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Cidadania e Mundo Atual Curso de Educação e Formação – Tipo 2, nível II –

Cidadania e Mundo Atual

Cidadania e Mundo Atual Curso de Educação e Formação – Tipo 2, nível II – 1º

Curso de Educação e Formação – Tipo 2, nível II – 1º ano

Escola Secundária de Benavente

Escola Secundária de Benavente Módulo C2: Discriminação e Racismo: Todos Diferentes, Todos Iguais Dimensão Social e

Módulo C2: Discriminação e Racismo:

Todos Diferentes, Todos Iguais

Discriminação e Racismo: Todos Diferentes, Todos Iguais Dimensão Social e Cultural (Componente de Formação

Dimensão Social e Cultural (Componente de Formação Sociocultural)

Social e Cultural (Componente de Formação Sociocultural) Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível
Social e Cultural (Componente de Formação Sociocultural) Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível

Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível II - Cidadania e Mundo Atual – 1º Ano

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Escola Secundária de Benavente António Gedeão Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível II
Escola Secundária de Benavente António Gedeão Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível II

António Gedeão

Escola Secundária de Benavente António Gedeão Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível II
Escola Secundária de Benavente António Gedeão Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível II

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Escola Secundária de Benavente Racismo O racismo é a tendência do pensamento em que se dá

Racismo

Escola Secundária de Benavente Racismo O racismo é a tendência do pensamento em que se dá

O racismo é a tendência do pensamento em que se dá grande importância à noção da existência de

raças humanas distintas e superiores umas às outras. Onde existe a convicção de que alguns indivíduos

e sua relação entre características físicas hereditárias, e determinados traços de carácter e inteligência ou manifestações culturais, são superiores a outros. O racismo não é uma teoria científica, mas um conjunto de opiniões pré concebidas onde a principal função é valorizar as diferenças biológicas entre

os seres humanos, em que alguns acreditam ser superiores aos outros de acordo com sua matriz racial.

A crença da existência de raças superiores e inferiores foi utilizada muitas vezes para justificar a

escravidão, o domínio de determinados povos por outros, e os genocídios que ocorreram durante toda a história da humanidade.

Por outras palavras:

durante toda a história da humanidade. Por outras palavras: Fonte: Wikipédia O racismo é uma crença

Fonte: Wikipédia

O racismo é uma crença em que muitas pessoas acreditam que as capacidades humanas são determinadas pela raça ou pelo grupo étnico como é o caso do povo cigano. É expressado sobre a forma de uma afirmação de superioridade de um grupo social sobre outro. Pode manifestar-se de várias maneiras, sendo as mais comuns a discriminação, a violência e o abuso verbal.

comuns a discriminação, a violência e o abuso verbal. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo
comuns a discriminação, a violência e o abuso verbal. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo

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Escola Secundária de Benavente Como surgiu o racismo ? O racismo tem origem na cultura ocidental

Como surgiu o racismo ?

Escola Secundária de Benavente Como surgiu o racismo ? O racismo tem origem na cultura ocidental
Escola Secundária de Benavente Como surgiu o racismo ? O racismo tem origem na cultura ocidental

O racismo tem origem na cultura ocidental e está ligado às conceções que as pessoas elaboravam sobre a natureza humana. Este facto dava origem à descriminação dos seres humanos, tendo em vista a sua exploração. Existem vários períodos da história que nos apontam para o fenómeno do racismo. Na idade média a descriminação era feita com base na cultura e na condição social, logo quem fosse menos sábio ou tivesse menos riqueza era completamente descriminado. Já os gregos por exemplo, sentiam-se mais cultos que os outros povos. Os nobres Romanos tinham privilégios herdados ou atribuídos por reis, o que fazia com que houvesse uma ideia de superioridade em relação ao povo romano Costuma-se ligar o racismo à escravatura, mas este facto é muito relativo porque na antiguidade tanto uma pessoa branca como negra podia ser vendida como escrava. Numa perspetiva mais avançada o racismo começa a intensificar-se. A raça negra começa a ser considerada a mais inferior enquanto a branca é assumida como superior. Depois surge a ideia de uma raça perfeita. A raça ariana.

Depois surge a ideia de uma raça perfeita. A raça ariana. Professor: Joaquim Madruga - CEF
Depois surge a ideia de uma raça perfeita. A raça ariana. Professor: Joaquim Madruga - CEF

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Escola Secundária de Benavente Adolf Hitler, o temível ditador alemão, escravizou, descriminou e exterminou as raças

Adolf Hitler, o temível ditador alemão, escravizou, descriminou e exterminou as raças que segundo ele eram fracas. Desde Judeus, Árabes, negros, ciganos, deficientes ou homossexuais foram completamente arrasados pelo diplomata alemão.

Adolf Hitler foi um ditador alemão, que nasceu em 1889 na Áustria, filho de Alois Hitler e Klara Poezl. Hitler na sua infância tinha dificuldades económicas, não ter conseguindo terminar o liceu, devido a essas dificuldades. Passado algum tempo candidatou-se à escola de Belas Artes de Viena, na qual não foi aceite por alega falta de talento. Permaneceu na cidade de Viena até 1913, vivendo apenas dos seus desenhos e da pensão para os órfãos. Durante estes anos Hitler, tomou um grande conhecimento litúrgico, acabando por conhecer a política antidemocrata. Quando começou a 1ª Guerra Mundial, Hitler candidatou-se para o exército Bávaros, no qual chegou a ser cabo. Durante a guerra, recebeu várias medalhas devido à sua bravura e coragem. Depois da derrota alemã em 1918, regressou a Munique, mantendo-se no exército até 1920. Em 1919, juntou-se ao Partido Nacional Social dos Trabalhadores Alemães (Nazi, em alemão Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterparte), sendo em 1921 eleito como presidente do governo (Fuhrer), conseguindo neste momento tomar todas as decisões do partido sozinho. A partir da data em que foi eleito como presidente do partido Nazi, passou a aterrorizar os outros partidos com ações violentas, conseguindo assim dar a conhecer as suas ideias nacionalistas e racistas.

dar a conhecer as suas ideias nacionalistas e racistas. Estas ideias eram apoiadas por muitos militares

Estas ideias eram apoiadas por muitos militares do exército Bávaro e por alguns industriais. Em 1923 a Alemanha estava mergulhada num caos profundo, tendo por isso Hitler organizado um golpe de

caos profundo, tendo por isso Hitler organizado um golpe de Professor: Joaquim Madruga - CEF –
caos profundo, tendo por isso Hitler organizado um golpe de Professor: Joaquim Madruga - CEF –

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Escola Secundária de Benavente estado, tendo o qual fracassado, pois não tinha apoio do exército. Hitler

estado, tendo o qual fracassado, pois não tinha apoio do exército. Hitler por ser o chefe desta manifestação, foi condenado a cinco anos de prisão.

Durante o este período escreveu o seu famoso desabafo Mein Kampf (A minha luta), na qual ele conta a sua posição em relação à política. Em 1929 continuava na mesma crise, mas a ir para pior, pois o desemprego subia como nunca.

Nesta altura Hitler vê a sua porta no mundo político a abrir-se, e sem esperar mais ele tenta abrir a porta, fazendo propaganda às suas ideias para acabar com a crise, sendo elas as seguintes:

- Anulação do Tratado de Versalhes;

- Eliminação dos Judeus;

- Anulação das dívidas dos agricultores.

dos Judeus; - Anulação das dívidas dos agricultores. Graças a estas medidas e alguma repressão, por

Graças a estas medidas e alguma repressão, por parte do partido Nazi, este ganhou muitos apoiantes e por sua vez votos, foi um ano de crescimento no partido. Em 1932, devido a tanta intimidação e fraude o partido Nazi, consegue ganhar as eleições e Hitler passa a ter o cargo de chanceler alemão. Em 1933 são criados os primeiros campos de concentração, onde se encontravam judeus ou qualquer outra raça, etnia, ou mesmo deficientes e homossexuais. Nos anos seguintes Hitler acabou com os partidos da oposição para os tão temidos campos de concentração.Com tanta violência, os alemães começaram a apoiar Hitler, pois tinham medo de irem parar aos campos de concentração.

pois tinham medo de irem parar aos campos de concentração. Professor: Joaquim Madruga - CEF –
pois tinham medo de irem parar aos campos de concentração. Professor: Joaquim Madruga - CEF –

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Escola Secundária de Benavente Em 1934, o presidente alemão, Hindenburg, morre e Hitler passa a assumir

Em 1934, o presidente alemão, Hindenburg, morre e Hitler passa a assumir os dois cargos, de

chanceler e presidente, ou seja passa a ter todo o poder da Alemanha.

Em 1938, junta a Áustria à Alemanha e invade a Checoslováquia. Em 1939 invade a Polónia, com o

objetivo a de juntar à Alemanha, sendo neste preciso momento que se inicia a 2ª Guerra Mundial, na

qual irão perder a vida 50 milhões de pessoas.

Mundial, na qual irão perder a vida 50 milhões de pessoas. Depois de tantas mortes chega
Mundial, na qual irão perder a vida 50 milhões de pessoas. Depois de tantas mortes chega

Depois de tantas mortes chega a vez de ele próprio morrer, mas neste caso ninguém o mata; ele suicida-se em 1945, Berlim.

O racismo e os direitos humanos

A declaração do direito do homem, consagra a ideia de igualdade de todos os

seres humanos independentemente da sua raça. Religião, nacionalidade, idade

ou sexo. Muitos países já obedecem a estes princípios, o que não quer dizer

que todos o respeitem. Hoje em dia o ser humano, ainda é muito

discriminado. Porque? As razões são difíceis de explicar mas fundamentam-

se na ideia de pessoas terem hábitos de vida diferentes e uma cultura

diferente uns dos outros. O melhor exemplo desta situação é dado pelos

Estados Unidos da América, onde apenas nos anos 60 do século XX, acabaram as diferenças sociais e

legais de direitos entre negros e brancos, o que não impediu que as desigualdades continuassem.

Recentemente Barack Obama foi eleito o novo presidente do país. Um Afro – Americano a conduzir o

“Sonho americano”! Será que o racismo vai conhecer novas perspetivas? Veremos no futuro.

o racismo vai conhecer novas perspetivas? Veremos no futuro. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo
o racismo vai conhecer novas perspetivas? Veremos no futuro. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo
o racismo vai conhecer novas perspetivas? Veremos no futuro. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo

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Escola Secundária de Benavente Xenofobia A xenofobia é um medo excessivo, descontrolado e exagerado em relação

Xenofobia

Escola Secundária de Benavente Xenofobia A xenofobia é um medo excessivo, descontrolado e exagerado em relação

A xenofobia é um medo excessivo, descontrolado e exagerado em relação a pessoas estranhas, com as quais nós habitualmente não contactamos. O medo é uma resposta normal ao perigo ou ameaça. A intensidade dessa resposta varia de acordo com as diferentes situações e as diferentes pessoas. Esta doença incluir-se no grupo das perturbações fóbicas e é considerada uma fobia específica. Estas fobias são caracterizadas por ansiedade provocada pela exposição a uma situação ou objeto temido, que frequentemente conduz a um comportamento de evitamento. As pessoas que apresentam este medo persistente, irracional, excessivo e reconhecido como tal, tendem a evitar o contacto com estranhos uma vez que esta situação lhes provoca extrema angustia, ansiedade, aumento da tensão arterial e da frequência cardíaca. Nos casos mais graves podem, inclusive, ter um ataque de pânico. O evitamento, antecipação ansiosa ou mal-estar em relação à situação temida, interfere significativamente com as rotinas normais da pessoa, funcionamento ocupacional, relacionamentos e atividades sociais desenvolvidas.

relacionamentos e atividades sociais desenvolvidas. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível II -
relacionamentos e atividades sociais desenvolvidas. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível II -
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Escola Secundária de Benavente Discriminação racial O que se entende por discriminação racial ? Entende-se por

Discriminação racial

O que se entende por discriminação racial?

Entende-se por discriminação racial qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência em função da raça, cor, ascendência, origem nacional ou étnica, que tenha por objetivo ou produza como resultado a anulação ou restrição do reconhecimento, fruição ou exercício, em condições de igualdade, de direitos, liberdades e garantias ou de direitos económicos, sociais e culturais.

e garantias ou de direitos económicos, sociais e culturais. “A discriminação entre seres humanos com base

“A discriminação entre seres humanos com base em raça, cor ou origem étnica é uma ofensa à dignidade humana e será condenada como uma negação dos princípios da Carta das Nações Unidas, como uma violação dos direitos humanos e liberdades fundamentais proclamados na Declaração Universal de Direitos Humanos, como um obstáculo para relações amigáveis e pacíficas entre as nações, e como um fato capaz de perturbar a paz e a segurança entre os povos.”

(Declaração sobre a eliminação de todas as formas de discriminação racial, ONU, 1963.)

Atualmente o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial é comemorado todos os anos. A data foi instituída pela ONU devido ao Massacre de Sharpeville, ocorrido na cidade de mesmo nome, na África do Sul, em 1960. Esse massacre ocorreu na cidade de Sharpeville, na província de Gauteng, na África do Sul, um protesto, realizado pelo Congresso Pan-Africano (PAC). O protesto pregava contra a Lei do Passe, que obrigava os negros da África do Sul a usarem um cartão, no qual estava escrito a onde eles podiam e deviam ir. Cerca de cinco mil manifestantes reuniram-se em Sharpeville, uma cidade negra nos arredores de Johannesburg, e marcharam calmamente, num protesto pacífico. A polícia sul-africana conteve o protesto com rajadas de metralhadora. Morreram 69 negros, e cerca de 180 ficaram feridos. Após esse dia, a opinião pública mundial focou sua atenção pela primeira vez na questão do Apartheid, e aos horrores que estavam sendo realizados na África do Sul, no dia 21 de

que estavam sendo realizados na África do Sul, no dia 21 de Professor: Joaquim Madruga -
que estavam sendo realizados na África do Sul, no dia 21 de Professor: Joaquim Madruga -

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Escola Secundária de Benavente Novembro de 1969, a ONU implementou o Dia Internacional Contra a Discriminação

Novembro de 1969, a ONU implementou o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, que passou a ser comemorado todo dia 21 de Março.

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se elas podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o oposto. A bondade ´ humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta."

Nelson Mandela

que pode ser oculta, jamais extinta." Nelson Mandela CASO REAL : Esta cena aconteceu num voo

CASO REAL:

Esta cena aconteceu num voo da British Airways entre Johannesburgo (África do Sul) e Londres. Uma mulher (branca), de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar em classe económica e viu que estava ao lado de um passageiro negro. Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo. "Qual o problema, senhora"? - perguntou a comissária. "Não está a ver? - respondeu a senhora - "vocês colocaram-me ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Tem de me dar outro lugar!". "Por favor, acalme-se” - disse a hospedeira - "infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível". A comissária afasta-se e volta alguns minutos depois. "Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre em classe económica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar. Temos apenas um lugar na primeira classe". E, antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua:

"Veja, é incomum que a nossa companhia permita que um passageiro da classe económica se sente na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável". E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu: "Portanto, senhor, caso queira, por favor, pegue na sua bagagem de mão, pois reservamos para si um lugar na primeira classe "

pois reservamos para si um lugar na primeira classe " Professor: Joaquim Madruga - CEF –
pois reservamos para si um lugar na primeira classe " Professor: Joaquim Madruga - CEF –

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Escola Secundária de Benavente E TODOS OS PASSAGEIROS PRÓXIMOS, QUE, ESTUPEFACTOS, ASSISTIAM À CENA, COMEÇARAM A

E TODOS OS PASSAGEIROS PRÓXIMOS, QUE, ESTUPEFACTOS, ASSISTIAM À CENA, COMEÇARAM A APLAUDIR, ALGUNS DE PÉ!

ASSISTIAM À CENA, COMEÇARAM A APLAUDIR, ALGUNS DE PÉ! O ANO EUROPEU DA IGUALDADE DE OPORTUNIDADES

O ANO EUROPEU DA IGUALDADE DE OPORTUNIDADES PARA TODOS (AEIOT)

O Ano Europeu para a Igualdade de Oportunidades para Todos 2007 pretende, como objetivo geral,

sensibilizar a população para os benefícios de uma sociedade mais justa e solidária, através da

promoção da igualdade e da não discriminação.

PROMOVER UMA EFETIVA IGUALDADE DE OPORTUNIDADES

O Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos é uma oportunidade ímpar,

para promover a dimensão da diversidade humana e o respeito pelos direitos fundamentais de todos os cidadãos independentemente do sexo, origem étnica ou racial, religião ou crença, deficiência, idade ou orientação sexual. No caso específico da discriminação que os

cidadãos enfrentam em razão da Deficiência, o Ano Europeu cria-nos, uma vez mais, novas oportunidades. Está lançado o desafio para que, em conjunto, reforcemos a aplicação das medidas legislativas que garantem os seus direitos e a sua integração.

OS EUROPEUS E AS DISCRIMINAÇÕES

Segundo o inquérito, realizado para preparar o Ano Europeu, mais de metade dos Europeus (51%) pensam que não se está a fazer o suficiente para combater a discriminação nos respetivos países. Uma grande maioria dos inquiridos é da opinião que a discriminação é muito comum (64%). Em geral, os resultados confirmam que os europeus estão prontos para a mudança, com uma ampla maioria a favor da adoção de medidas destinadas a promover a igualdade de oportunidades para todos os domínios do emprego.

de oportunidades para todos os domínios do emprego. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,
de oportunidades para todos os domínios do emprego. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,

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Escola Secundária de Benavente Quais são as práticas consideradas discriminatórias? Consideram-se práticas

Quais são as práticas consideradas discriminatórias?

Consideram-se práticas discriminatórias as ações ou omissões que, em razão da pertença de qualquer pessoa a determinada raça, cor, nacionalidade ou origem étnica, violem o principio da igualdade, designadamente:

a) A adoção de procedimento, medida ou critério, diretamente pela entidade empregadora ou através de instruções dadas aos seus trabalhadores ou a agência de emprego, que subordine a fatores de natureza racial a oferta de emprego, a cessação de contrato de trabalho ou a recusa de contratação;

b) A produção ou difusão de anúncios de ofertas de emprego, ou outras formas de publicidade ligada à pré-seleção ou ao recrutamento, que contenham, direta ou indiretamente, qualquer especificação ou preferência baseada em fatores de discriminação racial;

c) A recusa de fornecimento ou impedimento de fruição de bens ou serviços, por parte de qualquer pessoa singular ou coletiva;

d) O impedimento ou limitação ao acesso e exercício normal de uma atividade económica por qualquer pessoa singular ou coletiva;

e) A recusa ou condicionamento de venda, arrendamento ou subarrendamento de imóveis;

f) A recusa de acesso a locais públicos ou abertos ao público,

g) A recusa ou limitação de acesso aos cuidados de saúde prestados em estabelecimentos de saúde públicos ou privados;

h) A recusa ou limitação de acesso a estabelecimento de ensino público ou privado;

i) A constituição de turmas ou a adoção de outras medidas de organização interna nos estabelecimentos de ensino público ou privado, segundo critérios de discriminação racial, salvo se tais critérios forem justificados pelos objetivos referidos na lei;

j) A adoção de prática ou medida por parte de qualquer órgão, funcionário ou agente da administração direta ou indireta do Estado, das Regiões Autónomas ou das autarquias locais, que condicione ou limite a prática do exercício de qualquer direito;

ou limite a prática do exercício de qualquer direito; Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo
ou limite a prática do exercício de qualquer direito; Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo

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Escola Secundária de Benavente l) A adoção por entidade empregadora de prática que no âmbito da

l) A adoção por entidade empregadora de prática que no âmbito da relação laboral discrimine um trabalhador ao seu serviço;

m) A adoção de ato em que, publicamente ou com intenção de ampla divulgação, pessoa singular ou coletiva emita uma declaração ou transmita uma informação em virtude da qual um grupo de pessoas seja ameaçado, insultado ou aviltado por motivos de discriminação racial.

É proibido despedir, aplicar sanções ou prejudicar por qualquer outro meio o trabalhador por motivo do exercício de direito ou de ação judicial contra prática discriminatória.

O Apartheid na África do Sul

prática discriminatória. O Apartheid na África do Sul Já ouviste falar em Apartheid? Sabes o que

Já ouviste falar em Apartheid?

Sabes o que significa?

"O apartheid foi um dos regimes de discriminação mais cruéis de que se tem notícia no mundo. Ele vigorou na África do Sul de 1948 até 1990 e durante todo esse tempo esteve ligado à política do país. A antiga Constituição sul-africana incluía artigos onde era clara a discriminação racial entre os

maioria na população.

Ingleses e africânders, para minimizar a inferioridade numérica, fecharam em 1911 o primeiro acordo para a aprovação de leis segregacionistas contra a população negra. A política de segregação racial seria oficializada em 1948, com a chegada ao poder do Partido Nacional. O candidato Daniel Malan, simpatizante da ideologia nazista, elegeu-se usando na campanha a palavra "apartheid', que em africâner significa separação.

cidadãos, mesmo os negros sendo

significa separação. cidadãos, mesmo os negros sendo Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível
significa separação. cidadãos, mesmo os negros sendo Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível

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Escola Secundária de Benavente Apartheid, “vida separada”, é uma palavra de origem africana adotada legalmente em
Escola Secundária de Benavente Apartheid, “vida separada”, é uma palavra de origem africana adotada legalmente em

Apartheid, “vida separada”, é uma palavra de origem africana adotada legalmente em 1948 na África

do Sul. Foi um dos regimes mais cruéis que já existiu. Teve origem no inicio do séc. XVII, altura em

que muitos países colonizaram a África, como a Holanda, a França e a Alemanha. Estes queriam criar

uma raça perfeita, só de brancos. Achavam que foram escolhidos por Deus, desta forma puseram em

prática na África do Sul a separação de negros e brancos.

O Apartheid refletia-se na habitação, no emprego, nos serviços públicos…, pois os negros não podiam

ser proprietários de terras, eram excluídos do governo nacional e de diversos empregos (normalmente

trabalhavam nas minas e eram empregados sem direitos dos brancos). Eram obrigados a viver em

zonas residenciais separadas das dos brancos, sobrelotadas e sem o mínimo de condições,

nomeadamente falta de eletricidade, saneamento e água potável.

As

confiscadas.

propriedades

dos

negros

foram-lhes

Na saúde, a discriminação também se sentia:

hospitais para brancos, bem equipados e sem falta

de médicos e enfermeiros. Hospitais para negros

mal equipados e com falta de pessoal. Uma

ambulância branca não levaria um negro.

A educação de cada criança negra custava ao

estado apenas 1/10 de cada criança branca. As

poucas universidades de alta qualidade eram

reservadas aos brancos.

(Entrada de um Museu: portas para brancos e portas para negros)

(Entrada de um Museu: portas para brancos e portas para negros)

de um Museu: portas para brancos e portas para negros) Professor: Joaquim Madruga - CEF –
de um Museu: portas para brancos e portas para negros) Professor: Joaquim Madruga - CEF –

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Escola Secundária de Benavente As leis eram bem mais rigorosas para os negros, a título de

As leis eram bem mais rigorosas para os negros, a título de exemplo: o sexo inter-racial era proibido, o negro que violasse uma branca ficava sujeito à pena de morte, mas um branco que violasse uma negra pagava uma multa ou nem isso.

Para lutar contra essas injustiças os negros uniram-se e criaram o Congresso Nacional Africano – CNA, uma organização clandestina, cujo líder foi Nelson Mandela, que chegou a ser preso, em 1962 e condenado à prisão perpétua após o CNA ter optado pela luta armada depois de um grande massacre em Sharpeville. Em 1973 a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) condenou as atitudes que ocorreram na África do Sul e classificou-as como crime.

Na década de 80, Frederik de Klerk chegou a presidente. Em 2 de Fevereiro de 1990, na abertura do Parlamento, de Klerk declarou que o Apartheid havia fracassado e que as proibições aos partidos por parte dos negros e também o embargo económico implantado pelo governo Norte-americano em 1986 foram decisivos para a abolição do Apartheid. Nelson Mandela foi libertado mas a extinção daquele regime só ocorreu realmente quando Nelson Mandela alcançou a presidência, após eleições em que pela primeira vez os negros votaram.

após eleições em que pela primeira vez os negros votaram. (Esta placa é bastante elucidativa deste

(Esta placa é bastante elucidativa deste regime. Nela pode-se ler um aviso para todos os nativos, índios ou mestiços. Eles são avisados que, se entrarem nestas instalações durante a noite, serão alvejados por guardas e posteriormente devorados por cães, ou seja, serão dados como desaparecidos. Esta é uma das muitas placas de sinalização de perigo destinadas a todas as pessoas que não fossem de “raça branca”).

a todas as pessoas que não fossem de “raça branca”). Professor: Joaquim Madruga - CEF –
a todas as pessoas que não fossem de “raça branca”). Professor: Joaquim Madruga - CEF –

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Escola Secundária de Benavente MARTIN LUTHER KING Quem somos nós? Somos descendentes de escravos. Somos a

MARTIN LUTHER KING

Quem somos nós? Somos descendentes de escravos. Somos a prole de homens e mulheres dignos que foram arrancados de seus lares e acorrentados em navios como animais. Somos os herdeiros de um grande e explorado continente conhecido como África. Somos os herdeiros de um passado de humilhação, fogo e assassinato. Eu pessoalmente não me envergonho desse passado. Envergonho-me, sim, daqueles que se tornaram desumanos a ponto de torturar-nos desse modo.

(Martin Luther King).

Os Estados Unidos, terra da liberdade, apregoado aos quatro cantos do mundo como o país das oportunidades, defensor da democracia e dos direitos individuais tem na sua história uma terrível história de dor e sofrimento relacionada à sua comunidade negra. Desde a libertação do país do jugo colonial inglês, no final do século XVIII, num dos mais célebres momentos de luta pela independência de que se tem notícia no mundo, a pátria de George Washington viu-se dividida entre dois polos quanto à questão racial: havia aqueles que amparavam o segregacionismo e muitos outros que se indignavam com o racismo. Os racistas escondiam-se debaixo de lençóis e assassinavam covardemente a crianças, adultos e idosos negros simplesmente em virtude de suas origens étnicas e raciais. Casas eram queimadas, pessoas eram arbitrariamente presas e espancadas, reuniões de negros eram proibidas e dispersadas com brutalidade.

Dizem que alguns de nós somos agitadores

Enquanto os negros não forem livres, os brancos não serão livres

o meu país. Vou viver aqui nos Estados Unidos pelo resto de minha vida. Não sou um forasteiro. Qualquer pessoa que vive nos Estados Unidos não é um forasteiro nos

Eu estou aqui porque amo

Eu estou aqui porque amo os brancos.

Estados Unidos.

(Martin Luther King)

A Luta de Martin Luther King

Martin Luther King nasceu a 15 de Janeiro de 1929 nos Estados Unidos da América. Luther King, na sua infância e adolescência era um bom aluno, tendo licenciado em Teologia na Pensilvânia, em 1951,

tendo licenciado em Teologia na Pensilvânia, em 1951, Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,
tendo licenciado em Teologia na Pensilvânia, em 1951, Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,

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Escola Secundária de Benavente tendo depois seguido para a universidade de Boston para fazer o seu

tendo depois seguido para a universidade de Boston para fazer o seu doutoramento, o qual acabou em

1955.

Boston para fazer o seu doutoramento, o qual acabou em 1955. Nesta época os negros eram

Nesta época os negros eram discriminados, chegando a viver em bairros diferentes dos brancos e a não puderem andar nos mesmos transportes dos brancos. Devido a esta discriminação, Rosa Parks, senhora pertencente à paróquia onde Martin Luther King foi ministro batista, foi presa por não ter cedido o seu lugar no autocarro a um branco. Foi neste momento que surgiram grandes protestos da comunidade afro-americana, chegando esta a recusar-se a utilizar os transportes públicos enquanto esta discriminação continuasse, Martin como qualquer outro negro juntou-se a estes protestos chegando a ser ele mesmo a comandar os protestos. Passado um ano o supremo tribunal Americano, declara inconstitucional que nos transportes públicos existisse segregação. Sendo aqui e neste momento que começa a grande viagem de Martin Luther King, tendo esta começada muito bem com uma vitória para a comunidade negra. Em 1958 Martin Luther King sobrevive a um atentado em Nova Iorque.

Martin Luther King sobrevive a um atentado em Nova Iorque. Professor: Joaquim Madruga - CEF –
Martin Luther King sobrevive a um atentado em Nova Iorque. Professor: Joaquim Madruga - CEF –
Martin Luther King sobrevive a um atentado em Nova Iorque. Professor: Joaquim Madruga - CEF –

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Escola Secundária de Benavente Em 1960 muda-se para Atlanta, para trabalhar a tempo inteiro na Southern

Em 1960 muda-se para Atlanta, para trabalhar a tempo inteiro na Southern Christian Leader-ship Conference, a qual foi ajudada a fundar por Martin. Aqui ele fazia várias manifestações em prol da liberdade, sendo por causa disso que Martin Luther King foi preso várias vezes. Em 1963 Martin escreveu uma carta, agora muito conhecida, à igreja a pedir apoio para lutar contra o racismo, sendo esta carta denominada “Carta da Prisão de Birmingham”.

Em 1963, no mês de Agosto, numa manifestação contra o racismo que contava com cerca de 250 000 manifestantes, sendo 50 000 desses brancos. Em Washington nesse mesmo dia, perante a emoção dos presentes é que Martin pronunciou a sua célebre frase «I have a Dream». A partir desta data os negros ganharam o apoio da opinião pública, como do governo federal e a partir daqui foram conseguindo que os seus direitos fossem reconhecidos.

Com tantas vitórias por parte do Martin Luther King, em 1964 foi reconhecido internacionalmente, tendo ganho o prémio Nobel da Paz. Martin ainda querendo continuar o seu trabalho, organizou a “Campanha dos Pobres” que tinha como objetivo juntar todos os pobres numa manifestação contra a pobreza. Em Abril de 1968 foi assassinado em Memphis, Tenessee, por um branco que havia escapado da prisão.

Tenessee, por um branco que havia escapado da prisão. O seu legado tornou-se uma das mais

O seu legado tornou-se uma das mais importantes contribuições à paz, a liberdade e a igualdade da humanidade.

à paz, a liberdade e a igualdade da humanidade. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo
à paz, a liberdade e a igualdade da humanidade. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo
à paz, a liberdade e a igualdade da humanidade. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo

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Escola Secundária de Benavente SOS Racismo Esta associação de apoio a vítimas de racismo existe desde
Escola Secundária de Benavente SOS Racismo Esta associação de apoio a vítimas de racismo existe desde
Escola Secundária de Benavente SOS Racismo Esta associação de apoio a vítimas de racismo existe desde

SOS Racismo

Esta associação de apoio a vítimas de racismo existe desde 1990. Esta associação sem fins lucrativos, tem como objetivo não só apoiar a vítimas de racismo, como lutar para conseguir uma sociedade mais justa, na qual qualquer pessoa de qualquer raça, tenha os mesmos direitos de outra qualquer. Em 1996 esta associação recebeu o estatuto de utilidade pública.

A SOS Racismo trabalha com outras associações europeias contra o racismo de forma a que o racismo seja combatido em toda a Europa. Esta associação para fazer com que esta diferença diminua contribuí com:

- Infraestruturas de apoio a minorias étnicas e a populações de imigrantes;

- Cooperação no desenvolvimento de uma justiça que condena-se os comportamentos racistas ou xenófobos;

- Alertam as diversas etnias e imigrantes para os seus direitos.

as diversas etnias e imigrantes para os seus direitos. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo
as diversas etnias e imigrantes para os seus direitos. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo

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Escola Secundária de Benavente Existem várias associações de apoio às vítimas, apesar de só falarmos desta.

Existem várias associações de apoio às vítimas, apesar de só falarmos desta. Na sociedade de hoje, já ninguém, ou quase ninguém é a favor do racismo, por isso criam-se estas associações de apoio à vítima.

por isso criam-se estas associações de apoio à vítima. A imigração em Portugal O processo de

A imigração em Portugal

associações de apoio à vítima. A imigração em Portugal O processo de imigração em Portugal teve

O processo de imigração em Portugal teve vários momentos. Nos dias de hoje, com a imigração proveniente das suas ex- colónias, da Europa de Leste, ou, até mesmo, a imigração sénior de luxo proveniente de outros países da União Europeia, que devido à criação desse espaço comum e ao desejo dos europeus do Norte da Europa se fixarem nos países do Sul para passarem o resto das suas vidas, depois de uma vida de trabalho. Portugal, tal como a Espanha, passou de um país de

emigração para um país de imigração, ou seja, a entrada de pessoas é superior à saída. As maiores comunidades imigrantes legais em Portugal (em 2005) foram os brasileiros, ucranianos, cabo-verdianos e angolanos. No entanto, todas estas comunidades foram as maiores em diferentes anos, que foi sendo rapidamente suplantada por outras provenientes de ondas migratórias mais recentes.

O SOS RACISMO pretende contribuir para lançar os alicerces de um verdadeiro debate sobre a imigração em Portugal e na Europa.

debate sobre a imigração em Portugal e na Europa. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo
debate sobre a imigração em Portugal e na Europa. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo

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Escola Secundária de Benavente Cidadãos Estrangeiros Residentes em Território Nacional, 1980-2005 Origem dos Imigrantes

Cidadãos Estrangeiros Residentes em Território Nacional, 1980-2005

Estrangeiros Residentes em Território Nacional, 1980-2005 Origem dos Imigrantes em Portugal Professor: Joaquim Madruga

Origem dos Imigrantes em Portugal

Nacional, 1980-2005 Origem dos Imigrantes em Portugal Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível
Nacional, 1980-2005 Origem dos Imigrantes em Portugal Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível
Nacional, 1980-2005 Origem dos Imigrantes em Portugal Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível

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Escola Secundária de Benavente O grande surto da imigração em Portugal, deu-se nos anos 90, em

O grande surto da imigração em Portugal, deu-se nos anos 90, em virtude de uma série de efeitos conjugados:

1. A profunda crise em que mergulhou o continente africano e a América Latina. O crescimento desigual da riqueza a nível mundial tornou os ricos mais ricos e os pobres cada vez mais endividados;

2. A derrocada da ex-União Soviética, a partir de 1989, entre outras consequências teve a de engrossar o contingente de imigrantes à escala mundial;

3. O desenvolvimento económico que se regista em Portugal, depois da adesão à CEE, em 1986, trouxe consigo o crescimento exponencial das obras públicas que não tardaram a atrair milhares de imigrantes.

A proveniência dos imigrantes diversifica-se, e estes espalham-se por todo o país. Hoje nas aldeias

mais recônditas é possível encontrar imigrantes. Facto que só por si constituí uma completa novidade.

O Quadro Negro do Acolhimento

A presença dos imigrantes desperta sempre sentimentos e reações contraditórias, mesmo quanto estes

vêm suprimir recursos humanos que escasseiam, e que se perspetiva que se venham a agravar ainda

mais no futuro.

À semelhança do que ocorre em todos os fluxos emigratórios, repetem-se em Portugal os mesmos

problemas e dramas humanos: Seres humanos violentados nos seus direitos mais básicos. Trata-se uma dimensão de imigração exposta e explorada quotidianamente pela imprensa. Importa agora destacar

alguns dos seus aspetos.

Entregues à sua sorte, em terra amiga mas estranha, se não na língua, pelo menos na cultura, hábitos e costumes, estes imigrantes sofrem de três terríveis males: a precaridade de condição, a solidão e falta de interpretes fiáveis com a realidade em que vivem.

O primeiro do males marca desde logo o imigrante, remetendo-o para os piores trabalhos e condições

salariais. O imigrante faz o que os naturais se recusam a fazer, as suas escolhas são mínimas. Por mais

qualificado e produtivo que seja está, em geral, “condenado” a receber muito menos pelo seu trabalho. Neste caso também aqui trabalho igual não significa salário igual.

também aqui trabalho igual não significa salário igual. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,
também aqui trabalho igual não significa salário igual. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,

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Escola Secundária de Benavente O segundo mal - a solidão -, produz frequentemente a tendência para

O segundo mal - a solidão -, produz frequentemente a tendência para os comportamentos

autodestrutivos (suicídio, alcoolismo, etc.). Trata-se de um drama vivido intimamente pela maioria dos

imigrantes que por vezes conhece um desfecho trágico.

O terceiro decorre das dificuldades de comunicação. Vivendo uma situação de enorme fragilidade, os

imigrantes procuram entre os seus pares a segurança e força indispensável para enfrentarem as diversas

situações. Se a sua comunidade vive em alojamentos precários, será provavelmente nestes ambientes degradados que se fará a sua integração social. Esta integração torna-se deste modo no primeiro passo para um longo processo de auto-segregação que os irá impedir de se afirmarem na sociedade que os acolhe.

Mais tarde, estas situações que foram aceites como “naturais”, serão vividas pelos seus filhos como humilhantes e discriminatórias.

É neste contexto que a questão os seus direitos, está quase sempre no fim de uma longa cadeia de

aspirações e desejos, onde à cabeça estão preocupações mais imediatas como a sobrevivência, o

trabalho, o alojamento, a legalização, o português com língua de comunicação, a família, etc. Este é

um dos pontos fundamentais que condiciona a afirmação e integração dos imigrantes na sociedade e os leva a aceitarem, por vezes, situações reconhecidamente degradantes.

Para a população que os recebe, a vinda de estrangeiros para se fixarem e trabalharem no seu país, é entre outros aspetos marcada pela dimensão do seu número. Poucos passam despercebidos e sobretudo são facilmente integráveis. Mas quando são bastante significativos, como é o caso atual em Portugal, não deixam de despertar reações que se podem traduzir em sentimentos de ameaça. Ameaça por uma possível diminuição dos empregos disponíveis, mas também pelo medo uma perca da identidade cultural. É neste terreno movediço, onde se alimenta o racismo e xenofobia, que muitos atentados contra os direitos humanos são cometidos. Nem sempre estas reações se manifestam de forma flagrante, frequentemente assumem uma dimensão institucional. As estatísticas demonstram que a probabilidade de se ser preso e severamente punido é muito maior para os imigrantes do que para os portugueses, exceto se estes forem negros.

Reconhecimento da Dignidade e dos Direitos

A questão da imigração não pode ser separada da questão mais vasta dos direitos humanos. É preciso

em primeiro lugar pôr fim à lógica utilitarista dominante, onde os seres humanos são encarados como mera mercadoria.

onde os seres humanos são encarados como mera mercadoria. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo
onde os seres humanos são encarados como mera mercadoria. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo

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Escola Secundária de Benavente No atual contexto português, no quadro de um projeto humanista assente na

No atual contexto português, no quadro de um projeto humanista assente na convicção que é possível construirmos um mundo de seres humanos livres e iguais em direitos e dignidade, destacamos alguns objetivos mobilizadores:

1. A promoção de políticas de integração que garantam a todos os trabalhadores imigrantes um tratamento igual a todos os trabalhadores nacionais, e assegure a todos eles, legais ou ilegais, o respeito pelos direitos humanos. Como a experiência demonstra esta é a forma mais consequente para acabar com o tráfico e a escravatura de seres humanos. 2. A promoção do conhecimento da língua portuguesa entre os imigrantes. Sem a aquisição deste instrumento básico de comunicação é sabido que os imigrantes se tornam presa fácil dos mais “variados interpretes locais da realidade”, nomeadamente de redes mafiosas. 3. A promoção do conhecimento da identidade cultural dos vários grupos de imigrantes, de forma a possibilitar o seu efetivo reconhecimento como seres humanos, ultrapassando a sua humilhante identificação como meros instrumentos de trabalho. Na verdade só se está disponível para aceitar como igual aquilo que se conhece.

4. O empenho efetivo do Estado na solução das questões relacionadas com a imigração clandestina,

nomeadamente através de acordos bilaterais entre os países de e/imigração, projetos de cooperação específicos e oportunidades mais amplas de obtenção da permanência legal no pais.

5.

A formação dos agentes da Administração Pública sobre a realidade da imigração, o respeito pela dignidade de cada pessoa, independentemente de sua origem.

6.

denúncia e o combate ao tráfico de seres humanos.

É preciso, por último, promover uma conceção positiva da imigração a partir daquilo que a história nos mostra. A imigração não constitui uma ameaça à identidade cultural dos povos, mas pelo contrário representa uma enorme oportunidade para que estes se enriqueçam com novas experiências e saberes alargando-lhes os horizontes.

UMA VISTA DE OLHOS POR CERTAS DEFINIÇÕES E CONCEITOS

“O racismo começa quando a diferença, real ou imaginária, é usada para justificar uma agressão. Uma agressão que assenta na incapacidade para compreender o outro, para aceitar as diferenças e para se empenhar no diálogo”.

Mário Soares, antigo presidente de Portugal

no diálogo”. Mário Soares, antigo presidente de Portugal Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,
no diálogo”. Mário Soares, antigo presidente de Portugal Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,

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Escola Secundária de Benavente “O racismo consiste em crer que certas pessoas são superiores a outras

“O racismo consiste em crer que certas pessoas são superiores a outras devido a pertencer a uma raça

específica. Os racistas definem uma raça como sendo um grupo de pessoas que têm a mesma

ascendência. Diferenciam as raças com base em características físicas como a cor de pele e o aspecto

do cabelo. Investigações recentes provam que a (raça) é um conceito inventado. A noção de (raça) não

possui qualquer fundamento biológica. A palavra (racismo) é igualmente usada para descrever um

comportamento abusivo ou agressivo para com os membros de uma (raça inferior). O racismo reveste-

se de várias formas nos diversos países, consoante a sua história, cultura e outros factores sociais. Uma

forma relativamente recente de racismo, por vezes denominada (diferenciação étnica ou cultural),

defende que todas as raças e culturas são iguais, mas não se deviam misturar, de maneira a conservar a

sua originalidade. Não existe nenhuma prova científica da existência de raças diferentes. A biologia só

identificou uma raça: a raça humana.

«A Europa é uma sociedade multicultural e multinacional que se enriquece com esta variedade. No entanto, a constante presença do racismo na nossa sociedade não pode ser ignorada. O racismo toca toda a gente. Degrada as nossas comunidades e gera insegurança e medo.»

Pádraig Flynn, Comissário Europeu

«A criatividade só pode ter origem na diferença.»

Yehudi Menuhin, violinista e defensor dos direitos do Homem

Yehudi Menuhin, violinista e defensor dos direitos do Homem «O racismo começa quando a diferença, real

«O racismo começa quando a diferença, real ou imaginária, é usada para justificar uma agressão. Uma

agressão que assenta na incapacidade para compreender o outro, para aceitar as diferenças e para se

empenhar no diálogo.»

Mário Soares, antigo Presidente de Portugal

no diálogo.» Mário Soares, antigo Presidente de Portugal Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,
no diálogo.» Mário Soares, antigo Presidente de Portugal Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,

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Escola Secundária de Benavente « Preconceito : opinião desfavorável relativamente a uma pessoa ou um grupo
Escola Secundária de Benavente « Preconceito : opinião desfavorável relativamente a uma pessoa ou um grupo

«Preconceito: opinião desfavorável relativamente a uma pessoa ou um grupo formada sem conhecimento, razão ou causa.Poder: capacidade para fazer mover as coisas, as possuir e as controlar.Diferença entre racismo e preconceito: o preconceito pode significar o desprezo por alguém antes mesmo de saber o que quer que seja sobre ele, mas sem ter, necessariamente, o poder de influenciar a sua vida negativamente. Quanto ao racismo, está relacionado com o funcionamento de toda uma sociedade e inclui o poder de pôr os preconceitos racistas em acção. A maioria tem poder sobre a minoria e pode, intencionalmente ou não, praticar actos racistas. Assim, o racismo implica ter o poder para discriminar e prejudicar as pessoassob pretexto de serem diferentes.”

Conselho da Juventude Britânico

«O racismo consiste em crer que certas pessoas são superiores a outras devido a pertencerem a uma raça específica. Os racistas definem uma raça como sendo um grupo de pessoas que têm a mesma ascendência. Diferenciam as raças com base em características físicas como a cor da pele e o aspecto do cabelo. Investigações recentes provam que a “raça” é um conceito inventado. A noção de ‘”raça” não possui qualquer fundamento biológico. A palavra racismo é igualmente usada para descrever um comportamento abusivo ou agressivo para com os membros de uma “raça” inferior. O racismo reveste-

se de várias formas nos diversos países, consoante a sua história, cultura e outros factores sociais. Uma forma relativamente recente de racismo, por vezes denominada “diferenciação étnica ou cultural”,

defende que todas as raças e culturas são iguais, mas não se deviam misturar, de maneira a conservar a sua originalidade. Não existe nenhuma prova científica da existência de raças diferentes. A biologia só identificou uma raça: a raça humana.

A intolerância é uma falta de respeito pelas práticas e convicções do outro. Aparece quando alguém

recusa deixar outras pessoas agirem de maneira diferente e terem opiniões diferentes. A intolerância pode conduzir ao tratamento injusto de certas pessoas em razão das suas convicções religiosas, sexualidade ou mesmo da sua maneira de vestir ou de pentear. A intolerância não aceita a diferença. Está na base do racismo, do anti-semitismo, da xenofobia e da discriminação em geral.

Frequentemente, a intolerância pode conduzir à violência.

Frequentemente, a intolerância pode conduzir à violência. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível
Frequentemente, a intolerância pode conduzir à violência. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível

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Escola Secundária de Benavente A igualdade é a característica do que é igual. O que significa
Escola Secundária de Benavente A igualdade é a característica do que é igual. O que significa
Escola Secundária de Benavente A igualdade é a característica do que é igual. O que significa

A igualdade é a característica do que é igual. O que significa que nenhuma pessoa é mais importante

que outra, quaisquer que sejam os seus pais e a sua condição social. Naturalmente, as pessoas não têm

os mesmos interesses e as mesmas capacidades, nem estilos de vida idênticos.

e as mesmas capacidades, nem estilos de vida idênticos. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo
e as mesmas capacidades, nem estilos de vida idênticos. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo

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Escola Secundária de Benavente Consequentemente, a igualdade entre as pessoas significa que todos têm os mesmos

Consequentemente, a igualdade entre as pessoas significa que todos têm os mesmos direitos e as mesmas oportunidades. No domínio da educação e do trabalho, devem dispor de oportunidades iguais, apenas dependentes dos seus esforços.

A igualdadede só se tornará uma realidade quando todos tiverem, em termos idênticos, acesso ao

alojamento, àsegurança social, aos direitos cívicos e à cidadania.

O interculturalismo consiste em pensar que nós no enriquecemos através do conhecimento de outras

culturas e dos contactos que temos com elas e que desenvolvemos a nossa personalidade ao encontrá- las. As pessoas diferentes deveriam poder viver juntas apesar de terem culturas diferentes. O interculturalismo é a aceitação e o respeito pelas diferenças. Crer no interculturalismo é crer que se pode aprender e enriquecer através do encontro com outras culturas.»

UNIDOS para uma acção intercultural

«Existe um certo número de etapas que conduzem à discriminação activa, à violência e mesmo à purificação étnica e ao genocídio.

CATEGORIZAÇÃO: fazer generalidades e dividir as nossas experiências em categorias de modo a facilitar a nossa maneira de gerir o mundo à nossa volta. Dividem-se e rotulam-se as pessoas e os grupos.

ESTEREOTIPAR: quando se rotulam as pessoas, é tentador fazer-se uso de estereótipos. Os estereótipos são juízos de valor com base em informação insuficiente. Há estereótipos positivos e negativos, mas acreditar num estereótipo negativo e exacerbá-lo pode tornar-se perigoso e pode conduzir ao…

PRECONCEITO: composto por ideias criadas num leque de emoções e, de factos insuficientes. Um

preconceito é frequentemente constituído sem qualquer fundamento e, no entanto, é aceite sem ser posto em causa. Há por vezes contrastes entre nós e eles. Os preconceitos podem levar a comportamentos hostis em presença do grupo em questão. As reacções seguintes derivam do

preconceito:

EVITAR: evitar o grupo, não lhe falar, não o querer encontrar.

: evitar o grupo, não lhe falar, não o querer encontrar. Professor: Joaquim Madruga - CEF
: evitar o grupo, não lhe falar, não o querer encontrar. Professor: Joaquim Madruga - CEF

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Escola Secundária de Benavente "Não preciso ter ambições. Só tem uma coisa que eu quero muito:
Escola Secundária de Benavente "Não preciso ter ambições. Só tem uma coisa que eu quero muito:

"Não preciso ter ambições. Só tem uma coisa que eu quero muito:

Que a humanidade viva unida Negros e brancos todos juntos." Bob Marley

ABUSO VERBAL: falar negativamente do grupo e ao grupo.

DISCRIMINAÇÃO: enquanto o preconceito é uma atitude, a discriminação é um comportamento que

despreza o grupo, o trata mal, o recompensa menos que os outros, o boicota, e até mesmo o exclui.

ABUSO VIOLENTO: gozando, importunando, ameaçando, assediando ou prejudicando o património

do grupo.

ELIMINAÇÃO: isolando, banindo, matando, linchando, procedendo ao genocídio ou à purificação

étnica.»

A Organização das Nações Unidas - ONU - instituiu o dia 21 de março como o Dia Internacional de

Luta pela Eliminação da Discriminação Racial em memória do Massacre de Shaperville. Em 21 de

março de 1960, 20.000 negros protestavam contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de

identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular. Isso aconteceu na cidade de

Joanesburgo, na África do Sul. Mesmo sendo uma manifestação pacífica, o exército atirou sobre a

multidão e o saldo da violência foram 69 mortos e 186 feridos. O dia 21 de março marca ainda outras

conquistas da população negra no mundo: a independência da Etiópia, em 1975, e da Namíbia, em

1990, ambos países africanos.

em 1975, e da Namíbia, em 1990, ambos países africanos. Professor: Joaquim Madruga - CEF –
em 1975, e da Namíbia, em 1990, ambos países africanos. Professor: Joaquim Madruga - CEF –

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Escola Secundária de Benavente "Os preconceitos, meu amigo, são os reis do vulgo." Voltaire Professor: Joaquim
Escola Secundária de Benavente "Os preconceitos, meu amigo, são os reis do vulgo." Voltaire Professor: Joaquim

"Os preconceitos, meu amigo, são os reis do vulgo."

Voltaire

meu amigo, são os reis do vulgo." Voltaire Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,
meu amigo, são os reis do vulgo." Voltaire Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2,

Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo 2, nível II - Cidadania e Mundo Atual – 1º Ano

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Escola Secundária de Benavente Este instrumento pedagógico segue os conteúdos definidos no programa da disciplina de
Escola Secundária de Benavente Este instrumento pedagógico segue os conteúdos definidos no programa da disciplina de

Este instrumento pedagógico segue os conteúdos definidos no programa da disciplina de Cidadania e Mundo Atual.

no programa da disciplina de Cidadania e Mundo Atual. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo
no programa da disciplina de Cidadania e Mundo Atual. Professor: Joaquim Madruga - CEF – Tipo

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