Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Mecânica – FEMEC Disciplina: Refrigeração e Ar Condicionado Professor: Dr.

Orosimbo Andrade de Almeida Rego

PROJETO: CÂMARA FRIA PARA ESTOCAGEM DE BANANAS

Ana Luiza Almeida Santos

100781

Uberlândia, 30 de Junho de 2011

Conteúdo
1. 2. Introdução ................................................................................................... 4 Esquema das Dimensões das Câmaras com o Critério de

Dimensionamento e das Condições de Estocagem........................................................... 6 3. Dimensionamento do isolamento ............................................................... 8 3.1. Cálculo da espessura ............................................................................... 8 3.2. Quantidade e custo .................................................................................. 8 3.3. Porta Frigorífica ...................................................................................... 8 4. Cálculo da Carga Térmica .......................................................................... 9 4.1. Carga térmica de condução e insolação .................................................. 9 4.2. Carga térmica de infiltração .................................................................. 10 4.3. Carga térmica de produto ...................................................................... 10 4.4. Carga térmica de pessoas ...................................................................... 10 4.5. Carga térmica de iluminação ................................................................ 11 4.6. Carga térmica de metabolismo.............................................................. 11 4.7. Carga térmica de motores e ventiladores .............................................. 11 5. Seleção de Equipamentos ......................................................................... 12 5.1. Dados utilizados para a seleção dos equipamentos .............................. 12 5.2. Relação dos equipamentos selecionados contendo fabricante, modelo e quantidade 12

5.2.1. Evaporadores .................................................................................. 12 5.2.2. Unidade de refrigeração ................................................................. 13 6. Esquema da instalação com as dimensões da câmara fria, da sua cobertura

e da localização dos equipamentos ................................................................................. 14 7. 8. Bibliografia ............................................................................................... 14 Anexos ...................................................................................................... 15 8.1. Condições de armazenagem recomendadas - ANVISA ....................... 15 8.2. Condições externas recomendadas para o verão (°C) ........................... 16 2

.......................5....................... Porta Frigorífica ................. Calor específico da banana ................ 19 8..........4.......... Informações sobre os evaporadores .............................. Custo em R$/m2 de painéis frigoríficos da Tectermica ................Tectermica .............. 18 8.......... 17 8... Informações sobre as unidades de refrigeração .6................................................................... 27 3 ...3.............8............. 19 8.............................................. Calor de respiração produzido por alimentos (W/t)......................9...7.................. Equações utilizadas nos cálculos...................... 18 8.......8.... 22 8. Características do isolante ........10............ 17 8...

1. os danos são caracterizados por uma aparência cinza opaca esfumaçada. Em atmosfera controlada com 7 a 10% de CO2 e 1. A modificação da atmosfera. porém sem afetar a consistência e o paladar da polpa. os quais depreciam a qualidade do fruto. em vez da cor amarela brilhante da casca. sendo recomendado o seu armazenamento na faixa de 85 a 95%. um absorvente do etileno.3ºC. Na banana madura. As caixas devem ser revestidas com plástico de baixa densidade para proteção dos frutos contra escoriações. que são causados pela exposição a temperaturas inferiores a 13. de modo que. Por esta razão. é recomendável a frigoconservação em câmaras automatizadas. para uma dada temperatura. previamente. A intensidade dos danos pelo frio é fortemente influenciada pela umidade relativa do ar. As bananas podem ser mantidas sob refrigeração durante um período de uma a três semanas. Embora esta faixa de umidade possa ser mantida em câmaras sem controle automático. também aumenta significativamente o tempo de conservação. a operação é tediosa e consome tempo. Introdução A banana é uma fruta muito comercializada no Brasil. Outro indicador de danos é a exsudação de látex ou translucidez do mesmo. Após a colheita. embaladas em caixas de papelão. estende ainda mais o período de 4 . as bananas podem ser conservadas por mais de quatro meses a 20ºC. o aumento da umidade retarda o aparecimento de danos. fabricadas especificamente para frutos. A temperatura mínima de armazenagem depende da sensibilidade da banana a danos pelo frio.5 a 2. posteriormente. A conservação de bananas pode ser aumentada significativamente com o uso de atmosfera controlada ou modificada. madeira ou plástico. as pencas de banana devem sair do cacho para um tanque com água e detergente. A umidade também afeta a qualidade da banana. com ethephon. A inclusão de permanganato de potássio. subdivididas em buquês e. onde serão lavadas. amadurecendo normalmente após transferência para câmara de maturação. sendo necessária sua estocagem pós-colheita. sendo removidas após este período para câmaras de maturação. que controlam tanto a temperatura quanto a umidade relativa. regando-se o piso com água duas vezes por dia. A melhor indicação de danos pelo frio em banana verde é a presença de pintas marrom-avermelhadas sob a epiderme. selando as bananas em sacos de polietileno. onde são tratadas com etileno ou.5% de O2.

O enceramento causa modificações na atmosfera interna do fruto. a palatabilidade e aumentar o período de comercialização. A manutenção da umidade relativa entre 85 e 95% durante a maturação é vital para a obtenção de frutos de boa qualidade de cor e sabor. desde 13 até 37ºC. O sistema de ventilação da câmara e o tipo de empilhamento das caixas afetam sensivelmente a circulação do ar. A faixa ótima de temperatura do ar para a climatização é de 13. Os paletes não devem ser colocados a menos de 45 cm das paredes frontal e traseira da câmara. com movimentação diária de 1. se for usado outro padrão de empilhamento. aumentando a concentração de CO2 e reduzindo a de O2. Uma vantagem adicional dos sacos de polietileno é que o seu uso é efetivo em uma larga faixa de temperatura.9ºC. o melhor padrão de empilhamento é o 4-bloco alternado. as pilhas podem ser justapostas. como ocorre em câmaras com atmosfera controlada e nas embalagens plásticas.5 toneladas. daí o prolongamento do período pré-climatérico. Uma vez que a temperatura aumenta devido à respiração das bananas. necessário ao controle da temperatura da polpa e progresso da coloração. a área exposta do topo das caixas é muito importante para prevenir aumento de temperatura na pilha e manter a temperatura da polpa estável durante a climatização. para propiciar um bom fluxo de ar. Mesmo 5 . Bahia. Para operação paletizada usando paletes de 1.20 m (40 x 48). deve-se deixar 10 cm entre cada pilha. reduzir a perda de água e a ocorrência de escurecimento da casca.9 a 23. O uso de emulsões de cera e produtos à base de éster de sacarose permitem estender o período pré-climatérico de bananas por uma a duas semanas.00 x 1.armazenagem. No entanto. na cidade de Salvador. Uma adequada circulação de ar na câmara é essencial para uniformização da maturação. Alta umidade relativa com adequada temperatura contribui grandemente para melhorar a aparência. O presente trabalho tem a finalidade de estocar 15 toneladas de banana. As pilhas devem ser distribuídas uniformemente na câmara. na qual não ocorrem alterações na qualidade dos frutos. O aumento da temperatura reduz o tempo para atingir-se um determinado estágio de cor da casca. Quando se usa o padrão 4-bloco alternado.

40 kg/m3. Como cada pilha tem três caixas. optou-se fazer uma instalação sem controle automático. uma instalação sem controle automático atende bem as especificações propostas para este trabalho. Logo. 2. a densidade de estocagem por pilha é de 202. Como uma pilha possui três caixas umas sobre as outras. sendo desnecessário o uso de máquinas de movimentação de carga. adotando uma densidade por caixa de 67. Esquema das Dimensões das Câmaras com o Critério de Dimensionamento e das Condições de Estocagem A estocagem de banana é feita em caixas pallet dobráveis de plástico com dimensões externas dimensões internas de e .apresentando vantagens sobre o armazenamento em ambiente com atmosfera controlada. tem-se o volume de carga: Figura 1: Caixa pallet. colocando um palete plástico de dupla face 6 . pois o foco deste trabalho é por em prática o conteúdo apresentado durante o curso de Refrigeração e Ar Condicionado.40 kg/m3. sendo armazenados 50 kg de banana por caixa. Considerando que a carga a ser estocada é de 15 toneladas.

também espaçadas de 20 cm (largura total = 11. a altura de uma pilha .de dimensões de equivale a abaixo de todas as caixas. 7 . Abaixo segue uma representação desta câmara: Figura 3: Câmara fria projetada com suas dimensões. sendo estas espaçadas de 20 cm (comprimento total = 13. Logo. têmse as seguintes dimensões para a câmara: . e dispondo de dez caixas na direção da largura da caixa. pode-se calcular a área de carga: Figura 2: Pallet de dupla face Colocando dez caixas por fileira na direção do comprimento da caixa.8 m).8 m).

de 50 mm de espessura e condutância de 0. Porta Frigorífica Além de especificar o isolante.2. tem-se: 3.5054 e tendo uma área total de isolante de 648 m2.4. Seu preço é de (Vide 8. que para este caso equivale a 50 mm do material Poliureturano expandido.). feita de Inox 430. o preço encontrado foi de R$ 70. Quantidade e custo Com a escolha do material Poliureturano expandido (EPS) de duas faces. pode-se estimar o custo relacionado ao isolamento.1. Cálculo da espessura Considerando que o isolamento seja bom ( ) e que não há calor de insolação devido à existência do galpão que envolve a câmara.As câmaras frias normalmente são construídas em galpões que evitam a insolação em suas paredes e podem servir de estrutura para a fixação dos equipamentos de refrigeração. Para este material. A tabela de preços do material encontra-se na seção 8. Neste caso. escolheu-se uma porta de correr da Clima Certo. 3. Dimensionamento do isolamento 3. Logo. têm-se condições para achar a espessura (Vide 8. 3. 8 . a condutância este é calculada da seguinte forma: sendo o fluxo máximo de calor recomendado. Com a condutância.89 / m2.3. com dimensões de .3). é importante escolher uma porta frigorífica.

Como a Com base nas seções 8.56 90 23. de iluminação. metabolismo e de motores.004031 1.77 0. a temperatura externa. Segue o memorial referente às cargas de interesse.33 1. 4. utilizou-se a seguinte equação: sendo a condutância do isolante. Assim. a 32 °C e 26 °C.223 0. A a área considerada. carga térmica de produto.4 80. tem-se que as temperaturas de bulbo e de bulbo úmido equivalem.8174 Assim.5 7. carga térmica de infiltração.4. e adotou-se uma temperatura de armazenamento equivale a 13. obtiveram-se as seguintes propriedades da câmara fria e do ambiente externo: Propriedades TBS (°C) TBU (°C) UR (%) Entalpia (kJ/kg) Massa específica (kg/m ) Umidade absoluta (kg/kg) de ar Volume específico (m3/kg) 3 Ar Externo – Salvador 32 26 62. carga térmica de pessoas. Cálculo da Carga Térmica Para se calcular a carga térmica referente à câmara deve-se levar em consideração os calores de condução e insolação. tem-se que 9 .8906 Ar Interno – Câmara Fria 13. a temperatura da câmara frigorífica.5 °C e a umidade relativa de 90%.1 e 8. respectivamente. .1. utilizando o EES.01879 0.2.123 0. Carga térmica de condução e insolação Para calcular esta carga. diferença de temperatura de insolação e câmara encontra-se num galpão.

3. . Carga térmica de infiltração Para calcular esta carga. Carga térmica de pessoas Esta carga pode ser desprezada.6). L é o calor latente do produto e Cpg é o calor especifico após o congelamento. Cpr é o calor específico do produto antes do congelamento. encontrados nas tabelas das seções 8. e 4. já que a quantidade de pessoas trabalhando é a mínima possível e durante pouco tempo.K (Vide 8. encontrou-se Cpr = 3. Com relação ao Cpr da banana. Como a banana não congela.6 e 8.2. Os fatores e . 10 . tem-se: 4. .4. equivalendo a Logo.3 kJ/kg. Carga térmica de produto A equação abaixo é utilizada para calcular a carga térmica de produto: onde D é a carga de movimentação diária do produto.4. Assim.7. e são equivale ao volume da câmara. isto é. usa-se a seguinte equação: onde .

4.6.5. usa-se a seguinte equação: sendo Considerando que a iluminação na câmara fria seja muito baixa.7. tem-se que a carga térmica dos motores dos ventiladores vale: 11 . Carga térmica de metabolismo Para calcular tal carga. Carga térmica de iluminação Para calcular esta carga. 24 h/dia. 4. somando todos os itens anteriores: A potência do motor é dada por: Adotando-se um rendimento mecânico igual a 0.7). é o calor de respiração. Carga térmica de motores e ventiladores Para se ter o valor dessa carga é necessário calcular a carga total aproximada.78. Logo. usa-se a seguinte equação: onde M é a massa em toneladas do produto armazenado e que para a banana (Vide 8. Logo durante 4.

95 TR ou 5874.82 - 5.99 16655. são necessários os seguintes dados:  Temperatura de evaporação (TEV) (°C) 12 .01 0 0.92 0 223.1. uma tabela referente a todas as cargas térmicas: Carga Térmica Condução e Insolação Infiltração Produto Pessoas Iluminação Metabolismo Motor Total % 98734.3 21.08 140983.02 0 3.37 0.33 0. então.Carga Térmica Total: Segue.23 1.28 0.4 9. como também suportar a temperatura da câmara fria de 13. Relação dos equipamentos selecionados contendo fabricante. Evaporadores Para a seleção dos evaporadores. Dados utilizados para a seleção dos equipamentos Para selecionar as unidades de refrigeração e os evaporadores.01 0.08 0.6 4113.1.60 0. 5.95 70.5 °C.97 5874.42 693.01 11.48 0.2. sendo que estes equipamentos devem suprir essa carga térmica. deve-se levar em conta a carga térmica calculada de 1.96 841.81 0.88 0 5366.32 1.32 kcal/h. modelo e quantidade 5.95 20195.04 14.2. Seleção de Equipamentos 5.

com dupla saída. além da carga térmica e a temperatura de evaporação.8. . optou-se em adotar  Temperatura de ar na entrada do evaporador (TA) (°C) Essa temperatura refere-se à temperatura da câmara. Contudo. trabalha com ar forçado e tem capacidade para o fluido refrigerante R22. Com estes dados de temperatura. Para trabalhar com dois evaporadores. 15 °C.2.2. com capacidade de 3304 kcal/h. Neste caso. pode-se trabalhar com uma ou mais unidades de refrigeração. Suas especificações encontram-se na seção 8. a temperatura ambiente externa que para este caso é de 32 °C. modelo DFTC24R. trabalha com ar forçado e tem capacidade para o fluido refrigerante R22. Da mesma forma que nos evaporadores. também da TermoKey. juntamente com a carga térmica. Suas especificações encontram-se na seção 8. 5. 13 .8. 13. no catálogo não há esta temperatura como referência. sendo adotada a temperatura mais próxima.5 °C. selecionaram-se equipamentos para trabalhar com uma e duas unidades evaporadoras. Novamente optou-se em trabalhar com uma e com duas unidades de refrigeração. escolheu-se o evaporador da ThermoKey. Unidade de refrigeração A seleção da unidade de refrigeração leva em conta. pode-se selecionar a unidade evaporadora. com dupla saída. isto é. Optando em trabalhar com dois evaporadores tem-se a vantagem de poder desligar uma das unidades quando a carga térmica total da câmara for baixa. Optando para trabalhar com um evaporador. podendo trabalhar com uma única unidade ou mais. Este modelo também é uma unidade de expansão direta. selecionou-se o modelo DFTC14R. levando a . Assim.sendo que este deve estar entre 10 °C e 15 °C. Este evaporador é uma unidade de expansão direta. de capacidade 6680 kcal/h.

O.embrapa. escolheram-se calhas cujas especificações encontram-se na seção 8. (s.9. (1980). Bibliografia Cordeiro. NBR 06401 .br/FontesHTML/Banana/BananaPara/colheit a. Sistema de produção de banana para o Estado do Pará.1980 . M. J. Z.htm José Cleidimário Araújo Leite. trabalhando com fluido refrigerante R22. Fonte: Embrapa: http://sistemasdeproducao. Campina Grande.). Para estas unidades as especificações encontram-se na seção 8. Para proteger a unidade de refrigeração. M. da sua cobertura e da localização dos equipamentos Anexo ao fim deste trabalho 7. Optando trabalhar com duas unidades de refrigeração. NBR. (Janeiro de 2003).9. Rego.9. Esquema da instalação com as dimensões da câmara fria. Instalações de Centrais de Ar Condicionado. O fluido refrigerante de trabalho é o R22. 6. A. As especificações para esta unidade encontram-se na seção 8.d.cnptia. escolheram-se o modelo HCM 018 da Danfoss com capacidade de . CALOR ISOSTÉRICO DA POLPA DE BANANA VARIEDADES MAÇÃ E NANICA.Para trabalhar com uma unidade de refrigeração selecionou-se o modelo HCM 032 da Danfoss com capacidade de . Material de aula. 14 .

ANVISA Fonte: ANVISA (Material de aula) 15 . Anexos 8.8. Condições de armazenagem recomendadas .1.

8.1980 . Condições externas recomendadas para o verão (°C) Fonte: NBR 06401 .Instalações de Centrais de Ar Condicionado 16 .2.

Tectermica Fonte: Tectermica 8.8. Características do isolante .3. Custo em R$/m2 de painéis frigoríficos da Tectermica Fonte: Tectermica 17 .4.

cnptia.br/FontesHTML/Banana/BananaPara/colheita.6. Porta Frigorífica Fonte: http://www.embrapa.com.8.5.br/porta-flexivel.htm 8.htm 18 .climacerto. Calor específico da banana Fonte: http://sistemasdeproducao.

8. 8. Informações sobre os evaporadores 19 . Calor de respiração produzido por alimentos (W/t) Fonte: Material de aula.7.8.

20 .

Fonte: Catálogo ThermoKey Linha FTC/DFTC 21 .

9. Informações sobre as unidades de refrigeração 22 .8.

23 .

24 .

25 .

Unidade de Refrigeração 26 .Fonte: Catálogo Danfoss .

8. Equações utilizadas nos cálculos 27 .10.

28 .

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