos continuar ad nauseam com estes belos exemplos de unidade de fé, religião e doutrina...

Com relação ao trecho citado, os nobres protestantes (como qualquer adepto da "sola scriptura") derraparam
em interpretação enviezada. Os cristãos mencionados receberam oralmente a fé, creram pela autoridade
apostólica de São Paulo e, depois de receberem a verdadeira e sã doutrina, foram às Escrituras (hebraicas,
obviamente, visto que todo o Novo Testamento não havia, ainda sido escrito) apenas para verificarem a exatidão
do ensinamento apostólico. Estes "nobres cristãos" não saíram, por aí, tirando suas próprias conclusões bíblicas.
Apenas confirmaram, nas Escrituras, a fé que haviam recebido e aceitado.

“Só adoramos o Santo dos santos, Aquele que morreu em nosso lugar. Não louvamos, nem adoramos,
nem suplicamos a outros deuses (Mateus 4.10). Se alguma denominação ensina outro Evangelho, não faz
parte do Corpo de Cristo, não é considerada cristã, não é Igreja de Jesus.”

Aqui é óbvio que a tríade quis dizer que a Igreja Católica não é Cristã, pois, ao "adorar os santos" prega um
Evangelho diferente do aceito pelos três.

O fato é que, se a tríade estivesse certa, e, se todo cristão que venera os santos não participa do corpo de
Cristo, então os reformadores, que veneravam Maria, não eram cristãos, e as Igrejas fundadas pelos mesmos
também não eram. Ocorre que estes protestantes disseram que, com Lutero, a Igreja Cristã seguiu seu caminho
livre de heresias. Incoerências protestantes... Se eles estivessem certos, Lutero e seus comparsas eram hereges,
não somavam com Cristo e, portanto, dividiam. A Reforma seria obra do Demônio, e obra do Demônio seriam
todas as Igrejas nascidas, direta ou indiretamente da mesma, já que os primeiros reformadores também
veneravam os santos.

Não é fantástico? Por linhas tortas, chegaram à conclusão correta!

EVAN: R – Não existe padronização ou uniformidade na Igreja de Cristo. Em cada congregação há as


suas particulariedades (como cada pessoa tem sua personalidade única). Não são idênticas, mas estão em
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harmonia, pois as supostas ramificações procedem e bebem da mesma fonte, ou seja, possuem a mesma
raiz que lhes sustenta.

Vejamos Lucas 13:18-19 - “E dizia: A que é semelhante o reino de Deus, e a que o compararei? É semelhante
ao grão de mostarda que um homem, tomando-o, lançou na sua horta; e cresceu, e fez-se grande árvore, e em
seus ramos se aninharam as aves do céu.”

Mateus 13:31-32 – “Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao grão de
mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo; O qual é, realmente, a menor de todas as
sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e
se aninham nos seus ramos.”

Romanos 12:4-6 – “Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros
têm a mesma operação, Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente
somos membros uns dos outros. De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se
é profecia, seja ela segundo a medida da fé;”

I Coríntios 12:4-22 – “4 Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.


5 E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.
6 E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.
7 Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.
8 Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da
ciência;
9 E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;
10 E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a
outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas.
11 Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como
quer.
12 Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são
um só corpo, assim é Cristo também.
13 Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer
servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.
14 Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos.
15 Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo?
16 E se a orelha disser: Porque não sou olho não sou do corpo; não será por isso do corpo?
17 Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde estaria o olfato?
18 Mas agora Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis.
19 E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo?
20 Assim, pois, há muitos membros, mas um corpo.
21 E o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti; nem ainda a cabeça aos pés: Não tenho
necessidade de vós.
22 Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários;”

Veja mais, abaixo, na segunda resposta evangélica [EVAN: - “IGREJA CATÓLICA” NEM UNA, NEM
APOSTÓLICA - A FALÁCIA DA UNIDADE CATÓLICA (http://www.cacp.org.br/catolicismo-dividido.htm)] ao item
CAT: 13.

Você poderia dizer que é impossível prescindir, desvincular-se, desvencilhar-se, libertar-se, evitar ... totalmente
da sabedoria e ciência humanas? A princípio parece isso é plenamente correto, cheio de razão e que seria
radicalismo pensar o contrário, pois, no mínimo do mínimo, a pessoa deveria saber ler as Escrituras. Mas, pelo
razoamento/racionamento (lógica) humano faz sentido, tem lógica, tem bom-senso, tem razão ... a Palavra de
Deus? Acaso pode-se aplicar a lógica, a razão, o bom-senso, ... à Palavra de Deus? A Bíblia claramente ensina
que ela é loucura para os sábios e entendidos (I Cor 3:18-19, 1:18, 1:21, Pv 3:5) e que o Senhor pega os sábios
em sua própria astúcia (Jó 5:13, Mt 11:25, I Cor 2:1-14), pois para eles as Escrituras não fazem sentido.

Assim explica-se o fato de que alguns discípulos/apóstolos eram analfabetos e leigos nas Escrituras (At
4:13), mas se tornaram missionários do Senhor Jesus Cristo. Não precisaram sequer saber ler e escrever, não
precisaram ficar lendo as Escrituras ... Ainda mais que naquele tempo não era qualquer um que tinha acesso à
educação e às Escrituras. Assim lhes bastou apenas e unicamente ouvir a pregação da Palavra de Deus,
pois a fé vem pelo ouvir e ouvir da Palavra de Deus (Rm 10:17, Gal 3:2). E Nosso Senhor Jesus Cristo
elucidou que Ele é o Bom-Pastor, que Ele conhece suas ovelhas e elas Lhe conhecem, que Ele as chama pelo
nome e elas reconhecem a sua voz e lhe obedecem (João 10:14-16,27). Assim foi o que aconteceu quando o
Senhor Jesus Cristo apareceu subitamente e disse aos seus futuros discípulos: "Vem e segue-me" (Mt 4:21-22 e
9:9, Mc 2:14, Lc 5:27-28, João 1:43) e eles, de imediato, não pensaram duas vezes, largaram tudo o que tinham e
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estavam fazendo, e seguiram o Mestre, em obediência àquela voz, aquela Palavra ... que lhes era familiar e
inconfundível à alma. Mas, nem todos reconhecem sua voz e sua Palavra, pois nem a todos é dado ver, ouvir,
conhecer, entender, sentir e reconhecer, por serem filhos das trevas (João 8:43-44 e 10:26).

Um bom exemplo é Saulo (Paulo) que em toda sua cultura, conhecimentos, sabedoria, filosofia, teologia
... dos fariseus (At 22:3 com 5:34) não foi capaz de ver e conhecer a Verdade das Escrituras Sagradas,
apesar de sabê-las de cor. Somente por revelação Divina do Espírito Santo é que conheceu a Verdade (At
9:1-5 e 22:1-8), pois “não é pela carne e nem pelo sangue” que conhecemos a Verdade.

Pois Saulo, como Moisés fora instruído em toda sabedoria humana (At 7:22), mas esta cega os olhos para a
Verdade e afasta de Deus. Por passar a dizer a Verdade, quiseram matar a Saulo (At 9:22-23). Assim, também,
Elias não fazia parte do grupo de teologia (II Rs 2:3,5,7), mas tinha o Espírito Santo (II Rs 2:9,14-15). Do mesmo
modo João Batista (Mt 3:1,7-10).

Após isso (revelação divina de Jesus), Paulo passou a orientar para que não dessem ouvidos à filosofia (Cl 2:8,
At 17:18), a sabedoria dos homens (I Cor 1:18-25, I Cor 2:13 e Pv 3:5), a ciência dos homens (I Tim 6:20, Lc
11:52). Igualmente os outros apóstolos, pregaram para não usar de fábulas (II Pe 1:16), costumes/tradições dos
homens (Lv 20:23 e Mt 15:2-3). Inclusive, o próprio Senhor Jesus advertiu para não darmos ouvidos a
preceitos/doutrinas humanas (Mt 15:9).

Mt 11:25 – “... ocultastes estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelastes aos pequeninos.” (Lc
10:21, Jó 5:13, I Cor 3:19, Tg 4:6, I Cor 1:27, I Cor 1:21, Pv 3:5, Tg 1:5).

Um exemplo da confusão que a sabedoria humana causa é que (“Santo”) Agostinho (influenciado
principalmente por Platão, Orígenes e Tertuliano) caiu em profundas contradições, por ter combinado o
neoplatonismo com antigas tradições do cristianismo popular, o que acontece na maneira como conceitua a
predestinação, ensinamento que exerceu grande influência no pensamento teológico posterior. Para ele Deus
pode salvar qualquer pessoa, mas ao mesmo tempo não tem como anular os sacramentos. Isso levou o filósofo a
se referir à salvação como algo, nesse aspecto, um tanto relativo, de tal modo que muitos dos que se acham
aparentemente afastados da Igreja na verdade se encontram dentro dela. Se não tivesse perigo nenhum as
Escrituras não teriam dito para tomarmos cuidado, ainda mais Paulo que sabia de cor o que dizia a filosofia. Se
consta nas Escrituras que a filosofia é algo perigoso, não deve ser à toa que isso foi escrito, pois a Palavra
de Deus sempre tem razão, significado, importância, utilidade e valia.

O conteúdo do Evangelho, no qual se apoiava a fé cristã nos primórdios do cristianismo, era um saber
de salvação, revelado, não sustentado por uma filosofia. Na luta contra o paganismo greco-romano e
contra as heresias surgidas entre os próprios cristãos, no entanto, os padres da igreja Católica se viram
compelidos a recorrer ao instrumento de seus adversários (pagãos), ou seja, o pensamento racional, nos
moldes da filosofia grega clássica, e, por meio dele procuraram dar consistência lógica à doutrina cristã.
Assim, a patrística procurou conciliar as verdades da revelação bíblica com as construções do
pensamento próprias da filosofia grega. Mas, o conteúdo do Evangelho, no qual se apoiava a fé cristã nos
primórdios do cristianismo, era um saber de salvação, revelado, não sustentado por uma filosofia.

Igualmente a filosofia, o conceito de teologia teve origem na tradição grega, mas ganhou conteúdo e método
apenas no interior do cristianismo católico. Platão (que era pagão), com quem o conceito emergiu pela primeira
vez, associou ao termo teologia uma intenção polêmica, como fez também seu discípulo Aristóteles. Para Platão, a
teologia descrevia o mítico e podia ter um significado pedagógico e temporário benéfico ao Estado. A identificação
entre teologia e mitologia continuou no pensamento grego posterior. Diferentes dos filósofos, os "teólogos"
confundiam-se com os poetas míticos, como Hesíodo e Homero.

A teologia, portanto, se tornou significativa como meio de proclamar os deuses (no plural, pois foram pagãos,
nunca cristãos), de professar a fé e de ensinar a doutrina. Nessa prática da "teologia" pelos gregos está a
prefiguração do que mais tarde se tornaria a teologia no cristianismo católico.

As Escrituras esclarecem que somos ensinados pelo Espírito Santo (Lc 21:14-15, João 6:45 e 14:26, I
João 2:27, I Cor 2:13) e não pelos homens (Mt 15:9). Senão vejamos, João 7:38: “Aquele que crê em mim,
conforme a palavra da Escritura, de seu seio jorrarão rios de água viva.”. Não diz conforme dizem os
homens, a ciência, a filosofia, a teologia, a tradição, os costumes, ..., mas sim conforme dizem as Escrituras. Ainda
mais, consta para não irmos além do que está escrito nelas (I Cor 4:6) e para nada acrescermos a elas (Dt 4:2),
vez que elas é que possuem prioridade para corrigir e desviarmos de equívocos (II Tim 3:16).

Em quem você acredita, nas Escrituras ou no que dizem os homens e suas Teologias? João 7:38 – “Quem crê
em mim, como diz as Escrituras (e não como dizem os teólogos), rios de água viva correrão de seu ventre.”

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Mt 22:29 – “Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras ...” (Mc
12:24). Lc 21:33 – “Passarão o céu e a Terra, mas as minhas palavras não hão de passar”; Lc 24:27 – “E,
começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que Dele se achava nas Escrituras” (Lc
24:44). João 5:46-47 – “Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim escreveu ele.
Mas, se não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?” Porventura Não foi de
seus encontros, conversas com Deus, e os milagres realizados que Moisés escreveu? João 5:39 –
“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que testificam de
mim.”

Mt 15:9 – “Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens” (I Cor 2:4-
5). Rm 3:4 – “... sempre seja Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso ...” Jr 17:5 – “ ... maldito o homem
que confia no homem ...” João 14:23 – “Se alguém me amar, guardará a minha palavra” (João 15:7).

Lc 10:25-26 – “E eis que se levantou um certo doutor da Lei, tentando-o, e dizendo: Mestre, que farei para
herdar a vida eterna? E Ele lhe disse: Que está escrito na Lei? Como lês?” Ele não disse como a teologia
interpreta ou como os homens e suas tradições dizem; mas sim, como lês. Lc 11:28 – “ ... bem-
aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.” (João 8:51; Pv 3:5; Mt 26:54,56; Mt 16:11-
12,23; João 3:12; Lc 21:22 ; 22:37).

Desde o tempo de Jesus já existia a confusão teológica-denominacional (fariseus, saduceus, essênios,


zelotes, etc) e até depois de Jesus (I Cor 1:13 e 3:4). E João Batista não fez parte nem da escola teológica
dos fariseus, nem dos saduceus (Mt 3:1,7-10); os quais com suas teologias diziam que Jesus era Belzebú ou
diabo (Mt 10:25; 12:24; Mc 3:22; Lc 11:15). Exemplo disso é que quando Jesus perguntou o que as pessoas
diziam quem era Ele, cada um dizia uma coisa e ninguém dizia a verdade. O que mais faz a teologia além de
gerar confusão e divergências? Tanto os fariseus, como os saduceus eram teólogos; e porque nenhum deles
sabia a verdade, já que eram tão estudiosos e “doutores da Lei”? Quanto mais os escribas (copiadores das
Escrituras) que sabiam as Escrituras de cor? Mas, Pedro, um humilde pescador que desconhecia a Teologia, por
revelação do Espírito Santo (e não por ensinamentos humanos) soube a verdade (Mt 16:13-17).

“SOBRE ESTA PEDRA” não se refere a uma pessoa, não é sobre uma carne, ... (pois “não foi a carne e nem o
sangue”), mas sim sobre a revelação Divina (I Cor 12:3 e 2:13). Impossível a igreja estar fundamentada,
balizada, alicerçada ... num homem (Mt 7:24-27). Ainda mais um que negou o Senhor por três vezes. A Pedra é a
revelação divina (Mt 16:16-17 com I Cor 12:3), pois ninguém pode dizer que Jesus Cristo é o Senhor senão
pelo Espírito Santo (Mt 16:16-17 com I Cor 12:3, 2:10,13)! Nem sequer há provas de que Pedro alguma vez
esteve em Roma (I Pe 5:13). Outro detalhe é que Paulo, em público, admoestou/repreendeu severamente Pedro
(Gal 2:11-14) e era Paulo quem fazia as viagens missionárias.

Assim, por revelação divina foi que Pedro soube que Jesus era (e é) o Cristo/Messias (Mt 16:13-20), já que
qualquer pode dizer que crê em Deus, pois até os demônios crêem e tremem (Tg 2:19), mas ninguém pode dizer
que Jesus Cristo é o Senhor senão pelo Espírito Santo (Mt 16:16-17 com I Cor 12:3, 2:10,13).

Veja mais sobre o correto significado de "sobre esta pedra" e "as chaves", no item CAT: 04, na segunda
resposta evangélica, no subitem: "OS CATÓLICOS ROMANOS CITAM MT 16:18 DIZENDO QUE A IGREJA FOI
EDIFICADA SOBRE PEDRO." e na segunda resposta evangélica (EVAN: - PEDRO COMO PRIMEIRO PAPA) ao
item 10 (CAT: 10).

Os ímpios sempre se disseram conhecedores da verdade, adoradores de “Deus”, ... se vangloriando de serem
maiores em número, recursos, posses, locais, congregações, instrução, livros e bens, como se tal coisa
demonstrasse que estão certos. Mas será que é a maioria que está certa? Jr 9:2 – “... é a mentira e não a
verdade que prevalece na Terra.” Pois são poucos os que cumprem as Escrituras (II Cro 30:5,10-11); Lc
12:32 – “Não temas, ó pequeno rebanho, pois a vosso Pai agradou dar-vos o reino” (Mc 15:15; Lc 13:23-24;
Ex 23:2; Mt 7:13-14; 27:20; Lc 4:25-27; Dt 7:7; Lv 20:23). Prova de que a maioria está errada, que os “Concílios”
são contra Deus, que os teólogos aplaudidos e respeitados pela multidão são mentirosos, está em I Rs 18:17-40,
onde somente um dizia a verdade e 450 (quatrocentos e cinqüenta), em harmonia, uniformemente, em
comum acordo, etc, falavam mentira (II Cro 18:4-34; I Rs 22:5-38).

Já nos dias de Elias existia escola de Teologia, os quais persuadiam Eliseu para abandonar Elias, e
fazer parte do companherismo teológico deles (II Rs 2:3,5,7). Se Eliseu lhes desse ouvidos, não teria
conseguido receber o Espírito Santo (II Rs 2:9,14-15).

Jesus disse que a sabedoria de Deus é escondida sábios e entendidos, mas é revelada aos dos pequeninos
(Mt 11:25; Lc 10:21). Pois Deus apanha os sábios em sua própria astúcia (Jó 5:13); e Deus resiste aos soberbos,
mas dá graça aos humildes (Tg 4:6).

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I Cor 3:19 – “Pois a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus” (I Cor 1:27). I Cor 1:18 – “Certamente a
palavra de Deus é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus”. I Cor 1:21 –
“Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar aos
que crêem, pela loucura da pregação”. Pv 3:5 – “... não te estribes no teu próprio entendimento”. Tg 1:5 – “E, se
algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente ...” (João 14:26; 6:45; 7:15; I Rs
3:5-14; Mt 13:54 com Lc 2:42-47). Disse Jesus: “Se pedirdes alguma coisa em meu nome, Eu o farei” (João
14:14).

Vivemos na apostasia, onde inúmeras denominações religiosas alegam ser cristãs, mas ensinam doutrinas
demoníacas baseadas na adulteração e distorção das Escrituras Sagradas (I Tim 4:1-3; II Tim 4:3-4). Por causa
disso existem as divergências de traduções, liturgias, crenças, rituais, cerimônias, credos, dogmas ... ; mas os
eleitos de Deus não serão enganados (Mt 24:24).

Não devemos idolatrar nenhuma igreja, denominação, entidade, associação, organização, pessoa jurídica,
templo de pedras/tijolos, grupo, pessoa carnal/mortal, pregador, pastor, missionário, profeta, etc. Os santos e
profetas apenas nos apontam o Senhor Jesus Cristo e condenam a idolatria (suas endeusificações). Devemos nos
ater a mensagem das pessoas enviadas por Deus, mas não devemos colocá-las num pedestal/altar e adorá-las
como se fossem o próprio Deus.

Em Atos 10:25-26 Pedro repreendeu Cornélio por ter se prostrado a seus pés e disse-lhe pra somente
(unicamente, exclusivamente) adorar a Deus (Jr 17:5). E em At 14:11-15 Paulo e Barnabé repreenderam,
proibiram e impediram que a multidão lhes prestassem culto (Mt 4:10). O que dizer então de imagem de quem
nem é santo? Em Ap 22:8-9 João é repreendido pelo anjo que ia adorar, o qual lhe disse para adorar somente a
Deus (Ap 19:9-10).

II Tessalonicenses 2:3-4 - "Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que
antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se
levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo
de Deus, querendo parecer Deus."

Os cristãos autênticos são pessoas que não pregam o nome (denominação, placa, rótulo) de nenhuma igreja
(entidade, pessoa jurídica, organização, grupo, etc) e de nenhuma pessoa mortal/carnal (pastor, pregador,
missionário, etc); mas sim a Palavra de Deus e a pessoa de Jesus Cristo. Maldito o homem que confia no homem
(Jr 17:5). Abaixo a idolatria. Os profetas (enviados) de Deus não vieram em seus próprios nomes, mas no nome do
Senhor Deus. As palavras que eles nos trouxeram não são deles mesmos, mas de Deus. Não devemos adorá-los,
mas sim observar a mensagem de Deus dada por meio deles.

Em II Reis 2:3,5 os denominacionais tentaram afastar Eliseu de Elias.

I Corintios 1:11-13 - "Porque a respeito de vós, irmãos meus, me foi comunicado pelos da família
de Cloé que há contendas entre vós. Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de
Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo. Está Cristo dividido? foi Paulo crucificado por
vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo?"

Veja, ainda, I Corintios 3:4-11:

"4 Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; porventura não sois carnais?
5 Pois, quem é Paulo, e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e conforme o que o
SENHOR deu a cada um?
6 Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento.
7 Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.
8 Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo o seu
trabalho.
9 Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus.
10 Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e
outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele.
11 Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo."

Desse modo para Deus nada é impossível (Mt 19:26, Mc 10:27, Lc 1:37 e 18:27) e que é extremamente difícil e
perigoso conseguir distinguir o que seria mel e o que não prestaria da sabedoria dos homens, só sendo possível
isso pelo Espírito Santo e com a predominância e supremacia/preeminência das Escrituras (II Tim 3:16).

Uma pessoa iluminada pelo Espírito Santo pode contradizer-se? A pessoa ungida pelo Espírito Santo pode
cometer equívocos? A unção do Espírito Santo faz a pessoa saber absolutamente tudo e conhecer absolutamente
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toda a Verdade? Ou, a plenitude do Espírito Santo somente estava (e está) em Cristo (Col 1:19 e 2:9)? O Espírito
Santo nos dá revelações, mas não nos ensina toda a Verdade? A unção do Espírito Santo não significa que nada
mais será oculto, segredo, ignorado, desconhecido, estranho, mistério, .. para a pessoa ungida? Ou, somente e
unicamente o Senhor Deus é Onisciente e sabe absolutamente todas as coisas? Por acaso, o Espírito Santo nos
iguala em conhecimento, sabedoria, compreensão, ciência, entendimento, cultura, discernimento, ... a Deus (I Cor
8:2; II Cor 12:3; Mt 24:36,42; At 1:7, Rm 12:3)??? A pessoa ungida pelo Espírito Santo nunca mais peca (I João
2:1)????

Se pensas assim, como explica o fato de Moisés ter batido duas vezes na pedra para sair água ao invés de,
simplesmente, a ter ordenado jorrar água, exatamente como Deus ordenou (Nm 20:7-13)? Como explicas Pedro
ter sido repreendido e esbofeteado publicamente por Paulo (Gal 2:11-14)? Como explica o fato do rei Salomão,
depois de ter recebido sabedoria de Deus (I Reis 3:5-15), Deus ter feito aliança com ele (I Rs 9:1-9) e ter feito o
templo do Senhor (I Rs 6:1-38), também ter feito templos aos deuses pagãos (I Rs 11:1-43)???? E o fato de
Sansão, ungido do Senhor (Jz 13:1-5), ter sido enganado por Dalila (Jz 16:1,15-21)????

Ou o Espírito Santo revela a cada um de nós apenas parcela da sabedoria (I Cor 12:7,11)??? Ou, somos nós
que, começamos a dar ouvidos à vaidade, soberba, arrogância, prepotência, orgulho, a sabedoria humana, as
doutrinas dos homens, as tradições humanas, aos costumes, as crendices, à mitologia, a filosofia, as fábulas, à
teologia, ... e, assim, não conseguimos nos manter sob a liderança do Espírito Santo (II Cor 12:7-9 com Gal 4:14-
15)????

Onde está, pois, a infabilidade do ungido de Deus? A única pessoa perfeita é Deus!
Ao dizer que Lutero foi um herege está refutando todas as suas 95 teses e, inclusive, está afirmando que é
errado o povo ter acesso e posse das Escrituras num idioma/língua que entendam. Em outras palavras, está-se
afirmando que a Bíblia deveria continuar sendo apenas em Latim e que somente os padres poderiam ter acesso à
mesma. Ainda mais, está se dizendo que é correto a venda de indulgências (compra do perdão dos pecados ainda
não cometidos).

Se hoje qualquer pessoa tem acesso às Escrituras e, ainda, no idioma que entenda, é graças a Deus por
ter iluminado a homens como Martinho Lutero que traduziu do Latim para o idioma popular.

Veja: “MARTINHO LUTERO E SUAS TESES” - http://macfly.multiply.com/journal/item/55

A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS

Segundo o catolicismo existem três grandes autoridades para o ensino: a tradição da igreja, o
magistério e as Escrituras Sagradas (terceiro lugar). Para eles a Bíblia sozinha não é suficiente. Raimundo F.
de Oliveira cita o Padre Benhard que em 1929 escreveu: “A Bíblia não é a única fonte de fé, como Lutero ensinou
no séc. XVI, porque sem a interpretação de um apostolado divino e infalível, separado da Bíblia, jamais
poderemos saber, com certeza, quais são os livros que constituem as Escrituras inspiradas, ou se as cópias que
hoje possuímos concordam com os originais. A Bíblia em si mesma, não é mais do que letra morta, esperando por
um intérprete divino... Certo número de verdades reveladas têm chegado a nós, somente por meio da tradição
divina.”

“Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes
acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; e se
alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, e
da cidade santa, que estão escritas neste livro.” (Ap. 22.18 e 19).

Conforme temos visto, para o catolicismo romano, a Bíblia não é a única regra de fé. A revelação, segundo eles,
está apoiada no seguinte tripé: as Escrituras, a tradição da Igreja e o magistério. Ainda tiram da Bíblia o valor de
ser a autoridade final. Observe a declaração do catecismo de 1994: “O ofício de interpretar autenticamente a
Palavra de Deus escrita ou transmitida (tradição) foi confiado unicamente ao magistério vivo da Igreja, cuja
autoridade se exerce em nome de Jesus Cristo, isto é, aos bispos em comunhão com o sucessor de Pedro, o
bispo de Roma”. Ou seja, para os católicos, a interpretação dos magistrados é superior as Escrituras
Sagradas. Paulo nos advertiu: “Mas ainda a que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro
Evangelho além do que já tenho anunciado, seja anátema.” (Gl 1:8). E em Rm 3:4 está escrito “... sempre seja
Deus verdadeiro e todo o homem mentiroso.” E ainda em I Cor. 4:6: “...Ora, irmãos, estas coisas eu as apliquei
figuradamente a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está
escrito...”

Além desse tripé errôneo, existe o fato da Igreja Católica possuir livros apócrifos em sua Bíblia. A palavra
“apócrifo” vem do grego apokrupha que significa “coisas ocultas”. Porém com o decorrer do tempo foi adquirindo o
significado de “espúrio” e “não-puro”. Os livros apócrifos estão inseridos no Velho Testamento fazendo que o Velho
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Testamento deles tenham 46 livros enquanto o nosso têm 39 livros. Os apócrifos são: Tobias, Judite,
Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, 1º e 2º de Macabeus, seis capítulos e dez versículos acrescentados no
livro de Ester e dois capítulos de Daniel. Foi no Concílio de Trento em 15 de abril de 1546, em sua quarta
sessão que a Igreja Católica declarou estes livros sagrados.

Na tradução Católica “A Bíblia de Jerusalém” – Ed. Paulinas (hoje Editora Paulus), na página 11, é mostrado e
confirmado a lista de apócrifos. Na Bíblia Católica das Edições Ave Maria encontra o seguinte: “... Alguns escritos
recentes lhe foram acrescentados (Os Apócrifos no Velho Testamento) sem que os judeus de Jerusalém os
reconhecessem como inspirados. São os seguintes livros: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, 1º e 2º
de Macabeus, seis capítulos e dez versículos acrescentados no livro de Ester e dois capítulos de Daniel. A Igreja
Cristã (Católica Romana) admitiu-os como inspirados da mesma forma que os outros livros”. (Pág. 15 –
parênteses do autor).

Cinco razões para não aceitarmos esses livros apócrifos como inspirados por Deus:

1ª) Esses livros não estão no cânon hebraico. A palavra “cânon” significa literalmente “cana” ou “vara de
medir”. Esta palavra, com o tempo, passou a classificar os livros que são considerados genuínos e inspirados por
Deus. Sendo assim os hebreus consideram os livros apócrifos como não inspirados por Deus.

2ª) Não há no Novo Testamento nenhuma citação desses livros. Jesus e os apóstolos não citaram uma vez
sequer um trecho incluído nesses livros. Assim mostrando que não eram considerados genuínos por Cristo ou
pelos apóstolos.

3ª) Doutrinas contrárias às Escrituras são baseadas nesses livros, tais como: a intercessão pelos mortos, a
intercessão dos santos, a salvação pelas obras, etc. Assim, recorda-se que não se deve interpretar um único
versículo isoladamente, mas sim colocá-lo em harmonia com toda a Palavra (II Tim 3:16 com II Pe 1:20-21 e
Gálatas 1:8), pois, de uma única peça do quebra-cabeças não é possível ver o quadro por completo e, fatalmente,
se cometerá equívocos nas suposições (achismos). Portanto, desse modo, se alguma interpretação, contexto ou
redação de algum versículo contrariar o restante das Escrituras tem algo errado, ou na nosss interpretação, ou na
redação do versículo, ou no próprio documento (apócrifo).

4ª) Os católicos não foram unânimes quanto à inspiração divina nesses livros. No Concílio de Trento
houve luta corporal quando este assunto foi tratado. Lorraine Boetner (in Catolicismo Romano) cita o seguinte: “O
papa Gregório, o grande, declarou que primeiro Macabeus, um livro apócrifo, não é canônico. O cardeal Ximenes,
em sua Bíblia poliglota, exatamente antes do Concílio de Trento, exclui os apócrifos e sua obra foi aprovada pelo
papa Leão X. Será que estes papas se enganaram? Se eles estavam certos, a decisão do Concílio de Trento
estava errada. Se eles estavam errados, onde fica a infalibilidade do papa como mestre da doutrina?”

5ª) O próprio Jesus delimitou os livros do Antigo Testamento (AT), exatamente como está no cânon
hebraico: “Para que sobre vós caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel,
o justo, até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que matastes entre o santuário e o altar.” (Mateus 23:35). O
assassinato de Abel está no primeiro livro do AT, ou seja, Gênesis e a morte de Zacarias é mencionada em 2
Crônicas 24.20-22, ou seja, no último livro do AT (cânon hebraico).

Oras, vez que tais livros católicos não pertencem aos Escritos Sagrados do judaísmo, por que haveriam de
serem sagrados para o Cristianismo? Porventura o Cristianismo não procede do Judaísmo? Por acaso o Velho
Testamento não são os escritos sagrados judaicos?

Sobre os temas: sobre esta pedra edificarei a minha igreja, as chaves do céu, revelação Divina e a liderança do
Espírito Santo, veja na segunda resposta evangélica (EVAN: - PEDRO COMO PRIMEIRO PAPA) ao item 10 (CAT:
10) e no item CAT: 04, na segunda resposta evangélica, no subitem: "OS CATÓLICOS ROMANOS CITAM MT
16:18 DIZENDO QUE A IGREJA FOI EDIFICADA SOBRE PEDRO."
CONFRONTO: BÍBLIA x CATOLICISMO ROMANO

Nos primeiros séculos a Igreja lutou contra os concílios dos papas, mantendo as doutrinas cristãs originais.
Cipriano, bispo de Cartago (249-258) alertava: "não recebe opinião diferente das Sagradas Escrituras, seja
de quem for". Jerônimo (340-420) dizia o mesmo: "se estiver escrito recebemo-lo, se não estiver escrito não
receberemos, o que eles apresentam como tradição, a Palavra de Deus o Vergasta!" (Veja Adv. Creseon, pg. 40 e
In. Agg. Proph. Cap. 1, n 2).

ADORAÇÃO:

BÌBLIA: "Só a Deus adorarás e a só Ele servirás" (Mateus 4:10 e Lucas 4:8), "em espírito e em verdade" (João
4:24).
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CATOLICISMO ROMANO: as imagens têm prioridade por serem os "esteios" da Igreja. No rosário há 166
contas, sendo 150 para as Aves Maria e apenas 16 para os Pais Nosso.

Aonde diz na Bíblia, que é preciso recitar tantas e tantas vezes a oração do Pai Nosso? Não existe tal instrução
nas Escrituras. Jesus quando perdoou pecados nunca mandou “rezar terço ou rosário” (Mt 9:2; Mc 2:5; Lc 5:20 e
7:48), e muito menos Ele fez tal coisa. Antes, pelo contrário, condenou tais coisas (Mt 6:7). Nenhum dos apóstolos
ensinou tal coisa de “terço ou rosário”. Tais coisas não são ordenanças bíblicas, mas sim humanas (doutrinas
inventadas pelos homens).

Mateus 6:7 – “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito
falarem serão ouvidos.”

MEDIAÇÃO:

BÍBLIA: "só há um Deus, e um mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo" e Pedro confirmou: "debaixo do
céu não há outro nome pelo qual devamos ser salvos" (I Timóteo 2:5 e Atos 4:12).

CATOLICISMO ROMANO: Maria, mãe de Jesus é tida como "medianeira" e até os bispos e padres se fazem
mediadores e perdoadores de pecados como se fosse possível substituir Cristo.

SALVAÇÃO:

-BÍBLIA: "Quem crer e for batizado será salvo". "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa"
(Marcos 16: 15 e 16, Atos 16:31).

-CATOLICISMO ROMANO: Apesar daquelas palavras de Jesus, Don Helder Câmara entrevistado pela
revista Veja nº 867, disse que "não tinha certeza de sua própria salvação". Se um bispo católico está nessa
situação espiritual, que dizer de um católico comum? Bispos e padres, quando faleceu Tancredo neves
proclamaram que "Os anjos levaram a alma de Tancredo Neves direto para os braços de Deus". Uma
semana depois a Igreja deu marcha à ré ordenando missas a favor da alma de Tancredo Neves nas
"chamas do purgatório"!

Veja a contradição: Dizem que o papa é santo, a santidade em pessoa, que apesar de homem é infalível,
etc; mas quando ele morre, fazem todo o cerimonial para que sua alma não vá para o Inferno e, depois,
abrem o processo de julgamento de canonização, para saberem se ele era santo ou não.

PURGATÓRIO E LIMBO:

São, segundo a Igreja Católica, lugares intermediários para onde vão as almas. Esses lugares não existem
segundo a Bíblia, mas rendem lucros para a Igreja Católica; ela não abre mão! Nesse aspecto a Igreja foi "hábil"
dizendo que no purgatório "os mortos" se comunicam com os vivos através das missas". O Limbo, dizem, abriga
as almas das crianças que morrem sem batismo, todavia podem receber almas especiais que não vão àquele
tormento!

Fazem orações pelos mortos citando II Macabeus 12:43, que é um livro apócrifo. Uma prova clara de que
tal prática é inócua, errônea e anti-bíblica, está em II Sm 12:14-24; onde Davi jejuou e orou pelo seu filho
que estava doente, e quando ele morreu parou de pedir por ele, pois sabia que não adiantava mais. Já os
católicos invertem tudo, não pedem quando a pessoa está viva, mas só quando ela já está morta, onde a
oração não tem nenhuma validade.

Bem claro é Mc 16:16 (Lc 8:12) ao dizer que quem não crer será condenado. João 8:24 – “Por isso vos disse
que morrereis em vossos pecados, porque se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados.” Jd 5 –
“Mas quero lembrar-vos, como a quem já uma vez soube isto, que, havendo o Senhor salvo um povo, tirando-o da
terra do Egito, destruiu depois os que não creram;”. Hebreus 9:27 – “E, como aos homens está ordenado
morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,”

Se tal coisa como intercessão pelos mortos fosse verdade, Lc 16:19-31 estaria errado. Se depois de
morto pode-se vir a se arrepender, crer e ser perdoado e salvo, então Lc 16:23-25 estaria errado; pois após
a morte vem o juízo (Hb 9:27), não tendo mais misericórdia (Tg 2:13). Assim se enquanto vivo não aceitou
a Palavra de Deus, depois de morto não poderá mais; pois já não é mais concedida a misericórdia Divina
(Jn 2:8 ; Rm 1:18-32 – principalmente o v. 31).

A Bíblia não fala em parte alguma que devemos orar, interceder ou falar com outros seres celestiais, sejam
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estes da classe angelical, sejam estes mortos ou coisa assim. Maria morreu e não há nenhum relato bíblico de
que ela é um ser que intercede por homens, pelo contrário, ela está no céu curtindo a presença de Jesus que
também foi seu Salvador.

João Huss, reitor da universidade de Praga, Boemia, pregou contra o culto às imagens e mostrou que
na Bíblia não havia purgatório; por isso foi queimado vivo em praça pública. Por denunciar suas
imoralidades (pai de muitos filhos ilegítimos), o papa Alexandre VI (1492-1503), considerado o mais
devasso de todos (amante da própria filha Lucrécia Bórgia) mandou enforcar o grande orador cristão,
Jerônimo Savanarola.

John Wicllif, foi queimado e muitos outros, A Reforma veio em 1517 ao " tocar da Trombeta" do Monge Martinho
Lutero, vários países se ergueram como gigante! Lutero relacionou a Bíblia com o Catolicismo Romano e ficou
perplexo; disse ele ao papa: "Raciocinemos sobre isto!" e o papa respondeu: "Submete-te ou morrerás queimado!”

Na Bíblia não consta a palavra “purgatório.” Tal doutrina deprecia a Doutrina bíblica da Salvação pela
Graça Divina, pois nega a eficácia da obra expiatória de Cristo, consumada na Cruz do Calvário (João
19:30; I João 1:17; Hb 9:12; 10:12).

A divisão que a Igreja Romana faz dos pecados, em mortais e veniais, é anti-bíblica. Ao pecador convicto pelo
Espírito Santo, e, assim, sinceramente arrependido, Deus o perdoa de todos os pecados (Sl 103:3; Is 55:7; 1:18; I
João 1:9; Rm 8:1).

Citam passagens como Mt 5:25-26 justificando o “purgatório”. Tal interpretação errônea, só é obtida por
pessoas leigas (incultas, ignorantes) nas Escrituras; pois NÃO SE DEVE INTERPRETAR UM ÚNICO
VERSÍCULO ISOLADAMENTE, MAS SIM COLOCÁ-LO EM HARMONIA COM TODA A PALAVRA (II TIM 3:16
COM II PE 1:20-21), POIS, DE UMA ÚNICA PEÇA DO QUEBRA-CABEÇAS NÃO É POSSÍVEL VER O
QUADRO POR COMPLETO E, FATALMENTE, SE COMETERÁ EQUÍVOCOS NAS SUPOSIÇÕES (ACHISMOS).

Sobre os mortos, veja mais no Estudo: “Os mortos dormem e não falam com os vivos” -
http://macfly.multiply.com/journal/item/37

NÃO EXISTE O CHAMADO TORMENTO ETERNO. Existe sim o fogo que nunca se apaga, o qual é o magma
(rocha derretida, lava) existente embaixo da crosta terrestre, ou seja, no centro da Terra de onde procedem as
lavas dos vulcões (Jó 28:5 com Nm 16:30-35).

Mc 9:48 diz que é onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga; comparando com Is 66:24, percebe-se
que o que não morre são só os vermes/germes, mas as pessoas morrem (seus corpos, almas, espíritos,
consciências ... são destruídos de uma vez por todas para sempre e deles nem há lembrança), pois “cadáver” é o
corpo de uma pessoa morta. Veja Is 10:23; 13:9; 1:28; Sl 9:5; II Ts 1:9.

A palavra “verme” está se referindo a Gn 3:19 e Sl 104:29; ou seja, a matéria da qual foi feito o homem, a
substância que forma o corpo humano. Todo animal, mineral e vegetal procedem do pó da terra, o qual não
morre (Sf 1:17). Em outras palavras, a correta tradução é “germe”; pois germe é o princípio, a origem, ou a causa
de qualquer coisa viva; ou seja, seu estado rudimentar ou inicial (moléculas de carbono). Assim se cumpre Ec
3:14-15 com Sl 104:30 e Zc 13:8-9.

Se fosse verdade o tormento eterno, seriam vãs as palavras de Jesus, proferidas em João 3:15-16; pois
se o tormento é eterno, pressupõe que essas pessoas tenham vida eterna. Tal entendimento contraria I
João 3:15; 2:17 e Ez 48:19. Por isso II Ts 1:9 diz eterna destruição (Sf 1:18) e não tormento eterno; pois só
Deus é imortal (I Tim 6:16), e para algo ser imortal (eterno), tem que ser parte de Deus (Rm 13:14 c/ Gl 3:27
c/ I Cor 15:53-54), ou seja, o ser humano para ser eterno precisa ter o Espírito Santo (Efésios 1:13 e 4:30)!

Assim está escrito em Malaquias 4, que serão como palha (Sf 2:1) na fornalha, que nem restará raiz e nem
ramo; ora, para um tormento eterno tem-se que existir corpos eternos. E é dito que os justos pisarão as
cinzas (germe – Sf 1:17) dos ímpios; ou seja, os ímpios serão destruídos no fogo da Geena e lhes restarão
apenas as cinzas (germes) que se tornarão o pó da terra (Is 26:5-6; Ez 28:18; II Sm 22:43; Is 10:6; Mq 7:10; Zc
10:5).

Dn 12:2 diz que uns ressuscitarão para a vida eterna e outros para a vergonha e horror eternos; ou seja, serão
ressuscitados uns para terem a vida eterna (Ap 20:4-6; I Cor 15:51-52; I Ts 4:13-17) e outros, após serem julgados
e condenados, serão reduzidos a cinzas (Ap 20:11-15; Is 29:4-6; 5:24; 30:14).

Judas 6 não quer dizer tormento ou prisão eterna, apenas significa a duração de séculos preso, até o Juízo do
Grande Dia. Ap 20:7 diz que completados os mil anos, Satanás será solto. Assim, se é solto significa que a prisão
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não é eterna. Veja Is 10:16-19 que diz serem destruídos o corpo e a alma (Is 1:28; 27:1; Mt 10:28).
Ap 20:10, apesar das aparências, não quer dizer que Satanás será atormentado eternamente. No versículo
anterior (v. 9), diz “consumiu” (destruiu, extinguiu, exterminou, aniquilou, apagou, ... ) (Is 26:14 e 29:20).

Ap 14:10 diz que será atormentado com fogo diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. Não diz nada
de ser atormentado eternamente, do contrário, teriam que ficar eternamente olhando ele ser atormentado. Haja
paciência! E isso contraria Is 65:17. O que quer dizer, é que verão ele ser destruído no fogo, reduzido a germe
(cinzas), que se tornará parte do próprio lago de fogo (Geena ou magma), que nunca se apaga. Por isso o germe
de dia e de noite, pelos séculos dos séculos será atormentado no fogo.

Em suma, o lago de fogo (Geena ou magna) é eterno, é o germe que não é destruído (moléculas de carbono); e
não o corpo (a pessoa, a alma, a consciência, o espírito, ... ), o qual se torna parte do pó da terra, ou da própria
Geena. A terra será transformada numa bola de fogo (Is 9:19; 13:9); ou seja, será purificada pelo fogo e depois de
esfriada se tornará no novo Paraíso [nova jerusalém] (Ap 21:10; 2:7; 3:12 c/ I Cro 28:8; Sl 37:9,22,29,34; Is 34:17;
Dn 7:18; Ez 36:1-14,35; Ex 23:30; 32:13; 33:1; Nm 14:24; Dt 1:8; 12:1; 26:1-3; Sl 25:13), o qual será o segundo
(Nova Jerusalém, a qual desce dos céus à Terra – Ap 3:12 e 21:2), já que o primeiro paraíso Adão e Eva
perderam.

Sobre as inúmeras igrejas evangélicas e as diferenças entre elas, confira abaixo no tópico: "EVAN: - “IGREJA
CATÓLICA NEM UNA, NEM APOSTÓLICA - A FALÁCIA DA UNIDADE CATÓLICA”
(http://www.cacp.org.br/catolicismo-dividido.htm)", que é a segunda resposta evangélica ao item 13 (CAT: 13).

Veja mais ainda no Estudo: “DENOMINAÇÃO RELIGIOSA É MORTE ESPIRITUAL”


(http://macfly.multiply.com/journal/item/42).

Sobre tradições, confira a segunda resposta evangélica ao item CAT: 03.

CAT: 03 - Não sou protestante porque atribuem a si próprios o direito de interpretar a Bíblia. Acreditam ter
uma iluminação pessoal vinda do Espírito Santo sem intermediários, ou seja, sem a Igreja. O mais interessante é
a diferença que o Espírito Santo manifesta em cada uma das centenas (talvez milhares) de ramificações do
protestantismo.

EVAN: R - Fazemos o que Deus quer que façamos, ou seja, que nos dediquemos à leitura de sua Palavra, e
nela meditemos dia e noite (Salmos 1), pois sabemos que "toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para
ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e
perfeitamente preparado para toda boa obra" (2 Tm 3.16-17).

O acesso à Bíblia não é proibido na Igreja de Cristo. Qualquer um pode ler; tendo dúvida, pede ajuda aos mais
entendidos. Para isso, há escolas dominicais e cursos teológicos. Todo crente (cristão) deve saber manejar bem a
Palavra da verdade para apresentar-se a Deus aprovado (2 Tm 2.15). Deus não quer ignorantes de Sua
Palavra.

Podemos recorrer ao Espírito Santo que não está preso numa redoma de ouro e nem guardado num
cofre; Ele está em nós (Sl 51.11; Lc 11.13; At 2.4; Ef 1.13; Rm 8.9; 1 Co 3.16,19) e nos ajuda em nossas
fraquezas, pois Ele é uma Pessoa (Rm 8.16,26; Lc 12.12; 14.26; 1 Co 2.13). Temos iluminação pessoal? E Jesus
não disse que somos a luz do mundo e sal da terra (Mt 5.13,14)?

CAT: Sobre este famoso versículo da Segunda Carta a Timóteo, vou colar um texto que escrevi para uma
protestante que, num debate, citou este trecho bíblico.

Vou terminar apenas comentando a famosa passagem "toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para
ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e
perfeitamente preparado para toda boa obra". Com ela, os protestantes acham que provam a "Sola Scriptura" e a
desnecessidade da Igreja. Não provam, pois Paulo não disse "apenas as Escrituras divinamente inspiradas...",
como você interpreta. Eu concordo com Paulo e, no entanto, confortavelmente, aceito toda a Tradição da Igreja.
Quando Paulo escreveu este trecho, boa parte do Novo Testamento não havia, ainda, sido escrito. Ainda que a tua
interpretação deste trecho (na qual você coloca um "somente" onde não existe) fosse correta, ela só faria sentido
se a Bíblia tivesse caído pronta do céu. Mas você sabe que não foi assim. Então, eu te pergunto: a que
"Escrituras" Paulo se refere? Vejamos as possibilidades:

1ª Possibilidade: Paulo está se referindo apenas aos escritos judaicos (ou seja, ao Antigo Testamento).
Particularmente, é isto o que eu entendo. Se você concordar comigo, existem muitos problemas para a tua fé.
Primeiramente, uma boa parte dos livros que você tem por inspirados não o seriam, e muitos versículos que você
usa para atacar a Igreja seriam "tradições humanas", como dizem os protestantes. Em segundo lugar (embora
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você negue isto até a morte) Paulo era um judeu da diáspora, e, como todo judeu da diáspora, ao referir-se às
Escrituras judaicas pensava em todos os livros que, hoje, compõem o Antigo Testamento Católico. Em outras
palavras, aceita esta primeira possibilidade, não apenas você lê livros não inspirados, mas, também há livros
inspirados que você não lê. Creio que você não gostou muito, não é mesmo? Passemos à segunda possibilidade.

2ª Possibilidade: Paulo se referia aos escritos judaicos e a todos os escritos da era apostólica. Possivelmente,
esta possibilidade é melhor que a primeira. Cuidado em aceitá-la, pois também traz dificuldades. Primeiramente,
há escritos apostólicos que se perderam, pelo que nem toda "palavra inspirada e útil" estaria na Bíblia. Em
segundo lugar, por que existem escritos da era apostólica que não compõem o cânon do Novo Testamento (e que
provam que os cristãos primitivos já acreditavam em tudo aquilo que os protestantes insistem em dizer terem sido
inventados por "Roma" séculos mais tarde), o que novamente nos conduz à negação da "Sola Scriptura".
Novamente, acho que você já deve ter rejeitado esta hipótese. Não tem problema, existem mais duas.

3ª Possibilidade: Paulo se referia aos escritos judaicos e mais alguns (inclusive várias de suas próprias cartas)
que, por revelação divina (sonho, aparição, etc.), soube que, trezentos anos mais tarde, viriam a ser estabelecidos
num concílio cristão. Novamente, acho que você terá problemas com esta possibilidade, pois este mesmo concílio
estabeleceu, como sendo inspirados, todos os livros do Antigo Testamento que não fazem parte de sua Bíblia.
Esta possibilidade te levaria a aceitar como bíblicos pontos de fé católicos que você rejeita (purgatório,
intercessão, orações pelos mortos, etc.). Vejamos a última possibilidade.

4ª Possibilidade: É muito parecida com a terceira. Só que na revelação de Paulo, ele soube que, mil e duzentos
anos após o citado concílio, um monge iría arrancar, do cânon deste concílio vários livros do Antigo Testamento. É
a este conjunto de livros que Paulo se referia. Exatamente o mesmo conjunto de livros que você tem por
inspirados. Ocorre que isto não apenas coloca 1500 anos do cristianismo no ostracismo histórico, como também
torna inútil a recomendação que Paulo deu a Timóteo. Afinal, as Escrituras inspiradas e úteis para ensinar
somente estariam à disposição dos cristãos séculos mais tarde.

“O acesso à Bíblia não é proibido na Igreja de Cristo. Qualquer um pode ler; tendo dúvida, pede ajuda aos
mais entendidos. Para isso, há escolas dominicais e cursos teológicos. Todo crente deve saber manejar
bem a palavra da verdade para apresentar-se a Deus aprovado (2 Tm 2.15). Deus não quer ignorantes de
Sua Palavra.

Podemos recorrer ao Espírito Santo que não está preso numa redoma de ouro e guardado num cofre; Ele
está em nós (Sl 51.11; Lc 11.13; At 2.4; Ef 1.13; Rm 8.9; 1 Co 3.16,19) e nos ajuda em nossas fraquezas,
pois Ele é uma Pessoa (Rm 8.16,26; Lc 12.12; 14.26; 1 Co 2.13). Temos iluminação pessoal? E Jesus não
disse que somos a luz do mundo e sal da terra (Mt 5.13,14)?”

A contradição é assombrosa! Ora, se temos o Espírito Santo; se Ele nos ajuda e nos inspira; se é tão simples
ler a Bíblia, então, por que escolas dominicais, cursos bíblicos, livretos, pregações, etc? O "sola scriptura" vivido
coerentemente resumiria o cristianismo a leituras e meditações particulares da Bíblia, cada um em seu cantinho.

A lógica nos diz que, se não há um magistério infalível dado por Deus, então cada crente, ao ler e meditar a
mesma Bíblia, iluminado pelo mesmo Espírito, deveria chegar às mesmas conclusões às quais chegaram os
demais. Ou, então, este Espírito Santo, contradizendo-se, não é Deus. Como a uniformidade não ocorre (e,
sabendo que o Espírito Santo é Deus), é lógico que o pressuposto adotado (a "sola scriptura") está errado, o que
nos conduz à necessidade da Igreja. E tal necessidade, por sua vez, é a ruína do protestantismo. Se a Igreja for
necessária, não só os protestantes não cumprem a vontade de Deus como, também, lutam contra ela.

EVAN: R – Respostas já dadas acima no item CAT: 02, na segunda resposta evangélica:

Sobre os temas: sobre esta pedra edificarei a minha igreja, as chaves do céu, revelação Divina e a liderança
do Espírito Santo, veja na segunda resposta evangélica (EVAN: - PEDRO COMO PRIMEIRO PAPA) ao item CAT:
10; na segunda resposta evangélica ao CAT: 02; e, no item CAT: 04, na segunda resposta evangélica, no subitem:
"OS CATÓLICOS ROMANOS CITAM MT 16:18 DIZENDO QUE A IGREJA FOI EDIFICADA SOBRE PEDRO.".

No mais, não se deve interpretar um único versículo isoladamente, mas sim colocá-lo em harmonia com toda a
Palavra (II Tim 3:16 com II Pe 1:20-21 e Gálatas 1:8), pois, de uma única peça do quebra-cabeças não é possível
ver o quadro por completo e, fatalmente, se cometerá equívocos nas suposições (achismos).

CAT: 04 - Não sou protestante porque a doutrina não tem unidade, as igrejas não são infalíveis em questões
de moral e fé. Suas hierarquias não são rígidas, os preceitos são secundários. A salvação está em somente crer
em Cristo, mas sabemos que não basta somente crer, pois, é preciso viver a fé, e vivê-la em santidade. Daí os
Mandamentos. Daí a moral que a Igreja ensina. Dizer que a salvação vem somente do crer em Cristo, é continuar
vivendo vida injusta ou dissoluta, é mentir à própria consciência.
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EVAN: R - E os papas são infalíveis? E as histórias repugnantes sobre diversos papas? E a diabólica
Inquisição? E o perdão pedido aos chineses, aos aborígenes, a Galileu ...? Não é o reconhecimento de erros
cometidos pelo catolicismo? A rigidez moral do catolicismo funciona?

E o caso de assédio e violência sexual de sacerdotes católicos contra religiosas, em 23 países, para ficar só
neste exemplo? Ensinamos o que ensina a Palavra. A fé no Senhor Jesus envolve arrependimento dos pecados;
sem isso não há perdão nem salvação. A santidade faz parte da vida cristã. Quem nos convence do pecado é o
Espírito Santo (João 16.8). As boas obras são decorrentes dessa fé salvífica.

QUEM NELE CRÊ NÃO SERÁ JULGADO; QUEM NÃO CRÊ JÁ ESTÁ CONDENADO, porque não crê no nome
do unigênito Filho de Deus (Palavras de Jesus em Jo 3.18. Vejam também Romanos 10.9). Acontece que o
catolicismo ensina a salvação pelas obras, mas não somos salvos pelas obras, mas para as boas obras (Ef 2.8).
Ademais, "o justo viverá pela fé" (Romanos 1.17).

CAT: Os protestantes confundem, sempre e sempre, infalibilidade com impecabilidade. Os papas pecaram,
mas jamais erraram ao se pronunciarem, ex-cathedra, sobre doutrina e moral. Ou seja: dizer que os papas
não são infalíveis porque pecaram é ou desconhecer o dogma da infalibilidade ou agir de má-fé. A tríade, em
questão, parece conhecer o dogma da infalibilidade. Então...

Apenas para pôr os "pingos nos is", o catolicismo jamais cometeu erro. Isto é teologicamente errado. Os filhos
da Igreja erraram (e, às vezes, gravemente), mas a Igreja segue santa e imaculada, pois tais erros ocorreram
apesar da Igreja.

Repare-se que, também aqui, eles não refutaram o fato apresentado por D. Estevão. Eles se limitaram à
tentativa de provar que nós, católicos, somos tão ruins quanto eles... Aceitaram, ainda que sem perceber, o fato de
que o protestantismo não possui qualquer autoridade infalível e que não há segurança doutrinária entre as
mais diversas igrejas cristãs. Tal forma de agir (atacar para não ter que se defender de algo indefensável)
confunde os leitores menos atentos. Mas o fato é que, implicitamente, reconheceram a veracidade daquilo que
disse D. Estevão.

“E o caso de assédio e violência sexual de sacerdotes católicos contra religiosas, em 23 países, para ficar
só neste exemplo? Ensinamos o que ensina a Palavra. A fé no Senhor Jesus envolve arrependimento dos
pecados; sem isso não há perdão nem salvação. A santidade faz parte da vida cristã. Quem nos convence
do pecado é o Espírito Santo (João 16.8). As boas obras são decorrentes dessa fé salvífica.”

Os protestantes adoram desviar o assunto. Como não têm resposta à evidência apresentada por D. Estevão
(qual seja, no protestantismo não há autoridade infalível) tentam atacar o Catolicismo. São muito tristes os
escândalos sexuais envolvendo padres, mas, repita-se, são erros dos filhos da Igreja. Poderia, também, citar
exemplos chocantes envolvendo protestantes, mas isto não vem ao caso.

“QUEM NELE CRÊ NÃO SERÁ JULGADO; QUEM NÃO CRÊ JÁ ESTÁ CONDENADO, porque não crê no
nome do unigênito Filho de Deus (palavras de Jesus (Jo 3.18). Vejam também Romanos 10.9. Acontece
que o catolicismo ensina a salvação pelas obras; mas não somos salvos pelas obras, mas para as boas
obras (Ef 2.8). Ademais, "o justo viverá pela fé" (Romanos 1.17).”

Gostaria de saber de onde a tríade tirou esta informação de que, segundo o Catolicismo, somos salvos pelas
obras. Para a Igreja, é Cristo que nos salva pela Sua Cruz e Ressurreição, sendo que, pelas boas obras,
cooperamos para que esta salvação ocorra. Aliás, o que esta afirmação gratuita e inverídica tem a ver como o
tema proposto por D. Estevão? Absolutamente nada.

EVAN: SALVAÇÃO

Como o Catolicismo Romano vê a salvação? Adolfo Robleto (in: O Catolicismo Romano) destaca: “Na Igreja
Católica, no entanto, o tema da salvação não ocupa um lugar proeminente. Os esforços se encaminham para o
sentido de que o povo católico, não falte à igreja e faça obras de caridade.” Segundo o catolicismo a salvação é
adquirida de três formas básicas: 1ª) graça de Deus, 2ª) fé e obras e 3ª) a igreja e seus sacramentos.

1ª) Graça de Deus – A palavra graça significa favor imerecido e gratuito. É algo concedido por Deus de forma
gratuita sem qualquer mérito humano. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós;
é dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie.” (Ef 2.8 e 9). Por sua vez, a Igreja Católica
não vê a graça como um favor gratuito e imerecido. O fiel para receber a graça de Deus precisa ser ligado a Igreja
Católica e participar dos sacramentos, sendo só desta forma que Ele pode receber a graça de Deus. Caso não
receba a graça, o fiel não poderá ser salvo. Mas as Escrituras deixam bem claro que sendo a salvação pela graça,
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não pode ser ao mesmo tempo pelas obras. “E se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já
não é graça.” (Rm 11.6).

Veja a contradição: Dizem que o papa é santo, a santidade em pessoa, que apesar de homem é infalível,
etc; mas quando ele morre, fazem todo o cerimonial para que sua alma não vá para o Inferno e, depois,
abrem o processo de julgamento de canonização, para saberem se ele era santo ou não. Oras, ele já não
era a santidade em pessoa?

Veja mais no Estudo: “Louvar a Deus não salva ninguém” - http://macfly.multiply.com/journal/item/14

2ª) Fé e obras – Segundo o catolicismo a fé em Cristo não é suficiente para se adquirir a salvação. É
necessário também realizar caridades, esmolas e participar dos sacramentos. No Concílio de Trento (1546-1563)
saiu o seguinte decreto: “Se alguém disser que a fé é justificadora não é nada mais que confiança na misericórdia
divina que cancela o pecado em nome de Cristo somente; ou que esta confiança sozinha basta para sermos
justificados, que seja anátema.” O catolicismo chama de maldito aquele que crê que a fé em Cristo sozinha é
suficiente para justificá-lo diante de Deus. Mas nas Escrituras está escrito: “Sendo, pois justificados pela fé,
tenhamos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo.” (Rm. 5:1) Cristo pouco antes de morrer na cruz
disse: “...está tudo consumado”. Mostrando assim que o homem não precisaria fazer mais nada para adquirir a
salvação. Pois Ele “veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19.10).

Hebreus 9:28 – “Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos,
aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.”

Hebreus 9:12 – “Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma
vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.”

Romanos 6:10 – “Pois, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado; mas, quanto a
viver, vive para Deus.”

A salvação não pode ser comprada pelas obras humanas. “Ou quem lhe deu primeiro a Ele, para que seja
recompensado?” (Rm 11.35). Quem crê na salvação pela fé em obras está dizendo que Cristo morreu em vão (Gl
2.21).

Então qual é a relação entre a fé e as obras? É a seguinte: a fé é a raiz; as obras são os frutos. A fé nos justifica
para com Deus; as obras evidenciam essa fé diante dos homens. Deus vê o coração; os homens vêem as obras
da fé no viver. Fazemos boas obras depois que cremos que somos salvos, e não antes da fé para sermos
salvos. Em conclusão: as obras não produzem a salvação, mas sim, são um resultado dela. Leia Efésios 2:10.

Veja mais, logo abaixo, no item: “SACRAMENTO”.

Veja mais no Estudo: “Deus não é comerciante. A Deus se ama e não se pratica comércio” –
http://macfly.multiply.com/journal/item/32

3ª) A igreja e seus sacramentos – No catecismo de 1994 está escrito: “Toda salvação vem de Cristo–cabeça,
através da igreja, a qual é o seu corpo; apoiado na Sagrada Escritura e na tradição (o Concílio) ensina que esta
igreja, agora peregrina na terra, é necessária a salvação... Por isso não podem salvar-se, aqueles que, sabendo
que a igreja Católica foi fundada por Deus através de Jesus Cristo, como instituição necessária, apesar disso não
quiserem entrar nela ou perseverar.”

Nas Escrituras não há nenhuma indicação que alguém deve entrar numa igreja para obter salvação. A
salvação só é por meio de Cristo (At 4.12; Jo 3.36; Jo 5.24; Jo 20.31; At 10.43; I Ts 5.9 etc.). Depois de salvo o
cristão pode ter comunhão com seus irmãos em Cristo (Hb 10.25, I Jo 1.5-7 e I Jo 4.20 e 21).

Veja mais no Estudo: “DENOMINAÇÃO RELIGIOSA É MORTE ESPIRITUAL”


(http://macfly.multiply.com/journal/item/42).

A palavra sacramento vem do latim sacramentum que antigamente tinha dois significados básicos:

1.º) Algo que era separado para um propósito sagrado.

2.º) Era um juramento que o soldado fazia ao Imperador de Roma ao ingressar no Exército. No século V,
(“Santo”) Agostinho começou a elaborar as doutrinas dos sacramentos, que ele definiu como “a forma visível
de uma graça invisível” (signum visible de gratia invisible). Só no ano de 1439, no Concílio de Florença, foi que
os sete sacramentos foram oficializados pelo catolicismo. Sendo os sete sacramentos: batismo, crisma ou
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confirmação, penitência, eucaristia ou missa, matrimônio, unção de enfermos ou extrema-unção e santas ordens.
Segundo o catecismo de 1994, “a Igreja afirma que para os crentes os sacramentos da nova aliança são
necessários à salvação.” Os sete sacramentos são nada menos que uma séria de boas obras que os
católicos crêem que precisam fazer para alcançar a salvação. Mas em Rom 3:20 está escrito: “Por isso
nenhuma carne será justificada diante Dele pelas obras...”.

Ninguém paga os seus próprios pecados e nem os de outros mediante as obras, caridades, penitencias,
etc. Somente o sacrifício de Jesus Cristo (Hebreus 1:3, 9:22) é que nos purifica de todos os pecados
(passados, presentes e futuros). I João 1:7,9 – “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos
comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. (...).
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de
toda a injustiça.” Hebreus 10:12 - "Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos
pecados, está assentado à destra de Deus," Salmos 18:30 - "O caminho de Deus é perfeito; a palavra do
SENHOR é provada; é um escudo para todos os que nele confiam."

Ao criar esta doutrina o catolicismo forma uma espécie de salvação sacerdotal, pois os sacramentos só podem
ser ministrados pelos “sacerdotes” católicos. Transformando os sacerdotes católicos em mediadores entre Deus e
os homens. O que é uma tremenda heresia: “Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens,
Jesus Cristo homem.”(I Tim 2:5).
Veja mais, logo acima, no item: "Fé e obras".

O BATISMO

Os católicos crêem que o batismo é necessário a salvação, que sem o batismo a pessoa está
condenada ao Inferno. No concílio de Trento foi decretado: “As crianças se não forem regeneradas para Deus
através da graça do batismo, quer seus pais sejam cristãos ou infiéis, nascem para miséria e perdição eternas.”
Quão terrível é esta doutrina! O batismo é para quem crê. Enquanto a criança não tiver como decidir sobre a
sua fé em Cristo, esta não pode ser batizada. A afirmação que o batismo salva é totalmente equivocada. O
batismo é para os salvos e só a ausência de fé em Cristo é que condena. “Quem crer e for batizado será salvo,
quem não crê será condenado.” (Mc 16.16).

O que dizer então do ladrão crucificado junto com Jesus? Lucas 23:39-43 - “E um dos malfeitores que
estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós. Respondendo,
porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na
verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. E disse a
Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje
estarás comigo no Paraíso.”

Citam I Cor 10:2 onde diz que Moisés e os hebreus (judeus, israelenses) atravessando o Mar Vermelho
simbolizava o batismo; alegando que isso prova que o batismo é por aspersão. Absurdo, pois apenas
simbolizava, e não representava, sendo apenas uma sombra da realidade que havia de vir (Hb 10:1 com Col
2:17); e não era em si o batismo, como a serpente de bronze não era Cristo, mas apenas simbolizava a morte
do Cordeiro na cruz. Dizem que foram os egípcios que tiveram o batismo por aspersão e morreram.
Primeiramente, o batismo não salva ninguém, pois é necessário antes se arrepender e crer na Palavra de Deus
(Mc 1:1,15; Lc 13:3), para depois ser batizado (Mc 16:16); por causa disso não se pode batizar bebes ou crianças,
pois eles não tem consciência ou noção do que significa aquele ato, e muito menos se arrependeram e creram.

Jesus foi batizado por imersão, pois o Cordeiro tinha que ser lavado antes de ser sacrificado (Ex 29:17;
Lv 1:9,13 ...) e os sacerdotes antes de ministrarem a expiação pelo pecado se banhavam em água (Lv 8:6;
Ex 30:21; Lv 16:24) [por isso Jesus Cristo foi batizado por João Batista, pois ele (João) era levita = filho de
Zacarias – Lucas 1:5-25,59-64]; além de outras passagens sobre sacrifícios voluntários e purificação (Lv 14:8-9;
15:13; Dt 23:11; II Rs 5:10), as quais são sombras do que havia de vir (Hb 10:1 com Col 2:17 e I Cor 13:9-10,12).
Veja também Lv 15:13; 22:6; Tg 2:7 com At 2:38.

Hebreus 10:22 – “Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações
purificados da má consciência, e o corpo LAVADO com água limpa,”

Por isso Lv 22:8 diz: “...não comerá das coisas sagradas, senão depois de BANHAR o seu corpo em água.”;
pois ninguém pode participar da ceia do Senhor, sem ser batizado. João 13:10 –“Disse Jesus: Aquele que já se
BANHOU ...” Não diz aquele que já foi aspergido, mas sim, que já se banhou; ou seja, que foi batizado por
imersão (Is 1:16; 4:4).

Atos 22:16 –“... batiza-te e LAVA os teus pecados, invocando o seu nome.” Diz para se “lavar” e não
aspergir; invocar o nome (Jesus), e não os seus títulos e atributos (Pai, Filho e Espírito Santo). I Cor 6:11
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–“... fostes lavados ... em nome do Senhor Jesus ...” O batismo simboliza a morte para o pecado (Rm 6:2-4)
e o sepultamento do velho homem (Col 2:12); porventura se enterra alguém só com um punhado/pá de
terra? (Rm 6:4).
Citam At 8:36-38 sobre o batismo do eunuco etíope, no caminho entre Jerusalém e Gaza, onde (segundo eles)
não existe nenhum rio ou lago, para poder ter sido batizado por imersão. Quem pode provar que naqueles dias
não existia? Se hoje em dia, em pouco tempo, um rio devido ao assoreamento se transforma num pequeno
córrego, não poderia ter ocorrido algo semelhante? Não poderiam ter uma cisterna, a qual era cheia com água de
chuva (Jr 2:13)? Não poderiam ter algum vasilhame suficientemente grande, para encher dágua? Não poderia ter
algum poço ou caixa dágua próximo? ...

Mesmo que não houvesse água suficiente para o batismo por imersão, isso não impediria de se encher
um vasilhame como um tanque. Em At 8:38 diz que ambos desceram a água. Ora, simplesmente está
dizendo que entraram na água; ou seja, batismo por imersão. Para se fazer um batismo por aspersão não
se requer entrar na água, apenas chega-se perto o suficiente para apanhar um punhado com a mão; já por
imersão não se tem como fazer da margem, é necessário entrar na água. Seria praticamente idiotice,
ilógico, irracional, ... entrar na água para realizar um batismo por aspersão, uma vez que se necessita de
apenas de um punhado dágua. Porventura nas igrejas Católicas existem piscinas, para o padre entrar
dentro dela com os bebes, que serão batizados por aspersão?

Tal doutrina e explicação dos católicos contradizem as narrações bíblicas. Se fosse por aspersão não se
entraria na água (At 8:38), e conseqüentemente não precisaria sair dágua (At 8:39; Mt 3:16; Mc 1:10). Porventura
Jesus foi batizado onde não se poderia ser realizado o batismo por imersão? (Mt 3:5-6; Mc 1:4-5).

Na Bíblia claramente diz que foi batizado no rio e, ainda mais, que desceu às águas e depois saiu das águas,
mas os católicos conseguem ler que “foi batizado nas margens do rio.”

Sobre At 9:18-19 afirmam que não havia piscina. Como podem ter certeza de tal coisa? Porventura não poderia
existir um tanque, tambor, cisterna, ...?

Citam At 16:33 sobre o batismo do carcereiro dizendo que nos cárceres romanos não existiam piscinas.
A primeira vista, para um leigo e sem senso crítico, aparenta tal justificativa por fim a discussão. Mas só um
ignorante das Sagradas Escrituras, poderia pensar tal coisa. Basta ler o versículo anterior e verá que não mais
se encontravam no cárcere, mas sim na casa do carcereiro. E mesmo que assim não dissesse o versículo
anterior, como poderia ter sido batizada toda a família do carcereiro, juntamente com ele? Ou será que o
carcereiro e família moravam no cárcere? Ou a família do carcereiro estava presa também? Ou ainda, os
“bebes” dele e sua esposa eram carcereiros também? O versículo 32 (do cap. 16 de At) mostra que não
mais estavam no cárcere; o 33 trata do batismo fora da casa e o 34 é a ceia na casa.

Como podem afirmar que existiam bebes na família? Se existissem não seriam batizados, pois é preciso crer,
para só depois ser batizado (Mc 16:16); ou seja, estar arrependido de ter pecado (Mc 1:5) e os bebes não
possuem noção de tais coisas, nem se arrependeram, e muito menos creram. NÃO EXISTE NENHUM RELATO
BÍBLICO DE BATISMO DE BEBES; e mesmo que existisse seria uma prática apóstata (Gl 1:8).

Não é errado batizar adolescentes (maiores de doze anos – Lucas 2:42), desde que arrependidos do pecado e
crentes na Palavra de Deus.

Citam a circuncisão do Antigo Testamento, como justificativa de seus atos; isso não passa de maná
apodrecido, o que vale é a nova aliança (novo pacto), onde é exigido o ritual do batismo depois de ter
crido (Mc 16:16). Não existe na Bíblia batismo de bebes e nem relato de algum batismo recitando os títulos
“Pai, Filho, e Espírito Santo”, ao invés do nome do Senhor Jesus Cristo (At 2:38; 8:12,16-17; 10:48; 19:5;
22:16; Rm 6:3; I Cor 6:11; Gl 3:27). Quem está certo, os apóstolos ou os pregadores de hoje em dia? Veja
Gl 1:8.

Pai, Filho e Espírito Santo NÃO SÃO NOMES, MAS são APENAS atributos, títulos ou qualidades da
mesma e única pessoa, Jesus. Mt 28:19 diz para batizar no nome e não nos títulos do Pai, Filho e Espírito
Santo (que não são nomes). São títulos (atributos, qualidades, etc) da mesma e única pessoa, como a
“porta” (João 10:17), o “Bom Pastor” (João 10:11), “Cordeiro de Deus” (João 1:29), Leão da tribo de Judá”
(Ap 5:5), “Messias” (Dn 9:25; João 1:41), “Nazareno” (Mt 2:23), “Pão da Vida” (João 6:35), “Renovo” (Is
4:2), “Estrela da manhã” (Ap 22:16), “Lírio dos vales” (Ct 2:1), ...

Devido a isso os apóstolos só batizavam no nome do Senhor Jesus Cristo, ou seja, nos batismos
invocavam/recitavam o nome do Senhor Jesus (At 19:1-6, 2:38, 8:12, 10:43,48, 22:16 com Rm 6:3-4; I Cor
6:11; Gl 3:27). E como há um só batismo (Ef 4:5), quem foi batizado de outra forma diferente de At 2:38, deve ser
batizado corretamente conforme ordena At 19:1-6. Pois o batismo de At 2:38 é o cumprimento da ordem em Mt
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28:19. Pois não existem dois tipos de batismos, uma vez que ele é um só para todas as pessoas (Ef 4:5); assim
não há razão para aqueles que dizem que os batismos narrados em Atos eram feitos apenas aos judeus. Gl 1:18
– “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro Evangelho além do que já vos tenho
anunciado, seja anátema”. São Paulo neste versículo deixa bem claro que não importa quem seja, se anunciar
alguma doutrina, ensinamento, prática, crença, filosofia, princípio, dogma, ... diferente do Evangelho que ele
ensinou, é para ser desprezado, ignorado, repudiado, rejeitado .... Como então pode alguém ser batizado de
maneira diferente da que os apóstolos batizavam e achar que está correto? Quem diz a verdade, os
apóstolos ou os mestres de hoje em dia? Qual é o verdadeiro batismo, o realizado pelos apóstolos ou os de hoje
em dia? ...

Não é dito para batizar nos títulos (recitar os títulos = plural), mas sim batizar no nome (recitar o nome =
singular). Por isso que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo (Rm 10:13; At 4:12). At 22:14-16
– “Disse ele: o Deus de nossos pais de antemão te designou para conheceres a sua vontade ... levanta-te,
batiza-te e lava os teus pecados INVOCANDO O SEU NOME.” Nesta passagem nada diz de Saulo (São Paulo)
invocar os títulos, mas sim invocar o nome do “Deus de nossos pais” (singular = Jesus e não tríade/trindade); o
Deus é Jesus (At 9:15-18). Pois Ananias disse que Deus designou (escolheu) a Saulo (Paulo), e Jesus disse que
Saulo é seu escolhido (At 9:11-15).

QUAL É O NOME DO PAI? João 17:11 –“Pai Santo guarda-os em teu nome, o nome que tu me deste ...” (João
5:43, 17:12). E que nome é esse? É Jesus, por isso é que Ele tem um nome sobre todo nome (Fp 2:9; Ef 1:21),
porque é o nome de Deus (Mt 1:21; Ex 23:20-22 com Is 63:9).

A palavra “anjo” significa “mensageiro” e em Is 63:9 diz que Deus é seu próprio mensageiro; ou seja, não foi
nenhum mensageiro comum, mas Ele mesmo veio. Em Lc 7:27 diz que João Batista é um “anjo”, ou seja, é um
mensageiro.

Zc 4:4 –“Então eu perguntei ao anjo que falava comigo: “O que significam estas coisas, meu Senhor?” Zc 5:2-3
–“E o anjo que falava comigo disse-me ... e todo aquele que jura falso em meu nome será expulso ...”; Zc 6:4-5,8
–“E o anjo respondeu-me ... farão descer meu Espírito na terra do norte”. Como, pois, pode ser um anjo se fala
como Deus, e recebe honra como Deus? (Confira: Jz 13:17-18,22 com Is 9:3).

Por isso Mt 1:23 diz que Jesus é Deus conosco (Emanuel). João 14:9 diz que quem vê Ele, vê o Pai. Col 1:15
diz que Jesus é a imagem do Deus invisível. Is 9:6 diz que Jesus é Deus forte, Pai (I Cr 29:10) da Eternidade.
Is 26:13 –“... só a teu nome invocamos”. Por causa disso se faz maravilhas e prodígios com o nome de Jesus
(Mc 9:38; Lc 10;17; At 3:6-7,16, 10:43, 16:16-18), porque é o nome de Deus.

Veja mais no Estudo disponível em http://macfly.multiply.com/journal/item/28.

CRISMA OU CONFIRMAÇÃO

Segundo os católicos, é um ato de aprofundamento em Cristo para todos aqueles que já foram batizados. No
catecismo de 1994 está escrito: “a confirmação aperfeiçoa a graça batismal; é o sacramento que dá o Espírito
Santo para enraizar-nos mais profundamente na filiação divina; incorporar-nos mais firmemente a Cristo, tornar
mais sólida a nossa vinculação com a Igreja...” Preste atenção! Segundo eles, este sacramento concede o
Espírito Santo. Por isto na crisma o bispo impõe suas mãos sobre a cabeça da pessoa com o propósito de
transmitir o Espírito Santo. Não existe nenhum ritual, nas Escrituras, que aprofunde alguém espiritualmente. A
filiação divina não é aprofundada por um ritual, mas é conseguida plenamente no momento em que se crê em
Cristo. É o que está escrito em João 1.12: “Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos
filhos de Deus; aos que crêem no Seu nome.” E é neste momento que recebemos o Espírito Santo. “Pois todos
nós fomos batizados em um Espírito formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres e
todos temos bebidos de um Espírito.”

Repare a contradição: Esses adolescentes foram batizados quando eram bebês. Por que agora devem
revalidar, renovar, refazer, repetir, ... tal sacramento?

PENITÊNCIA

Segundo o catolicismo é a maneira de remover a penalidade dos pecados cometidos depois do batismo
e crisma. O padre depois de ouvir a confissão dos pecados recomenda aos fiéis penitências como: rezas, ofertas,
ajuda ao próximo ou algum tipo de privação. No catecismo de 1994 está escrito: “A absolvição tira o pecado, mas
não remedia todas as desordens que ele causou. Liberto do pecado, o pecador deve ainda recobrar a plena saúde
espiritual. Deve, portanto, fazer alguma coisa mais para reparar seus pecados; deve satisfazer de modo
apropriado ou expiar seus pecados. Esta satisfação chama-se também penitência.” Esta doutrina é uma
verdadeira aberração. O sacrifício de cristo é único e suficiente (Hb 10.12).
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Aonde diz na Bíblia, que é preciso recitar tantas e tantas vezes a oração do Pai Nosso? Não existe tal instrução
nas Escrituras. Jesus quando perdoou pecados nunca mandou “rezar terço ou rosário” (Mt 9:2; Mc 2:5; Lc 5:20;
7:48), e muito menos Ele fez tal coisa. Antes, pelo contrário, condenou tais coisas (Mt 6:7). Nenhum dos apóstolos
ensinou tal coisa de “terço ou rosário”. Tais coisas não são ordenanças bíblicas, mas sim humanas (doutrinas
inventadas pelos homens).

Mateus 6:7 – “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito
falarem serão ouvidos.”

Veja mais no Estudo: “Deus não é comerciante. A Deus se ama e não se pratica comércio” –
http://macfly.multiply.com/journal/item/32

Os católicos romanos citam Mt 16:18 dizendo que a Igreja foi edificada sobre Pedro.
Absurdo, se Deus fosse edificar sua Igreja sobre algum homem, seria sobre seu Filho; pois é O único que
nunca pecou. Mas nem sobre seu Filho foi edificada a Igreja.

Se ler Mt 16:13-18, verá que Jesus perguntou a seus discípulos o que os homens (teólogos, mestres, doutores
da Lei, filósofos, escribas, rabinos, pastores, “padres”, PHDs, professores, reis, monarcas, léxicos, ...) diziam ser
Ele e os discípulos responderam cada um uma coisa diferente do outro, e nenhum estava certo, pois falaram o
que tinham ouvido dos fariseus, saduceus, herodianos, ... (doutrina dos homens). Nenhuma das doutrinas
ensinadas pelos homens estava certa, é a mesma confusão denominacional que vivemos hoje em dia.

Posteriormente Jesus perguntou o que eles (discípulos) achavam que Ele é. A maioria se manteve calada (não
sabia o que dizer, pois seu entendimento era simplesmente aquilo que ouviram das denominações religiosas); ou
seja, suas mentes estavam contaminadas (cauterizadas) pela interpretação, entendimento, doutrina, dogma,
hipnose, lavagem cerebral, ... dos mestres teólogos denominacionais religiosos, famosos e respeitados, que não
tinham senso crítico, não pensavam, meditavam, refletiam ... nas Escrituras por si mesmos.

Mas, Pedro foi o único que soube falar a verdade (responder a pergunta), a qual não coincidia com as palavras
dos demais. Em Mt 16:17 Jesus disse que NÃO FOI A CARNE E NEM O SANGUE (nenhum homem, “mestre”,
“papa”, “padre”, teólogo, pastor, professor de escola dominical, catequista, escola, faculdade, ... – João 3:1,10 com
Mt 11:25), quem revelou isso a Pedro, mas o Pai (Espírito Santo). Por isso é dito que ninguém pode dizer que
Jesus Cristo é o Senhor, senão pelo Espírito Santo (I Cor 12:3).

E o versículo 18 (do cap. 16 de Mt) diz: “Tu és Pedro (és apenas um homem sujeito a falhas, que vivia em erro,
que não dava conta de viver a Palavra de Deus, que desconhecia a Verdade, que constantemente pecava, és
fraco, és vulnerável, és frágil, ...) e sobre esta pedra (não é Pedro, nem alguma pedra que Jesus pegou no chão,
nem mesmo o Filho de Deus), ou seja, é sobre a própria revelação dada pelo Espírito Santo (v. 17).

“SOBRE ESTA PEDRA” não se refere a uma pessoa, não é sobre uma carne, ... (pois não foi a carne e nem o
sangue), mas sim sobre a revelação Divina (I Cor 12:3 e 2:13). Impossível a igreja estar fundamentada, balizada,
alicerçada ... num homem (Mt 7:24-27). Ainda mais um que negou o Senhor por três vezes. A Pedra é a
revelação divina (Mt 16:16-17 com I Cor 12:3), pois ninguém pode dizer que Jesus Cristo é o Senhor senão
pelo Espírito Santo (Mt 16:16-17 com I Cor 12:3, 2:10,13)! Nem sequer há provas de que Pedro alguma vez
esteve em Roma (I Pe 5:13). Outro detalhe é que Paulo, em público, admoestou/repreendeu severamente Pedro
com um tapa no rosto (Gal 2:11-14) e era Paulo quem fazia as viagens missionárias.

Assim, por revelação divina foi que Pedro soube que Jesus era (e é) o Cristo/Messias (Mt 16:13-20), já que
qualquer pode dizer que crê em Deus, pois até os demônios crêem e tremem (Tg 2:19), mas ninguém pode dizer
que Jesus Cristo é o Senhor senão pelo Espírito Santo (Mt 16:16-17 com I Cor 12:3, 2:10,13).

Pois a revelação Divina foi e é o único meio de se conhecer a Verdade das Escrituras. Cada um dizia uma
coisa, e ninguém dizia a verdade, todos estavam errados; e somente Pedro soube a verdade, a qual foi revelada
pelo Espírito Santo, e não por nenhuma escola de Teologia. Como poderia uma faculdade de teologia ensinar a
verdade, se nos dias de Jesus existia e nenhum dos teólogos reconheceu Jesus? Como poderia Deus
edificar sua Igreja sobre um homem, se Jesus disse que não foi a carne e nem o sangue que revelou a Verdade a
Pedro? Se Jesus mostrou que a Verdade não é revelada pelos homens, como poderia edificar sua Igreja sobre um
homem? Só um idiota para edificar alguma coisa sobre algo imperfeito, fraco, frágil, ... (Mt 7:24-27). Como poderia
nunca prevalecer as portas do Inferno sobre um homem, o qual negou a Cristo três vezes?

Entretanto, sobre a revelação Divina nunca as portas do Inferno prevaleceram. Exemplo é a revelação
Divina dada a Noé, de que haveria o dilúvio, e apesar do Maligno usar de todos os meios para fazer todos
descrerem nisso (inclusive Noé), não prevaleceu, pois os eleitos de Deus reconhecem a Verdade.
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Ora, sempre no passado a revelação dada pelo Espírito Santo foi a única Verdade, e não poderia ser
diferente agora (Hb 13:8; Ml 3:6; Sl 102:27; Hb 1:12). Ou porventura Noé soube do dilúvio por meio de
alguma faculdade teológica?

Hb 11:4 diz que “pela fé Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício que Caim ...” Ora fé em que? Fé no que
o Espírito Santo lhe havia revelado (como deveria ser a adoração), ou seja, por revelação Divina Abel ofereceu
mais excelente sacrifício que Caim. Ou você acha que foi a confiança em si mesmo, que conseguiu agradar a
Deus? Porventura acha que Caim não pensava assim? Acha que Caim foi oferecer sacrifício sabendo que não
seria aceito (que seria recusado, desprezado, repudiado ...)? Claro que não! Caim não sabia (não tinha revelação)
o que fazer para agradar a Deus, então com sua mente carnal resolveu usar frutas; pois achava que Deus não
poderia recusar aquelas belas frutas, mas recusou (II Cor 4:18 ; 5:7 ; I Cor 3:19).

Citam Mt 16:19 dizendo que Pedro manda chuva sobre a Terra (Veja I Sm 12:17-18; Jr 14:22), que recebeu
autoridade sobre a Igreja (primeiro “papa” dizem) ... pura idiotice carnal. Se Pedro recebeu a revelação Divina, de
que Jesus Cristo é o Filho do Deus vivo (Espírito Santo), aqueles que creram nessas palavras que Pedro disse
são ligados no céu (pois creram na Palavra de Deus) e aqueles que não creram não são ligados, mas sim já estão
condenados, pois não creram (João 11:25-27; Mc 16:16; Mt 1:5; João 8:24).

Ora, as chaves do reino dos céus é a revelação Divina, pois sem ela ninguém consegue entrar. Ou porventura
ninguém antes desse dia, em que Jesus disse isso a Pedro, entra no reino dos céus? Ou será que Noé se salvou
do dilúvio, porque Deus lhe deu a chave da porta da arca? No tempo do dilúvio, Noé tinha a chave do reino dos
céus, que era a revelação Divina de seus dias, de seu tempo. Ou porventura existia outra chave, outro meio, outra
maneira ... de se salvar do dilúvio, senão crendo na mensagem (revelação Divina) dada a Noé?

Pedro recebeu a revelação de que Jesus é Deus encarnado e por isso se devia crer em suas palavras, pois
estava dizendo a Palavra de Deus. As chaves são as revelações Divinas dadas pelo Espírito Santo (submissão ao
que o Espírito Santo diz e não no que os homens dizem); pois depois que o Filho de Deus os deixou, eles
obedeciam ao Espírito Santo e não aos homens [liderança humana] (At 10:13-15; 20:28; I Sm 16:1-13).

Não há eleição, votação, sucessão ... feita pelos homens em relação aos ungidos de Deus, é Deus
quem escolhe quem Ele vai usar, ungir, manifestar sua Palavra, dar a revelação Divina ..., como e onde, e não os
homens por eleição humana, como na política (I Sm 16:1-13; At 26:15-18).

Apesar de Pedro ter recebido a revelação (chave) dada pelo Espírito Santo, não pode ser considerado que a
Igreja de Deus foi estabelecida sobre ele; pois ele não foi o único a ter revelações Divinas nos primórdios (início)
da Igreja. Paulo teve muito mais revelações divinas do que Pedro (Gl 2:2,11,14 ; II Pe 3:15-16).

A IGREJA PRIMITIVA TINHA A LIDERANÇA DO ESPÍRITO SANTO E NÃO UMA LIDERANÇA HUMANA (Sl
48:18; João 16:13; Rm 8:14; Mt 15:14); por isso a “pedra” não é Pedro e nenhum outro homem, mas a revelação
Divina (a Palavra do Espírito Santo).

Não existe, portanto, tal coisa de sucessão do “trono de Pedro”. Pedro nunca reinou ou teve trono na
Igreja (Sl 45:6; Hb 1:8) e nunca foi considerado autoridade máxima na Igreja (Gl 2:2,11,14; II Pe 3:15-16), como
também Davi não foi (II Sm 12:1-14); ambos e todos, eram submissos à Palavra de Deus é principalmente na
forma de revelação Divina. Quando Israel quis um rei (um homem), para governar sobre eles (como as nações
[pagãos] ao redor deles tinham – I Sm 8:5,19-20), eles estavam desprezando a liderança do Espírito Santo sobre
eles (I Sm 8:7; 12:12; Is 33:22), além de desobedecerem Lv 20:23.

Apesar disso Deus consentiu (vontade permissiva e não vontade original) que tivessem um rei humano sobre
eles, o qual era apenas um peso a mais em seus fardos (I Sm 12:13-20), mas todos (inclusive o rei humano) eram
submissos à liderança do Espírito Santo (II Sm 12:1-14); e na Igreja primitiva não houve nenhum líder humano,
senão o Filho de Deus (corpo formado no ventre de Maria) Ungido pelo Espírito Santo, ou seja, o Pai (Espírito
Santo) que habita dentro Dele (Col 2:9; 1:15-19; Jr 10:10; João 12:15; Ap 17:14), o qual continua sendo o único
líder na Igreja (At 26:14-18; 16:6-7; João 5:19).

Por causa disso Jesus disse em João 5:43 que como Ele veio no nome de seu Pai, ou seja, Jesus (João 17:11),
os ímpios (filhos do Diabo, os que não são eleitos de Deus, os que não reconhecem a Luz e nem a voz de Deus ...
) não o aceitaram; mas aceitariam (e aceitaram) outro que viesse (e veio) em seu próprio nome (um homem
usurpando o lugar de Deus), e não no nome de Deus. Uma vez que o Cristo não possui um próprio nome, mas o
de seu Pai; um homem vindo, em seu próprio nome, exigindo reverência a si, estaria colocando-se no lugar de
Cristo.

Sendo o nome de Jesus, o único nome sublime, digno de louvor e adoração, a reverência a outro nome
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constitui um ato de idolatria. Porventura não são invocados outros nomes em rezas? Porventura outros que
“moldam” as Escrituras aos tempos de hoje, como se tivessem autoridade para alterá-la, não estão se colocando
no lugar do Autor das Escrituras? Jesus tinha trono durante seu ministério aqui na Terra? Existia o “Jesus-móvel”
para Cristo se locomover por entre a multidão? Havia a cidade ou Estado de Jesus para ele reinar sobre a Terra?
Por acaso Deus permitiu que se fizesse uma imagem Dele, por mãos humanas, e fosse esta adorada, como se
fosse Ele próprio?

E a cada dia aceitam mais e mais homens que vêem em seus próprios nomes, fundando igrejas, e reinando
sobre elas (líderes humanos denominacionais); ao invés, de se submeterem a única liderança que a Igreja de
Deus tem, que é o Espírito Santo (o próprio Deus e Pai, que se chama Jesus, e seu Filho [corpo, expressão
visível, ...], que tem seu nome; pois o corpo [Filho], e o Espírito Santo [Pai] são um só, a mesma e única pessoa
[João 10:30]).

Sobre os temas: sobre esta pedra edificarei a minha igreja, as chaves do céu, revelação Divina e a liderança do
Espírito Santo, veja na segunda resposta evangélica (EVAN: - PEDRO COMO PRIMEIRO PAPA) ao item CAT: 10,
e, na segunda resposta evangélica ao CAT: 02.

Se intitulam de guardiões das tradições dos apóstolos. Ridículo, nem batizam como os apóstolos (At
2:38 com Gl 1:8), e ainda dizem tais absurdos. Mt 15:1-9 demonstra suas atitudes de bancarem guardiões de
tradições, mas não passam de doutrinas inventadas pelos homens, as quais além de não constarem nas
Escrituras, ainda a contradizem.

Mt 4:10 diz para adorar a Deus e somente a Ele prestar culto. Mas os católicos fazem culto a “Aparecida”, a
São ..., a Santa ..., ao Santo .... Dizem que a “Aparecida” lhes apareceu dando ordens, mas Gl 1:8 diz para não
dar crédito àquilo que for contrário as Escrituras, mesmo que fosse dito por um dos apóstolos (ou por Maria ...);
pois o Diabo persiste em transformar-se em anjo de luz para enganar (II Cor 11:14; Col 2:18-23). E Dt 4:15-17 diz
para tomar cuidado com o “volátil que voa pelos céus” (v. 17), o qual é algo que muda de forma constantemente;
no caso é o Maligno que assume várias formas (belas, maravilhosas, atraentes, “admiráveis”, chamativas,
atrativas, impressionantes, ...) para enganar, inclusive se parecer com os santos e anjos celestiais. Além do que é
concedido ao Diabo sinais e prodígios para enganar (Mt 24:24; Ap 13:14).

No mais, recorda-se que não se deve interpretar um único versículo isoladamente, mas sim colocá-lo em
harmonia com toda a Palavra (II Tim 3:16 com II Pe 1:20-21 e Gálatas 1:8), pois, de uma única peça do quebra-
cabeça não é possível ver o quadro por completo e, fatalmente, se cometerá equívocos nas suposições
(achismos).

Sobre tradições, confira a segunda resposta evangélica ao item CAT: 03.

CAT: 05- Não sou protestante porque apesar deles lerem a Bíblia (embora sem alguns livros e com
interpretações diversas) não possuem nenhuma autoridade superior Infalível, para declarar que uma palavra
tem tal sentido, e exprime tal verdade.

EVAN: R - Qual seria a autoridade infalível na Terra? Só surgiu um homem assim: Jesus Cristo, porque
não tinha a mancha do pecado. A Palavra diz: "Seja Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso", e que "não há
um justo, nem um sequer" (Rm 3.4,10). Não temos um PAPA falível, mas temos um Papai do Céu infalível capaz
de suprir todas as nossas necessidades (Fp 4.19). "O Senhor é o meu Pastor e nada me faltará" (Salmo 23).

CAT: Novamente, a mesma confusão entre infalibilidade e impecabilidade. O Papa não é, digamos,
"impecável", mas infalível. Quem o diz é o próprio Cristo: "eu te darei as chaves do Reino dos Céus; o que ligares
na Terra será ligado nos céus; o que desligares na Terra, será desligado nos céus" (Mt 16,19). E em outra
passagem: "eis que eu estou convosco todos os dias, até o final do mundo" (Mt 28,20). Todos os papas
pecaram; nenhum deles, contudo, jamais contradisse um seu antecessor ao usar do seu Magistério
Infalível.

O questionamento de D. Estevão é muito contundente: os protestantes não possuem uma autoridade infalível,
então, como saber qual das diversas interpretações que eles propõem é verdadeira? A tríade, novamente, não
enfrentou o problema e desviou o assunto.

EVAN: O Papado

Os primeiros aspectos que quero analisar sobre o papado são os títulos que estes carregam e as reivindicações
que fazem para si. A palavra “papa” vem do latim papa que significa “pai”. Cristo foi bem claro que
ninguém poderia ser chamado de pai espiritual a não ser Deus: “E a ninguém na terra chameis vosso pai,
porque um só é o vosso pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso mestre,
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que é o Cristo.” (Mt 23.9 e 10).

O papa também é chamado de “doutor supremo de todos os fiéis”, o que vai contra o que Cristo
ordenou, citado logo acima. São muitos títulos equivocados e arrogantes que o papa carrega em seus ombros.
Estarei comentando mais alguns, tais como: “vigário de Cristo”, “sumo-pontífice” e “santo padre”.

A palavra “vigário” quer dizer “substituto” (“no lugar de”). O papa é chamado de “vigário de Cristo”, ou
seja, “substituto de Cristo”. Claramente se mostra um ato de usurpação. Cristo afirmou claramente que o seu
substituto na terra seria a pessoa do Espírito Santo (Jo 14.16-18, Jo 15.26 e Jo 16.7 e 13). O título “pontífice”, que
quer dizer literalmente “construtor de pontes”, não veio da Bíblia, mas do romanismo, onde o imperador declarava-
se o elo de ligação a Deus. O papa é chamado de sumo-pontífice, ou seja, o máximo elo de ligação a Deus. É
uma blasfêmia e arrogância um homem se colocar nesta posição. Só Cristo é a ponte para Deus (Jo 14.6 e I Tm
2.5) e o cabeça da Igreja (Ef 1.22 e 23 e Cl 1.18). O título “santo padre” quer dizer “santo pai”, ou
obviamente “pai santo”. Sem dúvida alguma este título só deve ser dado a Deus (Ap 15.4). Pois Deus não
divide a Sua glória com ninguém (Is 42.8). Para resumir as pretensões papais, quero citar o catecismo de New
York citado por Lorraine Boettner:

“O papa assume o lugar de Jesus Cristo sobre a terra... Por direito divino o papa tem poder supremo e
total na fé e na moral sobre cada e todo pastor e seu rebanho. Ele é o verdadeiro vigário de Cristo, o
cabeça de toda a igreja, o pai e o mestre de todos os cristãos. Ele é o governador infalível, o instituidor dos
dogmas, o autor e o juiz dos concílios; o soberano universal da verdade, o árbitro do mundo, o supremo juiz
do céu e da terra, o juiz de todos, sendo julgado apenas por um, o próprio Deus na terra.”

No apogeu do papado, foi “consagrado” ao papado o monge Hildebrando que exerceu o papado no período de
1073 a 1075 como título de Gregório VII. Assim que assumiu, Gregório VII publicou as suas máximas que ficaram
sendo conhecidas como “máximas de Hildebrando”. Segundo o autor Abraão de Almeida (in: Lições da História)
essas máximas são consideradas a essência do papado. Este mesmo autor citas as máximas das quais transcrevi
algumas:

· Nenhuma pessoa pode viver debaixo do mesmo teto com outra excomungada pelo papa.

· É o papa a única pessoa cujo os pés devem ser beijados por príncipes e soberanos.

· A sua decisão não pode ser contestada por ninguém e que somente ele pode revisar.

· A Igreja Romana nunca errou nem jamais errará, como as Escrituras testifica (Leia Obadias 3 e 4).

Agora vejamos o que dizem as Escrituras:

II Tessalonicenses 2:3-4 - "Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem
que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se
opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como
Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus."

João 5:43 - "Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse
aceitareis."

Marcos 12:10 - "Ainda não lestes esta Escritura: A pedra, que os edificadores rejeitaram, Esta foi posta por
cabeça de esquina;"

Lucas 20:17 - "Mas ele, olhando para eles, disse: Que é isto, pois, que está escrito? A pedra, que os
edificadores reprovaram, Essa foi feita cabeça da esquina."

Atos 4:10-12 - "Seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o
Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, em nome desse é
que este está são diante de vós. Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por
cabeça de esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome
há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos."

I Corintios 11:3 - "Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da
mulher; e Deus a cabeça de Cristo."

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Efésios 4:15 - "Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,"

Efésios 5:23-24 - "Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja,
sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim
também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos."

Colossenses 1:18 - "E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos,
para que em tudo tenha a preeminência."

Os que se aprofundam no estudo sério das Escrituras Sagradas, descobrem que o Catolicismo Romano é
descrito na Bíblia de maneira figurada como "uma mulher embriagada com o sangue dos santos e das
testemunhas de Jesus", devido às perseguições e a Inquisição cometidas contra os cristãos-não-católicos, leia
Apocalipse:

Apocalipse 13:

“1 E EU pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e
sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia.
2 E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão;
e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio.
3 E vi uma das suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se
maravilhou após a besta.
4 E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à
besta? Quem poderá batalhar contra ela?
5 E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para agir por
quarenta e dois meses.
6 E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e
dos que habitam no céu [dizer que os santos mortos intercedem].
7 E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los [Inquisição]; e deu-se-lhe poder sobre toda a
tribo, e língua, e nação.
8 E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do
Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.
9 Se alguém tem ouvidos, ouça.
10 Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja
morto. Aqui está a paciência e a fé dos santos.
11 E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o
dragão.
12 E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem
a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada.
13 E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens.
14 E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta,
dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia.
15 E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e
fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta.
16 E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua
mão direita, ou nas suas testas,
17 Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o
número do seu nome.
18 Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de
um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.”

Apocalipse 17:

“1 E VEIO um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo-me: Vem, mostrar-te-ei a
condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas;
2 Com a qual se prostituíram os reis da terra; e os que habitam na terra se embebedaram com o vinho
da sua prostituição.
3 E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlata,
que estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez chifres.
4 E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e
pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição;
5 E na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande Babilônia, a mãe das prostituições e
abominações da terra.
6 E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus
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[Inquisição]. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração.
7 E o anjo me disse: Por que te admiras? Eu te direi o mistério da mulher, e da besta que a traz, a qual tem
sete cabeças e dez chifres.
8 A besta que viste foi e já não é, e há de subir do abismo, e irá à perdição; e os que habitam na terra (cujos
nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo) se admirarão, vendo a besta que era e já
não é, mas que virá.
9 Aqui o sentido, que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes [colinas vaticanas], sobre os quais
a mulher [falsa igreja] está assentada.
10 E são também sete reis; cinco já caíram, e um existe; outro ainda não é vindo; e, quando vier, convém que
dure um pouco de tempo.
11 E a besta que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição.
12 E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão poder como reis
por uma hora, juntamente com a besta.
13 Estes têm um mesmo intento, e entregarão o seu poder e autoridade à besta.
14 Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos
reis; vencerão os que estão com ele, chamados, e eleitos, e fiéis.
15 E disse-me: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, e multidões, e nações, e línguas.
16 E os dez chifres que viste na besta são os que odiarão a prostituta, e a colocarão desolada e nua, e
comerão a sua carne, e a queimarão no fogo.
17 Porque Deus tem posto em seus corações, que cumpram o seu intento, e tenham uma mesma idéia, e que
dêem à besta o seu reino, até que se cumpram as palavras de Deus.
18 E a mulher que viste é a grande cidade [Vaticano] que reina sobre os reis da terra.”

Apocalipse 18:

“1 E DEPOIS destas coisas vi descer do céu outro anjo, que tinha grande poder, e a terra foi iluminada com a
sua glória.
2 E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de
demônios, e covil de todo espírito imundo, e esconderijo de toda ave imunda e odiável.
3 Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição, e os reis da terra se prostituíram com
ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias.
4 E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus
pecados, e para que não incorras nas suas pragas.
5 Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniqüidades dela.
6 Tornai-lhe a dar como ela vos tem dado, e retribuí-lhe em dobro conforme as suas obras; no cálice em que
vos deu de beber, dai-lhe a ela em dobro.
7 Quanto ela se glorificou, e em delícias esteve, foi-lhe outro tanto de tormento e pranto; porque diz em seu
coração: Estou assentada como rainha, e não sou viúva, e não verei o pranto.
8 Portanto, num dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo; porque é
forte o Senhor Deus que a julga.
9 E os reis da terra, que se prostituíram com ela, e viveram em delícias, a chorarão, e sobre ela prantearão,
quando virem a fumaça do seu incêndio;
10 Estando de longe pelo temor do seu tormento, dizendo: Ai! ai daquela grande Babilônia, aquela forte
cidade! pois numa hora veio o seu juízo.
11 E sobre ela choram e lamentam os mercadores da terra; porque ninguém mais compra as suas
mercadorias:
12 Mercadorias de ouro, e de prata, e de pedras preciosas, e de pérolas, e de linho fino, e de púrpura, e de
seda, e de escarlata; e toda a madeira odorífera, e todo o vaso de marfim, e todo o vaso de madeira
preciosíssima, de bronze e de ferro, e de mármore;
13 E canela, e perfume, e mirra, e incenso, e vinho, e azeite, e flor de farinha, e trigo, e gado, e ovelhas; e
cavalos, e carros, e corpos e almas de homens.
14 E o fruto do desejo da tua alma foi-se de ti; e todas as coisas gostosas e excelentes se foram de ti, e não
mais as acharás.
15 Os mercadores destas coisas, que com elas se enriqueceram, estarão de longe, pelo temor do seu
tormento, chorando e lamentando,
16 E dizendo: Ai, ai daquela grande cidade! que estava vestida de linho fino, de púrpura, de escarlata; e
adornada com ouro e pedras preciosas e pérolas! porque numa hora foram assoladas tantas riquezas.
17 E todo o piloto, e todo o que navega em naus, e todo o marinheiro, e todos os que negociam no mar se
puseram de longe;
18 E, vendo a fumaça do seu incêndio, clamaram, dizendo: Que cidade é semelhante a esta grande cidade?
19 E lançaram pó sobre as suas cabeças, e clamaram, chorando, e lamentando, e dizendo: Ai, ai daquela
grande cidade! na qual todos os que tinham naus no mar se enriqueceram em razão da sua opulência; porque
numa hora foi assolada.
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20 Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e profetas; porque já Deus julgou a vossa causa quanto
a ela.
21 E um forte anjo levantou uma pedra como uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto
será lançada Babilônia, aquela grande cidade, e não será jamais achada.
22 E em ti não se ouvirá mais a voz de harpistas, e de músicos, e de flautistas, e de trombeteiros, e nenhum
artífice de arte alguma se achará mais em ti; e ruído de mó em ti não se ouvirá mais;
23 E luz de candeia não mais luzirá em ti, e voz de esposo e de esposa não mais em ti se ouvirá; porque os
teus mercadores eram os grandes da terra; porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias.
24 E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.
[Inquisição]”

Besta é um animal ou um poder. E na profecia um animal simboliza um reino ou poder estatal (Dan. 7:17, 23 e
8:20-21), bem como o seu líder principal. Existiu um período em que “a Besta não é” um reino. E o último período
em que “a Besta voltou a ser” um reino.

FALAVRA COMO DRAGÃO significa que está possuído por Satanás (Ap 12:9 e 20:2) e, por isso, possui a
mesma personalidade dele (arrogância, prepotência, insolência, violência, assassino, ladrão, mentiroso, cruel,
sanguinário, impiedoso, falso, usurpador, rico, inteligente, ....), vez que dele recebeu poder (Ap 13:2), e,
principalmente, distorce as Escrituras, como fez no princípio enganando Eva (Gênesis 3, I Tim 6:3-5; Rom 3:4; Gal
1:8; Mt 15:8-9; Jr 17:5), persegue os cristãos (Ap 12:17) e difama os santos (Ap 13:56, Mt 24:5,23), ou seja, fala
como se representasse os santos, mas profere blasfêmias e foram eles mesmo que mataram os santos (Mt 23:29-
31).

II Tessalonicenses 2:3 - "Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes
venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição,"

I Timóteo 4:1-3 – “MAS o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé,
dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam
mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; Proibindo o casamento, e ordenando a abstinência
dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com
ações de graças;”

II Pedro 2:1-2 – “E TAMBÉM houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos
doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou,
trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será
blasfemado o caminho da verdade.”

Portanto, há de ser uma pessoa religiosa ou espiritual que finja pregar a Cristo Jesus, mas na Verdade afasta
as pessoas dele (apostasia) e persegue os verdadeiros adoradores de Jesus [a Inquisição e a Grande Tribulação
de Apocalipse].

PARECENDO CORDEIRO significa o antiCristo personificando, falsificando, fingindo ... ser ungido de Deus (Mt
24:24), pois o verdadeiro Cordeiro é Jesus (João 1:36; I Pedro 1:19; Ap 17:14 e 7:14). Portanto, a Besta tem que
ser um homem e um líder religioso ou espiritual e não um empresário, um comerciante, um industrial, uma
máquina, um computador, um robô, um programa de computador, um animal literal, um espírito, uma criatura
espiritual, uma aberração da natureza, um extra-terreste ou alienígena, ....

Mateus 7:15 – “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas,
interiormente, são lobos devoradores.”

Lucas 6:26 - 'Ai de vós quando todos os homens de vós disserem bem, porque assim faziam seus pais
aos falsos profetas."

II Corintios 11:13-15 – “Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em
apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é
muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as
suas obras.”

BABILÔNIA (Ap 17:5) = Era uma grande cidade, poderosa, rica materialmente, influente, numerosa, mas pagã
(Ap 18:3,7,9,16; Jer 51:12-13) e não existe outro lugar no mundo onde haja tantas riquezas matérias como
no Vaticano (estátuas e pinturas que não possuem preço de tão valiosas, obras e ornamentos feitos de outro
puro, etc). Além do que Babilônia era cheia de ídolos ou divindades (Jer 50:38, 51:17,47; Is 21:9) e a Igreja
Católica é cheia de santos, intercessores, mediadores etc aos quais são dirigidas as preces (Is 45:20).
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MUITAS ÁGUAS = povos (Ap. 17:5).

REIS = Governantes, presidentes, monarcas, líderes, ditadores, ...

AMANTES = Defensores, cúmplices, comparsas, amigos, clientes, bajuladores, coniventes, .... (Lc 6:26).

VINHO = doutrina falsa, ensinamento apóstata, ensinamento demoníaco ... que entorpece a mente (I Timóteo
4:2), para que não saibam o que estão fazendo e onde estão indo e caíam no abismo (Jeremias 51:7). Exemplo:
proibição do casamento e de comer carne (I Timóteo 4:1-3); incentivar o apego às tradições dos homens no lugar
das Escrituras (Col 2:8).

Em profecia bíblica mulher representa igreja:

- mulher pura, significa igreja pura, que segue a doutrina bíblica;


- mulher prostituta ou meretriz, significa mulher que adultera uma doutrina ou uma igreja que segue uma
doutrina bíblica adulterada (“dá a mão pra Jesus, mas beija o diabo”).

Aqui está uma descrição de uma igreja que adultera a doutrina bíblica; e mais, com ela se prostituíram os reis
da Terra, os reis da Terra aceitaram os seus dogmas, os seus ensinamentos, e mais, com o vinho de sua
devassidão foi com que se embebedaram os que habitam na Terra. E aqui já poderíamos tirar algumas
informações. Esta mulher como muitos de nós já sabemos representa a Igreja Apostólica Católica Romana (ICR)
que pôr autoridade simplesmente humana mudou uma série de verdades bíblicas.

Na escritura uma mulher é usada simbolicamente para representar a Igreja e a Igreja é descrita como a noiva
de Cristo.

2 Cor 11:2 – “Estou zeloso de vós com zelo de Deus. Tenho-vos preparado para vos apresentar como
uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo.”

Apoc 19:7-8 – “Regozijemo-nos e exultemos e demos gloria! Pois são chegadas as bodas do cordeiro e já
sua noiva se aprontou, E foi-lhe dado que vestisse de linho fino, resplandescente e puro; o linho fino são os
Atos de justiça dos santos.”

Porém, a mulher descrita em Apocalipse 17 representa uma igreja apóstata (a noiva infiel, depravada,
promíscua, prostituta .. que ao mesmo tempo que se diz ser noiva de Cristo mantém relações íntimas e
promíscuas com Lúcifer ao invés de se guardar virgem para Cristo), diretamente oposta à Verdade e a Igreja Fiel
representada em Apocalipse 12. Muito embora, a Igreja Católica Romana prontamente e de boa vontade procure
se identificar como a mulher de Apocalipse 12, e como sendo a noiva de Cristo, na realidade ela esta
precisamente descrita em Apocalipse 17 como a apóstata.

Qual o noivo que permite sua noiva manter relações sexuais com todos e ainda ter a audácia de dizer que está
se guardando para seu noivo? Qual o marido que ama a sua esposa que não sentirá ciúmes e decepção de saber
que ela o trai? Por isso que a Bíblia se refere aos ídolos como “imagem do ciúmes” (Ezequiel 8), pois provocam o
ciúmes de Deus (Jeremias 3:9, Ezequiel 23:37, Deuteronômio 5:7-9, Êxodo 34:14).

Tiago 4:4-5 – “Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus?
Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.
Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes?”

Pela Bíblia com o adultério praticado pela esposa ou noiva, o marido pode terminar o casamento ou noivado
(Mateus 5:31-32). Assim, mesmo que um dia tenha sido noiva do Senhor, lá no passado, nos primórdios (começo,
origem, ...) do Cristianismo, hoje é uma repudiada, por ter se mostrado uma prostituta.

Somente a Igreja Católica proclama ser a "MÃE" das igrejas Cristãs e somente uma mulher pode ser
mãe!

Se é mãe (igreja) é porque teve filhas (igrejas), as quais carregam a sua marca (DNA, crença demoníaca
da Trindade), pois, tal mãe, tal filha (Ez 16:44; Is 47:1-3; Zc 2:7; Ezequiel 23 e 16:53,55), a qual tornará
possível todas as religiões, crenças e credos se unirem e constituírem a Grande Igreja Ecumênica Mundial
(imagem da besta).

O profeta Amós perguntou: “Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Am 3.3). Refiro-me a tentativa
ecumênica de unir evangélicos e católicos numa só igreja. A proposta ecumênica dos católicos é de mão
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única. Estes estão interessados que os evangélicos, por exemplo, aceitem o Papa como cabeça da igreja e muito
mais. A meta do ecumenismo é a união de todas as igrejas (crenças, credos, dogmas, doutrinas, religiões,
filosofias, culturas, mitologias, folclore, etc) em uma só Igreja Mundial. É impossível aceitar essa proposta
sem abrir mão daquilo que é básico em nossa fé. Sabemos, pelas Escrituras, que o Anticristo virá sobre as
asas do ecumenismo se colocando como líder religioso mundial dizendo ser o Cristo.

A Igreja Católica Romana (ICR) primeira denominação religiosa (pessoa jurídica religiosa) da cristandade,
contrariando os cristãos e os apóstolos que nunca erigiram nomenclaturas, denominações, pessoas jurídicas,
organizações, etc (“tens nome de que vives, mas está morto” – Ap. 3:1; Ef 5:14).

Em outras palavras, a ICR foi a primeira organização religiosa (liderança humana) [Mt 15:8-9, Jr 17:5, II Tim 4:3-
4, Col 2:8), o que significa desprezo à liderança do Espírito Santo (João 16:13, Atos 10:19-20, 13:2, 16:6, Rom
8:14).

Veja mais no Estudo: “DENOMINAÇÃO RELIGIOSA É MORTE ESPIRITUAL”


(http://macfly.multiply.com/journal/item/42) e sobre a origem, formação e história da Igreja Católica e a questão da
Trindade, confira em http://macfly.multiply.com/journal/item/28.

CIDADE DO VATICANO

“Vaticano, Estado do; estado independente, governado pelo Papa, da Igreja Católica Apostólica Romana. É um
enclave dentro de Roma, com uma extensão de 44 ha, o menor país do mundo. Foi criado em 1929, constituído
após o Tratado de Latrão” – (‘Vaticano, Estado do,’ Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft
Corporation. Todos os direitos reservados.).

“A Cidade do Vaticano é governada pelo Papa, que tem o poder executivo, legislativo e judiciário absolutos. Tem
sua própria moeda (a lira vaticana, que equivale à lira italiana) e seu próprio sistema postal. O italiano é a língua
do Estado, embora se utilize o latim nos Atos oficiais. A população (1989) é de 755 habitantes.” – (‘Vaticano,
Estado do,’ Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.).

Além disso, para controlar espíritos desenfreados, O Concílio de Trento decretou que ninguém pode confiar em
seu próprio julgamento em assuntos de fé e moralidade, os quais os quais estão relacionados com a edificação
cristã, torcendo a Bíblia conforme suas próprias concepções, e presumir que possa interpretar ao contrário daquilo
que já foi estabelecido pela "Santa Igreja Mãe", a quem pertence a responsabilidade de Julgar o verdadeiro
sentido das Escrituras.

Os santos Pais, assim como nos concílios gerais em seus escritos e ações, tem chamado a Santa Igreja
Romana A MÃE UNIVERSAL, aceitando e servindo com grande veneração esta instituição fundada por desejo
divino, .....

A mulher de Apocalipse 17 cavalga uma besta simbólica. Uma besta nas Escrituras é o símbolo de um império
ou estado, um exemplo disso está em Daniel 7, onde um leão representa Babilônia, um urso representa a medo-
persia e um leopardo representa a Grécia; Portanto a mulher de Apocalipse 17 cavalgando a besta é o símbolo de
uma combinação de poderes, o poder eclesiástico cavalgando o poder estatal (isso são os dois chifres), ou seja,
um poder eclesiástico dirigindo um poder estatal (império do AntiCristo).

A cidade do Vaticano é o assento da Igreja Católica Romana, e desde o tratado de Latrão de 1929 é também
um estado independente, ou seja uma Igreja e um Estado combinados, seu nome completo é ESTADO DA
CIDADE DO VATICANO.

GRANDE CIDADE QUE GOVERNA SOBRE OS REIS DA TERRA

No mundo somente há uma única cidade que é reverenciada por todos os chefes de Estado, por todos
os paises, povos, línguas, culturas, credos, religiões, ... o Vaticano. Tanto que sempre que um novo
governante toma posse (mesmo não sendo católico), vai até o Vaticano pedir a benção do papa.

Ainda mais, é a única cidade que possui influência no mundo todo ao ponto de até enviar e receber
embaixadores.

Vez que foram os romanos que mataram Jesus e perseguiram os cristãos, é óbvio que seja a Igreja Romana
que continue a perseguição.

DE ONDE VEM A PALAVRA VATICANO E O QUE ELA SIGNIFICA?

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Procure no dicionário palavras derivadas do latim VATES, e verificará que elas tem uma significação relativa a
"conhecimento do futuro". O nome Vaticano é dado ao lado oeste do rio Tibre em Roma por causa dos
adivinhos que diariamente ficavam enfileirados apregoando os seus serviços aos passantes na rua, isto ocorria no
décimo quarto século quando o Papado retornou para Roma, voltando do período em que a Igreja Católica teve
sua sede na cidade de Avignon (França), atualmente o Vaticano tornou-se a residência dos Papas, e a palavra
passou a referir-se ao enclave em Roma que se tornou a residência dos Papas e a sede administrativa da Igreja
Católica Romana.

Procurando pela palavra vaticanus e suas variações no dicionário latino português de Geraldo de Ulhoa
Cintra e José Cretela Júnior, e outros dicionários Latim-português você facilmente encontrara que as palavras
vatic - vates - vatis, todas elas estão relacionadas com o sentido de Profecia, como você poderá acompanhar
abaixo. A Cidade do Vaticano e a Basílica de São Pedro da Igreja Católica Romana foram construídas nos
sete montes do Vaticano ou nas sete colinas do Vaticano.

VATES, VATIS = profeta, profetiza

VATICANUS, A, UM = pertencente ao monte Vaticano

VATICANUS, I = Vaticano, Deus dos Romanos, que presidia a primeira fala dos meninos

VATICINAN, ANTIS = advinha, profetiza, que prediz o futuro.

VATICINATIO, ONIS = vaticinio, profecia, predição

VATICINIUM, II = vaticínio, prognostico,predição, oráculo

VATICINOR = (verbo) predizer, adivinhar

VATICINUS,A,UM = pertencer a profecia

Note que há sete palavras acima contendo o prefixo VATIC e todas elas estão relacionadas com profecias,
a palavra vatic e suas associações com profecia é um fato que pode ser observado até no Dicionário AURELIO da
língua portuguesa (do Brasil).

Temos como exemplos as palavras: vaticinação, vaticinador, vaticinante, vaticinar, vaticínio.

Outro detalhe interessante pode ser encontrado no dicionário latino – português: ANUS, US. f. = mulher velha

ANUS,A,UM =(adj. suf) usado como sufixo em muitos nomes, tais como: URBANUS = da cidade e, ROMANUS
= de Roma

Vaticanus surge então como a combinação de VATIC+ANUS , assim como Romanus é a combinação de
Roma+anus, portanto, colinas do Vaticano significa COLINAS DA PROFECIA. A palavra Vaticano é um
aportuguesamento da palavra Vaticanus.

Veja-se aqui um versículo encontrado na "Vulgata" (Tradução da Bíblia em latim) e como está traduzido na
Versão João Ferreira de Almeida (Edição contemporânea e outras):

Neh 6:12 – “et intellexi quod Deus non misisset eum sed quasi vaticinans locutus esset ad me et Tobia et
Sanaballat conduxissent eum.”

Neemias 6:12 – “Então percebi que não era Deus quem o enviara, mas que ele tinha profetizado contra
mim porque Tobias e Sambalate o haviam subornado.”

Neemias 6:12 - “E percebi que não era Deus que o enviara; mas ele pronunciou essa profecia contra
mim, porquanto Tobias e Sambalate o haviam subornado.”

Do mesmo modo, em outros trechos bíblicos temos o prefixo em latim “vatic” como sendo profecia,
profetizar, profeta, ...”:

1Sa 19:20 – “misit ergo Saul lictores ut raperent David qui cum vidissent cuneum prophetarum
vaticinantium et Samuhel stantem super eos factus est etiam in illis spiritus Domini et prophetare
coeperunt etiam ipsi.”

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2Ch 18:9 - “porro rex Israhel et Iosaphat rex Iuda uterque sedebant in solio suo vestiti cultu regio
sedebant autem in area iuxta portam Samariae omnesque prophetae vaticinabantur coram eis.”

Jer 14:14 - “et dixit Dominus ad me falso prophetae vaticinantur in nomine meo non misi eos et non
praecepi eis neque locutus sum ad eos visionem mendacem et divinationem et fraudulentiam et
seductionem cordis sui prophetant vobis.”

Jer 23:26 – “usquequo istud in corde est prophetarum vaticinantium mendacium et prophetantium
seductiones cordis sui.”

Jer 27:15 - “quia non misi eos ait Dominus et ipsi prophetant in nomine meo mendaciter ut eiciant vos et
pereatis tam vos quam prophetae qui vaticinantur vobis.”

Jer 28:9 - “propheta qui vaticinatus est pacem cum venerit verbum eius scietur propheta quem misit
Dominus in veritate.”

Jer 32:3 – “clauserat enim eum Sedecias rex Iuda dicens quare vaticinaris dicens haec dicit Dominus
ecce ego dabo civitatem istam in manu regis Babylonis et capiet eam.”

Lam 3:47 - “FE formido et laqueus facta est nobis vaticinatio et contritio.”

Eze 11:4 – “idcirco vaticinare de eis vaticinare fili hominis.”

Eze 13:2 – “fili hominis vaticinare ad prophetas Israhel qui prophetant et dices prophetantibus de corde
suo audite verbum Domini.”

Eze 13:17 - “et tu fili hominis pone faciem tuam contra filias populi tui quae prophetant de corde suo et
vaticinare super eas.”

Eze 36:3 – “propterea vaticinare et dic haec dicit Dominus Deus pro eo quod desolati estis et conculcati
per circuitum et facti in hereditatem reliquis gentibus et ascendistis super labium linguae et obprobrium
populi.”

Eze 36:6 – “idcirco vaticinare super humum Israhel et dices montibus et collibus iugis et vallibus haec dicit
Dominus Deus ecce ego in zelo meo et in furore meo locutus sum eo quod confusionem gentium
sustinueritis.”

Eze 37:4 – “et dixit ad me vaticinare de ossibus istis et dices eis ossa arida audite verbum Domini.”

Eze 37:9 – “et dixit ad me vaticinare ad spiritum vaticinare fili hominis et dices ad spiritum haec dicit
Dominus Deus a quattuor ventis veni spiritus et insufla super interfectos istos et revivescant.”
Eze 37:12 – “propterea vaticinare et dices ad eos haec dicit Dominus Deus ecce ego aperiam tumulos
vestros et educam vos de sepulchris vestris populus meus et inducam vos in terram Israhel.”

Eze 38:2 – “fili hominis pone faciem tuam contra Gog terram Magog principem capitis Mosoch et Thubal et
vaticinare de eo.”

Eze 38:14 – “propterea vaticinare fili hominis et dices ad Gog haec dicit Dominus Deus numquid non in
die illo cum habitaverit populus meus Israhel confidenter scies.”

Eze 39:1 – “tu autem fili hominis vaticinare adversum Gog et dices haec dicit Dominus Deus ecce ego
super te Gog principem capitis Mosoch et Thubal.”

É interessante que o sufixo anus em latim também significa "mulher velha":

Gen 18:13 – “dixit autem Dominus ad Abraham quare risit Sarra dicens num vere paritura sum anus”

Gen 18:13 - “Perguntou o Senhor a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: É verdade que eu, que sou
velha, darei à luz um filho?”

1Ti 5:2 - “anus ut matres iuvenculas ut sorores in omni castitate”


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1Ti 5:2 - “às mulheres idosas, como a mães; às moças, como a irmãs, com toda a pureza.”

Tit 2:3 – “anus similiter in habitu sancto non criminatrices non vino multo servientes bene docentes”

Tit 2:3 - “as mulheres idosas, semelhantemente, que sejam reverentes no seu viver, não caluniadoras,
não dadas a muito vinho, mestras do bem,”

Logo Vaticanus é uma combinação de duas palavras que resultam em: A VELHA MULHER DA PROFECIA,
essa mulher tornou-se o símbolo da Igreja Católica.

REI E REINADO

Vamos considerar um fato importante, um rei precisa ter três coisas para ser rei: Primeiro; uma coroa. Rei
sem coroa não é Rei. Segundo; o rei precisa ter súditos, afinal de contas ninguém pode ser rei dele mesmo. Tem
que ser rei que governe outras pessoas. Terceiro; por fim ele tem que ter um território reconhecido. De nada
adianta eu disser que sou soberano de um território onde ninguém reconhece como sendo meu. Então em
realidade eu não sou um rei, eu penso que sou mais não sou. Isto é um fato. Portanto assim, para que um papa
fosse rei era necessário que ele tivesse uma coroa; tivesse súditos; e por fim um território que ele governasse que
esse governo fosse oficialmente reconhecido.

À partir de 1929, quando o ditador Benito Mussolini, então governo da Itália, outorga para o papa Pio XI um
território de um pouco mais de 40 hectares de terra, onde começou a ser chamado de o Estado político do
Vaticano, passando o papa a ser o líder máximo desse território. Algumas informações adicionais que é necessário
dar, é que este território foi reconhecido como tendo um regime monárquico de governo no qual o papa é o rei.
Passando a ser o rei desse território com uma coroa, naturalmente.

Pio XI foi o que recebeu o território de Benito Mussolini, foi então o primeiro rei; Pio XII foi o segundo rei; João
XXIII foi o terceiro rei; Paulo VI foi o quarto rei; João Paulo I, que durou 33 dias no poder foi o quinto rei. Caíram
cinco segundo a profecia; e João Paulo II foi o sexto rei. O sétimo rei (o atual papa) que durará pouco tempo. O
sétimo não pode ser o oitavo, porque enquanto ele continuar sendo papa será o sétimo. Os adventistas dizem
que o papa João Paulo II subiria do reino da morte (ressuscitaria) para ser o oitavo rei.

CORES

Sabemos pelo santuário que a as cores púrpura (roxo) e escarlate (vermelho) representam o pecado e, também
são as cores que simbolizam Roma e a Igreja Católica, principalmente nas vestes cerimoniais.

NÃO É, ERA ...

A besta “não é”, ela “era” mas agora “não é”. O que isto está dizendo? Sucessão papal. Um morre e outro
assume o lugar. A besta é o poder papal. Em 1798 o General Bertier, de Napoleão, aprisiona o Papa Pio VI, e
vimos aí então que a Besta inicia um período em que ela “não é”, quer dizer, não é mais um poder perseguidor.
Mas diz então que ela está para emergir do abismo. Então vejamos ela “não é “, não tem poder perseguidor e
também nos nosso dias não tem ainda um poder perseguidor, mas a Igreja Católica ainda não é um poder
perseguidor, portanto estamos no período “não é”.

O papa foi recebido por Pepino com todas as honras protocolares, celebrou com os francos uma aliança de
amizade, que os vinculava à obrigação de proteger a Igreja contra os longobardos. Estevão repetiu a solene unção
do rei Pepino. Este prometeu, em festiva alocução, perante a Assembléia do reino, doar todos os territórios a
serem conquistados a ‘São Pedro’. Com esse título de doação estavam lançados os alicerces do futuro Estado
Pontifício. Com a unção real, Estevão conferiu ao rei o título oficial de ‘Patricius Romanorum’ (que devia ser
entendido como válido não apenas com relação à cidade de Roma, mas a toda a Igreja romana). Assim o encargo
de proteção à Igreja romana, que o imperador romano-oriental já não podia honrar, era oficialmente transmitido
aos francos, com os quais se concluiu e firmou aliança. Estevão morreu em 26 de abril de 757 e foi sepultado no
Vaticano.

Em 754, o papa Estevão II pediu socorro aos francos contra os longobardos. Em 756, Pepino tornou a socorrer
o papa contra o perigo longobardo, depois que o papa debalde solicitara a proteção do imperador de Bizâncio.
Com a ajuda dos francos contra os longobardos, os quais foram completamente desbaratados na Lombardia, o
papa se tornou soberano autônomo no Estado Pontifício.

Portanto, o período em que “a Besta era um reino”, começou em 756 e estendeu até 1870.
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Os 1.260 anos da supremacia papal começaram em 538 de nossa era e terminaram, portanto, em 1798. ...
Nessa ocasião um exército francês entrou em Roma e tomou prisioneiro o papa, que morreu no exílio. Posto que
logo depois fosse eleito novo papa, a hierarquia papal nunca pôde desde então exercer o poder que possuíra. Um
papa foi preso e morreu no cativeiro. Isso é considerado como “uma cabeça” ferida de morte.

Em 1793 o Estado Pontifício foi ocupado por tropas francesas e no tratado de paz o papa foi coagido a pagar a
soma de um milhão e a entregar manuscritos e obras de arte valiosas. Quando Pio Vi, mais tarde, se aliou com a
Áustria e Nápoles, Napoleão invadiu o estado Pontifício e editou uma paz ainda mais dura. Em 15 de fevereiro de
1798, foi proclamada a República em Roma, o papa foi declarado deposto e celebrado, na basílica de São Pedro,
um culto de ação de graças pelo restabelecimento da República. Como o papa se negasse a deixar Roma, foi
levado com violência a Siena e dali para o convento dos cartuxos em Florença. Finalmente, em 1799, o papa, que
externara o desejo de morrer em Roma, foi levado doente, numa padiola, através dos Alpes, para a França,
primeiro até Grenoble, depois para Valence. Ali morreu, em 29 de agosto de 1799. Após a morte do papa, a Igreja
parecia estar, também ela, extinta.

Pio VI morreu como prisioneiro dos franceses e o papado parecia ter chegado ao seu fim, ao passo que o poder
de Napoleão aumentara ainda mais. Transcorrera quase a quarta parte de um ano, até que os cardeais se
reunissem em conclave, na cidade de Veneza. A eleição papal realizou-se no mosteiro beneditino S. Giorgio, sob a
proteção austríaca. O conclave tivera início em 1º de dezembro de 1799 e, em 14 de março de 1800, era eleito
Luigi Barnaba Chiaramonti, que acolheu o nome de Pio VII.

Na França ocorrera, entrementes, uma mudança: Napoleão reconhecera (e expressou isso em carta dirigida ao
papa) que a religião Católica é a única âncora e que a Igreja receberia apoio da França. O número de bispados foi
nela fixado em 60 (dentre estes 10 arcebispos). Todos os bispos até então no exercício de suas funções foram
destituídos do cargo: Pelo papa, os que não haviam jurado fidelidade à Constituição e os demais pelo governo.
Pela concordata, conferia-se a Napoleão o direito de nomear bispos.

Pio esperava poder mitigar muita coisa , através de um encontro pessoal com Napoleão. Viajou para isso a
Paris, onde deveria realizar, em 1804, a coroação do imperador. O povo recebeu o papa com júbilo, mas Napoleão
tratou-o como a um subordinado.

Após a coroação, Napoleão propôs ao para que permanecesse na França, passando a residir em Avinhão.
Também na Itália desrespeitou Napoleão os direitos da Igreja. Exigiu do papa o reconhecimento dos ‘artigos
orgânicos’, a nomeação de um patriarca autônomo para a França e a composição do Colégio Cardinálico por, no
mínimo um terço de franceses. Como o papa não concordasse com tais exigências, Roma foi ocupada pelo
imperador, em 2 de fevereiro de 1808 e, em 6 de setembro de 1808, os soldados cercaram a sede
administrativa do papa. Napoleão alegou que o papa deveria limitar-se à direção das almas. Em resposta, Pio
publicou em 10 de junho de 1809, uma bula de excomunhão contra o imperador, o ‘ladrão do ‘Patrimônium Petri’.
Por essa razão, entre 5 e 6 de julho de 1809, o papa, juntamente com o seu secretário de estado, cardeal Pacca,
foi detido e levado para fora de Roma. ... O prestígio do papa subiu muito em conseqüência dos Atos de força
contra ele praticados. Em fins de 1809, os cardeais foram obrigados a se mudarem para Paris.”

Em janeiro de 1814, mandou levar o papa até Savona, até que, em 10 de março de 1814, o pôs em
liberdade. Em 24 de maio de 1814, pôde Pio voltar para Roma, após cinco anos de cativeiro.

O retorno de Napoleão do exílio na ilha de Elba mais uma vez trouxe dificuldades para o papa: Um cunhado de
Napoleão, o rei Murat de Nápoles, forçou o para a fugir de Roma (em 22 de março de 1815). No entanto, em 7 de
julho de 1815, pôde o para retornar definitivamente para Roma. Em virtude de uma resolução do Congresso de
Viena, foi devolvido ao papa o Estado Pontifício, em 9 de junho de 1815. A ordem dos jesuítas, supressa em 1773,
por Clemente XIV, foi restabelecida por Pio VII.

Em 24 de novembro de 1848, o papa foi obrigado a fugir de Roma para Gaeta, seguido pelos cardeais.
Em Roma, proclamou-se a república, em 9 de fevereiro de 1849. Em 12 de abril de 1850, o papa, protegido por
tropas francesas, voltou para Roma. As tropas italianas conquistaram grandes áreas do território do Estado
Pontifício. Foi proposta ao papa a conservação da soberania sobre a cidade de Roma e uma doação fixa, em troca
da desistência de suas pretensões sobre o Estado Pontifício. Pio recusou a proposta. Em vista disso, o governo
italiano, por iniciativa própria, estabeleceu as normas referentes a suas relações com a Igreja: Em 1871, foi
assegurada ao papa a imunidade e a soberania, uma renda anual, e assinalada a garantia do domínio papal sobre
os palácios do Vaticano e do Latrão (assim como da vila de Castel Gandolfo). Já em 15 de maio de 1871,
condenou o papa a lei em referência. A partir de então, viveram os papas como ‘prisioneiros do Vaticano’.
Até o ano de 1929, em que se chegou a uma regularização da questão romana, os papas não saíram do
Vaticano.

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Em 20 de setembro de 1870, a cidade de Roma foi ocupada por tropas italianas, com o que chegara ao
fim o Estado Pontifício. Quando Pepino conferiu ao papa Estevão II a primeira concessão dos Estados
Papais em 755 A. D. O pontífice romano tornou-se um soberano temporal, e como tal permaneceu por 11
séculos. Em 1870, porém, foi ele privado desses Estados, quando a Itália foi unificada por Garibaldi,
durante o reinado de Vitor Emanuel II.

O papa, entretanto, permaneceu no Vaticano como ‘prisioneiro voluntário’ até 11 de fevereiro de 1929,
quando Mussolini restaurou a soberania pontifícia um fragmento do anterior domínio, dando-lhe cerca de
180 acres. Esta restauração fê-lo ‘rei’ novamente, e o número de seu reino é 666. Estudiosos do grego têm
experimentado os nomes de cerca de 400 outros reinos, mas nenhum dá o número 666 – este número
místico de valor preciso.

Depois que, sob Pio IX, o Estado Pontifício foi desapropriado, em 1870, pela República da Itália, os
papas não mais deixaram o Vaticano (‘prisioneiros do Vaticano’). Através dos tratados de Latrão, de 11 de
fevereiro de 1929, sob Pio XI, ficou reconhecida a soberania plena da Cidade do Vaticano, com o que a
‘Questão Romana’ chegara ao seu término.

Particularmente significativa foi a solução da Questão Romana: Em 11 de fevereiro de 1929, foram celebrados
os assim chamados tratados de Latrão, nos quais a soberania da cidade do Vaticano, uma destinação financeira e
uma concordata se efetivaram. Os tratados culminaram numa reconciliação do papa com o Estado italiano, no
qual Benito Mussolini, o então ‘duce’ da Itália, teve participação essencial. ...” – (FISCHER, Rudolf; Wollpert. OS
PAPAS de Pedro a João Paulo II. 2ª ed. Petrópolis – RJ, Editora Vozes, 1997. p. 161.).

FERIDA MORTAL

No fim do século 17, enquanto Napoleão ainda se encontrava no auge do poder, enviou a Roma um dos
seus generais, o general Berthier, para capturar o Papa Pius. O Papa foi então transferido da sua
residência para França, onde faleceu no exílio uns anos mais tarde. A captura e morte do Papa Pius foi
vista como uma "ferida mortal" (Ap 13:12) no regime papal. Depois de séculos de grande poder e de
progresso, o papado perdia a sua supremacia.

Quarta-feira, 13 de maio de 1981, 17h19min na Cidade do Vaticano. O papa João Paulo II atravessava a
praça de São Pedro, lotada de fiéis, quando foi ferido gravemente por duas balas disparadas, à queima
roupa, com uma pistola nove milímetros pelo terrorista turco Mehmetum Ali Agca, ferindo-lhe a mão
esquerda, abdómen e braço direito, o que obrigou os médicos que o atenderam a cortar 30 centímetros de
seu intestino, tendo permanecido hospitalizado por 22 dias.

O episódio deixou mais visível a devoção mariana de Wojtyla. Ao ser atingido pelo tiro, a primeira coisa que
disse foi "Maria, minha mãe". Mais tarde afirMaria que só não morreu por um verdadeiro milagre, intercedido pela
Virgem de Fátima, cuja data litúrgica era comemorada exatamente no dia 13 de maio.

Um ano depois, o papa foi ao Santuário de Fátima, em Portugal, agradecer à Virgem. Ao sair, deixou sobre o
altar a bala retirada de seu corpo. O cinto perfurado e manchado de sangue que usava por ocasião do tirou teve
outro destino: o santuário da Madona Negra de Czestochowa, na sua Polônia.

Durante a visita a Fátima, a vida de Wojtyla foi mais uma vez ameaçada. Juan Fernández Khron, um padre de
33 anos e com distúrbios psicológicos, avançou contra ele armado com um faca, mas foi detido a tempo pelos
seguranças. O papa o perdoou, assim como havia perdoado Ali Agca, a quem abençoou na prisão onde se
encontrava em Roma.

E o mundo ficou maravilhado com a cura da chaga mortal.

SETE CABEÇAS

As sete cabeças são os reinos em sucessão: Babilônia, Medos-Persas, Grego macedônio, Roma imperial,
Roma papal até à Revolução francesa, o Papismo depois da Revolução francesa, Roma no período da
confederação de Estados europeus, e o mesmíssimo Satanás como um oitavo. Mas alguns teólogos entendem
as cabeças como uma referência a fases do papado, o que também é possível e coerente com a leitura do
texto; e neste caso, o oitavo seria uma manifestação conjunta de Satanás e da fase inquisitorial do papado
(ressurgida no seio de Babilônia a Grande), ou apenas essa característica do papado.

SANGUE DOS SANTOS

Confira os versos retirados da reza Anima Christi (Soul of Christ):


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“Espírito de Cristo, santifica-me.
Corpo de Cristo, salva-me.
Sangue de Cristo, embriaga-me.
Água do lado de Cristo, lava-me..”
...

A Igreja Católica Romana durante a idade média foi responsável pela perseguição e morte de milhares de
cristãos que ousadamente liam a Bíblia, traduziam a Bíblia, ou pregavam usando a Bíblia e abandonaram as
doutrinas e dogmas católicos tais quais a transubstanciação.

Este é um poder diabólico que no passado, dominou e destruiu a verdade, jogando-a por terra. Durante 1260
dias/anos (Apoc. 12:6) eles dominaram tudo e estabeleceram doutrinas de homens e de Satanás.

Neste período Perseguiram os Cristãos; Queimaram Bíblias; Assassinaram Cristãos; Estabeleceram Doutrinas
Pagãs; Criaram as Indulgências (pagar para obter perdão). Literalmente o Povo de Deus teve que fugir para o
Deserto. Numa só noite, a Noite de São Bartolomeu, mataram cerca de 70.000 cristãos... (Apoc. 12:6).

O fato de que a Igreja Católica Romana foi compelida a pedir perdão por seus pecados pela perseguição feita
no passado, confirma uma mãe perseguidora e apóstata responsável pelo sangue dos santos descritos no
Apocalipse.

Que outra Igreja supostamente cristã incentivou guerras santas aos cristãos? (Miquéias 3:5).

Veja, ainda, no item CAT: 17, na segunda resposta dos evangélicos, no subitem: “EVAN: R – A IGREJA
CATÓLICA PROIBIU A POSSE E A LEITURA DA BÍBLIA”

Veja, ainda, no item CAT: 09, na segunda resposta dos evangélicos, no subitem: “EVAN: R – OS ÍCONES
CRISTÃOS”.

SETE MONTES

Logo devemos procurar por uma igreja supostamente cristã (ou seja, apóstata) perseguidora que reine
sobre os reis da terra a partir de uma grande cidade conhecida por ter sete montanhas. Devemos, então,
considerar a "Grande e eterna cidade de Roma", Sede da Igreja Católica Romana. Procure em várias
enciclopédias e você vai verificar que Roma é conhecida por "cidade das sete montanhas". Estas sete
montanhas são: Capitolina, Quirinal, Viminal, Esquilina, Celina (coelian), Adventina e Palatima.

A cidade dos 7 montes como todos nós sabemos é Roma, então temos a localização geográfica da
Igreja Católica e de sua sede no Vaticano, mais especificamente a cidade dos 7 montes ou 7 colinas, local
exato de sua sede geográfica. Não existe outra cidade no mundo que tenha sete montes ou colinas.

“E é sabido, através de todas as enciclopédias e livros de história, que Roma é a cidade dos sete montes. Seus
nomes são: ‘Captalina, Palatina, Esquilina, Aventina, Viminal, Quiminal e Cele’”. (OLIVEIRA, Alceu da Silva, Filho.
Os Sete Reis da Profecia de Apocalipse 17 – Interpretação Contemporânea. 1ª ed. Curitiba – PR, 2000. Extraído
da Internet.).

"O território entre a margem direita do rio Tibre entre Monte Mario e Gianicolo (Janiculum) era conhecido na
antiguidade como o "Ager Vaticanus" e, propriamente, por seu caráter pantanoso, a parte mais baixa desse distrito
era conhecida por ter uma reputação sujeita a doenças. A origem do nome Vaticano é incerta, alguns entendem
que o nome vem de uma desaparecida cidade Etrusca chamada Vaticum" (Ager em latim significa terra ou região).

O apologista católico Patrick Madrid refuta dizendo que muitas pessoas não percebem que a Cidade do
Vaticano, construída na colina do Vaticano, não está em nenhuma das sete colinas pelas quais Roma é
conhecida..... A sede da Igreja Católica - Cidade do Vaticano - esta do outro lado do Tibre, não em quaisquer das
sete colinas. O Tibre formou um limite natural o qual limita a Roma antiga. As sete colinas estavam de um lado
(dentro dos muros da Cidade de Roma). A cidade do Vaticano não faz, tecnicamente, parte dela.

Roma, da mesma maneira que outras cidades da Europa, tem uma cidade fortificada em seu perímetro. Os
muros originais da cidade dos Cesares, construídos entre 272 e 279 por Aureliano, não incluíam o Vaticano, isto é
verdade.

Não obstante, depois do saque da Basílica de São Pedro pelos sarracenos Muçulmanos, em 846, as paredes
da cidade foram consertadas e aumentaram como uma medida defensiva, pelo Papa Leão IV. O Papa fortaleceu a
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colina do Vaticano contra ataques futuros incluindo-a dentro do perímetro da cidade recentemente fortalecida.
Para honrar Leão IV o Vaticano, recentemente incluído, foi chamado de Cidade Leonina. Ainda podem ser vistos
os restos das paredes defensivas ao redor do Vaticano e o resto da cidade de Roma. Assim sob o domínio da
Roma eclesiástica o Vaticano foi incluído dentro das paredes que limitam Roma.

Alguns minutos de pesquisa revelarão que o Trono oficial do Bispo de Roma, o Papa, não é a Basílica
de São Pedro e sim a Catedral de São João Latrão, a qual esta a curta distância do Coliseu e do Forum de
Roma, no lado oposto ao Vaticano e localizado no monte Coelian (Celio), um dos sete montes de Roma. A
Catedral de São João Latrão data desde o imperador Constantino, o qual doou o edifício para o Bispo de
Roma no 4º século. É a mais antiga Igreja da Cristandade e pode por isso reivindicar o título de Igreja Mãe.

O trono de um bispo sempre fica situado no santuário contra a parede esquerda na igreja catedral da diocese.
Cátedra é a palavra grega para uma cadeira ou trono da qual é derivada a palavra catedral.

Oficialmente, a Igreja de São João Latrão, é a Catedral do bispo de Roma, o Papa. É considerada a igreja de
mãe do mundo Cristão. A basílica, parte de uma doação da família de Laterani, foi apresentada para a Igreja em
311. É a mais velha das basílicas Cristãs e historicamente conhecida como a basílica de Constantino.

Constantino deve tê-la dado (Latrão) para a Igreja no tempo de Miltiades, não depois de 311. Naquela época
era sempre o centro de vida Cristã dentro da cidade, a residência dos Papa e a catedral de Roma. A distinção
posterior que ainda mantém, perdeu muito do que era no passado.

Quando o Papado voltou de Avignon para Roma, a administração da Igreja ficou situada no Vaticano, porém
como a Cátedra (acento oficial) do Bispo de Roma - O Papa - o Latrão ainda é assim considerado hoje por ser
considerado uma parte extraterritorial do Estado do Vaticano, tal como a Basílica de Santa Maria Maior (Santa
Maria Maggiore) a qual esta situada na colina Esquiline. Isso em resultado de um tratado assinado com o
Estado Italiano em 1929 - Tratado de Latrão - que estabeleceu o estado diplomático do Vaticano como um Estado
Soberano e independente, situação essa que tinha perdido quando em 1870 a Itália assumiu todos os territórios
Papais.

Também tomado pela Itália em 1870, e não mais devolvido é o Palacio do Quirinal, o qual foi construído
a partir de 1574 na Colina do Quirinal e foi residência oficial de mais de 30 Papas até ser tomado pela Itália,
depois disso tornou-se então a residência oficial dos reis da Itália e desde 1947 tornou-se a residência dos
presidentes italianos.

Hoje o Estado do Vaticano se estende por varias partes da Cidade de Roma. pode-se literalmente dizer
que o Vaticano se espalha sobre as sete colinas da cidade de Roma, ou pode-se dizer que ele se encontra
assentado sobre as sete colinas da cidade de Roma.

Assim, o Vaticano (STATO DELLA CITTÁ DEL VATICANO), cuja tradução é CIDADE ESTADO DO VATICANO,
é a mulher de Apocalipse 17, a prostituta apóstata, a mãe universal da igreja, a perseguidora que esta assentada
sobre as sete colinas de Roma e clama por autoridade sobre os reis da terra.

OUTRO DETALHE, NO MUNDO, É SOMENTE NESTES SETE MONTES QUE EXISTE UM LÍDER
ESPIRITUAL E A SEDE DE UMA IGREJA.

OS 10 REIS

Os dez reis (líderes, governantes, etc) que darão todo o poder à besta:

ALCA - Área Livre de Comércio das Américas;


APEC - Cooperação econômica da Ásia do Pacífico;
ASIAN - Associação das Nações do Sudeste Asiático;
CARICOM - Mercado Comum e Comunidade do Caribe;
CEI - Comunidade dos Estados Independentes (Originário da antiga URSS);
MERCOSUL - Mercado comum do Sul, criado em 1991 (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai);
NAFTA - Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Estados Unidos, Canadá e México.
PACTO ANDINO - Instituído pelo acordo de Cartagena ( Bolívia, Equador etc...) 1969;
SADC - Comunidade da África Meridional ( Países africanos);
UNIÃO EUROPÉIA - Dispensa comentários, pôr ser bastante conhecido pelo mundo.

TESTA E MÃO (AP. 14:9-10)

A testa (marca) é um símbolo para o que tem lugar nas nossas mentes (decisões, consciência, crenças,
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dogmas, credos, ideologias, pensamentos, filosofias, etc.). A mão (sinal) representa aquilo que fazemos, as
nossas ações. Alguns irão mentalmente aceitar as palavras do papa e outros apenas lhe obedecem por
comodismo, conveniência, interesses ou por receio de serem castigados.

Assim, como se marca gado para identificar o seu dono, assim a besta marca os seus com a sua marca e Deus
marca os deles com o seu selo (batismo do Espírito Santo), pois só Deus é imortal (I Tim 6:16) e para algo ser
imortal (eterno), tem que ser parte de Deus (Rm 13:14 c/ Gl 3:27 c/ I Cor 15:53-54), ou seja, o ser humano para
ser eterno precisa ter o Espírito Santo (Efésios 1:13 e 4:30)!

Por se tratar de questão espiritual ou religiosa, a marca também tem que ser espiritual ou religiosa e
não uma marca física ou material.

Ezequiel 9:2-6 – “2 E eis que vinham seis homens a caminho da porta superior, que olha para o norte, e
cada um com a sua arma destruidora na mão, e entre eles um homem vestido de linho, com um tinteiro de
escrivão à sua cintura; e entraram, e se puseram junto ao altar de bronze.
3 E a glória do Deus de Israel se levantou de sobre o querubim, sobre o qual estava, indo até a entrada
da casa; e clamou ao homem vestido de linho, que tinha o tinteiro de escrivão à sua cintura.
4 E disse-lhe o SENHOR: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um
sinal as testas dos homens que suspiram e que gemem por causa de todas as abominações que se
cometem no meio dela.
5 E aos outros disse ele, ouvindo eu: Passai pela cidade após ele, e feri; não poupe o vosso olho, nem
vos compadeçais.
6 Matai velhos, jovens, virgens, meninos e mulheres, até exterminá-los; mas a todo o homem que tiver o
sinal não vos chegueis; e começai pelo meu santuário. E começaram pelos homens mais velhos que
estavam diante da casa.”

A marca da besta é a cauterização, impregnação, induzimento, hipnose, ... da mente das pessoas com
as doutrinas demoníacas. Em outras palavras, é a aceitação da crença de que Deus é um ser trino
(doutrina da trindade inventada pela Igreja Católica), que será o grande estopim e sustentáculo para a
formação da Grande Igreja Ecumênica Mundial liderada pelo AntiCristo.

Tal doutrina foi iniciada em 325, no Concílio de Nicéia (convocado pelo imperador Constantino), continuou no
Concílio de Constantinopla e, em 381, ficou estabelecido como doutrina pelo papa Damaso (Credo Atanasiano).

A “mão” simboliza os Atos que demonstram a crença e a obediência às doutrinas demoníacas.

Recordem o chamado “sinal da cruz” (que não existe na Bíblia, exceto para a multidão poder dizer à Pôncio
Pilatos, ao longe, crucifica-o, vez que não podia ouví-los) que os católicos fazem com a mão direita e o que eles
recitam ao fazerem isso. Do mesmo modo, o ritual que eles fazem com cinzas nas testas.

SEGUNDA BESTA

À primeira vista esta segunda besta parece inofensiva, tem dois chifres (poder militar e político) e apresenta-
se como um cordeiro jovem, terno e inocente. Mesmo Jesus é simbolizado na Bíblia como Cordeiro! Esta nação
teve numa fase inicial de bons princípios cristãos. A maneira como surgiu é também completamente diferente
das outras bestas (reinos, poderes, nações) que a Bíblia descreve. Normalmente elas ascendem de um mar
tempestuoso, como a besta que é identificada com o papado. Mas contrastando com a primeira, esta besta
ascende da terra. O mar é um símbolo para multidões de pessoas, e por isso o oposto tem de representar uma
área despopulacionada. Não pode ser uma nação no "velho mundo" (Europa). Elas surgiram através de guerras e
derramamento de sangue.

Qual foi então a nação que se formou pacIficamente no final do século dezessete, quando o papado recebeu a
ferida mortal, que coincide com o período em que João recebeu a visão? Essa descrição corresponde apenas a
uma única nação: Os Estados Unidos da América (quem poderá guerrear contra eles?).

Os Estados Unidos surgiram como nação em 1776 num território não habitado por outra nação
civilizada (na profecia esta besta surge da terra e não do mar, símbolo de lugar muito povoado - Apoc.
17:15). No seu começo fala como cordeiro, pelo símbolo de suas idéias de liberdade, porém chegará o
momento, como diz a profecia, que falaria como dragão.

Tudo indica que os Estados Unidos irão elaborar leis absolutamente diabólicas num futuro muito próximo, o que
os torna num "país" repressor da liberdade de consciência e de crença. Também é revelado que usará todo o seu
poder para obrigar toda a humanidade a venerar a primeira besta (papa). Por outras palavras, os Estados
Unidos cooperarão com o papado para impor doutrinas papais. Juntará todas as nações debaixo do supremo
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poder papal como o grande líder da Igreja Ecumênica. Para além disto, é-nos também revelado que a "besta
cordeiro" irá realizar grandes e maravilhosos sinais para enganar o mundo e fazer com que todos venerem a
primeira besta. E para finalizar irá impor também "a marca ou sinal da besta". Todos aqueles que não obedecerem
ao comando papal, serão impedidos de comprar ou vender. Em termos práticos o que é que isto significa? Que
papel vão desempenhar os Estados Unidos no futuro da história mundial?

Veja que o trono da primeira besta está em Roma. O trono da segunda besta está nos E.U.A. A primeira besta
está ligada à Igreja Romana e a segunda besta está ligada ao protestantismo apostatado.

Basta comparar, no livro de Ester, com Hamã (primeira besta), que queria que Mardoqueu (profeta de
Deus) que lhe rendesse culto, e quando este não o fez, solicita ao Rei (Segunda Besta) os mate.

Nenhuma outra denominação Cristã, além da Igreja Católica Romana, representa a si mesma com as
características que estamos vendo.

Veja estas características:

A 1° Besta: Apoc. 13:1-10


Uma Besta = Um reino poderoso
Boca de Leão = Orgulho/Altivez
Do Mar = do meio do povo (Dan. 7:23)
Pés de Urso = Força para subjugar
7 cabeças = 7 colinas (Apoc. 17:9).
Corpo de Leopardo = Filosofia destruidora
10 chifres = poder (10 países da Europa (Apoc.17:12).

Características de Babil/Pers/Grec.
Apoc. 13:10 -18
Uma Besta = Um Reino Poderoso.
Todas as características da 2º Besta assinaladas nesta profecia se cumprem nos E.U.A.
Terra = Lugar despovoado
2 Chifres = Liberdade Religiosa e Civil

IMAGEM DA BESTA

É a Grande Igreja Ecumênica, a restauração da Torre de Babel, a imposição da única igreja e religião
para a humanidade e a imposição da autoridade para o antiCristo como governante mundial.

Os teólogos denominacionais sempre discordaram entre si (Atos 23:6-8), mas ambos se diziam serem
da mesma religião ou crença e se uniram para dizerem que Jesus era Belzebu (Mt 10:25, 12:24, Mc 3:22, Lc
11:15) e para o matarem.

O NÚMERO 666 QUE IDENTIFICA A PRIMEIRA BESTA

Os reformadores que estudaram profundamente as Escrituras, não tiveram medo de expressar as suas
convicções. Lutero ao ficar plenamente convencido dos perigos do sistema papal arriscou corajosamente emitir a
sua opinião, sabendo à partida que a sua vida poderia vir a estar em perigo: "Já sinto grande liberdade no meu
coração; pois finalmente eu sei que o Papa é o Anticristo, e que o seu trono é o mesmo de Satanás."
Palavras arrojadas, mas cheias de verdade. Ele estudou as Escrituras, e descobriu que: "é bem claro que as
características do Anticristo coincidem com as do reino papal e com as de seus seguidores."

No Vaticano, em Roma, há uma tríplice coroa toda de ouro, usada pelo homem que ocupa o lugar de
Papa da Igreja Católica Romana. Na coroa, tem a seguinte frase escrita em latim: "VICARIVS FILII DEI", que
traduzido é: "Em lugar do filho de Deus", e que separando as letras que tem valor numérico no algarismo
Romano nós encontramos exatamente o número 666, o número da besta.
V I C AR I V S F I L I I D E I

5 + 1 + 100 + 1+5 + 1 + 50 + 1 + 1 + 500 + 1 = 666

I=1 X = 10 C = 100 V=5 L = 50 D = 500

Do mesmo modo em hebraico e grego:

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João Paulo II tem seu nome oficial, o nome com o qual ele assumiu o poder, que é – IOHANES PAVLVS PAPA
SECVNDO. Se nós fizermos os cálculos das letras que estão em latim, e as letras em latim equivalem a números,
chegamos a um cálculo que dá 666. Calculemos:

I = 1 X = 10 C = 100 V=5 L = 50 D = 500

A própria palavra Vaticano é 666. Estudiosos do grego têm experimentado os nomes de cerca de 400 outros
reinos, mas nenhum dá o número 666.

Apocalipse 18:4 – ‘E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante
dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.”

O ESTADO DO VATICANO NÃO PODE GLORIAR-SE DO SEU PASSADO

Todas as nações orgulham-se de seus heróis e festejam seus benfeitores, mas o Vaticano evita mencionar seu
passado ou reproduzir a biografia de seus muitos papas, cujas vidas não harmonizaram com o que diziam
representar. Pressionam para que esqueçamos o passado da Igreja e de muitos papas, mas com seus métodos,
ações e intolerância revelam que "Roma será sempre a mesma". A história não mente e não pode ser apagada!

A IMORALIDADE DOS PAPAS

O testemunho da história não favorece os papas e nem a Igreja Católica. Talvez devido à adoção do Celibato,
os escândalos sempre acompanharam o sistema religioso que criaram. É uma constante na imprensa secular as
notícias de deslizes morais entre eles.

O período mais tenebroso dos papas, 904-963, ficou conhecido na História como 'PRONO-CRACIA' ou
"O DOMÍNIO DAS MERETRIZES". O papa João XI era filho legitimo da Marózia, amante do papa Ségio III,
ano 941.

João XII, ano 955, violava as virgens e viúvas, conviveu com a amante de seu pai, fez do palácio papal um
bordel e foi morto num ato de adultério pelo marido da mulher violada.

O Papa João XXIII, ano 1410 (não confundir com o papa João XXIII mais recente) talvez foi o pior deles:
Mulheres casadas foram vítimas de seus galanteios: mais de 200 freiras e donzelas foram violadas por esse papa;
comprou a posição que ocupava e não acreditava na eternidade.

O papa Pio II, ano 1458, além de sedutor de mulheres era corrupto; ensinava jovens a praticarem atos
obscenos e o papa Inocêncio VIII, ano 1484 teve 16 filho com senhoras casadas.

O papa Alexandre VI, ano 1492 fez tudo o que não se deve fazer: foi amante de sua própria filha Lucrécia
Borgia, esta teve um filho e o papa se tornou pai e avô ao mesmo tempo! Sob Alexandre VI todos os
cléricos tinham concubinas. Quem for visitar o Vaticano poderá dar uma olhada nos aposentos desse
papa... Uma raridade!

Em 1513 ocupava o trono papal Leão X; foi durante seu "reinado" que Lutero começou a Reforma. Esse papa
reunia cardeais e reis, praticando passa-tempos voluptuosos, servidos por enorme criadagem.

O bispo de Orleans, referindo-se aos papas João XII, Leão VIII e Bonifácio VII, chamou-os de "Monstros
cheirando imundícies e Anti-Cristos no templo de Deus".

O papa Marcelo II, ano 1555, dizia: "Não sei como um papa poderá escapar da condenação eterna e do
Inferno". (Vila del Marcelo, pág. 132).

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O genial poeta italiano Francesco Petrarca, humanista e um dos iniciadores da Renascença, ano 1304,
descreveu o Vaticano como "Babilônia infernal que empesta o mundo inteiro...”

Cárcere indecente onde nada é sagrado. Habitação de peitos de feno, ânimo de pedra e víceras de fogo".
(Epístola de Petrarca, nº XII).

Dante, na "Divina Comédia" supôs uma voz do Céu lamentando a situação da Igreja dizendo: "Oh, nave minha,
que carga ruim tu levas".

Santo Ulrico disse que "o papa Gregório ordenou que esvaziassem um Aquário num convento de
Monjas; e encontraram alí 6 mil esqueletos de recém-nascidos!" Diante desse horror esse papa aboliu o
celibato mas seus sucessores restabeleceram-no. (Conversações de Mesa. nr. DCCLXII de luther).

Pio IX fez uma Bula ordenando que "todas as mulheres violadas por padres apresentassem acusação, os casos
foram tantos só em Sevilia, Espanha, que abandonaram os processos". (Chiniqui, pág. 44). A Igreja Católica
começou a ser contida em suas mazelas pela expansão de outras Igrejas Cristãs, pela difusão da Bíblia e pelo
grau de Civilização e cultura que o mundo alcançou.

Hoje, tardiamente, com suas vestes manchadas e com muito receio, começam a falar em Bíblias... temendo o
óvulo dos católicos sinceros.

SUCESSÃO APOSTÓLICA?

Todos conhecem o vocábulo “Papa” e designam-no ao supremo chefe da Igreja Católica Apostólica Romana.
Este termo vem do grego e significa “Pai”. Já em latim ele é formado pela junção da primeira sílaba das duas
palavras latinas: “Pater Patrum”, que quer dizer “Pai dos Pais”. Mas o significado que os católicos mais gostam
é: “Petri Apostoli Potestatem Accipiens”, isto é, “aquele que recebe autoridade do apóstolo Pedro”.
Segundo a doutrina Católica, o papa é o sucessor de São Pedro no governo da Igreja Universal e o Vigário
de Cristo na terra. Tem autoridade sobre todos os fiéis e sobre toda a hierarquia eclesiástica. Além da
autoridade espiritual exerce uma territorial (interrompida de 1870 a 1929), que, a partir de 1929, é limitada
ao Estado da cidade do Vaticano. É infalível quando fala “ex-cathedra” em assuntos de fé e moral. Alguns títulos
que o papa ostenta dão uma amostra deste desvario descomunal, são eles: Bispo de Roma, Primaz da Itália,
Patriarca do Ocidente, Vigário de Jesus Cristo, Servo dos Servos de Deus, Sumo-Pontífice da Igreja Universal,
Sucessor do Príncipe dos Apóstolos, Soberano do Estado da Cidade do Vaticano, Arcebispo e Metropolita da
Província Romana e Santo Padre.

O papado teve durante a história de sua existência seus altos e baixos. Recentemente, um papa (João Paulo
II) teve de pedir desculpas aos judeus pelo seu antecessor o papa Pio XII e se viu em palpos de aranha
com a questão do celibato. Apesar de toda esta imponência de chefe de Estado, líder espiritual da maior parcela
de cristãos do mundo (1 bilhão) e administrador de um império financeiro que a cada ano acumula bilhões de
dólares; algumas perguntas entretanto precisam ser feitas, tais como: Existem provas bíblicas e históricas que
indiquem ser o papa o sucessor do apóstolo Pedro? E Pedro, foi o primeiro papa e gozou de supremacia sobre os
demais apóstolos? Teria Pedro fundado a igreja de Roma e tornado ela a sede de seu trono episcopal? O escopo
de nossa matéria é apresentar respostas adequadas a perguntas cruciais como estas, haja vista, a Internet estar
cheia de sites de cunho apologético católico com o fito de refutar as verdades claras das Escrituras sagradas
apresentadas pelos protestantes.

“TU ES PETRUS ET SUPER HANC PETRAM AEDIFICABO ECCLESIAM MEAM!”

Esta perícope (trecho da Bíblia escolhido para leitura durante o culto, ou como tema de sermão) de Mateus
16:18 é tão especial para a cúria romana, que mandaram gravá-la em enormes letras douradas na cúpula da
Basílica de São Pedro em Roma. Destarte ela é a fonte primacial de toda a dogmática Católica. O “Tu es Petrus”,
carrega atrás de si um séqüito (seguimento) de outras heresias erigidas em cima dos sofismas, dos textos
deslocados de seus respectivos contextos, interpretados de modo arbitrário pelos teólogos e doutores papistas. É
ele o genitor da infalibilidade papal, do poder temporal, e das demais aberrações teológicas, ilogismos e
invencionices dessa igreja. Portanto, desmontar à luz da Bíblia todo este disparate teológico é desmoralizar a base
em que se firma a eclesiologia do catolicismo.

A tese Católica se firma em três questionáveis pressupostos principais, a saber:

A primeira é a que diz que Cristo edificou a Igreja sobre Pedro, numa interpretação toda tendenciosa e arbitrária
de Mateus 16:18,19.

A segunda é a que afirma que Pedro fundou e dirigiu a Igreja de Roma sendo martirizado também lá.
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A terceira se firma na suposta sucessão apostólica numa cadeia ininterrupta até nossos dias; de Pedro a até o
atual papa.

I - EM QUE PEDRA A IGREJA ESTÁ EDIFICADA?

O site católico http://www.lepanto.org.br/ApIgreja.html#Fund da “Frente Universitária Lepanto” é um site


antiprotestante, e na página sobre a Igreja Católica, interpretando Mat. 16:18, traz a seguinte declaração: “Esse
ponto é muito importante, pois a interpretação truncada dos protestantes quer admitir o absurdo de que Nosso
Senhor não sabia se exprimir corretamente. Eles dizem que Cristo queria dizer: "Simão, tu és pedra, mas não
edificarei sobre ti a minha Igreja, por que não és pedra, senão sobre mim." Ora, é uma contradição, pois Nosso
Senhor alterou o nome de Simão para "Kephas", deixando claro quem seria a "pedra" visível de Sua Igreja.”

Essa bombástica assertiva nada mais é do que o ecoar das conjeturas conciliares pontificais. A princípio pode
até impressionar, mas carece totalmente de fundamentos. Senão, vejamos: Jesus ao proferir a frase “E eu te digo
que tu és Pedro (Petrus), e sobre esta pedra (Petra) edificarei a minha Igreja, e as portas do Inferno não
prevalecerão contra ela; e eu te darei as chaves do reino dos Céus: e tudo o que desatares sobre a terra, será
desatado também nos céus.” Jesus ao se referir a Pedro usa o termo grego “Petros” que significa um
“seixo”, “pedregulho”, mas ao se referir à edificação da Igreja diz ser edificada não sobre o “Petros”
(Pedro), mas sobre a “Petra”, um rochedo inabalável. Ora, Jesus fez nítida diferença semasiológica entre
“Petra” e “Petros”: um é substantivo feminino singular e está na terceira pessoa; o outro masculino plural e se
encontra na segunda pessoa. Demais disso, nunca o termo “Petra” é usado na Bíblia em relação a homem
algum, mas somente em relação a Deus. Outrossim, tal verso nem de longe insinua alguma coisa sobre Roma,
sucessão apostólica e congênere. Os católicos conseguem ver o que não existe no texto!

A frase “TU ÉS O CRISTO O FILHO DO DEUS VIVO” é a chave para entendermos toda a problemática. Jesus
perguntou a “Todos”, e não somente a Pedro, Quem Ele era. A ele foi revelado confessar que Cristo era o Messias,
o Filho de Deus, daí a frase: “Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to
revelou, mas meu Pai, que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei
a minha igreja...”, ou seja, sobre a confissão de que Ele era o Filho de Deus. A bem da verdade, a Igreja nunca
poderia estar solidamente edificada sobre homem algum, pois Pedro apesar de ter sido um grande apóstolo, foi,
no entanto, falível e passível de erro como demonstra de maneira sobeja o contexto imediato (Mat 16:23) e os
demais escritos neotestamentarios.

O significado de “Petros” e “Petra” está de perfeito acordo com o contexto doutrinário e teológico do N.T. Sendo
“Petros” um fragmento tirado da grande rocha, há de se ver uma conotação com todos os cristãos como petros, e
isto é descrito pelo próprio Pedro: “vós também, quais pedras vivas, sois edificados como casa espiritual...” I Pedro
2:5 (ênfase acrescentada). Por sua vez todas elas estão edificadas sobre a grande Petra que é Jesus - Efésios
2.20. Agora compare estes dois versos: “E quem cair sobre ESTA PEDRA será despedaçado; mas aquele sobre
quem ela cair será reduzido a pó...” “E eu te digo que tu és Pedro, e sobre ESTA PEDRA edificarei a minha
Igreja...” Desde a época do salmista (Sl. 118:22), passando pelo profeta Isaias, a palavra profética já anunciava o
Messias, como a PEDRA DE ESQUINA (Is. 28:16). Jesus afirmou ser Ele mesmo essa Pedra (Mateus 21:42,44).
Outrossim, é bom rememorar que na narrativa de Marcos a frase de Cristo: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra
edificarei a minha igreja”, é omitida (Mc 8.27-30). Isto não é de pouca relevância, pois Marcos por muito tempo foi
companheiro de Pedro (I Pe 5.13) e segundo Eusébio, foi deste que Marcos coletou suas informações para redigir
seu Evangelho. Pedro em nenhum momento disse de si mesmo como a rocha ou pedra da igreja, senão,
Marcos teria confirmado de modo enfático. Se porventura o dogma da superioridade de Pedro é verdadeiro
e de tamanha importância, como a Igreja Católica ensina, não parece praticamente inconcebível que os
registros de Marcos e de Lucas se silenciem a respeito?

Kephas significa pedra ou Pedro? João nos dá a resposta: “E o levou a Jesus. Jesus, fixando nele o olhar,
disse: Tu és Simão, filho de João, tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro).” João 1:42. Veja que Cefas ou
Kephas, significa Pedro e não pedra! Para fazer jus à coerência e a lógica, Jesus deveria ter dito mais ou
menos assim: “Tu és Kephas e sobre esta kephas edificarei...” ou “Tu és Pedro e sobre este Pedro
edificarei...” se não houvesse nenhuma diferença.

Teria Jesus mudado o nome de Simão Barjonas para Pedro ou apenas acrescentado? Ora, quando se muda
um nome faz-se necessariamente uma substituição. O nome anterior não é mais mencionado como no caso de
Abrão para Abraão. Já no caso de Pedro apenas foi acrescentado como bem atesta Lucas “agora, pois, envia
homens a Jope e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro” (Atos 10:5,18,32 – 11:13). Veja que é
um nome acrescentado e não mudado como querem os teólogos papistas do Vaticano. Veja ainda que ele
continuou sendo chamado de Simão (Atos 15:19) ou Simão Pedro (João 21:2,3,7) algo que no mínimo seria
estranho se o antigo nome tivesse sido trocado. Querer ver nisto uma ligação da suposta supremacia petrina com
relação ao papado é ir longe demais!
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Alardeia os católicos em ver na simbologia das chaves (v. 19) uma supremacia jurisdicional sobre toda a
cristandade. Conquanto sabemos ser a chave outorgada realmente a Pedro para “abrir” e “fechar”, no entanto
cabe salientar que foram as chaves do Reino do Céu e não da Igreja que foram dadas... e Reino do Céu não é
a Igreja! O uso dessas chaves estavam antes nas mãos dos fariseus (cf. Lucas 11:52). Essas chaves
representam a propagação do Evangelho de arrependimento de pecados, pelo qual todos os cristãos, e
não Pedro apenas, podem abrir as portas dos céus para os pecadores que desejam ser salvos. Tanto é, que
em Mateus 18:18 Jesus a confia aos demais apóstolos; Pedro, portanto, foi o primeiro a usá-la em Pentecostes,
onde quase três mil almas foram salvas, depois a usou para pregar ao primeiro gentio Cornélio. É esta a chave
que abre a porta, e não é prerrogativa exclusiva da hierárquica católica. Ninguém tem poder de monopolizá-la
como querem os Católicos Romanos.

Certo site Ortodoxo comentando sobre o assunto em lide, disse com muita propriedade: “Para a Igreja una e
indivisa a interpretação desta passagem do Evangelho é toda outra. Como disse Orígenes (fonte comum da
Tradição patrística da exêgese), Jesus responde com estas palavras à confissão de Pedro: este torna-se a
pedra sobre a qual será fundada a Igreja porque exprimiu a Fé verdadeira na divindade de Cristo. E Orígenes
comenta: "Se nós dissermos também: 'Tu és o Cristo, Filho de Deus Vivo', então tornamo-nos também
Pedro (...) porque quem quer que seja que se una a Cristo torna-se pedra. Cristo daria as chaves do Reino
apenas a Pedro, enquanto as outras pessoas abençoadas não as poderiam receber?". Pedro é, então, o
primeiro "crente" e se os outros o quiserem seguir podem "imitar" Pedro e receber também as mesmas
chaves. Jesus, com as Suas palavras relatadas no Evangelho, sublinha o sentido da Fé como fundamento da
Igreja, mais do que funda a Igreja sobre Pedro, como a Igreja Romana pretende. Tudo se resume, portanto, em
saber se a Fé depende de Pedro, ou se Pedro depende da Fé... Por isso mesmo, São Cipriano de Cartago
pôde afirmar que a Sé de Pedro pertence ao Bispo de cada Igreja Local, enquanto São Gregório de Nissa escrevia
que Jesus "deu aos Bispos, através de Pedro, as chaves das honras do Céu". A sucessão de Pedro existe onde a
Fé justa (ortodoxa) é preservada e não pode, então, ser localizada geograficamente, nem monopolizada por uma
só Igreja nem por um só indivíduo. Levando a teoria da primazia de Roma às últimas conseqüências, seríamos
obrigados a concluir que somente Roma possui essa Fé de Pedro - e, nesse caso, teríamos o fim da Igreja una,
santa, Católica e apostólica que proclamamos no Credo: atributos dados por Deus a todas as comunidades
sacramentais centradas sobre a Eucaristia.” E mais “Afirma, depois, a Igreja de Roma que é ela a Igreja fundada
por Pedro e que essa fundação apostólica especial lhe dá direito a um lugar soberano sobre todo o universo. Ora
a verdade é que, para além do fato de não sabermos realmente se São Pedro foi o fundador dessa Igreja
Local e o seu primeiro Papa (aliás, terão os Apóstolos sido Bispos de qualquer Igreja Local...?), temos
conhecimento que outras cidades ou outras localidades mais pequenas podiam, igualmente, atribuir a si
mesmas essa distinção, por terem sido fundadas por Pedro, Paulo, João, André ou outros Apóstolos.
Assim, o Cânone do 6º Concílio de Nicéia reconhece um prestígio excepcional às Igrejas de Alexandria, Antioquia
e Roma, não pelo fato de terem sido fundadas por Apóstolos, mas porque eram na altura as cidades mais
importantes do Império Romano e, sendo assim, deram origem a importantes Igrejas Locais.

ONDE ESTÁ A PRIMAZIA DE PEDRO?

A dialética vaticana ávida por achar um nepotismo em Pedro em detrimento aos demais apóstolos, esquiva-se
em seus sofismas teológicos. Procuram a qualquer preço encontrar nas Sagradas Escrituras um elo de ligação
entre a “protagonização” de Pedro e a alegada supremacia do papa. Os argumentos apresentados são quase
sempre furtados de seus contextos a fim de fortalecer essa cadeia de quimeras (produto da imaginação, fantasia,
utopia, sonho, incoerência, incongruência, absurdo) teológicas. Para justificar tal devaneio (capricho da
imaginação; fantasia, sonho, quimera), saem pela tangente arrazoando que:

a) A Pedro foi conferida com exclusividade a chave dos céus (Mat. 16:19);
b) A Pedro foi dado por duas vezes, cuidar com exclusividade do rebanho de Cristo (Lc. 22:31,32 – Jo
21:15,17);
c) Pedro foi o primeiro a pregar um sermão em Pentecostes. (At. 2:14);
d) Pedro foi o primeiro a evangelizar um gentio. (At. 10:25);
e) Testemunha, diante do Sinédrio, a mensagem de Cristo. (At. 4:8);
f) No catálogo dos apóstolos (Mt 10:2-4; Mc 3:16-19; Lc 6:13-16; At 1:13), o nome de Pedro sempre é colocado
em primeiro lugar;
g) Escolhe Matias para suceder Judas. (At. 1:15);

A pessoa que analisar o assunto pelas lentes papistas, tende a ficar impressionada com a avalanche de textos
que colocam Pedro no topo da lista de exclusividades. A primeira vista, a abundância de primeiro, primeiro,
primeiro ... tende a sustentar essa corrente. Entrementes, vamos expurgar do engodo romanista tais textos e
veremos que não são tão pujantes quanto parecem.

a) A questão correspondente (“chaves dos céus”) já está respondida de maneira sobeja neste opúsculo
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(pequena obra escrita acerca de qualquer assunto), logo acima.

b) Os católicos frisam nestes textos a palavra “confirmar e apascentar” e vêem neles uma suposta primazia
jurisdicional petrina. A falácia (afirmação falsa ou errônea) deste argumento está em não mostrar que o apóstolo
Paulo também “confirmava” as igrejas (cf. At. 14:22 – 15:32,41). Quanto ao “apascentar”, esta também não era
uma exclusividade de Pedro, pois todos os bispos consoante At. 20:28 deveriam ter esta incumbência. Para
sermos coerentes deveríamos dar este “status” de primazia aos demais, pois não só apascentavam como
confirmavam as igrejas.

c) Ora, Pedro ao pregar em Pentecostes estava apenas fazendo uso das chaves para abrir a porta da salvação.
Demais disso, alguém tinha de tomar a palavra e coube a Pedro o mais velho e intrépido. Mas... ao terminar a
mensagem, ninguém o teve por especial, mas dirigiram-se a todos (At. 2:37) com a expressão: “Que faremos
varões IRMÃOS?” (ênfase acrescentada). Dirigiram-se a toda a igreja e não apenas a Pedro.

d) Ao contrário do que pensam os católicos, o caso de Cornélio é um contragolpe no argumento romanista, pois
Pedro teve de dar explicações perante a Igreja por ter se misturado e comido com um gentio.
Raciocinemos, onde a primazia de Pedro neste episódio? Se a tivesse, porventura daria explicações perante seus
supostos comandados? Certamente que não! Mas Pedro teve de se explicar, por que não possuía nenhum
governo sobre os demais.

e) A refutação desse item segue o mesmo parâmetro da anterior.

f) É bom frisarmos que este primeiro lugar na lista de nomes é apenas de caráter cronológico e não funcional.
Percebe-se que os quatro primeiros nomes da lista dos sinópticos são: Simão, André, João e Tiago são os
primeiros a serem chamados para seguir o mestre e dentre eles coube a Pedro ter uma prioridade cronológica.
Não obstante em outros lugares como em Gálatas 2:9 seu nome não aparece nesta posição.

g) A miopia exegética é um mal constante na cúpula romana e leva-a a ver o que não está no texto!
Lendo cuidadosamente At. 1:15-26 vemos que Pedro apenas expôs o problema, qual seja, a falta de um sucessor
para o cargo de Judas, no entanto Matias foi eleito pela igreja por voto comum, e não por decisão de Pedro.

A Igreja Católica é excelente criadora de sofismas (argumento aparentemente válido, mas, na realidade, não
conclusivo, e que supõe má-fé por parte de quem o apresenta; falácia, silogismo erístico; Argumento falso
formulado de propósito para induzir outrem a erro; Argumento que parte de premissas verdadeiras, ou tidas como
verdadeiras, e chega a uma conclusão inadmissível, que não pode enganar ninguém, mas que se apresenta como
resultante das regras formais do raciocínio; falácia, engano, logro, burla, tapeação).

Os sofismas destes textos são flagrantes, contudo, a derrocada teológica peremptória destes argumentos, está
nas atitudes de Cristo – o ÚNICO Sumo Pastor, Chefe Supremo, Cabeça e Fundamento da Igreja – em não
titubear e corrigir algumas precoces ambições de supremacia entre eles. Certa feita tal idéia foi sugerida ao mestre
(Mateus 20:18-27) que no mesmo instante a rechaçou dizendo: “...Sabeis que os governadores dos gentios os
dominam, e os seus grandes exercem autoridades sobre eles. Não será assim entre vós; antes, qualquer que
entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será
vosso servo;...” (ênfase acrescentada). Noutra feita essa questão foi novamente levantada. (cf. Lucas 22:24) Veja
que se os apóstolos tivessem cientes desta utópica promessa, de maneira alguma teriam levantado esta questão
e o próprio pescador Galileu, ou mesmo Jesus, haveriam de esclarecer-lhes o primado de Simão Pedro sobre
eles, a recordar a alegada promessa em Mateus 16:18. Mas não o fez, simplesmente por não existir.

O próprio Pedro desfaz essa lenda ao dizer que: “ninguém tenha DOMÍNIO sobre o rebanho...” (cf. I Pd.
5:1-3). Não se pode ver aí nenhum vestígio de superioridade, supremacia ou destaque sobre os demais, pois ele
mesmo se igualava aos outros dizendo: “...que sou também presbítero com eles...”. Pedro jamais mandou! Pelo
contrário, foi mandado... e obedeceu (Atos 8:14) fazendo jus às palavras de Jesus “Não é o servo maior do que o
seu Senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou.” (Jo. 13:16)

PEDRO ESTEVE EM ROMA?

Não obstante a Bíblia trazer um silêncio sepulcral sobre o assunto, os católicos afirmam ser fato incontestável
ter sido o apóstolo Pedro o fundador da igreja em Roma. Atribuem-lhe ainda um pontificado de 25 anos na capital
do império e conseqüente morte neste lugar. É claro que estas ligações são a-priori de valor inestimável, pois
entrelaçadas vão robustecer a tese vaticana da primazia do papado. Contudo, não deixam de ser argumentos
gratuitos! Há de se frisar que somente a chamada “(con) tradição”, vem em socorro da causa romanistas nestas
horas e mesmo assim de maneira dúbia. Vejamos:

Pedro não pode ter sido papa durante 25 anos, pois foi martirizado no reinado do Imperador Nero, por volta de
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67/68. Subtraindo vinte cinco anos, retrocederemos ao ano de 42 ou 43. Nessa época não havia se realizado o
Concílio de Jerusalém (Atos 15), que se deu por volta de 48-49, Pedro participou (mas não deveria, pois segundo
a tradição, nesta época, ele estava em Roma), no entanto, foi Tiago quem o presidiu (Atos 15;13,19). Em 58,
Paulo escreveu a epístola aos Romanos. E no capítulo 16 mandou uma saudação para muitos irmãos, mas
Pedro sequer é mencionado. Paulo chegou a Roma no ano 62 e foi visitado por muitos irmãos (Atos 28;30
e 31). Todavia, nesse período, não há nenhuma menção de Pedro. O Apóstolo Paulo escreveu quatro
cartas de Roma: Efésios, Colossensses, Filemon (62) e Filipenses (entre 67 e 68), mas Pedro não é
mencionado em nenhuma delas. Se Pedro estava em Roma no ano 60, como se deve entender a revelação
referida nos Atos dos Apóstolos 23:11, em que Jesus disse a Paulo: “Importa que dês testemunho de mim
também em Roma?” Cadê o papa de Roma na ocasião?

É por estas e outras que não acreditamos que Pedro tenha fundado ou presidido a Igreja de Roma como
afirmam os católicos!

O INSUSTENTÁVEL SUPORTE DA TRADIÇÃO

A tradição é um dos pilares nos quais se assenta a teologia romanista. O principal órgão desta tradição é a
chamada “Patrística” que são os escritos dos primitivos cristãos. Essa tradição é de relevante valor à causa
Católica, pois dela advêm toda a sofismática da tal “Sucessão Apostólica”. É dela que é extraída a má
interpretação de Mateus 16:18, da primazia de Roma, da corrente sucessória de S. Pedro etc. Na verdade as
coisas são bem diferentes quando analisadas de maneira honesta.

Dos inúmeros “pais da Igreja”, somente 77 opinaram a respeito do assunto de Mateus 16:18, sendo que
44 reconheceram ser a fé de Pedro a rocha. 16 deles julgaram ser o próprio Cristo e somente 17
concordaram com a tese vaticana. Nenhum deles afirmavam a infalibilidade de Pedro e tão pouco o tinham
como papa. Exemplo disso é S. Agostinho que em seu Livro I, Capítulo 21, das Retratações (Livro escrito
no fim da sua vida, para retratar-se de seus escritos anteriores) expressamente afirma que sempre, salvo
uma vez, ele havia explicado as palavras Sobre esta pedra - não como se referissem à pessoa de Pedro,
mas sim a Cristo, cuja Divindade Pedro havia reconhecido e proclamado.

Diz certa fonte Católica que: “Se a corrente da sucessão apostólica por alguma razão encontra-se
interrompida, então as ordenações seguintes não são consideradas válidas, e as missas e os mistérios,
realizados por pessoas ilegalmente ordenadas desprovidos da graça divina. Essa condição é tão séria que
a ausência de sucessão dos bispos em uma ou outra denominação cristã despoja-a da qualidade de Igreja
verdadeira, mesmo que o bensino dogmático presente nela não esteja deturpado. Esse foi o entendimento
da Igreja desde o seu início.”

Pois bem, procurarei não ser prolixo ao historiar sobre essa questão. Todos sabem que o trono dos papas
teve seus momentos de vacância, muitos papas conquistaram este título por dinheiro, alguns papas
considerados legítimos foram condenados como hereges, outros pela ganância do cargo foram envenenados por
seus rivais, ainda outros foram nomeados por imperadores; quando não, havia três ou mais papas se
excomungando mutuamente pela disputa da cadeira de São Pedro. Sem falar é claro, da época negra da
pornocracia. Não é debalde que na “Divina Comédia”, Dante Alighieri, coloca vários papas no Inferno! Há ainda
uma tremenda contradição nas muitas listas dos pontífices romanos expostas por historiadores católicos,
nas quais os nomes de tais sucessores aparecem trocados ou faltando.

Não creio que estes homens sejam os verdadeiros sucessores da cátedra de Pedro! A bem da verdade, essa tal
sucessão ininterrupta e contínua dos papas é totalmente arrebentada e falsa. É por demais ultrajante mesmo para
uma mente mediana suportar tamanha incongruência!

Pelo que foi resumidamente exposto acima, podemos concluir serenamente que: PEDRO NUNCA FOI PAPA E
NEM O PAPA É O VIGÁRIO DE CRISTO.

Confira mais sobre a suposta sucessão apostólica na segunda resposta evangélica ao item CAT: 01.

PEDRO COMO O PRIMEIRO PAPA?

A própria existência do papado é uma deturpação das Escrituras. É impossível abordar este assunto sem falar a
respeito do trecho bíblico em que os católicos se baseiam para firmar a doutrina do papado: “Tu és Pedro, e sobre
esta pedra edificarei a minha igreja” (Mt. 16.13-20). Os católicos pegam esta afirmação de Cristo para afirmar que
Pedro é a pedra ou rocha em que Cristo fundamentou a sua igreja, sendo assim o primeiro papa da igreja. Quando
Cristo falou “...esta pedra...” não estava se referindo a Pedro, mas sim à anterior declaração de Pedro a respeito
de Jesus – “Tu és o Cristo, O Filho do Deus vivo”. Cristo é a pedra fundamental da igreja. Paulo afirmou:
“Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já esta posto, o qual é Jesus Cristo.” (I Co
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3.11). No grego, a palavra Pedro és petros, do gênero masculino, enquanto pedra ou rocha é petra, do gênero
feminino. O que Cristo disse: “Tu és Petros (masculino), e sobre esta petra (feminino) eu edificarei a minha igreja.”

Mostra-se assim que Cristo não estava falando de Pedro como a pedra ou rocha, mas sim a respeito da
declaração de Pedro – “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” Se Pedro fosse a rocha, Cristo teria dito: “sobre
ti edificarei a minha igreja”, mas não disse. É interessante observar que na narrativa de Marcos a frase de Cristo:
“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja”, é omitida (Mc 8.27-30). Marcos por muito tempo foi
companheiro de Pedro e no seu Evangelho há uma profunda influência do mesmo. Pedro chamava Marcos de
filho (I Pe 5.13). Pedro em nenhum momento disse de si mesmo como a rocha ou pedra da igreja. Pelo
contrário, sempre mostrou a Cristo como a pedra: “Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores,
a qual foi posto como cabeça de esquina” (At 4.11). Veja também I Pe 2.4-8.

Há também a afirmação Católica que Pedro teria recebido as CHAVES DO CÉU. É outra deturpação das
Escrituras, baseada em Mateus 16.19: “Eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será
ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” Não podemos entender a declaração
de Cristo como se esta fosse somente dirigida a Pedro, mas esta é dirigida a toda igreja. Veja Mateus 18.15
a 18. Fica então patente aos nossos olhos que o ligar e desligar não refere-se apenas a um homem, mas à toda
igreja, que têm a Cristo como cabeça , “...o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e
ninguém abre” (Ap 3.7). O que seria abrir e fechar ou ligar e desligar que Cristo fala que a igreja realizaria com
respeito as pessoas? O que se segue: quando a igreja prega o Evangelho, abre o reino; quando deixa de
pregar, o fecha. Isto fica bem claro quando observamos o “ai” de Cristo a respeito dos fariseus. “Mais ai de vós
escribas e fariseus, hipócritas! Pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais
entrar aos que estão entrando.” (Mt 23.13). Porque os fariseus fechavam o reino? Por não divulgarem
corretamente as Escrituras, o Antigo Testamento, naquela época. Veja: “ai de vós, doutores da lei, que tiraste a
chave da ciência; vós mesmos não entrastes, e impedistes os que entravam.” (Lc 11.52). Assim observamos que
quando a igreja prega o Evangelho genuíno esta abre o reino dos céus, quando não, fecha o reino.

Ao analisarmos o trecho bíblico de Mt 16.13-20, devemos partir para a análise da afirmação Católica que Pedro
foi o primeiro papa. Se ele realmente foi o primeiro papa, o foi de maneira totalmente diferente dos padrões
papais. Há um abismo enorme entre Pedro e os seus pretensos sucessores. A verdade é que Pedro não foi
o primeiro papa e a ordenação de um dirigente humano universal para a igreja está totalmente contrária às
Escrituras.

Jorge Buarque Lyra (in: Catolicismo Romano) argumentou muito bem: “Poderia, acaso, de alguma
forma, um homem ser fundamento de uma obra divina? Se pudesse (admitindo-se o absurdo), tal obra
deixaria de ser divina.”

Vejamos as seguintes características de Pedro:

1.ª) Pedro não era celibatário. Tanto que teve sogra curada por Cristo (Mc 1.29-31). O papa é celibatário,
sendo o celibato uma imposição a todo o clero. Em I Timóteo está escrito: “Mas o Espírito expressamente diz que
nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e doutrinas de demônios;
...proibindo o casamento.”

2.ª) Pedro era pobre. “E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro...” (At 3.6). O papa está cercado de riquezas.

3.ª) Pedro nunca esteve em Roma. Não é interessante observar que o chefe da igreja de Roma nunca esteve
em Roma? Os católicos lançam mão de fontes extra-bíblicas forjadas para afirmar que Pedro esteve em Roma.

4.ª) Pedro nunca consentiu que ninguém se ajoelhasse a seus pés. “E aconteceu que, entrando Pedro, saiu
Cornélio a recebê-lo, e, prostrando-se a seus pés, o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu
também sou homem.” (At 10.25 e 26). O papa constantemente recebe este tipo de reverência e adoração.

5.ª) Pedro não era infalível. “E, chegando Pedro a Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível.
Porque antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram,
se foi retirando, e se apartando deles, temendo os que eram da circuncisão.” (Gl 2.11 e 12). O papa é considerado
infalível. A infalibilidade papal foi definida e aceita oficialmente em 1870 no Concílio do Vaticano I. A Igreja
Católica demorou 1870 anos para considerar o papa infalível. É importante observar que não foi Deus que
decidiu, mas foram homens pecadores reunidos que chegaram a conclusão que o papa era infalível. Na
Bíblia está escrito: “porque todos pecaram e destituídos da glória de Deus” (Rm 3.23) e ainda está escrito que
quando dizemos que não temos pecado fazemos a Deus mentiroso. Veja: “Se dissermos que não pecamos
fazemo-lo mentiroso, e a Sua palavra não está em nós.” (I Jo 1.10).

6.ª) Pedro não tinha a primazia na igreja. Observe o que Pedro escreveu: “Aos presbíteros, que estão entre
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vós, que sou também presbítero como eles e testemunha das aflições de Cristo...” (I Pe 5.1). Em At 8.14 está
escrito: “Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a Palavra de Deus,
enviaram para lá Pedro e João.” Note bem: não foi Pedro que enviou alguns dos apóstolos, mas foram os
apóstolos que lhe enviaram. Onde está a primazia de Pedro? Em At 11.1-18 vemos Pedro justificando-se
perante a igreja. Quero destacar principalmente o versículo 2: “E subindo Pedro a Jerusalém, disputavam com ele
os que eram da circuncisão.” Enquanto que a igreja Católica afirma que as decisões do papa não podem ser
questionadas.

Sobre livros apócrifos usados pela Igreja Católica e sobre A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS, veja, acima, no
item CAT: 02, na segunda resposta evangélica (EVAN: R), no subitem: "A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS".

Sobre os temas: sobre esta pedra edificarei a minha igreja, as chaves do céu, revelação Divina e a liderança do
Espírito Santo, veja no item , na segunda resposta evangélica (EVAN: - PEDRO COMO PRIMEIRO PAPA) ao item
10 (CAT: 10) e a segunda resposta evangélica ao CAT:02.

CAT: 06 - Não sou protestante porque eles negam a Tradição oral. Sendo que na própria Bíblia, Paulo
recomenda os ensinamentos de viva voz (Tradição) que nos foram transmitidos por Jesus e passam de geração
em geração no seio da Igreja, sem estarem escritos na Bíblia. Confira em (2 Tim 1,12-14).

EVAN: R - Negamos a Tradição Oral porque ela foi a maior fonte de problemas já na teologia do Antigo
Testamento, torcendo as palavras já escritas na Torah; e ela também tem sido comprovadamente a maior fonte de
heresias no meio da Igreja Romana. No caso do Antigo Testamento, dizia Jesus aos fariseus: MC 7.9 - "E dizia-
lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição".

Note-se que Deus não deixou nada escrito, tanto no Antigo Testamento como no Novo. Mas a existência de
ESCRITURA deixada por Moisés e outros homens de Deus limitou todos os sermões de Jesus a somente o que
estava escrito. Ele combatia tudo o que se afastasse do que estava escrito. Paulo e os demais apóstolos podiam
aconselhar os irmãos a seguir o que dissessem, pois estavam VIVOS e seu testemunho era real.

Após suas mortes, tudo o mais que alguém poderá dizer que ouviu deles é mera especulação. Tome-se, por
exemplo, a Igreja da Galácia: tinha sido evangelizada e fundada PESSOALMENTE pelo apóstolo (At 18:23), mas
isso não impediu que os crentes ali logo perdessem a fé genuína para os judaizantes, obrigando Paulo a, POR
ESCRITO, trazê-los de volta à verdadeira fé.

GL 4:11 – “Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco". GL 4:18 – “É bom ser zeloso, mas
sempre do bem, e não somente quando estou presente convosco." GL 5:7,8 – “Corríeis bem; quem vos impediu,
para que não obedeçais à verdade? Esta persuasão não vem daquele que vos chamou". E Paulo termina sua
pregação, por estar ausente, por meio de documento escrito: GL 6:11 – “Vede com que grandes letras vos escrevi
por minha mão".

Se isso aconteceu num curto período de tempo, ainda em vida do Apóstolo que evangelizou os gálatas
pessoalmente e em sua ausência se perderam, o que não dizer de séculos de ignorância quando a Igreja de
Roma inclusive PROIBIA a leitura da Bíblia por seus seguidores? (Confira na segunda resposta dos evangélicos
[EVAN: R – A IGREJA CATÓLICA PROIBIU A POSSE E A LEITURA DA BÍBLIA] a CAT: 17).

A maior prova da falha da tradição oral está na Cronologia dos Dogmas, com doutrinas humanas criadas em
épocas muito tempo após a morte dos apóstolos, sendo que não se encontra nenhum documento anterior
prescrevendo tal doutrina na Igreja Primitiva (tais como Purgatório, Assunção de Maria, Concepção Imaculada de
Maria, Oração pelos mortos, etc).

Acreditar na Tradição Oral que nunca foi registrada na Igreja do primeiro século é combater o próprio ensino de
Paulo, que escrevia cartas e mandava que fossem lidas em todas as Igrejas, intercambiando com outras que já
havia escrito: CL 4:16 – “E, quando esta epístola tiver sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos
laodicenses, e a que veio de Laodicéia lede-a vós também". 1 TS 5:27 – “Pelo Senhor vos conjuro que esta
epístola seja lida a todos os santos irmãos".
E outra coisa importante: este argumento católico se baseia na carta a Timóteo, certo? Vejamos tal carta em
sua totalidade:

Em todas as orientações que foram dadas sobre comunicação oral, os apóstolos ordenavam sobre pronomes
pessoais: "palavras que de MIM tendes ouvido";

Paulo nunca mandou alguém a obedecer quem não fosse apóstolo e queria que fosse ensinado o que saiu dele
mediante TESTEMUNHAS: "(2 Tm 2:2) - E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens
fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros".
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Paulo recomenda a perfeição do obreiro de Deus pela Palavra escrita e não incluiu a tradição em pé de
igualdade: 2 Tm 3:16,17 – “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para
redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente
instruído para toda a boa obra".

Mais um detalhe: para ser apóstolo, deveriam existir dois requisitos básicos: At 1:20-22 – “Porque no livro dos
Salmos está escrito: Fique deserta a sua habitação, E não haja quem nela habite. Tome outro o seu bispado. É
necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu
dentre nós, começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles
se faça conosco testemunha da sua ressurreição".

Nenhum outro homem, além dos doze, merecia tal título. Paulo foi chamado Apóstolo dos Gentios devido ao
seu chamado, não se considerava como um dos doze e depois dele nenhum outro homem mereceu este título, por
não preencher os requisitos básicos do apostolado. Portanto, a autoridade apostólica morre com o último apóstolo,
João, restando seus ensinamentos escritos, o que, aliás, foi o mais importante critério para determinação do
Cânon do Novo Testamento pela Igreja Primitiva.

CAT: Aqui, partem de uma visão bastante apriorística das coisas. Ao afirmarem que não adotam a tradição
porque a mesma tem sido fonte de heresias, tomam por provado o que querem provar: que a Igreja Católica está
repleta de erros. Primeiramente, eles deveriam comprovar que existem heresias na Igreja Católica para, depois,
provar que a Tradição as gerou.

A "tradição" a que Jesus se refere não é a Tradição Oral que os judeus tinham por Palavra de Deus, mas a
tradição dos fariseus que, para evitarem infrações ainda que involuntárias da Lei, criaram uma série de
prescrições, assim como fazem os pastores protestantes, que proíbem os fiéis de jogar futebol, ver televisão, coisa
que não foi ordenada por Deus. Tais prescrições acabaram por se tornar um peso.

A Tradição Oral é a matriz das Escrituras. Por exemplo: entre Abraão e a escrita dos Gênesis houve um
intervalo de 1000 anos, em que a história do Pai dos Crentes foi passada apenas oralmente. É a Tradição oral em
ação, e, dela, bebe o escritor sagrado ao colocar por escrito esta estória. Quando os evangelistas começaram a
escrever as primeiras linhas dos Evangelhos, algumas décadas já se haviam passado desde a Ascensão de
Cristo. Até então, as primeiras comunidades se formaram, exclusivamente sobre a Tradição Oral dos Apóstolos.
Dizer que a Tradição Oral não é palavra de Deus equivale a afirmar que as palavras de Cristo somente se
tornaram divinas décadas depois de Sua morte.

No entanto os nobres apologistas protestantes esquecem-se que São Paulo também mandou guardar a
Tradição Apostólica, isto é, o que os Apóstolos ensinaram e que não foi escrito: "Assim, pois, irmãos, ficai firmes e
conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, SEJA POR PALAVRAS, seja por epístola nossa." (2 Tss
2,15).

“Note-se que Deus não deixou nada escrito, tanto no Antigo Testamento como no Novo. Mas a existência
de ESCRITURA deixada por Moisés e outros homens de Deus limitou todos os sermões de Jesus a
somente o que estava escrito. Ele combatia tudo o que se afastasse do que estava escrito.”

Isto é mais falso do que nota de vinte e cinco! Diversos sermões de Jesus são baseados nos ditos e nas
tradições rabínicas dos fariseus, que se desenvolveram a partir da Tradição oral. Jesus, por exemplo, afirma:
"ouvistes o que vos foi dito: amarás teu próximo e odiarás o teu inimigo." Os pastores poderiam mostrar em que
parte da Bíblia está escrito que devemos "odiar nossos inimigos"? Não o podem, pois isto vem da tradição rabínica
de se afastar do am ha aretz, aquele que desconhece a Torá. Portanto, grande parte dos discursos de Jesus não
se limitou "ao que estava escrito", mas a toda Palavra Escrita e Oral aceita pelos judeus.

“Paulo e os demais apóstolos podiam aconselhar os irmãos a seguir o que dissessem, pois estavam
VIVOS e seu testemunho era real. Após suas mortes, tudo o mais que alguém poderá dizer que ouviu deles
é mera especulação.”

Notem a contradição nesta afirmação. Se após a morte dos apóstolos tudo que se diz e escreve é especulação,
então porque crêem nos Evangelhos de Lucas e Marcos, na Epístola aos Hebreus, livros estes que não foram
escritos pelos apóstolos e foram escritos após suas mortes? Como dizia Drummond: "E agora José?"

Se não haviam apóstolos vivos para legitimá-los, como então hoje são aceitos como canônicos? Negam a
verdade clara e evidente de que a autoridade das Sagradas Escrituras deriva da autoridade da Santa Igreja.

Pobres protestantes que não aceitam o poder de Deus. Deus é potente para preservar Suas Palavras e evitar
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que se corrompam. Sejam tais palavras escritas, sejam orais. A Tradição Oral se preservou sem deturpações
porque o próprio Deus prometeu que seria assim. Prometeu que as portas do Inferno não prevaleceriam contra a
Igreja; prometeu que o Papa teria as chaves do Reino dos céus; prometeu que estaria com os Seus até o fim do
mundo. E apenas os católicos acreditam, realmente, que tais promessas se cumpriram.

“Tome-se, por exemplo, a Igreja da Galácia: tinha sido evangelizada e fundada PESSOALMENTE pelo
apóstolo (At 18:23), mas isso não impediu que os crentes ali logo perdessem a fé genuína para os
judaizantes, obrigando Paulo a, POR ESCRITO, trazê-los de volta à verdadeira fé: "(GL 4:11) - Receio de
vós, que não haja trabalhado em vão para convosco". "(GL 4:18) - É bom ser zeloso, mas sempre do bem,
e não somente quando estou presente convosco" "(GL 5:7,8) - Corríeis bem; quem vos impediu, para que
não obedeçais à verdade? Esta persuasão não vem daquele que vos chamou". E Paulo termina sua
pregação, por estar ausente, por meio de documento escrito: "(GL 6:11) - Vede com que grandes letras vos
escrevi por minha mão".

Se isso aconteceu num curto período de tempo, ainda em vida do Apóstolo que evangelizou os gálatas
pessoalmente e em sua ausência se perderam, o que não dizer de séculos de ignorância quando a Igreja
de Roma inclusive PROIBIA a leitura da Bíblia por seus seguidores?”

Aqui novamente são infelizes. Vejam que eles mesmos reconhecem que São Paulo escreve à Igreja dos
Gálatas para exortá-los na Sã Doutrina. Ora, se os Gálatas não tivessem se afastado na fé, provavelmente o
apóstolo não teria escrito a eles. Se isto tivesse acontecido significaria que o Apóstolo não deixou de viva voz sua
doutrina aos Gálatas? Claro que não. A própria carta paulina mostra que São Paulo já havia pregado a esta
comunidade, deixando então para eles a Tradição. No entanto, São Paulo em pleno exercício de sua ação pastoral
escreve aos Gálatas não porque tinha que lhes deixar algo por escrito, mas porque como estava impossibilitado
de estar com eles, lhes escreveu. Isto mostra mais uma vez que a preocupação principal dos apóstolos era pregar
o Evangelho e não deixar sua doutrina por escrito. Como vemos o que foi escrito o foi em ocasiões muito
especiais, em ocasiões esporádicas.

Poder-se-ia perguntar, à tríade acima: se a Tradição Oral não é confiável, como podem eles confiar nos
Evangelhos? Como eu já disse, o Evangelho existiu, primeiramente, como Tradição Oral, para depois ser escrito.
Como, então, ter certeza de que as palavras de Jesus não foram distorcidas nas décadas seguintes até serem
escritas? Como se pode ter certeza de que Jesus realmente falou aquilo que está escrito? Pela lógica da tríade,
não se poderia ter certeza, pois, em pouco espaço de tempo, a Tradição Oral se corrompe... Aliás, é justamente
isto que afirmam os perseguidores do cristianismo: que os evangelistas, já distantes dos acontecimentos, não são
dignos de confiança. Pelo menos estes perseguidores são coerentes, o que não se pode dizer da tríade de
pastores autora desta refutação.

Nós, católicos, confiamos nas promessas do Senhor: as portas do Inferno não prevaleceriam contra a Igreja. A
assistência do Mestre é eterna, pelo que a Tradição Oral jamais se corrompeu. Assim, podemos ter certeza de que
os Evangelhos dizem a verdade sobre Jesus; podemos ter certeza de que o restante da Tradição também o diz.

“A maior prova da falha da tradição oral está na Cronologia dos Dogmas, com doutrinas humanas criadas
em épocas muito tempo após a morte dos apóstolos, sendo que não se encontra nenhum documento
anterior prescrevendo tal doutrina na Igreja Primitiva (tais como Purgatório, Assunção de Maria, Concepção
Imaculada de Maria, Oração pelos mortos, etc).”

Nossos queridos protestantes não sabem o que são dogmas... Pensam que a Igreja, ao dogmatizar um ponto
de fé afirma algo do tipo: "a partir de agora, todos acreditaremos nisto". Só que não é assim! A Igreja, ao
dogmatizar algo, diz claramente: "os cristãos, sempre, desde os primórdios, e em todos os lugares, acreditaram
nisto, pelo que não é lícito a nenhum católico duvidar que esta é a fé verdadeiramente cristã." Portanto, importa
muito pouco que um dogma tenha sido proclamado no século IV ou no século passado. O fato é que os cristãos
sempre acreditaram neles. Aliás, os protestantes, ao citarem a "cronologia dos dogmas" sempre omitem
que a divindade de Cristo e a Santíssima Trindade também foram proclamados pela Igreja Católica como
dogmas de fé séculos após a era apostólica. Pela lógica da tríade, os cristãos, antes, não acreditavam que
Jesus e o Espírito Santo são um com o Pai...

O Demônio é o pai da mentira. E é mentirosa a afirmação de que não existam escritos primitivos a apoiar os
dogmas. Basta estudar patrística. Basta ler os escritos dos Pais da Igreja para se saber, com certeza, no que
acreditavam os cristãos primitivos. E, com certeza, estes cristãos primitivos anatematizariam a tríade acima.

“Acreditar na Tradição Oral que nunca foi registrada na Igreja do primeiro século é combater o próprio
ensino de Paulo, que escrevia cartas e mandava que fossem lidas em todas as Igrejas, intercambiando com
outras que já havia escrito: "CL 4:16 - E, quando esta epístola tiver sido lida entre vós, fazei que também o
seja na igreja dos laodicenses, e a que veio de Laodicéia lede-a vós também". "1TS 5:27 - Pelo Senhor vos
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conjuro que esta epístola seja lida a todos os santos irmãos".”
Não há, para os católicos, nenhum problema com esta passagem. Aceitamos que tudo na Bíblia é palavra de
Deus, mas acreditamos (como os cristãos de todos os tempos) a Palavra é anterior às Escrituras, perpassa as
Escrituras e vai além das Escrituras.

“E outra coisa importante: este argumento católico se baseia na carta a Timóteo, certo? Vejamos tal carta
em sua totalidade:
1. Em todas as orientações que foram dadas sobre comunicação oral, os apóstolos ordenavam sobre
pronomes pessoais: "palavras que de MIM tendes ouvido";
2. Paulo nunca mandou alguém a obedecer quem não fosse apóstolo e queria que fosse ensinado o que
saiu dele mediante TESTEMUNHAS: "(2Tm 2:2) - E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste,
confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros".
3. Paulo recomenda a perfeição do obreiro de Deus pela Palavra escrita e não incluiu a tradição em pé de
igualdade: "(2Tm 3:16,17) - Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para
redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente
instruído para toda a boa obra".”

Costumo brincar dizendo (e passando por cima das regras de latim), que o "sola scriptura", rapidamente,
transforma-se num "sola" algumas partes da "scriptura". Os protestantes, para defender os seus pontos de vista,
apegam-se a alguns trechos bíblicos e ignoram todos os demais. Vejam-se as seguintes citações:

a) 2 Tm 1, 15: neste trecho, Paulo manda que Timóteo instrua terceiros que, por sua vez, passarão a fé às
gerações futuras. É um exemplo de sucessão apostólica. Paulo, portanto, diz que estes terceiros deveriam
obedecer Timóteo e que, por sua vez, as gerações futuras obedeceriam a estes terceiros. Como, então, a tríade
diz que os apóstolos jamais afirmaram que se devesse obedecer a outros que não eles? E será que eles podem
provar que durante estes 2000 anos de cristianismo não houve a Sucessão Apostólica? Nós podemos provar que
sim. No entanto o ônus da prova é do acusador...

b) Tt 1, 5. Também aqui, Paulo confere autoridade apostólica a Tito: "Eu te deixei em Creta para acabares de
organizar tudo e estabeleceres anciãos em cada cidade, de acordo com as normas que te tracei". Ora, organizar
as igrejas, estabelecer seus líderes (anciãos) não eram trabalho dos apóstolos? Se Tito não recebera autoridade
apostólica de São Paulo, sendo assim seu legítimo sucessor, como poderia realizar tais obras?

É óbvio que Paulo usa "pronomes pessoais" porque, na Igreja primitiva, existiam apóstolos e apenas eles é que
podiam ensinar. Os cristãos deveriam seguir os ensinamentos apostólicos, e rejeitar aqueles provenientes dos
pastorezinhos hereges de então. A autoridade apostólica não se comunicava a todos os batizados, pelo que nem
todos poderiam ensinar. Isto não quer dizer que esta autoridade apostólica encerrou-se com a morte do último
apóstolo, pois, como demonstrado acima, a mesma foi transmitida. Aliás, leia-se a "História Eclesiástica" de
Euzébio de Cesaréia para se ter certeza deste fato.

Mas chamo atenção para a gravidade das conclusões que estão implícitas na assertiva dos pastores. Eles
afirmam que a Igreja Primitiva se construiu sobre autoridade apostólica, mas que, morrendo o último apóstolo, esta
autoridade encerrou-se e, a partir de então, todos os crentes só podem confiar na Bíblia. Então:

a) Existiram duas Igrejas diferentes, com duas matrizes doutrinárias diferentes: a do primeiro século
(eminentemente apostólica) e a dos séculos posteriores (exclusivamente "bíblica"). Quero vê-los citando qualquer
versículo bíblico que apóie, ainda que remotamente, esta heresia!
b) O protestantismo não possui a mesma matriz doutrinária do cristianismo primitivo (do que não é capaz um
protestante para defender seus devaneios ...).

c) O catolicismo possui a mesma matriz doutrinária do cristianismo primitivo, mas, visto que os bispos não
foram testemunhas oculares da vida de Cristo, esta matriz não é mais válida.

Em resumo: o protestantismo distanciou-se do cristianismo primitivo, mas é verdadeiro; o catolicismo manteve-


se fiel, mas é falso. Seria brilhante se não fosse trágico. E, note-se, na primeira refutação da tríade eles afirmaram
que o catolicismo afastou-se do cristianismo primitivo e o protestantismo, com Lutero, resgatou-o. Haja Espírito
Santo para inspirar tanta incoerência!!!

“Mais um detalhe: para ser apóstolo, deveriam existir dois requisitos básicos: "(At 1:20-22) - Porque no
livro dos Salmos está escrito: Fique deserta a sua habitação, E não haja quem nela habite. Tome outro o
seu bispado. É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor
Jesus entrou e saiu dentre nós, começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi
recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição".

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Nenhum outro homem, além dos doze, merecia tal título. Paulo foi chamado Apóstolo dos Gentios devido ao
seu chamado, não se considerava como um dos doze e depois dele nenhum outro homem mereceu este título, por
não preencher os requisitos básicos do apostolado. Portanto, a autoridade apostólica morre com o último apóstolo,
João, restando seus ensinamentos escritos, o que aliás foi o mais importante critério para determinação do Cânon
do Novo Testamento pela Igreja Primitiva.”

Estas regras para ser apóstolo foram criadas pela tríade. A Bíblia mostra claramente que os versículos acima
citados profetizavam sobre a sucessão Apostólica de Judas, dando o episcopado a Matias (cf. At 1,26), mas
segundo eles somente São Paulo merecia tal honra. Ora, se somente São Paulo merecia tal honra por quê então
Matias foi escolhido como apóstolo? O problema é que além de se enganarem, enganam também a outros!

Impressiona-me como alguém pode ser tão incoerente sem maiores constrangimentos. Para ser apóstolo era
necessário que o mesmo tivesse convivido com "apóstolos" (não é incrível?!) desde o batismo de Jesus. Isto, por
si só, torna tudo impossível, pois, ao tempo do batismo de Jesus, não havia nenhum grupo de discípulos
escolhidos. Ou seja, pela lógica brilhante acima, ninguém é apóstolo. E aquele que os protestantes chamam de
"Apóstolo Paulo"? Este daí é um caso a parte, houve um chamado especial, etc, etc. Tudo perfeitamente
conveniente. Se fizesse algum sentido, é claro!

O curioso é que, se apenas os apóstolos é que tinham autoridade para ensinar (oralmente e por escrito), os
protestantes têm lido livros não inspirados e indignos de confiança. A carta aos Hebreus não foi escrita por
nenhum dos doze (e nem por Paulo), nem o foram o Evangelho de Marcos e de Lucas; o apêndice do Evangelho
de João; e, segundo estudiosos autorizadíssimos, também não o foram a epístola de Tiago e a segunda Epístola
de Pedro. E agora? Como ficamos? O argumento acima (visando solapar a Tradição oral) joga no lixo boa parte da
Bíblia. Mas, não estando a tríade preocupada com coerência, a mesma pode, novamente, ser incoerente e
continuar seu ministério cristão.

Por outro lado, existem uma série de livros dos apóstolos que não fazem parte da Bíblia e outros, ainda, que se
perderam. Adotado o ponto de vista dos pastores, temos que:

a) Eles não lêem e nem meditam uma série de livros divinamente inspirados e úteis para a formação cristã;

b) Uma outra série destes livros se perdeu e a Palavra de Deus estaria aleijada de sua plenitude. Deus teria
falhado em preservar a totalidade do cristianismo e as portas do Inferno teriam prevalecido contra a fé cristã.

É claro que os eles preferem não falar desta incoerência.

EVAN: R - O PAPADO E SEUS CONCÍLIOS ALTERARAM A DOUTRINA CRISTÃ

Os dogmas da Igreja Católica são tão indescritíveis entre eles que impedem padres de raciocinar e decidir
entre o certo e o errado. Muitos baseados em crendices que rebaixam o nível do Cristianismo, quase todos com
fins lucrativos, outros conferem ao clero certa autoridade e influência até que a sociedade fique esclarecida.

algumas alterações estranhas às Sagradas Escrituras e ao Cristianismo original:

- ano 304, os bispos começaram a ser chamados de papa;


- ano 310, introduzidas as orações pelos mortos;
- ano 320, começaram a acender velas;
- ano 325, Constantino celebra o primeiro concílio das Igrejas;
- ano 375, adoração de santos (ídolos);
- ano 394, o culto cristão é substituído pela missa;
- ano 416, começaram a batizar crianças recém-nascidas;
- ano 431-432, instituído o culto a Maria mãe de Jesus;
- ano 503, começa a existir o purgatório e em 593 foi introduzida a sua doutrina;
- ano 606, instituída a supremacia papal;
- ano 709, costume de se beijar os pés do papa;
- ano 787-788, começam a utilizar os ramos e a tal "água benta";
- entre 933 e 993, foi instituída a canonização dos "santos mortos";
- ano 1184m, tem início a Inquisição que foi efetivada posteriormente;
- ano 1190, instituída a venda de indulgências;
- ano 1200, a ceia do Senhor é substituída pela hóstia;
- ano 1215, instituída a transubstanciação (hipotética transformação real do pão e vinho no corpo e sangue de
Cristo);
- ano 1216, instituída a confissão auricular;
- ano 1316, introduzida a reza da Ave Maria;
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- ano 1415, O cálice que era da Santa Ceia ficou só para o clero;
- ano 1439, oficializado e decretado o purgatório;
- ano 1546, introduzidos os livros apócrifos na Bíblia (Tobias, Judith, Sabedoria, Macabeus I e II, Eclesiástico e
Baruque);
- ano 1854, anunciada a conceição imaculada da virgem Maria;
- ano 1950, Crença da ascenção da virgem Maria;

A palavra "protestante" teve origem quando o papa Clemente VII, em 1529, tentou impedir que o
Evangelho fosse pregado em alguns estados da Alemanha. Os cristãos-não-católicos fizeram um protesto
contra essa pretensão do papa e receberam o nome de "protestantes", aplicado até hoje a todos os
evangélicos.

No ano 933, quando foi instituída a "canonização" essa distinção da Igreja era concedida inclusive por
Atos de bravura como matar hereges cristãos-não-católicos, mulçumanos e maçons. Anchieta por
exemplo em 9 de fevereiro de 1558 na Baía da Guanabara ajudou os índios a enforcarem o protestante
holandês Jacques Le Balleur e a afogarem seus companheiros no mar.

A transubstanciação (hipotética transformação real do pão e vinho no corpo e sangue de Cristo), foi proclamada
pelo papa Inocêncio III, ano 1215. Muitos cristãos resistiram, mas foram derrotados em 1551 por um decreto
papal.

No mais, recorda-se que não se deve interpretar um único versículo isoladamente, mas sim colocá-lo em
harmonia com toda a Palavra (II Tim 3:16 com II Pe 1:20-21 e Gálatas 1:8), pois, de uma única peça do quebra-
cabeça não é possível ver o quadro por completo e, fatalmente, se cometerá equívocos nas suposições
(achismos).

Veja o subitem: "A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS", na segunda resposta evangélica (EVAN: R) ao item
CAT: 02.

Sobre tradições, confira, também, a segunda resposta evangélica aos itens CAT: 03 e 05 ("O
INSUSTENTÁVEL SUPORTE DA TRADIÇÃO").

Confira abaixo a segunda resposta dos evangélicos (EVAN: R – A IGREJA CATÓLICA PROIBIU A POSSE E A
LEITURA DA BÍBLIA) a CAT: 17.

CAT: 07- Não sou protestante porque algumas denominações batizam crianças, outras não as batizam;
algumas observam o domingo; outras, o sábado; algumas têm bispos; outras não os têm; algumas têm hierarquia;
outras entregam o governo da comunidade à própria congregação; algumas fazem cálculos precisos para definir a
data do fim do mundo. Outras não se preocupam com isto, etc.

EVAN: R - Se divergências operacionais ou de entendimento da Escritura fossem critérios para determinação


de legitimidade, nunca a Igreja de Roma poderia ter tal título. O simples fato de ter um nome único de
denominação não excluiu a verdade que os católicos possuíssem verdadeira bagunça doutrinária, ontem e hoje.

Exemplos: a Inquisição era considerada divina ao seu tempo, hoje é considerada ignorância pelos
próprios católicos; as ordens de padres têm, cada uma, estilos de vida próprios e ensinos de santidade
diferentes, como os franciscanos, os dominicanos, os adeptos da Tradição, Família e Propriedade (que negam a
submissão ao papa), a Renovação Carismática (que para muitos padres ainda é mal vista e tratada como facção).

Curiosamente, existe um livro chamado "Como Lidar com as Seitas", do padre Paulo H. Gozzi, que diz
textualmente, ao tratar das divergências internas da Igreja de Roma: "Há lugar para todo mundo na Igreja, para
cada jeito de viver a fé e a comunhão. Há variedade de serviços, de dons, de atividades, mas o Espírito que dá
essa diversidade é o mesmo.”

As diferenças existem para o enriquecimento espiritual de uns e outros, jamais para dividir e separar uns dos
outros. Quem não gosta do jeito de um grupo, não precisa participar dele, participe de outro. Quando é que vamos
aprender a viver em paz e harmonia e pluralismo, aceitando o jeito diferente de cada um ser o que é, dentro da
mesma Unidade?" (páginas 64 e 65 da referida obra, 4a. edição da editora Paulus).

É bom mesmo que esse padre pense assim, pois ele diz na página 39, ao falar sobre o Saravá - o Baixo
Espiritismo: "Não devemos fazer acusações injustas, achando que essas religiões são do demônio (...) E nessa
cultura tribal foram criando mitos e lendas religiosas que explicam os mistérios da vida, passando tudo isso de pai
para filho. Essas religiões africanas são belas, puras e merecem o nosso profundo respeito".
Garanto que o Vaticano não pensa assim. Pelo menos três padres que conhecemos pensam BEM DIFERENTE
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disso... e onde está a unidade doutrinária, afinal não é um livro publicado por uma editora Católica, que não
imprime nada que seja protestante?

Não vamos mais longe: e o Padre Quevedo, que diz que o diabo não existe e não existem possessões
demoníacas, contrariando o próprio Evangelho? Onde está a orgulhosa unidade Católica, já que um herege como
este não é excomungado por chamar o próprio Jesus de mentiroso?

E, quanto ao hiato entre Cristo e os protestantes, temos a afirmar duas coisas:

Esse hiato existe doutrinariamente e historicamente somente com a Igreja Católica de Roma, pois Jesus
nunca fundou denominação alguma com base em Roma (cuja fundação foi num concílio presidido por um
imperador romano, 3 séculos depois de Cristo) e também o fundamento não foi Pedro.

Mais importante que o hiato temporal, é o hiato Doutrinário, e nesse aspecto a Igreja Protestante ficou muito
mais perto de Cristo ao voltar-se SOMENTE aos escritos apostólicos, mediante o lema "SOLA SCRIPTURA",
recusando as dezenas de dogmas errados da igreja de Roma.

CAT: Puxa que infeliz afirmação: "divergências operacionais ou de entendimento da Escritura" não são critérios
de legitimidade. Viram? Para eles a Igreja não precisa possuir unidade doutrinária. ISSO É UM ABSURDO! Como
várias "verdades" diametralmente divergentes podem ser o reflexo perfeito da Verdade Única que é Nosso
Senhor? Como fica então Ef. 4,5 que afirma ser um só Senhor, uma só Fé e um só Batismo" sinal da Verdadeira
Igreja? Professar tamanha mentira é ofender a nossa inteligência e principalmente o Santo Espírito de Deus que é
a fonte da Verdade Única e Imutável.

Outra coisa deve ficar muito clara: existe uma diferença entre disciplina e regras de vida (de um lado) e
doutrinas (de outro). O que nós dizemos sobre o protestantismo é que as várias igrejas protestantes guardam,
entre si, diferenças de doutrina. A fé das diversas igrejas é diferente. Um acredita que Jesus é Deus, o outro não;
um acredita que o batismo é essencial à salvação, o outro não; um acredita que guardar o domingo é subjugar-se
à Besta, o outro não; um acredita na presença de Jesus sob a espécie do pão, o outro não; um acredita na
existência de uma alma imortal, o outro não. Quando se levanta este argumento, que fazem os protestantes?
Apressam-se em dizer que, entre os católicos, existem diferenças de doutrina e (pasmem!), para provar este ponto
de vista, citam diferenças de disciplina e de regras de vida que existem entre os diversos segmentos católicos.
Todo católico crê nas mesmas coisas, mas cada um vive a sua fé de uma forma diferente. Este se volta para obras
de caridade; aquele, para a contemplação; o outro, para a teologia. Este grupo vive uma espiritualidade litúrgica;
aquele outro aprofunda-se na Bíblia; um terceiro enraíza-se nos sacramentos, e por aí vai. Mas todos crêem nas
mesmas coisas (têm a mesma doutrina): transubstanciação, eficácia dos sacramentos, divindade de Cristo,
mediação dos Santos; Assunção de Maria, etc.. E, se algum católico não crer em algum destes pontos, católico
não é. Mas, por exemplo, se um protestante não crê na divindade de Cristo, segue sendo protestante.

“As diferenças existem para o enriquecimento espiritual de uns e outros, jamais para dividir e separar uns
dos outros. Quem não gosta do jeito de um grupo, não precisa participar dele, participe de outro. Quando é
que vamos aprender a viver em paz e harmonia e pluralismo, aceitando o jeito diferente de cada um ser o
que é, dentro da mesma Unidade?" (páginas 64 e 65 da referida obra, 4a. edição da editora Paulus).”

Como foi dito acima, não existe unidade doutrinária dentro do protestantismo, e este é o problema. Não se trata
de diversos ramos protestantes vivendo a mesma fé de formas diferentes. Trata-se, na verdade, de diversos
protestantismos diferentes que existem em cada igreja. Ora, ou Deus permite uma segunda união entre casais ou
não permite. Na lógica protestante, Ele a permite na igreja A e não a permite na igreja B. Ou Ele está presente na
eucaristia ou não está. Para os protestantes, na igreja C Ele se faz presente e, na D, não. Ou Jesus é Deus ou
não é. Mas, para os protestantes, Ele o é nesta igreja e não é naquel’outra. Ou existe uma alma imortal, ou não
existe. Para os protestantes, o membro da igreja X possui uma alma imortal enquanto que o da igreja Y
adormecerá até o dia do juízo final.

“É bom mesmo que esse padre pense assim, pois ele diz na página 39, ao falar sobre o Saravá - o Baixo
Espiritismo: "Não devemos fazer acusações injustas, achando que essas religiões são do demônio (...) E
nessa cultura tribal foram criando mitos e lendas religiosas que explicam os mistérios da vida, passando
tudo isso de pai para filho. Essas religiões africanas são belas, puras e merecem o nosso profundo
respeito".

Garanto que o Vaticano não pensa assim. Pelo menos três padres que conhecemos pensam BEM
DIFERENTE disso... e onde está a unidade doutrinária, afinal não é um livro publicado por uma editora
Católica, que não imprime nada que seja protestante?”

Até onde eu saiba, não existe nenhum dogma de fé que defina que o "baixo espiritismo" é uma religião
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demoníaca. Agora, o ensinamento da Igreja sempre foi o de que, nas religiões não-cristãs, existem as "sementes
do Verbo", ou seja, traços da Verdade e que aproxima seus praticantes de Deus.

“Não vamos mais longe: e o Padre Quevedo, que diz que o diabo não existe e não existem possessões
demoníacas, contrariando o próprio Evangelho? Onde está a orgulhosa unidade Católica, já que um herege
como este não é excomungado por chamar o próprio Jesus de mentiroso?”

O Padre Quevedo, ao dizer que o demônio não existe, está contrariando o ensinamento da Igreja e entrando
em descomunhão com ela. Não é dado a nenhum católico duvidar da existência do demônio. Agora, se um
protestante viesse com esta mesma heresia, desde que "aceitasse o senhorio de Jesus" (e, claro, desde que
negasse a virgindade perpétua de Maria, a mediação dos santos, o primado de Pedro, etc., etc., etc.), seria
considerado um protestante como todos os outros. Para os outros protestantes, o demônio existe; para este aqui,
não...

“E, quanto ao hiato entre Cristo e os protestantes, temos a afirmar duas coisas:
1. Esse hiato existe doutrinariamente e historicamente somente com a Igreja Católica de Roma, pois
Jesus nunca fundou denominação alguma com base em Roma (cuja fundação foi num concílio presidido
por um imperador romano, 3 séculos depois de Cristo) e também o fundamento não foi Pedro.”

Bom, bastaria que a tríade estudasse os escritos patrísticos para se convencerem do contrário. Nunca houve
hiato algum entre o catolicismo e Jesus Cristo. A Igreja Católica é a continuação natural daquela primeira
comunidade de cristãos reunida no Cenáculo de Jerusalém. É um fato que pode ser verificado ou, simplesmente,
ignorado (como fazem nossos queridos protestantes). A afirmação de que Constantino fundou a Igreja Católica é
uma das maiores sandices que existe nos meios protestantes. É uma afirmação gratuita e gostaria de ver quais as
provas das quais a tríade possui para as sustentar.

Veja, meu caro leitor. Os protestantes têm um problema. Há algumas coisas na Bíblia que os mesmos não
podem aceitar, pois, se o fizessem, estariam confessando o despropósito histórico do protestantismo. Coisas
claríssimas como o primado de Pedro, a real presença de Jesus na Eucaristia e a necessidade da Igreja para a
salvação. Que fazem então? De uma maneira bastante apriorística, vão ver como poder-se-ia sustentar seus
pontos de vista ainda que passando por cima de toda evidência. A afirmação de que Constantino fundou a Igreja
Católica faz parte deste apriorismo todo. Às evidências, a Igreja Católica surgiu com a primeira comunidade cristã.
Como os protestantes não podem aceitar este fato, recorrem à história para ver como a mesma sustentaria uma
tese de que, a exemplo das igrejas protestantes, a Católica também teve um fundador humano séculos depois da
Era Apostólica. Encontraram, na figura de Constantino, alguém que poderia ser este fundador, esquecendo-se
que:

a) Constantino somente se fez batizar no leito de morte;

b) A Igreja teve sérios problemas com os pontos de vista de Constantino e os combateu;

c) Existe uma diferença enorme entre fazer cessar as perseguições aos católicos (que é o que Constantino fez)
e fundar a Igreja Católica (que é o que dizem que ele fez);

d) Que, ademais, os protestantes teriam que explicar alguns pontos. Como Constantino fundou a Igreja
Católica? Por que o fez? Por que nenhum cristão da época se insurgiu contra este fato? O que aconteceu com a
Igreja que existia antes de Constantino? E, principalmente, como explicar que todos os dogmas de fé da Igreja
aparecem em escritos cristãos séculos antes de Constantino?

O que os protestantes não dizem é que, enquanto que os escritos patrísticos provam que todos os pontos de fé
dos católicos já eram cridos pelos primeiros cristãos, não há qualquer vestígio da "sola scriptura" antes do final da
Idade Média. Ou seja, factualmente, existe um hiato entre a "sola scriptura" e o cristianismo.

Veja mais sobre batismo no sub tópico: "O BATISMO", na segunda resposta evangélica (EVAN: SALVAÇÃO),
no tópico CAT: 04 acima e sobre a origem, formação e história da Igreja Católica confira em
http://macfly.multiply.com/journal/item/28.

No mais, recorda-se que não se deve interpretar um único versículo isoladamente, mas sim colocá-lo em
harmonia com toda a Palavra (II Tim 3:16 com II Pe 1:20-21 e Gálatas 1:8), pois, de uma única peça do quebra-
cabeça não é possível ver o quadro por completo e, fatalmente, se cometerá equívocos nas suposições
(achismos).

CAT: 08 - Não sou protestante porque há passagens da Bíblia que eles não aceitaram como tais; a Eucaristia,
por exemplo, Jesus disse claramente: Isto é o meu corpo (Mateus 26,26) e Isto é o meu sangue (Mateus 26,28).
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EVAN: R - Jesus também disse, claramente: "Eu sou a porta. Todo aquele que entrar por mim, salvar-se-á.
Entrará e sairá, e achará pastagens" (Jo 10.9). Só um louco interpretaria literalmente essa palavra e admitiria que
Jesus é uma porta e que os cristãos são ovelhas comedoras de capim.

Ele disse: "Eu sou a videira verdadeira [fonte de vida espiritual], e meu Pai é o agricultor; vós sois os ramos" (Jo
15.1,2,5). Nem por isso admitimos que Jesus é uma árvore, o Pai é um plantador de arroz, e os cristãos são
ramos. Está claro que essas expressões são figurativas. Ao dizer "Isto é o meu corpo" estava dizendo, realmente
"Isto representa o meu corpo". Se levarmos em conta a interpretação literal, Jesus ao levantar o pão estaria
levantando seu próprio corpo.

Ademais, naquela oportunidade, como todas as vezes, por ocasião da ceia do Senhor, o pão continua com
gosto e sabor de pão, bem como o vinho continua com o cheiro e sabor de vinho. Esses elementos não se
transformam numa mágica no corpo de Jesus.

Se assim fosse, Jesus teria engolido a Si próprio. Jesus não entra em nós pela ingestão do Seu corpo, mas
entra em nossa vida quando O aceitamos de todo o nosso coração como Senhor e Salvador (Rm 10.9).

Já, pelo contrário, quando Jesus transformou água em vinho (João 2:2-11), realmente a água se tornou vinho.

CAT: Nesta tentativa de refutação, torna-se muito claro o apriorismo protestante de que eu falei acima. Como os
protestantes não podem aceitar a transubstanciação (que levaria à necessidade de sacerdotes, que, por sua vez,
nos levaria à necessidade da hierarquia, que, por sua vez, levaria ao papado) buscam uma forma de sustentar o
oposto com trechos bíblicos. A levar a sério o argumento acima, toda e qualquer afirmação de Jesus poderia ser
uma simples metáfora (parábola; Emprego de uma palavra em sentido diferente do próprio por analogia ou
semelhança; tropo que consiste na transferência de uma palavra para um âmbito semântico que não é o do objeto
que ela designa, e que se fundamenta numa relação de semelhança subentendida entre o sentido próprio e o
figurado; translação), o que extermina com qualquer possibilidade séria de se entender o cristianismo.

Quando Jesus fala ser a porta ou a videira, ou quando afirma ser o pastor de ovelhas, as metáforas usadas são
úteis. Ou seja, com tais metáfora, Jesus passa uma idéia com uma clareza tal que não conseguiria atingir de outra
forma. Tanto é assim que não vemos ninguém, na Bíblia, entendendo estas afirmações literalmente. Não há
ninguém acusando Jesus de estar louco e imaginando-se uma porta ou uma árvore.

Agora, quando Jesus diz "isto é o meu corpo, isto é o meu sangue" o mesmo não está usando de nenhuma
metáfora. Por quê? Porque tal metáfora não seria útil, visto que a idéia seria mais clara se o Mestre dissesse: "isto
representa o meu corpo." Ou seja, Jesus teria feito questão de ser pouco claro e confuso, tanto que muitos judeus
o entenderam literalmente (e os católicos o entendem até hoje). Jesus estaria possuído pelo espírito de Babel,
usando de uma linguagem pouco clara e gerando confusão. Os protestantes preferem acreditar nisto do que
reconhecer a evidência...

O fato, portanto, é que a comparação dos protestantes não procede. Jesus usa de metáforas quando as
mesmas são úteis para instruir-nos em Sua doutrina; quando não são, não as usa. No caso da última ceia, a
metáfora não seria útil (alías, seria até inconveniente) e, portanto, as palavras de Jesus devem ser entendidas na
sua literalidade.

No entanto enganando-se e conseqüentemente enganando a muitos desprezam o que diz a Bíblia, que eles
dizem crer e obedecer:

'"47 Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna. 48 Eu sou o pão da vida. 49
Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram. 50 Este é o pão que desceu do céu, para que não
morra todo aquele que dele comer. 51 Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá
eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo." (Jo 6,47-51)

Jesus diz CLARAMENTE que seu corpo é o pão necessário à Salvação. E a Bíblia continua:

"52 A essas palavras, os judeus começaram a discutir, dizendo: Como pode este homem dar-nos de
comer a sua carne?" (Jo 6,52)

Vejam que as palavras de Cristo foram tão CLARAS que causaram discussão entre os Fariseus. Cristo então,
confirma LITERALMENTE suas palavras:

"53 Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do
Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. 54 Quem come a minha carne e
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bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia." (Jo 6,53-54).

No entanto para a tríade protestante, Jesus queria dizer que o pão "representa" o seu corpo. No entanto, é o
Próprio Cristo (a quem eles dizem adorar e crer) que lhes diz no Evangelho de João (que eles dizem conhecer,
crer e observar):

"55 Pois a minha carne é VERDADEIRAMENTE uma comida e o meu sangue, VERDADEIRAMENTE uma
bebida. 56 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele." (Jo 6,55-56).

“Ademais, naquela oportunidade, como todas as vezes por ocasião da ceia do Senhor, o pão continua
com gosto e sabor de pão, bem como o vinho continua com o cheiro e sabor de vinho. Esses elementos
não se transformam numa mágica no corpo de Jesus.”

Como estamos vendo até aqui, as afirmações protestantes são na verdade um emaranhado de confusão e
equívoco. Ora, uma coisa é ser acidentalmente e outra é ser essencialmente. Ora, a tríade protestante não crê
que o Verbo se fez homem? Então por quê o Verbo não pode ser fazer pão? Antes da concepção por obra do
Espírito Santo, Jesus era Espírito. Quando encarnou-se, Jesus mudou acidentalmente (não se parecia como era),
mas não mudou essencialmente (continuava sendo Deus). Do mesmo modo na Eucaristia, o pão que é
acidentalmente pão, mas é essencialmente o corpo do Senhor.

“Se assim fosse, Jesus teria engolido a Si próprio. Jesus não entra em nós pela ingestão do Seu corpo,
mas entra em nossa vida quando O aceitamos de todo o nosso coração como Senhor e Salvador (Rm
10.9).”

A Bíblia não fala que Jesus comeu do pão (Ele o deu aos seus discípulos dizendo: tomai e comei; tomai e
bebei), mas, se o comeu, ingeriu, sim, Seu próprio corpo. Assim como nós, ao participarmos da eucaristia, numa
certa medida, ingerimos nosso próprio corpo, pois comungamos do corpo de Cristo do qual fazemos parte. A
Deus, tudo é possível.

EVAN: EUCARISTIA OU MISSA

Lorraine Boetner cita o catecismo de Nova York que diz o seguinte: “Jesus Cristo nos deu o sacrifício na cruz da
missa para que a sua Igreja tenha um sacrifício visível que prolongue o Seu sacrifício na cruz até o fim dos
tempos. A missa é o mesmo sacrifício que o sacrifício da cruz. A santa comunhão é participar do corpo e do
sangue de Jesus Cristo sob a aparência de pão e vinho”.

Vemos que para os católicos a eucaristia ou missa é onde Cristo volta a ser crucificado para que os
benefícios da cruz se apliquem continuamente aos seus participantes. Na epístola aos Hebreus, capítulo 9,
vemos Jesus sendo comparado aos sacerdotes no templo. Porém o autor mostra que Cristo é superior aos
sacerdotes, sendo Ele o Sumo Sacerdote perfeito que ofereceu-se uma vez. Observe: “Nem também para si
mesmo oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário com sangue alheio. Doutra
maneira, necessário lhe fora padecer desde a fundação do mundo; mas agora na consumação dos séculos uma
vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo. E, como aos homens está ordenado
morrerem uma vez vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados
de muitos...” (Hb 9.25-28).

No versículo 12 afirma que entrou “uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.” A
redenção é eterna então não há necessidade de rituais para que a redenção continue (se repita).

Ensina a teologia Católica à transubstanciação (alteração de substância) durante a eucaristia. Após a


consagração dos elementos, pão e vinho, e a recita feita pelo padre das palavras de Cristo, “isto é o meu corpo” e
“isto é o meu sangue”, o pão se transforma na carne de Cristo e o vinho no sangue de Cristo. Esquecem os
católicos que Jesus Cristo, em pessoa, institui a ceia do Senhor e pronunciou as palavras: “isto é o meu corpo e o
meu sangue.” Se a transubstanciação fosse verdadeira, Cristo teria comido a sua própria carne e bebido do seu
próprio sangue. Isso seria impossível, pois Cristo estava em pessoa celebrando a ceia e seria um absurdo comer
o próprio corpo e beber do próprio sangue. Cristo foi bem claro “fazei isto em memória de mim”. Se é “em
memória” é forçoso admitir que Cristo não estava presente nos elementos: pão e vinho. (Lc 22.19 e 20).

Paulo ao instruir sobre a ceia do Senhor chamou o pão de pão e vinho de vinho. Note bem: “Porque todas
as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha” (I Co 11.26).
E ainda, em algumas passagens da Bíblia vemos a ceia do Senhor sendo chamada de “o partir do pão” e não o
partir do corpo (At 2. 46). Os católicos costumam usar como base bíblica para a eucaristia, as seguintes palavras
de Cristo: “Porque a minha carne verdadeiramente é comida e o meu sangue verdadeiramente é bebida” (Jo 6.55).
É claro que Cristo falou estas palavras no sentido figurado, ou será, que Cristo pregou o canibalismo? Mas
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os católicos, ainda insistem, pois Cristo falou “verdadeiramente”. Como Cristo também falou: “Eu sou a videira
verdadeira e meu Pai é o lavrador.” (Jo 15.1) Cristo é uma planta? Não. Fica evidente que Ele usou o sentido
figurado como usou em Jo 6.55. O capítulo 6 de João é o registro da multiplicação de pães. A multidão começou a
seguir a Jesus por causa do pão terreno. Mas Cristo queria lhes oferecer o pão espiritual: “Eu sou o pão da vida;
aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede” (Jo 6.35). É claro que Jesus falou no
sentido espiritual como também falou em Jo 6.55.

Os católicos ainda crêem que ao participar da eucaristia os fiéis têm a purificação dos pecados presentes,
preservação dos pecados futuros e ainda ajudam os mortos. No catecismo de 1994 está escrito: “O sacrifício
eucarístico é também oferecido pelos fiéis defuntos que morreram em Cristo e não estão ainda plenamente
purificados, para que possam entrar na luz e na paz de Cristo.” As Escrituras são claras ao dizer que todos os
pecados são removidos através do sangue de Cristo (veja I Jo 1.7 e Ap 1.5). Leia isto em 1 João 1:7 e
Apocalipse 1:5. E o sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado. (1 João 1:7).

Na ceia, Jesus mandou todos comerem o pão e beberem o vinho (Mt 26:26-27; Mc 14:22-23); e não um
“padre” se embriagar com vinho misturado, e fazerem a tal “hóstia”. Os pães devem ser asmos ou sem
fermento (Mc 14:1; I Cor 14:1; 5:8) e o vinho sem mistura.

A ceia, simbolismo da comunhão com Deus (I Cor 10:16) é encontrada em Gn 14:18, onde é feita com pão
asmo e vinho sem mistura (não é “hóstia” e nem suco de uva) – [Sl 104:15; II Rs 18:32; Is 36:17; Ec 9:7]. I Cor
11:21 mostra que a ceia é pão e vinho para todos. Caso contrário, como poderia então, alguns se embriagarem
por beberem demais? Ou como poderiam passar fome pelo fato dos outros comerem demais? Porventura uma
“hóstia” mata a fome de alguém? Alguns goles de suco de uva embriagam?

Citam Pv 4:17 dizendo ser errada a ceia com pão e vinho para todos. Somente quem não conhece as
Escrituras, se deixa levar por tal entendimento errôneo de um único versículo isolado dos demais; ao
invés de harmonizá-lo com toda a Bíblia.

Os 9:1-4 mostra que é apenas a recusa de Deus, em algo feito de “boca para fora”, feito apenas por costume,
hábito, tradição ... sem a devoção, dedicação, respeito, louvor, sinceridade, fidelidade ... devidas; ou seja, quando
é realizado apenas externamente e não internamente (com o coração). Em suma, é a demonstração do desprezo
de Deus para com os sepulcros caiados ou hipócritas (Mt 23:27-28).

Mas hoje em dia, quem participa da ceia do Senhor, descrita nas Escrituras e realizada pelos apóstolos e
primitivos cristãos? (Lc 14:16-24).

Utilizam Nm 6:3 dizendo que é pecado beber vinho. Absurdo, pois se tratava de voto pessoal (Nm 6:1) e não
uma proibição coletiva (imposta a todos); é opcional e voluntária, não é obrigatória (Ecl 5:4-6). Já que alegam que
é pecado beber vinho, por que o “padre” bebe então?

A proibição é no beber vinho demasiadamente (Pv 23:20-21; I Cor 5:11; 11:21; Ef 5:18) ou misturado (Mt 27:34;
Pv 23:29-30; 31:4-7). Tais pessoas são possuídas pelo mesmo espírito, daquelas que chamavam Jesus de
beberrão por beber vinho e João Batista de endemoninhado por não beber (Lc 7:33-34). Se beber vinho
fosse pecado, por que então Jesus transformou água em vinho, quando lhe pediram por tal? (João 2:7-9). Ou
porventura Deus concede as petições que contrariam Sua Palavra? Seria Deus contraditório?

Pelo entendimento católico, I Tim 5:23 e Tt 2:3 estariam errados e seriam meras palavras de homens para
satisfazer suas concupiscências (II Tim 3:16). Se fosse pecado beber vinho, Jesus teria pecado, pois além de
transformar água em vinho, também bebeu; mas as Escrituras afirmam que Jesus nunca pecou (Is 53:9; I Pe 2:21-
22).

No mais, recorda-se que não se deve interpretar um único versículo isoladamente, mas sim colocá-lo em
harmonia com toda a Palavra (II Tim 3:16 com II Pe 1:20-21 e Gálatas 1:8), pois, de uma única peça do quebra-
cabeça não é possível ver o quadro por completo e, fatalmente, se cometerá equívocos nas suposições
(achismos).

Veja mais em “Como deve ser a pregação” - http://macfly.multiply.com/journal/item/26

CAT: 09 - Não sou protestante porque os supostos intérpretes da Bíblia não aceitam a real presença de Cristo
no pão e no vinho consagrado, sendo que em (João 6,51) Jesus afirma: O pão que eu darei, é a minha carne para
a vida do mundo. Aos judeus que zombavam, o Senhor tornou a afirmar: Em verdade, em verdade vos digo: se
não comerdes a carne do filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Pois a minha
carne é uma verdadeira comida e o meu sangue é uma verdadeira bebida.

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EVAN: R - A leitura e interpretação da Bíblia não devem ser privilégio de um grupo governante como na seita
testemunhas-de-jeová e no catolicismo. Todos podem ler e interpretar livremente a Palavra de Deus, que é dirigida
a todos indistintamente. Sobre o assunto eucaristia já falamos anteriormente no item acima.

O pão não se transforma no corpo de Cristo. Ademais, Jesus instituiu a ceia em MEMÓRIA, para recordação
do Seu sacrifício na cruz. Vejam: "Fazei isto em memória de mim" (1 Cor 11.24-25). O sacrifício de Jesus não
pode e não deve ser RENOVADO TODOS OS DIAS. Vejam: "Pois Cristo padeceu uma única vez pelos
pecados" (1 Pe 3.18). Ele não precisa morrer outras vezes.

Então, o culto da ceia do Senhor não objetiva crucificá-LO outra vez, mas recordar a Sua morte expiatória.
"Comer a minha carne e beber o meu sangue" não pode ser interpretado literalmente, pois Deus não aprovaria um
ato de antropofagia (comer carne humana com suas vísceras, cabelos e unhas). Nem sempre o significado de um
texto é o significado literal, como mais acima foi explicado.

Quando lemos que Ele é a pedra angular, o real fundamento da Igreja (1 Co 3.11; Ef 2.20) não podemos
entender que Jesus seja realmente uma pedra. São figuras de linguagem. Vejamos os comentários de Norman
Geisler em seu Manual Popular de Dúvidas: "Há muitas indicações em João 6 de que Jesus literalmente queria
dizer que a sua ordem para comer a sua carne deveria ser considerada de uma maneira figurada.

Primeiro, Jesus afirmou que a sua declaração não deveria ser tomada com um sentido materialista, quando ele
disse: "as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida" (Jo 6.63).

Segundo, seria um absurdo e um canibalismo considerá-la com um sentido físico. Terceiro, Ele não estava
falando da vida física, mas da "vida eterna" (Jo 6.54). Quarto, ele chamou a si de "o pão da vida" (Jo 6.48) e
contrastou esse pão com o pão físico (o maná) que no passado os judeus comeram no deserto (Jo 6.58). Quinto,
Ele usou a figura do "comer" a sua carne paralelamente à idéia de "permanecer" nele (cf. Jo 15.4-5), que
representa outra figura de linguagem.

Sexto, se comer a sua carne e beber o seu sangue fosse tomado literalmente, isso seria contradizer
outros mandamentos das Escrituras, que ensinam a não comer carne humana nem sangue (cf. At 15.20)".
Ademais, a salvação não está em comer o corpo de Jesus, mas em crer e obedecer (Jo 3.18,36; 5.24; 6.35; 7.38;
11.25; Atos 10.43; 13.39;16.31; Rm 1.16;10.9).

CAT: Aqui, a tríade comete dois erros bastante grandes. Primeiramente, com o termo MEMÓRIA. Lembre-se,
sempre, que Jesus estava celebrando o seder judaico e que, nas celebrações judaicas, fazer um memorial tem o
sentido de tornar presente um fato já ocorrido. Quando, neste contexto, Jesus (após afirmar que o pão consagrado
é o Seu corpo e que o vinho consagrado é o Seu sangue) diz "fazei isto em memória de mim", os discípulos (todos
judeus) não tinham dúvidas de que o Mestre estava invocando a longa tradição de memoriais judaicos. E que, a
partir de então, cada vez que repetissem aquela ceia, os acontecimentos da morte e ressurreição de Cristo se
fariam presentes.

O segundo erro cometido é acerca da doutrina Católica sobre a missa. Jesus não morreu "outras vezes". Ao
contrário, ensina a Igreja que o sacrifício de Cristo é único, irrepetível e suficiente. Ocorre que, no Memorial, este
sacrifício (ocorrido há quase dois mil anos) faz-se presente de forma incruenta. O fiel, com os próprios olhos,
contempla a morte e ressurreição de Cristo, sacramental e verdadeiramente. Então, o culto da ceia do Senhor não
objetiva crucificá-LO outra vez, mas recordar a Sua morte expiatória.

Brilhante! De fato, a eucaristia não visa crucificá-lO novamente, mas fazer o MEMORIAL da Sua morte e
ressurreição. Lembre-se que Memorial no sentido semita é REPETIR e não somente LEMBRAR. Como eu já
disse, é sempre delicioso ver o quão desinformados sobre o catolicismo estão aqueles que o combatem.
"Comer a minha carne e beber o meu sangue" não pode ser interpretado literalmente, pois Deus não
aprovaria um ato de antropofagia (comer carne humana com suas vísceras, cabelos e unhas). Nem sempre
o significado de um texto é o significado literal, como mais acima foi explicado.

Como acima tentou-se enganar, mas que as próprias palavras do Cristo desmentiram-nos.

Cristo é o verdadeiro Cordeiro Pascal, e, gostem disto os protestantes ou não, o cordeiro pascal deve ser
comido por inteiro (com vísceras e tudo). Comungamos, sim, do corpo de Cristo, sem que sejamos antropófagos
por isto. Aliás, interessante comparação protestante, visto que os primeiros cristãos também eram acusados de
comer a carne de um homem chamado Cristo! Não alimentamos nosso corpo com carne humana (como fazem os
canibais), mas, comungando, tornamo-nos (sacramental e verdadeiramente) um com Cristo, fortalecendo nosso
espírito para os combates. Caro leitor, sabe por que o protestantismo nunca produziu um Francisco de
Assis, uma Tereza de Lisieaux, um Vicente de Paula, uma Tereza de Calcutá, um Tomás de Aquino, etc.?
Porque os protestantes, não estão comendo da carne de Cristo e não estão bebendo de seu sangue, não
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se tornam um com Ele e não têm a vida dentro de si. Foram advertidos pela própria Bíblia disto, mas, lendo,
não entendem e geram sua própria condenação. São eles os fariseus de hoje, que mesmo de posse das Sagradas
Letras, não entendem e não reconhecem o Cristo.

“Quando lemos que Ele é a pedra angular, o real fundamento da Igreja (1 Co 3.11; Ef 2.20) não podemos
entender que Jesus seja realmente uma pedra. São figuras de linguagem. Vejamos os comentários de
Norman Geisler em seu Manual Popular de Dúvidas: "Há muitas indicações em João 6 de que Jesus
literalmente queria dizer que a sua ordem para comer a sua carne deveria ser considerada de uma maneira
figurada.
Primeiro, Jesus afirmou que a sua declaração não deveria ser tomada com um sentido materialista,
quando ele disse: "as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida" (Jo 6.63).”

Uai! Que uma coisa tem a ver com a outra? De fato, Jesus falava de coisas espirituais (a eucaristia fortalece o
espírito). Isto não quer dizer que, falando de coisas espirituais, Ele estivesse falando em sentido figurado.
Podemos falar de coisas espirituais usando palavras em sentido literal e, ao mesmo tempo, falar de coisas
materiais usando palavras em sentido figurado. A confusão de conceitos é patente. Notem ainda caro leitor que os
defensores da "sola scriptura" precisam recorrer a fontes extra-bíblicas para fundamentarem seus erros
doutrinários. Que coerência há nisto?

“Segundo, seria um absurdo e um canibalismo considerá-la com um sentido físico.”

Já comentado acima.

“Terceiro, Ele não estava falando da vida física, mas da "vida eterna" (Jo 6.54).”

Já comentado acima.

“Quarto, ele chamou a si de "o pão da vida" (Jo 6.48) e contrastou esse pão com o pão físico (o maná)
que no passado os judeus comeram no deserto (Jo 6.58).”

Novamente, a mesma confusão. O maná (pão físico) é figura da eucaristia (que usa o sinal do pão físico), mas
esta é superior àquele (pois alimenta o espírito). Não há nada aí que mostre que o Senhor falava figuradamente,
conforme já provamos.

“Quinto, Ele usou a figura do "comer" a sua carne paralelamente à idéia de "permanecer" nele (cf. Jo 15.4-
5), que representa outra figura de linguagem.”

Afirmar é fácil, provar é difícil. Se não comermos da carne do Senhor, não permanecemos nEle, pois não nos
tornamos um com Ele. Aqui DESCARADAMENTE desprezam Jo 6,55.

“Sexto, se comer a sua carne e beber o seu sangue fosse tomado literalmente, isso seria contradizer
outros mandamentos das Escrituras, que ensinam a não comer carne humana nem sangue (cf. At 15.20)".

Talvez esta afirmação fosse menos infeliz se estivesse embasada em Gen 9,3-4; Deut 16,15-16 ou ainda
Lev 3,17. No entanto At 15,20 fala de carne sacrificada aos ídolos, o que não é o caso. A Eucaristia não é
carne humana sacrificada aos ídolos, mas, verdadeiramente, o corpo do Salvador, sacrificado por nós. Portanto, o
versículo bíblico usado não é útil para defender a tese da tríade.

Os versículos que sugeri proíbem a ingestão de sangue exatamente porque nele há vida. Ora, se
bebemos o Sangue de Cristo, temos a Vida de Cristo em nós mesmos, que é exatamente o desejo do
Senhor!

“Ademais, a salvação não está em comer o corpo de Jesus, mas em crer e obedecer (Jo 3.18,36; 5.24;
6.35; 7.38; 11.25; Atos 10.43; 13.39;16.31; Rm 1.16;10.9).”

Aqui, nossos queridos protestantes cometem um erro de petição. Estão tomando por provado o que querem
provar: Que a salvação vem de crer em Jesus. E, assim fazendo, passam por cima daquilo que disse o Senhor:
que devemos comer sua carne e beber o seu sangue para termos a vida em nós.

Aliás, segundo os entendidos em grego Koiné (língua na qual grande parte do Novo Testamento foi escrita),
Jesus usou o verbo troglo, que significa "mastigar, triturar com os dentes". Mais literal do que isto é impossível.

EVAN: Muito bem! Os católicos que dizem que quando os protestantes são contrariados biblicamente,
recorremos a fontes extra-bíblicas para defendermos nossas convicções aí vamos.
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É bastante importante mostramos através da Bíblia aquilo em que acreditamos e aquilo em que não
acreditamos. Porém é muito importante também considerarmos os fatos históricos que ocorreram e que
comprovam o cumprimento das profecias que estão registradas na Bíblia para podermos tirar nossas
próprias conclusões do que é certo e do que é errado, do que é verdade e do que não é verdade.

OS ÍCONES CRISTÃOS

JOHN WYCLIFFE (1320 - 1384), teólogo inglês, precursor da Reforma, pregava uma Igreja sem a direção
papal, era adversário das indulgências e combatia o excesso de bens materiais dos clérigos. Foi doutor de
Teologia, advogado eclesiástico a serviço da Coroa, e tornou-se reitor de Lutterworth em 1374. Sua maior obra,
contudo, foi a tradução das Escrituras para o inglês. A partir daí a Palavra de Deus se fez conhecida na
Inglaterra. Ousado e destemido, Wycliffe atacou de forma brilhante o clero romano, acusando-o de explorar o
povo e os governantes com a venda de indulgências; de criar clima de tensão e horror ao ameaçar os fiéis com
excomunhão; de tentar conter a propagação da Palavra ao proibir a leitura da Bíblia e a sua tradução para línguas
conhecidas do povo. Chamado a retratar-se por ocasião de uma enfermidade que muito o enfraqueceu, disse:
"Não hei de morrer, mas viver e denunciar novamente as más ações dos frades". Tendo sido levado pela terceira
vez ao tribunal eclesiástico, e acusado de heresia, Wycliffe declarou: "Com que julgais estar a contender? Com um
ancião às bordas da sepultura? Não! Estais a contender com a Verdade, Verdade que é mais forte do que vós e
vos vencerá". Deus livrou Wycliffe da fogueira: faleceu repentinamente após um ataque de paralisia. Sua voz
silenciou, mas sua fé em Jesus Cristo fez discípulos em todo o mundo. Mais de quarenta anos após sua morte,
seus ossos foram exumados e publicamente queimados, e as cinzas lançadas em um riacho vizinho
(WHITE, Ellen G., O Grande Conflito, Casa Publicadora Brasileira, Ed. Condensada, 1992, pp.50/59).

JOHN HUSS (1369 - 1415), divulgador das idéias do santo Wycliffe, natural da Boêmia, depois de completar
o curso superior ordenou-se sacerdote, havendo exercido o cargo de professor e mais tarde de reitor da
universidade de Praga. Huss, embora não estivesse de acordo com todos os ensinos de Wycliffe, ficou bastante
influenciado pelas idéias desse inglês, e resolveu aprofundar-se mais no estudo da Bíblia. O segundo passo foi
denunciar o verdadeiro caráter do papado, o orgulho, a ambição e a corrupção da hierarquia. Defendia a
Bíblia como sendo a única regra de fé e prática do cristão, e ensinava que a Palavra de Deus podia ser
pregada por qualquer pessoa. Esse tipo de liberdade de pensamento não era admitido pela todo-poderosa Igreja
de Roma. A reação veio rápida. O santo Huss foi convocado a comparecer perante o papa, em Roma. Apoiado
pelos governantes e por uma parcela da população, ele não atendeu ao chamado. Diante de tão grande afronta ao
Sumo Pontífice, Huss foi excomungado e a cidade de Praga interditada. Com a interdição, o povo ficaria privado
das bênçãos divinas, bênçãos que somente o papa, como representante de Deus, tinha autoridade para ministrar.
Era isso que ensinava a Igreja era assim que pensavam muitos.

A Igreja Católica Romana não tem do que se alegrar. A lista dos ANTIPAPAS compreende 39 sumos
pontífices, no período de 217 a 1449, abrangendo, portanto, um interregno de 1.200 anos, conforme a
Enciclopédia BARSA. O clímax da imoralidade papal deu-se no período de 1378 a 1417, "durante o qual houve
diversos papas ao mesmo tempo: a França e seus aliados obedeciam ao Papa de Avignon, enquanto a Alemanha,
a Itália e a Inglaterra ao de Roma". No caso do santo Huss, acusado de heresia, não se sabia a quem recorrer
porque a Igreja estava dividida. Daí porque a pedido do imperador Sigismundo, o Papa João XXIII - um dos três
papas rivais - convocou um concílio geral na cidade de Constança, ao qual compareceram, como réus, o
excomungado John Huss e o Papa João XXIII, este acusado por vários crimes cometidos durante seu ministério
no período de 1410 a 1415: fornicação, adultério, incesto, sodomia, roubo, simonia, assassinato. "Foi provado, por
uma legião de testemunhas, que ele havia seduzido e violado trezentas freiras, e que havia montado um harém
em Boulogne onde não menos de duzentas meninas tinham sido vítimas de sua lubricidade". Condenaram-no por
cinqüenta e quatro crimes. Deus colocou num mesmo tribunal um "herege" e um papa.

O único "crime" do santo Huss fora o não se submeter à vontade de Roma. Por isso, foi condenado à
fogueira. Antes da fogueira, Huss foi preso e lançado numa masmorra. Da prisão escreveu a um amigo:
"Escrevo esta carta na prisão e com as mãos algemadas, esperando a sentença de morte para manhã... Quando,
com o auxílio de Jesus Cristo, de novo nos encontrarmos na deliciosa paz da vida futura, sabereis quão
misericordioso Deus Se mostrou para comigo, quão eficazmente me sustentou em meio de tentações e provas".
Em outra carta disse: "Que a glória de Deus e a salvação das almas ocupem a tua mente, e não a posse de
benefícios e bens. Acautela-te de adornar tua casa mais do que a tua alma; e, acima de tudo, dá teu cuidado
ao edifício espiritual. Sê piedoso e humilde para com os pobres, e não consumas haveres em festas". Antes de
ser levado ao local da execução, deu-se a cerimônia da degradação: as vestes sacerdotais do santo Huss
foram arrancadas e sobre sua cabeça colocaram uma carapuça de papel com a inscrição "Arqui-herege".
"Com muito prazer, disse Huss, "levarei sobre a cabeça esta coroa de ignomínia por Teu amor ó Jesus,
que por mim levaste uma coroa de espinhos. Invoco a Deus para testemunhar que tudo que escrevi e
preguei foi dito com o fim de livrar almas do pecado e perdição; e, portanto, muito alegremente confirmarei
com meu sangue a verdade que escrevi e preguei". As chamas começaram a tomar conta do seu corpo.
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Huss orou várias vezes até perder a voz: "JESUS, FILHO DE DAVI, TEM MISERICÓRDIA DE MIM". O martírio
do Santo Huss se deu em 6 de julho de 1415, no mesmo dia de sua condenação.

JERÔNIMO DE PRAGA (1360 - 1416), embora consciente do risco que corria, apresentou-se ao Concílio
de Constança (sudoeste da Alemanha), ano de 1414, para defender os ensinos do seu amigo John Huss, e
dar testemunho de sua fé. Logo após haver confirmado suas idéias "heréticas", foi encarcerado numa
masmorra, alimentado a pão e água. Doente, debilitado e abandonado por amigos, cedeu à pressão dos
inquisidores e declarou que retornaria à fé Católica. Ainda assim, retornou à prisão e lá permaneceu por
trezentos e quarenta dias. Durante esse tempo, refletiu sobre a sua fraqueza de fé e se sentiu
envergonhado de haver cedido. Verificou que não valia a pena negar as verdades bíblicas para salvar a
pele. Novamente perante o Concílio, Jerônimo falou: "Estou pronto para morrer. Não recuarei diante dos
tormentos que me estão preparados por meus inimigos e falsas testemunhas, que um dia terão que
prestar contas de suas imposturas diante do grande Deus, a quem nada pode enganar. De todos os
pecados que cometi desde minha juventude, nenhum pesa tão gravemente em meu espírito e me acusa
tão pungente remorso, como aquele que cometi neste lugar fatídico, quando aprovei a iníqua sentença
dada contra Wycliffe e com o santo mártir John Huss, meu mestre e amigo". E prosseguiu Jerônimo:
"Confesso-o de todo o coração e declaro com horror, que desgraçadamente fraquejei quando, por medo
da morte, condenei suas doutrinas. Portanto, suplico a Deus Todo-poderoso Se digne perdoar meus
pecados, e em particular este, O MAIS HEDIONDO DE TODOS. Provai-me pelas Escrituras que estou em
erro, e o abjurarei. São as tradições dos homens mais dignas de fé do que o Evangelho do nosso
Salvador?" São Jerônimo foi logo levado à fogueira. Quando as chamas começaram a queimar seu corpo,
orou ao Pai: "Senhor, Pai Todo-poderoso, tem piedade de mim e perdoa os meus pecados; pois sabes que
sempre amei Tua verdade" (WHITE, Ellen G., O Grande Conflito, Casa Publicadora Brasileira, Ed. Condensada,
1992, pp.68/71).

JOANA D'ARC (1412 - 1431), uma das milhares de vítimas dos autos-de-fé do Santo Ofício. Dizendo-se
enviada por Deus, ela desejou e conseguiu, embora parcialmente, livrar sua Pátria, a França, da dominação
inglesa. A "heroína da França" não se livrou das mãos dos inquisidores. Por causa de suas ousadas
atitudes, foi acusada de feiticeira, sortílega, bruxa, pseudo-profeta, invocadora de espíritos malignos,
idólatra maldita e amaldiçoada, escandalosa, sediciosa, perturbadora da paz do País, incitadora de
guerras, cruelmente sequiosa de sangue humano, mentirosa, perniciosa, abusadora do povo, mágica,
supersticiosa, cruel, dissoluta, invocadora de diabos, apóstata, cismática e herege. Joana d´Arc, vítima de
uma traição, é feita prisioneira e entregue ao Tribunal da Inquisição para julgamento espiritual. O inquérito
é comandado pelo Bispo Messire Pierre Cauchon, bispo de Beauvais, a quem coube intermediar o resgate da
donzela por dez mil escudos franceses, a fim de ser entregue ao Vigário Geral da Inquisição da Fé no Reino de
França. A alegação era a de que, por ela, "Deus tinha sido ofendido sem medida, a Fé excessivamente
afrontada, e a Igreja desonrada". O Tribunal da Inquisição funcionava assim: se o réu reconhece a culpa, há
esperança de ser reconduzido ao rebanho de Deus, e será condenado à prisão perpétua; se não se retrata, será
torturado uma vez. Como a tortura não podia ser renovada, era apenas "interrompida" no caso de desmaio. A nova
sessão de tortura seria uma continuação, e não uma nova tortura. Lembremos que o emprego da tortura foi
permitido pelo Papa Inocêncio III. Condenada a ser queimada viva como relapsa, herética e feiticeira,
Joana d´Arc foi supliciada publicamente na Praça do Mercado Velho, em Rouen (França), em 30 de maio
1431. POR ATO DO PAPA BENTO V, EM 1920, A ANTES "MALDITA" DONZELA FOI CANONIZADA. AOS
OLHOS DA IGREJA CATÓLICA ELA, AGORA, É UMA SANTA. AOS OLHOS DE DEUS, ELA SEMPRE FOI
UMA SANTA, A SANTA JOANA D'ARC.

MARTINHO LUTERO (1483 - 1546), considerado o fundador da doutrina protestante, o santo Lutero, de
naturalidade alemã, doutorou-se em Teologia pela Universidade de Wittenberg, e, por esse tempo, leu pela
primeira vez a Bíblia. Tendo sido tomado de um imenso desejo de ter uma comunhão mais estreita com Deus,
resolveu ser monge e entrou na Ordem dos Agostinianos, no ano de 1505. Lutero levava uma vida de
simplicidade, de jejum e orações. A leitura da Bíblia lhe havia despertado a consciência. Foi tocado pela
luz do Evangelho e estava decidido em caminhar no Caminho chamado Jesus. Em 1510, "esteve sete meses
em Roma, a fim de tratar assuntos relacionados com a Ordem, e voltou de lá impressionado com o que vira: luxo,
pompa, casas suntuosas para os monges que não raro de banqueteavam fartamente. E não apenas isso. Ele se
encheu de espanto ao ver a iniqüidade entre o clero, "gracejos imorais dos prelados, profanidade durante a missa,
desregramento e libertinagem". "Ninguém pode imaginar", escreveu ele, "que pecados e ações infames se
cometem em Roma... Se há Inferno, Roma está construída sobre ele". Ainda em Roma, quando fazia
penitência subindo de joelhos a "escada de Pilatos", ouviu uma voz dizendo: "O justo viverá pela fé" (Rm
1.17). Entendeu, então, que os homens não podem alcançar a salvação por suas obras. As penitências
exigidas pelo clero romano não tinham valor algum. Seu afastamento de Roma se tornou cada vez maior.
Lutero se indignou com a venda de indulgências. Pecados cometidos, ou os que porventura fossem
praticados no futuro, eram perdoados pela Igreja, bastando que o pecador pagasse certa quantia. Lutero
pregava que somente o arrependimento e a fé em Jesus Cristo poderiam salvar o pecador. O destemido
sacerdote resolveu tomar uma atitude extrema. Afixou na porta da igreja de Wittenberg noventa e cinco teses
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contra as indulgências. Com base na Bíblia, mostrava que o Papa, nem qualquer homem, pode perdoar
pecados. "Mostrava que a graça de Deus é livremente concedida a todos os que O buscam com
arrependimento e fé". Rapidamente os ensinos de Lutero se espalharam pela Europa, e as verdades bíblicas
começaram a se instalar nos corações. "ASSIM SERÁ A PALAVRA QUE SAIR DA MINHA BOCA: ELA NÃO
VOLTARÁ PARA MIM VAZIA, MAS FARÁ O QUE ME APRAZ, E PROSPERARÁ NAQUILO PARA QUE A ENVIEI"
(Isaias 55.11). "Aquele que deseja proclamar a verdade de Cristo ao mundo, deve esperar a morte a cada
momento". Com esse pensamento Lutero se dirigiu a Augsburgo, cidade alemã, onde se defrontaria com os
representantes do Papa Leão X. Convidado a retratar-se, Lutero não se dobrou diante de ameaças e
confirmou todas as verdades que dissera em seus escritos. Não poderia renunciar à verdade. O prelado
inquisidor, cheio de ódio, disse-lhe: "Retrate-se ou mandá-lo-ei a Roma".

Roma seria o fim do caminho, o caminho da morte, a morte na fogueira, tal qual acontecera com seu
amigo John Huss. Na madrugada do dia seguinte, estando a cidade às escuras, Lutero conseguiu se evadir de
Augsburgo contando, para isso, com a ajuda de amigos. Escapou milagrosamente das mãos do representante
papal que intentara prendê-lo. Embora diante de tantas dificuldades, já classificado de herege,
excomungado e condenado, Lutero não diminuiu suas severas críticas ao papado e às doutrinas romanas.
Disse: "Estou lendo os decretos do pontífice e... não sei se o papa é o próprio anticristo, ou seu
apóstolo...". Enquanto isso os papas intensificavam o negócio das indulgências. O Papa Alexandre VI,
predecessor de Júlio II, foi quem instituiu a venda de indulgências, pois precisava de dinheiro "para
adornar com diamantes e pérolas a filha Lucrécia Bórgia". Esse papa não só foi amante de sua própria
filha, a célebre Lucrécia Bórgia, como foi amante, também, da irmã de um cardeal que se tornou o papa
seguinte, Pio III, em 1503. Os papas Júlio II e Leão X, por sua vez, apelaram para o rendoso comércio do
perdão, aquele tendo em mira a construção da Basílica de São Pedro e este para satisfazer seus gastos
supérfluos. Um dos encarregados da venda de indulgências, o frei João Tetzel, fazia-o com voz forte nas
feiras anuais, oferecendo a sua mercadoria. Dizia: “Assim que o dinheiro tilinta na caixa, a alma salta fora
do purgatório”. Ninguém mais se importava em pecar e a moralidade estava em baixa. Se algum padre
desejasse impor alguma penitência, os fiéis apresentavam o documento comprovando a "compra" do
perdão divino. Enquanto a Igreja de Roma subtraía elevados recursos financeiros ao povo, com heresias,
superstições e ameaças, Lutero se aprofundava no estudo da Bíblia. Declarava abertamente que não havia
distinção entre pecado mortal e pecado venial - como dizia o catolicismo - pois, afirmava, "pecado é
pecado, sem gradação, e qualquer pecado leva ao Inferno, pois afasta o pecador de Deus". Boa parte de
seus sermões era destinada a protestar contra o comércio das indulgências, dizendo que estas eram inúteis.

E perguntava: "Se o Papa pode libertar as almas do purgatório quando lhe dão dinheiro, por que não
esvazia de uma vez o purgatório?" Abrimos aqui um parêntese para perguntar: se as missas de sétimo dia
podem livrar as almas do purgatório, por que não se faz uma única missa (um missão) em favor de todas
as almas e as livra de uma só vez do fogo purificador?

Martinho Lutero continuou derrubando uma a uma, com a Palavra, as doutrinas romanas. A um enviado
do Papa Leão X, que lhe propôs uma reconciliação e alegou, como argumento, a autoridade do Papa, Lutero
respondeu com firmeza: "Só na Bíblia e não no Papa reside a autoridade". E continuou: "O próprio Cristo é o
chefe da Igreja e não o Papa. Não lhe é permitido estabelecer um artigo de fé, sem base bíblica." No dia 15
de junho de 1520, com a bula Exurge, o Papa Leão X "condenou quarenta e uma proposições de Lutero,
ameaçando-o de excomunhão, se não se retratasse dentro de sessenta dias". Essa bula condenava, em suma, a
liberdade de consciência. O historiador Schaff assim definiu o documento: "Podemos inferir daquele documento
em que estado de servidão intelectual estaria o mundo atualmente, se o poder de Roma houvesse conseguido
esmagar a Reforma. Difícil será avaliar quanto devemos a Martinho Lutero, no terreno da liberdade e do
progresso..." Num gesto memorável de audácia, destemor e ousadia, Lútero queimou a bula papal em
praça pública a 10 de dezembro de 1520. Por mais de uma vez Lutero compareceu diante dos emissários de
Roma. Aconselhado a não se apresentar em razão do risco que corria, Lutero respondeu: "Ainda que
acendessem por todo o caminho de Worms a Wittenberg uma fogueira... em nome do Senhor eu
caminharia pelo meio dela; compareceria perante eles... e confessaria o Senhor Jesus Cristo". Na presença
do imperador Carlos V, da Alemanha, de príncipes e delegados de Roma, que esperavam uma retratação do
excomungado herege, Lutero falou: "visto que vossa sereníssima majestade e vossas nobres altezas exigem de
mim resposta clara, simples e precisa, dar-vo-la-ei, e é esta: não posso submeter minha fé, quer ao papa, quer
aos concílios, porque é claro como o dia que eles têm freqüentemente errado e se contradito um ao outro.
A menos que eu seja convencido pelo testemunho das Escrituras... não posso retratar-me e não me
retratarei, pois é perigoso a um cristão falar contra a consciência. Aqui permaneço, não posso fazer outra
coisa; queira Deus ajudar-me. Amém". As tentativas de reconciliação do sacerdote Martinho Lutero com o
papado, ou seja, os planos de fazê-lo voltar ao aprisco de Roma fracassaram todos: "Consinto em que o
imperador, os príncipes e mesmo o mais obscuro cristão, examinem e julguem os meus livros; mas sob
uma condição: que tomem a Palavra de Deus como norma. Os homens nada têm a fazer senão obedecer-
lhe. No tocante à Palavra de Deus e à fé, todo cristão é juiz tão bom como pode ser o próprio papa, embora
apoiado por um milhão de concílios". O Concílio em Worms não se deteve em examinar, pelas Escrituras, as
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verdades contidas nos pronunciamentos e escritos de Lutero. "Deus não quer - dizia ele - que o homem se
submeta ao homem, pois tal submissão em assuntos espirituais é verdadeiro culto, e este deve ser
prestado unicamente ao Criador. Alertado de que estava proibido de subir ao púlpito, recusou-se a
obedecer: "Nunca me comprometi a acorrentar a Palavra de Deus, nem o farei".

Tão logo expirasse o prazo de um salvo-conduto que o imperador lhe concedera, Lutero, conforme resolução
do Concílio, deveria ser preso, todos os seus escritos destruídos; a ninguém era permitido dar-lhe comida ou
bebida, e os seus discípulos sofreriam igual condenação. Isto, em outras palavras, significava FOGUEIRA. Mas, o
plano de Deus era outro. Para livrá-lo da fogueira um grupo de amigos "seqüestrou" a Lutero e o transportou,
através da floresta, para o castelo de Wartburgo, construído nas montanhas, e de difícil acesso. Lutero alguns
anos depois saiu daquele castelo e continuou fazendo discípulos e pregando o Evangelho da salvação. A Reforma
estava implantada. A Luz alcançava muitos países. Iluminou a Europa, as Américas, a América do Sul, o Brasil...
porque ninguém pode algemar a Palavra de Deus.

Veja: “MARTINHO LUTERO E SUAS TESES” - http://macfly.multiply.com/journal/item/55

ARNALDO DE BRÉSCIA - Seguidor do ex-padre Pedro Bruys, também queimado na fogueira, em 1126,
por haver combatido a corrupção do clero e se convertido ao Evangelho, Arnaldo de Bréscia, religioso italiano,
fez severa oposição ao poder temporal dos papas; desejava o retorno da Igreja de Roma à simplicidade do
Evangelho da igreja primitiva; rejeitava os sacramentos; condenava a interferência da igreja no Estado, a
adoração aos mortos, o sacrifício da missa. Perseguido, procurou refúgio na França, e depois na Suíça. Em
1155, sob o comando direto do papa Adriano IV, foi denunciado, preso em Roma, enforcado e seu corpo
reduzido a cinzas.

GIORDANO BRUNO - (1548-1600). Mártir da liberdade do pensamento, um dos maiores pensadores do


século XVI. Filósofo, astrônomo e matemático italiano, Filippo Bruno, após ingressar aos 17 anos no convento de
San Domenico Maggiore, em Nápoles, adotou o nome de Giordano, tendo sido ordenado padre em 1572.
Semelhantemente a Galileu, defendeu o heliocentrismo - o sol como centro do sistema -, tese não admitida
pela Igreja Católica. Além disso, Giordano acreditava na astrologia e na reencarnação. Expulso da Ordem dos
Dominicanos, foi excomungado e considerado herege. Fez vários estudos e escreveu alguns livros.
Denunciado por seu amigo Giovanni Mocenigo, papista fanático, recebeu a sentença de morte do Santo
Ofício após oito anos em prisão. Sem nunca haver abjurado suas idéias, foi levado à fogueira aos 52 anos
de idade, no dia 17 de fevereiro de 1600, no Campo di Fiori, em Roma. Tiveram o cuidado de colocar uma
mordaça em sua boca para que não pronunciasse qualquer "blasfêmia". Olhou com indiferença e desprezo
um crucifixo que fora colocado diante dele, para ser beijado. Em carta de 14.2.2000 dirigida ao Reverendo
Reitor da Pontifícia Faculdade Teológica da Itália Meridional, por ocasião de um congresso de estudos sobre a
personalidade de Giordano Bruno, o cardeal Ângelo Solano, admite "falhas" com relação ao caso. Eis um
trecho:

"É por isto que, entre os sinais do Jubileu, o Sumo Pontífice pôs o da purificação da memória, pedindo a
todos um ato de coragem e de humildade ao reconhecer as próprias faltas e as de quantos tiveram e têm o
nome de cristãos. Alguns importantes simpósios desenvolveram-se nesta direção - como por exemplo sobre o
anti-semitismo, a inquisição e João Hus - que se realizaram com o patrocínio da Santa Sé, para estabelecer no
plano histórico o desenvolvimento efetivo dos acontecimentos e discernir aquilo que neles deve ser julgado pouco
conforme com o espírito evangélico. Semelhante verificação parece importante quer para pedir perdão a Deus e
aos irmãos pelas faltas eventualmente cometidas, quer para orientar a consciência cristã para um futuro mais
vigilante na fidelidade a Cristo. Portanto, Sua Santidade soube com prazer que, precisamente com estes
sentimentos, essa Faculdade Teológica quer recordar Giordano Bruno que, no dia 17 de Fevereiro de 1600, foi
executado em Roma na Praça "Campo de' Fiori", após o veredicto de heresia pronunciado pelo Tribunal da
Inquisição Romana".

O principal acusador de Bruno, o cardeal Bellarmino, foi mais tarde canonizado e, em 1930, proclamado
“Doutor da Igreja”, enquanto que Bruno deixou para a humanidade 309 obras filosóficas, trabalhos de
cosmologia, matemática e ciência, além de um maravilhoso exemplo de vida.

WILLIAM GARDINER - Inglês protestante da cidade-porto de Bristol, desenvolveu seus estudos em Lisboa a
partir dos 23 anos de idade. Indignado com as práticas idólatras que grassava em Portugal, decidiu trabalhar
em prol de uma reforma religiosa naquele país. Estava preparado para morrer por essa causa, mas faltou-lhe
prudência. Durante a cerimônia de casamento do filho do rei de Portugal e a Infanta da Espanha, estando a
catedral lotada por pessoas de todas as classes, não suportou ver a adoração à hóstia. "Correu até o cardeal,
tomou a hóstia em suas mãos, e pisoteou-a". Ali mesmo foi ferido com um golpe de espada. Indagado pelo
rei, respondeu: "Faço isso por uma honrada indignação ao ver as ridículas superstições e idolatrias aqui
praticadas". Depois de haver sofrido terríveis torturas, Gardiner foi assado em fogo lento (FOX, John, O
Livro dos Mártires, publicado em latim em 1554, 1a ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p. 86).
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ENCIMAS - Queimado vivo por ordem do papa e de um conclave de cardeais porque se converteu ao
protestantismo. Um irmão dele foi preso porque encontraram em seu poder um Novo Testamento em
castelhano. A igreja Católica não admitia distribuição ou leitura da Bíblia em outras línguas. Antes do dia da
execução, fugiu do cárcere (FOX, John, O Livro dos Mártires, publicado em latim em 1554, 1a ed., Rio de Janeiro:
CPAD, 2001, p. 100)

FANINO - Erudito secular, ganhou muitas almas para Cristo. Mesmo sabendo pela boca dos inquisidores
que sua família ficaria na miséria, não apostatou da fé. Respondeu que estava entregando sua família aos
cuidados do excelente administrador Jesus Cristo. No dia da execução estava muito feliz. Instado a falar,
pronunciou suas últimas palavras: "Cristo susteve toda a angústia e lutou com o Inferno e a morte por
nossa causa. Através de seus padecimentos, quem nele crê é livre de temores". Foi estrangulado, e seu
corpo, queimado. As cinzas foram espalhadas pelo vento (FOX, John, O Livro dos Mártires, publicado em
latim em 1554, 1a ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p. 100/101).

DOMINICO - Erudito militar, tornou-se um zeloso protestante. Após apresentar o papa como o Anticristo, foi
preso. Quando consultado da possibilidade de renunciar às suas doutrinas, respondeu: "Minhas
doutrinas?! Não sustenho doutrinas próprias. O que prego são doutrinas de Cristo, e por elas darei meu
sangue. E ficarei feliz em padecer pela causa de meu Redentor". Sofreu o martírio do enforcamento na
praça do mercado (FOX, John, O Livro dos Mártires, publicado em latim em 1554, 1a ed., Rio de Janeiro: CPAD,
2001, p. 101).

A lista das vítimas da perseguição religiosa parece interminável. O inglês John Fox (1517-1587),
perseguido durante o reinado da rainha Maria, a Sangrenta, na Inglaterra, no tempo da Inquisição, deixou-nos um
minucioso relato dos massacres e crueldades contra os protestantes, homens e mulheres que deram suas vidas
em prol da causa do Evangelho. São relatos impressionantes não só pela demonstração de fé desses mártires,
mas também pela brutalidade de seus algozes. Conforme relato do referido compêndio, o papa milanês Pio IV, em
1560, ordenou "que todos os protestantes fossem severamente perseguidos nas províncias italianas, e um grande
número de pessoas de todas as idades, classes sociais e de ambos os sexos sofreu o martírio". Sobre esse
massacre, um certo católico romano, erudito e humano, escreveu a um nobre senhor: "Não posso, meu senhor,
deixar de revelar os meus sentimentos a respeito das perseguições que ocorrem na atualidade. Creio que se trata
de algo cruel e desnecessário. Tremo ante a forma pela qual a morte é aplicada. Parece mais um matadouro onde
se degolam carneiros e ovelhas, do que a execução de seres humanos...Minhas lágrimas caem agora sobre o
papel... Outra coisa devo mencionar: a paciência enfrentavam a morte... oravam fervorosamente a Deus com
muito ânimo" (FOX, John, O Livro dos Mártires, publicado em latim em 1554, 1a ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2001,
p. 117/118).

ANTONIO RICETTI, cidadão de Veneza, Itália, ano de 1542, sob a liderança do papa romano Paulo III. "Um
bom cristão tem o dever de entregar não somente os seus bens e os seus filhos, senão também a própria
vida, para a glória de seu Redentor; por isso, estou decidido a sacrificar tudo neste mundo passageiro, por
amor à salvação em um mundo que permanecerá eternamente". Com estas palavras Ricetti rejeitou
renunciar a sua fé, como sugerido por seu filho, e não aceitou uma propriedade rural oferecida pelos
papistas, caso abraçasse a fé Católica. Com uma pesada pedra amarrada aos seus pés, foi jogado no mar.
Igual destino teve o italiano Francisco Spinola (FOX, John, O Livro dos Mártires, publicado em latim em 1554,
1a ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p. 114/115).

JUAN MOLLIUS, italiano, professor, sacerdote aos 18 anos, ao ler as verdades do Evangelho descobriu os
erros da Igreja de Roma, dentre outros, Purgatório, Transubstanciação, Missa, Confissão Auricular, Oração pelos
Mortos, Hóstia, Peregrinações, Extrema-Unção, Cultos em idioma desconhecido, e outros. Foi enforcado em
1553, tendo o corpo queimado (FOX, John, O Livro dos Mártires, publicado em latim em 1554, 1a ed., Rio de
Janeiro: CPAD, 2001, p. 116).

FRANCIS GAMBA - Preso e condenado à morte pela sentença de Milão, Itália. No local da execução, um
monge apresentou um crucifixo a ele, a quem Gamba disse: 'Minha mente está tão cheia dos verdadeiros
méritos e da verdadeira bondade de Cristo que não quero um pedaço de pau sem sentido para fazer-me
pensar Nele'. Por causa dessa expressão sua língua foi arrancada e ele foi em seguida queimado. Igual
destino tiveram Juan Alloysius, Algério e Jacob Bovellus (FOX, John, O Livro dos Mártires, publicado em latim em
1554, 1a ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p. 117).

Um certo moço inglês, que estava em Roma, ao ver a procissão da eucaristia, gritou: "Miseráveis
idólatras, que deixais ao verdadeiro Deus para adorar a um pedaço de comida". Por ordem do papa, foi
levado amarrado ao tronco pelas ruas de Roma; teve sua mão direita cortada, e finalmente queimado.
Outro que sofreu o martírio das chamas, logo após o do moço inglês, foi um venerável ancião, que assim
reagiu ao ver um crucifixo diante de seus olhos: "Se não tirares este ídolo de diante de minha vista, me
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obrigas a cuspir nele"

CIPRIANO BUSTIA foi lançado aos cães porque, com as seguintes palavras, rejeitou o convite de tornar-
se católico: "Prefiro antes renunciar à vida, ou até mesmo tornar-me um cão". Pablo Clemente, ao ver
alguns cadáveres de protestantes, que lhe foram apresentados como meio de conseguir sua retratação,
disse: "Podeis matar o corpo; porém, não podeis prejudicar a alma de um verdadeiro crente; e acerca do
terrível espetáculo que me mostrastes, podeis ter a certeza de que a vingança de Deus alcançará os
assassinos desta pobre gente, e os castigará pelo sangue inocente derramado". Foi imediatamente
enforcado (FOX, John, O Livro dos Mártires, publicado em latim em 1554, 1a ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p.
127/129).

Nos Vales de Piemonte, no século XVIII, no noroeste da Itália, país onde a Igreja Católica detinha inegável
supremacia e poder absoluto, inúmeras vidas foram ceifadas porque rejeitaram a proposta de retratação. O "êxito"
das atrocidades nessa região deveu-se ao empenho do duque de Sabóia, de comum acordo com o papa
Clemente VIII (1592-1605). Vejamos uma amostra das atrocidades. Sebastião Basan foi atormentado por quinze
meses e depois queimado; Sara Rastignote des Vignes, de 60 anos, ao recusar rezar a alguns santos, foi
destripada e degolada; a jovem Martha Constantine foi violentada pelos soldados, teve os seios cortados,
morrendo em conseqüência da hemorragia; o protestante Pedro Symonds, de 80 anos, foi jogado em um
precipício, amarrado pelos pescoço e calcanhares; Esay Garcino, cortado em pedaços; Jacob Perrin e Maria
Raymondete, esfolados vivos; Magdalena Pilot, esquartejada; Giovanni Pelanchion, por recusar tornar-se papista,
foi amarrado a uma mula e arrastado pelas ruas de Lucerna, e depois degolado; Jacob Michelino, presbítero de
uma igreja, e vários protestantes, foram pregados por meio de garfos fixados em seus ventres; Giovanni
Rostagnal, um protestante de oitenta anos, teve suas orelhas e nariz cortados e assim encontrou ficou sangrando
até morrer (FOX, John, O Livro dos Mártires, publicado em latim em 1554, 1a ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p.
120/125).

GALILEU GALILEI (1564 - 1642), físico italiano, fez numerosas descobertas nos campos da Física e da
Astronomia. Com seu telescópio (luneta) descobriu as montanhas da Lua, os satélites de Júpiter, as manchas
solares, as fases de Vênus, os anéis de Saturno. Suas descobertas e ensinos foram considerados uma
heresia pelos censores romanos. Acabrunhado, doente, preso em Roma, assinou sua retratação. Antes, os
inquisidores lhe mostraram a sala de tortura e os respectivos instrumentos. Combalido e ajoelhado diante
dos representantes do Papa Urbano VIII, leu e assinou sua retratação: "Eu, Galileu Galilei, tendo sido trazido
pessoalmente ao julgamento e ajoelhando-me diante de vós, Eminentíssimos e Reverendíssimos Cardeais,
Inquisidores Gerais da Comunidade Cristã Universal contra a depravação herética... juro que sempre acreditei em
cada artigo que a sagrada Igreja Católica, Apostólica de Roma, sustenta, ensina e prega.. Mas porque este
Sagrado Ofício ordenou-me que abandonasse completamente a falsa opinião, a qual sustenta que o Sol é o centro
do mundo e imóvel, e proíbe abraçar, defender ou ensinar de qualquer modo a dita falsa doutrina... com
sinceridade abjuro, maldigo e detesto os ditos erros de heresia..."

A diabólica Inquisição não só condenou os ensinos de Galileu, mas também os de Copérnico. O


Tribunal Inquisitório assim se pronunciou: "A tese de que o Sol é o centro do sistema e não se move ao
redor da Terra, é néscia, absurda, teologicamente falsa e herética, sendo frontalmente contrária às
Sagradas Escrituras ..." (DONATO, Hernani, Coleção Vidas Ilustres, vol. VI, Editora Cultrix, 1961, pp. 147,151 e
152).

Galileu livrou-se da fogueira, mas passou vários meses sob prisão. Muito doente e cego, veio a falecer no dia 8
de janeiro de 1642. E a Igreja de Roma acabava de escrever mais um capítulo de terror em sua história. Em
janeiro de 1998, o Papa João Paulo II, formalizou o tardio pedido de perdão ao notável astrônomo Galileu.
Podemos imaginar quão constrangedor para esse notável homem foi ajoelhar-se diante de uma corte
devassa e negar anos e anos de estudo e observação. Dizem que Galileu, antes de morrer, balbuciou: "a
terra por si se move".

MÁRTIRES ANÔNIMOS

Wycliffe, Huss, Jerônimo e Lutero foram citados apenas como exemplo. O caminho da fogueira foi trilhado
por milhares e milhares de mártires anônimos, gente simples, discípulos fervorosos, pessoas indefesas e pobres,
homens, mulheres, jovens, velhos e crianças, vítimas da sanha assassina dos representantes da poderosa Igreja
Católica Romana, que, aliada ao poder das armas, teve a pretensão de ser universal e de impor suas doutrinas
aos seus súditos. Mártires anônimos foram os albigenses e os valdenses; mártir quase desconhecido foi Luís de
Berquin, que, apaixonado pelo Evangelho, foi estrangulado e queimado em 1529 sem tempo para dar uma
última palavra; mártires anônimos foram muitos franceses queimados vivos com requintes de crueldade, sem
direito à defesa. A todos esses homens de fé e de coragem, baluartes da defesa das Sagradas Escrituras como
única fonte de autoridade, a eles nossa homenagem póstuma, nossa gratidão, nossa admiração pelo que fizeram
em prol de um cristianismo livre de heresias, de idolatria, de práticas pagãs.
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Confira a listagem, na Internet, de algumas famílias e/ou indivíduos que sofreram e/ou foram assassinados
durante a Inquisição no site http://www.geocities.com/kbeto082002/Historia/familias.html

Dizem que: “nosso antepassado foi o santo fulano de tal”, mas, por acaso o fato de que alguém tenha
um antepassado ou parente que foi santo/profeta isso o tornaria salvo ou santo/profeta também? A
salvação é individual, personalíssima e privativa de cada pessoa. Cada um tem que ter sua crença balizada
com o teor das Escrituras. De nada adianta alguém conhecer quem tem uma fé que remove montanhas,
pois isso não a salvará, pois cada um ter que ter sua fé própria. O que adiantou àquelas pessoas dizerem
que eram descendentes de Abraão, Moisés, Davi, Noé, Adão, Eva, Elias, Josué, etc, mas não criam no
profeta daqueles dias (Messias, Cristo) e negavam a divindade de Jesus Cristo?

Dizem que: “que fulano, siclano e beltrano foram santos/profetas de nossa igreja”, mas ignoraram que
absolutamente nenhum santo e nenhum profeta fez parte de nenhuma organização, entidade, instituição,
associação, pessoa jurídica, etc e que foram justamente seus antepassados e anteriores/antigos membros
da igreja denominacional organizada que perseguiram, criticaram, zombaram, combateram, negaram,
amaldiçoaram, abafaram e mataram os santos e profetas de Deus por estarem pregando a Palavra de
Deus! Quer prova maior disso do que o fato deles terem os restos mortais desses santos/profetas? Quem
mais pode ter os restos mortais de alguém e saber exatamente onde foi morto e enterrado senão
justamente o carrasco, algoz e assassino? E, após anos da morte do santo/profeta resolvem mudar de
estratégia/opinião e dizem que realmente fulano era um santo/profeta e que pertencia a sua igreja. Bem
falou Jesus dessas pessoas que dizem: “Se estivéssemos vivos nos tempos de nossos antepassados, não
teríamos matado os santos/profetas de Deus como eles fizeram”, sem perceberem estão confessando que
fazem parte, são descendentes, são da mesma estirpe, etc dos assassinos dos santos/profetas (Mt 23:27-
35)!

O que adianta crer numa pessoa logo depois de matá-la? O crocodilo chora depois de ter matado e devorado
sua presa, mas isso de nada lhe serve! Judas Iscariotes depois de ter traído Jesus (e, por causa disso, Jesus
Cristo foi preso, torturado, humilhado e crucificado), foi se enforcar de remorso, mas isso de nada lhe adiantou!
Igualmente o centurião romano ao pé da cruz do calvário ao ver Jesus entregar o Espírito (Mt 27:46-54). Por
acaso vale alguma coisa mudar de idéia/crença e resolver dar comida, socorro, crédito ... a alguém quando este já
está morto por nossa causa/culpa por justamente não lhe termos dado comida, socorro, crédito ... no tempo
oportuno e devido?

É “engraçado” que, 489 anos, quase 500 anos depois de ser executada como herege, Joana d’Arc foi
canonizada pela mesma Igreja Católica Apostólica Romana que a executou. Foram os próprios católicos
romanos que enforcarm Pedro e agora se dizem seus seguidores.

Mt 23:29-35 mostra a dedicação deles para com o sepulcro dos santos (reconhecimento dos santos quando já
estão mortos, e o desprezo enquanto estavam vivos):

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que edificais os sepulcros dos profetas e adornais os
monumentos dos justos, E dizeis: Se existíssemos no tempo de nossos pais, nunca nos associaríamos com
eles para derramar o sangue dos profetas.
Assim, vós mesmos testificais que sois filhos dos que mataram os profetas.
Enchei vós, pois, a medida de vossos pais.
Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do Inferno?
Portanto, eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas; a uns deles matareis e crucificareis; e a outros
deles açoitareis nas vossas sinagogas e os perseguireis de cidade em cidade;
Para que sobre vós caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o
justo, até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que matastes entre o santuário e o altar.”

PIOR É O FATO DE CONDECORAR OS ALGOZES E CARRASCOS COM OS TÍTULOS DE SANTOS. Cita-


se, por exemplo, o ocorrido em 415. Hepatia, a última grande matemática da Escola de Alexandria, filha de Theon
de Alexandria, é assassinada por uma multidão de monges “cristãos”, incitados por Cirilo, patriarca de Alexandria,
que foi depois canonizado pela “Igreja”. O motivo dessa ação foi que a brilhante professora de matemática,
representava uma ameaça para a difusão do cristianismo, pela sua defesa da Ciência e do Neoplatonismo. O fato
dela ser mulher, muito bela e carismática, fazia a sua existência ainda mais intolerável aos olhos dos “cristãos”. A
sua morte marcou uma reviravolta: após o seu assassinato, numerosos pesquisadores e filósofos trocaram
Alexandria pela Índia e pela Pérsia, e Alexandria deixou de ser o grande centro de ensino das ciências do mundo
antigo. Além do mais, a Ciência retrocedeu no Ocidente e não atingiu de novo um nível comparável ao da
Alexandria antiga senão no início da Revolução Industrial. Em reconhecimento pelos seus méritos de perseguidor
da comunidade científica e dos judeus de Alexandria, Cirilo foi canonizado e promovido a "Doutor da Igreja", em
1882.
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Em pleno século XX, o papa Pio XI canonizou o cardeal Roberto Bellarmino, o inquisitor que mandou matar
queimado Giordano Bruno por crime de heresia.

Ano de 1600. Giordano Bruno é queimado vivo em Roma, condenado por heresia. Ele havia ousado definir o
Universo como infinito e admitido a hipótese da existência de formas de vida fora da Terra. Era demais para a
igreja. Depois de 8 anos de processo, durante o qual lhe são arrancadas confissões, sob tortura, ele é condenado
à morte como "herege obstinado e ímpio". Ele se defende tentando mostrar que as suas idéias não estão em
contradição com as doutrinas cristãs, mas em vão. Ele foi queimado vivo, em público, em Roma, no Campo dei
Fiori. Tiveram o cuidado de lhe cortar a língua antes de o enviar ao local da execução, para evitar todo o risco de
que as suas palavras não emocionassem a multidão que veio assistir ao espetáculo. O seu principal acusador, o
cardeal Bellarmino, foi mais tarde canonizado e em 1930, proclamado "Doutor da Igreja".

É interessante notar que, se no caso de Galileu, a igreja Católica expressou o seu arrependimento no fim do
séc. XX, com a sua reabilitação em 1992, nunca se arrependeu da execução de Bruno. Pelo contrário, ela se opôs
com veemência à instalação duma estátua de Giordano Bruno, em 1889. Em 1929, o papa pediu a Mussolini para
que destruísse essa estátua, antes de canonizar e depois nomear "Doutor da igreja" o cardeal Roberto Bellarmino,
acusador de Giordano Bruno.

No nível político, o italiano João de Capistrano teve muito mérito no que se refere à unificação da Europa em
prol da defesa comum contra a ameaça turca. Depois que os turcos tomaram a cidade de Constantinopla em
1453, João colaborou na organização da defesa militar da Europa que acabou conseguindo repelir os turcos e
libertar Belgrado das suas mãos.

Por mais de quarenta anos atuou ele, junto com São Bernardo de Sena, como um dos maiores pregadores
itinerantes e como conselheiro de príncipes e papas. Foi nomeado Inquisitor-Mor (maior autoridade da Inquisição)
e exigiu dos papas e dos reis duras leis contra os judeus, para exterminar esta “mácula” do Ocidente cristão.

Na sua qualidade de Inquisitor foi a Hungria, onde o regente Jannos Hunyadi apoiava os franciscanos. Sua
intenção foi, converter os hussitas e o povo dos servos ortodoxos.

Por amor à fé Católica, - assim como ele a entendia, - deu passos e representava convicções que não
correspondem ao espírito do Evangelho. Morreu em 1456 e foi canonizado em virtude da sua preocupação com o
Ocidente cristão.

Luís IX, rei de França. Finalmente um católico, de reputação piedosa e íntegra, ascende à coroa de França. A
Igreja o canoniza em 1290, em reconhecimento de seus méritos que, ninguém duvida serem excepcionais. De
fato, durante o seu reinado, São Luís lança duas cruzadas, que terminam as duas de modo catastrófico: pouco
importa, é a intenção (de matar e de pilhar) que conta, aos olhos da misericordiosa Igreja Católica! No plano
interno, São Luís (do Maranhão) faz de modo que a justiça puna de modo sistemático os blasfemeadores: são
postos nos pelourinhos e têm as suas línguas atravessadas por ferros em brasa.

Em 1534 surgiu no cenário do Império Religioso Romano uma ORDEM SINISTRA. – Escreveu a página mais
negra e horrenda da história da igreja. Foi criada pelo espanhol Inígo Lopes de Recalde, ex-pajem da corte e
depois militar. – Ferido duas vezes na batalha de Pamplona, Inígo perdeu a aparência física, não podendo mais
fazer parte na corte, adotou o pseudônimo de Inácio de Loyola, fundou a Ordem dos Jesuítas e foi
canonizado pelo papa Gregório XV no ano de 1622.

O JURAMENTO DOS JESUÍTAS encontra-se no livro "Congressional de Relatórios", pág. 3262 e em


resumo diz: "PROMETO ENSINAR A GUERRA LENTA E SECRETA CONTRA OS PROTESTANTES E
MAÇONS... QUEIMAR VIVO ESSES HEREGES, USAR O VENENO, O PUNHAL OU A CORDA DE
ESTRANGULAMENTO...FAREI ARRANCAR O ESTÔMAGO E O VENTRE DE SUAS MULHERES E
ESMAGAREI A CABEÇA DE SEUS FILHOS CONTRA A PAREDE, A FIM DE ANIQUILAR A RAÇA." (...). "SE
EU FOR PERJURO, AS MILÍCIAS DO PAPA PODERÃO CORTAR MEUS BRAÇOS E MINHAS PERNAS,
DEGOLAR-ME, CORTANDO MINHA GARGANTA DE ORELHA A ORELHA, ABRIR MINHA BARRIGA E
QUEIMÁ-LA COM ENXOFRE, ETC.. – ASSINO MEU NOME COM A PONTA DESTE PUNHAL MOLHADO NO
MEU PRÓPRIO SANGUE."

Assim, a “Sociedade de Jesus" ou ordem dos Jesuítas, fundada por Ignacius Loyola da nobreza espanhola em
1534, recebeu a incumbência das mãos dos Dominicanos de incrementar a Inquisição, ou os "Autos de Fé". Foi
em Portugal que Loyola estabeleceu a Inquisição que se espalhou até o Oriente. Ignácio Loyola foi canonizado
pela Igreja Católica em 1622 e até hoje é exaltado e glorificado pela Igreja pelos préstimos que concedeu a ela.

Thomas Morus (1478-1535), implacável perseguidor de "hereges", foi canonizado pela Igreja Católica em 1935.
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A vida é contraditória, mas tem seu sentido. O “Papa da Paz” (João Paulo II) apoiou a Eslovénia, a Croácia, a
Bósnia e Kossovo contra a Sérvia, ligada à Igreja Ortodoxa. Protegeu padres que participaram do genocídio em
Ruanda. Interveio a favor da libertação do general-ditador fascista chileno Augusto Pinochet, quando foi detido em
Londres. Canonizou o admirador do ditador fascista espanhol, Francisco Franco, e fundador do Opus Dei, Jose
Maria Escrivá de Balaguer. Sancionou milagres para 448 santos e 1.338 beatos, negando os avanços da
ciência na cura de enfermos. Contraditoriamente, quando tinha problemas de saúde, não consultava
sacerdotes e nem fazia perigrinações para cidades ou templos sagrados, mas corria aos médicos e
hospitais, como fez até o fim da vida. Reavivou a prática do exorcismo, abandonada a séculos.

"Um notável escritor, Alfonso de Liguori, católico, escreveu extensamente, dizendo quão mais eficiente são as
orações dirigidas a Maria do que as que são dirigidas a Jesus Cristo. Liguori, incidentalmente, foi canonizado
como um "santo" pelo papa Gregório XIV em 1839 e foi declarado "doutor" da igreja Católica pelo papa Pio IV. Em
uma porção dos seus escritos, ele descreveu uma cena imaginária na qual um homem pecador viu duas escadas
suspensas do céu. Maria estava no topo de uma; Jesus no topo da outra. Quando o pecador tentou subir por uma
das escadas, viu o rosto irado de Cristo e caiu vencido. Mas, quando subiu a escada de Maria, subiu com
facilidade e foi abertamente recebido por Maria que o levou ao céu e apresentou-o a Cristo. Daí em diante tudo
estava bem. A história tinha a intenção de mostrar quão mais fácil e mais eficiente é ir a Cristo através de Maria".

Ainda hoje é ensinado que através de Maria as coisas são mais fáceis. Tenho lido e ouvido, inclusive em
programas televisivos, a frase: "TUDO COM JESUS. NADA SEM MARIA". Esse extravagante ditado declara que
Maria é tudo, e que sem ela não teremos Jesus. Isto confirma que o catolicismo na sua essência não mudou em
nada. Os terços continuam sendo rezados da mesma forma, dando maior destaque à figura de Maria e deixando
em segundo plano o Filho, aquele que derramou seu sangue para remissão de pecados. Entretanto, e graças a
Deus, as pessoas estão despertando para as verdades bíblicas. Todos os dias neste Brasil um grande número de
religiosos dá um passo à frente, aceita Jesus como único Senhor, Salvador, e Mediador, e passa a declarar: "Tudo
posso naquele que me fortalece".

Na década de 1990, o ex-padre jesuíta Malachi Martin, falecido em 27/07/1999 em Nova York, expôs uma
arrasadora crítica a ICR (Igreja Católica Romana), instituição da qual ele se desligou desiludido, após ter ali
permanecido por 10 anos. Durante seis anos (1958-1964) Martin esteve pesquisando a escabrosa história da ICR,
dentro do Vaticano, e após ter-se desligado da mesma, ele escreveu e publicou alguns livros em Nova York, sendo
um dos mais contundentes o "Hostage to the Devil" (Refém do Diabo).

Nesse livro Martin faz declarações deste quilate: "Sim, é verdade. Lúcifer foi entronizado dentro da ICR".
Quando entrevistado pela revista "Fatima Crussader", Martin confirmou essa declaração, expressando tristeza e
amargura ao constatar que a ICR, da qual fazia parte há tantos anos, tornou-se moralmente decadente e
espiritualmente réproba, a partir dos anos 1960.

Assim como os Beatles ajudaram a liquidar a fé e a moral da Inglaterra, tornando-se os deuses pagãos do
mundo ocidental, através da satânica música rock, diz Martin que "qualquer pessoa que esteja a par dos feitos do
Vaticano, nos últimos 35 anos, deve saber que o "príncipe das trevas" já fixou residência dentro da corte de São
Pedro."

Em seu bestseller "The Keys of This Blood", Martin oferece um grande apoio ao papa JP2 (João Paulo II) no
seu intento de governar o mundo. Contudo, logo após ter publicado esse livro, Martin começou a duvidar dos
sinceros propósitos da ICR de promover a reconstrução global. Dizia ele que não conseguia entender como o
papa JP2 tem permitido que o satanismo se instale, e cada vez mais se desenvolva, dentro da ICR.
Uma informação desse tipo partindo de um ex-padre jesuíta, em cuja Ordem o ocultismo era praticado pelo seu
próprio fundador - Inácio de Loyola - é simplesmente chocante. Diz Martin que "rituais meticulosamente
organizados têm blasfemado e mascarado diabolicamente o “santo” sacrifico da Missa".

Se Malachi Martin fosse a única autoridade dentro da ICR a fazer essas acusações, poderíamos considerá-las
fruto de uma frustração religiosa, e até arquivar o assunto. Contudo, nos idos de 1976, o próprio papa Paulo VI
afirmou, numa reunião de prelados, que "A fumaça de Satanás penetrou no Santuário da Catedral de São Pedro",
e prosseguiu dizendo que "havia sido informado de que ali eram rezadas missas negras, exatamente no lugar
onde o papa celebrava as “santas” missas."

Diante de milhares de assistentes ao Congresso Internacional de Fátima, no Ano 2000, o Arcebispo Milingo,
exorcista e autor do bestseller "Face to Face With the Devil" (Cara a Cara com o Diabo), disse que a adoração a
Satanás dentro da ICR é "a terceira dimensão do mal, sendo ela a mais perigosa de todas, porque é sutil e por
demais tenebrosa". Ele disse que "mal pôde acreditar, quando descobriu a existência dessa 'terceira dimensão'
dentro da ICR, porém não era de estranhar, considerando que Judas Iscariotes fazia parte do grupo dos Doze!"

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Milingo lamenta que o Diabo esteja recebendo proteção dentro da ICR, como se fosse um animal de estimação,
e que os exorcistas até tenham sido proibidos de exercer suas funções dentro da mesma. E afirma que,
certamente, existem padres e bispos transformados em seguidores de Satanás.

Em seu livro "The Spirit of Roman Catholicism", a ex-freira Mary Ann Collins, no extenso capítulo 12, apresenta
a inacreditável revelação de que muitos padres e freiras ligados à Ordem Jesuíta estão praticando o mais
agressivo ocultismo da Nova Era, com toda a imoralidade daí resultante.

Mateus 12:25-26 – “Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino dividido
contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá.
E, se Satanás expulsa a Satanás, está dividido contra si mesmo; como subsistirá, pois, o seu reino?”

Para saber mais, lei ao livro: "Os crimes dos Papas - Mistérios e Iniqüidades da Corte de Roma" - Maurice
Lachatre, editora Madras.

Sobre a Sabedoria humana, desse mundo ou teologia, confira a segunda resposta evangelica (EVAN: R) no
item CAT: 02.

Sobre tradições, confira a segunda resposta evangélica aos itens CAT: 03 e 05 ("O INSUSTENTÁVEL
SUPORTE DA TRADIÇÃO"), além do item CAT: 06 completo.

Sobre o papa veja no tópico CAT: 05, na segunda resposta evangélica no subitem: “O PAPADO”.

CAT: 10- Não sou protestante porque os mesmos não reconhecem o primado de Pedro, sendo que o próprio
Jesus disse: Tu és Pedro (Kepha) e sobre esta pedra (Kepha) edificarei a minha Igreja; (Mateus16,18).

EVAN: R - "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja" (Mt. 16.13-20). O catolicismo vale-se
dessa passagem para afirmar que os papas são sucessores de Pedro. Nenhum dos modos de entender essa
passagem dá suporte à posição Católica. "Sobre esta pedra" poderá referir-se à firme declaração de Pedro, de
que Jesus era "o Cristo, o Filho do Deus vivo" (Mt 16.16).

Admitida a hipótese de a referência ser a pessoa de Pedro, este (Petros, pedra, em grego) seria apenas uma
pedra no fundamento apostólico da Igreja (Mt 16.18), não a rocha. Pedro admitiu que Cristo é a principal pedra, a
pedra principal, angular, preciosa, de esquina (1 Pe 2.7-8). E mais:

No primeiro concílio em Jerusalém, Pedro apenas introduziu o assunto (At 15.6-11). Tiago teve participação
mais importante: assumiu a reunião, deu seu parecer e fez um pronunciamento final (At 15.13-21).

Paulo não diz que Pedro é a coluna da Igreja, mas que as "colunas" (no plural) são "Tiago, Cefas e João" (Gl
2.9);

Paulo declarou que a Igreja é edificada "sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Jesus
Cristo, a pedra angular" (Ef 2.20);

Pedro não instituiu o celibato, pois era casado (Mt 8.14);

O celibato criado pela igreja romana é sem dúvida nenhuma inspirado na ganância pelo tesouro monstruoso
das riquezas do Vaticano, ou seja, para não permitir que os herdeiros, filhos legítimos do casamento dos padres,
se assim pudesse ser, tivessem direitos à herança legal. Portanto isto é egoísmo e usura do Vaticano e fere os
princípios criados por Deus. Em contrapartida os filhos de padres que cometem adultérios com moças de família
ou freiras ficam sem um lar embasado em pai e mãe, ficam sem uma estrutura familiar abençoada por Deus. Isto
sem contar com uma maioria de padres que são presos por espíritos malignos e cometem atos homossexuais
dentro de suas igrejas em todo o mundo.

A própria igreja Católica reconhece que a exigência do celibato dos “padres”, não é Lei Divina (exigência das
Escrituras), mas lei feita pelos homens (ou seja, eles – O “Papa” Gregório VII, em 1074 proibiu o casamento dos
“padres”, instituindo o celibato). Então por que seguí-la? (At 5:29; Dt 4:2; Pv 30:5-6). Além do que Pedro era
casado (Mt 8:14; Mc 1:30; Lc 4:38; I Cor 9:5). Em I Tim 4:1-3 claramente se vê, uma advertência ao fato de que a
igreja Católica iria e proibe o casamento dos sacerdotes e ordena a abstinência de carne nas “sextas-feiras
santas.”

Pedro não era e não se considerava infalível, pois foi advertido por Paulo porque ele não procedia
"corretamente segundo a verdade do Evangelho" (Gl 2.14);

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A Bíblia diz que Cristo é o fundamento da igreja cristã, e que "ninguém pode lançar outro fundamento, além do
que foi posto, o qual é Jesus Cristo" (1 Co 3.11);

A Igreja primitiva perseverou na "doutrina dos apóstolos" e não na de Pedro (At 2.42). Finalmente, Pedro não
aceitava adoração (o beija-mão, o ajoelhar-se aos pés) conforme Atos 10:25-26.

II Tessalonicenses 2:3-4 - "Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que
antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se
levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo
de Deus, querendo parecer Deus."

No mais, recorda-se que não se deve interpretar um único versículo isoladamente, mas sim colocá-lo em
harmonia com toda a Palavra (II Tim 3:16 com II Pe 1:20-21 e Gálatas 1:8), pois, de uma única peça do quebra-
cabeça não é possível ver o quadro por completo e, fatalmente, se cometerá equívocos nas suposições
(achismos).

Mais sobre: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja" confira acima na segunda resposta
evangélica (EVAN: R) ao item 2 (CAT: 02 ).

Sobre o papa veja no tópico CAT: 05, na segunda resposta evangélica no subitem: “O PAPADO”.

CAT: Chamo atenção para o fato de que, também aqui, funcionará o velho apriorismo protestante. A afirmação
de que "nenhum dos modos de entender esta passagem dá suporte à posição Católica" chega a ser engraçada.
Para não se enxergar, na passagem, o primado de Pedro é necessária uma verdadeira ginástica mental à qual os
protestantes recorrem para não se darem por vencidos.

Outra coisa, a Igreja Católica não se vale deste versículo para demonstrar que os Papas são os legítimos
sucessores de Pedro, porque isso é um fato histórico, e na história não dá para passar a borracha! A Santa Igreja
Católica apenas mostra aí que a Bíblia dá testemunho do Primado de Pedro.

"Sobre esta pedra" poderá referir-se à firme declaração de Pedro, de que Jesus era "o Cristo, o Filho do
Deus vivo" (Mt 16.16).
Admitida a hipótese de a referência ser a pessoa de Pedro, este (Petros, pedra, em grego) seria apenas
uma pedra no fundamento apostólico da Igreja (Mt 16.18), não a rocha. Pedro admitiu que Cristo é a
principal pedra, a pedra principal, angular, preciosa, de esquina (1 Pe 2.7-8).

A tríade não tem problema algum com a incoerência. Recorrem a ela com muita tranqüilidade. A afirmação
básica do protestantismo é que Pedro não poderia ser a pedra da Igreja porque tal função cabe apenas a Cristo.
Pois bem. Como na passagem acima Jesus não pode estar falando de si mesmo, os protestantes afirmam que,
nesta passagem, a pedra (que até agora há pouco seria o próprio Jesus) é a afirmação petrina!!! Fácil, não?! Isto é
o que eu chamo de boa hermenêutica!

Cristo é a pedra da Igreja, mas, visivelmente dá esta função aos Papas. Cristo é a única Rocha; os Papas
(que fazem parte do corpo de Cristo) fazem este papel de maneira visível.
E mais:
a. No primeiro concílio em Jerusalém, Pedro apenas introduziu o assunto (At 15.6-11). Tiago teve
participação mais importante: assumiu a reunião, deu seu parecer e fez um pronunciamento final (At 15.13-
21).

Santo Deus!!! Esta afirmação é absurda. Pedro presidiu aquele concílio, foi dele a palavra que pôs ordem à
discussão que reinava. Ele falou e toda a Assembléia se calou. Quando Tiago tomou a palavra, o mesmo teve que
pedir para ser ouvido (e, frise-se, o Concílio ocorreu na diocese de Tiago). No entanto, para a tríade, é de Tiago o
papel preponderante. Coisas do livre exame...

De qualquer forma, é importante o fato de que eles reconheceram que houve um concílio em Jerusalém para
resolver o problema da observância ou não da Lei Mosaica. E reconheceram que este concílio tinha autoridade.
Pois bem: a Igreja Católica, desde o princípio, resolveu seus problemas através de concílios, apontando, com
clareza, quais os pontos de fé a serem cridos. E as igrejas protestantes? Bem, elas preferem resolver seus
problemas doutrinários de outra forma: quem concorda fica e quem discorda que funde outra igreja! Vê-se, pois, o
quão distantes elas estão do cristianismo primitivo...

b. Paulo não diz que Pedro é a coluna da Igreja, mas que as "colunas" (no plural) são "Tiago, Cefas e
João" (Gl 2.9);

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Tiago e João também são chamados de coluna (juntamente com Pedro), mas nunca são chamados de Pedra.
Eles também eram apóstolos, também tinham importância, mas não foram constituídos chefes de toda a Igreja e
nem lhes foi dada a chave do Reino dos Céus. Durante séculos, ao lado do Bispo de Roma e imediatamente
abaixo do mesmo, os bispos de Antioquia, Jerusalém e Alexandria (todas Igrejas petrinas) tinham enorme
influência em toda a Igreja. Ainda hoje em dia, além do Papa, são muitos os que têm influência decisiva nos
destinos da Igreja. Pode-se citar, por exemplo, o Cardeal Raztinger (atual Papa Bento XVI), verdadeira coluna da
Igreja nos dias atuais, ao lado da rocha que é o Papa JP2. Isto em nada arranha o Papado.

Note aí caro leitor a incoerência protestante. Eles acabaram afirmando que Tiago e João eram colunas da Igreja
como Pedro. Ora, como eles podem dizer isso se para eles é a Bíblia o ÚNICO FUNDAMENTO da fé? Vejam que
sutilmente acabam professando as Verdades de fé Católicas, que dizem que "A Igreja é a Coluna e o Fundamento
da Verdade" (cf. 1Tm 3,15). Notem aí que a autoridade sobre todos os cristãos é da Igreja, que era comandada
pelos apóstolos nos princípio. Foi da Igreja que os primeiros cristãos receberam a fé, e foi através de Sua
Autoridade é que sabiam o que era certo e errado e não da Bíblia, que ainda nem existia. Não pensem que estou
diminuindo a Bíblia, longe disto, mas a Bíblia sem a Igreja é como o Código de Defesa do Consumidor sem
PROCON, como Código de Trânsito sem o DETRAN, como Código Penal sem os Magistrados e etc.

c. Paulo declarou que a Igreja é edificada "sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele
mesmo, Jesus Cristo, a pedra angular" (Ef 2.20);

d. Pedro não instituiu o celibato, pois era casado (Mt 8.14);

A Bíblia dá a entender que Pedro já era viúvo quando foi instituído chefe da Igreja (afinal, foi a sua sogra que
serviu Jesus após ser curada, e não a sua esposa como seria de se esperar). De qualquer forma, o celibato não é
requisito essencial para qualquer ordenação. É um requisito apenas circunstancial que pode deixar de existir
quando a Igreja o desejar.

e. Pedro não era e não se considerava infalível, pois foi advertido por Paulo porque ele não procedia
"corretamente segundo a verdade do Evangelho" (Gl 2.14);

Os protestantes adoram citar Gl 2,14 para provar que Pedro não era infalível. Novamente, confundem
infalibilidade com impecabilidade, pelo que este argumento é falso. Tanto Pedro era infalível que foi ele quem
resolveu o maior problema doutrinário da primeira geração de cristãos. O partido dos judaizantes (tendo Tiago à
frente) opunha-se frontalmente a soterologia de Paulo, pela qual a salvação repousava exclusivamente nos
méritos de Cristo e não na observância da Lei Mosaica. O conflito entre os dois grupos foi bastante tenso e pode
ser visto em At 15. No meio da discussão, levanta-se Pedro, afirma que a razão estava com Paulo "e toda a
assembléia (Tiago também) ficou em silêncio", passando a ouvir o que Paulo tinha a dizer. Pedro falou, Tiago
retraiu-se. Nunca mais os cristãos tiveram dúvidas sobre a questão.

Foi pouco tempo depois disto, que se passou a cena descrita em Gl 2. Paulo, de fato, tinha toda a autoridade
para condenar a atitude de Pedro porque o mesmo não agia de acordo com a doutrina que ele, infalivelmente, já
havia definido como dogma de fé. Em At 15, temos a infalibilidade de Pedro (como Papa que era); em Gl 2,
assistimos a um seu pecado (como homem).

Aliás, bem entendido o contexto da carta aos Gálatas, vemos como a cena descrita por Paulo reforça a idéia de
que Pedro foi, realmente, o primeiro Papa. A comunidade dos gálatas não aceitava, pacificamente, a autoridade de
Paulo e, nesta esteira, também não aceitava a ortodoxia de sua doutrina. Paulo, então, para defender esta
ortodoxia, cita um caso em que o próprio Pedro curvou-se à mesma. Como que dizendo: se Pedro (que é Pedro)
reconheceu este Evangelho que vos prego, como podeis vós duvidar do mesmo?

Sobre isto, leiam o artigo: "A Epístola aos Gálatas e o Primado de Pedro."

f. A Bíblia diz que Cristo é o fundamento da igreja cristã, e que "ninguém pode lançar outro fundamento,
além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo" (1Co 3.11);
A Igreja primitiva perseverou na "doutrina dos apóstolos" e não na de Pedro (At 2.42). Finalmente, Pedro
não aceitava adoração (o beija-mão, o ajoelhar-se aos pés) conforme Atos 10.25-26.

De fato, não existe uma doutrina de Pedro, nem uma doutrina dos apóstolos. A doutrina da Igreja é a
doutrina de Cristo. É aquela recebida do Senhor e transmitida pelos apóstolos (com Pedro à frente). A frase,
"doutrina dos apóstolos" (isto é, transmitida por eles) é uma referência claríssima à tradição oral que eles
transmitiam às comunidades e que se preservou apenas dentro do catolicismo. Para que a "sola scriptura" fizesse
sentido, o texto deveria dizer "perseveravam na doutrina bíblica".

EVAN: - PEDRO COMO PRIMEIRO PAPA?


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Vimos os títulos equivocados e arrogantes que o papa carrega sobre si. Agora veremos que a própria existência
do papado é uma deturpação das Escrituras. É impossível abordar este assunto sem falar a respeito do trecho
bíblico em que os católicos se baseiam para firmar a doutrina do papado: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra
edificarei a minha igreja” (Mt. 16.13-20). Os católicos pegam esta afirmação de Cristo para afirmar que Pedro é a
pedra ou rocha em que Cristo fundamentou a sua igreja, sendo assim o primeiro papa da igreja. Quando Cristo
falou “...esta pedra...” não estava se referindo a Pedro, mas sim à anterior declaração de Pedro a respeito de
Jesus – “Tu és o Cristo, O Filho do Deus vivo”. Antes tivessem dito que Cristo é a pedra fundamental da igreja,
pois Paulo afirmou: “Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus
Cristo.” (I Co 3.11). No grego, a palavra Pedro é petros, do gênero masculino, enquanto pedra ou rocha é petra,
do gênero feminino. O que Cristo disse: “Tu és Petros (masculino), e sobre esta petra (feminino) eu edificarei a
minha igreja.”

Mostra-se assim que Cristo não estava falando de Pedro como a pedra ou rocha, mas sim a respeito da
declaração de Pedro – “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” Se Pedro fosse a rocha, Cristo teria dito: “sobre
ti edificarei a minha igreja”, mas não disse. É interessante observar que na narrativa de Marcos a frase de Cristo:
“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja”, é omitida (Mc 8.27-30). Marcos por muito tempo foi
companheiro de Pedro e no seu Evangelho há uma profunda influência do mesmo. Pedro chamava Marcos de
filho (I Pe 5.13). Pedro em nenhum momento disse de si mesmo como a rocha ou pedra da igreja. Pelo contrário,
sempre mostrou a Cristo como a pedra: “Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posto
como cabeça de esquina” (At 4.11). Veja também I Pe 2.4-8.

Há também a afirmação Católica que Pedro teria recebido as CHAVES DO CÉU. É outra deturpação das
Escrituras, baseada em Mateus 16.19: “Eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será
ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” Não podemos entender a declaração
de Cristo como se esta fosse somente dirigida a Pedro, mas esta é dirigida a toda igreja. Veja Mateus 18.15
a 18. Fica então patente aos nossos olhos que o ligar e desligar não refere-se apenas a um homem, mas à
toda igreja, que têm a Cristo como cabeça, “...o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e
fecha, e ninguém abre” (Ap 3.7). O que seria abrir e fechar ou ligar e desligar que Cristo fala que a igreja
realizaria com respeito às pessoas? O que se segue: quando a igreja prega o Evangelho, abre o reino; quando
deixa de pregar, o fecha. Isto fica bem claro quando observamos o “ai” de Cristo a respeito dos fariseus. “Mais ai
de vós escribas e fariseus, hipócritas! Pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem
deixais entrar aos que estão entrando.” (Mt 23.13). Porque os fariseus fechavam o reino? Por não divulgarem
corretamente as Escrituras, o Antigo Testamento, naquela época. Veja: “ai de vós, doutores da lei, que tiraste a
chave da ciência; vós mesmos não entrastes, e impedistes os que entravam.” (Lc 11.52). Assim observamos que
quando a igreja prega o Evangelho genuíno esta abre o reino dos céus, quando não, fecha o reino.

Ao analisarmos o trecho bíblico de Mt 16.13-20, devemos partir para a análise da afirmação Católica que
Pedro foi o primeiro papa. Se ele realmente foi o primeiro papa, o foi de maneira totalmente diferente dos
padrões papais. Há um abismo enorme entre Pedro e os seus pretensos sucessores. A verdade é que
Pedro não foi o primeiro papa e a ordenação de um dirigente humano universal para a igreja está
totalmente contrária às Escrituras.

Jorge Buarque Lyra (in: Catolicismo Romano) argumentou muito bem: “Poderia, acaso, de alguma forma, um
homem ser fundamento de uma obra divina? Se pudesse (admitindo-se o absurdo), tal obra deixaria de ser
divina.”

Vejamos as seguintes CARACTERÍSTICAS DE PEDRO:

1.ª) Pedro não era celibatário. Tanto que teve sogra curada por Cristo (Mc 1.29-31). O papa é celibatário,
sendo o celibato uma imposição a todo o clero. Em I Timóteo está escrito: “Mas o Espírito expressamente diz que
nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e doutrinas de demônios;
...proibindo o casamento.”

2.ª) Pedro era pobre. “E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro...” (At 3.6). O papa está cercado de riquezas.

3.ª) Pedro nunca esteve em Roma. Não é interessante observar que o chefe da igreja de Roma nunca esteve
em Roma? Os católicos lançam mão de fontes extrabíblicas para afirmar que Pedro esteve em Roma. E mesmo
que Pedro tenha estado em Roma ele não fundou ali a Igreja.

4.ª) Pedro nunca consentiu que ninguém se ajoelhasse a seus pés. “E aconteceu que, entrando Pedro, saiu
Cornélio a recebê-lo, e, prostrando-se a seus pés, o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu
também sou homem.” (At 10.25 e 26). O papa constantemente recebe este tipo de reverência e adoração.

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II Tessalonicenses 2:3-4 - "Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que
antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se
levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo
de Deus, querendo parecer Deus."
5.ª) Pedro não era infalível. “E, chegando Pedro a Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível.
Porque antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram,
se foi retirando, e se apartando deles, temendo os que eram da circuncisão.” (Gl 2.11 e 12). O papa é considerado
infalível. A infalibilidade papal foi definida e aceita oficialmente em 1870 no Concílio do Vaticano I. A Igreja Católica
demorou 1870 anos para considerar o papa infalível. É importante observar que não foi Deus que decidiu, mas
foram homens pecadores reunidos que chegaram a conclusão que o papa era infalível. Na Bíblia está escrito:
“porque todos pecaram e destituídos da glória de Deus” (Rm 3.23) e ainda está escrito que quando dizemos que
não temos pecado fazemos a Deus mentiroso. Veja: “Se dissermos que não pecamos fazemo-lo mentiroso, e a
Sua palavra não está em nós.” (I Jo 1.10).

6.ª) Pedro não tinha a primazia na igreja. Observe o que Pedro escreveu: “Aos presbíteros, que estão entre
vós, que sou também presbítero como eles e testemunha das aflições de Cristo...” (I Pe 5.1). Em At 8.14 está
escrito: “Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que SaMaria recebera a Palavra de Deus,
enviaram para lá Pedro e João.” Note bem: não foi Pedro que enviou alguns dos apóstolos, mas foram os
apóstolos que lhe enviaram. Onde está a primazia de Pedro? Em At 11.1-18 vemos Pedro justificando-se perante
a igreja. Quero destacar principalmente o versículo 2: “E subindo Pedro a Jerusalém, disputavam com ele os que
eram da circuncisão.” Enquanto que a igreja Católica afirma que as decisões do papa não podem ser
questionadas.

Os católicos romanos citam Mt 16:18 dizendo que a Igreja foi edificada sobre Pedro. Absurdo, se Deus fosse
edificar sua Igreja sobre algum homem, seria sobre seu Filho; pois é o único que nunca pecou. Mas nem sobre
seu Filho foi edificada a Igreja.

Se ler Mt 16:13-18, verá que Jesus perguntou a seus discípulos o que os homens (teólogos, mestres, doutores
da Lei, filósofos, escribas, rabinos, pastores, “padres”, PHDs, professores, reis, monarcas, léxicos, ...) diziam ser
Ele; e os discípulos responderam cada um uma coisa diferente do outro, e nenhum estava certo, pois falaram o
que tinham ouvido dos fariseus, saduceus, herodianos, ... (doutrina dos homens). Nenhuma das doutrinas
ensinadas pelos homens estava certa, é a mesma confusão denominacional que vivemos hoje em dia.

Posteriormente Jesus perguntou o que eles (discípulos) achavam que Ele é. A maioria se manteve calada (não
sabia o que dizer, pois seu entendimento era simplesmente aquilo que ouviram das denominações religiosas); ou
seja, suas mentes estavam contaminadas (cauterizadas, estagnadas) pela interpretação, entendimento, doutrina,
dogma, ... dos mestres teólogos denominacionais religiosos, famosos e respeitados, que não tinham senso crítico,
não pensavam, meditavam, refletiam ... nas Escrituras por si mesmos.

Mas, Pedro foi o único que soube falar a verdade (responder a pergunta), a qual não coincidia com as palavras
dos demais. Em Mt 16:17 Jesus disse que não foi a carne e nem o sangue (nenhum homem, “mestre”, “papa”,
“padre”, teólogo, pastor, professor de escola dominical, catequista, escola, faculdade, ... – João 3:1,10 com Mt
11:25), quem revelou isso a Pedro, mas o Pai (Espírito Santo). Por isso é dito que ninguém pode dizer que Jesus
Cristo é o Senhor, senão pelo Espírito Santo (I Cor 12:3).

E o versículo 18 (do cap. 16 de Mt) diz: “Tu és Pedro (és apenas um homem sujeito a falhas, que vivia em erro,
que não dava conta de viver a Palavra de Deus, que desconhecia a Verdade, que constantemente pecava, és
fraco, és vulnerável, és frágil, és mortal, não passas de uma criatura, és imperfeito, ...), e sobre esta pedra (não é
Pedro, nem alguma pedra que Jesus pegou no chão, nem mesmo o Filho de Deus), ou seja, é a revelação dada
pelo Espírito Santo (v. 17).
Pois a revelação Divina foi e é o único meio de se conhecer a Verdade das Escrituras. Cada um dizia uma
coisa, e ninguém dizia a verdade, todos estavam errados; e somente Pedro soube a verdade, a qual foi revelada
pelo Espírito Santo, e não por nenhuma escola de Teologia. Como poderia uma faculdade de teologia ensinar a
verdade, se nos dias de Jesus existia e nenhum dos teólogos reconheceu Jesus? Como poderia Deus edificar
sua Igreja sobre um homem, se Jesus disse que não foi a carne e nem o sangue que revelou a Verdade a
Pedro? Se Jesus mostrou que a Verdade não é revelada pelos homens, como poderia edificar sua Igreja
sobre um homem? Só um idiota para edificar alguma coisa sobre algo imperfeito, fraco, frágil, ... (Mt 7:24-27).
Como poderia nunca prevalecer as portas do Inferno sobre um homem, o qual negou a Cristo três vezes?

Entretanto, sobre a revelação Divina nunca as portas do Inferno prevaleceram. Exemplo é a revelação Divina
dada a Noé, de que haveria o dilúvio e apesar do Maligno usar de todos os meios para fazer todos descrerem
nisso (inclusive Noé), não prevaleceu, pois os eleitos de Deus reconhecem a Verdade.

Ora, sempre no passado a revelação dada pelo Espírito Santo foi a única verdade, e não poderia ser diferente
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agora (Hb13:8; Ml 3:6; Sl 102:27; Hb 1:12). Ou porventura Noé soube do dilúvio por meio de alguma faculdade
teológica?

Hb 11:4 diz que “pela fé Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício que Caim ...” Ora fé em que? Fé no que
o Espírito Santo lhe havia revelado (como deveria ser a adoração), ou seja, por revelação Divina Abel ofereceu
mais excelente sacrifício que Caim. Ou você acha que foi a confiança em si mesmo, que conseguiu agradar a
Deus? Porventura achas que Caim não pensava assim? Achas que Caim foi oferecer sacrifício sabendo que não
seria aceito (que seria recusado, desprezado, repudiado ...)? Claro que não. Caim não sabia (não tinha revelação)
o que fazer para agradar a Deus, então com sua mente carnal resolveu usar frutas; pois achava que Deus não
poderia recusar aquelas belas frutas, mas recusou (II Cor 4:18 ; 5:7 ; I Cor 3:19).

Citam Mt 16:19 dizendo que Pedro manda chuva sobre a Terra (Veja I Sm 12:17-18; Jr 14:22), que recebeu
autoridade sobre a Igreja (primeiro “papa” dizem) ... pura idiotice carnal. Se Pedro recebeu a revelação Divina, de
que Jesus Cristo é o Filho do Deus vivo (Espírito Santo), aqueles que creram nessas palavras que Pedro disse
são ligados no céu (pois creram na Palavra de Deus) e aqueles que não creram não são ligados, mas sim já estão
condenados, pois não creram (João 11:25-27; Mc 16:16; Mt 1:5; João 8:24).

Ora, as chaves do reino dos céus é a revelação Divina, pois sem ela ninguém consegue entrar. Ou
porventura ninguém antes desse dia, em que Jesus disse isso a Pedro, entra no reino dos céus? Ou será que Noé
se salvou do dilúvio, porque Deus lhe deu a chave da porta da arca? No tempo do dilúvio, Noé tinha a chave do
reino dos céus, que era a revelação Divina de seus dias, de seu tempo. Ou porventura existia outra chave, outro
meio, outra maneira ... de se salvar do dilúvio, senão crendo na mensagem (revelação Divina) dada a Noé?

Pedro recebeu a revelação de que Jesus é Deus encarnado e por isso se devia crer em suas Palavras, pois
estava dizendo a Palavra de Deus. As chaves são as revelações Divinas dadas pelo Espírito Santo (submissão ao
que o Espírito Santo diz e não no que os homens dizem); pois depois que o Filho de Deus os deixou, eles
obedeciam ao Espírito Santo e não aos homens (At 10:13-15; 20:28; I Sm 16:1-13).

Não há eleição, votação, sucessão ... feita pelos homens em relação aos ungidos de Deus, é Deus quem
escolhe quem Ele vai usar, ungir, manifestar sua Palavra, dar a revelação Divina ..., como e onde, e não os
homens por eleição humana, como na política (I Sm 16:1-13; At 26:15-18).
Apesar de Pedro ter recebido a revelação (chave) dada pelo Espírito Santo, não pode ser considerado
que a Igreja de Deus foi estabelecida sobre ele; pois ele não foi o único a ter revelações Divinas nos
primórdios (início) da Igreja. Paulo teve muito mais revelações do que Pedro (Gl 2:2,11,14; II Pe 3:15-16).

A Igreja primitiva tinha a liderança do Espírito Santo e não uma liderança humana (Sl 48:18; João 16:13;
Rm 8:14; Mt 15:14); por isso a “pedra” não é Pedro e nenhum outro homem, mas a revelação Divina (a
Palavra do Espírito Santo).

Não existe, portanto, tal coisa de sucessão do “trono de Pedro”. Pedro nunca reinou ou teve trono na
Igreja (Sl 45:6; Hb 1:8) e nunca foi considerado autoridade máxima na Igreja (Gl 2:2,11,14; II Pe 3:15-16), como
também o Rei Davi não foi (II Sm 12:1-14); ambos e todos, eram submissos à Palavra de Deus é principalmente
na forma de revelação Divina. Quando Israel quis um rei (um homem), para governar sobre eles (como as nações
[pagãos] ao redor deles tinham – I Sm 8:5,19-20), eles estavam desprezando a liderança do Espírito Santo sobre
eles (I Sm 8:7; 12:12; Is 33:22), além de desobedecerem Lv 20:23.

Apesar disso Deus consentiu (vontade permissiva e não vontade original) que tivessem um rei humano sobre
eles, o qual era apenas um peso a mais em seus fardos (I Sm 12:13-20), mas todos (inclusive o rei humano) eram
submissos à liderança do Espírito Santo (II Sm 12:1-14); e na Igreja primitiva não houve nenhum líder humano,
senão o Filho de Deus (corpo formado no ventre de Maria), Ungido pelo Espírito Santo, ou seja, o Pai (Espírito
Santo) que habita dentro Dele (Col 2:9; 1:15-19; Jr 10:10; João 12:15; Ap 17:14), o qual continua sendo o único
líder na Igreja (At 26:14-18; 16:6-7; João 5:19).

Por causa disso Jesus disse em João 5:43 que como Ele veio no nome de seu Pai, ou seja, Jesus (João 17:11),
os ímpios (filhos do Diabo, os que não são eleitos de Deus, os que não reconhecem a Luz e nem a voz de Deus ...
) não o aceitaram; mas aceitariam (e aceitaram) outro que viesse (e veio) em seu próprio nome (um homem
usurpando o lugar de Deus), e não no nome de Deus. Uma vez que o Cristo não possui um próprio nome, mas o
de seu Pai; um homem vindo, em seu próprio nome, exigindo reverência a si, estaria colocando-se no lugar de
Cristo.

Sendo o nome de Jesus, o único nome sublime, digno de louvor e adoração, a reverência a outro nome
constitui um ato de idolatria. Porventura não são invocados outros nomes em rezas Católicas? Porventura outros
que “moldam” as Escrituras aos tempos de hoje, como se tivessem autoridade para alterá-la, não estão se
colocando no lugar do Autor das Escrituras? Acaso Jesus tinha trono durante seu ministério aqui na Terra? Existia
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o “Jesus-móvel” para Cristo se locomover por entre a multidão? Por acaso Deus permitiu que se fizesse uma
imagem Dele, por mãos humanas, e fosse esta adorada, como se fosse Ele próprio? Acaso Jesus fundou uma
cidade-Estado pra Ele reinar?

E a cada dia aceitam mais e mais homens que vêem em seus próprios nomes, fundando igrejas, e reinando
sobre elas (líderes humanos denominacionais); ao invés, de se submeterem a única liderança que a Igreja de
Deus tem, que é o Espírito Santo (o próprio Deus e Pai, que se chama Jesus e seu Filho [corpo, expressão visível,
...], tem seu nome; pois o corpo [Filho], e o Espírito Santo [Pai] são um só, a mesma e única pessoa [João 10:30]).

II Tessalonicenses 2:3-4 - "Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que
antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se
levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo
de Deus, querendo parecer Deus."

Se entitulam de guardiões das tradições dos apóstolos. Ridículo, nem batizam como os apóstolos (At 2:38 com
Gl 1:8), e ainda dizem tais absurdos. Mt 15:1-9 demonstra suas atitudes de bancarem guardiões de tradições, mas
não passam de doutrinas inventadas pelos homens, as quais além de não constarem nas Escrituras, ainda a
contradizem.

No mais, recorda-se que não se deve interpretar um único versículo isoladamente, mas sim colocá-lo em
harmonia com toda a Palavra (II Tim 3:16 com II Pe 1:20-21 e Gálatas 1:8), pois, de uma única peça do quebra-
cabeça não é possível ver o quadro por completo e, fatalmente, se cometerá equívocos nas suposições
(achismos).

Veja o subitem: "A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS", na segunda resposta evangélica (EVAN: R) ao item
CAT: 02.

Mais sobre Pedro ser o suposto líder da Igreja e os papas serem seus sucessores - segunda resposta
evangélica ao CAT: 02.

Mais sobre o papa, veja, acima, no item CAT: 05, na segunda resposta evangélica, no subtitem: "EVAN: O
Papado".

Sobre “sucessão apostólica”, veja no item CAT: 01, na segunda resposta dos evangélicos.

CAT: 11- Não sou protestante porque eles não aceitam o sacramento do perdão e da reconciliação. Sendo
que Jesus entregou aos Apóstolos e seus sucessores, a faculdade de perdoar ou não os pecados, e agir em nome
dele. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem não perdoardes, não serão
perdoados" (Jo 20,23).

EVAN: R - Pecadores não possuem poderes para perdoar pecados. O perdão dos pecados passa
necessariamente pelo arrependimento sincero e nenhum humano teria condições de saber quem está realmente
arrependido. Só Deus pode perdoar pecados. Nem perdoamos, nem vendemos perdão (indulgências).

Tiago 5.16 fala que devemos relatar nossas fraquezas uns aos outros, buscar auxílio mútuo em oração. É claro,
mediante arrependimento os pecados serão perdoados por Deus. A Bíblia se explica a si mesma. Veja: "Se o meu
povo... se humilhar, e orar e buscar a minha face, e se converter de seus maus caminhos, então eu ouvirei dos
céus, e PERDOAREI OS SEUS PECADOS..." (2 Cr 5.17).

Não se vê Pedro e Paulo, ou qualquer apóstolo, antes ou depois da ascensão de Jesus, perdoando
pecados. Quando perguntaram a Pedro como proceder para ser justificado, ele respondeu: "Arrependei-vos e
convertei-vos, para que SEJAM APAGADOS OS VOSSOS PECADOS, e venham os tempos de refrigério pela
presença do Senhor".

Quando os escribas afirmaram que só Deus pode perdoar pecados, Jesus não corrigiu (Mc 2.7-12).
Assim como os sacerdotes não podem salvar pecadores, mas podem anunciar a salvação dos arrependidos,
segundo a Palavra, da mesma forma não podem perdoar pecados, mas proclamar o perdão dos que se
arrependem, segundo a Palavra. Assim podemos entender João 20.23.

CAT: Vejam que simplesmente ignoraram o argumento católico, nem sequer deram o trabalho de dizer onde a
exegese Católica está errada em Jo 20,23. Os apóstolos de Cristo embora fossem homens pecadores, tinham
autoridade e jurisdição sobre todos os filhos da Igreja, porque assim Jesus o desejou. Jo 20,23 continua
descaradamente a ser ignorado pelos protestantes.
Segundo a Doutrina da Igreja, somente Deus é que pode perdoar os pecados. Mas tal perdão (ao menos para
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os pecados graves) passa, necessariamente, pelas mãos dos sacerdotes católicos. É Deus quem perdoa na figura
do padre. E porque é assim? Por que Deus assim o quis. Deus quis não apenas nos legar o perdão, mas instituir
um sacramento, um sinal visível de reconciliação entre Ele e os Seus filhos. Tal sinal é o sacramento da
reconciliação, clarissimamente dado por Jesus Cristo.

A esta altura já temos uma coleção interessante de "pérolas" da tríade. Jesus disse: "isto é o meu corpo". Os
protestantes disseram ser uma loucura considerar a Hóstia Santa o corpo de Cristo. Jesus disse: "tu és Pedro e
sobre esta pedra edificarei a minha Igreja". Os protestantes disseram ser uma loucura considerar um homem
como fundamento de uma obra divina. Jesus disse: "os pecados a quem perdoardes serão perdoados; a quem
não perdoardes, ser-lhes-ão retidos". Os pastores disseram ser uma loucura considerar que homens possam
perdoar pecados.

E dá-lhe "sola scriptura"!

“Tiago 5.16 fala que devemos relatar nossas fraquezas uns aos outros, buscar auxílio mútuo em oração. É
claro, mediante arrependimento os pecados serão perdoados por Deus. A Bíblia se explica a si mesma.
Veja: "Se o meu povo... se humilhar, e orar e buscar a minha face, e se converter de seus maus caminhos,
então eu ouvirei dos céus, e PERDOAREI OS SEUS PECADOS..." (2 Cr 5.17).”

Veja que, de fato, Deus diz, no Antigo Testamento, que perdoaria o povo mediante o arrependimento das faltas
cometidas. E ainda hoje ocorre assim. Primeiramente, vem o arrependimento e, depois, o sacramento da
reconciliação. Mesmo na Antiga Aliança, Deus afirma que perdoaria o Seu povo se este se arrependesse, mas, em
contrapartida, estabelece uma série de rituais de purificação para que este perdão fosse transmitido ao povo
arrependido. Tanto no Antigo como no Novo Testamento, as religiões constituídas por Deus são profundamente
sacramentais. Nelas, há sempre o papel do homem. Gostaria que a tríade tentasse explicar o porquê destes rituais
judaicos se Deus afirmara (segundo eles) que o perdão era dado apenas mediante o arrependimento já para o
povo da Antiga Aliança (afinal, eles citam um texto do Antigo Testamento).

“Não se vê Pedro e Paulo, ou qualquer apóstolo, antes ou depois da ascensão de Jesus, perdoando
pecados. Quando perguntaram a Pedro como proceder para ser justificado, ele respondeu: "Arrependei-vos
e convertei-vos, para que SEJAM APAGADOS OS VOSSOS PECADOS, e venham os tempos de refrigério
pela presença do Senhor".
Quando os escribas afirmaram que só Deus pode perdoar pecados, Jesus não corrigiu (Mc 2.7-12). Assim
como os sacerdotes não podem salvar pecadores, mas podem anunciar a salvação dos arrependidos,
segundo a Palavra, da mesma forma não podem perdoar pecados, mas proclamar o perdão dos que se
arrependem, segundo a Palavra. Assim podemos entender João 20.23.”

Os protestantes falaram, falaram e não enfrentaram o problema central. Sequer tentaram rebater Jo 20, 23,
quando Jesus confere, aos Seus discípulos, o poder de perdoar e reter os pecados. Como ficamos? Qual a
opinião da tríade sobre isto? Como fica a tese pela mesma defendida de que o perdão dos pecados é dado
diretamente por Deus? Como eles interpretam esta passagem? Como refutam o irrefutável (isto é, que Cristo,
claramente, conferiu o poder de perdoar e reter os pecados à Sua Igreja)? Afinal, Jesus, expressamente, conferiu
poder aos discípulos para perdoar e reter pecados, e a tríade não se manifestou sobre este trecho.

EVAN: - Os católicos justificam a confissão aos “padres” citando João 20:21-23, onde Jesus diz aos apóstolos
que os pecados que eles perdoarem serão perdoados. Ora, Jesus disse isso, pois os apóstolos sob a liderança do
Espírito Santo não iriam guardar rancor, inveja, ódio, raiva, desejo de vingança, ressentimentos ... (Mt 6:12,14-15;
18:21), e saberiam quem não merecia perdão (At 13:10-12). Não diz nada de confessar a eles para receber o
perdão dos pecados, apenas disse que os pecados daqueles que eles perdoarem seriam perdoados. Rm
14:11 – “... toda língua confessará a Deus.” (Ed 10:11; Sl 32:5; Dn 4:4). I Jo 1:9 – “Se confessarmos os
nossos pecados, Ele é Fiel e Justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça.” Como
pode um “padre” tomar o lugar de Jesus? Só Jesus pode dar o perdão àqueles que pecaram contra Deus
(Is 53:5,12 com Hb 9:22,28 e Ef 1:7; Rm 5:9; Col 1:20 ; I Jo 1:7; Ap 1:5 ...). Pois Jesus Cristo é o único Mediador
entre Deus e os homens (I Tim 2:5). Os homens só podem perdoar aqueles que lhes ofenderam. Se não
fosse assim Cristo nunca precisaria ter morrido na cruz para nos salvar.

Rom 10:9 –“Se com a tua boca confessares a Jesus ...” (não diz para confessar à um apóstolo, e muito menos
à um “padre”). E Tg 5:16 diz para “confessar uns aos outros”, ou seja, reconciliar com seu irmão (Mt 5:23-24;
18:15-17), se arrepender do que fez com os outros, admitir que errou ..... Em outras palavras, que pecou contra o
próximo, e não contra (= diretamente) à Deus. Não diz nada de somente e exclusivamente confessar aos
apóstolos, bispos, “padres” ...; mas sim “uns aos outros.” Além do que o perdão dos pecados não é conseguido
mediante penitências (Rm 11:6; Ef 2:5,8-9).

Aonde diz na Bíblia, que é preciso recitar tantas e tantas vezes a oração do Pai Nosso? Não existe tal instrução
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nas Escrituras. Jesus quando perdoou pecados nunca mandou “rezar terço ou rosário” (Mt 9:2; Mc 2:5; Lc 5:20;
7:48), e muito menos Ele fez tal coisa. Antes, pelo contrário, condenou tais coisas (Mt 6:7). Nenhum dos apóstolos
ensinou tal coisa de “terço ou rosário”. Tais coisas não são ordenanças bíblicas, mas sim humanas (doutrinas
inventadas pelos homens).

Mateus 6:7 – “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito
falarem serão ouvidos.”

No mais, recorda-se que não se deve interpretar um único versículo isoladamente, mas sim colocá-lo em
harmonia com toda a Palavra (II Tim 3:16 com II Pe 1:20-21 e Gálatas 1:8), pois, de uma única peça do quebra-
cabeça não é possível ver o quadro por completo e, fatalmente, se cometerá equívocos nas suposições
(achismos).

Sobre o papa veja no tópico CAT: 05, na segunda resposta evangélica no subitem: “O PAPADO”.

CAT: 12 - Não sou protestante porque Jesus disse que edificaria sua Igreja sobre Pedro (Mateus 16,18), e as
igrejas protestantes são constituídas sobre Lutero, Calvino, Knox, Wesley, etc...Entre Cristo e estas
denominações há um hiato...Somente a Igreja Católica remonta até Cristo.

EVAN: R - Uma pessoa humana não poderia ser a pedra de sustentação da Igreja de Cristo. Somente o próprio
Cristo é a pedra angular (At 4.11; Ef 2.20), pedra espiritual (1 Co 10.4), pedra principal de esquina (1 Pe 2.7).
Cristo é o fundador de Sua Igreja, "pois ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é
Jesus Cristo" (1 Co 3.11).

"Não somos estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus, edificados sobre
o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra angular. Nele todo o
edifício bem ajustado cresce para templo santo no Senhor; e nele também vós juntamente sois edificados para
morada de Deus no Espírito" (Ef 2.19-22).

CAT: Os "intérpretes" da Bíblia querem esquecer que Jesus falou em aramaico. E disse "Tu és Kepha, e sobre
Kepha edificarei a minha Igreja". Jesus mudou o nome de Simão para Kepha (Cefas - ARAMAICO), ou Peter
(Pedro - GREGO). A Igreja não é edificada sobre a pessoa de Pedro, mas sobre a autoridade conferida a
ele. Jesus coloca Pedro como seu vigário, seu representante.

Querem ainda esquecer o que o Senhor fala logo em seguida: "Dar-te-ei as chaves do Reino dos céus; tudo o
que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus" (Mt 16,19). O
Poder de ligar e desligar, é o poder de jurisdição sobre toda a Igreja, é o poder conferido a Pedro para que sendo
instrumento visível de Cristo, possa definir o que é certo ou errado, afastando da Igreja todo erro,
conseqüentemente edificando todo o Corpo de Cristo.

Para que Jesus daria o poder de "ligar e desligar" a Simão, então chamado Pedro (Kepha), se esta autoridade
não estivesse vinculada ao crescimento da Igreja, isto é, com a edificação da Igreja?

Está fortemente indicado e claro que o Senhor conferiu a Pedro o poder de "ligar e desligar", isto é, definir o
certo e o errado (semelhante a Moisés), para que através da autoridade a ele conferida, a Igreja fosse edificada.
Assim a Igreja é edificada não sobre a pessoa humana de Simão Pedro (que também é pecador), mas sobre a
autoridade infalível do Chefe de toda Igreja, autoridade esta assistida até o final dos tempos por Cristo (cf. Mt
28,20).

EVAN: R - Sobre os temas: sobre esta pedra edificarei a minha igreja, as chaves do céu, revelação Divina e a
liderança do Espírito Santo, veja na segunda resposta evangélica (EVAN: - PEDRO COMO PRIMEIRO PAPA) ao
item 10 (CAT: 10).

Estranho os padres falarem que as igrejas evangélicas são constituídas sobre homens, já que eles não
se cansam de alegar que vivem sob o patronato de Pedro.

Essas pessoas ungidas pelo Espírito Santo, ou seja, estes homens que tiveram a revelação divina ao
seu tempo, proclamaram, revelaram, ensinaram, pregaram, manifestaram .... a Palavra de Deus ao seu
tempo e, assim, os que creram nessa pregação se basearam no conteúdo da pregação e nunca na pessoa
do pregador.

Um filho de Deus diz amém para aquilo que não contraria a Palavra de Deus (Atos 17:11), enquanto que os
filhos do diabo duvidam é do mensageiro e não de sua mensagem, pois não possuem argumentos contra a
mensagem (João 11:47 com Dt 13:1 e Mt 22:46; Lc 20:20-21; João 3:1-2). Não tem como negar a mensagem, por
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isso tentam desacreditar o mensageiro, tentam fazer parecer que o mensageiro não é qualificado, não é apto, não
é adequado, que é um impostor, que é pecador e cheio de erros, pois sabem que se olharem com olhos carnais só
verão erros, falhas e fracassos, mas se olharem com olhos espirituais reconhecerão o Espírito de Deus, a Palavra
de Deus.

Diziam que Jesus era um impostor, que era alguém que decorou as Escrituras, que estava possuído pelo
demônio (Mt 10:25, 12:24-27; Mc 3:22; Lc 11:14-20), que blasfemava (Mt 26:64-65; Mc 14:62-64; Lc 5:21; João
10:32-33), etc. Eles nunca disseram que o Messias não faria coisas como aquelas, porque as Escrituras diziam
que Ele faria (Mt 21:15-16). Na Verdade, eles sabiam que Jesus era o Messias (Mt 22:15-16) e que pregava a
Verdade (Lc 20:20-21; João 3:1-2; Mt 8:19). Os falsos mestres desviavam a atenção da mensagem para o
mensageiro, pois se você olhar o mensageiro com os olhos carnais só encontrará erros, falhas e tudo quanto é
motivo para achar que ele não é qualificado, mas se você olhar para a mensagem verá a Deus.

Um pregador fala o que está escrito, enquanto que um profeta fala não só o que está escrito, mas o que não
está escrito. De um pequeno versículo, um pequeno resumo nas Escrituras, ele fala toda extensão de seu
conteúdo. Um profeta é um pregador que, a cada dia, come do maná novo (Êxodo 16:12-21) ou da carne fresca,
ele não fica preso ao maná dos dias passados (Êxodo 16:19-21) ou da carne estragada, que estão apodrecidos e
foram deixados para os abutres e urubus que andam em bando e brigam pelo resto deixado pelas águias. As
águias comem carne fresca (Lc 17:37) enquanto os urubus, abutres e ienas comem a carniça (aquilo que um dia
foi carne fresca ou alimento saudável). Exemplo, hoje de nada vale crer no dilúvio, pois isto não salvará mais
ninguém, mas no passado quem creu foi salvo! Ou seja, nos dias de hoje de nada serve construir uma arca
gigante de madeira, mas, nos tempos de Noé, foi o meio provido por Deus para a salvação daquele povo naqueles
dias. Do mesmo modo, de nada adianta hoje crer na chuva de fogo e enxofre sobre Sodoma e Gomorra, pois isto
não salvará ninguém hoje, mas, naquele tempo salvou o justo Ló.

Hoje é fácil crer na pregação de Noé, no dilúvio, na passagem dos judeus pelo deserto e pelo Mar Vermelho,
etc, mas quem crê hoje na revelação divina e nos cumprimentos das profecias bíblicas para esses dias atuais?
Você pode dizer, com certeza absoluta, que se tivesse vivido nos tempos de Noé, teria creditado na pregação de
Noé? E se fosse no tempo de Moises, João Batista, Jesus Cristo ... ?

A Palavra de Deus nos adverte que o maná (alimento espiritual) não deve ser usado em outros dias (Êxodo
12:10, 16:19-20, Números 16:15-16,19, Josué 5:12). Atualmente para nada serve o sacrifício de ovelhas, mas, no
passado, assim foi prescrito por Deus, mas, hoje, o sacrifício de Cordeiro é o sangue de Jesus Cristo vertido na
Cruz do Calvário. No passado era para guardar o sábado e não se podia comer determinados tipos de alimentos
(Dt 14:3-21), hoje não é mais assim (Sobre sábado: Mt 12:1-12 e Mc 2:27; sobre alimentos: Gn 9:3-4; I Tim 4:1-5; I
Cor 8:4, 10:31)! No passado exigia-se a circuncisão da carne (prepúcio), mas hoje a circuncisão é a do coração
(Rom 2:39; II Cor 3:2-3; Joel 2:13)! Igualmente o dobrar de joelhos na carne (físico, mundo material) não vale nada
sem ter dobrado o coração, pois não passaria de um mero ato mecânico (Lc 18:9-14)! Acaso hoje é de alguma
valia nós matarmos cordeiros ou atravessarmos o Mar Vermelho?

Persistem em querer viver e vangloriarem-se de glórias, conquistas, realizações e acontecimentos do passado.


Batem no peito com orgulho por obras/feitos que não foram eles que realizaram. Dizem: “Aqui foi inaugurada a
primeira igreja/templo; aqui foi feito tal milagre; foi com nosso antepassado que Deus falou; foi com fulana que
Deus falou primeiro; foi aqui que Deus/Jesus fez isso; foi aqui que Jesus nasceu; foi aqui que Jesus ressuscitou;
aqui estão os restos mortais dos santos/profetas; foi aqui que são fulano nasceu; foi aqui que são beltrano morreu;
foi aqui que foi celebrado o primeiro culto/missa; aqui ocorreu uma visão/aparição; que nesse lugar/igreja já
aconteceram milagres; que o povo de Deus já andou pelas areias deste deserto; que este deserto já foi o jardim
do Éden; que um dia o santo fulano ou profeta beltrano já usou esta fralda; que no passado neste rio fulano foi
batizado; etc.”

Bem disse Jesus que essas pessoas idolatram as pessoas, coisas, criaturas, animais, objetos, artefatos, rituais,
cerimônias ... que somente possuem a única função de apontar, mostrar, indicar, sinalizar ... a Deus (Mt 12:6, 6:25-
33, 10:29-31, 12:11-12 e 23:16-22; Mc 2:27; Lc 11:31-32 e 22:27). Hoje seria o mesmo que deixar de lado o
original que está à mão para ficar com um substitutivo enganoso (produto pirata, falsificado, similar, etc que não
possui as mesmas qualidades e vantagens do original). Por que razão iríamos querer ficar com algo falso se
temos o original à disposição? Por que uma pessoa iria perder seu tempo beijando uma simples foto de alguém
querido se pode beijar a própria pessoa querida? Por que iríamos distorcer e perverter as coisas que foram feitas
para lembrarmos de Deus, usando-as justamente para nos afastar de Deus? Idolatram a criação (obras, criaturas,
natureza, etc) e desprezam o Criador do Universo (Rm 1:25)!

Idolatram e se apegam como uma verdadeira tábua/bóia de salvação em cascas de ovos, cazulos vazios,
placentas e cordões umbilicais espirituais pelo fato de que no passado geraram vida e salvação. Idolatram um
cazulo vazio pelo fato de que um dia saiu dele uma linda borboleta. Idolatram um ninho vazio com algumas penas
pelo fato de que no passado saiu dele vigorosas águias. Do mesmo modo, em relação a ossos que um dia tiveram
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vida e pregaram a palavra de Deus, mas quando estavam vivos a desprezaram. Do que adianta venerar, cultuar,
idolatrar .. o sepulcro vazio de Jesus Cristo ou os restos mortais dos profetas e dos santos?

Dizem que: “nosso antepassado foi o santo fulano de tal”, mas, por acaso o fato de que alguém tenha um
antepassado ou parente que foi santo/profeta isso o tornaria salvo ou santo/profeta também? A salvação é
individual, personalíssima e privativa de cada pessoa. Cada um tem que ter sua crença balizada com o teor
das Escrituras. De nada adianta alguém conhecer quem tem uma fé que remove montanhas, pois isso não a
salvará, pois cada um ter que ter sua fé própria. O que adiantou àquelas pessoas dizerem que eram descendentes
de Abraão, Moisés, Davi, Noé, Adão, Eva, Elias, Josué, etc, mas não criam no profeta daqueles dias (Messias,
Cristo) e negavam a divindade de Jesus Cristo?

Dizem que: “que fulano, siclano e beltrano foram santos/profetas de nossa igreja”, mas ignoraram que
absolutamente nenhum santo e nenhum profeta fez parte de nenhuma organização, entidade, instituição,
associação, pessoa jurídica, etc e que foram justamente seus antepassados e anteriores/antigos membros da
igreja denominacional organizada que perseguiram, criticaram, zombaram, combateram, negaram, amaldiçoaram,
abafaram e mataram os santos e profetas de Deus por estarem pregando a Palavra de Deus! Quer prova maior
disso do que o fato deles terem os restos mortais desses santos/profetas? Quem mais pode ter os restos
mortais de alguém e saber exatamente onde foi morto e enterrado senão justamente o carrasco, algoz e
assassino? E, após anos da morte do santo/profeta resolvem mudar de estratégia/opinião e dizem que realmente
fulano era um santo/profeta e que pertencia a sua igreja. Bem falou Jesus dessas pessoas que dizem: “Se
estivéssemos vivos nos tempos de nossos antepassados, não teríamos matado os santos/profetas de Deus como
eles fizeram”, sem perceberem estão confessando que fazem parte, são descendentes, são da mesma estirpe, etc
dos assassinos dos santos/profetas (Mt 23:27-35)!

O que adianta crer numa pessoa logo depois de matá-la? Judas Iscariotes depois de ter traído Jesus (e, por
causa disso, Jesus Cristo foi preso, torturado, humilhado e crucificado), foi se enforcar de remorso, mas isso de
nada lhe adiantou! Igualmente o centurião romano ao pé da cruz do calvário ao ver Jesus entregar o Espírito (Mt
27:46-54). Por acaso vale alguma coisa mudar de idéia/crença e resolver dar comida, socorro, crédito ... a alguém
quando este já está morto por nossa causa/culpa por na lhe termos dado comida, socorro, crédito ... no tempo
oportuno e devido?

Acaso pode-se comer um alimento estragado (vencido o prazo de validade) sem passar mal, vomitar e, até
mesmo, morrer? Noé cansou de pregar que Deus iria mandar o dilúvio, mas todos riam na cara dele, pois nunca
havia chovido antes (Gênesis 2:5 com 7:11), sequer sabiam o que era chuva, mas quando a chuva começou, já
fazia sete dias que Nóe estava trancado seguro dentro da arca (Gênesis 7:7-10) e Deus tinha lacrado a porta da
arca pelo lado de fora (Gn 7:16). Assim, essas pessoas incrédulas bateram desesperadamente na porta da arca,
implorando para Nóe abrir, mas ele não podia fazer nada, pois Deus lacrou a porta pelo lado de fora e ele não
sabia como era e onde estava esse lacre da porta. Não adiantou nada àquelas pessoas terem crido naquele
momento em que a profecia estava sendo cumprida e provada a veracidade da pregação de Noé, pois já era tarde
demais (a porta já estava fechada).

Acaso tem alguma valia chegar numa rodoviária, porto, aeroporto, terminal ... com a passagem/bilhete na mão,
mas a condução já ter partido? Acaso vale alguma coisa possuir um dinheiro que não está mais em circulação?
Que valor tem hoje uma cédula de mil reis, cruzeiros, cruzados, etc?

Persistem em olhar para trás (passado) ao invés de olharem para frente! Persistem em ficar olhando,
estudando, analisando, comentando, pregando, ... como foram cegas as pessoas do passado, mas esquecem de
ver o presente e, muito mais, de verem o futuro acontecendo bem debaixo de seus narizes. Não prosseguem no
crescimento, aprendizado, purificação ... e ficam patinando como que um carro no atoleiro que faz muita força e
muito barulho, mas não sai do lugar (Hb 5:12-14). Se vangloriam de que no passado já ocorreram milagres no
local aonde freqüentam, mas e quanto aos dias de hoje?

Como não conseguem ver que nas Escrituras constas profecias para os dias atuais? Como não percebem que
as Escrituras estão se cumprindo bem debaixo de seus olhos e narizes? Como quando se ferve leite. Tem-se que
ficar atento e vigilante. Enquanto estamos de olho, parece que nada acontece, que não sai daquilo, que não irá
ferver nunca, mas basta distrairmos por alguns segundos que o leite ferve e derrama-se. Se o Evangelho de Jesus
Cristo tivesse sido alterado, pervertido, modificado, apostatado ... de um dia para o outro, quem não perceberia?
Se da noite para o dia parassem de invocar o nome de Jesus e começassem a invocar títulos e outros nomes em
substituição, quem não perceberia? Como uma casa que diariamente é sujada lentamente de áreia, grão por grão.
Assim, as profecias bíblicas vão se cumprindo discreta e sutilmente bem na frente das pessoas, sem que elas
percebam e, quando finalmente se dão conta, já se cumpriu e já é tarde demais.

Sempre erram por imaginarem que Deus faria algo fabuloso, estrondoso, colossal, monumental, enorme,
fanfarroso, barulhento, incandescente, luminoso, enfeitado, chic, fashion, luxuoso, deslumbrante, colorido,
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esplêndido, hipnótico, atraente, sedutor, irresistível, fenomenal, etc, mas é aí que tropeçam, pois Deus não age
desse modo, mas, justamente, pelo contrário, Deus age na simplicidade, sutilidade, humildade, discrição, silêncio,
pacatamente, rusticamente, etc (I Reis 19:11-13). Por causa disso, ficaram escandalizados com o fato de Elias,
João Batista e todos os profetas se vestirem de modo estranho, fora do comum, etc, não se apegarem a coisas
materiais, se isolarem das coisas do mundo e até, em alguns casos, serem ermitões e do fato do Messias ter
nascido numa manjedoura e seu pai carnal adotivo ser um simples e humilde carpinteiro. Já, pelo contrário, se
quando Jesus Cristo estava na Terra, estivesse escoltado visivelmente pelos anjos, quem não creria Nele?

Um dos absurdos que dizem é a expressão “menino Jesus”. Será que essas pessoas não sabem que Jesus
Cristo virou adulto e que tinha trinta e três (33) anos e meio de idade quando foi crucificado? Acaso Jesus Cristo
retrocedeu, encolheu, rejuvenesceu, voltou no tempo e tornou a ser novamente criança? Veja João 3:4.

Dizem quanto ao futuro se tornando presente: “É ficção científica! É ilusão! Isso não é possível! Isso nunca
existiu/aconteceu antes, não existe/acontece e nunca existirá/acontecerá! Não há nenhuma prova científica disso!
Se isso vier a existir/acontecer será num futuro muito distante!” Do mesmo modo disseram sobre a Terra ser
redonda, de existir o magna no centro da Terra, do homem ir ao espaço, do homem construir uma máquina para
voar, de conseguir falar com uma pessoa do outro lado do mundo, etc.

Costumam acreditar em um profeta somente depois de sua morte (quando ele já não pode falar mais) e ficam
olhando para trás (passado) o que o profeta disse e não percebem que Deus já está falando pela boca de outro
profeta.

É fácil acreditar depois que o milagre já aconteceu e/ou ficou provado cientificamente. O difícil é acreditar antes
que o milagre ocorra e não haja nenhuma evidência científica disso. Felizes os que crêem sem existir nenhuma
prova científica e antes que o milagre aconteça na revelação divina da atualidade (João 20:24-29 e Lc 7:1-10 c/ Mt
8:5-13)! Que valia terá acreditar no arrebatamento da noiva de Cristo depois que isso acontecer? Será o mesmo
que crer no dilúvio depois que ele já começou! Do que adiantará reconhecer que Jesus Cristo é O Senhor Deus do
Universo no dia em que Ele julgará a humanidade? Nada de bom será, pois muitos o verão que aquele mendigo
que negaram comida, que aquela pessoa que agrediram, que aquele que mataram, que aquele que negaram
socorro ... é justamente Quem está sentado no Trono Branco no Céu e, naquele instante, já saberão que serão
condenados ao Inferno.

Acaso se consegue imaginar um local mais sagrado que o Templo de Deus feito pelo Rei Salomão sob a
orientação direta de Deus? Deus ordenou e coordenou a construção do templo, abençoou a obra e o lugar e,
ainda, disse que todas as orações que fossem feitas naquele lugar, Ele as ouviria. Mas, nem isso vale mais hoje
em dia, pois atualmente pode-se invocar a Deus de qualquer lugar do Universo e a qualquer hora, instante,
situação ou momento, não sendo mais preciso estar no Templo feito por Salomão! Acaso pode/consegue o homem
edificar um Templo a altura de Deus? Nenhum homem, ou melhor, nem todos os homens do mundo/Terra juntos e
nem toda a ciência/tecnologia do mundo consegue construir um templo prefeito para Deus. Acaso os homens
sabem mais que Deus?

Hoje muitos negam veementemente ou simplesmente ignoram que O Senhor Jesus Cristo é absolutamente O
Único e Supremo Deus, Salvador/Redentor e Criador do Universo e de tudo o que nele há! Pois ninguém pode
dizer que Jesus Cristo é O Senhor, senão pelo Espírito Santo (I Cor 12:3)! Como o apóstolo Pedro o fez pela
revelação divina (Mt 16:13-17)! Pois, quem é anticristo senão aquele que nega que Jesus Cristo é O Senhor
(I João 2:22)? O momento para professar a Cristo Jesus como sendo O Senhor do Universo é agora, pois, depois
será tarde demais e mesmo os que forem condenados ao Inferno, professaram que Jesus Cristo é O Senhor (Fp
2:9-11)! Assim, tem-se que se apegar, aceitar, crer na Palavra/Mensagem de Deus para a atualidade, para estes
dias/momento, ou seja, estarmos lúcidos, sóbrios, esclarecidos, conscientes e preparados para o arrebatamento
da Noiva de Cristo (I Tes 4:17), no qual somente irão os que receberem o selo de Deus (Ap 9:4; Ap 7:2-4 com Ez
9:2-4; Rom 4:11; II Cor 1:22; II Tim 2:19; Ef 1:13, 4:30) e não forem marcados com o sinal da Besta (Ap 13:17 e
14:9-10), pois chegará o dia em que buscarão a Deus e a sua misericórdia e não encontrarão. Logo clamarão a
Deus, mas será tarde demais! (Isaias 55:6; Pv 1:24-228; Amós 8:11-13; João 12:35-36; Lc 18:8, 13:24). Pois quem
O nega será condenado! (Mt 10:33, Lc 12:9, II Tim 2:12, II Pe 2:1, Jd 4, Ap 3:8).

Um profeta acompanha o mover do Espírito de Deus e não fica parado no caminho dizendo coisas como “uma
vez a coluna de fogo esteve aqui, então ficarei aqui”, “Jesus um dia pisou por aqui, então ficarei parado aqui!” Um
profeta sabe que se deve acompanhar o mover da coluna de fogo, senão morrerá, não importa onde ela esteve, o
que importa é onde ela está. Não importa se você está onde ela esteve, você tem que estar onde ela está,
acompanhando seus movimentos.

Você poderia dizer que Moisés agiu na carne e por causa disso foi recusado e Deus não o vindicou. Agir na
carne é quando se faz algo sem a ordem do Espírito Santo. Em Êxodo 6:6 Moisés agiu obedecendo ao Espírito, a
Deus e foi recusado em Êxodo 6:9. Moisés no começo agiu na carne, mas sabia que era enviado por Deus, sabia
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que Deus o tinha enviado, mas não era a hora ainda de se manifestar, por isso foi rejeitado. Tanto agindo na carne
como no Espírito, no princípio foi rejeitado.

Agir no Espírito é esperar pela ordem de Deus. Jesus disse que não fazia nada sem que o Pai mostrasse
primeiro (liderança do Espírito Santo). Mas a Palavra de Deus não é manifestada diretamente a todos, só os
profetas recebem a Palavra diretamente de Deus e a transmitem ao povo, que saberão se é de Deus pelo fato de
não contrariarem as Escrituras e o Espírito vindicar em seus corações.

Em Êxodo 14:15 quando os filhos de Israel estavam encurralados entre o Mar Vermelho e os soldados do
Faraó; eles não sabiam o que fazer, então, Deus falou a Moisés que era para mandar os filhos de Israel
marcharem. Deus não falou diretamente com todos, Deus só falou com Moisés, o qual falou ao povo a Palavra de
Deus.

Eles poderiam dizer que não achavam correto marcharem, poderiam dizer que deveriam esperar mais um
pouco para ver o que ia acontecer, podiam ter dito: “Onde está escrito que devemos marchar?” Ora, porventura
pode um homem querer ser mais que Deus? Pode um homem saber mais que Deus? Deus sabe muito bem o que
faz, não precisa pedir conselhos para nenhum homem.

Mas é claro que só Moisés ouviu a Palavra de Deus, só Moisés sentiu a voz de Deus, pois Deus só fala sua
mensagem para os profetas e eles não eram profetas, por isso não sentiram, não ouviram a voz de Deus, mas
Moisés era o profeta da hora e o que Moisés falava era a Palavra de Deus.

Deus só dá sua mensagem aos seus filhos através de um profeta, que a transmite aos demais.

Deus não dá sua mensagem diretamente a todos, pois isso seria contrário as Escrituras e não existiria a
necessidade de mensageiros e profetas.

Os filhos de Israel podiam ter dito que não sentiram de marchar naquela hora, que achavam melhor esperarem
um pouco mais. Mas não fizeram isso porque viam com seus próprios olhos que Deus era com Moisés, que Deus
estava operando em Moisés e o que Moisés falava não contrariava as Escrituras, se um dos filhos de Israel se
recusasse a obedecer a Palavra de Deus dita por intermédio de Moisés, acabaria morrendo. Porque todos podiam
perceber que não era Moisés que falava por si, mas era Deus que falava em Moisés. Era a Palavra de Deus na
boca de Moisés.

As pessoas que resistiram as palavras de Moisés estão em Números 16, são Datã e Coré, os quais diziam que
Moisés não era o único com que Deus estava falando; mas Deus só falava com Moisés e não com eles.

Coré além de resistir a Moisés queria tomar o lugar que Deus preparou para Moisés, não queria deixar Moisés
exercer o cargo que Deus lhe deu.

Quantos Datãs e Corés existem hoje em dia que cegam os olhos do povo para que não vejam, e se dizem
homens de Deus.

Sempre que um profeta morria ou se afastava o povo sempre caia em transgressão e acabava voltando
para a imundície do pecado, se desviando cada vez mais da Palavra de Deus.
Êxodo 32 mostra que há pessoas que zelam pelo que acham que é certo, tentam agradar a Deus naquilo que
acham que é correto, são sinceros, mas recusam a Palavra do profeta de Deus, caindo em desgraça adorando um
bezerro de ouro.

Em Êxodo 24:14 Moisés disse para esperarem por ele, descer da montanha, mas desobedeceram a Moisés. E
agindo intelectualmente, baseando-se em vãos raciocínios humanos e em suas visões carnais fizeram um belo
bezerro de ouro.

Sempre o erro, a mentira, o engano, a apostasia foi aceita de braços abertos e os enviados de Deus
foram desprezados. Porque isso? É porque sempre um profeta de Deus diz coisas duras e desagradáveis,
que para os olhos carnais e a mente humana parecem serem erradas, pois as multidões só querem ouvir
falar de coisas boas e agradáveis, de bênçãos e elogios e nada de repreensão.

Para os filhos de Israel foi difícil deixar a terra do Egito onde comiam pão a fartar, para peregrinarem no
deserto, mas era a Palavra de Deus.

No mais, recorda-se que não se deve interpretar um único versículo isoladamente, mas sim colocá-lo em
harmonia com toda a Palavra (II Tim 3:16 com II Pe 1:20-21 e Gálatas 1:8), pois, de uma única peça do quebra-
cabeça não é possível ver o quadro por completo e, fatalmente, se cometerá equívocos nas suposições
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(achismos).

Veja mais nos estudos: “Como se cumpre um profecia” - http://macfly.multiply.com/journal/item/27, “Como deve
ser a pregação” - http://macfly.multiply.com/journal/item/26 e “Ter fé sim, mas em quem ou em que?” -
http://macfly.multiply.com/journal/item/29.

Veja também: “MARTINHO LUTERO E SUAS TESES” - http://macfly.multiply.com/journal/item/55

Veja mais sobre Pedro ser o suposto líder da Igreja e os papas serem seus sucessores - segunda resposta
evangélica ao CAT: 02 e na segunda resposta evangélica (EVAN: - PEDRO COMO PRIMEIRO PAPA) ao item
CAT: 10.

Sobre o papa veja no tópico CAT: 05, na segunda resposta evangélica no subitem: “O PAPADO”.

CAT: 13- Não sou protestante porque Jesus prometeu à sua Igreja que estaria com ela até o fim dos
tempos (Mateus 28,20), e os mesmos se afastam da única Igreja de Cristo, para fundar novas igrejas; que se vão
dividindo, subdividindo e esfacelando cada vez mais, empobrecendo e pulverizando a mensagem do Evangelho.

EVAN: R - Jesus Cristo conviveu numa época onde havia diversos tipos de denominações entre os
judeus: saduceus, fariseus, herodianos e os zelotes. Não existe NENHUMA, sequer uma crítica a essa
divisão por parte do Senhor Jesus em todos os Evangelhos.

Nesse ponto, não importa se os nomes das placas são diferentes; importa se o Evangelho é pregado em sua
forma mais pura: 1 Co 1:23 - "Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura
para os gregos".

Nunca, em momento algum, Cristo determinou que denominações seriam prova de inautenticidade, mas sim
Ele prezava que as diferentes denominações não tivessem ERROS DOUTRINÁRIOS para com as Escrituras... e
esse é justamente o ponto onde a Igreja de Roma erra, preocupando-se somente com o nome da placa. Matam-se
os mosquitos, mas dá-se passagem ao elefante...

CAT: O Evangelho da tríade deve ser diferente daquele que estamos acostumados a ler... Ora, quando Jesus
afirma "daí a César o que é de Cesar", o mesmo está condenando o movimento dos zelotes, extremamente
politizado e que somente se preocupava com o invasor romano. Quando afirma que Deus é Deus dos vivos e não
dos mortos (citando a Torá) estava condenando o movimento dos saduceus que não acreditava numa vida eterna.
Quando toma refeição na casa de pecadores e publicanos, condena o movimento dos essênios que julgava ser
dever dos santos separar-se dos pecadores. Finalmente, o Mestre aprova a doutrina que os fariseus,
publicamente, ensinavam ao povo e, ao atacá-los, cita, no mais das vezes, textos de mestres fariseus, aprovando
a sua doutrina (embora reprovando a sua conduta). Portanto, em Sua época, Jesus tomou, sim, um partido
doutrinário e reprovou os demais. Dizia ao povo sobre os fariseus: "fazeis tudo o que eles vos disserem, mas não
os imiteis", e "eles sentam-se na cátedra de Moisés". Portanto, o Mestre aprovou, apenas, a doutrina farisaica,
reprovando os fariseus por não se comportarem segundo esta mesma doutrina.

Este é o Evangelho de Cristo, que rezou para que todos os Seus discípulos formassem um só rebanho. A
unidade, convenhamos, é uma preocupação exclusiva da Igreja Católica. As demais igrejolas, no mais das vezes,
preocupam-se, apenas, com proselitismos e (salvo raras exceções) com o faturamento mensal de seus templos.

Nesse ponto, não importa se os nomes das placas são diferentes; importa se o Evangelho é pregado em
sua forma mais pura: 1Co 1:23 - "Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus,
e loucura para os gregos".

Este é o problema. Cada placa prega um Evangelho diferente. O que a tríade entende por "Evangelho puro"?
O da Assembléia de Deus? O da IURD? O da Igreja Adventista? O dos luteranos? O da Igreja Presbiteriana?
Enfim, qual a definição que possuem de pureza doutrinária? Como saber qual igreja protestante está com a sã
doutrina? Os protestantes somente estão de acordo quando criticam a Igreja Católica. Jamais se criticam
mutuamente e se negam a enfrentar suas diferenças doutrinárias. É por isto que fragmentar-se sem fim, jogando o
cristianismo no descrédito.

Nunca, em momento algum, Cristo determinou que denominações seriam prova de inautenticidade, mas
sim Ele prezava que as diferentes denominações não tivessem ERROS DOUTRINÁRIOS para com as
Escrituras... e esse é justamente o ponto onde a Igreja de Roma erra, preocupando-se somente com o
nome da placa. Matam-se os mosquitos, mas dá-se passagem ao elefante...

Jesus orou, pouco antes de ser preso, pela unidade dos Seus discípulos. Estabeleceu uma igreja (disse "minha
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igreja", e não "minhas igrejas") e uma única fé. Deu autoridade aos apóstolos para que os seus fiéis não
discordassem da palavra dos mesmos. Os protestantes não querem encarar este fato. Dizem que tanto faz a
denominação congregacional, que o que importa é a fé em Jesus, muito embora cada uma delas tenha um Jesus
bastante diferente do da outra.

EVAN: - “IGREJA CATÓLICA” NEM UNA, NEM APOSTÓLICA - A falácia da unidade Católica
(http://www.cacp.org.br/catolicismo-dividido.htm).

"Não refutarei apenas as acusações levantadas contra nós; farei com que elas se voltem contra seus próprios
autores" (Tertuliano, 220 d.C)
“para que sejam um, como nós somos um...” (João 17.22). Quando Jesus proferiu estas palavras, ele contava
com apenas algumas dezenas de seguidores. Jesus deixou bem claro que uma das características pelas quais
seus seguidores seriam conhecidos seria a unidade.

Passados quase dois mil anos, impôs estas palavras serem ditas, o cristianismo conta com cerca de 2,1
bilhões de adeptos, sendo que destes, 1 bilhão pertencem à comunhão Católica Romana.

Diante desta enorme grei de fiéis, o catolicismo se ufana em ser a única igreja verdadeira e um dos motivos
invocados para sustentar tal alegação é sua suposta unidade.

Por vezes as igrejas evangélicas são estereotipadas como instáveis, dividindo-se, constantemente, em novas
denominações, cada qual com suas doutrinas, disciplinas e costumes. Eles mostram o contraste com a igreja
Católica, a qual é retratada como sendo sólida e unificada.

Apontam ainda o credo Niceano que reza “Creio na Igreja, Una...”, para daí tirarem a conclusão de que as
igrejas evangélicas não fazem parte da verdadeira Igreja de Cristo. Somente a Igreja Católica seria Una!

Entretanto, cabe aqui algumas perguntas oportunas, qual seja: a suposta unidade do catolicismo é sinal de
ortodoxia? Existe base lógica para condenar a diversidade nas igrejas evangélicas como sinal de heresia? Até que
ponto essa unidade alegada pelo catolicismo é verdadeira? É realmente tão grave esta diversidade no
protestantismo a ponto de não nos enquadrarmos na perícope de João 17.22? E a igreja cristã, sempre teve essa
unidade que reivindica o catolicismo?

Estas e outras questões serão claramente respondidas no desenrolar deste artigo. Veremos que a falsa
imagem das divisões protestante e a descrição da unidade Católica apontada pelo romanismo não passam de
exageros.

DIVERSIDADE NA UNIDADE

Diversidade Eclesiástica

O padre Alberto Luiz Gambarini (críticando às igrejas protestantes), afirma que Pedro é o sinal visível da
unidade da igreja. Conseqüentemente, a garantia para a unidade da igreja repousa na sucessão apostólica
chegando ao papa atual. [Ganbarine, Alberto Luiz, Quem Fundou a sua Igreja? Itapecirica da Serra: Ágape pp. 21-
25] O papa, portanto, é o sinal da unidade no catolicismo. Isso também aparece de forma explícita no Catecismo
Romano. [“O Novo Catecismo”, São Paulo: Ed. Herder, 1969, pp.424-26. Obs: Curiosamente o “Catecismo da
Igreja Católica” - edição revisada de acordo com o texto oficial em latim; São Paulo: Ed. Loyola, 1999, pp.233-36,
quando toca na questão da unidade da Igreja, não enfatiza tanto a figura do papa. Influências do ecumenismo?!].

Contudo, convém esclarecer que ao contrário do que afirma a Igreja Católica, o cristianismo primitivo não
estava dividido hierarquicamente. Ademais, é um fato incontestável que não houve episcopado monárquico no
primeiro século. As igrejas eram governadas por colegiados de bispos ou presbíteros que eram termos usados de
modo intercambiável (ver Atos 20.17 e 28; Tito 1.5 e 7). O teólogo católico José Comblin, é concorde em dizer que:
“No meio deles, Pedro tem um papel de porta-voz.”, entretanto, alerta: “Mas ele não é como o superior. São todos
iguais. (ênfase acrescentada). Afirma ainda que nas primeiras comunidades cristãs não havia hierarquia, pois
todos estavam unidos no colegiado apostólico e “cada igreja agia de modo independente” [Comblin, José, A
Hierarquia – curso popular de história da igreja. São Paulo: Ed. Paulus 1993 2ª ed. pp. 18,19].

Um bom exemplo disso podemos ver na carta que Inácio enviou à Igreja de Roma, no começo do segundo
século, onde diz : "Inácio... à Igreja que preside na região dos romanos..." (Inácio de Antioquia, 107 d.C, Carta aos
Romanos [Prólogo]). (ênfase nossa).

Deste prólogo se depreende que cada igreja tinha a sua jurisdição limitada ao seu território ou região. Possuía
autonomia eclesiástica. Definitivamente o Novo Testamento não apóia o arquétipo eclesiástico de uma única
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igreja, mas de igrejas distintas e independentes. Por outro lado, todas elas, apesar desta diversidade, formavam a
única igreja de Cristo.

As igrejas de Corinto, Éfeso, Roma e as demais eram todas igrejas autônomas governadas pelos líderes locais.
A unidade das igrejas apostólicas repousava no amor fraternal entre si e na doutrina dos apóstolos; Jesus era o
único Cabeça da Igreja. Quando Cristo ordena João escrever às 7 igrejas da Ásia, não as colocam sobre a
jurisdição eclesiástica de nenhum apóstolo em particular a não ser dEle mesmo.

Diversidade nos Costumes

Podemos através do livro de Atos e de algumas epístolas paulinas formar um perfil, ainda que imperfeito, da
igreja apostólica.

Existia não pouca diversidade entre elas sobre questões de disciplina e costumes. A adoração espontânea na
igreja de Corinto estava em nítido contraste com a das igrejas palestinas que baseavam sua adoração no modelo
da sinagoga judaica. Por exemplo, enquanto na Igreja de Corinto foi aconselhado o uso do véu, este mesmo uso
não foi seguido por nenhuma outra. As pesquisas no N.T apontam duas tendências dentro da igreja cristã: uma
judaica e outra helenista (grega); por causa dessa diversidade começou haver divergências entre seus membros
(Atos 6). O concílio de Jerusalém deixou claro que nenhum costume judaico seria imposto nas igrejas gentias,
enquanto os cristãos judaicos poderiam livremente praticar os costumes de sua nação, como se abster de certos
alimentos, guardar dias, participar de festas, ir ao templo etc...

Ao entrar o segundo e terceiro séculos essas diversidades não acabaram, pelo contrário, aumentaram. Quem
nos faz saber isso são os historiadores eclesiásticos Eusébio de Cesaréia (c.265-340) e posteriormente Sócrates
(c.379-450) e Sozomen (c.375-447). Eles apontam grandes diferenças quanto à celebração da páscoa, jejuns,
casamento e outros costumes seguidos pelas igrejas do oriente e ocidente. A divergência entre as várias igrejas é
sinal de que o cristianismo primitivo era diversificado. O já citado padre comblim afirma que ainda pelo ano 150
“cada Igreja segue o seu desenvolvimento próprio. Daí, uma notável variedade nas fórmulas de fé, na liturgia e na
organização.” [Ibid., p. 20].

DE FATO, HAVIA UNIDADE MAIS QUE UNIFORMIDADE.

Diversidades de Crenças

Também a diversidade de crenças era um fato constante entre o cristianismo primitivo. Convém salientar que o
pilar onde se apóia a unidade doutrinária do catolicismo é a chamada “tradição”; ela é a mãe de todas as
doutrinas extrabíblicas desta igreja. Os apologistas católicos afirmam que sua igreja possui unidade doutrinária
por se basear na fé comum dos pais da igreja. Dizem que as doutrinas sustentadas hoje por eles sempre foram a
mesma da igreja primitiva dada e sustentada pelo consenso dos pais primitivos. Contudo, o ex-padre Aníbal P.
Reis, diz que a assertiva da cúria papal de que havia unanimidade e consenso de opinião entre os pais da
igreja, tornou-se um tanto utópica, quando se “constatou, porém, que só numa coisa eles concordavam: -
é que discordavam em tudo.” [Reis, Aníbal Pereira dos, O Vaticano e a Bíblia, São Paulo: Ed. Caminho de
Damasco, 1969 p.58].

E realmente era assim, muitos pais da igreja sustentavam opiniões divergentes entre si, não havia essa
alegada uniformidade doutrinária como quer passar o catolicismo. Observe algumas doutrinas em que
eles divergiam:

Batismo Infantil: Tertuliano (contra) e Orígenes (a favor);

Imaculada Conceição de Maria: Anselmo, São Bernardo, papa leão I, papa Gregório, Inocêncio III (contra) e
Ireneu e Santo Efrém (a favor);

Virgindade Perpétua de Maria: Tertuliano, Hegesipo, Ireneu e Eusébio (contra) e Jerônimo, Orígenes e Epifânio
(a favor)

Pedro como pedra da Igreja - Mt. 16.18: Dos 77 pais que comentaram este verso apenas 17 opinaram que se
refere a Pedro. Agostinho um dos grandes vultos católicos era contra a interpretação sustentada hoje pelo
catolicismo.

Junta-se a isto as questões sobre os livros Apócrifos, o dia da comemoração da páscoa, o celibato, eucaristia e
outras doutrinas que eram arduamente defendidas por uns e com o mesmo zelo repudiadas por outros vultos da
igreja. O que é sustentado hoje pelo catolicismo como sinal de sua unidade doutrinária eram idéias
praticamente esfaceladas nos primeiros séculos da era cristã.
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Sobre tradições, confira a segunda resposta evangélica aos itens CAT: 03 e 05 ("O INSUSTENTÁVEL
SUPORTE DA TRADIÇÃO"), além do item CAT: 06 completo.

DIVISÕES NA HISTÓRIA DA IGREJA

As divisões na história da igreja foram muitas. Mas apenas três merecem nossa atenção: 1) No século V houve
a separação das igrejas da Síria e do Egito; 2) No século XI houve o grande cisma entre as Igrejas do Oriente e do
Ocidente; e, 3) No século XVI houve a Reforma Protestante liderada por Martinho Lutero.

Após a Reforma as igrejas protestantes se subdividiram em muitas. David Barret, em sua “Enciclopédia das
Religiões”, registra a existência de 30.880 (trinta mil oitocentos e oitenta) denominações cristãs.

Contudo essa cifra é veementemente contestada pelo apologista protestante Dr. Eric Svendsen em seu livro
“Sobre Esta Rocha Escorregadia” (Calvary Press, 2002), onde numa pesquisa minuciosa reduz para menos de
10.000 esse número.

Por exemplo, algumas são variações das mesmas denominações, a lista de Barret apresentava várias espécies
diferentes de igrejas batistas, presbiterianas, luteranas etc... Mas eram apenas igrejas da mesma denominação
com a mesma doutrina. Uma comparação similar pode-se ver na natureza: existe uma enorme diversidade entre
os felinos, cães e peixes, mas todos sendo cada qual da mesma espécie e não de espécies diferentes. Há por
exemplo, dentro da família dos felinos os tigres, as onças, os leões e os gatos. Ainda dentro do grupo dos gatos
existem os subgrupos ou raças, os siameses, angorás etc...
Os apologistas católicos papistas agem como se as diferenças entre as igrejas protestantes fossem tão
grandes, como as diferenças entre gatos e cavalos, e entre pássaros e cães. Na realidade, elas são como as
diferenças entre os diferentes tipos de gatos “siamês" ou de "angorá" (ou seja, pequenas variações em coisas que
são essencialmente as mesmas, fato este já notado em toda a história da igreja como mostramos acima).

RAZÕES DAS DIVISÕES DENTRO DO PROTESTANTISMO

Nossos antagonistas gostam de jogar em rosto a desagregação protestante, apontando que ela é fruto do “livre
exame da Bíblia” ensinado por Lutero. Contudo esta acusação leviana desconsidera vários aspectos dentro do
contexto histórico protestante. Muitos católicos pensam que o protestantismo foi fundado por Martinho Lutero e daí
se fragmentou. Mas o caso é que a reforma iniciou praticamente na mesma época em vários lugares diferentes
por líderes diferentes que às vezes nem ao menos se conheciam. Martinho Lutero na Alemanha, Zuinglio na
Suíça, Calvino na França e Henrique VIII na Inglaterra é um exemplo disso. Há uma diversidade de fatores que
poderíamos citar como explicação para este fenômeno, contudo, creio que a principal se encontra na liberdade de
expressão, de culto e consciência defendida pelos reformadores. É sabido que o catolicismo na idade média erigiu
uma verdadeira ditadura religiosa. Ninguém podia discordar das doutrinas Católicas, caso contrário, sofreria as
conseqüências nos tribunais da Inquisição. Assim o medo se espalhou por toda a idade média. Muitos foram
mortos devido a esta nefanda política religiosa sustentada por Roma de proibir a liberdade religiosa. A unidade
era imposta pelo terror!

Contra a liberdade de Consciência se levantou o papa Gregório XVI em sua Carta encíclica “Mirari Vos”
promulgada em 15 de agosto de 1832. Dizia ele sobre a liberdade de consciência: “Este erro corrupto abre alas,
escudado na imoderada liberdade de opiniões que, para confusão das coisas sagradas e civis, se estendo por
toda parte, chegando a imprudência de alguém se asseverar que dela resulta grande proveito para a causa da
religião.” Também na mesma carta ele condena a liberdade de imprensa.

Não podemos descartar que a virtude da liberdade está dentro da própria filosofia protestante, talvez isto
explique um pouco essa diversidade dentro do universo protestante. Seja como for, não há de se negar o fato de
que é repugnante e inadmissível a qualquer espírito religioso sustentar a unidade às escoras da censura. Os
papas deveriam saber que não se pode curar a dor de cabeça cortando fora o pescoço!

Outrossim, o fato de que a verdade não pode coexistir com o erro é outro fator preponderante na questão.

O catolicismo nos acusa de termos separado da igreja romana onde supõe estar o verdadeiro vínculo da
unidade, a comunhão com o sucessor de Pedro – o bispo romano. Porém, o que ocorreu, é que Roma, e não nós,
que se separou da verdadeira doutrina bíblica e apostólica. Ela tem sido a maior causadora de schisma [divisões]
nestes 15 séculos de cristianismo. Por isso o mandamento é apartar daqueles que não andam conforme a
doutrina (Romanos 16.17). “Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?" (Amós 3:3).

A UNIDADE BÁSICA ENTRE OS PROTESTANTES

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Existem algumas crenças que definem o Cristianismo. Estas incluem algumas doutrinas que consideramos
essenciais como a hamartiologia (doutrina sobre o pecado), a soteriologia (doutrina da salvação), cristologia
(doutrina sobre Cristo), teologia (doutrina sobre Deus), a pneumatologia (a doutrina sobre o Espírito Santo).
Dependendo de como a pessoa encara alguns assuntos doutrinários tais como Jesus Cristo é verdadeiro Deus e
verdadeiro homem, a morte vicária de Cristo, a salvação através da fé, a ressurreição de Jesus e a nossa, a
autoridade única das Escrituras, a mediação única de Cristo, o Inferno de fogo; fornece o parâmetro para
aferirmos se uma pessoa é Cristã ou não. Estes itens não são negociáveis. Qualquer pessoa que não acreditar
neles não é cristã.

Por outro lado, algumas coisas são negociáveis. Estas incluem assuntos como o batismo, o tipo de música na
adoração, a forma da estrutura e organização da igreja, a definição da relação entre o livre arbítrio e a
predestinação, a escatologia. Estes itens são importantes. Contudo, não determinam se uma pessoa é ou não é
cristã. São áreas em que os cristãos podem concordar ou não (Romanos 14).

As diferenças entre os protestantes genuínos ocorrem na segunda área, nos itens negociáveis.

Os primeiros Credos cristãos como o credo dos Apóstolos e os Credos Nicenos também fornecem uma base
para o protestantismo atual, pois neles está a fórmula de fé professada pelas igrejas primitivas. Muitas crenças
abordadas pelo catolicismo atual não encontram guarida nestes credos. Contudo, o credo obedecido hoje pelas
igrejas protestantes é concorde com aqueles. Em outras palavras: pode haver união em tudo o que é mais
importante, embora haja diferença em alguns pontos secundários.

UNIDADE OU UNIFORMIDADE?

A falta de uniformidade no universo protestante não prejudica sua unidade. É uma unidade no Espírito, pois é a
vontade de Deus para seu povo (Efésios 4.3 - João 17. 11,20,21).

Assim, a verdadeira igreja de Cristo é invisível e espiritual composta de todas as demais igrejas visíveis pelo
vínculo da paz (Hebreus 12.23).

Contudo essa unidade não implica em uniformidade total. É um fato independente da diversidade exterior. A
igreja é comparada a um corpo diversificado (I Coríntios 12.13-26) com diversos ministérios e dons; é a
diversidade na unidade.

Um bom testemunho disso tem sido a “Marcha para Jesus”, um evento que é realizado no mundo todo e tem
tido um crescimento vertiginoso a cada ano. Essa manifestação que inclui centenas de denominações evangélicas
é um fato incontestável do que estamos falando. [Segundo o site oficial, a “Marcha para Jesus” reuniu em 2004 só
na cidade de São Paulo, mais de dois mil evangélicos de centenas de denominações. Site:
http://www.marchaparaJesus.com.br/].

Todavia, essa unidade é mediante a fé. Deve haver não só unidade espiritual, mas também unidade bíblico-
doutrinária; e isso, com exceção das falsas igrejas (seitas), as igrejas evangélicas possuem de fato.

Por isso o catolicismo labora em grave erro ao definir o termo “unidade” de forma particular.

A DIVERSIDADE DENTRO DO CATOLICISMO

John Ankerberg e John Weldon (Ankerberg, John e Weldon, John, Os FAtos sobre o Catolicismo Romano, Porto
Alegre Obra Missionária Chamada da Meia-Noite 1997 pp. 19-20) distinguiram NOVE CATEGORIAS DE
GRUPOS CATÓLICO ROMANO NO MUNDO INTEIRO. Dos quais destacamos os principais. Todavia, alertam
que “As diferenças entre as mesmas não são claras, porque se sobrepõe ou se fundem entre si”. Ei-las:
1. Catolicismo nominal ou social: o catolicismo romano da maioria não comprometida, aqueles que talvez
nasceram ou se casaram na Igreja, mas têm pouco conhecimento da teologia e que são, na prática, católicos
somente de nome;

2. Catolicismo Sincretista ou eclético: o catolicismo que está misturado ou foi absorvido, em diferentes
graus, pela religião pagã da cultura nativa em que ele existe [como, por exemplo, no México, Brasil - Bahia];

3. Catolicismo tradicional ou ortodoxo: o ramo poderoso e conservador do catolicismo romano que sustenta
as doutrinas históricas da Igreja, tais como as que foram reafirmadas no Concílio de Trento no século XVI;

4. Catolicismo moderado: o catolicismo romano do Vaticano II, o qual não é completamente tradicional nem
inteiramente liberal;

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5. Catolicismo modernista ou liberal: o catolicismo romano “progressista”, posterior ao Vaticano II, que rejeita
até certo ponto a doutrina tradicional;

Essa diversidade dentro do catolicismo pode até ser negada, porém não mais escondida. Numa entrevista que
o historiador católico John Cornwell, autor do polêmico livro “O papa de Hitler” concedeu à revista “Isto É” ele
deixou bem claro essa questão quando falou sobre a árdua tarefa que o próximo papa terá de enfrentar: “Ele terá
de se esforçar para amolecer as facções em conflito até que a Igreja possa chegar a um novo concílio, ou pelo
menos a uma reunião dos bispos do mundo, que decida as atuais disputas, como afirmo em Quebra da fé.” [Op.
Cit., edição de 09/08/2002, sob o título “É Preciso Unir a Igreja”].

Sublinha-se ainda que esta confissão não é caso isolado, mas uma constante cada vez mais presente dentro
do novo perfil católico.

Veja esse depoimento que colhemos em um site católico de tendência conservadora


(http://montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=unidade&lang=bra):

“Recentemente um médico amigo meu contou-me que, no hospital em que trabalha, algumas enfermeiras lhe
perguntaram qual era a sua religião. Ele respondeu com ufania: "Sou Católico Apostólico Romano". E elas, então,
como se não entendessem, lhe disseram: "Mas católico... de que tipo?". E a pergunta deixava clara a tragédia
causada pelo Vaticano II: depois desse Concílio surgiram tantas divisões entre os católicos, nasceram tantos tipos
diferentes e tantos modos diversos de ser católico, que a definição normal já não diz nada para as pessoas
comuns. Ficou necessário acrescentar um outro adjetivo à expressão da única religião e da única fé verdadeiras.
E o acréscimo necessário para se definir qual a religião Católica que se tem, demonstra que se perdeu a unidade
da Fé.” [http://www.montfort.org.br/index.html].

A aparência de unidade entre os católicos é mal conduzida. Na realidade, existem diferenças importantes em
sua teologia e prática. Vou discutir apenas algumas delas, como exemplo. O livro mais recente de Malachi Martin
(padre católico, teólogo e professor, residente no Vaticano e confessor do papa João XXIII), "Windswept House" (A
Casa Em Desordem) trata de algumas outras diferenças. Embora seja uma novela, ele trata de assuntos da vida
real.

Os protestantes que têm diferenças nas crenças e nas práticas identificam-se por nomes diferentes.
Reconhecem publicamente suas diferenças. Contudo, os católicos que têm diferenças nas práticas e nas
crenças, continuam se chamando pelo mesmo nome (católicos romanos), afirmando que o papa é o seu
líder. Isso dá uma falsa impressão de unidade.
Apesar de afirmarem verbalmente que o papa é o seu líder, existem padres e teólogos católicos que
desafiam, publicamente, a autoridade do papa. Malachi Martin fala de alguns destes em seu livro "The
Jesuits:The Society of Jesus and the Betrayal of the Roman Catholic Church" (Os Jesuítas: A Sociedade de Jesus
e a Traição à Igreja Católica Romana). Também existem as freiras feministas que desafiam publicamente o
papa.

Um grupo ultraconservador conhecido como "True Cahtolic" (Católicos Verdadeiros) acredita que João
Paulo II não é um papa legítimo, porque ele tem promovido a "heresia" (o que contraria a doutrina Católica,
a qual foi declarada "infalivelmente" pelos papas que o antecederam). Eles crêem que, em razão disso, a
cadeira papal ficou vaga. E para sanar esta situação, elegeram um outro papa.

Como veremos, alguns padres e freiras católicos ensinam coisas totalmente contrárias à doutrina Católica.
Contudo ainda lhes permitem ensinar em nome da ICR, mantendo posições de influência e autoridade. [Citado no
livro “O Espírito do Catolicismo”, da ex-freira Mary Ann Collins, traduzido por Mary Schultze, versão on-line. Este
livro está disponível no site www.cacp.org.br].

Como se já não bastasse por volta de 1945 o catolicismo se dividiu mais uma vez. Estamos falando da criação
da Igreja Católica Apostólica Brasileira fundada pelo ex-bispo católico romano Dom Carlos Duarte Costa. Fora esta
existe ainda a Igreja Católica Liberal e outras.

DIVERSIDADE DE RITOS, REGRAS E FÓRMULAS

Muitos desconhecem que a diversidade de igrejas que comporta hoje o catolicismo romano é cada vez maior.
Trata-se de igrejas cismáticas ou até mesmo consideradas heréticas que voltaram ao seio da igreja
romana, mas que ainda permaneceram com seus ritos e fórmulas de fé variados. [Os católicos costumam
distinguir entre heréticos e cismáticos. Herético é aquele que ensina doutrinas errôneas, seria o apóstata. Já
o cismático é aquele que apesar de estar no cisma com o catolicismo, não ensina, todavia, erros
doutrinários. Obs: Enquanto o Concílio de Trento considerou os protestantes heréticos, o Vaticano II revogou
esse termo para um menos ofensivo de “irmãos separados”]. Ao se submeteram à autoridade do papa, a qual é
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considerada a pedra de toque da verdadeira unidade passam a ser consideradas parte da igreja Católica
romana. Essa é a armadilha do AntiCristo para formar a Grande Igreja Ecumênica Mundial. Em outras palavras,
quando todas as crenças, religiões, credos, seitas, filosofias, etc aceitarem a autoridade do papa e criarem a única
igreja, o AntiCristo reinará. A título de ilustração, temos as mais diferentes igrejas com uma enorme e complexa
diversidade de ritos dentro da Igreja Católica que se proclama “Una”.

Por exemplo, alguns da Igreja Nestoriana voltaram para o seio da igreja romana, mas conservando o rito
caldeu e malabar. [O site desta igreja: http://www.chaldeansonline.net/].

Parte dos Jacobitas, ou monofisitas sírios, voltaram ao catolicismo, mas voltaram com seu rito próprio,
formando o chamado rito siríaco puro.

Já os melquitas se separaram do catolicismo em 1054, seguindo as demais igrejas de rito bizantino. No


entanto, em 1724 o novo Patriarca Melquita de Antioquia decidiu voltar ao Catolicismo. E voltou, formando o rito
Melquita.

Fora estes ainda existe os de ritos maronitas, o Ambrosiano, existente só na cidade de Milão, o Ítalo-Greco,
que é rezado em latim ou italiano, mas seu ritual é bizantino. Nasceu da parte sul da Itália, que sempre teve forte
influência bizantina e finalmente o moçárabe, existente na Espanha, e rezado em árabe.

Todas elas realizam de modos diferentes, com cerimônias diferentes e em línguas diferentes seu culto.
A eucaristia é celebrada numa diversidade assombrosa. Uma diversidade que nunca se viu entre as igrejas
evangélicas.

Além destas diferentes igrejas, que comporta o catolicismo debaixo de seu lábaro papal, ainda temos as
mais variadas ordens dentro do catolicismo romano tais como os Jesuítas, dominicanos, carmelitas,
franciscanos, agostinianos, marianos e outras mais, com uma rica diversidade de regras de vida, ritos,
fórmulas, festas, deveres religiosos, dias santos, práticas e pontos de vistas diferentes. É notória a
diferença destas ordens entre si, muitas vezes com uma rivalidade vituperiosa, a ponto de chegarem a se
digladiar por pontos periféricos de disciplina. Um exemplo prático disso foram as constantes disputas
entre jesuítas e dominicanos e entre estes e os franciscanos.

DIFERENÇA APARENTE OU REAL?

Os católicos levantam a acusação de que existem muitas igrejas protestantes diferentes umas das outras, na
liturgia e disciplina, por isso não há unidade, conseqüentemente não poderia ser a igreja verdadeira que Cristo
deixou. Apesar de os católicos alardearem de que conservam a mais perfeita união, contudo, não há assunto
divergente dentro das igrejas evangélicas que não o seja também entre os romanistas.

Muitos ficaram surpresos quando Mel Gibson revelou que estava construindo uma igreja para ele
mesmo, apelidada pela mídia de San Mel. Mas não se trata de uma nova seita, e sim de um outro tipo de
catolicismo que a maioria dos católicos desconhecem. Gibson segue a linha conservadora do catolicismo
oposta ao Vaticano II, por isso as missas na igreja de Gibson serão rezadas em latim, fiel ao rito tridentino.
[http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0%2C%2COI273197-EI312%2C00.html].

Este é apenas um exemplo da divisão dentro do catolicismo que os teólogos católicos não querem admitir, mas
que é fato notório. As igrejas que voltaram à comunhão Católica, mencionadas acima, tem a total liberdade de
praticar liturgias diferentes, e ter idéias diferentes em relação a pontos periféricos de doutrinas contanto que se
submetam à sede papal.

Indubitavelmente, nem a diversidade e muito menos a unidade Católica é substancialmente diferente da nossa.
Pondere por um instante sobre a diferença que há entre o protestantismo tradicional e o pentecostal, porventura
não seria a mesma que há entre o catolicismo tradicional e o carismático?

Ainda dentro da Renovação Carismática podemos distinguir dois grupos, os de tendência pentecostal e
os notadamente de raízes Católicas [Miranda, D.Antonio Afonso de, O que é preciso saber sobre a Renovação
Carismática. Aparecida–SP, Ed. Santuário, p. 58].

Uma diferença que poderíamos mencionar aqui também é quanto à conservação de alguns artefatos religiosos
como o crucifixo que perduraram nas igrejas luteranas e anglicanas, mas que estão ausentes nas demais igrejas
evangélicas.

Não consta o mesmo entre as igrejas Católicas dos países latinos que geralmente são repletas de imagens,
mas que estão praticamente ausentes entre os católicos norte-americanos?
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É digno de nota que enquanto os católicos brasileiros se dobram perante pedaços de ossos e panos antigos
qualificados como relíquias, os católicos ingleses repudiam tal prática. Pergunto: onde está a tão famigerada
unidade apregoada pelo catolicismo? Na prática, simplesmente, ela não existe!

Todavia, alguém poderia objetar dizendo que as diferenças se concentram apenas no campo das disciplinas,
mas nunca no da fé ou doutrina.

Mais uma vez esta objeção falha por não corresponder aos fatos. E para surpresa e decepção de nossos
antagonistas, divergências doutrinárias sempre estiveram presentes dentro do catolicismo romano, ainda que de
modo camuflado.

Diz certa obra Católica que “O longo pontificado de Pio VI foi marcado por profundas divergências no campo
doutrinal”. Ainda essa mesma obra afirma que o papa João Paulo II foi atacado por um padre de uma ordem rival
ligado a uma corrente contrária a reforma do Concílio Vaticano II em uma de suas viagens à Fátima. [Pintonello,
Aquiles, Os Papas. São Paulo: Ed. Paulinas 1986 2ª edição, pp. 140-98].

Os “Flagelantes” foi duramente combatido pelo papa Alexandre IV que os considerou heréticos. Eles faziam
parte do grande movimento do “pauperismo”, que foi uma reação contra a vida de enriquecimento do clero na
idade média. Francisco de Assis sairá deste movimento para fundar sua ordem que depois também iria se
subdividir. Outra questão de divisão foi quanto ao “conciliarismo”, teoria que prevaleceu por algum tempo, a qual
pretendia a superioridade do Concílio sobre o papa. O papa Martinho V chegou a se submeter a esta doutrina.[
Ibid pp.55-85]

Considere mais alguns exemplos:

Na época em que foi proposto o dogma da infalibilidade papal houve não pouca divergência entre os líderes
católicos de diversos países. Sinal que não havia nenhum consenso doutrinário ainda entre eles. Assim também
foi em relação aos livros apócrifos dogmatizados no concílio de Trento e com o dogma da “Imaculada Conceição”
de Maria. Sempre havia disputas teológicas em cima destes pontos considerados essenciais para a fé Católica
atual. É sabido que quanto a este último houve uma acerada disputa entre os franciscanos e dominicanos se
vilipendiando mutuamente.

Ora, a mesma controvérsia doutrinária que houve entre Jesuítas e Jansenitas não foi a mesma que houve entre
Calvinistas e armenianos a respeito da predestinação?

Hoje em dia existem os teólogos católicos que pregam a teologia da libertação cujo Evangelho difundido por
eles é contextualizado com ideais socialistas. Um dos representantes mais proeminentes desta corrente aqui no
Brasil é o frei Leonardo Boff que não poupa críticas quanto a postura da igreja Católica frente ao Evangelho
socialista apregoado por esta corrente doutrinária.

Sem falar nos polêmicos padres parapsicólogos que além de ir contra muitas doutrinas da igreja Católica,
chegam até mesmo a desmentir a própria Bíblia Sagrada. O mais popular deles aqui no Brasil, o jesuíta Oscar G.
Quevedo, foi até proibido pelo Vaticano de pregar suas teorias, pois colidia com os ensinos da igreja. [Aquino,
Felipe Rinaldo Queiros de, Falsas Doutrinas – Seitas & Religiões. Lorena: Ed. Cléofas 2002, p.47].

Outra: enquanto, algumas paróquias Católicas realizam a festa de “santo reis” perpetuando a crença nessa
religião popular, ela é repudiada por tantos outros dessa mesma igreja. Aliás, nunca foi oficializada pelo papa.

Enquanto a igreja Católica do México sanciona tradições religiões bárbaras como as auto-flagelações e auto-
crucificações com o fito de apagar os pecados dos fiéis, isto é altamente repudiado pela igreja Católica brasileira.

Poderíamos aumentar essa lista com mais exemplos, como o do teólogo católico alemão Eugen Drewermann,
crítico ferrenho do Vaticano, mas por enquanto ficamos somente com estes. Contudo, já deu para perceber que a
suposta unidade Católica rui por terra ante a verdade dos fatos. Ela não funciona na prática...

Qual a verdade dos fatos?

Depois de tudo que foi exposto acima concluímos que a igreja romana não tem envergadura moral e menos
razão do que qualquer outra da cristandade para acusar às outras igrejas de suas diferenças e divisões. [Entre os
anos de 50 e 60 houve grandes disputas entre as facções Católicas aqui no Brasil, especialmente em Belo
Horizonte como mostra a “Revista de História Regional” sob um enfoque sociológico. O trabalho na íntegra pode
ser visto no site http://www.rhr.uepg.br/v3n1/matta.htm#34. Outra opção para quem queira se aprofundar no
assunto é ler o livro de Arnaldo Lemos Filho, “Os Catolicismos Brasileiros” da editora Alínea, onde mostra os
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diferentes tipos de catolicismos existentes no Brasil]. É hipocrisia apelar para a diversidade das outras, acusando-
as de falta de unidade enquanto toleram estas mesmas diferenças em seu próprio seio debaixo de eufemismos
terminológicos.

A verdade é esta: os católicos têm suas divergências e diferenças, mas não admitem, pois concordam em
submetê-las todas à decisão da sede papal, que é para eles o centro da unidade; os evangélicos têm também as
suas, mas submetem-nas todas ao único líder – Jesus – cuja autoridade das Escrituras, compõe o centro dessa
unidade.

Quanto às diferenças entre as igrejas evangélicas, não passam de meras diferenças na forma de seu culto. São
coisas que não afetam os principais artigos de fé de nossas igrejas. Estas e outras são os únicos ou principais
pontos de divergências que existem entre os evangélicos. Importante ressaltar que quando falamos em artigos de
fé estamos nos reportando aos nossos credos. Assim as igrejas evangélicas ou protestantes seguem na mesma
linha reta em relação ao que crêem. É claro que pode haver diferença a respeito da aplicação de algumas
palavras, mas todas estão de acordo no principal. É só comparar os credos das várias denominações protestantes
entre si.

Quanto aos pontos de disciplina é difícil determinar em qual das igrejas há maior divergência! [Seymour, M.H,
Noite com os Romanistas – Coleção Vaticano II. Ourinhos: Edições Cristãs 1998].

Veja mais no Estudo: “DENOMINAÇÃO RELIGIOSA É MORTE ESPIRITUAL”


(http://macfly.multiply.com/journal/item/42) e sobre a origem, formação e história da Igreja Católica confira em
http://macfly.multiply.com/journal/item/28.

CAT: 14- Porque o subjetivismo protestante entra pelos caminhos do racionalismo e vêm a ser os mais ousados
roedores das Escrituras (tal é o caso de Bultmann, Marxsen, Harnack, Reimarus, Baur...). Outros preferem adotar
cegamente o sentido literal, sem o discernimento dos expressionismos próprios dos antigos semitas; o que
distorce, de outro modo, a genuína mensagem Bíblica.

EVAN: R - No dia que a Igreja de Roma excluir o Padre Quevedo, que diz que o diabo não existe, no dia que a
Igreja de Roma excluir os padres que acreditam em reencarnação, como os exibidos no Fantástico de 11 de
Novembro/2001, no dia que a Igreja de Roma excluir o padre Gozzi que acha belo e puro o Candomblé, nesse dia
eu vou acreditar que a Igreja de Roma não aceita SUBJETIVISMOS em seu meio... antes disso... é mera
HIPOCRISIA E FALÁCIA.

CAT: Como a tríade não tem argumentos para se defender do que disse D. Estevão, a mesma, novamente,
tentou mostrar que a Igreja Católica é tão ruim quanto a protestante. Péssimo sinal! Graças a Deus, não é assim,
pois, se fosse, nenhuma igreja cristã seria séria. E, se os protestatnes não podem se defender da argumentação
de D. Estevão, nós católicos podemos nos defender, tranqüilamente das que nos dirigem a tríade.

A Igreja Católica não admite subjetivismos, e nunca admitiu. Os católicos que discordam da doutrina da
Igreja são maus católicos, mas a excomunhão dos mesmos é ato seríssimo e extremo, pelo que apenas
em casos seríssimos e extremos (como no de Lutero) deve ser aplicado. O fato de que os padres citados
possam estar falando alguma bobagem, por si só, não implica em excomunhão, e nem muda o fato de que estas
bobagens estão em desacordo com a doutrina da Igreja. Uma mãe pune seus filhos com amor, carinho e
docilidade, visando à sua correção. Apenas em casos extremos (e cabe à Igreja dizer quando existe a
extremidade) é que a excomunhão é aplicada.

EVAN: R - Recorda-se que não se deve interpretar um único versículo isoladamente, mas sim colocá-lo em
harmonia com toda a Palavra (II Tim 3:16 com II Pe 1:20-21 e Gálatas 1:8), pois, de uma única peça do quebra-
cabeça não é possível ver o quadro por completo e, fatalmente, se cometerá equívocos nas suposições
(achismos).

Ao dizer que Lutero foi um herege está refutando todas as suas 95 teses e, inclusive, está afirmando que é
errado o povo ter acesso e posse das Escrituras num idioma/língua que entendam. Em outras palavras, está-se
afirmando que a Bíblia deveria continuar sendo apenas em Latim e que somente os padres poderiam ter acesso à
mesma. Ainda mais, está se dizendo que é correto a venda de indulgências (compra do perdão dos pecados ainda
não cometidos).

Se hoje qualquer pessoa tem acesso às Escrituras e, ainda, no idioma que entenda, é graças a Deus por
ter iluminado a homens como Martinho Lutero que traduziu do Latim para o idioma popular.

Veja mais sobre Lutero no tópico: "OS ÍCONES CRISTÃOS" na segunda resposta evangélica (EVAN:) ao item
CAT: 09.
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Veja: “MARTINHO LUTERO E SUAS TESES” - http://macfly.multiply.com/journal/item/55

CAT: 15- Não sou protestante porque quem lê um folheto protestante dirigido a Igreja Católica, lamenta o baixo
nível das argumentações, sendo imprecisas, vagas, ou mesmo tendenciosas; afirmam gratuitamente sem provar
as suas acusações; baseiam-se em premissas falsas, datas fictícias, anacronismos etc.

EVAN: R - A acusação recai sobre o acusador. Vemos nessas VINTE RAZÕES os erros pelos quais somos
acusados. Ou seja, o baixo nível da argumentação, quase inexistência de uma base bíblica; um modo tendencioso
de nivelar todas as denominações evangélicas, classificando-as como seitas.

Em resumo, dizendo que fora do catolicismo não há salvação. São os mesmos erros cometidos no tempo de
Martinho Lutero. O catolicismo seria o guardião da verdade. Mas Jesus disse claramente que quem nele crê não
será condenado.

A Bíblia diz claramente que a salvação é pela graça, mediante a fé (Ef 2.8). Não vem pelo batismo, nem pela
ingestão do pão, nem pelo casamento, pelo crisma ou por qualquer outra obra. O ladrão na cruz apenas creu, e foi
salvo (Lc 23.43). Uma coisa é acusação, outra é apontar as heresias e apresentar argumentos bíblicos.

CAT: Novamente, não se defendem do fato exposto por D. Estevão: todo e qualquer panfleto protestante é
repleto de erros (bíblicos, doutrinário, históricos, geográficos e, pasmem, até de português), com baixíssimo nível
de argumentação. Novamente, tentam provar que a Igreja Católica é tão ruim quanto à deles. Novamente,
podemos dizer que, graças a Deus, não é assim.

As respostas às refutações de D. Estevão são fraquíssimas, falaciosas e, no mais das vezes, fogem do tema
central. Isto demonstra o quão bem estruturado foi este estudo feito pelo monge católico e quão distante é o nível
intelectual dele daqueles que o atacam.

“Em resumo, dizendo que fora do catolicismo não há salvação.”

D. Estevão não disse isto em nenhum momento. Mas, de fato, não há salvação fora do catolicismo. Para
sermos salvos devemos estar em comunhão com o corpo ou pelo menos com a alma da Igreja (ser fiel à lei
natural) se não tiver condição de conhecer a Igreja.

“São os mesmos erros cometidos no tempo de Martinho Lutero. O catolicismo seria o guardião da
verdade. Mas Jesus disse claramente que quem nele crê não será condenado.”

É a própria Bíblia que diz que a Igreja é o firmamento e a coluna da Verdade. É o próprio Cristo quem institui a
Sua Igreja e que confere, ao seu pastor, as chaves do Reino dos Céus. A Igreja Católica é parte integrante e
essencial da salvação humana, queiram ou não, gostem ou não, aceitem ou não, saibam ou não.

E, de fato, quem crê em Cristo (no verdadeiro Cristo) não será condenado. Ocorre que os protestantes não
crêem em Cristo, mas num Jesus que eles inventaram e que ensina apenas o que lhes aprouver. Este crê num
Jesus que permite o aborto; aquele, num Jesus que nada vê de errado no homossexualismo; um terceiro, num
Jesus que aprova o divórcio e a contracepção; e todos, num falso Jesus. Neste falso Jesus, nenhuma salvação é
possível.

“A Bíblia diz claramente que a salvação é pela graça, mediante a fé (Ef 2.8).”

Basta ler Mt 25 para que se saiba da importância das obras.

“Não vem pelo batismo,”

"Quem crer e for batizado será salvo; quem não crer não será salvo"; "Ide, pois, e fazei discípulos a todas as
nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo."

“nem pela ingestão do pão,”

"Em verdade, em verdade, eu vos digo: se não comerdes da minha carne, se não beberdes do meu sangue,
não tereis a vida em vós".

“nem pelo casamento, pelo crisma ou por qualquer outra obra. O ladrão da cruz apenas creu, e foi salvo
(Lc 23.43). Uma coisa é acusação, outra é apontar as heresias e apresentar argumentos bíblicos.”

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De fato, a salvação não vem pelo casamento, crisma ou qualquer outra obra, mas dos méritos de Cristo. Os
protestantes criticam uma caricatura de Igreja Católica que só existe nos gibis protestantes, mas que nada tem a
ver com o verdadeiro catolicismo. É Cristo quem nos salva; nós apenas cooperamos nesta salvação com nossas
obras.

EVAN: João 5:39 – “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que
de mim testificam;”

Recorda-se que não se deve interpretar um único versículo isoladamente, mas sim colocá-lo em harmonia com
toda a Palavra (II Tim 3:16 com II Pe 1:20-21 e Gálatas 1:8), pois, de uma única peça do quebra-cabeça não é
possível ver o quadro por completo e, fatalmente, se cometerá equívocos nas suposições (achismos).

Sobre salvação, confira acima no item CAT: 04, na segunda resposta evangélica, no subitem “EVAN:
SALVAÇÃO”.

CAT: 16 - Não sou protestante porque: eles protestam, criticam, censuram a fé Católica para substituí-la pela
negação, pela revolta contra a autoridade do Papa etc. Esse é o laço que os une, pois a essência do
protestantismo é a negação da Igreja Católica.

EVAN: R - É um erro a expressão "fé Católica". Não existe fé Católica nem fé evangélica, mas simplesmente a
fé no Senhor Jesus, o nosso Salvador. Milhões substituíram a fé Católica pela fé em Jesus. Ninguém será salvo
por pertencer a esta ou àquela denominação. A salvação é pessoal e depende de nossa fé em Jesus Cristo (Jo
3.18; Rm 10.9; At 16.31).

Não atacamos o Papa ou quem quer que seja. Quem assim faz não está se comportando como verdadeiro
cristão. O Papa é autoridade máxima no catolicismo, mas não no Cristianismo. Logo, como não pertencemos ao
catolicismo não estamos sob a autoridade papal. Negamos a Igreja Católica, mas não negamos a Cristo
Jesus.

CAT: A incoerência da tríade lhes permite afirmar que não existe "fé Católica" para, depois, afirmar que milhões
substituíram a "fé Católica" (que não existia até então) pela fé em Jesus. Se não existe a fé Católica, o que, então,
abandonaram os revoltosos? É óbvio que existe a fé Católica e a fé evangélica. Eu tenho fé em muitas coisas nas
quais a tríade não acredita.

É verdade que muitos abandonam a fé Católica (verdadeira fé cristã) pela evangélica, mas, na contra-mão, é
cada vez maior o número de evangélicos que abandonam as seitas e que voltam para a barca de Pedro. É cada
vez maior o número de protestantes que apostatam de fé e se convertem ao misticismo, ao islamismo e ao
indiferentismo religioso. Os protestantes adoram alardear suas conversões e se "esquecem" de dizer que, nos
países protestantes do norte da Europa, a fé cristã praticamente desapareceu. Adoram falar deste ou daquele que
abandonou a Igreja para entrar numa seita qualquer, mas calam-se e nada afirmam daqueles que, abandonando
as seitas, convertem-se ao catolicismo.

Normalmente convertem-se ao protestantismo aqueles que não tiveram boa evangelização, e não conheciam a
Igreja que diziam crer. No entanto é cada vez mais crescente o número de protestantes esclarecidos que se
tornam católicos fervorosos.

“Não atacamos o Papa ou quem quer que seja. Quem assim faz não está se comportando como
verdadeiro cristão. O Papa é autoridade máxima no catolicismo, mas não no Cristianismo. Logo, como não
pertencemos ao catolicismo não estamos sob a autoridade papal. Negamos a Igreja Católica, mas não
negamos a Cristo Jesus.”

Qualquer um que acompanha as publicações e os programas de rádio e de televisão dos protestantes pode ver
que o catolicismo é sempre atacado e insultado. Isto é fato notório. Até parece que o catolicismo é o único assunto
destes programas e destas publicações... Por outro lado, as publicações e os programas católicos dificilmente
falam do protestantismo e, quando o fazem, na maior parte das vezes é para ressaltar algum lado bom dos
protestantes ou esclarecer desmentidos. Daí se vê quem é, verdadeiramente, cristão.

EVAN: R – Recorda-se que não se deve interpretar um único versículo isoladamente, mas sim colocá-lo em
harmonia com toda a Palavra (II Tim 3:16 com II Pe 1:20-21 e Gálatas 1:8), pois, de uma única peça do quebra-
cabeça não é possível ver o quadro por completo e, fatalmente, se cometerá equívocos nas suposições
(achismos).

Veja mais sobre Pedro ser o suposto líder da Igreja e os papas serem seus sucessores - segunda resposta
evangélica ao CAT: 02 e na segunda resposta evangélica (EVAN: - PEDRO COMO PRIMEIRO PAPA) ao item
91/136
CAT: 10.

Sobre o papa veja no tópico CAT: 05, na segunda resposta evangélica no subitem: “O PAPADO”.

CAT: 17 -Não sou protestante porque cada qual dá à Escritura o sentido que julga dar, e assim se vai diluindo e
pervertendo cada vez mais a mensagem revelada. Lêem apenas, mas tem grandes dificuldades de estudarem a
Bíblia e as antigas tradições do Cristianismo.

EVAN: R - Carece de prova a afirmação de que cada evangélico dá a interpretação que deseja dos textos
bíblicos. As denominações evangélicas possuem teólogos, faculdades de teologia, escolas bíblicas, toda uma
estrutura para orientar, ensinar, tirar dúvidas. Não há nenhuma norma proibindo a leitura da Bíblia, como
aconteceu antigamente no catolicismo.

Julgamos que todos são capazes de entender a Palavra de Deus (2 Tm 3.16-17). Dizer que temos grandes
dificuldades "de estudar" a Bíblia é faltar com a verdade. É exatamente o contrário. Os evangélicos estão sempre
portando a sua Bíblia. Ocorre o contrário no catolicismo, onde a maioria não tem o hábito de pelo menos ler as
Escrituras.

CAT: E não é verdade não? Desde os primórdios do protestantismo é assim: cada um dando a interpretação
que deseja aos trechos bíblicos que deseja.

Não foi à toa que o Pai da Revolta, Martinho Lutero assim se pronunciou: "Este não quer o batismo, aquele
nega os sacramentos; há quem admita outro mundo entre este e o juízo final, quem ensina que Cristo não é Deus;
uns dizem isto, outros aquilo, em breve serão tantas as seitas e tantas as religiões quantas são as cabeças"
(Luthers M. In. Weimar, XVIII, 547; De Wett III, 6l).

“As denominações protestantes possuem teólogos, faculdades de teologia, escolas bíblicas, toda uma
estrutura para orientar, ensinar, tirar dúvidas. Não há nenhuma norma proibindo a leitura da Bíblia, como
aconteceu antigamente no catolicismo.”

Primeiramente, a Igreja nunca proibiu a leitura da Bíblia. Apenas proibiu esta leitura nas publicações
vernaculares (protestantes) dado o baixo nível das traduções. Fato este comprovado pelos maiores estudiosos
dos manuscritos e primeiras traduções. Afirmam eles também que apenas os manuscritos guardados pela Igreja é
que são fiéis.
Algumas igrejas evangélicas, de fato, possuem seminários faculdades de teologia, etc.. Outras (mais fiéis ao
livre exame, e, portanto, mais coerentes), contudo, não têm nada disto e os seus pastores nadam a braços largos
nas interpretações particulares, por mais esdrúxulas que sejam.

“Julgamos que todos são capazes de entender a Palavra de Deus (2 Tm 3.16-17).”

Infelizmente, a verdade é outra. A compreensão da Bíblia exige o conhecimento de hebraico, grego e aramaico;
exige a compreensão minuciosa da história de todo o crescente fértil num período de aproximadamente 3000
anos; exige conhecimentos lingüísticos e culturais; exige um profundo conhecimento geográfico de toda a região;
exige um profundo conhecimento teológico e patrístico. Infelizmente, poucos são os que podem, sozinhos,
entender, verdadeiramente a Bíblia. E este é o calcanhar de Aquiles do protestantismo. Cada qual pega sua Bíblia,
entende o que quer e sai por aí fundando igrejas e julgando-se um salvador de almas para Jesus. Na verdade, o
mundo jamais conheceu um grande teólogo protestante. Somos, contudo, obrigados a reconhecer que os
protestantes conhecem o texto das Escrituras melhor do que os católicos. Eles, contudo, se fossem sinceros,
reconheceriam que os católicos conhecem o espírito das Escrituras melhor do que os protestantes.

“Dizer que temos grandes dificuldades "de estudar" a Bíblia é faltar com a verdade. É exatamente o
contrário. Os evangélicos estão sempre portando a sua Bíblia. Ocorre o contrário no catolicismo, onde a
maioria não tem o hábito de pelo menos ler as Escrituras.”

Ler a Bíblia é diferente de "estudar as Escrituras". Os protestantes não estudam as Escrituras, até poucos são
os que têm condições para isto. Eles apenas lêem. Lêem e não entendem, como aconteceria se eu me pusesse,
hoje, a ler um livro de física quântica. Pergunto: que adianta ler e não entender? De nada serve esta leitura feita a
torto e a direito. Aliás, este falso conhecimento da Bíblia é o que impede muitos protestantes a reconhecer os
dogmas da igreja, pois eles passam a julgar que entenderam as Escrituras e que, neste entendimento, não há
lugar para o papado, para a transubstanciação, para Maria, etc..

EVAN: R – A IGREJA CATÓLICA PROIBIU A POSSE E A LEITURA DA BÍBLIA

São Cipriano, bispo de Cartago, anos 249-258, alertava: "NÃO RECEBO OPINIÃO DIFERENTE DAS
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SAGRADAS ESCRITURAS, SEJA DE QUEM FOR!" e São Jerônimo, anos 340-420 dizia o mesmo: "Se estiver
escrito recebemo-lo, se não estiver escrito, não receberemos, o que eles apresentam como tradição a Palavra de
Deus o vergasta!". (Veja Adv. Creseon, pág. 40 e In. Agg. Proph. Cap. 1 nº 2). Foi contrariando homens como
esses que a Igreja Católica perdeu sua legitimidade e caiu em descrédito.

Sobre tradições, confira a segunda resposta evangélica aos itens CAT: 03 e 05 ("O INSUSTENTÁVEL
SUPORTE DA TRADIÇÃO"), além do item CAT: 06 completo.

A história dos massacres e perseguições perde-se no tempo. Quase impossível para os historiadores é levantar
o número exato ou aproximado de vítimas da Inquisição. O banho de sangue começou na Europa, mais
precisamente na França, e se estendeu por países vizinhos. Havia, por parte da Igreja de Roma, uma
preocupação constante com a propagação do Evangelho, com o conhecimento da Palavra, com a tradução
da Bíblia em outras línguas. Preocupação no sentido de proibir. Só pelo fato de um católico passar a ler as
Escrituras estava sujeito a ser considerado um herege e, como tal, ser excomungado e levado à fogueira. A
Bíblia era, assim, considerada um obstáculo às pretensões da Igreja de Roma, de colocar todos os povos sob
seus domínios. Muitos meios foram usados para que a Bíblia ficasse restrita ao pequeno círculo dos sacerdotes,
dos padres, dos bispos e dos papas.

A ICR (Igreja Católica Romana) manteve a Bíblia em Latim, o que evitou que as pessoas, que não sabiam
Latim, pudessem ler a mesma em sua própria língua, e assim ficaram dependentes dos padres para ler a
explicar a Bíblia para elas. Desse modo, não podiam conferir o que os padres lhes ensinavam contra a
Escritura. Os homens que se atreviam a traduzir a Bíblia na língua do povo comum eram queimados na
estaca.

Esclarece que foi em 670, pelo papa Vitélio, que as missas passaram a ser feitas em Latim e proibindo a
tradução da Bíblia do Latim para os idiomas dos povos, exatamente para que ninguém entendesse nada,
por ser já o Latim uma língua morta (ninguém mais a usava, falava ou conhecia). Hoje nem mesmo os
padres sabem o latim fluentemente e naquela época somente eles sabiam.

Desde antes que a primeira Bíblia (traduzida por Martinho Lutero do Latim para o Alemão) foi impressa pelo
inventor da tipografia (impressa), Johann Gutenberg, em 1455, a Igreja Romana se posicionou contra a leitura e a
posse das Escrituras Sagradas.

As pessoas eram queimadas como "hereges" caso possuíssem ou lessem a tradução de Tyndale. (If you want
to get a feel for the times, then read the book “God’s Outlaw” by Brian H. Edwards [England: Evangelical Press,
1976, 1999]. This book is available at regular book stores).

Quem quiser sentir melhor essa época, leia o livro "God´s Outlaw", de Brian H. Edwards, da Inglaterra,
Evangelical Press, 1976, o qual pode ser conseguido nas livrarias regulares.

Durante séculos os cristãos foram proibidos de possuir as Escrituras em qualquer idioma, inclusive no
Latim. (Paul Johnson, eminente historiador Católico, "The History of Christianity", NY, Simon & Schuster, a
Touchstone Book, 1995, ps. 254, 255 e 273).

Aos leigos era proibido ler a Bíblia em Latim. Isso era considerado heresia. Homens e mulheres foram
queimados na estaca por terem lido a Bíblia (Paul Johnson, “A History of Christianity,” p. 273).

Em 1080 houve muitos casos em que eruditos quiseram traduzir a Bíblia na língua do povo comum, contudo
isso foi proibido pelos papas, pelos concílios da Igreja e pelos bispos individuais (Paul Johnson, eminente
historiador Católico, "The History of Christianity", NY, Simon & Schuster, a Touchstone Book, 1995, p. 273).

Com a Reforma Protestante, a Bíblia foi traduzida para o Inglês, o Alemão e outros idiomas. Com a invenção
da imprensa, as cópias da Bíblia se tornaram tão numerosas que já não mais puderam ser suprimidas.

William Tyndale foi queimado como herege por ter traduzido a Bíblia para o Inglês. (Tyndale, William, na
"World Book Encyclopedia 2000, em CD-Rom). As pessoas eram queimadas como "hereges" na estaca por
possuírem e lerem a sua tradução (If you want to get a feel for the times, then read the book “God’s Outlaw” by
Brian H. Edwards (England: Evangelical Press, 1976, 1999. This book is available at regular book stores.)

O povo tinha tanta ânsia em conhecer o que a Bíblia dizia que, quando, finalmente a tradução inglesa ficou
disponível, multidões lotaram as igrejas onde ela era guardada.

Homens faziam filas para ler a Bíblia em voz alta. Enquanto havia luz do dia, eles ficavam lendo a Bíblia em voz
alta, e as multidões os escutavam. (This information comes from an on-line biography of William Tyndale which is
93/136
available at http://elvis.rowan.edu/~kilroy/JEK/10/06.html).

Em 1215 o Papa Inocéncio III proclamou-se "Vigário de Cristo no Céu e no Inferno"; a seguir, proibiu a
leitura da Bíblia, instituiu a Inquisição e mandou massacrar milhares de Cartaros (albigenses) Cristãos.

Um dos primeiros grupos organizados a serem atormentados foram os valdenses. Valdenses eram chamados
os membros da “seita”, também chamada Pobres de Lião, fundada pelo mercador Pedro Valdo por volta de 1170,
na França. Inspirada na pobreza evangélica, repudiava a riqueza da Igreja Católica". O grupo organizado por
Pedro Valdo, um rico comerciante, cria que todos os homens tinham o direito de possuir a Bíblia traduzida na sua
própria língua. Acreditavam, também, que a Bíblia era a autoridade final para a fé e para a vida. Os valdenses se
vestiam com simplicidade - contrapondo-se à luxúria dos sacerdotes católicos, ministravam a Ceia do Senhor e o
Batismo, e ordenavam leigos para a pregação e ministração dos sacramentos. "O grupo tinha seu próprio clero,
com bispos, sacerdotes e diáconos". Tal liberdade não era admitida pela Igreja Católica porque não havia
submissão ao Papa e aos seus ensinos. Os valdenses possuíam a Bíblia traduzida na sua língua materna, o
que facilitou a pregação da Palavra. Outros grupos sucumbiram diante das ameaças e castigos impostos pelos
romanistas. Os valdenses, todavia, resistiram. Na escuridão das cavernas, cada versículo era copiado, lido
e ensinado. Na Bíblia encontraram a Luz - uma luz forte que inunda corpo, alma e espírito... uma luz
chamada Jesus. Os valdenses foram, certamente, os primeiros a se organizarem como igreja, formar seu próprio
clero e enviar missionários para outras regiões na França e Itália. Tudo com muito sacrifício e sob implacável
perseguição. Essa liberdade de ação motivou os líderes romanos a adotarem medidas duras contra a "seita". Uma
bula papal classificou os valdenses como hereges e, como tal, condenados à morte. A única acusação contra eles
era a de que "tinham uma aparência de piedade e santidade que seduzia as ovelhas do verdadeiro aprisco". Uma
cruzada foi organizada contra esse povo santo. Como incentivo, a Igreja (Católica) prometia perdão de
todos os pecados aos que matassem um herege, "anulava todos os contratos feitos em favor deles (dos
valdenses), proibia a toda a pessoa dar-lhe qualquer auxílio, e era permitido se apossar de suas
propriedades por meio de violência". Não se sabe quantos valdenses morreram nas Cruzadas. Sabemos,
portanto, que esses obstinados cristãos fincaram os alicerces da Reforma que viria séculos depois.

O livro “Roman Catholicism”, publicado desde os anos 1960 foi escrito pelo famoso pastor protestante Loraine
Boettner (1901-1990). Nele está escrito que a Igreja Católica, durante o Concílio de Tolosa, na França, em
1229, proibiu que leigos católicos lessem a Bíblia.

Em 1229, o Concílio de Tolouse (França), o mesmo que criou a diabólica Inquisição, determinou:
"Proibimos os leigos de possuírem o Velho e o Novo Testamento ... Proibimos ainda mais severamente
que estes livros sejam possuídos no vernáculo popular. As casas, os mais humildes lugares de
esconderijo, e mesmo os retiros subterrâneos de homens condenados por possuírem as Escrituras devem
ser inteiramente destruídos. Tais homens devem ser perseguidos e caçados nas florestas e cavernas, e
qualquer que os abrigar será severamente punido." (Concil. Tolosanum, Papa Gregório IX, Anno Chr.1229,
Canons 14:2, grifos nossos).

Foi este mesmo Concílio que decretou a Cruzada contra os albigenses. Em "Acts ofInquisition, Philip Van
Limborch, History of the Inquisition, cap. 08, temos a seguinte declaração conciliar: "Essa peste (a Bíblia) assumiu
tal extensão, que algumas pessoas indicaram sacerdotes por si próprias, e mesmo alguns evangélicos que
distorcem e destruíram a verdade do Evangelho e fizeram um Evangelho para seus próprios propósitos... (elas
sabem que) a pregação e explanação da Bíblia é absolutamente proibida aos membros leigos". (grifos nossos).

No Concílio e Constança, em 1415, o santo Wycliffe, protestante, foi postumamente condenado como "o
pestilento canalha de abominável heresia, que inventou uma nova tradução das Escrituras em sua língua
materna".

Em 1546 Roma decretou: "a Tradição tem autoridade igual à da Bíblia". Esse dogma está em voga até
hoje, até porque existe o dogma da "infalibilidade papal". Ora, se os dogmas, bulas, decretos papais e resoluções
outras possuem autoridade igual à das Sagradas Escrituras, os católicos não precisam buscar verdades na
Palavra de Deus.

Sobre tradições, confira a segunda resposta evangélica aos itens CAT: 03 e 05 ("O INSUSTENTÁVEL
SUPORTE DA TRADIÇÃO"), além do item CAT: 06 completo.

O Papa Júlio III, preocupado com os rumos que sua Igreja estava tomando, ou seja, perdendo prestígio e
poder diante do número cada vez maior de "irmãos separados" ou "'cristãos novos" ou "protestantes" (apesar dos
massacres), convocou três bispos (Vicentius De Durtantibus, Egidus Falceta e Gerardus Busdragus), dos
mais sábios, e lhes confiou a missão de estudarem com cuidado o problema e apresentarem as sugestões
cabíveis. Ao final dos estudos, aqueles bispos apresentaram ao papa um documento intitulado: "DIREÇÕES
CONCERNENTES AOS MÉTODOS ADEQUADOS A FORTIFICAR A IGREJA DE ROMA". Tal documento está
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arquivado na Biblioteca Imperial de Paris, fólio B, número 1088, vol. 2, págs 641 à 650. O trecho final desse ofício
é o seguinte:

"Finalmente (de todos os conselhos que bem nos pareceu dar a Vossa Santidade, deixamos para o fim o
mais necessário), nisto Vossa Santidade deve pôr toda a atenção e cuidado de permitir o menos que seja
possível a leitura do Evangelho, especialmente na língua vulgar, em todos os países sob vossa
jurisdição. O pouco dele que se costuma ler na Missa, deve ser o suficiente; mais do que isso não devia ser
permitido a ninguém. Enquanto os homens estiverem satisfeitos com esse pouco, os interesses de Vossa
Santidade prosperarão, mas quando eles desejarem mais, tais interesses declinarão. Em suma, aquele
livro (a Bíblia) mais do que qualquer outro tem levantado contra nós esses torvelinhos e
tempestades, dos quais meramente escapamos de ser totalmente destruídos. De fato, se alguém o
examinar cuidadosamente, logo descobrirá o desacordo, e verá que a nossa doutrina é muitas vezes
diferente da doutrina dele, e em outras até contrária a ele; o que se o povo souber, não deixará de
clamar contra nós, e seremos objetos de escárnio e ódio geral. Portanto, é necessário tirar esse
livro das vistas do povo, mas com grande cuidado, para não provocar tumultos" - Assinam Bolonie,
20 Octobis 1553 - Vicentius De Durtantibus, Egidus Falceta, Gerardus Busdragus". (Grifos nossos).

Sobre isso, o site católico veritais (http://www.veritatis.com.br/conteudo.asp?pubid=2554) assim se pronunciou,


através de Alexandre Semedo: “Sinceramente, eu não tenho como consultar os livros da Biblioteca Imperial de
Paris para verificar a existência e o conteúdo do mesmo. E, mesmo que eu tivesse acesso à citada Biblioteca,
dificilmente poderia ler o texto, visto que ele deve ter sido redigido em latim, idioma que, embora eu dele tenha
alguns conhecimentos, não tenho um domínio minimamente satisfatório para análise textuais.”

0 Papa Pio IX, 1846-74 definia a aversão do Catolicismo contra a Bíblia dizendo: "A leitura da Bíblia é um
veneno", mais tarde em 1864 confirmou: "A propaganda da Bíblia é uma péste!" (Siil. 8.12.64).
O Papa Pio IX, em sua encíclica "Quanta cura", em 8 de dezembro de 1866, emitiu uma lista de oito erros sob
dez diferentes títulos. Sob o título IV ele diz: "Socialismo, comunismo, sociedades clandestinas, sociedades
bíblicas... pestes estas devem ser destruídas através de todos os meios possíveis".

A IGREJA PROIBIU A LEITURA DA BÍBLIA?

Resposta dada por Dom Estevão Bettencourt:

"Em síntese: Ouve-se, por vezes, dizer que a Igreja Católica proibiu a leitura da Bíblia. A resposta há de ser
deduzida de um percurso da história. Ora, está averiguado que, nos primeiros séculos, muito se recomendava a
leitura do texto sagrado. Na Idade Média e em épocas posteriores (especialmente no século XVI) surgiram
heresias que traduziam a Bíblia do latim para o vernáculo instilando no livro sagrado idéias contrárias à
reta fé. Daí proibições, formuladas por Concílios, de se utilizar a Bíblia em língua vernácula, a não ser que
o leitor recebesse especial autorização para fazê-lo. Ainda no século XIX a Igreja via nas traduções
vernáculas da Bíblia o canal de concepções heréticas. Todavia a partir do Papa S. Pio X (+1903) deu-se uma
volta às fontes, que incluiu a recomendação da leitura da Bíblia, por parte de todos os fiéis, em língua vernácula.
No momento presente, dado que existem boas edições da Escritura nas línguas vivas, a Igreja fomenta o recurso
assíduo à Palavra de Deus escrita e lida no concerto da Tradição da Igreja. (...). Na Idade Média apareceram
correntes dualistas e heréticas que se valiam da Bíblia para apoiar suas concepções errôneas. Tal foi, por
exemplo, o caso dos cátaros, avessos à matéria como se esta fosse, por si mesma, má. Em conseqüência,
o Concílio de Tolosa (França) em 1229 proibiu o uso de traduções vernáculas da Bíblia. Esta disposição foi
retirada pelo Concílio da Tarragona (Espanha) em 1233. A mesma proibição aparece num decreto do rei Jaime
I da Espanha em 1235: "Ninguém possua em vernáculo os livros do Antigo e do Novo Testamento. (...). No
século XIV, John Wiclef (1320-84) em Oxford estabeleceu como única norma de fé a Escritura traduzida
para o inglês; interpretando subjetivamente a Bíblia, negava a autoridade do Papa, a confissão auricular, a
transubstanciação eucarística, o culto dos Santos...; provocava assim grande agitação entre os fiéis. Por
isso o Sínodo de Oxford (1408) proibiu a publicação e a leitura de textos vernáculos da Bíblia não
autorizados. O mesmo se deu no Sínodo dos Bispos alemães em Mogúncia (1485). (...). Eis por que o
Concílio de Trento (1543-65) tomou medidas que preservassem os fiéis católicos dos males acarretados pelas
proposições dos reformadores; assim: a) declarou autêntica (isenta de erros teológicos) a Vulgata latina, tradução
devida a S. Jerônimo (+420) e muito difundida entre os cristãos. Assim se dissiparia a confusão existente entre
clérigos e leigos, que, em meio a múltiplas traduções, já não sabiam encontrar a pura mensagem bíblica. - O
Concilio não quis afirmar que a tradução da Vulgata é lingüisticamente perfeita, mas tomou uma providência
necessária no século XVI; (...) c) proibiu edições da Bíblia sem o nome do autor responsável pela edição. Proibiu
também a difusão do texto bíblico sem a autorização do Bispo diocesano; (...). No tocante às traduções da Bíblia,
o Papa Paulo V em 1564 aprovou as seguintes normas: Regra III: "...(o uso) das traduções dos livros do Antigo
Testamento poderá ser concedido, a juízo do Bispo, unicamente a homens doutos e piedosos sob a condição de
que tais traduções sejam usadas apenas para esclarecer a Vulgata e melhor entender a S. Escritura... O uso das
traduções do Novo Testamento realizadas por autores da primeira classe [2] a ninguém seja concedido, porque
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sua leitura costuma acarretar para os leitores pouca utilidade e grande perigo (...). No século XIX multiplicaram-se
as Sociedades Bíblicas protestantes, cuja finalidade era difundir a Bíblia em traduções vernáculas. Compreende-
se que, na base dos princípios adotados no século XVI, a Igreja se opusesse a tais iniciativas, consideradas como
perigosas para a reta fé. A primeira advertência deu-se em 1816. Ao arcebispo católico que recomendava aos
seus fiéis a Sociedade Bíblica fundada em São Petersburgo na Rússia, escrevia o Papa Pio VII: "A Igreja
Romana, segundo as prescrições do Concílio de Trento reconhece a edição Vulgata da Bíblia e rejeita
traduções feitas para outros idiomas, se não estiverem acompanhadas de notas provenientes dos escritos
dos Padres e dos doutores católicos, a fim de que tão grande tesouro não seja exposto às corruptelas das
novidades... Se não poucas vezes lamentamos que tenham falhado na interpretação das Escrituras homens
piedosos e sábios, como não deveremos recear grandes riscos se se entregarem as Escrituras traduzidas em
vernáculo ao povo ignorante, que, na maioria dos casos, carece de discernimento e julga com temeridade?" (D.S.,
Enquirídio nº 2710s). (...)."
(http://www.universocatolico.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=368&Itemid=98, Grifos
nossos).

Durante muitos séculos os papas proibiram a tradução da Bíblia para os idiomas dos povos. A Edições Loyola
(editora Católica), publicou um livro que confessa que de fato isso ocorreu. Veja: “Convém lembrar que foi
necessária a Reforma protestante, no século XVI, para que a Igreja Católica romana permitisse a ‘popularização’
da Bíblia, tolerando que as Escrituras fossem lidas e estudadas em outras línguas vivas e não somente em latim.”
(“Preconceito Lingüístico”, de autoria do Doutor Marcos Bagno, 23 edição, abril de 2003, páginas 133-134).

O Padre Luiz Cechinato disse que "... o papa, quando fala em lugar de Cristo sobre as verdades de nossa
salvação, não pode errar, porque ele tem a assistência do Espírito Santo, e porque Jesus assume em seu próprio
nome o que o papa decide. [...]" (Os Vinte Séculos de Caminhada da Igreja, Editora Vozes, 4ª edição de 2001,
página 358).

O que o Papa pretende com essa pretensão de infalibilidade exclusiva? Resposta: Manipular os católicos a seu
bel-prazer. O Papa se declara tão inerrante (sem erros, falhas, equívocos .. = perfeição) quanto a Bíblia, quando
afirma que a sua "infalibilidade tem a mesma extensão que o próprio depósito da revelação divina''. UMA PROVA
MATERIAL DE QUE OS PAPAS NÃO SÃO INFALÍVEIS NAS "DECISÕES ECLESIÁSTICAS'' É O FATO DE
ELES SE CONTRADIZEREM. Vejamos alguns exemplos:

a). Em 1.229 o concílio de Toulouse proibiu a leitura da Bíblia ao povo. Hoje, não obstante adulterarem-na com
a adição de livros apócrifos e "explicações" heréticas nas margens inferiores (rodapés), sua leitura é
recomendada.

b). Ainda em 1.229, no referido concílio de Toulouse, estabeleceu-se a tal de "santa" inquisição, confirmada em
1.232, por Gregório X, segundo a qual todos os que pregassem alguma coisa que não harmonizasse com o
Catolicismo, deveriam ser torturados até a morte. E muitos fiéis servos de Deus morreram nessa época, por não
se submeterem aos abusos desses emissários de Satanás. Hoje, porém, não mais nos matam a bel-prazer,
embora mantenham por escrito a ordem de que "os heréticos, além de serem excomungados, devem ser
condenados á morte." Enciclopédia Católica (em inglês), página 768, citado em O Movimento Ecumênico, editado
pela Imprensa Batista Regular, página 17, da autoria do pastor Homero Duncan.

c). Em 670, o papa Vitélio, para manter o povo no obscurantismo, decidiu falar a missa em Latim, exatamente
para que ninguém entendesse nada, por ser já o Latim uma língua morta. Essa idéia agradou tanto aos papas que
o sucederam, que ampliaram a idéia, proibindo também a tradução da Bíblia para os idiomas dos povos. Naquela
época, a Bíblia já havia sido traduzida para o Latim, e então se determinou que não se fizesse nenhuma outra
tradução. Hoje, porém, as traduções são feitas com a aprovação dos papas. Estas contradições entre um papa e
outro provam que de infalíveis eles não têm nada. Contudo, o Padre Miguel Maria Giambelli, em o livro de sua
autoria intitulado A Igreja Católica e os Protestantes, à página 68, "interpreta" Mateus 16.19, como se Jesus
tivesse dito o seguinte: "Nesta minha Igreja, que é o reino dos céus aqui na terra, eu te darei também a plenitude
dos poderes executivos, legislativos e judiciários, de tal maneira que qualquer coisa que tu decretares, eu
ratificarei lá no céu, porque tu agirás em meu nome e com a minha autoridade''. Mas esta conclusão não está
respaldada pela Bíblia, a qual diz que o apóstolo Paulo não se silenciou diante do erro do apóstolo Pedro, como
quem diz: "Está errado Pedro, mas, como Jesus disse que qualquer coisa que decretares, Ele ratificará lá no Céu,
eu concordo''; mas o repreendeu prontamente (Gálatas 2.11-14). Leitor, se nestes versículos não aparece na sua
Bíblia o substantivo Pedro, mas Cefas, saiba que Cefas é o mesmo que Pedro (João 1.42).

Mateus 16.19 está mal traduzido na maioria das Bíblias protestantes e Católicas. Estas traduzem este versículo
mais ou menos assim "... tudo o que ligares na terra, será ligado nos céus; e tudo o que desligares na terra, será
desligado nos céus". Estas traduções equivocadas conferem a Pedro uma autoridade tal, que o põe acima de
Deus. Já não é mais Pedro quem deve se orientar pelo Céu, mas o Céu é que se orientará por ele. Mas na ARA
(Almeida Revista e Atualizada) este erro foi corrigido, razão pela qual podemos ler lá o que se segue: "... o que
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ligares na terra, terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra, terá sido desligado nos céus". Deste modo,
Jesus não está dizendo que aprovaria tudo quanto Pedro fizesse; e sim que Pedro, ao fazer qualquer coisa, devia
certificar se a mesma gozava ou não da sanção do Rei dos reis e Senhor dos senhores - Jesus Cristo - o Filho do
Deus vivo.

O modo como Mateus 16.19 está no original, aceita tanto esta última tradução, quanto as outras. Nestes casos,
a tradução fica a cargo do bom senso e, sobretudo, do contexto bíblico. Sabemos pela Bíblia que os cristãos
primitivos não se submetiam cega e incondicionalmente às decisões do apóstolo Pedro, mas o questionavam e
exigiam dele explicações, sob pena de excomunhão. Para vermos isto, basta lermos o que está registrado em
Atos dos Apóstolos, capítulo 11, versículos 2 à 18, detendo-nos nos versículos 2, 3 e 18, meditando no fato de
que, quando Pedro se explicou, os irmãos se apaziguaram (v. 18). Se os irmãos se apaziguaram, então o debate
foi acirrado. E é assim que os cristãos primitivos tratavam todos os apóstolos. Eles tinham que provar que os seus
sermões tinham a aprovação de Deus (Atos 17.10,11).

Para que se enxergue que os papas vêm errando através dos séculos, basta raciocinar. Logo, os que ainda
pensam sabem que os papas também erram, por duas razões: 1ª): Os papas são seres humanos. 2ª): A História
registra inúmeros erros cometidos por papas. Mas, como o fanatismo religioso priva do uso da razão, é possível
que alguém diga que esta questão é relativa, alegando que o que nós, os evangélicos, chamamos de “erros dos
papas”, pode não estar errado de fato. E, para que até os cegos vejam, apelamos para as incoerências papais.
Talvez as contradições entre um papa e outro, ajudem os fanáticos a entenderem que a suposta infalibilidade
papal é uma farsa. Deus não se contradiz!!!

Os papas se expõem ao ridículo quando se auto-proclamam infalíveis. E não menos ridículo é tentar provar que
os papas são falíveis. Nós só nos expomos ao ridículo de refutar esse disparate, por amor aos católicos.
Realmente há heresias que não merecem ser refutadas, e a chamada "infalibilidade papal" é uma delas.

Este autor não tentaria convencer a uma pessoa de que ela estaria equivocada por se julgar infalível, pois
custa-nos crer que haja alguém que não saiba disso. A menos que ela sofra de algum distúrbio mental. Ora, se
todos já sabem que são falíveis, não há porque, nem como, convencê-los deste fato. Por outro lado, se houvesse
alguém que se julgasse infalível, Deus não iria condená-lo por isso, visto não ser justo que os loucos respondam
por seus atos. Não me expresso desta maneira ironicamente, e sim, porque deveras eu suspeitaria da sanidade
mental de alguém que, com sinceridade, se proclamasse infalível.

Além de tentar tapar a boca de Deus algemando a Sua Palavra, a Igreja de Roma modifica ou suprime trechos
sagrados da Bíblia para justificar sua Tradição. Daremos dois exemplos:

1) acatou o livro apócrifo de Macabeus dentre outros, admitindo-o como divinamente inspirado, para justificar a
oração pelos mortos.

2) suprimiu o SEGUNDO MANDAMENTO (Deuteronômio 5) em seu Catecismo. No Catecismo da Primeira


Eucaristia, 12ª edição, Paulinas, São Paulo, 1975, à pág. 70, lê-se: Mandamentos da lei de Deus: 1) amar a Deus
sobre todas as coisas; 2) não tomar seu santo nome em vão; 3) guardar os domingos e festas; 4) honrar pai e
mãe; 5) não matar; 6) não pecar contra a castidade; 7) não furtar; 8) não levantar falso testemunho; 9) não desejar
a mulher do próximo; 10) não cobiçar as coisas alheias.

Os mandamentos de Deus estão no livro de Êxodo. No capítulo 20, versos 4 e 5 assim está escrito: "NÃO
FARÁS PARA TI IMAGEM DE ESCULTURA, NEM SEMELHANÇA ALGUMA DO QUE HÁ EM CIMA DOS CÉUS,
NEM EM BAIXO NA TERRA, NEM NAS ÁGUAS DEBAIXO DA TERRA. NÃO TE ENCURVARÁS A ELAS NEM AS
SERVIRÁS". Então, como se vê, a Igreja Romana suprimiu do seu Catecismo o Segundo Mandamento. Isto é
grave para quem é temente a Deus. Muito grave. Por que suprimiu? Para que não houvesse o confronto de suas
práticas idólatras com a Palavra de Deus?

Sobre tradições, confira a segunda resposta evangélica aos itens CAT: 03 e 05 ("O INSUSTENTÁVEL
SUPORTE DA TRADIÇÃO"), além do item CAT: 06 completo.

Joseph Ratzinger, o atual papa Benedictus XVI, entrevistado em 22/09/2000 pelo jornal Frankfurter Algemeine,
quando lhe pediram para comentar o assunto de que “o status eclesiástico dos anglicanos e dos protestantes não
é reconhecido” na Dominus Iesus, o então Cardeal respondeu francamente que durante o Jubileu ele ansiava
trazer “o que é realmente essencial ao centro dessa ocasião”. Então lhe pediram para comentar “o fato de que o
lado evangélico considera agora a comunidade eclesiástica uma ofensa. As fortes reações ao vosso documento
são uma prova clara disso”. A isso Ratzinger respondeu: “Acho as declarações de nossos amigos luteranos
francamente absurdas, de que devemos considerar essas estruturas (reformadas) resultantes de eventos
históricos ocasionais (como) igrejas, do mesmo modo (que) cremos ser a Igreja Católica Romana fundada sobre a
sucessão apostólica”. Ratzinger citou também a condenação feita por Lutero de que a ICR (Igreja Católica
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Romana) é o Anticristo, de maneira tão sinuosa que dava para sentir que ele estava querendo dizer exatamente o
contrário. Ele então prosseguiu dizendo que a Bíblia só pode ser verdadeiramente interpretada por Roma. Em
1996 apareceu um rumor de que o papa JP2 (João Paulo II) estava querendo suspender a excomunhão de Lutero
e que Ratzinger pessoalmente bloqueou essa idéia. O então Cardeal é certamente registrado como confirmando,
em 1998, que “os anátemas levantados contra Lutero [e os protestantes] pelo Concílio de Trento continuam em
pleno vigor”.

Contraditoriamente, apesar de normalmente os padres afirmarem que Lutero foi um herege, aqui neste debate
se socorrem das supostas (inventadas) palavras ditas por ele.

Os documentos citados pelos católicos romanos, como prova de seus atos serem corretos, é pura farsa; pois
foram feitos, forjados ... por eles mesmos. Escritos dos homens não podem prevalecer sobre as Escrituras
Sagradas. O que prevalece é a Palavra de Deus e não a dos homens (II Tim 3:16; Rm 3:4; Jr 17:5 ... ).

É uma tática Católica muito antiga, usual e conhecida, alegarem que alguma personalidade importante do meio
cristão tenha dito ou feito alguma heresia, blasfêmia, erro, etc, mas nunca há provas veementes, incontroversas,
irrefutáveis e inquestionáveis a respeito; sequer há algum ínicio de prova ou algum indício, quando, no máximo, o
referido escritor ou historiador foi um padre ou um católico, ou, ainda, referida suposta obra ou arquivo somente
exista na biblioteca restrita do Vaticano. Exemplo clássico disso são as acusações que fizeram à Joana D´Arc,
mas depois, eles mesmos acabaram dizendo que ela foi uma cristã.

Confira: “MARTINHO LUTERO E SUAS TESES” - http://macfly.multiply.com/journal/item/55

Sobre o papa veja no tópico CAT: 05, na segunda resposta evangélica no subitem: “O PAPADO”.

CAT: 18 - A grande razão pela qual o protestantismo se torna inaceitável ao Cristão que reflete é o subjetivismo
que o impregna visceralmente. A falta de referenciais seguros, garantidos pelo próprio Espírito Santo (conforme
João 14,26 e João 16,13I), é o principal ponto fraco ou calcanhar de Aquiles do protestantismo.

EVAN: R - Muito pelo contrário, o protestantismo tem-se tornado aceitável pelos que descobrem a verdade. É
inegável o crescimento real dos protestantes no Brasil. Todos os que vieram do catolicismo optaram pelos
referenciais seguros apresentados pela igreja evangélica porque extraídos diretamente da Palavra. A Bíblia
Sagrada é o ponto forte dos protestantes (1 Tm 2.2.15; 3.16-17).

CAT: D. Estevão fala de "cristãos que refletem". Para estes, o protestantismo é inaceitável porque carente de
qualquer base lógica. Já os cristãos "que não refletem" são presas fáceis não apenas do protestantismo, mas de
muitos outros "ismos" que pululam em nossa sociedade.

Com relação ao crescimento protestante, ele de fato ocorre no Brasil. Mas cresce menos do que o alegado e a
"taxa de crescimento" atualmente encontra-se em declínio. Além disto, os grupos protestantes que crescem são,
justamente, aqueles que apelam para a "teologia da prosperidade", segundo a qual basta que alguém entre para
esta ou para aquela igreja que terá resolvidos todos os seus problemas. Os que buscam tais igrejas as buscam
pelo pão físico, e não pelas palavras de vida eterna de Cristo. Tais igrejas têm forjado cristãos que jamais serão
um sinal para o mundo. Jamais anteciparão a segunda vinda do Senhor, jamais converterão as nações, pois
fazem de Deus o seu "quebra-galhos" de plantão. É até melhor que não sejam católicos, pois representariam,
apenas, um peso para a Igreja.

Por outro lado, as denominações protestantes que guardam alguma seriedade têm avançado bem menos do
que o catolicismo (afinal, o número de católicos comprometidos com a Igreja cresce espantosamente em nosso
país), ou até retrocedido. As igrejas da teologia da prosperidade, após um breve período de apogeu, tendem a se
esvaziar devido à falta de conteúdo cristão. E, normalmente, dado o ódio ao catolicismo que incutem em seus
membros, tais esvaziamentos são seguidos de adesões ao misticismo. Quem viver verá o declínio do
protestantismo e ao crescimento dos movimentos New Age no Brasil das próximas décadas.

EVAN: R - Recorda-se que não se deve interpretar um único versículo isoladamente, mas sim colocá-lo em
harmonia com toda a Palavra (II Tim 3:16 com II Pe 1:20-21 e Gálatas 1:8), pois, de uma única peça do quebra-
cabeça não é possível ver o quadro por completo e, fatalmente, se cometerá equívocos nas suposições
(achismos).

Sobre o papa veja no tópico CAT: 05, na segunda resposta evangélica no subitem: “O PAPADO”.

Veja mais no Estudo: “Deus não é comerciante. A Deus se ama e não se pratica comércio” –
http://macfly.multiply.com/journal/item/32

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CAT: 19 - Não sou protestante porque esta diluição do protestantismo e a perda dos valores típicos do
Cristianismo, estão na lógica do principal fundador Martinho Lutero; que apregoava o livre exame da Bíblia ou a
leitura da Bíblia sob as luzes exclusivas da inspiração subjetiva de cada protestante; cada qual tira das Escrituras
"o que bem lhe convém".

EVAN: R - A objeção acima é uma repetição. Já falamos sobre o livre exame que é uma bênção, pois Deus
ordena que todos leiam a Sua Palavra. Vejamos. "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não
tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" (2 Tm 2.15). "Bem-aventurados aquele que lê,
e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia..." (Ap 1.3).

"Bem-aventurado o homem que...tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite"
(Salmo 1.1-2); "Examinais as Escrituras..." (Jo 5.39); "Estes foram mais nobres do que os de Tessalônica, pois de
bom grado receberam a palavra, EXAMINANDO CADA DIA nas Escrituras..." (Atos 17.11). Logo, cai por terra o
argumento do livre exame. A Escritura é para ser lida e examinada livremente.

Não retiramos das Escrituras o que bem nos convém, porque nela tudo convém.

CAT: A Palavra de que fala Paulo, neste trecho, não se resume à palavra escrita. Para os judeus (assim como
para os verdadeiros cristãos) a Palavra de Deus é anterior à Bíblia, perpassa toda a Bíblia (pelo que toda a Bíblia
é Palavra de Deus) e vai além da Bíblia (pelo que não apenas a Bíblia é Palavra de Deus). A ordem de conhecer a
palavra de Deus, dada por Paulo, implica em estar familiarizado com todos os textos que os judeus tinham por
sagrados (todo o Antigo Testamento tal como está nas Bíblias Católicas), toda a Tradição oral judaica e, com a
mais absoluta certeza, todo o depósito de fé que os apóstolos transmitiam às primeiras gerações de cristãos.

"Bem-aventurados aquele que lê, e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia..."(Ap 1.3);

Igualmente, neste trecho o "ler" é equiparado ao "ouvir". Ou seja, tanto faz conhecer as verdades de fé do
Apocalipse pela leitura do mesmo (coisa que, à época, somente alguns poderiam realizar), ou receber tais
verdades oralmente pelo Magistério da Igreja (que, inclusive, era a forma habitual de transmissão da fé cristã até a
difusão da imprensa).

"Bem-aventurado o homem que...tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite"
(Salmo 1.1-2);

Pode-se meditar na Lei do Senhor lendo as Escrituras, ou recebendo estas leis oralmente da Igreja.

"Examinais as Escrituras..." (Jo 5.39);

Neste trecho, Jesus manda os fariseus examinarem as Escrituras. Mas, perceba-se, esta ordem não se dirige
ao povo, mas aos fariseus. Ao povo, Jesus dizia: "ouvistes o que vos foi dito", deixando bem claro que aos
mesmos não era dado interpretar as Escrituras ao seu bel-prazer. Já os escribas e fariseus "sentavam-se na
cátedra de Moisés", ou seja, eles tinham a missão (e a condição) de estudar as Escrituras, discerni-las e transmiti-
las ao povo simples. Portanto, não é dado a todos "examinar" livremente as Escrituras. Também no cristianismo,
cabe ao magistério da Igreja fazê-lo. Nós podemos ler a Bíblia; podemos meditar na palavra do Senhor e tirar,
dela, instruções para a vida se já estivermos firmes na doutrina e na moral Católicas. Do contrário, de tal leitura
poderão surgir inúmeras heresias.

"Estes foram mais nobres do que os de Tessalônica, pois de bom grado receberam a palavra,
EXAMINANDO CADA DIA nas Escrituras..." (Atos 17.11).

É justamente o que eu disse acima. Primeiramente, a comunidade recebeu oralmente a palavra, e, depois de
aceitar e se enraizar nesta transmissão oral, passou a buscar, nas Escrituras, as mesmas verdades de fé. Note-se,
portanto, que a comunidade cristã não se aventurou a tirar, livremente, das Escrituras nenhuma norma de fé. Tais
normas eram recebidas apenas por meio dos apóstolos e dos seus sucessores. As Escrituras completavam estas
catequeses orais.

Logo, cai por terra o argumento do livre exame. A Escritura é para ser lida e examinada livremente.

“Não retiramos das Escrituras o que bem nos convém, porque nela tudo convém.”

De fato, nas Escrituras tudo convém. Mas nem todos estão preparados para a ler e o livre exame é o que tem
levado às divisões infinitas do protestantismo.

EVAN: R - Os documentos citados pelos católicos romanos, como prova de seus atos serem corretos, é pura
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farsa; pois foram feitos, forjados ... por eles mesmos. Escritos dos homens não podem prevalecer sobre as
Escrituras Sagradas. O que prevalece é a Palavra de Deus e não a dos homens (II Tim 3:16; Rm 3:4; Jr 17:5 ... ).

É uma tática Católica muito antiga, usual e conhecida, alegarem que alguma personalidade importante do meio
cristão tenha dito ou feito alguma heresia, blasfêmia, erro, etc, mas nunca há provas veementes, incontroversas,
irrefutáveis e inquestionáveis a respeito; sequer há algum ínicio de prova ou algum indício, quando, no máximo, o
referido escritor ou historiador foi um padre ou um católico, ou, ainda, referida suposta obra ou arquivo somente
exista na biblioteca restrita do Vaticano. Exemplo clássico disso são as acusações que fizeram à Joana D´arc, mas
depois, eles memsos acabaram dizendo que ela foi uma cristã.

Recorda-se que não se deve interpretar um único versículo isoladamente, mas sim colocá-lo em harmonia com
toda a Palavra (II Tim 3:16 com II Pe 1:20-21 e Gálatas 1:8), pois, de uma única peça do quebra-cabeça não é
possível ver o quadro por completo e, fatalmente, se cometerá equívocos nas suposições (achismos).

Sobre tradições, confira a segunda resposta evangélica aos itens CAT: 03 e 05 ("O INSUSTENTÁVEL
SUPORTE DA TRADIÇÃO"), além do item CAT: 06 completo.

Veja o subitem: "A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS", na segunda resposta evangélica (EVAN: R) ao item
CAT: 02.

CAT: 20 - Concluindo! Não sou protestante porque Maria Santíssima disse: Desde agora, todas as gerações me
chamarão de Bem-aventurada; (Lucas 1.48), e nos cultos protestantes, seu nome, sequer é mencionado. Caiu no
esquecimento. Quem cumpre (Lucas 1.48) é somente a Igreja Católica Apostólica Romana.

EVAN: R - Deus não divide sua glória com ninguém (Is 42.8). Ele é soberano e somente a Ele devemos
adorar (Mt 4.10). Maria morreu. A tentativa de comunicação com os mortos é abominação ao Senhor (Is 8.19; Dt
18.10-12). Na parábola do rico e Lázaro, Jesus informa que os mortos nada podem fazer pelos vivos (Lc 16.19-
11). Bem-aventurada quer dizer feliz. Maria foi uma pessoa feliz.

Jesus chamou de bem-aventurados os pobres de espírito, os que choram, os misericordiosos, os limpos de


coração, etc (Mt 5). Então, por ter sido chamada de bem-aventurada, Maria não ficou investida das prerrogativas
de mãe de Deus, mãe da humanidade, assunta aos céus, advogada nossa, sempre virgem, imaculada, depositária
de preces, rainha dos céus, trono de sabedoria, etc. O nome da santa Maria é pronunciado por qualquer cristão,
observando-se tudo o que a Bíblia diz sobre ela.

CAT: Novamente, a tríade não entrou naquilo que propôs D. Estevão: o fato de que a profecia bíblica sobre
Maria (todas as gerações a chamariam de bem-aventuradas) se cumpre apenas na Igreja Católica. Os
protestantes estão em desacordo com a Bíblia também neste ponto.

É óbvio que não apenas Maria é bem-aventurada. Todos os santos também o são. Isto não muda o fato de que
a Bíblia diz, apenas dela, que TODAS AS GERAÇÕES a deveriam reconhecer como santa. Ademais, diz a Bíblia
que ela é "bendita entre as mulheres", isto é, a sua glória ultrapassa a das demais santas de Deus.

Ela é mãe de Deus porque gerou Deus na carne; ela é mãe da humanidade porque o próprio Jesus, no auge de
Sua Paixão, entregou-nos Maria como mãe; a assunção aos céus é crida entre os cristãos desde o primeiro
século; a própria Bíblia, no episódio da bodas de Caná, estabelece Maria como intercessora por excelência; ela é
rainha dos céus, pois o próprio anjo entra em sua casa e a saúda, gesto este que apenas os subordinados tinham
com os seus senhores.

EVAN: ORIGEM HISTÓRICA E BÍBLICA DA MARIOLATRIA CATÓLICA.

Mas afinal de contas, de onde se originou esta doutrina de adoração em tomo da pessoa de Maria? Em que
parte das Escrituras está dito que Maria deva ser venerada ou adorada? Onde se encontra tal mandamento em
Atos ou nas epístolas de Paulo e dos demais apóstolos?

Paulo por exemplo disse que havia anunciado todo o conselho de Deus, mas nunca ensinou sequer de longe
que Maria deveria ser adorada, como fazem hoje os católicos romanos.

A adoração em tomo desta figura mãe-filho remonta a épocas distantes na história secular. Segundo a Bíblia
em Gn. 10:8-10 Está registrado que Ninrode neto do Patriarca Noé foi o idealizador de Babel, de onde se deriva o
termo Babilônia que significa confusão, desordem.

Ninrode segundo a história secular casou-se com Semíramis, que sendo esposa do Neto do Patriarca Noé,
sabia ela da existência de uma profecia de que nasceria um de mulher que esmagaria a cabeça da serpente
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Gn.3:15, enfim, já naquele tempo a humanidade ansiava por um redentor, ou salvador. Semíramis então, teve um
filho chamado Tamuz, que ela o apresentou como sendo o prometido da profecia de Génesis, e sabendo ela que
segundo a profecia esse redentor seria ferido o seu calcanhar, ela simulou a morte de seu filho tamuz, sendo
anunciado que ele havia sido ferido por um Javali, criando-se então uma cerimônia na qual se colocava a imagem
de Tamuz morto dentro de um esquife, sendo ele pranteado por algumas mulheres, mas logo após havia a festa
de alegria pela sua suposta ressurreição prodigiosa. Isso está registrado em Ez.8:14, quando o profeta é levado
por Deus em visões a observar a apostasia do povo que havia aderido a este tipo de paganismo tão comum
naquela época.

Semíramis tornou-se a primeira sacerdotisa do culto pagão, e esse culto a Semíramis e tamuz propagou-se por
todo o mundo de então quando na ocasião da confusão das línguas. Deus espalhou os habitantes da terra Gn.
11:8,9, sendo assim, esse culto pagão foi levado para várias partes do mundo, em cada região havia um nome
diferente, Isis e Hórus no Egito, Afrodite e Eros na Grécia, Vênus e Cupido na Itália, criou-se então a imagem de
Semíramis com o seu filho Tamuz nos braços, sendo ela chamada de rainha-dos-céus, isso está registrado em Jr.
44:17-30, pois o profeta foi enviado por Deus justamente para anunciar a destruição da cidade pelo império dos
caldeus justamente por causa daquela idolatria. Observe que hoje quem é chamada de rainha-dos-céus pêlos
católicos e adorada é Maria mãe de nosso Senhor Jesus Cristo.

Recorda-se que não se deve interpretar um único versículo isoladamente, mas sim colocá-lo em harmonia com
toda a Palavra (II Tim 3:16 com II Pe 1:20-21 e Gálatas 1:8), pois, de uma única peça do quebra-cabeça não é
possível ver o quadro por completo e, fatalmente, se cometerá equívocos nas suposições (achismos).

Sobre a história de Ninrode e a origem do culto à Maria, veja mais no estudo: “Natal” -
http://macfly.multiply.com/journal/item/40.

A igreja cristã primitiva nunca possuiu nenhum tipo de culto que envolvesse a pessoa de Maria sendo chamada
de rainha dos céus, o catolicismo tomou emprestado do paganismo e copiou, substituindo os personagens, mas
tendo o mesmo sentido pagão e idolatra. Muitos católicos não sabem destas verdades, e pode ser que nesse
momento, se você é católico e está lendo estas linhas, está surpreso com estas verdades surpreendentes que têm
base na história bíblica e secular.

Todos sabemos pela história do cristianismo que quando Constantino, Imperador romano, foi favorável ao
cristianismo, promulgando até mesmo um decreto declarando o cristianismo como religião oficial do império
romano, até aquele momento a igreja havia sido preservada de muitas heresias, e mantinha a sua pureza moral e
teológica, mas quando esse decreto entrou em vigor, muitos pagãos aderiram à religião cristã apenas por força do
decreto imperial, mas não haviam sido transformados e libertos das práticas idólatras, trazendo assim para dentro
da igreja muitos costumes pagãos. Constantino não apenas oficializou o cristianismo, mas também passou a
sustentar bispos, construir igrejas, e muitos outros benefícios que levou os líderes da época a ficarem devendo
favores ao imperador que passou a exercer certa influência até mesmo em algumas decisões eclesiásticas. Ora,
cargos eclesiásticos passaram a ter valor político, e muitas pessoas ambiciosas por dinheiro e poder passaram a
assumir cargos de liderança apenas por interesses próprios, Paulo havia predito esses fatos (At. 20:28-30) e
Pedro também (2 Pd.2:l-3).

Veja mais sobre Constantino e a origem da Igreja Católica no estudo disponível em


http://macfly.multiply.com/journal/item/22 e no estudo: “DENOMINAÇÃO RELIGIOSA É MORTE ESPIRITUAL” -
http://macfly.multiply.com/journal/item/42.

Havia um grande problema, pagãos não regenerados haviam adentrado a igreja e sentiam falta de seu estilo de
culto idolatra, para amenizar essa situação, a igreja da época resolveu esse problema substituindo as imagens dos
deuses e das deusas do paganismo pelas imagens de mártires e santos que foram mortos exatamente pelas
perseguições pagãs. Vemos de maneira impressionante de que forma surgiu a idolatria dentro da igreja romana,
ela apenas trocou os personagens, mas a idolatria é a mesma. Incorporou a igreja apóstata ao seu culto,
elementos do paganismo, e dentre esses substituiu a adoração a Semíramis e Tamuz com seu filho nos braços,
pela imagem de Maria e seu filho menino Jesus nos braços. Colocou o título de rainha dos céus que pertencia a
uma divindade pagã e transferiu para Maria, dando-lhe atributos da divindade, como, por exemplo, ensinando que
Maria foi imaculada sem pecado, isto é, nunca pecou e não possuía uma natureza pecaminosa, contrariando o
que diz a Bíblia em Rm. 3:23; 5:12.

Veja também os estudos sobre a Páscoa: http://macfly.multiply.com/journal/item/16 e o Carnaval -


http://macfly.multiply.com/journal/item/41.

MARIOLATRIA

Entre os inúmeros pontos de divergências que existem entre Católicos Romanos e Evangélicos, um se destaca:
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Maria. Os católicos praticam a adoração à Maria, dando um maior destaque à mesma do que à Cristo. Já os
evangélicos a consideram como um exemplo de vida cristã e humildade. Paulo deixou a advertência: “Pois
mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito
eternamente. Amém.” (Rm 1.25). Maria é criatura. Cristo é Criador. “Porque nele foram criadas todas as coisas
que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam povos, sejam dominações, sejam principados, sejam
potestades: tudo foi criado para Ele e por Ele.” (Cl 1.16).

Veremos, neste estudo que as doutrinas Católicas em relação à Maria carecem totalmente de base nas
Escrituras. São doutrinas criadas por homens influenciados pelo paganismo. Adolfo Robleto escreveu bem: “Os
egípcios tinham sua deusa Ísis; os fenícios, sua Astarte; os caldeus, sua Semíramis; os gregos, sua
Ártemis; de maneira que o romanismo escolheu sua deusa feminina, e Maria foi a mais adequada para o
caso.”

ACASO PODE-SE IGUALAR O SANGUE DE MARIA AO SANGUE PRECIOSO E INOCENTE DE JESUS? SE


MARIA PUDESSE JUSTIFICAR, SALVAR, PERDOAR, .. ALGUÉM, CRISTO NÃO PRECISARIA TER MORRIDO
NA CRUZ DO CALVÁRIO!

Ninguém paga os seus próprios pegados e nem os de outros mediante as obras, caridades, penitencias, etc.
Somente o sacrifício de Jesus Cristo (Hebreus 1:3, 9:22) é que nos puruifica de todos os pecados (passados,
presentes e futuros). I João 1:7,9 – “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os
outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. (...). Se confessarmos os nossos
pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.” Hebreus 10:12 - "Mas
este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus,"
Salmos 18:30 - "O caminho de Deus é perfeito; a palavra do SENHOR é provada; é um escudo para todos os que
nele confiam."

Acaso a Palavra de Deus não é Perfeita (Sl 19:7 e 18:30, II Samuel 22:31)? Acaso Deus não é Perfeito (Mt
5:48, Jó 11:7)? ACASO MARIA É MAIOR QUE DEUS (Êxodo 18:11, II Crônicas 2:5, Jó 4:17 e 33:12, Mateus
11:11, Hebreus 6:13)? Se Maria é maior que Deus, Deus não é Deus, pois para ser Deus tem que ser o Todo
Poderoso (Ap 16:14, Sl 89:8, I Tim 6:15, Ef 3:20, Mt 19:26, Mc 10:27, Lc 1:37, Dt 10:17, Ne 9:32, Jr 32:18, Sf
3:17, Lc 1:49), Auto-suficiente (não depender e nem precisar de auxílio de nada ou de ninguém) e Perfeito. Acaso
Deus teve início, princípio, foi gerado ou concebido por alguém (Ap 1:8, 21:6 e 22:13)? Se Deus teve início
ou foi gerado/concebido por alguém, não é Deus, pois para ser Deus não pode ter princípio e tem que
sempre ter existido, ou seja, sem começo e sem fim. Deus é o único Criador (Gn 1:1, Sl 95:6, Is 42:5, João 1:3,
Ap 10:6) e não a criatura (criado, gerado, ..) [Rom 1:25, Ap 5:13]! A CRIATURA NÃO PODE SER DEUS! Maria
não é, não foi e nunca será a mãe de Deus! No ventre de Maria apenas foi gerado/formado, exclusivamente
por Deus (Hb 9:11, Mt 1:18-20, João 1:13) [pois Maria não teve nenhuma participação ou auxílio, pois não
envolveu relação sexual e nem se tratou de uma gestação normal], o corpo carnal de seu filho (Cristo),
nada mais que isso! O Corpo sem o Espírito de nada serve (João 14:28, Mateus 12:6)! É o Espírito que dá vida
(João 6:63, Lc 24:39, Fp 1:19, Ap 11:11)! Deus em sua essência (forma original) é Espírito (João 4:24, II Cor 3:17)!
O Espírito sempre existiu e, portanto, existia antes de existir o Corpo, vez que o Filho de Deus existia
desde antes da criação do mundo/universo (João 1:1, Col 1:15, Ap 3:14)!

POR ACASO ALGUÉM COSTUMA IR CONVERSAR COM A MÃE OU A ESPOSA DE UM JUIZ OU DE UM


REI PARA PODER TER UM JULGAMENTO FAVORÁVEL? SE ALGUÉM ASSIM O FIZER, COM CERTEZA
DESPERTARÁ A FÚRIA DO JULGADOR CONTRA SI, COMO OCORREU NA PRÓPRIA BÍBLIA.

Ester 7:7-10 – ‘7 E o rei no seu furor se levantou do banquete do vinho e passou para o jardim do
palácio; e Hamã se pôs em pé, para rogar à rainha Ester pela sua vida; porque viu que já o mal lhe estava
determinado pelo rei.
8 Tornando, pois, o rei do jardim do palácio à casa do banquete do vinho, Hamã tinha caído prostrado
sobre o leito em que estava Ester. Então disse o rei: Porventura quereria ele também forçar a rainha
perante mim nesta casa? Saindo esta palavra da boca do rei, cobriram o rosto de Hamã.
9 Então disse Harbona, um dos camareiros que serviam diante do rei: Eis que também a forca de
cinqüenta côvados de altura que Hamã fizera para Mardoqueu, que falara em defesa do rei, está junto à
casa de Hamã. Então disse o rei: Enforcai-o nela.
10 Enforcaram, pois, a Hamã na forca, que ele tinha preparado para Mardoqueu. Então o furor do rei se
aplacou.”

I Reis 2:13-25 - "13 Então veio Adonias, filho de Hagite, a Bate-Seba, mãe de Salomão; e disse ela: De
paz é a tua vinda? E ele disse: É de paz.
14 Então disse ele: Uma palavra tenho que dizer-te. E ela disse: Fala.
15 Disse, pois, ele: Bem sabes que o reino era meu, e todo o Israel tinha posto a vista em mim para que
eu viesse a reinar, contudo o reino foi transferido e veio a ser de meu irmão, porque foi feito seu pelo
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SENHOR.
16 Assim que agora uma só petição te faço; não ma rejeites. E ela lhe disse: Fala.
17 E ele disse: Peço-te que fales ao rei Salomão (porque ele não te rejeitará) que me dê por mulher a
Abisague, a sunamita.
18 E disse Bate-Seba: Bem, eu falarei por ti ao rei.
19 Assim foi Bate-Seba ao rei Salomão, a falar-lhe por Adonias; e o rei se levantou a encontrar-se com
ela, e se inclinou diante dela; então se assentou no seu trono, e fez pôr uma cadeira para a sua mãe, e ela
se assentou à sua direita.
20 Então disse ela: Só uma pequena petição te faço; não ma rejeites. E o rei lhe disse: Pede, minha
mãe, porque não ta negarei.
21 E ela disse: Dê-se Abisague, a sunamita, a Adonias, teu irmão, por mulher.
22 Então respondeu o rei Salomão, e disse a sua mãe: E por que pedes a Abisague, a sunamita, para
Adonias? Pede também para ele o reino (porque é meu irmão maior), para ele, digo, e também para
Abiatar, sacerdote, e para Joabe, filho de Zeruia.
23 E jurou o rei Salomão pelo SENHOR, dizendo: Assim Deus me faça, e outro tanto, se não falou
Adonias esta palavra contra a sua vida.
24 Agora, pois, vive o SENHOR, que me confirmou, e me fez assentar no trono de Davi, meu pai, e que
me tem feito casa, como tinha falado, que hoje morrerá Adonias.
25 E enviou o rei Salomão pela mão de Benaia, filho de Joiada, o qual arremeteu contra ele de modo que
morreu."

A Mariolatria Católica está sustentada no seguinte tripé: 1.ª) Imaculada Conceição de Maria; 2.ª) Perpétua
virgindade de Maria; e, 3.ª) Assunção de Maria.

IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA

Este dogma afirma que Maria nasceu sem pecado, ou seja, ela não herdou a mancha do pecado original, e
ainda se manteve sem pecado por toda a sua vida. Atribuem assim à Maria um atributo divino – a impecabilidade.
Maria não poderia pecar e nunca pecou, segundo o catolicismo.

Este dogma só foi aceito oficialmente em 8 de dezembro de 1854, quando o papa Pio IX proferiu o seguinte:
“Declaramos e definimos que a bem-aventurada virgem Maria desde o primeiro momento de sua concepção, foi
reservada imaculada de toda mancha do pecado original, por graça singular e privilégio do Deus Onipotente, em
virtude dos méritos de Jesus Cristo, o Salvador da humanidade, e que esta doutrina foi revelada por Deus e,
portanto, deve ser firmemente e constantemente crida por todos os fiéis.” Com base neste dogma, a Igreja
Católica celebra a festa da Imaculada Conceição.

É interessante observar que nem Maria sabia dessa sua suposta imaculada conceição. No seu cântico
diz: “e o meu Espírito se alegra em Deus, meu Salvador.” (Lc 1.47). Só um pecador é que necessita de um
Salvador. Ela falou “...Deus meu Salvador”. Quando depois do nascimento de Cristo, Maria levou as duas ofertas
que a lei mandava, a oferta queimada e a oferta pelo pecado. (Lc 2.22-24 e Lv 12.6-8). Mas se não tinha pecado,
para que levar as ofertas? Nas Escrituras, em nenhum momento, se afirma que Maria não cometeu pecado. Pelo
contrário: “Pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” (Rm 3.23); “Não há um justo, nem sequer
um.” (Rm 3.10). Só Cristo é identificado como o único sem pecado. “Aquele que não conheceu pecado, Ele o fez
pecado por nós: para que nele fossemos feitos justiça de Deus.” (II Co 5.21).

Os católicos gostam de usar o texto de Gn 3.15: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e
a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”, para afirmar que Maria pisou a cabeça da
serpente, ou seja, a cabeça do Diabo. Quando a promessa fala que é a semente da mulher (Jesus Cristo) que
pisaria a cabeça da serpente. Veja Hb 2.14: “...para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto
é, o Diabo.” E I Jo 3.8: “...para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.” Fica claro
que a promessa de Gn 3.15 refere-se a Cristo, e não à Maria. Cristo é o que pisaria (e psiou) a cabeça da
serpente.

A PERPÉTUA VIRGINDADE DE MARIA

O segundo pé de apoio à doutrina Católica sobre Maria é a sua perpétua virgindade. Os católicos afirmam que
Maria, em toda sua vida, nunca conheceu sexualmente o seu esposo José. Fica evidenciado, nas Escrituras, que
até o nascimento de Jesus, Maria foi virgem. Mas afirmar que ficou sempre assim é afirmar o que a Bíblia não
afirma.

Em Mt 1.24 e 25 está escrito: “E José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e
recebeu a sua mulher: e não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus.” Há
dois aspectos interessantes nestes versículos: 1º) O “...até...”; mostra que José conheceu sexualmente Maria
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depois do nascimento de Cristo; e 2º) Jesus é chamado de primogênito, ou seja, Jesus é chamado de o primeiro
filho gerado por Maria, mostrando que Maria gerou outros filhos. Deus chama Jesus de unigênito (Jo 3:16), ou
seja, o único filho gerado. Fica claro que Jesus é o único filho gerado por Deus e o primeiro filho entre os filhos de
Maria.

Em diversas passagens vemos que Jesus teve irmãos e irmãs. “Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão
de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele.”
(Mc 6.3). Veja também Mt 13.54-56. Paulo chegou a afirmar que os irmãos do Senhor eram casados (I Co 9.5).
Por sua vez, os católicos crêem que quando se fala em irmãos, na verdade, está se referindo aos primos de
Cristo, e que estes são filhos de uma irmã de Maria. Os católicos identificam três dos irmãos de Jesus com três
dos discípulos que tinham os mesmos nomes: Tiago, filho de Alfeu; Simão, o Zelote; e Judas, filho de Tiago (Lc
6.15 e 16). O que é um tremendo equívoco, porque as Escrituras sempre mostram diferenças entre os discípulos e
os irmãos do Senhor (Jo 2.12, Mt 12.46 e 47 e At 1.14) e a mais clara diferença está em Jo 7.5: “Porque nem
mesmo seus irmãos criam nele.” Isto é um cumprimento da profecia messiânica em Sl 69.8: “Tenho-me tornado
como um estranho para com meus irmãos, e um desconhecido para com os filhos de minha mãe.” Como pessoas
que eram os discípulos do Senhor não iriam crer no Senhor? Mostra-se assim que estes discípulos não eram
irmãos do Senhor.

Nas referências do N.T. sobre os irmãos de Cristo, a palavra grega que sempre é usada é adelfoV, adelphos
(irmão), nunca se usou sungeneV, sungenes (parente) ou anhyioV, anepsiós (primos).

Os católicos estão indo contra a essência do casamento (lei natural) quando afirmam que Maria e José nunca
se conheceram sexualmente. A relação sexual no casamento é algo lícito e aprovado por Deus. Além do mais os
católicos consideram o casamento como um dos sacramentos, caindo assim em contradição. Veja Gn 2.24:
“Portanto deixará o varão o seu pai e sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.” Paulo
recomendou que a abstinência sexual entre o casal durasse pouco tempo, em I Co 7.5: “Não vos defraudeis um ao
outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e depois ajuntai-vos outra
vez, para que Satanás vos não tente pela vossa incontinência.”

Não é para menos, pois, se acreditam em coelhinho da Páscoa e em papai Noel, por que não iriam acreditar
nisso?

MARIA CONTINUA VIRGEM?

Mt 1:25 claramente diz que José “não a conheceu (sexualmente ou como esposa), até que ela não deu à Luz
...”. Obviamente, por mais que se tente dizer o contrário, após ela ter dado à luz, José a conheceu como sua
esposa e teve outros filhos.

Mesmo que José nunca a tivesse tocado, ao dar à luz o hímen dela foi rompido (Ex 13:2 c/ I Sm 1:5-6 c/ Is
66:9). Ou porventura fizeram uma cesariana? Por isso é que as Escrituras referem-se à Maria como “a virgem” só
antes de Jesus nascer (Is 7:14; Lc 1:27), e depois somente a chamam de Maria (Mt 2:11; At 1:14). Ou seja, depois
de Jesus nascer nunca mais se refere à Maria como “a virgem”, e em nenhum lugar nas Escrituras a chamam de
“Nossa Senhora”. Veja Gl 1:8.

Bem claro e preciso está Lc 1:27 – “... a virgem “chamava-se” Maria”, utilizando o verbo no passado, pois não é
mais virgem. Ou porventura Maria mudou de nome? Ou ninguém mais a chama de Maria? ...

As Escrituras expressamente afirmam que Jesus teve irmãos (Mt 12:46-47; 13:55-56 c/ Gl 1:19; Mc 3:31-32;
6:3; Lc 8:19-20; João 7:3,5,10; At 1:14; I Cor 9:5).

Os católicos alegam que não eram irmãos, mas primos. Citam Gn 13:8; 14:16; 29:15; Lv 10:4; I Cor 23:22 ...
dizendo que no hebraico chamam-se primos de irmão. Ou seja, utilizam a palavra “irmão” querendo dizer “primo”.

Mas o Novo Testamento não foi escrito em hebraico e sim grego. E nitidamente utilizavam a palavra “primo” (Cl
4:10), inclusive no Antigo Testamento (escrito em hebraico) já utilizavam (Lv 25:49).

A palavra “irmão” nas Escrituras é utilizada em dois casos ou sentidos: Um é o carnal ou natural; como em Gn
4:9, o outro é o Espiritual, como em Lv 10:4; Lc 17:3; Ap 1:9 ...

Dizem que é tradição dos santos padres ... . Basta ler Mt 15:3,6,9; Mc 7:8-9,13; Cl 2:8; Gl 1:8 para ver que se
trata de uma insubordinação à Palavra de Deus, para acatar o que dizem os homens (Jr 17:5).

A tradição apostólica é aquela contida nas Escrituras (I Cor 11:2; II Ts 2:15; 3:6 c/ Gl 1:8 c/ II Tim 3:16). Assim
Saulo (Paulo) foi instruído na tradição dos homens, ocasionando sua perseguição aos cristãos (Gl 1:14 c/ At 22:2-
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8).

ASSUNÇÃO DE MARIA?

A teologia Católica é uma verdadeira colcha de retalhos, um remendo leva a outro. Como consideram que
Maria foi concebida sem pecado, e ainda que viveu sem pecar, chegaram a mirabolante conclusão que seu corpo
na morte não experimentou a decomposição e nem permaneceu na sepultura. “Um abismo chama outro
abismo.” Enquanto a profecia a respeito de Cristo diz: “Nem permitiras que o teu santo veja corrupção” (Sl 16.11)
com referências em At 2.27-32 e At 13.33-37, fala a respeito do Santo (sem pecado) não ver a corrupção e nunca
a uma santa (pecadora salva) não ver a corrupção.

Os católicos crêem que: “No terceiro dia depois da morte de Maria, quando os apóstolos se reuniram ao redor
de sua sepultura, eles a encontraram vazia. O sagrado corpo fora levado para o paraíso celestial. O próprio Jesus
veio para levá-la até lá, toda a corte dos céus veio para receber com hinos de triunfo a mãe do divino Senhor. Que
coro de exultação! Ouçam como eles cantam: Levantai-vos as vossas portas, ó príncipes, ó portas eternas para
que a Rainha da Glória possa entrar.” (descrição da tradição Católica citada por Lorraine Boettner).

É de deixar pasmo o fato da Igreja Católica criar um dogma sem nenhuma base nas Escrituras. Nenhum dos
apóstolos citam essa criação fraudulenta. Depois de At 1.14 há um profundo silêncio nas Escrituras a respeito de
Maria, não se fala na morte e muito menos na assunção de Maria. Como pode criar-se um dogma sem base nas
Escrituras? Um dogma que só foi elaborado em 1º de novembro de 1950 pelo mariólatra Papa Pio XII. As
Escrituras deixam claro que a glorificação dos santos só acontecerá depois da volta de Cristo e não fala que Maria
seria uma exceção. Veja I Co 15.20-23: “Mas agora Cristo ressuscitou dos mortos, e foi feito as primícias dos que
dormem. Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um
homem. Porque assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. Mas cada
um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo na sua vinda.”

Os católicos ainda crêem que ao chegar aos céus Maria foi coroada “Rainha dos céus”. Este título nunca
foi dado à Maria nas Escrituras. Pelo contrário, a Bíblia condena este título, que tinha sido dado a uma falsa
deusa. “Os filhos apanham a lenha, e os pais ascendem o fogo, e as mulheres amassam a farinha, para fazerem
bolos à rainha dos céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira.” (Jr 7.18) Veja também
Jr 44.17-23. Observamos que esse título mariano foi tirado de uma prática pagã totalmente condenada pela Bíblia.
Fonte - (http://www.geocities.com/ResearchTriangle/Thinktank/1690/gerais/catol.html).

A IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA TRIBUTA À MARIA, MÃE DE CRISTO, VÁRIOS TÍTULOS E
HONRARIAS QUE PERTENCEM EXCLUSIVAMENTE A JESUS CRISTO. Com isso não concordam os
evangélicos e isto tem gerado uma animosidade entre católicos e evangélicos, julgando os católicos que os
evangélicos desrespeitam Maria, mãe de Jesus. É uma situação que logo vem à baila quando falamos com os
católicos sobre Maria. Os evangélicos se esforçam para respeitar Maria dentro do que diz a Bíblia sobre ela,
enquanto o ensino católico no Brasil sobre Maria é tão fora da Bíblia que o culto que se presta a Maria pode ser
encarado como simplesmente Mariolatria. Essa nossa colocação é encarada como imprópria pelos católicos.

Para que uma mulher possa usufruir (utilizar) dos títulos de um homem, precisa ser esposa dele! Assim, por
exemplo, se um homem é rei para que uma mulher possa ser chamada de rainha tem que se casar com o rei.
Assim, estão acusando Maria de ter se casado com Jesus. Mas, mesmo assim, não é porque uma mulher é
esposa de um juiz que ela será uma juíza!

Algo que fica flagrante é o fato da Igreja Católica exaltar Maria e rebaixar o Senhor de toda criação, Jesus
Cristo, tirando títulos exclusivos de Cristo e compartilhando-os com Maria ou, até mesmo, atribuindo-os com
exclusividade, à Maria. Tendo como base fábulas e tradições humanas que carecem de apoio das Escrituras.
Paulo recomendou a Timóteo: “Rejeita as fábulas profanas...” (I Tm 4.7).

Uma dessas fábulas o autor Alcides Conejeiro Peres (in: O Catolicismo Romano Através dos Tempos) nos
conta: “O caso das duas escadas vistas por Frei Leão é referido nas crônicas de São Francisco: uma escada
branca e outra vermelha, que subiam ao céu. Pela escada vermelha iam as almas até certo ponto, mas nunca
alcançavam o céu; subiam até certa altura, cansavam, desanimavam e caíam. Então, lá no topo da escada
branca, uma voz dizia às almas: 'Debalde tentais subir por esta escada; vinde pela escada branca.' E as almas,
passando para a escada branca, iam com facilidade aos céus. Pasmem! No topo da escada vermelha estava
Cristo; no topo da escada branca, Maria. Para o catolicismo, Maria é superior a Jesus.” Vejamos Lucas 16:16 – “A
lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força
para entrar nele.” E Mateus 7:13-14 – “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho
que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que
leva à vida, e poucos há que a encontrem.”

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Enquanto nas Escrituras está escrito: “Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele.” (Cl
1.17). No novo catecismo da Igreja Católica lançado em 1993 está escrito: “Por isso, a bem-aventurada virgem
Maria é invocada na igreja sob os títulos de Advogada, Auxiliadora, Protetora e Medianeira.” Passaremos a análise
dos títulos arbitrários que o catolicismo atribui a Maria.

Dentro desse clima bem conhecido do povo em geral, agora, porém, vem a público o padre católico André
Carbonera em artigo PASCOLADAS e declara algo que vai mais além do que uma crítica aos evangélicos em
decorrência da nossa posição bíblica com relação aos títulos e honrarias que os católicos tributam a Maria .

Diz o padre Carbonera: “Muitos afirmam crer em Jesus, mas, têm ódio da Mãe do mesmo Jesus. Ah, eu adoro
Jesus! Tenho Jesus no meu coração. Jesus é meu tudo. Entretanto, desconhecem, negam , rejeitam e insultam a
Mãe de Jesus.”

É isso verdade que temos ódio, negamos, rejeitamos e insultamos Maria? Que eu saiba, não! Prossegue o
padre André Carbonera , “em nosso peregrinar terráqueo, quanto mais pistolões houver, melhor! Por que jogar
fora, então, aqueles que pedem e rezam por nós, bem pertinho de Deus e de Jesus, como Maria e os Santos?
Seria uma inútil auto-suficiência e uma enorme burrice! ...”

Repetimos : Não odiamos Maria, mãe de Cristo. Só queremos vê-la no seu próprio lugar indicado na Bíblia.
como poderíamos odiar Maria? É uma acusação, sem fundamento. Em toda a literatura evangélica sobre a
identidade de Maria não pode ser encontrado algo que possa justificar essa acusação tão absurda. Amamos Maria
como a mãe de Cristo como apresenta a Bíblia.

Para desfazer esse equívoco, nada melhor do que apresentar o que a Bíblia realmente fala de Maria e depois
confrontar com a posição Católica sobre Maria.

Para esse confronto vamos examinar o livro “Glórias de Maria” de S. Afonso de Ligório, doutor da Igreja e
Fundador da congregação do Santíssimo Redentor. O nome da editora é Editora Santuário, de Aparecida, onde se
situa o Santuário de Maria Aparecida. Os editores informam que o livro é “uma das obras mais conhecidas do
santo doutor. Um livro que, em 237 anos, teve 800 edições, ainda que marcado pelo tempo, não precisa de
justificativas para ser reeditado.” Abordando o valor do livro o tradutor assim se pronuncia: “Com as ‘Glórias de
Maria’ ergueu Afonso um perene monumento de seu terno e vivíssimo amor a Mãe de Deus.” (pagina 13).

Diz ainda o tradutor: “São freqüentes no presente livro as referências a Revelações. Que pensar sobre tais
Revelações? Tais Revelações feitas por Deus mesmo, ou por meio de anjos e santos, são possíveis, são reais, e
sempre existiram na Igreja. Pertencem à categoria das graças extraordinárias de Deus.” (pagina 15).

Não pode ser alegado, pois, que se trata de obra não reconhecida pela Igreja Católica Romana.

Nesse confronto verificamos que os títulos e honrarias prestados a Jesus na Bíblia são transferidos a Maria,
colocando-a, em diversas oportunidades, como alguém que se deve recorrer, de preferência, á pessoa augusta e
soberana de nosso Senhor Jesus Cristo. Pedro recomenda, “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso
Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada glória, assim agora, como no dia da eternidade.” Quando
conhecemos melhor o Jesus da Bíblia não podemos concordar com os títulos e honrarias que se prestam a Maria,
pois acreditamos que nem mesmo Maria aceitaria a transferência para ela das honras que são exclusivas ao seu
Filho - nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo .

POSIÇÃO DE MARIA NA BÍBLIA

Maria procurou interferir na obra salvítica de Jesus por três vezes durante o seu ministério.

A primeira vez que Maria assim o fez foi quando Jesus visitou o templo, na idade de doze anos. “E quando o
viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu,
ansiosos, te procurávamos. E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar
dos negócios de meu Pai?” (Lucas 2.48,49).

Percebe-se que Maria não possuía nehuma autoridade sobre Cristo; que Cristo não era submisso à
Maria; que Maria não entendia nada sobre a pessoa de seu filho e, ainda, que Jesus repreendeu Maria.

Na segunda vez foi na festa de casamento, em Canaã da Galiléia. “E , faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe
disse: Não têm vinho. Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho contigo? Ainda não é chegada a minha hora.” (João
2.3,4).

Novamente, percebe-se que Maria não possuía nehuma autoridade sobre Cristo; que Cristo não era submisso à
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Maria; que Maria não entendia nada sobre a pessoa de seu filho e, ainda, que Jesus repreendeu Maria. Reparem
o modo que o filho fala com a mãe: “Que tenho contigo?” (experimente qualquer um falar isso para com
sua mãe para ver o que acontece ou você que é mãe o que diria a seu filho que lhe dissesse isso?) e,
ainda, mais que Maria ordenava aos servos: “Fazei tudo o que Ele nos disser!”, demonstrando que quem
tem poder, autoridade, manda e decide é Cristo Jesus e não ela.

Repare que Maria apenas e tão somente relatou/apresentou o problema/situação (como qualquer um),
mas não deu a solução, não opinou/sugeriu e, muito menos, mandou ou pediu qualquer coisa à Cristo.

E a terceira vez foi em Cafarnaum, quando Jesus estava pregando. “Chegaram, então, seus irmãos e sua mãe;
e, estando de fora, mandaram-no chamar. E a multidão assentada ao redor dele, e disseram-lhe: Eis que tua mãe
e teus irmãos te procuram e estão lá fora. E ale lhes respondeu, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos? E,
olhando em redor para os que estavam assentados junto dele disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Portanto
qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha mãe.” (Marcos 3.31-33).

Outra vez, percebe-se que Maria não possuía nenhuma autoridade sobre Cristo; que Cristo não lhe era
submisso; que Maria não entendia nada sobre a pessoa de seu filho e, ainda, que Jesus repreendeu Maria e a
deixou “plantada” do lado de fora. Reparem o modo que o filho fala sobre a mãe: “Quem é minha mãe e
meus irmãos? E, olhando em redor para os que estavam assentados junto dele disse: Eis aqui minha mãe
e meus irmãos. Portanto qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha mãe.”
(experimente qualquer um falar isso de sua mãe para ver o que acontece ou você que é mãe o que diria a
seu filho que dissesse isso de você?).

Mesmo quando Jesus foi interrompido no seu discurso por uma mulher que elogiava Maria por lhe ter
amamentado e lhe dado à luz, Jesus não elogiou a mulher que assim dissera. Disse a mulher a Jesus: “Bem-
aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste! Mas ele disse: “Antes, bem-aventurados
os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.” (Lucas 11.27,28). Jesus assim falando, afirmou que existe
mais bem-aventurança em ouvir a palavra de Deus e guardá-la do que ter sido filho de Maria.

Em outras ocasiões mencionadas na Bíblia onde Maria aparece, notamos o seguinte:

Maria, ao receber a notícia que seria mãe do Salvador, se pronunciou como necessitada de um Salvador.
“Disse, então, Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.”
(Lucas 1.46,47).

Quando os magos visitaram Jesus, na sua infância, dirigiram-se a Jesus e não à Maria. É o que lemos de
Mateus 2.11: “E, entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram.” Como
se vê, os magos não adoraram Maria, mas adoraram Jesus.

A última referência bíblica de Maria que se vê em Atos 1.14 quando ela se encontrava em oração com os
demais seguidores de Jesus, “Todos estes perseveravam unanimentemente em oração e súplicas, com as
mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com seus irmãos.” Fora isso, nada mais se lê no livro de Atos sobre Maria,
assim como em todo o restante do Novo Testamento.
Acaso pode-se igualar o sangue de Maria ao sangue precioso e inocente de Jesus? Se Maria pudesse
justificar, salvar, perdoar, .. alguém, Cristo não precisaria ter morrido na Cruz do Calvário!

Por acaso alguém costuma ir conversar com a mãe ou a esposa de um juiz para poder ter um
julgamento favorável? Se alguém assim o fizer, com certeza despertará a fúria do julgador contra si, como
ocorreu na própria Bíblia (Ester 7:7-10 e I Reis 2:13-25).

TÍTULOS E HONRARIAS ATRIBUÍDAS A JESUS

Existem cerca de cento e cinqüenta títulos dados a Jesus Cristo na Bíblia e que os cristãos precisam conhecer.
Se não todos, pelo menos alguns deles devem ser conhecidos. Certamente isso evitará que aceitemos que os
títulos atribuídos a Cristo sejam passados para Maria, sua mãe, que podem ser observados no confronto entre
Maria e Jesus:

MARIA CATÓLICA X MARIA BÍBLICA

Diz a Igreja Católica: Maria, âncora da salvação - “Feliz aquele que se abraça amorosa e confiadamente a
essas duas âncoras de salvação: Jesus e Maria! Não perecerá eternamente.” (página 31 do livro “Glórias de
Maria”, autor: S. Afonso de Ligório, Editora Santuário).

Diz a Bíblia: O título de âncora da salvação é exclusivo de Jesus - “Paulo, apóstolo de Jesus Cristo ...
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esperança nossa.” - 1 Timóteo 1.1

Diz a Igreja Católica: Confiança em Maria - “Por conseguinte estão sujeitos ao domínio de Maria os anjos, os
homens e todas as coisas do céu e da terra.” (página 35).

Diz a Bíblia: “E sujeitou todas as coisas a seus pés (de Jesus) e, sobre todas as coisas, o constituiu como
cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.” (Efésios 1.21-23).

Diz a Igreja Católica: Maria é a Rainha da Misericórdia - “Constituindo o reino de Deus na justiça e na
misericórdia, o Senhor dividiu: o reinado da justiça reservou para si, e o reinado da misericórdia o cedeu a Maria.”
“O Eterno Pai deu ao Filho o ofício de julgar e punir, e a Mãe o ofício de socorrer e aliviar os miseráveis.” (páginas
36,37).

Diz a Bíblia: O título “Rainha da Misericórdia” não é bíblico. Jesus é o sumo sacerdote de quem recebemos
misericórdia “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém
um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemo-nos, pois, confiadamente ao trono da graça,
para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno.” (Hebreus
4.15,16).

Diz a Igreja Católica: Maria protetora dos pecadores - “Pelo que não há pecador, nem o maior de todos, que se
perca, se Maria o protege.” (página 39). “Recorramos, pois, e recorramos sempre á proteção desta dulcíssima
Rainha, se queremos seguramente salvar-nos.” (pagina 41). “Eis aqui como em todas as batalhas com o Inferno
seremos sempre vencedores seguramente, se recorrermos à Mãe de Deus, e nossa, dizendo e repetindo: Sob a
tua proteção nos refugiamos, ó santa Mãe de Deus! Oh! Quantas vitórias têm os fiéis alcançado do Inferno com o
recorrerem a Maria ...” (página 49).

Diz a Bíblia: Maria não apaga pecados, não dá salvação, não livra do Inferno. Jesus o faz seguramente:
“Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, porquanto vive sempre para
interceder por eles.” (Hebreus 7.25). “Tudo que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma
o lançarei fora.” (João 6.37).

Diz a Igreja Católica: Maria sofreu por nós - “Maria, para salvar as nossas almas, sacrificou com amor a vida de
seu Filho.” ... “Imolou a sua alma para a salvação de muitas almas.” ... “Verdade é que Jesus quis ser o único a
morrer pela redenção do gênero humano. Mas viu como Maria desejava ardentemente tomar parte na salvação
dos homens. Decidiu então que ela, com o sacrifício e a oferta da vida do seu mesmo Jesus, cooperasse para a
nossa salvação, e deste modo viesse a ser a Mãe das nossas almas.” (página 47).

Diz a Bíblia: Maria não salva, não sofreu pela salvação das almas e não cooperou para a nossa salvação.
Jesus o fez exclusivamente. “Mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, assentou-se para
sempre à direita de Deus, daí por diante esperando, até que os seus inimigos sejam postos por escabelo de seus
pés. Pois com uma só oferta tem aperfeiçoado para sempre os que estão sendo santificados.” (Hebreus 10.12-14).

Diz a Igreja Católica: Maria não pode deixar de amar-nos - “Se, pois, Maria é nossa Mãe, consideremos quanto
ela nos ama.” ... “E se em algum tempo, continua a virgem, por impossível se desse o caso de uma mãe se
esquecer de um filho, não é possível que eu cesse de amar uma alma, de quem sou Mãe.” (página 53).

Diz a Bíblia: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.” (João
15.13).

Diz a Igreja Católica: Maria deu sua vida por nós - “Ao mesmo tempo que o Filho agonizava na cruz ... a Mãe se
oferecia aos algozes para dar a vida por nós” (página 53). “Do Eterno Pai diz o Evangelho que amou os homens a
ponto de por eles entregar à morte seu Filho Unigênito (João 3.16). O mesmo também ... se pode dizer de Maria:
Tanto amou os homens, que por eles entregou seu Filho Unigênito.” ... “E quando foi que a nós o entregou? Deu-o
...quando lhe concedeu licença para entregar-se à morte. Deu-o, quando não defendeu a vida de seu Filho perante
os juizes, deixando os outros de a defender ou por ódio ou por temor. Pois com certeza as palavras de tão sábia e
desvelada mãe teriam causado grande impressão, pelo menos sobre o espírito de Pilátos. E ele não ousaria
condenar à morte um homem, do qual ele próprio reconhecera e declarara inocência. Mas, não; Maria não quis
dizer uma só palavra em favor do Filho, por não impedir a sua morte, da qual dependia a nossa salvação.”
...”Então com suma dor e com intenso amor para conosco, estava sacrificando por nós a vida de seu Filho.”
(página 56) “Não vemos como ela nos amou mais do que todas as criaturas, como entregou por nós seu Filho
único, a quem amava mais do que a si mesma?” (página 57). “fiéis servos e amantes desta Mãe amantíssima!
Sim, porque esta gratíssima Rainha não admite que em amor a vençam os seus devotos servidores.” (página 62).

Diz a Bíblia: “Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda
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pecadores.” (Romanos 5.8). “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e nós devemos dar a
vida pelos irmãos.” (1 João 3.16).

Diz a Igreja Católica: Maria portadora de graça - “Deus não destruiu o homem logo após o pecado, devido ao
singular amor para com esta sua futura filha. Não lhe resta a menor dúvida de que todas as misericórdias e
mercês, em favor dos pecadores na Antiga lei, só lhes tinham sido feitas por Deus em consideração desta
abençoada Virgem.” ... “Procuremos a graça, mas procuremo-la por meio de Maria. Se formos tão infelizes, que
perdemos a divina graça, procuremos recuperá-la por meio de Maria; porque se a perdemos ela a achou.” ...
“Corram, pois, a Maria os pecados que perderam a graça, porque em seu poder a acharão certamente ... e digam-
lhe: Senhora, a coisa achada deve-se restituir a quem perdeu; aquela graça, que vós achastes, não é vossa,
porque nunca a perdestes; é nossa, porque a perdemos, por isso no-la deveis restituir.” (página 75).

Diz a Bíblia: Jesus é portador exclusivo da graça e não Maria - “Porque a lei foi dada por meio de Moisés; a
graça e a verdade vieram por Jesus cristo” João 1.17; “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo
salvação a todos os homens.” (Tito 2.11).

Diz a Igreja Católica: Perdão de pecados por Intercessão de Maria - “Os pecadores só por intercessão de
Maria recebem o perdão.” (página 76). ... “Ó Mãe de Deus, vossa proteção traz a imortalidade: vossa intercessão,
a vida.” ... “Todos os vossos servos alcançam por vossa intercessão a vida da graça e a glória eterna. Em vós
acham os pecadores o perdão, e os justos a perseverança e depois a vida eterna.” “... Não desconfieis, ó
pecadores ... ainda que tenhais cometido todos os pecados, recorrei com sinceridade à Mãe de Deus, pois sempre
a encontrareis com as mãos cheias de misericórdia” ...”Deus promete garantido perdão aos pecadores, quando
recorrerem a Maria para que os reconcilie com o Senhor, e como garantia disso lhe dá um penhor. Este penhor é,
sem dúvida, Maria Santíssima, que nos foi dada como intercessora.” (página 77).

Diz a Bíblia: Perdão de pecados é uma obra exclusiva de Jesus - “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz
está, temos comunhão unas com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado.” (1 João
1.7). “Filhinhos, escrevo-vos porque pelo seu nome, vos são perdoados os pecados.” (1 João 2.12).

Diz a Igreja Católica: Maria é o sol - “Que seria do mundo, se não nascesse mais o sol? Nada mais do que um
caos de trevas e terror ... Retira o sol e que será do dia? Perca uma alma a devoção para com Maria, e que será
senão trevas?” ... “Ai daqueles ...que desprezam a luz deste sol, isto é, a devoção a Maria.” ... “Sob o manto de
Maria acham os homens refugio contra o ardor das paixões e a fúria das tentações.” (página 82).

Diz a Bíblia: “Porque o Senhor Deus é um sol e escudo.” (Salmos 84.11).

Diz a Igreja Católica: Maria fez falta na Parábola do Filho Pródigo - “Se ainda lhe vivesse a mãe, não o deixara
o filho pródigo a casa paterna, ou para ela regressara mais depressa do que voltou. Quer com isso dizer que um
filho de Maria, ou nunca se aparta de Deus, ou se por desgraça o faz, logo para ele torna por meio de Maria.” ...
“Oh! se todos os homens amassem essa tão benigna e amorosa Senhora, e se nas tentações sempre e sem
demora recorressem a seu patrocínio, quem cairia jamais? Quem se perderia jamais? Cai e perece só quem não
recorre a Maria.” (página 84).

Diz a Bíblia: “Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu
ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, me não esquecerei de ti.” (Isaías 49.15). Acaso as
Palavras (parábolas) de Jesus são imperfeitas? “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de
ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Romanos 5.8).

Acaso a Palavra de Deus não é Perfeita (Sl 19:7 e 18:30, II Samuel 22:31)? Acaso Deus não é Perfeito (Mt
5:48, Jó 11:7)? Acaso Maria é maior que Deus (Êxodo 18:11, II Crônicas 2:5, Jó 4:17 e 33:12, Mateus 11:11,
Hebreus 6:13)? Se Maria é maior que Deus, Deus não é Deus, pois para ser Deus tem que ser o Todo Poderoso
(Ap 16:14, Sl 89:8, I Tim 6:15, Ef 3:20, Mt 19:26, Mc 10:27, Lc 1:37, Dt 10:17, Ne 9:32, Jr 32:18, Sf 3:17, Lc 1:49),
Auto-suficiente (não depender e nem precisar de auxílio de nada ou de ninguém) e Perfeito. Acaso Deus teve
início, princípio, foi gerado ou concebido por alguém (Ap 1:8, 21:6 e 22:13)? Se Deus teve início ou foi
gerado/concebido por alguém, não é Deus, pois para ser Deus não pode ter princípio e tem que sempre ter
existido, ou seja, sem começo e sem fim. Deus é o único Criador (Gn 1:1, Sl 95:6, Is 42:5, João 1:3, Ap 10:6) e
não a criatura (criado, gerado, ..) [Rom 1:25, Ap 5:13]! A criatura não pode ser Deus! Maria não é, não foi e nunca
será a mãe de Deus! No ventre de Maria apenas foi gerado/formado, exclusivamente por Deus (Hb 9:11, Mt 1:18-
20, João 1:13) [pois Maria não teve nenhuma participação ou auxílio, pois não envolveu relação sexual e nem se
tratou de uma gestação normal], o corpo carnal de seu filho (Cristo), nada mais que isso! O Corpo sem o Espírito
de nada serve (João 14:28, Mateus 12:6)! É o Espírito que dá vida (João 6:63, Lc 24:39, Fp 1:19, Ap 11:11)! Deus
em sua essência (forma original) é Espírito (João 4:24, II Cor 3:17)! O Espírito sempre existiu e, portanto, existia
antes de existir o Corpo, vez que o Filho de Deus existia desde antes da criação do mundo/universo (João 1:1, Col
1:15, Ap 3:14)!
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Diz a Igreja Católica: Maria acolhe os pintinhos sob suas asas - “Quando nos vem tentar o demônio, não
deixemos de fazer como os pintinhos, que, mal enxergam o gavião, correm logo a refugiar-se sob as asas da mãe.
Logo que nos assaltam tentações, sem discorrer com elas, refugiemo-nos depressa sob o manto de Maria. E vós,
Senhora, deveis defender-nos ... Depois de Deus outro refúgio não temos senão vós, que sois a nossa única
esperança protetora, em quem confiamos.” (página 85).

Diz a Bíblia: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes
quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu quiseste!” (Mateus
23.37).

Diz a Igreja Católica: Maria caminho da salvação - “Seguindo a Maria, não errarás o caminho da salvação.” ...
“Protegendo-te ela, não temas perder-te; sendo tua guia, sem fadiga te salvarás. Em suma, a pretendendo Maria
defender-te, certamente chegarás ao reino dos bem-aventurados.” (página 85).

Diz a Bíblia: Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, verdade e a vida. Ninguém vem ao pai senão por mim.” (João
14.6). Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.” (Atos 16.30). “Porque há um só Deus, e um só
Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” (I Timóteo 2:5). “E em nenhum outro há salvação,
porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”
(Atos 4:12). “E, DEPOIS destas coisas ouvi no céu como que uma grande voz de uma grande multidão, que dizia:
Aleluia! Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor nosso Deus;” (Apocalipse 19:1).

Diz a Igreja Católica: Maria é nosso conforto na morte - “Ah! Como fogem os demônios à presença de Nossa
Senhora! Se na hora da morte tivemos Maria a nosso favor, que poderemos recear de todo o Inferno?” “Se Maria é
por nós, quem será contra nós?” (página 90).

Diz a Bíblia: “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome expelirão demônios ...”
(Marcos 16.17). “Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8:31).

Diz a Igreja Católica: Maria é nosso auxílio no tribunal divino - “Em se tratando de uma alma patrocinada por
Maria, não terão atrevimento, nem ainda para acusá-la. Pois sabem muito bem que o Juiz nunca condenou, nem
condenará jamais uma alma patrocinada por sua grande Mãe.” (pagina 91). “Nossa amorosa Rainha acolhe sob
seu manto as almas dos seus servos, apresenta-as ao Filho que as deve julgar e obtém-lhes a salvação.” ... “Feliz
de ti, meu irmão, se na hora da morte te achares preso pelas doces cadeias do amor à Mãe de Deus.” (página 92).
Diz a Bíblia: “Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, segundo o mandado de Deus, nosso Salvador, e do Senhor
Jesus Cristo, esperança nossa.” (1 Timóteo 1.1). “Mas, por isso, alcancei misericórdia, para que em mim, que sou
o principal, Jesus Cristo mostrasse toda a sua longanimidade, para exemplo dos que haviam de crer nele para a
vida eterna.” (1 Timóteo 1.15). “MEUS filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém
pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.” (I João 2:1).

Veja mais no item: “advogada” abaixo.

Diz a Igreja Católica: Maria é a esperança de todos os homens - “Quer a Santa Igreja que cada dia todos os
eclesiásticos e todos os religiosos em voz alta, e em nome de todos os fiéis, invoquem e chamem a Maria com
este nome de esperança nossa.” (página 97) ... “Salve esperança de minha alma ... salve, ó segura salvação dos
cristãos, auxílio dos pecadores, defesa dos fiéis, salvação do mundo.” ... “Depois de Deus, outra esperança não
temos senão em Maria ...” (página 98). “Perde-se quem a Maria não recorre, mas quem jamais se perdeu, depois
de implorá-la?” (página 110). “Em vós, Senhora, tendo colocado, toda a minha esperança e de vós espero minha
salvação.” ... “Acolhei-nos sob a vossa proteção se salvos nos quereis ver; pois só por vosso intermédio
esperamos a salvação.” (página 147).

Diz a Bíblia: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum do céu nenhum outro
nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” (Atos 4.12).

Diz a Igreja Católica: Maria, nossa advogada - “Maria é advogada poderosa para a todos salvar” - “Maria é toda
poderosa junto a deus “ (página 151). “Ó Maria, querida advogada nossa, na rica piedade de vosso coração não
podeis ver infelizes sem que deles tenhais compaixão.” (página 153). “Pobres pecadores! Que seria de nós, se
não tivéramos esta grande advogada.” (página 162). “Ó minha Rainha, sede-me advogada junto a vosso Filho, a
quem não tenho coragem de recorrer.” (página 120). “Vós sois a única advogada dos pecadores e daqueles que
precisam de todo o socorro. Eu vos saúdo como asilo e refúgio no qual ainda podem os pecadores achar salvação
e acolhimento.” (página 105)” ... “louvada seja, pois, e bendita a imensa bondade de nosso Deus, que nos
concedeu esta excelsa Mãe e advogada, Maria!” (página 102).

Diz a Bíblia: “Meus Filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um
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Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.” (1 João 2.1).

O catolicismo coloca Maria como intercessora junto a Cristo para interceder pelos pecadores. Enquanto a
Bíblia é clara: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e se alguém pecar, temos um
advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.” (1 Jo 2:1). O título de advogado pertence a Cristo e não a Maria.
Diga-me onde nas Escrituras Maria é chamado de advogada? Lembro-me de uma passagem nas Escrituras onde
Maria foi interceder junto a Cristo e este respondeu: “Mulher, que tenho contigo?” (Jo 2.1-11). A função de
intercessor junto ao Pai é exclusiva a Cristo. Veja: “Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu, ou antes
quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.” (Rm 8:34).
“Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder
por eles.” (Hb 7.25).

Quando Estevão estava prestes a morrer, este disse: “Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do Homem, que
está em pé à mão direita de Deus.” (At 7.56). Onde estava Maria? Ocupada com outras coisas? Na nova
Jerusalém existirá um trono para o cordeiro (Cristo) e para Deus. Não se fala em nenhum momento que Maria
estará junto ao trono: “E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus
e o do Cordeiro.” (Ap 22.1).

No catolicismo Maria é considerada mais compassiva que Jesus, por isto lhe é atribuído o papel de
intercessora. Loraine Boettner descreve bem o pensamento católico: “Maria, sendo mãe, é considerada
possuidora de coração de mãe, e, portanto, mais capaz de entender os problemas dos seus filhos, e Ele jamais
pode recusar-se a atender qualquer favor que ela lhe pedir.” Combato este pensamento católico, com uma simples
pergunta: Quem demonstrou a humanidade ter maior amor? Cristo ou Maria? “Ninguém tem maior amor do que
este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (Jo 15.13).

Diz a Igreja Católica: Maria nossa redentora - “Querendo ele remir o gênero humano, depositou o preço inteiro
da redenção nas mãos de Maria para que o reparta à sua vontade.” (pagina 99). “Se o meu Redentor, por causa
de minhas culpas, me lançar fora dos seus pés, eu me prostrarei aos pés de Maria, sua Mãe, e deles não me
afastarei enquanto ela não me alcançar o perdão.” (página 102). “Deus, antes de no mundo existir Maria, se
queixava de não haver quem o impedisse de punir os pecadores; mas agoira é Maria quem o aplaca.” (página
108).

Diz a Bíblia: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei
fora.” (João 6.37). “o qual (Jesus) se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho
a seu tempo.” (1 Timóteo 2.6). “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo
Jesus.” (Romanos 3:24).

Hebreus 9:1-15,22 - "Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito
tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu
próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção. Porque, se o sangue dos
touros e bodes, e a cinza de uma novilha esparzida sobre os imundos, os santifica, quanto à purificação da carne,
Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as
vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo? E por isso é Mediador de um novo
testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro
testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna. (...). E quase todas as coisas, segundo a lei,
se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.”

“Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça,”
(Efésios 1:7). “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados;” (Colossenses
1:14).

Acaso pode-se igualar o sangue de Maria ao sangue precioso e inocente de Jesus? Se Maria pudesse justificar,
salvar, perdoar, .. alguém, Cristo não precisaria ter morrido na Cruz do Calvário!

Por acaso alguém costuma ir conversar com a mãe ou a esposa de um juiz para poder ter um julgamento
favorável? Se alguém assim o fizer, com certeza despertará a fúria do julgador contra si, como ocorreu na própria
Bíblia (Ester 7:7-10 e I Reis 2:13-25).

Veja mais no item: “medianeira” abaixo.

Diz a Igreja Católica: Maria é onipotente - “Sois onipotente, ó Maria, visto que vosso Filho quer vos honrar,
fazendo sem demora tudo quanto vós quereis.” ... “Ouvi as minhas orações, e tende compaixão dos meus
suspiros, ó minha Rainha, que sois meu refúgio, minha vida, meu auxílio, minha esperança, minha fortaleza!
(página 100).
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Diz a Bíblia: “E chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É me dado todo o poder no céu e na terra.” (Mateus
28.18). “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-
Poderoso.” (Apocalipse 1.8). “Em verdade vos digo, se pedirdes alguma cousa ao Pai, ele vo-la concederá em
meu nome. Até agora nada tendes pedido em meu nome; pedi, e recebereis, para que a vossa alegria seja
completa.” (João 16.23,24).

Diz a Igreja Católica: Maria, refúgio dos pecadores - “Um dos títulos com que a Santa Igreja saúda Maria, e que
muito anima os pobres pecadores, é aquela da Ladainha: Refúgio dos pecadores.” Havia na Judéia, outrora,
cidades de refúgio, nas quais os culpados podiam abrigar-se a salvo das penas merecidas. Agora já não há tantas
cidades de refúgio como antigamente. Só há uma que é Maria Santíssima, da qual foi dito: Coisas gloriosas se
tem dito de ti, ó cidade de Deus.” “Existe aqui uma diferença, porém. Nas antigas cidades de refúgio não havia
asilo para todos os culpados, nem para sorte de delitos, enquanto que sob o manto de Maria acham refúgio todos
os pecadores e toda espécie de delito. Basta que se recorra a ela, para se estar a salvo.” (página 105).

Diz a Bíblia: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu
jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma.”
(Mateus 11.28,29). II Samuel 22:3 - "Deus é o meu rochedo, nele confiarei; o meu escudo, e a força da minha
salvação, o meu alto retiro, e o meu refúgio. Ó meu Salvador, da violência me salvas." Salmos 18: 2 – “O
SENHOR é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem
confio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio.” Salmos 62:7 – “Em Deus está a minha
salvação e a minha glória; a rocha da minha fortaleza, e o meu refúgio estão em Deus.”

Diz a Igreja Católica: Maria, figura da arca de Noé: “Figura foi de Maria a arca de Noé. Pois como nela acharam
abrigo todos os animais da terra, igualmente sob o manto de Maria encontraram refúgio todos os pecadores, cujos
vícios e pecados sensuais os tornam semelhante aos brutos. Há esta diferença, entretanto ... na arca entraram os
brutos e brutos ficaram. O lobo ficou sendo lobo e o tigre ficou sendo tigre. Mas debaixo do manto de Maria o lobo
é mudado em cordeiro e o tigre em pomba.” (página 109).

Diz a Bíblia: Que a arca de Noé é representada por Jesus e não Maria: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as
palavras da vida eterna.” (João 6.68). “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já
passaram; eis que tudo se fez novo.“ (2 Coríntios 5.17).

Diz a Igreja Católica: Maria responde orações - “muitas coisas se pedem a Deus, e não se alcançam. Pedem-se
a Maria, e conseguem-se.” (página 1180). “No exercício de sua misericórdia, ela imita a Deus, que também voa
sem demora em socorro dos que o chamam, porque é fidelíssimo no cumprimento da promessa: Pedi e recebereis
(João 16.24). Do mesmo modo procede Maria. Quando é invocada, logo está pronta para ajudar a quem a chamou
em seu auxílio.” (página 115). “Se Maria é tão pronta em ajudar, mesmo sem ser rogada, quanto mais o será para
consolar quem a invoca e a chama em seu auxílio?” (página 117). “Quando nos dirigimos a esta divina Mãe, não
só devemos ficar certos de seu patrocínio, mas às vezes seremos até mais depressa atendidos e salvos.” “Quem
pede e quer alcançar graças, sem a intercessão de Maria, pretende voar sem asas.” (página 143).

Diz a Bíblia: “E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se
pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.” (João 14.13,14). “A igreja de Deus que está em Corinto, aos
santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso
Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso.” (1 Coríntios 1.2). “E esta é a confiança que temos nele, que, se
pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.” (I João 5:14). “E qualquer coisa que lhe pedirmos,
dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à sua vista.” (I João
3:22).

Diz a Igreja Católica: Maria esmagou a cabeça da serpente - “Maria é, portanto, essa excelsa mulher forte que
venceu o demônio e, em lhe abatendo a soberba, lhe esmagou a cabeça, conforme as palavras do Senhor Ela te
esmagará a cabeça.” (página 122). “Por isso o recorrer a Maria é um meio seguríssimo para vencer todos os
assaltos do Inferno. Ela é também Rainha do Inferno e senhora dos demônios, pois que os subjuga e doma.”
(página 123). “Oh! quanto tremem de Maria e do seu grande nome os demônios do Inferno!” (página 124).

Diz a Bíblia: “Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam. Eis que vos dou poder para pisar
serpentes, e escorpiões, e toda a força do Inimigo, e nada vos fará dano algum.” (Lucas 10.17,19). “E o Deus de
paz esmagará em breve Satanás debaixo dos vossos pés. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco.
Amém! (Romanos 16.20). “Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e
nada vos fará dano algum.” (Lucas 10:19). “E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o
Filho do homem seja levantado;” (João 3:14). “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua
astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que
há em Cristo. Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro
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espírito que não recebestes, ou outro Evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis.” (II Corintios 11:3-4).

Diz a Igreja Católica: Maria coluna de nuvem e de fogo - “Lemos no Antigo Testamento que o Senhor guiava o
seu povo na saída do Egito, de dia por meio de uma coluna de nuvem, e à noite por uma coluna de fogo (Êxodo
13.21). Esta maravilhosa coluna, ora de nuvem ora de fogo, era, figura de Maria nos dois ofícios que exerce
continuamente para nosso bem. Como nuvem protege-nos dos ardores da divina justiça; como fogo defende-nos
contra os demônios.” (página 125).

Diz a Bíblia: “Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo.” (João 1.9). “Falou-
lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a
luz da vida.” (João 8.12). “E VI outro anjo forte, que descia do céu, vestido de uma nuvem; e por cima da sua
cabeça estava o arco celeste, e o seu rosto era como o sol, e os seus pés como colunas de fogo;” (Apocalipse
10:1). “E então verão vir o Filho do homem numa nuvem, com poder e grande glória.” (Lucas 21:27).

Diz a Igreja Católica: Toda honra deve ser tributada a Maria - “É tributada ao Filho e ao Rei toda a honra que se
presta à Mãe e à Rainha.” (página 131). “Tudo quanto pudermos dizer em louvor de Maria é pouco em relação ao
que merece por sua dignidade de Mãe de Deus.” (página 134). “Quero ser servo do Filho: mas ninguém pode
servir ao Filho sem servir também a Mãe, esforço-me por conseguinte, em servir a Maria .” (página 139).

Diz a Bíblia: “Para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. quem não honra o filho não honra o Pai, que
o enviou.” (João 5.23). “E olhei e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era
o número deles milhões de milhões e milhares de milhares, que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro que
foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças.” (Apocalipse
5.11,12). “E, DEPOIS destas coisas ouvi no céu como que uma grande voz de uma grande multidão, que dizia:
Aleluia! Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor nosso Deus;” (Apocalipse 19:1). “Aquele que
tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual
seja honra e poder sempiterno. Amém.” (I Timóteo 6:16). “Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus
sábio, seja honra e glória para todo o sempre. Amém.” (I Timóteo 1:17). “Pois mudaram a verdade de Deus em
mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.” (Romanos
1:25).

Diz a Igreja Católica: Maria, nossa medianeira - “Ide a Maria! O Senhor decretou não conceder favor algum sem
a mediação de Maria. Por isso nas mãos dela está nossa salvação.” ... “Quem é protegido por ela se salva: perde-
se quem o não é.” (página 144). “Que seria, pois, de nós que esperança de salvação, se nos abandonásseis ó
Maria, vida dos cristãos?” (página 145). “Ao mesmo tempo está fora de dúvida que pelos merecimentos de Jesus
Cristo foi concedida a Maria a grande autoridade de ser medianeira da nossa salvação ...” ... “Como não ser toda
cheia de graça, aquela que se tornou a escada do paraíso, a porta do céu e a verdadeira medianeira entre Deus e
os homens?” (página 131). “Maria foi dada ao mundo a fim de que por seu intermédio, como por um canal, até nos
corresse sem cessar a torrente das graças divinas.” (página 135). “Em vão procura Jesus quem não procura acha-
lo com sua Mãe.” (página 139). “Garante-nos Jesus Cristo que ninguém pode vir a ele, a não ser o Pai o traga. O
mesmo também, diz Jesus de sua Mãe. Ninguém pode vir a mim, se minha Mãe o não atrair com suas preces.
Jesus foi o fruto de Maria. Quem quer o fruto deve também querer a árvore. Quem, pois, quer a Jesus, deve
procurar Maria; e quem acha Maria, certamente acha também Jesus.” (página 142).

Diz a Bíblia: “Respondeu-lhes Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por
mim.” (João 14.6). “Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem.”
(Timóteo 2.5). “Logo, para que é a lei? Foi ordenada por causa das transgressões, até que viesse a posteridade a
quem a promessa tinha sido feita; e foi posta pelos anjos na mão de um medianeiro. Ora, o medianeiro não o é de
um só, mas Deus é um.” (Gálatas 3:19-20). “Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é
mediador de uma melhor aliança que está confirmada em melhores promessas.” (Hebreus 8:6). “E por isso é
Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia
debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna.” (Hebreus 9:15). “E a
Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel.” (Hebreus
12:24).

O catolicismo afirma que: “... temos necessidade dum medianeiro junto do próprio medianeiro que é Jesus
Cristo”. Tal afirmação rebaixa a pessoa do Senhor Jesus Cristo. Cristo não é suficiente como Mediador? Claro que
sim! Então, qual o por quê deste “...temos necessidade...” aviltante? Nenhuma palavra foi dita nas Escrituras
acerca de Maria como medianeira. Mas o catolicismo acha, de maneira mirabolante, essa necessidade, porque
segundo o próprio catolicismo, Maria é menos severa, mais tenra do que Cristo, e diante da mãe o filho não
negaria algum pedido.

Observe as palavras que S. Luís Maria Grignon de Monfort escreveu: “Se recearmos ir diretamente a Jesus
Cristo Deus, em vista de sua grandeza infinita, ou por causa da nossa baixeza, ou ainda, devido aos nossos
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pecados, imploremos afoitamente o auxílio e intercessão de Maria nossa mãe; ela é boa e tenra; nela não há
severidade nem repulsa; tudo nela é sublime e brilhante contemplando-a vemos nossa pura natureza.”

Por que ter receio de Jesus Cristo Deus, que tomou a forma de homem e tocou no homem e se deixou tocar
pelo mesmo? Será que quando Cristo renunciou a Sua glória para tomar a forma de homem, não mostrou ser
bom, tenro, amável, sublime e brilhante? Será que é necessário uma medianeira para amaciar o coração mais
macio que existe e existirá? É evidente que o coração de Cristo é incomparável a qualquer coração humano.
“Deus é amor” e o resto é comentário. Na Bíblia não se afirma que Maria é amor. Este argumento do catolicismo é
desastroso.

A Bíblia é bem clara quando afirma que a mediação de Deus é exclusiva a Cristo. Vejamos:

1.ª) Ele é o único Mediador- “Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo
homem.” - (I Tim 2.5).

2.ª) Ele é o único caminho – “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai,
senão por mim.” (Jo 14.6).

3.ª) Ele é o único Salvador – “E nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro
nome há, dado entre homens, pelo qual devamos ser salvos.” (At 4.12).

Maria não é medianeira, nunca foi e nunca será. Para haver mediação precisa haver sacrifício por parte do
mediador. Por acaso foi Maria que morreu na Cruz do Calvário? Qual foi o sacrifício que Maria ofereceu em
benefício dos homens? Não vá argumentar que Maria deu seu filho para morrer na cruz. Pois quem deu seu filho
unigênito foi Deus Pai (Jo 3.16) e isto já estava planejado antes da fundação do mundo: “... Cordeiro que foi morto
desde a fundação do mundo.” (Ap 13.8). Maria já existia antes da fundação do mundo? Claro que não! Maria
nunca ofereceu sacrifício em benefício dos homens e muito menos ofereceu-se como sacrifício. Só Cristo fez isto!

Veja mais no item: “redentora” acima.

Diz a Igreja Católica: Maria concebida sem pecado - “Incalculável foi a ruína que o maldito pecado causou a
Adão e a todo o gênero humano. Dessa comum desventura quis Deus, entretanto, eximir a Virgem bendita.”
(página 235).

Diz a Bíblia: “Então disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu
Salvador.” (Lucas 1.46). “Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado.” (Gálatas 3.22). “Porque nos convinha tal
sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus.”
(Hebreus 7.26). “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;” (Romanos 3:23). “Se dissermos
que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.” (I João 1:8). “Em verdade vos
digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João o Batista; mas aquele que
é o menor no reino dos céus é maior do que ele.” (Mateus 11:11).

Diz a Igreja Católica: Maria, Rainha do céu - “Pelo contrário, os demônios tanto receiam a Rainha do céu que,
como do fogo, fogem de quem invoca o seu grande nome.” (página 216).

Diz a Bíblia: “Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres amassaram a farinha para
fazerem bolos à deusa chamada Rainha dos Céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem a
ira.” (Jeremias 7.18).

Dizem os católicos romanos que essa “Aparecida” é a “Rainha dos céus” e Senhora deles (Veja Dt 6:4), isso a
torna mulher de Jesus; pois Ele é o Rei (Jr 10:10; Ap 17:14), o Lv 18:7-8 e Dt 27:20, proibem e condenam o filho
“descobrir a nudez de sua mãe” (ou seja, ter relações sexuais com ela ou vir a ser seu marido). Ora, se o Corpo
(Filho, Cristo) formado em Maria, é esposo dessa “Aparecida” (que eles dizem ser Maria), isso é abominável aos
olhos de Deus e pelas Escrituras, pois é incesto. Pois a rainha há de ser a mulher do rei, não existe outro
modo/meio! Nunca a mãe de um rei foi, é ou será chamada de rainha. Como, do mesmo modo, nunca foi, é ou
será a mãe de um governador chamada de governadora, ou a mãe de um presidente chamada de presidenta, ou a
mãe de um prefeito chamada de prefeita, ou a mãe de um vereador chamada de vereadora .... Enquanto os
católicos dizem: “Santa Maria vem”, as Escrituras e os cristãos dizem: ”Ora, vem Senhor Jesus” (Ap 22:20).

Auxiliadora e Protetora. Esses pseudo-títulos atribuídos a Maria estão interligados. O minidicionário Luft dá o
seguinte significado a palavra auxiliar: “ajudar” e “socorrer”. Maria socorre ou ajuda alguém? Onde está escrito isto
nas Escrituras? Nas Escrituras está escrito: “E assim com confiança ousemos dizer: O Senhor é o meu ajudador, e
não temerei o que me possa fazer o homem.” (Hebreus 13:6). Por quê o autor de Hebreus não falou do auxílio da
“senhora”? Porque tal auxílio não existe. Maria está esperando a volta de Cristo como todos aqueles que já
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dormiram no Senhor: “Num momento, num abrir e fechar os olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta
soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.” (I Co 15.52).

Não vemos na Bíblia Maria ajudando ou socorrendo, mas pelo contrário, precisando de auxílio. Cristo na cruz
se preocupou com a segurança de Maria incumbindo João desta missão: “Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o
discípulo a quem Ele amava estava presente, disse a sua mãe: mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao
discípulo: eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.” (Jo 19.26 e 27). Repare que
não foi Maria que recebeu João em sua casa, mas, sim, pelo contrário, foi João que recebeu Maria em sua casa e
cuidou dela.

No livro escrito pelo missionário católico S. Luis. Maria Grignon de Monfort (in: Tratado da Verdadeira Devoção
à Santíssima Virgem) está escrito: “O quarto favor que a santíssima virgem presta a seus fiéis servos é defendê-
los e protegê-los de seus inimigos ... Esta mãe e princesa poderosa enviaria antes batalhões de milhares de anjos
em socorro de um só de seus servos, para que se não dissesse que um servo fiel, que a ela se confiou, sucumbiu
à malícia, ao número e à força do inimigo.”

Não devemos trocar as Escrituras por nenhum outro livro. “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos
anuncie outro Evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.” (Gl 1.8). O sr. Monfort anunciou um
outro Evangelho. Maria não pode proteger ninguém. Não pode enviar anjos. Em nenhuma passagem das
Escrituras se fala em anjos de Maria, mas em anjos do Senhor. “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o
temem e os livra.” Foi Deus que enviou o anjo Gabriel a Maria: “E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel e enviado por
Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão, cujo nome era José,
da casa de Davi: e o nome da virgem era Maria.” (Lc 1.26 e 27).

E onde está escrito que Maria enviou algum anjo a alguém? Em lugar nenhum. Em nenhum lugar da Bíblia
vemos Maria ser chamada de Nossa Senhora. O apóstolo João quando escreveu o livro de Apocalipse não
escreveu nada sobre Maria, ele viu em suas visões proféticas, anjos, tronos, mas não viu nenhum trono em que
estava assentada Maria nem em nenhum lugar o título de rainha dos céus ou qualquer outra coisa relacionada à
Maria. Alguém pode chamar Maria de Nossa Senhora e considerar-se servo de Maria enquanto nas Escrituras
está escrito que há um só Senhor (Ef 4.5)? Paulo se apresentou aos romanos como servo de Cristo e não como
servo de Maria (Rm 1.1), enquanto o sr. Monfort, no livro já citado acima diz: “Pertencemos a Jesus Cristo e a
Maria na qualidade de escravos.” Por sua vez, Cristo falou: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há
de odiar um e amar o outro, ou se dedicar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.” (Mt
6.24). Infelizmente o catolicismo tem se dedicado a Maria e desprezado o Cristo, Senhor de toda criação. Se Maria
estivesse sabendo como os homens a tem exaltado, certamente, estaria indignada com toda esta adoração.

“Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura (Maria) do que o Criador
(Cristo), que é bendito eternamente. Amém. Pelo que Deus os abandonou às paixões infames...” (Rm 1.25 e 26,
os textos entre parênteses é paráfrase do Autor).

Todo o ano aos doze de outubro, acontece em todo o Brasil as festas e solenidades alusivas a "NOSSA
SENHORA", tida como protetora e padroeira do povo brasileiro. Referida festa é sempre marcada por vários
eventos, tais como:

• Missa - assistida por grande número de pessoas.

• Exposição da imagem da "santa", a qual é cultuada e venerada com fervor. E um evento marcante que
contribui para "abrilhantar" a festa, é a...

• Grande procissão — na qual se faz presente a imagem da santa, que é acompanhada por seus muitos fiéis e
devotos. Ela é sem dúvida, o grande "ídolo" do povo católico. Diante disto, convidamos o prezado leitor a abrir as
Escrituras Sagradas, e meditar nas seguintes passagens bíblicas:

"Eu sou o Senhor, este é o meu nome; Eu não darei a outro a minha glória, nem consentirei que se tribute aos
ídolos (imagens de escultura) o louvor que só a mim pertence" Isaías 42:8.

"...nada sabem e nada entendem os que carregam em procissão as suas imagens de escultura, e fazem
súplicas a um deus que não pode salvar."Isaías 45:20.

"Os ídolos (imagens de escultura) deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não
falam; tem olhos mas não vêem; têm ouvidos mas não ouvem; nariz têm, mas não cheiram. Têm mãos mas não
apalpam, têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. Tornem-se semelhantes a eles os que
os fazem, e todos os que neles confiam."Salmo 115:4 a 8. (Na tradução Católica leia Salmo 113.B).

115/136
"Reconhece pois hoje; e considera no teu coração que o Senhor é o único verdadeiro Deus, desde o alto do céu
até o mais profundo da terra, e não há outro" Deuteronômio 4:39.

"Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagens de escultura nem semelhança alguma do
que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes
darás culto; porque Eu sou o Senhor teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a
terceira e quarta geração d’aqueles que me aborrecem." Êxodo 20:3 a 5.

"E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do Céu nenhum outro nome há, dado entro homens
pelo qual devamos ser salvos. Actos 4:12.

Diante destas verdades bíblicas, perguntamos aos padres:

Com que ousadia os senhores se atrevem a promover solenidades alusivas ao nome desta personagem,
fazendo com que ela receba honras e glórias, se a Bíblia cita em Isaías 42:8, que Nosso Senhor não aceita
repartir com outras entidades a honra e a glória que só a Ele pertencem?

Com que atrevimento os senhores ousam a profanar o nome sacrossanto de Nosso Senhor e Salvador Jesus
Cristo, promovendo culto de louvor e adoração ao nome de outra "divindade", se a Bíblia diz em Actos 4:12, e
Mateus 4:10 que não há salvação em nenhum outro nome dado entre os homens, e que só a EIe adorarás e
prestarás culto?

Com que audácia os senhores se atrevem a carregar em procissão a imagem deste ídolo morto, se a Bíblia diz
em Isaíae 45:20 que nada sabem e nada entendem os que carregam em procissão as imagens de escultura,
clamando e pedindo coisas a um deus que não consegue salvar ninguém?

A Bíblia diz que o Senhor é o único Deus verdadeiro, e que fora dele não há outro. O único nome digno de ser
reverenciado e venerado, é o nome Santo de Jesus, portanto não é aceitável apregoar-se o louvor e adoração a
qualquer outra entidade, nem tampouco aos ídolos mudos.

Maria foi sem dúvida alguma, mulher de vida transparente e conduta reta, uma autêntica serva do Senhor
Jesus, cujo exemplo de vida deve ser copiado pelas mulheres de nossos dias, e sendo ela portadora de tantas
virtudes, fora usada como instrumento para trazer ao mundo o Nosso amado Jesus; por isso, nós os cristãos, a
consideramos como nossa irmã, e um dia iremos vê-Ia no Céu, mas não faz sentido colocá-la como mediadora
entre Deus e os homens, pois a Bíblia diz em I Timóteo 2:5 que há um só mediador entre Deus e os homens;
Jesus Cristo o justo. Assim como também não podemos considerá-la como advogada, pois a Bíblia diz em 1 João
2:1, que se caso alguém venha a pecar, temos só um "advogado’ junto ao Pai, que é o Senhor Jesus Cristo.

O catolicismo nos apresenta Maria como uma forte intercessora, sempre pronta a ouvir as súplicas e petições
dirigidas a ela em oração, mas a Bíblia Sagrada nos garante em Eclesiastes 9:5 e 6, que as pessoas quando
morrem têm sua memória entregue ao esquecimento, e não possuem mais conhecimento algum do que se passa
aqui em nosso meio. Assim sendo, desde o momento em que partiu desta vida até os dias de hoje, Maria nunca
soube das incontáveis missas, novenas, e terços dedicados em seu louvor!!! E você leitor, também continuará
dirigindo suas orações a alguém que não está lhe vendo e nem lhe ouvindo?

No concílio de Latrão, realizado no ano de 649, O Vaticano decidiu por conta própria ensinar que Maria não
teve outros filhos além do Senhor Jesus, e continua até hoje batendo nesta mesma tecla, mas a Bíblia registra em
Mateus 1:25 que José não coabitou com Maria sua mulher. somente até nascer Jesus, seu primogênito, fazendo-
nos entender que depois disto o casal conviveu maritalmente, desfrutando da vida conjugal em toda a sua
plenitude. A palavra ‘primogênito" significa ‘primeiro", e se foi o primeiro é evidente que vieram outros. Para
comprovar esta realidade, basta ler em Marcos 3:32, onde Maria juntamente com seus fiIhos e filhas procura pelo
Senhor Jesus, e também em João 2:12, onde cita que Cristo desceu para Capharnaun acompanhado de sua mãe
e irmãos. Além do mais, praticar o ato conjugal e conceber filhos não é desonroso para ninguém, desonrosa é a
condição de celibato a que são confinados os padres e freiras, conduzindo-os desta forma à prática de Atos
solitários, e outros pecados como a sodomia e pederastia! (Leia a "Revista Veja", de 27 de Outubro de 1993,
páginas 110 a 113).

A própria Maria se estivesse presente em nosso meio nos dias de hoje, com certeza rejeitaria todos estes
louvores e honrarias idólatras que o catolicismo romano promove em nome dela. Certamente ela diria: — Oh clero
romano, não admito que meu nome continue sendo usado por vós idólatras, como chamarisco para se ganhar
dinheiro! A híperdulia, culto em louvor a Maria, conhecida entre os católicos como "nossa senhora", foi instituído
pelo papa Adriano 1, no ano 787 d.c., no concílio de Nicéia. O culto mariano é, portanto, uma tradição criada pelos
homens. É preferível ficar com a Bíblia, que diz: "Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de
homens. Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens." Mateus 15:3 — Marcos 7:7 a
116/136
9— Colossences 2:8.

Os idólatras e fanáticos, afirmam mentirosamente que o objetivo das imagens colocadas nos templos católicos
não é o culto ou adoração, mas sim para servir como lembrança, em memorial dos santos que estão na glória. Ë
preferível mais uma vez ficar com as Escrituras Sagradas, que dizem em Isaías 44:10, que as imagens de
escultura não servem para nada, e são de nenhum préstimo. Melhor é ficar com a Bíblia Sagrada e sua Verdade
que nos conduz para o Céu, do que com as doutrinas pagãs e mentirosas do catolicismo romano! Melhor é
recorrer ao sangue de Jesus que nos purifica de todo o pecado, do que recorrer aos ídolos mudos do romanismo!
Melhor é estar entre aqueles verdadeiros adoradores que adoram o Pai em espírito e em verdade, do que com as
heresias propagadas pelo cléro! Melhor é estar ao lado da Verdade, pois nunca estarei só. se estiver
acompanhado da Verdade! "Non sum solus, sed ventas mecum", costumava dizer Martinho Luthero.

Melhor é beber a água da vida oferecida graciosamente por Cristo em João 4:10, do que me embriagar com o
cálice de abominações oferecido pela grande prostituta, a Babilônia dos dias atuais, que é a igreja Católica
romana! Comprove isto lendo Isaías 21:9 e em Apocalipse 17:5.

Melhor é crer no Deus que criou os homens, do que nos deuses que os homens criaram!

Melhor ainda é acatar o conselho do apóstolo João que nos faz a seguinte advertência, "filhínhos, guardai-vos
dos ídolos" (1 João 5:21).

De acordo com o salmo 115, nossa senhora é paralítica, cega, surda e muda. O que será que alguém nestas
condições pode fazer pelo tão sofrido povo brasileiro? Nada! Prova disto é a situação miserável em que se
encontra nosso Brasil.

Abominamos as doutrinas pagãs ensinadas pelo clero, mas não temos nada contra os sacerdotes, pois o padre,
assim como o papa, é tão somente um pecador carente de conversão a Cristo, assim como qualquer outro
pecador comum.

Senhores padres, o povo católico é um povo inteligente, bastante sincero, e não merece continuar sendo
enganado; será que já não é hora de ensinar a Verdade à eles?!

Esperamos que entendam o propósito desta mensagem, que é pregar o Santo Evangelho de Nosso Senhor e
Salvador Jesus Cristo, e provar através da Bíblia Sagrada que os ídolos, (Maria e as imagens), nada podem fazer
pelo padre, e nem pelos membros de sua comunidade. Assim sendo, perguntamos ao padre e seu rebanho se
querem hoje trocar os ídolos por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Qualquer sacerdote fiel ao papa e a igreja de Roma rejeitariam taxativamente a uma mensagem como esta,
mas se o vosso bom senso falar mais alto, convidamo-los a deixar os ídolos mortos e aceitar ao verdadeiro Deus,
que é mui digno de ser louvado.

Querido amigo católico, onde passarás a eternidade? Tens uma opção a fazer: Céu de glória, ou Inferno de
dores! Jesus Cristo ou os ídolos mudos de satanás! As verdades da Bíblia, ou as mentiras do catolicismo!

Para ajudá-lo em sua decisão, lembramos a você de que adorar a Maria ou nossa senhora, e outras entidades
além de Jesus, é um pecado grave chamado idolatria. Veja na Bíblia, em Apocalipse capítulo 21, versículo 8, o
que acontece com os idólatras, aqueles que praticam este pecado:

"..., e aos "idólatras" e a todos os mentirosos, a sua parte será no (Inferno) lago que arde com fogo e enxofre; o
que é a segunda morte."

Fazemos votos que tenham optado por Cristo e seu Santo Evangelho; do contrário terão que ouvir no dia do
juízo final, as mais duras palavras que alguém pode ouvir: "...apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno,
preparado para o diabo o seus anjos!..." Mateus 25:41.

FAZEI TUDO O QUE ELE VOS DISSER – ÚNICO Mandamento de Maria.

Mesmo os católicos romanos ignoram o conselho dado por Maria, que é fazer tudo conforme Jesus disse (João
2:5), e não conforme dizem os homens (At 5:29 ; Mt 15:8-9); no entanto, todos chamam Jesus de Senhor, só que
não fazem o que Ele ordenou (Lc 6:46). Veja I Pe 4:17; 2:8.

Maria respeitou a vontade de Jesus e ordenou que os serventes do casamento fizessem tudo o que Jesus
dissesse, Veja :

117/136
João 2v.3-5 "Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não tem mais vinho. Mas Jesus lhe disse:
Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não e chegada a minha hora. Então, Ela falou aos serventes: Fazei tudo o
que ele vos disser.

Então, meu caro amigo Católico, vamos fazer tudo o que Jesus nos mandar, pois este foi o primeiro e o único
mandamento de Maria, " Fazer tudo o que Jesus mandar."

Veja mais sobre Maria em - http://solascriptura-tt.org/Seitas/Romanismo/VerdadeSobreMaria-AECosta.htm

VENERAÇÃO DE IMAGENS

EVAN: ACUSAÇÃO: Os católicos praticam a idolatria, fazendo e adorando imagens, o que Deus, proíbe na
Bíblia, dizendo; "Não farás para ti escultura alguma do que está em cima nos céus, ou abaixo sobre a terra, ou nas
águas, debaixo da terra” (Ex 20,4).

CAT: RESPOSTA: O mesmo Deus, no mesmo livro do Êxodo, manda Moisés fazer dois querubins de ouro e
colocá-los por cima da Arca da Aliança (Ex 25,18-20). Manda-lhe, também fazer uma serpente de bronze e colocá-
la por cima duma haste, para curar os mordidos pelas serpentes venenosas (Num 21,8-9). Manda, ainda, a
Salomão enfeitar o templo de Jerusalém com imagens de querubins, palmas, flores, bois e leões (I Reis 6,23-35 e
7,29), etc.

Seria uma grave blasfêmia desses "crentes" considerar Deus como incoerente, já que num lugar da Bíblia
manda fazer imagens, esquecido que no outro lugar o teria proibido! Ora, os primeiros cristãos martirizados aos
milhares porque se recusaram a adorar imagens de deuses falsos, estudaram a Bíblia com mais atenção e
respeito. Eles não tiravam esses trechos proibitivos de seu contexto e, comparando-os com outros, ficaram
convencidos de que Deus proíbe apenas fazer imagens de deuses falsos, e adorá-los, como o faziam os vizinhos
pagãos, mas Ele não proíbe fazer outras imagens.

Eis o verdadeiro sentido desta proibição bíblica, no seu contexto: "Eu sou o Senhor teu Deus, que te fez sair do
Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de minha face. Não farás para ti escultura alguma do
que (daqueles deuses, que na errada imaginação dos pagãos) está em cima nos céus, ou abaixo sobre a terra, ou
nas águas, debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles e não lhes prestarás culto, (à imitação dos pagãos)
(Ex 20,2-5). Esta proibição, intencionada por Deus, repete-se em vários lugares da Bíblia, como por ex.” Não
adores nenhum outro deus “(Ex 34,14) ou” Não farás para ti deuses fundidos “(Ex 34,17)”.

Por isso os primeiros cristãos pintaram nas catacumbas muitas imagens das cenas bíblicas do Antigo e Novo
Testamento e legaram, para a veneração dos séculos posteriores, as imagens de Cristo-Sofredor, na toalha de
verônica, e no sudário sepulcral, guardado em Turim, na Itália.

Alguns santos dos primeiros séculos afirmavam que as imagens da Bíblia, da Via Sacra, de Jesus crucificado e
dos Santos são o único "livro" que também os pobres e analfabetos entendem e aproveitam. Isso vale, ainda hoje,
para milhões de pessoas.

O sentido da veneração das imagens, segundo a tradição dos Apóstolos, está resumido nesta bênção de
imagens do Ritual Católico: "Deus eterno e todo-poderoso, não reprovais a escultura ou a pintura das imagens dos
santos, para que à sua vista possamos meditar os seus exemplos e imitir as suas virtudes. Nós pedimos que
abençoeis e santifiquei esta(s) imagem (s), feita (s) para recordar e honrar o vosso Filho Unigênito e nosso Senhor
Jesus Cristo (ou: o (s) Santo (s) NN. Concedei a todos os que diante dela (s) desejarem venerar e glorificar o
vosso Filho Unigênito (ou: o (s) Santo (s) NN), que por seus merecimentos e intercessão, alcancem no presente a
vossa graça e, no futuro, a glória eterna. Por Cristo, nosso Senhor Amém".

As Imagens, por quê? O culto às imagens hoje em dia é muito discutida. As igrejas protestantes dizem se tratar
de idolatria. Vejamos: O livro do Êxodo proíbe aos israelitas a confecção de imagens. Por quê? Porque poderiam
dar a oportunidade dos israelitas imitarem os povos pagãos. Mas essa proibição não era de tudo. Deus mesmo
mandou a confecção de Imagens. Não acredita, vejamos: EX 25,17-22: "Igualmente farás um propiciatório, de
ouro puro; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio. Farás também
dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubim numa
extremidade e outro querubim na outra extremidade; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas
duas extremidades dele. Os querubins estenderão as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o com suas
asas, tendo as faces voltadas um para o outro; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório. E
porás o propiciatório em cima da arca; e dentro da arca porás o testemunho que eu te darei. E ali virei a ti, e de
cima do propiciatório, do meio dos querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei contigo a respeito de
tudo o que eu te ordenar no tocante aos filhos de Israel." É Deus mandou a construção de dois querubins... Por
isso a Bíblia costuma dizer que "Javé está sentado sobre os querubins" (cf 1sm 4,4; 2Sm 6,2; Rs 10,15; Sl 79,2;
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98,1). Existem outras leituras que eu aconselho a fazer para um melhor esclarecimento. Abaixo vão as leituras e
uma breve descrição: 1 Rs 6,23-28: O texto menciona os querubins postos junto à Arca da Aliança no Templo de
Salomão. 1Rs 6,29s: As paredes do Templo de Salomão foram revestidas de imagens de querubins. Nm 21,4-9: O
Senhor Deus mandou confeccionar a serpente de bronze para curar o povo mordido por serpentes. 1Rs 7,23-26:
O mar de bronze colocado à entrada do palácio de Salomão era sustentado por 12 bois de metal. 1Rs 7,28s:
Havia entre os ornamentos do palácio de Salomão imagens de leões, touros e querubins. Os próprios judeus
compreenderam que a proibição de fazer imagens era condicionada por circunstâncias transitórias, de modo que
aos poucos foram introduzindo o uso de imagens nas suas sinagogas. Vide o caso, por exemplo, da famosa
sinagoga de Dura-Êuropos, na Babilônia, na qual estavam representados Moisés diante da sarça ardente, o
sacrifício de Abraão, a saída do Egito e a visão de Ezequiel. Já é o suficiente???? Não, então tem mais.... Pelo
ministério da Encarnação, sabemos que Deus quis dirigir-se aos homens por meio da figura humana de Jesus, o
Messias. Este, por sua vez, quis ilustrar as realidades invisíveis através de imagens, inspiradas pelas coisas
visíveis: assim, utilizou parábolas e alegorias que se referiam aos lírios do campo, à figueira, aos pássaros do céu,
ao bom pastor, à mulher que perdeu sua moeda, ao filho pródigo... Mais: a evolução dos povos, que foram
aprimorando sua cultura, tornou menos sedutora a prática da idolatria. Isso tudo fez com que os cristãos
compreendessem que a proibição de fazer imagens já cumprira seu papel junto ao povo de Israel; doravante
prevaleceria a pedagogia divina exercitada na Encarnação, que levava os homens a passar das coisas visíveis ao
amor pelas invisíveis. A meditação acerca das fases da vida de Jesus e a representação artística das mesmas
tornaram-se recursos através dos quais, o povo fiel procurou se aproximar do Filho de Deus. Em conseqüência, os
antigos cemitérios cristãos (catacumbas) foram decorados com diversos afrescos, geralmente inspirados em
textos bíblicos: Noé, salvo das águas do dilúvio, os três jovens na fornalha cantando, Daniel na cova dos leões, os
pães e os peixes restantes da multiplicação feita por Jesus, o Peixe - Ichthys -, que simbolizava o Cristo... Nas
igrejas, as imagens tornaram-se a Bíblia dos iletrados, dos simples e das crianças, exercendo função pedagógica
de grande alcance. É o que notaram alguns escritores cristãos antigos: "O desenho mudo sabe falar sobre as
paredes das igrejas e ajuda grandemente" (São Gregório de Nissa, século IV). Brigas na casa de Deus!!! Nos
séculos VIII e IX, verificou-se na Igreja uma disputa em torno do uso das imagens - a luta iconoclasta. Por
influência do judaísmo, do islamismo, de seitas e de antigas heresias cristológicas, muitos cristãos do Oriente
puseram-se a negar a legitimidade do culto das imagens. Os imperadores bizantinos tomaram parte na querela,
mais por motivos políticos do que por razões religiosas. A controvérsia foi levada ao Concílio de Nicéia II (787);
este, com base nos raciocínios de grandes teólogos como São João Damasceno, reafirmou a validade do culto
das imagens; culto de veneração, e não de adoração, é preciso ressaltar. O culto das imagens é, portanto, relativo;
só se explica na medida em que é tributado indiretamente àqueles representados pelas mesmas...

EVANGELICOS:

Os católicos romanos dizem que não são idólatras, citando passagens como Nm 21:8-9, onde Deus manda
Moisés fazer a serpente de bronze. Primeiramente, a serpente de bronze simbolizava a vinda de Cristo (João
3:14-15 com Hb10:1 e Col 2:17); a qual não era para ser adorada (Mt 4:10 ; I Sm 7:3), nem se prostar (Sl 29:30 ;
Lv 26:1), nem ajoelhar (Is 42:8; Fp 2:10-11 ; Is 45:23) ... e, por isso a serpente de bronze foi despedaçada depois
(II Reis 18:4).

Não é errado ter imagens de Jesus, mas é abominável para Deus ver uma imagem (escultura, pintura, retrato
...) feita por mãos humanas , mesmo sendo a Dele (por isso Moisés foi proibido de ver a face de Deus – Êxodo
33:23), e muito menos a de outrem, receber a adoração que lhe é devida. Por isso em II Rs 18:3-4, quando
começaram a cultuar (adorar, beijar, ajoelhar-se para, prostar-se para, louvar ...) a serpente de bronze, como em
Ex 32:8, ela foi despedaçada, para que ninguém mais deixásse de adorar a Deus em Espírito (João 4:24), para
adorar a obra de mãos humanas (Is 42:8; Sl 115; 135:15; Mq 5:13; Hc 2:18-19 e inclusive o livro de Baruc, o qual,
por incrível que pareça, é considerado apócrifo). E em Ex 33:13,20-23 Deus recusa-se mostrar sua face para
Moisés, para que não fosse feita uma imagem Dele e esta recebesse adoração em seu lugar (Dt 4:15-19).

O Sl 115:2-8 mostra a reação de um idólatra (católico, budista, espírita, ...), quando entram num templo cristão,
e estranham a ausência de imagens; e perguntam onde está a estátua? Onde está vosso deus? (II Cor 4:18; Hb
11:1; II Cor 5:7).

Se não se deve adorar nem uma estátua de Deus, muito menos a dos santos; pois em Atos 10:25-26, Pedro
repreendeu Cornélio por ter se prostado a seus pés, e disse-lhe para somente (unicamente, exclusivamente)
adorar à Deus (Jr 17:5) e ninguém mais. E em At 14:11-15 Paulo e Barnabé repreenderam, proibiram e impediram
que a multidão lhes prestassem culto (Mt 4:10). O que dizer então de imagem de quem nem é santo? Hoje em dia,
porém, aquele que se diz o “sucessor de Pedro”, constantemente tem pessoas prostradas diante de si; ainda fica
sentado num trono (“trono de Pedro”), sendo que Pedro nunca teve nenhum trono.

Em Ap 22:8-9, João é repreendido pelo anjo que ia adorar, o qual lhe disse para adorar somente a Deus (Ap
19:9-10).

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Dizem que veneram e não adoram. Diante das explicações já expostas, além de idólatras, são ignorantes (pois
desconhecem o significado do vernáculo/léxico) ou são mentirosos. Consulte o dicionário e verá que a palavra
“venerar”, no mínimo, significa “render culto a” (Mt 4:10). Pelo Dicionário Houaiss consta o verbete venerar consta
como significando: “render culto a; cultuar, adorar.”

Na Bíblia católica, no livro de Ester está a prova de que venerar e adorar significam a mesma coisa.
Comparando Ester 3:1-6 com 16:10-14 vemos o mesmo relato de idolatria, ora usando a expressar “adorar” e ora
a “venerar”.

De nada adianta eles mudarem o nome do ato (de adoração para veneração), pois o ato continua sendo o
mesmo.

A própria Igreja Católica defini que a idolatria é: "Prestar a alguma criatura, por exemplo, a uma estátua, a uma
imagem, a um homem, o culto supremo de adoração, devido só a Deus (Terceiro Catecismo de Doutrina Cristã,
Editora Vera Cruz, LTDA, 1º Edição, agosto de 1976, resposta à pergunta 358)".

Agora pense, quando alguém está diante de uma imagem: Ela não adora? Ela não se encurva ou se ajoelha ou
beija ou faz preces diante do ídolo? Ela não presta culto para os ídolos? Ela não carrega a imgem nas costas? Ela
não espera que num local de rezas tenha as imagens? Se você é católico e passa uma dificuldade para quem
você recorre primeiro? Para Deus ou para o seu santo? Se faz promessa, faz para quem? Se paga promessa,
paga para quem?

O que significa a palavra ídolo? Vamos junto ao Aurélio, veja o que significa ídolo: “Estátua ou simples objeto
cultuado como "deus ou deusa". Objeto em que se julga "habitar um espírito, e por isso venerado". Pessoa a quem
se tributa respeito ou afeto excessivo.”

Quem pratica adoração a ídolos, pratica a idolatria, que é um culto prestado a ídolos, os devotos das imagens
possuem um amor ou uma paixão exagerada e isso o nosso Deus não admite no próprio capitulo em que lemos.
"Deus é um Deus zeloso” (Ex 20:5 e 34:14, Dt 4:24, 5:9 e 6:15, Js 24:19, Naum 1:2). Em outras palavras, Deus
tem ciúmes dos seus (Tg 4:5), como um marido tem ciúmes da esposa (Pv 6:34, Ap 21:9). Por essa razão, muitas
vezes são descritos na Bíblia os ídolos como imagens de ciúmes (Ez 8:3,5).

Deuteronômio 4:14 -19 – "Também o Senhor me ordenou ao mesmo tempo, que vos ensinasse estatutos e
juízos, para que os fizésseis na terra a qual passais a possuir. Guardai, pois com diligencia a vossa alma, POIS
SEMELHANÇA NENHUMA VISTES NO DIA EM QUE O SENHOR VOSSO DEUS, EM HOREBE FALOU
CONVOSCO, DO MEIO DO FOGO; PARA QUE NÃO VOS CORROMPEIS E VOS FAÇAIS ALGUMA
ESCULTURA, SEMELHANÇA DE IMAGEM, FIGURA DE MACHO OU DE FEMEA; FIGURA DE ALGUM ANIMAL
QUE HAJA NA TERRA, FIGURA DE ALGUMA AVE ALÍGERA QUE VOA PELOS CÉUS; FIGURA DE ANIMAL QUE
ANDA DE RASTRO SOBRE A TERRA, FIGURA ALGUMA PEIXE QUE ESTEJA NAS ÁGUAS DEBAIXO DA
TERRA, E NÃO LEVANTES OS TEUS OLHOS AOS CÉUS E VEJAS O SOL, E A LUA, E AS ESTRELAS, TODO
O EXERCITO DOS CÉUS, E SEJAS IMPELIDO A QUE TE INCLINES PERANTE ELES, E SIRVAS AQUELES
QUE O SENHOR TEU DEUS, REPARTIU A TODOS OS POVOS DEBAIXO DE TODO OS CÉUS".
A resposta contra as imagens é esta, esta na Bíblia, Deus não se fez ver por uma imagem que se dá para
esculpir, o fogo não fica parado e nem tem fisionomia se podemos falar assim, uma fisionomia igual a todos, todo
o fogo é diferente, da mesma forma a nuvem, por isso Deus é um Deus zeloso que não divide a sua glória com
ninguém, nem com qualquer imagem de Escultura.

Bem disse Jesus que essas pessoas idolatram as pessoas, coisas, criaturas, animais, objetos, artefatos, rituais,
cerimônias ... que somente possuem a única função de apontar, mostrar, indicar, sinalizar ... a Deus (Mt 12:6, 6:25-
33, 10:29-31, 12:11-12 e 23:16-22; Mc 2:27; Lc 11:31-32 e 22:27). Hoje seria o mesmo que deixar de lado o
original que está à mão para ficar com um substitutivo enganoso (produto pirata, falsificado, similar, etc que não
possui as mesmas qualidades e vantagens do original). Por que razão iríamos querer ficar com algo falso se
temos o original a disposição? Por que uma pessoa iria perder seu tempo beijando uma simples foto de alguém
querido se se pode beijar a própria pessoa querida? Por que iríamos distorcer e perverter as coisas que foram
feitas para lembrarmos de Deus, usando-as justamente para nos afastar de Deus? Idolatram a criação (obras,
criaturas, natureza, etc) e desprezam o Criador do Universo (Rm 1:25)!

Nem idólatras e nem mentirosos entrarão no reino dos céus (Ap 22:15); pois o diabo é o pai da mentira (João
8:43-44), e todo aquele que profere mentira se faz filho do maligno. Dizem que Deus proibiu adorar as estátuas de
outros deuses, mas a Bíblia não diz assim (Dt 4:15-16).

Por que os “mestres” católicos usam e incentivam o uso de imagens e estátuas? Isso está em At 19:24-27,
onde aqueles que se enriqueciam com o fabrico e venda de uma deusa estavam irados com o fato de Paulo
condenar o culto a estátuas (idolatria).
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VÁRIOS MOTIVOS PARA NÃO SER CATÓLICO

“Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a
espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm a sua
própria consciência cauterizada, proibindo o casamento, e ordenando a abstinência de alimentos que Deus criou
para serem recebidos com ações de graças pelos que são fiéis e que conhecem bem a verdade.” (1 Tm 4.1-3)

A palavra - “católico”, vem do grego katholikos, que quer dizer “universal”. No nome catolicismo romano já
observamos uma contradição. Lorraine Boetner, em seu livro “Catolicismo Romano”, cita o Dr. John Gerstner que
escreveu: “...rigorosamente falando, Católica romana é uma contradição de termos. Católico significa universal;
romano significa particular”. Como pode ser universal e particular ao mesmo tempo?

MATRIMÔNIO

Sem dúvida alguma Deus institui o casamento, sendo este a primeira instituição divina, quando uniu Adão e Eva
(Gn 2.23 e 24). Uma coisa é considerar o casamento uma instituição divina. Outra coisa, totalmente diferente, é
considerar o casamento como sacramento (meio de graça). Os católicos crêem que quando seus “sacerdotes”
realizam seus casamentos, a graça de Deus vem através dos mesmos.

Com este tipo de pensamento, os católicos só consideram os casamentos realizados pelos seus sacerdotes. O
erro de considerar o casamento como um sacramento se deu por um erro de tradução da Vulgata (versão latina
das Escrituras, traduzida por Jerônimo) que traduziu Efésios 5.32 como “Este é um grande sacramento” enquanto
a tradução correta é “Este é um grande mistério”. Sabemos que a Igreja Católica costuma cobrar uma taxa para
realizar casamentos.

Citam I Cor 7:10-11 dizendo ser indissolúvel o casamento, mas os versículos 12 e 13, possuem a condição “se
consente em habitar com ele(a)”; portanto se não consentir ... E o versículo 15 diz claramente e expressamente
isso. Em Mt 19:9 Jesus disse que só pode repudiar a mulher por causa de adultério. Mas os católicos dizem que a
tradução está errada, mas as traduções antigas foram feitas por eles mesmos e revisadas pelo “papa”; onde está,
então, a tal “infalibilidade papal”, se todas as Bíblias Católicas possuem um visto do “papa” antes de serem
submetidas à impressão? Não é estranho um homem ser perfeito? Se tal coisa de “infalibilidade papal” é verdade,
como se explica a Inquisição, a omissão quanto à morte dos judeus, a união ao nazismo contra o comunismo, a
perseguição a Galileu Galilei por dizer que a Terra gira em torno do sol ... ?

Pior é o fato de dizerem que podem anular os casamentos, a tal ponto como se nunca tivesse ocorrido ou
existido. Porventura são os homens que unem as pessoas no matrimônio? (Mc 10:9).

UNÇÃO DOS ENFERMOS OU EXTREMA UNÇÃO

Segundo o catolicismo, é um meio de conferir graças aos enfermos, anciãos e moribundos, ajudando assim no
perdão dos pecados. Normalmente é ministrado pelo “sacerdote” a pessoa que está à beira da morte. O
“sacerdote” unge os olhos, nariz, mãos e pés enquanto recita uma “oração especial” em latim. Este ritual visa
diminuir a quantidade de pecados da pessoa devendo o restante ser “pago” pelos parentes através das missas.

Em nenhum lugar das Escrituras vemos a recomendação para a realização desse ritual. O sangue de Cristo é
suficiente para perdoar os pecados e não precisa de “óleo sagrado” para aperfeiçoar este. Na Bíblia, existe a
recomendação de orar pelo enfermo com o uso do óleo (sendo o óleo apenas um símbolo do Espírito Santo), mas
não para o perdão dos pecados, e sim, para cura do corpo. (Tg 5.14-16)

SANTAS ORDENS

Segundo o catolicismo é ato de conferir graça especial e poder espiritual aos padres, bispos, arcebispos,
cardeais e papas. Fazendo destes sacerdotes, portanto, representantes de Cristo na terra. A idéia do sacerdócio é
do Antigo testamento, onde os sacerdotes basicamente exerciam três funções:

1.ª) Ofereciam sacrifícios no santuário diante de Deus em benefício do povo.

2.ª) Ensinavam a lei de Deus.

3.ª) Buscavam a vontade de Deus.

O sacerdócio era uma sombra ou tipo daquele que haveria de vir – Cristo. Com a vinda de Cristo não há
necessidade nenhuma de sacerdotes. Em Hb 9.11 e 12 está escrito: “Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos
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bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito de mãos, isto é, não desta criação, nem por
sangue dos bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma
eterna redenção”. E em Hb 9.24 está escrito: “Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos de homens,
figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer por nós perante a face de Deus.”

O sacerdote era uma espécie de mediador dos homens diante de Deus. Hoje temos um único mediador:
“Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” (I Tm 2.5). Hoje cada
crente pode ir a Deus através de Cristo. “Pedi e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.
Porque, aquele que pede, recebe; e o que busca, encontra; e o que bate, se abre.” (Mt 7. 7 e 8). E Cada crente é
um sacerdote (Ap.1:6). Diante dessas irrevogáveis verdades bíblicas, pasmem com que está escrito no Concílio
de Trento:

“O sacerdote é o homem de Deus, o ministro de Deus... Aquele que despreza o sacerdote despreza Deus;
aquele que o ouve, ouve a Deus. O sacerdote perdoa pecados como Deus, e aquilo que ele chama de seu corpo
no altar é adorado como Deus por ele mesmo e pela congregação... Está claro que a sua função é tal que não se
pode conceber nenhuma maior. Portanto, eles não são simplesmente chamados de anjos, mas também de Deus,
mantendo como fazer o poder e autoridade do Deus imortal em nós.”

Pura blasfêmia! Ainda leia o que está escrito num livro romano citado por Lorraine Boettner:

“Sem o sacerdote, a morte e a paixão de nosso Senhor não teria nenhum valor para nós. Veja o poder do
sacerdote! Através de uma palavra dos seus lábios ele transforma um pedaço de pão em Deus! Um fato maior que
a criação do mundo. Se eu me encontrasse com um sacerdote e um anjo, eu saudaria o sacerdote antes de
saudar o anjo. O sacerdote ocupa o lugar de Deus.” - Pura blasfêmia!

Hebreus 10:19-20 – “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, Pelo novo e
vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne,”

PURGATÓRIO

A doutrina do purgatório teve o seu início no Concílio de Florença (1439). Lá foi estabelecida a diferença entre o
pecado cometido e a tendência inata para o pecado. Chegando-se a conclusão que o perdão (conseguido através
da confissão ao sacerdote e a participação dos sacramentos) acaba com o pecado, mas não acaba com a má
tendência. Há, portanto, a necessidade do purgatório, um lugar intermediário entre o céu e a terra, onde os fiéis
que ainda tenham alguma dívida e a má tendência para o pecado, irão sofrer no fogo do purgatório, até a
purificação completa.

O autor John M. Haffert (livro: Saturday in Purgatory) escreveu: “Não há menor dúvida que os sofrimentos do
purgatório em alguns casos duram através de séculos inteiros.” Sobre o sofrimento do purgatório, o manual da
sociedade do purgatório registra: “Segundo os santos padres da igreja, o fogo do purgatório não difere do fogo do
Inferno, exceto quanto à sua duração. É o mesmo fogo, diz S. Tomás de Aquino, que atormenta os réprobos no
Inferno e o justo no purgatório. A dor mais amena no purgatório, ele diz, ultrapassa os maiores sofrimentos desta
vida. Nada além da duração eterna torna o fogo do Inferno mais terrível do que o purgatório.” Segundo os
católicos as orações e esmolas dos vivos e o “sacrifício da missa” ajudam a diminuir o tormento do purgatório.
Como será que os católicos encaram a morte? Se eles pensam que depois da morte vão encarar o purgatório.

Os teólogos tentam basear a doutrina do purgatório nos livros de Macabeus e em algumas passagens das
Escrituras. Sabemos que Macabeus é um livro apócrifo e espúrio. Quanto às passagens das Escrituras, os
católicos usam o fato de existir um pecado imperdoável (blasfêmia contra o Espírito Santo) e a passagem de I Co
3.15. Quando Cristo chama a blasfêmia contra o Espírito Santo de pecado imperdoável, não faz referência
nenhuma ao purgatório, que segundo os católicos seria, o lugar onde este pecado seria perdoado. Pelo contrário,
Jesus disse: “Não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro” (Mt 12.32) e “nunca obterá perdão, mas
será réu do eterno juízo.” (Mc 3.29). Quanto à passagem de Coríntios, Paulo trata da questão dos galardões e não
da salvação. Tanto que mesmo que as obras se queimem “o tal será salvo, todavia como pelo fogo.”

Três argumentos bíblicos que liquidam a doutrina do purgatório:

1.º) A suficiência do sacrifício de Cristo.

Não há como crer na suficiência do sacrifício de Cristo e na doutrina do purgatório ao mesmo tempo. Só pode
se crer em um e descartar o outro. Cristo falou: “Porque o filho do homem veio buscar e salvar o que se havia
perdido” (Lc 19.10). Ele veio salvar, não se tem nenhuma necessidade do purgatório para aperfeiçoar a salvação
que Cristo trouxe. Paulo escreveu: “Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao
mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.” (I Tm 1.15). Cristo na cruz disse: “Está tudo
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consumado”, mostrando assim que cumpriu a sua missão.

2.º) Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo (Rm 8.1 e Jo 3.18).

3.º) É na presente vida que a salvação ou a condenação é definida (Hb 9.27).

Observamos que o catolicismo não fica satisfeito com nada. Não crê que o sacrifício de Cristo foi o suficiente
para a nossa salvação, nem fica satisfeito com a sua própria mirabolante doutrina dos sacramentos. Para

eles há necessidade do purgatório, enquanto a Bíblia é bem mais simples afirmando que Cristo satisfez a
justiça divina (Rm 3.21-26), não havendo necessidade de mais nada.

Veja mais, acima, no item “CAT: 02”, na segunda resposta evangélicas, no subitem: "PURGATÓRIO E LIMBO".

Sobre os mortos, veja mais no Estudo: “Os mortos dormem e não falam com os vivos” -
http://macfly.multiply.com/journal/item/37

O VATICANO

O Estado territorial do Vaticano teve origem com o papa Estevão II, anos 741-752 que instigou Pepino o Breve
e seu Exército a conquistar territórios da Itália e doa-los à Igreja. Carlos Mágno, pai de Pepino confirmou a doação
no ano 774 elevando o papado à posição de poder mundial, surgindo então o "Santo Império Romano", que de
santo só teve o nome, sob a autoridade do papa-rei; esse império durou 1100 anos. Carlos Mágno já velho em seu
leito de morte e arrependido de por doar territórios aos papas, agonizando sofria horríveis pesadelos e lastimava-
se assim: "Como me justificarei diante de Deus pelas guerras que irão devastar a Itália, pois os papas são
ambiciosos, eis porque se me apresentam imagens horríveis e monstruosas que me apavoram; devo merecer de
Deus um severo castigo. (Pillati, Ed. Thompessom, Tom III, pg.64, Londres 1876).

Nicolau I, ano 858, foi o primeiro papa a usar coroa. Usou um "Documento conciliar falso (espúrio) [Decretais de
Isidoro] dos séculos 2º e 3º que exaltava o poder do papa e impôs autoridade plena assim, o "Papado que era
recente, tornou-se coisa antiga". Quando a farsa foi descoberta, Nicolau já não existia. Depois da morte desse
papa, que havia mentido que "tais documentos estiveram sob a guarda da Igreja por séculos". As "Pseudas
Decretais de Isidoro", selaram a pretensão do clero medieval com o sinete da "antiguidade". Foi o maior Embuste
da História; esses falsos documentos fortaleceram os papas e antecipou em cinco séculos o poder temporal deles
e serviu de base para as leis canônicas da Igreja Católica. Esse embuste ajudou o papa Gregório VII, 1073-1085 a
decretar o "Direito exclusivo de governar a Igreja" (Pochet Bíblia Handbook pag.685). Em 1304-1305 o rei Felipe
IV, da França enfrentou o papa! Devido as perseguições religiosas da Igreja e por cobrarem altos tributos dos
franceses, o rei mandou um emissário a Roma prender o pontífice e humilhou o papado até o chão. Conduzidos
para Avinhão na França, foram tratados como meros instrumentos da corte francesa de 1307 a 1377. Nesse
período o Catolicismo teve dois papas, ambos "infalíveis"; um em Avinhão na França e o outro em Roma,
proferindo maldições um contra o outro, excomungaram-se mutuamente ambos um contra o outro!

Com o papa Gregório IX, ano 1377, a sede do Catolicismo voltou a ser unificada em Roma e no século XV
demoliram a Igreja do Salvador e construiram a Basílica de São Pedro. Posteriormente os papas envolveram-se
em guerras e o Vaticano derramou muito sangue, até ser invadido por Napoleão Bonaparte em 1798-1806. O papa
foi preso e perdeu suas terras; tentou reagir, mas Vito Emanuelli em 1870, derrotou as "tropas do papa" tornando-
se o primeiro rei da Itália. Assim caiu o "santo império romano"- "e clamou fortimente com grande voz, dizendo":
"Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou, morada de demônios, e covil de todo espírito imundo e esconderijo de
toda ave imunda e odiável" Apocalipse 18:2.

O papa vencido advertia: "Não somos simples mortais, ocupamos na terra o lugar de Deus, estamos acima dos
anjos e somos superiores a Maria, mãe de Deus, porque ela deu a luz a um Cristo somente, mas nós, podemos
fazer quantos Cristos quisermos". Refería-se à transubstanciação. (Gazeta da Alemanha nº 21 ano 1870).

Até 1929, os papas ficaram confinados no Vaticano, quando Mussoline e Pio XI legalizaram com o tratado de
Latrão esse pequeno Estado religioso que é atualmente "controlado pela Cúria Romana, mas governado por 18
velhos cardeais italianos, que por sua vêz controlam a carreira dos bispos e monsenhores, o papa fica fora dessa
pirâmide". (Est. de S.Paulo 28/03/82).

O papado é uma instituição italiana que surgiu das ruínas do império romano desintegrado em 476, herdando
dele o autoritarismo e o Latim como lingua oficial, sobreviveu fazendo astutas alianças políticas como no caso dos
francos e de Carlos Mágno; sobreviveu pela fraude como no caso das "Falsas Decretais de Isidoro", servindo-se
dos Exércitos dos reis subservientes e também derramando muito sangue inocente na inquisição.

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Muitos líderes cristãos foram bons homens. A Igreja dos primeiros séculos abrigou muitos santos que, no
entanto, viveram fora da influência do Vaticano e não foram católicos romanos e ainda se eles vivessem hoje
fariam outra opção religiosa, jamais o "Catolicismo Romano"!

RAZÕES POR QUE NÃO SOU CATÓLICO ROMANO, QUE RESUME O PENSAMENTO DOS
PROTESTANTES NÃO SOBRE OS CATÓLICOS, MAS SIM SOBRE A “IGREJA CATÓLICA”

1 - Não sou um católico romano, primeiramente porque o Senhor Jesus Cristo salvou-me de meus pecados (Mt
1.21), garantido-me a remissão por Sua graça (Ef 1.7), ao arrepender-me (Lc 13:3; At 3.19; 11.18) e crer em seu
sacrifício na Cruz do Calvário (At 20:21; Rm 3.26). Assim o Senhor me fez uma nova criatura (Jo 3:3-6; 2 Co 5:17;
Ez 36.26) e seu Filho (Jo 1:12; Rm 8.14-17; 1 Jo 3.1), para que hoje eu pudesse glorificá-lo através da minha vida
e testemunhar aos outros acerca de tão grande salvação que me foi concedida pelo Filho de Deus (v. Gl 2.20; Ef
2.10; Hb 13.15-16; 1 Pd 2.5,9-10).

2 - Não sou um católico romano, porque creio na Suprema Autoridade das Escrituras. Creio na Santa Bíblia
como única regra infalível para fé e prática (Is 8.20; Mt 22.29; Lc 16.29; Jo 5.39; 10.35; Jo 17.17; At 15.15; 17.11;
24.14; 2 Tm 2.15; 3.15-17; 2 Pd 1.19-21; cf. Sl 19.7-8; 119.105). Esta autoridade das Escrituras deriva de sua
divina inspiração (2 Tm 3.16) e de sua revelação que "não foi dada por vontade humana" (2 Pd 1.21), o que lhe
garante evidente proeminência.

As Escrituras formam a única fonte de fé que roga para si características únicas de Deus - isto ocorre porque as
Escrituras procedem d'Ele. Desde que apenas a Bíblia consegue - como fonte de revelação da verdade - ser firme
(Mt 24.35), viva e eficaz (Hb 4.12), verdadeira (Jo 17.17), perfeita (Sl 19.7), infalível (Jo 10.35), suficiente (v. 2 Tm
3.16-17) e eterna (1 Pd 1.25), ela sempre terá a palavra mais segura ao povo de Deus. Sendo, portanto,
incomparável como padrão de fé e vida.

Desta forma, entendo que toda e qualquer oralidade deve estar em pleno acordo com a mensagem bíblica (At
17.11; Gl 1.8; Is 8.20), nem ultrapassando-a e nem suprimindo-a (v. Dt 4.2; 12.32; 1 Co 4.6), mas falando
exatamente a mesma mensagem da Bíblia (v. 1 Tm 1.3; 2 Tm 4.2; Fp 3.1), porquanto apenas as Escrituras são
infalíveis. Por isso, toda tradição, por mais nobre título que lhe seja atribuído pelos homens, deve passar pelo crivo
desta regra suprema estabelecida por Deus.

Se alguma suposta oralidade não preenche tais requisitos, mesmo que alguns afirmem ser uma tradição antiga,
podemos sem receio classificá-la como “tradição humana” e devemos rejeitá-la (v. Mt 15.9; Mc 7.7-9,13; Cl 2.8; Gl
1.7; Ef 4.14; I Pd 1.18; Hb 13.9; 2 Jo 10; Rm 3.4). Porque o Deus que inspirou as Escrituras não pode contradizer-
se produzindo um ensino diferente de Sua Palavra (Nm 23.19; Sl 145.13; Ml 3.6; Hb 13.8), a Bíblia Sagrada, e da
verdade nela revelada (Sl 119.89; Jo 17.17), uma vez que Ele "de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo"
(cf. 2 Tm 2.13) e não pode mentir (Tt 1.2).

Realmente, não poderia haver autoridade divina na Bíblia e, ao mesmo tempo, em outras fontes de suposta
revelação, se estas negam aquela. Uma vez reconhecendo esta verdade, eu jamais poderia crer na Tradição
romanista - um conjunto de falsas tradições humanas que não são sagradas, divinas e nem apostólicas - a qual se
mostra em vários aspectos contraditória à Palavra de Deus inerrante, em sua forma final e escrita. E, entre aceitar
a Suprema Autoridade das Escrituras e sua inerrância ou supor que Deus tenha se contradito inspirando uma
tradição extra-bíblica que anula parte de Sua revelação especial (i.e., os escritos inspirados), permaneço com a
primeira opção, estando convencido de que devo me ater Somente às Escrituras. Ainda mais quando sei que elas
contém todo o Evangelho da graça (v. 1 Co 15.3-4; Gl 1.7-8; 2 Tm 3.15), sendo inclusive capazes de fazer com
que "o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra"(2 Tm 3.17).

3 - Não sou um católico romano, porque eu creio na plena consumação do Sacrifício de Jesus Cristo pelos
pecados dos homens. Isto significa dizer que eu creio que Cristo morreu pelos nossos pecados de uma vez por
todas (1 Co 15.3; 1 Pd 2.24; Hb 10.10; cf. 9.11-12); não sendo necessário (Hb 7.27; 9.26; 10.14,18) e nem mesmo
possível (Hb 9.27-28) renovar ou perpetuar este sacrifício irrepetível, segundo a pretensão a que se realizam as
missas Católicas.

O apóstolo Paulo em sua Epístola aos Romanos diz: "Sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre
os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele. Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para
sempre morreu para o pecado" (Rm 6.9,10a). Assim também nos ensina o apóstolo Pedro, quando em sua
Primeira Epístola podemos ler que "Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos
a Deus" (1 Pd 3.18a).
Tais verdades são trazidas à luz do dia, também, quando comparamos com a Epístola aos Hebreus. Onde está
escrito:

"Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos
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pecadores e feito mais alto do que os céus, que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer
todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por
todas, quando a si mesmo se ofereceu." (Hebreus 7.26-27).

"Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para
comparecer, agora, por nós, diante de Deus; nem ainda para se oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo
sacerdote cada ano entra no Santo dos Santos com sangue alheio. Ora, neste caso, seria necessário que ele
tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se
manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado. E, assim como aos homens
está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma
vez para sempre para tirar os pecados de muitos..." (Hebreus 9.24-28a).

"Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas.
Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos
sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados; Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único
sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus," (Hebreus 10.10-12).

"Ele, que é a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as cousas pela palavra do seu poder, depois de
ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas" (Hebreus 1.3).

Nestas duas últimas Escrituras citadas acima, a impossibilidade do sacrifício de Cristo ser renovado torna-se
ainda mais evidente, porque é nos dito que, após o Senhor Jesus oferecer um único sacrifício pelos pecados, Ele
assentou-se à destra de Deus (cf. Mc 16.19; At 2.33; Cl 3.1; Hb 8.1; 12.2; 1 Pd 3.22). Realmente, o fato de Jesus
ter "assentado-se", como nos dizem estes textos bíblicos, aponta para a terminalidade de um sacrifício
consumado, de uma obra finalizada (Is 53.11), exatamente como também indicam aquelas palavras do Senhor em
João 19.30: "Está Consumado!". O que também se harmoniza perfeitamente com a Sua afirmação no livro da
Revelação, " ... fui morto, mas eis que aqui estou vivo pelos séculos dos séculos" (Ap 1.18). Esta expressão
"assentou-se" é utilizada pelo autor do livro aos Hebreus para contrastar o sacrifício perfeito do Senhor Jesus
Cristo e os sacrifícios oferecidos pelos sacerdotes levíticos, que ficavam de pé e cujo serviço de oferecimento das
oblações pelos pecados do povo não tinha fim. Cristo, todavia, oferecendo seu único e definitivo sacrifício,
plenamente consumado, assentou-se à destra de Deus, e não é mais sacrificado pelos pecados do seu povo.

Em tempo, ressalte-se aqui que a palavra utilizada em Rm 6.10 para descrever a morte de Jesus como uma
obra finalizada completamente - ephapax - é precisamente a mesma palavra utilizada para descrever o seu
sacrifício e a oferta de seu corpo (v., p.ex., Hb 7.27; 10.10). De modo que, assim como Cristo não pode morrer
outra vez (cf. Hb 9.25-26,28), também não pode o seu corpo ser oferecido outra vez ou seu sacrifício pelo pecado
ser perpetuado. Ao que se conclui que Cristo não continua sendo oferecido incruentamente a cada missa que se
realiza, tampouco nelas ocorre um "sacrifício propiciatório" verdadeiro (ao contrário define a teologia papista, v.
Trento, XXII, "Doutrina sobre o santíssimo Sacrifício da Missa", cap. 2). Reconhecendo tal verdade, eu jamais
poderia ser um católico romano - uma vez que a blasfêmia do Sacrifício da missa, que nada mais é do que a
própria antítese do ensino bíblico, constitui-se no auge da adoração pública no Catolicismo.

Na verdade, isto é, biblicamente, a Santa Ceia do Senhor não foi estabelecida para oferecer Cristo em sacrifício
ao Pai novamente (cf. Hb 9.25-28; At 3.21), expondo-O novamente a "vitupério" (Hb 6.6), mas, sim, para
memorarmos de seu sacrifício até que Ele volte (cf. 1 Co 11.26). Para esta direção apontam as Palavras de Cristo,
ao dar a ordenança ao seu povo, quando o mesmo afirma: "Fazei isto em memória de mim" (cf. Mt 26.26-27; Lc
22.19-20; 1 Co 11.24-25).

Por fim, também devemos lembrar que a negação do cálice ao povo é anti-bíblica (cf. Mt 26.25; 1 Co 11.26) e
cerimônias, como procissões Eucarísticas, além de não serem escriturísticas (v. Dt 4.2; 12.32; 1 Co 4.6; Gl 1.8),
fogem totalmente ao propósito e à natureza da ordenança instituída por Jesus, devendo, assim, ser descartadas
(Mt 15.9; Mc 7.7-9; 1 Tm 1.3-4).

4 - Não sou um católico romano, porque a Bíblia ensina repetidamente - e com grandíssima claridade - que a
salvação é pela graça e unicamente por meio da fé (Jo 1.12; 3.15-16, 36; 5.24; 6.28-29, 39-40, 47; 11.25-26;
20.31; At 10.43; 13.39; 15.11; 16.31; Rm 1.16-17; 3.22-26, 28, 30; Rm 4.5-8; 5.1-2; 5.15-21; 6.23; 10.10-11; 1 Co
1.21; Gl 2.16; Gl 3.8,11; Fp 3.9; Ef 1.6-7,13-14; 2.8-9; 2 Tm 1.9; 3.15; 1 Pd 2.6; 1 Jo 5.13; Ap 21.6; 22.17) e que as
boas obras apenas evidenciam a fé salvífica (Gl 5.6,22-23; Tt 2.14; 3.8; Tg 2.18; Ef 2.10), sendo conseqüências e
não a causa da salvação.

Como se fora pouco, as Escrituras ainda encerram dentro de uma impossibilidade a pueril hipótese de que a
salvação poderia vir em parte pela graça e em parte pelas obras - como desejaria o Romanismo, pois o apóstolo
Paulo afirma que "Se é pela graça, já não é pelas obras, do contrário, a graça já não é graça" (Rm 11.6 c.c. Ef 2.9;
Tt 3.5-7). Isto ocorre porque o dom gratuito de Deus, que é a vida eterna por Jesus nosso Senhor (Rm 6.23), não
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depende de qualquer justiça humana (Rm 3.10,23; 7.18; Is 64.6; Fp 3.9), mas apenas da perfeita, eterna e
imutável justiça de Cristo - que é nossa mediante a fé (Jr 23.6; Rm 3.26; 5.17-21; 1 Co 1.30; 2 Co 5.21). É
precisamente por isso que a salvação deve ser somente pela graça!

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé e isto não vem de vós é dom de Deus. Não vem de obras, para
que ninguém se glorie. “Carta de Paulo aos Efésios 2:8-9”

Na tentativa de escamotear a contradição existente entre a doutrina bíblica e a teologia papista, os católicos
romanos, mediante uma interpretação débil e que despreza a exegese bíblica, normalmente citam Tg 2.18-26 em
contraposição à Rm 3-5, como se a verdade das Sagradas Escrituras fosse auto-refutante. Mas este sofisma não
resiste ao exame apurado da Bíblia. Os romanistas é que estão equivocados quando valem-se de uma
"deturpação" (v. 2 Pd 3.16), e isso porque omitem o fato de que o apóstolo Paulo está se referindo unicamente à
justificação diante de Deus (ver Gl 3.11), enquanto o apóstolo Tiago está se referindo à justificação diante dos
homens (cf. Tg 2.18, "... mostra-me a tua fé... te mostrarei a minha fé pelas minhas obras"), cujo significado é
vindicar e na qual as obras testificam diante dos homens a existência da fé verdadeira (cf. Tg 2.14,18), sendo
[meramente] frutos da mesma - algo coerente com as demais Escrituras (v.,p.ex., Ef 2.10; Gl 5.6). É
absolutamente claro que, embora Paulo e Tiago cressem que a justificação diante de Deus era somente pela fé,
conforme lemos em Rm 4.4-7 e Tg 2.23, os dois estavam abordando a mesma doutrina vista por ângulos opostos;
enquanto o primeiro fala da raiz o outro está falando do fruto, "porque o Senhor não vê como vê o homem. O
homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração" (1 Sm 16.7). Para Tiago, assim como para Paulo, uma fé falsa
(i.e., meramente histórica) é morta. Mas é absolutamente certo que, tanto para Paulo quanto para Tiago, a fé
genuína, pela sua natureza, é uma fé viva e jamais morta, porquanto o crente verdadeiro tem pela fé a vida de sua
alma (Rm 1.17), e a Cristo como a vida de sua fé (Gl 2.20).

Por outro lado, é perceptível que a Igreja Católica Romana não consegue formular explicações plausíveis e
que não firam a coerência da revelação bíblica para as passagens das Sagradas Escrituras (já citadas no início
deste tópico) que ensinam a verdade da salvação gratuita e exclusivamente mediante a fé. Daí o porquê de ser
muito mais simples e seguro aceitar as Escrituras como elas de fato são - e a verdade de Deus como de fato ela é
- do que enveredar pelo labirinto doutrinário do Catolicismo Romano. Quão majestosas e ao mesmo tempo
elucidativas são as palavras do apóstolo dos gentios, quando ele nos diz:

"Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. Ora, ao que trabalha, o
salário não é considerado como favor, e sim como dívida. Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que
justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça. E é assim também que Davi declara ser bem-aventurado o
homem a quem Deus imputa justiça, independentemente de obras: Bem-aventurados aqueles cujas iniqüidades
são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará
pecado... E não somente por causa dele está escrito que lhe foi levado em conta, mas também por nossa causa,
posto que a nós igualmente nos será imputado, a saber, a nós que cremos naquele que ressuscitou dentre os
mortos a Jesus, nosso Senhor, o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa
da nossa justificação. "(Rm 4.3-8,23-25; cf. Gl 3.6-9,11,22,24; 1 Co 6.11).

A negação Católica de Sola Fide, e conseqüentemente de Sola Gratia (cf. Rm 4.16), ensinada por Paulo, é o
maior erro do Catolicismo Romano, porque o torna um sistema maldito diante de Deus por pregar outro Evangelho
(Gl 1.8). Verdadeiramente, Deus está interessado na fidelidade da pregação deste Evangelho, pois deu o seu
próprio Sangue para salvar o seu povo (At 20.28; Rm 5.9; Cl 1.20,22; Hb 9.22). Sabendo disto e comprazendo-me
na verdade das boas-novas de Deus (v. Jo 3.16; Rm 1.17; Gl 2.16), eu jamais poderia aceitar a corrupta
soteriologia Católica romana, a qual conspurca a natureza do Evangelho ao condicionar a salvação do crente às
suas obras meritórias, sacramentos, submissão ao papa e etc. Acrescentando, ainda, outros tantos elementos
estranhos à soteriologia bíblica-apostólica como, por exemplo, um estado de purificação dos eleitos denominado
de purgatório, sobre o qual trataremos mais abaixo. Pelo que vejo pela evidência bíblica (muitíssimo farta, aliás),
estou convicto de que os reformadores protestantes estavam realmente corretos em seu princípio material.

5 - Não sou um católico romano, porque as Sagradas Escrituras ensinam acerca da proibição divina no que
tange ao culto prestado às imagens de escultura. A despeito dos idólatras desprezarem a Palavra do Senhor,
Isaías 42.8 diz de forma límpida: "Eu sou o Senhor, este é o meu nome, a minha glória, pois, não darei a outrem,
nem o meu louvor às imagens de escultura" (Is 42.8). A mesma orientação, aliás, também se faz presente em
centenas de textos bíblicos, sintetizados em: "Não te encurvarás perante elas (as imagens, vs.4), nem prestarás
lhes culto..."(Êx 20.5; Dt 5.8-9).

E como esqueceríamos de tão severa advertência pronunciada por Aqu'Ele que é digno de toda glória? Ainda
mais quando lemos na Escritura: "Não fareis para vós outros ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura
nem coluna, nem poreis pedra com figuras na vossa terra, para vos inclinardes a ela; porque eu sou o SENHOR,
vosso Deus." (Lv 26.1). Ou ainda quando podemos ler em Deuteronômio a advertência divina "para que não vos
corrompais e vos façais alguma imagem esculpida na forma de ídolo, semelhança de homem ou de mulher" (Dt
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4.16; v. também: Dt 27.15; Nm 33.52; Is 41.29). Sendo assim, amando a Palavra de Deus e a respeitando pelo
que ela é, eu jamais poderia comungar com a Idolatria Católica Romana, a qual é biblicamente reprovável em
todos os seus aspectos (1 Co 6.9-10; 10.7,14; Ap 21.8; 22.15; Gl 5.19-21).

Uma devoção apartada da verdade bíblica e impregnada de idolatrias não é algo a ser visto entre os que
temem ao Senhor. Bem diz o Salmista: "Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca,
mas não falam; têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem; nariz têm, mas não cheiram. Têm mãos,
mas não apalpam; têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. Tornem-se semelhantes a eles
os que os fazem e todos os que neles confiam." (Sl 115.4-8 e Sl 135.15-18). Com efeito, o desprezo dos idólatras
a tais palavras da Escritura demonstra que eles ainda não fazem parte do povo da nova aliança, dos que foram
regenerados (Jr 31.33; cf. 1 Jo 2.3-4; 3.6,9; 5.18).

Nos escritos do Novo Testamento, lemos o testemunho apostólico acerca da questão - o qual não é menos
claro do que as Escrituras anteriormente citadas: "Que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque
vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus,
e eles serão o meu povo." (2 Co 6.16). Estando diante de mim, portanto, a escolha de abraçar a idolatria Católica
romana ou permanecer fiel às Escrituras, perseverando na doutrina dos apóstolos (cf. At 2.42), convencido
também estou de que devo me ater à segunda opção e à guarda do conselho do apóstolo João, quando ele exorta
aos cristãos: "Filhinhos, guardai-vos dos ídolos." (1 Jo 5.21).

Outrossim, as Sagradas Escrituras enfatizam que apenas o Soberano e Eterno Senhor deve ser cultuado,
porquanto é Ele mesmo quem nos diz, em Sua Palavra, que não divide Sua glória (cf. Is 42.8; 48.11, "A minha
glória não darei a outrem") e o Senhor Jesus Cristo disse de forma muitíssimo clara, conforme está registrados
nos Evangelhos: "Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto” (Mt 4.10; Lc 4.8; compare com Ap 4.11;
5.12; 14.7;19.10; 22.9; 1 Cr 16.29; Sl 96.9). Este é o ensino bíblico referente ao culto exclusivo a Deus, que os
cristãos bíblicos preservam e devem sempre preservar, o qual me impede de concordar com a Mariolatria ou culto
mariano (v. Lc 11.27-28; v. tb. Mt 12.48-50; Mc 3.33-35) e o culto aos santos - tendo sido este, inclusive, recusado
até mesmo pelos apóstolos (At 3.12ss; 10.25-26; 14.14-15).

6 - Não sou um católico romano, porque, uma vez sabendo que a Escritura em nenhum momento ensina que é
necessário ser um católico romano para que alguém seja salvo (v., por ex., Jo 3.16-18, 36; 10.1-11, 27-30; 14.6; At
16.31; Rm 10.9; 1 Jo 4.9; 5.12), eu jamais poderia aceitar a pretensão romanista expressa na afirmação de que
não há salvação fora da Igreja Católica Romana. Na realidade, quem acrescenta este tipo de condição espúria
para a salvação do pecador está pregando um outro Evangelho, ao qual devemos rejeitar (cf. Gl 1.8). Esta
característica, aliás, é muito comum entre as seitas heréticas - não por acaso, ao que se vê, também está
presente no discurso dos apologistas papistas católicos romanos.

Segundo as Escrituras, no entanto, a salvação é uma obra exclusiva de Deus (Ap 7.10; Ap 19.1; cf. Is 43.11;
45.22; Jn 2.9) através de seu Filho somente (At 4.12; cf. Jo 14.6; 1 Tm 2.4-6), que veio "salvar o que se havia
perdido" (Mt 18.11 e Lc 19.10; ver 1 Jo 4.14), dando sua vida em resgate de muitos (Mt 20.28; Mc 10.45; 1 Pd
1.18,19), morrendo pelos nossos pecados (cf. Is 53.5-11; Mt 1.21; 1 Co 15.3; Gl 1.4; Tt 2.14; Hb 9.26-28; Hb
10.10-14; 1 Pd 2.24) e vivendo para sempre a interceder (v. Rm 8.34; Hb 7.25) por aqueles que "com uma única
oferta aperfeiçoou para sempre" (Hb 10.14).

O meio instrumental da salvação não está numa Igreja, tampouco está em uma nova lei de "sacramentos
necessários para salvação", como afirmam os papistas, mas, sim, na fé em Jesus Cristo (cf. At 10.43; 13.39; Rm
3.26; 4.5; 10.4). Por isso a pregação apostólica consistia simplesmente em: "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás
salvo, tu e a tua casa." (At 16.31). E a simplicidade desta mensagem salvadora requer fidelidade, por seu poder (v.
Rm 1.16; 1 Co 1.18). O conceito da salvação está maravilhosamente bem delineado em Rm 3.24, onde
aprendemos que a causa eficiente da salvação é a graça e o pagamento já realizado é através da redenção que
há em Cristo Jesus. Porém, é a infidelidade da Igreja Romana ao verdadeiro Evangelho, traduzida numa falsa
teologia perversamente sacramentalista, que a leva a reivindicar algo tão estranho à doutrina bíblica. Além disso, a
definição equivocada dos romanistas acerca da natureza da Igreja de Deus em seu âmbito universal encontra-se
na gênese desta afirmação espúria, sendo, este erro conceitual, algo a abordarmos posteriormente.

7 - Não sou um católico romano, porque as Sagradas Escrituras testemunham acerca da eficácia do sangue do
Nosso Senhor Jesus Cristo, o qual é capaz de nos purificar de "todo pecado" (cf. 1 Jo 1.7). A doutrina bíblica
enfatiza que, mediante seu sacrifício vicário, Jesus Cristo a si mesmo se deu por nós, a fim de "remir-nos de toda
a iniqüidade" (Tt 2.14; cf. Hb 9.28; 10.14; 1 Jo 3.5). Tendo sido transpassado pelas nossas transgressões, e moído
pelas nossas iniqüidades, ao levar sobre si o castigo que nos era devido (Is 53.5; 1 Pd 2.24 compare com Mt 1.21;
Lc 1.77; 2 Co 5.20-21; Jo 1.29).

Desde que reconheço isto, creio que nossos irmãos - aqueles que já estão gozando da presença do Senhor -
não estão no céu por terem sido purificados pelo fogo de um suposto purgatório, como supõem os católicos
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romanos. Antes, como todos os salvos, eles "lavaram suas vestes, e as alvejaram no sangue do Cordeiro" (Ap
7.14), visto que "aquele que nos ama, em seu sangue nos lavou dos nossos pecados" (Ap 1.5) e a Bíblia nos
ensina que a expiação de nossos pecados passa somente pelo precioso Sangue do Nosso Senhor (cf. Rm 5.9; Hb
9.22). Percebo, assim, a inconsistência deste ensino romano quando analisado dentro de uma perspectiva bíblica,
à qual não rejeitaria pela crença numa invenção humana. Mesmo porque, uma vez dando crédito a este ensino de
Roma, certamente que eu estaria negando a Jesus, o qual, falando da parte de Deus (v. Hb 1.1; At 3.22-23; Jo
15.15), só afirmou a existência do céu e do Inferno, como vemos explicitamente em Lucas 16.23-28 (bem como
em outros textos, v. Mt 5.22,29-30; Mt 10.28; Mt 18.8-9; Mt 25.41; Mc 9.47; Lc 12.5).

Outrossim, seria-me impossível crer nesta invenção diabólica porque ela atenta frontalmente contra a doutrina
da Suficiência do Sacrifício de Cristo (Is 53.4-12; Mt 1.21; Jo 1.29; At 20.28; 1 Co 6.20; 1 Co 15.3,4; Gl 1.4; 1 Pd
1.18,19; I Pd 2.24; Hb 1.3; 7.26-27; 9.26-28; 10.10-14; 1 Jo 2.2; 4.10; Ap 5.9) e a eficácia da Cruz. As Escrituras,
contudo, nos ensinam que os cristãos, ao morrerem, vão imediatamente para o céu estar com o Senhor (cf. Lc
16.22, 25; 23.43; At 7.59; Fp 1.21,23; 2 Co 5.1,8; Sl 17.15; 73.24). E, não podendo rejeitar tantas evidências, sinto-
me compelido a rejeitar a crença romana.

8 - Não sou um católico romano, porque eu creio que Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os homens,
e nosso único advogado. Na Epístola de Paulo a Timóteo lemos "Porque há um só Deus e um só mediador entre
Deus e os homens, Jesus Cristo, homem" (1 Tm 2.5). Este é o ensino que percorre todas as Escrituras e
harmoniza-se perfeitamente com as Palavras daqu'Ele que, de fato, tem autoridade para definir as verdades
divinas. Quão límpidas são as palavras do Amado Jesus ao dizer: "Eu sou a porta das minhas ovelhas" (Jo 10.7)!
Ou ainda: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim." em João 14.6. Ou
quando ensina aos seus: "E tudo quanto pedires em meu nome eu o farei; a fim de que o Pai seja glorificado no
Filho" (Jo 14.13ss; cf. Jo 15.16; 16.23; v. tb: At 7.55-59; Rm 8.34; Ef 2.18; Hb 4.14-16; Hb 9.24; Hb 10.19-22). Uma
vez recebendo estas palavras como divinas e não desejando rejeitar o ensino bíblico, eu jamais poderia aceitar os
vários "falsos mediadores" que o Romanismo criou (a saber, Maria e os santos) - ainda que estes sejam
"mediadores secundários" como argumentam certos apologistas romanos sofismaticamente.

Semelhantemente, não poderia aceitar o conceito de que à Maria cabe ser nossa advogada, como ensina o
Catolicismo Romano, porque as Sagradas Escrituras são enfáticas ao afirmarem que temos somente um
advogado junto a Deus e que este não é outro senão Jesus Cristo, o Justo. Está Escrito: "Meus filhinhos, estas
coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo,
o Justo." (1 Jo 2.1; c.c. Rm 8.34; Hb 7.25; 9.24).

9 - Não sou um católico romano, porque creio no sacerdócio universal de todos os crentes (1 Pd 2.9; Ap 1.6;
5.9-10), não havendo necessidade de intermediários (cf. Mt 27.51; Jo 14.6; Ef 2.13,18; 1 Tm 2.5; Hb 4.14-16;
10.19-22). Por isso não poderia concordar com o sacerdotalismo dentro da perspectiva católico-romana, que é
anti-escriturística.

10 - Não sou um católico romano, porque creio que o Cabeça da Igreja é Jesus Cristo (Ef 1.22; 4.15; 5.22; Cl
1.18) e, por isso, não poderia aceitar o papado, através do qual o "papa" ocupa uma posição inexistente na Igreja
Primitiva, como nos mostram as Escrituras (v. 1 Co 12.28; Ef 4.11; cf. Mt 20.25-28; Mt 23.9-10; Lc 22.24-26; Gl
2.11ss).

11 - Não sou um católico romano, porque creio na impossibilidade da comunicação com os mortos (Jó 7.9-10;
Ec 9.5-6; Lc 16.19-31) e na reprovação proibitiva por parte de Deus diante de tal prática (Dt 18.10-14; Lv 20.6,27;
1 Cr 10.13; Is 8.19-20; Ap 21.8; 22.15). Sendo assim e amando a Palavra de Deus, eu jamais poderia aceitar o
espiritismo praticado pelos "médium-videntes" católicos carismáticos que "psicografam" supostas mensagens de
"Maria", as quais não passam de manifestações demoníacas (v. 2 Co 11.14-15; 1 Tm 4.1). Isso não é e jamais
será uma prática cristã.

12 - Não sou um católico romano, porque eu creio doutrina bíblica da Perseverança dos Salvos e isto porque
"os dons e a vocação são irrevogáveis" (Rm 11.29). Creio firmemente na Segurança Eterna dos Filhos de Deus
porque de maneira alguma eu ousaria desconfiar da promessa daqu'Ele que tem todo o poder nos céus e na terra
(Mt 28.18) e cujos propósitos não podem ser impedidos (Jó 23.13; 42.2; Is 14.24), quando Ele mesmo é quem
garante: "E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que
mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai." (Jo 10.28-30). De fato, não há
ninguém maior que Ele para impedi-lo.

E, dito isto, como eu poderia duvidar daqu'Ele cujas palavras jamais passarão (v. Mt 24.34; Mc 13.30; Lc 21.33)
e em cuja boca não se achou engano algum (cf. 1 Pd 2.22), quando Ele me garante através de Sua Santa Palavra
que: "Quem crê nele não é condenado"(Jo 3.18)? Ou ainda quando Ele nos afirma: "Na verdade vos digo que
quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas
passou da morte para a vida." (Jo 5.24)?
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Segundo as Sagradas Escrituras, os que uma vez foram justificados são glorificados (passam pela glorificação):
"E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que
justificou, a esses também glorificou." (Rm 8:30). Isso significa dizer que a obra iniciada no crente irá ser
completada até a glorificação, quando a santificação atingirá o seu alvo e seremos conforme a imagem de Cristo
(v. Rm 8.29). Assim, em nada nos admira a confiança demonstrada pelo apóstolo Paulo ao afirmar: "Estou
plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus." (Fp
1:6). A isto se somam outras palavras de Cristo, como garantia:

"Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de maneira nenhuma lançarei fora. Porque
eu desci do céu não para fazer minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou. E a vontade de
quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último
dia. De fato, a vontade do Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o
ressuscitarei no último dia" (João 6.37-40).

Semelhantemente na Epístola aos Romanos lemos: "Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo
morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue,
seremos por ele salvos da ira. Porque, se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu
Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida." (Rm 5.8-10). Aqui, como em outras
Escrituras, vemos que a justificação no presente é tão certa como no futuro (Rm 8.33-34). E isso não é sem
motivo, afinal, o Evangelho repousa na obra perfeita de Jesus Cristo.

Os salvos em Cristo estão seguros não porque confiam na própria carne (Rm 7.18; Is 64.6; Gl 6.14; Fp 3.3),
mas porque o Seu Salvador é Poderoso e os preserva (Jó 33.29-30; Is 43.2; Sl 125.1-2; Jo 10.29; 1 Co 1.8-9; 2 Co
12.9-10; Ef 1.11-14; Fp 2.13; 1 Ts 5.23-24; 2 Ts 3.3; Jd 1,24). O Apóstolo Paulo nos fala acerca dessa segurança
dizendo que nossa vida está escondida com Cristo em Deus ("Porque já estais mortos, e a vossa vida está
escondida com Cristo em Deus" - Cl 3.3).

O Apóstolo Pedro, cujo "sucessor" os romanistas reivindicam ouvir, também nos fala acerca desta verdade
muito diretamente em sua Primeira Epístola, na qual Ele ensina que os crentes são guardados pelo poder de Deus
para salvação: "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia,
nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança
incorruptível, incontaminável e inacessível, reservada nos céus para vós, que pelo poder de Deus sois guardados
mediante a fé, para a salvação que está preparada para se revelar no último tempo" (1 Pd 1.3-5). O que se
harmoniza perfeitamente com as palavras de João, em sua Primeira Epístola, quando Ele nos diz que "Todo o que
é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é o que vence o
mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?" (1 Jo 5.4). Há, com efeito, uma providência especial na
vida dos crentes, pela qual Deus faz com que todas as coisas cooperem para o bem eterno deles (v. Rm 8.28).

Tal segurança não é em vão! Afinal, os cristãos também estão seguros porque são selados por Deus e já
receberam o Espírito Santo, que é o penhor da herança: "Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que
nos ungiu, é Deus, O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações." (2 Co 1:21-22; 2
Co 5.5; ver tb: Jo 14.16; Rm 8.9; Ef 1.13-14).

Diante do conhecimento de tal verdade das Escrituras Sagradas, eu jamais poderia aceitar a negativa do
Catolicismo Romano perante uma doutrina com tantas evidências (v. Sl 37.23-24; 89.28-34;121.3; Jr 32.40; Jo
3.14-15, 6.38-39,51, 57-58; Mt 18.14; Jo 11.25-26; 14.16,19; Rm 4.21-25; 8.34; 1 Co 1.8; 2 Co 4.14; Ef 1.5,13-14;
2 Ts 3.3; 2 Tm 1.12; 4.8,18; Hb 6.17-20; 7.25; 8.10-12; 9.12,15; 10.14; 12.5-11;1 Pd 5.10; 1 Jo 2.27; 5.11-12; 2 Jo
2.19). Nenhuma das ovelhas de Deus experimentará a eterna separação. Se assim não fosse, Cristo seria o maior
dos derrotados (v. Jo 10.28; 17.24; c.c Jo 6.39).

13 - Não sou um católico romano, porque eu não poderia aceitar a heresia do Catolicismo Romano, o qual
ensina aos seus adeptos que ninguém pode saber se é salvo. Este conceito é contrário às Sagradas Escrituras, as
quais nos ensinam acerca da certeza da graça. Quão esclarecedoras são as palavras do apóstolo João,
especialmente quando ele diz:

"E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem
a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a
vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus." (Primeira Epístola de João 5.11-13).

Na passagem acima, João, opondo-se ao gnosticismo, que defendia a superioridade do conhecimento à fé,
afirma que, pela fé, podemos ter o verdadeiro conhecimento: que temos a vida eterna, por Jesus Cristo. Nisto
consiste a certeza oferecida pelo Evangelho. Semelhantemente lemos as palavras do apóstolo Paulo - palavras
que seriam irreais, se o ensino romanista fosse, de fato, verdadeiro: "Porque sei em quem tenho crido e estou
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certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia." (2 Tm 2.12). "Entretanto, estamos em
plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor" (2 Co 5.8). "Certamente a palavra da cruz é
loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, é poder de Deus" (1 Co 1.18). Pergunta-se,
porém: Como Paulo e os demais salvos podem ter esta certeza, esta confiança?

A resposta nos é dada quando o mesmo apóstolo explica que: "O próprio Espírito testifica com o nosso espírito
que somos filhos de Deus." (Rm 8.16; cf. 1 Co 2.12; Gl 4.6 1 Jo 4.13). Portanto, ao contrário do que afirma o
Romanismo, a certeza da graça não trata-se de presunção, mas sim do testemunho íntimo do Espírito Santo de
Deus com o nosso espírito.

Leia o que diz o apóstolo Paulo em sua Epístola aos Romanos: "Quem nos separará do amor de Cristo? Será
tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor
de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas
coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que
nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os
poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus,
que está em Cristo Jesus, nosso Senhor." (Rm 8.35-38).

O cristão pode ter esta firme confiança porque, segundo as Sagradas Escrituras, quem crê nele não é
condenado e tem a vida eterna (Jo 3.14-16,18,36; 6.47). Deus assegura isto; assim é que Jesus prometeu à
mulher samaritana: "Aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se
fará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna." (Jo 4.13-14). Duvidaremos, nós, de tal promessa? (ler Nm
23.19; Rm 4.20-21; 2 Ts 3.3; 1 Co 10.13).

Antes, podemos confiar inteiramente no nosso grande Salvador, porque Jesus não é apenas o Autor da nossa
fé, mas também é o Consumador da mesma (Hb 12.2), cujo fim é a nossa salvação (2 Pd 1.9). Por isso, de fato,
podemos ter certeza da graça, certeza da nossa salvação: Jó 19.25-27; Sl 17.15; 49.15; 73.24-25; Rm 5:1-2,5; 2
Co 1.21-22; 1 Co 2.12; Gl 4.6; 1 Jo 5.10a; Rm 8.9; 1 Jo 3.1-3; 1 Pd 1.4-5,10-11; 1 Jo 3.14; Ef.1.13-14; 4.30; Hb
6.11,17-19; Jo 1.12-13; Rm 4.16; 8.1.

14 - Não sou um católico romano, porque o celibato obrigatório é anti-bíblico (Gn 2.18; Mt 8.14; Mc 1.30; Lc
4.38; 1 Co 9.5; 1 Tm 4.1-3; Hb 13.4), tal obrigação nem mesmo o apóstolo Paulo exigiu (1 Co 7.9; 1 Tm 3.1-2; Tt
1.6). Nos escritos neotestamentários, vemos que o celibato não era condição para os que almejavam o
episcopado.

A própria igreja Católica reconhece que a exigência do celibato dos “padres”, não é Lei divina (exigência das
Escrituras), mas lei feita pelos homens (ou seja, eles – O “Papa” Gregório VII, em 1074 proibiu o casamento dos
“padres”, instituindo o celibato). Então por que seguí-la? (At 5:29; Dt 4:2; Pv 30:5-6). Além do que Pedro era
casado (Mt 8:14; Mc 1:30; Lc 4:38; I Cor 9:5). Em I Tim 4:1-3 claramente se vê, uma advertência ao fato de que a
igreja Católica iria e proibe o casamento dos sacerdotes e ordena a abstinência de carne nas “sextas-feiras
santas.”

15 - Não sou um católico romano, porque creio que a pecaminosidade e todas as suas conseqüências
abrangem a todos os humanos (2 Cr 6.36; Jó 15.14-16; Sl 130.3; Pv 20.9; Ecl 7.29; Is 53.3; Is 64.6; Tg 3.2,8; 1 Jo
1.8-10), de modo que todos os homens são pecadores e inclinados à prática do mal, por natureza.

Uma das verdades que a Escritura é repetitiva em afirmar é que "não há homem justo sobre a terra, que faça o
bem, e nunca peque". (Ecl 7.20). Na Epístola de Paulo aos Romanos, somos ensinados que "... todos estão
debaixo do pecado" e que "não há um justo, nem um sequer..." porque "todos pecaram e destituídos estão da
glória de Deus" (Rm 3.9-10,23) e que "Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a
morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram." (Rm 5:12. cf.1 Co 15.21;
Sl 143.2; Rm 11.32; Gl 3.22; Ef 2.3).

Diante de uma verdade bíblica tão clara, eu jamais poderia crer na "Imaculada Conceição de Maria", dogma
que outorga à Maria a impecabilidade, a qual é exclusividade de Jesus Cristo segundo as Escrituras (Rm 5.18; II
Co 5.21; Hb 4.15; 7.26; 1 Pd 2.22; 3.18;1 Jo 3.5). Verdadeiramente, dentre os que nasceram de mulher, só Jesus
pôde dizer: "Quem dentre vós me convence de pecado?" (Jo 8.46) - uma realidade que fica muito bem ilustrada no
livro da Revelação, em Apocalipse 5.2-5.

Os argumentos utilizados pelos apologistas da religião do papa são inconsistentes, sem respaldo bíblico.
Alguns deles, por exemplo, argumentam que o Salvador divino não poderia ter habitado no ventre de uma mulher,
sendo esta pecadora. Estes, porém, se esquecem que todos os cristãos também são pecadores, mas, ainda
assim, não deixam de ser templo e morada do Espírito Santo (cf. 1 Co 6.16), que é pessoa divina (cf. At 5.4),
sendo um em essência com o Pai e com o Filho.
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Há ainda nas Escrituras, particularmente no Evangelho de Lucas, uma declaração de Maria que causa
verdadeiros calafrios nos advogados da Imaculada Conceição. Maria, a mãe do Senhor Jesus Cristo, disse: "A
minha alma alegra em Deus, meu Salvador" (Lc 1.47). Desta interessante declaração mariana, surge uma
pergunta muito oportuna: "De quê Maria foi salva se ela não era pecadora, conforme dizem os romanos?" - visto
ser por demais óbvio que só pecadores perdidos necessitam de um Salvador (cf. Mt 1.21; 18.11; Lc 1.77; 19.10),
alguém que possa redimi-los (cf. Rm 3.23-24; Ef 1.7).

Para tentar conciliar o seu dogma espúrio com esta passagem da Escritura, o Catolicismo realiza a manobra de
ensinar aos seus adeptos que a salvação referida por Maria não seria uma salvação como a nossa. Segundo eles,
a mãe de Jesus estaria se referindo ao fato de ter sido salva do pecado antes mesmo de nascer e,
conseqüentemente, de cometê-lo. Porém, Maria, como nossa irmã e uma valorosa serva de Deus (Lc 1.38),
definitivamente não pensava como os apologistas romanos, tanto que passados os dias da purificação, ao levar
Jesus para apresentá-lo no Templo, ofereceu como sacrifício um par de rolas (Lc 2.22-24). Um das aves foi - para
desespero dos romanistas - pelo seu pecado, de acordo com Levítico 12.8, que rezava: "Mas, se as suas posses
não lhe permitirem trazer um cordeiro, tomará então duas rolas, ou dois pombinhos, um para o holocausto e o
outro para a oferta pelo pecado, assim o sacerdote fará expiação pela mulher, e será limpa".

Uma vez reconhecendo a inconsistência do dogma mariano da Imaculada Conceição à luz dessas verdades
das Escrituras, que são em sua totalidade inspiradas e infalíveis (v.2 Tm 3.16; 2 Pd 1.21), e a fragilidade dos
argumentos romanos, sou compelido a rejeitar este conceito católico romano, a fim de conformar minha fé aos
ensinos da Palavra divinamente inspirada.

16 - Não sou um católico romano, porque as Escrituras só nos ensinam a orarmos a Deus (Jó 22.27; Sl 50.15;
Jr 29.12; Jr 33.3; Fp 4.6; 1 Jo 5.14), exatamente como Jesus também nos ensinou (cf. Mt 6.6; 26.39; Lc 11.1-2; Jo
14.13; 16.23) e como os cristãos do livro dos Atos dos Apóstolos faziam (cf. At 4.24; At 12.5; At 16.25; At 10.2).

Assim foi, assim é e assim sempre será entre os cristãos bíblicos, porque sabemos que só o Senhor Deus,
através do seu atributo único da onisciência, pode ler os nossos pensamentos e conhecer os segredos de nosso
coração (cf. 1 Rs 8.38-39; Sl 44.21; Sl 94.11; Sl 139.1-16; Pv 21.2). E, como já tratamos no item 8 deste artigo, as
Sagradas Escrituras também nos ensinam a mediação única de Jesus Cristo (Jo 14.6; Hb 7.25; 10.19-20; 1 Tm
2.5; Ef 2.18), rejeitando a possibilidade de mortos ouvirem orações no céu, porquanto "para sempre não tem eles
parte em coisa alguma debaixo do sol" (Ecl 9.6).

Sendo assim e procurando agir em conformidade com as Escrituras, eu jamais poderia aceitar o ensino anti-
escriturístico do Romanismo que orienta seus adeptos a orarem a mortos, os quais em tempo algum ouviram
sequer uma das orações dos milhões de católicos. Orientar o povo a dirigir suas orações a outras pessoas que já
morreram é o mesmo que colocar a criatura no lugar devido ao Criador (Rm 1.25), contrariando, assim, a Escritura
(v. Is 40.25; 46.5; 1 Co 8.6; 1 Tm 6.15-16).

17 - Não sou um católico romano, porque as Escrituras ensinam que a regeneração (cf. Tt 3.5-7) é o ato inicial
da salvação em que Deus faz nascer de novo o pecador perdido (Jo 3.3-5; Ef 2.4-6), quando este recebe a Jesus
pela fé (Jo 1.12-13; Jo 5.24; 1 Jo 5.11), fazendo dele uma nova criatura em Cristo (2 Co 5.17; 1 Pd 1.3, 23; Tg
1.18; Gl 6.15; Cl 3.10; 1 Jo 5.1), sendo batizado no Espírito Santo (1 Co 12.13), no qual é selado para o dia da
redenção final (Ef 1.14; 4.30).

Atentando para o ensino das Sagradas Escrituras, eu jamais poderia aceitar a tese Católica da regeneração
batismal, a qual afirma que o novo nascimento do cristão ocorre através do batismo. Esta é uma das heresias
mais horrendas, porquanto equivale à pregação de um "Evangelho de obras". De fato, eu não poderia aceitar este
ensino porque ele entra em choque com várias Escrituras, como por exemplo: At 10.34-43; At 11.15-18; At 15.7-9;
1 Co 1.13-17; Jo 3.18, 36; Lc 23.43.

Entretanto, a maior prova que tal conceito ensinado pelos romanos é herético está no Livro dos Atos dos
Apóstolos 10.45-48. Nesta passagem é relatado que os gentios haviam recebido o Espírito Santo, que é o selo da
salvação (Ef 1.14; cf. Rm 8.15-16; Gl 4.6), antes de terem sido batizados nas águas. Isto só vem evidenciar que a
partir do momento em que creram no Evangelho (Ef 1.13), eles foram tidos como "de Cristo" (cf. Rm 8.9; At 26.18;
1 Jo 4.13), estando livres de condenação (Rm 8.1; Jo 3.18, 36; 5.24) e "purificados pela fé"(cf At 15.9), mesmo
antes do batismo! Este caso não foi uma exceção, pois há casos de pessoas sendo salvas antes de serem
batizadas, registrados ao longo dos Evangelhos. Leia Mc 2.5; Lc 7.50; 17.19; 23.43 e depois compare com Hc 2.4;
Jl 2.32; Jo 6.40; 11.25-26; At 2.21; 16.31; Rm 1.17; 3.22; 4.5-7; 10.13-15; Gn 15.6.

Vê-se, então, que os advogados da regeneração batismal têm seríssimos problemas para explicar esta
contradição.

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Eles não conseguem coadunar a heresia horrenda que pregam com a Bíblia, porque, de fato, só há uma
explicação possível para isto conforme as Escrituras: a água do batismo não nos traz a salvação, a qual é
garantida pelo precioso sangue de Cristo (1 Pd 1.19; cf. Rm 3.25; 5.9; Ef 1.7; 1 Pd 1.2,18,24), que nos purifica de
todo pecado (1 Jo 1.7; cf Hb 9.14,22; Ap 1.5).

Quem pensa doutro modo impõe uma série de contradições ao ensino bíblico. Presume-se que, se a tese da
regeneração batismal fosse realmente consistente, o ladrão da cruz, por exemplo, também não poderia ter sido
salvo e ouvido de Jesus algo como "Ainda hoje estarás comigo no paraíso" (Lc 23.43). Para estas palavras do
Senhor, também só pode haver uma explicação possível nas Sagradas Escrituras: a salvação deve
necessariamente ser só pela graça e unicamente por meio da fé (Jo 3.15-16,36; 5.24; 6.47; At 10.43; 13.39;
16.31);

18 - Não sou um católico romano, porque a visão Católica romana oficial acerca da justificação é herética. Ao
contrário do que ensina a teologia romanista e crêem os católicos, a justificação não consiste em infusão de justiça
(iustiça infusa), mas em imputação de justiça (justiça imputada- ver Gn 15.6; Rm 4). Assim nos ensinam Davi e
Paulo, declarando que: “Bem-aventurado o homem a quem Deus imputa justiça, independentemente de obras"
(Rm 4.6; Sl 32.2).

A justificação não é um processo que inícia-se no batismo e que se estende por toda a vida, sendo
desenvolvida através de um sistema sacramental e preservada através das obras, conforme ensina o Catolicismo
Romano falsamente. Antes, segundo as Sagradas Escrituras, a justificação é o ato de Deus declarando justo a um
pecador (Rm 4.7-8; Sl 103.10; Rm 8.33), e isto pela justiça de Cristo (2 Co 5.21), o qual é a propiciação pelos
nossos pecados (1 Jo 2.2; 4.10; Hb 2.17). O sentido da justificação, nas Escrituras, é forense. Ou seja, a
justificação é vista como uma absolvição da culpa, uma declaração judicial favorável, sendo antônima de
condenação (compare o uso dos termos em Dt 25.1,11 e Rm 5.16; 8.33-34).

Por sua natureza judicial, a justificação nunca é descrita nas Sagradas Escrituras como um longo processo.
Pelo contrário, a justificação sempre é descrita como sendo algo concluído num instante de tempo (cf. Jo 5.24;
6.47; Lc 18.14; 23.43; At 16.31; Rm 4.3-8; 5.1; Gn 15.6); no momento em que cremos em Jesus para salvação (cf.
At 13.39; Rm 3.26,28), somos eternamente e irrevogavelmente justificados (Jo 10.28; Rm 5.9; 8.30-33; 1 Co 6.11).
Isso significa dizer que, ao cremos em Jesus para salvação, os méritos, a justiça e a perfeita obediência de Cristo
(que em tudo satisfaz a perfeita justiça divina) nos são imputadas (Jr 23:6; Rm 4.23-25; 5.1-2; 5.17-18; 8:33; 1 Co
1:30; 2 Co 5:21). O termo Imputar significa lançar algo na conta de alguém ou considerar algo como sendo de
alguém (compare o uso do termo, por exemplo, em At 7.59-60; Rm 4.8; Fm 1.18; 2 Tm 4.16). Assim, no contexto
da justificação, a imputação de justiça consiste simplesmente em Deus creditando a nosso favor a justiça de Cristo
(ver Epístola aos Romanos, cap 4) e assim nos declarando judicialmente justos; algo que é, portanto, extrínseco
(i.e., fora de nós, externo). É precisamente neste sentido que dizemos que a justificação é a imputação ou
atribuição da justiça de Cristo ao crente (cf. Rm 4.3-8) e não a infusão da justiça de Cristo no crente. Essa é uma
bênção da obediência ativa de Cristo, sua vida em perfeita consonância com a lei de Deus, em nosso benefício.

Por outro lado, torna-se deveras significativo reconhecermos que a justificação não é para os justos, até
porque, os sãos não precisam de médico, mas sim os doentes (v. Mt 9.12-13; Mc 2.17; Lc 5.31-32). De tal forma
que são os pecadores que necessitam ser declarados justos diante de Deus (v. Lc 19.13-14; Ef 2.1-7), ao crerem
depositando toda confiança "naquele que justifica o ímpio" (Rm 4.5). Perceba que o apóstolo Paulo declara que
"Deus justifica o ímpio". Isto é tremendamente conflitante com o entendimento católico romano acerca da
justificação, porque demonstra que Deus não declara os crentes como justos porque eles são pessoalmente ou
interiormente justos, mas, sim, por causa da imputação da perfeita justiça de Cristo (algo distinto da "justiça
pessoal" do crente). E não é de se admirar que o apóstolo nos ensine isto, afinal, "Cristo veio ao mundo salvar os
pecadores" (1 Tm 1.15; cf Mt 18.11; Lc 19.10), visto que "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho
unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (Jo 3.16). Na Suficiência de
Jesus repousa a fé do crente, nela ele se regozija e encontra o conforto do bendito Salvador (v. Fp 3.8-9).
É evidente, portanto, que não somos salvos por qualquer justiça que tenhamos em nós (Rm 3.10; Is 64.6), nem
antes (Ef 2.1; Tt 3.3; Rm 5.6-8) e nem depois da conversão (Rm 7.18; 1 Co 4.4; Fp 3.9; 1 Jo 1.8; Tg 2.10; Pv 20.9;
Jó 9.2,3; 25.4-6; Sl 143.2; Lc 17.10). Por isso o apóstolo Paulo nos diz que somos "justificados gratuitamente, por
sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus" (Rm 3.24; cf. Ef 2.8-9; 2 Co 5.18-19; Gl 3.11-13; Ef 1.7).
Porque pela obediência de Cristo, mediante seu sacrifício vicário, ele pagou completamente (e, portanto para
sempre) a dívida dos justificados (Cl 2.14; Hb 10.14; 1 Pd 1.18-19; Is 53.5-6). Essa é uma bênção da obediência
passiva de Cristo, mediante sua morte substutiva.

Uma vez que a base da nossa justificação é a obra redentora de Cristo (Rm 4.22-25) - isto é, os méritos da sua
vida e o seu sacrifício onde ele pagou definitivamente pelos nossos pecados (1 Co 15.3; 1 Pd 2.24; Rm 8.1) - e
não as nossas obras (Rm 5.17-21; Ef 2.9; Tt 3.5), entende-se melhor o porquê da justificação ser recebida
gratuitamente (Tt 3.7; Rm 8.32; Ef 1.7; At 15.11) e somente pela fé em Jesus (cf. Hc 2.4; At 10.43; 13.39; Rm 1.16-
17; 3.20-22,26,28; 4.5-8; Rm 10.4-11; Gl 2.16; Fp 3.9). Em resumo, a justificação é pela graça somente e mediante
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a fé somente, pois é por Cristo somente (1 Co 1.30); não sendo, assim, algo a ser desenvolvido por qualquer
sistema sacramental ou preservado pelo esforço humano.

Esta compreensão da distinção existente entre infusão de justiça (o que o Catolicismo ensina) e imputação de
justiça (o que a Bíblia ensina) é fundamental para que possamos compreender a diferença entre santificação e
justificação. Do contrário pode-se cair no erro do Romanismo, o qual pateticamente confunde santificação (Ef 2.10;
2 Pd 3.18) e justificação (Rm 3.28 - Rm 4.6), que são bênçãos distintas - ainda que sejam reais para todos os que
são de Cristo. Biblicamente, a justificação é a obra de Deus por nós que nos declara justos; enquanto a
santificação é a obra de Deus em nós que nos faz justos.

19 - Não sou um católico romano, porque a "pedra" (ref Mt 16.18) sobre a qual a Igreja está construída não é
Pedro.

20 - Não sou um católico romano, porque há duas ordenanças estabelecidas no Evangelho por Cristo para a
Sua Igreja: a Santa Ceia e o Batismo (Mt 26.26-29; 28.19; Mc 14.22ss; Lc 22.17-21; 1 Co 11.20, 23-34). Sabendo
disto, eu jamais poderia crer noutros falsos sacramentos inventados pela Igreja Romana, os quais são de nenhum
préstimo para a Igreja de Cristo por não passarem de acréscimos à doutrina bíblica (v. Dt 4.2; 12.32; 1 Co 4.6; 1
Tm 1.3; Gl 1.7-8). São "mandamentos humanos" (v. Mc 7.7-9), para sermos precisos - e tomando emprestada a
expressão bíblica. Os romanistas vão além da autoridade bíblica por não poderem provar que os "outros cinco
sacramentos" acrescidos por seu Magisterium estejam no mesmo nível do batismo e da ceia - os únicos clara e
biblicamente instituídos por Cristo como ordenanças.

21 - Não sou um católico romano, porque ao reivindicar infalibilidade para si e afirmar ser Vigário de Cristo na
Terra, o Sumo Pontífice Romano demonstra ser um dos muitos falsos Cristos e falsos profetas que haviam de vir e
foram anunciados nas Escrituras (falsos cristos: Mt 24.23-24; Mc 13.21, "Então, se alguém vos disser: Eis que o
Cristo está aqui ou ali, não lhe deis crédito, porque surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes
sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos."; ver sobre falsos profetas: Mt 7.15; 24.11;
2 Pd 2.1-2; 1 Jo 4.1).

Já havia sido predito nas Escrituras: "Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós
lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas
perversas, para atraírem os discípulos após si." (At 20.29-30; v. 1 Tm 4.1-3; 2 Tm 4.3-4; Ap 2.2). Devemos provar
os espíritos, exortou João. E eu estou convencido de que o sistema católico não passa por esta prova, diante de
reiteradas contradições ao ensino bíblico.

Ademais, estou plenamente convicto, pelo testemunho das Escrituras, que qualquer espécie de Ecumenismo,
sincretismo ou qualquer tipo de união com hereges é trair a Cristo e não amar a Sua Palavra que condena todas
estas coisas (Am 3.3; Is 8.20; Mt 12.30; Lc 11.23; 2 Co 6.14-18; Gl 1.7-8; Ef 5.11; Tt 3.10; 2 Tm 3.1-5; 2 Jo 9-10;
Jd 3) o que, com efeito, me impede de ter comunhão com religiões apóstatas e seus adeptos, a exemplo do
Papismo e seus seguidores.

22 - Não sou um católico romano, porque a Renovação Carismática Católica (RCC) não passa de uma cópia
deturpada e pioradíssima do Pentecostalismo Evangélico. Ao contrário de um genuíno avivamento em
conformidade com os padrões bíblicos, que sempre trará consigo o abandono da idolatria e do misticismo anti-
bíblico (2 Rs 23.6ss; 2 Cr 34.3-4; 1 Co 12.2; 2 Co 6.16-19; 1 Ts 1.9-10), a RCC estimula estes males com suas
práticas anti-bíblicas e mariolátricas.

Baseados nisso (Is 8.20), concluímos que a RCC não é resultado da ação do Espírito Santo de Deus (v. Jo
14.26; 16.13-14; 1 Jo 4.6), mas sim de espíritos imundos (Jo 8.44; 1 Tm 4.1; 2 Tm 4.3) e de falsos profetas (1 Jo
4.1) - mesmo reconhecendo a existência de pessoas sinceras neste movimento herético, as quais, por não terem
"conhecimento" (Rm 10.2), necessitam ser libertas (Jo 8.32,36). As línguas entre os carismáticos são falsas, são
um comportamento aprendido (forjado, forçado, fingido, ..., repare que, normalmente proferem o mesmo som,
pronúncia, fala, palavras ...), uma vez que o Espírito Santo só habita nos que são de Cristo (Rm 8.9), e sabemos
que quem é nascido de Deus não vive em pecado (1 Jo 3.9). Pode-se provar historicamente este fato, se
analisarmos cuidadosamente a origem da RCC a partir dos seus iniciadores, com a leitura de livros pentecostais e
o contato com grupos de oração desta orientação. Toda a evidência histórica aponta para isto.

Mesmo porque, biblicamente, o Espírito Santo atua em nós nos santificando (1 Pd 1.2; 2 Ts 2.13), afastando-
nos do pecado e do mundo (Rm 6.14-18; Gl 5.19-23), para sermos conforme a imagem do Filho de Deus (2 Co
3.18; Rm 8.29), segundo o propósito daqu'Ele que nos chamou (v. 1 Ts 4.7; 1 Pd 1.15-16; 2.9-10; 5.10; 2 Pd 1.2-
4). Uma característica daqueles que foram regenerados e que estão sendo santificados pelo Espírito, portanto,
sempre será uma estima especial pela Palavra de Deus. Por outro lado, necessário se torna dizer que de nada
adianta hereges cantarem hinos evangélicos e permanecerem em todas as abominações do Catolicismo Romano,
crendo num falso Evangelho que está sob a maldição de Deus (v. Gl 1.8). De fato, são muito aplicáveis as
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palavras de Lucas 6.46 a este caso que estamos tratando: "Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o
que eu vos mando?" (v.tb Jo 8.31; Jo 14.23; 1 Jo 2.4). E também são muito aplicáveis a este caso aquelas
palavras de Mateus 15.8-9, quando é dito: "Este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está
longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens".

23 - Não sou um católico romano, porque a Palavra de Deus demonstra que o Senhor deseja que todos leiam
a Sua Palavra, para que conhecendo-a possam guardá-la e praticá-la (Sl 1.1-2; 19.7-9; 119.9-12,105,130; Mt 4.4;
Lc 10.21; 16.29; Jo 5.39; At 17.11; Rm 15.4; Ef 1.1; 6.17; Cl 3.16; 2 Tm 2.15; 3.16-17; 2 Pd 1.19; Ap 1.3). Sendo
assim e amando ao testemunho do Senhor, eu jamais poderia aceitar a postura dos apologistas católicos romanos
que, incorrendo na falta de coerência que lhes é comum, examinam a Bíblia em busca de evidências contrárias ao
livre-exame da mesma.

24 - Não sou um católico romano, porque o vocábulo igreja, vindo da palavra grega ekklesia, nas Escrituras,
admite dois sentidos - e se percebe através da própria Bíblia. O sentido mais comum é o que designa
comunidades locais e independentes formadas por crentes salvos e batizados (Mt 18.17; At 2.47; 5.11; 13.1;
20.17,28; I Co. 4.17; I Tm 3.15; III Jo 9; I Co 1.2,10). E o outro sentido faz menção à assembléia universal dos
remidos de todas as épocas (Mt 16.18; Cl 1.18; Hb 12.22-24; Ef 1.22-23; 3.8-11; 4.1-16; 5.22-32; Jo 10.16; Ap
19.7-9; 21.2-3). Amando a verdade da Palavra de Deus, eu não poderia aceitar a anti-bíblica eclesiologia Católica
romana, a qual, além de incluir funções eclesiásticas estranhas às Escrituras, como por exemplo o papado (do
qual já tratamos no item 11), além de incluir sacramentos inventados (dos quais já tratamos no item 21) e deturpar
as duas ordenanças de Jesus para Sua Igreja, ainda assim roga para si uma vergonhosa exclusividade e primazia
de Roma - algo jamais visto nas Escrituras. E faz isso sem nenhum respaldo bíblico, mas amplamente respaldada
e fomentada pela perniciosa soberba humana (v. Pv 16.18; 29.23; Lc 11.52; 22.24-26; Tg 4.6; 1 Pd 5.5).

25 - Não sou um católico romano, porque a satisfação de todos nossos pecados cometidos, quer seja antes ou
depois do batismo, é garantida exclusivamente pelo sacrifício único, perfeito e consumado de Cristo (Is 53.4-12;
Mt 1.21; Jo 1.29; At 20.28; Rm 4.20-25; 8.30-32; 1 Co 6.20; 1 Co 15.3-4; Gl 1.4; 3.9-14; Cl 2.13-14; Tt 2.14;1 Pd
1.18,19; I Pd 2.24; Hb 1.3; 2.9,17; 7.26-27; 9.22,26-28; 10.10-14; 1 Jo 1.7; 2.2; 4.10; 1 Pd 1.18; Ap 5.9; 7.14), o
qual é a propiciação pelos nossos pecados, conforme nos dizem as Sagradas Escrituras (1 Jo 2.2; 4.10; Hb 2.17 v.
tb. Rm 3.25).

Em Cristo, diz a Bíblia, temos a redenção pelo seu sangue (Rm 3.23; Cl 1.14; 1 Tm 2.6; Hb 9.12) e a "remissão
de pecados, segundo a riqueza de Sua graça" (Ef 1.7). Afinal, sabemos que "Dele todos os profetas dão
testemunho de que, por meio de seu nome, todo aquele que nele crê recebe remissão de pecados." (At 10.43; ver
tb At 13.39; Rm 5.1-2; Lc 1.77).

É precisamente por isso que, em vez de centrar-se nas boas obras ou Atos penitenciais dos crentes, a salvação
bíblica destaca a obra perfeita de Cristo, quanto "a purificação dos pecados" (Hb 1.3), efetuada na Cruz. É nessa
obra expiatória que o crente pode confiar (Jo 3.14-15; 1 Co 1.30-31; 2.2; Gl 6.14; Hb 9.12-14,26; Hb 10.10-18).
Crendo que Cristo é suficiente para apresentar os pecadores diante de Deus "com exultação, imaculados diante
da sua glória" (Jd 24; cf. Ef 1.4; Cl 1.22). Uma vez reconhecendo o Evangelho bíblico em toda a sua veracidade,
eu jamais poderia crer na idéia de que a satisfação por nossos pecados pode ser feita (mesmo que parcialmente)
através de penitências. Que tal pensamento pereça (Gl 1.8)!

Além disso, o verdadeiro arrependimento que a Bíblia faz menção (v., p.ex, Mc 1.15; Lc 24.44-45; At 17.30) não
é sinônimo de penitência (num sentido católico de satisfação pelos pecados). Biblicamente, o arrependimento é
visto como a mudança radical e volutária de mente no pecador (v. Jó 42.5-6; Sl 51.1-4; 119.59; Mt 21.29; 26.75; Lc
15.18; 18.13), a qual é concedida por Deus (At 11.18; 2 Tm 2.24-25), sendo conduzida e efetuada pelo Espírito
Santo (Jo 16.8; 2 Co 7.9-10).

26 - Não sou um católico romano, porque eles acendem velas para adorar a “Deus,” mas Is 50:11 mostra o que
acontecerá com as pessoas que praticam tais rituais; pois os apóstolos, e muito menos Jesus, nunca ensinaram
acender velas para adorar a Deus.

27 - Não sou um católico romano, porque eles ensinam um jejum inescriturístico, onde se pode