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O USO DAS PLANTAS MEDICINAIS TEM APOIO DO MUNDO

Por Dr Luiz Carlos Leme

Sem recursos e com pouco tempo para resolver seus principais problemas de saúde, o Brasil e
outros países, com o apoio de Organização Mundial de Saúde, começaram a dedicar-se a resgatar
a medicina popular e nesta as plantas medicinais ressurgiram com força e vigor.

Com o intuito de baratear custos e preços, e levando-se em conta o grande potencial que o país
tem em ervas, já que dispõe de grande área geográfica onde elas são nativas, a CE.ME. (Central
de Medicamentos) implantou um programa para pesquisar as plantas existentes no Brasil, com o
objetivo de encontrar substâncias ativas que sirvam para preparados científicos a partir de plantas
de uso popular.

O programa começou em 1982 quando se instituiu uma comissão que selecionou as vinte e uma
primeiras plantas a serem estudadas. Distribuíram-nas em pretensos grupos de ação de acordo
com o receituário do povo, em ervas com ação analgésica, antipirética, antinflamatória, e/ou
antiespasmódica; em plantas cuja ação seria sedativa, ansiolítica ou hipnótica; em um grupo,
aquelas que teriam ação antiparasitária, em outro, as que teriam ação antidiarrêica, em outro
agruparam as de efeito diurético, hipotensor e/ou antilitiásico; em mais um as fitoterapias
expectorantes, béquicas e/ou broncodilatadoras, em outro; as de pretensas ações cicatrizantes
e/ou antissépticas locais, em um oitavo aglomeraram as que atuavam na diabetes; em um seguinte
grupo as de efeito antiinfeccioso; e em um penúltimo as ervas populares ditas anti-eméticas,
antinauseantes e/ou digestiva, e por fim constituíram um grupo que iria estudar ação anti-úlcera
gástrica, de duas plantas somente: a aroeira e a espinheira-santa, ou divina.

O primeiro passo foi nomear corretamente estas plantas mágicas com seu nome latino, para que
não houvesse a costumeira confusão de se dar mesmo nome a plantas diferentes ou nomes
diferentes a plantas iguais, dependendo do local onde se está. Depois elas deveriam ser estudadas
por grupos distintos de pesquisadores, que diriam se tais plantas poderiam mesmo agir nos males
que a medicina popular apregoava e caracterizar ou não efeitos colaterais e toxidade para,
posteriormente, liberarem seu uso em dosagens e formas adequadas.

Após a bateria de exames a que alguns destes vegetais foram submetidos, foi comprovado, por
exemplo, que Cymbopogon citratos Stapf, o conhecido capim-cidreira, capim-limão ou capim-santo
das estradas, não tem ação sedativa e sim analgésica e que a espinheira-santa (Maytenus ilicifolia
Mart), uma celastrácea, é mesmo um excelente anti-ulceroso para o estômago.

Nesta linha de estudos a Mentha crispa, uma das espécies da menta= hortelã, é eficiente e eficaz
contra protozoários. Ela já é usada isoladamente em medicamentos industrializados como o
Giamebil, bem como uma enorme variedade de plantas o são. Grande número de produtos
originados diretamente das ervas medicamentosas do nosso povo e dos índios ancestrais pode ser
encontrado pela população sem muitas dificuldades. Exemplos da alecrim, valeriana, camomila,
maracujá, agrião, etc...

Inclusive, muitas ervas vem de uso milenar, posto que há citação de várias em papiros do
antigo Egito.

Hoje, comenta-se muito da californiana Aloe vera (parente da nossa babosa) na cura do câncer, da
equinácea como antibiótico, da cáscara sagrada do oriente como laxativa, da angélica mineira para
problemas hormonais femininos e da Ginkgo biloba, do extremo oriente, que é a droga mais
estudada e receitada hoje no mundo.
Encontra-se em jornais, revistas leigas e também em publicações da área da saúde, uma gama de
artigos sobre plantas medicinais, que estão sendo usadas cientificamente, cada vez mais. Os
resultados positivos são tão surpreendentes que já há laboratórios farmacêuticos que oferecem ao
público produtos exclusivamente bulados nestas ervas curativas, como o paranaense Herbarium; o
Biohs, de Santa Catarina; o nordestino Hebron, os estrangeiros Nature's Sunshine (americano) e
Dr. Dünner/Dr. Ritter, suiço ou o paulista Klinger e vários outros.

A Organização Mundial da Saúde vem apoiando há muito tempo e com grande expectativa o
estudo desta medicina naturista e até universidades tradicionais como a U.S.P, a UN.E.S.P e
a UN.A.E.R.P, incluíram fitoterapia (tratamento com plantas medicinais) em seus currículos e
estão a incentivar a pesquisa sobre ervas curadoras em seus cursos de farmácia. Já se
inclui palestras e cursos sobre ela nas mesas culturais da área da saúde.

OS ALIMENTOS QUE ATUAM NA PREVENÇÃO DO ENVELHECIMENTO


Por Dra. Henriqueta Sacramento

A Fitoterapia é o modo de tratamento que utiliza as plantas medicinais como recurso terapêutico.
Passou a ser reconhecida como prática médica, a partir de 1988 e vem crescendo em todo o
mundo.

Principais alimentos/ervas que atuam como medicamentosna prevenção do


envelhecimento:

Alho
Previne o endurecimento das artérias, vasodilatador; facilita a diminuição da pressão arterial. Por
possuir selênio, zinco e vitamina C, atua como antioxidante e estimula as defesas do organismo no
combate aos vírus da gripe e herpes. Excelente antisséptico natural.
Deve ser ingerido preferencialmente cru, entre 2 a 6 dentes/dia. Comer misturado a ricota, azeite
ou com ervas tais como hortelã, alecrim e orégano, sob a forma de pasta.

Uva vermelha
Auxilia na redução da aterosclerosa e da pressão arterial.
Para evitar o álcool, recomenda-se a ingestão de ½ copo do concentrado de uva diluido em ½ copo
d’água às refeições.

Alecrim
Suas folhas possuem atividade antioxidante e previne o cansaço físico e mental. O seu óleo
essencial previne infecções respiratórias: 3 gotas / 1 copo d’água fervendo em inalações à noite.

Orégano
Além de auxiliar na digestão difícil, também previne infecções respiratórias quando usado o seu
óleo essencial. Polvilhar na pizza depois de assada, para não perder.

Hortelã da folha crespa


Atua nos protegendo dos radicais livres, que causam o envelhecimento celular. Incluir 1 colher de
sopa das folhas picadas em saladas.

Couve mineira
Rica em vitamina A, B e C, fortalece as defesas do organismo. É também expectorante. Pode ser
tomado o suco com 1 folha / 1 copo d’água.
Gengibre
Previne gripes e atua como descongestionante e antiinflamatório.

Agrião
Excelente expectorante.

Tomate
Seu suco e polpa são mais ricos em licopeno (substância que protege o homem e a mulher do
câncer), que a fruta natural.

Erva-doce e canela
Também são excelentes neutralizantes dos radicais livres. Podem ser utilizados regularmente no
tempero de alimentos.
Basta 1 a 2 gramas/dia ou seja 1 colher de café.

Soja (grãos)
Utilizados na alimentação dos orientais, possui as isoflavonas que auxiliam na prevenção das
doenças crônicas, tais como câncer, osteoporose e aumento do colesterol.
A dose diária recomendada é de:
* 25g de proteína de soja que corresponde:
60 gr de grãos cozidos ou
4 copos de leite ou
50 g de carne de soja ou
60 g de farinha de soja ou
250 g de tofu fresco.

Erva Cidreira
Previne o estresse e auxilia na melhoria da qualidade do sono. Pode ser tomado frio ou quente
(chá), 1 hora antes de dormir.
Dose: 2 colheres de sopa cheia de folhas frescas picadas / 1 copo de água.

Chá verde
A camélia é rico em flavonóides e polifenois, possui propriedades anticancerígenas. Por conter
cafeína, recomenda-se para despertar e ativar a memória.

Algas - clorella
Alga de água doce.
Fortalece o sistema imunológico. Anti intoxicante e antioxidante. Protege das doenças
degenerativas. Previne estresse, estafa, fadiga. Melhora a pele e a celulite.

Clorofila
É o pigmento verde dos vegetais.
Previne as anemias. Cicatrizante e restauradora dos tecidos. Previne gripes e resfriados.

Causas do envelhecimento

• Fatores genéticos
• Alimentação inadequada muito rica em proteínas de origem animal, conservantes e outros
aditivos químicos.
• Estresse emocional
• Sedentarismo
• Poluição ambiental
• Excesso de exposição aos raios ultravioleta
• Fumo
• Ingestão de bebidas alcoólicas em excesso.

Como prevenir o envelhecimento?

• Alimentação adequada mais rica em alimentos de origem vegetal.


• Atividade física regular.
• Evitar o sol excessivo, principalmente depois das 10 horas da manhã e antes das 16 horas.
• Procurar dormir no mínimo 6 horas/dia.
• Reduzir o estresse emocional.

Sugestão de chá para prevenir resfriados no inverno


1 colher de chá de gengibre picado
2 pedaços de canela picados
½ xícara de água
½ xícara de leite
Suco de um limão.
Ferver por 5 minutos. Adicionar o suco de limão + mel (se possível). Coar e tomar 1 xícara antes
de dormir nos dias muito frios.

Lidar com o universo das plantas medicinais nos dá muita satisfação. Ao cuidarmos de
hortas e vasos de ervas, principalmente as aromáticas, estimulamos nossos sentidos.
Portanto, se tiver espaço em sua casa, cultive e saboreie as ervas, tendo sua própria horta.
Em apartamentos, é possível também, desde que se tenha um lugar que bata bastante sol.
Os aromas estimulam nossos sentidos e nossas reações.
Ponha sua imaginação para funcionar e seja feliz!

PLANTAS MEDICINAIS - ALECRIM


Por Dr Clóvis Aurélio Vervloet

Nomenclatura
- Nome Vulgar: ALECRIM
- Sinonímia : Alecrim de jardim, Rosmarino, Alecrim de cheiro,
Alecrim de horta
- Nome Científico: Rosmarinus officinalis Linnaeus
- Ros marinus = orvalho do mar.

Parte Utilizada: Folhas e Ramos Floridos

Descrição
- Família: LABIATAE
- Arbusto perene, ramificado, atingindo normalmente 0,60 m de altura, mas podendo atingir até 2
m. de altura, ramos tetragonais e quando jovens pubescentes;
- Folhas: opostas, sésseis, simples, lineares, coriáceas, com suas margens recurvadas para a face
inferior, para proteger os estômatos localizados na face inferior, dificultando a perda de água .
- Flores: hermafroditas, azul claras a esbranquiçadas, reunidas em inflorescências axilares. Muito
procuradas por abelhas. Pode florescer o ano inteiro.
- Utilizada pelos homens desde o antigo Egito. A planta pode viver até 10 anos.
Composição Principal: Óleo essencial com pineno, cineol, canfeno, borneol; apresenta ainda
ácido rosmarínico, taninos, saponinas e flavonóides.

Propriedades: Antiespasmódico, Hepatoprotetor, Diurético, Colagogo, Anticon-vulsivante e


Antimicrobiano

Indicações:
- Internamente:
* Falta de Apetite (inapetência)
* Hemorróidas
* Estimulante do Estômago e Fígado (azia e má digestão)
* Eliminar gases e cólicas intestinais
* Cardiotônico e estimulante

- Externamente:
* Antipruriginoso
* Antisséptico e cicatrizante
* Estimula a circulação local, logo é utilizado em preparações para queda e crescimento dos
cabelos.

Cultivo:
- Propagação na primavera (set/out/nov)
- Métodos de sementeira ou estaquia;
- Quando cultivada em solos pobres em adubo, mas ricos em calcáreo, produz maior teor de óleos
essenciais
- Pouco sujeita a pragas;

Formas de Uso: Infuso (Chá), Tintura, Banhos, Loção Capilar, Shampoo, Creme, Pomada, etc..

Posologia:

- INFUSO:
* 1 xícara (cafézinho) de folhas secas (= l0g) em 1/2 litro de água
* 1 colher (chá) de folhas (= l g ) p/ 1 xícara (chá) água.
Tomar 1 xícara (chá) a cada 6 horas (para falta de apetite, má digestão, cólica e cansaço físico e
mental.
Técnica: Verta a água fervente sobre a planta, tampe, deixe em repouso por 15 min. e coe.

- TINTURA: 40 gts. diluídas em 1 copo d'água 2x dia por l0 a 15 dias. (para maioria das indicações
de uso interno)

- ÓLEO ESSENCIAL: Seu óleo essencial é muito usado na aromaterapia pela sua propriedade
tônica e estimulante. Pode ser usado tanto nos aromatizadores quanto diluídos em óleo vegetal
para massagens localizadas.

OBSERVAÇÕES
* Não deve ser tomado por mulheres grávidas
* Quando utilizado continuamente ou em doses excessivas pode causar irritação renal;
* É contra indicada em pacientes com problemas de próstata e gastroenterites.

PLANTAS MEDICINAIS - ALFAVACA


Por Dr Clóvis Aurélio Vervloet
NOMENCLATURA

Nome vulgar: Alfavaca


Sinonímia : Basilicão grande, Mangericão grande, Manjericão doce
Nome Científico: Ocimum basilicum Linnaeus

DESCRIÇÃO

Família: LABIATAE
Arbusto perene, ramificado desde a base, com ramagem farta e de verde claro intenso, atingindo
de 50cm a 1 m de altura;
Folhas: opostas, ovais, pecioladas, firmes, ondeadas e denteadas;
Flores: lilases ou manchadas de púrpura / brancas a levemente rosadas, distribuem-se pelas
espigilhas nas extremidades dos ramos. Muito procuradas por abelhas. Floresce no verão/outono.
Existem várias espécies e hibridam-se facilmente dando outras sub-espécies.

CLIMA

Prefere temperado quentes, e regiões de dias longos com bastante luminosidade


Pede sol direto, pleno ou em boa parte do dia, abrigado dos ventos para melhor floração;
Não tolera ventos fortes e umidade elevada (o que também reduz o teor de óleos essenciais ).
Vegeta em terrenos pedregosos e arenosos do litoral e também aceita altitudes até 1500m.

PROPAGAÇÃO

Sementes (semeação a laço ou em linha);


Estacas ou mudas com raízes;
A queda de sementes maduras diretamente no solo vai ampliando a touceira (Auto-semeação) .

CULTIVO

Época: PRIMAVERA (set/out/nov)


Local: tanto em vasos como em canteiros. É de rápido aproveitamento. -
Gosta de local muito insolado, sol pleno, o dia inteiro;
Regas frequentes evitando-se porém, o encharcamento que torna marrom as pontas das folhas.
Deve ser colhida 2 a 3 semanas antes da floração para aproveitamento total de essência das
folhas;
Conservação: os ramos verdes podem ser conservados em refrigerador, em recipientes ou sacos
plásticos bem vedados, por poucos dias ou no congelador por cerca de 1 mês.

PARTE UTILIZADA:

Folhas secas e inflorescências.

COMPOSIÇÃO PRINCIPAL

Óleo essencial com cineol, metilchavicol e linalol; flavonóides e ácidos triterpênicos.

PROPRIEDADES
Inseticida, Antimicrobiana e Analgésica.

INDICAÇÕES

• Para aliviar problemas de ordem digestiva (estimulante digestiva e antiespasmódica


gástrica);
• aftas (analgésica e antisséptica);
• como preventivo de cólicas;
• para eliminar gases intestinais (carminativa).

FORMA DE USO

Infuso (chá) e Tintura.

POSOLOGIA

Infuso: 1 xícara de cafézinho = l0g p/ 1/2 l. água


1 colher de chá p/ 1 xícara(chá) água.
Tomar 1 xícara (chá) 3 a 4 x dia junto às refeições
Técnica: Verta a água fervente sobre a planta, tampe, deixe em repouso por 15 min. e coe.

Tintura: Diluir l5 a 30 gts da tintura em água para fazer bochechos ou gargarejos (p/ afecções da
boca). Tomar 15 a 30 gts. em 1/3 copo de água junto às refeições.

TOXICOLOGIA

Sem referência.

PLANTAS MEDICINAIS - BABOSA


Por Dra Henriqueta Sacramento

1. Nome científico: Aloe vera (L.) Burm. f.

2. Sinonímia científica: Aloe barbadensis Miller.

3. Família: Liliaceae.

4. Nomes populares: aloe, erva de acebre, caraguatá de


jardim.

5. Origem / Ocorrência / Inf. Botânicas: Originária do Sul da África, cultivada como planta
ornamental. Cresce de forma subespontânea em toda região subtropical. Tem folhas carnosas e
suculentas, dispostas em espiral numa roseta, lanceoladas, de até 50 cm de comprimento. Flores
hermafroditas, cristosas, de cor vermelho-alaranjado, de até 3,5 cm de comprimento.

6. Uso popular: Muito utilizada na cosmética: queda de cabelo e como cicatrizante de feridas.

7. Dados científicos:

INFORMAÇÕES QUÍMICAS E FARMACOLÓGICAS


O principal constituinte ativo são a aloina A e B e 5-hydroxyaloina A. Estes constituintes químicos
possuem atividade laxativa em pequenas doses e purgante drástico em doses mais elevadas.
Possui atividade antiinflamatória devido a aloe-glicoproteína e aloína e ação cicatrizante devido ao
aloeferon que estimula a formação de fibroblastos.

Os glicosídeos aloína A e B são hidrolizados por bactérias do colon, produzindo aloe-emodina-9


antronas, que irritam a mucosa do cólon ; aumentando a motilidade intestinal e a formação de
muco e facilitando a evacuação .

Sobre a pele o aloe age formando uma camada protetora , refrescante , com uso na cosmética , na
acne , eczemas , psoríase , picadas de insetos, irritações da pele após o barbear, , na peles
flácidas e preventivo das rugas.

Confirmou-se recentemente sua eficácia como cicatrizante nas feridas de queimaduras e como
laxante suave na constipação ocasional.

TOXICIDADE / CONTRA INDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Não se recomenda o uso em crianças com menos de 10 anos de idade. Evitar o uso por mais de 2
semanas.

Contra-indicado na obstrução intestinal , estenose , atonias, doenças inflamatórias do cólon,


apendicites, dor abdominal de origem desconhecida, desidratação; no aleitamento materno,
menstruação, varizes e hemorróidas.

A ingestão contínua ou excessiva pode causar dores abdominais, congestão pélvica, diarréia
sanguinolenta, hemorragia gástrica e até nefrite .

Pode provocar alergias na pele de pessoas hipersensíveis.

MODO DE USO

Uso interno :
- pó das mucilagens das folhas na dose de 0,1 a 0,3g e no máximo 1,0g/dia. - extrato seco , como
laxante: 0,15 g à noite.
- Tintura: 20 gotas , 15 minutos antes das refeições.

Uso externo: gel mucilaginoso fresco nos ferimentos e queimaduras . Fitocosmético: cremes e
loções faciais.

DURAÇÀO DO TRATAMENTO: No máximo por dez dias de tratamento.

PLANTAS MEDICINAIS - BARDANA


Por Dr Clóvis Aurélio Vervloet
NOMENCLATURA
Nome Científico: Arctium lappa
Sinonímia : Articum bardana, Bardana-maior, Lappa major, Lampazo (Esp.),
Burdock (Ingl.) e Gobou (China)

DESCRIÇÃO
Família: COMPOSITAE
Originária da Europa, é uma planta bianual herbácea, com 1 a 1,5 m de altura,
pilosa;
Folhas: alternas, cordiformes e ovais;
Flores: azuladas ou arroxeadas, dispostas em capítulos e, estes, em corimbos.

PARTE USADA

Principalmente as raízes secas com mais de 1 ano; Também se usa suas flores, sementes e folhas
secas.

CONSTITUINTES QUÍMICOS PRINCIPAIS:

Inulina, compostos insaturados poliacetilénicos (polienos, poliínos), óleo essencial, ácidos


orgânicos (palmítico), fitosteróis (beta-sistosterol e estigmasterol), glicosídeo (lapina), taninos,
resina e mucilagem. açúcares, polifenóis, fuquinona, beta-eudesmol, taraxasterol, acetato e
palmitato de diidrofuquinona.

INDICAÇÕES

Interno: é uma planta hipoglicemiante, depurativa, diaforética, colerética, diurética e diaforética.


Auxilia a eliminação do ácido úrico.

Externo: Antisséptica, antibiótica (para Staphylococcus e Streptococcus), fungicida, cicatrizante,


anti-seborréica, cicatrizante e adstringente.
Na pele é muito usada em furunculoses, abcessos, dermatoses, acnes, eczemas, micose de unhas
e frieiras.
No cabelo e couro cabeludo é usada para: caspa, seborréia e queda de cabelo.

Outros Usos: a raiz é alimentícia (Ásia).

PREPARO E DOSAGEM

Interno:
Decocção - 10g de raízes para 1 litro d'água. Tomar 2 a 3 xícaras (chá) por dia, adoçando com mel,
após esfriar.

Infusão - 1 colher (sopa) de folhas e flores secas picadas em 1 litro d'água. Tomar 3 a 4 xícaras
(chá) ao dia;

Cápsulas: 1 a 2 cápsulas 300 mg junto ao almoço com muito líquido; Tintura.: 25 a 30 gts., dil. em
água, 3 x dia

Externo:
Cataplasma - raízes frescas (uso externo).
Compressas - fazer decocção com 20 g de raízes frescas em 1 litro d'água. Aplicar 3 a 4 vezes ao
dia nas partes afetadas

Shampoos, Loções Capilares, Pomadas e Cremes

Obs.: Indicações Homeopáticas: tem sido usada no eczema, na cabeça, na face ou no pescoço; e
nos deslocamentos uterinos. Dores nas mãos, joelhos e dedos. Terçol, ulcerações dos bordos das
pálpebras. Erisipela de repetição.

PRECAUÇÕES, EFEITOS ADVERSOS E/OU TÓXICOS

• Não use na gravidez e na amamentação;


• Evite esta planta caso seja alérgico a ela outra planta de espécies semelhantes;
• Caso seja diabético, evite esta planta, pois ela combinada com a insulina ou outras drogas
para a diabetes, pode levar a um grande decréscimo do açúcar sangüíneo.

ASPECTOS AGRONÔMICOS

CLIMA
Prefere regiões com temperatura média anual de 16 a 22oC, mas pode ser cultivada em quase
todo o país. Necessita de períodos frios para florescer.

SOLO E ADUBAÇÃO
Preferencialmente os arenosos, bem profundos, férteis e com boa drenagem, para facilitar a
produção de raízes. A adubação orgânica normalmente é suficiente para o desenvolvimento da
planta.

PROPAGAÇÃO
Por semeadura em sulcos com posterior raleio, no início do outono ou na primavera. espaçamento:
0,8 x 0,5 m

DOENÇAS E PRAGAS
Doenças: queima das folhas, fusariose e septoriose; Pragas: lagarta rosca, pulgão e larva
minadora.

PLANTAS MEDICINAIS - CALÊNDULA


Por Dra. Henriqueta Sacramento

Nome científico: Calendula officinalis Lineu

Nome vulgar: Maravilha dos jardins; maravilhas; malmequer;


malmequer do campo; malmequer dos jardins; margarida dourada;
verrucária; flor do todo ano; calêndula das boticas.

Parte utilizada: Inflorescência

UM POUCO DA HISTÓRIA E DETALHES DE IDENTIFICAÇÃO E CULTIVO

Planta originária do Egito e subespontânea na região do Mediterrâneo, pertencente a família das


Compostas , cresce espontaneamente em toda a Europa. É grandemente cultivada em todo o
mundo, também como ornamental. No Brasil é encontrada mais comumente no sul e sudeste, em
canteiros e jardins. À vezes observamos que a população leiga confunde a calêndula com a
margarida comum de jardim que possui pétalas brancas.

Erva anual com caule robusto e anguloso . As flores superiores dão na extremidade de hastes de
35 a 70cm e têm de 4 a 5cm de diâmetro. O botão central das flores é rodeado por 15 a 20 lígulas
coloridas do amarelo ao alaranjado.

Na idade média foi muito empregada no tratamento das doenças infecciosas da pele. Durante a
Primeira Guerra Mundial foi empregada em unguentos e pomadas como antisséptica e
antiinflamatória.

É cultivada em locais de climas amenos com noites frias, típicas da região sul e zonas altas da
região sudeste do Brasil. Melhor época de plantio: janeiro, julho, agosto e dezembro.

O solo deve ser enriquecido de matéria orgânica. A água deve ser fornecida principalmente na
época da floração. Colher as flores à partir do 3º mês.

Atividades Farmacológicas e Indicações: Estimula a granulocitose e fagocitose auxiliando no


combate a infecções ; possui ação cicatrizante ; ajuda a regeneração e antissepsia dos tecidos
inflamados; diminui a oleosidade da pele sendo portanto auxiliar no tratamento das peles oleosas e
acneicas ; alivia o prurido nas dermatites e eczemas.

Dermatites eritematosas,; cicatrizante; anti-inflamatória; reepitelizante; anti-microbiana; anti


pruriginosa.Foi observado ser eficaz também em periodontopatias

Efeitos Colaterias: Não há referências, porém como esta planta é da família Compositae pode
provocar reações alérgicas pelo contato direto do pólen.

Gestação e Lactação: Pode ser usado o óleo de calêndula em fissura de mamilo para auxiliar na
cicatrização e não apresenta efeitos colaterais.

Como utilizar:
TINTURA em compressas- Diluir 10ml de tintura em 30ml de água filtrada ou fervida . Fazer uso 3
a 4 vezes ao dia.

INFUSÃO : 50g da planta em um litro de água fervente para compressas e banhos. POMADAS ,
CREMES , SABONETES.

PLANTAS MEDICINAIS - CANELA


Por Dra Henriqueta Sacramento

Planta pertencente a Família Lauraceae , a mesma do louro . É uma


árvore sempre verde de 6 a 12 metros de altura ,originária do Sri
Lanka ( ex Ceilão ) , Malásia , Java e India , porém é cultivada no
Brasil.

PARTE UTILIZADA : Cascas

HISTÓRIA
Foi uma das espécies aromáticas mais importantes da Antiguidade . Na Bíblia ela é várias vezes
citada como uma substância odorífera preciosa. A mais antiga referência na Europa Ocidental data
do ano 716 . Mas foi no século XIII que o uso da canela começou a se espalhar , graças aos
mercadores venezianos. Quando Vasco da Gama descobriu o caminho para as Indias pelo Cabo
da Boa Esperança , os portugueses alcançaram o Ceilão , o principal produtor de canela, e
conseguiram o monopólio do seu comércio.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

Óleo essencial composto principalmente dos aldeídos aromáticos . Mucilagens, resinas, taninos e
açucares.

INDICAÇÕES

Tem atividade estimulante do organismo contra a fadiga e falta de apetite , especialmente


recomendada nos quadros de debilidade orgânica que sucedem as gripes.
Previne gripes e resfriados .
Auxilia nos casos de cólicas intestinais e uterinas.
Facilita a eliminação dos gases .
Antisséptica. Em odontologia pode ser utilizada em gengivas inflamadas. Estimula a circulação ,
principalmente nas extremidades ( mãos e pés).
É emenagoga , isto é , estimula o útero e facilita a menstruação. Picada de insetos.

COMO PREPARAR

Adultos

• Cascas
Decocção ou fervura de 01 colher das de chá das cascas cortadas em pequenos pedaços
em 200 ml de água. Dividir os 200ml durante o dia em três doses.
• Pó das cascas
Colocar 1/4 de uma colher das de chá num pouco de água , e tomar 2 a 3 vezes ao dia.
• Óleo essencial
Diluir o óleo essencial em um pouco de óleo de cozinha e aplicar no local da picada de
inseto.

CUIDADOS

A canela pode ser tóxica se usada em excesso.


Deve ser evitada nas gestantes , mães que amamentam e lactentes.
O óleo essencial deve ser utilizado internamente com muito cuidado e apenas com
acompanhamento criterioso de um especialista.
Pessoas sensíveis podem apresentar reações alérgicas em contato com o óleo essencial direto
sobre a pele e mucosas.

PLANTAS MEDICINAIS - CAVALINHA


Por Dr Clóvis Aurélio Vervloet
NOMENCLATURA: Nome vulgar: Cavalinha Sinonímia : Rabo de
cavalo, milho-de-cobra, erva-carnudo, lixa-vegetal (Horsetail -
ingl. ; équiset - frança; equiseto menor - esp.). Nome Científico:
Equisetum arvense.

DESCRIÇÃO: Família: EQUISETÁCEA - Arbusto perene,


rizomatoso, que caracteriza por apresentar dois tipos de talos:
uns férteis , pardo-amarelos que culminam com espígas
esporangíferas e medem de 10 a 20cm.; e outros estéreis,
verdes, de 20 a 80 cm de altura. (E. arvense) - Os talos são
ocos, não possuem flores. - Rizoma rasteiro, que emite talos
eretos, ocos e terminados em amentos.

ORIGEM / HABITAT - Originário da Europa deriva-se de gigantescos antecessores que na idade


mesozoica formavam grandes bosques; - Abundante em terrenos baldios, argilosos, arenosos e
úmidos.

PROPAGAÇÃO - Auto-semeação pelos esporos; - Brotação ou rebentos; - Divisão de touceira

PARTE UTILIZADA: Hastes (parte aérea).

COMPOSIÇÃO PRINCIPAL: Saponinas, Ácido equisético, Ácido silícico, sais minerais (sílica,
potássio, fósforo e magnésio), flavonóides, alcalóides, vitaminas e ácidos orgânicos.

PROPRIEDADES: Diurético, Hemostático e Remineralizante.

INDICAÇÕES: - Usado nas doenças renais e das vias urinárias, promovendo significativo aumento
da diurese; - Nas hemoptises e fluxo hemorroidários; - Externamente: na regeneração celular,
favorece a cicatrização e a revitalização da pele.

FORMA DE USO: Infuso (chá) e Tintura, Tinturas e Chás Compostos para emagrecer e para
aumento da diurese, Creme e Emulsão Hidratante.

POSOLOGIA: - Infuso: 1 xícara de cafézinho = l0g p/ 1/2 l. água 1 colher de chá p/ 1 xícara(chá)
água Tomar 1 xícara (chá) 3 a 4 x dia junto às refeições Técnica: Verta a água fervente sobre a
planta, tampe, deixe em repouso por 15 min. e coe. - Tintura: - Tomar 15 a 30 gts. em 1/3 copo de
água 2 a 3x dia.

TOXICOLOGIA : Por conter pequenas quantidades de nicotina seu uso prolongado ou excessivo
não é recomendado

CONTRA-INDICAÇÕES: Pela presença dos alcalóides é contra-indicado na gravidez. OBS. : No


Brasil são mais usadas outras espécies como E. hiemale e E. giganteum, que possuem
propriedades medicinais semelhantes.

PLANTAS MEDICINAIS - CONFREI


Por Dra Henriqueta Sacramento
1.Nomes populares: Consólida, consolida-maior, sínfito.

2.Nome científico: Symphytum officinale L.

3.Família: Boraginaceae.

4. Origem / Ocorrência / Inf. Botânicas: Originária da Europa. No Brasil, além da espécie


officinale, encontram-se mais comumente S. asperum Lepech., S. tuberosum L; S. uplandicum
Nym. e S. peregrinum, introduzidas como forrageiras. Tem porte herbáreo, com caule curto entre
30 e 120 cm; rizoma grosso de cor marrom escuro. As folhas grandes de até 25 cm de largura são
as inferiores e as superiores são mais estreitas e se caracterizam pela aspereza e nervuras bem
visíveis. Flores púrpuras, rosadas ou amareladas.

5. Parte utilizada: Folhas e raramente raízes.

6. Uso popular: Internamente em diarréias, bronquites, tosses persistentes . Em gargarejos, em


inflamações da garganta. Externamente as folhas nos hematomas e na cicatrização de feridas.

DADOS CIENTÍFICOS

QUÍMICOS E FARMACOLÓGICOS

A planta inteira contém alantoína, taninos, mucilagens e alcalóides pirrolizidínicos. Entretanto a raiz
produz mais alantoína e alcalóides pirrolizidínicos (sinfitina 64%). O alto teor de alantoína e
mucilagens permitem um efeito benéfico na pele e mucosas. Atua como analgésico e reepitelizante
por estimulação fibrobástica.

7. Modo de usar: infuso das folhas a 5% e decocto do raiz ( 4 a 5 g para 250 ml de água) - para
lavar feridas e em compressas. Também como proliferativo celular em feridas e ulcerações de
difícil cicatrização , como escaras de decúbito. Auxilia na psoríase. Como fitocosmético utilizar o
extrato a 10 ou 15% em cremes.

8. Efeitos adversos / contra indicação: Os alcalóides pirrolizidínicos presentes nas folhas e


raízes provocam quando em uso crônico enfermidade veno-oclusiva hepática e induzem
degeneração do hepatócito e cirrose . O uso oral do confrei é proibido pelo Ministério da Saúde do
Brasil e de outros países. Portanto é proibido beber suco, chá ou pó de confrei . Contra-indicado
em mulheres grávidas.

9. Duração do tratamento : Em uso externo se recomenda no máximo 30 dias de tratamento ,


com intervalos de 15 dias.

10. Nomes populares: Consólida, consolida-maior, sínfito.

11. Nome científico: Symphytum officinale L.

12. Família: Boraginaceae.

13. Origem / Ocorrência / Inf. Botânicas: Originária da Europa. No Brasil, além da espécie
officinale, encontram-se mais comumente S. asperum Lepech., S. tuberosum L; S. uplandicum
Nym. e S. peregrinum, introduzidas como forrageiras. Tem porte herbáreo, com caule curto entre
30 e 120 cm; rizoma grosso de cor marrom escuro. As folhas grandes de até 25 cm de largura são
as inferiores e as superiores são mais estreitas e se caracterizam pela aspereza e nervuras bem
visíveis. Flores púrpuras, rosadas ou amareladas.

14. Parte utilizada: Folhas e raramente raízes.

15. Uso popular: Internamente em diarréias, bronquites, tosses persistentes . Em gargarejos, em


inflamações da garganta. Externamente as folhas nos hematomas e na cicatrização de feridas.

DADOS CIENTÍFICOS

QUÍMICOS E FARMACOLÓGICOS

A planta inteira contém alantoína, taninos, mucilagens e alcalóides pirrolizidínicos. Entretanto a raiz
produz mais alantoína e alcalóides pirrolizidínicos (sinfitina 64%). O alto teor de alantoína e
mucilagens permitem um efeito benéfico na pele e mucosas. Atua como analgésico e reepitelizante
por estimulação fibrobástica.

16. Modo de usar: infuso das folhas a 5% e decocto do raiz ( 4 a 5 g para 250 ml de água) - para
lavar feridas e em compressas. Também como proliferativo celular em feridas e ulcerações de
difícil cicatrização , como escaras de decúbito. Auxilia na psoríase. Como fitocosmético utilizar o
extrato a 10 ou 15% em cremes.

17. Efeitos adversos / contra indicação: Os alcalóides pirrolizidínicos presentes nas folhas e
raízes provocam quando em uso crônico enfermidade veno-oclusiva hepática e induzem
degeneração do hepatócito e cirrose . O uso oral do confrei é proibido pelo Ministério da Saúde do
Brasil e de outros países. Portanto é proibido beber suco, chá ou pó de confrei . Contra-indicado
em mulheres grávidas.

18. Duração do tratamento : Em uso externo se recomenda no máximo 30 dias de tratamento


, com intervalos de 15 dias.

PLANTA MEDICINAL: EMBAÚBA


Por Dr Luiz Carlos Leme

A família : Cecropiaceae
O género: Cecropia
A espécie : palmata, peltata
Nome comum: Embauba, Imbauba, Umbauba, árvore de Trombeta, Cânone de
Bois, Trompete de Bois, Grayumbe, Grayumbo, Trompette, Trompettier,
Yagruma, Yagrumo

A DESCRIÇÃO
As propriedades/ações:
Analgesica, Antifungica, Antiasmatica, Cardiotonica Adstringente, Cytostatica, Diuretica,
Emenagoga, Laxativa, Purgativa
Tradicional preparo:
Infusão um-meio de folha de xícara 2 vezes ou 1-3 ml diário de uma folha 4:1 colori duas vezes
diariamente ou 2 a 3 gramas de folha de pó em tablets ou cápsulas duas vezes diariamente podem
ser substituídas se desejado.

Um nativo de índio de Oeste, rápido-crescer, árvore curto-vivido que tem grande sai de 1 pé do
outro lado. A cera cede uma borracha de latex. Brotos jovens são comidos como uma verdura
cozinhada. A fruta é cilíndrica com carne doce macia e muitas sementes pequenas. A árvore é
propagada por semente.

Em Medicina Herbácea Cubana, o latex é considerado corrosivo e adstringente e é usado contra


verrugas, calluses, herpes, úlceras, desinteria e doenças de venerias. A casca é antiblenorragica, o
antibilious de raizes e a fruta é emoliente. O sal é analgesico, ememagogue, e antiasmatico e são
usados em afetos do fígado e hidropsia. Em geral um considera que tenha efeito febrifugal
cardiovascular, diuretico, hepatico, analgesico e propriedades de cura de ferida. Na Colômbia eles
consideram que ele seja eficiente contra Doença de Parkinson e como um substituto de Digitalis.
Facilita parto, e menstruações. Largamente é usado na américa latina para asma e é elogiado
como uma "cura" depois que só algumas semanas de tomar um brewed de chá de Embauba.

Pergunta de um internauta: Por mais que eu tenha procurado pelos sites, não consigo achar
nada sobre a planta UMBAÚBA (crecropia palmata), que segundo sei, é indicado para problemas
de coluna. Será que vcs conhecem essa erva e tem como me dizer se, de fato, ela tem mesmo
essa aplicação? Desde já agradeço e aguardo retorno.

Resposta do consultor: A Cecropia peltata Velllozo, da família Urticácea é uma planta que existe
na América central toda e na do sul, embora seja originária do Brasil.Seu tronco é ereto, suas
folhas são riajs, ásperas, brancas na parte de baixo. Seu fruto é oval, fino numa das pontas. O fruto
é agradável e a madeira fraca,e pouco peso é utilizada para carvão.
Medicinalmente é usada para bronquites, tosses, e outras patologias do ap. respiratório. Aumenta a
força contrátil do coração e por isto seu uso exige acompanhamento médico ((Aliás, qualquer
medicamento exige isto)). Atua nos rins promovendo bastante diurese. Também conhecida como
baúna, imbaúna, ambaíba, imbaíba e árvore da preguiça.

PLANTAS MEDICINAIS - Ginkgo Biloba


Por Dr. Clóvis Aurélio Vervloet

Nome vulgar: Ginkgo

Parte utilizada: folhas

Constituintes Químicos principais: Flavonóides como:


gingketina, isogingketina, bilobetina.

Ação/Uso Estudados:
* Seg. Jean Morelle (França) capta radicais livres, logo previne a oxidação devido a sua presença,
logo muito usado para prevenir o envelhecimento precoce e como anti-inflamatório;
* Estimulante da circulação sangüínea, atuando na circ. arterial, venosa e capilar, agindo na
insuficiência vascular periférica. Externamente, segundo Sérgio Curri (Itália), para a atenuação de
processos celulíticos;
* Age inibindo a destruição do colágeno;
* A nível cerebral permite a diminuição das desordens da memória, distúrbios de atenção e
diminuição da capacidade auditiva;
* Diminui a hiperagregação plaquetária, atuando em processos trombóticos;
* Linda Rector-page (USA) orienta o seu uso para processos de stress;
* Usado no tratamento de micro varizes, úlceras varicosas, cansaço nas pernas, artrite nos
membros inferiores.

Contra-indicações/toxicidade: Não foram observados.

Posologia:
1caps.(250mg) 3xdia;
30 a 40 gts. diluidas em água 3xdia;
externamente: em cremes, emulsões, sabonetes e shampoos (5 a 10%).

PLANTAS MEDICINAIS - GUACO


Por Dr Clóvis Aurélio Vervloet

NOMENCLATURA
Nome cientifico: Mikania glomerata Spreng. Sinonímia:Cipó caatinga, cipó
sucuriju, erva de cobra, guape, Uaco, Guaco de cheiro Família: Asteraceae
(Compositae).

DESCRIÇÃO
Subarbusto perene, trepador, de ramos lenhosos, cilíndricos, estriados, castanhos e glabros.
Folhas: pecioladas, glabras, opostas, contorno oval, trilobada de ápice acuminado e base
arredondada ou subcordiforme. Consistência de membranáceas a coriáceas são tri-
aquinquenervadas na base, sendo à margem dos lobos aproximadamente lisas. Originado do sul
do Brasil, não se desenvolve em local muito sombreado (matas).

CLIMA
Ocorre espontaneamente de São Paulo ao Rio Grande do Sul.

SOLO
Prefere solo rico em matéria orgânica.

PARTE USADA: Folhas

CONSTITUINTES CONHECIDOS
Guacosídeo, guacina (substância amarga), taninos, compostos terpênicos, sesquiterpênicos,
saponinas, cumarina e flavonóides.

AÇÃO E UTILIZAÇÃO
Expectorante, broncodilatador e anti-tussígeno de ação comprovada por pesquisa na
EPM/UFRJ/UERJ. Fluidifica e estimula a eliminação das secreções brônquicas. Externamente é
cicatrizante e emoliente, sendo muito usada em ferimentos, pruridos e eczemas. Associada ao
Romã, é usado em gargarejos anti-sépticos e cicatrizantes de lesões na garganta.

USO
INTERNO:
Tintura: 30 a 50 gts, diluído em água, 3 x dia
Melito ou xaropes: 1 colher de sobremesa 3 x dia
Infuso ou Decocto: 50 a 200ml/dia de chá, tomar de 2 a 3 vezes ao dia
EXTERNO: Cremes e Géis.

CONTRA INDICAÇÃO
Seu uso não é indicado para mulheres na época da menstruação, pois pode aumentar o fluxo
sangüíneo, e para mulheres grávidas.

PROPAGAÇÃO / CULTIVO
Estacas: a partir de segmentos sadios de 15-20cm e relativamente grossos de uma planta maior.
Deve-se reduzir a área foliar deixando apenas 1 par de folhas e ainda cortadas ao meio ;
2-3 meses para formar mudas;
Época : set./ out. ; Fazer poda de formação;
Espaçamento : 2x 2,5m
Desde o transplante é necessário tutoramento para guiar os ramos principais de forma que estes
alcancem rapidamente os arames (ou suporte) superiores e então formem as "parreiras".
Periodicamente deve ser feita amarração e condução dos ramos.

COLHEITA
1º corte : 16 meses, colheita moderada, preservando-se os ramos principais e ser realizada na
primavera, para favorecer a recuperação vegetativa . partes : ramos verdes finos com folhas e
flores. O peso dos ramos não deve exceder o das folhas. As folhas não devem apresentar
manchas.

Pode ser feita 1-2 colheitas por ano no outono ou primavera.

PLANTA MEDICINAL: KAWA KAWA


Por Dr Clovis Aurelio Vervloet

Nome Botânico: Piper methysticum

Família: Piperáceas

Nomes Populares: Kava-kava, Ava, kawa pepper, kawa, Pimenta embriagante,


makea, opu, wati e yangona

Descrição: Pequeno arbusto trepador, perene, que em geral mede 2 metros, mas pode chegar a 6
metros. Possui folhas grandes, lisas e de cor verde em ambos os lados. Seu rizoma é cilíndrico
esponjoso e fibroso. Suas inflorescências são altas e esbranquiçadas.

Origem: É encontrada nas ilhas do Pacífico Sul ( Papua, Nova Guiné, Fidji, Samoa, Tahiti, Hawaii)
e no continente da Oceania.

Parte usada: Rizoma e raízes.

Composição Química:
Os princípios ativos são chamados de Kava-lactonas totais.

Por volta de 3 a 20% da raiz da Kawa Kawa é feita de kavalactonas (ou kavapironas), o grupo ativo
dessa planta. Dentre os compostos do grupo das kavapironas, a metisticina e a dihidrometisticina
parecem proteger o cérebro das injúrias provocadas por pancadas. Kavaina, dihidrokavaina,
metisticina e dihidrometisticina são os ativos com propriedade analgésica na planta. Dihidrokavaina
e dihidrometisticina parecem ser responsáveis pelo efeito indutor do sono e tranqüilizante. Kavaina,
dihidrometisticina e metisticina relaxam os músculos lisos e previnem convulsões.

Assim como ocorre com a maioria dos medicamentos botânicos, os princípios ativos purificados
não funcionam tão bem quanto o extrato contendo todo o seu conjunto de ativos. Cada uma das
kavalactonas parecem interagir entre si num sinergismo particular. A quantidade de ingrediente
ativo encontrado nas raízes do Kawa Kawa varia significativamente. É por isso que os extratos
padronizados são os mais utilizados nos estudos científicos e na prática médica. Isto assegura um
padrão no conteúdo de kavalactona que é necessário para o efeito terapêutico. O extrato com 30%
de kavalactonas, possui a composição mais similar ao da planta in natura, e é o mais
recomendado.

Ação farmacológica:
As Kavalactonas presentes na Piper methysticum, possuem efeito relaxante central dos músculos,
anticonvulsivo e anti-espasmódico. Também possuem efeito hipnótico/sedativo, analgésico e
psicotrópico, propriedades que contribuem para seu uso na ansiedade e insônia.

As kavalactonas apresentam uma ação significativa como relaxante muscular-esquelética em


várias espécies ensaiadas. Esta ação é atribuida a interação com os canais iônicos (Canais de
Sódio e Cálcio). (Friese, 1998;Gleitz,1995 e 1996; Schirrmacher, 1999)
Também estudos indicam que potencializam a atividade do GABA-A (Ácido Gamaaminobutírico)
nos centros cerebrais para produzir os efeitos sedativos (Davies, 1992; Jussofie, 1994). Em outro
estudo observou-se a ação inibitória sobre MAO (Monoaminooxidase) (Uebelhack,1998) e a ação
de aumento da dopamina e serotonina pela ativação dos neurônios, resultando em efeitos no SNC
(Fachinfo Antares 120,1996).

Indicações:
Aprovado pela Comissão E - Alemanha, para:
- Ansiedade;
- Para Tensão nervosa, stress, agitação e insônia.
· Soluciona a ansiedade e funciona como psiquicamente relaxante.
· Melhora a qualidade do sono e apoia o sono natural sem diminuir a vigilância ou a concentração.
· Tratamento de perturbações neuróticas.
· Sedação sem efeito narcótico hipnótico.

Vantagens:
· Não tem nenhum efeito sedativo diurno.
· As Kavas lactonas influem nos reflexos monosinápticos, causando uma amortização motora e um
relaxamento da musculatura do esqueleto sem repercutir na respiração.
· Em eficácia pode ser comparado aos clássicos benzodiazepínicos, sem os resultantes efeitos
colaterais destes outros.

Posologia:
Extrato seco padronizado com 30%: 100 a 300mg duas vezes ao dia (ou uma dosagem diária de
50 a 240 mg de kavalactonas)
- Dose recomendada para se obter efeito ansiolítico e de 45 a 70mg de kavalactonas três vezes ao
dia. Para efeitos sedativos, uma dose entre 180 a 210mg de kavalactonas pode ser tomada uma
hora antes de deitar.

Contra-Indicação:
É contra-indicado na gravidez e em mulheres que estão amamentando.
Também é contra-indicada para pacientes com depressão endógena, por poder aumentar nestes
casos o perigo do suicídio.
Efeitos Colaterais:
Toxicidade: Seu uso em altas doses pode resultar em desordens de movimentos complexos,
acompanhados de cansaço e tendência a sonolência
Podem haver raros casos de reações alérgicas e reações gastrointestinais. Podem surgir no início
do tratamento cansaço matinal e diminuição dos reflexos e julgamentos dos motoristas.

PLANTAS MEDICINAIS - BABOSA


Por Dr Clóvis Vervloet

1. Nome científico: Aloe vera Linnaeus = Aloe arborescens Mill.


Aloe barbadensis

2. Sinonímia científica: Aloe do Mediterrâneo, Aloe de


Barbados, Laloi (India), Zabira(Arábia)

3. Família: Liliaceae.

4. Nomes populares: aloe, erva de acebre, caraguatá de


jardim.

Planta perene, que pertence ao grupo das plantas xerófitas, pois se adapta a climas secos;
São lenhosas, com folhas grandes e carnudas, dispostas em grandes rosetas e marginadas por
espinhos;
Flores: tubulosas de cor avermelhada, alaranjada ou amareladas (A espécie A.vera amarela-clara).

CONSTITUINTES QUÍMICOS

Rico em mucilagem, que contém vários polissacarídeos; Antraquinonas: barbaloína, aloe-emodinas


e aloína;
Resina;
Ácidos orgânicos;
Enzimas e outros.

AÇÃO FARMACOLÓGICA

Aparelho digestivo: As antraquinonas presentes no látex conferem uma ação tônica digestiva e
colagoga em baixas doses, lubrificante e laxante suave do trato digestivo em doses normais e
irritantes do trato intestinal e purgativas em altas doses;

Atividade antiinfecciosa: estudos demonstraram potente ação inibitória no crescimento de


bactérias como: Klebisiella pneumoneae, Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus,
Citrobacter, Streptococcus pyogens e Candida albicans, também foram observadas ação anti-
virótica no herpes simplex e influenza;

Ação imunomoduladora: sua ação imunomoduladora é responsável em grande parte pela


atividade antiinfecciosa e antineoplásica de seu gel. Estimula a fagocitose, protege os leucócitos
contra a ação deletéria dos radicais livres e estimula a produção de interferon pelo organismo;

Na Pele: Possui uma atividade emoliente sobre a superfície cutânea e um bom efeito reparador
epidérmico, antiinflamatório e bactericida principalmente em queimaduras. Também se demonstrou
ação preventiva de complicações infecciosas quando aplicado em feridas já cicatrizadas ou em
fase de cicatrização.
No cabelo: Pela sua composição rica em mucilagem, e seu efeito emoliente é muito usado na
fitocosmética em preparados para restaurar o fio do cabelo;

EFEITOS ADVERSOS E/OU TÓXICOS

O FDA só autoriza o seu uso interno quando o produto esta livre de antraquinonas.

O uso diário de preparações que contém antraquinonas, por períodos prolongados (mais de três
meses), provoca dores abdominais, diarréias sanguinolentas, hemorragias gástricas e nefrites.

Seu uso externo não possui restrições e é aconselhado, são raros os casos de dermatite alérgica
por contato. Recomenda-se seu uso associado a cremes hidratantes ou óleos vegetais para
melhorar a hidratação.

CONTRA-INDICAÇÕES

Uso Interno: Não deve ser administrado em grávidas ou no período menstrual, pois pode provocar
a estimulação uterina e hemorragias.

Não deve ser usado internamente por mulheres que estejam amamentando e por crianças.

Evite o seu uso em caso de doenças nos rins, coração ou intestinos.

Uso Externo: Não use caso de alergias à Aloe ou a outras plantas da família Liliaceae (alho,
cebolas e tulipas).

USOS

externo: cremes, linimentos, loções, emulsões, protetores solares, gel pós-sol, sabonetes,
shampoos e condicionadores capilares.

Mesmo sendo o seu uso interno não recomendado, algumas pessoas sugerem 100 a 200 mg de
aloe (pó) ou 50 a 100mg de extrato de aloe (líquido), oralmente, toda a tarde.

ASPECTOS AGRONÔMICOS:

CLIMA :Locais ensolarados, rochosos e pedregosos; Locais quentes e semi-áridos;

SOLO: Não tolera solos encharcados; Gosta de solos fertéis para um bom rendimento comercial
Solo leve e bem drenado.

ADUBAÇÃO: 5,0 kg/m2 de comp. org. (repetir anualmente a adubação na primavera.

PROPAGAÇÃO: Rebentos, divisão de brotos. Transplantam-se os brotos que ocorrem ao redor da


planta principal (mais antiga), cada 1 deles dará uma nova planta adulta.

CULTIVO
Época: PRIMAVERA (set/out) e nov/dez/jan; Espassamento: 1,00 x 0,60m (ou 1,00 x 0,50m)

DOENÇAS: Atacada por podridão das folhas.


COLHEITA: Época: Jan/Fev (verão) ; Parte: folhas mais velhas (da periferia) com facões cortando-
se bem na base das folhas. Em seguida deixam-nas dentro de um balde, na posição vertical, tendo
sido cortadas outras vezes no topo e na base, para deixar o látex (mucilagem) fluir, evitando o
estancamento.

PLANTAS MEDICINAIS - Pau d'arco ou Ipê roxo


Por Dr. Clóvis Aurélio Vervloet

Nome vulgar: Pau d 'arco ou Ipê roxo

Parte utilizada: casca e lenho;

Const. Químicos Principais: - lapachol; - alfa-lapachol; -


beta-lapachol;
- cloro-hidrolapachol; xilodoína.

Ação: * Antimicrobiana; * Anti-virótica; * Antifungica *


Antiinflamatória;
* Analgésica; * Antineoplásica

Obs.: seg . a Phd Linda Rector-page - USA - Aumenta a imunidade e fortalece o organismo no
combate a doenças oportunistas , como as provocadas por Candida albicans, herpes, resfriados,
etc.. Purificador do sangue usado em estados de toxicidade , como dermatites e psoríase. Usado
tanto externa como internamente em processos inflamatórios da pele como: eczema, psoríase e
dermatites.

Prop. farmacológicas estudadas: O lapachol possui ação antibiótica, antineoplásica,


anticoagulante e analgésica (pricipalmente em tumores), e baixa toxicidade. Estimula a circulação
sanguínea.

Posologia: 1 caps. 350 mg 3 a 4 xdia, após as refeições. 50 gts. tint. 3 a 4xdia dil em água após as
ref. creme aplicado externamente 3 xdia (10%) Contra indicações: Seu uso é contra indicado na
gestação pois pode provocar aborto ou alterações teratogênicas, fato comprovado em animais.

PLANTAS MEDICINAIS - POEJO


Por Dr Clóvis Aurélio Vervloet

NOMENCLATURA
Nome cientifico: Mentha pulegium L. Sinonímia: Poejo das hortas, Menta selvagem, Erva-de-São
Lourenço, Poleo (Espanha), Poleo-menta (Castelhano), Pulegio (Itália), Pennyroyal (Inglês),
Menthe pouliot (França).

DESCRIÇÃO
Família: Labiatae
É uma plantinha tenra, miúda, de perfume e gosto suaves. Erva vivaz, rasteira e superficial,
prendendo-se ao solo por raízes espontâneas, que surgem aos módulos do caule. Existe também
uma variedade ereta, mais rara.
Folhas: pequeninas, verde - claras a escuras de forma ovaladas com ligeiras penugem (pilosas).
São aromáticas muito frágeis e dispostas em cruz nos módulos das plantas.

Flores: pequeninas, num total de 12 a 15, de cor azul-arroxeado, rosado, lilás ou violáceo
(variedade ereta), reúne-se em pequenos grupos dispostos sobre o caule na porção terminal.

ORIGEM
Cosmopolita, gosta de solos encharcados, borda de rios, prados úmidos, zona frescas e
ligeiramente sombreadas (variedade ereta). Gosta de terra fértil, úmida, mas não encharcada, meia
sombra (variedade rasteira).

SOLO
Preferem os calcários, férteis, ricos em matéria orgânica, ligeiro e fresco. Deve ser sempre regado
para dar um bom rendimento. Não gosta de solo argiloso compacto.

PARTE USADA
Folhas frescas, secas e inflorescências. (Planta inteira)

CONSTITUINTES CONHECIDOS
Rica em óleo essencial (pulegona, piperitona, acetato de mentilo, mentona, isomentona, mentol,
timol, carvacrol) e tanino.

AÇÃO E UTILIZAÇÃO
Balsâmica, digestiva, carminativa e inibidora das secreções. Usada para gripe, bronquite, tosse,
rouquidão, acidez e ardor estomacais, flatulência, enjôo, má digestão e diarréia. Também usada
para debilidade do sistema nervoso, histeria e insônia.

USO INTERNO:
Tintura: 30 a 50 gts., diluído em água, 3 x dia
Infusão: 1 xícara de chá 3xdia
Melito: 1 colher de sobremesa 3 x dia

PRECAUÇÕES
Não deve ser usada em altas doses para não se ter o risco de intoxicação pela pulegona.

PROPAGAÇÃO
Natural: pela lixiviação dos ramos no solo e seu enraizamento.
Divisão de touceiras : dispondo-se os raminhos radialmente em n.º de 3 e 5 para que recubram
rapidamente a superfície.
Divida as plantas no outono ou primavera.
Semeação a laço com auxilio de um pouco de areia fina e ligeira camada de terra peneirada como
cobertura.
Semeie na primavera.
A erva permanece um mesmo lugar por muitos anos.
Plante em solos leves com drenagem, livres ou cobertura de terreno ou em junta de pedras do
pavimento.

COLETA
Toda planta verde usada fresca ou seca. Deve ser coletado quando florida, pela manhã, quando
são mais ricas em óleos essenciais.

SECAGEM
Rapidamente em cobertura bem ventilada em bandeja ou secagem com ar quente a uma
temperatura média de 35ºC. Depois de seca a planta é que se separam as folhas.
PLANTAS MEDICINAIS - TANCHAGEM
Dra Henriqueta Sacramento

NOME CIENTÍFICO: Plantago major L.

NOME POPULAR: tanchagem maior, tanchagem, tansagem,


plantagem, tranchagem.

FAMÍLIA: PLANTAGINACEAE

ORIGEM E OCORRÊNCIA:
Originária na Europa, mas está bem aclimatada no Brasil onde
vegeta abundante. Cosmopolita. Nasce em áreas de
pastagem, terrenos cultivados e em locais sombreados e
úmidos. Vegeta principalmente em clima temperado.

DESCRIÇÃO BOTÂNICA:
Planta perene, ereta, herbácea, acaule, medindo de 15 a 25cm de altura, com reprodução
principalmente por sementes.
Folhas rosuladas, basais, pecioladas, ovado-elíticas, com nervuras proeminentes, glabras,
medindo 7 a 10cm de comprimento e 3 a 5cm de largura. Inflorescências em espigas, sustentadas
por uma longa haste floral de até 30cm de altura; flores pequenas, de coloração marrom
avermelhadas. Fruto capsulo cônica de deiscência transversal, contendo até 30 sementes
minúsculas. Existem várias espécies de tanchagem, sendo o Plantago major uma das de maior
valor medicinal.

CULTIVO:
Planta daninha. Uma única planta pode produzir até 14000 sementes que apresentam baixa taxa
de germinação, sendo capazes de permanecerem dormentes no solo por um período de até 60
anos. Desenvolve melhor em solos arenosos ricos em matéria orgânica e com boa umidade.

PARTE UTILIZADA: Toda a planta.

CONSTITUINTES QUÍMICOS:

• taninos = 5.7%
• mucilagens
• ácidos orgânicos: ac. clorogênico, ac. ursólico
• glicosídeos: aucubina
• óleo essencial = 0.2%
• alcalóides: plantagonina, indicaina
• resina
• alantoína
• heterosídeos (0.37%) entre eles aucubigeninina
• ácidos ferrúlico, cumarínico e oleonólico
• enzimas: emulsina e invertina
• colina
• sais de potássio = 0.5%
• vitamina C
• antraquinonas nas sementes
• A farmacopéia alemã exige um teor de 1.9 a 2.4% de aucubosídeo na planta seca.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS:

Mucilagens: ação protetora das mucosas inflamadas e das vias respiratórias, impedindo a atividade
de substâncias irritantes e promovendo a diminuição do processo inflamatório. Age sobre as vias
respiratórias superiores protegendo a mucosa e auxiliando a expectoração.

Taninos: Conferem propriedade adstringente, formando revestimentos protetores, atenuando a


sensibilidade e dificultando infecções, além de proporcionar uma ação hemostática.

Folhas: Atuam diminuindo a inflamação da mucosa intestinal podendo ser usada na diarréia.

Administração cumulativa do extrato das folhas na dose de 80, 160, 320 e 640mg/kg, intragástrica,
causou a leve queda da pressão arterial. Intravenosamente em hamsteres, ocorreu queda da
pressão arterial na dose de 10, 20, 40 e 80mg/kg. (Cambas, Alger e Santos, 1983).

O extra-aquoso das folhas significativamente diminui o número de úlceras e o tempo de ulceração


quando administrado subcutaneamente na dose de 50mg/kg na alça piloro de ratos. (Santos e
Cousin, 1989) A decocção das folhas mostrou ação inibitória para o crescimento de E. coli e S.
aureus isolados de conjuntivites humanas (Cáceres et. al , 1987)

INDICAÇÕES POPULARES:

Folhas são tônicas, febrífugas, adstringentes, anti-hemorroidais, anti-pruriginosa, expectorantes,


purifica o sangue. Em gargarejos é útil contra inflamações da pele, boca e garganta, parotidites e
gengivas sangrentas. Conjuntivites, desinterias, febre, dor de ouvido, inflamação do fígado, úlceras
de estômago.

PREPARAÇÕES POPULARES:

• Chá - 3 a 4 folhas em 1 xícara de água fervida, em infusão. Tomar 1 xícara três vezes ao
dia, antes de alimentar-se.
• Suco fresco ou cataplasma - Colocar as folhas frescas amassadas sobre feridas para
favorecer a cicatrização.
• Banhos (uso externo) - conjuntivite. * O mesmo que a infusão.
• Bochechos (uso externo) - Nevralgias, piorréias, etc. 1 xícara de cafezinho de folhas
frescas picadas em ½ litro de água em infusão. Acrescentar 1 colher de sopa de sal e
gargarejar três vezes ao dia.

INDICAÇÃO TERAPÊUTICA CIENTÍFICA:

- Efeito uricosúrico à promove aumento da excreção uninária de ácido úrico. - Efeito anti-
inflamatório à estomatites, glossites, gengivites, faringites, amígdalas irritadas levemente sem foco.
- Efeito anti-ulceroso - (pela proteção da barreira mucosa) à Úlceras de perna, ferimentos de pele
traumáticos ou pós operatório. - Diarréias. - Gripe com tosse seca, irritativa e bronquites

CONTRA-INDICAÇÕES:

• - Na gravidez.
• - Em pacientes com constipação intestinal.
• - Hipotensão arterial.
EFEITOS COLATERAIS: Não causa efeitos colaterais quando usada em doses terapêuticas.

USO DURANTE GESTAÇÃO/LACTAÇÃO: Contra-indicado na gestação.

PROTOCOLO DE ESTUDO CRITÉRIOS DE INCLUSÃO:

- Informações leves do trato respiratório superior, sem foco bacteriano instalado. - Avaliar tempo de
início do processo. Caso haja secreção purulenta ou febre persistente, associar antibiótico.

SEGUIMENTO:

· Avaliar dinamicamente e relatar no protocolo:

• - tipo de lesão (primária ou secundária);


• - presença de edema, eritema, etc.;
• - tempo de aparecimento do sintoma.

FENDA - acompanhamento diário do ferimento na sala de curativos.

RETORNO: em 2 a 3 dias e em 7 dias(casos de doenças agudas).

PRECAUÇÕES: Seguir a dose recomendada. Caso surgirem reações indesejáveis, suspender o


uso.

INTERAÇÕES: Cuidado com pacientes em uso de anti-hipertensivo, pois pode provocar uma leve
queda da pressão arterial.

DOSAGEM/MODO DE USAR (POSOLOGIA):

USO INTERNO:

TINTURA:{ 50 a 70 gotas, diluída em água três vezes ao dia. (ADULTO) CRIANÇA: 1g/kg de seis
em seis horas

USO EXTERNO:

TINTURA à 1 colher de sopa de tintura em ½ copo d'água.(para bochechar). INFUSO: 60g de


folhas/llitro de água.

DURAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO: de 7 a 15 dias.

SUPERDOSAGEM Não foram encontradas nas referências bibliográficas consultadas.

DADOS TOXICOLÓGICOS: Doses tóxicas causam arritmias, diminuição do inotropismo cardíaco e


da pressão arterial; doses muito altas causaram parada cardíaca nos animais.

PLANTA MEDICINAL - VALERIANA


Por Dr Clóvis Aurélio Vervloet
NOMENCLATURA
Nome Botânico: Valeriana officinalis L.
Família: Valerianacea
Nomes Populares: Erva-dos-gatos, erva de são jorge, All-heal, Amantilla e
Setwall

DESCRIÇÃO
Planta perene, de haste fistolosa, reta, internamente oca e ramificada apenas
perto das extremidades, mede de 20 a 120 cm de altura.
- Ostenta folhas opostas e profundamente divididas em segmentos em forma
de lanças, com bordos denteados e face inferior pubescente.
- Pequenas flores branco-rosadas e perfumadas, dispostas em umbelas
terminais e aquênios dotados de penacho.
- Seu rizoma é amarelo, cônico e mede 4 cm de comprimento, emite grande
número de raízes fibrosas, desprendendo odor bastante desagradável.
É uma planta de lugares úmidos. As raízes e rizomas são coletados após 2 a 3
anos do plantio.

ORIGEM: É encontrada em toda Europa e oeste da Ásia.

PARTE USADA: Rizoma e raízes.

PROPAGAÇÃO: Sementes e divisão das raízes

COMPOSIÇÃO QUÍMICA:

• Iridóides (valepotriatos): destaca-se os valtratos e dihidrovaltratos;


• Óleo essencial: Coposto por monoterpenos (canfeno, alfa-pineno), sesquiterpenos
(azuleno, beta-cariofileno), monoterpenol (borneol,geraniol,alfa-terpineol),
sesquiterpenonas (valeranona, faurinona) e ácido (valeriânico e isovaleriânico);
• Alcalóides piridínicos: actinidina e valerianina;
• Outros: ácidos fenólicos, taninos e flavonóides.

AÇÃO FARMACOLÓGIA:
Em experimentos animais, a interação de vários de seus constituintes, produz uma ação central
depressiva, sedativa, ansiolítica, espasmolítica, relaxante muscular e anti-ulcerogênica.
Seu maior efeito nos humanos é na redução do tempo para a indução do sono. In vitro, o ácido
valeriânico demonstrou que diminui a degradação da GABA (Ácido Gamaaminobutírico), logo o seu
aumento leva a um aumento concomitante na secreção dos neurotransmissores. Este aumento de
GABA disponível é um dos fatores que talvez seja responsável pela suas propriedades sedativas.

ESTUDOS CLÍNICOS
O efeito de melhora na qualidade do sono foi demonstrado num estudo bem construído,
randomizado, multi-centro, duplo-cego, envolvendo 121 pacientes. Foi dado 600mg de um extrato
a 70% de etanol de raízes de Valeriana officinalis que estava standartizado com 0,4 a 0,6% de
ácido valeriânico, para metade dos pacientes e para a outra metade placebo, uma hora antes do
horário de dormir, durante 28 noites consecutivas. Aos pacientes foram dados dois questionários,
um que media a escala de depressão/humor e outro com uma escala de impressões globais da
clínica. 66% do grupo que usou a Valeriana officinalis relatou, ao final dos 28 dias, que o efeito
terapêutico foi bom ou muito bom. Este resultado deve ser comparado ao do grupo que ingeriu o
placebo onde somente 29% também observaram esta melhora.
INDICAÇÕES:
Aprovado pela Comissão E - Alemanha, para:
- Nervosismo e Insônia.
Antiespasmódico. Ansiolítico, diminuidor do stress e possivelmente antidepressivo.

POSOLOGIA:
Valeriana officinalis - pó - 300mg a 1,0g
Uso: Tomar l cápsula 3 vezes ao dia (tomar 1 dose 1 hora antes de dormir, ou 3x dia no caso de
ansiedade).
(Tintura: 10 a 30 gotas 2 a 3 x dia)

CONTRA-INDICAÇÃO:
É contra-indicado na gravidez e em mulheres que estão amamentando.

EFEITOS COLATERAIS:
Num uso prolongado, podem aparecer: dor de cabeça, sono, cansaço, midríase e desordem na
função cardíaca.
Pode haver raros casos de reações alérgicas e reações gastrointestinais. Pode surgir no início do
tratamento diminuição dos reflexos e julgamentos dos motoristas.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS:
Potencializa o efeito de outras drogas depressivas do SNC. Em estudos animais observou-se um
ação aditiva quando usada em combinação com barbituratos e benzodiazepínicos.